Professora Andréia Ribas ANATEL Nível Superior ÉTICA ÉTICA E MORAL Ética tem origem no grego “ethos”, que

significa modo de ser. A palavra moral vem do latim mos ou morus, ou seja, costume ou costumes. A primeira é uma ciência sobre o comportamento moral dos homens em sociedade e está relacionada à Filosofia. Sua função é a mesma de qualquer teoria: explicar, esclarecer ou investigar determinada realidade, elaborando os conceitos correspondentes. A segunda, como define o filósofo Vázquez, expressa “um conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente, que regulam o comportamento individual dos homens”. Ao campo da ética, diferente do da moral, não cabe formular juízo valorativo, mas, sim, explicar as razões da existência de determinada realidade e proporcionar a reflexão acerca dela. A moral é normativa e se manifesta concretamente nas diferentes sociedades como resposta a necessidades sociais; sua função consiste em regulamentar as relações entre os indivíduos e entre estes e a comunidade, contribuindo para a estabilidade da ordem social. Internet: <www.espacoacademico.com.br> (com adaptações). Há três maneiras mais importantes como a palavra “ética” é usada atualmente: 1- Disciplina filosófica: É TEÓRICA/REFLEXIVA e tem por objeto de estudo a moral ou a moralidade. Moral: PLANO NORMATIVO A palavra moral tem origem no latim morus que significa os usos e costumes. Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada, ou seja, regras estabelecidas e aceitas pelas comunidades humanas durante determinados períodos de tempo. Ex. A corrupção é um ato que vai contra a moral. Moralidade: PLANO REAL/CONCRETO Qualidade do que é moral. A moralidade é, substancialmente, um sistema de exigências mútuas que tem a finalidade de garantir o respeito aos vários interesses dos indivíduos que compõem uma sociedade. Assim, enquanto a moral é a designação de um conjunto de princípios, normas, imperativos ou idéias morais de uma época ou de uma sociedade determinada, a moralidade se refere ao conjunto de relações efetivas ou atos concretos que adquirem um significado moral com respeito a “moral” vigente. 2- Ética profissional: padrão a que determinado conjunto de pessoas (geralmente definido em termos profissionais) está submetido na medida em que atua como médico, jornalista, servidor público, administrador, etc. Naturalmente, esse padrão restrito ao grupo a que se dirige deve, ao ser fixado, respeitar dois limites: o limite imposto pela lei (não faz, obviamente, sentido tentar usar esse padrão para legitimar ações ou comportamentos ilegais) e o limite imposto pelo padrão mais geral da sociedade a que pertence esse grupo (igualmente, não é aceitável que o padrão ético de um grupo dentro da sociedade mais ampla use esse padrão para criar exceções éticas para si mesmo). 3- Ética no sentido valorativo: quando dizemos de uma pessoa que ela é “ética” estamos, em geral, aprovando-a, isto é, estamos dizendo: essa pessoa age de forma correta, boa, aceitável, etc. Os dois últimos sentidos de “ética” estão intimamente ligados: quando aprovamos a atuação, por exemplo, de um médico ou de um jornalista, dizendo que ele é “ético”, estamos querendo dizer que segue o padrão que define sua atuação como médico ou jornalista.

Quando se fala de ética no serviço público o que se exige é que a atuação dos servidores seja “ética”, no sentido valorativo apontado acima. Ou seja: não basta que exista o padrão, é necessário – e esse é o sentido mais sério da exigência – que o padrão seja efetivamente seguido e que isso transpareça de fato na atuação do servidor público. ÉTICA, PRINCÍPIOS E VALORES Qual deve ser o padrão ético do serviço público? Não nos cabe aqui ditar qual seja esse padrão (só o conjunto dos servidores públicos deve poder fixar seu padrão ético), mas podemos, em todo caso, apresentar algumas reflexões preliminares sobre alguns aspectos desse padrão, em especial sobre os valores associados a ele. O ponto fundamental, que deve ser antes compreendido, é que o padrão ético do serviço público decorre de sua própria natureza. Os valores fundamentais do serviço público decorrem primariamente do seu caráter público e de sua relação com o público. De um ponto de vista normativo (ou seja, do ponto de vista do “dever ser”), que é o que nos interessa aqui, podemos imaginar que o Estado (e a estrutura administrativa que o torna funcional) foi instituído com o propósito de realizar determinados fins daqueles que o instituíram. O princípio fundamental, do qual decorre a obrigação básica do serviço público, é que esse serviço é um public trust, isto é, envolve uma espécie de “depósito de confiança” por parte do público. O padrão ético do serviço público, assim, deve refletir, em seus valores, princípios, ideais e regras, a necessidade primária de honrar essa confiança. A necessidade do respeito a essa confiança depositada pelo público está implícita nos “princípios” (ou valores fundamentais) da administração pública afirmados pela Constituição Federal. Os princípios da administração pública, segundo a Constituição Federal Valor da Legalidade - implica reconhecer na lei uma das mais importantes condições de possibilidade da vida em comum. Em um Estado cujo ordenamento jurídico pode ser minimamente caracterizado como correto (ou seja, as normas jurídicas têm origem em um processo legítimo, estão postas em uma estrutura que as relaciona e lhes dá sentido, respeitam princípios gerais de justiça, etc.), seguir as leis é garantia da liberdade no sentido político. O compromisso do serviço público com a lei é ainda mais estreito: é o serviço público, afinal, que é responsável por traduzir uma boa parte desse sistema público de regras em ações. Não pode, assim, deixar de orientar-se pelo valor fundamental do respeito às leis – pelo valor da legalidade – sem negar sua própria razão de ser, sem negar o compromisso implícito que, de certa forma, presidiu sua instituição. Valor da Impessoalidade - o serviço público deve caracterizar-se pela impessoalidade, isto é, as relações em que está de algum modo envolvido são de caráter diferente das que caracterizam o domínio privado. Enquanto nesse domínio as relações são freqüentemente caracterizadas pela diferença, pelas preferências, no serviço público deve ser impessoal. Significa dizer que essas preferências, esses privilégios, essas diferenças não são de domínio público justamente porque, nesse domínio, trata-se daquilo que é comum, trata-se daquilo que é devido a cada um não do ponto de vista particular de suas peculiaridades, mas do ponto de vista geral da cidadania. O valor da impessoalidade, assim, vem acompanhado de perto pelos valores da igualdade e da imparcialidade. Todos são iguais no sentido em que todos têm o mesmo valor como pessoas morais ou como cidadãos e, assim, merecem, em princípio, o mesmo tratamento. Valor da Moralidade – o padrão que define a conduta ética dos servidores públicos não pode ir de encontro ao padrão ético mais geral da sociedade. Esse padrão ético mais geral resume a moralidade vigente em uma sociedade. É, tal como o ordenamento jurídico, um sistema público de valores, princípios, ideais e regras. E, ainda tal como o ordenamento jurídico, é outra condição de possibilidade da vida em comum. A falta de respeito a esse padrão implica, portanto, uma violação direta da confiança depositada pelo público, uma vez que atenta contra aquilo mesmo que torna possível sua existência como comunidade.

