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CIFRAS

VIOLA CAIPIRA E VIOLÃO

2005
Cabelo Loiro
Tom: D

D C
cabelo Loiro vai lá em casa passear |
G D7 G | 2x REFRÃO
vai vai cabelo loiro vai cabar de me matar |

D C
Quem disse que bala mata, bala não mata ninguém
D7 D
a bala que mais me mata é o desprezo do meu bem

REFRÃO
D C
casa de pobre é ranchinho, casa de rico é de telha
D7 D
se ter amor fosse crime minha casa era cadeia

REFRÃO
D C
passarinho perder as pena, o peixe perde as escama
D7 D
eu já to perdendo tempo de amar quem não me ama

REFRÃO
D7 G D7 G
vai cabar de me matar, vai cabar de me matar

Trem de Lata
Tom: A
Intro: D A7
A
De repente lá bem longe
E7
Aparece outro lugar
Novos campos e horizontes
D A
Tão ali pra eu passar
Trem de ferro, trem de lata
E7
Tem alguém a m esperar
Não sei se eu que tô indo
D A
Ou ela quem vai chegar
D A
Quanta alegria, muito prazer
D
Tô aqui, vão chegar
A casa é sua, pode entrar
E7
Meus braços vão te abraçar
Há tanto pra plantar
A (A) E7
Por aqui
A
É assim, quando posso
E7
Vou aí lhe visitar
São dois trilhos me levando
D A
Daqui pra outro lugar
Somos pares que o destino
E7
Preferiu aproximar
Dois amores, dois desejos
D A
E um trem pra se esperar
D A
Quanta alegria, muito prazer
D
Tô aqui, vão chegar
A casa é sua, pode entrar
E7
Meus braços vão te abraçar
Há tanto pra plantar
A (A) E7
Por aqui
Trem de ferro, trem de lata
E7
Tem alguém a me esperar
Não sei se eu que tô indo
D A
Ou ela quem vai chegar
Somos pares que o destino
E7
Preferiu aproximar
Dois amores, dois desejos
D A
E um trem pra se esperar

Você vai gostar (Almir Sater e Sérgio Reis)


Tom: Gm
Gm
fiz uma casinha branca
lá no pé da serra
D7
pra nós dois morar
fica perto da barranca
Gm
do rio Paraná
o lugar é uma beleza
G7
e eu tenho certeza
Cm
você vai gostar
fiz uma capela
Gm D7
bem do lado da janela
Gm
pra? nós dois rezar
G
quando for tempo de festa
D7
você veste o seu vestido de algodão
quebro o meu chapéu na testa
G
para arrematar as coisas do leilão
C B7 Em
satisfeito vou levar você de braço dado atrás da procissão

C G
vou com meu terno riscado
D7
BIS uma flor do lado
G
e o meu chapéu na mão
Beijinho Doce
Tom: A
E7 A
que beijinho doce
D
que ela tem
E7
depois que beijei ela
A
nunca mais beijei ninguém
D
que beijinho doce
B7
foi ela quem trouxe
E7
de longe prá mim
REFRÃO D
se me abraça apertado
E7
suspira dobrado
A E7
que amor sem fim
A A7
coração que manda
D
quando a gente ama
E7
se estou junto dela
sem dar um beijinho
A
coração reclama
REFRÃO

Viola e Vinho Velho


Tom: E
E B7/F# E/G#
Quem tem viola não carece de transporte
A
Se for pra mode ir-se embora dos sertões
B7 Cº C#m
Mundão afora ele desce de carona
E/B B7 A F#m7 B7
Dos sonhos sob a lona o requinte faz canções
E B7/F# E/G#
Se por ventura lhe oferece a boa sorte
A
O passaporte para além dos rumos seus
B7 Cº C#m
Vai sem demora, dorme hoje sob a ponte
E/B B7 A F#m7 B7
E aos longes do horizonte a manhã se prometeu
Cº C#m B7 Cº E/B
Viola acha graça se o dono se apaixona
F/C C G C
||: Mas assim que ele sara ela estranha e semitona :||
E B7/F# E/G#
Deitado agora em um quarto de hotel
A
Sem ter mais céu pra lhe servir de cobertor
B7 Cº C#m
Um vinho velho lhe conforta o calafrio
E/B B7 A F#m7 B7
E a canção sai no feitio de um poeta fingidor
Cº C#m B7 Cº E/B
Saudade é o diploma de quem tem boca e foi a Roma
F/C C G C
||: Tristeza é mula brava, corcoveia mas se doma. :||
Brasil Poeira
Tom: D
Intro: D, A7, D, D7, G, F#m, A7, D
D A7 D
Ê, Brasil, poeira
D7
G D A7
Estradas de chão, violas, bandeiras
D D7 G
Terra de Tom, Tonico e Tião,
F#m A7
E Nossa Senhora, a Padroeira
D A7 D
Ê, paixão, primeira
D7 G F#m A7
E os sertões, nação das estrelas
D D7 G
Se o dia é luz, e a noite seduz
F#m A7 D
O coração, abre as portei.. ras
A7
Quando o gado, nos quintais do brasil
D G D
E o sol clarear nosso chão
A7
Vem a semente, a água do ribeirão
D G D
E horizontes que ao longe se vão
A7 D
Ao som dos bem-te-vis…
G D G D G D A7 D
Quem canta, espanta, seus males se diz
G D G D G D A7 D
Quem planta é quem colhe, é quem finca ra…iz
G D G D G D A7 D
Quem canta, espanta, seus males se diz
G D G D G D A7 D
Quem planta é quem colhe, é quem finca ra…iz int
G D G D G D A D
Quem canta, espanta, seus males se diz
G D G D G D A7 D
Quem planta é quem colhe, é quem finca ra…iz…

Comitiva Esperança
Tom: D
D G D
Nossa viagem não é ligeira, ninguém tem pressa de chegar
G D
A nossa estrada, é boiadeira, não interessa onde vai dar
G D G D
Onde a Comitiva Esperança, chega já começa a festança
A D A D A D
Através do Rio Negro, Nhecolândia e Paiaguá
A D A D A D A
Vai descendo o Piqueri, o São Lourenço e o Paraguai
D G D
Tá de passagem, abre a porteira, conforme for pra pernoitar
A D
Se a gente é boa, hospitaleira, a Comitiva vai tocar
G D7 G
Moda ligeira, que é uma doideira, assanha o povo e faz dançar
A G
Oh moda lenta que faz sonhar
D G D
Onde a Comitiva Esperança chega já começa a festança
A D A D A D
Através do Rio Negro, Nhecolândia e Paiaguás
A D A D A D
Vai descendo o Piqueri, o São Lourênço e o Paraguai
E A
É, tempo bom que tava por lá,
G D E
Nem vontade de regressar
A
Só vortemo eu vô confessar
A A
É que as águas chegaram em Janeiro, deslocamos um barco ligeiro
D
Fomos pra Corumbá

É Necessário
Tom: A
A D A D
É necessário, você preparar
A D A
Seu amor, arrumar sua cama
D A A7
Acender sua chama
D E A A7
Para me receber essa noite
D E A A7
Para não pretender mais que sou
D E A A7 D
Para se proteger, disso tudo seu pavor
E A
Ninguém vai nos fazer mal
A A7 D
Quando você cai dentro
E A
Do meu coração
A7 D
É como se o sol e a lua
E A
Se esparramassem pelo chão…………..2x
A D A D
É importante, você me saber
A D A
Acolher, como eu colho em você
D A A7
Esperanças de querer
D E A A7
E deitar ao teu lado, de noite
D E A A7
E deixar que a paixão me domine
D E A
Num abraço pretender
A7 D
Ser mais forte do que as leis
E A
Que me prendem a você
A A7 D
Quando você cai dentro
E A
Do meu coração
A7 D
É como se o sol e a lua
E A
Se esparramassem pelo chão………………2x

Boiadeiro do Nabileque
Tom: E
Intro: E4 E D/E E
E
Vai boiadeiro, rio abaixo
A
Vai levando gado e gente
B
O sol trouxe-me a semente
E E4 E
Eh, porto de Corumbá
Um amor, toda veleza
A
Como um canto de nobreza
B
Deslizar na veia d'água
E E4 E
Eh, rio Paraguai
F#m G
Rio acima, peixe-boi
F#m
Passarada, matagal
A G
Véio bugre entoando
E
Seu antigo ritual
E ABE
Pantaneiro...

Missões Naturais
Tom: C
C F
Vou nas asas dessa manhã
C F
E bons tempos me levarão
F C
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão
F
Vai, como quem pra guerra vai
C F
Que depois eu vou com você
C F C F C
Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido
Seguir em seguir, seguindo
C
Por aí feito um cigano
F
Eu aprendi a ver esse mundo
Com meu olhar mais profundo
C
Que é o olhar mais vagabundo
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
C F C F
Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
C F C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C F C F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C F C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino
Você há de aprender com o sino
C
Qual o rumo, qual a direção
F
E disse o sino: alegria garoto
Esse pai será sempre seu porto
C
Não se acanhe se houver solidão
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
Boiada
Tom: A

A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, trpoa viajada
A
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva, na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frete, não se tem notícias, não se sabe nada
A G
Nada que dissesse algo
D A/E
De boi, de boiada, de peão de estrada
C G/G
Disse um viajante, história mal contada
Bb D/A C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo, tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes, fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo, destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo, destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
Varandas
Tom: G
GD D#º Em
A noite é um mistério
D C G
Que eu finjo em compreender
D D#º Em C
Sentado nas varandas
G A7 D
Esperando o amanhecer
G D D#º Em
Estrelas lá no céu
D C G
Fogueiras no sertão
D D#º Em C
E as luzes da cidade
G A7 D
Não espantam a solidão
Bb D# Bb
Dona lua já se foi
D# G# Bb
Polvilhar outro rincão
Gm Gm7 Cm
Com o trigo da saudade
A D7
Que é a mana do meu pão
G D D#º Em
A noite é um caso sério
D C G
Que eu não vou resolver
D D#º Em C
Enquanto dormir longe
G A7 D
De quem faz meu bem querer
Dona lua....
Chalana
Tom: D
Intro: D

D
La vai a chalana
A
Bem longe se vai
D
Navegando no remanso
A
Do rio do Paraguai
G
Ah! Chalana sem querer
D
Tu aumentas minha dor
A
Nessas águas tão serenas
D
Vai levando meu amor
G
Ah! Chalana sem querer
D
Tu aumentas minha dor
A
Nessas águas tão serenas
D
Vai levando meu amor
E assim ela se foi
A
Nem de mim se despediu
G
A chalana vai sumindo
A D
Na curva lá do rio
E se ela vai magoada
A
Eu bem sei que tem razão
Fui ingrato
D
Eu feri o seu meigo coração
G
Ah! Chalana sem querer
D
Tu aumentas minha dor
A
Nessas águas tão serenas
D
Vai levando meu amor
G
Ah! Chalana sem querer
D
Tu aumentas minha dor
A
Nessas águas tão serenas
D
Vai levando meu amor...

Cabecinha no Ombro
Tom: C

C G7 C C7
Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
F C
E conta logo a tua mágoa toda para mim
G7 C Am
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Dm G7
que não vai embora
C G7
que não vai embora
C G7 C C7
Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
F C
E conta logo a tua mágoa toda para mim
G7 C Am
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Dm G7
que não vai embora
C C7
porque gosta de mim

F C G7 C Am
Amor, eu quero o teu carinho, porque eu vivo tão sozinho
Dm F C
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
G7 C Am
se ela vai embora,se ela vai embora
Dm F C
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
G7 C
se ela vai embora,porque gosta de mim

Tocando em frente
Tom: G
G F
Ando devagar porque já tive pressa
C
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
G F
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
C G
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
F Dm F
Conhecer as manhas e as manhãs,
Dm C
O sabor das massas e das maçãs,
F Dm F
É preciso o amor pra poder pulsar, Refrão
Dm F
É preciso paz pra poder sorrir,
C
É preciso a chuva para florir.
G F
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
C
Compreender a marcha, e ir tocando em frente
G F
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
C
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
G
De estrada eu sou
Refrão
G F
Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
C
Um dia a gente chega, no outro vai embora
G F
Cada um de nós compõe a sua história,
C G
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.
Refrão
G F
Ando devagar porque já tive pressa
C
E levo esse sorriso porque já chorei demais
G F
Cada um de nós compõe a sua história,
C G
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.
Trem do Pantanal
Tom: E
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m Bm E A F#7
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
E G#7
De que este é o melhor caminho
C#m C F#m B7 E B7
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m Bm E A F#7
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
E G#7 C#m C
Dizendo que eu estou muito bem vivo
F#m B7 E B7
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m Bm E A F#7
Só meu coração esta batendo desigual
E G#7 C#m C
Ele agora sabe que o medo viaja também
F#m B7 E (G#7)
Sobre todos os trilhos da terra
F#m B7 E G#7
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
F#m B7 E
Sobre todos os trilhos da terra

Um Violeiro Toca
Tom: F
Intro: 26-15 20- l8 25-13 28-16
4x- - 4x -
33-23 23-11 33-23 23-11 25-13 26-15
- - - - - -
F F7+ Bb/C
Quando uma estrela cai, na ercuridão da noite,
Bb
e um violeiro toca suas mágoas.
C
Então os olhos dos bichos, vão ficando iluminados
Bb C Bb
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado
F F7+ Bb/C
Quando o amor termina, perdido numa esquina,
Bb
e um violeiro toca sua sina.
C
Então os olhos dos bichos, vão ficando entristecidos
Bb C Bb
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos.
F F7+ Bb/C
Quando um amor começa, nossa alegria chama,
Bb
e um violeiro toca em nossa cama.
C
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama
Bb C Bb
Pois a natureza é isso, sem medo nem dó sem drama
F F7+ C
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
Gm Bb F
A viola, o violeiro e o amor se tocam

Aurora do Mundo
Tom: A

A A7 D E7 A
De inteiros amores que eu tive na vida é gente entendida na mágua e na dor
G#m F#m E7 D A
Não sabe por certo o que fosse carinho as vezes é espinho em fora de flor
G C A7 D
Estando sofrendo aqui na cidade a louca saudade de um certo amor
B E7 D C#m B#m A
Busquei o remédio pra mente saudosa da vida gostosa do interior
A A7 D E7 A
Cruzei o cerrado, chapadas e serras pros lados das serras de Minas Gerais
G#m F#m E7 D A
Vi campos floridos e belos cenários, ouvi os canários nos macaubais
G C A7 D
Fumaça distante, no azul do horizonte, na encosta dos monte formando espirais
B E7 D C#m B#m A
Vi tudo que amo na tranqüilidade mas minha saudade ainda era mais

A A7 D E7 A
Passei uma noite no rancho amizade e vi na saudade o começo do fim
G#m F#m E7 D A
A chuva caía naquele borbulho num triste murmuro sobre o capim
G C A7 D
A noite avançava e eu não dormia agora sabia que amar era assim
B E7 D C#m B#m A
Por mim entreguei ao sono profundo e a aurora do mundo caiu sobre mim

A A7 D E7 A
Voltei pra cidade, fiquei na agonia ate que um dia meu bem encontrei
G#m F#m E7 D A
Beijei a menina com todo carinho e aquele rostinho acariciei
G C A7 D
Cantando seguiu a linha da vida na estrada da florida que eu lhe mostrei
B E7 D C#m B#m A
Porque ela sabe que agora é so minha, és minha rainha eu sou o seu rei

Merceditas
Tom: Em
Em E7 Am D7 G
Recordo com saudades, teus encantos merceditas
B7 Em
Perfumada flor bonita, me lembro que uma vez
Em7 Am D7 G
Lá conheci num campo, muito longe numa tarde
B7 Em
Hoje só ficou saudade deste amor que se desfez
B7 Em
Assim nasceu nosso querer, com ilusão, com muita fé
B7 Am G B7 Em
Mas eu não sei porque essa flor deixou-me dor e solidão
B7 Em
Ela se foi com outro amor, assim me fez compreender
B7 AM G B7 Em
O que é querer, o que é sofrer pôr que lhe dei meu coração
Em E7 Am D7 G
O tempo foi passando, as campinas verdejando
B7 Em
A saudade só ficando dentro do meu coração
E7 Am D7 G
Mas apesar do tempo já passado mercedita
B7 Em
Esta lembrança paupita na minha triste canção
B7 Em
Assim nasceu nosso querer, com ilusão, com muita fé
B7 Am G B7 Em
Mas eu não sei porque essa flor deixou-me dor e solidão
B7 Em
Ela se foi com outro amor, assim me fez compreender
B7 AM G B7 Em
O que é querer, o que é sofrer pôr que lhe dei meu coração

A rosa e a formiga
Tom: D
D D5+ D6 D5+ D A7 A7/4
Derrubei pau a macha- do e o mato fino rocei
A7 A7/4 A7 A7/4 A7 A7/4 D
Depois que o mato secou eu botei fogo e queimei
D7 D7 G Em7 G/B
Daí então caiu a chu- va, a terra ficou mais formosa
A7 A7 D Em7/D A7 D D5+ D6
Plantei semente de flo- res e nasceu um pezinho de rosa.
D D5+ D6 D5+ D A7 A7/4
A roseira foi crescen- do e um botão despontou
A7 A7/4 A7 A7/4 A7 A7/4 D
A malvada formiga o seu talinho cortou
D7 D7 G Em7 G/B
E conforme o sol foi esquentan-do a minha rosinha murchou
Em D A7 D
Formiga malvada foi carregando folha por folha e a rosa findou,
B7 Em A7 D A7 D A7 D
Formiga malvada foi carregando folha por folha e a rosa findou.
(repete)

Colcha de Retalhos
Tom: E
E
Aquela colcha de retalhos que tu fizeste
B7
Juntando pedaço em pedaço foi costurada
Serviu para nosso abrigo em nossa pobreza
E B7 E E7
Aquela colcha de retalhos está bem guardada
A
Agora na vida rica que estas vivendo
E
Terás como agasalho colcha de cetim
B7
Mas quando chegar o frio no teu corpo enfermo
E B7
Tu hás de lembrar da colcha e também de mim
E
Eu sei que hoje não te lembras dos dias amargos
B7
Que junto de mim fizeste um lindo trabalho
E nessa sua vida elegre tens o que queres
E B7 E E7
Eu sei que esqueceste agora a colcha de retalhos
A
Agora na vida rica que estas vivendo
E
Terás como agasalho colcha de cetim
B7
Mas quando chegar o frio no teu corpo enfermo
E B7 E
Tu hás de lembrar da colcha e também de mim

Flor do Cafezal
Tom: D
Introd A7 D
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A G D
Era florada, lindo véu de branca renda
A7 D
Se estendeu sobre a fazenda, igual a um manto nupcial
A G D
E de mãos dadas fomos juntos pela estrada
A7 D
Toda branca e pefumada, fina flor do cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A G D
Passa-se a noite vem o sol ardente bruto
A7 D
Morre a flor e nasce o fruto no lugar de cada flor
A G D
Passa-se o tempo em que a vida é todo encanto
A7 D
Morre o amor e nasce o pranto, fruto amargo de uma dor
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
Introdução
Meu Primeiro Amor
Tom: Em
Intro: F#7 B7 E
Em
Saudade, palavra triste,
B7
Quando se perde um grande amor
Na estrada longa da vida,
Em
Eu vou chorando a minha dor
Igual uma borboleta,
B7
Vagando triste por sobre a flor
C
Teu nome sempre em meus lábios,
B7
Irei chamando por onde for
E
Você nem sequer se lembra
E7 Am
De ouvir a voz desse sofredor
Em
Que implora por teu carinho,
B7 E
Só um pouquinho do seu amor
Meu primeiro amor, tão cedo acabou,
F#m
Só a dor deixou nesse peito meu
B7 F#m
Meu primeiro amor, foi como uma flor,
B7 E
Que desabrochou e logo morreu
E7
Nesta solidão, sem ter alegria,
A
O que me alivia são meus tristes ais
Am E D C#7
São prantos de dor, que dos olhos caem
F#7 B7
É porque bem sei, quem eu tanto amei
E
Não verei jamais

Blusa Vermelha
Tom: E

E B7
Quando olho na parede
E
Vejo seu retrato

As lágrimas banham meu rosto


B7
Num pranto sem fim

Sento na cama e fico

Sozinho no quarto
A
Vem a saudade maldita
B7 E
E se apossa de mim
B7
Levanto vou no guarda-roupa
E
E abro as portas
E7
Vejo a blusa vermelha
A
Que você deixou

Aí, então o desespero


E
Rouba minha calma
Eu saio pra rua
B7
E até minha alma
A
Chora em silêncio
B7 E
Ao sentir minha dor
B7
Deus ó Senhor Poderoso
E
Eu lhe faço um pedido
B7
Mande um alívio a esse
E E7
Coração que sofre
A
Se ela um dia regressar
E
Eu lhe agradeço

Porém padecer
B7
Como eu padeço
A
Prefiro mil vezes
B7 E
Que me mande a morte

Amor Rebelde
Tom: D

D
Eu sei que o meu pranto
A
É o seu maior prazer
G
Sua alegria é me fazer sofrer
D A
Por seu amor, por te querer
D
Olha, você precisa só mudar
A
Mais um pouquinho

Deixar de lado
G
Este seu jeito mesquinho
D A
Caso contrário eu terei que te esquecer
D A
Às vezes querendo a gente deixa de querer
Bm F#m
Às vezes amando a gente deixa de amar
G
Às vezes quando encontra
D
Um amor rebelde assim
A A7 D
De tanto amor a gente acaba por odiar
Tá com Raiva de Mim
Tom: A
A D
A solidão que dormiu comigo
E A
Não conseguiu o meu corpo aquecer
A D
De madrugada gritei seu nome
E A
Chorando sem perceber
A D
Mas a saudade mentiu pra mim
E A
Ela não trouxe você
A D
Tá faltando a flor
E
Tá sobrando espinho
A
Machucando o meu coração
D
Morrendo de amor
E
Tô aqui sozinho
A
Nas garras da solidão
A D
Tá doendo, que sufoco
E A
Meu amor tá com raiva de mim
A D
Tô sofrendo, feito louco
E A
Vida minha não faz assim
Alma Transparente
Tom: C
Intro: G7, C, G7, Dm, G7, C, G7
C
Te dei meu mundo, minha vida, o meu carinho
G7
Te dei amor e paz
Dm G7
Te dei afeto, atenção, te dei cuidados
C C7
Tão especiais
F
Te dei meus olhos, minhas mãos, te dei meu corpo
C
Te dei meu coração
G7
Porém fiquei a ver navios neste mar
C C7
De angústia e solidão
F
É sempre assim
A gente chega de alma transparente
Dm G7
Joga aberto e limpo
C
Como eu joguei
G7
Mas a pessoa traz cartas na manga
Dm G7
Blefa e ganha o jogo
C C7
Que não mereceu
F
Eu vou mudar
Dm G7
Vou revelar meu pensamento aos outros
C
Vou viver assim
G7
Vou assumir uma outra postura
Dm G7
Vou viver melhor
C
Vou pensar mais em mim
[G7, C, G7, Dm, G7, C, C7]
F
É sempre assim ........

