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Apostila Contabil Eadcon Unitins

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  • Contabilidade da empresa agropecuária
  • Contabilidade da empresa de pecuária
  • Formalização de uma entidade sem fins lucrativos
  • Contabilidade das empresas imobiliárias
  • Contabilidade das empresas construtoras
  • Gestão estratégica de custos
  • Apuração do resultado do exercício
  • Custeio variável: custo para tomada de decisão
  • Custeio ABC: custo para melhoria de processos
  • Teoria das restrições: custo para otimização de resultados
  • Custos para formação de preço de venda
  • Empresa modelo: Roupas Bonitas Ltda e software contábil
  • Contabilidade aplicada à administração pública
  • Receita pública e dívida ativa
  • Despesa pública e dívida passiva
  • Variações patrimoniais
  • Demonstrações contábeis
  • Transações entre partes relacionadas
  • Consolidação das demonstrações contábeis
  • Consolidação das demonstrações contábeis: caso prático
  • Concentração de sociedades: fusão, cisão e incorporação
  • Operações conjuntas entre sociedades – joint ventures
  • Noções introdutórias de ciências atuariais
  • Contabilidade gerencial: ferramenta de gestão
  • Custeio variável: decisões de curto prazo
  • Avaliação de lucro e preço
  • Orçamento: ferramenta para o planejamento de ações
  • Controladoria: ferramenta de gestão
  • Controladoria: avaliação e desempenho

Ficha Catalográfica elaborada pela EADCON. Bibliotecária – Cleide Cavalcanti Albuquerque CRB9/1424

F981c

Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS) Ciências Contábeis / Fundação Universidade do Tocantins; EADCON. – Curitiba: EADCON, 2010 560 p.: il. Nota: Caderno de Conteúdos do 6º período de Ciências Contábeis (apostila). 1. Contadores – Formação. 2. Ciências Contábeis – Estudo e Ensino. I. EADCON. II. Título. CDD 378

Direitos desta edição reservados à UNITINS É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização expressa da UNITINS

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS Reitor Vice-Reitora Pró-Reitor de Graduação Diretora de EaD e Novas Tecnologias Diretora de Administração Acadêmica Coordenadora de Planejamento Pedagógico e Midiático Coordenador do Curso André Luiz de Matos Gonçalves Maria Lourdes F. G. Aires Geraldo da Silva Gomes Denise Sodré Dorjó Fabíola Peixoto de Araújo Martha Holanda da Silva André Pugliese da Silva

SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO CONTINUADA – EADCON Diretor Executivo Diretores Administrativo-Financeiros Diretora de Operações Diretor de TI Coordenação Geral Julián Rizo Armando Sakata Júlio César Algeri Cristiane Andrea Strenske Juarez Poletto Dinamara Pereira Machado

Sumário
Tópicos Especiais 1 2 3 4 5 6 7

5

Contabilidade da empresa agropecuária . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Contabilidade da empresa de pecuária . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Formalização de uma entidade sem fins lucrativos . . . . . . . . . 33 Procedimentos contábeis para uma entidade sem fins lucrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Contabilidade das empresas imobiliárias . . . . . . . . . . . . . . . . 57 Contabilidade das empresas construtoras . . . . . . . . . . . . . . . 69 Estudos contábeis nas empresas de construção civil e de engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79

Gestão Estratégica de Custos 1 2 3 4 5 6 7

91

Gestão estratégica de custos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Apuração do resultado do exercício . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107 Custeio variável: custo para tomada de decisão . . . . . . . . . . 119 Custeio padrão: custo para controle . . . . . . . . . . . . . . . . . 127 Custeio ABC: custo para melhoria de processos . . . . . . . . . . 141 Teoria das restrições: custo para otimização de resultados . . . 153 Custos para formação de preço de venda . . . . . . . . . . . . . . 161

Laboratório Contábil II 1 2 3 4 5

175

Empresa modelo: Roupas Bonitas Ltda . e software contábil . . . 179 Registro dos fatos constitutivos e estruturais da empresa . . . . 185 Registro das compras de mercadorias para revenda, de ativo fixo e de material para escritório . . . . . . . . . . . . . 195 Registro de vendas e da depreciação, controle financeiro e fechamento do estoque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215 Registro dos encargos das despesas fixas e da folha de pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227

6 7

Registro de pagamentos, provisão de tributos e ajustes das contas do ICMS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 235 Apuração da demonstração do resultado do exercício e do balanço patrimonial . . . . . . . . . . . . . . . . 245

Contabilidade Pública 1 2 3 4 5 6 7

259

Contabilidade aplicada à administração pública . . . . . . . . . . 263 Receita pública e dívida ativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283 Despesa pública e dívida passiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303 Variações patrimoniais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 325 Subsistemas de contas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 335 Demonstrações contábeis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 349 Execução orçamentária e gestão fiscal . . . . . . . . . . . . . . . . 381

Contabilidade Avançada II 1 2 3 4 5 6 7

393

Transações entre partes relacionadas . . . . . . . . . . . . . . . . 397 Consolidação das demonstrações contábeis . . . . . . . . . . . . . 407 Consolidação das demonstrações contábeis: caso prático . . . . 417 Concentração de sociedades: fusão, cisão e incorporação . . . . 435 Procedimentos contábeis de concentração de sociedades: prática de incorporação e fusão . . . . . . . . . . 447 Operações conjuntas entre sociedades – joint ventures . . . . . 459 Noções introdutórias de ciências atuariais . . . . . . . . . . . . . 467

Contabilidade Gerencial e Controladoria 1 2 3 4 5 6 7

481

Contabilidade gerencial: ferramenta de gestão . . . . . . . . . . 485 Custeio variável: decisões de curto prazo . . . . . . . . . . . . . . 495 Avaliação de lucro e preço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 509 Orçamento: ferramenta para o planejamento de ações . . . . . 517 Controladoria: ferramenta de gestão . . . . . . . . . . . . . . . . . 531 Controladoria: avaliação e desempenho . . . . . . . . . . . . . . . 541 Gestão estratégica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 553

Créditos

EQUIPE UNITINS Organização de Conteúdos Acadêmicos Revisão Linguístico-Textual Revisão Didático-Editorial Gerente de Divisão de Material Impresso Revisão Digital Projeto Gráfico Capas Clarete de Itoz Valtuir Soares Filho Sibéria Sales Queiroz de Lima Sibéria Sales Queiroz de Lima Katia Gomes da Silva Márcio da Silva Araújo Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva

EQUIPE EADCON Coordenador Editorial Assistentes de Edição William Marlos da Costa Ana Aparecida Teixeira da Cruz Lisiane Marcele dos Santos Thaisa Socher Bruna Maria Cantador Denise Pires Pierin Kátia Cristina Oliveira dos Santos Rodrigo Santos Sandro Niemicz

Programação Visual e Diagramação

Caro estudante, você recebe, agora, o material de estudos da disciplina Tópicos Especiais. Nossos estudos estarão voltados para a apresentação dos fundamentos da Contabilidade Rural, Contabilidade Imobiliária e de prestação de serviços, além da Contabilidade de empresas sem fins lucrativos. A Contabilidade Rural, como você verá no primeiro e segundo capítulos, divide-se em registros contábeis da atividade agrícola e os registros da atividade pecuária. A atividade agrícola explora a terra cultiva lavouras ou florestas e a contabilidade agrícola representa seus resultados. A contabilidade pecuária representa os registros contábeis da atividade de exploração de animais. Você terá a oportunidade de estudar, nos capítulos três e quatro, sobre a contabilidade de entidades sem fins lucrativos que demonstra o movimento patrimonial e de resultados das entidades constituídas para prestação de serviços, sem que a sua atividade seja voltada para a obtenção de lucro. A contabilidade imobiliária e de serviços ligados à construção ou administração de imóveis é um ramo específico da contabilidade. Ela mensura os resultados e controla o patrimônio das empresas imobiliárias, das construtoras, e das empresas de engenharia. Pela importância dessas atividades estudaremos o tratamento contábil destinado a essas empresas nos capítulos 5, 6 e 7. O estudo da disciplina de Tópicos Especiais se mostra relevante, em especial, por enfocar os desafios vivenciados no mercado, sobretudo, por apresentar casos e situações que você, futuro contador, vivenciará em sua prática profissional. Os assuntos não se esgotarão aqui, por isso, um de nossos objetivos também é estimular você a buscar novas leituras e a participar ativamente das atividades propostas para essa disciplina. Bons estudos! Prof.ª Clarete de Itoz Prof. Valtuir Soares Filho

Apresentação

Contabilidade da empresa agropecuária

CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS

1

Introdução
A contabilidade voltada para os empreendimentos agropecuários é um ramo específico da área contábil que registra e controla informações de cunho econômico-financeiro e administrativo. Por ser uma área de atuação muito importante em sua futura profissão, nós esperamos que você, ao final deste capítulo, seja capaz de reconhecer conceitos e termos contábeis aplicados aos empreendimentos agropecuários, além de quantificar procedimentos contábeis das empresas agropecuárias. Conhecer alguns conceitos dos empreendimentos rurais ajuda a compreender o processo contábil que os envolve, por isso, neste capítulo, você estudará alguns conceitos das empresas rurais e suas atividades, verá a diferença entre ciclo operacional e exercício social, verá, ainda, as práticas contábeis de cultura temporária e cultura permanente. Será dada uma atenção especial às práticas contábeis nos empreendimentos rurais, ao tratamento de seus fatos contábeis e não deixaremos de abordar a importância do plano de contas para esses empreendimentos. É importante ressaltar que os fundamentos teóricos das áreas de atuação da contabilidade, que você estudou na Contabilidade Geral I e II, são necessários para que você construa noções fundamentais dos empreendimentos agropecuários e verifique a importância do contador para esses empreendimentos. Apresentaremos, inicialmente, uma discussão sobre os empreendimentos agropecuários, que fazem parte de um setor de grande representatividade social no Brasil, principalmente por ser um dos setores de maior geração de empregos. Vamos lá, bons estudos!

1 .1 Empresas rurais e suas atividades
Marion (2005, p. 24) expõe que empresas rurais “são aquelas que exploram a capacidade produtiva do solo por meio do cultivo da terra, da criação de animais e da transformação de determinados produtos agrícolas.” Do ponto de vista de atividade econômica, as empresas rurais pertencem ao setor primário e são formadas pelo conjunto das atividades econômicas que produzem matérias-primas. É considerada, ainda, como atividade agrícola aquela que explora o solo para o cultivo de plantas com o objetivo de extrair alimentos,

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO

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CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS

fibras, energia e matéria-prima. Seu campo de atividades pode ser amplo, mas aqui citamos apenas três: de produção vegetal (atividade agrícola); de produção animal (atividade zootécnica); e indústrias rurais (atividade agroindustrial). A atividade agrícola pode ser dividida em dois grandes grupos: o das culturas hortícula e forrageira (cereais, hortaliças, tubérculos, plantas oleginosas, especiarias, fibras e floricultura) e o grupo da arboricultura (florestamento, pomares, vinhedos, olivais, seringais, etc.). A atividade zootécnica planeja e gerencia diferentes sistemas de produção animal, e proporciona a otimização dos recursos potenciais disponíveis e tecnologias socialmente adaptáveis. A apicultura, avicultura, cunicultura, pecuária, pescicultura, ranicultura, sericultura são exemplos de atividades zootécnicas. Atividade agroindustrial é a atividade econômica que produz e beneficia a produção agrícola. São exemplos: beneficiamento do produto agrícola, tais como o arroz, o café e o milho; a transformação de produtos zootécnicos, alguns exemplos são o mel, os laticínios e o casulo de seda; a transformação de produtos agrícolas, ou seja, a cana-de-açúcar em álcool e aguardente, soja e oliva em óleo e uvas em vinho. As atividades agrícolas podem ser exploradas de duas formas: como pessoa física ou como pessoa jurídica. É importante que você perceba que entendemos a pessoa física como pessoa natural, ou seja, o indivíduo, sem nenhuma excessão. É o tipo de exploração de atividade rural que mais prevalece atualmente, por ser mais vantajoso para os pequenos empreendimentos rurais, visto que o processo de registro e manutenção contábil é bastante oneroso. É bom lembrar que existência da pessoa física termina com a morte. As pessoas jurídicas nas atividades agrícolas podem ou não ter fins lucrativos. Com fins lucrativos são as atividades exploradas por meios industriais, comerciais ou outros; sem fins lucrativos são as atividades exploradas por cooperativas e associações, por exemplo. Em geral, os pequenos e médios produtores não precisam fazer escrituração regular de livros contábeis, mas são obrigados a utilizar o livro-caixa e efetuar a escrituração simplificada. Todavia, os considerados grandes empreendimentos agropecuários são obrigados a fazer a escrituração contábil regular, um contador, registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), deve ser o responsável. É bom, acrescentar que o Novo Código Civil (Lei n. 10.406/2002, apresenta, de maneira geral, que a exploração da atividade agrícola se dá nas seguintes formas: autônomo (sem registro na junta comercial); empresário individual (inscrito na junta comercial); e sociedade empresária (inscrita na junta comercial na forma de sociedade limitada, anônima, etc.).

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS

Outros tipos de exploração da atividade agropecuária podem acontecer com base em dois tipos de investimentos: capital fundiário e capital de exercício. Capital fundiário “são todos os recursos fixos, vinculados a terra e dela não retiráveis” (MARION 2005, p. 30) temos como exemplos os edifícios, as benfeitoras rurais etc. Capital de exercício “é o instrumental necessário para o funcionamento do negócio”(MARION 2005, p. 30). Esse tipo de capital pode ser permanente (de vida útil de longo prazo), circulante ou de giro (com vida útil de curto prazo). Como você verá, a seguir, outro conhecimento importante para a sua formação nessa área é a distinção entre o Ciclo Operacional e o Exercício Social. Vejamos como eles funcionam.

1 .2 Ciclo operacional ou exercício social?
Em regra geral, nas empresas do setor secundário, comércio, indústria e prestação de serviços em geral, dificilmente trabalhamos com ciclo operacional, pois, as receitas e os gastos são constantes durante o processo produtivo do ano. Então, encerra-se o exercício social no fim do ano-calendário. É bom lembrar que o exercício social para a contabilidade e para fins de apuração da tributação anual do Imposto de Renda é o período entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de cada ano. No entanto, há regras específicas para as atividades agropecuárias. Na atividade agrícola, além do exercício social, devemos considerar o ciclo social para encerrar o resultado. Isso ocorre motivado pela produção agrícola que é essencialmente sazonal, ou seja, concentrada em períodos alternados de meses e anos. Para a atividade agrícola, você precisa considerar que o ciclo operacional compreende desde o tempo destinado à preparação do solo para o plantio até o momento da venda do produto. Deste modo, no encerramento do exercício social, consideramos todos os gastos efetuados nesse período. Para empresas que diversificam suas culturas e apresentam colheitas em períodos diferentes, recomendamos que o ano agrícola seja fixado em função da cultura que prevaleça economicamente. Para a atividade pecuária, é aconselhável o encerramento do exercício social com base no mês seguinte da venda da rês ou cabeça. Você viu, até aqui, a diferença de tratamento do ciclo operacional e do exercício social e já deve ter percebido que os empreendimentos agropecuários possuem um tratamento contábil bastante próprio, vejamos mais sobre o assunto.

1 .3 Prática contábil nos empreeendimentos rurais
De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica nº 10 (NBC T 10.14), entidades rurais “são aquelas que exploram a capacidade produtiva do solo ou da água, mediante extração vegetal, o cultivo da terra ou da água (hidroponia) e a criação de animais” e dividem-se em agricultura e pecuária.

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO

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(f) comparar a performance do empreendimento durante um período de tempo e comparar a performance deste com outros empreendimentos. todas as receitas de despesas devem ser registradas no período que ocorreram.14. o mecanizado e o eletrônico. Os métodos de escrituração dessas atividades devem ser uniformes e apresentar as mutações patrimoniais segundo o Regime de Competência. contabilmente. replantio. as recomendações do Conselho para a contabilidade das empresas rurais. acondicionamento e armazenamento até a comercialização do produto final. A contabilidade rural utiliza-se de alguns sistemas para efetuar os registros. que são: (a) preparo do solo: desmatamento. Segundo Crepaldi (2006). Você já conhece o seu Conselho de Classe? Ainda não? Então.cfc. como o manual. o maquinizado. (b) medir o desempenho econômico-financeiro. independentemente do seu recebimento ou pagamento. energia elétrica. no sítio. possibilitam o entendimento e acompanhamento das culturas. ou seja. ou não. existem algumas etapas que são desenvolvidas na atividade agrícola que. (h) gerar informações de caráter fiscal e administrativo. Essa norma de contabilidade trata dos aspectos contábeis específicos em entidades agropecuária. Na atividade de pecuária há a criação de animais que poderá ter a finalidade de comercialização. que está disposta no sítio <http://www. coveamento. (c) plantio: plantio de mudas e sementes. e outros.org. destoca e preparação do solo. (d) colheita: etapa que se deve planejar a utilização da mão-de-obra e o combustível necessário. irrigação. também.aspx?Codigo=2001/000909>.Veja. (d) apoiar as tomadas de decisões e o planejamento empresarial. aproveite este sítio e navegue para conhecer a história do Conselho Federal de Contabilidade – CFC. A atividade de agricultura é desenvolvida pelas entidades que têm como finalidade a exploração da terra para extrair produtos. seja para venda ou para sustento do proprietário (agricultor). 12 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . adubação. transporte de água. fertilização química.CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS Saiba mais Leia a NBC T 10.br/ sisweb/sre/detalhes_sre. (e) projetar fluxos de caixa que apontem necessidades de crédito. (c) controlar transações de compra e venda e as transações financeiras. (e) produtos colhidos: preve-se o beneficiamento. além de outros recursos que serão utilizados. As finalidades da contabilidade rural podem ser resumidamente identificadas como: (a) orientar as operações agrícolas e pecuárias. (g) conduzir o controle de despesas e custos. (b) preparo para plantio: operações de sulcagem.

da mandioca. Deste modo. os gastos para a formação da cultura são reconhecidos em conta do Ativo Permanente. As culturas permanentes são aquelas que estão vinculadas ao solo e proporcionam mais de uma colheita.CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS Convido você a conhecer. Veja como a contabilização rural. As plantações de laranja. como funciona. Em seguida. nas culturas permanentes. são exemplos de culturas permanentes. Possuem vida útil curta. das culturas temporárias e permanentes. Você deve lembrar que conta de Ativo Imobilizado está sujeita à atualização monetária e à depreciação e exaustão. o saldo será transferido para conta “Produto agrícola”. e devem ser acumulados até o término da colheita. agora. do arroz. cana-de-açúcar. Quando nos referimos aos dispêndios para formação de culturas agrícolas. Veja na tabela. os gastos para a formação da cultura são reconhecidos no período de sua realização. ocorre. as duas formas para se desenvolver a contabilidade rural quanto à apropriação de custos. na qual será somado posteriormente à colheita e aos custos para deixar o produto à disposição para a venda. Essas duas formas estão diretamente ligadas. ou seja. As culturas temporárias estão sujeitas ao replantio. não superior a um ano. como você perceberá. a cultura do feijão. maçã. a seguir. no caso das culturas permanentes na atividade agropecuária. transferiremos o valor correspondente ao volume vendido de Produtos Agrícolas para a conta de Custo de Produtos Vendidos (CPV). a) cultura temporária: os custos serão contabilizados em uma conta do Ativo Circulante com o título “Culturas Temporárias”. sendo fator de produção da empresa por diversos anos. Os custos são apropriados em conta do Ativo Circulante e o saldo será transferido para conta de resultado no momento da comercialização. Quando o produto for vendido. é possível calcular o resultado e apurar o Lucro Bruto. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 13 . são despesas de custeio do período em que ocorrem. são exemplos de culturas temporárias. às características constitutivas das culturas temporárias e das culturas permanentes. temos de considerar que: nas culturas temporárias.

que pode levar alguns anos. adicionados às quotas de depreciação (ou exaustão) da cultura permanente formada. b) Cultura permanente: os custos são classificados no Ativo Imobilizado e acumulados na conta “Cultura Permanente em Formação”. Lembre-se: os gastos com armazenamento serão classificados como despesa operacional. serão classificados na conta produtos agrícolas. Os custos de formação da colheita serão. no ativo imobilizado. C. C – Caixa ou duplicatas a pagar Cultura formada e início da colheita D – Colheita em andamento (especificar por cultura) C – Cultura temporária (especificar por cultura) Durante a colheita (produto colhido) D – Colheita em andamento (especificar por cultura) – A. também. Após a formação da cultura.C. sendo que o tipo de cultura deve ser especificado. Não esqueça de que é necessário especificar a cultura.CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS Pela formação até a colheita D – Cultura temporária (especificar por cultura) – A. Pela venda D – Disponível. transferimos o valor correspondente de custos. transfere-se o saldo acumulado da conta colheita em andamento para produtos agrícolas. os custos de beneficiamento. acondicionamento. No encerramento da colheita. referente à quantia total ou parcial da produção. contas a receber C – Venda de produto agrícola (especificar por cultura) Pela apuração do resultado D – Custo dos produtos vendidos C – Produtos agrícolas – A. C – Caixa ou duplicatas a pagar No encerramento da colheita D – Produtos agrícolas (especificar por cultura) A.C. silagem etc. terá início a primeira produção ou colheita.C. C – Colheita em andamento – A. ativo circulante – estoque. Logo após a cultura formada. Quando vendemos o produto. transfere-se o saldo acumulado da conta “Cultura Permanente em Formação” para a conta “Cultura Permanente Formada”. Com o produto colhido. para a conta de custos 14 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .C.

gastos de reorganização são tratados contabilmente como ativos diferidos.4 Tratamento de outros fatos contábeis Segundo Crepaldi (2006. não sendo alocáveis diretamente como imobilizado. gastos pré-operacionais são “todos aqueles que. ao longo dos períodos.C. Gastos pré-operacionais. na operacionalização contábil dos empreendimentos rurais devemos considerar o tipo de cultura. Tais custos podem ser alocados no ativo diferido e. ser. Você viu que. pesquisa e desenvolvimento de culturas. Formação da cultura D – Cultura permanente em formação (especificar por cultura) – A. Sob o aspecto fiscal esse procedimento é mais benéfico para a empresa. você apurará o resultado.113). 1 . como desmatamentos. contas a receber C – Venda de produto agrícola (especificar por cultura) Pela apuração do resultado D – Custo dos produtos vendidos C – Produtos agrícolas – A. terraplanagens não devem ser incorporados ao valor da cultura permanente em formação. gastos de implantação e de pré-operações empresariais. C – Caixa ou duplicatas a pagar Termino da colheita – transferência D – Produtos agrícolas (especificar por cultura) C – Colheita em andamento Pela venda D – Disponível.P. p. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 15 .C. pois isso é fundamental para melhor agrupar os custos. pois para primeira safra não há receita para suportar esses gastos. projetos e detalhamento de atividades. destocamentos. C – Caixa ou duplicatas a pagar Término da formação D – Cultura permanente formada C – Cultura permanente em formação (transferência) Período de formação do produto D – Colheita em andamento – A. amortizado. conforme exemplos a seguir. Na atividade rural. estudos. Vejamos o tratamento de outros fatos contábeis. gastos de implantação de sistemas e métodos.CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS de produtos vendidos. Deste modo. os gastos efetuados com o preparo do solo no início de uma cultura. contribuirão para a formação de receitas em mais de um exercício em época futura”.

Em relação à atividade rural. como: vida-útil (período de tempo no qual o bem é utilizado na operação da entidade). esses custos estão registrados no Ativo Imobilizado. • Método das taxas decrescentes que considera a depreciação do bem em quotas decrescentes e que leva também em consideração o aumento do uso nos primeiros anos de vida útil. Amortização é a quantia que corresponde à perda de valor do capital investido em ativos de duração limitada. consideramos. Depreciar é apropriar ao resultado do exercício a perda da capacidade produtiva ou eficiência dos bens que são utilizados na produção e não se destinam à venda. Exaustão corresponde ao registro da perda de valor do bem de direito de exploração. 3000 de 26 de março de 1999). o método da soma dos dígitos e o método das taxas decrescentes para cálculo da depreciação e exaustão. máquinas e equipamentos. a vida útil do bem depreciado. ou seja. Ocorre amortização na atividade rural nos casos da aquisição de direitos sobre bens de terceiros. Quando o assunto é depreciação. Veja como esses métodos funcionam. Vale lembrar que no Brasil.CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS Outros casos diferenciados envolvem o tratamento contábil de depreciação. excluído o valor do solo. A base de cálculo do valor a ser exaurido é referente ao volume extraído durante o período de exercício em relação à quantidade total existente no início do período base. para isso. apenas a vegetação será objeto de exaustão. amortização e exaustão. • Método da soma dos dígitos dos anos que considera a depreciação/ exaustão em quotas/taxas em uma razão aritmética do somatório dos números dos anos que compõem o denominador do cálculo. taxas anuais e constantes durante a vida útil do bem. Podemos utilizar o método linear. É importante ressaltar que os itens que sofrem exaustão e taxas aplicáveis estão dispostos no Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n. o método que mais é utilizado é o linear. • Método linear (método da linha reta) que considera a depreciação/ exaustão em quotas. cabeças de gado destinadas à reprodução etc. Como exemplo de bens e produção depreciáveis. 3000 de 26 de maço de 1999) traz a tabela dos itens a serem depreciados com os devidos percentuais de depreciação. 16 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . é necessário observar alguns conceitos. O percentual de depreciação é estipulado mensal ou anualmente. O Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n. a legislação tributária preceitua que a exaustão incide sobre ativo representado por floresta própria. temos: culturas permanentes. vida residual (vida após o término do valor monetário). taxa × quota (taxa é o percentual aplicado no cálculo e quota é a parcela).

CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS A aquisição de direitos de extração de floresta de terceiros é um exemplo de conta amortizável na atividade rural. bem como a proeza e aprofundamento e riqueza de detalhes do assunto. é importante que você tenha conseguido fazer uma articulação entre a contabilidade rural e a contabilidade geral.404/76 (com alterações introduzidas pela Lei 9. verá o que é e como funciona um plano de contas. que trata do conceito.457/77 e Medida Provisória 1. Para concluir este capítulo. Mas. recomendamos a referida leitura. 6. Cada empresa rural deverá ter seu próprio plano de contas. Saiba mais Faça a leitura do capítulo 5 do livro do Professor José Carlos Marion. pois a contabilidade rural é um ramo específico da contabilidade geral. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 17 . por fins de detalhamento das contas. da qualidade do plano de contas. Uma boa referência para a elaboração do plano de contas é a Lei n. instrumento básico para o trabalho do contador. o que quer dizer que a qualidade destes relatórios dependerá. Para a legislação do Imposto de Renda (Decreto n. um plano de contas específico para as entidades rurais.894/99). grupos e subgrupos de contas. você verá um pouco sobre o plano de contas. e muito.1. Não que não fosse interessante tratar nesse material de estudo. Este capítulo trata especificamente do plano de contas na atividade agrícola. da estrutura e da nomenclatura das demonstrações contábeis. o prazo máximo de se amortizar é 5 (cinco) anos. 1 . Outro instrumento valioso para essa elaboração é a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica 3. 3000 de 26 de março de 1999). É importante ressaltar que todos os relatórios contábeis e extracontábeis serão elaborados com base nos saldos de cada uma das contas que compõem o plano de contas.1 (NBC T 3. promulgada por meio da Resolução CFC n.5 Plano de contas O plano de contas é uma forma ordenada de se apresentar contas que irão compor o patrimônio e o resultado de uma empresa. sugerimos que você busque conversar com contadores que prestam serviços para as empresas agropecuárias. Contabilidade Rural. do conteúdo. Como proposta de implementação dos estudos. 686. com o objetivo de buscar conhecer mais o mercado. A seguir. de 14 de dezembro de 1990 e suas alterações). que deverá “espelhar” todas as contas patrimoniais (ativo e passivo) e de resultado (receita e despesa) condizente com a atividade que desenvolve.

Contabilidade agropecuária: uma abordagem decisorial. nesse contexto. Contabilidade rural. quem sabe esse não é o nicho de mercado para você se sobressair na sua futura profissão? Pense a respeito! Após você ter conhecido os conceitos e os procedimentos contábeis dos empreendimentos agropecuários.CAPÍTULO 1 • TÓPICOS ESPECIAIS Você está a poucos passos de sua formação acadêmica e precisa ficar atento aos acontecimentos da nossa profissão. os conceitos e procedimentos contábeis voltados para as atividades pecuárias. 2006. Referências CREPALDI. São Paulo: Atlas. 2005. Você perceberá que poucos contadores trabalham com a prestação de serviços contábeis para empreendimentos rurais. São Paulo: Atlas. MARION. Daremos ênfase. veremos. Silvio Aparecido. no próximo capítulo. José Carlos. à teoria e à prática contábil. Anotações 18 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

pois engloba a criação de animais que vivem coletivamente. seja capaz de aplicar os postulados teóricos inerentes aos fatos contábeis da atividade pecuária e identificar os aspectos legais sobre custos na atividade pecuária. como a criação de animais com fins mercantis. Você deverá compreender que os empreendimentos agropecuários devem ser tratados como uma empresa. O termo é abrangente. ou seja. quatro e cinco todo o tratamento contábil de uma empresa. fazemos uma associação com gado bovino. será realizada uma abordagem geral sobre as peculiaridades da pecuária bovina e o seu tratamento contábil. ou compra. 10.14. ainda que bem distintos. elas se referem à criação de gado em geral. Por fim. para você entender a contabilidade pecuária é necessário que tenha entendido os conceitos gerais dos empreendimentos agropecuários e a administração rural moderna.14.14. você estudará os aspectos contábeis da atividade pecuária e sua fonte de regulamentação pautada na mesma Lei e na mesma Norma Contábil. os seguintes aspectos: 10. para serviços na lavoura ou consumo. para efeito didático. quando nos referimos às atividades pecuárias. até a comercialização. Serão abordados desde seu campo de aplicação até a classificação contábil dos animais no Balanço Patrimonial.6. Na maioria das vezes.1 Atividade pecuária: algumas considerações A pecuária é entendida.6.Contabilidade da empresa de pecuária CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS Introdução Você deve ter aprendido que os conceitos e as técnicas contábeis aplicadas aos empreendimentos agropecuários são regulamentadas pela Lei n.2 – As atividades das Entidades Pecuárias alcançam desde a inseminação. Aqui. animais que vivem em coletividade. para em seguida. por exemplo. genericamente. algumas considerações sobre a prática pecuária. segundo a NBC T 10. Deste modo. os bovinos ou os frangos. Trabalharemos. esperamos que você. como. Esses conceitos foram estudados no capítulo 1.404/76 e pela NBC T 10. no primeiro ítem. Neste capítulo. 2 2 .1 – As Entidades Pecuárias são aquelas que se dedicam à cria. A pecuária engloba.14. Ao final deste capítulo. simular a criação de uma empresa que será considerada como estudo de caso. ou nascimento. esperamos que você tenha a oportunidade de ver nos itens três. 6. porém. recria e engorda de animais para fins comerciais. dividindo-se em: (a) cria e recria de animais para UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 19 .

castrado e manso. recria ou compra de animais para comercialização de seus produtos derivados. logo após os 36 meses. quando passará à categoria de garrote. são: • bezerros e bezerras: são os animais machos e fêmeas. (b) cria. • vaca: é a novilha após a primeira parição. especialmente nas atividades agrícolas. ou até a idade de abate. mel. Segundo Marion (2005). que geralmente é empregado nos trabalhos da propriedade rural. se for macho inteiro (não castrado). temos de levar em consideração se as mesmas são descendente da própria propriedade. Como. Na pecuária. que ocorre geralmente a partir dos 35 meses. sêmen etc. e passou a fazer parte do plantel de reprodutores da fazenda. • boi: será considerado o animal macho. os animais são classificados em fases. devemos utilizar o procedimento contábil adequado. e (c) cria. • novilhos e novilhas: são os animais após o desmame (13 meses de idade). A designação novilha vai dos 13 meses de idade até a primeira parição. dois modelos a pecuária extensiva e pecuária intensiva. basicamente. recria ou compra de animais para engorda e comercialização. em categorias. ficará na categoria de novilho até os 24 meses. até o período de abate. devemos considerar a aquisição de gado “novo” para posterior comercialização ou destinação a outras atividades da empresa. até a entrada na fase de reprodução. com 36 meses. Em cada estágio da criação do gado bovino. por exemplo. • touro: é o garrote que passou pelo período de experimentação como reprodutor. 20 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . E quando classificamos as cabeças de gado como recria. tais como: leites. ovos. Existem. ou não. É importante que você compreenda que o sistema de produção tem características próprias que interferem no tratamento contábil. caso a novilha não seja aprovada como matriz. No entanto. adulto. por isso você precisa saber que sistema de produção é o modo como o gado será criado e manejado. • garrote: é o animal macho inteiro. geralmente com 36 meses. a partir dos 25 meses. quando passará à categoria de vaca. que ocorre aos 12 meses de idade.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS comercialização de matrizes. quando classificamos contabilmente as cabeças de gado. desde o nascimento até o desmame.

Entendemos por cria a fase da bovinocultura que se dedica à produção de bezerros para venda após o desmame. de acordo com o tipo de negócio a que se dedicam. que adotaremos como uma possibilidade de verificar. que leva a vaca no cio ao touro para acasalamento programado. para desenvolvê-lo até o ponto denominado de novilho ou. b) monta natural controlada: quando há interferência do homem. do tipo sociedade anônima. com idade entre 13 e 32 meses. em geral com pouca ou nenhuma alimentação suplementar. previamente colhido. com aproximadamente 33 meses. como cria. então. ureia e sal mineral. última fase da bovinocultura. além de haver outras combinações destas três fases básicas.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS Na pecuária extensiva. o gado é mantido em pastos naturais ou artificiais. tal como em um estudo de caso. que se dá. se dá por três possibilidades: a) monta natural livre: ocorre quando o touro e a vaca realizam a cópula em liberdade. Esse procedimento. resolveram unir-se para criar uma agropecuária. ainda. seus procedimentos contábeis. para abate. sem a interferência do homem. recria e engorda. para engordá-lo e vendê-lo como reprodutor (se macho) ou como matriz (se fêmea) ou. O nome da empresa será Agropecuária Boi-Belo S/A. Todos deixarão de atuar apenas como pessoas físicas ou. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 21 . A recria é a fase da bovinocultura em que optamos por adquirir de terceiros o bezerro desmamado. Tecnicamente são três fases de criação bovina. fazendeiros de uma determinada região. como sociedade simples. como cria-recria. Antes dos conceitos e das técnicas contábeis da pecuária. entre outros. na atividade pecuária. na maioria das vezes.2 Abertura da Agropecuária Boi-Belo S/A Quatro amigos. c) inseminação artificial: neste processo de reprodução animal. novilho magro. cria-recria-engorda ou apenas recria-engorda. Vejamos. junto com você. no útero da vaca no cio. como se diz em algumas regiões. o lançamento pela emissão das ações da Agropecuária Boi-Belo S/A. o homem coloca o sêmen do touro. 2 . na pecuária intensiva o gado é colocado em uma área de terra menor e passa a receber alimentação suplementar com objetivo de conseguir melhores rendimentos no ganho de peso e fornecimento de leite. Esse modelo de criação aumenta a proporção por cabeça de gado/área ocupada já que haverá uma concentração maior de cabeças de gado por metro quadrado. o objetivo é adquirir o novilho magro. é realizado por um técnico especializado que por meio do uso de intrumentos apropriados busca uma maior probabilidade de fecundação. Na fase da engorda. você verá a abertura de uma empresa agropecuária fictícia. a Agropecuária Boi. Já o sistema de reprodução. como se diz tecnicamente. até os 12 meses de vida do animal. como ração.Belo S/A. Diferentemente da pecuária extensiva.

na forma de capital fundiário e capital de exercício. instalações diversas.000 ações C Ações Emitidas Pela subscrição de 2. Capital fundiário será representado pelos investimentos vinculados à terra.000 500.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS Lançamento 1  Pela emissão das ações D Ações Emitidas C Capital Social Emissão de 2. Para tanto. pelo valor nominal de R$ 1. edifícios da produção. o restante poderá ser em bens ou em direitos. edifícios e edificações rurais. casa do gerente.00 cada uma. 2.000 ações D Soraya Soybean Silvestre – Subscrição de 500.000 ações ordinárias da Agropecuária Boi-Belo S/A.000. no nosso plano de contas é representada pela conta terrenos da fazenda matriz. São exemplos: a própria terra que. 500. serão subscritos 2. conforme determina a Lei 6.404/76.000 A empresa Agropecuária Boi-Belo S/A será de capital fechado. culturas permanentes.000 500.00 cada uma.000 (quinhentas mil) ações. Mauro Milhão Manioca. Capital de exercício.00 cada. De acordo com o Estatuto Social. O lançamento pela subscrição será o seguinte: Lançamento 2  Pela subscrição das ações D Batista Buffalo Byl – Subscrição de 500. outras benfeitorias e melhoramentos na terra.000 ações D Luiz Lima Laranjeiras – Subscrição de 500.000.000 ações ordinárias da Agropecuária Boi-Belo S/A. será necessário que os sócios integralizem. em dinheiro. cada sócio acionista deverá fazer a realização do capital da Agropecuária Boi-Belo S/A. o que quer dizer que a Agropecuária Boi-Belo S/A será constituída por subscrição particular por escritura pública. pelo valor nominal de $1. a título de entrada na sociedade. no mínimo 10% (dez por cento) do valor total das ações subscritas.000. dormitório dos empregados.000 ações D Mauro Milhão Manioca – Subscrição de 500.000 2. também denominado de capital operacional é composto pelas aplicações de recursos necessárias para o perfeito funcionamento da 22 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000.000 (dois milhões) de ações ordinárias para a constituição da Agropecuária Boi-Belo S/A. Na atividade agropecuária é comum se constituir o capital social da empresa.000 500. sendo que cada sócio subscreverá 500.000 Após ter sido realizada a emissão das ações e a devida subscrição.000. representados pelas contas prédio sede. sendo acionistas Batista Buffalo Bil. pelo valor nominal de $1. e que dela não podem ser retirados. Luiz Lima Laranjeiras e Soraya Soybean Silvestre. instalações elétricas. pastagens naturais e artificiais.

200 pelos açudes e barragens. • $ 5.000 pelos silos. sendo: $ 2.900 pelas diversas instalações.000 pelas áreas de divisas.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS atividade agropecuária. sendo: $ 1. Pode tanto estar aplicado em ativos não-circulantes não destinados à venda e de vida útil longa. conforme laudo pericial aprovada em assembleia geral: • $ 170.000 em caminhonetes. assim distribuídos. $ 15.000 dormitório dos empregados da fazenda.000 pelas obras de infraestrutura geral. $ 2. como também podem estar aplicados no Ativo Circulante. • $ 2.300 pelos estábulos e $ 9.000 em um ônibus.000 instalações elétricas das edificações da administração. $ 100.000 prédio sede da fazenda. Luiz Lima Laranjeiras: $500. $ 5. • $ 3. o plantel de animais de cria e trabalho. máquinas pesadas. $ 1.900 pelas cercas de arame.000 pelas balanças. são alguns exemplos de capital de exercício.000 casa do gerente da fazenda.600 instalações hidráulicas e sanitárias das edificações da produção.000 pelas porteiras. os veículos leves e pesados.500 instalações elétricas das edificações da produção. sendo: $1.000 terrenos da fazenda matriz. computadores e acessórios. Siga o nosso exemplo prático e veja a lista das características da realização do capital de cada sócio acionista. • $ 9. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 23 .000 pelo galpão de inseminação. • $ 3. conforme firmado entre eles: Batista Buffalo Bil: $500.000 pela reserva florestal legal e $ 290. móveis e utensílios. equipamentos e ferramentas.200 pelos cochos. • $ 2.000 em bens. sendo: $ 10.000 pelas estradas na propriedade e $ 1.100 pelos bebedouros.000 pelas edificações da produção. $ 4. sendo: $ 42. De acordo com nosso plano de contas.000 em dinheiro.000 pela garagem das máquinas e veículos pesados.000 instalações hidráulicas e sanitárias do edifício da administração. $ 1.000 em bens.800 pelos poços artesianos. • $ 20.000 em caminhões e $ 28.000 pela terra nua de uso. caixa e banco conta movimento. $ 5. o plantel de bovinos puros ou mestiços. constituídos por uma fazenda.000 em veículos leves e pesados. conforme laudo pericial aprovada em assembleia geral: • $ 400. • $ 10. $ 100. $ 2. • $ 40.000 pelos depósitos. • $ 4. $ 1.400 pelos currais.000 pelos mata-burros e $ 1. Mauro Milhão Manioca: $500.

000 em Marcas e Patentes.000 em bezerras de 10 meses.000 em plantel bovino PO e POI. 400. Soraya Soybean Silvestre: $500. sendo: $ 10.000 em máquinas pesadas.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS • 220.000 em equipamentos e ferramentas. sendo: $ 80.000 ações ordinárias da Agropecuária Boi-Belo S/A.000 em semeaduras e $ 100. assim distribuídos.000 2. elétricas das edificações da administração D Inst.000 em arados.000 em colheitadeiras. $ 10. $ 10. $ 35.000 em matrizes aprovadas e $140.600 4. pelo valor nominal de $1.000 ações Integralização de 500.000 em matrizes aprovadas e $ 20.000 em asininos de trabalho aprovados. • $ 70. $ 10.000 em suínos para consumo próprio. sendo: $ 30.000 em um trator.500 3.000 em garrotes em experiência. • $ 7. • $ 50.000 em móveis e utensílios diversos.000 em computadores e acessórios. • $ 20. • $ 10.00 cada uma.000 24 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 em plantel bovino mestiço.900 9. elétricas das edificações da produção D Inst.000 em bens semoventes e direitos sobre a marca Boi-Belo. • 70. • $ 33. sendo: $ 5.000 500.000 em outros implementos agrícolas. sendo: $ 160.000 3.000 40.000 em novilhas em experiência.000 2. $ 5.000 em reprodutores aprovados.000 em equinos de trabalho aprovados.000 em muares de trabalho aprovados e $ 20.000 em reprodutores aprovados. hidráulicas e sanitárias dos edifícios da produção D Instalações diversas da fazenda D Obras de infraestrutura geral da fazenda C Batista Buffalo Bil – integralização de 500. $ 40.000 35. • $ 30.000 em animais de trabalho e consumo próprio aprovados. Veja a seguir o lançamento do capital de cada sócio: Lançamento 3  Realização do capital do sócio Bastista Buffalo Bil D Terrenos da fazenda matriz D Edificações da administração da fazenda D Inst.000 em ferramentas de longa duração e $ 18.000 em bezerros de 10 meses. hidráulicas e sanitárias dos edifícios da administração D Edificações da produção D Inst. conforme laudo pericial aprovada em assembleia geral: • $ 300.

300.000 70.00 50.00 cada uma. 500. pelo valor nominal de $1. integralizado em dinheiro.000 ações Integralização de 500. 500. 170.000 500.000 500.000 7.404/76. 500.000 33.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS Lançamento 4  Realização do capital do sócio Mauro Milhão Manioca D Caixa C Mauro Milhão Mandioca – integralização de 500.000 20.000 Lançamento 5  Realização do capital do Sócio Luiz Lima Laranjeiras D Veículos leves e pesados D Máquinas pesadas D Equipamentos e ferramentas D Móveis e utensílios diversos D Computadores e acessórios C Luiz Lima Laranjeiras – integralização de 500.00 cada uma.000 Lançamento 7  Abertura de conta especial.000 Lançamento 6  Realização do capital da Sócia Soraya Soybean Silvestre D Plantel bovino “PO” e “POI” aprovado D Plantel bovino “PO” e “POI” em experiência D Bezerros e bezerras “PO” e “POI” de 10 meses D Plantel bovino mestiço aprovado D Plantel animais de trabalho aprovados D Plantel animais de consumo D Marcas e patentes C Soraya Soybean Silvestre – integralização de 500. pelo valor nominal de $1.000 10. pelo valor nominal de $1.000 Lançamento 8  Transferência da conta especial para conta corrente D Banco conta movimento C Banco conta especial pelo depósito legal Transferência para conta movimento. em atendimento aos artigos 80 e 81 da Lei 6.000 50. do depósito legal de abertura da companhia.000 ações Integralização de 500.000 220.000 ações ordinárias da Agropecuária Boi-Belo S/A.000 ações ordinárias da Agropecuária Boi-Belo S/A. exigido por lei D Banco conta especial pelo depósito legal C Caixa Depósito de parte do capital social.000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 25 .00 cada uma.000 ações ordinárias da Agropecuária Boi-Belo S/A.000 20.000 500.000 50.000 ações Integralização de 500.

São várias as terminologias utilizadas com relação às pastagens pelos profissionais do campo agrário. do Ativo Circulante. Essas informações sobre os custos são essenciais para o sucesso do negócio. cria.400 para os custos de implantação da pastagem. O uso da pastagem natural se dá quando o pecuarista aproveita as plantas nativas de sua propriedade como alimentos para o gado.200 para os custos de recuperação da pastagem natural. reprodutores mestiços. à medida em que o rebanho vai sendo constituído. item considerado na pecuária como um insumo agrícola. Para efeitos de nossos estudos. Para contabilizar. todos os animais devem ser inicialmente classificados no subgrupo Estoques. a base de classificação será o Parecer Normativo n. matrizes mestiças.600 para as 26 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Neste exemplo. a mão-deobra e outros insumos: $ 12. Nos procedimentos de implantação de pastagens devemos observar que. A pastagem artificial é aquela que foi cultivada nas mesmas condições básicas de uma cultura permanente. vamos levar em consideração os seguintes custos e despesas. matrizes puro de origem (PO) e puro de origem industrializada (POI). É importante que você acompanhe. algumas considerações contábeis sobre a atividade pecuária. como também os custos que os envolvem. sem falar que eles determinam a formação do preço de venda. $ 4. fazemos a reclassificação para o subgrupo Imobilizado. gado de renda e animais de trabalho. 57/76. para efeito de nossos estudos. com preparo do solo e aplicação de mudas ou sementes. para uma empresa terceirizada. a adubação. do ponto de vista da contabilidade. bem como o que dispõe a Lei n. Após o pecuarista proceder às análises necessárias e os animais machos e fêmeas serem aprovados como reprodutores e matrizes. já devidamente consolidados. Vamos iniciar pela formação dos estoques de sementes de capim. 2 .3 Considerações contábeis sobre atividade pecuária A classificação contábil do gado bovino é fundamental para todos os registros dos fatos contábeis patrimoniais que envolva os animais. recria e engorda. tudo pago. porém. com o objetivo de suprir as necessidades alimentares dos animais.404/76. via banco. do Ativo Imobilizado. $ 8. nas contas reprodutores puro de origem (PO) e puro de origem industrializada (POI). a seguir. Em concordância à essa legislação. da Secretaria da Receita Federal. o calcareamento. é necessário ter informações detalhadas sobre reprodução. já computados o preparo do solo. 6. a drenagem. são classificadas como Ativo Imobilizado.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS Pronto! A Agropecuária Boi-Belo S/A está prontinha para iniciar suas atividades de criação de gado bovino e de plantação de culturas permanentes e temporárias. o plantio de capim. lançaremos mão de apenas dois termos: pastagem artificial e pastagem natural.

400 Lançamento 2  Custos com recuperação de pastagem natural D Pastagem natural formada C Banco conta movimento Recuperação da pastagem natural 8.300 Os procedimentos contábeis da implantação da pastagem artificial e recuperação da pastagem natural são específicos e possuem diferentes formas de tratamento de seus custos e na contabilização dos seus elementos.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS despesas de implantação da pastagem. Como realizar os registros das entidades pecuárias? Você deve estar a se perguntar. $ 2. Na pecuária.400 12. na medida de sua formação. Veja o que está previsto para que esse procedimento seja realizado.14.200 8.14. para a agricultura.600 4. como ficaram os lançamentos. nas tabelas abaixo.200 Lançamento 3  Despesas com implantação de pastagem artificial D Implantação de pastagens artificiais – diferido C Banco conta movimento Despesas com implantação de pastagem artificial – diferido 4. incluindo todos os custos gerados no ciclo UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 27 .300 2. 2 .300 para as despesas de recuperação da pastagem natural. Veja.600 Lançamento 4  Despesas com recuperação de pastagem natural D Recuperação de pastagem natural – diferido C Banco conta movimento Despesas com recuperação de pastagem natural – diferido 2. deverá ser o período compreendido desde a preparação do solo até a comercialização de suas safras. De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica NBC T 10.7 assim se manifesta: Os animais originários da cria ou da compra para recria ou engorda são avaliados pelo seu valor original. Lançamento 1  Custos com implantação de pastagem artificial D Pastagem artificial formada C Banco conta movimento Implantação da pastagem artificial 12.4 Dos registros contábeis das entidades pecuárias A Norma Brasileira de Contabilidade Técnica NBC T 10. o Ciclo Operacional. o Ciclo Operacional vai desde a inseminação ou nascimento do bezerro até a comercialização dos produtos resultantes.

mão de obra veterinária e mão de obra do funcionário da fazenda mais os encargos. Observe que. seguros. tanto em bens ou direitos do ativo. para se mensurar o valor do custo inicial do bezerro é preciso saber qual é o seu custo original. São representadas por contas de resultado de natureza credora. equipamentos ou terras. por contas de despesa. compra e comercialização de bezerros. C – Passivo D – Despesa Morte ou desaparecimento de animais da fazenda. Deste modo. em oposição à palavra subsistente. por contas de despesa. D – Passivo C – Receita Até o momento. São representadas por contas de resultado de natureza devedora. fretes e outros. energia elétrica. tais como. azienda. Na contabilidade agropecuária é necessário observar. depreciações de prédios. D – Ativo C – Receita São representadas por contas de resultado de natureza devedora. conhecemos alguns aspectos contábeis específicos das empresas agropecuárias. Essas variações patrimoniais podem ocorrer na forma de superveniência ou insubsistência. Novos bens ou Novas obrigações. mão-de-obra e encargos sociais.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS operacional. tais como: rações. combustíveis. por contas de receita. Etimologicamente. arrendamentos de máquinas. imputáveis. mais os custos de sua formação. inseticidas. de suínos. ou seja. também. O valor de custo a ser considerado são todos os gastos do período como: rações. quanto nas obrigações do passivo. os registros contábeis dos animais que se originaram de cria ou compra devem ser realizados com base no valor de custo. medicamentos. ou seja. ou seja. etc. que significa aquilo que continua a existir. Nascimento de bezerros. novos direitos. nascimento. Observe no quadro. máquinas e equipamentos utilizados na produção. aziendal. que as variações patrimoniais identificam mudanças de valores no patrimônio das entidades. o Ativos que deixaram o que significa que significa o de existir ou que aumento no passivo aumento no ativo da desapareceram. por contas de receita. SUPERVENIÊNCIA SUPERVENIÊNCIA ATIVA PASSIVA INSUBSISTÊNCIA ATIVA INSUBSISTÊNCIA PASSIVA Passivos que deixaram de existir ou que desapareceram. Vimos também que o ciclo operacional 28 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . procedimentos de inseminação. superveniência quer dizer aquilo que chega ou surge repentinamente e insubsistência significa aquilo que deixou de existir existe. aves. serviços de terceiros. abaixo. ou seja. mantimentos. direta ou indiretamente. C – Ativo D – Despesa São representadas por contas de resultado de natureza credora. algumas explicações complementares. equinos. entre outros.

a composição do Capital Social da acionista Soraya Soybean Silvestre integralizou suas 500. um pouco sobre o plantel de reprodutores e matrizes e o ciclo do nascimento de bezerros até sua imobilização. conosco. para isso consideramos se é cria.000 ações. engorda ou uma combinação desses fatores.4 . Daremos um exemplo de custos no nascimento de bezerros. os custos incorridos com as matrizes durante o período de gestação foram de $ 800. ocorre o fato contábil já estudado de variação patrimonial ativa. Agora veja. pagos em espécie: Lançamento 1  Pelos custos incorridos no período de gestação D Estoque de bezerros nascituros C Caixa Apropriação dos custos incorridos com as matrizes durante o período de gestação.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS de cada atividade depende do sistema de negócio. fazemos a transferência dos custos incorridos na gestação das matrizes para a conta estoque de bezerros PO e POI de 0 a 10 meses: Lançamento 3  Pela transferência dos custos de gestação dos bezerros D Bezerros PO e POI de 0 a 10 meses C Estoque de bezerros nascituros Registro dos custos incorridos durante o período de gestação 800 800 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 29 . levaremos em consideração as seguintes etapas: dez Matrizes PO e POI deram cria a bezerros. 800 800 Nascidos os bezerros. pelo valor de mercado.1 O plantel de reprodutores e matrizes e o ciclo do nascimento de bezerros até sua imobilização Ao entregar para a Agropecuária Boi-Belo S/A os primeiros animais da companhia. para tal. que iremos supor ser de $40 por cabeça: Lançamento 2  Pelo nascimento dos bezerros D Bezerros PO e POI de 0 a 10 meses C Superveniências Ativas Registro da Variação Patrimonial Ativa. pagos em dinheiro.00 cada. pelo nascimento de 10 bezerros PO e POI 400 400 Em seguida. recria. inicialmente. com um custo unitário de R$ 200. Parte desse capital está representado por 20 bezerros e 20 bezerras de 10 meses. ou superveniência ativa. Os bezerros devem ser contabilizados. 2 .

800 1. pela morte de dois bezerros recém-nascidos 240 240 Transferência dos oito bezerros PO e POI de 0 a 10 meses para a conta garrotes em experiência.000 Transferência dos oito garrotes que passaram pelo período de experiência como reprodutores. do Ativo imobilizado: Lançamento 8  Pela transferência dos garrotes para o imobilizado D C Reprodutores PO e POI Garrotes em experiência Transferência dos garrotes para imobilizado 3. para o grupo reprodutores PO e POI. até reclassificação como Garrotes: Lançamento 6  Pelos custos incorridos na manutenção dos bezerros D C Garrotes em Experiência Bezerros PO e POI de 0 a 10 meses Registro dos custos incorridos durante o período de manutenção e desenvolvimento 1. que entraram em período de experiência como reprodutores: Lançamento 5  Pela transferência para a conta garrotes D C Garrotes Bezerros PO e POI de 0 a 10 meses Transferência de bezerros para garrote 960 960 Apropriação dos Custos de $ 1.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS A morte de dois bezerros recém-nascidos: Lançamento 4  Pela transferências dos custos de gestação dos bezerros D C Insubsistência ativa Bezerros PO e POI de 0 a 10 meses Insubsistência Ativa. incorridos na manutenção e desenvolvimento dos oito Bezerros PO e POI de 0 a 10 meses.800 (em espécie).000 (em espécie) incorridos na fase de experiência como reprodutos dos garrotes: Lançamento 7  Pelos custos incorridos na manutenção dos bezerros D C Garrotes em Experiência Caixa Registro dos custos incorridos durante o período de experiência dos garrotes como reprodutores 2.000 2.800 Apropriação de custos de $ 2.760 3.760 30 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 31 . os demais tem alocado seus custos e demais valores no Ativo Circulante.000 .CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS Você pode verificar.000 160.000.000 10.760 Resultado Exercício Futuro 0.000 Passivo Circulante 0. abaixo.000 20.000 2.000 10.000 30.000 Total do Passivo 2 .000 2 .000 . no demonstrativo.000 Patrimônio Líquido Capital Social 2 .000 .00 É importante.000 35. como fica a evidência dos fatos no Balanço Patrimonial: AGROPECUÁRIA BOI-BELO S/A Ativo Circulante Disponibilidades Direitos Realizáveis Estoque de Gado Bovino Bovinos em Formação Bezerros 10 meses Bezerras 10 meses Garrotes em Experiência Novilhas em Experiência Estoque de Outros Gados Suínos p/ Consumo Próprio Ativo não-circulante Realizável a Longo Prazo Investimento Imobilizado Imobilizado Operacional Plantel Bovino PO e POI Matrizes PO e POI Reprodutores PO e POI Plantel Bovino Mestiços Matrizes Mestiças Reprodutores Mestiços Animais de Cria e Trabalho Asininos Equinos Muares Total do Ativo 5.00 20.000 30.00 10.000 20. que você perceba a contabilização dos gastos e dos bens da atividade pecuária no Ativo Imobilizado.000 Passivo não-circulante Exigível a Longo Prazo 0. Observe que todos os animais destinados à reprodução e todos os animais de trabalho são classificados como ativos não-circulantes tangíveis.000 143.00 0. na conclusão deste capítulo.

MARION. Daremos ênfase ao estudo da NBC T 10.CAPÍTULO 2 • TÓPICOS ESPECIAIS Sabemos que o assunto é instigante e que as atividades que envolvem a pecuária necessitam dos esforços e conhecimentos contábeis.br/CCIVIL/LEIS/ L6404consol.org. 2008. procure ler em sítios da Web sobre o assunto e. José Carlos. Lei n.404/76. 2005. Após nossos estudos contábeis das atividades pecuárias. sobretudo. 2008. Contabilidade rural. 6. Parecer Normativo n.htm – 457k>. Acesso em: 3 dez. Dispõe sobre atividade agropecuária e classificação da conta de gado no ativo imobilizado e realizável. ______. no próximo capítulo. veremos a teoria e procedimentos contábeis das empresas imobiliárias. Referências BRASIL.php?PID=5787>. de 15 de setembro de 1976. 10.cfc. Disponível em: <http://www. Portanto.planalto. Dos aspectos específicos de entidades diversas. Acesso em: 3 dez. São Paulo: Atlas.com. 57/76. Dispõe sobre as sociedades por ações.br>. fica o convite para que você aprofunde seus conhecimentos. 2008.gov. ______.fiscosoft. Disponível em: <http://www.br/indexsearch. Essa é outra área que também oferece grandes oportunidades de trabalho ao contador. não deixe de estudar as normas que regulam o setor. Norma Brasileira de Contabilidade (NBC-T) n.5 – Entidades imobiliárias. Acesso em: 3 dez. Disponível em: <http://www. Anotações 32 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

A contabilidade. neste mercado. Neste capítulo. como também são chamadas.Formalização de uma entidade sem fins lucrativos CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS 3 Introdução É cada vez mais comum que as pessoas prestem serviços sem a finalidade lucrativa. Desse modo. é bom lembrar que não tivemos conteúdos anteriores que trabalhassem sobre este tipo de sociedade. você seja capaz de entender o processo de formalização de uma empresa sem fins lucrativos e reconhecer alguns benefícios fiscais e sociais para as entidades sem fins lucrativos. esperamos que. com a finalidade de registrar e divulgar informações com base em seus princípios e normas. É importante lembrar que. verá sobre as associações e as fundações. bem como. os instrumentos de fiscalização e controle dessas instituições. pertencem ao terceiro setor da economia e apesar desse tipo de sociedade não ter finalidade lucrativa. aqui servirão para sustentar e entender o processo de formalização de empresas sem a finalidade lucrativa. sobre a concessão de registros e títulos realizada por órgãos governamentais. com ou sem fins lucrativos. com você. Compreender a importância dos segmentos sem finalidade lucrativa que se somam na prestação de serviços sociais é fundamental para entender seu processo de formalização. No entanto. que busca explicar o melhor emprego dos termos contábeis para todos os tipos societários. ela deverá ser explorada por uma pessoa jurídica que constituirá patrimônio empresarial que deverá ser registrado. é nosso objetivo discutir. elas devem prestar contas à sociedade de suas ações e trabalhos desenvolvidos. porém tivemos a Teoria da Contabilidade. ao final deste capítulo. As entidades de interesse social. Abordaremos os benefícios de imunidade e isenção concedidos pelo Poder público às instituições sem fins lucrativos. Você deve estar a se perguntar quais são os pré-requisitos para os conteúdos propostos neste capítulo. Discutiremos os procedimentos básicos para a constituição de uma fundação e de uma associação. Os conceitos de receitas e ganhos. apesar desta atividade não ter a finalidade lucrativa. custos e despesas estudados lá. você verá um pouco sobre as entidades de interesse social e terceiro setor. como ciência social aplicada. isso se deve ao surgimento de uma sociedade cada vez mais organizada para a resolução de problemas sociais das mais diversas ordens. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 33 . Por fim. é inserida.

34 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Você deve estar a se perguntar o que é uma entidade do terceiro setor? Por isso vamos falar um pouco sobre essa distribuição do sistema produtivo do Brasil. 3 . como você. O segundo setor é composto pelos processos produtivos privados. seja por meio de conscientização ou de ações práticas voltadas para a preservação ambiental. fórum internacional para discussão do meio ambiente. ou a favor das populações indígenas e que tratam de defender os interesses sociais de setores específicos da sociedade. Pela falta de atenção do Estado em determinados nichos da sociedade o setor privado começou a agir/ajudar nas questões sociais. as empresas. que tem em seus objetivos o propósito de gerar serviços que atendam as necessidades sociais públicas. Sua atual expressividade se deve aos avanços das Entidades de Interesse Social que nascem em função dos movimentos sociais. pobreza. é aplicado às organizações da sociedade civil que atuam paritariamente ao governo em busca do bem-estar da coletividade. preconceitos sociais. Ministérios. Vamos começar a conhecer a definição deste segmento mercadológico. Você terá a oportunidade de verificar a importância social de um contador. tais como os que lutam contra a discriminação racial. bancos e outros. que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992. sociedades dos processos produtivos.1 Entidades de interesse social e terceiro setor As entidades sem fins lucrativos ganharam força. em meados dos anos 80. por meio de inúmeras instituições que compõem o que chamamos de terceiro setor. Essas instituições são constituídas sob a forma de: associações. Eventos como a ECO-92.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS Você verá o quanto essas instituições fazem parte de nossa sociedade e como estão próximas de nós. tais como. Mais recentemente. Deste modo. Autarquias. clubes privados. sendo que essas entidades são responsáveis pelas questões sociais. Nascem também as ONGs que buscam trabalhar a questão de diversas formas. em sua futura atuação profissional poderá ser útil na melhoria da sociedade em que vivemos. Essas entidades são responsáveis pelas questões individuais. institutos e formam o que a sociedade chama de entidades do terceiro setor. ou seja. na sociedade brasileira. população e governo são chamados a participar dos movimentos em prol do meio ambiente. O primeiro setor é composto pelos órgãos que atuam na esfera governamental como Secretarias. em busca de repensar o tratamento dispensado ao meio ambiente surgem eventos voltados para o setor na década de 90. Atrelado ao propósito da preservação ambiental ganharam força as discussões sobre o envolvimento de todos com o tema. centros. podemos dizer que o terceiro setor está constituído pelo conjunto das organizações sem fins lucrativos e não governamentais. grupos. fundações. Em função dessas questões. Neste sentido. sabemos que o termo ONG – Organização Não-Governamental – se expande e. no Brasil.

• manutenção de finalidades sem a visão lucrativa. Elas são constituídas por estatuto social. É no estatuto social que se define a composição e o funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos. SOS Mata Atlântica. COMPETÊNCIA Eleger os administradores Destituir os administradores Aprovar contas Alterar estatuto VOTO CONCORDE – 2/3 – 2/3 QUORUM MíNIMO 1ª convocação – Maioria absoluta – Maioria absoluta 2ª convocação – 1/3 – 1/3 Fonte: Código Civil Brasileiro – Lei n. segundo o Manual de Procedimentos Contábeis para Fundações e Entidades de Interesse Social (2004). bem como alterá-lo sempre que for necessário. Fundação Abrinq e muitas outras. Instituto Ethos de Responsabilidade Social. • adoção de personalidade jurídica adequada aos fins sociais a que se propõe (associação ou fundação). • aplicação do resultado de suas atividades econômicas nos fins sociais a que se destina. ao promover essas atividades.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS Como por exemplo. devemos ter alguns cuidados para a sua deliberação. Você deve estar atento para o fato de que o órgão de deliberação máxima é a assembleia geral.406/2002. Devido à importância da assembleia geral. saúde e defesa do meio ambiente e. As entidades de interesse social promovem diversas iniciativas voltadas para a promoção da assistência social. • atividade financiada por subvenções do primeiro setor (governo) e doações da sociedade organizada ou não em forma de empresa. aprovar a prestação de contas e o estatuto social. educação. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 35 . editado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC): • promoção de ações voltadas para o bem-estar comum da coletividade social. 3 . • desde que cumpra requisitos específicos. O terceiro setor é composto pelas entidades de interesse social e apresenta as seguintes características básicas.2 As associações As associações são pessoas jurídicas constituídas pela união de pessoas com um objetivo comum. que tem por deliberação: eleger e destituir seus administradores. é fomentado por renúncia fiscal de todos os entes estatais. atingem a finalidade a que se propõem: prestar serviços em favor de outrem sem lucrar financeiramente. devidamente registrado no cartório de registro de documentos. Vejamos. 10. mas que não tenham finalidade lucrativa.

O órgão deliberativo é denominado conselho curador e a este cabe deliberar diretrizes para atingir os fins estatutários. que deverão ser suficientes para a manutenção e o desenvolvimento da entidade.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS O estatuto também define os fins sociais da entidade que deverão ser lícitos. alterem-se os fins estatutários. além de especificar como essas competências deverão ser compostas. A partir do Novo Código Civil Brasileiro. dois órgãos: um deliberativo e outro executivo. o patrimônio é formado por bens livres (sem ônus ou impedimento). entidade e fundação. morais. no mínimo. A administração deverá ser de. culturais ou de assistência. somente poderão ser constituídas fundações para fins religiosos. Você tem acesso a essa leitura pelo sítio <http://www. quais são as suas características e atribuições? É comum as pessoas usarem o termo fundações e aplicá-lo incorretamente.htm>. O seu estatuto deverá prever a administração e especificar os órgãos que farão parte da entidade. um exemplo disso são as fundações mistas que doam/repassam recursos a terceiros e também executam projetos próprios na área de interesse social. Especificamente a leitura recomendada é dos capítulos II – das associações. Você sabe o que é uma fundação. Nessa fase. Saiba mais Realize uma breve leitura da Lei n. e capítulo III – das fundações. A composição e suficiência do patrimônio devem constar quando de sua constituição. As fundações são entes jurídicos que têm por característica o patrimônio que adquire personalidade jurídica e deverá ser administrado de modo a cumprir as finalidades estipuladas pelo estatuto. este deverá ser incorporado à outra fundação com finalidade estatutária semelhante ou igual. que institui o Novo Código Civil Brasileiro. pois há diferenças entre uma associação. 3 .planalto.gov. É admitido que.3 As fundações As fundações são instituições que financiam o terceiro setor e realizam doações às entidades beneficentes. com suas competências. Quando o patrimônio for insuficiente para sua constituição. No Brasil. 10. em assembleia geral. sob qualquer pretexto. desde que haja quorum.br/CCIVIL/leis/2002/L10406. Observe que o nosso próximo assunto são as fundações. conforme prevê o Código Civil Brasileiro.406/2002. existem algumas particularidades. 36 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

d) manifestação clara da vontade das partes. São requisitos mínimos para a escritura pública. 3 . nacionalidade. e) dotação especial de bens livres. i) assinatura das partes e dos demais comparecentes.4 Procedimentos básicos para a constituição de uma fundação O primeiro ato constitutivo de uma fundação é a escritura pública (ato unilateral de vontade) lavrado em cartório de notas por um tabelião (fé pública). bem como do tabelião. h) declaração de leitura. As peças contábeis são. b) reconhecimento da identidade e capacidade das partes. profissão. elaborar o estatuto e registrá-lo em cartório de registro de pessoas jurídicas no prazo de até 180 dias. 3 . parágrafo único. que deve ter sido realizada na presença das partes e comparecentes. O órgão responsável pela fiscalização. Lavrada a escritura pública de constituição da fundação em cartório de notas e registro de pessoas jurídicas. do Código Civil Brasileiro: a) data e lugar de sua realização. g) referência ao cumprimento fiscal e legal inerentes ao ato. Isso ocorre para que tenham a independência necessária para analisar e julgar a execução dos gastos promovidos pelos gestores da entidade. c) nome.5 Fiscalização e controle das fundações Na constituição do estatuto das fundações existem conselhos que deliberam e outros que controlam e fiscalizam a correta aplicação de seus recursos. Para personificar e autorizar o funcionamento da fundação. de UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 37 . sua função é examinar as prestações de contas emanadas dos agentes executivos da entidade.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS Como constituir uma fundação? Quais os procedimentos jurídicos que garantem o sucesso da criação de uma fundação? Vejamos as respostas a essas questões no próximo tópico. estado civil. é necessário. Os partícipes do órgão de fiscalização não fazem parte de nenhum outro setor da entidade. está constituída a fundação. quase sempre é denominado de Conselho Fiscal. f) fim a que se destina a fundação. conforme artigos 62 e 215. No ato interno de fiscalização está a análise das peças contábeis oriundas da aplicação dos recursos geridos pela entidade. domicílio e residência das partes e demais comparecentes.

aos ministérios públicos estaduais fiscalizar as entidades dentro de sua jurisdição. O Ministério Público está apto a acompanhar os processos de criação e constituição das fundações quanto aos requisitos legais necessários. sejam eles deliberativos. os membros que irão compor o primeiro mandato de seus órgãos internos são eleitos. inclusive. o propósito do Ministério Público é buscar o cumprimento das finalidades estatutárias. Segundo o Art. Tal como as fundações. O mesmo artigo se aplica quando a entidade possui unidades em vários estados da federação. nessa ocasião a sede provisória ou definitiva é definida. A ata de assembleia de constituição da associação deverá: a) deixar claro que o propósito da Assembleia é a criação de uma associação e registrar a sua denominação. Nessa mesma reunião. No entanto. Cabe também ao Ministério Público o acompanhamento dos processos de extinção das fundações. executivos ou fiscalizados. b) apresentar nome e CPF de cada associado fundado. c) constar a pauta da reunião. “velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas”. cabe. bem como aqueles não expressos em lei. 3 . então. o comparecimento às reuniões deliberativas.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS acordo com a maioria dos estatutos constitutivos. você precisa saber que independentemente da ação do Ministério Público cabe a sociedade civil velar pela aplicação dos recursos dessas entidades. 66 do Código Civil. 38 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ou seja. mas nada impede a entidade de prever. Deste modo. as associações também possuem um procedimento padrão para a sua constituição. é necessário que seus interessados (associados) reúnam-se em assembleia e ponham em votação uma proposta estatutária.6 Procedimentos básicos para constituição de uma associação Para constituir uma associação. você verá um pouco a respeito. A ação contínua e constante do Ministério Público envolve o acompanhamento das alterações estatutárias. têm a função de salvaguardar o patrimônio da entidade. em sua constituição análises mensais. com o poder de propor ação civil de extinção quando necessária. avaliadas trimestralmente. Na esfera interna todos os conselhos. o velamento da instituição pelo Ministério Público mesmo antes de sua existência. exame de prestações de contas anuais e acompanhamento das atividades em geral. mas cabe ao Ministério Público o ato de zelar pelo cumprimento do seu fim constitutivo. No próximo item.

mas não é bem assim. e consequentemente obter o registro na Fazenda Pública Federal (Receita Federal).CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS São procedimentos para constituição de uma associação: a) ata de criação da associação elaborada no ato de criação da mesma. No primeiro momento. É um consenso para os gestores de entidade sem fins lucrativos quando iniciam suas atribuições que estes atos formais são dispensáveis. mesmo que a entidade não possua nenhum empregado e que preste serviço de natureza contínua à entidade. Neste ínterim a contabilidade é fundamental para se atingir seus fins sociais e estatutários. Vale lembrar que a ata deverá ser assinada por todos os associados fundadores ou acompanhada por uma lista de presença que contenha a identificação dos presentes.1 Legalização das entidades sem fins lucrativos Da formalização à efetivação das referidas entidades há a obrigatoriedade de se cumprir as mesmas formalidade implícitas e explicitas que estão sujeitas as empresas que atuam no segundo setor. c) ata e estatuto registrados em cartório civil. As associações e as fundações possuem imunidades tributárias estatais desde que estejam totalmente dentro dos ditames legislativos que as personificam como tais. Veja como a legalização das entidades sem fins lucrativos precisa ser realizada. Outro ponto importante que deve ser destacado é a formalização do registro da entidade no sistema de controle previdenciário por meio do envio mensal da GEFIP. ou seja. Após a chancela do ente jurídico a entidade deverá seguir os mesmos passos das entidades do segundo setor. o Alvará Sanitário e de Funcionamento. Esses recursos serão concedidos se as entidades proponentes estiverem atualizadas com os órgãos de controle governamentais. você já viu em itens anteriores. 3. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 39 . b) estatuto social assinado pelo presidente da associação e por um advogado. Em seguida deverá solicitar na Fazenda Pública Municipal a inscrição municipal.Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social. o que nos vem à cabeça é a ideia de que uma entidade sem fins lucrativos possui uma sistemática de cadastro simplificada por tratar-se de uma entidade que não visa lucro em suas atividades operacionais. por meio da inscrição no CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. Tudo se inicia pelo registro da entidade num cartório de registro de pessoas jurídicas como. Esse cadastro deve ser atualizado mensalmente. É aí que você se engana.6. Todo recurso que as entidades sem fins lucrativos forem requerer junto à esfera pública somente será concedido por meio de projetos de ação enviados aos órgãos governamentais.

14. ou seja. em muitos casos. II – aplicarem integralmente. contratos. 3 . elas são consideradas pessoas jurídicas de direito privado. documento que somente será expedido se todas as formalidades legais tiverem sido cumpridas. Como por exemplo. III – manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. no País. em atendimento à lei. e ao governo. 3 . as suas atividades. pois somente por meio desses registros formais.7 Benefícios concedidos pelo Poder Público às entidades sem fins lucrativos Como já comentamos. por meio da celebração de convênios. necessita estar em dia com seus registros contábeis. as entidades sem fins lucrativos atuam em benefício da sociedade sem objetivar lucro. Como você pode verificar.1 Imunidade A Lei n. 5. estaduais e federais) e procuradoria da fazenda nacional.7 . incisos I.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS ou seja. subvenções sociais e termos de parceria. O disposto na alínea e do inciso IV do art. os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. as entidades sem fins lucrativos recebem do Poder Público. neste capítulo. Veja como funcionam os benefícios concedidos pelo poder público. Sendo de direito público e estando a serviço da sociedade. Para a comprovação da regularidade junto a esses e outros órgãos as entidades deverão solicitar. a entrega anual à Receita Federal da Declaração Anual do Imposto de Renda das Entidades Imunes e Isentas. uma certidão negativa de débitos.172/66 que disciplina o Código Tributário Nacional em seu art. com o INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social. Entre os benefícios concedidos pelo Poder Público estão: a imunidade. com ou sem fins lucrativos. com adequações a lei complementar 104/2001 estabelece requisitos para a concessão de imunidade tributária. apesar de suas atividades serem de natureza pública. na entidade. o patrimônio das entidades só poderá ser aplicado para o cumprimento de seu fim. Fazendas Públicas (municipais. 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas. Neste sentido. poderá exercer junto à sociedade. Os ocupantes de cargos. patrimônio e rendas não poderão ser distribuídos a qualquer título. incentivos fiscais com o intuito de estimular a sua criação e sobrevivência. não poderão receber remuneração ou prestar serviço remunerado à entidade e aos gestores e demais colaboradores das entidades só lhes são permitido o ressarcimento de despesas efetuadas em prol da entidade e devidamente comprovadas. a isenção de impostos e contribuições e a possibilidade do recebimento de recursos públicos. 40 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . toda entidade. II e III. a qualquer título. 14. Segundo o referido artigo: Art. via internet.

para eventuais averiguações de fiscalização.7 . Na imunidade não ocorre o fato gerador da obrigação tributária. em função de previsão de lei. algo as difere. enquanto que a isenção é temporária. por um período de cinco anos. é o ato temporário de não se exigir a cobrança do tributo. ESTADUAL MUNICIPAL Imposto sobre a Circulação Imposto sobre Propriedade de Mercadorias e Serviços Predial e Territorial Urbana (ICMS) (IPTU) Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) Imposto sobre Transmissão Causa Mortis ou Doação de Bens e Direitos (ITCD) Imposto sobre Serviços Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) Você precisa saber que cada unidade concede ou não a imunidade sobre os impostos que são de sua competência. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 41 . renda e serviço da mesma. mas a lei torna o crédito inexigível. por sua vez. Como cada Estado da federação tem garantido na constituição competências para legislar a favor de seus tributos.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS Para obter qualquer incentivo tributário a entidade deverá apresentar a sua contabilidade em livro diário devidamente registrado no Cartório de Pessoas Jurídicas (o mesmo onde foram registrados os atos constitutivos). A imunidade tem caráter permanente.2 Isenção Apesar de a isenção assimilar-se à imunidade. 3 . mesmo com ocorrência do fato gerador. FEDERAL Imposto sobre a Renda e Proventos de qualquer Natureza (IR) Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Imposto Territorial Rural (ITR) Imposto sobre Importação e exportação Fonte: CFC – Manual de procedimentos contábeis para entidades sem fins lucrativos. a imunidade será cassada e ela passará a recolher todos os tributos devidos a partir do exercício da ocorrência do não atendimento de requisito legal. Toda a documentação que deu origem aos registros dos fatos contábeis como notas fiscais. diferentemente da isenção. e livro razão. Se. Agora veja como funciona a Isenção. durante o processo de fiscalização for constatado que a entidade não atende a qualquer requisito. Os impostos relativos à imunidade das entidades são efetivados sobre o patrimônio. comprovantes de despesas e outros deverá ser arquivada em ordem. A isenção. onde ocorre o fato gerador. Segue um demonstrativo dos impostos alcançados pela imunidade tributária. de acordo com a competência para tributar. e somente pode ser alterada por alteração da Constituição Federal.

Para concluir este capítulo. por meio de convênios. Ao identificarmos tal benefício devemos realizar a solicitação formal ao ente governamental que poderá. autorizar. Dessa forma as entidades jurídicas que não são beneficiadas pela imunidade tributária devem verificar a existência de isenção tributária na legislação pertencente à esfera federal. auxílios. agora. de forma abrangente. o pedido em função do enquadramento. os procedimentos contábeis para registro e apuração de resultado nas entidades sem fins lucrativos. desde que atendidos aos requisitos legais. por isso é necessário que você veja.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS Neste sentido a isenção pode ser concedida sobre todos os tipos de tributos (impostos.br/uparq/Manual_procedimentos2008. vale ressaltar que cada esfera federal possui sistemáticas próprias para a concessão de benefícios e certificados de isenção/ imunidade ao interesse das entidades sem fins lucrativos. estadual e municipal) legisla sobre a isenção dos tributos de sua competência. estadual e municipal. subvenções sociais. taxas. doações e termos de parceria. Você pode ter acesso pelo sítio: <http://www. que lhes concedem benefícios como: imunidade. contribuições de melhoria.7 . • Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP. Cada esfera de Governo (federal. • Registro de entidade beneficente de assistência social. no entendimento do tratamento contábil destinado às entidades sem fins lucrativos. isenção de tributos. passo a passo. da entidade no benefício.pdf>.3 Concessão de registros e títulos por órgãos governamentais No intuito de validar a importância do trabalho efetuado pelas entidades sem fins lucrativos. além de possibilitarem o recebimento de recursos públicos. Nesse manual é disposto.cfc. Saiba mais O Conselho Federal de Contabilidade disponibiliza um Manual de Procedimentos Contábeis para Fundações e Entidades de Interesse Social. contratos. Os principais registros são: • Título de Utilidade Pública Federal. empréstimos compulsórios e contribuições especiais). 3 . ou não. um pouco sobre concessão de registros e títulos por órgãos governamentais.org. ou não. 42 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Optamos por acompanhar você. o Poder Público concede registros e títulos. • Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos no CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social.

Referências BRASIL. Manual de procedimentos contábeis para fundações e entidades de interesse social.gov. 2004. 2008. no próximo capítulo. ______.CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS Após conhecermos os procedimentos para legalização das entidades sem fins lucrativos veremos. Acesso em: 10 dez. Brasília: CFC. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.htm>. 2008. Disponível em: <http://www.htm>. br/ccivil_03/leis/l5172. Acesso em: 15 dez.br/ ccivil/leis/2002/l10406. Código Civil Brasileiro. Código Tributário Nacional.gov. Disponível em: <http://www.planalto. os procedimentos contábeis a serem adotados para o registro das referidas entidades.planalto. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 43 .

CAPÍTULO 3 • TÓPICOS ESPECIAIS 44 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

e levá-lo a identificar a legislação pertinente às demonstrações contábeis dessas entidades sem fins lucrativos. o balanço patrimonial (BP). a contabilidade possibilita a aplicação de seus recursos e fornece subsídios para uma gestão eficaz. são objetivos desse capítulo possibilitar a você. obter lucro na venda de produtos. mercadorias e serviços prestados. a oportunidade de demonstrar. doações e subvenções. que será revertido para a manutenção de suas atividades e nunca para remunerar seus pares como ocorre nas empresas em geral. Neste capítulo. A resposta a que chegamos é sim. pois todas as entidades. Todo esse esforço de captação de recurso não objetiva lucro econômico. portanto. de capital. como. públicas ou privadas. um doador ou subventor. Deste modo. Seguimos o raciocínio acima. com ou sem fins lucrativos estão obrigadas por força de lei a terem sua contabilidade em dia. produtos e serviços. aprender sobre o processo de contabilização da entidade sem fins lucrativos. no mercado de capitais. mas lucro social. grandes ou pequenas. veremos em um estudo de caso os seus fatos contábeis. podendo. por meio de integralização de quotas/ações além de outras formas de produção de bens. para tal evento. e nos questionamos se as entidades sem fins lucrativos necessitam de contabilidade como as empresas que possuem fim diverso.Procedimentos contábeis para uma entidade sem fins lucrativos CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS 4 Introdução As entidades com fins lucrativos utilizam na formação de seu patrimônio recursos próprios captados entre seus acionistas. e até mesmo em casos especiais. a demonstração do Superávit ou Déficit do exercício (DSDE). intermediar a venda de mercadorias com um único fim: obter lucro. também. Teremos. No processo de gestão dos recursos captados pelas entidades sem fins lucrativos não há nada que as impeça de gerir financeiramente os recursos por meio da obtenção de receitas financeiras. a contabilização das operações contábeis dessas entidades. discutiremos com você não só a exigência da contabilidade para as entidades sem fins lucrativos. e possuem como contribuinte. também. Portanto. Já as entidades sem fins lucrativos para constituírem seus patrimônios necessitam de contribuições. as principais demonstrações contábeis. Juntamente com você. caro estudante. na prática. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 45 .

2 Principais Demonstrações Contábeis Segundo a NBC T 10. e naquilo que for aplicável. as empresas.19. entretanto. Cabe a elas respeitar e cumprir esses princípios. 4 . bem como aqueles que não estão. registro e os aspectos tributários das entidades. no próximo item. como é entendida a questão da exigência da contabilidade para entidades sem fins lucrativos.18 e 10. 10.CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS Para que você entenda o processo de contabilização dos fatos contábeis referentes a uma entidade sem fins lucrativos é necessário que você tenha compreendido os procedimentos de formalização. os recursos que são sujeitos a restrições por parte do doador. de maneira geral. Em seguida. as demonstrações financeiras de entidades sem fins lucrativos devem ser elaboradas e publicadas dentro dos mesmos critérios usados por entidades de fins lucrativos. as entidades sem fins lucrativos. Dentre as normas técnicas destacamos a NBC T 10. Com as entidades sem fins lucrativos não é diferente. estrutura e nomenclatura das demonstrações e a sua divulgação conforme os preceitos da NBC T 6. pois muitos recursos obtidos pelas entidades já possuem destinação delimitada em projetos de concessão de recursos.4. aplicamos a essas entidades os atributos pertencente às empresas com fins lucrativos.1 A exigência da Contabilidade para as entidades sem fins lucrativos Não há na legislação brasileira uma norma específica para a contabilização das entidades sem fins lucrativos. 10. as demonstrações financeiras desse tipo de entidade devem evidenciar. 46 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . você verá um pouco sobre as demonstrações contábeis. de forma clara. Esses conteúdos que foram abordados no capítulo 3 somados aos conceitos contábeis aprendidos nas disciplinas contabilidade Básica I e II darão suporte para o seu aprendizado neste capítulo.19. as demonstrações contábeis a serem elaboradas pelas entidades sem fins lucrativos são aquelas determinadas pela NBC T 3 que trata do conceito. segundo o mesmo autor. Observe. Deste modo. O CFC – Conselho Federal de Contabilidade se manifesta a respeito das referidas entidades e emite as normas técnicas que visam orientar os contadores. conteúdo. em linhas gerais. a ser estudado. 4 .16. Entretanto segundo Anderson apud Olak e Nascimento (2006. seguem os mesmos procedimentos contábeis das empresas lucrativas e afirma que Desejavelmente. p. 55). estão sujeitas aos princípios fundamentais de contabilidade emanados da resolução do CFC nº 750/93. Ainda.

001 Duplicatas a Pagar 2.1 Disponível 1. no próximo tópico.1. Demonstração do Resultado.1. Demonstração de Fluxo de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado (para companhias abertas). 4 . A seguir.1.2.001 Caixa 1. 6. para isso. além da contabilidade atualizada. Esse certificado só expedido quando é atendida a exigência da apresentação das demonstrações contábeis.2 .CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS As demonstrações contábeis obrigatórias emanadas da lei n. 001 Materiais Diversos do Almoxarifado 2 – PASSIVO 2. ou em qualquer período fixado pela administração. como sugere Olak e Nascimento (2006 p.002 Bancos 1. o que a lei prevê.001 Salários a Pagar UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 47 . Para o cumprimento da NBC T 10.1 CIRCULANTE 2. Dando sequência aos nossos estudos você verá que o Balanço Patrimonial é o mais importante relatório contábil. o Patrimônio da entidade/empresa de forma qualitativa e quantitativamente. Cabe ao Balanço Patrimonial evidenciar.404/76 são: Balanço Patrimonial.1. é necessária a realização de adequações.19 o texto não pode ser cumprido de forma literal. veja um modelo de Balanço Social para entidades sem fins lucrativos. 2. Você terá a oportunidade de ver. resumidamente. Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulado.1. É importante destacar que. BALANÇO PATRIMONIAL 1 – ATIVO 1.404/76 pode e deve ser adotada pelas entidades sem fins lucrativos.1. 4º.2. está a possibilidade de celebrar convênios e acordos de repasses de recursos pelo Poder Público. A estrutura patrimonial definida na lei 6. conforme decreto n.1. é condição sine qua non a apresentação das demonstrações contábeis.1. emitido pelo CNAS.1. Direitos e Obrigações de uma empresa.001 FTGS a pagar 2. além e da emissão do Certificado de Entidades de Fins Filantrópicos.404/76 regulamenta sua composição onde resumidamente exprime o conjunto dos Bens.3 Outras Obrigações 2.1.3.1.1. É por meio do Balanço Patrimonial que podemos identificar a saúde financeira e econômica da empresa no fim do ano. 69) quando enfatiza a necessidade de substituição da conta Capital por Patrimônio Social e Lucro/Prejuízo por Superávit/Déficit.2 Obrigações Trabalhistas 2.1.1 Balanço Patrimonial – BP O artigo 178 da lei 6.2 Estoques 1. na busca por recursos para a efetivação de suas atividades.1.536/98 no art.1 CIRCULANTE 1.1 Fornecedores 2.

4 Superávit ou Déficit do Exercício 2.2. O Superávit não tem a finalidade de remunerar partícipes da entidade. Lucro. Como você já viu.2 NÃO-CIRCULANTE 1.2 Patrimônio Social 2.2. a cada final de ano.3. custos e despesas em um determinado período e deve apresentar o resumo das variações positivas (receitas e ganhos) e negativas (custos. 48 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Caso as receitas sejam maiores que as despesas o saldo será positivo.2.2 NÃO-CIRCULANTE 2.001 Máquinas e Equipamentos 1.2. Porém.303/2001). mediante a especificação das receitas. a Contabilidade apura.003 Depreciação Acumulada 2 – PASSIVO 2.002 Móveis e Utensílios 1.2.001 Doações de PF 2. mas deve ser aplicado na manutenção das atividades da entidade.2.3. normalmente no exercício social.2.2. a Demonstração do Resultado do Exercício com a finalidade de descrever a formação do resultado gerado no exercício.2. em função da exploração das atividades operacionais da empresa. O Déficit significa que as receitas obtidas foram insuficientes para cobrir os custos e despesas incorridas. no próximo tópico. Veja suas particularidades.2.CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS BALANÇO PATRIMONIAL 1 – ATIVO 1. caso as despesas sejam maiores que as receitas.1 Ativo Realizável a Longo Prazo 1.2. ou seja. com clareza e exatidão.2.404/76.2.002 Doações de PJ 2. despesas e perdas). Conforme a Lei das Sociedades por Ações (6.2 Imobilizado 1.2. mas Superávit ou Déficit.2. custos e despesas até o resultado líquido final que uma empresa poderá incorrer.3 Doações Patrimoniais 2. as adequações devem ser realizadas quanto à terminologia empregada e neste caso não termos Lucro ou Prejuízo. os demais atributos da informação contábil constante na NBC T 1.001 Superávit ou Déficit do Exercício Fonte: adaptado do artigo 178 da Lei 6. cabe ao contador adequar a nomenclatura das contas a serem apresentadas no Balanço Social de forma a evidenciar as variações patrimoniais da entidade sem fins lucrativos de maneira a informar seus usuários.2. ocorridas em determinado período de tempo. até aqui.2 Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício – DSDE A Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício – DSDE é uma demonstração que resume o confronto de todas as receitas.001 Patrimônio Social 2.2. como comentamos neste capítulo. 4. Anexo ao Balanço Patrimonial é preciso divulgar a Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício (DSDE). alterada pela Lei 10. logo.404/76.1 Passivo Exigível De Longo Prazo 2. o resultado será negativo.2.4. Prejuízo.

112) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 49 . p. DEMONSTRAÇÃO DO SUPERÁVIT OU DÉFICIT DO EXERCíCIO – DSDE (+) RECEITA BRUTA Receita com Voluntários Receita de Mensalidades Receita de Vendas de Produtos Reciclados Receita de Pessoas Jurídicas (–) DEDUÇÕES DE RECEITA DE VENDAS Impostos Sobre Vendas Abatimentos Sobre Vendas Devoluções de Vendas Cancelamento de Vendas Descontos incondicionais sobre Vendas (=) RECEITA LÍQUIDA (–) CUSTOS CPV – Custo dos Produtos Vendidos CMV – Custo das Mercadorias Vendidas CSP – Custo dos Serviços Prestados (=) RESULTADO BRUTO (–) DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Administrativas Pessoal Serviço de Terceiros Material de Consumo Manutenção Depreciação Despesas com Vendas Marketing e Publicidade Remuneração Vendedores Outras Despesas Operacionais (+/–) RESULTADO FINANCEIRO + – Receitas Financeiras Despesas Financeiras (=) Resultado do Exercício (=) SUPERÁVIT OU DÉFICIT DO EXERCÍCIO Fonte: Araújo (2006. verifique um modelo de Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício – DSDE para entidades sem fins lucrativos.CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS A seguir.

para efeito didático acompanhe a simulação. Essa entidade será beneficente e terá como finalidade amparar crianças em situação de risco familiar. 2. em três duplicatas de R$ 1.000. à vista.3 . de gêneros alimentícios conforme NF 1 no valor total de R$ 1. Vejamos. em seguida. 3. mês de constituição da entidade.000.000. a seguir.CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS Com todos esses conhecimentos adquiridos será interessante que você possa ver. Despesa de Salários do mês. Doação. Aquisição de móveis e utensílios adquiridos. R$ 90. 4 . R$ 80. Numa situação verídica é fundamental que ser apresente em conjunto a essas duas demonstrações contábeis outras demonstrações como Demonstração da Mutação do Patrimonial Social.00 pelo terreno.000. 4 .3 Contabilizando operações de uma entidade sem fins lucrativos – caso prático Realizaremos a contabilização de fatos contábeis fictícios de uma entidade sem fins lucrativos. 6. Usaremos como mês de referência “dezembro”. Recebimento de doação de Pessoas Jurídicas em dinheiro no valor de R$ 5.00.00. recebida na forma de imóvel avaliado em R$ 20.00.00 pela edificação e R$ 2. agora.1 Fatos contábeis no mês de dezembro de 2008 1.00 sendo R$ 18.00.00 cada uma. 8.3 .000. Provisão do FGTS do mês. 4 .00. por isso. faremos a apuração da Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício – DSDE e do Balanço Patrimonial. 9. a prazo. sua denominação será “Associação Criança Segura”. baseada na Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido e outras demonstrações para representar as variações patrimoniais da entidade. realizada pelo governo do Estado. Provisão do INSS retido no mês. Doação recebida dos associados para compor o Patrimônio Social – R$10.000.00. como funcionam essas operações. serem levantados saldos e apresentação dos relatórios contábeis.1 . Aquisição. R$ 1.00. 7. 50 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Abertura da conta no Banco do Povo com depósito de R$ 5.000. 5. 4.000.1 Fatos contábeis Os fatos contábeis serão contabilizados em diário e razão simplificado para.000. Após a contabilização dos fatos contábeis de dois meses.

..... R$ 900 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 51 ..... de pessoas jurídicas para manutenção das atividades....... R$ 2... ...... R$ 200 Fato 7 D: INSS C: INSS a Recolher ....... R$ 200 D: Receita de PJ.............000 C: ARE – Apuração Resultado Ex...... Aquisição de equipamento eletrônico como TV e rádio conforme NF 34................. Serviço Voluntário para pintura da sede........... R$ 90 Fato 15 – Ajuste de Dezembro D: Receita c/ Voluntários ............. R$ 200..... R$ 2................... R$ 1....00....000 Fato 6 D: Despesa c/ FGTS C: FGTS a Pagar ..................... R$ 3..... 11.... R$ 5...... R$ 18..........280 C: Despesa c/ Salários..........000 Fato 2 D: Terrenos .. 12.. à vista......00.....000 Fato 4 D: Gêneros Alimentícios C: Caixa .......000... Encerramento do exercício....................000 Fato 13 – Ajuste de Dezembro D: Salários a Pagar C: INSS ........ ........ R$ 10..200 Fato 8 D: Bancos Conta Movimento C: Caixa ....... R$ 90 Fato 14 – Ajuste de Dezembro D: ARE – Apuração Resultado Ex .......... Veja os lançamentos dos fatos contábeis em livros diários... R$ 2....... R$ 20.00 13...........000 Fato 3 D: Móveis e Utensílios C: Dpl a pagar .....................................000 C: Doação de Pessoa Jurídica...... R$ 1..... R$ 200 Fato 12 D: Bancos Conta Movimento C: Receita PJ . R$ 1.................. R$ 1............... R$ 900... R$ 2.000 D: Edificações .....000 Fato 9 D: Caixa C: Doação PJ ......................000 C: Despesa c/ FGTS ..000 Fato 5 D: Despesa c/ Salários C: Salários a Pagar....CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS 10.......... R$ 80 C: Despesa c/ Pintura ........ ... R$ 5................ R$ 80 Fato 11 D: Despesa com Pintura C: Receita c/ voluntários ....000 Fato 10 D: Máquinas e Equipamentos C: Caixa .. Doação recebida via banco........ I – Lançamentos em diários dos fatos contábeis Fato 1 D: Caixa C: Patrimônio Social........... R$ 2......

000 5.000 – 3 3. para efeito de estudo.000 – 2 5.000 200 – 15 14 – 80 14 – 200 2.000 – 4 9 – 5.000 1. que tomamos como exemplo. a “Associação Criança Segura”.000 FGTS a pagar 80 – 6 0–S Receita Voluntários 15 – 200 200 – 11 0–S Máq.000 Despesa c/ Salário 5 – 1.000 6.000 – 1 10.000 S – 18.000 Doação PJ 20. no próximo tópico como são realizados os lançamentos em razonetes dos fatos contábeis.000 – S Despesa c/ FGTS 6 – 80 80 – 14 Bancos Conta Movimento 8 – 5.000 – 5 910 – S Despesa Pintura 11 – 200 200 – 14 0–S Móveis e Utensílios 3 – 3. 52 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . veja como é realizado o Balancete de verificação da instituição.000 S – 1.000 12 – 2.280 2.000 S – 2.000 – S Despesa c/ FGTS 6 – 80 80 – 14 0–S Terrenos 2 – 18.000 S – 3.200 920 920 Dando sequência aos nossos estudos.000 PL Social 10. II – Lançamentos em razonetes dos fatos contábeis Caixa 1 – 10.000 DPL a pagar 30.000 – 12 0–S Gêneros Alimentícios 4 – 1.900 S – 8.000 – 14 0–S ARE 14 – 1.000 1. e Equipamentos 10 – 900 S – 900 INSS a recolher 90 – 7 90 – S Receita PJ 15 – 2000 2.000 – 9 25.000 – 8 900 – 10 15.000 – S INSS 7 – 90 90 – 13 0–S Edificações 2 – 2.000 – 15 1.000 S – 7.CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS Observe.000 Salário a Pagar 13 – 90 1.

....................................................................00 (–) DESPESAS OPERACIONAIS .............000...................00 R$ 910......... R$ 920..........100......00) Despesas Administrativas Salários .............00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 53 ........00 R$ 18...............00 R$ 80......00 R$ 200..00 DÉBITO R$ 8...00 Observe...........00 R$ 200.....00 R$ 25..R$ 1....280....000..000........................R$ 2....................00 R$ 2......... IV – Demonstração do Superávit ou Déficit Do Exercício – DSDE da Associação Criança Segura DEMONSTRAÇÃO DO SUPERÁVIT OU DÉFICIT DO EXERCíCIO – DSDE (+) RECEITA BRUTA Receita com Voluntários .........000...000....... no próximo quadro...00 (=) SUPERÁVIT DO EXERCÍCIO..............00 (=) RESULTADO BRUTO ................................000........00 R$ 2.........................00 R$ 900......................................R$ 200.200...R$ 2.....................00 R$ 90.......R$ 80................................000...........000.................000.......000..00 R$ 41..........R$ 1..00 Pintura ..00 CRÉDITO R$ 10...00 Receita de Pessoas Jurídicas .......200.............................00 FGTS ......................................R$ 200..280..........00 R$ 80.........00 (=) RECEITA LÍQUIDA.............00 R$ 7........................00 R$ 1...280..........00 R$ 3.......00 R$ 3.....000..........00 R$ 1..... a Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício a DSDE da Associação Criança Segura.......CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS III – Balancete de Verificação da Associação Criança Segura CONTA Caixa Banco Conta Movimento Gêneros Alimentícios Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Terrenos Edificações Despesa Salários Despesa FGTS Despesa Pintura Patrimônio Social Doações de PJ Salários a Pagar Duplicatas a Pagar FGTS a pagar INSS a recolher Receita c/ Voluntários PF Receitas c/ PJ Saldos R$ 41.R$ 920...00 (=) Resultado do Exercício .....................000.......... R$ 2...............................

............000....00 Para concluir os estudos dos registros contábeis das entidades sem fins lucrativos é importante mencionar que.........100..........00 Obrigações Trabalhistas Estoques FTGS a pagar... Fique atento às discussões propostas pelo próximo capítulo.... pois elas serão essenciais para o bom desenvolvimento de seu curso e para o sucesso em sua profissão......000..000.....000...... Contabilidade para organizações do terceiro setor...........R$ 920..00 Superávit ou Déficit do Exercício Superávit do Exercício .00 Outras Obrigações Salários a Pagar ..... daí a importância social da profissão.. além de outras legislações como o Novo Código Civil...R$ 10..CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS Por fim...............00 Doações de PJ .... R$ 900.00 Doações Patrimoniais Edificações ...00 R$ 40...... 54 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .. 2006. os fundamentos normativos contábeis para as entidades imobiliárias. Referências ARAÚJO... R$ 18......00 INSS a recolher . no próximo capítulo..000...... a seguir......... R$ 2.00 Duplicatas a Pagar...000...00 Terrenos .R$ 910.00 Bancos Conta Movimento . Agora que você aprendeu e praticou o processo de contabilização das entidades sem fins lucrativos veremos.R$ 90......000.................. foram trabalhadas algumas possibilidades desses registros..........000.00 NÃO CIRCULANTE Imobilizado NÃO CIRCULANTE Patrimônio Social Gêneros Alimentícios ...R$ 1... Osório Cavalcante...00 R$ 40..... no próximo quadro...00 Máquinas e Equipamentos .00 Móveis e Utensílios ......000. É importante que você perceba que essas entidades cumprem um papel social significativo e devemos ficar atentos para evidenciar e prestar contas de seus resultados... V – Balanço Patrimonial da Associação Criança Segura BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CIRCULANTE Disponível CIRCULANTE Fornecedores PASSIVO Caixa .R$ 3.......R$ 25. R$ 7.00 Patrimônio Social ...19... veremos....000.......R$ 80... R$ 3....... A norma brasileira de contabilidade que emana sobre entidades sem fins lucrativos é a NBC T 10.... neste capítulo. São Paulo: Atlas..R$ 8.... o Balanço Patrimonial da associação..

Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 55 . 2008. OLAK. Disponível em: <http://www. Diogo Toledo.htm>. Institui o Código Civil Brasileiro.br/ccivil/leis/2002/l10406. Acesso em: 10 dez. Contabilidade para entidades sem fins lucrativos (terceiro setor).planalto. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. htm>. NASCIMENTO. 10406. Brasília: CFC.404/76. Disponível em: <http://www. 6404. Acesso em: 16 dez. Disponível em: <http://www.CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS BRASIL. São Paulo: Atlas. Lei n.br/ccivil_03/LEIS/L6404consol. 2004. ______. de15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre sociedades por ações. 2008. Acesso em: 16 dez.planalto.br/ ccivil_03/_ato20072010/2007/Lei/L11638.gov.planalto. Paulo Arnaldo. Alteração da Lei 6.htm>.gov. Manual de procedimentos contábeis para fundações e entidades de interesse social. 2008. de 10 de janeiro de 2002. ______. Lei n. 2006.gov.

CAPÍTULO 4 • TÓPICOS ESPECIAIS 56 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

você verá o fluxo de operações nas atividades imobiliárias. em nosso estudo contábil. por meio de estudo de caso. Portanto. e muitas outras. em especial devido à diversificação de negócios de uma empresa. passivos. que os conteúdos aqui explorados dialogam com muitos outros que você já viu até aqui. com o objetivo de intermediar o processo. ao final deste capítulo. destacando as contas de débito e crédito. Não tivemos. Na Teoria da Contabilidade você teve a possibilidade de estudar a base teórica que possibilitou a você reconhecer e mensurar ativos. Deste modo. estudados no 1° e 4° períodos. locação de imóveis. Assim. administração de centros comerciais. receitas e despesas. você seja capaz de compreender o processo de contabilização das entidades imobiliárias e reconhecer a legislação pertinente às entidades imobiliárias. você estudará a legislação pertinente. pois na atividade contábil é comum a necessidade de se dominar várias áreas da contabilidade. apresentaremos modelos e casos de registros contábeis pertinentes a este tipo de atividade comercial e de prestação de serviços. os registros contábeis. Neste capítulo.5). até o momento. construção própria e/ ou de condomínios incorporação de imóveis. como funciona a prática contábil. neste capítulo. Tais conhecimentos são extremamente importantes para a sua prática profissional.Contabilidade das empresas imobiliárias CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS 5 Introdução As atividades que as empresas imobiliárias executam estão diretamente ligadas ao desmembramento de terrenos. Você perceberá. loteamentos. que estabelece procedimentos contábeis a serem observados na realização da contabilidade das empresas imobiliárias. esperamos que. seja representado por pessoa física ou jurídica. darão suporte para os estudos pertinentes à contabilidade das empresas imobiliárias. além de ter a oportunidade de visualizar. ao longo de seu curso. Sempre quando houver um bem a ser alugado e/ou negociado haverá a figura de um agente imobiliário. conteúdos específicos da contabilidade das empresas imobiliárias. esses conhecimentos aliados aos da Contabilidade Introdutória nos ajudará a realizar os registros contábeis. bem com a Norma Brasileira de Contabilidade (NBC T 10. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 57 . porém os estudos das disciplinas de Teoria da Contabilidade e da Contabilidade Introdutória.

ou seja. intermediação na compra ou venda de direitos reais sobre imóveis. É importante lembrar que os recursos para pagamento do imóvel ainda poderão ser financiados por meio de programas do governo federal via Caixa Econômica Federal (CEF). 5 .2 Registros contábeis Segundo a NBC T 10. no próximo tópico. sendo que os custos de construção ficam a cargo do empreendedor proprietário.5. administração de imóveis e a sua locação. incorporação em terreno próprio ou em terreno de terceiros. A venda dos imóveis pode ocorrer quando eles estão em fase de construção ou quando já estiverem concluídos e a forma de pagamento varia podendo ser à vista ou dividida em prestações conforme contrato de negociação entre as partes. como ocorrem os registros contábeis das entidades imobiliárias. os princípios contábeis da oportunidade e da competência.1 Fluxo de operações nas atividades imobiliárias A NBC T 10.CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS 5 . geralmente. é o empreendedor imobiliário. ou pertencente a terceiros. os custos e as despesas devem ser reconhecidos mensalmente. É importante que você saiba que. Outra atividade imobiliária muito comum é a locação de imóveis que poderá ocorrer a partir de um móvel próprio da empresa imobiliária. na maior parte das vezes. entre contratante (imobiliária) e contratada (proprietário do terreno). quando um imóvel de terceiros é locado via imobiliária a mesma garante a administração do bem. conforme os princípios contábeis aceitos.5 determina que atividades imobiliárias são aquelas que têm como objeto uma ou mais atividades exercidas de compra e venda de direitos reais sobre imóveis. imobiliária (cedente) e comprador (contratante). quem irá administrar a obra. que acertam contrato futuro de entrega do imóvel. 58 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ou terem origem nos compradores condominiais. Você verá. Nesse caso. a receita deverá ser reconhecida no momento da assinatura do contrato público ou particular de compra e venda. com o objetivo de respeitar. nos fatos de compra e venda de direitos reais sobre imóveis. A construção de imóveis poderá acontecer por meio de contratos de empreitada. As parcelas desses financiamentos poderão ser fixas ou reajustadas por algum índice legalmente aceito. sendo que o reajuste deverá estar estipulado no contrato de aquisição do imóvel. independentemente do recebimento do valor contratado. em especial. Os recursos correspondentes à construção podem ter origem própria do empreendedor ou serem financiadas por instituições financeiras. as receitas.

CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS Os valores pagos adiantados. em relação ao custo total previsto até a conclusão da obra. deve compreender somente aqueles registrados no período de apuração daquela receita. deverão ser reconhecidos na contabilidade imobiliária como adiantamento de clientes. por vontade do comprador. quando estes forem concluídos. • a receita a ser reconhecida deve compreender o valor apurado.5. independente de pagamento.5 da NBC T 10. ela deverá incorrer em todos os gastos necessários à edificação. deverão ser reconhecidos pela produção. e no final de cada mês. • o custo total deve compreender os custos incorridos até o momento da apuração e os custos orçados e contratados a serem incorridos a partir daquele momento. Passivo Não-Circulante. ser transferidos para a conta Estoque de Imóveis em Construção. ser transferido para a conta Estoque de Imóveis Acabados. deduzido do total das receitas já reconhecidas nos períodos anteriores relativas à unidade vendida. ou no grupo do passível exigível a longo prazo. mesmo as não iniciadas. posteriormente. ou de unidades de lotes com obras de infraestrutura em andamento. Nos demais casos observar item 10. Os custos deverão ser levados a um sistema de apuração de custos. a empresa imobiliária disponha de todos os recursos financeiros para suportar a construção das unidades destinadas a venda. • a proporção apurada deve ser aplicada ao preço de venda.2.5 que coloca. • devemos reconhecer a proporção dos custos incorridos até o momento da apuração. em conformidade com o contrato. que: • os custos compreendem todos os gastos incorridos para a sua obtenção. Veja a seguir alguns exemplos de lançamentos: • Custo de construção de imóveis destinados a vendas Lançamento 1 – Incorporação do terreno à obra: D – Estoque / Imóvel em construção C – Estoque / Terreno a comercializar UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 59 . • e o custo do imóvel vendido a ser confrontado com a receita apurada. Os pagamentos recebidos das unidades que ainda estão em construção. como se aplica nos contratos de longo prazo para fornecimento de bens e serviços. caso sejam caracterizados como receita. O valor da conta Estoque de Imóveis em Construção deverá. entre outros casos. Caso. no Passivo Circulante.

quando o empreendedor imobiliário assume todos os custos de construção e delega a responsabilidade técnica à empresa de engenharia e construção civil. haverá um termo de contrato de administrador. Neste caso. Outro fato que devemos estar atentos é o caso de o empreendedor financiar a obra. alguns lançamentos contábeis seriam: Lançamento 7 D – Custo de construção de imóveis/ materiais diretos / mão de obra direta / subempreitadas / materiais indiretos C – Estoques / depósito de materiais / salários a pagar / fornecedores de serviços / almoxarifado etc. os lançamentos contábeis serão: Lançamento 1 D – Bancos C – Financiamento para construção Lançamento 2 – Juros e atualização monetária mensal paga D – Despesas financeiras / juros s/ financiamento de construção / variações monetárias passivas C – Financiamento para construção Lançamento 3 – Transferência para a apuração de resultado D – Apuração do resultado do exercício C – Despesas financeiras / juros s/ financiamento de construção / variações monetárias passivas 60 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ou seja. Nesse caso. pelo contrato: D – Custo de construção de imóveis / empreitadas C – Fornecedor de serviços Lançamento 3 – Quando do pagamento das faturas: D – Fornecedor de serviços C – Caixa ou Banco Lançamento 4 – Custos com a obra D – Custos de construção de imóveis / mão de obra indireta C – Salários a pagar Lançamento 5 – Transferência dos custos incorridos no mês para o Ativo Circulante D – Estoques / Imóveis em construção C – Custos de construção de imóvel / empreitadas / mão de obra indireta / custos indiretos rateados / etc. Lançamento 6 – Obra conclusa D – Estoques / imóveis acabados C – Estoques / imóveis em construção Você deve observar que quando a construção for realizada por terceiros.CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS Lançamento 2 – Incorporação em terreno de terceiro.

• Vendas das unidades concluídas Lançamento 1 D – Bancos / Caixa C – Receita de venda de imóveis Lançamento 2 – Valor do custo do produto vendido. a seguir. que devem ser abatidas da dívida de financiamento D – Financiamento para construção C – Bancos Lançamento 4 – Saldos das contas de resultado a serem transferidos para a apuração do lucro do período D – Receita de venda de imóveis C – Apuração do resultado do exercício D – Apuração do resultado do exercício C – Custo dos imóveis vendidos • Promessa de compra e venda de unidades concluídas Lançamento 1 D – Prestamistas C – Receita de venda de imóveis Lançamento 2 – Confronto do custo do imóvel vendido D – Custo dos imóveis vendidos C – Estoque / imóveis acabados Lançamento 3 – Recebimento das prestações D – Caixa / banco C – Prestamistas Lançamento 4 – Juros e correção monetária sobre as prestações D – Prestamistas C – Variações monetárias ativas / receitas financeiras / juros s/ venda a prestações Lançamento 5 – Encerramento do exercício social D – Receita de venda de imóveis / variações monetárias ativas / receitas financeiras / juros sobre vendas a prestações C – Apuração do resultado do exercício D – Apuração do resultado do exercício C – Custo dos imóveis vendidos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 61 .CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS Observe. a ser confrontado com a receita D – Custos dos imóveis vendidos C – Estoques / imóveis acabados Lançamento 3 – Parcelas liberadas pela venda das unidades. o lançamento das unidades concluídas.

devemos utilizar a conta do resultado de exercícios futuros: D – Prestamistas C – Receita de resultados futuros / venda de imóvel No reconhecimento do valor atualizado do saldo devedor das prestações devemos realizar os seguintes registros: Lançamento 1 D – Prestamistas C – Variações monetárias ativas É imprescindível lembrar que as atualizações monetárias deverão estar em conformidade com os índices de correção acordados.CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS No momento da transferência para a conta “lucros acumulados”. deverá ser transferido para a conta reservas de lucros a realizar: D – Apuração do resultado do exercício C – Lucros acumulados D – Lucros acumulados C – Reservas de lucros a realizar Na venda a prazo. D – Prestamistas C – Receitas financeiras / juros sobre vendas a prestação Lançamento 5 – Recebimento das prestações. a parcela do lucro não realizado financeiramente correspondente a parte do lucro contido nas prestações a receber. apropriado a resultados futuros. D – Custos de exercícios futuros / imóveis vendidos C – Estoques / imóvel acabado Lançamento 3 – Reconhecimento do valor atualizado do lucro bruto das unidades vendidas. após o período seguinte. D – Prestamistas C – Resultados de exercícios futuros / imóveis vendidos / variações monetárias ativas Lançamento 4 – Juros cobrados sobre o saldo devedor dos clientes prestamistas. D – Custos de exercícios futuros / imóveis vendidos C – Variações monetárias ativas Se o fato não tiver correção monetária do lucro bruto das unidades vendidas. ou a prestações de unidades construídas. Lançamento 2 – Confrontação dos custos relacionados aos exercícios futuros. D – Caixa / banco C – Prestamista 62 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . apropriado a resultados futuros.

