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1 SÈrgio Jaborandy
1 SÈrgio Jaborandy
1 SÈrgio Jaborandy

SÈrgio Jaborandy

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- NO«’ES GERAIS SOBRE HIDR£ULICA

INTRODU« O:

Antes de falarmos especificamente em bombas, se faz necess·rio darmos esclarecimentos de alguns termos usados diariamente por quem com elas trabalha. VAZ O DE UMA BOMBA:

… a quantidade de ·gua que ela retira e impele (recalca) em um tempo determinado. Comumente encontramos vazıes em:

- = litro por hora

lt/h

- = metro c˙bico por hora

- = gal„o por minuto

NOTA: - 1 gal„o

NÕVEL EST£TICO DE UM PO«O:

… a altura entre a bomba e a ·gua a ser bombeada. Essa definiÁ„o È v·lida com a bomba sem funcionamento, porque sabemos que, quando a bomba comeÁa a funcionar, o nÌvel do poÁo baixa atÈ manter equilÌbrio. Isto È, a ·gua que entra no poÁo È igual ‡ retirada pela bomba. NÕVEL DIN¬MICO DE UM PO«O:

Depois que a bomba comeÁa a funcionar, o nÌvel do poÁo baixa atÈ chegar a um ponto de equilÌbrio. Isto È, a vaz„o do poÁo È igual ‡ da bomba. Ent„o a altura da bomba atÈ esse ponto de equilÌbrio È o que chamamos de nÌvel din‚mico.

m 3 /h

G.P.M.

= 3,785 litros

a altura da bomba atÈ esse ponto de equilÌbrio È o que chamamos de nÌvel din‚mico.

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ALTURA DE RECALQUE

… o desnÌvel existente entre a bomba e o local a ser colocado o lÌquido bombeado.

entre a bomba e o local a ser colocado o lÌquido bombeado. PROPRIEDADES DOS FLUIDOS ñ

PROPRIEDADES DOS FLUIDOS ñ CONCEITOS.

ForÁa.

Muitas pessoas confundem peso e press„o. Veremos agora que peso e press„o s„o duas coisas bem diferentes. Para que possamos levantar uma caixa, ou mesmo empurrar um carro emperrado, temos que realizar um determinado esforÁo. A este esforÁo muscular aplicado nÛs denominamos ìFOR«Aî

este esforÁo muscular aplicado nÛs denominamos ìFOR«Aî . Essa forÁa poder· ser maior ou menor, dependendo
.
.

Essa forÁa poder· ser maior ou menor, dependendo do ìtamanhoî do esforÁo que teremos que fazer como, por exemplo, para empurrar um carro ou uma motocicleta. Dessa forma,

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entendemos que as forÁas, dependendo de cada caso, variam de intensidade, isto È, podem ser pequenas ou grandes. Como medir uma forÁa:

Assim como expressamos as medidas de comprimento em metros, a de tempo em horas ou

a de volume em metros c˙bicos, dizemos que as forÁas podem ser medidas em

quilograma-forÁa ou kgf.

Os pesos dos objetos tambÈm s„o forÁas com que a terra os atrai para si. Sua unidade de

medida, portanto, È tambÈm o quilograma-forÁa.

Popularmente È muito comum dizermos ìquiloî para as coisas que queremos pesar.

comum dizermos ìquiloî para as coisas que queremos pesar. Press„o: Definido o que È uma forÁa,

Press„o:

Definido o que È uma forÁa, passemos a conceituar o que vem a ser press„o.

VocÍ j· imaginou se lhe pedissem para que se deitasse sobre uma cama cheia de pregos ?

Evidentemente vocÍ, caso tentasse, n„o suportaria a dor em seu corpo e pularia rapidamente

para fora.

No entanto, ao deitar-se em seu colch„o, isto n„o ocorre.

Podemos explicar este fato, dizendo que: ìO efeito que uma forÁa produz depende sempre

da superfÌcie de contato sobra a qual ela È aplicadaî.

A este efeito, nÛs denominamos de press„o.

Neste caso, o que ocorre, È que seu peso se distribui entre as pequenas superfÌcies dos

pregos, resultando em uma grande press„o sobre seu corpo.

Na cama, a superfÌcie de contato com seu corpo È grande. Como conseq¸Íncia, a press„o

torna-se pequena.

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5 A press„o em hidr·ulica: A ·gua contida em um tubo contÈm peso, o qual exerce
5 A press„o em hidr·ulica: A ·gua contida em um tubo contÈm peso, o qual exerce

A press„o em hidr·ulica:

A ·gua contida em um tubo contÈm peso, o qual exerce uma determinada press„o nas paredes desse tubo. Qual È essa press„o? Olhando para o desenho abaixo, nos perguntamos: Em qual dos tubos, A ou B, È exercida a maior press„o sobre o fundo dos mesmos?

B, È exercida a maior press„o sobre o fundo dos mesmos? A primeira idÈia que nos
B, È exercida a maior press„o sobre o fundo dos mesmos? A primeira idÈia que nos

A primeira idÈia que nos vem ‡ cabeÁa, È a de responder que no tubo ìAî a ·gua exerce a maior press„o sobre o fundo. No entanto, se ligarmos os dois tubos, por um outro menor, observaremos que os nÌveis permanecem exatamente os mesmos. Isto significa que: Se as pressıes dos tubos fossem diferentes, a ·gua contida no tubo A empurraria a ·gua do tubo B transbordando-o. As pressıes, portanto, s„o iguais em ambos os tubos!

contida no tubo A empurraria a ·gua do tubo B transbordando-o. As pressıes, portanto, s„o iguais

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Absurdo! N„o! … isto mesmo o que ocorre na pr·tica.

Esta experiÍncia È chamada de princÌpio dos vasos comunicantes. Agora se adicionarmos ·gua no tubo A, inicialmente ocorre um pequeno aumento da altura h·. O nÌvel do tubo A, ent„o vai baixando aos poucos. Com a adiÁ„o de ·gua, houve um aumento de press„o no fundo do mesmo, a qual tender· a se igualar com a press„o exercida pela ·gua do tubo B.

a se igualar com a press„o exercida pela ·gua do tubo B. Por estas experiÍncias concluÌmos:

Por estas experiÍncias concluÌmos:

1. A press„o que a ·gua exerce sobre uma superfÌcie qualquer (no nosso caso, o fundo e as

paredes dos tubos), sÛ depende da altura do nÌvel da ·gua atÈ essa superfÌcie. … o mesmo que dizer: a press„o n„o depende do volume de ·gua contido no tubo. 2. NÌveis iguais, originam pressıes iguais. A press„o n„o depende da forma do recipiente. Aqui na vicunha, o que ocorre com a press„o exercida pela ·gua nos diversos pontos das canalizaÁıes, È o mesmo que nos dos exemplos anteriores. Isto È: a press„o sÛ depende da altura do nÌvel da ·gua, desde um ponto qualquer da tubulaÁ„o, atÈ o nÌvel dí·gua do

reservatÛrio elevado.

da altura do nÌvel da ·gua, desde um ponto qualquer da tubulaÁ„o, atÈ o nÌvel dí·gua
da altura do nÌvel da ·gua, desde um ponto qualquer da tubulaÁ„o, atÈ o nÌvel dí·gua

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Se a altura for grande, a press„o È grande. Se diminuirmos a altura, a press„o diminui.

Como podemos medir a press„o As forÁas s„o expressas em kgf (quilograma-forÁa). As pressıes s„o medidas em kgf/cm 2

(quilograma-forÁa por centÌmetro quadrado). H· outras formas, no entanto, de

expressarmos as medidas de press„o: uma delas, tambÈm bastante usual, È o m.c.a. (metro

de coluna dí·gua).

Atualmente no Brasil, por decreto, a unidade de press„o deve ser de acordo com o sistema

Internacional de medidas (SI). Neste sistema, a unidade de press„o È o pascal, cujo sÌmbolo

È o Pa.

EquivalÍncia: 1 kgf/cm 2 È a press„o exercida por uma coluna de ·gua de 10 metros de

altura. Podemos ent„o afirmar que: 1 kgf/cm 2 = 10 m.c.a = 98.100 Pa

ent„o afirmar que: 1 kgf/cm 2 = 10 m.c.a = 98.100 Pa Perda de carga: AtÈ
ent„o afirmar que: 1 kgf/cm 2 = 10 m.c.a = 98.100 Pa Perda de carga: AtÈ
ent„o afirmar que: 1 kgf/cm 2 = 10 m.c.a = 98.100 Pa Perda de carga: AtÈ

Perda de carga:

AtÈ agora falamos e, inclusive demonstramos, que a press„o sÛ varia se variarmos a altura

da coluna de ·gua.

