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GERAÇÃO HELIOTÉRMICA- UMA NOVA OPÇÃO de eneria limpa para o Brasil

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GERAÇÃO HELIOTÉRMICA: UMA NOVA OPÇÃO 1 DE ENERGIA LIMPA PARA O BRASIL

Evandro Sérgio CAMÊLO CAVALCANTI
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica-CEPEL Caixa Postal 68.007 Rio de Janeiro 21.941-590, BRASIL e-mail: camelo@cepel.br

Rubem Bastos Sanches de BRITO
Ministério de Minas e Energia-MME Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético Brasília, 70065-900, BRASIL e-mail: rubembrito@mme.gov.br

Resumo
A geração heliotérmica de eletricidade apresenta-se como uma excelente opção para o setor elétrico brasileiro, predominantemente hidráulico, pois a medida que os recursos hídricos decrescem nos períodos de seca, aumenta o potencial solar devido a menor interferência de nuvens e radiação solar mais intensa. A combinação solar/hidro possibilita um planejamento equilibrado para minimizar influências devido às variações no clima. A região Nordeste brasileira apresenta as melhores condições climáticas para a instalação de plantas heliotérmicas. Apresenta-se neste trabalho a análise das três

tecnologias heliotérmicas mais desenvolvidas, a saber: cilindro parabólico, torre central e disco parabólico. Estima-se que a demanda de eletricidade para atender as metas de irrigação do semi-árido nordestino seja da ordem de 4.500 a 7.500 MW, em função do tipo de tecnologia de irrigação usada e da distância à fonte.

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Artigo a ser submetido ao VIII Congresso Brasileiro de Energia – CBE, a ser realizado no Rio de Janeiro (RJ), 30 de Novembro a 2 de Dezembro, 15p., 1999.

A conversão da energia solar em energia mecânica e/ou elétrica tem sido objeto de experiências por mais de um século. estabelecendo-se assim a viabilidade da tecnologia (HOLL & ... SO2 e NOX. 1993). foram construídas várias e importantes plantas pilotos que operam satisfatoriamente. Em 1872. MOUCHOT exibiu uma imprensa acionada a vapor durante à Exposição de Paris. níveis de poluição aceitavelmente baixos quando complementada com combustíveis fósseis. geração de eletricidade livre de contaminantes gasosos como: CO2. impacto ambiental mínimo ao meio ambiente.1995). 1991) (De LAQUIL et al. 1995) (ANDERSON & AHMED. 1985).Introdução A energia solar é a forma mais abundante de energia disponível do mundo. e em 1913 um sistema de irrigação solar começou seu breve período de operação em Meadi no Egito.0 ha/MWe em média) (CEMIG. mas também é uma das formas mais diluída e intermitentes (KREIDER & KREITH. isto é. Progresso significativo foi alcançado no desenvolvimento de tecnologias heliotérmicas tornando-as economicamente competitivas para a geração de eletricidade. Estes e outros desenvolvimentos utilizaram coletores concentradores para fornecer vapor para acionar estas máquinas (DUFFIE & BECKMAN. e reduzida necessidade de área (3. Durante o início dos anos 80. Uma interessante revisão histórica destas experiências foi apresentada por JORDAN & IBELE (1956). fonte de energia renovável e gratuita. Algumas destas vantagens são: inesgotável.0 ha/MWe) quando comparanda a outras fontes renováveis (Hidráulica: 55. É uma alternativa importante para a geração de eletricidade que oferece vantagens econômicas e ecológicas.

BARRON. junto com reduções de custo viabilizadas pela escala de produção. as melhoras tecnológicas futuras reduzirão os custos mais ainda.. Hoje mais de 354 megawatts de eletricidade são gerados através de plantas heliotérmicas comerciais nos Estados Unidos (HOLL & BARRON. além das atividades de pesquisa e desenvolvimento. possibilitarão a construção de uma sucessão de plantas heliotérmicas. além de contribuir para melhorar os níveis de desempenho. 1993) (GRASSE. Várias alternativas para o uso do potencial hidroelétrico brasileiro conduziram o setor de elétrico a considerar a necessidade de: (i) preparar um plano para a geração termoelétrica a carvão e gás natural. que este tipo de geração é ambientalmente compatível. 1989) (De LAQUIL et al. ajudou a reduzir o custo dos sistemas heliotérmicos para um-quinto daquele das primeiras plantas pilotos (De LAQUIL et al. Sem dúvida. (ii) estudar e avaliar projetos de plantas pré-comerciais para geração de eletricidade usando fontes alternativas. prometendo tornar o custo de geração dos sistemas heliotérmicos competitivo em relação às plantas de combustível fóssil. 1994. 1994a). tendo em vista. 1993). e a experiência ganha destas plantas. Estes avanços. O "Plano Nacional de Energia Elétrica 1993/2015 . . 1989). 1999) analisou as alternativas por ampliar o sistema elétrico do brasileiro nas próximas décadas. considerando o fornecimento e demanda de energia em diferentes cenários de crescimento. 1995.. As considerações apresentadas motivaram o objetivo deste trabalho para a identificação de um mercado potencial para a geração heliotérmica visando a implantação de uma planta pré-comercial no Brasil.PLANO 2015" (ELETROBRÁS.

