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Direito Civil - Responsabilidade Civil

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DIREITO CIVIL RESPONSABILIDADE CIVIL - Noções gerais de responsabilidade civil └ Evolução histórica da responsabilidade civil: ▪ Direito romano: - Lei

das XII Tábuas “olho por olho, dente por dente”: ▫ Responsabilidade era sem culpa. ▫ Prevalecia a vingança privada, pois não havia regramentos. - Lex Aquilia de Damno: ▫ Surge a responsabilidade subjetiva. ▫ Contribuição: conferiu a vitima o direito de obter o pagamento em dinheiro pelo seu causador. ▪ Direito moderno: - Código Napoleônico: ▫ Surgiu a responsabilidade por culpa presumida. ▫ Requisitos da responsabilidade são: a conduta, a culpa genérica, o nexo causal e o dano. ▪ Direito pós-moderno: - Saleilles e Josserand: surgem os primeiros estudos da responsabilidade civil objetiva. - Reflexos no ordenamento jurídico brasileiro: ▫ Decreto-lei 2.681/1912: a culpa presumida no transporte rodoviário. ▫ Código Civil de 1916 (art. 15): a responsabilidade civil do Estado. ▫ Lei 6.938/1981 (Lei da Política Nacional do Meio Ambiente). ▫ Lei 7.347/1985 (Lei da Ação Civil Pública). ▫ Código de Defesa do Consumidor. - Responsabilidade pressuposta? └ Funções da responsabilidade civil: ▪ Função compensatória do dano à vítima. ▪ Função punitiva do ofensor. ▪ Função desmotivadora social da conduta lesiva. - Ato ilícito └ Previsão legal: art. 186. └ Conceito: ▪ É o ato praticado em desacordo com a ordem jurídica violando direitos e causando danos. ▪ Sistemática: lesão de direitos + dano = dever de reparar. └ Natureza jurídica: é fato jurídico em sentido amplo, fonte do direito obrigacional. └ Observações: ▪ Não é possível a configuração do ato ilícito por mera lesão de direitos. ▪ É permitido o dano moral puro, independentemente da existência do dano material. - Pressupostos da responsabilidade civil

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└ Visão geral (não há unanimidade): ▪ Doutrina que adota a culpa genérica como elemento essencial: - É o entendimento majoritário. - É seguido por Maria Helena Diniz, Carlos Roberto Gonçalves e Sérgio Cavalieri Filho. - Estrutura: ▫ Conduta humana, comissiva ou omissiva. ▫ Culpa genérica. ▫ Dano moral ou patrimonial. ▫ Nexo de causalidade. ▪ Doutrina que adota a culpa genérica como elemento acidental: - É o entendimento minoritário. - É seguido por Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho. - Estrutura: ▫ Conduta humana, comissiva ou omissiva. ▫ Dano ou prejuízo. ▫ Nexo de causalidade. └ Conduta humana: ▪ Conceito: É o comportamento humano voluntário que se exterioriza através de uma ação ou omissão, produzindo conseqüências jurídicas. - Aspecto físico da conduta: ▫ Ação. ▫ Omissão: São requisitos para a sua caracterização: o dever jurídico de praticar determinada conduta; a demonstração de que a conduta não foi praticada e de que, caso fosse praticada, o dano poderia ter sido evitado. - Aspecto psicológico da conduta: ▫ Vontade: É a carga de energia psíquica que impele o agente a agir, que pode ser: (a) Atuação intencional: dolo. (b) Atuação tencional: culpa. «OBSERVAÇÃO» A voluntariedade, que é a pedra de toque da noção de conduta humana ou ação voluntária, não traduz necessariamente a intenção de causar o dano, mas sim, e tão-somente, a consciência daquilo que se está fazendo. Fato voluntário equivale a fato controlável ou dominável pela vontade do homem. ▫ Hipóteses de exclusão da vontade: Atos reflexos (sonambulismo e hipnose). Coação física absoluta. Fatos da natureza.

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desde proposta ação no prazo de 4 anos (CC. 146). 171. causará a sua anulabilidade. previsto ou previsível.Responsabilidade por danos causados por animais que estejam sob a guarda do agente. ▪ Abrangência: . . ▫ Peculiaridade: a conduta já nasce ilícita. com a produção de evento danoso involuntário. 178.285). seja intencional ou não. ▫ Elementos: representação do resultado + consciência da ilicitude. sendo a única causa da sua celebração (dolo essencial). .Responsabilidade por ato de terceiro.Responsabilidade por ato próprio. sendo o dolo essencial ao ato. art. Dolo como vício da vontade: Está relacionado com um negócio jurídico. gera somente o dever de pagar perdas e danos. II). 188. Desapropriação. não gerando anulabilidade. II). devendo ser tratado como dolo acidental (CC. . ▫ Distinções: Dolo da responsabilidade civil: Não está relacionado com um negócio jurídico. ▫ Deve ser prevista por disposição legal. ▫ Pressuposto: violação do dever de cuidado objetivo. Se eventualmente atingir um negócio. Estado de necessidade (art. ▪ Características: . . do novo CC. . Passagem forçada (art. └ Culpa genérica: ▪ Conceito: é toda a espécie de comportamento contrário ao Direito. art. 1.Dolo: ▫ Conceito: constitui violação intencional do dever jurídico com o objetivo de prejudicar outrem.Conduta humana lícita: ▫ Excepcionalmente.Conduta humana ilícita: é a regra geral.Responsabilidade por danos causados por coisa que estejam sob a guarda do agente. 944 e 945). II. art. nos termos do art.Fatos praticados em estado de inconsciência. ▪ Formas de surgimento da responsabilidade civil através da conduta: . pois a intenção do agente é produzir resultado ilícito.313). ▫ Exemplos: Direito de passagem (art. é possível haver responsabilidade civil sem que a conduta seja ilícita. ▫ Elementos: 3 .Culpa: ▫ Conceito: É a conduta voluntária contrária ao dever de cuidado imposto pelo Direito. ▫ Conseqüências: o pagamento integral da indenização (CC. porém. 1.

