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Politzer, Crítica de los fundamentos de la psicología (fichamento)

Politzer, Crítica de los fundamentos de la psicología (fichamento)

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Fichamento do livro "Crítica de los fundamentos de la psicología", de Georges Politzer.
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Georges Politzer Crítica de los fundamentos de la psicología

Tradução de F. Gallach Ediciones Martínez Roca, Barcelona, 1969 221 págs.1
Referência (ABNT): POLITZER, Georges. Crítica de los fundamentos de la psicología. Trad. F. Gallach. Barcelona: Martínez Roca, 1969.

Sumário Prefacio Introducción 1. Descubrimientos psicológicos em psicoanálisis y orientación hacia lo concreto 2. Introspección clásica y método psicoanalítico 3. Estructura teórica del psicoanálisis y supervivências de la abstracción 4. Hipótesis de lo inconsciente y psicología concreta 5. Dualidad de lo abstracto y lo concreto en el psicoanálisis y el problema de la psicología concreta Conclusiones. Virtudes de la psicología concreta y problemas que plantea

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Fichamento realizado por André Mattos, graduando em Psicologia (UFBA), membro do Grupo CONES.

Anotações e citações Prefacio
• diz que as obras filosóficas francesas supõem um leitor passivo, para não dizer estúpido, e já dão as coisas mastigadas • reprova os psicólogos clássicos por haver tomado os fatos psicológicos como coisas • diferenças com Bergson • este é o primeiro tomo dos Materiales • o tomo II dos Materiales tratará da Gestalt-theorie • a idéia que propõe: “exponer el psicoanálisis em términos de Gestalt y de behavior” (p. 11) • “Cherburgo, sep. 1927”

Introducción
• todos aceitam que as teorias são mortais, mas ninguém está disposto a aceitar a morte de sua própria teoria • por isso os psicólogos se escandalizam quando se fala da morte da psicologia oficial • as investigações são isoladas, não há acordo unânime entre os psicólogos • “a história da psicologia é, desde há 50 anos, uma epopéia de desilusões” “Primeramente surgió Wundt, que preconizó la psicología “sin alma”, comenzando la migración de los aparatos de laboratorio de fisiología a los laboratorios de los psicólogos. [...] La psicología científica vino entonces al mundo.” (p. 14-5) • a psicologia científica como um formalismo insípido, parecia combater a “psicologia racional”, mas na verdade estava construindo para ela um refúgio, um abrigo às críticas • diversos desenvolvimentos “objetivistas” e o reaparecimento da introspecção com o movimento bergsoniano na França • críticas ao advento da psicologia experimental Esto explica el hecho reconocido hoy de que todas las psicologías “científicas” que se han sucedido a partir de Wundt, no son más que disfraces de la psicología clásica. (p. 15-6) • a matemática apropriada pela psicologia Los psicólogos han recebido las matemáticas de tercera mano: las recibieron de los fisiólogos, quienes a su vez las tomaron de los físicos [...]. (p. 16)

Es necesario comprender que los psicólogos son científicos de la misma manera que los salvajes evangelizados son cristianos. (p. 17) [...] el movimiento psicológico contemporáneo no es más que la disolución del mito de la doble naturaleza del hombre. (p. 18) [...] la psicología clásica no pasa de ser la elaboración nocional de um mito. (p. 18) Entonces sentimos comprobar que (entre algunos al menos) el behaviorismo há servido solamente para dar nueva forma a la ilusión de la objetividad. (p. 19) [la vida dramática del hombre] presenta todos los caracteres que hacen posible el estudio de um domínio científicamente. [...] Ahora bien, las reflexiones sobre esta vida dramática no han logrado hallar su lugar sino en la literatura y el teatro [...]. (p. 21-2) • Gocklen, Cristian Wolff (p. 23) • 14 - a crítica kantiana da “psicologia racional” • 15 - o tema da percepção não teria bastado para originar a psicologia, ela retira sua força da religião uma “teologia da alma”, que sobreviveu com um disfarce científico • a vida interior como ideologia da burguesia • considera a Gestalttheorie, o behaviorismo e a psicanálise como as três tendências que anunciam a nova psicologia, através da dissolução da psicologia clássica, afirmando, porém, que a psicanálise é, sem dúvida alguma, a mais importante delas [...] no hay crítica verdadera sin el presentimiento de la verdad. Toda la cuestión estriba en saber cuál es la fuente de este presentimiento. (p. 29) [...] não há crítica verdadeira sem o pressentimento da verdade. Toda a questão basea-se em saber qual é a fonte deste pressentimento. (p. 29) • Freud é, para os partidários da psicanálise, “el Copérnico de la psicología, porque es el Cristóbal Colón de lo inconsciente” (p. 30) • a psicanálise constitui “la primera fase de la ruptura frente al ideal tradicional de la psicología” (p. 31) Además, es indiscutible que el armazón teórico del psicoanálisis está lleno de elementos tomados de prestado a la vieja psicología de la Vorstellung. (p. 31)

