Drogas: uma questão preocupante

Narrador 1: No conjunto das drogas as mais utilizadas pelos jovens são as drogas lícitas: tabagismo, álcool e tranqüilizantes. Narrador 2: Somente em quarto lugar é que vem as drogas consideradas ilícitas, como a maconha, cocaína, crack, e outras... Narrador 1: A pesquisa mais recente sobre drogas verificou que 11,2 % da população brasileira é dependente de bebidas alcoólicas, 9% de tabaco e 1% de maconha. Narrador 2: Ou seja, 1 % nessa pesquisa correspondente, aproximadamente, a 1 milhão e 700 mil habitantes brasileiros que são usuários de maconha. Narrador 1: Geralmente, pelo resultado da referida pesquisa, os meninos e meninas começam a usar drogas com a mesma idade (em média, aos 12 anos). Narrador 2: A dependência provoca reações comportamentais diferentes entre os adolescentes. Narrador 1: As mudanças de comportamento são mais evidentes nos meninos. Envolvimento com a polícia, atraso e abandono escolar são mais comuns entre os garotos. Narrador 2: Já os sintomas depressivos são mais freqüentes nas meninas. Narrador 1: Podemos perceber ai que a chance de um jovem entrar em contato com as drogas é muito grande. Narrador 2: Um dos maiores motivos pelos quais os adolescentes passam a usar essa substancia química é questão da curiosidade. Narrador 1: São muitas as outras razões que levam um adolescente a experimentar drogas: problemas na família, falta de emprego, influência de terceiros... Narrador 2: Existe uma fantasia que é a escalada da droga: de que se começar com um baseado, vai para o segundo, terceiro, e depois vai para a cocaína e para outras drogas mais fortes. Narrador 1: Voltar nossa atenção para a escola poderia ser um bom enfrentamento dessa situação. Narrador 2: Por isso que o Centro Educacional de Ibiassucê nesta unidade elaborou um projeto interdisciplinar retratando os problemas das drogas no nosso município (Ibiassucê). Narrador 1: Os professores de algumas disciplinas apresentaram textos, musicas, vídeos... bastante interessantes e educativos, mostrando a realidade do Brasil. Narrador 2: Por meio de diálogos, debates e trabalho propostos em sala de aula a mercê do tema de Drogas, foi possível criar a seguinte peça teatral.

não mina! (aponta pro canudinho) Carol: Desse jeito que você está falando ai. jhou. tentando limpar as drogas que restaram em cima do centro. não foi minha Mina? Então. ta parecendo um moço isolado... Mina! Minha vida tá um porre! Tudo dentro de mim ta vazio! Nada me completa! Os problemas aumentam mais e mais. Quando ela percebe a seringa cai da mão de Bill.. o desejo de dar uma baseada é muito forte. não me faz mais efeito. Carol: Não passe na vontade.. em seguida ingerindo-a) Bill: Quando penso em parar procuro ingerir mais e mais. agora tento me afastar dela mais não consigo. (Entra em cena um casal de namorados.. você continua nessa vida! Joga essa merda fora. tome! É todo seu! (dar o canudinho.o pensamento lá em você.. mesmo! (Nesse momento entra a mãe de Bill. a senhora Fátima...Narrador 1: A peça teatral representa um “Depoimento de um viciado”.. como vamos resolver os problemas? Como vamos nos defender nas ruas se isso nos fortalece? (mostra novamente a droga. O casal tem esconder a substância). a prata e o isqueiro) Bill: Prefiro a seringa! O efeito mais rápido! Assim. Ela pega o casal ingerindo a droga) Fátima: Bill. E o garoto segurando uma seringa suja de sangue) Bill: Eeehhh. Bill! Isso nos completa (mostra a prata e o canudinho)! Isso é o nosso refúgio! Bill: Sei disso. Carol: Não podemos deixar essas coisas. Eu sem você não vivo”. Bill: O que é mãe? Fátima: (nervosa) O que é mãe?! Menino. criatura! Isso só traz desgraça! A miséria! A morte! (Entra no meio do casal desesperada. cantando aquela musiquinha: “um dia frio. O rapaz meio maltrapilho e a moça no estilo Rip. Bill: (pegando a seringa) Realmente sem você eu não vivo. um bom lugar para ler um livro.. balançando bem forte os ombros de Carol) Fátima: Menina. ainda.? (se espanta ao ver o pozinho em cima do centro na sala central. é só sentir o cheiro da fumaça.... juntando o centro. eu que te ensinei. A menina entra com um canudinho e a prata nas mãos. Carol: Calma. você está ai? O que está fazendo? E a escola já foi. Veja a realidade de muitos adolescentes que vivem pelo vício nesse país. agora mesmo.. mais e mais. Fátima pega e fica mais nervosa ainda. para com isso! Você acabou com a vida do meu filho! Olha o ponto que ele chegou (mostra a seringa) .. sofredor..

