Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB

PAPILOSCOPISTA 2004 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 O filme Central do Brasil, de Walter Salles, tem como protagonista a professora aposentada Dora, que ganha um dinheiro extra escrevendo cartas para analfabetos na Central do Brasil, estação ferroviária do Rio de Janeiro. Outra personagem é o menino Josué, filho de Ana, que contrata os serviços de Dora para escrever cartas passionais para seu ex-marido, pai de Josué. Logo após ter contratado a tarefa, Ana morre atropelada. Josué, sem ninguém a recorrer na megalópole sem rosto, sob o jugo do estado mínimo (sem proteção social), vê em Dora a única pessoa que poderá levá-lo até seu pai, no interior do sertão nordestino. Dos vários momentos emocionantes do filme, o mais sensibilizante é o encontro de Josué com os presumíveis irmãos que, como o pai elaborado em seus sonhos, são também marceneiros. A câmera faz uma panorâmica no interior do sertão para mostrar um conjunto habitacional de casas populares recém-construídas; em uma das casas, os moradores são os filhos do pai de Josué que, em sua residência simples, acolhem para dormir Josué e Dora. Os irmãos dormem juntos e dividem a mesma cama. Existe uma comunhão de sentimentos entre os irmãos: os que têm um teto para morar, têm trabalho, dão amparo ao menino órfão sem eira nem beira. No filme, a grande questão do analfabetismo está acoplada a outro desafio, que é a questão nordestina, ou seja, o atraso econômico e social da região. Não basta combater o analfabetismo, que, por si só, necessitaria dos esforços de, no mínimo, uma geração de brasileiros para ser debelado, pois, em 1996, o analfabetismo da população de 15 anos e mais, no Brasil, era de 13,03%, representando um total de 13,9 milhões de pessoas. Segundo a UNESCO, o Brasil chegaria ao ano 2000 em sétimo lugar entre os países com maior número de analfabetos. No Brasil, carecemos de políticas públicas que atendam, de forma igualitária, a população, em especial aquelas voltadas para as crianças, os idosos e as mulheres. A permanência da questão nordestina é um exemplo constante das nossas desigualdades, do desprezo à vida e da falta de políticas públicas que atendam aos anseios mínimos do povo trabalhador. Não saber ler nem escrever, no Brasil, é um elemento a mais na desagregação dos indivíduos que serão párias permanentes em uma sociedade que se diz moderna e globalizada, mas que é debilitada naquilo que é mais premente ao povo: alimentação, trabalho, saúde e educação. Sem essas condições básicas, praticamente se nega o direito à cidadania da ampla maioria 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51

Prof. Pólux Martins
da população brasileira. Os ensinamentos que podemos tirar de Central do Brasil são que devemos atacar a questão social de várias frentes, em especial na educação de todos os brasileiros, jovens e velhos; lutar por políticas públicas de qualidade que direcionem os investimentos para promover uma desconcentração regional e pessoal da renda no país, propugnando por um novo modelo econômico e social. Ao garantir uma vida digna, a maioria da população saberá, por meio da solidariedade de classe, responder às necessidades da construção de uma sociedade mais justa. Central do Brasil é um exemplo vivo de que o Brasil tem rumo e esperança. Salvatore Santagada. Zero Hora, 20/3/1999 (com adaptações).

001 - Depreende-se, pelo primeiro parágrafo, que o texto faz parte de um relatório técnico, por meio do qual é dada ao leitor a síntese do roteiro elaborado por Walter Salles. 002 - De acordo com o texto, o filme Central do Brasil é perpassado por uma emocionante comunhão afetiva e um elevado sentimento de solidariedade entre Dora e Josué, assim como entre este e seus irmãos. 003 - O elemento de articulação “como” expressa diferentes relações nas linhas 1 e 13, não podendo ser substituído, nessas duas ocorrências, por porque. 004 – Na linha 3, uma vírgula pode ser colocada após “extra”, sem que se firam o sentido do texto e as regras gramaticais de pontuação. 005 - O segundo parágrafo do texto é, predominantemente, descritivo, mas, a partir do terceiro parágrafo, o texto tem caráter dissertativo, por apresentar argumentos que defendem o ponto de vista do redator. 006 - Pela passagem do texto “o mais sensibilizante é o encontro de Josué com os presumíveis irmãos que, como o pai elaborado em seus sonhos, são também marceneiros” (L.11-13), deduz-se que tanto os irmãos quanto a figura paterna são personagens imaginados pelo garoto. 007 - Com referência ao emprego do sinal indicativo de crase, é correto substituir o período “No Brasil (...) as mulheres” (R.30-32) pela seguinte construção: As políticas públicas devem auxiliar, de forma igualitária, à população, em especial às crianças, aos idosos e às mulheres.

o Brasil chegaria ao ano 2000 em sétimo lugar entre os países com maior número de analfabetos” (L. jovens e idosos.03% da população de 15 anos e mais no Brasil. “debelado” (L.25) e “debilitada” (L. 019 .Podemos extrair de Central do Brasil o ensinamento de que devemos atacar a questão social de várias formas. Aplauso vicia. exponho uma desconfiança: o adulto que gosta de brincar e não faz sucesso tem. Rendo homenagem ao Secretário-Geral.38) significam no texto. desde que a maioria da população. livre do vício do aplauso.A opção pelo emprego do ponto de vista em primeira pessoa atribui ao texto certo grau de subjetividade e configura um gênero de artigo em que as opiniões são assumidas de forma pessoal. por sua liderança na defesa .19-20). que direcionem os investimentos à promoção de uma desconcentração da renda no País. Vejo como o brilho provoca a ansiedade do reconhecimento permanente. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Que minhas primeiras palavras diante deste Parlamento Mundial sejam de confiança na capacidade humana de vencer desafios e evoluir para formas superiores de convivência no interior das nações e no plano internacional.Os adjetivos “acoplada” (L. informal. In: Folha de S. reafirmo nossa crença nas Nações Unidas. 017 .21). à acentuação. C8 (com adaptações). percentual esse que representavam o total de 13. regional e particular. distintamente de “tem rumo e esperança” (L.9 milhões de pessoas.Expressões como “vivo metido no meio de pessoas” (L. mais próximo das coisas simples. 012 . 013 . Pólux Martins Por obrigação profissional. a magnífica chance de ser mais feliz.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 008 . 014 . à pontuação e à preservação das idéias do último parágrafo do texto de referência. p.No período simples “Segundo a UNESCO. 13.5) configura valorização e respeito científico a esse tipo de publicação. foi empregado o acento circunflexo porque o verbo ter está flexionado no plural. Em nome do povo brasileiro. 018 .) de pessoas” (L.Central do Brasil é um exemplo pulsante de que o Brasil tem rumo e esperança.Está correta a pontuação e a concordância na seguinte reescritura do trecho “em 1996 (. infantes. extinto e fraca. O problema é que parece ridículo uma escola informar aos pais que mais importante do que gerar bons profissionais. todos saberão que. Gilberto Dimenstein. PRF 2003 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Prof. ao garantir uma vida digna para todos. respectivamente. é um dos ensinamentos que se pode tirar de Central do Brasil. por intermédio da solidariedade entre as classes trabalhadoras. Arriscando-me a fazer psicologia de botequim. responder-se-á as necessidades da construção de uma sociedade mais justa. 016 .Garantindo uma vida com dignidade à maioria da população.A direção argumentativa do texto defende a idéia de que o indivíduo tem chance de ser mais feliz quando persegue e alcança o sucesso. têm trabalho” (L. eram analfabetos. máquinas de produção. frase de livro de auto-ajuda ou reflexões vulgares da meia-idade. a alusão a “livro de auto-ajuda” (L. por meio da solidariedade de classe. 009 . especialmente educando todos os brasileiros.No contexto.Nas formas verbais sublinhadas em “têm um teto para morar.. vivo metido no meio de pessoas de sucesso. marcadas pela notável superação de limites.25-27): em 1996. Julgue as reescrituras apresentadas nos itens a seguir quanto à grafia. propunando por um novo modelo econômico de benefício social. Paulo. 011 . O direito de brincar.51).4-5) denotam interesse em produzir um texto coloquial.27-29). Kofi Annan. já que supera seus limites e os dos outros. que se distancia dos gêneros próprios do discurso científico. Seu papel na promoção da paz e da justiça permanece insubstituível. 015 .Lutar em favor de políticas de qualidade pública. ligada. é fazer pessoas felizes por serem o que são e gostarem do que gostam.. há uma única oração cujo sentido não se altera com a seguinte reescritura: O Brasil. segundo a UNESCO. saberá responder aos apelos no sentido da construção de uma sociedade mais justa. no ano 2000. em contrapartida. 010 .1) e “psicologia de botequim” (L. iria chegar em sétimo lugar entre os países com maior número de analfabetos. 2/11/2001.

