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AFO EM EXERCÍCIOS TCU 2008 - Aula 08

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CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO AULA 08: EXERCÍCIOS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Colega concursando! Com a prorrogação da data da prova aproveite a oportunidade para revisar seus estudos ou conseguir assimilar conteúdos que ainda carecem de melhor entendimento. É a oportunidade para você fazer uma revisão com muita tranqüilidade e tentar fixar os tópicos importantes. Desejo-lhe uma mente ILUMINADA na hora das provas e que a sorte lhe acompanhe em todas as fases desse concurso, posto que até mesmo os candidatos preparados precisam de sorte, assim, espero, sinceramente, que ela esteja ao seu lado. Agradeço de coração a todos por estarmos juntos nessa empolgante jornada de concursos e tenham a certeza de que estou bastante grato pela convivência, mesmo virtual, de pessoas que procuram o seu espaço de forma democrática e através do MÉRITO. Vá tranqüilo(a) para a prova com a certeza de que fez a sua parte e que se não for desta vez é porque existem pessoas mais preparadas do que você, ou seja, outros colegas que estão nessa batalha há anos. O importante é não desistir porque existem bons concursos em vista, a exemplo da Polícia Federal. Assim, nunca desista no primeiro ou segundo tropeço! Levante e continue a caminhada de cabeça erguida, se assim fizer, cedo ou mais tarde seus objetivos serão alcançados. Conforme anunciado na aula anterior, esta nota de aula contempla só questões de concursos de 2007/2008 (TCU, TRE, TST etc.). Atenção! No fim desta nota de aula estamos apresentando a lista com todos os exercícios nela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes de ver o gabarito e ler os comentários correspondentes. Vamos continuar o nosso estudo com o ânimo de sempre e “garantir” alguns preciosos pontos na prova do TCU? Lembrete! Antes de iniciar a resolução dos exercícios deixe ao seu alcance o material de consulta: livros, notas de aula, normas etc. Reflexão! www.pontodosconcursos.com.br 1

CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO
"Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre." (Bob Marley) "Aquele que pensa pequeno, sofre de falta de imaginação".

Bom estudo! 1. (CESPE – ACE/TCU – 2007) O princípio da legalidade orçamentária é uma projeção do princípio da legalidade visto sob a sua feição genérica e postula que o ordenador de despesas só pode fazer aquilo que a lei orçamentária permite. Resolução Perfeito! O princípio da legalidade orçamentária é uma projeção do princípio genérico da legalidade na administração pública. O Prof. Gustavo Barchet descreve com maestria e assertividade acerca do princípio da legalidade da seguinte forma:
O princípio da legalidade pode ser interpretado em dois sentidos: relativamente aos particulares (ou administrados) e relativamente à Administração. Para os administrados encontra-se ele estatuído no art. 5º, II, da Constituição, segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Interpretando o dispositivo, podemos concluir que o princípio da legalidade, para os administrados, significa que eles podem praticar quaisquer atos para os quais não haja expressa proibição em lei. Deve-se, pois, aqui, compreender o princípio numa perspectiva negativa, no sentido de que aos particulares são autorizados todos os comportamentos para os quais não exista expressa norma proibitiva, não tendo eles certa conduta impedida em virtude da inexistência de norma legal que explicitamente lhes permita atuar. Enfim, os particulares são livres para agir, salvo expressa vedação em lei, motivo pelo qual, para eles, o princípio da legalidade é também denominado princípio da autonomia da vontade. Para a Administração, ao contrário, o princípio tem uma conotação positiva, pois não basta esta ausência de norma proibitiva, é pressuposto de sua atuação a existência de lei que a autorize a agir (nas competências discricionárias) ou que determine que o faça (nas competências vinculadas). Ao contrário dos particulares, a Administração está impedida de agir em determinada situação quando não há norma legal que lhe outorgue competência para tanto. Isto se deve ao fato de que a Administração não tem vontade própria, autônoma e desvinculada da lei, constituindo a norma requisito indispensável para que os órgãos e entidades administrativas, por meio de seus agentes, possam praticar qualquer ato com conseqüências jurídicas. Podemos sintetizar a aplicação do princípio da legalidade, para a Administração, nos seguintes termos: a Administração Pública só pode atuar mediante expressa previsão legal. Um exemplo é útil para ilustrarmos a diferença quanto ao significado do princípio para a Administração e para os particulares. Imaginemos que dois particulares pretendem celebrar um contrato mediante o qual

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E isso basta para os particulares. e já que tal previsão inexiste quanto a esta espécie de contrato. o Poder do qual emane ou seu nível hierárquico. bem como a www. quando veicular normas (disposições gerais e abstratas). posta a situação nestes termos. geral (pois aplicável a um número indefinido e indefinível de pessoas) e abstrato (pois aplicável a um número indeterminado e indeterminável de situações futuras). porque não dependem da existência de uma norma autorizando-lhes a agir. Por exemplo. ou seja. não mencionado em qualquer dispositivo no Código Civil. apesar de não haver no Código Civil qualquer prescrição específica a respeito. São estes os atos que podem inovar na ordem jurídica. que podem outorgar à Administração competência para agir nas hipóteses que indicam. podemos dizer que a Administração não pode atuar contra a lei ou além de seus dispositivos. Passando a lição para o latim. no qual uma das partes transmite a outra a propriedade de um bem. Pois bem. lei é todo ato produzido ou aprovado pelo Poder Legislativo segundo o processo previsto na Constituição Federal. É importante se observar que podemos utilizar o vocábulo “lei” em dois sentidos. prevendo direitos e obrigações para os administrados. e o contrato de prestação de serviços. veremos que ele prevê o contrato de compra e venda. apesar de não poderem se conduzir contra legem. independentemente de qualquer norma expressa permissiva. a conclusão é exatamente a oposta. Logicamente. ou não. e apenas eles. São eles também. podemos concluir que é possível a celebração dessa espécie de contrato entre particulares. desde que não violem norma expressa proibitiva). leis complementares. e este. Quanto ao contrato trazido no nosso exemplo (bens por serviços). significa que a atividade administrativa não pode ser contra legem (contra a lei) ou praeter legem (além da lei). lei é ato normativo. repassa à primeira certo valor em dinheiro. Para a Administração. poderá ser também uma lei em sentido material. ou seja. porque aplicável a todos os indivíduos cuja conduta se enquadra na situação abstrata nela prevista (todos que tiverem interesse em se utilizar dos serviços do órgão deverão observar o horário previsto na portaria). Já que ela só age a partir de taxativa previsão legal. pois. Se formos analisar o Código. medidas provisórias etc. em contrapartida.br 3 . também podem agir secundum legem. mas apenas segundo o que nela está disposto.pontodosconcursos. leis). mas apenas secundum legem (segundo a lei). podem fazê-lo praeter legem. em contrapartida. obriga-se perante aquele a transferir-lhe a propriedade de seu televisor. simplesmente. ele simplesmente não pode ser celebrado na esfera administrativa. diploma geral que rege os acordos desta natureza. às leis em sentido formal e material (leis em sentido estrito ou. Os particulares. porque produzida segundo o processo legislativo previsto na Constituição Federal. Uma lei em sentido formal. Trata-se de um contrato de bens (o televisor) por serviços (a pintura). uma portaria que fixa o horário de funcionamento de um órgão é uma lei em sentido material. Em sentido formal.com. quando incidir sobre situações e destinatários especificados. Em sentido material. o Código também não proíbe sua celebração. mediante o qual uma das partes é remunerada em dinheiro por um serviço prestado a outra. O princípio da legalidade reporta-se num primeiro momento e principalmente. podem atuar além da lei (ou seja. o Código não traz nenhuma palavra. Logo. entretanto. qualquer que seja seu conteúdo (leis ordinárias.). Colocando a matéria de outro modo. aos atos que tem forma e conteúdo de lei. qualquer que seja seu procedimento de elaboração.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO o primeiro obriga-se perante o segundo a pintar seu imóvel. e esta.

