ReI.isla de Edl/cação Comilll/ada do CRMV-SP São Pal/lo.fascíCl/lo I. voll/me I, p. 024 - 030. 1998.

Anestesias perineurais
e regionais em equlnos
Perineural and regional anesthesia in horses
Stelio Pacca Loureiro Luna - CRMV-SP n° 4420
Professor Assistente Doutor da DiscipUna de Anestesiologia Veterinária Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Unesp - Campus de Botucatu - São Paulo - Brasil
Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Unesp - Campus de Botucatu 18618-000 - Botucatu São Paulo e-mail: stelio.luna@mailcity.com

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RESUMO

Descreve-se neste trabalho de revisão a fannacologia dos anestésicos locais empregados em anestesia perineural e regional em eqüinos, bem como a localização anatômica e técnicas utilizadas para realização destes bloqueios, com suas respectivas indicações e problemas relacionados. Unitermos: anestesia perineural, eqüinos, bloqueios

01 inúmeras ocasiões, procedimentos cirúrgicos podem ser realizados facilmente através da utilização de bloqueios anestésicos locais. Em ouj tras situações os bloqueios anestésicos são fundamentais para fins de diagnóstico ou mesmo para fms de analgesia em casos de transporte, cobertura ou apenas para alívio da dor. Estes bloqueios são alternativas viáveis à anestesia geral, evitando-se os riscos de uma depressão cardiorrespiratória ocasionada pelos anestésicos gerais e permitindo muitas vezes que as intervenções possam ser realizadas com o animal em posição quadrupedal. Adicionalmente, estes procedimentos não requerem equipamentos e podem ser viabilizados com baixo custo, bastando apenas que o profissional conheça a farmacologia dos anestésicos locais e a anatomia local, particulannente com relação ao suprimento nervoso e estruturas que possam ser danificadas por injeção indevida. É importante ressaltar que o emprego da anestesia perineural está condicionado ao comportamento do animal, e que, em alguns casos há necessidade de uma sedação para facilitar a manipulação do paciente, sendo
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que a mesma pode interferir em casos de bloqueios para fms de diagnóstico. Em situações em que o animal demonstrar comportamento muito agressivo, outras condutas devem ser consideradas, com o intuito de se evitarem riscos desnecessário para o profissional e para o animal.
Farmacologia dos anestésicos locais:

Todos os anestésicos locais são ai de bases fracas, normalmente sob a forma de cloridrato, com pKa maior do que 7,4, daí o fato destes não exercerem efeito adequado em regiões inflamadas, em que o pH local é baixo, dificultando a sua difusão I. A lidocaína e a bupivacaína estão entre os anestésicos locais mais comumente utilizados para bloqueio anestésico em eqüinos. A ropivacaína, anestésico de uso mais recente, também pode ser utilizada nesta espécie animal. Os vasoconstrictores (adrenalina) podem ser utilizados na concentração de 1:200.000 (0,1011 de uma solução milesimal de adrenalina comercialmente disponí-

