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RESUMO - DIREITO CONSTITUCIONAL, 1

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DIREITO CONSTITUCIONAL

1ª Parte I - DO DIREITO CONSTITUCIONAL E DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL Direito Constitucional é o ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os princípios e normas fundamentais do Estado; é a ciência positiva das constituições; tem por Objeto a constituição política do Estado, cabendo a ele o estudo sistemático das normas que integram a constituição. O conteúdo científico do Direito Constitucional abrange à seguintes disciplinas: Direito Constitucional Positivo ou Particular: é o que tem por objeto o estudo dos princípios e normas de uma constituição concreta, de um Estado determinado; compreende a interpretação , sistematização e crítica das normas jurídico-constitucionais desse Estado, configuradas na constituição vigente, noe seus legados históricos e sua conexão com a realidade sócio-cultural. Direito Constitucional Comparado: é o estudo teórico das normas jurídico-constitucionais positivas (não necessariamente vigentes) de vários Estados, preocupando-se em destacar as singularidades e os contrastes entre eles ou entre grupo deles. Direito Constitucional Geral: delineia uma série de princípios, de conceitos e de instituições que se acham em vários direitos positivos ou em grupos deles para clasificá-los e sistematizá-los numa visão unitária; é uma ciência, que visa generalizar os princípios teóricos do Direito Constitucional particular e, ao mesmo tempo, constatar pontos de contato e independência do Direito Constitucional Positivo dos vários Estados que adotam formas semelhantes do Governo. DA CONSTITUIÇÃO Conceito: considerada sua lei fundamental, seria, então, a organização dos seus elementos essenciais: um sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regula a forma do Estado, a forma de seu governo, o modo de aquisição e o exercício do poder, o estabelecimento de sus órgãos, os limites de sua ação, os direitos fundamentais do homem e as respectivas garantias; em síntese, é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado. A constituição é algo que tem, como forma, um complexo de normas; como conteúdo, a conduta humana motivada das relações sociais; como fim, a realização dos valores que apontam para o existir da comunidade; e, finalmente, como causa criadora e recriadora, o poder que emana do povo; não podendo ser compreendida e interpretada, se não tiver em mente essa estrutura, considerada como conexão de sentido, como é tudo aquilo que integra um conjunto de valores. Classificação das Constituições: quanto ao conteúdo: materiais e formas; quanto à forma: escritas e não escritas; quanto ao modo de elaboração: dogmáticas e históricas; quanto à origem: populares (democráticas) ou outorgadas; quanto à estabilidade: rígidas, flexíveis e semi-rígidas. A constituição material em sentido amplo, identifica-se com a organização total do Estado, com regime político; em sentido estrito, designa as normas escritas ou costumeiras, inseridas ou não num documento escrito, que regulam a estrutura do Estado, o organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. A constituição formal é o peculiar modo de existir do Estado, reduzido, sob forma escrita, a um documento solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente modificável por processos e formalidades especiais nela própria estabelecidos. A constituição escrita é considerada, quando codificada e sistematizada num texto único, elaborado por um órgão constituinte, encerrando todas as normas tidas como fundamentais sobre a estrutura do Estado, a organização dos poderes constituídos, seu modo de exercício e limites de atuação e os direitos fundamentais.

Não escrita, é a que cujas normas não constam de um documento único e solene, baseando-se nos costumes, na jurisprudência e em convenções e em textos constitucionais esparsos. Ex. constituição inglesa. Constituição dogmática é a elaborada por um órgão constituinte, e sistematiza os dogmas ou idéias fundamentais da teoria política e do Direito dominantes no momento. Histórica ou costumeira: é a resultante de lenta formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sócio-políticos, que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. São populares as que se originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de eleborar e estabelecer a mesma. (Cfs de 1891, 1934, 1946 e 1988). Outorgadas são as elaboradas e estabelecidas sem a participação do povo, aquelas que o governante por si ou por interposta pessoa ou instituição, outorga, impõe, concede ao povo. (Cfs 1824, 1937, 1967 e 1969). Rígida é a somente alterável mediante processos, solenidades e exigências formais especiais, diferentes e mais difíceis que os de formação das leis ordinárias ou complementares. Flexível é a que pode ser livremente modificada pelo legislador segundo o mesmo processo de elaboração das leis ordinárias. Semi-rígida é a que contém uma parte rígida e uma flexível. Objeto: estabelecer a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos, o modo de quisição do poder e a forma de seu exercício, limites de sua atuação, assegurar os direitos e garantias dos indivíduos, fixar o regime político e disciplinar os fins sócio-econômicos do Estado, bem como os fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais. Conteúdo: é variável no espaço e no tempo, integrando a multiplicidade no "uno"das instituições econômicas, jurídicas, políticas e sociais na unidade múltipla da lei fundamental do Estado. Elementos: por sua generalidade, revela em sua estrutura normativa as seguintes categorias: a) elementos orgânicos: que se contêm nas normas que regulam a estrutura do Estado e do poder; b) limitativos: que se manifestam nas normas que consubstanciam o elenco dos direitos e garantias fundamentais; limitam a ação dos poderes estatais e dão a tônica do Estado de Direito (individuais e suas garantias, de nacionalidade, políticos); c) sócio-ideológicos: consubstanciados nas normas sócioideológicas, que revelam a caráter de compromisso das constituições modernas entre o Estado individualista e o social intervencionista; d) de estabilização constitucional: consagrados nas normas destinadas a assegurar a solução dos conflitos constitucionais, a defesa da constituição, do Estado e das instituições democráticas; e) formais de aplicabilidade: são os que se acham consubstanciados nas normas que estatuem regras de aplicação das constituições, assim, o preâmbulo, o dispositivo que contém as claúsulas de promulgação e as disposições transitórias, assim, as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO Rigidez e supremacia constitucional: A rigidez decorre da maior dificuldade para sua modificação do que as demais; dela emana o princípio da supremacia da constituição, colocando-a no vértice do sistema jurídico. Supremacia da Constituição Federal: por ser rígida, toda autoridade só nela encontra fundamento e só ela confere poderes e competências governamentais; exerce, suas atribuições nos termos dela; sendo que todas as normas que integram a ordenação jurídica nacional só serão válidas se se conformarem com as normas constitucionais federais. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

Inconstitucionalidade: as conformidades com os ditames constitucionais não se satisfaz apenas com a atuação positiva; exige mais, pois omitir a aplicação das normas, quando a Constituição determina, também constitui conduta inconstitucional, sendo reconhecida as seguintes formas de inconsitucionalidade: Por ação: ocorre com a produção de atos legislativos ou administrativos que contrariem normas ou princípios da constituição; seu fundamento resulta da compatibilidade vertical das normas (as inferiores só valem se compatíveis com as superiores); essa incompatibilidade é que se chama de inconstitucionalidades da lei ou dos atos do Poder Público; - Por omissão: verifica-se nos casos em que não sejam praticados atos requeridos pata tornar plenamente aplicáveis normas constitucionais; não realizado um direito por omissão do legislador, caracteriza-se como inconstitucional; pressuposto para a propositura de uma ação de inconstitucionalidade por omissão. Sistema de controle de constitucionalidade: se estabelece, tecnicamente, para defender a supremacia constitucional contra as inconstitucionalidades. Controle político: entrega a verificação de inconstitucionalidade a órgãos de natureza política; Jurisdicional: é a faculdade qua as constituições outorga ao Judiciário de declarar a insconstitucionalidade de lei ou outros atos de Poder Público; Misto: realiza-se quando a constituição submete certas categorias de lei ao controle político e outras ao controle jurisdicional. Critérios e modos de exercício do controle jurisdicional: são conhecidos dois critérios de controle: Controle difuso: verifica-se quando se reconhece o seu exercício a todos os componentes do Judiciário; controle concentrado: se só for deferido ao tribunal de cúpula do Judiciário; subordina-se ao princípio geral de que não há juízo sem autor, rigorosamente seguido no sistema brasileiro, como na maioria que possui controle difuso. Sistema brasileiro de controle de constitucionalidade: é jurisdicional introduzido com a Constituição de 1891, acolhendo o controle difuso por via de exceção ( cabe ao demandado argüir a inconstitucionalidade, apresentando sua defesa num caso concreto), perdurando até a vigente; em vista da atual constituição, temos a inconstitucionalidade por ação ou omissão; o controle é jurisdicional, combinando os critérios difuso e concentrado, este de competência do STF; portanto, temos o exercício do controle por via de exceção e por ação direta de insconstitucionalidade e ainda a ação declaratória de constitucionalidade; a ação direta de inconstitucionalidade compreende três modalidades: Interventiva, genérica e a supridora de omissão. A constituição mantém a regra segundo a qual somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a insconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. (art. 97) Efeitos da declaração de inconstitucionalidade: depende da solução sobre a natureza do ato inconstitucional: se é inexistente, nulo ou anulável. A declaração de insconstitucionalidade, na via indireta, não anula a lei nem a revoga; teoricamente a lei continua em vigor, eficaz e aplicável, até que o Senado Federal suspenda sua executoriedade (art. 52, X). A declaração na via direta tem efeito diverso, importa suprimir a eficácia e aplicabilidade da lei ou ato; distinções a seguir: Qual a eficácia da sentença que decide a inconstitucionalidade na via de exceção: se resolve pelos princípios processuais; a argüição de insconstitucionalidade é questão prejudicial e gera um procedimento incidenter tantum, que busca a simples verificação da existência ou do vício alegado; a sentença é declaratória; faz coisa julgada somente no caso e entre as partes; no que tange ao caso concreto, a declaração surte efeitos ex tunc; no entanto a lei contínua eficaz e aplicável, até que seja suspensa sua executoriedade pelo Senado; ato que não revoga nem anula a lei, apenas lhe retira a eficácia, daí por diante ex nunc.

terá como pressuposto fático a existência de decisões de constitucionalidade. a Mesa do Senado Federal. Finalidade o objeto da ação declaratória de constitucionalidade: essa ação pressupõe controvérsia a respeito da constitucionalidade da lei. p ara fazê-lo em 30 dias. ou Município. deverá ter eficácia erga omnes (genérica) e obrigatória. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. não há previsão dessa possibilidade. a condenação tem efeito constitutivo da sentença que faz coisa julgada material erga omnes. sua finalidade imediata consiste na rápida solução dessas pendências. em processos concretos. Legitimação e competência para a ação: segundo o art. 103. a Mesa da Câmara dos Deputados e o Procurador-Geral da República. . que vincula as autoridades aplicadoras da lei. poderão propô-la o Presidente da República. contrárias à posição governamental. mediante sua propositura por uma delas.§ 4º. § 2º da Constituição. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. sustentando a constitucionalidade da lei ou ato normativo. de fato. ao estatuir que. A competência para processar e julgar a ação declaratória de constitucionalidade é exclusivamente do STF. e o STF já decidiu que não cabe a intervenção do Advogado-Geral da União no processo dessa ação. objeto da ação é a verificação da constitucionalidade da lei ou ato normativo federal impugnado em processos concretos. em se tratando de órgão administrativo. 103. visa solucionar isso. seu exercício gera um processo constitucional contencioso. a sentença aí faz coisa julgada material. declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. que não poderão mais dar-lhe execução sob pena de arrostar a eficácia da coisa julgada. mas também restabelecer a ordem constitucional no Estado. mas não meramente. a decisão tem um efeito condenatório que fundamenta o decreto de intervenção. a Constituição declara que o decreto se limitará a suspender a execução do ato impugnado. que declara ou não a constitucionalidade da lei. não tem por objeto a verificação da constitucionalidade de lei ou ato estadual ou municipal. Efeito da sentença proferida no processo de ação de inconstitucionalidade interventiva: visa não apenas obter a declaração de inconstitucionalidade. o que é aferido diante da existência de um grande número de ações onde a constitucionalidade da lei é impugnada. por via de coisa julgada vinculante. não cabendo ao Senado a suspenção da execução do ato. tem natureza de meio de impugnação antes que de ação. Efeito da declaração de inconstitucionalidade por omissão: o efeito está no art. a sentença não será meramente declaratória. com o mesmo objeto das contestações. porque visa desfazer decisões proferidas entre as partes. que a decrete. a sentença que reconhece a inconstitucionalidade por omissão é declaratória. uma vez qua a declaração de insconstitucionalidade em tese visa precisamente atingir o efeito imediato de retirar a aplicabilidade da lei. mediante a intervenção. qualquer decisão.Qual a eficácia da sentença proferida no processo de ação direta de inconstitucionalidade genérica?: tem por objeto a própria questão de inconstitucionalidade. porque dela decorre um efeito ulterior de natureza mandamental no sentido de exigir a adoção das providências necessárias ao suprimento da omissão. AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE É uma ação que tem a característica de um meio paralisante de debates em torno de questões jurídicas fundamentais de interesse coletivo.

A doutrina distribui as limitações em: Limitações temporais: não são comumente encontráveis na história constitucional brasileira.Efeitos da decisão da ação declaratória de constitucionalidade: segundo a art. padecerá de vício de inconstitucionalidade formal ou material. nenhum juízo ou Tribunal poderá conhecer de ação ou processo em que se postule uma decisão contrária à declaração emitida no processo de ação declaratória de constitucionalidade pelo STF nem produzir validamente ato normativo em sentido contrário àquela decisão. o próprio poder constituinte originário. que. dali por diante. visa permitir a mudança da Constituição. ficando sujeita ao sistema de controle de constitucionalidade. é o único sistema de mudança formal da Constituição. instituiu um poder constituinte reformador. 60. expressamente. por esse método. as decisões definitivas de mérito nessas ações. 60. cuja estabilidade o legislador constituinte não considerou tão grande como outros mais valiosos. insuscetíveis de emendas) Controle de constitucionalidade da reforma constitucional: toda modificação. ao estabelecer a CF. pela outorga de competência à um órgão constituido para. Sistema brasileiro: Apresentada a proposta. qual seja a de que não se procederá à reforma na vigência do estado de sítio. paralisando-os com o desfazimento dos efeitos das decisões neles proferidas no primeiro caso ou a confirmação desses efeitos no segundo caso. se bem que submetida a obstáculos e formalidades mais difíceis que os exigidos para a alteração das leis ordinárias. adaptação da Constituição a novas necessidades. Ferreira Filho. é o poder constituinte originário. EMENDA À CONSTITUIÇÃO Emenda é o processo formal de mudanças das constituições rígidas. e assim ficará sujeita ao controle de constitucionalidade pelo Judiciário. produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante aos demais órgãos do Judiciário e do Executivo. Poder constituinte e poder reformador: a Constituição conferiu ao Congresso Nacional a competência para elaborar emendas a ela. três quintos (3/5) dos votos dos membros de cada uma delas (art. porque a própria norma constitucional lhe impõe procedimento e modo de agir. a novas forças. em seu lugar. excluir determinadas matérias ou conteúdos da incidência do poder de reforma) e implícitas (ocorre quando são enumeradas matérias de direitos fundamentais. no fundo. sem que para tanto seja preciso recorrer à revolução. configura as limitações formais. atua em segundo grau. § 2º). 102. . proceder às modificações na Constituição. a emenda será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. tal como se dá com as leis ordinárias. pelo efeito vinculante à função jurisdicional dos demais órgãos do Judiciário. a novos impulsos. de estado de defesa ou estado de sítio (art. materiais explícitas (compreende-se que o constituinte originário poderá. visto que previa. o ato. em dois turnos. Limitações ao poder de reforma constitucional: é limitado. a Cf vigente veda emendas na vigência de intervenção federal. considerando-se aprovada quando obtiver. com o respectivo número de ordem. será ela discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. poder constituinte de revisão "é aquele poder. § 2º. o agente ou sujeito da reforma. segundo o Prof. estabelecidas nas próprias constituições para o exercício do poder reformador. por meio de atuação de certos órgãos. mediante determinadas formalidades. é a modificação de certos pontos. § 5º). Manoel G. feita com desreipeito de procedimento especial estabelecido ou de preceito que não possa ser objeto de emenda. Limitações circunstanciais: desde 1934 estatui-se um tipo de limitação ao poder de reforma. em ambos. inerente à Constituição rígida que se destina a modificá-la. Limitações materiais: distingue. é que ela poderia ser reformada ( no caso 4 anos). § 1º). acrescenta-se que a matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa (art. é constitucional. terá efeito erga omnes. sem possibilidade de qualquer outra declaração em contrário. de modo indireto. que a realidade exige. se estendendo a todos os feitos em andamento. que somente após um certo tempo estabelecido. só a do Império estabeleceu esse tipo de limitação. uma vez aprovada. segundo o que a mesma estabelece. dos quais não pode arredar sob pena de sua obra sair viciada. 60. sem que seja preciso recorrer ao poder constituinte originário".

da igualdade dos Estados. são basicamente de duas categorias: Princípios político-constitucionais: constituem-se daquelas decisões políticas fundamentais concretizadas em normas conformadoras do sistema constitucional positivo. da soberania popular. os da CF/88 discriminadamente são: princípios relativos à existência. Os princípios são ordenações que se irradiam e imantam os sistemas de normas. II. Estado democrático de direito (art. por envolver conceitos gerais. contêm as decisões políticas fundamentais. pois são eles que dão coerência geral ao sistema. decorrem de certas normas constitucionais. e) relativos à prestação positiva do Estado: da independência e do desenvolvimento nacional. ou seja. e constituem desdobramentos dos fundamentais. objetos. e são normas-princípio. Conceito e conteúdo dos princípios fundamentais: constituem-se dos princípios definidores da forma de Estado.DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS As normas são preceitos que tutelam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. são como núcleos de condensações nos quais confluem valores e bens constitucionais. 1º e 2º). da auto determinação dos povos. os gerais formam temas de uma teoria geral do Direito Constitucional. dos princípios estruturantes do regime político e dos princípios caracterizadores da forma de governo e da organização política em geral. parágrafo único). do pluralismo. a ação imediata dos princípios consiste. em funcionarem como critério de interpretação e de integração. de convivência justa e da solidariedade (art 3º. do repúdio ao terrorismo e ao racismo. 1º. Os princípios constitucionais positivos: se traduzem em normas da Constituição ou que delas diretamente se inferem. relativos à comunidade internacional: da independência nacional. enquanto diretamente aplicáveis ou diretamente capazes de conformarem as relações políticoconstitucionais. da solução pacífica dos conflitos e da defesa da paz. vinculam elas à obrigação de submeter-se às exigências de realizar uma prestação. b) relativos à forma de governo e à organização dos poderes: República e separação de poderes (art. d) relativos ao regime político: da cidadania. III e IV). da justiça social e da não-discriminação (arts. I). 3º. bem como sua ação imediata. 4º). 1º). reconhecem a pessoa ou a entidade. da não-intervenção. Função e relevância dos princípios fundamentais: a função ordenadora. DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO ESTADO BRASILEIRO REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL . Princípios jurídico-constitucionais: são informadores da ordem jurídica nacional. da representação política e da participação popular direta (art. dos princípios definidores da estrutura do Estado. Princípios fundamentais e princípios gerais do Direito Constitucional: os fundamentais traduzem-se em normas fundamentais que explicitam as valorações políticas fundamentais do legislador constituinte. da dignidade da pessoa. em primeiro lugar. do respeito dos direitos fundamentais da pessoa humana. forma. a faculdade de realizar certos interesses por ato próprio ou exigindo ação ou abstenção de outrem. c) relativos à organização da sociedade: princípio da livre organização social.II . da cooperação entre os povos e o da integração da América Latina (art. soberania. relações. que podem ter seu estudo destacado da dogmática jurídico-constitucional. estrutura e tipo de Estado: República Federativa.

erradicar a pobreza e a marginalização. exprimem . sexo. ao torrão nacional. possui 3 caracteristicas fundamentais. independentes e harmônicos entre si. Sistema de Governo é o modo como se relacionam os poderes. que se opõe a toda forma de tirania. autonomia federativa. 2º :são poderes da União. estados-membros ou estado). Objetivos fundamentais do Estado brasileiro: a Constituição consigna como objetivos fundamentais (art. Estado é uma ordenação que tem por fim específico e essencial a regulamentação global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre um dado território. refere-se a uma forma de Estado (federação ou Estado Federal) caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional. a um tempo. autônoma em relação aos Estados e a que cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado brasileiro. presidencialista e diretorial.forma do Estado brasileiro: o federalismo.O País e o Estado brasileiros: País se refere aos aspectos físicos. 1º) não instaura a República. os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. visando a ordenar as relações entre esses grupos de indivíduos entre si e recíprocamente. República é uma forma de governo que designa uma coletividade política com características da res pública. o Estado brasileiro tem como fundamentos a soberania. coisa do povo e para o povo. Território e forma de Estado: território é o limite espacial dentro do qual o Estado exerce de modo efetivo o poder de império sobre pessoas e bens. . o Executivo e o Judiciário. sem preconceitos de origem. Forma de Estado é o modo de exercício do poder político em função do território. O princípio republicano (art. b) na posse de competências exclusivas. PODER E DIVISÃO DE PODERES A divisão de poderes é um princípio fundamental da Constituição. Poder político: pode ser definido como uma energia capaz de coordenar e impor decisões visando à realização de determinados fins. consta no ser art. A União é a entidade federal formada pela reunião das partes componentes. ou seja. manifesta a unidade geográfica. o Legislativo. justa e solidária. histórica. raça. promover o bem de todos. que dá origem aos sistemas parlamentarista. Forma de Governo . é constituído por Estados-membros dotados de autonomia. a constituição organiza esses elementos. a dignidade da pessoa humana. a cidadania. Estado Federal . idade e de outras formas de discriminação. constitui-se de um poder soberano de um povo situado num território com certas finalidades. indivisibilidade e indelegabilidade. Estado federal é o todo. cor. reduzir as desigualdades sociais e regionais. ao habitat. os quais reconhece. de maneira a manter um mínimo de ordem e estimular o máximo de progresso à vista do bem comum. econômica e cultural das terras ocupadas pelos brasileiros. Fundamentos do Estado brasileiro: segundo o art. 1º. executiva e jurisdicional e indicam os respectivos órgãos.a República: Forma de governo é conceito que se refere à maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados. 3º): construir uma sociedade livre. as funções legislativa. garantir o desenvolvimento nacional. dotado de personalidade jurídica de Direito Público Internacional. recebe-a da evolução constitucional. a federação consiste na união de coletividades regionais autônomas (estados federados. rege e domina. constituindo pessoa jurídica de Direito Público interno. embora parecendo único nas relações internacionais. notadamente quanto ao exercício de capacidade normativa sobre matérias reservadas à sua competência. unidade. O Estado federal apresenta-se como um Estado que. A autonomia federativa assenta-se em dois elementos: a) na existência de órgãos governamentais próprios. é superior a todos os outros poderes sociais. estabelecidos na organização dos poderes. especialmente o Legislativo e o Executivo.

onde o qualitativo social refere-se à correção do individualismo clássico liberal pela afirmação dos chamados direitos sociais e realização de objetivos de justiça social. não como simples reunião formal dos respectivos elemento. revela um conceito novo que os supera. O Estado Democrático de Direito reúne os princípios do Estado Democrático e do Estado de Direito. expressada e realizada. não precisam os titulares consultar os outros nem necessitam de sua autorização. a realizar o princípio democrático como garantia real dos direitos fundamentais da pessoa humana. Estado Social de Direito: transformação do Estado de Direito. na organização dos respectivos serviços. observadas apenas as disposições constitucionais e legais. a executiva resolve os problemas concretos e individualizados. Estado de Direito: suas caracteristicas básicas foram a submissão do império a lei. de acordo com as leis. a executiva e a jurisdicional. caracteriza-se no propósito de compatibilizar. mas não o seu completo desenvolvimento. Estado Democrático: se funda no princípio da soberania popular.Governo e distinção de funções do poder: Governo é o conjunto de órgãos mediante os quais a vontade do Estado é formulada. que. 62 (medidas provisórias com força de lei) e 68 ( delegação de atribuições legislativas). participação que não se exaure. 2 elementos: o capitalismo. fundamenta-se em dois elementos: a especialização funcional e a independência orgânica. ou . que tomam os nomes das respectivas funções. que. a divisão de funções entre os órgãos do poder nem sua independência são absolutas. Exceções ao princípio: a Constituição estabelece incompatibilidades relativamente ao exercício de funções e poderes (art. ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO A democracia. Exemplos de exceção ao princípio: arts. que surgiu como expressão jurídica da democracia liberal. e porque os limites e exceções ao princípio decorrem de normas. à busca do equilibrio necessário à realização do bem da coletividade. no exercício das atribuições que lhe sejam próprias. abstratas. assim. a distinção das funções que são a legislativa. como forma de produção. e a consecução do bem-estar social geral. como realização de valores de convivência humana. na simples formação das instituições representativas. A harmonia entre os poderes verifica-se pelas normas de cortesia no trato recíproco e no respeito às prerrogativas e faculdades a que mutuamente todos têm direito. . Independência e harmonia entre os poderes: a independência dos poderes significa que a investidura e a permanência das pessoas num dos órgãos não dependem da confiança nem da vontade dos outros. que impõe a participação efetiva e operante do povo na coisa pública. é conceito mais abrangente do que o de Estado de Direito. a jurisdicional tem por objeto aplicar o direito aos casos concretos a fim de dirimir conflitos de interesse. que constituem em estágio da evolução do Estado Democrático. em um mesmo sistema. a divisão de poderes e o enunciado e garantia dos direitos individuais. fundamentalmente é: a legislativa consiste na edição de regras gerais(leis). o conjunto de órgãos supremos a quem incumbe o exercício das funções do poder político. 56. que visam ao estabelecimento de um sistema de freios e contrapesos. na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. 54). há interferências. visa. cada um é livre. impessoais e inovadoras da ordem pública. Divisão dos poderes: consiste em confiar cada uma das funções governamentais a órgãos diferentes. servindo de base ao neocapitalismo.

democrático. levando em conta os conceitos dos elementos componentes. sujeita-se ao império da lei. a CF de 88 apenas abre as perspectivas de realização social profunda pela prática dos direitos sociais que ela inscreve e pelo exercício dos instrumentos que oferece à cidadania e que possibilita concretizar as exigências de um Estado de justiça social. supondo dinamismo. é democracia. instituído no art. antes de tudo. A lei no Estado Democrático de Direito: o princípio da legalidade é também um princípio basilar desse Estado. pelo povo e em proveito do povo. mas os supera na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. que implica uma atividade e um fim. pressupõe a existência de um conjunto de instituições e princípios fundamentais que informam determinada concepção política do Estado e da sociedade. da igualdade. o preâmbulo e o art. mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade. a democratização dessas prestações. da divisão de poderes. superando o Estado capitalista para configurar um Estado promotor de justiça social que o personalismo e monismo político das democrácias populares sob o influxo do socialismo real não foram capazes de construir.Caracterização do Estado Democrático de Direito: não significa apenas u nir formalmente os conceitos de Estado de Democrático e Estado de Direito. pois. basta a existência de uma sociedade. da justiça social. Pressupostos da democracia: a democrácia não necessita de pressupostos especiais. se seu governo emana do povo. mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais. sendo também um conceito ativo. se não. consiste na criação de um conceito novo. constitui fundamento do Estado Democrático de Direito. da legalidade e da segurança jurídica. fundado na dignidade da pessoa humana. funda-se no princípio democrático. ou seja. ao fato estrutural há que superpor o elemento funcional. e que inspiram seu ordenamento jurídico. é um tipo de Estado que tende a realizar a síntese do processo contraditório do mundo contemporâneo. . sem redução a uma simples atividade de governo. direta ou indiretamente. não o é. DEMOCRACIA Conceito de Democracia: é um processo de convivência social em que o poder emana do povo. do sistema de direitos fundamentais. Regime político brasileiro: segundo a CF/88. sua tarefa fundamental consiste em superar as desigualdades sociais e regionais e instaurar um regime democrático que realize a justiça social. Princípios a tarefa do Estado Democrático de Direito: são os seguintes: princípio da constitucionalidade. PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO E GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS REGIME POLÍTICO Conceito de regime político: é um complexo estrutural de princípios e forças políticas que configuram determinada concepção do Estado e da sociedade. 1º. é da essência do seu conceito subordinar-se à Constituição e fundar-se na legalidade democrática. 1º o enunciam de maneira insofismável. a estrutura de modos democráticos. a Constituição estrutura um regime democrático consubstanciando esses objetivos de igualização por via dos direitos sociais e da universalização de prestações sociais. há de ser exercido.

o referendo popular (art. o princípio da igualdade e o princípio da liberdade. o mandato político representativo. Democracia participativa: o princípio participativo caracteriza-se pela participação direta e pessoal da cidadania na formação dos atos de governo. outorga as funções de governo aos seus representantes. direta e indireta. do povo no poder. desempenha uma função política na democracia representativa. 5º. que combinam instituições de participação direta e indireta. fazendo leis. regulado no art. a democracia política. Democracia semidireta é. não podendo dirigir os negócios do Estado diretamente. daí o aparecimento de qualificações da democracia para denotar-lhe uma nova faceta.. mas a substancial. III. mas valores democráticos. o papel político é inserido para satisfazer. repousa sobre dois princípios fundamentais. institutos que. pela edição de medidas adequadas o plurarismo social. chamada representativa. de interesses contraditórios e antinômicos.Princípios e valores da democracia: a doutrina afirma que a democracia repousa sobre três princípios fundamentais: o princípio da maioria. não são princípios. Democracia pluralista: a CF/88 assegura os valores de uma sociedade pluralista (preâmbulo) e fundamenta-se no pluralismo político (art. a Constituição opta. fonte primária do poder. integram a democracia participativa. pois. periódica e formal. a democratização do poder é fenômeno histórico. como este recebe qualificações na conformidade de seu objeto e modo de atuação. I e 18. 14. LXXIII). a participação popular é indireta. que lhe dão a essência conceitual: o da soberania popular. contendo seu efeito dissolvente pela unidade de fundamento da ordem jurídica. tais como: a iniciativa popular (art. 14. em verdade. . §§ 3º e 4º) e a ação popular (art. segundo o qual o povo é a única fonte do poder. § 2º). O poder democrático e as qualificações da democracia: o que dá essência à democracia é o fato de o poder residir no povo. o conceito de democracia fundamenta-se na existência de um vínculo entre o povo e o poder. as primeiras manifestações consistiram nos institutos de democracia semidireta. optar por isso significa acolher uma sociedade conflitiva. é aquela na qual o povo. a participação. o sistema eleitoral. 1º. por via das instituições eleitorais que visam a disciplinar as técnicas de escolhas do representantes do povo. designado por via eleitoral. O mandato político representativo: a eleição gera. em favor do eleito. nele se consubstanciam os princípios da representação e da autoridade legítima. entre outros. Democracia representativa: pressupõe um conjunto de instituições que disciplinam a participação popular no processo político. Igualdade e Liberdade. ou seja. o plebiscito (art. 61. V). II e 49. a igualdade é valor fundante da democracia. como constam nos arts. na verdade. o mandado se diz político representativo porque constitui uma situação jurídico-política com base na qual alguém. 14 a 17 da CF. tais como as eleições. que se exprime pela regra de que todo o poder emana do povo. também. repousa na vontade popular no que tange à fonte do exercício do poder. que vem a formar os direitos políticos que qualificam a cidadania. etc. da densidade demográfica e da complexidade dos problemas sociais. surge um princípio derivado ou secundário: o da representação. Democracia indireta. XV). 14. os poderes governamentais. por si. nos casos em que a participação é indireta. democracia representativa com alguns institutos de participação direta do povo nas funções de governo. Exercício do poder democrático Democracia direta é aquela em que o povo exerce. pela sociedade pluralista que respeita a pessoa humana e sua liberdade. administrando e julgando. que elege periodicamente. a social e a econômica. em face da extensão territorial. para que este seja efetiva expressão da vontade popular. não igualdade formal. no sentido que a democracia constitui instrumento de sua realização no plano prático.