o princípio da legalidade orçamentária diz respeito às limitações ao poder de tributar do Estado. a de que a Administração pode agir de forma inválida mesmo que o ato em questão não tenha violado nenhum princípio administrativo ou um dispositivo de lei. ao determinar. também é condição de validade dos atos praticados pelos órgãos e entidades públicas. o princípio também alcança os atos que constituem leis somente em sentido material (leis em sentido amplo). outorgando-lhe competências.br 4 . De nada valeriam os atos normativos editados pela própria Administração se esta. no sentido de que sua observância. um ato normativo editado pela própria Administração). que constitui lei apenas em sentido material. então. Num segundo plano. leis). Basta pensarmos numa lei que crie uma obrigação para os administrados sem detalhar o procedimento a ser adotado para a fiscalização de seu adimplemento. também às leis somente em sentido material. pudesse impunemente descumpri-los. Num primeiro e principal patamar há as leis em sentido formal e material (leis em sentido estrito ou. como os decretos regulamentadores. aplica-se principalmente às leis em sentido material e formal e. em virtude desse regramento genérico. a exemplo das portarias e instruções normativas. assim. Contudo. A Lei 4. criando Direito novo ao estabelecer os direitos e obrigações dos administrados e as competências da Administração.717/65. Atende a regra www. a matéria vem a ser detalhada em um decreto (lei tão somente em sentido material). Em síntese. alcança também às leis em sentido material. Com o que. parágrafo único. com o objetivo de possibilitar a aplicação das leis (no duplo sentido) pela Administração. que inovam na ordem jurídica. confirmamos nossa afirmação anterior: o princípio da legalidade.com. A percepção de que o princípio da legalidade deve ser compreendido nesta perspectiva ampla possibilita-nos chegar a uma conclusão fundamental para fins de concurso público. no art. hierarquicamente inferior ao primeiro. qual seja. mas somente um decreto ou uma portaria (enfim. os atos normativos editados pelos chefes de Poder Executivo e demais autoridades administrativas (ou jurisdicionais e legislativas no exercício da função administrativa). que o princípio da legalidade. expressamente prevê este sentido amplo de legalidade. temos as leis em sentido material (ou em sentido amplo). c. respeitados os marcos instituídos pela lei. limitando-se a disciplinar somente suas regras mais gerais. A sistemática pode ser assim exposta. que regula a ação popular. tem que ser editado a partir de um ato que é simultaneamente lei em sentido formal (porque elaborado segundo o procedimento previsto na CF) e material (porque contém normas). estando hierarquicamente a elas subordinados. enquanto vocacionado à atividade administrativa. enfim. regulamento ou outro ato normativo”. Pois bem. simplesmente. os atos normativos editados pela própria Administração. num segundo momento. O decreto. após editá-los. especifica as regras procedimentais a serem observadas na atividade de fiscalização. num segundo momento. será válida eventual multa por descumprimento da obrigação lavrada a partir de procedimento diverso daquele que foi especificado no decreto? Evidentemente que não. mesmo não violada qualquer lei no duplo sentido. para a Administração. e. como as leis ordinárias e complementares. as portarias e instruções normativas. e isto que se deseja aqui enfatizar. 2º. aplica-se num primeiro patamar às leis em sentido formal e material. mas.pontodosconcursos. que a “ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei. temos que vislumbrar que este ato. Evidentemente. como os decretos e demais atos normativos administrativos.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO finalidade que deverá presidir sua atuação. no sentido de que somente tais atos podem autorizar à Administração atuar. Temos.

LDO e LOA) são preparados e encaminhados. a arrecadação de receitas e a execução de despesas. LDO e LOA). devam passar pelo exame e pela aprovação do parlamento. a receita é reconhecida www. fica garantido ao povo que todos os atos relacionados aos interesses da sociedade devem passar pelo exame e pela aprovação do parlamento (Legislativo – legítimo representante do povo). sujeitas a processo de crescimento natural ou acréscimo de valor vegetativo. onde menciona que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” (princípio da reserva legal). O sistema SIAFI somente validará contabilmente os documentos de entrada de dados se eles se apresentarem com os eventos que. Os registros efetuados no siafi são efetuados através dos códigos (eventos). 2. os documentos de entrada de dados. o planejamento e o orçamento são realizados através de leis (PPA. (CESPE – ACE/TCU – 2007) O SIAFI somente validará. Somente por meio de normas legais podem ser criadas obrigações aos indivíduos. do ponto de vista contábil. para fins de discussão e aprovação por este. Item CERTO. no todo. se eles se apresentarem com os eventos que. pelo Poder Executivo. Quando o orçamento é aprovado pelo Poder Legislativo há garantia de que todos os atos relacionados aos interesses da sociedade. Esse princípio visa a combater as arbitrariedades emanadas do poder público. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) Na atividade de exploração de reservas florestais. cabendo ainda ao Parlamento fiscalizar a execução dos orçamentos.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO estabelecida no inciso II do art. Assim. ao Legislativo.br 5 . O princípio da legalidade orienta a estruturação do sistema orçamentário. completem partidas dobradas. todos os instrumentos de planejamento da administração pública (PPA. Resolução A lógica do sistema siafi é o EVENTO cuja Tabela é parte integrante do plano de contas da administração pública federal. Item CERTO. no todo.pontodosconcursos. 3. Atendendo a esse princípio. em especial.com. Geralmente os lançamentos executados no sistema são de primeira fórmula. 5º da CF. completem partidas dobradas. mediante consulta à tabela de eventos do plano de contas. Em função desse princípio.

Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública. dos respectivos produtos para Resolução Entendo que em princípio a questão está correta porque o comando da questão informa inicialmente que: “Com base nos conceitos de contabilidade e nas disposições da Lei n. na atividade de exploração de reservas florestais. De acordo com a 4ª Edição do Manual da Receita Pública a Contabilidade Pública constitui ramo da Ciência Contábil e deve observar os Princípios Fundamentais de Contabilidade.320/64 e LRF. sujeitas a processo de crescimento natural ou acréscimo de valor vegetativo. 4.as despesas nele legalmente empenhadas. quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à ENTIDADE. conforme o Manual da Receita Pública. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: -----------------II . apesar da tendência de mudança cultural para que seja observado o regime de competência para determinados fatos na Contabilidade Pública. que representam a essência das doutrinas e teorias relativas dessa ciência.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO antes mesmo da transferência terceiros.br 6 .a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de competência. a receita é reconhecida antes mesmo da transferência dos respectivos produtos para terceiros. julgue os itens a seguir”. em caráter complementar.pontodosconcursos. quer pela fruição de serviços por esta prestados. conforme abaixo transcrito: Art. Art.320/64 e na LRF. entendo que ainda deve-se observar o disposto nas normas de Direito Financeiro que instituiu um regime contábil misto para receitas e despesas orçamentárias nos respectivos artigos 35 e 50 dessas normas. consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País.320/1964 e da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). II .com. Observando o que estabelece o princípio da competência. Pertencem ao exercício financeiro: I . Dentre esses princípios destacam-se os da Oportunidade e da Competência. Com base nessa linha de entendimento. Observe-se que o autor da questão quer uma resposta com base nos conceitos de contabilidade e nas disposições da Lei 4. apurando-se. posto que se trata de receita de serviços. 50.º 4. as receitas consideram-se realizadas: Nas transações com terceiros.as receitas nele arrecadadas. os clientes. Com base nos conceitos de Contabilidade Pública previstos na Lei nº. 35. quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo. o resultado dos fluxos www.

320/64.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO financeiros pelo regime de caixa. consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. fundamentado na tradição cameralista (gestão financeira) do ingresso de disponibilidade. em especial. fundamentado na tradição patrimonialista. 35. porém integrados. Dentre esses princípios destacamos abaixo os da Oportunidade e da Competência. a Contabilidade Pública deve seguir o disposto nas normas de Direito Financeiro. além do registro dos fatos ligados à execução orçamentária.br 7 . que representam a essência das doutrinas e teorias relativas dessa ciência. de 08 de agosto de 2007 que aprova a 4a Edição do Manual de Procedimentos das Receitas Públicas assim estabelece acerca do assunto: Ressalta-se que a Contabilidade Pública constitui ramo da Ciência Contábil e deve observar os Princípios Fundamentais de Contabilidade. a referida lei estabelece que: “Art. quer pela fruição de serviços por esta prestados. § 3° As receitas consideram-se realizadas: I . exigindo que os fatos modificativos sejam levados à conta de resultado e que as informações contábeis permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros de determinado exercício: “Art. O segundo é o conceito patrimonial.” Observa-se que. o fluxo econômico (receitas e despesas) é compreendido por dois conceitos distintos. 2. 100 .As alterações da situação líquida patrimonial. no artigo 89. A Portaria Conjunta nº. O primeiro é o conceito financeiro.as receitas nele arrecadadas. patrimonial e industrial. conforme abaixo: “Art.as despesas nele legalmente empenhadas. que por muito tempo não vem sendo observado tanto pela administração pública quanto pela contabilidade pública aplicada ao setor público e que. que abrangem os resultados da execução orçamentária.pontodosconcursos.A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária. exige-se a evidenciação dos fatos ligados à execução financeira e patrimonial. financeira.nas transações com terceiros. quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo. com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal.” Ao mesmo tempo. II . 89 . necessitando de mudança cultural. vem demandando esforços para que seja cumprido.com. bem como as variações independentes dessa execução e as superveniências e insubsistências ativas e passivas. na qual se baseou o orçamento e se estabeleceu o regime de caixa para a Receita Orçamentária.” www. Na administração pública. na Lei nº 4. quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à ENTIDADE. Pertencem ao exercício financeiro: I . Além dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. que instituiu um regime contábil misto para receitas e despesas orçamentárias no seu artigo 35. constituirão elementos da conta patrimonial.

com o objetivo de evidenciar o impacto no Patrimônio. e indicará o resultado patrimonial do exercício. em 1969. observando os Princípios da Competência e da Oportunidade.A Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio.320/64. como procedimento básico. Resolução O orçamento de base zero teve sua abordagem orçamentária desenvolvida nos Estados Unidos da América. os Princípios Fundamentais de Contabilidade e o disposto na Lei nº 4. 4. cumprindo assim. no ano fiscal de 1973. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) O orçamento base-zero caracteriza-se como um modelo do tipo racional. Observa-se que é possível compatibilizar e evidenciar.” Portanto. sua continuidade e possíveis alterações. em confronto com novos programas pretendidos. no orçamento de base zero cada item da despesa orçamentária é tratado como uma nova iniciativa dos gestores ou do governo.. Item Certo. Adota-se. como se cada item de despesa se tratasse de uma nova iniciativa do governo.pontodosconcursos. demonstrando a visão orçamentária exigida no art. as alterações patrimoniais e as alterações orçamentárias ocorridas nas entidades. Conceito O orçamento de base zero é uma metodologia orçamentária ou tipo de orçamento onde exige que todas as despesas referentes aos programas.320/64. Reconhecimento da receita pública É a aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade para reconhecimento da variação ocorrida no patrimônio. No momento da arrecadação da receita deve haver o registro em contas específicas. em que as decisões são voltadas para a maximização da eficiência na alocação dos recursos públicos. projetos ou ações governamentais dos órgãos ou entidades públicas sejam detalhadamente justificados a cada ano. www. deve haver o registro da receita em função do fato gerador. o questionamento de todos os programas em execução. 35 da Lei nº 4. 104 . Portanto. pela Texas Instruments Inc.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO “Art.com. por meio do registro do direito a receber no momento da ocorrência do fato gerador. em nenhuma das unidades da Federação. antes da efetivação do correspondente ingresso de disponibilidades.br 8 . de maneira harmônica. Foi adotado pelo Estado da Geórgia (governo Jimmy Carter). A metodologia do OBZ não é adotada no Brasil. resultantes ou independentes da execução orçamentária.

