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O PECADO DE ACÃ

O PECADO DE ACÃ

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O PECADO DE ACÃ

Por João Cruz

O PECADO DE ACÃ
Quando criança você brincava de esconde-esconde? Acho que é uma das brincadeiras mais simples e mais legais da infância. Você tinha um lugar preferido para se esconder? Já me escondi atrás do poste, de árvores, no quintal de casa, dentro do guarda-roupas e em tantos outros lugares. O Fábio Vasconcelos tinha uma estratégia, ele ia pra casa e trocava de roupa, acreditando que o identificariam por suas roupas. Se esta não é uma boa estratégia, pelo menos é engraçada. Outra pergunta: Já foi castigado pelo erro de alguém? Isso acontece, não é mesmo? Numa sala de aula, por exemplo, quando um erra, todos tornam-se passíveis de repreensão. Em casa quando um filho erra, outros também podem ser castigados. Lembro-me no quartel quando um soldado errava, todos nós pagávamos. Estas duas perguntas vão se cruzar neste nosso estudo. Veremos que quando escondemos o pecado, mesmo que o disfarcemos ou troquemos a roupa dele, tornamos as pessoas que nos rodeiam passíveis de castigo mesmo que elas não tenham feito nenhum mal. Na lei existe uma atitude chamada de cumplicidade. Se uma pessoa rouba o bem de outro e nós não fazemos nada para impedir ou se somos pegos junto com o criminoso, somos cúmplices. Somos cúmplices uns dos outros mesmo que ignoremos os

motivos. Isto também vale na vida espiritual. A Bíblia nos adverte que não devemos ser cúmplices dos erros alheios por estar juntos: “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.” (Ef 5:11) ou por precipitação: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro” (1 Tm 5:22), e por consentir com alguém que não traz a doutrina de Cristo: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2 Jo 9-11). Esconder o pecado e pagar pelo erro alheio. Esta pode ser uma conseqüência bem real. Note o quanto a nossa sociedade tem pago o preço com a insegurança, na saúde, na economia e espiritualmente pelos pecados encobertos da minoria. Não que todos não sejam pecadores, mas nem todos são diretamente culpados. Ser parte deste povo nos torna cúmplices.

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Capítulo 1

A Ira de Deus
Deus estava irado. O povo de Israel não sabia e veio a saber do meio mais difícil, pela vida de alguns dos seus membros. O povo de Israel estava em guerra. O prêmio? A conquista da Terra Prometida. As guerras não aconteciam porque eles queriam ou Deus gosta de ver sacrifício humano. As guerras aconteciam pela oposição ao povo de Deus. Deus também provava pelas vitórias concedidas a Israel que havia um só Deus, o Deus único de Israel. Era uma derrota espiritual também. Jerico conhecia a fama do povo de Israel antes que eles tivessem chegado. Eles ficaram com tanto medo que o medo os cegou. Eles iam perder a guerra, sabiam disso. A frase: “Se não pode com eles junte-se a eles”, não foi nem sequer levada em conta. Estavam cegos por causa do medo. Raabe revela o quanto eles sabiam e o que poderia ter acontecido com todos (Js 2:8-13). Poderia, mas Raabe foi a única que não se opôs a vitória que vinha de Deus. Temos muito que aprender com Raabe. Quando nos opomos a vitória que vem de Deus, seremos derrotados vergonhosamente. Quando colaboramos, seremos salvos e