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palato e muco a com as áreas correspondentes de analgesia: (A) n.E e F). que não se deve utilizar anestésicos locais associados à vasoconstrictores em extremidades. mentoTÚano. STELlO PACCA LOUREIRO.volume: 3-5 ml . devido ao risco de isquemia local e necrose tissular. cisivos superiores.75% com vasoconstrictor. Adicionalmente devese bloquear o n. trigêmio (52 par de nervo craniano). auriculopalpebral.volume: 3-5 ml .8: n. porém tem se demonstrado que a primeira proporciona maior duração da ação após anestesia infiltrativa e menor cardiotoxicidade2 . localizado na emergência do forâmen supraorbitário. Anestesias perineurais e regionais em eqüinos. IntroBloqueios anestésicos perineurais duz-se a agulha em direção dorso-ventral (analgesia de 2/3 mediai da pálpebra superior . Existem também soluções de bupivacaína à 0. sendo que os bloqueios estão descritos a seguir: Aquinesia (ausência de movimento e de fechamento voluntário) induzida da pálpebra superio. alívio de espasmo palpebral.2%. A agulha As anestesias perineurais na cabeça apresentam algumas vantagens. na medida que possibilitam a realideve ser introduzida em direção ântero-posterior (prozação de intervenções cirúrgicas com o animal em posifundidade 0. (E) auriculopalpebral dorsal e (F) ventral. A maioria dos nervo que podem ser bloqueados ne ta região são originários do n. 1998. A potência da ropivacaína é similar à da bupivacaína. remoção de corpo estranho na córnea e estruturas adjacentes. p.C) Analgesia do maxilar superior6. Deve-se chamar a atenção porém. facial.B) Analgesia de pálpebra inferior e comissura medial do olho4 . deve-se optar pela bupivacaína nas concentrações de 0. admiTÚstração de medicamentos de uso oftálmico por via subconjuntival. já que a mesma é mais lipossolúvel e quatro vezes mais potente que a lidocaína].H e G). (D) n. lo elevador naso-Iabial superior. zigomático. (G e H) n. caninos e inFigura 1 . (C) n.5 a 1 cm acima da Cabeça comissura lateral da pálpebra superior (profundidade subcutânea: 3-5 rnl . Analgesia do ramo anterior da mandíbula5 . 024 .D) e n.4.0.6.6. abaixo do múscuinfraorbitário e (K e L) n. de acordo com o tempo de bloqueio anestésico requerido.E) e imediatamente abaixo do processo condilar da mandíbula (ramo ventral . lacrimal. o suprimento da função motora da pálpebra superior é fornecido pelo n.030.25 e 0. A ropivacaína apre enta-se em concentrações de 0.crita a seguir. Analgesia de pálpebra superior4.5 %.7. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. situado na emergência do forâmen men- 25 .6. 19966 ).6.5-1. infratroclear. que é um ramo do n. localizado à 1 cm dorsal e lateral à comissura mediaI do olho (profundidade subcutânea . Utiliza-se para estes bloqueios agulha de insulina (25x5) n. é útil para o exame oftálmico. fascículo I. que é aproximadamente de 1 e 2 horas respectivamente l . supraorbitário. facilitando a manipulação do mesmo. tais como membros e cauda.7. o que fornece um tempo de bloqueio de mais de 4 horas. infratroclear. zigomático.5 a 1 cm ventral a pálpebra inferior.F) (profundidade subcutânea . 0.3. ou 30x7 ou ainda "scalp" n2 25. vel adicionado à 20 rnl do anestésico local) com o intuito de prolongar a duração da anestesia 1. na porção supraorbitária do arco zigomático (profundidade subcutânea . volume I. juntamente com a analgesia das pálpebras des. situados na depressão da borda temporal do arco zigomático (ramo dorsal . 4 cm dorsal e cranial à borda anterior da crista facial.75% e 1% para bloqueios perineurais e anestesia infiltrativa. (B) n.8: ção quadrupedal. infraorbitário produz analgesia dos dentes pré-molares. São Paulo. Este nervo está localizado no forâmen infraorbitário.Locais de injeção do anestésico local para bloqueio dos nervos da cabeça.8: n.8: Figura 1 o bloqueio do n.LUNA. mentoniano (desenho modificado de SKARDA. A lidocaina pode er utilizada nas concentrações de 1 e 2%. supraorbitário. A realização deste bloqueio. situado entre a comissura lateral e mediaI do olho. lacrimal localizado de 0.volume: 3-5 ml .S. Caso um tempo mais prolongado seja necessário.A).volume: 5 ml . oral e nasal. colheita de material para histologia e/ou biópsia e para cirurgias oftálmicas e suturas de pálpebras. 6 cm dorsal a comissura mediaI do olho. pele. O bloqueio deve ser realizado nos ramos dorsal e ventral.0 cm .

