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Teoria Geral do Processo - AÇÃO

Teoria Geral do Processo - AÇÃO

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Revisão TGP Luana Abreu

AÇÃO (5.3 e 5.4) Condições da ação: condições para que a legitimidade se possa exigir, na espécie, o provimento jurisdicional.
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Possibilidade jurídica alguns casos não são apreciados pelo Poder Judiciário, porque já excluído a priori pelo ordenamento jurídico sem qualquer consideração das peculiaridades do caso concreto. Exemplo de impossibilidade jurídica: dividas de jogo; em alguns países não se faz divórcio. Interesse de agir é preciso que em cada caso concreto, a prestação jurisdicional solicitada seja necessária (exemplo disso, quando a parte contrária nega a satisfazer o direito alegado, etc) e adequada (a relação existente entre a situação lamentada pelo autor a vir a juízo e o provimento jurisdicional concretamente solicitado). Ex. de falta de interesse de agir: adultério (não se pode entrar com uma ação de anulação do casamento, mas sim, de divorcio). Legitimidade ad causam CPC art. 6º: Ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei . Ex. de caso de legitimação extraordinária: ação popular (em que o cidadão, em nome próprio, defende o interesse da administração pública).

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*Obs¹: quando faltar uma só que seja das condições da ação, diz-se que o autor é carecedor desta. O juiz não chegará a apreciar o mérito, ou seja, o pedido do autor (em outras palavras, não chegará a declarar a ação procedente, nem improcedente). *Obs²: é dever do juiz a verificação da presença das condições da ação o mais cedo possível no procedimento, e de ofício, para evitar que o processo caminhe inutilmente, com dispêndio de tempo e recurso, quando já se pode antever a inadmissibilidade jurídica. *Obs³: identificação da ação tem três elementos para que se possa distinguir das demais: as partes, a causa de pedir e o pedido. A falta dessas condições (leia-se elementos) acarretará o indeferimento liminar da petição inicial, por inépcia. Classificação das ações - Ação de conhecimento: visa o provimento do mérito(julgamento da causa); dá causa a um processo de conhecimento. Classificação quinária das ações de conhecimento:
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Declaratória pura Constitutiva Condenatória

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Mandamental Executiva (latu sensu)

- Ação de execução: visa o provimento satisfatório; dá causa a um processo de execução. - Ação cautelar: visa garantir o resultado útil de um processo principal (de conhecimento ou de execução)

5.3.1 classificações tradicionais. - são na verdade classificação das pretensões, com base num dado direito substancial. - ex: ações patrimoniais/prejudiciais, imobiliárias/mobiliarias, reipersecutórias, penais e mistas, petitórias e possessórias, etc. - no processo penal a pretensão é sempre a mesmo: punir o infrator, não a dmitindo a classificação das ações segundo a pretensão. - ações ordinárias/sumárias, em ações comuns e especiais ± classificação feita em vista do rito do procedimento. 5.3.2 classificação da ação penal: critério subjetivo. - leva se em consideração o sujeito que a promove, por isso, o critério subjetivo. - classifica-se a ação penal em: pública, e de iniciativa privada. A primeira diz respeito a ações movidas pelo Ministério Público, e a segunda, quando movida pelo ofendido. OBS: a terminologia não modifica público da ação. - a ação penal pública divide-se em incondicionada (em regra) e condicionada. A primeira ocorre quando, para promovê-la, o Ministério Público independe da manifestação da vontade de quem quer que seja. A segunda ocorre quando dispositivos legais específicos condicionam o exercício desta representação do ofendido ou à requisição do Ministério Público. - uma vez apresentada à representação ou a requisição e oferecida a denuncia, em se tratando de ação penal pública, será irrelevante o arrependimento do ofendido, diferente do que ocorre na iniciativa privada onde o perdão da fim ao processo. - a ação de iniciativa privada divide-se em ação de iniciativa exclusivamente privada e ação subsidiária da pública. A primeira compete exclusivamente ao ofendido, ao seu representante legal ou sucessor. Na segunda, a titularidade compete a qualque das r pessoas citadas, sempre que o titular da ação pública (MP) deixar de intentá-la no prazo da lei.