Sugiro a você que leia um pouco mais sobre esse assunto na obra de Alberto Manoel Scherrer. D – Receita de venda de imóveis / Receita financeira / Juros das vendas a prestações / variações monetárias ativas C – Apuração do resultado do exercício D – Apuração do resultado do exercício C – Custo dos imóveis vendidos Existem outros lançamentos contábeis que poderão ser realizados. por meio de um estudo de caso. constrói um edifício com 50 apartamentos. 5 . Contabilidade Imobiliária (2009) que aborda com sucesso esse assunto. Seu balanço patrimonial.000 Empreiteiros a pagar PASSIVO R$ 234. no próximo item. levantado em 31/11/01. para isso é necessário buscar junto a NBC T 10. Vale lembrara a você que as demonstrações contábeis das entidades imobiliárias devem obedecer a Lei n. Sobre a elaboração do plano de contas para as empresas imobiliárias.340 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 63 . devemos seguir o padrão determinado pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. em relação ao preço contratado. conforme a modalidade de negociação e de acontecimento dos fatos. a Demonstração do Resultado do Exercício e a Demonstração do Lucro ou Prejuízos acumulados.350.3 Estudos de caso: a prática contábil de venda à vista e a prazo de unidades não concluídas (Adaptado de Scherrer. D – Custos dos imóveis vendidos C – Custo de exercícios futuros / imóveis vendidos Lançamento 7 – Pelo encerramento do exercício para fins de apuração do lucro.5 o auxílio técnico e as legislações pertinentes para registrar e divulgar as informações em toda a sua plenitude e em conformidade aos princípios e normas contábeis.000 R$ EXÍGIVEL Fornecedores 230. apresentou a seguinte composição: ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Banco c/c movimento Créditos Imóveis em construção NÃO-CIRCULANTE Imobilizado 1. Vermos. 2009) A empresa Construtora Bom Ver Ltda.404/76 e que as principais demonstrações contábeis desses empreendimentos são compostas pelo Balanço Patrimonial.CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS Lançamento 6 – Proporção dos custos incorridos.058 546. todos com a mesma área e o mesmo padrão de acabamento.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social 100. como acontece na prática. 6.

..000: D – Banco c/c movimento C – Receita de venda de imóveis ...... à vista por R$ 46..000.......372.... estoque 50 unidades imóveis em construção – saldo do Balanço).....000: D – Estoque de imóveis em construção C – Fornecedores . 64 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .... 2...... a apuração e a contabilização dos tributos incidentes...... à vista por R$ 45.. R$ 45.....000 (sendo R$ 1. considerando que todos os apartamentos são da mesma área e o mesmo padrão...000..300 No período de 01/12 a 31/12/01..190 – Empreiteira Faz Tudo. 2.350.......826 Total 297.....000 de sinal e com 50 prestações mensais fixas de R$ 800...... efetuamos as seguintes operações: • 01/12/01 – contratação de Empreiteira Faz Tudo.... para a realização das obras no edifício.... Fato 1 – 01/12/01 – contratação de Empreiteira Faz Tudo.560 Reservas de lucros 384. o levantamento da DRE e o Balanço patrimonial em 31/12/01....350...128 2.000 de sinal e 30 prestações fixas de R$ 1........372.. a prazo R$ 12...........210 Lucros acumulados 2..... R$ 200.. no valor de R$ 100.. com cheque.. no valor de R$ 100.. • 31/12/01 – a empreiteira emitiu a NF n.........000 = R$ 27.000* * Proveniente do cálculo: R$ 1.195.820..000...000. devemos apresentar os lançamentos contábeis pertinentes..........826 1... • 12/12/01 – venda do apartamento 12.. com vencimento para 30/12/01..... com vencimento para janeiro 02.000.. 2..056 Reservas de capital 275. • 20/12/01 – referente à parte dos serviços concluídos.000 Fato 2 – 12/12/01 – venda do apartamento 12.200.. • 15/12/01 – venda do apartamento 33 a prazo R$ 8..CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS ATIVO NÃO-CIRCULANTE Terrenos Edifícios Máquinas e equipamentos Total PASSIVO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 133.....000....000 Fato 3 – Registros dos custos relativos à venda do apartamento 12: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Estoque de imóveis em construção ........ R$ 27. pelo valor total de R$ 200... • 21/12/01 – venda do apartamento 35....190. à vista R$ 45......... • 27/12/01 – venda do apartamento 34... pelo valor total de R$ 200. para obras no edifício... a empreiteira contratada emite NF n..... referente ao saldo do contrato.... Com base nas informações... • 30/12/01 – pagamento da NF n.....

....000 R$ 27... R$ 48.......... 12 e 33)........ R$ 4..000 D – Receita de venda de imóveis a apropriar (REF) C – Receita de venda de imóveis .000 D – Banco c/c movimento C – Promitentes compradores de imóveis ...... R$ 4.......67% = R$ 4.. em função da NF emitida pela empreiteira contratada: D – Provisão para custo contratado C – Estoque de imóveis em construção ........CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS Fato 4 – 15/12/01 – venda do apartamento 33 a prazo R$ 8... relativo às unidades vendidas (aptos........000 50 unidades Fato 7 – Registro do custo contratado....67% = R$ 666 Fato 9 – Registro de baixa da provisão para custo orçado.................. R$ 8........000 = 16........... R$ 4... R$ 48.......... 33....000 × 16.........000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 65 ...... relativo ao apto 12: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Provisão para custo contratado (PC ou PELP) .000* * Proveniente do cálculo: R$ 200.... R$ 4........ R$ 27......... R$ 666* * Proveniente do cálculo: R$ 4...000.........................................000 Fato 8 – Transferência para conta de resultado (custo) da parcela do custo contratado............000 ∙ 16.000 Fato 5 – Registros dos custos relativos à venda do apartamento 33: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas a apropriar (REF) C – Estoque de imóveis em construção ....................000 = R$ 4.....................500 Fato 6 – Registro do custo contratado......... (lançamento 10) relativo à entrada recebida do apto........................500* * Proveniente do cálculo: R$ 8.....000 de sinal e 50 prestações mensais fixas de R$ 800: D – Promitentes compradores de imóveis C – Receita de venda de imóveis a apropriar (REF .. relativo ao apto 33: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Provisão para custo contratado (PC ou PELP) ..67% do total do contrato de venda....000 D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Custo de unidades imobiliárias vendidas a apropriar (REF) ................ na proporção: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Custo de unidades imobiliárias vendidas a apropriar (REF) ............000 = R$ 4......000* * Proveniente do cálculo: R$ 200....... R$ 8... considerando que o valor de cada 50 unidades unidade vendida é de R$ 2..... Assim.......

....... R$ 29..000 do contrato R$ 1...000* * Proveniente do cálculo: R$ 1. R$ 46..... à vista por R$ 46.000 R$ 29.................000 (saldo do balanço) + R$ 100....000 Fato 11 – Registros dos custos relativos à venda do apartamento 35: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Estoque de imóveis em construção .....................000 D – Receita de venda de imóveis a apropriar (REF) C – Receita de venda de imóveis ..........000....000 * Proveniente do cálculo: = R$ 2.. R$ 12........450......000 de sinal e 30 prestações fixas de R$ 1.000 D – Banco c/c movimento C – Promitentes compradores de imóveis . relativo à parcela do contrato de empreitada R$ 100.000 = R$ 29.. R$ 48..... R$ 29..000 50 unidades Fato 15 – Registros dos custos proporcionais ao reconhecimento da receita do apto..........000 (saldo do balanço) + R$ 100..... ainda não cumprido pela empreiteira..... R$ 48.......000 do contrato da empreiteira com emissão de NF R$ 1................................200: D – Promitentes compradores de imóveis C – Receita de venda de imóveis a apropriar (REF) ..000 50 unidades Fato 12 – Registro do custo orçado. R$ 200..000 50 unidades Fato 13 – 27/12/01 – venda do apartamento 34..............250 66 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS ...000 (total) menos R$ 100.... 34: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Custo de unidades imobiliárias vendidas a apropriar (REF) ..............000 da empreiteira com emissão de NF = R$ 29... R$ 2....350..450.........000 (NF já emitida): D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Provisão para custo contratado . a prazo R$ 12..CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS Fato 10 – 21/12/01 – venda do apartamento 55........................................000 * Proveniente do cálculo: = 25% do total do contrato de venda......000: D – Banco c/c movimento C – Receita de venda de imóveis . ou seja.000* * Proveniente do cálculo: R$ 1.......................000 ∙ 20% = R$ 7................000* R$ 100.. R$ 12................. Assim...............000 Fato 14 – Registros dos custos relativos à venda do apartamento 34: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas a apropriar (REF) C – Estoque de imóveis em construção ...... R$ 7........350....250* R$ 12..................

.......................000 (total) menos R$ 100.........330 A demonstração do Resultado do Exercício e o Balanço Patrimonial da Construtora Bom Ver Ltda...... R$ 721* * Proveniente do cálculo: R$ 111..000 = R$ 2.000 50 unidades Fato 20 – Registros dos impostos PIS e COFINS incidentes sobre as receitas tributáveis: D – PIS s/ receita operacional C – PIS a recolher . com cheque: D – Fornecedores C – Banco c/c movimento ...CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS Fato 16 – Registro do custo orçado......................033 111.. (lançamento 10) relativo à entrada recebida do apto..................000 ∙ 25% = R$ 500 Fato 18 – 30/12/01 – pagamento da NF 2......000 = R$ 2........................ R$ 200....190 – Empreiteira Faz Tudo.....000* * Proveniente do cálculo: R$ 100...916) 32... ficam assim estruturados: DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (+) RECEITA BRUTA DA VENDA DE IMÓVEIS (–) DEDUÇÕES DE RECEITA DE VENDAS Impostos Sobre Vendas (=) RECEITA LÍQUIDA (–) Custo dos imóveis vendidos (=) LUCRO OPERACIONAL BRUTO (4.....................................000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 67 .............. na proporção: D – Custo de unidades imobiliárias vendidas C – Custo de unidades imobiliárias vendidas a apropriar (REF) .... ou seja.....051) 106.......... R$ 3.....65% = R$ 721 D – COFINS s/ receita operacional C – COFINS a recolher .....000 50 unidades Fato 17 – Transferência para conta de resultado (custo) da parcela do custo contratado.................. ainda não cumprido pela empreiteira... R$ 500* * Proveniente do cálculo: R$ 2.......... R$ 100....000* * Proveniente do cálculo: R$ 100......... R$ 8..................000 ∙ 3% = R$ 3......... relativo à parcela do contrato de empreitada R$ 100........... em face a NF emitida: D – Provisão para custos contratados C – Estoque de imóveis em construção .................000 Fato 19 – Registro da provisão para custo contratado........... 34.. R$ 2....000 (NF já emitida): D – Custo de unidades imobiliárias vendidas a apropriar C – Provisão para custo contratado .....000..............000 ∙ 0.000 × 4 unidades vendidas R$ 8.....949 (74...330* * Proveniente do cálculo: R$ 111...

Lembramos que as normas brasileiras estão em convergências com as normas internacionais e isso é válido para a NBC T 10. Orientação técnica n 01.000 Receitas a apropriar (–) Custos a apropriar PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social 133. recomendamos um estudo íntegro e aprofundado desse pronunciamento. Norma Brasileira de Contabilidade 10. Disponível em: <http://www. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. 2. 2007. Disponível em: <http://www.826 100. 2. é importante que você fique atento às normatizações determinadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).084) Para concluir este capítulo. 2009.000 COFINS a recolher 1. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). ed. Contabilidade imobiliária.000 1. ed.535.5 – entidades imobiliárias.300 PASSIVO R$ 334.340 721 3.01. 2009. Acesso em: 22 jan. que tem por finalidade esclarecer assuntos quanto às práticas contábeis adotadas pelas entidades de incorporação imobiliária.161 2.195. Acesso em: 22 jan.210 Lucros acumulados 2.br>. São Paulo: Atlas.org. órgão responsável para a emissão dos pronunciamentos de orientação dessas convergências já emitiu o de n. COSTA. em especial no que diz respeito às Normas Brasileiras de Contabilidade.535.br>.056 Reservas de capital 275. Alberto Manoel.org.000 (49.cpc. Referências COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. SCHERRER.330 76.5. Magnus Amaral da.426. Anotações 68 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .560 Reservas de lucros 384.CAPÍTULO 5 • TÓPICOS ESPECIAIS BALANCO PATRIMONIAL EM 31/12/01 ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Banco c/c movimento Créditos Promitentes compras de imóveis Imóveis em construção NÃO-CIRCULANTE Imobilizado Terrenos Edifícios Máquinas e equipamentos Total R$ EXIGÍVEL Fornecedores 241.058 546.000 Empreiteiros a pagar PIS a recolher 76. 2009. São Paulo: Atlas.cfc.826 Total 329. Contabilidade da construção civil e atividade imobiliária.

o conteúdo a ser apresentado. Por isso. do sistema de habitação. É importante ressaltar que. à vista. Neste capítulo. nesse capítulo. esperamos que você seja capaz de entender os procedimentos contábeis de empresas de construção civil. e no gerenciamento das atividades da empresa construtora. sendo que. um UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 69 . A teoria da contabilidade nos dará menção de como reconhecer e mensurar ativos. novamente. de clientes.Contabilidade das empresas construtoras CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS 6 Introdução A contabilidade das empresas de construção civil é um ramo muito específico de aplicação das normas e legislação contábil. você estudará a legislação contábil aplicada aos empreendimentos construtores. Os recursos financeiros utilizados para a realização dos serviços da construtora podem ser de diversas fontes. por meio de parceladas ou não. 6. passivos. É bom lembrar que os registros contábeis a serem efetuados nas empresas construtoras constituem casos particulares e específicos desse tipo de empresas.1 Comentários sobre o fluxo de operações nas empresas construtoras É comum as empresas de engenharia e construção civil executarem obras para terceiros na forma de administração ou empreitada. e as vendas são realizadas de diversas formas. a prazo. Desse modo. será relevante para as futuras administrações desse tipo de empreendimento e a sua atuação como contador poderá contribuir com o registro contábil da empresa e auxiliar na tomada de decisões. próprios. receitas e despesas e os conhecimentos da Contabilidade Introdutória nos ajudará a realizar os registros contábeis. além de ser capaz de reconhecer a legislação contábil aplicada às empresas de construção civil. ao término desse capítulo. nas obras de administração será cobrado um percentual dos custos incorridos na obra ou então. etc. os conteúdos estudados na disciplina de Teoria da Contabilidade (4° Período) e os conteúdos da Contabilidade Introdutória (1° Período) darão suporte para os estudos pertinentes à contabilidade das empresas construtoras. bem como um estudo de caso com alguns registros de fatos ocorridos em uma empresa construtora. tais como. Empresas de construção civil têm como objeto social a atividade imobiliária de construção de unidades imobiliárias destinadas à venda.

Segundo Costa (2007). assumir os custos de execução e cobrar de seus clientes mediante a medição dos serviços realizados e ter como base o progresso físico da obra ou cobrar de acordo com o cronograma financeiro contratado com o cliente. desdobrados por elementos que compõem os gastos como segue: ATIVIDADES Demolições Limpeza de terreno Barracões Instalações provisórias Estaqueamento Blocos e baldrames Outras MATERIAL DIRETO MÃO DE OBRA DIRETA DEMAIS CUSTOS TOTAL É evidente que. sendo que. realizando a medição da obra em tempo real. proprietário ou preposto deste. Tal procedimento só será possível se o contrato determinar a cobrança desta forma. em unidades de trabalhos realizados. sendo que o valor contratado esteja relacionado com as unidades terminadas. Quando a construção apresentar uma previsão para durar menos que um ano. pois haverá a apuração do resultado da empreitada em relação a cada unidade terminada. 6 . Os custos das obras de engenharia e construção são conhecidos por meio de controles. Veja. Aí surge uma questão de fundamental importância: como proceder aos registros contábeis? 70 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . os controles são feitos por meio de programas e tecnologias próprias sendo comum que a empresa de engenharia disponha de um sistema de informações. seja de material ou de evolução. de modo que o orçamento contratado para cada estágio da obra seja integrante do orçamento total da obra. é comum a empresa de engenharia e construção civil. ou pela metragem já executada. a seguir. que certifica o montante percentual já executado em função do progresso físico da obra. atualmente. alguns registros contábeis mais importantes. devemos reconhecer a receita somente na conclusão de cada unidade.2 Alguns registros contábeis A medição dos serviços realizados no período-base é formalizada por meio de um laudo técnico emitido por profissional habilitado. na apuração do resultado do exercício o custo de construção incorrido será computado como custos da obra de empreitada.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS valor é fixado previamente entre o construtor e o contratante. Após todo o controle na obra. nas obras de empreitada. os dados são repassados à contabilidade para os devidos registros. que remunera os serviços da empresa de engenharia e construção civil.

porém. para apurar o lucro bruto: D – Apuração do resultado do exercício C – Custos da obra por empreitada / materiais diretos / Mão de obra direta / Subempreitadas / Mão de obra indireta.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS Exemplificaremos alguns modelos de registros contábeis.): D – Custo de obras por empreitada/ custos indiretos rateados C – Custos indiretos/ transferidos Pelos custos totais apurados no período para o resultado. comissões. etc. etc. horas extras. • Empreitada com faturamento por medição do progresso físico da obra Pela aquisição a prazo: D – Estoque / Depósito de materiais C – Fornecedores de materiais Pela aquisição à vista: D – Estoques/ Depósito de materiais C – Caixa ou Banco c/c Movimento Pela remessa para utilização na obra: D – Custo de obras por empreitada/ Materiais diretos C – Estoques/ Depósito de materiais Pelo inventário de materiais que serão devolvidos para o depósito (materiais não utilizados): D – Estoques/ Depósito de materiais C – Custo de obras por empreitada/ Materiais diretos Pelo envio de matérias de consumo (limpeza. é preciso que você fique atento às normas contábeis e à própria legislação tributária e contábil aplicada aos empreendimentos de construção civil e de engenharia. que serão pagos: D – Custo de obras por empreitada/ Mão de obra direta e indireta C – Salários a pagar Pela provisão dos encargos sobre despesas com pessoal que serão pagos: D – Custo de obras por empreitada/ Mão de obra direta e indireta C – Encargos sociais a pagar Pela subempreitada de parte da obra: D – Custo de obras por empreitada/ Mão de obra locada / subempreitada C – Fornecedores de serviços Pelos gastos incorridos externamente ao canteiro de obras (manutenção do almoxarifado e depósito. conservação e de escritório) à obra: D – Custo de obras por empreitada/ Materiais diretos C – Almoxarifado Pela provisão de salários. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 71 . antes de tudo. compras etc.

pela aplicação da seguinte fórmula:  CTe  RE = RPn – (RPn – 1) e RPn = RPn    CTo  Onde: RE = Receita correspondente ao período base atual. A construção será realizada por empreitada global. e aplicar esta ao valor contratado. sendo que foi orçado um custo total de R$ 60 milhões. Neste mesmo período a empresa recebeu do contratante a quantia de R$ 25 milhões. acumulada até o período base anterior. tendo em vista a realização da receita em contratos a longo prazo. CTo = Custo total da obra. No ano de X6 incorreu em custos no montante de R$ 15 milhões. Como exemplo de cálculo da receita a ser reconhecida no período. com faturamento a cada medição. de forma a se obter a receita a ser reconhecida. basta comparar o custo incorrido em relação ao custo total da obra. por R$ 100 milhões. reajustado. a preços correntes da época. da Secretaria da Receita Federal (DRF) uniformiza os procedimentos de cálculos para apurar o valor de resultados de receitas com contratos superiores há um ano. incorrido até o período base. A Instrução Normativa (IN) n. 21 de 13 de março de 1979. CTe = Custo total da obra.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS Pelo encerramento das contas de receita: D – Receita de obras por empreitada C – Apuração do resultado do exercício Pela receita de obras por empreitada conforme medição efetuada: D – Serviços a faturar / Cliente sob empreitada C – Receita de obras por empreitada Pela provisão do Imposto Sobre Serviços (ISS): D – ISS s/ obras por empreitada C – ISS a pagar • Empreitada com cobrança por cronograma financeiro A contratação de obras por empreitada. A receita a ser reconhecida e faturada deve ser aquela correspondente ao progresso físico da obra. RTr = Preço total da obra contratada. acumulada até o período-base atual. RPn = Receita proporcional da obra. consideraremos que a Engenharia e Construções ABC foi contratada para construir uma ponte sobre o Rio Tocantins. RPn-1 = Receita proporcional da obra. Com base nestes dados temos: 72 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . tendo o laudo técnico de medição do progresso físico acusado 20% de realização. orçado ou estimado. Para se obter o valor da receita. exige da construtora a manutenção de recursos para aplicação na obra. reajustado.

quando a obra for por empreitada com cobrança por cronograma financeiro são: Pelo recebimento conforme o cronograma financeiro: D – Caixa / Banco C – Adiantamento de clientes Pela medição dos custos incorridos em relação ao custo total orçado da obra: D – Serviços a faturar C – Receita de obras sob empreitadas Pela compensação dos adiantamentos dos clientes com o valor dos serviços executados: D – Adiantamento a clientes C – Serviço a faturar Pela emissão da fatura: D – Faturas a receber C – Serviços a faturar Pelo valor dos impostos sobre serviços incidentes sobre a receita da obra: D – ISS s/ obras sob empreitadas C – ISS a pagar Você viu um exemplo de empreitada com cobrança por cronograma físico. após conhecido os valores. devemos controlar os custos de cada unidade em andamento e reconhecer a receita quando somente a unidade for terminada. Neste caso os registros contábeis são: UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 73 . • Empreitada de obras com duração menor que um ano Nas obras com duração menor que um ano. Agora verá um exemplo de obras com duração menor que um ano.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS • Pelo método do custo: a) Pela proporção dos custos incorridos em relação ao custo total: R$ 15 milhoes = 0. 25 ou 25% R$ 60 milhoes b) Receita do período: R$ 100 milhões ∙ 25% = R$ 25 milhões c) Resultado do período: R$ 25 milhões – R$ 15 milhões = R$ 10 milhões • Pelo método do laudo técnico de medição do progresso físico: a) Receita do período: 20% de R$ 100 milhões = R$ 20 milhões b) Resultado do período: R$ 20 milhões – R$ 15 milhões = R$ 5 milhões • Pela IN 21/79 SRF: a) Custo a ser considerado incorrido no período: 20% de R$ 60 milhões = R$ 12 milhões b) Resultado do período: R$ 20 milhões – R$ 12 milhões = R$ 8 milhões Os registros contábeis a serem realizados.

a ser transferido para o Ativo Circulante: D – Estoques / obra em andamento C – Custo de obras por empreitada / apropriação Pela conclusão e entrega das unidades terminadas. pois ela acumula a contabilidade da obra e distribui os resultados enquanto as demais consorciadas suprem a empresa líder com recursos financeiros. quando positiva: D – Adiantamento de obras / fatura a receber / clientes s/ empreitadas C – Receita de obras por empreitada Pelo confronto dos custos entre as unidades terminadas e a receita reconhecida: D – Custo da obra por empreitada / unidades concluídas C – Estoque / obras em andamento Nas obras de engenharia e de construção civil existe a possibilidade de serem planejadas / executadas por meio de consórcio de empresas.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS Pela aquisição de materiais postos diretamente na obra: D – Custo da obra por empreitada / materiais diretos C – Fornecedores de materiais Pela medição de subempreiteiros: D – Custo da obra por empreitada / subempreitada C – Fornecedores de serviços Pela alocação dos custos indiretos ao canteiro de obra: D – Custo da obra por empreitada / custos indiretos rateados C – Custos indiretos / transferências Pelo recebimento das quantias contratadas: D – Caixa / Banco C – Adiantamento de obras Pelo saldo de unidades não terminadas. o consórcio ocorre sob contrato entre as empresas e o contratante da obra. e mantêm as contas correntes pelo fluxo financeiro relacionado com a obra. Lançamento da diferença entre o valor contratado e os adiantamentos recebidos. nesse caso. os registros contábeis deverão ser: Pelo suprimento de recursos à empresa líder: D – C/C obras sob consórcio C – Bancos Pela devolução dos recursos alocados à obra e daqueles decorrentes da distribuição do resultado da obra: D – Bancos C – C/C obras sob consórcio 74 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . quem realiza os registros contábeis é a empresa líder do consórcio. Segundo Costa (2007). Deste modo.

000 90.000 SALDO DEVEDOR 10.000 400.000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 75 .000 100.3 Estudos de caso: contabilidade para obras por empreitada (adaptado de Costa.000 100.000 500.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS Pelo resultado final apropriado à consorciada. 2007) Construtora XYZ.000 700.000 100. apresenta os seguintes dados em 31/12/00: CONTAS Caixa Banco Máquinas e equipamentos Depreciação acumulada Veículos Depreciação acumulada Capital Reserva de ajuste monetário Lucros acumulados Total 700. 6 .000 90. segundo sua quota de participação: D – C/C obras sob consórcio C – Resultado em obras sob consórcio Pelo recebimento de recursos das consorciadas: D – Bancos C – C/C obras sob consórcio Pela devolução dos recursos supridos pelos consorciados e do resultado distribuído àqueles: D – C/C obras sob consórcio C – Bancos Pela transferência do custo da obra sob consórcio e pela transferência da receita de obra por empreitadas sob consórcio: D – Resultado de obras sob consórcio C – Custo de obras por empreitada D – Receita de obras por empreitada C – Resultado de obras sob consórcio Pela distribuição de lucros aos consorciados: D – Resultado de obras sob consórcio C – C/C obra sob consórcio Vamos ver agora um estudo de caso que envolve os registros contábeis para obras por empreitada.000 SALDO CREDOR 10.

Nos meses de janeiro. a receber no mês de abril. realizado pelo cliente.000 61.000.000. a serem pagos no mês seguinte no valor de R$ 10.000 – AS Veículos SA – 500.000. Veículos 100. para construir uma estrada particular pelo valor de R$ 800.000 a recolher posteriormente. 10.000 – 9 8 – 150. da duplicata relativa à primeira medição. fevereiro e março aconteceram os seguintes fatos: • compra de materiais de construção a prazo. Maq. postos diretamente na obra. pois já havia sido depositado em banco.000. como adiantamento para financiar gastos iniciais com a obra e cujo valor seria deduzido da primeira medição. e recebe na assinatura do contrato a importância de R$ 100. • utilização de equipamentos alugados.000 251. cujo faturamento importou em R$ 250. Ac.000 – SA 76 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . O valor do ISS foi de R$ 4.200 88. • subempreitada de serviços no valor de R$ 30. • folha de pagamento de pessoal contratado para executar a obra R$ 40. com a quitação dos R$ 100.000 Deprec. o restante deverá ser pago posteriormente.000 160.000 a ser recolhido posteriormente. Observe a seguir os lançamentos. (valor bruto) a ser pago no mês de fevereiro.000. sendo ISS no valor de R$ 2.000 Banco 30.200 – 6 1 – 100. Equip. no valor de R$ 160. foi contratada pela empresa Grão Verde Ltda.000.000 340. cujo faturamento importou em R$ 150.000 Máquinas e Equipamentos SA – 100.000 Deprec. executados no mês e pagos imediatamente.000 – 4 SA – 90.000. • pagamento no banco. • pagamento de fornecedor dos materiais adquiridos (item a). Acum. a Construtora XYZ. • medição. • pagamento de salários e alugueis relativos a janeiro. Caixa SA – 10.000 de adiantamento. • medição.000.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS No início do ano de 01.

000 – 3 INSS a pagar 6 – 10.000 – 12 12.000 271.1 2.00 Salários a pagar 3.000 – c Receita obra p/ empreitada 250.000 – 2 0.000 – a D – 6.000 100.000 10.1 Capital 400. De equipamentos 4 – 10.000 G – 2.000 F – 160.000 – 7 10 – 150.000 – 3.000 10.600 – 11 COFINS a recolher 12.000 – h G – 128.1 PIS a recolher 2.000 – d – 2.000 PIS s/ obra por empreitada 2.000 – 12 FGTS a pagar 6 – 3.000 – e COFINS s/ obra por empreiteira 12.1 – 8.1 – 4.200 3.000 6 – 38.200 – 3.800 400.1 – 2.000 100.00 0.200 – b 3.000 – AS Lucros Acumulados 90.000 – F Adiant.000 10.000 – 3 0.00 Fornec.200 C – 10.200 Operc.000 – 8 Res.2 6.2 – 3.000 – 7.000 51.000 400.000 – AS 128.000 – 7 A – 400.000 -10.000 160. a Clientes 7 – 100.000 – 1 Faturas a receber 7 – 250.600 – 11 2.000 E – 30.200 – G Fornec.000 150.600 H – 12.200 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 77 .00 0.000 160.000 – SA MOD 3 – 40.000 – 10 ISS s/ obra por empreitada 7.000 3.2 ISS a recolher 4.000 Subempreitadas 4 – 30.000 30.000 40. Materiais 9 – 160.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS Materiais Diretos 2 – 160.000 150. Ajuste Monetário 100. Serviços 6 – 10.600 g ARE B – 51.000 10.

600 12. é importante que você esteja atento e busque conhecer qual ou quais os tipos de tributação de imposto de renda e de contribuição social para essas sociedades. Aqui não tratamos das normatizações tributárias sobre este tipo de sociedades. Referência COSTA. como fiscal e societária.800 Total 400.000 R$ EXIGÍVEL Passivo R$ Para concluir. Acumulada Veículos (–) Deprec.200) 128.000 (20.200 738. quando diz respeito às Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas às empresas de engenharia e de construção civil. 2007.200 BALANCO PATRIMONIAL EM 31/12/01 Ativo CIRCULANTE Disponibilidades Caixa Banco c/c movimento Faturas a receber NÃO-CIRCULANTE Imobilizado Máquinas e equipamentos (–) Deprec.000) Reserva ajuste monetário Lucros acumulados 738.600) 379. São Paulo: Atlas.000 (10. é importante ficar atento às normatizações técnicas emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).000) PATRIMÔNIO LÍQUIDO 500. ed. Anotações 78 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .400 (251. e. Contabilidade da construção civil e atividade imobiliária.000 ISS a recolher 2.000 218.000 6. além disso.000 Capital social (100. Acumulada Total 100. Magnus Amaral da. 2.000 PIS a recolher 88. tanto tributária. fique atento às alterações que surgem nas legislações.800 COFINS a recolher 150.CAPÍTULO 6 • TÓPICOS ESPECIAIS Veja a Demonstração de Resultado do Exercício e o Balanço Patrimonial que ficaram estruturados da seguinte forma: DRE Receita de obras (–) deduções receitas = Receita líquida (–) Custo da obra = Lucro Bruto do trimestre 400.000 100.800 10. por isso.

você seja capaz de entender alguns procedimentos contábeis aplicados às empresas de engenharia e construção civil e seja capaz de compreender a importância da informação contábil aplicada às empresas de engenharia e de construção civil como instrumento de gestão empresarial. o máximo que puder. a prestações. já quanto ao conteúdo. os conteúdos do capítulo 6 serão a base para nossos estudos.1 Estudos Contábeis Nos subitens a seguir apresenta-se estudo contábeis das empresas de construção civil e de engenharia quando: vendem à vista unidades acabadas. vendem a prazo ou a prestação unidades UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 79 . O próprio Conselho Federal coloca a estruturação das demonstrações contábeis quanto à forma. em especial quando dizem respeito ao registro. que contempla a forma e o conteúdo da informação contábil a ser divulgada. por meio do AVA. no capítulo 6 temos os estudos da teoria da contabilidade. Veremos situações que envolvem o registro e a informação contábil. Ainda. recomendamos que o contador tenha a preocupação de registrar todos os fatos contábeis. uma vez que a base de registro contábil são os laudos técnicos emitidos pelos profissionais de engenharia que acompanham interinamente a obra. a venda à vista de unidades em construção.Estudos contábeis nas empresas de construção civil e de engenharia CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS 7 Introdução Contabilidade das empresas de construção civil e de engenharia segue várias normativas contábeis. Desta forma. a venda à vista de unidades acabadas. pois aprendemos alguns registros contábeis das empresas de construção civil e de engenharia. vendem a vista unidades em construção. 7 . não só do caderno de conteúdos e atividades. com base em estudos de caso. mensuração e demonstração do resultado do exercício. como também das aulas e das atividades propostas pelos professores da disciplina. a venda a prazo ou. Esperamos que. ao final deste capítulo. Esses registros seguem os padrões estipulados nas Normas Brasileiras de Contabilidade. Gostaria de lembrar a você que todos os estudos de casos são adaptados de Costa (2007) e que esse capítulo é uma oportunidade relevante de colocar em prática os conhecimentos adquiridos. Para isso. Aqui estudaremos. quantitativa e qualitativamente em toda a sua extensão. Tente explorar. todos os usuários interessados podem ter acesso à informação. de unidades acabadas e em construção.

2 Venda à vista de unidades em construção Considere que a empresa Construtora e Engenharia SMA dispõe no início do exercício.. Começamos pelo estudo contábil da venda à vista de unidades acabadas.. No final do período..000.R$ 300. Em determinado período vende cinco unidades.000. No ano seguinte.000.... 7 ... somando em custos no montante de R$ 240. à vista... pela proporção dos custos incorridos (R$ 600.1 .. vende duas unidades a João da Silva. por R$ 800.000).000) em relação ao custo total orçado até a conclusão (R$ 800.. Os registros contábeis na Construtora SMA são: Fato 1 D: Caixa C: Receita de venda de imóveis .. relativo a 15 unidades de um conjunto de residências denominado Morada do Sol Ltda.1 Venda à vista de unidades acabadas Leve em consideração que a empresa Construtora e Engenharia SMA possui estoque de unidades acabadas no montante de R$ 900.1 ..000 Tendo em vista que o progresso físico da obra é feito. O custo orçado até a conclusão da obra é de R$ 800. Os registros contábeis são: • Pelos critérios da Comissão de Valores Mobiliários 1° ano: Fato 1: No momento do recebimento.000.. No decorrer do período..000.000 7 . relativo a 10 unidades do empreendimento denominado Morada da Lua..000 ∙ 5 unidades = R$ 300.000. R$ 800.. constatamos que o valor orçado do custo da obra total era de R$ 200.000 R$ 300. temos: Fato 2: D – Adiantamento de clientes C – Receita com venda imóvel Fato 3: Pelos custos incorridos relativos às unidades vendidas: D – Custo dos imóveis vendidos C – Imóveis em construção R$ 120..CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS acabadas e vendem unidades concluídas. visto que a apuração do progresso físico da obra só ocorrerá no final do exercício: D: Caixa C: Adiantamento de clientes R$ 400.000* * R$ 900.000 / 15 unidades = R$ 60.000 80 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . transcorreu em custos de construção no valor de R$ 200.000. por R$ 400.000 R$ 60... conclui a obra. Naquele ano.000 Fato 2 D: Custo dos imóveis vendidos C: Imóveis acabados .000) aplicada ao preço contratado (R$ 400... de um estoque de unidades em construção no montante de R$ 400.000.

ou seja.000. com base nessas demonstrações. veremos procedimentos contábeis de venda a prazo ou a prestações de unidades acabadas. no momento da venda: D: Caixa C: Adiantamento de clientes Fato 2: No final do exercício. um custo total de R$ 800. temos: D – Adiantamento de clientes C – Receita com venda imóvel Fato 2: D – Custo dos imóveis vendidos C – Imóveis em construção R$ 48. os custos orçados das unidades vendidas (1/5 de R$ 200. saiba que há um excesso de custos realizados: Você percebe. que recebe no ato R$ 200.000 Pelos custos incorridos relativos às unidades vendidas (1/5 de R$ 600.000 e o restante em cinco parcelas semestrais. 7 .000) e a incorrer. Agora. Vende em 30/06/X2.3 Venda a prazo ou a prestações de unidades acabadas Considere que a Construtora e Engenharia SMA.000 R$ 120. composto de 10 unidades.000 R$ 100.000): 2° ano: Como os custos de construção estão registrados no estoque de imóveis em construção.000 Fato 4: Pela conclusão da obra.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS 2° ano: Fato 1: Pela conclusão da obra. do empreendimento Morada das Mangabeiras. como se procede contabilmente a registros contábeis de unidades em construção. devemos provisionar a parte relativa às unidades vendidas.000 R$ 400.000 R$ 40.1 .000. que anteriormente foi provisionada: Fato 3: D – Provisão para custos orçados C – Imóveis em construção D – Custo dos imóveis vendidos Custo de exercícios anteriores C – Provisão para custos orçados R$ 8. pela apuração dos custos: D – Custo dos imóveis vendidos C – Imóveis em construção provisão para custos orçados R$ 160. no início do período. dispõe. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 81 .000 R$ 48. duas unidades por R$ 400.000 Veja como ficam os registros contábeis para atender aos ditames do imposto de renda: 1° ano: Fato 1: Pelo valor recebido.

000 C – Imóveis acabados R$ 96.000/R$ 400.000) × R$ 80.000 Custo de exercícios futuros (R$ 160.000/R$ 400.000 R$ 80.000 R$ 200.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS • Pelos critérios do imposto de renda 1° ano: Fato 1: Pelo valor recebido à vista: D: Caixa C: Receita de venda de imóveis Fato 2: Pela venda a prazo: D: Prestamistas C: Receita de exercícios futuros Fato 3: Pelo recebimento da primeira prestação: D: Caixa C: Prestamistas Fato 4: Pelo reconhecimento da receita: D – Receita de exercícios futuros C – Receita de venda de imóveis R$ 40.000 C: Custo de exercícios futuros R$ 32.000 2° ano: Fato 1: Pelo valor recebimento das prestações mensais: D: Caixa C: Prestamistas Fato 2: Pelo reconhecimento das receitas D: Receitas de exercícios futuros C: Receita de venda de imóveis Fato 3: Pelo registro do custo D: Custo dos imóveis vendidos (R$ 160.000 3° ano: Fato 1: Pelo valor recebimento das prestações mensais: D: Caixa C: Prestamistas Fato 2: Pelo reconhecimento das receitas D: Receitas de exercícios futuros C: Receita de venda de imóveis Fato 3: Pelo registro do custo D: Custo dos imóveis vendidos (R$ 160.000 82 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000) × R$ 240.000/R$ 400.000) × R$ 80. incluindo àquelas diferidas para exercícios futuros: D – Custo do imóvel vendido (R$ 160.000 Fato 5: Pelo confronto dos custos às receitas reconhecidas no período.000/R$ 400.000 R$ 80.000 R$ 80.000 R$ 160.000 R$ 40.000 R$ 64.000) × R$ 160.000 R$ 80.000 R$ 200.000 C: Custo de exercícios futuros R$ 32.

000 Lucros acumulados 5.000 22.000 7.000 Fornecedores Obrigações sociais 60.4 Venda de unidades concluídas Considere agora que a Construtora e Engenharia SMA.000) 117. Agora.000 Total 117.000 50.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS • Pelos critérios da Comissão de Valores Mobiliários 1° ano: Fato 1: Pelo reconhecimento das receitas no momento da venda D: Caixa C: Receita de venda de imóveis Fato 2: Pelo reconhecimento das receitas D: Caixa C: Prestamistas Fato 3: Pelo registro do custo D: Custo dos imóveis vendidos C: Imóveis acabados R$ 160.000 1. veremos um estudo de caso que envolve a venda de unidades concluídas.000 R$ PASSIVO Circulante R$ 8.000 Financiamento de obras UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 83 .000 Obrigações tributárias 10.1 .000 (10. tem a seguinte situação em 31/12/x0: ATIVO CIRCULANTE Banco Estoque Imóveis em construção Imóveis p/ construção NÃO-CIRCULANTE Imobilizado Terrenos Edificações Veículos Moveis e equipamentos (–) Depreciação acumulada Total PL 5.000 1.000 10. você aprendeu como proceder contabilmente quando há venda a prazo ou prestação de unidades acabadas.000 50.000 Até o momento.000 2° ano: Fato 1: Pelo recebimento das receitas D: Caixa C: Prestamistas R$ 80.000 Capital Social 15.000 R$ 200. 7 .000 R$ 40.000 3° ano: Fato 1: Pelo reconhecimento das receitas D: Caixa C: Prestamistas R$ 80.

guias de recolhimento do FGTS e INSS. No mês de março os fatos que aconteceram foram: a) pagamentos efetuados: salários líquidos do mês de fevereiro.000. R$ 250. ocorreram os seguintes fatos: a) pagamentos efetuados: salários líquidos dos funcionários em R$ 1. com vencimento em 31/5/x1. contas de energia.000. f) folha de pagamento do pessoal administrativo do mês de fevereiro R$ 500 (valor bruto). contribuição social R$ 300. guias de recolhimento do INSS e FGTS. gastos incorridos com a legalização do condomínio R$ 3. b) recebimento da fatura. No mês de janeiro de x1.000.000. c) recebimento das faturas de energia. a partir da data de 28/2. R$ 100. a ser paga em fevereiro. b) faturas de água. a serem pagas em fevereiro. financiamentos de obras por empréstimos imobiliário junto ao Banco do Povo. b) conta mensal de água. energia e telefone consumidas na administração. c) folha de pagamento do pessoal administrativo R$ 600 (valor bruto). 84 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . água e telefone. IR R$ 700. e comissões devidas à empresa imobiliária. (valor bruto). a serem pagas no mês de março. e. tendo recebido 50% à vista e o restante em um ano. R$ 15. que serão pagas no mês de abril R$ 100. tendo recebido 50% no ato e o restante em um ano. gastos com combustíveis e lubrificantes com veículos utilizados na administração da empresa R$ 80. água e telefone referente ao mês de janeiro. a partir desta data. energia e telefone referente a fevereiro.00. empreiteiro da obra em R$ 7. d) venda a prazo de cinco apartamentos por R$ 50.000. energia e telefone. relativo à última medição da obra.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS Os desdobramentos das contas são: imóveis em construção 20 apartamentos do mesmo padrão.000. contas de água. pela intermediação nas vendas. em R$ 500. consumidas na administração. e) venda a prazo de quatro apartamentos por R$ 36. gastos com combustíveis e lubrificantes R$ 70. c) venda à vista de dois apartamentos. 1% das parcelas recebidas a serem pagas no mês de março. R$ 17. considerada concluída. fornecedores por dívidas junto à construtora executora da obra. d) folha de pagamento do pessoal administrativo. última fatura do consumidor. ocorreram as seguintes transações: a) pagamentos efetuados: salários líquidos de janeiro. g) comissão à imobiliária. No mês de fevereiro.

000 (18) 20.000 Moveis e equipamentos 10.50 (33) 250 (34) 580 (35) 112.000 15.000 16.000 10.000 Depreciação acumulada 10. e) f) venda a prazo de quatro apartamentos. os razonetes de contabilização dos fatos: Bancos 22.000 687.50 Imóveis acabados (19) 80. e 8% dos empregados.000 (45) 80.000 Terrenos 5.000 (14) 180 (15) 460 (32) 217.000 (20) 20.000 (46) 8.000 (1) 7.000 (19) 80.000 Imóveis p/ construção 10.000.565 70 (36) 31. 8% de FGTS. A empresa provisiona 30% do valor bruto dos salários para encargos relativos a férias e 13° salário.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS d) venda à vista de três apartamentos R$ 24.000.000 80. Sobre a folha de pagamento. 1% das parcelas recebidas a serem pagas no mês de abril.000 (3) 3. veículos 20% e móveis e equipamentos 10%. IR e CS 23%.000 10. pela intermediação nas vendas.000 (48) 72.000 8.000 (23) 16. no montante de R$ 40. comissão à imobiliária.000 (21) 25.000 5.50 (50) 10. A seguir.000 Veículos 5. os lançamentos dos encargos que são: 27. As taxas anuais de depreciação são: edificações 5%.000 1.000 (4) 460 (12) 217.000 8.000 (24) 18.000 Edificações 15.000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 85 .50 (13) 17.687. com o recebimento de 20% no ato e o restante em quatro pagamentos trimestrais.000 (2) 1.5% de INSS e terceiros.000 (17) 15.000 5.435 Imóveis em construção 60.000 (26) 12. cobertura dos 40% sobre o saldo do FGTS (para demissões dos funcionários).000 80.000 (44) 24.000 80.

000 10.844.000 24.000 (47) 32.000 11.54 Financiamento de obras 50.000 (9) 40 (12) 460 (29) 40 (32) 460 (43) 48 2.109.048 2.000 25.360 86 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .109.600 552 1.54 10.50 (33) 217.000 1.000 50.96 INSS / FGTS a recolher (13) 217.000 Fornecedores de serviços (2) 7.96 (F) 40.000 75.000 (14) 17.000 50.109.50 137.000 33.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS Prestamistas (22) 25.000 Obrigações sociais (1) 1.50 (8) 40 (9) 40 (10) 137.000 Lucros acumulados 7.50 (28) 40 (29) 40 (30) 165 (39) 48 (42) 48 (43) 435 696 261 Provisão p/ encargos sociais 150 (11) 150 (40) 180 (41) 480 Contas a pagar (15) 100 (34) 250 (35) 580 100 (6) 250 (16) 580 (31) 110 (38) 320 (49) 930 430 1.000 500 (7) 500 (27) 600 (38) Obrigações tributárias (3) 1.844.000 1.54 (E) 1.000 (25) 18.000 Capital social 50.

54 (F)33.000 (25) 32.50 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 87 .50 (C) Receita vendas de imóveis (A) 90.96 90.000 (23) 10.000 15.000 (A) (C) 3.200 (B) Comissões s/ vendas (31) 580 (49) 320 900 (D) ARE (B) 41.000 Despesas administrativas (6) 100 (7) 500 (8) 137.109.000 (22) 18.844.000 (17) 25.800 30.000 (18) (5) 17.954.200 90.000 Custo de exercícios futuros (23) 10.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS Receita de Exercício Futuros 25.50 (30) 40 (36) 70 (37) 110 (38) 600 (39) 165 (40) 150 (41) 180 (42) 48 (50) 687.50 (D) 900 46.50 3.000 (44) 8.000 (47) 75.000 (48) 12.000 (24) 24.000 (26) 8.945.200 41.000 (48) 3.000 43.000 (26) 8.000 (45) 12.800 Custo de construção de imóveis (4) 3.50 (10) 40 (11) 150 (15) 80 (16) 250 (27) 500 (28) 137.000 (46) Custo dos imóveis vendidos (20) 8.000 (21) 18.045.000 20.50 (E)10.945.

Portanto.54 50.109.844.565 Obrigações sociais Obrigações tributárias 75.50) (900) 43.800) Passivo R$ 1.50) É importante destacar.000 40.50 75.000 Capital social 10.945. voltamos a sugerir a você que fique atento e busque sempre informações atualizadas sobre os tipos de tributação e IR (imposto de Renda) e de contribuição social dessas empresas.200) 48.954.109.000 (–) Custo de exercícios futuros 15.000 (30.50 (10. Fique atento! 88 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 Financiamento de obras INSS/FGTS a recolher 8.96 197.687.877.000 Lucros acumulados 197.000 PATRIMONIO LÍQUIDO 5. sabemos que o CFC busca informar os profissionais da área sobre qualquer mudança realizada nas normas do setor.000 (41.000 Contas a pagar NÃO-CIRCULANTE Receita de exercícios futuros 5.50 Total 50.CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS A demonstração do resultado do exercício e o balanço patrimonial referente ao período do primeiro trimestre do ano de x1 são apresentados a seguir.844.877.000 Provisão p/ encargos sociais 10.96 BALANCO PATRIMONIAL EM 31/12/X1 Ativo CIRCULANTE Disponibilidades Banco c/c movimento Créditos Prestamistas Estoques Móveis acabados Terrenos para construções NÃO-CIRCULANTE Imobilizado Terrenos Edificações Veículos Moveis e equipamentos Total R$ CIRCULANTE Fornecedores de serviços 80.000 552 10.000 261 480 430 (–) depreciação acumulada (10. agora que estamos na reta final desse capítulo que a observação das normas editadas pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade) é essencial para o sucesso da contabilidade. veja: DRE Receita de venda de imóveis (–) Custo dos imóveis vendidos = Lucro bruto (–) Despesas administrativas (–) Despesas com vendas = Lucro Bruto do trimestre (–) IR e CS = Lucro líquido 90.800 (3. É bom lembrar que a legislação não é estática.54) 33.

Até uma próxima oportunidade! Referência COSTA. Contabilidade da construção civil e atividade imobiliária. esperamos que você tenha aproveitado todos os conteúdos explanados no decorrer dos nossos estudos e que lembre que essa disciplina é o começo de tudo. ed. São Paulo: Atlas. 2. 2007. muitos caminhos na busca do conhecimento precisam ser percorridos por você! Estudo é uma constante rotina que nos faz crescer. Magnus Amaral da. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 89 .CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS Por fim.

CAPÍTULO 7 • TÓPICOS ESPECIAIS 90 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

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Créditos EQUIPE UNITINS Organização de Conteúdos Acadêmicos Revisão Linguístico-Textual Revisão Didático-Editorial Gerente de Divisão de Material Impresso Revisão Digital Projeto Gráfico Capas Doriane Braga Nunes Bilac Silvéria Aparecida Basniak Schier Silvéria Aparecida Basniak Schier Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva EQUIPE EADCON Coordenador Editorial Assistentes de Edição William Marlos da Costa Ana Aparecida Teixeira da Cruz Lisiane Marcele dos Santos Thaisa Socher Bruna Maria Cantador Denise Pires Pierin Kátia Cristina Oliveira dos Santos Rodrigo Santos Sandro Niemicz Programação Visual e Diagramação .

apresentaremos os procedimentos que o contador deve realizar para apurar o resultado do exercício de acordo com a legislação societária. No terceiro. descreveremos o método de custeio variável como uma alternativa para a geração de informações úteis no processo de tomada de decisão. neste caderno. descreveremos uma forma de calcular o custo do produto fabricado pelo método custeio baseado por atividades. no sétimo capítulo. No capítulo. ser um controller. A partir do final da década de 1980. crescer e criar vantagens competitivas. Por isso apresentaremos. Esperamos que ao final do estudo. No quinto capítulo. E. Esse fato alterou as condições de competitividade.ª Doriane Braga Nunes Bilac Apresentação . você perceba o quanto essas informações são relevantes para o contador que deseja ser mais que um escriturador. informaremos os procedimentos que o gestor deve realizar para fixar o preço de venda de seus produtos. No primeiro capítulo. ou seja. No quarto capítulo.Prezado estudante. apresentamos as técnicas que a gestão estratégica de custos disponibiliza para seus usuários. Bons estudos! Prof. examinaremos uma sistemática para controlar o desempenho da atividade produtiva. No sexto. as transações comerciais se diversificaram devido ao processo de globalização. para que os empreendedores possam alcançar os objetivos e as estratégias de suas empresas. exigiu das empresas um maior gerenciamento de seus custos para que possam sobreviver. algumas técnicas que a gestão estratégica de custos disponibiliza. demonstraremos o que o gestor deve fazer para aumentar seu lucro quando existir alguma restrição no processo produtivo.

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Para relembrar com mais profundidade esses conteúdos. Ao analisar esse exemplo. Esperamos que você se dedique aos estudos deste capítulo e. horário e local prometidos. publicado pela editora Atlas. Portanto. como também de gestão. estabelecer a estratégia a ser utilizada para melhor alcançar esses objetivos e. escrito por George Sebastião Guerra Leone. departamentalização. você pode ler o primeiro capítulo do livro Custos: planejamento. informar os clientes de possíveis atrasos e gerar informações para a tomada de decisões. ao final dele. definir as táticas para a implementação da estratégia. identificará as diversas ferramentas e a finalidade das informações de custos que a gestão estratégica de custos tem para auxiliar o gestor a otimizar suas atividades operacionais. Tudo com o menor custo possível.1 Estratégia e tática Estratégia tem origem da palavra grega strategos. em data. Além disso. implantação e controle. Mas o que é estratégia e o que é tática? Neste capítulo. você conhecerá os conceitos de estratégia e tática. 1 . Agora. O conhecimento desses assuntos possibilitará que você entenda os motivos que os gestores têm para gerenciar com eficácia os custos incorridos na sua atividade operacional. sistema de produção. entenda a importância da gestão estratégica de custos no processo de planejamento. ao mesmo tempo. cálculo do custo do produto vendido. isto é. isto é.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Gestão estratégica de custos 1 Introdução Vamos supor que uma empresa de distribuição de medicamentos planeja implantar ações que possam melhorar o nível de serviços aos clientes e reduzir os custos de armazenamento e abastecimento. direção e controle e conceitue os termos estratégia. na área militar. custos e gestão estratégica de custos. objetivo e métodos de custeio. ela deve identificar como irá alcançá-los. apuração do resultado do exercício e elaboração da demonstração do resultado do exercício). stratos = exército e ago = liderança ou comando. Por isso é de fundamental importância que você tenha entendido os conteúdos apresentados na disciplina Contabilidade e Análise de Custos (conceito. você deve ter percebido que a empresa fixou os objetivos que deveriam ser alcançados. Isso significa entregar os produtos sem danos. significa a aplicação de UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 95 . gestão e custos.

Nesse sentido. Fonte: Chiavenato (1993. É um meio para alcançar objetivos departamentais. etc.planetanews. se a entidade deseja reduzir custos. no quadro 1. de crescimento (inovação. Mas se deseja expandir seus negócios. Na área empresarial. Está orientada para médio ou curto prazo.). É de responsabilidade de cada gerente de departamento. significa a mobilização/alocação de diversos recursos da empresa para que possa alcançar seus objetivos. significa a arte de manobrar as tropas. Na empresa. Você pode ler sobre esses livros nas sinopses apresentadas no sítio <http://www.). elaborar táticas para a execução das estratégias e controlar sua execução (OLIVEIRA. Esses procedimentos e essas ações são denominados de táticas.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS forças (recursos) contra algum inimigo (objetivo). Nesse sentido. Quadro 1 Diferenças entre estratégia e tática ESTRATÉGIA Envolve toda a empresa. Tática se origina do grego taktike ou techne. desinvestir. É um meio para alcançar objetivos empresariais. internacionalização. de manutenção (da estabilidade.) e de desenvolvimento (do mercado. podem ser estratégias de sobrevivência (reduzir custos. 1996). fusão. apresentamos. É decidida pela alta administração. o gestor deve definir a sua estratégia. Na área militar. do nicho de mercado. assim como as escolas do pensamento estratégico desenvolvidas a partir de 1970. liquidar um negócio. Bons estudos! Agora que já sabemos o que é estratégia.com/autor/HENRY%20MINTZBERG>. O processo da estratégia e Safári de estratégia. Saiba mais Quer saber mais sobre estratégia? Então leia os estudos feitos por Henry Mintzberg para conhecer outros significados atribuídos ao termo estratégia. de produtos. etc. deve definir os procedimentos que irá realizar para alcançar esse ideal.). Na área empresarial. significa como a empresa deve usar seus recursos dentro de uma estratégia geral. etc. expansão. comunicá-la aos membros da organização. 96 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Esses estudos estão nos livros Ascensão e queda do planejamento estratégico. da especialização. as diferenças entre elas. Depois de você analisar o que é estratégia e tática. deve estabelecer as ações que possibilitarão alcançar novos mercados. vamos à análise sobre a tática. financeiro. 373) TÁTICA Refere-se a cada departamento da empresa. etc. p. Está orientada para longo prazo.

O plano tático. eles necessitam fazer o planejamento. o desenvolvimento de produtos e a conquista de mercado.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Após ler as diferenças. Por isso deve ser desdobrado em planos operacionais. podemos definir o planejamento estratégico como sendo um plano global de longo prazo. Podemos citar. ou seja. No fluxograma a seguir. o plano de novos investimentos para expansão e inovação. definir suas ações para o futuro. Mas o que os gestores devem fazer para definir suas estratégias e táticas? Para definir as estratégias e as táticas. no qual os gestores especificam. Já o planejamento tático é um plano de médio prazo que enfoca as decisões sobre a estrutura organizacional. o plano sobre o lucro esperado. etc. para ser executado a curto prazo. você deve ter concluído que a estratégia abrange a empresa como um todo e a tática está restrita aos departamentos que compõem a entidade. o desenvolvimento de recursos para a atividade operacional e as operações de produção e comercialização. Em outras palavras. Figura 1 Planejamento estratégico e suas subdivisões. O conjunto de ações estratégicas é denominado de planejamento estratégico. como exemplos de planejamento estratégico. aonde a empresa pretende chegar no futuro e como se propõe a fazê-lo a partir da situação atual. o plano sobre o que se pretende produzir. Analise-os atentamente. o plano tático e o plano operacional. você poderá visualizar o plano estratégico. em linhas gerais. o plano sobre o mercado que a empresa deseja alcançar. Fonte: adaptado de Chiavenato (1993) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 97 .

O gestor. ou seja. controlar. 98 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Ao organizar. como consumidor. define o futuro da empresa. etc. aloca recursos financeiros. p. Você sabe o que é custo de uma atividade econômica? É sobre isso que trataremos no próximo tópico. O plano tático é um elemento que a entidade deseja melhorar. avaliar e revisar as ações e os custos. Martins (1998. p. a fim de garantir sua concretização e correção de possíveis desvios. em geral. significa sacrifício ou renúncia financeira”. comunica e motiva as pessoas para que realizem as atividades planejadas. a organização.”. define o que será feito. Santos e Marion (1993. Ela envolve o planejamento. E os planos operacionais evidenciam os procedimentos necessários para a concretização dos planos táticos. poderia ter dito que custo é o que você paga por um objeto que comprou. Vamos conversar sobre ela a seguir. Ao controlar. tais como a mão de obra. Mas se você fosse um comerciante. afirmaria que seria o valor da mercadoria mais os gastos para transportar a mercadoria até o estabelecimento comercial. embalagem. dos objetivos e das transações econômicas realizadas pelas entidades econômico-administrativas. energia elétrica. implantar ou excluir. valorar. materiais. 1 .CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Por meio da figura 1. 35) afirmam que “custos são todos os gastos do processo de produção e criação. A execução conjunta dessas funções permitirá a obtenção de resultados positivos por meio da redução dos custos. dos projetos. Mas qual seria a definição técnica desse termo na contabilidade de custos? Veja a seguir três definições de estudiosos renomados nessa área. expõe que “custos. das operações. À medida que os planos apresentados no fluxograma vão sendo implementados. acompanha a execução dos planos. já deve ter percebido que todas as atividades de um empreendimento são controladas por um administrador. A gestão é essencial para o funcionamento de uma atividade empresarial. Ao dirigir/liderar.2 Gestão Se você trabalha. ao planejar. a direção e o controle dos planos. tecnológicos e humanos para que os objetivos possam ser realizados. 25) afirma que “custo é gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços”. Mas como fazer esses procedimentos? Por meio da gestão administrativa. você. você percebeu que plano estratégico é composto dos planos táticos e operacionais. das metas.3 Custos Em resposta à pergunta anterior. é necessário organizar. desgaste das máquinas utilizadas para a produção. p. A função que ele faz é denominada de gestão. Já Horngren (1986. 1 . quem o fará e como deve ser feito. 38).

Mas o que significa essa expressão? Vejamos alguns conceitos de estudiosos em estratégia empresarial. A soma desses três elementos permite a identificação do custo de um produto fabricado. Ressaltamos que esse enfoque gerencial está voltado apenas para indicar o impacto financeiro das diversas decisões adotadas pela empresa. Essa subjetividade de rateio pode gerar produtos com custos diferentes e. flexibilidade no atendimento. análise da relação custovolume-lucro.4 Gestão estratégica de custos (SCM) Vimos nos tópicos anteriores conceitos de gestão. marketing e experiência. 20) assevera que a gestão estratégica . etc. material secundário e material de embalagem). com maior número de concorrentes e com o surgimento de tecnologias avançadas de produção.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS A partir dessas citações. assunto do nosso próximo item. os gestores concentraram sua atenção nos aspectos estratégicos para analisar e gerar as informações de custos. como consequência. aperfeiçoamento contínuo do processo produtivo. Esses aspectos. Esse fato fez com que as empresas locais buscassem modelos gerenciais que promovessem mais qualidade para seus produtos. Esse fato motivou o desenvolvimento do método de custeio variável que aloca apenas os custos variáveis aos produtos fabricados. A informação de custos foi utlizada no processo de tomada de decisão sobre o melhor produto. diminuição dos retrabalhos. a partir da década de 1990. Nesse método. para prestar um serviço ou para adquirir a mercadoria. mão de obra e gastos gerais com a fabricação. Vamos a ele? 1 . em conjunto com o avanço tecnológico. Com a globalização. Esse novo método possibilitou a análise gerencial dos custos. aceitação de um pedido especial. os gastos gerais de fabricação são rateados aos produtos de forma aleatória. eliminação de desperdícios e de atividades que não agregassem valor ao cliente. obtemos a expressão gestão estratégica de custos. no pagamento da mão de obra e dos demais gastos efetuados na produção para fabricar um produto. O contador que usa esse cálculo está aplicando os conceitos do método de custeio por absorção. ponto de equilíbrio. Por esse motivo. Isso significa dizer que são os gastos incorridos com materiais (matéria-prima. estratégia e custos. passaram a ter de competir com outras do mercado global que têm maior capacidade em termos de capital. pois os custos fixos são classificados como despesas. podemos dizer que custo é o valor monetário que a empresa gasta na aquisição de materiais. preço de venda e resultados diferenciados. Ao reunirmos esses três termos. demonstraram que as informações de custos não estavam sendo mais precisas e oportunas para o novo ambiente competitivo. Essa nova linha de pensamento fez surgir a Strategic Cost Managemant (SCM) ou gestão estratégica de custos. Nakagawa citado por Silva (2007 p. tais como Just in Time (JIT) e Total Quality Control (TQC). de custos pode ser definida como UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 99 . as empresas locais.

entre as técnicas que a empresa pode utilizar para se manter competitiva mercadologicamente. está o gerenciamento estratégico dos custos. de gerenciamento de informações (do recebimento do pedido até a entrega) e de transformação física (da matériaprima ao produto acabado para o cliente (WOMACK. tudo isso é realizado para gerar valor. Analisaremos cada um desses elementos a seguir. a criação de um melhor valor para o cliente por um custo igual ou mais baixo que aquele oferecido pelos competidores. • determinar a eficiência e a eficácia das atividades desempenhadas (mensuração e desempenho). 16) nos explicam que a . A partir dessas citações. é a superação das expectativas. podemos definir gestão estratégica de custos como ferramenta de gestão que usa as informações de custos para auxiliar os gestores a fixarem as alternativas estratégicas globais. Shank e Govindarajan (1997) afirmam que a gestão estratégica de custos é uma ferramenta para analisar os custos em um contexto mais amplo e. • identificar e avaliar as novas atividades que possam contribuir para a melhoria do desempenho da empresa no futuro (gestão de investimento). Para Wernke (2001). por meio de três elementos: análise da cadeia de valores. os elementos estratégicos tornam-se mais conscientes. Essa fixação é realizada após o gestor ter elaborado os objetivos organizacionais e ter analisado os ambientes externo e interno. o gestor relaciona a empresa com o seu ambiente para identificar os custos e as despesas para cada etapa 100 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ou seja. a análise do posicionamento estratégico e o estudo dos direcionadores de custos.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Um sistema de planejamento e controle com os seguintes objetivos: • identificar os custos dos recursos consumidos para desempenhar atividades relevantes da empresa (modelos contábeis). 2006). ou seja. Em outras palavras. Ao analisar a cadeia de valor.] desenvolver e identificar estratégias superiores que produzirão uma vantagem competitiva. Hansen e Mowen citados por Gonçalves (2007 p. após ter conhecido toda a cadeia de valor que se inicia com a compra de materiais e vai até a venda do produto ao consumidor final. por isso.. bem como obter a vantagem competitiva.. gestão estratégica de custos é um instrumento que usa os custos para [. explícitos e formais. JONES citados por CHING. • Cadeia de valor: é o conjunto de todas as atividades necessárias para que um produto passe pelas fases de criação (do desenvolvimento até o lançamento do projeto). qualidade e oportunidade que os clientes desejam. • cumprir os três objetivos acima em um ambiente caracterizado por mudanças tecnológicas (práticas de manufatura). Para Porter (1989). Valor ao cliente é a diferença entre o que um cliente recebe e o que ele espera receber.

• Activity Based Costing (ABC): os elementos do custo (materiais. ou seja.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS da cadeia de valor. atribui preço de transferência a valor de mercado. Posteriormente. A análise do posicionamento estratégico permite identificar os pontos fortes e fracos. estabelecer os instrumentos prescritivos e quantitativos e controlar e avaliar a estratégia escolhida (PORTER citado por CARVALHO. implantar novo software contábil ou enfraquecer esse posicionamento ao demitir funcionários que orientam os clientes no caixa eletrônico. Para realizar essa definição. Veja a seguir algumas das técnicas mais usadas. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 101 . Todos esses procedimentos são realizados por meio de diversas ferramentas administrativas que estão à disposição dos gestores. analisa cada atividade. 2003). Podemos perceber que. Subdividem em estruturais (escala. mão de obra e custos indiretos) são alocados às atividades e produtos por meio de direcionadores de custos. as informações de custos são usadas para estabelecer estratégias empresariais. Essa alocação pode ser visualizada na figura a seguir. LAURINDO. escopo e tecnologia) e de execução (GONÇALVES. calcula o resultado da comercialização do produto. na gestão estratégica de custos. identifica as atividades que agregam valor ao produto. • Direcionadores de custo: são os fatores que causam os custos em uma determinada situação. 2007). E o gestor. A gestão do custo pode reforçar o atendimento. • Posicionamento estratégico: é a definição das estratégias (liderança em custo. tornando-o mais simples e rápido. ao analisar o custo. faz essa ação em toda a cadeia produtiva. Sua análise possibilita a mensuração dos custos e a identificação de onde e como os custos estão acontecendo. o gestor deve fazer diagnóstico da empresa toda. verifica se há possibilidade de reduzir o ciclo operacional. as ameaças e as oportunidades da empresa. diferenciação e enfoque no custo/diferenciação) que a empresa deve realizar para manter a vantagem competitiva. definir a missão. elimina as atividades desnecessárias e busca a redução do custo em toda a cadeia produtiva. Figura 2 Distribuição dos custos às atividades. Em seguida.

você percebeu que os elementos do custo são distribuídos nas atividades realizadas pela empresa e. A sequência das setas indica o fluxo produtivo. Temos. na relação entre fornecedor. Tem por objetivo garantir o fluxo contínuo de materiais e produtos. os produtos acabados são disponibilizados aos clientes. Tudo isso é realizado para atender e satisfazer os clientes (ROBLES JR. Figura 3 Fluxo da relação fornecedor. 102 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . por último. são alocados nos produtos para o cálculo do custo do produto fabricado. Primeiro se adquire materiais do fornecedor. E. • Just in Time (JIT): nesse sistema. então. Veja na figura a sua filosofia. • Total Quality Control (TQC): é o sistema de gestão que procura garantir a qualidade do desenvolvimento. 1996). 1991). posteriormente. uma cadeia contínua de procedimentos. busca eliminar os desperdícios e reduzir custos (NAKAGAWA. Nesse setor. da manutenção e da execução das atividades para a fabricação de produtos e a prestação de serviços. empresa e cliente. esses materiais são repassados ao setor produtivo. Figura 4 Elementos do Total Quality Control.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Analisando a figura. na figura a seguir. os produtos são manufaturados só quando solicitados pelo cliente. ao mesmo tempo.. os materiais são transformados em produtos. Veja. empresa e cliente e. o fluxo desse sistema. Em seguida.

CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Para satisfazer as pessoas que se relacionam com a empresa. A fórmula que devemos usar para calcular o custo meta é: Custo Meta = Preço De Venda – Lucro Desejado O planejamento de um produto possibilita que os gastos incorridos na sua produção possam ser definidos no início do processo produtivo como meta a ser atingida pela entidade. • Teoria das restrições: visa a aumentar o ganho pela eliminação das restrições do processo produtivo.5 Uso das informações de custos Hoje. Veja no próximo tópico. faz uma comparação entre o real e o padrão para verificar se a variação foi positiva ou negativa. É usado na fase de produção de forma contínua e gradual. como e onde usar as informações de custos no processo decisorial. ainda. as empresas utilizam de forma significativa as informações de custos. de alguma forma. ao mesmo tempo. Ao final. os gestores devem ofertar um produto que seja seguro. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 103 . • Preço de transferência: é o preço de uma divisão fixa pelo produto ou serviço que transfere para outro setor. A aplicação prática dessas ferramentas permite que o gestor alcance os objetivos empresariais e. Analise-as com atenção. para que o preço de venda de mercado seja suficiente para cobrir os custos reais e. gerar a rentabilidade desejada. barato e de qualidade. da mão de obra e dos gastos gerais antes de iniciar a produção. a variável custos. porque muitas decisões diárias envolvem. • Target Cost (custo meta): é o sistema de gestão que procura reduzir os custos da fase de planejamento e o desenho do produto. • Custeio variável: é o sistema que calcula o custo de um produto considerando apenas os custos variáveis. • Custeio padrão: define os custos da matéria-prima. disponibiliza informações sobre os custos para que os administradores possam exercer suas funções. 1 . Esse preço é atribuído para que se possa calcular a contribuição de cada divisão no lucro total da empresa. No quadro a seguir. É muito usado nas decisões de curto prazo porque apresenta a margem de contribuição unitária dos produtos fabricados. • Custeio Kaizen: é o sistema que procura reduzir o custo de fabricação dos produtos já existentes ao melhorar a eficiência do processo produtivo. apresentamos quatro aplicações para o cálculo e análise dos custos. Começou a ser usado na década de 1970 no Japão.

LAURINDO F. A partir da análise feita neste capítulo. Vamos apresentar o cálculo desse resultado no próximo capítulo. 2005.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Quadro 2 Aplicações para cálculo e análise de custos. por exemplo. Esse desempenho pode ser mensurado monetariamente por meio da apuração do resultado do exercício. Referências BERTÓ. concluímos que a análise de custo tradicional aborda com maior profundidade a questão de como calcular os custos (aspectos internos) e menos em como utilizá-los. CARVALHO M. terceirizar ou fabricar Análise de investimentos pelo seu retorno financeiro Elaboração do preço de venda de produtos e serviços APLICAÇÃO ECONôMICOFINANCEIRA E MERCADOLóGICA Avaliação do desempenho de produtos e serviços Formulação de políticas quantitativas e qualitativas de produtos e preços Formulação de políticas de distribuição e segmentação Avaliação do desempenho das negociações Controle do planejamento APLICAÇõES DE CONTROLE Controle dos materiais Controle do processo e da administração Controle do ciclo operacional Fonte: Bertó e Beulke (2005) Você deve ter percebido que o gestor que dispõe de informações sobre os custos terá mais ferramentas para controlar. D. APLICAÇÃO CONTÁBIL APLICAÇÃO NO PLANEjAMENTO Avaliação do estoque e do custo do produto vendido Avaliação das imobilizações próprias Avaliação dos bens de fabricação própria para uso na empresa Elaboração e avaliação dos orçamentos Projeção dos planos de vendas e de produção Estudo da viabilidade. relaciona a informação contábil de custo com as estratégias empresariais (aspectos internos e externos) ao utilizar diversas ferramentas gerenciais para analisar o custo com o fim de melhorar o desempenho operacional pela identificação das atividades que realmente agregam valor ao processo produtivo. Gestão de custos. introduzido em 1993 pelos professores Shank e Govidarajan. BEULKE. R. São Paulo: Saraiva. Já a gestão estratégica de custos. São Paulo: Futura. J. as despesas e os custos incorridos em um determinado período. Estratégia para competitividade.. planejar e analisar as ações administrativas de forma mais eficaz. 104 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . avaliar. que é feita pelo confronto entre as receitas. 2003..

J.CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS CHIAVENATO. 2001. metodologias. ed. Vantagem competitiva: criando e sustentando um desempenho superior. de.. 1996. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 105 . E. Rio de Janeiro: Campus. L. Planejamento estratégico: conceitos. Administração de custos na agropecuária. Rio de Janeiro: Campus. 2007. Contabilidade gerencial: novas práticas contábeis para a gestão de negócios. 2006. SANTOS. A. 6. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. 1993. 1989. A gestão estratégica de custos como diferencial competitivo nas empresas. Custos e preços: formação e análise. 2007. C. HORNGREN.com/social-sciences/1081414-gest%C3%A3o-estrat%C3%A 9gica-custos-parte/>. Introdução à teoria geral da administração. ed. 1997. São Paulo: Pioneira. D. COGAN. ROBLES JR. ed. 4. São Paulo: Atlas.com/articles/4770/1/agestao-estrategica-de-custos-como-diferencial-competitivo-nas-empresas/pagina1. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. J. R. ed. Disponível em: <http://www. Gestão estratégica de custos. M. Acesso em: 21 dez. práticas. C. Y.. J. html>. MARTINS. 2008. A. 2008. R. PORTER. 1991. Gestão de custos. T. 10.webartigos. G. 1986. A revolução dos custos: como reinventar e redefinir sua estratégia de custos para vencer em mercados crescentemente competitivos. ed. NAKAGAWA. 1993. São Paulo: Atlas. 1998. 1996. 2. Contabilidade de custos: inclui o ABC. H.. GONÇALVES. SHANK. 1999. WERNKE. Gestão estratégica de custos: parte I e II. M. Custos da qualidade: uma abordagem para a competição global. 23 maio. Contabilidade de custos: um enfoque administrativo. V. 15. S.shvoong. SILVA. Acesso em: 20 dez. GOVINDARAJAN. MARION. M. Disponível em: <http://pt. São Paulo: Atlas. CHING. de P. OLIVEIRA. São Paulo: Atlas. I. São Paulo: Atlas.

CAPÍTULO 1 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 106 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

o gestor realiza diversas transações. Você também pode aprofundar seu conhecimento sobre esses assuntos acessando o sítio <http://www. custo) e examinará a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Essas operações podem gerar receitas (ganhos que aumentam o patrimônio) ou gerar despesas (gastos consumidos que diminuem o patrimônio). regimes contábeis. resultado. Ele poderá ser positivo (lucro) ou negativo (prejuízo). em se tratando de entidade sem fins lucrativos. No desenvolvimento dessa atividade administrativa. A apuração do resultado realizada. é de fundamental importância que você tenha entendido a Demonstração do Resultado do Exercício e o custeio por absorção.1 Exercício social Os gestores de uma entidade. seja capaz de apurar o resultado do exercício e elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). em obediência aos regimes contábeis e a discriminação das receitas e despesas e do custo. Para melhor compreensão desse conteúdo.br/publique/ media/humberto_toq7.com. você poderá ver diversas entidades (comerciais.pdf>. despesa. Neste capítulo. Esperamos que você se dedique realmente ao estudo deste capítulo e. ao final dele. estão evidenciadas na Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. de prestação de serviços) desenvolvendo determinadas atividades com o objetivo de obter um resultado: a) lucro. receita. A diferença entre o total de receita e o total de despesa. industriais. apresentados nas disciplinas Estrutura das Demonstrações Contábeis e Contabilidade de Custos. em se tratando de uma empresa.Apuração do resultado do exercício CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 2 Introdução Andando pela cidade. calculada ao final de cada exercício social. b) fins sociais. começam a praticar diversas ações administrativas com o fim de obter lucro UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 107 . você analisará definições de alguns termos que são essenciais para o cálculo do resultado de uma entidade (como exercício social. O conhecimento deles possibilitará que você calcule corretamente o resultado da empresa e apresente-o na demonstração prevista na legislação societária. Para alcançar seu objetivo. a partir do momento em que tomam posse. 2 . Nele o professor Humberto Fernandes de Lucena demonstra como apurar o resultado e elaborar as demonstrações contábeis.editoraferreira. é o resultado. o dirigente de cada empresa deve administrar o patrimônio à sua disposição.

portanto. Esse período pode ser inferior a doze meses. a duração de um ano. mas não há necessidade de coincidir com o ano civil (1/1 a 31/12). 6. conhecer o lucro. • receber dinheiro proveniente de receitas que ocorrerão no exercício seguinte. o exercício social poderá ter duração diversa”. como. • receber dinheiro proveniente de receitas ocorridas no próprio exercício. como. pela Lei das S/A. venda a prazo de mercadorias. de 15/12/1976) estabelece em seu artigo 17 que “O exercício social terá duração de um ano e a data do término será fixada no estatuto. por exemplo. o prejuízo e a situação patrimonial da entidade em determinado momento. denominados de gestão. Mas quem normatiza sobre o exercício social? Braga e Almeida (2008. p. estabelece que os balanços apresentados como base para pagamento do imposto devem compreender o período de doze meses e encerrar-se em 31 de dezembro de cada ano. ou seja. porém. quando a empresa for constituída no meio do exercício. como. em determinado exercício podemos: • receber dinheiro proveniente de receitas ocorridas no exercício anterior. por exemplo. No período de doze meses. Denominamos esse período de tempo de período administrativo. por exemplo. A data de seu início e de seu término será fixada no contrato social. • despesas ocorridas no próprio exercício. pagamento de salário. • despesas que irão ocorrer no exercício seguinte. 156) expõem que a legislação das sociedades anônimas (Lei n. compra à vista de material para consumo. como. como. isto é. porém é necessário que seja dividida em períodos. O mesmo pode acontecer com as receitas. E quais são as receitas e as despesas que devemos considerar na apuração do resultado? É o regime contábil adotado que define que despesas e receitas 108 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Essas ações são classificadas na contabilidade como atos e fatos administrativos. A gestão é contínua. por exemplo. como. para que possamos medir os resultados da administração sob o aspecto econômico-financeiro.CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS ou ação social. por exemplo. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária. recebimento antecipado de uma mercadoria encomendada. venda à vista de mercadoria.404. O exercício social tem. A legislação do imposto de renda. podemos efetuar o pagamento de: • despesas ocorridas no exercício anterior. Damos o nome exercício social (ou exercício financeiro) à gestão econômica desenvolvida pela administração dentro do período administrativo. por exemplo. aquisição de seguro.

independentemente da data da ocorrência de seus fatos geradores. não importa se elas passaram pelo caixa (pagas ou recebidas). Nessa apuração. o que vale é a data da ocorrência dos respectivos fatos geradores. Em outras palavras. 2 .3 Resultado Após identificar os regimes contábeis para a apuração do lucro. após o pagamento dos gastos e do recebimento das receitas. E é sobre isso que conversaremos no próximo tópico. Vejamos os detalhes sobre esses regimes contábeis. para o registro das receitas e das despesas que compõem os elementos da fórmula para o cálculo do resultado do exercício. • Regime de competência: determina que o resultado seja apurado ao final do exercício. Por meio do resultado. você deve calcular o resultado das decisões administrativas tomadas em determinado período. A legislação do imposto de renda não admite o regime de caixa para as empresas com fins lucrativos e impõe a adoção do regime de competência. O resultado é a avaliação da atividade administrativa realizada em períodos de tempo que não poderão ultrapassar 12 meses. considera todas as receitas realizadas e as despesas incorridas.2 Regimes contábeis Para você calcular o lucro ou o prejuízo de um determinado exercício social. por esse regime. Portanto os registros contábeis das despesas são realizados na data da compra de bens ou serviços. ou seja. e as receitas são reconhecidas no momento da entrega de bens ou serviços. Mas o que é resultado do exercício? É sobre isso que conversaremos a seguir. • Regime de caixa: é o procedimento contábil pelo qual as despesas e as receitas são consideradas após a sua realização. Para isso. não levamos em consideração as despesas ainda não pagas ou as receitas ainda não recebidas. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 109 . deverá conhecer os regimes contábeis que disciplinam sobre as receitas e as despesas que devem fazer parte da fórmula do resultado. 2 . a contabilidade identifica se a empresa apresentou lucro (receita > despesa) ou prejuízo (receita < despesa). independentemente de pagamento ou recebimento. São dois os regimes contábeis conhecidos que mostram a apuração do resultado do exercício: regime de caixa e regime de competência. somente entrarão na apuração do resultado as despesas pagas e todas as receitas recebidas no respectivo exercício.CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS devemos considerar na apuração do resultado do respectivo exercício.

São classificadas em despesas operacionais (despesas com vendas. • O custo do serviço prestado (CSP) é o valor gasto pela empresa prestadora de serviços ao realizar um serviço que já foi vendido. como as receitas. 110 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . c) Custos: são os valores gastos pela empresa para comprar mercadorias (comércio) ou fabricar produtos (indústria) ou prestar serviços. podemos apresentá-lo por meio da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). entre outras) e despesas não-operacionais (custo do bem do ativo permanente que foi baixado ou vendido). Esses gastos podem ser à vista ou a prazo.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas). você deverá elaborar a DRE. indústria e prestação de serviços) recebem uma sigla diferenciada para sua identificação. financeira. sinteticamente. das despesas e dos custos realizados em um determinado exercício. E é sobre a DRE que falaremos no próximo tópico. 2 . São classificadas em receitas operacionais (receita bruta. As despesas são registradas pelo preço de aquisição do bem ou serviço descrito na nota fiscal. artigo 187. administrativas.4 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Após o cálculo do resultado. um quadro completo e ordenado das receitas. Vejamos as siglas e seus significados. Os custos incorridos em cada atividade econômica (comércio. expomos as contas de resultado que devem ser evidenciadas na DRE. Com efeito. entre outras) e receitas não-operacionais (venda de bens ou direitos que estavam registrados no ativo permanente). Analisaremos alguns detalhes desses elementos a seguir. do produto ou do serviço especificado na nota fiscal. • O custo da mercadoria vendida (CMV) é o valor gasto pela empresa comercial na compra das mercadorias que já foram vendidas. deve ser calculado pelo método de custeio por absorção. b) Despesas: são os valores gastos em transações necessárias para a empresa exercer suas atividades de um modo geral e obter receitas. As receitas são registradas pelo valor de venda da mercadoria. as despesas e o custo. à vista ou a prazo. A DRE é uma demonstração contábil que contém todas as contas do resultado da empresa e seus respectivos saldos. financeiras. A sequência em que esses elementos devem ser apresentados na DRE está descrita na Lei 6.CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Conhecido o resultado. • O custo do produto vendido (CPV) é o valor gasto pela indústria na fabricação dos produtos que já foram vendidos. bem como identifica os elementos que contribuíram para o resultado apurado. A partir deste artigo. a) Receitas: são os valores que a empresa ganha com a venda de bens ou serviços. Esse demonstrativo possibilita às pessoas interessadas conhecerem a situação econômica. Para efeitos legais. a DRE apresenta. líquida.

ICMS. (30) (60) (10) (30) ...... 00 (4) 00 00 8 Saiba mais O exemplo citado anteriormente apresenta de forma sintética os elementos da DRE... Você também pode elaborá-la de forma analítica ao detalhar a composição de cada despesa e receita realizada no período. PIS. 10 20 (0) 00 20 (2) (6) 12 . COFINS = Receita líquida (venda líquida) (–) CPV – Custo do produto vendido = Lucro bruto (–) Despesas operacionais de vendas administrativa depreciação financeira + Receita operacional Receita financeira = Lucro operacional (–) Despesa não-operacional + Receita não-operacional = Lucro antes do imposto (–) Provisão para contribuição social (–) Provisão para o imposto de renda = Lucro depois do imposto (–) Participações participação de debenturistas participação de empregado e/ou administrador participação de partes beneficiárias participação de institutos de previdência = Lucro líquido do exercício Lucro líquido por ações 31/12/2008 800 .CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCíCIO Indústria Pio Pio S/A + Receita operacional bruta (venda bruta) (–) Deduções com as vendas Desconto.. Isso é essencial para UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 111 . (10) 790 (650) 140 . devolução.

apresentamos um exemplo que foi adaptado de Neves e Viceconti (2003)..00 120. CIRCULANTE 900... devemos esclarecer sobre o regime contábil que será utilizado para o cálculo do resultado. apuração de resultado e elaboração da DRE Você deve estar pensando que o cálculo do resultado é difícil.. Posteriormente..00 112 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS ...00 .00 Total 2....br/guia/demonstracaodoresultado>..00 Capital social (70.. 2 ... primeiramente.00) 630..00 80. que não é.. para calcularmos o resultado.. A Indústria Mafran Ltda.. Você pode ver essa estrutura analítica e outros exemplos de DRE no sítio <http://www. apresentamos um exemplo no tópico a seguir. calculamos o resultado e o evidenciamos na DRE....00 Passivo 2008 ..CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS quem for fazer uma análise econômica do resultado apresentado no período. utiliza o método de custeio por absorção para calcular o custo dos produtos que fabrica......670. Total . Para mostrar.5 Exemplo prático de contabilização do custo.00 ..com..670. Em seguida. definir o exercício social que iremos estudar.00 Títulos a pagar ... apresentou o seguinte Balanço Patrimonial.840. EM 01/03/2008 Ativo 2007 CIRCULANTE Caixa Cliente Estoque de material direto Estoque de produtos em elaboração Estoque de produtos acabados Seguro a vencer REALIZÁVEL LONGO PRAZO Duplicata a receber ATIVO PERMANENTE Máquinas (–) Depreciação acum.00 40. devemos. Em 1 de março de 2008.. Para exemplificar essa sequência..00 Fornecedor 500..00 2...00 1. 500..000..portaldecontabilidade... PATRIMÔNIO LÍQUIDO 700. BALANÇO PATRIMONIAL DA INDúSTRIA MAFRAN LTDA ... Acesse-o e aproveite para aprimorar seus conhecimentos! Vimos até aqui que....00 .00 100. EXIGÍVEL LONGO PRAZO 300.. 170.. 2..

00 10.00 150. sendo R$ 25.00) para produtos acabados referente à produção C — Produto em elaboração acabada do período.00 de pessoal da área administrativa e comercial.00 18.00 15.00 800.00 350.00 3.00 122.00 5.00 25.00 150. realizou as transações que apresentamos a seguir.00 42. 8a – Transferência dos valores da mão de obra direta (R$ 42. 6 – Provisão da folha: R$ 42.00 200.00 2 – Provisão da conta de energia elétrica D — Custo indireto do mês de março.00 12.00 de mão de obra direta.00 42.00 da área comercial. 9 – Vendas à vista por R$ 800.00 400. D — Custo indireto D — Despesa operacional C — Serviço a pagar D — Custo indireto D — Despesa operacional C — Seguro a vencer D — Mão de obra direta D — Custo indireto D — Despesa operacional C — Salário a pagar D — Custo indireto D — Despesa operacional C — Depreciação acumulada D — Produto em elaboração C — Mão de obra direta C — Custo indireto 8b – Transferência do valor dos produtos D — Produto acabado em elaboração (R$ 350. R$ 30.00 de material D — Produto em elaboração direto pela fábrica.00 50.00 400.00 30.00) e de todos os custos indiretos (R$ 88. C — Material direto 4 – Contratação de serviços de limpeza a prazo.00 8.00 da D — Despesa operacional fábrica e R$ 15. 7 – Apropriação da depreciação: R$ 18. C — Energia a pagar 3 – Requisição de R$ 150.00 de mão de obra indireta e 50.00 130.00 5.CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Durante o mês de março de 2008.00. LANÇAMENTO CONTÁBIL D — Material direto C — Duplicata a pagar VALOR 200. sendo R$ 5.00 da fábrica e R$ 5.00 800.00 88.00 da administração.00 da área comercial.00 da fábrica e R$ 2. referente ao custo C — Produto acabado dos produtos que foram vendidos no período.00 350. 8c – Transferência do valor dos produtos D — Custo produto vendido acabados (R$ 400. 5 – Apropriação da parcela de seguro contra incêndio. sendo R$ 10.00 da área comercial.00 23. D — Caixa C — Vendas UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 113 .00 2.00) para os produtos em elaboração.00) para custo dos produtos vendidos.00 da fábrica e R$ 3.00.00 40. TRANSAÇÃO 1 – Compra a prazo de material direto por R$ 100.

Sf = Saldo final e (número da transação) RAZONETES DO ATIVO Caixa 900(Si) 800(9) 1.00 325. APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCíCIO EM 30/03/2008 TRANSAÇÃO 10 – Transferência das vendas dos produtos para a apuração do resultado (ARE).00 75.00 400. REGISTRO CONTÁBIL D — Vendas C — ARE VALOR 800. deve fazer os lançamentos da apuração do resultado como expomos a seguir.000(Si) Lucro 325(12) 114 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00) para o razonete lucro. D — ARE C — Lucro Os registros das transações nos razonetes ficarão assim: Legenda: Si = Saldo inicial.00 325.700 Cliente 500(Si) Estoque Material direto 100(Si) 200(1) 150(Sf) 150(3) Estoque Produto em elaboração 120(Si) 150(3) 88(8a) 42(8a) 50(Sf) Duplicata a receber longo prazo 300(Si) 350(8b) Estoque Produto acabado 80(Si) 350(8b) 30(Sf) 400(8c) Seguro a vencer 40(Si) 28(Sf) 12(5) Máquinas 700(Si) Depreciação acumulada 70(Si) 23(7) 93(Sf) RAZONETES DO PASSIVO Fornecedor 170(Si) Duplicata a pagar 200(1) Título a pagar longo prazo 500 (Si) Energia a pagar 40(2) Serviço a pagar 8(4) Salário a pagar 122(6) Capital 2.00 475. 12 – Transferência do saldo do ARE (R$ 32.00 800.00 11 – Transferência das despesas D — ARE operacionais e do custo do C — Despesa operacional produto vendido para a C — CPV apuração do resultado (ARE).CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Após você ter realizado os registros dos fatos contábeis.

RAZONETE DA APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO ARE 400(11) 75 (11) 325(12) 325 (lucro) 800(10) O saldo final foi credor porque a receita foi maior que o total das despesas com o custo. RAZONETE DE RECEITA Vendas 800(10) 800(9) São encerrados na apuração do resultado.CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS RAZONETES DE CUSTOS Mão de obra direta 42 (6) 42 (8a) Custo indireto 25(2) 5 (4) 10(5) 30(6) 18(7) 88 88(8a) Custo do produto vendido (CPV) 400(8c) 400(11) Os valores dos razonetes da mão de obra direta e do custo indireto são transferidos para o estoque de produto em elaboração. O valor do lucro é transferido para o razonete lucro. devemos elaborar o balancete de verificação conforme estrutura a seguir. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO ELABORADO EM 30/03/2008 Contas Caixa Cliente Estoque material direto Estoque produto em elaboração Saldo inicial devedor credor 900 500 100 120 200 280 150 350 Movimento 800 Saldo final 1. O CPV é encerrado na apuração do resultado (ARE). portanto tivemos lucro operacional. Para verificar se os registros estão corretos.700 500 150 50 devedor credor devedor credor UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 115 . RAZONETE DE DESPESA Despesa operacional 15 (2) 3 (4) 2 (5) 50 (6) 5 (7) 75 75 (11) São encerrados na apuração do resultado.

Os valores das receitas....00 Serviço a pagar 30.00 Fornecedor 500.....00 40..00 540.00 Passivo 2008 .00 8.000 325 devedor credor devedor credor Agora.00 116 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .. A seguir. mostramos as contas patrimoniais que foram registradas no exercício social de 2008 da Indústria Mafran Ltda. das despesas e do custo evidenciados na coluna movimento devem ser transportados para a DRE.360 500 2..700... EM 30/03/2008 Ativo 2008 CIRCULANTE Caixa Cliente Estoque de material direto Estoque de produtos em elaboração Estoque de produtos acabados Seguro a vencer .CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS BALANCETE DE VERIFICAÇÃO ELABORADO EM 30/03/2008 Contas Estoque produto acabado Seguro a vencer Duplicata a receber longo prazo Máquina Depreciação acumulada Fornecedor Duplicata a pagar Energia a pagar Serviço a pagar Salário a pagar Título a pagar longo prazo Capital Lucro Mão de obra direta Custo indireto CPV Despesa operacional Venda ARE Totais 2. CIRCULANTE 1.000 325 42 88 400 75 800 325 3. devemos elaborar os demonstrativos contábeis.. Os valores da coluna saldo final devem ser transportados para o Balanço Patrimonial.458 3. 170.00 122...360 3.00 200.00 Salário a pagar 28.00 Duplicata a pagar 150. porque representam os bens.740 42 88 400 75 800 325 3.. BALANÇO PATRIMONIAL DA INDúSTRIA MAFRAN LTDA .00 Energia a pagar 50.740 2. os direitos e as obrigações da empresa.458.458 Saldo inicial devedor credor 80 40 300 700 70 170 200 40 8 122 23 Movimento 350 400 12 Saldo final 30 28 300 700 93 170 200 40 8 122 500 2.00 2.

.00 Títulos a pagar ...00 325.... A indústria de doces de Pêssegos Finos Ltda.00) Lucro 607. na apuração do resultado do exercício... deve reestruturá-la de acordo com o que é especificado no método de custeio variável...... Para isso.00 .365. Em seguida.. tributos incidentes (00) sobre o lucro e nem as participações. a distribuição dos custos deve ser feita em mapas específicos para esse fim..00 3. COFINS = Receita líquida (venda líquida) (–) CPV – Custo do produto vendido = Lucro bruto (–) Despesas operacionais + Receita operacional = Lucro operacional (–) Despesa não-operacional + Receita não-operacional = Lucro antes do imposto 800 Não apuramos os ...... devolução. 500... 800 (400) 400 (75) 00 325 (0) 00 325 Para encerrar este capítulo.00 A seguir. dotados de equipamentos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 117 . PIS. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCíCIO INDúSTRIA MAFRAN LTDA . Veja no exemplo a seguir uma pergunta que podemos solucionar usando a DRE do custeio variável... ICMS.325. Total .. para evitar grande número de lançamentos que podem emperrar a contabilidade financeira. iniciou uma fase difícil. detentora de 80% do mercado de Palmas – TO.365. deve identificar quem são as receitas...CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS BALANÇO PATRIMONIAL DA INDúSTRIA MAFRAN LTDA .. EM 30/03/2008 Ativo 2008 REALIZÁVEL LONGO PRAZO Duplicata a receber ATIVO PERMANENTE Máquinas (–) Depreciação acum. Novos produtores desse doce.00 Capital social (93.00 Total Passivo 2008 .00 3. PATRIMÔNIO LÍQUIDO 700. EM 30/3/2008 + Receita operacional bruta (venda bruta) (–) Deduções com as vendas Desconto. 2... as despesas e o custo. deve fazer a subtração do total das receitas pelos totais das despesas e do custo e apresentar todas essa operação matemática na DRE.. mostramos as contas de resultado que foram movimentadas no exercício social de 2008 da Indústria Mafran Ltda. Portanto você viu que apurar o resultado não é difícil. Ah! Se desejar usar a DRE para tomar decisões. informamos que.. etc. EXIGÍVEL LONGO PRAZO 300.00 2. diminuiu a produção e o preço de venda.000. perdeu os clientes...

O diretor da indústria de doces de Pêssegos Finos Ltda estava pensando em substituir seu produto por outro. São Paulo: Atlas. S. Marcelo Cavalcanti. Mudanças contábeis na lei societária. Hugo Rocha. ALMEIDA. ed. Referências BRAGA. das. Será que compensa realizar essa ação? Veja como tomar essa decisão no próximo capítulo. P. Contabilidade de custos: um enfoque direto e objetivo. 2008. passaram a conquistar o mercado palmense. Anotações 118 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . São Paulo: Atlas. 2003. E. NEVES. V. O ambiente econômico se tornou extremamente competitivo.CAPÍTULO 2 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS de última geração. VICECONTI. 7.

00/ ano deveria ser repassada aos saquinhos de amendoim. Joaquim ficou desesperado porque a esse preço nenhum cliente iria comprar seu novo produto. depois de 12 semanas e meia. De forma sintética. Depois disso. seja capaz de tomar decisões com as informações geradas pelo custeio variável e calcular o resultado da empresa pelo custeio variável. Ela visa a demonstrar que certas decisões não podem ser tomadas pela distribuição dos custos aos serviços ou aos produtos que geram receita. O que você. você deve compreender seus fundamentos. suas características e o cálculo do custo e do resultado do exercício. cobrir o custo da prateleira que foi de R$ 3.Custeio variável: custo para tomada de decisão CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 3 Introdução A fábula descrita a seguir foi baseada em Leone (2000). resolveu vender. Para que você tenha uma compreensão satisfatória deles.00. aquecimento. O contador justifica esse preço informando que uma parte dos gastos (custos e despesas) do restaurante (aluguel. Em determinado momento.) equivalente a R$ 234. Joaquim? Faria todas as análises para a implantação da atividade secundária considerando a teoria do custeio variável. 3 . a fábula diz o seguinte: o Sr. etc. O Sr. Joaquim é proprietário de um restaurante. Espera vender 50 saquinhos por semana para poder. para ter o lucro desejado. luz.00 e os vende por R$ 15. Você pode complementar a revisão lendo o capítulo 2 do livro Curso de contabilidade de custos. ficou sabendo que. seu conceito. escrito por George Leone. Podemos dizer que esse método se UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 119 . ou seja. sabonetes consumidos no lavatório. Esperamos que você se empenhe no estudo deste capítulo e. salário dos garçons. limpeza do restaurante. amendoins em saquinhos para aumentar seus lucros. Esses assuntos serão discutidos neste capítulo. contador de custos. terá lucro de R$ 6. Esse conteúdo foi apresentado a você na disciplina Contabilidade de Custos. Ele compra cada saquinho por R$ 9. da editora Atlas. é interessante rever o conteúdo que fala dos conceitos e das classificações dos custos e das despesas. deveria vender cada saquinho por R$ 60.00 por pacote.1 Custeio variável: noções gerais Para utilizar o método de custeio variável no processo de tomada de decisão. Essa revisão será útil para que relembre a diferença que existe entre custos e despesas e como os custos se comportam quando uma produção é iniciada.500. faria para auxiliar o Sr.00. ao final dele. Conversando com o seu contador. além de seus produtos normais.00. do cozinheiro.750.

quer sejam diretos ou indiretos. verificar se se compensa terceirizar uma etapa do processo produtivo. permite separar os custos pela responsabilidade em custos controláveis e não controláveis. se se podem alcançar novos mercados. COSTA. vejamos por quê. 2005). são alocados ao produto fabricado ou ao serviço prestado.CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS caracteriza por separar os custos em variáveis e fixos. em custos que se alteram em relação à quantidade produzida e vendida e custos que se mantêm estáveis perante as oscilações de produção e venda. No controle. Assim podermos identificar a responsabilidade de cada gerência na utilização dos recursos que a empresa tem a sua disposição. calcular a margem de contribuição de cada produto e da empresa como um todo e fazer a simulação do resultado mediante alterações entre os valores dos custos. isto é. PEREZ JR. se se deve comprar ou fazer os próprios produtos. etc. Observemos o fluxograma com atenção.. auxilia o gestor de produção a classificar os custos em fixos e variáveis. já que não estão incluídos no custo da produção (OLIVEIRA. O custeio variável é muito útil no planejamento. do volume e do lucro. Figura Fluxo dos procedimentos para cálculo do custo pelo custeio variável. é importante para que o gestor possa formar o preço de venda. somente os custos variáveis. 120 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . O fluxograma a seguir apresenta os procedimentos que devem ser realizados para que possamos calcular o custo de um produto fabricado quando usamos o método do custeio variável. No planejamento. Assim podemos concluir que os estoques registrados no Balanço Patrimonial só têm custos variáveis e os custos fixos são classificados como despesas do período. Por esse método. no controle e na decisão das operações a serem realizadas pela empresa. No processo decisorial. identificar o melhor produto da empresa.

calcular o custo unitário de cada produto fabricado e. os procedimentos para a apuração do resultado da empresa. em primeiro lugar.1 Despesas de vendas fixas 6. A composição da DRE pelo custeio variável pode ser visualizada no quadro a seguir.00 1. devemos. elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício – DRE (MARTINS.00 9. A indústria de Doces Saborosos Ltda comercializa os doces de goiaba em calda e em barras. escolher o melhor produto da empresa.3 Despesas financeiras fixas 7 (=) LUCRO LÍQUIDO Com base nas informações apresentadas.00 Mão de obra direta ou custos variáveis (para toda a produção) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 121 . 3 .000.000.800. decidir se deve ou não atender a um pedido especial e apurar o lucro ou o prejuízo de determinado exercício social..000. Os gastos são expostos a seguir. DRE 1 2 3 4 5 6 Vendas líquidas (–) Custo do produto vendido (CPV) 2. vamos analisar o exemplo exposto na sequência.2 Apuração do resultado pelo custeio variável Você já sabe como calcular o lucro de uma empresa que obedece à legislação fiscal.1 Custos variáveis (–) Despesas de vendas variáveis (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (–) Custo fixo de fabricação (–) Despesas fixas 6.. 2003). 3. Para isso.. em seguida.CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS O custeio variável pode ser usado por qualquer empresa e em qualquer atividade econômica.00 . Para calcular o resultado da empresa. Agora você irá aprender como calcular o lucro de uma empresa que se preocupa em gerar informações para o processo de tomada de decisão. Demonstraremos..2 Despesas administrativas fixas 6. você será capaz de utilizar esse método para fixar o preço de venda. a seguir. DESCRIÇÃO DOS GASTOS Materiais diretos consumidos ou custos variáveis (para toda a produção) a) b) a) b) do doce em calda do doce em barra do doce em calda do doce em barra VALOR EM R$ . 10.

.CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS DESCRIÇÃO DOS GASTOS Gastos gerais da fábrica ou custos fixos (para toda a produção) a) b) c) a) b) aluguel do galpão da fábrica depreciação linear dos equipamentos da fábrica outros gastos gerais fixos do doce em calda do doce em barra VALOR EM R$ . Os custos foram separados em gastos com materiais.00 600.... 3. 100 kg 120 kg ..80 kg 2.. mão de obra e gastos gerais de fabricação. 240.00 .00 .1 1º passo: separar os custos das despesas Essa separação já está evidenciada no quadro que apresenta os gastos da indústria de Doces Saborosos Ltda. classificar os custos em fixos e variáveis.00 .. Custos variáveis são os que se 122 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . identificar o valor do estoque dos produtos fabricados e calcular o lucro da empresa.2 .10 kg 0. 80 kg 110 kg . 3 .2 2º passo: classificar os custos em variáveis e fixos Essa classificação também já está demonstrada no quadro que apresenta os gastos da indústria de Doces Saborosos Ltda. ou seja. e despesas são os gastos dos outros departamentos da empresa. 48% 52% Despesas variáveis com a venda dos doces Despesas fixas para toda a empresa OUTRAS INFORMAÇõES Preço de venda por kg a) b) a) b) a) b) a) b) a) b) do doce em calda do doce em barra do doce em calda do doce em barra do doce em calda do doce em barra do doce em calda do doce em barra do doce em calda do doce em barra Quantidade produzida Quantidade vendida Capacidade para produzir Mix (percentual) de venda dos produtos Para realizarmos os cálculos.2.. 1.... e as despesas foram apresentadas em variáveis e fixas. custos são os gastos realizados dentro do setor de produção. devemos realizar cinco procedimentos. 1..00 500.000. 150 kg 200 kg ... Para relembrar.00 190. distribuir os custos variáveis aos produtos. separar os custos das despesas.400. Veja essa sequência a seguir.

00) 9.900.00) 80 kg ∙ 108. você calculará o custo dos produtos fabricados.100.712.00 = (20. A seguir.00) (110 kg ∙ 0. Doce em calda que sobrou Doce em barra que sobrou 20 kg ∙ 130.00) (80 kg ∙ 1.80 = 88.00 Doce em barra 110 kg ∙ 190.000.00 PRODUTO DOCE EM BARRA 9.00) 19.2 .90 = 8.00 kg 100 kg 3.000.5 5º passo: calcular o lucro com a venda dos produtos fabricados Os produtos que foram vendidos geram receita para que a empresa possa cobrir os custos e as despesas e ainda gerar o lucro desejado.20 = 10.4 4º passo: identificar o valor que deve ser registrado no estoque de produtos acabados Os produtos fabricados que não foram vendidos deverão permanecer registrados no estoque da empresa.00 = 90.400. sobraram 20 kg do doce em calda e 10 kg do doce em barra.912.00 = 19. evidenciamos os cálculos para a identificação do valor que deverá ser contabilizado como estoque de produtos fabricados. Nesse exemplo.800.CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS alteram com a quantidade fabricada e custos fixos são os que permanecem constante mesmo que haja variação na quantidade fabricada.124.3 3º passo: distribuir os custos variáveis aos produtos Ao fazer essa distribuição.000.00 10. 3 .624.000. O quadro a seguir identifica os cálculos para a apuração do resultado.00 kg 120 kg Mão de obra direta 10.00 (176.00 1.2 .00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 123 .00 (80 kg ∙ 130.00 (2.00) 15.900.00 Custo total Custo unitário 13.00) (2.500.00 Total 40.00 900. Observe-os com atenção! DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL Doce em calda Vendas (–) CPV (–) Despesas variáveis = Margem de contribuição (–) Custo fixo (–) Despesas fixas = Lucro líquido 80 kg ∙ 240. A seguir.00 10.000.00 = 130.00 (110 kg ∙ 90.00) 110 kg ∙ 99.2.200.00 3 .10 = 88.300.800.600.800. PRODUTO DOCE EM CALDA Matéria-prima Mão de obra direta Custo total Custo unitário 3. você pode verificar os cálculos necessários para a identificação do custo de um produto fabricado pelo método de custeio variável.00 = 2.00 = 20.000.00 Matéria-prima 13.00 = 10.00 = 10 kg ∙ 90.

500 + 2. a) Qual é o melhor produto da indústria de Doces Saborosos Ltda? Para responder a esse questionamento.3 Decisões de curto prazo tomadas com as informações do custeio variável As decisões de curto prazo são tomadas considerando o valor positivo da margem de contribuição.528) 108.80) (0. devemos criar outro produto imaginário.40) (1. custo variável.272 (90.20) (0.00 ∙ 48% = 190.00 . PE = (custo fixo + despesa fixa) / margem contribuição imaginária PE = 2. você gera uma informação valiosa para o processo decisorial. podemos tomar algumas decisões como as expostas a seguir.584 Calculamos agora o ponto de equilíbrio do produto imaginário.80 ∙ 52% = 0.00 ∙ 52% = 46. a despesa e a margem de contribuição desse novo produto são obtidos multiplicando cada valor dos produtos pelo seu percentual dentro do mix de venda da empresa. escolher o produto que tiver a maior margem.10 ∙ 48% = 0.20 98.33 unidades 103. Veja. 3 . b) Quantos produtos devem ser vendidos para a empresa não ter prejuízo (ponto de equilíbrio)? Para responder a essa pergunta.856 240.000.80 (130. em seguida. Essa informação possibilita que você ajude o gestor a tomar decisões de curto prazo. DOCE EM BARRA IMAGINÁRIO TOTAL 214. o cálculo desse produto imaginário.00 ∙ 48% = 62. você deve calcular a margem de contribuição unitária (preço de venda. despesa variável) dos produtos fabricados e.CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Não esqueça que pelo método de custeio variável só podemos considerar como custo os gastos variáveis incorridos no processo produtivo.944) 103. Por meio desse valor.20 ∙ 52% = 51.00 ∙ 52% = 115. Ao subtrair o total desses gastos com o total das receitas obtidas com a venda de mercadorias. A receita. podemos dizer que o melhor produto é o doce em calda. a seguir. Analisando os cálculos apresentados na DRE. que analisaremos no tópico a seguir. então temos a resposta de 43. o custo.416) 99.90 ∙ 48% = 52.00 (109. DOCE EM CALDA Receitas unitárias (–) Custos variáveis unitários (–) Despesas variáveis unitárias = Margem de contribuição/un.856 124 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

citamos o ponto de equilíbrio. e R$ 90. R$ 131.sebraepr. para o doce em barra. podemos concluir que a correta classificação dos gastos em fixos e variáveis permitirá que o gestor UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 125 .10.80 unidades PEC do doce em barra = 43. Saiba mais O SEBRAE disponibiliza no sítio <http://www. para o doce em calda.90 d) Qual o preço mínimo pela qual valeria a pena fabricar e vender cada um dos produtos? O preço mínimo é o valor do custo de fabricação mais a despesa variável para vender cada um dos produtos. pode aceitar uma encomenda de 30 kg de doce em calda por R$ 150.00 kg? Você deve ter respondido que sim por dois motivos: • a empresa tem capacidade para fabricar o que foi solicitado.80.53 unidades c) A indústria de Doces Saborosos Ltda. assim: PEC do doce em calda = 43.33 unidades ∙ 48% = 20. a identificação do melhor produto da empresa. você deve fazer o seguinte cálculo: CÁLCULO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO UNITÁRIA DO PEDIDO Produto doce em calda 1 Vendas líquidas 2 (–) Custos variáveis dos produtos vendidos – CPV 3 (–) Despesas de vendas variáveis 4 (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO 150. Como exemplos dessas informações.CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Depois calculamos o ponto de equilíbrio para cada produto. Para identificar a margem de contribuição do pedido. a possibilidade de terceirização do processo produtivo. ou seja. Acesse-o e veja quantas informações podemos obter ao usar o valor da margem de contribuição no gerenciamento de uma empresa.33 unidades ∙ 52% = 22.00) (1.00 (130. assim. ajudar o gestor a tomar decisões com a informação denominada margem de contribuição.10) 18. A partir das análises que fizemos neste capítulo. • a margem de contribuição do pedido é positiva. entre outras informações.com.br/portal/page/portal/PORTAL_INTERNET/PRINCIPAL2004/2004_SMAIS?_ dad=portal&guepa=interna&p_codigo=270> informações sobre a margem de contribuição para que você possa conhecer melhor um empreendimento e.

MARTINS. G.CAPÍTULO 3 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS possa calcular a margem de contribuição dos produtos. dos departamentos. S.. E. COSTA. Contabilidade de custos. G. São Paulo: Atlas. Esse será o conteúdo do próximo capítulo. L. M. R. São Paulo: Atlas. ao mesmo tempo. Gestão estratégica de custos. Essa informação é vital para as tomadas de decisões nas empresas.. 2005. Anotações 126 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . de. Referências LEONE. Ressaltamos que outras informações também são essenciais para que o gestor de uma empresa possa avaliar o desempenho da produção e. de uma divisão ou filial de vendas. ed. ed. OLIVEIRA. PEREZ JR. 2003. J. G. 4. 9. 2000. São Paulo: Atlas. H. Contabilidade de custos. fundamentar suas decisões enquanto não se conhece o custo real dos produtos fabricados.

cálculo dos padrões.00 a unidade. aluguel do prédio.00 a unidade. Para a compreensão satisfatória desse conteúdo. ao final dele.80 por hora trabalhada. A empresa esperava gastar mensalmente 40 resmas com 500 papéis cada uma. calcular. Quem é o responsável por essas variações? Como identificar o valor monetário de cada variação? Quais os motivos dessas variações? Como determinar os padrões que a empresa espera alcançar? Essas perguntas podem ser respondidas pelo custeio padrão. Esperamos que você se empenhe no estudo deste capítulo e que. entretanto foram realizadas duas manutenções. manutenção das máquinas. Ao analisar o que esperava gastar com o que realmente foi gasto. água. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 127 . Estabeleceu que o funcionário deveria trabalhar 8 horas diariamente e ganharia R$ 1. O consumo de energia foi 1/3 a mais que a do mês anterior. por meio dos instrumentos de controle. etc. Analisaremos conceito. verificou que o funcionário trabalhou 10 horas por dia. papel. Esse conhecimento é primordial para que possa identificar os elementos do custo. depreciação das máquinas. compradas por R$ 10. telefone. aluguel da máquina de fotocopiar.Custeio padrão: custo para controle CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 4 Introdução A Fotocopiadora Central realiza mensalmente o controle de seus gastos para poder alcançar o resultado desejado. que será visto neste capítulo. energia. você deve conhecer a teoria do método de custeio por absorção e o conceito da função administrativa controle. identificar e interpretar as variações dos elementos do custo ao comparar o custo padrão com o custo real. objetivo e vantagem do custeio padrão. faremos análise das variações entre o custo padrão e o custo real e contabilização do custo padrão. no final do mês. o gestor pode avaliar o desempenho do seu departamento e da empresa como um todo. Esperava fazer uma manutenção nas máquinas por R$ 10. Os gastos diretamente relacionados com a prestação do serviço são estimados em quantidade física e em valor monetário. Contudo. verificou que havia algumas variações. Ela gasta recursos com mão de obra. no final do período. Esses assuntos foram estudados nas disciplinas Contabilidade de Custos e Introdução à Administração. constatou que gastou 39 resmas adquiridas por R$ 12. seja capaz de entender o papel do custeio padrão como instrumento de avaliação de desempenho e de controle do sistema produtivo.00. calcular corretamente o custo de um produto ou um serviço usando o método legal e reconhecer que. mas.

