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APOSTILA ORTOPEDIA

ENADE

RESUMO TEÓRICO
E
CADERNO DE EXERCÍCIOS

Profª. Andréia Matos

TERESÓPOLIS, 2010.
RESUMO DAS PRINCIPAIS PATOLOGIAS ORTOPÉDICAS

FISIOLOGIA E ANATOMIA ÓSSEA

O esqueleto tem 3 funções importantes:

1. sustentação para o sistema musculoesquelético


2. proteção de órgãos internos vitais
3. reservatório metabólico, trabalhando para hematopoIese e
homeostase do cálcio. 40% do osso trabecular e 10% do osso
cortical é reciclado anualmente.

I. Podemos dividir a estrutura óssea macroscópicamente em:

I.a. O osso cortical.

tem 3 camadas:

a) envelope endosteal: a superfície em contato com a cavidade medular;

b) envelope periosteal: a superfície externa do osso;

c) envelope intracortical: tecido ósseo entre o endósteo e o periósteo.

A atividade de remodelação óssea varia em cada envelope, dependendo da


idade e do status reprodutivo, como se segue:

a) crianças: a neoformação óssea no periósteo excede a destruição óssea


do endósteo, havendo aumento real no diâmetro externo do osso;

b) adolescentes: a formação óssea ocorre na superfície endosteal e na


periosteal, com aumento de massa óssea total;

c) adultos jovens: a perda óssea endosteal aumenta, e começa a superar


a aposição óssea, indicando o início do decréscimo da massa óssea,
relacionado à idade/menopausa, resultando em estreitamento do envelope
intracortical e expansão da cavidade medular.

I. b . osso esponjoso ou trabecular :

 Há mais área disponível no osso esponjoso para as interações


metabólicas.
 característica principal dos centros vertebrais, centros de
ossificação secundária e metáfises dos ossos em crecimento
 serve também para apoiar a transmissão das cargas aplicadas
 ée comum nos ossos curtos e ossos redondos das mãos e pés
 escasso nas regiões diafisárias.
 muda seus padrões com o tempo e é progressivamente
orientado.

I.C Irrigação sanguínea


 o osso em crescimento contém artérias epifisárias,
pericondrais e metafisárias.
 estas artérias se anastomsam em torno dos 18 meses de
idade.
 a zona hipertrofiada da cartilagem de crecimento é
avascular
 a região metafisária apresenta um fluxo sanguíneo mais
intenso e mais lento.
 os sistemas endosteal e periosteal apresentam
anastomose e drenagem entre si.

I.D. Periósteo
 camada fibrosa para a inserção dos tendões, ligamentos e
cápsulas
 a camada de câmbio contém células que podem produzir
osso ou cartilagem.
 o periósteo se torna mais fibroso, menos vascular e
menos celular com a idade.

II. Podemos dividir microscópicamente o osso em dois tipos:

a. Reticulado (imaturo)
 não organizado com arranjo frouxo de colágeno.
 encontrado em áreas de ossifcação endocondral e em locais de
inserções tendinosas.
 maior resistência às forças de deformação plástica e rápido
crescimento.
 encontrado nos fetos, neoplasias, doença de Paget, calos das
fraturas

b. Lamelar (maduro)

 começa a formar-se um mês após o nascimento.


 matura , é remodelado e existe principalmente no osso cortical.
 o colágeno é orientado ao longo da linha de estresse.
 contém o complexo de Harvers, composto de ósteon e dos canais
de Volkmann.
 o osso esponjoso tem um arranjo trabecular de suas lamelas.
 o padrão lamelar varia de osso para osso e de região para região.
 pode ser caracterizado em primário ( formação endosteal e/ou
deposição membranosa subperiosteal) > primeiro osso a ser
formado, e secundário ( após o término do crecimento pelo
processo de reabsorção e deposição).

III. Composição microscópica do osso

III.a Células

 Células osteoprogenitoras (céls mesenquimais diferenciadas)


o tornam-se osteoblastos e osteócitos.
o encontram-se na superfície periosteal e endosteal.
o são influenciadas por numerosos fatores: proteína morfogênica,
oxigênio, eletricidade e PH.
o diferenciam-se em condroblastos (se há movimento) ou em
fibroblastos( se existem forças tênseis).

 Osteoblastos
o responsáveis pela síntese da matriz, para reparos e crescimento.
o tornam-se arredondadas a ovais, quando ativas, mas achatadas
quando inativas.
o abundante fosfatase alcalina, mas pouca fosfatase ácida.

 Osteócitos
o sepultados em matriz mineraliza (> 90% das células são
osteóciots no esqueleto maduro).
o importante função na nutrição e homeostase
o alguma função na produção de matriz e reabsorção do osso .
o osteócitos e osteoblastos estão conectados pela membrana
óssea para comunicação e regulação do conteúdo de cálcio e
fosfato.

 Osteoclastos
o células maiores derivadas de macrófagos ou do sistema
hematopoiético.
o contém enzimas lisossômicas como a fosfatase ácida,
colagenase e catepsina.
o é sítio ativo para a reabsorção óssea.
o são influenciados pelo hormônio PTH, vitamina A,
prostaglandinas.

III.B Matriz e minerais extra-celulares

 Matriz óssea orgânica


o compreende cerca de um terço da massa óssea, sendo
responsável pela viscoelasticidade e força tênsil do osso
o o colágeno do tipo I compreende 90% da matriz e a
hidroxiprolina é um produto de degradação.
o a vesícula de matriz e a superfície do colágeno são locais
iniciais de calcificação.

 Minerais ósseos
o compreendem cerca de dois terços da massa óssea, sendo
responsáveis pela rigidez ou força compressiva do osso
o o principal composto mineral é a hidroxiapatita.

IV. Mineralização e Remodelagem

IV. a. Mineralização

 Início e nucleação
o alta concentração de íons
o formação ou exposição de nucleadores minerais.
o ocorre a remoção ou modificação de inibidores da mineralização
 Crescimentos dos cristais pela multiplicação dos minerais
 nucleação secundária: mais mineral é adicionado ao osteóide.

