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extinção da execução

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3. Extinção da Execução O art.

794 reza que “extingue-se a execução quando: I - o devedor satisfaz a obrigação; II - o devedor obtém, por transação ou por qualquer outro meio, a remissão total da dívida; III - o credor renunciar ao crédito”. Esse rol, todavia, não é exaustivo, havendo outras causas extintivas do processo executivo que nele não estão indicadas. Tem salientado a doutrina, por exemplo, que pode a execução também se extinguir quando qualquer causa determinar a extinção civil da obrigação, como a novação, a renúncia etc. De mais a mais, é possível a extinção da execução por ausência das condições (genéricas ou específicas) da ação executiva ou de pressupostos processuais. Dentre as causas extintivas da execução, cabe destacar, ainda, a desistência da execução pelo credor e a hipótese de improcedência da execução, decorrente do acolhimento dos embargos do devedor. 3.1. Paralisação do processo executivo por ausência de bens penhoráveis: Consoante posição consolidada na jurisprudência, a paralisação da execução não é causa de extinção do processo, mas de sua suspensão (art. 791, III, CPC). Não encontrados bens penhoráveis do devedor, suspende-se o processo. A suspensão do processo executório, nesse caso, rege-se por norma própria (art. 791, inc. III, do CPC), não se lhe aplicando, no particular, as regras do processo de conhecimento. Logo, não incide a norma prevista no art. 267, III, do diploma processual civil, que se restringe ao processo de conhecimento. Dessa forma, a paralisação do processo de execução não acarreta a respectiva extinção, que se dá nas hipóteses do art. 794 do CPC, cabendo suspender-se o processo, enquanto não encontrados bens a penhorar ou o exeqüente não manifestar desistência. Nula, portanto, será a sentença de mérito com a qual o juiz encerrou a execução, à falta de bens a penhorar, pois além de o processo executivo não comportar sentença de mérito, a decisão afronta norma expressa do CPC que determina a suspensão do processo de execução, quanto não forem encontrados bens a penhorar.

No caso de desistência da execução. Desistência do credor exeqüente: O credor tem a faculdade de desistir de toda a execução ou de apenas algumas medidas executivas (art. os quais somente serão extintos se houver concordância do embargante. . deve ser examinada a matéria nestes suscitada.3. In casu. há julgados expressando o posicionamento de que faculdade de desistir da execução reclama expressa postulação do credor. o que ocorrerá com a desistência do credor. Se a desistência ocorre antes da citação e da penhora ou mesmo depois delas. Por outro lado.2. ou não. porém. por força do princípio da disponibilidade da execução. ou seja. independentemente do consentimento do executado. causando-lhes a extinção. para que se verifique: a) se é indispensável a anuência do devedor para que seja extinto o processo executivo. Ressalte-se que. sendo afetados pela extinção da execução. a extinção do processo de execução por desistência do exeqüente não afeta a ação do executado. eis que não tem este interesse jurídico para discordar da extinção do processo executivo. a desistência também não dependerá de concordância do devedor. do CPC. que pode prosseguir nos embargos. se os embargos do devedor versarem exclusivamente sobre questões processuais. o credor pagará as custas e os honorários advocatícios em favor do embargante. os embargos. Por força do art. o credor tem a faculdade de desistir da execução. inadmitindo o seu reconhecimento no caso de inexistência de manifestação deste nos autos. Em outros termos: não há de se falar em desistência tácita no processo de execução. a desistência ocorrer em execução embargada. parágrafo único. várias alternativas são possíveis. 569). 569. que não ataquem a existência ou a validade do crédito. na hipótese vertente. o juiz determina a extinção do processo executivo por sentença. sendo matéria dos embargos questões relativas ao crédito exeqüendo (matéria relativa ao mérito). Nessa hipótese. estes serão extintos. à busca de sentença que defina o direito frente ao título executivo. mas sem que tenham sido oferecidos embargos do devedor. a desistência não produzirá efeitos em face dos embargos (não provocam a extinção destes). Vale dizer: nessa hipótese. A respeito do tema. arcando o credor com as despesas processuais. b) se a extinção do processo executivo afetará. Esta seria irrelevante porque o executado pretende com seus embargos processuais a extinção da execução. se o pedido de desistência da execução for formulado após a apresentação de embargos do devedor. Se.

