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Química RG - CadExp Química Inorgânica

Química RG - CadExp Química Inorgânica

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E X P E R I E N C I A S

QUÍMICA INORSÁNICA

PROF: ROßERTO SOIS


























PROF:ROßERTO SOIS
ÍNDICE

1. Observação de fases de uma mistura.
2. Fases de uma mistura heterogênea.
3. Investigando misturas.
4. Descobrindo a polaridade das substâncias (misturas).
5. Construindo um filtro de areia.
6. Densidade com um ovo.
7. Densidade com gelo.
8. Densidade relativa.
9. Demonstrando geometrias das moléculas.
10. Condutividade elétrica e funções inorgânicas.
11. Elevador de naftalina.
12. Indicador fenolftaleína (lactopurga).
13. Indicadores naturais.
14. Preparando indicadores ácido-base.
15. Neutralização entre ácidos e bases.
16. Testando a força dos ácidos.
17. Transformações químicas.
18. Ação de ácidos e bases sobre carbonatos.
19. Comportamento dos carbonatos na presença dos ácidos.
20. Reconhecendo um óxido básico.
21. Sangue do diabo.
22. Reação de síntese.
23. Reação de deslocamento.
24. Reação de oxi-redução (deslocamento).
25. Reação com formação de precipitado.
26. Reação do zinco com ácido sulfúrico diluído.
27. Formação de um produto menos solúvel ou insolúvel.
28. Estalactites e estalagmites.
29. Gases – efeito da diferença de pressão.
30. Fervendo a água em copo de papel ou balão de festa.
31. Fervendo água na seringa.
32. Normal ou dietético (densidades)?

Prof.: Roberto Gois 3
1ª EXPERIÊNCIA

OBSERVAÇÃO DE FASES EM UMA MISTURA


Objetivo: Determinar o número de fases, os componentes e os elementos químicos presentes em um
sistema heterogêneo.


Material:
1) Tetracloreto de carbono (CCl
4
).
2) Tolueno (C
7
H
8
).
3) Sulfato de cobre (CuSO
4
).
4) Água.
5) Iodo sólido (I
2
).
6) Proveta.
7) Béquer.
8) Espátula.

Procedimento:

a) Coloque na proveta um volume escolhido de tetracloreto de carbono.
b) Prepare uma solução aquosa de sulfato de cobre no béquer.
c) Coloque um volume escolhido de solução aquosa sobre o tetracloreto de carbono.
d) Coloque um volume escolhido de tolueno sobre o sulfato de cobre.


Neste ponto do experimento o sistema terá o seguinte aspecto.


incolor ( tolueno )

azul ( sulfato de cobre )

incolor ( tetracloreto de carbono )



Coloque uma pequena quantidade de I
2

(s)
no sistema.

As fases incolores ficarão com coloração avermelhada com tonalidades diferentes










Prof.: Roberto Gois 4
2ª EXPERIÊNCIA

FASES DE UMA MISTURA HETEROGÊNEA



Objetivo: Observar fases


Materiais: Tubos de ensaio, água, éter, tetracloreto de carbono, sulfato de cobre, iodo.


Como fazer:

a) Misture cerca de 5 mL de água e 5 mL de éter.

b) Adicione uma pitada de sulfato de cobre e agite a mistura.

c) Adicione uma pitada de iodo e agite a mistura.

d) Repita a experiência com tetra cloreto de carbono e água.




Comentários:


a) O que você observou?

b) Qual a relação de densidade que há entre esses líquidos?




















Prof.: Roberto Gois 5
3º EXPERIÊNCIA

INVESTIGANDO MISTURAS

Material

• Iodo sólido (comercialmente conhecido como ressublimado) – I
2
.
• Álcool comum (álcool etílico) – C
2
H
5
OH.
• Acetona – (C
3
H
6
O).
• Benzina – (mistura de hidrocarbonetos).
• Água.
• 4 copos de vidro transparente.

