ReI.isla de Edl/cação Comilll/ada do CRMV-SP São Pal/lo.fascíCl/lo I. voll/me I, p. 024 - 030. 1998.

Anestesias perineurais
e regionais em equlnos
Perineural and regional anesthesia in horses
Stelio Pacca Loureiro Luna - CRMV-SP n° 4420
Professor Assistente Doutor da DiscipUna de Anestesiologia Veterinária Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Unesp - Campus de Botucatu - São Paulo - Brasil
Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Unesp - Campus de Botucatu 18618-000 - Botucatu São Paulo e-mail: stelio.luna@mailcity.com

••

•••

I

RESUMO

Descreve-se neste trabalho de revisão a fannacologia dos anestésicos locais empregados em anestesia perineural e regional em eqüinos, bem como a localização anatômica e técnicas utilizadas para realização destes bloqueios, com suas respectivas indicações e problemas relacionados. Unitermos: anestesia perineural, eqüinos, bloqueios

01 inúmeras ocasiões, procedimentos cirúrgicos podem ser realizados facilmente através da utilização de bloqueios anestésicos locais. Em ouj tras situações os bloqueios anestésicos são fundamentais para fins de diagnóstico ou mesmo para fms de analgesia em casos de transporte, cobertura ou apenas para alívio da dor. Estes bloqueios são alternativas viáveis à anestesia geral, evitando-se os riscos de uma depressão cardiorrespiratória ocasionada pelos anestésicos gerais e permitindo muitas vezes que as intervenções possam ser realizadas com o animal em posição quadrupedal. Adicionalmente, estes procedimentos não requerem equipamentos e podem ser viabilizados com baixo custo, bastando apenas que o profissional conheça a farmacologia dos anestésicos locais e a anatomia local, particulannente com relação ao suprimento nervoso e estruturas que possam ser danificadas por injeção indevida. É importante ressaltar que o emprego da anestesia perineural está condicionado ao comportamento do animal, e que, em alguns casos há necessidade de uma sedação para facilitar a manipulação do paciente, sendo
.J ,

J

que a mesma pode interferir em casos de bloqueios para fms de diagnóstico. Em situações em que o animal demonstrar comportamento muito agressivo, outras condutas devem ser consideradas, com o intuito de se evitarem riscos desnecessário para o profissional e para o animal.
Farmacologia dos anestésicos locais:

Todos os anestésicos locais são ai de bases fracas, normalmente sob a forma de cloridrato, com pKa maior do que 7,4, daí o fato destes não exercerem efeito adequado em regiões inflamadas, em que o pH local é baixo, dificultando a sua difusão I. A lidocaína e a bupivacaína estão entre os anestésicos locais mais comumente utilizados para bloqueio anestésico em eqüinos. A ropivacaína, anestésico de uso mais recente, também pode ser utilizada nesta espécie animal. Os vasoconstrictores (adrenalina) podem ser utilizados na concentração de 1:200.000 (0,1011 de uma solução milesimal de adrenalina comercialmente disponí-