5.3.3 classificação das ações trabalhistas ± os dissídios coletivos. - distingue-se em individual e coletiva. A primeira enquadra-se no conceito de ação que já foi dado. As ações coletivas têm conceituação própria e singular: visam a direitos de classe, grupo ou categorias. - as entidades sindicais são legalmente qualificadas para estarem em juízo na defesa dos interesses das respectivas categorias profissionais e econômicas, na forma de substitutos processuais. - com relação aos dissídios coletivos, solucionados através das ações coletivas, dividemse em dissídios coletivos primários e dissídios coletivos secundários. Os primeiros são objeto de ações que tendem a sentenças destinadas a regular, em caráter obrigatório, as atividades profissionais e econômicas. Os segundos são objetos de ações que se subdividem em ações de extensão e ações de revisão. Aquelas são exercidas em relação aos empregados da mesma empresa ou à totalidade dos trabalhadores da mesma categoria profissional; estas são utilizadas para efeito da incidência da cláusula rebus sic stantibus.

PROCESSO (tudo) Conceito e natureza jurídica (processo, relação jurídica e procedimento): Processo: é o instrumento através do qual a jurisdição opera (instrumento para a positivação do poder). Procedimento: o meio extrínseco pelo qual se instaura, desenvolve-se e termina o processo. É o mero aspecto formal do processo, não se confundindo conceitualmente com este; em um só processo pode haver vários procedimentos (ex. procedimentos em primeiro e segundo graus). Autos: são a materialidade dos documentos nos quais se corporificam os atos do procedimento Obs¹: não se deve falar, por exemplo, em fases do processo, mas sim do procedimento (fases do procedimento); nem em consultar o processo, mas os autos (consultar os autos). Natureza jurídica do processo (distinção entre o moderno e o civil romano): - o processo moderno tem caráter público, em contraposição com o processo civil romano, eminentemente privatista; - o processo hoje é encarado hoje como o instrumento de exercício de uma função do Estado (jurisdição). Enquanto que, no direito romano, ele era o resultado de um contrato celebrado

entre estas (litiscontestatio), através da qual surgia o acordo no sentido de aceitar a decisão que proferida. - o processo tem a natureza de: a) contrato essa doutrina tem mero significado histórico, pois parte do pressuposto, hoje falso, de que as partes se submetem voluntariamente ao processo e aos seus resultados, através de um verdadeiro negocio jurídico de direito privado (a listiscontestação). Na realidade, a sujeição das partes é o exato contraposto do poder estatal (jurisdição), que o juiz impõe inevitavelmente às pessoas independentemente de voluntária aceitação. b) quase-contrato de acordo com o francês Arnault de Guényvau, o processo não era um contrato e se delito também não podia ser, só haveria de ser um quase-contrato. Tal pensamento partia do erro em que consiste na crença de enquadrar o processo nas categorias do direito privado; já no Código Napoleônico indicava outra fonte de obrigações, que o fundador da doutrina omitiu que foi a LEI. c) relação jurídica Bülow não se destacou por ter criado a idéia de que no processo há uma relação entre as partes e o juiz, que não se confunde com a relação jurídica de direito material controvertida (antes dele outros autores já haviam acenado essa idéia). Mas, é pelo destaque que ele faz da existência de dois planos de relações: *a de direito material, que se discute no processo; e a de direito processual, que é continente em que se coloca a discussão sobre aquela. Observou também que a relação jurídica processual se distingue da de direito material por três aspectos: 1. Seus sujeitos: autor, réu e Estado-juiz 2. Seu objeto: a prestação jurisdicional 3. Seus pressupostos: pressupostos judiciais d) situação jurídica para Goldschmidt, quando o direito assume uma condição dinâmica (o que se dá através do processo), opera-se nele uma mutação estrutural: aquilo que, numa visão estática, era um direito subjetivo, agora se degrada em:
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meras possibilidades - de praticar atos para que o direito seja reconhecido; expectativas - de obter esse reconhecimento; perspectivas - de uma sentença desfavorável; ônus - encargo de praticar certos atos, cedendo a imperativos ou impulsos do próprio interesse, para evitar a sentença desfavorável.