Procedimento

Coloque 4 colheres de sopa de cada um dos líquidos em copos separados e rotule-os:

A B C D




álcool acetona benzina água

Adicione um cristal de iodo a cada um desses copos e agite com uma colher, tomando o cuidado de
limpar a colher antes de usa-la no copo seguinte:
Deixe em repouso por 1 minuto e observe cuidadosamente os 4 copos (sistemas)
Em seguida, resolva as questões:

a) Classifique cada sistema em homogêneo ou heterogêneo.
b) Indique a cor de cada solução.
c) Relacione a cor de cada solução com a presença ou ausência do elemento oxigênio na fórmula do
solvente.
d) Misture os conteúdos dos copos A e B, agite e deixe em repouso. Depois, indique o número de fases
da mistura final.
e) Misture os conteúdos dos copos C e D, agite e deixe em repouso. Depois, indique o número de fases
da mistura final.
f) Você deve ter observado que o cristal de iodo não se dissolveu bem em uma das substâncias. Qual é
esse solvente?




Prof.: Roberto Gois 6
4ª EXPERIÊNCIA

DESCOBRINDO A POLARIDADE DAS SUBSTÂNCIAS (MISTURAS)

Material:

• Água.
• Vinagre.
• Vinho.
• Álcool comum.
• Sal de cozinha.
• Óleo de cozinha.
• Gasolina.
• 8 copos transparentes.
• 1 vasilha transparente grande.

Procedimento:

Em cada copo, coloque uma das seguintes misturas:

a) Água + vinagre.
b) Água + vinho.
c) Água + álcool comum.
d) Água + óleo de cozinha.
e) Água + gasolina.
f) Gasolina + óleo de cozinha.
g) Gasolina + sal de cozinha.

Em função das suas observações e lembrando que a água é uma substância polar:

a) Determine quais substâncias são polares e quais são apolares.
b) A seguir, despeje todos os sistemas na vasilha transparente. Com o auxílio de uma colher, agite a
mistura e depois a deixe em repouso. Após certo tempo de repouso, o que você observa nesse novo
sistema?
c) Justifique o que você observou em função das polaridades de cada substância?








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5ª EXPERIÊNCIA

CONSTRUINDO UM FILTRO DE AREIA



Objetivo: Construção de filtros de areia.

Materiais: Copo de papel, areia, cascalho fino, clipe, água com um pouco de terra e raspas de lápis.

Como Fazer:
a) Desentorte o clipe e faça cinco ou seis furos na base do copo de papel.
b) Adicione uma camada de cascalho (1 cm) e uma camada de areia úmida (2 cm). A
camada de cascalho impede que a areia tape os buracos do copo.
c) Adicione cuidadosamente, em pequenas porções, a água a ser filtrada.

Observe o resultado e discuta com seus colegas.


Comentários:
Filtros de areia são utilizados em estações de tratamento de água de nossas cidades.
Em sistemas de filtração de água de piscina e em purificadores caseiros.












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6ª EXPERIÊNCIA

DENSIDADE COM UM OVO


Objetivo: Comparar as densidades da água e de uma solução aquosa de sacarose usando um ovo como
termo de comparação.


Material:
2 copos.
Açúcar comum.
Água.
2 ovos.


Procedimento:

a) Coloque nos copos, separadamente, volumes iguais de água e de solução aquosa de açúcar na
proporção de 100g de água para 50g de açúcar. Se esta for preparada um dia antes, terá aspecto
incolor.

b) A seguir, coloque um ovo em cada copo:
ovo








ovo copo com solução aquosa de açúcar

copo com água pura















Prof.: Roberto Gois 9

7ª EXPERIÊNCIA

DENSIDADE COM GELO


Objetivo: Comparar as densidades do álcool comum e da água.


Material:

2 copos.
Água.
Álcool comum.
2 cubos de gelo.


Procedimento:


a) Nos dois copos coloque, separadamente, volumes iguais de água e álcool.

b) A seguir, em cada copo, coloque um cubo de gelo.


gelo






água álcool gelo





Sugestão: Não diga os conteúdos de cada copo, dizendo apenas que um contém água e o outro tem álcool.












Prof.: Roberto Gois 10

8ª EXPERIÊNCIA

DENSIDADE RELATIVA



Objetivo: Mostrar a densidade relativa de gases.


Materiais: Recipiente de vidro transparente (tipo aquário), gelo seco.


Como Fazer: Colocar no recipiente de vidro o gelo seco e aguardar até ocorrer a sublimação.
Colocar sobre o vapor do gelo seco as bolhas de sabão.



Comentários: As bolhas de sabão não vão para o fundo do recipiente, pois possuem densidade menor que a
do gelo seco (CO
2
).




























