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Souza-Alves_et_al._2007[1]

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SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS 7 (3): 307-313.

2007

[Vol. 7

COMPOSIÇÃO DAS GUILDAS DE ARANHAS (ARANEAE) EM UM FRAGMENTO URBANO DE FLORESTA ATLÂNTICA NO SUDOESTE DA BAHIA, B RASIL
JOÃO PEDRO SOUZA-ALVES1*, MARCELO C. L. P ERES1,2 & MOACIR S. TINÔCO1,2,3
1

Centro de Ecologia e Conservação Animal (ECOA), Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Católica do Salvador. Av. Prof°. Pinto de Aguiar, n° 2589, Pituaçu, CEP 41740-090, Salvador, Bahia, Brasil 2 Departamento de Zoologia, Universidade Católica do Salvador, Salvador, Bahia, Brasil 3 Departamento de Ciências Ambientais, Universidade Católica do Salvador, Salvador, Bahia, Brasil *Autor para correspondência: (allocosa@hotmail.com)

(Composição das guildas de aranhas (Araneae) em um fragmento urbano de Floresta Atlântica no Sudoeste da Bahia, Brasil) – Nosso objetivo foi verificar a distribuição das espécies nas guildas de aranhas em um fragmento urbano (9 ha) no município de Itapetinga, localizado na região Sudoeste da Bahia. Procura visual noturna (totalizando 24 horas de amostra) e guarda-chuva entomológico (totalizando 240 arbustos) foi utilizado para a coleta das aranhas. Foram mensuradas variáveis ambientais (profundidade e cobertura da serapilheira, cobertura de plantas herbáceas e DAP – Diâmetro a Altura do Peito) que pudessem interferir na composição das guildas. As aranhas coletadas foram classificadas dentro de oito guildas. Não foi encontrada diferença significativa na composição de espécies nas guildas. As guildas se apresentaram de maneira homogênea. Entre as variáveis estruturais, apenas na profundidade da serapilheira foi observada diferença significativa na área. Propõem-se estudos em fragmentos periféricos (>10 ha) para poder inferir com maior exatidão sobre as variáveis mensuradas e tentar verificar se a comunidade de aranhas se apresenta de forma distinta entre diferentes áreas nesses fragmentos. Palavras-chave: Bahia, estrutura de habitat, fragmentação de habitats, guildas, aranhas. (Composition of spider’s guilds (Araneae) in an urban Atlantic Forest remnant in the Southwest of Bahia, Brazil) – Our objective was to verify the distribution of species in the guilds in an urban forest remnant (9 ha) in the Itapetinga city, located at the southwestern region of Bahia. Nocturnal Visual Search (totalizing 24 hours of sampling) and Vegetation Beating (totalizing 240 shrubs) were used to collect spiders. Some environmental variables were taken (leaf litter depth and coverage, herbaceous plants coverage and DBH - Diameter-at-Breast-Height) which are supposed to cause interference on the guilds composition. The spiders were classified within eight guilds. No significant difference in species composition was found in the guilds. The guilds had a homogeneous way. Only in the leaf litter depth was found significant difference in the area. We propose studies on surrounding remnants in the region (>10 ha) aiming to pose inference above the variables measured and try to verify if the spiders’ community show on a different manner between distinct areas in these fragments. Key words: Bahia, habitat structure, habitat fragmentation, guilds, spiders.