• Detectar as ineficiências e os desperdícios nas atividades produtivas. em termos de quantidade e de valor monetário. Essas diferenças são determinadas pela comparação do real com o padrão e relatadas para controle de custo. quais são esses objetivos. • Ter um instrumento de avaliação e melhoria contínua. A avaliação desse desempenho permitirá que o gestor possa. REEVE. segundo Oliveira e Perez Jr. mão de obra direta e custos indiretos. o gestor que aplica os fundamentos do custeio padrão em sua empresa busca atender aos objetivos apresentados por Bertó e Beulke (2005). o gestor aprimorará seu fluxo produtivo e seus controles internos. deve conhecer o método de custeio padrão. • Definir as responsabilidades e obter comprometimento de todos. Essa ação possibilita ao gestor identificar quanto um produto deverá custar (custo padrão). • Avaliar o desempenho e a eficácia operacional. • Ter uma ferramenta para controlar os custos das operações e das atividades. Esse método estabelece o custo para a fabricação dos produtos antes de iniciar a produção. Nesse sentido. • Obter as informações para estabelecer ou elaborar os orçamentos. para os três elementos do custo: matéria-prima. controle os custos e motive os funcionários a estarem atentos aos custos (WARREN. • agilizar a divulgação de informações. De forma sintética.1 Custeio padrão: conceito e objetivo Para que você possa mensurar o desempenho de uma empresa. Para isso. o controle deve ser 128 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 4 . FESS. 2001). o gestor deseja mensurar o desempenho no manuseio dos materiais. Com isso. quanto ele custou (custo real) e os motivos de algumas diferenças (variações de custos). • Ter uma ferramenta que auxilie na formação do preço de venda. Devemos fazer essa previsão após considerar as características tecnológicas do processo produtivo e o volume de produção. da mão de obra e do consumo dos gastos gerais de fabricação. • avaliar o desempenho no uso dos materiais. (2000): • eliminar as falhas no processo produtivo e reduzir os custos. • aprimorar os procedimentos de apuração do custo real. No ambiente de avaliação e mensuração de desempenho. a seguir. o gestor faz uma previsão do que irá gastar. da mão de obra direta e dos gastos gerais da fábrica sob a responsabilidade do encarregado de cada setor. • Avaliar o crescimento dos custos internos da empresa. Vejamos. Esse relatório permite que o gestor corrija os desvios.

o tempo de espera durante as chegadas e as partidas. Podem ser financeiros (custos da mão de obra) ou não financeiros (satisfação do empregado. Mas o que são padrões e como fixá-los? É sobre esse assunto que discutiremos na sequência. para que possa tomar conhecimento de determinada realidade. entrega no prazo. 4 . Para Warren. Saiba mais Caso queira aprofundar seu conhecimento nessa área. um material usado. compará-la com aquilo que deveria ser.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS entendido como um conjunto de normas e procedimentos administrativos adotados por uma empresa. 2000). Reeve e Fess (2001). identificar as variações e suas origens e tomar providências para corrigir tais variações (OLIVEIRA. Podemos definir os padrões como metas de desempenho úteis na avaliação e no controle das operações empresariais.com. você poderá identificar o que acontece com o custo de um produto quando as metas fixadas pela empresa foram ultrapassadas ou não foram alcançadas. etc. Observando esses exemplos. fica claro que.br/tematicas/custospadrao. os vendedores da Constrular Materiais de Construção têm de alcançar padrões de venda. devem tomar como base o ambiente normal e exequível de produção/serviço no momento em que o produto/serviço estiver sendo projetado ou quando sofrer alguma alteração na especificação técnica (revisão dos padrões). A empresa de Aviação Lark usa padrões para controlar as perdas de bagagens e as reclamações dos clientes. tempo de resposta a uma chamada do cliente. é necessário que saiba o seu verdadeiro significado. número de reclamações dos clientes. precisará definir os parâmetros de comparação (padrões).2 Padrões: conceito e determinação Para que você possa fixar os padrões. Nesse sítio. PEREZ JR. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 129 . podemos dizer que um dos principais motivos para o estabelecimento de padrões é motivar os trabalhadores a executarem as atividades de forma eficiente. os padrões devem ser fixados pelos engenheiros de produção em conjunto com os contadores (controladoria) e outras pessoas da empresa (setor de suprimentos. Para isso. se você necessita medir a eficiência de um produto. etc. O restaurante Frutos do Mar usa padrões para controlar a quantidade e a qualidade de comida servida em um prato de frutos do mar.. deve visitar o sítio <http://www.portaldecontabilidade. Nesse sentido. um funcionário ou uma atividade executada. etc.htm>. Os hospitais estão desenvolvendo padrões para os procedimentos médicos. de recursos humanos. Também poderá ver de quem é a responsabilidade pelos erros cometidos e que possíveis soluções podem ser adotadas para solucioná-los. Por exemplo.).).

aluguel depreciação. a seguir. Multiplicando esses dois elementos. etc.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS No quadro 1. • volume de desperdícios de materiais aceitáveis. deverão considerar dois elementos: o preço padrão e a quantidade padrão.00 por hora ∙ 0. percebemos que o contador é responsável pelo cálculo e registro do custo padrão dos produtos que serão fabricados.8 horas por camisa ∙ 0.). • qualificação da mão de obra. como: • quantidade e qualidade de materiais a serem consumidos.8 horas por camisa Existem três maneiras de fixar o padrão dentro de uma empresa. a responsabilidade dos contadores e dos engenheiros de produção para fixação dos padrões. encontrarão o custo padrão por unidade para cada elemento do custo. CONTADORES – CONTROLADORIA Responsável pela fixação dos padrões monetários. um exemplo de fixação dos padrões para os elementos do custo. energia.80 R$ 5. expomos. ENGENHEIROS DE PRODUÇÃO Responsável pela fixação dos padrões técnicos e quantitativos. Veja. de forma sintética. Quadro 1 Responsabilidade pela determinação dos padrões. No quadro a seguir apresentamos o conceito e as características dessas três formas. • valor dos custos indiretos (água.00 por hora R$ 6.00 R$ 4. telefone. Para que o contador e os engenheiros de produção possam fixar os padrões.00 R$ 7.80 R$ 21. Por meio do quadro 1. O mais usado é o padrão corrente. 130 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00 por metro ∙ 2 metros R$ 9. • valor dos salários e dos encargos sociais da mão de obra. • espaço físico necessário aos departamentos. e os engenheiros de produção são responsáveis pela definição dos elementos e do ambiente físico necessário para que a produção possa ser iniciada. CUSTO PADRÃO POR CAMISA Custos Materiais Mão de obra direta Custos indiretos Total do custo padrão Preço padrão ∙ Quantidade padrão Custo padrão por produto R$ 10. como: • custo dos materiais. seguro. • quantidade de horas-máquina e de mão de obra direta necessárias à produção.

Para isso. A quantidade é estabelecida por meio de pesagem e/ou medição desses materiais para uma unidade de produto. se forem muito baixos. 181-182). Não considera no cálculo os erros e os desperdícios facilmente notáveis. Considera os materiais. Analise-as com atenção! • Materiais: o padrão da matéria-prima especifica os materiais que serão necessários para a fabricação de um produto. isto é. mão de obra e custos indiretos)? Respondemos a essa pergunta a partir de informações que foram coletadas em Oliveira e Perez Jr. nunca são atingidos. É o padrão de curto prazo. mão de obra e gastos gerais que a empresa tem. embora não sejam muito altos. não serão alcançados e. É o padrão de curto prazo. p. você percebe que o padrão estimado usa dados de períodos anteriores. funcionários. Considera no cálculo as limitações e as deficiências da produção. exige grandes esforços dos pode desestimular os funcionários. PADRÃO CORRENTE Padrão é calculado com base em estudos teóricos. PADRÃO IDEAL Padrão é calculado com base em dados científicos. o equipamento mais moderno. Você poderia perguntar: como e por que fixar padrões para os elementos do custo (materiais. estimula e desafia os funcionários a alcançarem-no. Esse padrão é facílimo Esse padrão é muito de ser alcançado. Fonte: Crepaldi (2006. o padrão ideal usa dados que deveriam ser obtidos em condições de perfeita regularidade. e o padrão corrente faz uma integração dos dados reais com os de pesquisa. É o custo que deverá ser. Considera os materiais. Assim os melhores são aqueles que. pesquisas e testes práticos. Ao analisar as informações do quadro. É o padrão de longo prazo. É o custo que deveria ser. encorajando um desempenho eficiente. em laboratório. PADRÃO ESTIMADO Padrão é calculado com base em dados históricos. (2000). A tarefa de fixar os padrões não é fácil de ser realizada porque. não atuarão como incentivadores de eficiência e a produção pode até cair. a mão de obra mais qualificada e baixo valor salarial. Considera o material que tem a melhor qualidade e baixo custo de aquisição.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Quadro 2 Tipos de padrões. Não considera no cálculo as limitações e as deficiências da produção. É o custo que deveria ser. não difícil de ser alcançado. O valor desse padrão deve ser obtido em boas condições de negociações. Esse padrão é mais realista. em conjunto com as despesas eventuais para UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 131 . se os padrões forem muito altos. leva em conta as quebras e as perdas normais no processo. da prática. a mão de obra e os gastos gerais que a empresa tem ou poderá ter.

ao mesmo tempo. • Variação de quantidade. definir a lotação dos funcionários por área ou setor. controle das atividades dos departamentos. o espaço físico da área de produção. distribuir tarefas. Nesse estudo. O resultado dessa ação é a identificação das variações entre os valores e as medidas padrões com o real. o vestuário. torna-se necessário a comparação periódica entre o custo real e o respectivo custo padrão.): esses gastos.3 Variações no custo padrão e análise das variações Antes de falarmos sobre as diferenças entre o valor real e o padrão. 132 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Seu valor é fixado por meio de acordos entre os funcionários e o administrador da empresa. • Gastos gerais da fábrica (energia. seguro. evitar que um funcionário fique sobrecarregado e melhorar o desempenho da mão de obra. A variação de volume ocorre por falha no departamento de compra e venda. a temperatura. o desempenho dos gestores e. de volume ou de tempo: mostra. Esse padrão é estabelecido para evitar desperdícios no seu consumo ou aquisição e uso. etc. Eles são padronizados por taxas predeterminadas em relação a uma medida de atividade escolhida. consumidos no processo produtivo. depreciação. O custo padrão é composto de dois elementos: quantidade e preço. em dinheiro. sem os encargos financeiros. inicia-se o processo produtivo.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS sua aquisição. a iluminação. são considerados: a fadiga. Veja seus significados a seguir. horas de mão de obra direta. a posição da máquina. de horas trabalhadas e de consumo dos gastos gerais para a produção do período. problemas com as máquinas. por isso são conhecidos como custos indiretos de fabricação (CIF). Para concluir sobre a eficácia e a eficiência da produção. evitar a ociosidade. Seu valor deve ser considerado na condição de compra à vista. etc. A quantidade de horas é fixada pelo estudo de tempo e movimento. não são identificados diretamente nos produtos. etc. a quantidade. Por esse motivo. Esse padrão é estabelecido para evitar atrasos na realização dos serviços. o descanso. Após a fixação dos padrões. quantidades produzidas. o treinamento. etc. mão de obra não qualificada. água. a segurança. Mas quais são as variações e quem são os responsáveis por elas? É sobre esse assunto que conversaremos a seguir. você deve compreender o que significa variação. as perdas e os refugos de materiais por unidade a ser produzida. surgirão as variações de volume (de quantidade) e a variação de custo (preço). Esse padrão é estabelecido para que se possa identificar a qualidade. quanto a empresa foi eficiente ou não ao determinar a quantidade de materiais. Seu valor fica vinculado ao volume produzido. como: horas trabalhadas. 4 . • Mão de obra: o padrão da mão de obra especifica as quantidades de horas necessárias para a fabricação de um produto. falta de energia e materiais. Entendemos por variação a diferença entre o custo real e o custo padrão.

Essas variações serão favoráveis. essas variações. A variação de custo ocorre por problemas nas máquinas desreguladas. em dinheiro. de custo ou de taxa: mostra. Na figura 1. água. • Variação mista: surge quando existe ao mesmo tempo variação na quantidade e no custo. telefone. Figura 2 Variações favoráveis e desfavoráveis dos elementos do custo. das horas trabalhadas e dos gastos gerais consumidos na fábrica. Figura 1 Tipos de variações do custo padrão. quando o real for menor que o padrão. e desfavoráveis.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS • Variação de preço. É a sobra provocada pelas duas variações. evidenciamos os tipos de variações que podem surgir aos compararmos o valor real com os padrões fixados pela empresa. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 133 . Veja. quando acontecer o inverso. consumo exagerado de energia. na figura 2. etc. quanto a empresa foi eficiente ou não ao estimar o valor de custo dos materiais. Você deve ter percebido que as variações para cada elemento do custo são de dois tipos: variação no valor do elemento e variação na quantidade do elemento utilizado.

nos casos de aumentos de tarifas.) • A variação da quantidade consumida pelos gastos gerais é de responsabilidade do setor da produção no caso de uso de energia em excesso. é necessário que seja analisado cada elemento do custo isoladamente. • A variação de custo é de responsabilidade do setor de recursos humanos por ser responsável pela contratação e negociação salarial. As variações nos elementos do custo sempre existirão. etc. A seguir. Agindo assim. compra com valor muito alto.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Na figura 2. a excesso de horas-extras. depreciação. 134 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . pois é impossível estabelecermos metas que serão cumpridas na íntegra. etc. e também da diretoria pelo aumento no valor da depreciação e pela aquisição de novas máquinas. Podemos atribuir que existe diferença entre o custo real e o padrão dos materiais pelos seguintes motivos: compra de material de baixa qualidade. perdas de materiais pelo seu mau acondicionamento. apresentamos o setor que é responsável pelas variações dos materiais. você poderá verificar o porquê das variações e quem é o responsável por elas. c) Variação dos gastos gerais da fábrica (energia. a) Variação dos materiais • A variação da quantidade é de responsabilidade do setor da produção que utiliza e manuseia os materiais. • A variação do custo é de responsabilidade das concessionárias de serviços públicos. da mão de obra e dos gastos gerais da fábrica. Para que o gestor possa atribuir responsabilidade das variações. a salários altos. b) Variação da mão de obra • A variação da quantidade de horas trabalhadas é de responsabilidade do setor da produção por acompanhar o serviço realizado pelo funcionário. a aumentos salariais. do departamento de recursos humanos pela contratação de mão de obra desqualificada e também pelo setor de compras pela falta de materiais. Você poderia perguntar: quais motivos geram essas variações? Essas variações podem ocorrer devido à contratação de mão de obra de má qualidade. • A variação de custo é de responsabilidade do setor que realiza as compras e negocia seu valor. desperdício provocado por mão de obra desqualificada ou mal treinada e por máquinas obsoletas e sem manutenção. O que esperamos é que elas possam balizar as atividades e motivar os funcionários para que executem suas funções com esmero e responsabilidade. percebemos que a empresa será eficiente quando o custo real for menor que o custo padrão e será ineficiente quando acontecer o inverso. a funcionários desmotivados. etc.

o controller.90 favorável Variação no custo = (custo real – custo padrão) × quantidade padrão Variação no custo = (R$ 8. antes de iniciar a produção. padrão) × custo padrão Variação no volume = (4 kg – 4. devemos fazer os cálculos apresentados a seguir. Materiais Mão de obra Custo ind .90/u 81. • em 30/6/2008. etc. podemos perceber algumas diferenças tanto na quantidade como nos preços. Variação no volume = (quant.50/u 980. cópias de cheques. variável Valor/u Total R$ 36.00) × 4.000 UNIDADES Quant .050.000 280.10 kg) × (R$ 8.000 4 kg R$ 8.50/h 1.000 UNIDADES Quant . assim.90 – R$ 9. de custo e mista.000u R$ 3. identificou o valor realmente gasto na produção.10 kg = R$ 0.1 1º passo: Análise da variação dos materiais Para fazer essa análise. Para ajudar você nessa tarefa. fixo 300. vamos agora aplicar esse conhecimento? 4 . Valor/u Total R$ 35. fazer a sua análise e poder. verificar a utilidade do método de custeio.90 = R$ 1.90 – R$ 9. você deve calcular os valores das variações de volume. EM 02-06-2008 CUSTO PADRÃO 300 . porque a empresa soube consumir os materiais dentro dos valores previstos.4 Caso prático da análise do custo padrão Agora.50 400. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 135 .000 420.4 .10 kg R$ 9/kg 6.90 kg 7 horas R$12. Veja esses cálculos nos quadros a seguir. folha de pagamento. recibos. você verificará como calcular o custo padrão.333 Comparando o custo padrão com o custo real. ao analisar os documentos fiscais (nota fiscal.000u R$ 3.30 favorável Síntese: o desempenho dos materiais foi favorável.00) = R$ 0. 4 . real – quant.01 favorável Variação total = material real – material padrão Variação total = R$ 35.10 kg) × R$ 9.60 – R$ 36. A tabela a seguir evidencia esses dados. a empresa disponibiliza as seguintes informações: • em 2/6/2008.41 favorável Variação mista = (quant.000u R$ 1.60/u 4. ao encerrar a produção. Para identificar se essas variações são positivas ou negativas. o controller elaborou o custo padrão unitário multiplicando a quantidade padrão pelo valor padrão.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Após termos estudado sobre as variações. Vamos supor que o gestor de uma empresa solicita sua ajuda para analisar a estrutura de seus custos. padrão) × (custo real – custo padrão) Variação mista = (4 kg – 4.00 = R$ 0.50 Custo ind.50 EM 30-06-2008 CUSTO REAL 280 .000u R$ 1. real – quant.60/u 87.8 horas R$12/h 300.).000 280.

você deve calcular os valores das variações na eficiência.60 = R$ 5. Para 280.40 desfavorável Variação na taxa (custo) = (custo real – custo padrão) ∙ quantidade padrão Variação na taxa = (R$ 12.90 desfavorável Síntese: o desempenho da mão de obra foi desfavorável.2 2º passo: Análise da variação da mão de obra Para fazer essa análise.00) ∙ 6.000.080.50 – R$ 81. Seus valores são obtidos ao multiplicarmos a quantidade real pelo preço padrão.00 R$ 35.00 A coluna sombreada (coluna B) deve ser calculada no final da produção.50 – R$ 12. Para 280. 136 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .10 desfavorável Variação total = material real – material padrão Variação total = R$ 87.000 unid.000.80h) ∙ R$ 12.40 desfavorável Variação mista = (quant. real – quant.000 unid.00 = R$ 2. ou seja.80h = R$ 3.070. podemos representar a variação dos materiais assim: 4 . Graficamente. padrão) ∙ (custo real – custo padrão) Variação mista = (7h – 6.90 erro na quantidade variação total Coluna B R$ 36. Variação na eficiência (volume) = (quant.00) = R$ 0.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS MATERIAIS DIRETOS CUSTO PADRÃO Coluna A Materiais: custo total Materiais: custo unitário R$ 36.00 CUSTO REAL Para 300.80h) ∙ (R$ 12.50 – R$ 12.000 unid. em 30/6/2008.4 .60 erro no preço R$ 11.968. Veja esses cálculos nos quadros a seguir. na taxa e mista. real – quant.00 R$ 10.000. porque a empresa gastou além do previsto. Coluna C R$ 9. padrão) ∙ custo padrão Variação na eficiência = (7h – 6.

e o custo variável será proporcional à quantidade real. Graficamente. Para 280.83333 erro na quantidade Coluna B R$ 980. Para 280.60 erro na quantidade variação total R$ 84.00 R$ 23.480.050.9285714 CUSTO REAL Coluna C R$ 980.00 R$ 87.3 3º passo: Análise da variação dos custos indiretos ou gastos gerais da fábrica Você deverá fazer novos cálculos para identificar o valor do custo padrão na quantidade real (coluna B).000.000 R$ 400.000 R$ 1.4 .000.000 R$ 4. Para 280.000 R$ 1.00 R$ 81. Seus valores são obtidos ao multiplicarmos a quantidade real pelo preço padrão. CUSTOS INDIRETOS PREVISTOS Coluna A Custo indireto variável Custo indireto fixo Custo indireto total Custo indireto unitário R$ 1.500. variação total UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 137 . R$ 24.000 unid. em 30/6/2007. ou seja.000 unid. Para 280.000 R$ 4. Veja os cálculos.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS MÃO DE OBRA DIRETA CUSTO PADRÃO Coluna A Mão de obra: custo total Mão de obra: custo unitário Coluna B CUSTO REAL Coluna C Para 300.000 unid.000 unid.000 R$ 420.520.000 unid. podemos representar a variação da mão de obra assim: 4 .380.400.000 unid.000 R$ 1.450.00 erro no preço Para 300. Lembre-se de que o custo fixo deve permanecer no mesmo valor. conforme demonstrado na coluna B.00 R$ 24.000 R$ 400.000 R$ 5.50 erro no preço A coluna sombreada (coluna B) deve ser calculada no final da produção.000.

fabricou quatro unidades no mês de janeiro de 2008 e vendeu 3.020.00 R$ 80. variação do material. 4 .00 – R$ 4.83333 = R$ 0.00 R$ 1.00 R$ 310. Veja como realizar esses registros no tópico a seguir.83333 = R$ 0.= R$ 400. a seguir. produtos em elaboração.00 ∙ 4 unid.= R$ 320.00 R$ 1. custo do produto vendido (CPV).2 unidades.00 ∙ 4 unid.00 Mão de obra direta Custos indiretos Total Comparando o real com o padrão.9285714 = R$ 0. Variação de custo = Coluna C (valor unitário) – Coluna B (valor unitário) Variação de custo = R$ 5. VARIAÇõES Custo real Materiais Mão de obra direta Custos indiretos Total R$ 410.00 R$ 310.020.00 CUSTO REAL R$ 410.00 R$ 280.00 R$ 1.00 ∙ 4 unid.00 R$ 320. Após ter identificado os valores padrões e reais.5 Contabilização do custo padrão Para registrarmos o custo padrão. no futuro.00 – R$ 4.00 R$ 1. você pôde perceber a importância do método de custeio para os gestores avaliarem o desempenho operacional do seu departamento.00 Custo padrão R$ 400.1667 desfavorável No exemplo que apresentamos. um exemplo adaptado de Neves e Viceconti (2003).00 desfavorável 138 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . vamos identificar as diferenças apresentadas a seguir.= R$ 280. custos indiretos. CUSTO PADRÃO Materiais R$ 100. A empresa Kia Ltda. que equivale a 80% dessa produção.000.00 desfavorável R$ 10. variação da mão de obra direta e variação dos custos indiretos. produtos acabados.000. Veja.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Variação no volume: só afeta o custo indireto fixo. devemos registrá-los para que.00 favorável R$ 20.00 Variação R$ 10.071 desfavorável Variação Total = Coluna C (valor unitário) – Coluna A (valor unitário) Variação total = R$ 5. mão de obra. possamos emitir relatórios precisos e confiáveis.9285714 – R$ 4.00 R$ 300. devemos elaborar os seguintes razonetes: materiais.00 desfavorável R$ 20.00 R$ 70.09523 desfavorável Variação de custo: ocorre pela variação no total do custo indireto.00 R$ 300. Variação no volume = Coluna B (valor unitário) – Coluna A (valor unitário) Variação no volume = R$ 4.

00 (a) 300.00 Estoque de produto acabado (b) 1.000. 00 / unidade 4 unidades 2º passo: calcular o CPV padrão R$ 250.00 1.00 R$ 410.00 816.00 Custo do produto vendido (CPV) (c) 800.00 R$ 10.00 ∙ 3.00 Estoque de produto em elaboração (b) (a) 1.00 ∙ 80% D – Variação da mão de obra direta C – Variação do material C – Variação do custo indireto R$ 1.00 R$ 20.000.2 unidades C – Produtos acabados D – Produtos acabados R$ 20.00 R$ 1.000.00 (c) 800.00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 139 .00 Custos indiretos Débitos do período = R$ 300.00 ∙ 3.00 Saldo 204. 1º passo: calcular o custo unitário padrão 1.00 R$ 800. 00 = R$ 250.00 R$ 1. Veja a seguir os procedimentos para a contabilização do custo quando a empresa utilizar o método de custeio padrão.00 R$ 10. no final da produção.00 R$ 800.000.00 R$ 10. nos razonetes do CPV e do estoque dos produtos acabados na seguinte proporção: 80% para o CPV e 20% para o estoque de produtos acabados porque ainda não foram vendidos.00 R$ 16.000.00 R$ 4.00 (d) 16.00 Mão de obra direta Saldo devedor (a) 310.2 unidades = R$ 800.00 R$ 20.00 R$ 300.000.00 (d) 4.000.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Essas variações devem ser registradas.00 3º passo: fazer os lançamentos no livro diário a) D – Produto em elaboração (pelo valor padrão) D – Variação do material (desfavorável) D – Variação do custo indireto (desfavorável) C – Variação da mão de obra direta C – Estoque de material (pelo valor real) C – Mão de obra direta (pelo valor real) C – Custos indiretos (pelo valor real) b) c) d) D – Produtos acabados C – Produtos em elaboração D – CPV R$ 250.00 4º passo: fazer os lançamentos no livro Razão (razonetes) Estoque de materiais Saldo inicial (a) 410.00 ∙ 20% D – CPV R$ 20.00 R$ 310.00 R$ 10.

00 Os saldos dos razonetes estoque de produto acabado e do CPV devem ser iguais aos saldos que seriam obtidos se os registros fossem feitos pelos valores reais (R$ 1.CAPÍTULO 4 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Variação do material (a) 10. Contabilidade de custos para não contadores. São Paulo: Atlas. J. FESS. estudaremos a técnica contábil que possibilitará essa ação.00 ∙ 20% = R$ 204. destacamos que. Nas empresas que fabricam produtos diferenciados e em pequena quantidade. ed. ed. o ideal é usar orçamentos baseados em custos estimados. com início e fim da atividade bem determinados. comprar materiais.) estão sendo executadas. 7. transportar mercadorias.00 Variação da mão de obra direta (d) 10. PEREZ JR. Veja a seguinte situação: vamos supor que você é um gerente do setor de produção e percebeu que os custos indiretos incorridos em uma empresa acontecem quando suas atividades (contratar mão de obra. etc. pagar a fornecedores. 2006. São Paulo: Atlas.. 140 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . o custeio-padrão dá bons resultados quando implantado em fábrica que produz quantidade grande de unidades iguais e nas que realizam atividades repetitivas..00 (a) 10. J. V. REEVE. D. os gastos que cada uma realiza. E. C.00 ∙ 80% = R$ 816. Contabilidade gerencial: teoria e prática. Para encerrar este capítulo. NEVES. em termos de processo fabril. M.00 e R$ 1. Contabilidade de custos: um enfoque direto e objetivo. 3. M.. WARREN. J. 2003. Referências BERTÓ. L. Gestão de custos.00 Variação do custo indireto (a) 20. Contabilidade gerencial. E. pois utilizamos o método das partidas dobradas para realizar essa tarefa. CREPALDI. Elas devem ser controladas para que possamos identificar. 2005. R. Para concluir este capítulo destacamos que custo padrão é uma ferramenta que avalia o desempenho operacional de uma empresa ao comparar o custo real com os valores previamente fixados pela empresa como metas a serem alcançadas. de. Mas como devemos fazer esse controle? No próximo capítulo. Ah! Também temos outra forma de avaliar a eficiência operacional.. das. VICECONTI.00). Por meio dessa comparação. 2000. S. H. São Paulo: Atlas. OLIVEIRA. São Paulo: Pioneira. Viu! Não é difícil fazer a contabilização do custeio padrão.00 (d) 20. 2001. Assim são as atividades que determinam o consumo dos recursos e dos custos da empresa.020. o gestor poderá identificar o quanto seu departamento foi eficiente ou não. P. A.020. com precisão. BEULKE. P.00 (d) 10. São Paulo: Saraiva. S. S.

Ana pediu uma salada e João pediu o prato do dia. João não teve muito prejuízo porque o valor atribuído a ele ficou próximo do que deveria pagar pelo prato do dia. Lendo esses exemplos. no preço apresentado. os conceitos. Neste capítulo. que pediu a salada. Para que você tenha uma compreensão satisfatória desse conteúdo. os termos específicos do custeio ABC e como calcular o custo por meio desse custeio. como devemos definir os custos de um produto ou de um serviço? A resposta é usar o custeio baseado em atividades. O primeiro reflete o tempo para conhecer o serviço e o segundo reflete o custo de execução do serviço. o rateio dos custos indiretos e as transformações no processo empresarial do século XVIII até hoje. No caso do restaurante onde esses clientes almoçaram. Ana. subsidiou o preço de Maria. resolveram dividir a conta em três parcelas iguais. A Srª Henry ficou espantada e perguntou: por que todo esse valor? Adão explicou que. Veja em outro contexto de como calcular o custo de uma atividade. Adão gastou 15 minutos para trocar a peça danificada. você deve ter concluído que devemos ser cautelosos ao definir o custo de um produto ou de um serviço. portanto.00 pelo serviço prestado. Você deve revê-los para relembrar o impacto dos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 141 . devem ter custos diferenciados. estudaremos a origem. Então. A Srª Henry contratou o técnico Adão para consertar sua máquina de lavar roupas. Ao fazerem essa opção. para termos um custo mais correto. o gestor pode somar todos os custos e dividir pelo número de refeições servidas? Essa opção não é a mais acertada porque. custeio ABC. constam dois elementos: o custo da visita (tempo de mão de obra parada e gastos para chegar à casa do cliente) e custo de prestar o serviço (tempo de mão de obra trabalhada e a peça de reposição). Ana e João saíram para almoçar. ou seja. Maria pediu uma lasanha. os objetivos. porque eles podem necessitar de atividades diversificadas para serem elaborados. Perceba que são atividades diferentes. executadas em tempos diferentes e. Na hora de pagar. acabaram gerando um desembolso a mais para um deles. Esses assuntos foram apresentados a você nas disciplinas Contabilidade de Custos e Introdução à Administração. deve entender como funciona o método de custeio por absorção. devemos custear cada prato de acordo com a sua complexidade (recursos usados e atividades desenvolvidas).Custeio ABC: custo para melhoria de processos CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 5 Introdução Maria. mas cobrou R$ 150.

no quadro 1. E esses recursos custam alguma coisa para serem mantidos. mão de obra especializada.). preços baixos. No início da atividade industrial. formais ou não. apresentamos. Nesse sentido. portanto. Nesse novo ambiente.CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS critérios de rateios no custo do produto e no resultado da empresa. provocaram um aumento considerável nos custos indiretos de fabricação. turismo. Antes o ABC teve sua aplicação quase que exclusivamente em empresas de manufatura. ao final dele. atualmente é muito utilizado nas empresas de serviços. universidades. calcular o custo e. como: instituições financeiras.1 Custeio ABC (Activity Based Costing): origem. conceitos. de equipamentos. passaram a representar. podemos dizer que a metodologia do ABC parte do princípio de que as atividades realizadas pela empresa é que consomem recursos (humanos. etc. Esperamos que você se dedique ao estudo de mais este capítulo e que. saúde. surgiu o custeio baseado em atividades (ABC) como uma forma de alocar os recursos produtivos de maneira mais eficiente. em muitas empresas. Nesse contexto. Para que você possa formar uma ideia mais concreta desse método. sempre adotaram procedimentos. hotelaria. produtos diferenciados. objetivos As empresas sempre se preocuparam com a apuração de custos e. seja capaz de definir os elementos da estrutura conceitual do custeio ABC e calcular o custo pelo custeio ABC. rápidas decisões e informações precisas sobre a atividade operacional) que as empresas enfrentam em um ambiente altamente competitivo. a maior parcela dos custos de produção. identificar os eventos que influenciam as atividades e seus desempenhos. em sentido vertical. Por esse motivo. o ABC foi desenvolvido para o cálculo do custo e do preço de venda. com a necessidade de informações mais precisas para redução dos custos. A metodologia do ABC se baseia no que se faz e no quanto se gasta para fazer. a diversidade de cliente. Assim quem consome os recursos são as atividades e não os produtos (NAKAGAWA. da Harvard Business School. os elementos mais significativos na composição de um produto fabricado eram os materiais e a mão de obra direta. o ABC objetiva. 142 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . 1995). porque as distorções provocadas no custo do produto pelo rateio do custo indireto eram pouco significativas. bem como os desafios (qualidade. era lógico que os custos fossem distribuídos de forma direta ou indireta. A mecanização e a automação dos processos produtivos. etc. em sentido horizontal. a diversidade de produtos fabricados na mesma empresa e a informática facilitando e agilizando os controle e registros contábeis. Na segunda. conceitos na visão de alguns estudiosos. os pioneiros das técnicas do ABC foram os professores Robert Kaplan e Robin Cooper. na década de 1970. Academicamente. com o aumento da competitividade (globalização). 5 . para controlar seus custos. Na primeira. materiais. Estudiosos argumentam que o ABC passou por duas gerações. Os custos indiretos de fabricação incidiam pouco no processo fabril.

dos custos de produção. (2001.edu/publicacoes/ pdf/art_cie/art_37. etc. AUTORES CONCEITOS É o método que mede o custo e o desempenho de processos e produtos porque demonstra a relação entre recursos consumidos Crepaldi (o que foi gasto: água. diminuir os custos. 394-398) transferidos aos produtos. O valor dos custos e das despesas indiretas é transferido de forma direta ou por meio de direcionadores de recursos às atividades. aos produtos fabricados. percebemos que o custeio ABC é um sistema de calcular o custo de um produto ou um serviço por meio da identificação das atividades e dos recursos que consumiu no processo produtivo. Podemos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 143 . etc. luz. portanto. salários.). p . Ching (2006. Tudo isso é realizado com o objetivo de eliminar o desperdício. atividades executadas (2006. pois permite identificar todos os procedimentos realizados para fazer um produto e. É um instrumento de análise estratégica de custos que parte do princípio de que todos os custos incorridos em uma empresa Oliveira e Perez jr . Aproveite! O ABC estuda. posteriormente. o valor que cada procedimento consumiu dos recursos que a empresa tem à sua disposição.).) e objetos de custo/produtos ou serviços (para que foi gasto: produto X. informática. ao mesmo tempo. transportar mercadorias. (2000. 223-225) (onde foi gasto: vendas. p . produção.pdf>. Nesse sistema. 165 – 182) comprar materiais. por direcionados de atividades. visite o sítio <http://www. aumentar a produtividade. atividade K. etc.) porque são as atividades que consomem recursos da empresa e. Se você desejar conhecer outros benefícios desse método. estabelece relações entre as atividades e o consumo de recursos.CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Quadro 1 Conceito do método de custeio ABC. A partir dessas citações. Saiba mais Parece que esse método é muito bom. Reeve É um método em que os custos indiretos de fabricação são e Fess inicialmente contabilizados nas atividades e. melhorar a qualidade do produto/serviço e melhorar o desempenho operacional. Os valores das atividades são redistribuídos. produto Y. p .fae. verá que o ABC está sendo utilizado em vários ramos econômicos. Ao acessar esse endereço. 98) É uma ferramenta que analisa o comportamento dos custos por atividade. as perguntas-chave são: o que gastamos? Como gastamos? Por que gastamos? Para que gastamos? Warren. pagar salários. etc. acontecem na execução de atividades (contratar mão de obra. controla e registra os custos indiretos e as despesas fixas. p .

o fluxo operacional do custeio ABC. Figura 1 Fluxo operacional do custeio ABC. 144 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . é necessário identificar as atividades relevantes que a empresa efetua no processo fabril. Veja os conceitos desses termos na visão de Oliveira e Perez Jr. Uma atividade é uma combinação de recursos humanos. • De montagem de bicicleta. direcionar os custos para essas atividades e delas para os produtos. verificar quais os recursos que estão sendo consumidos por elas. (2000). c) Direcionadores de custos: são parâmetros por meio dos quais são identificados e avaliados os recursos gastos na execução de uma atividade. ATIVIDADES DO SETOR DE COBRANÇA Emissão de carnês para cobrança bancária Recebimento das listagens de compras Relação dos inadimplentes ATIVIDADES DO DEPARTAMENTO DE SUPRIMENTOS Seleção de fornecedores Digitação e envio dos pedidos de compras Efetuação das estatísticas e dos relatórios de compras Seleção e treinamento de compradores Emissão de carnês b) Processo: é uma cadeia de atividades inter-relacionadas. a interrelação que existe entre duas atividades.CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS perceber que. no ABC. apresentamos alguns exemplos de atividades que são desenvolvidas nos setores de suprimentos e de cobrança. O custeio ABC utiliza algumas terminologias próprias para o cálculo do custo. Veja. Veja. Veja a seguir alguns exemplos de direcionadores de custo. Quadro 2 Exemplos de atividades. • De seleção e recrutamento de mão de obra. No quadro 2. É composta por um conjunto de tarefas. na figura 1. nos exemplos a seguir. tecnológicos e financeiros usados na produção. • De pagamento e cobranças. a) Atividade: é qualquer evento que consome recursos.

apresentaremos os procedimentos para o cálculo do custo de um produto quando a empresa usa o custeio ABC. • Quantidade de alunos matriculados. • Quantidade de alunos de uma universidade. como instrumento de controle gerencial. • Quantidade de peças beneficiadas para determinado produto. ou seja. a depreciação. No tópico a seguir. • também identifica os custos que não agregam valor à atividade ao estabelecer seus direcionadores de custos. o uso das instalações. • Quantidade de mudanças nos moldes e chapas da estamparia. medir a efciência empresarial quanto aos aspectos produtivo. • Quantidade de peças estampadas. financeiro e societário por meio de indicadores de performance. d) Direcionadores de atividades: são parâmetros por meio dos quais são identificadas e avaliadas as atividades consumidas na realização de um processo. fornecedores. clientes. é mais vantajoso do que os critérios de custos tradicionais (absorção e variável) visto que: • só usa os critérios de rateio quando for impossível atribuir o custo para determinada atividade. os objetivos do custeio ABC. Também analisou termos específicos que são empregados nesse método de custeio. são os gastos indiretos realizados pela empresa. O custeio ABC. • Quantidade de requisições de matéria-prima. Veja a seguir alguns exemplos de direcionadores de atividades. etc. • a apuração dos custos dos produtos é mais precisa. neste tópico a origem. Objetos de custeio: referem-se ao que a empresa deseja custear: produtos. comercial. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 145 . • facilita a tarefa do administrador para apurar seus custos reais. identificar os custos da não-qualidade. identificar produtos e clientes mais lucrativos. • atribui os custos aos produtos de maneira coerente com o seu uso pela atividade. serviços. a energia. elimina produtos subcusteados ou supercusteados. e) Recursos: são os salário e os encargos sociais. Portanto você conheceu. f) g) Custos: são todos os sacrifícios financeiros necessários para executar uma atividade que está sendo executada no setor produtivo. • Quantidade de matéria-prima consumida no processo. os conceito. os materiais.CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS • Quantidade de horas-máquina para beneficiar uma peça. canais de distribuição.

CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 5 . 146 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . registrar reclamações de uma empresa de seguros. etc.000. Apresentamos. Seus valores são apresentados a seguir.000 unidades 3. por exemplo. uma tarefa ou um conjunto de tarefas com uma meta específica. podemos mencionar a preparação das máquinas para a fabricação.00 120.00 4.00 10. seguro.000 unidades 4. podemos citar as horas de mão de obra direta ou a quantidade de horas-máquinas.00 23. as atividades estão agrupadas em quatro níveis hierárquicos. PRODUTOS X Y Z PREÇO DE VENDA 7. que apresentamos a seguir. Os dois primeiros são classificados como custos diretos e os demais como custos indiretos.2 Exemplo prático de aplicação do custeio ABC Apresentamos aqui um exemplo prático para que você saiba como calcular o custo de um produto pelo custeio ABC. Como exemplos.000 unidades CUSTO DIRETO UNITÁRIO 1. Seus custos variam com o número de lotes ou pedidos. etc.1 1º passo: identificação das atividades que a empresa desenvolve Na primeira etapa. soldar dois componentes de uma peça. 5. Para fabricá-los.000.000. ou com outra unidade de medida diretamente relacionada com o número de unidades produzidas ou vendidas. a inspeção. Seus custos variam com o volume ou o nível de atividades.00 80. Analise-os com atenção.CIF Aluguel e seguro da fábrica Mão de obra indireta (MOI) Material de consumo indireto Total 30. Como exemplos. • Atividades relacionadas com os lotes de produtos ou ordens de produção: integram as atividades cuja execução se realiza uma só vez em cada lote ou pedido. Entendemos por atividade uma unidade de trabalho.000.2. o manejo de materiais. mão de obra indireta e material indireto. • Atividades relacionadas com as unidades: compreendem as atividades diretamente relacionadas com as unidades produzidas e vendidas. aluguel.00 13.00 CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO . Y e Z. a seguir. servir um cliente em um restaurante.00 A Cia Canadense utiliza o método de custeio ABC para calcular os custos de seus produtos.00 2. porém são fixos com relação ao número de unidades da ordem de produção. realiza os seguintes gastos: matéria-prima e mão de obra direta. Para Cooper e Kaplan citados por Cogan (1999).00 QUANTIDADE FABRICADA 9. elaboramos um detalhe de todas as atividades da empresa. os procedimentos que ela realiza para obter o valor gasto na fabricação dos produtos X. A Cia Canadense fabrica três produtos: X. Y e Z.

No quadro 3. apresentamos as atividades e seus direcionadores. etc. a segurança. Podemos incluir as atividades dirigidas para introduzir melhoras ou modificações na configuração dos produtos e dos processos. as atividades de engenharia para manter as especificações no desenho de embalagens. as atividades de desenho. • Atividades de manutenção das instalações: são as atividades destinadas para manter a capacidade de produção. podemos citar o aluguel ou a depreciação dos edifícios da fábrica. as remunerações do gerente da fábrica. Essas atividades se realizam para proporcionar a infra-estrutura administrativa e a conservação das máquinas necessárias para as operações da fábrica. os seguros e os impostos.CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS • Atividades de apoio ao produto: reúnem todas as atividades encaminhadas para ser possível a produção e a venda dos produtos ou os serviços que a empresa oferece em seus catálogos. o registro de patentes. etc. GRUPOS DE ATIVIDADES ATIVIDADES • Inspeção de qualidade Atividades relacionadas com as unidades • Supervisão da mão de obra • Consumo de energia e combustíveis para as máquinas • Preparação de máquinas Atividades relacionadas com os lotes de produtos ou as ordens de produção • Inspeção • Ordens de compra • Manejo de materiais • Planificação da produção Atividades de apoio ao produto • Desenho dos produtos • Compras e armazenamento de peças • Gerenciamento da fábrica Atividades de manutenção das instalações • Manutenção e limpeza • Manutenção de máquinas • Depreciação de máquinas DIRECIONADORES DE CUSTO • Número de unidades • Horas de mão de obra • Horas-máquina • Horas de preparação • Horas de inspeção • Número de ordens • Número de movimentos de materiais • Número de lotes de produção • Número de produtos • Número de peças • Número de empregados • Superfície em m² • Número de ordens • Valor das máquinas UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 147 . a manutenção das máquinas. Como exemplos. O custo dessas atividades é independente do número de unidades e do número de lotes de produção. Quadro 3 Atividades e direcionadores de custo.

DIRECIONADORES DE CUSTOS Direcionador é a área utilizada pela atividade. Atividade de acabamento: ocupa 15% da área. Aluguel e seguro Atividade industrial 1: ocupa 25% da área. 5. Atividade de compras: ocupa 20% da área. mão de obra indireta e material indireto. identificamos um direcionador de custos para cada atividade.000. área ocupada (aluguel).000. assim como os produtos das atividades e seus consumidores. Mão de obra indireta (MOI) Atividade industrial 1 R$ 30. identificamos os direcionadores de custos cost drivers mais apropriados para medir a relação entre os custos e o volume de cada atividade e o número de unidades do direcionador a cada atividade.2 2º passo: determinação dos custos para execução de cada atividade A segunda etapa consiste em estabelecermos os recursos consumidos por cada uma das atividades. A seguir.CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS No exemplo que estamos analisando. acumulam-se os custos reais ou estimados para estabelecer a relação entre os custos e as atividades.3 3º passo: identificação dos direcionadores de custos de cada atividade Na terceira etapa. 148 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000. estão descritos os direcionadores de custo para os gastos indiretos. Atividade de compras R$ 10. Atribuição direta. Atividade de despachar: ocupa 10% da área. Nessa etapa. Atividade industrial 2 R$ 40. Atividade de despachar R$ 2. as atividades desenvolvidas pela empresa são: DEPARTAMENTO Compras Produção Compras Atividade industrial 1 Atividade industrial 2 Acabar Despachar ATIVIDADES Acabamento 5 . Na empresa em estudo. ou seja. Atividade de acabamento R$ 8.000.2 .000. seguro. folha de pagamento (mão de obra indireta) e requisições solicitadas (material indireto). No exemplo em análise. da fábrica Atividade industrial 2: ocupa 30% da área. cada atividade usou os seguintes custos indiretos: aluguel. porque cada atividade tem funcionário próprio.2.

000 Total 30.4 4º passo: cálculo do custo de cada atividade Após conhecermos os custos de cada atividade. devemos calcular por meio de rateios ou taxas de imputação os custos indiretos das atividades.000 10.000 5. ATIVIDADES ALUGUEL + SEGURO** MOI MATERIAL TOTAL 18.000 42.000 Compras 6.500 8. industrial 2 9.000 40. tempo de produção (atividade industrial 1 e 2) e tempo de operação (acabamento e despacho).2 . industrial 1 7.000 2.CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS DIRECIONADORES DE CUSTOS Atribuição direta mediante as requisições solicitadas de cada departamento.2. Atividade de despachar R$ 2. é necessário que identifiquemos parâmetros que meçam a relação entre a atividade e o produto fabricado.5 5º passo: definição dos direcionadores de atividades Para atribuirmos os custos indiretos das atividades aos produtos. Atividade industrial 1 R$ 5. 5 . 5.000 90.000 15.000 20. Atividade de acabamento R$ 3.500 57. Atividade industrial 2 R$ 8. a seguir.000 3.000. ATIVIDADES Compras At.000.000. industrial 1 DIRECIONADORES DE ATIVIDADES Número de pedidos Tempo de produção X 30% 5% Y 20% 50% Z 50% 45% TOTAL 100% 100% UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 149 .000.000 At. foram definidos três direcionadores de atividades: número de pedidos (compras).000 Despachar 3.000 8. Veja a seguir como ficou a distribuição dos custos indiretos das atividades da empresa Cia Canadense.500 30. Esse cálculo será feito em função do grau de utilização de cada atividade que foi expressa nos termos do direcionador selecionado. o direcionador de custo e o número total de unidades disponíveis do direcionador relacionado. Veja.000 ** Foi multiplicado o valor total do aluguel e seguro (30.000 2. o percentual por produto de cada direcionador de atividade.000) pelos percentuais. Material de consumo indireto Atividade de compras R$ 2.000 140. No exemplo em análise.000 At.000 2.000.500 7.000 Acabamento 4.

CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

ATIVIDADES
At. industrial 2 Acabamento Despacho

DIRECIONADORES DE ATIVIDADES
Tempo de produção Tempo de operação Tempo de operação

X
25% 35% 40%

Y
35% 30% 30%

Z
40% 35% 30%

TOTAL
100% 100% 100%

5 .2 .6 6º passo: cálculo do custo indireto de cada produto
Calculamos o custo indireto de cada produto por meio de rateios. O rateio deverá ser feito em função do grau de utilização de cada produto, expressado pelos percentuais contidos no direcionador selecionado. Veja como ficou a distribuição dos custos indiretos dos produtos da empresa Cia. Canadense. ATIVIDADES
Compras At. industrial 1 At. industrial 2 Acabamento Despacho TOTAL CIF unitário**

X* 9 .000 UNID .
5.400 2.125 14.250 5.425 2.800 30.000 3,333

Y* 4 .000 UNID .
3.600 21.250 19.950 4.650 2.100 51.550 12,89

Z* 3 .000 UNID .
9.000 19.125 22.800 5.425 2.100 58.450 19,48

TOTAL
18.000 42.500 57.000 15.500 7.000 140.000

* Foi multiplicado o valor total de cada atividade pelos percentuais. ** Foi dividido o total de cada produto pela quantidade fabricada.

5 .2 .7 7º passo: cálculo do custo total de cada produto
Obtemos o custo total pela soma do custo direto com o custo indireto. Veja os cálculos a seguir. São classificados como custos diretos os gastos que foram realizados dentro do setor de produção e que seus valores e quantidades são facilmente identificados aos produtos que estão sendo fabricados pela empresa tais como a matériaprima e a mão de obra direta. São classificados como custos indiretos os gastos que foram executados dentro do setor de produção e que para encontrarmos seus valores e quantidades devemos realizar a técnica do rateio para as atividades e posteriormente para os produtos, tais como o aluguel e a energia. Veja os cálculos a seguir dos custos diretos e indiretos que foram atribuídos a cada produto. CUSTOS
Direto unitário Indireto unitário TOTAL

X*
2,00 3,33 5,33

Y*
3,00 12,89 15,89

Z*
5,00 19,48 24,48

Podemos sintetizar todos esses procedimentos por meio do seguinte fluxograma:

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

Figura 2

Fluxograma dos procedimentos do custeio ABC.

Pelo fluxograma, você pôde observar que os custos são distribuídos para as atividades por meio dos direcionadores de custos e, em seguida, para os produtos por meio dos direcionadores de atividades. Após essa distribuição, temos o valor dos estoques dos produtos acabados. Ao serem vendidos, seus valores são transferidos para a apuração do resultado como custo do produto vendido. Portanto, neste capítulo, vimos que o custeio ABC é uma metodologia de custeio que está fundamentada nas atividades que a empresa realiza no processo de fabricação de seus produtos. Sua origem proveio do significativo aumento dos custos indiretos na produção e da grande diversidade de produtos fabricados na mesma área produtiva. Por isso é importante alocarmos adequadamente os

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO

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CAPÍTULO 5 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

custos indiretos, pois a arbitrariedade do rateio dos custos indiretos, tolerados no passado, pode provocar decisões administrativas errôneas. Para que possamos identificar os custos das atividades, selecionar medidas dos direcionadores de custos e determinar os rateios dos custos indiretos de cada atividade, é necessário que façamos observações detalhadas. Para isso, podemos examinar os registros da contabilidade de custos, entrevistar os chefes de cada departamento e o pessoal mais experiente, até compreendermos com clareza o conjunto de atividades que cada empresa tem. Se uma pessoa deseja ganhar dinheiro com o investimento feito em uma empresa, isso sempre acontecerá? A resposta é simples. Não! Por quê? Porque há algumas dificuldades que devem ser superadas para que possamos aumentar as receitas e diminuir as despesas. Nesse caso, o que devemos fazer? Identificar a restrição e aplicar seus recursos para fabricar o produto mais rentável para a empresa. Como fazer isso? Devemos usar os procedimentos apresentados pela teoria das restrições, assunto do próximo capítulo.

Referências
CHING, H. Y. Contabilidade gerencial: novas práticas contábeis para a gestão de negócios. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. COGAN, S. Custos e preços: formação e análise. São Paulo: Pioneira, 1999. CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2006. NAKAGAWA, M. ABC – Custeio baseado em atividades. São Paulo: Atlas, 1995. OLIVEIRA, L. M. de; PEREZ JR., J. H. Contabilidade de custos para não contadores. São Paulo: Atlas, 2000. WARREN, C. S.; REEVE, J. M.; FESS, P. E. Contabilidade gerencial. São Paulo: Pioneira, 2001.

Anotações

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

Teoria das restrições: custo para otimização de resultados

CAPÍTULO 6 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

6

Introdução
Os gerentes de marketing, financeiro e de produção da indústria de panelas Alumínio Brasil Ltda conversavam sobre o que deveriam fazer para definir o mix (quantidade) de produtos que deveriam ser fabricados no exercício seguinte de forma a maximizar seu lucro. • Gerente de marketing: nossa produção é composta de dois produtos: panelas de alumínio e panelas de inox. Hoje podemos comercializar até 10.000 unidades de cada produto. Os preços de venda são, respectivamente, iguais a R$ 10,00 e R$ 30,00. Nossos vendedores recebem comissões iguais a 5% das vendas. • Gerente financeiro: no nosso planejamento para o próximo exercício, devemos considerar que não temos demanda superior às 10.000 unidades. Além do mais, devemos considerar que cada produto incorre nos seguintes gastos unitários: custos variáveis de R$ 6,00 para as panelas de alumínio e de R$ 22,00 para as de inox; custos fixos de R$ 3,00 para as de alumínio e de R$ 2,50 para as de inox. • Gerente de produção: no nosso planejamento, devemos considerar todos esses aspectos. Mas não devemos esquecer que as panelas de alumínio e de inox consomem, respectivamente, 6 e 9 kg de matéria-prima por unidade. Em nossos estoques, temos apenas 120 kg de matéria-prima. Assim temos uma restrição no processo produtivo (quantidade de matériaprima disponível) e, por isso, não podemos atender a toda a demanda. O que devemos fazer para aumentar o nosso lucro? Você, como contador de custos, deve responder: maximizar a produção dos recursos escassos aplicando a teoria das restrições. Neste capítulo, estudaremos o que é essa teoria, sua origem, as hipóteses desenvolvidas para sua sustentação, os conceitos de ganho, despesa operacional e inventário e como aplicar a teoria das restrições. Para a compreensão satisfatória desse conteúdo, é importante que você tenha conhecimento sobre margem de contribuição e cálculo do custo pelo método de custeio variável. Estudamos esses conteúdos no capítulo 3 deste caderno. O conhecimento desses assuntos permitirá que você prepare informações úteis aos gestores

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CAPÍTULO 6 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

para que possam realizar as funções de planejamento e de tomada de decisão considerando o valor da margem de contribuição e a quantidade de produtos que devem ser produzidas para que a empresa possa obter o maior resultado possível. Esperamos que você se dedique ao estudo deste capítulo e, ao final dele, seja capaz de identificar a restrição no processo produtivo e calcular o mix (quantidade) de produção e vendas que maximiza o resultado (lucro) da empresa.

6 .1 Teoria das restrições – TOC (Theory of Constraints)
Se você tiver um problema no setor produtivo, deve usar a teoria das restrições para otimizar o processo de fabricação. Para Bruni (2006), a teoria das restrições é uma metodologia de administrar a produção pela análise da margem de contribuição por unidade de recurso-gargalo existente no processo produtivo. Recurso gargalo representa uma restrição, um impedimento ou uma dificuldade que deve ser superada para que a empresa possa fabricar seus produtos. Essa restrição (fator que inibe o crescimento do lucro) pode ser interna ou externa. As restrições internas são aquelas que impedem a empresa de fabricar mais, como, por exemplo, falta de funcionários, falta de matéria-prima, falta de horasmáquinas, etc. Já as restrições externas são aquelas que impedem a empresa de vender mais, como demanda de mercado, concorrência, preço de venda, falta de pedidos de clientes, falta de fornecedor de material, etc. A teoria das restrições foi desenvolvida na década de 1980 pelo físico israelense Eliyahu Goldratt. Para Goldratt, a meta da empresa é gerar riqueza para as pessoas que investiram seu dinheiro nela, ou seja, ganhar dinheiro. Isso significa dizer que a empresa deve gerar lucro e os elementos que possibilitam a lucratividade são o ganho, as despesas operacionais e o inventário. Veja no quadro a seguir o conceito e a composição desses elementos. Quadro Elementos que geram a lucratividade. CONCEITO COMPOSIÇÃO
Diferença entre o preço líquido de venda (receita líquida) dos produtos e das mercadorias e os materiais gastos em sua produção. O preço líquido é a diferença entre o preço bruto, com os impostos e as despesas variáveis de vendas. Matéria-prima, material secundário, material de embalagem e todos os demais materiais consumidos no processo produtivo.

Ganho

É o índice por meio do qual a empresa gera dinheiro por meio das vendas.

Inventário

É o dinheiro investido em bens que se pretende vender.

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 6 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

CONCEITO
Despesas São recursos gastos para transoperacionais formar o inventário em ganho. Fonte: Oliveira e Perez Jr. (2000, p. 260).

COMPOSIÇÃO
Todos os demais custos de produção (mão de obra direta e indireta e custos indiretos) e as despesas de vendas, administrativas e financeiras.

Analisando esses conceitos, podemos dizer que o lucro (ganho) pode ser obtido pela diferença entre as receitas e as despesas. Se desejarmos aumentar o lucro, devemos aumentar as receitas ou diminuir as despesas. Ao implementar essas alternativas, sempre haverá uma restrição a ser superada. Assim devemos identificar a restrição e usá-la de modo que a empresa possa aumentar o seu resultado. Essa é a essência da teoria das restrições, ou seja, aumentar o ganho pela eliminação das restrições e pela redução do inventário e das despesas operacionais. Para Cogan (1999), a teoria das restrições está sustentada por meio de oito hipóteses, que apresentamos a seguir. • A meta é fazer dinheiro agora e no futuro, porque essa é a razão de se constituir um empreendimento. • Ganho é a diferença entre a receita e os custos variáveis de material direto. Portanto passa a ser um meio de medir o dinheiro. • Existe pelo menos uma restrição (interna ou externa) em cada produto que limita a receita da empresa. • Existem três tipos de restrições: recursos escassos gargalos, recursos nãogargalos e recursos com capacidade restrita (RCR) que devem ser gerenciados para não se tornarem uma restrição. • A maioria das operações de fabricação tem pelo menos alguns recursos com restrição de capacidade (RCR), o que torna fácil controlá-los. • Existem eventos dependentes que resultam em interações entre recursos e produtos. Isso implica a necessidade de programação e priorização do fluxo do produto. • Dentro de todos os ambientes de fabricação, ocorrem flutuações estatísticas e randônicas que exigem programação e priorização do fluxo do produto. • O sistema de tecnologia de produção otimizada é implicitamente estável, ou seja, a qualquer tempo dado, os gargalos são identificados, e o mix do pedido é estável com relação aos recursos dados. Identificado o conceito e as hipóteses que sustentam a teoria das restrições, torna-se necessário demonstrar os procedimentos matemáticos para colocarmos essa teoria em execução. Veja no tópico a seguir esses procedimentos.

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CAPÍTULO 6 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

Saiba mais
Ao acessar o sítio <http://www.goldrattgroup.com.br/index.php?option= com_content&task=view&id=6&Itemid=11>, você terá informações mais aprofundadas sobre a teoria das restrições, como, por exemplo, evolução cronológica da TOC, justificativa das hipóteses que fundamentam essa teoria e o exemplo completo que Eliyahu Goldratt usou para comprovar sua ideia.

6 .2 Exemplo de aplicação da teoria das restrições
A TOC determina que, quando houver restrições no processo produtivo, devemos calcular a margem de contribuição pelo fator restritivo para que possamos, assim, definir o mix (quantidade) de produtos a serem fabricados e vendidos. A margem de contribuição pelo fator restritivo deve ser calculada assim:
preço de venda – custo variável – despesa variável fator restritivo

Para aplicarmos na prática a TOC, devemos realizar cinco passos. Analise-os com atenção! • 1º passo: identificar a restrição do sistema. • 2º passo: decidir como explorar a restrição, ou seja, não desperdicá-la. • 3º passo: subordinar qualquer coisa à decisão do procedimento anterior. • 4º passo: elevar a restrição do sistema. • 5º passo: se uma restrição for quebrada, voltar ao passo 1 e não deixar que o melhoramento do processo pare. Para ilustrar a execução desses passos, descrevemos o exemplo que Goldratt apresentou em 1991 para provar sua teoria (COGAN, 1999). DADOS DA EMPRESA X
Produtos fabricados Preço de venda unitário Departamentos da empresa Horas-máquina de cada setor Tempo por setor onde os produtos são fabricados PeQ P = R$ 90,00 e Q = R$ 100,00 A, B, C, D 2.400 minutos (8 h × 60 min × 5 dias) Produto P = Setor D (15 min/unid); Setor C (15 min/unid); Setor B (15 min/unid); Setor A (15 min/unid)

Quantidade vendida por semana P = 100 unidades e Q = 50 unidades

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 6 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

DADOS DA EMPRESA X
Tempo por setor onde os produtos são fabricados Materiais necessários por produto Produto Q = Setor D (5 min/unid); Setor C (20 min/unid); Setor B (30 min/unid); Setor A (10 min/unid) Produto P = R$ 40,00 unidade de material 1 e uma peça comprada por R$ 5,00 a unidade Produto Q = R$ 40,00 unidade

Com base nessas informações, podemos iniciar os procedimentos para otimizar o recurso deficitário e, assim, aumentar o ganho da empresa X.

6.2.1 1º passo: identificar a restrição da empresa
Para sabermos onde está a restrição, devemos calcular o total de minutos que cada setor deverá trabalhar por semana. Veja esse cálculo no quadro a seguir. SETORES
A B C D

MINUTOS POR SEMANA P Q
500 1.500 (100 ∙ 15) (50 ∙ 10) 1.500 1.500 (100 ∙ 15) (50 ∙ 30) 250 1.500 (100 ∙ 15) (50 ∙ 5) 250 1.500 (100 ∙ 15) (50 ∙ 5)

TOTAL TEMPO PERCENTUAL MINUTOS DISPONíVEL DE MINUTOS POR SEMANA POR SEMANA POR SEMANA
2.000 3.000 1.750 1.750 2.400 2.400 2.400 2.400 83% 125% 73% 73%

Após análise dos cálculos, podemos perceber que o setor B é que está com a restrição, pois necessita de 3.000 minutos e a empresa só disponibiliza de 2.400 minutos semanais. Assim não poderá fabricar tudo que o mercado deseja.

6 .2 .2 2º passo: decidir como explorar a restrição
Isso significa que a empresa deve maximizar o uso da restrição ao identificar o mix (quantidade) de produtos que irá aumentar o lucro. Para isso, você deve calcular a margem de contribuição de cada produto e, em seguida, dividi-la pelo fator restritivo. O resultado dessa divisão é denominado margem de contribuição pelo fator restritivo. O produto que tiver essa margem com maior valor é o que deverá ser fabricado e vendido em primeiro lugar. No quadro a seguir, demonstramos o cálculo da margem pelo fator restritivo. CÁLCULO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO PELO FATOR RESTRITIVO
P Preço venda 90,00 Q 100,00

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO

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CAPÍTULO 6 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

CÁLCULO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO PELO FATOR RESTRITIVO
P Custo variável Despesa variável Margem contribuição Fator restritivo Margem de contribuição pelo fator restritivo Ordem hierárquica Primeiro lugar de produção e venda Dividir por 15 minutos do setor B 3,00 Segundo lugar Material = (40,00) Peça = (5,00) (0,00) 45,00 Q (40,00) (0,00) 60,00 Dividir por 30 minutos do setor B 2,00

A empresa deve iniciar a produção de todos os produtos P porque ele é o mais rentável. Para fazer as 100 unidades, gastará 1.500 minutos. Como a capacidade semanal é de 2.400 minutos, podemos deduzir que ainda sobram 900 minutos para a fabricação do produto Q, o menos rentável. Isso corresponde a uma produção de 30 unidades do produto Q (900 minutos / 30 minutos = 30 unidades). Fazendo esses cálculos, você está determinando o mix de vendas da empresa, ou seja, você está identificando que a empresa deve fabricar e vender 100 unidades de P e 30 unidades de Q. No quadro a seguir, você poderá identificar o cálculo da margem de contribuição da empresa. CÁLCULO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO PELA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCíCIO (DRE) DO CUSTEIO VARIÁVEL
P 100 unidades serão vendidas Preço venda Custo variável Despesa variável 90,00 ∙ 100 unidades = 9.000,00 (40,00 ∙ 100 unidades) = (4.000,00) (5,00 ∙ 100 unidades) = (500,00) (0,00) Q 30 unidades serão vendidas 100,00 ∙ 30 unidades = 3.000,00 (40,00 ∙ 30 unidades) = (1.200,00) (0,00) 60,00 ∙ 30 unidades = 1.800,00

Margem 45,00 ∙ 100 unidades = contribuição 4.500,00 Análise

Esse mix de produção é o que irá gerar maior ganho para a empresa. Qualquer outra combinação na quantidade vendida provocará uma redução na sua margem de contribuição e, portanto, no lucro global.

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 6 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS

6 .2 .3 3º passo: subordinar tudo ao passo 2
A empresa deve realizar todas as providências para explorar a restrição, ou seja, deve emitir ordens para a fábrica comprar matérias-primas, programar todos os setores de trabalho, etc.

6 .2 .4 4º passo: elevar a restrição do sistema
Significa que a empresa deve melhorar o seu desempenho. Para isso, deve reduzir o tempo de parada para manutenção da máquina, qualificar o operário, reduzir o tempo de parada, etc.

6 .2 .5 5º passo: se uma restição for quebrada, voltar ao passo 1 e não deixar que o melhoramento do processo pare
Se houver interrupção na restrição, devemos voltar ao primeiro passo para evitar que a produção seja programada como se a restrição não tivesse sido mudada. Realizando todos os procedimentos indicados, você contribui para que a empresa possa usar o recurso restritivo de forma mais eficiente.

Para concluir este capítulo, ressaltamos que, quando houver um recurso restrito, o ganho por unidade do fator de restrição deve ser calculado para podermos determinar o mix de produtos mais apropriados. Esse ganho por unidade é a margem de contribuição por unidade dividida pelo fator de restrição. Nesse sentido, a TOC defende uma visão gerencial em que a margem de contribuição unitária (preço de venda menos o custo do material) é a melhor forma de avaliar as oportunidades que se apresentam para a empresa. A margem de contribuição também pode ser usada para fixar o preço de venda de um produto, mercadoria ou serviço. Mas outras informações também devem ser consideradas para que o gestor possa calcular o preço de venda. Quer saber quais são? Veja o conteúdo do próximo capítulo.

Referências
BRUNI, Adriano Leal. A administração de custos, preços e lucros. São Paulo: Atlas, 2006. COGAN, Samuel. Custos e preços: formação e análise. São Paulo: Pioneira, 1999. OLIVEIRA, Luís Martins de; PEREZ JR., José Hernandes. Contabilidade de custos para não contadores. São Paulo: Atlas, 2000.

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Anotações

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Betin Star é gerente de uma empresa que fabrica e vende computadores. teve como meta o lançamento de um novo produto no mercado. pode ver seu produto ser rejeitado pelos consumidores porque não considerou a demanda. neste capítulo. informações sobre como calcular o preço de venda à vista e a prazo com as informações do custo pleno. levantou os custos de todos os componentes do produto. Para facilitar o entendimento desse conteúdo. Mas ficou em dúvida sobre que preço atribuir a esse novo produto. Em 2008. contratou serviço de publicidade para fazer a campanha de lançamento. do custo variável. relacionou os fornecedores do material para a produção. Antes do lançamento. como no caso do Sr. irá afugentá-los. os níveis de concorrência e o valor percebido pelo mercado. Também identificou os preços de alguns produtos similares dos concorrentes. A noção desses assuntos é importante porque o cálculo do custo dos produtos fabricados pelos métodos de custeio citados auxiliará econômica e financeiramente nas decisões de formulação de preços com base no custo. Eles foram apresentados a você na disciplina Contabilidade e Análise de Custos. Com isso. sua localização e necessidades. afinal? Veja. • se fixar um preço inferior ao de seus concorrentes. os concorrentes irão aproveitar-se dessa situação e a empresa perderá mercado. porque. você deverá ter noções de como calcular o custo de fabricação (custeio por absorção) e a margem de contribuição (custeio variável). O que significa preço. Também será difícil aumentar o preço no futuro. do custo de transformação e do capital investido. não irá recuperar o investimento realizado. o setor produtivo ficará ocioso. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 161 . • se fixar o preço considerando apenas seus custos. • se fixar o preço acima da expectativa dos clientes. orientações sobre o significado de preço e. e o volume vendido não atenderá à expectativa da empresa. realizou as seguintes tarefas: definiu a embalagem. poderá posicionar inadequadamente seu produto no mercado. passará uma imagem equivocada a seus clientes e comprometerá o negócio. fez pesquisa de mercado que demonstrou os clientes potenciais.Custos para formação de preço de venda CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 7 Introdução O Sr. Betin Star. ao mesmo tempo.

é algo pelo qual o cliente (empresa ou consumidor final) acredita que vale a pena pagar porque pode gerar os seguintes benefícios: • funcional: ajuda a resolver um problema ou uma necessidade técnica. A esse valor denominou-se preço. o preço do produto é menor que o benefício percebido que produz. facilidade de uso. aparência. apresentamos as mudanças ocorridas no ambiente empresarial. formato. • Valor de uso: mostra a capacidade de um bem ou um serviço satisfazer a necessidade do consumidor e o valor que o cliente está disposto a pagar. ao final dele. também devemos monitorar constantemente o valor de mercado e as expectativas do consumidor. distribuição e administração. Na formação do preço. • Valor de troca: representa os gastos que a empresa efetua para fabricar um bem ou prestar um serviço. despesa de comercialização. Essa necessidade decorre das grandes mudanças ocorridas no ambiente empresarial. Para Ching (2006). quanto mais raro um bem ou serviço. que culminou com o mercado (oferta e procura) determinando os preços de venda. como: segurança. tempo de manutenção. Ou melhor. etc. a sua determinação é resultante de três variáveis: valor de troca. Com isso. maior seu valor. Embora o preço possa trazer os benefícios citados. • Escassez: informa que. seja capaz de fixar a preço de venda do produto fabricado com base nos custos e calcular o preço de venda a prazo. houve a necessidade de determinar parâmetros de valor que possibilitassem estabelecer uma relação de troca entre os bens produzidos. preço é o que o cliente paga pelo produto ou serviço. imagem da empresa.1 Preço A partir do momento em que os homens passaram a trocar bens. com base em Ibracon (2000). qualidade. embalagem. Exemplo: custo da produção. 162 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . remuneração do capital investido. Fique atento! • Era da manufatura: empresas fabricavam em grande quantidade devido à incorporação de máquinas no processo produtivo. durabilidade. A seguir. assistência técnica em âmbito nacional. • financeiro: gera um valor econômico para o pessoal do setor de compras e de finanças. • operacional: ajuda a resolver um problema do setor produtivo. • intrínseco do produto: informa os atributos relacionados com o produto. 7 . Vejamos o que são essas variáveis. ou seja. peso.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Esperamos que você se dedique ao estudo do último capítulo e que. valor de uso e escassez.

Podemos perceber que os administradores e os contadores estão mais preocupados em estabelecer um preço que cubra os custos. O enfoque de custos se dá. como: • das características do produto (moda. imagem. a) Teoria econômica clássica: preocupa-se em descobrir o preço ótimo. procura descobrir o melhor preço a partir do uso eficiente dos recursos que são essenciais para a fixação desse preço. O preço obtido a partir do custo é uma informação valiosa para que possamos comparar com o preço de mercado e determinar se é conveniente ou não vender o produto pelo preço que o mercado está disposto a pagar. • Era do produto: empresas aprimoraram as características e as aplicações do produto. nível de estoque. Vejamos quais são essas teorias.). sazonalidade). 7 .CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS aumentaram a oferta de bens. O preço de venda era calculado adicionando ao custo o lucro desejado. b) Teoria administrativa e contábil conservadora: preocupa-se em estabelecer um ponto mínimo para o preço. durabilidade. etc. O preço de venda era calculado adicionando ao custo o lucro desejado. design. então. ciclo de vida. Duas teorias distintas justificam a fixação do preço. na identificação das cadeias de valor para permitir eliminação dos processos que não agregam valor ao produto. O preço de venda é determinado pelo mercado (oferta e procura). • da situação econômico-financeira da empresa (endividamento. O preço ótimo maximizará os lucros da empresa. considerando os custos para o seu cálculo. • das metas mercadológicas (penetração. contudo não havia mercado para consumir toda a produção. Usa a ideia da margem de contribuição. • Era do consumidor: empresas se preocupam em satisfazer os desejos do consumidor (cliente). etc. Mas como devemos proceder para calcular o preço de venda usando como referência o custo do produto fabricado? É sobre isso que discutiremos no tópico a seguir. etc. como: qualidade. ou seja.2 Determinação do preço de venda baseado no custo A formação do preço se constitui em uma das mais importantes tarefas dos gestores. Mas essa tarefa é bastante complicada porque depende de vários fatores.). UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 163 . crescimento). • Era da venda: empresas procuravam aumentar suas vendas e eliminar seus estoques incentivando o consumo por meio de propagandas. excesso de oferta ou demanda. • da situação macroeconômica (recessão. Preço de venda era calculado adicionando ao custo o lucro desejado. • da estrutura de custos da empresa.

• do comportamento competitivo do mercado (concorrência perfeita. no custo marginal (custeio variável).2 . O valor desse índice deve cobrir todos os impostos e as taxas aplicadas sobre as vendas. o preço de variável. caso. Os métodos baseados no custo se preocupam com dois elementos do preço: os custos relevantes e a margem de lucro que devem ser adicionados ao preço. do governo. Esse índice também é conhecido como margem bruta. no custo de transformação. máquinas. etc.). A margem de lucro é sobre o percentual é conhecido como Mark-up. • da manutenção da participação no mercado. também. • do nível de produção e vendas que a empresa deseja ou pode operar. Nesse venda é igual ao custo total da produção. todas as despesas variáveis de venda. veículos. • da remuneração (lucro) desejada. no rendimento do capital empregado. a empresa não pode vender abaixo do custo porque poderá levar a empresa à falência. 164 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . • da recuperação de caixa. Neste capítulo. Vamos à análise do primeiro método? 7 . tanto fixo quanto acréscimo percentual para cobrir as despesas operacionais margem de lucro desejada. 1: uma empresa estabelecida na cidade de Palmas – TO já fez os investimentos para a sua estrutura física (terreno. as despesas operacionais. computadores) e.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS • das restrições governamentais. mais um e proporcionar a custo pleno. vamos apresentar alguns métodos para calcular o preço de venda com base no custo de produção. dos clientes. Veja como calcular o Mark-up e o preço de venda nas simulações expostas a seguir. já tem recursos humanos para vender e produzir. O custo de fabricação dos produtos é uma variável importante pelo fato de que. móveis. Seus gastos são classificados em fixos e variáveis conforme tabela a seguir. Considerando esse aspecto. • da elasticidade da demanda. • das despesas para administrar e comercializar o produto. a não ser em circunstâncias especiais. • dos concorrentes. monopólio.1 Preço de venda com base no custo pleno (custeio por absorção) É o método mais utilizado no cálculo do preço. • da penetração no mercado. etc. a) Exemplo n. Esse Mark-up é um índice aplicado sobre o custo de um bem ou um serviço para a formação do preço de venda (SANTOS. os custos fixos e o lucro desejado. 2000). apresentaremos quatro métodos: preço de venda com base no custo pleno (custeio por absorção).

45 Preço de venda b) Exemplo n. R$ 100 .35% Usando o Mark-up multiplicador R$ 600 1.65% Total 2% Lucro sobre o custo total 18% 25% Para calcular o Mark-up divisor. Veja no quadro a seguir esse cálculo.9474197 Com os dados do Mark-up.45 Vezes o Mark-up multiplicador R$ 600 Custo total R$ 1.168. R$ 105 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 165 . você deve subtrair o preço de venda. representado por 100%..35%  =  51  100%  100% (23. dos percentuais das despesas e do lucro desejado. você poderá calcular o preço de venda da seguinte maneira: divida o custo total pelo Mark-up divisor ou multiplique o custo total pelo Mark-up multiplicador.168.65% De vendas 3% 23. Mas. se desejar calcular o Mark-up multiplicador. Confira esse cálculo no quadro a seguir.65%) (25%) 51. CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA USANDO O MARK-UP Usando o Mark-up divisor Custo total Dividido pelo Mark-up divisor Preço de venda 51. 2: uma empresa apresentou os seguintes dados para calcular seu preço de venda: CUSTO UNITÁRIO Custo variável R$ 170 R$ 80 Custo fixo Custo total R$ 250 DESPESAS E LUCRO Despesa operacional 40% sobre custo = 250 ∙ 40% = Lucro antes do Imposto de Renda 30% sobre custo total e despesa = (250+100) ∙ 30% .9474197 R$ 1..CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS CUSTO UNITÁRIO EM R$ Custo fixo (CF) DESPESA VARIÁVEL IMPOSTOS E TAXAS DE VENDA DESPESA FIXA E LUCRO 3% 4% Custo variável (CV) 350 ICMS 250 PIS COFINS Comissão venda Custo total 600 Total 18% Administrativa 0.. deve dividir 100% pelo valor do Mark-up divisor.. CÁLCULO DO MARK-UP Preço de venda (PV) Percentual da despesa variável sobre a venda (DVV) Percentual das despesas fixas e lucro (lucro bruto) Percentual do Mark-up (mark-up divisor) Ou Mark-up multiplicador   .35% 1.

a fixação do preço de venda com base no custo total. Veja.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Nesse exemplo. Os exemplos apresentados serão úteis para que você perceba que os métodos de custeio podem ser utilizados nas empresas prestadoras de serviço. você deve somar o custo total com as despesas operacionais e a margem de lucro desejada. Fique atento! Saiba mais No sítio <http://www. CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA PELO CUSTO PLENO (+) Custo unitário total (+) Despesas operacionais (40% sobre o custo total) = Gasto total (+) Margem de lucro (30% sobre custo total e despesa operacional) (=) Preço de venda R$ 250 R$ 100 R$ 350 R$ 105 R$ 455 Portanto vimos. Confira esse cálculo no quadro a seguir.wgate. a) Exemplo n. outro método de cálculo do preço de venda. a seguir.65% De vendas 166 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . CUSTO UNITÁRIO EM R$ Matéria-prima Mão de obra direta DESPESA VARIÁVEL IMPOSTOS E TAXAS DE VENDA DESPESA FIXA E LUCRO 3% 4% 60 ICMS 80 PIS 17% Administrativa 0. 1: uma empresa apresentou seus gastos na tabela a seguir. o consultor em custos Luiz Carlos M. isto é. Ele também descreve os cálculos por meio da fórmula do custo total ou feito diretamente pela DRE. 7 .2 Preço de venda com base no custo de transformação Os defensores desse método alegam que o esforço produtivo mais intenso está representado pela mão de obra em conjunto com os custos indiretos de fabricação (CIF). o cálculo com base no custo de transformação. no comércio e nas indústrias. neste tópico.2 . o Mark-up.br/custos/>. o preço de venda é igual ao custo de transformação mais um acréscimo percentual para cobrir as despesas operacionais e proporcionar a margem de lucro desejada. no próximo tópico. Nesse caso. Portanto a margem de lucro deve ser calculada sobre o custo de transformação (mão de obra + CIF).com. o cálculo do preço de venda com base no custo de transformação. Veja nas situações hipotéticas. Fernandes apresenta diversos exemplos do cálculo do custo de fabricação e da margem de contribuição. O resultado dessa soma é o preço de venda do produto fabricado pela empresa.

se desejar calcular o Mark-up multiplicador..1119324 Com os dados do Mark-up. no quadro a seguir.65% Total DESPESA FIXA E LUCRO Lucro sobre o custo de transformação 20% 100 COFINS Comissão venda Custo total 240 Total 27% Para calcular o Mark-up divisor.35% Percentual da despesa variável sobre a venda (DVV) Percentual das despesas fixas e lucro (lucro bruto) Percentual do Mark-up (mark-up divisor) Ou Mark-up multiplicador 100% = 51. . Confira esse cálculo no quadro a seguir.1119324 R$ 506..65%) (27%) 47. Mas. você deve subtrair o preço de venda.. representado por 100% dos percentuais das despesas e do lucro desejado.35% 2. 2: uma empresa apresentou os seguintes dados para calcular seu preço de venda sobre o custo pleno: CUSTO UNITÁRIO Matéria-prima Mão de obra direta DESPESAS E LUCRO . deve dividir 100% pelo valor do Mark-up divisor.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS CUSTO UNITÁRIO EM R$ Custo indireto DESPESA VARIÁVEL IMPOSTOS E TAXAS DE VENDA 3% 5% 25. CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA USANDO O MARK-UP Usando o Mark-up divisor Custo total Dividido pelo Mark-up divisor Preço de venda Usando o Mark-up multiplicador R$ 240 2. Veja..35% R$ 506. você poderá agora calcular o preço de venda da seguinte maneira: divida o custo total pelo Mark-up divisor ou multiplique o custo total pelo Mark-up multiplicador...86 Preço de venda b) Exemplo n. esse cálculo. R$ 96 . R$ 126 40% sobre custo total = 240 ∙ 40% = R$ 60 Despesa operacional R$ 80 Lucro antes do Imposto de Renda 70% sobre o custo de transformação (80 + 100) ∙ 70% UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 167 . CÁLCULO DO MARK-UP Preço de venda (PV) 100% (25.86 Vezes o Mark-up multiplicador R$ 240 Custo total 47.

o custo variável. CUSTO VARIÁVEL UNITÁRIO EM R$ Matéria-prima Mão de obra direta Custo indireto variável Custo total DESPESA VARIÁVEL IMPOSTOS E TAXAS DE VENDA DESPESA FIXA E LUCRO 3% 2% 18% 2% 25% 100 ICMS 80 PIS 100 COFINS Comissão venda 280 Total 17% Administrativa 0. 7 . o preço de venda é igual ao custo variável mais um acréscimo percentual para cobrir as despesas operacionais e proporcionar a margem de lucro desejada. Portanto a margem de lucro deve ser calculada sobre o custo variável.3 Preço de venda com base no custo marginal (custeio variável) A vantagem de usar esse método é que a empresa pode aceitar vender produtos por um preço de venda inferior ao de mercado e ao custo total de produção. Nesse caso. basta somar o custo total com as despesas operacionais e a margem de lucro desejada. Agora vamos apresentar mais uma forma de calcular o preço de venda com outra informação de custo. O resultado dessa soma será o preço de venda do produto fabricado pela empresa.65% Total 168 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . 1: uma empresa apresentou seus gastos na tabela a seguir. Confira esse cálculo no quadro a seguir.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS CUSTO UNITÁRIO Custo indireto Custo total R$ 100 R$ 240 DESPESAS E LUCRO Quando você tiver os dados em valores absolutos. isto é. Veja. o cálculo do preço de venda com base no custo marginal. É necessário apenas que o preço de venda seja igual ou superior ao custo variável.65% De venda fixa 2% Lucro sobre o custo e a despesa variável 5% Custo indireto fixo 24.2 . a) Exemplo n. CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA PELO CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO (+) Custo unitário total (+) Despesas operacionais (40% sobre o custo total) = Gasto total (+) Margem de lucro (30% sobre custo de transformação) (=) Preço de venda R$ 240 R$ 96 R$ 336 R$ 126 R$ 462 Você já aprendeu a calcular o preço de venda com base no custo total e no custo de transformação. nos exemplos a seguir. o Mark-up.

. dos percentuais das despesas e do lucro desejado. CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA USANDO O MARK-UP Usando o Mark-up divisor Custo total Dividido pelo Mark-up divisor Preço de venda Usando o Mark-up multiplicador R$ 280 1. .. R$ 112 .35%   51  100%  100% (24.35% R$ 545. você poderá agora calcular o preço de venda da seguinte maneira: divida o custo total pelo Mark-up divisor ou multiplique o custo total pelo Mark-up multiplicador. os valores foram apresentados em valores absolutos.27 Preço de venda b) Exemplo n. R$ 96.... Mas.27 Vezes o Mark-up multiplicador R$ 280 Custo total 50. R$ 224 . deve dividir 100% pelo valor do Mark-up divisor.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Para calcular o Mark-up divisor. se desejar calcular o Mark-up multiplicador..65%) (25%) 50. Confira esse cálculo no quadro a seguir..60 40% sobre custo variável = 280 ∙ 40% R$ 100 Despesa operacional fixa R$ 80 Despesa variável na venda 15% sobre custo variável = 280 ∙ 15% R$ 100 Custo indireto fixo 80% sobre o custo variável 280 ∙ 80% R$ 280 Lucro antes do Imposto de Renda 30% sobre o custo e a despesa variável (280 + 42) ∙ 30% Nesse exemplo. R$ 42 . representado por 100%. 2: uma empresa apresentou os seguintes dados para calcular seu preço de venda: CUSTO UNITÁRIO Matéria-prima Mão de obra direta Custo indireto variável Custo variável total DESPESAS E LUCRO . você deve subtrair o preço de venda. com o custo indireto fixo e com a margem de lucro desejada.... O resultado dessa UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 169 . CÁLCULO DO MARK-UP Preço de venda (PV) Percentual da despesa variável sobre a venda (DVV) Percentual das despesas fixas e lucro (lucro bruto) Percentual do Mark-up (mark-up divisor) Ou Mark-up multiplicador   = . você deve somar o custo total com as despesas operacionais.9860973 Com os dados do Mark-up. Veja no quadro a seguir esse cálculo. Nesse caso.35% 1.9860973 R$ 545.

3 Formulação do preço de venda a prazo Quando você for realizar uma venda a prazo. MARGEM DE LUCRO DESEjADA = 100 . nos tópicos anteriores. Apresentamos. seu custo financeiro para remunerar o tempo de financiamento. Esse cálculo deverá ser realizado por meio da fórmula: 170 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Mas como devemos proceder para calcular o preço de venda a prazo? Veja essa resposta no tópico a seguir.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS soma será o preço de venda do produto fabricado pela empresa. Confira esse cálculo no quadro a seguir.000. dividida pelo número de unidades fabricadas. No tópico a seguir.000 + 18. deverá considerar o valor do dinheiro no tempo.000 = R$ 3.60 Até aqui examinamos três formas de calcular o preço de venda. Ela fabrica e vende 8.000 unid. Seus gastos totais equivalem a R$ 9. examinaremos a fixação do preço com base no capital investido.4 Preço de venda com base no rendimento do capital investido Esse método se preocupa com a margem de lucratividade que garanta um retorno sobre o capital investido. Nesse caso. a fixação do preço de venda à vista com base nas informações de custo. Ela deseja um retorno de 18% do seu capital. ou seja. 7 . FóRMULA DO PREÇO DE VENDA PV = custo total + despesa total + margem de lucro sobre o capital quantidade produzida Vamos supor que uma empresa investiu um capital de R$ 100.000 Fórmula do Preço de Venda PV = 9.000 na sua estrutura.000 unidades. 7 .000 X 18% = 18 . Qual seu preço de venda? Analisemos o cálculo apresentado a seguir.37/unidade 8. CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA PELO CUSTO MARGINAL (+) Custo variável unitário total (+) Despesa variável (15% sobre custo variável) = Gasto para produzir (+) Despesa operacional (40% sobre custo variável) (+) Custo indireto fixo (80% sobre custo variável) (+) Margem de lucro (30% sobre custo e despesa variável) (=) Preço de venda R$ 280 R$ 42 R$ 322 R$ 112 R$ 224 R$ 96. a margem de lucro é calculada sobre o capital empregado na empresa e o preço de venda é a soma do custo total de produção e vendas (custos e despesas) com a margem de lucro desejada.60 R$ 754.2 .

000. Mas. ganho marginal 16%. custo fixo total de R$ 1.75 × 1. se desejar calcular o Mark-up multiplicador.75 × 1.75 × 1.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS Preço de venda = preço de venda à vista × (1 + i)n i = juros de mercado. se ela desejar saber sobre o resultado econômico.75 100%/64% = 1. O preço de venda a prazo terá um custo financeiro de 3% (0. CÁLCULO DO MARK-UP Preço de venda (–) Impostos s/ venda (–) Ganho marginal = Mark-up divisor = Mark-up multiplicador CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA À VISTA 100% Custo x Mark-up (20%) multiplicador Custo × Mark-up divisor 12. deve elaborar a DRE.00/kg. n = número de meses Veja.03)¹ PV = R$ 18. CÁLCULO DO PREÇO DE CÁLCULO DO PREÇO DE CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA A PRAZO VENDA A PRAZO VENDA A PRAZO 30 DIAS (1 MÊS) 60 DIAS (2 MESES) 90 DIAS (3 MESES) PV = preço venda à vista (1 + i)n PV = R$ 18. volume de venda 500 kg. aplique a fórmula que considera o custo financeiro do dinheiro no tempo. Veja no quadro a seguir esse cálculo.00 e rentabilidade de 4%. dos percentuais das despesas e do lucro desejado.03) ao mês.5625 64% R$ 18.31 PV = preço venda à vista (1 + i)n PV = R$ 18.75 × (1 + 0. representado por 100%. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 171 .64 (16%) R$ 12. Agora calcule o preço de venda à vista da seguinte maneira: divida o custo total pelo Mark-up divisor ou multiplique o custo total pelo Mark-up multiplicador. A empresa PSC Ltda deseja formar o preço de venda do produto X e fez a seguinte previsão: custos variáveis para produzir e vender R$ 12. deve calcular o ponto de equilíbrio contábil e. deve dividir 100% pelo valor do Mark-up divisor.0609 Pv = R$ 19.03)³ Caso a empresa queira saber quantos produtos deve fabricar e vender para não ter prejuízo. você deve subtrair o preço de venda.75 × (1 + 0.03)² PV = R$ 18.75 × (1 + 0.89 PV = preço venda à vista (1 + i)n PV = R$ 18.49 PV = R$ 18.03 PV = R$ 19.75 Para calcular o preço de venda a prazo. Veja esses procedimentos no quadro a seguir.00kg × 1. Veja esse cálculo no quadro a seguir.092727 PV = 20. no exemplo adaptado de Santos (2000).5625 R$ 18. Para calcular o Mark-up divisor.000. impostos sobre vendas de 20% (despesa variável). como calcular o preço de venda a prazo.00 kg 0. investimentos fixos R$ 20.00.

000. o cliente deixa de usar o produto independente de seu preço.875. Para cada fase. flutua mais em função de ações dos consumidores e dos clientes do que de estratégias da empresa. Na fase do lançamento. seguir o preço do mercado ou estabelecer preços específicos para cada cliente e em cada compra. Para encerrar o capítulo. devemos estabelecer estratégias de preço diferentes. nessa situação.000.00) (4.00) 0 100% Vendas (20%) (–) Impostos s/ vendas (64%) (–) Custos variáveis 16% = Ganho marginal (16%) (–) Custos fixos 0 = Lucro 9.33 kg para ter recursos suficientes para pagar suas despesas e custos.000. Nesse caso.00 ao vender 500 kg de seu produto. e os custos de produção são menores devido à grande quantidade produzida. a empresa deve usar duas estratégias: skimming (status de ter o produto não importando seu preço) e penetration (preço baixo para conquistar mercado). Então a empresa pode estabelecer o preço (se for majoritária no mercado).000. 00 kg Vendas (–) Impostos sobre vendas (–) Custos variáveis = Ganho marginal (–) Custos fixos = Lucro 6.00 5. Na fase de crescimento. às condições de mercado.00) (64%) 1. os custos são baixos e a concorrência é acirrada. Isso provoca queda no preço de venda.250. O preço. o cliente já conhece o produto.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS CÁLCULO DO PONTO DE EQUILíBRIO (PE) PE = Custo fixo (PV − CV − DV) CÁLCULO DO LUCRO PELA DRE PARA VENDA DE 500 KG R$ 1. destacamos que a decisão sobre a fixação do preço de venda está ligada. crescimento das vendas. como o cliente não conhece o produto e os custos são elevados devido à baixa produção.00) 16% (11%) 500.500. controlar para que seu custo fique baixo e procurar novos nichos de mercado. à remuneração do capital investido e ao ciclo de vida do produto. maturidade e declínio.00 (1.00 (1.250. a empresa só tem custos variáveis. ao volume de atividade. compara preço e observa produtos substitutos.00) (20%) (6. Na fase de maturidade.000.00) 1. Esse ciclo se caracteriza por quatro fases: lançamento.00 (1. pois os fixos já foram recuperados e a 172 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000.33% A empresa deverá vender 333.375. além dos custos.33 kg 3. Na fase do declínio.00 100% (1. O que garantirá esse retorno é um controle preciso sobre os custos e as despesas e um preço de venda que permite a empresa ser competitiva. 00 = 333. o cliente deseja qualidade e preço baixo. à concorrência. a empresa deve criar diferenciais para poder sustentar seu preço. Terá lucro de R$ 500.

São Paulo: Atlas. renovará os procedimentos gerenciais a serviço do desenvolvimento econômico e social. correção monetária. São Paulo: Atlas. você. Mensagem final A gestão estratégica dos custos é um procedimento gerencial útil para melhorar o desempenho financeiro do empreendimento realizado porque melhora a qualidade dos produtos e auxilia no aperfeiçoamento da estrutura organizacional e operacional de uma empresa. Referências CHING. J. custo de oportunidade. H. a melhor aplicação dos recursos empresariais favorecerá a redução dos custos. Agindo assim. São Paulo: Pearson Prentice Hall. Custos: ferramentas de gestão. IBRACON. A consequência imediata da aplicação dessa ferramenta gerencial são os benefícios que as pessoas físicas e jurídicas poderão obter como consumidores finais dos serviços e dos produtos fabricados pelas entidades que gerenciam estrategicamente seus custos. 2000. Análise de custos. 3. SANTOS. deve interromper os investimentos em marketing e diminuir o preço para dominar o mercado restante (CHING. J. 2006. etc. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 173 . Em outras palavras. Mas existem outros elementos que devem ser considerados como base de cálculo do preço de venda. como inflação. educação e formação profissional para os empresários e suas famílias. a diminuição do preço de venda. ed.CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS concorrência diminui. o aumento na geração de renda e na oferta de empregos e no melhor atendimento em saúde. Nessa fase. 2000. Portanto apresentamos somente a forma de fixar o preço de venda usando como base de cálculo o custo da produção. Y. Contabilidade gerencial: novas práticas contábeis para gestão de negócios. 2006). contador. Esses assuntos que são abordados nos cursos de Economia e Administração.

CAPÍTULO 7 • GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS 174 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

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Créditos EQUIPE UNITINS Organização de Conteúdos Acadêmicos Revisão Linguístico-Textual Gerente de Divisão de Material Impresso Revisão Digital Projeto Gráfico Capa Vidamar Grando Silvéria Aparecida Basniak Schier Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Leyciane Lima Oliveira Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva PRODUÇÃO EDITORA EADCON .

Vidamar Grando Apresentação . No sexto capítulo. efetuaremos o cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro e providenciaremos a demonstração do resultado do exercício e balanço patrimonial. Bons estudos! Prof. No primeiro capítulo. do capital social e faremos a abertura do movimento financeiro da empresa. E por fim. Ele será seu companheiro para sistematizar suas atividades e atrelar teoria à prática no Laboratório Contábil Virtual. Faça bom uso deste material. apuraremos o resultado do exercício. iniciaremos os registros dos fatos constitutivos e estruturais da empresa. No terceiro capítulo. conheçamos a situação econômica. além do cálculo dos tributos sobre vendas e a compensação do ICMS. No quinto capítulo. contabilizaremos a folha de pagamento e os encargos e efetuaremos o registro das despesas de água. registraremos as vendas de mercadorias. realizaremos os registros de pagamentos das compras e dos recebimentos das vendas a prazo. telefone e energia.Caro acadêmico. financeira e patrimonial da empresa Roupas Bonitas Ltda. movimentos financeiros das compras à vista e registro da depreciação. compra de ativo fixo. o controle financeiro das vendas realizadas à vista e o fechamento de estoque. executaremos registros contábeis de compra de mercadorias. apresentaremos a empresa que servirá de modelo para nossa prática contábil e uma breve demonstração das funções do software aplicativo Protheus 10. Este material foi elaborado para servir de apoio e suporte para as atividades a serem desenvolvidas na disciplina de Laboratório Contábil II e contribuir para a formação e o aperfeiçoamento profissional. para que. No segundo capítulo. ao final do exercício de 2010. que vislumbramos ao proporcionar a prática contábil. No quarto capítulo.

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usaremos o Microsiga Intelligence – Protheus 10. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 179 . tem como horizonte demonstrar a informatização dos procedimentos contábeis. O Laboratório Contábil II é uma disciplina voltada para a criação de uma prática que contempla a diversidade das transações econômicas. busca aprimorar seus conhecimentos e sua futura prática profissional. Tudo isso pode ser feito com a utilização de softwares contábeis que registram o grande volume de fatos administrativos e contábeis. A legalização se dá por meio do registro dos atos constitutivos nas repartições públicas federais. comércio ou prestadora de serviço) que são capazes de adquirir bens e direitos e contrair obrigações na realização de transações. ao mesmo tempo. por exemplo. e os órgãos municipais: Secretaria Municipal da Fazenda. Existem diversos aplicativos contábeis no mercado. e software contábil CAPÍTULO 1 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 1 Introdução Antes de iniciar o estudo deste capítulo.Empresa modelo: Roupas Bonitas Ltda . é necessário que você já tenha conhecimento sobre a constituição e a legalização das entidades perante os órgãos estaduais: Secretaria da Fazenda do Estado. do qual você participará ao longo deste semestre. a agilidade na geração de informações e a eficiência dos registros informatizados. estudados anteriormente na disciplina Laboratório Contábil I. O Laboratório Contábil II. O Contrato Social é o instrumento que regula o funcionamento da sociedade e impõe as regras a que se submete a sociedade empresarial e seus sócios. Junta Comercial e Delegacia Regional do Trabalho. como. Além disso. Para que as entidades possam desenvolver suas atividades. criar planilhas de cálculos. Previdência Social. Saiba os procedimentos e os documentos necessários para a legalização em cada órgão. estaduais e municipais. os órgãos federais: Receita Federal. Nesta disciplina. e ter melhor entendimento do funcionamento do software contábil. Toda e qualquer atividade econômica é realizada por meio das entidades econômico-administrativas (indústria. Secretaria de Vigilância e Segurança. efetuar anotações. é necessário que estejam devidamente legalizadas e constituídas. é necessário que tenha noções de informática em processadores de texto e planilhas eletrônicas. Todo esse conhecimento é necessário para que você possa acompanhar os estudos. A constituição é feita por meio da elaboração do Contrato Social ou do Estatuto Social. a tecnologia da informação e a educação e. o controle de estoques.

Agora que já sabemos quais são as formas jurídicas das entidades. De acordo com os interesses dos sócios ou componentes. Esperamos que. Segundo Russo e Oliveira (2004). a sociedade poderá assumir uma das formas jurídicas apresentadas no quadro 1. você seja capaz de identificar a forma jurídica. As formas mais comuns são: firmas individuais. e as funções do software aplicativo Protheus 10. a classificação pode ser assim resumida: • entidade individual: é aquela constituída por uma única pessoa. • entidades coletivas ou sociedades: são as formadas por diversas pessoas. 1 . 1 . De acordo com Venosa (2002). 180 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ao final do estudo.2 Dados da empresa modelo Roupas Bonitas Ltda . a entidade adquire a sua personalidade jurídica por meio do seu credenciamento na Secretaria da Receita Federal e passa a ter identidade própria. conheceremos os dados da empresa que servirá de modelo para as atividades que desenvolveremos neste semestre. SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA Em comum ou irregular ou de fato Simples (prestadora de serviço) • Profissional liberal Em conta de participação • Cooperativas SOCIEDADE PERSONIFICADA Empresária (sociedades mercantis) • Limitada • Anônima • Em comandita simples • Em comandita por ações • Atividade agropecuária • Em nome coletivo O empreendedor poderá escolher uma dessas diferentes formas jurídicas para a legalização da sua empresa. apresentaremos detalhadamente a empresa que servirá como modelo para as atividades propostas para a prática laboratorial deste semestre e uma breve descrição do programa que utilizaremos para efetuar a prática contábil e a integração de dados da empresa. sociedades limitadas e sociedades anônimas. Quadro 1 Formas jurídicas das entidades. as transações realizadas pela empresa Roupas Bonitas Ltda. passa a ter o seu registro no CNPJ – Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas. ou seja.CAPÍTULO 1 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Neste capítulo. o regime tributário.1 Formas jurídicas das entidades Há duas formas jurídicas pelas quais as entidades poderão ser constituídas.

CSLL 9% INSS (11%). UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 181 .gov. 43. Palmas – TO 12456709-1000-90 2345678 1/12/2010 1/12/2010 Lucro real trimestral Regime de competência Inventário permanente pelo método do custo médio ICMS 17%. expomos os dados da empresa fictícia que será usada nesta disciplina. IR 15%. item legislação. n.fazenda. Recomendamos a leitura do sítio da Secretaria da Receita Federal (<http://www. Denominação social Forma jurídica Proprietários Endereço Inscrição no CNPJ Inscrição estadual Data da constituição Abertura dos livros Regime de tributação Regime contábil Controle do estoque Alíquotas dos tributos Encargos sobre a folha Roupas Bonitas Ltda. INSS patronal 20% Ramo do empreendimento Revenda de roupas A empresa que opta pelo regime de apuração lucro real trimestral tem o resultado apurado a cada trimestre. para que você possa obter maior entendimento sobre os regimes de tributação. Terceiros (5. SAT (1%). Saiba mais A empresa modelo teve o seu regime de tributação definido como lucro real trimestral.receita. mais as adições e menos as exclusões. FGTS 8. Responsabilidade limitada (Ltda. claramente demonstradas no Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR.) Búfalo Santos e Laranjeira Silvestre Av. das Flores.8%). Quadro 2 Dados da empresa Roupas Bonitas Ltda. COFINS 3%. PIS 0.0% conforme legislação da previdência.br/>). O valor a ser utilizado como base de cálculo para a apuração do imposto de renda de contribuição social sobre o lucro será o valor apurado por meio do resultado operacional do período.CAPÍTULO 1 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II No quadro 2.65%. centro. demonstrado por intermédio da demonstração do resultado do exercício.

quais são as funções de um software contábil em uma empresa? Protheus 10 é um sistema integrado de gestão empresarial que inter-relaciona. Entre esses sistemas. Essa junção possibilita o controle completo da situação econômica. geração de contas a receber.3 Microsiga Intelligence O software contábil que utilizaremos nesta disciplina foi desenvolvido pela empresa nacional Microsiga Intelligence. alimentação das estatísticas. dos processos administrativos e de interação com outras empresas. Isso é possível porque a plataforma da Microsiga permite que as empresas automatizem os processos financeiros. além de dinamizar as decisões. geração de receita.CAPÍTULO 1 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Você acabou de conhecer a empresa modelo. destaca-se o Protheus 10. a partir da qual você executará as atividades contábeis propostas para disciplina Laboratório Contábil II. • Faturamento: pode ser definido como receita bruta decorrente da venda de mercadorias e serviços de qualquer natureza. logística. comercial ou prestadora de serviços. Reflita Hoje estamos iniciando um aprendizado com software contábil. tecnologia e sistemas de gestão empresarial para empresas de diversos ramos. O Protheus tem diversos módulos básicos integrados. 182 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . em rede. otimizar os resultados e maximizar o desempenho. 1 . Eles serão apresentados a seguir. emissão de faturas/duplicatas. que foi constituída em 1983 e é especialista no desenvolvimento de negócios. financeira e produtiva. Agora conhecerá o software contábil que utilizaremos para os lançamentos da nossa empresa. • Estoque/Custos: tem por finalidade principal o controle de materiais movimentados e armazenados pela sua empresa. as diversas rotinas administrativas da empresa. seja ela industrial. relacionamento com os clientes. controle de orçamentos. No seu ponto de vista. além do custo incorrido sobre esses materiais. O ambiente faturamento culmina em uma série de ações que disparam informações de forma integrada: emissão de documentos de saída. relacionamento com estoque e departamento fiscal. de manufatura. Hoje tem posição de destaque no desenvolvimento de sistemas integrados de gestão com o objetivo de melhorar o desempenho da empresa com mais economia.

ora. você conheceu a forma jurídica e forma de tributação da empresa modelo.. Para o funcionamento legal de uma empresa. alterações e exclusões de lançamentos indevidos. a demonstração do resultado e o balanço patrimonial etc. melhorar suas informações e automatizar todos os procedimentos. cálculos. ora representam aplicações de recursos na compra de ações ou quotas de outras empresas de caráter permanente. Reflita Para constituir uma empresa por cotas de responsabilidade limitada. que fazem relevantes as atividades dos departamentos fiscais em cada empresa. férias. o qual representa. Percebemos que o software contábil pode integrar-se a todos os setores da empresa. datas de vencimento e recolhimento. as atividades a serem desenvolvidas e o capital a ser investido. ainda. tributos incidentes sobre a folha. como folha de pagamento. devido à quantidade de impostos e à infinidade de formulários. Neste capítulo. • Livros fiscais: as responsabilidades fiscais de uma empresa são demasiadamente importantes. móveis e utensílios etc. elaboramos o contrato social. • Contabilidade gerencial: é responsável pelo acompanhamento dos lançamentos contábeis. definir a forma de tributação. • Financeiro: atua como uma ferramenta administrativa que possibilita acompanhamento dos eventos financeiros e dos recursos de uma empresa. preenchimento de guias.CAPÍTULO 1 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II • Ativo fixo (controle de patrimônio): no ativo permanente. Pesquise. rescisão contratual e obrigações anuais. emissão de relatórios como o balancete de verificação. o regime adotado para controle dos estoques e optar por um programa informatizado para o registro dos fatos contábeis e a integração de dados da empresa. representam aplicações de recursos em despesas que devem onerar os resultados. • Gestão de pessoal: destina-se ao controle e à automação das atividades relacionadas à administração de pessoal. a qual utilizaremos na prática contábil desta disciplina. estão as aplicações de recursos feitas pela empresa em caráter permanente. devemos realizar a inscrição nos órgãos competentes. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 183 . na junta comercial de seu Estado. entre outros assuntos. os modelos de contratos sociais e elabore o contrato social da empresa Roupas Bonitas Ltda. exceções. Ora elas representam bens adquiridos para uso da empresa como veículos.

S. você realizará o registro da integralização do capital social e verá como acontece o registro dos gastos referentes à legalização da empresa e à abertura do movimento financeiro. São Paulo: Atlas 2002. VENOSA. Referências RUSSO. Anotações 184 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .CAPÍTULO 1 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II No próximo capítulo.. OLIVEIRA. N. Código Civil de 2002. R. Novo Código Civil. São Paulo: Atlas. Manual prático de constituição de empresas. de S. R. Texto comparado. 2004. L.

inicialmente é necessário que você tenha estudado o método das partidas dobradas. Porque é origem de recurso. CRÉDITO Quando seu valor diminui. Quando é origem. Porque é aplicação de recurso. Todas as contas de receita devem ter SALDO CREDOR. CRÉDITO Quando seu valor aumenta. CRÉDITO Quando seu valor aumenta. SALDO CREDOR. As regras do débito e crédito das contas do ativo. Quando é aplicação. DÉBITO Quando seu valor diminui.Registro dos fatos constitutivos e estruturais da empresa CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 2 Introdução Para acompanhar este capítulo. CRÉDITO Quando seu valor é cancelado. Também é importante que relembre como se dá a utilização do plano de contas. Às contas do plano de contas são atribuídos os nomes e os códigos de acordo com o plano de contas implantado no software UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 185 . visto na disciplina Contabilidade Básica I. Quando é aplicação. CONTAS DO ATIVO (BENS E DIREITOS) CONTAS DO PASSIVO (OBRIGAÇõES) DÉBITO Quando seu valor aumenta. apresentamos esses procedimentos nos quadros a seguir. CONTAS DE RECEITAS DÉBITO Quando seu valor é cancelado. Todas as contas do ativo devem ter SALDO Todas as contas do passivo devem ter DEVEDOR. Para relembrar. para que possamos fazer o lançamento a débito e a crédito. Quadro 1 Contas patrimoniais. Você encontrará mais detalhes sobre esse assunto nos cadernos do primeiro e segundo semestres das disciplinas de Contabilidade Geral I e Contabilidade Geral II. Quadro 2 Contas de resultado. do passivo e das contas de resultado são essenciais para realizar os registros de todos os fatos contábeis subsequentes que abordaremos no decorrer deste semestre. Quando é origem. Todas as contas de despesa devem ter SALDO DEVEDOR. CONTAS DE DESPESAS DÉBITO Quando seu valor aumenta.

Esses instrumentos são a base para o registro do capital. Efetuar compras. capital realizado ou integralizado. Realizado o registro da constituição da empresa. ou pelos cotistas. se for uma sociedade por ações. por dedução. O líquido entre ambas representa o capital realizado. bens ou direitos) aplicados para o início de um determinado empreendimento. A data do registro a ser considerada é a do seu arquivamento na Junta Comercial.638/2007. Esperamos que. e o que a empresa ainda tem a receber dos sócios. e. efetuar pagamentos e recebimentos são procedimentos comuns no dia a dia de uma organização comercial. 2 . Dessa forma. A constituição e a legalização geram gastos indispensáveis para que a empresa não fique na informalidade. se for empresa de responsabilidade limitada. pelos acionistas. A partir daí.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II contábil. necessitam de recursos. a parcela ainda a ser realizada”.404/76 estabelece que “a conta do capital social discriminará o montante subscrito. O aumento ou a diminuição do capital acontece de acordo com a vontade dos sócios ou dos acionistas. você seja capaz de fazer registro da integralização do capital social. Você precisa distinguir. As entidades econômico-administrativas realizam as atividades de revenda e industrialização de produtos e mercadorias e também de prestação de serviço. capital a realizar ou a integralizar. Ao iniciar suas atividades.1 Capital social É o total de recursos (dinheiro. caso for empresa individual. Para iniciarem suas atividades. Resumidamente podemos discriminar os tipos de capitais da seguinte forma: 186 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . dos gastos com a legalização e estruturais da empresa. O artigo 182 da Lei n. a empresa deve ter na conta de capital subscrito a conta devedora de capital a integralizar. a empresa adquire a obrigatoriedade dos registros contábeis. providenciaremos o que denominamos em termos técnicos balanço de abertura. Essas informações serão importantes para que você possa classificar e registrar corretamente os fatos contábeis e realizar as conferências dos lançamentos efetuados pelo sistema. que inicialmente são fornecidos pelo titular. O montante inicial. vender mercadorias. registros contábeis relativos à compra de ativo imobilizado e transferências de valores do caixa para o banco conta movimento. do que foi efetivamente entregue à empresa. no momento da constituição da empresa.404/76 e sua alteração pela Lei 11. ao final deste capítulo. o capital que consta no contrato social denominado de capital subscrito. denominado de capital social. passa a movimentar o sistema financeiro com as contas contábeis caixa e banco. é discriminado no contrato social ou no estatuto social. 6. conforme estabelece a Lei 6.

inteire-se do capítulo para ter uma visão geral. Na sociedade limitada. • quando tiver terminado. Para obter o máximo de aproveitamento. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 187 . Um planejamento dos dias e dos horários que acontecerão os encontros é de fundamental importância. no prazo. Também é conhecido como capital a integralizar. uma vez que cada qual tem as suas particularidades de tratamento devido à especificidade das informações. leia prestando atenção nos lançamentos. Também serão repassadas informações sobre o acesso durante as teleaulas. a responsabilidade dos acionistas será conforme as ações por conta da sua participação. já numa sociedade de capital aberto. assegure-se de ter entendido cada registro apresentado. um terreno. primeiramente veremos como se acessa o software contábil Protheus 10. É conhecido também como capital realizado.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II • capital subscrito: é o valor que está descrito no contrato social. Temos a certeza de que você está motivado para superar as dificuldades e realizar um excelente trabalho neste semestre. conforme compromisso assumido no contrato social. inicial ou social. os sócios têm responsabilidade limitada ao valor do capital social. É muito importante ter clareza em relação à constituição das sociedades. O valor também pode ser representado por um veículo. • capital realizado: é o valor que os sócios ou os acionistas depositaram no caixa ou na conta banco da empresa. Venosa (2002) nos orienta que sociedade é a reunião de duas ou mais pessoas para exercer uma atividade comum. conforme o que foi acordado entre as partes no contrato social. Para darmos início às atividades práticas desta disciplina. • em seguida. É importante que tenha persistência e que organize seu grupo de estudos. A execução dos procedimentos é de responsabilidade de toda a equipe. eles serão enviados via portal do AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem. Também é conhecido por capital nominal. • capital a realizar: é o valor que o sócio ou o acionista deve ainda entregar para a empresa. é imprescindível que você siga os três passos no estudo de cada capítulo: • primeiro. Os procedimentos para instalação do programa não serão especificados aqui.

Digite a data. Confirme. Escolha a sua empresa. Após clicar no ícone demonstrado. Você procederá aos lançamentos a partir dos passos apresentados neste caderno. Agora mostraremos como acessar o sistema. 1. 2. escolha a empresa. 2 . 4. 3. Digite a senha. Caso apareça uma tela solicitando a configuração de moedas. aparecerá uma tela como aparece na figura exposta a seguir. a senha. Digite a data do lançamento. O sistema levará você até a tela de inclusão de lançamentos demonstrada ao lado. A partir de agora. o ambiente de trabalho e confirme as informações.1 Primeiro passo Clique no ícone de acesso que está na área de trabalho do seu computador. Escolha o ambiente que irá trabalhar. clique em Cancelar. 188 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .2 Acesso ao software contábil Protheus 10 O acesso ao software será sempre necessário a cada encontro com seu grupo ou quando você quiser trabalhar as operações que disponibilizaremos neste e nos próximos capítulos. 5.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 2 .2 . Esse ícone será disponibilizado na instalação do software. nossos procedimentos corresponderão às atividades de cada capítulo.

o sistema apresenta a tela de inclusão a qual deverá ser preenchida com os dados expostos a seguir. 2 .1 No módulo Contabilidade Gerencial Para efetuar os lançamentos contábeis. 2. 1. em 1/12/2010. como segue.3 . UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 189 . Confira a data do lançamento.3 Fato 1 Registro do capital da sociedade Ltda.2 Incluir lançamento contábil Selecione a opção Incluir. 2 .CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 2 . 3. Veremos passo a passo de como foi realizado o registro contábil do balanço de abertura. Esses dados serão preenchidos automaticamente quando você clicar em OK. Ao confirmar os dados da capa do lote. O sistema apresentará a janela Capa de Lote-Lançamento. Se a data estiver correta. acesse Atualizações + Processos da Contabilidade + Lançamentos Contábeis. basta clicar em OK.3 .

00 em móveis e utensílios para o escritório e R$ 25. Em seguida. clique Atualizações + Processos do Financeiro. Aparecerá o lançamento de débito na Conta Caixa e crédito.00 será creditada na conta capital a realizar e os restantes R$ 55.3 . clique em OK para confirmar o lançamento. conforme é exposto ao lado. R$ 30.00 do sócio Búfalo Santos e R$ 100. clique em Receber e preencha o quadro conforme orientação expostas a seguir.00 em dinheiro. trabalharemos no módulo Financeiro para o repasse do valor em dinheiro e.00 refere-se ao valor de R$ 100. na Conta Capital a realizar no valor de R$ 90. acessaremos o módulo do Ativo Fixo para registrar os móveis e o veículo.00 não serão integralizados neste momento. aparecerá novamente a tela de capa de lote para lançamento contábil. Clique em Cancelar e. na sequência.00 em veículo para uso da empresa. 2 . A contrapartida de R$ 145. Agora efetuaremos os registros desse fato contábil.000. a) No módulo Financeiro Na tela de seu computador.000.3 Integralização do capital Os sócios Búfalo Santos e Laranjeira Silvestre integralizaram o capital da seguinte forma: R$ 90. em Cancelar e em Sair.000. clique em OK. Para tanto. Movimento Bancário. em seguida. Confirme esses dados e clique novamente em OK. Após incluir os dados do Fato 1. 190 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000. Aparecerá a tela do movimento financeiro.000. Em seguida.000.000. em Sair.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II O valor do capital de R$ 200.000. em seguida.00.000. Após preencher os dados do quadro anterior.00 do sócio Laranjeira Silvestre.