Prof.: Roberto Gois 11

9ª EXPERIÊNCIA

DEMONSTRANDO GEOMETRIAS MOLECULARES

Objetivo: Demonstrar geometrias moleculares.
Materiais: Quatro bolas plásticas (tipo embalagem do chocolate Kinder ovo) e barbante.
Como Fazer:
a) Perfurar as quatro bolinhas plásticas.
b) Passar três pedaços de barbante pelo interior de uma delas, de modo que as três
bolinhas restantes possam ser penduradas a cada parte do barbante.

Comentários:

a) Ao puxar um dos barbantes, você terá uma molécula com dois núcleos.
b) Ao puxar dois barbantes, terá uma molécula com três núcleos e, nesse caso, geometria
triangular.
c) Puxando todos os barbantes, você terá uma molécula com quatro núcleos, em disposição
tetraédrica.














Prof.: Roberto Gois 12

10ª EXPERIÊNCIA

CONDUTIBILIDADE ELÉTRICA E FUNÇÕES INORGÂNICAS


Objetivo: Demonstrar a condutividade elétrica de soluções aquosas obtidas utilizando compostos iônicos e
moleculares.


Material:

1) 1 aparato para testar condutividade.

2) 8 copos

3) Açúcar comum.

4) Sal comum.

5) Solução aquosa de ácido acético bem diluída (vinagre branco).

6) Solução aquosa de hidróxido de amônio bem diluída (NH
4
OH).

7) Solução aquosa de ácido clorídrico (HCl).

8) Solução aquosa de hidróxido de sódio (NaOH).

9) Álcool comum

10) Suco de laranja.

Procedimento:

a) Coloque, nos 7 copos, volumes iguais de água e identifique com etiquetas numeradas.

b) Nos copos de 2 a 7 adicione, separadamente, pequenas quantidades de açúcar, sal, HCl,
CH
3
COOH, NH
4
OH, álcool comum e NaOH.

c) A seguir, teste a condutividade de cada sistema, separadamente, analisando o brilho da
lâmpada. Lave com água os eletrodos antes de cada teste.






Prof.: Roberto Gois 13
11º EXPERIÊNCIA

ELEVADOR DE NAFTALINA

Material:

• 10g de mármore em pequenos pedaços.
• 5g de sal comum.
• 20 mL de ácido muriático diluídos em 180 mL de água (na proporção de 1 parte de ácido para 9
partes de água).
• 3 bolinhas de naftalina
• 1 proveta de 100 mL.
• Água.

Procedimento:

Coloque na proveta os pedaços de mármore (10g), o sal (5g) e 25 mL do ácido muriático já diluído. A
seguir, adicione água até a marca superior da proveta-100 mL. Depois, acrescente as 3 bolinhas de
naftalina. Observe o que acontece e responda às questões:

a) Neste experimento ocorreu fenômeno químico ou físico? Justifique sua resposta pela observação
visual.
b) Da mistura do ácido muriático com o mármore, cujos principais componentes são, respectivamente,
ácido clorídrico e o carbonato de cálcio, formam-se cloreto de cálcio, gás carbônico e água.
Identifique os reagentes e produtos. Escreva a equação que representa a reação.
c) Ao redor das bolinhas de naftalina podemos observar uma camada formada por pequenas bolhas.
Qual a substância que constitui essas bolhas? Como denominamos a interação entre as bolhas e a
naftalina?
d) Como você explica o deslocamento das bolinhas de naftalina para a superfície do líquido quando
surge a camada de pequenas bolhas? Ao alcançarem a superfície, as bolinhas começam a afundar.
Por quê?






Prof.: Roberto Gois 14
12ª EXPERIÊNCIA

INDICADOR FENOLFTALEÍNA


Objetivo: Produzir indicador fenolftaleína.
Materiais: Medicamento lactopurga, pilão pequeno, álcool, dois copos e uma colher.
Como Fazer:
a) Use o pilão para triturar um comprimido do medicamento.
b) Coloque o pó do comprimido triturado em um copo e acrescente cerca de 50 mL de álcool.
Mexa bem.
c) Filtre ou despeje o líquido sobrenadante em outro copo.

Comentários:
O medicamento contém o indicador fenolftaleína. Você pode utilizar gotas da solução de
fenolftaleína produzida para testar a acidez ou basicidade de alguns líquidos, tais como:

Suco de limão.
Água com sabão.
Água com pasta dental.
Vinagre.
Soluções de produtos de limpeza.



