◊ Cada administrador é obrigado a preparar um "pacote de decisão" para cada atividade ou operação. este (orçamento de custos) ocorre concomitante com o OBZ A elaboração do orçamento fica sob a responsabilidade de cada unidade orçamentária. ◊ Os gastos anteriormente realizados são questionados e as prioridades historicamente determinadas são abandonadas. finalidade. todos os valores constantes da base orçamentária são obtidos da escrituração contábil e nos balancetes dos exercícios anteriores O foco principal do orçamento de base zero é o controle das despesas de capital (investimentos). propondo e justificando o nível de gastos previstos Linguagem basicamente contábil. buscando esforços e alternativas de maximizar os seus resultados e conseqüentemente os do Estado Cada gestor deve avaliar as atividades de sua área e as despesas decorrentes. vou pedir R$ 120 milhões para o próximo ano porque talvez consigamos pelo menos os mesmos R$ 100 milhões.pontodosconcursos.com. Importante! Principais características do OBZ: ◊ Análise. significa dizer que o gestor público deverá realizar seu planejamento de despesas justificando o gasto a ser realizado e não apenas se basear em dados históricos (do passado).br 9 . e este pacote inclui uma análise de custo. O questionamento dos gastos anteriormente realizados é executado através dos procedimentos de avaliação e acompanhamento. cabendo-lhe justificar por que deve gastar os recursos. Prioridades historicamente determinadas são abandonadas. o orçamento torna-se o mais próximo possível da realidade e das necessidades. alternativas. portanto. ou seja. parte-se da premissa do que precisa ser feito e não o que seria bom ser feito. revisão e avaliação de todas as despesas propostas em cada unidade orçamentária. Assim sendo.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Objetivo: o objetivo principal do OBZ é a justificativa do “gasto” de acordo com as necessidades e os recursos disponíveis e corresponde a um “meio de eliminar programas e projetos não econômicos”. medidas de desempenho. benefícios e as conseqüências de não executar as atividades. www. ou seja. Premissas básicas do orçamento de base zero: Redução de despesas e o aumento da eficiência do Estado O OBZ não é um orçamento de custos. ◊ O processo exige que cada administrador justifique detalhadamente todas as dotações solicitadas em seu orçamento. Exemplo: Ao realizar o planejamento de gastos o gestor deverá abandonar o seguinte pensamento: Este ano fui contemplado com R$ 100 milhões na lei orçamentária. ◊ Todos os programas de trabalho devem ser justificados cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário.

ao debatê-lo e aprová-lo ambos teriam os elementos de julgamento necessários para.br 10 . A idéia básica do OBZ é a de que cada unidade da administração pública. uma nova cultura favorável ao aperfeiçoamento sistemático dos procedimentos.pontodosconcursos. Benefícios que poderão advir com a adoção do OBZ: Melhoria do processo orçamentário: O fato de cada programa ser questionado obrigaria as diversas Unidades Orçamentárias e Ministérios a envidarem esforços no sentido de apresentar programas de melhor qualidade técnica e mais justificados e fundamentados. A maior preocupação do OBZ é justificar o porquê da despesa. se deve ou não gastar esse ou aquele recurso e em qual programa ou projeto. avaliar até que ponto certa despesa é necessária ou não. Conclusão: www. No OBZ não se enfatiza o objeto ou o objetivo do gasto e também não há preocupação com a categoria econômica da despesa (se é despesa corrente ou de capital). os órgãos e Poderes. com vistas a uma maior eficácia na utilização dos recursos e no cumprimento das metas.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Para se obter o máximo controle de seus gastos. os gestores precisam de relatórios detalhados das atividades desenvolvidas. O OBZ tende a gerar. deve justificar por que deve gastar os recursos que estão sendo pleiteados. o OBZ se caracteriza por ser um processo contínuo.com. como subproduto. a cada ano. ao elaborar o orçamento e o Congresso Nacional. onde a cada ano os programas devem ser avaliados. Assim sendo. a cada ano. Desenvolvimento de pessoal: A necessidade de se justificar cada programa de trabalho impõe às diversas unidades governamentais empenho no desenvolvimento de uma equipe técnica capacitada para atingir os fins da administração pública através de maior qualificação dos funcionários e da criação de uma cultura orçamentária. promovendo uma espécie de seleção natural e criando uma forma de “filtro” que implicaria abandonar os programas tecnicamente inviáveis ou surrealistas. Aperfeiçoamentos posteriores: Ao contrário de certas inovações interessantes que depois perdem continuidade. estabelecer uma hierarquia de prioridades para definir o que é mais importante o governo realizar. deve justificar por que deve gastar os recursos pleiteados. Este tipo de orçamento parte da premissa de que cada órgão ou entidade da administração pública. primeiro. e segundo.

em confronto com novos programas pretendidos. os quais visam a efetividade do princípio do planejamento e da responsabilidade na gestão fiscal. as desonerações fiscais e a concessão de créditos tributários. Essa autorização pode ser de duas formas: 1. em que as decisões são voltadas para a maximização da eficiência na alocação dos recursos públicos. incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente. Item CERTO. previsão www. entre outros aspectos. Em lei específica ou especial – autorização específica. sem necessidade de prévia autorização legislativa. A LRF estabelece os parâmetros para a previsão da receita. Orienta a elaboração da lei orçamentária anual. 6. sem necessidade de prévia autorização legislativa. 5. sua continuidade e possíveis alterações. Resolução O veto do presidente da República a determinadas despesas ou programas de trabalho contido no projeto de lei orçamentária aprovado pelo Congresso Nacional NÃO permite novas incorporações de recursos que poderão ser utilizados mediante créditos suplementares. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) As alterações da legislação tributária são parâmetros adotados para se definirem as estimativas de arrecadação. é relevante levar em conta. que constituem uma das etapas do processo orçamentário. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) O veto do presidente da República a determinado programa contido no projeto de lei orçamentária aprovado pelo Congresso Nacional permite a superveniência de recursos que poderão ser utilizados mediante créditos suplementares. disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá sobre a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Item ERRADO. Na própria LOA – autorização genérica. as alterações de alíquotas. No Brasil a regra é a de que toda abertura de créditos adicionais deve ser autorizada pelo Legislativo (princípio da legalidade). posto que constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição.com.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO O orçamento base-zero caracteriza-se como um modelo do tipo racional. Nesse sentido.br 11 . 2.pontodosconcursos. Resolução A LDO Compreende as metas e prioridades (MP) da administração pública federal. É característica desse tipo de orçamento o questionamento de todos os programas em execução.

o crescimento real das importações ou das exportações.É obtida por meio da série histórica de arrecadação da receita e dependerá do seu comportamento mensal. A média de arrecadação dos últimos meses do exercício. A média trimestral de arrecadação ao longo de cada trimestre do ano anterior. podemos citar o Produto Interno Bruto Real do Brasil – PIB real. a variação da taxa de juros. considerarão os efeitos das alterações na legislação. Está relacionado à variação física de um determinado fator de produção. o IPCA. a variação real na produção mineral do país. da variação do índice de preços.com. cuja programação é feita mensalmente. Índice de quantidade . 12. o aumento na arrecadação como função do aumento do número de fiscais no país. de forma mensal objetivando atender à execução orçamentária.É o índice que fornece a variação média na quantidade de bens de um determinado seguimento da economia. Como exemplos. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais. o crescimento da massa salarial. da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem.br 12 . Projeção de recitas é o valor a ser projetado para uma determinada receita. a variação cambial. Estes índices são divulgados mensalmente por órgãos oficiais como: IBGE. a variação real da produção agrícola. Existem diversos índices de preços nacionais ou mesmo regionais como o IGP-DI. A base de cálculo pode ser: A arrecadação de cada mês (arrecadação mensal) do ano anterior. A média de arrecadação mensal do ano anterior (arrecadação anual do ano anterior dividido por doze). a variação real da produção industrial.pontodosconcursos. do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos. dentre outros. o crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo público federal. a taxa de juros. e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas. A média de arrecadação mensal dos últimos doze meses ou média móvel dos últimos doze meses (arrecadação total dos últimos doze meses dividido por doze). 11 da LRF). o INPC.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO e efetiva arrecadação de todos os tributos da constitucional do ente da Federação (art. competência Dentro desse pensamento essa norma indicou parâmetros para a projeção das receitas orçamentárias da seguinte forma: Art. A projeção da receita é calculada da seguinte forma: Projeção = Base de Cálculo x (índice de preço) x (índice de quantidade) x (efeito legislação). Índice de preços – É o índice que fornece a variação média dos preços de uma determinada cesta de produtos. www. Fundação Getúlio Vargas e Banco Central e são utilizados pelo Governo Central para projeção de índices futuros. Base de cálculo .

