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aula+eletroerosao

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FEPI Seu amigo pediu sua ajuda porque não sabe qual o

melhor processo para fabricar esta medalha. Na sua opinião qual dos processos de usinagem que você conhece é o mais adequado

14.09.2009, Page 1

Tecnologia Mecânica II

FEPI

PROCESSO DE USINAGEM POR ELETROEROSÃO
Electrical Discharge Machining EDM
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Tecnologia Mecânica II

FEPI

ELETROEROSÃO Por Penetração
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Tecnologia Mecânica II

impulsionaram a pesquisa de novas tecnologias. a necessidade de acelerar a produção industrial e a escassez da mão de obra. da era da eletroerosão 14.09. visando tornar possível o aumento da produção com um mínimo de desperdício.FEPI O processo de eletroerosão iniciou no século XVIII para a obtenção de pó metálico mediante descargas elétricas.2009. Page 4 Tecnologia Mecânica II . entre outras realizações. Esse esforço marcou o início. Mas era pouco utilizado. Durante a segunda guerra mundial .

09. Em 1967. As primeiras máquinas de utilização industrial sugiram em 1953.FEPI Este processo teve início por volta dos anos 30 num laboratório na Rússia. aparece uma segunda aplicação desta tecnologia: a eletroerosão a fio também descoberta na Rússia. Desenvolveu-se então a tecnologia da eletroerosão por penetração.2009. Page 5 Tecnologia Mecânica II . 14.

2009.09.FEPI O processo de eletroerosão é um processo não tradicional de usinagem que vem ganhando espaço ultimamente. Por que ? Pense nos novos materiais que tem surgidos: -os carbonetos metálicos -as superligas. -os cerâmicos Materiais duros Dificuldades de usinagem 14. Page 6 Tecnologia Mecânica II .

09.2009. Page 7 Tecnologia Mecânica II .FEPI Imagina a dificuldade que teria para usinar a peça abaixo usando os processos convencionais de usinagen 14.

09. Page 8 Tecnologia Mecânica II . -Enormes cavacos. -Mudança estruturais.2009.FEPI Além disso. É práticamente impossível usinar uma peça tradicionalmente sem gerar distorções ou alterações microestruturais 14. os processos tradicionais de usinagem geram: -Calor e Tensões na superfície usinada.

Page 9 Tecnologia Mecânica II . graças a um servo mecanismo que reage rapidamente às pequenas variações de intensidade de corrente. Também na eletroerosão é possível um controle rigoroso da ação da ferramenta sobre a peça. 14. Na eletroerosão não há força de corte pois. não há contato entre a ferramenta e a peça. Por isso não se formam as tensões comuns dos processos convencionais de usinagem.2009.FEPI Já na usinagem por eletroerosão a peça fica submersa em um líquido e portanto há dissipação rápida de calor.09.

-Forjaria etc.09.FEPI Tudo isso torna a eletroerosão um processo adequado para atender as exigências atuais de qualidade e produtividade. Page 10 Tecnologia Mecânica II . 14.2009. -Moldes de injeção. com grande aplicação na confecção de: -Matrizes para estampos de corte.

2009. é necessário que os materiais envolvidos (ferramenta e peça) sejam bons condutores de Eletricidade como o cobre ou o grafite. Page 11 Tecnologia Mecânica II . Para que a eletroerosão ocorra.Mas então O QUE É ELETROEROSÃO ? FEPI É um processo de usinagem não convencional complexo em grande parte não visível.09. A ferramenta que produz a erosão é um eletrodo 14. Portanto para entender este processo. terá que por sua imaginação para funcionar.

Page 12 Tecnologia Mecânica II .2009.09.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Conhecendo a maquina de eletroerosão 14.

09. Page 13 Tecnologia Mecânica II .2009. onde sao determinados os parametros de usinagem 14.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Painel de comando e gerador – e o cerebro da maquina.