INTRODUÇÃO Guildas referem-se a um grupo de organismos sintópicos, que usam o mesmo recurso, de forma similar, geralmente utilizando os mesmos níveis tróficos (JAKSIÉ, 1981; BEGON et al., 1996). Para as guildas, as espécies podem requerer micro-habitats distintos, associados a características estruturais (HATLEY & MACMAHON, 1980; ROBINSON, 1981; SCHEIDLER, 1990; MASON, 1992; HALAJ et al., 1998), diferenciando-se pela morfologia, fisiologia e comportamento. Essas características incluem tolerância à luz do sol e sombra, umidade e condições do tempo (seco e chuvoso), estratégias de captura, refúgios e comportamento reprodutivo (T URNBULL , 1973; UETZ, 1977; N YFFLER & STERLING, 1994; HALAJ et al., 2000). Atualmente existem trabalhos relacionados à assembléia de aranhas neotropicais em Madre de Dios, Peru (SILVA & CODDINGTON, 1996), na Amazônia (HÖFER & BRESCOVIT 2001), no Nordeste (DIAS, 2006; PERES et al., 2007) e Sudeste do Brasil (BRESCOVIT et al., 2004), os quais já foram escassos para o neotrópico. As florestas tropicais têm a maior diversidade de espécies do planeta, embora ocupem apenas 7% da extensão
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da Terra, contendo mais da metade das espécies de todo o mundo (WHITMORE, 1990). Dentre os biomas que compõem as Florestas Tropicais, a Mata Atlântica é reconhecida internacionalmente como um hotspot de biodiversidade (MYERS et al., 2000). Como este bioma vem sofrendo acelerado processo de fragmentação, os remanescentes florestais constituem hoje um dos maiores desafios para a conservação da diversidade biológica (ESPÍRITO-SANTO et al., 2002). A diminuição da floresta pode reduzir significativamente o número de espécies, afetar a dinâmica das populações de animais e vegetais, além de comprometer a regeneração natural das florestas (HARRIS, 1974). A preservação da biodiversidade de invertebrados é mais uma ferramenta para a conservação de biomas, principalmente quando se refere às aranhas, que agem como indicadores de qualidade ambiental (WHITMORE et al., 2002). A maioria das espécies é sensível a alterações ambientais, tanto abióticas (temperatura, umidade, vento, intensidade luminosa) quanto bióticas (estrutura da vegetação e disponibilidade de alimento) (WISE, 1993; FOELIX, 1996). UETZ (1991) mostrou que a estrutura do habitat pode influenciar na composição e na riqueza das comunidades de aranhas