24

na porção supraorbitária do arco zigomático (profundidade subcutânea . 024 . o suprimento da função motora da pálpebra superior é fornecido pelo n. abaixo do múscuinfraorbitário e (K e L) n. lo elevador naso-Iabial superior. A lidocaina pode er utilizada nas concentrações de 1 e 2%. é útil para o exame oftálmico.5 a 1 cm ventral a pálpebra inferior. já que a mesma é mais lipossolúvel e quatro vezes mais potente que a lidocaína].Locais de injeção do anestésico local para bloqueio dos nervos da cabeça.030. sendo que os bloqueios estão descritos a seguir: Aquinesia (ausência de movimento e de fechamento voluntário) induzida da pálpebra superio. fascículo I.6.8: n. Deve-se chamar a atenção porém. infraorbitário produz analgesia dos dentes pré-molares.D) e n.volume: 3-5 ml . caninos e inFigura 1 . facilitando a manipulação do mesmo. (D) n. STELlO PACCA LOUREIRO.7.3. tais como membros e cauda.volume: 3-5 ml . zigomático. Analgesia do ramo anterior da mandíbula5 . que é aproximadamente de 1 e 2 horas respectivamente l .C) Analgesia do maxilar superior6.LUNA. infratroclear. supraorbitário.8: Figura 1 o bloqueio do n. deve-se optar pela bupivacaína nas concentrações de 0. remoção de corpo estranho na córnea e estruturas adjacentes. São Paulo. situados na depressão da borda temporal do arco zigomático (ramo dorsal . Analgesia de pálpebra superior4.5-1. A potência da ropivacaína é similar à da bupivacaína. localizado à 1 cm dorsal e lateral à comissura mediaI do olho (profundidade subcutânea .E e F). Anestesias perineurais e regionais em eqüinos.S. Caso um tempo mais prolongado seja necessário. (G e H) n. o que fornece um tempo de bloqueio de mais de 4 horas. auriculopalpebral.4. localizado na emergência do forâmen supraorbitário. O bloqueio deve ser realizado nos ramos dorsal e ventral.6. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. mentoTÚano. p.75% e 1% para bloqueios perineurais e anestesia infiltrativa.8: n.B) Analgesia de pálpebra inferior e comissura medial do olho4 . pele. A realização deste bloqueio. que é um ramo do n.2%. 0.75% com vasoconstrictor.0.6.25 e 0. 4 cm dorsal e cranial à borda anterior da crista facial. devido ao risco de isquemia local e necrose tissular. Este nervo está localizado no forâmen infraorbitário. colheita de material para histologia e/ou biópsia e para cirurgias oftálmicas e suturas de pálpebras. lacrimal localizado de 0.6. juntamente com a analgesia das pálpebras des. mentoniano (desenho modificado de SKARDA. infratroclear.E) e imediatamente abaixo do processo condilar da mandíbula (ramo ventral . Utiliza-se para estes bloqueios agulha de insulina (25x5) n. trigêmio (52 par de nervo craniano). supraorbitário.A). Existem também soluções de bupivacaína à 0. porém tem se demonstrado que a primeira proporciona maior duração da ação após anestesia infiltrativa e menor cardiotoxicidade2 .5 %. de acordo com o tempo de bloqueio anestésico requerido. situado na emergência do forâmen men- 25 . Adicionalmente devese bloquear o n. alívio de espasmo palpebral. IntroBloqueios anestésicos perineurais duz-se a agulha em direção dorso-ventral (analgesia de 2/3 mediai da pálpebra superior . ou 30x7 ou ainda "scalp" n2 25. facial.volume: 5 ml . A agulha As anestesias perineurais na cabeça apresentam algumas vantagens. admiTÚstração de medicamentos de uso oftálmico por via subconjuntival. A maioria dos nervo que podem ser bloqueados ne ta região são originários do n. volume I. 19966 ). que não se deve utilizar anestésicos locais associados à vasoconstrictores em extremidades. 6 cm dorsal a comissura mediaI do olho. 1998.8: ção quadrupedal. (B) n. palato e muco a com as áreas correspondentes de analgesia: (A) n.volume: 3-5 ml .F) (profundidade subcutânea . na medida que possibilitam a realideve ser introduzida em direção ântero-posterior (prozação de intervenções cirúrgicas com o animal em posifundidade 0. (C) n. lacrimal.5 a 1 cm acima da Cabeça comissura lateral da pálpebra superior (profundidade subcutânea: 3-5 rnl . zigomático. vel adicionado à 20 rnl do anestésico local) com o intuito de prolongar a duração da anestesia 1. cisivos superiores.7.H e G). situado entre a comissura lateral e mediaI do olho.crita a seguir. (E) auriculopalpebral dorsal e (F) ventral. A ropivacaína apre enta-se em concentrações de 0. oral e nasal.0 cm .