e assim por diante. se uma taxa de polícia aumentar a sua alíquota em 30%. foi instituído pelo governo federal o mecanismo de destinação de recursos.Leva em consideração a mudança na alíquota ou na base de cálculo de alguma receita. julgue os seguintes itens. Para que essa necessidade fosse atendida. constituindo-se em uma das etapas do processo orçamentário.com. alínea b). 7. Por exemplo. a escolha deste índice dependerá do fato gerador da receita e da correlação entre a arrecadação e o índice a ser adotado. em geral. haja vista a vinculação para todos eles. mas. o aumento do número de alunos matriculados em uma escola. estabelecido na Constituição Federal (art. Porém. nestes casos. se o aumento obedecerá ou não o princípio da anterioridade. Atenção! O CESPE repete questões de concursos! Sei que não é novidade. decorrentes de ajustes na legislação ou nos contratos públicos. decorrente de alteração na legislação.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO ou mesmo do incremento tecnológico na forma de arrecadação. as desonerações fiscais. existe a necessidade de se classificar a receita conforme a destinação legal dos recursos arrecadados. Da mesma forma que o índice de preços. isenções e concessão de créditos tributários. Ou seja. o CESPE repetiu o mesmo questionamento. Deve-se verificar.br 13 . Observe a questão do TCU/2007: A natureza da receita busca identificar a origem do recurso segundo seu fato gerador. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) O controle da destinação de recursos deve ser feito por todos os entes da federação. e será parte integrante da projeção da taxa para o ano seguinte. anistias. O conteúdo da questão 7 acima foi exigido nos concursos do TCU/2007 (questão 149) e TST/2008 (questão 112). Quanto a esse mecanismo. deve-se considerar este aumento com sendo o efeito legislação. as alterações de alíquotas. Efeito legislação . Item CERTO. deve-se considerar.pontodosconcursos. inciso III. 150. Conclusão: As alterações da legislação tributária são parâmetros adotados na LDO para se definirem as estimativas de arrecadação. mas faço questão de alertá-los. A natureza da receita busca identificar a origem do recurso segundo seu fato gerador. existe a necessidade de classificar a receita www. Nesse sentido. tarifas públicas e receitas tributárias.

órgãos. entidades e fundos. a exemplo dos convênios firmados entre a União e os Municípios. Resolução A Portaria Conjunta STN/SOF nº. cujos recursos são obtidos com finalidade específica. A destinação de Receita Pública.pontodosconcursos. seja para funções essenciais. 2. 2/07 que aprova a 4ª Edição do Manual de Procedimentos da Receita Pública versa acerca desse assunto no tópico “destinação da receita orçamentária”.br 14 . existe a necessidade de classificar a receita conforme a destinação constitucional ou legal dos recursos arrecadados. De que forma se realiza o controle da destinação de recursos! O mecanismo utilizado para controle das destinações de recursos é a codificação denominada: DESTINAÇÃO DE RECURSOS (DR). seja para entes. Destinação vinculada – é o procedimento de vinculação de fonte de receita na aplicação de recursos.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO conforme a destinação legal dos recursos arrecadados. onde: 1. Em virtude dessa situação foi instituído no Governo Federal um procedimento denominado de destinação da receita. haja vista a existência de vinculações para todos eles. para fins de aplicação orçamentária. Ela www. Destinação da receita pública é o procedimento pelo qual os recursos públicos são vinculados a uma ou determinadas despesas específicas ou a qualquer que seja a aplicação de recursos. a exemplo dos recursos destinados ao fundo de participação dos estados e municípios. foi instituído no governo federal o mecanismo da destinação da receita. em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pela legislação vigente. O objetivo da criação de vinculações para as receitas é o de garantir a despesa correspondente. O controle das destinações de recursos 149 (CESPE – ACE/TCU – 2007) deve ser feito por todos os entes da Federação. porém. A natureza da receita busca identificar a origem dos recursos segundo seu fato gerador. desde o estágio da previsão da receita até o efetivo pagamento das despesas constantes dos programas e ações governamentais. Outro tipo de vinculação é aquela derivada de convênios e contratos de empréstimos e financiamentos. Por isso.com. Destinação ordinária – é o procedimento de alocação livre de fonte parcial ou totalmente não-vinculada de receitas à aplicação de recursos para atender às finalidades gerais do Ente Federado. é dividida em ordinária e vinculada.

Atenção! O controle das destinações de recursos deve ser feito por todos os Entes da Federação. Item Certo. Estadual ou Municipal). Esse mecanismo possibilita o atendimento do princípio da transparência no gasto público inserido na Lei de Responsabilidade Fiscal e o controle das fontes de financiamento das despesas. regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal . ainda.RREO. Destinar recursos é reservar valores ou parcelas para determinado fim ou emprego. parte integrante do relatório resumido da execução orçamentária . desde a previsão da receita até a fixação da despesa. 8. Resolução A Portaria Conjunta STN/SOF nº. Observe os conceitos: 1. não possuindo características de endividamento ou de desmobilização e que compõe o cálculo do resultado primário. Destinação Não-Primária ou Financeira – fonte vinculada ou ordinária derivada de natureza de receita que tem caráter financeiro e características de endividamento ou de desmobilização (alienação de bens).com. Destinação Primária ou Não Financeira – fonte vinculada ou ordinária derivada de natureza de receita que tem caráter não financeiro. haja vista a existência de vinculações para todos eles. se é correspondente a contrapartidas de empréstimos ou financiamentos.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO identifica se os recursos são vinculados ou não e. no caso daqueles vinculados. Assim. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) A metodologia de destinação da receita constitui instrumento que interliga todo o processo orçamentário-financeiro. Todos os Entes possuem vinculações próprias.LRF. conceitos importantes na elaboração do demonstrativo do resultado primário. 2.pontodosconcursos. indica a sua finalidade. se pertence ao exercício corrente ou a exercícios anteriores e. as destinações estão divididas em destinações primárias ou não-primárias. Existe ainda outra classificação para as destinações de receitas. Identifica também se o recurso é originário do Tesouro (Nacional. 2/07 que aprova a 4ª Edição do Manual de Procedimentos da Receita Pública versa acerca desse assunto no tópico “mecanismo de utilização das destinações de recursos”.br 15 . devendo existir especificações de fontes para essas destinações. A destinação primária ou não primária de recursos também é denominada de não financeira ou financeira respectivamente. por www.

incluindo ingresso. abaixo transcritos: Art. Os mecanismos de utilização das destinações de recursos encontramse inseridos no Parágrafo único do art. juntamente com a natureza da despesa. é feita a classificação por natureza de receita e destinação de recursos. fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: I – a disponibilidade de caixa constará de registro próprio. a partir do ingresso. No momento da contabilização do orçamento. de modo que os recursos vinculados a órgão. evidenciando. www. Assim sendo. a destinação de Fonte de Recursos que irá financiá-la. ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso. 50. deve ser registrado em contas de controle do sistema orçamentário o total da receita prevista e da despesa fixada por destinação. sendo possível determinar a disponibilidade para alocação discricionária pelo gestor público.com. as destinações dos valores. na sua classificação. conforme vinculações estabelecidas.pontodosconcursos. programa de trabalho e outras classificações. ao se fixar a despesa deve-se incluir. Na execução orçamentária. a codificação da destinação da receita indica a vinculação. Quando da realização da despesa. comprometimento e saída dos recursos financeiros. deve estar demonstrada qual a fonte de financiamento da mesma. 50 – Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública. e aquela reservada para finalidades específicas. até a sua execução. o controle das disponibilidades financeiras por fonte de recursos deve ser feito desde a elaboração do orçamento.br 16 . cuja destinação é determinada pela combinação entre a classificação por natureza da receita e o código indicativo da destinação de recursos.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO motivos estratégicos e pela existência de dispositivos legais que estabelecem vinculações para as receitas. Tratamento correspondente é dado às receitas. 8º e no art. 8º – Parágrafo único. Art. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação. Na elaboração da lei orçamentária. no momento do recolhimento/recebimento dos valores. estabelecendo-se a interligação entre a receita e a despesa. Portanto. da LRF.

no momento do empenho no sistema orçamentário. haja vista que a Constituição Federal literalmente autoriza (art. 9. Também. as operações de crédito por antecipação de receita.com. 165. Julgue os itens seguintes. na execução orçamentária da despesa. acerca da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). e na saída desse recurso deve ser adotado procedimento semelhante.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Na arrecadação da receita. Item Certo.br 17 . Só o Executivo pode realizar e depende de prévia e expressa autorização para a contratação. sem. Importante! A metodologia de destinação da receita constitui instrumento que interliga todo o processo orçamentário-financeiro.pontodosconcursos. bem como o registro da realização da receita por destinação. Assim sendo. no texto da lei orçamentária. em contas de controle o valor classificado na destinação correspondente (disponibilidade a utilizar). Na liquidação da despesa deve ser registrada a transferência da disponibilidade a utilizar para a comprometida. deve haver a baixa do crédito disponível de acordo com a destinação. denominadas de antecipações de receitas orçamentárias – AROs podem ser realizadas por todos os Entes Federados. em créditos adicionais ou lei específica. onde serão efetuadas mediante abertura de crédito junto à instituição financeira www. desde o estágio de previsão da receita até o estágio de execução da despesa. deverá ser lançado. (CESPE – Procurador/ES – 2008) As operações de crédito por antecipação de receita realizada pelo estado-membro serão efetuadas mediante abertura de crédito junto à instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil. além de seu registro e do respectivo ingresso dos recursos financeiros. contudo. Resolução As operações de crédito por antecipação de receita destinam-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e deve cumprir diversas exigências da LRF. com regras diferenciadas para os estados e municípios. Essa autorização pode ser inserida na LOA.). porém. “ferir” o princípio da exclusividade. com o registro de baixa do saldo da conta de destinação comprometida e lançamento na de destinação utilizada. § 8º.