A idéia expressa por “confiança” (L. Não para defender uma concepção exclusivista da segurança internacional.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 10 11 12 13 14 15 16 17 de um mundo irmanado pelo respeito ao direito internacional e pela solidariedade entre as nações. Luiz Inácio Lula da Silva. comprometidas e devem e acrescentar as entre Todas e nações.1) indica um sujeito indeterminado para o verbo processar. muitas vezes exercendo papel crucial na busca de soluções pacíficas e equilibradas para os conflitos. 031 . representativos. sintática e semanticamente.Preservam-se a coerência e a correção gramatical do texto ao se transformar a frase nominal “como atores importantes” (L.Preservam-se as relações semânticas. para preservar a correção gramatical do período. sobretudo a emergência de países em desenvolvimento como atores importantes no cenário internacional. 021 . 030 .Textualmente. também no plano externo. julgue os itens a seguir. na América do Sul e fora dela. a argumentação permite inferir uma relação de condição assim expressa: se a nação zela pela democracia. Em relação ao texto acima.3) em oração subordinada adjetiva: que são atores importantes. a coerência de argumentação e a correção gramatical do texto ao substituir “para que” (L.2-3) e “evoluir para formas superiores de convivência no interior das nações e no plano internacional” (L. julgue os itens seguintes.35). 023 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Não podemos ignorar as mudanças que se processam no mundo. o emprego do pronome possessivo “nossa” (L. respectivamente. 028 . Pólux Martins “comprometida” e “deve” para Todas. deve-se adequar a flexão de número de “Toda”. O aperfeiçoamento do sistema multilateral é a contraparte necessária do convívio democrático no interior das nações. Mas para refletir as percepções e os anseios de um continente que hoje se distingue pela convivência harmoniosa e constitui um fator de estabilidade mundial.4-5) e “plano internacional” (L.8) por uma vírgula e fazer o necessário ajuste na letra inicial maiúscula desse vocábulo.A expressão “no plano interno” (L. O apoio que temos recebido. A respeito das idéias e estruturas do texto acima e considerando aspectos atuais da política externa brasileira. zela também pelo aperfeiçoamento do sistema multilateral. mesmo anteriormente ao discurso.15) e “plano externo” (L. os processos decisórios sejam transparentes. deve zelar para que. Idem. O Brasil está pronto a dar a sua contribuição. Prof. já se tinha fé nas Nações Unidas e no seu papel de promoção da paz e da justiça.Do último parágrafo do texto. Nova Iorque.15-16).Por constituir um termo singular de idéia genérica. nos estimula a persistir na defesa de um Conselho de Segurança adequado à realidade contemporânea. mantêm-se as relações de significação e a coerência da argumentação do texto se o termo “nação” (L. 020 . 022 . 029 . Toda nação comprometida com a democracia no plano interno. 23/9/2003 (com adaptações).ª Assembléia Geral da ONU.5). 027 .A partícula “se” (L.2) é complementada.As estruturas lingüísticas do texto permitem inferir que. com “plano interno” (L. . Fragmento de discurso na abertura da 58. legítimos. 024 .15) está demarcada por vírgulas por exigência da mesma regra gramatical que justifica seu uso à linha 9: a inserção de uma circunstância. 026 .Subentende-se uma oposição expressa por “interior das nações” (L. 025 .14) for empregado no plural — nações. por coesão.6) remete à crença dos países-membros das Nações Unidas. por duas outras idéias expressas no texto como: “na capacidade humana de vencer desafios” (L.São preservadas as relações lógicas e a correção gramatical do texto ao se substituir o ponto final imediatamente antes de “Mas” (L.Subentende-se do texto que alguns países em desenvolvimento buscam soluções pacíficas para os conflitos e que o Brasil pode representar os anseios de uma convivência harmoniosa. ibidem (com adaptações). oposição que é retomada. mas.15) por a fim de.

provocou o acovardamento da população das cidades. que constitui a justificativa para a formação da ALCA. 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Prof. 036 .6) refere-se à política diplomática do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação aos conflitos da Venezuela.De acordo com as informações do texto. quando propôs a criação de um comitê de chefes de Estado para dinamizar as ações de combate à fome e à miséria em todo o mundo. Tendo o texto por referência inicial e considerando situações históricas relativas à inserção internacional do Brasil e o quadro econômico mundial contemporâneo. como não agredir idosos.A substituição da expressão “está se dando” (L. 040 . O medo gera a covardia. julgue os itens seguintes. “A violência tem rompido barreiras que não existiam. julgue os itens subseqüentes.Infere-se do texto que. manobrando habilmente nos meandros da diplomacia internacional. Há pessoas. 034 . Os idosos dizem que os jovens são agressivos. à segunda ocorrência de ‘idosos’ (L.Na linha 6. impediu que os Estados Unidos da América (EUA) escondessem seu protecionismo ferrenho atrás da propaganda do livre comércio. “que gostam de exercem a violência”. disse Velho. que há dez anos vem fazendo uma pesquisa qualitativa com vítimas da criminalidade no Rio.º 815.O emprego de aspas indica que. existiam limites que o senso comum e a ética social estabeleciam à violência — como é o caso de “não agredir idosos” (L. ano 69. Na última conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC). duro. In: Família Cristã. mas o poder público é ausente”. Pólux Martins presidente venezuelano Hugo Cháves e seus opositores. 033 . 1 2 3 4 É opinião unânime entre os analistas políticos que. anteriormente. O mais recente êxito de Lula na ordem internacional foi o discurso proferido na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). os pensamentos do antropólogo foram parafraseados. p. confere à idéia de “diplomacia internacional” (L.As formas pronominais enclíticas “-los” (L. 037 . 039 .12). Plínio de Arruda Sampaio.7-8) —.A expressão “principalmente jovens” (L.8) e a ‘senhora idosa’ (L. os quais estão sendo rompidos. até agora. acrescentou o antropólogo.3) por vêm se dando mantém a correção gramatical e a coerência semântica do período. o sinal indicativo de crase deve ser mantido. 041 .A expressão “dessa política” (L. 038 .2-3) está entre vírgulas por tratarse de termo intercalado para especificar a informação anterior.A expressão “ferrenho” (L. 035 .10). O diagnóstico é do antropólogo Gilberto Velho. caso se prefira a redação refere-se à negociações. nos trechos em que elas ocorrem.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 032 . o Itamaraty.9) e “-la” (L. Em relação a aspectos gramaticais e às idéias do parágrafo acima. principalmente jovens./2003.Infere-se do texto que um Conselho de Segurança adequado à realidade contemporânea não corresponde a uma concepção exclusivista da segurança internacional. respectivamente. férreo. Espera-se que o poder público socorra. Política externa independente. nov. empregada em sentido conotativo. realizada no balneário mexicano de Cancun. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 A violência nas grandes cidades brasileiras tornou-se uma prática gratuita.A palavra “meandros” (L.11) a noção de complexidade. n. ou seja. “Quando uma senhora idosa é assaltada. emaranhado de processos e negociações sinuosas. a justificativa para a formação da ALCA é o protecionismo inerente ao livre comércio. em Nova Iorque. 28-9 (com adaptações). que são capazes de empurrá-los numa fila de ônibus”. O segundo grande êxito dessa política refere-se às negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). O primeiro grande êxito foi a intermediação do conflito entre o . o melhor desempenho do governo Luiz Inácio Lula da Silva está se dando no campo diplomático. homens mais ou menos dispostos não se movimentam para socorrê-la de imediato. 042 .12) está associada à idéia de implacável.14) referem-se. A cultura da violência.