1. Descubrimientos psicológicos em psicoanálisis y orientación hacia lo concreto
• após a eliminação da noção de alma, os psicólogos se ocupariam da vida interior Es cierto: el psicólogo no sabe y no puede nada. Es el pariente pobre en la inmensa familia de los servidores de la ciencia. (p. 34)

Lo primero que llama la atención en el psicoanálisis es que el psicólogo puede adquirir por su mediación verdadera sabiduría. [...] esta es la primera vez que la psicología rebasa el plano del lenguaje para comprender algo del misterio que encierra el objeto de su estudio. (p. 35) La eficacia práctica del saber del psicoanalista, lo mismo que cuando se trata del físico, es reveladora del hecho de que nos encontramos ante verdaderos descubrimientos. (p. 36) Los descubrimientos del psicoanálisis no hacen sino traducir em fórmulas científicas cierto número de observaciones que podemos hallar entre los literatos de toda especie y de todas las épocas. [...] La verdadera psicología se há refugiado em la literatura y el drama [...]. (p. 36) I • • • • • II • comparação da teoria orgânica com a abordagem de Freud do problema do sonho • abstração, na teoria orgânica o explicação a partir de um conjunto de processos, supondo causas mecânicas o destaca o sonho do sujeito o o sonho é produzido por causas impessoais o o método da terceira pessoa • Freud não efetua abstração • mecanismo x ações de primeira pessoa • faculdades da alma (divisão) x eu III • a inspiração fundamental da psicanálise: El carácter más evidente de los hechos psicológicos es el de ser “en primera persona”. (p. 45) • exemplo da lâmpada o fato físico ou psicológico • primeira pessoa x terceira pessoa La “transformación” propia de la psicología consistiría precisamente en considerar todos los hechos propios de esta ciencia en “primera persona”. (p. 46) primeiras considerações de Freud sobre o sonho, na Traumdeutung oposição à teoria orgânica o sonho como processo psíquico, fato psicológico Freud realiza uma ruptura com a definição clássica de fato psicológico história das ciências, “anomalía”, concepção bem semelhante à de Kuhn

• não há lugar para uma ciência que estude os fatos de primeira pessoa em terceira pessoa, como a psicologia quis • realismo da psicologia o o espírito como outro tipo de matéria o paralelismo psicofisiológico o originalidade da percepção • conceber o fato psicológico de maneira que “el esquema de la concepción implique ruptura en la continuidad del yo, no puede conducir más que a la mitología” (p. 48) • ponto de vista de Spranger (Lebensformen, 1925) [...] la limitación de la psicología al estudio de los hechos puramente individuales no pasa de ser verbal. (p. 49) • a psicologia clássica fala do eu, por um lado, e dos fatos psicológicos, por outro • a psicologia fala de funções, e o eu figura como centro funcional [...] las nociones fundamentales de la psicología clásica no son resultante del simple análisis, sino de la abstracción y el formalismo. (p. 51) [...] los hechos psicológicos deben ser homogéneos com respecto al yo, no pueden dejar de ser encarnaciones de la misma forma del yo. (p. 51) IV • Hume, Kant Ahora bien, el acto del individuo concreto es la vida, per la vida singular del individuo, es decir, la vida, en el sentido dramático del yo. (p. 52) • singularidade dramática • “los hechos psicológicos deberán ser segmentos de la vida del individuo particular” (p. 52) • o acontecimento, o ato será o termo da análise do psicólogo, e o seu método não será simplesmente a observação, mas a interpretação, que é ao que se orienta Freud e a psicanálise V • a psicanálise contém uma definição nova de fato psicológico, mas Freud não a elabora • no capítulo 7 da Traumdeutung, ele coloca os fatos psicanalíticos na linguagem da psicologia clássica • “o sonho é a realização de um desejo” o a) diferenças com Debacker o b) diferenças com Scherner [...] por la teoría del sueño-deseo, el sueño se convierte en “acto”. (p. 66)