Page 14 Tecnologia Mecânica II .FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Cabecote – e o local onde fica fixado o eletrodo.09. Ele fica preso a coluna da maquina e tem movimentacao vertical 14.2009.

2009.09.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Tanque de usinagem – e o recipiente onde peca e eletrodo permanecem submersos durante o processo de eletroerosão 14. Page 15 Tecnologia Mecânica II .

14.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Mesa de usinagem – e o local onde a peca e apoiada.09. Page 16 Tecnologia Mecânica II .2009. Apresenta movimento transversal e longitudinal.

09.2009.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Reservatorio do dieletrico e sistema de filtragem – e o reservatorio onde se armazena e filtra-se o dieletrico 14. Page 17 Tecnologia Mecânica II .

09. Page 18 Tecnologia Mecânica II .FEPI 14.2009.

2009.09.USINAGEM POR ELETROEROSÃO FEPI CABEÇOTE PAINEL DE COMANDO E GERADOR DE POTÊNCIA MANDRIL TANQUE DE USINAGEM ELETRODO FIXADORES/ MORÇA RESERVATÓRIO DE DIELÉTRICO E SISTEMA DE FILTRAGEM Tecnologia Mecânica II MESA 14. Page 19 .

09. Page 20 Tecnologia Mecânica II .FEPI 14.2009.

Quando em presença de uma tensão elétrica. esses elétrons. e produz o arco elétrico. chamados de elétrons livres. assumem um movimento ordenado ao qual se dá o nome de corrente elétrica (corrente contínua ou alternada). Os elétrons estão sempre se movimentando em torno do núcleo do átomo. 14. os elétrons mais distantes do núcleo podem “escapar” e se deslocar entre os átomos vizinhos. Nos materiais metálicos. Este choque ioniza o ar.09. Page 21 Tecnologia Mecânica II . FEPI choque Os elétrons livres que formam a corrente elétrica percorrem o espaço de ar entre a peça e o eletrodo a uma velocidade tal que acontece um choque violento entre os elétrons e os íons. facilitando a passagem da corrente elétrica.Revisão Toda a matéria é constituída de átomos que são formados de partículas carregadas eletricamente: os prótons com carga positiva e os elétrons com carga negativa.2009.

09.Usinagem por eletroerosão (EDM) FEPI Ao elevar a tensão elétrica entre os pólos.2009. Page 22 Tecnologia Mecânica II . os íons livres aceleram-se e criam um canal de descarga que se torna condutor 14.

09. 14. formando-se então um canal de plasma. Page 23 Tecnologia Mecânica II .2009.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Ocorrem colisões entre os íons (+) e os elétrons (-).

2009. criam-se altas temperaturas em torno do canal de plasma.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Sob o efeito dos choques.09. Page 24 Tecnologia Mecânica II . formando uma bola de gás crescente 14.

2009.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) As altas temperaturas nos pólos vão fundindo e vaporizando parte do material da peça 14. Page 25 Tecnologia Mecânica II .09.

FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Nesta situação (bola de gás grande e mate. corta-se a corrente elétrica. Page 26 Tecnologia Mecânica II .2009.rial fundido em ambos os pólos). O canal de plasma des-faz-se e a centelha desaparece 14.09.

FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) 14.2009. Tecnologia Mecânica II .09. formando o que podemos chamar de "aparas do processo de eletroerosão". O material fundido solidifica-se e é arrastado em forma de grãos pelo líquido dielétrico. Page 27 O líquido dielétrico rompe a bola de gás fazendo-a implodir.

isto é. o dielétrico passa a atuar como condutor. Tanto a peça quanto o eletrodo são conectado em uma fonte de corrente contínua por meio de cabos FEPI 14.A peça e o eletrodo são mergulhados num recipiente que contém um fluído isolante. Tecnologia Mecânica II .09. Quando o espaço entre a peça e o eletrodo é diminuida a uma distância determinada. formando uma ponte de íons entre o eletrodo e a peça. Page 28 Ao ligar o interuptor forma-se uma tensão entre a peça e o eletrodo. chamado dielétrico.2009. não condutor de eletricidade.

