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Contexto Socio Histórico

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Published by: Inti Queiroz on Oct 01, 2010
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PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTIFICA: “Um projeto cultural e um cartaz: gênero e endereçamento analisados a partir de conceitos de Bakhtin” Candidata: Inti

Anny Queiroz Orientadora: Professora Doutora Sheila Vieira de Camargo Grillo

Contexto Sócio Histórico

Desde o início dos anos 70, mas principalmente nos anos 80, com o final da ditadura e a democratização do Estado, o Brasil iniciou uma nova fase de desenvolvimento social e econômico, com a necessidade de desenvolvimento regional e ampliação de interesses do estado para as necessidades do povo. Sem dúvida, uma das principais vertentes que impulsionava esse novo Brasil, mostrou-se a partir das diversas entidades sem fins lucrativos, conhecidas como ONGs, que surgiram e se multiplicaram rapidamente por todo país. O aparecimento de milhares de instituições por todo país, gerou uma nova necessidade de investimentos, para que assim, as instituições que realizavam trabalhos sociais em comunidades periféricas pudessem desenvolver projetos nas mais diversas áreas (TURINO, 2009). O novo setor econômico, o chamado Terceiro Setor, é responsável pelo desenvolvimento de ações sociais baseadas principalmente no recebimento de investimentos para projetos inovadores, muitos deles vinculados à cultura. A rápida expansão do Terceiro Setor trouxe ao Estado a necessidade de organizar a distribuição de investimentos. Inspirado por programas desenvolvidos em outros países, José Sarney, criou em 1972 um projeto de lei, aprovado apenas em 1986 como a lei federal 7.505/86, que visava o incentivo de “conceder benefícios fiscais, na área do Imposto de Renda, a toda operação de caráter cultural ou artístico.” A Lei Sarney previa além do beneficio a instituições sem fins lucrativos, também o incentivo a empresas produtoras de fins cultural e com fins lucrativos e para proponentes pessoas física. O caráter democrático da lei instituída possibilitou a qualquer brasileiro nato desenvolver alguma forma de arte, apoiado com recursos financeiros geridos pelo estado. É importante lembrar que durante o período da ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1975, principalmente no período de vigência do cerco do AI-5 de 1968 a 1972, a cultura brasileira foi reduzida e censurada pelo governo. “Logo após o golpe, os militares desencadearam forte repressão aos setores da produção cultural que mantinham algum tipo de vinculo com os movimentos populares politicamente organizados como era o caso dos Centros Populares de Cultura, criados pela UNE. Com o AI-5 passaram a censurar e reprimir todo tipo de atividade cultural. ” (FRANCO, 1997)

o estado de São Paulo regulamentou a lei estadual de incentivo a cultura. A nova lei paulista trouxe um caráter inovador às leis de incentivo à cultura em todo país trazendo a informatização digital para a inscrição de projetos. O início de uma nova política cultural era uma necessidade básica no país. A cultura brasileira clamava por uma nova motivação para que artistas espalhados por todo país pudessem retornar a produzir cultura de alguma maneira. Até que em 2006. bem como o incentivo a novas possibilidades de viabilização da produção cultural. regulamentada pela lei 12. Os dados informam que os investimentos. mas estima-se que todas as capitais estaduais já dispõe para a população. Logo depois. a regulamentação de uma nova lei estadual de incentivo a cultura aconteceu. calcula-se que mais de quinze mil novos projetos culturais candidatam-se ao certificado oferecido pelas leis de incentivo à cultura vigentes no país anualmente. a lei 8. A pesquisa demonstrou que a cultura é responsável por 14% em média dos gastos das famílias brasileiras. tem sido assunto de grande importância na construção social brasileira. Até 2003.819/94).. com os trâmites via internet.) desejava estabelecer um verdadeiro ‘vazio cultural’. o PAC (Programa de Ação Cultural). hoje. também conhecida como LINC (Lei de Incentivo à Cultura) . 2003). A política cultural no Brasil. perdendo apenas para necessidades básicas como alimentação e moradia. dezessete estados do Brasil contavam com lei de incentivo de âmbitos estaduais e municipais (OLIVIERI & NATALE. evoluiram de 111 milhões de reais em 1996 para 685 milhões em 2006. apenas no mecanismo da lei Rouanet. o estado do Rio de Janeiro criou a primeira lei estadual de incentivo a cultura estadual. Apenas no ano de 1996. Aliado a esse panorama federal. algum tipo de lei de incentivo à cultura.De acordo com Franco. proporcionando uma maior democratização de acesso de informações. A dissolução da ditadura foi promovida com apoio de muitos artistas. após muitas manifestações e pedidos de diversas entidades ligadas a cultura. Os números totais relativos aos municípios ainda é desconhecido. Desde então muito aconteceu na esfera cultural brasileira.. O programa de incentivo a cultura do estado de São Paulo. a intenção da ditadura era “calar a voz a voz da sociedade (. De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura em 2008. de acordo com dados do Ministério da Cultura. foi chamada a partir do ano de 2007 de PROAC. temos os mecanismos das esferas governamentais menores. . como as leis de incentivo á cultura estaduais e municipais. seguida meses depois pela criação da lei municipal na cidade de São Paulo. a lei foi “engavetada” e nenhuma ação cultural pode utilizar seus benefícios. estima-se que vinte e quatro estados brasileiros já dispõe de algum tipo de mecanismo estadual de incentivo fiscal á cultura. no ano de 1992. Anualmente centenas de projetos culturais são inscritos em mecanismos de leis de incentivo à cultura nos quatro cantos do país. conhecida como Lei Rouanet ou Lei de incentivo federal á cultura.268/2006. Porém no ano de 1999.313/91 . criando um estado de indiferença das massas”. A cidade de Vitória (ES) foi pioneira na criação de uma lei de incentivo cultural em âmbitos municipais. A Lei Sarney foi substituída em 1991 pela Lei 8.

Anita Garibaldi.com.sinprorp. São Paulo: Editora Zé do Livro. Ponto de Cultura: o Brasil de baixo para cima. Por este motivo achamos imprescindível uma pesquisa que buscasse entender a composição textual destes projetos culturais. surgiram nos últimos 10 anos em todo país refletindo uma nova vertente social e econômica em torno da economia cultural proporcionada pela multiplicação das leis de incentivo á cultura. São Paulo: Ed. 2009. C. TURINO. M.br/Memorias/memoria86-88-18. & NATALE.gov. Outras fontes: Ministério da Cultura www.Essa nova vertente econômica social de incentivo á cultura. Guia brasileiro de produção cultural. São Paulo: Perspectivas.br/StaticFiles/SEC/proac/LEGISLACAO%20marco%2010. Bibliografia FRANCO.cultura. R.br/website/pratica/prat001-b. Cursos livres. como estes dialogam com a sociedade e com o público alvo a que se destinam.br Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (Lei do ICMS) http://www.htm Sobre a história das leis de incentivo no Brasil http://www.php?cod_artigo=17 http://www.sp. 2003.cultura.culturaemercado. cursos de graduação e de pós graduação.br/noticias/estado-de-sao-paulo-nao-tem-lei-de-incentivo-cultural/ .pdf Lei Sarney http://www.gov. trouxe também a necessidade de uma nova linguagem específica para o novo setor econômico que surgia.com.marketing-e-cultura. Censura e modernização cultural a época da ditadura.org. C. Consequentemente surgiram novas publicações buscando orientar e facilitar a criação destes projetos. 1997 OLIVIEIRI. além de gerar dezenas de novos postos de trabalho e implementar a cultura no Brasil com investimentos. que hoje superam a ordem de 12 bilhões de reais ao ano.

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