VI • psicologia – abstração x psicanálise - concreto Se nos ha objetado que la psicología concreta que define el hecho psicológico como segmento de la vida del individuo particular, no podrá ser nunca ciencia, puesto que no hay ciencia sino de lo general. Como puede verse, esta objeción es puramente verbal, se basa en una lectura superficial. No nos ocuparemos más de ello. (nota 33, p. 71-2)

2. Introspección clásica y método psicoanalítico
I • capítulo II da Traumdeutung, “Método de interpretação dos sonhos” • Freud não usa a introspecção, como seria de esperar, mas uma variante da decifração • a objeção da psicanálise à introspecção se deve ao fato de ela não eliminar a censura • sobre o esquecimento de nomes • Freud substitui a introspecção pelo relato, o ponto de vista abstrato pelo concreto, o objetivo pelo subjetivo, o ponto de vista da “intuição” pelo do “comportamento” El relato constituye material objetivo que podemos estudiar desde el exterior. (p. 76) • a surpreendente diferença entre a psicologia é que, na introspecção, se espera do sujeito um estudo psicológico, se supõe nele um psicólogo • já na psicanálise, o sujeito ignora a interpretação, há apenas que falar • a psicanálise, desse modo, está mais próxima das outras ciências • o relato e a visão são os únicos meios pelos quais temos acesso à vida psicológica de outro indivíduo • o relato e a visão possuem uma função prática e social, têm uma estrutura finalista • relato – linguagem – “intenção significativa” • visão – ações – “intenção ativa” • “teleología del lenguaje” (79) La psicología clásica comienza precisamente por salirse de este plano “teleológico” haciendo abstracción de la intención significativa. (p. 79) La psicología clásica desdobla la significación para pasar del plano de las significaciones al de los “procesos mentales”. (p. 79) II [...] el psicólogo clásico [...] desdobla el relato significativo y convierte su doble em realidad “interna”. (p. 80)

La introspección o reflexión no es nada más que el abandono de la intención significativa y ativa en provecho del formalismo funcional [...]. (p. 81) • • • • III • o método psicanalítico nunca abandona o plano teleológico das significações • “el postulado de la convencionalidad de la significación” (88) IV • “pirámide de los sentidos” (93) • “la teoria freudiana de la superdeterminación del sueño” (93, nota 47) V [...] si hay significaciones íntimas se debe a que el individuo posee uma experiencia secreta, por decírlo así. (p. 94) • da necessidade de penetrar nessa experiência secreta, surge o “procedimento fundamental do método de Freud: as associações livres” • fala-se de associações quando não há intenção significativa • Freud, necessidade de pensarmos com representações finais • dialética convencional, dialética secreta, dialética pessoal De esta comparación entre la introspección y el método psicoanalítico se desprende una enseñanza esencial. Disponemos de dos maneras de utilizar el “relato” del sujeto. Podemos desarticularlo por la abstracción y el formalismo para proyectarlo de una manera u otra en la vida interior. Esta es la actitud de la psicología clásica. También podemos utilizar los datos psicológicos simplemente como contexto de un sentido que estamos buscando: esta es la actitud del psicoanálisis. (p. 98) primeiro relato e segundo relato “desdoblamiento del relato” e “razoamiento analógico” duas hipóteses posicionamento de Bergson sobre introspecção

3. Estructura teórica del psicoanálisis y supervivências de la abstracción
• Freud, apesar da inspiração em direção à psicologia concreta, não a leva adiante I • o sonho é a realização de um desejo, de desejos infantis • “desplazamiento” de “acento psíquico”, de intensidades [...] el desplazamiento no pasa de ser instrumento en la trasposición del sueño. (p. 102)

• “deformación onírica”, “censura” • as necessidades indutivas não explicam a forma das noções que Freud faz intervir • objeção ao método de interpretação dos sonhos, de Freud, por meio das associações posteriores (103) • a análise não seria reconstituição, mas interpretação • do cnteúdo latente, pensamentos do sonho, aparece a noção de inconsciente, “a noção teórica fundamental da psicanálise” (104) • o sonho é a manifestação do reprimido, na imensa maioria dos casos “[...] la interpretación onírica es la vía regia para el conocimiento de lo inconsciente em la vida anímica.” (p. 104, Freud) • • • • “la noción de trasposición” “condensación” (105) “disfráz en el sueño” “deformación onírica” (Traumentstellung) (106)