Imperícia: Falta de qualificação ou treinamento de um profissional para desempenhar uma determinada função. deve ser ao menos previsível. ▫ Formas de exteriorização: Imprudência: falta de cuidado + ação (art. Quanto à atuação do agente: (a) Culpa in comittendo.Conduta voluntária. é própria dos profissionais liberais (art. com resultado involuntário. Previsão ou previsibilidade: (a) Previsão é a representação mental do resultado. hipóteses anteriores de responsabilidade subjetiva. Previsibilidade subjetiva: o parâmetro é a condição pessoal do agente. já no terreno da força maior e caso fortuito. (b) Culpa in omittendo. 933 a adoção da teoria do risco. ou seja. (b) Culpa extracontratual. estar-se-á fora dos limites da culpa. Falta de cuidado. diligência ou atenção. 932 do CC. Espécies: Previsibilidade objetiva: o parâmetro é o homem médio. Negligência: falta de cuidado + omissão (art. 186). Quanto ao grau: 4 . ▫ Peculiaridade: a conduta nasce lícita. «OBSERVAÇÃO» Não havendo sequer a previsibilidade. Isso porque as hipóteses de culpa in vigilando e culpa in eligendo estão regulamentadas pelo art. que tais casos são de responsabilidade objetiva. mas torna-se ilícita quando se viola o dever de cuidado. 951). ▫ Classificações: Quanto à origem: (a) Culpa contratual. Quanto à presunção: (a) Culpa in vigilando. (c) Culpa in custodiendo. É a possibilidade de previsão específica. cautela. prevendo o art. «OBSERVAÇÃO» Não se pode falar mais nessas modalidades de culpa presumida. (b) Culpa in abstrato. (b) Previsibilidade: Não sendo previsto. não se discutindo culpa. (b) Culpa in eligendo. 186). Quanto à análise pelo aplicador do direito: (a) Culpa in concreto.

▫ Regramentos: Não faz distinção entre causa (aquilo de que depende uma coisa para existir) e condição (é o que permite à causa produzir seus efeitos negativos ou positivos). ▫ Previsão legal (art. em abstrato. uma condição sine qua non do prejuízo. ainda. └ Nexo de causalidade: ▪ Conceito: é a relação de causa e efeito entre a conduta ou o risco criado e o dano suportado por alguém ▪ Teorias: . que caiu e provocou a morte de todos os passageiros. ▫ Causa é a ação ou omissão sem o qual o resultado não teria ocorrido. entre várias condições. . de pegar um outro. não o será. afinal. em abstrato. ▫ É adotada pelo Código Penal (art. de acordo com a experiência comum. (b) Culpa média. todas têm o mesmo valor e a mesma relevância. uma causa adequada do dano. 13). . logo apontada.Subsistirá a responsabilidade civil em ambos os casos. através de um processo hipotético: se o resultado desaparecer. é preciso. elimina-se mentalmente essa condição. se equivalendo. embora se possa asseverar que este (nas 5 . ▫ Críticas: A inconveniência desta teoria. ▫ Regramentos: O problema reside em saber qual. mas. enquanto o primeiro chegou sem incidente ao aeroporto de destino. para se saber se uma determinada condição é causa. que o fato constitua. se persistir.Teoria da equivalência dos antecedentes causais (ou conditio sine qua non): ▫ Precursor: Von Buri (séc. 944). ▫ É adotada pelo Código Civil de 2002 (Sérgio Cavalieri Filho).Conseqüências: ▫ Gradação do quantum a ser ressarcido ou reparado. assim se alguém retém ilicitamente uma pessoa que se aprestava para tomar certo aviso.Teoria da causalidade adequada: ▫ Precursor: Von Kries. XIX). se várias condições concorrem para o mesmo resultado. não basta que o fato tenha sido. será a adequada. está na desmesurada aplicação. não se indaga se uma delas foi mais ou menos eficaz. do dever de reparar. imputado a um sem número de agentes. a condição é todo antecedente que não pode ser eliminado mentalmente sem que venha a ausentar-se o efeito. ▫ Somente as condutas relevantes para o evento danoso podem acarretar o dever de indenizar. a condição é causa. em concreto. e teve. (c) Culpa levíssima. ▪ Importância da distinção entre dolo e culpa: . em infinita espiral de concausas. mais ou menos adequada. for a mais idônea para gerar o evento. considera-se como tal aquela que. porque. não era adequada a produzir tal efeito.(a) Culpa grave ou gravíssima. não se poderá considerar a retenção ilícita do indivíduo como causa jurídica do dano ocorrido.