muito mais é entendido como um dever do que como um direito. dividia o cidadão em duas categorias: os ativos e os passivos . John Stuart Mill. cuja bilateralidade expressa-se pela imposição de deveres e concessão de direitos. tem-se agregado uma ênfase mais ampla na consolidação da democracia. embora a democracia necessite dos cidadãos ativos. encampa o conceito clássico de cidadania. No caso brasileiro a Constituição Federal define. assumida diante daqueles que o mantêm – diante do público. não restam dúvidas de que estamos vivenciando um processo. aparecem os direitos civis com 11. A essa experiência dos movimentos sociais.Valor da Publicidade . A esse valor podemos associar.6% de referência pelos entrevistados. portanto –. moralidade. A conduta do agente público deve ser dirigida para a consecução do bem comum. além da conformação à lei. Em uma pesquisa realizada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A segunda é a igualdade perante a lei. A primeira está intrinsecamente ligada e deriva até da experiência dos movimentos sociais. deve obediência à moral pública. a acepção que se tem de cidadania abrange duas dimensões. As respostas não podiam ter sido mais preocupantes. preferem os cidadãos passivos. Devemos dissociar a ética social caracterizada pela unilateralidade de suas normas da ética legal . A confiança do público varia também em função da eficiência do serviço que lhe é prestado. que ainda é de descoberta. A abstenção não é condizente com regime democrático consolidado e cidadania efetiva. ser o mais eficiente possível na utilização dos meios (públicos) que são postos à sua disposição para a realização das finalidades que lhe cabem realizar. teórico clássico do pensamento político. Valor da Eficiência. . enfatizando a preocupação com a coisa pública. à previdência aparecem com 25.é uma obrigação do serviço público. Ele diz que os governantes. na realidade. também um clássico do pensamento político. Fundamentalmente.8% dos entrevistados. Os cidadãos têm de ter capacidade de conduzir-se segundo o seu próprio arbítrio. notadamente votar e ser votado. com 1. assim entendida como o conjunto de regras de conduta estabelecidas para a atuação da Administração Pública. e sob esta perspectiva encontra sua interface com a cidadania. é aquela que deriva do republicanismo clássico. à educação. no século XIX . instituições). impessoalidade. expressamente. Não menos do que 56. por ser obrigatório. E a terceira é a independência. dificilmente permitiria identificarmos um número expressivo de cidadãos que as atendesse. já bem distante. uma minoria passa a tomar as decisões. sobretudo na democracia que tem a regra da maioria como uma de suas regras fundamentais. aos bons costumes e ao senso comum de honestidade. um certo desconhecimento da população em relação a titularidade de direitos. a idéia de transparência e a da necessidade de prestar contas diante do público. intimamente. No segundo lugar. será desvirtuada a regra da maioria.tornar público para a sociedade às ações realizadas pelo serviço público (órgãos. por exemplo.7% dos entrevistados não conseguiram relacionar um único direito constitucional. O exercício da cidadania relaciona-se. Dentre aqueles direitos citados. A moralidade como princípio explícito conduz ao entendimento de que o ato administrativo. Constata-se. A simples observação dessas três características citadas por Kant. a capacidade de sustentar-se a si próprio. Nesse caso. publicidade e eficiência como norteadores da conduta administrativa. de conhecimento para o exercício da cidadania.7% e os direitos políticos. A primeira dessas características é a autonomia. pedia-se que o entrevistado citasse 3 (três) direitos constitucionais. boa parte é aquilo que entendemos como luta por direitos que. Não havendo participação ativa. com a consolidação de uma conduta democrática. Dessa experiência. Uma das conclusões da pesquisa é de que a baixa percepção dessa titularidade de direitos políticos se deve até pelo fato de que no Brasil o voto. A este trabalho interessa a ética na gestão dos negócios do Estado. os direitos sociais ligados à saúde. que é a titularidade de direitos. já no final do século XVIII. além da titularidade de direitos. cujo conceito tem sido objeto de muitos estudos que indicam o surgimento de um novo conceito de cidadania. os princípios da legalidade. ou seja. em muitos casos. com a res publica. enumerava algumas características comuns do que ele entende ser um cidadão. Uma segunda dimensão. ÉTICA E DEMOCRACIA: EXERCÍCIO DA CIDADANIA A avaliação quanto à conduta ética tem fundamento na assertiva de que as ações refletem os valores de quem as pratica. aliás. Kant. Seu pressuposto é a participação ativa. Parece que dentro dessa perspectiva da baixa percepção da população em relação à titularidade desses direitos.