Ex.000. Data de aquisição do bem. Código do bem dentro do Cadastro de Ativos. 3. 5. a linha inferior da tela receberá automaticamente as contas contábeis e a taxa para depreciação. 7. 1. 2. Número da plaqueta utilizada para o controle físico do bem. 6.00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 191 . Cód.: 1 (um). Conta do bem preenchida automaticamente ao informar o grupo. conforme figura a seguir.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II b) No módulo Ativo Fixo Para acessar o módulo Ativo Fixo. Grupo de ativos a que o bem pertence. gerado automaticamente. Informar a quantidade de bens. clique em Atualizações + Processos do Ativo Fixo + Cadastro de Ativos. 4. Ao informar o grupo. OBS: Percorrer a linha e preencher os campos: • Dt in Deprec: 01/12/10 • Val Orig M1: 30.

000. 90% foram transferidos da conta caixa para um estabelecimento bancário. basta seguir os mesmos passos do procedimento anterior. gerado automaticamente. 7. Nessa tela.: 1 (um). Conta do bem preenchida automaticamente ao informar o grupo.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Após a confirmação do cadastro dos móveis. na sequência.4 Fato 2 Abertura de conta corrente bancária. 3. Do valor de R$ 90. Número da plaqueta utilizada para o controle físico do bem. 2 . Veja a figura a seguir. clique em Atualizações + Processos do Financeiro + Movimento Bancário. 6. Ex.1 No módulo Financeiro Para acessar o módulo financeiro. 4. Informar a quantidade de bens. 192 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . a linha inferior da tela receberá automaticamente as contas contábeis e a taxa para depreciação.000. 5. Código do bem dentro do Cadastro de Ativos. em 1/12/2010. Para cadastrar o veículo no Ativo Fixo. em Sair. junto ao Banco Braveco S/A e repasse de 90% dos recursos disponíveis no caixa para a conta corrente. 2. o grupo e o valor. Grupo de ativos a que o bem pertence. aparecerá outra tela com o lançamento contábil. Para efetuar a transferência no valor de R$ 81. basta você confirmar clicando em OK. na sequência.00 que os proprietários integralizaram na empresa.00. conforme demonstra a figura a seguir. clique em Cancelar e.00 Após a confirmação da inclusão do veículo. OBS: Percorrer a linha e preencher os campos: • Dt in Deprec: 01/12/10 • Val Orig M1: 25. verifique o lançamento contábil e. 1. Data de aquisição do bem. 2 . Ao informar o grupo. Cód. via depósito. acesse o módulo Financeiro. apenas altere as descrições.000.4 .

na sequência. clique em OK para visualizar o lançamento. clique na opção Transf e preencha a tabela a seguir.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Em seguida. em Cancelar e em Sair. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 193 . confirme-o clicando em OK e. Preenchidos todos os espaços conforme figura anterior.

dispõe sobre as Sociedades por Ações. você percebeu que as atividades operacionais desenvolvidas pelas empresas é que geram os fatos contábeis. você aprendeu a providenciar o registro da constituição da empresa. No próximo capítulo. Lei 6. VENOSA. Realizaremos os registros das transações que envolvem compras de mercadorias para revenda. Portanto o primeiro registro a ser realizado na constituição da empresa é a subscrição do capital que o proprietário da entidade promete entregar à pessoa jurídica para que possa iniciar suas atividades. equipamentos de informática e pagamento de despesas. e controlar seus custos e despesas. que auxiliam a interpretação da situação econômica e financeira para a gestão administrativa.to.br/CNBV/leis/lei6404_conso lidada. S. à vista ou a prazo. de 15 de dezembro de 1976. 2002. você aprenderá que. a entidade realiza uma série de gastos necessários para legalizar e melhorar sua estrutura física. Referências BRASIL. Código Civil de 2001.br> para conhecer modelos de contrato social e se informar sobre procedimentos para criação de uma empresa. para uma empresa obter lucro.htm>. Com a realização desse registro. Ao realizar o registro dos fatos contábeis com o uso de um programa contábil.gov. Novo Código Civil. Com o registro do primeiro fato contábil. Os demais fatos referem-se a operações normais de transferência de dinheiro para a conta bancária. 2009. Ao realizar os registros dos fatos. Texto comparado. o primeiro passo é alcançar o maior valor em vendas possíveis. que devem ser registrados em consonância com o regime de competência. 194 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . gerou informações. Acesso em: 10 mar. Disponível em: <http://www. proceder à integralização do capital inicial feita pelos sócios. compra de mercadorias.404. de S.CAPÍTULO 2 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Saiba mais Acesse o sítio <http://www. que caracterizam atividades rotineiras desenvolvidas pelas empresas e passíveis de registro para manutenção e atualização constante do banco de dados das informações.org.cnb. São Paulo: Atlas. você fez o que denominamos em termos técnicos balanço de abertura. compras de bens de uso permanente e procedimentos obrigatórios que devem ser realizados ao final de cada mês. num sistema de informações integrado. Com esse recurso.jucetins.

temos as compras de mercadorias para revenda. de ativo fixo e de material para escritório CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 3 Introdução Para você acompanhar este capítulo. compra de materiais para escritório e movimentações das compras à vista no sistema financeiro. pagas em quatro parcelas iguais. para que já tenha os conhecimentos básicos operacionais e funcionais do software contábil e. ainda. você seja capaz de identificar. ao mesmo tempo. os tributos incidentes e fazer a provisão e o lançamento desses tributos. no valor de R$ 20. as diversas transações são executadas e. na integração dos lançamentos entre os diversos módulos do software contábil. Fornecedor: Leão Roupas. nos registros das compras e das vendas.1 Fato 3 2/12/2010: compra de 500 unidades de mercadorias por R$ 20. 3 . Esperamos que. à medida que acontecem os fatos contábeis. A compra se refere a uma quantidade de 500 unidades adquiridas do fornecedor Leão Roupas. ICMS: 17%. 100.00 a unidade.000. é necessário ter realizado as atividades do capítulo 2. compras de ativo imobilizado. Sobre o valor total da UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 195 . Dentro o rol de transações que trataremos neste capítulo.Registro das compras de mercadorias para revenda. totalizando R$ 10. conforme NF n.00. ao final deste capítulo. ter conhecimento das regras de débito e crédito.00 por unidade. Esses conhecimentos são necessários para você verificar se. Forma de pagamento: a prazo em quatro parcelas iguais. contabilizadas em ordem cronológica dos acontecimentos. todos os fatos contábeis indicados foram efetuados corretamente em suas devidas contas. Assim como acontece em uma empresa. Reflita Por que os lançamentos indicados são necessários? Que teorias e normas contábeis são exigidas para justificar a forma de lançamento? Daremos prosseguimento aos lançamentos contábeis da empresa modelo Roupas Bonitas Ltda.

Em seguida. Vlr. 3 . Demonstração das duplicatas geradas conforme condições de pagamento. clique em Incluir e preencha os campos conforme as instruções. Unitário = 20.700. 4.00 como crédito de ICMS. a empresa recupera R$ 1. Docum. 2. Preencha os campos: Tipo Entrada = 001 C. Pagto = 001. Informe o número da nota fiscal. 3. Fornecedor = 000004. 5. Natureza = 2150001 9. escolha o ambiente Atualizações + Processos de Compras + Nota Fiscal Entrada. Cond. efetue o acesso ao sistema. o número da nota fiscal é 100.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II compra de R$ 10. 1. Produto = 000001 ou clique no campo e pressione (F3).1 No módulo Compras Após acessar o software contábil. Se preferir. Contábil = 11401001 7. 196 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . correspondente à taxa de 17%.000. conforme explicação efetuada no capítulo 2 deste caderno. Nessa compra. Para realizar o lançamento dos fatos. Quantidade = 500.000. Total = 10.00 6. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. Informe NF para Espec. Procederemos à operacionalização dessa transação no sistema.00 Vlr. 8.00.1 .

confirme os dados clicando em OK. Fornecedor: Boa Roupa. clique Contabilidade Gerencial. Natureza = 2150001 9.00 6. Informe NF para Espec. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 197 . Aparecerá tela ao lado. Produto = 000001 ou clique no campo e pressione (F3).400. Informe o número da nota fiscal.1 No módulo Compras Para incluir a compra. 3 . conforme indicação. totalizando R$ 15. Digite a data conA compra se refere a uma quantidade de 700 unidades adquiridas do fornecedor Boa Roupa. Preencha os campos: Tipo Entrada = 001 C. 3. Sobre o valor total da compra de R$ 15. 5. 2.00 Vlr.00 como crédito de ICMS. Antes de processarmos essa transação no software contábil. na sequência. Escolha o número da sua empresa. 2. 1. Se preferir. em Sair. e clique em OK. 4. Na barra inferior da tela de seu computador. Clique novamente em OK. por R$ 22. Vlr. alteramos a data. Pagto = 002. Altere a data para 3/12/10.400. Forma de pagamento: a prazo em sete parcelas iguais. conforme NF n. Unitário = 22. forme cronograma da apostila: 03/12/10. Fornecedor = 000005. no valor de R$ 22. a empresa recupera R$ 2. 1. 7.00 a unidade. Docum. ICMS: 17%. 3 . Total = 15.00.00. 80.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Preenchidos todos os campos citados anteriormente.2 Fato 4 3/12/2010: compra de 700 unidades de mercadorias. Nessa compra. Quantidade = 700. Cond. Demonstração das duplicatas geradas conforme condições de pagamento. Contábil = 11401001 8.00 por unidade. depois. correspondente à taxa de 17%. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos. pagas em sete parcelas iguais. em Cancelar e. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. o número da nota fiscal é 80.400. Em seguida. execute os seguintes passos: Atualizações + Processos de Compras + Nota Fiscal Entrada e clique em Incluir.2 .618.

Quantidade = 800.00. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. 1. Informe o número da nota fiscal.00 7. 75. Em seguida. 8. Nessa compra. ICMS: 17%. O primeiro passo é atualizarmos a data do movimento para 4/12/10. Fornecedor = 000013.00. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos. conforme NF n. 198 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Forma de pagamento: a prazo em cinco parcelas iguais. Cond. Se preferir.1 No módulo Compras Acesse novamente a opção Atualizações + Processos de Compras + Nota Fiscal Entrada e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Após preencher todos os campos solicitados na figura anterior. correspondente à taxa de 17%. a empresa recupera R$ 3. 3 . Escolha o número da sua empresa. Preencha os campos: Tipo Entrada = 001 C. Contábil = 11401001 3.3 Fato 5 4/12/2010: compra de 800 unidades de mercadorias.00 como crédito de ICMS. Na barra inferior da tela de seu computador.00 a unidade.00 Vlr. Demonstração das duplicatas geradas conforme condições de pagamento. clique Contabilidade Gerencial. 6. Total = 20. forme cronograma da apostila: 04/12/10. Digite a data conSobre o valor total da compra de R$ 20. 1.000. Clique novamente em OK. Altere a data e clique em OK. 2. 4. Procederemos à operacionalização dessa transação. confirme os dados clicando em OK.000. Fornecedor: Melke. Informe NF para Espec. Docum. Unitário = 25. 3 . Natureza = 2150001 9.400. 5. Aparecerá tela ao lado. Vlr. na sequência.3 . o número da nota fiscal é 75. em Sair. 2. por R$ 25. Total: R$ 20. Produto = 000001 ou clique no campo e pressione (F3). em Cancelar e depois. Pagto = 003.000.

acesse novamente Atualizações + Processos de Compras + Nota Fiscal Entrada. Nessa compra. 4. Pagto = 005. ICMS: 17%. Clique novamente em OK.4 . Total = 6.600. Forma de pagamento: à vista. 2. a seguir. O sistema irá direcioná-lo para a inclusão de uma nova compra de mercadorias. conforme NF n.4 Fato 6 4/12/2010: compra de 300 unidades de mercadorias.600. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor.400. conforme segue. Ao registrar esse fato. Docum. Contábil = 11401001 7. correspondente à taxa de 17%. ICMS a recuperar R$ 3. 5.600. conforme veremos no fato 6. Vlr.00 6.00. confirme os dados clicando em OK. paramos com o sistema contábil na tela de inclusão de compras de mercadorias. 90.00 e valor da venda R$ 20. Se ainda estiver nessa tela. 8.00 a unidade. 1. Na sequência. Informe NF para Espec.00 como crédito de ICMS. Fornecedor: Boa Roupa. você observará que a empresa recupera R$ 1. Se preferir. Em seguida.00.000. o número da nota fiscal é 90. sobre o valor total da compra R$ 6. Total: R$ 6. Produto = 000001 ou clique no campo e pressione (F3). Natureza = 2150001 9. proceda à inclusão. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 199 . Quantidade = 300. Caso tenha saído do ambiente compras. clique em Incluir e insira os dados.600. Unitário = 22. 3. Preencha os campos: Tipo Entrada = 001 C. Procederemos à operacionalização dessa transação no sistema.00. 3 . Informe o número da nota fiscal. Cond.1 No módulo Compras No fato anterior.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Preenchidos todos os campos citados anteriormente.122.00. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos de inclusão de estoques R$ 16. Fornecedor = 000005. Demonstração das duplicatas geradas conforme condições de pagamento.00 Vlr. 3 . conforme os dados da figura a seguir. por R$ 22.

Quantidade = 200. por meio do cheque n. Em seguida.5 . Se preferir. 40. Clique em Incluir e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir. Nessa compra. Sobre o valor total da compra de R$ 6.800. Contábil = 11401001 7. correspondente à taxa de 17%.800.00 a unidade. Fornecedor = 000013. Total = 6. Total: R$ 6.00 6.00. 1. automaticamente você foi direcionado para uma tela que permite uma nova inclusão no sistema de compras. Preencha os campos: Tipo Entrada = 001 C.00 como crédito de ICMS. ICMS a recuperar R$ 1. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos de inclusão de estoques R$ 5. em Cancelar e. Cond. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos. Pagto = 005. confirme os dados clicando em OK. Preenchidos todos os campos citados anteriormente. confirme os dados clicando em OK.1 No módulo Compras Ao terminar o fato anterior. depois. ICMS: 17%.00 Vlr. Forma de pagamento: à vista.00 e valor da venda R$ 6. em Sair. O sistema levará você à inclusão de uma nova compra. 2. 12 do Banco Braveco. 3 . Produto = 000001 ou clique no campo e pressione (F3).00. a empresa recupera R$ 1. Docum. Demonstração das duplicatas geradas conforme condições de pagamento.600. por R$ 34.800. 3 . Em seguida. conforme NF n.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Preenchidos todos os campos citados anteriormente. a qual detalharemos no fato 7. Clique novamente em OK.00. 3. 4.122. Informe o número da nota fiscal. o número da nota fiscal é 40.478. 8. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. Clique novamente em OK. Vlr. Natureza = 2150001 9. Informe NF para Espec.156. Unitário = 34. na sequência. Fornecedor: Melke.00. 5. Procederemos à operacionalização dessa transação no sistema.5 Fato 7 4/12/2010: compra: 200 unidades de mercadorias. 200 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

Note que.600. quem efetua os pagamentos é um funcionário do departamento financeiro. Para efetuar pagamentos. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente.6 Fato 8 4/12/2010: pagamento das compras feitas à vista de mercadorias processadas no módulo Compras nos fatos 6 e 7. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 201 . Quando compramos mercadorias à vista. existe a movimentação de dois departamentos dentro da empresa: o de compras e o departamento financeiro. a compra fica registrada no passivo circulante. o software efetua automaticamente o lançamento na contabilidade e registra uma dívida (passivo) na conta de fornecedores.00. Esse procedimento é normal. Informe o código do banco pagador. entre a compra e o pagamento. Para tanto. Normalmente. execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Pagar. acesse o módulo Financeiro. Confira se o valor está correto. à disposição do financeiro para o pagamento. No momento da emissão da nota fiscal. Ao acessar o módulo Financeiro. Confirme a baixa clicando no botão OK. pois a pessoa do departamento de compras não é a responsável pelo pagamento delas. Clique na opção Baixar e preencha os campos conforme a figura exposta a seguir e clique em Ok. selecione o valor a ser pago relativo à compra do fato 6. no valor de R$ 6.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 3 .

conforme NF n. clique em Sair. clique em Contabilidade Gerencial. Após as baixas das compras à vista. selecione o valor da compra relativo ao fato 7 no valor de R$ 6.360. Aparecerá a tela conforme consta a seguir. 40 unidades apresentaram defeito de fabricação e foram devolvidas. na qual você alterará a data para 5/12/10. Escolha o número da sua empresa. Valor da devolução: R$ 1. 1.7 Fato 9 5/12/2010: devolução de mercadoria comprada do fornecedor Melke em 4/12/2010. 3 . Digite a data conforme cronograma da apostila: 05/12/10. 40 (fato 7). fato 7. 2. conforme figura a seguir. Preencha os campos.00 via depósito no Banco Braveco S/A. Das mercadorias adquiridas do Fornecedor Melke.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Em seguida.00 e clique em Baixar. 202 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .800. No rodapé da tela de seu computador. e clique em Ok.

que também deve ser estornado proporcionalmente ao valor devolvido. Assim teremos 40 x 5. De: 04/12/10 4. 3.20. o valor unitário de devolução será de R$ 28.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Em se tratando do método de controle do inventário permanente. Outro fator que merece cuidado é o ICMS a recuperar referente a essa compra.22.128.80.7 . efetuamos um cálculo simples: valor de ICMS gerado na compra dividido pelas quantidades adquiridas e multiplicado pelas quantidades devolvidas. Vamos ao cálculo: o total do crédito de ICMS referente à compra conforme fato 7.156. Esse é valor que corresponde ao ICMS a ser baixado. Se devolvermos 40. 2. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 203 . GELBCKE. 1. Selecione Documento. Portanto R$ 1156 = 5. Para calcularmos o valor que deve ser estornado. Selecione a opção Fornecedor. Assim teremos um estorno de ICMS no valor de R$ 231. as devoluções de compras devem ser baixadas do estoque pelo valor líquido correspondente à aquisição (IUDÍCIBUS. 2007).20. uma vez que a mercadoria que gerou o crédito foi devolvida. foi de 1. é preciso também ajustar a conta do ICMS. Como foram devolvidas 40 unidades. Até: 04/12/10 5.78 = R$ 231. Nesse caso.1 No módulo Compras Para acessar o módulo Compras. 200 multiplicamos a quantidade de unidades devolvidas pelo valor unitário de crédito gerado. 3 . Fornecedor 000013. 78 de crédito gerado por unidade adquirida.00 referente às 200 unidades compradas. Portanto o valor correspondente às 40 unidades perfaz um total de R$ 1. execute os menus Atualizações + Processos de Compras + Devolução de Compra. MARTINS.

Cliente 000013. Clique em retorno. Vlr. 2.360. Selecione a linha que compreende o número da nota fiscal relativa à compra de mercadorias que está sendo devolvida e clique em Retorno. 1. em Cancelar. Produto: 000001. 4. 3. 1. 2. Pagto. Total: 1.00.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Depois. Unitário: 34. em seguida. Quando uma empresa devolve mercadorias ao fornecedor. Cond. Vlr. 40. Quantidade: 40 5. 204 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00 É importante entender que uma devolução de mercadorias representa uma saída do estoque. Apresentar-se-á uma tela que deverá ser preenchida com os dados apresentados a seguir. Selecione a linha da NF que originou a entrada: NF n. 005. 5. clique em Retornar.

A indicação que é uma devolução de compras de mercadorias será o código fiscal da operação – CFOP. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 205 . em Finalizar e. na natureza da operação. depois. O sistema está posicionado na tela conforme segue. Sua última operacionalização no sistema foi a atualização do pedido de devolução.00 que aparece com uma indicação de cor amarela no lado esquerdo da linha e clique em Prep.Saída.360. Selecione a linha correspondente ao valor de R$ 1. em OK.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II deve emitir uma nota fiscal de devolução e o único meio de emissão dessa nota é por meio do módulo Vendas. O próximo passo será a emissão da nota fiscal no software contábil. a expressão “devolução”. no final. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos. doc. Em seguida. assim como aparecerá em destaque no cabeçalho da nota fiscal. O sistema solicitará que você confirme as configurações da nota fiscal clicando em Avançar por três vezes e.

2 No módulo Financeiro Execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Pagar. depois. Quando ocorre a devolução de mercadorias para o fornecedor. o sistema gera uma nota de débito ao fornecedor no contas a pagar. como foi o nosso caso. Com os valores e as contas corretos.7 . efetue a alteração manualmente. efetuaremos o recebimento por meio do Banco Braveco. em Sair. Como o valor da compra relativo à mercadoria devolvida foi realizado à vista. conforme mostra a figura anterior. Caso não estejam corretos. 206 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . clique em OK e. Essa nota de débito funciona como um valor a receber. relativo à devolução da mercadoria. no módulo Financeiro.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Fique atento para que as contas e os valores debitados e creditados estejam corretos. 3 . Lembramos que o procedimento no contas a pagar está sendo realizado pelo fato de necessitarmos receber o crédito gerado com o fornecedor pela devolução da mercadoria. o que caracteriza uma entrada de dinheiro.

são registrados no balanço patrimonial. Confirme a baixa clicando no botão OK. Informe o código do banco pagador. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente. Fornecedor: Sky-Byte Informática. sem proporcionar crédito de ICMS.00. Clique em OK para confirmar o recebimento. 3 . Confirme o lançamento clicando em OK e. Valor: R$ 3.8 Fato 10 6/12/2010: compra de computador e impressora. por meio do cheque n. no campo indicado. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 207 . Confirmado o recebimento. Faça a conferência das contas.000. quando adquiridos. O valor de compra é de R$ 3. Os computadores e periféricos. Confirme se o valor está correto. em Sair. inclua. 002. Caso necessário.000. aparecerá a tela com o lançamento contábil. 30. o número da conta conforme demonstrado no lançamento. Forma de pagamento: à vista. em seguida.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Selecione a linha correspondente ao valor de R$ 1. conforme NF n.360.00. clique em Baixar e preencha os dados a partir da tela a seguir. no grupo ativo permanente.00.

8 . Informe NF para Espec. o número da nota fiscal é 30. Demonstração das duplicatas geradas conforme condições de pagamento. depois. Contábil = 13201001 7.000. 5. Docum. Agora classificaremos o computador em 208 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00 6. Vlr. clique em Contabilidade Gerencial. a inclusão do bem no ativo fixo.2 No módulo Ativo Fixo Com o registro da compra do computador. clique em Incluir e preencha com as seguintes informações: 2. automaticamente.8 .CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II O primeiro passo é alterar a data de operacionalização do sistema. Natureza = 216003 9. Produto = 000002 ou clique no campo e pressione (F3). Em seguida. 8. Total = 3. 1. em Cancelar e. Pagto = 005. Clique novamente em OK. confirme os dados clicando em OK. Cond. o sistema efetua. Em seguida. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos. Preencha os campos: Tipo Entrada = 009 C. Se preferir. Nessa compra. 3 . Preenchidos todos os campos citados anteriormente. 3 . Fornecedor = 000006. Na barra inferior da tela de seu computador. altere a data-base para 6/12/10 e clique em OK. 3. 4. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. em Sair.000 Vlr. Quantidade = 1.000. Unitário = 3. Informe o número da nota fiscal.1 No módulo Compras Execute os menus Atualizações + Processos de Compras + Nota Fiscal de Entrada.

confirme os dados clicando em OK.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II seu devido grupo para que o sistema possa efetuar o cálculo da depreciação a cada final de mês. execute os menus Atualizações + Processos do Ativo Fixo + Classif. clique em Classificar e preencha a tela exposta a seguir. selecione a linha correspondente ao valor do computador. Confirme clicando no botão OK.3 No módulo Financeiro Nesse módulo. Descr. selecione a linha correspondente ao computador. Acesse o ambiente Financeiro e execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas Pagar. 3 .8 . clique em Baixar e preencha-a a partir das instruções da próxima tela. em Sair. Em seguida. Quantidade = 1. Plaqueta: 003. Compras. Preenchidos todos os campos citados anteriormente. Item 0001. efetuaremos o pagamento da aquisição. Histórico: Computadores.: Computador e Periféricos. Para acessar o ambiente Ativo Fixo. faremos a baixa da compra no contas a pagar em 6/12/10. Nr. Tipo Ativo 01. Como o computador foi comprado à vista. Conta: 13201001. Em seguida. em seguida. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 209 .

clique em OK e. por R$ 10. Confirme se o valor está correto. impossibilitado de gerar crédito ao consumidor adquirente da mercadoria. Depois clique em Incluir e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir.00. Após confirmar a baixa. 003.9 . em Sair. 3 . por meio do cheque n. na sequência. Para confirmá-lo. 60. Informe o código do banco pagador.9 Fato 11 6/12/2010: compra de dez unidades de material para escritório. conforme NF n.1 No módulo Compras Execute os menus Atualizações + Processos de Compras + Nota Fiscal de Entrada. A compra de material de escritório deve ser incluída no módulo Compras e. Essa compra não proporcionará o crédito de ICMS por se tratar de compra de material de consumo adquirido de estabelecimento. aparecerá a tela com o lançamento contábil.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Confirme a baixa clicando no botão OK. posteriormente.00 cada unidade. 210 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Forma de pagamento: à vista. optante pelo Simples Nacional. Fornecedor: Papelaria Livro Dourado. efetuado o pagamento pelo módulo Financeiro. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente. Total: R$ 600. 3 .

Natureza = 216003 9. Produto = 000003 ou clique no campo e pressione (F3).00 Vlr. confirme os dados clicando em OK. Contábil = 11402001 7. aparecerá uma tela para confirmação dos lançamentos. 4. Total = 600. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 211 . Quantidade = 10. 8.00 dos materiais adquiridos. depois. Informe o número da nota fiscal. Demonstração das duplicatas geradas conforme condições de pagamento. 3.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 2. Docum.00 6. execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas Pagar. 1. no mesmo dia 6/12/10. Unitário = 60. Para acessar o ambiente financeiro. Informe NF para Espec. Nessa compra. Se preferir. Pagto = 005. Depois de preenchidos todos os campos citados. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. em Sair. Clique novamente em OK. Fornecedor = 000007. Selecione a linha correspondente ao valor de R$ 600. o número da nota fiscal é 60. 3 . por ter sido uma compra à vista. 5. em Cancelar e.2 No módulo Financeiro Efetuaremos o pagamento da aquisição dos materiais de escritório. clique em Baixar e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir. Em seguida. Preencha os campos: Tipo Entrada = 004 C. Vlr.9 . Cond.

Com isso. o imposto não é destacado. aparecerá a tela com o lançamento contábil. pagamentos. Apenas destacamos os tributos. Confirme se o valor está correto. efetuamos compras. foi possível identificar que. 212 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . em Sair. pois faz parte do custo de aquisição. recuperando-os. clique em OK e. ao realizar operações com mercadorias. quando adquirimos bens de uso ou consumo. Para confirmar o lançamento. Informe o código do banco pagador. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente. como é o caso dos materiais de escritório e ativo fixo. inclusões no ativo fixo e devoluções de compras. Reflita Por que os lançamentos indicados são necessários? Que teorias e normas contábeis são exigidas para justificar a forma de lançamento? Neste capítulo. ocorre o fato gerador da incidência tributária. Porém.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Confirme a baixa clicando no botão OK. na sequência. quando adquirimos mercadorias para revenda. Após confirmar a baixa. passível de registro contábil obrigatório.

R. 2007. ed. 7. Atuariais e Financeiras – FEA/USP. de. Esses procedimentos levam em consideração o regime de competência de exercícios. São Paulo: Atlas. conheceremos os procedimentos para registro de venda de mercadorias. realizamos os procedimentos de recebimento. GELBCKE.CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II No próximo capítulo. E. S. Quando são à vista. As vendas podem ocorrer a prazo ou à vista. Manual de Contabilidade das sociedades por ações: aplicável às demais sociedades – FIPECAFI – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. MARTINS.. E. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 213 . Referência IUDÍCIBUS. Efetuaremos também o fechamento de estoque e o cálculo da depreciação.

CAPÍTULO 3 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 214 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

Reflita Uma empresa poderá efetuar uma venda sem que antes tenha efetuado uma compra de mercadorias para revenda? Uma empresa do ramo UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 215 . a situação do estoque. ao fechamento de estoques e ao registro da depreciação. Você poderá rever esse conteúdo em cadernos do primeiro ao quarto semestre. efetuaremos alguns lançamentos de recebimentos de duplicatas de clientes. ao final do estudo. que registra os valores e as quantidades de cada movimentação de entrada e saída de mercadorias e permite conhecer. Todas as empresas têm suas estratégias de venda e compra. quando a operação é de compras. é comum encontrarmos na carteira de cobrança diversos clientes inadimplentes. Isso pode provocar o atraso nos compromissos da empresa. você seja capaz de realizar os lançamentos relativos à venda de mercadorias. No módulo Financeiro. conheceremos como são registradas as vendas no software contábil. faz-se necessário que conheçamos os modelos de controle de estoques. Quando as vendas ocorrem a prazo.Registro de vendas e da depreciação. Também faremos o fechamento mensal de estoque e o cálculo da depreciação dos bens do ativo imobilizado. Neste capítulo. não terá disponibilidade suficiente para quitar seus compromissos. surge no passivo uma obrigação a pagar. Em função das vendas a prazo. em tempo real. é importante relembrar conceitos do regime de competência de exercícios para fins de apuração do lucro. especificamente o método de controle permanente. Esperamos que. surge no ativo um direito a receber e. pois se ela não recebe de seus clientes. Para efetuarmos o fechamento do estoque. As receitas efetivamente consideradas para apuração do lucro são as correspondentes às quantidades de saída de estoques. controle financeiro e fechamento do estoque CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 4 Introdução Para você compreender as receitas que ocorrem em função das vendas de mercadorias. ao recebimento das vendas à vista. Ambas com data certa de vencimento.

Valor: R$ 40. O primeiro passo é acessar o software contábil e inserir a data correta (8/12/10). A venda refere-se a uma quantidade de 500 unidades ao cliente Tenys Camisetas. o que representa um valor de imposto a recolher de R$ 3.00. 5.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II industrial poderá propor vendas ou mesmo efetuá-las sem que o processo industrial entregue ao departamento de vendas os produtos acabados e prontos para venda? 4 .00 Vlr. Total = 20. Liberada = 500 7.000. com isso.1 . Qtd. 3. conforme NF n. Forma de pagamento: à vista. Tipo Saída = 502 216 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000. proceda à rotina Atualizações + Processos de Vendas + Pedidos de Vendas/NF.400. Vlr. 005. 4 . 2.1 No módulo Faturamento Para iniciarmos a operacionalização da venda. Unitário = 40. Quantidade = 500. = 000001. 4.00. 1. Pagto.00 6.00. Depois clique em Incluir e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir. Cond. 1. conheceremos o funcionamento do módulo Faturamento.000.1 Fato 12 8/12/2010: venda de 500 unidades de mercadorias. Se preferir.00 por unidade. totalizando R$ 20. incide ICMS de 17%. Prod. Cliente = 000001. no valor de R$ 40. A empresa começa a vender seus produtos e. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. Sobre o valor total da venda de R$ 20.00 a unidade. Cliente: Tenys Camisetas.

Saída. em Cancelar.00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 217 . liberac. ped. de? Agreg. conforme segue. em Finalizar. em seguida. Configure os parâmetros a partir das instruções expostas a seguir.? Sim Não Sim Sim Não 0. Selecione a linha correspondente ao pedido efetuado e clique em Prep. Aparecerá uma tela para confirmação dos parâmetros. prc. Contab. acr.F.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Preenchidos todos os campos citados anteriormente. Parâmetros Mostra Lanç. confirme os dados clicando em OK e. Clique em OK. On-Line? Contb. unt. Pedido Consumid. Aparecerá uma tela para confirmação da venda. na mesma N. o sistema está apto para efetuar a emissão da nota fiscal por meio da opção faturamento. Clique na opção Avançar por três vezes e. vist.Lançamentos? Lanç.00 % Acrs. X Prod? Emitir? zzzzzz Sim Nota Não 0.Custo On-Line? Reaj. até? Aglut. mínimo p/ faturar? Transportadora de? Transportadora até? Atualiza Cli. Final Agreg. Após a efetivação do pedido. iguais? Vl. fin. liberac. depois.? Taxa deflação ICMS? Método cal. Aparecerá uma tela com a mensagem descrita a seguir.? Arred.doc. Contáb? Aglut.

9. Clique em OK e. Aparecerá uma tela com os dados da fatura.000. Sobre esse valor.000.00. o que representa um valor de imposto a recolher de R$ 8. Selecione a linha correspondente ao valor da venda de R$ 20.400. Execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Receber.1 . Confirme a baixa clicando no botão OK.690. em Sair. em Sair. 218 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Cliente: Roupa Macia.00 por unidade. altere a data do software para 9/12/10.00 e clique em Baixar. em seguida. Antes de dar início aos procedimentos para a venda. depois.00.500. no valor de R$ 50. totalizando R$ 50. incide ICMS de 17%. 4 . à vista.2 No módulo Financeiro Efetuaremos o recebimento do valor da venda. Informe o código do banco pagador. conforme NF n. 4 . A empresa fez mais uma venda de 1.00 cada. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente.000. Confirmado o recebimento.00.00.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Em seguida. aparecerá a tela com o lançamento contábil de recebimento. Preencha a tela de recebimento conforme figura a seguir. Clique em OK e. aparecerá a tela com os lançamentos contábeis de registro da venda R$ 20. baixa de estoques R$ 9.08 e ICMS a recolher R$3. Valor: R$ 50.2 Fato 13 9/12/2010: venda de 1000 unidades da mercadoria em estoque.000 unidades ao cliente Roupa Macia. Confirme se o valor está correto.

confirme os dados clicando em OK. Pagto. em Cancelar e. 1. use a tecla (F3) para localizar o fornecedor. Cliente = 000002.000. 005.1 No módulo Faturamento Execute os menus Atualizações + Processos de Vendas + Pedidos de Vendas/ NF. 2. depois. depois clique em Incluir e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir. 4 . Se preferir. 1. você encontrará um espaço no com a expressão Contabilidade Gerencial. Escolha o número da sua empresa. Cond.000. Quantidade = 1.00 Vlr. Clique em OK. 4. Vlr. Unitário = 50. = 000001.00 Preenchidos todos os campos citados anteriormente.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Na tela do seu computador. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 219 . Total = 50. Digite a data conforme cronograma da apostila: 09/12/10. em Sair. Prod. Clique nesse local e aparecerá uma tela para alteração da data conforme consta a seguir. clique em Contabilidade Gerencial para abrir a tela de alteração da data.2 . 3. 4. na barra inferior. Na barra inferior da tela de seu computador. 5. 2. 3.

? Emitir? zzzzzz Sim Nota Não 0. até? Aglut. Configure-os seguindo as seguintes instruções: Parâmetros Mostra Lanç. X Prod. Selecione a linha correspondente ao pedido efetuado e clique em Prep. Pedido Consumid. unt. Lançamentos? Lanç. conforme segue: Clique em OK.? Arred. prc. Aparecerá uma tela para confirmação dos parâmetros. acr. Contab. em Finalizar. Final Agreg. Clique na opção Avançar por três vezes e. ped. em seguida.? Sim Não Sim Sim Não 0. na mesma N. Aparecerá uma tela com a mensagem descrita a seguir. Contáb. Mínimo p/ faturar? Transportadora de? Transportadora até? Atualiza Cli. de? Agreg.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Após a efetivação do pedido. liberac. fin.doc. liberac.Saída. Aparecerá uma tela para confirmação da venda.00 220 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .? Taxa deflação ICMS? Método cal. o sistema está apto para efetuar a emissão da nota fiscal por meio da opção faturamento.? Aglut.00 % Acrs. vist. F. On-Line? Contb. iguais? Vl. Custo On-Line? Reaj.

2 No módulo Financeiro Efetuaremos o recebimento do valor desta venda. Confirme se o valor está correto. em Sair.3 Cálculo da depreciação e fechamento de estoques No módulo Ativo Fixo. depois. Clique em OK e.2 . execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Receber. efetuaremos a apropriação da despesa pela utilização de materiais de escritório. Aparecerão os dados da fatura. Clique em OK e. 4 . UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 221 . 4 . Preencha a tela de recebimento conforme figura a seguir. Selecione a linha correspondente ao valor da venda de R$ 50. Confirme a baixa clicando no botão OK.00.00 e. depois.000. aparecerá a tela com o lançamento contábil de recebimento.16 e ICMS a recolher R$ 8. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente.000.380. em Sair. Para isso. veículos e computadores. aparecerá a tela com os lançamentos contábeis de registro da venda R$ 50. baixa de estoques R$ 19. Confirmado o recebimento. No módulo Estoque/Custo. Informe o código do banco pagador.00. faremos os ajustes referentes à apropriação da despesa mensal da depreciação dos móveis.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Em seguida. clique em Baixar.500. em seguida.

altere a data para 31/12/10 e clique em OK.3 . Indique o número da filial de sua empresa. Indique o número da filial de sua empresa. Clique. Clique em OK para confirmar os lançamentos. 222 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . vá até a barra inferior da tela de seu computador e execute a seguinte rotina: Atualizações + Processos do Estoque + Requisição de Material.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 4 . acesse Atualizações + Processos do Ativo Fixo + Cálculo mensal. vá até a barra inferior da tela de seu computador. Para executar a rotina do cálculo da depreciação. Nesse módulo. você calculará o valor da apropriação da despesa dos materiais de escritório utilizados no mês de dezembro. ao lado esquerdo. definimos um percentual de 30% das quantidades adquiridas de materiais de escritório. O sistema processará o cálculo da depreciação. Clique em Perguntas e configure os parâmetros conforme a tabela ao lado. Em seguida. Aparecerá uma tela para configurar os parâmetros. cliquem em OK. conforme segue: Após o cálculo da depreciação. aparecerão os lançamentos da depreciação dos móveis. do veículo e do computador. podemos definir que a quantidade de material utilizada foi de três unidades. atualizaremos a data do sistema. 4 . Sabendo que foram adquiridas 10 unidades de materiais. Para que seja possível o cálculo. na opção Perguntas e preencha com as respostas conforme segue: 1. clique em Contabilidade Gerencial.1 No módulo Ativo Fixo Primeiramente.3 .2 No módulo Estoque/Custo Para acessar o módulo Estoque/Custo. Para tanto. 2. 3. Respondidas às perguntas.

em Cancelar e. Mostra Sequência de Cálculo? Custo Médio Atualizados todos os parâmetros. clique em Incluir e preencha com os dados expostos ao lado. Preencha a tela de parâmetros conforme segue: Parâmetros Data Limite Final? Mostra Lançtos. em Sair. Internos Valorizados? Recalcula Custos Transportes? Calculo de Custos por Calcular Custo em Partes zzzzzzzzzzzzzzz Sim Sim Não Ambas Não Diária Não Custo Médio Antes Não Filial Corrente Não 0 Extracontábil 31/12/10 Sim Não Dê um clique duplo no quadradinho para aparecer um X. Contábeis? Aglutina Lançtos. O próximo passo é executar o cálculo do custo médio.? Seq. em seguida. de Movimentos? % de Aumento da MOD? Centro de Custos? Conta Contábil a inibir de? Conta Contábil a Inibir Até? Apagar Estornos? Gerar Lançto. em seguida. clique em OK e. Acesse a rotina Atualizações + Processos do Estoque + Lc. Aparecerá uma tela chamada sequência de recálculo do custo médio. Confirme o lançamento clicando em OK. pela Moviment. Preenchidos os campos indicados. em OK novamente. Contábil Estoque. Processamento FIFO? Mov. Contábeis? Atualizar Arq. Basta que confirme clicando em OK.? Contabilização On-Line por? Calcula Mão de Obra? Método de Apropriação? Recalcula Níveis de Estrut. depois.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Para executar a rotina do cálculo. Aparecerá uma nova tela com o lançamento da baixa do estoque de materiais de escritório e débito para a despesa. clique em OK e. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 223 . Contábil? Gera Estrut.

Agora realizaremos o fechamento do estoque e virada do saldo para o próximo mês. Aparecerá uma tela para selecionar a filial correspondente à sua equipe. clique em OK para confirmar. Parâmetros Gravar Dados em Arquivos? Gera Saldo Inicial para MOD? Seleciona Filial? Atualiza Saldo Atual MOD? Não Não Sim Não Ajustados os parâmetros. 224 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Já efetuamos a contabilização da depreciação e a baixa do estoque utilizado de materiais de escritório. execute a seguinte rotina: Atualizações + Processos do Estoque + Fechamento Estoque. para que você configure os parâmetros. Efetue os procedimentos mencionados a seguir. Escolhido o quadrinho exposto no início da linha selecionada. confirme clicando em OK. Dê um duplo clique no quadrinho para aparecer um X. Aparecerá a tela a seguir. Para tanto. Digite a data de 31/12/10. Aparecerá uma nova tela com os seguintes dados: 1. Preencha os dados conforme a instrução e clique em OK.

Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 225 . ao cálculo da depreciação e ao fechamento de estoques. As movimentações realizadas serviram para a prática contábil e de movimentos no módulo Financeiro e Vendas. energia e telefone. devemos sempre ter o cuidado de obedecer ao regime de competência de exercícios para que a apuração do resultado final possa ter respaldo nas normas contábeis. por meio da baixa de contas a pagar. efetuaremos o registro de outras despesas mensais. O recebimento é realizado por meio da baixa de contas a receber. e o pagamento. No próximo capítulo.CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Portanto todos os procedimentos efetuados. serviram para você conhecer a importância da integração dos acontecimentos entre os diversos setores de uma empresa. Outros fatos que envolveram movimentações foram os recebimentos de clientes. ambos no módulo Financeiro. como água. neste capítulo. Você teve a oportunidade de aprender a fazer os lançamentos relativos à venda de mercadorias. Para o registro de todas essas despesas.

CAPÍTULO 4 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 226 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 227 . Também é importante conhecer o princípio contábil do reconhecimento das receitas em confrontação das despesas que foi estudado nas disciplinas Contabilidade Básica e Teoria da Contabilidade. água e telefone.1 Fato 14 11/12/2010: pagamento das despesas de energia.Registro dos encargos das despesas fixas e da folha de pagamento CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 5 Introdução Ao final de cada mês. a empresa precisa provisionar as despesas incorridas e ainda não pagas. procedimentos de natureza contábil são realizados com a finalidade de demonstrar as transações de competência do período que está sendo controlado. Feitos os ajustes. você seja capaz de fazer os lançamentos das provisões da folha de pagamento. Para você acompanhar a apresentação desses conteúdos. água e telefone. Depois de incluídas as três faturas. por meio do cheque n. Esses procedimentos são denominados de ajustes nas contas de receitas e despesas.1 No módulo Financeiro Nesse módulo.00. água e energia e folha de pagamento relativas ao mês de dezembro. água consumida no valor de R$ 180. efetuaremos o registro das operações com as despesas mensais de telefone.1 . ou seja. 014 do Banco Braveco.00. verificamos se a escrituração está de acordo com o método das partidas dobradas. você fará o pagamento delas. Efetuaremos o pagamento de energia elétrica consumida no mês de novembro no valor de R$ 300.00 e fatura telefônica no valor de R$ 320. nas empresas. Esperamos que. é necessário ter compreendido as regras de débito e crédito já apresentadas nos capítulos anteriores. você efetuará a inclusão das três faturas recebidas: energia. ao final deste capítulo. 5 . Esse princípio regulamenta e define como tratamos as receitas e as despesas para fins de apuração do lucro do exercício. 5 . Esse procedimento deve ser realizado para que a empresa reconheça o montante que deverá pagar no futuro. tem de registrar o valor do serviço que já usou e ainda não liquidou. Para Almeida (2005). Neste capítulo.

insira as faturas de água e telefone. Informe o código do banco pagador. execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Pagar. b) Pagamento da dívida Depois de incluirmos a dívida. uma de cada vez.00 Telefone = 320.00 para Energia 180. Em seguida. confirme-a e. execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Contas a Pagar. Para isso. em Sair. selecione a linha correspondente ao valor da dívida de R$ 300. clique em Cancelar e. Agora que você incluiu a despesa com energia. clique em OK para visualizar o lançamento. Confirme-o clicando novamente em OK.CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II a) Inclusão da dívida Para incluir a dívida. depois.00 228 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . clique na opção Incluir e preencha a tela a partir das seguintes instruções: 2102002 para Energia 2102001 para Água 20102005 para Telefone Bol 11/12/10 000010 para Energia 000011 para Água 000012 para Telefone 300. conforme os dados demonstrados na figura. efetuaremos o pagamento dela. verifique os lançamentos.00 da fatura da energia.00 para Telefone 001 para Energia 002 para Água 003 para Telefone Histórico Aparecem automaticamente Preenchidos todos os espaços. Total Energia = 300. clique na opção Baixar e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir. A cada inclusão. Após o lançamento da última fatura.00 Água = 180.00 para Água 320. depois. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente.

você efetuará o fechamento da folha para que o sistema esteja disponível para o cálculo da folha do mês seguinte. a) Cálculo da folha de pagamento Acesse os menus Atualizações + Processos da Folha Pgto. 5 . Ao realizar as baixas das três faturas. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 229 .? Não ********M*** Configurados os parâmetros. clique em OK. Por último.CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Aparecerá a tela com o lançamento contábil.2 . Ao final de cada mês. + Visualiza Rec. Depois efetue o mesmo procedimento para pagar as faturas de água e telefone. A operacionalização da folha de pagamento no software acontece no módulo Gestão de Pessoal. faz-se necessário o cálculo e a provisão da folha de pagamento e dos encargos sociais sobre folha do funcionário no montante de R$ 2.00. Parâmetros Filial de? Filial até? Centro de Custo de? Centro de Custo até? 99999999 Matrícula de? Matrícula até? 999999 01 01 Calcular em Ordem? Matrícula Clique na lupa e indique o número da filial correspondente ao número de sua equipe.1 Módulo Gestão de Pessoal No módulo Gestão de Pessoal. Depois clique em Perguntas e preencha os espaços da tela a partir das instruções a seguir. execute a rotina Atualizações + Processos da Folha Pgto.2 Fato 15 22/12/2010: provisão da folha de pagamento do mês de Dezembro. a verificação e a emissão da folha de pagamento. 5 . clique em OK. Depois clique em Visualizar e confira as seguintes informações. b) Visualização/conferência da folha de pagamento Após calcular a folha. o sistema gera os títulos para integração com a contabilidade.100. Iudícibus (2007) orienta que as despesas referentes à folha de pagamento são registradas no mês em que ocorre o seu fato gerador. Semana? Data de Pagamento? 31/12/10 Taref.00.100. é possível efetuarmos o cálculo. Valor R$ 2. em consonância ao regime da competência. Pagto. clique em Sair. Para confirmar o lançamento. + Cálculo da Folha. Período até? Complemento 13º? Categorias a Calc. Período de? Taref. Depois de confirmados os valores da folha mensal.

Feito isso. 2. Pagto. execute a rotina Atualizações + Processos da Folha Pgto.? Imprime Bases? AAAAAA ZZZZZZZ ZZZZZ ADFT NÃO Categorias a Imp.CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Valor do salário bruto. Ordem. Encargos do funcionário. c) Relatório da folha de pagamento Para imprimir a folha de pagamento.? ********M*** 230 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . na sequência. Nessa etapa você necessita apenas visualizar se a tabela está preenchida corretamente. clique em Cancelar e. Matrícula.C. Parâmetros Data de Referência? Pre Imp/Zebrad/mail? Imprimir Recibos? Número da Semana? Filial de? Filial até? Centro de Custos de? Centro de Custos até? Matrícula de? Matrícula até? B 31/12/10 Zebrado Folha 01 01 1 1 000001 000001 A Nome de? Nome até? Chapa de? Chapa até? Mensagem 1? Mensagem 2? Mensagem 3? Situação a Imp. em Sair. Aparecerá a seguinte tela: 3. + Imprime Rec. Parâmetros 1.

Clique em OK. Aparecerá a mensagem para confirmar o Arquivo SPOOL. d) Geração de títulos para o financeiro Os títulos gerados nessa rotina serão incluídos no contas a pagar apenas por meio da execução da rotina de integração. em OK novamente. Configurados todos os parâmetros. + Geração de Títulos. Para imprimi-la. confirme clicando em OK e. no quadro à direita da tela do seu computador.CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II A: clique na lupa e indique o número da filial correspondente ao número da sua equipe. indicada na letra A. siga os passos: Atualizações + Processos da Folha Pgto. Clique em Sim. em seguida. Configure a impressão conforme figura a seguir. Clique em Parâmetros e preencha-a a partir instruções das seguintes instruções: Parâmetros UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 231 . Aparecerá uma tela. selecione o ambiente Cliente. escolha uma impressora conectada ao seu computador e clique em Imprimir. Ao concluir a impressão. clique em Cancelar. B: repita o número da Filial de. o sistema processará o recibo da folha. Para gerá-los. Na sequência.

Busca Pagto. depois. Confira os valores gerados pelo sistema relativos ao salário R$ 1. + Manutenção de Títulos. de? 999999 B A 01 01 9999999 Dt.00. Após a conferência dos valores. INSS R$ 793. clique em Sim. Financeiro. + Integr.00. Parâmetros 232 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Parâmetros Filial de? Filial até? Centro de Custos de? Centro de Custos até? Matrícula de? Matrícula até? Dt. Configurados todos os parâmetros. IRRF R$ 27. indicada na letra A. até? Código Título de? Código Título até? Dt. execute a rotina Atualizações + Processos da Folha Pgto. em OK novamente. confirme clicando em OK e. Execute a rotina Atualizações + Processos da Folha Pgto. Emissão Título? Data de Vencimento? 31/12/10 001 004 31/12/10 05/1/11 Competência (MMAAAA)? 12/2010 01/12/10 A: clique na lupa e indique o número da filial correspondente ao número da sua equipe. Aparecerá a mensagem: confirma configuração dos parâmetros? Para responder. clique em Sair. Depois clique em Parâmetros. seguindo as instruções. O sistema gerará automaticamente os títulos.89. f) Integração dos títulos no módulo Financeiro Para efetuar a integração dos títulos.842.74 e FGTS R$ 168. B: repita o número da Filial de. Busca Pagto. e) Conferência dos títulos Essa rotina serve para efetuar a visualização dos títulos.

Clique em OK para confirmar. indicada na letra A. do Título de? N.CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Parâmetros Filial de? Filial até? Código Título de? Código Título até? N. aparecerá o lançamento relativo ao salário. clique em Sim. do Título até? 999 B A 01 01 Data Emissão de? Data Emissão até? Data Vencimento de? Data Vencimento até? Filial Centralizadora? C 01/12/10 31/12/10 01/01/11 31/01/11 01 Sim 999999999 Contabiliza On-Line? A: clique na lupa e indique o número da filial correspondente ao número da sua equipe. aparecerá o lançamento do INSS. confirme clicando em OK e. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 233 . indicada na letra A. B: repita o número da Filial de. Em seguida. C: repita o número da Filial de. Clique em OK para confirmar. Em seguida. Na sequência. em OK novamente. Configurados todos os parâmetros. aparecerá o lançamento relativo ao IRRF. Aparecerá uma tela para confirmação dos parâmetros. na sequência.

No próximo capítulo. Por último. 2005. ed. M. que também deverá ser confirmado com OK. Contabilidade introdutória. IUDÍCIBUS. Neste capítulo. São Paulo: Atlas. aparecerá o lançamento do FGTS. Suas faturas não são incluídas no módulo de Compras por não representarem um ativo. da energia e do telefone. Anotações 234 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . São Paulo: Atlas. por meio da realização dos pagamentos de dívidas e recebimentos de vendas a prazo. detalharemos os procedimentos financeiros de contas a pagar e contas a receber. 2007. são gastos operacionais mensais. Também veremos como se faz a compensação do ICMS. Contabilidade intermediária. de. Referências ALMEIDA. C. o cálculo do PIS e da COFINS. 10. Elas são registradas diretamente no contas a pagar. S.CAPÍTULO 5 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Clique novamente em OK para confirmar. como é o caso da água. vimos que as despesas mensais relativas aos gastos para manter a empresa em funcionamento.

016. Em seguida. ao final deste capítulo. à provisão dos tributos PIS. para o acompanhamento da sequência de procedimentos propostos. COFINS e ICMS.500.00. Esperamos que. Valor: R$ 2. Para iniciar a prática deste capítulo.1 Fato 16 28/12/2010: pagamento da primeira parcela ao fornecedor Leão Roupas referente à aquisição realizada em 2/12/2010. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 235 . Também é fundamental o conhecimento adquirido com os procedimentos realizados nas transações realizadas nos capítulos anteriores pela empresa Roupas Bonitas Ltda. 100 do fornecedor Leão Roupas no valor de R$ 2. pago por meio do cheque n. referente às regras para debitar e creditar os elementos patrimoniais (bens..Registro de pagamentos. 6 . Clique na opção Baixar e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir. provisão de tributos e ajustes das contas do ICMS CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 6 Introdução Todas as empresas devem liquidar suas dívidas na data do vencimento para não comprometerem seu capital de giro com juros acrescidos ao valor da dívida. obrigações. receitas e despesas). provisões trabalhistas e fiscais. realizaremos os procedimentos de registro de pagamento de dívidas contraídas referentes às transações de compras a prazo.1 No módulo Financeiro Para efetuar o pagamento. tenha o cuidado de acessar o sistema na data de 28/12/10. 6 . direitos. é necessário que você reveja as noções de débito e crédito apresentadas no capítulo 2. siga os seguintes passos: Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Pagar. Para acompanhar o desenvolvimento desse conteúdo. selecione a linha correspondente ao título n. você seja capaz de fazer os lançamentos referentes aos pagamentos das obrigações. Neste capítulo.1 .500.00 que vencerá em 31/12/10.

R$ 2.00 que tem vencimento para 1/1/11. R$ 2. Clique em OK para confirmar o lançamento e. clique em OK para confirmar o pagamento. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente. aparecerá o lançamento contábil. A empresa pagou a primeira parcela da compra efetuada em 3/12 para seu fornecedor Boa Roupa.00 236 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . em Sair.00 Preenchidos os dados bancários. via banco.00.2 . Em seguida. 6 . Clique na opção Baixar e preencha a tela a partir das instruções expostas a seguir. Confirme o código do banco pagador.200.2 Fato 17 28/12/2010: pagamento de duplicata ao fornecedor Boa Roupa.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Confirme o código do banco pagador.200.1 No módulo Financeiro Execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Pagar. em seguida.200. Depois selecione a linha correspondente ao título n. 6 .500. no valor de R$ 2. 80 do fornecedor Boa Roupa no valor de R$ 2. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente.

6 .1 No módulo Financeiro Execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Pagar.00. clique em OK para confirmar o pagamento.000. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente. em seguida. 6 . Para tanto. via banco. Depois selecione a linha correspondente ao título n. Clique na opção Baixar e preencha a tela a partir das seguintes instruções: Confirme o código do banco pagador. em Sair. 020.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Preenchidos os dados bancários. A empresa pagou para o fornecedor Melke a primeira parcela da compra efetuada em 4/12.3 Fato 18 28/12/2008: pagamento da primeira parcela ao fornecedor Melke no valor de R$ 4.00 que vencerá em 2/1/11. em seguida.00 Preenchidos os dados bancários. Aparecerá o lançamento contábil. atualizaremos a data do sistema.00. do INSS no valor de R$ 793. do IRRF no valor de R$ 27.000. R$ 4. em Sair.3 . clique em OK para confirmar o pagamento.74 e do FGTS no valor de R$ 168. 75 do fornecedor Melke no valor de R$ 4. clique na barra no quadro UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 237 .842. por meio do cheque n.00.000. Antes de iniciarmos os procedimentos da baixa dos títulos da folha de pagamento. Clique em OK novamente e.80.4 Fato 19 31/12/2010: pagamento do salário e dos encargos relativos à folha de pagamento do mês de dezembro. Agora efetuaremos o pagamento do salário do mês de dezembro/2010 no valor de R$ 1. 6 . Confirme o lançamento contábil clicando em OK e.

deve 238 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Sempre confirme os valores e o lançamento contábil. no lado inferior da tela de seu computador. R$ 1. pelo regime de incidência não cumulativa do PIS e da COFINS. Para efetuar a baixa do valor do INSS.842. confirme o lançamento contábil da baixa do título clicando em OK.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II que demonstra o número de seu grupo. Confirme o código do banco pagador. do IRRF e do FGTS. Após a baixa dos quatro valores salários. Em seguida. 6 .5 Fato 20 31/12/2008: provisão do PIS e da COFINS relativos ao mês de dezembro.00 Depois de verificados os dados anteriores. 6 .00 com vencimento para 5/1/11. Clique na opção Baixar e preencha a partir das instruções da tela a seguir. altere a data para 31/12/10 e clique em OK. Os recolhimentos referentes ao PIS – Programa de Integração Social e à COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social são baseados no faturamento mensal da empresa. execute os mesmos passos indicados para o pagamento do valor do salário. com base no lucro real trimestral. IRRF e FGTS. Os dados da Agência e Conta aparecerão automaticamente. clique em Sair. clique em OK para confirmar o pagamento. INSS. Depois selecione a linha correspondente ao valor líquido da folha de R$ 1.1 No módulo Financeiro Execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas a Pagar. Na sequência. A pessoa jurídica tributada pelo imposto de renda.842.4 .

independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Contáb. entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica.? Não Cumulativo 0.? Sim Valor Saldo Credor COFINS? 0.? Gera Títulos? Considera Filiais? Livro Selecionado? Tipo de Apuração? Valor Saldo Credor PIS? Deferimento – Org. conforme especificado a seguir.5 . Para Andrade Filho (2000). com alíquota de 3% sobre a base de cálculo. Aparecerá uma mensagem conforme a seguir.1 No módulo Livros Fiscais Para efetuar a apuração do PIS/CONFINS. a base de cálculo da contribuição para o PIS/ PASEP e COFINS.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II contribuir com o PIS com alíquota de 0. Período Anter. Para efetuar a apuração do PIS e da COFINS. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 239 . Parâmetros Preencha os espaços conforme a tabela exposta a seguir. 6 . clique em OK e. novamente em OK. com a incidência não cumulativa. atualize a data (31/12/10) e clique em OK.65% e a COFINS. Públ. em seguida. que deve ser confirmada clicando em Sim. Parâmetros Gera? Considera da Data? Até a Data? Contabiliza Online? Prefixo (PIS)? Número (PIS)? Vencimento (PIS)? Prefixo (COFINS)? Número (COFINS)? Ambos 01/12/10 31/12/10 Sim PIS 000001 14/01/11 COF 000001 Vencimento (COFINS)? Arq.00 Não Sim Não 14/01/11 Mostra Lanc.00 Configurados os parâmetros descritos anteriormente. execute a rotina Atualizações + Processo do Livro Fiscal + Apuração do PIS/COFINS. é o valor do faturamento mensal. Aparecerá uma tela para configuração dos parâmetros.

clique em OK. 240 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Apuração Verifique se os valores calculados conferem com PIS R$ 455. Na sequência. Confirmados os valores. Depois que efetuamos todo o processo de apuração do PIS e da COFINS.00. Em seguida. confirme o título da COFINS clicando novamente no botão OK. acessaremos o módulo Financeiro para validar os títulos gerados. Confirme o título do PIS clicando no botão OK.00 e COFINS R$ 2. que devem ser confirmados clicando em OK novamente. o sistema apresentará os lançamentos. aparecerá a tela com os títulos gerados no ambiente financeiro.100.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II O sistema apurará o PIS e a COFINS e demonstrará a tela a seguir. Em seguida.

Digite o Histórico COFINS mês 12/10 Efetuadas as alterações dos títulos do PIS e da COFINS. conforme segue. Em seguida.6 Fato 21 31/12/2008: compensação do ICMS relativo ao mês de dezembro. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 241 . 1. No momento da venda de mercadorias.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 6 . clique em Sair. Aparecerá uma tela na qual você efetuará a configuração dos parâmetros. Dê um Enter para gerar as contas Débito e Crédito abaixo. a compensação consiste de as empresas realizarem. é gerado o ICMS a pagar sobre o valor total da venda. Digite a Natureza: 2104001. Digite o Histórico PIS mês 12/10 Depois de alterado o título do PIS. Digite a Natureza: 2104002. execute a rotina Atualizações + Processos do Livro Fiscal + Apuração de ICMS. 2. a compensação dos seus créditos de impostos gerados na revenda das mercadorias.5 . selecione a linha correspondente ao título a pagar do PIS e clique na opção Alterar. 6 . Aparecerá uma tela na qual você executará as seguintes alterações: 1. selecione a linha correspondente ao título da COFINS e proceda à alteração da mesma forma explicada para o PIS. Segundo Fabretti (2001).6 . 2. 6 . Dê um Enter para gerar as contas Débito e Crédito abaixo.1 No módulo Livros Fiscais Para efetuar a apuração do ICMS.2 No módulo Financeiro Execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Contas a Pagar. Antes da apuração final do ICMS. realizamos a compensação dos créditos de ICMS adquiridos nas compras. a cada final de mês.

Digite o valor: 231. clique na opção OK. Digite os dados: 03. O sistema efetuará a apuração e apresentará a seguinte tela: 2. Contab. 1. ICMS a recolher = 2.135.? Moeda do Título? Gera Título? Exibir Lanc.01 Estorno de Créditos 4. Período Anter. Selecione o Cursor nesta linha. Clique para incluir um nova linha. confirme a apuração clicando novamente em OK.20 5.20 242 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Em seguida.? Imprime Mapa Resumo? Seleciona Filiais? Não Não Não Não Não Sim Não Após configurar todos os campos. 3. Estímulo? Imprime Crédito ST? Consolidação na Mesma UF? Gera Título ICMS Complem.? Considera Filiais? 1 Sim Sim Não 12 2010 31/12/10 Mensal 1º Da Filial? Até a Filial? Gera Guia de Recolhimento? Gera Cred.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Parâmetros Parâmetros Mês de Apuração? Ano de Apuração? Livro Selecionado? Apuração? Período? Arq.

pois o valor de ICMS a recolher foi maior que o saldo de ICMS a recuperar.100.7 Fato 22 31/12/2010: pagamento do PIS e da COFINS provisionados em novembro.00. Sobre as vendas efetuadas no mês de novembro de 2008.20. Efetuaremos o pagamento desses impostos.100. Realizar os pagamentos e os recebimentos. por meio do cheque n.00 e COFINS R$ 2. Depois selecione a linha correspondente ao valor da COFINS R$ 2.80. Atenção! Cuidado com o valor do lançamento! O sistema poderá gerar o lançamento com o valor de R$ 2. Tenha sempre o cuidado de confirmar a baixa e o lançamento contábil. 018. clique em OK para completar a apuração. explicados anteriormente. Efetuada a baixa do valor da COFINS. basta posicionar o mouse no local indicado e incluir os valores normalmente.1 No módulo Financeiro Execute os menus Atualizações + Processos do Financeiro + Baixas Pagar.00. Neste capítulo.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Para incluir os valores destacados na figura anterior.764. altere o valor do lançamento para R$ 9. Nesse mês.00 que vence em 14/1/11. Efetue o procedimento de baixa clicando em Baixar. clique em Sair. Clique na opção Baixar e siga as mesmas instruções dos fatos relativos a pagamentos. 6 . Perceba também que. provisionar a folha de pagamento e seus encargos sociais.135. a empresa efetuou a provisão dos impostos sobre vendas. vimos que todas as empresas devem liquidar suas dívidas na data do vencimento para não comprometer o capital de giro com despesas financeiras (juros) acrescidos ao valor da dívida. Conferidos os valores. via banco. 6 . selecione a linha correspondente ao valor do PIS R$ 455. o qual será recolhido dentro de seu respectivo vencimento. o sistema efetua o lançamento contábil automático. PIS. resta um saldo devedor de R$ 2. em função do ICMS a recuperar ser menor que o valor a recolher. Depois de efetuados todos os pagamentos.20. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 243 .7 . Caso isso aconteça.135. PIS R$ 455. o qual vence em 14/1/11.

E. a demonstração do resultado do exercício e o balanço patrimonial. C. 2001. de acordo com o regime de competência e em consonância com os princípios contábeis. Contabilidade Tributária. credita-se a conta duplicatas a receber (ou clientes) pela baixa do direito a receber e debita-se a conta caixa ou banco que vai receber o dinheiro. FABRETTI. São Paulo: Atlas.CAPÍTULO 6 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II COFINS e ICMS são lançamentos fundamentais para que as demonstrações contábeis expressem a verdadeira situação econômica da empresa. Anotações 244 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ocorre um aumento de dinheiro na conta caixa ou na conta bancos. Providenciaremos a apuração do resultado do exercício. Para tanto. O. L. Quando ocorrem recebimentos de valores relativos à venda a prazo (direitos a receber). 2000. Referências ANDRADE FILHO. Manual do imposto de renda das pessoas jurídicas. ed. São Paulo: Atlas. No próximo capítulo. 7. Para a baixa da dívida. em contrapartida de um crédito (saída de dinheiro) na conta caixa ou banco. Sempre que efetuamos o pagamento das obrigações da empresa. realizaremos os procedimentos para encerramento do exercício. o contador efetua um débito na conta correspondente. a conta caixa ou a conta banco também são movimentadas.

o que vale é a data da ocorrência dos fatos geradores.404. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados (DLPA) ou demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL). Mas quais são as despesas e as receitas que devem ser consideradas no cálculo do lucro? Quem decide isso é o regime contábil. que representam todos os sacrifícios financeiros para a obtenção de uma receita no futuro. nos capítulos anteriores. é preciso clara compreensão do que são despesas. direitos e obrigações) de forma sintética. que são regulamentadas pelos artigos 175 a 205 dessa lei. a demonstração de resultados do exercício e ao balanço patrimonial. Para a apuração do resultado do exercício. Por meio do balanço patrimonial. podemos dar início à avaliação do desempenho administrativo por meio da apuração do resultado. 11. Dos inúmeros relatórios contábeis. Daremos prioridade para a elaboração das duas primeiras demonstrações. receitas e despesas. que escriturar é transcrever para os livros de contabilidade os fatos contábeis e que verificar a escrituração significa comprovar se todas as contas foram lançadas corretamente. Esse regime determina que o resultado seja apurado no final do exercício. de 15 de dezembro de 1976. completa e organizada. são consideradas todas as receitas auferidas e todas as despesas incorridas. 6. se a movimentação do patrimônio da empresa apresentou lucro ou prejuízo no período. demonstraremos todas as contas patrimoniais (bens. Ela denomina os relatórios contábeis de demonstrações financeiras. Apurar o resultado significa verificar. Essa lei é conhecida como Lei das Sociedades Anônimas e foi atualizada pela Lei n. A nossa empresa registra e apura o resultado pelo regime de competência. as demonstrações obrigatórias são: balanço patrimonial (BP). não importando se as despesas ou as receitas passaram pelo caixa (pagas ou recebidas). que apresenta a estrutura resultante das operações efetuadas em 2010 na empresa Roupas Bonitas Ltda. A partir dessa verificação. destacamos aqueles que são obrigatórios de acordo com a Lei n. Para isso. e as receitas. Ao confrontarmos o total das despesas com os da receita. que são os ganhos obtidos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 245 . por meio das contas de resultado.Apuração da demonstração do resultado do exercício e do balanço patrimonial CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 7 Introdução Você estudou. Para as companhias de capital fechado. demonstração do resultado do exercício (DRE). que é o caso da nossa empresa.638/2007. encontraremos o resultado da empresa.

ao final deste capítulo. também efetuaremos o zeramento das contas de resultado para demonstrar o resultado econômico da empresa. 7 . Realizaremos os primeiros passos para o fechamento anual. Já estamos no final do ano de 2010 e chegou a hora de efetuarmos o encerramento do exercício social. Esse processo ajusta e totaliza os valores movimentados em cada conta para que os saldos do balancete sejam emitidos corretamente. Para assimilar melhor esse conteúdo. Esperamos que.1 Reprocessamento dos saldos É uma rotina que refaz o saldo de todas as contas movimentadas no exercício social.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II com a venda de bens/produtos/serviços. o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro e elaborar a demonstração do resultado do exercício e o balanço patrimonial da empresa Roupas Bonitas.1 . no primeiro e no segundo semestres do curso. você seja capaz de calcular o lucro ou o prejuízo do exercício 2010. 7 . execute a rotina Atualizações + Processos da Contabilidade + Reprocessamento. Esses conceitos foram estudados nas disciplinas de Contabilidade I e Contabilidade II.1 . é fundamental que conheça a estrutura da DRE e do balanço patrimonial.1 Fato 23 31/12/2008: início da apuração do resultado e execução das rotinas para apuração do resultado. Neste capítulo. Parâmetros 246 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Clique na opção Parâmetros e siga as próximas instruções. 7 . Todas as rotinas de encerramento do exercício serão efetuadas no módulo Contabilidade Gerencial. É importante que fique atento à data de inicialização do software.2 No módulo Contabilidade Gerencial Para efetuar o reprocessamento dos saldos das contas. Certifique-se de que a data está em 31/12/10 e clique em OK.

Ajustados todos os parâmetros.2 .? Conteúdo Fim Segmen.00? Imprime Código? Divide por? Imprime até o Seg. Parâmetros Data Inicial? Data Final? Conta Inicial? Conta Final? Imprime Contas? Cod. Livros? Saldos Zerados? Moeda? Folha Inicial? Tipo de Saldo? Quebra por Grupo? Filtra Segmento no.? Posição Ant. clique em OK para confirmar os parâmetros. Segmen.? Conteúdo Contido em? Salta Linha Sintet. clique em OK para confirmar os parâmetros. proceda conforme os itens a seguir. clique em OK para efetuar o reprocessamento. Para emitir o balancete. Depois clique em OK novamente e aparecerá uma tela para confirmação do Arquivo SPOOL. Clique em Parâmetros e siga as instruções expostas aqui. Config.? Imprime Valor 0. B: repita o número da Filial de. indicada na letra A. 7 . L/P? Data Lucros/Perdas? Imprimir? Total geral será? Não 31/12/09 Só Livro Analíticas Sim Sim Normal Não se aplica Após ajustar as configurações.1 No módulo Contabilidade Gerencial Para emitir o balancete de verificação. Para confirmar os parâmetros. Aparecerá uma tela de Atenção. 7. Em seguida. Aparecerá uma tela para configuração dos parâmetros. clique em Sim.? Não 01 1 1 Não zzzzzzzzzz Analíticas 01/12/10 31/12/10 Conteúdo Ini.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Parâmetros Reprocessa a Partir? Data Inicial? Data Final? Filial de? A B Da Data 01/12/10 31/12/10 01 Filial até? Tipo de Saldo? Moedas? Qual Moeda? 01 1 Específica 01 A: clique na lupa e indique o número da filial correspondente ao número de sua equipe.2 Elaboração do balancete de verificação do mês de dezembro/2010 A apuração do balancete de verificação é muito importante para que você possa observar se todos os lançamentos foram feitos corretamente. execute a rotina Relatórios + Balancete. O sistema gerará o balancete de verificação da seguinte forma: UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 247 . Clique em Sim.

473.1.00 168.4.002 4.1.00 50.02.1.135.00 30.000.1.87 Em seguida.006 4.551.301.001 3.46 18.1.02.00 2.02.00 CREDOR 248 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00 793.74 55. (–) Depreciação Acumulada de Móveis e Ut.002 1.01.4.1.002 3.00 250.00 120.700.80 1. você visualizará o balancete com os seguintes saldos: BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2010 CONTA 1.00 2.1.01.67 36.01.001 1.002 1.1.1.000.01.01.604.001 1.2.4.001 1.01.001 1. (–) Depreciação Acumulada de Veículos Fornecedores ICMS a Recolher Capital Subscrito (–) Capital a Realizar Vendas de Mercadorias (–) ICMS sobre as Vendas (–) PIS sobre Faturamento (–) COFINS FGTS Contribuições de Previdência Salários 11.2.4.3.1.001 1.00 70.003 1.01.00 25.000.01.00 455.003 3.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Total = 309.00 DENOMINAÇÃO SALDO DEVEDOR 9.000.001 1.1.1.001 4.2.3.02.869.3.1.002 2.02.96 420.005 3.008 Caixa Banco Braveco Mercadorias Material de Consumo Computadores e Periféricos Móveis e Utensílios Veículos (–) Depreciação Acumulada de Computad.01.2.00 3.2.01.02.2.02.1.000.100.1.3.1.2.20 200.001 2.1.3.1.2.001 2.3.00 416.2.1.01.003 2.02.1.000.01.900.1.1.000.

070.3 Apuração do lucro do exercício Antes de efetuarmos o zeramento das contas de resultado.87 309.02.1. Clique em imprimir.007 4.87 CREDOR O seu balancete deverá ser igual a esse.01.00 180.2.2.02. Via Windows.02. Concluída a configuração para a impressão.00 320.008 4.1.02.1.67 300. execute o procedimento conforme figura a seguir.551.24 309.2. Após ter conferido e impresso o balancete de verificação.00 29. clique em Sair.2. Cliente.010 4.006 4. clique em Imprimir.551.1. Confirmados os valores. efetuaremos apenas a apuração do lucro ou do prejuízo do exercício para possibilitar o cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro – CSLL. 7 .001 4.2.1.005 Água Depreciação Energia Material de Expediente Telefone CMV TOTAL DENOMINAÇÃO SALDO DEVEDOR 180.2.02. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 249 .1.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2010 CONTA 4. Para isso.00 716. Portanto confira os saldos das contas e o total das colunas débito e crédito. Selecione uma impressora disponível. Portanto efetuamos a conferência dos fatos relativos ao mês de dezembro de 2010 e emitimos o balancete para verificar os saldos das contas. você poderá imprimir o balancete.

Valor? Até a CI. novamente. Segmen. Saldos? Seleciona Filiais? Filial de? Filial até? B 1 1 1 zzzzzzz zzzzzzz Sim Sim 01 01 A A: clique na lupa e indique o número da filial correspondente ao número de sua equipe. Valor Ponte? CI. Execute a rotina Relatórios + Balancete. Lote? Num.4 Novo balancete de dezembro com o valor do lucro Esse balancete servirá para você verificar se o lucro foi apurado corretamente. Clique em Parâmetros e siga as instruções. 51101001 24301001 1 C.3 . Valor Apuração? Do C. Ponte? Item Apuração? CI. leve em consideração os passos a seguir.? Conteúdo Contido em? 250 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Aparecerá uma tela para configuração dos parâmetros. Parâmetros Da Data? Até a Data? Num.? Conteúdo Fim Segmen.? Da Conta? Até a Conta? Moedas? Moeda Base? Considera Ent. Sub-Lote? Num. Documento? Cod. B: repita o número da Filial de. Custo Apuração? Item Contab. em Sim e Sim.1 No módulo Contabilidade Gerencial Execute a rotina Atualizações + Processos da Contabilidade + Apuração Resultado.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Para apurar o lucro. Efetuados todos os ajustes dos parâmetros. Valor? Proces. Parâmetros Data Inicial? Data Final? Conta Inicial? 01/12/10 31/12/10 Conteúdo Ini. 7 . clique em OK. 7 . indicada na letra A. Custo? Do Item Contábil? Até o Item Contábil? Da CI. Custo Ponte? 01/12/10 31/12/10 000001 001 122010 01 3 42105001 Específica 01 Sim 1 Rotina de Apur. Para isso. Ponte? Tipo de Saldo? Considera Entidades? Conta Ponte? Conta Apuração? C. depois. clique em Perguntas e siga as instruções. Em seguida. o sistema confrontará o total das receitas menos o total das despesas relativas ao período de outubro a dezembro de 2010. Custo? Até o C. Depois. Histórico Pad. clique em OK novamente e.

00 2.3.001 1.000.900.02.20 200. (–) Depreciação Acumulada de Veículos Fornecedores ICMS a Recolher Capital Subscrito (–) Capital a Realizar LUCROS ACUMULADOS Vendas de Mercadorias (–) ICMS sobre as Vendas (–) PIS sobre Faturamento (–) COFINS FGTS Contribuições de Previdência Salários Água 11.67 36. L/P? Data Lucros/Perdas? Imprimir? Total geral será? Não 31/12/09 Só Livro Analíticas Sim Sim Normal Não se aplica Após ajustar as configurações.02.1.00 120.100.000.1.00 168.1.001 3.2.3.1.00 CREDOR UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 251 .002 4.01.00 416.1.2.4.2.00 25.00 DENOMINAÇÃO SALDO DEVEDOR 9.02.946.2.3.4.00 2.1. O sistema gerará o balancete de verificação.001 1.01.00 793.3.02.1.604. (–) Depreciação Acumulada de Móveis e Ut.1.01.000.002 1. clique em OK para confirmar os parâmetros.700.001 4.00 21.002 2.1.01.869. Config.02.2.001 2. Depois clique em OK novamente e aparecerá uma tela para confirmação do Arquivo SPOOL.02.1.00 55.000.80 1.3.00 3.96 420.301.1.001 1.006 4.1.74 180.473.008 4.4.000.1.2.02.135.001 3.01.01.001 1.46 18.1.001 Caixa Banco Braveco Mercadorias Material de Consumo Computadores e Periféricos Móveis e Utensílios Veículos (–) Depreciação Acumulada de Computad.01.1.00 455.1. Livros? Saldos Zerados? Moeda? Folha Inicial? Tipo de Saldo? Quebra por Grupo? Filtra Segmento no.002 2.003 3.003 1.005 3.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Parâmetros Conta Final? Imprime Contas? Cod.1. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2010 CONTA 1.1.001 2.01.55 70.4.? Não 01 1 1 Não zzzzzzzzzz Analíticas Salta Linha Sintet.1.003 2.01.1. Clique em Sim.01.4.000.1.2.02.01.00 30.000.01.00 50.02.00 250.01.2.2.002 1.1.? Posição Ant.3.? Imprime Valor 0.1.2.3.001 1.001 1.00? Imprime Código? Divide por? Imprime até o Seg.

070.1.946.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2010 CONTA 4.24 21.01.008 4. A base para calcularmos o imposto de renda e a contribuição social é o LAIR – Lucro antes do Imposto de Renda.1. são aplicadas as alíquotas de 15% para o IRPJ e 9% para a CSSL.2.19 Lucro Líquido = 16.2.946. proceda conforme explicação dada no item 7.975.291.946.946.946.007 4. conforme a apuração anterior. efetuaremos o cálculo do IRPJ e CSSL manualmente. Para visualização e impressão.1.02. na apuração do resultado do exercício.1.5 Cálculo do IRPj.001 Depreciação Energia Material de Expediente Telefone CMV LUCROS E PERDAS TOTAL DENOMINAÇÃO SALDO DEVEDOR 716.98 CSSL = 21.01.1.02. pelo fato de apresentar LUCRO. Como a nossa intenção aqui é apenas didática. do CSLL e dos dividendos O imposto de renda de pessoa jurídica e a contribuição social sobre o lucro são apurados por meio do Livro LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real (ANDRADE FILHO.55 × 9% = 1.2. 2000).2.946.42 CREDOR Aparecerá o valor dos lucros e das perdas de R$ 21.2. Dessa forma.00 180.00 29.67 300. são evidenciadas todas as adições e as exclusões. é de R$ 21. teremos: LAIR = R$ 21.498.006 4.38 252 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .42 331. que deverá ser preenchido e entregue junto com a declaração do imposto de renda. Por meio do livro LALUR. podemos efetuar o cálculo do IRPJ e do CSLL.55 IRPJ = 21. formando a base para apuração do IRPJ e do CSLL. Com isso.005 5.55.679.010 4.1.55 × 15% = 3. Sobre esse valor.2. que. o valor total da coluna a crédito ficará maior que o valor da coluna a débito.02.498. ao final do balancete de verificação.55.1. 7 .55 331.00 320.02. Agora que sabemos o valor do lucro.1. A Secretaria da Receita Federal disponibiliza um software com o LALUR.

Config. Clique em Incluir e siga as instruções.1 No módulo Contabilidade Gerencial Execute a rotina Relatórios + Demons.6 .? Saldos Zerados? Considerar? Descrição na Moeda? Tipo de Saldo? Título como nome da visão? Consolidar Saldo? Saldo a Consolidar? Sim Mov. Procederemos ao cálculo do valor dos dividendos que serão pagos aos sócios. Procederemos à contabilização desses valores.679.63 Portanto realizamos o cálculo do IRPJ. 7 . Resultados e siga as próximas instruções.5 . a estrutura da demonstração do resultado do exercício de 2010 com os dados de nossa empresa. A empresa decide distribuir aos seus sócios 60% do lucro líquido do exercício. Período Anterior? Folha Inicial? Data Referência? Período? 002 002 1 Não 31/12/10 Não 1 31/12/10 Calendário Imp. do CSLL e do valor de dividendos que serão distribuídos aos sócios. 7 . Parâmetros Exercício Contábil? Cod. Certifique-se de que a data do sistema esteja em 31/12/2010.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Agora procederemos ao cálculo da distribuição dos lucros. Incluídos todos os dados das três linhas indicadas. acesse Atualizações + Processos da Contabilidade + Lançamentos Contábeis.007.679.38 Distribuição de 60% dos lucros Dividendos = 16. Lucro Líquido = 16.? Termo Aux. clique em OK para confirmar. 7 . clique em Cancelar e. Arq.1 No módulo Contabilidade Gerencial Para efetuar os lançamentos contábeis. Período 01 1 Sim Não Não UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 253 . depois.38 × 60% = 10. Em seguida.6 Procedimentos para a elaboração da DRE Apresentaremos. Termo Aux. a ser Imp. em Sair. a seguir. Livros? Moeda? Posição Anterior L/P? Data Lucros/Perdas? Dem.

O termo balanço decorre do constante equilíbrio do patrimônio total.679.55 (1.98) 16.975. ROUPAS BONITAS LTDA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCíCIO 31/12/2010 Denominação Receita Operacional Bruta (–) Deduções com Vendas PIS Sobre Vendas COFINS sobre Vendas ICMS sobre Vendas (=) Receita Líquida de Vendas (–) CMV (=) Lucro Bruto (–-) Despesas Operacionais Despesas Financeiras (Juro Passivo) Despesas Administrativas Despesas com Depreciação Despesas com Pessoal (=) Lucro Operacional antes IR e CSLL (–) CSLL (–) IR (=) Lucro Líquido do Exercício (0. de forma ordenada.19) (3.000. clique em Cancelar.00) (2.24) 26.00 (29. representado pela equação: ativo = passivo + patrimônio líquido.070.7 Balanço patrimonial: conceito É um relatório contábil que reflete a posição financeira.474.00) (11. O sistema emitirá a DRE com a estrutura exposta na sequência. as obrigações e o patrimônio líquido.291. bens e direitos. Para melhor visualizar a DRE na tela do seu computador.67) (2.545. posicione o botão direito do mouse para expandir a imagem. os passivos.900.00) 55.76 Saldo 70. isto é.946.00) (980.00 7 . patrimonial de uma empresa em determinado momento e apresenta. que é a diferença entre ativos e passivos.831.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Confirmados todos os parâmetros.38 (455. clique em OK para emitir a demonstração de resultado. os ativos. Para sair. 254 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .100.54) 21.00) (716.

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 255 .? Da Conta? Até a Conta? Moedas? Moeda Base? Considera Ent.7 . Valor? Proces. Depois. é apresentado em duas colunas. Custo Apuração? Item Contab. Custo? Do Item Contábil? Até o Item Contábil? Da CI. Valor Apuração? Do C. depois. em seguida. em OK novamente e.7 . Na coluna da esquerda. Valor Ponte? CI.1 No módulo Contabilidade Gerencial O primeiro passo será efetuarmos definitivamente o zeramento das contas de resultado.1 . a) Zeramento das contas de resultado Para efetuar novamente o zeramento das contas.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Geralmente. Clique em Sim para executar novamente. as contas do passivo (obrigações exigíveis) e patrimônio líquido (obrigações não exigíveis e resultado). Ponte? Tipo de Saldo? Considera Entidades? Conta Ponte? Conta Apuração? C. na coluna da direita. Parâmetros Da Data? Até a Data? Num. procederemos à emissão do balanço patrimonial da empresa Roupas Bonitas Ltda. Seleciona Filiais? Efetuados todos os ajustes dos parâmetros. execute a rotina Atualizações + Processos da Contabilidade + Apuração Resultado. as contas do ativo (bens e direitos) e. Sub-Lote? Num. Ponte? Item Apuração? CI. Documento? Cod. execute a rotina Relatórios + Balanço Patrimonial e siga as próximas instruções. Valor? Até a CI. relativo ao exercício de 2010. Histórico Pad. Lote? Num.. Saldos? Filial de? Filial até? B 1 999999999 999999999 999999999 999999999 999999999 Sim Sim 01 01 A Rotina de Apur. em Sim. Aparecerá uma mensagem dizendo que essa rotina já foi executada nessa data. 7 . clique em Parâmetros e siga as próximas instruções. Fique atento! 7 . Custo Ponte? 24301001 1 01/12/10 31/12/10 000001 001 122010 01 3 53101001 Específica 01 Não 1 C. clique em OK. b) Emissão do balanço patrimonial Para emitir o balanço patrimonial. Custo? Até o C. para posteriormente emitirmos o balanço.1 Procedimentos para elaboração balanço patrimonial Assim como procedemos à emissão da DRE.

75 Saldo 9.00 2.00 (55. ao final de cada exercício social. clique em OK para emitir o balanço patrimonial. a escrituração 256 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . realizávamos.98 1.00 120. Foi possível perceber que.00 3. Período Anterior? Descrição da Moeda? Tipo de Saldo? Título como nome da visão? Não 31/12/10 Não 01 1 Sim Confirmados todos os parâmetros.000.975. clique em Cancelar.135.00 Passivo Fornecedores ICMS a Recolher IRPJ a Recolher CSLL a Recolher Dividendos a Pagar Saldo 54.96 420.671. realizamos os procedimentos de encerramento do exercício social e obtivemos o resultado líquido do confronto das contas de resultado relativas às movimentações efetuadas no mês de dezembro de 2010 de nossa empresa.283. posicione o botão direito do mouse para expandir a imagem.19 10. gradativamente a cada lançamento.007. a ser Impresso? 002 001 01 Não 1 Não Imprime Saldo Zerado? Data Referência? Dem.604.671.63 148.000.000.75 TOTAL DO ATIVO 205 .498.20 3.473.781.67) TOTAL DO ATIVO 205 .700. Portanto. Livros? Moeda? Demonstra Semestre? Folha Inicial? Imprime termo Auxiliar? Termo Auxil.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II Parâmetros Exercício Contábil? Cod. O sistema emitirá o balanço patrimonial com a estrutura exposta a seguir. Config. existem vários procedimentos obrigatórios que devem ser cumpridos pelos profissionais da área contábil.42 Circulante Para melhor visualizar o balanço patrimonial na tela do seu computador.00 (716.31/12/2010 Ativo Circulante Caixa Banco Braveco Estoque de Mercadorias Estoque de Material de Expediente Ativo Permanente Móveis Veículos Computadores e Periféricos (–) Depreciação Acumulada 57.46 18.75 Capital a Realizar (–) Capital a Realizar Lucro Acumulado 151.33 Patrimônio Líquido 30.000. Para sair.00 25. neste capítulo. ROUPAS BONITAS LTDA BALANÇO PATRIMONIAL .000. Ao registrarmos os fatos contábeis da nossa empresa por meio do software contábil.291.781.110.00) 6.00 36.75 200.000.

2000. os fatos contábeis. Referência ANDRADE FILHO. o diário e o livro razão. E. transcrevíamos. percebemos que a correta configuração do sistema para a realização dos registros e a emissão dos relatórios contábeis.CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II contábil. O. simultaneamente para os livros contábeis. Ao verificar a escrituração. por meio do método das partidas dobradas. Realizamos o cálculo dos impostos incidentes sobre o resultado. faz com que o software contábil calcule devidamente os saldos de todas das contas patrimoniais e evidencie dados precisos e fidedignos. São Paulo: Atlas. Manual do imposto de renda das pessoas jurídicas. Por fim. como balancete de verificação. podemos avaliar o desempenho administrativo por meio da apuração do resultado econômico do período e confrontar as receitas com as despesas do período. A partir da apuração dos resultados obtidos. tomando como base o resultado positivo alcançado. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 257 . e provisionamos o valor para o recolhimento posterior do imposto de renda e contribuição social. podemos comprovar que todas as contas foram lançadas corretamente desde o capítulo 2. demonstração do resultado do exercício e o balanço patrimonial.

CAPÍTULO 7 • LABORATÓRIO CONTÁBIL II 258 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

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de Lima Katia Gomes da Silva Leyciane Lima Oliveira Rogério Adriano Ferreira da Silva Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva PRODUÇÃO EDITORA EADCON .Créditos EQUIPE UNITINS Organização de Conteúdos Acadêmicos Revisão Linguístico-Textual Gerente de Divisão de Material Impresso Revisão Digital Projeto Gráfico Capas Sônia Lima da Costa Sibéria Sales Q.

estadual e municipal. Você está recebendo os textos relacionados à disciplina de Contabilidade Pública. sistema de contas. que é um verdadeiro código de boas condutas fiscais. que tem por objetivo estruturar e conduzir o estudo da Contabilidade na área pública federal. aplicável a todos os entes da federação. . receitas e despesas públicas orçamentárias e extraorçamentárias. Bons estudos! Prof. plano de contas. e a Lei Complementar n. Recomendamos leituras e pesquisas complementares para aprimoramento dos estudos. Este caderno é composto de sete capítulos que tratarão dos seguintes temas: objeto da contabilidade. balancete de verificação. bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – NBCASP. 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. destacando os pontos principais em relação à execução e à gestão fiscal. que estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços. a fim de demonstrar mais uma das aplicabilidades da Contabilidade.320/64. que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. variações patrimoniais.Caro aluno. conceito. demonstrações contábeis e Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF.ª Sônia Lima da Costa Apresentação As principais bases do nosso estudo serão a Lei n. apuração de resultado. 4.

.

Nesse capítulo. há a necessidade de se medir. quem realmente está obrigado a utilizá-la com base nos preceitos da Lei n. que confirma o registro dos fatos e das demonstrações contábeis. 4. a auditoria.320/64. é necessário o conhecimento básicos adquiridos quando dos estudos da disciplina de Orçamento Público. Para registro dos atos e fatos contábeis. em que ocorre a interpretação dos fatos ocorridos no patrimônio. a elaboração das demonstrações contábeis. a análise das demonstrações contábeis. A principal fonte de formação do patrimônio público é o orçamento público que é um instrumento de planejamento que prevê as receitas e fixa as despesas. tendo como principal objetivo uniformizar os registros contábeis. é necessária a elaboração de um Plano de Contas. Para entendimento deste capítulo. Desse modo. Os fatos administrativos correspondem aos acontecimentos que provocam variações nos valores patrimoniais. entendem-se como atos administrativos os acontecimentos que ocorrem nas entidades públicas e que não provocam alterações de imediato no patrimônio público. pois somente é possível a execução de atos e fatos consubstanciados em lei. podendo ou não alterar o patrimônio líquido.Contabilidade aplicada à administração pública CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA 1 Introdução A contabilidade governamental ou pública é o ramo da Ciência Contábil que tem por objetivo proporcionar informação sobre a posição orçamentária. financeira e patrimonial dos entes públicos. que registra os fatos contábeis. nas quais são expostos ordenadamente os fatos contábeis. você irá estudar conceitos básicos necessários para entendimentos dos demais capítulos em face da aplicabilidade da Contabilidade Pública. Podemos dizer que o objeto da contabilidade é o patrimônio e seu campo de aplicação é o das entidades econômico-administrativas. ou seja. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 263 . Para obter essas informações. utilizando técnicas como a escrituração contábil. As normativas que regem a administração pública constituem a base legal de todo ato e fato administrativo. que se configura como uma relação de contas ordenadas para facilitar a elaboração das demonstrações contábeis. avaliar e quantificar o patrimônio. evidenciando seus aspectos qualitativos e quantitativos expostos ordenadamente nas demonstrações contábeis.

1 . tangíveis ou intangíveis. convênios.1 . em uma acepção ampla de ciência. a Contabilidade Pública. tendo como diploma legal consubstanciado na Lei n. direitos e obrigações e o orçamento que aqui será entendido como a peça que dá autorização para arrecadar receitas e também para realizar despesas. controlar e evidenciar o orçamento e atos administrativos. consideram que Patrimônio Público é o conjunto de direitos e bens. inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações (FRANCO. não podemos deixar de registrar. mencionar que o objeto da contabilidade é o patrimônio. direitos e obrigações pertencente a uma pessoa física ou jurídica. ainda. 4. As Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – NBC T SP 16.1 Contabilidade pública: conceito É um ramo da ciência contábil que coleta. você seja capaz de definir o campo de aplicação e o objeto da contabilidade pública e classificar os fatos contábeis quanto à origem e quanto ao reflexo no patrimônio. registra e controla os atos e fatos contábeis da fazenda pública. a especialização da Ciência Contábil que aplica. mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público. ou seja os contratos. 1997. as técnicas de registros e avaliações contábeis em consonância com as normas gerais do Direito Financeiro. o objeto da Contabilidade Pública. esperamos que. acima. os atos administrativos praticados pelos gestores que podem afetar o patrimônio.2. diferencia-se da Contabilidade Empresarial. acordos. com base nessa lei. formados. 20) afirma que “a Contabilidade. Franco (1997. na Administração Pública. onerados ou não. 1 . presente ou futuro.129/2008.1 Objeto Entende-se por patrimônio o conjunto de bens. p. Entende-se por contabilidade pública o ramo ou. o patrimônio constituído de bens. Estudaremos. ainda. E. 264 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ou seja. instituídas pela Resolução CFC n. contratos entre outros) e controle do orçamento (fixação da despesa e previsão da receita e sua execução). Apesar de a norma. recebidos.320. produzidos. agora. é uma das ciências econômico-administrativas que tem como objeto o Patrimônio”.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA Assim. devido aos controles dos atos da administração pública (convênios. de 17 de março de 1964. Entende-se como orçamento a peça autorizativa para arrecadação de recursos financeiros (receitas) e realização de gastos (despesas). que seja portador ou represente um fluxo de benefícios. p. 1. ao final deste capítulo. bem como acompanha e demonstra a execução do orçamento público. adquiridos. Portanto. 20).

O patrimônio é composto por bens (móveis ou imóveis). comodatos de bens. os bens classificam-se em: bens de uso comum do povo. utilizados como instrumento para viabilizar a prestação de serviços à sociedade. estudaremos o patrimônio. 99 do Código Civil. detalhando os bens públicos. impenhoráveis e não podem ser alienados enquanto conservarem a qualificação de uso comum do povo. segundo sua formação em: naturais e artificiais. no passado. como: ruas. direitos (representados pela dívida ativa ou empréstimos concedidos) e obrigações (dívidas a pagar) vinculadas a uma pessoa natural ou jurídica. De acordo com o Art. Na administração pública. bens de uso especial e bens dominicais. dirigia-se atenção especial somente aos aspectos orçamentários e financeiros. valores sob a responsabilidade do ente público. no próximo tópico. Exemplos: terrenos. entre outros. A Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar n. são divididos. Os bens de uso especial/geral correspondem aos bens destinados ao uso das repartições públicas. imóveis. De acordo com o Art. veículos.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA avais. inventariados. direitos e obrigações vinculados à entidade econômico-administrativa. praças. Esses bens têm as seguintes UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 265 . também denominados de domínio público. equipamentos. fontes etc. Entretanto não havia controle rígido dos bens públicos. 101/00 dedicou um capítulo à gestão patrimonial. 1 . De igual modo se registram o custo de construção ou de reforma e as perdas do valor resultantes do uso. se forem de formação natural. bem como esses mesmos bens quando recebidos em doação.2 Patrimônio O patrimônio é um conjunto de bens. portanto cuja existência supõe a intervenção do homem. entendemos por bens públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. com ênfase na classificação de acordo com o código civil. 98 do Código Civil. Todavia. sendo que o primeiro corresponde aos bens que não absorveram ou absorvem recursos públicos como mares. Os bens de uso comum do povo. esses bens não são contabilizados. ilhas etc. avenidas. Portanto. lagos. finanças. canais. e o segundo corresponde aos bens que absorveram ou absorvem recursos públicos e. de acordo com o estabelecido nas normas de contabilidade. Portanto. praias. Os recursos públicos aplicados nos bens de uso comum do povo devem ser contabilizados no ativo.1 . prédios administrativos. os bens de uso comum do povo com formação artificial devem ser contabilizados no ativo. inclusive à preservação do patrimônio público. escolas etc.

os títulos de crédito e as obrigações prefixadas são ajustados ao valor presente. 1 . a evidenciação dos atos e dos fatos administrativos. ou dominiais. • os direitos. são inventariados e avaliados. deve ser adotado o valor de mercado. • os créditos e dívidas pelo valor original. você estudou sobre a classificação dos bens. correspondem aos bens que integram o domínio público. feita a conversão. Os elementos patrimoniais são avaliados como segue: • as disponibilidades são mensuradas ou avaliadas pelo valor original. quando em moeda estrangeira. atualizadas até a data do Balanço Patrimonial. se o valor de aquisição. que dispõe sobre avaliação e mensuração de ativos e passivos em entidades do Setor Público. ainda. Exemplos: terrenos da Marinha.3 Avaliação e mensuração dos elementos patrimoniais A Resolução CFC n. 266 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA características: são contabilizados no ativo. • os direitos. • o método para mensuração e avaliação das saídas dos estoques é o custo médio ponderado e. os títulos de crédito e as obrigações pós-fixadas são ajustados considerando-se todos os encargos incorridos até a data de encerramento do balanço. • as aplicações financeiras de liquidez imediata pelo valor original. os bens dominicais. feita a conversão. Até agora. seja de uso comum do povo. à taxa de câmbio vigente na data do Balanço Patrimonial. são inventariados. 1137 aprovou a NBC T 16. com razoabilidade. com efeitos a partir de 2010. Ela define a avaliação patrimonial como sendo a atribuição de valor monetário a itens do ativo e do passivo decorrentes de julgamento fundamentado em consenso entre as partes que traduza. de 21 de novembro de 2008. por fim. seja os bens de uso especial e.1 .10. quando em moeda estrangeira. precisamos entender sobre o critério de avaliação desses elementos. como objeto de direito pessoal ou real. portos etc. de produção ou de construção for superior ao valor de mercado. à taxa de câmbio vigente na data do Balanço Patrimonial. podem ser alienados nos casos e na forma que a Lei estabelecer e podem produzir renda. Esses bens apresentam as seguintes características: estão sujeitos à contabilização no ativo. Os bens dominicais. avaliados e são inalienáveis quando empregados no serviço público e enquanto conservarem essa condição.

representada em conta redutora do respectivo ativo. tornou-se obrigatório. Cabe destacar sobre as perdas de depreciação. amortização e exaustão. Os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade pública ou exercidos com essa finalidade são mensurados ou avaliados com base no valor de aquisição ou de produção deduzido da respectiva amortização. Assim. 1. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 267 . por meio da Resolução CFC n. Também foram adotados métodos de cálculo da depreciação tais como: o método das quotas constantes. é mensurado ou avaliado com base no valor de aquisição. o método das somas dos dígitos e o método das unidades produzidas. para compreensão do critério de avaliação do ativo imobilizado. incluindo os gastos adicionais ou complementares. valor depreciável. a contabilização dessas perdas. Em 21 de novembro de 2009. eles serão detalhados no capítulo três que se dedica ao estudo das despesas e dívida passiva pública. Reflita Convido você a refletir sobre valor bruto contábil. valor exaurível. amortizável. o método a ser utilizado em nosso estudo será o método das quotas constantes ou linear. no balanço patrimonial. amortização e exaustão que até então não eram aplicadas ao setor público. Sobre os encargos de depreciação. Entretanto. a partir do exercício de 2010. o valor da parcela que deve ser reconhecida no resultado como decréscimo patrimonial. valor líquido contábil. que aprovou a NBC T 16. foram adotados alguns critérios para mensuração e reconhecimento. valor residual e valor da vida útil econômica. o valor que deve ser apurado mensalmente e reconhecido nas contas de resultado do exercício. deverá ser deduzida a respectiva depreciação ou exaustão do período. Se os elementos do ativo imobilizado tiverem vida útil econômica limitada.9. como: a obrigatoriedade do seu reconhecimento.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA • investimentos permanentes referentes às participações em empresas e em consórcios públicos ou público-privados sobre cuja administração se tenha influência significativa devem ser mensurados ou avaliados pelo método da equivalência patrimonial e as demais participações podem ser mensuradas ou avaliadas de acordo com o custo de aquisição. produção ou construção. • o ativo imobilizado. e. e as circunstâncias que podem influenciar seu registro.136. por distribuir o custo pelo tempo decorrido.

br> e a Norma Brasileira de Contabilidade aplicada ao setor público – NBC T 16. Entende-se por empresa estatal dependente a empresa controlada que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou custeio em geral ou de capital. fundações.1 . estão no campo de aplicação da Contabilidade Pública. org. que aprovou a Norma Brasileira de Contabilidade aplicada ao setor público – NBC T SP 16. mas não ficaram caracterizados quais os órgãos e entidades são integrantes dos governos (federal estadual e municipal). Poder Judiciário e Ministério Público.cpc. detalhar o campo de aplicação. a partir de agora.cfc. então. 268 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Cabe ressaltar que as empresas públicas e sociedades de economia mista. decorrentes de variações patrimoniais”. da administração indireta – autarquias. avaliação. todas as empresas e entidades públicas que não estão contempladas no orçamento de investimentos.4 Campo de aplicação De acordo com a Resolução CFC n. Aplica-se especificamente aos órgãos da administração direta – poder executivo (ministérios. identificação. fundações públicas e as empresas públicas e sociedades de economia mista.101 (Lei de Responsabilidade de Fiscal – LRF). 1 . excluídos. os quais tratam sobre avaliação e mensuração de ativo. municipal ou no Distrito Federal. câmeras e tribunais de contas). para caracterizar a empresa estatal dependente ela deverá fazer parte do Orçamento Fiscal e de Seguridade Social. somente quando fazem uso de recursos à conta do orçamento público fiscal e da seguridade social. define campo de aplicação como “o espaço de atuação do Profissional de Contabilidade que demanda estudo.1. 1137/2008. a seguir. Consequentemente. estadual. secretarias). mensuração. Ficou. registro. 2000). Então vamos. controle e evidenciação de fenômenos contábeis.9.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA Saiba mais Para pesquisa dos conceitos propostos faça a leitura do Pronunciamento Técnico CPC n. acessando o sítio <http://www. 27 de 26/6/2009. entendido que. empresas públicas e sociedade de economia mista. poder legislativo (assembleias. 1º da Lei Complementar n. como funcionam as autarquias. na esfera federal. interpretação. no último caso.br>. aqueles provenientes de aumento de participações acionárias (BRASIL. acessando o sítio <http://www. Veja. são consideradas empresas dependentes.org. Você observou que na introdução deste capítulo falamos sobre a aplicabilidade da Contabilidade Pública. conforme previsto no Art.

1 . apontando os objetivos em conformidade com dispositivos da Lei n. Agora. com finalidade religiosa. inclusive por fundações privadas. cujas ações possuem direito a voto e pertencem em sua maioria ao poder público. moral. Sociedade de economia mista é um ente dotado de personalidade jurídica de direito privado. vamos resumir e compreender o estudo e controle da gestão pública. Vamos relembrar! A LOA compreenderá o Orçamento Fiscal. de 17 de março de 1964. Fundações são entes com personalidade jurídica de direito privado. instituídas por escritura pública ou testamento e com patrimônio doado pelo instituidor.5 Objetivo O objetivo da contabilidade pública é permitir o estudo e o controle dos fatos decorrentes da gestão do patrimônio das entidades públicas.1 . portanto. Empresas públicas são organizações empresariais. bem como os órgãos e entidades públicas que fazem parte. 4. Tais objetivos estão previstos nos artigos 83 a 89 da Lei n. sujeitas à fiscalização do Estado. são de propriedade única de União/Estados/Municípios.320.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA Autarquias são entidades administrativas. que a seguir procuramos compilar: UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 269 . Possuem patrimônio próprio e atribuições estatais específicas. podemos dizer que a autarquia irá realizar aqueles serviços privativos do Poder Público. auxiliares e autônomas. Estados ou Municípios participem direta ou indiretamente do Capital Social e detenha a maioria do capital social com direito a voto. Para se distinguir uma autarquia de uma fundação. pensionistas e outros gastos relativos à saúde. O Orçamento da Seguridade Social contempla as receitas de contribuições sociais para a seguridade social e as despesas relativas ao pagamento de inativos. o Orçamento da Seguridade Social e o Orçamento de investimento. previdência e assistência social. 4. sob a forma de sociedade anônima. criado por lei. cultural ou de assistência. para o exercício de atividade econômica. já as fundações serviços que também podem ser exercidos por instituições privadas. criadas por Lei específica. E o Orçamento de Investimento corresponde à programação de investimentos de todas as empresas de que a União. você já estudou sobre os diversos tipos de orçamento em semestres anteriores e consegue diferenciar os tipos de orçamento. Até aqui. com personalidade jurídica de direito privado e participação exclusiva do poder público. com personalidade jurídica de Direito Público Interno.320/64. O Orçamento Fiscal compreende a grande maioria das receitas e das despesas. Seu capital e direção. À autarquia somente pode ser atribuído serviço de caráter estatal ou de interesse da coletividade. inclusive os valores referentes ao refinanciamento da dívida.

nós mencionamos que devemos considerar um período para levantamento da posição estática e dinâmica de uma entidade. ocorrem movimentações. financeiro. confrontando a previsão de receita e a fixação de despesas com suas efetivas realizações. Esse assunto será detalhado no capítulo 5.320/64. 101 a 105 da Lei n.1 . veja mais no próximo tópico. 270 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . 34 da Lei n. 4. • apresentar as variações patrimoniais.6 Peculiaridades da contabilidade pública Na contabilidade pública. 1 . • controlar as operações de crédito. ressaltando o valor do patrimônio. Quanto ao estudo das peculiaridades da contabilidade pública. Durante esse período estipulado de 1/1 a 31/12 de cada ano.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA • registrar a previsão das receitas e a fixação das despesas constantes dos orçamentos públicos anuais.320/64. • efetuar o acompanhamento da execução orçamentária e financeira.2 Exercício financeiro O exercício financeiro coincide com o ano civil. encontram-se algumas peculiaridades da contabilidade empresarial. a dívida ativa e as obrigações do ente público. inicia no dia 1 de janeiro e termina em 31 de dezembro de cada ano. Somente o balanço patrimonial é comum aos demais ramos da contabilidade. De acordo com os Art. balanço financeiro. Na contabilidade pública é diferente? Vejamos como é entendido o exercício financeiro. É nesse exercício financeiro que observaremos os fatos contábeis. 4. • escriturar a execução orçamentária e financeira das receitas e das despesas. balanço patrimonial e demonstração das variações patrimoniais. devemos elaborar as demonstrações contábeis específicas tais como: balanço orçamentário. Outro diferencial são os subsistemas de contas orçamentário. conforme previsto no Art. a saber: as demonstrações contábeis e os subsistemas de contas. Desde os primeiros estudos das disciplinas de contabilidade. ele praticamente versa sobre o controle e o registro do orçamento e atos administrativos da administração pública. ou seja. 1 . patrimonial e de compensação. estas denominadas de fatos contábeis e que se caracterizam de acordo com a sua origem e quanto ao reflexo no patrimônio.

CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA 1 . • Previsão da receita ORÇAMENTÁRIOS • Dotação da despesa • Emissão de empenho • Assinatura de contratos EXTRAORÇAMENTÁRIOS • Celebração de convênios • Concessão de avais Para facilitar o entendimento. direitos ou obrigações). Exemplos: aquisição de bens. informamos que os fatos contábeis oriundos de ato administrativo não envolvem elementos patrimoniais (bens.3 Fatos contábeis Os fatos contábeis podem ser classificados quanto à origem em orçamentários e extraorçamentários. sem alterar a situação líquida patrimonial. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 271 . • Extraorçamentários: independem de Lei orçamentária. A seguir. demonstraremos os fatos contábeis quando são oriundos de ato administrativo. Quadro 1 Fatos contábeis oriundos de ato administrativo. b) Quanto ao reflexo no patrimônio • Fatos permutativos: consistem em uma permuta entre os elementos patrimoniais. ORÇAMENTÁRIOS EXTRAORÇAMENTÁRIOS • Arrecadação da receita • Liquidação da despesa • Recebimento de bem por doação • Baixa do estoque por consumo Quando os fatos contábeis são oriundos de fatos administrativos. a) Quanto à origem • Orçamentários: dependem de Lei orçamentária e envolvem receita orçamentária e despesa orçamentária. em como permutativos. demonstraremos os fatos contábeis quando oriundos de fatos administrativos: Quadro 2 Fatos contábeis oriundos de fatos administrativos. direitos ou obrigações). pagamento de uma obrigação etc. envolvem elementos patrimoniais (bens. e quanto ao reflexo no patrimônio. A seguir. modificativos e mistos.

perspicácia e bom-senso do contador”. citamos alguns desses títulos contábeis: • para o dinheiro depositado em uma instituição financeira. recebimento de tributos etc. • Fatos mistos: resultam da junção dos fatos permutativos e modificativos. Um exemplo é a alienação de bens. entendemos que “o trabalho de planificar a Contabilidade é um dos que exigem mais experiência. perspicácia e bom-senso do contador”. podendo ser aumentativos ou diminutivos. devemos conhecer a natureza da entidade. irá estruturá-lo utilizando critérios padronizados: as contas representativas do ativo em ordem decrescente de liquidez e as contas do passivo em ordem decrescente de exigibilidade. como denominá-la e qual a sua finalidade. Observe. 26).1 Contas As contas ou títulos contábeis representam as diretrizes técnicas gerais e especiais que orientam os seus usuários na elaboração de registros dos fatos contábeis ocorridos e dos atos praticados pela administração. no próximo tópico. o título contábil denomina-se de aplicações financeiras. Neves (2000. • o dinheiro depositado em uma instituição com direito a rendimento. de livre movimentação. Neles ocorre a permuta dos elementos patrimoniais e a modificação da situação líquida. Segundo Iudicibus (1998. inicialmente. 1 . • para prédios de uso de uma entidade. respectivamente. 1 . Exemplos: pagamento de salários aos servidores.4 . o título contábil denomina-se de banco conta movimento ou depósito bancário. o título contábil irá se chamar imóveis de usos. p. p. Vamos entender o que representa conta.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA • Fatos modificativos: representam uma modificação na situação líquida patrimonial. 272 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Também podem ser aumentativos ou diminutivos. Para exemplificar.4 Plano de contas Para elaboração de um plano de contas. quando envolvem receitas ou despesas. 310) reafirma dizendo que o “plano de contas representa uma relação lógica e ordenada dos títulos das contas que compõem a escrituração contábil de uma entidade e o trabalho de planificar a Contabilidade é um dos que exige mais experiência. os tipos das transações que provavelmente irão ocorrer e planejar como essas transações serão registradas e evidenciadas. Posteriormente. como é elaborado o plano de contas.

além do título contábil.4 . por não caracterizar o fato contabilizado.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA • para os recursos financeiros depositados em uma instituição financeira. Para que você possa visualizar melhor tudo o que foi discutido até o momento sobre esse importante instrumento contábil. podem prejudicar o controle comprometendo a transparência dos registros. de 16 de dezembro de 2009. demonstraremos sua estrutura separadamente. Estados e Distrito Federal e a partir do exercício de 2013. Nesta etapa. Veja.4 . o título será de aplicações financeiras. financeira e patrimonial do ente público. possuem codificação e estrutura. a seguir. concentrando as contas típicas de controle nos grupos de compensação. o plano de contas simplificado específico da área pública que será utilizado até o exercício de 2011. Ainda mencionamos que as contas são estruturadas por níveis de desdobramento. tais como: diversos e outros. 1 . para os municípios conforme preceitua a Portaria STN n. Você deve estar atento ao fato de que é importante evitar o uso de denominações genéricas em relação aos títulos contábeis. bem como a nova estrutura de plano de conta que prevalecerá a partir do exercício de 2012 para a União. As contas. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 273 . os fatos efetivamente ocorridos por meio dos títulos contábeis. Você acabou de estudar como estruturar um plano de conta e agora irá identificar quais são os objetivos desse plano de contas. se por ventura for necessário utilizar desses termos. com prazo determinado. 1 . • facilitar a elaboração do balanço geral. • padronizar as informações dos órgãos da administração.3 Estrutura Demonstraremos. aqui. finalizamos o estudo sobre plano de contas e assim poderemos demonstrar de forma simplificada a sua estrutura. pois. classificadas e codificadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária. • identificar.2 Objetivos Os principais objetivos de um plano de contas são: • uniformizar os registros contábeis. • permitir a inclusão ou exclusão de contas. • salientar o estado patrimonial e suas variações. No entanto. da melhor maneira. 751. é importante o detalhamento de sua composição em notas explicativas.

1 Capital 2.1 Execução orçamentária da receita 1.1 Depósitos 2.2.2 Passivo permanente 2. 1 .2 Reservas 2.2 Obrigações em circulação 2.2.9.1 Passivo circulante 2.1 Previsão orçamentária da receita 2.9 Ativo compensado 1.4 Patrimônio líquido 2.1.4.2.2 Execução orçamentária da despesa 2.9 Compensações ativas diversas 2 .1 Depósito exigíveis a longo prazo 2.9.3 Imobilizado 1.5 Execução de restos a pagar 1.1 Ativo realizável a longo prazo 1.2.2 Fixação orçamentária da despesa 1.1.9.9.4.2. PASSIVO 2.1.2 Créditos em circulação 1.2.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA Quadro 3 Estrutura simplificada do plano de contas até 2011.2 Ativo permanente 1.3 Empréstimos e financiamentos 2.1Depósitos realizáveis a longo prazo 1.3 Bens e valores em circulação 1.9.4 Intangível 1.2.9.9.9 Passivo compensado 2.4.1.9 Compensações passivas diversas 274 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .2.3 Execução da programação financeira 1.2 Investimentos 1.1.2 Obrigações exigíveis a longo prazo 2.1 Ativo circulante 1.9.9 Outras exigibilidades 2.3 Execução da programação financeira 2.9.1.3 Resultado acumulado 2.5 Execução de restos a pagar 2.ATIVO 1.1.1.2.2 Créditos realizáveis a longo prazo 1.1 Disponível 1.9.