nossos pecados serão esquecidos. Assim como o erro de um pode ser castigo para todos, o acerto de um, mesmo sendo uma prostituta, pode ser a benção de uma família inteira. Pelo fato de ter colaborado, Raabe salvou toda a sua família (Js 6:22-25). O povo ainda estava eufórico. Uma guerra anterior foi vencida sem que nenhuma vida de Israel fosse ameaçada. Sem que nenhuma resistência tivesse sido levantada. A cidade de Jericó foi vencida com uma das estratégias militares mais ridículas aos olhos de qualquer general, do maior ao mais medíocre. Mas não era uma estratégia humana. Deus estava no controle da situação. O povo só precisava acreditar e agir de acordo com a estratégia divina. E foi exatamente o que eles fizeram. Deu certo, Deus deu a vitória na mão dos israelitas. Próxima batalha: “…Subi e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens e espiaram Ai. E voltaram a Josué e lhe disseram: Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos” (Js 7:2, 3). Esta foi a estratégia para vencer a guerra contra uma cidade menor e com pouca gente. A ira de Deus revelou-se vencedora: “Assim, subiram lá do povo uns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai. Os homens de Ai feriram deles uns trinta e seis, aos outros perseguiram desde a porta até às pedreiras, e os derrotaram na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água” (Js 7:4, 5). Até este ponto o povo nem Josué sabiam o motivo de tamanho fracasso para um povo muita mais fraco e menor que o povo vitorioso que havia conquistado Jericó. E o
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futuro, questiona Josué: “Ouvindo isto os cananeus e todos os moradores da terra, nos cercarão e desarraigarão o nosso nome da terra; e, então, que farás ao teu grande nome?” (Js 7:9). Josué estava sofrendo a conseqüência de algo que, até então, ele ignorava o motivo. Não era justo, pensava ele. O Tamanho da Ira de Deus A Bíblia nos ensina muitas vezes que Deus é amor. Ensina também que o amor de Deus é de “tal maneira”, a ponto de dar o seu Filho Unigênito em favor daqueles a quem ama. O amor de Deus para conosco é uma decisão, assim como o amor, a ira também é uma decisão. Deus odeia o pecado sem odiar o pecador. Se o amor de Deus é imensurável, acredito que a ira de Deus também é tão grande mas não maior que o amor, pois o amor encobre multidão de pecados. Mas, nem por isso a ira de Deus deixa de ser grande o suficiente para nos oprimir quando justamente merecemos. Deus fica irado com o pecado. Deus encobre o seu rosto do pecador e chega a ignorar seus apelos até que ele caia em si: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidade fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59:1, 2). O povo de Israel estava cativo e seus clamores pareciam não ter fim e muito menos resposta. Eles querem uma justificativa para o silencio divino. Por isso, Isaías escreve o que lemos acima. O pecado faz uma separação entre nós e Deus.

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A ira de Deus exige uma atitude de arrependimento: “Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Mt 3:7-9). Quem convence uma pessoa a tentar fugir da ira de Deus sendo isto impossível? Quantas vezes tentamos nos esconder do castigo divino? Maquiamos o pecado e chamamos de ‘normal’ para nos justificar. Mas, a verdadeira justiça é o que João ensina aos fariseus e saduceus: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”. A ira de Deus exige da nossa parte ARREPENDIMENTO. Só o arrependimento justifica o pecado. Encobrir o pecado só piora a situação. Só o arrependimento, por amor a Cristo, encobre multidão de pecados. Quem se mantém rebelde contra o amor de Deus oferecido através do seu filho Jesus Cristo, permanece sobre tal pessoa não o amor de “tal maneira” mas sim, a ira divina: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3:36). Como já dito acima, Deus fica irado por causa do pecado. E, como é de bom costume, eis a referencia bíblica: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm 1:18). Quando guardamos a injustiça ao invés da verdade, a ira de Deus se revela do céu. A ira de Deus tem se revelado de várias maneiras as quais não ousamos definir como certeza, mas este é o claro motivo: o pecado. Novamente em Romanos, Paulo comenta esta
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passividade: “mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça” (Rm 2:8). Outra coisa que acende a ira de Deus é ser passivo quanto a doutrina deixando-se enganar: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5:6-11). Salvação da Ira Todos nós somos vitimas do pecado e castigados pela ira de Deus. A situação espiritual da humanidade é bem aquela: “Um por todos, todos por um”. O pecado é contagioso, como veremos mais tarde. A santidade é uma benção que transborda, mais abundante que a conseqüência do pecado. Não podemos fazer nada, nossas obras não nos justificam e sem elas não somos salvos. Somente pela misericórdia e amor de “tal maneira” de Deus para conosco se manifestou na cruz: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5:8, 9). Veja o que Paulo disse aqui: “… Deus prova o seu próprio amor para conosco…”. Deus fica irado com o pecado e Ele mesmo nos justifica e nos salva da ira pelo sangue de Jesus pelo grande amor que Ele tem por nós.
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Jesus é a resposta. Esta frase é velha mas a atitude de Jesus é sempre uma novidade. Jesus vivo e sem pecados, os quais ele levou para a sepultura pela sua morte, agora pode nos livrar da ira eterna pela sua ressurreição: “e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1:10). Por isso nós também precisamos morrer, ser sepultados e ressuscitar com Ele para que a nossa divida que gerava a ira de Deus seja esquecida. Éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Por isso Paulo ressalta a morte, o sepultamente e a ressurreição tão necessária em Cristo, “… foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruídos, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto, quem morreu está justificado do pecado” (Rm 6:3-7). E assim, o Novo Testamento está repleto de passagens convidando a cada ser humano a produzir fruto de arrependimento para que, dessa forma, possamos escapar da ira de Deus: “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele” (1 Ts 5:9, 10).