a culpa simplesmente concorrente. se o fato ocorrido no caso concreto poder ser considerado.Natureza jurídica: é critério de aferição da proporcionalidade da indenização. para o hospital da cidade. em outras palavras.Conceito: é outra causa que. velozmente. . esta outra. Ora. ademais. 403. apresenta o inconveniente de admitir um acentuado grau de discricionariedade do julgador.condições em que se verificou) não se teria dado se não fora o fato ilícito. no plano abstrato. . juntando-se à principal. No trajeto. por não haver sido prevista em lei. portanto. 12. não responderia pelo evento fatídico. causa do resultado danoso. Caio é ferido por Tício (lesão corporal). Tício. do CDC. note-se. posta ao acertamento judicial. ▫ Divergência: é adotada pelo Código Civil de 2002? Fundamento legal: art.Conceito: é quando a atuação da vítima também favorece a ocorrência do dano. A idéia fundamental da doutrina é a de que só há uma relação de causalidade adequada entre fato e dano quando o ato ilícito praticado pelo agente seja de molde a provocar o dano sofrido pela vítima. Caio. excluindo-a. . segundo o curso normal das coisas e a experiência comum da vida. não exime o fornecedor de produto ou serviço de indenizar integralmente o consumidor.Teoria da causalidade direta ou necessária (ou da interrupção do nexo causal): ▫ Precursor: Augustinho Alvim. §3º. concorre para o resultado. ligado a um vínculo de necessariedade ao resultado danoso. a quem incumbe avaliar. se não for reconhecida alguma excludente em seu favor. direta e imediata. realmente. determinasse este último como uma conseqüência sua. a despeito de mais restrita. somente a culpa exclusiva da vítima tem o condão de interferir na responsabilidade civil do fornecedor. ainda que relativamente independente da cadeia dos acontecimentos (capotagem do veículo) impede que se estabeleça o elo de ligação entre o resultado morte e o primeiro agente. ▪ Causas concorrentes: . ▫ Críticas: Se a teoria anterior peca por excesso. 6 . apenas poderá responder Pedro. como efeito direto e imediato. 945. não poderá ser responsabilizado. que a interrupção do nexo causal por uma causa superveniente. é socorrido por seu amigo Pedro.Previsão legal: art. por sua vez. admitindo uma ilimitada investigação da cadeia causal. esta abstração característica da investigação do nexo causal pode conduzir a um afastamento absurdo da situação concreta. que dirige. por exemplo. pela morte da vítima. e segundo o curso normal das coisas. ▪ Concausas: . Posição sustentada por Carlos Roberto Gonçalves ▫ Regramentos: Causa seria apenas o antecedente fático que.Observação: Nos termos do art. o veículo capota e Caio falece. Tício. então. uma vez que o seu comportamento determinou. em uma discussão após a final de campeonato de futebol. apenas a lesão corporal. .

Fato exclusivo de terceiro. ▫ Não excluem o nexo de causalidade desencadeado pela conduta principal. e não propriamente do ferimento causado. nas searas civil e criminal. ▪ Hipóteses de exclusão do nexo de causalidade: . Espécies: (a) Preexistente: o nexo causal é rompido e não há o dever de indenizar. não determinado por culpa do agente.. por si só. somando-se à conduta do agente. Espécies: (a) Preexistente: o nexo causal não é rompido e há o dever de indenizar. em razão do disparo de arma de fogo. Caio. é atingido por Tício. em face da situação clínica debilitada a lesão é agravada e a vítima vem a falecer. Fato superveniente e inevitável. ferido por outrem. (b) Concomitante: o nexo causal é rompido e não há o dever de indenizar. por exemplo. eis que a concausa não interrompeu a cadeia causal. Fato irresistível. fora do alcance do poder humano.Fato necessário (caso fortuito ou força maior): ▫ Previsão legal: CC. por exemplo. ▫ Não produzem por si só o dano. (c) Supervenientes: o nexo causal é rompido e não há o dever de indenizar. embora relativamente independente em face da conduta do agente infrator. de forma que o causador do ferimento apenas poderá ser responsabilizado. 393. ▫ Conceito: 1ª corrente (Sérgio Cavalieri Filho): 7 . o evento fatal. (c) Superveniente: o nexo causal pode ser rompido se a causa por si só determinar a ocorrência do evento danoso. (b) Concomitante: o nexo causal não é rompido e há o dever de indenizar. ▫ Concausas relativamente independentes: Incide no curso do processo naturalístico causal. . o sujeito que. . é levado de ambulância para o hospital e falece no caminho. vem a falecer de susto. esta concausa. o resultado continuará imputável ao sujeito. portador de deficiência congênita e diabetes.Fato exclusivo da vítima. a concausa não impede que o agente seja responsabilizado.Espécies: ▫ Concausas absolutamente independentes: Processo naturalístico causal é interrompido por outra causa que por si só ocasionou o dano. por exemplo. art. determina. o sujeito que. ▫ Requisitos: Fato necessário.Características: ▫ Concorrem para o agravamento do dano. . no caso. por força do tombamento do veículo. pela lesão corporal.

▪ Espécies: . sofreram os seus reflexos. 2ª corrente (Arnold Wald e STJ): são sinônimos. não exclui. . decorrente de uma ou outra causa. ▫ Danos coletivos: 8 . a despeito de o dano haver sido sofrido diretamente pelo sujeito que pereceu.Dano estético: ▫ Conceito: é a modificação sofrida pela vítima em relação ao que era ela. Instrumentos de defesa: ação civil pública e ação popular. mas inevitável ou irresistível.Dano extrapatrimonial.Dano patrimonial. por conta de ausência do sustento paterno. └ Dano ou prejuízo: ▪ Conceito: é a lesão a um bem juridicamente tutelado. ▫ Exemplo: É a situação do pai de família que vem a perecer por descuido de um segurança de banco inábil.Dano reflexo (ou ricochete): ▫ Origem: Direito Francês.Caso fortuito é o evento imprevisível e. I. Note-se que. . Elemento de ligação: situação de fato. alimentandos. é força maior. ▫ Natureza jurídica (divergências): É espécie do gênero dano moral (Sérgio Cavalieri Filho e Rui Stoco). Roubo e assalta em relação aos estabelecimentos bancários? Segundo o STJ. em uma troca de tiros. ▫ Conseqüências: há a responsabilidade. §ú. Natureza do direito: indivisível.Danos coletivos. desde que seja demonstrado o prejuízo à vítima indireta. ▫ Situações concretas: Enchentes são casos de caso fortuito e força maior? Rejeição de próteses em cirurgias estéticas. Conseqüência: é possível a cumulação de danos morais com os danos estéticos. patrimonial ou moral. os seus filhos. ligada à vítima direta. difusos e a interesses individuais homogêneos: ▫ Danos difusos: Previsão legal: CDC. Roubo e assalto em relação ao transportador rodoviário? Segundo o STJ. decorrente de ato humano ou de evento natural. ▪ Peculiaridade: não há responsabilidade civil sem dano. inevitável. . 81. ▫ Conceito: consiste no prejuízo que aflige reflexamente pessoa próxima. Destinatários: indeterminados. a força maior é o evento previsível. É um dano imaterial autônomo: Posição do STJ. . por isso. art. mas há responsabilidade civil sem culpa. por espaçar as forças do agente.

