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Apostila de Processo Penal

Apostila de Processo Penal

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É a proposta pelo ofendido ou por seu representante legal, em crimes de ação pública, quando
o Ministério Público deixar de fazê-lo no prazo legal (art. 5º, LIX, CF e art. 29, CPP).
Note-se que esta ação só tem lugar no caso de inércia do Ministério Público, jamais em caso
de arquivamento dos autos de inquérito. Se o órgão ministerial requereu o arquivamento do
inquérito policial por entender não existir elementos para propositura da ação penal, não há
que se falar em ação penal subsidiária. Ele não foi inerte, ele agiu.
Nesta modalidade de ação, o Ministério Público apenas atuará como fiscal da lei e não como
parte, intervindo em todos os atos do processo, lançando seu parecer. Ele poderá, nessa
função, aditar a queixa, se for o caso de reputá-la incompleta, ou, até mesmo, repudiar a
queixa inepta, oferecendo denúncia substitutiva. A decisão, em todos os casos, cabe ao
magistrado.
Como o Ministério Público era o titular do direito de ação e perdeu-o para o ofendido,
qualquer ato de negligência processual deste fará com que o processo seja retomado por
aquele. Se o ofendido não comparecer a alguma audiência ou não atender a algum despacho,
por exemplo, ensejará a retomada da ação pelo seu titular originário.
O prazo para intentar essa ação é de 6 meses, a contar da data do escoamento do prazo para o
Ministério Público oferecer a denúncia, nos termos do art. 29, CPP.

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Coordenadores: Marcelo T. Cometti
Fernando F. Castellani

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