IV.b. Ossificação (tipos)


 ossificação endocondral
o centro primário de ossifcação
o centro secundário de ossificação (epífise)
 zona 1 – zona de reserva
 zona 2 - zona proliferativa
 zona 3 – zona hipertrófica
• maturação
• degeneração
• calcificação provisória
 zona 4 – metáfise
 zona 5 – sulco de Ranvier

 ossifcação intramembranosa
o osso depositado diretamente a partir de células
mesenquimatosas que passaram a osteoblastos

IV. c. Remodelagem
 remoção de osso seguido de formação, segundo o estresse
biológico (Lei de Wolff)
 o osso cortical remodela 50% ao ano na criança e de 2-5% no
idoso.
 o “cone cortante” com osteoclastos é observado histologicamente
para reabsorção do canal de Havers.
 no osso trabecular ocorre 5 a 10 vezes mais remodelagem do que
no osso cortical.
 o osso remodelado é geralmente mais fraco que o osso
previamente formado

IV.d. Modelagem
 crescimento aposicional na superfície sob carga sem a
remoção inical de osso.

Resumo:

 O crescimento em termos de comprimento ocorre através de


processo endocondral de divisão celular e substituição óssea
ao nível da fise.
 O periósteo é o contribuinte principal para o crescimento
latitudinal da diáfise e metáfise.
 O osso membranoso inicialmente formado é remodelado
para formar o osso lamelar

V. Regulação do cálcio e fosfato

 hormônio paratireóide –PTH


o aumenta a reabsorção do cálcio renal e excreção de
fosfato no túbulo contornado distal e a reabsorção
osteoclástica.
o a liberação de PTH é estimulada pela hipocalcemia
 Vitamina D-
o estimula a absorção intestinal do cálcio e fosfato.
o favorece também a absorção de cálcio renal em
estados de hipocalcemia, níveis baixos de PTH
 calcitonina
o inibe a reabsorção osteoclástica e renal de cálcio e
fosfato
o estimulada pela hipercalcemia

 hormônio tireoidiano e os corticosteróides


o aumentam a reabsorção óssea
 hormônio do crescimento e insulina
o estimulam a formação óssea

Curiosidades:
 apenas 1% de cálcio se encontra fora do osso e
50% do mineral estão ligados à albumina
 20% do cálcio são absorvidos através do duodeno
e jejuno
 80% do cálcio filtrado são reabsorvidos nos rins
fosfato é 80% armazenado no osso

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FRATURA: È a perda total ou parcial de continuidade de um osso.

CLASSIFICAÇÂO QUANTO A ETIOLOGIA:

As fraturas podem ser subdivididas de acordo com a sua etiologia em três


grupos:

 Traumática – causada por mecanismo direto ou indireto

 “Stress” ou fadiga

 Patológica – infecções, metabólicas ou tumorais

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TRAÇO

 Estáveis – traço transverso e traço obliquo

 Instáveis – traço em espiral, traço com terceiro fragmento e traço cominutivo

 Por compressão

 Subperiostal ou galho verde

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS DESVIOS

 Desvio lateral

 Desvio por acavalgamento

 Diástase
 Angulacional

 Rotacional

Fraturas fechadas e expostas

Fechada: não há comunicação entre os ossos fraturados e a superfície do corpo.

Exposta: há um ferimento sobre o foco de fratura.

CONSOLIDAÇÕES DE FRATURAS

 Hematoma
O sangue sai lentamente dos vasos lesados e forma um hematoma entremeado à
superfície fraturada.

 Fase de proliferação celular subperiostal e endostal


Proliferação das células da superfície profunda do periósteo perto da fratura, estas
células são as precursoras de osteoblastos , que mais tarde deverão se depositar na
substancia intercelular. Simultaneamente com a proliferação subperiostal há atividade
celular dentro do canal medular

 Fase de calo
O tecido celular cresce de cada fragmento que amadurece e as células básicas dão
origem aos osteoblastos e alguns condroblastos, os quais formam a cartilagem

 Fase de consolidação
O osso primário que forma o calo ósseo é gradativamente transformado por atividade
dos osteoblastos em osso maduro com uma estrutura lamelar típica.

 Fase de remodelação
Quando a união está completa o osso neoformado frequentemente forma um colar que
circunda a superfície externa do osso e oblitera o canal medular. Nos meses seguintes, o
osso é gradualmente reforçado ao longo das linhas de força ao redor do calo que é
lentamente reabsorvido fora destas linhas.

Deve ser enfatizado, no entanto, que estes estágios não são claramente demarcados e
que dois ou mais estágios de consolidação podem ser vistos ao mesmo tempo em
diferentes partes do osso.

PROVAS DE CONSOLIDAÇÃO

 CLINICA – ausência de mobilidade e ausência de dor


 RADIOLÓGICA – calo visível unindo a fratura e continuidade das trabéculas
ósseas através da fratura.

ANAMNESE
EXAME CLíNICO
 Dor
 Edema
 Deformidade
 Impotência funcional
 Crepitação
 Alterações de pele
EXAMES COMPLEMENTARES
 Radiografias
 Tomografia simples ou computadorizada

TRATAMENTO

As fraturas sem desvios são tratadas conservadoramente, ou seja, com imobilização.

As fraturas com desvio são tratadas com redução incruenta (manipulações para redução
da fratura), redução cruenta (paciente é levado ao centro cirúrgico para abertura do foco
de fratura para redução ou redução e colocação de material de síntese).

Os princípios básicos da imobilização constam de: prevenção do deslizamento ou


angulação dos fragmentos, prevenção de movimentos que possam interferir na
consolidação, alívio da dor e restauração da mobilidade do membro afetado.

Temos as imobilizações provisórias que são as talas, strappings, tipóias e órteses e as


imobilizações definitivas que são os gessos circulares.

TRATAMENTO DE FRATURAS FECHADAS

 REDUÇÃO
o Por manipulação
o Por tração mecânica
o cirúrgica

 IMOBILIZAÇÃO
o Com gesso ou talas
o Com hastes e pinos intramedulares
o Com placas de compressão
o Com placas de contraforte
o Com pinos, fios, e parafusos.
o Parafusos de compressão
o Placa e parafuso deslizante para o quadril
o Placa de compressão condilar de 95°
o Fixador externo

Princípios biomecânicos dos dispositivos de fixação


Muitos tipos de dispositivos são utilizados para a fixação de fraturas. A biomecânica da
fixação baseia-se em dispositivos de compartilhamento de estresse, ou de proteção
contra estresse.

Um dispositivo de proteção contra estresse, protege o local fraturado contra os estresses


aplicados ao caso, mediante a transferência dos estresses para o dispositivo. As
extremidades fraturadas são mantidas sob compressão e não ocorre movimento no local
fraturado. Os dispositivos de proteção contra estresses resultam em uma consolidação
óssea primária sem formação de calo. Placas de compressão constituem um exemplo
desse tipo de tratamento.