32.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO vencedora em processo competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil (art. 10. desde que liquidadas até o dia dez de dezembro de cada ano.com.2. cabendo ao Ministério da Fazenda verificar o cumprimento dos limites e condições relativos à realização de operações de crédito de cada ente da Federação. 4. A LRF impôs regras objetivando alterar este quadro de negligência.1. Governador ou Prefeito Municipal. até o dia dez de dezembro de cada ano. ou à que vier a esta substituir. Item CERTO. Não pode ser autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação. Exigências básicas ou condições para as AROs: 1. Poderá ser realizada somente a partir do décimo dia do início do exercício financeiro. da LRF).pontodosconcursos. posto que essas receitas são apenas antecipações da previsão orçamentária. são receitas recebidas antecipadamente mediante empréstimos junto à instituição financeira. Portanto. irresponsabilidade e favorecimento político com o dinheiro público. 3. o Banco Central do Brasil deve manter sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e. dispensa a adoção de medidas de compensação. no caso de inobservância dos limites. Atenção! As AROs não serão computadas na Regra de Ouro. Ou seja. § 2º. No último ano de mandato do Presidente. O www. obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira. (CESPE – Procurador/ES – 2008) A concessão de isenção tributária individual não caracteriza renúncia de receita e a sua instituição. 2. Resolução O comando dessa questão trata-se de renúncia de receita prevista na LRF. Por fim. Deverá ser liquidada. Estará proibida: 4.br 18 . Enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada. com juros e outros encargos incidentes. para a sua realização devem-se cumprir tais limites estabelecidos na LRF. As AROs geram endividamento de curto prazo (até 365 dias) para os Entes Federados. portanto. aplicará as sanções cabíveis à instituição credora. 4. Atenção! É importante entender que as receitas arrecadadas provenientes de operações de crédito por antecipação da receita NÃO são inseridas na receita prevista da LOA.

o qual integra o regime jurídicoadministrativo A LRF estabelece que a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deve: 1. pela administração. 2. sejam praticados com dolo. Subsídio.com. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição. empréstimos a taxas favorecidas. proveniente da elevação de alíquotas. § único. 2. além disso. ou seja. quer decorrente de penalidade. mesmo sem essa qualificação.aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que. dar como pago. o Estado concede um crédito “presumido” de até 99% e a Empresa só paga 1% do imposto devido. Estar acompanhada de medidas de compensação. majoração ou criação de tributo ou contribuição. Pressupõe que tenha havido o lançamento tributário. A anistia é modalidade de exclusão do crédito tributário disposto no artigo 180 do Código Tributário Nacional. poderá privar o município de receber recursos financeiros (transferências voluntárias) enviados pelos Estados e União. Remissão. por meio do aumento de receita. 11. às infrações resultantes de conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas.pontodosconcursos. no que se refere aos impostos.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO gestor ou agente político que não cumprir as regras de gestão da receita pública estará sujeito a sanções pessoais. Concessão de isenção em caráter não geral. 1.br 19 . quer decorrente de tributo. Atendimento ao disposto na Lei de Diretrizes orçamentárias. Demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da LDO. previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação. dos bens e interesses públicos. O crédito presumido é um incentivo fiscal oferecido pelo Poder Público (Estado) a setores que o Estado entende como importantes para o desenvolvimento industrial. Cabe registrar que o dispositivo acima transcrito está em perfeita sintonia com o princípio da indisponibilidade.subsídios aos produtos da Zona Franca de Manaus etc. Significa perdão. . reduzindo substancialmente o ICMS a ser pago. dispensa. Garantias de preços mínimos. no período mencionado no caput. significa que alguma(s) categoria(s) de contribuintes fica(m) isenta(s) de pagar www. onde assim disciplina: Art. Observe o que dispõe a LRF a respeito: Art. A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. a renúncia de receita compreende: Anistia. 180. fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. ampliação da base de cálculo. Geralmente concedida por lei. não se aplicando: . Estar acompanhada da estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar a vigência da renúncia e nos dois seguintes. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe o disposto no “caput”. Crédito presumido.salvo disposição em contrário. E a pelo menos uma das seguintes condições: O que se entende por renúncia de receita! Conforme a LRF. É forma de extinção do crédito tributário.

portanto. O contribuinte continua sujeito às demais obrigações fiscais. Alteração ou redução da alíquota não se confunde com a isenção. Exportação. O cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. por meio do aumento de receita. Ocorre exatamente ao contrário. Outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. Atenção! Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício tributário estiver acompanhado de medidas de compensação.com. ou. mesmo quando a alíquota aplicável ao tributo incidente sobre determinado fato.br 20 . e aplica-se na forma de lei votada pelo Congresso Nacional. no período em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes. Importante! Cabe ressaltar que em obediência à celeridade processual e ao princípio da economicidade. (CESPE – Procurador/ES – 2008) Lei estadual pode fixar limites inferiores aos previstos na LRF para as dívidas consolidadas e mobiliária. coisa ou transação é reduzida a zero. a concessão de isenção tributária individual caracteriza renúncia de receita e na sua instituição deve ser adotada de medidas de compensação. 11. em razão do desejo do Estado de fomentar certas atividades ou regiões do País. Não se considera renúncia de receita: Importação de produtos estrangeiros . de produtos nacionais ou nacionalizados – IE. a Lei de Responsabilidade Fiscal não considera renúncia de receita a remissão total do crédito tributário cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança (art. para o exterior. dispensa a adoção de medidas de compensação”. Conclusão: O comando da questão afirma: “A concessão de isenção tributária individual não caracteriza renúncia de receita e a sua instituição. majoração ou criação de tributo ou contribuição. Item ERRADO. Operações de crédito. determinados empreendimentos que atendam às condições fixadas na lei concessiva da isenção.pontodosconcursos. ou relativas a títulos ou valores mobiliários – IOF. Produtos industrializados – IPI. proveniente da elevação de alíquotas. o benefício só entrará em vigor quando implementadas tais medidas. A redução pode ter caráter transitório.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO determinado tributo. Benefícios fiscais extensivos às micro empresas. operações de crédito e concessão de garantias. ampliação da base de cálculo. II). ainda. www. § 3º. aplicar-se apenas a determinado produto de uma categoria mais ampla ou limitar-se a operações realizadas em certas áreas geográficas.II. 14. Alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições. inclusive ao pagamento dos tributos dependentes ou conexos com àquele cuja alíquota foi reduzida. câmbio e seguro.

desde que haja prévia e específica autorização legislativa (art. encerrado em 31/12 (art. a exemplo dos limites de despesa total com pessoal. ressalvada a autorização para a abertura de créditos suplementares e www. AROs. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) Em decorrência do princípio da exclusividade. especiais ou extraordinários). 5º. O produto de operações de credito autorizadas. O princípio da exclusividade possui regramento constitucional e estabelece que a lei orçamentária anual não pode conter dispositivos estranhos à fixação das despesas e previsão das receitas. 12.pontodosconcursos.br 21 . da LRF). inciso IV. a inclusão.320/64). § 1º. da CF). estabelecido na LOA (art. dívidas consolidada e mobiliária. inciso III. endividamento. Na lei orçamentária – LOA não pode haver autorização para abertura de créditos ESPECIAIS. em decorrência de veto. operações de crédito. entre elas a de que lei estadual ou municipal pode fixar limites inferiores aos previstos na LRF. da Lei nº 4. § 8º.320/64). da Lei nº 4. em forma que juridicamente possibilite ao poder executivo realizá-las (art. na lei orçamentária. Os provenientes de excesso de arrecadação (art.320/64). As fontes de recursos possíveis são: Superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. inciso II. 43. Item CERTO. No que se refere à abertura de créditos adicionais a Constituição Federal permite que seja incluída autorização só para os créditos SUPLEMENTARES. 43. autorizados em Lei (art. Não existe nenhuma norma que condicione a abertura de créditos adicionais à existência de excesso de arrecadação. inciso III. Os resultantes da reserva para contingências. § 1º.com.320/64). Com relação à administração orçamentária e financeira. ficarem sem despesas correspondentes. Os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais. inciso I. alínea b. 43. julgue os próximos itens. da Lei nº 4. da Lei nº 4. 166.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Resolução Ao aprovar a LRF o legislador ordinário previu em suas disposições finais e transitórias diversas regras. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. 2º. Os recursos que. 43. posto que existem diversas fontes de recursos possíveis que podem ser utilizados para a abertura de créditos adicionais (suplementares. § 1º. Resolução O comando da questão apresenta dois erros: 1º. concessão de garantias etc. § 1º. de autorizações para abertura de créditos suplementares e especiais está condicionada à existência de excesso de arrecadação.