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13ª EXPERIÊNCIA

INDICADORES NATURAIS

Objetivo: Fazer indicador com produtos naturais.

Materiais: Beterraba e repolho – roxo.

Como Fazer:
Corte uma fatia de beterraba, ou uma folha do repolho em pequenos pedaços.
Ferva os pedaços cortados em dois copos de água durante 10 min.
Filtre o líquido com um coador comum.
Comentários:
a) O extrato assim obtido deve ser guardado em geladeira.
b) A tabela abaixo mostra as cores dos indicadores em presença de soluções de caráter ácido ou
básico:
Solução ácida Solução básica
Extrato de repolho – roxo Vermelho Verde – amarelado
Extrato de beterraba Vermelho Amarela


Também funcionam como indicadores naturais: suco de amora, vinho tinto e extratos alcoólicos
de casca de cebola e de pétalas de flores coloridas.






Prof.: Roberto Gois 16
14ª EXPERIÊNCIA

PREPARANDO INDICADORES ÁCIDO-BASE

Os indicadores geralmente são moléculas orgânicas complexas e suas cores dependem do meio em que
se encontram dissolvidas. Muitos desses indicadores são obtidos a partir de espécies vegetais, como
tubérculos, flores, frutas, etc.
Você pode preparar uma série de indicadores e testar suas variações de cor em meio ácido, básico ou
neutro. Para obter um meio ácido, use o ácido muriático ou o vinagre branco. Par obter o meio básico, use
amoníaco, que pode ser adquirido em farmácias, mas mantenha o frasco fechado, pois os vapores do produto
irritam as mucosas.

Procedimento

Para preparar os indicadores siga o seguinte procedimento:

a) Corte em pedaços pequenos uma porção dos seguintes materiais: beterraba, pétalas de rosa
vermelha, pétalas de hortênsia, repolho roxo, açaí, pétalas de amor-perfeito de várias cores e amora.
b) Macere (esmague) cada uma das amostras em recipientes separados.
c) Adicione uma pequena quantidade de água em cada amostra e deixe repousar por 5 minutos,
agitando de vez em quando.
d) Filtre cada uma das soluções obtidas.
e) Divida cada solução em três copos.

A cor original de cada solução indica o meio neutro, que será mantido intacto em um dos copos. Para
obter os meios ácido e básico, adicione em cada um dos outros copos, separadamente, gotas de ácido
muriático ou vinagre e de amoníaco. Observe as cores que cada solução assume e anote suas observações
numa tabela, que deve ser feita de acordo com o modelo a seguir.

Meio Meio Meio
Extratos Neutro Ácido Básico
Beterraba








Prof.: Roberto Gois 17
15ª EXPERIÊNCIA

NEUTRALIZAÇÃO ENTRE ÁCIDOS E BASES


Objetivos: Observar a tendência de neutralização entre ácidos e bases.


Materiais: Amoníaco, limão, indicador de repolho – roxo, conta gotas, tubos de ensaio, água e uma colher de
chá.

Como Fazer:
Preparar a solução ácida e acrescentar o indicador.
Adicionar um produto básico, de preferência em pequenas quantidades.
Observar a mudança de cor do indicador.

Comentários:

Repita a experiência com outras soluções básicas, tais como água com sabão ou creme dental.
Use outros ácidos, tais como vinagre incolor, ácido muriático, etc.
Troque o indicador e observe a mudança de cores.























Prof.: Roberto Gois 18
16ª EXPERIÊNCIA

TESTANDO A FORÇA DOS ÁCIDOS


Usando o equipamento construído para a experiência de dissociação e ionização (bateria, lâmpada, fio,
etc.) você pode testar a força de um ácido.

Material
• Água.
• Vinagre (ácido acético).
• Ácido muriático (ácido clorídrico).
• Refrigerante (ácido carbônico).

Procedimento

Prepare três soluções com volumes iguais de água e cada uma das outras substâncias. Teste a
condutibilidade das soluções e, de acordo com a intensidade do brilho da lâmpada, coloque-as em ordem
crescente de força ácida.

Observação:
Ao preparar a solução, sempre adicione o ácido ao solvente (água).