e não a encarnação do mal.Os sinais indicativos de crase em “combate à fome e à miséria” (L. rouba. Seu dever é proteger os nãocriminosos dos criminosos. enquanto seus carrascos procuravam outra vítima.. Que tipo de pessoa é capaz de cometer uma brutalidade dessas? Não basta uma classificação psiquiátrica ou sociológica. estupradores etc. Assim como existem torturadores compulsivos. De alguma maneira. passagens descritivas relativas à vítima e aos seus assaltantes. Assassinatos. DELEGADO DA PF 1997 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24. predomina o registro coloquial culto. 046 . a repetição de vocábulos e de estruturas frasais semelhantes e o emprego de aspas são indicações de que. paralisada pela burocracia. roubo. não estava mais dando duro em sua cadeira. “mais nova do que essa". no texto. na Grande São Paulo. Não para "matar a fome". pago com nossos impostos. assassinos seriais. materialistas ou religiosos. "Até amanhã". e bateram nela até se cansar. Para casos assim existe essa instituição chamada polícia. 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 Merecemos uma chance . no segundo e no terceiro parágrafos. o mal em estado puro. nem P. merecemos uma chance. Aliás muitos criminosos têm educação esmerada. entre suecos ou tanzanianos. estava num hospital.. A verba das armas foi distribuída entre cabides de empregos de prefeituras falidas. 045 . mas. Existe gente que literalmente vive disso.No texto. Um marmanjo que escolhe suas vítimas ao acaso não precisa exatamente de educação. E as primeiras vítimas dessa guerra são os mais pobres. Tente imaginar a alma de um sujeito assim. as últimas palavras que o autor ouviu de M. Mas a polícia não está cumprindo seu papel. M. tudo acontece primeiro e pior em bairros populares. Nem N. dentes amolecidos e hemorragia interna. É na periferia das grandes cidades que esses degenerados fazem suas primeiras vítimas.. isso faz parte da natureza humana. Nós.. Temos que buscar opções. 047 . junta alguns amigos do mesmo caráter e escolhe mulheres ao acaso no trânsito. e até mesmo dinheiro. Estamos falando no crime como modo de vida. crimes sexuais. julgue os itens a seguir. nem O. O horror. Eles a levaram a Osasco. Mas no Brasil a segurança da população não é prioridade.Há. em povos cultos ou ignorantes. É o tipo de problema que parece não ter solução. Policiamento? Óbvio. Em países ricos ou pobres. em discurso direto. Acontece que entre o até amanhã e o amanhã a juventude e a jovialidade de M deram de cara com três psicopatas em busca de diversão.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 043 . O salário dos policiais foi enterrado. a tão decantada classe trabalhadora. . mas para comprar a melhor cocaína e o último Honda Se gente assim quer se divertir. Sem estrutura. com hematomas da cabeça aos pés. prestou queixa.Até amanhã. Mas pode ter. este papel simplista que intelectuais.18) podem ser eliminados sem prejuízo para a correção do período. Polícia é um serviço público. Na mesma delegacia onde M. apesar de conter trechos narrativos. Há uma guerra nas ruas.A intensa pontuação. 048 . cumprindo compromissos e agendando tarefas. E no amanhã M. os marginalizados. O importante é que M. a polícia brasileira não protege a sociedade de seus criminosos. Qual a solução? Educação? Sim. Com referência à tipologia textual e ao nível de linguagem utilizado pelo autor. Pólux Martins artistas costumam Ihe reservar. 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 Prof. Não se trata aqui de uma aposentada na miséria furtando remédios na farmácia (e provavelmente sendo presa). o horror. sempre existirá gente que sai às ruas para brutalizar mulheres. e o que se vê é um poço sem fim. linda e jovial como a cada dia. no último prejuízo do Banco do Brasil. foi abandonada numa estrada seminua e ensangüentada. e não apenas chorar o sangue derramado. respondeu M. No dia seguinte M. na noite anterior à morte de sua amiga. não seja mais atacada por psicopatas sem freios..O primeiro parágrafo reproduz. estavam arquivadas 10 outras ocorrências iguais. É um assalto dos marginais ao resto da sociedade. Eram mais de 22 horas de uma segunda-feira quando me despedi de minha amiga e colega M. nariz quebrado. os nãocriminosos. se mesclam as funções emotiva e referencial da linguagem. Se quer dinheiro. capitalistas ou social-democratas.O texto é eminentemente dissertativo. jornalistas e A compreensão de um texto decorre de vários fatores. São violentos porque são. Certos tipos de crime são independentes da sociedade em que se inserem. 044 .

o pronome demonstrativo "isso". 059 .. apesar de a forma verbal estar no singular. o mal em estado puro" (l.Em "o que se vê é um poço sem fim.impulsivos 060 .6) apresenta um pleonasmo. representado sintaticamente pelo "o" que antecede o pronome relativo "que". com sua beleza.O primeiro período do quinto parágrafo serve como exemplificação da idéia expressa no período seguinte.personificação" 061 . tem como referente as violências listadas nos períodos anteriores do mesmo parágrafo. 066 -Em "Assassinatos. 052 . 064 .16).4) e a expressão segunda feira têm o mesmo sentido. que tipo de indivíduo? 069 .O importante é que psicopatas inconseqüentes não ataquem mais M.24). roubo.A construção "o até amanhã e o amanhã" (l.. 050 .23) ."encarnação" (l.O autor manifesta uma posição favorável à pena de morte. Há uma ocorrência de sujeito composto.No quarto parágrafo.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB Ler não é só compreender a superfície textual." (l. 065 ."decantada" (l. 049 . com baixos salários. e a segunda oração exerce a função de sujeito da primeira. ocorrem exclusivamente na periferia das grandes cidades.O vocábulo "segunda-feira" (l.36). que funciona como predicativo daquele que cometeu o crime. nem P. exercendo a função de sujeito dessa oração. 057 . sobrevivia da prostituição.Em "Não basta uma classificação psiquiátrica ou sociológica” (l.A crítica à atuação policial deve-se ao fato de que. a sociedade é que o corrompe. crimes sexuais. 056 . 055 ."compulsivos" (l. julgue se os itens abaixo constituem inferências corretas. juventude e jovialidade.. A partir da leitura do texto. Julgue se os seguintes itens. 051 . apesar das alterações. 063 . na Grande São Paulo e bateram-Ihe até se cansarem.. para criminosos como os que assaltaram M. mas para adquirir a cocaína de melhor qualidade e o mais moderno Honda. . não há estímulos para a exposição pessoal aos riscos decorrentes da ação dos criminosos. mas estabelecer inferências. para expressar o sentido de violência. o sujeito sintático do verbo bastar é a expressão sublinhada.. julgue as associações apresentadas nos itens abaixo.41) .28) é composto por subordinação. que necessitam da repressiva atuação policial. ocorrem várias antíteses e um símile.A palavra "diversão" (l.O autor partilha do seguinte pensamento: o homem é naturalmente bom. 062 . 067 . mantêm a correção gramatical e o sentido das sentenças originais do texto. Analisando a semântica. a palavra grifada é um substantivo abstrato. Com referência às ligações sintáticas das orações dentro dos períodos.Eles levaram-na a Osasco. em cada um dos itens a seguir. na medida que não somos criminosos.O período "Existe gente que literalmente vive disso. julgue os itens que se seguem.Há quem cometa barbarismo não para saciar a fome. devido à aproximação de palavras de significados semelhantes. sob o foco da sinonímia. 053 . nem O.12) está empregada conotativamente. . 058 .celebrada Prof.Em "isso faz parte da natureza humana" (l.Fatos como os apresentados.Nós merecemos uma chance. Pólux Martins Com referência às diversas constituições do sujeito oracional.43). julgue os itens seguintes. 071 ..É capaz de compelir uma brutalidade dessas. nem N. o vocabulário e o estilo utilizados no texto. tudo acontece primeiro e pior em bairros populares” (l. 054 .18). Ainda com referência ao vocabulário do texto. julgue. 068 . a relação apontada entre a passagem sublinhada e o restante do período. 070 .