ou seja. compondo a Mata-de-Cipó. (1991). 10 m.. coletando aranhas em teias. 2000). foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov: duas-amostras (KS). Foram utilizados quatro pontos (0 m. obtidos do total de 24 amostras ao longo de dois meses de coleta. L. 2003). O trabalho foi realizado no Parque Municipal da Matinha (15º16’ S. troncos. Trata-se de uma vegetação relativamente baixa. estratos e plantas utilizadas. D. foram calculadas as médias das variáveis mensuradas. Esta classificação usada seguiu as seguintes características ecológicas como parâmetros: uso e tipo de teia. estando totalmente inserido dentro da cidade. 1 = 1 a 25%. quando o habitat se apresenta de maneira complexa ou não. a comunidade pode se modificar. A precipitação pluviométrica varia de 600 a 1. Peres) e na Coleção de Aracnídeos e Miriápodes do Instituto Butantan. A procura visual noturna (PVN) consistiu de transectos de 30 x 5 m.. que permitem calcular a intensidade de cobertura vegetal em uma área (0 = ausência. São Paulo (IBSP. Os métodos de coleta foram adaptados do protocolo de amostragem rápida. O parque possui uma área total de 24 hectares e o fragmento amostrado apresenta 9 hectares. 1989). distribuídos aleatoriamente pelo fragmento. sendo medidas com fita métrica.200 mm anuais (BRASÃO & ARAÚJO. Nosso objetivo foi verificar a distribuição das espécies nas guildas de aranhas em um fragmento de Floresta Decidual. o teste t de Student. A cobertura da serapilheira e a cobertura de plantas herbáceas foram categorizadas por meio do Percentual de Intensidade. 12 amostras para cada mês de coleta. estabelecido por CODDINGTON et al. sendo estes batidos por um dos coletores. 2000). sendo formada por espécies de cipós lenhosos. com períodos alternadamente secos de 5 a 6 meses (BRASÃO & ARAÚJO. Este índice é expresso por uma escala de cinco categorias (de 0 a 4). 1992. METODOLOGIA Área de estudo As coletas das aranhas ocorreram nos meses de março e abril de 2003 e em novembro de 2004 foi realizada a coleta das variáveis estruturais.0 (AYRES et al. Brasil. Os coletores se moveram até 2. locais de fixação de teias e período de atividade. Para comparar as variáveis entre os pontos amostrais no fragmento foram utilizadas as seguintes análises: para os dados categóricos (cobertura da serapilheira e cobertura de plantas herbáceas). Todo o parque não possui nenhum tipo de ligação com outro remanescente ou mesmo uma área de pasto. um zoológico situado na área urbana do município de Itapetinga. com uma distância entre todos eles de 100 m. a profundidade e cobertura da serapilheira e a cobertura de plantas herbáceas. MANTOVANI. arbustos. verificando se a distribuição pode ter alguma associação com as características da estrutura do ambiente. Posteriormente. totalizando 240 arbustos. ocorrendo exclusivamente no Estado da Bahia (NOVAES & JOSÉ. que foi medido dentro do mesmo transecto utilizado para as coletas das aranhas.308 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. 1976). Em cada amostra foram batidos 10 arbustos. 1981. Foi realizada uma Análise de Agrupamento através do método de encadeamento médio (UPGMA) utilizando a distância . 1981. Brasil. Posteriormente. durante uma hora. A vegetação é caracterizada pela dominância fanerófita decidual. Avaliação da estrutura física Para determinar a estrutura da vegetação foram medidos em todas as áreas: o Diâmetro à Altura do Peito (DAP). 1981). cascas de árvores e na serapilheira. MANTOVANI. 3 = 51 a 75% e 4 = 76 a 100%). ao longo do transecto). Este tipo de mata é considerado como uma vegetação de transição entre a mata costeira e a região do Sertão. Delineamento amostral Para a coleta de aranhas foram selecionados 12 pontos (50 x 50 m). percorridos por dois coletores. adaptado de FOURNIER (1974). curador A. As aranhas coletadas foram acondicionadas em potes plásticos contendo álcool 70% e depositadas na Coleção de Referência de Aranhas do Centro de Ecologia e Conservação Animal da Universidade Católica do Salvador (ECOA/UCSal. C.5 m para cada lado do transecto.. Ao término da PVN foi obtido um total de 24 amostras (24 horas). raramente ultrapassando 12 metros de altura (BRASÃO & ARAÚJO . Esta é considerada uma das áreas prioritárias para a conservação da Mata Atlântica devido à grande diversidade biológica encontrada nos fragmentos da região (CONSERVATION INTERNATIONAL DO BRASIL et al. por transecto. 2003). ou seja. sendo estes o centro de cada quadrante. 20 m e 30 m. 2 = 26 a 50%. modo de caça. no Estado da Bahia. V INHA et al. utilizou-se o teste do Qui-quadrado (χ2) e para as variáveis quantitativas (profundidade da serapilheira e DAP). 40º15’ W). O DAP e a profundidade da serapilheira foram estimados de forma quantitativa (cm). O guarda-chuva entomológico (GCE) é formado por uma estrutura de canos de PVC. A vegetação do parque foi classificada como Floresta Estacional Decidual. As aranhas coletadas foram classificadas em oito das 12 guildas propostas por HÖFER & B RESCOVIT (2001). Brescovit).5 x 2. curador M. com indivíduos com copas muito esgalhadas e folhas pequenas. foram delimitados quadrantes de 5 x 5 m e cada um deles foi dividido em outros quatro quadrados de 2. Somente árvores com DAP maior e igual a 4 cm foram consideradas. na região sudoeste do Estado da Bahia. 7 em florestas tropicais.5 m. O método aplicado para inferir as variáveis foi o quadrante centrado (KREBS. Ele foi colocado sob galhos de árvores ou pequenos arbustos de até 2 m de altura. Para estas análises foi utilizado o Software Biostat 2. cobertos por um pano branco de 1 m2. enquanto o outro retirava as aranhas que caíam no pano com o auxílio de uma pinça. Análises estatísticas Para comparar a freqüência de espécies classificadas dentro das guildas ecológicas entre as amostras.