O inciso “V” do § 2º do artigo em comento determinada que o Anexo de Metas Fiscais deva conter o demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO contratação de operações de crédito. O art. ainda que por antecipação da receita.com. que correspondem a contratos anuais com período de execução que ultrapassa o final do exercício financeiro do respectivo orçamento. resultados nominal e primário e montante da dívida pública. ► Contratação de qualquer operação de crédito. medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. (autorização Legislativa) só a abertura de crédito adicional SUPLEMENTAR. Cuidado! Crédito adicional é o gênero e suas espécies são: suplementar. relativas a receitas. Portanto. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) A Lei de Responsabilidade Fiscal. ► Contratação de operações de crédito por antecipação da receita orçamentária – ARO. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado da estimativa do impacto orçamentáriofinanceiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes. O que se considera como despesa obrigatória de caráter continuado? É a despesa corrente derivada de lei.pontodosconcursos. Conclusão: www. especial e extraordinário. em que serão estabelecidas metas anuais. 4º da LRF determina que a LDO contenha o Anexo de Metas Fiscais. Item ERRADO. em valores correntes e constantes. a constituição Federal autoriza que as matérias abaixo enumeradas podem ser inseridas na LOA: ► Autorização para a abertura de crédito adicional suplementar. excepcionando o princípio da exclusividade. A CF/88 autoriza que seja incluído. para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes.br 22 . na LOA. 13. passou a exigir a estimativa da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. despesas. 16 da LRF determina que a criação. ao incluir anexo de metas fiscais na lei de diretrizes orçamentárias. Resolução O § 1º do art.

br 23 . Também é verdade que o Anexo de Metas Fiscais deva conter o demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. em vez de apontar o número de hospitais a serem construídos ou ambulatórios a serem instalados. Porém. por exemplo.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Realmente a Lei de Responsabilidade Fiscal prevê que a LDO contenha o Anexo de Metas Fiscais. O orçamento-programa pode gerencial de orçamento público. são considerados os custos dos programas de ação e classificados a partir do ponto de vista funcional-programático. As despesas obrigatórias de caráter continuado correspondem a obrigação legal de execução de despesa por um período superior a dois exercícios financeiros. cuja ênfase é a consecução de objetivos e metas e. estaria mais bem justificado se. obrigatório para todas as unidades da federação é o orçamento-programa. ser considerado uma concepção Esse tipo de orçamento é entendido como um elo entre o planejamento (PPA) e as ações executivas da Administração Pública. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) A definição clara de objetivos é condição básica para o orçamentoprograma.pontodosconcursos. www. NÃO é verdade que as despesas obrigatórias de caráter continuado correspondem a contratos anuais com período de execução que ultrapassa o final do exercício financeiro do respectivo orçamento. Resolução O orçamento-programa é definido como um plano de trabalho expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos recursos necessários à sua execução.ONU a partir do final da década de 50. O orçamento-programa foi difundido pela Organização das Nações Unidas . O orçamento-programa pode ser entendido como o plano de trabalho do governo no qual são especificadas as proposições concretas que se pretende realizar durante um exercício financeiro. Um programa na área de saúde. para tanto. inspirado na experiência do orçamento de desempenho nos Estados Unidos da América. O tipo de orçamento utilizado atualmente no Brasil. Item ERRADO. indicasse o número de novos pacientes a serem atendidos ou de novos atendimentos a serem realizados. 14.com.

metas correspondentes aos bens e serviços necessários para atingir o objetivo. em todas as esferas de governo. Observe as regras estabelecidas no Decreto Federal nº. www. 2.regionalização das metas por Estado Parágrafo único. 1º Para elaboração e execução do Plano Plurianual 2000-2003 e dos Orçamentos da União. Entende-se por ação finalística aquela que proporciona bem ou serviço para atendimento direto a demandas da sociedade. Foi a partir desse Decreto que os esforços para a implantação do orçamento programa na área federal tiveram efetivamente a sua concretização. Art. O Decreto supramencionado estabelece normas para a elaboração e execução do Plano Plurianual e dos Orçamentos da União.com.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO A legalização do orçamento-programa na esfera federal foi efetivada em 1964 e está inserido na Lei no 4. IX .indicador que quantifique a situação que o programa tenha por fim modificar.br 24 . V . que em cada ano será elaborado um orçamento-programa que pormenorizará a etapa do programa plurianual a ser realizado no exercício seguinte e que servirá de roteiro à execução coordenada do programa anual.320. VII . 2.ações não integrantes do Orçamento Geral da União necessárias à consecução do objetivo.prazo de conclusão. Parágrafo único.valor global. a serem atingidas em prazo definido. VIII . Após a Lei no 4.objetivo.pontodosconcursos. O orçamento-programa está intimamente ligado ao sistema de planejamento (PPA) e aos objetivos que o Governo pretende alcançar durante um determinado período de tempo. 2º Cada Programa deverá conter: I . a partir do exercício financeiro do ano 2000.829/98: Art. 16. toda ação finalística do Governo Federal deverá ser estruturada em Programas orientados para a consecução dos objetivos estratégicos definidos para o período do Plano. sendo imediatamente colocado em prática. II . III . VI . inclusive no Brasil. Os Programas constituídos predominantemente de Ações Continuadas deverão conter metas de qualidade e de produtividade. § 3º A classificação funcional-programática deverá ser aperfeiçoada de modo a estimular a adoção.320/64.fonte de financiamento. em seu art. do uso do gerenciamento por Programas.320/64 o Decreto-Lei no 200/67 reforçou a idéia de orçamento-programa ao estabelecer. Apesar da concepção de orçamento-programa ser conhecida desde a década de 50.órgão responsável. IV . Atenção! Muito cobrado em concurso! O orçamento-programa foi implementado no Brasil mediante inclusão na Lei no 4.829/98 e demais normas que disciplinaram a elaboração do PPA (2000-2003). os avanços ocorridos para sua efetiva implementação em nosso País ocorreu somente depois da edição do Decreto Federal nº.

entre outros: A integração do planejamento (PPA) com o orçamento (LOA). o www. por exemplo. Ele viabiliza os objetivos governamentais em consonância com os planos e diretrizes estabelecidas. O OBJETO do gasto seria apontar o número de hospitais a serem construídos ou ambulatórios a serem instalados e o OBJETIVO. mas principalmente. Informações relativas a cada atividade ou projeto. em vez de apontar o número de hospitais a serem construídos ou ambulatórios a serem instalados. podemos observar que o orçamento-programa não é apenas um documento financeiro. LDO e LRF. Elaboração através de processo técnico e baseado em diretrizes e prioridades. estimativas reais de recursos e de diagnóstico das necessidades. Identificação dos programas de trabalho.pontodosconcursos. A avaliação de resultados e a gerência por objetivos A interdependência e conexão entre os diferentes programas do trabalho. Podemos dizer que os orçamentos expressam uma realidade físicofinanceira e os programas de trabalho do governo.br 25 . o orçamento-programa possibilita. um instrumento de concretização das ações do governo. Identificar a duplicidade de esforços no planejamento e na execução. ou seja. O objeto do gasto no orçamento-programa é irrelevante em relação ao seu objetivo. entretanto. pelos conceitos e definições. estaria mais bem justificado se. Atribuir recursos para o cumprimento de determinados objetivos e metas. Conclusão: O orçamento-programa possibilita a definição clara de objetivos. Definição clara de objetivos. As relações insumo-produto. indicasse o número de novos pacientes a serem atendidos ou de novos atendimentos a serem realizados”. objetivos e metas compatibilizados com o PPA. O acompanhamento físico-financeiro. Atribuir responsabilidade aos gestores públicos. quanto e para que vai gastar.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Atenção! O orçamento-programa é conceituado como sendo um plano de trabalho expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos recursos necessários à sua execução. a composição dos custos dos produtos ofertados. Portanto.com. A quantificação de objetivos e a fixação de metas. As alternativas programáticas. Na afirmação do comando da questão retrata perfeitamente a importância do objetivo do gasto ao informar: “Um programa na área de saúde.

► Servidor que tenha a seu cargo a guarda ou utilização do material a adquirir. 45 do Decreto nº 93. www. ao setor contábil. especialmente designado. quando esgotado o prazo para fazê-lo. é aplicável a qualquer tipo de despesa. O servidor responsável abre uma conta específica no Banco do Brasil onde será depositado o numerário a seu favor. Concretiza-se através da entrega de numerário a servidor.872/86 proíbe expressamente a concessão de suprimento de fundos a: ► Servidor responsável por dois suprimentos. concedido pelo ordenador de despesa. Resolução A Lei nº 4. O § 3º do art. 15.320/64 estabelece que o regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. admitido apenas em situações consideradas excepcionais. ou seja. o servidor responsável por dois suprimentos de fundos com prazo de aplicação não vencido está impedido de receber um terceiro. Ao servidor que não tenha prestado contas de suprimento de fundos de sua responsabilidade. como determina a legislação de regência. A despesa é considerada realizada no momento do seu empenho a favor do servidor suprido. quando esgotado o prazo para fazê-lo é denominado em alcance. sempre precedida de empenho na dotação própria. Nesse momento. Item CERTO. salvo quando não houver na repartição outro servidor. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) O pagamento da despesa por meio de adiantamento. Atenção! A importância aplicada até 31 de dezembro poderá ser comprovada até 15 de janeiro do ano seguinte.pontodosconcursos.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO número de novos pacientes a serem atendidos ou de novos atendimentos a serem realizados. a cada período. ► Servidor que não tenha prestado contas de suprimento de fundos de sua responsabilidade. restringindo-se a um único servidor do órgão. ► Servidor que esteja respondendo a inquérito administrativo – IN STN nº 10/91. mediante empenho na dotação própria. para fim de realizar despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação.com. ocorre o adiantamento da despesa.br 26 . Posteriormente o servidor presta contas (liquidação da despesa).

