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Segurança Ponte Rolante

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SEGURANÇA PARA OPERADOR DE PONTE ROLANTE

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SENAI-RJ • Segurança

SEGURANÇA PARA OPERADOR DE PONTE ROLANTE

FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira Presidente Diretoria Corporativa Operacional Augusto Cesar Franco de Alencar Diretor SENAI – Rio de Janeiro Fernando Sampaio Alves Guimarães Diretor Regional Diretoria de Educação Andréa Marinho de Souza Franco Diretora

SEGURANÇA PARA OPERADOR DE PONTE ROLANTE

SENAI-RJ 2004

Segurança para operador de ponte rolante 2004 SENAI – Rio de Janeiro Diretoria de Educação

FICHA TÉCNICA Gerência de Educação Profissional Gerência de Produto Produção Editorial Revisão Pedagógica Revisão Gramatical e Editorial Revisão Técnica Projeto Gráfico Diagramação Luis Roberto Arruda José Luiz Pedro Barros Vera Regina Costa Abreu Alda Maria da Glória Lessa Bastos Maria Angela Calvão da Silva Angelino Moreira Lourenço Avelino Moreira Lourenço Artae Design & Criação g-dés

Edição revista do material Segurança para operador de ponte rolante, SENAI-RJ, 2000 Material para fins didáticos. Propriedade do SENAI-RJ. Reprodução, total ou parcial, sob expressa autorização. SENAI-RJ GEP – Gerência de Educação Profissional Rua Mariz e Barros, 678 – Tijuca 20270-903 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 2587-1116 Fax: (21) 2254-2884 GEP@rj.senai.br http://www.rj.senai.br

Sumário
APRESENTAÇÃO ............................................................................11 UMA PALAVRA INICIAL ................................................................13

1

ACIDENTE DO TRABALHO ..........................................................17
Introdução......................................................................................................................... 19 Conceito legal................................................................................................................... 21 Conceito prevencionista ................................................................................................ 21 Causas dos acidentes ...................................................................................................... 22 Conseqüências dos acidentes do trabalho................................................................. 23

2 3 4

TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS...........................................................29

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA E INDIVIDUAL ..35

EQUIPAMENTOS DE LINGAR ........................................................45
Principais tipos de acessórios ....................................................................................... 47 Preparação de lingas........................................................................................................ 62

5

GUINDASTE E PONTE ROLANTE ...............................................67
Guindaste com lança....................................................................................................... 69 Mão francesa..................................................................................................................... 70 Guindaste de pórtico...................................................................................................... 70 Guindaste em “cabeça de martelo”............................................................................. 71 Automotivo....................................................................................................................... 72 Ponte rolante.................................................................................................................... 72

Prezado aluno,

Quando você resolveu fazer um curso em nossa instituição, talvez não soubesse que, desse momento em diante, estaria fazendo parte do maior sistema de educação profissional do país: o SENAI. Há mais de sessenta anos, estamos construindo uma história de educação voltada para o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira e da formação profissional de jovens e adultos. Devido às mudanças ocorridas no modelo produtivo, o trabalhador não pode continuar com uma visão restrita dos postos de trabalho. Hoje, o mercado exigirá de você, além do domínio do conteúdo técnico de sua profissão, competências que lhe permitam decidir com autonomia, proatividade, capacidade de análise, solução de problemas, avaliação de resultados e propostas de mudanças no processo do trabalho. Você deverá estar preparado para o exercício de papéis flexíveis e polivalentes, assim como para a cooperação e a interação, o trabalho em equipe e o comprometimento com os resultados. Soma-se, ainda, que a produção constante de novos conhecimentos e tecnologias exigirá de você a atualização contínua de seus conhecimentos profissionais, evidenciando a necessidade de uma formação consistente que lhe proporcione maior adaptabilidade e instrumentos essenciais à autoaprendizagem. Essa nova dinâmica do mercado de trabalho vem requerendo que os sistemas de educação se organizem de forma flexível e ágil, motivos esses que levaram o SENAI a criar uma estrutura educacional, com o propósito de atender às novas necessidades da indústria, estabelecendo uma formação flexível e modularizada. Essa formação flexível tornará possível a você, aluno do sistema, voltar e dar continuidade à sua educação, criando seu próprio percurso. Além de toda a infra-estrutura necessária ao seu desenvolvimento, você poderá contar com o apoio técnico-pedagógico da equipe de educação dessa escola do SENAI para orientá-lo em seu trajeto. Mais do que formar um profissional, estamos buscando formar cidadãos. Seja bem-vindo!

Andréa Marinho de Souza Franco Diretora de Educação

Operador de Ponte Rolante – Apresentação

Apresentação
A dinâmica social dos tempos de globalização exige dos profissionais atualização constante. Mesmo as áreas tecnológicas de ponta ficam obsoletas em ciclos cada vez mais curtos, trazendo desafios renovados a cada dia, e tendo como conseqüência para a educação a necessidade de encontrar novas e rápidas respostas. Nesse cenário, impõe-se a educação continuada, exigindo que os profissionais busquem atualização constante durante toda a sua vida - e os docentes e alunos do SENAI/RJ incluem-se nessas novas demandas sociais. É preciso, pois, promover, tanto para os docentes como para os alunos da educação profissional, as condições que propiciem o desenvolvimento de novas formas de ensinar e aprender, favorecendo o trabalho de equipe, a pesquisa, a iniciativa e a criatividade, entre outros aspectos, ampliando suas possibilidades de atuar com autonomia, de forma competente. Seguindo essa linha de pensamento, o SENAI-RJ organizou o Curso Segurança para Operador de Ponte Rolante, destinado aos profissionais que desejam realizar suas tarefas de forma mais segura, responsável e, por conseguinte, com maior competência. Para realizar o Curso, você terá à sua disposição, além de professores especializados em Segurança do Trabalho, este material didático, que tem a função de orientar sua aprendizagem, ou seja, ser um guia para os estudos. Nele, você vai encontrar seis temas: Acidente do Trabalho; Transporte; Movimentação; Armazenagem e Manuseio de Materiais; Equipamentos de Proteção Coletiva; Equipamentos de Proteção Individual; Equipamentos de Lingar; Guindaste e Ponte Rolante. Todos eles são importantes para a sua formação profissional. Portanto, a leitura atenta desse conteúdo vai ser bastante útil para que você possa participar, com mais facilidade, das discussões em sala de aula, e também, organizar os conhecimentos adquiridos. Finalmente, manifestamos nosso desejo para que tenha êxito em seu estudos e sucesso profissional.

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Operador de Ponte Rolante – Uma Palavra Inicial

Uma palavra inicial
Meio ambiente... Saúde e segurança no trabalho... O que é que nós temos a ver com isso? Antes de iniciarmos o estudo deste material, há dois pontos que merecem destaque: a relação entre o processo produtivo e o meio ambiente; e a questão da saúde e segurança no trabalho. As indústrias e os negócios são a base da economia moderna. Produzem os bens e serviços necessários, e dão acesso a emprego e renda; mas, para atender a essas necessidades, precisam usar recursos e matérias-primas. Os impactos no meio ambiente muito freqüentemente decorrem do tipo de indústria existente no local, do que ela produz e, principalmente, de como produz. É preciso entender que todas as atividades humanas transformam o ambiente. Estamos sempre retirando materiais da natureza, transformando-os e depois jogando o que “sobra” de volta ao ambiente natural. Ao retirar do meio ambiente os materiais necessários para produzir bens, altera-se o equilíbrio dos ecossistemas e arrisca-se ao esgotamento de diversos recursos naturais que não são renováveis ou, quando o são, têm sua renovação prejudicada pela velocidade da extração, superior à capacidade da natureza para se recompor. É necessário fazer planos de curto e longo prazo, para diminuir os impactos que o processo produtivo causa na natureza. Além disso, as indústrias precisam se preocupar com a recomposição da paisagem e ter em mente a saúde dos seus trabalhadores e da população que vive ao redor dessas indústrias. Com o crescimento da industrialização e a sua concentração em determinadas áreas, o problema da poluição aumentou e se intensificou. A questão da poluição do ar e da água é bastante complexa, pois as emissões poluentes se espalham de um ponto fixo para uma grande região, dependendo dos ventos, do curso da água e das demais condições ambientais, tornando difícil localizar, com precisão, a origem do problema. No entanto, é importante repetir que, quando as indústrias depositam no solo os resíduos, quando lançam efluentes sem tratamento em rios, lagoas e demais corpos hídricos, causam danos ao meio ambiente. O uso indiscriminado dos recursos naturais e a contínua acumulação de lixo mostram a falha básica de nosso sistema produtivo: ele opera em linha reta. Extraem-se as matérias-primas através de processos de produção desperdiçadores e que produzem subprodutos tóxicos. Fabricam-se produtos