Foram encontradas as seguintes guildas de aranhas caçadoras: Corredoras Noturnas de Solo (CNS). No entanto. LUCZAK (1959). micro-clima etc. aumento de indivíduos em períodos chuvosos (LEVINGS & W INDSOR. UETZ (1991) e HURD & FAGAN (1992) inferiram que a fisionomia da comunidade de plantas pode afetar a população de aranhas. Também deve ser observado a igualdade em algumas variáveis da estrutura do ambiente do fragmento. a abundância de espécies pode estar relacionada ao grande número de pontos para fixação de teias. SILVA (1996). relatou que a riqueza e abundância de aranhas não variam apenas entre o tipo de floresta. Predadores de Espreita de Solo (PSE).= 5. desde que influencie na disponibilidade de micro-habitats. Sedentárias com Teia Lençol (STL). Quando comentado sobre as guildas Predadores de Espreita de Solo e Corredoras Aéreas Noturnas. onde a composição florística se modifica e se torna cada vez mais complexa e diversificada (RONDON NETO et al. Caçadoras Aéreas Diurnas (CAD). Segundo a Análise de Agrupamento. O gênero Nothroctenus sp.01. em estudos sobre a composição de espécies e estrutura da comunidade em uma Floresta Pluvial no Peru. 1996 e SILVA. Espécies dessas guildas forrageiam também no estrato herbáceo. mas também para a qualidade de micro-habitats (pouca diferença na geomorfologia.. tendo estas espécies melhores condições (oferta de alimento e disponibilidade de recurso) para a manutenção da comunidade de aranhas.1960. g.05. aranhas diurnas e que constroem pequenas teias de forma irregular.. 2001. 2000). não se encontrou diferença significativa (KS.. durante o dia. Dmax= 0. n= 12). foi a aranha mais abundante desta guilda. As demais medidas não apresentaram nenhuma diferença: DAP (t= 1. Em áreas perturbadas. aranhas que perseguem suas presas ativamente sobre a vegetação.). DUFFEY (1966). quando perturbadas. Desta forma. que caçam por espreita todas as aranhas e outros artrópodes. B OLGER et al. 1988.l. Estes e outros fatores. somente a profundidade da serapilheira foi significativa (t= 3. Em relação às guildas tecedoras de Teia Orbicular.JULHO . RESULTADOS Foram coletados 911 indivíduos. A diferença na profundidade da serapilheira pode ter favorecido algumas espécies das guildas de Aranhas Caçadoras. Predadoras de Serapilheira (PS). Quando verificada a freqüência das espécies das guildas de aranhas entre as amostras. porém. que vivem sob a serapilheira ou troncos de árvores. 1996) têm demonstrado que a influência da estrutura do ambiente pode favorecer as aranhas da guilda CAN.COMPOSIÇÃO DE GUILDAS DE ARANHAS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA 309 Euclideana através do programa PC-ORD© (MCCUNE & GRACE. GIBB & HOCHULI (2002). g. sendo encontrado sete indivíduos de Peucetia sp. Este resultado pode ter ocorrido porque o fragmento é cortado por trilhas. (Ctenidae) foi o mais abundante desta guilda.= 5.264. Italaman santamaria Brescovit. representada por aranhas que perseguem suas presas na serapilheira. as guildas se apresentaram distribuídas de forma homogênea no fragmento (Fig. n= 12) no fragmento. 2004) podem acarretar mudanças na estrutura da vegetação. 2000). p> 0. fixadas nos arbustos e troncos de árvores.. Tecedoras de teias Não Orbicular e Sedentária com Teia Lençol.05n= 12). altitude ou em base diurna/ noturna. 1998. pois o fragmento sofre algum tipo de perturbação devido ao livre acesso. que vivem à luz do dia e vibram intensamente o corpo e as pernas.l. DISCUSSÃO O fragmento não apresentou nenhuma diferença na distribuição de espécies das guildas Construtora de Teia. 1985) e atividades humanas (MCINTYRE et al. MYIASHITA et al. p> 0. distribuídos em 28 famílias e agrupados em oito guildas. o que pode ter favorecido a homogeneidade na abundância de espécimes. cujas aranhas que caçam ativamente suas presas. para verificar a distribuição na composição das guildas. 2002). cujas aranhas constroem teias de forma orbicular na vegetação. Os valores brutos das variáveis estruturais foram padronizados pela média.. Corredoras Aéreas Noturnas (CAN). vegetação. Isso mostra que o fragmento possui condições similares para a fixação de teias em toda sua área.= 10. Na comparação das variáveis estruturais no fragmento.04. afetando a população de artrópodes em todo o fragmento. Para esta guilda foi encontrado Mesabolivar sp. g.S ETEMBRO 2007] SOUZA-ALVES ETAL. Alguns estudos (GUNNARSSON. g. Tecedoras de Teia Não Orbiculares (TNO). pôde-se observar a diferença na profundidade da serapilheira e a igualdade na cobertura de plantas herbáceas no fragmento. a cobertura de plantas herbáceas não diferiu. 1) tendo apenas uma guilda de aranhas caçadoras dentre as guildas de aranhas construtoras de teia.05. em um estudo com fragmentos na Austrália. pois tais se apresentam pouco adequadas para a manutenção da uma comunidade. mediram o nível de antropização através da quantidade de lixo e do número de trilhas. tais como o tamanho do fragmento (HOBBS.. cobertura de serapilheira (χ2=0. SHOCHAT et al. p< 0. Foram encontradas as seguintes guildas de aranhas construtoras de teia: Tecedoras Orbiculares (TO). a mais abundante.738. num estudo em Clareiras Naturais e Floresta .05.l. pode ocorrer sucessão secundária. Dictyna sp. Os 209 indivíduos adultos foram agrupados em 80 espécies pertencentes a 22 famílias (Tabela 1). n= 12) e cobertura de herbácea (χ2= 0. Isso favorece a presença de uma alta cobertura de plantas herbáceas. 1997 (Anyphaenidae) foi a mais abundante entre as CAN. microclima e habitats adequados para a manutenção de espécies. PERES et al. n= 12). p> 0. sendo Metazygia sp.. (2007). podendo ter ajudado na distribuição das espécies encontradas no fragmento. Os resultados obtidos na comparação das variáveis DAP e cobertura de herbáceas pode estar ajudando na distribuição desses indivíduos.l.= 10. que inclui as aranhas que se locomovem freqüentemente e não constroem teias para a captura de presas. .03. p> 0. facilitando o acesso a todas as áreas.