1996°). rente ao tabique ósseo. Apesar deste bloqueio proporcionar analgesia dos dentes molares inferiores. bem como para fins de diagnósticos de claudicações e analgesia em larninite. localizado nas faces lateral e Figura 3 . (G) n. 024 . STELlO PACCA LOUREIRO. mas também para promover analgesia pó -operatória.9. mediano. p. motivo pelo qual é pouco utilizado. caso o animal tenha que ser transportado ou ainda em cobertura. uma passando entre o eixo dentário inferior e superior e a outra perpendicular passando na comissura mediaI do olho.5-1.8. evitando-se assim.LU A. volume I. digital palmar. Vista lateral (L). posterior (P). suficiente para extração dentária.Locais de injeção do anestésico local para bloqueio dos nervos da porção distai e proximal do membro anterior: (A) n. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. digital.13 Analgesia do terço posterior do casco: ramo ventral (posterior) do n. toniano. 19966). Nestes bloqueios recomenda-se inicialmente introduzir a agulha 30x7. Anestesias pcrineurais e regionais em eqüinos. músculo-cutâneo. mediai (M) e anterior (A) (desenho modificado de SKARDA. (D) n.030. (G) n.11. situado na face mediai da mandíbula. ramo anterior da mandíbula. (F) n. A anestesia local em membros é indicada não apenas para procedimentos cirúrgicos nestas regiões. 26 .Locais de injeção do anestésico local para bloqueio dos nervos da porção proximal do membro anterior. tangencialmente ao globo ocular.digital. Membros L p M p J Figura 2 Figura 2 .9: n. 1998. o mesmo é difícil de ser executado tecnicamente. com as áreas correspondentes de analgesia: (F) n. ulnar e (H) n. A Figura 3 Membro Anterior (Figura 2 e 3)6.K e L). analgesia dos lábios inferiores. até o nervo óptico (profundidade em torno de 10 cm . acidentes por quebra de seringas de vidro.volume: 5 ml . no espaço interdentário entre o canino inferior e o prémolar. abaixo da dobra entre os lábios uperiores e inferiores.volume: 10 ml). mandibular. Vista lateral (L). (C) n. no cruzamento de duas linhas virtuai . Obtém-se com este bloqueio. sezamóide abaxial. fasciculo I. A área com hachura corre ponde ao bloqueio dos nervos digitais (A) e metacarpianos (C). dentes incisivos e pré-molares inferiores. caso o animal e movimente. posterior (P2" mediai (M) e anterior (A) (desenho modificado de SKARDA.10.12. A "mão" ou "pé de amigo" podem auxiliar na contenção física para a realização destes bloqueio em alguns casos. Analgesia para enucleação do globo ocular (anestesia retrobulbar)9: infiltração superficial subcutânea nas pálpebras superior e inferior (5 ml por cordão) ou bloqueio perineural das pálpebras como descrito anteriormente. São Paulo. (B) ramo comunicante. e depois acoplá-Ia à seringa de plástico. A agulha deve ser introduzida em direção ântero-posterior (profundidade 0. músculo-cutâneo.volume: 20 mJ com va oconstrictor). Analgesia do ramo posterior da mandíbula6. Considerar o corte sagital realizado entre os terço médios e distaI do radio. ulnar e (H) n.0 cm . Utiliza-se uma agulha 150x12 (profundidade em torno de 10 cm . (E) ramo ventral e (I) dorsal do n. em muitos casos indica-se a anestesia dissociativa ou geral. porção lateral do ramo anterior da mandíbula. associado à introdução de uma agulha 150x12 na comissura mediaI do olho. mediano. Tendo em vista a dificuldade da técnica e o fato de que nem todos os animais permitem este bloqueio. metacarpiano.