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Operador de Ponte Rolante – Uma Palavra Inicial

de utilidade limitada que, finalmente, viram lixo, o qual se acumula nos aterros. Produzir, consumir e dispensar bens desta forma, obviamente, não é sustentável. Enquanto os resíduos naturais (que não podem, propriamente, ser chamados de “lixo”) são absorvidos e reaproveitados pela natureza, a maioria dos resíduos deixados pelas indústrias não tem aproveitamento para qualquer espécie de organismo vivo e, para alguns, pode até ser fatal. O meio ambiente pode absorver resíduos, redistribuí-los e transformá-los. Mas, da mesma forma que a Terra possui uma capacidade limitada de produzir recursos renováveis, sua capacidade de receber resíduos também é restrita, e a de receber resíduos tóxicos praticamente não existe. Ganha força, atualmente, a idéia de que as empresas devem ter procedimentos éticos que considerem a preservação do ambiente como uma parte de sua missão. Isto quer dizer que se devem adotar práticas que incluam tal preocupação, introduzindo processos que reduzam o uso de matérias-primas e energia, diminuam os resíduos e impeçam a poluição. Cada indústria tem suas próprias características. Mas já sabemos que a conservação de recursos é importante. Deve haver crescente preocupação com a qualidade, durabilidade, possibilidade de conserto e vida útil dos produtos. As empresas precisam não só continuar reduzindo a poluição como também buscar novas formas de economizar energia, melhorar os efluentes, reduzir a poluição, o lixo, o uso de matérias-primas. Reciclar e conservar energia são atitudes essenciais no mundo contemporâneo. É difícil ter uma visão única que seja útil para todas as empresas. Cada uma enfrenta desafios diferentes e pode se beneficiar de sua própria visão de futuro. Ao olhar para o futuro, nós (o público, as empresas, as cidades e as nações) podemos decidir quais alternativas são mais desejáveis e trabalhar com elas. Infelizmente, tanto os indivíduos quanto as instituições só mudarão as suas práticas quando acreditarem que seu novo comportamento lhes trará benefícios - sejam estes financeiros, para sua reputação ou para sua segurança. A mudança nos hábitos não é uma coisa que possa ser imposta. Deve ser uma escolha de pessoas bem-informadas a favor de bens e serviços sustentáveis. A tarefa é criar condições que melhorem a capacidade de as pessoas escolherem, usarem e disporem de bens e serviços de forma sustentável. Além dos impactos causados na natureza, diversos são os malefícios à saúde humana provocados pela poluição do ar, dos rios e mares, assim como são inerentes aos processos produtivos alguns riscos à saúde e segurança do trabalhador. Atualmente, acidente do trabalho é uma questão que preocupa os empregadores, empregados e governantes, e as conseqüências acabam afetando a todos. De um lado, é necessário que os trabalhadores adotem um comportamento seguro no trabalho, usando os equipamentos de proteção individual e coletiva, de outro, cabe aos empregadores prover a empresa com esses equipamentos, orientar quanto ao seu uso, fiscalizar as condições da cadeia produtiva e a adequação dos equipamentos de proteção. A redução do número de acidentes só será possível à medida que cada um - trabalhador,

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Operador de Ponte Rolante – Uma Palavra Inicial

patrão e governo - assuma, em todas as situações, atitudes preventivas, capazes de resguardar a segurança de todos. Deve-se considerar, também, que cada indústria possui um sistema produtivo próprio, e, portanto, é necessário analisá-lo em sua especificidade, para determinar seu impacto sobre o meio ambiente, sobre a saúde e os riscos que o sistema oferece à segurança dos trabalhadores, propondo alternativas que possam levar à melhoria de condições de vida para todos. Da conscientização, partimos para a ação: cresce, cada vez mais, o número de países, empresas e indivíduos que, já estando conscientizados acerca dessas questões, vêm desenvolvendo ações que contribuem para proteger o meio ambiente e cuidar da nossa saúde. Mas, isso ainda não é suficiente... faz-se preciso ampliar tais ações, e a educação é um valioso recurso que pode e deve ser usado em tal direção. Assim, iniciamos este material conversando com você sobre o meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, lembrando que, no seu exercício profissional diário, você deve agir de forma harmoniosa com o ambiente, zelando também pela segurança e saúde de todos no trabalho. Tente responder à pergunta que inicia este texto: meio ambiente, a saúde e a segurança no trabalho - o que é que eu tenho a ver com isso? Depois, é partir para a ação. Cada um de nós é responsável. Vamos fazer a nossa parte?

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Acidente do trabalho
Nesta seção...
Introdução Conceito legal Conceito prevencionista Causas dos acidentes Conseqüências dos acidentes do trabalho

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Introdução
Um operador cuidadoso é o melhor seguro contra um acidente. A observância completa de uma simples regra evitaria um grande número de acidentes que ocorrem constantemente.

Nenhuma peça pode ser mais importante do que o operador da máquina, pois é ele quem consegue tirar o máximo de produção de qualquer equipamento, através de sua prática e habilidade. Movimentos suaves e bem planejados, por exemplo, facilitam o trabalho e mantêm a máquina em melhores condições de operação. O cuidado e a lubrificação com que você, operador, tratar a máquina todos os dias, determinarão não somente a eficiência com que ela irá trabalhar, como também a garantia de sua própria segurança. As instruções que constam deste material didático foram preparadas para servirem de guia simples e compreensíveis para seu estudo. Leia-as cuidadosamente e certifique-se de tê-las compreendido muito bem, antes de iniciar a operação ou a manutenção da máquina. A maioria dos acidentes, sejam eles no campo, no lar ou na estrada, é causada pelo simples fato de que alguém não seguiu regras simples e fundamentais de segurança. Por essa razão, eles podem ser evitados, determinando-se a causa real e tomando alguma providência antes que venham a ocorrer. Mas, é importante lembrar também que, independentemente dos cuidados tomados tanto no projeto, quanto na construção de qualquer tipo de equipamento, há certas condições que não podem ser previstas. Felizmente, o imprevisto não acontece todo dia. Ainda assim, o melhor mesmo é se manter alerta e sempre prevenido, adotando, no dia-a-dia, as medidas de segurança recomendadas para executar cada uma de suas tarefas.

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Acidente do trabalho
Riscos, situações de perigo andam sempre por aí, acompanhando nossos passos no trabalho, em casa ou em qualquer outra parte. Mas, quando ocorre um acidente, justificá-lo como fruto do acaso parece ser uma explicação muito simples. Conforme vimos anteriormente, o motivo real da maioria dos acidentes se encontra nas próprias vítimas, à medida que deixam de evitar certas situações arriscadas, seja consciente, seja inconscientemente. Portanto, ter responsabilidade e consciência dos riscos decorrentes de sua atividade profissional são atitudes que devem estar sempre presentes na rotina do operador de máquina. E por esse motivo, nosso estudo vai se iniciar a partir das seguintes questões: o que se entende por acidente de trabalho, suas principais causas e conseqüências, segundo a visão dos especialistas em Higiene e Segurança no Trabalho, e também de acordo com a legislação em vigor no país.