a eliminação de passos desnecessários nos procedimentos. Por exemplo. clientes e prestadores de serviços. a essência. Verifica-se grande dificuldade da sociedade em avaliar a conduta dos gestores públicos. 5 – Fatores físicos: Estímulo ao pessoal para ser mais criativo no uso do espaço disponível nas unidades de serviço e para garantir a existência de suprimentos. ou a realização de certas tarefas ao mesmo tempo (ao invés de uma de cada vez) podem melhorar o nível dos serviços e economizar tempo e recursos. A elaboração das leis serve para orientar o comportamento dos indivíduos frente às necessidades (direitos e obrigações) e em relação ao meio social. O que reforça a importância do acesso às informações. 3 – Ligações com outros serviços e locais: Melhoria dos sistemas internos e externos de referência dos usuários do serviço. Existe uma relação entre a confiança depositada e a eficiência e eficácia do serviço prestado. registro. funcionam de forma eficiente e focalizam as necessidades de ambos. ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO COMPORTAMENTO PROFISSIONAL A ética está diretamente relacionada ao padrão de comportamento do indivíduo e dos profissionais. Assim. suficientes e confiáveis. interferirão com a facilidade de acesso e a qualidade dos serviços. merece atenção especial o estudo acerca das ações empreendidas pelo gestor da coisa pública. o ponto mais controverso quando se trata da ética no serviço público. se negligenciados. Uma melhor organização do trabalho exige muitas vezes pequenas mudanças de um processo ou procedimento que resolvem importantes problemas relacionados ao trabalho. ficando claro que não a cultura no sentido de quantidade de conhecimento adquirido. No caso específico do serviço público.A Administração Pública se constitui no instrumental de que dispõe o Estado para implementar as prioridades do Governo. uma vez que os cidadãos não possuem todas as informações necessárias a uma escolha correta. mas sim. Para que ética? Os padrões são necessários para manter o mínimo de coesão e estabilidade na comunidade. o padrão é requisito para garantir a confiança do público. Até mesmo o processo de escolha dos governantes nas democracias. a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da função social e do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano. vem sendo objeto de ressalvas quanto a sua eficácia como mecanismo garantidor de que os escolhidos trabalharão em função dos melhores interesses da coletividade. O conceito de organização no trabalho pode ajudar a tratar de alguns elementos chaves que. Os elementos são: 1 – Uso de práticas baseadas em evidências: Aplicar a orientação com base em impactos já demonstrados e eliminar barreiras desnecessárias nos procedimentos. não é possível para a lei ditar nosso padrão de comportamento. a redistribuição de carga de trabalho entre vários prestadores de serviços. comunicação e aplicação das informações mais corretas e da forma mais eficaz. notadamente em função da ausência de informações tempestivas. através de eleições seguras e livres. Desta forma outro ponto importante que é a cultura entra no contexto. entretanto. Deve haver compatibilidade entre as prioridades de governo e o querer da coletividade. 4 – Maximização do uso de informações: Coleta. . 2 – Capacidade de adaptação: Ser flexível para enfrentar as mudanças de condições comuns na prestação de serviços. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO O conceito de organização do trabalho procura analisar se os diferentes elementos de uma organização trabalham em conjunto. Este é o ponto fundamental. sobretudo em relação ao grau de aderência ao interesse público (efetividade).

e ainda tendo em vista o disposto no art. ATITUDES E PRIORIDADE EM SERVIÇO As atitudes de um profissional no exercício de suas funções devem ser pautadas no seu comportamento ético. 37 da Constituição. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. que com este baixa. Art. das linhas de comando e das estruturas de gestão. da programação e do acompanhamento de forma a atender as necessidades tanto dos usuários do serviço como dos servidores. 173° da Independência e 106° da República. dosando e ajustando o volume e o fluxo dos usuários. 7 – Fluxo dos usuários: Redução dos tempos de espera e melhoria dos esquemas de circulação. DECRETA: Art. inclusive mediante a constituição da respectiva Comissão de Ética. de 11 de dezembro de 1990. 9 – Fatores sociais: Exercer liderança. as providências necessárias à plena vigência do Código de Ética. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e indireta implementarão. no uso das atribuições que lhe confere o art. 11 e 12 da Lei n° 8. e nos arts. 22 de junho de 1994. Brasília.112. incisos IV e VI. 8 – Divisão e definição do trabalho: Definição muito clara das responsabilidades e funções do pessoal. ÉTICA NO SETOR PÚBLICO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL DECRETO N° 1. em sessenta dias. motivar e encorajar o desenvolvimento de habilidades e relações humanas positivas. O Código de Ética trás as chamadas Regras Deontológicas.6 – Horário e programa dos serviços: Adaptação do horário de funcionamento do serviço. o decreto N° 1.429. 84. DE 22 DE JUNHO DE 1994 Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. bem como nos arts. 10. com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. ou seja. os valores que devem nortear tanto o servidor quanto o serviço público. Art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Nesse contexto. 116 e 117 da Lei n° 8. A prioridade no serviço deve ser a satisfação e o bem-estar do atendido. integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente.171. ITAMAR FRANCO Romildo Canhim Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal .171 de 22/ de junho de 1994 (aprova o código de ética profissional do servidor público civil do poder executivo federal) pontua o padrão ético do servidor público. de 2 de junho de 1992. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República. Parágrafo único.

como conseqüência em fator de legalidade.O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar.A função pública deve ser tida como exercício profissional e.A dignidade. Assim. o decoro.Toda pessoa tem direito à verdade.CAPÍTULO I Seção I Das Regras Deontológicas I . o oportuno e o inoportuno. ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. V . e por isso se exige. consoante as regras contidas no art. ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum. mas principalmente entre o honesto e o desonesto. o zelo. já que. como contrapartida. II . devendo ser acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro. ou fora dele. ou da mentira. já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal.Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça suas funções. Assim. comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos. VI . o conveniente e o inconveniente. IX . caput.A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos. IV. III . nos termos da lei.A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal. investigações policiais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública. seu tempo. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral.O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional. deteriorandoo. a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade. erigindo-se. integrante da sociedade. o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. permitindo a formação de longas filas. X . se integra na vida particular de cada servidor público. o justo e o injusto. que a moralidade administrativa se integre no Direito. e § 4°. a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la. não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade. . Da mesma forma. da Constituição Federal. até por ele próprio. a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público. por descuido ou má vontade. Seus atos. da opressão.Salvo os casos de segurança nacional. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade. mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos. VIII . mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência. seja no exercício do cargo ou função. o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.A cortesia. como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade. a boa vontade. causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público. suas esperanças e seus esforços para construí-los. como cidadão. imputável a quem a negar. não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado. portanto. na conduta do servidor público. que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação. VII . ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço. 37. não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal.