Canarinho prisioneiro
Tom: G
Intro: G C D7 G
G D7
Sou aquele canarinho que cantou em seu terreno
G
em frente sua janela eu cantava o dia inteiro
D7
Depois fui pra uma gaiola e me fizeram prisioneiro
C D7 G
me levaram pra cidade, me trocaram por dinheiro
(Intro)
G D7
No porão daquele prédio era onde eu morava
G
me insultavam pra cantar mas de tristeza eu não cantava
D7
Naquele viver de preso muitas vezes imaginava
C D7 G
se eu "arroubasse" essa gaiola, pro meu sertão eu voltava
(Intro)
G D7
Um dia de tardezinha veio a filha do patrão
G
me viu naquela tristeza e comoveu seu coração
D7
Abriu a porta da grade me tirando da prisão
C D7 G
vá-se embora canarinho, vá cantar no seu sertão
(Intro)
G D7
Hoje estou aqui de volta desde as altas madrugadas
G
anunciando o entardecer e o romper da alvorada
D7
Sobrevoando a floresta e alegrando a minha amada
C D7 G
bem feliz por ter voltado, pra minha velha morada.

Liguei pra te dizer que eu te amo


Tom: G
Intro: G D/F# Em D9 7
Solo inicial
..............................
37-17-37-17-18-120-120-120-18-17-15
37-15-16-18-18-18-16-15-13
23-13-15-17-17-17-15-13-15-10
23-12-13-13-12
G D/F#
Já é tarde, é quase madrugada e eu não dormi
Em
com você no pensamento a insistir
D9/7
que eu não durma sem falar contigo
C G
Só liguei, liguei pra te dizer que eu te amo
D
que os momentos que felizes nós passamos
C D G D9/7
se morreu irá morrer junto comigo
G D
Refrão=>E ao dormir sozinha estiver aos seus lençóis
C
abrace o travesseiro e pense em nós
G D9/7
na impressão irá sentir o meu calor
G D
Vai, agora já te ouvi posso sonhar
C
sentir as tuas mãos a me afagar
D9 7 G
vivendo a paz desse amor
(Intro)
G D/F#
Como pode dois seres como nós viver assim
Em
eu louco por você e você por mim
D9/7
e agora tão distante sem amor
C G
Vá dormir e sonhe com nós dois no paraiso
D
de mãos dadas caminhando no infinito
C D G D9 7
e pra sempre desfrutando desse amor
- Refrão
Quem Será Seu Outro Amor
Tom: F
Intro: C F C F Gm C7
F Gm C7 Gm C7
Vi os seus olhos brilhando de tanto amor
Gm C7 Gm C7 F
Então resolvi me entregar completamente
F7 Bb
Você se tornou o meu mundo e a mais pura verdade
F C F Gm C7
Felicidade eu conheci lhe amando loucamente
F Gm C7 Gm C7
Você me ensinou os caminhos do amor verdadeiro
Gm C7 Gm C7 F
Tudo que você dizia eu acreditava
F7 Bb
Quase morri no momento em que fiquei sabendo
F C F
Que lhe perdendo para outro eu estava
C
Quem será seu outro amor
F
Porque me traiu desse jeito
C
Vem arrancar essa dor que você colocou
F
Dentro do meu peito

A Mão do Tempo
Tom: B
Intro:
E|--14-14-14-13-14-11-11-11-9--11--|
B|--16-16-16-14-16-12-12-12-11-12--|
G|---------------------------------|
D|---------------------------------|
A|---------------------------------|
E|---------------------------------|
E|--7-7-7/9--9--9---------------|
B|--9-9-9/11-11-11--------------|
G|-----------------3/6-6-6-4-6--|
D|-----------------4/8-8-8-6-8--|
A|------------------------------|
E|------------------------------|
E|------------------------|
B|------------------------|
G|-3-3-3-3-3/4-3h4-3-4-4--|
D|-4-4-4-4-4-4-4---4-4-4--|
A|------------------------|
E|------------------------|
F# B
A solidão do meu peito
F#
O meu coração reclama
Por amar quem esta distante
B
E viver com quem não ama
B7
Eu sei que você também
E F#
Da mesma cina se queixa
Querendo viver comigo
B
Mas o destino não deixa
Riff
F# B F# B F#
E|------6---9---7--2/6-6-4-2-0-----|
B|--4/7---7---7----3/7-7-5-4-2-----|
G|---------------------------------|
D|---------------------------------|
A|---------------------------------|
E|---------------------------------|
B
Que bom se a gente pudesse
F#
Arrancar do pensamento
E sepultar a saudade
B
Na noite do esquecimento
B7
Mas a sombra da lembrança
E F#
É igual a sombra da gente
Pelos caminhos da vida
B
Ela esta sempre presente
Riff
B
Vai lembrança e não me faça
F#
Querer um amor impossível
Se o lembrar nos faz sofrer
B
Esquecer é preferível
B7
O que adianta querer bem
E F#
Alguém que já foi embora
É como amar uma estrela
B
que foge ao romper da aurora
Riff
B
Arranque da nossa mente
F#
horas distantes vividas
Longas estradas que um dia
B
Foram por nós percorridas
B7
Apague com a mão do tempo
E F#
os nossos rastros deixados
Como flores que secaram
B
Do chão do nosso passado
Riff
F# B
E|------6---9---7--|
B|--4/7---7---7----|
G|-----------------|
D|-----------------|
A|-----------------|
E|-----------------|
Amargurado
Tom: C
C
O que é feito daqueles beijos, que eu te dei
Daquele amor cheio de ilusão,
7
Que foi a razão do nosso querer
Pra onde foram tantas promessas, que me fizeste
G7 C G7
Não se importando que o nosso amor viesse a morrer
Talvez com outro estejas vivendo, bem mais feliz
C7 F
Dizendo ainda, que nunca houve amor entre nós
C
Pois tu sonhavas com uma riqueza que eu nunca tive
G7
E se ao meu lado muito sofreste
C G7 C
O meu desejo é que vivas melhor.
G7
Vai com Deus...
C
Sejas feliz com o teu amado
G7
Eis aqui um peito magoado
F C G7
Que muito sofre por te amar
F
Eu só desejo que a boa sorte

Siga teus passos


F
Mas se tiveres algum fracasso
G C G7 C
Creias que ainda te posso ajudar

Maringá
Tom: Am
Intro: Am7 F#7/9+ B6/7 E7/9-

Am7 A/C# Dm7


Foi numa leva que a cabocla Maringá
G6/7 C7+
Ficou sendo a retirante que mais dava o que falar
Bm5-/7 E7/9- Am7
E junto dela veio alguém que suplicou
F#7/9+ B6/7 E7/9 Am7 E7/9 A7+
Pra que nunca se esquecesse de um caboclo que ficou
E7/9 A7+
Maringá, Maringá
C#m7
Depois que tu partiste
F#7
Tudo aqui ficou tão triste
C Bm7
Que eu garrei a imaginar
E7/9
Maringá, Maringá
Para haver felicidade
É preciso que a saudade
A7+
Vá bater noutro lugar
G7/9 F#7/9 F#7/9-
Maringá, Maringá
Bm
Volta aqui pro meu sertão
F7/9 E7/9
Pra de novo o coração
Am7 F#7/9- B6/7 E7/9-
De um caboclo assossegar
Am7 A/C# Dm7
Antigamente uma alegria sem igual
G6/7 C7+
Dominava aquela gente da cidade de Pombal
Bm5-/7 E7/9- Am7
Mas veio a seca, toda água foi embora
F#7/9+ B6/7
Só restando então a mágoa
E7/9- Am7 E7/9 A7+
Do caboclo quando chora
Poeira
Tom: C
C G7
O carro de boi lá vai
C
Gemendo lá no estradão
G7 C
Suas grandes rodas fazendo
G7 C
Profundas marcas no chão
G7 C F
Vai levantando poeira, poeira vermelha
C G7 C
Poeira, poeira do meu sertão
G7
Olha seu moço a boiada
C
Em busca do ribeirão
G7 C
Vai mugindo e vai ruminando
G7 C
Cabeças em confusão
G7 C F
Vai levantando poeira, poeira vermelha
C G7 C
Poeira, poeira do meu sertão
G7
Olha só o boiadeiro
C
Montado em seu alazão
G7 C
Conduzindo toda a boiada
G7 C
Com seu berrante na mão
G7 C F
Seu rosto é só poeira, poeira vermelha
C G7 C
Poeira, poeira do meu sertão
G7
Barulho de trovoada
C
Coriscos em profusão
G7 C
A chuva caindo em cascata
G7 C
Na terra fofa do chão
G7 C F
Virando em lama a poeira, poeira vermelha
C G7 C
Poeira, poeira do meu sertão
G7
Poeira entra meus olhos
C
Não fico zangado não
G7 C
Pois sei que quando eu morrer
G7 C
Meu corpo irá para o chão
G7 C F
Se transformar em poeira, poeira vermelha
C G7 C C7
Poeira, poeira do meu sertão
F C
Poeira do meu sertão, poeira
G7 C
Poeira do meu sertão
Bonde Camarão
Tom: D
Intro: D
D A7
aqui em sao paulo o que mais me amola
D
sao esses bondes que nem gaiola
A7
cheguei abrir uma portinhola
levei um tranco e quebrei a viola
D A7 D A7 D
inda pus dinheiro na caixa da esmola
chegou um veio se faceirando
D
levou um tranco e foi cambeteando
A7
beijou uma veia e saiu bufando
sentou de um lado e grrou suando
D A7 D A7 D
pra mode o vizinho ta catingando
A7
entrou uma moca se arrequebrando
D
no meu colo ela foi sentando
A7
pra mode o bonde que estava andando
sem a tal zinha estar esperando
D A7 D A A7 D
eu falo claro eu fiquei gostando
A7
entrou um padre bem barrigudo
D
levou um tranco dos bem graudo
A7
deu um abraco num bigodudo
protestante dos carrancudo
D A7 D A7 D
que deu cavaco com o butinudo
A7
eu vou-me embora pra minha terra
D
esta porquera inda me inguerra
A7
este povo inda sobe a serra
pra mode a light que os dente ferra
nos passageiro que grita e berra
Chitãozinho e Chororó
Tom: A
Intro: A
A E7 A
Eu não troco o meu ranchinho marradinho de cipó
E7 A
Pruma casa na cidade, nem que seja bangaló
D A
Eu moro lá no deserto, sem vizinho eu vivo só
E7 A
Só me alegra quando pia lá praquele escafundó
E7 A E7 A
É o inhambuchitão e o chororó, é o inhambuchitão e o chororó
E7 A
Quando rompe a madrugada canta o galo carijó
E7 A
Pia triste a coruja na cumieira do paió
D A
Quando chega o entardecer pia triste o jaó
E7 A
Só me alegra quando pia lá praquele escafundó
E7 A E7 A
É o inhambuchitão e o chororó, é o inhambuchitão e o chororó
E7 A
Não me dou com a terra roxa, com a seca larga pó
E7 A
Na baixada do areião eu sinto um prazer maior
D A
Ver a rolinha no andar no areião faz carapó
E7 A
Só me alegra quando pia lá praquele escafundó
E7 A E7 A
É o inhambuchitão e o chororó, é o inhambuchitão e o chororó
E7 A
Quando sei de uma notícia que outro canta melhor
E7 A
Meu coração dá um balanço, fica meio banzaró
D A
Suspiro sai do meu peito que nem bala geveró
E7 A
Só me alegra quando pia lá praquele escafundó
E7 A E7 A
É o inhambuchitão e o chororó, é o inhambuchitão e o chororó
E7 A
Eu faço minhas caçadas bem antes de sair o sol
E7 A
Espingarda de cartucho, padrona de tiracolo
D A
Tenho buzina e cachorro pra fazer forrobodó
E7 A
Só me alegra quando pia lá praquele escafundó
E7 A E7 A
É o inhambuchitão e o chororó, é o inhambuchitão e o chororó...
O Batateiro
Tom: C
Intro: C
C
Bata'assa'aofor'eeozur
F C
Às três horas passava o batateiro
G7 C
Subindo pela rua, cantando o dia inteiro
F C
E eu corria com toda a meninada
G7 C
Para comprar batata-doce assada
F C
E o velhote sempre dizia
G7 C
Que estava muito boa a batata que vendia
G7 C
Ai que saudade do velho napolitano
G7 C
Que pela rua passava apregoando
C
Bata'nassa'aofor'eeozur
F C
Um tostão de batata era um montão
G7 C
Apanhava no vestido e caia pelo chão
F C
E eu corria com toda a meninada
G7 C
Para comprar batata doce assada
F C
E o velhote sempre dizia
G7 C
Que estava muito boa a batata que vendia
G7 C
Ai que saudade do velho napolitano
G7 C
Que pela rua passava apregoando
C
Bata'nassa'aofor'eeozur
F C
Com certeza o velhote já morreu
G7 C
E a criançada cresceu e envelheceu
G7 C
E como eu senti saudade
G7 C
Do bom napolitano apregoando na cidade
C
Bata'nassa'aofor'eeozur

Marvada pinga
Tom: G
G
Com a marvada pinga
D7
É que eu me atrapaio
G
Eu pego no copo e já dou meu taio
C D7
Eu chego na venda e dali não saio
Ali memo eu bebo
Ali memo eu caio
Só pra carregar nunca dei trabaio
D7 G
Oi lá
G
Sempre bebo a pinga
D7
Porque gosto dela
Bebo da branquinha,
G
Bebo da amarela
C D7
Eu bebo no copo, bebo na tigela
Bebo temperada com cravo e canela
Seja em qualquer tempo vai
G
Pinga na goela
D7 G
Oi lá
G
Venho da cidade
D7
Já venho cantando
Trago um garrafão
G
Que venho chupando
C
Venho pro caminho,
D7
Venho trupicando
Chutando o barranco
Venho cambetiando
No lugar que eu caio
G
Já fico roncando
D7 G
Oi lá
G
Não largo da pinga
D7
Nem que eu tome pito
G
Que é de inclinação eu acho bonito
C D7
O cheiro da pinga fico meio aflito
Bebo uma garrafa e já quero um litro
G
Já fico babando crio dois espírito
D7 G
Oi lá
G D7
Pinga temperada eu não modifico
Quem manda no bule
G
Eu chupo no bico
C
Vou rolar na pueira
D7
Que nem tico-tico
Vou de quatro pé destripando o bico
Junta a mosquiteira
G
Mas eu não implico
D7 G
Oi lá
G
A muié me disse
D7
Ela me falou
Largue dessa pinga
G
Peço por favor
C
Prosa de muié
D7
Nunca dei valor
Bebo no sol quente
Pra esfriar o calor
G
E bebo de noite pra fazer suador
D7 G
Oi lá
G
A muié me disse
D7
Largue de beber
Pois eu com essa pinga
G
Hei de combatê
C
Você fique quieto largue
D7
De tremer
Depois que se embriaga
Não levanto ocê
Vô deixá da pinga

Gente que vem de Lisboa / Peixinhos do mar


Folclore adaptado por Tavinho Moura & Fernando Brant
Tom: E
E B7 E
Gente que vem de Lisboa
B7 E
Gente que vem pelo mar
F#
Laço de fita amarela
E
Na ponta da vela
B7 E
No meio do mar
A
Ei nós, que viemos
B7 E
De outras terras, de outro mar
A F#m
Temos pólvora, chumbo e bala
B7 E
Nós queremos é guerrear
E
Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
A E
Foi, foi marinheiro
B7 E
Foi os peixinhos do mar
A
Ei nós que viemos
B7 E
De outras terras, de outro mar
A F#m
Temos pólvora, chumbo e bala
B7 E
Nós queremos é guerrear
De papo pro á
Tom: E
E
Não quero outra vida
B7
Pescando no rio de Gereré
Tem peixe bom
Tem siri patola
E
De dá com o pé
B7
Quando no terreiro
Faz noite de luá
E vem a saudade
Me atormentá
Eu me vingo dela
Tocando viola
E
De papo pro á
Se compro na feira
Feijão, rapadura,
B7
Pra que trabaiá
Eu gosto do rancho
O homem não deve
E
Se amofiná

Quebra de milho
Tom: G
G D G
Mês de agosto é tempo de queimada
C D G
Vou lá pra roça preparar o aceiro
C B7 Em
Faísca pula que nem burro brabo
A7 D G
E faz estrada lá na capoeira
C D G
A terra é mãe, isso não é segredo
C D G G7
O que se planta esse chão nos dá
C D G
Uma promessa a São Miguel Arcanjo
Em A7 D G
Pra mandar chuva pro milho brotar...

G D G
Passou setembro, outubro já chegou
C D G
Já vejo o milho brotando no chão
C B7 Em
Tapando a terra feito manto verde
A7 D G
Pra esperança do meu coração
C D G
Mês de dezembro vem as boas novas
C D G G7
A roça toda já se embonecou
C D G
Uma oração agradecendo a Deus
Em A7 D G
E comer o fruto que já madurou...
G D G
Mês de janeiro, comer milho assado
C D G
Mingau e angu no mês de fevereiro
C B7 Em
Na palha verde enrolar pamonha
A7 D G
E comer cuscuz durante o ano inteiro
C D G
Quando é chegado o tempo da colheita
C D G G7
Quebra de milho, grande mutirão
C D G
A vida veste sua roupa nova
Em A7 D G
Pra ir no baile lá no casarão...
Cio da Terra
Tom: Am
Am
debulhar o trigo
G CGF C F
recolher cada bago do trigo
C F CF G C D
forjar do trigo o milagre do pão
G C D
e se fartar de pão
Am
decepar a cana
G C GFC F
recolher a garapa da cana
C F CF G C D
roubar da cana a doçura do mel
G C D
se lambuzar de mel
Am
afagar a terra
G C GFC F
conhecer os desejos da terra
C F CF G C D
cio da terra propícia estação
G C D
e fecundar o chão
Encontro de Bandeiras
Tom:E

E B E (B E)
Ai, que bandeira é essa, ai, ai
A A9 E
Na porta da tua morada
A A9 E
Aonde mora o cálix bento
B B7 E
E a hóstia consagrada
A A9 A A9 B B7 E (B E)
E a hóstia consagrada - e e ei

E B E (B E)
E encontro tão bonita, ai, ai
A A9 E
E que pena que agora
A A9 E
Os três reis do Oriente
B B7 E
São José e Nossa Senhora
A A9 A A9 B B7 E (B E)
São José e Nossa Senhora - e e ei

E B E (B E)
A bandeira vai-se embora, ai ,ai
A A9 E
As que tavam avoando
A A9 E
Se despede do festeiro
B B7 E
Pra vortá no outro ano
A A A9 B B7 E (B E)
Pra vortá no outro ano - e e ei

Cuitelinho
Tom: G
G
Cheguei na beira do porto
D
Onde as ondas se espáia
G
As garça dá meia volta
D
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
G DCDG
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
G
Aí quando eu vim de minha terra
D
Despedi da parentaia
G
Eu entrei no Mato Grosso
D
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
G DCDG
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
G
A tua saudade corta
D
Como aço de navaia
G
O coração fica aflito
D
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
G DCDG
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai
Reizado
Tom: E
E
O galo cantou no Oriente
A
Ai, ai, ai, ai
B7 E
Surgiu a estrela da guia ai, ai
Há no céus da humanidade
A
Ai, ai, ai, ai
B7 E B7
Des menino, Deus das filha ai, ai, ai, ai
E
Em uma estrebaria ai, ai
Vite e cinco de Dezembro
A
Ai, ai, ai, ai
B7 E B7
E foi a seca do chão ai, ai, ai, ai
E
Pra nossa salvação ai, ai
Senhora dona da casa
A
Ai, ai, ai, ai
B7 E
Oia a chuva no telhado ai, ai
Venha ver o Deus Menino
A
Ai, ai, ai, ai
B7 E B7
Como está todo molhado ai, ai, ai, ai
E
Os três reis a seu lado, ai, ai
Deus lhe pague a bela oferta
A
Ai, ai, ai, ai
B7 E
E voz deu com alegria, ai, ai
O Divino santo fez
A
Ai, ai, ai, ai
E B7
São José Santa Maria ai, ai, ai, ai
E
Há de ser vossa guia, ai, ai

Triste Berrante
Tom: Dm7
Intro: Dm7 G7 C7M C7M F Bm7(b5) E7 Am A7
Dm7 G7 C7M
Já vai bem longe este tempo, bem sei
F Bm7(b5) E7 Am A7
Tão longe que até penso que eu sonhei
Dm7 G7 C7M
Que lindo quando a gente ouvia distante
F7M Bm7(b5)
O som daquele triste berrante
E7 Am7 A7
E um boiadeiro a gritar, êia!
Dm7 G7 C7M
E eu ficava ali na beira da estrada
F7M Bm7/(b5) E7 A
Vendo caminhar a boiada até o último boi passar
Bm7 E7 A
Ali passava boi, passava boiada
F#m7 Bm7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
E7 A Dm G C F E7
Onde foi cravado muito coração
Dm7 G7 C7M
Mas sempre foi assim e sempre será
F7M Bm7(b5) E7 Am A7
O novo vem e o velho tem que parar
Dm7 G7 C7M
O progresso cobriu a poeira da estrada
F7M Bm7(b5)
E esse tudo que é o meu nada
E7 Am A7
Eu hoje tenho que acatar e chorar
Dm7 G7 C7M
E mesmo tendo gente e carro passando
F7M Bm7(b5) E7 A
Meus olhos estão enxergando uma boiada passar
Bm7 E7 A
Ali passava boi, passava boiada
F#m7 Bm7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
E7 A
Onde foi cravado muito coração