Conceito legal
Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporária (Lei 8.213 - Decreto nº 611, de 21/7/92 - Art. 139).

Conceito prevencionista
É todo fato inesperado, não planejado, que possa ou não resultar em lesão, danos materiais, ou ambos. EXEMPLO: Queda de empilhamento defeituoso, sem vítimas.

Fique alerta! Todo e qualquer acidente deve ser cuidadosamente analisado, para que suas causas possam ser reconhecidas e eliminadas. Somente assim é possível evitar que o fato se repita, com ou sem vítima.

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Causas dos acidentes
São os motivos, as situações, os comportamentos e as ações geradoras de acidentes. As estatísticas levantadas, na maioria das empresas de todo o país, demonstram que os acidentes ocorrem nessa seqüência de causas: • falha humana; • falha ambiente; • elementos da natureza ou situações especiais. Em segurança do trabalho, as causas acima são denominadas tecnicamente.

Acidentes Causas falha humana = ato inseguro falha ambiental = condição insegura elemento da natureza ou situação especial = imprevisto Conseqüências perda de tempo lesão dano material

Vejamos o que significa cada uma dessas causa técnicas.

Ato inseguro
É toda maneira incorreta de se trabalhar ou agir que possa provocar um acidente.

Condição insegura
É toda falha encontrada no ambiente de trabalho, ou nas próprias máquinas e equipamentos, que possa favorecer a ocorrência de um acidente.

Imprevisto
É a situação inesperada, não programada, que foge ao controle do ser humano.

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Fique alerta! Todos esses conceitos criados pelos especialistas são de grande valor para os trabalhadores, porque visam à sua segurança. Quem deles fizer uso, certamente vai poder se prevenir melhor contra acidentes e manter sua qualidade de vida, quer no trabalho, quer no grupo familiar e, até mesmo, nas horas de lazer.

Conseqüências do acidente do trabalho
Quem sai perdendo por não adotar atitudes prevencionistas? você já parou para pensar sobre o assunto? Então, reflita sobre os itens seguintes.

Prejuízos para o trabalhador

Fig. 1 – Sofrimento físico

Fig. 2 – Morte

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Fig. 3 – Incapacidade para o trabalho

Fig. 4 – Desamparo da família

Prejuízos para as empresas
Gastos com os primeiros socorros e transporte do acidentado.

Fig. 5

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Tempo perdido por outros empregados que socorrem o acidentado, ou param de trabalhar para comentar o ocorrido.

Fig. 6

Danificação ou perda de máquinas, ferramentas e matérias-primas.

Fig. 7

Paralisação da máquina em que trabalhava o acidentado até ser admitido um substituto.

Fig. 8

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Atraso na entrega dos produtos e conseqüente descontentamento da freguesia.

Fig. 9

Dificuldades com as autoridades e má fama para a empresa.

Fig. 10

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Acidente do Trabalho

Prejuízos para o país.

perda temporária ou permanente de elemento produtivo mais dependentes da coletividade

contribuição para o aumento de impostos, custo de vida e taxa de seguros

Fig. 11

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Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais
A realização dessas atividades implica riscos para você, e para todos os operadores de ponte rolante. Por isso, é importante conhecer e pôr em prática as normas de segurança recomendadas pelos especialistas, obedecer à risca as determinações do Ministério do Trabalho e Emprego TEM, em especial a Norma Regulamentadora - NR-11, Portaria nº 3.214, que será apresentada logo a seguir. Antes, é importante lembrar que a Constituição Brasileira determina que as empresas efetuem a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança, a fim de preservar a integridade física e emocional de seus funcionários. Para fazer cumprir essa ordem constitucional, cabe ao TEM, através da Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho - SSMT e das Delegacias Regionais do Trabalho - DRT estabelecer normas de segurança e Medicina do Trabalho, fiscalizar seu cumprimento e aplicar as penalidades cabíveis aos infratores.
normas de segurança – são princípios técnicos e científicos, baseados em experiências anteriores, que se propõem a orientar os trabalhadores para prevenir acidentes.

Assim diz a lei...
Norma regulamentadora nº 11, da Portaria nº 3.214 do TEM, de 8/6/78
11.1. Normas de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores, industriais e máquinas transportadoras. 11.1.1. Os poços de elevadores e monta-cargas deverão ser cercados ,solidamente, em toda a sua altura, exceto as portas ou cancelas necessárias nos pavimentos. 11.1.2. Quando a cabina do elevador não estiver ao nível do pavimento, a abertura deverá estar protegida por corrimão ou outros dispositivos convenientes. 11.1.3. Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, tais como ascensores, elevadores de carga, guindastes, monta-cargas, pontes rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras rolantes, transportadoras de diferentes tipos, serão calculados e construídos de maneira
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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança, e conservados em perfeitas condições de trabalho. 11.1.3.1. Especial atenção será dada aos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeituosas. 11.1.3.2. Em todo equipamento será indicado, em lugar visível, a carga máxima de trabalho permitida. 11.1.3.3. Para os equipamentos destinados à movimentação do pessoal serão exibidas condições especiais de segurança. 11.1.4. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. 11.1.5. Nos equipamentos de transporte, com força motriz própria, o operador deverá receber um treinamento específico, dado pela empresa, que o habilitará nessa função. 11.1.6. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão ser habilitados e só poderão dirigir se, durante o horário de trabalho, portarem um cartão de identificação, com o nome e a fotografia, em lugar visível. 11.1.6.1. O cartão terá a validade de 1 (um) ano, salvo imprevisto e para a revalidação. O empregado deverá passar por exame de saúde completo, por conta do empregador. 11.1.7. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal sonoro de advertência (buzina). 11.1.8. Todos os transportadores industriais serão permanentemente inspecionados e as peças defeituosas, ou que apresentarem deficiências, deverão ser imediatamente substituídas. 11.1.9. Nos locais fechados ou pouco ventilados, a emissão de gases tóxicos por máquinas transportadoras deverá ser controlada, para evitar concentrações, no ambiente de trabalho, acima dos limites permissíveis. 11.1.10. Em locais fechados e sem ventilação é proibida a utilização de máquinas transportadoras, movidas a motores de combustão interna, salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados. 11.2. Normas de segurança do trabalho em atividades de transporte de sacas. 11.2.1. Denomina-se, para fins de aplicação da presente regulamentação, a expressão “transporte manual de sacos” toda atividade realizada de maneira contínua ou descontínua, essencial ao transporte manual de sacos, na qual o peso da carga é suportado, integralmente, por um só trabalhador, compreendendo também o levantamento e sua deposição. 11.2.2. Fica estabelecida a distância máxima de 60,00m (sessenta metros) para o transporte manual de um saco. 11.2.2.1. Além do limite nesta norma, o transporte de carga deverá ser realizado mediante impulsão de vagonetes, carros, carretas, carros de mão apropriados ou qualquer tipo de tração mecanizada.