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Prof.Os mais pobres. mesmo assim.condicionalidade 075 . não protege aos cidadãos. 089 . apresentava vários hematomas e hemorragias internos. temos de buscar opções. em média. existe tal instituição chamada polícia. a decantada classe trabalhadora. 073 . não precisam exatamente educação: muitos criminosos detém boa educação e até mesmo dinheiro.A solução depende da educação.Na mesma delegacia. há crimes e violências hediondas. conheceria apenas 0. . estamos falando em crimes como opção vital: existe quem literalmente viva disso. 077 . .Polícia é um serviço público.M. paralisada pela burocracia. “mais nova do que essa”. no trânsito. ninguém está livre da violência urbana.A estrutura da polícia brasileira.M.Para casos assim.1% do que já foi publicado. pago com nossos impostos. Pólux Martins 085 .Temos que buscar opções. – casualidade Um dos aspectos gramaticais mais utilizados nas produções escritas é a sintaxe de concordância: nominal e verbal. gastaria toda a sua vida e.Se quer dinheiro rouba. nas ruas citadinas. julgue os itens que se seguem. 082 . de cujo serviço público. 090 .Não obstante a policia estar cumprindo seu papel. enquanto seus carrascos procuravam outra vítima.Psicopatas deram fim à incipiente jovialidade e à cordial juventude de M.É o tipo de problema que carece de solução. e não apenas chorar as vítimas ensangüentadas. . apenas 21. 087 . 091 .Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 072 . temporalidade. Desde então. 078 .2% dos internautas encontram sempre o que precisam quando recorrem a esses serviços. foi abandonada numa estrada. 083 . várias guerras e diversos barbarismo.A verba destinada à armas foi distribuída dentre os cabides de empregos de prefeituras falidas. pago com nossos impostos. Com referência ao emprego correto das normas de concordância.Certos tipos de crime são independentes da sociedade em que se inserem. A criação de bookmarks com os sites de referência mais quentes também é uma atitude correta. estavam arquivadas dezenas de outras ocorrências iguais. 080 . . os marginalizados. de seus criminosos. este papel simplista que intelectuais. Muitos costumam escarnecer. Embora os diretórios e os motores de busca genéricos ainda sejam os preferidos. 079 .Existe. 086 . seminua e ensangüentada. e não a encarnação do mal. ate mesmo os poderosos. nem a sociedade. uma criança. Julgue a correção gramatical dos itens a seguir.Em países ricos ou pobres. capitalistas ou social-democratas. reúne alguns amigos de características semelhantes e abusam de mulheres colhidas ao acaso. haja visto que no Brasil o salário dos policiais foi enterrado no último prejuízo do Banco do Brasil. e não apenas chorar o sangue derramado.A segurança da população não é prioridade. mas os que escolhem suas vitimas ao acaso. a qual M. Com referência ao emprego correto de pronomes e da pontuação e à correção ortográfica. . prestou queixa.Há gente que para se divertir. 7 milhões de páginas novas estão sendo agregadas todos os dias a ela. 081 . visitando uma média alucinante de 100 páginas por dia.finalidade 076 . Na hora de buscar uma estatística ou uma informação para a conclusão de um trabalho. A Web reunia em 31/7/2000 mais de 2. É isso mesmo.Não estamos tratando de uma miserável roubando quinquilharias na farmácia. julgue os itens seguintes.3 bilhões de páginas. ESCRIVÃO DA PF 2002 Se a Web parasse de crescer hoje. A pergunta que se segue é inquietante: como encontrar a informação certa nesse universo sem limites? A primeira dica é explorar ao máximo os mecanismos de busca especializados.proporcionalidade 074 . 088 . há uma guerra nas ruas: excessivos assaltos dos marginais à sociedade fazem que as primeiras vitimas sejam os mais pobres. jornalistas e artistas costumam Ihe reservar. 084 .

No texto abaixo.1) por Lembremo-nos de provoca erro gramatical.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 17 18 19 20 21 as chances de que eles tenham a resposta é muito grande. a respeito das estruturas lingüísticas empregadas no texto. 094 .9) indica que aí está presente também o artigo definido feminino plural as. que vem desde a Revolução Industrial.1) indica uma sugestão para o raciocínio que se segue. 096 .11) for substituído por qual.2) introduz a complementação da idéia iniciada pela expressão antecedente “não apenas” (L. em que geralmente os trabalhadores estão em desvantagem. ago. dependem de empregadores Julgue os itens seguintes. ao longo da vida. Essa forma de relacionamento. Com respeito às idéias do texto. é importante escolher os catalogadores. já que não possuem meios estáveis de sobrevivência e dependem de empregadores. cada item indicado corresponde à expressão em negrito que o antecede. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Lembremos que a modernidade se caracteriza não apenas por um novo modo de produção e de vida. ano 15. uma relação desigual. freqüentemente os trabalhadores se vêem sem meios de sobreviver. Como não basta obter informações — precisa-se também organizá-las e armazená-las —.Mantêm-se as relações de idéias originais e a correção gramatical ao se reescrever o primeiro período do texto da seguinte forma: Caso a rede mundial de computadores (WWW) parasse de crescer.A argumentação do texto reforça a idéia de que os parâmetros do dinheiro e da propriedade são justos e igualitários.8) e seu plural “meios” (L. o processo e a possível condenação são substituídos pelo julgamento e pela execução sumária da pena.5).A substituição de “Lembremos” (L. a preposição que o antecede deve ser substituída por na. 093 . 103 .Se o pronome relativo “que” (L. Essa relação entre os homens é. Em cidades superpopulosas./2000. 097 . Prof.17) refere-se a “internautas” (L. Info Exame.12). mas também por uma nova forma de relacionamento entre os homens na sociedade. portanto.1).o 173. Julgue se cada uma dessas expressões está. Todos os trâmites 107 legais que envolvem a investigação.O segundo parágrafo é um comentário que apresenta idéias desfavoráveis à situação apresentada no primeiro. em meio às crises das indústrias.5) está entre vírgulas por se tratar de uma oração explicativa. 102 . n. julgue os itens a seguir. trabalho e dinheiro não estão disponíveis para todos. Pólux Martins 098 . 100 .O emprego do tempo e modo verbais de “Lembremos” (L.O emprego do sinal indicativo de crase antes de “crises” (L.O termo “eles” (L. 099 . os bancos de dados e os meios de armazenamento que melhor atendam às suas necessidades. o que influi até mesmo no julgamento que fazemos uns dos outros.A palavra “meio” (L. p. 67 (com adaptações). 095 . apenas um porcento do que já foi publicado. conheceria. Entretanto. uma criança que visitasse uma média de 100 páginas por dia. . a que se referem. O fato de a 104 polícia agir violentamente contra as pessoas classificadas como suspeitas anula um dos direitos básicos da vida em 105 democracia: o de ser considerado inocente até que prove se 106 o contrário. no texto. e os parâmetros para julgar as pessoas são o dinheiro e a propriedade. mediante à 108 decisão isolada e arbitrária do policial. hoje.A expressão “mas também” (L. 101 . a estrutura lingüística localizada após a última vírgula do texto corresponde ao seguinte esquema: não possuem meios estáveis de sobrevivência já que 092 . gramaticalmente correta.Pelas relações semânticas.10) sugerem a idéia de incompletude para a expressão “cidades superpopulosas” (L.O trecho “que vem desde a Revolução Industrial” (L. é intermediada pelo trabalho.