m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público. porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal.XI . c) ser probo. leal e justo. o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas. i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos. refletindo negativamente em todo o sistema. demonstrando toda a integridade do seu caráter. j) zelar.O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional. o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se. com o fim de evitar dano moral ao usuário. evitando a conduta negligente Os repetidos erros.São deveres fundamentais do servidor público: a) desempenhar. idade. de causar-lhes dano moral. as atribuições do cargo. reto. . cor. velando atentamente por seu cumprimento. pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva. b) exercer suas atribuições com rapidez. abstendo-se.O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores. benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações morais. cunho político e posição social. difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função pública. XIII . principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições. d) jamais retardar qualquer prestação de contas. religião. XII . respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público. a tempo. disponibilidade e atenção. colabora e de todos pode receber colaboração. pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação. na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado. quando estiver diante de duas opções. f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos. sexo. interessados e outros que visem obter quaisquer favores. e. aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público. assim. às vezes. função ou emprego público de que seja titular. de contratantes. dessa forma. respeitando seus colegas e cada concidadão. ilegais ou aéticas e denunciá-las. direitos e serviços da coletividade a seu cargo. h) ter respeito à hierarquia. l) ser assíduo e freqüente ao serviço. g) ser cortês. Seção II Dos Principais Deveres do Servidor Público XIV . perfeição e rendimento. no exercício do direito de greve. ter urbanidade. a melhor e a mais vantajosa para o bem comum. exigindo as providências cabíveis. nacionalidade. sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça.Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do serviço público. condição essencial da gestão dos bens. pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias. e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços. escolhendo sempre.

. com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores. Seção III Das Vedações ao Servidor Público XV . com estrita moderação. para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim. s) facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito. para si ou para outrem. mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei. v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética. caprichos. p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função.n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho. q) manter-se atualizado com as instruções. prêmio. de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores. d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa. em função de seu espírito de solidariedade. as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções. segurança e rapidez. tanto quanto possível. conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão. causando-lhe dano moral ou material. g) pleitear. solicitar. comissão. de forma absoluta. antipatias. posição e influências. as tarefas de seu cargo ou função. tendo por escopo a realização do bem comum. simpatias. doação ou vantagem de qualquer espécie. provocar. para si. u) abster-se. o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções. estimulando o seu integral cumprimento. amizades. e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister. seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição. h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências. facilidades. para obter qualquer favorecimento. f) permitir que perseguições. as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas. r) cumprir. familiares ou qualquer pessoa. abstendo-se de fazêlo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos. gratificação. poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público. tempo. sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira. b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam. de exercer sua função. a) o uso do cargo ou função. paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público. c) ser. t) exercer. com critério. mantendo tudo sempre em boa ordem.E vedado ao servidor público.

cabendo sempre recurso ao respectivo Ministro de Estado. se houver. de ofício. serão resumidas em ementa e. para as providências disciplinares cabíveis. denúncias ou representações formuladas contra o servidor público. com a . livro ou bem pertencente ao patrimônio público. processo sobre ato. ouvidos apenas o queixoso e o servidor.Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta. integrada por três servidores públicos e respectivos suplentes. cumulativamente.2007) .02. em conformidade com este Código.À Comissão de Ética incumbe fornecer.02.XIX . aos organismos encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores.029 / 1º. l) retirar da repartição pública. competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura. por exercício profissional. n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.2007) . qualquer cidadão que se identifique ou quaisquer entidades associativas regularmente constituídas. O retardamento dos procedimentos aqui prescritos implicará comprometimento ético da própria Comissão. poderá a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão e respectivo expediente para a Comissão Permanente de Processo Disciplinar do respectivo órgão. indireta autárquica e fundacional. XVIII . em princípio. se a apuração decorrer de conhecimento de ofício. na análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado.Cada Comissão de Ética. para a apuração de fato ou ato que.029 / 1º. se for o caso. poderá instaurar. à entidade em que. os registros sobre sua conduta Ética. desde que formuladas por autoridade. sem estar legalmente autorizado. (Revogado pelo DECRETO Nº 6.029 / 1º. de parentes. ou apenas este. se apresente contrário à ética. fato ou conduta que considerar passível de infringência a princípio ou norma ético-profissional. de amigos ou de terceiros. encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor. jurisdicionados administrativos. CAPÍTULO II Das Comissões de Ética XVI . (Revogado pelo DECRETO Nº 6. para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público. qualquer documento. deverá ser criada uma Comissão de Ética. ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público. cabendo à Comissão de Ética do órgão hierarquicamente superior o seu conhecimento e providências.XX . (Revogado pelo DECRETO Nº 6. terão o rito sumário. cuja análise e deliberação forem recomendáveis para atender ou resguardar o exercício do cargo ou função pública. a honestidade ou a dignidade da pessoa humana. (Revogado pelo DECRETO Nº 6.02. o servidor público esteja inscrito.XXI . e. m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço.Os procedimentos a serem adotados pela Comissão de Ética. podendo ainda conhecer de consultas.2007) .XVII -.02. em benefício próprio. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público.Dada à eventual gravidade da conduta do servidor ou sua reincidência.i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos. servidor. a repartição ou o setor em que haja ocorrido a falta.2007) .As decisões da Comissão de Ética. o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral. p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.029 / 1º. j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular.