Uirapuru
Tom: C
C C(#5) F
Uirapuru, Uirapuru
G7 C
Seresteiro, cantador de meu sertão
C C(#5) F
Uirapuru, Uirapuru
G7 C
Ele canta as mágoas do meu coração
C F
A mata inteira fica muda ao teu cantar
G7 C
tudo se cala para ouvir tua canção
F G7 F
Que vai ao céu numa sentida melodia
G7 C
Vai a Deus em forma triste de oração
C C(#5) F
Uirapuru, Uirapuru
G7 C
Seresteiro, cantador de meu sertão
C C(#5) F
Uirapuru, Uirapuru
G7 C
Ele canta as mágoas do meu coração
F
Se Deus ouvisse o que te sai do coração
G7 C
Entenderia o que é dor tua canção
F G7 F
E dos teus olhos tanto pranto rolaria
G7 C
Que daria para salvar o meu sertão
C C(#5) F
Uirapuru, Uirapuru
G7 C
Seresteiro, cantador de meu sertão
C C(#5) F
Uirapuru, Uirapuru
G7 C
Ele canta as mágoas do meu coração

Chuá-chuá
Tom: A
A Bm7
Deixa a cidade formosa morena
E7
Linda pequena
A
E volta ao sertão
Bm7
Beber a água da fonte que canta
E7
Que se levanta
A
Do meio do chão
Bm7
Se tu nasceste cabrocha cheirosa
E7
Cheirando a rosa
A A7
Do peiro da terra
D E7 A
Volta prá vida serena da roça
F#7 Bm7
Daquela palhoça
E7 A
Do alto da serra
E7
E a fonte a cantã
Chuá, chuá
A
E as água a corrê
Chuê, chuê
D
Parece que alguém
E A
Que cheio de mágoa
F#7 Bm
Deixasse quem há de
E7 A
Dizer a saudade
E7
No meio das água
E A7 D Dm A Co Bm E7 A
Rolando também
A Bm7
A lua branca de luz prateada
E7
Faz a jornada
A
No alto dos céus
Co Bm7
Como se fosse uma sombra altaneira
E7
Da cachoeira
A
Fazendo escarocos
F#7 Bm7
Quando esta luz lá na altura distante
E7
Loira ofegante
A A7
No poente a cair
D E7 A
Dá-me essa trova que o pinho desceira
F#7 Bm7
Que eu volto pra serra
E7 A
Que eu quero partir
E7
É a fonte a cantá
Chuá, chuá
A
E as água a corrê
Chuê, chuê
D
Parece que alguém
E A
Que cheio de mágoa
F#7 Bm
Deixasse quem há de
E7 A
Dizer a saudade
E7
No meio das água
E
Rolando também

Vaca Estrela e boi fubá


Tom: D
D A7
Seu dotô me dê licença
D
Pra minha história eu contá
A7
Se hoje eu estou com terra estranha
D
E é bem triste o meu pená
A7
Mas eu já fui muito feliz
D
Vevendo no meu lugá
A7
Eu tinha cavalo bão
D G
Gostava tanto de campiá e todo dia aboiava
A7 D
Na portera do currá
A7 D
Eh eh há
G D
Eh eh eh eh Vaca Estrela
A7 D A7 D
Oh, oh, oh, oh, Boi Fubá
A7
Eu sou fio do Nordeste
D
Não nego meu naturá
A7
Mas uma sexa medonha
D
Me tangeu de lá pra cá
A7
Lá eu tinha meu gadinho
D
Não é bom nem maginá
A7
Minha bela vaca Estrela
D
E o meu lindo boi Fubá
G
Quando era de tardinha
D
Eu começava aboiá
A7 D
Eh eh há
G D
Eh eh eh eh Vaca Estrela
A7 D A7 D
Oh oh oh oh Boi Fubá
A7
Aquela seca medonha
D
Fez tudu se trapaiá
A7
Não nasceu capim no campo
D
Para o gado sustentá
A7
O sertão esturricou
D
Fez o açude secá
A7
Morreu minha vaca Estrela
D
Se acabou meu boi Fubá
G
Perdi tudo quanto eu tinha
A7 D
Nunca mais pude aboiá
D A7
E hoje nas terras do sul
D
Longe do torrão natá
A7
Quando vejo em minha frente
D
Uma boiada passá
A7
As águas corre dos óio
D
Começo logo a chorá
A7
Me lembro da vaca Estrela
D
Me lembro do boi Fubá
G
Com sodade do Nordeste
A7 D
Dá vontade de aboiá
A7 D
Eh eh há
G D
Eh eh eh eh Vaca Estrela
A7 D A7 D
Oh oh oh oh Boi Fubá

Canto do Povo de Um Lugar


Tom: C
C Am
Todo dia o sol se levanta
F G C
E a gente canta ao sol de todo dia
C Am
Finda a tarde a terra cora
F
E a gente chora
G C
Porque finda a tarde
C Am
Quando a noite a lua mansa
F G C
E a gente dança venerando a noite

Chico Mulato
Tom: C
Declamado:
Na volta daquela estrada
Bem em frente uma encruzilhada
Todo ano a gente via
Lá no meio do terreiro
A imagem do padroeiro
São João da Freguesia
Do lado tinha a fogueira
Em redor a noite inteira
Tinha caboclo violeiro
E uma tal de Terezinha
Cabocla bem bonitinha
Sambava nesse terreiro
Era noite de São João
Estava tudo no serão
Estava Romão, o cantador
Quando foi de madrugada
Saiu com Tereza pra estrada
Talvez, confessar seu amor
Chico Mulato era o festeiro
Caboclo bom, violeiro
Sentiu frio seu coração
Rancou da cinta o punhal
E foi os dois encontrar
Era o rival, seu irmão
Hoje na volta da estrada
Em frente àquela encruzilhada
Ficou tão triste o sertão
Por causa de Terezinha
Essa tal de caboclinha
Nunca mais teve São João
C G7 G#º C/G
21 10 15 13 11 23 20 30 43 40 41 42
A/G Dm F G C
21 10 15 13 11 10 13 11 23 20 32 20 21
G7
10 11 12 13
42 40 41 42
C Dm
Tapera de beira da estrada
G7 C
Que vive assim descoberta
F G7
Por dentro não tem mais nada
G/F C G7
Por isso ficou deserta
C Dm
Morava Chico Mulato
G7 C
O maió dos cantadô
F G7
Mas quando Chico foi embora
G/F C
Na vila ninguém sambou
F G7
Morava Chico Mulato
G/F C G7
O maió dos cantadô.
C Dm
A causa dessa tristeza
G7 C
Sabida em todo lugar
F G7
Foi a cabocla Tereza
G/F C G7
Com outro ela foi morar
C Dm
E o Chico acabrunhado
G7 C
Largou até de cantar
F G7
Vivia triste e calado
G/F C
Querendo só se matar
F G7
E o Chico acabrunhado
G/F C G7
Largou até de cantar.
C Dm
Emagrecendo o coitado
G7 C
Foi indo até se acabar
F G7
Chorando tanto a saudade
G/F C G7
De quem não quis mais voltar
C Dm
E todo mundo chorava
G7 C
A morte do cantador
F
Não tem batuque,
G7
Nem samba
G/F C
Sertão inteiro chorou
F G7
E todo mundo cantava
G/F C
A morte do cantador.
Sentimental eu fico
Tom: G
Intro: G/D G/E G/F# G/E
G G7+ E7 E/G#
Sentimental eu fi...co
Am D/F# G
Quando pouso na mesa de um bar
C C#º G/D B/D# Dm(b6) A7/C#
Eu sou um lobo cansado carente
Cm(b6) G7/B Fm G7 C2
De cerveja e velhos ami...gos
Gm Gm/Bb Dm
Na costura da minha vida mais um ponto
F A7/4 A7
No arremate do sorriso mais um nó
G Bbº
Aqui pra nós cantar não tá pra peixe
Bb/F D7/4
Tem coisa transformando a água em pó
Gm Gm/Bb Dm
E apesar de estar no bar caçando amores
F A7/4 A7
Eu nego tudo e invento explicações
G Bbº
Amigo velho amar não me compete
Bb/F D7/4 D7
Eu quero é destilar as emoções
G G7+ E7 E/G#
Sentimental eu fi...co...
Gm Gm/Bb Dm
E os projetos todos tolos combinados
F A7/4 A7
Perecerão nas margens da manhã
G Bbº
Uma tontura solta na cabeça
Bb/F D7/4
Um olho em Deus e outro com satã
Gm Gm/Bb Dm
E quando o sol raiar desentendido
F A7/4 A7
Eu vou ferir a vista no amanhã
G Bbº
E olharei para quem vai pro trabalho
Bb/F Am7/11 G#7 G C G
Com os olhos feito os olhos de uma rã.
Iluminação
Tom: G
G D
Ilumina, ilumina, ilumina meu peito canção.
C G A7 D7
Dentro dele, mora um anjo que ilumina o meu coração.
G D
Ilumina, ilumina, ilumina meu peito canção.
C G A7 D7
Dentro dele, mora um anjo que ilumina o meu coração.
C G D C G E7 Am Bb° G
Ai, ai, amor, misterioso segredo entra na vida da gente iluminando.
G D
Ilumina, ilumina, ilumina meu peito canção
C G A7 D7
Dentro dele mora um anjo que ilumina o meu coração
C G D C G E7 Am Bb° G
Ai, ai, paixão, noite dos iluminados. Nós nos trocamos olhares emocionados.
G D
Ilumina, ilumina, ilumina meu peito canção.
C G A7 D7
Dentro dele mora um anjo que ilumina o meu coração.
C G D C G E7 Am Bb° G
Só quem provou o doce desse melado terá na boca o seu gosto eternizado.
G D
Ilumina, ilumina, ilumina meu peito canção
C G A7 D7
Dentro dele mora um anjo que ilumina o meu coração

Casinha branca
Tom: Am
Am
Fiz uma casinha branca
A7
Lá no pé da serra
E7
Pra nós dois morar
Fica perto da barranca
Am
Do Rio Paraná
A paisagem é uma beleza
A7
Eu tenho certeza
Dm
Você vai gostar
Fiz uma capela
Am E7
Bem do lado da janela
A
Pra nós dois rezar
Quando for dia de festa
E
Você veste o seu vestido de algodão
Quebro meu chapéu na testa
A
Para arrematar as coisas do leilão
A7 D
Satisfeito eu vou levar
C#7
Você de braço dado
F#
Atrás da procissão
D A
Vou com meu terno riscado
F#7 B7 E7 A
Uma flor do lado e meu chapéu na mão
A primeira vez que eu fui ao Rio
Tom: C
C
Certa manhã
C7 F
Quando o sol mostrou a cara
Fm Bb
Nós pegamos nossas malas
C C7
E eu fui conhecer o Rio
F
Eu e meu pai,
A7 Dm
Numa rural já bem usada
B7 Em
Nos pusemos pela estrada
E/G# A7
Muito longa, que nos leva
D/F# G Am
Para o Rio de Janeiro.
G7/B C
Eu tinha lá
C7 F
Meus 15 anos de idade
Fm Bb
E era tanta ansiedade
C C7
Que eu nem consegui dormir.
F
A noite que,
A7 Dm
Precedeu nossa viagem
B7 Em
Foi noite de vadiagens
E/G# A7
Pela imaginação,
D/F# G Am
Fala baixo coração.
G7/B C
Nos hospedamos
C7 F
Num hotel muito elegante
Fm Bb
Em plena Praça Tiradentes
C C7
Pois meu pai quis me mostrar
F A7
Primeiro a parte da cidade
Dm
Que é cigana
B7 Em
Depois sim Copacabana
E/G# A7
Onde eu fui vestindo um terno
D/F# G Am
Passear em frente ao mar.
G7/B C
À noite a gente
C7 F
Conheceu a Cinelândia,
Fm Bb
Com todo nosso recato
C C7
Fomos só apreciar.
F
Antes do sono
A7 Dm
Nós ficamos conversando
B7 Em
Sobre o medo que se sente
E/G#
No bondinho,
A7
Um jeito muito
D/F# G Am
Carioca de voar.
G7/B C
Foi muito curto
C7 F
O nosso tempo de estadia
Fm Bb
Mas valeu por muitos dias
C C7
De coisas pra se contar
F
Pra gente que,
A7 Dm
Leva uma vida mais tranqüila,
B7 Em
De um jeito quase caipira
E/G# A7
Ir ao Rio de Janeiro
D/F# G Am A#º G/B
É o mesmo que flutuar...
Rio de lágrimas
Tom: D
D A7 D
O rio de Piracicaba
A7 D A7
Vai jogar água pra fora
D A7 D
Quando chegar a água
A7 D
Dos olhos de alguém que chora
A
Lá no bairro onde eu moro
Bm
Só existe uma nascente
A
A nascente dos meus olhos
D
Já formou água corrente
D7 G
Pertinho da minha casa
A D
Já formou uma lagoa
A7
Com lágrimas dos meus olhos
D
Por causa de uma pessoa
A
Eu quero apanhar uma rosa
Bm
Minha mão já não alcança
A
Eu choro desesperado
D
Igualzinho a uma criança
D7 G
Duvido alguém que não chore
A D
Pela dor de uma saudade
A
Eu quero ver quem não chora
D
Quando ama de verdade
Vira-Bosta
Tom: D
D A
No meu quintal tem tico-tico e vira-bosta
G Bm
Tem periquito, papagaio e tangará
D G
Tem cajueiro, mamoeiro e abacateiro
A D
E tem um pé de bananeira que é pra gente se abaná 2X

D A
No meu quintal é só plantá que tudo cresce
G Bm
A terra é boa e nem precisa de adubá
D G
Já plantei porco pra poder colher linguiça
A D
E vou plantá perna de moça que é pros bobo se babá 2X
D A
Além do canto do canário Volkswagen
G Bm
Emocionante o relincho de um corcel
D G
Que o meu olhar estranhamente agradecido
A D
Se embaçou de comovido e nunca mais eu vi o céu. 2X

D A
O meu quintal fica no centro da cidade
G Bm
Quase do lado do Viaduto do Chá
D G
Como se vê o clima é bom e o ar é puro
A D
Só falta é fazer o muro que é pro povo não me olhar. 2X

Cavalo Bravo
Tom :Am

Am C
OLHANDO UM CAVALO BRAVO
Am E
NO SEU LIVRE CAVALGAR
F Dm
PASSOU-ME PELA CABEÇA
C GC
UMA VONTADE LOUCA
(Am G)
DE TAMBÉM IR
(G)
PARA UM CAVALGAR

C Am
CORAÇÃO ATREVIDO
Dm F
PERNAS DE CURIOSO
Am C
OLHOS DE BEM-TE-VI
G C
E OUVIDOS DE BOI MANHOSO
Am G
E LÁ VOU EU MUNDO AFORA
F C
MONTADO EM MEU PRÓPRIO DORSO

Meu veneno
Tom :C
C
No Mato Grosso
G7
Fui a Poconé, Cinope,
Cuiabá, Barra do Garça,
C
Alto Floresta, Porto Jofre
Também passei
Por Várzea Grande,
G7
Rondonópolis,
Em Barão de Melgaço
C
Eu parei pra pernoitar
F
No Mato Grosso do Sul
E
Tem Três Lagoas,
A7 Dm G7 C C7
Campo Grande, Corumbá,
F
Aquidauana,
Fm C
Meu coração não me engana
A7 D7
De Potim saí um dia
G7 C G7 C
Só pra ver Ponta Porã.
F
Ji-Paraná, Rondônia,
A7 Dm
Guajará-Mirim, Cacoal,
G7 C
Ariquemes, Pimenta Bueno,
G7 C
Logo logo eu estarei em Porto Velho
G7
Que é a menina dos meus olhos
C
Meu veneno...

Rapaz caipira
Tom: D
D G
Qui m'importa, qui m'importa
A7 D
O seu preconceito qui m'importa
G
Você diz que eu sou muito esquisito
A7 G
E eu às vezes sinto a sua ira
A7 D
Mas na verdade assim é que eu fui feito
E A7
É só o jeito de um rapaz caipira
Qui m'importa...
G
Se você quer maiores aventuras
A7 G
Vá pra cidade grande qualquer dia
A7 D
Eu sou da terra e não creio em magia
E A7
É só o jeito de um rapaz caipira
Qui m'importa...
G
Se dá problema eu subo na picape
A7 G
E no horizonte eu tiro a minha linha
A7 D
Quando me acalmo é que eu volto pra casa
E A7
Esse é o jeito de um rapaz caipira
Qui m'importa...

Raízes
Tom: G
G
Galo cantou
Madrugada da Campina
Manhã menina
G7 C
Tá na flor do meu jardim
D
Hoje é domingo
C G
Me desculpe eu tô sem pressa
E A7
Nem preciso de conversa
D D11 D
Não há nada pra cumprir
C
Passar o dia
C#º G
Ouvindo o som de uma viola
E A7
Eu quero que o mundo agora
D7 G G7
Se mostre pros bem-te-vi
C
Mando daqui
C#º G
Das bandas do rural lembranças
E A7
Vibrações da nova hora
D7 G
Pra você que não tá aqui
D
Amanhecer
C G
É uma lição do universo
D
Que nos ensina
C G
Que é preciso renascer
CD C G
O novo amanhece
CD C G
O novo amanhece
Já tem rolinha
Lá no terreiro varrido
E o orvalho brilha
G7 C
Como pérolas ao sol
D
Tem uma nuvem
C G
Que caminha pras montanhas
E A7
Se enfiando feito alma
D D11 D
Por dentro do matagal
C
E quanto mais
C#º G
A luz vai invadindo a terra
E A7
O que a noite não revela
D7 G G7
O dia mostra pra mim
C
A rádio agora
C#º G
Tá tocando Rancho Fundo
E A7
Somos só eu e o mundo
D7 G
E tudo começa aqui
D
Amanhecer...
Amizade Sincera
Tom: G
Intro: G Em7
G
Amizade sincera é um santo remédio
D7
É um abrigo seguro
É natural da amizade
G
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Eb° C
Conte comigo, amigo disponha
G
Lembre-se sempre que mesmo modesta
D7 C
Minha casa será sempre sua
G Eb° F#m5-/7 Em7
Amigo
G Eb° Em7
Os verdadeiros amigos
F#m5-/7 Am
Do peito, de fé
D7 Em7 F#m5-/7
Os melhores amigos
Am Am/G F#m5-/7
Não trazem dentro da boca
Em7 D7 C G
Palavras fingidas ou falsas histórias
G/B Am G
Sabem entender o silêncio
Eb° C Eb° G/B
E manter a presença mesmo quando ausentes
C G
Por isso mesmo apesar de tão raro
D7 F#m5-/7 Em7 G
Não há nada melhor do que um grande amigo
Sina de Violeiro
Tom: D
Intro: ( D G Am Bm C Am Bm G )
G G7
Meu pai chegou aqui
C
Num fim de dia
D7
Há muito tempo
G
Em cima de um cavalo
E7
E era pobre e moço
Am
E só queria
D7
Semear de calo
G
As mãos de plantador
G7
Com minha mãe
C
Casou-se assim que pode
D7
Achar um rancho
G
No jeito e na cor
E7
Da terra boa
Am
E semeou o milho
D7
E semeou os filhos
G
E semeou o amor
G7
De sol a sol
C
O braço do trabalho
D7
Foi como um laço
G
Mas nunca sonhou
E7
Por isso Pedro
Am
Nosso irmão mais velho
D7
Foi para bem longe
G
E nunca mais voltou
G7
Mariazinha
C
Se casou bem moça
D7
E foi com Bento
G
Homem trabalhador
E7
Mas veio um tempo
Am
Negro em sua vida
D7
Ele garrou na pinga
G
E nunca mais largou
G7
E assim a vida
C
Foi-se como um rio
D7
Meu pai dizia
G
Um dia será mar
E7
E toda noite
Am
Reunia a prole
D7
E tinha cantorias
G
Para se cantar
G7
Não era fácil a lida
C
Mas valia
D7
Porque um homem
G
Precisa lutar
E7
Nem quando a morte
Am
Nos levou Rosinha
D7
A mais pequenininha
G
Deu pra fraquejar
G7
Uma cegueira triste
C
Certo dia
D7
Nos olhos calmos
G
Do meu pai entrou
E7
Varreu as cores
Am
Do seu pensamento
D7
Ele deitou na cama
G
E nunca mais falou
G7
A minha mãe
C
Mulher de raça forte
D7
Pegou nas rédeas
G
Com as duas mãos
E7
E eu me enterrei
Am
De alma na viola
D7
Onde plantei tristezas
G
E colhi canções
G7
Por isso mesmo amigo
C
É que eu lhe digo
D7
Não tem sentido
G
Em peito de cantor
E7
Brotar o riso
Am
Onde foi semeada
D7
A consciência viva
G
Do que é a dor.
Paulistano
Tom :Am
( Am E )
Eu sou brasileiro, paulistano vindo do interior
( G C)
Sei dos meus direitos e trago no peito beleza e amor
( F Dm )
Homem do meu tempo, viajante atento, um trabalhador
(E F G) Am E ( Am E )
Não semeio ventos e o meu pensamento é o meu condutor
( Am E )
Sempre um brasileiro, sempre um paulistano do interior
(G C)
Viajei o mundo fui longe no fundo, eu conheço o motor
(G Am )
Que toca o destino e abre caminhos por onde eu vou
(G C)
Fiz a minha estrada, plantei a chegada e aqui eu estou
(F E) ( Am E )
Sempre um brasileiro, sempre um paulistano do interior
( Am E )
Conheci fronteiras, cruzei as barreiras, provei meu valor
( G C)
Segurei nos braços a força dos ventos e o peso da flor
(F Dm )
Hoje me conheço, me sinto seguro, eu sei onde estou
(E F G) (Am E) ( Am E )
Olhe nos meus olhos, sinta o que eu lhe digo, saiba quem eu sou
( Am E )
Sempre um brasileiro, sempre um paulistano do interior