Dispositivo de compartilhamento de estresse

Transmissão parcial de carga através do local fraturado

Micromovimento

Consolidação óssea secundária

Formação do calo ósseo

COMPLICAÇÕES

 Consolidação viciosa

 Retardo de consolidação

 Pseudoartrose

 Fraturas abertas – infecção

 Síndrome compartimental

 Lesões vásculo-nervosas

FRATURAS EXPOSTAS

 Indica uma comunicação entre a fratura e o ambiente externo


 Envolve lesão das partes moles e pele adjacente ao osso fraturado
 Frequentemente são lesões de alta energia
 São altos os índices de infecção, consolidação retardada e pseudoartrose.
PRIORIDADE NO MANEJO CIRURGICO DE LESÃO MÚSCULO-ESQUELÉTICA

 Salvar vidas
 Salvar o membro
 Salvar as articulações
 Restaurar a função

SALVAR VIDAS
 Fechamento do espaço retroperitoneal
 Fixador externo em fraturas da bacia
 Estabilização das fraturas femorais

SALVAR O MEMBRO
 Restauração do suprimento vascular
 Manejo cirúrgico das fraturas
 Reconstrução do envoltório de partes moles

SALVAR AS ARTICULAÇÕES
 Exploração cirúrgica
 Debridamento das lesões articulares expostas
 Redução e estabilização das fraturas

RESTAURAR FUNÇÃO
 Técnicas cirúrgicas para limitar as deformidades a facilitar a cicatrização

O padrão da fratura fornece informações indiretas sobre lesões potenciais de partes


moles.
CLASSIFICAÇAO DE TSCHERNER (1984)

 Preservação da vida
 Preservação do membro
 Preservação da infecção
 Preservação da função

CLASSIFICAÇAO DE TSCHERNER (1984)

LESÃO DE PARTES MOLES


LESÃO ÓSSEA
CONTAMINAÇÃO

MT: lesões músculotendinosas


NV: lesões neurovasculares

CLASSIFICAÇÃO DE GUSTILLO – ANDERSON DAS LESÕES AO TECIDO


MOLO EM FRATURAS EXPOSTAS
TIPO I TIPO II TIPO III
TAMANHO DA <1 cm 1 – 10 cm >10 cm
FERIDA

LESÃO Baixa velocidade/ Alta velocidade/ Alta velocidade/


energia energia energia

TECIDO MOLE Lesão mínima ao Sem extensa lesão Extensa lesão ao tec.
tec. mole ao tec. Mole, inclusive mm,
pele, e
(frequentemente)
estruturas
neurovasculares
ESMAGAMENTO Sem sinais de Esmagamento de Esmagamento
esmagamento leve a moderado extenso
FRATURA Habitualmente Moderada Elevado grau de
simples, cominuição da cominuição e
transversal ou fratura instabilidade da
obliqua curta, fratura
com pouca
cominuição
CONTAMINAÇÃO Pouca Contaminação Elevado grau de
contaminação moderada contaminação

PRINCIPIOS DOS DISPOSITIVOS DE FIXAÇÃO

Aparelho Haste Placa Pino, Fixador externo


de gesso parafuso ou
fio de aço.
Tipo de fixação Curta ou Fresada ou Compressão Exoesqueleto
longa não fresada

Biomecânica Compartilh Compartilha Proteção Compartilha Compartilhamento


amento de mento de contra mento de de estresse
estresse estresse estresse estresse

Tipo de Secundária Secundária Primária (s/ Secundária Secundária (calo)


consolidação (calo) (calo) calo) (calo)

Velocidade de Rápida Rápida Lenta Rápida Rápida


consolidação

Sustentação de Precoce Precoce Tardia Retardada Precoce


peso

Adendo Forma de Fresada: Necessita de Frequentem Principalmente


tratamento mais apoio ente utilizado em casos
mais frequenteme secundária utilizados de lesões de tecidos
frequentem nte usada com outro moles associadas
ente Não fresada: tipo de
utilizada usada nas fixação
fraturas
expostas da
tíbia

PRINCIPAIS PATOLOGIAS EM ORTOPEDIA

CAPSULITE ADESIVA

DEFINIÇÃO:
Também denominada de ombro congelado e definida como adesões densas e restrições
de cápsula articular, principalmente na “prega pendente” região Antero-inferior da
cápsula. Fisher, Kurta, Shipley (1986) levantaram dados que associam a capsulite com
algumas doenças como diabete, tireóide.

ETIOLOGIA:
Primária: 40 a 65 anos, sem causa conhecida.
Secundária: Patologia prévia: Trauma, A.R., Imobilizações prolongadas

SINAIS E SINTOMAS:
• Dor (em repouso);
• insônia (na fase aguda);
• em geral bloqueio para rotação lateral (externa);
• abdução e com alguma restrição para elevação com flexão;
• Alterações posturais de escápula;
• Hipotonia e Diminuição de força muscular;
• Movimentos compensatórios de escápula;
• Comprometimento e/ou incapacidades nas AVDs.

QUADRO CLÍNICO:

Fase I – “Congelando”, Dor intensa de 2 a 3 semanas, Limitação de movimentos, estase


(edema), “Fase Quente”

Fase II – “Congelamento” Dor apenas nos movimentos, adesões capsul ares mais
intensas, atividade maior de escápula. Hipotrofia generalizada. Pode durar até 1 ano.
“Fase Fria”

Fase III – “Descongelando” Restrição de movimento. Pele lisa, cianótica, rigidez


articular “Fase Fria”
SÍNDROME DO IMPACTO

Definição: Compressão das partes moles subacromiais em relação ao acrômio e o


tubérculo maior do úmero e o lig. córaco-acromial;

Segundo Hammer (2003) a S.I. pode ser dividida em;

Primária / Estrutural:
• Alterações morfológicas do acrômio;

Secundária / Funcional
“Over use”;
• Fraqueza muscular (alterações ritmo escapulotorácico e movimentos de
glenoumeral);
• Doenças reumáticas, metabólicas e endócrinas.