por não está trabalhando. mãe! Não enche! (dessa vez não esconde a droga... tenho certeza disso! Carol: Tudo acabou! Acabaram aqui nossas aventuras! Espero que consiga deixar os baseados. (olhando pra Bill. continua fumando) Fátima: (nervosa) Deixa isso.Carol: Calma dona Fátima. estou atrapalhando sua vida. pega o dinheiro que você encontra nem sei onde. Agora não. nunca mais nos deu noticia! Tenho problema no coração.. (Sai correndo de cena) Bill: Nãããooo! (sai correndo a traz da garota. acabou com a vida do meu filho! Acabou a minha família! Bill: Ahh. filho de uma mãe! (Quando Fátima tenta pega na droga pra joga fora.. menino! Dar um basta nisso...... mostra as suas artes. Fátima: É meu filho.. Não fui quem o ensinou a mexer com isso! Eu que aprendi com ele! Fátima: Menino. cara!!! (vai saindo de cena) Bill: Não... tenho que tomar a minha ultima caixa de remédio! (sai de cena de forma bem triste) Carol: Ehhh! Bill! Como sua mãe disse. deixa essa vida! É melhor que se afaste do meu filho! Dê-me licença. Bill tirar a faca da cintura ameaçando a sua mãe de morte) Bill: Mãe é melhor a senhora não mexer nisso! Já tirou a minha namorada de mim. mostre sua cultura de outra forma! Joga isso fora.. saindo de cena também) (Bill retorna a cena. Nisso..... senta no sofá e começa a fumar o baseado) Bill: Por que ela fez isso comigo (falando sozinho) não posso fica sozinho nessa. Ela percebe que Bill está provando do mesmo veneno daquele momento anterior). e gasta com seu veneno do diabo! (Bill e Carol permanecem em silêncio. e você sabe quanto pago por uma caixa de remédio. você ainda vai me matar de desgosto! Veja nossa vida como está. agora quer tirar a “minha vida”! Não pegue nisso. agora! Seu pai desapareceu . minha mina! Não vai. (injetando a seringa na veia) (Nessa a hora a mãe vai entrando bem devagar na cena sem Bill ver.. eta inferno! Eta mundo cruel.... Bill. porque se você ficar do meu lado não os deixarão nunca. não! Vamos tentar sai dessa juntos! Vamos conseguir.. É melhor fica sozinho.Menino. o silêncio entra naquela sala) . Enquanto Fátima termina o dialogo) Fátima: Menina. estude. pensa que tenho medo da senhora!? . rapaz! Pratique esporte... porque já tentei parar e não consegui! Arrependi tarde demais! Você sabe muito bem disso.

.Fátima: Meu filho. não! Porras! Eu não matei minha mãe. leva ai mano! Bill: Eu já disse. Amigos juntos: “Um dia frio.. Ta saindo melhor que encomenda! Amigo 3:Matou a própria mãe. não! Amigo 4: Fica tranqüilo meu caro. Amigos do inferno. o que isso? (chorando) Esse não é o menino que eu criei! (A mãe começa a sentir umas dores no peito. mano! Bill: Não é isso que vocês estão pensando. o pensamento lá em você. Eu sem você não vivo”. cara! Cuidado.. e sai ao encontro a sua mãe) Mãe. fazendo a coreografia da referida música). você esquece logo logo desse crime. que vocês são! Amigo 7: Vamos galera! Se não ele vai nos matar tambem! Cuidado. um bom lugar para ler um livro. caramba! Não fui que a matei! Saem todos daqui! Saem. ai! Amigo 6: Mesmo.. A gente te ajudar a livrar do corpo. nãããooo! Amigo 5: Fica. mãe! Não faça isso comigo! Não me deixa sozinho também! (Entra em cenas algumas pessoas que se dizem ser amigos de Bill) Amigo 1: Ola. um bom lugar para ler um livro. esquece logo! Você não matou um rapaz no mês passado por uma dose de crack e um simples pacote de dinheiro!? Então. Narrador 1: Veja a vida desse garoto! Veja como a droga acabou com sua vida! Ávida da sua família! Narrador 2: Isso acontece com muitos adolescentes. o criminoso ai é perigoso! Matou até a própria. mãe cara! Amigo 8: Deixa ele ai.o pensamento lá em você. assim.. ele ainda vai nos procurar! Ainda vai cantar pra gente: “um dia frio. .. Eu sem você não vivo”. logo em seguida entra em cena um grupo de pessoas com vestes de meninos de rua. morrendo em seguida) Bill: (joga a faca no chão. cocaína não é soro caseiro. brother! Amigo 2: Olha o cara. meu.. não! Cara! Toma um baseado aqui. nesse país! É infeliz pensa que em nossa cidade já apresenta essa substância venenosa! Destruidora de vidas! Vamos ouvir com mais detalhes a vida infernal desse garoto por meio de um depoimento: (Bill levanta quando a música Rap do grupo Realidade Cruel começa a passar: “depoimento de um viciado”..