10 a 15 em acima da articulação do tarso Analgesia distai ao carpo (inclusive): Três blo(profundidade até 2. três nervos devem ser do entre o ligamento suspensor do boleto e o 2 e 4 osbloqueados simultaneamente. localizado c na superfície abaxial ventral mediaI e lateral da borda proximal dos sesamóides proximais (bilateral). proximal da borda anterior do rádio-ulna.volume: 3-5 ml . fascículo 1. músculo-cutâneo situa-se na face mediai. O n. fibular.A) e n.9. São Paulo. Analgesia distai ao terp L ço posterior do metacarpo ou Figura 4 metatarso: bloqueio 4 pontos no n. digital mediai e lateral. mediai (M). Anestesias perineurais e regionais em eqüinos.Locais de injeçào do anestésico local para bloqueio dos nervos da porçào proximal do memsituado entre os tendõe fle.G). Na Figura 3 pode ser observada a área de analtibial localiza-se na face mediai do terço médio da tíbia. 024 . no terço caudal do rátíbio-rotuliana. paralelo à veia e artéria digital (profundidaml. volume I. xores e o ligamento suspensor Considerar o corte sagital realizado no terço médio da tíbia. localizaQ Q forma que no membro anterior.I). Uma outra opção borda anterior do tendão flexor digital superficial (Aquipara a analgesia desta região é a anestesia infiltrativa cirles).0 em . do . dorsal e paralelo à veia afena (profundidade subcutânea . abaixo da articulação metacarpo (ou metatarso)a veia cefálica (profundidade subcutânea . numa deser bloqueado em dois pontos. O n.profundo rádio (profundidade até 4. O n. Figura 4 .D). com as áreas correspondentes de analgesia: (A) n. mediano localiza-se na face mediai. 19966). O n.e 5 em .10.H).volume: 10 ml . Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. A Analgesia distai a articulação metacarpo-falanA geana: n. gesia abrangida após estes bloqueios. O n. incluindo as falanges proxilnal.volume: 10 ml . posterior (P) e do boleto (profundidade 1.5 em . de subcutânea . terço 27 .8. 1998. o ramo superficial e o pressão situada entre os músculos flexor carpo ulnar e o profundo. ou seja ao redor do membro.0 em . STELlO PACCA LOUREIRO.bro posterior. junto a borda posterior (profundidade de 1-2 em .L A.C). (8) n.F). Vista lateral (L). ramos dorsais do ligamento suspensor e tendão extensor digital comum.13 ramo dorsal (anterior) do n. fibular deve dio. ml . em . Analgesia distai ao tarso (inclusive): Da mesma metacarpiano ou metatarsiano mediaI e lateral. digital palmar ou plantar mediaI e lateral). p. terço ral e comum. 10 em proximal ao maléolo lateral da tíbia proximal e médio do rádio-ulna. média e distai. sendo um situado na face sos metacarpianos (profundidade até 2.volume: 5 lateral e dois situados na face mediai dos membros.superficial . gital profundo. Este bloqueio produz analgesia distaI ao locaI de injeção.2 anterior (A) (desenho modificado de SKARDA. abaixo da articulação metacarpo (ou metarso são realizados da mesma forma que anteriormente tatarso)-falangeana (profundidade subcutânea . safeno. tibial e (C) n. 10 em acima do osso acessório do carpo. sesamóide abaxial (n. ulno situa-se na face mediaI.volume: 5-10 falangeana. entre o músculo extensor digital lateml .volume: 10 ml.0 em .12. localizado nas faces Os bloqueios referentes à porção distaI do metalateral e mediaI. na transição entre a face lateral e mediai do membro. safequeios devem ser realizados simultaneamente.11. Este nervo está localizado na face lateral do ulnar lateral (profundidade de 0.A).volume: 5 ml .volume: 10 + 10 ml .030.volume: descritos para o membro anterior.volume: ? 3-5 ml .E) Analgesia dos dois terços anteriores do casco: Membro Posterior (Figura 4)6. digital. acima da articulação fêmuronar está localizado na face posterior. margeando mediai. acompanhado por artéria e veia (profundidade subcutânea .C). 3-5 ml .B). entre o músculo gastrocnêrnio e o tendão flexor dicular.volume: 5-10 membro posterior. O n.5-1.