Destinatários: determináveis. salvo quando se tratar de conseqüência de um dano presente e o juiz tiver elementos para avaliar o prejuízo futuro. 81. ▫ Conseqüências: se o dano já foi reparado. . perde-se o interesse da responsabilidade civil. .Violação de um dever jurídico patrimonial ou extrapatrimonial de uma pessoa física ou jurídica. ▫ Observação: e o dano futuro? Em princípio.Previsão legal: CDC. Instrumentos de defesa: ação civil pública e mandado de segurança coletivo. . II. Instrumentos de defesa: ação civil coletiva. 81. Elemento de ligação: situação de fato. ▫ Danos individuais homogêneos: Previsão legal: CDC. art. Destinatários: determinados. . . 9 . §ú. Natureza do direito: divisível.Conceito: é a lesão aos direitos da personalidade. §ú. o dano futuro não justifica a pretensão.Certeza do dano: ▫ É o dano fundado em fatos precisos. art. Argumentos: Impossibilidade de pagar a dor com o dinheiro Incerteza do direito violado.Peculiaridade: não possui conteúdo pecuniário.Espécies: ▫ Danos emergentes (ou positivos): é o que se perdeu.Medida judicial: ação de reparação. ▪ Dano material (ou patrimonial): . . ▪ Requisitos: .Subsistência do dano (ou atualidade): ▫ É o dano que já existe no momento da ação de responsabilidade. . e não hipotéticos ou abstratos. ▫ Lucros cessantes (ou negativos): é o que se deixou de ganhar. ▫ Refere-se à sua existência. Natureza do direito: indivisível. III. Elemento de ligação: relação jurídica-base.Conceito: é o prejuízo que atinge o patrimônio corpóreo de um sujeito de direitos.Medida judicial: ação de ressarcimento. ▫ E a perda de uma chance? Divergências.Teorias: ▫ Teoria negativista: Negava a existência do dano moral. ▪ Dano moral: .

mas de modo autônomo. Morte de pessoas da família. art. Dano moral indireto (ou ricochete): É aquele que atinge a pessoa de forma reflexa.940-SP do STF). art. disciplinador (acessório) e preventivo (acessório).Natureza jurídica: ▫ 1ª corrente: Tem cunho reparatório/compensatório (não tem cunho disciplinador). Envio do nome de pessoa natural ou jurídica para o rol dos inadimplentes. ▫ Teoria eclética: Leading case (RE 59. ▫ Teoria positivista: Admite a existência do dano moral e proclama a sua autonomia. ao transgressor e à sociedade. VI e VII. 1º. S. 37 do STJ. . III. Encontra-se superada na jurisprudência. a honra subjetiva. Admite a existência do dano moral. São dirigidos à vítima. ▫ 2ª corrente: Tem cunho punitivo. 10 . o argumento era de que o dano material englobava o dano moral. 186. Previsão infraconstitucional: CC. ▫ Quanto à pessoa atingida: Dano moral direto: é aquele que atinge a própria pessoa. 5º. . ▫ 3ª corrente: Tem cunho reparatório (principal). ▫ Quanto à necessidade ou não de prova: Dano moral provado: é aquela que precisa ser comprovado pela vítima. É o entendimento prevalecente. Dano moral objetivo (in re ipsa): Não necessita de prova. Previsão constitucional: CF. É adotada nos Estados Unidos (teoria do desestímulo). é impossível a cumulação do dano moral com o material. Exemplos: Morte de pessoas da família. Dano moral impróprio: é aquele que viola os direitos da personalidade.Classificação: ▫ Quanto às conseqüências: Dano moral próprio: é aquele que acarreta sofrimento de qualquer espécie.Inexistência de critérios de equivalência entre o dano e a indenização. Perda de órgão ou parte do corpo. Exemplos: Protesto indevido de títulos. respectivamente. art.

. Qualquer outro interesse difuso ou coletivo. Critérios gerais: Equidade.347/85 (Ação Civil Pública). Lei de Imprensa (Lei 5. Observação: a teoria não foi recepcionada pela CF (S. 11 . Situação econômico-financeira do autor. estético. 227 do STJ).Questões controvertidas: ▫ Dano moral e quebra de contrato: em regra. Gravidade e repercussão social da ofensa.Perda de objeto de inestimável valor. Evitar o enriquecimento ilícito ou o amesquinhamento do direito violado. ▫ Teoria do arbitramento (art. Divergência: é possível indenizar o dano moral puro desassociado do dano material? Posição majoritária: sim.737/65). 189 da III JDC). Por infração da ordem econômica. ▫ Dano moral e o exercício regular de direito. turístico e paisagístico. Código Eleitoral (Lei 4. 946): É o critério adotado pelo Código Civil de 2002. Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7. Condições pessoais da vítima. 281 do STJ). Consumidor. Critérios específicos: Grau de culpa do ofensor.260/67). Intensidade da alteração anímica do agente. Bens e direitos de valor artístico. sobretudo em relação à honra objetiva (S. histórico.565/86).117/62). ▫ Dano moral e os direitos difusos e coletivos: Previsão legal: art. 1º da Lei 7. Razoabilidade ou proporcionalidade.Fixação do valor da indenização: ▫ Teoria da tarifação: É o sistema no qual o quantum indenizatório é prefixado. ▫ Dano moral da pessoa jurídica: É passível de sofrer dano moral. Prudente arbítrio. não há o ensejo a dano moral. Posição minoritária: não (E. . Áreas de proteção: Meio ambiente. Exemplos: Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.

