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Eletricidade e desenvolvimento sustentável

As máquinas e o desenvolvimento tecnológico em geral conferiram ao homem poderes verdadeiramente miraculosos: tornaram possível até o absurdo de trazer a montanha até Maomé, para poupar Maomé de ir até a montanha.

O surgimento do maquinário adaptado para a divisão do trabalho, que se deu no fim do século XVII, possibilitou ao home atingir níveis de conforto nunca dantes vistos. E no século XVIII, o cientista Michael Faraday, ao descobrir o princípio fundamental do eletromagnetismo, impulsionou definitivamente essa revolução de conforto.

Ao ligar dois campos da Física então disitintos o magnetismo e a eletricidade -, Faraday abriu o caminho para o desenvolvimento de todo um sistema de geração, distribuição e alocação de energia, que iria revolucionar a vida de milhões de pessoas com o passar dos anos.

Porém, esse processo não se daria sem os percalços comuns a todo processo realmente revolucionário: como gerar de forma contínua essa energia e entregá-la à população com confiabilidade e segurança? Esse foi um obstáculo superado durante boa parte dos séculos XIX e XX, e atualmente o processo já está consolidado em vários países, inclusive o Brasil.

E o fornecimento contínuo e seguro da energia permitiu o milagre do conforto: geladeiras, televisores, máquinas de lavar, freezers e uma infinidade de outros eletroeletrônicos que facilitam a vida das pessoas, encurtam as distâncias e servem como entretenimento.

Infelizmente, a geração da energia que proporciona conforto pode ser, muitas vezes, extremamente poluente. Após a 2ª Guerra Mundial, as possibilidades de aproveitamento hidrelétrico nos países desenvolvidos se extenuaram, e a alternativa encontrada foram as termelétricas. Essas usinas geradoras são muito poluentes, e ao contrário das hidrelétricas, são fortemente dependentes de petróleo. Com a subida de preço nos anos 1970, recorreu-se às usinas nucleares. Essas usinas geram dejetos tóxicos, e um acidente em uma delas pode ser catastrófico, como foi o de Chernobyl.

Para reduzir os impactos causados pela geração nuclear, a termelétrica, e em menor escala, a hidrelétrica, nos últimos tempos surgiram pesquisas em torno de fontes alternativas de geração: eólica, das marés e solar. É nessa linha de pesquisa que reside o futuro da geração de energia elétrica, proporcionando cada vez mais conforto à população e minimizando o impacto causado sobre o meio ambiente