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Campo Lexical e Campo Semântico

Primeiramente, vamos definir o que é léxico e semântica para facilitar o entendimento de campo lexical e
campo semântico. Vejamos:
Léxico: é o conjunto de palavras usadas em uma língua ou em um texto. Quanto à língua, não existe um
falante que domine por completo seu léxico, pois o idioma é vivo e vocábulos vão desaparecendo,
enquanto novos surgem. Quanto ao texto, o léxico corresponde às palavras utilizadas na escrita do
mesmo.
Semântica: é o estudo das significações das palavras, ou seja, do significado de cada vocábulo existente
na língua.
Dessa forma, campo lexical é formado pelas palavras que derivam de um mesmo radical. Assim, o
campo lexical ou a família da palavra “pedra”, seria: pedregulho, pedraria, pedreira, pedrinha, dentre
outros. Campo lexical compreende ainda as palavras que pertencem à mesma área de conhecimento:
a) Escola: professor, caderno, aula, livro, apostila, material escolar, diretor, etc.
b) Internet: web, página, link, internauta, portal, blog, site, etc.
c) Informática: pen drive, software, hardware, programas, gigabite, memória RAM, etc.
d) Linguagem bíblica: mandamentos, Jesus, Novo Testamento, Apocalipse, Céus, Inferno, discípulos, etc.
Já o campo semântico, é o conjunto dos significados, dos conceitos que uma palavra possui. Um mesmo
termo tem ou pode ter vários sentidos, os quais são escolhidos de acordo com o contexto abordado.
Assim, são exemplos de campos semânticos:
a) levar: transportar, carregar, retirar, guiar, transmitir, passar, receber.
b) natureza: seres que constituem o universo, temperamento, espécie, qualidade.
c) nota: anotação, breve comunicação escrita, comunicação escrita e oficial do governo, cédula, som
musical, atenção.
d) breve: de pouca duração, ligeiro, resumido.
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola
Itens lexicais são palavras simples ou grupos de palavras no léxico de uma língua. Exemplos são "gato",
"farol vermelho", "tomar conta de", "em todo caso" e "comer e coçar é só começar". É geralmente
entendido que itens lexicais transmitem um significado elementar, e que não são limitados a palavras
simples. Itens lexicais são como unidades mínimas de significação, no sentido em que são "unidades
naturais" para traduzir entre línguas, ou para aprender uma nova língua.
O conjunto completo de itens lexicais de uma língua é chamado seu léxico.
Itens lexicais constituídos de mais de uma palavra são às vezes chamados locuções, frasemas ou
expressões idiomáticas ou lexicalizadas. Tipos frequentes de itens lexicais complexos incluem[1]:
• Nomes compostos, como "couve-flor", "homem de negócios".
• Locuções adverbiais, como "em todo caso", "às vezes".
• Colocações, como "amor cego".
• Frases institucionalizadas, como "Vamos ver", "Se eu fosse você", "Aceita café?".
• Expressões verbais idiomáticas, como "jogar fora" ou "deitar fora".
• Moldes frásticos, como "Não é tão... como você pensa", "O problema é".
• Moldes textuais, como "Nessa dissertação pretendemos... Primeiro... Segundo... Enfim..."

A sintaxe é o ramo da linguística que estuda os processos generativos ou combinatórios das frases das
línguas naturais, tendo em vista especificar a sua estrutura interna e funcionamento. Os primeiros passos
da tradição européia no estudo da sintaxe foram dados pelos antigos gregos, começando com Aristóteles,
que foi o primeiro a dividir a frase em sujeitos e predicados. Um segundo contributo fundamental deve-se
a Frege que critica a análise aristotélica, propondo uma divisão da frase em função e argumento. Deste
trabalho fundador, deriva toda a lógica formal contemporânea, bem como a sintaxe formal. No século XIX
a filologia dedicou-se sobretudo à investigação nas áreas da fonologia e morfologia, não tendo
reconhecido o contributo fundamental de Frege, que só em meados do século XX foi verdadeiramente
apreciado.
O termo sintaxe pode referir-se a linguagem arquitectónica (por exemplo, ver Pastelaria Mexicana).

A semântica σημαντικός, derivado de sema, sinal) refere-se ao estudo do significado, em todos os


sentidos do termo. A semântica opõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do
que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como
esse algo é expresso (por exemplo, escritos ou falados).
Dependendo da concepção de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica
formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva, por exemplo, estudam o
mesmo fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes.

Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em consideração:


Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados
iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil /
Distante - afastado, remoto.
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados
diferentes, contrários, isto é, os antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim.
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes,
possuem a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos:
As homônimas podem ser:
Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto /
(1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa
singular presente indicativo do verbo consertar);
Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela
(verbo) / cessão (substantivo) - sessão (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);
Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / verão
(verbo) - verão (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advérbio);
Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados
diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro -
cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura (atmosfera) - áurea (dourada)/
conjectura (suposição) - conjuntura (situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar
(desculpabilizar) - discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas
de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) -
germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) -
precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, assinar)/ veicular
(transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / onicolor - unicolor.
Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos:
Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de
graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.
Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e origem completamente distintos.
Exemplos: São(Presente do verbo ser) - São (santo)
Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Exemplos:
Você tem um coração de pedra.
Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da
natureza das rochas.
A Semiótica (do grego semeiotiké ou "a arte dos sinais") ou Semiologia, nas ciências da linguagem,
conforme sua origem (americana ou européia), é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda
todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ambos
os termos são derivado de "Semeion", que significa "signo", havendo desde a antiguidade uma disciplina
médica chamada de "semiologia".
Mais abrangente que a lingüística, a qual se restringe ao estudo dos signos lingüísticos, ou seja, do
sistema sígnico da linguagem verbal, esta ciência tem por objeto qualquer sistema sígnico - Artes visuais,
Música, Fotografia, Cinema, Culinária, Vestuário, Gestos, Religião, Ciência, etc.
Surgiu, de forma independente, na Europa e nos EUA. Mais frequentemente, costuma-se chamar
"Semiótica" à ciência geral dos signos nascidas do americano Charles Sanders Peirce e "Semiologia" à
vertente européia do mesmo estudo, as quais tinham metodologia e enfoques diferenciados entre si[1].
Na vertente européia o signo assumia, a princípio, um caráter duplo, composto de dois planos
complementares - a saber, a "forma" (ou "significante") e o "conteúdo" (ou "significado") - logo a
semiologia seria uma ciência dupla que busca relacionar uma certa sintaxe (relativa à "forma") a uma
semântica (relativa ao "conteúdo").
Mais complexa que a vertente européia, em seus princípios básicos, a vertente peirciana considera o
signo em três dimensões, sendo o signo, para esta, "triádico". Ocupa-se do estudo do processo de
significação ou representação, na natureza e na cultura, do conceito ou da idéia.
Posteriormente, teóricos europeus como Roland Barthes e Umberto Eco preferiram adotar o termo
"Semiótica", em vez de "Semiologia", para a sua teoria geral dos signos, tendo, de fato, Eco se
aproximado mais das concepções peircianas do que das concepções européias de origem em Saussure e
no Estruturalismo de Roman Jakobson.