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Está ao alcance do mais comum dos mortais

Há um mito que quero ajudar a combater e que se relaciona Também é aconselhável encontrar quem vá para a montanha
com a profética ideia de que as actividades de montanha se na “nossa onda”, ou seja:
destinam a uma suposta elite de indivíduos macambúzios - se queremos ir passear, contemplar a paisagem e tirar fo-
que obcecadamente fazem muitos quilómetros para ir a um tografias, então devemos encontrar companheiros que tam-
pico onde, alegadamente só conseguem ir os mais aptos. bém o queiram fazer
NÃO !!!!! - mas se queremos ir colocar à prova os nossos limites, quer
físicos, quer técnicos, então o melhor é encontrarmos outro
Não quero especular sobre as necessidades individuais que tipo de pessoas para quem seja esse o seu objectivo.
levam os conhecedores dos ambientes de montanha a per-
petuarem esta imagem nem quero especular sobre as cara- Qualquer um destes objectivos é saudável para quem o per-
cterísticas de um povo, a que pertenço, que levam a acreditar siga.
nestas ideias.
Desengane-se também quem acha que ir passear numa mon-
Tal como em outras áreas há níveis para tudo. tanha nevada é passar frio e privações que só alguns “mais
aptos” conseguem.
Há montanhas que nesta altura do ano se cobrem com o
manto branco da neve e que permitem ao mais comum dos Por muito que estas actividades sejam raras no nosso país,
mortais desfrutar das suas paisagens, descobrir cascatas e quando nos deslocamos à vizinha Espanha, para não falar no
riachos gelados de imensa beleza. resto da Europa, vemos famílias inteiras do avô ao neto a pas-
sear alegremente por vertentes nevadas.
É possível ao mais comum dos mortais aceder a certos picos
de onde se podem ver montes e vales que de outra maneira Gente normal que na segunda-feira seguinte retoma a sua
não estariam ao nosso alcance. vida habitual mas que nesses dias passam excelentes mo-
mentos em família ou com amigos. São essas as pessoas que
Não quero com isto dizer que não sejam necessários con- no final do dia vemos alegremente sentados à volta de uma
hecimentos específicos para tais actividades, antes pelo con- mesa, com sorrisos de orelha a orelha a contar as suas aven-
trário. turas.
É certo que sim. É necessário encontrar alguém que nos in- São histórias que levam para contar, são momentos que os
icie devidamente nestes ambientes que nos ajude a saber unem de forma indelével.
como fazer e o que não fazer e, acima de tudo, a conhecer
os nossos limites de modo a que possamos fazer todas essas Um bem haja.
actividades com a segurança adequada. David Monteiro
www.montesevales.com

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