Freud va, por lo tanto, a emprender trabajos nocionales paralelos a las operaciones “inductivas” que hemos señalado, para volverlas a tomar luego de modo sistemático en la “Psicología de los procesos oníricos”. (p. 107) II • • • • • • • censura a consciência como um órgão de sentido (108) idéias de Kant sobre a relatividade da experiência interna (?) a relatividade da consciência, em Freud, relacionada à moral, à responsabilidade um pensamento só é doloroso quando contraria o “ideal del yo” (109) “represión” ou “reflujo” apesar de Freud trazer os elementos para uma concepção concreta, partirá para um desenvolvimento abstrato no capítulo 7 (110) • nota 52, desenvolvimentos recentes das teorias de Freud se aproximam das exigências da psicologia concreta, mas acentuam o conflito entre a abstração e o concreto III • Capítulo 7, “Psicología de los procesos oníricos” • Freud analisa “la particularidad del sueño consistente en dramatizar el pensamiento” (111) • a regressão o leva à necessidade de uma representação tópica do aparelho psíquico (112) • G. T. Fechner, a cena em que os sonhos se desenvolvem, a idéia de um “lugar psíquico” • o aparelho psíquico como “un instrumento compuesto a cuyos elementos denominaremos instancias, o, para mayor claridad, sistemas”

“[...] el aparato psíquico debe estar construido de la misma manera que um aparato reflector. El reflejo sería entonces modelo de toda producción psíquica”. (p. 112, Freud) La noción de censura será lo que forzará a Freud a introducir uma nueva diferenciación: lo preconsciente. (p. 113) • introdução do inconsciente • censura, consciência, responsabilidade (114) • ao tratar do “extremo motor”, da motilidade, Freud não trata da ação humana, e a palavra “ato” perde seu sentido dramático e humano • no sonho alucinatório, a alucinação segue um caminho regressivo: em vez de transmitir-se ao extremo motor, transmite-se ao extremo sensorial (115) • Freud se aproxima da tese de que a diferença entre percepção e recordação se deve a uma diferença de intensidade (115-6) • esta tese foi condenada até pelos psicólogos abstratos • o pensamento, para fixar nossa atenção, precisa de uma certa “energía de ocupación” • caminhando para a abstração, Freud abandona o sentido, atendo-se à representação • a intensidade chega a ser uma quantidade agregada à representação, e chega a ser móvel, explicando o deslocamento (116-7) • ao descrever a regressão de um modo sensualista, retira a participação do “eu”, do ato do indivíduo particular • podemos interpretar o sonho sem adotar hipótese alguma sobre a regressão, a própria apresentação do problema da regressão já implica abstração (118) IV • ainda a regressão (119) • três tipos de regressão (120) • o tipo de regressão que diz que a criança sobrevive com seus impulsos, no sonho, retoma seu caráter vivente, foge da abstração e da explicação mecânica • as três espécies de regressão, no fundo, são uma só, fundindo-se na maioria dos casos, e é isso que conduz Freud a suas “desgraciadas ideas sobre el pasado filogenético” (122) • breve descrição, feita por Freud na Traumdeutung, da complexificação do aparelho psíquico, da primeira experiência de satisfação e da experiência do desejo alucinatório, já descritos no Projeto (122-3) V • toda esta teorização afasta Freud do sentido e de tomar o fato psicológico como segmento da vida individual concreta VI • tentativa de explicação do recalque

En el hombre existe tendencia a sumergirse en el sueño; la necesidad de la adaptación a la vida arranca de él. Esta es idea común a Bergson y a Freud; también lo es a toda uma época. (p. 128) • papel restrito da consciência VII • continua a exposição dos aspectos gerais do aparelho psíquico (131) • apesar de suas construções teóricas não serem adequadas à psicologia concreta, Freud supera a psicologia clássica ao introduzir novos processos, como a repressão, o deslocamento, a censura, saindo dos lugares comuns do associacionismo e da lógica Pero después de haber hecho justicia a Freud, no hay razón alguna para ocultar que sus construcciones teóricas, tal cual son hoy, son incompatibles precisamente con esta psicología concreta cuyo fundador es. (p. 133) • refutação de algo por ser “puramente verbal” • um dilema: admitir que, como as descobertas psicanalíticas orientam-nos de fato ao inconsciente, as críticas apresentadas perdem seu interesse, ou negar o inconsciente e os fatos psicanalíticos que o provam, privando-nos dos benefícios que estes trazem para a psicologia concreta (134-5)

