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LIGHT PAINTING

O Light Painting é uma das técnicas mais divertidas e


econômicas de fotografar em estúdio. Além disso, é um ótimo
exercício de criatividade.

Qualquer fonte de luz portátil serve para iluminar o assunto:


lanternas de bolso, leds, velas, palitos de fósforo, isqueiros.
Para fotografar em Light Painting, é necessário fazer longas
exposições. Geralmente, algo em torno de 7 segundos já é o
suficiente para criar um efeito interessante.

No entanto, isso depende muito da agilidade e do domínio da


técnica por parte do fotógrafo.

No Light Painting, é preciso que se tenha uma idéia clara e


definida do resultado final.

É imprescindível aprender a visualizar a foto pronta antes


mesmo de apertar o disparador da máquina, pois a luz, só
será inserida após o clique.

É importante também que a máquina, independentemente de


ser digital ou de filme, disponha de algumas opções de
controle e acessórios, como:

· Foco manual;
· Ajuste de abertura e velocidade;
· Timer ou disparador remoto;
· Tripé

Não é aconselhável usar objetivas com distâncias focais


inferiores a 70mm, pois as chances de acontecer alguma
distorção nas imagens são maiores. Para fechar o quadro,
será necessário uma grande aproximação e você acabará
ficando com pouco espaço para se movimentar.

Com o equipamento conferido, agora vamos improvisar um


estúdio.
Como realizaremos uma longa exposição em que a principal
fonte de luz será muito fraca, é necessário que o local fique
quase ou completamente escuro.
O ideal é fazer esse tipo de foto a noite, quando fica bem
mais fácil evitar a infiltração de luz. Mas se der para isolar
um ambiente à luz do dia, tudo bem.

Uma mesinha de apoio ajuda bastante. Nada muito grande,


apenas o suficiente para comportar o assunto escolhido.

Se você deseja que apenas o objeto seja iluminado, evite


cores claras para a base e/ou para o fundo. Um tecido ou
uma cartolina preta resolvem. Outra opção é afastar a mesa
da parede.

No exemplo a seguir usei:


· Câmera DSLR
· Objetiva Macro 100mm
· ISO: 100
· Velocidade: 6s (segundos)
· Abertura: F11

O ISO varia de acordo com os modelos (digitais) ou filmes


existentes no mercado. Como não precisaremos de velocidade
e sim de definição, a melhor opção sempre será o menor ISO
possível.

Para definir a velocidade de exposição, faça um teste com


os movimentos que deseja inserir na foto e calcule quanto
tempo precisará para concluí-los.
A abertura deve ser suficientemente pequena para
permitir que, mesmo numa longa exposição, o local não
precise ficar em total obscuridade (isso será muito bom para
não ficar esbarrando nas coisas).

Neste tipo de caso, não há como medir precisamente a


iluminação. Ou seja, só a experiência, os erros e os acertos é
que farão a técnica evoluir. Essa característica intuitiva no
Light Painting torna o desafio muito mais interessante, uma
espécie de improviso. Um Blues ou Jazz fotográfico.

O foco é um item que merece atenção, pois, no momento do


disparo, não haverá luz suficiente e, no caso da experiência,
com vidro há uma agravante: o objeto é transparente.

Dica prática para lidar com o problema:

· Posicione um adesivo de código de barras no ponto em que


deseja focar, efetue o foco normalmente e depois o trave.
· Se preferir (e se o equipamento permitir) depois de efetuar
o foco no modo “auto” mude para o modo manual, o efeito
será o mesmo. Ou ainda, se confia na própria visão faça tudo
no modo manual conforme abaixo:

1. Posicionar tripé com a câmera.

2. Organizar assunto, fundo e base.

3. Enquadrar e focalizar o assunto.

4. Ajustar ISO, velocidade, abertura e timer ou disparador


remoto.

Faça os movimentos que treinou anteriormente, procurando


manter a velocidade original.

Sobre a velocidade dos movimentos cabe uma pequena


observação:

Deste modo o máximo que conseguirá é uma seqüência de


traços luminosos muito finos e insuficientes para iluminar o
assunto.
Mantenha uma velocidade constante e procure evitar os
extremos citados.

As possibilidades de criação são inesgotáveis e muito


pessoais. Dá para fazer desenhos simples em volta do
assunto, escrever com a luz, criar padrões abstratos e muito
mais.

Com a prática, você vai acabar desenvolvendo o próprio


estilo.

Na próxima imagem, um exemplo de velocidade de


movimento acima do ideal.

O cálice e o gancho só ficaram nítidos porque, para efeito de


ilustração, foi usado um flash (acionado na Segunda cortina),
mas, em condições normais, apenas a linha luminosa ficaria
visível.

É isso aí, agora é só seguir as dicas e dar asas a imaginação.


Boa pintura de luz.

Texto extraído da Net: http://www.marcus-amorim.com