2 Juros e encargos da dívida 3.1 Interferências ativas 6.9 Deduções da receita 5 .2.1 Interferências passivas 5.2.1 Resultado orçamentário 5.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA 3 .2.1 Operações de crédito 4.6 Amortização da dívida 3.2 Receitas de capital 4.3 Resultado apurado UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 275 .2 Decréscimos patrimoniais 6 .4.4 Investimentos 3.4 Receita agropecuária 4.3 Amortização de empréstimos 4.1.1 Pessoal e encargos sociais 3.2 Mutações passivas 5.4.2.1.1 Receitas correntes 4.1.1.2.3 Despesas correntes 3.2 Resultado extraorçamentário 6.5 Inversões financeiras 3. DESPESA 3.1.2.4.3.7 Transferências correntes 4.1.1.4 Despesas de capital 3.2 Alienação de bens 4.1. RESULTADO AUMENTATIVO DO EXERCíCIO 6.1.2 Receita de contribuições 4.2.9 Reserva de contingência 4 .5 Outras receitas de capital 4.1.4 Transferências de capital 4.2. RESULTADO DIMINUTIVO DO EXERCíCIO 5.3.3 Receita patrimonial 4.9 Outras receitas correntes 4.6 Receita de serviços 4.2 Mutações ativas 6.1 Receita tributária 4.1.1 Resultado orçamentário 6.2 Resultado extraorçamentário 5.1 Interferências passivas 5. RECEITA 4.3 Outras despesas correntes 3.2 Acréscimos patrimoniais 6.1 Interferências ativas 6.2.3.

• Passivo permanente (não circulante): composto por depósitos e obrigações exigíveis após o término do exercício seguinte. • Passivo circulante: composto por depósitos. • Passivo compensado: composto por contas representativas da execução orçamentária e financeira. a estrutura básica de um plano de contas para os entes públicos. • Ativo compensado: composto por contas representativas da execução orçamentária e financeira. bem como por fatos contábeis oriundos de atos administrativos extraorçamentários (assinatura. exigíveis até o término do exercício seguinte. • Patrimônio líquido: representa o capital.4 . consequentemente. realizáveis após o término do exercício seguinte. investimentos de caráter permanente. as reservas e os resultados acumulados. mesmo de forma reduzida. elaborar as Demonstrações Contábeis que iremos estudar no capítulo 6. 1 . estruturadas em ordem decrescente de liquidez. cuja realização ocorre até exercício social subsequente. • Passivo: é composto pelo passivo circulante e pelo passivo exigível a longo prazo. bem como por fatos contábeis oriundos de atos administrativos extraorçamentários (assinatura. No próximo tópico. Esses subgrupos estão representados em ordem decrescente de exigibilidade. tendo como contrapartida sempre o ativo compensado. você será convidado a ver quais elementos compõem o plano de contas. contratos. direitos e recursos. contratos. custo ou despesa) da gestão pública. convênios). • Ativo permanente (não circulante): composto pelos subgrupos “depósitos e créditos de longo prazo”. ou seja. • Ativo circulante: composto pelos subgrupos “disponível”. imobilizado e intangível. veja como é enquadrado cada um de seus elementos. obrigações em circulação. • Despesa: compreende as contas representativas dos gastos (investimento. a serem computados na apuração 276 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . • Ativo: inclui as contas representativas de bens. convênios). Você irá compreender o plano de contas com maior detalhamento quando do estudo da composição dos grupos e subgrupos que tem como objetivo registrar os fatos contábeis corretamente e. empréstimos e financiamentos.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA Ficou demonstrada. “créditos em circulação” e “bens e valores em circulação”.4 Composição por grupos e subgrupos O plano de contas é composto por grupos e subgrupos que organizam sistematicamente todos os lançamentos a serem realizados no plano de contas.

2.2.3 Bens e valores em circulação 1. demonstraremos a estrutura do plano de contas simplificado de acordo com a Portaria STN n.2. 163.1. que institui o manual das receitas e das despesas. de 16 de dezembro de 2009. A receita se desdobra nas seguintes categorias econômicas: receitas correntes e receitas de capital que serão conceituadas no capítulo 2 deste caderno. É classificada nas seguintes categorias econômicas: despesas correntes e despesas de capital que serão conceituadas no capítulo 3. de 4 de maio de 2001.3 Imobilizado 1.1 Depósitos realizáveis a longo prazo 1. • Deduções da receita: correspondem aos recursos arrecadados que não são aplicáveis em programas ou ações governamentais sob a responsabilidade do ente arrecadador.1.1.2 Ativo não circulante 1.2. • Resultado diminutivo do exercício: inclui as contas representativas das variações negativas da situação líquida do patrimônio e da apuração do resultado respectivo.2.1. A seguir.2. Os conceitos aqui mencionados estão em conformidade com a Portaria Interministerial STN/SOF n.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA do resultado do exercício.2 Créditos em circulação 1. 1 . de 14 de outubro de 2008. Quadro 4 Estrutura simplificada do plano de contas a partir de 2012.2 Investimentos 1.1 Ativo circulante 1.1 Disponível 1. • Receita: corresponde à variação positiva da situação líquida patrimonial resultante do aumento de ativos ou da redução de passivos de uma entidade. que trata sobre consolidação das contas públicas e com a Portaria Conjunta STN/SOF n. que terá validade a partir de 2012. 751.2 Créditos realizáveis a longo prazo 1.1. usamos como conta redutora de receita e não de despesa. em função de suas operações econômicas.1 Ativo realizável a longo prazo 1. Nesse caso. 3. ATIVO 1. para evidenciar o fluxo de recurso da receita bruta até a líquida. • Resultado aumentativo do exercício: inclui as contas representativas das variações positivas da situação líquida do patrimônio e da apuração do resultado respectivo.4 Intangível UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 277 .

1 Plano plurianual 5.3 Empréstimos e financiamentos 2.1.1 Planejamento aprovado 5.1 tributárias 4.1 Capital 2.2 Contribuições 4.1.4 Financeiras 3.2 Orçamento aprovado 5.2 Fixação da despesa 5.1 Depósitos 2.4 Patrimônio líquido 2.2 Obrigações em circulação 2. PASSIVO 2.5 Transferências 3. VARIAÇõES PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS 4.2.3 Resultado acumulado 3 . VARIAÇõES PATRIMONIAIS DIMINUTIVAS 3.2 Passivo não circulante 2.2.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA 2 .4.3 Inscrição de restos a pagar 5.1 Depósito exigíveis a longo prazo 2.3.2 Reservas 2.3 Uso de bens e serviços 3.1 Pessoal e encargos 3.2.2 Benefícios sociais 3.4 Financeiras 4.2 Obrigações exigíveis a longo prazo 2.4.9 Outras variações patrimoniais ativas 5 .1 Inscrição RP não processado 5.3.5 Transferências 4.9 Outras exigibilidades 2.1 Previsão da receita 5.2.2.9 Outras variações patrimoniais passivas 4 .3 Exploração de bens e serviços 4.2 Projeto da Lei Orçamentária Anual 5.1.2 Inscrição de RP processado 278 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .1.4.6 Tributárias e contributivas 3.1. CONTROLES DA APROVAÇÃO DO PLANEjAMENTO E ORÇAMENTO 5.1 Passivo circulante 2.

3.2.9 Outros controles UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 279 .1.1. CONTROLES DA EXECUÇÃO DO PLANEjAMENTO E ORÇAMENTO 6.1 Programação financeira 7.1 Execução de RP não processado 6.2.2.2 Execução das disp.1.1.3.2 Disponibilidades por destinação 7.1.1 Execução da receita 6.2.9 Outros controles 8 .3 Execução da Dívida ativa 8.3 RP processado liquidado a pagar 6.4 Riscos fiscais 7.2.3 RP não processado liquidado a pagar 6.8 Custos 7.3.2 RP processado em liquidação 6.1 Execução dos atos potenciais do ativo 8. Por destinação 8.1 Plano plurianual 6.2.2 Execução do Orçamento 6.1.3.1.1 RP não processado a liquidar 6.3.1 Atos potenciais do ativo 7.1.1 RP processado a liquidar 6. CONTROLES DEVEDORES 7.3 Dívida ativa 7.1 Execução atos potenciais 8.4 RP processado liquidado pago 7 .2.1.1 Atos potenciais 7.8 Apuração de custos 8.1.2 Execução da despesa 6.3.3 Execução de restos a pagar 6.1 Execução da programação financeira 8.2 Execução dos atos potenciais do passivo 8.2 RP nãoprocessado em liquidação 6.4 Execução dos riscos fiscais 8.2 Administração financeira 7.2 Atos potenciais do passivo 7.2.2 Execução de RP processado 6.3.1 Execução do planejamento 6.2 Projeto da Lei Orçamentária Anual 6. CONTROLES CREDORES 8.3.2 Execução da Administração financeira 8.4 RP não processado liquidado pago 6.2.3.2.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA 6 .3.

De acordo com a teoria patrimonialista entende que o objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio e que a finalidade contábil é a administração do mesmo. Porém alguns subgrupos deixarão de ser detalhados. direitos. com a finalidade de promover o desenvolvimento conceitual da Contabilidade Aplicada ao Setor Público no Brasil e estimular a convergência às normas internacionais de Contabilidade aplicadas ao Setor Público.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA No próximo tópico. você irá estudar elementos que compõem o plano de contas. II. que permitam o reconhecimento.5 Modificações na estrutura do plano de contas a partir de 2012 Com o objetivo de padronizar as práticas contábeis aplicadas ao setor público. as contas com informações de natureza típica de controle para registrar atos que não ensejaram registros nas contas patrimoniais.4. os elementos ativos e passivos.4. 751/2009. Variações Patrimoniais Aumentativas (4). o Conselho Federal de Contabilidade e a Secretaria do Tesouro Nacional têm expedido normas com esse fim. implantação do sistema de custos. Contas de resultado: representam a situação dinâmica e as variações patrimoniais. Portaria n. v. mas que possam vir a afetar o patrimônio futuramente sejam atos potenciais ou de controle. contas com informações de natureza orçamentária: representadas pelas contas que registram aprovação e execução do planejamento e orçamento. 4). passivo e patrimônio líquido permaneceram com a mesma finalidade e já estudamos no item 1. De acordo com essa teoria as contas são classificadas em: I. as contas que alteram o patrimônio líquido e demonstram o resultado do exercício (STN. que são os bens. o patrimônio. considerando que o ativo. obrigações com terceiros e o patrimônio líquido. Variações Patrimoniais Diminutivas e Variações Patrimoniais Aumentativas. inclusive Restos a Pagar. Por fim. Patrimônio Líquido. ou seja. 1. Passivo. adequando-os aos dispositivos legais vigentes e aos padrões internacionais de Contabilidade do Setor Público. a mensuração. Observe que o plano de contas está compostos por contas de oito classes. A estrutura do plano de contas está baseada na teoria patrimonialista. pela sua situação dinâmica e pela sua representação quantitativa e qualitativa. direitos e obrigações. Controle da Aprovação 280 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . visando demonstrar todos os elementos representativos de bens. As contas contábeis são classificadas segundo a natureza das informações quais sejam: contas com informações de natureza patrimonial: representadas pelas contas que integram o Ativo. Contas patrimoniais: representam a situação estática. Portanto. ou seja. Passivo e Patrimônio Líquido (2). iremos nos ater as modificações ocorridas em conformidade com a citada Portaria da Secretaria do Tesouro Nacional. Variações Patrimoniais Diminutivas (3). sendo o Ativo (1).4. a avaliação e a evidenciação dos elementos que compõem o patrimônio. O patrimônio pode ser compreendido pela sua situação estática.

em que se contempla uma codificação com sua respectiva denominação e cujo objetivo é uniformizar. volume 4. aprendemos a organizar um plano de contas de modo a compreendê-lo como uma relação estruturada de contas. essas se referem aos Controles da Aprovação e Execução do Planejamento e Orçamento que representam as contas com função de registrar os atos e fatos ligados à execução orçamentária e financeira. Nosso estudo demonstrou a importância do plano de contas para registro dos fatos contábeis e para a codificação e a denominação de conta. verá sobre a classificação da receita pública e sobre a afetação do orçamento. No próximo capítulo. além da codificação da receita e dívida. Quanto às contas de classes 6 e 7. Os conceitos aqui mencionados estão em conformidade com a Portaria n.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA do Planejamento e Orçamento (5). Estadual e Municipal. por fim. Estudamos os conceitos de atos administrativos e de fatos administrativos e classificamos os fatos contábeis quanto à origem e quanto ao seu reflexo no patrimônio. entre outros. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 281 . apuração dos custos. no estudo do capítulo 4 deste caderno. padronizar e facilitar a elaboração das demonstrações contábeis. ou seja. de 16 de dezembro de 2009. execução da dívida ativa. inscrição e pagamento de restos a pagar entre outros. Por fim. que elas podem ser: aumentativas e diminutivas. Controles Devedores (7) e Controles Credores (8). Cabe mencionar que os registros dos fatos contábeis devem ser efetuados utilizando contas da mesma natureza de informação. 751. que representam as contas em que são registrados os denominados atos potenciais e contas com função precípua de controle. Você viu também que o exercício financeiro coincide com o ano civil. as contas de classe 8 que se referem aos Controles Devedores e Credores. é salutar lembrar que estudamos sobre o campo de aplicação da contabilidade pública nos três níveis de governo: Federal. o plano de contas se mostra não somente importante. orçamento aprovado a execução da receita e despesa orçamentária. convênios. orçamentária (classes 5 e 6) ou de controle (classes 7 e 8). Como você estudou neste capítulo. tais como: planejamento aprovado. E. Mencionaremos a conceituação das variações patrimoniais diminutivas e aumentativas das classes 3 e 4. que se refere especificamente às variações patrimoniais. inicia em 1 de janeiro e encerra em 31 de dezembro de cada ano. Para concluir este capítulo. que institui o manual de contabilidade aplicada ao setor público. seja patrimonial (classes 1 a 4). Vale saber. Controles da Execução do Planejamento e Orçamento (6). respectivamente. por hora. a afetação do patrimônio e as categorias econômicas. mas imprescindível para a contabilidade pública. você estudará sobre a receita pública e a dívida ativa. tais como: assinatura de contrato.

gov. Brasília: Diário Oficial da República Federativa do Brasil. 1998. Aprovou a NBC T SP n. J. São Paulo: Atlas. Acesso em: 6 jan. de 4 de maio de 2001. Lei n. 2010. Disponível em: <http://www. 2006.129. da 2. br>. 31. 2000. 1. Acesso em: 10 jan. e dá outras providências. Contabilidade aplicada à administração pública. 2009. ed. de 17 de março de 1964. 2010. Administração orçamento e contabilidade pública. São Paulo: Frase. 5 maio 2000.. ed. SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL – STN. L. 2. e R. BRITO.. 2004. ______. 2006. 2004. da. Lei complementar n. Contabilidade pública. Portaria interministerial n. 7. ed. Acesso em: 28 dez. Brasília. DF. Acesso em: 10 jan. 2010. de 4 de maio de 2000. V. JUND. 1997. São Paulo: IOB. O novo Código Civil para contadores. 2002/2003. Aprovou a NBC T SP n. V. IUDICIBUS. 9.136. J. br>. MACHADO JUNIOR. PIRES. exaustão. Contabilidade introdutória.10 que dispõe sobre avaliação e mensuração de ativo e passivo de entidades do setor público.fazenda.org. F. Estados. ed. de 21 de novembro de 2008. de 21 de novembro de 2008. NEVES. 163. 16. Disponível em: <http://www. Brasília: Vestcon. R. 282 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . e dá outras providências. H. T.cfc. 16. São Paulo: Atlas. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC. Distrito Federal e Municípios. Aprovou a NBC T SP n. Sérgio. 2010.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE PÚBLICA Referências BRASIL. Disponível em <http:// www. F. FRANCO. Rio de Janeiro: Elsevier. 1.org. Resolução n. do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. 101.fazenda. ______. H. 751.br>. amortização.cfc. ______. G. COSTA. Disponível em: <http://www. Contabilidade básica. ed.9 que dispõe sobre depreciação. ed.320. Resolução n. P.cfc.tesouro. 16. B.gov. Acesso em: 10 jan. Resolução n. Dispõe normas gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União. SILVA. Contabilidade geral. br>. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. B. de 21 de novembro de 2008. MOTA.br>.tesouro.2 que dispõe sobre patrimônio e sistema de contas. Disponível em: <http://www. 9. L. 1. Brasília: Franco e Fortes. de 16 de dezembro de 2009. Aprova o volume V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público e republica o volume IV – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público. Rio de Janeiro: IBRAM.org.137. 4. Portaria n.

que transcorreu o prazo. estudaremos o conceito das receitas e aprenderemos a classificá-las quanto à natureza. oriundos de natureza tributária. 4. O plano de contas oferece uma visibilidade clara. Destacaremos a importância do reconhecimento da receita pelo enfoque patrimonial. bem como aos atos e fatos administrativos estudados no capítulo anterior. mas ainda não foi recebido.320/64 e os princípios fundamentais de contabilidade de acordo com as Resoluções CFC n. é necessário que você tenha conhecimento das Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC. As receitas representam todo ingresso de recursos arrecadados pelas entidades com o fim de serem aplicados em gastos operacionais e administrativos. com base na Lei n. ainda.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Receita pública e dívida ativa 2 Introdução Neste capítulo. sobre a Dívida Ativa que representa os créditos pertencentes à fazenda pública. Você deve também levar em conta o orçamento público no que concerne à previsão das receitas. as convenções contábeis. quando de caráter líquido e certo. destacando os princípios fundamentais da contabilidade. O estudo das receitas é de extrema necessidade para manter o funcionamento da máquina administrativa. Essas receitas serão estudadas com base em dois enfoques: o orçamentário e o patrimonial. 774/94 e 111/07. 750/93. que corresponde ao direito do ente público em receber créditos seja de natureza tributária ou não tributária. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 283 . Falaremos. cuja origem é o não recebimento de tributos nas datas aprazadas e os oriundos de natureza não tributária quando caracterizado por meio de obrigação prevista em lei. regulamento ou contrato. cumprindo com sua principal atividade que é a de prestação de serviços à sociedade. postulados e a estrutura do plano de contas da administração pública. quanto à afetação do patrimônio e quanto à categoria econômica. Também enfatizaremos a dívida ativa. sem desprezar o enfoque orçamentário. objetiva e direta da liquidez e de exigibilidade das contas contábeis. Para o entendimento deste capítulo. estudada no capítulo anterior.

284 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . estadual ou municipal.1 Quanto à afetação do orçamento (natureza) a) Receitas orçamentárias: são aquelas com previsão na Lei orçamentária anual. para identificar a receita orçamentária a quem pertence.1 Receita Representa acréscimos de ativo ou redução de passivo. 11 da LRF. “as receitas constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal da instituição. portanto. União.2 Classificações da receita pública As receitas públicas podem ser classificadas de acordo com os seguintes aspectos: quanto à afetação do orçamento.2 . p. Entretanto iremos estudar ainda neste capítulo sobre a classificação econômica e então perceberão a subdivisão desta receita. 2. Iremos nos limitar às receitas quanto à afetação do orçamento. representando as origens de recursos e fatos geradores próprios que produzem acréscimos patrimoniais. É prudente mencionar sobre a competência dos tributos. esperamos que. 82). os tributos a seguir relacionados quando arrecadados são classificados como receita orçamentária. A receita pública pode ser conceituada. quer seja efetivado através de numerário ou outros bens representativos de valores – que o governo tem o direito de arrecadar em virtude de leis.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Assim. na qual será possível identificar o reflexo seja no orçamento ou no patrimônio do ente público. A receita pública é todo e qualquer recolhimento feito aos cofres públicos. quanto às categorias econômicas. 2 . quanto à regularidade. e são receitas que pertencem ao ente que a arrecada. da previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da federação”. quer seja oriundo de alguma finalidade específica. cuja arrecadação lhe pertença ou caso figure como depositário dos valores que não lhe pertencerem (KOHAMA. quanto à afetação do patrimônio. Portanto. quanto à coercitividade. 2 . recolhido pelo tesouro nacional. contratos ou quaisquer outros títulos de que derivem direitos a favor do Estado. como a entrada de dinheiro. ou seja. 2003. Acabamos de conceituar a receita pública e agora iremos iniciar a sua classificação da receita. De acordo com o Art. quanto à afetação do patrimônio e quanto às categorias econômicas. ao final deste capítulo. Estados e Municípios. na forma de entrada de recursos arrecadados pela entidade. você seja capaz de classificar a receita pública e identificar a dívida ativa. Iniciaremos nossa abordagem falando sobre a Receita.

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. a qualquer título. intermunicipal e de comunicação. respectivamente. ICMS – Imposto sobre circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual. b) Receitas extraorçamentárias: são aquelas receitas que não se constituem uma receita efetiva. IPVA – Imposto sobre a propriedade de veículos automotores. ainda neste capítulo.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Quadro 1 Resumo dos tributos. que são registradas como Receita Corrente Tributária. II – Imposto de Importação. IOF – Imposto sobre Operações de Crédito. 157 do citado dispositivo legal. bem como cessão de direitos de aquisição. conforme Art. IR – Imposto de Renda de Proventos de Qualquer Natureza. pelos Estados. Esses valores também são considerados como receitas e devem ser registrados na categoria Receitas Correntes – Transferências Correntes. Municípios ITBI – Imposto sobre a transmissão inter vivos. uma vez que as mesmas não pertencem efetivamente ao ente. 159 da CF/88.Seguro ou relativos a Títulos e Valores Mobiliários. Também é importante destacar que o Imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza incidente na fonte sobre rendimentos pagos. que se refere à repartição de alguns impostos para os Estados e Municípios. Distrito Federal e Municípios e suas respectivas autarquias e pelas fundações são considerados como receitas próprias. COMPETÊNCIA TRIBUTOS ITR – Imposto Territorial /rural. previsto. a qualquer título. IPTU – Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana. União IE – Imposto sobre Exportação. A receita UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 285 . os quais comporão o FPE – Fundo de Participação dos Estados e o FPM – Fundo de Participação dos Municípios. Estados É prudente mencionar sobre os tributos arrecadados pela União. por ato oneroso de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. Câmbio. Sobre essa classificação estudaremos com maior detalhe em subseção específica. e irão gerar posteriormente uma despesa extraorçamentária. União/Estados/ Municípios Taxas e Contribuição de Melhoria. ITCMD – Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. não compreendidos no campo de serviços de incidência dos serviços tributários por competência estadual. no Art. ISSQN – Imposto sobre serviços de qualquer natureza.

3º da Lei n. em seu Art.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA extraorçamentária não exige autorização legislativa. Percebe-se com a definição desse artigo que esse fato é exclusivamente da gestão financeira e não aumenta o patrimônio. devemos considerar um ingresso extraorçamentário. e.3 Quanto às categorias econômicas A Lei n. os ingressos de disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes. b) Receitas não efetivas: são aquelas em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito e. por isso. Exemplos: arrecadação de tributos. arrecadados pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução. 2 . Esses ingressos são denominados de recursos de terceiros.2 . não alteram a situação líquida patrimonial. Exemplificando. classifica a receita pública orçamentária em duas categorias econômicas: receitas correntes e receitas de capital.320/64. Quanto 286 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . depósitos de terceiros. Como característica da então receita extraorçamentária de acordo com a Lei n. uma vez que não é uma receita que ficará nos cofres do ente. o manual da receita instituído pela STN define ingressos extraorçamentários como: Os ingressos extraorçamentários são aqueles pertencentes a terceiros. não altera o patrimônio líquido e geram dispêndios extraorçamentários. Ainda para reforçar esse entendimento. alteram a situação líquida patrimonial. 2 . as cauções em dinheiro para garantia de contratos entre outras. 4. iremos estudar as receitas quanto à afetação do patrimônio. Exemplos: operação de crédito. São exemplos de receitas extraorçamentárias as consignações. sendo apenas oriundas de mutações que nada acrescem ao patrimônio líquido. rendimentos das aplicações financeiras entre outras. é prudente mencionar o Art. Observe que na verdade as receitas extraorçamentárias são na verdade ingressos extraorçamentários e jamais podem ser confundidos com contas de resultado.320/64.2 . 4.2 Quanto à afetação do patrimônio a) Receitas efetivas: são aquelas que alteram a situação líquida patrimonial e não constituem obrigações do governo. Para ratificar o entendimento de receitas extraorçamentárias. tem-se o ato de representar um fato permutativo. ou seja. Em seguida. O ente recolhe um recurso que fica em seu poder até a efetiva entrega a quem de direito. 11. entre outras.320/64 que postula “que como receitas não se consideram receitas orçamentárias as entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro”. por isso. 4.

• Receita de contribuições: é o ingresso proveniente de contribuições sociais. as industriais e as de serviços ou nos bens e direitos pertencentes ao ente. que tem sua origem nas atividades econômicas. ou estabelecer contribuições. As receitas correntes classificam-se em receita originária. mas que o Estado pode explorar. contribuições de intervenção no domínio econômico – derivam da contraprestação à atuação estatal exercida em favor de determinado grupo ou coletividade. de 16 de outubro de 2008.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA à composição das receitas correntes e das receitas de capital. como instrumento de intervenção nas respectivas áreas. É uma receita privativa das entidades investidas do poder de tributar: União. típicas da atividade privada. Estados. foi contabilizado como despesa em outra entidade pertencente à mesma esfera de governo. sua subdivisão está de acordo com a Portaria Conjunta STN/SOF n. que compreende a previdência social. taxas e contribuições de melhoria). como as receitas de aluguéis e os rendimentos de aplicações financeiras. a) Receitas correntes: são os ingressos de recursos financeiros decorrentes das atividades operacionais do poder público. de aplicações de disponibilidades em operações de mercado e outros rendimentos oriundos de UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 287 . como as agropecuárias. • Receita tributária: compreende todos os ingressos provenientes da arrecadação de tributos (impostos. Veja. por força de lei. E receitas derivadas são obtidas pelo Estado em função de sua autoridade através do Poder do Estado de tributar. que institui o manual das receitas e das despesas públicas. As espécies podem ser definidas da seguinte forma: contribuições sociais – destinadas ao custeio da seguridade social. São derivadas do poder de tributar ou resultantes da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos usuários. mediante a arrecadação de tributos e multas. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. ou seja. 3. a saúde e a assistência social. Distrito Federal e Municípios. contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas – destinadas ao fornecimento de recursos aos órgãos representativos de categorias profissionais legalmente regulamentadas ou a órgãos de defesa de interesse dos empregadores ou empregados. Um exemplo de receita intraorçamentária é a cota parte patronal dos órgãos para o Regime Próprio de Previdência Social. • Receitas correntes intraorçamentárias: são receitas correntes cuja origem dos recursos está em outra entidade integrante do orçamento do ente. • Receita patrimonial: é o ingresso proveniente de rendimentos sobre investimentos do ativo permanente.

ainda. Exemplos: FPM. em espécie. • Transferências constitucionais e legais: referem-se à entrega de recursos para outro ente em função das disposições constitucionais ou legais.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA renda de ativos permanentes. Exemplos: multas e juros de mora. • Transferências intergovernamentais: referem-se à entrega de recursos entre esferas distintas de governo. referente a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora. 11 da Lei n. 288 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . • Transferências voluntárias: referem-se à entrega de recursos a título de cooperação.320/64. portuários. saúde. o superávit do Orçamento Corrente. destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e. de processamento de dados. de transformação. de inspeção e fiscalização. • Receita de serviços: são as receitas advindas das atividades de prestação de serviços. Salário-Educação. os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. judiciários. 4. de construção etc. criação ou engorda de gado e de animais de pequeno porte e das atividades de beneficiamento ou transformação de produtos agropecuários. • Receita agropecuária: representa ingresso proveniente da atividade ou da exploração agropecuária de origem vegetal ou animal. Incluem-se nesta classificação as receitas advindas da exploração da agricultura – cultivo do solo. • Transferências correntes: são o ingresso proveniente de outros entes ou entidades. tais como o ingresso proveniente da prestação de serviços de transporte. são as receitas decorrentes da fruição do patrimônio imobiliário e mobiliário do ente público. de vendas de mercadorias e produtos inerentes à atividade da entidade e outros serviços.. comunicação. • Receita industrial: são os recursos provenientes da atividade industrial de extração mineral. da pecuária-criação. da conversão. as Receitas de Capital são as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas. efetivado mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência. receita da dívida ativa. de armazenagem. de bens e direitos. • Outras receitas correntes: são os ingressos provenientes de outras origens não classificáveis nas subcategorias econômicas anteriores. provenientes das atividades industriais. desde que o objetivo seja a aplicação em despesas correntes. assistência entre outras que não dependam de lei. indenizações e restituições. b) Receitas de capital: de acordo com o Art. FPE. Em geral.

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 289 . fundações. alienação de bens. empresas estatais dependentes e outras entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social derivadas da obtenção de recursos mediante a constituição de dívidas..CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA • Receitas de capital intraorçamentárias: correspondem as receitas de capital de órgãos. 29. inclusive com o uso de derivativos financeiros. A LRF. • Operações de crédito: a operação de crédito (empréstimo) é uma receita de capital orçamentária que integra o patrimônio público com correspondência no passivo. no âmbito da mesma esfera de governo. amortização de empréstimos. efetivado mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência. abertura de crédito. • Alienação de bens: são os recursos provenientes da venda de bens móveis e imóveis. em seu Art. • Amortização de empréstimos: é o ingresso proveniente da amortização. autarquias. define operações de crédito como [. de forma concomitante. em prestações fixas.] o compromisso financeiro assumido em razão de mútuo. aquisição financiada de bens. transferência de capital e outras receitas de capital. ou seja. ou seja. visto que no momento da realização da operação de crédito (receita de capital).. emissão e aceite de título. empresa estatal dependente ou outra entidade constante desses orçamentos. é a conversão em espécie de bens e direitos. Pode-se dizer que são as receitas advindas de pessoas de direito público ou privado com a finalidade de atender aos gastos de capital (transferências que a concedente vincula a um bem de capital). As receitas de capital se classificam em: operação de crédito. • Transferências de capital: é o ingresso proveniente de outros entes ou entidades referentes a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora. Por amortização de empréstimo entende-se pagamento de empréstimo ou financiamento. recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços. quando o fato que originar a receita decorrer de despesa de órgão. É o ingresso de recursos provenientes da alienação de componentes do ativo permanente. autarquia. amortização de empréstimos e financiamentos ou alienação de componentes do ativo permanente. registra-se uma obrigação no passivo. fundação. recebimento de valores referentes a parcelas de empréstimos ou financiamentos concedidos em títulos ou contratos. sem considerar os juros e a correção monetária. arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas. desde que o objetivo seja a aplicação em despesas de capital. fundos. fundo.

considerando que essas Resoluções tratam sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade e a Lei dispõe sobre o 290 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Quadro 2 Resumo das receitas orçamentárias. elaboramos o quadro resumo a seguir.111/2007. bem como sobre os princípios fundamentais de contabilidade instituídas pelo Conselho Federal de Contabilidade por meio das Resoluções CFC n. no tópico 1. devemos mencionar os normativos que regulamentam a estrutura conceitual para elaboração das demonstrações contábeis. É importante que você perceba que as resoluções são bases para que você não incorra em erros. conforme demonstrado na estrutura do plano de contas.br> e <http://www.4 Reconhecimento da receita Para reconhecimento da receita se faz necessário inicialmente identificarmos os enfoques patrimonial e orçamentário.cfc.3. org. item a do capítulo 1 deste material.gov. 4. 750/93.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA • Outras receitas de capital: são os ingressos provenientes de outras origens não classificáveis nas subcategorias econômicas anteriores. RECEITAS CORRENTES Receita tributária Receita de contribuições Receita patrimonial Receita agropecuária Receita industrial Receita de serviços Transferências correntes Outras receitas correntes RECEITAS DE CAPITAL Operações de crédito Alienação de bens Amortização de empréstimos Transferências de capital Outras receitas de capital É importante mencionar que essa classificação contábil a partir do exercício de 2011 será evidenciada nas contas de classes 5 e 6 que correspondem a Controles da Aprovação do Planejamento e Orçamento e Controles da Execução do Planejamento e Orçamento.121/2008 e a Lei n.br>.2 . Portanto.presidencia. 1. respectivamente. Saiba mais Faça a leitura dos citados normativos acessando os sítios <http://www. ainda. Para demonstrar de forma estruturada a classificação da receita quanto à categoria econômica. em prejuízos de tempo ou. denominada de receitas. Atualmente classificam-se na classe 4.4. 2 . em sérios equívocos para o correto registro das informações contábeis.320/64. 774/94 e 1.

observadas as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público. Os atos e os fatos que afetam o patrimônio público devem ser contabilizados por competência. e os seus efeitos devem ser evidenciados nas demonstrações contábeis do exercício financeiro com o qual se relacionam. Vamos estudar detalhadamente sobre esses princípios por meio das citadas resoluções que estão disponíveis no sítio <http://www.br>. princípio do registro valor original. princípio da prudência. 1. princípio da competência. Para o setor público. princípio da continuidade.org. princípio da oportunidade. A integridade e a fidedignidade dizem respeito à necessidade de as variações serem reconhecidas na sua totalidade. visando ao completo atendimento da essência sobre a forma (Resolução n. o princípio da competência é aquele que reconhece as transações e os eventos na ocorrência dos respectivos fatos geradores. o princípio da oportunidade é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos registros contábeis dos atos e dos fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública. Exemplificando. por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas da Ciência Contábil e a Contabilidade Pública constitui um ramo dessa ciência que é o nosso estudo. pode-se utilizar o estágio de lançamento da receita. Portanto. independentemente do cumprimento das formalidades legais para sua ocorrência. com o objetivo de evidenciar o impacto no Patrimônio. observando-se os princípios da competência e oportunidade. o registro da receita deve ser efetivado em função do fato gerador.111/07). O enfoque patrimonial consiste em registrar a receita adotando o regime de competência. De acordo com os normativos do CFC. princípio da atualização monetária.cfc. ao registro orçamentário das receitas e das despesas públicas (Resolução CFC n. 1.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União. dos Estados. os Princípios da Competência e da Oportunidade podem ser entendidos como: Sob a perspectiva do setor público. No caso da receita tributária para identificação do fato gerador.111/07). independentemente do seu pagamento ou recebimento. a) Enfoque patrimonial Para registro da receita sob o enfoque patrimonial devemos. que corresponde ao reconhecimento da receita no momento da ocorrência do fato gerador independentemente da movimentação financeira. dos Municípios e do Distrito Federal. citar os princípios fundamentais de contabilidade. quais sejam: princípio da entidade. complementarmente. podemos citar o IPVA que tem fato gerador em 1º de janeiro de cada ano e a arrecadação UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 291 .

da legalidade. • Publicidade: a garantia da transparência e pleno acesso a qualquer interessado às informações necessárias ao exercício da fiscalização. da unidade. Lançamento contábil até 2011 D IPVA a receber (1) Variação ativa – superveniência ativa (6) C D Lançamento contábil a partir 2012 IPVA a receber (1) Variação patrimonial aumentativa – tributárias (4) C b) Enfoque orçamentário Para o registro da receita pelo enfoque orçamentário. 292 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . • Especificação: a classificação das receitas e das despesas deve aparecer discriminada demonstrando as origens e as aplicações dos recursos. vedadas quaisquer deduções. consequentemente a data do registro da receita adotando o enfoque patrimonial deve ser em 1º janeiro conforme demonstrado a seguir. da especificação e da não afetação da receita. • Universalidade: todas as receitas e todas as despesas devem constar da Lei orçamentária pelos seus totais. • Equilíbrio: os valores autorizados para a realização das despesas no exercício deverão ser compatíveis com os valores previstos para a arrecadação das receitas. da publicidade. da universalidade. da exclusividade. devemos observar os princípios orçamentários: da anualidade. • Uniformidade: os dados apresentados devem ser homogêneos nos exercícios no que se refere à classificação e demais aspectos envolvidos na metodologia de elaboração do orçamento. A legislação brasileira determina que o exercício financeiro coincida com o ano civil. • Exclusividade: a Lei orçamentária não poderá conter matéria estranha à fixação das despesas e à previsão das receitas.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA ocorrerá durante o exercício. • Unidade: todas as receitas e as despesas devem estar contidas numa só Lei orçamentária. do equilíbrio. permitindo comparação ao longo do tempo. • Clareza: o orçamento deve ser claro e de fácil compreensão para qualquer indivíduo. • Anualidade: o orçamento deve ter vigência limitada a um exercício financeiro.

II – as despesas nele legalmente empenhadas. • Não afetação das receitas: nenhuma parcela de impostos poderá ser reservada ou comprometida para atender a determinados gastos.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA • Legalidade: a elaboração do orçamento deve observar as limitações legais em relação aos gastos e as receitas. para não haver duplicidade da receita. 35 da Lei n.9) Banco c/movimento (1) Receita corrente – receita tributária (4) Baixa do ativo D C Variação passiva – insubsistência ativa (5) IPVA a receber (1) Esquema contábil a partir 2012 Arrecadação da receita D C D C D C Receita realizada (6) Receita a realizar (6) Banco c/movimento (1) IPVA a receber (1) Disponibilidade de recursos (7) Disponibilidade por destinação de Recurso (8) Os algarismos demonstrados ao lado de cada conta representam as classes às quais pertencem. “Pertencem ao exercício financeiro: I – as receitas nele arrecadadas. conforme previsto no Art.9) Receita a realizar (1.” Podemos observar que nesse momento deve ser baixado o valor registrado anteriormente no ativo e simultaneamente efetivar o registro da receita efetiva em função do recebimento (ingresso) recurso financeiro. iremos demonstrar esquema contábil para caracterização do registro dos fatos levando em consideração o enfoque orçamentário: Esquema Contábil até 2011 Arrecadação da receita D C D C Receita realizada (1. ou seja: (1) representa conta do ativo. Para compreensão. (6) representa conta de controle da execução do planejamento e orçamentário. Enfoque orçamentário consiste no reconhecimento da receita no momento da arrecadação. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 293 . 430/64.

observe que.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Para concluir sobre o critério a ser adotado relativo ao registro da receita. que aprovou o Manual de Receitas Públicas. por consequência. 1997. Os princípios são regras resultantes da aplicação prática de técnicas contábeis. 4.5 Codificação da receita A codificação da receita está prevista no anexo 3 da Lei n. A utilização dos princípios visa garantir a escrituração correta e. financeira e patrimonial do ente público. com base no manual da receita pública instituído pela Portaria Conjunta da STN/SOF n. Essa veio suprir o previsto nos Art. 189).fazenda. 294 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . os fatos ligados à administração orçamentária. você poderá ter um conhecimento amplo do assunto. no que se refere à consolidação das contas públicas. 4. 3. gerando informações que permitam revelar a situação orçamentária. 3º nível – espécie. p. financeira e econômica em determinado momento de qualquer entidade. e 6º nível – sub-alínea. A finalidade prática da fixação dos chamados princípios contábeis é a de servir de guias ou parâmetros para o registro de fatos e a elaboração de demonstrações dentro de regras uniformes que facilitem a função informativa da Contabilidade (FRANCO. 4º nível – rubrica. financeira e patrimonial. no momento correto.gov. devemos evidenciar os fatos ligados à composição patrimonial (enfoque patrimonial).320/64 e na Portaria Conjunta da STN/SOF n. além dos registros dos fatos ligados à execução orçamentária (enfoque orçamentário). 2. de 14 de outubro de 2008. além de ter a possibilidade de ir paulatinamente estudando o assunto e adquirindo domínio da legislação e da linguagem técnica e jurídica comum à nossa área. de 14 de outubro de 2008. Assim. 5º nível – alínea. Saiba mais Acesse o sítio <http://www. proporcionando interpretação uniforme das demonstrações financeiras. econômica. e respeitando os dispositivos da Lei n.tesouro.320/64. 3. 50 e 51 da LRF. Agora vamos estudar como codificar as receitas públicas.br> para fazer leitura da portaria na íntegra. apresentar corretamente a situação patrimonial. A receita orçamentária é composta pelos seguintes níveis: 1º nível – categoria econômica. Com a leitura do texto.2. 2º nível – origem. por meio das demonstrações contábeis. observando o princípio da competência e o princípio da oportunidade. devemos entender que a contabilidade deve evidenciar.

incluí-las ou excluí-las. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 295 . foram regulamentados os artigos 8º e 50 da LRF que tratam sobre os recursos vinculados e devem ser identificados e escriturados de forma individualizada. Receitas de Capital Intraorçamentárias 2º Nível – Origem: é uma subdivisão das categorias econômicas e identifica a origem dos recursos públicos.2. ou seja. a espécie da receita. 6º Nível – Sub-alínea: é o nível mais analítico da receita. Receitas Correntes 2. A partir do exercício de 2009. É codificada e subdividida da seguinte forma: 1.02. ou fazer além da sub-alínea um nível de detalhamento. em relação ao fato gerador dos ingressos das receitas. 3º Nível – Espécie: é uma subdivisão da origem que permite detalhar melhor a origem do recurso. 4º Nível – Rubrica: é a subdivisão da Espécie que visa identificar receitas com características semelhantes entre si. Exemplo: 1.7.01 1 = Receita Corrente (Categoria Econômica) 7 = Transferências Correntes (Origem) 2 = Transferências Intergovernamentais (Espécie) 1 = Transferências da União (Rubrica) 02 = Participação na Receita da União (Alínea) 01= Cota-Parte do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (Sub-alínea) – nível exclusivo da STN XX = nível de detalhamento optativo Aos entes é permitido detalhar o nível ainda não detalhado pela Secretaria do Tesouro Nacional – STN. 5º Nível – Alínea: apresenta o nome da receita propriamente dita e que recebe o registro pela entrada de recursos financeiros. porém as demais classificações são de competência exclusiva da Secretaria do Tesouro Nacional. alterá-las.1.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA 1º Nível – Categoria Econômica: utilizado para mensurar o impacto da arrecadação do Governo na economia nacional. Receitas Correntes Intraorçamentárias 8. Receitas de Capital 7.

• Grupo de fontes de recursos 1 – Recursos do Tesouro – Exercício Corrente 2 – Recursos de Outras Fontes – Exercício Corrente 3 – Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores 6 – Recursos de Outras Fontes – Exercícios Anteriores 9 – Recursos Condicionados 296 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .15. 2000).000051 0 – Recursos não destinados a contrapartida 1 – Recursos do Tesouro – exercício corrente 15 – Transferência de recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação – FNDE 000051 – Transferências referentes ao Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. de modo que os recursos vinculados a órgão. mencionamos a seguir. foram criados mecanismos de utilização das destinações de recursos. no código da receita deve constar o código indicativo da destinação do recurso. • Identificação de uso 1º dígito: IDUSO – identificador de uso 2º dígito: grupo de destinação de recursos 3º e 4º dígitos: especificação das destinações de recursos 5º ao “n” dígitos: detalhamento das destinações de recursos Exemplo: 0. 50 – Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública.1. para determinar a disponibilidade do recurso associando a natureza da receita e respectiva destinação. [.] Art. 8º – Parágrafo único. Para cumprimento dos citados artigos. exemplificamos o código a ser utilizado.. Os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação. ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso. Os recursos podem ser originários do tesouro ou de outras fontes e ainda poderá criar detalhamento para atender às especificidades de cada ente.. conforme previsto no manual da receita instituído pela STN. Consequentemente. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: I – a disponibilidade de caixa constará de registro próprio. como exemplo. fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada (BRASIL. o controle dos recursos financeiros ocorre desde a elaboração do orçamento até a execução. Portanto. A seguir.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Art.

disponível no sítio: <http://www. resultante de metodologia de projeção de receitas orçamentárias. 2 . Leia mais sobre o assunto nesse sítio que apresenta a portaria SOF n. Reflita Busque refletir sobre a codificação da receita quanto à fonte de recurso ou destinação recurso. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais. determinar a matéria tributável. Portanto. 2000). a vinculação significa a finalidade específica estabelecida em normativos. Art. 142.br>. Reflita! Quanto aos procedimentos contábeis.2 . é o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente.6 Estágios da receita Considera-se estágio da receita orçamentária cada passo identificado que evidencia o comportamento da receita e facilita o conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos. podendo ser vinculada ou ordinária. As fases ou estágios da receita são: previsão. da projeção para os dois seguintes àqueles a que referirem e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas (BRASIL. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 297 . 10.portalsof. Aprofunde seus conhecimentos.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Saiba mais Sobre a especificação de fontes para União faça a leitura da Portaria SOF n. da variação do índice de preços. b) Lançamento: segundo o Código Tributário Nacional – CTN. discuta com seus colegas sobre esses assuntos. arrecadação e recolhimento. De acordo com o Art. 12 da Lei Complementar n. iremos estudar na seção de registro de operações típicas. planejamento. que regulamenta as fontes da União. a) Previsão: corresponde à estimativa de arrecadação da receita. lançamento. de 27 de junho de 2001.gov. E o termo ordinário quer dizer que o recurso pode ser aplicado livremente. considerarão os efeitos das alterações na legislação.10 na íntegra. do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos. a qual corresponde à origem. 101/2000. constante da Lei Orçamentária Anual – LOA.

mas que o Estado pode explorar como as agropecuárias. Atenção! As receitas originárias não estão sujeitas ao lançamento e ingressam diretamente no estágio da arrecadação. observando o Princípio da Unidade de Caixa. representado pelo controle centralizado dos recursos arrecadados em cada ente. pela fazenda pública.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA calcular o montante do tributo devido. identificar o sujeito passivo e. propor a aplicação da penalidade cabível. por força de lei. as industriais e as de serviços ou nos bens e direitos pertencentes ao ente.7 Dívida Ativa Nesta subseção. • Receita Derivada: é a receita efetiva do ente. a dívida ativa tributária quando oriunda de tributos e a dívida ativa 298 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . devemos registrar e avaliar os créditos líquidos e certos em favor da fazenda pública que denominamos de Dívida Ativa. cuja certeza e liquidez foram apurados. típicas da atividade privada. realizada pelos contribuintes ou devedores aos agentes arrecadadores ou bancos autorizados pelo ente. 2 . porém não recebidos no prazo estabelecido. Entende-se por Dívida Ativa o direito em receber o crédito. 4.320/64. dos recursos devidos ao Tesouro. “são objeto de lançamento os impostos diretos e quaisquer outras rendas com vencimento determinado em lei. Portanto. c) Arrecadação: é a entrega. conforme se depreende pelo Art. sendo o caso.2 . Para isso. iremos estudar sobre os aspectos contábeis tendo em vista a harmonização das normas contábeis. Acabamos de diferenciar os estágios da receita e iremos prosseguir o nosso estudo. como as receitas de alugueis e os rendimentos de aplicações financeiras. regulamento ou contrato”. d) Recolhimento: é a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro. 52 da Lei n. Somente passam por essa fase de lançamento algumas das receitas provenientes de tributos ou as derivadas. A Dívida Ativa pode ser tributária e não tributária a depender de sua origem. • Receita Originária: são receitas que têm sua origem nas atividades econômicas. responsável pela administração e controle da arrecadação e programação financeira. que a recebe por meio do Poder do Estado de tributar. levando em consideração a harmonização das normas contábeis. ou estabelecer contribuições. Algumas receitas não percorrem o estágio do lançamento.

à medida que for obtendo sucesso na cobrança. o preço dos serviços prestados.320/64 e os artigos 113 e 139 do CNT. Quanto à base legal deste crédito é o Art. haverá um fluxo de recebimento mensurável em cada exercício. esses créditos devem ser registrados tempestivamente. 4. inicialmente. A classificação desses créditos pode ser de curto prazo e longo prazo. 39 da Lei n. devemos reclassificar os créditos inscritos de acordo com a expectativa de sua realização. Portanto. classifica-se no ativo realizável a longo prazo. por considerar a incerteza intrínseca da condição.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA não tributária correspondem aos demais créditos da Fazenda Pública. Esquema Contábil até 2011 Da inscrição D C Dívida Ativa Variação Ativa – Superveniência Ativa (1) (6) Da atualização monetária (juros/multa/encargos) D C Dívida Ativa Variação Ativa – Superveniência Ativa (1) (6) Da provisão D C Variação Passiva – Insubsistência Passiva Provisão (5) Do recebimento D C D C D C Receita realizada (Ativo Compensado) Receita a realizar (Ativo Compensado) Banco c/Movimento Receita Corrente – Outras Receitas Variação Passiva – Mutação Passiva Dívida Ativa (1) (1) (1) (4) (6) (1) Do cancelamento D C Variação Passiva – Insubsistência Ativa Dívida Ativa (5) (1) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 299 . Abaixo demonstraremos o esquema contábil desde a inscrição até o cancelamento. Dessa forma. Para demonstrar o valor líquido de realização deve constituir a provisão para ajuste a valor recuperável. Posteriormente. tais como: aluguéis. entre outros. custas processuais. desde a inscrição até o momento do recebimento ou até mesmo o cancelamento por razões comprovadas. A sua mensuração deve ser pelo valor líquido de realização. Entendemos por curto prazo os valores recebíveis até exercício social subsequente e longo prazo os valores recebíveis após exercício social subsequente. A Dívida Ativa.

CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Esquema Contábil a partir 2012 Do encaminhamento do crédito para inscrição D C D C D C D C D C D C D C D C D C D C D C D C D C Crédito da Dívida Ativa Crédito a Inscrever em Dívida Ativa (7) (8) Da inscrição Dívida Ativa Tributos a receber Crédito a Inscrever em Dívida Ativa Créditos Inscritos em Dívida Ativa (1) (1) (8) (8) Da atualização monetária (juros/multa/encargos) Dívida Ativa Variação Patrimonial Aumentativa (1) (4) Da provisão Variação Patrimonial Diminutiva Provisão (3) (1) Do recebimento Banco c/Movimento Dívida Ativa Receita realizada Receita a realizar Disponibilidade de recursos Disponibilidade por Destinação de Recursos Créditos inscritos em Dívida Ativa a Receber Créditos inscritos em Dívida Ativa Recebidos (1) (1) (6) (6) (7) (8) (8) (8) Do cancelamento Créditos Inscritos em Dívida Ativa a Receber Créditos a Inscrever em Dívida Ativa Devolvidos Tributo a Receber Divida Ativa Créditos Inscritos em Dívida Ativa a Receber Baixa de Créditos Inscritos em Dívida Ativa Variação Patrimonial Diminutiva – Cancelamento da Dívida Ativa Dívida Ativa (8) (8) (1) (1) (8) (8) (3) (1) 300 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

quanto à categoria econômica (correntes e de capital). 2002/2003. nós classificaremos as despesas quanto à natureza (orçamentárias e extraorçamentárias). 3. especiais e extraordinários. H. H. deve-se levar em consideração o plano de contas de cada época. que esses correspondem às classes. COSTA. entretanto.gov. 467. 2010. MACHADO JUNIOR. Cabe ressaltar.tesouro. Portaria Conjunta n. ed. Acesso em: 19 mar.gov. NEVES.. Referências FRANCO. de 6 de agosto de 2009. E. Acesso em: 14 jan. 2010. KOHAMA.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA Observe que foram demonstrados os lançamentos correspondentes à dívida ativa. Acesso em: 10 dez.portalsof. 2000. e R. 1987. J. P. sobre os algarismos demonstrados ao lado de cada conta. Contabilidade básica. STN/SOF – Secretaria do Tesouro Nacional. 2010. ______. conceituaremos e classificaremos a dívida passiva. br que regulamenta as fontes da União>. por fim. Você verá que. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 301 . ed. de 17 de março de 1964.planejamento. Aprovou o Manual de Receitas.br>. tesouro. T. Disponível em: <http://www. quanto à afetação do patrimônio (efetivas e não efetivas).320. São Paulo: Frase. de 14 de outubro de 2008. Dispõe sobre especificações de fontes de recursos. veremos que os créditos adicionais são utilizados como mecanismo para ajustar o orçamento que foi considerado insuficiente na LOA.br>.gov. desde a inscrição até o cancelamento. Disponível em: <http://www. 4. 31. Contabilidade pública: teoria e prática. ______. de 27 de junho de 2001. fazenda. 2003. Disponível em: <http://www. H. Lei n. no próximo capítulo.. Rio de Janeiro: IBRAM. São Paulo: Atlas. Para concluir este capítulo. São Paulo: Atlas. Classificam-se em suplementares. 9. Portaria n. Portaria n.fazenda. podemos mencionar que receitas públicas orçamentárias representam ingressos de recursos financeiros de caráter não devolutivo auferidos pelo poder público. Instituiu o Manual de Procedimentos Contábeis Específicos. 10. Contabilidade geral. V.

CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE PÚBLICA

302

6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

Despesa pública e dívida passiva

CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA

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Introdução
Para estudo das finanças públicas, especificamente a execução da despesa pública, procuramos compilar alguns tópicos, tais como: conceitos, classificação da despesa quanto à natureza, quanto à afetação do patrimônio, quanto à categoria econômica, os estágios da despesa que podemos considerar como fase de execução da despesa, a classificação da dívida passiva, destacando a dívida flutuante, especificamente os restos a pagar. É proposta, deste material, demonstrar o esquema contábil pertinente a essas administrações. Iremos, também, diferenciar os momentos de registro da despesa caracterizando o enfoque patrimonial e o enfoque orçamentário. As finanças e dívidas públicas e gestão financeira são expressamente disciplinados pela Lei n. 4.320/64 e pela Lei Complementar n. 101/2001, Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Contudo, a despesa, para se revestir de legalidade, deve estar prevista no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e consignada na Lei de Orçamento Anual (LOA) do ente público, ou seja, PPA, LDO e LOA são considerados instrumentos de planejamento. Deste modo, esperamos que, ao final deste capítulo, você seja capaz de classificar despesa pública e a dívida passiva, além de ser capaz de identificar os créditos adicionais. Vale lembrar que, para a compreensão e o estudo deste capítulo, é necessário que você conheça a estrutura do plano de contas, estudada no capítulo 1. Você verá que, na Administração Pública, “gastar” não é tão simples, existem regras rígidas para execução das despesas a serem cumpridas. É relevante que você também tenha noções de Planejamento, Gestão Pública e Orçamento Público, disciplinas estudadas em semestres anteriores.

3 .1 Despesa
Podemos definir despesa como um gasto incorrido para, direta ou indiretamente, gerar receitas. Podemos conceituar despesas públicas como o conjunto de dispêndios de uma entidade, com o objetivo de honrar gastos fixados na Lei de orçamento ou em Lei especial, visando à realização e ao funcionamento dos serviços públicos. Jund (2006, p. 187) define despesa pública como:

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[...] o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa de direito público a qualquer título, a fim de saldar gastos fixados na Lei de orçamento ou em Lei especial, visando à realização e ao funcionamento dos serviços públicos. Nesse sentido, a despesa é parte do orçamento, ou seja, é onde se encontram classificadas todas as autorizações para gastos com várias atribuições e funções governamentais.

A Lei n. 4.320/64, que institui normas de Direito Financeiro, trata da despesa, sua classificação e contabilização no orçamento, e estabelece também regras gerais sobre a Contabilidade Patrimonial, Orçamentária, Financeira e Industrial. Entretanto passaram décadas e o enfoque era exclusivamente orçamentário. Atualmente, deparamos com mudanças na busca da convergência para os padrões internacionais. Portanto, devemos continuar a contabilizar o orçamento e o acompanhamento da execução orçamentária, mas não podemos deixar de controlar o patrimônio público, que é o objeto da Contabilidade. Desse modo, podemos dizer que vivemos em um momento especial da Contabilidade Pública, uma nova era em que regulamentações surgem, a todo o momento, seja por meio da LRF, seja por meio das normas emitidas pelo Conselho de Contabilidade, aplicada ao Setor Público ou, ainda, pela Secretaria do Tesouro Nacional. O importante é que devemos controlar e avaliar o orçamento e o patrimônio que são objetos da Contabilidade Pública. Portanto, você irá perceber esses enfoques patrimoniais e orçamentários no estudo de reconhecimento da despesa.

3 .1 .1 Reconhecimento da despesa
Para o reconhecimento da despesa se faz necessário identificarmos os enfoques patrimoniais e orçamentários da despesa. E, em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, instituídos pelo Conselho Federal de Contabilidade, por meio das Resoluções CFC n. 750/1993, n. 774/1994 e n. 1.111/2007, bem como a Lei n. 4.320/64, especificamente os artigos 85, 89, 100 e 104, determina que as variações patrimoniais devam ser evidenciadas, independentemente ou resultantes da execução orçamentária. E, por fim, o Art. 50 da LRF, tendo em vista todos os normativos mencionados, determina que a despesa seja registrada pelo regime de competência. Entende-se por regime de competência o registro da despesa no momento da ocorrência do fato gerador independentemente do pagamento. Veremos, a seguir, o enfoque patrimonial e o enfoque orçamentário. a) Enfoque patrimonial Para registro da despesa sob o enfoque patrimonial, devemos citar os princípios fundamentais de contabilidade: princípio da entidade, princípio da continuidade, princípio da oportunidade, princípio do registro valor original, princípio da atualização monetária, princípio da competência, princípio da

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prudência, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência Contábil e à Contabilidade Pública, que constitui um ramo dessa ciência.

Saiba mais
Estudaremos detalhadamente sobre esses princípios por meio daws resoluções citadas, que estão disponíveis no sítio: <http://www.cfc.org.br>. Visite esse sítio para conhecer um pouco mais sobre o Conselho Federal de Contabilidade, além de ler textos da área, você poderá ter acesso a importantes informações sobre a legislação brasileira.

O enfoque patrimonial consiste em registrar a despesa adotando o regime de competência que corresponde ao reconhecimento da despesa no momento da ocorrência do fato gerador independentemente da movimentação financeira. Vamos exemplificar o pagamento de seguros dos bens de uso do ente público. Consideramos o pagamento realizado em janeiro e que o seguro terá vigência de 12 meses. Perceba que a despesa orçamentária ocorrerá de imediato, porém a modificação patrimonial ocorrerá durante 12 meses. A seguir, demonstraremos o esquema contábil. Esquema Contábil até 2011 Do empenho D C
Crédito Disponível Crédito Empenhado a Liquidar (2) (2)

Da liquidação D C D C
Crédito Empenhado a Liquidar Crédito Empenhado Liquidado Despesa Corrente Obrigações (2) (2) (3) (2)

Do reconhecimento do direito D C
Seguros a Vencer Variação Ativa – extraorçamentária (1) (6)

Da apropriação da despesa (mensalmente, na proporção de 1/12) D C
Variação Passiva – extraorçamentária Seguros a Vencer (5) (1)

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Do pagamento D C D C
Obrigações Banco c/Movimento Crédito Empenhado Liquidado Crédito Empenhado Pago (2) (1) (2) (2)

Esquema Contábil a partir 2012: Do empenho D C
Crédito Disponível Crédito Empenhado a Liquidar (6) (6)

Da liquidação D C
Crédito Empenhado a Liquidar Crédito Empenhado Liquidado (6) (6)

Do reconhecimento do direito D C
Seguros a Vencer Obrigação (1) (2)

Da apropriação da despesa (mensalmente, na proporção de 1/12) D C
Variação Patrimonial Diminutiva Seguros a Vencer (3) (1)

Do Pagamento D C D C
Obrigações Banco c/Movimento Crédito Empenhado Liquidado Crédito Empenhado Pago (2) (1) (6) (6)

Outro ponto que merece destaque é o registro de passivos sem execução orçamentária, ou seja, ocorrendo o fato gerador de uma despesa e não havendo dotação orçamentária, deve reconhecer de imediato essa despesa em cumprimento ao princípio da competência e ao princípio da oportunidade, independentemente das possíveis penalidades e responsabilidades aos gestores. Como exemplo, podemos mencionar a provisão de férias dos servidores públicos, a razão de 1/12, independentemente de apresentar saldo orçamentário. Observe que o servidor já prestou serviço e possui o direito proporcionalmente aos meses trabalhados. Nessa ocorrência, haverá o registro do passivo, tendo em contrapartida uma variação passiva extraorçamentária, caracterizando um fato modificativo.

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Quando apresentar dotação orçamentária, deverá baixar essa obrigação e simultaneamente registrar a despesa orçamentária, caracterizando um fato permutativo. Portanto, o registro dos fatos contábeis inerentes às despesas deve evidenciar a execução orçamentária, financeira e patrimonial, podendo ocorrer simultaneamente ou em momentos distintos. Você percebeu que o reconhecimento da despesa pelo enfoque patrimonial fica caracterizado pela ocorrência do fato gerador, ou seja, no momento em que o serviço foi prestado ou o produto foi recebido pelo ente público. Desse modo, vamos entender, a partir de agora, o enfoque orçamentário sem prejuízo do enfoque patrimonial. b) Enfoque orçamentário Para registro da despesa pelo enfoque orçamentário, devemos mencionar, além dos princípios fundamentais de Contabilidade, em especial o princípio da competência, o princípio da oportunidade e os princípios orçamentários, além dos princípios da anualidade, da unidade, da universalidade, da exclusividade, do equilíbrio, da legalidade, da publicidade, da especificação, da não afetação da receita. Lembre-se de que esses conceitos foram mencionados no capítulo da receita. O enfoque orçamentário consiste no reconhecimento da despesa quando ela ocorre. Podemos exemplificar com a contratação de serviços de terceiros, pois quando da conclusão dos serviços receberemos a Nota Fiscal e esse será o documento comprobatório da realização dos serviços. Portanto, coincidirá o registro da despesa pelo enfoque patrimonial e enfoque orçamentário. O importante é caracterizar a composição patrimonial, dos resultados econômicos e financeiros de determinado exercício financeiro. Temos a certeza de que você está apto a diferenciar os dois enfoques para reconhecimento da despesa pública. Agora, estudaremos as classificações pontuando quanto à natureza, quanto à categoria econômica, quanto à afetação do patrimônio, quanto à competência funcional e, por fim, quanto à competência institucional.

3.1.2 Classificação da despesa pública
As despesas públicas são classificadas, quanto à natureza, quanto à categoria econômica, quanto à afetação do patrimônio, quanto à competência funcional e quanto à competência institucional. Vejamos cada uma dessas classificações. a) Quanto à natureza Orçamentária e extraorçamentária. As despesas orçamentárias estão incluídas na Lei Orçamentária Anual – LOA e /ou em Lei de créditos adicionais, previamente autorizadas pelo Poder Legislativo, instituídas com base em normas legais.

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As despesas orçamentárias correspondem à saída de recursos dos cofres públicos e a sua classificação como orçamentária tem a finalidade de oferecer informações para a tomada de decisões. As despesas extraorçamentárias são as despesas públicas que não estão incluídas na Lei Orçamentária Anual – LOA, compreendendo os diversos desembolsos decorrentes do ingresso de receitas extraorçamentárias. Quando um recurso financeiro ingressa em um órgão de forma extraorçamentária, sua devolução ao proprietário somente será realizada por meio de uma despesa extraorçamentária, como, o caso de cauções em dinheiro para garantia de contratos ou de participações em leilões públicos. É importante observar que a devolução de valores pertencentes a terceiros não necessita de autorização orçamentária para ser efetivada, pois esses valores não pertencem ao órgão público. Outro ponto a destacar é que o desembolso extraorçamentário é oriundo de um fato permutativo e não altera o patrimônio líquido e não envolve contas de resultado. b) Quanto à categoria econômica Despesas correntes e despesas de capital. As despesas correntes são aquelas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. E as despesas de capital correspondem às despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. Veja, no quadro a seguir, o resumo das despesas quanto à classificação econômica. Quadro 1 Resumo das despesas quanto à categoria econômica. DESPESAS CORRENTES
Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes

DESPESAS DE CAPITAL
Inversões financeiras Amortização da dívida

Despesas de pessoal e encargos sociais Investimentos

Foi evidenciada, no quadro acima, a classificação da despesa quanto à categoria econômica, iremos estudar a sua estrutura que podemos dizer que corresponde à identificação de alocação dos créditos orçamentários quando nos referimos à competência institucional e também podemos caracterizar os gastos públicos por ação governamental, ou seja, administrativa, judiciária, entre outras.

3 .1 .3 Estrutura da despesa
A despesa deve ser classificada, quanto à sua vinculação à unidade orçamentária, que é a classificação quanto à competência institucional, quanto à funcional programática e quanto à sua natureza. Veja como funciona cada uma dessas classificações.

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a) Quanto à competência institucional Essa forma de estruturação e classificação das despesas permite evidenciar as unidades administrativas de alocação dos créditos orçamentários de cada ente público, ou seja, quem é responsável pela realização das ações. b) Quanto à competência funcional programática Permite a agregação dos gastos públicos por área de ação governamental (municipal, estadual ou federal) composta por funções e subfunções. Para exemplificar, citamos: função 1 – Legislativa (subfunções – ação legislativa e controle externo); 2 – Judiciária; 3 – Essencial à Justiça; 4 – Administração; 5 – Defesa Nacional; 6 – Segurança Pública; 7 – Relações Exteriores; 8 – Assistência Social; 9 – Previdência Social.

Saiba mais
Faça a leitura complementar sobre esse assunto por meio da consulta ao sítio: <http://www.tesouro.gov.br>, especificamente a Portaria MOG n. 42/99, a qual trata sobre função, subfunção. Ao visitar esse sítio, esteja atento às informações disponibilizadas pelo órgão, pois elas poderão ser muito importantes no exercício de sua futura profissão.

A classificação por programas é constituída por quatro categorias, quais sejam: projeto, atividade, programa e operações especiais. De acordo com a portaria MOG n. 42/99, considera-se projeto um conjunto de operações limitadas no tempo do qual resulte um produto para expansão ou aperfeiçoamento da ação pública; atividade como o conjunto de atividades de caráter contínuo e permanente, do que resulte um produto necessário à manutenção da ação de governo; operações especiais são ações que geram despesas que não contribuem para a manutenção das ações governamentais, um exemplo dessas ações são as amortizações e encargos e os pagamentos de sentenças; os programas são os instrumentos de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos, sendo mensurados por indicadores instituídos em plano. É a partir do programa que identifica as ações sob forma de projeto, atividade ou operações especiais. c) Quanto à natureza da despesa Para se classificar uma despesa quanto à sua natureza, devem ser considerados a categoria econômica e o grupo a que pertence à modalidade de aplicação e o elemento.

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A estrutura de codificação da despesa para todos os entes da federação está regulamentada pela Portaria Interministerial n. 163/2001 e Portaria Conjunta STN/SOF n. 03/2008. Essas normativas suprem a necessidade de cumprimento dos Art. 50 e 51 da LRF. No que se refere à consolidação das contas públicas deve ser usada de forma que cada título seja associado a um número. A agregação desses algarismos, em um total de seis algarismos, deve considerar até o elemento da despesa. Se considerar até o subelemento, terá oito algarismos. O primeiro algarismo identifica a categoria econômica da despesa. O segundo identifica o grupo de natureza da despesa. O terceiro e quarto identificam a modalidade de aplicação. Quinto e sexto algarismos identificam o elemento da despesa (o objeto de gasto). Veja como funciona no quadro demonstrativo. Quadro 2 Estrutura da conta composta por oito algarismos. ESTRUTURA DA CONTA EXEMPLO: 3 .3 .90 .30 .21

1°Algarismo – Categoria econômica ............................. X Despesa corrente 2°Algarismo – Grupo da despesa ................................. X Outras despesas correntes 3° e 4° Algarismos – Modalidade da aplicação ..........VXX Aplicação direta 5º e 6º Algarismos – Elemento da despesa .................. XX Material de consumo 7° e 8º Algarismos – Desdobramento elemento da despesa ..XX Gasolina

Você acabou de aprender a estruturar uma conta, composta por oito algarismos e o que representa cada algarismo, com a finalidade de classificar corretamente os gastos públicos. Vamos, agora, estudar os gastos públicos com relação à afetação do patrimônio.

3 .1 .4 Quanto à afetação do patrimônio
a) Despesas efetivas: são aquelas que diminuem a situação líquida patrimonial, ou seja, diminuem o patrimônio líquido, sendo oriundas de fatos modificativos diminutivos. Pode-se identificar um desembolso financeiro ou compromisso de obrigações financeiras sem a correspondente incorporação de elementos ativos ou desincorporação de elementos passivos. Por exemplo: despesas de pessoal, despesas de encargos sociais, despesas de juros entre outras. b) Despesas não efetivas: são aquelas que não diminuem a situação líquida patrimonial, ou seja, não causam alteração e sim mutação patrimonial. O patrimônio líquido não sofre alteração, ocorrendo apenas uma troca

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de elementos patrimoniais. Como exemplo, podemos citar a concessão de empréstimos a terceiros ou a aquisição de material de consumo. Considerando o estudo das despesas quanto à sua classificação, finalizamos o assunto com as despesas efetivas caracterizadas pelo fato modificativo e as despesas não efetivas caracterizadas por fatos permutativos. Portanto, agora temos a certeza de que será possível identificar as normas de execução da despesa pública que desenvolve em fases ou estágios.

3 .1 .5 Estágios da despesa
Para a realização das despesas, a administração pública passa, obrigatoriamente, por fases de execução, denominadas comumente de estágios, que devem ser obedecidos rigorosamente, visto que a legislação não permite a inversão de qualquer um dos estágios da despesa. Nos artigos 58 a 65 da Lei n. 4.320/64, trata-se dos estágios da fixação e da execução da despesa, que compreendem: empenho, liquidação e pagamento. A seguir, definiremos cada um deles. a) Empenho: de acordo com o Art. 58 da Lei n. 4.320/64, entende-se como empenho o “ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente, ou não, de implemento de condição”, sendo designado o primeiro estágio da execução da despesa. O empenho precede a realização da despesa significando a intenção de compra ou contratação, estabelecida entre setor público e terceiros, caracterizando uma obrigação futura a assumir e para o credor uma garantia equivalente a uma venda de produtos ou prestação de serviços. b) Liquidação: a liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, com o fim de apurar a origem e o objeto do que se deve pagar; a importância exata a pagar; a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação (Art. 63 da Lei n. 4.320/64). A liquidação da despesa terá por base o contrato, ajuste ou acordo respectivo; a nota de empenho; os comprovantes de entrega do material ou da prestação efetiva do serviço, que serão apresentados no original. c) Pagamento: o terceiro e último estágio da execução da despesa caracteriza-se pela emissão de ordem bancária a favor do credor. Segundo o Art. 64 da Lei n. 4.320/64, a ordem de pagamento é o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga, ou seja, é quando efetivamente o credor recebe o dinheiro, seja pela venda de produtos ou pelos serviços prestados à administração pública. Para que haja o pagamento da despesa, a mesma deve estar regularmente liquidada.

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As fases da execução da despesa são: empenho, liquidação e pagamento. No entanto, precisamos, também, identificar as modalidade do empenho que serão abordados na subseção a seguir.

3 .1 .6 Modalidades do empenho
As modalidades de empenho são: ordinário, estimativo e global. a) Empenho ordinário: é utilizado para a realização de despesas de valor previamente estipulado e cujo pagamento ocorrerá de uma só vez, sendo emitido para determinado credor e relativo a uma única prestação, de valor indivisível. É a modalidade de empenho mais utilizada e refere-se ao fornecimento de bens, à prestação de serviços, ou seja, o empenho ordinário destina-se a atender a uma despesa quantificada e liquidável de uma só vez. b) Empenho estimativo: é o tipo de empenho utilizado para despesas de valor não quantificável durante o exercício. Normalmente, apresenta valores não homogêneos, como, por exemplo: as contas de energia elétrica, água, telefone etc. Podem ocorrer situações em que, constatada a insuficiência do valor estimado para atender à despesa empenhada, admite-se a sua complementação mediante reforço de empenho, tratando-se de um novo empenho cujo valor é acrescentado ao valor do empenho estimativo. c) Empenho global: destina-se a atender à despesa quantificada e de bases liquidáveis, geralmente por mês, durante o decorrer do exercício. Pode-se dizer, ainda, que o empenho global seja um misto das duas modalidades anteriores. O montante da despesa é conhecido (empenho ordinário), entretanto o pagamento é realizado em parcelas (empenho por estimativa). Geralmente, essa modalidade de empenho está vinculada a obras públicas e a pagamentos parcelados.

Você percebeu que, para execução da despesa pública, percorremos diversos estágios. Também, deve observar que a depender do tipo de dispêndio utiliza-se um tipo de empenho.

3 .1 .7 Despesas de exercícios anteriores
Correspondem às dívidas pertencentes a determinado exercício financeiro e não registradas na época devida. No Art. 37 da Lei n. 4.320/64, afirma-se que
As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.

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68 da Lei n. sempre precedida de empenho na dotação própria para fim de realizar despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. A seguir. constatamos que os compromissos assumidos em um exercício e não liquidados no mesmo exercício deverão ser registrados como despesa de exercício anterior. sempre acesse esse sítio. 4. 3 . amortização e exaustão As entidades públicas devem apropriar se mensalmente os encargos de depreciação (bens tangíveis). amortização (bens intangíveis) e a exaustão (recursos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 313 .gov. O Art.1 . disponível no sítio: <http:// www. 3 . Também é importante lembrar que as informações são atualizadas constantemente. e exaustão refere-se à avaliação dos recursos florestais e minerais.8 Suprimento de fundos Corresponde ao adiantamento de numerários para servidor público com a finalidade de realizar despesas eventuais de pequeno valor. quando o valor não ultrapassa os limites estabelecidos na Lei n. Suprido é o beneficiário do suprimento de fundos que tem a responsabilidade pela aplicação dos recursos financeiros e pela prestação de contas. apresentaremos a apropriação dos encargos de depreciação. com a finalidade de realizar gastos por conta do órgão.1 . Cabe destacar que não se pode efetuar adiantamento a servidor que seja responsável por dois suprimentos. 8. amortização refere-se aos bens intangíveis. Saiba mais Entende-se por despesa de pequeno vulto. que se refere à avaliação dos bens tangíveis. portanto.320/64 atesta que o regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em Lei e consiste na entrega de numerário a servidor. Em seguida.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA Nesses casos.666/93. Entende-se por alcance a expiração do prazo para prestar conta por parte do suprido. É bom lembrar que esse sítio oferece informações atualizadas que você poderá acessar.planalto.9 Encargos de depreciação.br>. a servidor que não esteja em efetivo exercício e a servidor declarado em alcance. Você acabou de estudar sobre os dispêndios de pequeno vulto. Tenha-o como referência de consulta para a sua atuação profissional e acadêmica. iremos apontar alguns critérios para concessão de recursos financeiros para servidor público.

00 no resultado como decréscimo patrimonial e. no Balanço Patrimonial. ou cujo objeto seja bens de utilização por prazo contratual limitado. quais sejam: o valor residual e a vida econômica devem ser revisados. 00 − $ 2.600. em cumprimento ao princípio da competência.00. a seguir. b) Amortização: representa a perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial ou quaisquer outros. antiguidades. c) Exaustão: corresponde à perda de valor de recursos minerais e florestais em virtude de sua exploração pela empresa detentora de direitos sobre a mesma. Portanto.000. pelo menos. 314 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . devem ser reconhecidas quando o bem estiver em condição de uso. a obsolescência tecnológica. deduz do valor do bem o valor correspondente à estimativa do valor residual e divide pelo tempo de vida útil estimada do respectivo bem. logo teremos: • custo do ativo $ 20. ação da natureza ou obsolescência. demonstraremos um cálculo adotando um valor hipotético de um bem. o valor residual de R$ 2. anualmente. Cabe destacar alguns pontos a serem observados em relação à depreciação/amortização/exaustão.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA minerais e florestais).00. documentos. ao final de cada exercício.000. para estimar a vida útil. O registro contábil da aquisição de bens representa um fato permutativo.000. tendo em vista que. a) Depreciação: representa o desgaste do bem em função do uso.00 • valor residual $ 2. quando as perspectivas diferirem das estimativas anteriores. Veja cada um desses encargos.000. 00 = $ 3. foi registrado $ 3.000. tais como obras de artes. utilizando o método das quotas constantes. os bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos. ou seja.000. que corresponde ao valor residual.00 e a vida útil estimada de 5 anos. 00 5 Observe que ao final de 5 anos esse bem terá um valor líquido contábil de $ 2. deve levar em consideração a capacidade de geração de benefícios futuros.600. bens integrados em coleções.000. igual valor como redutora do respectivo ativo. Quanto aos bens móveis de natureza cultural. e o registro do desgaste do bem (encargo) representa fato modificativo. Considere a aquisição de um veículo por R$ 20. os limites legais ou contratuais sobre o uso ou a exploração do ativo. o desgaste físico decorrente de fatores operacionais ou não. bens com interesse histórico. com existência ou exercício de duração limitada.00 • tempo de vida útil = 5 anos Calculo da depreciação: Valor da depreciação do período = $ 20.

que caracterizam uma obrigação para o ente público.1 Classificação da dívida: flutuante e fundada A classificação da dívida passiva pode ser flutuante e fundada e a conceituação será abordada a seguir.2. que indica o valor pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo pode ser liquidado entre as partes interessadas. por isso consultar esse sítio poderá auxiliá-lo a obter informações atualizadas sobre as regras determinadas pela Secretaria da Receita Federal. a redução ao valor recuperável (impairment). animais que se destinam à exposição e à preservação e terrenos rurais e urbanos. Quanto ao esquema contábil iremos estudar no capítulo 5. que corresponde à adoção do valor de mercado ou consenso entre as partes para os bens do ativo. É importante você se manter atualizado. quando esse for superior ao valor líquido contábil. sobre dívidas passiva ou consolidadas.fazenda. Para continuidade dos estudos. Fique atento que a dívida passiva divide-se em dívida flutuante e dívida fundada. 3 . e o valor justo (fair value).gov. por meio da IN n.2 Divida passiva Pode-se conceituar dívida pública ou dívida passiva como sendo todos os compromissos assumidos pelo poder público e os respectivos encargos financeiros.receita.br> e leia sobre as taxas de depreciação que são divulgadas pela Secretara da Receita Federal. lembre-se de que muitas alterações podem ocorrer de um ano para outro. as Normas Brasileiras de Contabilidade do Setor Público – NBC TSP – indicam como alternativas para a adequada avaliação e mensuração dos ativos no setor público. 3. As taxas de depreciação recomendadas são as divulgadas pela Secretaria da Receita Federal. que trata sobre subsistemas de contas e o registro das operações típicas. Saiba mais Acesse o sítio: <http://www. a reavaliação. Além da depreciação. que entendemos como sendo o ajuste ao valor de mercado ou consenso entre as partes para bens do ativo.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA de vida útil indeterminada. a seguir. 162/1998 e IN n. dívida pública são os compromissos assumidos pelo governo visando a atender às necessidades dos serviços públicos. não serão depreciados. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 315 . Em outras palavras. 130/99. iremos tratar. quando esse for inferior ao valor líquido contábil.

mas cujo processo de pagamento não se tenha realizado. o consumo dos materiais ou o uso dos bens não foram realizados. A seguir. podemos dizer que a dívida flutuante caracteriza-se por indicar débitos de curto prazo. O princípio da competência refere-se ao fato gerador. em 31 de dezembro de cada ano. que refletem no fluxo de caixa e no patrimônio financeiro.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA a) Dívida flutuante: a dívida flutuante é aquela que o governo contrai por um breve período de tempo. Para compensar o registro da despesa efetiva (despesa orçamentária). Dessa forma. Esquema Contábil até 2011 Da inscrição em restos a pagar não processados (sem implemento da condição) D C Despesa Orçamentária Passivo (Restos a pagar não processados a liquidar) 316 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Quanto ao registro dos restos a pagar não processados se faz necessário considerar que a receita arrecadada do exercício tem por finalidade amparar as aplicações dos recursos no mesmo exercício. • não processado – corresponde à despesa empenhada. demonstraremos o esquema contábil para registro dos restos a pagar não porcessado. para atender às eventuais insuficiências de caixa. em observância ao princípio orçamentário do equilíbrio. os depósitos e os débitos de tesouraria. de acordo com o manual da despesa instituido pela STN. que podem variar de valor. liquidada e não paga até 31/12 de cada exercício. 4. Ainda podemos mencionar que essa dívida decorre de operações de caráter financeiro. vejamos: • restos a pagar – de acordo com o artigo 36 da Lei n. não liquidada e não paga até 31/12 de cada exercício. deve-se registrar simultaneamente uma conta redutora no passivo para não demonstrar um passivo fictício e ao mesmo tempo não afetar o resultado do exercício.320/64. A dívida flutuante compreende os restos a pagar. Os restos a pagar classificam-se em: processados e não processados: • processado – corresponde à despesa empenhada. até 31 de dezembro. distinguindo-se os restos a pagar da despesa processada e aqueles oriundos das despesas simplesmente empenhadas. os serviços da dívida a pagar. e cujo pagamento normalmente é realizado por resgate e independentemente de autorização legislativa. por corresponder e advir de compromissos de curto prazo (até doze meses). o recebimento do serviço. consideram-se restos a pagar as despesas empenhadas e não pagas. e a despesa empenhada na verdade cria para o estado uma obrigação pendente do cumprimento do implemento de condição. ou seja.

especificamente o Art. demonstraremos o esquema contábil a partir do exercício de 2012. vamos pesquisar na Lei n. a seguir.320/64. Portanto. Para obter essa conceituação. para caracteriação do Superávit Financeiro. Para constatação. que corespondem a Controles da Aprovação e Execução do Planejamento e Orçamento. 43 da citada lei. anteriormente demonstrados. considerando que os restos a pagar não processados não caracterizam direito do credor. o registro de restos a pagar não processado será classificado nas contas de classes (5) e (6). tiveram por finalidade destacar o passivo financeiro do período e consequentemente comprometer os recursos financeiros do próprio período para não caracterizar superávit financeiro (diferença entre ativo financeiro e passivo financeiro) e não alterar o resultado do período. face a não entrega do bem ou serviço.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA D C Passivo (Retificação de Restos a Pagar não processado a liquidar) Variação Ativa – orçamentária Da liquidação (após implemento da condição) D C D C Passivo (Restos a Pagar não processados a liquidar) Fornecedores de exercícios anteriores Variação Passiva – extraorçamentária Passivo (Retificação de Restos a Pagar não processado a liquidar) Do pagamento D C Fornecedores de exercícios anteriores Banco c/ Movimento Vamos observar que os lançamentos. não haverá a alteração da situação líquida patrimonial e o valor dos restos a pagar não serão evidenciados na dívida flutuante (passivo). 4. 105. face à alteração na estrutura do plano de contas. conforme previsto no § 2º do Art. A partir do exercício financeiro de 2011. a saber. que trata sobre os subgrupos do Balanço Patrimonial e a respectiva composição de cada subgrupo. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 317 . Reflita Procure refletir sobre qual é a composição do ativo financeiro e passivo financeiro.

....... atualização monetária e cambial........ bem como as arrecadações recebidas por conta de terceiros... efetivar operações de crédito por antecipação da receita.... 318 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS ...... O Art.........320/64 preceitua que a Lei de orçamento poderá conter autorização ao Executivo para.... • Depósitos: os depósitos identificados na parte da receita extraorçamentária referem-se a cauções ou garantias de terceiros.... recebidos em dinheiro........................ (2) Banco c/ Movimento ............................. juros e outros encargos incidentes sobre a dívida fundada ou consolidada a ser paga no exercício financeiro seguinte ao da emissão do respectivo empenho............. • Débito em tesouraria: corresponde às dívidas de natureza extraorçamentária............................ (2) Do pagamento D C D C RP não processado liquidado a pagar ........................ caracterizando uma transferência de parte dos valores da dívida consolidada..... (6) RP não processado liquidado a pagar ...................... que está pronta para pagamento.. realizadas para atender à insuficiência de caixa ou de tesouraria proveniente das operações de crédito por antecipação da receita orçamentária (ARO)............. 7 da Lei n......................................... denominados de consignações... para a dívida flutuante.............. (6) Obrigações em circulação .. (1) • Serviço da dívida a pagar: os serviços da dívida a pagar estão representados pelos valores referentes à parcela da amortização do principal............... (3) Obrigações em circulação ............ 4. para atender à insuficiência de caixa...................................... em virtude da execução de contratos de obras ou fornecimento de produtos e serviços.......CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA Esquema Contábil a partir de 2012 Da inscrição em restos a pagar não processados (sem implemento da condição) D C Inscrição de RP não processado (5) RP não processado a liquidar (6) Da liquidação – no exercício seguinte (após implemento da condição) D C D C RP não processado a liquidar ...... em qualquer mês do exercício financeiro..... (6) Variação patrimonial diminutiva – uso de bens e serviços .......... (6) RP não processado liquidado pago .. nas quais o Estado atua como simples depositário de recursos..........

A escrituração da dívida fundada deve ser individualizada e com especificações que permitam verificar a posição dos empréstimos e seus respectivos serviços de amortização e juros. contratos. 40 da Lei n. ou. 4. quer como reforço de dotações existentes.3 Créditos adicionais Os créditos adicionais são utilizados como mecanismo para ajustar o orçamento com a finalidade de corrigir distorções identificadas durante a execução do orçamento..CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA b) Dívida fundada ou consolidada: é aquela que representa um compromisso a longo prazo (superior a doze meses). Kohama (2003) atesta que os créditos adicionais São valores que se adicionam ou acrescem ao orçamento. p. 4. para amortização em prazo superior a doze meses (BRASIL. das obrigações financeiras do ente da Federação. 98 da Lei n. 29 da LRF define dívida pública fundada [. ou por incorreção no planejamento. para atender a despesas imprevisíveis e urgentes (KOHAMA. 2000). seja por omissão. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 319 .320/64 complementa que “são créditos adicionais as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento”. 210). iremos.] como o montante total. em seguida. especificamente. O Art.320/64 considera dívida fundada os compromissos de exigibilidade superior a doze meses. ainda. 3 . Considerando que os créditos adicionais correspondem reprogramação das ações governamentais.. de valor previamente determinado. contraídos para atender ao desequilíbrio orçamentário ou para financiamento de obras e serviços públicos. apurado sem duplicidade. O Art. ambas de 2001. convênios ou tratados e da realização de operações de crédito. caracterizar os tipos de créditos adicionais. 40 e 43. a de n. O limite da dívida pública será discutido no capítulo 7. seja por fatos de ação involuntária. contraída mediante emissão de títulos ou celebração de contratos. para atender ao desequilíbrio orçamentário ou para contratação de obras e serviços públicos que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate. em que estudaremos de forma resumida a execução orçamentária e a gestão fiscal de acordo com a LRF e as Resoluções do Senado. O Art. quer como dotações destinadas a cobertura de encargos provenientes da criação de novos serviços. assumidas em virtude de leis. 2003.

quando não há na constituição estadual e na Lei orgânica. deverão abrir 320 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . comoção interna ou calamidade pública. por fim os créditos extraordinários que se referem aos casos de despesas urgentes e imprevisíveis. a União adota medida provisória por força de dispositivo constitucional e para os estados e municípios. Quadro 4 Créditos adicionais. b) Quanto à autorização legislativa Autorização legislativa refere-se ao instrumento legal para autorização da priorização das ações em função das causas. zação em Lei especial.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA 3 . SUPLEMENTARES Reforçar o orçamento. c) Quanto à forma de abertura Para abertura desses créditos. SUPLEMENTARES ESPECIAIS EXTRAORDINÁRIOS Independem de prévia autorização em Lei especial. os créditos adicionais classificam-se em suplementares os destinados a reforço de dotação orçamentária. No item específico de cada crédito. quanto à sua espécie. classificam-se em: suplementares.320/64. iremos detalhar as suas especificidades. Quadro 3 Créditos adicionais. podendo ser incorporados na LOA. Observe que os créditos suplementares e especiais devem ter prévia autorização em Lei e os extraordinários em função de suas características “imprevisibilidade”. especiais e extraordinários Segundo o Art. e. quanto à autorização legislativa.1 Características dos créditos adicionais Os créditos adicionais. 41 da Lei n. a) Quanto à espécie • Suplementares. em caso de guerra. 4. seja por anulação ou remanejamento de recurso existente. especiais e extraordinários. Devem ter prévia autoriDevem ter prévia autorização em Lei especial. quanto à espécie. independe de Lei para sua realização. EXTRAORDINÁRIOS Atender a despesas imprevisíveis e urgentes. os créditos especiais se referem à disponibilização de recurso em função da não contemplação de dotação orçamentária específica. Quanto aos créditos suplementares correspondem a reforço orçamentário.3 . respectivamente. em especiais os destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica e os extraordinários que são os destinados às despesas urgentes e imprevistas. ESPECIAIS Atender a programas não contemplados no orçamento.

É permitida tida a prorrogação. com base na CF/88. consideram-se recursos disponíveis para a abertura de créditos especiais e suplementares: • o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA esse tipo de crédito por decreto do executivo. continuando sua vigência no exercício seguinte. é condição indispensável à indicação de recursos financeiros. SUPLEMENTARES ESPECIAIS EXTRAORDINÁRIOS No exercício. entendido como a diferença positiva entre o ativo e o passivo financeiro. entre a arrecadação prevista e a realizada.320/64. autorizados em lei. 4. quanto à forma de abertura. se aberto nos últimos quatro meses. ESPECIAIS Decreto do poder executivo. quanto à prorrogação e vigência. 167. entendido como o saldo positivo das diferenças. • o produto de operações de créditos. a prorrogação para o exercício seguinte. 45. EXTRAORDINÁRIOS Decreto do poder executivo ou medida provisória com remessa imediata ao legislativo. § 1 da Lei n. 4. Entretanto.320/64. • os recursos provenientes do excesso de arrecadação. 43. d) Quanto aos recursos financeiros Para abertura de créditos especiais e suplementares. É permitida a prorrogação para o exercício seguinte. Art. acumuladas mês a mês. combinado com os saldos de créditos adicionais transferidos (somente especiais e extraordinários) e as operações de crédito a eles vinculadas. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 321 . parágrafo 2º e Lei n. e) Quanto à prorrogação e vigência A prorrogação e vigência estão restritas ao exercício financeiro em que foram abertos. De acordo com o Art. SUPLEMENTARES Decreto do poder executivo. Não permi. No exercício. no limite de seus saldos. se aberto nos últimos quatro meses. devendo ser deduzidos os créditos extraordinários abertos no exercício. Observe no quadro a seguir de forma resumida: Quadro 6 Créditos adicionais. os créditos especiais e extraordinários quando autorizados nos últimos quatro meses do exercício poderão ser reabertos. autorizadas em forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las. Observe no quadro a seguir de forma sucinta. • os recursos resultantes da anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais. Quadro 5 Créditos adicionais. Art.No exercício.

______. Aprova o apêndice à resolução dos princípios fundamentais de contabilidade. Resolução n. Conselho Federal de Contabilidade. Distrito Federal e Municípios.br/legislacaor>. estabelece os conceitos de função. é prudente mencionar que toda e qualquer despesa. 4.111. de 01 de janeiro de 2003. de 4 de maio de 2000. 2010.tesouro.tesouro. 2010.org. Diário Oficial da República Federativa do Brasil.gov. Brasília. de 16 de dezembro de 2004. Resolução n. Acesso em: 5 jan. operações especiais. projeto. subfunção. ______. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. Acesso em: 14 jan. Veremos que as variações ativas dividem-se em receitas orçamentárias (classe 4). abordaremos sobre as variações patrimoniais. Portaria Interministerial n. ______. ambos da Lei n. interferências ativas e mutações ativas (classe 6). Referências BRASIL. 2010 CFC. interferências passivas e mutações passivas (classe 5).320. Portaria do Ministério de Estado Orçamento e Gestão – MGO n. Acesso em: 5 jan. Disponível em: <http://www. 40. 2º e § 2º do Art. de 29 de novembro de 2007. 1. br>. Senado Federal. Disponível em: <http://www. Dispõe sobre os princípios fundamentais de contabilidade. Resolução n.gov. 774. Resolução n.cfc.fazenda. Dispõe normas gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União. deve ser previamente empenhada. Dispõe sobre os limites globais para o montante da dívida pública consolidada e da 322 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . de 14 de abril de 1999. As variações passivas dividem-se em despesas orçamentárias (classe 3). ______.cfc. Aprova o Apêndice II da resolução dos princípios fundamentais de contabilidade. br>.cfc. 2010. atividade. 101. Estados. poderemos nos aprofundar um pouco mais.org. de 20 de dezembro de 2001.br>. e dá outras providências. Atualiza a discriminação da despesa por funções de que tratam o inciso I do § 1º do Art. demonstrando os seus subgrupos e destacando as alterações com validade a partir de 2012. Disponível em: <http:// www.fazenda. programa. Lei Complementar n. Disponível em <http:// www. 750. de 4 de maio de 2001. 5 maio 2000. Com o conhecimento que você já construiu com o estudo dos capítulos anteriores. para ser realizada. Acesso em: 14 jan.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA Para concluir este capítulo. E a partir de 2012 essas variações classificam-se em resultado patrimonial diminutivo (3) e resultado patrimonial aumentativo (4). Disponível em: <http://www. sendo classificadas em orçamentárias e extraorçamentárias. 8º.org. ______. de 17 de março de 1964. No próximo capítulo. br>. 2010. Acesso em: 6 jan. 42. 163/2001. e dá outras providências.

R.br>.gov.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA dívida pública mobiliária dos Estados. seus limites e condições de autorização. 2001.br>. de 31 de dezembro de 1998. e dá outras providências.tesouro. do Distrito Federal e dos Municípios. 4. Brasília: Franco & Fortes. Rio de Janeiro: Elsevier. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http://www. ______. de 14 de outubro de 2008. Brasília. ed. 2006.federal. ed. 2009 Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 323 . J.federal. 162. Senado Federal. F. 2002/2003. IN n. S. 52.162/98. da 2. Acesso em: 28 dez. ed. 9.fazenda.fazenda. da Constituição Federal.receita. Aprovou o Manual de Receitas. Secretaria do Tesouro Nacional. São Paulo: Atlas. receita. Poder Legislativo.320.gov. J. STN/SOF. JUND. Secretaria da Receita Federal. 26 dez. ed. Altera anexo I da IN n.br>. H. MACHADO JUNIOR. ______. de 16 de dezembro de 2009. do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. 2. de 21 de dezembro de 2001. 2010. T. Disponível em: <http://www. B. Acesso em: 10 dez. SRF. 2006. H. VI e IX. PIRES. 21 dez.. do Distrito Federal e dos Municípios. 130. Portaria n. Disponível em: <http://www. 2003. 2001. COSTA. Dispõe sobre as operações de crédito interno e externo dos Estados.br>. Lei n. Contabilidade Pública. Administração orçamento e contabilidade pública.tesouro. Acesso em: 10 dez. inclusive concessão de garantias. Resolução n. Contabilidade pública. 3. ed. SN. Portaria Conjunta n. 31. Diário Oficial da República Federativa do Brasil.gov.gov. Rio de Janeiro: IBRAM. 2010. e dá outras providências. Dispõe sobre a estimativa de vida útil dos bens. Brasília. Acesso em: 10 dez. de 10 de novembro de 1999. Aprova o volume V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público e republica o volume IV – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público. 751. IN n.. KOHAMA. 43. 9. em atendimento ao disposto no Art. Disponível em: <http://www. de 17 de março de 1964. 2010.

CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE PÚBLICA 324 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

variação patrimonial diminutiva e variação patrimonial aumentativa. as superveniências e as insubsistências. É prudente ressaltar que. além das receitas e despesas. respectivamente. Para fornecer informações detalhadas sobre a variação patrimonial em função dos diversos tipos de subsistemas existentes. consequentemente. as variações patrimoniais serão representadas somente pelas classes (3) e (4). 2 e 3. o registro dos fatos contábeis permutativos. Portanto. quando ocorre aumento do passivo (obrigações) e diminuição do ativo (bens e direitos). Na composição das variações patrimoniais. visto que os referidos fatos. estudaremos sobre as variações patrimoniais. superveniências e as insubsistências) irá prevalecer somente até o exercício de 2011. estamos direcionando o estudo para as contas de resultado (receitas e despesas). Portanto. na Contabilidade Pública. assuntos estudados nos capítulos 1. vamos encontrar as mutações patrimoniais. quando tratarmos de fatos relativos até o exercício de 2011. recomendamos uma nova leitura para fixar os conceitos para melhor entendimento das variações patrimoniais. apontamos que essas variações podem ser ativas. sem alterar a situação líquida patrimonial. apesar de não alterarem a situação líquida patrimonial. 4 (receitas orçamentária). em função dos atos praticados pela administração pública. Uma dessas particularidades é o registro dos fatos contábeis permutativos que correspondem às permutas no patrimônio. quando ocorre o aumento do ativo (bens e direitos) e diminuição do passivo (obrigações). que correspondem à modificação do patrimônio público qualitativa e quantitativamente. a contabilização dos fatos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 325 . deixa de existir essa peculiaridade. 5 (mutações passivas) ou 6 (mutações ativas). Porém essa particularidade (mutações patrimoniais.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA Variações patrimoniais 4 Introdução Neste capítulo. na Contabilidade Pública. Quando nos referimos às variações. Para maior detalhamento. A partir do exercício de 2012. existem particularidades quando essa é comparada com a Contabilidade Empresarial. E passivas. sem a utilização de contas de resultado para registrar os fatos permutativos. transitam por contas de resultado das classses 3 (despesas orçamentárias). Essas permutas são oriundas da execução das receitas e das despesas não efetivas.

O Art. que abrangem os resultados da execução orçamentária. orçamentária (classes 5 e 6) ou de controle (classes 7 e 8). bem como as variações independentes dessa execução e as superveniências e insubsistências ativas e passivas constituirão elementos da conta patrimonial.320/64 cita que as alterações da situação líquida patrimonial. para apurar o resultado. quando negativo. As variações ativas e passivas podem ser orçamentárias ou extraorçamentárias. Esse assunto foi estudado no capítulo 1. ou seja. enquanto que as variações ativas e passivas extraorçamentárias são independentes da execução orçamentária. que as variações ativas e passivas orçamentárias decorrem da execução do orçamento.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA deve ser efetuada em contas da mesma natureza de informação. Nos capítulos anteriores. 4 . A esse resultado. e o resultado final transferir para o patrimônio líquido da entidade. seja patrimonial (classes 1 a 4). plano de contas. com esses estudos. facilmente. receitas. seja por aumento do ativo ou diminuição do passivo ou serem denominadas de variações passivas. 326 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . como também na disciplina de Contabilidade Geral. Podemos concluir. respectivamente. Para tal é preciso lembrar que o patrimônio de uma entidade corresponde ao conjunto de bens. é necessário encerrar as contas de (classes 3 e 4) por representar contas de receitas e despesas. denominamos de superávit e. Esperamos que. encontraremos também as contas que vão explicar o que ocorreu com esses elementos patrimoniais que denominamos de variações patrimoniais. direitos e obrigações. você já é capaz de entender as alterações no patrimônio público. Assim. As contas patrimoniais demonstram os diversos fatos que ocorreram com cada um dos elementos patrimoniais.1 Variações patrimoniais As variações patrimoniais correspondem às alterações ocorridas no patrimônio da administração pública. ao final deste capítulo. despesas e dívida pública. denominamos de déficit. as variações patrimoniais. resultantes ou independentes da execução orçamentaria. quando positivo. você estudou os conceitos básicos de contabilidade pública. 4. 100 da Lei n. quando caracterizadas pelo acréscimo do passivo ou diminuição do ativo. quando ocorre o acréscimo patrimonial. você seja capaz de diferenciar as situações em que ocorrem as variações patrimoniais e de demonstrar como apurar o resultado do exercício. além de encontrarmos no balancete as contas representativas de elementos patrimoniais. As variações patrimoniais podem ser denominadas de variações ativas. Agora. Dessa forma.

o grupo resultado orçamentário (variações ativas orçamentárias) possui três subgrupos: receitas orçamentárias. Na estrutura do plano de contas (até 2011) da administração pública. VARIAÇõES ATIVAS ORÇAMENTÁRIAS Receitas Interferências Ativas Mutações Ativas • Variações passivas: são decorrentes de despesas. Receita orçamentária decorre de um fato modificativo. vejamos. ou seja. quando há diminuição do ativo. Interferências ativas referem-se às trasferências financeiras (recebidas) decorrentes da execução orçamentária. A mutação ativa ou mutação da despesa decorre de um fato permutativo e não altera a situação líquida patrimonial. sem a correspondência de um aumento no passivo ou diminuição do próprio ativo. A despesa corresponde a uma variação passiva é classificada como efetiva. veja a seguir.1. em virtude de um fato modificativo. Dessa forma. A mutação ativa é decorrente da execução de uma despesa orçamentária não efetiva que provocará o aumento de bens e direitos ou a diminuição de obrigações. intragovernamental. ou de mutação passiva quando há aumento do passivo ou redução do ativo decorrente de um fato permutativo. quando há uma redução do passivo decorrente de um fato permutativo. a) Variações orçamentárias: classificam em ativas e passivas. alienação de bens etc. serviços. • Variações ativas podem ser decorrentes de receitas quando há um aumento do ativo. interferências ativas e mutações ativas. aumenta o ativo por meio de um ingresso no patrimônio de recursos financeiros ou de direitos a receber. representa uma redução do ativo em decorrência de um desembolso financeiro à vista pela execução da despesa ou UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 327 . Quadro 1 Variações ativas orçamentárias. altera-se positivamente a situação líquida patrimonial. em virtude de um fato modificativo ou por mutação ativa.1 Clasificação das variações patrimoniais Quanto à classificação das variações patrimoniais elas podem ser orçamentárias e extraorçamentárias. Exemplos: tributária. Podem ser decorrentes de receitas quando há um aumento do ativo.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA 4. em virtude de um fato modificativo ou por mutação ativa. quando há uma redução do passivo decorrente de um fato permutativo. repasses e sub-repasses recebidos. Exemplos: cotas.

em decorrência do surgimento de obrigações a prazo pela execução da despesa. entre outros. interferências ativas (extraorçamentárias). Por outro lado. Portanto não altera a situação líquida patrimonial. a mutação passiva é proveniente de um fato permutativo. Exemplo: recebimento de doações de bens. Quadro 2 Variações passivas orçamentárias. cancelamento de dívida. Exemplos: doação recebida de bens. a saber: receitas extraorçamentárias. Podemos observar que o grupo resultado orçamentário (variações passivas orçamentárias) possui três subgrupos: despesas orçamentárias. Veja a seguir. interferências passivas e mutações passivas. Os acréscimos patrimoniais (superveniências ativas e insubsistências ativas) correspondem às incorporações de bens e direitos no patrimônio ou desincorporação de obrigações. inscrição da dívida ativa. As interferências ativas (extraorçamentárias) correspondem ao recebimento de bens no âmbito intragovernamental. A mutação passiva ou mutação da receita é decorrente da execução de uma receita orçamentária não efetiva que provocará a diminuição de bens e direitos ou o aumento de obrigações. De acordo com o plano de contas da administração pública. A despesa altera negativamente a situação líquida patrimonial. As receitas extraorçamentária correspondem às receitas que não afetam o orçamento do exercício. o grupo resultado (variações ativas extraorçamentárias) possui três subgrupos. 328 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . produção de bens. VARIAÇõES PASSIVAS Interferências Passivas ORÇAMENTÁRIAS Mutações Passivas Despesas b) Variações extraorçamentárias: classificam-se em ativas e passivas. acréscimos patrimoniais.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA aumento do passivo. respectivamente. cancelamento de restos a pagar. A interferência passiva refere-se às transferências financeiras (concedidas) decorrentes da execução orçamentária. Exemplos: cotas. repasses e sub-repasses concedidos. • Variações ativas: são alterações patrimoniais aumentativas que ocorrem independentemente da execução orçamentária e que são denominadas de superveniências ativas (aumento do ativo) e insubsistências ativas (redução do passivo). entre outros. Isso deve-se à adoção do regime de competência para as despesas.

enquanto a superveniência passiva ou superveniência do passivo ( natureza devedora) corresponde à incorporação de obrigações. ou seja. ESPECIFICAÇÃO Superveniência ativa Insubsistência ativa Insubsistência passiva CLASSIFICAÇÃO Variação ativa extraorçamentária Variação ativa extraorçamentária NATUREZA DA CONTA Credora Credora Superveniência passiva Variação passiva extraorçamentária Devedora Variação passiva extraorçamentária Devedora Acabamos de estudar as variações patrimoniais e para aprofundar o estudo perceba que. Contudo. Exemplo: transferências de bens entre unidades do mesmo órgão. Os decréscimos patrimoniais (superveniências passivas e insubsistências passivas) correspondem as incorporações de obrigações e desincorporações de bens e direitos no patrimônio. Quadro 3 Da classificação contábil/superveniências e insubsistências. mas iremos considerar o posicionamento da Secretaria do Tesouro Nacional que é órgão competente para estabelecer normas e procedimentos contábeis no âmbito da Contabilidade Pública. agora.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA Vamos. se você estiver com um plano de contas em mãos. Vamos definir inicialmente o termo “superveniência” que significa acréscimo e o termo “insubsistência” que significa decréscimo. interferências passivas (extraorçamentária) e decréscimos patrimoniais. As interferências passivas (extraorçamentárias) são os bens concedidos por transferências intragovernamentais. por forma da Lei Complementar n. pode analisar UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 329 . mencionamos sobre a natureza dessas contas para facilitar o entendimento quanto à classificação contábil. vamos detalhar o estudo sobre as superveniências e insubsistências em face dos diversos posicionamentos na área pública sobre o tema. estudar o grupo resultado das variações passivas extraorçamentárias que possui três subgrupos: despesa extraorçamentária. Exemplos: doações concedidas de bens. quando tratamos do termo insubsistência. 101/2000. As despesa extraorçamentária são as despesas que não estão previstas na Lei Orçamentária Anual. Ainda. pertencentes a entidades que não fazem parte do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da União. insubsistência ativa corresponde à redução do passivo e caracteriza uma variação ativa (natureza credora) e a insubsistência passiva corresponde à redução do ativo e caracteriza uma variação passiva (natureza devedora). Para finalizar esse assunto. há posicionamentos adversos. Prosseguindo vamos fazer a junção do termo superveniência com o ativo e então denominamos superveniência ativa ou superveniência do ativo (natureza credora) que corresponde ao acréscimo do ativo por incorporação de bens e direitos. consumo de materiais entre outros.

Em seguida. Veja no quadro a seguir a demonstração das contas de resultado. Quadro 4 Simplificado das contas de resultado. Incluem-se aí as receitas de juros. esse resultado é negativo (déficit). Variações passivas Variações ativas 3 – Despesas 5 – Resultado exercício diminutivo (–) 4 – Receitas 6 – Resultado exercício aumentativo (+) CONTAS DE RESULTADO 4 .3 Variações patrimoniais a partir de 2012 Iremos mencionar a conceituação das variações patrimoniais diminutivas e aumentativas das classes (3) e (4) respectivamente.3 . 5 e 6 representam contas de resultado. Para que o resultado seja positivo (superávit). b) Venda de mercadorias. Iniciaremos com a classificação das variações patrimoniais que são: qualitativas e quantitativas. Por fim. Esse resultado pode ser positivo. dividendos.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA que a codificação das contas iniciadas pelos algarismos 3. quando as receitas são iguais às despesas. produtos e serviços: abrangem a venda de bens e serviços. seja dependente da execução orçamentária ou independente da execução orçamentária. negativo ou nulo. o resultado é nulo. c) Financeiras: dizem respeito ao somatório das variações patrimoniais aumentativas com operações financeiras. Portanto. a seguir. descontos obtidos etc. 330 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Na seção 4. 4 . devemos proceder ao encerramento das mesmas com o objetivo de apurar o resultado. tendo em vista corresponder a uma das alterações ocorridas em relação no plano de contas. E as variações qualitativas representam as modificações dos elementos patrimoniais sem alterar o patrimônio líquido. Quando as despesas são superiores às receitas.2 Apuração de resultado O resultado do exercício corresponde ao somatório das receitas arrecadadas no exercício financeiro mais as variações ativas menos as despesas do exercício com as variações passivas. consta um quadro simplificado. As variações quantitativas representam a modificação no patrimônio líquido e podem ser aumentativas e diminutivas.1 Variações quantitativas aumentativas a) Tributárias e contribuições: compreendem tributos e contribuições. 4 . 4.3. demonstraremos a classificação das variações patrimoniais. as receitas devem ser superiores às despesas. ao final de cada exercício.

transferências a instituições multigovernamentais.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA d) Transferências: incluem doações. f) Tributárias e contributivas: compreendem as variações patrimoniais diminutivas relativas aos impostos. despesas bancárias e correções monetárias. subvenções. contribuições de melhoria.3 . transferências a instituições privadas com ou sem fins lucrativos. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 331 . amortização. serviços e consumo de capital fixo: representa o somatório das variações patrimoniais diminutivas com manutenção e operação da máquina pública. contribuições econômicas e contribuições especiais. aluguel. descontos concedidos. contribuições sociais. c) Benefícios assistenciais: compreendem as ações de Assistência Social. transferências a convênios e transferências ao exterior. arrendamento mercantil operacional. h) Desvalorização e perda de ativos: compreendem a variação patrimonial diminutiva com desvalorização e perdas de ativos. tais como: juros incorridos. à garantia dos mínimos sociais. g) Uso de bens. ao provimento de condições para atender a contingências sociais e à universalização dos direitos sociais.2 Variações quantitativas diminutivas a) Pessoal e encargos: trata da remuneração e encargos de pessoal do governo. que são Políticas de Seguridade Social não contributivas. e) Outras variações aumentativas: outras variações patrimoniais aumentativas não classificadas nos grupos anteriores. taxas. subsídios. entre outras. 4 . exceto despesas com pessoal e encargos que serão registrados em grupo específico. serviços de terceiros. entre outras despesas. perdas com alienação e perdas involuntárias. visando ao enfrentamento da pobreza. passagens e despesas com locomoção. com redução a valor recuperável. b) Benefícios previdenciários: compreendem os benefícios previdenciários de caráter contributivo do Regime Próprio da Previdência Social – RPPS e do Regime Geral da Previdência Social – RGPS. e) Transferências: compreendem o somatório das variações patrimoniais diminutivas com transferências intergovernamentais. depreciação. i) Outras variações patrimoniais diminutivas: são outras variações patrimoniais diminutivas não classificadas nos grupos anteriores. comissões. exaustão. transferências intergovernamentais e intragovernamentais recebidas. material de distribuição gratuita. d) Financeiras: compreendem as variações patrimoniais diminutivas com operações financeiras. Compreende diárias. material de consumo. transferências intragovernamentais.

arrecadação de tributos (receita orçamentária). apenas serão encerradas as contas de classes (3) e (4). Contabilidade pública. B. 332 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Esse procedimento ocorrerá até o exercício de 2010. Rio de Janeiro: IBRAM. Contabilidade básica. respectivamente. No próximo capítulo. considerando que a partir de 2012 o resultado compõe somente pelo diferencial entre as receitas e despesas. a partir do exercício de 2012. pagamento de pessoal (despesa orçamentária). H. a demonstração das contas de resultado. estudaremos sobre o sistema contábil e os respectivos subsistemas: orçamentário. 31. T. ocorrerá à redução de classes referentes às contas de resultado. de 17 de março de 1964. obrigatoriamente. patrimonial. e R. São Paulo: Frase. financeiro. não havendo mais as contas representativas de mutações ativas e passivas e superveniências e insubsistências ativas e passivas. 751. aquisição de bens (mutação ativa). ed. 2006. 9. no quadro a seguir. E para apurar o resultado do período é necessário o encerramento dessas contas transferindo para uma conta transitória denominada de A. COSTA.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA Os conceitos aqui mencionados estão em conformidade com a Portaria STN n. respectivamente. CONTAS DE Variação Patrimonial Diminutiva RESULTADO Variação Patrimonial Aumentativa 3 – Despesas 4 – Receitas É prudente fazer uma comparação entre os quadros simplificados sobre as contas de resultado. Quadro 5 Simplificado das contas de resultado. PIRES. ed. V. doação de bens de terceiros (superveniência ativa). J. Você poderá perceber que. (Apuração Resultado do Exercício) e posteriormente transfere para o Patrimônio Líquido denominado de Saldo Patrimonial. de 16 de dezembro de 2009. NEVES. que institui o manual de contabilidade aplicada ao setor público. despesas e receitas. compensação e custos. P. Referências MACHADO JUNIOR. 2000.E. f.. Veja. J. volume IV.R. 2002/2003. Outro ponto importante é que as receitas e as despesas orçamentárias serão executadas nas contas de classes (5) e (6) denominadas de “controles da aprovação do planejamento e orçamento” e “controle da execução do orçamento”. 4. consideradas contas de controle desde o planejamento até a execução do orçamento. para apuração do resultado do exercício. Brasília: Franco & Fortes. Para concluir é importante citar algumas contas que representam variações patrimoniais: alienação de bens (mutação passiva). cancelamento da dívida ativa (insubsistência passiva). sem fazer parte do resultado econômico do exercício.320. ou seja.. Lei n.

br>.tesouro. do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 333 . Portaria n. Disponível em: <http://www. Secretaria do tesouro nacional.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA STN.fazenda. de 16 de Dezembro de 2009. ed. 2009. e dá outras providências. Aprova o volume V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público e republica o volume IV – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público da 2. Acesso em: 28 dez.gov. 751.

CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE PÚBLICA 334 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 335 . Faz-se necessário. considerando que iremos estudar os elementos que compõem o patrimônio e suas variações. financeiro. pode ser elaborado um balancete de verificação. e saiba diferenciar ativo e passivo. O total dos saldos devedores é igual ao total dos saldos credores.133/2008. temos contas financeiras. pertencentes ao ente público. o patrimonial. Pires (2006. você terá como referência os capítulos anteriores. que aprovou a NBC T 16. Desse modo. representados pelas contas que serão evidenciadas de forma estruturada nas demonstrações contábeis. com a finalidade de conferir e analisar os registros realizados diariamente”.320/64. Para cada subsistema de contas. Dessa forma. a qual se refere às demonstrações contábeis. momento em que também você terá como elaborar os demonstrativos exigidos pela Lei n. receitas e despesas. compensação e custos. 4. registraremos fatos contábeis característicos envolvendo os diversos subsistemas. 4. Também é preciso conhecer a natureza das contas (devedoras e credoras) e ainda o resultado aumentativo e diminutivo do exercício. contas patrimoniais. que você conheça o plano de contas da administração pública.320/64 e Resolução CFC n. A contabilidade pública trabalha com subsistemas de contas distintos quais sejam: o orçamentário. será estudado sobre o sistema contábil e os respectivos subsistemas: orçamentário. tendo cada grupo finalidades distintas. Entende-se por balancete de verificação um demonstrativo contábil que relaciona os saldos de todas as contas devedoras e de todas as contas credoras dispostas em forma de equação. esperamos que. financeiro. patrimonial. ao final deste capítulo. Em seguida. compensação e de custos). contas de compensação. o financeiro. estudados no capítulo 4. patrimonial. por meio dos diversos subsistemas.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Subsistemas de contas 5 Introdução Neste capítulo. 1. estudado no capítulo 1. a compensação e o de custos. Para compreensão dos subsistemas de contas (orçamentário. 337) atesta que “o levantamento do balancete mensal permite ao ente da federação verificar o movimento e os saldos de cada conta contábil. você seja capaz de caracterizar as contas envolvidas em cada subsistema de contas de acordo com a Lei n. para compreensão deste capítulo. p.6. contas orçamentárias e contas de custos.

com efeitos desde o exercício de 2010 e regulamentou que o sistema contábil é estruturado em subsistemas orçamentário.1 . 4. apenas à normatização. mensuração. 5 . de 21 de novembro de 2008.1 Sistema contábil O sistema contábil é composto por subsistemas que facilitam a obtenção das informações. financeiro.1 Subsistema orçamentário No sistema orçamentário. com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza orçamentária e extraorçamentária. As operações desse subsistema são chamadas de operações resultantes da execução orçamentária. controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimônio público. Patrimônio e Sistemas de Contas.320/64. existia previsão legal sobre o sistema de custos e faltava. avaliação. patrimonial. ainda. expõe que O sistema contábil representa a estrutura de informações sobre identificação. tais como: previsão da receita. descentralização de créditos. Veja a finalidade de cada subsistema de contas nos próximos tópicos deste capítulo. fixação da despesa.2 Subsistema financeiro O sistema financeiro está relacionado com os ingressos (entradas) e os dispêndios (saídas) de recursos. até então eram o orçamentário. registro. 336 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . É graças ao subsistema orçamentário que se efetua o controle da execução do orçamento público. patrimonial e de compensação. é demonstrado no balanço orçamentário o resultado dos atos e fatos ocorridos no subsistema orçamentário. que é demonstrado no Anexo 12. Os sistemas de contas. O subsistema orçamentário é representado pelos atos de natureza orçamentária. financeiro. e pelos fatos de natureza orçamentária como a arrecadação da receita e a liquidação da despesa. é feita a comparação da receita prevista com a realizada e da despesa fixada com a executada. nenhum ato ou fato extraorçamentário estará inserido nesse subsistema. Dessa forma. compensação e de custos e. a prestação de contas e a instrumentalização do controle social. O Conselho Federal de Contabilidade editou a Resolução CFC n. instituído pela Lei n. É nesse subsistema que se obtém o resultado orçamentário. atualmente subsistemas. Portanto. que institui a NBCT 16. Para isso. balanço orçamentário e respectivos adendos que compõem as suas demonstrações complementares.2.129. é necessário que os fatos de arrecadação da receita e liquidação da despesa passem por esse subsistema. 5 . com o objetivo de orientar e suprir o processo de decisão. ou seja. 1.1 . Portanto. empenho da despesa.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA 5 . É salutar ressaltarmos que o subsistema orçamentário é representado somente pelos atos de natureza orçamentária.

320/64. Reflita Após as discussões apresentadas até aqui. 93 da Lei n. são do subsistema financeiro. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 337 . imóveis. elas serão orçamentárias.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA De acordo com o Art. classes 1 a 4. como bens móveis. 5 . patrimoniais. classes 7 e 8.3 Subsistema patrimonial No subsistema patrimonial. obrigações. são registrados os eventos de natureza patrimonial. ATIVO Ativo circulante Banco conta movimento Aplicações financeiras Créditos em circulação PASSIVO Passivo circulante Restos a pagar Serviço da dívida a pagar Consignações Depósitos de terceiros Débitos de tesouraria (ARO) CONTAS DE RESULTADO DEVEDOR Despesas orçamentárias Despesas correntes Despesas de capital Transferências financeiras Repasse financeiro concedido CONTAS DE RESULTADO CREDOR Receitas orçamentárias Receitas correntes Receitas de capital Transferências financeiras Repasse financeiro recebido É prudente mencionar que as contas de despesas orçamentárias e receitas orçamentárias a partir do exercício de 2012 farão parte das contas de classes (5) e (6) e ainda. “as contas do subsistema devem registrar e controlar todas as operações que resultem débitos e créditos de natureza financeira. serão identificadas por natureza da informação e não mais por subsistemas. créditos. classes 5 e 6. Todas as contas que tenham como contrapartida a conta caixa ou bancos. Quadro 1 Subgrupos e contas do subsistema financeiro. reflita sobre a segregação das contas do ativo financeiro e passivo financeiro. Portanto. sendo pagamento ou recebimento. A seguir demonstraremos os subgrupos e contas que fazem parte do subsistema financeiro. valores. resultante ou não da execução orçamentária”. estoques. Qual será o motivo dessa segregação? Também é bom lembrar sobre contas financeiras e não financeiras correlacionando com contas do grupo circulante e não circulante. 4. e de controle.1 . quanto à natureza da informação.

1 . insubsistências e mutações. no quadro a seguir. não mais existirá os termos superveniências. a demonstração das contas do subsistema patrimonial. operações de créditos.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA inscrição e baixa da dívida ativa. O subsistema de compensação compreende. Quadro 2 Contas do subsistema patrimonial. por força de normativos da Secretaria do Tesouro Nacional e o Conselho Federal de Contabilidade. mas que poderão vir a afetá-lo. ATIVO Ativo não circulante Créditos diversos Estoques Dívida ativa Empréstimos concedidos Investimentos Bens móveis Bens imóveis PASSIVO Passivo não circulante Dívida fundada interna Dívida fundada externa Parcelamentos Precatórios Provisões CONTAS DE RESULTADO DEVEDOR Transferência de bens e valores Mutações passivas Superveniências passivas Insubsistências passivas CONTAS DE RESULTADO CREDOR Transferência de bens e valores Mutações ativas Superveniências ativas Insubsistências ativas É sempre bom lembrar que a partir do exercício 2012. 5 . as contas com função específica de controle. Esses atos podem ser provenientes de avais. mas que possam vir a afetá-lo. superveniências e insubsistências ativas e passivas. Dessa forma. o subsistema de compensação é representado pelos atos praticados pelo administrador e que não afetam o patrimônio de imediato. Ainda no subsistema patrimonial. ainda que não organizados como empresa pública ou autárquica. apenas. são registrados bens.320/1964. 5 . orçamentária e controle. conforme pode constatar: Os serviços públicos industriais.5 Subsistema de custos É o sistema de custos na administração pública está previsto no Art. direitos e obrigações que não estejam relacionados com a movimentação financeira. convênios. manterão contabilidade 338 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . acordos.1 . entre outros. Veja. contratos etc.4 Subsistema de compensação Tem como função principal o controle dos atos administrativos. 99 da Lei n. 4. Assim as contas são de natureza patrimonial. para efeito de classificação dos fatos contábeis na Administração Pública. relacionadas com as situações não compreendidas no patrimônio.

2 – Patrimônio e Sistemas Contábeis. de acordo com a Resolução CFC n. processa e evidencia os custos dos bens e serviços. 50 da LRF o CFC. Com o objetivo de cumprir o Art. à eficiência. Entende-se por unidade contábil. 101/2000-LRF. É oportuno mencionar que o sistema de custos até então era restrito aos serviços públicos industriais. 1129/2008. 1. anexo II. E. produzidos e ofertados à sociedade pela entidade pública”.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA especial para determinação dos custos. gerar benefícios (receitas). por meio da Portaria n. Contudo. a Lei Complementar n. de 21 de novembro de 2008: A soma. que fazem parte grupos 7. ingressos e resultados. que menciona sobre o subsistema de custos. avaliação das metas estabelecidas pelo planejamento. 50 § 3o determina que Administração Pública mantenha sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária. respectivamente. que “registra. à eficácia e à efetividade. unificação de parcelas do patrimônio público vinculadas UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 339 .8 e 8. do ativo e passivo. e de acordo com a NBC T 16. sem prejuízo da escrituração patrimonial e financeira comum. volume IV. E os custos são gastos relacionados à atividade produtiva ou os serviços utilizados na produção de outro bem ou serviços. direta ou indiretamente.128. Art. ainda. Esse procedimento será utilizado nos seguintes casos: registro dos atos e dos fatos que envolvem o patrimônio público ou suas parcelas. financeira e patrimonial. a Secretaria do Tesouro Nacional. Reflita Para entendimento do sistema de custo deve diferenciar os gastos. criou as contas de controle de custos de bens e serviços produzidos. avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas de trabalho com relação à economicidade. 751/2009. em atendimento à necessidade de controle e prestação de contas.8. de evidenciação e instrumentalização do controle social. editou-se a Resolução n. que correspondem aos gastos incorridos para. agregação ou divisão de patrimônio de uma ou mais entidades do setor público resultará em novas unidades contábeis. quais sejam: despesas. Por fim. os subsistemas contábeis devem ser integrados entre si e a outros subsistemas de informações de modo a subsidiar a administração pública sobre: Desempenho da unidade contábil no cumprimento da sua missão. e a avaliação dos riscos e das contingências.

000. Orçamento aprovado para o exercício de X9: $ 800.000 para o exercício de X9 e arrecadado no mês de janeiro/X9 o valor de $ 40. exemplificaremos. é necessário o conhecimento de todas as definições e conceitos já explanados com base nos instrumentos legais pertinentes à Administração Pública. desde o orçamento inicial até a sua execução.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA a unidades contábeis descentralizadas. dados para efetuar os lançamentos decorrentes dos fatos relacionados a seguir. as contas envolvidas. • o cumprimento dos princípios fundamentais de contabilidade e os princípios orçamentários. 3. sendo $ 300. para fins de controle e evidenciação dos seus resultados. para a efetivação dos registros contábeis com segurança. • ativo e passivo compensado: registro de qualquer ato administrativo. orçamentário. de forma simplificada. 5. patrimonial. registraremos diversos fatos contábeis. 4. custo e de compensação. em janeiro/X9. • fatos contábeis: permutativos e modificativos. Aquisição à vista de computadores de uso por $ 10.2 Registro operações típicas Para caracterizarmos os diversos subsistemas.000. 2. Para contabilização de fatos típicos da Administração Pública.000. hipoteticamente. Prestação de serviços de terceiros pessoa jurídica no valor de $ 30. bem como a dotação e realização das despesas orçamentárias. • os subistemas de contas: financeiro. Os itens acima mencionados servem apenas como parâmetro.000 corrente e $ 500. consolidação de entidades do setor público para fins de atendimento de exigências legais ou necessidades gerenciais.000. pois. Dados hipotéticos 1. Para elucidar cada subsistema iniciaremos o registro dos fatos contábeis demonstrando todas as fases e a caracterização dos diversos subsistemas. 340 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 de capital. Pagamento de suprimento de fundos no valor de 3. Concluímos o estudo dos subsistemas de contas no qual foram demonstradas as contas que fazem parte de cada subsistema evidenciando.000. identificando os sistemas envolvidos. É prudente relembrar alguns pontos fundamentais para o desenvolvimento dos registros contábeis: • método das partidas dobradas. são controladas a previsão e realização das receitas orçamentárias. Estimativa de arrecadação IPTU $ 200. 5 .

em janeiro/X9.000 Subsistema orçamentário D C Receita Realizada Receita Prevista 40.000 Subsistema patrimonial D C Variação Passiva – Extraorçamentária Créditos a Receber 40.000 3) Pagamento de suprimento de fundos no valor de $ 3.000.000 corrente e $ 500.000 40. $ 40.000 Subsistema financeiro D C Banco c/ Movimento Receita Corrente-Tributária 40. para o exercício X9 e arrecadado no mês de janeiro/X9. simultaneamente.000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 341 .000 800.000 40.000 500. Previsão inicial da receita (subsistema orçamentário) D D C Receita Prevista Corrente Receita Prevista Capital Orçamento da Receita 300. Resolução para fatos contábeis até 2011 1) Orçamento aprovado para o exercício de X9: $ 800.000.000 200. sendo $ 300.000 40. identificar os sistemas de contas envolvidos.000 2) Estimativa de arrecadação IPTU $ 200.000 Fixação da despesa (subsistema orçamentário) D C C Orçamento da Despesa Crédito Disponível – Corrente Crédito Disponível – Capital 800.000 500.000 de capital.000 3.000 300. Subsistema orçamentário Do empenho D C Crédito Disponível Crédito Empenhado a Liquidar 3.000. registrar os fatos contábeis e.000.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Vamos. em seguida. Subsistema patrimonial D C Tributos a Receber Variação Ativa Extraorçamentária 200.

000 30. Títulos e Bens sob Responsabilidade 30.000 342 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Do empenho Subsistema orçamentário D C Crédito Disponível Crédito Empenhado a Liquidar 30.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Da liquidação Subsistema orçamentário D C Crédito Empenhado a Liquidar Crédito Empenhado Liquidado 3.000 Subsistema de compensação D C Adiantamento Concedido (suprimento de fundos) Adiantamento Concedido (suprimento de fundos) 3.000 Subsistema financeiro D C Despesa Corrente Banco Conta Movimento 3.000.000 3.000 Do pagamento Subsistema orçamentário D C Crédito Empenhado Liquidado Crédito Empenhado Pago 30.000 3. Títulos e Bens Valores.000 30.000 Da liquidação Subsistema orçamentário D C Crédito Empenhado a Liquidar Crédito Empenhado Liquidado 30.000 3.000 4) Prestação de serviços de terceiros à pessoa jurídica no valor de $ 30.000 3.000 Subsistema compensação D C Responsabilidade por Valores.000 30.000 30.000 Do pagamento Subsistema orçamentário D C Crédito Empenhado Liquidado Crédito Empenhado Pago 3.

demonstrar os registros dos mesmos fatos contábeis de acordo com o plano de contas com validade a partir de 2012. de computadores de uso.000 Subsistema patrimonial D C Computadores de Uso (Imobilizado) Incorporação de Bens (Mutação Ativa) 10.000 10. Resolução para fatos contábeis a partir de 2012 1) Orçamento aprovado para o exercício de X12: $ 800.000 Subsistema financeiro D C Banco Conta Movimento Despesa Capital (Investimentos) 10.000.000 200.000 800.000.4.000 Fixação da despesa – orçamentária D C C Orçamento da Despesa Crédito Disponível – Corrente Crédito Disponível – Capital 800.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Subsistema financeiro D C Despesa Corrente (outras desp.000 Vamos. agora. orçamentária.000 corrente e $ 500.5.000 2) Estimativa de arrecadação IPTU $ 200. por $ 10. Previsão inicial da receita – orçamentária D D C Receita Prevista Corrente Receita Prevista Capital Receita a Realizar 300. capítulo 1.000 30. Reconhecimento do crédito – patrimonial D C Tributos a Receber Variação Patrimonial Aumentativa (VPA) – Tributárias 200.000 300.000 10. correntes) Banco Conta Movimento 30.000. ou seja. patrimonial e controle. Subsistema orçamentário D C Despesa Executada (Capital) Despesa Fixada (Capital) 10.000 de capital. para o exercício X12 e arrecadado no mês de janeiro/X9. $ 40. sendo $ 300.000 10.000 500.000 5) Aquisição à vista. assunto tratado na seção 1.000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 343 . inclusive vamos caracterizar a natureza da informação.000. para que faça a comparação e identifique as alterações que serão realizadas.000 500.

000 3.000 3.000.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Arrecadação – patrimonial D C Banco c/Movimento Tributos a Receber 40.000 Arrecadação – controle D C Disponibilidade de Recursos Disponibilidade por Destinação de Recursos 40.000 Controle D C Disponibilidade por Destinação de Recursos Disponibilidade por Destinação de Recursos Comprometida 3.000 É importante alertar que no valor estimado pode ocorrer excesso ou frustração de arrecadação.000 40.000 3.000 Arrecadação – orçamentária D C Receita Orçamentária a Realizar Receita Orçamentária Realizada 40. E o procedimento de ajuste desses valores ocorrerá no final do exercício.000 3.000 40.000 3.000 344 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 Do pagamento Liberação do recurso para o suprido – orçamentária D C Crédito Empenhado Liquidado a Pagar Crédito Empenhado Pago 3. por Destinação de Recursos – Utilizada 3.000 Controle D C Disp.000 40. Do empenho Orçamentária D C Crédito Disponível Crédito Empenhado a Liquidar 3.000 Da liquidação Orçamentária D C Crédito Empenhado a Liquidar Crédito Empenhado Liquidado a Pagar 3. por Destinação de Recurso Comprometida Disp. 3) Pagamento de suprimento de fundos no valor de $ 3. em janeiro/ X12.

000 30.000 30.000 Patrimonial D C Variação Patrimonial Diminutiva – Uso de Bens e Serviços Obrigações em Circulação 30.000 3. quando do registro da variação patrimonial diminutiva (variação quantitativa).000 Controle D C Atos Potenciais do Passivo – Contrato de Serviços Execução de Atos Potenciais do Passivo – Obrigações Contratadas a Executar 30.000 Da prestação de contas pelo suprido Patrimonial D C Variação Patrimonial Diminutiva (VPD) Crédito em Circulação – Suprido 3.000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 345 .CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Patrimonial D C Créditos em Circulação – Suprido Obrigações em Circulação – Suprido 3.000 3. 4) Prestação de serviços de terceiros à pessoa jurídica no valor de $ 30.000 Controle D C Disponibilidade por Destinação de Recursos Disponibilidade por Destinação de Recursos Comprometida 30.000 3.000 30.000 Patrimonial D C Obrigações em Circulação – Suprido Banco Conta Movimento 3.000 Do empenho Orçamentária D C Crédito Disponível Crédito Empenhado a Liquidar 30.000 30.000 É oportuno mencionar que a alteração na situação líquida patrimonial ocorre no momento da liquidação.000 Da liquidação Orçamentária D C Crédito Empenhado a Liquidar Crédito Empenhado Liquidado a Pagar 30.000 30.

000 Patrimonial Obrigações em Circulação Banco c/ Movimento 30.000 Da liquidação da despesa Orçamentária D C Crédito Empenhado a Liquidar Crédito Empenhado Liquidado a Pagar 10.000 10.000 Do pagamento Patrimonial D C D C Veículos Banco 10.000.000 30.000 3.000 10. Do empenho Orçamentária D C D C Crédito Disponível Crédito Empenhado a Liquidar 10.000 Orçamentária Crédito Empenhado Liquidado a Pagar Crédito Empenhado Pago 10.000 Controle (baixa do contrato) D C Execução de Atos Potenciais do Passivo – Obrigações Contratadas a Executar Atos Potenciais do Passivo – Contrato de Serviços 30. de computadores de uso.000 5) Aquisição à vista.000 10.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Do pagamento Orçamentária D C D C Crédito Empenhado Liquidado a Pagar Crédito Empenhado Pago 3.000 Controle Disponibilidade por Destinação de Recursos Disponibilidade por Destinação de Recursos Comprometida 10.33 346 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 Reconhecimento do encargo depreciação (1 mês de uso) Patrimonial D C Variação Parimonial Diminutiva – Uso de Bens e Serviços Depreciação Acumulada – Computadores 133.33 133.000 10.000 10. por $ 10.000 30.

como os bens móveis.000 Valor residual $ 2. Você deve ter percebido que estudamos. estoques. o balanço financeiro. a demonstração do resultado econômico e a demonstração do fluxo de caixa. obrigações.133/2008 e Portaria STN n. fixação da despesa. Lei Complementar n. o balanço patrimonial. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 347 . inscrição e baixa da dívida ativa. exigidas pela Lei n. No próximo capítulo. 101.000. E. o subsistema de custo que é registrar o custo dos bens e serviços. superveniências e insubsistências ativas e passivas.000 $ 8. que não afetam o patrimônio de imediato. tais como a arrecadação da receita e a liquidação da despesa. O subsistema orçamentário é representado pelos atos de natureza orçamentária. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. 5 de maio de 2000. 751/2009. por fim.000 =1600 5 1600 = $133. conceituando e demonstrando o critério de elaboração. a demonstração das variações patrimoniais. são registrados os eventos de natureza patrimonial. falaremos sobre as demonstrações contábeis. neste capítulo. O subsistema de compensação tem como função principal o controle dos atos administrativos. valores.33.000 e a vida útil estimada em 5 anos. o sistema de compensação é representado pelos atos praticados pelo administrador. os subsistemas de contas. 4. imóveis. créditos. mas que poderão vir a afetá-lo. de 4 de maio de 2000. dando continuidade aos nossos estudos.33 12 Vida útil estimada 5 anos Foi demonstrado o cálculo do encargo de depreciação considerando o custo de aquisição R$ 10. ressaltando as particularidades e especificidades de cada um deles. Brasília.320/64.00. a demonstração da mutação do patrimônio líquido. Portanto. 1. Resolução CFC n.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA Cálculo = custo aquisição $ 10. durante 5 anos. No subsistema patrimonial. descentralização de créditos. Referências BRASIL. tais como: previsão da receita. operações de créditos. Apresentaremos o balanço orçamentário. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. entre outros. empenho da despesa e pelos fatos de natureza orçamentária. bem como ativos e passivos financeiros. o valor a ser registrado mensalmente é de R$ 133. Desta forma. o valor resisual de R$ 2. O subsistema financeiro registra os recebimentos e pagamentos de receitas e despesas orçamentárias e extraorçamentárias.

Objeto e Campo de Aplicação.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE PÚBLICA CFC – Conselho Federal de Contabilidade. de 21 de novembro de 2008. 2002/2003. H. PIRES.org. de 17/3/1964. MOTA. STN. Acesso em: 28 dez.br>. MACHADO JUNIOR.128. L. J. ______.320. Contabilidade aplicada ao setor público.fazenda. 2009. Disponível em: <http://www. 2006.org. ed. Brasília: Franco & Fortes. Disponível em: <http://www.org. 1. 2010. e dá outras providências. 31. G. B. COSTA.6 – Demonstrações Contábeis.tesouro. Aprova o volume V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público e república o volume IV – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público da 2. Portaria n. ______. Aprova a NBC T 16. Anotações 348 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .2 – Patrimônio e Sistemas Contábeis.cfc. Aprova a NBC T 16. Resolução n. e R. F. 4. Resolução n. J. Brasília: Gestão Publica.133. F. Rio de Janeiro: IBRAM. 2010.cfc. Disponível em: <http:// www.cfc. Secretaria do Tesouro Nacional. 9. ed. ed. Contabilidade pública. Disponível em: <http://www.129.. br>. Resolução n. br>. 1.1 – Conceituação.br>. 2010.gov. Acesso em: 14 jan.. do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Lei n. 751. Aprova a NBC T 16. de 16 de dezembro de 2009. de 21 de novembro de 2008. T. Acesso em: 14 jan. 2009. Acesso em: 14 jan. 1. de 21 de novembro de 2008.

suas alterações e execução orçamentária das receitas e das despesas. 4. os resultados gerais do exercício da administração pública sejam demonstrados no balanço orçamentário. balanço patrimonial. Estados e Distrito Federal e.320/64 e inclui a demonstração do fluxo de caixa e a demonstração do resultado econômico. dos Estados.12). Também devemos mencionar a Resolução CFC n. a partir 2013. do balanço financeiro (anexo 13). demonstração das variações patrimoniais. quais sejam: balanço orçamentário. demonstração do fluxo de caixa e demonstração do resultado econômico. demonstração da mutação do patrimônio líquido. no final de cada exercício. dos Municípios e do Distrito Federal. No Balanço Financeiro. Na Demonstração das Variações Patrimoniais. os recebimentos e pagamentos de natureza orçamentária e extraorçamentária. ficarão demonstradas as alterações no patrimônio ocorridas durante o exercício financeiro. 4. ou seja. A Portaria STN n. 14) e da demonstração das variações patrimoniais (anexo n. oriundas das variações patrimoniais UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 349 . Essa lei determina que. direitos e obrigações. 20). No Balanço Orçamentário. do balanço patrimonial (anexo n. no balanço financeiro. com obrigatoriedade a partir do exercício de 2010. que prevê a elaboração de todas as demonstrações de acordo com a Lei n. será abordado o tema da elaboração das demonstrações contábeis. a partir de 2012 para a União. que aprovou a NBC T 16. para os Municípios. 1. será demonstrada a movimentação financeira.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA Demonstrações contábeis 6 Introdução Neste capítulo. de 17 de março de 1964. específica para o setor público.15) e inclui a demonstração do fluxos de caixa (anexo n. no balanço patrimonial e na demonstração das variações patrimoniais. aprovou as alterações do balanço orçamentário (anexo n. 751/2009.133/08. 19) e a demonstração do resultado econômico (anexo n. ficarão demonstrados os elementos patrimoniais caracterizados pelos bens. 18). será evidenciada a comparação entre previsão da receita e a fixação da despesa orçamentária. Não podemos falar em demonstrações contábeis na contabilidade pública sem inicialmente mencionar a Lei n. a demonstração das mutações do patrimônio líquido (anexo n. balanço financeiro. especificamente o volume V.320. lei que estatuiu normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União.6 – demonstrações contábeis. No Balanço Patrimonial.

a frustração (insuficiência) de arrecadação. é objetivo deste capítulo que. quando a despesa realizada é maior que a receita arrecadada. despesas orçamentárias e extraorçamentárias). A estrutura a ser apresentada na subseção 6. quando a despesa realizada é menor que a receita arrecadada. em seu Art. O Balanço Orçamentário é acompanhado do anexo das despesas por função e subfunção e. 99 e posteriormente com o advento da LRF. estágios da receita e despesa. 4. Desse modo.320/64 em seu Art. O balanço orçamentário demonstra a economia orçamentária. por categoria econômica. você seja capaz de identificar os procedimentos de elaboração das demonstrações contábeis. E. a Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido.1 está em conformidade com as normas da STN que é o órgão central do Sistema de Contabilidade 350 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . confrontando o orçamento inicial e as suas alterações com a execução. quando a receita arrecadada é menor que a receita prevista. O Art.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA dependente ou independente da execução orçamentária.1 Balanço orçamentário Nesse balanço fica evidenciada a comparação das receitas previstas com sua arrecadação e da despesa fixada com sua execução (realização). 4. ao seu término. afirma que “o Balanço Orçamentário demonstrará as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas”. De acordo com as NBC TSP 16. 50. da Lei n. o excesso de arrecadação. 1133/2008).1. opcionalmente.6 o Balanço Orçamentário evidencia as receitas e as despesas orçamentárias. 102. por fim. dos investimentos e financiamentos. quando a receita arrecadada é maior que a receita prevista. por programa (Resolução CFC n. quando a despesa executada é menor que a despesa fixada. o superávit orçamentário. Essa demonstração é obrigatória somente para as empresas estatais dependentes e para os entes que as incorporarem no processo de consolidação das contas. demonstra o resultado orçamentário e discrimina: as receitas por fonte e as despesas por grupo de natureza. O aprendizado que você adquiriu até agora em Contabilidade Pública refletirá na elaboração das demonstrações contábeis. Os conhecimentos adquiridos com a leitura dos capítulos anteriores deste caderno serão importantes para o estudo das demonstrações contábeis. 6 . a curto prazo. A Demonstração do Resultado Econômico é considerada como uma inovação porque o sistema de custo nunca fora implementado desde a Lei n.320/64. Com essa exigência esse demonstrativo tem por finalidade evidenciar o resultado econômico de ações do setor público. bem como suas particularidades (modalidades de empenho. que tem por finalidade evidenciar a movimentação do patrimônio líquido. e poderá avaliar fluxos das operações. A Demonstração do Fluxo de Caixa avaliará a posição financeira. Você já deve conhecer a execução orçamentária (arrecadar receitas e executar despesas). o déficit orçamentário.

empresa estatal dependente ou outra entidade constante desses orçamentos. Esse resultado orçamentário também pode ser calculado por categoria econômica da receita e da despesa. fundação.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA Federal e objetiva a padronização dos procedimentos contábeis nos três níveis de governo. “dotação atualizada”. que corresponde à diferença entre a receita realizada e a despesa executada. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 351 . fundo. taxas e contribuições. “a dotação inicial”. autarquia. “despesas empenhadas”. com a mesma finalidade. “inscrição em restos a pagar não processados” e “saldo da dotação orçamentária”. é necessário calcular o resultado orçamentário do período. ou seja.1 Estrutura do balanço orçamentário O balanço orçamentário é um demonstrativo contábil composto de duas partes. Quando resultar em déficit. confrontam-se as somas opostas para apurar os resultados. O déficit é gerado quando as despesas executadas forem superiores às receitas realizadas. quando necessária. o previsto e o realizado. fundos. A primeira parte subdivide-se em 5 colunas. o resultado orçamentário deverá ser demonstrado na coluna da receita realizada. a “receita inicial prevista”. 338/2006). demonstrando a “especificação das receitas”. A segunda parte subdivide-se em 8 colunas. “a receita atualizada prevista”. A identificação das receitas intraorçamentárias. O modelo apresentado atende aos requisitos determinados pelos diplomas legais acima citados. podendo gerar três resultados distintos: superávit orçamentário. fundações. com a finalidade de igualar a coluna de execução.1 . pagamento de impostos. 6 . Esse resultado deverá ser demonstrado na coluna da despesa executada. as “receitas arrecadadas” e o “saldo” por categoria econômica e origem de recurso (fonte) e a diferença existente entre a receita prevista e a receita realizada resulta na frustração ou excesso de arrecadação. e o superávit é gerado quando as receitas realizadas forem superiores às despesas executadas. quando o recebedor dos recursos também for órgão. deverá ser apresentada em notas explicativas. Entendem-se por receitas intraorçamentárias os ingressos oriundos de operações realizadas entre órgãos e demais entidades da administração pública integrantes dos orçamentos de uma mesma esfera de governo. resultado nulo ou equilíbrio orçamentário. autarquias. Posteriormente. bens e serviços. Define-se como intraorçamentárias as operações que resultem de despesas de órgãos. “despesas liquidadas”. “créditos adicionais”. déficit orçamentário. empresas estatais dependentes e outras entidades integrantes dos orçamentos fiscais e da seguridade social decorrentes da aquisição de materiais. de igualar a coluna de execução. no âmbito da mesma esfera de governo (Portaria Interministerial STN/SOF n. Para concluir a elaboração do balanço orçamentário. quando resultar em superávit. demonstrando a “especificação das despesas”.

320/64. a estrutura do Balanço Orçamentário. que corresponde às despesas orçamentárias.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA É. PREVISÃO RECEITAS PREVISÃO SALDO ATUALIZADA REALIZADAS INICIAL (A – B) (A) (B) A seguir. sem dúvida alguma. 751/2009. Anteriores (Utilizados para créditos adicionais) Superávit financeiro Reabertura de créditos adicionais Fonte: Resolução STN n. 4. demonstraremos a segunda parte do Balanço Orçamentário. 352 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . a seguir. Veja. RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS Receitas correntes Receita tributária Receita de contribuições Receita patrimonial Receita agropecuária Receita industrial Receita de serviços Transferências correntes Outras receitas correntes Receitas de capital Operações de crédito Alienação de bens Amortizações de empréstimos Transferências de capital Outras receitas de capital Subtotal das receitas (I) Refinanciamento (II) Operações de crédito internas • Mobiliária • Contratual Operações de crédito externas • Mobiliária • Contratual Subtotal c/refinanciamento (III) = (I + II) Déficit (IV) TOTAL (V) = (III + IV) Saldos de ex. Quadro 1 Balanço Orçamentário – Anexo 12 da Lei n. uma vã tentativa de restabelecer a classificação.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes Despesas de capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida Reserva de contingência Reserva do rpps Subtotal das despesas (VI) Amortização da dívida/refinanciamento (VII) Amortização da dívida interna Dívida mobiliária Outras dívidas Amortização da dívida externa Dívida mobiliária Outras dívidas Subtotal com refinanciamento (VIII) = (VI + VII) Superávit (IX) Total (X) = (VII + IX) DOTAÇÃO INICIAL (D) DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes Despesas de capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida Reserva de contingência Reserva do rpps Subtotal das despesas (VI) Amortização da dívida/refinanciamento (VII) Amortização da dívida interna CRÉDITOS ADICIONAIS (E) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 353 .

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Dívida mobiliária Outras dívidas Amortização da dívida externa Dívida mobiliária Outras dívidas Subtotal com refinanciamento (VIII) = (VI + VII) Superávit (IX) Total (X) = (VII + IX) CRÉDITOS ADICIONAIS (E) DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes Despesas de capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida Reserva de contingência Reserva do rpps Subtotal das despesas (VI) Amortização da dívida/refinanciamento (VII) Amortização da dívida interna Dívida mobiliária Outras dívidas Amortização da dívida externa Dívida mobiliária Outras dívidas Subtotal com refinanciamento (VIII) = (VI + VII) Superávit (IX) Total (X) = (VII + IX) DOTAÇÃO ATUALIZADA (F)=(D+E) DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes DESPESAS EMPENHADAS (G) 354 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas de capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida Reserva de contingência Reserva do rpps Subtotal das despesas (VI) Amortização da dívida/refinanciamento (VII) Amortização da dívida interna Dívida mobiliária Outras dívidas Amortização da dívida externa Dívida mobiliária Outras dívidas Subtotal com refinanciamento (VIII) = (VI + VII) Superávit (IX) Total (X) = (VII + IX) DESPESAS EMPENHADAS (G) DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes Despesas de capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida Reserva de contingência Reserva do rpps Subtotal das despesas (VI) Amortização da dívida/refinanciamento (VII) Amortização da dívida interna Dívida mobiliária Outras dívidas Amortização da dívida externa DESPESAS LIQUIDADAS (H) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 355 .

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Dívida mobiliária Outras dívidas Subtotal com refinanciamento (VIII) = (VI + VII) Superávit (IX) Total (X) = (VII + IX) DESPESAS LIQUIDADAS (H) – DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes Despesas de capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida Reserva de contingência Reserva do rpps Subtotal das despesas (VI) Amortização da dívida/refinanciamento (VII) Amortização da dívida interna Dívida mobiliária Outras dívidas Amortização da dívida externa Dívida mobiliária Outras dívidas Subtotal com refinanciamento (VIII) = (VI + VII) Superávit (IX) Total (X) = (VII + IX) INSCRIÇÃO EM RP NÃO PROCESSADOS (I)= (G – H) – DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes SALDO DA DOTAÇÃO (j)= (F – G) 356 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

6 . Verificamos a estrutura de um Balanço Orçamentário e vamos continuar o estudo das demonstrações contábeis valos estudar agora o Balanço Financeiro. O Art. que tem por finalidade avaliar a gestão financeira. na verdade.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Despesas de capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida Reserva de contingência Reserva do rpps Subtotal das despesas (VI) Amortização da dívida/refinanciamento (VII) Amortização da dívida interna Dívida mobiliária Outras dívidas Amortização da dívida externa Dívida mobiliária Outras dívidas Subtotal com refinanciamento (VIII) = (VI + VII) Superávit (IX) Total (X) = (VII + IX) Fonte: Resolução STN n. SALDO DA DOTAÇÃO (j)= (F – G) – Cabe ressaltar que as receitas podem ser arrecadas a maior ou a menor. A lei exige.2 Balanço financeiro O Balanço Financeiro evidenciará as receitas (ingressos) e as despesas (dispêndios) orçamentárias. quando a receita arrecadada for maior. Quando a receita arrecadada for menor. que será transferido para o exercício seguinte. uma demonstração da movimentação financeira durante todo o exercício. em conjunto com os saldos disponíveis oriundos de exercício anterior e com o saldo disponível do exercício atual. 103 da Lei n.320/64 atesta que UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 357 . 751/2009. gerará excesso na arrecadação (receita prevista < receita arrecadada). gerará insuficiência na arrecadação (receita prevista > receita arrecadada). Entretanto a despesa executada jamais poderá ser maior que o valor da despesa fixada (autorizada). Contudo. bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza extraorçamentária. 4.

103. bem como os rendimentos e os pagamentos de natureza extraorçamentária. 03 entende-se por Caixa os numerários em espécie e depósitos bancários disponíveis. O Balanço Financeiro é estruturado em duas colunas no qual do lado esquerdo ficarão as receitas. De acordo com a NBC TSP n. os recebimentos e os pagamentos extraorçamentários. n. a inscrição de restos a pagar é considerada como receita extraorçamentária e. da execução orçamentária. 751/2009.133/08). será considerada despesa extraorçamentária. a despesa orçamentária executada por destinação de recurso e o montante não pago como parcela retificadora. que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor (Resolução CFC n.2 . De acordo com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC n. e os que se transferem para o exercício seguinte. ou não. Entende-se por saldo de caixa e equivalente de caixa os recursos que estão disponíveis.1 Estrutura do Balanço Financeiro O Balanço Financeiro é um demonstrativo contábil dividido em duas partes. o saldo inicial e o saldo final das disponibilidades (Resolução CFC. pelas receitas extraorçamentárias e saldo anterior de caixa e equivalente de caixa. despesa e dívida passiva. A segunda parte é representada pelas despesas orçamentárias executadas por destinação de recursos. 1. A implentação ocorrida por meio da NBC TSP 16. E equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo.6. A primeira parte é representada pelas receitas orçamentárias realizadas por destinação de recursos.ainda. 6 . quando se efetivar o pagamento. A seguir. ficarão as despesas e o saldo atual de caixa e equivalente de caixa. pelas despesas extraorçamentárias e pelo saldo atual de caixa e equivalente de caixa. e discrimina: a receita orçamentária realizada por destinação de recurso. No parágrafo único do Art. 358 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . a despesa será evidenciada durante o exercício pelo estágio do empenho e anteriormente era pelo estágio da liquidação. as transferências ativas e passivas decorrentes. item 23 o Balanço Financeiro evidencia a movimentação financeira das entidades do setor público no período a que se refere. de alta liquidez. livre movimentação para aplicação nas operações da entidade.320/64 e Resolução STN n. demonstraremos a estrutura do Balanço Financeiro de acordo com a Lei n. conjugados com os saldos em espécie proveniente do exercício anterior. 1.6 é que no Balanço Financeiro a despesa orçamentária passa a ser demonstrada por destinação de recursos e anteriormente era por função e grupo de despesa e . ou seja. Tenho a certeza de que você já diferencia os estágios da despesa estudados no capítulo 3. o saldo anterior de caixa e equivalente de caixa. 4. Do lado direito.133/08). 16.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA O Balanço Financeiro demonstrará a receita e despesa orçamentária.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA Para que essas duas partes sejam igualitárias. a parte das receitas inclui o saldo do disponível. correspondente ao exercício anterior. • Transferências obrigatórias de outro ente. • Pagamentos extraorçamentários. demonstrando seu saldo inicial. • Transferências financeiras concedidas. Total Exercício Exercício atual anterior DISPÊNDIOS Especificação Despesa orçamentária • Ordinária. ou seja. • Convênios. Quadro 2 Balanço Financeiro – Anexo 13 da Lei n. O Balanço Financeiro retrata a movimentação dos recursos financeiros do ente público. Total Fonte: Resolução STN n. os movimentos ocorridos por meio das operações financeiras. • Caixa e equivalente de caixa do exercício anterior. 13 denominado de Balanço Financeiro e alterado pela NBC TSP 16. O resultado financeiro pode ser calculado pela diferença entre o saldo disponível atual menos o saldo disponível anterior ou ainda pela diferença entre o somatório das receitas orçamentárias e das receitas extraorçamentárias e o somatório das despesas orçamentárias e das despesas extraorçamentárias. os ingressos (receitas). • Deduções das receitas orçamentárias. Saldo inicial (disponível exercício anterior) + receitas (ingressos) – despesas (dispêndios) = saldo atual. • Transferências financeiras recebidas. e a parte das despesas inclui o saldo do disponível do exercício atual que passará para o exercício seguinte. 751/2009. • Vinculada. 4. • Previdência Social. • Vinculada. • Transferências obrigatórias de outro ente. 4. 751/2009.320/641. O aa demonstra exatamente essa equação.320/64 apresenta o Anexo n. A Lei n. Exercício Exercício atual anterior UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 359 . os dispêndios (despesas) e o saldo apurado no exercício corrente que será transferido para o próximo exercício. • Caixa e equivalente de caixa para o exercício seguinte. • Previdência Social. • Convênios. INGRESSOS Especificação Receita orçamentária • Ordinária. • Recebimentos extraorçamentários. conforme modelo a seguir.6 e Resolução STN n.

4. 104 da Lei n.3 Demonstrações das Variações Patrimoniais A demonstração das variações patrimoniais evidencia as alterações verificadas no patrimônio.gov. acessando o sítio: <http//:www. Este estudo foi detalhado no capítulo 2 e poderá obter detalhes sobre o assunto fazendo leitura do volume V do manual de contabilidade aplicada ao setor público. Observe que o demonstrativo está estruturado de acordo com as alterações determinadas pelo Conselho Federal de Contabilidade e Secretaria do Tesouro Nacional.320/64 e a estrutura com validade a partir do exercício 2012. Foi necessário manter as duas estruturas em face da alteração das classes que compõem as variações patrimoniais estudadas no capítulo 4. a estrutura com validade até 2011 em conformidade com a Lei n.1 Estrutura da Demonstração das Variações Patrimoniais até 2011 A Demonstração das Variações Patrimoniais apresenta basicamente três grupos de contas: Resultante da Execução Orçamentária (REO). ocorridas durante o exercício financeiro.stn. 6 . Independente da Execução Orçamentária (IEO) e Resultado Patrimonial (RP).br/legislação>. 4. e indica o resultado patrimonial do exercício (Art. em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pela legislação.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA As receitas e as despesas extraorçamentárias podem ser apresentadas pelo saldo ou pela movimentação do período. Saiba mais Sobre destinação ordinária pode-se informar que corresponde ao processo de alocação livre entre a origem e a aplicação de recursos.320/64).fazenda. ou seja. vejamos nos próximos tópicos. 360 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Fique atento! Elaboraremos. resultantes ou independentes da execução orçamentária. As informações previstas na Lei n. de acordo com as normas emitidas pelo CFC e STN. Portanto. em seguida. Ressalta-se que o critério de movimentação poderá demonstrar valores irreais em função dos estornos ocorridos no período.320/64 não ficaram prejudicadas e sim estão apresentadas com maior detalhamento da informação. 6 . inclusive com comparação das informações do exercício anterior.3 . 4. a demonstração das variações patrimoniais e para isso devemos estar bastante seguros sobre essas variações patrimoniais estudadas no capítulo 4. serão demonstradas duas estruturas. para atender a quaisquer finalidades e destinação vinculada corresponde ao processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos.

resultantes da execução das receitas e das despesas de capital.320/64.320/64 apresenta o Anexo n. As variações independentes da execução orçamentária (IEO) apresentam acréscimos ou reduções no patrimônio do ente público não originados da execução do orçamento. denominado de Demonstração das Variações Patrimoniais. Inversões financeiras Amortização da dívida Interferências passivas Cota concedida Repasse concedido Sub-repasse concedido VALOR UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 361 . 15. nesse grupo está registrado o saldo final da execução do orçamento por categoria econômica. bem como fatos supervenientes e insubsistentes ativos e passivos. A Lei n. Como o próprio nome explicita. Quadro 3 Demonstração das Variações Patrimoniais – Anexo 15 da Lei n. VARIAÇõES ATIVAS Orçamentárias Receitas orçamentárias Receitas correntes Receita tributária Receita de contribuições Receita patrimonial Receita agropecuária Receita industrial Receita de serviços Transferências correntes Outras receitas correntes Receitas de capital Operações de crédito Alienações de bens Amortizações de empréstimos Transferências de capital Outras receitas de capital VALOR VARIAÇõES PASSIVAS Orçamentárias Despesas orçamentárias Despesas correntes Pessoal e encargos sociais Juros e encargos da dívida Outras despesas correntes Despesas de capital Investimentos. As superveniências representam aumentos patrimoniais de origem extraorçamentária. 4. As mutações patrimoniais decorrem de variações positivas e negativas no ativo e passivo permanente. conforme modelo a seguir. Já as insubsistências são diminuições patrimoniais de origem extraorçamentária. 4.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA O grupo Resultante da Execução Orçamentária (REO) subdivide-se em receita orçamentária ou despesa orçamentária e mutações patrimoniais.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA 362 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 363 .

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA 364 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 365 .

6 . apuramos o resultado patrimonial e este fará parte do Balanço Patrimonial. As variações quantitativas são decorrentes de transações no setor público que aumentam ou diminuem o patrimônio líquido. Vamos demonstrar a estrutura da DVP com as alterações introduzidas pelo CFC e STN. itens 26 a 29 a Demonstração das Variações Patrimoniais evidencia as variações quantitativas e qualitativas resultantes e as independentes da execução orçamentária.2 Estrutura da Demonstração das Variações Patrimoniais a partir 2012 A Demonstração das Variações Patrimoniais irá evidenciar as variações quantitativas e qualitativas.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA VARIAÇõES ATIVAS Interferências ativas Cota recebida Repasse recebido Sub-repasse recebido Mutações ativas Aquisições de materiais Aquisições de bens móveis/ imóveis Amortização empréstimos obtidos Extraorçamentárias Interferências ativas Recebimento bens intragovernamentais Acréscimos patrimoniais Superveniências ativa Insubsistência ativa Total das variações ativas Resultado patrimonial (déficit) Total geral VALOR VARIAÇõES PASSIVAS Mutações passivas Cobrança da dívida ativa Amortizações de empréstimos concedidos Alienações de bens móveis Alienações de bens imóveis Extraorçamentárias Interferências passivas Concessão de bens intragovernamentais Decréscimos patrimoniais Superveniência passiva Insubsistências passiva VALOR Total das variações passivas Resultado patrimonial (superávit ) Total geral Com a elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais − DVP.3 . 366 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . bem como o resultado patrimonial. De acordo com a NBC TSP 16. As variações qualitativas são decorrentes de transações no setor público que alteram a composição dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido.6.

1.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA Para fins de apresentação na Demonstração das Variações Patrimoniais. O resultado patrimonial do período é apurado pelo confronto entre as variações patrimoniais ativas e passivas (Resolução CFC n.133/08). 4.320/64. mutações e variações independentes da execução orçamentária em grau de detalhamento compatível com a estrutura do Plano de Contas. as variações devem ser agrupadas em ativas e passivas com a seguinte discriminação: variações orçamentárias por categoria econômica. VARIAÇõES QUANTITATIVAS Variações patrimoniais aumentativas Tributos e Contribuições Impostos Taxas Contribuições de Melhoria Contribuições Sociais Contribuições Econômicas Venda de Mercadorias. Produtos e Serviços Venda de Mercadorias Venda de Produtos Venda de Serviços Financeiras Juros e Encargos de Empréstimos e Financiamentos Concedidos Juros e Encargos de Mora Variações Monetárias e Cambiais Remuneração de Depósitos Bancários e Aplicações Financeiras Descontos Financeiros Obtidos Outras Variações Patrimoniais Aumentativas – Financeiras Transferências Transferências Intragovernamentais Transferências Intergovernamentais Transferências das Instituições Privadas Transferências das Instituições Multigovernamentais Transferências de Consórcios Públicos Transferências do Exterior Transferências das Pessoas Físicas Saldo atual Saldo anterior UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 367 . Vejamos a seguir a estrutura da DVP com validade a partir do exercício de 2012. Quadro 4 Demonstração das Variações Patrimoniais – Anexo 15 da Lei n.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA VARIAÇõES QUANTITATIVAS Variações patrimoniais aumentativas Exploração de Bens e Serviços Exploração de Bens Exploração de Serviços Valorização e Ganhos com Ativos Reavaliação de Ativos Ganhos com Alienação Variações patrimoniais diminutvas Pessoal e Encargos Remuneração a Pessoal Encargos Patronais Benefícios a Pessoal Outras Variações Patrimoniais Diminutivas – Pessoal e Encargos Benefícios Previdenciários Aposentadorias e Reformas Pensões Outros Benefícios Previdenciários Benefícios Assistenciais Benefícios de Prestação Continuada Benefícios Eventuais Políticas Públicas de Transferência de Renda Financeiras Juros e Encargos de Empréstimos e Financiamentos Obtidos Juros e Encargos de Mora Variações Monetárias e Cambiais Descontos Financeiros Concedidos Outras Variações Patrimoniais Diminutivas – Financeiras Transferências Transferências Intragovernamentais Transferências Intergovernamentais Transferências a Instituições Privadas Transferências a Instituições Multigovernamentais Transferências a Consórcios Públicos Transferências ao Exterior Tributos e Contribuições Tributos Contribuições Saldo atual Saldo anterior 368 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 369 .CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA VARIAÇõES QUANTITATIVAS Variações patrimoniais diminutvas Uso de Bens. 751/2009. que ao final do exercício será trasnferido para o patrimônio líquido e comporá o Balanço Patrimonial. obteremos superávit patrimonial e. se as receitas forem inferiores as despesas. Amortização e Exaustão Desvalorização e Perda de Ativos Redução a Valor Recuperável Perdas com Alienação Perdas Involuntárias Outras Variações Patrimoniais Diminutivas Premiações Incentivos Equalizações de Preços e Taxas Participações e Contribuições Resultado Negativo com Participações em Coligadas e Controladas Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas Resultado patrimonial do período Saldo atual Saldo anterior VARIAÇõES QUALITATIVAS Saldo atual Incorporação de Ativo Desincorporação de Passivo Incorporação de Passivo Desincorporação de Ativo Fonte: Resolução STN n. Saldo anterior Será por meio da diferença entre as variações patrimoniais aumentaivas (receitas) e as variações patrimoniais diminutivas (despesas) que obteremos o resultado patrimonial. Serviços e Consumo de Capital Fixo Uso de Material de Consumo Serviços Depreciação. Se as receitas forem superiores às despesas.4. Esse demonstrativo será estudado na seção 6. o processo resultará em déficit patrimonial.

O passivo não financeiro compreende as dívidas fundadas e outras que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate.1 Estrutura do Balanço Patrimonial até 2011 O Balanço Patrimonial demonstra os componentes patrimoniais classificados em grupos: ativo financeiro. e que apresenta saldo patrimonial em determinado exercício. 6 . O saldo patrimonial ou patrimônio líquido representa a diferença entre o ativo real e o passivo real. apresentando a situação estática dos bens. o almoxarifado também é considerado ativo permanente. No ativo não financeiro. 105 da Lei n. 4. os créditos e os valores realizáveis a longo prazo. possam vir a afetar o patrimônio do ente governamental. e que tem durabilidade prevista superior a dois anos. são agrupados os bens. 4. A Lei n.320/64. Atualmente. Quadro 5 Balanço Patrimonial – Anexo 14 da Lei n.320/64. se a diferença for positiva. o Balanço Patrimonial demonstrará o ativo financeiro.4 . cujo pagamento independa de autorização orçamentária. cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa. o passivo financeiro.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA 6 .320/64 apresenta a estrutura do balanço patrimonial conforme modelo a seguir. 4.4 Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial é o demonstrativo que evidencia os elementos patrimoniais (ativo e passivo). Exemplos: dívida flutuante. o saldo patrimonial e as contas de compensação. A seguir. bem como os bens permanentes móveis ou imóveis. passivo financeiro. passivo permanente (não financeiro). O passivo financeiro compreende compromissos exigíveis a curto prazo. os créditos e os valores realizáveis a curto prazo. ATIVO Ativo Financeiro – AF Disponível Caixa Bancos conta movimento VALOR PASSIVO Passivo Financeiro – PF IRRF Previdência social Consignações VALOR 370 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . ativo permanente (não financeiro). da Lei n.320/64. restos a pagar etc. passivo permanente (não financeiro) e as contas de compensação diversas ativas e as contas de compensação diversas passivas. direta ou indiretamente. De acordo com o Art. não perde sua identidade física e autonomia de funcionamento. direitos e obrigações. são agrupados os valores numerários. se for negativa. trataremos da estrutura do Balanço Patrimonial – Anexo n. em razão de uso. os valores. 4. e como passivo real líquido ou passivo a descoberto. podendo-se configurar como ativo real líquido. As contas de compensação ativa e passiva registram os bens. No ativo financeiro. o ativo permanente (não financeiro). as obrigações que. 14. mesmo quando incorporado a outro bem. Os bens permanentes compreendem todo material que.

sendo representado na coluna do passivo. denomina-se de passivo real descoberto. No próximo tópico. para igualar as somas do ativo e do passivo. demonstraremos a estrutura do Balanço Patrimonial a partir de 2012. para igualar ativo e passivo. Se esse resultado for positivo (AR > PR).CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA ATIVO Aplicações financeiras Créditos em circulação Ativo Não Financeiro –ANF Circulante Adiantamentos concedidos Almoxarifado Empréstimos concedidos Realizável a longo prazo Dívida ativa Depósitos compulsórios Empréstimos concedidos Permanente Investimentos Participações societárias Bens não destinados ao uso Imobilizado Bens móveis/imóveis Bens intangíveis Ativo real (AF + ANF) Ativo compensado Responsabilidade p/ títulos. representado na coluna do ativo. valores e bens Garantias de valores Direitos e obrigações contratadas VALOR Total do passivo Esse demonstrativo evidencia a posição patrimonial (diferença entre ativo real – AR e passivo real – PR). valores e bens Garantias de valores Direitos e obrigações contratadas Total do ativo VALOR PASSIVO Restos a pagar Depósitos de terceiros Débitos de tesouraria Passivo Não Financeiro – PNF Circulante Provisões Dívida fundada interna Dívida fundada externa Exigível a longo prazo Dívida fundada interna Dívida fundada externa Passivo real (PF + PNF) Patrimônio líquido Saldo patrimonial Passivo compensado Responsabilidade p/ títulos. denomina-se de ativo real líquido. Se esse resultado for negativo (AR < PR). que na verdade as alterações objetivaram maior detalhamento UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 371 .

ATIVO Ativo circulante Caixa e Equivalente de Caixa Créditos Realizáveis de Curto Prazo Demais Créditos e Valores de Curto Prazo Investimentos Temporários Estoques Variações Patrimoniais Diminutivas Pagas Antecipadamente Ativo não circulante Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível TOTAL PASSIVO Passivo circulante Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias a Pagar de Curto Prazo Empréstimos e Financiamentos de Curto Prazo Fornecedores Contas a Pagar de Curto Prazo Obrigações Fiscais de Curto Prazo Demais Obrigações de Curto Prazo Provisões de Curto Prazo EX .2 Estrutura do Balanço Patrimonial a partir 2012 Quanto à estrutura do Balanço Patrimonial a partir de 2012. as contas de compensação ativa e passiva. Vale lembrar que a composição de cada subgrupo foi mencionada quando da estruturação do plano de contas. ativo não financeiro. passivo financeiro. prevalecendo a evidenciação da situação estática patrimonial.4 . ATUAL EX . ANTERIOR 372 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .4. ANTERIOR EX . ATUAL EX . 6 . bem como na seção 6. passivo não financeiro e o saldo patrimonial e. em seguida. Deverá destacar. capítulo 1. ainda. o ativo financeiro. será classificado em ativo e passivo circulante e não circulante e a diferença entre o total do ativo e passivo encontrará o patrimônio líquido. Quadro 6 Estrutura do Balanço Patrimonial. inclusive de forma comparativa.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA da informação.

ATUAL EX . ATUAL EX . ANTERIOR ESPECIFICAÇõES Saldo dos Atos Potenciais do Passivo Total Fonte: Portaria STN n. 751/2009. ESPECIFICAÇÃO Saldo dos Atos Potenciais do Ativo Total EX . ATUAL EX . Ativo financeiro Ativo não financeiro Saldo patrimonial Total Fonte: Portaria STN n. 751/2009. Total Passivo financeiro EX . ANTERIOR UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 373 . 751/2009. EX . ANTERIOR Pasivo não financeiro Quadro 7 Compensações.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA PASSIVO Passivo não Circulante Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias a Pagar de LP Empréstimos e Financiamentos LP Fornecedores Obrigações Fiscais de LP Demais Obrigações de LP Provisões de Longo Prazo Resultado Diferido Total do passivo Patrimônio líquido Patrimônio Social/Capital Social Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucros Resultados Acumulados Ações/Cotas em Tesouraria Total do patrimônio líquido Total Fonte: Portaria STN n.

da Lei n. 4. especificamente os itens 32. 33 e 34: 32.133. ou seja. 1. inclusive decorrentes de receitas originárias e derivadas. 34.5 . segregando-se as alterações ocorridas durante o exercício em três fluxos. 6 . dos investimentos e dos financiamentos. quais sejam: das operações. quando o resultado apresentar superávit financeiro que corresponde à diferença positiva entre o ativo financeiro e passivo financeiro. em conformidade Art.1 Estrutura da Demonstração Fluxo de Caixa a) Método direto Nesse método. possibilitando a tomada de decisões em cenários futuros e podendo ser elaborada com base nos métodos direto ou indireto. § 1º. e os desembolsos relacionados com a ação pública e os demais fluxos que não se qualificam como de investimento ou financiamento. 43.133). Quanto aos métodos. De acordo com a citada resolução. inciso II. 33. com a publicação da Resolução CFC n. tem por objetivo apurar o superávit ou déficit financeiro. financiamentos e investimentos. O fluxo de caixa das operações compreende os ingressos. 6 . será demonstrado a partir das contas que representam disponibilidades financeiras. 1. bem como recebimentos em dinheiro por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos e outras operações da mesma natureza. segregando basicamente os fluxos líquidos das operações. o fluxo dos recebimentos e dos pagamentos do período. por meio da diferença entre esses subgrupos. apenas diferenciam quanto ao fluxo das operações e os demais fluxos serão demonstrados da mesma forma. para ser utilizado com abertura de créditos suplementares e especiais. 374 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . A seguir.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA É importante mencionar que a evidenciação do ativo financeiro e passivo financeiro. ou seja. O fluxo de caixa dos investimentos inclui os recursos relacionados à aquisição e à alienação de ativo não circulante.5 Demonstração Fluxo de Caixa – DFC A DFC no setor público foi instituída em 21/11/2008. Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a posição financeira a curto prazo.320/64. os recebimentos menos os pagamentos por tipo de fluxo. o ativo financeiro maior que o passivo financeiro do balanço patrimonial do exercício anterior. O fluxo de caixa dos financiamentos inclui os recursos relacionados à captação e à amortização de empréstimos e financiamentos (Resolução CFC n. demonstraremos a estrutura da DFC pelos métodos direto e indireto.

ATUAL Fluxos ce Caixa das Atividades das Operações Ingressos Receitas derivadas Receita Tributária Receita de Contribuições Outras Receitas Derivadas Receitas originárias Receita Patrimonial Receita Agropecuária Receita Industrial Receita de Serviços Outras Receitas Originárias Remuneração das Disponibilidades Transferências Intergovernamentais • a Estados • a Municípios Intragovernamentais Desembolsos Pessoal e outras despesas correntes por função Legislativa Judiciária Previdência Social Administração Defesa Nacional Segurança Pública Relações Exteriores Assistência Social Previdência Social Saúde Trabalho Educação (. EX .) Juros e encargos da dívida Juros e Correção Monetária da Dívida Interna Juros e Correção Monetária da Dívida Externa Outros Encargos da Dívida EX .CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA Quadro 8 Demonstração Fluxo de Caixa – Anexo 18... ANTERIOR UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 375 .

exaustão. Esses ajustes correspondem a valores não financeiros e que têm por finalidade excluir os valores econômicos. tais como: depreciação. acréscimos e decréscimos provenientes dos investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial. que será extraído da Demonstração das Variações Patrimoniais. o fluxo de recebimentos e pagamentos será demonstrado a partir dos ajustes ao resultado patrimonial. EX . 751/2009. ATUAL Transferências Intergovernamentais • a Estados • a Municípios Intragovernamentais Fluxo de caixa líquido das atividades das operações Fluxos de caixa das atividades de investimento Ingressos Alienação de bens Amortização de empréstimos e financiamentos concedidos Desembolsos Aquisição de ativo não circulante Concessão de empréstimos e financiamentos Fluxo de caixa líquido das atividades de investimento Fluxos de caixa das atividades de financiamento Ingressos Operações de crédito Desembolsos Amortização/refinanciamento da dívida Fluxo de caixa líquido das atividades de financiamento Apuração do fluxo de caixa do período Geração líquida de caixa e equivalente de caixa Caixa e equivalente de caixa inicial Caixa e equivalente de caixa final Fonte: Resolução STN n. 376 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . amortização.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA EX . ANTERIOR b) Método indireto Nesse método. entre outros.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA

Quadro 9 Demonstração Fluxo de Caixa – Anexo 18. EX . ATUAL
Fluxos de Caixa das Atividades das Operações Resultado patrimonial Ajustes para conciliar o resultado patrimonial ao fluxo de caixa das atividades operacionais Depreciação, amortização, exaustão Constituição de provisões Resultado positivo da equivalência patrimonial (...) Fluxo de caixa líquido das atividades das operações Fluxos de caixa das atividades de investimento Ingressos Alienação de bens Amortização de empréstimos e financiamentos concedidos Desembolsos Aquisição de ativo não circulante Concessão de empréstimos e financiamentos Fluxo de caixa líquido das atividades de investimento Fluxos de caixa das atividades de financiamento Ingressos Operações de crédito Desembolsos Amortização da dívida Fluxo de caixa líquido das atividades de financiamento Apuração do fluxo de caixa do período Geração líquida de caixa e equivalente de caixa Caixa e equivalente de caixa inicial Caixa e equivalente de caixa final Fonte: Resolução STN n. 751/2009.

EX . ANTERIOR

A escolha do método fica a critério da entidade. Entretanto, em notas explicativas, deve informar o método utilizado. No próximo tópico, apresentaremos a estrutura da Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido, que tem por objetivo evidenciar a movimentação dos elementos que compõem o patrimônio líquido.

UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO

377

378
6 .6 .1 Estrutura da DMPL
CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA

6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

ESPECIFICAÇÃO

PATRIMôNIO RESERVA AjUSTES DE RESERVAS AÇõES/ SOCIAL/ RESULTADOS DE AVALIAÇÃO DE COTAS EM TOTAL CAPITAL ACUMULADOS CAPITAL PATRIMONIAL LUCROS TESOURARIA SOCIAL

Saldo Inicial Ex . Anterior

Ajustes de Exercícios Anteriores

Aumento de Capital

A DMPL tem por objetivo demonstrar a movimentação dos subgrupos do Patrimônio Líquido, revelando os eventos que influenciaram a modificação de seu saldo, veja:

Fonte: Resolução STN n. 751/2009.

Resultado do Exercício

Constituição/ Reversão de Reservas

Dividendos

Saldo Final Ex . Anterior Saldo Inicial Ex . Atual

Ajustes de Exercícios Anteriores

Aumento de Capital

Resultado do Exercício

Constituição/ Reversão de Reservas

Quadro 10 Demonstração da mutação do patrimônio líquido – Anexo19.

6 .6 Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido – DMPL

Dividendos

Saldo Final Ex . Atual

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE PÚBLICA

Esta demonstração é estruturada em colunas e linhas, sendo que as colunas referem-se aos elementos que compõem o Patrimônio Líquido – PL e as linhas correspondem aos fatos ocorridos no período. Para fechamento desse demonstrativo, deve somar todas as linhas e todas as colunas, e a última linha e última coluna corresponderão ao total de cada elemento e total do PL, respectivamente. Na seção 6.7 estudaremos sobre a Demonstração do Resultado Econômico que tem por finalidade evienciar o resultado econômico das ações do setor público.

6 .7 Demonstração do Resultado Econômico – DRE
Para iniciar o estudo sobre a DRE, é importante mencionar o Art. 74 da Constituição Federal de 1988, que prevê que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial. Em 2001, foi editada da Lei Complementar 101 (LRF), que tem por objetivo estabelecer a gestão fiscal responsável. Para que se concretize pressupõe uma gestão com ações planejadas e transparentes, portanto, a importância da implantação do sistema de custo na área pública. Também consta, no Art. 50, § 3º, que a Administração Pública manterá sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária e patrimonial. Portanto, deve-se implantar o sistema de custo integrado a Contabilidade que servirá como instrumento de informação para a gestão pública. Em 21 de novembro de 2008, o CFC, por meio da Resolução n. 1.129, aprovou a NBC T SP n. 16.2 – Patrimônio e sistemas contábeis, entre eles foi instituído o subsistema de custo, que tem como objetivo registrar, processar e evidenciar os custos dos bens e serviços produzidos e ofertados à sociedade pela entidade pública. E, ainda, determina que esse subsistema esteja interligado com os subsistemas orçamentário, financeiro, patrimonial e compensação para subsidiar a Administração Pública sobre (a) desempenho da unidade contábil no cumprimento da sua missão; (b) avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas de trabalho com relação à economicidade, eficiência, eficácia e efetividade; (c) avaliação das metas estabelecidas pelo planejamento; (d) avaliação dos riscos e das contingências. Em seguida, por meio da Resolução CFC n. 1.133/2008, aprovou a NBC T SP 16.6 – demonstrações contábeis aplicadas ao setor público e entre elas foi instituída a DRE.

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Complemento à regulamentação sobre esse demonstrativo, a Secretaria do Tesouro Nacional – SNT, por meio da Portaria n. 751/99, volume V, item 7, ratifica a necessidade da transparência na gestão dos recursos públicos, objetivando a verificação da otimização dos benefícios gerados à sociedade, revela a necessidade de implantação de um sistema de informações que permita a evidenciação de resultados alcançados sob à égide da eficiência, eficácia e efetividade da gestão. Portanto, para implantação do sistema de custos, devemos adotar métodos de custeio e poderemos escolher entre os existentes, ou seja, custeio por absorção tradicional, custeio direto e variável e custo baseado em atividades, conhecido como ABC. O mais recomendado é ABC considerando que no serviço público possui uma estrutura de custo basicamente por custos indiretos. Segundo Mauss e Souza (2008, p. 69), “a atividade pública caracteriza-se como prestadora de serviços à sociedade, com a maioria dos seus custos classificados como indiretos”.
A Demonstração do Resultado Econômico, cuja elaboração é facultativa, tem como premissa os seguintes conceitos: Custo de oportunidade (CO) – valor que seria desembolsado na alternativa desprezada de menor valor entre aquelas consideradas possíveis para a execução da ação pública. Receita Econômica (RE) – valor apurado a partir de benefícios gerados à sociedade pela ação pública, obtido por meio da multiplicação da quantidade de Serviços Prestados (N), bens ou produtos fornecidos, pelo Custo de Oportunidade (CO), daí: RE = N x CO Custo de Execução (CE) – valor econômico despendido pela Entidade na ação objeto da apuração do Resultado Econômico Apurado. É dividido em custos diretos e indiretos (Portaria n. 751/2009-volume V).

Esse demonstrativo tem por objetivo evidenciar o resultado econômico das ações do setor público, considerando sua interligação com o subsistema de custos, destacando a eficiência na gestão dos recursos no serviço público.

6 .7 .1 Estrutura da DRE
A NBC T SP 16.6 determina que a Demonstração do Resultado Econômico deva ser elaborada considerando sua interligação com o sistema de custos e apresentar na forma dedutiva, pelo menos, a seguinte estrutura: (a) receita econômica dos serviços prestados e dos bens ou dos produtos fornecidos; (b) custos e despesas identificados com a execução da ação pública; (c) resultado econômico apurado. Entende-se Receita Econômica ou Receita de Oportunidade, segundo Slomski (1996), “como a multiplicação do custo de oportunidade que o cidadão desprezou ao utilizar o serviço público pelo número de serviços públicos”.

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Quadro 11 Demonstração do resultado econômico – Anexo 20. ESPECIFICAÇõES

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EXERCíCIO EXERCíCIO ATUAL ANTERIOR

Receita econômica dos serviços prestados e dos bens ou dos produtos fornecidos 2. (–) Custos diretos identificados com a execução da ação pública 3. Margem bruta 4. (–) Custos indiretos identificados com a execução da ação pública 5. (=) Resultado econômico apurado

Saiba mais
Estude mais sobre esse demonstrativo realizando a leitura do manual aplicado ao setor público, volume V, acessando ao sítio: <http://www.tesouro. fazenda.gov.br>. Veja o que está previsto na Secretaria da Fazenda sobre esse demonstrativo. Veja as simulações, exemplificações e legislação pertinente.

Cabe destacar que a Lei n. 4.320/64 determina que, além das demonstrações contábeis já mencionadas, existem outros demonstrativos, tais como: anexo 1: demonstração da receita e despesa, segundo as categorias econômicas; anexo 2: especificação da despesa por categoria econômica; anexo 6: programa de trabalho, por órgão e unidade orçamentária; anexo 7: programa de trabalho demonstrativo de funções, subfunções e programas por projetos e atividades; anexo 8: demonstrativo da despesa por funções, subfunções e programas conforme o vínculo com os recursos; anexo 9: demonstrativo da despesa por órgãos e funções; anexo 10: comparativo da receita orçada com a arrecadada; anexo 11: comparativo de despesa autorizada com a realizada; anexo 16: demonstração da dívida fundada interna; anexo 17: demonstração da dívida flutuante. Vejamos, agora, os critérios de elaboração das Notas Explicativas que tem por objetivo adicionar informações a respeito de critérios de elaboração das demonstrações contábeis e sua comparação com outras entidades.

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6 .8 Notas explicativas
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis com objetivo de esclarecer e adicionar informações para esclarecimento sobre os procedimentos de avaliação e mensuração dos elementos patrimoniais. A estrutura recomendada pela STN deverá conter: • informação sobre o regime e os critérios contábeis usados na preparação das demonstrações contábeis; • informação adicional que não é apresentada no corpo das demonstrações contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão. As notas devem ser apresentadas de maneira sistemática de forma que cada item constante das demonstrações contábeis faça referência à sua respectiva informação adicional relacionada nas notas. Para facilitar a compreensão das demonstrações contábeis e sua comparação com as de outras entidades, as notas são normalmente apresentadas na seguinte ordem: • declaração de alinhamento com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público e as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público, caso cumpridas todas as suas determinações; • sumário de significantes critérios contábeis utilizados; • informação adicional sobre os itens constantes das demonstrações contábeis segundo a ordem de cada demonstrativo e linha do item referenciado. Concluímos este capítulo mencionando que fizemos um estudo sobre as demonstrações contábeis e notas explicativas, apontando as alterações ocorridas e a necessidade de se implementar ações governamentais que refletiam a eficiência, eficácia e efetividade da gestão. No próximo capítulo, avançaremos mais um pouco na contabilidade pública e estudaremos a execução e gestão fiscal de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Veremos que a LRF estabelece normas de finanças públicas e busca disciplinar a utilização de recursos, atribuindo maior responsabilidade aos gestores. Com o advento da LRF, novos demonstrativos passaram a ser exigidos em busca da transparência das contas públicas, consubstanciados ao relatório resumido da execução orçamentária e ao relatório de gestão fiscal.

Referências
BRASIL. Constituição Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 5 out. 1988. ______. Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras

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providencias. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 5 maio 2000. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. CPC n. 03, de 13 de julho de2008. Demonstração Fluxo de Caixa. Disponível em: <http://www.cpc.org. br/pdf/CPC_03n.pdf.>. Acesso em: 21 fev. 2010. ______. Resolução n. 1.129, de 21 de novembro de 2008. Aprova a NBC T 16.2 – Patrimônio e Sistemas Contábeis. Disponível em: <http://www.cfc.org. br>. Acesso em: 14 jan. 2010. ______. Resolução n. 1.133, de 21 de novembro de 2008. Aprova a NBC T 16.6 – Demonstrações Contábeis. Disponível em: <http://www.cfc.org. br>. Acesso em: 14 jan. 2010. MACHADO JÚNIOR, J. T.; R.; COSTA, H. Lei n. 4.320, de 17 de março de 1964. 31. ed. Rio de Janeiro: IBRAM, 2002/2003. MAUSS, Cézar Volnei; SOUZA, Marcos Antônio de. Gestão de custos aplicada ao setor público: modelo para mensuração e análise da eficiência e eficácia governamental. São Paulo: Atlas, 2008. MOTA; Francisco Glauber Lima. Contabilidade aplicada ao setor público. Brasília: Gestão Publica, 2009. PIRES, J. B. F. Contabilidade pública. 9. ed. Brasília: Franco e Fortes, 2006. STN. Secretaria do Tesouro Nacional. Portaria n. 751, de 16 de Dezembro de 2009. Aprova o volume V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público e republica o volume IV – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público, da 2. ed. do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, e dá outras providências. Disponível em <http://www.tesouro.fazenda.gov.br>. Acesso em: 28 dez. 2009. SECRETARIA DO TESOURO E SECRETARIA ORÇAMENTO FEDERAL. Portaria Interministerial n. 338, de 26 de abril de 2006. Altera o Anexo I da Portaria Interministerial STN/SOF n. 163, de 4 de maio de 2001. Disponível em: <http:// www.tesouro.fazenda.gov.br>. Acesso em: 15 mar. 2010. SLOMSKI, Valmor. Mensuração do resultado econômico em entidades públicas: uma proposta.1996. Dissertação de Mestrado em Controladoria e Contabilidade. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo.

Anotações

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Execução orçamentária e gestão fiscal

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Esses conteúdos foram apresentados ao longo da disciplina de Contabilidade Pública. execução orçamentária. Ela estabelece normas de finanças públicas e tem como propósito disciplinar a utilização de recursos públicos.1 Objetivos da Lei de Responsabilidade Fiscal 388 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . aplicável a todos os entes da federação – União. 7 . inclusive Tribunais de Contas. Distrito Federal e Municípios. Estão sujeitos à Lei de Responsabilidade Fiscal os três Poderes: Executivo. Esperamos que. demonstrações contábeis). autarquias. Para compreensão deste capítulo. destacando os objetivos e consequências. e Judiciário. é necessário. iremos estudar sobre esse instrumento de gestão e transparência fiscal. que regulamentou os artigos 163 e 169 da Constituição Federal.CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE PÚBLICA Introdução Com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. restos a pagar. orçamento. Esperamos que você já tenha conhecimentos básicos (planejamento. considerar o princípio básico da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. Essa Lei objetiva aprimorar a responsabilidade na gestão fiscal dos recursos públicos. receita. Portanto. que se fundamenta principalmente no equilíbrio das contas públicas. ou seja. O processo de elaboração e implementação da LRF só pode ser plenamente compreendido em um contexto de fortalecimento das instituições democráticas. registros de operações típicas. Estados. A LRF é um código de boas condutas fiscais. de um consenso em torno da necessidade de mudanças que possibilitarão maior critério na aplicação dos recursos. adquiridos durante o semestre. nos gastos compatíveis com os ganhos. fundos. você seja capaz de compreender os limites e as medidas básicas que devem ser observados pelas unidades da Federação no que diz respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. além de todo o conhecimento já explanado. variações patrimoniais. foram estabelecidas as normas orientadoras das finanças públicas no País. bem como o Ministério Público e os órgãos da administração direta. dívida pública. O espírito dessa Lei contribui com sólidos fundamentos para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. ao final deste capítulo. Legislativo. despesa. Essa Lei é o resultado de uma cobrança da sociedade. por meio de ação planejada e transparente que possibilite prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. atribuindo maior responsabilidade aos gestores. fundações e empresas estatais subordinadas.

Portanto.3.3 . 17 da LRF “despesa corrente derivada de lei. medida provisória ou ato administrativo normativo e geradora de obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. industriais. derivada de lei. Entende-se por despesa obrigatória de caráter continuado em conformidade com o Art. fixam condições para a realização de novos investimentos. deduzindo: a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social. a base para se avaliar a maior parte dos limites é a composição da Receita Corrente Líquida que corresponde à arrecadação efetiva das receitas deduzidos alguns valores. Municípios e Distrito Federal e como proceder nos casos em que os limites venham a ser desrespeitados. a receita para a formação do Fundeb – Fundo de Manutenção e UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 389 .CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE PÚBLICA O princípio básico que norteou a elaboração da LRF foi o de buscar o equilíbrio entre os anseios da sociedade e os recursos que foram colocados à disposição do governo. 7.1. exigem efetiva arrecadação de todos os tributos e a compensação para a renúncia de receitas e. especialmente no que diz respeito aos instrumentos de planejamento: o Plano Plurianual. de serviços. conforme será demonstrado na subseção 7. exigem maior transparência na gestão fiscal. de contribuições. • fundir conceitos como gestão fiscal e responsabilidade social. podemos afirmar que a despesa de caráter continuado é a despesa corrente. Essas regras condicionam a inscrição em restos a pagar à disponibilidade de caixa.1 Receita corrente líquida – RCL A receita corrente líquida é o somatório de receitas tributárias. • definir regras que inibam governantes de se afastarem do equilíbrio fiscal em final de mandato. Estados. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária.3 Definições e conceitos A LRF prevê normas para a definição de limites para União.2 Consequências da LRF A LRF valorizou a aplicação introduzida pela Constituição Federal. transferências correntes e outras receitas também correntes. por fim. bem como estabelece regras mais rígidas para a realização de operações de crédito. São objetivos dessa lei: • equilibrar permanentemente as finanças. patrimoniais. exigem contenção das despesas com pessoal e compensação para novas despesas de caráter continuado. agropecuárias. as receitas provenientes da compensação financeira dos regimes de previdência social. Portanto. medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios”. 7 . 7 .

dívida fiscal líquida e resultado nominal. Podem-se entender por receitas não financeiras o total das receitas orçamentárias deduzidas as aplicações financeiras. precisamos entender os diversos conceitos de dívida. contratos. 7 .4 . As metas devem ser estabelecidas para o próximo exercício financeiro e para mais dois. amortização de empréstimos e as receitas de alienação de bens. E. 29 da LRF). A finalidade é demonstrar se os gastos orçamentários do ente público estão compatíveis com sua arrecadação. A meta do resultado primário é estabelecida em função da necessidade ou não de redução do endividamento do ente da federação em relação à sua Receita Corrente Líquida (RCL). assumidas em virtude de leis. sendo esses últimos meramente indicativos.4 Dívida pública A dívida pública caracteriza-se por obrigações assumidas diante da impossibilidade da receita permitir o atendimento das despesas inadiáveis. o total das despesas orçamentárias deduzidas às despesas com juros e amortização da dívida interna e externa com a aquisição de títulos de capital integralizado e as despesas com concessão de empréstimos com retorno garantido.3 .CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE PÚBLICA Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.1 Dívida pública consolidada ou fundada A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total. Portanto. O resultado primário representa a diferença das receitas fiscais líquidas menos às despesas fiscais líquidas.2 Resultado primário Resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas não financeiras. 390 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . convênios ou tratados e da realização de operações de crédito. dívida pública consolidada ou fundada. das obrigações financeiras do ente da Federação. operações de crédito. para amortização em prazo superior a doze meses (Art. A receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês de referência e nos onze anteriores. O resultado primário servirá como instrumento para avaliar se os níveis de gastos orçamentários são compatíveis com a sua arrecadação. por despesas não financeiras. 7 . 7 . apurado sem duplicidade. sejam elas de natureza corrente ou de capital. O endividamento se origina em função do ente público realizar despesas superiores às suas receitas.

7 . posteriormente. caracterizando uma transferência de parte dos valores da dívida consolidada. na íntegra. para a dívida flutuante.CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE PÚBLICA Saiba mais É importante que você faça a leitura.3 Resultado nominal Corresponde à diferença entre o saldo da dívida fiscal líquida em um período e o apurado no período subsequente. 7 . Entende-se por dívida flutuante os compromissos de curto prazo (até doze meses). que está pronta para pagamento. representadas pelo somatório de caixa.br>. observe que caracterizar o que é serviço da dívida fica muito mais fácil. sejam da esfera Federal. tais como: empréstimos.4 .4 . Para calcular a dívida consolidada líquida será necessário saber o montante da dívida para. Lei de Responsabilidade Fiscal. juros e outros encargos incidentes sobre a dívida fundada ou consolidada a ser paga no exercício financeiro seguinte ao da emissão do respectivo empenho.gov. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 391 . O serviço da dívida refere-se a encargos incidentes sobre a dívida fundada ou consolidada. Os haveres financeiros são os valores líquidos e certos que constam do ativo não financeiro. 29 da LRF). 101/2000. que trata sobre normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. atualização monetária e cambial. financiamentos e outros créditos a receber (Art. Essa disponibilidade é representada pelo ativo disponível. do texto da Lei Complementar n. acessando o sítio: <http://www. Após o conhecimento de todos esses conceitos.2 Dívida consolidada líquida Corresponde à diferença entre a dívida consolidada menos a disponibilidade financeira. deduzir a disponibilidade financeira existente no mesmo período. com o objetivo de se inteirar sobre os limites prudenciais para os órgãos públicos. Esse corresponde ao total das disponibilidades financeiras. Estadual ou Municipal. O objetivo da apuração do Resultado Nominal é medir a evolução da Dívida fiscal líquida. 7 .4 Serviço da dívida Os serviços da dívida estão representados pelos valores referentes à parcela da amortização do principal. bancos e outras disponibilidades financeiras.planalto.4 .

29 da LRF). As operações de crédito não serão autorizadas se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação.6 Garantias e contra garantias As garantias e contra garantias correspondem ao compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. Observe que tratamos sobre dívida. 29 da LRF). observando a particularidade de cada base de cálculo determinada na legislação. dívida consolidada. abertura de crédito.4 . ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade específica. serviços da dívida. emissão e aceite de título. De acordo com o inciso III.CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE PÚBLICA 7 . Art. exigida pela União a Estados ou Municípios. aquisição financiada de bens. agora. também. entender os limites obrigatórios em relação aos gastos públicos. Essa vedação pretende coibir o financiamento de despesas correntes. 392 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . a antecipação de receita de tributo ou tributação. Os entes poderão conceder garantia em operações de crédito internas e externas (Art. inclusive com o uso de derivativos financeiros (Art. antes da ocorrência do fato gerador e a assunção de qualquer modalidade de compromisso com fornecedores. A contra garantia.4 .5 Limites obrigatórios Os limites obrigatórios referem-se ao valor máximo a ser gasto pelos entes da federação. 40 da LRF). Será proibida a Antecipação da Receita Orçamentária – ARO. 7 . Finalizamos o estudo dos principais tópicos da LRF para que possamos. Segundo a LRF. poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais (Art. ou pelos Estados aos Municípios. 167 da Constituição Federal. é vedada a contratação de operações de crédito entre os entes da Federação sendo vedadas. 7 . recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços. enquanto existir operação anterior da mesma natureza e no último ano de mandato do Chefe do Poder Executivo. operação de crédito. As operações de crédito por antecipação de receita destinam-se a atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e terão validade a partir do 10º dia do início do exercício. é vedada a realização de operações de crédito que excedam as despesas de capital. resultado nominal e agora iremos entender o que é garantias e contra garantias.5 Operações de crédito Correspondem ao compromisso financeiro assumido em razão de mútuo. arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas.

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Créditos EQUIPE UNITINS Organização de Conteúdos Acadêmicos Revisão Linguístico-Textual Revisão Didático-Editorial Gerente de Divisão de Material Impresso Revisão Digital Projeto Gráfico Capas Clarete de Itoz Domenico Sturialle Domenico Sturialle Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva EQUIPE EADCON Coordenador Editorial Assistentes de Edição William Marlos da Costa Ana Aparecida Teixeira da Cruz Lisiane Marcele dos Santos Thaisa Socher Bruna Maria Cantador Denise Pires Pierin Kátia Cristina Oliveira dos Santos Rodrigo Santos Sandro Niemicz Programação Visual e Diagramação .

para aprofundar e enriquecer seus conhecimentos neste maravilhoso ramo da Ciência Contábil. os conceitos introdutórios dos aspectos contábeis das ciências atuarias. cada vez mais. cisão e incorporação). Cada um desses assuntos tem sua importância no âmbito da Contabilidade Avançada II. as empresas utilizam esses instrumentos de gestão para competir no mercado. como joint venture e reestruturação societária. aconselho que você empreenda leituras e pesquisas complementares. a reorganização societária (fusão. a consolidação das demonstrações financeiras. . Mesmo com um material tão abrangente. as operações em conjunto das sociedades (joint ventures). Porém uma atenção especial deve ser dirigida à reorganização societária e às operações em conjunto. você conhecerá as transações entre partes relacionadas. Bons estudos! Prof. que estuda temas relevantes e avançados da área contábil.Caro estudante.ª Clarete de Itoz Apresentação Neste caderno. Você está recebendo textos relacionados à disciplina de Contabilidade Avançada II. pois.

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bem como o tratamento contábil para esses fatos. Com base nos conteúdos estudados. é fundamental que as transações entre partes relacionadas sejam divulgadas de maneira clara. estudados na disciplina de Teoria da Contabilidade. ou (III) tiver um controle conjunto sobre a entidade. Nosso primeiro passo é definir quem são as partes relacionadas. podemos discutir a necessidade de evidenciarmos. ou estiver sob o controle comum da entidade (isto inclui controladoras. os acionistas minoritários tenham elementos informativos suficientes para compreender a dimensão e os reflexos desse tipo de transação entre as empresas relacionadas. b) for uma coligada da entidade. você será capaz de identificar possíveis transações entre partes relacionadas e apurar e demonstrar as operações que envolvem transações entre partes relacionadas. (II) tiver um interesse na entidade que lhe confira influência significativa sobre a entidade. ligadas ou coligadas). os tipos de transações que partes relacionadas podem efetuar. 05. for controlada por. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 397 . parte relacionada é a parte que está relacionada com a entidade se: a) direta ou indiretamente por meio de um ou mais intermediários quando (I) controlar. 1. você estudará o conceito de transação entre partes relacionadas. em especial. no conteúdo das demonstrações contábeis. c) for uma joint venture em que a entidade seja um investidor. controladas.1 Definição de partes relacionadas Segundo o Pronunciamento Técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) n. nas aulas 1 e 2 da disciplina de Contabilidade Avançada I. bem como nos conteúdos de evidenciação. Isso permite que todos os usuários e. evidenciar é assegurar que os conteúdos das demonstrações contábeis contenham informações necessárias de sua posição financeira e dos resultados obtidos que possam ter sidos afetados pela existência de partes relacionadas e por saldos pendentes de transações com tais partes. Em outras palavras. Neste capitulo. transações entre partes relacionadas.Transações entre partes relacionadas CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II 1 Introdução De acordo com a Norma de Procedimento Contábil NPC XXIII do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. juntamente com a Deliberação CVM 26/86. Ao final do capítulo.

398 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . em condiçoes que não sejam as de cumulatividade e independência que caracterizam as transações com terceiros alheios à companhia ou a seu controle gerencial ou a qualquer outra área de influência”. f) for uma entidade controlada. e) for membro proximo da familia ou de qualquer individuo referido nas alíneas (a) ou (d). 1. XXIII define transações entre partes relacionadas como “[. o conceito entre partes relacionadas deve se estender também ao relacionamento econômico.2 Objetivo de divulgação e identificação de algumas transações entre partes relacionadas Do ponto de vista societário. de valores que transacionaram no exercício ou no período.] entidades. até terceiro grau. ou em que o poder de voto significativo nessa entidade reside em. entre empresas com os mesmos administradores que possam se beneficiar de informações. por exemplo. direta ou indiretamente.. a divulgaçao da transação entre partes relacionadas tem por objetivo informar os acionistas. principalmente os minoritários. com as quais a companhia tenha possibilidade de contratar. no sentido lato desse termo. sobre a forma e os valores monetários ou não monetários. De acordo com a NBCT 17. são também consideradas partes relacionadas as pessoas jurídicas ou físicas com as quais a companhia tenha a possibilidade de contratar ou de realizar operações. fisicas ou juridicas. Além do relacionamento financeiro. que de certa forma tenham relação direta ou indireta com a entidade.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II d) for membro do pessoal-chave da administraçao da entidade ou de sua controladora. entre fornecedores. em condições que não sejam as de comutatividade e independência que caracterizam as transações com terceiros alheios à companhia. ao seu controle gerencial ou a qualquer outra área de influência. serviços ou obrigações entre as partes.. qualquer individuo referido nas alineas (d) ou (e). entre empresas que respondam pelo mesmo controle societario. clientes ou financiadores que mantenham uma relação de dependência econômica/financeira que permita essas transações. Veja que a transação entre partes relacionadas se caracteriza pela transferência de recursos. independentemente de haver ou não um valor financeiro atribuído à transação. ou de qualquer entidade que seja uma parte relacionada dessa entidade. ou g) for um plano de beneficios pós-emprego para benefício dos empregados da entidade. entre membros da família. A Norma e Pronunciamento de Contabilidade (NPC) do Instituto Brasileiro dos Contadores (IBRACON) n. etc. controlada em conjunto ou significativamente influenciada por.

Observe que o diferencial não está em haver alguma transação excepcional ou incomum ao cotidiano das empresas. considerando os seguintes fatos: a) se a transação foi efetuada em condições semelhantes às que seriam aplicadas entre partes não-relacionadas (quanto a preços. qualidade. Em concordância com os demais textos legais e normativos. mas sim no fato de tais transações ocorrerem entre empresas das quais uma possui participação na outra. os saldos existentes à data do balanço e as transações ocorridas que mereçam divulgação devem ser destacados nas demonstrações financeiras como segue: • saldos e transações inseridos no contexto operacional habitual das empresas devem ser classificados em conjunto com os saldos e transações da mesma natureza. etc. de forma significativa. de modo que todas essas transações devem ser divulgadas. A CVM esclarece que o maior ou o menor destaque na divulgação das transações dependerá de vários fatores. Conforme a NPC XXIII do IBRACON. como no caso já estudado das empresas coligadas e controladas.). maior ou menor destaque na divulgação das transações deve ser dado. etc. prazos. mesmo que tenha ocorrido em condições normais de mercado. prazos. a CVM expediu o Ofício-Circular SEP 01/00. de modo a exercer influência sobre suas deliberações. em que norteia quais tipos de transações entre partes relacionadas são merecedoras de divulgação. afeta ou possa vir a afetar significativamente a situação financeira e/ou os resultados das empresas intervenientes na operação.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II É importante ressaltar que obedecer a critérios de divulgação de transações entre partes relacionadas faz parte da evidenciação de informações contábeis. dentre os quais: a) se a transação foi efetuada em condições semelhantes às que seriam aplicadas entre partes não relacionadas (quanto a preços. b) se a transação.3 Formas e critérios de divulgação Segundo a NBC T 17. por si ou por seus efeitos. b) se as transações por si só ou por seus efeitos afetam ou podem vir a afetar. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 399 . garantias. A CVM assevera que o simples fato de duas ou mais entidades atuarem como partes relacionadas não implicará em que as relações daí advindas provoquem situações de favorecimento mútuo. transparecendo informações aos usuários externos.) que contratassem com base em sua livre vontade e em seu melhor interesse. qualidade. 1 . a situação patrimonial e financeira – e/ou os resultados e sua correspondente demonstração das empresas intervenientes na operação. que contratassem com base em sua livre vontade e em seu melhor interesse. encargos. encargos.

a seguir.000. COMPANHIA TUDO CERTO S/A BALANÇO PATRIMONIAL ENCERRADO EM 31/12/XX ATIVO CIRCULANTE Disponível Estoques Clientes NÃO-CIRCULANTE ARLP Empréstimos à Cia.000. A divulgação pode ser feita sob diversas formas: no corpo das demonstrações financeiras.000. sendo.000 Empréstimos bancários Demais obrigações NÃO-CIRCULANTE Empréstimos da Controladora 30.000 Notas explicativas 1. Vermelha deverá ser pago em 30 meses. Bonita 37. 4.000 12.500 100. Vermelha) 25.500 PL 78. Tudo Bem em 31/12/XX. Tudo Bem (coligada) Investimentos em coligadas Imobilizado Diferido TOTAL PASSIVO 75. a qual detém 30% do seu capital social no valor de R$ 40. Bonita responde por 80% das compras a prazo da Cia. o Patrimônio Líquido da Cia. A Cia. Tudo Bem é coligada da investidora Cia. é de R$ 85.500 60.500 38. 2. Deve-se mencionar.000 48. A Cia. 3.500 27.000 19.500 • Cia. efetuadas durante o exercício.000 Capital social 16. com juros a valor de mercado. e o Resultado do Exercício. em quadros auxiliares.500 • Demais 150.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II • saldos e transações não inseridos no contexto operacional normal devem ser classificados em itens separados.000 7. O empréstimo da controladora Cia. se as transações foram feitas a valores de mercado ou se os valores são saldos remanecentes cumulativos de períodos anteriores. esta deve ser suficiente para detalhar e identificar transações ocorridas entre partes relacionadas.000 42. ou ainda em notas explicativas. Tudo Certo S/A. parte relacionada desta. em todos os casos.500 27.000 CIRCULANTE 15. portanto.000 TOTAL 97.500 Reservas Resultado econômico 225. Tudo Certo. Veja. um exemplo de divulgação de transação entre partes relacionadas. Tudo Bem tomou empréstimo a ser pago em 24 meses com juros a valor de mercado. com destaque nas notas explicativas.500 225.000 (Cia. Qual seja a forma de divulgação. 400 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 30. A Cia.000 Fornecedores 22. de R$ 18.

000 443 .700) 20.000 443 .520 (9.600) 71.000 100.320 (25. TRANSAÇõES ENTRE PARTES RELACIONADAS CONTROLADORA ALPHA S/A Transações → da controladora AC ANC PC PNC RC RD Ativo circulante Ativo Não-Circulante Passivo circulante Passivo Não-Circulante Resultado crédito (receita) Resultado débito (despesa) Controladas Beta Gama Total BP ALPHA 31/12/2001 Ativo Disponível Clientes Estoques Empréstimos a controladas Investimentos Imobilizado Total do ativo Passivo Fornecedores Passivo não-circulante Patrimônio líquido Capital social Lucros acumulados Total passivo 310.000 DRE ALPHA 31/12/2001 Receita bruta de vendas Mercadorias (–) Deduções das vendas Receita operacional líq.000 100.800) 45.000 30.700) (12.000 75. encontramos que.000 (–) Custos Lucro Bruto Despesas operacionais (–) Vendas (–) Financeiras (–) Administrativas Lucro operacional (–) CSLL (–) IR Lucro líquido Analisando os registros contábeis de Alpha.000 38. Portanto devem ser publicadas em notas explicativas às demonstrações contábeis. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 401 .460) 13 . as seguintes operações são transações entre partes relacionadas.000 13. dos valores evidenciados no balanço patrimonial de 31/12/2001.450) (2.000 90.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II Vamos ver um modelo de papel de trabalho para apresentação de valores entre as partes relacionadas.210) (5.670 (2.000 80.000 50. O modelo é de livre criação.920 (8. 79.

Os valores anteriores referem-se a transações de partes relacionadas.236 420 180 1.000 40.000 40. 4. envolvendo a controladora Alpha e suas controladas Beta e Gama. 6.000 60. devendo a relevância de tais transações ser avaliada e apontada em notas explicativas às demonstrações contábeis da controlada. 1. sob pena deste procedimento ser considerado abusivo de poder.000 19.000 50. em regime normal de operações.020 Gama 20.000 11.000 4.000 30.000 13.908 580 300 1.000 20.000 90. As despesas administrativas referem-se ao pagamento de aluguel do prédio da administração utilizado pela controladora. direta ou indiretamente. 2.020 Veja como ficam as notas explicativas.404/76.4 Aspectos fiscais e legais de transações entre partes relacionadas Segundo o Artigo 117 da Lei n. o acionista controlador não deve contratar com a companhia.000 2. em condicões de favorecimento ou não-equitativas (princípio que representa o favorecimento de pelo menos uma das partes envolvidas na transação).360 1.000 7.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II TRANSAÇõES ENTRE PARTES RELACIONADAS CONTROLADORA ALPHA S/A Transações → da controladora AC ANC PC PNC RC RD RD RC RD RD Duplicatas a receber Empréstimos a controladas e coligadas Duplicatas a pagar Empréstimos de controladas e coligadas Receita de vendas Custo das vendas Despesas com vendas Juros recebidos Juros pagos Aluguéis prédio da administração Controladas Beta 30. 1. 3. de propriedade da controlada Beta. 5. antes da consolidação. As transações de partes relacionadas de receitas e despesas financeiras foram efetuadas utilizando as taxas médias praticadas no mercado.000 100. vigentes nas datas das operações.000 6. 402 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .240 672 160 120 Total 50. As vendas e compras entre as partes relacionadas foram feitas a valor de custo histórico.120 1. tais transações devem ser eliminadas do balanço das sociedades envolvidas. Quando da elaboração das demonstrações contábeis consolidadas.

(III) o cônjuge e os parentes até o terceiro grau. Se o valor do bem não puder ser determinado. natureza e valor de mercado das ações de sua propriedade. poderá se utilizar o valor base em negociações anteriores e recentes do mesmo bem. Nesse caso. por exemplo. como. seu capital social. 3000. A legislaçao fiscal (RIR – Lei n. O Artigo 247 estabele que as notas explicativas sobre investimentos significativos devem indicar. caberá à autoridade tributária a prova de que o negócio serviu de instrumento à distribuição disfarçada de lucros. de 26/3/99) aborda transações entre partes relacionadas nos Artigos 464 e 469. realiza com a pessoa ligada qualquer outro negócio em condições de favorecimento. perde. sinal. bem do seu ativo a pessoa ligada. tomarem recursos ou bens da companhia por emprestimos. do sócio pessoa física de que trata o item (I) e das demais pessoas mencionadas no item (II). paga à pessoa ligada aluguéis. sem pagamento ou por valor inferior ao de mercado. transfere a pessoa ligada. direito de preferência à subscrição de valores mobiliários de emissão da companhia. o valor do bem negociado deverá ser a valor de mercado.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II Os Artigos 154. (II) o administrado ou o titular da pessoa jurídica. entre outros. e. depósito em garantia ou importância paga para obter opção de aquisição. além da denominaçao das sociedades coligadas e controladas. patrimônio líquido e resultado do exercício e o número. mesmo quando outra pessoa jurídica. royalties ou assistência técnica em montante que excede notoriamente ao valor de mercado. por valor notoriamente inferior ao de mercado. bem de pessoa ligada. • • • Outros casos dos aspectos fiscais são: a) as pessoas ligadas a valor de mercado: (I) o sócio ou acionista desta. Caso não haja valor de mercado ativo. assim entendidas condições mais vantajosas para a pessoa ligada do que as que prevaleçam no mercado ou em que a pessoa jurídica contrataria com terceiros. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 403 . e o valor de negócio se basear em laudo de avaliação de perito. por valor notoriamente superior ao de mercado. Esses mesmos artigos trazem casos de distribuição disfarçada de lucros. 156 e 245 da mesma lei estatuem o que é proibido para os administradores. O enfoque é que as transações entre partes relacionadas não devem ensejar negócios que propiciem a distribuição disfarçada de lucros. inclusive os afins. adquire. em decorrência do não exercício do direito à aquisição de bem e em benefício de pessoa ligada. pelo qual a pessoa jurídica: • • • aliena.

• • • • Para finalizar este capítulo. no que diz respeito a normas contábeis para atender a evidenciação de informações para as empresas constituídas na forma de sociedade anônima. interesse. Após conhecermos a prática contábil de reconhecimento e registro de transações entre partes relacionadas. acima citado). o montante dos rendimentos que exceder o valor de mercado não será dedutível. aos papéis de trabalho e aos cálculos necessários para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas. a importância perdida não será dedutível. é importante que você tenha articulado as transações entre partes relacionadas e o princípio da evidenciação contábil. inclusive por depreciação. presumir-se-á distribuição disfarçada de lucros. no caso da alínea V (RIR 3000/99. Para determinar o lucro real da pessoa jurídica. no caso da alínea III (RIR 3000/99. as importâncias pagas ou creditadas à pessoa ligada. direta ou indiretamente. ou com sociedade na qual a pessoa ligada tenha. anteriormente citado). a diferença entre o custo de aquisição do bem pela pessoa jurídica e o valor de mercado não constituirá custo ou prejuízo dedutível na posterior alienação ou baixa. A correta e transparente divulgação de informações ocorridas entre partes relacionadas é um princípio fundamental em contabilidade. a diferença entre o valor de mercado e o de alienação será adicionada ao lucro líquido do período de apuração. 404 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Daremos ênfase. na parte A do LALUR. anteriormente citado).CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II b) distribuição a sócio ou acionista controlador por intermédio de terceiros: se a pessoa ligada for sócio ou acionista controlador da pessoa jurídica. anteriormente citado) sejam realizados com a pessoa ligada por intermédio de outrem. no caso da alínea II (RIR 3000/99. que caracterizarem as condições de favorecimento. ainda que os negócios de que tratam as alíneas I a VII (RIR 3000/99. não serão dedutíveis na apuração do imposto de renda. anteriormente citado). amortização ou exaustão. visto que uma de suas finalidades é fornecer subsídios para quem toma decisões com base na análise de relatórios e demonstrações. Ainda devemos falar sobre o cômputo na determinação do lucro real da empresa infratora. sem viés ou suspeita de distorção dos fatos reais. o fisco. no caso da alínea VI (RIR 3000/99. no próximo capítulo. aplica: • nos casos das alíneas I e IV (RIR 3000/99. Ainda há muitos aspectos contábeis a serem estudados. anteriormente citado). A transparência dos dados contábeis deve ser total. veremos procedimentos de consolidação de demonstrações financeiras.

______.asp?identificador=812>. Disponível em: <http://www.asp>.br>. Acesso em: 5 dez.asp?File=/deli/deli183. Acesso em: 3 dez.org. Deliberação CVM 26/86. Acesso em: 3 dez. Prazo para a apresentação das informações periódicas.htm>. Disponível em: <http://www. CVM Ofício Circular SEP 01/00.gov. Norma de pronunciamento contábil XXIII – IBRACON. Transações entre partes relacionadas.cvm.ibracon.br/asp/cvmwww/atos/exiato.cvm.com. ______. Disponível em: <http://www. 2008. 2008.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II Referências BRASIL. Acesso em: 3 dez. ______. NBC T 17 – Partes Relacionadas e sobre a verificação de sua adequada divulgação nas Demonstrações Contábeis.br/publicacoes/ resultado. objeto do exame do auditor. Disponível em: <http://www.cfc. gov. Aprova pronunciamento do IBRACON sobre a transações entre partes relacionadas. de 2008. 2008. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 405 .br/port/atos/oficios/ ofcvm-sep01-00.

CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE AvANçADA II 406 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

objetivos.1 Definições e objetivos da consolidação De acordo com a NBCT 16. estudadas em Contabilidade Avançada I. 249 e 250 da Lei n. Essa mesma Instrução Normativa destaca o dever de elaborar e divulgar demonstrações contábeis consolidadas por parte das companhias abertas que possuem investimento em sociedades controladas. controladas. Estudaremos. e por parte das sociedades que comandam grupos de sociedades que incluam companhias abertas.Consolidação das demonstrações contábeis CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II 2 Introdução No Brasil. 6. coligadas ou equiparadas a coligadas. condições e procedimentos de consolidação das demonstrações contábeis. 6. ou seja. formando uma unidade contábil consolidada. a consolidação das demonstrações contábeis é obrigatória tão-somente para as empresas cujos pápeis são negociados na Bolsa de Valores.7. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 407 . a demonstração consolidada do resultado do exercício e a demonstração consolidada das origens e aplicações de recursos. coligadas e equiparadas. e as sociedades controladoras. de acordo com a Lei n. para as empresas S/A de capital aberto com investimentos permanentes em controladas. Teremos também a oportunidade de diferenciar as consolidações integrais das consolidações parciais. neste capítulo. definições. Para ter um aproveitamento satisfatório desses conteúdos. omitidas as transações entre entidades incluídas na consolidação. Ao final do capítulo.404/76.404/76 sobre consolidação das demonstrações financeiras. consolidação das demonstrações contábeis é o processo de soma ou agregação de saldos ou de grupos de contas. incluindo as sociedades controladas em conjunto. com a complementação das notas explicativas e de outros quadros analíticos necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados consolidados. A Instrução Normativa CVM 247/96 afirma que as demonstrações contábeis consolidadas compreendem o balanço patrimonial consolidado. 2. é necessário que você conheça os Art. você será capaz de reconhecer os critérios para elaboração das demonstrações contábeis consolidadas e apresentar demonstrações financeiras consolidadas.

no balanço consolidado. Em relação aos objetivos da consolidação. Além disso. em que estão agregados os valores das demonstrações contábeis de suas controladas.1 da NBC T 8 do CFC atesta que as demonstrações contábeis consolidadas resultam da agregação das demonstrações contábeis de duas ou mais entidades.2 Procedimentos para a consolidação De acordo com a IN 247/96 CVM. para elaborar as demonstrações contábeis consolidadas. notadamente investidores. conforme os seguintes procedimentos: a) excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação. caso as empresas sejam analisadas individualmente. as demonstrações contábeis consolidadas são definidas como documentos contábeis produzidos pela agregação. apresentando-o no ativo circulante/ativo não circulante do grupo realizável a longo prazo – tributos diferidos. gerentes e diretores da companhia controladora. pois esta se beneficia do lucro e do apoio financeiro das subsidiárias. 408 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . b) eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada. No item 2 do mesmo pronunciamento. as demonstrações contábeis consolidadas são demonstrações elaboradas pela empresa controladora. 2 . coligadas ou equiparadas a coligadas. as demonstrações financeiras consolidadas são de fundamental importância para acionistas. linha por linha.1. Os relatórios consolidados são relevantes. Saldos contábeis consolidados evitam través na informação em consequência de possíveis manipulações de resultados. depois de eliminados os saldos e as transações entre companhias e realizada a provisão para os interesses minoritários nas controladas. O item 8. c) eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II De acordo com a NPC XXI do IBRACON. mas também para os gerentes. na medida em que estabelecem uma base para o controle global e avaliação de desempenho. a investidora deverá observar se o patrimônio líquido da coligada e controlada é determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. não apenas para usuários externos. a consolidação é atualmente aceita na maioria dos países como a melhor prática contábil para grupos e para operações de combinações de negócios. das demonstrações contábeis de uma ou mais controladas com as demonstrações contábeis da controladora. das quais uma detenha o controle direto ou indireto sobre as outras.

por meio de demonstrações contábeis separadas das demonstrações contábeis da controladora e das subsidiárias. razões pelas quais os componentes patrimoniais de uma ou mais entidades não foram avaliados pelos mesmos critérios. origem e aplicação de recursos do conjunto das empresas do grupo distintos das entidades consolidadas. natureza e montantes dos ajustes efetuados.6 da NBC T 8. cada uma das empresas envolvidas terá suas desmonstrações contábeis preservadas. ou ainda deverão ser divulgados com destaque em item do ativo permanente. O fato é que. como bem diz o item 8.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II A participação minoritária (acionistas não controladores).7. 2 . as notas explicativas das demonstrações contábeis consolidadas devem contemplar. quando não excluídos. eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis consolidadas. a não ser que exista um direito de compensação e a compensação represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liqudidação do passivo. pelo menos: identificação e características das entidades incluídas na consolidação. O ágio ou o deságio provenientes da aquisição/subscricão de sociedades controladas. no balanço consolidado. Segundo a NBCT 16. as demonstrações contábeis consolidadas determinarão o aparecimento de uma unidade de natureza econômico-contábil. ou em conta apropriada de resultado de exercício futuro. deve haver uma separação entre o patrimônio da empresa e o patrimônio dos sócios ou proprietários.1. em obediência ao princípio da entidade. no caso de deságio (art. 26. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 409 . que não são objeto do nosso presente estudo). A consolidação será elaborada pelo departamento contábil da controladora.3 Critérios para elaboração de demonstrações contábeis consolidadas Segundo o princípio da entidade contábil. deverão ser divulgados como adicção ou retificação da conta utilizada pela sociedade controlada para registro do ativo especificado. cujo objetivo é apresentar posição patrimonial e financeira. você pode ver que a escrituração das contas da controladora deve ser feita separadamente das contas das empresas controladas ou coligadas (salvo raríssimas exceções. procedimentos adotados na consolidação. deve ser destacada em grupo isolado. Então. resultado das operações. Os procedimentos de consolidação não servem para compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros ativos ou passivos. Logo. IN 247/96 – CVM). da controlada e da coligada. exatamente como elaboradas pelos seus departamentos contábeis. pela aplicação do princípio da entidade contábil. no caso de ágio. imediatamente antes do patrimônio líquido. de maneira a evitar confusão entre demonstrações da controladora.

patrimonial e financeira do Grupo. para que se tenha ideia da situação econômica. o usuário poderá enxergar os negócios de todas as empresas do grupo. Entretanto formam o grupo XYZ e. Fique atento! A consolidação das demonstrações Contábeis é um procedimento extracontábil e é elaborado pela sociedade controladora. com as quais também mantém operacões comerciais. Exemplo A empresa X participa do capital social das empresas Y e Z. como se se tratasse de uma única empresa. é necessário juntar as demonstrações contábeis de cada uma das empresas e eliminar os resultados de operações e saldos entre empresas.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II Isso quer dizer que. ao se analisarem as demonstrações contábeis consolidadas de um determinado grupo de empresas. são três empresas distintas com personalidade jurídicas próprias. Fonte: adaptado de Perez Junior e Oliveira (2007) 410 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Isoladamente.

§ 1º A participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro do exercício será destacada. as sociedades controladas. ainda assim. § 2o A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada. elaborarão. juntamente com suas demonstrações financeiras. III – as parcelas dos resultados do exercício. Art. no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício. a controladora estaria por lei desobrigada de fazê-la. e será objeto de nota explicativa. 6. § 4º Para fins deste artigo. O Artigo 249 da Lei n. embora a norma contábil aqui enunciada recomende a consolidação. A Comissão de Valores Mobiliários poderá expedir normas sobre as sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na consolidação. demonstrações consolidadas nos termos do Artigo 250. dispõe que a companhia aberta que tiver mais de 30% do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar. 250. A lei das sociedades por ações estabelece a obrigatoriedade da consolidação apenas para as companhias abertas e. cujo exercício social termine mais de 60 (sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da companhia. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 411 . II – os saldos de quaisquer contas entre as sociedades. quando os investimentos nas controladas atingem ou excedem 30% do patrimônio líquido da controladora. que não for absorvida na consolidação. de negócios entre as sociedades. Nesse caso. Consequentemente. o investimento não atinja 30% do capital da controladora. mesmo assim. demonstrações financeiras extraordinárias em data compreendida nesse prazo.4 Condições necessárias à consolidação de demonstrações contábeis Conforme a Norma de Procedimento Contábil NPC XXI/82 do IBRACON. § 3º O valor da participação que exceder do custo de aquisição constituirá parcela destacada dos resultados de exercícios futuros até que fique comprovada a existência de ganho efetivo. ainda não realizados. deverá ser mantida no ativo não-circulante. dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo não-circulante que corresponderem a resultados. 2.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II 2 . com dedução da provisão adequada para perdas já comprovadas. com observância das normas desta Lei.404/76. respectivamente. A primeira condição é a participação majoritária (acima de 50%) no capital votante da controlada. poderá acontecer que a controladora detenha 99% na controlada e. as condições necessárias para você efetuar a consolidação das demonstrações contábeis são as seguintes: 1. Das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas: I – as participações de uma sociedade em outra.

000 500. D por R$ 500. Na Cia. a exclusão de uma ou mais sociedades controladas. 2 .000 75.000.000 e declara dividendos de R$ 45. porque o imposto de renda e os demais tributos são calculados individualmente no resultado do exercício de cada empresa. 412 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . incluindo as sociedades controladas em conjunto. agora. D apura um lucro de R$ 75. C adquire 100% das ações da Cia. em casos especiais. Os dividendos são calculados e pagos sobre o lucro de cada empresa e não sobre o lucro consolidado. 21. e qualquer valor não pode ser compensado com os resultados de outras companhias.000 45. correspondentes ao valor do patrimônio líquido da investida. demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas pelas companhias abertas que possuírem investimentos em sociedades controladas.5 Exemplo de consolidação integral Em 5/1/XX.000 C Apresentamos. C. Não há qualquer influência fiscal ou societária nos procedimentos e valores de consolidação. nesta data. Em XX a Cia. D Disponível Pelo registro da aquisiçao de investimento 31/12/XX Investimento na Cia. poderá autorizar. coloca que. são: D 5/1/XX Investimento na Cia. sejam. A Comissão de Valores Mobiliários emitiu a Instrução CVM 247/96.000.000 75. financeira ou administrativamente. Em seu Artigo n.000 500. C. dependentes da companhia. ao fim de cada exercício social. D Pelo registro dos dividendos declarados pela sociedade investida 45. na qual passa a exigir a consolidação para todas as companhias abertas. o papel de trabalho de consolidação para o exercício social 31/12/XX – elaborado pela Cia. D Receita de equivalência patrimonial Pelo registro do lucro apurado pela sociedade investida 31/12/XX Dividendos a receber Investimento na Cia.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II poderá determinar a inclusão de sociedades que. referentes ao investimento. a Cia. não importando o percentual de investimento em relação ao PL da controladora. e pelas sociedades que comandam grupos de sociedades que incluam companhias abertas. embora não controladas. os registros contábeis realizados.