Dos Direitos e Garantias Fundamentais. no conteúdo e na aplicação. com integral desreipeito aos direitos do homem.Democracia e direito constitucional brasileiro: o regime assume uma forma de democracia participativa. outras fontes de inspiração dos direitos fundamentais são o Manifesto Comunista e as doutrinas marxistas. e Garantia dos Direitos Civis e Políticos dos cidadão brasileiros. incluindo no caput do art. pois o modelo econômico adotado é fundamentalmente capitalista. A ela sucedeu a Carta de 1937. assegurando a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade. pouca inovação de fundo. Já a Constituição de 1891 abria a Seção II do Título IV com uma Declaração de Direitos. não é porém. com disposições sobre a aplicação da Constituição.A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS A declaração dos direitos nas constituições brasileiras: a Constituição do Império já os consignava quase integralmente. nos ordenamentos nacionais integram as constituições. a Constituição incorpora princípios da justiça social e do pluralismo. à liberdade. aos quais se chama brevemente direitos sociais. fundada na insuficiente e restrita concepção das liberdades públicas. não atina com a necessidade de envolver nessa problemática também os direitos econômicos. ainda que nos documentos internacionais assumam a forma das primeiras declarações. por isso. havendo. com 2 capítulos. matéria que nos ocupará a partir de agora. uma democracia socialista. inicialmente. contém só os chamados direitos e garantias individuais. e logo introduz o Título II . passaram a constituir o preâmbulo das constituições. 151) e sua Emenda 1/69 (art. 153). dedicados aos direitos e garantias individuais especialmente. pelo que nem teve tempo de ter efetividade. à segurança individual e à propriedade. basicamente. o direito à vida. . a partir do Papa Leão XIII e o intervencionismo estatal. Essa metodologia modificou-se a partir da Constituição de 1934 que abriu um título especial para a Declaração de Direitos. nesse aspecto. assegurando os direitos concernentes à vida. Forma das declarações de direitos: assumiram. participativa e pluralista. A CF/88 adota técnica mais moderna. a doutrina social da Igreja. subjetivando-se em direito particular de cada povo. abre-se com um título sobre os princípios fundamentais. adquirindo o caráter concreto de normas jurídicas positivas constitucionais. mas também os de nacionalidade e os políticos. ela continha um título sob rubrica confusa Das Disposições Gerais. 141. um sobre a nacionalidade e a cidadania e outro sobre os direitos e garantias individuais. com 35 incisos. 179. especialmente os concernentes às relações políticas. natureza de suas normas e o art. assim. o modelo é o de uma democracia social. 72. sua reforma. sociais e culturais. ditatorial na forma. A esse modelo. no qual encontramos participação por via representativa e participação direta por via do cidadão. salvo quanto à Constituição vigente que incorpora novidades de relevo. essa constitução durou pouco mais de 3 anos. Assim fixou o enunciado que se repetiria da Constituição de 1967 (art. 2ª Parte DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS I . à segurança e à propriedade nos termos dos 31 parágrafos do art. A Constituição de 1946 trouxe o Título IV sobre as Declarações dos Direitos. nela inscrevendo não só os direitos e garantias individuais. TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO HOMEM Inspiração e fundamentação dos direitos fundamentais: a doutrina francesa indica o pensamento cristão e a concepção dos direitos naturais como as principais fontes de inspiração das declarações dos direitos. a forma de proclamações solenes. depois. atualmente. que tem consequência jurídica prática relevante.

para assegurar a observância ou. 12). 5º). se não de tendência socializante. 2 . igualdade e liberdade da pessoa humana. 4 . técnicas de garantia e respeito aos direitos fundamentais. Classificação dos direitos fundamentais: em síntese. a reintegração dos direitos fundamentais. por igual. são de 2 tipos: gerais. nem mesmo sobrevive. 5 .direitos à nacionalidade (art. porque. que distinguiremos em 2 grupos: .). lhes quebra o formalismo e o sentido abstrato. destinadas a assegurar e existência e a efetividade (eficácia social) daqueles direitos.DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Conceito de direito individual: são do direitos fundamentais do homem-indivíduo. não apenas formalmente reconhecidos. a eficácia e aplicabilidade das norma que contêm os direitos fundamentais dependem muito de seu enunciado. protegem a eficácia. que são instituições constitucionais que se inserem no mecanismo de freios e contrapesos dos poderes e. é a limitação imposta pela soberania popular aos poderes constituídos do Estado que dela dependem. têm aplicação imediata. garantindo a iniciativa e independência aos indivíduos diante dos demais membros da sociedade política e do próprio Estado. transita-se de uma democracia de conteúdo basicamente político-formal para a democracia de conteúdo social. a CF/88 é expressa sobre o assunto. Integração das categorias de direitos fundamentais: a Constituição fundamenta o entendimento de que as categorias de direitos humanos fundamentais. 5º). assim. fundamentais do homem no sentido de que a todos. até porque os direitos individuais. Natureza e eficácia das normas sobre direitos fundamentais: a natureza desses direitos são situações jurídicas. as quais se referem à organização da comunidade política. os direitos de nacionalidade e políticos. não convive e . com base na CF/88. limitando a atuação dos órgãos estatais ou de particulares. 6º e 193 e ss. com isso. II . Direitos e garantias dos direitos: interessam-nos apenas as garantias dos direitos fundamentais. de tal sorte que a previsão dos direitos sociais. em conjunto caracterizam-se como imposições. especiais. podemos classificar os direitos fundamentais em 5 grupos: 1 . que são aqueles que reconhecem a autonomia aos particulares. política e jurídica. livre e igual de todas as pessoas. positivas ou negativas. O conjunto das garantias forma o sistema de proteção deles: proteção social. nela previstos. a reintegração dos direitos fundamentais. em prol da dignidade.direitos individuais (art. no nível do direito positivo. impedem o arbítrio com o que constituem. a aplicabilidade e a inviolabilidade dos direitos fundamentais de modo especial. as vezes. . integram-se num todo harmônico. aos órgãos do Poder Público. entre eles.direitos coletivos (art. há certamante um desiquilíbrio entre uma ordem social socializante e uma ordem econômica liberalizanta. mediante influências recíprocas. deteminações e procedimentos mediante os quais a própria Constituição tutela a observância ou. pois se trata de assunto que está em função do direito positivo. ao mesmo tempo. 3 direitos sociais (arts. devem ser. quando estatui que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais. em caso de inobservância. definidas no direito positivo. objetivas e subjetivas. no caso de violação. mas concreta e materialmente efetivados. garantias constitucionais que consistem nas instituições.Conceito de direitos fundamentais: direitos fundamentais do homem constitui a expressão mais adequada a este estudo. limitativas de sua conduta. aquelas prerrogativas e instituições que ele concretiza em garantia de uma convivência digna. que são prescrições constitucionais estatuindo técnicas e mecanismos que. é reservada para designar.garantias gerais. no qualitativo fundamentais acha-se a indicação de que se trata de situações jurídicas sem as quais a pessoa humana não se realiza. e que poderíamos chamar condições econômico-sociais. além de referir-se a princípios que resumem a concepção do mundo e informam a ideologia política de cada ordenamento jurídico.direitos políticos (arts. estão contaminados de dimensão social. culturais e políticas que favorecem o exercício dos direitos fundamentais. 14 a 17).

mas nada mais diz a seu respeito. é o direito de não ter interrompido o processo vital senão pela morte espontânea e inevitável. do Título II anuncia uma especial categoria dos direitos fundamentais: os coletivos. nos termos do art. 5º. ou ainda. o direito à atuação geral (art. I. 27. à segurança e à propriedade. a Constituição preordena várias garantias penais apropriadas. aqueles que estão subentendidos nas regras de garantias. como direito de resistência. 5º. à liberdade. é difícil delinear sua posição. como direito à identidade pessoal. 8º e 37. integrase de elementos materiais e imateriais. só é admitida no caso de guerra externa declarada. declara que ninguém será submetido a tortuta ou tratamento desumano ou degradante (art. pois o artigo só menciona "brasileiros e estrangeiros residentes". à integridade moral do direito assume feição de direito fundamental. mas especialmente às autoridades e detentores de poder. III). XLVII. à igualdade. 9º e 37. a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre.. de lutar pelo viver. onde estão. 29. aqueles explicitamente enunciados nos incisos do art. 5º. esses direitos coletivos?. § 3º. 5º. Direito à integridade moral: a Constituição realçou o valor da moral individual. § 2º. VI. entre outros de difícil caracterização a priori. 11. 10. 2) direitos individuais implícitos. o dever da autoridade policial informar ao preso seus direitos. LXII. por isso é que ela constitui a fonte primária de todos os outros bens jurídicos. aqueles que não são nem explícita nem implícitamente enumerados. a). 84. . muitos desses ditos interesses coletivos sobrevivem no texto constitucional. certos desdobramentos do direito à vida. 5º. ao juiz competente e à família ou pessoa indicada. que é o objeto do direito assegurado no art. 5º. Classificação dos direitos individuais: a Constituição dá-nos um critério para a classificação dos direitos que ela anuncia no art. V e X). a vida é intimidade conosco mesmo. a fim de dotar essas normas de eficácia. 5º. II). de permanecer vivo. por isso é que o Direito Penal tutela a honra contra a calúnia. nos incisos do art. 3) direitos indivíduais decorrentes do regime e de tratados internacionais subscritos pelo Brasil. 31. na maior parte. um assitir a si mesmo e um tomar posição de si mesmo. XIX (art. LXIV. Ex: incisos XLIX. e 61. Direito à integridade física: a Constituição além de garantir o respeito à integridade física e moral (art.Destinatários dos direitos e garantias individuais: são os brasileiros e os estrangeiros residentes no País(art. quanto aos estrangeiros não residentes. XIII. Direito à existência: consiste no direito de estar vivo. e etc. 5º. tentou-se incluir na Constituição o direito a uma existência digna. 5º. Pena de morte: é vedada. tornando-a um bem indenizável (art. 5º. Deveres individuais e coletivos: os deveres que decorrem dos incisos do art. 14. o direito de entidades associativas de representar seus filiados e os direitos de receber informação de interesse coletivo e de petição restaram subordinados à rubrica dos direitos coletivos. VII. a difamação e a injúria. a inviolabilidade dos direitos assegurados impõe deveres a todos. como instituto de fiscalização financeira. 225) ou caracterizados como instituto de democracia direta nos arts. 5º. como o dever de comunicar. o direito do preso à identificação dos responsáveis por sua prisão e interrogatório policial. quando assegura a inviolabilidade do direito à vida. imediatamente. II e III. XLIX). fazer uma distinção em 3 grupos: 1) direitos individuais expressos. DO DIREITO À VIDA E DO DIREITO À PRIVACIDADE DIREITO À VIDA A vida como objeto do direito: a vida humana. Direitos coletivos: a rubrica do Capítulo I. no art. do art. de defender à própria vida. LXIII. preferimos no entanto. caracterizados. mas provêm ou podem vir a provir do regime adotado. § 4º. 5º). como direitos sociais (arts. apenas as liberdades de reunião e de associação. saber-se e dar-se conta de si mesmo. têm como destinatários mais o Poder Público e seus agentes em qualquer nível do que os indivíduos em particular.

já constitui ilícito penal. por ele respondendo os mandantes. as situações que sejam entre si distintas. com iguais disposições situações idênticas. a CF/88 abre o capítulo dos direitos individuais com o princípio que todos são iguais perante a lei. a material são as regras que proíbem distinções fundadas em certos fatores. acolhendo um instituto típico e específico para a efetividade dessa tutela. que será estudado mais adiante. direito à indenização por dano material ou moral decorrente da violação do direito à privacidade. reciprocamente. menciona também a igualdade entre homens e mulheres e acrescenta vedações a distinção de qualquer natureza e qualquer forma de discriminação. esses valores humanos à condição de direito individual. devendo o assunto ser decidido pela legislação ordinária. 5º. DIREITO À PRIVACIDADE Conceito e conteúdo: A Constituição declara invioláveis a intimidade. podendo evitá-lo. mas parece inadmitir o abortamento. Vida privada: a tutela constitucional visa proteger as pessoas de 2 atentados particulares: ao segredo da vida privada e à liberdade da vida privada. de sorte a quinhoá-las ou gravá-las em proporção às suas diversidades. especialmente a penal. da personalidade. sem distinção de qualquer natureza. isso é que permite. que é o habeas data. a CF foi explícita em assegurar ao lesado. Violação à privacidade e indenização: essa violação. na medida em que não de limitara ao simples enunciado da igualdade perante a lei. Intimidade: se caracteriza como a esfera secreta da vida do indivíduo na qual este tem o poder legal de evitar os demais. os executores e os que. a vida privada. abrangendo nesse sentido à inviolabilidade do domicílio. buscando realizar o princípio da igualização. segundo o qual ninguém será submetido a tortura ou a tratamento desumano e degradante. o desinteresse do indivíduo pela própria vida não exclui esta da tutela. 7º.Eutanásia: é vedado pela Constituição. significa para o legislador que. independente. à legislação. na repartição de encargos e benefícios. tutelar pessoas que se achem em posição econômica inferior. objeto de um direito. Ex: art. a honra. XXX e XXXI. expressamente. distinguir. a imagem constituem. não caracteriza propriamente um direito à privacidade e menos à intimidade. . em algumas hipóteses. pois. deve reger. Tortura: prática expressamente condenada pelo inciso III do art. Privacidade e informática: a Constituição tutela a privacidade das pessoas. erigiu. a Constituição procura aproximar os 2 tipos de isonomia. e. portanto. se omitirem (Lei 9. DIREITO DE IGUALDADE Introdução ao tema: as Constituições só tem reconhecido a igualdade no seu sentido jurídico-formal (perante a lei). Aborto: a Constituição não enfrentou diretamente o tema. a condenação é tão incisiva que o inciso XLIII determina que a lei considerará a prática de tortura crime inafiançável e insuscetível de graça. 5º.455/97). reforça o princípio com muitas outras normas sobre a igualdade ou buscando a igualização dos desiguais pela outorga de direitos sociais substanciais. o sigilo de correspondência e ao segredo profissional. a honra e a imagem das pessoas (art. X). a CF reputa-os valores humanos distintos. o Estado continua a protegê-la como valor social e este interesse superior torna inválido o consentimento do particular para que dela o privem. O sentido da expressão "igualdade perante a lei": o princípio tem como destinatários tanto o legislador como os aplicadores da lei. considerando-o um direito conexo ao da vida. Honra e imagem das pessoas: o direito à preservação da honra e da imagem. Isonomia formal e isonomia material: isonomia formal é a igualdade perante a lei. ao elaborar a lei.

nos termos desta Constituição. sendo destacada no inciso I. IV. ao aplicar a lei. 5º). como interdição ao legislador de editar leis que possibilitem tratamento desigual a situações iguais ou tratamento igual a situações desiguais por parte da Justiça. XLI e XLII). devido aos fatores econômicos. estabelecendo que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. 7º. onde diz que:. permaneceram em condições mais favoráveis. O princípio da não discriminação e sua tutela penal: a Constituição traz 2 dispositivos que fundamentam e exigem normas penais rigorosas contra discriminações. consistente no tratamento igual a situações iguais e tratamento desigual a situações desiguais. há 2 formas de cometer essa inconstitucionalidade. III. idade. da igualdade perante a lei. e quaiquer outras formas de discriminação. diz respeito à repartição do ônus fiscal do modo mais justo possível. apresenta-se sob 2 prismas: como interdição do juiz de fazer distinção entre situações iguais. por exemplo. DIREITO DE LIBERDADE . uma consiste em outorgar benefício legítimo a pessoas ou grupos. discriminando-os favoravelmente em detrimento de outras pessoas ou grupos em igual situação. 40. Discriminações e inconstitucionalidade: são inconstitucionais as discriminações não autorizadas pela Constituição. Igualdade perante a lei penal: essa igualdade deve significar que a mesma lei penal e seus sistemas de sanções hão de se aplicar a todos quanto pratiquem o fato típico nela definido como crime. as discriminações são proibidas expressamento no art. XXX e XXXI). nos termos da lei. também contemplada em todas as normas que vedam a discriminação de sexo (arts. (art. diferença de salários. IV. cor. sanção ou qualquer sacrifício a pessoas ou grupos de pessoas. e outro.. sexo. 3º. idade. pois. estado civil ou posse de deficiência (art. como garantia constitucional indissoluvelmente ligada à democracia. a outra forma revela-se em se impor obrigação. discriminando-as em face de outros na mesma situação que. sem preconceitos de origem.Igualdade de homens e mulheres: essa igualdade já se contém na norma geral da igualdade perante a lei.. promever o bem de todos. 5º que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. e 7º. cor. I a III). fora disso a igualdade será puramente formal. dever. O princípio da igualdade jurisdicional: a igualdade jurisdicional ou igualdade perante o juiz decorre. 3º. assim. raça. apesar do princípio da isonomia assegurado a todos pela Constituição (art. a aposentadoria da mulher com menor tempo de serviço e de idade que o homem (arts. e 202. diz-se num deles que a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. mais específico porque destaca a forma mais comum de discriminação. proíbe também. sujeito a pena de reclusão. só valem as discriminações feitas pela própria Constituição e sempre em favor da mulher. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. Igualdade perante à tributação: o princípio da igualdade tributária relaciona-se com a justiça distributiva em matéria fiscal. XXX). Igualdade "sem distinção de qualquer natureza": além da base geral em que assenta o princípio da igualdade perante a lei. 5º. as condições reais de desigualdade condiconam o tratamento desigual perante a lei penal. é vedado distinções de qualquer natureza. do art. ônus.

22. Liberdade de ação profissional: confere liberdade de escolha de trabalho. Liberdade e liberdades: liberdades. Liberdade da pessoa física: é a possibilidade jurídica que se reconhece a todas as pessoas de serem senhoras de sua própria vontade e de locomoverem-se desembaraçadamente dentro do território nacional. revela-se um direito individual. de expressão cultural e de transmissão e recepção do conhecimento. que é a liberdade de ação em geral. 12 § 3º. 2) liberdade de pensamento. porque depende do poder do homem sobre a natureza. que decorre do art. e é aqui que a autoridade e liberdade se ligam. o conteúdo da liberdade se amplia com a evolução da humanidade. beneficia brasileiros e estrangeiros residentes. que ela fica sujeita à observância das qualificações profissionais que a lei exigir. que especialmente se concretiza pelos meios de comunicação social ou de massa. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. como aspecto da liberdade de manifestação de pensamento. Cabe considerar aquela que constitui a liberdadematriz. para nós as formas de expressão dessa liberdade se revelam apenas na liberdade de locomoção e na liberdade de circulação. ( art. quanto à escolha e exercício de ofício ou profissão. sociais e políticos. à deformação da autoridade. a sociedade. no capítulo da comunicação (220 a 224). a liberdade anunciada no acima (art. no plural. à medida que a atividade humana se alarga. A Constituição ressalva. de expressão intelectual. 5º. 4) liberdade de ação profissional. moral e legítima. Liberdade de pensamento: é o direito de exprimir. e 37. são formas de liberdade. não como forma dessa liberdade em si. de acordo com as propensões de cada pessoa e na medida em que a sorte e o esforço próprio possam romper as barreiras que se antepõem à maioria do povo. trata-se de liberdade de conteúdo intelectual e supõe contato com seus semelhantes. em função do Direito Constitucional positivo. de ofício e de profissão. econômicos. artística e científica e direitos conexos. O assinalado o aspecto histórico denota que a liberdade consiste num processo dinâmico de liberação do homem de vários obstáculos que se antepõem à realização de sua personalidade: obstáculos naturais. ilegítima e imoral. religiosa. mas como forma de garantir a efetividade destas. mas já contaminado no sentido coletivo. enquanto a acessibilidade à função pública sofre restrições de nacionalidade (arts. preordena a liberdade de informar completada com a liberdade de manifestação do pensamento (5º. por qualquer forma. XVI). só podendo a lei federal definir as qualificações profissionais requeridas para o exercício das profissões. inclui as liberdades de opinião. XIII). de comunicação. 3) liberdade de expressão coletiva. daí se conclui que toda a lei que limita a liberdade precisa ser lei normal. O regima democrático é uma garantia geral da realização dos direitos humanos fundamentais. distingue-se em 5 grupos: 1) liberdade da pessoa física. ou o que for. I e II). mais o homem se vai libertando dos obstáculos que o constrangem. o que é válido afirmar é que a liberdade consiste na ausência de coação anormal. DIREITOS COLETIVOS Direito à informação: o direito de informar. 5) liberdade de conteúdo econômico. no sentido de que seja consentida por aqueles cuja liberdade restringe. como conceito podemos dizer que liberdade consiste na possibilidadede de coordenação consciente dos meios necessários à realização da felicidade pessoal. IV). 5º. não porém. II. com todas as suas liberdades. de informação. é hoje função do Estado promover a liberação do homem de todos esses obstáculos. mencionando também o problema da segurança. quanto mais o processo de democratização avança. em virtude das transformações dos meios de comunicação. a CF acolhe essa distinção. mais liberdade conquista. A liberdade opõe-se ao autoritarismo. . que aqui. religião. fortalece-se. e sobre si mesmo em cada momento histórico. arte. o que se pense em ciência.O problema da Liberdade: a liberdade tem um caráter histórico. à autoridade legítima.

quando expressamente autorizadas. permanecer. Direito dos consumidores: estabelece que o Estado proverá. mencionam uma lei limitadora (art. VI. Liberdade de reunião: está prevista no art. a defesa do consumidor (art. as quais aparecem entre os direitos sociais. 5º. XIII. III). in verbis: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. é a participação orgânica. Sistemas de restrições das liberdades individuais: a característica de normas de eficácia contida tem extrema importância. na forma da lei. há duas restriçõs expressas à liberdade de associar-se: veda-se associação que não seja para fins lícitos ou de caráter paramilitar. tudo isso constitui modos de restrições de liberdadesm que. que eleva a defesa do consumidor à condição de princípio da ordem econômica. bem como a designação. § 2º).Direito de representação coletiva: estabelece que as entidades associativas. não podendo ser extirpado por via da atuação do Poder Legislativo nem do poder de polícia. o direito. as normas constitucionais que as reconhecem são de aplicabilidade direta e imediata. outras limitações podem provir da incidência de normas constitucionais (art. de natureza comunitária não-corporativa. por esta. 5º. VII e 198. XXI). V. no entanto. 11. XXXII). só se reputa coletivo porque só pode ser exercido por um número razoável de eleitores: uma coletividade. porque. cabendo apenas um aviso à autoridade que terá o dever. porque é daí que vêm os sistemas de restrições das liberdades públicas. algumas normas conferidoras de liberdade e garantias individuais. legitimidade essa também reconhecida aos sindicatos em termos até mais amplos e precisos. o exercício das liberdades não depende de normas reguladoras. XVIII). às vezes resvalando para uma forma de participação corporativa. é a participação prevista no art. XVI. de garantir a realização da reunião. vale dizer. VII. ainda que não organizada formalmente. conjugando isso com a consideração do art. 5º. de ofício. Liberdade de associação: é reconhecida e garantida pelos incisos XVII a XXI do art. e é aí que se encontra a sindicabilidade que autoriza a dissolução por via judicial. 5º. algumas normas podem caracterizar-se como de eficácia contida (quando a lei restringe a plenitude desta. 5º. não dependem de legislação nem de providência do Poder Público para serem aplicadas. é o direito de participação da comunidade (arts. 170. não mais se exige lei que determine os casos em que será necessária a comunicação prévia à autoridade. como foi dito. um é a participação direta dos cidadãos no processo político e decisório (arts. I e II. Regime das Liberdades Eficácia das normas constitucionais sobre as liberdades: as normas constitucionais que definem as liberdades são. sejam de eficácia plena ou eficácia contida. desenvolver-se e expandir-se livremente. 10 e a representação assegurada no art. que deve prevalecer. e 61. esbarram no princípio de que é liberdade. a liberdade de reunião está plena e eficazmente assegurada. DIREITO DE PROPRIEDADE Direito de Propriedade em Geral . 14. Coletivo. 194. têm legitimidade para representar seus filiados em juízo ou fora dele (art. Outro. de eficácia plena e aplicabilidade direta e imediata. III). regulando os direitos subjetivos que delas decorrem). 5º. via de regra. XV. 8. Direito de participação: distinguiremos 2 tipos. inclusive em questões judiciais ou administrativas (art. do local de reunião. nem se autoriza mais a autoridade a intervir para manter a ordem. XVI e XVII). no mais têm as associações o direito de existir.

mas várias instituições diferenciadas. de onde ser cabível falar não em propriedade. estabelece seu regime fundamental. PROPRIEDADES ESPECIAIS Propriedade autoral: consta no art. a segunda declara que esse direito é transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. de tal sorte que o Direito Civil não disciplina a propriedade. salvo os de natureza personalíssima. a pequena propriedade rural. mas distingue claramente a propriedade urbana (182. 173) e o monopólio (art. e 231 da CF. a própria Constituição dá conseqüência a isso quando autoriza a desapropriação. . assim. LIMITAÇÕES AO DIREITO DE PROPRIEDADE . XXII). 20 e.ao autorizar desapropriação. 5º. bem como a proteção às criações industriais. que importam apropriação pública de bens de produção. vale dizer. e assim o direito de propriedade se revela como um modo de imputação jurídica de uma coisa a um sujeito. que contém 2 normas: a primeira confere aos autores o direito exclusivo de utilizar. 26. 5º. Propriedade e propriedades: a Constituição consagra a tese de que a propriedade não constitui uma instituição única. mas em propriedades. Propriedade-bem de família: segundo o inc. de marcas e indústrias e de nome de empresas: seu enunciado e conteúdo denotam. 184. pois. 182. a plenitude da propriedade (525). que substitui a Lei 5772/71. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. é a de nº 9279/96. quando a eficácia da norma fica dependendo de legislação ulterior: "que a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. 5º.. etc. a Constituição assegura o direito de propriedade. a lei. 182. 191 e 222). 170. Propriedade de inventos. não há como escapar ao sentido que só garante o direito de propriedade qua atenda sua função social. de propriedade que não cumpra sua função social (arts. 65 a 68 do CC. já os patrimoniais são alienáveis por ele ou por seus sucessores. garante o direito de propriedade em geral (art.ao incluir entre os bens da União aqueles enumerados no art. 183. que as normas de Direito Privado sobre a propriedade hão de ser compreendidas de conformidade com a disciplina que a Constituição lhe impõe. Regime jurídico da propriedade privada: em verdade. abstraindo-se de violá-lo. desde que trabalhada pela família. 177 e 178. são transmissíveis por herança nos termos da lei. e 20. entre os dos Estados. titular de direitos morais e de direitos patrimoniais sobre a obra intelectual que produzir. 186. só valem no âmbito das relações civis as disposições que estabelecem as faculdades de usar. em correlação com os diversos tipos de bens e de titulares. existem outras normas que interferem com a propriedade mediante provisões especias (arts. hoje. 5º. § 2º) e a propriedade rural (arts. XXIX). não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. *ver também os arts.Fundamento constitucional: O regime jurídico da propriedade tem seu fundamento na Constituição. o autor é. . 176. sendo assim. 185 e 186). XXIV. Propriedade pública: a Constituição a reconhece: . como pagamento mediante título. os indicados no art. desde que este atenda sua função social (art. esta garante o direito de propriedade.ao facultar a exploração direta de atividade econômica pelo Estado (art. § 4º. os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis. 5º. que consite na transferência compulsória de bens privados para o domínio público. publicar e reproduzir suas obras. XXII). XXVII. ela foi explícita e precisa. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. mas tão-somente as relações civis e ela referentes. 185. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País" (art. com seus regimes jurídicos próprios. II e III. gozar e dispor de bens (art. o qual tem o dever de respeitá-lo. XXVI do art. e 184). e 184. Conceito e natureza: entende-se como uma relação entre um indivíduo (sujeito ativo) e um sujeito passivo universal integrado por todas as pessoas. mas. 5º. XI. à propriedade das marcas. possui o interesse de proteger um patrimônio necessário à manutenção e sobrevivência da família. XXIV a XXX. 177). 5º. 524).

e o trabalho como primado básico da ordem social (arts. constitui um princípio ordenador da propriedade privada. o princípio transforma a propriedade capitalista. Restrições: limitam. exclusivo e perpétuo (não desaparece com a vida do proprietário). 6º diz que são direitos sociais a educação. constitui o regime jurídico da propriedade. pelo que era tido como direito absoluto (assegura a liberdade de dispor da coisa do modo que melhoe lhe aprouver).. 5º. Conceito de direitos sociais: são prestações positivas proporcionadas pelo Estado direta ou indiretamente. FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE Conceito: não se confunde com os sistemas de limitação da propriedade. a instituição da propriedade privada III . a saúde.. sem socializá-la. constituem ônus impostos à coisal. não de limitações. a utilização pode ser pelo Poder Público (decorrente do art. 7º e 193). Direitos sociais e direitos econômicos: a Constituição inclui o direito dos trabalhadores como espécie de direitos sociais. o caráter absoluto da propriedade. direitos que tendem a realizar a igualização de situações sociais desiguais. bem distanciado deste. são também indenizáveis.Conceito: consistem nos condicionamentos que atingem os caracteres tradicionais desse direito. as servidões são indenizáveis.DIREITOS SOCIAIS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Ordem social e direitos sociais: a CF/88 traz um capítulo próprio dos direitos sociais e. o lazer. vinculam 2 coisas: uma serviente e outra dominante. por exemplo. . obrigações e ônus que podem apoiar-se em outros títulos de intervenção. a segurançam a previdência social . como a ordem pública ou a atividade de polícia. como se os direitos sociais não fossem algo ínsito na ordem social. estes dizem respeito ao exercício do direito ao proprietário.. o trabalho. quando.. um títuto especial sobre a ordem social. esta forma é dada precisamente no título da ordem social. não ocorrendo uma separação radical.. pessoais ou grupais de caráter concreto. na forma desta Constituição. mas tão-só em caso de iminente perigo e em tempo de guerra (art. o direito ecônomico é a disciplina jurídica de atividades desenvolvidas nos mercados. outra forma são as requisições do Poder Público. o art. enunciadas em normas constitucionais. onde trata dos mecanismos e aspectos organizacionais desses direitos. a norma que contém o princípio da função social incide imediatamente. III). enquanto os sociais constituem forma de tutela pessoal. visando a organizálos sob a inspiração dominante do interesse social. à faculdade de modificação coisa. 182 e 184). em qualquer de suas faculdades. os socias disciplinam situações objetivas. porque é o meio pelo qual o Poder Público determina a transferência compulsória da propriedade particularm especialmente para o seu patrimônio ou de seus delegados (arts. existem restrições à faculdade de fruição.. que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos. que condicionam o uso e a ocupação da coisa. 5º XXIV. em princípio. é de aplicabilidade imediata. Servidões e utilização de propriedade alheia: são formas de limitação que lhe atinge o caráter exclusivo. a função social se modifica com as mudanças na relação de produção. Desapropriação: é a limitação que afeta o caráter perpétuo. aquela à estrutura do direito mesmo. 22. o direito econômico tem uma dimensão institucional. à alienabilidade da coisa. não autoriza a suprimir por via legislativa. XXV) ou por particular. se estabelece direito de preferência em favor de alguma pessoa. a CF permite as requisições civis e militares. a própria jurisprudência já o reconhece. à propriedade.

declara que o País tem como fundamento. 6º a 11. 7º. Direitos sobre as condições de trabalho: as condições dignas de trabalho constituem objetivos dos direitos dos trabalhadores. criança. Direito ao trabalho e garantia do emprego: o art. a licença a gestante e a licença-paternidade (incisos XV e XVII a XIX). os valores sociais do trabalho. especialmente para assegurar a isonomia material (XXX a XXXII e XXXIV). VI. salário nunca inferior ao mínimo. VIII. determinação que a renumeração da hora extra seja superior no mínimo 50% a do trabalho normal. XXI e XXIV. piso salarial. a primeira na ordem do art. salário-família. XIX. a CF oferece várias regras e condições. c) relativos à educação e cultura. a quarta é a do inciso XXVIII. adolescente e idoso. no art. Direitos relativos ao salário: quanto à fixação. IV a X). há porém uma classicação dos direitos sociais do homem como produtor e como consumidor. quanto a valores mínimos e certas condições de salários (art. caput). Direitos reconhecidos: são direitos dos trabalhadores os enumerados nos incisos do art. cabe observar que os dispositivos que garantem a isonomia e não discriminação (XXX a XXXII) também possuem uma dimensão protetora do trabalhador. décimo-terceiro salário. e a proteção do salário na forma da lei. A garantia de emprego significa o direito de o trabalhador conservar sua relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa . Direitos dos Trabalhadores Destinatários: o art. o gozo de férias anuais. por meio delas é que eles alcançam a melhoria de sua condição social (art. garantir o equilíbrio entre o trabalho e descanso (XIII a XV e XVII a XIX). temos assim direitos expressamente enumerados e direitos simplesmente previstos. constituindo crime sua retenção dolosa (inciso X). compreendendo os direitos à saude. b) direitos coletivos dos trabalhadores (arts. 7º). possui 2 preceitos específicos: irredutibilidade do salário (inciso VI). respeito ao princípio da isonomia salarial e o adicional de insalubridade. tais como: salário mínimo. XVII. a segunda é a do inciso XXII. I). e. 7º trazem norma expressa conferindo o direito ao trabalho. caso ocorra essa hipótese (art. na forma da lei. o 170 estatui que a ordem econômica funda-se na valorização do trabalho. mas seu parágrafo único assegura à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos indicados nos incisos IV. visando proteger o trabalhador. prevê a proteção em face da automação. o 193 dispõe que a ordem social tem como base o primado do trabalho. que estabelece o seguro contra acidentes de trabalho. entre outros. IV. à previdência e assistência social. mas ela o faz. a Constituição não é o lugar para se estabelecerem as condições das relações de trabalho. 7º. forma de segurança do trabalho. 9º a 11). renumeração do trabalho noturno superior à do diurno. 7º.Classificação dos direitos sociais: à vista do Direito positivo. este ressai do conjunto de normas sobre o trabalho. 7º relaciona os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. 6º define o trabalho como direito social. Direitos relativos ao repouso e à inatividade do trabalhador: a Constituição assegura o repouso semanal renumerado. são agrupados em 5 classes: a) direitos sociais relativos ao trabalhador. . d) relativos à família. e) relativos ao meio ambiente. e com base nos arts. DIREITOS SOCIAIS RELATIVOS AOS TRABALHADORES Questão de Ordem Espécies de direitos relativos aos trabalhadores: são de duas ordens: a) os direitos em suas relações individuais de trabalho (art. 1º. 7º que aparece é a do inciso XX: proteção ao mercado de trabalho da mulher. b) relativos à seguridade. Proteção dos trabalhadores: a CF ampliou as hipóteses de proteção. 7º. quanto à proteção do salário. mas nem ele nem o art. a terceira do inciso XXVII. além de outros que visem à melhoria de sua condição social. prevendo uma indenização compensatória. XVIII.

