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I - INTRODUÇÃO

Este trabalho traz como proposta temática a sexualidade e o


comportamento, onde veremos que a sexualidade é um aspecto
central de ser humano durante a vida. Abrange sexo, identidade e
papéis do género, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e
reprodução. A sexualidade é experienciada e expressada em:
pensamentos, fantasias, desejos, opiniões, atitudes, valores,
comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos. Quando a
sexualidade inclui essas dimensões ela pode ser experienciada e
expressada. A sexualidade é influenciada pela interacção de factores
biológicos, psicológicos, sociais, económicos, políticos, cultural,
éticos, legais, históricos e religiosos e espirituais. E no decorrer deste
trabalho veremos mas detalhes sobre como a sociedade encara a
sexualidade.

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II.1 - A SEXUALIDADE E O COMPORTAMENTO

Sexualidade é um conceito muito mais abrangente do que a


simples atracção física entre indivíduos ou o aparelho genital de cada
um e o seu engajamento no intercurso sexual com outra pessoa. No
ser humano, a sexualidade possui componentes físicos, afectivos,
intelectuais e socio-culturais que a distanciam imensamente de
qualquer outro tipo de manifestação sexual dentro do reino animal.
E, uma vez que cada pessoa é uma criatura humana é absolutamente
única, não é possível afirmar categoricamente que exista uma
sexualidade, ou mesmo uma actividade sexual, que possa ser
considerada "normal", em detrimento de todas as outras formas
existentes.

Inúmeros factores biológicos, sociais, políticos e psicológicos


influem directamente na formação e no direcionamento da nossa
sexualidade, com destaque para o género, orientação sexual, níveis
de hormónio no organismo, idade e perspectiva de vida, bem como as
visões que os indivíduos possuem de sexo, baseadas em suas crenças
religiosas e valores culturais.

Sexualidade é, dessa maneira, um termo composto por


elementos de diversas esferas, do biológico ao sociopolítico, do
genético ao psicológico, onde a educação recebida desde o berço e
ao longo de toda vida cumprirá sempre um papel preponderante.
Lidando simultaneamente com tantas variáveis, a sexualidade
humana é o resultado e, ao mesmo tempo, a consequência directa da
personalidade e das relações interpessoais de cada indivíduo,
incluindo sua auto-percepção, sua auto-estima, sua história pessoal, a
imagem de corpo além, o amor, a intimidade, pensamentos, fantasias
e desejos eróticos, etc.

A questão de género desempenha um papel crucial na


construção política da sexualidade, uma vez que a sociedade define,
a priori, mediante o estabelecimento de normas rígidas e explícitas,
qual deve ser o comportamento sexual de um homem e de uma
mulher, independentemente do que esse homem ou essa mulher
realmente sentem e desejam para si em termos de expressão da sua
sexualidade. Diante dessa armadilha, configurada pela camisa de
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força da normatização da sexualidade, é fundamental que cada
pessoa aprenda a reconhecer o que é normal para ela mesma - o que
a faz sentir-se cómoda, confortável e satisfeita em matéria de sexo -
conforto e satisfação que pode ser bastante diferente e variar
enormemente de pessoa para pessoa.

O filósofo Michel Foucault concebeu a sexualidade como uma


construção social basicamente criada para submeter o corpo
individual ao controle colectivo da Sociedade. Segundo ele, o conceito
de sexualidade não é uma categoria natural, mas uma construção
social e como tal só pode existir no contexto social.

Teoricamente, a sexualidade assim como a conhecemos, inicia-


se juntamente à puberdade ou adolescência, o que deve ocorrer por
volta dos 12 anos de idade (Art. 2º – Estatuto da Criança e do
Adolescente). Entretanto, em prática, sabemos que não se configura
exatamente desta forma.

O termo sexualidade nos remete a um universo onde tudo é


relativo, pessoal e muitas vezes paradoxal. Pode-se dizer que é traço
mais íntimo do ser humano e como tal, se manifesta diferentemente
em cada indivíduo de acordo com a realidade e as experiências
vivenciadas pelo mesmo.

A noção de sexualidade como busca de prazer,


descoberta das sensações proporcionadas pelo contato ou toque,
atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com
intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre
outras características, é diretamente ligada e dependente de fatores
genéticos e principalmente culturais. O contexto influi diretamente na
sexualidade de cada um.

Muitas vezes se confunde o conceito de sexualidade com o do


sexo propriamente dito. É importante salientar que um não
necessariamente precisa vir acompanhado do outro. Cabe a cada um
decidir qual o momento propício para que esta sexualidade se
manifeste de forma física e seja compartilhada com outro indivíduo
através do sexo, que é apenas uma das suas formas de se chegar à
satisfação desejada. Sexualidade é uma característica geral
experimentada por todo o ser humano e não necessita de relação
exacerbada com o sexo, uma vez que se define pela busca de
prazeres, sendo estes não apenas os explicitamente sexuais. Pode-se

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entender como constituinte de sexualidade, a necessidade de
admiração e gosto pelo próprio corpo por exemplo, o que não
necessariamente signifique uma relação narcísica de amor
incondicional ao ego.