não existe água suficiente para irrigar esta área. Xingó e Itaparica). Energia solar em quantidade suficiente para uso em grande escala comercial é predominantemente disponível na área de semi-árido. dos quais mais de 13. e o mais alto nível de radiação solar direta disponível no Brasil. considerando o uso múltiplo da água nesta região.350 MW já são explorados em plantas hidrelétricas ao longo do rio São Francisco (Três Marias. mas por causa de algumas restrições como distância à fonte ou altura de bombeamento. baixa nebulosidade. precipitação reduzida.8 milhões de hectares de terra irrigáveis distribuídas em dezessete áreas prioritárias. há aproximadamente 30. Infelizmente. este valor é reduzido a 8. baixa umidade. principalmente na bacia do rio São Francisco.500 MW. Além disso. em função da tecnologia de irrigação utilizada e da distância a fonte. por causa da grandes áreas com disponibilidade de radiação solar e a proximidade do equador. Assim.700 MW.500 a 7. O potencial hidrelétrico da região Nordeste é da ordem de 26. 1991). Na região Nordeste. Moxotó. localizada principalmente na Região Nordeste brasileira. Esta área apresenta as melhores condições climatológicas para a instalação de plantas térmicas solares. a demanda potencial de eletricidade associada com a irrigação é estimada como sendo da ordem de 4.5 milhões de hectares do semi-árido podem ser irrigados no futuro (CODEVASF. alta insolação. Paulo Afonso. Os .1 milhões.Mercado Potencial para Plantas Heliotérmicas Brasil é um país com elevado potencial para a implementação de plantas heliotérmicas. apenas 1. Sobradinho. como.

mais água poderá ser direcionada para a irrigação ao invés da geração. oferta de empregos novos no campo que evitando-se o êxodo rural. o custo desta energia depende. e heliotérmica. a hidreletricidade não usada para irrigação estará disponível para outras aplicações. hora do dia e mês do ano. A flutuação na produção de eletricidade intermitente gera novos problemas para o gerenciamento de sistemas produtores. A limitação do uso da hidreletricidade e a demanda potencial de eletricidade para irrigar o semi-árido na região Nordeste apoiam a idéia de associar a geração heliotérmica a projetos de irrigação. Esta energia conduzirá a vários benefícios. Tipicamente o custo da energia a partir de fontes renováveis cairam a . Esta associação criará maior disponibilidade de energia nesta região. A escolha da tecnologia é principalmente determinada pelas características do local como: localização geográfica do sítio. além de outros. Sistemas de armazenamento de eletricidade podem reduzir o custo para atender flutuações na demanda ou na fonte. tais como: crescimento local e desenvolvimento. Além disso. demanda de carga elétrica. implementação de benefícios sociais locais. fotovoltaica.recursos desta região serão utilizados completamente no início do próximo século e os custos marginais de novas plantas subirão rapidamente (ELLIOT. das características de outros equipamentos do sistema e da variação na demanda de eletricidade. A determinação do custo de energia não é simples para a geração intermitente: eólica. 1994). Opções de Fontes de Energia Renováveis para a Irrigação O custo da eletricidade obtida a partir do aproveitamento de energia renovável varia e depende da tecnologia usada. além de outros. a qual é influenciada pelo clima. também.