024 .volume: 20 mJ com va oconstrictor).5-1. Anestesias pcrineurais e regionais em eqüinos. 1998.0 cm . A anestesia local em membros é indicada não apenas para procedimentos cirúrgicos nestas regiões. Analgesia do ramo posterior da mandíbula6.LU A. suficiente para extração dentária. STELlO PACCA LOUREIRO. (G) n. com as áreas correspondentes de analgesia: (F) n. Membros L p M p J Figura 2 Figura 2 . músculo-cutâneo.9. digital. porção lateral do ramo anterior da mandíbula. A agulha deve ser introduzida em direção ântero-posterior (profundidade 0. Considerar o corte sagital realizado entre os terço médios e distaI do radio. (F) n. situado na face mediai da mandíbula. localizado nas faces lateral e Figura 3 . São Paulo. A área com hachura corre ponde ao bloqueio dos nervos digitais (A) e metacarpianos (C).K e L). motivo pelo qual é pouco utilizado. posterior (P). ramo anterior da mandíbula.13 Analgesia do terço posterior do casco: ramo ventral (posterior) do n.Locais de injeção do anestésico local para bloqueio dos nervos da porção distai e proximal do membro anterior: (A) n. Vista lateral (L). até o nervo óptico (profundidade em torno de 10 cm . A "mão" ou "pé de amigo" podem auxiliar na contenção física para a realização destes bloqueio em alguns casos. (C) n. bem como para fins de diagnósticos de claudicações e analgesia em larninite. abaixo da dobra entre os lábios uperiores e inferiores. p.12. A Figura 3 Membro Anterior (Figura 2 e 3)6. mediai (M) e anterior (A) (desenho modificado de SKARDA. (E) ramo ventral e (I) dorsal do n.8. Analgesia para enucleação do globo ocular (anestesia retrobulbar)9: infiltração superficial subcutânea nas pálpebras superior e inferior (5 ml por cordão) ou bloqueio perineural das pálpebras como descrito anteriormente. digital palmar. toniano. 26 . mediano. mandibular. tangencialmente ao globo ocular. sezamóide abaxial. (B) ramo comunicante. rente ao tabique ósseo. o mesmo é difícil de ser executado tecnicamente. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. mas também para promover analgesia pó -operatória. dentes incisivos e pré-molares inferiores.digital.volume: 10 ml). Obtém-se com este bloqueio. Tendo em vista a dificuldade da técnica e o fato de que nem todos os animais permitem este bloqueio. uma passando entre o eixo dentário inferior e superior e a outra perpendicular passando na comissura mediaI do olho. ulnar e (H) n. mediano. músculo-cutâneo. acidentes por quebra de seringas de vidro. posterior (P2" mediai (M) e anterior (A) (desenho modificado de SKARDA. evitando-se assim. analgesia dos lábios inferiores.volume: 5 ml . 1996°).10. associado à introdução de uma agulha 150x12 na comissura mediaI do olho. metacarpiano.9: n. ulnar e (H) n. fasciculo I.030. em muitos casos indica-se a anestesia dissociativa ou geral. Vista lateral (L). 19966). Apesar deste bloqueio proporcionar analgesia dos dentes molares inferiores. Utiliza-se uma agulha 150x12 (profundidade em torno de 10 cm . caso o animal tenha que ser transportado ou ainda em cobertura.11. (G) n. e depois acoplá-Ia à seringa de plástico. (D) n. volume I.Locais de injeção do anestésico local para bloqueio dos nervos da porção proximal do membro anterior. Nestes bloqueios recomenda-se inicialmente introduzir a agulha 30x7. no espaço interdentário entre o canino inferior e o prémolar. caso o animal e movimente. no cruzamento de duas linhas virtuai .