(G C)
Viajei o mundo fui longe no fundo, eu conheço o motor
(G Am)
Que toca o destino e abre caminhos por onde eu vou
(G C)
Fiz a minha estrada, plantei a chegada e aqui eu estou
(F E) ( Am E )
Sempre brasileiro, sempre um paulistano do interior
( Am E )
Sempre brasileiro, sempre um paulistano do interior

Olhos Profundos
Tom: C
C F/A C
Feito um menino que permite ao coração
F/A Bb F
Sair correndo sem destino ou direção
G G/B C
Que vire vento e sopre feito um furacão
Bb A F
Que nesse fogo por amor eu ponho a mão
G F E7
E até permito as cantorias da paixão
C F/A C
O velho barco toda vez que vê o mar
F/A Bb F
Fica confuso, com vontade de zarpar
G G/B C
E ver o mar às vezes bem que é preciso
Bb A F
Pra ter certeza de ainda estar-se vivo
G F E7
Mesmo que o casco esteja velho e corroído

C F/A C
Por uma estrada que vai dar não sei aonde
F/A Bb F
Por meu destino o coração é quem responde
G G/B C
Braços abertos pra acender a luz do peito
Bb A F
Com grande amor que seja puro amor refeito
G F E7
Olhos profundos não me olhem desse jeito

Boiada
Tom: A
Intro: A
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, trpoa viajada
A
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva, na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frete, não se tem notícias, não se sabe nada
A G
Nada que dissesse algo
D A/E
De boi, de boiada, de peão de estrada
C G/G
Disse um viajante, história mal contada
Bb D/A C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo, tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes, fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo, destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo, destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada

Missões Naturais
Tom: C
Intro: C
C F
Vou nas asas dessa manhã
C F
E bons tempos me levarão
F C
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão
F
Vai, como quem pra guerra vai
C F
Que depois eu vou com você
C F C F C
Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido
Seguir em seguir, seguindo
C
Por aí feito um cigano
F
Eu aprendi a ver esse mundo
Com meu olhar mais profundo
C
Que é o olhar mais vagabundo
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
C F C F
Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
C F C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C F C F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C F C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino
Você há de aprender com o sino
C
Qual o rumo, qual a direção
F
E disse o sino: alegria garoto
Esse pai será sempre seu porto
C
Não se acanhe se houver solidão
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe

Amanheceu, peguei a viola


Tom: C

C F G C |2
Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui viajar |x
F
Sou cantador e tudo nesse mundo,
Vale prá que eu cante e possa praticar.
G/B
A minha arte sapateia as cordas
D G
E esse povo gosta de me ouvir cantar.
F
Ao meio-dia eu tava em Mato Grosso,
Do sul ou do norte, não sei explicar.
G/B
Só sei dizer que foi de tardezinha,
D G
Eu já tava cantando em Belém do Pará.
F
Em Porto Alegre um tal de coronel,
pediu que eu musicasse um verso que ele fez.
G/B
Para uma china, que pela poesia,
D G
Nem lá em Pequim se vê tanta altivez.
F
Parei em minas prá trocar as cordas,
E segui direto para o Ceará.
G/B
E no caminho fui pensando, é lindo,
D G
Essa grande aventura de poder cantar.
F
Chegou a noite e me pegou cantando,
Num bailão, no norte lá do Paraná.
G/B
Daí prá frente ninguém mais se espanta,
D G
E o resto da noitada eu não posso contar.
C F
Anoiteceu, e eu voltei prá casa,
G C
Que o dia foi longo e o sol quer descansar.

Amora
Tom: A

A D F#m7 Bm B7
depois da curva da estrada tem um pé de araçá,
B B7 Em
sinto vir água nos olhos, toda vez que passo lá.
G C G G# A
sinto o coração flechado, cansado de solidão.
D E A
penso que deve ser doce, a fruta do coração.
D
vou contar para o seu pai, que você namora.
C G
vou contar prá sua mãe, que você me ignora.
C B Em Gm
vou pintar a minha boca, do vermelho da amora.
D Em A
que nasce lá no quintal, da casa onde você mora.
solo
D
vou contar para o seu pai, que você namora.
C G
vou contar prá sua mãe, que você me ignora.
C B Em Gm
vou pintar a minha boca, do vermelho da amora.
D Em A
que nasce lá no quintal, da casa onde você mora.
D
depois da curva da estrada.

A Filha do Rei
Tom: A

A Bm7 E7 A
Quem quer casar com a filha do rei ?
F#7 Bm7 E7 A F#7
Ganha coroa feita de ouro
A Bm7 E7 A
Quem quer casar com a filha do rei ?
F#7 Bm7 E7 A
Ganha coroa feita de ouro
B7 E
Ganha a menina mais linda do reino
G#7 C#m7 E7
prá quem a fada madrinha previu
Bm7 E A
será prendada, inteligente
F#7 Bm7 E A
terá por certo mil pretendentes
Bm7 E A
será prendada, inteligente
F#7 Bm7 E A
terá por certo mil pretendentes
B7 E
Mas uma bruxa malvada falou
G#7 C#m7 E7
que a princezinha só encontra um amor
Bm7 E A
se ele for um bom cavaleiro
F#7 Bm7 E A F#7
que vença em luta trinta guerreiros
Bm7 E A
se ele for um bom cavaleiro
F#7 Bm7 E A
que vença em luta trinta guerreiros
B7 E
E que sózinho sem nada na mão
G#7 C#m7 E7
No corpo a corpo ele enfrente o dragão
B7 E
Mas como a estória não encontra ninguém
G#7 Cm7 E7
que lhe conceda um fim que convém
Bm7 E7 A
traga uma rosa dessas à toa
F#7 Bm7 E7 A
leva a princesa, ganha a coroa

Romaria
Tom: D
Intro: (D9 D G7+)
D9 G7+ D9 G7+
É de sonho e de pó, o destino de um só
D F#7 Bm
Feito eu perdido em pensamentos
F# F#4 F#
Sobre o meu cavalo
Bm7 E7 Bm7 E7
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
Bm7 F#7 Bm7
Dessa vida cumprida a sol
| G D3b Em7 A7
| Sou caipira, Pirapora Nossa
| D F#7 Bm
| Senhora de Aparecida
| Bm7b G D3b Em7 A7
| Ilumina a mina escura e funda
| D D4 D D9 (D4/7)
| O trem da minha vida
D9 G7+ D9 G7+
O meu pai foi peão, minha mãe solidão
D9 F#7 Bm
Meus irmãos perderam-se na vida
F# F#4 F#
Em busca de aventuras
Bm7 E7 Bm7 E7
Descasei, joguei, investi, desisti
Bm7 F#7 Bm
Se há sorte eu não sei, nunca vi
...
D9 G7+ D9 G7+
Me disseram porém que eu viesse aqui
D F#7 Bm
Pra pedir de romaria e prece
F# F#4 F#
Paz nos desaventos
Bm7 E7 Bm7 E7
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Bm7 F#7 Bm
Meu olhar, meu olhar, meu olhar

Manhã Bonita
Tom: B
B E B
Manhã bonita apaixonada vem pra festa
B E F#
Da sinfonia dos alegres colibris
E B
O vento canta espalhando poesia
C#7 F#7
O orvalho brilha enfeitando os quintais
E B
Assim é a terra nos dizendo todo dia
E F#
Tudo é tão simples num eterno despertar
E B
E o raiar do sol é o mesmo e o segredo
F#7 B
Está no jeito da gente oiá
E B
E o raiar do sol é o mesmo e o segredo
F#7 B
Está no jeito da gente oiá
F# F#/E E B F# E B
Tempo bom, manhã bonita, novo dia a clarear
F# F#/E E B F# E F# B
Tempo bom, manhã bonita e um novo tempo pra cantar
Assim é a terra...

Coração de Violeiro
Tom: D
(D) (A7) (D) (D) (A) (D)
Naquela tapera véia, que o tempo já destroçô
G D
Morou Zé Dunga um pretinho, valente trabaiadô
A D
Foi o maior violeiro, que Deus no mundo botô
E A E7 A7 D (G) (D) (A7)
Sua viola parecia, um passarinho cantadô
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Trabaiava o dia inteiro, feliz sem se lastimá
G D F
Mas quando a lua formosa, no céu pegava a briá
Em A7 Em A7 D
Toda gente arrodiava, pra vê o preto cantá
(E7) (A) E7 A7 D (G) (D) (A7)
Sua viola de pinho, fazia as pedra chorá
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Acontece que a Carolina, cabocla esprito de cão
G D F
Bonita como a sereia, mais que muié tentação
Em A7 Em A7 D
Pra judiá do pretinho, fingiu lhe ter afeição
(E7) (A) E7 A7 D (G) (D) (A7)
Querendo que nem criança, brincá com seu coração
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Coração de violeiro, não é como outro qualquer
G D F
É frágil que nem as pétalas, do mimoso mal-me-quer
Em A7 Em A7 D
Que cai com o vento das asas, do beija flor do tié
(E7) (A) E7 A7 D (G) (D) (A7)
Perde a vida quando a abelha, vem pra lhe roubar o mé
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Por isso o pobre Zé Dunga, magoado pela traição
G D F
Não podendo mais guentá, no peito a grande paixão
Em A7 Em A7 D
Agarrado na viola e debruçado no chão
(E7) (A) E7 A7 D
Foi encontrado com um punhal, cravado no coração
Eu, a viola e Deus
Tom: G
G Em Am
Eu, vim me embora e na hora cantou um passarinho
D7 G
Porque eu vim sozinho, eu, a viola e Deus
Em Am
Vim parando, assustado espantado com as pedras no caminho
D7 G G7
Cheguei bem cedinho, a viola, eu e Deus
| C
|Esperando encontrar o amor
| D7 G
|E das velhas toadas canções
| D7
|Feito as modas pra gente cantar
| G G7
|Nas quebradas dos grandes sertões
| C
|Na poeira do velho estradão
| D7 G
|Deixei marcas do meu coração
| D7
|E nas palmas da mão e do pé
| G
|Os catiras de uma mulher, Eeeiiihhh!
Em Am
Esta hora da gente ir-se embora é doida
D7 G
Como é dilurida, eu a viola e Deus
Em Am
Eu, vou me embora e na hora vai cantar um passarinho
D7 G
Porque eu vou sozinho, eu a viola e Deus
Em Am
Vou parando assustado espantado com as pedras do caminho
D7 G
Vou chegar cedinho, a viola, eu e Deus

Refrão
Vide Vida Marvada
Tom: E

E7
Corre um boato aqui donde eu moro
Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi santa e purificada
Diz que eu rumino desde minininho fraco e mirradinho
A ração da estrada vou mastigando o mundo
E ruminando e assim vou tocando essa vida marvada

A E7
E que a viola fala alto no meu peito mano
A
E toda a moda é um remédio pros meus desenganos
E7
É que a viola fala alto no meu peito mano
A
E toda a mágoa é um mistério fora desse plano
A7 D
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pra uma visitinha
A
Que no verso ou no reverso de uma vida inteirinha
E7 A
Há de encontrar-me num cateretê (bis)

E7
Tem um ditado tido como certo
Que cavalo esperto não espanta a boiada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando esta vida marvada
Cumpadre meu que envelheçou cantando
Diz que ruminando dá pra ser feliz
Por isso eu vaguei ponteando
E assim procurando a minha flor de liz (ref.)

Paixão Desenfreada
Tom: Ab
Intro: Ab Eb Ab

Ab Eb7 Ab
Pela estrada da saudade me acompanha o abandono
Eb7 Ab
Nas noites de solidão, amanheço sem ter sono
Eb7 Ab Ab7
No meu peito magoado, desgosto fez o seu trono
Db Eb7 Ab
Herança de um grande amor que amei... sem ser o dono

Ab Eb7 Ab
Pra roubar os seus carinho fazia longas jornadas
Eb7 Ab
Abestiado pela força, da paixão desenfreada
Eb7 Ab Ab7
Ela era a estrela guia, luz da minha madrugada
Db Eb7 Ab
Para mim ela foi tudo, eu pra ela... não fui nada

Ab Eb7 Ab
Foi mais um desventura como tantas que acontecem
Eb7 Ab
Ela já se esqueceu, de quem nunca lhe esquece
Eb7 Ab Ab7
Quando eu vou pra aquelas bandas coração chora e padece
Db Eb7 Ab
Porque aqueles caminhos mil lembranças... me entristecem

Ab Eb7 Ab
Ao passar a encruzilhada no meu cavalo montado
Eb7 Ab
Ele quer tomar as rédias ao caminho acostumado
Eb7 Ab Ab7
Não sabe que aquele amor já é coisa do passado
Db Eb7 Ab
E não sabe que seu dono está morrendo... apaixonado

Escolta de Vagalumes
Tom: A
Intro: (A) Bm E7 A D E7 A
A E7 F#m A7
Voltando pra minha terra eu renasci
D A7 D
Nos anos que fiquei distante acho que morri
E7 D A
Morri de saudade dos pais irmãos e companheiros
E7
Ao cair da tarde no velho terreiro
D A
Agente cantava as mais lindas canções
E7 D A
Viola afinada e na voz dueto perfeito
E7
Lá eu não cantava doia meu peito
D E7 A
Na cidade grande só tive ilusões

REFRÃO
E E7 F#m
Mas voltei, mas voltei, eu voltei
E7 D A
E ao passar na porteira a mata o perfume
E7
Eu fui escoltado pelos vagalumes
D A
Pois era uma linda noite de luar

E7 F#m
Mas chorei, mas chorei, eu chorei
E7 D A
Ao ver meus pais meus irmãos vindo ao meu encontro
E7
A felicidade misturou meu pranto
(D) (E7) A
Com o orvalho da noite deste meu lugar

Introdução: (A) Bm E7 A A7 D E7 A

A E7 F#m A7
Ganhei dinheiro lá fora mas foi tudo em vão
D A7 D
A natureza é meu mundo, eu sou o sertão
E7 D A
Correr pelos campos floridos feito um menino
E7
Esquecer as magoas e os desatinos
D A
Que a vida lá fora me proporcionou
E7 D A
Ouvir sabiá cantando e a juriti
E7
E a felicidade de um bem-ti-vi
(D) (E7) A
Que parece dizer meu amigo voltou

Refrão
Meu Cavalo Zaino
Tom: A

A
Eu tenho um cavalo zaino,
E
que na raia é corredor.
A
já correu quinze carreiras,
E
todas quinze ele ganhou.
A
Eu solto na quadrimeira,
D
meu zaino vem no galope.
A
Chega três corpos na frente,
D
nunca precisa chicote.
(refrão)
A
Ooooi,
E
que cavalo bom.
A
Ooooi,
E
que cavalo bom.
A
Eu tenho um cavalo zaino,
E
que na raia é corredor.
A
já correu quinze carreiras,
E
todas quinze ele ganhou.
A
Quiseram comprar meu zaino
D
por trinta notas de cem.
A
Não há dinheiro que pague
D
o macho que eu quero bem.
(refrão)
A
Eu tenho um cavalo zaino,
E
que na raia é corredor.
A
já correu quinze carreiras,
E
todas quinze ele ganhou.
A
Um dia roubaram meu zaino,
D
fiquei sem meu paranheiro.
A
Meu zaino na mão de outro,
D
nunca mais chega primeiro.
(refrão)
Cantar Pra Ser Feliz
Tom: A
Intro: A E D D (2x)
A E D A E D
Pai hoje estamos aqui, pra ti ouvir cantar.
A E D A E D
Pai nos te pedimos licença, pra nosso amor cantar.
E D A
Nos crescemos nos espelhamos em você.
E D A D E
Com orgulho vendo você vencer, cantando o seu pais.
D A D E
Qualquer historia de amor, que faz sorrir ou chorar.
D E
Cantar pra ser feliz.
A E D A E D
Pai obrigado por tudo e parabéns meu pai.
A E D E D
Hoje quero cantar bem alto pra todo mundo ouvir. Nos amamos você.
A E D A E A
Pai hoje estamos aqui, pra ti ouvir cantar.
Mágoa de boiadeiro
Tom:
D G A7 D B7 Em A7 D A7 D
12 13 15 17 17 17 17 19 19 19 19 15 15 15 15 / 110 110 110 110 13 13 17 17 15
15 13 13 12
A7 G D A7 D
Antigamente nem em sonhos existiam / Tantas pontes sobre os rios nem asfalto
nas estradas
A7 G D A7 A7/9 D D5+ D7
A gente usava quatro ou cinco sinoeiros / Prá trazer os pantaneiros pro rodeio da
boiada
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
Mas hoje em dia tudo é muito diferente / O progresso nossa gente nem sequer faz
uma idéia
G7M G#º D G7M A7 D7M
Que entre outros fui peão de boiadeiro / Por esse chão brasileiro, os heróis da
epopéia.
A7 G D7M Ebº A7 D
Tenho saudades de rever nas currutelas / As mocinhas nas janelas acenando uma
flor
A7 G7M D Ebº A7 D D5+ D7
Por tudo isso eu lamento e confesso / Que a marcha do progresso é a minha
grande dor
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
Cada jamanta que eu vejo carregada / Transportando uma boiada já me aperta o
coração
G7M G#º D G7M A7 D7M
E quando eu olho minha tralha pendurada / De tristezas dou risadas prá não
chorar de paixão. (Intro)
A7 G D A7 D D5+
O meu cavalo relinchando pasto afora / Certamente também chora na mais triste
solidão
A7 G D A7 A7/9 D D5+ D7
Meu par de esporas, meu chapéu de aba larga / Uma bruaca de carga, um
berrante e o facão
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
O velho basto, o meu laço de mateiro / O polaco e o cargueiro, o meu lenço e o
gibão
G7M G#º D G7M A7 D7M
Ainda resta a guaiaca sem dinheiro / Deste pobre boiadeiro que perdeu a
profissão.
A7 G D7M Ebº A7 D
Não sou poeta, sou apenas um caipira / E o tema que me inspira é a fibra de
peão
A7 G7M D Ebº A7 D D5+ D7
Quase chorando meditando nesta mágoa / Rabisquei estas palavras e saiu esta
canção
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
Canção que fala da saudade das pousadas / Que já fiz com a peonada junto ao
fogo de um galpão
G7M G#º D G7M A7 A7/9 A7/9- D7M A7 D
Saudade louca de ouvir um som manhoso / De um berrante preguiçoso nos
confins do meu sertão.
Vendi os Bois
Tom: C
Intro: C G7 C G7
C
Vendi os bois
O filho nosso vai casar
G
É feriado hoje e a roça vai parar
C
Vem cá depois
Preciso mandar ver peru
G
Rosa vai ver se os dois prefere um tatu
C
Hei! Sela meu burro Zé
F
Vai convidar peão
C G
Trás da cidade um pano pra mulher
C
Hei! Rosa olha o peão
F
Põe caldo no feijão
C G
Faz da maneira que o pai dela quer
C
Vendi os bois
O filho agora vai casar
G
Vai ser a melhor festa que eu dei no lugar
C
Vem cá depois
Preciso mandar ver melão
G
Rosa vai ver se o doce é melhor de mamão
C
Hei! Sela meu burro Zé
F
Vai convidar peão
C G
Trás da cidade um pano pra mulher
C
Hei! Rosa vai convidar peão
F
Põe caldo no feijão
C G
Faz da maneira que o pai dela quer
G7 C
Vendi os bois ( 5 x)

Panela Velha
Tom: A
Intro: A7 D A E A - 2 X
A E
Tô de namoro com uma moça solteirona,
A
a bonitona quer ser minha patroa, os
E
meus parentes já estão me criticando estão falando
A A7 D
que ela é muito coroa, ela é madura já

tem mais de trinta anos mais para mim o


A
que importa é a pessoa,
A E A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa.