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

11.2.3. É vedado o transporte manual de sacos, através de pranchas, sobre vãos superiores de 1,00 m (um metro) ou mais de extensão. 11.2.3.1. As pranchas de que trata o item 11.2.3. deverão ter a largura mínima de 50m (cinqüenta metros). 11.2.4. Na operação manual de carga e descarga de sacos, em caminhão ou vagão, o trabalhador terá o auxílio de um ajudante. 11.2.5. As pilhas de sacos, nos armazéns, terão a altura máxima correspondem a 30 (trinta) fiadas de sacos, quando for usado processo mecanizado de empilhamento. 11.2.6. A altura máxima das pilhas de sacos será correspondente a 20 (vinte) fiadas, quando for usado processo manual de empilhamento. 11.2.7. No processo mecanizado de empilhamento, aconselha-se o uso de esteiras rolantes, dalas ou empilhadeiras. 11.2.8. Quando não for possível o emprego de processo mecanizado, admite-se o processo manual, mediante a utilização de escada removível de madeira, com as seguintes características: a) lance único de degraus com acesso a um patamar final; b) a largura mínima de 1,00m (um metro), apresentando o patamar as dimensões mínimas de 1,00m x 1,00m (um metro por um metro) e a altura máxima em relação ao solo de 2,25m (dois metros e vinte e cinco centímetros); c) deverá ser guardada proporção conveniente entre o piso e o espelho de degraus, não podendo o espelho ter altura superior a 0,15m (quinze centímetros, nem o piso largura inferior a 0,25m (vinte e cinco centímetros); d) deverá ser reforçada, lateral e verticalmente, por meio de estrutura metálica ou de madeira que assegure sua estabilidade; e) deverá possuir, lateralmente, um corrimão ou guarda-corpo na altura de 1,00m (um metro) em toda a extensão; f) perfeitas condições de estabilidade e segurança, sendo substituída imediatamente a que apresente qualquer defeito. 11.2.9. O piso do armazém deverá ser constituído de material não escorregadio, sem aspereza, utilizando-se, de preferência, o mastique asfáltico, e mantido em perfeito estado de conservação. 11.2.10. Deve ser evitado o transporte manual de sacos em pisos escorregadios ou molhados. 11.2.11. A empresa deverá providenciar cobertura apropriada dos locais de carga e descarga de sacaria. 11.3. Armazenamento de materiais 11.3.1. O peso do material armazenado não poderá exceder à capacidade de carga calculada para o piso.
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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

11.3.2. O material armazenado deverá ser disposto de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos contra incêndio, saídas de emergências, etc. 11.3.3. O material empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma distância de pelo menos 50cm (cinqüenta centímetros). 11.3.4. A disposição da carga não deverá dificultar o trânsito, a iluminação, o acesso às saídas de emergência. 11.3.5. O armazenamento deverá obedecer aos requisitos de segurança especiais a cada tipo de material.

Observação Art. 198, da CLT - É de 60kg o peso máximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher. Art. 390, da CLT - Ao empregador é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20kg, para o trabalho contínuo, ou de 25kg, para o trabalho ocasional.

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Equipamentos de proteção coletiva e individual
Nesta seção...
Equipamentos de proteção coletiva Equipamentos de proteção individual

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – EPC e EPI

Equipamentos de proteção coletiva (EPC)
São equipamentos instalados nos locais ou postos de trabalho, para dar proteção a todos que ali executam suas tarefas. Sempre que for possível, devemos eliminar ou controlar o risco de acidentes na fonte, usando EPC. Alguns exemplos de EPC são: exaustores, ventiladores, barreira de proteção contra luminosidade (solda) e radiação, sprinklers (chuveiros automáticos), mangueiras e hidrantes, guarda-copo, extintores, protetores de máquinas. Além da importância das proteções mecânicas, o campo prevencionista tem-se expandido bastante. Atualmente, já existe grande preocupação em proteger todos os locais de trabalho, mediante o melhoramento do nível de iluminação, do manuseio e do armazenamento de materiais, e de outros fatores que contribuem para melhor produtividade industrial, em lugar onde os trabalhos possam ser realizados mais seguramente.

Equipamentos de proteção individual (EPI)
São equipamentos de uso pessoal, cuja finalidade é proteger o trabalhador, ou seja, atenuar ou evitar lesões durante a realização de suas tarefas. Conheça, a seguir, as principais circunstâncias em que são usados os EPI. a) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. b) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis de serem implantadas, ou não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes de trabalho e/ou doenças profissionais, ou doenças do trabalho. c) Para atendimento a situações de emergência e/ou de campo.

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Equipamentos de Proteção Individual - EPI

Fique alerta! É importante lembrar que o EPI é de uso pessoal (não deve ser emprestado) e é o último recurso de que se deve lançar mão, ou seja, quando não for possível eliminar ou controlar o risco na fonte, utilizando EPC.

A relação abaixo contém as funções de vários EPI, que devem estar à disposição dos empregados, em seus locais de trabalho. Leia, com atenção, e identifique quais equipamentos apresentam perfil mais adequado à natureza das tarefas que você, operador de ponte rolante, deve executar com a segurança necessária. • Proteção do couro cabeludo: bonés, gorros, redes, chapéus. • Proteção do crânio: capacetes (aba inteira e aba frontal). • Proteção facial: protetor facial, elmo, escudos. • Proteção visual: óculos de segurança (óculos de proteção com lentes filtrantes e/ou à prova de impactos). • Proteção respiratória: respiradores com filtros mecânicos (algodão) e filtros químicos (carvão ativado), equipamentos com fornecimento de ar em forma de cilindros (com oxigênio ou ar comprimido), ou por meio de compressores e, ainda, máscaras com filtros purificadores de ar. • Proteção auditiva: abafadores de ruído (protetores auriculares, tipo inserção e tipo chapa). • Proteção do tronco: aventais, capas, macacões, jalecos. • Proteção dos membros superiores: luvas, mangas, braçadeiras, dedais, dedeiras, munhequeiras, pomadas, cremes. • Proteção dos membros inferiores: perneiras (polainas), sapatos de couro, com ou sem biqueiras de aço, botas com ou sem biqueiras de aço, chancas, botas de PVC. • Proteção contra quedas: cinturões com talabarte, cinturões com corda (suspensórios). • Proteção contra temperaturas extremas: calor (altas) - roupas completas de amianto aluminizado, ou fibra de vidro aluminizada, ou de kevelon. Frio (baixas) - roupa completa de tecido forrado com lã, ou conjunto de japona e calça de nylon. Ainda no que diz respeito aos EPI, sua comercialização e uso, há exigências legais a serem cumpridas pelos fabricantes, pelos empregadores e, também pelos empregados. É importante conhecê-las pois, somente assim, você poderá, por um lado, exigir seus direitos e, por outro, cumprir seus deveres de forma consciente e responsável.

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Equipamentos de Proteção Individual - EPI

Assim diz a lei...
NR.6 - Equipamento de proteção individual
6.1. Para fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI - todo dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.1.1. Entende-se como Equipamento conjugado de Proteção Individual todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.2. O Equipamento de Proteção Individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. 6.3. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas e c) para entender as situações de emergência. 6.4. Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observando o disposto no item 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com o disposto no Anexo I desta NR. 6.4.1. As solicitações para que os produtos que não estejam relacionados no Anexo I, desta NR, sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexame daqueles ora elencados, deverão ser avaliados por comissão tripartite a ser constituída pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, após ouvida a CTPP, sendo as conclusões submetidas àquele órgão do Ministério do Trabalho e Emprego para aprovação. 6.5. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, ou à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. 6.5.1. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao designado, mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador. 6.6. Cabe ao empregador: a) adquirir o adequado EPI ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso;

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c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) orientar e treinar o trabalhador sobre seu uso adequado, guarda e conservação; e) substituí-lo imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica e g) comunicar ao TEM qualquer irregularidade observada. 6.7. Cabe ao empregado: a) usar EPI apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. 6.8. Cabe ao fabricante nacional e ao importador: a) cadastrar-se, segundo o Anexo II, junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; b) solicitar a emissão do CA, conforme o Anexo II; c) solicitar a renovação do CA conforme o Anexo II, quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; d) requerer novo CA, de acordo com o Anexo II, quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado; e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de Aprovação - CA; f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI com CA; g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos; h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso; i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação e j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do Sinmetro, quando for o caso. 6.9. Certificado de Aprovação - CA. 6.9.1. Para fins de comercialização, o CA concedido aos EPI terá validade:

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a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do Sinmetro; b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do Sinmetro, quando for o caso; c) de 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data da publicação deste Norma, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses casos os EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação, podendo ser renovado até 2006, quando se expirarão os prazos concedidos; e d) de 2 (dois) anos, renováveis por igual período, para os EPI desenvolvidos após a data da publicação desta NR, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, caso em que os EPI serão aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação. 6.9.2. O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, quando necessário e mediante justificativa, poderá estabelecer prazos diversos daqueles dispostos no subitem 6.9.1. 6.9.3. Todo o EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. 6.9.3.1. Na impossibilidade de cumprir o determinado no item 6.9.3., o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá autorizar forma alternativa de gravação, a ser proposta pelo fabricante ou importador, devendo esta constar do CA. 6.10. Restauração, lavagem e higienização do EPI 6.10.1. Os EPI passíveis de restauração, lavagem e higienização, serão definidos pela comissão tripartite constituída, na forma do disposto no item 6.4.1., desta NR, devendo manter as características de proteção original. 6.11. Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego/TEM. 6.11.1. Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho: a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI; b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI; c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI; d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador; e) fiscalizar a qualidade do EPI;

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f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora e g) cancelar o CA. 6.11.1.1. Sempre que julgar necessário, o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá requisitar amostras de EPI, identificadas com o nome do fabricante e o número de referência, além de outros requisitos. 6.11.2. Cabe ao órgão regional do MTE: a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI; b) recolher amostras de EPI e c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento desta NR. 6.11.1.1. Sempre que julgar necessário, o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, poderá requisitar amostras de EPI, identificadas com o nome do fabricante e o número de referência, além de outros requisitos. 6.11.2. Cabe ao órgão regional do TEM a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI; b) recolher amostras de EPI; e c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento desta NR. 6.12. Fiscalização para verificação do cumprimento das exigências legais relativas ao EPI 6.12.1. Por ocasião da fiscalização, poderão ser recolhidas amostras de EPI, no fabricante ou importador e seus distribuidores ou revendedores, ou, ainda, junto à empresa utilizadora, em número mínimo a ser estabelecido nas normas técnicas de ensaio, as quais serão encaminhadas, mediante ofício da autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, a um laboratório credenciado junto ao MTE ou ao Sinmetro, capaz de realizar os respectivos laudos de ensaios, ensejando comunicação posterior ao órgão nacional competente. 6.12.2. O laboratório credenciado junto ao MTE ou ao Sinmetro deverá elaborar laudo técnico, no prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento das amostras, ressalvando os casos em que o laboratório justificar a necessidade de dilatação deste prazo, e encaminhá-lo ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, ficando reservado à parte interessada acompanhar a realização dos ensaios. 6.12.2.1. Se o laudo de ensaio concluir que o EPI analisado não atende aos requisitos mínimos especificados em normas técnicas, o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho expedirá ato suspendendo a comercialização e a utilização do lote do equipamento referenciado, publicando a decisão no Diário Oficial da União - DOU.

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6.12.2.2. A Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, quando julgar necessário, poderá requisitar, para analisar, outros lotes do EPI, antes de proferir a decisão final. 6.12.2.3. Após a suspensão de que trata o subitem 6.12.2.1., a empresa terá o prazo de 10 (dez) dias para apresentar defesa escrita ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. 6.12.2.4. Esgotado o prazo de apresentação de defesa escrita, a autoridade competente do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho - DSST - analisará o processo e proferirá sua decisão, publicando-a no DOU. 6.12.2.5. Da decisão da autoridade responsável pelo DSST caberá recurso, em última instância, ao Secretário de Inspeção do Trabalho no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data da publicação da decisão recorrida. 6.12.2.6. Mantida a decisão recorrida, o Secretário de Inspeção do Trabalho poderá determinar o recolhimento do (s) lote (s), com a conseqüente proibição de sua comercialização ou ainda o cancelamento do CA. 6.12.3. Nos casos de reincidência de cancelamento do CA, ficará a critério da autoridade competente em matéria de segurança e saúde no trabalho a decisão pela concessão, ou não, de um novo CA. 6.12.4. As demais situações em que ocorra suspeição de irregularidade, ensejarão comunicação imediata às empresas fabricantes ou importadoras, podendo a autoridade competente em matéria de segurança e saúde no trabalho suspender a validade dos Certificados de Aprovação de EPI emitidos em favor das mesmas, adotando as providências cabíveis.

Observação Quando o empregado deixa de cumprir quaisquer de suas obrigações legais, ele está colocando em risco a própria vida e também a dos colegas. Nesse caso, poderá até mesmo ser despedido do emprego, por indisciplina, conforme determina a legislação em vigor na país.

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Equipamentos de lingar
Nesta seção...
Principais tipos de acessórios Preparação de lingas

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Equipamentos de lingar
O uso de equipamentos de lingar é muito comum em todos os dispositivos de levantar pesos com carga superior à capacidade do homem.
lingar – levantar com linga, aparelho feito de varão de ferro, corrente, ou cabo, com que se prendem objetos pesados que se quer içar ou arriar.

Você já sabe como preparar uma lingada para levantar um peso? Bem, as lingadas podem ser feitas de várias maneiras. Mas, antes de prepará-las, é preciso saber o tipo de material a ser transportado, para depois fazer escolha do acessório adequado.

Principais tipos de acessórios
Fique alerta! Existe uma variedade enorme de acessórios e cada qual tem funções específicas. Mas todos eles apresentam um ponto em comum: devem ser inspecionados cuidadosamente, em intervalos regulares. Além disso, é essencial que você conheça muito bem a finalidade de cada acessório, bem como suas limitações. Lembre-se de que a sua segurança depende desse tipo de atitude cuidadosa e responsável.

Os acessórios mais usuais são:
• ganchos ou gatos de vários tipos; • grampos; • cabos de aço; • cordas; • correntes; • talhas; • manilhas; • balança; • eletroímã.

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Conheça, a seguir, as principais características e função desses acessórios.

Gancho de segurança
Deve ser sempre carregado no bojo, nunca na extremidade. Ele contém uma mola que permite a entrada da alça ou anel da carga, que se fecha de tal maneira, não permitindo que a carga escape acidentalmente, conforme indica a seta, na figura 1.

Fig. 1

Gancho corrediço com sapatilha
Este tipo de gancho oferece segurança absoluta. Você poderá utilizá-lo para levantar e transportar peças sem suportes de fixação ou de apoio, tais como tubos, vigas, eixos, rodas, engrenagens. Permite maior rapidez na confecção das laçadas, principalmente nas do tipo “forca”, conforme será apresentado na seção seguinte.

Faça assim...
• Modo de laçar Solte as sapatilhas dos laços (fig. 2). Faça duas laçadas em volta da peça (fig. 3). Em seguida, faça o engate das sapatilhas com os laços (fig. 4).

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Fig. 2

Fig. 3

Fig. 4

Gancho giratório
Este tipo de gancho garante máxima segurança. Você poderá usá-lo para levantar, girar, transportar e alinhar peças. É de fácil manejo para engate em partes fixas de transformadores, máquinas, motores e carga em geral. Para o uso deste acessório, é necessário a colocação de manilha, anel, olhal, argola, estropo de aço, corda de cânhamo, nylon ou corrente.
estropo – dispositivo de cabo, corrente ou lona com que se envolve um peso para içá-lo.

manilha

anel

argola

estropo de aço

corrente

Fig. 5

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Cabos de aço (estropo)
Você encontrará cabos de aço de vários tipos e dimensões, como os apresentados abaixo.