09. Outro caso de inversão de polaridade ocorre quando não é possível fixar a peça na mesa. Neste caso ela deve ser fixada na porta eletrodo que tem uma polaridade positiva. Eletrodo Polaridade Cobre Aço Peça Metal duro Cobre 14. Page 29 Grafite + Cobre Tungstênio + - Aço + + - - + Tecnologia Mecânica II .POLARIDADE FEPI Em geral a polaridade do eletrodo é positiva e a da máquina negativa mas dependendo do material do eletrodo e das características da peça pode ser necessário inverter a polaridade.2009.

cor e ponto de fluidez O querosene requer cuidados especiais pois é inflamável e exala um odor forte. Outras características com pouca ou nenhuma influência no desempenho do processo são: odor. Dentre as características que têm influência decisiva estão: rigidez dielétrica. ponto de fulgor. estabilidade à oxidação e limite de fluidez. Vários fluídos podem ser utilizados em geral são utilizados o óleo mineral e o querosene.09.2009. 14. viscosidade.O DIELÉTRICO O fluído dielétrico (faz oposição à passagem da corrente elétrica) é necessário à operação devendo cobrir inteiramente a peça. Page 30 FEPI Tecnologia Mecânica II . prejudicial à saúde.

entretanto fácil de ser contaminada Tecnologia Mecânica II 14.2009. ela é pouca utilizada porque gera uma alta taxa de desgaste do eletrodo. Page 31 . No entanto a água deionizada é bastante utilizada para abrir furos de pequenos diâmetros utilizado no eletroerosão a fio. FEPI - Isenta de íons é a água que teve sua carga elétrica neutralizada pela remoção ou adição de elétrons água quimicamente pura e.09.O DIELÉTRICO Água deionizada apesar de proporcionar uma alta taxa de remoção de material e um aumento da capacidade de refrigeração.

retém resíduos de partículas no gap provocando curtos circuitos e baixa taxa de remoção. Page 32 Tecnologia Mecânica II .Removedor das partículas A Limpeza é crítica Uma limpeza deficiente gera: .Refrigerante .2009.Isolante . 14.09.O DIELÉTRICO FEPI Independentemente do tipo de dielétrico usado ele tem que cumprir as seguintes funções: .estagnação do fluído .

O DIELÉTRICO

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eletrodo Liquido dieletrico peça

A circulação do dielétrico entre o eletrodo e a peça usinada, é muito importante por que durante a usinagem as partículas erodidas tendem a se acumular em pontos da superfície do eletrodo e da peça
Para obter maior rendimento, melhor acabamento e melhor desgaste do eletrodo, o sistema de limpeza deve remover essas partículas na zona de trabalho
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Tecnologia Mecânica II

O DIELÉTRICO No início da operação, o dielétrico é limpo isento de partículas ou resíduos. A resistência do dielétrico limpo é maior do que quando ele estiver carregado de partículas. Portanto para romper esta resistência de modo a permitir que a primeira descarga ocorra, é necessário um tempo maior.

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eletrodo Liquido dieletrico peça

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O DIELÉTRICO As partículas criadas pelas primeiras descargas, diminuem a resistência do dielétrico, melhorando as condições de usinagem. Por isto a pressão não pode ser nem muito leve nem muito potente pois o melhor rendimento da máquina é obtido com uma certa contaminação do dielétrico.