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Capítulo 2

Por Que, Deus?
Fui na fonte e pesquisei, mas não encontrei. Peguei uma Chave Bíblica, um livro de referencias indispensável numa biblioteca bíblica e, lá não encontrei a pergunta: “Por Que?”. E olha que são inúmeras as vezes que encontramos esta pergunta na Bíblia. Acredito que por serem tantas as vezes que esta frase aparece, tornou-se quase impossível de realizar o trabalho. Imagine quantas vezes Deus ouve esta pergunta por dia? “Então, Josué rasgou as suas vestes e se prostrou em terra sobre o rosto perante a arca do SENHOR até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre a cabeça. Disse Josué: Ah! SENHOR Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazerem perecer? Tomara nos contentáramos com ficarmos dalém do Jordão. Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as costas diante dos seus inimigos!” (Js 7:6-8) Por que sofremos?

Tem muitos dias na vida de um ser humano que ele pergunta a Deus: “Por que?” Senhor, não queremos apenas ser questionadores, não queremos abusar da sua paciência, não queremos ser insolentes, só queremos entender. Nem sempre o entendimento vai nos acompanhar nos “por quês” da vida. Muitos são os motivos do sofrimento aqui na Terra. “A vida é uma estrada à frente escura com retrovisor”. Pena que nossa lembrança é tão fugaz. Mal conseguimos nos lembrar o que comemos há dois dias atrás, mesmo que naquele momento o alimento tenha significado a sobrevivência. Se conseguíssemos olhar para o retrovisor da vida, provavelmente teríamos uma fé maior por termos visto o quanto Deus já fez respondendo aos “por quês” das nossas vidas. O por que sofremos, não tem apenas uma resposta. Tem, acima de tudo, um propósito divino. Como pessoa de fé, não devemos acreditar na sorte ou num predestinamento. Por sermos limitados até mesmo no entendimento dos “por quês” vamos analisar algumas alternativas: Sofremos por ocultar o pecado. Quando preferimos esconder, disfarçar ou camuflar o pecado ao invés de nos arrepender e resolver, não só nós sofremos mas também aqueles que nos rodeiam. E, como vermos até a conclusão desta obra, é o objetivo desse nosso estudo. Sofremos para que a gloria de Deus seja manifesta. Nem sempre o pecado pessoal ou o pecado de alguém está sobre nós. Um exemplo disso é a narrativa do Evangelho de João sobre um homem cego de nascença: “Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus
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pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (Jo 9:1-5). Veja que neste caso não era por causa do pecado que o homem era cego, como era a crença popular. Mas, para que um dia Jesus passasse por aquele homem e evidenciasse a luz de Deus e abrisse os olhos dos cegos espirituais, como vemos na conclusão daquela passagem: “Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos. Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: Acaso, também nós somos cegos? Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado” (Jo 9:39-41). Sofremos porque Deus confia em nós - provação. Sim, meus amigos, sofremos porque Deus põe sobre nós a sua confiança. E neste ponto duas palavras de fontes diferentes devem ser destacadas: provação e tentação. A fonte da provação é Deus: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1:12). Provação e aprovação, vêem de Deus. É como um bom professor que ensina tudo o necessário para o aluno e no final de um período aplica uma prova. A intenção do bom professor é provar se os alunos estão aprendendo e, se eles aprenderam, ele os aprovará. Quem for aprovado, receberá seu prêmio: a coroa da vida. Porque este professor é Deus. No entanto, receber a coroa não é fácil, pois a provação também traz sofrimento. Veja o que mais Tiago ensina sobre o resultado da provação provação: “Meus irmãos,
