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Eric Weil

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“De que se trata na educação? O século XIX tinha uma resposta: a educação é a instrução.” (p. 56).

Contudo, mesmo nesta época sabia-se que o homem de educação superior, o gentleman, ou der grosse Mann não podeia ser resultado apenas da instrução. “para as massas, os «Three R'S» eram considerados suficientes” (p. 56) “para uma grande parte da humanidade contemporânea este ideal ainda permanece um ideal.” (p. 57) “Mas os homens que, no decurso do século XIX - e também do século XVIII, para dar a cada um o que lhe é devido - insistiram na necessidade da educação popular, nunca acreditaram que a instrução fosse um fim em si mesma. O que pensaram e ensinaram foi que os analfabetos seriam sempre seres violentos, incapazes de compreender os seus próprios interesses racionais, que não teriam oportunidades reais, que nunca poderiam ser membros úteis, e por consequência prósperos, numa sociedade moderna, industrial e racional. Eles não admitiriam nunca algo que, hoje em dia, é por todo o lado proclamado como uma verdade histórica evidente, a saber, que durante as épocas por eles audaciosamente designadas como idade das trevas e idade bárbara, todas as coisas estavam bem ordenadas, cada homem no seu lugar natural, cada instituição cumprindo um papel cordato e satisfatório”.(p. 57)

instrução era uma condição necessária, mas não suficiente. Condição de quê? Do aparecimento de um homem novo, capaz e desejoso de desempenhar o seu papel na sociedade moderna, preparado e apto para julgar todos os problemas inerentes à vida da comunidade a que pertence, satisfeito com a sua posição porque consciente da dignidade inerente e da necessidade social do seu trabalho, convencido do carácter racional da ordem existente, . ..mas determinado a melhorar essa ordem e a aposição nela.[...] Todos, do mais elevado ao mais baixo da escala social, deviam colaborar nesse grande projecto que tinha por nome: progresso. (p. 57-8) coloca-se hoje o problema de saber como fazer chegar o progresso a todos os que dele não beneficiam ainda. Por consequência, a instrução continua a ser uma das tarefas essenciais do nosso tempo: as pessoas são pobres porque não têm instrução, porque não conhecem os meios e os recursos de uma sociedade moderna,(p. 59) Para obter os mesmos resultados, essas comunidades vão ter que modificar, talvez mesmo mudar radicalmente, as suas concepções e os seus valores fundamentais,(p. 59) O progresso nunca tem fim porque, uma vez aceite como tal, a ideia de um fim do progresso toma-se uma contradição nos seus próprios ternos (p. 60) Se fosse necessário reduzir os fins da educação a um só, este seria o de, precisamente, dar ao homem a oportunidade de levar uma vida que o satisfaça (p. 64) A instrução diz-nos como proceder para fazermos o trabalho, mas não nos indica como será a obra final.(p. 65) É um facto - e um facto pouco agradável- que nascemos egocêntricos, violentos, egoístas e que só a instrução nos domínios do conhecimento e das boas maneiras, nos transforma em seres humanos, quer dizer, em seres cuja vida não consiste apenas na luta pela sobrevivência, mas que, legitimamente, procuram libertar-se dos constrangimentos que a natureza humana e todas as outras espécies de violência natural exercem sobre eles (p. 68) [desenvolver: Hobbes e a condição humana, articulado com Rousseau e a condição humana]

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