Obs²: natureza jurídica do processo, é a da relação processual. São relações processuais, por exemplo, o nexo existente entre credor e devedor e também o que interliga os membros de uma sociedade anônima. O processo também, como complexa ligação jurídica entre os sujeitos que nele desenvolvem, é em si mesmo uma relação jurídica (processual), a qual, vista em seu conjunto, apresenta-se composta de inúmeras posições jurídicas ativas e passivas de cada um dos seus sujeitos (leia-se: sujeito ativo, credo; e passivo, devedor): poderes, faculdades, deveres, sujeição , ônus.

e) procedimento em contraditório a presença da relação jurídico-processual no processo é a projeção jurídica e instrumentação técnica da exigência político-constitucional do contraditório. Terem as partes poderes e faculdades no processo, ao lado de deveres, ônus e sujeição, significa, de um lado, que o processo é realizado em contraditório. Obs³: pode-se dizer que, o processo é o procedimento realizado mediante o desenvolvimento da relação entre seus sujeitos, presente o contraditório. Ao garantir a observância do contraditório a todos os litigantes em processo judicial ou administrativo e aos acusados em geral , está a constituição formulando a solene exigência política de que a preparação de sentenças e demais provimentos estatais se faça mediante o desenvolvimento da relação jurídica processual.

Sujeitos da relação jurídica processual: são três os sujeitos principais das relações processuais que são: o Estado, o demandante e o demandado. *o que concorre para dar a esta uma identidade própria e distingui-la da relação material não é só a mera presença do Estado-juiz, mas sim, sua presença na condição de sujeito exercente do poder (leia-se jurisdição). Objeto da relação processual:
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o bem que constitui objeto das relações jurídicas substanciais (primárias) é o bem da vida, ou seja, o próprio objeto dos interesses em conflito (ex. uma importância em dinheiro, um imóvel, etc.) o objeto da relação jurídica processual (secundária), é o serviço jurisdicional que o Estado temo dever de prestar, consumando-o mediante o provimento final em cada processo (sentença de mérito).

Pressupostos da relação processual: são requisitos para a constituição de uma relação processual válida (ou seja, com viabilidade para se desenvolver regularmente). São pressupostos processuais:
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uma demanda regularmente formulada; a capacidade de quem a formula; a investidura do destinatário da demanda, ou seja, a qualidade de juiz;

*Sem os pressupostos, a relação processual, pode nascer, mas será invalida (é válida, porém, a manifestação do juiz que, declara a inexistência dos pressupostos no processo). Características da relação processual:
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complexidade existem relações jurídicas simples e outras complexas, pois a relação jurídica, apresenta-se como a soma de uma série de posições jurídicas ativas e passivas, derivando daí seu caráter complexo; progressividade (continuidade, dinamismo) pois ocorrem atos e fatos jurídicos que conduzem de uma posição a outra, ao longo de todo arco do procedimento ;

unidade o processo se instaura e todo ele é feito com vistas a um resultado final, que é a emissão de um ato estatal imperativo para a resolução da lide. Tendo em vista isto, percebe-se que, na pluralidade de uma relação processual, de um processo só: une -as a idéia do fim comum. y Estrutura tríplice Estado, autor e réu. y Natureza pública as relações de direito público são aquelas que se caracterizam pelo desequilíbrio entre as posições dos seus sujeitos, um dos quais é o Estado na sua condição de ente soberano. *Desde que o juiz, no processo, não é sujeito em nome próprio e que o Estado-juiz não vem ai processo em disputa com as partes sobre algum bem.
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Início e fim do processo: - tem inicio quando o primeiro ato processual é praticado. CPC art. 263 considera-se proposta a ação, tanto que a petição inicial seja despachada pelo juiz, ou simplesmente distribuída, onde houver mais de uma vara . - o fim do processo ocorre ordinariamente quando a situação litigiosa é eliminada por completo. Sujeitos do processo (de forma mais ampla): de maneira simplificada são três sujeitos - o autor e o réu nos pólos contrastantes da relação processual, como sujeitos parciais; e como sujeito imparcial, o juiz, representando o interesse coletivo orientado para a justa resolução do litígio. De forma mais ampla: a) Além do juiz, do autor e do réu, são também indispensáveis os órgãos auxiliares da Justiça, como sujeitos atuantes no processo; b) Os juízes podem suceder-se funcionalmente no processo, ou integrar órgãos jurisdicionais colegiados que praticam atos processuais subjetivamente complexos o que confirma que ele próprio não é sujeito, nem o é sempre sujeito singular; c) Pode haver pluralidade de autores (litisconsórcio ativo), de réus (litisconsórcio passivo), ou de autores e réus simultaneamente (litisconsórcio misto), além da intervenção de terceiros em processos pendentes, com a conseqüente maior complexidade do processo; d) É indispensável também a presença do advogado, uma vez que as partes, não sendo, são legalmente proibidas de postular judicialmente seus direitos. Sujeitos da Relação processual (7.2 e 7.4): ADVOGADO pessoas que, em virtude de sua condição de estranhos ao conflito e do seu conhecimento do direito, estejam em condições psicológicas e intelectuais de colaborar para que o processo atinja sua finalidade de eliminar conflitos e controvérsias com realização da justiça. A serenidade e os conhecimentos técnicos são as razões que legitimam a participação do advogado na defesa das partes (promove a observância da ordem jurídica e o acesso dos seus clientes à ordem jurídica justa). Advocacia judicial: de caráter contencioso (com ressalva relativa a jurisdição voluntária).