Como se explica, ent„o, o fato de que podemos aumentar a press„o em um chuveiro, por

exemplo, simplesmente aumentando o di‚metro da tubulaÁ„o que abastece esse chuveiro?

Vejamos:

Vamos imaginar que a ·gua que escoa em um tubo seja composta de min˙sculas bolinhas.

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VerificaÁıes pr·ticas mostram que o escoamento dos lÌquidos nas tubulaÁıes pode ser turbulento. Isto È, com o aumento da velocidade, o lÌquido passa a se comportar de forma agitada, causando grandes choques entre as suas partÌculas. AlÈm desses choques, verifica-se que ocorrem tambÈm atritos entre cada uma dessas partÌculas e suas vizinhas, durante o escoamento. Esses atritos, assim como os choques, causam uma resistÍncia ao movimento, fazendo com que o lÌquido perca parte da sua energia ñ … o mesmo que dizer: ìO lÌquido perde press„oî. Isto ocorre em grande parte, devido ‡ rugosidade das paredes da tubulaÁ„o, ou seja:

ìQuanto mais rugoso for o material do tubo, maior ser· o atrito interno, assim como maiores ser„o os choques das partÌculas entre si. Consequentemente, a perda de energia do lÌquido ser· maiorî. Esta perda de energia e que se traduz em forma de perda de press„o È o que nÛs denominamos de PERDA DE CARGA.

de press„o È o que nÛs denominamos de PERDA DE CARGA. Perda de carga localizada Nos
de press„o È o que nÛs denominamos de PERDA DE CARGA. Perda de carga localizada Nos
de press„o È o que nÛs denominamos de PERDA DE CARGA. Perda de carga localizada Nos

Perda de carga localizada Nos casos em que a ·gua sofre mudanÁas de direÁ„o, como por exemplo em joelhos, reduÁıes, tÍs, ou seja, em que ela passa por conexıes e registros, ocorre ali uma perda de carga chamada localizada. Isto È f·cil de entender, se pensarmos que nesses pontos h· uma grande turbulÍncia concentrada, a qual aumenta os choques entre as partÌculas da ·gua. … por isto que, quanto maior for o n˙mero de conexıes de um trecho de tubulaÁ„o, maior ser· a perda de press„o ou perda de carga nesse trecho, diminuindo a press„o ao longo da rede.

9 1. Supondo-se que o registro esteja fechado, em qual nÌvel que estar· a ·gua

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9 1. Supondo-se que o registro esteja fechado, em qual nÌvel que estar· a ·gua no

1. Supondo-se que o registro esteja fechado, em qual nÌvel que estar· a ·gua no tubo (1)?

A (

)

B (

)

C (

)

Resposta: Pelo princÌpio dos vasos comunicantes, o nÌvel da ·gua do tubo (1) estando o

registro fechado, estar· no mesmo nÌvel da ·gua do reservatÛrio, ou seja, na letra B.

2. Abrindo-se o registro, o nÌvel da ·gua ir· para:

A (

)

B (

)

C (

)

Resposta: Se o registro for aberto, ocorrer· um movimento da ·gua pelo tubo e, consequentemente, haver· choques e atritos, entre as partÌculas da ·gua entre si e com as paredes da tubulaÁ„o. Em outras palavras, haver· uma perda de carga na rede. Isto ocorrendo, a press„o tender· a diminuir no ponto D, reduzindo-se ent„o o nÌvel de ·gua do ponto B para o ponto C. Ou seja, o nÌvel da ·gua baixar· para o ponto C. Isto significa que, se diminuirmos o di‚metro do tubo ED do exemplo anterior, haver· uma diminuiÁ„o da press„o no ponto D? Sim, haver· porque a perda de carga ser· maior. Acreditamos que esteja respondida a pergunta feita no inÌcio.

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Isto È, podemos fazer com que a press„o existente em um chuveiro seja aumentada, se

aumentarmos o di‚metro dos tubos que o alimentam.

se aumentarmos o di‚metro dos tubos que o alimentam. Press„o est·tica, press„o din‚mica e press„o de

Press„o est·tica, press„o din‚mica e press„o de serviÁo:

VocÍ deve ter observado que existe uma grande diferenÁa entre as pressıes nos tubos, se as

medirmos com a ·gua parada (est·tica) ou com a ·gua em movimento (din‚mica).

No primeiro caso, dizemos que a press„o chama-se press„o est·tica. No segundo caso, com

a ·gua em movimento, a press„o È denominada de press„o din‚mica.

A press„o de serviÁo È a press„o m·xima a que podemos submeter um tubo, conex„o,

v·lvula, registro ou outro dispositivo, quando em uso normal.

Ao fazermos passar um lÌquido por um cano, este oferece certa resistÍncia,

principalmente, devido ao atrito existente entre o lÌquido e as paredes do cano.

Esta resistÍncia aumenta da seguinte forma:

- Se diminuirmos o di‚metro do cano e mantivermos a vaz„o constante, ent„o a

resistÍncia (perda) aumentar·; caso contr·rio, se aumentarmos o di‚metro do cano, a

resistÍncia (perda) diminuir·.

- Mantendo o di‚metro do cano constante, se aumentarmos a vaz„o, aumentaremos as

perdas; se diminuirmos a vaz„o, diminuiremos as perdas.

Assim, como para elevar um lÌquido a uma determinada altura exige um esforÁo da

bomba, tambÈm para fazer atravessar um lÌquido em uma tubulaÁ„o exige um esforÁo da

mesma natureza. Por isso podemos representar as perdas por uma altura adicional que a

bomba ter· que vencer.

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E X

Altura da bomba ao nÌvel dí·gua = 4m Altura da bomba ‡ caixa = 8m Perdas de carga calculadas = 3m Isso eq¸ivale ‡ bomba elevar a uma altura de : 4 + 8 + 3 = 15,00m

O problema existente agora È saber como se determina essas perdas de carga e como se

acha essas alturas.

… necess·rio ent„o que vocÍ saiba as seguintes informaÁıes:

E

M

P

L

O

:

-

Altura de recalque

-

NÌvel din‚mico (Quando for dimensionar bombas para poÁos)

-

O comprimento total da tubulaÁ„o

-

Dimens„o da tubulaÁ„o (se j· existir)

-

Quantidade de ·gua necess·ria (vaz„o)

-

N˙mero de curvas, torneiras, v·lvulas, luvas, etc.

N

O

T

A : - As perdas nesses lugares s„o chamadas de perdas localizadas,

De posse desses dados podemos calcular as perdas de carga. J· existem tabelas que nos d„o esses valores. (Ver tabela 1) Entrando na tabela 1 com os valores da vaz„o e da dimens„o do tubo, ent„o encontramos a perda por 100 metros de tubulaÁ„o.

A mesma tabela em baixo nos fornece as perdas localizadas.

Somando-se as perdas da tubulaÁ„o com as perdas localizadas, encontramos as perdas

totais.

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ALTURA MANOM…TRICA:
ALTURA MANOM…TRICA:

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A altura manomÈtrica total È dada pela soma de altura de sucÁ„o mais a altura de recalque

mais as perdas de carga (na sucÁ„o e no recalque). AMT = Hs + Hr + Perdas AMT = Altura manomÈtrica total (m) Hs = Altura de sucÁ„o da bomba (m) Hr = Altura de recalque da bomba (m)

hs

= Perdas de carga na sucÁ„o (em comprimento equivalente ñ m)

hr

= Perdas de carga no recalque (em comprimento equivalente ñ m)

Ent„o quando olhamos uma tabela (curva) de uma bomba, lemos a altura manomÈtrica total

e as respectivas vazıes em cada condiÁ„o.

A medida da altura manomÈtrica de uma bomba tambÈm pode ser feita atravÈs de dois

instrumentos que s„o: ManÙmetro e VacuÙmetro.

A soma da leitura do manÙmetro com o vacuÙmetro d· a altura manomÈtrica com boa

aproximaÁ„o.

Estes instrumentos, geralmente, s„o calibrados nas seguintes escalas:

- = Quilograma forÁa por centÌmetro quadrado

-

- = Metros de coluna de ·gua .

*Dados de convenÁ„o para: ìMETRO DE COLUNA Dí£GUAî.

1

1

1

kgf/cm 2

Lbf/pol 2

*m.c.a.

kg/cm 2

Lb/pol

ATM

=

libra forÁa por polegada quadrada

=

10

M.C. A.

M.C

M.C

A.

A.

= 0,7

= 10,33

Quando uma bomba trabalha com pressıes superiores a 1,5 bar no recalque, recomenda-se

o uso de uma v·lvula de retenÁ„o para evitar a aÁ„o do golpe de arÌete. Golpe de arÌete:

Existe um fenÙmeno em hidr·ulica conhecido por ìgolpe de arÌeteî.