A7 D A E A - 2 X

A E
Menina nova é muito bom mais mete medo não
A
tem segredo e vive falando a toa eu
E
só confio em mulher com mais de trinta,
A A7 D
sendo distinta a gente ela perdoa, para o capricho

pode ser de qualquer raça, ser africana, italiana


A A E
ou alemoa, não interessa se ela é coroa
A
panela velha é que faz comida boa
A7 D A E A - 2 X

A E
A nossa vida começa aos quarenta anos,
A
nasce os planos do futuro da pessoa,
E
quem casa cedo logo fica separado,
A A7 D
porque a vida de casado as vezes enjoa, dona de casa
A
tem que ser mulher madura, porque ao contrário o problema se amontoa,
A E A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa
A7 D A E A - 2 X

A E A
Vou me casar para ganhar o seu carinho, viver sozinho a gente desacossoa e o
E A A7 D
gaúcho sem mulher não vale nada e quenem peixe viver fora da lagoa, to
resolvido vou
A
contrariar meus parentes aquela gente que vive falando a toa,
A E A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa
Couro de Boi
Tom: G
Intro: ( C D Bm Em Am D G 2x)
( Declamado - sobre intro)
Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis.
Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar,
o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar.
O rapaz era casado e a mulher deu de implicar.
"Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá".
E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
G D G
Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
G D G
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
C G
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
D G
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir
( Intro 1x )
G D G
O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu
G D G
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
C G
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
D G
Metade daquele couro, chorando ele pediu
( Intro 1 x)
G D G
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando.
G D G
Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando
C G
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando.
D G
Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando
( Intro 1 x )
G D G
Disse o menino ao pai: um dia vou me casar
G D G
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
C G
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
D G
Essa metade do couro vai dar pro senhor levar
Pingo D`Água
Tom: D
(D) A7 G Gbm
Eu fiz promessa, pra que Deus mandasse chuva
B7 Em A7 D
Pra crescer a minha roça e vingar a criação
A7 G Gbm
Pois veio a seca, e matou meu cafezal
B7 Em A7 D
Matou todo o meu arroz e secou todo algodão
A7 G Gbm
Nessa colheita, meu carro ficou parado
B7 Em A7 D
Minha boiada carreira, quase morre sem pastar
A7 G Gbm
Eu fiz promessa, que o primeiro pingo d´água
B7 Em A7 D
Eu molhava a flor da santa, que tava em frete do altar
A7 G Gbm
Eu esperei, uma semana o mês inteiro
B7 Em A7 D
A roça tava tão seca, dava pena até de ver
A7 G Gbm
Olhava o céu, cada nuvem que passava
B7 Em A7 D
Eu da santa me alembrava, pra promessa não esquecer
A7 G Gbm
Em pouco tempo, a roça ficou viçosa
B7 Em A7 D
A criação já pastava, floresceu meu cafezar
A7 G Gbm
Fui na capela, e levei três pingos d´água
B7 (Em) (A7) (D) (A7) (D)
Um foi o pingo da chuva, doi caiu do meu olhar
Os três Boiadeiros
Tom: G
G
Viajando, nas estradas
G7 C
Zé Rolha na frente tocando berrante chamando a boiada
D7 G Em
O Chiquinho, sempe do lado
Am D7 G
Distraindo o gado tomando cuidado nas encruzilhada
Am D7 G D7 G
E a gente vivia, tocando a boiada
G
Mas um dia, na invernada
G7 C
Deu uma trovoada uma deslizada o gado estourou
D7 G Em
Nesse dia, morreu Zé Rolha
Am D7 G
Caiu do cavalo foi dentro do valo o gado pisou
Am D7 G D7
Fiquei eu e o Chiquinho, tocando a boiada
G
Num Domingo, de rodeio
G7 C
Chiquinho bebeu, não me obedeceu e tomou o picadeiro
D7 G Em
Nun relance, apiêi da rês
Am D7 G
A pata tremeu mas num pulo que deu matou meu companheiro
Am D7 G D7
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada
G
Viajando, nas estradas
G7 C
Não toco berrante nem vejo lá adiante meus dois companheiro
D7 G Em
Deste trio, ficou saudade
Am D7 G
E em toda cidade o povo pergunta dos três boiadeiros
Am D7 G
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada
Am D7 G D7 (G)
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada
João de Barro
Tom: G
G D7 G
O João de Barro, pra ser feliz como eu
D7 C G
Certo dia resolveu, arranjar uma companheira
D7 G
No vai-e-vem, com o barro da biquinha
D7 C G
Ele fez sua casinha, lá no galho da paineira
D7 G D7 C D7 G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
D7 G
Toda manhã, o pedreiro da floresta
D7 C G
Cantava fazendo festa, pra aquela quem tanto amava
D7 G
Mas quando ele ia buscar o raminho
D7 C G
Pra construir seu ninho seu amor lhe enganava
D7 G D7 C D7 G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
D7 G
Mas como sempre o mal feito é descoberto
D7 C G
João de Barro viu de perto sua esperança perdida
D7 G
Cego de dor, trancou a porta da morada
D7 C G
Deixando lá a sua amada presa pro resto da vida
D7 G D7 C D7 G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
D7 G
Que semelhança entre o nosso fadário
D7 C G
Só que eu fiz o contrario do que o João de Barro fez
D7 G
Nosso senhor, me deu força nessa hora
D7 C G
A ingrata eu pus pra fora por onde anda eu não sei
Adeus Mariana
Tom:C
Intro: C G7 F G7 F Em7 Dm C
( C G7 F G7 F Em7 Dm C )
Nasci lá na cidade, me casei na serra
Com a minha Mariana: moça lá de fora
Um dia estranhei o carinho dela
Disse: - adeus Mariana, que eu já vou embora

( C G7 F G7 F Em7 Dm C )
É gaúcha de verdade de quatro costados
Só usa chapéu grande de bombacha e espora
E eu que estava vendo o caso complicado
Disse: - Adeus Mariana, que eu já vou embora

( C G7 F G7 F Em7 Dm C )
Nem bem "rodemo" o dia, me tirou da cama
Celou o meu tordilho e saiu campo a fora
E eu fiquei danado e saí dizendo:
- adeus Mariana, que eu já vou embora
( C G7 F G7 F Em7 Dm C )
Ela não disse nada, mas ficou sismando
Se era desta vez que eu daria o fora
Segurou a açoiteira e veio contra mim
Eu disse: - larga Mariana que eu não vou embora

( C G7 F G7 F Em7 Dm C )
E ela de zangada foi quebrando tudo
Pegou a minha roupa e jogou porta a fora
Agarrei, fiz uma trouxa e saí dizendo:
- Adeus, Mariana que eu já vou embora.

KM 45
Tom: C
Intro: C Em F G7
C Am F G
No quilometro 45 da castelo, pra quem vai no sentido interior
Em Am
Quem olhar para a direita vê um portão amarelo
F G7 C G7
É ali, é ali que mora o amor
C Am F G
No quilometro 45 da castelo, pra quem vai no sentido interior
Em Am
Quem olhar para a direita vê um portão amarelo
F G7 C
É ali, é ali que mora o amor
F G
A distancia não existe pra quem ama
Em Am
Ela tem toda beleza das manhãs
Dm G7
E os seus braços que ao me ver pro amor me chama
F G7 Am
Nosso amor, tem as cores da romã
F G Am
É ali, é ali que mora o amor
F G7 C
É ali, é ali que mora o amor
BIS
Você vai Gostar
Tom: Am
Am E7
Fiz uma casinha branca lá no pé da serra pra nós dois morá
Am
Fica perto da barranca, do rio Paraná
A7 Dm
O lugar é uma beleza eu tenho certeza você vai gostar
Am E7 Am
Fiz uma capela, bem do lado da janela prá nós dois rezá
A E7
Quando for dia de festa você veste o seu vestido de algodão
A
Quebro o meu chapéu na testa, para arrematar as coisas do leilão
D C7 Fm
Satisfeito vou levar você de braço dado atrás da procissão
D A E7 (A) (E7) (A)
Vou com meu terno riscado, uma flor do lado e meu chapéu na mão
BIS
Filho Pródigo
Tom: A
A Bm
Eu tinha bom gado de corte, eu tinha bom gado leiteiro
E7 A
Eu tinha um cavalo baio, e um abundante celeiro
Bm
Eu era muito respeitado, eu fui campeão de rodeio
E7 A A7
E por todas as redondezas, queriam ouvir meus conselhos
D E7
Por causa de um par de olhos, azuis claros como o luar
D A E7
Eu disse: -Meu pai vou embora, eu vou procurar
(D) (E7) A E7 A
Sem ela não posso ficar
A Bm
Andei lado a lado com a morte, por este mundo a vagar
E7 A
Eu que era amigo da sorte, fui companheiro do azar
Bm
Então me tornei vagabundo, a dor e a fome chegou
E7 A A7
Comi maltrapilho imundo, o pão que o diabo amassou
D E7
Depois de muitas andanças, encontrei-me com ela num bar
D A E7
Sorrindo e bebendo com outros, naquele lugar
(D) (E7) A E7 A
Decidi que eu ia voltar
A Bm
Ao longo do caminho da volta, a vergonha e a solidão
E7 A
Sem saber se seria benvindo, por meus pais e também meus irmãos
Bm
Ao longe avistei minha casa, bateu forte o meu coração
E7 A A7
O pranto escorreu em meu rosto, molhando a poeira do chão
D E7
Meu pai com seus braços abertos, me disse meu filho voltou
D A E7
Três dias três noites de festa o sino tocou
(D) (E7) A E7 A
Anunciando que a paz retornou

Filho Adotivo
Tom:D
D Em D
Com sacrificio eu criei meus sete filhos
A7 D
Do meu sangue eram seis
Bm Em
E um peguei com quase um mês
B7 Em
Fui viajante, fui roceiro, fui andante
A7
E pra alimentar meus filhos
D
Não comi pra mais de vez
Em D
Sete crianças, sete bocas inocentes
A7 D
Muito pobres mas contentes
Bm Em
Não deixei nada faltar
B7 Em
Foram crescendo, foi ficando mais difícil
A7
Trabalhei de sol a sol
D
Mas eles tinham que estudar
Em D
Meu sofrimento, ah!, meu Deus valeu a pena
A7 D
Quantas lágrimas chorei, mas tudo
Bm Em
Foi com muito amor
Sete diplomas, sendo
B7 Em
Seis muito importantes
A7
Que a custa de uma enxada
D D7
Conseguiram ser doutor
G A7 D
Hoje estou velho, meus cabelos branqueados
Bm G
O meu corpo está surrado
A7 D
Minhas mãos nem mexem mais
G A D
Uso bengala, sei que dou muito trabalho
Bm G
Sei que às vezes atrapalho
A7 D D7 G A7 D Bm G A7 D
Meus filhos até demais
D Em D
Passou o tempo e eu fiquei muito doente
A7 D
Hoje vivo num asilo
Bm Em
E só um filho vem me ver
B7
Esse meu filho, coitadinho
Em
Muito honesto
A7
Vive apenas do trabalho
D
Que arranjou para viver
Mas Deus é grande vai
Em D
Ouvir minhas preces
A7 D
Esse meu filho querido
Bm Em
Vai vencer, eu sei que vai
Faz muito tempo que
B7 Em
Não vejo os outros filhos
A7
Sei que eles estão bem
A/G D/F# D
Não precisam mais do pai
Em D
Um belo dia, me sentindo abandonado
A7 D
Ouvi uma voz bem do meu lado
Bm Em
Pai eu vim pra te buscar
Arrume as malas
B7 Em
Vem comigo pois venci
A7
Comprei casa e tenho esposa
A/G D/F# D
E o seu neto vai chegar
G A7 D
De alegria eu chorei e olhei pro céu
Bm Em A7 D7
Obrigado meu Senhor a recompensa já chegou
G A7 D
Meu Deus proteja os meus seis filhos queridos
Bm Em
Mas meu filho adotivo
A7 D
Que a este velho amparou
Boiadeiro Errante
Tom: G
G D7 G
eu venho vindo de uma querência distante
D7 G D7
sou um boiadeiro errante que nasceu naquela serra
C D7
o meu cavalo corre mais que o pensamento
C D7 G
ele vem no passo lento porque ninguém me espera
D7 G
tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada uê boi
D7 G
tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada
D7 G
toque o berrante com capricho Zé Vicente
D7 G D7
mostre para essa gente o clarim das alterosas
C D7
pegue no laço não se entregue companheiro
C D7 G
chame o cachorro campeiro que essa rez é perigosa
D7 G
olhe na janela auê uê uê ê boi que linda donzela uê boi
D7 G
olhe na janela auê uê uê ê boi que linda donzela
D7 G
sou boiadeiro minha gente o que é que há
D7 G D7
deixe o meu gado passar vou cumprir com a minha sina
C D7
lá na baixada quero ouvir a siriema
C D7 G
prá lembrar de uma pequena que eu deixei lá em Minas
D7 G
ela é culpada auê uê uê ê boi de eu viver nas estradas uê boi
D7 G
ela é culpada auê uê uê ê boi de eu viver nas estradas
D7 G
o rio tá calmo e a boiada vai nadando
D7 G D7
veja aquele boi berrando Chico Bento corre lá
C D7
lace o mestiço salve êle das piranhas
C D7 G
tire o gado da campana pra’ viagem continuar
D7 G
com destino a Goiás auê uê uê ê boi deixei Minas Gerais uê boi
D7 G
com destino a Goiás auê uê uê ê boi deixei Minas Gerais uê boi
Pinga Ni Mim
Tom: G
G D7
Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
G D7
Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
G
Lá No Bairro Onde Eu Moro
Tem Alguém Que Eu Adoro
D7
Ela É Minha Ilusão
Pra Aumentar Meu Castigo
C
Meu Amor Brigou Comigo.
D7 G
Me Deixou Na Solidão
Por Incrivel Que Pareça
G7
Ela Fez Minha Cabeça
C
Estou Morrendo De Paixão
G
Pra Curar O Meu Despeito
D7
Vou Meter Pinga No Peito
G
Sufocar Meu Coração
G D7
Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
G D7
Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G D7 G D7 G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim

G
Eu Estou Apaixonado
Muito Doido Enciumado,
D7
Daquela Linda Mulher,
Meu Sentimento É Profundo,
C
Não Quero Nada No Mundo,
D7 G
Se Ela Não Me Quiser
Estou Amando Demais
G7
Esquece-La Não Sou Capaz,
C
Eu Preciso Dar Um Jeito.
G
Se Eu Vejo Em Outros Braços,
D7
Vou Fazer Um Tal Regaço
G
E Meter Pinga No Meu Peito,
G D7
Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
G D7
Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim

Menino da porteira
Tom: A
A
Toda vez que eu viajava
E7
Pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava
A
A figura de um menino

Que corria abrir a porteira


E7
Depois vinha me pedindo
Toque o berrante seu moço
D E7 A
Que é pra eu ficar ouvindo
D
Quando a boiada passava
E7
E a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda
A
Ele saia pulando
Obrigado boiadeiro
E7
Que Deus vá lhe acompanhando
Por este sertão afora
D E7 A E7 A E7 A E7 A E7 A
Meu berrante ia tocando

Nos caminhos desta vida


E7
Muito espinho eu encontrei
Mas nenhum caso mais triste
A
Do que este eu passei

Na minha viagem de volta


E7
Qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada
D E7 A
O menino não avistei
D
Apeei do meu cavalo
E7
Num ranchinho à beira chão
Vi uma mulher chorando
A
Quis saber qual a razão
Boiadeiro veio tarde
E7
Veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho
D E7 A E7 A E7 A E7 A E7 A
Foi um boi sem coração
A
Lá pra banda de Ouro Fino
E7
Levando gado selvagem
Quando passo na porteira
A
Até vejo a sua imagem

O seu rangido tão triste


E7
Mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro
D E7 A
desejando-me boa viagem
D
A cruzinha do estradão
E7
Do meu pensamento não sai
Eu já fiz um juramento
A
Que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure
E7
Que eu precise ir atrás
Nesse pedaço de chão
D E7 A E7 A E7 A E7 A E7 A
Berrante eu não toco mais
Coração De Papel
Tom: F
F Am
se você pensa que meu coração é de papel
D7 Gm
não vá pensando pois não é
A#
êle é igualzinho ao seu
A#m F Dm
e sofre como eu porque fazer
A# C
sofrer assim a quem lhe ama
F Am
se você pensa em fazer chorar a quem lhe quer
D7 Gm
a quem só pensa em você
A#
um dia sentirá
A#m F Dm
que amar é bom demais não jogue amor ao léu
A# C7 F
meu coração que não é de papel
F7 G# A A# C7
porque fazer chorar
A# C7
porque fazer sofrer
A# C7 F
um coração que só lhe quer
F7 G# A A#
o amor é lindo eu sei
BIS A#m
e todo eu lhe dei
F Dm
você não quis
A#
jogou ao léu
C7 F
meu coração que não é de papel
Am A#
não é ah ah
C7 F
meu coração que não é de papel
Tristeza do Jeca
Tom: E

E
Nestes versos tão singelos
B7 E
Minha bela, meu amor
Prá você quero contar
B7 E E7
O meu sofrer e a minha dor
A E
Eu sou como o sabiá
B7
Quando canta é só tristeza
E
Desde o galho onde está
B7 E
Nesta viola eu canto e gemo de verdade
B7 E
Cada toada representa uma saudade

Eu nasci naquela serra


B7 E
Num ranchinho a beira chão

Tudo cheio de buraco


B7 E E7
Onde a lua faz clarão
A E
Quando chega a madrugada
B7
Lá no mato a passarada
E
Principia o barulhão
B7 E
Nesta viola, eu canto e gemo de verdade
B7 E
Cada toada representa uma saudade
E
Vou guardar minha viola
B7 E
Já não posso mais cantar

Pois o Jeca quando canta


B7 E E7
Dá vontade de chorar
A E
O choro que vai caindo
B7
Devagar vai se sumindo
E
Como as àguas vão pro mar
B7 E
Nesta viola, eu canto e gemo de verdade
B7 E
Cada toada representa uma saudade

Triste Berrante
Tom: Am7
Intro: Am7 D7 G7M C7M F7M Bm7/5- E7 Am7
Am7 D7 G7M
Já vai bem longe este tempo, bem sei
F#m7 B7 Em7 E7
Tão longe que até penso que eu sonhei
Am7 D7 G7M
Que lindo quando a gente ouvia distante
C7M F#m7/5-
O som daquele triste berrante
B7 Em7 E7
E um boiadeiro a gritar, êia!
Am7 D7 G7M
E eu ficava ali na beira da estrada
C7M F#m7/5- B7 E
Vendo caminhar a boiada até o último boi passar
F#m7 B7 E
Ali passava boi, passava boiada
C#m7 F#m7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
B7 E
Onde foi gravado muito coração (2x)
Am7 D7 G7M, C7M A#° B7
Lá, lá lá iá lá iá....
Am7 D7 G7M
Mas sempre foi assim e sempre será
F#m7 B7 Em7 E7
O novo vem e o velho tem que parar
Am7 D7 G7M
O progresso cobriu a poeira da estrada
C7M F#m7/5-
E esse tudo que é o meu nada
B7 Em7 E7
Eu hoje tenho que acatar e chorar
Am7 D7 G7M
Mas mesmo vendo gente, carros passando
C7M F#m7/5- B7 E
Meus olhos estão enchergando uma boiada passar

Coração Pantaneiro
Tom: F
Intro: ( C7 F )
F
Meu coração pantaneiro
Onde pulsa a natureza
Sol nascente do desejo
C7
Da paixão em correnteza
Comandante em meu cavalo
Nos caminhos boiadeiros
Navegante pelas águas
F
Desses rios canoeiros
Meu coração pantaneiro
Que o amor já fez morada
Dor de peão boiadeiro
C7
Que procura sua amada
Uma garça majestosa
Flor campeira de mulher
Bate asas tão distante
F
Inda não sabe o que quer
Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
F
Que a paixão é verdadeira
C7
Diz que sou peão escravo
F
Dessa garça pantaneira
Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
F
Que a paixão é verdadeira
C7
Diz que sou peão escravo
F
Dessa garça pantaneira
F
E assim, eu vou levando
Essa dor apaixonada
Em coda ponto de estrela
C7
Vejo o rosto dessa amada
Ponteando na viola
A esperança de um sinal
De poder em suas asas
F
Revoar o pantanal
Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
F
Que a paixão é verdadeira
C7
Diz que sou peão escravo
F
Dessa garça pantaneira
Peão de Boiadeiro
Tom: A
Intro: A G D A

D
Sou um Peão de Boiadeiro
G D
Procurando paz
D G D
O caminho das estrelas eu deixei prá trás
G D G
Vou seguindo neste mundo, nesta solidão
G D G
Eu e meu cavalo, estrada de chão
D
Vou pensando nela, triste ilusão
A
Quero ser o seu amigo
G
Ser o seu abrigo tudo que lhe falta
D
Ser o seu Peão
A
Quero estar sempre ao seu lado
G
Ter o seu perfume
Ser o seu amado
D A
E não sentir ciúme, ciúme
D G D
Sou Peão de Boiadeiro amando demais
D G D
Eu que não acreditava um dia ser capaz
G D G
E se esse amor existe pode confessar
D G
Não me deixe triste basta um olhar
D
Para que eu sinta que o amor nasceu

REFRÃO

O prisioneiro e o pé de Ipê
Tom: A
Intro: A A7 D D7 E A
A E AEA
Quando a muito anos fui aprisionado nessa cela fria
E
Do segundo andar da penitenciária lá na rua eu via
D
Quando um jardineiro plantava um Ipê e ao correr dos dias
A E A E A A7
Ele foi crescendo e ganhando vida enquanto eu sofria
Refrão
D A
Meu ipê florido junto a minha cela
E A A7
Hoje tem altura de minha janela
D A
Só uma diferença há entre nós agora
E
Aqui dentro é noite não tem mais aurora
D E A (INTRO.)
Quanta claridade tem você lá fora
A E AEA
Vejo em teu tronco cipó parasita te abraçando forte
E
Enquanto te abraça suga tua seiva te levando a morte
D
Assim foi comigo ela me abraçava depois me traia
A A E A A7
Por isso a matei e agora só tenho sua companhia

Refrão
Carteiro
Tom: E
Intro: E
Solo: 14-25 16-27 16-27 16-27 16-27 111-212 111-212
111-212 111-212 12-24 15-27 15-27 15-27 14-25 14-25
E E7 A B7 E
Eu estava no portão, quando o carteiro passou
E7 A B7 E
Tirou da correspondência, uma carta me entregou
F B7
Abri a carta pra ler, os ares diferenciou
A E B7 E F
Quando li o cabeçalho os meus olhos se orvalhou ai
B7 E
Lágrimas no chão pingou
E E7 A B7 E
Dois amigos que passavam me viu chorando e parou
E7 A B7 E
O que tinha acontecido um deles me perguntou
F B7
A causa dessa tristeza meu amor me abandonou
A E B7 E F
Amigos fiquem sabendo primeira vez por amor ai
B7 E
Que esse caboclo chorou
E E7 A B7 E
O amor que eu tinha nela em ódio se transformou
E7 A B7 E
Por ser uma mulher falsa não compriu o que jurou
F B7
Não quero saber onde anda, nem ela onde eu estou
A E B7 E F
Vai ser como o Sol e a Lua, quando um sai outro já entrou ai
B7 E
Não quero ter mais amor
E E7 A B7 E
Das mulher que eu conheci só uma que confirmou
E7 A B7 E
Um amor sincero e puro que nunca me traiçuou
F B7
Em minhas horas amargas o quanto me confortou
A E B7 E F
Primeiros passos da vida foi ela que me ensinou ai,
B7 E
Minha mãe que me criou