10 em acima do osso acessório do carpo.G). entre o músculo extensor digital lateml . acima da articulação fêmuronar está localizado na face posterior. paralelo à veia e artéria digital (profundidaml. 10 a 15 em acima da articulação do tarso Analgesia distai ao carpo (inclusive): Três blo(profundidade até 2. O n.volume: 3-5 ml . Anestesias perineurais e regionais em eqüinos.e 5 em .I).8. xores e o ligamento suspensor Considerar o corte sagital realizado no terço médio da tíbia. incluindo as falanges proxilnal.2 anterior (A) (desenho modificado de SKARDA. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. o ramo superficial e o pressão situada entre os músculos flexor carpo ulnar e o profundo.0 em . O n. safequeios devem ser realizados simultaneamente. de subcutânea . safeno.superficial . três nervos devem ser do entre o ligamento suspensor do boleto e o 2 e 4 osbloqueados simultaneamente.F).profundo rádio (profundidade até 4. terço 27 .volume: 10 + 10 ml . músculo-cutâneo situa-se na face mediai. localizaQ Q forma que no membro anterior. O n. no terço caudal do rátíbio-rotuliana. 3-5 ml . na transição entre a face lateral e mediai do membro. 1998. gital profundo. abaixo da articulação metacarpo (ou metatarso)a veia cefálica (profundidade subcutânea . junto a borda posterior (profundidade de 1-2 em . Este nervo está localizado na face lateral do ulnar lateral (profundidade de 0. Vista lateral (L).volume: ? 3-5 ml .5-1. O n. STELlO PACCA LOUREIRO.C). Na Figura 3 pode ser observada a área de analtibial localiza-se na face mediai do terço médio da tíbia. 19966).volume: 5 lateral e dois situados na face mediai dos membros. proximal da borda anterior do rádio-ulna. abaixo da articulação metacarpo (ou metarso são realizados da mesma forma que anteriormente tatarso)-falangeana (profundidade subcutânea .volume: 5 ml .5 em .030. p.9. ou seja ao redor do membro. volume I. Este bloqueio produz analgesia distaI ao locaI de injeção. mediano localiza-se na face mediai.A) e n. do .13 ramo dorsal (anterior) do n.0 em .L A. O n. ml .volume: 10 ml . terço ral e comum.E) Analgesia dos dois terços anteriores do casco: Membro Posterior (Figura 4)6. localizado nas faces Os bloqueios referentes à porção distaI do metalateral e mediaI. digital palmar ou plantar mediaI e lateral).0 em . 10 em proximal ao maléolo lateral da tíbia proximal e médio do rádio-ulna. digital mediai e lateral.11. ulno situa-se na face mediaI.D). mediai (M).volume: 10 ml. (8) n.volume: descritos para o membro anterior. ramos dorsais do ligamento suspensor e tendão extensor digital comum.B). fibular. gesia abrangida após estes bloqueios. sesamóide abaxial (n. tibial e (C) n. entre o músculo gastrocnêrnio e o tendão flexor dicular. Analgesia distai ao tarso (inclusive): Da mesma metacarpiano ou metatarsiano mediaI e lateral. 024 . acompanhado por artéria e veia (profundidade subcutânea .A). A Analgesia distai a articulação metacarpo-falanA geana: n. com as áreas correspondentes de analgesia: (A) n.C).12. Analgesia distai ao terp L ço posterior do metacarpo ou Figura 4 metatarso: bloqueio 4 pontos no n. O n. fascículo 1. fibular deve dio.volume: 5-10 membro posterior. numa deser bloqueado em dois pontos.H). dorsal e paralelo à veia afena (profundidade subcutânea . Figura 4 .Locais de injeçào do anestésico local para bloqueio dos nervos da porçào proximal do memsituado entre os tendõe fle. em .volume: 10 ml . São Paulo. digital. sendo um situado na face sos metacarpianos (profundidade até 2. margeando mediai. Uma outra opção borda anterior do tendão flexor digital superficial (Aquipara a analgesia desta região é a anestesia infiltrativa cirles). média e distai.10. localizado c na superfície abaxial ventral mediaI e lateral da borda proximal dos sesamóides proximais (bilateral). posterior (P) e do boleto (profundidade 1.bro posterior.volume: 5-10 falangeana.