Fig. 6

Fig. 7

Eles são usados para muitas operações industriais e, principalmente, para fazer manobra de peso. Na indústria , você vai observar que existe maior número de cabos de aço. Veja as razões: • maior resistência em comparação a outros tipos de estropo; • resistência constante quando seco ou molhado, nos trabalhos na chuva; • comprimento constante sob qualquer condição; • maior durabilidade. Para garantir uma segura condição de trabalho com esses equipamentos, é necessário saber detalhes de sua construção, ou seja, a capacidade do cabo de aço, seu tipo e dimensão. Os cabos mais comuns que você encontrará na indústria possuem entre seis e oito pernas, dispostas ao redor do núcleo (alma), para formar o cabo complemento, e cada perna possui fios.

alma

alma

fios

fios

Fig. 8

Fig. 9

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alma

arame arame central perna

cabo de aço

Fig. 10

Fig. 11

Várias são as maneiras de utilização do cabo de aço para fazer uma manobra de peso. Vejamos, a seguir. Você pode fazê-lo contornar a peça, formando laçadas (lingas), conforme os desenhos apresentados nas figuras 10 e 11, ou ainda usar acessórios a ele acoplados, que facilitarão a sua escolha, de acordo com o tipo e o peso da peça (figuras 12, 13 e 14).

Fig. 13

Fig. 12 Fig. 14

Observe que a figura 12 mostra estropos de aço simples, que foram usados para fazer a linga. Já a figura 13 apresenta dois estropos de aço com gancho giratório, que deverá ser usado quando a peça já possuir linga ou manilha. Na figura 14, você vê um estropo de aço com sapatilha e argola, o que aumenta a durabilidade do cabo. Ele pode ser aplicado nas mesmas operações em que se emprega o cabo comum.
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Observe a seta na figura 15. O acessório que acompanha este estropo de aço é a argola, que pode ser usada diretamente nos ganchos da caçamba, ou no transporte de peças em geral, com a ajuda da manilha.

Fig. 15

Faça assim! Cuidados necessários ao manuseio dos estropos de aço e seus respectivos acessórios • Use somente quando possuir a cor do trimestre, determinada pela segurança. • Avise ao chefe imediato qualquer anormalidade observada nos cabos, durante o seu trabalho. • Use somente nas operações a ele adequadas. • Evite deixá-lo exposto à chuva, ao ácido ou ao excesso de calor. • Evite quebrá-lo em qualquer situação. • Armazene em lugar onde não haja cabos, fios elétricos e alta temperatura.

Cordas (estropo)
Nas indústrias, em geral, a corda de cânhamo é largamente usada para manobras de peso e você poderá encontrá-la em várias dimensões. Para usá-la é necessário que saiba, com precisão, a carga a que ela resiste. Para isso, poderá recorrer à tabela abaixo.

Tabela de resistência de cordas de cânhamo Diâmetro em mm 16 20 23 26 29 33 36 39 46 52 Carga em kg 230 350 470 600 740 960 1.145 1.340 1.870 2.390

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A aplicação da corda de cânhamo na manobra de peso é de fundamental importância. Ela é também a mais aconselhada para uso em peças lisas, circulares e de pouca resistência. Você ainda encontrará corda de nylon, que geralmente é usada na atracação de navios (figuras 16 e 17) e que exige alguns cuidados especiais, o que será apresentado na seção seguinte.

Fig. 16 Fig. 17

Faça assim! Cuidados necessários ao manuseio dos estropos de aço e seus respectivos acessórios. • Use somente quando possuir a cor do trimestre, determinada pela segurança. • Avise ao chefe imediato qualquer anormalidade observada nos cabos, durante o seu trabalho. • Use somente nas operações a ele adequadas. • Evite deixá-lo exposto à chuva, ácido ou excesso de calor. • Evite quebrá-lo em qualquer situação. • Armazene em lugar onde não tenha cabos, fios elétricos e alta temperatura.

Correntes
Na manobra de peso, existirão casos em que você, ao invés de usar estropo para suspender peças, poderá usar corrente de aço.

Fig. 18

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Na corrente, você poderá acoplar o gancho (gato), a patola , o grampo ou a manilha . Observe as figuras 19, 20, 21 e 22.
patola - na indústria naval, gato especial de escape, fortemente preso ao convés, e destinado a alocar a amarra da âncora e libertá-la rapidamente, quando necessário.

manilha - na indústria naval, acessório constituído por um vergalhão metálico em forma de U com um pino (cavirão) atravessado entre as duas extremidades e que se emprega para unir quartéis de amarrar cabos de aço.

Fig. 19

Fig. 20

Fig. 21

Fig. 22

Seu funcionamento é ilustrado pelas figuras abaixo.

Fig. 23

Fig. 24

Fig. 25

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Talha de corrente manual
Esse tipo de talha é muito versátil. Antes de usá-la saiba com certeza o peso da peça a ser levantada, e verifique se ela é apropriada para este peso.

Fig. 26

Talha elétrica
A talha elétrica requer menos esforço do operador, o que lhe possibilita dedicar maior atenção à carga. Você poderá utilizá-la em quase todas as operações em oficina.
motor

freio magnético do motor

engrenagens operatrizes limite desarmador

tambor ranhurado comando

Fig. 27

Talha de ar comprimido
Tem a mesma finalidade das talhas de corrente e elétrica. O transporte efetuado com este tipo de acessório é de fácil manejo, por ser mais leve, suportando peças de 500kg até 100kg.

tambor mangueira de ar

comando de subida e descida do gato rede de ar comprimido

Fig. 28

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Talha tifor
Este tipo de talha é de grande utilidade. Com ela, você poderá levantar, puxar, alinhar e fixar peças a serem montadas. Por exemplo: antepara, convés, jazente e outras. Para obter um perfeito funcionamento desse acessório que esteja em bom estado de conservação, a sua manutenção deve ser executada periodicamente. Na seção seguinte, você encontra as orientações necessárias para o manuseio correto e seguro desse tipo de talha. Leia com atenção.

Faça assim! Modo de usar o talha tifor (figura 29): • desenrole o cabo de aço e em seguida puxe a trava para cima; • introduza a ponta do cabo de aço no ferro existente no tifor, empurrando-o até que a ponta apareça; • coloque o gato do cabo de aço no olhal soldado na peça móvel; • coloque o gato fixado ao tifor no olhal soldado na peça fixa; • pegue a alavanca e encaixe ao pino de aperto localizado no tifor e faça o movimento vai e vem até que o cabo fique tenso.

peça móvel

peça fixa

Fig. 29

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A realização de qualquer tarefa com uso de talhas é sempre arriscada. Por isso, não deixe de pôr em prática as normas de segurança apresentadas a seguir.

Evite riscos! No uso de talhas deverão ser observadas as seguintes normas de segurança: a) Toda e qualquer talha deverá possuir uma placa de identificação contendo a capacidade de carga. b) Se a placa de identificação se perder ou tornar-se ilegível, devolvê-la à sala de ferramentas para correção. c) Lubrificar mensalmente o aparelho. d) Escolher a talha de capacidade adequada ao peso a suspender. e) Verificar se a talha está em boas condições de uso. f) Não se deve arrastar o aparelho ou jogá-lo ao chão. g) A movimentação da corrente de operação deverá ser feita por uma única pessoa. Se a carga for demasiadamente pesada para uma só pessoa, trocar a talha por outra de capacidade maior. h) A carga não deve ser deixada suspensa na talha por muito tempo, para não causar aperto demasiado no freio. i) O uso do aparelho com grandes inclinações deve ser sempre evitado.

α  30º cap. 1,2 Xp (+20%) α  45º cap. 1,5 Xp (+50%) “p”

Fig. 30

Em casos de mais de 45º, não utilizar talha para içar a carga. j) As talhas devem ser inspecionadas semestralmente e assinaladas com tinta na cor determinada pela CIPA, caso aprovadas. l) Quando não estiverem em uso, devem ficar protegidas em local apropriado.

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Balança
A balança é um equipamento de grande utilidade na construção naval. Tem como finalidade transportar chapas. Compõe-se de um travessão de madeira ou aço, corrente e patolas. O travessão serve para manter a chapa equilibrada. As correntes utilizadas são fixadas nas extremidades do travessão com quatro patolas, que são colocadas na chapa a ser transportadas.

Fig. 30

Fig. 31

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Fig. 32

Eletroímã com balança
É movido a energia elétrica e tem como finalidade transportar chapas retas, até 12 toneladas. Contém um alarme de segurança, que soa durante 20 minutos após a falta de energia indicando perigo.