116 . 117 .O desenvolvimento do texto sugere que uma resposta à pergunta formulada nas linhas 7 e 8 poderia ser: Poucos. imaginar modos de viver mais dignos.16-17). a Declaração Universal dos Direitos Humanos é abrangente.Conforme o texto. no caminho da sobrevivência. fundada em 1945. tem servido para a justificação de todo tipo de absurdo cometido. há os que colocam sob suspeita e risco o respeito aos direitos humanos. a humanidade. afirmando que “direitos humanos são direitos de bandidos”. em si.10) indica que o slogan a que se refere já não serve mais. Poucos pensam que vivemos em uma sociedade que estimula.De acordo com a argumentação do texto. Em relação ao texto. 112 . julgue os itens que se seguem. perdedor ou ideólogo Em relação às idéias do texto. que têm ajudado a humanidade a manter-se. Pólux Martins 111 . não podemos tentar mudar nossas relações afetivas. 113 . mais cooperativos e solidários.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Em 10 de dezembro de 1948. sólida — da liberdade e da igualdade. Roseli Fischmann. porque isso é coisa de “obscurantista. A Declaração está aí. infere-se que o conceito de globalização restringe-se aos aspectos financeiros e econômicos das diversas nações. fortalecida. porque. 10/12/2001 (com adaptações).Segundo o texto. a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. porque nos ensinaram a perder o gosto pelo bem comum.Pela argumentação do texto. 110 . 115 . negando o que é. os delinqüentes. 118 . por excitar a imaginação criminosa dos jovens. 109 . o rancor. não podemos. na essência. precisa respeitar os objetivos mínimos de liberdade e igualdade que estabeleceu para si como uma base comum. enfim. Prof.22) justifica-se pela concordância com “direções” (L.O emprego da locução verbal “tem servido” (L. porque isso é assunto de cientistas. porém quantos a conhecem na íntegra? No Brasil. a passividade. mas detalhada e minuciosa.O acento gráfico em “têm” (L.Mantêm-se as relações semânticas e a correção gramatical ao se substituir o gerúndio “visando” (L. idealista. de modo a oferecer diretrizes específicas e concretas para aplicação localizada e imediata. 114 . sob as oscilações decorrentes da ordem mundial. ainda como parte das atividades inaugurais da organização. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 A maioria dos comentários sobre crimes ou se limitam a pedir de volta o autoritarismo ou a culpar a violência do cinema e da televisão. se faltarem até os mínimos que a consciência humana estabeleceu para si mesma. Correio Braziliense. julgue os itens subseqüentes. é. muito menos do que seria desejável.Infere-se do texto que muitos acreditam que os marginais. . minimamente.5) pela expressão de que visava. a impotência. de forma sistemática. um programa de trabalho praticamente inesgotável. Os desafios da construção solidária — porque trabalhada em conjunto.22). Em tempos de violência. ligado à proteção da vida e da dignidade humanas. os transgressores da lei não são dignos de exigirem para si os direitos humanos aplicáveis aos cidadãos honestos. enunciado do artigo primeiro.A expressão entre travessões das linhas 17 e 18 representa um aposto explicativo de “construção solidária” (L. tão globalizada como a economia. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. passando da bipolaridade para as polaridades difusas ou múltiplas polaridades. o infeliz e absurdo slogan praticado por muitos. depreende-se que a autora considera a Declaração Universal dos Direitos Humanos uma idéia insuficiente para construir um tempo de paz e que deve ser substituída por outro documento mais radical contra a violência. não se terá mais a base comum sobre a qual caminhar. Não podemos interferir na política. Erro brutal. a inveja e o sentimento de nulidade nas pessoas. demonstram que a Declaração estabeleceu apenas direções. por exemplo. visando construir um tempo novo para a humanidade. para preservar suas possibilidades de sobrevivência.

e o mundo é dos fazedores de dinheiro. de nos sentirmos capazes de imprimir um curso à vida que não seja pela força das armas. o emprego da preposição “de” sem contração com o artigo “as” indica que a expressão “as mulheres” constitui o sujeito de outra oração.) dinheiro” (L. 2000. Além de enfrentar a violência doméstica que.As relações semânticas entre os dois primeiros períodos do texto permitiriam iniciar o segundo período com a conjunção No entanto. A liberação feminina tem como efeito colateral grave o fato de as mulheres estarem mais expostas ao risco. 89 (com adaptações). 129 ..O trecho “Não podemos (. da violência física ou da evasão pelas drogas. p.Na linha 2. a respeito do texto acima. da criatividade.Antes da forma verbal “Somos” (L.Na linha 2. In: Quatro autores em busca do Brasil. a expressão Em conseqüência disso. de acordo com a oração introdutória. o número de queixas registradas nas 125 delegacias de defesa da mulher do estado de São Paulo aumentou quase 50% — já são 30. Pólux Martins 126 .4) refere-se a jovens de imaginação criminosa. Prof. as formas positivas de dar sentido à vida e experimentar a sensação de poder vinculam-se à maneira como se usa a capacidade de doação e de transformação. Rio de Janeiro: Rocco.A argumentação do texto põe em confronto atitudes possíveis: uma que se caracteriza por passividade e impotência. no lugar. Quem sabe e pode usar — com firmeza. a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto. 125 .De acordo com as idéias defendidas no texto. elas têm de encarar perigos nas ruas. agressividade.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 fanático”. 132 . de maneira bruta. tanto a preposição “de” como a conjunção que podem ser empregadas após o verbo “têm” (L. . da afirmação e da agressividade. 128 . outra. Existem mil outras maneiras de nos sentirmos potentes.Muitos acreditam que a censura aos meios de comunicação seria uma forma de reduzir a violência entre jovens.O desenvolvimento do texto mostra uma das formas por que a violência cresce nas grandes cidades. de nosso desejo. por incrível que pareça. criatividade e afirmatividade — a sua capacidade de doar e transformar a vida. 120 . Acerca das idéias do texto. legais ou ilegais.O pronome indefinido “Poucos” (L. segundo dados do Ministério da Justiça.15). seria coerente com as idéias do texto introduzir. de nossa vontade de poder.6).Para respeitar as regras de regência da norma culta. as moças são uma isca para assaltantes. Julgue os itens a seguir. atinge 80% das mulheres em idade adulta em algumas capitais —.O emprego das aspas nas linhas 13 e 14 indica a simulação de comentários de outras pessoas. 127 . retomadas pelo autor.Infere-se do texto que o autor culpa a violência do cinema e da televisão pela disseminação da violência nos dias atuais. p. 1 2 3 No nosso cotidiano. estamos tão envolvidos com a violência que tendemos a acreditar que o mundo nunca foi tão violento como agora: pelo que nos contam nossos pais e outras pessoas mais velhas. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 A violência é um problema crescente nas cidades. Somos uma espécie que possui o poder da imaginação. raramente precisa matar inocentes. por resistência criativa. 130 .Depreende-se do texto que a expressão “estão reagindo” (L. 131 . Dirigindo sozinhas. 124 . para o fim de articulação sintática entre os parágrafos.. é obrigatório o emprego da forma verbal “limitam” para concordar com o sujeito da oração. Jurandir Freire Costa. pouco importa. Mas os números mostram que elas estão reagindo. Julgue os itens que se seguem. de colocar no mundo algo de nossa marca. 43 (com adaptações). Veja – Especial Mulher. 122 . surge. a reação cega ao que nos impede de criar. 119 . 123 . Se isso não pode aparecer.000 reclamações por mês. andando à noite e se aventurando por locais menos movimentados.7-14) apresenta exemplificações que funcionam como argumentos para a afirmação do período que o antecede.8-9) remete ao aumento do número de registro de queixas. Entre 1999 e 2001. julgue os seguintes itens. 121 .

