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Documento Orientador da Actividade do Monitor – Programa “JOGAR”

Programa de Actividades de Enriquecimento Curricular no 1ºCiclo


- Actividade Física e Desportiva -

Programa de Actividades de Enriquecimento Curricular – 2006/2007


Documento Orientador da Actividade do Monitor – Programa “JOGAR”

INTRODUÇÃO ................................................................................................... 3

1. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO- ALVO ........................................... 5

2. COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER........................................................... 7

3. ESTRATÉGIAS PSICOPEDAGÓGICAS ....................................................... 9

4. ÁREAS DE INTERVENÇÃO........................................................................ 11

5. PLANEAMENTO DAS ACTIVIDADES ........................................................ 13

6. ACTIVIDADES A DESENVOLVER ............................................................. 17

7. AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA ........................................................... 39

BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 43

INFORMAÇÃO ONLINE .................................................................................. 44

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Introdução

Ao longo do tempo, constata-se que a importância atribuída ao papel da educação


psicomotora no contexto educativo tem vindo a aumentar (Domínguez, Rosales &
Benito, 1999), sendo hoje impossível não reconhecer os seus contributos para o
desenvolvimento integral e harmonioso dos indivíduos (Matos, 2000).
A sua importância mais se acentua quando nos reportamos à infância. Sendo esta um
espaço de grandes transformações desenvolvimentais, nas quais a qualidade e a
abrangência das mesmas condiciona o desenvolvimento futuro da criança, e sabendo
a priori que a educação psicomotora atinge estádios qualitativos que precedem o
desenvolvimento cognitivo e social, é importante que a mesma seja contemplada
enquanto parte integrante do processo educativo da criança (Matos, 2000).
Sabemos hoje que os períodos críticos e as aprendizagens psicomotoras
fundamentais se situam nos escalões etários correspondentes ao 1º Ciclo do Ensino
Básico. A ausência de actividade apropriada durante este período, traduz-se
frequentemente em carências irremediáveis.
Atendendo ao referido anteriormente, e perante os défices de práticas lúdicas e pré-
desportivas com crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico no concelho, a Câmara
Municipal de Évora fez nascer o Programa “JOGAR”, delineando um modelo de
intervenção, conjuntamente com a comunidade educativa e outras entidades do
associativismo desportivo local, que preconiza:

Sensibilizar a comunidade eborense em geral e a escolar em particular para


a importância das práticas lúdicas e desportivas como factor fundamental
na melhoria do bem-estar e da qualidade de vida;
Fomentar a prática desportiva organizada, facilitadora da aproximação da
escola à realidade envolvente e potenciando a acção dos diferentes
agentes desportivos locais;

Contribuir para o desenvolvimento integral e harmonioso da criança em


diferentes domínios, a saber, psicomotor, sócio-afectivo e cognitivo;

Apreender os conhecimentos relativos à interpretação e à participação nas


estruturas e fenómenos sociais, extra-escolares, no seio das quais se
realizam as actividades físicas;

Apetrechar as escolas de materiais e espaços físicos adequados à prática


desportiva.

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Procurando definir um nível de intervenção municipal ajustado a esta realidade e


intervir nele de forma cada mais qualificada, os mecanismos de apoio ao desempenho
do monitor assumem uma importância crucial neste processo. Nesta linha de
responsabilização pedagógica e organizacional, a Divisão de Desporto da Câmara
Municipal de Évora, elaborou o presente “Documento Orientador da Actividade do
Monitor”, que se encontra estruturado em sete blocos principais: (1) caracterização da
população alvo, (2) competências a desenvolver, (3) estratégias psicopedagógicas, (4)
Áreas de Intervenção, (5) planeamento das actividades, (6) actividades a desenvolver
e (7) avaliação.
Do ponto de vista das necessidades de desenvolvimento multilateral da criança, a
principal exigência que este documento orientador deve satisfazer, é a continuidade e
a regularidade de actividade física adequada, pedagogicamente orientada pelo seu
monitor.
Tendo em conta, o apoio do Ministério de Educação no desenvolvimento das
actividades de enriquecimento curricular, o presente documento foi elaborado em
consonância com as orientações metodológicas definidas pelo mesmo.
Sendo um documento orientador, é importante desenvolver um papel activo e crítico
por parte de todos os monitores e associações envolvidas, no sentido de o melhorar e
complementar, de modo a que o mesmo possa constituir um quadro de referência para
todos os intervenientes.

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1. Caracterização da População- Alvo

Tendo o Programa “JOGAR” uma intervenção dirigida à população das escolas do 1º


Ciclo do Ensino Básico, é de todo pertinente que o monitor se acerque das
particularidades desenvolvimentais desta população, para que possa desenvolver uma
metodologia de trabalho adequada às suas características e, assim, atingir os
objectivos previamente delineados.
Durante o escalão etário dos 6/7 aos 10/11 anos, no qual se inscreve a população alvo
em questão, ocorre a fase mais crucial dos processos de crescimento do sistema
nervoso e do desenvolvimento motor. Neste último, a criança aperfeiçoa
progressivamente as suas acções, nomeadamente ao nível da rapidez e precisão,
como também é capaz de acompanhar o aumento de complexidade das tarefas.
Verifica-se também a consolidação da adaptação às estruturas espaciais e temporais,
o que permite à criança melhorar a coordenação das suas acções e uma maior
segurança na realização dos movimentos. Outra aquisição característica desta fase é
a capacidade de diferenciação das diferentes partes do corpo, sendo que o ganho de
consciência corporal permite à criança ter comportamentos socialmente mais
ajustados.
Em termos morfológicos, segundo Pacheco (2001) a criança poderá ser considerada
como um “Mosaico”, que possui mais de 1500 cartilagens em período de crescimento,
que se irão posteriormente transformar nos cerca de 208 ossos que todos nós
possuímos na idade adulta, havendo por isso que ter alguns cuidados nas cargas a
ministrar nas sessões de ensino.
É, no entanto, necessário entender que as características que se descrevem para uma
determinada idade, nem sempre têm uma correspondência absoluta com a realidade.
Isto porque pode haver diferentes formas de expressão e de envolvimento durante a
infância e também porque nem sempre a idade cronológica (o número de anos e dias
de vida decorridos após o nascimento) corresponde à idade biológica (a maturidade
geral do organismo, do sistema hormonal, do esqueleto, determinado neste caso, pelo
grau de ossificação da estrutura óssea) da criança.

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Passamos a enumerar algumas características predominantes:

Boa capacidade de aprendizagem dos exercícios e dos objectivos a atingir;


Possuem o gosto pelo movimento, pelo jogo e pelas actividades físicas;
Fraca capacidade de atenção à informação que lhe queremos fornecer;
Fraca possibilidade de integração e de retenção de conteúdos, se os mesmos não
forem sistematizados;
Boa capacidade de imaginação;
Impera o pensamento concreto e o pensamento centrado em si;
Gostam de ser o centro das atenções, atraindo para si as atenções do professor e
colegas;
Constituição física equilibrada e harmoniosa;
Boa predisposição para o desenvolvimento de flexibilidade, capacidades
coordenativas e lateralidade.