4. Hipótesis de lo inconsciente y psicología concreta
• a introdução do inconsciente na psicanálise é resultante das exigências e procedimentos da psicologia abstrata [...] lo inconsciente no representa en psicoanálisis más que la medida de la abstracción que sobrevive en el interior de la psicología concreta. (p. 136) • é preciso mostrar de forma metódica “el enlace esencial entre lo inconsciente y los procedimientos fundamentales de la psicología abstracta” (137) • é preciso demonstrar que a rejeição do inconsciente não implica na volta da exclusividade da consciência, e que a psicologia não se encontra limitada a essas duas possibilidades I • o inconsciente como hipótese ou justificação • justificação da hipótese do inconsciente • a ignorância do sentido do sonho, pelo sonhador, só prova a existência do inconsciente a partir da exigência realista, já que a recordação deve permanecer II

“Nuestra concepción de lo inconsciente deriva, pues, de la teoría de la represión. Lo repudiado es para nosotros el modelo de lo inconsciente”. (p. 144, Freud) • a resistência na justificação do inconsciente • inconsciente latente e inconsciente dinâmico • “en vez de atenerse a la significación, el realismo busca realizar una entidad psíquica” (p. 148) • “la mitología freudiana de los procesos e instancias” (149) De este modo, la descripción freudiana de la resistencia no es justificación, sino simple hipótesis, y como tal puede y debe criticarse. (p. 149) III Con esta revisión general de los hechos citados por Freud como pruebas de lo inconsciente, hemos querido indicar que si los hechos en cuestión producen lo inconsciente, sólo es gracias a una deformación debida a la asociación del realismo y el formalismo. (p. 149-50) El hecho de que sabiendo que en ausencia del relato nos hemos visto obligados, sin embargo, a realizarlo, es lo que se traduce por la noción de inconsciente latente. (p. 152) • com a memória pós-hipnótica, no caso em que o sujeito, logo após a hipnose, afirma não lembrar do ocorrido, mas posteriormente pode recordá-lo, chega-se à hipótese do saber inconsciente Pero como el realismo es procedimiento arbitrario, las entidades psicológicas que deben representar los dobles “ontológicos” de las significaciones son enteramente ficticias. (p. 152) En pocas palabras, el término inconsciente no es más que la traducción del hecho de que se trata de entidades psicológicas puramente ficticias. (p. 153) En efecto, lo inconsciente no nos es aportado en este caso [el caso de lo inconsciente dinámico] por la necesidad de realizar el doble ontológico del relato antes que el relato mismo, sino por el hecho de que nos vemos llevados a postular un relato que no ha sido efectivamente proporcionado por el sujeto. (p. 153) • no caso do inconsciente dinâmico, somos obrigados a falar de fenômenos inconscientes (154) IV • na concepção de Freud sobre os sonhos, encontra-se o postulado da anterioridade do pensamento convencional (155-6) • este postulado é legítimo ou não?