serviços de engenharia na modalidade 150.00 I do art. ► De pequeno vulto.872/96). serviços de engenharia na modalidade 150. inciso I. Outros serviços e 5% do valor máximo para outros 5% X compras em geral.pontodosconcursos.500. Pode-se realizar quaisquer tipo de despesas com suprimento de fundos? Nos termos da legislação supracitada as principais despesas que poderão ser atendidas por meio de suprimento de fundos são: ► Com serviços que exijam pronto pagamento em espécie (despesas de viagens e serviços especiais) ((art. Limites para concessão de suprimento de fundos: Objeto Limite Valor R$ = Obras e serviços de 5% do valor máximo para obras e 5% X engenharia. serviços e compras em geral na 80. por meio da modalidade convite.00 = de licitação "convite" (alínea “a”. esses valores seriam.666/93 .648 de 27/05/98).648 de 27/05/98). 45.00 = R$ R$ www.00 de licitação "convite" (alínea “a”. do Decreto nº 93. os comprovantes de despesas deverão ser atestados por outro servidor que tenha conhecimento sobre o assunto. assim entendidas. alterada pela Lei nº 9.00. 23 da Lei nº 8.500.25% do valor máximo para obras e 0.648 de 27/05/98). no nível federal.alterada pela Lei nº 9. ► Que devam ser feitas em caráter sigiloso. do Decreto nº 93.000. adotando-se o mesmo grau de sigilo. Atualmente os valores máximos permitidos são: (5% dos limites de compras e serviços e 5% do limite de execução de obras – estabelecidos em processo licitatório. inciso II do art. aquelas cujo valor não ultrapasse os limites estabelecidos em Portaria do Ministério da Fazenda (art. do Decreto nº 93. 23 da lei 8.000. R$ = Limite para pagamento de despesas de pequeno vulto: Objeto Limite Valor R$ R$ Obras e serviços de 0.com. conforme se classificar em regulamento (art.666/93.000. 45. respectivamente: R$ 4. alterada pela Lei nº 9.872/96). inciso I 7.00.000. inciso III.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Na prestação de contas. inciso II.25% x engenharia.000.25% X compras em geral. “a”.000.25% do valor máximo para outros 0. Quadro exemplo de limites para concessão de suprimento de fundos e pagamento de despesas de pequeno vulto. Outros serviços e 0.00 modalidade de licitação "convite" (alínea 4.00 e 7. Ou seja.666/93. 45. 23 da Lei n 8.00). inciso 375. do art. serviços e compras em geral na 80.br 27 .872/96).

julgue os itens 16.666/93 . inciso II do art. O limite a que se refere este último quadro é para subitem da despesa.br 28 . Item ERRADO. Administrativo e Contábil – IEMA/ES/2007) A política orçamentária constitui uma forma de planejamento da aplicação dos recursos públicos. A partir daí. Observe o fluxo da elaboração e execução do orçamento: www.648 de 27/05/98). Conclusão: O pagamento da despesa por meio de adiantamento em princípio só se admite em situações consideradas excepcionais. (CESPE – Analista Econômico. Em princípio não é aplicável a qualquer tipo de despesa. os órgãos centrais de planejamento. Resolução A política orçamentária é estabelecida (traçada) pelo Executivo.com. Não se restringe a um único servidor do órgão.00 (alínea “a”. especialmente designado. a exemplo do MPOG/STN/SOF estabelecem as regras orçamentárias para que sejam adotadas pelos órgãos de execução (unidades orçamentárias) na elaboração de suas propostas e posterior envio ao órgão técnico central de planejamento (Secretaria de Orçamento federal – SOF).CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO modalidade de licitação "convite" 200.pontodosconcursos. depois de acordado com a cúpula dos três Poderes. 23 da Lei nº 8. A política orçamentária é formalmente estabelecida através dos instrumentos de planejamento (PPA. LDO e LOA) aprovados através de leis ordinárias que de fato são “meros atos administrativos formais”. posto que geralmente limita-se a gastos com bens de consumo. e finanças públicos.alterada pela Lei nº 9. Quanto a orçamento subseqüentes. haja vista que qualquer servidor público não impedido pode ser suprido.

CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO ÓRGÃO CENTRAL DE PLANEJ Distribui Orientações (Projeto da LDO) ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO UNIDADES GESTORAS Prepara Proposta Orçamentária ÓRGÃO SETORIAL DE PLANEJ Consolida Propostas dos Órgãos ÓRGÃO CENTRAL DE PLANEJ Elabora a proposta da LOA CHEFE DO EXECUTIVO Encaminha PLO para o Legislativo LEGISLATIVO CCJ Verifica constitucionalidade da PLO ÓRGÃO SETORIAL DE PLANEJ Distribui Orientações Orçamentária s (LDO) LEGISLATIVO CMPOF Examina e consolida as Emendas à PLO LEGISLATIVO PLENÁRIO Aprova a LOA CHEFE DO EXECUTIVO Sanciona a LOA ÓRGÃO CENTRAL DE PLANEJ Prepara o Detalhamento de Despesa por Elemento 30 ÓRGÃO CENTRAL DE CONTAB Registra na Contabilidade e prepara decreto de Prog Financ UNIDADES GESTORAS Executa o Orçamento Controle externo Controle interno EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO Movimentação de recursos orçamentários Execução do Orçamento Programação Financeira e Orçamentária Movimentação de recursos financeiros Detalhamento de Despesa por Elemento . Resolução O comando da questão versa acerca dos princípios orçamentários. onde menciona que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” (princípio da reserva legal). www. Os princípios constituem sempre as vigas-mestras de uma ciência. revestindo-se dos atributos de universalidade e veracidade.PFC valem para todos os patrimônios. sempre que possível aplicam-se os princípios fundamentais de contabilidade. como.br 29 . (CESPE – Analista Econômico.DDE Descentralização do Crédito Empenho Liqüidação Cronograma de desembolso Liberação de cotas de recursos Repasses/sub -repasses Pagamento Item CERTO. por exemplo. O princípio da legalidade diz respeito às limitações ao poder de tributar do Estado. 5º da CF. Administrativo e Contábil – IEMA/ES/2007) A elaboração do orçamento público deve seguir alguns princípios básicos. ressalvando-se as peculiaridades dessa disciplina. presente seu objeto.pontodosconcursos.com. seja com ou sem fins lucrativos. Para a contabilidade pública. a exemplo do regime de caixa para as receitas. o da trimestralidade e o da legalidade. No caso da contabilidade. independentemente das entidades a que pertencem. seus Princípios Fundamentais de Contabilidade . conservando validade em qualquer circunstância. Atende a regra estabelecida no inciso II do art. 17. o da publicidade.

etc. em especial. ressalvados aqueles que comprometem a segurança nacional. em princípio devem ser acessíveis à sociedade. controle. conforme previsto no art. dispensa maiores comentários. LDO e LOA) são preparados e encaminhados. ao Legislativo. Editais.pontodosconcursos. para fins de discussão e aprovação por este. portanto. LDO e LOA). devam passar pelo exame e pela aprovação do parlamento. Atendendo a esse princípio.com. A Constituição Federal de 1988 inovou em termos de constitucionalização dos princípios regentes dos atos administrativos www. a arrecadação de receitas e a execução de despesas. Esse princípio é bastante difundido nos livros de direito administrativo. ou seja. para conhecimento do público em geral e da produção de seus efeitos – eficácia da norma.br 30 . para conhecimento. início e eficácia de seus efeitos. Em função desse princípio. A publicidade faz-se através do Diário Oficial. teori camente não se cogi ta de uma administração públ ica sem publi cidade de seus atos. o planejamento e o orçamento são realizados através de leis (PPA. Quando o orçamento é aprovado pelo Poder Legislativo há garantia de que todos os atos relacionados aos interesses da sociedade. fica garantido ao povo que todos os atos relacionados aos interesses da sociedade devem passar pelo exame e pela aprovação do parlamento (Legislativo – legítimo representante do povo). O princípio da publicidade torna obrigatória a divulgação de atos. O princípio da publicidade é aplicável a toda à administração pública. Esse princípio visa a combater as arbitrariedades emanadas do poder público. todos os instrumentos de planejamento da administração pública (PPA. A publicidade é um dos princípios que regem a administração pública. contratos e outros instrumentos celebrados pela Administração Pública direta. pelo Poder Executivo. Assi m sendo. haja vi sta que este é um princí pi o fundamental de administração em um estado democráti co de di rei to. jornais. indireta ou indireta. Somente por meio de normas legais podem ser criadas obrigações aos indivíduos. 37 da CF.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Esse princípio orienta a estruturação do sistema orçamentário. cabendo ainda ao Parlamento fiscalizar a execução dos orçamentos. todos os atos e fatos públicos. Assim.

inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos. O parecer prévio dos Tribunais de Contas. 48 da LRF estabelece os instrumentos de transparência da gestão fiscal. 48. Portanto. aplicando-os à matéria orçamentária. parágrafo único). Verifica-se que existem diversas regras que garantem a aplicação do princípio da publicidade em matéria orçamentária ou de finanças públicas. remissões. no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração. subsídios e benefícios de natureza financeira. anistias. O art. os instrumentos estão à nossa disposição. aos quais terão ampla divulgação. www. 165 determina que o Poder Executivo deva publicar. o relatório resumido da execução orçamentária. 165.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO em geral. 48. O § 6º prevê que o projeto da lei orçamentária venha acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito. Agora. As Leis de Diretrizes Orçamentárias. a LRF regulamentou essa matéria estabelecendo quais são os instrumentos de transparência na gestão fiscal: Os planos. e as versões simplificadas desses documentos. as prestações de contas e o respectivo parecer prévio.br 31 . parágrafo único). As prestações de contas. O relatório resumido da execução orçamentária – RREO. Os orçamentos. As versões simplificadas do RREO e do RGF. Incentivo à participação popular (art. é questão de exercício da cidadania. O relatório de gestão fiscal – RGF. durante todo o exercício. arrecadação de receitas e prestação de contas.pontodosconcursos. O art. o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. 49 da LRF determina que as contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis. sobre as receitas e despesas. § 3º e 6º). Realização de audiências públicas (art. elevando em nível constitucional o princípio da publicidade (art.com. orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias. para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade. tributária e creditícia. O § 3º do art. decorrentes de isenções. A LRF ampliou enormemente esse princípio ao determinar obrigações ao poder público acerca da transparência da gestão fiscal. Cabe à sociedade o exercício desse direito mediante o acesso às informações sobre a execução das despesas.