Arrependida
Tom:C
Intro: G C F G
G
Eu não sou culpado se hoje você chora
C
Foi você mesma que me abandonou
G
Emplorei tanto pra não ir embora
C
Mas minhas súplicas não escutou
G
Hoje você chora triste arrependida
C
Para os meus braços você quer voltar
C7 F
Você foi maldosa arruinou minha vida
G
Me compreenda não vou perdoar
(intro:)
G
Na sua ausência eu chorei de dor
C
Não suportei fui á sua procura
G
Encontrei você com um novo amor
C
Trocava beijos e fazia juras
' G
Naquela noite fiquei embriagado
C C7
Amanheci bebendo no bar
F
Estava triste e desesperado
G
Chamei seu nome comecei a chorar
G C
Segue mulher, vai viver de mão em mão
C7
Porque o remorso pouco a pouco lhe consome
F
Sinto uma dor aqui dentro do meu coração
C
Tenho vergonha
G
Por você usar... o meu sobrenome
(intro:)
G
O Seu retrato que tinha guardado
C
Prá não recordar , eu já joguei fora
G
Existe outra que vive ao meu lado
C
Me faz carinho, depois que foi embora
G
Segue seu caminho ,vai viver na lama
C C7
Por piedade, esqueça de mim
F
Por sua culpa todos me defamam
G
O meu nome rola no abismo sem fim
Casando Fugindo
Tom: D
intro:
D A
Tenho um burrão de raça
G A
que é uma taça lá no meu retiro
G A
Pra falar mesmo a verdade
G D
em qualquer cidade ele enfrenta tiro
D
Quando levanto o meu braço
Bm Em
ele espicha o baço e dá um suspiro
A
meu burrão já está na história
G A D
tem tantas vitórias que até me admiro
D A
Na cidade de Campinas
G A
Tem uma menina disse quem me ama
G A
Fui pedir a mão da moça
G D
O velho fez força quase que "nóis" trama
D
A moça muito faceira,
Bm Em
Sem fazer zueira se jogou na cama
A
Garantiu pro meu amigo
G A D
De fugir comigo no burrão de fama...
D A
Chegando o dia marcado
G A
Eu sai armado pra encontrar com ela
G A
Mas como o prédio era baixo
G D
encostei o macho na sua janela
D
Quase que caí de susto
Bm Em
quando vi o busto da linda donzela
A
me veio no pensamento
G A D
era o casamento em qualquer capela
(repete o solo 3 e a introdução)
D A
"Saímo" cortando estrada
G A
já de madrugada no burrão do ano
G A
O pai dela era um torpedo
G D
que até dava medo de ver o baiano
D
Eu fazia fé no trinta
Bm Em
que tinha na cinta com um palmo de cano
A
trinta bala na guaiaca
G A D
dois palmos de faca que fazia dano
D A
Bem antes de "nóis" casa
G A
eu mandei soltar o burrão no pasto
G A
Quando "vortamo" da igreja
G D
mandei vim cerveja da venda do Basto
D
Aí chegou o baiano
Bm Em
que veio bufando em cima do rastro
A
confessou no meu ouvido
G A D
casando fugingo, é menor o gasto
Final:(D A G F#m A7 D A7 D)

Pretinho Aleijado
Tom:E
Intro:(A E B7 E B7 E B7 E)
E
Com mil e oitocentos bois
B7
Eu sai de rancharias
Na praça de Três Lagoas
E
Cheguei no morrer do dia
O sino de uma igrejinha
B7
Numa estranha melodia
A E
Anunciava tristemente
B7 E
A hora da Ave Maria
A
Eu entrei igreja a dentro
E A
Pra fazer minha oração
A
Assisti um ato triste
E A
Que cortou meu coração
B7 E
Um petrinho aleijado
B7 E
Somente com uma das mãos
A
Puxava a corda do Sino
E A
Cantando triste canção
B7 E (intro)
Aaaai aai
E
Aquela alma feliz
B7
Era um espelho a muita gente
Que tendo tudo no mundo
E
Da vida vive discrente
Meu negro coração
B7
Tranformou-se derepente
A E
Ao terminar minha prece
B7 E
Era um homem diferente
A
Noutro dia com a boiada
E A
saí de madrugadinha

Muitas léguas de distância


E A
Esta noite se alivia
B7 E
Um malvado desordeiro
B7
Assaltou a igrejinha
A
E matou o aleijadinho
E A
Pra roubar tudo o que tinha
B7 E (intro)
Aaaaai aai
E
O sino de Três lagoas
B7
Vivia silênciado
E eu com meu parabelo
E
andava atrás do malvado
Voltando nesta cidade
B7
Ví um povo assustado
A E
Diz que o sino à meia -noite
B7 E
Sozinho tinha tocado
A
Quando entrei na igrejinha
E A
Uma voz pra mim falou:
Jogue fora esta arma
E A
Não se torne um pecador
B7 E
Tirar a vida deum Cristão
B7 E
Compete a nosso Senhor
A E
Conheci a voz do pretinho
A
O meu ódio se acabou
B7 A (intro)
Aaaaai aaai
Estrela de ouro
Tom: E
E B7 E
Meu Deus onde esta agora a mulher que amo,
B7
sera que esta sozinha ou acompanhada,
A E
so sei que daqui distante eu estou morrendo,
B7 E B7
morrendo de saudade dela num mundo de lagrimas,
E B7 E
meu deus mande que o vento encontre com ela pra dar
B7
minhas trites noticias com o seu açoite
A E
Dizer que por nao estar abraçado com ela
B7 E
eu choro meu pranto escondido no colo da noite
A E
meu Deus eu morro por ela
B7 E
e a ausencia dela provoca meu choro,
A E
ela e a luz que me ilumina
B7
deusa da minha sina
E
minha estrela de ouro
Cochilou O Cachimbo cai
Tom: G
Refrão:
G D7
É de madrugada é de madrugada que o galo canta
G D7
É de manha cedo é de manha cedo que se levanta
G
Quando eu cheguei em São Paulo
D7
dava pena dava dó
Minha mala era um saco
G
o cadeado era um nó
Tem muita gente com inveja
D7
porque viu que eu subi
eu nasci pra trabalhar
G
vagabundo pra durmi
Refrão
G
Perdição do vagabundo
D7
é gosta do travesseiro
depois fica de olho gordo
G
em cima do meu dinheiro
Estou com a vida mansa
D7
acho ela muito boa
eu levanto bem cedinho
G
pra fica mais tempo à toa
Refrão
G
Quem chegou a General
D7
quem chegou a coronel
levanto de madrugada
G
chego cedo no quartel
sem trabalho ninguém vive
D7
sem trabalho ninguém vai
minha gente a vida é dura
G
cochilou cachimbo cai
O maior calote
Tom: A
Intro: A E7 A E7 A E7 A
A E
Meu pai deixou este mundo quando eu era molecote
A
um sitio de 10 alqueires ele me deixou de dote
E
um fazendeiro vizinho por nome José Benote
D E A
pra tomar o seu dinheiro resolveu fazer boicote
A A7 D E A
O danado fazendeiro me passou diversos trotes
D A E A
por falta de experiência eu levei muitos calotes
INTRO
A E
eu dei 4 bois de carro em troca de um garrote
A
dois burros e um arado eu troquei por um serrote
E
troquei um trator de esteira por um cavalo de trote
D E A
cheguei trocar duas vacas por um galo e um corote
A A7 D E A
todo terreno que eu tinha eu dei em troca de um lote
D A E A
até que fiquei sem nada no meu rancho de garote
INTRO
A E
o velho era valente me chamava de frangote
A
se eu fosse reclamar apanhava de chicote
E
mas o tempo foi passando quero que vocês anote
D E A
como faz a cascavel resolvi dar o meu bote
A A7 D E A
fugir com a filha dele o italiano deu pinote
D A E A
parecia uma pantera quando perde seu filhote
INTRO
A E
eu agora sou casado já não sou mais um pixote
A
faço parte da família e vivo de camarote
E
eu que mando na fazenda não dou bola pro velhote
D E A
tenho dinheiro no banco até ouro de binote
A A7 D E A
pra deixar o velho bravo gosto de fazer fricote
D A E A
e usar cordão de ouro tenho calo no cangote
INTRO
A E
de pobre fui a nobreza compro e vendo garrote
A
tenho dinheiro no bolso, tenho jóias no malote
E
quando eu era coitadinho me chamaram de coiote
D E A
agora eu mato a sede na água fresca do bode
A A7 D E A
eu fiz um grande negocio daquele velho pacote
D A E A
deixei falando sozinho o meu sogro Zé Benote

Ditado Sertanejo
Tom: G
Intro: G D7 G D7 G D7 G
G D7 G
No lugar que canta galo, de certo que mora gente
C D7 G D7 G
Que é muito bonito é lindo, que muito feio é indecente
C D7 G
A água parada é poço, riacho é agua corrente
C D7 G D7 G D7 G D7 G
Toda briga de muié, o que faz é lingua quente.
G D7 G
Onde tem moça bonita, de certo que tem namoro
C D7 G D7 G
Onde tem muié baixinha, tem relia e desaforo
C D7 G
Mistura sogra com nora, pode ver que ali sai choro
C D7 G D7 G D7 G D7 G
Na vila que tem polícia, banho de pau d'água é couro.
G D7 G
Amor de muié rusguenta, catinga jaraca ataca
C D7 G D7 G
Doença do rico é gripe, doença do pobre é ressaca
C D7 G
Dança de rico é baile, dança do pobre é fusaca
C D7 G D7 G D7 G D7 G
O rico educa na escola e o pobre educa no tapa.
G D7 G
O que agrada moça é carinho, o que agrada véio é café
C D7 G D7 G
O homem que fala fino, não é homem nem muié
C D7 G
A muié que fala grosso, ninguem não sabe o que é
C D7 G D7 G D7 G D7 G
O lar que não crê em Deus, quem domina é o Lucifer.
G D7 G
O que faz sapo pular, tem que ser necessidade
C D7 G D7 G
Pessoas que falam muito, nem todos disse a verdade
C D7 G
Com o tempo a flor perde a cor, e nóis perde a mocidade
C D7 G D7 G
O janeiro traz velhice e a velhice traz saudade.
A Mão do Tempo
Tom: C
Intro:
E|--15-15-15-14-15---12-12-12-11-12---7-7-7- 8 -10---10-10-10- 8 -10---7-7-7-7-7-
10--|
B|--17-17-17-15-17---14-14-14-12-14---8-8-8-10-12---12-12-12-10-12---8-8-8-8-8-
12--|
G|-----------------------------------------------------------------------------|
D|-----------------------------------------------------------------------------|
A|-----------------------------------------------------------------------------|
E|-----------------------------------------------------------------------------|
E|--0---3-1-0-0-------|
B|--1---5-3-1-1-------|
G|--------------------|
D|--------------------|
A|--------------------|
E|--------------------| G7 C....
C G7
Na solidão do meu peito o meu coração reclama
C
Por amar quem está distante e viver com quem não ama
C7 F G7
Eu sei que você também da mesma sina se queixa
C G7 C G7 C G7
Querendo viver comigo, mas o destino não deixa.
C G7
Que bom se a gente pudesse arrancar do pensamento
C
E sepultar a saudade na noite do esquecimento
C7 F G7
Mas a sombra da lembrança é igual a sombra da gente
C G7 C G7 C G7
Pelos caminhos da vida, ela está sempre presente.
C G7
Vai lembrança e não me faça querer um amor impossível
C
Se o lembrar nos faz sofrer, esquecer é preferível
C7 F G7
Do que adianta querer bem alguém que já foi embora,
C G7 C G7 C G7
É como amar uma estrela que foge ao romper da aurora.
C G7
Arranque da nossa mente, horas distantes vividas
C
Longas estradas que um dia foram por nós percorridas
C7 F G7
Apague com a mão do tempo os nossos rastros deixados
C G7 C
Como flores que secaram no chão do nosso passado.

Vaqueiro do Norte
Tom: E
Intro: E| A| A E| A E| A|
E A E AD
Eu vi um vaqueiro do no norte, montado firme no seu alazão, pela estrada
A
levando o seu gado, e cantando uma linda canção, assim vai de quebrada em
E A
quebrada tocando a boiada rompendo o estradão. [intro]
E A E A D
O vaqueiro descansa o gado, bem na beira do ribeirão, na broaca traz
A E
rapadura a farinha e o bom requeijão, enquanto o feijão com toicinho
A
cozinha sozinho lá no caldeirão. [intro]
E A E A D
Seu chapéu é de couro crú, aguenta chuva e o sol de verão, o gibão e a calça
A E
de couro, também serve de proteção, prá livrá dos arranha gato que tem lá
A
nos mato do nosso sertão.[intro]
E A E A D
É um herói dentro das caatingas e também na poeira do chão, o valente
A
vaqueiro do norte não perdeu sua tradição peço a Deus que acompanhe os
E A
vaqueiros que são os pioneiros da nossa nação. B E A
Mundo Velho não tem Jeito
Tom: A

A E
Onde é que nós estamos Oh meu deus tem dó da gente, Mundo velho já deu
A D
flor carunchou toda a semente, virou um rolo de cobra serpente engole
E A D
serpente, quem vive lesando a pátria dando pulo de contente, o pobre
E A
trabalhador é o escravo na corrente.
A E
Estão matando e roubando é conflito permanente, um bandido entrou no
A E
banco armado até os dentes, chorou no colo da mãe a criançinha inocente,
A D E
mas ele achou que a criança pertubava o ambiente, assassinou a mãe e filha
A
foi um quadro comovente.
A E
Tem família num bagaço, fingindo viver contente, a alegria é só por fora
A E
mas por dentro é diferente, é filha desmiolada que casou com delinquente, é
A D E
um genro pé-de-cana, que não gosta do batente, onde tem ovelha negra,
A
desmorona uma descente.
A E
O mundo virou um vulcão, e cada vez fica mais quente, não a nada que
A
esfrie, quero ver quem me desmente, um grande estoque de bombas,
E
crescendo diariamente, quando estourar todas as bombas ningém fica pra
A D E A
semente, mundo velho nào tem jeito, vira cinza brevemente.
A E
O mundo já está encardido e não adianta detergente, a sujeira desafia até
A E
soda e água quente, num lugar morre de sede e no outro morre de enchente
A D E
ó mestre lá nas alturas, meu senhor homem potente, seu poder é infinito,
A EA
protegei a nossa gente.
Fim de Picada
Tom: D
D
Barranco de lado a lado metro e meio só de estrada, vem sair de lá
A7
com vida de um estouro de boiada, briga de foice no escuro prá ele é
A A7 D
marmelada, prá quem já caiu no fogo, uma brasa não é nada.
D
Quem está molhado de chuva, não tem medo de sereno, quem perdeu
A7
um grande amor desprezo é café pequeno, água quente é refresco prá quem
D A7 D
já bebeu fervendo, quem foi mordido de cobra não tem medo de veneno
D
A esteira é conforto pra quem já viveu na estrada, o lençol é cobertor
A7
prá quem já dormiu na geada, quem pegou na picareta zomba do cabo da
D A7 D
enchada, brinca na ponta de faca quem quebrou ponta de espada.
D
Quem bateu sino de Roma não pode bater sinero, pra quem já
A7
enfrentou leão touro bravo é bezerro, é esse o fim da picada meu pagode não
D
tem erro, quem cantou na grande guerra não pode chorar no enterro.
Oi Paixão
Tom: C
C G7
Não suportando a saudade, meu bem vim lhe visitar
C C7
Trazendo flores bonitas, pra o nosso amor enfeitar
F G7
Distante dos teus carinhos, eu sofro tanto e reclamo
F G C
Te juro minha querida, vou terminar minha vida, nos braços de quem eu amo
G7 C G7 C G7 C
Ooohhh, Hoooi paixão, nos braços de quem eu amo
G7
Nosso amor não tem limite, não sei onde vai parar
C C7
Quanto mais você me ama, mais eu quero te amar
F G7
Uma dor de cotovelo, machuca eu e você
F G C
Somos dois apaixonados, vive alguem ao nosso lado, fazendo a gente sofrer
G7 C G7 C G7 C
Ooohhh, Hoooi paixão, fazendo a gente sofrer
G7
O nosso caso de amor, esta correndo perigo
C C7
Mais quem tem anjo de guarda, não cai nas mãos do inimigo
F G7
Somente as forças ocultas, poderão nos castigar
F G C
Mais amar não é pecado, Deus esta do nosso lado, ninguem vai nos separar
G7 C G7 C
Ooohhh, Hoooi paixão, ninguém vai nos separar
Empreitada perigosa
Tom G
Intro: A7, D7, G
G
Já derrubamos o mato, terminou a derrubada
Agora preste atenção, meus "amigo e camarada"
A7
Não posso levar "voceis" pra minha nova empreitada
D7 G
Vou pagar tudo que devo e sair de madrugada
Intr:
G
A minha nova empreitada não tem mato e nem espinho
Ferramentas não preciso guarde tudo num cantinho
A7
Preciso de um cavalo, bem ligeiro e bem mansinho
D7 G
Preciso de muitas balas e um "colte" cavalinho
Intr:
G
Eu nada tenho a perder, pra minha vida eu não ligo
Mesmo assim eu peço a Deus que me livre do inimigo
A7
A empreitada é perigosa sei que vou correr perigo
D7 G
É por isso que eu não quero nem um de "voceis" comigo
Intr:
G
Eu vou roubar uma moça de um ninho de serpentes
Elas quer casar comigo a família não consente
A7
Já me mandaram um recado "tão" armado até os dentes
D7 G
Vai chover bala no mundo se "nóis" topar frente a frente
Intr:
G
Adeus, adeus preto velho, Zé Maria e Serafim
Adeus, adeus Paraíba, Mineirinho e "Seu" Joaquim
A7
Se eu não voltar amanhã, pode até rezar pra mim
D7 G A7 D7 G
Mas se tudo der certinho a menina tem que vim
Pai João
Tom: A
A D E A
caminheiro quem passar naquela estrada
D E A
ve uma cruz abandonada como quem vai pro sertão
D E A
ha muitos anos neste chão foi sepultado um preto veio
B7 E A
e herado por nome de pai joão (SOLO)

A D E A D E A
pai joão na fazenda dos coqueiros foi destemido carreiro
E A D E A
querido do seu patrão sua boiada ausilante e rubrioso
B7 E A
no morro mais perigoso arrastava o carretão (SOLO)

A D E A D E A
numa tarde pai joão ñão esperava que a morte lhe rondava
E A D E A
la na curva do areião e de uma queda em baixo do carro caiu
B7 E A
do mundo se dispidiu preto veio pai joão (SOLO)
A D E A D E A
caminheiro aquela cruz no caminho já contei tudo certinho
E A D E A
a historia de pai joão,resta saudade daque tempo que foi
B7 E A
o velho carro de boi no fundo do manqueirão
Rio de Lágrimas
Tom :D
D
O rio de Piracicaba
A7 D
Vai jogar água prá fora
Quando chegar a água
A7 D
Dos olhos de alguém que chora
A7
Lá no bairro onde eu moro
Bm
Só existe uma nascente
A7
A nascente dos meus olhos
D
Já brotou água corrente
G
Pertinho da minha casa
D
Já formou uma lagoa
A7
Com lágrimas dos meus olhos
D
Por causa de uma pessoa
A7
Eu quero apanhar uma rosa
Bm
Minha mão já não alcança
A7
Eu choro desesperado
D
Igualzinho a uma criança
G
Duvido alguém que não chore
D
Pela dor de uma saudade
A7
Eu quero ver quem não chora
D
Quando ama de verdade

Pagode em Brasília
Tom: E

E
Quem tem mulher que namora
B7
quem tem burro impacador

quem tem a roça no mato me chame


E
que jeito eu dou
E7 A
eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora
B7 E
e o burro impacador eu corto ele de espora
B7 E (B7, A , E )
e a mulher namoradeira eu passo o coro e mando embora

E B7
Tem prisioneiro inocente no fundo de uma prisão
E
tem muita sogra increnqueira e tem violeiro embruião
E7 A
pro prisioneiro inocente eu arranjo advogado
B7 E
e a sogra increnqueira eu dou de laço dobrado
B7 E (B7, A , E )
e o violeiro embruião com meus versos estão quebrados

E
Bahia deu Rui Barbosa
B7
Rio Grande deu Jetúlio

Em minas deu Jucelino


E
de São Paulo eu me orgulho
E7 A
baiano não nasce burro e gauchão rei das cochilhas
B7 E
Paulista ninguém contesta é um brasileiro que brilha
B7 E (B7, A , E )
Quero ver cabra de peito pra fazer outra brasília

E B7
No Estado de Goiás meu pagode estou mandando
E
No Bazar do Vardomiro em Brasília o soberano
E7 A
No repique da viola balancei o chão goiano
B7 E
Vou fazer a retirada e despedir dos paulistano
B7 E (B7, A , E )
Adeus que eu já vou me embora que goiás tá me chamando

A Vaca foi pro Brejo


Tom: C
Intro: (F C G7 C) G7 C

C
Mundo velho está perdido
Já não endereita mais
G7
Os filhos de hoje em dia já não obedece os pais
É o começo do fim
Já estou vendo sinais
F G7 C G7 C
Metade da mocidade estão virando marginais
F
É um bando de serpente
G7 C G7 C
Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás...
INTR.
C
Pobre pai e pobre mãe
Morrendo de trabalhar
G7
Deixa o coro no serviço pra fazer filho estudar
Compra carro a prestação
Para o filho passear
F G7 C G7 C
Os filhos vivem rodando fazendo pneu cantar
F
Ouvi um filho dizer
G7 C G7 C
O meu pai tem que gemer, não mandei ninguém casar...
INTR.
C
O filho parece rei
Filha parece rainha
G7
Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha
Manda a mãe calar a boca
Coitada fica quietinha
F G7 C G7 C
O pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha
F
Cantando agora eu falo
G7 C G7 C
Terrero que não tem galo quem canta é frango e franguinha...
INTR.
C
Pra ver a filha formada
Um grande amigo meu
G7
O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
Quando a filha se formou
Foi só desgosto que deu
F G7 C G7 C
Ela disse assim pro pai: "quem vai embora sou eu"
F
Pobre pai banhado em pranto
G7 C G7 C
O seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu...
INTR.
C
Meu mestre é Deus nas alturas
O mundo é meu colégio
G7
Eu sei criticar cantando: Deus me deu o privilégio
Mato a cobra e mostro o pau
Eu mato e não apedrejo
F G7 C G7 C
Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
F
Estamos no fim do respeito
G7 C G7 C G7 C
Mundo velho não tem jeito, a vaca já foi pro brejo...
INTR.
Nosso Romance
Tom: E
(E) B7 E
chora viola apaixonada
B7 A E
que o seu dono tem paixão e também chora REFRÃO BIS
B7 A E
quanta gente por amor está sofrendo
B7 E
iqual a eu suspirando toda hora
A
pra onde foi a mulher que mais eu amo
B7 E
pode estar perto também pode estar distante

meu deus do céu não existe dor maior


B7 E
do que a distância que separa dois amantes
A E7 E
onde andara a paixão da minha vida
B7 E
será que canta ou será que está chorando

se nesta hora ela estiver me ouvindo


B7 E
perdão querida se lhe maltrato cantando (voltar para o refrão)
A
tenho certeza que ela nunca esquece
B7 E
nunca esquece daquelas horas tão belas

o nosso mundo pequenino foi tão lindo


B7 E E7
quatro paredes uma porta e uma janela
A E7 A
fomos felizes num pedacinho de mundo
B7 E
só o silêncio estava de setinela

aquele beixo que durou quinze minutos


B7 E
depois meu braço foi o travisseiro dela (voltar ao refrão)