O nome ìgolpe de arÌeteî provÈm de uma antiga arma de guerra, formada por um tronco,

com uma peÁa de bronze semelhante a uma cabeÁa de carneiro numa das extremidades, que era usada para golpear portas e muralhas, arrombando-as.

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14 O FEN‘MENO No momento em que se modifica brutalmente a velocidade de um fluido em
14 O FEN‘MENO No momento em que se modifica brutalmente a velocidade de um fluido em
14 O FEN‘MENO No momento em que se modifica brutalmente a velocidade de um fluido em
14 O FEN‘MENO No momento em que se modifica brutalmente a velocidade de um fluido em
14 O FEN‘MENO No momento em que se modifica brutalmente a velocidade de um fluido em

O FEN‘MENO No momento em que se modifica brutalmente a velocidade de um fluido em movimento numa canalizaÁ„o, acontece uma violenta variaÁ„o de press„o. Este fenÙmeno, transitÛrio, È chamado de golpe de ariete e aparece geralmente no momento de uma intervenÁ„o em um

aparelho da rede (bombas, v·lvulas

propagam ao longo da canalizaÁ„o a uma velocidade a, chamada velocidade de onda.

). Ondas de sobrepress„o e de subpress„o se

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Os golpes de ariete podem acontecer tambÈm nas canalizaÁıes por gravidade. Podemos

destacar as quatros principais causas do golpe de ariete:

A partida e a parada de bombas,

O fechamento de v·lvulas, aparelhos de incÍndio ou de lavagem,

A presenÁa de ar,

A m· utilizaÁ„o dos aparelhos de proteÁ„o.

No momento da concepÁ„o de uma rede, os riscos eventuais de golpes de ariete devem ser

estudados e quantificados, com a finalidade de prever os dispositivos de proteÁ„o

(seguranÁa) necess·rios, principalmente nos casos de canalizaÁıes que operam por

bombeamento (recalque). Nos casos em que os dispositivos de proteÁ„o n„o est„o previstos,

as canalizaÁıes em ferro d˙ctil apresentam uma reserva de seguranÁa suficiente para

suportar as sobrepressıes acidentais

CONSEQU NCIAS

As sobrepressıes podem acarretar, nos casos crÌticos, a ruptura de certas canalizaÁıes que

n„o apresentam coeficientes de seguranÁa suficientes (canalizaÁıes em pl·stico,

principalmente).

Algumas precauÁıes para evitar o golpe de arÌete:

!

volante de inÈrcia na bomba,

!

v·lvula de alÌvio*,

!

v·lvula controladora de bomba*,

!

chaminÈ de equilÌbrio,

!

tanque de alimentaÁ„o unidirecional -TAU

 

!

tanque hidropneum·tico - RHO.

T

RMOS HIDR£ULICOS - Gloss·rio

1

ñ NÕVEL ESTATÕCO ñ È a dist‚ncia vertical da bomba, n„o em funcionamento, ao nÌvel

da ·gua.

2

ñ NÕVEL DIN¬MICO ñ È a dist‚ncia vertical da bomba, em funcionamento, ao nÌvel da

·gua.

3

ñ ABAIXAMENTO DO NÕVEL ñ dist‚ncia que baixa o nÌvel est·tico

para produzir a

vaz„o requerida. Varia com a capacidade do poÁo e a vaz„o da bomba.

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ñ ALTURA DA SUC« O TOTAL ñ levantamento total da ·gua atÈ a bomba incluindo

perdas na sucÁ„o.

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5

ñ PERDA DA CARGA ñ SUC« O ñ altura requerida para vencer a resistÍncia do lÌquido, entrar e fluir nas peÁas e cano de sucÁ„o.

6

ñ ALTURA DA DESCARGA ñ elevaÁ„o ou press„o requerida ao ponto de uso. N„o inclui perdas de descarga.

7

ñ ALTURA DE DESCARGA TOTAL ñ elevaÁ„o ou press„o requerida ao ponto de uso incluindo perdas nas peÁas e tubo de descarga.

8

ñ PERDAS DE CARGA ñ DESCARGA ñ altura para vencer a resistÍncia do lÌquido entrar e fluir nas peÁas e canos de descarga.

9

ñ ALTURA (DESCARGA ñ NÕVE DIN¬MICO) ñ dist‚ncia vertical entre o nÌvel din‚mico e o nÌvel de descarga.

10

ñ ALTURA MANOM…TRICA TOTAL ñ altura total do nÌvel din‚mico ‡ descarga, incluindo perdas de cargas e hidr·ulicas.

11

ñ SITUA« O ñ dist‚ncia de bomba ‡ parte superior de ralo, v·lvula de pÈ.

 

12

ñ SUBMERG NCIA ñ dist‚ncia vertical do nÌvel din‚mico ‡ parte superior do ralo, injetor ou v·lvula de pÈ.

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ñ VAZ O

(Q)

ñ

quantidade

de

lÌquido

bombeado

num

tempo

especificado.

 

Litros/segundo , litros/minuto, m 3 /hora, etc.

 

14

ñ COMPRIMENTO TOTAL ñ dist‚ncia da base da bomba ao fundo do ralo, ejetor ou v·lvula de pÈ.

= BOMBAS = PRINCIPAIS TIPOS DE BOMBAS

1 ñ CentrÌfuga

2 ñ Rotativas, tipo parafuso

3 ñ De Ímbolo ou VolumÈtrica

4 ñ De engrenagens

5 ñ De diafragma

6 ñ De lÛbulos

7 ñ Perist·lticas

8 - Axiais

9 ñ Ejetora acoplada com trompa dí·gua (injetor)

Neste curso nÛs nos limitaremos a falar sobre as CentrÌfugas e Ejetoras.

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BOMBAS CENTRÕFUGAS

1 ñ A Bomba centrÌfuga È construÌda basicamente de:

a) CarcaÁa

b) Rotor

c) Suporte ou Base.

Dependendo da finalidade da bomba temos v·rios tipos de rotores:

a) Rotor Aberto:

Usado para bombeamento de materiais com areia e sÛlidos em suspens„o.

b) Rotor Semi ñ aberto:

Usado para bombeamento de ·gua suja com pequenos sÛlidos em suspens„o.

c) Rotor fechado:

Usado para bombeamento de ·gua limpa:

O rotor tendo movimento de rotaÁ„o livre dentro da carcaÁa, transfere energia ao liquido

fazendo com este seja expulso, atravÈs da forÁa centrÌfuga, para fora da bomba.

No rotor de uma bomba a variaÁ„o de temperatura entre a sucÁ„o e o recalque pode variar, em alguns casos, atÈ 10 graus Celsius.

- PRINCIPAIS PARTES DE UM ROTOR

- AB = ABERTURA DO ROTOR

- DE = DI¬METRO EXTERNO DO ROTOR

- A = ARO DE VEDA« O

- D = DI¬METRO DA ENTRADA DO ROTOR

InfluÍncia do di‚metro externo do rotor no funcionamento da bomba:

- Aumentando-se o di‚metro externo:

- Aumenta a press„o

- Aumenta a vaz„o

- Aumenta a potÍncia de acionamento.

- Diminuindo-se o di‚metro externo:

- Diminui-se a press„o

- Diminui-se a vaz„o

- Diminui-se a potÍncia de acionamento.

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Abertura do Rotor:

- Aumentando-se a abertura do rotor:

- A press„o permanece constante

- A vaz„o aumenta

- A potÍncia aumenta (de acionamento). - Diminuindo-se o di‚metro externo:

- A press„o permanece constante

- A vaz„o diminui

- A potÍncia diminui (de acionamento). P· do Rotor:

A forma de p· È uma curva calculada para dar maior rendimento ‡ bomba.

Aro de VedaÁ„o:

… o local respons·vel pela vedaÁ„o entre o rotor e a carcaÁa.

- A folga entre o anel e a sede È de grande import‚ncia do bom funcionamento da bomba. CARCA«A:

Principais partes de uma carcaÁa:

- Evoluta

- Sede de vedaÁ„o do rotor

- Alojamento das tubulaÁıes

- Sede de selo mec‚nico ou gaxeta. Evoluta:

Tendo a forma de espiral, esta È projetada e calculada para garantir um bom rendimento ‡ bomba. … a parte que coleta a ·gua do rotor e transmite ‡ tubulaÁ„o de recalque. Sede de vedaÁ„o do rotor:

… o local de vedaÁ„o entre o rotor e a carcaÁa. A folga entre a sede e o arco do rotor deve

ser pequena para garantir uma boa vedaÁ„o.

Alojamento das tubulaÁıes:

… o local de colocaÁ„o das tubulaÁıes de sucÁ„o e descarga. Com fixaÁ„o rosqueada para

garantir boa vedaÁ„o. Sede do selo mec‚nico ou gaxeta:

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… o local de colocaÁ„o do selo ou gaxeta. Elemento de vedaÁ„o entre a carcaÁa e o eixo.