• “el sueño no resulta de un simbolismo querido y razonado” (157); por isso, para Politzer, não se pode conceber a formação do sonho por meio de uma tradução simbólica, a qual se aplicaria apenas ao “simbolismo voluntario y raonado” • a significação do relato mesmo é o verdadeiramente real (158) • Politzer apresenta, como alternativa à concepção de Freud, uma concepção onde o sonho é resultante do funcionamento de uma dialética individual, é um fenômeno primitivo que se basta a si mesmo • dialética convencional x dialética pessoal • desenvolve sua argumentação contra o ponto de vista freudiano (158-62) V • fará agora um exame mais preciso do postulado da anterioridade do pensamento convencional (162) [...] cuando un comportamiento es más de lo que el relato que le acompaña indica, proyectaremos en lo inconsciente lo que falta al relato para que sea adecuado. (p. 163) • o postulado traz a idéia de que o fato psicológico só pode existir na forma narrativa, e por isso não é mais do que o “postulado del pensamiento narrativo” VI La primera conclusión importante de este análisis es que los psicoanalistas se equivocan al creer que psicoanálisis e inconsciente son cosas inseparables. No puede ser así, pues la inspiración fundamental del psicoanális es precisamente la orientación hacia lo concreto, mientras que lo inconsciente es inseparable de los procedimientos constitutivos de la psicología abstracta. (p. 164) • “pensamiento recitativo” (narrativo) [...] lo inconsciente de los psicoanalistas no tiene de dinámico nada más que el nombre, mejor dicho, que el dinamismo de este inconsciente no puede poseer ninguna significación psicológica. (p. 165-6) VII • Freud haveria recaído em alguns pontos dos psicólogos clássicos que havia antes criticado VIII [...] siendo lo inconsciente el lugar o terreno de los relatos postulados, pero inexistentes, los fenómenos inconscientes representan hechos psicológicos inventados en todas sus partes “por necesidades de causa”. (p. 172) IX

• reafirma que, ao abandonar a hipótese do inconsciente, não se está retornando à psicologia da consciência (173) • nega a realidade mesma dos fatos que se supõe serem inconscientes (175) • tudo que o sujeito faz é sonhar • ao negar o inconsciente, renuncia à absurda exigência de que o objeto de uma ciência seja ao mesmo tempo o seu construtor [...] no podemos ya pedir al sujeto que sea actor y al mismo tiempo espectador inteligente más que exigiéndole el cumplimiento de un acto de conocimiento que no puede resultar más que de un procedimiento tan complejo como el del análisis freudiano. (p. 176) • “el hecho psicológico original es la vida dramática del hombre” (177) En otros términos el movimiento hacia lo inconsciente pertenece a un momento decisivo de la disolución de la psicología clásica, a un momento en que, queriendo salvar aún la abstracción, la psicología comenzaba a desprenderse de ella. (p. 178)

5. Dualidad de lo abstracto y lo concreto en el psicoanálisis y el problema de la psicología concreta
Podemos decir, sin paradoja, que Freud es tan sorprendentemente abstracto en sus teorías como concreto en sus descubrimientos. (p. 179) • a atitude de Freud é uma etapa necessária na evolução que chega a pôr em evidência a atitude concreta I • no cap. 7 da Traumdeutung, Freud deixa de lado o interesse anterior na interpretação dos sonhos e procura explicar o sonho como um fenômeno psicológico, nos moldes da psicologia clássica (182-3) • Freud busca se adequar ao modelo mecânico e energético (183-4) • “a dualidade entre a inspiração fundamental e o aparato teórico” da psicanálise (187) II • o inconsciente parece o cúmulo da abstração, porém “sua aceitação implica uma atitude completamente contrária ao ideal da psicologia clássica”, por implicar o abandono da introspecção como método (187-8) • com a introdução do inconsciente, não podemos mais definir o fato psicológico pelo “para si”, mas no plano mesmo do psíquico, que se constituirá por duas classes, uma cujoa conhecimento é uma percepção, e outra que não passa de uma construção (p. 189-90) [...] la actitud fundamental existente en la base de la hipótesis de lo inconsciente contiene ya la negación del realismo psicológico, y el desarollo consiguiente a esta

hipótesis nos conduciría a la busca de una definición del hecho psicológico que excluiría el realismo. (p. 190) • a teoria freudiana leva às afirmações de que a consciência não é mais do que um órgão superior de percepção e o inconsciente é transcendente com relação à consciência (191) • há que mostrar que, entre as noções e hipóteses que Freud construiu, há algumas que já são próprias da psicologia concreta III • considera duas noções novas que Freud se viu obrigado a introduzir: a identificação e o complexo de Édipo (195) • a identificação, diferente da imitação da psicologia clássica, permite-nos reconstituir a significação, está inscrita no drama humano mesmo, é um segmento da vida do indivíduo particular (195-7) [...] el complejo de Edipo no es “proceso”, y mucho menos “estado”, sino esquema dramático, o, si se prefiere, comportamiento humano. (p. 197) • desenvolve a questão de como as noções de identificação e complexo de Édipo se adequam às exigências de uma psicologia concreta (197-201)