audi ou mitsubish consumidor da praga do apocalipse tão jovem sem esperança de vida tão novo e já suicida são 2 da manhã e faz chuva o pesadelo ainda continua. me sinto mais leve enquanto isso meus neurônios fervem sentia fome. do céu cai chuva eu sou sozinho parceiro e é foda com meu destino ninguém mais se importa chegar.Bill: São 2 da manhã ... sem nome sem mercedes. ao ponto que eu cheguei é lamentável estado físico inacreditável eu sinto crise eu sinto convulsão. veio a cocaína morava com a minha mãe. é muito triste o meu estado sangue bom 30 quilos mais magro vai vendo o resultado é pura essência do veneno o vício tira a calma. outra sensação segunda vez mó barato ilusão mundo dos sonhos. sentia a viagem inteira observava de longe as paisagens a fumaça me deixava cada vez mais louco sem perceber eu já era o próprio demônio segundo passo. Um dia frio um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você eu sem você não vivo ( depoimento de um viciado) Eu comecei de forma curiosa um cigarro de maconha não era droga era o que todo mundo me falava experimentei nem eu mesmo acreditava primeira vez.e eu de calça e blusa o tempo frio. perdi até o trampo ganhei o mundo e uma desilusão e tanto . caráter. a cabreragem me acelera o demônio rouba a alma. me lembro da minha mina feliz cheirava comigo sem parar 2 loucos 24 horas no ar parei com estudo. o inferno me seqüestra cadê a luz que vem lá do céu cadê Jesus pra julgar mais este réu tenho vontade de morrer constantemente o descontrole da mente me deixa impaciente e é foda eu saio que nem louco pela rua único mano é o cano na cintura eu preferia ta falando de amor falando das crianças e não da minha dor mas eu sou o espelho da agonia de um homem sem identidade.

Um dia frio um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você eu sem você não vivo ( depoimento de um viciado) Amigo. que a carreira parceiro é sem glória vou tentar não matar mais ninguém chega de ser refém. que trauma! morreu de desgosto por minha causa nem assim eu consegui parar vich! só a morte pode me libertar eu roubava pra sobreviver ou melhor pra manter o vício e não morrer.. infelizmente comum mais um entre mil ou um milhão ladrão escravo desta triste detenção eu não sou Rafael e nem a Vera Fischer a minha história parceiro é mais triste eu nunca engoli estopa de cabelo mas já matei pelo crack e por dinheiro puta que pariu. o pesadelo ainda continua. não pega nada eu nunca tive amigo nessa porra só prejuízo na vida de ponta a ponta mas quem vai se importar. eu preciso é do bem vou entregar a deus a minha vida vou acreditar nas palavras da bíblia arrependido de todos os pecados ter conseguido escapar do diabo espero que a minha história sirva de exemplo pra quem tá começando. o inferno me chama quem sabe lá eu consigo a fama ou o drama ou a lama de fogo eterno condenado a escuridão do inferno hoje. vai por mim tudo nesta vida tem um fim . que dó suicídio lento era o processo eu nunca fui estrela.perdi a minha própria mãe.. parceiro como eu comecei que se afaste das drogas enquanto é tempo pra não provar do veneno que eu provei é embaçado sangue bom. aí . são 2 da manhã e faz chuva pesadelo ainda continua continua ladrão. eu falei esta palavra me desculpa foi erro. eu nunca fui sucesso contaminado hiv positivo qual a diferença do inimigo pro perigo aí. eu sou louco de intensa coragem com o ferro a favor do crack não sei se a malandragem é minisérie ou história mais sei. eu sou apenas mais um aidético viciado.

Um dia frio um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você eu sem você não vivo (depoimento de um viciado) (Pano) (Depois de abrir a cortina do palco de apresentação dessa peça.br. educa” de Içami Tiba # da música Rap “Depoimento de um viciado” de Realidade Cruel # da revista “Mundo Jovem” do mês de outubro 2005 # do site www. os atores aparecerão de mãos dadas dizendo em voz bem alta: “Diga não às drogas”) Peça Teatral baseada nos estudos: # do livro “Quem ama. Ibiassucê/BA Professor edibce@hotmail. Autor: Ediênio V.com . antidrogas.. # do livro Práticas Educativas # do filme “Cidades de Deus”. Farias.são 2 da manhã faz chuva eu vou orar pela minha alma e pela sua é madrugada faz chuva eu vou orar pela minha alma e pela sua.com..

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