N„o permite que a ·gua escoe entre o eixo e a carcaÁa. No caso de gaxeta, deve-se ter o cuidado de n„o apertar excessivamente, pois poder· provocar aquecimento no eixo. SUPORTE OU BASE:

… o elemento de fixaÁ„o da bomba ao motor, ou vice-versa.

o elemento de fixaÁ„o da bomba ao motor, ou vice-versa. Import‚ncia da rotaÁ„o no funcionamento da

Import‚ncia da rotaÁ„o no funcionamento da bomba:

Ao colocar uma bomba para funcionar deve-se ter o cuidado para que a mesma gire no sentido correto indicado pela seta. Outra observaÁ„o de grande import‚ncia È quanto ao n˙mero de rotaÁıes, principalmente se

o acionamento for por motor diesel ou gasolina. Para vocÍ ter uma idÈia, lhe daremos um exemplo:

- Se vocÍ reduzir a rotaÁ„o para a metade da indicada pelo fabricante da bomba, vocÍ obter· o seguinte resultado:

- A vaz„o torna-se a metade da especificada pelo fabricante.

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- A press„o diminuir· de 4 (quatro) vezes. (note-se) que a press„o sofre maior

queda quanto a rotaÁ„o È diminuÌda. Cuidados de instalaÁıes de bombas centrÌfugas:

- LocalizaÁ„o da bomba ñ Deve-se instalar a bomba t„o prÛximo quanto possÌvel, do lÌquido a ser bombeado. Disponha de espaÁo suficiente para inspeÁ„o ‡ bomba.

CanalizaÁıes: - A disposiÁ„o das tubulaÁıes deve ser de tal forma, que a bomba n„o suporte esforÁo provocado por apertos nas tubulaÁıes. As tubulaÁıes devem ser as mais curtas e retas possÌveis, principalmente a de sucÁ„o. CanalizaÁ„o de sucÁ„o: -

A altura especificada para sucÁ„o em cat·logos s„o para lÌquidos limpos e frios. Disponha o

comprimento da canalizaÁ„o de sucÁ„o de tal modo, que incluindo as perdas n„o exceda a

6m., quando a bomba tiver que deslocar lÌquidos quentes, È preciso ser colocado a uma altura tal que evite a vaporizaÁ„o (e cavitaÁ„o), ‡ entrada do rotor.

… necess·rio que a bomba seja instalada abaixo do nÌvel do lÌquido a ser transportado. O

di‚metro da canalizaÁ„o de sucÁ„o deve ser igual ou maior do que o di‚metro da entrada da bomba.

A disposiÁ„o da tubulaÁ„o deve ser um pouco descendente para evitar bolsas de ar na

canalizaÁ„o. (cavitaÁ„o)

Se mais de uma bomba funcionar com a mesma fonte de abastecimento, deve-se empregar

canalizaÁ„o de sucÁ„o independentes. A extremidade da sucÁ„o deve estar abaixo do nÌvel

do lÌquido o suficiente para impedir a entrada de ar na tubulaÁ„o.

V·lvulas de pÈ:

Se a v·lvula de pÈ for necess·ria, deve ser instalada na extremidade da canalizaÁ„o de

sucÁ„o. Qualquer pequena impureza pode originar uma fuga na v·lvula de pÈ, esvaziando a bomba.

A ·rea da v·lvula de pÈ deve ter em torno de 150% da seÁ„o da tubulaÁ„o de sucÁ„o.

Filtro ou crivo:

Para se evitar entupimento da bomba, deve-se colocar na extremidade da v·lvula de pÈ , um crivo. A ·rea livre do crivo deve ser de 3 a 4 vezes a da tubulaÁ„o de sucÁ„o. CanalizaÁ„o de descarga (Recalque)

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Para instalaÁ„o de recalque de grande percurso È conveniente a utilizaÁ„o da v·lvula de retenÁ„o. Esta deve ser colocada entre a bomba e o registro de gaveta.

A v·lvula de retenÁ„o tem a finalidade de proteger a bomba de excesso de press„o. (golpe

de ariete).impedindo que a bomba gire em sentido contr·rio ao de sua rotaÁ„o.

OperaÁ„o de escorvamento:

Para que a bomba centrÌfuga comece a funcionar È necess·rio que toda tubulaÁ„o de sucÁ„o esteja totalmente preenchida de lÌquido. Essa operaÁ„o se chama ìescorvar a bombaî. Deve-se ter na distribuiÁ„o da tubulaÁ„o de sucÁ„o, o m·ximo cuidado, para que n„o fique

ar na tubulaÁ„o durante a escorva.

para que n„o fique ar na tubulaÁ„o durante a escorva. InstalaÁ„o tÌpica de uma bomba centrÌfuga

InstalaÁ„o tÌpica de uma bomba centrÌfuga Funcionamento do motor:

Nos conjuntos moto-bomba È necess·rio termos a certeza de que o motor esteja trabalhando dentro dos limites de freq¸Íncia e voltagem, especificados.

- Os limites estabelecidos s„o de:

10 % para a voltagem

5 % para freq¸Íncia.

22

ProteÁ„o:

Para proteger o motor contra sobrecargas excessivas durante grandes perÌodos de funcionamento, este deve estar munido de uma chave de proteÁ„o contra sobrecargas de correntes. Os fusÌveis n„o protegem o motor contra sobrecargas; sÛ no caso de curtos- circuitos.

- BOMBA EJETORA ñ

A bomba ejetora È uma bomba centrÌfuga ligada a um ejetor. O ejetor tem por finalidade

permitir que uma bomba centrÌfuga possa retirar ·gua de uma profundidade maior do que a centrÌfuga comum. Tendo falado anteriormente sobre bomba centrÌfuga, nesta parte faremos alguns coment·rios apenas sobre ejetor. = E J E T O R = EDUTOR PrincÌpios de funcionamento:

Ao fazer circular ·gua com press„o pelo ejetor, esta, ao passar pelo bico sofre um aumento muito grande em sua velocidade, fazendo com que se forme uma zona de v·cuo entre o bico e o venturi. Havendo esta zona de v·cuo, o lÌquido a ser bombeado entra pelo espaÁo existente entre o bico e o venturi e È arrastado pelo jato ‡ alta velocidade, que sai do bico. Entrando no venturi, sua velocidade È diminuÌda, seguindo pela tubulaÁ„o de sucÁ„o da bomba. Observe que na tubulaÁ„o de sucÁ„o passa ·gua de circulaÁ„o e o lÌquido bombeado:

enquanto no cano de press„o passa apenas ·gua de circulaÁ„o.

DaÌ a necessidade da tubulaÁ„o de sucÁ„o se mais grossa do que a de press„o. O orifÌcio do bico e do venturi s„o feitos para uma determinada profundidade e vaz„o. N„o se pode alterar o orifÌcio do bico e do venturi, a menos que seja consultado o fabricante. Outro elemento de grande import‚ncia entre o bico e o venturi È a dist‚ncia. Esta tambÈm n„o pode ser alterada, a menos que, com o consentimento do fabricante. InstalaÁ„o de Ejetores:

O ejetor È instalado conforme mostra a figura ao lado.

Um dos elementos de grande import‚ncia para ser observadas nas instalaÁıes de ejetor È a submergÍncia mÌnima. No cat·logo do fabricante vem especificado qual a submergÍncia

mÌnima a que o ejetor deve trabalhar.

23

Cuidados das Bombas Ejetoras:

Nas bombas ejetoras s„o observados todos os cuidados das bombas centrÌfugas e mais o problema de submergÍncia que È de vital import‚ncia para um bom funcionamento. Como colocar a bomba ejetora em funcionamento:

ApÛs ter instalado o ejetor, observando os mesmos cuidados para uma bomba centrÌfuga, ent„o a bomba est· pronta para ser acionada. Como proceder:

- Escorvar a bomba

- Verificar se a bomba gira no sentido de rotaÁ„o correto indicado pela seta

- Fechar o registro situado na tubulaÁ„o de descarga

- Acionar a bomba

NOTA: Ao ser acionada a bomba, o ponteiro do manÙmetro deve indicar a existÍncia de press„o. Em caso contr·rio, a bomba n„o deve ter sido escorvada convenientemente. Proceder nova operaÁ„o de escorva. Ao notar press„o no ManÙmetro, deve-se ir abrindo lentamente o registro da tubulaÁ„o de descarga. Ao chegar no ponto em que a bomba comeÁa a vibrar, deve-se voltar lentamente o registro atÈ que essa vibraÁ„o desapareÁa.