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tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1:2, 3). Alegria este é o sentimento quando nos sentimos provados. Durante a provação devemos pensar: “Aí vem coisa boa”. Resultado da provação da nossa fé? Perseverança. Aqui neste ponto pode ser a perseverança traduzida como resistência, força, maturidade e crescimento espiritual. O apóstolo Pedro viu o sofrimento de perto, de Jesus o Mestre e o seu próprio posteriormente. Para resistir o sofrimento por Cristo era preciso maturidade e um objetivo como Pedro tinha: “…sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações” (1 Pe 1:5, 6). Note as palavras que expressam o objetivo que Paulo tinha e seu entendimento do por que sofrer. Noutro ponto ele ensina que estamos sendo purificados quando sofremos: “Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1 Pe 1:7-9). A provação é que mostra o valor da nossa fé e o fim da fé é o objetivo para o que a provação existe: salvação da nossa alma. Acredito que na provação e aprovação que vem de Deus, Ele quer nos testar para saber até onde ele pode confiar em nós e nos encarregar de trabalhos mais importantes. Mas, como vimos, a provação deve trazer alegria, força, crescimento e aprovação da parte de Deus.
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Sofremos porque Deus confia em nós – a tentação. Tentação é outra palavra que deve ser destacada neste ponto. É muito parecida e talvez possa até cruzar com “provação” ou provação pode tornar-se tentação. “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1:13). Deus permite que sejamos tentados porque confia em si mesmo que nos criou. Deus acredita que podemos resistir a tentação quando ela nos ataca. Deus é bom e Ele mesmo não pode ser atacado pelo mal e a ninguém retribui. A tentação é fruto da nossa cobiça ou das nossas necessidades, como no caso de Jesus (Mt 4:1-11). A tentação não vem de Deus e sim a permissão de sermos tentados. Paulo nos ensina: “Não sobreveio tentação a vocês que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1 Co 13:10 – Nova Versão Internacional - NVI). A solução está dentro de nós, fomos criados fortes o suficiente para resistir, na tentação aprendemos que Deus é fiel. A solução foi exemplificada por Jesus resistindo aos ataques do diabo, mais tarde Tiago disse: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). A tentação não vem só por causa dos maus desejos, vem também por causa da necessidade. Afinal, satanás está procurando uma oportunidade. Ele apenas aproveita o momento e a oportunidade dada a ele, seja a cobiça, seja a necessidade mais do que real.

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Eu mesmo ainda pergunto “por que” em muitos acontecimentos da minha vida. Não estamos aqui para entender tudo, estamos para aceitar e crer que: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). Mesmo sem entender tudo, precisamos ter conhecimento de que Deus está no controle da nossa história, e se temos ouvido o seu chamado constante e andamos segundo o seu propósito, então tudo o que está acontecendo, está cooperando para o nosso bem. Se ainda não entendemos todos os acontecimentos, é porque a conta ainda não chegou até o fim para mostrar o seu resultado. Como Saber a Vontade de Deus?