ter-se-ia: todas e qualquer sociedades humanas. Alguns setores da sociedade acreditam que a vida do criminoso não tem o mesmo valor da vida das pessoas honestas. por que se preocupar em não matar o proprietário do automóvel que ele vai roubar? Com relação ao emprego das estruturas lingüísticas do texto. . me.10) fosse reescrito no plural.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 há dez.1) tem a função generalizadora de estender o questionamento a qualquer ser humano. 136 .Na linha 5.Por referir-se ao sujeito da oração iniciada com “tendemos” (L. no sentido que adquire e na própria lógica nos diferentes períodos da História. 133 . imediatamente após a palavra “anos” (L. ela teria de ser empregada no singular. a inserção de uma vírgula após “períodos históricos” alteraria as relações semânticas entre essa expressão e “outras sociedades” (L. é obrigatória a substituição do restante do sujeito por como os homens a vêem e a vivenciam. 146 .Se “O modo” (L. Julgue os seguintes itens. o verbo que o segue deveria ser empregado no singular: conta.Se o trecho “toda e qualquer sociedade humana” (L. julgue os itens que se seguem.Na linha 14.4). colocado entre vírgulas.O primeiro período do texto dispensa o ponto de interrogação por tratar-se de interrogação indireta. por exemplo.O uso da primeira pessoa do plural em “Perguntamo-nos” (L. em lugar do pronome plural “nos” (L. São Paulo: Atual. ela poderá se mostrar incorreta. 137 . na forma. seria também obrigatória a retirada de ambas as vírgulas que a isolam. 138 .Pela função que desempenha no texto. O modo como o homem a vê e a vivencia atualmente é muito diferente daquele que havia na Idade Média.12) for empregado no plural. é gramaticalmente invariável: mesmo que o sujeito fosse plural. a respeito do emprego dos sinais de pontuação no texto. 147 Seria correto colocar sinal de dois-pontos após “Perguntamo-nos” (L. 139 . 142 . a oração entre vírgulas “pois está presente em toda e qualquer sociedade humana” (L. sem ferir a correção gramatical. ou em outros períodos históricos em outras sociedades. a forma verbal “parecia ter”. 134 .Há um consenso na sociedade de que o valor da vida não é hierárquico.14-15). O problema é que o criminoso pensa do mesmo modo: se a vida dele não vale nada. Violência urbana – dilemas e desafios. Se ampliarmos o tempo histórico. pois está presente em toda e qualquer sociedade humana.Para melhorar a clareza do texto. Pólux Martins 140 .2) poderia ser empregada flexionada: acreditarmos. sua ocorrência varia no grau. mas precisamos pensar nas diversas dimensões em que pode ser interpretada. julgue os itens abaixo.2). é equivalente para todos os seres humanos. Essa percepção pode ser correta. certos valores eram mais respeitados e cada coisa parecia ter o seu lugar. 12 (com adaptações). p.Se.1) e ponto de interrogação após “humana” (L. Em relação ao texto acima. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Perguntamo-nos qual é o valor da vida humana. 141 . vinte ou trinta anos. 135 . 1999. 143 . 144 . a forma verbal no infinitivo “acreditar” (L. fosse empregado o singular. Andréa Buoro et al. empregada no singular. Prof.3) corresponde à idéia de pois. Embora a violência não seja um fenômeno dos dias de hoje. por exemplo. 145 . a vida era mais segura. o sinal de dois-pontos depois de “agora” (L.3).1).10) fosse retirada do texto.Pelo seu sentido textual.10) poderia vir entre parênteses. por que a vida do dono da carteira deve ter algum valor? Se provavelmente estará morto antes dos trinta anos de idade (como várias pesquisas comprovam). deveria ser introduzido o termo atrás.Os criminosos acreditam que o valor da vida das pessoas que são por eles roubadas é superior ao valor de sua própria vida. entre vírgulas.Se a oração “pois está presente em toda e qualquer sociedade humana” (L.

tornando realidade aquilo que precisa acontecer. que não existe. apresentando-se como o elemento de impulso das invenções. capaz de prolongar o real existente na direção do futuro. à rede pública. principalmente para prevenir ataques advindos da Internet. julgue os seguintes itens. antropólogos e intelectuais das diversas áreas. viver dignamente e justiça social não é prioridade. 149 . encontram-se aqueles relacionados aos vírus de computador. ainda poderia ser utilizada para a implantação de um sistema de e-learning. capaz de antecipar este futuro como projeção de um presente a partir daquilo que neste existe e é passível de ser transformado. da década de 90. palestras e treinamentos. 153 . mas. estudiosos da realidade social.A maioria dos adolescentes dessa época busca o prazer a despeito do trabalho. que podem ser de diversas espécies. por meio da Internet. a universalização da informação na Internet. um serviço que poderia ser financeiramente interessante à empresa Alfa seria aquele Prof. para que dados sejam trocados entre computadores de dois países quaisquer. 154 .Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB DELEGADO PF 2001 Com relação à correção gramatical. das possibilidades. Mas a imaginação necessária à execução daquilo que deve vir a existir não é a imaginação digamos comum. porque um sonho escapa a nosso controle. das revoluções. não serve. ainda hoje em dia. por outro. a eliminação das “pilhas de papéis” é uma conseqüência positiva da informatização decorrente da implantação do sistema de gestão do conhecimento.O termo “sem fronteiras” utilizado no texto não reflete corretamente a atualidade da Internet. uma força contraditória. até hoje pelo menos. é necessário que esses países tenham acordos internacionais específicos. acessar as informações contidas nos bancos de dados da VPN. para o futuro. ainda não embrutecido pela própria fraqueza ou pela realidade tremenda. a concentração das informações em bancos de dados eletrônicos exige investimentos em segurança de dados. ter sólida carreira e fazer fortuna caracteriza a juventude dos anos noventa. de forma virtual pela Internet. aquilo que tem de passar a existir.Se. apenas. já que. por exemplo. Essa força poderia chamar-se esperança. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Um traço que deve caracterizar o ser humano. Entre os possíveis ataques a bancos de dados. possa vir a ser. Pólux Martins relacionado à videoconferência.As pesquisas tiveram. também. ele poderia utilizar um notebook próprio.Uma estrutura informatizada como a descrita no texto. É ela que. Ainda considerando o texto.Para os jovens. 151 . tais quais a adesão a bandeiras políticas e cartilhas ideológicas.Para que um empregado da empresa Alfa possa. impõe-se a nós tanto quanto se insinua sobre nós essa realidade manca ou sufocante que precisa ser mudada. esperança de que aquilo que não é.Caso fossem garantidas taxas de transmissão adequadas. também. 150 . ponto de contato entre a vida e o sonho. Mas esse também seria um nome inadequado. das descobertas. 156 . julgue os itens abaixo. por meio de cursos. é a liberdade que ele se reserva de opor ao evento defeituoso. de sonho. o primado do individual do que o social. uma espera. Tem de ser uma imaginação exigente. que permitiria que empregados de diferentes filiais da empresa pudessem realizar reuniões sem deslocamento de pessoal. 155 . à situação decepcionante. no qual estaria instalada uma placa de fax/modem que permitiria um acesso. É ela que aponta para a . o capital ao invés do lucro. aquela que se alimenta apenas da vontade subjetiva da pessoa e se volta unicamente para seu restrito campo individual.Gostar de roupas finas. Essa imaginação exigente tem um nome: é a imaginação utópica. do tipo dial-up. Mais: de ser melhorado. 148 . como informante. 157 . no sonho. algum controle.O psicólogo não acredita nos jovens dos anos 90 onde se apóia em relacionamentos superficiais e em valores distorcidos. além de trazer “diferenciais competitivos”. essa capacidade de superar os limites freqüentemente medíocres da realidade e penetrar no mundo do possível. Estaríamos mais perto do nome adequado a essa força de contradição se pensássemos na imaginação. que permite a formação dos empregados da empresa. E é necessário termos o controle dessa mudança. 152 . Essa força talvez pudesse ser chamada. de que algo se mova para a frente. causando diferentes problemas. Sonhar. reduzindo custos. o que vem limitando. sempre esteve presente nas sociedades humanas. filósofos. por um lado. querer ser vista como sensível e responsável.

158 . Em cada um dos itens subseqüentes.Poder-se-ia chamar de esperança essa força que move o ser humano para a frente. daquilo que passaria a existir.A educação superior de bom nível está localizada. levanta a única hipótese capaz de nos manter vivos: mudar de vida. 167 . indivisíveis. 160 . mas a relação se inverte quando se trata da educação básica. o crescente endividamento social interno e o desleixo das elites em relação à incorporação positiva daqueles posicionados na base da pirâmide social geraram a perversão de se dotar o país com um sofisticado sistema de pós-graduação ao lado de uma educação básica carente. os padrões educacionais da população. é ela que. em declarações.A existência generalizada de situações de extrema pobreza e a insanidade econômica destrutiva que prioriza o lucro a qualquer custo inibem o pleno e efetivo exercício dos direitos humanos. Julgue se os itens seguintes apresentam. . para o futuro. 170 . 165 . a partir da projeção de um presente transformado. predominantemente. devem transmitir a noção do conjunto de condições para a sobrevivência e a dignidade do homem. julgue os itens que se seguem. 166 . país dos mais violentos e com graves problemas no campo da preservação dos direitos humanos. 169 . apesar de separados por artigos.Apesar dos esforços da sociedade e do Estado nas últimas décadas. como elemento de impulso das invenções. em busca daquilo que precisaria acontecer. 162 .É possível intitular-se de imaginação exigente a capacidade de antecipar um futuro mais promissor. ainda bastante limitados.Deveria-se nomear a imaginação comum de exigente. Com base na visão atual dos direitos humanos. Pólux Martins 163 .Não é possível garantir os direitos civis sem que haja a garantia dos direitos sociais. 161 .O direito ao desenvolvimento é também um direito humano e deve ser realizado de modo a satisfazer equitativamente as necessidades ambientais e de desenvolvimento de gerações presentes e futuras. além do sonho e da utopia. nas instituições públicas. dos hábitos circulares.Ponto de contato entre vida e sonho. a imaginação utópica esteve sempre presente nas sociedades humanas. os índices de analfabetismo formal permaneceram estagnados. do restrito campo individual. O que é utopia. várias ações para o fortalecimento da cooperação internacional na área de direitos humanos vêm sendo consideradas como essenciais para a realização plena da cidadania nos planos nacional e internacional. julgue os itens abaixo.São traços característicos da juventude: a liberdade. Explodindo os quadros minimizadores da rotina. Prof. A partir dessa conferência. 168 . 7-9 (com adaptações). convenções e pactos. em 1993. No Brasil. 159 . informações do texto. A respeito dessa matéria. constituindo exemplo disso a criação de uma Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. vêm sofrendo alterações positivas e negativas nos últimos anos. das descobertas e das revoluções. 1980. julgue se a reescritura destacada em negrito mantém as idéias originais do fragmento indicado do texto . p. 164 . É preciso entender que os direitos humanos. A educação vem a ser um dos eixos fundamentais da construção da cidadania e da afirmação positiva de uma nação perante as demais. referindo à capacidade de superar os limites reais e de penetrar no mundo possível.Já não se pode mais justificar a inobservância dos direitos humanos com base em argumentos como o do relativismo cultural ou o de que os direitos humanos são valores ocidentais.A herança histórica da escravidão. a oposição à frágil realidade e a força contraditória de suas ações. São Paulo: Brasiliense. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Todos os direitos humanos são universais.No Brasil. militando pelo otimismo. fruto de conferência realizada naquela cidade. Esses são alguns dos princípios fundamentais da Declaração de Viena sobre os Direitos Humanos.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 31 32 33 34 pequena brecha por onde o sucesso pode surgir. é ela que mantém em pé a crença em uma outra vida. tem havido ações no sentido de mudança desse quadro. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. interdependentes e inter-relacionados. Teixeira Coelho.