ETIOLOGIA:
a) Fatores Intrínsecos: Degeneração tendinosa (tendinose); hipovascularidade,
envelhecimento;

b) Fatores Extrínsecos : síndrome do impacto (95% dos casos);


Ocorre normalmente na faixa de 30 – 50 anos

QUADRO CLÍNICO:
• Diminuição do A.M.;
• Dor (em repouso);
• Perda progressiva da flexão, rotação medial e adução na horizontal (retração
da cápsula posterior);
• Abolição do movimento fisiológico de depressão da cabeça do úmero;

EXAMES COMPLEMENTARES:
• RNM;
• ultra-som

SÍNDROME DO IMPACTO NÃO-CIRÚRGICA (Estágio I – Neer)

DESCOMPRESSÃO SUBACROMIAL ARTROSCÓPICA (Estágio II – Neer)


(ACROMIOPLASTIA VIA ABERTA) (Estágio III – Neer)
 RETORNO AS AVDs: aproximadamente (6 a 8 meses, 24a. a 28a.
semana)

DISTROFIA SIMPÁTICO-REFLEXA

SINÔNIMOS:
Síndrome Ombro-mão; atrofia de sudeck; dor mediada simpaticamente; distrofia
neurovascular reflexa; angioespasmo ou vasoespasmo traumático; dor mantida
simpaticamente.

ETIOLOGIA:
Não é totalmente esclarecida. Lesão dolorosa persistente com o ombro doloroso após
Acidente vascular, I.A.M., espondiloartrose cervical, fraturas.
O processo pode durar meses ou anos.

ESTÁGIOS:

Estágio I (Agudo):
Vasodilatação dura 3 semanas a 6 meses. A dor é predominante.
Desproporcional com a lesão.

Estágio II (Distrófico):
Vasoconstricção dura de 3 a 6 meses, Hiperatividade simpática; dor em
queimação; hiperestesia; aumentada pelo clima frio.

Estágio III (Atrófico):


Dor que diminui ou piora; debilidade muscular; contratura de tecidos moles.

QUADRO CLÍNICO:
• Dor e/ou hiperestesia, ombro punho e mão
• A.I.M.
Ombro: Flexão e abdução, abdução na horizontal
Punho: Restrição para extensão;
Mão: flexão M.F, I.F.P. ;
• Edema: mão e punho
• Instabilidade vasomotora;
• Alteração de pele (cianótica e lustrosa devido ao espessamento das fáscias);
• Alterações de unhas.

INTERVENÇÃO MÉDICA:
Bloqueio do gânglio estrelado (ou cervicotoracico);

LUXAÇÕES
Definição : Perda de contato completo entre as superfícies articulares. O ombro é que
sofre mais freqüentemente luxações.

Luxação Anterior
Luxação anterior é mais freqüente, com um mecanismo de trauma em rot.
Lateral e abdução. Geralmente a luxação traumática anterior vem associada de lesão da
bainha rotatória.

Luxação Posterior
Geralmente são subacromiais com um mecanismo de trauma em flexão, adução e rot.
Medial (queda com mão espalmada e cotovelo estendido);
Teorias: Lesão posterior do labrum já existente;

ETIOLOGIA:
Trauma, que causa dano tissular, sangramento e inflamação resultante.
Frouxidão Ligamentar (luxação reincidivante ou recorrente).

SINAIS & SINTOMAS:


• Dor aguda, posição antálgica;
• Sinal de dragona;
• Diminuição da força muscular;
• Quando associada à laceração do manguito, perda da abdução (ativo-livre);
• Restrições capsulares;

LESÕES ANATÔMICAS ASSOCIADAS


• Hill-Sachs: fratura por afundamento da cortical óssea da cabeça do úmero;
• Hill-Sachs “invertida”;
• Lesão de Bankart: Cápsula anterior mais lesão do lábio glenoidal (luxação
anterior) e a Bankart “invertida” cápsula posterior mais parte posterior do
labrum;
• Slap lesion: Desinserção do lábio superior associada ou não a lesão do
tendão biciptal;
• Fraturas de glenóide e tubérculo maior do úmero (fratura proximal do
úmero);
• Lesões de manguito: ruptura de manguito;
• Lesão nervosa periférica: Neuropraxia ou axoniotmese de n.axilar.

INTERVENÇÃO MÉDICA
• Manobras de redução;
• Imobilização: pacientes jovens (De 3 a 5 semanas); pacientes adultos (2 a
3 semanas);
• Imobilização do tipo Vealpeau ou tipóia;

EPICONDILITE LATERAL (COTOVELO DE TENISTA)

 Inflamação na região lateral do cotovelo na área do tendão comum da


origem dos extensores (epicôndilo lateral do úmero)

 Os músculos que ali se originam, realizam extensão da articulação do


punho e dos dedos e colaboram na supinação do antebraço.
 ETIOLOGIA:
Over use principalmente nos movimentos que exijam uma preensão firme ou um
excesso de movimentos repetitivos com o punho;
Posturas inadequadas (L.E.R / D.O.R.T)

 QUADRO CLÍNICO
Dor tópica em região lateral e proximal do braço;
Impotência funcional moderada;

EPICONDILITE MEDIAL (COTOVELO DE GOLFISTA)

 Muito semelhante ao cotovelo de tenista, porém caracteriza-se por uma


tendinite na região comum de origem dos flexores do punho (epicôndilo medial
do úmero);

 O problema não é único e exclusivo dos jogadores de golfe pois o


que a caracteriza, são os movimentos de flexão do punho e dedos
repetitivamente;

QUADRO CLÍNICO
 A dor é gradual e crescente, bem localizada no epicôndilo medial
que se acentua durante os movimentos do punho principalmente na flexão.

SÍNDROME DO PRONADOR REDONDO

Definição Processo compressivo do nervo mediano na sua porção localizada


entre os músculos pronador redondo e flexor superficial dos dedos.

ETIOLOGIA
 Pronações repetitivas associadas a flexões vigorosas dos dedos e/ou
punho.

QUADRO CLÍNICO
Dor localizada às vezes seguidos de edema significativo em face anterior e
proximal do antebraço;
Alterações da sensibilidade (parestesias);
Alteração da força muscular;
Aumento de volume;

BURSITE DO OLECRANO

A bursite do olécrano consiste numa inflamação da bolsa, que está localizada


entre a pele e a ponta da ulna, no cotovelo. Devido à sua localização superficial, a bolsa
facilmente sofre contusão e irritação.
A tumefação associada à bursite ocorre gradualmente(processo crônico) ou
subitamente (infecção ou traumatismo). A dor é variável, porém mais intensa, e pode
limitar os movimentos em seguida a uma lesão aguda ou no caso de infecção. Devido
as dimensões da massa, com freqüência os pacientes informam ter dificuldades de vestir
camisas de mangas longas. A medida que a massa vai desaparecendo, os pacientes
podem sentir “calombos” que são sensíveis, quando ocorre alguma colisão com o
cotovelo. Esses calombos ou nódulos são constituídos de tecido cicatricial que
permanece quando o líquido vai desaparecendo, e freqüentemente são referidos pelo
paciente como “pedrinhas”.

