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1.6.

Formas de Autoria

-direta: é aquele que realiza pessoalmente a conduta típica.

-indireta: é aquele que se vale de terceiro para cometer o crime, mesmo que este esteja acobertado por uma
excludente de culpabilidade (obediência hierárquica e coação moral irresistível), ilicitude ou tipicidade.

Exceções:

i) quando o terceiro for acobertado por inimputabilidade por doença mental não há autoria indireta;
ii) ii) é inadmissível nos crimes mão própria e nos delitos culposos.

-co-autoria: é a própria autoria praticada em conjunto, nela há mera divisão do trabalho. Porém, para ser co-
autor, deve o agente possuir os mesmo caracteres do autor.

Tipos:

i) diretas: todos os envolvidos realizam a conduta típica;


ii) parcial ou funcional: há divisão das tarefas executórias do delito.
iii) Complexa: há diversidade de autores (diretos, intelectuais, funcional)

Co-autoria X Participação: a co-autoria prescinde da subsunção dos agentes aos caracteres do tipo. Na participação
não há a subsunção imediata das elementares do tipo, porém, de qualquer modo, concorre para sua eclosão.

-Autor de Determinação: nos casos de crimes próprios e de mão própria, o autor que não preenche os
caracteres do tipo responderá como autor de determinação.

-Autoria de Escritório: ocorre na autoria mediata (indireta), quando a proximidade, em relação ao delito, do
autor indireto é tamanha que não pode ser considerado um mero instigador, diz-se, então, que se trata de autoria
de escritório.

1.8. Natureza Jurídica do Concurso Eventual de Pessoas

-Teoria Monista ou unitária: o crime é único, todos respondem pela mesma infração penal.

-Teoria Dualista: há diferentes crimes para os autores e partícipes.

-Teoria Pluralística: cada um dos autores respondem por crime autônomos.

-Teoria Monista Temperada: quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na
medida de sua culpabilidade. O crime é o mesmo para todos, porém a cominação é feita na medida da
culpabilidade individual.

1.9. Natureza Jurídica da Participação

-Teoria causal: não há distinção entre autor e partícipe.

-Teoria da Acessoriedade:

1.10. Requisitos do Concurso de Pessoas

-Pluralidade de participantes e de condutas

-Relevância causal de cada conduta

-Liame subjetivo e normativo

-identidade de infrações