o transporte e armazenamento do calor e sua conversão final para eletricidade. No desenvolvimento de tecnologias heliotérmicas a atenção tem se voltado para o aperfeiçoamento de vários processos. torres centrais. receptor. por causa destas razões a geração heliotérmica é a escolha adequada para esta região e aplicação. onde o potencial da energia eólica não é tão atraente para explorar em comparação com a radiação solar direta disponível. Na Tabela I. e conversão de potência. e discos parabólicos) baseiam-se em quatro componentes básicos: coletor. transporte-armazenamento. As exigências de carga para irrigação durante aproximatemente dezoito horas por dia requerem armazenamento de energia. Considerando a escala desejada de demanda de 1MWe a 30 MWe para cada planta. que poderá ser feito na forma de calor. gás de síntese ou água. a geração heliotérmica apresenta-se como a melhor solução de armazenamento e menor custo de energia quando comparados à geração fotovoltaica. O receptor absorve a luz solar concentrada e transfere a energia térmica a alta temperatura para um fluido de . sua conversão para aquecer. Assim. A geração eólica apresenta o mais baixo custo de energia.metade na última década e espera-se que caia a metade durante os próximos dez anos. Assim. a saber: a captação da radiação solar. as tecnologias de heliotérmicas (cilindros parabólicos. apresentam-se alguns exemplos de redução de custos que foram alcançados e esperados para algumas tecnologias usadas para o aproveitamento de fontes renováveis (OECD/IEA. mas como os projetos de irrigação na região Nordeste de Brasil serão desenvolvidos principalmente na bacia do rio São Francisco. 1997). O coletor captura e concentra a radiação solar que é entregue então ao receptor.

20 0.10 5 .02 – 0.24 .08 (calor) 0.04 – 0.15 (elétrico) elevação contínua 5 .08 . 37 (US$/litro) 0.50 0. Redução de Custos Verificados e Esperados para Algumas Fontes Alternativas (OECD/IEA.0.15 (calor) 30 .0.10 – 0.14 0.10 QUEDA DO CUSTO DA ENERGIA NOS ÚLTIMOS 10 ANOS (%) constante REDUÇÃO ESPERA NO CUSTO DA ENERGIA EM 10 ANOS (%) ligeiro aumento PCH BIOMASSA Queima de Rejeitos Digestão Anaeróbica Gás de Lixo Urbano Energia de Florestas e Cultivo de Grãos BIOCOMBUSTÍVEIS Etanol Biodiesel AQUECIMENTO SOLAR DIRETO GERAÇÃO HELIOTÉRMICA FOTOVOLTAICA GERAÇÃO EÓLICA * os valores podem variar de sítio para sítio e de país para país.02 – 0.02 – 0.10 ligeiro aumento 10 .0.50 – 1.50 25 .50 20 . mas agora elevando-se 5 . 1997) TECNOLOGIA CUSTO ATUAL DA ENERGIA (US$/KWH)* 0.14 0.15 5 .40 .05 .10 (calor) 10 .03 – 0.50 20 .04 – 0.0.52 (US$/litro) 0.50 25 40 .60 50 40 30 .TABELA I.15 (elétrico) constante.25 0.06 0.10 30 . 0.10 10 .50 (elétrico) 0.25 30 .25 .10 5 .

receptores distribuídos e receptor central. 1993) (GRASSE. Cilindro-parabólico . Eles são o sistema de cilindroparabólico. focalizando os raios solares sobre um receptor. As tecnologias heliotérmicas concentram radiação solar por meio de refletores ou lentes que rastream o sol.. conhecido como receptores distribuídos e o sistema de solar de torre conhecido como receptor central (De LAQUIL. Figura 1.. 1994a. 1994a e 1994b). onde a energia solar é absorvida como calor para em seguida ser convertida em eletricidade ou incorporada a produtos na forma de energia química. veja Figuras de 1 a 3. As três principais tecnologias mais desenvolvidas são diferenciadas pela característica da superfície refletora na qual a radiação solar é coletada e refletida (WINTER et al. o sistema de disco-parabólico. como no caso da produção do gás de síntese. vários pontos ou focos lineares e uma única cavidade focal onde a radiação solar direta é concentrada. em algumas plantas heliotérmicas uma parte da energia térmica é armazenada para uso posterior. 1993) (GRASSE.trabalho. 1991) (De LAQUIL et al. 1995). O sistema de conversão de potência consiste de uma máquina de térmica que aciona um gerador elétrico assegurando a conversão da energia térmica em energia elétrica. Os dois sistemas heliotérmicos básicos. de forma semelhante a geração de eletricidade convencional a partir de combustíveis fósseis ou fontes nucleares. respectivamente. O sistema de transporte-armazenamento leva o fluido do receptor para o sistema de conversão de potência. empregam.