O exame revela uma grande massa, com até 6 cm de diâmetro, sobre a ponta do
cotovelo. A pele pode apresentar abrasão, ou mesmo laceração. Rubor e calor não são
incomuns nos casos de bursite aguda, e pode indicar infecção. Uma sensibilidade
muito aguda usualmente significa origem infecciosa ou traumática. Habitualmente o
edema crônico e recorrente não apresenta sensibilidade.

SÍNDROME DO TUNEL DO CARPO

É o encarceramento do nervo mediano no punho. É a neuropatia por compressão mais


comum na extremidade superior, e causa parestesia, dor e as vezes, paralisia.

Sintomas clínicos → A dor é descrita como um “dolorido vago” que se irradia até a área
tenar, antebraço proximal e ocasionalmente até o cotovelo. Quanto mais agudo o
surgimento do encarceramento do nervo, mais proximal será a irradiação da dor. A dor
pode estender-se até o ombro e pescoço, podendo mesmo causar cefaléia em pessoas
jovens, ou em pacientes acometidos por uma súbita sinovite do punho. A dor é também
tipicamente acompanhada por parestesia e dormência na distribuição
mediana.Habitualmente os pacientes despertam no meio da noite com dor ou
dormência; durante o dia, eles têm dificuldade de realizar atividades com punho
flexionado e fixo, quando a mão fica parada e o punho ligeiramente flexionado.
EX: ao dirigir ou ler um livro.

Estes pacientes freqüentemente levantam pela manhã com rigidez na mão e tipicamente
contam que “ precisam friccionar ou sacudir a mão” para que a “ circulação retorne”.
Com freqüência esses pacientes informam que são incapazes de abrir pacotes de boca
larga ou desenroscar tampas. Se a compressão for grande e estiver ocorrendo a bastante
tempo, poderá ocorrer dormência persistente e atrofia do músculo tenar.

Podemos recomendar o uso de tala noturna ou durante o dia se esta não interromper as
atividades de vida diária do paciente. A síndrome pode ser melhorada com mudanças
ergonômicas. Habitualmente, a doença pode ocorrer durante a gestação e desaparecer ao
terminar a gravidez;

DOENÇA DE DUPUYTREN

Envolve o espessamento e contração da fascia palmar, e possui um componente


genético dominante. Essa moléstia tb é conhecida como doença dos Vikings. Não há
envolvimento de tendão, embora possa parecer que isso ocorra nas contraturas
avançadas. Um traumatismo pode acelerar e, em alguns casos, pode iniciar o processo.
A patologia afeta mais comumente homens com mais de 40 anos, também afeta
indivíduos que sofrem de epilepsia, diabetes, doenças pulmonares ou alcoolismo.

Sintomas clínicos → os pacientes observam um ou mais nódulos indolores, perto da


prega palmar distal; a princípio, essas estruturas são moderamente sensíveis a pressão.
Pode ocorrer um espessamento e contração graduais do nódulo, o que faz com que o
dedo entre em flexão na art. MCF e ocasionalmente, da art. IFP com a progressão da
doença. O dedo anular é o mais comumente envolvido, seguindo pelos dedo mínimo,
médio, polegar e indicador. À medida que as contraturas aumentam, os pacientes podem
ter dificuldades em calçar luvas, botar a mão num bolso da roupa, ou agarrar grandes
objetos. Habitualmente a sensibilidade nos dedos é normal, a menos que o paciente
esteja padecendo de uma STC concomitante.

DOENÇA DE KIENBOCK (OSTEONECROSE DO SEMILUNAR)

É uma afecção idiopática em que se perde a irrigação sanguínea ao osso semilunar,


resultando em necrose. Esse processo é observado inicialmente nos RX simples, como
um aumento na densidade ou hipertransparencia do osso semilunar, quando se faz a
comparação com os ossos carpianos circunjacentes. Nos estágios mais avançados, o
osso morto irá se fragmentar e entrará em colapso, resultando numa artrite degenerativa
generalizada do punho. Os pacientes podem ter um história de traumatismo antes da
ocorrência dessa afecção, mas não foi ainda estabelecida uma relação de causa e efeito.
Afeta mais comumente homens entre 20 e 40 anos.

Sintomas clínicos → são comuns dor, rigidez e tumefação difusa sobre o aspecto dorsal
do punho. O paciente pode queixar-se de fraqueza ou incapacidade de agarrar objetos
pesados. Não sendo detectada rapidamente, ela poderá causar destruição de toda
articulação do punho.

TENOSSINOVITE DE DEQUERVAIN

Caracteriza-se pela irritação ou tumefação dos tendões no lado do punho referente ao


polegar. A inflamação espessa a bainha tendinosa e promove a constrição do tendão, em
seu deslizamento na bainha. Isso pode causar um fenômeno de disparo, em que o tendão
parece travar, quando o paciente movimenta o polegar. Tipicamente, há envolvimento
do primeiro compartimento extensor. ENVOLVE OS TENDÕES DO EXTENSOR
CURTO E ABDUTOR LONGO DO POLEGAR.

Sintomas Clínicos → os pacientes relatam dor e tumefação sobre o estilóide radial, que
são agravadas pelas tentativas de movimentar o polegar ou cerrar o punho. Relatam um
rangido quando o tendão se move.

DEFORMIDADE EM BOTOEIRA

Caracteriza-se por uma laceração na parte central do tendão extensor, na IFP. A


articulação IFP flexiona-se em decorrência da tração não obstaculizada do tendão flexor
e a articulação IFD estende-se porque a parte restante do tendão extensor está intacta.
Sintomas clínicos → os pacientes relatam uma história de traumatismo e subseqüente
incapacidade de estender a articulação IFP. A art. IFP está dolorida e sensível, se a lesão
é recente.

DEDO EM MARTELO

É a lesão mais comum do tendão extensor, que é causada pela ruptura do tendão
extensor em sua inserção na base da falange distal, acima do leito ungueal. Às vezes, em
vez da laceração do tendão, a lesão consiste da avulsão de um fragmento da falange
distal na inserção tendinosa.