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eletrodo Liquido dieletrico peça

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Tecnologia Mecânica II

O DIELÉTRICO Existem vários métodos de circulação do fluído: - pressão ou injeção; - sucção ou aspiração. - jato O fluído pode fluir pelo eletrodo ou pela peça. O fluxo através o eletrodo é o método mais fácil

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Sucção através da peça
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Pressão através da peça

Pressão através do eletrodo

Sucção através do eletrodo
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O DIELÉTRICO

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Jato

Este é o método menos desejável porque: - é menos eficiente - reduz a taxa de remoção de material É utilizado quando não for possível fazer pelo menos um orifício na peça ou no eletrodo.
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Tecnologia Mecânica II

o volume de dielétrico aumenta rapidamente provocando a entrada de líquido limpo que se mistura ao contaminado.O DIELÉTRICO Existem outros métodos com: .Limpeza por agitação do dielétrico É obtido por meio de pulsação do eletrodo. . Quando o eletrodo se afasta da peça. Então quando o eletrodo se movimenta. Page 38 Tecnologia Mecânica II . as partículas são eliminadas. FEPI .2009.09.Limpeza combinada Combina o processo de aspiração e injeção.Limpeza por fluxo transversal Usado quando o eletrodo for rígido e a situação permitir a realização de vários furos para limpeza 14.

Page 39 FEPI Tecnologia Mecânica II . o preço da confecção do eletrodo representa uma parcela significativa dos custos do processo. Em principio todos os materiais condutores de eletricidade podem ser usados como eletrodo.09.O ELETRODO O eletrodo é a ferramenta que determina a forma do furo ou da cavidade gerada. Conformação. Fresamento.2009.) 14. Moldagem etc. Aplainamento. é importante escolher com cuidado o material do eletrodo e o processo de fabricação (Torneamento. Mas tendo em vista que na fabricação de uma ferramenta por eletroerosão.

.são bons condutores de eletricidade. É necessário levar em consideração uma série de apectos.Custo 14.2009. Page 40 FEPI Tecnologia Mecânica II .Precisão.Limitações técnicas. .geram um bom acabamento superficial.fáceis de encontrar.têm ponto de fusão elevado. . . . .09.O ELETRODO Os melhores materiais para produção de eletrodos são aqueles que: . tais como: .Acabamento.

o que implica num baixo coeficiente de dilatação térmica. condutividade elétrica entre outros.O ELETRODO A escolha correta do eletrodo é aquela que conjuga todos os itens citados anteriormente.)  Promover alta taxa de remoção.  Usinabilidade.  Para trabalhos de grande precisão. proporcionar uma boa estabilidade dimensional. Page 41 FEPI Tecnologia Mecânica II . Vejamos alguns exemplos.2009.09.  Resistência ao desgaste (Temperatura de fusão. se o eletrodo possuir forma complexa. 14.

Não metálicos Materiais metálicos Os mais utilizados são o cobre eletrolítico.09. Page 42 FEPI Tecnologia Mecânica II .O ELETRODO De modo geral os materiais para eletrodo podem ser agrupados em duas categorias: .2009. o cobre tungstênio e o cobre sinterizado.Metálicos . Eletrodos feitos desses materiais caracterizamse por apresentarem ótimo acabamento e mínimo desgaste durante o processo de eletroerosão 14.

O ELETRODO Materiais não metálicos Entre os não metálicos. conservam suas qualidades mecânicas em alta temperatura. praticamente não se deformam e são leves. o grafite é o principal.09. 14. não podem ser moldados ou conformados e não aceitam redução por ácido. Os eletrodos de grafite são insensíveis a choque térmicos. Page 43 FEPI Tecnologia Mecânica II .2009. É um material de fácil usinagem porém é muito quebradiço. Entretanto são abrasivos.

O Grão menor proporciona um melhor acabamento. Page 44 FEPI Tecnologia Mecânica II . 14.09.O ELETRODO A temperatura de vaporização do grafite é muito maior do que qualquer metal de tal maneira que a taxa de desgaste do grafite é extremamente baixa. o acabamento superficial e a taxa de remoção.2009. um desgaste menor e um aumento da taxa de remoção. O tamanho do grão é a mais importante propriedade de um eletrodo de grafita pois ele governa a taxa de desgaste.

FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Eletrodo de cobre 14.2009. Page 45 Tecnologia Mecânica II .09.

Page 46 Tecnologia Mecânica II .2009.FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Eletrodo de cobre 14.09.

FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Eletrodo de grafite 14.09. Page 47 Tecnologia Mecânica II .2009.

FEPI Usinagem por eletroerosão (EDM) Eletrodos de grafite 14.2009. Page 48 Tecnologia Mecânica II .09.

FEPI + eletrodo Liquido dieletrico peça - + - eletrodo Liquido dieletrico peça Produz-se faíscas que superaquecem o material provocando a fusão. 14. A temperatura pode variar de 2.000ºC dependendo da intensidade da corrente aplicada.2009.500ºC a 50. Page 49 Tecnologia Mecânica II .09.

Page 50 Tecnologia Mecânica II .09. 14.FEPI + eletrodo Liquido dieletrico peça - + - eletrodo Liquido dieletrico peça A erosão ocorre simultaneamente na peça e no eletrodo.5% no eletrodo.2009.5% de erosão na peça e 0. é possível obter 99. Com ajuste conveniente da máquina.

012 a 0.09. Existe então um folga entre a ferramenta e a peça chamada de Gap.050 mm 14. O gap é determinado de acordo com a corrente e a voltagem e varia de 0.FEPI gap eletrodo Liquido dieletrico peça gap A ferramenta não toca a peça. Page 51 Tecnologia Mecânica II .2009.

Gap alto = Tempo de usinagem menor Rugosidade maior Gap baixo = Tempo de usinagem maior Rugosidade menor 14.FEPI gap eletrodo Liquido dieletrico peça O tamanho do gap pode determinar a rugosidade da peça.09. Page 52 gap Tecnologia Mecânica II .2009.

Refrigerante .2009. O dielétrico além do seu papel de isolante ainda participa como: . desintegradas na forma de minúsculas esferas.eletrodo Liquido dieletrico peça FEPI As partículas fundidas. são removidas da região por um sistema de limpeza e no seu lugar fica uma pequena cratera ou cavidades ou bolsa de erosão. Page 53 Tecnologia Mecânica II .09.Limpador 14.

Descargas sucessivas ao longo de toda a superfície do eletrodo.09. Page 54 Tecnologia Mecânica II .2009. 14. provocando uma nova descarga. promove a usinagem da peça.eletrodo Liquido dieletrico peça eletrodo Liquido dieletrico peça FEPI O fornecimento de corrente é interrompido pelo afastamento do eletrodo da peça. O ciclo recomeça com a aproximação do eletrodo até a distância gap. A duração da descarga e o intervalo entre uma descarga e a outra são medidas em microssegundos e controlados por comandos eletrônicos.

Page 55 Tecnologia Mecânica II . do eletrodo ou dos parâmetros de usinagem Sobrecorte Overcut peça peça eletrodo eletrodo 14. Este sobrecorte pode ser controlado através da peça.09.2009.O ELETRODO FEPI Todos os eletrodos geram um sobrecorte na peça seja para fazer um furo redondo ou quadrado.

Page 56 e um tado l Vo g a s de Tecnologia Mecânica II .05:1 14.DESGASTE DO ELETRODO FEPI O desgaste relativo do eletrodo é definido como sendo a relação entre a quantidade de material removido pelo eletrodo e da peça.2009. V V= V v e p Vv = Desgaste relativo em % Ve = Quantidade de material perdido pelo eletrodo Vp = Quantidade de material removido da peça Baixa desgate: 100:1 Alta desgate : 0.09.

aumenta-se a taxa de remoção do material e consequentemente a rugosidade.2009.AMP Tecnologia Mecânica II .09.AMP 3 .AMP 4 . Page 57 2 . 1 .AMP 14.PARÂMETROS DO PROCESSO FEPI CORRENTE A corrente usada situa-se na faixa de 0. Quando se aumenta a corrente.5 a 400 amp.