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Capítulo 3

Eliminar o Pecado
No capítulo anterior discorremos um pouco sobre sofrimento. Mesmo que não entendamos, sofrimento não é de todo mal. Sofrimento é como a água que nos lava do pecado. É preciso identificar o pecado e remove-lo das nossas vidas. Aí está a resposta da pergunta de Josué: “Por que, Senhor?”: “Então, disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram. Pelo que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porquanto Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada. Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Há coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir,
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enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas. Pela manhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que o SENHOR designar por sorte se chegará, segundo as famílias; e a família que o SENHOR designar se chegará por casas; e a casa que o SENHOR designar se chegará homem por homem. Aquele que for achado com a coisa condenada será queimado, ele e tudo quanto tiver, porquanto violou a aliança do SENHOR e fez loucura em Israel” (Js 7:10-15). A Tristeza do Pecado Oculto Por que sofremos? Esta resposta que Josué recebeu não é a única resposta, mas já é uma das respostas. Quem esconde sabe. Se temos pecado e não o eliminarmos das nossas vidas, também sofreremos com a conseqüência do pecado. Se você esconde o pecado, toda a sua família sofre. Seus pais, seu cônjuge, seus filhos, seus amigos, a igreja e também toda a sociedade. E é melhor que seja descoberto aqui durante as nossas vidas para que seja castigado e corrigido e não lá na eternidade: “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido. Porque tudo o que dissestes às escuras será ouvido em plena luz; e o que dissestes aos ouvidos no interior da casa será proclamado dos eirados.” (Lc 12:2, 3). Sofrer Pelo Pecado Como Cristo Sabemos que devemos eliminar o pecado antes que ele nos elimine limpando o interior e não o exterior. Nossa religião não deve ser de aparência somente: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o
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interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade” (Mt 23:25-27). Muitos religiosos são rigorosos com os outros e têm uma imagem religiosa, mas por dentro estão contaminados pelo pecado. Já chega daquela máscara de religioso julgando todas as demais pessoas quando eles mesmos também são vitimas do pecado. E o pecado torna-se pior, como vemos neste estudo, quando o escondemos, encobrimos ou tentamos disfarçá-lo. O religioso moderno está sendo ensinado a não sofrer mais. As grandes denominações estão pervertendo o evangelho de Cristo quando pregam a mensagem: “Pare de Sofrer”. Jesus, sendo o Filho de Deus, não foi poupado do sofrimento e olha que Ele nunca pecou. Quem somos nós que pensamos que não devemos sofrer? Quem não sofre para deixar o pecado, não torna-se filho de Deus. Aquele que abraça a mensagem “Pare de Sofrer” abraça também ao pecado: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pe 4:1, 2). Nos preparemos para sofrer como Cristo sofreu para que também nós, deixemos o pecado. Quando sofremos por causa da luta contra o pecado nos assemelhamos a Cristo: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos
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sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pe 4:12, 13). Ser coparticipante dos sofrimentos de Cristo nos dá o privilégio de sermos chamados e tratados como filhos de Deus. O Amor Cobre o Pecado Mas Deus que é misericordioso, nos ensina o caminho para resolvermos o pecado. Nós podemos ser envolvidos neste processo: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tg 5:19, 20). A forma que Deus nos convence do pecado e nos constrange é pelo seu grande amor. O amor de Deus nos leva ao arrependimento: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5:14, 15). Assim como Cristo morreu pelos nossos pecados, devemos nos sentir constrangidos pelo tamanho amor e morrer também nós para os nossos pecados. E se morremos com Cristo, já não vivamos como ‘donos dos nossos destinos’, antes, sejamos discípulos de Jesus. Assim como Ele ressuscitou, devemos andar em novidade de vida (Rm 6:4). “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2 Co 5:17-19).

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Assim como Deus, precisamos amar incondicionalmente o pecador para que ele tenha chance de se arrepender dos seus pecados: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pe 4:8). O pecado não deve ser encoberto e sim coberto pelo amor. Há tempo para revelar o pecado e também para cobri-lo. Há tempo que a gente precisa esquecer o que aconteceu e não tocar mais no assunto: “O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos” (Pv 17:9). Muitas vezes brincamos de esconde-esconde com Deus. Tentamos fazer como o Fábio fazia quando criança. Ele mudava de roupa para não ser identificado numa brincadeira de esconde-esconde. Deus vai peneirar o povo para encontrar o culpado. O arrependimento e o amor elimina o pecado do nosso meio. Sempre amemos aos que estão arrependidos, não coloquemos sobre seus ombros mais peso. João Batista já dizia: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mt 3:8). Os frutos do arrependimento mostra para Deus que queremos ser perdoados, não merecemos, mas precisamos. Não devemos ficar nos justificando na vida dos justos do passado, e sim, devemos ter ação e uma vida justa hoje. Podemos sim ver o exemplo deles e seguir os seus passos quando foram um bom exemplo. O pecado traz tristezas. As tristezas que o pecado traz são as tristezas das conseqüências e a tristeza do arrependimento. Escolhamos a tristeza do arrependimento e não a tristeza das conseqüências: “me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque
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a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Co 7:9, 10).