como os embargos de mérito contestam a própria existência do crédito executado. sendo que esse efeito deve retroagir à data da propositura da demanda executiva. portanto. desde que o ato citatório seja feito nos prazos previstos no art. onde houver). havendo ajuizamento da ação incidental de embargos.3. para que a interrupção da prescrição possa retroagir à data da propositura da demanda executiva. in casu. como no caso anterior. CPC). ainda. esse dispositivo legal não tem incidência.Ademais. pois este tem interesse jurídico para discordar da desistência pretendida pelo credor. Em outros termos: tendo o devedor-embargante fundamentado seus embargos em razões de mérito. não se considera interrompido o prazo prescricional na data do aforamento da execução. § 4º. prorrogável até 90 dias. Na situação anterior (embargos processuais). será indispensável. consoante posição consolidada na jurisprudência. além das despesas processuais. Aplicar-se-á. Tal ocorre porque. será necessário o deferimento da inicial e que o exeqüente adote todas as providências necessárias para citação do devedor no prazo de 10 dias. por ausência de interesse jurídico. a concordância do réu. o credor desistente deve pagar os honorários advocatícios gastos pelo executado. adquire o mesmo o direito se opor à desistência da execução para poder obter sentença de mérito sobre a existência do crédito. caput. 219. a anuência do devedor. Entretanto. se o devedor for revel (não apresentar os embargos no prazo legal). A prescrição na execução: A propositura da execução interrompe a prescrição. quando necessário. Observe-se. A execução inicia-se pelo despacho da inicial (ou distribuição. Há de se ponderar que. . 219 do CPC. que exige. do CPC. mas tão somente no dia em que for realizada a citação do devedor (art. O efeito da interrupção da prescrição (CPC 617) opera-se por esse aforamento. para a extinção do processo executivo. completandose para o réu com a sua citação. o executado pode pretender que o processo prossiga para tentar obter uma sentença que o libere definitivamente da dívida executada. 267. 3. evidentemente não terá ele o direito de se opor à desistência. a mesma regra do processo de conhecimento contemplada no art. para que a desistência da ação produza efeitos. Caso não se realize a citação neste lapso temporal. que.

por mais de cinco anos. se. Discute-se sobre a admissão da prescrição intercorrente no processo civil. A jurisprudência do STF e do STJ tem admitido o reconhecimento da prescrição intercorrente nos casos em que o credor abandona a ação executiva por lapso superior ao prazo prescricional. em nome do devedor. . de bens penhoráveis (hipótese de falta de bens penhoráveis). mas apenas no seu arquivamento provisório até que sejam localizados os bens do devedor. firmou o STJ posição no sentido de que não ocorre prescrição intercorrente quando o retardamento foi por culpa exclusiva da própria pessoa que dela se beneficiaria. Por exemplo: a suspensão do processo de execução fiscal.). não importa na sua extinção. Por exemplo: ocorre prescrição intercorrente na execução fiscal quando há a paralisação do feito. a requerimento do credor. Assim. pessoalmente intimado. a prescrição intercorrente pressupõe a omissão de diligência que o credor exeqüente. 219 do CPC.Contudo. não se verifica a prescrição intercorrente”. por vários anos. não se opera a prescrição quando o exeqüente não deu causa a paralisação do feito. mas sim deficiência no serviço judiciário. portanto. pela inexistência. conforme entendimento consolidado na doutrina e na jurisprudência do STF. Segundo o entendimento acolhido na jurisprudência dos Tribunais pátrios. o STF e o STJ também não têm admitido prescrição intercorrente quando a execução está suspensa. caso em que não tem curso o prazo prescricional e nem há negligência do credor exeqüente a justificar o reconhecimento da prescrição intercorrente. Como tem reiteradamente decidido o STF. Ademais. “sem culpa do exeqüente na paralisação do processo. por culpa exclusiva do exeqüente (como na hipótese deste não promover a citação do devedor). a prescrição para que o credor promova a execução se dá no mesmo prazo da prescrição da ação (Súmula 150 STF).g. mas não cumpre no curso do prazo prescricional. considerar-se-á interrompida a prescrição na data do ajuizamento da ação executiva. não se lhe pode imputar a responsabilidade pela omissão e. o ato citatório não foi realizado nos prazos do art. Consoante posição da Corte Suprema. deveria cumprir. ainda assim. v. Nessa mesma linha. vez que não opera a prescrição intercorrente quando a credora não der causa a paralisação do feito. sem culpa do autor (não houve omissão da parte em promover a citação.

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