DIREITOS SOCIAIS DO HOMEM CONSUMIDOR Direitos Sociais Relativos à Seguridade Seguridade social: A Constituição acolheu uma concepção de seguridade social. desvinculada da renumeração. proteção e recuperação. a liberdade de adesão sindical. à previdência e à assistência social" (194). defesa e coordenação dos interesses econômicos e profissionais de seus associados.(arts. o texto fala em participação nos lucros. 11. impor contribuições. um delegado ou um representante. por força do art. eleger ou designar representantes da respectiva categoria. conforme o art. participar das negociações coletivas. 8º. Direito de substituição processual: consiste no poder que a Constituição conferiu aos sindicatos de ingressar em juízo na defesa de direitos e interesses coletivos e individuais da categoria. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.Direitos relativos aos dependentes do trabalhador: o da maior importância social é o direito previsto no inc. greve é o exercício de um poder de fato dos trabalhadores com o fim de realizar um abstenção coletiva do trabalho subordinado. Direito de participação laboral: é direito coletivo de natureza social (art. O inciso IV. 10). segundo o qual é assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão. a diferença é que a sindical é uma associação profissional com prerrogativas especiais. nas empresas de mais de 200 empregados. XXV. cujos objetivos e princípios se aproximam bastante daqueles fundamentais. a liberdade sindical implica efetivamente: a liberdade de fundação de sindicato. excepcionalmente. são diferentes. ou resultados. ou resultados. 8º. 9º). ao defini-la como "um conjunto de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. Direito de greve: a Constituição assegurou o direito de greve. II. um conselho. a CF adotou a unicidade. segundo o qual. do referido artigo autoriza a assembléia geral a fixar a contribuição sindical que. a liberdade de atuação e a liberdade de filiação. e. consistem na equação positiva ou negativa entre todos os ganhos e perdas. a participação na gestão da empresa só ocorrerá quando a coletividade trabalhadora da empresa. já a associação profissional não sindical se limita a fins de estudo. Direito à saúde: a CF declara ser a saúde direito de todos e dever do Estado. por si ou por uma comissão. fazendo parte ou não dos órgãos diretivos dela. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. Direito de representação na empresa: está consubstanciado na art. Participação nos lucros e co-gestão: diz-se que é direito dos trabalhadores a participação nos lucros. garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos a ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. será descontada em folha. . por si própria (art. a participação na gestão da empresa. pelo qual se assegura assistência gratuita aos filhos e dependentes do trabalhador desde o nascimento até 6 anos de idade em creches e pré-escolas. serviços e ações que são de relevância pública (196 e 197). tais como: defender os direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. não o subordinou a eventual previsão em lei.7º. A Constituição contempla e assegura amplamente a liberdade sindical em todos os seus aspectos. XI). VI. Sobre a pluracidade ou unicidade sindical. disponha de algum poder de co-decisão ou pelo menos de controle. resultados. A participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho é obrigatória. independente da contribuição prevista em lei. do art. 7º. DIREITOS COLETIVOS DOS TRABALHADORES Liberdade de associação ou sindical: são mencionados no art. em se tratando de categoria profissional. conforme definido em lei (art. 578 a 610 da CLT). 2 tipos de associação: a profissional e a sindical. lucro bruto é a diferença entre a receita líquida e custos de produção dos bens e serviços da empresa. 8º.

205 e 227). pluralismo. defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. realçando-lhe o valor jurídico. constituiída pelo conjunto de normas que contêm referências culturais e disposições consubstanciadoras dos direitos sociais relativos à educação e à cultura. estatui que a família. 203). 205: a) pleno desenvolvimento da pessoa. 227). sendo de ter cuidado para não confundir o direito individual da criança . 225 estatui que. DIREITOS SOCIAIS DA CRIANÇA E DOS IDOSOS Proteção à maternidade e à infância: está prevista no art. 6º como espécie de direito social. e) liberdade de manifestações culturais. 23. com a cláusula a educação é dever do Estado e da família (art. IX. do adolescente e do idoso (art. ou constituição cultural. e § 4º). b) preparo da pessoa para o exercício da cidadania. (5º. Direito dos idosos: além dos direitos. e 205 a 2017). 6º e faz ligeira referência no art. da criança. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. previdenciário (201. invalidez. IX. Direito ao meio ambiente:o art. gratuidade do ensíno públido. tanto quanto possível a convivência em seu lar. d) liberdade de formas de expressão cultural. I) e assintenciário (203. velhice e reclusão. 6º. 230. apenas do segurado e seus dependentes. assegurando a sua participação na comunidade. 24. com o direito civil e com o direito tutelar do menos (art. morte. de assistência social e no capítulo da família. § 3º. gestão democrática da escola e padrão de qualidade. que aliás coincide. . 206: universalidade. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. como visto. (201 e 202) Direito à assistência social: constitui a face universalizante da seguridade social. assim. VII a IX. independentemente de contribuição (art. de sorte que os benefícios e serviços se destinam a cobrir eventos de doença. b) direito de acesso às fontes da cultura nacional. valorização dos respectivos profissionais.Direito à previdência social: funda-se no princípio do seguro social. Direito à educação: o art. todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. IV a VII. f) direito-dever estatal de formação de patrimônio cultural e de proteção dos bens de cultura. c) direito de difusão da cultura. e nada mais diz sobre esse direito social. que combinada com o art. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. DIREITO AMBIENTAL Direito ao lazer: a Constituição menciona o lazer apenas no art. igualdade. como forma de propriedade de interesse público (215 e 216). com seu direito social. com o de todas as pessoas. aí se afirma que a educação é direito de todos. ele está muito associado aos direitos dos trabalhadores relativos ao repouso. onde aparece com aspectos do direito de previdência social. Objetivos e princípios informadores da educação: os objetivos estão previstos no art. ficam sujeitos a um regime jurídico especial. o art. em boa parte. bem como a gratuidade dos transportes coletivos urbanos e. III a V. 227. Direitos Sociais Relativos à Educação e à Cultura Significação constitucional: a CF/88 deu releventa importância à cultura. Direito à cultura: os direitos culturais são: a) direito de criação cultural. liberdade. mas seu conteúdo há de ser buscado em mais de um dos capítulos da ordem social. 30. eleva e educação ao nível dos direitos fundamentais do homem. os princípios estão acolhidos no art. porque será prestada a quem dele necessitar. c) qualificação da pessoa para o trabalho. 227. formando aquilo que se denomina ordem constitucional da cultura. 205 contém uma declaração fundamental. que. I).

que lhe determinariam uma nacionalidade.o nascimento -. dada a circunstância de nascimento. Os modos de aquisição da nacionalidade secundária dependem da vontade: a) do indivíduo. depois do nascimento. observados os critérios para isso. II). mas também ficam sujeitos aos deveres impostos a todos. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. I. b) o critário de origem territorial. Os brasileiros naturalizados: o art. não se vincula a nenhum daqueles critérios. dá os critérios e pressupostos para que alguém seja considerado brasileito nato. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (art. desde que qualquer deles esteja a serviço do Brasil. geram um conflito de nacionalidade. Nacionalidade primária e nacionalidade secundária: a primária resulta de fato natural . 12. pelo qual se atribui a nacionalidade a quem nasce no território do Estado de que se trata. com consequência jurídicas relevantes: os brasileiros natos (art. Modos de aquisição de nacionalidade: são 2 os critérios para a determinação da nacionalidade primária: a) critério de sangue. b) extraordinária: é reconhecida aos estrangeiros. só reconhecendo a naturalização expressa. têm sentido distinto. O polipátrida e o "heimatlos": polipátrida é quem tem mais de uma nacionalidade. I. . a). 12. I.IV . 4) os nascidos no exterior. Natureza do direito de nacionalidade: os fundamentos sobre a aquisição da nacionalidade é matéria constitucional. mesmo naqueles casos em que ela é considerada em textos de lei ordinária. 222. 12. cidadão qualifica o nacional no gozo dos direitos políticos e os participantes da vida do Estado. as distinções são só aquelas consignadas na Constituição (art. b e c). O sistema constitucional brasileiro. e o brasileiros naturalizados (art. Os brasileitos natos: o art. VII. Heimatlos. desde que venham a residir no Brasil antes da maioridade e optem. são elas: 1) os nascidos no Brasil. oferece um mecanismo adequado para solucionar os conflitos de nacionalidade negativa em que se vejam envolvidos filhos de brasileiros (art. distinguindo-se em 2 grupos. no Direito Constitucional vigente. e compreende 2 classes: a) ordinária: é a concedida ao estrangeiro residente no país. pela nacionalidade brasileira. 12. só esse dispositivo diz quais são os brasileiros. 89. LI. DIREITO DE NACIONALIDADE BRASILEIRA Fonte constitucional do direito de nacionalidade: estão previstos no art. § 3º. como a possibilidade de exercer todos os direitos conferidos no ordenamento pátrio.DIREITO DE NACIONALIDADE Conceito de Nacionalidade: segundo Pontes de Miranda. § 2º). II. se confere a nacionalidade em função do viínculo de sanguem reputandose os nacionais ou dependentes de nacionais. em qualquer tempo. 12. Condição jurídica do brasileiro naturalizado: as limitações aos brasileiros naturalizados são as previstas nos arts. a secundária é a que se adquire por fato voluntário. 12. registrados em repartição brasileira competente. quer sejam filhos de pais brasileiros ou de pais entrangeiros. de pai ou mãe brasileiros. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão pessoal do Estado. nacional é o brasileiro nato ou naturalizado. 12 da Constituição. 3) os nascidos no exterior. 5º. nacionalidade é o vínculo jurídico-político de Direito Público interno. os termos nacionalidade e cidadania. residente no Brasil há mais de 15 anos i ninterruptos e sem condenação penal. 2) os nascidos no exterior. ou nacional e cidadão. de pai ou mãe brasileiros. aquela que depende de requerimento do naturalizando. prevê o processo de naturalização. consiste na situação da pessoa que. que preencha os requisitos previstos na lei de naturalização. revelando 4 situações definidoras de nacionalidade primária no Brasil. 12. I). b) do Estado. que pode ser positivo ou negativo. 12. Condição jurídica do brasileiro nato: essa condição dá algumas vantagens em relação ao naturalizado. a não ser que estejam em serviço oficial. o que acontece quando sua situação de nascimento se vincula aos 2 critérios de determinação de nacionalidade primária.

por qualquer forma prevista na Constituição. Permanência: estada sem limitação de tempo. 12. 36). XV). considerando como um dos princípios que regem as relações internacionais do Brasil (art. XV). quando declara que aos portugueses com residência permanente no País. consiste no recebimento de estrangeiros no território nacional. apenas recupera a condição que perdera. vetando os crimes políticos ou de opinião por estrangeiro. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. art. esse com restrições. a lei condiciona o direito de qualquer pessoa entrar no território nacional. 22. § 5) Gozo dos direitos individuais e sociais: é assegurado aos entrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. nele permanecer ou dele sair. se se ressalvam casos previstos. o que a perdeu por naturalização voluntária poderá readquiri-la . de sorte que podermos asseverar que eles só não gozam dos mesmos direitos assegurados aos brasileiros quando a própria Constituição autorize a distinção. o visto não cria direito subjetivo. 5º. XXXI. conforme o caso. aquele que teve a naturalização cancelada nunca poderá recuperar a nacionalidade brasileira perdida. existem limitações aos estrangeiros estabelecidas na Constituição. e de modo absoluto os brasileiros natos. assim que obtenha o visto para fixar-se definitivamente. se estiver domiciliado no Brasil (Lei 818/49. § 4º). alterada pela Lei 6964/81). Extradição: compete a Únião legislar sobre extradição (art. mas a CF traça limites à possibilidade de extradição quanto à pessoa acusada e quando à natureza do delito. ora. para evitar punição ou perseguição no seu país por delito de natureza politica ou ideológica. Exs: arts. não adquira a nacionalidade brasileira. 14. salvo os casos previstos nesta Constituição. salvo nos casos de reconhecimento de de nacionalidade originária pela lei estrangeira. a constituição não tem ressalva alguma aos direitos inerentes ao brasileiros natos. mas mera expectativa de direito. § 2º). 176. à igualdade. cumpre-se notar que a reaquisição da nacionalidade opera a partir do decreto que a conceder. . b) adquirir outra nacionalidade (art. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro nato. Entrada: satisfazendo as condições estabelecidas na lei.227. ela não assegura. 5º.por decreto do Presidente. 172. obtendo o visto de entrada. 222. ao brasileiro residente no Estado estrangeiro. a seu pedido. mas também não restringe. 190. Saída: pode seixar o território com o visto de saída. quanto aos sociais. pela norma estrangeira. só ou com seus bens ( Lei 6815/80. art. 76 a 94 da Lei 6815/80. sem os requisitos de ingresso. Especial condição jurídica dos portugueses no Brasil: a CF favorece os portugueses residentes no país. 4º. à segurança e à propriedade. Aquisição e gozo dos direitos civis: o princípio é o de que a lei não distingue entre nacionais e estrangeiros quanto à aquisição e ao gozo dos direitos civis (CC. a liberdade. quem tenha nascido fora do território nacional que. cabe ao STF processar e julgar ordinariamente a extradição solicitada por Estado estrangeiro. X). porém.§ 1º. CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO NO BRASIL O estrangeiro: reputa-se entrangeiro no Brasil. 7º da referida lei. e imposição de naturalização. como condição para permanência em seu território ou para exercício de direitos civis (redação da ECR-3/94). apesar desse dispositivo ser muito defeituoso e incompreensível. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. Reaquisição da nacionalidade brasileira: salvo se o cancelamento for feito em ação rescisória. nem a estrangeiros nas situações enumeradas no art. vigorando sobre ela os arts. Não aquisição de direitos políticos: os estrangeiro não adquirem direitos políticos (art. por sentença judicial. 3º). Asilo político: a Constituição prevê a concessão do asilo político sem restrições. Locomoção no território nacional: a liberdade de locomoção no território nacional é assegurada a qualquer pessoa (art. não o concedendo aos menores de 18 anos.Perda de nacionalidade brasileira: perde a nacionalidade o brasileiro que: a) tiver cancelada sua naturalização. não tendo efeito retroativo.

garantindo a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidade de sufrágio. consubstanciada nas condições do direito de votar (ativo). Aquisição de cidadania: os direitos de cidadania adquirem-se mediante alistamento eleitoral na forma da lei. . em seu sentido estrito. e à capacidade eleitoral passiva. possibilitando-se falar em direitos políticos ativos e passivos. 14. decorre do não cumprimento dos requisitos. sem que isso constitua divisão deles. atentar contra a segurança nacional. especialmente no seu art. de qualquer forma. 14. DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS Conceito: consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo político e nos órgãos governamentais. pode-se dizer. no entanto. que documentalmente se manifesta na posse do título de eleitor válido. a CF. atributo de quem preenche as condições do direito de ser votado (passivo). que é a seleção e nomeação das pessoas que hão de exercer as atividades governamentais. são apenas modalidades de seu exercício ligadas à capacidade eleitoral ativa. os maiores de 70 anos e maiores de 16 e menores de 18 (art. Deportação: fundamenta-se no fato de o estrangeiro entrar ou permanecer irregularmente no território nacional. aí estando sua função primordial. a Constituição emprega a expressão direitos políticos. ou cujo procedimento o torne nocivo à convivência e aos interesses nacionais. que tem o cidadão de eleger. secreto e tem valor igual. dá-lhes sentido diferentes. I e II). o sufrágio é um direito público subjetivo de natureza política. entre outros casos previstos em lei. que é obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos. fundamenta-se na necessidade de defesa e conservação da ordem interna ou das relações internacionais do Estado interessado. V . a ordem política ou social. por onde se vê que sufrágio é universal e o voto é direto. Direito de Sufrágio Conceito e funções do sufrágio: as palavras sufrágio e voto são empregadas comumente como sinônimas.Expulsão: é passível de expulsão o estrangeiro que. ser eleito e de participar da organização e da atividade do poder estatal. a tranquilidade ou moralidade pública e a economia popular. tais como o direito de sufrágio e os sistemas e procedimentos eleitorais. como o conjunto de regras que regula os problemas eleitorais. Instituições: as instituições fundamentais são as que configuram o direito eleitoral. § 1º.DIREITO DE CIDADANIA DIREITOS POLÍTICOS Conceito e abrangência: Os direitos políticos consistem na disciplina dos meios necessários ao exercício da soberania popular. que assenta na elegibilidade. nele consubstancia-se o consentimento do povo que legitima o exercício do poder. a qualidade de eleitor decorre do alistamento. Modalidades de direitos políticos: o núcleo fundamental dos direitos políticos consubstancia-se no direito de votar e ser votado. então que a cidadania se adquire com a obtenção da qualidade de eleitor.

a liberdade de voto é fundamental para sua autenticidade e eficácia. na forma da lei. as inegebilidades constam nos §§ 4º a 7º e 9º do mesmo artigo. qué é um direito já o admitimos acima. 103. . o sigilo do voto é assegurado mediante as seguintes providências: 1) uso de cédulas oficiais. é a sua manifestação no plano prático. . 117. nesse sentido. Elegibilidade e condições de elegibilidade: consiste no direito de postular a designação pelos eleitores a um mandado político no Legislativo ou no Executivo. pois. 14. uma função social e um dever.art. nem menos de 50. os eleitores são agrupados em seções eleitorais que não teram mais de 400 eleitores nas capitais e de 300 nas demais localidades. os votos por correspondência ou por procuração. a personalidade do voto é indispensável para a realização dos atributos da sinceridade e autenticidade. é aceitável a sua imposição como um dever. uma função ou um dever.(art. o outro. significando que o eleitor deverá estar presente e votar ele próprio. não se admitindo que outro o faça. uma função. § 3º. 2) isolamento do eleitor em cabine indevassável. não se admitindo. o elegível.Forma de sufrágio: o regime político condiciona as formas de sufrágio ou. Lei 4737/65). a CF arrola no art. se este é democrático. para tanto. ninguém tem o direito de ser votado. esse assunto merece uma leitura mais ampla. 4) emprego de urna que assegure a inviolabilidade do sufrágio e seja suficientemente ampla para que não acumulem as cédulas na ordem em que forem introduzidas pelo próprio eleitor. o primeiro é pressuposto do segundo. 14 . as formas de sufrágio denunciam. ao mesmo tempo. será universal (quando se outorga o direito de votar a todos as nacionais de um país. mas também pela faculdade de votar em branco ou de anular o voto. hão de garantir-lhe 2 caracteres básicos: personalidade e liberdade. mas função de soberania popular. sinceridade e autenticidade são atributos que os sistemas eleitorais democráticos procuram conferir ao voto. isso porque algumas da condições indicadas dependem de forma estabelecida em lei. sim. no que tange sua função eleitoral. nestas. o regime. por outras palavras. Natureza do sufrágio: é um direito público subjetivo democrático. adotando-se a regra de que a cada homem vale um voto. o sufrágio restrito ( quando só é conferido a indivíduos qualificados por condições econômicas ou de capacidade especiais) revela um regime elitista. direito esse. autocrático ou oligárquico. o eleitorado está organizado segundo 3 tipos de divisão territorial. Natureza do voto: a questão se oferece quanto a saber se o voto é um direito. de acordo com o direito eleitoral vigente. idade mínima de 16 anos. de fortuna e de capacidade especial. na medida em que traduz o instrumento de atuação desta. (art. em princípio. garantido pelo voto secreto. o Direito Constitucional brasileiro respeita o princípio da igualdade do direito de voto. se não for titular do direito de votar. manifestando-se não apenas pela preferência a um ou outro candidato. Titulares do direito de sufrágio: diz-se ativo (direito de votar) e passivo (direito de ser votado). além de outras que podem ser previstas em lei complementar. que são as circunscrições eleitorais e zonas eleitorais e. Capacidade eleitoral ativa: depende das seguintes condições: nacionalidade brasileira. 14) Exercício do sufrágio: o voto: o voto é o ato fundamental do exercício do direito de sufrágio. é. 3) verificação da autenticidade da cédula oficial. aquele caracteriza o eleitor.). salvo autorização do TRE em casos excepcionais (art. as condições de elegibilidade e as inelegibilidade variam em razão da natureza ou tipo de mandato pleiteado. posse de título eleitoral e não ser conscrito em serviço militar obrigatório. Caracteres do voto: eficácia. no sentido de que cada eleitor de ambos os sexos tem direito a um voto em cada eleição e para cada tipo de mandato. daí se conclui que o voto é um direito público subjetivo. sem restrições derivadas de condições de nascimento. que cabe ao povo nos limites técnicos do princípio da universalidade e da igualdade de voto e de elegibilidade. Lei 4737/65) Organização do eleitorado: o conjunto de todos aqueles detêm o direito de sufrágio forma o eleitorado. as condições de elegibilidade. fundamenta-se no princípio da soberania popular por meio de represantes.

com predomínio do sistema de maioria. (Código Eleitoral. que se obtém dividindo-se o número de votos obtidos pela legenda pelo quociente eleitoral. b) por maioria relativa. se estendendo às Assembléias Legislativas e às Câmaras de Vereadores. PROCEDIMENTO ELEITORAL . O sistema misto: existem 2 tipos: o alemão. 109) é bom observar os exemplos nas páginas 374 e ss. o primeiro lugar a preencher caberá ao partido que obtiver a maior média. que consiste no seguinte: adiciona-se mais 1 lugar aos o que foram obtidos por cada um dos partidos. necessário determinar: votos válidos: para a determinação do quociente eleitoral contam-se. os votos nulos e brancos não entram na contagem (77. o conjunto de técnicas e procedimentos que se empregam na realização das eleições. o direito brasileiro adotou o método da maior média. até sua total distribuição entre os diversos partidos. art. sendo. com maioria simples. isto é. o Direito Constitucional brasileiro consagra o sistema majoritário: a) por maioria absoluta. desprezada a fração. houve tentativa de implantar um chamado sistema misto majoritário e proporcional por distrito. primeiramente ele se conjuga com o sistema de eleições distritais. por ele. desprezada a fração igual ou inferior a meio. a representação. dividindo-se o número de votos válidos pelo número de lugares a preencher na Câmara dos Deputados. na forma que a lei dispusesse. Distribuição de restos: para solucionar esse problema da distribuição dos restos ou das sobras. destinados a organizar a representação do povo no território nacional. mas com um aumento da representação proporcional. para a eleição do Presidente (77). repita-se a mesma operação tantas vezes quantos forem os lugares restantes que devem ser preenchidos. como pode ser por maioria absoluta. se designa sistema eleitiral. a EC 22/82 é o que previu. § 2º). a fração superior a meio. ou na Câmara Municipal. em segundo lugar pode ser simples. o sistema suscita os problemas de saber quem é considerado eleito e qual o número de eleitos por partido. se distribua em proporção às correntes ideológicas ou de interesse integrada nos partidos políticos concorrentes. os votos dados à legenda partidária e os votos de todos os candidatos. para a eleição de Senadores Federais. II). e o mexicano. toma-se o número de votos válidos atribuídos a cada partido e divide-se por aquela soma. nos quais o eleitor há de escolher entre candidatos individuais em cada partido. ou na Assembléia Legislativa estadual.SISTEMAS ELEITORAIS As eleições: a eleição não passa de um concurso de vontades juridicamente qualificadas visando operar a designação de um titular de mandato eletivo. denomidado sistema de eleição proporcional "personalizado". que busca conservar o sistema eleitoral misto. haverá apenas um candidato por partido. conforme o caso. do Governador (28) e do Prefeito (29. as eleições são procedimentos técnicos para a designação de pessoas para um cargo ou para a formação de assembléias. O sistema majoritário: por esse sistema. em dado território. pretende-se que a representação em determinado território. Quociente partidário: é o número de lugares cabível a cada partido. Reeleição: significa a possibilidade que a Constituição reconhece ao titular de um mandato eletivo de pleitear sua própria eleição para um mandato secessivo ao que está desempenhando. cabe ao candidato ou candidatos que obtiverem a maioria dos votos. depois. como válidos. do livro. No Brasil. arredondando-se para 1. que procura combinar o princípio decisório da eleição majotirária com o modelo representativo da eleição proporcional. Quociente eleitoral: determina-se o quociente eleitoral . O sistema proporcional: é acolhido para a eleição dos Deputados Federais (45). por isso.

REAQUISIÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS . bem como daquelas regras que determinam restrições à elegibilidade do cidadão. 15. cumpre ao partido providenciar-lhes o registro consoante. o Poder Judiciário é o único que tem poder para dirimir a questão. segundo as boas regras de hermenêutica. porque não se pode admitir a aplicação de penas restritivas de direito fundamental por via que não seja a judiciária. cujo procedimento esta descrito nos arts. Suspensão dos direitos políticos: consiste na sua privação temporária. § 1º). O contencioso eleitoral: cabe a Justiça Eleitoral. há de começar pela apresentação dos candidatos ao eleitorado. Propaganda: é regulada pelos arts. e tem por objetivo fundamental assegurar a eficácia das normas e garantias eleitorais e. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS Modos de privação dos direitos políticos: a privação definitiva denomina-se perda dos direitos políticos. Competência para decidir sobre a perda e suspensão de direitos políticos: decorre de decisão judicial. pela perda definitiva ou temporária. 240 a 256 do Código Eleitoral. só pode ocorrer por uma dessas três causas: incapacidade civil absoluta. de uma forma ou de outra. e 158 a 233. enquanto durarem seus efeitos. a Constituição veda a cassação de direitos políticos. em processo suscitado pelas autoridades federais em face de caso concreto. buscando a verdade e a legitimodade eleitoral. da totalidade dos direitos políticos de votar e ser votado. 87 a 102 do Código Eleitoral. (arts.Apresentação de candidatos: o procedimento eleitoral visa selecionar e designar as autoridades governamentais. condenação criminal transitada em julgado. 118 a 121) DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS Conceito: são àquelas determinações constitucionais que. especialmente. coibir a fraude. O escrutínio: é o modo pelo qual se recolhem e apuram os votos nas eleições. portanto. Conteúdo: compõem-se das regras que privam o cidadão. improibidade administrativa. pois a CF garantelhes autonomia para definir sua estrutura interna. a temporária é sua suspensão. deve dirigir-se ao favorecimento do direito de votar e de ser votado. o registro das candidaturas é feito após a escolha. importem em privar o cidadão do direito de participação no processo político e nos órgãos governamentais. e só admite a perda e suspensão nos casos indicados no art. com o que o indivíduo perde sua condição de eleitor e todos os direitos de cidadania nela fundados. a formação das candidaturas ocorrem em cada partido. Perda dos direitos políticos: consiste na privação defeinitiva dos direitos políticos. Interpretação: a interpretação das normas constitucionais ou complementares relativas aos direitos políticos deve tender à maior compreensão do princípio. enquanto as regras de privação e restrição hão de entender-se nos limites mais estreitos de sua expressão verbal. quando a Constituição não indique outro meio. segundo o processo por ele estabelecido. e é nesse momento que devem concretizar-se as garantias eleitorais do sigilo e da liberdade de voto (arts. Código Eleitoral). organização e funcionamento (17. 135 a 157.

podem ser por motivos funcionais. ou mais partidos. 14. essa circunstância. seus direitos políticos. readquirida esta. Reaquisição dos direitos políticos suspensos: não há norma expressa que preveja os casos e condições dessa reaquisição. contudo. 40 da Lei 818/49. 17. 14. cargo ou emprego na administração direta ou indireta (art. que continua em vigor sobre a matéria. a regra é. e a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. Desincompatibilização: dá-se também o nome de desincompatibilização ao ato pelo qual o candidato se desvencilha da inelegibilidade a tempo de concorrer à eleição cogitada. são de eficácia plena e aplicabilidade imediata. quando diz que o inadimplente poderá a qualquer tempo. para incidirem. b) o de dois partidos. considerada a vida pregressa do candidato. do art. INELEGIBILIDADES Conceito: Inelegibilidade revela impedimento à capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado). os perdidos em conseqüência da escusa de consciência (art. mediante o qual o eleito sai de uma situação de incompatibilidade para o exercício do mandato. ou unipartidário. § 2º). admite-se uma analogia à Lei 8239/91.Reaquisição dos direitos políticos perdidos: é regulada no art. as relativas constituem restrições à elegibilidade para determinados mandatos em razão de situações especiais em que. não impossibilita a recuperação desses direitos que se dará automaticamente com a cessação dos motivos que determinaram a suspensão. tornando-se ilegítimas quando estebelecidas com fundamento político ou para assegurarem o domínio do poder por um grupo que o venha detendo. denominado sistema pluripartidário. c) o de 3. Inelegibilidades absolutas e relativas: as absolutas implicam impedimento eleitoral para qualquer gargo eletivo. reavendo. no momento da eleição se encontre o cidadão. Sistemas partidários: sistema de partido. Objeto e fundamento: têm por objeto proteger a proibidade administrativa. § 9º). 4º. a normalidade para o exercício do mandato. possuem um fundamento ético evidente. o mesmo termo. coordenar e instrumentar a vontade popular com o fim de assumir o poder para realizar seu programa de governo. independem de lei complementar referida no § 9º do mesmo artigo. como para o candidato desembaraçar-se da inelegibilidade. consiste no modo de organização partidária de um país. Eficácia das normas sobre inelegibilidades: as normas contidas nos §§ 4º a 7º. ou bipartidarismo. regularizar sua situação mediante cumprimento das obrigações devidas (art. de parentesco ou de domicílio. 4. quem os perdeu em razão da perda de nacionalidade brasileira. os diferentes modos de organização possibilitam o surgimento de 3 tipos de sistema: a) o de partido único. assim. ou multipartidário. ficará obrigado a novo alistamento eleitoral. tanto serve para designar o ato. DOS PARTIDOS POLÍTICOS Noção de partido político: é uma forma de agremiação de um grupo social que se propõe organizar. 40 da Lei 818/49). que prevê essa reaquisição. neste último se inclui o sistema brasileiro nos termos do art. .

para seu compromisso com o regime democrático. Natureza jurídica dos partidos: se segundo o § 2º. a autonomia é conferida na suposição de que cada partido busque. a Constituição vigente liberou a criação. em geral. nos termos seguintes: é livre a criação. 17. mas com previsão de mecanismos de controle qualitativo (ideológico). que o povo outorga aseus representantes. visando a aplicação de seu programa de governo. Função dos partidos e partido de oposição: a doutrina. seu programa e suas atividades. Controle: a ordenação constitucional e legal dos partidos traduz-se num condicionamento de sua estrutura. Condicionamentos à liberdade partidária: ela é condicionada à vários princípios que confluem. o controle financeiro impões limites à apropriação dos recursos financeiros dos partidos. § 3º. numa concepção minimalista. os estatutos dos partidos estão autorizados a prever sanções para os atos de indisciplina e de infidelidade. o direito da maioria pressupões a existência do direito da minoria e da proteção desta. mantido o controle financeiro. até o veda. adquirem personalidade na forma da lei civil é porque são pessoas jurídicas de direito privado PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA Liberdade partidária: afirma-se no art. que poderão ir de simples advertência até a exclusão. condicionados. a circunstância de ambos se voltarem para um mesmo objetivo imediato (a organização da vontade popular) revela a influência mútua entre eles. que é função essencial a existência dos direitos fundamentais do homem. Partidos e exercício do mandato: uma das conseqüências da função representativa dos partidos é que o exercício do mandato político. de acordo com suas concepções. 17. fusão. pois. admite que os partidos têm por função fundamental. mas não no sentido de simples intermediários entre 2 pólos opostos ou alheios entre si. realizar uma estrutura interna democrática. desse modo. PARTIDOS E REPRESENTAÇÃO POLÍTICA Partidos e elegibilidade: os partidos destinam-se a assegurar a autenticidade do sistema representativo. estão de permeio entre o povo e o governo. a necessidade e os fundamentos de partidos de oposição. não se admitindo candidaturas avulsas. § 1º) é a de que os partidos hão que se organizar e funcionar em harmonia com o regime democrático e que sua estrutura interna também fica sujeita ao mesmo princípio. a prestarem contas à Justiça Eleitoral e a terem funcionamento parlamentar de acordo com a lei. que deu lugar a um sistema de controle. Disciplina e fidelidade partidária: pela CF. o pluripartidarismo pressupões maioria governante e minoria discordante.Institucionalização jurídico-constitucional dos partidos. V). incorporação e extinção dos partidos políticos. do art. Sistema partidário e sistema eleitoral: ambos formam os dois mecanismos de expressão da vontade popular na escolha dos governantes. que só podem buscá-los em fontes estritamente indicadas. o pluripartidarismo. do texto constitucional (17). no entanto. Autonomia e democrácia partidária: a idéia que sai do texto constitucional (art. a não receberem recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiro ou a subordinação a estes. decorrem. sem controle quantitativo (embora o possibilite por lei ordinária). resguardados a soberania nacional¸ o regime democrático. a ponto de a doutrina definir condicionamentos específicos do sistema eleitoral sobre o de partidos. organizar a vontade popular e exprimi-la na busca do poder. 17. os direitos fundamentais da pessoa humana. não são uma determinante da lei. pois ninguém pode concorrer a eleições se não for registrado num partido (14. mas como um instrumento por meio do qual o povo governa. a serem de caráter nacional. consoante se adote uma regulamentação maximalista (maior intervenção estatal) ou minimalista (menor). faz-se por intermédio deles. sujeitando-se à fiscalização do Poder Público. sendo assim. . que. mas a Constituição não permite a perda de mandato por infidelidade partidária. organização e funcionamento de agremiações partidárias. em essência. canais por onde se realiza a representação política do povo. mas uma determinante estatutária.

2) garantias dos direitos coletivos. positivas ou negativas. instrumentos. são instrumentos pelos quais se asseguram o exercício e gozo daqueles bens e vantagens. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Conceito e fundamento constitucional: o princípio da legalidade sujeita-se ao império da lei. limitativas de sua conduta.. o princípio da legalidade funda-se no princípio da legitimidade. à disciplina de outras fontes. enquanto as garantias são meios destinados a fazer valer esses direitos. o Estado não será Democrático de Direito. a estabilidade dos direitos subjetivos adquiridos. compreendendo: princípio da legalidade. Legalidade e legitimidade: o princípio da legalidade de um Estado Democrático de Direito assenta numa ordem jurídica emanada de um poder legítimo. estabilidade dos direitos subjetivos. àquelas subordinadas. 5º. . Legalidade e reserva de lei: o primeiro (genérica) significa a submissão e o respeito à lei. que é muito extenso para resumir. proteção judiciária. elas se agrupam: 1) Garantias constitucionais individuais. especialmente aos órgãos do Poder Público. 5º. segundo o qual ningum será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Classificação das garantias constitucionais especiais: nos termos do Direito Constitucional positivo. os quais se encontram ligados a estes entre os incisos do art. a efetividade do gozo e a exigibilidade dos direitos individuais. Confronto entre direitos e garantias: a lição de Ruy Barbosa: convém olhar os exemplos que estão nas páginas 414 e ss. se o poder não for legítimo. Classificação: apenas agruparemos em função de seu objeto em legalidade. e os remédios constitucionais. tem-se a reserva legal quando uma norma constitucional atribui determinada matéria exclusivamente à lei formal.GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DIREITOS E SUA GARANTIAS Garantia dos direitos: os direitos são bens e vantagens conferidos pela norma. está consagrado no inciso II. 1º). inobservância do direito violado.VI . da proteção judiciária. à segurança. do art. 4) dos direitos políticos. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS INDIVIDUAIS Conceito: usaremos a expressão para exprimir os meios. para assegurar a observância ou. sendo necessário olhar na íntegra. segurança jurídica e remédios constitucionais. 3) dos direitos sociais. mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais. o segundo ( legalidade específica) consiste em estatuir que a regulamentação de determinadas matérias há de fazerse necessariamente por lei formal. Garantias constitucionais dos direitos: se caracterizam como imposições. procedimentos e instituições destinados a assegurar o respeito. até porque. com isso. para entender o assunto. o caso. como proclama a Constituição (art. perfeitos e julgados. subtraindo-a. mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade.

impessoalidade. IV e VI). ESTABILIDADE DOS DIREITOS SUBJETIVOS Segurança das relações jurídicas: a segurança jurídica consiste no conjunto de condições que tornam possível às pessoas o conhecimento antecipado e reflexivo das conseqüências diretas de seus atos e de seus fatos à luza da liberdade reconhecida. 150. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. consagrado na Constituição. em processo judicial e administrativo. 5º. só é permitido fazer o que a lei autoriza. Direito de ação e de defesa: garante-se plenitude de defesa. junto com o da irretroatividade das leis que o complementa. o legislativo e o jurisdicional. reconhecido pela doutrina como uma das garantias constitucionais. a arbítrio de outrem (art. junta-se aí uma constelação de garantias. como a do art. XXXV. 5º. LIV e LV) Monopólio do judiciário do controle jurisdicional: a primeira garantia que o texto revela (art. 5º. ou condição preestabelecida inalterável. moralidade e publicidade. 6º. 5º. na forma da lei (art. § 2º). individual ou não. se vem lei nova. do ato jurídico perfeito e da coisa julgada. Controle de legalidade: a submissão da Administração à legalidade fica subordinada a 3 sistemas de controle: o administrativo. XXXV) é a que cabe ao Judiciário o monopólio da jurisdição. Direito ao devido processo legal: ninguém será privado de liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal (art. (art. o princípio é o de que o poder regulamentar consiste num poder administrativo no exercício de função normativa subordinada. ou alguém por ele. assegurada no inciso LV: aos litigantes. havendo exceções. § 1º. significa que se trata de poder limitado. prevalece o império da lei velha. esta o princípio segundo o qual a Administração Pública obedecerá aos princípios da legalidade. a aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. no art. a segunda consiste no direito de invocar a a atividade jurisdicional sempre que se tenha como lesado ou simplesmete ameaçado um direito. porque era direito exercitável e exigível à vontade de seu titular. o princípio se contempla com outro. 84. Direito adquirido: a LICC declara que se consideram adquiridos os direitos que o seu titular. a lei não prejudicará o direito adquirido. vindo a lei nova. na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal. com os meios e recursos a ela inerentes. Legalidade penal: não há crime sem lei anterior que o defina. . 37. se o direito subjetivo não foi exercido. no art. constitui garantia de permanência e de estabilidade do princípio da legalidade. combinado com o direito de acesso à justiça (XXXV) e o contraditório e a plenitude de defesa (LV).Legalidade e poder regulamentar: cabe ao Presidente da República o poder regulamentar para fiel execução da lei e para dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal. revogando aquela sob cujo império se formara o direito subjetivo. Legalidade e atividade administrativa: Lembra Hely Lopes Meirelles que a eficácia de toda a atividade administrativa está condicionada ao atendimento da lei. possa exercer. XXXIX). I e III). tranforma-se em direito adquirido. nem pena sem cominação legal (art. Legalidade tributária: esse princípio da estrita legalidade tributária compõe-se de 2 princípios que se complementam: o da reserva legal e o da anterioridade da lei tributária (art. como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo. 153. 5º . XXXVI. PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO JUDICIÁRIA Fundamento: fundamenta-se no princípio da separação dos poderes. não é poder legislativo. fechase o ciclo das garantias processuais. o que prescreve a não ultratividade da lei penal (XL). qualquer que seja seu objeto. Princípios complementares do princípio da legalidade: a proteção constitucional do direito adquirido. LIV).

c) de que nenhum tributo será cobrado em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado nem no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Segurança em matéria penal: visam tutelar a liberdade pessoal. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. visa impedir que estar invadam o lar. XXXVI) é aquele que sob regime da lei antiga se tornou apto para produzir os seus efeitos pela verificação de todos os requisitos a isso indispensável. a proteção dirige-se basicamente contra as autoridades. Coisa julgada: a garantia. XII). 5º. vedação e punição da tortura. de julgamento pelo tribunal do júri nos crimes dolosos contra a vida. como o fez o art. também o direito fundamental da privacidade. liberdade de ir e vir. 5º. parar e ficar. é aquela situação consumada ou direito consumado. que entram no conceito mais amplo de liberdade de pensamento em geral (IV). (art. XXXIV. 3) relativas à aplicação da pena: individualização da pena. direito definitivamente exercido. XI. seja para solicitar uam modificação do direito em vigor do sentido mais favorável à liberdade (art. da intimidade. do juiz competente. consagra o direito do indivíduo ao aconchego do lar com sua família ou só. independentemente do pagamento de taxas. DIREITO À SEGURANÇA Segurança do Domicílio: o art. que são meio de comunicação interindividual. 5º. d) de que não haverá tributo com efeito confiscatório. 8) garantia penal da ordem constitucional democrática: XLIV. sua rescindibilidade por meio de ação rescisória. 5) garantias da presunção de inocência: LVII. princípio da legalidade tributária. a lei não pode desfazer a coisa julgada. 7) garantias penais da não discriminação: XLI e XLII. Segurança das comunicações pessoais: visa assegurar o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas e telefônicas (art. no art. mas pode prever licitamente. LVIII e LXXV. gde legalidade e da comunicabilidade da prisão. denomina-se coisa julgada material a eficácia.b) de que não se instituirá tratamento desigual entre contribuintes. LXVIII) . quando define a casa como o asilo inviolável do indivíduo. Segurança em matéria tributária: realiza-se nas garantias consubstanciadas no art. 5º. e pedir reorientação da situação. 5º. 150: a) nenhum tributo será exigido nem aumentado senão em virtude de lei. proibição da prisão civil por dívida. podem ser consideradas em 2 grupos: 1) garantias jurisdicionais penais: da inexistência de juízo ou tribunal de exceção. é perfeito ainda que possa estar sujeito a termo ou condição. seja para denunciar uma lesão concreta. proibição de determinadas penas. REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS Direito de petição: define-se como direito que pertence a uma pessoa de invocar a atenção dos poderes públicos sobre uma questão ou situação. que torna imutável e indiscutível a sentença.Ato jurídico perfeito: nos termos do art. irretroativodade da lei penal. refere-se a coisa julgada material. XXXIV). figuram no art. tem natureza de ação constitucional penal. garantia da ação privada. § 3º (art. XXXVII a XLVII. formas de manifestação do pensamento de pessoa a pessoa. 2) garantias criminais preventivas: anterioridade da lei penal. garantia do devido processo legal. a obtenção de certidões em repartições públicas para defesa de direito e esclarecimentos de situações de interesse pessoal. 4) garantias processuais penais: instrução penal contraditória. personalização da pena. 6) garantias da incolumidade física e moral: vedação do tratamento desumano e degradante. Habeas corpus: é um remédio destinado a tutelar o direito de liberdade de locomoção. 467). 5º. prevalecendo hoje o conceito do CPC. 485 do CPC. 153. mais a hipótese do LXXV. Direito a certidões: está assegurado a todos. 5º. proibição de extradição de brasileiro e de estrangeiro por crime político.

desleais e ilícitos. 8º. § 2º) Garantia de outros direitos sociais: fontes de recursos para a seguridade social. da moralidade administrativa. com aplicação obrigatória nas ações e serviços de saúde e às prestações previdenciárias e assistenciais (194 e 195). LXX. etc) e conservação de dados falsos ou com fins divesos dos autorizados em lei (art. com o objetivo de corrigir ato ou omissão ilegal decorrente do abuso de poder. entidade de classe ou associação legalmente constituída. na legitimação que têm para suscitar dissídio coletivo de trabalho. 5º. LXXI). III) no interesse de Direito Constitucional de categorias de trabalhadores quando a falta de norma regulamentadora desses direitos inviabilize seu exercício. que é oponível contra qualquer autoridade pública ou contra agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições públicas. quando o sindicaro usá-lo na defesa do interesse coletivo de seus membros e quando os partidos impetrarem-no na defesa do interesse coletivo difuso exigem-se ao menos a ilegalidade e a lesão do interesse que o fundamenta. LXXIII. e constitui manifestação direta da soberania popular consubstanciada no art. LXXII). consequentemente. aos direitos culturais (215). 8º e 9º). para a defesa do interesse da coletividade. 5º. visto que possibilita a instituição de sindicatos autônomos e livres e reconhece constitucionalmente o direito de greve (arts. outorgado a qualquer cidadão como garantia político-constitucional. . GARANTIA DOS DIREITOS SOCIAIS Sindicalização e direito de greve: são os 2 instrumentos mais eficazes para a efetividade dos direitos sociais dos trabalhadores. inerte em virtude de ausência de regulamentação (art. da CF. (114. mediante a provocação do controle jurisdicional corretivo de atos lesivos do patrimônio público. 5º.1º. Ação popular: consta no art. opinião política. sua finalidade consiste em conferir imediata aplicabilidade à norma constitucional portadora daqueles direitos e prerrogativas.Mandado de segurança individual: visa amparar direito pessoal líquido e certo. introdução nesses registros de dados sensíveis (origem racial. SOCIAIS E POLÍTICOS GARANTIA DOS DIREITOS COLETIVOS Mandado de segurança coletivo: instituído no art. que pode ser impetrado por partido político ou organização sindical. Mandado de injunção coletivo: pode também ser um remédio coletivo. Habeas data: remédio que tem por objeto proteger a esfera íntima dos indivíduos contra usos abusivos de registros de dados pessoais coletados por meios fraudulentos. o requisito do direito líquido e certo será sempre exigido quando a entidade impetra o mandado de segurança coletivo na defesa de direito subjetivo individual. só o próprio titular desse direito tem legitimidade para impetrá-lo. podemos a definir como instituto processual civil. liberdades ou prerrogativas inviáveis por falta de norma regulamentadora exigida ou suposta pela Constituição. Decisões judiciais normativas: a importância dos sindicatos se revela na possibilidade de celebrarem convenções coletivas de trabalho e. 5º. do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural. ao meio ambiente (225). 5º. (art. já que pode ser impetrado pos sindicato (art. LXIX) Mandade de injunção: constitui um remédio ou ação constitucional posto à disposição de quem se considere titular de qualquer daqueles direitos. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. trata-se de um remédio constitucional pelo qual qualquer cidadão foca investido de legitimidade para o exercício de um poder de natureza essencialmente política. GARANTIA DOS DIREITOS COLETIVOS. a reserva de recursos orçamentários para a educação (212).

a União. visam o equilíbrio federativo. A posição dos territórios: não são mais considerados componentes da federação. para formarem Territórios Federais. § 2º). Parte DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO E DOS PODERES I . caracterizados como direitos fundamentais. aos governados. por subdivisão ou desmembramento quer para se anexarem a outros. Vedações constitucionais de natureza federativa: o art. os direitos. por lei complementar. quer para formarem novos Estados. de onde partem. combinado com o art. Distrito Federal e Municípios. 3a. quando os declara integrantes desta (art. determinando que as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 19 contém vedações gerais dirigidas à União. através de plebiscito. Formação dos Estados: não há como formar novos Estados. DA REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS . 18. tais são o sigilo de voto. VI). a Constituição prevê a possibilidade de transformação deles por incorporação entre si. e do Congresso Nacional. 18. é o pólo irradiante. far-se-ão por lei estadual. senão por divisão de outro ou outros. os Estados. e dependerão de plebiscito. ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas (art. § 3º. Brasília: é a capital federal. inclui-se aí a determinação de que sejam gratuitos. incorporação. Os Municípios na Federação: a intervenção neles é da competência dos Estados. tanto que sua criação. assume uma posição jurídica específica no conceito brasileiro de cidade. a vedação de criar distinções entre brasileiros coliga-se com o princípio da igualdade. as decisões mais graves. dentro do período determinado por lei complementar federal (EC-15/96). fusão e desmembramento. a CF lhes dá posição correta. o que mostra serem vinculados a estes. de acordo com sua natureza de mera-autarquia. ainda.DIREITOS POLÍTICOS Definição do tema (remissão): são aquelas que possibilitam o livre exercício da cidadania. a paridade federativa encontra apoio na vedação de criar preferência entre os Estados. 18. como se vê no art. 206) Eficácia dos direitos fundamentais: a garantia das garantias consiste na eficácia e aplicabilidade imediata das normas constitucionais. 48. e onde acontecem os fatos decisivos para os destinos do País. o Distrito Federal e os Municípios. mediante aprovação da população diretamente interessada. os atos necessários ao exercício da cidadania. Estados. na forma da lei. liberdades e prerrogativas consubstanciadas no título II. a igualdade de voto. só cumprem sua finalidade se as normas que os expressem tiverem efetividade. simples descentralização administrativoterritorial da União. quer.DA ESTRUTURA BÁSICA DA FEDERAÇÃO ENTIDADES COMPONENTES DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA Componentes do Estado Federal: a organização político-administrativa compreende.

por meio de uma repartição de competências que se fundamenta na técnica da enumeração dos poderes da União (21 e 22). privativa. 2) competência legislativa. Técnicas de repartição de competências: as constituições solucionavam o problema mediante a aplicação de 3 técnicas. privativas e principiológicas com competências comuns e concorrentes. c) na enumeração das competências das entidades federativas. que consistem: a) na enumeração dos poderes da União. Sistema da Constituição de 1988: busca realizar o equilíbrio federativo. que conjugam poderes enumerados e poderes reservados. incumbe à lei complementar fixar normas para a cooperação entre essas entidades. que pode ser exclusiva (21) e comum (23). par. único). privativa (22). pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. b) na atribuição dos poderes enumerados aos Estados e dos remanescentes à União. reservando-se aos Estados os remanescentes. 241. estabelecendo o seguinte: "as entidades" disciplinarão por meio de consórcios públicos e convênios de cooperação entre os federados. com poderes remanescentes para os Estados (25. podemos classificálas em 2 grandes grupos com suas subclasses: 1) competência material. autorizando a gestão associada de serviços públicos. politico-administrativa. é nisso que verifica-se o equilíbrio da federação. é antítese da autonomia. à origem: originária e delegada. cumulativa ou paralela. § 1º e 2º). § 2º). esse equilíbrio realiza-se por mecanismos instituídos na constituição rígida. INTERVENÇÃO FEDERAL NOS ESTADOS E NO DISTRITO FEDERAL . a CF/88 estruturou um sistema que combina competências exclusivas. Sistema de execução de serviços: o sistema brasileiro é o de execução imediata. concorrente (24) e suplementar (24. é medida excepcional. financeira e tributária. par. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional (23. concorrente e suplementar. único). competências são as diversas modalidades de poder de que se servem os órgãos ou entidades estatais para realizar suas funções. social. e aos Municípios concernem os assuntos de interesse local. § 1º) e poderes definidos indicativamente aos Municípios (30). e só há de ocorrer nos casos nela taxativamente e indicados como exceção no princípio da não intervenção (art. serviços. 34).O problema da repartição de competências federativas: a autonomia das entidades federativas pressupõe repartição de competências para o exercício e desenvolvimento de sua atividade normativa. à União caberão aquelas matérias e questões de predominante interesse geral. comum. que pode ser exclusiva (25. cada entidade mantêm seu corpo de servidores públicos destinados a executar os serviços das respectivas administrações (37 e 39). reservada ou remanscente e residual e implícita. ao conteúdo: econômica. bem como a transferência total ou parcial de encargos. Gestão associada de serviços públicos: a EC-19/98 deu novo conteúdo ao art. sob outro prisma podem ser classificadas quanto: à forma ou processo de sua distribuição: enumerada. entre os quais sobreleva o da internvenção federal nos Estados e dos Estados nos municípios (34 a 36). DA INTERVENÇÃO NOS ESTADOS E NOS MUNICÍPIOS Autonomia e equilíbrio federativo: autonomia é a capacidade de agir dentro de círculo preestabelecido (25. mas combina possibilidades de delegação (22. 29 e 32). à extensão: exclusiva. nacional. O princípio da predominância do interesse: segundo ele. ao passo que aos Estados tocarão as matérias e assuntos de predominante interesse regional. Natureza da intervenção: intervenção é ato político que consiste na incursão da entidade interventora nos negócios da entidade que a suporta. Classificação das competências: competência é a faculdade juridicamente atribuída a uma entidade ou a um órgão ou agente do Poder Público para emitir decisões.

18. como instituição de Direito Internacional. § 4º). salvo impedimento legal (36. União federal e Estado federal: a União. o equilíbrio federativo. que se faz por decreto do Governador. o Estado federal. e se couber. sendo permitida à intervenção quando for suspensa o pagamento da dívida fundada por mais de 2 anos. 35). efetiva-se por decreto do Presidente. b) a defesa do princípio federativo. o decreto conterá a designação do interventor (se for o caso). e será submetido à apreciação da Assembléia Legislativa. a responsabilidade é imputada ao Estado. Pressupostos formais: constitume pressupostos formais da intervenção o modo de efetivação. só preside os fatos sobre que incide sua competência. a responsabilidade civil pelos danos causados é da União (37. o qual especificará a sua amplitude. na ordem jurídica. Cessação da intervenção: cessados os motivos da intervenção.Pressupostos de fundo da intervenção. as autoridades afastadas de seus cargos a eles voltarão. executa atos e profere decisões que prejudiquem a terceiros. se suspender. para manter a integridade nacional e repelir invasão estrangeira (34. cujas atribuições dependem do ato interventivo e das i nstruções que receber da autoridade interventora. o CN não se limitará a tomar ciência do ato de intervenção. seus limites e requisitos. II . o controle jurisdicional acontece nos casos em que ele dependa de solicitação do poder coacto ou impedido ou de requisição dos Tribunais. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS Fundamento constitucional: fica também sujeito a intervenção na forma e nos casos previstos na Constituição (art. Competência para intervir: compete ao Estado. esta passará a ser ato inconstitucional (85. § 6º). Motivos para a intervenção nos Municípios: o princípio aqui é também o da não intervenção. constituindo pessoa jurídica de Direito Público interno. no exercício normal e regular da Administração estadual. II). no prazo de 24 horas. pois ele será submetido a sua apreciação.DO GOVERNO DA UNIÃO DA UNIÃO COMO ENTIDADE FEDERATIVA Conceito de União: é a entidade federal formada pela reunião das partes componentes. 34. . tem por finalidade: a) a defesa do Estado. nessa qualidade. as finanças estaduais e a estabilidade da ordem constitucional. 35. rege toda a vida no interior do País. c) a defesa das finanças estaduais. aprovando ou rejeitando. casos e finalidades: constituem situações críticas que põem em risco a segurança do Estado. § 1º). juridicamente. porque abrange a competência da União e a das demais unidades autônomas referidas no art. pôr termo a grave comprometimento da ordem pública e garantir o livre exercício de qualquer dos poderes nas unidades da federação. Posição da União no Estado federal: constitui aquele aspecto unitário que existe em toda organização federal. nomeará o interventor ( 36. IV. o prazo e os limites da medida. prazo e condições de execução. deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias. 49. autônoma em relação às unidades federadas e a cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado brasileiro. quando é autorizada a intervenção nos casos dos incisos VI e VII do art. 4) a defesa da ordem constitucional. Responsabilidade civil do interventor: o interventor é figura constitucional e autoridade federal. quando. Controle político e jurisdicional da intervenção: segundo a art. I e II). de sorte que esta só poderá licitamente ocorrer nos estritos casos indicados no art. poi se não houvessem elementos unitários não teriamos à essência do Estado. para repelir invasão de uma unidade em outra.

de competência comum (art. ou real de cada uma dessa entidades. de competência legislativa concorrente com os Estados sobre temas especificados no art. dos Estados ou Municípios. do CC. que é considerada em 2 grupos: privativa e concorrente. 20 da CF estatui quais são esses bens. União como pessoa jurídica de direito interno: nessa qualidade. poder de legislar sobre direito eleitoral. Competência social: a) elaborar e executar planos nacionais de regionais de desenvolvimento social. destacou um dispositivo (art. 66. 4º. restando as outras entidades a legislação suplementar. 49. h) da pesquisa. f) monopólio da pesquisa e lavra de gás natural. podendo ser submetida aos Tribunais. está sujeita à responsabilidade pelos atos que pratica. a polítiva agrícola. f) regulamentar as ações e serviços de saúde. h) manter serviços de assitência social. tem domicílio na Capital Federal (18. como objeto de direito pessoal. k) legislar sobre produção e consumo. III. Competência internacional e competência política: internacional é a que está indicada no art. 21. explorar atividad econômica e reprimir abusos do poder econômico. 24. i) a desapropriação por interesse social. COMPETÊNCIAS DA UNIÃO Noção: a União dispõe de competência material exclusiva conforme ampla enumeração de assuntos no art. I a IV). conforme o caso (109. e os Estados federados não tem representação nem competência em matéria internacional. Bens da União: ela é titular de direito real. foi aberta a possibilidade das outras entidades compartilharem com ela da prestação de serviços nessas matérias. é muito aconselhável ler mais sobre este assunto. g) monopólio do transporte marítimo do petróleo bruto. conforme o art. . o art. é titular de direitos e sujeitos de obrigações. c) organizar a seguridade social. g) estabelecer a previdência social. para fins processuais. § 1º). 184 a 186. ainda. quando se diz que a União é pessoa jurídica de Direito Internacional. atendendo os princípios consignados no art. i) legislar sobre direito social em suas várias manifestações. e) monopólio de pesquisa. Competência material comum: muitos assuntos do setor social. 23) onde arrola temas de competência comum. de competência legislativa privativa (art. o art.União e pessoa jurídica de Direito Internacional: o Estado federal é que é a pessoa jurídica de Direito Internacional. 21. b) a defesa permanente contra calamidades públicas. 496 a 504). §§ 1º a 4º). 51 e 52). lavra. integram a competência deste (art. 23) e. e) regular o SUS. c) intervir no domínio econômico. mas. j) planejar e executar. 48. Competência econômica: a) elaborar e executar planos nacionais e regionais de desenvolvimento econômico. poder de conceder anistia. Competência legislativa: toda matéria de competência da União é suscetível de regulamentação mediante lei (ressalvado o disposto nos arts. nos termos dos art. de defesa e a intervenção. e pode ser titular de direitos pessoais. pois ele é muito extenso (pags. 22). lavra e refinação do petróleo. 22 e 24 especificam seu campo de competência legislativa. industrialização e comércio de minérios nucleares. Competência financeira e monetária: a administração financeira continuará sob o comando geral da União. 21. referidos antes. de natureza política de competência exclusiva são as seguintes: poder de decretar estado de sítio. principalmente. d) explorar a pesquisa e a lavra de recursos minerais. já que a ela cabe legislar sobre normas gerais de Direito tributário e financeiro e sobre orçamento. na forma da lei. refere-se a 2 coisas: as relações internacionais do Estado realizam-se por intermédio de órgãos da União. não lhe cabem com exclusividade. d) estabelecer políticas sociais e econômicas. visando a saúde. b) estabelecer áreas e as condições para o exercício de garimpagem. enriquecimento. reprocessamento. como tal. declara que os bens públicos são os que constituem o patrimônio da União. mas os arts.

A Câmara dos Deputados: compõe-se de representantes do povo. 2º). criação. O Senado Federal: compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal. Sistema de governo: são técnicas que regem as relações entre o Legislativo e o Executivo no exercício das funções governamentais. o Executivo e o Judiciário. mesmo quando aprovado por lei. cada um. nem de outro órgão governamental. 3 Senadores (com 2 suplentes cada). Chefe de Governo e Chefe da Administração. eventual plano de governo. 58. que o executará ou não. funcionamento. 46).ORGANIZAÇÃO DOS PODERES DA UNIÃO Poderes da União: são. pelo princípio majoritário. cada uma deve elaborar seu regimento interno. alternadamente. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. não há predominância substancial de uma câmara sobre outra. para um mandato de 8 anos. Organização interna das Casas do Congresso: elas possuem órgão internos destinados a ordenar seus trabalhos. polícia. acumula as funções de Chefe de Estado. deixando isso e a representação por Estados para serem estabelecidos por lei complementar. dispor sobre sua organização. bem ou mal. transformação ou extinção de cargos. não há interferência de uma em outra. Parlamentarismo. o Legislativo. (art. é típico das monarquias constitucionais. eleita por suas casas na última sessão ordinária do período legislativo. elegendo. empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva renumeração. cumpre um mandato por tempo fixo. são 3 os sistemas básicos. Ler mais sobre o assunto Comissão representativa: instituída no art. integrados respectivamente por deputados e senadores. depende exclusivamente da coordenação do Presidente. haverá apenas uma. renovandose a representação de 4 em 4 anos. sua função é representar o CN durante o recesso parlamentar. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. fazendo-o proporcionalmente à população. o Executivo se divide em duas partes: um Chefe de Estado e um Primeiro Ministro. o presidencial. sem dar satisfação jurídica a outro poder. o órgão do Poder Legislativo não é Parlamento. também ler mais sobre o assunto DO PODER LEGISLATIVO O Congresso Nacional: a função legislativa de competência da União é exercida pelo Congresso Nacional. por um e dois terços (art. § 4º. eleitos em cada Estado e no Distrito Federal pelo sistema proporcional. o Presidente exerce o Poder Executivo. vamos discorrer sobre algumas características de cada sistema: Presidencialismo. no bicameralismo brasileiro. a CF não fixa o número total de Deputados Federais. FUNCIONAMENTO E ATRIBUIÇÕES . o parlamentar e o convencional. independentes e harmônicos entre si.

XXIV). § 2º. simples ou absoluta. a introdutória. mantendo-se o provilégio de foro e a isenção do serviço militar e acrescentou a limitação do dever de testemunhar. que estatui o regime jurídico dos membros do CN. terá o Senado igual prazo. veto) realizados pelos órgãos legislativos visando a formação das leis constitucionais. ser convocada sessão legislativa extraordinária. votação. prevendo suas prerrogativas e direitos. durante ele. d) sanção e veto: são atos legislativos de competência exclusiva do Presidente. por três quintos (60. 86) e constituintes (60). podendo. a legislatura tem a duração de 4 anos. 59) a elaboração de emendas à Constituição. tem por objeto (art. 52. se for aprovado na Câmara. § 2º. de leis financeiras. de leis delegadas. § 2º) e por dois terços (51. 3) legislativos especiais: são os estabelecidos para a elaboração de emendas constitucionais. § 1º. meramente deliberativas (49). único). leis complementares. a contar do seu recebimento. decretos legislativos e resoluções. par. a de exame do projeto nas comissões permanentes. sanção. PROCEDIMENTO LEGISLATIVO Conceito e objeto: entende-se o conjunto de atos (iniciativa. Atos do processo legislativo: a) iniciativa legislativa: é a faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar projetos de lei ao Legislativo.08 a 15.02 a 30. ordinárias.12). emenda. sanção é a adesão. b) emendas: constituem proposições apresentadas como acessória a outra. distingue-se em: 1) Procedimento legislativo ordinário: é o procedimento comum. 2) legislativo sumário: se o Presidente solicitar urgência. resoluções e decretos legislativos. .único e 86). é o ato de decisão (65 e 66) que se toma por maioria de votos. que podem ser os casos que exigem maioria absoluta (arts. sessão legislativa ordinária é o período em que deve estar reunido o Congresso para os trabalhos legislativos (15. § 3º). I. delegadas. 71 e 72. 49. esses espaços de tempo entre as datas constituem o recesso parlamentar. sessões ordinárias são as reuniões diárias que se processam no dias úteis. a decisória e a revisória. sessões legislativas ordinárias ou extraordinárias. salvo disposição em contrário (art. o Senado é contínuo por ser renovável parcialmente em cada período de 4 anos (46. de julgamento de crime de responsabilidade (51. 47). início ao término do mandato dos membros da Câmara dos Deputados (44. complementares e ordinárias. § 4º e 69). Procedimento legislativo: é o modo pelo qual os atos do processo legislativo se realizam. Reuniões conjuntas são as hipóteses que a CF prevê (57. serão tomadas por maioria de votos. c) votação: constitui ato coletivo das casas do Congresso. destinado à elaboração das leis ordinárias. o projeto deverá ser apreciado pela Câmara dos Deputados no prazo de 45 dias. § 3º. presente a maioria de seus membros. seus deveres e incompatibilidades (53 a 56). a das discussões. II e 84. Quórum para deliberações: as deliberações de cada Casa ou do Congresso em câmaras conjuntas. I e II. ESTATUTO DOS CONGRESSISTAS Conteúdo: entende-se como o conjunto de normas constitucionais. de medidas provisórias e de leis complementares. sessões ordinárias e extraordinárias. conforme o caso. veto é a discordância com o projeto aprovado. 66. desenvolve-se em 5 fases. 52. especialmente a inviolabilidade e a imunidade. 58. 55. 51. Prerrogativas: a CF/88 restituiu aos parlamentares suas prerrogativas básicas.Funcionamento do Congresso Nacional: o CN desenvolve sua atividades por legislaturar. medidas provisórias. Atribuições do Congresso Nacional: atribuições legislativas (48. IX e X. I. par. § 5º). somente recaem sobre projeto de lei.06 e 01. de fiscalização e controle (50. 166. sugerem modificações nos interesses relativos à matéria contida em projetos de lei. § 2º). caso em que a direção dos trabalhos cabe à Mesa do Congresso Nacional (57. 61 a 69).

perda ou suspensão dos direitos políticos e perda da nacionalidade brasileira. em sessão conjunta. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. em processo penal. em forma de subsídios em parcela única. perda ou suspensão dos direitos políticos (55. que serão fixados pelo CN (art. 82). VIII). o mandato é de 4 anos (art. e. 83). limitação ao dever de testemunhar os parlamentares não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. em primeiro turno. Perda do mandato do Presidente e do Vice: cassação. a integridade e a independência do Brasil.único). a imunidade não exclui o crime. 14. promover o bem geral do povo. extinção do mandato é o perecimento pela ocorrência de fato ou ato que torna automaticamente inexistente a investidura eletiva. a renúncia. o outros substitutos são: o Presidente de Câmara. direito a estipêndios mensais. II e VI). privilégio de foro os parlamentares só serão submetidos a julgamento. salvo impedimento moral por interesse pessoal ou de parente próximo na matéria em debate. o Presidente do Senado e o Presidente do STF. 55. prestando o compromisso de manter. a eleição realizar-se-á. podem ser funcionais.a inviolabilidade é a exclusão de cometimento de crime por parte de parlamentares por sua opiniões. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. perante o STF (53. no primeiro domingo de outubro e. renúncia. § 5º). ao Procurador-Geral ou ao Advogado-Geral. § 3º. . como os de debater matérias submetidas à sua Câmara e às comissões. sempre que por ele for convocado para missões especiais (79. par. se houver. como privativas do Presidente. DO PODER EXECUTIVO Eleição e mandato do Presidente da República: é eleito. são estabelecidas no art. nem anulam a eleição. votando projetos de lei. sustentar a união. defender e cumprir a Constituição. em tempo de guerra. salvo se renunciar o mandato. perante o CN. pedir informações. do qual tomará posse. IV e V). declaração de vacância do cargo pelo CN (arts. Incompatibilidades: são as regras que impedem o congressista de exercer certas ocupações ou praticar certos atos cumulativamente com seu mandato. § 4º). tais como a morte. são impedimentos referentes ao exercício do mandato. auxiliará o Presidente. Perda do mandato: seu regime jurídico disciplina hipóteses em que ficam sujeitos à perda do mandato. negociais. cujo parágrafo único permite que ele delegues as mencionadas nos incisos VI e XXV. Atribuições do Presidente da República: são as enumeradas no art. extinção. I. isenção do serviço militar mesmo que o congressista queira incorporar-se às Forças Armadas. definida em lei e punida com esta sanção (art. e suceder-lhe no caso de vaga. observar as leis. ausência de Pais por mais de 15 dias. participar dos trabalhos. o não comparecimento a certo número de sessões expressamente fixado. Direitos: os congressistas têm direitos genéricos decorrentes de sua própria condição parlamentar. tudo na forma regimental. primeira parte aos Ministros. que se dará por: cassação é a decretação da perda do mandato. se ocorrer o impedimento concomitante do Presidente e do Vice ou no caso de vacância de ambos os cargos. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. dentre brasileiros natos que preencham as condições de elegibilidade previstas no art. 54. palavras e votos (53). no dia 01/01 do ano seguinte ao de sua eleição. nos casos de morte. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações (53. simultaneamento com o Vice-presidente. mas impede o processo. no último domingo de outubro. políticas e profissionais. 49. que serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência. antes o pressupõe. nos casos de impedimento. Substitutos e sucessores do Presidente: ao vice cabe substituir o Presidente. 78 e 82). III. 84. não poderá fazê-lo por sua exclusiva vontade. por ter o seu titular incorrido em falta funcional. não interditam candidaturas. em segundo turno. sem liçenca do CN (art. Subsídios: o Presidente e o Vice têm.

esta edita normas de caráter geral e abstrato e a jurisdição se destina a aplicá-las na solução das lides. têm. indicados na lista sêxtupla pelos órgão de representação das respctivas classes. aí. exercer a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo grau (105. mediante o exercício da jurisdição constitucional. atribuições a funcionamento vão depender de lei. sua composição.quase todas. JUSTIÇA FEDERAL . nesse caso. em verdade. isso é a funçào jurisdicional. II). na forma da lei. II. de notável saber jurídico e reputação ilibada. por isso mesmo. 102. que se realiza por meio de um processo judicial. Tribunais de Juízes Militares. 94. em partes iguais. I. as causas indicadas no inc. as atribuições judicantes previstas no incisos do 102. que. a atuação do STF. definidos na legislação penal. nomeados pelo Presidente. depois de aprovada escolha pelo Senado. sendo: a) 1/3 dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e 1/3 dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça. em recurso ordinário (Inc. Órgãos da função jurisdicional: STF. e administração o que conferiu aos órgão do Executivo. além de crimes comuns. dentre advogados e membros do MP federal. de acordo com o art. 2) as que lhe cabe julgar. Estadual. dito. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Composição do STF: compõe-se de 11 Ministros. estrutura. ato jurisdicional é o que emana dos órgãos jurisdicionais no exercício de sua competência constitucional respeitante à solução de conflitos de interesses. III). Jurisdição e legislação: não é difícil distinguir as jurisdição e legislação. do art. se destina a compor lide constitucional. em recurso especial. especificadas em 3 grupos: 1) as que lhe cabe processar e julgar originariamente. Competência: constam do art. cabendo-lhe. de notável saber jurídico e reputação ilibada.único). depois de aprovada a escolha pelo Senado. sistema de composição de conflitos de interesses ou sistema de composição de lides. que serão nomeados pelo Presidente. 2) para julgar em recurso ordinário. 105. logo. ficando sujeito a sanções de perda do cargo por infrações definidas como crimes de responsabilidade. Tribunais de Juízes Eleitorais. dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade. o próprio Presidente é responsável. DO PODER JUDICIÁRIO A função jurisdicional: os órgão do Judiciário têm por função compor conflitos de interesse em cada caso concreto. Tribunais Federais de Juízes Federais. Competência: está distribuída em 3 áreas: 1) competência originária para processar e julgar as questões relacionadas no inc. conteúdo de litígio constitucional. Tribunais de Juízes dos Estados e do Distrito Federal. 3) as que lhe toca julgar em recurso extraordinário (inc. 3) para julgar. Tribunais de Juízes do Trabalho. par. alternadamente. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Composição: compõe-se de no mínimo 33 Ministros. Conselho de Justiça Federal: funciona junto ao Stj. STJ . indicados na lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal.Responsabilidade do Presidente da República: no presidencialismo. b) um terço. apuradas em processo político-administrativo realizado pelas Casas do Congresso. não se limita à execução da lei. as causas referidas no inc. do Distrito Federal. III. Jurisdição e administração: jurisdição é aquilo que o legislador constituinte incluiu na competência dos órgãos judiciários. dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos. o processo divide-se em 2 partes: juízo de admissibilidade do processo e processo e julgamento.

Juízes Federais: são membros da Justiça Federal de primeira instância. 94. nomeados estes pelo presidente do TRT. na forma da lei. Competência: processar e julgar os crimes militares. constituirá uma seção judiciária que terá por sede a capital (110). a composição do STM está no art. no mínimo 7 juízes. os Tribunais de Juízes militares instituídos em lei. compete a eles processar e julgar.Tribunais Regionais Federais: compõe-se de. inclusive coletivas. existentes nas circunscrições judiciárias. JUSTIÇA DO TRABALHO Organização: sua organização compreende o TST. mas a CF já oferece um esquema básico de sua estrutura. habeas data e mandado de injunção e as que contrariem a Constituição ou declarem a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. JUSTIÇA MILITAR Composição: compreende o STM. Os TRT serão compostos de Juízes nomeados pelo Presidente. sendo 2/3 de togados vitalícios e 1/3 de juízes classistas temporários (112 a 115). cada Estado. por antiguidade e merecimento (art. a ordem de classificação (art. compondo-se de 1 juiz do trabalho. exceto as de falência. 93. recrutados quando possível. o mandado de segurança e o mandado de injunção e as que contrariem a Constituição. após aprovação do Senado. sendo: 17 (11 juízes de carreira. na respectiva região e nomeados pelo Presidente dentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos. mais de 35 e menos de 65 anos. de TRE. seu órgão de cúpula. os juízes eleitorais. as causas em que a União for interessada. a composição do TSE está prevista no art. permitida uma recondução (112 e 116). . julgarem a inconstitucionalidade de lei federal. ingressam no cargo inicial da carreira (substituto) mediante concurso. nomeados pelo Presidente. Sua competência está definida no art. na forma da lei. I). as Juntas serão instituídas em lei. obedecendose. abrangindo os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta das entidades governamentais. que é o órgão de cúpula. respectivamente para o STF. com participação da OAB em todas as suas fases. 119. e de 2 juízes classistas. salvo as que denegarem o habeas corpus. o habeas data. salvo as que denegarem mandado de segurança. b) os demais mediante promoção de Juízes Federais com mais de 5 anos de exercício. nas nomeações. a do TRE no art. o TST compõe-se de 27 Ministros. indicados na forma do art. Recorribilidade de suas decisões: são irrecorríveis as do TSE. os Tribunais Regionais do Trabalho e as Juntas de Conciliação e Julgamento (111). caso em que caberá. que a presidirá. e de Juízes eleitorais e de Juntas Eleitorais (118). JUSTIÇA ELEITORAL Organização e competência: serão dispostas por lei complementar (121). conforme dispõe a Lei de Organização Judiciária Militar (Decreto-lei 1003/69). 108. 107). Recorribilidade das decisões do TST: são irrecorríveis. 3 advogados. como o Distrito Federal. ela se compõe de um TSE. 123. alternadamente. 120. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. com representação paritária dos trabalhadores e empregadores (111. que são as Auditorias Militares. bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças. recurso ordinário e extraordinário para o STF. § 1º). com mais de 10 anos de carreira. respectivamente. sendo: a) 1/5 dentre advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do MP federal. as de acidente de trabalho e as sujeitas à justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. Competência: compete conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores. 3 do MP do Trabalho) togados vitalícios e 10 classistas temporários. são os próprios juízes de direito da organização judiciária estadual (121). das quais caberá recurso ordinário e extraordinário.

572 a 578). incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. 133. essencial à função jurisdicional do Estado. garantia de equilíbrio. Funções institucionais: estão relacionadas no art. é também necessária ao seu funcionamento. em todos os graus. 39. de notável saber jurídico e reputação ilibada. na forma do art. a ordem de classificação. § 4º (EC-19/98) e a inamovibilidade (128. não é absoluta. § 5º. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Garantias: como agentos políticos precisam de ampla liberdade funcional e maior resguardo para desempenho de suas funções. tem por chefe o Advogado-Geral da União. representa a União judicial e extrajudicialmente. 129. (pags. o MP do trabalho. é indispensável à administração da justiça (133). a irredutibilidade. Representação das unidades federadas: competem aos seus Procuradores. na forma do art. serão organizados em carreira. Defensorias Públicas e a defesa dos necessitados: a CF prevê em seu art. 5º. da indivisibilidade e da independência funcional e lhe aseguram autonomia administrativa (169). que diretamente ou através de órgãos vinculados.Nemo iudex sine actore: significa que não há juiz sem autor. lei complementar a organizará. é um dos elementos da administração democrática da justiça. . 93. o militar e o do Distrito Federal. II e VI. 128. ingressa-se na carreira por concurso de provas e títulos. Estrutura orgânica: segundo o art. 21. nos termos da lei. é também um munus e uma árdua fatiga posta a serviço da justiça. XIII. DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Funcionamento da Justiça . ADVOCACIA PÚBLICA Advocacia Geral da União: é prevista no art. MINISTÉRIO PÚBLICO Natureza e princípios institucionais: a Constituição lhe dá o relevo de instituição permanente. 134. LXXIV. observadas as nomeações. pois fica difícil resumi-lo. Inviolabilidade: a inviolabilidade prevista no art. em que ingressarão por concurso. é a única habilitação profissional que constitui pressuposto essencial à formação de um dos Poderes do Estado: o Judiciário. a Defensoria Pública como instituição essencial à função jurisdicional. incumbida da orientação jurídica e defesa. e 22. institucionalizadas nos arts. que compreende: o MP federal. isso justifica as funções essenciais à justica. e assim mesmo. XVII. em cuja classe inicial ingressarão por concurso. imparcialidade. as promoções de carreira e aposentadoria seguem as regras do art. revela que a justiça não funcionará se não for provocada. assegurada a participação da OAB em sua realização. 2) MP dos Estados. dos necessitados. organizados em carreira. não sendo privilégio pessoal as prerrogativas da vitaliciedade. II).Sobre o Estatuto da Magistratura e garantias constitucionais do Poder Judiciário convém ler o livro. só o ampara em relação a seus atos e manifestações no exercício da profissão. de livre nomeação do Presidente dentre cidadãos maiores de 35. conforme disposto nos art. o MP abrange: 1) o MP da União. 127 a 135. com isso se institucionalizam os serviços jurídicos estaduais. ADVOGADO Uma profissão: a advocacia não é apenas uma profissão. a inércia é para o juiz. isto é. 131. O advogado e a administração da justiça: a advocacia não é apenas um pressuposto da formação do Judiciário. as normas constitucionais lhe afirmas os princípios institucionais da unidade.

§ 3º). a CF assegurou aos Estados a capacidade de auto-organizar-se por Constituiçãp própria. por via de representação popular. etc. com ou sem participação popular direta. Competência estaduais comuns e concorrentes: estão destacadas no art.pags. consubstanciando-se na sua capacidade de auto-organização. as financeiras (167) e as administrativas (37. Limites do Poder Constituinte dos Estados: é a CF que fixa a zona de determinações e o conjunto de limitações à capacidade organizatória dos Estados. podemos encontrar algumas nos seguintes arts: 37 a 41. Princípios constitucionais sensíveis: são aqueles enumerados no art. supender o pagamento de dívida fundada por mais de 2 anos. previamente. 18. 42. 150 e 152. 18. as tributárias (150 e 152). a matéria de sua organização e as normas constitucionais de caráter vedatório. § 4º. 25. DOS MUNICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL DOS ESTADOS FEDERADOS Autonomia dos Estados: a CF a assegura. 25. quando manda que suas Constituições e leis observem os seus princípios. assim como a competência exclusiva referida no art. além dessas contam-se ainda. sua expressão depende de como lhe seja determinado no ato constitucional originário. Formas de expressão do Constituinte Estadual: sendo subordinado ao Poder Constituinte originário. em verdade. visando à declaração de inconstitucionalidade e decretação de intervenção federal (art. social e econômica.III . cuja identificação reclama pesquisa no texto constitucional. recusar fé aos documentos públicos.. bem como os princípios de organização política. 36. 19. Competências vedadas ao Estado: veda-se-lhe explicitamente: estabelecer cultos religiosos ou igrejas. que determinam o retraimento da autonomia estadual. soberano. obsevados os princípios dela. III. a CF é poder supremo. se expressa comumente por via de procedimento democrático. de auto-legislação. 29. 127 a 130. COMPETÊNCIAS ESTADUAIS Competências reservadas aos Estados: são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição (art. pois também lhes competem competências enumeradas em comum com a União e os Municípios (23). § 1º). que lhes cabem. 34. XIII. 23. . que constituem o fulcro da organização constitucional do País. 93. não só competências que não lhes sejam vedadas. deixar de entregar receitas tributárias previstas em lei aos Municípios. 593 a 599 Interpretação dos princípios limitadores da capacidade organizadora dos Estados: cerne a essência do princípio federalista. hão de ser compreendidos e interpretados restritivamente e segundo seus expressos termos. Princípios constitucionais estabelecidos: são os que limitam a autonomia organizatória dos Estados. como a Assembléia Estadual Constituinte. são aquelas regras que revelam.DOS ESTADOS. a inclusão de normas na CE em desrespeito e esses princípios poderá provocar a representação do Procurador-Geral da República. o Poder Constituinte Estadual é apenas autônomo. Auto-organização e Poder Constituinte Estadual: a auto organização se concretiza na capacidade de dar-se a própria Constituição (25). §§ 2º e 3º. admitir o contrário seria superpor a vontade constituída à vontade constituinte. * ler mais sobre o assunto . 21 e 22) e para os Municípios (29 e 30). criar distinções entre brasileiros ou criar preferências em favor de qualquer da pessoas jurídicas de direito público interno. 94 e 95. VII. XVI e XVII). veda-se-lhes implicitamente tudo o que sido enumerado apenas para a União (20. de auto-governo e de auto-administração (arts. 25 e 28).

1º e 18). observados os princípios constitucionais (125). seu controle prévio e sucessivo de atos do Executivo. a CE não tem que tratar dos direitos fundamentais que constam no Título II da CF. bem como sua classificação. sequer pertine a ela cuidar desses assuntos. as atribuições do Governador serão definidas na CE. definidos em definitivo pela CF. financeira e tributária. independentemente de previsão especificada na CE. a CE pode ampliar os limites à atuação das autoridades. independente de convocação.Competências estaduais materiais: a área de competência dos Estados se limita à seguinte classificação: competência econômica. Base constitucional da autonomia municipal: a autonomia municipal é assegurada pelos arts. estabelecendo os órgãos que melhor atendam os interesses da Justiça local. eleito para um mandato de 4 anos. Elementos orgânicos: terá que aceitar a forma republicana e representativa de Governo. c. de administração. assim como ocorre com o Presidente. 24. autonomia significa capacidade de poder gerir os próprio negócios. seguindo o modelo federal. DOS MUNICÍPIOS Fundamentos constitucionais: são considerados componentes da estrutura federativa (arts. 34. etc. CONTEÚDO DA CONSTITUIÇÀO ESTADUAL Elementos limitativos: referem-se aos direitos fundamentais do homem. legislação sobre tributos. Lei Orgânica própria: espécie de Constituição municipal. terá maior autonomia na organização do Judiciário. em sessão legislativa ordinária. Competência legislativa: não vai muito além do terreno administrativo. a CF indica algumas competências do TJ (96 e 99). as atribuições de competência exclusiva serão aquelas que se vinculam a assuntos de sua economia interna. a autonomia municipal se assenta em 4 capacidades: de auto-organização. sobre o seu funcionamento. para um mandato de 4 anos. a alteração e a extinção das seções. indicará. termos e distritos judiciários. na data fixada pela CE. administrativa.. o sistema eleitoral majoritário em 2 turnos para Governador. a posse se dá perante a Assembléia. compõe-se de Deputados. dentre a matéria de sua competência. a competência dos Tribunais e Juízes é matéria da Constituição e leis de organização judiciária do Estado. financeiro. como órgão de cúpula da organização judiciária. o processo e o julgamento dos crimes de responsabilidade serão estabelecidos na respectiva Constituição. e garantida contra os Estados no art. os princípios da legalidade e da moralidade administrativa podem ser reforçados. VII. desde que preveja o Tribunal de Justiça. gestão de seus bens. eleitos diretamente pelo sistema proporcional. comarcas. normativa própria e de auto-administração. Capacidade de auto-organização: consiste na possibilidade da elaboração da lei orgânica própria (29). social. 29). Elementos sócio-ideológicos: são regras de ordem econômica e social. dentro de um círculo prefixado por entidade superior. ORGANIZAÇÃO DOS GOVERNOS ESTADUAIS Poder Legislativo estadual: Assembléia Legislativa é o seu órgão. tais como: elaborar e votar leis complementares à Constituição estadual. . os impedimentos decorrem da natureza de suas atribuições. etc. é unicameral. Poder Judiciário estadual: o constituinte estadual é livre para estruturar sua Justiça. Poder Executivo estadual: é exercido por um Governador. social. a própria CF já indicou seu conteúdo básico (art. legislar plenamente ou suplementarmente sobre as matérias relacionadas no art. algumas coisas na esfera econômica e quase nada mais. votar o orçamento. a divisão judiciária compreende a criação. reúne-se na Capital. de autogoverno. circunscrições. 18 e 29. aquela que lhe cabe legislar com exclusividade a a que lhe seha reservado legislar supletivamente..

c/c o 27).DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRUTURAS BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Noção de Administração: Administração Pública é o conjunto de meios institucionais. as capacidades de auto-organização. goza de autonomia políticoconstitucional. 37. porque a função administrativa é institucionalmente imputada a diversas entidades governamentais autônomas. nos termos do art. Organização da Administração: é complexa. sujeita aos impostos gerais. 23. materiais. expressas no art. exercido pela Câmara Municipal. § 3º. compreende. Auto-organização: essa capacidade efetiva-se com a elaboração de sua lei orgânica. cabendo a lei orgânica discriminar suas funções. perda do mandato. GOVERNO MUNICIPAL Poderes municipais: é constituído só de Poder Executivo. e de Poder Legislativo.Competências municipais: o art. onde declara que se regerá por lei orgânica própria. além das áreas de competência comum previstas no art. Vice e Vereadores: será fixado por lei de iniciativa da Câmara. auto-legislação e autoadministração sobre áreas de competência exclusiva. as quais se desdobram em 4 grupos: função legislativa. podemos concebê-lo como uma unidade federada com autonomia parcialmente tutelada. § 4º (EC-19/98). Poder Legislativo municipal: a Câmara municipal deverá também ter suas atribuições discriminadas pela lei orgânica. Competências: são atribuídas as competências tributárias e legislativas que são reservadas aos Estados e Municípios (32 e 147). IV . Poder Executivo municipal: é exercido pelo Prefeito. 39. como legislar sobre a organização judiciária (22. imunidades. na mesma época que as eleições estaduais. renumeração. exercido pelo Prefeito. . aplicando-se-lhes as regras da CF. financeiros e humanos preordenados à execução das decisões políticas. que será eleito para um mandato de 4 anos. Poder Executivo: é exercido pelo Governador. em princípio. Autonomia: está reconhecida no art. impedimentos e incorporação às Forças Armadas (32. eleitos pelo sistema proporcional. 30 discrima as bases da competência municipal. Subsídios de Prefeitos. liçenca. 54 e 55) sobre inviolabilidade. GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL Poder Legislativo: a Câmara Legislativa compõe-se de Deputados Distritais. fiscalizadora e julgadora. 32. que definirá os princípios básicos de sua organização. suas competências e a organização de seus poderes governamentais. observe-se que nem tudo que cabe aos Estados foi efetivamente atribuído a competência do DF . XVII). auto-governo. meramente deliberativa. referidas aos congressistas (53. DO DISTRITO FEDERAL Natureza: tem como função primeira servir de sede do governo federal.

ser maior de 21 anos e estar no exercício de seus direitos políticos (87). c) apresentar ao Presidente. vinculadas a cada um dos Executivos daquelas entidades. a direção superior da administração federal. Conselho da República: é órgão superior de consulta do Presidente. c). I. a finalidade é inafastável do interesse público. estado de sítio e sobre outras questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas (89 e 90). garantir a boa administração. impõe que o administrador público só pratique o ato para o seu fim legal. com o auxílio dos Ministros de Estado. sempre exerceram as mesmas atribuições que acima apontamos como de competência dos Ministros. d) praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe foram outorgadas ou delegadas pelo Presidente.Administração direta. submetido à lei. Juízo competente para processar e julgar os Ministros: pelo STF nos crimes comuns e nos de responsabilidade que cometerem sozinhos (102. Conselho de Defesa Nacional: é órgão de consulta do Presidente nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático. I. Condições de investidura no cargo: ser brasileiro. cada Ministério tem sua estrutura básica dividida em secretárias. estão na cúpula da organização administrativa federal. estado de defesa.único. II. par. I. nos crimes de responsabilidade (51. além de outras estabelecidas na CF e na lei: a) a orientação. em processo e julgamento idênticos aos do Presidente. propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território. que são órgão integrados nas muitas entidades personalizadas de prestação de serviços ou exploração de atividades econômicas. definida como conjunto de órgãos administrativos subordinados diretamente ao Poder Executivo de cada entidade. a orientar a ação do administrador na prática dos atos administrativos e. Atribuições dos Ministros: cabem-lhe. 85 e 86). pelo Senado. os Ministros. decretos e regulamentos. o Presidente exerce o Executivo. com competência para pronunciarse sobre intervenção federal. ou seja. fundacional são as fundações instituídas pelo Poder Público. ÓRGÃOS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL Natureza e posição: segundo o art. b) expedir instruções para a execução das leis. CONSELHOS Generalidades: conselhos são organismos públicos destinados ao assessoramento de alto nível e de orientação e até deliberação em determinado campo de atuação governamental.. relatório anual de sua gestão. indireta é a descentralizada. Os Ministérios: são criados e estruturados por lei. . 52. que também disporá sobre suas atribuições (88). DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Colocação do tema: A Administração é informada por diversos princípios gerais. assim. Princípioda finalidade: o ato administrativo só é válido quando atende seu fim legal. de outro lado. indireta e fundacional: direta é a administração centralizada. competindo-lhe opinar nas hipóteses de declaraçào de guerra e de celebração da paz. destinados. ÓRGÃOS SUPERIORES ESTADUAIS Secretárias de Estado: os Secretários de Estado auxiliam os Governadores na direção superior da administração estadual. através de lei. de um lado. 84. que se consubstancia na correta gestão dos negócios e no manejo dos recursos públicos no interesse coletivo. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades na área de sua competência.

estar aprovado em concurso para ter direito à investidura. II). se distingue em: agentes políticos e agentes administrativos. Contratação de pessoal temporário: será estabelecido por lei. sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer. que é de 2 anos (37. que são os titulares de cargo. pois. consiste no conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. Princípio da prescritibilidade dos ilícitos administrativos: nem tudo prescreverá. a fim de que os administrados tenham. Princípio da moralidade: a moralidade é definida como um dos princípios da Administração Pública (37). o direito da Administração ao seu ressarcimento. independem de concurso as nomeações para cargo em comissão (37. porém. na forma da lei (art. Princípio da licitação pública: significa que essas contratações ficam sujeitas ao procedimento de seleção de propostas mais vantajosas para a Administração. § 6º). cf. para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. empregos e funções são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. rege-se pela regra da consecução do maior benefício com o menor custo possível. do prejuízo causado ao erário (37. orienta a atividade administrativa no sentido de conseguir os melhores resultados com os meios escassos de que se dispõe e a menor custo. compreendendo todos aqueles que mantêm com o Poder Público relação de trabalho. emprego ou função pública. durante o período de validade do concurso. 37. 37. Princípio da responsabilidade civil da Administração: significa a obrigação de reparar os danos ou prejuízos de natureza patrimonial que uma pessoa causa a outrem. DOS SERVIDORES PÚBLICOS AGENTES ADMINISTRATIVOS Agentes públicos e administrativos: o elemento subjetivo do órgão público (titular) denomina-se genericamente agente público. dada a diferença de natureza das competências e atribuições a ele cometidas. Princípio da proibidade administrativa: consiste no dever de o funcionário servir a Administração com honestidade. . que. constitui um princípio instrumental de realização dos princípios da moralidade administrativa e do tratamento isonômico dos eventuais contratantes com o Poder Público. Princípio da eficiência: introduzido no art. por ser público. 37 pela EC-19/98. EC-19/98). não basta. IX). compete a pessoa jurídica a que pertencer o agente. Investidura em cargo ou emprego: a exigência de aprovação prévia em concurso público implica a classificação dos candidatos e nomeação na ordem dessa classificaçào. não eventual. Acessibilidade à função administrativa: a CF estatui que os cargos. à indenização. 37. a toda hora. apenas a apuração e punição do ilícito. não. III). conhecimento de que os administradores estão fazendo. deve agir com a maior transparência possível. assim como aos estrangeiros. I. procedendo no exercício da suas funções. necessária também é que esteja classificado e na posição correspondente às vagas existentes. sem necessidade de comprovar se houve culpa ou dolo (art. Princípio da publicidade: o Poder Público. § 5º). o dever de indenizar prejuízos causados a terceiros por agente público.Princípio da impessoalidade: significa que os atos e provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica mas ao órgão ou entidade administrativa em nome do qual age o funcionário.

quanto a sindicalização. não é permitido a um mesmo servidor acumular dois ou mais cargos ou funções ou empregos. são requisitos para adquirir a estabilidade: a nomeação por concurso e o exercício efetivo após 3 anos. 40. V . é usada a expressão espécie renumeratória como gênero. vincula-se um cargo inferior. será afastado do cargo. para efeito de retribuição. como forma de renumerar agentes políticos e certas categorias de agentes administrativos civis e militares.BASES CONSTITUCIONAIS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL Componentes: o sistema tributário nacional compõe-se de tributos. 3) mandato de vereador. cabível só aos civis. com outro superior. na prática. 40. a EC-19/98 diz que são estáveis após 3 anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. sobre a pensão. não há restrições (37. que. quanto à greve. 670 a 675) Efetividade e estabilidade: o art.Sistema renumeratório dos agentes públicos: Espécies. Isonomia. ler mais sobre o assunto (pags. membros do Tribunal de Contas e membros do MP. 41. observado o disposto no § 3º do art. . Vedação de acumulações renumeradas: ressalvadas as exceções expressas. havendo compatibilidade de horário. 2) mandato de prefeito. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. aumentando-se um. Vitaliciedade: é assegurada pela CF a magistrados. o que. pensão e seus proventos: a aposentadoria dos servidores abrangidos pelo regime previdenciário de caráter contributivo (art. é quase o mesmo que recusar o direito prometido. I). VI). seja da Administração direta ou indireta (37. equiparação é a comparação de cargos de denominação e atribuições diversas. de acordo com a Constituição. XVI e XXVII). considerando-os iguais para fins de lhes conferirem os mesmos vencimentos. exercerá ambas. o texto constitucional estabelece que o direito de greve dos servidores será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. mantendo-se certa diferença. é determinado que os benefícios da pensão por morte será igual ao valor dos proventos do falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito em atividade na data de seu falecimento. aumenta-se o outro. essa garantia não impede a perda do cargo pelo vitalício em 2 hipóteses: extinção do cargo. o que só poderá ocorrer em virtude de sentença judicial. e demissão. a EC-19/98 modificou o sistema renumeratório dos agentes. cf. os vencimentos e a renumeração. Sindicalização e greve dos servidores públicos: é expressamente proíbida aos militares. caso em que o titular ficará em disponibilidade com vencimentos integrais. os impostos. compulsoriamente aos 70 anos com provento proporcionais ao tempo de contribuição e voluntariamente. compreendem. cargo de provimento efetivo é aquele que deve ser preenchido de caráter definitivo. estadual ou distrital. exceto para promoção por merecimento. Servidor investido em mandato eletivo: o exercerá observando as seguintes regras: 1) se se tratar de mandato eletivo federal. sendo-lhe facultado optar pela renumeração. vinculação é relação de comparação vertical. ficará afastado da sua atribuição (38. cf. tributo é gênero. com a criação do subsídio. paridade. SERVIDORES PÚBLICOS Aposentadoria. EC-20/98) se dará: por invalidez permanente. é igualdade de vencimentos a cargos e atribuições iguais ou assemelhadas pertencentes a quadros de poderes diferentes. o vencimento. se verifica com a posse. vinculação e equiparação de vencimentos: isonomia é igualdade de espécies renumeratórias entre cargos de atribuições iguais ou assemelhados. paridade é um tipo especial de isonomia. as taxas e as contribuições de melhoria (145). que compreende: o subsídio. Em qualquer das hipóteses. o afastamento é automático.

da personalização dos impostos e da capacidade contributiva. Os princípios gerais são expressos (da legalidade. por fonte. igualdade tributária. DISCRIMINAÇÃO DAS RENDAS POR FONTE Atribuição constitucional de competência tributária: compreende a competência legislativa plena. além das disposições gerais (145 a 149): a) limitações do poder de tributar (150 a 152). de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. em impostos de receita partilhada segundo a capacidade da entidade beneficiada e em fundos. DISCRIMINAÇÃO DAS RENDAS PELO PRODUTO Técnicas de repartição da receita tributária: predomina o critério da repartição em favor da entidade participante. ou de executar leis. excluem a atuação do poder de tributar. mediante lei complementar no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional ou para atender a despesas extraordinárias. mas é possível distinguir 3 modalidades de participação: em impostos de decretação de uma entidade e percepção por outras (157. da proporcionalidade razoável. ou de considerações de interesse geral. constituem-se das vedações constantes dos arts. I e 158. atos ou decisões administrativas em matéris tributária e outras de cooperação entres essas entidades públicas. I a III. Contribuições sociais: é competência exclusiva da União instituir contribuições sociais (seguridade social e previdenciária. DAS FINANÇAS PÚBLICAS E DO SISTEMA ORÇAMENTÁRIO . conforme dispuser lei complementar (23. designando expressamente os tributos de cada esfera governamental. específicos e as imunidades tributárias. as imunidades fiscais. par. e 201). consubstanciadas nas disposições sobre a repartição das receitas tributárias. 195.único). da não cumulatividade do imposto e da seletividade do imposto.Empréstimo compulsório: só pode ser instituído pela União. Normas de controle e disciplina da repartição de receita tributária: cabe à lei complementar estabelecer regras e disciplina do sistema de repartição de receitas. a doutrina entende que todas essas contribuições compulsórias têm natureza tributárias. Sistema discriminatório brasileiro: combina a outorga de competência tributária exclusiva. DISCRIMINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PODER DE TRIBUTAR Natureza e conceito: a discriminação de rendas é elemento da divisão territorial do poder político. de guerra externa ou sua iminência (148). LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR Princípios constitucionais da tributação e sua classificação: podemos classificá-los em: princípios gerais. os específicos referem-se a determinados impostos. salvo as funções de arrecadar ou fiscalizar tributos. insere-se na técnica constitucional de repartição de competência. impondo-se ao TCU a tarefa de efetuar o cálculo das quotas referentes aos fundos de participação. por lei complementar e por resoluções do Senado Federal da matéria trubutária. Elementos do sistema tributário nacional: distinguem-se os seguintes elementos. liberdade de tráfego) ou decorrentes (da universalidade e da destinação pública dos tributos). b) a discriminação da competência tributária. instituídas por razões de privilégio. e é indelegável. discriminaçãp pelo produto (157 a 162). por fontes (153 a 156). reputadas como tributos parafiscais. especiais. e assim se apresentam: da progressividade. I). com o sistema de participação no produto da receita tributária de entidade de nível superior. 151 e 152. serviços. da irretroativodade. c) as normas do federalismo cooperativo. os princípios especiais. decorrentes de calamidade pública. Normas de prevenção de conflitos tributários: estamos chamando assim à disciplina normativa.

166. § 8º. da universalidade e da legalidade. são de iniciativa legislativa vinculada. 165 a 169. orientar a elaboração. Orçamento-programa: trata-se de planejamento estrutural. pelo plenário das 2 Casas do CN. indiquem os recursos necessários e sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os dispositivos do texto do mesmo projeto. Processo de formação das leis orçamentárias: as emendas e os projetos de lei do plano plurianual. a lei do plano plurianual. § 2º). da unidade. no art. a lei das diretrizes orçmentárias e a lei orçamentária. garante a necessária coordenação entre a política fiscal e a política econômica. na forma regimental. 163 declara que a lei complementar disporá sobre: finanças públicas. da anualidade. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. se expressam. se as emendas se destinarem a modificar o projeto de lei de diretrizes orçamentárias. com estimativa de receita e fixação das despesas de cada exercício financeiro. Função do banco central: a competência da União para emitir moeda (21. será exercida exclusivamente pelo banco central (164). á a integração do orçamento público com o econômico. VII). ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados mediante créditos especiais ou suplementares. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS Conteúdo dos orçamentos: orçamento é o processo e o conjunto integrado de documentos pelos quais se elaboram. mas admite a possibilidade da rejeição do projeto de lei orçamentária anual. se se tratar de emendas ao projeto de lei do orçamento anual. concessão de garantias da dívida pública. o processo se rege pelas regras do art. de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão apresentadas na Comissão mista. somente serão aprovadas caso sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. da programação. no que não contrariar o disposto nos arts. pela sua natureza de leis temporárias. DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. estatui que os recursos que. se aprovam. em decorrência de veto. e serão apreciadas. 165. emissão e resgate de títulos. todos os casos serão votados nos termos do art. 63. ESTRUTURA DOS ORÇAMENTOS PÚBLICOS Instrumentos normativos do sistema orçamentário: o sistema orçamentário encontra fundamento constitucional nos arts. fiscalização das instituições financeirar. destinados a reforçar a utilidade do orçamento como instrumento de controle parlamentar e domocrático sobre a atividade financeira do Executivo e. em se tratando do projeto de lei do plano plurianual. sua formação fica sujeita a procedimentos especiais. são os seguintes: princípio da exclusividade. I. operações de câmbio e compatibilização das funções da instituições oficiais de crédito da União.que sobre elas emitirá parecer. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA . 166. se executam e se avaliam os planos e programa de obras. só poderão ser aprovadas quando compatíveis com o plano plurianual. Rejeição do projeto de orçamento anual e suas conseqüências: a CF não admite a rejeição do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (57. dívida pública externa e interna. com prévia e específica autorização legislativa. quando. ELABORAÇÃO DAS LEIS ORÇAMENTÁRIAS Leis orçamentárias: são as previstas no art. Formulação dos princípios orçamentários: foram elaborados pelas finanças clássicas. o primeiro desses dispositivos indica os instrumentos normativos do sistema: a lei complementar de caráter financeiro. aprovação e execução do orçamento. aplicadas das demais normas do processo legislativo (63 a 68).Disciplina das instituições financeiras: o art. 165 a 169. do equilíbrio orçamentário. serviços e encargos governamentais.