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Capítulo 4

O Pecado é Contagioso
“O homem recebeu o ‘pecadão’ na sua porta e o expulsou. Veio então o ‘pecado’ e foi rejeitado da mesma maneira. Chegou por último, o ‘pecadinho’ e entrou por baixo das pernas do homem, ele viu um vulto mas, porque estava cansado, não se importou. Quando anoiteceu, o ‘pecadinho’ saiu do esconderijo, abriu a porta e chamou: “Pecadão, pecado, venham, ele já dormiu”. “Pecado pequeno, nunca fica pequeno”. Esta frase pode ser muito bem ilustrada por nossas vidas, não é mesmo? Todos nós que já mantivemos um pecado em nossas vidas, vimos que para sustentá-lo precisamos cercá-lo com outros tantos pecados. Pecado não gosta de solidão, ele sempre anda acompanhado e sempre tem torcida. Lembra aquela mentirinha contada uma vez e o quanto ela cresceu cercada por mentiras cada vez maiores para sustentá-la? Pois é, são apenas ilustrações das nossas vidas para ver o quanto o pecado pode ser contagioso. Não herdamos o pecado e sim as suas conseqüências. Muitas heresias levam a acreditar que somos herdeiros dos
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pecados de Adão e dos nossos pais. A Bíblia como um todo não apóia esta idéia. Antes, pelo contrario, a refuta com veemência. Existia um ditado popular em Israel: “Os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que ficaram ásperos”. Deus questiona esta idéia que queria dizer: “Os pais pecaram e os filhos é que vão responder pelos pecados dos pais”. Ele ainda diz para o povo de Israel: “Juro pela minha vida - diz o SENHOR Deus - que vocês nunca mais repetirão esse ditado em Israel. Pois a vida de todas as pessoas pertence a mim. Tanto a vida do pai quanto a vida do filho são minhas. A pessoa que pecar é que morrerá” (Ez 18:3, 3 - NTLH). As conseqüências espirituais do pecado pertencem ao pecador e não aos seus descendentes. Nem a conseqüência física do pecado é uma regra (Jo 9:1, 2). Porém, a conseqüência física não deixa de ser um risco que corremos. Se pecamos e encobrimos o pecado escondendo-o da verdade, então corremos o risco de semear a todos, inclusive às pessoas que mais amamos, a conseqüência física do nosso pecado. Ouvi certa vez numa ilustração sobre o circulo do ódio: “O homem, diretor de uma empresa e com poder de decisão, gritou com o chefe da seção porque algo lhe saiu errado. O chefe descontou gritando com o seu subordinado que ao final do expediente saiu na rua e descontou num cachorro que passava pela sua frente. O cachorro saiu correndo e esbarrou numa senhora e a mordeu. Ela, por sua vez, gritou com o farmacêutico ao lhe aplicar uma injeção. O farmacêutico gritou com sua mãe em casa porque estava estressado com aquela senhora e não tinha comida pronta quando ele chegou. O seu pai, aquele diretor de uma grande empresa, ralhou com seu filho, o farmacêutico, por gritar com sua mãe. A senhora abraçou os dois e lhes disse que os amava muito e que em poucos minutos, a comida estaria servida”.
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Alguém tem que quebrar o circulo do ódio, do pecado, da corrupção. Por que não eu? Sim, também estou falando sobre você, sim. O “eu” neste história é cada um de nós. Quando sempre deixamos para TODO MUNDO fazer, NINGUÉM acaba fazendo. Leia esta antiga estória: “Esta é uma estória de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM. Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria. QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez. ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO. TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo. Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito”. Por isso digo que “eu” preciso quebrar os círculos do pecado, não podemos deixar para todo mundo, alguém, qualquer um. Um trabalho de todo mundo, é um trabalho de ninguém. Em Israel o pecado deveria ser interrompido, o ciclo deveria ser quebrado para que eles não tivessem conseqüências maiores. Não adiantava qualquer estratégia na brincadeira de esconde-esconde. Não dava mais para ocultar o pecado. Josué tinha que agir. “Então, Josué se levantou de madrugada e fez chegar a Israel, segundo as suas tribos; e caiu a sorte sobre a tribo de Judá. Fazendo chegar a tribo de Judá, caiu sobre a família dos zeraítas; fazendo chegar a família dos zeraítas, homem por homem, caiu sobre Zabdi; e, fazendo chegar a sua casa, homem por homem, caiu sobre Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá. Então, disse Josué a Acã: Filho meu, dá glória ao
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SENHOR, Deus de Israel, e a ele rende louvores; e declarame, agora, o que fizeste; não mo ocultes” (Js 7:16-19). Josué tinha sido guiado por Deus e ele sabia o que precisava fazer e o fez o mais rápido possível naquele dia. Uma lição neste ponto para todos nós: “Quanto mais demorarmos, mais o pecado cresce e contamina. Se sabemos o que devemos fazer, façamos logo”. Assim como Josué, precisamos ser guiados por Deus para fazer a vontade de Deus. Assim como ele, prostremos o rosto em terra e choremos perante Deus para que possamos descobrir qual o problema que não nos deixa progredir. Precisamos identificar o pecado e eliminá-lo antes que ele nos elimine por seu rápido contágio. Passou uma peneira no povo de Israel e o culpado foi encontrado. Pelo pecado oculto de um homem, todo o povo estava pagando a conseqüência. O pecado de Acã é o mesmo de milhares de pessoas que consideram-se filhos de Deus hoje em dia: ganância, cobiça. Não tente esconder o pecado com a religião, não adianta disfarçar o pecado numa brincadeira de esconde-esconde. A Justiça é Contagiosa O que vimos sobre o pecado, em parte também serve para a justiça: as conseqüências. Porém a justiça tem um efeito duradouro muito maior. Noé era um homem justo e isto salvou sua família. Abraão era um homem justo e isto abençoou toda a humanidade. Raabe colaborou com os espias e isto salvou sua família. O amor de Deus cobre multidão de pecados. A misericórdia de Deus dura mais do que o castigo.