. ▫ Perda de uma chance: divergências. com a destruição de bens e direitos de valor artístico. poderíamos imaginar uma lesão difusa à integridade corporal de toda uma população com a poluição causada em um acidente ambiental ou violação à integridade psíquica.Liquidação do dano └ Indenização integral: ▪ Objetivo da liquidação do dano é apurar o quantum debeatur e indenizar integralmente a vítima.Juros moratórios: ▫ Natureza jurídica: os juros são simples. ▫ Dano moral: incide a partir da data em que o valor foi arbitrado.Hipótese de despesas de funeral já pagas pelo INSS: deve ser deduzido. 389 e 395. juros e honorários advocatícios: . . ▫ Exceção (§ú): Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano.É possível a revisão do dano? Segundo o STJ é possível.Hipótese de ressarcimento em razão de contrato de seguro: o valor da indenização é reduzido? ▫ Não pode ser reduzido.Interpretação do dispositivo: O dano moral difuso tutelado pela previsão legal somente pode ser caracterizado como uma lesão ao direito de toda e qualquer pessoa (e não de um direito específico da personalidade). 246 do STJ): o valor do seguro obrigatório. os honorários advocatícios devem ser arbitrados sobre o valor da causa. 944): . 43 do STJ). histórico.Correção monetária: ▫ Dano material: Incide a correção monetária a partir da data do ilícito (art. E quando o lesado efetua o pagamento das despesas? Incide a partir do desembolso. com o cerceio à liberdade de conhecimento e pensamento. estético. turístico e paisagístico. ▪ Outras questões: . ▫ Exceção (S. . incidindo a correção monetária a partir do ajuizamento da ação. ▪ Parâmetro de aferição (art. . ▫ Incidem a partir do evento danoso (art. a título de exemplo. 14 do STJ): Se a ação é julgada improcedente. 54 do STJ). 398 e S. .Fundamento legal: art. .Honorários advocatícios (S. .Hipótese de pensão previdenciária para pelo INSS: não é deduzida. . poderá o juiz reduzir equitativamente a indenização.Indenização mede-se pela extensão do dano: é proporcional ao dano sofrido. ▪ Correção monetária. E quando há a presença de orçamentos? Incide a partir da data do orçamento acolhido. pois a indenização deve ser integral. 398 e S. 12 .E o grau de culpa? ▫ Em regra não repercute no valor da indenização.

└ Tarifações legais de indenização: ▪ Danos causados por demanda de dívida inexigível: . ▫ Aquele que demandar por dívida já paga ou pedir mais do que for devido: No primeiro caso. Ficará obrigado a descontar os juros correspondentes. embora estipulados. ficará obrigado a pagar o dobro do que houver cobrado.Previsão legal: art.Hipótese de exclusão: se o autor desistir da ação antes de contestada a lide.Hipótese de lesão ou outra ofensa à saúde: ▫ Pagamento das despesas de tratamento + qualquer outro prejuízo (dano moral ou estético). 948 a 951.Previsão legal: art.Sistemática: ▫ Restituição da coisa + pagar o valor da deterioração + o devido a título de lucros cessantes. ▫ Lucros cessantes até o fim da convalescença. desde que: a vítima seja assalariada + receba gratificação natalina. . salvo prescrição.Décimo terceiro salário: ▫ Integra a indenização do dano? ▫ Segundo o STJ integra.. ▫ Faltando a coisa: Deverá ser reembolsado o equivalente. .Sistemática: ▫ Consistirá na reparação do dano sofrido pelo ofendido. 953.Previsão legal: art. Critérios: preço ordinário + preço de afeição.Hipótese de incapacidade ou diminuição de capacidade para o trabalho: ▫ Pagamento das despesas de tratamento + qualquer outro prejuízo (dano moral ou estético). ▪ Danos decorrentes de usurpação e esbulho: . . ▫ Prestação de alimentos aos dependentes do morto. ▪ Indenização por injúria. Ficará obrigado a pagar as custas em dobro. difamação ou calúnia: . 13 . levando em conta o tempo provável da vida da vítima. ▪ Danos à vida e à integridade física da pessoa: . . .Abrangência: ▫ Credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida. fora dos casos previstos em lei: Ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para o vencimento. 939 a 941. ficará obrigado a pagar o equivalente do que dele exigir. 952. seu funeral e o luto da família. ▫ Pensão: igual ao valor da quantia que recebia ou o valor da depreciação que ele sofreu.Previsão legal: art. . . No segundo caso. ▫ Lucros cessantes até o fim da convalescença.Hipótese de homicídio: ▫ Pagamento das despesas com o tratamento da vítima.

