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Apostila de Processo Penal

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São causas de alteração da competência, em virtude da relação existente entre duas condutas,
que fazem com que estas sejam reunidas num só processo perante um só juízo, chamado de
juízo prevalente.

3.1 Conexão

Para haver conexão deve haver um vínculo entre duas ou mais infrações penais. Ocorre
quando duas ou mais infrações estão entrelaçadas, apresentam nexo entre si.

Espécies:
1) Conexão intersubjetiva (art. 76, I, CPP): as infrações encontram-se unidas pelos sujeitos,
isto é, por terem sido praticadas por duas ou mais pessoas. Pode ser:

Direito Processual Penal
FLÁVIO CARDOSO DE OLIVEIRA

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a) por simultaneidade: duas ou mais infrações são praticadas ao mesmo tempo, por várias
pessoas reunidas ocasionalmente. Exemplo: pessoas que saqueiam, ao mesmo tempo, loja de
eletrodomésticos (vários crimes de furto);
b) por concurso: duas ou mais infrações são praticadas por pessoas em concurso (com liame
subjetivo), ainda que em tempo e locais diversos. Exemplo: vários agentes, membros de
facção criminosa, planejam e praticam homicídios, roubos, incêndios em várias localidades e
tempo diversos;
c) por reciprocidade: duas ou mais infrações são praticadas por agentes uns contra os outros.
Exemplo: lesões corporais recíprocas.
2) Conexão Objetiva (art. 76, II, CPP): as infrações encontram-se unidas objetivamente, ou
seja, pela própria ligação existente entre uma e outra, e não em razão dos sujeitos que as
praticam. Pode ser:
a) teleológica: uma infração penal é praticada para assegurar a execução de outra. Exemplo:
matar o segurança, para seqüestrar o empresário;
b) seqüencial: uma infração é praticada para assegurar a:
- ocultação de outra. Exemplo: incêndio para impedir a descoberta de uma falsificação de
documento;
- impunidade de outra. Exemplo: matar testemunha de crime anterior;
- vantagem de outra. Exemplo: matar cúmplice para ficar com todo o produto do roubo.
3) Conexão probatória/instrumental (art. 76, III, CPP): ocorre quando a prova de uma
infração influi na prova de outra. Exemplo: prova do crime de furto em relação ao de
receptação.

3.2 Continência (art. 77, CPP)

Dá-se quando uma causa está contida na outra, não sendo possível a separação. Pode ser:
1) por cumulação subjetiva (art. 77, I, CPP): ocorre quando duas ou mais pessoas praticam
em concurso uma mesma infração. É a co-autoria ou participação em um único crime.
Exemplo: 3 pessoas que praticam um roubo em concurso.
2) por cumulação objetiva (art. 77, II, CPP): ocorre em todas as hipóteses de concurso formal
(art. 70, CP), incluindo aberratio ictus (art. 70, CP) e aberratio criminis (art. 74, CP).
Exemplo: agente que dirige imprudentemente seu veículo e vem a atropelar uma pessoa e
matar outra.

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