3 . Celaetycheus sp. Xiruana sp. 1 Lyssomanis sp. 1 Metagonia sp. Parawixia audax (Blackwall. 1 Amaurobiidae sp. 2 Ero sp. 1 Araneidae sp. 1847) Peucetia sp. Cheiracanthium inclusum (Hentz. 1 Gnaphosidae sp. Salticidae sp. 3 Caponiidae Corinnidae Clubionidae Ctenidae Caponiidae sp. 1 Corinnidae sp. 1 Salticidae sp. Ctenidae sp. Clubionidae sp. Cyclosa sp. Argiope sp. Guildas TNO TNO CAN CAN CAN CAN CAN CAN TO TO TO TO TO TO TO TO TO TO PS CAN CAN CAN PSE PSE PSE PSE PSE TNO TNO TNO CNS CNS CAN CAN CAD STL STL STL CAN CAN CAN CAN CAN CAN Total de Indivíduos 5 1 2 2 6 2 2 2 2 1 1 10 5 3 5 1 1 1 1 1 1 1 6 1 1 1 1 22 8 1 1 1 1 1 7 36 1 1 1 2 2 1 1 2 Araneidae Eriophora sp. 3 Dictynidae Dictyna sp. 2 Noegus sp. 2 Gnaphosidae M imetidae M iturgidae Oxyopidae Pholcidae Pisauridae Salticidae Gnaphosidae sp. Umuara sp. Composição das espécies das guildas observadas em um fragmento urbano no Sudoeste da Bahia. 1863) Mecynogea sp. Famílias Amaurobiidae Anyphaenidae Espécies Amaurobiidae sp. 7 Tabela 1. 1997) Teudis sp. Anyphaenidae sp. 1 Corinna sp. 1 Lyssomanis sp. 2 Araneidae sp. 1 Italaman santamaria (Brescovit. 2 Anyphaenoides sp.310 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. Araneidae sp. 1 Nothroctenus sp. Eustala sp. Mesabolivar sp. 1 Dictynidae sp. Dictynidae sp. 2 Salticidae sp. 2 Ctenidae sp. Pisauridae sp. Brasil. Metazygia sp. 1 Ctenidae sp.