Advocacia extrajudicial: eminentemente preventiva. (ex. um curso de direito processual, concentra-se a atenção, no aspecto judicial da advocacia) *para efetividade da garantia, a Constituição instituiu também a Defensoria Pública como instituição essencial à função jurisdicional . As Defensorias Públicas da União, Estados e Distrito Federal incumbem a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados. Advocacia- geral da União: é o organismo criado pela Constituição para a advocacia judicial e extrajudicial da União (que inclui atividades de consultoria). Somente a cobrança judicial executiva é que fica a cargo de outra instituição federal, a Procuradoria da Fazenda Nacional. MINISTÉRIO PÚBLICO A lei confere legitimação ao MP para oficiar no processo, seja criminal ou civil. E, participando do processo como sujeito que postula, requer provas e as produz, arrazoa e até recorre. O MP assume invariavelmente a posição da parte (seja principal ou secundária). Conforme ocaso, o MP assume a posição de: parte; substituto processual; representante de parte; parte adjunta e fiscal da lei. *conforme o caso, o MP assume no processo a tutela do direito objetivo ou a defesa de uma pessoa. Ele defende alguma pessoa em juízo como parte principal ou assistente. Princípios institucionais: a) Unidade: ser una e indivisível a Instituição significa que todos os seus membros fazem parte de uma só corporação e podem ser indiferentemente substituídos um por outro em suas funções, sem que com isso haja alguma alteração subjetiva nos processos em que oficiam. b) Independente: cada um de seus membros age segundo sua própria consciência jurídica, com submissão exclusivamente ao direito, sem ingerência do Poder Executivo, nem dos juízes e nem mesmo dos órgãos superiores do próprio MP. Atos processuais Negocio jurídico PLANO DE EXISTENCIA - manifestação da vontade - agente emissor da vontade - objeto - forma PLANO DE VALIDADE - livre e de boa fé - capaz e legitimo - lícito, possível e determinável (determinado) - livre ou prescrito em lei

Nulidade NULIDADE ABSOLUTA - o juiz pode declarar de oficio - imprescritível - MP e as partes podem requerer - seu efeito é ex tunc NULIDADE RELATIVA - não pode ser declarada de oficio pelo juiz - prazo prescricional é de 4 anos - somente as partes podem requerer - seu efeito é ex nunc

COMENTÁRIOS QUE POSSAM AJUDAR NAS RESOLUÇÕES DAS QUESTÕES DA REVISÃO:
A citação real (citação feita por correio e citação por oficial de justiça) é aquela feita pessoalmente ao réu ou a quem o represente, e gera os efeitos da revelia, caso o réu não apresente a sua contestação dentro do prazo fixado. Já na citação ficta (citação por edital e citação com hora certa) presume-se que o réu tomou conhecimento dos termos da ação por meio de edital ou pelo oficial de justiça, em não sendo encontrado pessoalmente.

Coisa julgada: a) Formal: é aquela que não discute o mérito b) Material: quando o juiz ataca o mérito (não cabe mais recurso algum) Obs¹: Transito em julgado - quando não cabe mais recurso, 2 anos para entrar com uma ação rescisória. Obs²: ação rescisória quando não puder recorrer ao recurso de apelação (CPC- art. 485). Atos processuais (CPC): a) b) c) d) y y e) Da forma dos atos processuais: art. 154 à 171 Do tempo e do lugar dos atos processuais: art. 172 à 176 Dos prazos: art. 177 à 199 Das comunicações dos atos: art. 200 à 212 Das citações art. 213 à 233 Das intimações - art. 234 à 242 Das nulidades: art. 243 à 257

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