1999) e. 1996). 1999). tem-se a projeção do custo de energia gerada para as próximas décadas (PSA. 1999). 1999). 1989). Disco Parabólico As tecnologias heliotérmicas são apropriadas para uma série de aplicações. Na Tabela III. (SolarPACES. ou instaladas como sistemas modulares em áreas isoladas. Torre Central Figura 3. Na Figura 4. Deve-se destacar que a redução de custo é baseada no crescimento do mercado. diferenciando-as quanto à aplicação. Figura 2. na maturidade dos avanços tecnológicos a ser . apresenta-se a comparação entre as três escolhas tecnológicas.(PSA. (OECD/IEA. apresenta-se a comparação do custo da energia gerada com tecnologias heliotérmicas em relação a outras fontes em função do tipo de carga (PSA. avanços alcançados e características especiais (PILKINGTON. podendo ser usadas para atender o pico de demanda ou cargas intermediárias a nível das concessionárias.Na Tabela II. (PILKINGTON. Na Figura 5. 1997). apresentam-se as principais características técnicas e econômicas das tecnologias heliotérmicas mais comuns (HOLL & BARRON. 1996). bem como.

010-0. TABELA II.18 (p) 24 (d) 500-1000 500-1. Características das PrincipaisTecnologias Heliotérmicas. TECNOLOGIA CILINDRO PARABÓLICO 300 30-40 TORRE CENTRAL 300 30-200 DISCO PARABÓLICO 300 0. como por exemplo. o carvão.050 Radiação Solar Mínima (W/m2) Classe de Potência (MW) Temperatura de Operação (° C) ° Concentração Custo de Investimento (US$/kW) Custo de Energia(US$/MWh) Eficiência de Pico (%) Eficiência Anual Global (%) Fator de Capacidade Anual (%) * (d) demonstrado. a chuva ácida e o efeito estufa.185 23 14 .19 (p) 500-1200 600-2000 6000-10000 270-330 29 18 -23 (p) 25 a 70 (p) 25 (p) Considerações Finais e Conclusões O desenvolvimento de tecnologias e o aumento do uso de certos tipos de fontes de energia. . pode acentuar a causa de sérios problemas ambientais. A energia solar é uma importante alternativa para a geração de eletricidade que oferece vantagens ecológicas e econômicas.alcançada.200 1100-4800 120. (p) previsão 200-500 60-90 2890-4500 60 – 130 21 10 -12 (d) 14 . tais como.

PV Torre Central Disco/Stirling Eólica ISCCS SEGS Hidro Nuclear Carvão (Preço Mundial) CC (Gás Natural) Turbina a Gás(DIESEL) TG(Gás Natural) Base: 4000 . 1999) As tecnologias baseadas no uso de fontes renováveis. Até mesmo em operação híbrida.10 0.04 US$/kWh Torre Cent ral Cilindro-P arabólico 0 2000 2005 2010 2015 2020 Ano Figura 5. Projeção do Custo de Energia para a Geração Heliotérmica (PSA.30 0.25 0.7000 horas de operação Carga Intermediária: 2000-4000 horas de operação Pico: 500-2000 horas de operação : Intermitente 2000-3000.05 Dis co/ Sti rlin g Custo Reduzido: 0.15 0. Embora medidas efetivas não tenham ainda sido implementadas em muitos .35 0. capacidade não garantida 0 10 20 30 40 50 Centavos de US$/ kWh Figura 4. as plantas heliotérmicas que operam com combustíveis fósseis apresentam grande redução no impacto ambiental. oferecem soluções com o menor impacto ambiental. 1999) US$/kWh 0. Comparação de Custos de Geração (PSA.20 0.

estágio comercial a partir de 1999. heliostatos requerem provado. adequada para integração em ciclos combinados DISCO-PARABÓLICO CILINDRO-PARABÓLICO Sistemas isolados ou Sistemas de Plantas Concectadas à Rede. devido ao limite da temperatura do óleo ainda em desenvolvimento . Sistemas isolados de Existem 354 MWe operando. Adequada até 50 kWe e sistemas modulares de para integração em ciclos combinados até 5 MWe. armazenamento à alta temperatura. prazo alcançar elevadas eficiências e modularidade. dificuldade de obtenção de vapor qualidade moderada alta precisão de rastreamento armazenamento. Calor de baixa potência Processo ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO Testes e Unidades de Comercial com plantas de 30 a 80 MWe. Demonstração. Comercialmente disponível com mais de 4500 GWh de experiência operacional. temperaturas para processo elevadas Testes e Plantas de Demonstração de até 10 MWe. estágio comercial a partir de 1998. operação híbrida provada. capacidade de armazenamento VANTAGENS Excelente perspectiva de longo Elevadas eficiências de conversão.TABELA III Comparação das Principais Tecnologias Heliotérmicas TORRE CENTRAL APLICAÇÕES Plantas Concectadas à Rede. operação híbrida em operação híbrida possível desenvolvimento DESVANTAGENS Projeções de custo não Back-up com combustível fóssil não Temperaturas baixas conduzem a demosntradas. elevado custo.