alegando a falta de previsão neste Código. de 22 de junho de 1994.029 / 1º. temporária ou excepcional.Para fins de apuração do comprometimento ético.029 / 1º. instituída pelo Decreto de 26 de maio de 1999. criadas com o fito de formação da consciência ética na prestação de serviços públicos.A Comissão de Ética não poderá se eximir de fundamentar o julgamento da falta de ética do servidor público ou do prestador de serviços contratado. RESUMÃO DO DECRETO 6. IV . desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal. (Revogado pelo DECRETO Nº 6.integrar os órgãos. II . um compromisso solene de acatamento e observância das regras estabelecidas por este Código de Ética e de todos os princípios éticos e morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes. 01/02/2007 O Presidente da República DECRETA: Fica instituido o SISTEMA DE GESTÃO DA ÉTICA DO PODER EXECUTIVO FEDERAL. as entidades paraestatais. programas e ações relacionadas com a ética pública. INTEGRAM O SISTEMA DE GESTÃO DA ÉTICA DO PODER EXECUTIVO FEDERAL I .02.XXV .2007) . procedimentos técnicos e de gestão relativos à ética pública. REPUTAÇÃO ILIBADA. preste serviços de natureza permanente. deverá ser prestado. a compatibilização e interação de normas. . as fundações públicas. III .as Comissões de Ética de que trata o Decreto no 1.contribuir para a implementação de políticas públicas tendo a transparência e o acesso à informação como instrumentos fundamentais para o exercício de gestão da ética pública.CEP.Em cada órgão do Poder Executivo Federal em que qualquer cidadão houver de tomar posse ou ser investido em função pública.A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer. COMPETÊNCIAS GERAIS: I . contrato ou de qualquer ato jurídico. cabendo-lhe recorrer à analogia. IDONEIDADE MORAL.as demais Comissões de Ética e equivalentes nas entidades e órgãos do Poder Executivo Federal. assinado por todos os seus integrantes. entende-se por servidor público todo aquele que. com apoio dos segmentos pertinentes. XXII .articular ações com vistas a estabelecer e efetivar procedimentos de incentivo e incremento ao desempenho institucional na gestão da ética pública do Estado brasileiro. como as autarquias.171. BRASILEIROS ESCOLHIDOS ENTRE OS SERVIDORES E EMPREGADOS DO SEU QUADRO PERMANTE.promover. MEMBROS CEP – COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA 07 MEMBROS COMISSÕES DE ÉTICA (03) TRÊS MEMBROS TITULARES E (03) TRÊS SUPLENTES. Uma cópia completa de todo o expediente deverá ser remetida à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República.02. XXIV . com ciência do faltoso.029.XXIII .2007) . bem como remetidas às demais Comissões de Ética. as empresas públicas e as sociedades de economia mista. e III . divulgadas no próprio órgão. ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado. ainda que sem retribuição financeira.omissão dos nomes dos interessados. aos costumes e aos princípios éticos e morais conhecidos em outras profissões. II . DESIGNADOS PELO DIRIGENTE MÁXIMO DA NOTÓRIA EXPERIÊNCIA EM ADMINISTRAÇÃO RESPECTIVA ENTIDADE OU ÓRGÃO.a Comissão de Ética Pública . por força de lei. perante a respectiva Comissão de Ética. (Revogado pelo DECRETO Nº 6.

atuar como instância consultiva de dirigentes e República e Ministros de Estado em matéria de ética servidores no âmbito de seu respectivo órgão ou pública.dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal de que trata o Decreto no 1. condutas em desacordo com as normas nele previstas. MANDATOS DE 3 ANOS NÃO COINCIDENTES PERMITIDA UMA ÚNICA RECONDUÇÃO SEM REMUNERAÇÃO OS TRABALHOS REALIZADOS PELOS MEMBROS SÃO CONSIDERADOS DE RELEVANTE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO O PRESIDENTE TEM O VOTO DE QUALIDADE NAS DELIBERAÇÕES DA COMISSÃO COMPETÊNCIAS CEP – COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA COMISSÕES DE ÉTICA I . II . vinculada administrativamente à à Casa Civil da Presidência da República. devendo: a) submeter à Comissão de Ética Pública propostas para seu aperfeiçoamento. no âmbito do órgão ou entidade a que estiver vinculada. para cumprir competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos plano de trabalho por ela aprovado e prover o apoio . capacitação e treinamento sobre as normas de ética e disciplina.atuar como instância consultiva do Presidente da I . aprovado pelo Decreto 1. b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas. o desenvolvimento de ações objetivando a disseminação. mediante denúncia.supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam configurar descumprimento de suas normas. APOIO AS COMISSÕES DE ÉTICA CEP – COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA COMISSÕES DE ÉTICA o Parágrafo único: § 1 Cada Comissão de Ética contará com uma A CEP contará com uma Secretaria-Executiva. c) apurar. II .escolher o seu Presidente. vinculada Secretaria-Executiva.171. avaliar e supervisionar o Sistema de Gestão da Ética Pública do Poder Executivo Federal.aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. mediante denúncia ou de ofício. de 1994. acompanhar e avaliar. conduta em desacordo com as normas éticas pertinentes. V .administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal. c) apurar. entidade. III . à qual instância máxima da entidade ou órgão. III . b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e deliberar sobre casos omissos. e VI . e IV .PÚBLICA DESIGNADOS PELO PRESIDENTE DA MANDATOS NÃO COINCIDENTES DE TRÊS REPÚBLICA ANOS. e d) recomendar. deliberando sobre casos omissos.coordenar. quando praticadas pelas autoridades a ele submetidas.171. 9o. devendo: a) submeter ao Presidente da República medidas para seu aprimoramento. IV .representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do Poder Executivo Federal a que se refere o art.aprovar o seu regimento interno. de 1994. ou de ofício.