Sintomas clínicos→ os pacientes não podem estender a ponta do dedo. Podem sentir
dor e aparecer edema local.

DEDO EM GATILHO

E um processo inflamatório da bainha do tendão flexor, afetando mais comumente os


dedos polegar, anular e médio. Está associado a traumatismos repetidos. O tendão
normal desliza para um lado e para o outro sob uma polia de constrição. Quando um
nódulo se forma no tendão, essa estrutura passa por baixo da polia quando o dedo se
flexiona, mas fica preso no lado palmar da polia quando o dedo se estende. Então o
dedo fica travado em flexão.

Sintomas clínicos → os pacientes relatam dor e um agarramento ao flexionarem o dedo.


Podem despertar com o dedo travado na palma da mão, e que gradualmente destrava ao
decorrer do dia

ARTROPLASTIA DE QUADRIL
Parcial:
• Geralmente indicadas nas fraturas de colo para pacientes acima de 80 anos
• Necrose avascular
• Vantagens: permite mobilidade precoce, elimina complicações como necrose asséptica
e não consolidação
• Desvantagens: sempre é uma amputação da cabeça e não exclui a necessidade de nova
cirurgia

Total:
•Fraturas complexas
•Afecção prévia do quadril
•Pacientes acima de 60 anos
•Artrose grave

 Complicações precoces: fraturas, luxações e infecção


 Complicações tardias: dor,afrouxamento, ossificação ectópica
 Complicações gerais: tromboembolismo, infecção, retardo de consolidação
( problemas técnicos de redução ou fixação), necrose avascular.

Tipo de fixação:
•Não cimentada • Cimentada
• Híbrida

CUIDADOS !
•Não usar calor profundo
• Evitar flexão acima de 45° e adução nas primeiras semanas
• As rotações devem ser evitadas
• Uso de cadeira higiênica
• Não sentar em lugares baixos
• Uso de cama hospitalar ou elevação da cama com calço no primeiro mês
• Uso de triângulo nas 2 primeiras semanas
• Não inclinar o tronco sobre os MMII

LUXAÇÃO TRAUMÁTICA DO QUADRIL ADULTO


Lesões de alto impacto, freqüentemente associado a politraumatismo com lesões de
órgãos pélvicos abdominais

Classificação
•Centrais • Anteriores: 12 a 15%
• Posteriores: + comuns

Classificação das luxações


Segundo Tompson para luxação posterior:

• Tipo I: sem fraturas


• TipoII: com fragmento único de reborbo
• Tipo III: com cominuição de rebordo
• Tipo IV: com fratura de reborbo e fundo
• Tipo V: com fratura da cabeça
RX: frontal, perfil, alar e obturatriz

Tratamento das luxações de quadril


•Redução
Paciente anestesiado realizar a MANOBRA DE ALLIS com tração no eixo da
deformidade seguida de suave flexão até os 90°, tracionando, o quadril é rodado interna
e externamente até a redução.

Complicações das luxações de quadril

•choque • lesão nervosa • artrose pós traumática • necrose articular

LESOES MENISCAIS
•Podem estar associadas a lesões ligamentares (LCA): 80% dos casos
• Ocorrem por trauma rotacional com pé apoiado no solo
• A lesão do menisco pode determinar bloqueio articular e lesão da cartilagem
• O paciente refere dor, derrame articular, geralmente tardio
• O menisco medial é o mais lesado
A RNM é o teste padrão ouro do diagnóstico

Tratamento
Tratamento conservador
Tratamento cirúrgico:
• Sutura de menisco e/ou reconstrução ligamentar
• Meniscectomia isolada e/ou com reconstrução ligamentar

Reabilitação nas meniscectomias via artroscópica

1º ao 4º dia:
• carga parcial com 2 muletas
4º ao 7º dia:
• carga total com 1 ou sem muleta

2ª e 3ª sem:
• exercícios de cadeia semi-fechada; giroplano
• desaceleração unipodal
4ª sem:
• corridas e propriocepção

LESÕES LIGAMENTARES (LCA)


•Mais comum no adulto jovem
• Ocorre por mecanismo direto ou indireto (trauma torcional)
• Dor
• Hemartrose
• Impotência funcional
• Estalo no momento da lesão
Tratamento das lesões ligamentares

Conservador:
• Imobilização
• Retirada da carga corporal e uso de muletas

Cirúrgico:
• Reconstrução de LCA
• Terço médio do tendão patelar com fragmento ósseo da tíbia e da patela
• Tendões flexores-gracilis e semitendíneo.

Reabilitação nas lesões ligamentares

1° ao 7° dia
•Deambular sem carga
•CPM de 0° a 90°
•Crioterapia

•Isometria de quadríceps
•Manutenção do joelho em extensão e posição de drenagem

2ª e 3ª sem:
• Retirada da COM
• Marcha com carga parcial
• Mobilização assistida até 110°
• Mobilização patelar
• Alongamento de cadeia posterior
• Exercícios para extensão completa
• Isometria de glúteos e quadríceps

4ª a 6ª sem:
• Fortalecimento progressivo
• Carga total
• Mobilização até 130°
• Início de cadeia semi-fechada (thera-band)
• Início de cadeia-fechada: agachamento 45°
• Treino de marcha

7ª à 9ª sem:
• Deambulação com carga total
• Aumento de carga progressivamente
• Ganho final do arco de movimento
• Alongamento de quadríceps
• Desaceleração unipodal piso plano
• Giroplano
• Bicicleta ergométrica

10ª à 12ª sem:


•Desaceleração unipodal piso plano e espuma
•Giroplano unipodal

13ª à 16ª:
• Exercícios proprioceptivos
• Saltos em minitrampolins
• Corrida em piso plano e linha reta

17ª a 20ª sem:


• Saltos em cruz
• Corrida com deslocamentos laterais
• Corrida em zigue-zague e em oito
• Corrida frente e costas
• Reeducação do gesto desportivo

PATOLOGIAS FEMOROPATELARES
OSTEOCONDRITE DISSECANTE
• Descolamento parcial ou total de um fragmento de cartilagem hialina com osso
subcondral.
• Pode ou não desprender e permanecer como corpo livre articular
• Mais comum após 12 anos de idade, na adolescência
• Desconforto articular, dor com piora no exercício, bloqueio articular, leve edema
sinovial

CISTO SINOVIAL DE BAKER


• Cisto que surge na fossa poplítea
• Geralmente indolor
• Regressão na maioria dos casos
• Ressecção apenas nos casos de compressão de estruturas nobres ou dor

DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER
• Aumento de volume da TAT
• Dor e edema
• Sexo masculino
• Exame clínico e RX
• Auto-limitada

Reabilitação femoropatelar

Fase inicial:
• Crioterapia
• Dissociação do aparelho extensor
• Extensão terminal com thera-band
• Alongamento do retináculo lateral
• Fortalecimento do VMO
• Alongamento dos glúteos, TFL, isquiotibiais, panturrilhas

ENTORSE DE TORNOZELO

•Geralmente em inversão lesa o complexo ligamentar lateral


TFA é mais lesado
• Quando acontece em eversão geralmente está acompanhada de fratura da fíbula

• Grau I – Estiramento (TFA)


• Grau II – Ruptura de algumas fibras (TFA e CF)
• Grau III – Ruptura completa (TFA,CF e possivelmente TFP)

Uma vez sofrida a entorse, a chance de um segundo episódio pode tornar-se bastante
aumentada. A ruptura ligamentar depende da direção, da velocidade e da força que age
no ligamento ou nos seus pontos de fixação no momento do traumatismo.O movimento
mais comum é o de inversão, até por ter mais amplitude do que a eversão ( 35º x 25º).
A instabilidade e conseqüentes entorses de repetição podem levar ao desgaste da art.,
com dor e limitação dos movimentos.

Reabilitação nas Entorses de Tornozelo

Imediato:
• Gelo, compressão, elevação e repouso ( RGCA)

1° ao 7° dia:
• Marcha sem carga
• Crioterapia
• Exercícios leves de flexão e extensão dorsal a partir do 4° dia
• Alongamentos suaves de IT e panturrilha

2ª sem:
• carga parcial
• mobilização de calcâneo a partir do 4°dia
• movimentos suaves do tornozelo sobre o giroplano sem carga

3ª sem:
• Carga total
• Crioterapia
• Flexão plantar com apoio bipodal e bicicleta ergométrica
4ª sem:
• Marcha normal.
• Flexão plantar em apoio unipodal
• Giroplano com apoio bipodal

5ª sem:
• Giroplano unipodal, skate e bola com apoio unipodal
• Corrida em pisoplano e linha reta, readaptação e condicionamento físico

FASCITE PLANTAR

A fascite ou fasciite plantar é um processo inflamatório da densa faixa de tecido


conjuntivo plantar.

•Overuse geralmente por saltos e corridas em superfícies duras;


• Pré Fatores de risco
• Pacientes com índice de massa corporal é maior que 30 Kg/m2;
• Redução na dorsiflexão (mais importante)
Constatou que a secção cirúrgica da fáscia plantar promove alterações importantes nas
estruturas do pé ( 200% de tensão).
A fáscia é um importante mecanismo de distribuição de forças

Dor gradual que pode irradiar logo para a fáscia em seu trajeto;
Hipersensibilidade à palpação nas regiões: parte medial da tuberosidade do calcâneo; do
arco longitudinal do pé; e por ventura na inserção nas cabeças dos metatarsos;
Dor no início do dia (“rastejamento fisiológico”).

FASE AGUDA (Prioridades):


 Crioterapia: “Rolo” e criomassagem;
 Massoterapia;
 TENS;
 Repouso das atividades;
 Utilização de órteses: palmilhas (borracha e/ou esponja);

FASE SUBAGUDA E CRÔNICA (Prioridades):


 Alongamento;
 Mobilização articular;
 Fortalecimento muscular (ênfase nos mm. Laterais da perna);
 Bandagens funcionais (eliminar o stress sobre a fáscia plantar).

NEUROMA DE MORTON

É uma patologia promove compressão e cisalhamento das fibras dos nervos que
transitam na altura da cabeça do 3o. e 4o. Metatarsos.

 Overuse;
 Uso de sapatos de salto alto e bico estreito;
 Pé hipermóvel durante as fases da marcha (acomodação intermediária e impulsão);


QUADRO CLÍNICO:
 Dor irradiada, do tipo queimação do antepé até aos dedos

FISIOTERAPIA
 Crioterapia: “Rolo” e criomassagem;
 TENS;
 Utilização de órteses: palmilhas (borracha e/ou esponja);
 Alongamento e Mobilização articular;
CADERNO DE EXERCICIOS
O tratamento imediato para uma entorse de tornozelo engloba:
a) Gelo, compressão, tens e repouso
b) Gelo, elevação, compressão e repouso
c) Gelo, leve deambulação e imobilização com tipóia
d) Calor, compressão e elevação
e) Banho de contraste, ultra-som e repouso

O teste de molinete positivo é indicativo de:


a) Neuroma de morton
b) Fratura bimaleolar
c) Fascite plantar
d) Tendinite bicipital
e) Síndrome do impacto
Cisto de Baker significa:
a) Cisto sinovial indolor,que surge na fossa poplítea.
b) Cisto sinovial encapsulado, que surge na região supra-patelar.
c) Cisto sinovial indolor que regride involuntariamente, na capsula do ombro.
d) Cisto sinovial que promove dor e se instala na bursa infrapatelar.
e) Cisto sinovial que promove dor na região do trocanter maior do fêmur.

O movimento que mais promove entorse de tornozelo é:


a) Eversão.
b) Inversão.
c) Flexão plantar.
d) Dorsi-flexao
e) Circundução

Tríade Maldita é a lesão respectivamente:


a) Condilo femoral, menisco lateral e cruzado anterior.
b) Menisco medial, cruzado anterior e posterior.
c) Menisco lateral, colateral medial e cruzado anterior.
d) Cruzado anterior, menisco medial e colateral medial.