especialmente junto a comunidade financeira. em Março de 1994 através da criação do "Global . os sistemas heliotérmicos precisam ser apoiados por políticas reguladoras de longo prazo para que se faça sentir os benefícios sócio-econômicos do uso evitado dos combustíveis convencionais (De LAQUIL et al. elas não serão completamente utilizadas até que ocorra uma ampla cooperação entre governos. A geração heliotérmica tem um nicho bem identificado para o fornecimento de energia em áreas com elevada radiação solar direta. tornando desejável o desenvolvimento de tecnologias limpas para a geração de energia. pois os sistemas heliotérmicos são novos (e vistos como um investimento de alto risco) e podem ser vistos como concorrentes das tecnologias existentes. concessionárias e setor privado.. as necessidades de áreas para projetos hidráulicos variam de aproximadamente dez a diversas centenas de vezes aquelas de projetos solares para as eficiências de conversão atuais. logo apresentam o mínimo impacto ambiental. Exceto para hidrelétricas com grandes quedas. Finalmente. em particular. Além disso. (GRASSE. isto certamente irá ocorrer em breve.países para internalizar os custos ambientais da produção da eletricidade. 1995). em média elas são de 25 a 50 vezes (ANDERSON & AHMED. 1993) (GRASSE..1995). incentivos mercadológicos devem ser criados para que possam ser vencidas as barreiras que existem. Embora as tecnologias heliotérmicas se apresentem promissoras. 1999). Um importante passo para implementar o uso da energia solar em países em desenvolvimento foi dado. nos projetos hidráulicos. 1996) e (SolarPACES. 1994a. 1994a) (PILKINGTON. As plantas heliotérmicas têm a menor necessidade de área quando comparada com outras tecnologias alternativas.

Environmental Facility-GEF". T. & AHMED.A.. CEPEL.A. In Portuguese.. Esta iniciativa envolve a implantação de linhas de projetos elegíveis para financiamentos de aplicações comerciais ou pré-comerciais. P. MCT.. FISH. KEARNEY.. Executive Report-Summary/Centrais Elétricas Brasileiras S.B. Second Edition. April 1994. Solar-Thermal Electric Technology. D. R. DIVER. CHESF. The National Electric Energy Plan 1993-2015-Plan 2015. (1995). M.A. 1995. Island Press. 166p. World Bank. CODEVASF. (1993). J. Technical Paper Number 279-Energy Series. 1993. um estudo de viabilidade técnico-econômica para a construção da primeira planta heliotérmica pré-comercial a ser implantada no Brasil. John Wiley & Sons Inc. 1999).W. Solar Thermal Technology‚ Research Development and Applications (Proceedings of the Fourth International Symposium) Eds. ELETROBRÁS. & Traugott. De LAQUIL. CODEVASF. Inventário dos Projetos de Irrigação. LEVITAN. Second Edition. Visando introduzir as tecnologias heliotérmicas.. The Case for Solar Energy Investments. (1991). Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco. xi+16p. Chapter 5.J.. GEYER.. D. Hemisphere Publishing Corporation. com recursos obtidos do GEF. Referências ANDERSON. DUFFIE. Solar Engineering of Thermal Processes. COELBA. R. 1991.D. New York.. J. Private communication. & DIVER. ROSIN. M..B. xxiii+919p. Ed. Planning and Engineering Management and Executive Secretariat of GCPS Coordination... volume I. e projetos de demonstração usando energia solar podem ser elegíveis para as linhas de financiamento do GEF. & BECKMAN. Renewable Energy: Sources for Fuels and Electricity.B. & RICHARDSON. Gupta. New York. Deve-se destacar que as tecnologias não estão congeladas por causa destes programas. desenvolvimentos. estão preparando.T. (1991). pp517-526.. .W. W. (1995). ELETROBRÁS. Solar Test of an Integrated Sodium Reflux Heat-Pipe Receiver/Reactor for Thermochemical Energy Transport. o MME..K. al. LEVY. 102p. CEMIG. pp 213-296. PETROBRÁS e a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável-FBDS. (1994). como mais uma opção de geração para o setor elétrico brasileiro (ELEBROBRÁS. Brasília. 1991. R. Johanssen et. o que significa que algumas pesquisas.P. 1990. H. (1990).

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