seria a anestesia infiltrativa sob forma de retângulo. 28 . Figura 6 Figura 5 Figura 5 . sendo uma mais superficial e outra mais profunda. ou pelo menos os dois membros posteriores. 024 . Após a realização de um botão anestésico subcutâneo.030. atingindo uma camada subcutânea e duas camadas musculare . com a área correspondente de analgesia. Anestesias perineurais e regionais em eqüinos. mas que pode ser realizado em animai magro. Uma agulha 1OOx 12 deve ser introduzida perpendicularmente ao dorso do animal.1998. Para a localização correta do espaço intercoccígeo CI-C2. em que as apófises transversas das vértebras sejam palpáveis. Considerar o corte sagital realizado na altura do foramen intervertebral de LI (desenho modificado de SKARDA.espinhal. com a área correspondente de analgesia (Co-l e Co-2: Iª e 2ª vértebras coccígeas) (desenho modificado de SKARDA. Tronco Analgesia da cauda.14. 19966 ). interespinhoso e amarelo.LUNA. até alcançar o espaço periduralo Neste local a pressão é negativa e pode ser confirmada pela observação da sucção de uma gota de anestésico. devido à extensa mas a muscular. 10 em paralelo à linha média dorsal. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. confunde-se este primeiro espaço móvel entre as vértebras. Em diversas situações. colocada previamente no canhão da agulha. A anestesia para vertebral consiste no bloqueio dos nervos espinhais. palpando-se o primeiro ponto de mobilidade vertebral após as vértebras sacrais. STELlO PACCA LOVRElRO. sendo (A) ramo dorsal e (8) ventral do n. volume I. 19966). fascículo 1. Normalmente este espaço localiza-se 5 em cranialmente aos primeiros pelos da cauda.8: a analgesia desta região pode ser obtida através da anestesia epidural. que consiste na administração do anestésico local no espaço peridural. São Paulo. Antes da injeção Analgesia para laparotomia via fossa paralombar (Figura 5) 6. atravessando-se os ligamentos supraespinhoso.Local de injeção do anestésico local para anestesia epidural (A). O ideal é que o animal permaneça numa posição simétrica. localizados nas extremidades distais das apófises transversas de T18. vagina e vulva (Figura 6)6. entre a última costela (T18) e a extremidade distaI da apófise transversa de LI. com o espaço entre C2 e C3. LI e L2. utilizando-se um volume de 10 ml em cada ponto. e entre as apófises transversas de LI-L2 e L2-L3 numa profundidade subcutânea (ramo dorsal) e de 10 cm (ramo ventral). Uma alternativa tecnicamente mais viável para analgesia desta região. períneo. p. preferencialmente apoiando os quatro membros. utilizando-se uma agulha 40xlO. introduz-se a agulha em ângulo de 8()Q com a linha média dorsal caudal. caso não haja grande atenção. Figura 6 . deve-se erguer e abaixar a cauda do animal em movimento constante. entre as vértebras CI e C2.Locais de injeção do anestésico local para bloqueio paravertebral.15: a anestesia paravertebral é um bloqueio tecnicamente difícil na espécie eqüina.