Prof.: Roberto Gois 19
17ª EXPERIÊNCIA

TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS

EXPERIÊNCIA I
Materiais: Dois copos, colher, cal virgem, água e canudinho.
Como Fazer:
a) Coloque uma colher de cal virgem em um copo e acrescente água até a metade.
b) Mexa bem, cubra o copo e deixe em repouso durante 15 min.
c) Transfira uma parte do líquido para outro copo.
d) Use o canudinho para soprar dentro do líquido. O que você observa?

Comentários:
A cal virgem em água forma uma mistura denominada água de cal. Você poderá preparar uma
quantidade maior de água de cal e armazenar em uma garrafa fechada.
Quando você for utilizar a água de cal, procure não agitá-la. Recolha com cuidado o líquido
sobrenadante, que deverá ser incolor ou levemente opaco.

EXPERIÊNCIA II
Materiais: Vinagre bicarbonato de sódio, garrafa de refrigerante (pequena), balão de borracha (bola assopro)
funil.
Como Fazer:
a) Coloque uma colher de chá de bicarbonato de sódio dentro da garrafa.
b) Acrescente água até metade da garrafa.
c) Acrescente uma xícara de vinagre.
d) Coloque rapidamente o balão de borracha na boca da garrafa e observe a formação do
gás.
Comentários:
Uma variante dessa experiência poderá ser feita com um tubo plástico, massa de moldar e solução
de água e cal.





Prof.: Roberto Gois 20
18ª EXPERIÊNCIA

AÇÃO DE ÁCIDOS E BASES SOBRE OS CARBONATOS

Material:

• Solução aquosa de soda cáustica (NaOH).
• Vinagre ou ácido muriático.
• Mármore em pó (CaCO
3
).

Procedimento:

Faça os experimentos conforme o esquema:


Vinagre ou ácido muriático solução aquosa de soda cáustica



Mármore em pó







Observe em qual dos experimentos ocorreu uma reação e escreva a equação que a representa.
Com base nos dados obtidos e considerando o texto a seguir:

“Os corais apresentam, como principal componente, o CaCO
3
. É muito comum encontrar corais em
oceanos e não em rios”.
Como você poderia classificar as águas dos mares e dos rios quanto ao seu caráter ácido ou alcalino
(básico)?











Prof.: Roberto Gois 21

19ª EXPERIÊNCIA

COMPORTAMENTO DOS CARBONATOS NA PRESENÇA DE ÁCIDOS


Este experimento serve para mostrar:

• Uma reação de dupla troca.
• A formação de gás carbônico.
• A influência da superfície de contato na velocidade de uma reação (triturando a casca do ovo).
• A força de um ácido (mudando o ácido).


Casacas de ovos apresentam, como principal componente, o carbonato de cálcio (CaCO
3
) que, ao ser
atacado por ácidos, libera gás carbônico.
Em um recipiente de vidro provido de uma rolha à qual foi adaptado um tubo plástico, coloque cascas
de ovos e cubra-as com vinagre (ácido acético), conforme o esquema:




rolha tubo plástico gás carbônico



garrafa


casca de ovo vinagre água





Depois, repita este experimento utilizando, no lugar do vinagre, uma solução formada de quatro partes
de água par uma parte de ácido muriático (HCl). Observe e compare a efervescência e a velocidade com que
o tubo de ensaio é preenchido pelo gás e resolva as seguintes questões:

a) Em qual dos experimentos a reação ocorreu com maior velocidade (mais intensidade)?
b) Equacione a reação que ocorreu entre as cascas de ovos e o ácido muriático?
c) Qual dos dois ácidos é mais forte? Responda essa pergunta baseado nos resultados da experiência.
d) É conveniente você cortar um limão sobre uma pia de mármore? Por quê?








Prof.: Roberto Gois 22
20ª EXPERIÊNCIA

RECONHECINDO UM ÓXIDO BÁSICO



Material

• Cinza de cigarro ou de madeira.
• Copo transparente.
• Indicador ácido-base (fenolftaleína).
• Água.

Procedimento

a) Coloque no copo transparente água.
b) Adicione algumas gotas de fenolftaleína.
c) Coloque certa quantidade de cinza e observe a mudança de cor.

Na cinza do cigarro ou da madeira existe o óxido de potássio (K
2
O) que é um óxido básico que reage com
a água, formando uma base.

K
2
O + H
2
O 2 KOH




















Prof.: Roberto Gois 23
21ª EXPERIÊNCIA

SANGUE DO DIABO


Objetivo: Verificar a atividade do indicador.