O sistema de avaliação implantado pelo Exame Nacional de Cursos (Provão). condições de sustentação do 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 176 .Um regime democrático caracteriza-se pela existência de um processo contínuo de busca pela legitimidade. como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por isso decretamos o fim da política. de mobilidade social. 180 . o pedido estabelecido no primeiro período do texto. AGENTE DA PF 2000 Um desafio cotidiano Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil tem pela frente. Com relação às idéias do texto. Os problemas talvez sejam os mesmos.A decretação do “fim da política” (l. como conseqüência. A síntese de minhas conclusões é que precisamos prosseguir no processo de democratização do país. conseqüentemente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem. 175 . a respeito das relações de sentido estabelecidas no texto. a capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da democratização no longo prazo. vem permitindo a construção de uma certa radiografia dos resultados dos investimentos feitos pela sociedade e pelo Estado.Relações entre poder público e cidadãos incluem-se no processo de aprofundamento e legitimação da democracia. O grau de legitimidade histórica. 9) traria. Esse requisito nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento da democracia. 178 . E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento de democratização crescente? Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia. e que deu origem ao ensaio. 177 . justiça. Pólux Martins flagrante da rotina desse relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou grandes tiranias. mais justo e mais legítimo. 174 . 181 . o tipo de conflitos existentes na sociedade.Cenas explícitas de desrespeito aos cidadãos têm como causa imediata a emergência de nossa democracia histórica. não existe. as condições gerais para sua sustentação vão além dela. 179 . de busca e pesquisa e de multimídia são exemplos de recursos que a informática já disponibiliza em prol da educação a distância: uma estratégia que tem ganhado adeptos em virtude da sua capacidade de beneficiar um número muito grande de interessados com a possibilidade de se obterem custos mais baixos que a educação presencial tradicional. As regras dessa relação não estão claras. apesar das críticas que vêm sendo feitas à sua concepção e à sua metodologia. o país é que mudou e reúne hoje mais condições para enfrentá-los que no passado.O autor considera que o modelo de democracia do Brasil não resolverá os problemas políticos do país. não pode ser atendido. não há política. Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim.Enquanto não houver mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 171 . não há democracia e. 172 . Qualquer 27 28 29 30 Prof. Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica.A idéia de “democracia” está para um produto acabado assim como “democratização” está para um processo. Existe é democratização. julgue os seguintes itens. o avanço rumo a um regime cada vez mais inclusivo. .Não havendo busca do conhecimento como sustentação histórica. Na prática. representatividade e inclusão.Democracia é uma das desenvolvimento.Os aplicativos para edição de textos e para a geração de material escrito e visual e aqueles de correio eletrônico.De acordo com o desenvolvimento da argumentação. a satisfação dos praticantes da democracia – representantes e representados. razão pela qual o texto não é conclusivo. Julgue os itens a seguir. as relações entre poder público e cidadãos não serão regidas por meio de regras claras. Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras entre o poder público e os cidadãos. mas não a única. mais representativo. Não existem mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo. democracia. 173 . 182 . que também é de legitimação dela.

julgue os itens a seguir. O avanço técnico e científico. a liberdade do homem começa a ser identificada com a eficiência em dominar e transformar a natureza em bens e serviços. antecedendo o verbo. Pólux Martins que servisse ao avanço técnico e científico.O autor sugere que o sistema capitalista apresenta a seguinte correlação: quanto mais tempo livre. adquiriu autonomia e passou a determinar uma estrutura social opressiva. mas como opção pessoal de cada um. Perde importância a prática das artes e consolidam-se a ciência e a tecnologia. Brasília: EDUnB. A partir do século XIX. Mas não consegue permitir que o potencial criado pela ciência e tecnologia seja usado com a eficiência desejada. às doenças e à escassez. as formas verbais “exista” (l. 194 . 191 . 185 . 13) precisariam estar no plural.A argumentação do texto estrutura-se em três eixos principais: ciência e tecnologia. 13) estivesse empregado no plural.Para organizar o texto. com a eficiência técnica e a conseqüente redução do tempo social necessário à produção dos bens de sobrevivência. de instrumento da liberdade. a construção sintática correta seria só alcançaremo-lo. O sistema capitalista permitiu que o homem atingisse as vésperas da liberdade em relação ao trabalho alienado. O conceito de liberdade começa a ser sinônimo de consumo. contudo. (Cristovam Buarque. 190 .Depreende-se do primeiro parágrafo que a ética foi abolida a partir do século XIX. A liberdade identificou-se com a idéia de consumo. 193 . predominantemente argumentativo. 184 . a expressão “Essa ruptura” retoma e resume a idéia central do parágrafo anterior. 29) sugere que a humanidade ainda não atingiu a liberdade desejada. A militância política passa a ser tolerada.A posição do pronome átono “me” (l. O privilégio da eficiência na dominação da natureza gerou. Os meios de produção. A sociedade humana se transformou. mais lazer e menos opressão. mais consumo. Essa ruptura teve o importante papel de contribuir para a revolução do conhecimento científico e tecnológico.Subentende-se o substantivo desafios antes da expressão “de ontem” (l. 1989. as distorções hoje conhecidas: em vez de usar o tempo livre para a prática da liberdade. 183 . ele deveria ser usado posposto a “pediram” (l. Graças a essa especialização e priorização. 1).Considerando que o verbo existir pode ser substituído pelo verbo haver. foi possível obter-se o elevado nível do potencial-de-liberdade que o final do século XX oferece à humanidade. visam ampliar o nível dos meios de produção.O emprego da expressão “as vésperas da liberdade” (l. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 A Revolução Industrial provocou a dissociação entre dois pensamentos: o científico e tecnológico e o humanista. relativos às idéias do texto 188 . 13. que surgiram no avanço técnico. 3).Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB Com relação ao emprego das palavras e expressões no texto. 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 Prof. busca da liberdade e militância política. Relega-se a preocupação ética. p. 22) fosse alterada. 12) e “crescente” (l. respectivamente.Se a opção pelo emprego do pronome átono antes do verbo em “só o alcançaremos” (l. 187 . constitui uma violação às regras da colocação pronominal da norma culta e.Se o substantivo “movimento” (l. por isso. o homem reorganizou seu projeto e refez seu objetivo no sentido de ampliar o consumo. 1).O conceito de “liberdade” é tomado como sinônimo de consumo e de eficiência no domínio e na transformação da natureza em bens e serviços. 14) e “existem” (l. julgue os itens que se seguem. também os adjetivos “sustentável” (l. Quanto à organização do texto. 186 . o autor recorre a ilustrações temáticas e trechos descritivos sobre condições das sociedades. 189 . 192 .No segundo parágrafo.A tese para esse texto argumentativo pode assim ser resumida: nem todo “potencial-de-liberdade” gera liberdade com a eficiência desejada. 195 . Na fronteira do futuro. 29) admitem ser substituídas por haja e há. . A procura da liberdade social se faz sem considerar-se sua distribuição. com adaptações) Julgue os itens abaixo.