Chamada a Cobrar
Tom: D
Intro: D, G, D, A, D

D A G A
Hoje o meu telefone tocou bem cedinho ao me despertar
G D A D
Notei que era interurbano pois a ligação chamava a cobrar
D A G A
Assim quando completou essa ligação notei sem demora
G D A D
A voz de um ex amor que há muito tempo tinha ido embora
A G D
Ela me falou chorando ó meu grande amor por Deus me ajude
A G D
Nos braços de um canalha eu perdi a paz e a minha saúde
E A
Meu coração magoado todo o meu passado me fez recordar
A G D
Quando a gente ama a distância encurta e a saudade expande
A D
No primeiro vôo para Campo Grande eu juro que vou te busca

Estrela de Ouro
Tom: E
Intro: E, B7
E B7 E
Meu Deus onde está agora a mulher que amo
E B7
Será que está sozinha ou acompanhada
A E
Só sei que aqui distante eu estou morrendo
B7 E B7
Morrendo de saudade dela num mundo de lágrimas
E B7 E
Meu Deus mande que o vento encontre com ela
E B7
Pra dar minhas tristes notícias com seu açoite
A E
Dizer que por não estar abraçado por ela
B7 E
Eu choro meu pranto escondido no colo da noite
B7 E
Meu Deus eu morro por ela
B7 E
E a ausência dela provoca meu choro
B7 E
Ela é a luz que me ilumina
B7 E
Deusa da minha sina minha estrela de ouro

Nossos Devaneios
Tom: A
Intro: E
A E
Esse amor bonito queimando em meu peito
A
Mostra meu direito de poder te amar
E
Sinto me tomado por seus devaneios
A
De mistérios cheios pra eu desvendar
E
Tua formosura tanto me fascina
A
Que me alucina entre os teus ais
E
Vejo me envolvido nesses teus anseios
A
Atingindo em cheio os meus ideais
E A
Neste universo de sonho e magia que vivemos nós
E
Sinto o teu corpo ouço a tua voz
A
Dizendo baixinho meu amor é teu
E A
E na claridade destes olhos lindos foi que me tornei
E
Teu dono amante santo e teu rei
A
Ninguém neste mundo é mais feliz que eu
Vim dizer Adeus
Tom: E
Intro: E, B7, E, A, E
E B7
Eu vim dizer adeus amor
E
Sei que me dói demais o adeus
B7
Mas levarei por onde for
A
As marcas deste amor
E
Amor que não morreu
B7
Amor que vive em mim
E
Amor que não é meu
A E
Eu não tenho mais o teu calor
B7
Teus longos beijos de amor
E
Pra outro eu perdi
A E
Não , não adianta esperar
B7
Se já tem outro em meu lugar
E
Nada mais me prende aqui

Amargurado
Tom: C
C
Do que é feito daqueles beijos que eu te dei.
G
Daquele amor cheio de ilusão. Que foi a razão do nosso querer.
D#m G
Pra onde foram tantas promessas que me fizeste.
F G C
Não se importando que o nosso amor viesse a morrer.
Talvez com outro estejas vivendo bem mais feliz.
C7 F
Dizendo ainda que nunca houve amor entre nós.
G C
Pois tu sonhavas com a riqueza que eu nunca tive.
G C
E se ao meu lado muito sofreste. O meu desejo é que vivas melhor.
G F G C
Vai com Deus. Sejas feliz com o seu amado.
G F G C
Tens aqui um peito magoado. Que muito sofre por te amar.
F G C
Eu só desejo que a boa sorte siga teus passos.
G F G C
Mas se tiveres algum fracasso. Creias que ainda lhe posso ajudar.

Cabocla
Tom: Am

(Ponteio:)

Am Dm Am
19 19 19 110 110 110 110 17 17 110 110 19
E7 Am
15 15 15 17 17 17 17 14 14 14 14 15
Dm Bb Am
15 15 15 17 17 17 17 13 13 17 110 19
Cº E7 Am E7 Am
19 19 19 18 14 15 17 15 14 12 11 12

A7 Dm
Cabocla como é triste meu viver
E7 Am
Sem esquecer um só momento teu amor
Dm/F E/G# Am
Tu me dei- xaste no sertão abandonado
50 63 62 61


Este caboclo magoado
E7 Am E7 Am
padecendo grande dor.

A A7 D
Sua casinha lá no arto da montanha
E7 A
Agora é tão estranha tem mesmo a cor da saudade
A7 D E7 A
Que cruer- dade da cabocla minha amada
D E7 A
Esqueceu sua morada e a minha felicidade!
A7 D E7 A
Que cruer- dade da cabocla minha amada
A7 D E7 A E7 Am
Esqueceu sua morada e a minha felicidade!

(Ponteio)

A7 Dm
Pedi a um santo prá minha felicidade
E7 Am
Eu quero por caridade o amor dessa muié
Dm/F E/G# Am
Quem tan-to quer, quem te ama e quem te adora
50 63 62 61

Cº E7 Am E7 Am
Tão triste chora neste rancho de sapé!

A A7 D
Me desprezaste por um outro da cidade
E7 A
A maior infelicidade é desprezar quem quer bem
A7 D E7 A
A sorte foge, o dinheiro se escasseia
D E7 A
Torna vim morá na ardeia fica igual a eu também!
A7 D E7 A
A sorte foge, o dinheiro se escasseia
A7 D
Torna vim morá na ardeia
E7 A E7 Am
fica igual a eu também!

Cabocla Teresa
Tom: A

Declamado:

Lá no alto da montanha, / numa casinha estranha /


Toda feita de sapê, / parei uma noite o cavalo, /
Por causa de dois estalos / que ouvi lá dentro bater.

Apeei com muito jeito, / ouvi um gemido perfeito, /


Uma voz cheia de dor: / "Você Teresa descansa, /
Jurei de fazer vingança / por causa do meu amor".

Pela réstea da janela, / por uma luzinha amarela /


De um lampião quase apagando / vi uma cabocla no chão, /
E um cabra tinha na mão / uma arma alumiando.

Virei meu cavalo a galope, /risquei de espora e chicote /


Sangrei a anca do tal, / desci a montanha abaixo /
Galopeando o meu macho, / e o seu doutor fui chamar.

Voltamos lá pra montanha, / e naquela casinha estranha /


Eu e mais seu doutor, / nos vimos um cabra assustado /
Que chamando nos dois pro lado, a sua história contou:

A7M D7M A7M D7M A7M F#7 Bm Bm7M


Há tempo eu fiz um ranchinho, pra minha cabocla morar
E D7M E/G# D7M E7 A7M E7
Pois era ali nosso ninho, bem longe deste lugar
A7M D7M A7M D7M A7M F#7 Bm Bm7M
No alto lá da montanha, perto da luz do luar
E D7M E/G# D7M E7 A7M Bbº Bm E A E7
Vivi um ano feliz, sem nunca isso esperar.

A7M D7M A7M D7M A7M F#7 Bm Bm7M


E muito tempo passou, pensando em ser tão feliz
E D7M E/G# D7M E7 A7M E7
Mas a Teresa doutor, felici- dade não quis
A7M D7M A7M D7M A7M F#7 Bm Bm7M
Pus meu sonho neste olhar, paguei caro o meu amor
E D7M E/G# D7M E7 A7M Bbº Bm E A E7
Por causa de outro caboclo, meu rancho ela abandonou.
A7M D7M A7M D7M A7M F#7 Bm Bm7M
Senti meu sangue ferver, jurei a Teresa matar
E D7M E/G# D7M E7 A7M E7
O meu alazão arreei, e ela eu fui procurar
A7M D7M A7M D7M A7M F#7 Bm Bm7M
Agora eu já me vinguei, é esse o fim de um amor
E D7M E/G# D7M E7 A7M Bbº Bm E A E7 A
Essa cabocla eu matei, é a minha história doutor.
Velho pai
Tom: A

A E7 A
O meu pai já tá velhinho não pode mais trabalhar
E7 A
Brincando com seus netinhos passa o tempo a recordar
E7 A
Quando pega na viola pra tristeza disfarçar
E7 A
Canta modas do passado e depois pega a chorar.

E7 A
Ele conta sua vida de quando era solteiro
E7 A
Das proezas que fazia no tempo de boiadeiro
E7 A
Sempre foi arrespeitado por esse Brasil inteiro
E7 A
E cumpriu sempre com a lei, e com o dever de um brasileiro

E7 A
Quando encontrar um velhinho, respeite a sua idade
E7 A
É uma sombra do passado é o espelho da saudade
E7 A
Respeite como seu pai com carinho a amizade
E7 A
Ela só dá bom conselho para o bem da mocidade

E7 A
Todo velho já foi moço, todo o moço foi criança
E7 A
A velhice é o fim da vida onde morre a esperança
E7 A
Mas quem sempre faz o bem a glória no céu alcança
E7 A
Seu nome fica na história e o passado por lembrança
Velhas cartas
Tom: C

C G7 C
Antigas cartas guardadas que o tempo amarelou
G7 C
É lembrança do passado que no meu peito ficou
C7 F G7 C
Cada frase é uma saudade do tempo do nosso amor
C G7 C
Hoje é um risco de tinta relendo o meu pensamento
G7 C
Cada letra é um suspiro que ficou no esquecimento
C7 F G7 C
Resto de amor é saudade no livro do sofrimento
C G7 C
O derradeiro canário fechou o zoio e morreu
G7 C C7
Até a florzinha da carta o seu perfume perdeu
F G7 C
Só ficou a falsidade na jura que ocê escreveu

Brasil Caboclo
Tom: A
Intro: A E A E A
Vocal:
"Amanhecer na minha roça, vem surgindo o clarão
Caboclo deixa a palhoça pra fazer a plantação
O carro de boi gemendo no arco do chapadão
Os passarinho cantando fazendo um barulhão
Esse é o Brasil caboclo, esse é meu sertão"
E A E
Casinha de palha lá no ribeirão
A
Uma linda cabocla e um cavalo bão
E A A7 D
Som de uma viola alegra a solidão
Refrão
D A E
Esse é o Brasil Caboclo
E A
Esse é o meu sertão
Introdução
E A E
Sino da cascata, caia no brotão
A
A lua de prata, ouvindo a canção
E A A7 D
Depois da serenata, o gemer do violão
Refrão + Introdução
E A E
Sino da capela, dobra em oração
A
Cigarra cantando tarde de verão
E A A7 D
Cabocla sambando, noite de São João
Refrão + Introdução
Menino da porteira (tom original)
Tom: D
Intro:
A D A D
E------------2-2-2-3-5-3-2------
B--5-5-5-3-----------------5-3--
G-------------------------------
D-------------------------------
A-------------------------------
E-------------------------------
D
Toda vez que eu viajava
A
Pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava
D
A figura de um menino

Que corria abrir a porteira


A
Depois vinha me pedindo
Toque o berrante seu moço
G A D
Que é pra eu ficar ouvindo
G
Quando a boiada passava
A
E a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda
D
Ele saia pulando
Obrigado boiadeiro
A
Que Deus vá lhe acompanhando
Por este sertão afora
G A7 D A7 D A7 D A7 D A7 D
Meu berrante ia tocando
D
Nos caminhos desta vida
A
Muito espinho eu encontrei
Mas nenhum caso mais triste
D
Do que este eu passei

Na minha viagem de volta


A
Qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada
G A7 D
O menino não avistei
G
Apeei do meu cavalo
A
Num ranchinho à beira chão
Vi uma mulher chorando
D
Quis saber qual a razão
Boiadeiro veio tarde
A
Veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho
G A D A7 D A7 D A7 D A7 D
Foi um boi sem coração
D
Lá pra banda de Ouro Fino
A
Levando gado selvagem
Quando passo na porteira
D
Até vejo a sua imagem

O seu rangido tão triste


A
Mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro
G A D
desejando-me boa viagem
G
A cruzinha do estradão
A
Do meu pensamento não sai
Eu já fiz um juramento
D
Que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure
A
Que eu precise ir atrás
Nesse pedaço de chão
G A D A7 D A7 D A7 D A7 D
Berrante eu não toco mais

Maringá
Tom: A
A Dm
Foi numa leva que a cabocla Maringá
G7 C
Ficou sendo a retirante que mais dava o que falar
E7 Am
E junto dela veio alguém que suplicou
F Dm E7 A
Pra que nunca se esquecesse de um caboclo que ficou

E7 A
Maringá, Maringá
A7+ Bb0
Depois que tu partiste tudo aqui ficou tão triste
Bm
Que eu “garrei” a imaginar
E7
Maringá, Maringá

Para haver felicidade é preciso que a saudade


A
Vá bater noutro lugar
G7 Gb7
Maringá, Maringá
Bm B7 E7
Volta aqui pro meu sertão pra de novo o coração
A
De um caboclo a sossegar

Dm
Antigamente uma alegria sem igual
G7 C
Dominava aquela gente na cidade de Pombal
E7 Am
Mas veio a seca, tudo a chuva foi-se embora
F Dm
Só restando então as águas
E7 A
Dos meus “‘óio” quando chora
E7 A
Maringá, Maringá
Adeus Mariana
Tom: D
D
Nasci lá na cidade, me casei na serra
A7
Com minha Mariana, moça lá de fora
G A7
Um dia estranhei o carinho dela
G D A7 D A7
Disse adeus Mariana, que eu já vou embora

D
É gaúcha de verdade, de Quatro Costados
A7
Só usa chapéu grande de bombacha e espora
G A7
E eu que estava vendo o caso complicado
G D A7 D A7
Disse adeus Mariana que eu já vou embora

D
Nem bem rompeu o dia me tirou da cama
A7
Selou o meu tordilho e saiu campo afora
G A7
E eu fiquei danado e saí dizendo
G D A7 D A7
Adeus Mariana que eu já vou embora
D
Ele não disse nada, mas ficou cismada
A7
Se era dessa vez que eu daria o fora
G A7
Segurou açoiteira e veio contra mim
G D A7 D A7
Eu disse larga Mariana que eu não vou me embora
D
E ela de zangada foi quebrando tudo
A7
Pegou a minha roupa jogou porta afora
G A7
Agarrei fiz uma trouxa e saí dizendo
G D A7 D
Adeus Mariana, que já vou embora
Baile na roça
Tom:G
Intro: G D7 G
G D7 G
Baile na Roça meu bem, se dança assim: pego na cintura dela e ela garra“cá” em
mim (BIS)
D7 G
E o sanfoneiro toca toca alegria,
D7 G
Vamo vamo minha gente, até clarear o dia
Refrão
Introdução
Refrão
D7 G
Dança dança com a morena, dança dança com a loirinha
D7 G
Começa o baile na tuia, e termina na cozinha.
Refrão
Introdução
Refrão
D7 G
Viva o baile na roça, viva a noite de S. João
D7 G
Vê o povo brasileiro conservando a tradição.
Moda da mula Preta
Tom: A
A E7
Eu tenho uma mula preta tem sete palmos de altura
A E A
A mula é descanelada, tem uma linda figura
E7
Tira fogo na calçada no rampão da ferradura
A E A
Com morena delicada, na garupa faz figura
D E7 A E7 A
A mula fica enjoada, pisa só de andadura
E7
Ensino na criação vejo quanto ela regula
A E A
O defeito do mulão se eu contar ninguém calcula
E7
Moça feia e marmanjão na garupa a mula pula
A
Chega a fazer cerração todo pulo desta mula
D E7 A E A
Cara muda de feição, sendo preto fica fula
E7
Eu fui passear na cidade só numa volta que dei
A E A
A mula deixou saudade no lugar onde passei
E7
Pro mulão de qualidade, quatro milhões injeitei
A E A
Pra dizer a verdade, nem satisfação eu dei
D E7 A E A
Fui dizendo boa tarde pra minha casa voltei
E7
Soltei a mula no pasto veja o que me aconteceu
A E A
Uma cobra venenosa a minha mula mordeu
E7
Com o veneno desta cobra a mula nem se mexeu
A E A
Só durou umas quatro horas depois a mula morreu
D E7 A E A
Acabou-se a mula preta que tanto gosto me deu
Moreninha Linda
Tom: G
G D7
Meu coração tá pisado
G
Com a flor que murcha e cai
C D7
Pisado pelo desprezo
G
De um amor quando desfaz
C D7
Deixando triste a lembrança
G
Adeus para nunca mais
D7 G
Moreninha linda do meu bem querer
D7 G D7 G D7 G
É triste a saudade longe de você
D7 G
O amor nasce sozinho não é preciso plantar
C D7 G
A paixão nasce no peito, farsidade no olhar
C D7 G
Você nasceu para outro, eu nasci pra te amar
D7 G
Moreninha linda do meu bem querer
D7 G D7 G D7 G
É triste a saudade longe de você
D7
Eu tenho meu canarinho
G
que canta, quando me vê
C D7 G
Eu canto por ter tristeza, canário por padecer
C D7 G
Da saudade da floresta, e eu saudade de você
Cortando Estradão
Tom:D
D A D
Montado a cavalo, cortando estradão
A D
Assim é a vida, que leva o peão
G
Não tenho morada, não tenho rincão
A D
Eu não tenho dona do meu coração
D A D
Montar touro bravo, é a minha paixão
A D
Não encontro macho que jogue eu no chão
G
Pra jogar o laço também sou dos bom
A D
Em qualquer rodeio eu sou campeão
REFRÃO
G D
Ah, como é bom viver
A D
Sozinho no mundo sem nada a pensar
G D
%Se o sol vem saindo eu já vou partindo
A D
E quando anoitece estou noutro lugar%
D A D1
Se olho no bolso, me falta dinheiro
A D
Amanso três touros por trinta cruzeiros
G
Se pego transporte de uma boiada
A D
Já sou convidado pra ser boiadeiro
D A D
Por toda a cidade por onde eu passei
A D
Uma moreninha eu sempre deixei
G
Mas sou camarada pois sempre avisei
A D
Não goste de mim porque eu jamais gostei
REFRÃO
Cana Verde
Tom: A
A E7 A E7 A
Abra a porta ou a janela / E vem ver quem é que eu sou
E7 A E7 A
Sou aquele desprezado / Que você me desprezou
E7 A E7 A
Eu já fiz um juramento / De nunca mais ter amor
E7 A E7 A
Pra viver penar chorando / Por todo lugar que eu for
E7 A E7 A
Quem canta seu mal espanta / Chorando será pior
E7 A E7 A
Por um amor que vai e volta / A volta é sempre melhor
E7 A E7 A
Chora viola e sanfona / Chora triste o violão
E7 A E7 A
Tudo que é madeira chora / Que dirá meu coração

Chico Mineiro
Tom: G
Cada vez que me "alembro" do amigo Chico Mineiro, das viagens que eu fazia
era ele meu companheiro. Sinto uma tristeza, uma vontade de chorar, se
"alembrando"
daqueles tempos que não há mais de voltar. Apesar de ser patrão, eu tinha no
coração o
amigo Chico Mineiro, caboclo bom e decidido, na viola delorido e era peão dos
boiadeiros. Hoje porém com tristeza recordando das proezas das viagens e
motins,
viajamos mais de dez anos, vendendo boiada e comprando, por esse rincão sem-
fim.
Mas porém, chegou o dia que o Chico apartou-se de mim.

G D7
Fizemos a última viagem
G
Foi lá pro sertão de Goiás.
D7
Foi eu e o Chico Mineiro
G
também foi um capataz.
C
Viajemo muitos dia
D7 G
pra chegar em Ouro Fino
E7 Am
aonde nós passemo a noite
D7 G
numa festa do Divino.
G D7
A festa estava tão boa
G
mas antes não tivesse ido
D7
o Chico foi baleado
G
por um homem desconhecido.
C
Larguei de comprar boiada.
D7 G
Mataram meu companheiro.
E7 Am
Acabou-se o som da viola,
D7 G
acabou-se o Chico Mineiro.
G D7
Depois daquela tragédia
G
fiquei mais aborrecido.
D7
Não sabia da nossa amizade
G
porque nós dois era unido.
C
Quando vi seus documento
D7 G
me cortou o coração
E7 Am
de sabê que o Chico Mineiro
D7 G
era meu legítimo irmão.