além das providências previstas no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. promover diligências e solicitar parecer de especialista. de 30 de junho de 2005. se a gravidade da conduta assim o exigir.trabalhos da Comissão. após a manifestação referida no caput deste artigo. novos elementos de prova. respeitando-se. no prazo de dez dias. excepcional ou eventual. agente público. e III . a órgão ou entidade da administração pública federal. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal será instaurado. § 4o Concluída a instrução processual. também. para a Controladoria-Geral da União ou unidade específica do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal de que trata o Decreto n o 5. § 2o As Comissões de Ética poderão requisitar os documentos que entenderem necessários à instrução probatória e. do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do Código de Ética do órgão ou . 12. por escrito. preste serviços de natureza permanente. Entende-se por agente público. as Comissões de Ética proferirão decisão conclusiva e fundamentada. todo aquele que.480.recomendação de abertura de procedimento administrativo. alocado sem aumento de despesas. QUEM É O AGENTE PÚBLICO Art. associação ou entidade de classe poderá provocar a atuação da CEP ou de Comissão de Ética. visando à apuração de infração ética imputada a agente público. conforme o caso. de ofício ou em razão de denúncia fundamentada.encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função de confiança à autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao órgão de origem. pela Comissão de Ética Pública ou Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. conforme o caso. as Comissões de Ética tomarão as seguintes providências. II -. ainda que sem retribuição financeira. OMISSÕES NO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL Art. 2º.encaminhamento. conforme o caso. técnico e material necessário. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir decisão sobre matéria de sua competência alegando omissão do Código de Conduta da Alta Administração Federal. Qualquer cidadão. Parágrafo único. as garantias do contraditório e da ampla defesa. sempre. § 3o Na hipótese de serem juntados aos autos da investigação. temporária. o investigado será notificado para nova manifestação. para exame de eventuais transgressões disciplinares. ocupante de cargo de direção compatível com sua estrutura. 11. TRATAMENTO DAS DENÚNCIAS E GARANTIAS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA Art. por força de lei. órgão ou setor específico de ente estatal. § 1o O investigado poderá produzir prova documental necessária à sua defesa. pessoa jurídica de direito privado. PENALIDADES ÚNICA PENALIDADE APLICADA PELAS COMISSÕES DE ÉTICA: CENSURA OUTRAS PROVIDÊNCIAS QUE PODERÃO SER TOMADAS CASO A CONCLUSÃO FOR PELA EXISTÊNCIA DE FALTA ÉTICA: § 5o Se a conclusão for pela existência de falta ética. contrato ou qualquer ato jurídico. 16. direta e indireta. que notificará o investigado para manifestar-se. § 2o As Secretarias-Executivas das Comissões de Ética serão chefiadas por servidor ou empregado do quadro permanente da entidade ou órgão. para os fins deste Decreto. no prazo de dez dias. no que couber: I .

DIVULGAÇÃO DAS DECISÕES DAS COMISSÕES DE ÉTICA Art. às autoridades e agentes públicos neles referidos. o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio. 22. como cidadão. bem como remetidas à Comissão de Ética Pública. julgue os itens seguintes. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA Art. integrante da sociedade. qualquer procedimento instaurado para apuração de prática em desrespeito às normas éticas. O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar. 04. 2o e de suas próprias sanções. § 1o Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da Comissão de Ética do órgão ou entidade. funcionários e clientes. Nesse contexto e à luz do Código de Ética Profissional do Servidor Público do Poder Executivo Federal. Parágrafo único. que devem explicitar à sociedade seus valores e a seu corpo funcional os padrões éticos e de conduta considerados adequados. Será mantido com a chancela de “reservado”. os autos do procedimento deixarão de ser reservados. até que esteja concluído. do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e do Código de Ética do órgão ou entidade aplicamse. tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. já que. EXERCÍCIOS DE PROVA (CESPE/Unb – Agente Administrativo – MTE/2008) A busca da gestão socialmente responsável tem exigido maior transparência das instituições. As normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal. divulgadas no sítio do próprio órgão. 05. O referido código serve primordialmente para punir o comportamento não-ético do Servidor público.entidade. 11 deste Decreto. § 2o Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento acobertado por sigilo legal. no que couber. As decisões das Comissões de Ética. O agente público tem o dever de buscar o equilíbrio entre a legalidade e a finalidade na tentativa de proporcionar a consolidação da moralidade do ato administrativo praticado. em casos de nomeação para cargo em comissão ou de alta relevância pública. será suprida pela analogia e invocação aos princípios da legalidade. sejam privadas. Um servidor que permite que um processo não seja solucionado a contento pode ser acusado de usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa. bem como pelos cidadãos e servidores que venham a ser indicados para ocupar cargo ou função abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal. 24. a Comissão de Ética competente deverá ouvir previamente a área jurídica do órgão ou entidade. impessoalidade. § 1o Havendo dúvida quanto à legalidade. 01. moralidade. Tal atributo tem sido fundamental para a reputação das organizações. com a omissão dos nomes dos investigados. BANCO DE DADOS Art. 03. já que possui caráter de obrigatoriedade. A Comissão de Ética Pública manterá banco de dados de sanções aplicadas pelas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 13. § 2o Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspectos éticos que lhe forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética e pelos órgãos e entidades que integram o Executivo Federal. nas relações com seus fornecedores. 18. na análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado. sejam públicas. De acordo com o referido código de ética. se existente. . que. O banco de dados referido neste artigo engloba as sanções aplicadas a qualquer dos agentes públicos mencionados no parágrafo único do art. o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem detiver igual direito perante o órgão ou entidade originariamente encarregado da sua guarda. para fins de consulta pelos órgãos ou entidades da administração pública federal. Art. mesmo quando em gozo de licença. publicidade e eficiência. 02. serão resumidas em ementa e.

ou seja. que abrange aspectos da atuação e da relação com os públicos externo e interno. 16. acerca da ética no serviço público. o funcionário tem o compromisso ético de preservar a idoneidade moral do usuário. Em situações únicas. Uma das formas de se avaliar se é ético um comportamento profissional é verificar como o servidor contribui para que a população tenha uma visão positiva a respeito da organização. pois. O respeito à hierarquia e a disciplina não impede que o servidor público represente contra ato que caracterize omissão ou abuso de poder. 15. 07. Informações privilegiadas obtidas no serviço. 19. julgue os itens a seguir. mesmo que este usuário apresente comportamento irritado e indelicado. 13. mas poderá pedir auxílio à colega prestador de serviço temporário e não-remunerado. ainda. Julgue os itens a seguir. (CESPE/Unb – Agente Administrativo SEPLAG/DFTRANS/2008) Julgue os itens a seguir. desde que não sejam utilizadas em benefício próprio. sem. deixa o usuário de seu serviço à espera enquanto atende ligação telefônica particular por 20 minutos causa danos morais a esse usuário. Caso o chefe de um órgão público determine a seu subordinado a execução de ato vetado pelo código de ética no serviço público. 17. o funcionário deve-se guiar pela conduta ética. (CESPE/Unb – Técnico Judiciário – STJ/2008) No serviço público. Caso ocorra uma tentativa de suborno por parte do usuário. 18. nessa categoria. pois é seu dever respeitar a hierarquia em todas as situações. ao atender o usuário de seu serviço. ostente símbolos religiosos diferentes de sua religião. 11. (CESPE/Unb – Técnico Judiciário – TST/2008) Com relação à ética no serviço público. julgue o item que se segue. necessariamente caracterizar-se por uma atitude ética no trabalho. se o servidor necessitar de mão-de-obra. equipamento ou material do órgão público para atender necessidades de superiores ou imprevistos pessoais. As ordens de superiores hierárquicos devem ser sempre atendidas. no exercício de suas funções. São deveres do servidor público a manutenção da limpeza e a organização do local onde executa suas funções. 08.(CESPE/Unb – Administrador MTE/2008) Considerando os preceitos do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. 14. estará impedido pelo código de ética. que versam sobre a ética no serviço público. . 06. omitindo a identificação do usuário porque. em respeito à hierarquia nas relações de trabalho. O funcionário. (CESPE/Unb – Agente Administrativo . 09. ainda que esse ato tenha emanado de superior hierárquico. compete ao funcionário recusar a proposta e registrar a ocorrência. devem ser fornecidas pelo servidor quando solicitadas por pessoas idôneas. A adequada prestação dos serviços públicos está relacionada à questões de ordem técnica. Documentos encaminhados para providências podem ser alterados em situações específicas. 10. sem questionamento. A rapidez de resposta ao usuário pode ser caracterizada como uma atitude ética na administração pública. 12. É desnecessária a autorização legal para a retirada de documentos que pertençam ao local de trabalho do servidor no órgão público. acerca do comportamento ético do servidor público e suas implicações. O funcionário que. o servidor deverá obedecer prontamente à determinação. o trabalhador não é considerado servidor público e não está submetido às mesmas restrições éticas. de classe socioeconômica inferior à sua ou. mesmo nessas condições.Ministério do Esporte /2008) Julgue os itens que se seguem. deve ser cortês e interessado.