Existem diferentes abordagens do tema que variam de acordo


com concepções e crenças convenientes a cada um. Em alguns
lugares pode-se encontrar visões preconceituosas sobre o assunto.
Em outros, é discutido de forma livre e com grande aceitação de
diferentes olhares ao redor do termo. Algumas vertentes da
psicologia, como a psicanálise Freudiana, consideram a existência de
sexualidade na criança já quando nasce. Propõe a passagem por
fases (oral ,anal, fálica) que contribuem ou definem a constituição da
sexualidade adulta que virá a desenvolver-se posteriormente.

Seja qual for a sua visão íntima sobre o assunto, é interessante


que se possa manter uma relação de compreensão e aceitação de
sua própria sexualidade. O esclarecimento de dúvidas e a capacidade
de se sentir vontade com seus desejos e sensações, colabora
imensamente ao amadurecimento desta, o que gera sensação de
conforto e evita conflitos internos provenientes de dúvidas e medos,
gerando uma experiência positiva e saudável.

II.1.1 – COMPORTAMENTOS SEXUAIS

Quando o rapaz ou a rapariga atinge a puberdade, sente


de forma acentuada a necessidade de obter satisfações sexuais e
sente-se fortemente atraído por inúmeros estímulos sexuais,
de acordo com os seus gostos e preferências pessoais.

A satisfação destas necessidades implica sempre


um determinado comportamento, o comportamento sexual. Pelo facto
de as pessoas não vivenciarem as suas experiências sexuais
da mesma forma, não significa que sejam anormais, antes pelo
contrário, significa apenas que não existem duas pessoas iguais e que
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portanto também ao nível do comportamento sexual as diferenças
existem.

O que importa realmente é que permitas a ti próprio não


ser exactamente igual a toda a gente e compreender que é sempre
possível imaginar uma experiência sexual ainda mais gratificante
do que a anterior.

Os comportamentos sexuais são também


comportamentos sociais porque, quase sempre, implicam
outras pessoas. Deste ponto de vista, os comportamentos sexuais
acabam por ser regulados, em algum grau, pela sociedade e pela
cultura. Existindo comportamentos considerados mais adequados e
bem aceites que outros.
Para entender o comportamento sexual individual é
necessário, além disso, ter em conta os processos implicados
na sequência que vai desde o estímulo sexual até aos
comportamentos da pessoa.
Perante o mesmo estímulo cada pessoa vai processar esse
facto de forma diferente devido às suas características físicas, aos
seus afectos e à maneira de pensar, dando origem
consequentemente a comportamentos sexuais diferentes.
Se reparares, o que para ti pode ser erótico, para outro colega
teu não terá o mesmo significado. Também os afectos relacionais
como o desejo, atracção e enamoramento, influenciam os teus
comportamentos sexuais. Todos estes factores se misturam e
fazem com que os comportamentos sexuais que as pessoas
têm perante determinados estímulos sejamos mais
variados possíveis.

II.1.2 - DIFERENÇA ENTRE A SEXUALIDADE E O SEXO

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É claro que sim. No entanto esses dois temas podem nos levar a
destinos muito diferentes. Quando falamos ou tratamos de
sexualidade estaremos pensando nas energias que são canalizadas
no nosso corpo dessa maneira, isto é, na forma de sexualidade.
Estaremos portanto falando, de nossos desejos, de nossas sensações
prazerosas, de nossa compreensão sobre a maneira como sentimos e
lidamos com as questões que envolvem essas energias. Estamos
falando, por exemplo, de como nos relacionamos sexualmente, de
como controlamos os nossos impulsos relativos ao sexo, de como
podemos expressar a nossa sexualidade publicamente ou
intimamente, de como estas manifestações alteram e interferem nas
nossas vidas, de como sentimos tais energias nos nossos corpos e de
como essa energia pode ser usada bem ou mau, construtiva ou de
maneira desastrosa.

Já quando estamos falando do sexo, já estamos falando da


prática do sexo exclusivamente. Aí então, falamos de sexo bom ou
ruim, de sexo moralmente aprovado ou desaprovado, estamos
falando da prática sexual simplesmente ainda que não tenha
finalidades mais elevadas, falamos de sexo seguro, de sexo arriscado,
de sexo depravado ou patológico e assim por diante.

II.1.3 - VARIAÇÕES SEXUAIS

O comportamento sexual humano difere em cada ser humano.