8: a analgesia desta região pode ser obtida através da anestesia epidural.030. utilizando-se uma agulha 40xlO.1998. LI e L2. com a área correspondente de analgesia (Co-l e Co-2: Iª e 2ª vértebras coccígeas) (desenho modificado de SKARDA. volume I. palpando-se o primeiro ponto de mobilidade vertebral após as vértebras sacrais. Normalmente este espaço localiza-se 5 em cranialmente aos primeiros pelos da cauda. ou pelo menos os dois membros posteriores.LUNA. confunde-se este primeiro espaço móvel entre as vértebras. fascículo 1.Locais de injeção do anestésico local para bloqueio paravertebral. em que as apófises transversas das vértebras sejam palpáveis. localizados nas extremidades distais das apófises transversas de T18. 19966 ). colocada previamente no canhão da agulha. que consiste na administração do anestésico local no espaço peridural. Figura 6 Figura 5 Figura 5 . e entre as apófises transversas de LI-L2 e L2-L3 numa profundidade subcutânea (ramo dorsal) e de 10 cm (ramo ventral). mas que pode ser realizado em animai magro. Considerar o corte sagital realizado na altura do foramen intervertebral de LI (desenho modificado de SKARDA. vagina e vulva (Figura 6)6. até alcançar o espaço periduralo Neste local a pressão é negativa e pode ser confirmada pela observação da sucção de uma gota de anestésico. preferencialmente apoiando os quatro membros. Em diversas situações. interespinhoso e amarelo. Para a localização correta do espaço intercoccígeo CI-C2. 19966). com o espaço entre C2 e C3.15: a anestesia paravertebral é um bloqueio tecnicamente difícil na espécie eqüina. 10 em paralelo à linha média dorsal. entre a última costela (T18) e a extremidade distaI da apófise transversa de LI.Local de injeção do anestésico local para anestesia epidural (A). com a área correspondente de analgesia. seria a anestesia infiltrativa sob forma de retângulo. sendo (A) ramo dorsal e (8) ventral do n. 28 . períneo.espinhal. A anestesia para vertebral consiste no bloqueio dos nervos espinhais. deve-se erguer e abaixar a cauda do animal em movimento constante. Tronco Analgesia da cauda. entre as vértebras CI e C2. STELlO PACCA LOVRElRO.14. Antes da injeção Analgesia para laparotomia via fossa paralombar (Figura 5) 6. sendo uma mais superficial e outra mais profunda. São Paulo. p. introduz-se a agulha em ângulo de 8()Q com a linha média dorsal caudal. 024 . O ideal é que o animal permaneça numa posição simétrica. Anestesias perineurais e regionais em eqüinos. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. utilizando-se um volume de 10 ml em cada ponto. Após a realização de um botão anestésico subcutâneo. atravessando-se os ligamentos supraespinhoso. atingindo uma camada subcutânea e duas camadas musculare . devido à extensa mas a muscular. caso não haja grande atenção. Uma agulha 1OOx 12 deve ser introduzida perpendicularmente ao dorso do animal. Uma alternativa tecnicamente mais viável para analgesia desta região. Figura 6 .