Quadro I – Características das Crianças entre os 6 e os 10 anos (adaptado de Pacheco, 2001)

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2. Competências a Desenvolver

O contributo da educação psicomotora constitui um elemento fundamental para o


desenvolvimento da inteligência, da afectividade e da personalidade da criança, uma
vez que não só lhe permite ganhar consciência do seu corpo e do mundo que a
circunda, como também lhe providencia o espaço para os seus primeiros contactos
sociais dentro de um grupo, que auxiliam o desenvolvimento da sua espontaneidade,
criatividade e responsabilidade (Dominguez, et al., 1999).
Por outro lado, o desenvolvimento físico da criança atinge estádios qualitativos que
precedem o desenvolvimento cognitivo e social. Assim, a actividade física educativa
oferece aos alunos experiências concretas, necessárias às abstracções e operações
cognitivas inscritas nos Programas de outras áreas, preparando os alunos para a sua
abordagem ou aplicação. Estas evidências justificam a importância crucial desta Área
Curricular no 1º Ciclo, como componente inalienável da Educação.
As actividades lúdicas e pré-desportivas assumem assim importância fundamental
como veículo de desenvolvimento da criança, entendido num processo integral e
harmonioso. Resumidamente, podemos considerar três grandes domínios do
desenvolvimento: o cognitivo, o sócio-afectivo e o psicomotor:

Domínio Capacidades a desenvolver


- coordenação motora global;
- execução de elementos e gestos técnicos e tácticos específicos a cada modalidade;
- resistência geral;
Psicomotor - flexibilidade e agilidade;
- ritmo;
- controlo da orientação espacial;
- velocidade de reacção simples e complexa de execução de acções motoras básicas e
de deslocamento;
- equilíbrio dinâmico em situações de “voo”, de aceleração e de apoio instável e/ou
limitado;
- auto-estima;
- auto-confiança;
- motivação intrínseca.
- respeito pelo próximo;
Sócio-afectivo - cooperação;
- responsabilidade;
- cordialidade e auto-controlo;
- Interpretação correcta dos exercícios realizados;
Cognitivo - Compreensão, aplicação e cumprimento de regras;
- Realização de forma correcta das componentes críticas de cada exercício;
- Expressão oral com correcção de alguns elementos da actividade;
- Utilização destas aprendizagens noutras áreas curriculares;

Quadro II: Identificação de algumas capacidades a desenvolver nos domínios psicomotor, sócio-afectivo
e cognitivo.

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Porque a criança é uma totalidade, personalidade complexa que se desenvolve de


forma integrada, global, a intervenção do monitor processa-se de forma sistemática,
interagindo em qualquer dos domínios. A riqueza de estímulos e vivências
diversificadas, devem reforçar todas as dimensões possíveis dos três domínios de
aprendizagem, potenciando-se umas às outras (Matos, 2000).
Orientada neste sentido, a intervenção do monitor deve desenvolver-se de forma
estruturada, procurando em cada momento o desenvolvimento de capacidades
concretas, que assegurem no final do processo a aquisição de um conjunto de
competências fundamentais.

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3. Estratégias Psicopedagógicas

Segundo Coelho (2004), apesar da preparação psicopedagógica dos técnicos


desportivos ser um instrumento fundamental e indispensável à acção e intervenção
dos mesmos no processo desportivo, verifica-se que os insucessos obtidos pelos
técnicos no exercer das suas funções e cumprimento dos seus objectivos, em geral,
são justificados por carências psicopedagógicas (estratégias desajustadas do contexto
de intervenção). Posto isto, apresentamos em seguida ALGUMAS sugestões de
estratégias psicopedagógicas a que o monitor poderá recorrer no decurso da sua
actividade (Buceta, 2001; Martens, 1999).

- Providenciar um clima de trabalho agradável, em que predominem actividades estimulantes


e interessantes;

- Programar tarefas concretizáveis e exigências adequadas ao nível das capacidades dos


alunos, salvaguardando uma aprendizagem gradual e diferentes ritmos de progressão;

- Utilizar diferentes materiais e exercícios que pressuponham tanto o trabalho em grupo como
individual;

- Proporcionar aos alunos experiências de êxito e ajudá-los a atribuir o sucesso às suas


próprias capacidades, à sua competência;

- Centrar o elogio no esforço, empenho e progresso conseguidos pelos alunos, ao invés dos
Motivação
resultados propriamente ditos;

- Elogiar imediatamente a seguir à apresentação de um comportamento desejado;

- Reforçar continuamente os alunos no início da aprendizagem de conteúdos novos e, numa


fase mais avançada, atribuir o reforço de forma intermitente;

- Abordar positivamente os aspectos a corrigir, destacando primeiramente um aspecto


positivo evidenciado pelo aluno, em seguida o que se pretende corrigir e, por último,
novamente o reconhecimento de um aspecto positivo.

- Equilibrar a intervenção estruturada e proposta pelo monitor e a participação dos alunos nos
processos de tomada de decisão, atendendo ao seu nível de maturidade;

- Reconhecer que a superação dos erros é alcançada com o tempo, que permite uma melhor
Comportamento
assimilação e domínio da informação recebida, e que os mesmos são inerentes ao processo
formativo dos alunos;

- Complementar uma explicação com a respectiva demonstração, executada pelo monitor ou


pelos alunos, por forma a consolidar a explicação e os critérios de êxito da tarefa;

- Ser activo nos deslocamentos no espaço de aula para que os alunos possam ser
adequadamente supervisionados, garantindo aspectos de segurança, rentabilização do
tempo de aula e prevenção de comportamentos menos correctos;

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- Observar como os alunos actuam para que o monitor se certifique se a explicação foi
compreendida e, em caso contrário, interromper o exercício e explicar de novo;

- Explicar, em caso de realização incorrecta de uma tarefa, onde o aluno procedeu mal, como
o deve corrigir e oferecer-lhe uma nova oportunidade de realização da tarefa, ao invés de o
repreender;

- Centrar a atenção no progresso dos alunos mais do que nos seus aspectos deficitários,
destacando sempre os aspectos de evolução;

- Distribuir a atenção por todos os alunos;

- Providenciar aos alunos um feedback descritivo e avaliativo, para que saibam como estão a
executar uma determinada tarefa, o que necessitam de melhorar e como;

- Dar prioridade à aprendizagem e execução dos exercícios propostos e só depois deixar o


aluno fazer o que mais gosta;

- Apresentar de forma clara, precisa e sucinta as tarefas e os seus objectivos


- Estabelecer regras de funcionamento da tarefa e as consequências do seu não
cumprimento;
- Permitir que os alunos pensem por si mesmos, ao invés de ser o monitor a dizer
Comunicação sistematicamente o que deverão fazer em cada momento;
- Apropriar comportamentos verbais e não verbais, como sendo o olhar para os alunos
quando falamos com eles, utilizar um tom e volume de voz adequados, etc.;
- Utilizar o questionamento como método de ensino, quer na fase principal quer na final, de
forma a verificar os conhecimentos/aquisições dos alunos.
- Utilizar tarefas que se relacionem com aprendizagens anteriores;
- Consciencializar os alunos para a necessidade de se disporem em “U”, sempre que o
Organização monitor dê qualquer tipo de instrução;
- Fazer com que todos os alunos participem na arrumação do material.

Quadro III: Sugestões de algumas estratégias psicopedagógicas a que o monitor poderá recorrer no decurso da sua
actividade.

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4. Áreas de Intervenção

Com a preocupação de conjugar o corpo, o movimento e o jogo, são fundamentais


duas áreas a desenvolver durante o ano escolar. Assim, ao programa JOGAR
JUNIOR (actividades físicas), pode ser entendido como o conjunto de actividades
diferenciadas e com níveis diferentes de execução, produzidas pela interligação da
estrutura locomotora com a perceptivo cinética, das quais resulta dispêndio
suplementar de energia, e sistematizadas no sentido de ampliar as experiências e
possibilidades de realização do aluno. Para além da variedade de actividades
corporais, realizadas com o objectivo de melhorar a condição física, promover a saúde
e o bem-estar, proporcionar equilíbrio psicológico e ocupar os tempos livres, estas
também abrangem a actividade desportiva.
O seu ensino tem como objectivo a aquisição de hábitos saudáveis que podem ser
entendidos como:
Meio: cada uma das actividades oferece possibilidades da criança adquirir
novas competências;
Fim: cada actividade é uma matéria de ensino, que deve ser considerada e
aprendida na sua especificidade.
Níveis de Prática:
Para todos, práticas de exercícios de reduzidas exigências técnicas e materiais;
Integradas no processo de formação desportiva.