impedindo a difusão do anestésico e presença de outras regiões dolorosas que não aquela inervada pelo nervo. não havendo alterações cardiorrespiratórias significantes I7 .19. levando a sérios riscos de traumatismo. como bloqueio aux. Uma segunda opção seria a injeção de 20 ml de anestésico local no centro de cada testículo (intratesticular). já que um volume maior pode ocasionar ataxia. Analgesia para orquiectomia 6 . do que cada droga usada isoladamente. equine. 1998. Analgesia da região abdominal ventral 9 : o bloqueio do n. presença de tecido fibroso ou reação inflamatória. comparou-se o uso da ropivacaína 1%. Com relação a bloqueios dos nervos digitais e metacarpianos ou metatarsianos.volume: 20 ml). nerve blocks 29 . 15 e 7 minutos e um período analgésico médio de 285. agilizando assim o início da cirurgia e reduzindo a necessidade de complementação anesté ica 16. mas sua grande utilidade é para a espécie bovina. diluição ou hemodiluição do anestésico. Problemas relacionados às anestesias perineurais e regionais Em algumas situações. STELlO PACCA LOURELRO. torácico lateral deve ser realizado na altura entre a 6ª co tela e o terço proximal do úmero. Com este bloqueio pode se realizar pequenas suturas de pele. parto distócico. que possam causar lesão ou secção dos nervos. pode ocorrer falha no bloqueio anestésico.i Iiar para realização de desvio lateral de pêni (rufião). 024 . por exemplo na cérvix. evitando-se contaminação do locaI. Uma boa opção para redução do período de latência e aumento da duração do bloqueio eria o uso de 0. fetotornia. p. a anestesia infiltrativa da transição entre a pele e a mucosa vulvar. da lidocaína 2% com vasoconstrictor e da associação de lidocaína e ropivacaína em éguas.18. fascículo I.. porém a analgesia para o inicio da cirurgia é obtida apenas após 20 a 30 minutos. Uma opção ainda melhor seria a associação de 0. Normalmente observa-se um relaxamento da cauda e do esfíncter anal até 10 minuto após a aplicação do anestésico local. cirurgias corretivas de urovagina. bem como deve-se evitar movimentos transversais da agulha. volume I. já que e te protocolo produz um período de latência curto em torno de 5 minutos e uma duração mais longa (330±6 minutos). já que esta região não é abrangida por este bloqueio.030. em casos de dilaceração de reto e períneo pósparto (fístulas retovaginais) e mesmo em casos de cólica para controle de tenesmo. O período de latência com a utilização desta droga é em torno de 15 minutos e a duração varia de 165 a 180 minutosl 7 .e um período analgésico em torno de 90 minutos l6 . O período de latência é de até 30 minutos e o volume de anestésico local a ser injetado é de 0. sendo que as principais causas seriam: localização errônea do nervo.LU A.018 ml/kg. sendo que a adição de adrenalína pode prolongar um pouco este período. Anestesias perineurais e regionai em eqüinos. deve-se aspirar para se certificar que não haja uma injeção intravenosa inadvertida. with the anatornicallocalization. deve-se tomar cuidados redobrados para que não se cause tendinite dos flexores digitais superficial e profundo. Este nervo é palpável no sentido dorso-ventral (profundidade subcutânea . São Paulo. volume inadequado. vulvoplastias.17 mg/kg de xilazina diluída em 6 a 10 ml de solução fisiológica. respective indications and related problems.9: inicialmente deve-se realizar uma anestesia infiltrativa subcutânea sob forma de cordão no local da incisão (5 ml). Tendo em vista que a vulva é inervada pelos nervos espinhais emergentes das vértebras sacrais 52 e 53. SUMMARY This review describes the pharmacology of the local anesthetics used for perineural and regional anesthesia in horses. 163 e 202 minutos respectivamente. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. Caso se utilize lidocaína 2 % para a anestesia epiduraI obtém. techniques.015 rnlfkg. Deve ser rigoroso o cuidado com anti-sepsia. Por ser uma técnica imples e de baixo custo a anestesia epidural é indicada para realização de cirurgias na cauda. Em situações em que se deseja uma analgesia mais anterior. deve-se complementar com anestesia infiltrativa no local. aguardando-se um período de latência de 10 minutos. ou seja. Observou-se um período médio de latência de 17. Uniterms: perineureal anesthesia. perda da motricidade e até decúbito. Em um trabalho recente realizado em nosso universidade20 . pt'olapsos de reto ou vagina. demonstrando a viabilidade do uso da ropivacaína na espécie eqüína e de uma maior duração de ação proporcionada pelo uso deste novo anestésico. em algumas situações se faz necessária. quando deseja-se realizar palpação retal. utilizando-se um volume de 0.17 mg/kg de xilazina 2%. Neste caso a sedação e ataxia são pouco evidentes.22 mg/kg de lidocaína 2% e 0. seguido de injeção perineural no cordão espermático com agulha 100x10 aplicando o anestésico próximo ao anel inguinal externo (lO ml de cada lado).