InformaÁıes importantes para se dimensionar uma bomba ejetora:

- Profundidade do poÁo ou cacimba

- NÌvel est·tico

- NÌvel din‚mico

- Di‚metro do poÁo

- Vaz„o do poÁo

- Consumo mÈdio di·rio

- TubulaÁ„o j· existente

- DesnÌvel entre o terreno e o local a ser colocado o lÌquido

- Comprimento total da tubulaÁ„o necess·ria

- Corrente monof·sica ou trif·sica

- Motor diesel ou gasolina

- Acionamento por qualquer outra fonte motriz, etc.

AplicaÁıes das bombas ñ InformaÁıes importantes de serem obtidas:

24

- Para uso domÈstico:

Cisterna, cacimba, poÁo instant‚neo, poÁo profundo e seu di‚metro, quantas pessoas

residem na casa. (pode-se tomar em mÈdia um consumo de 200 litros, por pessoa).

- Para uso agrÌcola:

a) Fazenda

Se para ·gua do gado, qual a quantidade. Para avi·rio, pocilgas limpeza de est·bulo, etc.

1- IrrigaÁ„o ñ

qual o tipo de aspersor e qual o fabricante. Os revendedores devem ter

cat·logos de fabricantes de aspersores para saber qual a vaz„o e press„o de funcionamento. A quantidade necess·ria de aspersores, a ·rea ser irrigada e a dist‚ncia

do local de abastecimento para a ·rea. Por inundaÁ„o ñ a ·rea a ser irrigada, qual o tipo de solo, se È poroso ou argiloso, se os canais s„o sulcos feitos no prÛprio solo ou construÌdos de alvenaria, etc. Outro dado importante È quanto ‡ energia. Se for acionada a corrente elÈtrica, informa-

Por aspers„o -

se

a que dist‚ncia est· localizada e dar orientaÁ„o quanto a dimens„o do fio a ser usado,

de

maneira que tenha uma boa tens„o no motor.

- Para construÁ„o civil : -

a) Se para uso nas obras: - em esgotamento de fundaÁ„o, abastecimento dí·gua para a

obra, etc.

b) Se para abastecimento de prÈdios: - que a construtora est· executando, etc.

c) Para uso industrial: -

Informa-se qual o consumo di·rio da f·brica, se a ·gua participa do progresso produtivo

e em que a ·gua faz parte.

tabela 2 a seguir pode ajudar bastante no dimensionamento das bombas, pois estes n˙meros s„o muito prÛximos ‡ realidade. Tabela 2 - Consumo predial de ·gua pot·vel

A

Tipo de consumidor

 

Consumo mÈdio padr„o

Apartamento de padr„o mÈdio

200

l por pessoa

Alojamento provisÛrio

80

l por pessoa

AmbulatÛrios

25

l por pessoa

CavalariÁas

100

l por cavalo

Templos, igrejas, cinemas e teatros.

2,0 l por lugar

Creces

50

l per capita

EdifÌcios p˙blicos ou comerciais

80

l por pessoa

Escolas (externato)

50

l por pessoa

Escolas (internato) e quartÈis

150

l por pessoa

EscritÛrios

50

l por pessoa

Postos de serviÁo

150

l por automÛvel lavado

HotÈis (sem cozinha e sem lavanderia)

120

l por hÛspede

HotÈis (com cozinha e com lavanderia)

250

l por hÛspede

Hospitais

250

l por leito

F·bricas (uso pessoal)

80

l por oper·rio

F·bricas (uso pessoal + refeitÛrio)

100

l por oper·rio

Tinturaria industrial (tingimento por over flows)

120

l por kg de malha tingida

Jardins

1,5 l por m 2

F·brica de papel

200-400 l por Kg de papel

25

Lavanderia

30

l para cada quilo de roupa

Matadouros (animais de pequeno porte)

150 l por cabeÁa abatida

Matadouros (animais de grande porte)

300 l por cabeÁa abatida

Mercados

5 l por m 2 de ·rea

Piscinas ñ l‚mina de ·gua de evaporaÁ„o

2,5 cm por dia

Tecelagem (sem alvejamento)

20

l por Kg de tecido

Restaurante

25

l por refeiÁ„o

Curtume

60

l para cada Kg de couro

Tirar barba

75

l

Escovar dentes

18

l

Lavar m„os

7

l

Banho

95

l

- PROBLEMAS DE HIDR£ULICA ñ

Daremos a seguir alguns exemplos de problemas de hidr·ulica que tirar„o algumas d˙vidas

no que diz respeito a problemas simples e indicaÁıes de bombas, seguidos da soluÁ„o, dada de maneira mais simples possÌvel.

1- ReativaÁ„o de uma bomba que estava instalada h· 10 (dez) anos numa ·rea industrial:

Dados fornecidos pelo supervisor:

- Altura da cisterna ‡ caixa = 20m.

- Dist‚ncia da sucÁ„o da bomba ‡ cisterna = 0,80m,

- Profundidade da cisterna

- Di‚metro da tubulaÁ„o de ferro j· existente = 1.1/2î

- Vaz„o requerida = 10.000 lts/h

No almoxarifado tem disponÌvel em estoque uma bomba de 2 CV cuja press„o e vaz„o s„o:

= 1,20m,

A.M.T (m)

10m

14m

18m

20m

24m

28m

30m

Vaz„o lt/h

18.100

17.000

15.200

14.400

13.700

9.300

6.200

ApÛs a instalaÁ„o da bomba, observou-se que a vaz„o conseguida tinha sido apenas 3.800 lt/h. Verificaram-se os seguintes Ìtens:

- Tens„o de alimentaÁ„o 220/380 ñ correta

- Sentido de rotaÁ„o ñ corretÌssimo

- PresenÁa de vazamentos na tubulaÁ„o: Sem vazamentos

- Di‚metro da tubulaÁ„o subdimensionado: AtravÈs de c·lculos, constatou-se que a vaz„o em uma tubulaÁ„o de 1.1/2î È na ordem de 12.500 lt/h; atendendo ‡ necessidade do sistema.

26

Qual a soluÁ„o para o caso?

S O L U « O

Se a bomba com uma tubulaÁ„o de sucÁ„o de apenas 0,80m, com o di‚metro de 1.1/2î atende a vaz„o necess·ria, È porque a tubulaÁ„o de sucÁ„o e/ou recalque est„o obstruÌdas, dando uma perda de carga muito grande. Deve-se verificar, se È possÌvel fazer uma desobstruÁ„o na tubulaÁ„o. Quando se instalar bombas em tubulaÁıes j· existentes, principalmente se for de ferro, ter o cuidado de verificar esse problema antes de instalar a bomba. 2 ñ P R O B L E M A:

- Caixa dí·gua tem 15,00m de altura total, a partir do pÈ da coluna.

- Cisterna fica acima do nÌvel da bomba, 3,00m e distante da caixa 4,00m

- TubulaÁ„o de ferro disponÌvel, nova de 2î na sucÁ„o e 2î na elevaÁ„o.

- Vaz„o requerida = 3.000 lt/h.

PELA

PLANILHA

ABAIXO,

QUAL

DAS

DUAS

BOMBAS

ABAIXO

VOC

ESCOLHERIA ?

 

Justifique:

 

BOMBA DE 1.1/2 x 1.1/2î

 

-

KING

AAK 1/3 CV

 

A1. Manom

4

 

6

8

10

12

 

14

   

16

 

PreÁo:

Vaz„o Lt/h

10.0

9.800

8.600

7.000

4.600

 

500

 

-

0 -

R$ 690,00

BOMBA DE 1.1/4 x 1î

 

-

KING

C - 6

1/3 CV

 

A1. Manom

4

 

6

8

10

12

 

14

   

16

 

PreÁo:

Vaz„o Lt/h

10.6

 

10.0

9.300

7.500

4.600

 

500

 

-

0 -

R$ 540,00

S O L U « O

27

Neste caso, em que a cisterna est· a 3,00m acima da bomba a altura de elevaÁ„o fica

diminuÌda de 3,00m. Isto È, a dist‚ncia do nÌvel da cisterna ‡ caixa de apenas:

15,00m ñ 3,00m ñ 12,00m

Como a tubulaÁ„o È de duas polegadas, as perdas s„o muito pequenas. Ent„o vocÍ pode

entrar na tabela com altura manomÈtrica de 12,00m e ver qual a vaz„o.

No caso: 4.600 Lt/h.

Ent„o, qualquer uma das duas, atenderia a necessidade do cliente. Logo vocÍ optaria pela

de menor custo, ou seja: a KING C-6 de 1/3 CV. Outro fator importante a ser observado

para a definiÁ„o do preÁo de uma bomba È custo da tubulaÁ„o quem ser· usada. Tubos de

menores di‚metros s„o mais baratos.

InstalaÁıes prediais de ·gua

Def: … o conjunto de tubulaÁıes, equipamentos, reservatÛrios e dispositivos, existentes a

partir do ramal predial, destinado ao abastecimento dos pontos de utilizaÁ„o de ·gua do

prÈdio, em quantidade suficiente, mantendo a qualidade da ·gua fornecida pelo sistema de

abastecimento.