Rio de Lágrimas
Tom: D
D
O rio de Piracicaba
A7 D
Vai jogar água prá fora
Quando chegar a água
A7 D
Dos olhos de alguém que chora
A7
Lá no bairro onde eu moro
Bm
Só existe uma nascente
A7
A nascente dos meus olhos
D
Já brotou água corrente
G
Pertinho da minha casa
D
Já formou uma lagoa
A7
Com lágrimas dos meus olhos
D
Por causa de uma pessoa
A7
Eu quero apanhar uma rosa
Bm
Minha mão já não alcança
A7
Eu choro desesperado
D
Igualzinho a uma criança
G
Duvido alguém que não chore
D
Pela dor de uma saudade
A7
Eu quero ver quem não chora
D
Quando ama de verdade

Amor Distante
Tom: Gb
Ab Eb7
Se eu fosse um passarinho queria voar no espaço
Ab
E pousar de vagarinho na voltinha dos seus braços
Eb7
Para gozar de seus carinhos e aliviar a dor que passo
Ab
Queria te dar um beijinho e depois um forte abraço
Ab Eb7
Voce partiu e me deixou na mais negra ansiedade
Ab
Sofrendo tanta amargura e chorando de saudade
Eb7
Meu coração não resiste, pra dizer mesmo a verdade
Ab
Para mim já não existe a tal de felicidade
Ab Eb7
Depois que você partiu, minha vida é sofrer
Ab
Me escreva sem demora que estou louco pra saber
Eb7
O lugar que você mora, também quero lhe escrever
Ab
Marcando pra qualquer hora um encontro com você
Ab Eb7
É um ditado muito certo, quem ama nunca esquece
Ab
Quem tem seu amor distante, chora, suspira e padece
Eb7
Coração bate bastante, saudade no peito cresce
Ab
Se você tem um outro amor, seja franca e me esclarece

Arapuca
Tom: E
E B7
Armei uma arapuca na beira da estrada
A B7 E
Pra pegar moça bonita e também mulher casada.

B7
Quem é, quem é
A B7 E
Que vive neste mundo, sem dinheiro e sem mulher?

E B7
A primeira vez que a arapuca desarmou
A B7 E
Eu fui pra lá correndo pra ver o que ela pegou.

B7
Pegou, pegou...
A B7 E
Uma mulher bonita que meu coração gamou.
E B7
A segunda vez que a arapuca desarmou
A B7 E
Eu fui pra lá correndo pra ver o que ela pegou.

B7
Pegou, pegou...
A B7 E
Um baita de um negrão que meu coração gelou.
A Nossa Casa
Tom: A
Intro: A E7 A E7 A E7 A E7

A D E7 A
Veja a nossa casa tão iluminada meu Deus quanta dor toma conta de mim
D E7 A
Acesa ela fica até de madrugada até que a noite começa ter fim
D A E7 A
E corre a orgia, a casa é pra isso é o compromisso de seus moradores
D A
Olhando as pessoas que dor vou sentindo
E7 D E7 A
Algumas entrando e outras saindo o objetivo e curtir seus amores

B7 E B7 E
Lembrando eu tenho chorado porque no passado já foi nosso lar
D A E7 A
Não suportando o que você fazia resolvi um dia e saí de lá
B7 E B7 E
A casa foi mudada então que humilhação acabei de ter
D A E7 A
E a dor maior que agora me arrasa ainda na casa reside você

A D E7 A
Olhando de longe seu corpo enfeitado ainda é bonito como eu conheci
D E7 A
Mas eu mudei tanto estou arrasado porque na verdade jamais te lhe esqueci
D A E7 A
O destino deu-me tristeza demais pelo que você faz e o que você fez
D A
Pois a outros homens você dá carinho
E7 D E7 A
Enquanto eu passo as noites sozinho nem ao menos posso também ser freguês
A Estátua
Tom: E
Intro: A E7 A E7 A
E7
Ninguém cruza meu caminho, ninguém não pode me dar a mão
A
Ninguém vive no meu mundo, por que meu mundo é de solidão
E7
Ninguém pisa onde eu piso porque não deixo rastro no chão
D A E7 A
Não tenho destino certo, não tenho mágoa em meu coração.

E7 A E7 A
Eu sou o homem de pedra que o poeta já descreveu
E7 A E7 A
Sou o silencio que fala de um coração que tanto sofreu
E7 A E7 A
Eu sou filho do passado e do presente a recordação
D A E7 A
Eu sou a estatua de pedra imagem fria da solidão

E7
Eu sou o dono da noite conheço o frio da madrugada
A
Sou boêmio sem saudade, não tenho amor, não tenho nada
E7
Sou sentinela da lua que ilumina o céu azul
D A E7 A
Eu sou o homem de pedra cantado em versos de norte a sul.

Bendito Amor
Tom: C
Intro: C C7 F G7 C

C F G7 C
Por que brigamos se nos amamos profundamente ,
G7
Por que tornamos tão infelizes nossos corações
C
Se nossos corpos se aproximaram perdidamente
F G7 C
Nos ofendemos, depois sofremos inutilmente.

C7 F
Nosso castigo é o ciúme e nada mais, nossa constante desunião
C G7 C7
Que terminou em separação é a maldita incompreensão dos casais...
F
Quando chegou a vez da verdade
C G7 C
Mostrar a pura realidade infelizmente era tarde demais.

E7 Am F G7
Por que tudo entre nós já estava morto
C G7 C C7
O verde da nossa esperança perdeu a cor
F
Aquela casa onde moramos
C
Os lindos sonhos que nós dois sonhamos
G7 C7
Tornou-se apenas realidade de dor....
F
Por que o nosso ciúme maldito
C
Foi destruir um sonho tão bonito
G7 C
Quando matou nosso bendito amor.

Alto Astral
Tom: C
Intro: F C D7 G7 C

C G7 C
Meu Deus eu lhe agradeço pelo presente
G7
Presente que só o senhor poderia me dar
F C
Eu falo de uma criatura meiga e divina
D7 G7
De astral bem alto e tão feminina por quem eu acabo de me apaixonar
F C
Eu que em todo o meu passado vivia a sofrer
D7 F G7 C
Emocionado venho agradecer a maravilhosa graça de amar.

G7 C
Obrigado meu Deus, agradeço sorrindo
G7 F C
Por esse amor divino que o senhor me mandou
G7 C
Agora não sofro mais sozinho
D7 G7 C C7 Introdução
Brilhou em meu caminho o alto astral do amor.

C G7 C
Na minha infinita tristeza eu vagava sozinho
G7
Jamais esperava a beleza de uma paixão
F C
Porem minha Deusa encantada cruzou meu caminho
D7 G7
Cobriu-me de afeto, amor e carinho tirou-me do mundo da desilusão;
F C
Agora sou menos um triste nesta vida louca
D7 F G7 C
Tenho quem me abraça e me beija a boca deixando em festa o meu coração.
Parede e meia
Tom: C
Intro: CGF
C G F G C
Esta vida meu bem não é vida , você ama e não é amada
G F G C
Seu amor passa as noites com outra e só chega quando é madrugada
G F G C
Você fica sozinha em seu leito, a chorar esperando o seu bem
C7 F G C
Sem saber que no quarto vizinho, eu padeço por você também
Refrão
G F G C G
Eu vejo a luz que em seu clareia, nós moramos de parede e meia
F G C
Sei o quanto que você padece
G F G C D G
Sinto o desejo de beijar seu rosto, abraçar o seu lindo corpo
F G C
Que espera por quem não merece
C G F G C
Você chora e fala baixinho, reclamando o martírio absurdo
G F G C
Sem saber que eu estou acordado em meu quarto escutando tudo
G F G C
E quando ele bate na porta você corre a abrir no espelho
C7 F G C
Com carinho e afeto recebe quem esta enjoado de beijos
Refrão
Não quero piedade
Tom: C
Intro: C G7%% C C7 F G7 C
C G7 C
Por favor não venha com mentiras pelo amor de Deus
G7
As mentiras e falsas promessas nos fazem chorar
C
Se você não me quer eu aceito a realidade
F G7 C
Prefiro ouvir uma triste verdade do que mil mentiras para me agradar
C G7 C
Você nunca fez um sacrificio pelo nosso amor
G7
Não reclamo mas me deixa triste seu modo de agir
C
Só espero que os seus carinhos não sejam forçados
F G7 C 53 52 50
Se for necessário eu morro apaixonado mas o nosso caso para por aqui
G7 C
Não... não quero piedade
G7
Amor pela metade
C 53 52 50
É pouco pra nós dois
G7 C
Não... não repare meu jeito
F G7
Desculpe querida mas eu não aceito
C
Ser feliz agora e sofrer depois
(Introdução)
C G7 C
Você nunca fez um sacrificio pelo nosso amor ( segue até o fim do refrão )
As Andorinhas
Tom: E
Intro: E B7 E B7
E B7
As andorinhas voltaram
E
E eu também voltei
B7
Pousar no velho ninho
E
Que um dia aqui deixei
B7
Nós somos andorinhas
E
Que vão e que vem a procura de amor
B7
As vezes volta cansada, ferida machucada
A
Mas volta pra casa
B7 E
Batendo suas asas com grande dor
B7
Igual as andorinhas, eu parti sonhando
E
Mas foi tudo em vão
B7
Voltei sem felicidade porque na verdade
A B7
Uma andorinha voando sozinha
E
Não faz verão
O Carro e a Faculdade
Tom: A

A E
Eu tenho em meu escritório, em cima da minha mesa
E7 A
A miniatura de um carro, que a todos causam surpresa
E A
Muitos já me perguntaram, o motivo porque foi
E E7 A
Que eu sendo um doutor formado, gosto de um carro de boi
E A
Respondi foi com o carro, nas estradas a rodar
E A
Que meu pai ganhou dinheiro, pra mim poder estudar
| E E7 A
Enquanto ele carreava, passando dificuldade
E A
As lições eu decorava, lá nos bancos da faculdade

Falado
"Aohhh, meus amigos, essa é a história de um filho que reconheceu o trabalho de
seu pai"
A E
Entre nossas duas vidas, existe comparação
E7 A
Hoje eu seguro a caneta, como se fosse um ferrão
E A
Nos riscos de minha escrita, sobre a folha rabiscada
E E7 A
Eu vejo os rastros que os bois, deixavam pelas estradas
E A
Feichando os olhos parece, que vejo estrada sem fim
E A
E um velho carro de boi, cantando dentro de mim
E A
Em meus ouvidos ficaram, os gemidos de um cocão
E E7 A
E o grito de um carreiro, ecoando no grotão
E A
Se tenho as mãos macias, eu devo tudo a meu pai
E A
Que teve as mãos calejadas, no tempo que longe vai
E A
Cada viagem que fazia, naquelas manhãs de inverno
E E7 A
Era um pingo do meu pranto, nas folhas do meu caderno
E E7 A
Meu pai deixou essa terra, mais cumpriu sua missão
E E7 A
Carreando ele colocou, um diploma em minhas mãos
E E7 A
Por isso guardo esse carro, com carinho e muito amor
E E7 A (E) (A)
É lembrança do carreiro, que de mim fez um doutor

Telefone Mudo
Tom: A
D A
Eu quero que risque o meu nome da sua agenda
E D A A7
Esqueça o meu telefone não me ligue mais
D A
Porque já estou cansado de ser o remédio
E D A
Pra curar o seu tédio, quando seus amores não lhe satisfazem
E D A
Cansei de ser o seu palhaço, fazer o que sempre quis
E D A
Cansei de curar fossa, quando você não se sentia feliz
E D A
Por isso é que decidi, o meu telefone cortar
E (D) (E) A
Você vai discar varias vezes, telefone mudo não pode chamar
BIS
Pra finalizar
D E A (E) (A)
Ela é Demais
Tom: C
C G7
Ela é demais, é o tipo de mulher que eu desejava
F
É uma deusa que surgiu na minha estrada
C G7
Compensando o sofrimento do passado
C G7
Ela é demais, sabe tudo em matéria de agradar
F
Anjo bom que veio para me tirar
C C7
Dos meus traumas de amores fracassados
| F C
|Ela é demais, se tiver que lhe deixar já não consigo
| G7
|No passado ouvi falar tanto de paz
| C C7
|Mas conheci agora que ela está comigo
F (F) (G) C
|Ela é demais, é uma adulta com uma alma de criança
| G7
|No amor seu gosto é de quero mais
| (F) (G) C G7
|E como amiga é uma fonte de esperança
C G7
Ela é demais, é uma estrela que ilumina a minha vida
F
Despertou minha ilusão adormecida
C G7
Reviveu as emoções que estavam mortas
C G7
Ela é demais, me transmite paz, amor e energia
F
Nas estradas desta vida ela é meu guia
C C7
Nos amamos e o resto não importa
REFRÃO
Me mata de uma Vez
Tom: C
C
Me mata de uma vez, que eu prefiro assim
G7
Mas não me mate aos poucos, judiando de mim
F C
Me mata de uma vez eu até lhe agradeço
(Am) (Dm) G7
Porém não me torture por favor eu não mereço
C
Me mata de uma vez, rasgue-me o meu peito
G7
Me arranque o coração, faça o que achar direito
F C
Eu morrerei feliz para de novo não ver
G7 C
No lugar quera meu outro homem com você
G7 C
Me mata de uma vez meu amor nesse instante
G7 C
Eu te amo e não suporto te ver com outro amante
G7 C
Me mata de uma vez, não sentirei tanta dor
C7 F G C G7 (C)
O que mais doi nesse mundo, é a tortura de amor
Luz da minha Vida
Tom: C
C G7 C
Luz da minha vida mulher adorada dona dos meus beijos
C7 F
Volte aos meus braços suplico chorando em nome do amor
G C
Serei seu amigo, amante ou escravo tudo o que você quiser
G7 (F) (G) C
O que eu não posso é continuar neste mundo de dor
| G7 C
|Sem você comigo a vida é castigo tudo é solidão
| C7 F
|A noite em meu leito paixão e despeito me impedem dormir
| G7 C
|Por isso eu peço seu breve regresso tenha compaixão
| G7 (F) (G) C
|Ou serei o homem mais triste da terra sem você aqui
| G7 F C
|Minha pobre vida, já não tem sentido
| G7 F C
|Sou barco perdido num mar de tristeza sem os beijos seus
| G7 F C
|Traga-me seu corpo, para os meus braços
| G7 F C G7 C
|Mate meu cansaço ilumine meus passos pelo amor de Deus
BIS
Inferno da Vida
Tom: A
Intro: A E (D) (E) A
A E
Já faz muito tempo que deixei meu lar, deixei minha esposa com filho nos braços
(D) (E) A
E enfeitiçado por outra mulher,abandonei tudo pra seguir seus passos
A7 D
Nunca mais voltei nem mandei notícias, vivendo meu mundo de louca ilusão
A E E7
Sem pensar que um dia cedo ou mais tarde, o meu coração cruel e covarde
(D) (E) A
Pagasse tão caro minha ingratidão
Introdução
Falado:
" Ooooo, meus amigos. O homem que tem um lar sagrado, deve honrar e dar
valor."
A E
Hoje que a outra me deixou por outro, já não tenho mais coragem de voltar
(D) (E) A
Neste submundo onde estou caido, eu não tenho forças para levantar
A7 D
Eu que era tudo em meu santo lar, quando esta mulher da alma perdida
A E E7
Me enfeitiçou com o seu sorriso, transformou em cinzas o meu paraiso
(D) (E) A
Jogando minh´alma no inferno da vida
Introdução
A E
De homem honrado e pai exemplar, vejam o estado que me encontro agora
(D) (E) A
Sou um peregrino sem nenhum valor, e todos me empurram da porta pra fora
A7 D
Eu não sei o rumo para aonde vou, estou caminhando sem destino algum
A E E7
Não sei se estou indo ou estou voltando, se estou saindo ou estou chegando
(D) (E) A
Pois ninguém me espera em lugar nenhum

Fuscão Preto
Tom: C
C G7
Me disseram que ela foi vista com outro
C
Num fuscão preto pela cidade a rodar
G7
Bem vestida igual a dama da noite
F C
Cheirando álcool e fumando sem parar
G7
Meu Deus do ceu diga que isto é mentira
C
Se for verdade me esclareça por favor
G7
Daí a pouco eu mesmo vi o fuscão
F G7 C
E os dois juntos se desmanchando de amor
G7 F
Fuscão preto, você é feito de aço
C
Fez o meu peito em pedaços
G7
Também aprendeu a matar
F
Fuscão preto, com o seu ronco maldito
C F
Meu castelo tão bonito
G7 C
Você fez desmoronar
BIS
A moça do Carro de Boi
Tom: A
A E7
Velho carreiro ao parar de carrear, pra sua filha o comando ele entregou
A (E7)
E aqueles bois se acostumaram com a moça, de tal maneira que jamais ele
encalhou
A A7 D
Podia estar no lamaçal mais perigoso, bastava ela dar apenas um sinal
E7 A (E7) (D) (A)
Pra se ouvir gemer trotão dentro do barro e os bois tirando o carro do terrivel
pantanal
| D E7 A D E7 A
| Somente a moça a boiada obedecia, sem o seu grito o velho carro não saia
| D E7 A D E7 A
| Somente a moça a boiada obedecia, sem o seu grito o velho carro não saia
A E7
Um dia a moça adoeceu e aqueles bois, outro carreiro não queriam respeitar
A (E7)
Era preciso que ela viesse a janela, e desse órdens pra boiada caminhar
A7 D
Até que um dia sem ouvir a voz da moça, puxaram o carro passos lentos pela
estrada
A (E7) (D) (A)
Porque levavam o seu corpo no caixão, quão uma flor de estimação pra sua última
morada
| D E7 A D E7 A
| Esse mistério ninguém sabe se não foi, a voz da moça do além tocando os bois
| D E7 A D E7 A
| Esse mistério ninguém sabe se não foi, a voz da moça do além tocando os bois
A E7
Daquele dia tudo se modificou, tanta tristeza tomou conta do lugar
A (E7)
O velho carro que era dela silenciou, e a boiada nunca mais quis carrear
A7 D
De sentimento por perder a companheira, foram morrendo um a um pelos currais
E7 A (E7) (D) (A)
Quem somos nós pra entender tamanha dor, como cabe tanto amor nos corações
dos animais
| D E7 A D E7 A
| Esse mistério ninguém sabe se não foi, a voz da moça do além tocando os bois
| D E7 A D E7 A
| Esse mistério ninguém sabe se não foi, a voz da moça do além tocando os bois
Avião das Nove
Tom: C
C G C
Já comprei passagem para ir embora, só me resta agora apertar-te a mão
G C
Se já me trocaste por um outro alguém, já não me convém ficar aqui mais não
G C
Levo comigo deste amor desfeito, solidão, despeito e cruel desgosto
C7 F G7 C
No avião das nove partirei chorando, por deixar quem amo nos braços de outro
| G F
| Ao chorar lhe darei meu adeus porém juro por Deus que não quero piedade
| G7 C G7 C
| Se o pranto de quem mais te quis te faz muito feliz faça tudo avontade
| G7 C C7 F
| E ao ver o avião subir, no espaço sumir, não vai chorar também
| (F) (G7) C G7 C
| Deixe que eu choro sozinho a dor dos espinhos que a vida tem
BIS
Blusa Vermelha
Tom: A
A E7 A
Quando olho na parede e vejo seu retrato
E7
As lagrimas banham meu rosto num pranto sem fim
Sento na cama e fico sozinho no quarto
D E7 A
Vem a saudade maldita e se apossa de mim
|A E7 A
| Levanto vou ao guarda roupa e abro as portas
| A7 D
| Vejo a blusa vermelha que você deixou
| A
| Ai então o desespero rouba minha calma
| E7
| Eu saio pra rua e até minha alma
| D E7 A
| Chora em silêncio ao sentir minha dor
| E7 A
| Deus o senhor poderoso eu lhe faço um pedido
| E7 A A7
| Mande um aviso pra esse coração que sofre
| D A
| Se ela um dia regressar eu lhe agradeço
| E7
| Porem padecer como eu padeço
| (D) (E7) A
| Prefiro mil vezes que me mande a morte
BIS

Poesia não se vende


Tom: Eb
Eb Bb
Poesia não se vende então vale dinheiro
Eb
Não sei se cantar é sina e nem de que sou herdeiro
Eb7 Ab
Mais meu destino é cantar fazer poesia simplória
Eb Bb Eb
Semelhante aos passarinhos só cantar é minha glória

Eb7 Ab Eb
Não sei quem foi o poeta que com um nó na garganta
Bb Eb
Disse um dia apaixonado quem canta seu mal espanta
Eb7 Ab Eb
Vivo distante da fama nem preciso muito dela
Bb Eb
Simples como a flor do campo eu levo essa vida tão bela
Eb Bb
Cantando coisas tão simples tento fazer minha história
Eb
Sentimentos e paixões povoam minha memória
Eb7 Ab
Mais nenhum deles conseguem me roubar a alegria
Eb Bb Eb
Se alguma mágoa me amola eu transformo em cantoria

Eb7 Ab Eb
Não sei quem foi o poeta que com um nó na garganta
Bb Eb
Disse um dia apaixonado quem canta seu mal espanta
Eb7 Ab Eb
Vivo distante da fama nem preciso muito dela
Bb Eb
Simples como a flor do campo eu levo essa vida tão bela

Meu Céu
Tom: A
Intro: A E7 A E7
A E7
Armo a rede na varanda
A
Afino minha viola
E7
Sabiá canta comigo
A
Mando a tristeza embora
A7 D
No lugar aonde eu moro
A
Solidão não me amola
E7
Quando eu faço um ponteado
A A7
A cabocla cantarola
D A
Não é o céu conforme eu aprendi
E7
Mas se Deus achar por bem
A
Pode me deixar aqui
E7
Quando vai chegando a noite
A
E a natureza desmaia
E7
O sereno vem caindo
A
Na folha da samambaia
A7 D
Eu vou na biquinha d'água
A
E tiro suor do rosto
E7
Esperando a comidinha
A A7
Temperada com bom gosto
D A
Não é o céu conforme eu aprendi
E7
Mas se Deus achar por bem
A
Pode me deixar aqui
E7
Chamo a lua pra cantiga
A
Ao som da Modinha boa
E7
E misturo a cantoria
A
Com os bichos da lagoa
A7 D
Urutau canta doído,
A
Sapo-boi marca o compasso
E7
Afinados no bordão
A A7
Da viola nos meus braços
D A
Não é o céu conforme eu aprendi
E7
Mas se Deus achar por bem
A
Pode me deixar aqui
E7
Noite alta vou dormir
A
Para acordar bem cedinho
E7
Pois não perco a alvorada
A
No cantar dos passarinhos
A7 D
Pra me desejar bom dia
A
Coroaram meu sossego
E7
Eu recebo a visita
A A7
Do cuitelinho azulego
D A
Não é o céu conforme eu aprendi
E7
Mas se Deus achar por bem
A
Pode me deixar aqui

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