Fig. 33

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Miniplaca magnética
É um outro tipo de eletroímã, também movido a energia elétrica e com bateria. A bateria contém um alarme de segurança, que soa durante 20 minutos, indicando esgotamento de energia e perigo. A miniplaca magnética transporta chapas, tubos, etc., até 2 toneladas.

Fig. 34

O manuseio de eletroímã também apresenta riscos à segurança do operador. Por isso, você deve pôr em prática, no seu dia-a-dia, as orientações relacionadas na seção seguinte.

Tempos atrás... Para sua segurança, preste atenção nos seguintes cuidados, ao lidar com elementos: • não use pulseira ou relógio; • use luvas de segurança; • mantenha o corpo afastado da chapa quando ajustá-la ao eletroímã; • ao segurar a chapa, coloque os 8 dedos sobre a face e apoie os 2 dedos polegares no topo da mesma; • não fique entre o eletroímã e pilhas de esquifes, chapas, vigas estruturais e outros materiais.

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Equipamentos de Lingar

Para conhecer as cargas que podem ser levantadas pela placa magnética, consulte as duas tabelas apresentadas a seguir. TAMANHO MÁXIMO DE VERGALHÃO DE AÇO E TUBOS DE AÇO A SEREM LEVANTADOS DIÂMETRO(mm) 80 100 150 200 250 300 350 400 COMPRIMENTO (mm) VERGALHÃO 4000 3500 2000 1400 1250 1100 950 800 TUBO 6000 5800 5000 4100 3500 3000 2750 2500

TAMANHO MÁXIMO DE CHAPAS DE AÇO LEVANTÁVEIS ESPESSURA(mm) 5 ~7 8 12 13 16 17 40 45 50 75 100 FORMAS DE CHAPAS DE AÇO (mm) QUADRADAS 900x900 1000x1000 1100x1100 1300x1300 1500x1500 1200x1200 900x900 RETANGULARES 500x1300 500x1600 500x2000 500x2500 500x3500 500x2500 500x2000 1000x800 1000x900 1000x1100 1000x1700 1000x2000 1000x1500 1000x850

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Preparação de lingas
As lingas podem ser preparadas de diversas maneiras. Antes de prepará-las, porém, você deverá observar os seguintes detalhes: • a condição dos instrumentos ou acessórios; • a fixação da linga na peça; • a distância das extremidades e • a posição dos estropos. Além desses detalhes, é também importante levar em consideração os dados apresentados na tabela a seguir. QUADRO DE CARGAS DE TRABALHO LINGAS DUPLAS BITOLAS DA CORRENTE mm 8 9,5 12,5 15,9 19 22,2 25,4 28,6 31,8 polegadas 5/16 3/8 1⁄2 5/8 3⁄4 7/8 1 11/8 1 1⁄4 âng.45º 1.350 2.250 4.000 6.700 9.150 12.400 15.900 20.200 26.100 CARGAS DE TRABALHO âng.60º 1.250 2.150 3.800 6.350 8.650 11.700 15.000 19.100 24.600 âng.90º 1.000 1.750 3.100 5.200 7.100 9.600 12.300 15.700 20.300 âng.120º 700 1.200 2.200 3.700 5.100 6.900 8.800 11.200 14.500

Diferentes modos de preparo de lingas
• Linga feita em uma tora de madeira em estropo de cabo de aço, com 2 laços.

Fig. 35

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Equipamentos de Lingar

• Linga feita em uma máquina com estropo de cabo de aço com 2 laços.

Fig. 36

• Linga feita em um cilindro com estropo de cabo de aço com 3 laços.

Fig. 37

• Linga feita em uma base de máquina com estropo com 4 laços.

Fig. 38

• Linga feita em um tubo com estropos de aço 2 laços.

Fig. 39

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Equipamentos de Lingar

• Linga feita em uma chapa com grampo rosqueado.

Fig. 40

• Linga feita em uma chapa com 2 patolas com laços de cabos de aço.

Fig. 41

• Linga feita em uma chapa de aço com uma balança.

Fig. 42

• Linga feita com 2 laços com cabo de aço em uma peça quadrada. Observe o ponto de fixação e use canaletas nos cantos para proteger os cabos.

Fig. 43

64 – SENAI-RJ

Segurança para Operador de Ponte Rolante – Equipamentos de Lingar

• Linga feita em uma chapa de aço. Lembre-se: use olhal e manilha como ponto de fixação.

Fig. 44

• Linga feita com 2 cabos de aço. Lembre-se: use madeira nos cantos para proteger os cabos.

Fig. 45

• Linga feita com gancho de aço e 1 cabo. Lembre-se: passar o cabo com 2 voltas no gato.

Fig. 46

• Linga feita com uma chapa de aço fixada por eletroímã.

Fig. 47

SENAI-RJ – 65

Segurança para Operador de Ponte Rolante – Equipamentos de Lingar

• Linga feita em pedaço de chapa utilizando uma talha.

Fig. 48

• Manobra de um peso feita por um macaco hidráulico.

Fig. 49

• Manobra de um cilindro feito com auxílio de uma alavanca.

Fig. 50

66 – SENAI-RJ

Guindaste e ponte rolante
Nesta seção...
Guindaste com lança Mão francesa Guindaste de pórtico Guindastes em “cabeça de martelo” Automotivo Ponte rolante

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Guindaste e Ponte Rolante

Guindaste e ponte rolante
Os guindastes, as pontes rolantes e os autoguindastes são muito usados tanto na construção civil, quanto na naval. Têm como finalidade levantar e transportar cargas pesadas. Lembre-se de que no transporte e movimentação de cargas pesadas os acidentes são os mais graves. Você irá encontrar guindastes de vários tipos.

Guindaste com lança
Ele tem a capacidade de levantar, abaixar e mover uma carga dentro da área de um círculo ou parte de um círculo, delimitado por um braço rotativo sobre o qual geralmente corre um trolley .
trolley - na língua inglesa, pequeno carro descoberto, que anda sobre trilhos e é movido pelos operários.

Fig. 1

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Segurança para Operador de Ponte Rolante – Guindaste e Ponte Rolante

Em sua maioria, os guindastes ficam presos à parede, colunas ou pilares. Mas você também os encontrará montados em caminhões.

Mão francesa
É utilizada como equipamento de apoio, em manobra circular, nas áreas de difícil acesso da ponte rolante. Sua instalação é simples, podendo ser fixada em paredes e sapatas dentro das oficinas. Tem utilização bastante variada e encontra-se em uso, geralmente, em todas as indústrias de portes médio e grande. Sua capacidade de peso varia de acordo com seu tamanho.

Fig. 2

Guindaste de pórtico
Faz um serviço semelhante a um guindaste de lança montado em um caminhão. Porém, apresenta as seguintes restrições: • áreas de ação limitada pelos trilhos permanentes; • ausência de torre rotativa. Ele pode ser movido por eletricidade ou por força hidráulica, e possui grande capacidade de carga.

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Fig. 3

Guindaste em “cabeça de martelo”
É um dos tipos mais comuns. Apresenta dois braços horizontais, sendo de máxima utilidade em serviços de cargas e movimentação pesada, geralmente a grande altura. Algumas torres têm capacidade de elevar uma carga a 60 metros de altura.

Fig. 4

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Automotivo
Costuma ser utilizado para movimentação de cargas pesadas, que não possam ser movidas com segurança por veículos de outros tipos. É equipado com lança, cabos, tambor e demais dispositivos para içar. Você o encontrará instalado em veículos de tração motora a diesel ou a gasolina. Ao transportar cargas, os automotivos devem ser conduzidos em marcha lenta, com carga suspensa a 30cm do solo.