09.07 A/ mm2 0.05 A/mm2 Tecnologia Mecânica II .07 A/mm2 0.2009.01 A/mm2 0.PARÂMETROS DO PROCESSO FEPI CORRENTE A tabela a seguir traz os coeficientes para cálculo de amperagem de acordo com o material do eletrodo e o material a ser usinado. Page 58 Material a ser usinado Aço Aço Aço Cobre Pastilha de metal duro Coeficiente para amperagem 0.14 A/mm2 0. Eletrodo Cobre eletrolítico Grafite Cobre e Tungstênio Cobre Cobre e Tungstênio 14.

PARÂMETROS DO PROCESSO CÁLCULO DA CORRENTE I = área erodida x coeficiente de amperagem FEPI Os fabricantes de máquinas de eletroerosão fornecem tabelas práticas que permitem identificar os parâmetros de usinagem a partir da intensidade de corrente aplicada na usinagem do aço usando eletrodo de cobre 14.2009. Page 59 Tecnologia Mecânica II .09.

14. Page 60 Tecnologia Mecânica II .09.2009.PARÂMETROS DO PROCESSO FEPI TENSÃO A tensão usada situa-se na faixa de 40 a 400V DC. Quando se aumenta a frequencia da centelha. diminui-se a rugosidade por que a energia disponível durante um dado periodo para remover o material é dividida.

2009. Na peça fica reproduzida uma matriz que é uma cópia fiel do eletrodo porém invertida. 14.09. Page 61 Tecnologia Mecânica II .eletrodo Liquido dieletrico peça FEPI A frequência das descargas pode alcançar até 200 mil ciclos por segundos.

FIXAÇÃO DO ELETRODO FEPI eletrodo Dispositivo de fixação da peça 14.2009. Page 62 Tecnologia Mecânica II .09.

2009.PRECAUÇÕES FEPI Antes de ligar a máquina algumas precauções devem ser tomadas: . Mas antes.Manter o nível do dielétrico de 50 a 70 mm acima da superfície da peça para evitara combustão dos gases do dielétrico. deve-se remover todas as peças ou ferramentas Dispositivo de desnecessárias para evitar curtos fixação circuitos da peça . 14. Page 63 Tecnologia Mecânica II .O eletrodo deve ser afastado verticalmente .09.O tanque deve ser fechado.

Matrizes para estampagem .2009.09. Page 64 Tecnologia Mecânica II .Usinagem de ferramentas de metal duro FEPI 14.Fieiras para Trefilação.Matrizes para forjaria .APLICAÇÃO: .Matrizes para molde de injeção . Extrusão .

Page 65 Tecnologia Mecânica II .FEPI 14.2009.09.

Page 66 Tecnologia Mecânica II .Não há esforços de corte .Geração de superfícies complexas .Vantagens do processo FEPI .Não há rebarbas .09.Não afeta a dureza do material 14.2009.Boa precisão .

Peça deve ser condutora de eletricidade . 14.Baixa taxa de remoção .Eletrodo é consumido .0025 a 0.09. recast is often mechanically and eletrochemical removed from the surfaces of critical products that require high levels of fatigue resistence.Falta de flexibilidade para aproveitamento de setup .05 mm) extremamente duro e frágil 65HRc.Desvantagens do processo FEPI . Because of the poor physical properties of these surfaces.Eletrodos complexos podem requerem maior tempo de fabricação .Gera uma camada de refundido (recast) na superfície (0.2009. Page 67 Tecnologia Mecânica II .

FEPI Porque no processo de eletroerosão.09.2009. a fonte de energia deve fornecer uma corrente contínua e não alternada? 14. Page 68 Tecnologia Mecânica II .

Page 69 Tecnologia Mecânica II .um pólo negativo Os elétrons se movem do pólo negativo para o pólo positivo gerando uma corrente contínua.FEPI Na fonte geradora de corrente contínua tem dois pólos: . 14.09. a intensidade da corrente é variável gerando inversões de polaridades (o mesmo pólo ora é positivo ora é negativo) podendo levar a um desgaste maior da ferramenta do que da peça.2009.um pólo positivo . Na fonte geradora de corrente alternada.