26. É dever do servidor público guardar sigilo sobre assuntos da repartição que envolvam questões relativas á segurança da sociedade. é correto afirmar que Ricardo agiu em prol do interesse coletivo e que a sua atitude não fere a ética no serviço público. de julgar infrações e determinar punições. . 24. cópias de CDs e DVDs. observa que Joana. Por conta disso. famosa pela qualidade e os ótimos preços dos seus produtos. 21. O servidor público deve ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos. 27. servidora pública lotada nesse mesmo setor. antecipou algumas das regras que iriam fazer parte do edital para Carlos. caracterizando ofensa à ética o servidor público denunciar colega de trabalho. todos os dias. mas fora do horário normal de expediente. poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público. 28. servidor público.Técnico em Regulação de Serviços Público de Telecomunicações . Ricardo. O servidor público deve abster-se de exercer sua função. enquanto participava da preparação de um edital de licitação para contratação de fornecimento de refeições para o órgão em que trabalha. Cláudio é servidor público e. Nessa situação. pois compete ao chefe detectar. influenciar outro servidor. servidor público responsável pelo controle do material de expediente do setor em que trabalha. Nesse caso. A iniciativa de Ricardo deveu-se somente ao fato de que ele conhecer bem os produtos da empresa de Carlos. ainda que isso não interfira na sua assiduidade ao serviço. Nessa situação. Em razão de seu espírito de solidariedade e da amizade que nutre por Joana. (CESPE/Unb . julgue os itens que se seguem. a conduta de Cláudio não pode ser considerada imprópria ao serviço público. situação que Marcos busca compensar trabalhando além do horário de expediente. O servidor público pode retirar da repartição documento pertencente ao patrimônio público. utiliza recursos materiais da repartição em atividades particulares. pois envolve uma atividade que não guarda relação direta com as atribuições do seu cargo. Em todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta. não lhe trazendo qualquer vantagem pecuniária. Nessa situação. deve existir uma comissão de ética encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor. mesmo não cometendo qualquer violação expressa à lei. no tratamento com o patrimônio público. Bruno age de forma correta. Em cada item a seguir é apresentada uma situação hipotética.20. 23. Bruno. comercializa. advertências e censuras administrativas cabíveis. em seu ambiente de trabalho. gratificação. Marcos é servidor público e. o comportamento de Marcos não pode ser considerado incompatível com o serviço público. dono de uma empresa de fornecimento de marmitas. doação ou vantagem de qualquer espécie. para aumentar a sua renda. tem afetado reiteradamente a sua pontualidade. Bruno se abstém de levar ao conhecimento do chefe do setor os atos praticados por sua colega de trabalho. para o cumprimento da sua missão ou para. por si mesmo.ANATEL /2006) Com relação ao Código de Ética Profissional do Servidor Público. comissão. 22. com a mesma finalidade. Marcos é conhecido pro embriagar-se habitualmente. seguida de uma assertiva que deve ser julgada considerando os princípios éticos do serviço público. 25. Há algum tempo. a fim de que esse pudesse adequar alguns procedimentos de sua empresa ao edital. quaisquer irregularidades no setor. sai para bares com amigos e ingere grande quantidade de bebidas alcoólicas. se exercer cargo de confiança ou função à qual esse documento esteja relacionado. e. sem prévia autorização da autoridade competente. É vedado ao servidor público receber qualquer tipo de ajuda financeira. bem como de aplicar multas e de executar a liquidação extrajudicial do patrimônio particular dos indiciados. prêmio.