Assim, no 1º/2º ano, as crianças devem realizar múltiplas situações, preferencialmente


lúdicas, que lhes permitam um aumento do seu repertório motor e uma melhoria geral
da sua motricidade.
Em relação ao programa JOGAR (actividades desportivas) constituem-se como uma
parte da actividade física e, para além da realização do exercício físico, decorrem em
ambiente competitivo, regendo-se por normas e regras específicas e universais com
um maior grau de exigência. Fundamentam-se na perspectiva do confronto com um
elemento definido: a distância, o tempo, o adversário, ou contra si próprio.
Em conformidade, a escola, mesmo no 3º/4º ano, não deve negligenciar a realidade
desportiva. O desporto, na actualidade, constitui um fenómeno social incontornável. A
atracção que os ídolos desportivos exercem sobre as crianças deve constituir uma
referência e um factor de motivação que as mobilize para a prática desportiva.
A actividade lúdica é fundamental para a criança. Para ela, tudo é pretexto para jogar,
servindo simultaneamente, para testar as suas capacidades. Como o trabalho é a
actividade do adulto, o jogo é a actividade da criança.

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A partir dos 7 anos, começa a aparecer nos jogos as relações e os contactos com o
outro. Numerosos jogos são uma excelente ocasião para uma verdadeira
aprendizagem social: conhece-se, aceitam-se os outros e compreende-se porque se
devem respeitar as regras. Entretanto, a regra que define a cooperação e oposição
começa a ser rigorosamente cumprida pela criança.
Assim, o jogo quando devidamente aplicado, possui um conteúdo educativo, que
permite o desenvolvimento de certas dimensões da personalidade da criança:
Dimensão Motora: factores perceptivos; Factores de execução e coordenação
motora;
Dimensão Cognitiva: Capacidades de observação, análise, interpretação e
adequação das soluções;
Dimensão Relacional: Relacionamento afectivo; Descoberta do outro;
Aprendizagem social.
No âmbito das áreas de intervenção atrás referidas, o quadro seguinte indica as áreas
e as matérias consideradas fundamentais para o correcto desenvolvimento das
crianças nestas idades, por ano de escolaridade.

Ano de Escolaridade
Área Matérias 1ºAno 2ºAno 3ºAno 4ºAno
1. Deslocamentos e Equilíbrio
Manutenção de uma postura que permita a realização
continuada de novas actividades;
2. Danças Tradicionais
Realização de movimentos locomotores, posturais e criativos,
através da exploração corporal;
3. Jogos Tradicionais
Abordagem de práticas lúdico-motoras associadas à cultura
popular;
4. Perícia e Manipulações
Relacionamento específico e intencional entre o praticante e
os objectos (bolas; arcos; cordas;...)
5. Oposição e Luta
Domínio de competências de oposição e confronto corporal;

2. Andebol
Desenvolvimento de acções motoras e aquisição de
habilidades especificas às acções da modalidade;

3. Basquetebol
Desenvolvimento de acções motoras e aquisição de
habilidades especificas às acções da modalidade;

4. Mini-Vólei
Desenvolvimento de acções motoras e aquisição de
habilidades especificas às acções da modalidade;

5. Ginástica
Abordagem de destrezas gímnicas: enrolamentos,
deslocamentos e posições de equilíbrio;

6. Patinagem
Desenvolvimento de acções motoras e aquisição de
habilidades especificas às acções da modalidade;

Quadro IV: Áreas de intervenção do Programa JOGAR no 1º Ccilo

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5. Planeamento das Actividades


Os trabalhos de planeamento do professor de Educação Física relacionam a direcção
essencial das exigências e conteúdos programáticos com a situação pedagógica
concretas, sendo a expressão da personalidade do professor, do conhecimento e
competência do seu estilo individual de ensinar.
Isto implica o jogo conjunto das indicações programáticas (pré-planeamento central) e
das condições e acções (locais) que as prolongam e concretizam. Este ajustamento
das indicações centrais à situação concreta e necessário em todas as circunstâncias,
tanto mais que as condições de cada escola, e mesmo no interior da mesma escola
são bem distintas (qualificação e empenhamento dos professores titulares, estado de
rendimento e comportamento dos alunos, nível e domínios da prática desportiva extra-
lectiva e extra-escolar, condições materiais e até climatéricas e territoriais).
A definição do essencial e a concentração em pontos fulcrais são requisitos
indispensáveis em todos os níveis de planeamento , o que exige grandes
conhecimentos específicos e competência didáctico-metodológica, bem como um grau
elevado de consciência de responsabilidade da parte do professor:
Às indicações programáticas (objectivos, tarefas e conteúdos);
Considerando as condições locais (pessoais, materiais e temporais),
sobretudo da situação na classe ou turma.

Isto é, partindo da ideia da unidade e de fidelidade ao programa e de estímulos do


desenvolvimento dos alunos, e tendo em conta dados tais como o grau de expressão
de capacidades condicionais e coordenativas, de autonomia dos alunos da sua atitude
para com a actividade física e desportiva, do seu repertório motor, etc., o planeamento
assume-se como o elo decisivo da ligação das exigências programáticas à situação
concreta.
O quadro seguinte ilustra o âmbito geral da planificação do ensino e mostra a
actividade de planificação do professor, em relação com as outras tarefas pedagógico-
didácticas.

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PLANIFICAÇÃO CENTRAL

Elaboração dos Programas

REALIDADE ESCOLAR
Professores Titulares;
Motivação/Capacidades dos
Alunos;
Condições Físicas.

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DO ENSINO


MATERIAIS AUXILIARES Registos;
Reflexões;
Organização e publicação de
meios de ensino e materiais Análises.
adicionais

IV

ACTIVIDADE DE PLANIFICAÇÃO DO ENSINO


Planificação Anual
Planificação de Período
Preparação de Aulas

REALIZAÇÃO

DO

ENSINO

Qaudro V –Níveis de Planificação do Ensino

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Tendo em conta as reformulações feitas no Programa “JOGAR” 2006/2007 é


importante que o monitor realize para cada núcleo que irá leccionar, um planeamento
anual da actividade onde será definido a ordem das actividades que vão ser
leccionadas aos alunos, bem como os momentos de avaliação que irão decorrer ao
longo do ano lectivo.
Tendo em consideração o início do Programa (16 de Outubro) e o seu final (22 de
Junho) os monitores irão ter um total de 32 semanas para desenvolver as suas
actividades nas escolas. Durante este período cabe ao monitor definir quantos
semanas são destinadas para cada uma das actividades definidas no programa,
sabendo à priori que no 1º/2º ano terá que leccionar 4 actividades, enquanto que no
3º/4º ano o bloco dos Jogos Desportivos Colectivos tem de ser dado na sua totalidade,
ficando depois ao seu critério o leccionamento de mais uma actividade, Ginástica ou
Patinagem.
No quadro seguinte está um exemplo prático de um planeamento anual da actividade
onde cada actividade irá ter em média 15 semanas (15 sessões) estando previsto para
o final do 2ª período o primeiro momento avaliativo da actividade. No mesmo está
também definido as pausas existentes durante o ano lectivo, Férias de Natal, Férias da
Páscoa, bem como, as reuniões periódicas de coordenação do programa.
Voltamos a referir que é apenas um exemplo de planificação anual, é importante que
os monitores ao realizar o seu planeamento para cada núcleo, tenham em conta
algumas directrizes que serão indispensáveis para a execução da acção, tais como
interesse e motivação dos alunos, espaços físicos das escolas (condições e materiais
existentes) e feedbacks da professora titular da turma.
No final do 3º período é da responsabilidade do monitor, entregar um relatório final de
cada núcleo de actividade com os seguintes documentos: Planeamento e definição
das actividades, Planificações das sessões e Avaliação dos alunos.