2009.09.FEPI EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO 14. Page 70 Tecnologia Mecânica II .

10 30 FEPI Desbaste: mf = mn – (2 x gap + 2 x r + cs) Acabamento mf = mn – (2 x gap + 2 x r) Onde: mf = medida final mn = medida nominaL r = rugosidade da peça em mm 30 cs = coeficiente de segurança (gira em torno de 10% do valor da tolerância dimensional da peça) Dados: gap = 30 microns rugosidade = 13 microns Tecnologia Mecânica II material a ser usinado: aço 14.7 2.1 10. Que método de limpeza adotará.Calcular: 1. o diâmetro do eletrodo para Desbaste e Acabamento +0.09. A intensidade da corrente 3. Page 71 .2009.

2009.FEPI ELETROEROSÃO A FIO Electrical Discharge Wire Cutting EDWC 14.09. Page 72 Tecnologia Mecânica II .

em movimento constante.03 a 0. provocando descargas elétricas entre o fio e a peça promovendo o corte do material. A diferença é que neste processo não se usa um eletrodo e sim um fio de latão ionizado.2009.FEPI Os princípios básicos da eletroerosão a fio são semelhantes aos da eletroerosão por penetração. isto é. Este fio atravessa a peça submersa em água deionizada.09. eletricamente carregado. 14. O diâmetro do fio pode variar de 0.30 mm de diâmetro. Page 73 Tecnologia Mecânica II . O corte é programado por computador e algumas máquinas possuem um simulador que permite a conferência do programa antes de executá-lo.

14.3 g / Hora. Ele se torna quebradiço. Como referência o custo é de US$ 1. Page 74 Tecnologia Mecânica II .00 / Hora.63 Kg e é em media consumido a uma taxa de 28. O fio pode ser encontrado em pequenos carretéis de aproximadamente 3. FEPI O fio é utilizado uma única vez pois num único passe ele se arredonda e não pode ser reutilizado.2009.09. Também ele perde suas propriedades devido à grande quantidade de eletricidade que recebe. No entanto é um processo carro e envolve ciclos relativamente longos.PROCESSO Sua alta precisão de corte aliada com o acabamento fino que ele permite obter fazem com que a eletroerosão a fio seja utilizada para a fabricação de peças de precisão com perfis muito complexos. Ainda bem que o seu custo é barato.

09. É controlado por computador 14.025 a 0.PROCESSO FEPI Gap = 0.2009.05. Page 75 Tecnologia Mecânica II .

2009.09.MÁQUINA Usinagem por eletroerosão (WEDM) FEPI Maquina de eletroerosão a fio 14. Page 76 Tecnologia Mecânica II .

09.MÁQUINA FEPI 14. Page 77 Tecnologia Mecânica II .2009.

2009.09. Page 78 Tecnologia Mecânica II .MÁQUINA FEPI 14.

alimentação constante. O sistema dielétrico 4. tensão constante 3. O sistema de posicionamento 2. engrenagens e perfis muito complexos. Page 79 Tecnologia Mecânica II . O equipamento comporta basicamente 4 subsistemas: 1.2009. O sistema de fornecimento de potência. porta punção e matriz.FEPI Hoje a eletroerosão a fio é bastante utilizada na industria para a fabricação de placas de guias. 14.09.rolos / guias de alimentação . O sistema de alimentação do fio .

09. O sistema de posicionamento FEPI O comando ou a regulagem das mesas é feito via CNC que detecta todas as inconsistências com o gap entre a peça e o Fio e faz as correções ou o restabelecimento das condições normais de operação.2009. A taxa de corte é baixa.1. 14. menor que 100 mm / hora por isto os tempos de processamento levam de 10 a 20 horas sem interrupção. Page 80 Tecnologia Mecânica II . Normalmente a máquina é equipada de sistema auxiliar de fornecimento de energia por bateria que garanta a continuidade de fornecimento de energia em caso de falta de energia sem a intervenção do operador.

