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Resumo Geografia Da Fome

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Published by: rafaelovm on Sep 10, 2010
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06/26/2013

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Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências Jurídicas História e Antropologia Jurídica Maria Ligia Malta de Farias Rafael Oliveira

Venancio de Macedo 11013673

Resumo do livro Geografia da Fome de Josué de Castro, capítulos III e IV

Neste livro, o autor faz uma profunda análise sobre a fome no Brasil , sob as mais diversas facetas. E, nos capítulos terceiro e quarto, ele se atém à nossa região Nordeste, dividida entre a área açucareira e o sertão. Quanto à primeira parte, uma faixa de terra litorânea com média de 80 km de largura, ele credita a fome endêmica notada na região ao plantio da monocultura da cana-de-açúcar. Apesar de a localidade ser bastante favorável, tanto com relação ao solo como ao clima, ao desenvolvimento de uma infinidade de produtos alimentares. Durante a colonização, tendo o português notado ser o solo da região bastante propício ao lucrável plantio da cana, ele não hesitou em dedicar -se de corpo e alma a tal empreitada, como já havia feito anteriormente nas ilhas de Madeira e Cabo Verde. Acontece que essa é uma prática altamente deletéria, que compromete e corrompe os recursos naturais, como a fauna e a flora, o solo e as bacias hidrográficas da localidade. Em um processo de autofagia, a cultura açucareira demanda mais e mais terras, que de outra forma seriam destinadas ao cultivo de alimentos. No sentido nutricional o Índio , o Negro e até o Holandês contribuíram, cada qual ao seu modo, com costumes e práticas alimentares que serviram como amenizantes contra as restrições alimentares, tanto calóricas quanto vitamínicas, impostas pela ingestão reiterada de feijão, carne e farinha dos habitantes da região. Algumas dessas restrições também tinham cunho cultural, visto que os donos das usinas, a fim de evitarem que os seus escassos pomares fossem aproveitados por terceiros, implantaram no imaginário popular ideias como a de que comer manga e beber leite faz mal à saúde. No decorrer do capítulo, o autor faz cair por terra muitos conceitos do sensocomum que são erroneamente aceitos pela quase totalidade da população, como os cabras das bagaceiras dos engenhos, que tem aparência e tendências violentas, mas isso se deve ao fato de terem uma dieta pobre em vitamina B. Senso-comum esse utilizado até por estudiosos, quando afirmam sem o devido cuidado e conhecimento de causa, que a culinária baiana é um atentado ao bom funcionamento do estômago,

que fornece couro. o gado caprino. outros componentes da dieta compensam essas faltas. sobre as plantas. leite e carne. Já na segunda parte. complementando a pobreza nutricional do milho. se adaptou excepcionalmente bem à região. que é aproveitado como o grosso energético. que não sofreu muita influência do Negro e do Índio. em tempos normais. recorrer às chamadas comidas brabas . não fossem as secas. Diante disso. sendo adequada para suprir as demandas energéticas da população. impondo a fome de maneira similar à causada pelos engenhos açucareiros. mas se assemelha em alguns pontos à Árabe. quando não na época das secas. ressalta a capacidade que elas apresentam de resistirem à seca. inescapáveis. o sertanejo consegue subsistir de forma satisfatória. só . vimos que. O autor se estende discorrendo acerca da flora e faunas locais. já que esse povo adaptou-se à vida no deserto. sucumbindo à falta d água e ao calor extremos e o sertanejo se vê obrigado a restringir sua dieta. relevante para a alimentação há as aves de arribação e o gado. É nesse ponto que começam as jornadas dos retirantes. água essa que o sertanejo se aproveita dela. Ainda sobre a fauna. aproveitando os recursos de que dispõe. os animais ou emigram ou vão definhando lentamente. que são alguns espécimes vegetais que conseguem arduamente resistir à desolação da seca. Discorre também da cozinha do sertão. o autor diz que o leite fornecido por esses animais é parte fundamental da alimentação. fazendo com que esses hábitos alimentares sejam. é o flagelo das secas.quando na verdade a sua profusão e condimentos como a pimenta e o óleo de dendê são fontes vitamínicas importantíssimas à saúde do indivíduo . desta vez não mais permanente. variando apenas em duração e extensão. Castro infere que. quando todas as alternativas estão esgotadas. que é verificada na área do sertão nordestino conhecida como polígono das secas . a população é geralmente bem nutrida. mas de uma forma que chega a ser mais nefasta ainda. outras armazenando água. em contraste com outras localidades que apresentam uma dieta predominantemente maídica. Nesse cenário. os mais racionais e equilibrados do país. É interessante que nessa região. mesmo com as deficiências protéicas e vitamínicas causadas por uma dieta baseada no milho. por que. que apresen tam grandes focos de pelagra. para quando esta findar. Essa fome não distingue ricos de pobres. durante as estiagens mais severas. mas uma que se dá sob a forma de surtos de episódios epidêmicos. mais resistente à falta de água. algumas investindo em sementes que germinam ao primeiro sinal de chuvas. que se estende do sul da Bahia ao Espírito Santo. somos apresentados a um novo tipo de fome. essa região não sofreria com o problema da fome. A calamidade tem início quando chegam as secas. apesar de a base alimentar ser o milho. talvez. Josué fala ainda sobre a monocultura do cacau. Quanto à fauna.

Com o exposto por Josué de Castro. somos apresentados a uma visão ampla sobre a região nordeste do Brasil e os problemas que ela enfrenta. o mais terrível é a fome. . toda sorte de problemas decorrentes da carência de nutrientes ocorrem. procurando um lugar em que possa se alimentar. Nessas condições. desde edemas na pele até nefastas consequências psicológicas. Entre eles.lhe resta fugir da seca. Conclusão A partir da leitura desta parte do livro. nos municiamos de informações e uma perspectiva mais profunda de suas causas e efeitos. que destroem a mente dos famintos.

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