nesse caso. de valor jurídico igual ou inferior àquele que se pretende proteger. em tais situações. para preservar bem jurídico próprio ou alheio. utilizando-se moderadamente os meios de defesa postos à disposição. └ Observação: O ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário. 188. agindo com excesso tanto poderá estar configurado o abuso de direito (art. em tais situações. 187) quanto o ato ilícito propriamente dito (art.Espécies: 14 . . 929 e 930. ▫ Prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé. 186). ▪ Legítima defesa: . não há o dever de indenizar. não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. 929). ▫ Se não for possível provar o prejuízo material.Previsão legal: art.Espécies: ▫ Estado de necessidade defensivo: Ocorre quando o agente. para remover perigo iminente. ▫ Prisão ilegal. ▫ Estado de necessidade agressivo: Ocorre quando o agente.Previsão legal: art. . 954. que não é obrigado a suportar.Conceito: Legítima defesa consiste na situação atual ou iminente de injusta agressão.Previsão legal: art. para preservar bem jurídico próprio ou alheio.Ofensas à liberdade pessoal (rol exemplificativo): ▫ Cárcere privado. 188. I. . sacrifica bem pertencente ao causador da situação do perigo. o juiz o valor com equidade. dirigida a si ou a terceiro. II. . . 930).Conceito: Estado de necessidade consiste na situação de agressão a um direito alheio. sacrifica bem pertencente a terceiro (art. quando as circunstâncias do fato não autorizarem outra forma de atuação.Sistemática: ▫ Consistirá na reparação do dano sofrido pelo ofendido. atual ou iminente. .Pressuposto: a colisão de interesses tutelados pelo ordenamento jurídico. haverá o dever de indenizar. pressupõe a reação proporcional a uma injusta agressão. haverá direito de regresso contra o causador do evento danoso (art. 929 e 930.▫ Se não for possível provar o prejuízo material.Causas excludentes da responsabilidade civil e a cláusula de não indenizar └ Causas excludentes do dever de indenizar: ▪ Estado de necessidade (ou remoção do perigo iminente): . ▪ Indenização por ofensa à liberdade pessoal: . . o juiz o valor com equidade. .

sem qualquer intervenção da vontade humana. ▫ Legítima defesa agressiva: Ocorre quando o agente. repele-a. mas de modo proporcional. ▫ Legítima defesa putativa: Ocorre quando o agente. pois ambas são hipóteses de exclusão. 393.▫ Legítima defesa defensiva: se dá em relação ao próprio agressor.Estrito cumprimento do dever legal: ▫ É espécie do gênero exercício regular de direito.Exercício regular de direito: ▫ É o contraponto do abuso de direito. Dividem-se em: (a) 1ª posição (Maria Helena Diniz e Álvaro Villaça Azevedo): o caso fortuito é o acontecimento provindo da natureza. haverá o dever de indenizar.Previsão legal: art. ▪ Exercício regular de direito e estrito cumprimento do dever legal: . Bombeiro em relação a um incêndio. ▫ Exemplos: Policial quanto ao combate ao crime. . .Previsão legal: art. a força maior é o fato do 15 .Divergência: são institutos jurídicos diversos? ▫ 1ª corrente (Arnold Wald e STJ): São institutos jurídicos sinônimos. não há o dever de indenizar. Não existe relevância prática na distinção. . utilizando moderadamente dos meios necessários para a defesa do seu direito ameaçado. em tais situações. Publicação do número da unidade condominial inadimplente. para proteger bem jurídico próprio ou alheio de situação atual ou iminente de injusta agressão. haverá o dever de indenizar. ▫ Exemplos: Inclusão do nome de devedores no rol dos inadimplentes. ▫ Não há o dever de indenizar. I. em face de uma suposta ou imaginária agressão. haverá direito de regresso contra o causador do dano. ▫ Legítima defesa com excesso: haverá o dever de indenizar. ▫ Não há o dever de indenizar. em tais situações. ▫ 2ª corrente: São institutos jurídicos diferentes. atinge a terceiros ou a seus bens. 188. Imputação de conduta ilícita ao empregado realizada pelo empregador. └ Causas excludentes do nexo de causalidade: ▪ Caso fortuito ou força maior: . ▫ Causador do dano tem uma incumbência legal ou administrativa de atuação. Fiscalização do endereço eletrônico colocado à disposição do empregado. nesse caso.

. por isso. no ato de obrigar-se. ou credor. 161 do STF).Vínculo jurídico surge após a prática da conduta que acarreta o dano. ▫ Quando se tratar de crime ou de ato lesivo doloso. .Presume-se a culpa do devedor inadimplente (há a inversão do ônus da prova). 734 e S. ▫ Quando houver bilateralidade do consentimento. decorrente de uma ou outra causa. ▪ Sistemática: . declarou-se maior (art. 180).Antes de surgir a obrigação de indenizar o vínculo jurídico entre o agente e a vítima já existe. devendo a vítima prová-la. ▪ Natureza jurídica: é uma excludente da obrigação conseqüente ao ato danoso. 25). . A responsabilidade é direta. ▫ Contrato de transporte (art. ou se.186.Somente serão indenizáveis se o dano houver sido causados a título de dolo ou culpa grave.Hipóteses de vedação: ▫ Para os casos envolvendo a responsabilidade civil extracontratual. inevitável. 389. └ Cláusula de não-indenizar: ▪ Pressuposto: a responsabilidade civil contratual. . ▪ Fato de terceiro.terceiro. ▫ Relações de consumo (CDC. . é a atuação humana.Não há presunção de culpa.Situação do menor ou incapaz: O menor ou incapaz somente tem responsabilidade contratual se o contrato for celebrado sob a assistência ou representação de seu representante legal. por espaçar as forças do agente. que impossibilite o cumprimento obrigacional. ▫ Quando não houver colisão com preceito cogente de lei. ▪ Culpa exclusiva da vítima.Fundamento legal: art. Nesse caso. decorrente de ato humano ou de evento natural. . a força maior é o evento previsível. (b) 2ª posição (Sérgio Cavalieri Filho): o caso fortuito é o evento imprevisível e. mas inevitável ou irresistível. em caso inadimplemento. não do devedor. ▪ Conceito: é a convenção através da qual se exclui o dever de indenizar. . ▪ Responsabilidade extracontratual (ou aquiliana): . será responsável pelo inadimplemento.Espécies de responsabilidade └ Responsabilidade contratual e extracontratual: ▪ Responsabilidade contratual: . . art. Salientese que o menor púbere pode ser responsabilizado pelo contrato celebrado sem assistência se dolosamente ocultou a sua idade ao ser inquirido pela outra parte.Hipóteses admitidas: ▫ Para os casos envolvendo a responsabilidade civil contratual. 16 . ▫ Contratos de adesão.Fundamento legal: art.