Rede predial de distribuiÁ„o:

A rede predial de distribuiÁ„o È o conjunto de tubulaÁıes, compreendido pelos barriletes,

colunas de distribuiÁ„o, ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos.

AlimentaÁ„o da rede predial de distribuiÁ„o:

AlimentaÁ„o da rede predial de distribuiÁ„o Sistema de distribuiÁ„o direta: A alimentaÁ„o da rede de distribuiÁ„o È feita diretamente da

rede p˙blica de abastecimento (sem reservatÛrio)

Sistema de distribuiÁ„o indireta (por gravidade): A alimentaÁ„o da rede de distribuiÁ„o È

feita atravÈs de reservatÛrio superior

Sistema de distribuiÁ„o indireta (com bombeamento): A alimentaÁ„o da rede de

distribuiÁ„o È feita a partir de reservatÛrio superior, o qual È alimentado por bombeamento,

atravÈs de reservatÛrio inferior.

Sistema de distribuiÁ„o misto: A alimentaÁ„o da rede de distribuiÁ„o È feita, parte

diretamente pela rede p˙blica de abastecimento e parte pelo reservatÛrio superior ou por

instalaÁ„o hidropneum·tica (bombas).

28

ExercÌcios pr·ticos:

Supondo-se um edifÌcio de 10 andares com 4 apartamentos por andar, sendo em cada

apartamento 3 quartos sociais e 1 de empregada, mais o apartamento do zelador. Supondo-

se um sistema de distribuiÁ„o indireta por bombeamento, dimensione os volumes do

reservatÛrio inferior e superior.

SoluÁ„o:

Cada apartamento: 07 pessoas (2 em cada quarto + 1 empregada) Cada pavimento: 28 pessoas Zeladoria: 04 pessoas PopulaÁ„o do prÈdio: 284 pessoas Consumo de ·gua/dia/pessoa = 200 litros

284 x 200 = 56.800 litros + 20% (reserva de incÍndio) = 68.160 litros

Adotando-se uma reserva tÈcnica para 2 dias = 136.320 litros Ent„o: 90.000 litros no reservatÛrio inferior + 45.000 litros no superior Agora supondo um edifÌcio de 16 andares com 2 apartamentos por andar, sendo em cada

apartamento 2 quartos sociais e 1 de empregada. Supondo-se um sistema de distribuiÁ„o

indireta por bombeamento, dimensione os volumes do reservatÛrio inferior e do superior.

SoluÁ„o:

Cada apartamento: 05 pessoas (2 em cada quarto + 1 empregada) Cada pavimento: 10 pessoas PopulaÁ„o do prÈdio: 160 pessoas Consumo de ·gua/dia/pessoa = 200 litros

160 x 200 = 32.000 litros + 20% (reserva de incÍndio) = 38.400 litros

Adotando-se uma reserva tÈcnica para 2 dias = 76.800 litros Ent„o: 46.800 litros no reservatÛrio inferior + 30.000 litros no superior Para o exercÌcio anterior, qual a bomba ideal para transferir a ·gua do reservatÛrio inferior

para o reservatÛrio superior?

(

)Vaz„o superior a 38.400 litros/hora?

(

)Vaz„o inferior a 38.400 litros/hora?

(

)Vaz„o igual a 38.400 litros/hora?

A capacidade/hora de uma bomba deve ser de 15% do consumo di·rio do prÈdio,

(conforme a NBR 5626/82) o que obriga a bomba funcionar por 6,66 horas por dia para

recalcar o consumo di·rio, sendo um tempo razo·vel.

Consumo di·rio do prÈdio 38.400 litros

38.400 x 0,15 = 5760 litros/hora = Vaz„o da bomba

29

Altura do prÈdio: 51 metros

Obviamente um prÈdio deve possuir no mÌnimo 02 bombas de recalque, pois se uma

apresentar problema o prÈdio n„o enfrentar· falta de abastecimento.

problema o prÈdio n„o enfrentar· falta de abastecimento. Como selecionar uma bomba hidr·ulica para este prÈdio?

Como selecionar uma bomba hidr·ulica para este prÈdio?

O perfeito funcionamento de uma bomba centrÌfuga depende de uma seleÁ„o bem feita.

Para isto, s„o necess·rios dados fundamentais como a vaz„o (Q) e a altura manomÈtrica

total (H), onde H= h s + h r + perdas de carga (h ps + h pr )

Exemplo: A bomba do nosso exercÌcio:

Vaz„o desejada: 5760 litros/hora

Altura de sucÁ„o: 3 m

Comprimento da sucÁ„o: 7 m (Limite)

Altura do recalque: 51 m

Comprimento do recalque: 80 m

Calculam-se primeiro os di‚metros mÌnimos de sucÁ„o e recalque:

De acordo com a NBR 5626 adota-se uma velocidade para a linha de recalque de 1,3 m/s

Usando-se a fÛrmula

Dr = 0,94 x Q

recalque de 1,3 m/s Usando-se a fÛrmula Dr = 0,94 x √ Q Dr = 0,94

Dr = 0,94 x 0,0016 = 0,94 x 0,04 = 0,0376 m = 37,6 mm = 1.1/2î

Ds = Ser· um di‚metro imediatamente maior comercialmente do recalque = 2î

Di‚metro do recalque: 1.1/2î

Di‚metro da sucÁ„o: 2î

Comprimento do recalque

70,0

1

Registro de gaveta

0,20

1

V·lvula de retenÁ„o

2,50

3

curvas 90

2,10

Total

74,8

Comprimento da sucÁ„o

7,0

1 V·lvula de pÈ

35,0

1 curva 90

1,0

Total

43

100 m

6,6 m

74,8

X

X= 4,93 m hr = 4,93 m

Hr = 51 m

Hs = 3 m

hs = 0,95 m hr = 4,93 m

Hr = 51 m Hs = 3 m hs = 0,95 m hr = 4,93 m

30

Hr = 51 m Hs = 3 m hs = 0,95 m hr = 4,93 m
Hr = 51 m Hs = 3 m hs = 0,95 m hr = 4,93 m

AMT = HS + HR + (hs + hr)

AMT = 3 + 51 + 4,93 + 0,95 = 59,88 m (60 m)

Agora, usando o cat·logo, qual a bomba mais imdicada ?

InstalaÁ„o tÌpica de um sistema elevatÛrio

imdicada ? InstalaÁ„o tÌpica de um sistema elevatÛrio £baco p/ determinaÁ„o do di‚metro de recalque em
imdicada ? InstalaÁ„o tÌpica de um sistema elevatÛrio £baco p/ determinaÁ„o do di‚metro de recalque em

£baco p/ determinaÁ„o do di‚metro de recalque em funÁ„o da vaz„o e do n˙mero de horas de funcionamento

31

AssociaÁ„o de bombas (Em sÈrie e em paralelo)

SÈrie: Associamos duas ou mais bombas em sÈrie quando necessitamos aumentar a altura (press„o), com a vaz„o permanecendo constante. Paralelo: Associamos duas ou mais bombas em paralelo quando necessitamos aumentar a vaz„o, com a altura (press„o) permanecendo constante. F”RMULAS PARA O DI¬METRO DA POLIA ñ ROTA« O DO MOTOR ñ ROTA« O DA BOMBA Para um perfeito desempenho das bombas, damos abaixo as fÛrmulas para se calcular com exatid„o, o di‚metro das polias, rotaÁ„o do motor e rotaÁ„o da bomba. Este c·lculo È indispens·vel, para que se faÁa a bomba funcionar exatamente a rotaÁ„o indicada nas curvas.

S

Õ M B O L O S

P

= POLIA

RB = ROTA« O BOMBA

N

= MOTOR

RM = ROTA« O MOTOR

B

= BOMBA

PB = POLIA

BOMBA

R

= ROTA« O

PM = POLIA

MOTOR

ÿ

= DI¬METRO

RPM = ROTA« O P/ MINUTO.

1 E X E M P L O :

Calcular o di‚metro da polia a ser acoplada ‡ bomba.

F”RMULA: PB = RM X PM PB = 1.750 X 150

= 262.500

= 75

RB PB = ÿ 75 mm

3.000

3.500

2

E X E M P L O :

Calcular o di‚metro da polia a ser acoplada ao motor.

 

F”RMULA: PM = RB X RB PB = 75 X 3.500 = 262.500

= 150

RM PB = ÿ 150 mm

1.750

1.750

3

E X E M P L O :

Calcular a rotaÁ„o da bomba.

 

F”RMULA: RB = PM X RM

RB = 150 X 1.750

= 262.500

= 3.500

PB

75

75

32

RB = 3.500 RPM

4 E X E M P L O :

Calcular a rotaÁ„o da bomba.