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6. Actividades a Desenvolver

6.1. JOGAR JUNIOR


Os quadros seguintes indicam os objectivos, as actividades e as estratégias de
intervenção a aplicar em cada uma das matérias, nas turmas do 1º/2º ano:

Actividades de Deslocamentos e Equilíbrio


Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Ajustar o equilíbrio às acções 1.Percursos, jogos e estafetas, com a 1. Abordagens lúdicas, articulando as
motoras básicas de deslocamento, integração de várias habilidades acções individuais e de grupo
no solo e em aparelhos; (rastejar, rolar, saltar, subir e descer, tomando medidas especiais de
fazer rolamento); segurança.
2.Percursos, jogos e estafetas com a
utilização de vários aparelhos: Banco
sueco; patins; arcos; cordas; etc.).

Danças Tradicionais
Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Combinar deslocamentos, 1.Todas as formas de dança: folclore, 1. Situações que explorem a
movimentos não locomotores e dança-jazz, danças de salão, hip- movimentação em grupo, em pares,
equilíbrios, adequados às acções hop, etc. ou individualmente. A partir dos
rítmicas e aos motivos respectivos. temas e acções rítmicas criar
2.Situações de exploração do pequenas sequências de
movimento, em harmonia com o ritmo movimentos.
(musical ou outro).

Jogos Tradicionais
Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Praticar jogos infantis cumprindo as 1.Toca e foge, roda do lenço, cabra 1.A dimensão do espaço de jogo e o
suas regras, seleccionando e cega, gato e o rato, barra do lenço, nível de desempenho deve
realizando com intencionalidade e salto ao eixo, jogo da macaca, jogo determinar o número de jogadores
oportunidade as acções das cadeiras, tracção à corda, jogo por grupo/equipa;
características desses jogos; da malha, jogo dos cântaros, jogo do
aro, etc.); 2.Jogos característicos da respectiva
2.Conhecer as tradições e o região e, numa perspectiva
património cultural da comunidade interdisciplinar, suscitar a recolha de
rural e da urbana e praticar os jogos. jogos das gerações anteriores.

Actividades de Perícia e Manipulação


Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Realizar habilidades variadas, 1.Actividades de manipulação com 1.Partir progressivamente do domínio
manipulando diferentes objectos bola, raquete, arco de forma isolada dos objectos em situações individual
(cordas; arcos; bolas; etc.); e em conjunto (jogo do pau, etc.) e a pares.
2. Desenvolver a lateralidade.

Actividades de Oposição e Luta


Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Cotrolar a agressividade e respeitar 1.Todas as formas de luta em 1.A bordagens lúdicas, agrupando as
as regras; situação lúdica (jogo dos torneios, crianças em função da sua estatura e
jogo das almofadas, etc.) peso.
2.Ajustar os comportamentos em
função das acções e reacções do
opositor.

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6.2. JOGAR
Os quadros seguintes indicam os objectivos, as actividades e as estratégias de
intervenção a aplicar em cada uma das matérias, nas turmas do 3º/4º ano:

Danças Tradicionais
Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Combinar deslocamentos, 1.Todas as formas de dança: folclore, 1. Situações que explorem a
movimentos não locomotores e dança-jazz, danças de salão, hip- movimentação em grupo, em pares,
equilíbrios, adequados às acções hop, etc. ou individualmente. A partir dos
rítmicas e aos motivos respectivos. temas e acções rítmicas criar
2.Situações de exploração do pequenas sequências de
movimento, em harmonia com o ritmo movimentos.
(musical ou outro).

Jogos Colectivos (Andebol, Basquetebol, Mini-Vólei)


Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Adquirir competências 1.Abordar a modalidade atra´ves de 1.Explicar globalmente o jogo,
fundamentais para potenciar a jogos pré-desportivos, como por focando o objectivo e apresentado
aprendizagem dos jogos desportivos exemplo, Bola ao capitão, stop, rabia, progressivamente as regras que o
colectivos; jogo de passes, bola ao poste, etc. caracterizam;
2.Aplicar a capacidade criativa numa 2.Formas simplificadas de jogo, em 2.Adequar o número de elementos de
perspectiva interdisciplinar. espaços reduzidas e com um menor cada equipa para facilitar a
número de jogadores de equipa; compreensão do jogo e permitir mais
3.Realizar habilidades básicas, oportunidades de prática;
ajustando-as às acções técnico- 3.Situações de exercício / Jogo.
tácticas fundamentais da respectiva 3.Trocar frequentemente as funções
modalidade; de cada um, para evitar a
especialização precoce;
4. Cumprir as regras e o objectivo do
jogo, em cooperação com os 4.Divulgar e sensibilizar as crianças
companheiros. para a participação no Programa
JOGAR +.

Ginástica
Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Conhecer e executar as principais 1.Enrolamentos, posições de 1. Utilizar formas lúdicas e percursos
habilidades gímnicas. equilíbrio, deslocamentos e simplificados.
elementos de ligação (saltos e
voltas);
2.Manipulação de materiais
específicos (bolas, arcos e cordas).

Patinagem
Objectivos Actividades Estratégias de Intervenção
1.Melhorar o equilíbrio e contactar a 1.Exercícios de equilíbrio estático 1. Abordagens lúdicas, articulando as
modalidade; e/ou dinâmico sem patins (pode ser acções individuais e de grupo
desenvolvido nas fases de tomando medidas especiais de
2.Tomar contacto com os patins sem aquecimento/mobilização funcional segurança.
perigo de queda descontrolada; em todas as aulas, ou ainda por não
3.Compreender o ACTO MOTOR existirem patins para todos os
PATINAR alunos);
2.Compreender o deslize dos patins;
3.Relacionar a posição corporal com
o desequilíbrio.
4.Marchar com ajuda do
professor/monitor tentando evitar o
deslizar atrás e procurando fazê-lo
para a frente, respeitando a posição

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base. (Ajuda – professor/monitor


coloca-se por trás, com um pé atrás
dos patins do aluno – evitando o
deslize atrás).

Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4


Pequenos saltos, sem Gincana para a Deslocação frente s/ Cangurus;
deslocamento; frente; levantar rodas; Saltos com meia volta;
Patinagem rectilínea, Meias voltas, frente – Gincana com um Méis voltas continuas;
frente; trás; apoio;
Deslocação para trás
Deslize para a frente Deslize para trás; Oitos para trás; s/levantar as rodas;
na posição base; Travagem em V, L ou Travagem e arranque Curva para trás com
Oitos para a frente; T; com travões; cruzamento;
Agachar e Levantar, Saltos em altura e Deslize em frente Saltos em altura e
em deslize; extensão; com 4 rodas; extensão;
Deslize num Curva para a frente Deslocação para trás, Travagem convergente
apoio/patim; com cruzamento; um patim em SS; para a frente.
Curvas com patins Corrida lateral. Saltos em altura e
semi-paralelos. extensão.

Quadro VI – Níveis de aprendizagem atingir pelas crianças na Patinagem (Rocha, 2002);

6.3. PROPOSTAS DE EXERCÍCIOS

Exercícios pré-desportivos para o desenvolvimento das capacidades no 1º Ciclo

Coordenação/Agilidade

Colocam-se aros no recinto


Nome: formando-se um caminho onde os
Atravessar o rio alunos têm de passar de pedra em
pedra (arco em arco) sem cair na
Material: Arcos “água”.
Variante: Diferentes trajectórias e
formas de deslocamento (pés juntos,
pé coxinho, etc.)

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Nome: O Balão Pede-se aos alunos que coloquem


Louco os balões atando-os aos tornozelos
e movimentam-se pelo recinto. Ao
Material: sinal do professor os alunos têm de
5/6Balões e rebentar os balões sem tocar nos
Cordas colegas.

Nome: Carreira Os alunos formam duas equipas e


de Obstáculos realizam diversas estafetas onde têm
de transportar a bola de diferentes
Material: 2 bolas formas.
Ex: a bola no meio das pernas,
debaixo dos braços, etc.

Nome: O Túnel Os alunos formam duas equipas. Os


Redondo elementos de uma das equipas
seguram um arco e os membros da
Material: Arcos outra equipa, ao sinal do professor,
passam por entre os arcos.
Seguidamente as equipas mudam de
funções.
Ganha a equipa que passar mais
rapidamente.

Nome: As Cada aluno terá um balão entre as


galinhas pernas e tentará tirar o balão aos
seus colegas, sem que eles não
Material: balões tirem o dele. Ganha quem conseguir
ou bolas ficar com mais balões ou bolas.

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Dois alunos elegem um número


Nome: O número secreto e colocam-se frente a frente
secreto de pé e com as mãos dadas.
Material: Contam em voz alta, enquanto que
os restantes alunos cruzam o passo
que deixam entre os seus corpos.
Quando os que contam chegam ao
número secreto baixam os braços e
os que ficam dentro unem-se aos
que contam, colocando-se em fila,
elegendo um novo número secreto.
Repetem o jogo até capturarem
todos os jogadores.

Distribui-se os arcos pelo espaço e


Nome: O caçador
os alunos colocam-se dentro de
Material: Uma
bola e arcos cada arco, excepto o “ caçador” que
terá de se movimentar pelo espaço
com uma bola. Ao sinal do professor,
todos devem mudar de arco,
enquanto que o caçador terá de
tocar com a bola nos seus colegas.
Se algum for tocado quando estiver
fora do arco, troca com o caçador.

Nome: O Lenço Os alunos em vários grupos de 3


elementos formam uma fila,
Material: 5/6 colocando no último elemento da
lenços mesma um lenço pendurado. O
objectivo do jogo é tentar “roubar”
aos outros grupos o lenço, sem partir
a fila.

Nome: O Chefe Os alunos formam vários grupos de


4 elementos, e elegem um chefe em
Material: cada grupo. Os vários grupos
movimentam-se pelo recinto
livremente e ao sinal do professor o
chefe de cada grupo tem de se
sentar e os restantes elementos do
grupo têm de se sentar atrás. Ganha
equipa que o fizer o mais rápido
possível.

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Nome: O Os alunos formam 3 comboios (filas


comboio mais de 4/5 elementos), ao sinal do
Rápido professor realizam corridas com
diferentes formas de deslocamento.
Material: (Pés juntos; Pé coxinho; etc.)

Nome: O Os alunos formam 3 comboios (filas


comboio colorido de 4/5 elementos), e cada comboio
tem uma cor. Quando o professor
Material: disser uma cor esse comboio tem de
se baixar, só podendo levantar-se
quando for referida outra cor.

Os alunos formam uma fila e


Nome: O Chefe começam a correr pelo recinto. Ao
da Banda sinal do professor o elemento que se
Material: situa à frente da fila (chefe da banda)
realiza diferentes movimentos com
os braços ou com os pés, que os
restantes elementos têm de imitar.

Nome: Os Os alunos movimentam-se


animais livremente pelo recinto de jogo.
Quando um professor disser um
Material: nome de um animal, todos alunos
movimentam-se imitando o animal
referido.

Nome: Toca no Os alunos formam grupos de 2


Corpo elementos, e frente a frente tentam
tocar nos joelhos de cada um.
Material: Variante: Tocar noutras parte do
corpo. Por exemplo as costas;

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Equilíbrio - Coordenação

Nome: A Corda Os alunos formam uma fila e têm de


de passar por baixo de uma corda (sem
Fogo tocar com as mãos no chão) que se
encontrar em “chamas”, não
Material: Corda podendo assim tocar-lhe. A medida
que os alunos vão passando a corda
vai baixando.

Nome: Estátua Os alunos movimentam-se ao som


da música, quando o professor parar
Material: Leitor o som todos os alunos param como
de Música; se fossem estátuas. Quem se mexer
perde pontos.

Nome: A Ponte Os alunos dividem-se em pequenos


grupos e terão de atravessar o
Material: Bancos banco sueco de formas diferentes
suecos como por exemplo de pé-coxinho, a
andar, a correr, etc.

Nome: Os Dez alunos posicionam livremente


caçadores coxos dentro de um campo de vólei os
restantes ficam fora do contorno com
Material: bolas uma bola na mão . Estes são os
caçadores. Ao sinal do professor, os
alunos atiram a bola para o interior
do campo, para atingirem os seus
colegas, estes quando atingidos
sentam-se. Quando tiverem os dez
jogadores sentados, trocam com os
caçadores.

Variante: Os tocados substituem de


imediato o caçador.

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Os alunos dividem-se em grupos de


6 e colocam-se em fila. O primeiro
Nome: Os levará um objecto na cabeça,
saquitos percorre o percurso definido e
entrega o objecto ao companheiro.
Material: Todos os elementos do grupo fazem
Diversos objectos o mesmo. O grupo que acabar mais
depressa ganha.

Variante : Outras posições do


objecto.

Os alunos formam três equipas e


Nome: Corrida de realizam diversas estafetas com
Objectos; diferentes formas de movimento. Em
todos os deslocamentos têm de levar
Material: o bastão de diferentes formas.
Bastões; Por exemplo: Com uma mão, no
meio das pernas, etc.

Nome: Arcos de No recinto forma-se 4 filas de arcos


Cor tendo cada fila uma cor. O objectivo
é conseguir atravessar as várias filas
Material: Arcos sem cometer erros. Por exemplo, a
fila azul só se pode por uma mão
dentro do arco, fila vermelho passa-
se com o pé direito, etc.

Nome: O sapato Os alunos formam dois grupos,


tendo cada elemento do grupo tirar o
Material: Ténis seu sapato. Quando o professor der
dos alunos o sinal, rapidamente todos os
elementos dos grupos têm de ir
buscar os seus sapatos e calça-los.
Ganha a equipa que conseguir
calçar mais rapidamente o sapato.

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Perícia e Manipulação

Os alunos formam duas equipas,


Nome: Jogo da onde cada uma tem uma bola de
Petanca; ouro (bola de basquetebol). Ao sinal
do professor cada elemento de cada
Material: 2 bolas equipa tem de atirar uma bola n.º 3
de basquetebol; com o objectivo de ficar o mais
10 bolas n.º 3 próximo possível da bola de ouro.
Ganha a equipa que estiver a bola
mais próxima.

Os alunos fazem pares e


Nome: Tiro em posicionam-se um em frente do outro
branco (mais ou menos seis metros de
distância) no centro coloca-se um
Material: Bolas e cone. Os alunos terão de derrubar
cones alternadamente os cones com as
bolas.

Variante: aumentar a distancia,


lançar com as duas mãos, com a
direita, com a esquerda. Lançar com
outros materiais.

Os alunos formam um grupo de dez


Nome: Elevação pessoas. Os jogadores terão de
da bola; lançar a bola aos colegas sem poder
deixar tocar no chão, nem dar dois
Material: Uma toques consecutivos. Conta-se os
bola que não seja toques na bola para ver quanto
muito pesada ou tempo a bola fica no ar.
um balão grande.

Nome: Mata; Formam-se dois grupos. Um jogador


de cada grupo situa-se dentro de um
Material: Bolas círculo em campos contrários, estes
n.º3; atiram a bola um para o outro, mas
os restantes membros das equipas
fazem de torre, de forma a tentarem
agarrar a bola.
Ganha o grupo que realizar o maior
número de passes.

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Os alunos formam duas equipas e


Nome: Bolas colocam-se frente a frente. No meio
Perigosas; dos dois grupos existe uma linha
com bolas n.º3. Quando o professor
Material: Bolas disser um nome de um grupo, este
n.º 3; tem de apanhar a bola e tentar
acertar no colega do outro grupo que
tenta fugir.

Os formam duas equipas e cada


Nome: equipa tem uma redondela cheia de
Redondela bolas n.º 3. Ao sinal do professor os
Material: Bolas alunos de cada grupo tentam tirar as
n.º 3 bolas da redondela com ajuda de
outra bola. Ganha a equipa que
conseguir tirar mais bolas.

Desenha-se no chão do recinto um


Nome: Jogo das alvo com diferentes pontuações. O
Setas com Bola; objectivo é tentar pontuar o melhor
Material: Bola possível atirando uma bola n.º 3.
n.º3;

Deslocamentos

Nome: Leões e A turma dividida em dois grupos, um


Cangurus; grupo é os leões enquanto que o 2º
grupo é os cangurus. Quando o
Material: professor disser o nome de um dos
grupos, estes têm de tentar apanhar
o outro deslocando-se cada equipa
da forma como o animal se
movimenta.
Variante: Modificar as formas de
deslocamento (outros animais);

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Nome: Mudar de Os alunos formam uma fila, e


Posições; posicionam-se de frente para um
colega que é o capitão. Ao sinal do
professor, o capitão vira-se de
costas para os colegas e estes têm
de mudar de posição. O capitão tem
de adivinhar quais os colegas que
mudaram.
Variante: Mudar objectos;

Nome: Os irmãos Os alunos formam um género de


gémeos uma barreira, onde os alunos estão
Material: separados e tentam impedir que os
dois “irmãos gémeos” (dois colegas)
se juntem, impedindo a sua
passagem.

Nome: O refúgio;Os alunos têm vários refúgios para


se protegerem. Quando o professor
Material: Cones disser “granizo” ou “neve” os alunos
de sinalização; têm de se movimentar nos refúgios,
quando disser “sol” ou “ar”, os alunos
saltam dos refúgios e movimentam-
se pelo espaço.

Nome: O gato e o Os alunos andam pelo espaço do


rato; ginásio e fogem do gato, no entanto,
existem várias tocas onde eles
Material: Bancos podem subir para serem salvos
suecos, (espaldares, mesas, bancos, etc.).
espaldares,
mesas, cadeiras;

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Nome: Stop; Lança-se uma bola ao ar e diz-se o


nome de um colega, este quando
Material:1 Bola; apanhar a bola diz “stop” e todos os
alunos têm de parar. O objectivo do
jogo é acertar com a bola num
colega.

Nome: O minuto; Os alunos colocam-se deitados de


olhos fechados. O professor começa
Material: a cronometrar 1 minuto, os alunos
que estão deitados começam a
levantar-se conforme a sua
percepção temporal de um minuto. O
objectivo é o aluno levantar-se
quando atingir um minuto.

Os alunos formam um círculo e


Nome: Apanhar a dentro deste existe uma bola que
bola passa de mão em mão. Quando o
Material: 1 Bola professor disser o nome de um
aluno, este tem de correr à volta do
círculo e chegar mais cedo do que a
bola, ao seu lugar de partida.

Nome: Agora Os alunos formam dois grupos e


somos nós elegem um nome para cada grupo.
depois são Quando o professor disser o nome
vocês; de um dos grupos, este tem de
apanhar todos os elementos do outro
Material: grupo.

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Nome: Branco e Os alunos em grande grupo


Negro movimentam-se pelo espaço do
recinto. Quando o professor disser
Material: “branco” os alunos têm de se
movimentar o mais lentamente
possível, mexendo muito
rapidamente os braços. Quando o
professor disser “negro” altera-se os
papéis.

Nome: As Os alunos em grupos de 6/5


Função das elementos formam uma fila e
Cores movimentam-se pelo recinto.
Material: Quando o professor disser uma cor,
os alunos têm de se movimentar de
uma forma diferente. Por exemplo,
quando se diz “azul” os alunos têm
de saltar.
Variante: Introduzir várias cores;

Nome: O ritmo Os alunos em grande grupo


Material: movimentam-se pelo recinto. À
pedida que o professor vai batendo
as palmas eles aumentam a
intensidade dos movimentos, sendo
cada mais rápido.
Variante: Movimentar-se em várias
situações. (pés juntos; com os 4
membros apoiados);

Nome: As Os alunos formam um círculo e o


corridas dos professor atribui números de 1 a 3 a
números todos os alunos. Quando o professor
Material: disser “três” todos os alunos que têm
esse número levantam-se
rapidamente e correm à volta da
círculo até chegar ao seu lugar.
Ganha aquele consegue chegar
mais rápido.
Variante: Os números pares correm
pela direita, enquanto que os
números ímpares correm pela
esquerda.

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Nome: Corrida A turma forma grupos de 2


com bolas; elementos com uma bola. Ao sinal
do professor têm de realizar corridas
Material: Bolas entre eles transportando a bola de
n.º3. diferentes formas.

Nome: O A turma forma grupos de 5


caranguejo; elementos, e realizam uma roda. No
meio da roda está um colega que se
Material: coloca como um caranguejo. Ao
sinal do professor quem está no
meio tem de tentar tocar nos colegas
do círculo que têm de fugir dele.

Nome: Rabo da Todos alunos têm um “rabo”


Raposa; pendurado, ao sinal do professor os
alunos têm de roubar o rabo uns aos
Material: “Rabos” outros. Ganha aquele que no final
de pano ou tiver mais rabos.
sacos; Variante: Movimentar-se de
diferentes formas. (pés juntos; pé
coxinho; correr em quadrúpedes);

Os alunos movimentam-se pelo


Nome: Jogo da recinto, ao sinal do professor o aluno
Corrente; escolhido tem de tentar apanhar os
colegas. Ao conseguir faze-lo vai-se
Material: formando uma corrente.

A turma movimenta-se pelo recinto e


Nome: Jogo da elege-se uma bruxa. Ao sinal do
Bruxa; professor a bruxa tem de tentar tocar
com a varinha (um bastão) nos
Material: Um colegas, quem for tocado passa a
Bastão; ser a bruxa.
Variante: Em quem a bruxa tocar
passa a ser um animal e tem de se
movimentar como ele.

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Os alunos movimentam-se pelo


Nome: Aos mãos recinto e estão numerados de 1 a 4.
em Cima; Quando o professor disser um
número, os alunos que o têm
Material: levantam as mãos e tentam apanhar
os restantes colegas.

A turma dividia em dois grupos, os


Nome: Polícias e polícias e os ladrões. Ao sinal do
Ladrões; professor os polícias têm de apanhar
os ladrões e leva-los para a cadeia.
Material: Ganha a equipa que o consegue
fazer em menor tempo possível.

A turma movimenta-se livremente


Nome: Jogo das pelo recinto. Quando o professor
cores; disser uma cor, todos os alunos têm
de tocar em alguma dessa cor, de
Material: forma a conseguir um ponto.
Variante: Objectos existentes no
recinto, o último a tocar fica
eliminado.

Os alunos formam uma fila e


Nome: Jogo da movimentam-se livremente pelo
Fila; recinto. Ao sinal do professor o
último da fila corre até ao primeiro da
Material: fila.
Variante: Eleger colegas pelo nome;
Variar as trajectórias.

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Os alunos divididos em dois grupos


Nome: Tocar nas formam duas filas. Os dois
Costas; elementos que não estão na fila tem
como objectivo tentar tocar nas
Material: costas do último aluno da fila. Quem
o conseguir fazer ganha um ponto.

A turma movimenta-se livremente


Nome: Todos pelo recinto. Quando o professor
contra Um; disser o nome de um aluno, todos os
restantes têm de tentar apanhá-lo o
Material: mais rapidamente possível.

A turma dividida em dois grupos, um


Nome: A Rede; dos grupos é os pescadores
enquanto que outro grupo é os
Material: peixes. Os pescadores formam uma
rede (dando as mãos) e tentam
apanhar os peixes. Ganha a equipa
que o conseguir fazer o mais
rapidamente possível.

Os alunos formam três grupos, e


Nome: Corrida de realizam uma fila. Quando o
Répteis; professor disser, os alunos realizam
Material: uma corrida passando o último
elemento por baixo das pernas dos
colegas até chegar ao princípio da
fila.
Ganha a equipa que chegar em
primeiro lugar.

A turma divide-se em duas equipas e


Nome: Bola numera-se os alunos de cada
Rápida; equipa. O professor quando disser
um número, o aluno tem de sair e ir
Material: 2 Bolas buscar a sua bola e levando-a para o
n.º 3; seu campo. A equipa que conseguir
2 Arcos; chegar mais rápido com a bola
ganha 1 ponto;

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A turma divide-se em 4 equipas e


Nome: Corridas formam uma fila. Ao sinal do
Loucas professor cada aluno sai da fila
Material: percorre o espaço e volta a tocar no
colega para sair. Os alunos vão
variando a formas de deslocamento.
(1º corre, 2º salta, 3º gatinha, etc.);

Saltos

A turma divide-se em 3 filas, o


Nome: Corrida de primeiro da fila mete-se dentro do
Sacos; saco e ao sinal do professor parte.
Ao chegar novamente aos colegas
Material: Sacos tira o saco e entrega-o ao colega que
realiza o mesmo percurso. Ganha a
equipa que realizar o percurso mais
rapidamente.

Nome: Saltar o Coloca-se a duas cordas paralelas a


Rio; limitar um espaço. Ao sinal do
professor os alunos vão saltando o
Material: Duas “rio” e à medida que os alunos o
cordas; conseguem fazer vai-se aumentando
o espaço entre as cordas.

Nome: Passar a Dois alunos ficam com uma corda e


Corda; começa a rodá-la. Ao sinal do
professor os alunos têm de
Material: Uma conseguir passar pela corda sem
corda ; esta parar.
Variante: Tem de saltar corda pelo
menos uma vez.

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Nome: Corrida A turma divide-se em duas equipas e


com Cordas; realizam corridas, onde os alunos
têm de saltar à corda em todo o
Material: Duas percurso.
cordas; Ganha a equipa que conseguir
realizar o percurso o mais rápido
possível.

Nome: Quadrado Desenha-se no chão do recinto, uma


dos Números; tabela com diversos números. Os
alunos têm de passar pela tabela
Material: colocando somente uma perna em
cada número. O professor informa os
alunos quais os números que podem
pisar;

Nome: Corrida de A turma divide-se em duas equipas e


Arcos; realizam corridas, onde os alunos
têm de saltar de arco em arco em
Material: Arcos; todo o percurso.
Ganha a equipa que conseguir
realizar o percurso o mais rápido
possível.
Variante: Utilizar outros objectos
para percorrer o percurso; (ex:
Bolas).

Nome: Jogo do Coloca-se vários arcos pelo recinto


Fogo; de jogo. Os alunos movimentam-se
livremente pelo recinto sem poder
Material: Arcos; entrar nos arcos. Quando o
professor disser “fogo”os alunos têm
de ir rapidamente para os arcos.
Quem não conseguir vai saindo do
jogo.
Variante: Rapazes contra Raparigas;

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Nome: Salta Os alunos realizam dois círculos e


Bola; sentam-se com uma bola. O colega
que se situa no meio do círculo tem
Material: 2 bolas ; de saltar a bola arremessada pelos
colegas. Ganha o aluno que
conseguir estar mais tempo no meio
do círculo.

Nome: Corrida
com Bancos A turma divide-se em duas equipas e
Suecos; realizam corridas, onde os alunos
têm de saltar o banco sueco (saltos
Material: Bancos de coelho) ao longo do percurso
Suecos; Ganha a equipa que conseguir
realizar o percurso o mais rápido
possível.
Variante: Utilizar outras formas de
deslocamento;

Voltas

Nome: Cães e A turma divide-se em duas equipas


Gatos; (cães e gatos) e colocam-se frente a
frente. Quando o professor disser o
Material: nome de uma equipa, cada elemento
desta equipa tenta apanhar o
elemento da outra equipa, que se
situa à sua frente;
Variante: Em vez do professor dizer
o nome, o aluno que tocar no colega
da frente pode partir.

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Nome: O Os alunos formam duas equipas e


carrossel; sentam-se cada uma no seu banco.
Ao sinal do professor o primeiro
Material: Bancos elemento da equipa percorre o
Suecos; percurso e vai-se sentar na parte de
trás do banco. Só a partir desse
momento é que outro elemento do
grupo pode sair.

Lançamentos e Recepções de Bola

Nome: Assalto ao A turma divide-se em duas equipas,


Castelo; sendo cada equipa responsável pelo
seu castelo (zona do recinto). Ao
Material: Bolas sinal do professor os alunos de cada
N.º 3 equipa têm de enviar as bombas
(bolas) para o castelo da outra
equipa. Ganha a equipa que no final
do jogo tiver menos bombas no seu
campo.

Nome: Batata
Quente; Os alunos movimentam-se
livremente pelo recinto e distribui-se
Material: Bolas; quatro bolas. Ao sinal do professor
passam as batatas quentes (bolas)
uns aos outros sem a deixar cair.
Quando o professor parar os alunos
que tiverem as batatas perdem
pontos.

Nome: Os Os alunos formam grupos de 4


números; elementos e colocam-se de frente
para uma parede. O colega do grupo
Material: 1 Bola que tem a bola lança contra a parede
N.º3; e diz um número. O colega do
número chamado tem de apanhar
sem bola cair. Ganha quem deixar
cair menos vezes.
Variante: Outras formas de
lançamento;

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Nome: A bomba; Os alunos formam um círculo e um


colega coloca-se no meio com uma
Material: 1 Bola bola. Ao sinal do professor o aluno
N.º3; que está no meio atira a bomba
(bola) na vertical e diz o nome de um
colega, este rapidamente tem de
apanhar a bomba sem deixar cair no
chão.

Nome: Bola no A turma divide-se me duas equipas.


Castelo; A equipa que estiver a bola tem de a
tentar colocar dentro de um cesto. A
Material: 1 Bola outra a equipa tenta recuperar a bola
n.º 3; para poder atacar. Ganha a equipa
que estiver mais pontos.

Nome: As Bolas Os alunos movimentam-se pelo


não Param; recinto onde estão situadas diversas
bolas paradas.
Material: Bolas Ao sinal do professor, os alunos têm
N.º3; de pôr todas as bolas em movimento
sem excepção.
Variante: Duas equipas, um delas
tem a função de pôr a bolas em
movimento, a outra tem a função de
as parar.

Nome: Acertar no As turmas dividem em 3 equipas e


Aro; elegem um capitão que se coloca
frente a cada equipa com um arco
Material: Aros e metido. Ao sinal do professor os
Bolas; elementos de cada equipa tentam
acertar com bola no arco. Ganha a
equipa que conseguir acertar mais
vezes.

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Nome: Tiro ao Elege-se um aluno que se coloca


Boneco; dentro de um arco com várias bolas
à sua volta. Os restantes alunos
Material: Bolas estão no espaço delimitado. Ao sinal
n.º3; do professor o aluno que tem a bola
tem de tentar acertar nos colegas.
Ganha o aluno que conseguir acertar
mais vezes.

Nome: Acerta Na turma formam-se 3 equipas que


nas Latas; se colocam de frente para um
conjunto de latas. Ao sinal do
Material: Latas e professor os alunos têm de tentar
Bolas n.º3; acertar com as bolas nas latas.
Ganha a equipa que conseguir
derrubar um maior número de latas.

Nome: O Cesto; A turma divide-se em grupos de 2


elementos, tendo cada grupo uma
Material: Arcos e bola e um arco. Ao sinal do professor
Bolas n.º3; o aluno que tem a bola tenta acertar
no arco do colega. Ganha aquele
que conseguir acertar um maior
número possível.

Nome: Beisebol; A turma divide-se me dois grupos. O


grupo A forma um círculo e tem uma
Material: Bolas bola. O grupo B distribui-se
n.º3; aleatoriamente pelo espaço. Ao sinal
do professor, o aluno do grupo A que
tem a bola manda a bola o mais
longe possível e começa a correr à
volta ao círculo. O grupo B tem de
conseguir apanhar a bola e
passando a bola entre eles tenta
“matar” o aluno que corre à volta do
círculo. Ganha a equipa que realizar
um maior número de voltas.

Quadro VI: Proposta de Exercícios para desenvolvimento das capacidades

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7. Avaliação Psicopedagógica

A avaliação é sempre uma questão alvo de preocupação no contexto educativo.


De acordo com Castejón (1999), entende-se por avaliação um processo que integra a
observação de um determinado meio de acordo com parâmetros delineados
previamente, objectivando no final a elaboração de uma valoração com base nos
dados recolhidos.
Nesta definição, é extremamente importante destacar o termo valoração. Ainda que
seja possível através dos instrumentos de medida alcançar um grau elevado de
objectividade na recolha da informação, a avaliação em contexto educativo é difícil de
se assumir somente neste registo (Castejón, 1999). Ela é um processo mais amplo
que, para além de integrar a medição, pressupõe também a formulação de um juízo de
valor sobre algo ou alguém (Contreras, 1990 citado por Castejón, 1999), pelo que aqui
se introduz alguma subjectividade. Neste sentido, é importante reconhecer que a
avaliação é sempre uma aproximação ao real.
A avaliação é extremamente importante no processo de ensino-aprendizagem,
devendo esta ser parte integrante do planeamento da actividade do monitor. Na
medida em que lhe permite averiguar a validade e a adequação ao contexto em
questão de uma metodologia de trabalho, em ordem a aumentar a qualidade do seu
ensino. Através da avaliação o monitor recebe, pela recolha de informação a diversos
níveis, um feedback acerca do desenvolvimento das aprendizagens dos seus alunos,
que lhe possibilita traçar a evolução dos mesmos e, caso necessário, reformular o
processo de ensino.
A avaliação é susceptível de ser (deve ser!) desenvolvida em diversos momentos no
decorrer da actividade. O seu conhecimento atempado por parte do corpo docente é
um instrumento de extrema utilidade para a avaliação formal e representa uma
importância acrescida do papel do monitor no contexto educativo.
A avaliação global ao funcionamento do Programa é um processo complexo, que
cruza informações de forma transversal, implicando contributos dos alunos, docentes,
auditores, pais e outros intervenientes. Aos monitores compete a responsabilidade de
avaliar os alunos segundo um quadro de competências psicopedagógicas em dois
momentos: antes dos finais do 2º e do 3º período.
A seguir apresentamos uma grelha de avaliação que pode servir de exemplo para os
monitores realizarem as suas avaliações tendo em conta as prestações e capacidades
dos alunos, nos três domínios já referidos.

Programa de Actividades de Enriquecimento Curricular – 2006/2007


Documento Orientador da Actividade do Monitor – Programa “JOGAR”

Ficha de Avaliação da Actividade "JOGAR" - 2º Período -


Domínio Psicomotor /Modalidades Domínio Cognitivo Domínio Sócio-Afectivo
Mini-Ténis Mini - Vólei
e Expressão Cooperação Comporta. al
Nom Manipulação com Bola Gestos Técnicos Relação Eu- Bola Rel. Eu - Bola - Colegas - Adversários To t

LEGENDA : 1 ( Não Faz) / 2 (Faz com Incorrecções / 3 (Faz correctamente)

Programa de Actividades de Enriquecimento Curricular – 2006/2007


Total – (0-7 – Muito Fraco) (8 - 12– Fraco) (13-15 – Médio) (16-18 – Bom) (19 - 21 – Muito Bom)
Documento Orientador da Actividade do Monitor – Programa “JOGAR”

Bibliografia

BUCETA, J. (2001). O comportamento do treinador de jovens no treino. In Adelino, J., Vieira,


J., Coelho, O. (coord.), Seminário internacional de treino de jovens (pp.15-28). Lisboa:
Centro de Estudos e Formação Desportiva.

CASTEJÓN, F. (1996). Evaluación de programas en educación física (pp. 17, 21-25). Madrid:
Gymnos Editorial.

COELHO, O. (2004). Pedagogia do desporto: contributos para uma compreensão do


desporto juvenil (2ª ed.) (pp. ). Lisboa: Livros Horizonte.

DOMINGUEZ, D., Rosales, A., Benito, J. (1999). Desarrollo psicomotor en niños de educación
infantil. In Machado, C., Melo, M., Franco, V. & Santos, N.(org.), Interfaces da
psicologia, vol. I (pp.13-19). Évora: Departamento de Pedagogia e Educação da
Universidade de Évora.

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LOPEZ, A. et al. (2000). Los Juegos en la educación física de los 6 a los 12 años.
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1
LOPEZ, A. et al. (2002). Los Juegos en la educación física de los 12 a los 14 años.
Barcelona: INDE.

MARTENS, R. (1999). Os grandes treinadores são grandes comunicadores e motivadores. In


Adelino, J., Vieira, J., Coelho, O. (Coord.), Seminário internacional de treino de jovens
(pp. 5-15). Lisboa: Centro de Estudos e Formação Desportiva.

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Gomes, P (org.), Educação física no 1º Ciclo (pp. 16-23). Porto: Universidade do Porto.

1
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Barcelona: INDE.

Sánchez, B. et al. (colab.) (1993). Fundamentos de educación física para


enseñanza primaria, vol. I (pp. 141). Barcelona: INDE.

1
Nota: Os documentos de apoio supracitados podem ser consultados na Divisão de desporto da Câmara
Municipal de Évora.

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Documento Orientador da Actividade do Monitor – Programa “JOGAR”

INFORMAÇÃO ONLINE

Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essensias –


Disponível em: http//www.dgidc.min-edu.pt/public/cnbindex.asp;
Rui Neves – Educação Física no 1ºciclo ensino básico. Do baldio
pedagógico à construção curricular – Disponível em:
http//www.efdeportes.com/efd31/ef11.htm;
Carlos Neto – A Educação Motora e as “Culturas de Infância”: a
importância da Educação Física e Desporto no Contexto Escolar –
Disponível em:
http//www.fmh.utl.pt/cmotricidade/dm/textoscn/aeducamotora.pdf
Luísa Magalhães; José Maia; Rui Silva; André Seabra – Padrão de
Actividade Física. Estudo em crianças de ambos os sexos do 4º ano de
escolaridade - Disponível em:
http//www.fcdef.up.pt/rpcd/_arquivo/artigos_soltos/vol.2_nr./05.pdf

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