Os valores sociais tendem a dividir em blocos determinados padrões
de conduta sexual. Entende-se como sexualidade o conjunto de
variações do comportamento referentes aos desdobramentos dos
estímulos sexuais em relação ao prazer e perpetuação da espécie na
caracterização da forma actos sexuais. As principais variações do
comportamento observadas são: heterossexual, homossexual,
bissexual, trissexual, pansexual, transexual, transgêneros, pedofilia,
programado, sadomasoquismo, naturismo, crossdresser, celibato,
kama sutra, monogâmico, poligâmico, abstinência, assexual, zoofilia,
metrossexual, fetichismo, exibicionismo, virtual, platônico, grupal,
geriátrico, pedólatria, hermafrodita, transcendental, casual,
imaginário, supra-sexo, psicodependências e comportamentos
sexuais alterados:

- A heterossexualidade é o comportamento sexual onde


existe uma combinação binária no relacionamento macho-fêmea.
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Neste caso há uma clara associação de libido, sentimentos e desejos
pelo sexo oposto. Este comportamento pode assumir um padrão
monogâmico ou poligâmico. Também pode estar envolvido de
fetichismo, exibicionismo, grupal, geriátrico e por pedofilia. O
heterossexual não admite praticar o bissexualismo, a trissexualidade,
a transexualidade, o relacionamento com transgêneros, o estilo
crossdresser e zoofilia.

Os heterossexuais são as bases de todas as sociedades


modernas. Em muitos países a noção de família é reservada
exclusivamente a eles. Embora não seja o único padrão de
comportamento responsável pela procriação da espécie é a classe de
referência como modelo social. Na relação afectiva, alguns
heterossexuais admitem o sexo grupal, mas apenas na troca de
parceiros do sexo oposto, não admitindo a troca de carícias entre
indivíduos do mesmo sexo. Os casais conservadores não admitem o
sexo fora do relacionamento e possuem uma tendência a orientar o
sexo com o parceiro segundo preceitos existenciais: religiosos,
biológicos e de costume. Muitas das vezes, essa variação da
heterossexualidade restringe as formas de prazer sexual e canaliza
esforços para a manutenção da prole.

- A homossexualidade é o comportamento sexual no qual o


indivíduo sente atracção pelo mesmo sexo. Quando indivíduos de
comportamentos sexuais diferentes deste têm uma reacção contrária
a este comportamento surge a homofobia, que é a aversão ao
comportamento homossexual. Existem três grandes variações no
comportamento homossexual: indivíduos classificados como passivos,
activos e versáteis. Os indivíduos passivos são aqueles que fazem a
função de fêmea numa relação, eles gostam apenas de demonstrar o
seu lado feminino e inibem o seu lado masculino. Os indivíduos
activos gostam de fazer apenas o papel de macho na relação. Este
comportamento sexual é válido tanto para pessoas do sexo masculino
como femininos que têm características similares. Já os indivíduos
versáteis são aqueles que não têm restrição de gosto sexual e fazem
o papel de macho e fêmea de acordo com sua vontade própria ou do
parceiro.

- Bissexualidade é um comportamento sexual onde o


indivíduo sente atração tanto pelo sexo masculino como feminino. Há
uma combinação de heterossexualidade com homossexualidade. Que
pode tanto ocorrer em paralelo, em relacionamentos extraconjugais,

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ou por fases, onde há momentos de homossexualismos e alternados
com momentos de heterossexualismo. Tanto na homossexualidade
como na bissexualidade estão presentes dois tipos de sub-
comportamentos: indivíduos enrustidos e indivíduos liberais. Os
indivíduos enrustidos são aqueles que praticam o comportamento
sexual homossexual e escondem para a sociedade, negando muitas
vezes até de si mesmos. O indivíduos liberais assumem a
homossexualidade ou bissexualidade sem entrar em conflito com a
sociedade e suas ideias de forma natural. Os comportamentos
presentes neste parágrafo remotam desde a origem do homem e
eram bem aceitos por diversas sociedades até a idade média. No
mundo contemporâneo, após um grande período de perseguição, com
o movimento de liberdades sociais está permitindo uma maior
compreensão do fenómeno sexual melhorando o nível de tolerância
entre os diversos comportamentos sexuais entrando até, em muitos
países, como a noção de unidade familiar, que por convenção era
fornecida para uniões estáveis entre heterossexuais.

III – CONCLUSÃO

Após uma analise acerca da sexualidade, chagamos a seguinte


conclusão:

Entendemos que a sexualidade é uma energia que nos motiva a


procurar amor, contacto, ternura e intimidade, que se integra no
modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados, e
ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual, ela influencia
pensamentos, sentimentos, acções e interacções, e por isso influencia
também a nossa saúde física e mental.

Concluímos também que, a necessidade de estarmos perto das


pessoas continua por toda o que muda são as formas de estar
próximo dos outros, de dar e receber. A sexualidade vai aparecendo
na adolescência e não é só a mudança do nosso corpo, mudança
física e na necessidade de nos reproduzirmos, ou seja de termos
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filhos, ou a necessidade biológica, é também e sobre tudo uma forma
de estar próximo de alguém que escolhemos pelas suas qualidades e
com quem queremos estar, aquém queremos proteger, cuidar e
amar, e queremos ser protegidos e amado ou seja com quem temos
uma relação romântica.

Concluindo, se a sexualidade varia ao longo da vida e se


as pessoas são diferentes, então os comportamentos e
desejos sexuais são também eles diferentes.

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BIBLIOGRAFIA

LIVRO DE: EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA DA REFORMA


ESCOLAR,

- CARLA MARIA - TEXTO EDITORES - 2005 - pag. 46, 48

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COMPORTAMENTOS-SEXUAIS

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