└ Responsabilidade subjetiva e objetiva: ▪ Responsabilidade subjetiva: . . Risco da atividade (ou risco profissional).Responsabilidade por danos causados por animais que estejam sob a guarda do agente. que encontra-se na parte geral. ▫ Modalidades: Risco administrativo. 17 .Pressuposto: ▫ Teoria do risco. se as pessoas por eles responsáveis não tiverem a obrigação de indenizar ou não dispuserem de meios suficientes (art.Peculiaridade: é necessária a demonstração da culpa genérica. . ▫ Quando a atividade desempenhada criar riscos aos direitos de outrem. Sistemática: responsabilidade subjetiva + responsabilidade objetiva. Risco proveito. └ Responsabilidade direta e indireta: ▪ Responsabilidade direta: é a responsabilidade decorrente de ato próprio.Situação do menor ou incapaz: O menor ou incapaz se responsabiliza pelos prejuízos causados à vítima. 186.Divergência: é a regra geral no ordenamento jurídico brasileiro? ▫ Posição majoritária: sim.. . Risco integral. ▫ Posição minoritária (Gustavo Tepedino): Código Civil adotou o modelo dualista. §ú): ▫ Hipóteses previstas em lei. ▫ Culpa genérica. ▪ Responsabilidade objetiva: . .Cláusula geral de responsabilidade objetiva (art.Responsabilidade por ato de terceiro. com fundamento no art.Indenização é devida ainda que a culpa seja levíssima. ▫ Dano.Peculiaridade: não é necessária a demonstração da culpa genérica.Responsabilidade por danos causados por coisa que estejam sob a guarda do agente. ▫ Nexo de causalidade. . 928). . 927. ▪ Responsabilidade indireta: .Responsabilidade objetiva no Novo Código Civil: ▫ Responsabilidade civil objetiva por atos de terceiros ou responsabilidade civil indireta. . Aqui a responsabilidade é subsidiária. . Risco criado.Requisitos da responsabilidade: ▫ Conduta.

└ Hipóteses taxativas: ▪ Responsabilidade dos pais: . Relação de contratação civil: 18 . salvo se for descendente ou absolutamente incapaz. se as pessoas por eles responsáveis: Não tiverem a obrigação de indenizar. tem responsabilidade? ▫ Gustavo Tepedino e José Fernando Simão: não.Conseqüências: ▫ Ainda que não tenham culpa. ▪ Responsabilidade dos tutores e curadores: aplica-se igualmente a regra do art. ▫ Responsabilidade civil no Código de Defesa do Consumidor.Divergência: e o pai ou a mãe que não tem a guarda do filho. ▫ Responsabilidade civil objetiva no contrato de transporte.Requisitos: estar sob a sua autoridade + estar sob a sua companhia. ▫ Responsabilidade civil objetiva por danos oriundos de coisas lançadas das casas. .▫ Responsabilidade civil objetiva por danos causados por animal. ▫ Surge o direito de regresso. 928. ▪ Responsabilidade dos empregadores ou comitentes: . ▫ Responsabilidade civil objetiva em relação a dívidas. . ▪ Responsabilidade é solidária.Requisitos: ▫ Relação jurídica contratual: Relação de trabalho subordinado: empregador x empregado.Responsabilidade civil por atos de terceiros └ Previsão legal: art.Principais casos de responsabilidade objetiva consagrados na legislação especial: ▫ Responsabilidade civil objetiva do Estado. └ Natureza jurídica: ▪ Responsabilidade é indireta. ▫ Responsabilidade civil objetiva por danos causados por prédios em ruína. Não dispuserem de meios suficientes para indenizar. 934 e 942. ▫ Giselda Hinoraka e Maria Berenice Dias: sim. §ú. 928): ▫ Incapaz responde pelos prejuízos que causar. . não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.Pressuposto: a teoria do risco criado. ▫ Responsabilidade civil por danos ambientais.Responsabilidade jurídica do incapaz absoluta ou relativamente (art. . as pessoas indicadas abaixo responderão pelos atos praticados. ▫ Observação (§ú): A indenização prevista neste artigo. . 933. que deverá ser eqüitativa. ▪ Responsabilidade é objetiva: . 932. └ Pressuposto: a conduta praticada por outrem.

etc. ▪ Natureza jurídica: a responsabilidade é objetiva. o causador do dano deve ser menor. pois se trata agora de responsabilidade objetiva. 341 do STF: É presumida a culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto. desde que. .Abrangência: ▫ Responsabilidade dos proprietários em relação aos seus hóspedes. em decorrência dos danos causados por essa mesma coisa. o possuidor ou o mero detentor do bem. ▫ Conduta praticada no exercício do trabalho ou em razão dele.Responsabilidade civil pelo fato da coisa e do animal └ Noções gerais da teoria da guarda: ▪ Origem: França (art. └ Responsabilidade civil pela guarda do animal: ▪ Previsão legal: art. . hospedarias. ▫ S. ▫ Conseqüências: Ficou abrangida pelos ditames do CDC. ▪ Sistemática: . ▪ Responsabilidade dos donos de hotéis. ▫ Responsabilidade dos hospedes. 1.Proprietário ou detentor do animal é o responsável: ▫ Situação do preposto do empregador: 19 . Ripert e Boulanger. 936. no momento do fato.Observações: ▫ Em relação aos estabelecimentos de ensino. ▪ Todos aqueles que contribuem gratuitamente nos produtos de crime. moradores ou educandos pelos danos causados a terceiros. ▪ Precursores: Planiol.382 do Código Napoleônico). que usufrui dos cômodos. ▪ Evolução: . ▫ Responsável é o guardião: Por guardião entende-se não apenas o proprietário. detivesse o seu poder de comando ou direção intelectual. ao guardião da coisa. .Pressuposto: a relação consumeirista. casas ou estabelecimentos de ensino: . agência de distribuição. . ▪ Natureza jurídica: a responsabilidade é objetiva. moradores ou educandos. corretagem.Outras questões: ▫ Instituições hospitalares em relação aos médicos que integram o corpo de funcionários. comissão. mas.Comitente x comissionado. Exemplos: mandato. tal comando sumular necessita de revisão.1ª etapa: a culpa era presumida. até mesmo.2ª etapa: ▫ Passou-se à consagração parcial da teoria do risco. caberia suportar os incômodos (obrigação de indenizar). Trata-se agora de responsabilidade direta. . fundada no fato do serviço.

▫ Dano resultante de ruína que adveio de falta de reparo. 2ª corrente: é apenas do bloco de apartamento de onde poderia ter partido o objeto. assim. ▫ Culpa exclusiva da vítima. caso contrário. 932. ▫ Observações: E se tratar-se de depositário ou comodatário? O depositário e comodatário tornam-se guardiões do animal. 938.Responde solidariamente com o proprietário. é responsável. em relação a terceiros. devendo responder civilmente pelos danos causados. provando-se que a falta de reparo não era manifesta.Coisas passíveis de serem lançadas: ▫ Objeto líquido (effusis). pois. 20 . não tiver concorrido para o furto. III. e art. o proprietário não terá nenhuma responsabilidade. mas. └ Responsabilidade civil pelas coisas caídas dos edifícios: ▪ Previsão legal: art. E se o animal for furtado? Se o proprietário teve culpa no furto do animal. possuidor ou detentor). seja em relação a terceiros. mas com algumas peculiaridades. Responsabilidade do preposto é direta e a do proprietário é indireta. também se pode entender pela responsabilização. seja com relação ao consumidor.Hipóteses de exclusão da responsabilidade: ▫ Caso fortuito ou força maior. diante do conceito de consumidor equiparado ou by stander (CDC. art.Hipóteses de exclusão da responsabilidade: ▫ Caso fortuito ou força maior.Proprietário do imóvel é o responsável.Habitante do imóvel é o responsável: ▫ Refere-se ao guardião do imóvel (proprietário. . ▫ E no caso de não ser possível identificar de onde a coisa foi lançada? 1ª corrente: é do condomínio. ▪ Natureza jurídica: a responsabilidade é objetiva. diante da ausência de culpa. o proprietário se libera da obrigação de indenizar. 17). └ Responsabilidade civil pela ruína de edifício ou construção: ▪ Previsão legal: art. ocorrendo-se a pulverização dos riscos. ▫ Culpa exclusiva da vítima. ▪ Natureza jurídica: a responsabilidade é objetiva. 942. ▪ Sistemática: . a responsabilidade sempre será objetiva. equipara-se à força maior. 2ª corrente: diante do Código de Defesa do Consumidor os danos causados aos consumidores geram responsabilidade objetiva. . . §ú. ▪ Sistemática: . cuja necessidade não era manifesta? 1ª corrente: a responsabilidade objetiva não é adotada em sua totalidade. com fulcro no art. observe que no primeiro caso a responsabilidade não é mais objetiva. ▪ Origem: actio de effusis et dejectis (Direito Romano). 937.

Responsável é o novo proprietário. 492 do STF.▫ Objeto sólido (dejectis). ainda que não tenha realizado o registro no DETRAN.Sistemática: ▫ Transferência se dá por tradição: o antigo dono deixa de ter comando sobre a coisa. ▪ Responsabilidade por dano causado por veículo dirigido por terceiro.É hipótese de caso fortuito ou força maior: não há a responsabilidade do proprietário.Questão polêmica: e o furto ou o roubo nas dependências de condomínio? ▫ Responsável é o condomínio. . 21 . ▪ Responsabilidade resultante de dano causado por veículos locados: . ▫ Ladrão tenha culpa no evento danoso. └ Questões jurisprudenciais: ▪ Responsabilidade resultante de dano causado por veículo furtado ou roubado: . ▪ Responsabilidade do antigo proprietário por danos causados por veículo conduzido pelo novo: . . ▪ Responsabilidade em contrato de arrendamento mercantil (leasing): é do arrendatário.Responsável é o locatário em solidariedade com a empresa locadora. ▪ Responsabilidade decorrente do exercício de atividade perigosa.É o teor da S. ▫ Observação: a responsabilidade não é objetiva. . devendo-se provar a culpa.Exceção: ▫ Proprietário do veículo deve ser culpado pelo furto ou roubo. ▫ S. 132 do STF: A ausência de registro da transferência não implica a responsabilidade do antigo proprietário por dano resultante de acidente que envolva o veículo alienado. .

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