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Capítulo 5

Confessando o Pecado
Como vimos anteriormente, somente o arrependimento e o amor pode encobrir multidão de pecados. Como sempre soubemos, reconhecer o problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Isto quer dizer que quando identificamos o pecado precisamos reconhecer a necessidade de arrependimento para que assim possamos receber não as conseqüências e sim o amor do perdão. Como reconhecer e resolver o pecado? Confessar “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (PV 28:13). Neste estudo estamos vendo claramente que se escondemos o pecado, ele é como uma planta que escondida na terra dá o seu fruto. Se plantamos um grão de milho, colhemos espigas. Se escondemos o pecado, colhemos tristes conseqüências. Porém, quando reconhecemos o pecado em nossas vidas, o confessamos e

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deixamos ele no passado, alcançamos misericórdia. A palavra que se destaca neste ponto é: “confessar”. Confessar é a maneira que reconhecemos o nosso pecado e mostramos que começamos a lutar contra ele. Já é o primeiro passo para a vitória e o perdão. A Bíblia está repleta de ensinamentos sobre confissão. No Novo Testamento vemos que a pregação de João Batista chamava as pessoas a confessar e batizarem-se: “Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados” (Mt 3:5, 6). Confessavam porque o batismo que João ministrava era batismo de arrependimento, justamente o que pode encobrir o pecado. Da nossa parte o arrependimento, da parte de Deus o amor. Mais tarde Tiago nos ensina que devemos contar com os irmãos justos no processo de purificação dos nossos pecados: “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5:15, 16). Peça oração aos irmãos justos, oração para um arrependido pode perdoar seus pecados. Por isso Tiago ensina que devemos confessar os nossos pecados uns aos outros. E será que a doença também não é uma conseqüência do pecado? Não exclusivamente, mas também pode ser. E se for, arrependimento e oração de um justo pode ter muita eficácia. Iniciativa é uma das coisas que mais fazem diferença na vida das pessoas.

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