O sistema de alimentação FEPI A função do sistema de alimentação é promover uma alimentação contínua de fio sob a tensão desejada durante a operação.09. riscos. quebra do fio.03 a 0.15 a 0.2009. 14.30 mm) e para pequenos diâmetros (0. desvio do perfil etc.15 mm) usa-se aço molibdênio. Page 81 Tecnologia Mecânica II . ele pode se curvar e tocar a peça provocano um curto circuito e consequentemente o rompimento do material.2. Para manter o fio sob tensão são utilizados rolos tensionadores e para evitar desvios são utilizados guias. O fio deve ser mantido em tensão constante para evitar problemas como vibração. Este sistema permite tensionar e guiar a fita até a região de corte. Também se o fio não é bem tensionado. Fio de Cobre e Bronze são utilizados quando o diâmetro é grande (0.

2. O comando CNC faz a combinação dos movimentos das mesas (direção U. 14.Z) que resulta a obtenção do ângulo e conseqüentemente da forma desejada.Vários métodos computacionais são utilizados para controlar os ângulos de inclinação do fio quando se deseja executar formas complexos. A realimentação é feita automaticamente sem a intervenção do operador. O sistema de alimentação Para ganhar produtividade novos sistemas de alimentação automática foram desenvolvidos par evitar a interrupção da alimentação do fio em caso de quebra. Page 82 FEPI Tecnologia Mecânica II .V.09.2009.

09.2009.FEPI 14. Page 83 Tecnologia Mecânica II .

2009. Page 84 Tecnologia Mecânica II .09.FEPI 14.

2009.09. Page 85 Tecnologia Mecânica II .FEPI Usinagem por eletroerosão (WEDM) Exemplo de peca obtida por WEDM 14.

a capacidade de carregamento de corrente é limitada. 14.3. Por isto em eletroerosão a fio a corrente fornecida raramente ultrapassa 20 A. Devido ao diâmetro do fio ser muito pequeno. Para garantir um acabamento liso a freqüência dos pulsos devem ser elevadas na ordem de 1 MHz. Page 86 Tecnologia Mecânica II .2009. O sistema de fornecimento de potência FEPI A grande diferença entre a eletroerosão por penetração e a eletroerosão a fio é a frequência dos pulsos e a corrente.09.

.Não inflamável 14.Alta taxa de remoção de material (mas aumenta a taxa de desgaste que não é um problema pois o fio não é reutilizável). O sistema dielétrico FEPI O líquido utilizado é diferente do líquido utilizado em eletroerosão por penetração pelas seguintes razões.2009. Page 87 Tecnologia Mecânica II .Alta taxa de refrigeração . .4.09. A água é deionizada que tem que ter: .baixa viscosidade para facilitar a limpeza (escoamento eficiente).

038 mm 14.É possível obter precisão de até 0. . .É possível fazer raios de 0.Taxa de corte linear varia entre 38 e 115 mm / hora para espessura de aço de 25 mm e 20 mm / hora para aço de 76 mm de espessura. Ela depende da espessura do material a ser cortado e não da geometria.2009.A velocidade linear (através da peça) varia de 8 a 42 mm / segundo dependendo das condições de corte.0025 mm .09. Page 88 Tecnologia Mecânica II .PARÂMETROS DE PROCESSO FEPI .

Corte de materiais duros .2009.Unmanned machining .Não necessidade de fabricar eletrodo .VANTAGENS DO PROCESSO DESVANTAGENS FEPI .Baixa taxa de corte . .Não há esforços de corte . Page 89 Tecnologia Mecânica II .Eletrolise pode ocorrer em certos mat.Formação de cratera (recast) .09.Custo elevado do equipamento .Aplicação limitada 14.

2009.000 A US$ 200.FEPI Preço médio: US$ 150.000 MÁQUINA ELETROEROSÃO A FIO 14.09. Page 90 Tecnologia Mecânica II .

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