v. v.4. P. 3 . v. W. S. 198 I. 1991. P. 1991.M. fascículo I. HEDBERG..T The phannacology of local anesthetics. 1996.-D.COLBERN. SKARDA. 20) LUNA.. Diagnosis of lameness.3. 6 .HART..E. J. 18 . A. 9 . ropivacaína e a associação de lidocaína e ropivacaína. COFFMAN. 16 .DAY. Journal of the American Veterinary Medicai Association. E.S. Anestesia epidural em égua utilizando lidocaína.W. CASTRO. In: THURMON.LE BLANC. Tese .C. Anestesias perineurais e regionais em eqüinos..D. Atlas der anatomie des pferdes.GRUBB. Anestesia paravertebral lombar no cavalo (Equus caballus). L. Compendium ofContinuing Education.MANING. 389-9 I.E. xylazine. G. 14 .100-S6. Veterinary Clinics of North America: Equine Practice. v.J.1998. HUBER. Palpebral frontal and zygomatic nerve blocks for examination of the equine eye. v. p. STELlO PACCA LOUREIRO. n. E.M.7. II .1 I. 1994. 17 . p. R. 1983.I.STASHACK. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. 024 .S. C. Equine Veterinary Journal.I. 180-1. S .H.20 I..142-9. G. 4th ed. 1994. p. v.MASSONE.L.. Paravertebral thoracolumbar anaesthesia in 10 horses.I44..Faculdade de Veterinária. 1996.BDRAS. Hannover: Schlütersche. TK. CARON. CRUZ. Veterinary Clinics ofNorth America.J. R.GAYNOR. n. S. Philadelphja: Lea & Febiger. In: INTERNATIONAL CONGRESS OF VETERINARY ANESTHESIA. G.J. 12 . TW.7. In: STASHACK. Universidade Federal Fluminense..E.RUBIN. v. n.T Local and regional anesthetic and analgesic techniques.. 1987. p. neiro: Guanabara Koogan. Cardiovascular effects of caudal epidurally adminjstered xylazine or detomidille hydrochloride solution in mares: a comparative study.H. HUBBELL. 1964 4 .E Auriculopalpebral nerve blocks as an adjunct to the diagnosis and treatment of ocular inflamation in the horse. p.A. p.22.. 30 . p. v. n. Lumb & Jones' Veterinary Anesthesia. DIFAZIO. WA. AGRADECIMENTOS 1 Ao amigo Fernando Montesso. 1991. The Compendium of Continuing Education. p. TEIXEIRA NETO. L. Ophtalmic examination and therapeutic technjques in the horse.187-9. The role of diagnostic nerve blocks in the equine lameness examination.22. G. 3rd ed. 1976. C. nasolacrimal catheterization..030.489-S00.P. 1990. p. 144p.LUNA. BOOTH. 1990. The Compendium of Continuing Education. p. M. 2 . and paranasal sinus centesis in horses. TL. W..LE BLANC. J.1984. v. Veterinary Medicine. Veterinary Medicine. J. v.LEISURE. p. A. R. DEBOWES. 143. K. Niterói.P.T The use of diagnostic nerve block procedures on horses. Perineural and spinal anesthesia.IS.P. TRANQUILLl.448-478.611-9.. Adams' lameness in horses.T. J. Proceedings.71. Equine Veterinary Journal.. v. P. São Paulo.SOI-20.R. R. p. v.B.72-83. Perfonning facial nerve blocks. v. RlEBOLD.GONÇALVES. Comparison of lidocaine. L.86. 1994. 1992. Ropivacaine: the new local anesthetic.1387-8. and xylazine/lidocaine for caudal epidural analgesia in horses.K. Journal of the American Verinary Medicai Association.c.P. Seminars in Anesthesia.. pelo muito que nos ensinou e a Benedito Vinicio Aloise pela gentileza na realização dos desenhos..MOON.I-9. Baltimore: Williams & Wilkins. BENSON.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 . volume 1..SKARDA.LINDSAY.S.B. MUIR.25.. 1993. n. EJ. 8 . S.E. Clinicai use of epidural xylazine in the horse. 2~ 13 . BUENO.SKARDA. IS . p. Equine Veterinary Journal. WOLF.12. Guelph. SUTER.. M. J. n. TS. St CLAIR.W Cardiopulmonary effects of epidurally administered xylazine in the horse. K.6. TS.3.s426-33. 1977.NYROP. p.2S2p.L.MERlDETH.E.1l87-90. EBER. 7 . n. Rio de Ja- 10 . ed. p.304-8. R. 19 . E Anestesiologia veterinária.lO. n.3..

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful