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apostila de transmissão de sinais

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05/22/2013

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O receptor de RFS ou regenerativo é apresentado no diagrama de blocos da figura

abaixo:

É importante observar que os dois estágios de amplificação de rádio-frequência são
estágios sintonizados em uma frequência definida, correspondente à estação que se deseja
receber. Desta forma,é necessário o uso de um filtro passa-faixas em cada um dos
amplificadores de RF, sendo esse filtro passa-faixas composto de um circuito LC.
Sabemos que o fator de qualidade de um filtro LC não pode ser maior que o fator de qualidade
de cada um dos seus componentes e que é normalmente o indutor quem limita o fator de
qualidade (Q) do filtro LC . Temos que, para um indutor:

Podemos afirmar que num filtro de RF o fator de qualidade Q permanece praticamente
constante em toda a faixa de recepção. Isto parece um tanto absurdo, pois se a freqüência
aumentar XL também aumentará e, com Rs constante, Q ficará cada vez maior. É exatamente
aí que se situa o grande engano, pois na faixa de RF a freqüência é suficiente alta para que
comece a surgir o 'efeito pelicular' que consiste na passagem da corrente elétrica pela periferia
do condutor, ficando sua porção central sem função alguma. Isso diminui a secção transversal
útil do condutor e assim sua resistência própria, ou seja, Rs aumentará com o aumento da
freqüência.

A partir dessa explanação, podemos citar o primeiro ( e talvez o fundamental ) problema
do receptor de RFS, que é o fato da seletividade variar ao longo da faixa. A gama de
frequências reservadas para rádio-difusão comercial AM-DSB é de 535 KHz a 1650 KHZ e a
faixa reservada para cada estação é de 10 KHz. Se observarmos que a relação entre ao
frequências de cada extremo da faixa é:

Podemos determinar um 'Q'para que, no extremo inferior da faixa, a banda passante
esteja de 10 KHz. Como a relação:

Apostila de Transmissão de Sinais – Técnico em Telecomunicações 32

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é válida se multiplicarmos a freqüência de ressonância por 3,1 chegamos ao extremo superior
da faixa com uma banda passante de 3,1 X 10 = 31 KHz, o que possibilita a passagem de três
estações simultaneamente!
Naturalmente, nos primórdios das transmissões AM, a quantidade de estações era
suficientemente pequena para que esse fato não fosse relevante, mas com aumento de
estações transmissoras, esse inconveniente foi se fazendo sentir cada vez mais.
O segundo problema do receptor regenerativo (RFS) reside no fato do ganho dos
amplificadores aumentar com o aumento da freqüência, pois como o filtro LC é a carga do
amplificador transistorizado, na ressonância sua impedância será igual a Rp e já que Rp
aumenta juntamente com a freqüência, o ganho do estágio amplificador tende aumentar
também..

Um terceiro problema do receptor no fato de se usarem dois (ou as vezes até mais)
estágios sintonizados de RF, pois se usássemos apenas um estágio, seu ganho e sua
seletividade não seriam suficientes e ao se usar mais de um estágio torna-se bastante difícil
fazer com que os vários filtros operem exatamente na mesma freqüência ao longo de toda a
faixa de recepção, mantendo a viabilidade prática e econômica do projeto do receptor.
Em vista dessa razoável quantidade de inconvenientes, surgiu a necessidade de se criar um
novo tipo de receptor, um pouco mais sofisticado, que foi chamado:

RECEPTOR SUPER-HETERODINO

É uma
evolução do receptor de RFS e que hoje permanece como padrões em receptores comerciais
AM-DSB. A figura abaixo mostra um diagrama de blocos típicos desse tipo de receptor.
A fim de evitar a alteração da banda passante com a variação da freqüência, neste tipo
de receptor a maioria dos circuitos sintonizados funciona em uma freqüência fixa e pré-
determinada, chamada freqüência intermediária (FI). Isso é possível já que a etapa de RF é um
filtro que seleciona a estação desejada e, em conjunto com ela (como mostra a linha tracejada
da fig. acima), é variada a freqüência de oscilação do oscilador local. Essa variação simultânea

Apostila de Transmissão de Sinais – Técnico em Telecomunicações 33

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é conseguida utilizando-se um capacitor variável de dupla seção, onde os eixos que efetuam a
variação das duas capacitâncias são mecanicamente interligados.
A função executada pelo misturador é de simplesmente de efetuar o produto entre as
duas tensões por ele recebidas, ou seja, o produto entre o sinal da emissora recebida e o
selecionado pelo oscilador local. Como a frequência do sinal gerado pelo oscilador local varia
juntamente com a frequência de sintonia da etapa RF é possivel manter a diferença entre elas
sempre constante e igual à freqüência intermediária. Desta forma teremos sempre:
foL= fRF + FI
Onde:
fol = freqüência do oscilador local
fRF = freqüência de sintonia da etapa RF
RI = freqüência intermediária

Desta forma, se na etapa de RF sintonizarmos um sinal cuja expressão é:
e ( t ) = [ Eo + em ( t ) ] . cos w ot
e cujo espectro é dado na figura ( A ), teremos o oscilador local gerando em sinal do

tipo:
eoL(t ) = EOL . cos w OL ( t )

cujo espectro é dado pela figura ( B ). O misturador vai gerar, em sua saída, o sinal:

emix ( t ) = E ( t ) . EOL ( t )
emix ( t ) = [ EO + em ( t ) ] . cos w ot . EOL . cos w OLt
emix ( t ) = EOL . [ EO + em ( t ) ] . cos w OLt . cos w ot

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