7 Tetragnathidae sp. Sparassidae sp. 1 Tmarus sp. . Guildas CAN CAN PSE PSE CAN PSE PSE TO TO TO TO TO TO TO TO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO CAN CAN CAN CAN CAN CAN CAN CAN TO TO TO TO Total de Indivíduos 1 2 2 2 1 2 1 5 1 1 1 2 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 6 2 1 1 1 1 1 3 1 4 9 1 2 222 Senoculidae Scytodidae Sparassidae Tetragnathidae Senoculidae sp. 1 Tetragnathidae sp. (1996) e GREEN (1999). 2 TOTAL Madura no Nordeste do Brasil. 3 Thomisidae sp.JULHO . Uloboridae sp. essas aranhas forrageiam na serapilheira e são dominantes no tamanho dos espécimes cursoriais. Para HUHTA (1971). não encontraram uma forte influência da estrutura do ambiente sobre esta guilda. 5 Tmarus sp. 1873) Argyrodes sp. Já algumas aranhas da guilda PSE podem ter sido beneficiadas pela profundidade da serapilheira. Dipoena sp. (1994). Uloborus sp. 2 Thomisidae sp. HÖFER et al. 2 Tetragnathidae sp. 8 Theridiidae Achaearanea hirta (Taczanowski. 3 Theridiidae sp. 3 Tetragnathidae sp. principalmente as espécies da família Ctenidae. Theridiidae sp. 1 Tetragnathidae sp.COMPOSIÇÃO DE GUILDAS DE ARANHAS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA 311 Famílias Espécies Salticidae sp. 4 Tetragnathidae sp. 1979). 1 Uloboridae sp. 2 Uloboridae Zosis sp. 2000) Olios sp. 1 Theridiidae sp. 1 Thomisidae sp. 5 Theridion sp. 1 Senoculus sp. 6 Tetragnathidae sp. 4 Thomisidae sp.S ETEMBRO 2007] SOUZA-ALVES ETAL. 2 Theridiidae sp. 4 Thiodina sp. 5 Tetragnathidae sp. Scytodes itapevi (Brescovit & Rheims. diferenças na estrutura da serapilheira podem afetar a comunidade de aranhas que vivem no solo favorecendo a . 1976. Thomisidae sp. Segundo HÖFER et al. 4 Theridiidae sp. UETZ (1975. Thomisidae Misumenops sp.

Designing and testing sampling protocols to estimate biodiversity in tropical ecosystems. Avaliação de ações prioritárias para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos. pela ajuda nos trabalhos de campo. Araneae) da Mata do Burraquinho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AYRES M JR . BOLGER DT. de monitoramento da fauna e flora da área. CAN: Corredoras Aéreas Noturnas. MAML FONTES . AGRADECIMENTOS Gostaríamos de agradecer a Sidclay Dias e Tasso Meneses pelas críticas e sugestões ao manuscrito. AT OLIVEIRA-FILHO. Após análises desses resultados propõem-se estudos em outras áreas (>10 ha) periféricas à região. STL: Sedentárias com Teia Lençol. Rio de Janeiro. Paraíba. Brasil.). MG. 1. FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS. Acta Bot. CE GRISWORLD. . Estação Ecológica Juréia-Itatins: ambiente físico. à administração e aos funcionários do Parque da Matinha. efeito de borda. MORRISON AS & TJ CASE. In: EC DUDLEY (ed. 2000. MSc diss. Diversidade e estrutura da comunidade de aranhas (Arachnida. Ribeirão Preto: Editora Holos. pois se trata de um fragmento urbano. and edge effect. 198-221. INSTITUTO DE PESQUISAS ECOLÓGICAS. BRESCOVIT AD. Brasília: Min. Ao Dr. Aracnídeos da estação Ecológica Juréia-Itatins: inventário preliminar e historia natura. posteriormente. Senckenb. flora e fauna. 47: 45-9. Isso ajudaria a entender melhor como determinados efeitos da fragmentação (tamanho. 44-60. London: Blackwell Science Publishing. Gutemberg Casaes. conectividade. A Renata Chagas. p. Brasil. RADAM (ed. substrato heterogêneo para refúgio dos predadores e abrigo. populations and communities. 7 Distribuição das Guildas Distance (Objective Function) 5E-01 2. Análise de Agrupamento apresentando a similaridade da abundância de espécies entre as guildas de um fragmento urbano no Sudoeste da Bahia. A Pablo Amoedo. 1991. CODDINGTON JA. BEGON M JL HARPER & CR TOWNSEND. Agradecemos aos revisores anônimos pelas valiosas críticas e sugestões ao manuscrito. TO: Tecedoras de teias Orbiculares. CROOKS KR. Biol. sua natureza e seus recursos econômicos. D IAS SD. 2000. p. Arthropods in urban habitat fragments in southern California: area. abundância e diversidade de presas. 1230-1248. Bioestat Versão 2. PS: Predadoras de Serapilheira. tipo de vizinhança etc. 16: 331-356. 1966. Este trabalho teve o apoio do Regime de Tempo Contínuo . São Paulo:USP. 10(4). p. DL AYRES & AA SANTOS .UCSal (MCLP). Portland: Dioscorides Press. Univ. & JJG DE S MARQUES. Brasil.. Ecol.4E+02 Information Remaining (%) 100 TO CAN TNO STL CAD PS CNS PSE 75 50 25 Fig.). Erica Coutinho. João Pessoa. R BERTANI.) agem sobre a comunidade de aranhas em pequenos fragmentos. do Meio Ambiente/Sec. Departamento Nacional de Produção Mineral do Brasil. Ao Centro ECOA/UCSal. Daniela Uzel e Marcelo Dias pelas correções gramaticais. pelo apoio logístico durante e pós coletas. Appl. Federal da Paraíba. M AYRES. E P ENARANDA & SF LARCHER. In: Brasil.3E+02 6. para poder avaliar com maior exatidão sobre as variáveis da estrutura do ambiente e tentar verificar se a distribuição das espécies em suas guildas difere entre áreas de um mesmo fragmento. Estudo fitogeográfico. dificultando assim sua manutenção. SECRETÁRIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO & SEMAD / INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTA. As regiões fitoecológicas. ELM M ACHADO. DUFFEY E. Ecology: individuals. CONSERVATION INTERNATIONAL DO BRASIL. Antonio Brescovit pela identificação do material biológico. The unity evolutionary biology: proceedings of the Fourth International Congress of Systematic and Evolutionary Biology. R PINTO-DA-ROCHA & CA RHEIMS. CAD: Corredoras Aéreas Diurnas. 2004. TNO: Tecedoras de teias Não Orbiculares. Spider ecology and habitat structure. SUAREZ AV. Variáveis ambientais e a distribuição de espécies arbóreas em um remanescente de Floresta Estacional Semidecídua Montana no Campus da Universidade Federal de Lavras.). In: OAV MARQUES & W DULEBA (eds.0. 2000. menor amplitude térmica. 405-463. acarretando uma possível modificação na composição das guildas. ESPÍRITO-SANTO FDB. JS SOUZA. 1981. BRASÃO JEM & AP ARAÚJO.1E+02 4. 2005. age. manutenção da umidade. FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. com acesso da população local. Também se faz necessário um plano de manejo e. 2002. DS D AVILA. 1996. de Biodiversidade e Floresta.312 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. PSE: Predadoras de Espreita.

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