F”RMULA: RM = PB X RB RM = 75 X 3.500 = 1.750

PM

RB = 1.750 RPM R·pida explanaÁ„o sobre bombas submersas:

Uma vez concluÌdo um poÁo, deve-se instalar algum tipo de bomba para elevar a ·gua e conduzÌ-la ao ponto de utilizaÁ„o. Em nosso caso, vamos tratar especificamente da aplicaÁ„o de Bombas Submersas, apresentando os critÈrios para seu correto dimensionamento. Os constantes aperfeiÁoamentos nas Bombas Submersas conseguiram dar a estes equipamentos vida ˙til superior a 60.000 horas, o que, em regime de 24 horas, corresponde a 7 anos de operaÁ„o. Entretanto, este valor pode ser sensivelmente reduzido, ou tambÈm aumentado, em funÁ„o do correto dimensionamento do equipamento e outros fatores como a prÛpria condiÁ„o de instalaÁ„o e operaÁ„o do mesmo. Muitas vezes o funcionamento insatisfatÛrio de sistemas de recalque e os altos custos operacionais s„o erroneamente atribuÌdos ao poÁo ou ao prÛprio sistema, quando na realidade s„o proveniente de erro na seleÁ„o do equipamento, de bombeamento, que n„o se adapta ‡s caracterÌsticas do poÁo. Assim, veremos a seguir as etapas para o dimensionamento correto de uma bomba submersa, visando otimizar sua utilizaÁ„o. DefiniÁıes:

Antes de proceder ‡ escolha de uma bomba para qualquer instalaÁ„o, È necess·rio dispor de informaÁıes precisas com relaÁ„o ‡s suas condiÁıes de operaÁ„o. A Capacidade de ProduÁ„o do PoÁo e o Abaixamento do LenÁol, tÍm aplicaÁ„o direta na informaÁ„o dos elementos para escolha e seleÁ„o do equipamento de bombeamento que melhor se adaptar· ‡ operaÁ„o permanente deste poÁo. Determinados a partir de um Teste de Vaz„o criterioso, tÍm sua representaÁ„o nos seguintes par‚metros:

150

33

NÌvel Est·tico (NE): NÌvel no qual a ·gua permanece no poÁo quando n„o est· sendo extraÌda; È geralmente expresso pela dist‚ncia do nÌvel do solo, atÈ o nÌvel da ·gua no interior do poÁo.

NÌvel Din‚mico (ND): NÌvel em que a ·gua permanece no interior do poÁo quando est· sendo bombeado; expresso da mesma forma que o NÌvel Est·tico.

Abaixamento de LenÁol (S): DiferenÁa, expressa em metros, entre o NÌvel Est·tico e o NÌvel Din‚mico. Vaz„o CaracterÌstica (Q): Volume de ·gua extraÌdo do poÁo na unidade de tempo; È expressa geralmente em "metros c˙bicos por hora" ou "litros por hora", conforme maior ou menor vaz„o.

"litros por hora", conforme maior ou menor vaz„o. Altura manomÈtrica ñ Conceitos e c·lculos: Para que

Altura manomÈtrica ñ Conceitos e c·lculos:

Para que possamos determinar o "ponto de trabalho", torna-se necess·rio determinar qual a energia que o sistema solicitar· da bomba, em funÁ„o da vaz„o bombeada. ¿ esta energia caracterÌstica do sistema, d·-se o nome de Altura ManomÈtrica, que È representada pelo mesmo sÌmbolo (H) utilizado para carga de bomba. Esta energia solicitada pelo sistema È ent„o, para cada vaz„o, funÁ„o da altura est·tica de elevaÁ„o do fluÌdo e das perdas

34

existentes no circuito. Assim, para um determinada vaz„o, se consideramos a fig.1, a

bomba deve ter carga suficiente para compensar a altura manomÈtrica do sistema para que

o fluÌdo alcance o reservatÛrio, ou seja:

a) Compensar a altura geomÈtrica: (ND + N + Hcx) / b) Compensar as perdas na

tubulaÁ„o edutora e adutora: (he + ha). A Altura ManomÈtrica Total (H), para uma dada vaz„o, ser· ent„o calculada pela fÛrmula:

H=ND + N + Hcx + he + ha, onde:

H= Altura ManomÈtrica Tolra do Sistema (m) ND= NÌvel Din‚mico do PoÁo (m) N= DesnÌvel do terreno (m) Hcx= Altura do ReservatÛrio (m) he= Perda de Carga por Atrito/TubulaÁ„o Edutora (m)

ha= Perda de Carga por Atrito/TubulaÁ„o Adutora (m)

Para determinaÁ„o das Perdas de Carga por Atrito, dispomos de Tabelas (V.Pasta de Curvas Le„o), o que torna o c·lculo da Altura ManomÈtrica muito pr·tico e r·pido. De posse da Altura ManomÈtrica Toltal (H) do sistema, para uma dada Vaz„o (Q), pode-se selecionar o equipamento mais adequado, usando para isso as curvas de Carga (H) versus Vaz„o (Q), do fabricante. … importante observar que, na maioria das vezes, o valor da Altura ManomÈtrica do sistema n„o coincide com o valor da Carga do equipamento de bombeamento, podendo ficar o ponto entre duas curvas, para diferentes quantidades de est·gios. Para melhor entendimento, consideremos a curva da Fig.2, e tomemos como exemplo uma Altura ManomÈtrica calculada e igual a 90,00 m, para uma vaz„o de 16 m3/h. Observando

a curva, para a vaz„o de 16 m3/h, vÍ-se que o equipamento possui uma carga de 97,00 m

com 8 est·gios; e uma carga de 84,50 m com 7 est·gios. Havendo possibilidade de reduÁ„o da vaz„o de exploraÁ„o, pode-se optar pelo equipamento

com 7 est·gios, o qual produzir· uma vaz„o de apreoximadamente 14 m3/h para a Altura ManomÈtrica de 90,00 m. N„o sendo possÌvel a reduÁ„o de vaz„o, deve-se optar pelo equipamento com 8 est·gios.

35

Nesse caso, por estar o equipamento "superdimensionado", pode-se optar por uma entre as

duas alternativas seguintes:

1. ) ReduÁ„o do di‚metro dos rotores da bomba, com consequente reduÁ„o da Carga

do equipamento, visando adequ·-lo ‡ Altura ManomÈtrica do sistema; 2. ) Fechamento parcial da V·lvula de Descarga (Registro da saÌda do poÁo), com conseq¸ente aumento da Altura ManomÈtrica, pois com isto aumenta-se a perda de carga. Embora seja este o sistema mais utilizado, cabe ressaltar que a Vaz„o MÌnima de bombeamento, recomendada pelo fabricante para cada um de seus modelos, deve ser respeitada. Assim, a regulagem do registro deve ser feita apenas quando necess·rio e o suficiente para o ajuste citado anteriormente. Uma bomba submersa n„o deve operar com vaz„o inferior ‡ mÌnima recomendada, pois a

·gua sob press„o no interior da bomba se aquece rapidamente, com transferÍncia desse

calor para o enrolamento do motor e reduÁ„o de sua vida ˙til.

Danos no mancal axial tambÈm È possÌvel ocorrer. O conceito apresentado pode ser

trabalhado atravÈs de exercÌcios di·rios, de aplicaÁ„o pr·tica, e com certeza, este

procedimento ir· melhorar o seu entendimento, bem como reduzir os eventuais problemas

encontrados com o dimensionamento de bombas submersas.

encontrados com o dimensionamento de bombas submersas. Algumas informaÁıes pr·ticas para facilitar em

Algumas informaÁıes pr·ticas para facilitar em hidr·ulica:

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TR x 0,65 m 3 /h = Vaz„o necess·ria para um condensador (em m 3 /h) TR x 0,55 m 3 /h = Vaz„o necess·ria para fancoil (em m 3 /h) Para efeito de c·lculo de perda de carga em um condensador adotar 7 mca C·lculo de um bico para fonte ornamental:

Q = cd x S x 2 x g x h

Onde: cd = 0,61 (constante) S = ·rea do bico (m 2 ) g = 9,8 m/s 2

Sugest„o de velocidades para efeito de c·lculo £gua pot·vel (em redes de abastecimento de cidades) = 1 a 2 m/s £gua industrial (processo) = 2 a 3 m/s £gua de alimentaÁ„o de caldeiras = 4 a 8 m/s £gua em sucÁ„o de bombas = 1 a 1,5 m/s IInnffoorrmmaaÁÁııeess pprr··ttiiccaass ssoobbrree iinnffiillttrraaÁÁoo ppoorr hhoorraa nnoo ssoolloo ppaarraa cc··llccuulloo ddee tteemmppoo ddee aassppeerrssoo::

h = altura (press„o)