Materiais: Hidróxido de amônio, 1 comprimido de lactopurga, água destilada, recipiente.


Como Fazer:

a) Coloque 500 mL de água destilada em um recipiente.
b) Dissolva o comprimido na água do recipiente.
c) Adicione 20 mL de NH
4
OH a este recipiente.

Comentários:
O comprimido e o hidróxido de amônio podem ser comprados em farmácias
Coloque a solução em um tecido branco. Observe a cor. O que acontece com o tempo? Explique.
Lave o tecido com sabão. O que acontece? Por quê?











Prof.: Roberto Gois 24
22ª EXPERIÊNCIA

REAÇÃO DE SÍNTESE


Objetivo: Observar uma reação de síntese.
Materiais:
Ferro em pó (limalha).
Enxofre.
Tubo de ensaio.
Lamparina (ou bico de bunsen).
Colher de café e pinça de madeira.

Como Fazer:
a) Coloque no tubo de ensaio quantidades iguais de ferro e de enxofre.
b) Use a pinça de madeira para aquecer cuidadosamente o tubo de ensaio.

Comentários:
O ferro reage com o enxofre formando o sulfeto de ferro II (FeS).

















Prof.: Roberto Gois 25
23ª EXPERIÊNCIA

REAÇÃO DE DESLOCAMENTO


Objetivo: Observar uma reação de deslocamento.



Materiais: Sulfato de cobre II, palha de aço, copo e água.


Como Fazer:


a) Dissolva o CuSO
4
em meio copo de água. Basta uma quantidade do sal correspondente a uma colher
de café.


b) Coloque na solução um pequeno pedaço de palha de aço.



Comentários:


Espere alguns minutos e observe a mudança de cor da solução.
O sólido avermelhado é cobre metálico.



















Prof.: Roberto Gois 26
24ª ESPERIÊNCIA

REAÇÃO DE ÓXIDO-REDUÇÃO

1ª REAÇÃO DE ÓXIDO-REDUÇÃO

O gás hidrogênio (H
2
) é usado na propulsão de foguetes e é considerada uma das reações mais
importantes alternativas energéticas. A combustão do hidrogênio, além de liberar uma quantidade muito
grande de energia, não produz nenhuma substância poluente.
A limitação para seu uso, atualmente, está relacionada ao custo elevado de sua obtenção. Neste
experimento, vamos produzir o gás hidrogênio através de óxido-redução e comprovar a sua propriedade de
sofrer combustão.


Material

• 2 tubos de ensaio.
• 1 rolha.
• 1 mangueira plástica de 30 cm.
• Ácido muriático
• Zinco.

Procedimento

Faça um furo na rolha com diâmetro igual ao da mangueira e adapte uma à outra.
Em um tubo de ensaio, prepare uma solução com 3 mL de água e 1 mL de ácido muriático e, a seguir,
adicione um pedaço de zinco de aproximadamente 2 gramas.
Rapidamente, tampe o tubo com a rolha que está adaptada à mangueira e introduza a outra
extremidade desta última no outro tubo, conforme o esquema:


Tubo II contendo o H
2



mangueira






Tubo I


Zinco solução aquosa de HCl






Prof.: Roberto Gois 27

Quando terminar a liberação de gás no tubo I, inverta a posição do tubo II e aproxime, devagar um
palito de fósforo aceso da sua boca.
Com base na teoria e em suas observações, resolva as questões seguintes:
a) Equacione a reação que ocorreu entre o HCl e o Zn.
b) Determine o Nox de todos os elementos das substâncias envolvidas.
c) Quais os elementos que sofrem oxidação e redução?
d) Quais são os agentes oxidante e redutor?
e) Escreva a equação iônica que representa a reação.
f) Escreva as semi-reações de oxidação e redução.
g) Cite três metais que não deslocam o hidrogênio.
h) Equacione a equação de combustão do H
2
, indicando o redutor e o oxidante, e informe o sinal da
variação de entalpia desta reação.
i) Por que devemos manter o tubo II emborcado para recolher o H
2
?



2ª REAÇÃO DE ÓXIDO-REDUÇÃO

Material
• 1 copo.
• 1 fio elétrico desencapado.
• Solução de nitrato de prata.