000 0.000) 880.000.000) (a) 45.000) 330.000 1.390.00 (405.000 (575.000) (685.280. (b) representa a eliminação do investimento da Cia.390.180.390.000) Valores consolidados 0. D (D/C) Eliminações D (C) (a) (45.000) (1. C contra o patrimônio líquido da Cia. os registros contábeis realizados.00 0. A.000 575.00 1. Em XX.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II Conta Dividendos a receber Investimento Outros ativos Dividendos a pagar Outros passivos Patrimônio Líquido Vendas Despesas operacionais Receita equivalência Resultado consolidado Cia . que.000 (75.000 (405.000 (b) 75. B apura um lucro de R$ 30. 2 .000) (800. são: D 5/1/XX Investimento na Cia. B por R$ 280.000 C UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 413 .000 e declara dividendos de R$ 10.000 705.000 Cia .00 1.000.000 575.000 1.000 280.000 280.280. D (sem computar o resultado do exercício) e contra o resultado da equivalência patrimonial. A adquire 70% das ações da Cia.000) (b) 455.000) 1. correspondem à aplicação desse percentual sobre o valor do patrimônio dessa sociedade investida.000) 660. a Cia. a Cia.000 530.000) (380. em 5/1/XX.000 (a) representa a eliminaçao do dividendo a receber da Cia. D.000 0.000 (45.6 Exemplo de consolidação parcial Agora considere que. nesta data. B 21.390. B Disponível Pelo registro da aquisição de investimento 31/12/XX Investimento na Cia. referentes ao investimento.000 575.000 1. C contra os dividendos a pagar da Cia.000) (685. Na Cia.000 (455.000) (b) (530.000 575. C (D/C) 45.

A contra os dividendos 414 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000) (b) (301.000) 350.500) (c) (129.000 301.00 768.000 626.000) (b) 280.000 x 70%) 31/12/XX Dividendos a receber Investimento na Cia.000) 371.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II D Receita de equivalência patrimonial Pelo registro do lucro apurado pela sociedade investida (30.000 (b) 21.00 9. B (D/C) Eliminações D (C) (a) (7.000 x 70%) Veja.000) (a) 7.000) (13. Conta Dividendos a receber Investimento Outros ativos Dividendos a pagar Outros passivos (–) Participação Minoritária Patrimônio Líquido Vendas Despesas operacionais Receita equivalência Participação Minoritária 626.500) (500.000 768.000) Valores consolidados 0.000 768.000 768.500) (a) representa a eliminaçao do dividendo a receber da Cia.000 450.000 (395. o papel de trabalho de consolidação para o exercício social 31/12/XX – elaborado pela Cia.000 318.000 (c) 120.000 (380.000 (21.000 C 21.500) Cia .000 450.000 0.000 (437. D 7.000 (80.000) (880. A (D/C) 7. 450. a seguir. B.000 7.000) (129.000) 721.000) (400. A.000 0.000 (7.00 0.000) (395.000 Cia .00 (93.000 Pelo registro dos dividendos declarados pela sociedade investida (10.000 437.000 Resultado consolidado a pagar da Cia.000 (c) 9.

A contra a parcela proporcional do patrimônio líquido da Cia. Referências BRASIL.cfc. 6.asp?identificador=812>. BRASIL. Disponível em: <http://www. São Paulo: Atlas. Ainda há muito que se aprender sobre a consolidação das demonstrações contábeis. B (sem computar o resultado do exercício) e contra o resultado da equivalência patrimonial.gov. B. Transações entre partes relacionadas.ibracon.7 – Disposições sobre a consolidação das demonstrações contábeis. Após você ter conhecido a teoria e os papéis de trabalho da consolidação das demonstrações contábeis. B (400. Acesso em: 5 dez. OLIVEIRA.404 de 15 de dezembro de 1976.br/publicacoes/ resultado. NBC T 8 – Das demonstrações contábeis consolidadas: conceitos e objetivos. ______. Acesso em: 3 dez. Norma de pronunciamento contábil XXIII – IBRACON. Dispõe sobre as sociedades por ações. 2007.org. 2008. Acesso em: 3 dez.org. Lei n.000 x 30%) como contrapartida ao patrimônio líquido da Cia. Contabilidade Avançada.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II (b) representa a eliminação do investimento da Cia. no terceiro capítulo deste caderno.br>.cfc. 2008. O papel de trabalho de consolidação é um documento contábil que deve ser guardado para fins de auditoria e verificação dos valores. Luis Martins de. calculada com base no patrimônio da Cia.br/ccivil_03/Leis/ L6404consol. Para finalizar este capítulo. veremos a prática integral das demonstrações contábeis. NBC T 16. 2008. Acesso em: 3 dez.htm>. Disponível em: <http://www. (c) representa a constituição da conta patrimonial no passivo de Participação Minoritária. com um estudo de caso. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 415 . Disponível em: <http:// www. observe que os saldos consolidados devem ser apresentados e/ou publicados na estrutura do Balanço Patrimonial Consolidado.planalto. José Hernandez.com. PEREZ JUNIOR. 2008. ______. Disponível em: <http://www.br>.

CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE AvANçADA II 416 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

Utilizando os quadros apresentados a seguir.520 R$ 30. 3 . Agora poremos tudo isso em prática.1 . depois de eliminar saldos e transações entre as companhias e fazer uma provisão para os interesses minoritários nas controladas.400 Custo da aquisição Ágio na aquisição R$ 34. Parte B e Parte C. é necessária a leitura aprofundada da IN CVM 247/96.Consolidação das demonstrações contábeis: caso prático CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II 3 Introdução No capítulo anterior. as demonstrações contábeis consolidadas são aquelas produzidas pela agregação das demonstrações contábeis de uma ou mais controladas. Verde em 31/10/XA Investimento adquirido avaliado pelo MEP = 80% de R$ 34. 80% do capital da Cia. da NPC XXI do IBRACON e dos Artigos 249 e 250 da Lei n.480 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 417 . O registro das operações deverá ser efetuado nas colunas próprias. Segundo o item 2 da NPC XXI do IBRACON. a Cia. 6. cujo conteúdo demarca a forma e os procedimentos de elaboração das demonstrações contábeis consolidadas.400 R$ 27. vamos registrar as operações e determinar o balanço patrimonial da Cia.000 R$ 2. 3 .1 Caso das Companhias Verde e Amarelo O caso prático apresentado a seguir. Patrimônio Líquido da Cia. somando ativos. que passará a ser sua controlada avaliada pelo método da equivalência patrimonial. Amarelo após o fato. passivos.1 Parte A Em 31/10/XA.000. linha por linha (isto é. Amarelo adquire. está dividido em três partes sequenciais: Parte A. da NBC T 16. adaptado de Perez Junior e Oliveira (2007). Verde. Além da teoria estudada no capítulo 2. por meio de um estudo de caso. Ao final deste capítulo. por $ 30. O custo da aquisição deverá ser desdobrado conforme quadro a seguir. com as demonstrações contábeis da controladora. receitas e despesas semelhantes). estudamos teoria e procedimentos da consolidação de demonstrações contábeis.7.404/76. você será capaz de elaborar demonstrações contábeis consolidadas e proceder a cálculos extra-contábeis de consolidação de demonstrações contábeis.

200 (5.000 2.000 59.000 — 60.400 Amarelo antes de 31/10/XA Amarelo Aquisição depois de 80% Verde 31/10/XA Verde 31/10/XA Em 31/12/XA. Verde relativo ao período de 1/1/XA a 31/12/XA Lucro relativo ao período de 1/1/XA a 31/10/XA já reconhecido pela Cia.000 29.000 113.000 4.000 3.000 1.300 418 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 32.000 3.400 44.000 1.000 1.600 3.000 53.200 4.000 113.000 4.500 25.500 9.480 (30.500 1. Amarelo no lucro da Cia. Verde = 80 % R$ 9.000 3. Balanço Patrimonial Ativo Disponível Clientes Estoques Outros Circulante Cia.520 2.000 30.000 10.875 R$ 6.000 22.675 R$ (1.000 2.000 8.000 27. Amarelo na ocasião da aquisição Lucro relativo ao período de 1/1/XA a 31/12/XA que será base para o cálculo da equivalência patrimonial Participação da Cia.000 31.000 59. a Cia.200 44.000 12.000 (7.000 32.000 4.000 13.000 — 60.000 13.100 1.000 59.000 53.000 12.000 8.000 113.000 113.000 3.000) 52.000 3.000 (7.000 53.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Solução Balanço Patrimonial das Companhias Amarelo e Verde em 31/10/XA. Verde Outros Investimentos Custo de aquisição Depreciação Imobilizado TOTAL Passivo Fornecedores Empréstimos Impostos Outros Circulante Capital Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucro Líquido até 31/10/XA Patrimônio Líquido Total 10.480 2. Verde Ágio Cia.000) 52. Lucro líquido da Cia.000 2.000) 27.520 2.400 9.000 32.000 1.100 2. antes e depois da aquisição.800 34.000) 20. Amarelo apurou e contabilizou o resultado da equivalência conforme quadros apresentados a seguir.000) 1.000 3. Verde apurou um lucro líquido de R$ 9.675 sobre o qual a Cia.000 11.000 53.700 25.000 (30.800) R$ 7.

Capital Saldo 1/1/XA 31/11/XA Capitalização 31/12/XA LLE Reserva Legal Dividendos propostos Saldo 31/12/XA 30. Capital 4.000) 89. Verde. o direito ao recebimento dos dividendos propostos pela Cia.800) 27.150 6.000 (28.000) 44.500) (19.450 12.675 Lucros Acum . Verde apresentou a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido exibida a seguir.400 (143.400 (17.000 1.870) 38.300 Amarelo antes da Equity 424.000 (1.000 Res .000) 89.300 Equity Amarelo depois da Equity 424.600 (3.600 A Cia.200) Res .000 6.675 12.321 (3.500) (19.300 2.000 6.900) 12.600 Amarelo Antes Equity Amarelo Depois Verde UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 419 . Balanço Patrimonial das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XA antes e depois da equivalência patrimonial.200 28. Balanço Patrimonial 31/12/XA Ativo Disponível Clientes 2. em seu ativo.550 12.300 1.285 13.675 (484) (3.800) 27.900 Verde 31/12/XA 187.225) 9.405 9.000 (335.400 1.200 34.050) 21. Demonstração do resultado 31/12/XA Vendas Custo das Vendas Lucro bruto Despesas com vendas Despesas administrativas Despesas financeiras Resultado antes da equity Resultado da equity Resultado operacional Resultado não operacional Lucro antes do IR e CS Imposto de Renda e CS Lucro líquido 27.800) (9.700) (13.800) 9. Lucros 3.900 Em 31/12/XA.000 (28.500 (7.300 1.870) 5.900 (3.700) (13. Amarelo reconhecerá.300 6. a Cia.000 (335.684 484 25. Total 32.800) (3.050) 27.000 5.550 12.000 1.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Demonstração do Resultado das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XA antes e depois do registro da equivalência patrimonial.300 33.200 (7.

000 4.400 (478. Verde Outros Investimentos Custo de aquisição Depreciação Imobilizado Total Passivo Fornecedores Empréstimos Dividendos a Pagar Impostos Outros Circulante Capital Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Patrimônio Líquido Total Amarelo Antes 19.150 120.724 2.000 (335.450 126.096 3.800 1.400 (478.510 2.000 3.300 14.000 59.300 6.400 1.300 14.520 2.405 52.870 2.000 3.000 3.485 14.000 35.400 1.200 (5. Demonstração do Resultado Vendas Custo das vendas Amarelo 424.450 6.096 3.485 Após o encerramento das demonstrações contábeis das Companhias Amarelo e Verde.400 (143.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Balanço Patrimonial 31/12/XA Estoques Dividendos a receber Outros Circulante Cia.450 87.300 14.000) 22.800 14.000 40.400 1.800 Equity Amarelo Depois 19.000) Investimento Não controladores Amarelo Verde 611.000 (8.000 1.080 30.204 3.684 5.650 27.000 37.000 39.300 53.480 2.200) 50.746 30. Veja a Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XA.000 4.096 3.480 2.000 (8.000 3.000 27.800 120.000) Débito Crédito Débito Crédito 420 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000) Verde 187.200 28.321 38.800 27. Verde Ágio Cia.450 6.300 53.000 8.000 32.485 3.800 Verde 12. serão elaboradas as demonstrações contábeis consolidadas conforme quadros apresentados a seguir.750 3.300 3.200 52.500 3.000 39.300 6.000 8.150 81.204 59. As demonstrações deverão estar perfeitamente integradas.200) 50.750 1.000) Amarelo + Verde 611.800 126.000 21.204 3.

300) (1.400 (17.300 33.890 (1.450 Verde 44.935) Demonstração Consolidada dos Resultados Acumulados das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XA.200 12.500 (7.419 (1.125 (6.373) (10.098 9.890 27.300) 12.675 (484) 5.850) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 421 .856) 20.300 1.935) (6.300) 387 3.500) (19.500) (17.900 1.450 (1.900 (3.700) 39.373) (10.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Demonstração do Resultado Lucro bruto Despesas com vendas Despesas administrativas Despesas financeiras Resultado antes da equity Resultado da equity Resultado operacional Resultado não operacional Lucro antes do IR e CS Imposto de Renda e CS Lucro líquido antes PM Participação minoritária Lucro líquido controladora Amarelo 89.700) (13.675 37.300) (1.700) 39.100 (10.000 6.200 41.800) (9.800) 27.257) (1.050) 27.200 34.300) (29.125 (1.275) 37.000 (28.935) 28.098 Amarelo Verde Amarelo + Verde Investimento Débito Crédito Não controladores Amarelo Verde Débito Crédito (3.900 Investimento Não controladores Débito Crédito Débito Crédito Amarelo Verde 133.900 Amarelo + Verde 133.900) 12.900 6.500) (17.300) (6.125 (6.064) (1.980) 15.800) (3.450 9.300) (29.300 (6.440) 28.400 (46.300) 39.225) 9.440) (6.675 47.400 (10.870) (14.400 (46.980) 15.825 (1.275) 30.096 (4.900 46. Resultados Acumulados Saldo inicial Participação no lucro líquido do período de XA Lucro líquido Reserva legal Dividendos Saldo final 27.321 37.200 1.935) 97 774 (1.

096 3.400 6.321 38.800 37.257 30.285 13.204 3.485 83.800 126.480 2.200 2.235 2.900 32. Verde Depreciação Imobilizado Total Passivo Fornecedores Empréstimos Dividendos a pagar Impostos Outros Circulante Não controladores Capital Reservas de capital Reservas de lucros Lucros acumulados Patrimônio Líquido Total 53.096 7.681 53.485 1.800 3.373 15.400 1.800 14.400 4.480 (13.550 12.800 61.800 1.200 2.200 28.500 11.000 10.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Balanço Patrimonial Consolidado das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XA.300 2.510 2.064 7.415 3.096 4.470 145.000 1.096 30.360 3.000 1.200 Amarelo Verde Amarelo + Verde Investimento Débito Crédito Não controladores Débito Crédito Amarelo Verde 422 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .724 2.373 15.096 4.098 76.810 16.480 3.800 27.200 3.280 3.724 2.200) 50.500 3.000 179.754 10. Verde Outros Investimentos Custo de aquisição Ágio Cia.810 16.200 69.400 4.056 20.000 50.004 86.235 24.264 7.400 3.681 3.135 3.400 1.300 19.800 86. Verde Ágio Cia.200 66.850 10.200) 75.835 25.500 14.835 25.681 7.681 14.000 280 337 1.000 5.000 3.724 33. Consolidado 31/12/XA Ativo Disponível Clientes Estoques Dividendos a receber Outros Circulante Cia.200 1.470 126.000 40.480 36.000 4.405 52.000) (13.347 4.870 2.480 3.485 73.800 64.000 4.980 8.231 30.000 4.600 12.080 17.480 2.000 35.750 30.746 30.724 2.750 (5.900 32.681 7.419 114.300 14.480 145.120 1.684 5.200) 22.096 17.200 52.480 33.875 179.415 (8.000 1.000 4.820 6.204 59.098 76.800 3.

575 4.000) 12.575 4.300 1.1 .000) (2.000 6.000) 12. R$ Lucro líquido do exercício da Cia. Amarelo. Verde para a Cia.000 Demonstração do resultado da equivalência patrimonial sobre o resultado da Cia.400 8.725) 495 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 423 .725 5.800 6.525 5. Amarelo = 80% Lucros não realizados sobre estoque de mercadorias Resultado da Equivalência Patrimonial 6.400) 3.2 Parte B Durante o exercício de XB.000 (20. Operações entre empresas em XB Venda de máquinas Preço de venda Custo de aquisição Depreciação Valor líquido Resultado Depreciação % anual Depreciação em XB Efeito líquido IR diferido = 25% Amarelo para Verde 1/1/XB 8.000 6. Fato: venda de máquinas do ativo imobilizado da Cia.400) Amarelo para Verde 1/1/XB Eliminações Venda de mercadorias da Cia.400 10 600 20 1.000 16. Verde.300 1. Amarelo para a Cia.400 850 4.000 (2. Amarelo.600 4.000 Amarelo para Verde Verde para Amarelo 32.000 Eliminações 32.000 (20. ocorreram operações entre as Companhias Amarelo e Verde conforme demonstrado no quadro a seguir. demonstrado no quadro seguinte Participação da Cia. Verde conf.000) 3.220 (4. Determinar as eliminações que deverão ser efetuadas nas demonstrações consolidadas.725 5.600 (1.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II 3 .000 (2.000 5. Operações entre empresas em XB Venda de mercadorias Custo de aquisição Lucro bruto Estoque final Lucro não realizado IR diferido = 25% Lucro líquido de IR Duplicatas a receber Duplicatas a pagar 5.

610) 42.800) 14.800 495 495 414.700 AMARELO ANTES DA EqUiTy EqUiTy AMARELO DEPOIS DA EqUiTy VERDE Em 31/12/XB.186 23.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Demonstração do Resultado do Exercício em 31/12/XB das Companhias Amarelo e Verde antes e depois da Equivalência Patrimonial.000 (28.695 (4.800) 14.000 (143.700) (2. Capital Saldo 31/12/XA 30/4/XB Capitalização 31/12/XB LLE Reserva legal Dividendos Saldo 31/12/XB 37. Verde apresentou a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido apresentada a seguir.295 4.321 (5.600 400 410 326 30.000) 1.000 7.200) (13.500 5.500) (19.895 8.175) 6. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 31/12/XB Vendas Custo das vendas Lucro bruto Despesas com vendas Despesas administrativas Depreciação Despesas financeiras Resultado antes da equity Resultado da equity Resultado operacional Resultado não operacional Lucro antes do IR e CS Imposto de Renda e CS Lucro líquido 14.000) 42. 5. Amarelo reconhecerá em seu ativo o direito ao recebimento dos dividendos propostos pela Cia.400 19.525 Total 38.485 9.900) 8. O Balanço Patrimonial das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XB.000) 6.000 (28. Verde.800 495 15.000 (17.800) 14.000 (335.600) Lucros Acum .030 Amarelo Antes Equity Amarelo Depois Verde 424 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .800) 14.600 15.400 (1.650 25.200) (13.610) 3.525 8.800 4.700 185.910 (2. era o seguinte.400 19.650 25.500) (19.800) (9.700 (2.600 Reservas Reservas Capital Lucros 1.000) 79.000 (335. Balanço 31/12/XB Ativo Disponível Clientes Estoques 1.684 (1.200 (4.800) (1.405 A Cia.525 (326) (2.500 1.700) (2. a Cia.400 495 414.800) (3.000) 79.320 6. antes e depois da equivalência patrimonial.186 23.

000 4.315 (1.400 60.593) 33.600 400 410 3.540 Equity 2.204 53.000) 6.550) Não Imobi.035 Demonstração Consolidada dos Resultados Acumulados das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XB.373 495 29.000 (8. Verde Outros Investimentos Custo de aquisição Depreciação Imobilizado Total Passivo Fornecedores Empréstimos Dividendos a pagar Impostos Outros Circulante Capital Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Patrimônio Líquido Total Amarelo Antes 50.800 17.000) 21.669 53.098 (495) (1.000) 45.910 42.610 2.597 (1.550) (4.725) (2.064) 1.750 8.000 3.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Balanço 31/12/XB Dividendos a receber Circulante Cia.993 91.593) Amarelo Depois 2.400 1.800 35.311 Amarelo Verde 15.685 2.895 (745) 20.937) (2.547) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 425 .131 2.000 35.725) (2.098 5.088 52.000 130.910 Amarelo Vendas + Verde estoque 20.919 12.000 (8.000) 45.800 1.500 2.088 (1.800) 28.366 131. Verde Ágio Cia.610) (11.420 (1.000 12.000 261 2.345 (745) (8. Resultados acumulados Saldo inicial Capitalização Lucro líquido Reserva legal Dividendos Saldo final 14.669 53.611 53.424 29.871 130.InvestiConsolidado controlizado mento final ladores (4.373 29.540 15.761 65 522 (782) 15.321 (5.000 3.088 2.035 15.315 8.000 4.480 2.071) 24.000 495 131.750 8.525 (326) 3.257) 4.937) 17.000 4.200 (6.000 39.419 (5.088 1.000 39.995 37.724 2.919 12.305) (8.336 30.000 Verde 30.115 1.498 90.480 2.320 60.000 4.221 (4.

725) 8.305) 12.000) (478.175) (6.000) 25.700) 18.400) (3.305) (495) 8.895 6.895 6.000 599.550) (495) (1.426 Amarelo 414.400 19.200 (4.500 (6.420 (4.000 (9.700) (2.500) (17.400 (6.200) (13.525 21.575 (4.000 (452.000 (28.300) 1.420 (2.000) Verde Amarelo + Vendas Verde estoque Imobilizado Investimento Não Consolidado controlada final 567.700 28.300) (29.395 4.000 (32.000 (335.995 (6.800) 14.800) (46.000 (4.300) (143.975) 8.000 121.400) 850 (2.700 (46.695 (4.200 — 18.550) 13.345 CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS Contas Vendas Custo das vendas Lucro bruto Despesas com vendas Despesas administrativas Depreciação Despesas financeiras Resultado antes da equity Resultado da equity Resultado operacional Resultado não operacional LAIR IR e CS Lucro líquido Participação minoritária Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XB.725) (2.700 23.650 (1.500) (19.300) 114.700 23.525 21.500) (3.700) (1.000 (6.300) 42.300) 1.305) 14.800 495 15.000) 1.200 — 18.900) (17.300) 495 1.550) (495) (1.800) 14.000) (17.800) (4.000 (495) (495) (3. Lucro controladora .700 185.295 4.800) (29.000) 79.

030 (5.480 2.464) Balanço Patrimonial Consolidado das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XB. Ativo Disponível Clientes Estoques IR Diferido Dividendos a receber Circulante Cia.856 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 53.000 3.550) (2.528 24.221 124.088) (29.118 20.464 53.424 29. Verde Outros Investimentos Custo de aquisição Ágio Cia.088 52.520) (80) (82) (782) (8.200) 72.725) 7.400 60.186 23.530 7.539 29.000 30.000 131.315 90.131 2.000 5.800 66.800) 73.000) 37.601 (14.311 82.550) (30.597 (29.480) (31.250 11.000 48.604 15.576 Amarelo Verde Amarelo + Verde Imobilizado Investimento Vendas estoque Não controladores Consolidado final 1.480 (31.400 4.400 1.761 79.315 (9.080) (320) (328) 1.118 17.750 8.480 (6.480 147. Verde Depreciação Imobilizado Total Passivo Fornecedores Empréstimos Dividendos a pagar Impostos Outros Circulante Não controladores Capital Reservas de capital Reservas de lucros Lucros acumulados Patrimônio Líquido Total (4.131) (31.035 3.000) 2.000 33.600 4.725) (9.685 2.000) (6.800 59.600 15.611 53.250 9.350 24.400 5.219) 19.000) 45.200 2.800 1.480 3.485 9.088) 8.725) (2.000 5.910 42.550) 2.480 (16.611) (2.500 2.786 32.200 2.400 4.856 CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II 15.000) (2.200 (8.606 (2.320 60.725) (5.429 131.135 34.400) (3.879 147.411 88.800) 28.459 10.115 1.088) 8.800 35.800 3.088) (2.400 191.937 8.350 (1.650 25.425 71.219) (9.725) (4.500 2.035 427 .300) 1.464 (7.800 17.135 29. Verde Ágio Cia.786 38.131) (2.400) (2.547 10.088 82.610 2.800 86.919 12.575 850 850 (2.000 4.131 2.995 (5.000 4.600 400 410 3.604 15.800 35.550) (2.Balanço 31/12/XB 5.513 8.230 2.749 191.

464 80 33.600 ANTES % 20 PL 8. ocorreu subscrição e imediata integralização de 12.320 Com o registro do aumento do capital na Cia.400 100 42.080 7.480 80 75 2.320 12.50 por ação.600 12. o capital social e o patrimônio líquido da Cia. Verde apresentou a seguinte posição. o patrimônio da Cia.120 ações. Amarelo teve a seguinte movimentação.725 33.400 410 3.000 ações do capital social da Cia. Consequentemente.856 AUMENTO Capital 4. Capital Saldo 31/12/XB 30/12/XC Integralização Subtotal 37.120 10.000 60.600 100 60. Verde que cobrou ágio de $ 0.1 .320 18.320 A Cia. Investimento em Verde Saldo 31/12/XB Lucros não realizados Subtotal Integralização Subtotal Ganho de capital Saldo final $ 29.240 25 15.000 18.910 Total 42.325 (155) 704 549 Ganho de capital Efeito no resultado 428 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Amortização do ágio Saldo anterior Percentual anterior Percentual atual Saldo final Amortização R$ 2.600 Reservas Reservas Capital Lucros 400 6.520 37.131 4.536 704 45. 3.880 PL DEPOIS Capital % PL 75 45.000 6.320 12.080 7. Verde passou a ter a seguinte composição: PARTICIPAÇÃO Capital Amarelo Outros Total 30.910 410 Lucros Acum . no resultado do exercício da Cia.000 49. deve ser registrada a amortização proporcional do ágio. Verde.680 44. Amarelo será reconhecido um ganho líquido conforme demonstrado no quadro seguinte.000 49.680 37.3 Parte C Em 30/12/XC.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II 3 . Com essa operação.200 7. Amarelo na Cia. Verde. Consequentemente. Amarelo subscreveu e integralizou apenas 7.856 10. o investimento na Cia.240 Em razão da redução do percentual de participação da Cia.

000) 79.200) (13.000) 2.725 3.374 3.000 (338.525 549 20.000 (338.843 (3.100 4.700) (2.000 8.700) (2.000 Custo de aquisição 6.000 (17.769 19.900) 6.800) (9.700) 16.700 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 429 . Demonstração do Resultado 31/12/XC Vendas Custo das vendas Lucro bruto Despesas com vendas Despesas administrativas Depreciação Despesas financeiras Resultado antes da equity Resultado da equity Resultado operacional Resultado não operacional Lucro antes de IR e CS Imposto de Renda e CS Lucro líquido Amarelo antes do aumento 417.400 (1.000) 79.000 (338.000 (28.675) 5.400) Valor líquido 3. Demonstração do Resultado do Exercício em 31/12/ XC das Companhias Amarelo e Verde antes e depois da Equivalência Patrimonial.800) 14.769 417.800 4.000) (1.800 8. Não houve novas operações de compra e venda entre companhias durante XC.600 Efeito líquido acumulado IR diferido = 25% Ajuste (2.074 (3.400 600 Durante o exercício de XC ocorreu a realização total do estoque decorrente de operações entre companhias em XB.700) 20.500) (19.800 4.600 Resultado 4.500) (19.700) (2.143 6.725 (3.000 (28.769 3.700 (1.769 3.800) (1.800) (3.800) 14.294 549 23.725 549 14.700) 11.000) 40.800 4.800 4.000) (2.500) (19.200) (13.600 Depreciação em XC 600 1.494 23.800) 14.400 Depreciação % anual 10 20 Depreciação em XB 600 1.700 Verde 31/12/XC 183.000 (143.725 14.000) 79.000 Depreciação (2.400) 4.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II A venda da máquina ocorrida em XB provocou os seguintes efeitos em XC.000 (28. Operações entre empresas Amarelo para Verde Verde para Amarelo Venda de máquinas 1/1/XB 1/1/XB Preço de venda 8.200) (13.025 6.725 549 549 Aumento LNR capital Amarelo Amarelo após o Equity depois da aumento Equity 417.

000 3. Amarelo reconhecerá em seu ativo o direito ao recebimento dos dividendos propostos pela Cia.918 12.395 49.010 2.800) 28.025 5. Verde apresentou a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido exibida a seguir.400 80.820 20. Balanço 31/12/XC Ativo Disponível Clientes Estoques Dividendos a receber Circulante Cia.800 35.261 1.725 93.826 53.725 549 549 549 8.725 133.500 (10.680) 11.030 Amarelo antes do aumento LNR Aumento do capital Amarelo após o aumento Amarelo Equity depois da Equity Verde 31/12/XC 430 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .674 63.769 3.685 98.240 2.000 33.261 12.000 5.600 6.000 4.400 661 (251) (2.514 40.100 22.501 2.025 251 49.411 4.182 53.918 12. Verde Ágio Cia.400 1.918 12.000 4.508 45.420 45. Capital Reservas capital Reservas lucros Lucros acum .900 19.500 20.565 53.325 2.928 47.985 3.985 3.754 1.530 15.000 138.500 2.000 4.000 410 3.725 549 11.000) 45.100 29.454 102.611 4.754 15.674 63.118 36.572 142.118 40.010) 6.335 A Cia.529 4.514 40.820 20.100 22.000 (8.400 661 6.750 15.725 2.000) 45. Balanço Patrimonial das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XC antes e depois da equivalência patrimonial.769 3. Verde Outros Investimentos Custo de aquisição Depreciação Imobilizado Total Passivo Fornecedores Empréstimos Dividendos a pagar Impostos Outros Circulante Capital Reservas de capital Reservas de lucros Lucros acumulados Patrimônio Líquido Total 8.508 1.800 17.500 1.182 53.000 5.000 3. Verde.725 53.730 55.600 15.769 8.730 50.000) 45.320 18.711 4.000 (8.750 15.000 5.500 1.711 4. Total Saldo 31/12/XB 30/12/XC Capitalização 31/12/XC LLE Reserva legal Dividendos Saldo 31/12/XC 37.508 2.000 133.480 2.100 22.131 4.118 31.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Em 31/12/XC.600 6. a Cia.685 2.600 12.803 138.000 49.325 2.910 42.000 3.680) 1.800 1.769 2.182 53.000 142.000 5.514 40.000 (8.335 80.000 400 6.000 51.750 8.384 (155) 44.200 (6.229 (10.010) (2.

256) (8.725 (5.000 417.494 6.000) (143.725 1.800) (9.725 1.725 27.700 (1.256) 20.494) 1.025 25.500) (3.000) (17.494) (1.000 4.800) Resultado antes da equity Resultado da equity Resultado operacional Resultado não operacional Lucro antes de IR e CS Imposto de Renda e CS Lucro líquido antes PM CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Participação minoritária Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XC.700) 21.000 (17.375) 30.000) 119.000) Lucro bruto Despesas com vendas (28.500 4.494) 29.168 4.149 (1.000) (17.494) (1.300) (29.500) (4.500 8.893 40.000 (46.Demonstração do resultado 31/12/XC Verde 183.700 600.000 Custo das vendas (338.143 (13.000 Investimento Amarelo Amarelo + Verde Vendas Imobilizado estoque Não Consolidado controladores final Vendas 79.800) (1.543 4.025 25.200) (19.700) 20.000 600.843 (3.500) Despesas administrativas (2.000) 119.000 (481.700) 22.300) (29.256) 20.494 23.000 (250) 750 (8.168 4.294 549 23.675) 5.900) 6.994 4. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO Lucro líquido controladores 431 .625) 22.225 549 27.800 8.700) Depreciação Despesas financeiras 14.725 1.725 750 (8.143 5.700 549 6.774 (5.494) (8.800) (3.000 (8.000 (46.000 (481.

500 IR diferido Dividendos a receber 1.494) 24.800 600 (1.800 95.501) (2.550) 1.508 50.530 600 1.928 Cia.000 .561 Vendas estoque Não Consolidado controladores final 17.508 Circulante 45.221 (4.720 39.700 37.700 37.597 Amarelo + Verde Imobilizado Investimento (782) (196) (1.096) (1.311 Ganho/Perda = 5% Lucro líquido 20.325 Outros 2.030 Disponível 1.800 3.508 (5.508) (1.458 47.900 19.035 (1. Verde 2.258) 188 1.820 Clientes 20.325) 3.800) (14.669) 20.910 196 5.007) Dividendos (12.530 600 Balanço 31/12/XC Amarelo Ativo 15.007) (12.025 (251) (2.432 Verde 3. 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS Resultados acumulados Amarelo Saldo inicial 20.143 Reserva legal (1.725 750 (8. Verde Amarelo + Verde 17.501 2.100 Estoques 22.761 CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Demonstração Consolidada dos Resultados Acumulados das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XC.325 1.720 39.010) 6.725) (2.086) 25.168 4.530 96.256) 63 503 (1.508) (47.600 15.361 Balanço Patrimonial Consolidado das Companhias Amarelo e Verde em 31/12/XC.674 34.550 Vendas estoque Imobi-lizado Investimento Não Consolidado controladores final 17.893 (1.005) 25.501 Ágio Cia.086) Saldo final 27. Verde 47.

686 172.834 53.400 80.486 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO Total 142.800) (1.603 15.314 (1.325 172.730 223.009) (12.395 49.400) 2.918 Empréstimos 12.400) (1.096 15.250 12.786 (1.000) Imobilizado 45.588 10.800 35.400 (2.086 Impostos 8.600 69.501) (49.500 2.821 34.000 Reservas de lucros 6.400 1.000 Ágio Cia.000) 53.675 Amarelo Verde Amarelo + Verde Imobi-lizado Investimento Vendas estoque Não Consolidado controladores final Investimentos 51.200 2.834 (37.200 2.800 17.685 2.561 88.000 4.400 14.484 153.000 6.125 25.603 223.800) (496) (5.000 Outros 3.730 8.361 CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Patrimônio Líquido 90.508) 15.800 86.674 63.200 (2.668) (15.200) 73.Balanço 31/12/XC 1.400 5.250 (1.268 Não controladores Capital 53.035 6.200) (4.010 2.514 Circulante 52.626 (49.155 15.325 (15.834) 10.663 5.826 Custo de aquisição 53.325 (14.800) (1.675 24.400 102. Verde Depreciação (8.314 68.484 (1.750 Dividendos a pagar 12.800) (400) 88.125 Lucros acumulados 27.325 (6.005) (47.009) 73.800) (49.600 6.000 Reservas de capital 4.600) (165) (1.800) 28.754 Passivo Fornecedores 15.508) 24.400 661 6.335 80.826) 3.000 Total 142.754 433 .800) 10.

Luis Martins de. trabalhamos com os papéis de trabalho e finalizamos demonstrando os balanços patrimoniais consolidados. é importante que você tenha conseguido fazer uma articulação entre teoria e prática da consolidação das demonstrações contábeis. Anotações 434 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . É bom lembrar que todos os papeis de trabalho de consolidação são passíveis de auditoria e que quem prepara os demonstrativos consolidados é a sociedade controladora. São Paulo: Atlas. Conforme foi proposto no início do capítulo. OLIVEIRA. 2007. Referência PEREZ JUNIOR. José Hernandez.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE AvANçADA II Para concluir este capítulo. Contabilidade Avançada.

no quarto período. cisão ou fusão). cisão e incorporação. denominada de incorporada. objetivando colocar no mercado produtos cada vez mais competitivos. 1116 do Código Civil (Lei 10. nos empreendimentos societários. na incorporação. muita criatividade e formas diversificadas de gerenciamento. A tão propalada globalização impõe às companhias a otimização da produção.1 Incorporação De acordo com o Art. Para que a operação se concretize. será absorvida por outra companhia. cabendo a esta última assumir todos os direitos e obrigações da incorporada. será necessário que a sociedade a ser incorporada autorize. Há vários fatores que podem levar as empresas a se reorganizarem societariamente por meio das diferentes formas de concentração (incorporação. enxugando custos e melhorando a logística de distribuição. no curso de Ciências Contábeis. Até hoje. Ainda para que a operação seja aprovada. você será capaz de reconhecer as formas de concentração de sociedades e de apontar a diferença entre os procedimentos societários de incorporação. A necessidade da informação contábil detalhada dos processos de concentração societária atende a teoria da contabilidade que discute a evidenciação de fatos de forma que o usuário fique satisfeito com a informação recebida. O foco do nosso estudo serão a teoria e a legislação societária desses tipos de eventos comerciais. Você estudou esses conteúdos de evidenciação contábil na disciplina de Teoria da Contabilidade. que seus administradores pratiquem os atos legais necessários à incorporação. Entre os mais relevantes. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 435 . Estudaremos aqui alguns pressupostos teóricos e alguns procedimentos contábeis sobre o registro desses fatos. Neste capitulo. 4 . você estudará os conceitos e as práticas legais dos processos de fusão. uma empresa. chamada de incorporadora. não tivemos conteúdos específicos sobre formas de concentração societária. por meio de reunião dos sócios (para as sociedades limitadas) ou em assembleia geral de acionistas (para as sociedades anônimas). cisão e fusão. Ao fim do capítulo. muito comuns na economia mundial atual.406/02). 227 da Lei 6.404/76 e com o disposto no Art. está a concorrência cada vez mais acirrada existente entre elas.Concentração de sociedades: fusão. inclusive facultando-lhes poderes relativamente ao aumento de capital a ser subscrito e realizado pela incorporada. cisão e incorporação CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II 4 Introdução A economia e o mercado financeiro introduzem.

A apreciação do laudo pelas sociedades deverá ocorrer em uma reunião de sócios (para as sociedades limitadas) ou em assembleia-geral de acionistas (para as sociedades anônimas). (2) a incorporadora continuará a existir depois do processo. sem alterar sua natureza jurídica. pode ocorrer sem participação entre as sociedades (uma sociedade não participa do capital da outra). promovem-se. concluída a incorporação. com participação societária avaliada pelo método de equivalência patrimonial. com participação avaliada pelo método de custo. A partir desse instante. a publicação e o arquivamento dos atos de incorporação e declara-se extinta a pessoa jurídica da incorporada. Fonte: Teixeira (2005) O processo de incorporação pode envolver de várias maneiras os aspectos patrimoniais. na operação de incorporação. Veja a figura a seguir que mostra como acontece o processo societário de incorporação societária. (4) haverá extinção da sociedade incorporada. (3) a incorporadora assumirá todos os direitos e as obrigações da incorporada. a sociedade incorporadora sucederá à incorporada em todos os direitos e as obrigações para com terceiros. acontecem simultaneamente os seguintes fatos: (1) haverá concentração na sociedade incorporadora. Esse laudo. 436 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II a sociedade incorporadora nomeará uma comissão de peritos para preparar um laudo de avaliação do patrimônio da incorporada. Se aprovado por ambas as diretorias. enquanto a companhia incorporadora manterá sua natureza jurídica inalterada. após ter sido concluído. deverá ser apreciado e aprovado tanto pela incorporadora como pela incorporada. então. a figura jurídica da incorporada deixará de existir por completo. Por exemplo. Do ponto de vista legal e contábil. Resumindo.

... Conta ATIVO PASSIVO Diversos Capital social Lucros acumulados Lucros acumulados Exercício Valores contábeis Valores contábeis Valores Lançamentos antes antes contábeis depois Cia . R$ 30 C: Incorporação .......... Tudo Verde.................................. em que se destaca o valor patrimonial contábil de uma e de outra empresa...... Tudo Verde UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 437 ....... Tudo Certo e da Cia....... Tudo Verde são: 30/09/ XX D: Incorporação C: Ativos ........000 (1........ R$ 180 D: Lucros Acumulados ............... Os acionistas da Cia.................................. A seguir......... R$ 300 Pelo registro do valor destinado ao aumento do capital social da Cia..........CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II Vamos trabalhar aqui com um modelo contábil de incorporação sem participação entre sociedades.............. com base no acervo líquido avaliado pelo valor contábil.. Tudo Verde D C 1..... Tudo Certo para o capital social da Cia...... R$ 70 Pelo registro de transferência de passivos 30/09/XX D: Capital Social ................................... apresentamos o papel de trabalho de incorporação............................. em 30/09/XX..............370 (1................................. R$ 90 D: Lucro Acumulado Exercício .370) (370) (800) (150) (50) O lançamento extracontábil efetuado no papel de trabalho representa a transferência das contas do patrimônio da Cia................................................................................ Tudo Certo Cia ............... Os lançamentos contábeis a serem efetuados na Cia... R$ 370 Pelo registro de transferência de ativos 30/09/XX D: Passivos C: Incorporação ................... Tudo Verde decidiram que a primeira incorporará a segunda............................000) (300) (500) (150) (50) 370 (370) (70) (180) (90) (30) 90 30 120 120 120 1...............................................................

.............. Tudo Certo corresponde ao valor do PL da Cia....................... a incorporada encerra suas contas patrimoniais e de resultado... Tudo Verde foi extinta no processo de incorporação e o aumento de capital na Cia............. Na cisão.................404/76...................................... O valor das contas patrimoniais e de resultado da companhia incorporada deve ser encerrado e incluído no PL...2 Cisão Segundo o Art.... 4 ... uma sociedade transfere todo seu patrimônio ou parte dele para outra sociedade. 1...... Diante dessas duas possibilidades..... 229 da Lei 6............. R$ 300 C: Capital Social ........... ou pode ser uma empresa já existente no mercado.. pode ocorrer também que o patrimônio de uma sociedade cindida seja transferido para mais de uma empresa.... Tudo Certo são: 30/09/ XX D: Ativos C: Incorporação ........... No exemplo.. quando houver versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente.... Versão de patrimônio em sociedade já existente: segundo os §§ 1º e 3º do Art....... R$ 300 Pelo registro do aumento do capital social decorrente de incorporação Cia.... Tudo Verde (acervo líquido). A sociedade que 438 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS ............404/76 e suas alterações pela Lei 9....... teremos os seguintes os desdobramentos..................... a incorporadora reconhece todos os valores patrimoniais e de resultado em contrapartida da conta “incorporação”............ ante do processo de transferência do acervo líquido............................. os principais passos a serem seguidos no processo contábil da incorporação são: elaboração do papel de trabalho.457/97....... na cisão. R$ 70 Pelo registro de transferência de passivos 30/09/XX D: Incorporação ............. a Cia........ de acordo com a legislação vigente........ a cisão deverá obedecer às mesmas disposições legais aplicáveis à incorporação................... 229 da Lei 6........... R$ 370 Pelo registro de transferência de ativos 30/09/XX D: Incorporação C: Ativos.......CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II Os lançamentos contábeis a serem efetuados na Cia..................... Tudo Verde Normalmente.......... A empresa que recebe o patrimônio da cindida pode ter sido criada com essa finalidade específica....

concentração. No caso da cisão com versão parcial do patrimônio. o dever da publicação e do arquivamento dos atos da operação caberá. Resumindo. a companhia cindida continuará existindo e respondendo por todos os direitos e obrigações patrimoniais remanescentes.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II absorver o patrimônio da cindida sucederá em todos os direitos e obrigações para com terceiros. f) se todo o patrimônio foi incorporado a outra sociedade. Em concordância com o que foi dito nos parágrafos anteriores. a sociedade que recebe o patrimônio tem a opção de registrá-lo em seus livros pelo valor contábil registrado na cindida. já que traduz melhor os valores envolvidos na cisão. a sociedade cindida não tem outra opção a não ser baixar todo seu patrimônio pelo valor contábil. e) se apenas uma parte do patrimônio foi incorporado a outra sociedade. Nesse caso. a pessoa jurídica que absorveu tal patrimônio assumirá todos os direitos e obrigações da sociedade cindida. haverá a chamada divisão de capital. tecnicamente falando. duas são as consequências do ponto de vista da sociedade cindida: (1) a extinção. haverá então a extinção da companhia cindida. Ainda sobre a escrituração contábil. Versão de patrimônio com criação de sociedade: segundo o § 1º do Art. se houve versão de todo seu patrimônio. deverão se aplicar as normas reguladoras das sociedades. c) caso a parcela do patrimônio segregado da sociedade cindida seja utilizada para aumentar o capital de sociedade já existente.404/76. b) caso a parcela do patrimônio segregado da sociedade cindida seja utilizada para formar o capital de uma nova sociedade. ou pelo valor da negociação. 223 da Lei 6. enquanto a sociedade que recebeu parte de seu patrimônio passa a responder por todos os direitos e obrigações da parcela patrimônial absorvida. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 439 . d) a cisão pode ser total (todo o patrimônio será absorvido por outra sociedade) ou parcial (apenas parte do patrimônio será absorvido por outra sociedade). nas operações em que houver a criação de sociedade para absorver o patrimônio da cindida. em conjunto. no processo de cisão. caso a versão do patrimônio tenha sido apenas parcial. Na cisão. acontecem os seguintes fatos: a) a sociedade que receberá o patrimônio da cindida pode ser criada especificamente para esta finalidade ou pode ser que já estivesse ativa antes da cisão. aos administradores da sociedade cindida e da sociedade que absorveu parcela de seu patrimônio. (2) a divisão do capital. de acordo com o tipo de sociedade que foi criada. será obrigação da sociedade que absorveu o patrimônio da cindida a publicação e o arquivamento dos atos da cisão. A opção mais frequente é pelo valor da negociação. 2. não haverá. Nessa circunstância. de acordo com a decisão dos sócios ou acionistas. haverá concentração. Nesse caso. do ponto de vista da escrituração contábil.

Os acionistas da Cia. móveis e utensílios R$ 400. Fonte: Teixeira (2005) Como indicamos anteriormente. O balanço patrimonial da Cia.320 R$ 180 50 290 Foi deliberada. Vamos trabalhar um exemplo de cisão com transferência de patrimônio para sociedade já existente. em assembleia geral da Cia. O valor do balanço patrimonial da empresa W antes da cisão era: Ativo Disponível Estoques Veículos Depreciação acumulada R$ Passivo 157 Fornecedores 515 Contas a pagar 360 (72) PL Capital social Lucros acumulados Total 960 Total 600 200 960 R$ 180 50 440 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Tudo Certo antes da cisão era: Ativo Disponível Estoques Terrenos Móveis e utensílios Depreciação acumulada Total R$ Passivo 340 Fornecedores 310 Contas a pagar 350 Empréstimos 400 PL (80) Capital social Lucros acumulados 1. Tudo Certo. a transferência de bens e passivos para a empresa W: disponível R$ 55. o processo de cisão poderá acontecer segundo diferente modalidades: por constituiçao de novas sociedades ou por transferência do patrimônio para sociedade já existente. estoques R$ 145.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II Observe a figura a seguir que representa o processo de cisão e seus efeitos no patrimônio da sociedade cindida. depreciação acumulada R$ 80. empréstimos R$ 270.320 Total 600 200 1. Tudo Certo decidiram em 31/12/XX proceder á cisão com transferência de parte de seu patrimônio para a empresa W.

.... Tudo Certo 80 C: Cisão – empresa W ........ Tudo Certo foram: 31/12/ XX D: Cisão – empresa W .................................. R$ 80 Pela transferência de ativos da Cia................................................................................................................................................... R$ 62 C: Cisão empresa W ................ R$ 55 D: Estoques ......... R$ 270 Pela transferência de passivos da Cia................................................... R$ 145 D: Móveis e utensílios ......... após a cisão....................... R$ 188 D: Lucros Acumulados (R$ 250/800 × R$ 200) ............................................................................ Tudo Certo para empresa W 31/12/XX D: Capital Social (R$ 250/800 × R$ 600) ..........................................................................................................................CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II Os lancamentos contábeis da cisão na Cia. R$ 520 C: Disponível.. R$ 145 D: Depreciação acumulada......................... proporcional ao acervo líquido contábil transferido para a empresa W O balanço patrimonial da Cia................................................................................... Tudo Certo................... Tudo Verde.................... ficou assim: Ativo Disponível Estoques Terrenos R$ Passivo 285 Fornecedores 165 Contas a pagar 350 Empréstimos PL Capital social Lucros acumulados Total 800 Total 412 138 800 R$ 180 50 20 Os lançamentos contábeis na empresa W foram os seguintes: 31/12/ XX D: Disponível ........................... Tudo Certo para empresa W 31/12/XX D: Empréstimos C: Cisão empresa A ..................................................... R$ 520 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 441 .................................................... R$ 400 C: Depreciação acumulada ............................................ R$ 250 Pela cisão do capital social e dos lucros acumulados da Cia.... R$ 55 C: Móveis e utensílios .................................................................................................................................. R$ Pela transferência de ativos da Cia....

457/97. dado que a sociedade surgida assumirá todos os direitos e obrigações das sociedades fusionadas... A fusão deverá obedecer às mesmas disposições legais aplicáveis à incorporação.. Isso quer dizer que não haverá dissolução das sociedades fundidas.................... duas ou mais sociedades se unem para formar uma nova sociedade jurídica..... a operação de concentração mais complexa...... na fusão...3 Fusão Pelo texto do Art........ É de ressaltar que a fusão não implica a liquidação do patrimônio das sociedades fundidas. R$ 62 Pela transferência de parcela do capital social e de lucros acumulados da Cia. com personalidade jurídica própria... 442 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS ... A sociedade surgida da operação sucederá às sociedades fusionadas em todos os direitos e as obrigações.... R$ 188 C: Lucros Acumulados (R$ 250/800 × R$ 200) ..... Já as sociedades fusionadas devem baixar seu patrimônio pelo valor contábil........ Em segundo lugar......... Em primeiro lugar....CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II 31/12/XX D: Cisão .... mas tão somente extinção................ dando lugar a uma só sociedade........ 228 da Lei 6....... em razão das implicações fiscais que envolvem as sociedades fusionadas....... Tudo Certo Balanço patrimonial da Cia...... W............ R$ 250 C: Capital Social (R$ 250/800 × R$ 600) ........480 Passivo 212 Fornecedores R$ 65 375 4 . a nova sociedade que recebe o patrimônio das fusionadas tem a opção de registrá-lo pelo valor contábil das sociedades fundidas ou pelo valor da negociação quando da fusão.. do ponto de vista da escrituração contábil. na fusão.. bem como do Art.406/02)....... Em outras palavras. as sociedades que se uniram deixam de existir. Na fusão...... em função do ingresso dos sócios das sociedades extintas na nova sociedade criada.......... após a cisão Ativo Disponível Estoques Veículos Depreciação acumulada Móveis e utensílios Depreciação acumulada Total R$ 660 Empréstimos 360 (72) PL 400 Capital social (80) Lucros acumulados 1.....404/76 e suas alterações pela Lei 9.......480 Total 688 352 1..... A fusão é considerada.......... pelo empresariado... Essa nova sociedade sucederá em todos os direitos e obrigações às sociedades fusionadas extintas..119 do Código Civil (Lei 10. 1...

000) Lançamentos D C Valores contábeis depois 2. é oportuno observar que. A seguir apresentamos o papel de trabalho. como fica representado o processo de fusão de sociedades. Vale Tudo para o capital social da Cia.000 2. que responderá por todos os direitos e obrigações das sociedades fusionadas. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 443 . com base nos acervos líquidos avaliados pelo valor contábil.740 Cia .000 2.000 (740) (2. Observe.000 (2. criando uma nova sociedade denominada Cia. nas operações de fusão. Conta ATIVO PASSIVO Diversos Capital social PL (1. Tudo Certo e da Cia.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II Para finalizar este tópico. teremos as seguintes circunstâncias: (1) extinção das sociedades fundidas.400) (600) (a) 2. com participação avaliada pelo método de equivalência patrimonial. na figura a seguir. Os acionistas da Cia. W. Fonte: Teixeira (2005) Assim como a incorporação e a cisão. Tudo Verde Representa lançamento da transferência das contas do patrimônio líquido da Cia.740 Valores contábeis antes 2.000 a) 2. (2) criação de uma nova sociedade. Vale Tudo decidiram realizar uma fusão em 30/9/XX. W. Tudo Certo e da Cia. Vamos apresentar um modelo simples de fusão sem participação entre sociedades.000) (600) Valores contábeis antes 740 (740) (140) (a) 2. Tudo Certo Cia . com participação avaliada pelo método de custo. a fusão também pode ocorrer segundo diferentes modalidades: sem participação entre sociedades (uma sociedade não participa do capital da outra).

...... W 30/9/XX D: Patrimônio Líquido C: Fusão ... R$ 1..... R$ 270 Pela transferência de passivos para a Cia. Tudo Certo ....................................... W 30/9/XX D: Passivos C: Fusão ................ R$ 600 Pela transferência do acervo líquido para a Cia.......................................................................... R$ Pela transferência de passivos 600 444 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .......................................................................... Tudo Certo C: Passivos............................. R$ 740 Pela transferência de ativos para a Cia............................... R$ Pela transferência de passivos para a Cia...........000 Pela transferência de ativos 30/9/XX D: Fusão – Cia....................................................................... W 30/9/XX D: PL C: Fusão .........400 Pelo registro da transferência do acervo líquido para a Cia..... W foram: 30/9/ XX D: Ativos C: Fusão – Cia............................................................................ R$ 2................................................ R$ 2..................................................000 Pela transferência de ativos para a Cia.................................. W 600 Os lançamentos contábeis na Cia............ Tudo Certo foram: 30/9/ XX D: Fusão C: Ativos......................................................................................... W 30/9/XX D: Passivos C: Fusão .... Vale Tudo foram os seguintes: 30/9/ XX D: Fusão C: Ativos.......... W Os lançamentos contábeis da Cia...................CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II Os lancamentos contábeis da cisão na Cia..........

..... é bom lembrar que as sociedades fusionadas são juridicamente extintas no processo de fusão e o valor do capital da sociedade resultante da fusão é o somatório resultante dos montantes do patrimônio líquido das sociedades fusionadas.. Caderno de conteúdos e atividades de Contabilidade Avançada I....... veremos... Tudo Certo C: Capital social .......400 Pela transferência do acervo líquido dos passivos da Cia....... R$ 1................CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II 30/9/XX D: Fusão – Cia......................... Tudo Certo 30/9/ XX D: Ativos C: Fusão – Cia......]....... Após você ter conhecido alguns aspectos contábeis e legais do processo de fusão............ José Maria.... Apostila do 5º período de Ciências Contábeis............ Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 445 .............................. 2005......... n......... Fundação Universidade do Tocantins............ R$ Pela transferência de ativos 30/9/XX D: Fusão – Cia. as sociedades fusionadas encerram suas contas patrimoniais e de resultado.. Vale Tudo C: Capital social ........ Referência TEIXEIRA................. R$ Pela transferência do acervo líquido dos passivos da Cia.................. R$ Pela transferência de passivos 30/9/XX D: Fusão – Cia................. Palmas: [s......... Vale Tudo C: Passivos........... as sociedades resultantes da fusão realizam lançamentos de reconhecimento de todos os valores patrimoniais e de resultado em contrapartida com conta denominada “fusão”......... Para concluir este capítulo.......... cisão e incorporação..... Vale Tudo ....................... Vale Tudo 600 140 740 Os passos geralmente seguidos para a elaboração do processo contábil de fusão são: elabora-se o papel de trabalho..................... a prática contábil por meio de estudos de casos de incorporação e de fusão de sociedades.......... no próximo capítulo.......

CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE AvANçADA II 446 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

a qualquer tempo. Ambas as empresas são sociedades por ações de capital fechado. Na cisão. Tal decisão visa à redução de custos administrativos. uma companhia absorve todos os ativos e passivos de outra companhia ou parte deles. 5 . está avaliado pelo custo de aquisição. promovendo as reformulações mais convenientes. uma companhia cinde parte de seu patrimônio e o transfere para outra. os direitos e as obrigações das sociedades fundidas. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 447 . duas ou mais companhias se unem em uma nova empresa. obtenção de maior sinergia do grupo e eliminação de linhas de negócios deficitárias. Para entender esses procedimentos contábeis de concentração societária e ser capaz de realizar procedimentos contábeis de incorporação e de fusão de sociedades. na fusão. Escolhem a Mackenzie Auditores e Consultores para a realização da avaliação das empresas. os acionistas concordam que a concretização da incorporação terá como base de negociação o valor de mercado das empresas. assumindo todos os bens. como. definidos e implantados. Tais operações permitem que as empresas se reorganizem administrativamente. d) Em Assembleia Geral Extraordinária. Neste capítulo. por isso. você estudara dois casos de registros contábeis de reorganização societária por meio de processos de incorporação e fusão. adaptados de Oliveira e Perez Júnior (2007). por meio de protocolo de cisão. é necessário que você saiba conceituar os processos de fusão. b) O investimento é irrelevante para Alfa. por exemplo. Como você deve lembrar.1 Caso prático 1: incorporação de Alfa e Beta As informações disponíveis a seguir nos ajudarão a determinar os lançamentos contábeis da incorporação das empresas Alfa e Beta. por meio da sua incorporação à empresa Alfa. Na incorporação. com base no Laudo de Avaliação a ser preparado por peritos. estudados no capítulo anterior. c) Em 15-4-XX. fusão ou cisão podem ser processos relativamente simples de ser detectados. a linha de brinquedos mantida por Beta. cisão e incorporação. os acionistas das duas empresas resolvem extinguir Beta. a) A empresa Alfa possui participação de 60% no capital social da empresa Beta.Procedimentos contábeis de concentração de sociedades: prática de incorporação e fusão CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II 5 Introdução As reorganizações societárias mediante os processos de incorporação.

000 50.000 9.000 40. com base no valor de mercado a ser apurado conforme Laudo da Mackenzie.000 200.000 20.000 1.000 30.000 715.53 1.000 380.000 400.000 g) Composição do capital social em 30-6-XX: Empresas Alfa Beta Capital social 300. data-base para a incorporação.000 335.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II e) 10% das ações de Beta pertencem às Organizações Gaviões. exigindo o reembolso de suas ações.000 80.000 15. é o seguinte: Ativo Disponibilidades Contas a receber Estoques Realizável Investimento em Beta avaliado pelo custo Imobilizado Permanente Total Passivo Contas a pagar Empréstimos Exigível Capital social Reservas Resultados acumulados Patrimônio Líquido Total 100. que não concordam com a incorporação.000 100.000 50.000 19.000 65.000 31. exceto investimento de Alfa em Beta: Ativo Disponibilidades Contas a receber Estoques Realizável Imobilizado Permanente Total Alfa (R$) 10.000 6.000 Alfa (R$) 10.000 Beta (R$) 3.000 420.000 25.000 448 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 82.000 300.000 380.000 96.000 40. Acerta-se para 30-9-XX o reembolso de tais acionistas dissidentes.000 20.000 65.000 245.000 300.000 250.000 Valor nominal 1.000 60.00 1.000 82.000 42.000 80.000 9.000 340.60 h) Laudo de avaliação da Mackenzie Auditores e Consultores.000 760.000 460.000 Quantidade de ações 300.000 32.000 Beta (R$) 3.000 4.000 27. f) O Balanço Patrimonial das empresas em 30-6-XX.000 30.000 760.20 Patrimônio Valor líquido patrimonial 460.

000 415.000 54.16 1 7.000 32.4484 Beta 2.16/1.400 5.4913 1.000 Valor de mercado conforme laudo Valor a ser reembolsado = 2.000 1.500 ações × $ 2. de ações da Beta em poder dos minoritários não dissidentes Quantidade de ações de Alfa a que terão direito 10.16 R$ 5.000 42. Avaliação das ações das empresas a valor de mercado R$ Patrimônio Líquido a valor de mercado conforme laudo de avaliação Participação de Alfa em Beta = 60% Patrimônio Líquido a valor de mercado Quantidade de ações Valor patrimonial de mercado por ação 415. Relação de troca das ações dos acionistas minoritários não dissidentes de Beta por ações da incorporadora Alfa Alfa Valor patrimonial de mercado por ação Relação de troca = 2.4913 Qtde.16 R$ 54.20 Reservas Contas a pagar aos acionistas dissidentes 5.500 Contabilidade da Incorporada – alfa 4.000 15.500 R$ 2.000 Beta (R$) 27. Registro da obrigação assumida com os acionistas dissidentes D/C D D C Conta Capital social: 2.400 R$ UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 449 .400 R$ 3.400 300.16 2.400 447.000 200.863 1. 1.400 5.000 300. procedamos à determinação dos seguintes quesitos.500 ações × valor nominal de R$ 1.000 2.000 Considerando as informações anteriores.000 2. Determinação do valor de reembolso dos acionistas dissidentes de Beta Quantidade de ações em poder dos dissidentes = 10% de 25.000 2.400 3.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II Passivo Contas a pagar Empréstimos Exigível Patrimônio Líquido a valor de mercado Alfa (R$) 100.4913 25.

600 4.33 5.068 20.000 7.400) 34.000 40.500 2.000 82.000 3.000 20.500 25.000 R$ 82.000 50.000 10.000 27.00 Ações 15. Eliminação das contas patrimoniais com saldo devedor D/C D C C C C Conta Conta incorporação – transitória Disponibilidades Contas a receber Estoques Imobilizado 82.000 R$ 7.000 Conta R$ 32.67 23.068 10.33 11.000 % 60 30 10 100 22.500 100.000 82.000 R$ 6.67 33.600 Outros 33.000 (5.532 450 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 7. Eliminação das contas patrimoniais com saldo credor D/C D D D D D C Contas a pagar Empréstimos Capital social Reservas Resultados acumulados Conta incorporação – conta transitória 82.600 Alfa 66.400 15.000 40.000 3.000 (5.000 82.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II COMPOSIÇÃO DO ANTES DA DISSIDÊNCIA DEPOIS DA DISSIDÊNCIA CAPITAL DE BETA Ações Alfa Não dissidentes Dissidentes Total 15.863 novas ações de Alfa Ágio na subscrição R$ 30.863 669 R$ 30.500 % 66.000 3.000 9.400) 34. Apuração do ganho e do ágio na incorporação Patrimônio Líquido da Empresa Beta Capital social Reservas Total Participação dos acionistas dissidentes Patrimônio Líquido incorporado Participação dos acionistas Participação dos acionistas em % Participação dos acionistas em R$ (–) Saldo do investimento avaliado pelo custo Ganho de capital Valor nominal das 10.000 10.

000 62.000 20.000 270.000 3.400 215.863 100.068 10.863 669 0 3.000 250. eliminação do investimento de Alfa em Beta com ganho de capital e aumento de capital com ágio D/C C C C C C C D Contas a pagar Empréstimos Investimentos em Beta avaliados pelo custo Ganhos de capital na incorporação de Beta Capital social Reserva de ágio Empresa Beta – conta incorporação 82. Incorporação dos ativos da Beta pelos valores contábeis D/C D D D D C Disponibilidades Contas a receber Estoques Imobilizado Empresa Beta – conta incorporação 82.863 669 10.000 (20.400 15.000 60.000 Antes da Transferidos Saldos após a incorporação de Beta incorporação 10.000 Conta R$ 3.000 32.000 80.000 82.000 400.000 200.000 0 450.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II 8.400 15. Incorporação dos passivos de Beta pelos valores contábeis.000 82.669 60.000 310.000 R$ 9.000 3.000 760.000 300.000 20.000 82.000 9.000 100.000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 451 .000 3.000 20.000 82.000 89.000 Conta R$ R$ 32.000) 50.068 822.000 132.000 100.000 9.068 62.000 50.000 10.000 822. Balanço Patrimonial de Alfa após a incorporação Ativo Disponibilidades Contas a receber Estoques Investimentos em Beta Imobilizado Total Passivo Contas a pagar Empréstimos Capital social Reservas Resultados acumulados Receitas não-operacionais Ganhos de capital na incorporação de Beta Total 760.000 20.000 13.

400 Cia .453.400 320. b) O investimento é avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Zeta Imobilizado Depreciação acumulada ATIVO CIRCULANTE ATIVO TOTAL Passivo Fornecedores Provisões e contas a pagar Empréstimos PASSIVO CIRCULANTE Capital Reservas e lucros acumulados PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO TOTAL 590. a Cia. Zeta Informações gerais a) A Cia.863 O reflexo contábil desses procedimentos na companhia incorporada é que a mesma vai ser extinta. Beta 190.000 1.863 Valor nominal R$ 1 R$ 1 Capital 300. Gama e Cia .000 207. 5 .000 118.400 1.000 (13.000 (12.408. Gama possui 40% das ações da Cia.000 Cia .000 (8.000 743.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II 11. Beta 36.400 818.863 310. o valor das contas patrimoniais será transferido para a incorporadora.000 390.000 452 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 294. Composição acionária de Alfa após a incorporação Acionistas Originais de Alfa Oriundas de Beta Ações 300. Zeta apresentam os seguintes balanços patrimoniais Ativo Disponibilidades Clientes Provisão para devedores duvidosos Estoques ATIVO CIRCULANTE Participação societária Cia. Alfa 200.000 1.000 (60.000 320.000) 80.000 717.000 723.400 1. ou seja.000) 710.000 10. Gama e a Cia.000 854.453.000 700. c) Em 31-3-XX.400 Cia . Alfa 120.000 736.000 Cia .000 236.000) 554.000 422.000 10.000 639. Zeta.863 310.408.000) 320.000 500.2 Caso prático 2: Fusão – Cia .

Determinação dos percentuais de participação dos sócios no capital da Cia.200 Zeta 365. Baseando-se nas informações anteriores preencha os dados a seguir. Determinação dos patrimônios líquidos da Cia.000 913.000 Cia .400 Zeta 736.000 2.000 177.000 40.000 % 66. Gama Patrimônio líquido contábil Mais: valor de mercado do imobilizado acima do valor contábil Patrimônio a valor de mercado Ajuste da participação de Alfa em Beta Patrimônio a valor de mercado Gama 818.800 1.000 jaragua 1.800 913. Gama e da Cia.400 180.200 547.000 177.200 913. Zeta serão transferidos para a Cia.069. Jaragua será definida por meio do seguinte laudo de avaliação apresentado pelos peritos nomeados.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II d) A composição acionária das empresas Cia .000 998. Jaragua.400 180.000 e) Os sócios de ambas as empresas resolvem fundi-las e criar a Cia. Zeta para fins de negociação Solução Cia .8776 100. Gama Ações ordinárias Ações preferenciais 40. 1.1224 33.000 20.069.000 Zeta 736.000 g) Os ativos imobilizados da Cia. Jaragua pelo valor de mercado e passarão a ser depreciados com base na vida útil determinada nos laudos.000 80.000 998.800 1. Gama e da Cia. Gama Patrimônio Líquido contábil Mais: valor de mercado do imobilizado acima do valor contábil Patrimônio a valor de mercado Gama 818.200 547. Zeta 40.617. f) A composição acionária da Cia.069.000 913.400 70.0000 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 453 .200 Gama 1. Cia .000 60.069. Jaragua PL AVALIADO AO VALOR DE MERCADO Sócios de: Alfa Beta Total 1.

000 422. Cia.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II 3.400 Crédito Crédito Cia.000 60.400 320.000 236.000 Crédito 454 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Gama e da Cia.000 200.400 Contas Débito Débito Débito Débito Débito Crédito Provisão para devedores Depreciação acumulada Fornecedores Contas a pagar Capital Conta fusão – conta transitória Débito 8. Gama Contas Débito Crédito Reservas e lucros acumulados Capital Débito 118. Zeta Imobilizado 1.000 639.000 723.400 118.476.000 320.000 1.000 Débito 1.000 80.476. Zeta Contas Débito Crédito Reservas e lucros acumulados Capital Débito 236.400 0 1.000 818.476.000 390. Zeta Contas Débito Crédito Crédito Crédito Crédito Conta fusão – conta transitória Disponibilidades Clientes Estoques Imobilizado 1.000 294.000 36.478. Antes da extinção das empresas. Zeta Cia. os sócios resolvem capitalizar as reservas e os lucros acumulados por meio dos seguintes lançamentos.476.476.400 Débito 1.400 120.000 Crédito 4.400 Crédito Cia.000 1. Gama Contas Débito Crédito Crédito Crédito Crédito Crédito Conta fusão – conta transitória Disponibilidades Clientes Estoques Participação Cia.478.400 1. Extinção da Cia.400 1.478.476.

1224 547.000 177.000 1.000) 260.000 207.400) 1.478.000 0 1.000 5.000 0 2.400 Beta 736.000 1.800 913.000 180. Jaragua Contas Débito Débito Débito Débito Crédito Disponibilidades Clientes Estoques Imobilizado Conta fusão – conta transitória Débito 156.617.858 1.000 1.478.142 426.000 1.000 736.200 Beta 365.000 Ceres % 1.000 887.000 100.944.000 Total 1.000 818.200 547.061. Jaragua Alfa Patrimônio Líquido contábil Participação de Alfa em Beta Capital social de Ceres Reavaliação de ativos Patrimônio Líquido de Ceres 180.554.400 (294.200 66.000 6.000 190.327.260.944. Determinação do valor do ativo imobilizado registrado na Cia.000 357.069.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II Contas Débito Débito Débito Débito Débito Débito Crédito Provisão para devedores Depreciação acumulada Fornecedores Contas a pagar Empréstimos Capital Conta fusão – conta transitória Débito 12.069.000 Crédito 1. Composição acionária da Cia.944.000 1.000 (13. Determinação do capital e da reserva de reavaliação constituídos na Cia.000 (73.000 Ceres 1.000 (60.617.000 Lançamentos Contábeis 8.000) 970.000 Zeta 723.000 357.000 13.000 320.200 Alfa 1.000 177.069.478.800 33.000 2.0000 1.327.000 2.000) 710.000 7. Jaragua Gama Imobilizado (–) Depreciação acumulada Valor líquido contábil Reavaliação Valor de mercado 320.043. Constituição dos ativos da Cia.260. Jaragua PL AVALIADO AO VALOR DE MERCADO Sócios de: Alfa Beta Total 1.8776 CAPITAL Ceres 833.000 400.000 Crédito UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 455 .000 440.

617.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II 9. Conforme propusemos no começo.000 710. Após essa prática contábil dos processos de fusão e incorpo- 456 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000 357. Balanço Patrimonial da Cia.944.000 1.000 2.000 20.000 1.000 2.307.000 390.061.924.000 1.944.000 207.000 Para concluir este capítulo. você pôde constatar que não há diferenças relevantes entre os procedimentos contábeis de fusão e de incorporação.000 207.000) 400.000 1.000 357. é importante que você tenha conseguido fazer uma articulação entre a teoria e a prática da incorporação e da fusão entre empresas.260.327.944. Jaragua Contas Débito Crédito Crédito Crédito Crédito Crédito Crédito Conta fusão Provisão para devedores Empréstimos Fornecedores Contas a pagar Capital Reserva de reavaliação 2.000 Crédito 10.000 1.000 R$ 156.924.000 (20.000 2.000 1.000 1.000 Débito 2.000 710. Constituição das obrigações e Patrimônio Líquido da Cia.597.260. Jaragua Ativo Disponibilidades Clientes Provisão para devedores duvidosos Estoques ATIVO CIRCULANTE Imobilizado ATIVO TOTAL Passivo Fornecedores Provisões e contas a pagar Empréstimos PASSIVO CIRCULANTE Capital Reserva de reavaliação PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO TOTAL 390.

José Fernandez. veremos as condições e os procedimentos de joint ventures (operações em conjunto entre sociedades). PEREZ JUNIOR. Contabilidade avançada. São Paulo: Atlas. Referência OLIVEIRA. Jose Martins de. Daremos ênfase à teoria e à pratica contábil desses procedimentos. 2007. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 457 .CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II ração.

CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE AvANçADA II 458 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

com prazo sempre determinado. incorporação e cisão entre empresas. você estudará a conceitualização de joint venture e um caso prático de operações societárias em conjunto. Neste capítulo. Cada participante contribui. 6 . temos a celebração de um acordo contratual entre empresas interessadas. Não existe uma delimitação do tipo de atividade para se criar ou promover contratos de joint venture. representado por maquinas e equipamentos. 95) é “uma figura jurídica originada da prática. para realizar uma atividade econômica de interesse comum com fins lucrativos. cisão e incorporação. Pense.Operações conjuntas entre sociedades – joint ventures CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II 6 Introdução Nas aulas 4 e 5 você estudou procedimentos teóricos e contábeis de fusão. Basta existir a vontade comum entre os participantes. É característica própria da joint venture a realização de uma atividade ou de um projeto comum entre sociedades interessadas. segundo Perez Junior (2007. Assim. com o que de UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 459 .1 Conceito e história Joint venture. de maneira não definitiva. podemos dizer que. com uma empresa parceira que tenha o mesmo interesse. Ao final do capítulo. eventualmente com a criação de uma nova empresa. Geralmente os contratos de joint venture são de duração curta. Para enteder e diferenciar os processos de joint ventures societários. então. na formação social da joint venture. por exemplo. Joint venture é um contrato em que duas ou mais empresas desenvolvem conjuntamente um projeto comum. mas que pode assim ser entendida como contrato de colaboração empresarial”. adaptado de Oliveira e Perez Junior (2007). na joint venture. p. cujo nome não tem equivalente em nossa língua. em uma empresa interessada na exploração de uma jazida de minério e que sozinha não disponha de recursos suficientes. é fundamental que você tenha entendido a diferença entre processos de fusão. Geralmente nos processos de joint venture. Outro caso muito comum de transformação e inovação administrativa societária é representado por operaçoes conjuntas que denominamos de joint ventures. você será capaz de identificar operações em conjunto entre sociedades e de reconhecer fatos de registros contábeis em operações conjuntas entre sociedades. uma empresa participa com o capital em dinheiro e a outra participa com o capital permanente. Essa empresa se alia.

Um dos primeiros passos é a assinatura do acordo. este tipo de condição societária tem servido como excelente instrumento para: • • • • proporcionar valiosos benefícios decorrentes do conhecimento mais profundo dos mercados locais. Sua observância poderá contribuir para assegurar o sucesso esperado do empreendimento. diminuir a defasagem tecnológica em relação a outras empresas. devem ser estabelecidos: • • os direitos e as obrigações da joint venture. uma empresa contribui com o capital financeiro. em ambiente cujos aspectos econômicos.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II melhor possui. o contrato de joint venture existe desde o século XV. e outra. incluindo moeda dos reis. Geralmente. utilizar práticas gerenciais mais adequadas. bem como nas precauções quanto ao domínio da economia local pelo capital estrangeiro. nas operações de empresas estrangeiras. com finalidades específicas. que estabelece as condições de operacionalização. as condições comerciais que impeçam que a joint venture seja uma atividade complementar à das controladoras. quando havia sociedades marítimas constituídas com o capital de vários investidores. A formação de joint venture tem-se mostrado uma forma hábil de contornar obstáculos político-governamentais. A confiança e a transparência entre as partes são essenciais para uma boa celebração do contrato. 6 . De origem bastante remota. 460 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . incluindo a integralização de capital para a formação da nova empresa. Segundo Perez Junior e Oliveira (2007). regras definidas e claras quanto à divisão dos riscos e dos resultados. estão interligadas. apesar de distintas. crescente incerteza e riscos não previsíveis. além dos acordados. oriundos de burocracia e de políticas internas que geram restrições. possibilidade de participação de outros investidores. tecnológicos. contribuições de cada joint venture participante. com o capital permanente de maquinas e equipamentos. segundo Perez Junior e Oliveira (2007). diluir os riscos representados por novos negócios que exigem volume significativo de capitais.2 Processo para formação das joint ventures O processo de formação das joint ventures compreende várias etapas. Atualmente vem adquirindo grande importância como estratégia de conquista de mercados e de expansão das empresas. que. tais como: divisão do poder entre as empresas participantes. normas internas. de maneira a evitar competição entre elas. políticos e sociais têm sido marcados por constantes mudanças. prazo de duração determinado. Em seguida.

redigem-se os estatutos e o contrato social da joint venture. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 461 . por meio do pronunciamento n. uma parte ou o total dos ativos necessários à execução do empreendimento pode ser adquirida pela joint venture para seu uso exclusivo. a joint venture irá deter o controle e mesmo a posse dos ativos alocados para a exploração da atividade em conjunto (PEREZ JUNIOR. sua participação nos ativos. relacionados com o empreendimento. passivos. normalmente de vida curta e definida. Ao ser formada uma joint venture. da modalidade da joint venture criada. os passivos gerados. entende que para esse tipo de joint venture cada empresa participante deverá manter e reconhecer em suas demonstrações contábeis: os ativos alocados ao empreendimento. adquiridos em conjunto pelos sócios e pelas controladas pela joint venture. A literatura contábil destaca a existência de três modalidades: operações controladas em conjunto. conforme especificado e estabelecido no acordo entre os participantes. as despesas incorridas e sua parte das receitas auferidas pela joint venture.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II • • os critérios para a distribuição e a utilização dos lucros. Na modalidade de ativos controlados em conjunto. 31. 6 . Em outras palavras. as contribuições tangíveis e intangíveis deixam de ser propriedade dos sócios participantes. Na modalidade de operações controladas em conjunto. controle. por meio do pronunciamento de n. não há a criação de uma nova empresa. Não existe figura jurídica de joint venture. mas tão somente a assinatura de um acordo de parceira. 2007). com seus ativos. ativos controlados em conjunto. que terá vida própria. nos custos e nas despesas resultantes do empreendimento. nos passivos incorridos em conjunto.3 Modalidades de joint ventures e aspectos contábeis na investidora Os critérios contábeis a serem utilizados pelas investidoras para avaliação e contabilização das participações societárias vão depender. que geralmente é constituída como sociedade limitada ou anônima. os planos de auditoria. O controle deve ser definido e compartilhado entre as controladoras. em seus registros e em suas demonstrações contábeis e consolidadas. Após os procedimentos iniciais. entre outros motivos. sociedades controladas em conjunto. Ocorre é a assinatura de um acordo entre duas ou mais empresas investidoras para exploração de um empreendimento temporário. conforme a legislação do país em que ira atuar. nas receitas. recomenda que cada participante deva incluir. verificação e fiscalização das contas. passando a pertencer ao patrimônio da sociedade criada. Da mesma forma o IASC. O International Accounting Standards Committee (IASC). 31. receitas e despesas. OLIVEIRA. não ocorre a constituição de outra empresa. Nessa modalidade.

afirma que uma entidade controlada em conjunto deve manter seus próprios registros contábeis. constituída sob a forma de joint venture. com seus registros contábeis e suas demonstrações contábeis. produção e comercialização dos produtos e administração da empresa. Tais recursos foram necessários para: • aquisição de imóveis. máquinas. Caustix Ltda. preparar e apresentar demonstrações contábeis. que são matérias-primas das duas investidoras. Como qualquer outra entidade independente. financeira e operacional. informática. Ativo Circulante Permanente Investimentos na joint venture Caustix Ltda. aquisição de matérias-primas e patentes industriais. receitas e despesas. resolveram explorar um empreendimento em comum. por meio de seu pronunciamento n. Imobilizado Total do ativo R$ (milhões) Passivo R$ (milhões) 120 220 100 90 530 220 Circulante Patrimônio líquido 60 Capital social 250 Reservas Lucro do exercício 530 Total do passivo 462 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . – e a Indusquim Ltda. a Quimpar – Química do Paraná Ltda.. com sua própria estrutura administrativa. para a constituição de uma nova empresa. com a constituição de uma nova empresa para a produção de soda cáustica e de outros produtos congêneres. equipamentos e demais ativos necessários para pesquisa. tem um capital próprio de R$ 100 milhões. 6 . etc. capital de giro e demais investimentos com estrutura.. O IASC. A nova empresa. sendo que cada investidora integralizou a metade. 31.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II Na modalidade de sociedades controladas em conjunto. apurando os seguintes saldos: BALANÇO PATRIMONIAL DA QUIMPAR LTDA . 2007) Em 30/3/XX. há a existência de associações de investidores. passivos. duas empresas de capital aberto do setor químico. a Quimpar encerrou suas demonstrações contábeis. desenvolvimento. pessoas físicas e/ou jurídicas. em conformidade com as exigências nacionais e internacionais. • • a) Demonstrações contábeis da investidora Quimpar Em 31-12-XX. essa empresa vai ter seus ativos.4 Caso prático (adaptado de Perez junior e Oliveira. logística.

BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Circulante Imobilizado Total do ativo Passivo Circulante Patrimônio líquido Capital social Lucro do exercício Total do passivo 80 100 20 200 40 50 10 100 CAUSTIX LTDA .400) 600 (470) 10 140 (50) 90 b) Demonstrações contábeis da Caustix Ltda. com as demonstrações da joint venture.000 (1. as demonstrações contábeis da joint venture apresentaram os seguintes saldos. Na mesma data. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 463 . R$ (milhões) 60 140 200 PARTICIPAÇÃO QUIMPAR = 50% R$ (milhões) 30 70 100 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Vendas Custo das mercadorias vendidas Lucro bruto Despesas operacionais Lucro antes do IR/CS Imposto de renda/contribuição social Lucro líquido do exercício CAUSTIX LTDA .CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II Demonstração do resultado Vendas Custo das mercadorias vendidas Lucro bruto Despesas operacionais Resultado da equivalência patrimonial decorrente do investimento na joint venture Caustix Ltda. com destaque da participação proporcional da investidora Quimpar.200 (800) 400 (370) 30 (10) 20 PARTICIPAÇÃO QUIMPAR = 50% R$ (milhões) 600 (400) 200 (185) 15 (5) 10 Com base nas informações e nas demonstrações contábeis disponíveis. R$ (milhões) 1. Seguem os quadros do balanço patrimonial e do resultado do exercício para facilitar sua missão. Lucro antes do imposto de renda/contribuição social Imposto de renda/contribuição social Lucro líquido do exercício R$ (milhões) 2. efetue a consolidação das demonstrações contábeis da Investidora Quimpar Ltda.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II 6 . PARTICIPAÇÃO PROPORQUIMPAR CIONAL NA ELIMINAÇõES jOinT vEnTURE CAUSTIX 220 60 250 530 120 220 100 90 530 10 100 (10) (60) 70 100 40 50 (50) (60) 30 (60) 320 570 160 220 100 90 570 BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Circulante Permanente Investimentos na joint venture Caustix Imobilizado Total do ativo Passivo Circulante Patrimônio líquido Capital social Reservas Lucro do exercício Total do passivo SALDOS CONSOLIDADOS 250 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO QUIMPAR DO EXERCíCIO Vendas Custo das mercadorias vendidas Lucro bruto Despesas operacionais Resultado da equivalência patrimonial – investimento na joint venture Caustix Lucro antes do IR/ CS Imposto de Renda/ Contribuição Social Lucro líquido do exercício 2.400) 600 (470) PARTICIPAÇÃO PROPORCIONAL ELIMINAÇõES NO jOinT vEnTURE CAUSTIX 600 (400) 200 (185) SALDOS CONSOLIDADOS 2.000 (1.800) 800 (655) 10 (10) 140 (50) 90 15 (5) 10 10 145 (55) 10 90 464 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . consolidados com sua participação proporcional na investida Caustix.4 .1 Solução – Demonstrações contábeis consolidadas da Quimpar Os saldos contábeis da Quimpar.600 (1. seriam assim apurados e demonstrados.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II Como você constatou. no próximo capítulo. 2007. é importante destacar que pouca literatura contábil trata do assunto joint venture. Jose Martins de. José Fernandez. Daremos ênfase à prática consolidada dessa contabilidade. No Brasil. veremos algumas noções introdutórias de contabilidade atuarial. não é difícil fazer os procedimentos contábeis de joint ventures. Com certeza. Vimos que existe a celebração de um contrato (joint venture) entre duas ou mais sociedades que contabilmente devemos associar à implantação de uma nova sociedade em que a transparência de informações é de fundamental importância. a CVM por meio da IN 247/97 estabelece critérios e procedimentos de avaliação por parte das companhias abertas de investimentos em sociedades coligadas e controladas. Após termos conhecido teoria e prática da joint venture. Contabilidade avançada. São Paulo: Atlas. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 465 . Para finalizar este capítulo. PEREZ JUNIOR. bem como para demonstrações contábeis consolidadas. você vai gostar! Referência OLIVEIRA.

CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE AvANçADA II 466 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

A incerteza pode ser considerada uma constante da vida humana. com os prêmios estabelecidos adequadamente pelos classificadores de riscos e com a provisão para os pagamentos futuros de benefícios (SOUZA.700. que oferece a garantia de que os riscos sejam cuidadosamente avaliados. No ano de 1. Já a matemática financeira ajuda a conhecer o valor do prêmio a pagar ou a receber quando o sinistro (fato) acontece na realidade. A base dos nossos estudos será. Neste capítulo. a matemática financeira e a estatística.Noções introdutórias de ciências atuariais CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II 7 Introdução A ciência atuarial estuda o conjunto de conhecimentos necessários para o cálculo do risco e do prêmio de seguros. de pagamento de juros e de probabilidade. A estatística colabora com as ciências atuárias de forma a se conhecer a probabilidade (risco) de um evento acontecer. realizaremos uma introdução ao estudo da atuária. conheceremos as fórmulas matemáticas do cálculo atuarial e dos registros contábeis que as companhias seguradoras realizam na venda da apólice de seguro. então.1 Um pouco da história. As ciências atuariais são o ramo do conhecimento que lida com a matemática de seguros. promovendo pesquisas e estabelecendo planos e políticas UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 467 . A atuária surge para estudar a mortalidade. Ao final do capítulo. 7. O profissional das ciências atuariais chama-se atuário. definições e mercado A atuária é uma ciência antiga. que. especificamente com os conteúdos de valor presente e futuro. é o técnico especializado em matemática superior que atua no mercado econômico-financeiro. Tempo e espaço são dimensões difíceis de ser mensuradas. com a probabilidade. você será capaz de compreender a importância da ciência atuarial e de reconhecer alguns registros contábeis nas companhias seguradoras. 2001). Sabemos que os romanos preocupavam-se em registrar nascimentos e mortes ocorridos em regiões do império. o matemático francês De Moivre já dizia que um portfólio de seguros será atingido pela ruína se não incluir em seu prêmio um carregamento de segurança para se garantir contra as flutuações das perdas aleatórias (SOUZA. segundo Souza (2001). 2001). A base metodológica da atuária é representada pela estatística e pela matemática financeira. os acidentes e os riscos de ordem individual e social.

CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II de investimentos e de amortização em seguros privados e sociais. de empresas de previdência social e de órgãos oficiais de seguros.org. da matemática financeira e da demografia. as carteiras dessas especialidades. associados ou mutuários de pecúlio ou sorteios e de órgãos oficiais de seguros e resseguros. 468 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . de instituições de previdência social. avaliando riscos e fixando prêmios. por meio da análise atuarial dos lucros dos seguros e das formas de sua tributação entre os segurados e portadores de títulos de capitalização. O cálculo constante no laudo técnico apresentado pelo atuário deve assegurar tanto a solvência econômica – equilíbrio entre o total dos haveres e o total das obrigações – quanto a solvência financeira da empresa – pagar as obrigações que vencem a cada dia. um fenômeno futuro e aleatório que tem características específicas a cada situação estudada. fiscalização e orientação das atividades técnicas. de capitalização e os prêmios especiais ou extraprêmios relativos a riscos especiais. 66. resseguros e investimentos. calculando probabilidades de eventos. elabora normas técnicas e ordens de serviço de empresas de seguros. Elabora planos técnicos. economia.br>). avalia contribuições e reservas matemáticas de empresas privadas de seguros e de capitalização.2 Estatística e ciência atuarial Para analisar as consequências econômicas do risco. indenizações. e sobre parecer atuarial. O atuário calcula. de financiamento e de capitalização. que regulamenta o exercício profissional do atuário. administração. Além disso. contabilidade. é preciso ter conhecimentos de estatística. Existem outras áreas de atuação do atuário. em que se atesta o estado de solvência econômico-financeira da empresa de seguro. o atuário utiliza a estatística. 7 . Além disso. em que são estudados aspectos quantitativos e qualitativos relativos a ativos e passivos do plano. leia também o Decreto n. Ainda o atuário opera como assessor de gerência. benefícios e reservas matemáticas. cabe ao atuário determinar e tarifar os prêmios de seguros. mantidas por instituições de previdência social e por outros órgãos oficiais de seguros e resseguros. Para conhecer mais a profissão do atuário. mensura e relaciona o caso – equivalência de aleatoriedade – e o tempo – duração dos processos financeiros. informática. somente o profissional atuário. que você pode explorar mais no sítio do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) (<http://www. em particular o uso da metodologia da probabilidade.408 de 3 de abril de 1970. esta avaliada nos aspectos quantitativos e qualitativos. administração e direito. Para atuar na atuária. O atuário ainda emite parecer e faz peritagem sobre avaliação atuarial. como responsável técnico. pode assinar os balanços das empresas de seguros e de capitalização.atuarios.

A metodologia da estatística é utilizada para o tratamento técnico. Dessa maneira. associados ao seguro e aos planos previdenciários. o atuário poderá determinar o valor a ser pago pelo segurado. A possibilidade de ocorrência de determinado evento pode ser conhecida pelo cálculo de probabilidade. científico e experimental de uma série de dados. A precisão do cálculo probabilístico depende do número de valores considerados. A lei dos grandes números determina o grau de possibilidade que se produza um determinado acontecimento. A lei dos grandes números é a base fundamental da técnica atuarial no que se refere ao cálculo e à determinação dos prêmios que devem ser aplicados para cobrir os riscos. Não representa um dado real. e pode ser expressa matematicamente pelo quociente resultante da divisão de certo número de casos favoráveis pela soma de todos os casos possíveis. risco é o grau de incerteza a respeito de um evento. Uma das técnicas estatísticas é a utilização da lei dos grandes números e da lei da probabilidade. Com base nesses dados.CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II Para o atuário avaliar os riscos futuros. que garantirá a cobertura do risco esperado. não a criação de riscos. as empresas seguradoras podem estimar quando determinado segurado baterá o carro ou terá o veículo roubado. podemos estabelecer uma correspondente probabilidade de ocorrência do evento. mantida. Veja a fórmula: Probabilidade = Casos favoráveis Casos Possíveis A probabilidade remete à possibilidade de certo evento acontecer. coletar e analisar dados que servirão de base para desenvolver modelos matemáticos. O seguro objetiva a proteção financeira. é preciso. Por exemplo. segundo Silva (2001). que é um dos elementos essenciais do seguro. podemos predizer com relativo grau de acerto um grande número de eventos. primeiramente. por necessidade imperiosa. Por exemplo. entre os quais a mensuração do risco. o prêmio. para calcular o prêmio.3 O Risco nas ciências atuárias A estatística permite analisar e mensurar a ocorrência do risco provável de um determinado evento. 2001). mas a possibilidade de determinado fato acontecer. dentro de uma determinada amostra. Segundo Solomon e Pringle citados por Silva (1999). de forma a dar sustentação às operações para o segurado e a seguradora. você precisa considerar vários fatores. Risco não se confunde com seguro. de forma que se possam conhecer as causas que influenciam o seu aparecimento. Segundo essa teoria. 7 . a sua frequência de produção e a sua intensidade (SOUZA. é o grau de possibilidade de ocorrência de um evento. uma escala de observações. Probabilidade. O grau de incerteza quanto à ocorrência do evento UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 469 .

A estatística buscaria a resposta ao seguinte questionamento: qual é a probabilidade de o indivíduo de idade “x” chegar à idade “x + n”? Como resposta a esse questionamento. por exemplo. desde a origem até a extinção completa de um grupo (SILVA. por meio das tábuas atuariais. A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). determina a tarifa referencial para constituir provisões técnicas. utilizando a expressão: Cn = Co X (1+ n)n Suponhamos que o valor do capital final fosse pago apenas se o individuo de idade “x” estivesse ao final de “x + n”. a respeito do ramo de automóveis. 7 . suponhamos que “Co” seja o capital aplicado e que “Cn” seja o capital final a ser resgatado depois de “n” anos.4 Matemática atuarial Os princípios da matemática atuarial são combinação dos princípios da estatística com os princípios da matemática financeira e permitem. utilizando o maior prêmio entre aqueles decorrentes das tarifas individuais para a seguradora.CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II está intimamente ligado à probabilidade de ocorrência dos eventos em estudo. Além disso. npx. não se aplica. “nEx” representa o valor presente atuarial de uma unidade monetária a ser paga a uma pessoa de idade “x” quando esta completar “x + n” anos. para avaliação do evento. A condição limite será a certeza plena de que o conceito de probabilidade. que apresenta o número de pessoas vivas e mortas. por meio das Circulares n. levando em consideração o perfil de sobrevivência de um grupo de pessoas. por meio dessas circulares. 470 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . O valor de “Cn” poderá ser calculado. em ordem crescente de idade (faixa etária). Um dos elementos básicos dos seguros que lidam com a vida humana é a tábua de mortalidade ou de sobrevivência. 1999). a uma taxa de juros “i” para cada período. 2/1994 e n. utilizando a seguinte expressão matemática: nEx = Cn x npx em que o valor financeiro (Cn) é multiplicado pela probabilidade de o indivíduo em questão estar vivo (npx). o cálculo do valor presente de uma unidade monetária a ser paga a uma pessoa de idade “x” quando ela completar “x + n” anos. o atuário pode calcular o valor a ser pago em parcela única por um individuo de idade “x”. teríamos a expressão que representa esta probabilidade. ou entre as tarifas referenciais e o prêmio comercial efetivamente praticado pela sociedade. Combinando princípios de matemática financeira e de estatística. Por exemplo. a SUSEP estabeleceu tarifas mínimas de algumas modalidades de seguros a serem aplicadas a todo o mercado segurador. 5/1994. ou seja. com o uso dos conceitos de juros compostos para fins de cálculo do valor presente.

antes do quinto ano. que é a probabilidade de uma pessoa de idade “x” sobreviver à idade “x + 1”. etc.CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II O número de pessoas vivas correspondentes à idade inicial (origem) é chamado de raiz da tábua. 0010050 995 2 = 0. devemos escolher a população base: cidade X. na cidade ABC. rotatividade (admissão e demissão). Vamos ver um exemplo. três. três pessoas. A idade final é chamada de idade Ω (ômega). representada por Qx.000 3 = 0. tenham sido registrados 1. Calcule a taxa anual de morte para os dados a seguir: duas crianças morreram antes de completar um ano de vida. Suponha que. Depois disso. por quanto tempo os dados serão coletados. no caso de empresas. como migração (emigração ou imigração) e. as reduções ou acréscimos causados por fatores.000 nascimentos. Idade (x) 0 1 2 3 4 Tabela de pessoas vivas (lx) 1. as principais variáveis e a representação adotada pela matemática atuarial. o total de pessoas vivas. Em contrapartida. a probabilidade anual de morte. na tabela a seguir. 002 1. ou seja. é a probabilidade de uma pessoa de idade “x” falecer antes de completar a idade (x + 1). Há várias etapas envolvidas no cálculo de uma tábua de mortalidade. região Y. Primeiramente. Devemos desconsiderar.000 – 2 = 998 998 – 3 = 995 995 – 1 = 994 994 – 2 = 992 Mortes ocorridas (dx) 2 3 1 2 3 Taxa anual de mortalidade 2 = 0. Em contrapartida. funcionários de determinada empresa. 0020120 994 3 = 0. Veja. duas. neste caso. antes do terceiro ano. definimos o período estatístico. 0030060 998 1 = 0. uma pessoa. 003024 992 x = idade lx = número de pessoas vivas na idade “x” dx = número de pessoas mortas entre as idades x e x +1 Px = probabilidade anual de sobrevivência A probabilidade anual de sobrevivência é representada por px. o cálculo da probabilidade anual de morte (Qx) é n = 1 −n p x qx UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 471 .000 1. antes do quarto ano. antes do segundo ano.

5 Tipos de rendas e seguros pagáveis por morte Já vimos que a renda corresponde a uma forma de pagamento de indenização efetuada pelo segurador. O modo e o período como a renda é paga 472 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . indica prazo de deferimento. 7 .CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II (probabilidade de uma pessoa falecer antes de atingir a idade “x + n”) n n = dx + qx 1x (probabilidade de uma pessoa de idade “x” sobreviver com a idade “x + n”. vindo a falecer no decurso do ano seguinte) dx = 1x – 1x + 1 Px + qx = 1 Px = 1x + 1 1x n 1x n p x = 1x + dx 1x qx = 1x + 1 = 1x – dx dx = qx . taxa instantânea de mortalidade ou coeficiente instantâneo de mortalidade ex = esperança abreviada de vida Tx = quantidade de existência mx = taxa central de mortalidade i = taxa efetiva de juros relativa ao período anual v = valor atual unitário vencível em um ano d = desconto unitário vencível em um ano a = valor atual da anuidade unitária A = valor atual de um seguro E = valor atual de um total puro P = prêmio anual puro V = reserva matemática W = valor saldado m/n = barra vertical: com letra ou número à esquerda. 1x ux = força de mortalidade. denota prazo de temporariedade. com letra ou número à direita.

mediante pagamento à vista de R$ 3. pagando à vista R$ 10.CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II podem variar bastante. reconhecidas duas classificações principais das rendas aleatórias: rendas constantes e rendas variáveis.280. As rendas constantes representam uma série de pagamentos que podem variar conforme a data estipulada (imediata ou diferida) e a continuidade (vitalícia ou temporária).000.000. Fato 1: Subscrição do capital D: Acionistas capital a realizar C: Capital social Fato 2: Integralização ou realização de 50% do capital social D: Banco c/c depósito de capital C: Acionistas capital a realizar Fato 3: Levantamento do depósito inicial D: Banco c/c movimento C: Banco c/c depósito de capital R$ 30.000. A renda diferida será paga num determinado tempo depois da realização do acontecimento que a determinou.000.000. composto por 1. No caso de renda temporária. no valor de R$ 30.000. Continuidade / data Temporária Vitalícia Fonte: Souza (2001) Imediata Temporária Vitalícia Diferida Temporária Vitalícia A continuidade ou a duração da renda vitalícia depende da sobrevivência do segurado ou do beneficiário. a seguradora. em ouro R$ 2. Posteriormente.000.000.000. em renda variável R$ 5. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 473 .000.000 R$ 30. em 16/11/XX.000. Veja a tabela a seguir. 1999) Consideremos o caso da Cia.000 R$ 60.127. geralmente. Seguradora Porto Seguro. O restante do capital será integralizado até 31/12/XX. sendo. em 5/11/XX.000 Para dar inicio às suas atividades.000. Os registros contábeis são apresentados a seguir. os pagamentos são determinados previamente. integralizando 50% do capital no ato. A fim de evitar a ociosidade de recursos na conta corrente movimento do banco.000. adquire um conjunto de cinco salas para instalação do escritório. decide aplicar a curto prazo em CDB R$ 5. constituída por meio de assembleia geral. Seus fundadores subscreveram um capital fixado em R$ 60. As rendas variáveis. 7 .935. de acordo com a matemática. mediante depósito em banco.000 ações.200.6 Registros contábeis de contrato de seguros nas Companhias Seguradoras (caso adaptado de Silva. A renda imediata ocorre quando a série de pagamentos inicia logo depois do acontecimento que a determinou. podem ser de progressão aritmética ou geométrica. adquire móveis de escritório.

CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II

Fato 4: Subscrição do capital D: Edificações C: Bancos c/c movimento Fato 5: Aplicação em CDB D: Depósitos bancários a prazo – CDB C: Bancos c/c movimento Fato 6: Aplicação em títulos de renda variável D: Aplicação de sociedades de capital aberto C: Bancos c/c movimento Fato 7: Aplicação em ouro D: Aplicação em ouro C: Bancos c/c movimento R$ 2.935.280 R$ 5.127.000 R$ 5.000.000 R$ 10.000.000

No mês de dezembro a Cia. Seguradora firmou contratos de seguros no ramo de incêndio e transporte nacional, angariados por corretores habilitados, sendo obrigada a ceder participação a Congêneres e ao Instituto de Resseguro do Brasil (IRB), por sua limitada retenção de risco fixada naquelas modalidades. O documento emitido com base nesse acordo tinha o seguinte conteúdo e valores em reais (R$):
Discriminação Prêmio líder Prêmio cosseguradoras Custo da apólice Adicional de parcelamento IOF SUBTOTAL Desc. do prêmio líder Desc. do prêmio cosseguradora PRÊMIO TOTAL Comissão de corretagem – líder Com. de corretagem – cosseguradora COMISSÃO TOTAL RESTITUIÇÃO DE PRÊMIO Ramo de incêndio 150.318,20 35.010 12.441 2.640 8.016,36 208.425,56 (117,60) (27,40) 208.280,56 38.239,55 8.752,50 46.992,05 850,20 Ramo de Total transporte 88.532 238.850,20 5.740 40.750,00 2.696 15.137,00 0 2.640,00 3.878,72 11.895,08 100.846,72 309.272,28 0 (117,60) 0 (27,40) 100.846,72 309.127,28 13.279,80 51.519,35 861 9.613,50 14.140,80 61.132,85 0 850,20

Os registros contábeis sobre esses fatos foram os seguintes.
Fato 8: Valores de seguros contratados em Dez./XX D: Prêmios emitidos de seguros – Incêndio D: Prêmios emitidos de seguros – Transporte nacional D: Desconto de cosseguros cedidos – Incêndio D: Descontos diferidos – Incêndio D: Prêmio de cosseguros cedidos – Incêndio D: Prêmio de cosseguros cedidos – Transporte nacional D: Desconto sobre prêmio retido – seguros – desconto – incêndio R$ 208.425,56 R$ 100.846,72 R$ 27,40 R$ 145,00 R$ 35.010,00 R$ 5.740,00 R$ 145,00

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II

Fato 8: Valores de seguros contratados em Dez./XX C: Prêmio de seguros emitidos – seguros – desconto – incêndio C: Prêmio de seguros emitidos – cosseguros – cedido – incêndio C: Prêmio de seguros emitidos – cosseguros – cedido – transp. nacional C: Imposto sobre operações financeiras – incêndio C: Imposto sobre operações financeiras – transporte nacional C: Prêmios emitidos – seguros – incêndio C: Prêmios emitidos – seguros – transporte nacional C: Desconto sobre prêmio cedido a congêneres – Incêndio C: Variação desp. Desconto diferida – seguros – incêndio C: Custo da apólice seguro – incêndio C: Custo da apólice seguro – incêndio C: Adicional de fracionamento – seguros – incêndio Fato 9: Restituição de prêmio D: Prêmio restituído – seguro – incêndio C: Prêmio a restituir Fato 10: Provisão das comissões devidas a corretores D: Comissões diferidas – seguro – incêndio D: Comissões sobre prêmios emitidos – cosseguros cedidos – incêndio D: Comissões s/ prêmios emitidos – cosseguros cedidos – transp. nacional D: Comissões s/ prêmios emitidos –seguros – transporte nacional C: Comissões s/ prêmios emitidos – seguros – incêndio C: Comissões s/ prêmios emitidos – seguros – transporte nacional C: Comissões s/ prêmios cedidos a congêneres – incêndio C: Comissões s/ prêmios cedidos a congêneres – transporte nacional R$ 46.992,05 R$ 8.752,50 R$ 861,00 R$ 14.140,80 R$ 46.992,05 R$ 14.140,80 R$ 8.752,50 R$ 861,00 R$ 850,20 R$ 145,00 R$ 35.010,00 R$ 5.740,00 R$ 8.016,36 R$ 3.878,72 R$ 185.328,20 R$ 94.272,00 R$ 27,40 R$ 145,00 R$ 12.441,00 R$ 2.696,00 R$ 2.640,00

A estruturação do balanço patrimonial e da DRE para as Companhias Seguradoras fica demonstrada na tabela a seguir.
Ativo Disponibilidades Aplicações Créditos operacionais Prêmios emitidos Seguros do país IRB Outros créditos Títulos e créditos a receber Outros valores e bens Passivo Provisões técnicas não comprometidas Provisão de prêmios não ganhos Provisão de riscos decorridos Provisão matemática Fundo de garantia de retrocessões Provisões técnicas comprometidas • Sinistros a liquidar Depósitos com operações de seguros • Prêmios a restituir

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CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II

Ativo Despesas antecipadas Despesas de comercialização diferidas (Comissão diferida) (Descontos diferidos) Realizável a longo prazo Permanente • IRB

Passivo • Seguradoras do país • Comissões sobre prêmios emitidos • Outros débitos a pagar • Obrigações a pagar • Impostos e encargos a recolher • Provisões trabalhistas Provisões para tributos Depósitos de terceiros Patrimônio líquido DRE

Receita de prêmios (+) Prêmio emitido (–) Prêmio restituído (–) Resseguro cedido (–) Cosseguro cedido (–) Descontos = Prêmio retido (+/–) Variação da reserva de prêmio não ganho (+/–) Variação da provisão de riscos decorridos (+/–) Variação das despesas com descontos diferidos = Prêmio ganho Sinistros (–) Indenizações avisadas (–) Despesas com sinistros (+) Recuperação de sinistros (+) Salvados e ressarcidos (–) Participação em salvados e ressarcidos Comissões (–) Comissões sobre prêmios retidos (+) Comissões de agenciamento (+) Comissões sobre prêmios cedidos (+/–) Variação da despesa de comercialização diferida (+/–) Outras despesas e receitas operacionais = Lucro (prejuízo) do período

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II

O esquema contábil para registro das principais operações com seguros se sintetiza assim:
Prêmio emitido total Emissão de apólice Cessão de prêmio congênere Comissão sobre prêmio emitido Comissão sobre resseguro Resseguro cedido Prêmios emitidos – seguros (A) Prêmio de resseguro cedido ao IRB (R) Prêmios emitidos – seguros (R) Prêmios emitidos – resseguros cedidos (P)

Prêmio de cosseguro Prêmios emitidos – cedido e congênere (R) cosseguros cedidos (P) Comissão sobre prêmio emitido (R) IRB – comissões sobre prêmios emitidos – resseguro (A) Comissões sobre prêmios emitidos (P) Comissão de prêmios cedidos ao IRB (R)

Prêmios emitidos – Prêmios emitidos – Desconto do prêmio desconto nos prêmios descontos (A) emitidos (R) Emissão de apólice Comissão sobre cosseguro cedido Prêmio de cosseguro aceito Comissão sobre cosseguro aceito Agenciamento Cobrança do prêmio Cobrança de Cobrança cosseguro cedido do prêmio Pagamento de cosseguro cedido Recebimento de cosseguro aceito Comissão sobre Comissão sobre prêmios prêmios emitidos – cedidos – cosseguro (R) cosseguro cedido (A) Prêmios emitidos – cosseguro aceito (A) Comissão sobre prêmios cedidos – cosseguro aceito (R) Comissão de agenciamento (R) Bancos (A) Prêmios e emolumentos (P) Prêmios emitidos – cosseguro cedido (P) Seguradoras do Brasil (P) Bancos (A) Prêmios emitidos – cosseguro aceito (R) Comissão sobre prêmios emitidos – cosseguro aceito (P) Comissões a pagar congêneres Prêmios e emolumentos recebidos (A) Prêmios emitidos – seguros (A) Seguradoras do país (P) Bancos (A) Prêmios e emolumentos recebidos (A)

Prêmios e emolumentos Prêmios emitidos – recebidos (A) cosseguros aceito (A)

Provisão de prêmios não ganhos

Variação positiva

Variação das Provisão de prêmios não provisões de prêmios ganhos (P) não ganhos (R) Variação das Variação das provisões de provisões de prêmios prêmios não ganhos (R) não ganhos (P)

Variação negativa

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CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II

Despesa Variação positiva de comercialização diferida Variação negativa Provisão Variação positiva de riscos decorridos Variação negativa Registro da indenização de sinistros avisados Ajuste da provisão de indenização Sinistros Pagamento da indenização Despesa com regulação de sinistros

Despesa com comercialização (A)

Variação das despesas de comercialização diferida (R)

Variação das Despesa de despesas de comerciacomercialização diferida (A) lização diferida (R) Variação de riscos decorridos (R) Provisão de riscos decorridos (P) Indenizações revisadas (R) Ajustes de indenizações de sinistros (R) Provisão de sinistros a liquidar (P) Despesas com sinistros (R) Provisão de riscos decorridos (P) Variação da provisão de riscos decorridos (P) Provisão de sinistros a liquidar (P) Provisão de sinistros a liquidar (P) Disponível (A) Contas a pagar (P) Disponível (A)

Pagamento de Contas a pagar (P) despesa com sinistro A = Ativo; P = Passivo; R = Resultado Fonte: Souza (2001)

Para concluir este capítulo, é importante lembrar que basicamente as companhias de seguro desempenham a função de underwriting (atividade operacional propriamente dita) e a função financeiro-patrimonial (gestão dos recursos arrecadados). Além de apresentar os dois principais demonstrativos contábeis (o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício), as companhias seguradoras devem apresentar notas explicativas, anexas aos demonstrativos, destacando as principais operações que dizem respeito a: apuração do resultado; despesas diferidas de comercialização; aplicações financeiras; provisões técnicas não comprometidas. A Circular n. 51/1998 da SUSEP dispõe sobre o conteúdo mínimo das notas explicativas das companhias seguradoras.

Referências
SILVA, Affonso. Contabilidade e análise econômico-financeira de seguradoras. São Paulo: Atlas, 1999. SOUZA, Silney de. Seguros: contabilidade, atuária e auditoria. São Paulo: Saraiva, 2001.

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6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS

CAPÍTULO 7 • CONTABILIDADE AvANçADA II

Mensagem final
A nossa disciplina termina aqui, mas você deve continuar a manter-se atualizado, principalmente na legislação societária das empresas, cujo conteúdo sofre constantes alterações ao longo do tempo. A contabilidade brasileira está sempre mais convergindo para as normas internacionais. Procura-se atender da melhor forma os usuários que a cada dia necessitam de novas informações que devem estar contidas nas demonstrações contábeis divulgadas. Assim, é imprescindível que você continue estudando sempre! Até uma próxima oportunidade. Prof.ª Clarete

Anotações

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Créditos

EQUIPE UNITINS Organização de Conteúdos Acadêmicos Revisão Linguístico-Textual Revisão Didático-Editorial Gerente de Divisão de Material Impresso Revisão Digital Projeto Gráfico Capas Marcos Antônio Dozza Valtuir Soares Filho Domenico Sturialle Domenico Sturialle Katia Gomes da Silva Vladimir Alencastro Feitosa Katia Gomes da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva Rogério Adriano Ferreira da Silva

EQUIPE EADCON Coordenador Editorial Assistentes de Edição William Marlos da Costa Ana Aparecida Teixeira da Cruz Lisiane Marcele dos Santos Thaisa Socher Bruna Cantador Denise Pires Pierin Kátia Cristina Oliveira dos Santos Rodrigo Santos Sandro Niemicz

Programação Visual e Diagramação

Caro acadêmico, O processo administrativo exige que o gestor realize as funções de planejar, dirigir, controlar e melhorar de forma contínua os processos operacionais da empresa. Ao planejar, especifica os objetivos que a empresa deseja alcançar e converte-os em ações. Se o objetivo é de longo prazo, está elaborando seu planejamento estratégico. Se o objetivo é de curto prazo, está elaborando seu planejamento operacional/tático. Ao dirigir, conduz as operações da empresa para alcançar os objetivos estabelecidos. Ao controlar, verifica que a execução dos serviços esteja ocorrendo conforme esperado, podendo identificar desvios, efetuar correções, bem como revisar os planos futuros. Ao buscar a melhoria contínua, o gestor visa à qualificação de processos, atividades, produtos e funcionários. Para realizar todas essas funções, os tomadores de decisão (investidor, administrador, instituição financeira, governo, sindicado, empregado, cliente, fornecedor, ambientalista, fisco) necessitam de informações que podem ser obtidas por meio da Contabilidade Financeira (que repassa informações econômicas sobre as organizações aos usuários externos) e da Contabilidade Gerencial (que identifica, mensura, apresenta e analisa as informações financeiras e operacionais de uma empresa aos usuários internos). Nesse sentido, podemos dizer que a Contabilidade Gerencial oferece aos gestores ferramentas de análise de lucro e de custo, de formação de preço e de orçamentos, de custo-volume-lucro, de projeções e de análise econômico-financeira, ajudando a controlar e utilizar os recursos de todos os setores da empresa. Junto à Contabilidade Gerencial temos a área de Controladoria, um segmento da ciência contábil responsável pelo provimento de informações para a tomada de decisão empresarial. Hoje a área de controladoria está em evidência no mercado econômico, financeiro e acionário mundial, visto que desempenha um excelente papel de auxílio aos empreendimentos do mercado. Todas as ferramentas aqui apresentadas serão analisadas neste caderno. Bons estudos! Prof. Marcos Antônio Dozza Prof. Valtuir Soares Filho

Apresentação

1 Contabilidade gerencial: conceito e objetivo A Contabilidade gerencial é denominada pelos italianos de Ragioneria Direzionale e pelos americanos de Management Accounting ou Managerial Accounting. denominada contabilidade gerencial. podemos perceber significativas variações no enfoque dado às atividades da contabilidade gerencial. Neste capítulo. é de fundamental importância que você tenha estudado e entendido os conteúdos apresentados na disciplina de Contabilidade de Custos. necessitamos da integração de diversos sistemas para avaliar. Quanto a seu conceito. 15). ambiental. colocados numa perspectiva mais analítica ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada. hoje. Estudaremos o conceito e o objetivo da contabilidade gerencial. industrial etc. a contabilidade gerencial é a apresentação de várias técnicas e procedimentos contábeis tratados na contabilidade financeira. Nesse sentido. Contudo você deve ter observado que muitas empresas não estão sendo competitivas. comercial. refletiremos sobre a técnica da contabilidade por responsabilidade. conheceremos seu surgimento e sua evolução histórica. agrícola. p. apresentaremos a você uma ramificação da Contabilidade. estimar e relatar a gestão econômica e financeira da empresa. tributária. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 485 . bem como sua afinidade com a gestão da informação gerencial e de custo. Antigamente esses três itens eram executados de forma satisfatória porque a economia era mais simples. Ao final do capítulo. c) relatar sobre a eficácia e eficiência das atividades realizadas. b) estimar despesas e produtos. de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório.. você será capaz de reconhecer o conceito de contabilidade gerencial e de evidenciar a contabilidade gerencial como sistema de informação contábil. tais como: métodos de custeio e classificação dos custos. Isso se deve a falhas na administração e à falta de preparo e conhecimento teórico e prático que possam orientar os gestores em suas decisões estratégicas sobre: a) avaliar estoques e medir custos. Ela utiliza as informações da área de custos para auxiliar os gestores no seu processo de tomada de decisão. na análise de balanços. 1 . a) Para Iudícibus (1987.Contabilidade gerencial: ferramenta de gestão CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 1 Introdução Vamos desenvolver nossas atividades a partir do termo competitividade. de custos.

os sistemas de informações gerenciais devem propiciar as atividades de coleta. analisa e controla: entidade. de forma oportuna. dispêndios para novas imobilizações e elaboração de relatórios. ponto de equilíbrio. mão de obra e custos indiretos de fabricação. custo de produtos e serviços. custeio por absorção. planejamento tributário. campanhas e promoções. orçamentos e projeções. Do exposto você pode entender que a contabilidade gerencial representa o uso da contabilidade como ferramenta da administração. Após ter identificado o conceito de contabilidade gerencial. para o gerenciamento da informação contábil conforme a figura 1. planos alternativos. eficiente e eficaz. programas de capacitação. ou seja. custeio direto. Figura 1 Gerenciamento da informação contábil. Figura 2 Contabilidade gerencial e gestão empresarial. mensuração e controle do lucro. custeio-padrão.15). consolidação de demonstrações. p. analisado e controlado visando gerar informações mais úteis aos diversos níveis gerenciais. classificação. 486 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . tais como: direção. análise e comunicação de informações aos gestores. gerentes e operadores. processamento. registro e controle de matéria-prima. fixação do preço de venda. enfatizamos a contabilidade gerencial no foco da gestão da empresa com a utilização das informações geradas a partir da contabilidade financeira da empresa. Na figura 2.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA b) Para Kaplan e Atkinson citados por Ricardino (2005. atividades especiais (alimentação dos funcionários). Cada um desses elementos é estudado. padrões fixados. você deve saber quais são os conteúdos acadêmicos que essa ramificação da ciência contábil estuda.