Conclusiones. Virtudes de la psicología concreta y problemas que plantea
• resume o que foi apresentado anteriormente • afirma que a psicologia concreta, como hoje a concebemos, é a que está apta a realizar o antigo sonho de uma psicologia positiva, de uma psicologia científica, enquanto a psicologia clássica, oficial, não haveria logrado êxito (203-4) • apresenta as condições de existência de uma psicologia positiva: 1) la psicología debe ser ciencia a posteriori, es decir, estudio adecuado de un grupo de hechos; 2) debe ser original, o sea, estudiar hechos irreductibles a los objetos de las demás ciencias; 3) ha de ser objetiva; en otros términos, debe definir el hecho y método psicológicos de tal manera, que sean universalmente accesibles y comprobables. (p. 204) • nenhuma das tentativas, até hoje, conseguiu satisfazer todas as condições, geralmente sacrificam a condição 2 ou 3 (205) • influência do realismo psicológico • os psicólogos objetivos não conseguiram eliminar o realismo (206) • a única tentativa sincera de psicologia objetiva foi o behaviorismo de Watson, cujo grande mérito foi a renúncia absoluta à vida interior (206-7) • o behaviorismo de Watson “salva a objetividade, mas perde a psicologia” (207) • o behaviorismo de Watson aceita a oposição entre “interior” e “exterior” (208)

• a psicologia se encerrou na antítese de objetividade e subjetividade • a psicologia concreta abandona o realismo e encontra no drama humano um conjunto de fatos que satisfaz as condições que foram enunciadas, e por isso se apresenta como “verdadera síntesis de la psicología subjetiva y de la psicología objetiva” (209) • o drama não é uma percepção, nem externa, nem interna En una palabra, el hecho psicológico es el comportamiento que tiene sentido humano. Mas, para constituir este sentido, es necesario poseamos datos proporcionados por el sujeto, datos que además llegan hasta nosotros por mediación del relato: el comportamiento como simple motor no llega a ser hecho psicológico sino después de haber sido explicado por el relato. (p. 210) • o “sentido do drama” nos é dado pelo relato, que é essencialmente significativo El drama es original. (p. 211) El sentido referido a primera persona es lo que distingue radicalmente el hecho psicológico de todos los hechos de la naturaleza. (p. 211) • a psicologia concreta consegue realizar o que nenhuma outra conseguiu: “una psicología objetiva, al mismo tiempo que propiamente psicológica” (212) • “la psicología concreta es una psicología sin vida interior” (213) • com relação ao relato, o psicólogo deve interessar-se apenas pela sua significação, e não se deve deixar arrastar para o mundo da psicologia introspectiva, para o domínio que constitui uma metapsicologia (214) El primer deber del psicólogo concreto consiste en la adquisición de comedimiento con respecto a la metapsicología. (p. 215) • “o behaviorismo deve sua existência a uma inspiração concreta” (216) • aproximação inesperada entre o behaviorismo e a psicanálise (217) • além da noção de comportamento, as noções de significação e forma tiveram papel fundamental nas suas demonstrações, e remetem a Spranger introduziu o ponto de vista do sentido, e à Gestalttheorie, que abandonou a análise elementar (218-9) • apesar de não terem sido aprofundadas, as idéias de significação e de drama são as noções fundamentais da psicologia concreta (219) Si se consiente en convertir en programa científico ese deseo [el deseo de conocer el hombre], la psicología concreta sistematiza la gran tradición concreta que ha nutrido siempre a la literatura, al arte dramático y a la ciencia de los sabios en el sentido práctico de la palabra. Pero la psicología concreta, aun teniendo el mismo objeto, ofrece algo más que el teatro y la literatura, pues lo que ofrece es la ciencia. (p. 220) En una palabra, sea cual fuere la falta de precisión de nuestras fórmulas técnicas y el eco desagradable de las fórmulas de este género: la metapsicología ha dejado de existir, y ahora comienza la historia de la psicologia. (p. 221)

Expressões
“desdoblamiento” “doble ontológico” - o duplo ontológico do relato de uma recordação, p. ex., seria uma entidade concebida para explicá-la (o inconsciente latente) “formalismo funcional” “primero relato” “segundo relato” “realización” - conceber algo como devido a uma realidade subjacente (ex.: conceber o relato de uma recordação a partir da noção de inconsciente latente, onde estaria disponível tal recordação, assim como outras diversas)

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