Assim sendo.com. no exercício de 2007. inclusive aquelas destinadas genericamente a Estado. Nos empenhos da despesa referentes a transferências voluntárias. a liberdade. culturais etc. A atividade financeira do Estado constitui-se na busca de meios para satisfazer as necessidades públicas. não vinculação da receita de impostos. de lazer. 52. nenhuma norma e nem a doutrina reconhecem o princípio da trimestralidade. de segurança. publicidade. Resolução A Constituição brasileira estabelece que o Brasil é uma República Federativa formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal e constitui-se em Estado democrático de Direito. anualidade. o Poder Constituinte originário adotou como forma de governo a República e de Estado. financeira etc. de modo que possa concretizar os seus fins. assim como o homem. Esse princípio fica por conta do elaborador da questão (pegadinha!). o desenvolvimento. 51. pelo concedente. fica condicionada à prévia publicação. Deve-se entender que o Estado. Administrativo e Contábil – IEMA/ES/2007) As finanças públicas incluem a atividade de obtenção e aplicação dos recursos para o custeio dos serviços públicos e para o atendimento das necessidades da população. das transferências voluntárias de recursos da União. tais como: sociais. O Brasil é um Estado democrático de direito onde o poder emana do povo e tem a cidadania como um dos seus fundamentos básicos. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna e fundada na harmonia social.br 32 . em órgão oficial de imprensa.pontodosconcursos. o federalismo. Conclusão: A elaboração do orçamento público realmente deve seguir alguns princípios básicos. o bem-estar. cujos créditos orçamentários não identifiquem nominalmente a localidade beneficiada. de maneira similar. (CESPE – Analista Econômico. os quais podemos citar: Legalidade.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO A LDO/2007 da União incorporou definitivamente o princípio da publicidade à execução orçamentária ao estabelecer: Art. 18. especificação etc. Porém. O Estado exerce atividades políticas. o homem exerce inúmeras atividades. a segurança. totalidade. Art. A atividade financeira é uma função comum entre o estado e a sociedade. Item ERRADO. entende-se que a www. dos critérios de distribuição dos recursos. exclusividade. exerce várias atividades e funções. deverá assegurar ao seu povo o exercício dos direitos sociais e individuais. A execução orçamentária e financeira. jurídicas. Dessa forma. indicarse-á o município e a unidade da federação beneficiados pela aplicação dos recursos. Assim.

do ponto de vista contábil. no todo. (CESPE – ACE/TCU – 2007) O princípio da legalidade orçamentária é uma projeção do princípio da legalidade visto sob a sua feição genérica e postula que o ordenador de despesas só pode fazer aquilo que a lei orçamentária permite. ampla. regras e padrões para a promoção do bem estar. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 1. econômicas e organização política adequada. Dessa forma. gerir e criar recursos indispensáveis às necessidades. Os meios pelo qual o Estado procura atingir seus fins correspondem em obter. correspondendo. política e social. completem partidas dobradas. respectivamente. conforme demonstrado abaixo: ATIVIDADE FINANCEIRA OBTER DESPENDER GERIR CRIAR CORRESPONDÊNCIA RECEITA PÚBLICA DESPESA PÚBLICA ORÇAMENTO PÚBLICO CRÉDITO PÚBLICO Para que o Estado moderno cumpra com suas finalidades básicas há necessidade de interferência nas atividades econômica.pontodosconcursos. Inegavelmente esse processo de desenvolvimento não é fomentado somente pelas leis de mercado.br 33 . por meio da produção e fornecimento de bens e serviços públicos. pode-se dizer que a atividade financeira do Estado resume-se em: obter. atuando como agente regulador na promoção do desenvolvimento nacional. Item CERTO. se eles se apresentarem com os eventos que. 3. orçamento e crédito público. despender. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) Na atividade de exploração de reservas florestais. cuja satisfação o Estado assumiu ou confiou a outras pessoas de direito público ou privado. o crescimento e desenvolvimento de uma nação dependem de estruturas sociais.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO atividade financeira do Estado constitui-se. de forma basicamente na procura de meios para atingir os seus fins. redistribuindo renda e estabilizando a economia. os documentos de entrada de dados. à receita pública. (CESPE – ACE/TCU – 2007) O SIAFI somente validará. despesa pública. despender. gerir e criar. sujeitas a processo de crescimento www. posto que o papel do estado deverá ser orientado para o cumprimento de suas funções clássicas de agente regulador da economia e definidor de normas. 2. Assim.com.

as desonerações fiscais e a concessão de créditos tributários. 4. Quanto a esse mecanismo. que constituem uma das etapas do processo orçamentário.pontodosconcursos. 5. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) As alterações da legislação tributária são parâmetros adotados para se definirem as estimativas de arrecadação. sem necessidade de prévia autorização legislativa. 9. 6. 8. acerca da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). julgue os seguintes itens.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO natural ou acréscimo de valor vegetativo. Julgue os itens seguintes. desde a previsão da receita até a fixação da despesa. Nesse sentido. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) O orçamento base-zero caracteriza-se como um modelo do tipo racional. A natureza da receita busca identificar a origem do recurso segundo seu fato gerador. é relevante levar em conta. Adota-se. em confronto com novos programas pretendidos. o questionamento de todos os programas em execução. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) O controle da destinação de recursos deve ser feito por todos os entes da federação. sua continuidade e possíveis alterações. a receita é reconhecida antes mesmo da transferência dos respectivos produtos para terceiros.com. como procedimento básico. Porém. Para que essa necessidade fosse atendida. os clientes. existe a necessidade de se classificar a receita conforme a destinação legal dos recursos arrecadados. (CESPE – Procurador/ES – 2008) As operações de crédito por antecipação de receita realizada pelo estado-membro serão efetuadas mediante abertura de crédito junto à instituição financeira vencedora www.br 34 . 7. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) A metodologia de destinação da receita constitui instrumento que interliga todo o processo orçamentário-financeiro. haja vista a vinculação para todos eles. entre outros aspectos. em que as decisões são voltadas para a maximização da eficiência na alocação dos recursos públicos. (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) O veto do presidente da República a determinado programa contido no projeto de lei orçamentária aprovado pelo Congresso Nacional permite a superveniência de recursos que poderão ser utilizados mediante créditos suplementares. foi instituído pelo governo federal o mecanismo de destinação de recursos. as alterações de alíquotas.

Com relação à administração orçamentária e financeira. (CESPE – Procurador/ES – 2008) Lei estadual pode fixar limites inferiores aos previstos na LRF para as dívidas consolidadas e mobiliária.com. julgue os itens 16. de autorizações para abertura de créditos suplementares e especiais está condicionada à existência de excesso de arrecadação. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) A Lei de Responsabilidade Fiscal. 10. restringindo-se a um único servidor do órgão. (CESPE – Procurador/ES – 2008) A concessão de isenção tributária individual não caracteriza renúncia de receita e a sua instituição. a cada período. ao incluir anexo de metas fiscais na lei de diretrizes orçamentárias. e finanças públicos. operações de crédito e concessão de garantias. 15. 14. na lei orçamentária. estaria mais bem justificado se. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) Em decorrência do princípio da exclusividade. 12. passou a exigir a estimativa da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. (CESPE – Analista Econômico. a inclusão. julgue os próximos itens. dispensa a adoção de medidas de compensação.br 35 . 13. Administrativo e Contábil – IEMA/ES/2007) A política orçamentária constitui uma forma de planejamento da aplicação dos recursos públicos. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) A definição clara de objetivos é condição básica para o orçamentoprograma. especialmente designado. 11. Um programa na área de saúde. Quanto a orçamento subseqüentes.pontodosconcursos. portanto. que correspondem a contratos anuais com período de execução que ultrapassa o final do exercício financeiro do respectivo orçamento. indicasse o número de novos pacientes a serem atendidos ou de novos atendimentos a serem realizados. é aplicável a qualquer tipo de despesa. por exemplo. (CESPE – Analista Administrativo Financeiro – SEGER/ES/2007) O pagamento da despesa por meio de adiantamento. www. admitido apenas em situações consideradas excepcionais.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO em processo competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil. em vez de apontar o número de hospitais a serem construídos ou ambulatórios a serem instalados. como determina a legislação de regência.

(CESPE – Analista Econômico.CURSOS ON-LINE – AFO EM EXERCÍCIOS PARA O TCU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO 17. Administrativo e Contábil – IEMA/ES/2007) A elaboração do orçamento público deve seguir alguns princípios básicos.br 36 . como. o da publicidade.com. (CESPE – Analista Econômico. Administrativo e Contábil – IEMA/ES/2007) As finanças públicas incluem a atividade de obtenção e aplicação dos recursos para o custeio dos serviços públicos e para o atendimento das necessidades da população. por exemplo. Gabarito: 1C 2C 3C 4C 5E 6C 7C 8C 9C 10E 11C 12E 13E 14C 15E 16C 17E 18C www. 18. o da trimestralidade e o da legalidade.pontodosconcursos.

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