24).A supressão do pronome átono na forma verbal “identificou-se” (l. Enquanto os ativistas da Inconfidência (Tiradentes o maior e o mais lúcido de todos) e os ideólogos lidavam com categorias universais. p.em “obter-se” (l.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 196 . o uso da crase em “às doenças” e “à escassez” indica que tais complementos são regidos por “relação” (l. de fato. expressão que pode ocupar o mesmo lugar na oração. 6) não precisa ter seu sujeito explicitado porque mantém o mesmo da oração anterior. manteria a coerência da argumentação: Existe. nesse caso. alcançados pelo homem. 1998.linha 1: Caprichosamente. A força da História A História caprichosamente ofereceu aos brasileiros um símbolo de forte densidade. caso fosse utilizado como continuidade do texto. o sentimento de poder e de grandeza que torna cada um de nós um íntimo dos seres sobrenaturais. seu sujeito deverá ser “liberdade”. e a mesma classificação das orações. 208 . 2). o sujeito indeterminado expresso pelo pronome indefinido “se” refere-se à idéia de humanidade em geral. que pressupunham os interesses da coletividade brasileira. Pólux Martins 206 . 205 .Na linha 30. de acordo com as regras de concordância nominal. a mudança na ordem das palavras nem sempre provoca alteração nas relações semânticas entre elas.Se fosse suprimida a vírgula que antecede a oração “que surgiram do avanço técnico” (l.9) corresponde à idéia adversativa de porém. 7) pode ser classificado como verbo.A omissão do artigo o imediatamente antes de “tecnológico” (l. 17) por um ponto final. 23) manteria o mesmo nível de formalidade de linguagem e a mesma regência verbal. ingressaram no processo de luta a fim de resguardar vantagens particulares. 204 . a figura de Tiradentes implanta. acerca do emprego das palavras e expressões no texto. do mesmo modo que “trabalho” (l. 150-1. Com efeito. assim. A respeito da organização sintática das estruturas do texto.Em vez de substantivo. O lado generoso do chefe da rebelião anticolonial vem do transbordamento de seus objetivos. (Fábio Lucas. um parceiro dos deuses. para que as relações semânticas do texto sejam mantidas. uma ambigüidade entre a ampliação dos horizontes da liberdade e os resultados. o termo “procura” (l. 200 . o de Tiradentes. ao se substituir os dois-pontos depois de “conhecidas” (l. julgue os itens que se seguem.Mantêm-se as mesmas relações de dependência sintática. Não apenas um ato de particular conveniência no mundo das relações humanas. no sentido de tornar coletiva a aspiração de ruptura e de liberdade. 198 .linhas 3 e 4: O lado generoso do chefe anticolonial da rebelião vem . 197 . Os itens abaixo reproduzem trechos do texto com alguma alteração na ordem dos termos. Julgue-os quanto à manutenção dos sentidos originais do texto. 2) indica que “científico e tecnológico” constitui um item da oposição e “humanista” (l. Prof. com adaptações) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Em língua portuguesa. o emprego do pronome demonstrativo “essa” no singular indica que tal termo se refere apenas ao substantivo “especialização” e não a “priorização”. mas. para concretizar o mito do herói nacional. 207 . outro. 201 . 29). Belo Horizonte: UFMG. Luzes e trevas – Minas Gerais no século XVIII. na memória e no coração da nacionalidade. os magnatas e os devedores da fazenda Real. 203 . 27). a História ofereceu aos brasileiros 209 .O fragmento a seguir.Na linha 26. 30).A idéia expressa no texto pelo emprego de “mas” (l. Julgue os itens seguintes.A idéia de melhor aproveitamento do tempo como resultado da eficiência técnica é um argumento utilizado para provar a necessidade de lazer e descanso dos homens. 199 . seria mantida correta a pontuação e não haveria alteração da estrutura sintática do período. 202 . mas uma articulação de vulto nacional. outros aderentes circunstanciais.A oração iniciada por “Perde importância” (l.

11) e “interesses da coletividade brasileira” (l. lidavam com categorias universais 212 . “categorias universais” (l. a idéia central a ser desenvolvida no restante do texto. Tiradentes ofereceu à História e aos brasileiros um símbolo de forte densidade. “articulação de vulto nacional” (l. Prof. 213 . 8). Pólux Martins 215 . (l. 5-6). 11-12) desenvolvem e explicam a idéia de “transbordamento de seus objetivos”. correspondendo. 4-5). “vulto nacional” (l. “chefe da rebelião anticolonial” (l.O primeiro período sintático do texto constitui a frase-núcleo. 214 .O primeiro período sintático do texto admite a seguinte paráfrase: Ao concretizar o mito do herói nacional. 217 .O segundo parágrafo estrutura-se sobre uma oposição: ativistas e ideólogos versus magnatas e devedores.linhas de 16 a 19: na memória e no coração da nacionalidade. .linhas 5 e 6: no sentido de tornar a aspiração coletiva de ruptura e de liberdade 211 .As idéias de “coletiva a aspiração de ruptura e de liberdade” (l. a figura de Tiradentes implanta o sentimento de poder e de grandeza que torna cada um de nós um íntimo dos seres sobrenaturais Julgue os itens a seguir quanto à organização das idéias e palavras do texto.Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 210 . respectivamente. 8) e “ativistas da Inconfidência” (l. 3). 9) 216 . a “interesses da coletividade” e “vantagens particulares”.As seguintes expressões do texto têm “Tiradentes” como referente: “herói nacional” (l. 4). que pressupunham os interesses da coletividade brasileira.linhas de 10 a 12: aos ideólogos.

Pólux Martins .Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB Gabarito 001-E 002-E 003-C 004-C 005-C 006-E 007-E 008-C 009-C 010-E 011-C 012-C 013-E 014-E 015-E 016-C 017-C 018-E 019-E 020-E 021-C 022-E 023-C 024-E 025-E 026-C 027-E 028-E 029-C 030-C 031-C 032-C 033-C 034-E 035-C 036-C 037-E 038-E 039-E 040-C 041-C 042-E 043-C 044-C 045-E 046-E 047-C 048-C 049-E 050-E 051-E 052-E 053-E 054-E 055-E 056-E 057-C 058-E 059-C 060C 061-C 062-C 063-C 064-C 065-E 066-C 067-E 068-E 069-C 070-C 071-E 072-C 073-E 074-C 075-E 076-E 077-C 078-C 079-C 080-E 081-C 082-C 083-E 084-E 085-C 086-E 087-E 088-E 089-E 090-E 091-C 092-E 093-E 094-E 095-C 096-C 097-C 098-C 099-E 100-C 101-E 102-C 103-C 104-C 105-C 106-E 107-C 108-E 109-E 110-E 111-E 112-C 113-C 114-E 115-C 116-E 117-C 118-C 119-C 120-C 121-C 122-E 123-C 124-E 125-C 126-E 127-C 128-E 129-C 130-C 131-C 132-C 133-E 134-E 135-E 136-E Prof.

Pólux Martins .Cursos Permanentes – PORTUGUÊS Cespe/UnB 137-E 138-C 139-E 140-C 141-E 142-C 143-E 144-E 145-C 146-C 147-C 148-E 149-E 150-E 151-E 152-E 153-C 154-E 155-C 156-C 157-C 158-E 159-C 160-E 161-C 162-C 163-C 164-C 165-C 166-C 167-C 168-C 169-E 170-C 171-C 172-C 173-E 174-C 175-C 176-C 177-E 178-E 179-C 180-C 181-E 182-E 183-E 184-C 185-E 186-C 187-E 188-C 189-E 190-E 191-C 192-C 193-E 194-C 195-E 196-E 197-C 198-E 199-E 200-E 201-E 202-C 203-C 204-C 205-E 206-E 207-C 208-C 209-E 210-E 211-E 212-C 213-C 214-E 215-E 216-C 217-C Prof.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful