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Vida e Atos Dos Apostolos - SCHUTEL, Cairbar Souza

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07/21/2013

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Enquanto Pedro e João falavam ao povo, sobrevieram-lhes os sacerdotes, o capitão do templo e os
saduceus, enfadados. por ensinarem eles ao povo e anunciarem em Jesus a ressurreição dos mortos; e
deitaram mão neles e os detiveram até o dia seguinte; pois já tinha chegado a tarde. Muitos, porém, dos que
ouviram a palavra, creram; e elevou-se o número dos homens a quase cinco mil. — Atos. IV – 1 – 4.

Desde que a classe sacerdotal entrou no mundo, tem sido perene a luta que essa classe
promoveu contra os Apóstolos. Um sacerdote, seja do credo que for, não suporta absolutamente um
Apóstolo. Para os sacerdotes, os Apóstolos são os perversores da consciência, são magos, feiticeiros
e têm demônio.

Dotados de atroz orgulho, imbuídos de um egoísmo mortífero, os sacerdotes, de todos os
tempos, têm-se como os representantes de Deus na Terra, os chefes de tudo e de todos. Só eles são
sábios, só eles são virtuosos, só eles são santos, só eles interpretam a vontade de Deus. Nos
banquetes, nas festas, na sociedade, na família, os primeiros lugares são sempre ocupados pelos
padres (sacerdotes). Nas praças públicas querem ser cumprimentados; as suas sentenças são
irrevogáveis e a sua palavra, infalível.
Passe o leitor uma vista d'olhos no sacerdotalismo hebreu, no sacerdotalismo levítico, e
atualmente no sacerdotalismo romano e protestante, para melhor se inteirar da nossa afirmação.
No tempo, ou no início do Cristianismo, conforme depreendemos dos Evangelhos, foi tão
abjeta a ação dos sacerdotes que Jesus, o Manso, o Humilde Filho de Deus, viu-se obrigado a
apostrofá-los.

Quase no fim do seu trabalho messiânico nas vésperas de sua condenação, Jesus não se
conteve e ergueu o brado dos sete ais contra o sacerdotalismo que, no dizer do Mestre: “Fechou aos
homens o Reino dos Céus”.

Abstemo-nos de transcrever esse libelo, não porque deixemos de ser solidários com o
Mestre, mas porque em qualquer Novo Testamento, católico ou protestante, o leitor encontrá-lo-á
no cap. XXIII, 13-39, de Mateus.

São eles os perseguidores de profetas, os assassinos de sábios e dos mensageiros de Deus.
Raça de víboras, desconhecem a justiça, a misericórdia e a fé. São cheios de rapina e podridões.
Devoram as casas das viúvas e seus olhos estão sempre voltados para as ofertas. O seu Deus é o
ventre, como disse Paulo.

Como poderiam eles, que a ninguém curavam, suportar a cura operada por Pedro e João?
Como poderiam, os incrédulos e materialistas saduceus, ouvir falar na ressurreição de Jesus e na
ressurreição dos mortos?

Não podendo vedar a palavra aos Apóstolos e proibir-lhes a cura dos enfermos, deliberaram
prender os intimoratos da Nova Fé.
E não é isto que também temos observado na época atual em que o sacerdotismo protestante
e romano, principalmente este, desenvolve uma atividade guerreira nunca vista, concorrendo direta
e indiretamente para uma luta fratricidade que enche os campos de cadáveres?
Onde está o 5o

Mandamento da Lei de Deus, que a “Santa Madre Igreja Católica Apostólica
Romana” mandou transcrever nos seus catecismos, e a “Santa Igreja Protestante” também mandou
imprimir em seus livretos?

O mandamento é só para ficar escrito; e não para ser cumprido?
Felizmente, os tempos passam, como relâmpagos e o Reino de Deus se avizinha. Esses
poderosos que semeiam a desolação e a morte, já estão nos seus últimos estertores, pois com a
próxima vinda do reino de Jesus, tudo será renovado e a seara será entregue a quem der frutos de fé
e de misericórdia.

Diz, finalmente, o texto, que apesar da grande pressão sacerdotal, que dominava com os
governos de então, as conversões eram verificadas em massa, já contando o Cristianismo, em
poucos dias, só nas circunvizinhanças de Jerusalém, quase cinco mil homens.

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