Prof.: Roberto Gois 28
Procedimento
Construa, com o fio, um modelo de árvore de Natal semelhante ao desenho acima, em tamanho
compatível com o copo.
Após ter introduzido o modelo no copo, coloque a solução de AgNO
3
até cobri-lo. Deixe o sistema em
repouso, volte a observa-lo no dia seguinte e resolva as questões:

a) Qual a cor da solução inicial de AgNO
3
?
b) Qual é o principal constituinte do fio elétrico?
c) Qual é a cor da solução final?
d) Qual é a espécie química responsável por essa coloração?
e) Escreva a equação da reação ocorrida.
f) Escreva equação iônica dessa reação.

































Prof.: Roberto Gois 29
25ª EXPERIÊNCIA
FORMAÇÃO DE PRECIPITADO

Objetivo: Observar a formação de precipitado.

Materiais: Amoníaco, pedra – ume, copo e água.

Como Fazer:
a) Dissolva em água um pequeno pedaço de pedra – ume.
b) Acrescente algumas gotas de amoníaco e observe a formação de um precipitado.
Comentários:
A pedra – ume é constituída do alúmen comum: Al
2
(SO
4
)
3
. K
2
SO
4
. 24 H
2
O .
O amoníaco é uma solução aquosa de amônia, NH
3
, e pode-se representar o hidróxido de amônio
por NH
4
OH.
Pesquise a solubilidade das bases Al(OH)
3
e KOH. Qual delas poderá ser o precipitado?

















Prof.: Roberto Gois 30
26ª EXPERIÊNCIA

REAÇÃO DO ZINCO COM ÁCIDO SULFÚRICO DILUÍDO


Objetivo: Verificar uma reação de deslocamento e exotérmica
Materiais: Ácido sulfúrico, zinco metálico, erlenmeyer de 50 mL, tubo de ensaio, béquer, tubo de vidro.
Como Fazer:
a) Coloque 2,5 g de zinco metálico em um erlenmeyer de 50 mL e adicione 20 mL de ácido
sulfúrico diluído a 4,5 mol / L.
b) Colete o gás conforme o esquema abaixo.
c) Quando o tubo de ensaio estiver cheio de gás levante-o de boca para cima e aproxime, com
cuidado, um palito de fósforo aceso.
d) Toque no erlenmeyer e verifique se está frio ou quente.

Comentários:
O que aconteceu quando o palito de fósforo aceso foi colocado na boca do tubo de ensaio?
Justifique.
O erlenmeyer estava quente ou frio? Justifique.
Escreva a equação da reação química que ocorreu.

H
2(g)

(inicialmente cheio de água )


H
2
O




Zn
(s)
+ H
2
SO
4 (aq)







Prof.: Roberto Gois 31
27ª EXPERIÊNCIA

FORMAÇÃO DE UM PRDUTO MENOS SOLÚVEL OU INSOLÚVEL
(FORMAÇÃO DE PRECIPITADO)


Material

• 2 copos de vidro.
• Solução aquosa de Pb(NO
3
)
2
e de NaI.


Procedimento:
a) Coloque a solução de NaI dentro da solução de Pb(NO
3
)
2
e observe a formação de um precipitado
de cor amarela que é o PbI
2
, que é insolúvel em água.

A reação que ocorre é:

Pb(NO
3
)
2(aq)
+ 2 NaI
(aq)
PbI
2(s)
+ 2 NaNO
3(aq)





























Prof.: Roberto Gois 32
28ª EXPERIÊNCIA

ESTALACTITES E ESTALAGMITES

As estalactites e as estalagmites são formações constituídas de CaCO
3(s)
que levam milhares de anos
para se formarem no interior das cavernas. Podemos produzir estruturas semelhantes usando NaHCO
3
ou
MgSO
4
. Essas substâncias podem ser encontradas em farmácias.

Material

• Bicarbonato de sódio (NaHCO
3
) ou sulfato de magnésio (MgSO
4
) – sal amargo ou sal de Epsom.
• 2 frascos vazios de alimentos infantis
• 2 arruelas.
• 30 cm de fio grosso de lã ou barbante de algodão.