O sistema de controle interno: a CF estabelece que os 3 Poderes manterão de forma integrada.DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO Defesa do Estado e compromissos democráticos: defesa do Estado é defesa do território contra invasão estrangeira (34. tem sede no DF. de tal maneira que nenhum grupo. de cumprimento de programa de trabalhos e metas. todas estão sujeitos à prestação e tomadas de contas pelo sistema interno. que fica também sob a vigilância dos sistemas de controle. a democrácia é o equilíbrio mais estável entre os grupos de poder. e) de resultados. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. b) de legitimidade. 74. quanto aos tipos. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo território nacional. amenizado pela participação do Tribunal de Contas. isso denota que o controle externo há de ser primordialmente de natureza técnica ou numéricolegal. d) segundo a natureza dos organismos controladores. federais. possa dominar sobre os demais. não mais defesa deste ou daquele regime político ou de uma particular ideologia ou de um grupo detentor do poder. II).Função da fiscalização: engloba os meios que se preordenam no sentido de impor à Administração o respeito à lei. na forma da lei. lhe é conferido a exercício das competências previstas para os Tribunais judiciários (96). . suas atribuições estão nos termos do art. é defesa da soberania nacional (91). partido político. Defesa das instituições democráticas: o equilíbrio constitucional consiste na existência de uma distribuição relativamente igual de poder. neste caso sem deixar dúvidas quato à obrigatoriedade de sua instituição nos Estados. Natureza do controle externo e do Tribunal de Contas: o controle exteno é feito por um órgão político que é o CN. em primeiro lugar. nos respectivos âmbitos. do art. o controle externo será auxiliado pelos TC do Estado. depois. d) de fidelidade funcional. Tribunais de contas estaduais e municipais: a CF não prevê diretamente sua criação. Participação popular: o § 2º. TRIBUNAIS DE CONTAS Organização a atribuições do Tribunal de Contas da União: é integrado por 9 Ministros. no município a fiscalização será exercida pela Câmara e pelos sistemas de controle interno. do Executivo local. 74. trata-se de controle de natureza administrativa. ao qual se adiciona o dever de boa administração. e 137. quando sua conduta contrasta com esse dever. VII. associação ou sindicato é parte legítima para. fá-lo indiretamente nas arts. a atuação varia. através do Tribunal de Contas (70 e 71). sobre a administração financeira e orçamentária. qualquer cidadão. o controle orçamentário dinstingue-se: a) segundo a natureza das pessoas controladas. através de seus representantes. é de natureza política. consiste na atuação da função fiscalizadora do povo. a Constituição reconhece os seguintes (70 e 74): a) controle de legalidade dos atos. c) segundo o momento de seu exercício. Prestação de contas: é um princípio fundamental da ordem constitucional (34. II. o mais seguro é o registro contábil. b) segundo à natureza dos fatos controlados. na forma da lei. VI . e pelo sistema de controle externo. 31 e 75. as finalidades do controle interno estão constitucionalmente estabelecidas no art. c) de economicidade. Formas de controle: quanto à forma. O sistema de controle externo: é função do Poder Legislativo. admitindo-se diversas maneiras de proceder. d). que é órgão eminentemente técnico. o controle interno. 71. estaduais e municipais com o auxílio dos respectivos Tribunais de Contas. é defesa da Pátria (142). dispõe que. ou combinação de grupos.

objetivos e conceito: causas do estado de sítio são as situações críticas que indicam a necessidade de instauração de correspondente legalidade de exceção para fazer frente à anormalidade manisfestada. DA SEGURANÇA PÚBLICA . mediante decreto do Presidente. prerrogativas e impedimentos definidos no § 3º. do art. o segundo. pelo Exército e pela Aeronáutica. Instituições nacionais permanentes: as Forças Armadas são instituições nacionais. da lei e da ordem (142). segundo o art. dependem de lei de iniciativa do Presidente (61. § 3º. garantias. XIX). em locais restritos e determinados. consiste na instauração de uma legalidade extraordinária. 142. à garantia dos poderes constitucionais e. sua instauraçã depende de preenchimento de requisitos (pressupostos) formais (137 e 138. Controles do estado de sítio: o político realiza-se pelo CN em 3 momentos: um controle prévio. §§ 2º e 3º). assim. é sucessivo. Controles: o político realiza-se em 2 momentos pelo CN. na instauração de uma legalidade extraordinária. e são de fundo e de forma. consiste. objetivando preservar ou restaurar a normalidade constitucional. o jurisdicional consta. desde que cumprida prestação alternativa. VIII. Organização militar e seus servidores: seus integrantes têm seus direitos.único). para preservar a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade instituional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. desvinculados. do conceito de servidores públicos. pois. do art. 136. mas de mobilização nacional (84. por certo tempo. A obrigação militar: é obrigatório para todos nos termos da lei (143). atuará após o seu término e a cessação de seus efeitos (141. Pressupostos e objetivo: tem por objetivo preservar ou restabelecer a ordem pública ou a paz social ameaçadas por aqueles fatores de crise. por determinado tempo e em certa área. 136. um concomitante e um sucessivo. Fixação e modificação dos efetivos das Forças Armadas: para o tempo de paz. não se cuidará de efetivos. par. os fundamentos para sua instauração acham-se estabelecidos no art. o jurisdicional é amplo em relação aos limites de aplicação das restrições autorizadas. o segundo. por força da EC-18/98. DAS FORÇAS ARMADAS Destinação constitucional: se destinam à defesa da Pátria. 136. permanentes e regulares. o primeiro consiste na apreciação do decreto de instauração e de prorrogação do estado de defesa. Hierarquia e disciplina: Hierarquia é o vinculo de subordinação escalonada e graduada de inferior a superior. Componentes das Forças Armadas: são constituídas pela Marinha. § 1º. por iniciativa de qualquer destes. I). disciplina é o poder que têm os superiores hierárquicos de impor condutas e dar ordens aos inferiores.ESTADO DE DEFESA Defesa do Estado e estado de defesa: o primeiro significa uma ordenação que tem por fim específico e essencial a regulamentaçã global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre um dado território. ESTADO DE SÍTIO Pressupostos. que desobriga o alistamento. é reconhecida a escusa de consciência no art. 5º. perturbada por motivo de comoção grave de repercussão nacional ou por situação de beligerância com Estado estrangeiro. em tempo de guerra. por exemplo.

170. fala em exploração direta da atividade econômica pelo Estado e do Estado como agente normativo e regulador da atividade econômica. serviços e instalações. como órgãos permanentes estruturados em carreira. Princípios da constituição econômica formal: estão relacionados no art. Polícias Federais: estão mencionadas 3 no art. Polícia. ATUAÇÃO ESTATAL NO DOMÍNIO ECONÔMICO Modos de atuação do Estado na economia: a CF reconhece duas forma de atuação do Estado na ordem econômica: a participação e a intervenção. da redução das desigualdades regionais e sociais e da busca do pleno emprego. da propriedade privada. são organizadas e mantidas pela União (21. CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA E SEUS PRINCÍPIOS Idéia de Constituição econômica: a constituição econômica formal brasileira consubstancia-se na parte da Constituição Federal que contém os direitos que legitimam a atuação dos sujeitos econômicos. .Polícia e segurança pública: a segurança pública consiste numa situação de preservação ou restabelecimento dessa convivência social que permite que todos gozem de seus direitos e exerçam suas atividades sem perturbação de outrem. conforme os ditames da justiça social. antes citado: da soberania nacional. em essência. consagra uma economia de mercado. da livre concorrência. conforme dispuser a lei. consubstanciam uma ordem capitalista. salvo nos limites de gozo e reivindicação de seus próprios direitos e defesa de seus legítimos interesses. a rodoviária federal e a ferroviária federal. Fim da ordem econômica: tem por fim assegurar a todos existência digna. a militar e o corpo de bombeiros militar. de natureza capitalista. I a III. destinadas à proteção de seus bens. Polícias estaduais: são responsáveis pelo exercício das funções de segurança pública e de polícia judiciária: a polícia civil. significa que a ordem econômica dá prioridade aos valores do trabalho humano sobre todos os demais valores da economia de mercado. da defesa do consumidor. princípios estes que. assim. XIV). todas elas hão de ser instituídas em lei. 170. tendo em vista as peculiaridades regionais e o fortalecimento do princípio federativo. Organização da segurança pública: é de competência e responsabilidade de cada unidade da federação. a polícia federal propriamente dita. da defesa do meio ambiente. 4ª Parte DA ORDEM ECONÔMICA E DA ORDEM SOCIAL I . observados os princípios indicados no art. a harmonia e o órgão do Estado que zela pela segurança dos cidadãos. passa a significar a atividade administrativa tendente a assegurar a ordem. a paz interna. Guardas municipais: a Constituição apenas reconheceu aos Municípios a faculdade de constituí-las. da função social da propriedade. os conteúdo e limites desses direitos e a responsabilidade que comporta o exercício da atividade econômica. 144.DA ORDEM ECONÔMICA PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA Fundamento e natureza da ordem econômica instituída: ela é fundada na valorização do trabalho humano e na iniciativa privada.

e os potenciais de energia hidráulica. estamos à aludir à função social da empresa. do subsolo e de recursos naturais: por princípio. os instrumentos de participação do Estado na economia são a empresa pública. na disciplina jurídica da propriedade de tais bens. Intervenção no domínio econômico: a participação com base nos arts. é a propriedade sobre a qual em maior intensidade refletem os efeitos do princípio. incentivo e planejamento. o promotor e o planejador da atividade econômica. implementada sob compromisso com a sua destinação.Exploração estatal da atividade econômica: existem 2 formas. caracterizando o Estado regulador. embora a Constituição não o diga. II e III) Propriedade dos meios de produção e propriedade socializada: a propriedade de bens de consumo e de uso pessoal. exs: arts. Planejamento econômico: é um processo técnico instrumentado para tranformar a realidade existente no sentido de objetivos previamente estabelecidos. que dá competência a União para instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. VIII. 225 e 216. ganha substancialidade precisamente quando aplicado à propriedade dos bens de produção. Monopólios: é reservado só para as hipóteses estritamentes indicadas no art. a intervenção fundada no art. e não constituem nunca instrumentos de opressão. Política urbana e propriedade urbana: a concepção de política de desenvolvimento urbano da CF decorre da compatibilização do art. Propriedade de interesse público: são bens sujeitos a um regime jurídico especial e peculiar em virtude dos interesses públicos a serem tutelados. . sujeitas ao princípio da função social. 173 a 177. é a necessária. a propriedade. inclusive os do subsolo. com o 182. pois satisfazem necessidades diretamente. Função social da empresa e condicionamento à livre iniciativa: o princípio da função social da propriedade. DAS PROPRIEDADES NA ORDEM ECONÔMICA O princípio da propriedade privada: a CF inscreveu a propriedade privada e a sua função social como princípios da ordem econômica (170. são imprescindíveis à própria existência digna das pessoas. que estabelece que a política de desenvolvimento urbano tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes e é executada pelo Município. ou seja. quando o exigir a segurança nacional ou o interesse coletivo relevante (173). os recursos minerais. se instrumente mediante a elaboração de plano ou planos. conforme diretrizes gerais instituídas por lei. quem compreende as funções de fiscalização. consiste num processo de intervenção estatal no domínio econômico. art. aos nos referirmos à função social dos bens de produção em dinamismo. XX. 526). 174. bens de produção são os que se aplicam na produção de outros bens ou rendas. a sociedade de economia mista e outras entidades estatais ou paraestatais. uma é o Monopólio. como são as subsidiárias daquelas. o sistema de apropriação privada tende a organizar-se em empresas. a propriedade do solo abrange a do subsolo em toda a profundidade útil ao seu exercício (CC. caracteriza o Estado administrador de atividades econômicas. com o fim de organizar atividades econômicas para obter resultados previamente colimados. a outra. ou seja. que prevalece na Constituição. 21. Propriedade do solo. inerente à utilidade e a valores que possuem. é essencialmente vocacionada à apropriação privada. o Estado aparece como agente normativo e regulador. 177. IX e X). são expressamente incluídos entre os bens da União (20.

as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros títulos. as seguradoras. as bolsas de valores. o outro consta do art. o SUS rege-se pelos princípios da descentralização. e como objetivo o bem-estar e a justiça social. pela qual toda riqueza produtiva tem finalidade social e econômica. para fins de reforma agrária. um depende de lei complementar. fiscalização e controle do Poder Público. mediante pagamento da indenização em títulos da dívida agrária (84). vedada a elas a participação em atividades não previstas na autorização. que deve estabelecer os critérios restritivos de transferência de poupança de regiões com renda inferior à média nacional para outras de maior desenvolvimento. tem como utilidade natural a produção de bens necessários à sobrevivência humana. punido. por isso são consignadas normas que servem de base à sua peculiar disciplina jurídica (184 a 191). 192. rege-se pelos princípios da universalidade de cobertura e do atendimento. DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Fundamento legal e objetivos do sistema financeiro nacional: será regulado em lei complementar. o regime jurídico da terra fundamenta-se na doutrina da função social da propriedade. da unidade de organização e da solidariedade financeira. princípios e financiamentos da seguridade social: compreende um conjunto integrado de ações de inciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. ainda. além das instituições financeiras.DA ORDEM SOCIAL INTRODUÇÃO À ORDEM SOCIAL Base e objetivo da ordem social: tem por base o primado do trabalho. DA SEGURIDADE SOCIAL Conteúdo. sua alteração depende de lei formada nos termos do art. porém. mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer outra forma e. a CF estabelece que ele será estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da comunidade. I). Instituições do sistema financeiro: subordinam-se à sua disciplina. as ações e serviços ficam inteiramente sujeitos à regulamentação. do art. § 2º. de responsabilidade da União. com sua natureza de bem de produção. Saúde: por serem de relevância pública. da igualdade. e quem a detém deve fazê-la frutificar. II . sendo. Funcionamento das instituições financeiras: depende de autorização (192. do atendimento integral e da participação da comunidade.Propriedade rural e reforma agrária: a propriedade rural. a cobrança acima desse limite será conceituada como crime de usura. a sanção para imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social é a desapropriação por interesse social. serão depositados em suas instituições regionais de crédito e por elas aplicados. destinadas a asegurar os direitos relativos à saude. de previdência e de capitalização. será financiada por toda a sociedade de forma direta ou indireta (195). em todas as suas modalidades. 69. segundo o qual os recursos financeiros relativos a programas e projetos de caráter regional. nos termos que a lei determinar. 192 que as taxas de juros reais. Tabelamento dos juros e crime de usura: está previsto no § 3º. nos termos da lei. nelas incluídas comissões e quaisquer outras renumerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito. assegura-se às instituições bancárias acesso a todos os intrumentos do mercado financeiro bancário. mercadorias ou dinheiro. não poderão passar de 12% ao ano. Regionalização financeira: 2 dispositivos se preocupam com a questão regional. assim como as sociedades que efetuam distribuição de prêmios em imóveis. em benefício próprio e da comunidade em que vive. a Lei 4595/64 o instituiu. à previdência e à assistência social. .

DO ADOLESCENTE E DO IDOSO A família: é afirmada como base da sociedade. da gestão democrática e do padrão de qualidade (206). de caráter contributivo e de filiação obrigatória. DA ORDEM CONSTITUCIONAL DA CULTURA Educação: a Constituição declara que ela é um direito de todo e dever do Estado (205 a 214). os direitos fundamentais da criança e do adolescente enumerados no art. Ciência e Tecnologia: é incumbência estatal promover e incentivar o desenvolvimento científico. de assegurar com absoluta prioridade. consoante o art. 225. Tutela de idosos: vários dispositivos mencionam a velhice como objeto de direitos específicos. tendo especial proteção do Estado. como direito de cada um. seguro-desemprego (7º. Ensino público: importa em que o Poder Público organize os sistemas de ensino de modo a cumprir o respectivo dever com a educação.Previdência social: será organizada sob forma de regime geral. e 239). como o previdenciário (201. II. mediante prestações estatais que garantam. I). III. 217. Tutela da criança e do adolescente: a família tem o grave dever. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. o art. a paternidade responsável é sugerida. acolhidos pela CF. administrativa e de gestão financeira das Universidades. Assistência social: não depende de contribuição. apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. além de outras fontes. a pesquisa a a capacitação tecnológica (219). obrigatório e gratuito (208 a 210). no mínimo. e são os seguintes: auxílios (201. arrola as medidas e providências que incumbem ao Poder Público tomar para assegurar a efetividade do direito reconhecido no caput do próprio artigo. que obedecerão o princípio de indissociabilidade entre ensino. DA CRIANÇA. Meio ambiente: a Constituição o define ecologicamente equilibrado como direito de todos e lhe dá a natureza de bem de uso comum do povo. da valorização dos profissionais do ensino. DA FAMÍLIA. Cultura e direitos culturais: a CF estatui que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacional. os benefícios e serviços serão prestados a quem deles necessitar. salário família e auxílio reclusão. juntamento com a sociedade e o Estado. 230 estatui que a família. 201. que são: da igualdade. o dever de se ajudar é recíproco entre pais e filhos. 227. o art. 205 só se realizará num sistema educacional democrático. é reconhecida a união estável. da gratuidade. pesquisa e extensão (207). assistencial (203. é financiada com recursos do orçamento da seguridade social. informado pelos princípios. do pluralismo. Princípio básicos do ensino: a consecução prática de seus objetivos. § 1º. pensão por morte e a aposentadoria. da liberdade. I a III). o ensino fundamental. os benefícios são prestações pecuniárias aos assegurados e a qualquer pessoa que contribua na forma dos planos previdenciários. DOS ÍNDIOS . Desporto: é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais. Autonomia universitária: a CF firmou a autonomia didático-científica. observadas as diretrizes do art. I). compreende prestações de 2 tipos: benefícios e serviços. o casamento é civil e gratuita a sua celebração.

costumes. as relacionadas ao poder. como fonte primária e congênita da posse territorial. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO Constituição: é a organização jurídica fundamental de um Estado Estrutura escalonada ou hierarquizada: a pirâmide representa a hierarquia das normas dentro do ordenamento jurídico . crenças e tradições dos índios. etc. ela é ao mesmo tempo. todos eles. Quanto à forma: Escrita: pode ser: sintética (Constituição dos Estados Unidos) e analítica (expansiva. Organização social: o art. as garantias e direitos fundamentais. é como se fosse uma lei na constituição. 231 reconhece a organização social. modo de aquisição e exercício do poder.Fundamentos constitucionais dos direitos indígenas: as bases dos direitos dos índios estão estabelecida nos arts. que é de competência da Justiça Federal (109. isto é. costumes e usos. às suas comunidades e às organizações antropológicas e pró-indios. CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES Quanto ao conteúdo: Constituição formal: regras formalmente constitucionais. como direitos originários (231). mas se baseie principalmente nos costumes. Regras de matéria constitucional são as regras que dizem respeito ao poder. A ciência política recomenda que as constituições sejam sintéticas e não expansivas como é a brasileira. são todas as regras formalmente constitucionais = estão inseridas no texto constitucional. na jurisprudência e em convenções e em textos constitucionais esparsos. elementos sócio-ideológicos. é o conjunto de regras de matéria de natureza constitucional. línguas. portanto. sob pena de ser ilegal e inconstitucional chamada de relação de compatibilidade vertical. Direitos sobre as terras indígenas: são terras da União vinculadas ao cumprimento dos direitos indígenas sobre elas. do mesmo artigo. com o que reconhece a existência de minorias nacionais e institui normas de proteção de sua singularidade étnica. XI e § 2º. As regras formalmente constitucionais são chamadas por alguns autores de lei constitucional. Pelo simples fato de estarem na Constituição elas são formalmente constitucional. O conceito de Constituição material transcende o conceito de Constituição formal. 231 e 232. são as que cuidam da organização do Estado e dos poderes constituídos.esta estrutura exige que o ato inferior guarde hierarquia com o ato hierarquicamente superior e. por isso é que a CF reconhece legitimação para defendê-los em juízo aos próprios índios. e 232). intervindo o MP em todos os atos do processo. consagra uma relação jurídica fundada no instituto do indigenato. com a Constituição. consubstanciada no § 2º. a Constituição do Brasil). é o texto votado pela Assembléia Constituinte. 41 Defesa dos direitos e interesse dos índios: têm natureza de direito coletivo. menor que a formal e mais que esta = nem todas as normas do texto são constituição material e há normas fora do texto que são materialmente constitucionais. que assim. Não escrita: é a constituição cuja as normas não constam de um documento único e solene. reconhecidos pela Constituição. Constituição material: regras materialmente constitucionais. quer esteja no texto constitucional ou fora dele. Nem todas as regras que estão na Constituição são regras materialmente constitucionais. . especialmente de suas línguas.

denominados Atos do Parlamento (ex. eleitos para o fim de as elaborar. se a maioria concordar com ela. não é mais sinônimo de constituição. a chamada Constituição Cesarista ou mistificada = não é propriamente outorgada. As constituições dogmáticas podem ser: ortodoxa (quando segue uma só linha de raciocínio. 1946. já que cada um visava os seus próprios interesses. A não escrita é sempre histórica. A expressão democrática não deve ser utilizada como sinônimo de Constituição promulgada. Também chamada de populares. sendo que a Grã Bretanha é formada pela Inglaterra. Irlanda e Escócia. 1969.: Constituição de 1824. nesses casos. ex. decorrem do sistema autoritário. Magna Carta datada de 1215) A escrita é sempre dogmática. o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. Esta consolidação pode ser elaborada por uma pessoa (será outorgada. sendo assim pode ser considerado um tipo de outorga (são impostas e ratificada pelo povo por meio de plebiscito para dar aparência de legítima). ex. Ex. dos fatos sócio-políticos. ainda que criada com a participação popular. elaborado reflexivamente por um órgão constituinte = é escrita. Presidencialismo e Parlamentarismo). . ex. 1967. Portanto. ex. pois visa somente ratificar a vontade do detentor do poder.: Constituição de 1891. A Inglaterra tem uma constituição não escrita. não é codificado. não é democrática. não é denominação correta. mas tampouco promulgada. A participação popular. (Democracia = vontade da maioria. plebiscitos napoleônicos ou por um ditador. Como exemplo de Constituição não escrita e histórica temos a Constituição do Estado chamado Reino Unido da Grã Bretanha e da Irlanda do Norte. "democráticas". Quanto a sua origem ou processo de positivação: a) Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção. Portanto. Próxima a esta modalidade de constituição encontramos também uma referência histórica. O simples fato de ser promulgada não significa que seja democrática. São as elaboradas sem a participação do povo. consolidado. 1988. nos sistemas representativos. tem um único pensamento) e eclética (não há um fio condutor. originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo. a Constituição não escrita é. b) Histórica: é sempre não escrita e resultante de lenta formação histórica. consenso). na monarquia) ou por uma Assembléia Constituinte (será promulgada. são textos esparsos e se eternizam no tempo.Quanto ao modo de elaboração: a) Dogmática: é Constituição sistematizada em um texto único. tendo como característica diferenciadora que os seus textos escritos não estão reunidos. Quanto à estabilidade ou mutabilidade: . 1937. temos dispositivos completamente antagônicos em razão da divergência que existiam entre os parlamentares.é uma dogmática que mistura tudo). que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. É a que consagra certos dogmas da ciência política e do Direito dominantes no momento. apesar de ter normas materialmente constitucionais que são escritas. Ex. são impostas. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional. A constituição outorgada também pode ser democrática. OBS: A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas. É um texto único. plebiscito de Pinochet. 1934. são votadas. no Chile. do lento evoluir das tradições. em parte escrita. Formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador.

na sua parte escrita elas são flexíveis Semi-rígida: aquela em que o processo de modificação só é rígido na parte materialmente constitucional e flexível na parte formalmente constitucional. Rígida: permite que a constituição seja mudada mas. uma Constituição pode ser enquadrada em mais de uma delas. salvo a balanço e a dirigente que se excluem. A rigidez é caracterizada por um processo de aprovação mais formal e solene do que o processo de aprovação de lei ordinária. reestrutura o Estado e estabelece as garantias dos indivíduos. Quanto à relação entre as normas constitucionais e a realidade política (positividade – real aplicação ): . depende de um procedimento solene que é o de Emenda Constitucional que exige 3/5 dos membros do Congresso Nacional para que seja aprovada. a constituição do SER. Garantia: tem a concepção clássica de Constituição. como se fosse uma fotografia = mostrar como é. Seu conteúdo se contrapõe à dirigente. que são: permanente (são as que constam da própria constituição) e contingente (são os Estatutos partidários) Nos Estados desenvolvidos segue-se o Estatuto partidário como regras de atuação do poder. cada um a seu modo devem obedecer sempre a constituição.aqui é uma bagunça só. A estabilidade das constituições não deve ser absoluta. Deve-se assegurar certa estabilidade constitucional. Nos países em que temos dois grandes partidos a escolha das metas de governo é feita pelo eleitorado e efetivamente tem grande importância. A primeira em 1924 que a constituição do proletariado. devendo representar o "Balanço" da evolução do Estado. o reflexo das forças sociais que estruturam o Poder (é o chamado conceito sociológico dado por Lassale). estabelece limitações ao poder b) Balanço: foi bem definida por F. Ex. perfeita adaptação das constituições às exigências do progresso. Quanto à sua função (função que a Constituição desenvolve no Estado): As três categorias não são excludentes. EX. isto é. Numa constituição dirigente há duas diretrizes políticas para que seja possível organizar o Estado e preordenar a atuação governamental. Para nós os partidos não passam de legendas. certa permanência e durabilidade das instituições. constituindo-se relíquias históricas – imutabilidade absoluta.: A UNRSS teve três constituições. Os estatutos de qualquer dos partidos.Imutável: constituições onde se veda qualquer alteração. "CF DO SER". "CF DO DEVER SER" Esta constituição diz como deve ser as coisas e não como realmente é. Nesta base foi criada a constituição soviética o que se projetou para os Estados que seguiam a sua concepção. A cada constituição era feito um novo balanço da evolução do Estado = tirada uma nova fotografia da situação atual. a segunda em 1936 chamada dos operários e a última em 1971 que foi a constituição do povo. portanto. Estas considerações tem somente efeito histórico. cada um faz o que quer. Para eles a constituição tinha que mostrar a realidade social. Lassale na antiga URSS. não pode significar imutabilidade. já que os partidos tem planos de governo preestabelecidos . Flexível: o procedimento de modificação não tem qualquer diferença do procedimento comum de lei ordinária Alguns autores a denominam de Constituição Plástica. que exige a maioria simples. sempre obedecendo as normas da constituição que diretrizes permanentes.: as constituições não escritas. tanto quanto possível. o que é arriscado porque pode ter diversos significados. da evolução e do bem-estar social. porque a própria URSS não existe mais. os nossos estatutos não são aplicados não tendo a sua real importância . mas sem prejuízo da constante. c) Dirigente: A constituição não apenas organiza o poder como também preordena a atuação governamental por meio de programas vinculantes. descrevendo três fases diferentes do Estado.eles tem um estatuto partidário a ser seguido. A constituição é um reflexo da realidade.

inc. pelo contrário. Esta constituição aparece quando um Estado passa de um Estado autoritário para um Estado de direito. 3º. princípios relativos à comunidade internacional: princípio da independência nacional. princípios relativos ao regime político: princípio da cidadania.III. rígida. III e V. analítica. da solução pacífica dos conflitos. dirigente e nominalista ESTRUTURA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO Elementos da constituição: Elementos orgânicos ou organizacionais: organizam o estado e os poderes constituídos. II. é o caso da nossa constituição de 1988. da dignidade da pessoa humana. I. A Constituição de 1988 nasceu normativa. Nesta b) nominalista: esta modalidade fica entre a constituição normativa que é seguida na íntegra e a semântica que não passa de mero disfarce de um estado autoritário. 1º. forma. em especial. disposições transitórias) DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS princípios relativos à existência. da autodeterminação dos povos. promulgada. da convivência justa e da solidariedade. havia uma expectativa de que passássemos da constituição nominalista para uma constituição normativa. preâmbulo. Elementos limitativos – limitam o poder – direitos e garantias fundamentais. semântica: mero disfarce de um Estado autoritário. caput. 1º.IV. como ocorre com a constituição americana. da não intervenção. a classe política. inc. CF brasileira é: escrita. garantia. Elementos sócio-ideológicos . 1º. do repúdio ao terrorismo e ao racismo. estrutura e tipo do Estado: República Federativa do Brasil.normativa: a dinâmica do poder se submete efetivamente à regulamentação normativa. I. do pluralismo político. da cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. da representação política e da participação direta – art. soberania e Estado Democrático de Direito – art. I. Na realidade isto não está ocorrendo. . eclética. princípios relativos à forma de governo e à organização dos poderes: República e independência e harmonia dos poderes – arts. do respeito aos direitos humanos. da defesa da paz. da justiça social e da não discriminação – art. princípios relativos à organização da sociedade: princípio da livre organização social. da concessão de asilo político e da integração política. da soberania popular. princípios relativos à prestação positiva do Estado: princípio da independência e do desenvolvimento social. da igualdade entre os Estados. IV e 3º. II. 1º e 2º. e princípio da valorização social do trabalho e da livre iniciativa – arts.princípios da ordem econômica e social Elementos de estabilização constitucional – supremacia da CF (controle de constitucionalidade) e solução de conflitos constitucionais Elementos formais de aplicabilidade – são regras que dizem respeito a aplicabilidade de outras regras (ex. modalidade a constituição é obedecida na íntegra. dogmática. e seu pú. vem descumprindo absurdamente a constituição.

SISTEMAS POLÍTICOS São revelados através de 4 critérios: forma de Estado: considera os modos pelos quais se estrutura a sociedade estatal, permitindo identificar as comunidades políticas em cujo âmbito de validade o exercício do poder ocorre, de modo centralizado ou descentralizado. Pode ser: Estado unitário: quando existir um único centro dotado de capacidade legislativa, administrativa e política, do qual emanam todos os comandos normativos e no qual se concentram todo as as competências constitucionais, ocorre a forma unitária de Estado. Estado federal: quando as capacidades políticas, legislativas e administrativas são atribuídas constitucionalmente a entes regionais, que passam a gozar de autonomias próprias, surge a forma federativa. Neste caso, as autonomias regionais não são fruto de delegação voluntária de um centro único de poder, mas se originam na própria Constituição, o que impede a retirada de competências por ato voluntário de poder central. Estado federado não significa necessariamente Estado descentralizado. forma de governo: define o modo de organização política e de regência do corpo estatal, ou seja, o modo pelo qual se exerce o poder. Pode ser: republica: quando o poder for exercido pelo povo, através de mandatários eleitos temporariamente, surge a forma republicada, monarquia: quando o poder é exercido por quem o detém naturalmente, sem representar o povo através de mandato, surge a forma monárquica de governo. regime de governo: refere-se ao modo pelo qual se relacionam os Poderes Executivo e Legislativo. Pode ser: parlamentarismo: a função de Chefe de Estado é exercida pelo Presidente ou pelo Monarca e a de Chefe de Governo pelo Primeiro Ministro, que chefia o Gabinete. Parte da atividade do Executivo é deslocada para o Legislativo] presidencialismo: o Presidente concentra as funções de Chefe de Estado e de Chefe de Governo. regime político: refere-se à acessibilidade do povo e dos governantes ao processo de formação da vontade estatal. A participação do povo no processo decisório e a capacidade dos governados de influenciar a gestão dos negócios estatais comportam gradação variável em função do regime adotado. Dentro deste critério, temos: regime democrático - a Democracia pode ser: direta: aquele em que o povo exerce, por si, os poderes governamentais, fazendo leis, administrando e julgando. indireta (representativa): o povo, fonte primária de poder, não podendo dirigir os negócios do Estado diretamente em face da extensão territorial, da densidade demográfica e da complexidade dos problemas sociais, outorga as funções de governo aos seus representantes, que são eleitos periodicamente semi-direta: é a democracia representativa, com alguns institutos de participação direta do povo nas funções do governo. não democrático: subdividido em totalitário, ditatorial e autoritário.

Sistema brasileiro: forma de estado: Estado Federal, forma de governo: Republicano, regime de governo: Presidencialista, regime político: democrático. Nosso modelo é de uma Democracia Social (promover justiça social, promovendo o bem de todos e erradicando a pobreza, com diminuição das desigualdades), participativa (caminha para democracia semi-direta) e pluralista (pluralismo político).

INSTITUTOS DE PARTICIPAÇÃO DIRETA DO POVO iniciativa popular: admite-se que o povo apresente projetos de lei ao legislativo, desde que subscrito por número razoável de eleitores (vide processo legislativo). referendo popular: caracteriza-se pelo fato de que projetos de lei, há aprovados pelo legislativo, devam ser submetidos à vontade popular, atendidas certas exig6encias, tais como, pedido de certo número de eleitores, de certo número de parlamentares ou do próprio chefe do executivo, de sorte que o projeto ser terá por aprovado apenas se receber votação favorável do corpo eleitoral, do contrário, reputar-se-á rejeitado. – art. 14, II, e é atribuição exclusiva do CN autorizá-lo – art. 49, XV, tendo liberdade para estabelecer critérios e requisitos. plebiscito: é também um consulta popular, semelhante ao referendo; difere deste porque visa a decidir previamente uma questão político ou institucional, antes de sua formação legislativa, ao passo que o referendo versa sobre aprovação de textos de projeto de lie ou de emenda constitucional, já aprovados; o referendo ratifica ou rejeita o projeto já elaborado, enquanto que o plebiscito autoriza a sua formação art. 14, I. Pode ser utilizado pelo CN nos casos em que decidir seja conveniente e em casos específicos como a formação de novos Estados e Municípios – art. 18, §§ 3º e 4º. Foi realizado em 21.04.93 importante plebiscito, que escolheu a forma de governo republicana e o regime de governo presidencialismo.

REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS princípio da predominância do interesse é o princípio geral que norteia a repartição de competência entre as entidades federativas é o da predominância do interesse, segundo o qual, à União caberão as matérias e as questões de predominante interesse geral, ao passo que com os Estados ficarão as matérias e os assuntos de interesse regional e com os Municípios, as questões de predominante interesse local. Classificação das competências Competência é a capacidade para emitir decisões dentro de um campo específico. Quanto à finalidade: material – refere-se à prática de atos políticos e administrativos. Pode ser: exclusiva: é a pertencente exclusivamente a uma única entidade, sem possibilidade de delegação (ex. art. 21. Cumulativa: (ou paralela) legislativa – refere-se à prática de atos legislativos.

exclusiva: cabe apenas a uma entidade o poder de legislar, sendo inadmissível qualquer delegação (ex. art. 25, § 1º) privativa: cabe apenas a uma entidade o poder de legislar, mas é possível a delegação de competência a outras entidades (ex. art. 22 e seu parágrafo). Concorrente: competência concomitante de mais de uma entidade para legislar a respeito de matéria – (ex. art. 24). Suplementar: cabe a uma das entidades estabelecer regras gerais e à outra a complementação dos comandos normativos (ex. art. 24, § 2º) Quanto à forma: enumerada ou expressa: quando estabelecida de modo explícito (ex. arts. 21 e 22), reservada ou remanescente: quando compreende toda a matéria não expressamente incluída na enumeração. É a competência que sobra para uma entidade, após a competência da outra (ex. art. 25, § 1º) residual: é a competência que sobra, após enumeração exaustiva das competências de todas as entidades. Assim, é possível que uma entidade tenha competência enumerada e residual, pois pode ainda sobrar competência após enumeração de todas. (ex. art. 154,I), implícita ou resultante: quando decorre da natureza dos poderes expressos, sendo absolutamente necessários para que os mesmos possam ser exercidos. Não precisam ser mencionados, pois sua existência é mera decorrência natural dos expressos. Quanto ao conteúdo: pode ser social, econômica, política, administrativa, financeira e tributária. Quanto à extensão: exclusiva: é a atribuída a uma entidade com exclusão das demais, sem possibilidade de delegação (ex. art. 21), privativa: quando, embora própria de uma entidade, seja passível de delegação (ex. art. 22, pú), comum, cumulativa ou paralela: quando existir um campo de atuação comum às várias entidades, sem que o exercício de uma venha a excluir a compet6encia da outra, atuando todas juntamente em pé de igualdade, concorrente: quando houver possibilidade de disposição sobre o mesmo assunto ou matéria por mais de entidade federativa, com primazia da União no que tange às regras gerais (ex. art. 24), suplementar: é o poder de formular normas que desdobrem o conteúdo de princípios ou normas gerais, ou que supram a ausência ou a omissão destas (ex. art. 24, §§ 1º e 4º). Quanto à origem originária: quando, desde o início, é estabelecida em favor de uma entidade, delegada: quando a entidade recebe sua competência por delegação daquela que a tem originariamente. Competência da União: art. 21: competência material exclusiva expressa ou enumerada, art. 22: competência legislativa privativa expressa ou enumerada, art. 23: competência material comum, cumulativa ou paralela, art. 24: competência legislativa concorrente, art. 24 e parágrafos: competência legislativa suplementar, art. 154, I: competência tributária residual, art. 153 e incisos: competência tributária enumerada ou expressa. Competência dos Estados: art. 25, § 1º: competência reservada ou remanescente, art. 25, § 2º: competência material exclusiva enumerada e expressa, art. 23: competência material comum, paralela ou cumulativa, art. 24: competência legislativa concorrente, art. 24 e parágrafos: competência legislativa suplementar, art. 155: competência tributária enumerada ou expressa.

art. art. desde que o quorum seja de maioria absoluta. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. quorum: é o número mínimo de membros que devem estar presentes para que a sessão daquele órgão possa ser instalada. desde que haja quorum (que é o de maioria absoluta). maioria de 3/5 = exigida para as emendas constitucionais. A Constituição exige que este número seja de maioria absoluta. 156: competência tributária enumerada ou expressa. salvo expressa exceção. Pode ser: maioria absoluta = é a unidade ou o número inteiro imediatamente superior à metade. 23: competência material comum. ex. O conceito equivocado de maioria absoluta como a metade mais 1 só vale para os conjuntos pares. * CD = 513 membros (MA = 257 e 3/5 = 308) * SF = 81 membros (MA = 41 e 3/5 = 49) As maiorias apresentam uma ordem crescente de flexibilidade formal. TEORIA DAS MAIORIAS As maiorias podem ser: simples ou relativa = o referencial numérico para o cálculo é o número de membros presentes. SF = 81 e CD = 513). § 1º: competência reservadas ou remanescentes dos Estados e Municípios. art. 23: competência material comum. Competência dos Municípios: art. memorizando a competência de cada uma das ordens políticas. art. STF = 11. estando ou não presentes desde que haja quorum para ser instalada. cumulativa ou paralela. Exigida para as leis ordinárias b) qualificada = o referencial numérico para o cálculo é o número de membros da casa. Exigida para as leis complementares.: ler cuidadosamente cada um destes dispositivos. "Quando a constituição diz maioria sem adjetivar está se referindo à maioria simples. 24: competência legislativa concorrente. presente a maioria absoluta de seus membros. Diz: "Salvo disposição constitucional em contrário. 30: competência enumerada ou expressa. Obs. art. sendo incorreto para os conjuntos ímpares (lembre-se que em nosso sistema a maioria dos conjuntos são ímpares. 155: competência tributária expressa ou enumerada. 32. 47 é regra geral aplicada a todos os casos. Portanto. APLICABILIDADE DA NORMA CONSTITUCIONAL Quanto a aplicabilidade imediata ou não.Competência do Distrito Federal: art. quando a constituição não estabelecer exceção as deliberações de cada Casa serão tomadas por maioria simples. art. podemos classificar as normas constitucionais em: . cumulativa ou paralela.

quando vai votar uma emenda ele não está no procedimento legislativo. . independentemente de legislação posterior para sua inteira operatividade. com a capacidade de auto-organizar-se através de suas próprias Constituições Municipais que são denominadas Leis Orgânicas. lhes dê capacidade de execução. que são as que estabelecem programas a serem desenvolvidos mediante legislação integrativa da vontade constituinte. Ex. Este poder se divide em: poder derivado de revisão ou de reforma: poder de editar emendas à Constituição. normas constitucionais de eficácia limitada: são aquelas que dependem da emissão de uma normatividade futura. A Constituição de 1988 deu aos Municípios um status diferenciado do que antes era previsto.também chamado instituído ou de segundo grau – é secundário. plena. direta. § 3º. normas constitucionais de eficácia jurídica contida: são aquelas que têm aplicabilidade imediata. integrando-lhes a eficácia. chegando a considerá-lo como ente federativo. genuíno ou de fato . 25 da CF). não sofre qualquer limite e não se subordina a nenhuma condição. integral. PODER CONSTITUINTE Espécies: poder constituinte originário . FENÔMENOS DA MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL Fenômeno da recepção: assegura a preservação do ordenamento jurídico anterior e inferior à nova constituição que com ela se mostre materialmente compatível = "Processo abreviado de criação de normas".também chamado de primeiro grau. O exercente deste poder é o Congresso Nacional que.normas constitucionais de eficácia jurídica plena: são aquelas de aplicabilidade imediata. subordinado (está subordinado a regras materiais. Subdividem-se em: normas de princípio institutivo. Características: inicial (não se fundamenta em nenhum outro. poder derivado decorrente: poder dos Estados. mas que podem ter o seu alcance reduzido pela atividade do legislador infraconstitucional. Características: derivado (deriva de outro poder que o instituiu). que são aquelas que dependem de lei para dar corpo às instituições. 205. ex.: art.: art. em termos de regulamentação daqueles interesses visados. em que o legislador ordinário. O exercente deste poder são as Assembléias dos Estados. mas no Poder Reformador. Ex. de elaborar as suas próprias constituições (art. mediante lei ordinária. cláusula pétrea) e condicionado (condicionado a regras formais do procedimento legislativo). unidades da federação. autônomo (não há nenhum condicionamento material) e incondicionado (não está submisso a nenhum procedimento de ordem formal). pessoas e órgãos previstos na Constituição. normas de princípio programático. 18. pois deriva do poder originário. integral. poder constituinte derivado .não deriva de nenhum outro. São também chamadas de normas de eficácia redutível ou restringível.

em especial a Lei.veto jurídico Poder Judiciário Poder Judiciário . pela nova ordem constitucional. se contrariadas teriam sido revogadas. ??? Há norma constitucional inconstitucional??? Depende. recoloca esta última novamente no estado de produção de efeitos. Normas decorrentes de poder constituinte originário não. nunca. lei delegada – art.Se havia uma constituição quando sobrevem outra será feita a ab-rogação (revogação total) da constituição anterior. 2º. eventualmente. § 3 º. como lei ordinária. 49. Executivo _____________ Poder . Fenômeno da represtinação: é o nome que se dá ao fenômeno que ocorre quando uma norma revogadora de outra anterior. com a Constituição. §5º) Métodos ou sistemas de Controle Via de ação . fundamento de validade de uma lei no ordenamento jurídico é sua compatibilidade com a constituição vigente. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Controle de constitucionalidade é verificação de adequação. em Processo de queda hierarquizada é uma desconstitucionalização (regra constitucional passa a ser lei ordinária). tivesse revogado uma mais antiga.comissão de constitucionalidade e Justiça II) Controle Repressivo 1) Poder Legislativo regulamento. Se fossem repetidas continuariam sendo regras constitucionais e. c) Teoria da Desconstitucionalização: esta teoria prevê a possibilidade de recepção. A alegação de inconstitucionalidade é fundamento do pedido. medida provisória.ação judicial de inconstitucionalidade que contrariou o art. . de um ato jurídico qualquer. V. por sua vez.controle reservado.Espécies de Controle (depende do momento em que é feito – marco é o aperfeiçoamento da lei) I) Controle Preventivo Poder Legislativo . que. Requisitos de constitucionalidade: a) Formais: subjetivos = iniciativa objetivos = demais normas do processo legislativo Substanciais ou materiais. 60. não repetidas e nem contrariadas. Esta teoria não tem aplicação em nosso sistema. realizado pelo STF. concentrado. em nome da segurança jurídica. austríaco. da LICC). salvo se houver expressa previsão da nova lei (art. de regra formalmente constitucional da constituição anterior. Esta verdadeira restauração de eficácia é proibida em nosso Direito. Advinda uma nova constituição estas leis terão um novo fundamento de validade e eficácia. Normas decorrentes de poder reformador sim.mandado de segurança (aconteceu com a EC 20 . é o controle principal ou abstrato. desde que forem materialmente compatíveis. de compatibilidade. .

julgar a ação procedente ou não. reconhece uma nulidade que existe desde o começo. Toda decisão que reconhece uma inconstitucionalidade de lei é declaratória. a ação será improcedente. irá assegurar a supremacia da Constituição e. vai para atrás. ex tunc . o Órgão Especial) poderá reconhecer a inconstitucionalidade. entender pela constitucionalidade e. analisar a alegação de inconstitucionalidade. é questão prejudicial.Via de exceção . Poderá ainda. Para decidir a ação o juiz deverá. 97 da CF que prevê o princípio da reserva de plenário (a inconstitucionalidade no Tribunal só pode ser reconhecida pela maioria absoluta de seus membros). passando ao mérito. norte-americano. no mérito. Se entenderem que a lei é inconstitucional eles não poderão assim declará-la. logo. . descontente com o resultado. inter partes. após resolução do SF – efeitos erga omnes e ex nunc.os efeitos da decisão atinge as relações daqui para frente. descumpre a sua obrigação dando origem a uma litigiosidade.controle aberto. difuso. estadual ou municipal.os efeitos da decisão retroagem até o momento da formação do ato normativo. ou incidental (incidenter tantum) Possíveis efeitos existentes: inter partes – os efeitos da decisão só atingem as partes do processo. Em razão desta lei João e Pedro criam uma relação jurídica (uma obrigação) e uma das partes. desde o momento em que o ato se aperfeiçoou. CONTROLE DIFUSO ou VIA DE EXCEÇÃO Seqüência da via de exceção Existe uma Lei "X". poderá dizer que a lei é constitucional ou não. que embasa a relação é inconstitucional. Se optar pela procedência. toda decisão é ex tunc Diferenças nos efeitos: . trata-se de uma prejudicial e. João ajuíza a ação contra Pedro. é o controle concreto. isto em razão do art. feita a distribuição o processo passa a tramitar pela 2ª Vara Cível da comarca.via de exceção: efeitos inter partes e ex tunc ou. irá recorrer para o Tribunal de Justiça (parte sucumbente apela). Pedro. erga omnes – os efeitos da decisão atingem todas as pessoas. Na análise da prejudicial o juiz estará realizando o 1º controle de constitucionalidade. Suponhamos que o juiz opte pela inconstitucionalidade. processo vai para uma Câmara do Tribunal e três desembargadores irão julgar. não retro obs. Na contestação o réu alega que a pretensão de João é improcedente porque a Lei "X". para só depois passar ao mérito. só o plenário do TJ (em SP. pouco importa seja ela federal. em primeiro lugar. Pedro. portanto. A alegação de inconstitucionalidade é fundamento de defesa.via de ação: efeitos erga omnes e ex tunc . Sendo assim. atinge tudo (tunc = tudo) ex nunc .

. O STF é composto de 11 membros com duas Turmas com cinco membros cada. não há remessa ao pleno). na fase em que o processo passa ao Pleno. por unanimidade ou maioria absoluta. Este acórdão do Pleno do STF representa o 3º Controle de constitucionalidade. por economia processual. A Câmara decide o mérito. . não se conformando com a decisão. interpõe recurso extraordinário. remetido ao STF. = 3º Acórdão = Acórdão recorrível. o incidente de inconstitucionalidade e o mérito). não analisando o mérito e o processo volta a Câmara. 480 e 482 do CPC). o processo vai direto para o Pleno. somente a constitucionalidade. Sendo o controle de constitucionalidade realizado pela via de exceção. Em São Paulo se for o Tribunal de Justiça o pleno é o Órgão Especial. No STF. incluindo tudo. No Tribunal haverá três decisões: Os desembargadores da Câmara entendem que é caso de inconstitucionalidade e remetem ao Pleno (se entender que é constitucional ela própria julga o recurso. Entendendo o Pleno que é caso de inconstitucionalidade. a Turma não profere qualquer julgamento inicial como acontece no TJ. é que obrigatoriamente. O pleno decide só a inconstitucionalidade. Argüido o incidente de inconstitucionalidade. Importante observar que.pleno decide. = 2º Acórdão = Acórdão Provisório. proferindo o chamado Acórdão Provisório. Mais uma vez. É um incidente de inconstitucionalidade e segue as regras do CPC e pode também ser alegada em direito penal (arts. a parte sucumbente. no STF. Chegando no STF. independentemente de qual seja o entendimento da Turma o processo será remetido do Pleno (vai direto para o pleno – princípio da reserva de plenário. inclusive o mérito da mesma (o pleno do STF não irá proferir somente o acórdão provisório como acontece com o pleno do TJ. se for o Tribunal de Alçada reúne todos os juizes. sem rediscutir a questão da inconstitucionalidade. em que o processo só vai ao pleno se a Câmara entender que é caso de inconstitucionalidade). A decisão do STF para as demais pessoas que estão na mesma situação de João e Pedro. declarando nula a relação jurídica entre João e Pedro (extinguindo a relação desde o seu aperfeiçoamento – o nulo não tem qualquer efeito). o processo também não volta para a Turma como acontece no TJ. exigindo maioria absoluta para reconhecê-la (6 membros). via incidental. deve intervir o Ministério Público. o seu efeito é inter partes. sendo um deles o Presidente. A decisão vai retroagir. não são partes no processo. só irá complementar o julgamento. = 1º Acórdão. seu acórdão é definitivo. o processo é afetado e o pleno que irá decidir definitivamente a questão. que realizaram relação jurídica semelhante mas. a ação de João será improcedente. não irá se manifestar sobre o mérito da ação. Realiza o 2º Controle de constitucionalidade. não podendo rediscutir a questão da inconstitucionalidade. não produzirá qualquer efeito – as situações continuam com estão. A Câmara que recebeu o processo que irá julgar o mérito.

introduzido pela Lei 9.: Mitigação do princípio da reserva de plenário. Compete ao Senado suspender a execução. no todo ou em parte.) pode suspender no todo ou em partes a execução da lei. "Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário.art. Julgada a ação pelo STF. não remeter todos os processos ao pleno? Há tempos o posicionamento do STF já permitia. no plano federal: ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade Por ação (atuação. o que faz através de Resolução. daquela lei declarada inconstitucional. chegando o processo no STF. cada processo uma decisão.F. 52. a sua decisão também só atingirá as partes daquela determinada ação (cada processo terá uma decisão). ação positiva): . .Filho) discricionário (P. ato vinculado ou discricionário??? vinculado (A. por economia processual. a argüição de inconstitucionalidade. Principais aspectos da Resolução: decorrente de comunicação formal do STF se opera erga omnes e ex nunc finalidade: viabilizar a extensão subjetiva dos efeitos do julgado. Havendo milhares de processo sobre a inconstitucionalidade de determinado dispositivo poderá.Suponhamos uma situação um pouco diferente: A. M. CONTROLE CONCENTRADO ou VIA DE AÇÃO Quadro sinótipo do controle principal. teremos efeito vinculante tanto na via de ação como na via de exceção (por vias transversas). Brossard) Obs. ainda que tenham movido ações semelhantes. A regra de colocar toda decisão do STF em todos os processos não representa um desrespeito mas a mitigação do princípio da reserva de plenário. munic. est. Obedecendo a seqüência da via de exceção.G. Buzaio. C e D são contribuintes e ajuizaram. quando houver pronunciamento destes ou. ou órgão especial. dist. B. Esta lei permite o que o STF já permitia. Este efeito já haveria se fosse ADIN. dispensa-se a burocracia de enviar ao pleno. da CF. do plenário do STF sobre a questão" art. possível em lei de qualquer fonte normativa (fed. portanto. A decisão em um processo não atinge outras pessoas que não as partes.. separadamente. ações contra a Fazenda Pública. 481. sendo também uma demonstração de efeito vinculante. parágrafo único do CPC.. Hoje temos uma lei disciplinando o assunto. este comunica formalmente o Senado Federal que no processo "x" deu pela inconstitucionalidade de certa lei.756/98.. inciso X. alegando a inconstitucionalidade de certo tributo. por via de ação.

art. a. autor) ou como órgão interveniente (quando é fiscal da lei). Mesa do SF. Medida Provisória: também pode ser objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade Constituição Estadual: pode ser objeto de ADIN já que decorre de poder constituintes decorrente. § 2º ADC – Ação Declaratória de constitucionalidade (EC . 1ª parte e art. respectivamente.I. 103. Mesa da AL e CL. não disciplina o caso concreto). Lei Distrital: a competência do DF é somatória. Conselho Federal da OAB legitimados especiais: Gov. É chamado também o AGU que tem a função vinculada de defender o ato (prazo 15 dias). 102. 129 IV. .art. 102. 103. rol de legitimados é taxativo só admitindo interpretação analógica para incluir o Governador e a Câmara Legislativa do Distrito Federal sujeito passivo: é o responsável pela edição do ato. 103. reúne a competência estadual com a competência municipal. confederação sindical (composta de 3 federações que precisa de 5 sindicatos) ou entidade de classe de âmbito nacional (segue as regra dos partidos políticos. sendo portanto. . Por omissão (ação negativa): art. A legitimidade se divide em: legitimados universais: PR. 34 VII e art. partido político com representação no CN.Lei Municipal só pode ser objeto de ADIN no TJ. 2ª parte e § 2º e art. Ato normativo deve ter abstração (ser abstrato. ADIN Genérica : fundamento: art. 103.Genérica – art. III. 102. só podendo ser objeto de ADIN no STF as normas decorrentes da competência estadual.3/93) . a CF não previu esta espécie normativo. I. a. I a IX e §§ 1º e 3º Interventiva – art. a. caso ofenda a Constituição Estadual.intervenções: o PGR poderá ingressar no processo como órgão agente (quando é parte. finalidade: jurídica (a inconstitucionalidade) objeto: lei ou ato normativo federal ou estadual impugnados em face de qualquer norma da constituição. § 4º. AL. deve estar inscrita em 9 Estados). legitimidade: art. omissão deliberada. CD. No Estado temos PGJ e o PGE. Os legitimados especiais precisam prova a pertinência temática que consiste em um vínculo entre o ato impugnado (seu conteúdo) e o interesse específico daquele legitimado. I. . um silêncio eloqüente. generalidade (se projeta erga omnes) e autonomia (ter fundamento de validade na própria Constituição). CL (é a mesa e não qualquer membro da Casa). 2ª parte. Emenda Constitucional: pode ser objeto de ADIN já que decorre de poder constituinte reformador. 36.

O relator poderá pedir informações aos órgãos ou às autoridades das quais emanou a lei ou ato normativo impugnado – prazo 30 dias do recebimento do pedido. de 10. 6) A medida cautelar será concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do Tribunal (exceto no recesso).A ofensa de ser direta e frontal. que deverá impugnar em 5 dias. A decisão constitucionalidade e inconstitucionalidade tem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal.99 . A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente.possível.arts. com a audiência dos órgãos dos quais emanou a lei. arts. o efeito é ex nunc. Aspectos da Lei 9. Obs.868/99. Não se admite intervenção de terceiros. sob pena de perda de sua eficácia. deve o STF proceder o julgamento da ação no prazo de 180 dias.868. 4º e 5º. dependendo da aprovação de pelo menos 6 Ministros. 125. Poderá também pedir informações de outros órgãos ou entidades. Exige-se também a relação de contemporaneidade. não podendo. designar perito e realizar audiência pública. A decisão sobre constitucionalidade e sobre inconstitucionalidade somente será tomada se presentes pelo menos 8 Ministros. § 2º. Obs. salvo se o Tribunal entender que deve conceder-lhe eficácia retroativa. . ex tunc e vinculante. não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelas relator. ser objeto de ação rescisória.ADIN e ADC 1) A petição inicial de ADIN ou ADC quando inepta. seguindo o disposto na Lei 9. tudo no prazo de 30 dias contados da solicitação do relator. Por maioria de 2/3 poderá do STF restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. desta decisão cabe agravo . salvo o caso de excepcional urgência (concede sem ouvir autoridade). salvo expressa manifestação em contrário. é procedimento incidente na petição de ADIN. não se admitirá desistência. Proposta a ação. efeitos: erga omnes. igualmente. ressalvada a interposição de embargos declaratórios. CF. A cautelar tem eficácia contra todos. A decisão de ADIN e ADC é irrecorrível. estadual e municipal. O objeto é lei ou ato normativo estadual ou municipal que sejam impugnados em face da Constituição Estadual – art. será concedida ex nunc. não se admite ADIN se for lei ou ato normativo revogado (perde o objeto).11. se relevante. desde que presentes os requisitos da cautelar. Há também a possibilidade do Controle no Distrito Federal.: a lei julgada inconstitucional tem produzirá qualquer efeito. também não produzirá o efeito de revogar a lei anterior. a constituição ofendida deve ser vigente. 29 e seguintes. Na ADC a medida cautelar consiste na determinação de que os juizes e os Tribunais suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei até julgamento definitivo.: É possível o Controle de Constitucionalidade a nível estadual. voltando esta a valer (não é represtinação já que não houve revogação) cautelar .

só PGR finalidade: dupla – jurídica e política (a inconstitucional qualificada e a intervenção) objeto: lei ou ato normativo impugnados em face de princípio sensível da constituição. prestação de contas da administração pública.ocorrendo esta situação o STF apensaria os dois processos. . diziam que o STF era mero órgão consultivo. § 3º a inconstitucionalidade pode decorrer de um ato administrativo (o que não interesse para o controle) ou do exercício da competência legislativa.ADIN Interventiva: fundamento: art. não sendo suficiente passa-se a intervenção efetiva (usa a força. 36. São princípios constitucionais sensíveis: forma republicana. 34. 36. princípio do contraditório (é possível o questionamento já que decorre de poder reformador) . – art. aplicação do mínimo exigido da receita dos impostos estaduais na educação. VII legitimidade: art. já que as leis já gozam de presunção de validade e não precisaria de uma ação para dizer a mesma coisa.34.exigiu como pressuposto que o autor demonstra-se a existência de decisões generalizadas pela inconstitucionalidade (demonstra a necessidade da ação). Ação Declaratória de Constitucionalidade instituída pela EC 03/93. rompe momentaneamente a autonomia do Estado). 2ª parte . art. cautelar – inviável. foi muito questionada de inconstitucionalidade. com isso fica garantido o contraditório (alegações das decisões contrárias). direta e indireta. direitos da pessoa humana. autonomia municipal. em razão da continência. IV. o que fere o princípio da Separação dos poderes. III e art. 129.VII. sentença – declara a intervenção em razão da inconstitucionalidade. fases – a intervenção ocorre no plano normativo (decreto interventivo do PR) e. uma lei estadual por coincidir com objeto de ação genérica e interventiva – poderá ter duas ações impugnando a mesma lei . sistema representativo e regime democrático. em razão da própria natureza da ação.o STF decidiu pela constitucionalidade da emenda .

97. ADIN por omissão origem: Constituição de Portugal fundamento: art. 102. interpretação conforme . se já tem sentença – no mesmo sentido da ADC é mantida. inciso I. uma contrária à CF. a. Mesas da Câmara de Deputados e do Senado Federal e Procurador Geral da República – PGR) eficácia: erga omnes e ex tunc efeito: vinculante . 102. se o caso. 2ª parte. 2ª parte. da CF. Falta medida legislativa (mera comunicação ao CN.interpretar é buscar o significado e o alcance da norma (hermenêutica). cujo exercício se mostra inviabilizado em razão da omissão do legislador ou. alínea "a". 103.art. sem coercitividade) ou administrativa (manda cumprir em 30 dias) .delimitação do objeto – não se adstringe aos limites fixados pelo autor. outra mais ou menos e a terceira de acordo com a CF – esta terceira que deve ser adotada – aplica o princ. da CF pressuposto: norma de eficácia jurídica limitada – direito constitucional nela previsto. não havendo possibilidade de nova análise contestatória da matéria. da CF. 103. (não está vinculado à causa de pedir) também se aplica o princípio da reserva de plenário – art. da conservação das normas e da economia do ordenamento – visa salvar a lei – tem efeito vinculante. sentido inverso é desfeita se já tem coisa julgada – não é atingida (difícil de acontecer) se o proc. objeto: lei ou ato normativo federal competência . I.STF – art. por analogia – poder geral de cautela. não foi ajuizado – não irá conhecer da ação – pedido juridicamente impossível cautelar : possível. 102. CF fundamento: art. do administrador. § 4º. § 2º. se o juiz ainda não proferiu a sentença – não vai mais decidir a prejudicial – stare decisis et non quieta movere (não se mexe no que já está em repouso) – poderá decidir o mérito. da CF (Presidente da República.o STF tem cognição plena. legitimidade: art. § 2º. Na prática podemos ter várias interpretações de uma mesma norma. mas estes estão sujeitos aos lindes da controvérsia judicial que o autor demonstra .

fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional. da CF . e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União. em regra. A União. Excepcionalmente. § 1º. É ato privativo do Chefe do Poder Executivo. da Câmara dos Deputados. Quadro geral: Espontânea: (o PR ex officio toma a iniciativa) Defesa da unidade nacional – art. da CF e. enquanto os Estados somente poderão intervir nos Municípios de seu território. Procurador Geral da República. nos Estados pelo Governador do Estado. Governador do Estado e do Distrito Federal.competência: STF . com a finalidade de preservação da existência e unidade da própria Federação. 103. do Distrito Federal e dos Municípios.diferenças . . formas de omissão: total ou parcial INTERVENÇÃO FEDERAL Em regra nós temos autonomia dos entes federativos. Partido político com representação no Congresso Nacional. Intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo. . Distrito Federal e Municípios.as normas de eficácia limitada causa a Síndrome de inefetividade. União. Estados. somente poderá intervir nos Estados-membros e no Distrito Federal. a quem caberá também as medidas interventivas. 84. da CF legitimidade: art. V Provocada: . X.a finalidade de ambos é viabilizar o exercício deste direito. através da intervenção. 103. dos Estados. Conselho Federal da OAB.art. A União não poderá intervir diretamente nos Municípios. Confederação sindical ou Entidade de classe de âmbito nacional. porém. I e II Defesa da ordem política . será admitido o afastamento desta autonomia política. Assembléia Legislativa e Câmara Legislativa. autogoverno e autoadministração. 34. salvo se pertencentes a Território Federal.art.ADIN = efeito erga omnes e Mandado de Injunção = efeito inter partes Apesar desta diferente eles tem pontos em comum: ambos tem como pressuposto um direito constitucional previsto em uma norma de eficácia limitada . III Defesa das finanças públicas – art. na União por decreto do Presidente da República – art. 34. já que não produzem efeitos antes da intervenção do legislador. caracterizada pela tríplice capacidade de auto-organização e normatização. Mesa do Senado Federal. 34.Presidente da República.

se necessário for. 34. VI – promover a execução de ordem ou decisão judicial STJ – art. 34. em 24 horas. após. IV – Poder Judiciário (garantir o livre exercício do poder) STF. Este controle político é dispensado nas intervenções do art. 35 da Constituição Federal. Decreto interventivo Controle político (não ocorrerá nas hipóteses do art. Também há o controle político (salvo no inciso IV) que é realizado pela Assembléia Legislativa. IV Por requisição: STF – art. que deve especificar a amplitude.Defesa do Poder Executivo ou Legislativo local – art. Não temos fidelidade partidária e vale a vontade na hora da eleição. 84. 85. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES Poder Legislativo (a nível federal é bicameral) Congresso Nacional: formado pela união das duas casas do Legislativo: Câmara + Senado Câmara de Deputados (513) Do povo Proporcional (limite de 8 e 70) Proporcional 4 anos Próximo mais votado no partido. sem qualquer possibilidade de ampliação. 49 IV.II) ou aprovar (expede decreto legislativo) a medida – art. o prazo e as condições de sua execução e. afaste as autoridades locais e nomeie temporariamente um interventor (como se fosse servidor público federal). 34. fase judicial (somente em duas das hipóteses de intervenção – art. VI e VII. 34. VI e VII) A intervenção se formaliza através de decreto presidencial – art.Por solicitação . quando realizará o controle político que poderá rejeitar (PR cessa a intervenção. poderá discricionariamente decretar a intervenção A Intervenção estadual nos municípios também tem hipótese taxativas que estão descritas no art. Na intervenção espontânea o Presidente deve ouvir os Conselhos da República e o de Defesa Nacional e. STJ ou TSE – art. VI e VII). São: iniciativa. A hipótese do inciso IV depende de ação julgada procedente pelo Tribunal de Justiça. 34. 34. Senado Federal (81) Dos Estados e do DF Paritário – 3 por Estado Majoritário 8 anos (1/3 e 2/3) Chapa completa Representantes Representação Sistema eleitoral Duração do mandato Suplência . nenhuma das hipóteses apresenta mais de três fases conjuntamente. 34. sob pena de crime de responsabilidade – art. 34 VI – promover a execução de lei federal STF – art. porém. VII – observância dos princípios constitucionais sensíveis procedimento da Intervenção Federal pode ser explicado em quatro fases. submetendo essa decisão à apreciação do Congresso Nacional.

Apesar disso. nunca há norma constitucional inconstitucional se decorrente deste poder. A comparação de votos entre candidatos só é feita dentro do mesmo partido sendo eleitos os mais votados daquele partido.nenhuma cadeira não atingiu o coeficiente partidário Candidato F . veja o exemplo: Por exemplo. não cabe Ação Direta de Inconstitucionalidade. . b) Candidato B . considerando o seu número de votos individualmente (sem o partido).10 votos Partido 2 foi o que obteve o maior número de votos mas.QP = 1 (uma cadeira) a) Candidato D .lei ordinária.950 votos b) Candidato D .Partido 2 . Se elegerão os Candidatos A e E. Esta norma fere o princípio da igualdade. há impossibilidade jurídica do pedido já que a norma é decorrente de poder constituinte originário e. biblioteca) Atribuições das Casas: art.Partido 3 . nenhum dos candidatos será eleito.190 votos .200 votos b) Candidato F .160 votos e c) Candidato C – 75 votos . Neste sistema não se compara o número de votos de candidatos de partidos diferentes. mista e de inquérito).votos = 415 . comissões (permanente. Partidos 1: 1800 votos a) Candidato A . conforme o coeficiente de votos do partido (o número de cadeiras do partido). Muitas vezes um partido grande elege candidatos que. sim. Dentre estes números deve ser obedecido o limite mínimo de 8 e o máximo de 70 . 45.951 votos Partido 3: 1210 votos a) Candidato E .200 votos e b) Candidato E .votos = 190 . A limitação prevista no art.800 votos Partido 2: 1901 votos a) Candidato C . B e D Neste sistema independe o número de votos do candidato para determinar o número de representantes de cada partido.000 votos b) Candidato B . Veja o exemplo: bancada de São Paulo = 10 cadeiras partidos em disputa = 5 votos válidos = votos em partido (em candidato + legenda) + votos em branco = 2000 QE (coeficiente eleitoral) = 2000 : 10 = 200 .Cada estado tem sua bancada e o número de representantes varia conforme o número de seus eleitores. não se elegeriam. especial. Senado Federal – Sistema majoritário – Cálculo.votos = 390 .b) Câmara de Deputados . descaracterizando a regra "um homem um voto".Sistema proporcional .competência do CN .1.QP (coeficiente partidário) = 2 (duas cadeiras) a) Candidato A – 180 votos. gráfica. 48 . Organização das Casas: mesa (órgão diretor).Partido 1 .1. o número de votos do candidato em particular. Via de regra os partidos maiores elegem mais candidatos. na eleição em que esteja em disputa duas vagas do Senado Federal para cada unidade da Federação. polícia e serviços administrativos (secretaria. que são respectivamente do Partido 1 e 3 (lembre-se que não importa o partido e.190 votos Neste exemplo somente se elegerão os Candidatos A. § 1º (máximo de 70 e mínimo de 8) traz uma grande distorção ao sistema. de forma que um Estado menos populoso terá menos representantes que o mais populoso.