Fig. 5

Ponte rolante
Dos meios mecânicos para a movimentação de materiais pesados ou leves e volumosos, este equipamento é o mais utilizado nas oficinas. A construção de uma ponte rolante é de grande importância, do ponto de vista da prevenção de acidentes (figura 6). Mas, fique alerta: operar esse tipo de equipamento também implica risco à segurança. Por isso, é fundamental adotar os procedimentos indicados na seção seguinte.

Fig. 6

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Faça assim! Cuidados necessários durante a operação com guindastes e pontes rolantes: • mantenha-se afastado da carga e, se suspensa, esteja sempre alerta e preste atenção aos sinais; • permaneça na cabina e nunca suba para o topo da ponte, nem permita que outros o façam, sem desligar, primeiramente, a chave geral e colocar um aviso ou prendê-la a cadeado; • levante a abaixe a carga com a máquina parada; • durante o percurso, certifique-se de que não abalroará máquinas ou materiais empilhados; • comunique a seu chefe qualquer anormalidade ocorrida às máquinas; • mantenha-a limpa e bem lubrificada; • não permita que o pessoal se faça transportar nas cargas ou nos ganchos; • não arraste as lingas, cabos ou correntes após a remoção da carga.

Além desse cuidados, você, operador de ponte rolante, também deve conhecer com mais detalhes as normas de segurança recomendadas pelos especialistas, para evitar pôr em risco sua vida e a dos colegas. Portanto, leia atentamente a seção seguinte e, no futuro, havendo qualquer dúvida, volte a consultá-la. Evite riscos Normas de segurança para operadores de pontes rolantes 1 – A movimentação de pontes rolantes deve ser regida por sinais convencionais, transmitidos ao operador através de bendeirola alaranjada, por sinaleiro devidamente treinado. 2 – O sinaleiro é o responsável pela adoção de práticas seguras na sua área de trabalho, antes de iniciar a sinalização. 3 – O operador deverá guiar-se unicamente pelos sinais dados pelo sinaleiro devidamente identificado, exceto quando a obediência pode resultar em acidente. 4 – Sempre que o operador tiver dúvida sobre um sinal, deverá aguardar sua repetição. 5 – É obrigatório o uso de luvas apropriadas por todos os empregados que trabalhem no manuseio de carga. 6 – O pessoal que trabalha na movimentação de materiais por meios mecânicos deve manter-se afastado da carga e, se suspensa, estar sempre alerta e prestar atenção aos sinais.
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7 – Permaneça na cabina e nunca suba para o topo da ponte, nem permita que outros o façam, sem designar primeiramente a chave geral e colocar um aviso ou prendê-la com cadeado. 8 – Não levante nem abaixe a carga com a máquina em movimento. Certifique-se de que não abalroará máquinas ou materiais empilhados durante o percurso. 9 – Em nenhuma circunstância deixe que a ponte ou guindaste encoste violentamente noutra, ou no fim do curso. 10 – Examine a sua máquina no início de cada futuro, quanto às engrenagens defeituosas, chaves, passagens, corrimões, sineta ou sirene, sinais luminosos, cabos, etc. Comunique as irregularidades constatadas ao supervisor. Mantenha-a limpa e lubrificada. 11 – Após o término de uma reparação, assegure-se de que as ferramentas, parafusos e outros materiais foram removidos, para que nenhum dano causem à máquina ou caiam quando ela for movimentada. Guarde as ferramentas, as vasilhas de óleo e outros objetos soltos numa caixa. 12 – Não passe com a carga por cima de homens que se encontrem no piso; faça soar a sirene, quando necessário. 13 – Não permita que o pessoal se faça transportar nas cargas ou nos ganchos. 14 – Se a energia faltar, ou cair, mova o controle para a posição “OFF” ou desligado; recarregue-o imediatamente. 15 – Verifique se o extintor se encontra em boas condições; se for utilizado, providencie imediatamente o seu recarregamento. 16 – O operador do guindaste ou ponte não deve operá-los quando não se sentir fisicamente capaz, comunicando prontamente ao superior imediato. 17 – Não arraste as lingas, cabos ou correntes. Após a remoção da carga, não mova as máquinas, até que os cabos ou correntes tenham sido retirado dos ganchos. 18 – Sempre que for solicitado a realizar uma operação em que o risco seja perigoso, consulte, antes, o supervisor. 19 – Ao deixar a cabina ou ao estacionar o guindaste, desligue a chave principal e assegure-se de que os controles estejam na posição “OFF” ou desligado, e as luzes de segurança acesas. 20 – Somente mova a máquina ou carga quando o sinal dado pelo sinaleiro for bem entendido; somente atenda ao sinaleiro devidamente identificado e a apenas um em cada operação. Se por acaso não houver segurança na interpretação dos sinais, pare a ponte e chame o supervisor até que a ordem seja restabelecida. 21 – Suspenda a operação e desligue a energia, se a máquina não reagir devidamente. Chame o supervisor. Não tente sair da dificuldade, repetindo a operação.

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22 – Não permita que a carga balance de encontro aos homens no piso; assegure-se de que eles estão suficientemente afastados. 23 – Nunca levante uma carga de peso superior ao da capacidade do equipamento. 24 – Não permita o transporte de cilindros de oxigênio ou outro gás com eletroímã. 25 – Quando em uso de eletroímã, não dar o sinal de imantar enquanto ele não estiver apoiado na chapa. 26 – Conheça todos os sinais e somente deles faça uso. 27 – Não permita que se use a ponte para operações de reboque ou outras operações que obriguem os cabos a trabalharem fora de prumo. 28 – Dê os sinais com clareza e de um lugar onde o operador esteja vendo. 29 – Não permita o transporte de cargas com o peso superior à capacidade normal da máquina. 30 – Conheça a capacidade dos cabos e correntes e os inspecione antes de mandar suspender uma peça. 31 – Respeite o parecer dos funcionários encarregados da segurança. 32 – Sempre que uma ponte rolante estiver fora de operação, deve ser sinalizada com uma bandeira vermelha ou luz indicadora, de modo a alertar os outros operadores, a fim de evitar choques com a ponte em reparo. 33 – Placas com dizeres “PERIGO - HOMENS TRABALHANDO ACIMA” - devem ser colocadas pela Seção de Manutenção, sob local onde trabalhos de reparos estejam sendo executados.

a) É proibido jogar material de cima da ponte. Uma corda deve ser usada para descer materiais para o piso. b) É obrigatório o uso de cinto de segurança por todos os empregados ao executarem trabalhos de reparo.

34 – A carga não deve ser movimentada por cima de empregados que se encontrem no piso. Um alarme automático deve ser acoplado ao botão de partida da ponte, assinalando a sua passagem. 35 – Devem ser dadas condições de escape rápido ao operador, em caso de incêndio. 36 – Quando a ponte estiver em movimento, as mãos e os pés devem ser afastados de estropos e cabos.
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37 – Não se deve diminuir correntes ou estropos usando parafusos ou dando nós. 38 – Caso seja necessário diminuir ou aumentar correntes ou estropos, deve-se usar a manilha adequada. 39 – Quando for fazer a lingada de tubos ou outras peças de grandes dimensões, os cabos devem ser colocados a uma distância de aproximadamente 1⁄4 de suas extremidades. 40 – O auxiliar de transporte e manobra de peso deve guiar uma lingada em condições normais, com os braços esticados, e o corpo ligeiramente inclinado para a frente, nunca encostando a carga no peito. 41 – Ao ser preparada uma lingada, nunca devem ser colocados os dedos entre o estropo e a carga. 42 – Os cavirões da manilha nunca devem ser substituídos por parafusos ou similares.

A perfeição será adquirida com a prática correta, diariamente, na execução de suas tarefas. Observe os sinais. O sinal PARE é o único que, dado por qualquer pessoa, deverá ser prontamente obedecido pelo operador, para evitar acidentes.

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FIRJAN Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio de Janeiro

Av. Graça Aranha, 1 Centro – CEP: 20030-002 Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 2563-4526 Central de Atendimento: 0800-231231

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