Procedimento

Coloque o sal escolhido nos dois frascos, preenchendo-os até a metade da sua altura. Adicione água até
encher os frascos e agite os sistemas com uma colher. A seguir, amarre uma arruela à extremidade de cada
fio e monte o sistema indicado na figura.
Observe que você terá de colocar um pires entre os dois frascos, bem abaixo do centro do fio.
Deixe o sistema em repouso por alguns dias em lugar arejado e no qual não ocorram trepidações.
Depois, responda às seguintes questões:

a) A formação de estalactites e das estalagmites em cavernas é resultado de uma reação química.
Nesse experimento também ocorre uma reação química.
b) Explique como se formaram as “estalactites” do experimento.












sal pires sal











Prof.: Roberto Gois 33
29ª EXPERIÊNCIA

INFLUÊNCIA DA DIFERENÇA DE PRESSÃO ENTRE DOIS MEIOS


Objetivo: Mostrar a influência da diferença de pressão entre dois meios.

Material: Lata de refrigerante, fonte de calor, recipiente grande, água comum, pinça de madeira.

Como Fazer:

a) Colocar dentro da lata sem tampa (como um copo) aproximadamente 1/5 de água.
b) Aquecer até a ebulição e deixar ferver durante, aproximadamente 2 minutos, para retirar todo ar do
seu interior, deixando apenas o vapor de H
2
O.
c) Colocar esta lata emborcada na água fria.
d) A água murcha devido à pressão externa ser maior que a interna.




















Prof.: Roberto Gois 34
30ª EXPERIÊNCIA

FERVENDO A ÁGUA EM COPO DE PAPEL OU BALÃO DE FESTA

Objetivo: Mostrar as diferentes temperaturas de ebulição e de combustão de alguns materiais.

Materiais:

Copo de papel ou uma forma de papel para empadas.
Balão de borracha (usado em festas de aniversário).
Fio de cobre rígido encapado.
Água.
Vela.
Fósforo.

Como Fazer:

Coloque água no copo de papel até cerca de 1 / 3 do seu volume. Construa um suporte para o copo
com o fio de cobre rígido, conforme a figura abaixo. Acenda a vela e aqueça o copo de papel
diretamente na chama. Observe e mantenha o aquecimento até a ebulição da água.



Coloque um pouco de água em um balão de borracha e dê um nó na sua boca. Acenda um fósforo e
use-o para aquecer o balão diretamente abaixo da parte que contém água. Observe. Não aqueça o
balão por muito tempo, pois ele pode estourar.



Prof.: Roberto Gois 35
31ª EXPERIÊNCIA

FERVENDO ÁGUA NA SERINGA


Objetivo: Mostrar que a temperatura de ebulição de um líquido depende também da pressão.


Material:

Seringa descartável.
Água.
Panela pequena.
Fonte de calor.

Como Fazer:

Coloque um pouco de água na panela e aqueça-a até cerca de 40 – 50°C. Para saber se a
temperatura está correta, basta observar atentamente a água e parar o aquecimento quando
surgirem as primeiras bolhas de ar no fundo da panela. Puxe um pouco de água (cerca de 1 / 5 do
volume da seringa) para dentro da seringa, tomando o cuidado de não deixar entrar nenhuma bolha
de ar. Caso tenha algumas bolhas de ar dentro da seringa, coloque-a na vertical com o bico para
cima, bata levemente nas suas paredes e aperte o êmbolo até que elas saiam completamente.
Imediatamente tampe a ponta da seringa com o dedo e puxe o êmbolo para trás, com força, mas sem
retira-lo completamente da seringa. O que você observa? Solte o êmbolo e observe. Repita o
procedimento várias vezes.





















Prof.: Roberto Gois 36
32ª EXPERIÊNCIA

NORMAL OU DIETÉTICO (DENSIDADES)

Objetivo: Mostrar as densidades relativas de vários materiais.


Material:

1 lata de refrigerante normal, fechada.
1 lata de refrigerante dietético, fechada.
2 jarras altas ou aquário.
Água.
Seringa.

Como Fazer:

Encha a jarra com água. Faça uma previsão: O que irá acontecer quando colocarmos a lata de
refrigerante normal na água? Irá afundar ou flutuar? E a lata de refrigerante dietético? Coloque a lata
de refrigerante normal na água e observe o que ocorre. Em seguida, coloque a lata de refrigerante
dietético e veja o que ocorre. Você acertou suas previsões? Coloque a lata de refrigerante normal na
água novamente, porém desta vez coloque-a lentamente, na posição vertical com a tampa para cima.
O que você nota? Com a lata debaixo da água, coloque um pouco de ar na parte curva da embaixo
da lata usando a seringa. O que ocorre agora ao se soltar a lata?
















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