51 . garantias: vencimentos (fixados por eles mesmos mas não pode exceder ao teto).conjunto de garantias.eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta de votos. Substituição e sucessão do PR linha sucessória = Vice. para ser processado precisa de autorização.decreto-legislativo art.interpretação analógica.processo: só no campo penal. imunidades formal (prisão: não poderão sofrer qualquer tipo de prisão. do SF e do STF. impedimentos ou incompatibilidades .tomam posse em 01/01. são invioláveis por suas palavras.art. Condições de elegibilidade: brasileiro nato.resolução art. estar no gozo dos direitos políticos. Estatuto dos Congressistas . Havendo empate ganha o mais velho. serviço militar (é reservista civil mas não será convocado). de natureza civil. cível e político – tem caráter perpétuo).é unipessoal . desistência ou impedimento .será convocado o mais votado ou mais idoso.art.EC 16/97) 1º Turno . Posse . só para infrações penais. Turnos: (primeiro e último domingos de outubro .monocrático Sistema eleitoral Majoritário (possível turnos) Duração do mandato 24 anos (admite reeleição) Suplência uma Chapa completa. votos e opiniões.competência privativa do SF . em seguida a nomeação que reconhece a sua validade) Poder Executivo . Se não puder competir no segundo turno (morte. de natureza penal.qualquer ausência (de 15 dias dispensa autorização do CN) . possuir filiação partidário. 54 da CF termo inicial das garantias é a posse. Ler estes artigos. assumindo no máximo em 10 dias.competência exclusiva do CN . dever de testemunhar (tem sigilo da fonte e não pratica falso testemunho). 76 e segts.resolução obs. exceto a imunidade formal que inicia da diplomação (equivale a proclamação do resultado da eleição.art. . foro privilegiado (processados e julgados pelo STF. Substituição . não assumindo o cargo fica vago. imunidade material (= inviolabilidade. 49 . desde que apreciada pela casa . seja provisória ou definitiva ou. Presidente da CD. Se refere ao campo penal.por alguns problemas o STF igualou as duas regras . regra da contemporaneidade e atualidade). direitos e prerrogativas. não ser inelegível. desde que proferidas no exercício do mandato. não computados os brancos e nulos 2º Turno – eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos (= brancos e candidatos) . ter mais de 35 anos. licença da casa. devem estar ligadas às suas funções. prescrição fica suspensa até deliberação. salvo o caso de flagrante por crime inafiançável.competência privativa da CD . 52 .

vacância da presidência – cargo vago . rés. então. Competência: são todas as causas em que a União. de notável saber jurídico e reputação ilibada. Competência art. 33 Ministros. etc. brasileiros natos.em até 30 dias novas eleições indiretas (exceção). recebida a lista. no mínimo 7 juizes nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos (1/5 entre advogados com mais de 10 de efetiva carreira e os demais. O PR eleito assume e fica até terminar os 4 anos do mandato começado. 102. 108.assume temporariamente o próximo da linha . elaborada pelo órgão de representação das mesmas. enviando-a ao Poder Executivo que. exceto as de falência. de juizes federais com mais de 5 anos de exercício. entidade autárquica. devendo ser obedecida a ordem de classificação para as nomeações (art. escolherá um dos integrantes para a nomeação. lista sêxtupla. O eleito assume e fica até terminar os 4 anos do mandato começado Composição: Ministérios. sob cuja jurisdição se achem os cargos a serem provido.aplicado nos TRFs e Tribunais Estaduais (TJ. 105. Juizes Federais: ingressam no cargo inicial da carreira (juiz substituto) mediante concurso público de provas e títulos. depois de aprovada a escolha pelo Senado (maioria absoluta).1/5 dos lugares do tribunal será composto de membros do Ministério Público com mais de 10 anos de carreira e Advogados de notório saber jurídico e ilibada reputação com mais de 10 de efetiva atividade profissional (alternadamente). Os candidatos serão indicados em lista sêxtupla pelos órgãos representativos da respectiva classe. STJ . mediante promoção – art. assistentes ou oponentes. depois de aprovada escolha pelo Senado.assume o Vice que termina o mandato – o único que assume definitivamente.mandato tampão nos dois primeiros anos . Se ambos saírem: . Conselho da República. 109 da CF. TA) e DF . as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à do Trabalho e todas as causas indicadas no art. Competência prevista no art.é composto de 11 Ministros. cabe precipuamente a guarda da Constituição Federal e a composição dos litígios de natureza constitucional.Sucessão – morte ou renúncia . Justiça Federal: a estrutura adotada pela CF prevê como seus órgãos: Tribunais Regionais Federais: compõem-se de. nomeados pelo PR. Estadual. nos dois últimos anos . nos 20 dias subsequentes. da CF. I). Competência prevista no art. Os Tribunais elaborarão lista tríplice e as demais classes. dentre os brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos. no mínimo. 93. o empresa pública federal forem interessadas na condição de autores. 1/3 entre desembargadores dos Tribunais de Justiça e 1/3. Regra do Quinto constitucional .assume temporariamente o próximo da linha – em até 90 dias novas eleições diretas para os dois cargos. Conselho de Defesa Nacional.composto de. em partes iguais. com participação da OAB em todas as fases. dentre advogados e membros do Ministério Público Federal. Um terço entre juizes dos Tribunais Regionais Federais. da CF. de notável saber jurídico e ilibada reputação. do Distrito Federal e Territórios. . Poder Judiciário STF STJ TRFs Juizes federais TSE STM TREs TMs Juizes eleitorais Juizes militares TST TRTs JCJ TJ / TA Juizes de direito STF . 107. elaborará outra tríplice. e o tribunal. O concurso e a nomeação são da competência do Tribunal Regional Federal. nomeados pelo Presidente da República.

60).publicação e promulgação. porque.EC (art.STF. novamente. Na maioria das vezes quem faz a deliberação principal é a Câmara de Deputados porque inicia a votação de todos os projetos de iniciativa dos membros da casa. 1) A Casa que faz a deliberação principal fica em situação de primazia. O projeto poderá ser emendado por qualquer dos parlamentares. Requisitos: a) numérico – 1% do eleitorado nacional. CD.geral (parlamentar e PR) e privativa. CN) e extraparlamentar (PR.PROCESSO LEGISLATIVO Processo legislativo = conjunto de atos realizados pelos órgãos legislativos visando a formação das espécies normativas previstas no art. se aplica às leis das outras ordens jurídicas.deliberação parlamentar (deliberação principal e revisional) e deliberação executiva Complementar . 69). já que o poder de emendar é inerente ao parlamentar. Procedimento legislativo = modo pelo qual os atos do processo legislativo se realizam. basta 5% do eleitorado local. Projeto depositado – é quando o projeto é entregue na primeira casa para votação. tendo sofrido emendas. MP (62). A idéia é boa mas inoperante. Obs. 59. LC (art. Constitutiva . bem como os de iniciativa extraparlamentar. passa. Trib. salvo restrições do art. quando o projeto sai da Deliberação Revisional . o CN tem prazo para deliberar (45 dias) especial . da CF – aumento de despesa e deve guardar correlação lógica com o apresentado. TCU. Leis financeiras (art. As emendas ao projeto de lei pode ser: . No município é possível. 68). Sup. Projeto autografado – é feito pelo Presidente da Casa que encerra a deliberação parlamentar e declara que o projeto está pronto para seguir para a deliberação executiva. cidadão) quanto à matéria . 63. Espécies de procedimento: (em relação à seqüência dos atos) ordinário . c)aritmético – 0. fazendo somente as adaptações. b) espacial – 5 estados.3% do eleitorado do estado.semelhante ao primário mas. como se fosse um papel carbono. na Casa que fez a Deliberação Principal e esta poderá: concordar com a emenda ou manter a sua vontade inicial. Iniciativa dos cidadãos – instituto de participação popular juntamente voto. PGR. 166) Procedimento Ordinário Este procedimento legislativo de lei federal.mais extenso sumário . Fases: Introdutória – poder de iniciativa que pode ser: quanto ao sujeito: parlamentar (SF. LD (art. por paralelismo principiológico. plebiscito e referendo.

§ 7º Publicação . perdeu importância com a MP. ou de 1/3 do Senado. altera um prazo já previsto) substitutiva: propõe alteração mudando a própria essência (ex. Aglutinativa: é o resultado da fusão de diversas emendas entre si.condição essencial para vigência e eficácia da norma. 2) Procedimento Sumário ou Abreviado (art. 66. § 1º a 4º) Indicado para hipóteses de pressa administrativa em razão da matéria. a emenda será promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. do Presidente da República ou de mais da metade das Assembléias Legislativas (maioria relativa em cada uma delas). Segundo a LC 95/98 a lei se divide em: artigos. suprimir um dispositivo do texto. Lei 9. Limitação ao poder de emenda: Expressas: (previstas textualmente na constituição) . Pode ser: tácita (quando não veta em 15 dias úteis – o silêncio) ou expressa Veto – prazo 15 dias . formalizado. incisos em alínea e alínea em item (não se permite veto de item) Sanção – é a manifestação concordante do chefe do Exec. É regime de urgência. devendo ter em cada turno o voto de 3/5 dos respectivos membros. se não o fizer se transfere ao PR do SF ou se Vice – art. aditiva: propõe acrescentar um novo dispositivo. (neste caso é possível lei sem sanção) Parte vetada com rejeição do veto e parte sancionada terão o mesmo número (ex. ou delas com o texto do projeto. Sendo aprovada sem que haja sanção ou veto.manifestação discordante do PEx. Para afastar o veto deve ser votado em 30 dias sob pena de obstrução de pauta e exige maioria absoluta ainda que seja lei ordinária. Será discutida e votada em cada uma das casas. modificativa: consiste em alterar a redação do dispositivo sem alterar a sua essência (ex. 64. dever de promulgar é do PR. este em parágrafos ou incisos. É incompatível com os projetos de Código. em dois turnos. Procedimentos Especiais Emenda Constitucional proposta de 1/3 da Câmara. Características: expresso. supressivo (total ou parcial – no máximo uma alínea. nunca pode incluir) e superável .supressiva: quando a emenda propõe erradicar. Os parágrafos em incisos. motivado (jurídico ou político). Quando a emenda propõe substituir todo o projeto inicial é chamado subtitutivo. Promulgação (executoriedade) + publicação (notoriedade) = obrigatoriedade. tirar o prazo).263/96 – planejamento familiar) Promulgação – atestar que a ordem jurídica foi regularmente inovada e a lei está apta a produzir efeitos.

emendada: aprovado o projeto de lei com as alterações teremos o Projeto de lei de conversão . Medida Provisória é ato normativo sob condição resolutiva – aprovação do CN . b) não há hierarquia e a inconstitucionalidade é em razão da matéria. 3º e 5º. 60. 60. dispensa sanção. promulgada pelo Pres.em substituição à MP . CF) e Alteração do titular do poder constituinte derivado reformador (sob pena de afrontar a Separação dos Poderes da República. estado de defesa e estado de sítio -art.cláusula pétrea . 60. decurso do prazo: decorrido o prazo sem manifestação do CN a MP está rejeitada (aprovação só expressa). aplicabilidade imediata e a provisoriedade da norma). as primeiras servem de fundamento de validade para outras leis .referentes ao processo legislativo .intervenção federal. Seqüência dos atos: editada a MP pelo PR sobre qualquer matéria. Rejeitada a MP não pode ser reeditada. do CN. 60. sob pena de controle judicial. . são cumulativos sob pena de abuso ou excesso de poder .só com relação a estas há hierarquia. c) LC se divide em normativa e não normativa. passa a ter vigência e eficácia. I. CF. § 1º. a MP deixa de existir desde sua publicação (ex tunc). Implícitas: Supressão da norma que prevê as limitações expressas (art. colocando cláusula de convalidação. § 4º.O PR tem juízo discricionário mas. da CF. b) circunstanciais .poder exclusivo do Presidente da República semelhante ao Decreto-lei da CF/69 – criado para ser usado em casos excepcionais e de extrema urgência. com força de lei mas.art. As relações jurídicas do período em que vigorava a MP posteriormente rejeitada serão disciplinadas pelo CN.diferenças entre LC e LO: a) ordem formal: LO – maioria simples e LC – maioria absoluta material: LC tem como matérias só as reservadas pelo constituinte. É possível reedição com o mesmo número só mudando o dígito. Lei Complementar procedimentos é idêntico ao de lei ordinária com a única diferença que é o quorum de aprovação. 246 – texto alterado por EC não admite MP implícitas: norma penal incriminadora (princípio da legalidade e anterioridade. STF não decidiu. pressupostos constitucionais da MP: relevância e urgência. hierarquia entre a LO e LC – há três correntes: a) há hierarquia vertical. sendo possíveis as seguintes hipóteses: MP aprovada: se transforma em LO.daí em diante segue o rito ordinário (sanção e veto) Limitações materiais: pode ser: expressas – art. rejeitada: é ato declaratório. . deve observar o razoável.materiais . depende de aprovação do CN. §§ 2º. por Decreto Legislativo. II e III. publicada no DO.art. da CF e formais .

MP contrária a uma lei. LD estadual . 62. art. parágrafo único. ineficaz). 49 e art. caput É uma situação em que se organizam medidas destinadas a preservar a ordem pública ou a paz social ameaçadas pelas hipóteses abaixo. Toda delegação é temporária. 136. Lei Delegada ato normativo elaborado pelo PR mediante solicitação sua (iniciativa solicitadora) ao CN e delegação deste. 137. desde que tenha previsão na constituição estadual. não lhe revoga somente lhe suspende a eficácia (continua vigente mas. I Consiste na instauração de uma legalidade extraordinária. perturbada pelas hipóteses abaixo. por uma Resolução que especifica o seu conteúdo (matéria) e os termos de seu exercício (princípio e temporariedade).matéria tributária (princípio da legalidade – STF discorda).tem o mesmo nível de eficácia da lei ordinária. A possibilidade de MP Municipal depende de previsão na CE e na Lei Orgânica mas. SC) instituto comum do Parlamentarismo. desde que tenha previsão na Constituição Estadual (ex. por determinado tempo. a delegação não impede que o CN legisle sobre o mesmo tema (delega não abdica). Comoção nacional Estado de Sítio Art. matéria reservada a lei complementar. II IDEM Declaração de guerra (guerra . MP Estadual – é possível.é possível. se o PR não legislar extingue automaticamente os efeitos da resolução. hoje pouco utilizado. e em certa área. 137. Decreto Legislativo instrumento formal de que se vale o CN para praticar os atoa de sua competência exclusiva ex. Não se trata de anomia (falta de lei) ou represtinação (restabelecimento de vigência). DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO Previsão legal Conceito Estado de Defesa Art. eficácia . limite temporal não pode nunca exceder à legislatura. a doutrina entende incompatível porque o pressuposto de relevância exigido não poderia ter um âmbito territorial tão reduzido. Hipóteses Instabilidade Estado de Sítio Art. objetivando preservar ou restaurar a normalidade constitucional.

caput) O Controle Congressual é prévio. Obs. Com os pareceres. uma vez que há necessidade de autorização para que o Presidente o decrete. 84. 84. 2º Vice-Presidente do Senado. PR = Presidente da República ** A mesa do Congresso Nacional é composta de sete membros: Presidente do Senado. 89) e de Defesa Nacional (art. 138. 89) e de Defesa Nacional (art. o PR especificará as medidas específicas e as áreas abrangidas (art. isto porque. Após o Decreto. IX. IX. em 10 dias. 1º Secretário da Câmara. da CF) (Art. 2º Secretário do Senado. da CF) Decreto Presidencial Decreto Presidencial Presidente verifica a hipótese legal. Decretado o O Controle Congressual é Estado de defesa ou sua prévio. por mais prolongada que seja. § 4º) editando o respectivo Decreto Legislativo (art. 91). solicita pareceres dos Conselhos da República (art. para que o Presidente o submeterá o ato com a decrete. de cada vez. não caracteriza ameaça à ordem pública ou à paz social que justifique a decretação do estado de defesa. Calamidade natural Atribuição para decretação Procedimento (rebelião ou revolução interna) 2.: A greve. 91). caput) O tempo necessário da guerra ou para repelir a agressão armada estrangeira. Com os pareceres. solicita pareceres dos Conselhos da República (art. Ineficácia do Estado de Defesa Presidente da República Presidente da República (Art. . 84. 136. IX. o PR especificará as medidas específicas e as áreas abrangidas (art. Prazo Áreas abrangidas Máximo de 30 dias. IV). O Congresso somente poderá autorizar por maioria absoluta de cada casa. externa) 2. 3º Secretário da Câmara e 4º Secretário do Senado. Locais restritos e determinados (art. decidirá se decreta ou não Presidente verifica a hipótese legal. Máximo de 30 dias. 138. prorrogado por mais 30 dias. caput) Controle É posterior. respectiva justificativa ao Congresso. Reposta à agressão armada estrangeira Presidente da República (Art.institucional 2. solicita ao Congresso autorização para decretação do Estado de Sítio. que somente aprovará a decretação por maioria absoluta em ambas as casas (art. Âmbito nacional. o PR* necessidade de autorização decretação dentro de 24 horas. Com a autorização o PR poderá decretar o Estado de Sítio. a Constituição reconhece este direito sem limitações. uma vez que há político sobre a prorrogação. 136. Âmbito nacional. expondo os motivos determinantes do pedido. Após o Decreto. 1º VicePresidente da Câmara dos Deputados. da CF) Decreto Presidencial IDEM o procedimento anterior de decretação de Estado de Sítio. 49. prorrogado por mais 30 dias uma única vez.

NACIONALIDADE artigos 12 e 13. nacionalidade: é o vínculo jurídico-político de Direito Público interno, que faz da pessoa um dos componentes da dimensão pessoal do Estado. Pode ser originária ou secundária população: é o conjunto dos residentes no território, sejam nacionais ou estrangeiros - habitantes de um território submetido a um governo soberano - critério demográfico. povo: conjunto de habitantes dotados de capacidade eleitoral ativa e passiva, conjunto de eleitores critério político. nação: é o conjunto de pessoas nascidas em um mesmo ambiente cultural, que partilham as mesmas tradições, costumes, história e idioma, possuindo plena identidade sócio e étnico-cultural - critério étnico-cultural polipátrida: quem tem mais de uma nacionalidade heimatlos ou apátrida: pessoa que não tem nacionalidade. asilo político: recebimento de estrangeiro no território nacional, sem os requisitos de ingresso, a seu pedido, para evitar punição perseguição no seu país de origem, por delito de natureza político-ideológica extradição: é o ato pelo qual um Estado entrega um indivíduo, acusado de um delito, ou já condenado como criminoso, à justiça de outro, que o reclama, e que é competente para julgá-lo e puni-lo. Compete à União legislar sobre – art. 22, XV. Vedada: por crime político ou de opinião, a brasileiro nato, de modo absoluto, e a brasileiro naturalizado, salvo cometido antes da naturalização ou a envolvimento em tráfico de entorpecentes e drogas afins. O pedido é processado e julgado no STF. expulsão: é um modo coativo de retirar o estrangeiro do território nacional por prática de delitos ou atos que o tornem inconveniente. Decidida pelo PR, por meio de decreto. Não se concede quando o estrangeiro tiver cônjuge brasileiro, desde que não separado de fato ou de direito e que o casamento tenha sido celebrado a mais de 5 anos, ou quando tiver filho brasileiro que esteja comprovadamente sob sua guarda e dependência econômica. Deportação: saída compulsória de estrangeiro que entrou ou permaneceu irregularmente no território nacional.

Não há deportação nem exportação nem expulsão de brasileiro, pois não há pena de banimento em nosso ordenamento jurídico (art. 5º, XLVII, d).

DIREITO POLÍTICOS Conjunto de normas que disciplinam os meios necessários ao exercício da soberania popular. Arts. 14 e 15, da CF. A plenitude dos direitos políticos adquire-se após as seguintes etapas: (art. 14) aos 16 anos de idade, pode alistar-se; aos 18 anos é obrigado a alistar-se, e tem direito de ser eleito vereador; aos 21 anos adquire o direito de ser votado para Dep. Fed., Est. , Distrital, Prefeito e Vice e Juiz de paz; aos 30 anos pode ser eleito para Governador e Vice-Governador de Estado e Distrito Federal; aos 35 anos pode ser eleito Presidente, Vice e Senador. Direitos políticos positivos – são os que garantem a participação no poder mediante o sufrágio. Sufrágio – é o direito público subjetivo de natureza política que tem o cidadão de eleger, ser eleito e participar do governo. Pode ser: quanto a extensão – universal ou restrito e quanto a igualdade - igual ou desigual Voto: é a manifestação do sufrágio no plano prático, é o ato político que materializa o direito de votar. Características: secreto, igual, livre, pessoal e direto. Alistamento: diz respeito à capacidade eleitoral ativa, ou seja, capacidade de ser eleitor; Elegibilidade: diz respeito a capacidade eleitoral passiva, capacidade de ser eleito. Inelegibilidade: são impedimentos à capacidade eleitoral passiva – art. 14, § 4º e 7º Desincompatibilização: é o ato pelo qual o candidato se desvencilha da inelegibilidade em tempo de concorrer à eleição (renuncia, exoneramento ou licença). Escrutínio: é o modo pelo qual se recolhem e se apuram os votos nas eleições. Partidos políticos: são pessoas jurídicas de direito privado – art. 17, § 2º, CF

Direitos políticos negativos: são regras que privam o cidadão, pela perda definitiva ou temporária (suspensão) da totalidade dos direitos políticos de votar e ser votado e, ainda, determinam restrições à elegibilidade do cidadão em certas circunstâncias. Só o judiciário pode decidir sobre perda desses direitos

DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS Os direitos públicos subjetivos constituem um complexo de faculdades jurídicas e de poderes que assistem às pessoas e ao Estado. Os direitos subjetivos públicos da pessoa subdividem-se em direitos da pessoa, que a protegem contra o arbítrio do Estado; direitos políticos, que permitem o exercício da cidadania direitos sociais, que obrigam o Estado à prestação de serviços essenciais. A relação dos direitos, garantias e remédios é meramente exemplificativa, não constituindo, portanto, numerus clausus (rol não exaustivo). As normas definidoras de direitos e garantias fundamentais tem aplicação imediata, independentemente da criação de ordenamento infraconstitucional (cf. art. 5º, § 1º) – são normas constitucionais de eficácia plena. Os direitos e garantias individuais foram erigidos ao nível de cláusula pétreas, uma vez que há uma limitação material explícita ao poder constituinte derivado de reforma. Assim, só podem ser ampliados, do contrário, serão imodificáveis. (art. 60, § 4 167, IV – núcleo intangível) Princípio da Isonomia A Constituição consagra que todos são iguais perante a lei e que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Deve ser considerado sob duplo aspecto: o da igualdade na lei e o da igualdade perante a lei. Deste princípio decorrem: princípio da igualdade na justiça, art. 5º, XXXVII e LIII, princípio da igualdade perante a Justiça, art. 5º, XXXV e LXXIV, princípio da igualdade perante a tributação, art. 145, § 1º e art. 150, II, princípio da igualdade sem distinção de sexo e de orientação sexual, princípio da igualdade sem distinção de raça, cor e origem, art. 4º, VIII e art. 5º, XLII, princípio da igualdade sem distinção de idade, art. 7º, XXX e XXXIII e art. 227, § 1º, princípio da igualdade sem distinção de trabalho, art. 7º, IX, XXXII e XXXIV, princípio da igualdade sem distinção de credo religioso, art. 5º, VI e VIII. Princípio da Legalidade

a que se refere a Constituição. São meios e recursos inerentes à ampla defesa: ter conhecimento claro da imputação. no desempenho de suas competências constitucionais. XI diz que. através de instrumento hábil à sua realização e aplicação. Princípio da Inviolabilidade de Domicílio A garantia visa a proteger a intimidade do homem. LIII. impondo comportamento positivo (ação) ou exigindo conduta negativa (abstenção). ou durante o dia. princípio da igualdade entre as partes. proibindo as intromissões dos outros homens e do próprio Estado. LVI. pode ser compelido a fazer. 5º. a casa é o asilo inviolável do indivíduo. por determinação judicial. as provas obtidas por meios ilícitos – art. poder acompanhar a prova produzida e fazer contraprova. LX. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. no processo. 5º. senão em virtude de lei. 5º. para ser juridicamente válido. ordenando prestação de ato ou abstenção de fato. a deixar de fazer ou a tolerar que se faça alguma coisa. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. XXXVII. brasileiro ou estrangeiro. Princípio decorrentes do devido processo legal: princípio do contraditório e ampla defesa – art. e poder recorrer da decisão desfavorável. que diz que ninguém será processado nem sentenciado. ou excepcionalmente pelo Poder Executivo. ou para prestar socorro. promotor natural: estão vedadas as designações discricionárias de promotores ad hoc. O conceito de lei. XXXV. 5º. O devido processo legal pressupõe: elaboração regular e correta da lei. juiz natural: são duas as garantias do juiz natural – art. há de emanar de regra legal. bem como sua razoabilidade. Qualquer comando estatal. 5º. 5º.Ninguém. publicidade dos atos processuais – art. LV: pode ser exprimido na seguinte fórmula: informação necessária + reação possível. LIV. princípio de que não são admissíveis. senão pela autoridade competente e art. assegurando-lhe um espaço reservado. motivação das decisões – art. 93. 5º. envolve todo ato normativo editado ordinariamente pelo Poder Legislativo. Princípio do Devido Processo Legal Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal – art. O art. que estabelece que não haverá juízo ou tribunal de exceção. aplicação judicial da lei. 5º. princípio da garantia de acesso à Justiça – art. Princípio da Inafastabilidade do controle jurisdicional ou Princípio o direito de ação A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito – art. 5º. IX. senso de justiça e enquadramento nas preceituações constitucionais. . poder apresentar alegações contra a acusação. LXXIV.

XLVII. LXVIII. art. São ainda invioláveis. garantido pelo art. e à privacidade O direito à vida é o primeiro a ser garantido pelo art. a intimidade. LXVII. 5º. XIX. XVI. 5º. o livre arbítrio. XIX (cf. 5º. seus conhecimento. Direito à irretroatividade da lei prejudicial A lei não pode prejudicar o direito adquirido. A lei penal também não retroagirá para prejudicar o acusado – art. XXXIII. suas opiniões políticas ou religiosas e seus trabalhos. LVII. senão pela morte espontânea e inevitável. em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. 5º. ofício ou profissão. A pena de morte só é admitida excepcionalmente. neste último. de se preencher a condição da ação interesse processual. XXXIV. LXII. à opção. XL. LXVI. LXIII. XIII. incisos XIV. LV. 5º. a vida privada. LX. 5º. VIII. 5º.direito à tutela jurisdicional não se confunde com o direito de petição. XVII. Trata-se de liberdade de conteúdo intelectual e supõe o contato do indivíduo com seus semelhantes. A característica que diferencia o direito de petição do direito de ação é a necessidade. Direito à liberdade É o direito à escolha. XXI liberdade de ação profissional: é livre o exercício de qualquer trabalho. XLIX. liberdade de expressão coletiva: art. XV. XXXVI. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer – art. LXI. a) A integridade moral é resguardada pela Constituição. XX. 84. o que se pense em ciência. junto aos poderes públicos. XXXIV. Direito à informação Previsto no art. LXIV. pela qual o homem tende a participar a outros suas crenças. LIV. a honra e a imagem das pessoas – art. XVIII. no caso de guerra externa declarada. 5º. o poder de coordenação consciente dos meios necessários à realização pessoal. O direito à liberdade pode ser agrupado em 4 grupos: liberdade da pessoa física (prerrogativa de ir e vir) . 5º. 5º. LXXV liberdade de pensamento: é o direito de exprimir por qualquer forma. é o direito de não ter interrompido o processo vital. sendo assegurado o direito de resposta proporcional ao agravo. 5º. XI. Aos presos se assegura o respeito a integridade física e moral – art. XLVIII.art. Art. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada – art. à integridade física e moral. 5º. VI. V. arte ou o que for. XLV. nos do art. 5º. IV. além da indenização por dano moral ou à imagem – art. religião. Direito de propriedade . "a". O direito de petição é conferido para que se possa reclamar. sua concepção do mundo. Direito à vida. LXV.

LIV. 205 e art. à assistência social. XXXII. proteção e recuperação . §§ 2º. 203 e incisos.078/90. 6º. XXIII. art.art. tendo como objetivos básicos: a proteção da família. à proteção da maternidade e da infância. 196. XXX. Direitos do Consumidor Estado promoverá. do CC. todos da CF e art. Para este fim foi criada a Lei 8. XXVI. 5º. 5º. XXV. XXII. amparo às crianças e adolescentes carentes. 186 e incisos. 183 e § 3º. e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. 3º e 4º. Direito à saúde A saúde é direito de todos e dever do Estado. art. e a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovarem não possuir meios de prover a própria subsistência – art. 191. 170. da maternidade e da infância. XXXI.Consiste no direito de usar. à educação. à segurança. art. 215. 184. Direito à educação A educação é dever do Estado e direito de todos – art. Direito à cultura Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacional art. XXIV. e à assistência dos desamparados – art. art. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos. art. ao lazer. 70 e 527. 208. Direito ao meio ambiente . I. 182. ao trabalho. Direito à assistência social A assistência social será prestada a quem dela necessitar. oponível contra qualquer pessoa. art. Direitos sociais São direitos sociais o direito à saúde. a promoção da integração do mercado de trabalho. independentemente de contribuição social. a habilitação e recuperação de deficientes e sua adaptação à vida comunitária. na forma da lei. Artigos: art. 185 e incisos. art. à previdência social. XXVIII. XXVII. III. adolescência e velhice. II. a defesa dos direitos do consumidor – art. fruir e dispor de um bem.

correição parcial e mandado de segurança. meio ambiente. da coisa do povo. da CF. o juiz deverá decretar a invalidade do ato. sujeito passivo: litisconsórcio entre entidade lesada. com efeito suspensivo MANDADO DE SEGURANÇA . os autores e responsáveis pelo ato e os beneficiários do mesmo. repressivo e supletivo. competência: é determinada pela origem do ato impugnado procedimento .é parte autônoma. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida . 5º. da CF e Lei n.art. isto é. Popular – deriva da natureza impessoal do interesse defendido. Temos seis institutos. Cabe também apelação voluntária. estadual ou municipal.art. AÇÃO POPULAR . REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS São garantias constitucionais. . MP é parte sempre . ou ao patrimônio de autarquias. moralidade. O autor vencido é isento de custas recursos: recurso de ofício. lesividade ao patrimônio público (erário. requisitos: só poder ser proposta por cidadão brasileiro. É proposto contra a autoridade coatora e não contra a pessoa jurídica. a condenação ao ressarcimento de perdas e danos por parte dos responsáveis. sentença: se procedente o pedido. entidades paraestatais e pessoas jurídicas subvencionadas com dinheiro público.171/65 conceito: é o meio constitucional posto à disposição de qualquer cidadão para obter a invalidação de atos ou contratos administrativos ilegais e lesivos ao patrimônio federal. Se negada cabe agravo de instrumento. ilegalidade na formação ou no objeto do ato. pelos atos praticados com dolo ou culpa.Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 225. medidas utilizadas para tornar efetivo o exercício dos direitos constitucionais. 5º. só não pode defender o ato.liminar: é possível.º 4. etc) fins da ação: preventivo. se julgada procedente ou decretada a carência da ação.segue o rito ordinário com algumas adaptações . sujeito passivo: autoridades públicas e agentes de pessoas jurídicas privadas com atribuição de Poder Público.art. Se concedida cabe agravo de instrumento. LXXIII. objeto da ação: é o ato ilegal e lesivo ao patrimônio público. LXIX.

ou seja. natural ou jurídica legitimidade passiva: órgão ou poder incumbido de elaborar a norma procedimento: se não houver necessidade de produção de provas segue o rito do MS. prazo para interposição: 120 dias. legitimidade passiva: se os associados estiverem sob a área de atuação de autoridades diferentes. no ato complexo (se forma pela vontade da autoridade. Pode ser provado documentalmente. age em nome próprio na defesa de interesse de terceiro (deve ser autorizada . seguindo-se. ou seja. a sentença. é viabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto e que depende de regulamentação por estar previsto em uma norma constitucional de eficácia jurídica limitada. da CF legitimidade ativa: só pode ser impetrado por partido político com representação no CN ou organismo sindical. Não cabe MS contra ato de particular. em seguida os autos vão ao MP para parecer. qualquer pessoa natural ou jurídica. mas dependendo de referendo de autoridade superior) é impetrado contra a autoridade inferior que elaborou o ato. Não há dilação para provas. sujeito ativo: só o próprio titular do direito violado. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. O impetrante atua como substituto processual dos associados. No ato colegiado (formado por varias vontades) deve ser impetrado contra o presidente. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. liminar: é possível sentença: só faz coisa julgada material quanto enfrentar o mérito. . da CF finalidade: em tese. As informações não tem natureza de contestação e sua falta não gera confissão. já que a autoridade superior fez mera conferência.estatuto). 5º. LXX. a impetrada será a que estiver sobre todos. É o direito certo quanto a sua existência.art.art. delimitado na sua extensão e apto a ser exercido no momento da sua impetração. 5º. MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO . litisconsórcio – admite-se no polo ativo e passivo direito líquido e certo: é a certeza quanto à situação de fato. ainda que não tenha praticado o ato (não há litisconsórcio) objeto: as relações jurídicas precisam ser determinadas. em 5 dias. procedimento: recebida a petição. mas não precisam ser todas demonstradas na inicial MANDADO DE INJUNÇÃO .Autoridade coatora: será sempre aquela que concretiza a lesão a direito individual como decorrência de sua vontade (aquela que tem poder de desfazer o ato). imediatamente. havendo dilação probatória segue o rito ordinário. em 10 dias prestar informações. legitimidade ativa: qualquer pessoa. LXXI. notifica a autoridade para. quando declarar a legalidade ou ilegalidade do ato.

deve ser aplicado o MS. maior. sigilo . se contrário o rito será o ordinário. HABEAS CORPUS . devendo preencher as condições da ação. não depende de prévio pedido administrativo procedimento: enquanto não houver disciplinação legal. XXXIII . mulher. no exercício de função pública. pois invoca a tutela jurisdicional. 5º. seu conteúdo é de natureza constitutiva quando visa a retificação. . que tem por finalidade proteger a esfera íntima dos indivíduos. cuja finalidade é prevenir ou sanar a ocorrência de violência ou coação na liberdade de locomoção. de natureza mandamental. desde que desnecessária a produção de prova. estrangeiro. LXXII. LXVIII.HABEAS DATA . da CF conceito: e um remédio constitucional. menor. 5º. não exigindo sequer que tenha capacidade postulatória (não precisa ser advogado) sujeito passivo: contra ato de qualquer agente. sempre que alguém atuar em nome do Estado e. capaz. nem sucessão no direito de pedir. homem. não se admite pedido de terceiros. constranger ilegalmente a liberdade de outrem cabe HC. incapaz.art. nesta qualidade. nacional. há controvérsia espécies: preventivo e liberatório. por ilegalidade ou abuso de poder.art.art. características: é uma ação. objeto: assegurar o direito de acesso e conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante e o direito à retificação desses dados. sujeito ativo: qualquer pessoa. da CF conceito: ação penal de natureza constitucional. possibilitando-lhes a obtenção e retificação de dados e informações constantes de entidades governamentais ou de caráter público. A CF não exclui o ato de particular.dispõe que o direito de receber dos órgãos públicos informações não inclui aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. é ação personalíssima. 5º. Assim.

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