O principal objetivo de tratamento para um paciente que sofreu luxação anterior de


ombro:
a) Aumentar força muscular para manter cabeça do úmero na cavidade glenoide
b) Aumentar arco de movimento de flexão do ombro
c) Aumentar quadro álgico para que o paciente não movimente o Membro Superior
d) Diminuir edema
e) Diminuir força muscular do manguito rotador para evitar recidivas

O principal tratamento ortopédico para fraturas expostas é:


a) Redução aberta com fixação interna
b) Fixador externo
c) Gesso circular
d) Tipóia
e) Redução incruenta

Paciente submetido a artroplastia total de quadril cimentada deve evitar:


a) Sentar no leito
b) Ficar de pé
c) Adução além da linha média
d) Andar antes de 3 meses
e) Mobilização do tornozelo

O procedimento adequado na avaliação da tenossinovite dos músculos extensor curto


do polegar e abdutor longo do polegar consiste na ampliação do teste de :
(A) Allen
(B) Pnalen
(C) Thomas
(D) Finkelstein
(E) Trendelenburg

Para avaliação de um paciente portador de síndrome do túnel do carpo, Realizamos o


teste de Phalen. Durante a aplicação do teste. Ocorre a seguinte alteração
(A) Dor neuritica no nervo radial
(B) Compressão aumentada do nervo mediano
(C) Aumento da pressão sobre a artéria suclávia
(D) Tensão dos tendões abdutor e extensor curto do polegar

Teste usado para avaliar a mobilidade do ombro para rotação externa e abdução é o de:
(A) Finkelstein
(B) Adson
(C) Apley
(D) Allen

Em posição sentada no trabalho de digitação com o apoio isquiático, pés apoiados e sem
encosto espaldar, o peso do corpo repousa unicamente sobre os ísquios. Esta posição,
sendo mantida por longo tempo, impõe o suporte excessivo dos MMSS e coluna
vertebral. Isto pode levar a um quadro álgico nos músculos da cintura escapular e, em
especial, o seguinte músculo:
(A) trapézio
(B) multífido
(C) miloióideo
(D) interspinhoso

Paciente apresenta algia na face inferior do joelho com aumento de volume no ponto de
inserção do tendão infrapatelar no tuberculo tibial. O diagnóstico para este paciente é:
(A) distensão muscular
(B) tendinite trocantérica
(C) instabilidade femoro-patelar
(D) síndrome de Osgood – Schlatter

Por que a proporção de osso e cartilagem no esqueleto muda à medida que o corpo
se desenvolve?

Qual a diferença essencial entre o osso esponjoso e o osso compacto?

O periósteo se torna mais fibroso, menos vascular e menos celular com a idade. A
partir dessa afirmação, diga se uma lesão no osso de um paciente de 65 anos tem a
mesma reparação de um paciente de 28 anos e por que.
De acordo com a regulação de cálcio e fosfato, cite situações ou patologias onde
Essa regulação pode estar deficiente.

Diferencie osteoblastos, osteoclastos e osteócitos de acordo com sua função.

Defina o conceito de fraturas.

Quais as possíveis complicações das fraturas (cite 3).

Quais as provas de consolidação das fraturas?

Como são realizados os tratamentos das fraturas com desvio e sem desvio?

LEIA AS AFIRMAÇÕES ABAIXO, SUBLINHE AS PARTES INCORRETAS


JUSTIFICANDO-AS.

Nos casos de artroplastia total de quadril, as recomendações principais teriam objetivo


de prevenir luxações da prótese. Um paciente que foi submetido a uma ATQ, foi
encaminhado para fisioterapia e como apresentava quadro algico intenso, elegeu-se o
uso do OC para abolir a algia e posteriormente o uso da crioterapia.

Paciente apresentando quadro álgico em joelho direito ao subir e descer escadas, edema
+++, hipotonia de quadríceps e diminuição do ADM para flexão do joelho, foi
submetido a tratamento fisioterapeutico com uso de US(C) por 5 min, alongamento
passivo do membro acometido, fortalecimento com caneleira de 2KG e posterior uso de
crioterapia.

No momento da avaliação fisioterapêutica de um paciente que sofreu fratura de Colles


há dois meses, o mesmo relata que vem apresentando quadro álgico intenso no membro
inferior referido, sudorese nas plantas dos pés e cianose há três semanas e sensação de
hiperestesia que piora com o frio. Suspeitou-se de Distrofia Simpático reflexa. O
tratamento proposto era crioterapia e uso de us continuo.

Paciente apresentando síndrome do impacto, fase I de Neer, foi encaminhado para


fisioterapia apresentando queixa de diminuição da força muscular para as AVD’s,
algia e diminuição da amplitude de movimentos específicos do ombro. Sobre o
referido caso:

a) Cite os principais movimentos prejudicados na patologia acima;


b) Cite dois testes específicos e explique em que situações os mesmos serão
positivos;
c) Cite os objetivos de tratamento de acordo com as queixas supracitadas;
Paciente do sexo feminino, 69 anos, apresentando gonartrose bilateral em grau II, foi
encaminhada para fisioterapia e ao ser avaliada apresentou o seguinte quadro funcional:
ADM diminuído para realizar flexão de joelho e extensão completa; edema 3/+++; grau
de força 2 para todos os movimentos funcionais do joelho; genuvalgo acentuado e
genuflexo em ambos os joelhos; diminuição da capacidade de equilíbrio em apoio
unipodal, além de algia para realizar deambulação sem o uso de 2 muletas canadenses.
Trace uma proposta de tratamento fisioterápico, incluindo recursos pré-cinéticos e
cinesioterápicos, levando em consideração o quadro clinico supracitado, sempre
justificando suas escolhas.

Paciente sexo feminino, 48 anos, doméstica, foi encaminhada ao serviço de fisioterapia


apresentando quadro álgico intenso em ombro D, edema e incapacidade para realizar
movimentos fisiológicos do segmento. Relata dificuldades para pentear os cabelos, estender
roupa no varal, abotoar o sutiã e limpar vidros. Ao RX, verificou-se presença de diminuição do
espaço articular na articulação gleno-umeral e acrômio tipo II. Em relação ao caso acima,
responda:

a) Qual o nome da possível desordem músculo-esquelética?

b) Quais os testes ortopédicos que poderiam ser aplicados neste caso?

c) Cite 2 objetivos do tratamento na fase aguda.

d) Trace um plano de tratamento na fase subaguda, com a utilização de 2 pré-cinéticos e 3


condutas cinesioterápicas, justificando-as.

Qual das opções abaixo é uma contra-indicação na fase aguda de uma tendinite biciptal
secundária a uma síndrome do impacto?

a) O uso da crioterapia, pois a vasoconstrição aumenta a quimiotaxia de células inflamatórias na


região.

b) O uso do tens, pois a eletroestimulação pode excitar as fibras nocioceptivas, exacerbando o


quadro álgico.

c) O uso do calor, pois a vasodilatação faz com que haja um aumento do processo inflamatório
através da presença de mais células inflamatórias, potencializando os sinais cardinais.

d) O uso do ultrassom pulsátil, pois as ondas ultrassônicas estimulam as fibras


mecanoceptivas que também estimulam ainda mais o processo inflamatório.