porém a analgesia para o inicio da cirurgia é obtida apenas após 20 a 30 minutos.17 mg/kg de xilazina diluída em 6 a 10 ml de solução fisiológica. deve-se aspirar para se certificar que não haja uma injeção intravenosa inadvertida. agilizando assim o início da cirurgia e reduzindo a necessidade de complementação anesté ica 16. da lidocaína 2% com vasoconstrictor e da associação de lidocaína e ropivacaína em éguas.LU A.015 rnlfkg.e um período analgésico em torno de 90 minutos l6 . seguido de injeção perineural no cordão espermático com agulha 100x10 aplicando o anestésico próximo ao anel inguinal externo (lO ml de cada lado). Em um trabalho recente realizado em nosso universidade20 . não havendo alterações cardiorrespiratórias significantes I7 . Analgesia da região abdominal ventral 9 : o bloqueio do n. já que um volume maior pode ocasionar ataxia.18.. utilizando-se um volume de 0. Com este bloqueio pode se realizar pequenas suturas de pele. comparou-se o uso da ropivacaína 1%.19. levando a sérios riscos de traumatismo. Problemas relacionados às anestesias perineurais e regionais Em algumas situações. 1998. with the anatornicallocalization. sendo que a adição de adrenalína pode prolongar um pouco este período. do que cada droga usada isoladamente. 163 e 202 minutos respectivamente. techniques. Em situações em que se deseja uma analgesia mais anterior. Analgesia para orquiectomia 6 . cirurgias corretivas de urovagina.22 mg/kg de lidocaína 2% e 0. torácico lateral deve ser realizado na altura entre a 6ª co tela e o terço proximal do úmero. diluição ou hemodiluição do anestésico. perda da motricidade e até decúbito. deve-se tomar cuidados redobrados para que não se cause tendinite dos flexores digitais superficial e profundo. Este nervo é palpável no sentido dorso-ventral (profundidade subcutânea . sendo que as principais causas seriam: localização errônea do nervo. pt'olapsos de reto ou vagina. Uniterms: perineureal anesthesia. equine. demonstrando a viabilidade do uso da ropivacaína na espécie eqüína e de uma maior duração de ação proporcionada pelo uso deste novo anestésico. parto distócico. que possam causar lesão ou secção dos nervos. Caso se utilize lidocaína 2 % para a anestesia epiduraI obtém. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP.030.17 mg/kg de xilazina 2%. p. evitando-se contaminação do locaI.i Iiar para realização de desvio lateral de pêni (rufião). O período de latência com a utilização desta droga é em torno de 15 minutos e a duração varia de 165 a 180 minutosl 7 . já que esta região não é abrangida por este bloqueio. nerve blocks 29 . como bloqueio aux. volume I. Tendo em vista que a vulva é inervada pelos nervos espinhais emergentes das vértebras sacrais 52 e 53. em algumas situações se faz necessária.018 ml/kg. Neste caso a sedação e ataxia são pouco evidentes. São Paulo. STELlO PACCA LOURELRO. Uma segunda opção seria a injeção de 20 ml de anestésico local no centro de cada testículo (intratesticular). já que e te protocolo produz um período de latência curto em torno de 5 minutos e uma duração mais longa (330±6 minutos).volume: 20 ml). fetotornia.9: inicialmente deve-se realizar uma anestesia infiltrativa subcutânea sob forma de cordão no local da incisão (5 ml). em casos de dilaceração de reto e períneo pósparto (fístulas retovaginais) e mesmo em casos de cólica para controle de tenesmo. 024 . 15 e 7 minutos e um período analgésico médio de 285. Uma boa opção para redução do período de latência e aumento da duração do bloqueio eria o uso de 0. por exemplo na cérvix. fascículo I. Observou-se um período médio de latência de 17. ou seja. Com relação a bloqueios dos nervos digitais e metacarpianos ou metatarsianos. volume inadequado. presença de tecido fibroso ou reação inflamatória. Por ser uma técnica imples e de baixo custo a anestesia epidural é indicada para realização de cirurgias na cauda. SUMMARY This review describes the pharmacology of the local anesthetics used for perineural and regional anesthesia in horses. aguardando-se um período de latência de 10 minutos. quando deseja-se realizar palpação retal. Uma opção ainda melhor seria a associação de 0. a anestesia infiltrativa da transição entre a pele e a mucosa vulvar. vulvoplastias. mas sua grande utilidade é para a espécie bovina. respective indications and related problems. deve-se complementar com anestesia infiltrativa no local. O período de latência é de até 30 minutos e o volume de anestésico local a ser injetado é de 0. Anestesias perineurais e regionai em eqüinos. impedindo a difusão do anestésico e presença de outras regiões dolorosas que não aquela inervada pelo nervo. Deve ser rigoroso o cuidado com anti-sepsia. Normalmente observa-se um relaxamento da cauda e do esfíncter anal até 10 minuto após a aplicação do anestésico local. pode ocorrer falha no bloqueio anestésico. bem como deve-se evitar movimentos transversais da agulha.

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