Solo arenoso perme·vel

500 a 600 mm/h

Solo de aluvi„o perme·vel

30

a 100 mm/h

Solo de aluvi„o regularmente perme·vel

20

mm/h

Solo sÌlico-argiloso pouco perme·vel

6 mm/h

Solo argiloso muito pouco perme·vel

0,5 a 1 mm/h

DDiirreettrriizzeess ppaarraa ddiimmeennssiioonnaammeennttoo ddee ppiisscciinnaass pp˙˙bblliiccaass::

PopulaÁ„o favorecida

M·x. comparec. Di·rio

Dimensıes da piscina

4000

500

12

x 20

6000

700

12

x 25

10000

1100

15

x 30

20000

2000

20

x 40

40000

3100

23

x 50

Comparecimento mÈdio di·rio = 2,5% do n˙mero de sÛcios, hÛspedes, etc

M·ximo comparecimento di·rio = 10% do n˙mero de sÛcios, hÛspedes, etc M·ximo de banhistas presentes = 1/3 do comparecimento di·rio

A piscina ideal dever· reservar uma ·rea de 2,5 m 2 por pessoa

TTaabbeellaa pprr··ttiiccaa ppaarraa tteemmppoo ddee rreecciirrccuullaaÁÁoo ddaa ··gguuaa ddaa ppiisscciinnaa aattrraavvÈÈss ddee ffiillttrroo

Classe de piscinas

Classe de piscinas

Profundidade da piscina

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Profundidade da piscina

Classe de piscinas

 

Prof. M·x. atÈ 0,60 m

Clubes, condomÌnios, hotÈis

2

horas

Residenciais privativas

6

horas

Prof. MÌn. inf. a 0,60 m e prof. M·x. superior a 0,60 m

4

horas

6

horas

Prof. MÌn. entre 0,60 m e 1,80 m

6

horas

8

horas

Prof. MÌn. superior a 1,80 m

8

horas

12 horas

FÛrmula para vaz„o requerida atravÈs do filtro (para especificar o filtro)

Vaz„o requerida =

Tempo m·x. de recirculaÁ„o (hs) As gaxetas n„o devem ser muito apertadas. Ajuste o preme-gaxetas para 6 gotas por minuto Para impedir entrada de ar, ajuste a chave de nÌvel para desarmar pela seguinte fÛrmula:

h 2,5D + 0,10 A dist‚ncia mÌnima do tubo para o fundo do tanque dever· obedecer a seguinte condiÁ„o:

d f 0,5D

Volume da piscina (m 3 )

D 90 cm d f > 0,5D
D
90 cm
d f > 0,5D

ìSe tiveres que tratar com ·gua, consulta primeiro a experiÍncia e depois a raz„oî (Leonardo da Vinci)

h 2,5D + 0,10

Para o crivo recomenda-se 2D

Nunca devemos instalar curvas horizontais, cotovelos ou tÍs, junto ‡ entrada de bombas

As tubulaÁıes devem ser montadas de maneira a evitar a transmiss„o e incidÍncia de esforÁos sobre as bombas, intercalando-se juntas de expans„o e juntas flexÌveis

A tubulaÁ„o de sucÁ„o deve ser o mais curta possÌvel, evitando-se ao m·ximo , peÁas especiais, como curvas, cotovelos, etc

Sempre que for previsto um manifold na linha de sucÁ„o de uma bomba, as conexıes dever„o ser feitas por meio de ìYî (junÁıes), evitando-se o uso de T S.

38

O di‚metro do tubo de sucÁ„o deve ser tal que a velocidade no seu interior n„o

ultrapasse 2 m/s. Use a seguinte fÛrmula para calcular o di‚metro:

4Q
4Q

D =

3,14v

Onde: D = di‚metro (m)

Q = vaz„o (m 3 /s)

v = velocidade (m/s)

 

Velocidades e vazıes m·ximas em tubos de PVC

 

Tubos com juntas sold·veis

Tubos com juntas rosc·veis

ÿ

ÿ ext.

Veloc. M·x.

Vaz„o m·x.

ÿ ext.

Veloc. M·x.

Vaz„o m·x.

Unidades

Mm

m/s

l/s

mm

m/s

l/s

î

20

1,60

0,2

21

1,60

0,2

æî

25

1,95

0,6

26

1,95

0,6

32

2,25

1,2

33

2,25

1,2

1.1/4î

40

2,50

2,5

42

2,50

2,5

1.1/2î

50

2,50

4,0

48

2,50

4,0

60

2,50

5,7

60

2,50

5,7

2.1/2î

75

2,50

8,9

75

2,50

8,9

85

2,50

12,0

88

2,50

12,0

110

2,50

18,0

113

2,50

18,0

140

2,50

31,0

139

2,50

31,0

160

2,50

40,0

164,4

2,50

40,0

NPSH & CavitaÁ„o

Antes de falarmos do NPSH, faremos uma breve explanaÁ„o ‡ cavitaÁ„o, que ao contr·rio do que muitos dizem, cavitaÁ„o n„o È ar na linha (tubulaÁ„o).

Toda bomba centrifuga, assim como bombas de qualquer outro tipo, funciona normalmente somente quando a press„o ‡ sua entrada n„o È demasiadamente reduzida. Em caso contr·rio na entrada da bomba ou mais exatamente na entrada do rotor, a press„o mÌnima pode atingir a press„o de vaporizaÁ„o do liquido ‡ aquela temperatura. Neste local inicia-se intensa formaÁ„o de vapor. As bolhas de vapor assim formadas, s„o conduzidas pelo fluxo do lÌquido atÈ atingir os locais de press„o mais elevada, onde ent„o ocorre a implos„o destas bolhas, com a condensaÁ„o do vapor e retorno ao estado lÌquido.

Tal fenÙmeno È conhecido como cavitaÁ„o.

O fenÙmeno È acompanhado por um ruÌdo caracterÌstico e, no caso do fenÙmeno ser intenso poder· ocasionar a destruiÁ„o erosiva das paredes met·licas do rotor - ìpittingî. Nota-se que a destruiÁ„o do material provocada pela cavitaÁ„o n„o se verifica no lugar onde as bolhas se formam, mas sim onde estas se condensam. Os danos provocados por cavitaÁ„o em uma bomba centrÌfuga ocorrem n„o somente no corpo da bomba, mas tambÈm no rotor. Os pontos atacados pela cavitaÁ„o est„o situados no dorso das p·s do rotor, prÛximo ‡ entrada ‡ juzante da regi„o onde se verificam velocidades elevadas que favorecem o aparecimento do fenÙmeno.

Conceito de NPSH requerido - Comercialmente os fabricantes apresentam o limite de

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press„o de uma bombas, atravÈs de uma express„o definida como sendo o NPSH requerido (Net positive suction head. Chama-se NPSH requerido a carga total absoluta no flange de entrada da bomba menos a carga correspondente a press„o de vapor do lÌquido ‡ aquela temperatura.

Para definiÁ„o do NPSH req. de uma bomba È utilizado como critÈrio a ocorrÍncia de uma queda de 3% na altura manomÈtrica para uma determinada vaz„o.Este critÈrio È adotado pelo Hydraulic Institute Standard e American Petroleum Institute (API 610).

Conceito de NPSH disponÌvel - … uma caracteristica da instalaÁ„o em que a bomba opera, e da press„o disponÌvel do lÌquido no lado da sucÁ„o.

Em um dimensionamento de instalaÁ„o devemos considerar os seguintes itens:

Minimizar as perdas de carga na tubulaÁ„o de sucÁ„o, utilizando tubulaÁıes curtas, di‚metros n„o muito reduzidos e minimizar as perdas de carga localizadas ( v·lvulas, conexıes etc)

Verificar o valor da press„o atmosfÈrica local para reservatÛrios de sucÁ„o abertos ( ou a press„o no reservatÛrio de sucÁ„o para reservatÛrios fechados)

A temperatura de bombeamento tem grande influÍncia na viscosidade e press„o de vapor; Portanto variando-se a temperatura de bombeamento, teremos variaÁ„o no NPSH disp.

Na sobreposiÁ„o das curvas de NPSH req. fornecida pelo fabricante, e a de NPSH disp.

resultante do projeto efetuado, teremos a vaz„o m·xima compatÌvel com a condiÁ„o de n„o

cavitaÁ„o.

FÛrmula para c·lculo do NPSHd

NPSHd = ± Z + (Pa ñ Pv) - hs

Onde:

Z = altura est·tica de sucÁ„o (m)

Pa = Press„o atmosfÈrica local (m)

Pv = Press„o de vapor do lÌquido (m)

fi = Peso especÌfico do liquido

± = O motivo do sinal ± varia de acordo com a sucÁ„o da bomba, se afogada (+) e se acima

do nÌvel (-).