Caracterizou-se pelo planejamento dos procedimentos de produção. Taylor 1854-1925 CONTRIBUIÇõES Pesquisou sobre como reduzir custos. as ações administrativas continuavam centralizadas nas mãos dos proprietários. c) Método Científico: surgiu em 1986. Com a invenção das máquinas. podemos dizer que o enfoque sobre o conteúdo da contabilidade gerencial foi evoluindo. Com a industrialização mecânica. quando diversos homens e observadores do processo produtivo.1 Panorama gerencial e razões para o nascimento da contabilidade gerencial As primeiras fábricas existiam bem antes da Revolução Industrial. 1 . 16).1 . desenvolver padrões físicos (quantidade) para a matéria-prima e mão de obra usada por unidade fabricada. Depois. conjugando os meios de processamento eletrônico de dados com formulações matemáticas. ao “quando” e para “quem” produzir. havia uma preocupação em relação ao custo da produção. a) Rule of thumb: muito usado entre o século XVI e XIX. os métodos de gerenciamento foram classificados em três fases. Caracterizou-se pelo uso da intuição. b) Método Sistêmico: surgiu após a metade do século XIX. Esse planejamento era realizado levando em consideração o desempenho da produção anterior. então. impossibilitando que a supervisão fosse realizada exclusivamente pelos proprietários. INDIVíDUOS Frederick W . No início. foi acrescentado o tema avaliação de desempenho. relataram suas experiências.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Considerando a evolução das necessidades empresariais. pesquisadores estudam novas alternativas de satisfazer as necessidades dos gestores. Posteriormente. ao custo-padrão e aos controles orçamentários. os sistemas de informações. p. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 487 . selecionar e treinar pessoas. da experiência e da habilidade de cada empresário para gerenciar a indústria no que se refere ao “que”. a contribuição de alguns desses homens para que o método científico fosse implementado. medir o desempenho. Hoje. com a contabilidade estratégica e com as idéias de contabilização em sistemas de partidas triplas e quádruplas como nos afirma Ricardino (2005. Surge. Quadro 1 Origem do método científico. no quadro 1. o papel do gerente. houve o aumento da produção e do contingente de funcionários. aumentar a produtividade. Veja. Elas possuíam poucos funcionários e eram gerenciadas pelos seus proprietários por meio da intuição e da experiência de cada gestor. da imaginação. Apesar da existência do gerente.

deve colaborar para que as empresas funcionem.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA INDIVíDUOS Henry L . portando. a posição e o rumo dos negócios. Contribuiu com a esposa na identificação de qual era a melhor Frank B . das vendas. Também criou o prêmio de bonificação para o funcionário que fabricasse muito e em pouco tempo. Indústrias Têxteis das despesas operacionais. Quadro 2 A contabilidade gerencial nos séculos XVIII e XIX EMPRESAS CONTRIBUIÇõES DA CONTABILIDADE Os livros apresentavam registros das contas do ativo. linha de produção X staff. ao mesmo tempo. você pode observar as mais importantes contribuições contábeis dos séculos XVIII e XIX. Recomendava iniciar as atividades após a empresa ter feito um diagnóstico sobre si mesma e seus problemas. No quadro 2. 1853-1931 William Brown 1853-1931 Apresentou a departamentalização da empresa como forma de melhorar a gestão da empresa e obter o lucro desejado. Harrington Defendia a padronização dos processos. Deve. 40). dos custos diretos e indiretos. Formulou princípios de gerenciamento tais como: unidade de comando. Charles Babbage 1792-1871 Henry Fayol 1841-1925 Para Ricardino (2005. a gestão da empresa pelo uso das informações contábeis é decisiva. p. finanças e vendas. exatas e precisas sobre a situação econômica da empresa. do inventário semestral de matéria-prima pelo método PEPS. ou seja. Grant 1861-1919 CONTRIBUIÇõES Contribuiu para aperfeiçoar os instrumentos de controle por meio de gráficos que mostravam a produtividade. Gilbreth forma de se fazer uma atividade ou produto. melhores condições de Emerson trabalho. produção. Demonstraram que 1864-1924 a revisão é essencial para melhorar os processos operacionais. etc. pois Nesse ambiente. Relacionava o item produzido e seu respectivo tempo de fabricação. relações humanas. objetivos departamentalizados. Apresentou um livro que falava sobre princípios gerais de administração. fornecer subsídios para a tomada de novas decisões. como examinar a qualidade do trabalho executado. não é novidade apontar nas informações contábeis uma saída eficiente para orientar as decisões do grupo gestor. as obrigações dos empregados. Por meio dela definiu as rotinas diárias. controles de gestão e melhor remuneração. amplitude de controles. a qualquer hora. cumpriu à contabilidade o papel de gerar informações que possibilitasse aos gestores avaliar os efeitos de ações já implementadas e. Sendo assim. revelar. do passivo. autoridade e responsabilidade. a responsabilidade de cada membro da organização. A Contabilidade era vista como instrumento que deve dar informações claras. 488 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . de rápida expansão da atividade gerencial.

permitiam fazer comparações de produtividade. Incentivaram a divisão das tarefas administrativas. das projeções de consumo de despesas gerais.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA EMPRESAS CONTRIBUIÇõES DA CONTABILIDADE do cálculo do CPV – custo dos produtos vendidos pelo Custeio por Absorção. ou seja. as cargas transportadas pelas estações dispersas geograficamente e as receitas e despesas das estações. novas pesquisas começaram a tratá-la como um fenômeno mais antigo. apurar e contabilizar os custos. desenvolver controles para identificar o volume de passageiros. os procedimentos contábeis tinham por objetivo atender a organização interna e não o usuário externo. Algumas publicações da década de 80 apresentavam-na como um fato recente do período pós-guerra. 1 . Havia a elaboração de relatórios para identificar o desempenho de cada setor produtivo.2 Teorias sobre a origem da contabilidade gerencial Até 1970. Padronização dos procedimentos para identificar. Por ser o primeiro mega-empreendimento da humanidade. porque seria impossível gerenciar esses negócios sem uma base de informações. do tempo de mão-de-obra usado na produção. Essas informações permitiam aos gestores calcular o custo médio do algodão. Implementaram diversos controles que asseguravam a contabilização dos materiais utilizados e das quantidades produzidas. Naval. Mas. solicitaram novas informações gerenciais tais como: retorno do capital investido e da evolução patrimonial.1 . normatização de práticas contábeis aplicadas a esse ramo de empreendimento. Em resumo. Tabaco A complexidade desses empreendimentos nos leva a concluir que houve um campo próspero para os registros e as práticas contábeis. do rateio dos custos indiretos. identificando o valor da mão-de-obra por unidade fabricada. As pesquisas realizadas apresentam três teorias sobre a origem da contabilidade gerencial que você acompanha no quadro 3. fixar o preço de venda e obter o retorno desejado. a partir de 1986. fins gerenciais. Indústrias Têxteis Ferrovias Empresas Siderúrgicas Armas. Desenvolveram procedimentos para avaliar o desempenho de cada trem e de cada gestor local. Com essas informações podiam acompanhar as variações ocorridas. eram poucas as publicações preocupadas em identificar as origens da contabilidade gerencial. da mão-de-obra e o custo unitário do produto fabricado. Registravam o custo direto de cada etapa do processo produtivo. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 489 . Isso permitia o cálculo do custo dos produtos fabricados.

1 . Os motivos apresentados foram: a) uso da contabilidade de custos desde o início do século XIX. defina seus objetivos e estratégias e execute as atividades operacionais para gerar o produto/serviço desejado. tomar as decisões da empresa e gerar conhecimeto gerencial. As primeiras organizações que desenvolveram sistemas de contabilidade gerencial foram as tecelagens de algodão mecanizadas e integradas. humanos. Também é necessário que identifique a atividade econômica que irá desenvolver. Para Kaplan e Johnson. o gestor se preocupa com o processo interno de transformação dos recursos em produtos e por isso questiona: Como manter o fluxo produtivo com uma estrutura adequada? Como fazer um novo produto. é necessário que tenha recursos financeiros. Kenneth Most. em 1812. empresários já usavam informações de custos para tomar decisões. É derivada da contabilidade financeira. SEGUNDA TEORIA TERCEIRA TEORIA 1 .1 Empresa e organização A empresa é um organismo vivo que interage com o meio interno e o externo em que está envolvida. o maior tesouro de uma coorporação produtiva está no seu poder de transformar os dados em informação para. Para que possa funcionar.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Quadro 3 Teorias sobre a origem da contabilidade gerencial. Edwards e Newell. bem antes da Revolução Industrial. que. b) em 1925 as empresas americanas haviam desenvolvido todos os procedimentos de contabilidade atualmente conhecidos. segundo Haynes. na Inglaterra. sem prejudicar a produção anterior? Como calcular o custo? Como manter um nível ótimo de estoques? As estratégias e operações a serem desenvolvidas dependem de um conjunto de ações para produzir os resultados desejados. 490 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . No século XIII.2 . a partir disso. Warren e Massie. Mas a qualidade das ações depende do modelo de gestão e do processo de tomada de decisões dos gestores. a contabilidade gerencial surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos. Esse é o ponto-chave de todo o processo decisório. quando as organizações sentiram a necessidade de avaliar a mão-deobra direta e os custos de despesas gerais na conversão de matérias-primas em fios e tecidos acabados. PRIMEIRA TEORIA A contabilidade gerencial inicia a partir da II Guerra Mundial até 1980. Estudos posteriores demonstram a inexatidão dessa teoria. materiais e tecnológicos. surgidas após 1812. Inicia a partir da Revolução Industrial até os primeiros anos do século XX. Por isso.2 Contabilidade gerencial como sistema de informação Na atualidade. Na execução das operações. estudaremos a seguir como o sistema de informação pode contribuir para a eficácia gerencial. por sua vez. requer o suporte de um sistema de informações.

através de um banco de dados comum. as interações entre os subsistemas.2 . Contudo podemos ressaltar que tudo isso só será possível se a empresa possuir um sistema de informação. As transações econômicas são digitadas. seu modelo de gestão. contas a receber. É esse banco de dados que permite a troca de informações entre os diversos subsistemas. custos. Esse sistema é composto pelos seguintes subsistemas: compras. processadas e armazenadas no Livro Diário e no Razão mediante as contas pré-estabelecidas no Plano de Contas e são divulgadas por meio dos demonstrativos contábeis e relatórios gerenciais. ao tomar decisões. execução e controle. O enfoque atribuído a cada função fundamenta-se na cultura dos empreendedores e administradores da empresa. folha de pagamento. processados e comunicados aos usuários que deles necessitam. planejamento da produção. contas a receber. sendo este definido como um conjunto de subsistemas de informações interdependentes que transformam dados em informações que serão relevantes no processo de tomada de decisão (GIL citado por NAKAGAWA.3 Sistema de informação contábil Esse sistema é orientado pelos princípios contábeis. o registro e o controle das operações empresariais. armazenados. faturamentos. perpassa as funções de planejamento. como previsão de vendas. • As informações necessárias aos dois grupos são provenientes dos registros contábeis que foram aceitos. 60). sistema de apoio à gestão: processa dados para tomadas de decisão.2 Sistema de informações O gestor. ou seja. contabilidade por responsabilidade e análise das vendas. Não adianta ter um sistema de informação. análises de custos.2 . UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 491 . fazer o planejamento. portanto. contabilidade de custos. orçamento. elaboração de orçamentos. 1995. contabilidade. 1 . p. Os subsistemas podem ser classificados em dois grupos: • sistema de apoio às operações: processa dados rotineiros como compras.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 1 . contas a pagar controle de estoque. se todo esse processo não for usado no aspecto gerencial ou administrativo. ordens de vendas. porque são eles que determinam as diretrizes de como serão avaliados os recursos humanos e os princípios com que a empresa será administrada. contas a pagar. razão geral. A implementação da contabilidade gerencial em uma empresa depende de pessoas que traduzam os conceitos contábeis em benefício da administração.

têm autoridade sobre os resultados. Em outras palavras. os custos e as receitas devem ser apropriados ao nível organizacional em que podem ser controlados.com.cosif. o sistema de controle 492 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . receitas e despesas) das subunidades ou do centro de responsabilidade. são necessários relatórios para cada um dos segmentos.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Saiba mais Para saber mais sobre o Sistema de Informação Contábil. 1 . mas não sobre a compra ou baixa de ativos fixos.4 Contabilidade por responsabilidade: noções introdutórias A contabilidade por responsabilidade é o processo de medir e relatar dados operacionais (custos.2 . acesse o endereço eletrônico <http://www. Avaliamos os gerentes das subunidades para motivá-los a agir em favor da maximização do valor da empresa. mas. enxugá-las ou alterar suas operações de algum modo.br/mostra. b) a avaliação influência o comportamento dos gerentes. Em uma empresa centralizada. Na organização descentralizada. Em outras. Eles podem tomar todas as decisões? Isso vai depender das características da empresa.asp?arquivo=contabilgerencial>. Esses relatórios são úteis para a análise de rentabilidade e a avaliação de desempenho dos respectivos gerentes. Você agora poderia perguntar: Porque as empresas descentralizam? A descentralização exige relatórios segmentados. Mas por que as empresas avaliam o desempenho das subunidades e de seus respectivos gerentes? Há duas razões para isso: a) a avaliação identifica as operações bem-sucedidas e as áreas que precisam de melhoria. avaliamos as subunidades para decidir se devemos expandi-las. Para controlar e medir o desempenho das subunidades. 1 .2 . o poder de decisão não está restrito a poucos executivos. uma divisão ou uma empresa.5 Centros de responsabilidade São unidades organizacionais que possuem um grupo identificável de recursos e atividades fins. Em algumas. todas as decisões de planejamento e de operações são tomadas pela alta administração. ao contrário. Portanto são responsáveis pela geração de receita e/ou pela ocorrência de custos. Além dos demonstrativos da empresa. Podem ser um departamento. e os gerentes das unidades tomam decisões e são responsáveis por planejar e controlar as operações de suas unidades. se distribui pela organização. os gerentes têm liberdade e autonomia sobre tudo dentro do seu setor. Para implementar essa técnica em uma empresa.

a seguir.00 (80.00 (40. Variável = Margem Contrib.00 (40. (–) Despesa fixa identificada = Margem do Setor (–) Despesa fixa comum aos setores Lucro Líquido 500.00 (60.00) 50.6 Relatórios segmentados dos centros de responsabilidade As empresas usam o controle financeiro para fornecer uma medida resumida de como seus segmentos estão trabalhando.00) 30. centros de investimento.00) (50.00) 120.00) 40.00) 270.00) (30.00) 50.00 (8. Veja.00 (10.00) 20.00) 100. (–) Despesa fixa identificada = Margem do produto (–) Despesa fixa comum aos produtos Margem do setor 200. um exemplo de um relatório segmentado de uma empresa que fabrica brinquedos. O relatório contábil preparado por um centro de responsabilidade reflete se o gerente desse centro controla custo.00 (170. lucro ou investimentos.00 (40.00) 60. centros de receita.00 (60.00) 120.00 (20.00) 15.00) (20.00 (85.2 .00) UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 493 .00 (32.00) 70.00 (120.00 (30.00) 100.00 Setor Almoxarifado 200.00) (15.00) 25. Tabela 1 Relatório de uma empresa de brinquedos.00 RELATóRIO POR LINHAS DE PRODUTO DO SETOR ALMOXARIFADO Setor Almoxarifado Vendas (–) Custo Variável (–) Desp.00 (70.00 Produto Boneca 125.00) 150.00 (90. 1 .00 Setor Comercial 300.00) (5.00 (180.00 Produto Bola 75.00) 40. RELATóRIO POR SETOR Total da empresa Vendas (–) Custo Variável (–) Desp. Esses centros são encontrados em empresas centralizadas e também nas descentralizadas.00) (20. centros de lucro.00 RELATóRIO DOS CANAIS DE VENDA DO PRODUTO BONECA Produto Boneca Venda a Varejo Venda por Catálogo Vendas (–) Custo Variável 125. Variável = Margem Contrib.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA gerencial usa um dos quatro tipos de centros de responsabilidade: centros de custo.

São Paulo: Atlas. NAKAGAWA.CAPÍTULO 1 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA RELATóRIO DOS CANAIS DE VENDA DO PRODUTO BONECA Produto Boneca Venda a Varejo Venda por Catálogo (–) Desp.00 (10.00 (25. Variável = Margem Contrib. RICARDINO. ABC: custeio baseado em atividades.00) Você pode extrair diversas informações desses demonstrativos.00 (10. denominada de PE – Ponto de Equilíbrio. Além disso. 1987. veremos a Análise de Custo Volume e Lucro. Em seguida trataremos da estratégia de controle de margem de contribuição.00) 70.00) 63.0 Anotações 494 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Masayuki. 1995. o gerente pode perceber a empresa sob diferentes ângulos. Sérgio de. Pelo exame cuidadoso das tendências e dos resultados de cada segmento.00) 45.00) 48.00) 30. Contabilidade gerencial e societária: origens e desenvolvimento.00 (15.00) (3. Álvaro. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas. Referências IUDÍCIBUS. sistemas avançados de informações por computador facilitam cada vez mais a elaboração e a atualização desses demonstrativos.00 (5.00) 7. São Paulo: Saraiva.00 (15. (–) Despesa fixa identificada = Margem do canal de venda (–) Despesa fixa comum Lucro Líquido (15. Após você ter conhecido o conceito de contabilidade gerencial e suas implicações no sistema de informação gerencial e contábil. 2005.

no preço de venda e nos custos e despesas fixos/variáveis. será necessário que você saiba classificar os custos em fixos e variáveis bem como elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) pelo custeio variável. o volume o e lucro e aplicar estratégias de controle de margem de contribuição. ele tem de ir à casa do aluno. provavelmente escolherá o terceiro.00 por hora. Eles são importantes para identificar as variações que acontecem com o lucro quando há modificações na quantidade vendida/fabricada. da gasolina e da manutenção do carro. 2 . Entretanto os custos associados a cada emprego devem ser analisados. analisar a relação entre o custo. Como você avaliaria esses empregos? Você sabe que. você será capaz de calcular o ponto de equilíbrio. Se você analisar somente o valor do salário. Nesse sentido. você poderá determinar qual deles vai lhe proporcionar maior lucro. recebe R$ 10. no primeiro emprego. no terceiro. da venda de uma nova marca de sabonete. ele é professor particular.1 Demonstração de resultados pelo custeio por absorção e pelo custeio variável Cada vez mais as demonstrações contábeis têm sua função potencializada como instrumento de apoio à tomada de decisão. sem considerar a despesa com o transporte coletivo. Vamos imaginar que um professor tenha três opções de emprego diferentes. no segundo. constataremos que uma empresa também deve avaliar o impacto financeiro de suas alternativas bem como ampliar suas ações no sentido de controlar sua margem de contribuição. sem considerar o gasto com a gasolina de seu carro. Esses conteúdos foram apresentados na disciplina de Gestão Estratégica de Custos. como o valor do transporte coletivo.Custeio variável: decisões de curto prazo CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 2 Introdução Como os administradores de uma rede de supermercados conseguem identificar os efeitos do aumento no preço dos pães. Somente considerando os custos diretos de cada emprego. a composição do custo é fator determinante no momento da apresentação do lucro UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 495 .00 por hora e o aluno vai até sua residência. Na indicação do resultado econômico e financeiro evidenciada pela Demonstração do Resultado do Exercício. Neste capítulo.00 por hora. apresentaremos a você elementos para calcular o ponto de equilíbrio entre o custo o volume e o lucro. Neste capítulo. No fim do capítulo. ele tem de ir a uma escola que lhe paga R$ 8. de uma promoção? A resposta é: usando a técnica denominada custo-volume-lucro. que lhe paga R$ 15.

00 Unitário R$ 37. Quantidade fabricada Preço de venda CUSTOS DESPESAS 10.000.000.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA líquido. CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custo Total + Variável 370.00 + Fixo =Total 150. também conhecido como Custeio Tradicional ou Total.000 unid. vamos apenas calcular o custo da produção total e unitária.000 unidades no mês de Abril R$ 60.00 496 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Sua Demonstração do Resultado do Exercício é: 1 Vendas Líquidas 2 (–) Custo do Produto Vendido CPV 3 (=) LUCRO BRUTO 4 (–) Despesas Operacionais 5 (=) LUCRO LÍQUIDO O Método de Custeio Variável fundamenta-se na separação dos custos em variáveis e fixos. mão-de-obra e gastos gerais da fábrica) para identificar o custo do produto fabricado.000.000. = R$ 52.000.00 por unidade Total do Variável Total do Fixo Total Variável Total Fixa R$ 40.000 unid.00 R$ 150.00 10.000. são alocados ao produto fabricado ou serviço prestado sem usar critérios de rateio. vamos supor que a empresa Bily Bull tenha apresentado os seguintes dados.00 R$ 370. O Método de Custeio por Absorção.00 CUSTEIO VARIÁVEL Custo Total Variável 370. contabiliza o valor gasto nos três elementos do custo (materiais. Vários são os métodos de evidenciação do custo dos produtos vendidos ou fabricados destacando-se entre eles o custeio por absorção e o custeio variável.00 Custo Unitário 520.00 Unitário R$ 7. = R$ 37.00 520.000. diretos ou indiretos.00 Unitário R$ 15.00 Como os custos já estão classificados.00 10. porque somente os custos variáveis.000.00 Custo Unitário 370. Sua Demonstração do Resultado do Exercício é: 1 Vendas Líquidas 2 (–) Custo do Produto Vendido CPV (só custo variável) 3 (–) Despesas de Vendas Variáveis 4 (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO 5 (–) Custo Fixo ou Indireto de Fabricação 6 (–) Despesas Fixas 7 (=) LUCRO LÍQUIDO Para ilustrar a diferença na elaboração da DRE por esses métodos.000.

000 unidades no mês de abril 6.000.000 u × R$ 37. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 497 .000 u × R$ 60.00) CPV 6.00 CUSTEIO VARIÁVEL Vendas 10.00 Lucro Bruto Desp.000.000.00) (42.000 unidades no mês de abril CUSTEIO POR ABSORÇÃO Vendas 10. então o lucro obtido pelo Custeio Variável será menor que o lucro do Custeio Por Absorção. Quantidade fabricada Quantidade vendida 10.00 (222.00) Margem Contribuição (40.000 u × R$ 7.00 (150.000.000 u × R$ 60.00 Desp.00 Despesa Fixa Prejuízo 600. Variável 10.000 u × R$ 60.00) 160.000 unidades no mês de abril 10.00) Custo Fixo (30.000 unidades no mês de abril CUSTEIO POR ABSORÇÃO Vendas 6.000.00) 80. Variável 10.00) (70.000.000.00 Vendas 6.000.00 Despesa Fixa Prejuízo CUSTEIO VARIÁVEL 360.00) 96.000 u × R$ 52.000 u × R$ 7.00) Custo Fixo (34. Primeira situação: quantidade fabricada é igual à quantidade vendida.000.00 (42.000.000.000 u × R$ 37. se a empresa tiver lucro.00 Desp.000.000.00 CPV 10.000.000.00 CPV 6.00 (520.00 Lucro Bruto Despesa Variável 6.00) (40.000.00) Despesa Fixa Prejuízo Análise do lucro: os resultados serão iguais quando a quantidade fabricada for igual à quantidade vendida. O prejuízo será maior pelo custeio variável porque o custo fixo foi totalmente diminuído do resultado do exercício e.000.00 48.00 (312.000.000 u × R$ 60. Quantidade fabricada Quantidade vendida 10.000.00) (40.00) Margem Contribuição (40.000 u × R$ 52.000.000. este será menor pelo custeio variável.00 (370.00) (30.00) 360.00) (70. se a quantidade fabricada for maior que a quantidade vendida.00) (94.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Agora vamos demonstrar os efeitos nos resultados levando em consideração a quantidade fabricada e vendida pela empresa Bily Bull. Segunda situação: quantidade fabricada é maior que a quantidade vendida.00 CPV 10. Em outras palavras.000.000.000 u × R$ 7.00 600.00 (150.000.000 u × 7.000.000.00) Despesa Fixa Prejuízo Análise do lucro: os resultados serão diferentes quando a quantidade fabricada for maior que a quantidade vendida. Variável 6.

00) (520.00 Desp.00) Margem Contribuição (40.00 10.000.00) 240.00 (150. uma vez que ele já foi todo deduzido como despesa no período anterior.000.000 unidades no mês de abril CUSTEIO POR ABSORÇÃO Vendas 15.00 CPV 5.000.00 R$ 15.00 10.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Terceira situação: quantidade fabricada é menor que a quantidade vendida.00 R$ 13.00) Despesa Fixa Lucro Análise do lucro: os resultados serão diferentes quando a quantidade fabricada for menor que a quantidade vendida.00 Despesa Fixa Prejuízo (250. se a quantidade fabricada for menor que a quantidade vendida.000.000.000 u × R$ 37. Em outras palavras. deve haver unidades do período anterior e você deve conhecer o critério que a empresa está usando para controlar o estoque (PEPS.000.000 u × R$ 37.000. De forma resumida podemos dizer que: Quantidade fabricada = Quantidade vendida Lucro pelo variável = Lucro por absorção Quantidade fabricada > Quantidade vendida Lucro pelo variável < Lucro por absorção Quantidade fabricada < Quantidade vendida Lucro pelo variável > Lucro por absorção 498 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00) 130.000 u × R$ 52. UEPS ou Custo Médio).00) 50.000 u × R$ 50.00 R$ 52.000 u × R$ 60.000.000 u × R$ 7.00 Lucro Bruto Despesa Variável 15.00 900.000 u × R$ 7.00) (370.00) Custo Fixo (15.000 unidades que foram fabricadas no mês de abril por: QUANTIDADE FABRICADA QUANTIDADE VENDIDA Custo variável por unidade Custo fixo por unidade Custo unitário 15.000. então o lucro obtido pelo Custeio Variável será maior que o lucro do Custeio Por Absorção.00 900. Nesse caso.000.000.00 R$ 50.00 (185.000 u × R$ 60. 5.00) (105. O resultado no custeio variável será sempre maior porque não está computada a parte de custo fixo do estoque inicial.000.00 CPV 5.00) (40. Variável 15.00 CUSTEIO VARIÁVEL Vendas 15.00 R$ 37. Além disso.000.000 unidades que foram fabricadas no mês de março por: ESTOQUE INICIAL Custo variável por unidade Custo fixo por unidade Custo unitário R$ 37.00 10.00 (105.000.000. você deve lembrar que o custo variável por unidade é constante.

00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 499 . ficando 5u no estoque. DRE PELO CUSTEIO POR ABSORÇÃO 20 unidades fabricadas 25 unidades fabricadas Vendas 20 u × 75.00) (–) Custo Fixo 400.00 u × 20 = 320.00) = Lucro 200. Vamos fazer uma análise? Então.00) 200.00) (100. Assim.00) (–) Custo Fixo 400.00) = Lucro Bruto 400.00) (–) Despesa Fixa (100.00 (–) Custo Variável 20 u × 35.00 Análise: o lucro realmente aumentou em R$ 80.00.00 20 u 400. ao aumentar as unidades fabricadas. antes de tomar a decisão você deve descobrir o porquê do aumento no lucro.00 280.00 (400. Em longo prazo.500.00 480.00 (–) Despesa Variável 20 u × 5.00 (700. tornar obsoleto o processo produtivo. responda à seguinte pergunta: A empresa Manú Ltda. deve produzir e vender 20 unidades a R$ 75.00) 200. Isso aconteceu porque.00) 700.00 = 20.00 (700.00/u? A empresa informa que não tinha estoque inicial.00 (–) Despesa Variável 20 u × 5.00) (700. aumentar os estoques sem que haja demanda de vendas futuras pode aumentar os custos de armazenamento.00? Não! O lucro aumentou matematicamente porque o custo fixo total diminuiu de uma proposta para a outra.00 u × 20 = 400. Veja também que na segunda alternativa. uma vez que ela só vende 20 unidades.00)* (100.00 1.500.00) 700.500.00) (100.00 25 u Custo Fixo unitário diminuiu com o aumento da quantidade fabricada DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL 20 unidades fabricadas 25 unidades fabricadas Vendas 20 u × 75.00)** (100.00 = 16.00 e a despesa variável unitária é de R$ 5. etc.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Você viu nos exemplos anteriores que o lucro do custeio variável pode ser diferente do lucro do custeio por absorção devido às diferenças entre os volumes de venda e de produção. a empresa está produzindo para estocar. o custo variável unitário é de R$ 35. a despesa fixa total é de R$ 100.00 1.00.00/20 u × 20 u * (400.00.00/25 u × 20 u ** (320.00 (400.00/u ou deve produzir 25 unidades e vender 20 unidades por R$ 75.00 (700.00 (100.00 (–) Custo Variável 20 u × 35. descapitalizar a empresa.00) (100. E aí? Conseguiu? Vamos ajudá-lo nessa análise. * ** 400.500. o custo fixo unitário diminui.00 1. seu custo fixo total é de R$ 400.00) (100.00 = Margem de Contribuição (–) Custo Fixo (–) Despesa Fixa = Lucro 1.

Nas duas alternativas. em longo prazo. para cada situação. o preço de venda deve ser no mínimo igual à soma de todos os custos variáveis com as despesas variáveis. cuidadosamente. os preços deverão cobrir todos os custos e ainda gerar o lucro desejado. mas nem todos são controláveis no mesmo nível de gerência.2 Uso gerencial para precificar produtos Muitos elementos entram na composição do cálculo do preço de venda. o consumo de matéria-prima pode ser controlado pela produção. Em muitas situações. mas o seguro dos equipamentos não. O que o contador gerencial pode fazer é ajudar na elaboração de análises dos vários planos de precificação de curto e de longo prazo. Como consequência o lucro será igual. Por exemplo. custos não controláveis são aqueles cujo controle é realizado por outro nível hierárquico da empresa. o volume de venda é o mesmo. Entretanto. A decisão de aumentar a produção vai depender da demanda pelo produto dessa empresa e se os gestores desejam ter produtos em estoque para venda futura. 2 .2 Uso gerencial do custeio variável e por absorção No processo de tomada de decisão de uma empresa o gestor deve estar munido de informações precisas acerca do fenômeno analisado. pois quem decide sobre sua aquisição é o diretor da empresa. Assim. 2. destaca-se. * 400. custos controláveis são aqueles que o gerente de um setor pode administrar. Pelo custeio variável o lucro depende da quantidade vendida. 2 . uma vez que o custo fixo não é alocado nas unidades fabricadas. Nessa situação.00 Custo Fixo não é rateado nos produtos Recomendamos que o contador gerencial análise e avalie. qual dos relatórios seria o mais útil para os gestores. não importa a quantidade fabricada. A seguir. Não existe uma fórmula ideal. vamos discutir e apresentar dados sobre o uso da informação gerencial no que tange ao custeio variável e por absorção.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL Análise: neste caso. Entre as aplicabilidades das informações. o seu uso para o controle dos custos.1 Uso gerencial para controlar custos Os custos são sempre controláveis.2.2 . 500 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Os procedimentos do custeio variável oferecem dados para isso. para evidenciação de preço de produtos e planejamento de produção. no meio empresarial. a elaboração de relatórios pelos dois métodos propicia informações úteis.00 ** 400. Em curto prazo. devem-se utilizar as informações do custeio por absorção. O contador gerencial deve saber disso para que possa identificar a responsabilidade pelos custos incorridos e fazer seu relatório.

Para o planejamento de longo prazo.00 30.00 41.00 27.00 18.00 90. As decisões devem ser tomadas no momento em que aparecerem as propostas. Os fatores a serem considerados nessas propostas são os custos e as despesas variáveis.00 160.00 9.20 2. veja o relatório por região da empresa Cheiro Bom Ltda.20 60.00 9.00 22.00 70. em seguida. Os dados de sua produção e venda são expostos a seguir. deve aceitar a proposta..40 19.00 14. A margem de contribuição encontrada pode ser usada para avaliar o desempenho passado e elaborar planos de vendas futuros.00 6. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 501 .60 10.00 5. e. 2 .00 80.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 2 .00 80.00 19. O contador gerencial deve compará-los com o preço de venda proposto. o setor produtivo está limitado à capacidade produtiva.00 REGIÃO SUL TOTAL • Lucratividade da venda por região: pode haver diferenças no lucro de uma região para outra devido à diferença no preço.00 50. aos gastos com publicidade.2 .60 3.3 Uso gerencial para planejar a produção Em curto prazo.00 7. ao mix de vendas.00 25. Se gerar uma margem de contribuição positiva.40 9.2 .00 4. à quantidade vendida. etc.00 7. O contador gerencial deve elaborar a DRE pelo custeio variável para analisar as regiões.00 2.60 6.00 10. observe a análise desses dados. REGIÃO NORTE Vendas Max Fem Custos Variáveis Max (12% das vendas) Fem (12% das vendas) Despesas Promocionais Variáveis Max (30% das vendas) Fem (20% das vendas) Comissões de Vendas Max (20% das vendas) Fem (10% das vendas) 12.4 Uso gerencial para analisar os segmentos de mercado Para ilustrar.80 8. o gestor deve considerar os custos fixos.00 14.00 20.00 18.00 11. ao tipo de produto. que vende dois tipos de perfumes: Max e Fem.

00 (4.00) (14.60 48% 50% jOÃO 20.00) (11.20 40.80) (12.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL Vendas (–) Custo Variável (–) Despesas Variáveis (–) Comissão Vendedores = Margem de Contribuição  Margem  Índice de margem de contribuição =   ×100  Vendas  Região Norte Região Sul 80. Max Prod . é o produto Fem.00 80.40 40. DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL Prod . o contador gerencial deve enfatizar isso no seu relatório.40 43% 25% Análise: olhando este relatório pode-se ter uma análise mais detalhada da região norte e do tipo de produto que cada vendedor mais vende.00 (2. apesar de as vendas serem as mesmas.60 48% 50% PAULA 40. Neste exemplo. pode ser que a região sul venda mais o produto Fem.5% Análise: a diferença na margem.60) (9.00) 15.00 (2.20 38% 0% TOTAL 80.60) (22. enquanto Ana e João vendem produtos Max e Fem. 502 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00 (9. pode estar na combinação de vendas dos produtos. Paula vende apenas o produto Max. • Lucratividade da venda por produto: o contador gerencial deve elaborar a DRE pelo custeio variável para analisar o melhor produto através da margem de contribuição encontrada. ou seja.40 43% 50.00 70. a região que o vender mais terá mais lucratividade. DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL DA REGIÃO NORTE Vendas (–) Custo Variável (–) Despesas Variáveis (–) Comissão Vendedores = Margem de Contribuição Índice de margem  Margem  de contribuição =  Vendas ×100   Mix de vendas do produto Fem ANA 20.00) (14. Assim.00) 9.40) (5.00) (8. • Lucratividade da venda por vendedor: o contador gerencial deve elaborar a DRE pelo custeio variável para analisar a lucratividade dos vendedores.40) (5.00) (14.40) (27. Se esse produto for mais lucrativo (veja no tópico seguinte).00) (3.00) 34.80) (8.00) (19.00) (18.60) (22.00 (10.00) (7.00) (3.00) 9.00) 34.00 (9. Fem 90.00) 34.60 Vendas (–) Custo Variável (–) Despesas Variáveis (–) Comissão Vendedores = Margem de Contribuição  Margem  38% 58% Índice de margem de contribuição =   ×100  Vendas  Análise: o produto que tem a maior margem de contribuição é o melhor.

devemos usar a equação do lucro apresentada no método de custeio variável.00.00 100u Qual o impacto 8.50 25.30 Análise: houve uma diferença favorável de R$ 25. quantidade vendida de 100 unidades. Vamos supor que a empresa LUY Ltda. deseje saber qual o seu lucro quando possuir custo variável unitário R$ 5.00) 400.00.00) (100.00 (500.00 ∙ 100u (–) Despesas variáveis (despesa variável unitária ∙ quantidade vendida) 1. das receitas e do lucro das operações quando modificar o nível de produção.00 37.000.50 R$ 0.00 e investimento na estrutura física de R$ 6. Para identificar a relação CVL.00. Esse aumento foi compensado pela diminuição do preço de venda unitário e por um aumento na despesa variável unitária.00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 503 .5 Uso gerencial para analisar a margem de contribuição O contador gerencial deve fazer uma comparação entre a margem de contribuição real e a estimada.50 (425. variação no preço: diferença no preço x quantidade real. A diferença encontrada pode ser causada por: • • variação na quantidade: diferença na quantidade x preço estimado. DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL REAL Vendas (–) Custo Variável (–) Despesa Variável =Margem Contribuição Quantidade vendida Valor por unidade Preço de venda por unidade Custo Variável por unidade Despesa variável por unidade 937.3 Relação Custo-Volume-Lucro (CVL) É a técnica que examina o comportamento dos custos.00 (350.40 1. 2 . CÁLCULO DO LUCRO PELO CUSTEIO VARIÁVEL – EMPRESA LUY LTDA .00 da redução de 3. o preço de venda e o custo variável por unidade de um produto.00 ∙ 100u = Margem de contribuição (margem unitária ∙ quantidade vendida) 4.50) 350.00) (162.00 ∙ 100u (–) Custos variáveis (custo variável unitário ∙ quantidade vendida) 5.00 125u PLANEjADO 800.000.25 preço de venda? DIFERENÇA 137. despesa variável unitária de R$ 1. Receitas (preço de venda unitário ∙ quantidade vendida) 10.00 na margem da contribuição devido ao aumento na quantidade vendida.00) (125.00 7.00. receita unitária de R$ 10.50 75.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 2 . custo fixo total de R$ 80.50 3.2 .50 no 1.00) 325.00 ∙ 100u 1.

66% 33.2 vezes 20 produtos (CF + DF ) MC Análise: com a queda nas vendas.00 (400.00) (0. mantendo-se constantes os demais gastos.33% 0.00.00) 480.00 (600.00 1. os gastos variáveis e a margem de contribuição caem na mesma proporção e o lucro total diminuiu em 25%. porque o custo fixo unitário eleva-se de R$ 0.00) 240. diminuição de 20%. Veja os efeitos na tabela a seguir.00) (120.200. Com o aumento nas vendas. posteriormente.00 – 5.00.00) 320.33% 32% 0.00 para R$ 240.00) (100.00) (00.00 para R$ 400.00) 320.00.80 para R$ 0. de R$ 320. haverá aumento proporcional nos gastos variáveis e na margem de contribuição.00 (80.00 1.00 (80. porque o custo fixo unitário diminuirá de R$ 0. (–) Custo fixo (é o custo fixo total) (–) Despesa fixa (é a despesa fixa total) = Lucro Líquido MARGEM CONTRIBUIÇÃO UNITÁRIA 10.00 – 1.00) (00.000.00) 400.00 4% 30% 0. Saiba mais Para aprofundar seu conhecimento sobre o Custeio por Absorção e o Custeio Variável enquanto métodos de avaliação gerencial na empresa.16 vezes 20 produtos 6.13 vezes 20 produtos 5.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA CÁLCULO DO LUCRO PELO CUSTEIO VARIÁVEL – EMPRESA LUY LTDA . O lucro total aumentará em 25%.66.00 (500.00) 400.00 (80.80 para R$ 1. se houver um aumento de 20% na quantidade vendida e.00) (0. O ponto de equilíbrio é o mesmo porque não houve variação nos elementos de sua fórmula. 504 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00) (80.00 (80.00 = 4.00) 320. de R$ 320.00 O que acontecerá com o lucro da empresa LUY Ltda. DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL Queda de 20% Produção base Aumento de 20% 80 unidades 100 unidades 120 unidades Receitas (–) Custo variável (–) Despesa variável = Margem de contribuição (–) Custo fixo (–) Despesa = Lucro Líquido lucro   Rentabilidade    investimentos   lucro  Lucratividade    vendas  vendas   Giro   investimentos   Ponto de equilíbrio 800.

? PEC = (80.00 Receitas (–) CV (–) DV = Margem de contribuição 12. Para obter o lucro-meta que a empresa deseja.1 Ponto de equilíbrio contábil Uma das principais utilizações da técnica CVL é calcular o Ponto de Equilíbrio.uefs.00? A empresa terá de vender mais produtos.00 ) = 20 unidades 4. nem prejuízo.00 + 0.00 2 . passar para R$ 100. Para o cálculo devemos encontrar a nova margem de contribuição. passar para R$ 12.00 (5. No ponto de equilíbrio.00 ) = 13.3 . UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 505 .00) 6.00 + 0.00) (1.br/sitientibus/pdf/32/o_custeio_por_ absorcao_e_o_custeio_variavel.00 Qual o ponto de equilíbrio da empresa LUY Ltda. Entretanto esse ponto não é a meta da maioria das empresas. Pode ser calculado pela fórmula: Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) = (custo fixo + despesa fixa ) margem de contribuição unitária Qual o ponto de equilíbrio da empresa LUY Ltda.00 Qual o ponto de equilíbrio da empresa LUY Ltda. PE = (100. porque nesse ponto o lucro é zero. você deve adicioná-lo ao numerador da fórmula do ponto de equilíbrio. O ponto de equilíbrio representa a quantidade de produtos que a empresa deve vender para atingir o equilíbrio – não ter lucro. 2 .00 a unidade e o custo fixo total for de R$ 80. ou seja.pdf>.3 . ou seja. se houver um aumento nos custos fixos. as receitas se igualam a custos e despesas. se houver um aumento no preço de venda.00? A empresa terá de vender menos produtos.2 Ponto de Equilíbrio Econômico ou Lucro-Meta No ponto de equilíbrio.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA acesse o sítio <http://www. PE = (80. a receita de venda se iguala ao custo total (custo e despesas variáveis e fixos).00 + 0.00 ) = então é 25 unidades 4.3 unidades 6.

00 ∙ 0. Então temos a resposta de 8. 00 .000 unidades do produto A e 2.00 + 0.00 e a receita unitária é de R$ 10. A 90.00 ∙ 0.00 (95. Vamos supor que a empresa Caly Ltda. A receita.00) 45.00 Qual a quantidade de produtos que deve ser vendida para a empresa não ter prejuízo? Para resolver essa questão.000. PE de A = 8. a despesa variável unitária é de R$ 1.00 B 140.00 B 140.000 unidades. Os demais valores estão na tabela a seguir.3 Ponto de Equilíbrio para empresa que vende mais de um produto Nessa situação. = Margem de contribuição/u produto arroz representa 80%.00) 45. 00 Agora calculamos o ponto de equilíbrio para A e B.000.2 = 28. a despesa.00 Calculamos agora o ponto de equilíbrio desse produto imaginário. tenha vendido 8. A empresa terá de vender mais produtos. PE = 200.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Ponto de Equilíbrio = (custo fixo + despesa fixa + lucro-meta) margem de contribuição unitária Qual o ponto de equilíbrio da empresa LUY Ltda.600 unidades para B 506 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00) 20.3 .00 (70.000. devemos estabelecer qual é o mix de venda da empresa.00 ∙ 02.00 2 .400 unidades para A PE de B = 8.00 25.8 = 16.00 20. caso ela deseje um lucro de R$ 1. Os custos fixos são de R$ 200.00.00 (70. a margem de contribuição e o custo desse novo produto são obtidos multiplicando cada valor dos produtos A e B pelo seu percentual dentro do mix de venda da empresa.000 unidades ∙ 20% = 1.2 = 9. PE = (80. Mix de venda: é a distribuição de vendas relativa entre os vários Receitas unitárias produtos. = 19.000 unidades do produto B (em percentuais representam 80% e 20% respectivamente).00 ∙ 0. devemos criar outro produto imaginário. Veja.00 IMAGINÁRIO TOTAL 100.00.000. 00 + 0.00 ∙ 0. o custo fixo total é de R$ 80.00 75. 25.00.8) = 56.000 unidades ∙ 80% = 6.00 (95.00.00 ) = então terá de vender 280 unidades 4.00 + 1. Exemplo: produto (–) Custos variáveis unitários bolacha representa 5% das vendas.00 ∙ 0. A Receitas unitárias (–) Custos variáveis unitários = Margem de contribuição/u 90.00? Sabe-se que o custo variável unitário é R$ 5.8 = 72.

você estará contribuindo para identificar as interações entre as receitas. Para obter essa remuneração a empresa deverá alterar de forma isolada ou conjunta os custos e despesas fixas e variáveis e o preço de venda.00 224. no próximo capítulo. a receita arrecadada só é suficiente para pagar os custos e as despesas do período.00 72. A curva da demanda depende pouco da ingerência da empresa.00 Análise: gerencialmente devemos interpretar o ponto de equilíbrio como a quantidade mínima que a empresa deve fabricar e vender. Nesse volume. por isso.000. enquanto que o lado da oferta é mais controlável pela empresa e. analisar a relação entre o custo.00 = 1. Nesse sentido. usando a técnica do ponto de equilíbrio. as despesas e os custos variáveis e fixos e. visualizando a situação global das operações realizadas pela empresa. ao mesmo tempo. ao utilizar as técnicas do CVL e do ponto de equilíbrio.000. bem como das estratégias de controle de margem de contribuição.000. podemos destacar que.000.000. o volume de produção e venda que irá gerar o lucro máximo que a empresa deseja.000. Lembre-se: nesse ponto o lucro é Zero. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 507 .000. o volume e o lucro e aplicar estratégias de controle da margem de contribuição.00) ZERO 6. você poderá determinar.000. A Receitas Produto A Produto B (–) Custos variáveis Produto A Produto B = Margem de contribuição (–) Custo fixo = Lucro B TOTAL 576. falando da formação do lucro.00 = 48.400u × 70.00 (200. Após você ter conhecido os elementos para calcular o ponto de equilíbrio.600u × 95. Mas você deve recordar que o preço dos produtos é determinado pelas forças de mercado: curva da oferta e da demanda.000.000.600u × 140.00 = 76.000.00 6.000. vamos apresentar a Demonstração do Resultado pelo custeio variável para as quantidades do ponto de equilíbrio.400u × 90. do preço de venda e do preço de transferência. seguiremos. o volume de produção e de venda.00) 200.CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Para demonstrar que esse cálculo está correto.00 = 1.00 (448.00 24. não remunerando o capital investido pelos sócios.00 152.00) (152.00 128.

CAPÍTULO 2 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 508 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

você será capaz de analisar a relação entre o preço. haverá a renúncia de lucro em favor do cliente e para aumentar o preço no futuro será difícil além de demorado. Esses conceitos são importantes para que você possa consolidar os conhecimentos deste capítulo e identificar o melhor preço de venda. O produto ou serviço transferido entre as subunidades de uma empresa é denominado de produto intermediário. Por qual valor os produtos. Se o preço for muito alto. Já negociou a campanha de lançamento? Tem produtos em quantidade suficiente no estoque? Sabe quem são seus clientes potenciais? As dúvidas são frequentes. e de precificar os preços de transferência. mark-up. é condição essencial que você saiba precificar e calcular o custo dos produtos/ serviços transferidos pelo método baseado no custo. principalmente sobre o preço de venda que deve atribuir ao produto. você deverá ter noções de custo. Então qual é o preço que cobre os custos e despesas e gera caixa para a empresa? Como calcular seu valor? Por outro lado. apesar de já conhecer o preço de seus concorrentes. Para facilitar seu entendimento. O preço usado para mensurar as transferências internas de produtos e serviços é conhecido como preço de transferência. conteúdos esses apresentados na disciplina de Gestão de Custos. Ao final do capítulo. formação do preço. no processo de tomada de decisão. levando em consideração o custo operacional e o lucro desejado pela empresa. irá afugentar os clientes. venderá pouco e não irá recuperar seu investimento. Gestão estratégica de custos. o custo e o lucro. segmentos ou subunidades? Para acompanhar a resposta a essa pergunta. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 509 . no preço de mercado e na negociação dos preços de transferência. Neste capítulo. 2005). poderá colocar seu produto em uma posição inadequada no mercado. materiais ou serviços são transferidos para as divisões. publicado pela editora Atlas (São Paulo. Perez Júnior e Costa. em empresas descentralizadas.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Avaliação de lucro e preço 3 Introdução Você é proprietário de uma microempresa e planeja lançar um produto no mercado. margem de contribuição. Ele pode ser retrabalhado na unidade receptora ou pode vendido para um cliente se transferido do setor de produção para o setor de vendas. Se for inferior ao dos concorrentes. Poderá rever esses conceitos e práticas na quarta edição do livro de Oliveira. as suas subunidades “vendem” produtos ou serviços a outras subunidades da mesma empresa. estudaremos esse fenômeno.

sem levar em conta seu preço) e penetration (preço baixo para conquistar mercado). O cliente já conhece o produto.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 3 . maturidade e declínio. a empresa deve usar duas estratégias: skimming (status de ter o produto. FASE DO LANÇAMENTO Como o cliente não conhece o produto e os custos são elevados devido à baixa produção. aplicado sobre o custo de um produto. os preços são os recursos contábeis que indicam e ajudam a controlar a eficiência dos bens e serviços fabricados. cada um dos produtores está interessado apenas no seu negócio e procura resolver de maneira isolada seus problemas de preços. Os custos de produção são menores devido à grande quantidade produzida. concorrência. que deve cobrir os impostos sobre a venda. volume de atividade. p. compara preços e observa produtos substitutos. fazer com que seu custo fique baixo e procurar novos nichos de mercado. as despesas e os custos fixos. custos. “preço é algo que o cliente paga por um produto ou serviço”. para cada fase devemos estabelecer estratégias de preço diferentes. a empresa deve criar diferenciais para poder sustentar seu preço.1 Fixação do preço de venda Vamos usar o método do mark-up para calcular o preço de venda devido à simplicidade de seu uso. pois o preço nessa situação flutua mais em função de ações dos consumidores e clientes do que de estratégias da empresa. 189-190). Nas economias de mercado (denominadas de livre iniciativa). remuneração do capital investido e ciclo de vida do produto”. Para calcular o preço devemos considerar que o ciclo de vida de um produto passa por quatro fases: lançamento. O cliente deseja qualidade e preço baixo. Nesta fase. de maneira geral. 112). deve interromper os investimentos em marketing e diminuir os preços para dominar o mercado restante. Portanto os preços irão refletir um determinado resultado da própria eficiência de produção das empresas.1 . p. seguir o preço do mercado ou estabelecer preços específicos para cada cliente e em cada compra. crescimento das vendas. p. pois os fixos já foram recuperados e a concorrência diminui. A empresa só tem custos variáveis. Então a empresa pode estabelecer o preço (se for majoritária no mercado). é “a decisão sobre qual será o preço ideal ligado às condições de mercado. Já para Santos (2000. Para Ching (2006. O cliente deixa de usar o produto independentemente de seu preço. FASE DO CRESCIMENTO FASE DA MATURIDADE FASE DO DECLíNIO 3 .1 Formação do preço de venda e do lucro Em qualquer procedimento de industrialização. os custos são baixos e a concorrência é acirrada provocando queda no preço de venda. 510 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Neste caso. Mark-up é um índice. a margem de lucro desejada. 120). Segundo Ching (2006.

p.33 kg 3. Se não puder.00) 1.00 100% (20%) (64%) 16% (11%) 5.00 Análise na visão operacional: a empresa pode fabricar e vender os 500 kg previstos a curto prazo? Se tiver capacidade.00) vendas (–) Custos variáveis (4. 191). Assim. se for o contrário. o gestor poderá decidir por um preço inferior ao custo total.000.00 = 333. no preço de venda devem estar incluídos todos os custos e o valor da amortização do investimento realizado para expansão.000. não poderá gerar o lucro desejado. a margem de contribuição unitária irá aumentar diretamente o lucro da empresa.000. impostos sobre vendas: 20% (despesa variável).00) 500.00) (16%) (–) Custos fixos (6. A empresa PSC Ltda.375. Se a empresa não tiver capacidade para fabricar os 500 kg. Análise na visão do mercado: a empresa pode também ser analisada do ponto de vista do mercado.000.33% (–) Impostos sobre (1.00 kg 6. custo fixo total: R$ 1. Esses gastos adicionais deverão ser computados para o cálculo do preço de venda.00/kg. em longo prazo. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 511 . Nessa hipótese. ganho marginal: 16%. o preço de venda que cobrir os custos e despesas variáveis contribuirá para pagar os custos fixos e gerar lucro. poderão prejudicá-la. deseja formar o preço de venda do produto X.250.000. e faz a seguinte previsão: • • • • • custos variáveis para produzir e vender: R$ 12. Nesse caso. deverá expandir sua capacidade produtiva para atender o volume de venda solicitado. Se a empresa estiver vendendo abaixo do seu ponto de equilíbrio.875.00) (20%) (–) Impostos s/ vendas (1.500.000. caso deseje conquistar mercado ou tenha outros produtos que possam subsidiar a baixa rentabilidade desse item analisado.00 100% Vendas (Custo fixo ) Cálculo do Lucro pela DRE Para venda de 500 kg Vendas 9. se seu preço for inferior ao dos concorrentes poderá sofrer retaliações dos concorrentes (redução dos preços para tirar a empresa do negócio) que.250. todos os custos (fixos e variáveis) deverão ser considerados para o cálculo do preço de venda.00 0 16% = Ganho Marginal 0 = Lucro (1. o ideal é que seu preço cubra todos os seus custos.00 (1. E em longo prazo. para se identificar se atua em um ambiente de competição ou de oligopólio? Em ambos os casos. Cálculo do Ponto de Equilíbrio (PE) PE = PE = (PV − DV − CV ) 1.00) (64%) (–) Custos variáveis = Ganho Marginal (–) Custos fixos = Lucro 1.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Como calcular o mark-up? Veja o exemplo a seguir que foi adaptado de Santos (2000.00.000. pode ou não atender os 500 kg? Se puder. volume de venda: 500 kg. deverá pensar em terceirizar a produção ou pagar horas extras por outro turno de trabalho.

46875 vezes (9.000.00). a rentabilidade é de 2. Isso significa que.00. • • investimentos fixos: R$ 20. Na análise quantitativa. No nosso exemplo. 512 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Na análise qualitativa.75 × (1 + 0. CÁLCULO DO MARK-UP Preço de Venda (–) Impostos s/venda (–) Ganho marginal = Mark-up divisor 100% (20%) (16%) 64% CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA À VISTA Custo × Mark-up Custo × divisor multiplicador R$ 12.89 PVap = R$ 18.75 ×1.64 kg R$ 18. Nesse caso. = Mark-up multiplicador 64% CÁLCULO PREÇO DE VENDA A PRAZO CÁLCULO PREÇO DE VENDA A PRAZO 30 DIAS 60 DIAS PV = preço venda à vista PVap = PV × (1+i) n PV= preço venda a prazo PVap = PV × (1+i)n PVap= R$ 18. a lucratividade é de 5.75 × (1 + 0.33% (500.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Análise na visão financeira: outra análise do preço se refere ao aspecto financeiro. remunerar o capital investido ou manter-se no mercado.00/20.75 100% = 1 5625 .00/20.375. Essa análise responde se o lucro obtido é ou não satisfatório (rentável). podemos analisar esses valores de duas maneiras: análise qualitativa do negócio e quantitativa dos gastos.00/9. você deve verificar elementos que podem aumentar ou diminuir os custos.0609 PVap = R$ 19. Adicionalmente devemos identificar o capital de giro necessário para realizar uma operação de produção ou comercialização e medir seu impacto nos preços.000.31 De forma sintética.00 0. Para melhorá-la deverá vender mais (girar mais seu estoque) e diminuir suas despesas. conhecer a capacidade produtiva da empresa e da demanda do mercado para definir aumentos ou reduções nos preços. ter controle constante dos custos e despesas.75 × 1. você deve verificar os motivos que levaram o gestor a adotar aquele preço: penetrar no mercado.75 Mark-up R$ 12.03)1 PVap = R$ 18. O preço de venda a prazo terá um custo financeiro de 3% ao mês. apesar de gerar lucro.03 PVap = R$ 19. ou seja.5% (500. você tem de escolher o preço que gera maior rentabilidade. o preço praticado não está gerando a rentabilidade desejada.03)2 PVap = R$ 18. aos ganhos obtidos (lucratividade. rentabilidade: 4%.375.00). rentabilidade e giro de vendas). pois se previa 4% de rentabilidade.00 × 1. etc.5625 kg R$ 18. como o fator tempo (se poderá produzir/comercializar em curto prazo ou em longo prazo) e o fator capacidade produtiva (se consegue produzir/comercializar a quantidade solicitada pelo cliente). recuperar caixa.00) e o giro é de 0.000.

3 .00 10.00 Consumo mensal 2. CERVEjA GOSTOSA Custo variável por barril Custo fixo mensal Preço de venda por barril Capacidade mensal de produção R$ 8.000u CERVEjA GELADA 7. Elas estão tentando fazer a negociação. A divisão Gelada deseja comprar alguns barris da divisão Gostosa. Qual desses preços é mais adequado? Depende das circunstâncias da empresa. Esse preço atinge as metas das subunidades. Os produtos têm a mesma qualidade e diferem apenas nos preços de venda. Portanto determinar como é fixado é muito importante para os gerentes das subunidades.1 Preços de transferência negociados Resultam de um processo de barganha entre as subunidades vendedoras e compradoras. estabelecer o preço pelo custo variável e pelo custo por absorção (pleno).CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Para concluir. Uma empresa tem duas divisões de cervejas: Gostosa e Gelada.000. estabelecer os preços em função dos preços de mercado. São três os caminhos empregados para se estabelecerem os preços de transferência: permitir que os gerentes negociem seu próprio preço. Quando os gerentes não agem com esse fim.2 . O que você deve ter em mente é que o objetivo fundamental do estabelecimento de preços de transferência é motivar os gerentes a agirem de acordo com o interesse da empresa como um todo. ocorre a subotimização. e a compradora só poderá comprar se obtiver lucro na transação. A subunidade vendedora só vai vender se o preço for igual ou superior aos custos.00 R$ 70. Veja um exemplo.000u Volume vendido e produzido Cada barril está sendo considerado como uma unidade. enfatizamos que o gestor tem de usar diversas estratégias para fixar seu preço de venda com o fim de torna-se competitivo e conquistar mais consumidores. a) O preço mínimo aceitável do ponto de vista do vendedor deve ser calculado da seguinte maneira. Para isso apresentam seus gastos.000u Custo externo por barril R$ 18.  margem das vendas perdidas  Preço Transferência ≥ custo variável unitário +   quantidade transferida   UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 513 .2 Preço de transferência O preço de transferência é o que uma subunidade (departamento ou divisão) cobra por um produto ou serviço fornecido para outra subunidade da mesma empresa.00 R$ 20. 3 .

concluiremos que o preço de transferência deve ficar entre R$ 8.000 barris. Para chegar a um valor ideal. pois hoje só produziu 7.3 Preços de transferência baseados no preço de mercado Nesta abordagem. Contudo. Se o custo for usado.2 .00. O custo pleno da Cerveja Gostosa é de R$ 15. os custos são usados para definir o preço de transferência. 514 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .2 Preços de transferência baseados nos custos Nesta abordagem. Autores defendem que esse método deve ser utilizado pelos centros de custos.00 de custo fixo unitário).00 (R$ 8.00.00 e R$ 18. ela tem condições. Preço Transferência ≤ custo de aquisição no fornecedor externo Portanto o preço de transferência deve ser menor ou igual a R$ 18. o custo da compra do fornecedor externo é de R$ 18. a divisão vendedora deve verificar se tem capacidade de atender ao pedido. Se o comprador não tiver fornecedor externo.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Portanto o preço de transferência deve ser maior ou igual a R$ 8.00. Essa alternativa é ideal quando a divisão não tem capacidade ociosa e o mercado é competitivo. Isso pode ser solucionado usando os custos padrões. em vez dos custos reais.00. então nunca haveria a transferência. a divisão vendedora jamais apresentará lucro na transferência. Deve-se calcular o custo pelo custeio variável.000 barris e tem capacidade para 10. deve haver a transferência sempre que houver capacidade produtiva ociosa. Embora simples de usar. Não incentiva o controle dos custos. 3 . usa-se o valor de mercado do produto porque há compradores externos. Do ponto de vista da empresa. Usando as fórmulas.00.00 de custo variável + R$ 7. A solução é acrescentar uma margem de lucro ao custo no momento de determinar o preço. O uso do custeio por absorção pode levar a más decisões. o seu preço de compra será o ganho que espera obter subtraído de suas despesas. Se no mercado externo o custo fosse de R$ 14. que é o valor maior ou igual ao custo variável por barril. apresenta alguns problemas. b) O preço mínimo aceitável do ponto de vista do comprador deve ser calculado da seguinte maneira.2 . pois eles serão repassados à divisão seguinte. No nosso exemplo. 3 . Voltemos ao nosso exemplo das cervejas.

2006.CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA RESUMO DOS MÉTODOS DE PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA Mercado Medida Usada Preço de mercado Custo Custo do produto É fácil de usar. Tende a violar o espírito da abordagem de responsabilidade. Contabilidade Gerencial: novas práticas contábeis para gestão de negócios. Para concluir este capítulo. porque o produto é difícil de classificar. voltaremos nossa atenção para o procedimento adotado pelas organizações no que tange a controladoria como ferramenta de gestão. Hong Yuh. O controle organizacional está diretamente ligado à capacidade de a administração integrar seus diversos departamentos em torno de seus objetivos. Os benefícios são a preservação da autonomia dos gerentes e as informações mais precisas que os mesmos possuem sobre custos e benefícios da transferência. 3. Pode levar a decisões que não provêem os melhores benefícios econômicos. porém maior que os custos variáveis unitários. Há muitos tipos de custos e qualquer outro além do marginal não irá prover o significado econômico. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall. Administrado Aplicação da regra É fácil de usar e evita confrontações entre as duas partes. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 515 . São Paulo: Atlas. Joel J. Pode não existir mercado ou pode ser difícil de identificar Problemas o preço de mercado apropriado. Negociado Negociações diretas Reflete os princípios de responsabilidade e controlabilidade inerentes aos centros de responsabilidade. Outro obstáculo pode consistir na falta de cooperação entre os gerentes. destacamos que os preços negociados entre as subunidades são uma medida usada quando a empresa deseja fomentar o senso de autonomia. 2000. SANTOS. Se o mercado de preço existe. No próximo capítulo. Análise de Custos. ele é objetivo e Vantagem prevê incentivos econômicos apropriados. porque as medidas de custo estão disponíveis no sistema contábil. Referências CHING. Um obstáculo à negociação pode ser representado por um preço de transferência menor que o preço de mercado.

CAPÍTULO 3 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 516 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

é fundamental que você reconheça a utilidade do planejamento na antecipação de ações e na previsão dos impactos financeiros e econômicos dentro do ambiente empresarial. atos e fatos são praticados para a operacionalização objetiva e concreta da política empresarial. você aprenderá a importância do orçamento como ferramenta para o planejamento de ações empresariais e do orçamento geral como instrumento de controle e de avaliação de desempenho. Ele pode abranger aspectos UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 517 . pagamentos de dívidas. Posteriormente. faz-se a avaliação para diagnosticar e analisar os resultados e a efetividade das ações executadas. o plano reflete a previsão de seus rendimentos e a aplicação dos mesmos em. O nome técnico atribuído a esse plano é Orçamento. Também é essencial conhecer como o controle permite avaliar o desempenho operacional ao comparar metas estabelecidas e execução real das atividades operacionais. cada departamento faz a programação de suas ações. Durante a execução. faz-se a “orçamentação” e inicia-se a execução das ações previstas.Orçamento: ferramenta para o planejamento de ações CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 4 Introdução Provavelmente. Para assimilar melhor esse conteúdo. roupas. A partir dessa informação. alimentação. por exemplo. Na sua elaboração. vestuário. com o objetivo de preservar a eficiência da gestão. Ao final do capítulo. Normalmente. investimentos na educação. compras de imóveis. Nas empresas. no controle e na avaliação de desempenho. Discutiremos com você o papel do orçamento como ferramenta eficaz no planejamento de ações empresariais. 4.1 Orçamento: definição e terminologia O orçamento é a expressão quantitativa de um plano de ação futuro da administração para um determinado período. você verá como os orçamentos podem ser usados para o planejamento e o controle financeiro das empresas. o orçamento representa as entradas e saídas de dinheiro para a realização de investimentos de curto e de longo prazo. Por último. Essas ações são controladas para que se possa verificar a execução física e financeira das ações. viagens. Neste capítulo. Essas duas funções foram apresentadas a você na disciplina de Introdução à Administração. é essencial que a alta direção faça um planejamento e apresente um Plano Geral para a empresa. aplicação de recursos para aposentadoria. você já desenvolveu um plano financeiro para poder realizar determinada atividade desejada.

518 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Orçamento base zero: é aquele que.2 As inter-relações do orçamento geral O orçamento geral consiste em diversos orçamentos individuais.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA financeiros e não-financeiros desses planos e funciona como um projeto para a empresa seguir. quanto deve ser o gasto para a sua manutenção e quais são suas metas e objetivos. Orçamento operacional: parte do orçamento geral que compreende o plano de vendas. mas interdependentes. de caixa e as demonstrações projetadas. • • Demonstração pro forma: demonstração orçada. Assim. Orçamento flexível: mostra o que a empresa deseja para um setor dentro de uma faixa de nível de produção ou de venda. administrativos. Figura 1 Fluxo do Orçamento Geral. No fluxo a seguir. não considera dados passados. • • • • 4 . todas as atividades são rediscutidas para decidir se elas devem continuar a existir. de compras. Vejamos a seguir algumas entre as denominações mais usadas. Nas empresas. Orçamento estático: mostra o que se deseja de um centro de responsabilidade para apenas uma quantidade de produção ou de venda. apresentamos uma visão geral das diversas partes do orçamento geral e de como elas se relacionam entre si. de mão-de-obra. Orçamento financeiro: compreende o orçamento de capital. de investimentos permanentes (gastos de capital). a cada ano. para ser elaborado. existe uma terminologia variada para designar os orçamentos. de produção.

000 R$ 6.00 R$ 3. Na parte inferior.090.444. a) Orçamento de Vendas: mostra a quantidade e o preço de venda estimado para cada produto. a receita total estimada é obtida pela multiplicação do volume pelo preço de venda unitário previsto. A quantidade orçada é determinada da seguinte forma. de Acessórios. Esses valores podem ser atualizados considerando a nova capacidade produtiva. Agora vamos elaborar e planejar os orçamentos. em unidades = Total de unidades a serem produzidas UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 519 .000 R$ 13.400 123.00 R$ 12. Costuma-se usar dados passados como ponto de partida. O número de unidades a serem fabricadas para atender às vendas orçadas e às necessidades de estoque é mostrado no orçamento de produção.00 R$ 3.400 280. a Cia.000 241. Conhecida a quantidade de venda estimada.336.000 R$ 7. as condições econômicas esperadas.000 R$ 25. em unidades (–) Estoque inicial estimado.000 287. b) Orçamento de Produção: deve estar em sintonia com o orçamento de vendas para assegurar o equilíbrio durante o período.000. ORÇAMENTO DE VENDAS Produto e Região CARTEIRA Leste Oeste BOLSA Leste Oeste TOTAL 156.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA A maior parte do que você vê na figura 1 compõe um conjunto de orçamentos – DRE e de tabelas de apoio chamado de orçamento operacional.000 528. a atual política de preços.00 R$ 25.910. Essa parte é conhecida como orçamento financeiro. você vê como as operações e os dispêndios planejados de capital afetam o caixa. etc.892. o plano de promoção. + Unidades vendidas esperadas + Estoque final desejado. A união do orçamento operacional e do financeiro é denominada de orçamento geral.336.000 R$ 12. Usaremos como base para a nossa ilustração uma pequena empresa industrial.000 R$ 2.000 Quantidade Preço Venda/u Receita Total A empresa pode comparar esses dados com o que realmente aconteceu no período para efeito de análise e correções das distorções.000 R$ 3.

Para que isso aconteça.000 unidades 0.587. + Materiais necessários à produção + Estoque final desejado de materiais (–) Estoque inicial estimado de materiais = Materiais diretos a serem comprados A quantidade esperada de materiais para cada produto é apresentada a seguir.000 unidades 80.000 unidades ORÇAMENTO DE MATERIAIS COURO Materiais Necessários Carteira Bolsa + Estoque final desejado (–) Estoque inicial desejado = TOTAL Preço unitário de compra = TOTAL DE COMPRAS 156.000 cm (15.000 unidades 520.000 cm 146. podemos determinar o custo total de compra dos materiais.50 52.000 cm) 195.353.000 unidades BOLSAS 280. deve haver um trabalho coordenado entre os setores de compras e de produção.000 unidades c) Orçamento de Compras de Materiais: devemos considerar o que está no orçamento de produção para identificar o material a ser comprado.000 cm 365.00 R$ 2.000 cm 365.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO CARTEIRA Vendas (orçamento de vendas) Estoque final desejado (–) Estoque inicial desejado TOTAL 528.000 cm × R$ 4.000 unidades 48.500.000 cm) 523.000 unidades 156.000 unidades 60. CARTEIRA Couro Forração Couro Forração 0.25 cm por unidade × 292.000 cm BOLSA 1.10 cm por unidade × 520.000 unidades 88.20 FORRAÇÃO TOTAL R$ 2.000 unidades 292.50 cm por unidade × 292.00 d) Orçamento de Mão de Obra Direta: devemos considerar o que está no orçamento de produção para identificar a quantidade de horas de MOD a ser 520 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .500.3 cm por unidade × 520.000 cm 146.000 cm × R$ 1.000 cm 52.00 R$ 234. Esse orçamento ajuda os gestores a manter níveis de estoque dentro de limites razoáveis.000 cm 20.000.000 cm (18. Multiplicando essa quantidade pelo preço de compra unitário esperado.000 unidades 0.000 cm 12.

000 h 116.800 h × R$ 15.000 unidades 52.280.000 h 43.800.000 h 130.702. A quantidade esperada de mão de obra direta para cada produto é apresentada a seguir.00 182.000 unidades ORÇAMENTO DE MOD CORTE Carteira Bolsa TOTAL Valor por hora (taxa/hora) TOTAL DE MOD 52.000 unidades 0. Podem também ser classificados em fixos e variáveis. Para que isso aconteça deve haver um trabalho coordenado entre o setor de produção e o setor de pessoal. ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO – CIF Salários indiretos da fábrica Salário de supervisores Força e luz Depreciação do equipamento da fábrica Materiais indiretos Manutenção Seguro do setor de produção TOTAL R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 732.00 140.10 h por unidade × 520. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 521 .000.00 COSTURA 130.800 h 116.00 306.600.800 h × R$ 12.800 h BOLSA 0. Essa classificação capacita o gerente do setor a direcionar sua atenção aos custos pelos quais é responsável e a avaliar desempenhos.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA utilizada.800 h 246. CARTEIRA Corte Costura Corte Costura 0.00 e) Orçamento dos Custos Indiretos de Fabricação (CIF): os CIF estimados são relacionados individualmente.000.080.00 TOTAL R$ 1. Esse orçamento ajuda a assegurar que haverá mão-de-obra disponível suficiente para a produção.15 h por unidade × 292.149.800 h 95.00 R$ 2.000 h 43.00 360.000.000 unidades 0. Multiplicando essa quantidade pelo valor/hora de cada funcionário.600.089.40 h por unidade × 292.00 288.00 R$ 4.25 h por unidade × 520.800. podemos determinar o custo total da MOD.00 79.851.000.200.00 f) Orçamento de Despesas de Vendas e Administrativas: contém os itens necessários para incrementar as vendas e realizar o serviço administrativo.00 R$ 3.

220.336.411.000.000.00 g) Demonstração de Resultados Projetados: resume as estimativas de receitas.000.00) 2.00 (9.288.00 (1.00 R$ 258.00 R$ 360.00 R$ 1. Os 90% restantes.00) (695. sendo 60% recebidos no mês da venda e o restante no mês seguinte.220.000.780.000.000.000.00 R$ 695.885. DRE PROjETADA + Receita de Vendas (–) Custo dos Produtos Vendidos CPV = Lucro Bruto (–) Despesas de Vendas (–) Despesas Administrativas = Lucro Operacional + Outras receitas: de juros (–) Outras despesas: de juros = Lucro antes do Imposto de Renda (–) Imposto de Renda = Lucro Líquido 13.00 98. A empresa apresentou os seguintes dados.811.00 R$ 715.000.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA ORÇAMENTO DE DESPESAS Despesas de Vendas Salário de vendedor Despesa de propaganda Despesa de viagens TOTAL Despesas Administrativas Salário dos executivos Salário Pessoal do escritório Aluguel do escritório Suprimentos do escritório TOTAL TOTAL GERAL DAS DESPESAS R$ 360. 522 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .00 R$ 115. a prazo.500.000.00 R$ 17.047.000.403.220. Isso permite que os gerentes avaliem os efeitos de cada um dos orçamentos sobre o lucro anual.00 (600.00) 2.00 h) Orçamento de Caixa: mostra as entradas e saídas de caixa esperadas para um período.00 R$ 1.190. despesas e custos de todas as fases operacionais.000.00 (90. Orçamentos anteriores em conjunto com investimentos esperados.190.000.000.00) 4.220.00 R$ 34.000.500. • Entrada de caixa estimada: a empresa do nosso exemplo espera receber 10% das vendas à vista.00) 1. políticas de dividendos e planos de financiamento afetam esse orçamento.

000.600.00 R$ 523.000.00 Vendas orçadas 100% R$ 1.00 R$ 669.000.058.00 R$ 612.00 R$ 1.00 R$ 446.000.000.000.000.200.00 R$ 165.067.500.00 R$ 124.00 Fevereiro Março R$1.00 R$ 972.000.000.00 R$ 124.00 Agora vamos elaborar o orçamento completo de caixa.000.00 R$ 97.200.00 R$ 108.00 R$ 189.00 R$ 274.000.000.000.000.000.200.00 R$ 970. ORÇAMENTO DE CAIXA janeiro RECEBIMENTOS DE Vendas à vista (10%) Vendas a prazo Do mês anterior Do mês corrente 60% TOTAL RECEBIDO R$ 370.00 R$ 970. A empresa apresentou os seguintes dados.00 Março R$ 97.000.600.200.00 R$ 150.00 R$ 567.00 R$ 1.00 R$ 669.00 • Saída de caixa estimada: a empresa do nosso exemplo espera pagar 75% dos custos do mês e o restante no mês seguinte.00 R$ 160. DUPLICATA A PAGAR EM 1º DE jANEIRO R$ 190 .00 R$ 108.00 R$ 523.061.240.00 R$ 388.00 R$ 370.00 R$ 97.116.00 UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 523 .000.00 Dívidas orçadas 100% Pagamentos do custo + 75% do mês + Valor mês anterior Juro pago Taxas pagas Máquina comprada Despesas vendas R$ 816.182.00 janeiro Vendas à vista (10%) Vendas a prazo (90%) Vendas recebidas + À vista + 60% a prazo + Valor mês anterior Juro recebido Saldo inicial do caixa R$ 280.400.00 R$ 22.00 Fevereiro R$ 124.00 R$ 953.000.200.00 R$ 190.00 R$ 204.000.000.000.000.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA DUPLICATA A RECEBER EM 1º DE jANEIRO R$ 370 .000.800.00 R$ 583.000.200.00 R$ 108.000.400.000.800.000.800.000.800.00 R$ 583.00 R$ 1.00 janeiro Fevereiro R$ 756.000.000.00 R$ 873.00 R$ 24.00 R$ 1.400.000.500.000.00 R$ 145.000.00 R$ 1.000.00 Março R$ 788.080.00 R$ 446.400.00 R$ 591.00 R$ 388.

ORÇAMENTO DE CAPITAL 2000 (R$) Máquina Tesoura Computador TOTAL 00.000.600. Para uma gestão de caixa eficiente.00 4 .00 260.00 480.000.075.00 R$ 340.000.000.00 274.600.700.000.00 R$ 204.000.00 560.000.00 R$ 780.000.00 560.000.000.00 R$ 274.000.000.000.000.00 R$ 771.000. i) Orçamento de capital: resume os planos de compra de ativos permanentes.00 R$ 22.00 janeiro Diferença no caixa Saldo inicial do caixa Saldo final de caixa Saldo mínimo de caixa Sobra ou falta R$ 76.00 R$ 280.800.00 R$ 329.000.00 420.700.00 60.000.210.000.00 R$ 340. o gerente deve considerar se a demanda pelos produtos da empresa aumentou.00 R$ 165.00 R$ 345.00 R$ 612.000.3 Controle orçamentário Controle é um conjunto de métodos e ferramentas que os gestores usam para manter a empresa na trajetória certa para alcançar seus objetivos.000.00 90.800.000.700.00) R$ 356.00 R$ 145.00 R$ 160.00 R$ 1.000.00 R$ 190.00 2001 (R$) 2002 (R$) 2003 (R$) 2004 (R$) 280.00 R$ 329.00 R$ 802.000.00 Fevereiro Março O saldo mínimo de caixa é um valor que a empresa estima como essencial para suas operações diárias.000.000.00 R$ 567.500. se haverá receita operacional ou se é necessário realizar financiamentos.900.00 R$ 340.00 R$ 1.000.00 200.00 R$ 356.000.00 360.00 674.700.00 R$ 16.000. desgastam-se ou precisam ser substituídos.000.500.00) Março R$ 16. Os três papéis mais importantes dos contadores gerenciais são: (a) ajudar a empresa 524 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .000.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA ORÇAMENTO DE CAIXA janeiro PAGAMENTOS PARA Pagamentos do custo + 75% do mês + Valor mês anterior Despesas vendas Juro pago Taxas pagas Máquina comprada TOTAL PAGO R$ 984.000.000. tudo o que ultrapassar o saldo mínimo de caixa deve ser aplicado em títulos de liquidez imediata.00 Fevereiro (R$ 27.100.00 (R$ 10.00 R$ 189. Para concretizá-los.00 R$ 5.000.00 R$ 591.00 350. Esses dispêndios são necessários quando os bens permanentes se tornam obsoletos.100.000.00 R$ 150.

Mas pode também indicar que comprou o material por um valor mais baixo e que o está usando de uma forma mais racional.000.000.600.00 32.00 115.000.00 1. lembrando que os elementos variáveis terão seus valores alterados.00 5. comprometendo a qualidade de seu produto final e a sua reputação no mercado.00 211.00) D 400.400u Orçamento Flexível 25. • Variação favorável: ocorre quando a receita real é maior que a orçada ou quando despesa e custo reais forem menores que despesa e custo orçados.00 38.00 96.00) D 00 (500.100. você poderá fazer a comparação e concluir se a variação foi favorável ou desfavorável.00 20. ao mesmo tempo.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA a ficar sob controle.300.00 111.00 90.00) D 900. No controle orçamentário.00 112.00 73.000. • A variação em cada elemento contido no orçamento pode ocorrer em consequência de alterações na quantidade e no preço orçado.00 F 64. (c) apoiar o planejamento e a tomada de decisão. Com esses novos dados.000. Esse procedimento é denominado de orçamento flexível. está avaliando o desempenho das atividades executadas ao comparar o valor orçado com o valor real incorrido.00 20.400.200. está contribuindo para que esses papéis sejam executados e.100.000u Orçamento Real 25. Variação desfavorável: ocorre quando a receita real é menor que a orçada ou quando despesa e custo reais forem maiores que despesa e custo orçados.00 20.00 115.00 90.00 (200. O contador gerencial.00 75.00 115.300.00) D (300.500. Se os níveis forem diferentes.00 F (500.000.000.500. deverá refazer o orçamento para o nível real.00 5.500.00 37. ao realizar o controle orçamentário.00 227.300.000u Variação Zero Análise: a situação favorável de materiais pode indicar que a empresa está usando material de baixa qualidade.500.000.00 F 21.000.000.00 5.600. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 525 .000. RELATóRIO DE DESEPENHO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO Orçamento Estático Quantidades fabricadas Custos Variáveis: Materiais MOD Custos Fixos: Salário da Supervisão da fábrica Depreciação da fábrica Outros TOTAL 90.00 227. (b) identificar quando a atividade está fora de controle. o contador gerencial deve ter cuidado para que o nível de atividade usado no orçamento seja igual ao nível real de atividade.200. Uma empresa apresentou seu Relatório de Desempenho Orçamentário conforme tabela a seguir.

Lembre-se: os custos variáveis são proporcionais às quantidades fabricadas e o custo fixo deve permanecer constante. ou o desperdício de MP. Baixa qualidade da MP.00 F Sua função como contador gerencial é identificar os motivos dessa diferença. Com a sua elaboração podemos iniciar a etapa do controle e da avaliação.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA A coluna sombreada da tabela anterior representa o orçamento flexível que você deverá elaborar para poder iniciar o processo de controle dos elementos contidos nesse orçamento.3 . Departamento de Recursos Humanos (RH) Departamento de Manutenção O uso de MOD mal treinada. Compras de MP por custo superior em relação ao padrão.00 = 1.00 D 29.400. Variação na quantidade Variação no preço Variação mista 0.400. Veja algumas conclusões sobre os dados já apresentados.000.00 nos valores dos materiais é devida ao fato de o orçamento diferir no preço e na quantidade de material usado na produção.000. Falta de planejamento na cotação de preços.16 QUANTIDADE 1 m por calça 1.84 por m R$ 1.000 u = R$ 1.6 m CUSTO POR UNIDADE R$ 3.6 m por calça 0. 526 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Área de compra não acompanha o mercado.400.16 × 0. Erro ao pesar ou cortar a MP. desmotivada provoca aumento estar sem manutenção. Na área de Compras (suprimentos) Falta de planejamento das compras.000 u = R$ 1. Veja a análise nos tópicos a seguir. Baixa qualidade dos materiais provoca excesso de consumo. mal remuConsumo alto de MP devido a uma máquina nerada. conforme tabela anterior.00/u R$ 2.16 × 25. Compra de última hora.16 × 1 m = 1.00 F 17.00 F 1.00 por m R$ 1.60 = 0. falha no recebimento da MP.80 × 25.1 Análise da variação de Materiais Diretos CUSTOS Materiais Orçados Materiais Reais Diferença PREÇO R$ 3. Deficiência no armazenamento da MP.000 u = 45.6 m × R$ 3. 4 .696 × 25. Deficiência nos equipamentos e ferramentas.944/u A diferença de R$ 1. CAUSAS E RESPONSABILIDADE DA VARIAÇÃO DO MATERIAL Na área de Produção MP fora da qualidade solicitada.

Departamento de Vendas Quantidade excessiva de horas extras.10 × 0. Contratação de MOD de má qualidade ocasiona ineficiências na produção. MOD mal treinada. Veja os cálculos na tabela a seguir.750. Variação na taxa Variação no tempo Variação mista R$ 1.3 Análise da variação dos custos indiretos de fabricação Você deverá fazer novos cálculos e identificar o valor do custo fixo total para a quantidade real.10 (0. Uso de máquinas obsoletas aumenta o uso de MOD. MP inadequada exige maior tempo de MOD para fazer a tarefa.5 = 0.2 Análise da variação na Mão de obra direta Custos MOD orçada MOD real Diferença Taxa (preço) Tempo (quantidade) Custo por unidade R$ 1. MOD não treinada convenientemente para fazer a tarefa.000 u = 0.250.00 por hora 0.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 4 .3 h × R$ 3.500.00 = 0.33 × 25.3 h) A diferença de R$ 1. Contratação de MOD por taxas superiores em relação ao padrão.90 por hora 0. Engenharia de processos Mudanças nas especificações dos produtos quanto ao tempo de produção.90 × 25.000 u = R$ 13.50 R$ 1. devido a falhas nos orçamentos e programações de vendas.00 F (500.000 u = R$ 1. Na área de RH 4 . Fluxo das operações inadequado exige maior tempo de MOD.52 R$ 3.5 horas por calça R$ 1.10 × 0.400. CAUSAS E RESPONSABILIDADE DA VARIAÇÃO DE MOD Na área de Produção MOD não qualificada para o serviço.00 D R$ 8.8 horas por calça R$ 1. mais caras que as normais. Ineficiência da MOD aumenta a quantidade de horas para produzir a mesma quantidade. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 527 .3 .3 h = 0.00 nos valores dos materiais é devida ao fato de o orçamento diferir na taxa (preço da hora) e na quantidade de horas (tempo) usadas na produção conforme tabela anterior. Veja algumas conclusões que podem acontecer ao analisar a MOD.55 × 25.00 F R$ 22.00) D Sua função como contador gerencial é identificar os motivos dessa diferença. Departamento de manutenção Uso de máquinas sem manutenção aumenta o número de paradas improdutivas.3 .

000.400 u Coluna A 25. etc. como.00) 325.000u = Variação no preço (C – B) R$ 4.00 115.300.00 20.000. fluxo desigual e trabalho. Diretoria: compra de novas máquinas.62 – R$ 5.000.000.00 negativa 528 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .774 × 25.374 = 0.200. DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL REAL Vendas (–) Custo Variável (–) Despesa Variável = Margem Contribuição (–) Custo Fixo 937. Departamento de RH ou diretoria: greves de funcionários.00 5.000u = R$ 4.00 R$ 5.50 (425.00 (250.00 R$ 4.02 × 25.000 u Coluna C 90. Departamento de suprimentos: falta de MP com acréscimo nos custos indiretos de para a produção estimada.00 positiva 50.00) DIFERENÇA 137.00 R$ 4. mercado.374 = 0. considerado o Concessionárias de serviços públicos: envolvimento direto com a produção. a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) a seguir.00 negativa 37.00 115.50) 350.00) ORÇADO 800.00 (200.62 – R$ 4.000. A análise também poderá ser realizada para os orçamentos de qualquer departamento da empresa.00 (350.500. água.00 D As possíveis causas para a variação do CIF são as que apresentamos a seguir.754 × 25. por exemplo.60 21. aumento de tarifas de energia.350.60 – R$ 5.00 D R$ 4.00 20.00) (125.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA CIF orçado Unidades Custos Fixos: Salário Supervisão da fábrica Depreciação da fábrica Outros CIF Unitário Variação na quantidade (B – A) Variação mista (C – A) 90.000 u Coluna B CIF real 25.000.00 20. Departamento comercial: problemas de telefone.000u = R$ 18.000.62 R$ 19. reparos que provocam interrupções.000.50 negativa 25.60 = 0.850.00) (162.00 5.00 F R$ 500.374 90.000.00 5.50 positiva 75. CAUSAS E RESPONSABILIDADE DA VARIAÇÃO DO CIF A variação de volume A variação de custo Pessoal de produção: avarias nos maquinários.00 115. inclusive para os demonstrativos contábeis. depreciação.

00) 50.40 1.00 positiva Análise: houve uma diferença favorável de R$ 25.00) 25. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 529 . para o controle e para a avaliação de desempenho das atividades.00 na margem de contribuição. Por quê? Uma possível resposta é que com a diminuição no preço de venda.25 Qual o impacto da redução de R$ 0.30 8.CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA DRE PELO CUSTEIO VARIÁVEL REAL (–) Despesa Fixa = Lucro Líquido Quantidade Vendida Valor por unidade Preço de venda por unidade Custo variável por unidade Despesa variável por unidade 7. a empresa vendeu mais produtos ocasionando aumento no custo e na despesa variável total. Após você ter reconhecido que o orçamento é uma das ferramentas para o planejamento de ações administrativas das empresas. no próximo capítulo. apresentaremos. as funções da Controladoria como ferramenta de gestão e falaremos do Economic Value Added (EVA) e do Market Value Added (MVA).00 positiva 25.50 3.50 no preço de venda? (50.00 3.50 1.00 125 u ORÇADO (100.00 100 u DIFERENÇA 50. Devem ser verificados os motivos do acréscimo no custo fixo e a redução da despesa fixa.

CAPÍTULO 4 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 530 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

1 Introdução à controladoria O aumento da complexidade na organização das empresas e o maior grau de interferência social e governamental por meio de políticas econômicas e fiscais. você será capaz de conhecer a atuação da controladoria na gestão empresarial e aplicar os métodos EVA e MVA na avaliação do desempenho empresarial. mas principalmente em Nascimento e Reginato. Ao final deste capítulo. por meio dos métodos Economic Value Added (EVA) e Market Value Added (MVA). Esse assunto vem sendo estudado e debatido nas bibliografias específicas. 2007). 2007). é necessário entendermos a essência da informação contábil para a tomada de decisão. de Nascimento e Reginato (São Paulo: Atlas. Com o auxílio dessa literatura você será capaz de acompanhar-nos com mais afinco. Portanto analisaremos o controle organizacional do ponto de vista de diferentes dimensões de gestão e procedimentos internos. mas principalmente em Controladoria: um enfoque na eficácia organizacional. execução e controle. a partir das fases de planejamento. permite avaliar se os administradores estão gerindo de modo satisfatório os recursos dos acionistas. Os métodos EVA e MVA são instrumentos de medida de valor entre o gerenciamento e o resultado final que é baseado no lucro contábil ajustado. Esse assunto vem sendo estudado e debatido nas bibliografias específicas. a diferenciação das fontes do financiamento empresarial. Ambos são conceitos de medidas de desempenho que permitem aos executivos e acionistas terem uma clara visão sobre a rentabilidade do capital empregado. A controladoria. Os métodos EVA e MVA são instrumentos de medida de valor entre o gerenciamento e o resultado final baseado no lucro contábil ajustado. O controle organizacional deve ser entendido na perspectiva do processo de gestão.Controladoria: ferramenta de gestão CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 5 Introdução A empresa procura facilitar a sua gestão a partir do monitoramento e acompanhamento do desempenho de suas células e da aferição dos resultados esperados diante das expectativas ou das previsões anteriormente realizadas. O funcionamento dessas diferentes dimensões é interdependente e deve ser desenvolvido enfocando o ambiente de controle e a plataforma para a atuação da área de controladoria. isto é. a percepção UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 531 . 5 . Controladoria: um enfoque na eficácia organizacional (São Paulo: Atlas. Para conhecermos o ambiente e a área da controladoria.

assegurando a otimização do resultado global”. da indicação das correções de direção. pela capacidade de administrar informações de modo a auxiliar a empresa no processo de prestação de contas. O processo da globalização faz com que as práticas empresariais sejam influenciadas por normas internacionais vigentes. na busca de sua eficácia. Seu papel é implementar modelos de gestão.. do órgão e da posição dos gerentesexecutivos possa variar de uma organização para outra. políticos. informar. estabelecer sistemas contábeis. existe um conceito que é comumente observado quanto ao executivo da controladoria: o controller. o controller precisa ser amplo conhecedor dos fenômenos econômicos. zelar. p. Nascimento e Reginato (2007) afirmam que a área da controladoria tem por função gerar a eficácia das decisões por meio do monitoramento do cumprimento dos objetivos definidos. Perez Jr. educacionais. fazer com que as sinergias existentes atinjam resultados superiores aos que alcançariam se trabalhassem independentemente. Embora o delineamento da função.. assim. sociais. Para executar tais atividades. pela continuidade da empresa. 26) apontam que a missão da área de controladoria é “zelar pela continuidade da empresa. cada vez mais. pela contabilidade e pela economia. as melhores práticas de gestão exigem um sistema contábil mais adequado e propício para a tomada de decisão. ecológicos e regulatórios. que deu origem ao nascimento e ao desenvolvimento de uma função diferenciada da controladoria. Controller é o executivo encarregado do departamento da controladoria. a separação entre a função contábil e a função financeira foi o caminho a ser tomado.1 . tecnológicos. Ele deve fazer com que as necessidades da organização. Considerando essas razões.1 Conceito de contabilidade e sua relação com a controladoria Nakagawa citado por Oliveira. Já Figueiredo e Caggiano (1997. 24) assevera que contabilidade (accountability) é “[. principalmente. controlar.] a obrigação de prestar contas dos resultados obtidos. e Silva (2002. Assim.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA de novas necessidades na condução dos negócios e. pela competência de gerar informações sociais e ambientais. p. transformar seu departamento em um eficiente sistema de produção de informação. o profissional da controladoria ou controller terá de se destacar pelo acentuado comportamento ético. em função das responsabilidades que decorrem de uma 532 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . Portanto a finalidade da implantação de um departamento de controladoria dentro da empresa é melhorar o processo de gerenciamento de informação e de tomada de decisão. da investigação das razões para o acontecimento de possíveis desvios entre os resultados obtidos e os desejados. transcendam os conceitos oferecidos pela administração. 5 . As atividades básicas do controller são: planejar. administrar e supervisionar cada atividade que impacta o desempenho empresarial.

mais do que nunca.2 Conceito: Economic value Added (EVA) O EVA ou valor econômico adicionado é uma ferramenta de medida de valor que tem como objetivo principal calcular a maximização do lucro sobre o investimento do capital. Nesse sentido.1 Aplicação do EVA Como já foi dito. Conclui-se que a prestação de contas dos resultados alcançados corresponde à obrigação derivada da delegação da autoridade pelos departamentos responsáveis. todos devem estar engajados na consecução dos objetivos e das metas dentro de seu âmbito de autoridade. Em outras palavras. e delegar autoridade e poder de prestar contas por meio da estrutura organizacional. nessa cadeia de accountability. Não é por obter lucro contábil que o capital investido proporciona retorno ao investidor. 5 . a contabilidade não é responsável sozinha pela geração e prestação de contas da empresa. sociais e ambientais. EVA = NOPAT – [(CT) ∙ (Tcc %)] UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 533 . na qual o custo do capital emprestado pela organização tem um papel fundamental: calcular o lucro econômico do investimento do capital. Já o lucro econômico demonstra os ganhos reais alcançados economicamente no investimento. O EVA é calculado por intermédio da seguinte fórmula. Desse modo. Hoje. emitir relatórios financeiros. A controladoria é um departamento que tem a capacidade de agregar todas as informações produzidas pelos diversos departamentos da empresa. É a medida de desempenho que possibilita calcular o lucro econômico verdadeiro da organização. Está relacionado diretamente à criação de riqueza do acionista e serve como instrumento básico para a tomada de decisão e criação de valor para o proprietário do capital. o EVA é uma simples forma. Lucro econômico é diferente de lucro contábil. Ou seja.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA delegação de poder”. ela é apenas um dos elos da cadeia da produção da informação. Isso a torna útil para a tomada de decisão nos aspectos econômicos. 5 . a expectativa será sempre a gestão eficiente e eficaz dos negócios da empresa. tem como base um cálculo aparentemente simples que mede o lucro residual com o retorno sobre as taxas e o capital investido. financeiros. A responsabilidade de cada um deve ficar explícita e determinada em todos os escalões da organização. sabe-se que a informação é gerada por uma cadeia de responsáveis dentro da estrutura organizacional de cada empresa. Lucro contábil é o resultado financeiro obtido entre a diferença de receita. a contabilidade deve prestar contas à sociedade. o EVA serve como parâmetro de gestão empresarial.2 . como é o caso do conselho de administração da empresa. custos e despesas. Por isso.

00 R$ 1.600. Comparando o resultado das duas opções. que.00.00 e tem duas opções de investimentos: a) poderia investir no mercado financeiro e ganharia 10% ao ano. pode-se apurar o valor econômico agregado (EVA).00 O investimento no negócio próprio teve um ganho maior que as expectativas. porque o negócio próprio criou valor de R$ 1. teria ganhado R$ 6. após um ano.600.00 R$ 900. 534 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . no qual se supõe que uma determinada empresa possui: • lucro operacional líquido de R$ 773.2 Cálculo do EVA e do custo médio ponderado de capital (WACC) A fim de reforçar o entendimento dos conceitos apresentados.000. Suponha que a escolha foi pela segunda opção.00 R$ 1.00 R$ 6. Se tivesse investido no mercado financeiro a 10% a.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA NOPAT = resultado operacional (lucro operacional líquido) CT = capital próprio (investimento) Tcc% = taxa do custo de capital Exemplo numérico Digamos que um investidor possui R$ 65. Receita operacional líquida Despesas operacionais Lucro operacional bruto Imposto de renda (15%) Contribuição social (9%) Lucro operacional líquido (NOPAT) R$120.00 que é chamando de valor econômico agregado (EVA).600.00) R$10.00 Seu lucro depois do imposto de renda foi de R$ 7.000.500.00 (R$110.00 ao ano..100. Lucro operacional líquido (NOPAT) Custo do capital EVA EVA = NOPAT – [(CT) ∙ (Tcc %)] R$ 7.2 .100.000. e esse ganho certamente o deixa satisfeito. como segue.000) ∙ (10 %)] EVA = 1.00 R$ 7. 5 . apresentou o seguinte resultado.000.500.a. b) poderia abrir um negócio próprio também com custo médio ponderado de capital (WACC) de 10% ao ano. veja um exemplo prático de cálculo do EVA e WACC.600 – [(65.00.500.100.00 EVA = 7.000.

496.286. ATIVO CIRCULANTE Disponibilidade Duplicatas a receber Outros créditos Estoques Investimentos temporários Desp.930 2.455 2.831 Diretores e Acionistas 3.741 490.752 311.439 TOTAL PCO UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 535 .994.494.984 381.641 Obrigações Tributárias 19.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA • • custo das dividas de 6.376.053.876 Reservas ---------------Resultado Acumulado 7. 2008 PASSIVO OPERACIONAL 2008 2.346 ATIVO OPERACIONAL Duplicatas a Receber Estoques Despesas do exercício seguinte ---------------Total ACO 1. Dessa forma.115 Obrigações tributárias e previdenciárias 2.576) 7.485 3.869 94.5% ao ano.679 Obrigações Sociais 991.967. para o calculo do EVA e do WACC da empresa.741 311.5% ao ano.115 Instituições Financeiras 145.061 EXIGÍVEL A LP 102. custo do capital próprio estabelecido para a empresa de 13. CS = 9%.000 557.610 1.226. Sabe-se ainda que a alíquota de tributos é de IR = 15%.869 94.585 1.095.506 (1.752 311.515 1.306.380.639 Instituições Financeiras 968.053.639 Fornecedores 991.237.091 Capital Social 3.100 150.485 TOTAL PASSIVO Tabela 2 Reclassificação do Balanço Patrimonial. Tabela 1 Balanço Patrimonial.298 Obrigações Previdenciárias ---------------Obrigações Tributárias 2. será necessário levantar alguns dados pela reclassificação do balanço patrimonial a seguir.000 309.967 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.597. Exercício seguinte REALIZÁVEL A LP Depósito Compulsório Depósito Judiciário Outros créditos NÃO-CIRCULANTE Investimentos Imobilizado ---------------TOTAL ATIVO 2008 PASSIVO 2008 3.492 311.457 CIRCULANTE 47.298 Outras Obrigações 250.984 3.502 Obrigações Previdenciárias 52.091.376.502 Obrigações Sociais 19.226.698 Fornecedores 1.

139.00 100% Total 3.958.00 – (8.139.00 100% PASSIVO Capital de terceiros 2.4313% EVA = NOPAT – (Kw × Ativos líquidos) EVA = 773.0372465 + 0.346.866.485.139.5% + 0.00 27.2759 × 13.00) 536 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .139.00 72.7241 × 6.202.958.000.0470665 WACC = 0.095.958.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Após a reclassificação.053.00% O WACC é calculado por intermédio da seguinte fórmula: WACC = Custo médio ponderado de capital WACC = Kw E D WACC =   ⋅ Re +   ⋅ Rd ⋅ (1 – Tc) V V WACC = custo médio ponderado de capital E = capital próprio da empresa V = somatório de capital próprio e terceiros da empresa (E + D) D = capital de terceiros da empresa Re = custo de capital próprio Rd = custo de capital de terceiros Tc = alíquota do Imposto de renda (IR) e contribuição social (CS) E D  W A C C =   × Re +  × Rd × (1 – Tc) V  V  WACC = 0.958.24) WACC = 0.4313% × R$ 3.930.00 – 3.59% Total 3.091.00 100. Ativo circulante operacional (ACO) = Ativo operacional líquido Ativo circulante operacional (ACO) = Ativo total – Passivo circulante operacional (PCO) Ativo operacional líquido = 7.5% (1 – 0.958. temos as seguintes informações.139.00 ATIVO Ativo Operacional Líquido 3.084313 × 100 WACC = 8.41% Capital próprio 1.00 = 3.

Se o custo do capital próprio é de 12%. 5 .3 Conceito: Market value Added (MVA) O MVA é uma técnica econômica e de gestão para a avaliação do desempenho que demonstra a diferença entre o valor de mercado da organização e o capital investido pelo empreendedor.5293798% EVA = (RAOL – WACC) × Ativo operacional líquido (AOL) EVA = (19. há três anos. representa o grau de eficácia dos gestores com relação aos recursos que têm sob controle.43 Fórmulas alternativas do cálculo do EVA RAOL = lucro operacional líquido × 100 ativo operacional líquido  773. em determinada data.722.277.57 EVA = 439.00 – 333. Se o resultado for positivo. Se for negativo.0980798% × 3.000.00 EVA = 11.1 Aplicação do MVA O MVA é calculado por intermédio da seguinte fórmula: MVA = valor de mercado – capital investido Exemplo Suponha que uma empresa investiu R$ 100.139. De forma específica. poderemos afirmar que houve geração de riqueza ou criação de valor.139.00 EVA = 439. o MVA expressa em que quantidade o valor atribuído às expectativas dos credores e acionistas supera o valor dos investimentos realizados.00 em outra de risco similar.3 .CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA EVA = 773. Em termos gerais.00  RAOL = 19.4313%) × 3.00  RAOL =   × 100  3. Em outros termos.5293798% – 8.000. Assim o MVA reflete o quanto a organização investiu de capital no passado e como estão suas perspectivas de crescimento e de investimento futuro. não haverá criação de valor.139.958.000. propõe-se mensurar o valor acumulado de uma organização em toda a sua trajetória. implica em uma expectativa UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 537 .277.958.43 5 .958.

a controladoria norteia o tomador de decisão sobre a pertinência de determinada ferramenta de avaliação.80 Se a empresa tivesse um valor de mercado abaixo do valor do investimento.. É correto afirmar que houve criação de valor? Resposta – Não. você estudará a metodologia do Balanced Scorecard (BSC). como é o caso do MVA. concluímos que o EVA e o MVA são mecanismos úteis para a avaliação de desempenho organizacional.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA de renda de 12% a. de qualquer forma. o investidor esperaria um retorno de R$ 140. permitem saber se os gestores estão administrando da melhor forma os recursos dos acionistas.80 (R$ 100. No entanto.00 – 140. O problema é que o MVA não considera o custo de oportunidade do capital investido na empresa. A sua experiência e o conhecimento que tem do negócio que gerencia ou que ajuda a administrar ocasionarão um custo de oportunidade para a empresa. ou seja. para aquela ocasião.490. O MVA. Nesse sentido.000.492.490. 538 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .492. O valor de mercado da empresa é de R$ 130. MVA = valor de mercado – capital investido MVA = 130. é importante determinar quais outras ferramentas podem ser combinadas a ela no sentido de ajustar alternativas que levem às melhores decisões para a companhia.000 ∙ (1. ainda. no final dos três anos. Custo de oportunidade é a decisão racional do gestor. auxiliam os administradores no processo de tomada de decisão e. o modelo GECON e o custo oportunidade com enfoque econômico e contábil. seria falso afirmar que houve criação de valor. que é um instrumento de medida de desempenho. Em que consistem? Quais são as perspectivas? Leia com atenção o capítulo para descobrir as respostas a esses questionamentos.000.80. No próximo capítulo. Se não for vantajosa. com o valor do MVA maior que o valor de mercado. detalhando como pode ser vantajosa. poderíamos dizer que houve criação de valor. especialmente porque a empresa poderia valer R$ 140.a.80 = – 10. desde que utilizada de forma correta e desde que o gestor tenha claro o objetivo que pretende atingir ou a decisão que precisa tomar. Fechando nossas reflexões. é uma medida importante de desempenho.00.12)³).

NASCIMENTO. L. A. PEREZ JR. REGINATO.. São Paulo: Atlas. S. de. Controladoria estratégica.. SILVA. 2007. J. CAGGIANO. M. Anotações UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 539 . L. M. São Paulo: Atlas. P. 2002. C.. 1997.CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Referências FIGUEIREDO. Controladoria: teoria e prática. Controladoria: um enfoque na eficácia organizacional. OLIVEIRA. A. H. São Paulo: Atlas.

CAPÍTULO 5 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA 540 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS .

Controladoria: uma abordagem da gestão econômica – GECON (2. 2001). 1997). Oliveira. a melhor solução para tomar decisões com base em informações. possibilitando adaptações para sobreviver e concorrer no mercado. Atlas. para gerir o sistema empresarial. assim como sua aplicação no contexto empresarial. ed. O custo oportunidade foi estudado. p. É importante estudarmos o custo de oportunidade. especialmente. e Silva (2002. Ao final deste capítulo. São Paulo. você estudará o enfoque econômico e contábil do custo de oportunidade. 154) expõem que o BSC é uma ferramenta que ajuda a UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 541 . estudaremos o surgimento do sistema de gestão econômica. assunto que você poderá aprofundar em A estratégia em ação: balanced scorecard. Entre o conjunto de metodologias que podem ser utilizadas para gerir as organizações. A esse respeito. na disciplina de Contabilidade de Custos. Assim.Controladoria: avaliação e desempenho CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA Introdução O cenário organizacional. desenvolveram a metodologia que traduz a estratégia da empresa em ação. professores da Harvard Business School. Diante disso. Para finalizar esse capitulo. Para aprofundar seus conhecimentos. de Kaplan e Norton (Rio de Janeiro: Campus. Eles acreditavam que as medidas (financeiras) tradicionais de desempenho não podiam corresponder às medidas de desempenho da era da informação. Gestão estratégica de custos (4. ed. poderá recorrer ao livro de Armando Cattelli. você poderá utilizar o texto de Oliveira. Para você conhecer melhor o modelo de controladoria proposto pelo GECON. São Paulo: Atlas. pois ele é. Perez Jr. exige reformas e inovações de informações adequadas para o gerenciamento eficaz das empresas. estudaremos o Balanced Scorecard (BSC). 2005). o departamento da FEA/USP. O modelo GECON tem por função procurar soluções inovadoras para a melhoria de ferramentas de gestão empresarial. conhecer o modelo de controladoria proposto pelo GECON e alguns conceitos econômicos e contábeis do custo de oportunidade. 6 6 . Perez Júnior e Costa. você será capaz de discutir a metodologia do balanced scorecard.1 Conceito: Balanced Scorecard (BSC) A metodologia do BSC foi desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton. entre as opções ao nosso alcance. é natural implementar novas estratégias e empregar conjuntos de técnicas compatíveis às necessidades de informação e decisão. cada vez mais.

PERSPECTIVA FINANCEIRA Como a empresa é vista por seus acionistas ou proprietários? PERSPECTIVA CLIENTE Como a empresa é vista pelo cliente e como pode atendê-lo? Os serviços prestados atendem a missão da organização? PERSPECTIVA PERSPECTIVA DE APRENINTERNA DIZADO E CRESCIMENTO Em quais processos e negócios a empresa precisa ter excelência? Os processos e as operações estão alinhados e criam valor? A organização é capaz de melhorar continuamente e de se preparar para o futuro? Como a empresa pode aprender e desenvolver-se para garantir o crescimento? Índices de renovação dos produtos. sendo capaz de canalizar as energias.. 155) A implementação do BSC dentro do ambiente empresarial permite a otimização da informação.. Quadro Perspectivas do Balanced Scorecard.] orientar o desempenho presente e futuro da organização. de produtos inovadores. Qualidade e desenvolvimento produtividade. as habilidades e os conhecimentos específicos de indivíduos dos mais diversos setores da organização em busca da realização de metas estratégicas e da lucratividade. retorno sobre o capital. processos internos dos negócios.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA [. e Silva (2002. Fonte: Caetano citado por Oliveira. p. definir rumos. O conjunto de indicadores que traduzem a estratégia dos empreendimentos deve ser um sistema equilibrado de medição estratégica. Pontualidade na entrega.1 .1 Perspectivas do BSC De acordo com Kaplan e Norton (1997). Enfoque A execução da estratégia está Indicadores contribuindo para a melhoria dos resultados? Exemplos Fluxo de caixa. aprendizado e crescimento. 6 . A metodologia do BSC possibilita à organização a constante avaliação e controle de seu desempenho ligado a sua estratégia. de modo a localizar problemas. clientes. prever turbulências. cliente. com base em quatro perspectivas: financeira. existem quatro perspectivas dentro do Balanced Scorecard: financeira. interna e aprendizado e crescimento. apontar tendências para o futuro e entender os rumos da organização. 542 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . índices de avaliação de falhas no planejamento. Perez Jr. Vamos conhecer detalhadamente essas perspectivas no próximo item.

d) Perspectiva de aprendizado e crescimento Kaplan e Norton (1997. Os indicadores dos processos internos permitem levantar fatores críticos nos quais a empresa deve alcançar a excelência. fidelidade. c) Perspectiva dos processos internos da empresa Segundo Kaplan e Norton (1997). além das finanças. retenção. UNITINS • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • 6º PERÍODO 543 . as organizações cortam esses investimentos para gerar ganhos adicionais em curto prazo. as propostas de valor são os indicadores de tendências para as medidas de resultados. 6 . aos processos internos e ao aprendizado e desenvolvimento dos funcionários. As consequências resultantes desses cortes serão vistas em longo prazo. captação. As medidas de cada perspectiva do BSC serão detalhadas nos itens seguintes. A perspectiva de clientes faz com que as organizações alinhem suas medidas de resultado ligadas aos consumidores: satisfação. a) Perspectiva financeira As informações constantes na perspectiva financeira serão utilizadas em todas as outras perspectivas. são: a) elucidar e traduzir a visão estratégica empresarial. b) Perspectiva dos clientes Essa perspectiva tem como propósito a identificação do mercado e dos segmentos em que a organização deseja competir. segundo Kaplan e Norton (1997). Os executivos devem definir as metas a serem atingidas e uma estratégia que deixe claras as medidas a serem tomadas a curto e longo prazo. Esses segmentos produzirão o componente de receita dos objetivos financeiros da empresa. No modelo contábil financeiro. lucratividade.1 . 50) asseveram que “os objetivos financeiros podem diferir consideravelmente em cada fase do ciclo de vida de uma empresa”. Nessa perspectiva. p. os investimentos com os funcionários são registrados como despesa e. Kaplan e Norton (1997. Tudo isso deve estar de acordo com os objetivos estratégicos da empresa. 131) mencionam que “as perspectivas anteriores revelaram onde as empresas devem se destacar para obter um desempenho excepcional”. os objetivos e as medidas dessa perspectiva são elaborados pelas empresas apenas após ter formulado os objetivos da perspectiva financeira e do cliente.2 Objetivos e componentes do BSC Os principais objetivos do BSC. Essa sequência permite uma melhor visualização dos objetivos internos. com isso. p.CAPÍTULO 6 • CONTABILIDADE GERENCIAL E CONTROLADORIA O princípio do BSC é medir indicadores vinculados à satisfação dos clientes.

que servem de base para um sistema de gestão estratégica empresarial.3 O BSC e o processo de gestão estratégica organizacional O BSC tem a função de traduzir a missão e a estratégia da organização em um conjunto de medidas de desempenho. d) melhorar o processo de feedback (realimentação) e o processo estratégico organizacional. c) indicador: a forma como será medido e alcançado o objetivo. é preciso considerar dois aspectos para uma implementação eficaz do novo sistema. Ainda com base nos autores. conforme Kaplan e Norton (1997). É uma ferramenta que unifica as medidas provenientes da estratégia. c) escolha e elaboração de indicadores: definição dos indicadores próprios da estratégia adotada. b) objetivo estratégico: demonstra o que deve ser alcançado e qual o fator crítico que pode atrapalhar o sucesso da organização. 544 6º PERÍODO • CIÊNCIAS CONTÁBEIS • UNITINS . é preciso a nomeação de um executivo para atuar. e) plano de ação: programas de ação para que os objetivos sejam atingidos. Primeiramente. As etapas de modelagem do BSC são: a) elaboração do plano de ação: análise crítica dos direcionadores empresariais com a visão no futuro. Os componentes do BSC. no sistema de gestão estratégica. p. d) elaboração do plano de implementação: em que se elabora o plano de ação e se delegam responsabilidades. a organização deve ter executivos que facilitem a construção do scorecard e que ajudem a incorporá-lo como um novo sistema gerencial. c) planejar estabelecendo metas e alinhando as iniciativas estratégicas. consistem em: a) mapa estrat