com a menção explicita dos nomes interessados.Técnico Administrativo . nos respectivos órgãos. 32.ANATEL / 2006). e. o servidor público esteja inscrito. 37. usuário ou não do serviço. 36.171/1994. devem ser resumidas no Relatório de Desconformidade e. julgue os itens a seguir. as comissões de ética podem divulgar. A comissão de ética não pode se eximir de fundamentar o julgamento da falta de ética do servidor público concursado. indireta. Não é vedado ao servidor publico deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance para o adequado desempenho de suas atividades.(CESPE/ Unb/ Técnico em Regulação de Serviços Público de Telecomunicações . Consiste em censura a pena aplicável ao servidor público pela comissão de ética. 33. autárquica e fundacional poderão criar comissões de ética com o intuito de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor. Os padrões éticos dos servidores públicos devem ter por base o caráter público da função e a sua relação com o público. Na administração pública. às garantias fundamentais e às regras constitucionais da administração pública. mecanismos de controle interno e externo. 39. 35. A ética no serviço público deve estar sempre diretamente relacionada aos princípios. aos direitos.Oficial de Chancelaria . Com o intuito de fortalecer a consciência ética dos membros da organização. desde que omitido os nomes dos interessados e envolvidos. devendo ser acrescida da idéia de que o fim é . julgue os itens que se seguem. quando existir. que pode. em tais circunstâncias. O uso de vestimentas adequadas ao exercício da função pública é assunto que dispensa determinações pelo referido código de ética. ainda dada a eventual gravidade da conduta do servidor ou sua reincidência. de responsabilização disciplinar e de adequada capacitação profissional e funcional são fatores que não influenciam os padrões éticos dos servidores públicos. à entidade em que. para fins de apuração de seu comprometimento ético. 31.De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor do Poder Executivo Federal. Os empregados das sociedades de economia mista não estão subordinados ao disposto no Decreto nº. As decisões da comissão de ética. julgue os itens que se seguem. 29. os órgãos e entidades da administração pública federal direta.A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal. julgue os itens seguintes. cabe a ela. (CESPE/Unb SGA-DF/ 2006) Quanto à ética no serviço público. Com relação ao Código de Ética Profissional do Servidor Publico.ANCINE/2006) . cumulativamente. (CESPE/Unb . 38. não tendo como fazê-lo no caso do prestador de serviços contratado. 1. criadas com o fito da informação da consciência ética na prestação de serviços públicos. Somente em casos especiais. após analise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado. encaminhar o expediente à comissão permanente de processo disciplinar do órgão. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público.MRE/ 2006) No que se refere ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. COMENTÁRIOS DO GABARITO I – ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO QUESTÃO COMENTÁRIO 1. 30. mas. para as providências disciplinares cabíveis. bem como remetidas às demais comissões de ética. 34. (CESPE/Unb . por exercício profissional. C Conforme Regras Deontológicas no inciso III . se for o caso. decisões sobre a análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação. alegar a inexistência de previsão dessa situação no código. divulgadas no próprio órgão.

O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores. sexo. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias. assim. sem estar legalmente autorizado. dessa forma. Conforme Regras Deontológicas no inciso IX . livro ou bem pertencente ao patrimônio público. respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público. de amigos ou de terceiros. E 11. porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal. perfeição e rendimento. às vezes. perfeição e rendimento. sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça. principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições. velando atentamente por seu cumprimento. ter urbanidade. Conforme Deveres (letra b) exercer suas atribuições com rapidez. O referido código não serve primordialmente para punir o comportamento não-ética do Servidor Público. ou fora dele.no artigo 11 – parágrafo único: Entende-se por agente público. assim. idade. o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio. principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições. integrante da sociedade. de parentes. evitando a conduta negligente. E 15. C 5. mais para conscientizá-lo e norteá-lo. Conforme Deveres (letra b) exercer suas atribuições com rapidez. Conforme Deveres (letra b) exercer suas atribuições com rapidez.029/2007 . qualquer documento.O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores.A cortesia. disponibilidade e atenção. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade. Conforme Regras Deontológicas inciso XI . C 13. E 12. contrato ou qualquer ato . o descaso e o acúmulo de desvios tornamse. seja no exercício do cargo ou função. com o fim de evitar dano moral ao usuário. já que. C 14. como cidadão. Conforme Deveres (letra n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho. E 10. perfeição e rendimento. difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função pública. Conforme Vedações (letra m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço. a boa vontade. todo aquele que. cunho político e posição social. Conforme Vedações (letra l) retirar da repartição pública. C 4. E 16. E 6. e Regras Deontológicas inciso XI . Conforme Deveres (letra h) ter respeito à hierarquia.2. De fato compete ao funcionário recusar a proposta e registrar a ocorrência. Conforme Decreto 6. porém neste caso deverá ser identificado o usuário. C 3. seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição. nacionalidade. de causar-lhes dano moral. pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias. por força de lei. Conforme Vedações (letra h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências. na conduta do servidor público. com o fim de evitar dano moral ao usuário. velando atentamente por seu cumprimento. é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. e. pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias. cor. E sempre o bem comum.O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar. C 9. evitando a conduta negligente Os repetidos erros. Conforme Regras Deontológicas no inciso V . e. E 7. em benefício próprio. para os fins deste Decreto. Conforme Deveres (letra g) ser cortês. principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições. já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. religião. o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. abstendo-se. C 8. com o fim de evitar dano moral ao usuário.

16. para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim Conforme Regras Deontológicas inciso XVI . E 19. E 23.02. cabendo-lhe recorrer à analogia.171/94 XXIII . familiares ou qualquer pessoa. a órgão ou entidade da administração pública federal. ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público. poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público. Conforme Regras Deontológicas inciso VII . Não somente de questõe de ordem técnica. Conforme Vedações (letra n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente. mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei. direta e indireta. mas também se caracteriza por uma atitude ética no trabalho. impessoalidade.17. comissão. advertências.A Comissão de Ética não poderá se eximir de fundamentar o julgamento da falta de ética do servidor público ou do prestador de serviços contratado. em benefício próprio. alegando a falta de previsão neste Código. doação ou vantagem de qualquer espécie. prêmio. sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira. moralidade. E 25. multas e execução de liquidação extrajudicial do patrimônio particular dos indiciados. excepcional ou eventual. competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura. de forma absoluta. para si. E 24. porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal. C 22. nos termos da lei. Conforme Deveres (letra u) abster-se. como afirmado. Conforme Vedações (letra l) retirar da repartição pública. conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão. C 21. C 18. (Revogação pelo DECRETO Nº 6. indireta autárquica e fundacional. ainda que sem retribuição financeira. de parentes. sem estar legalmente autorizado. . Conforme Vedações (letra p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso. A ÚNICA PENALIDADE APLICADA É A CENSURA. será suprida pela analogia e invocação aos princípios da legalidade. de exercer sua função. qualquer documento. que. gratificação. a ser preservados em processo previamente declarado sigiloso. solicitar. C 20. publicidade e eficiência. se existente. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir decisão sobre matéria de sua competência alegando omissão do Código de Conduta da Alta Administração Federal. Conforme Vedações (letra m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço. encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor. Conforme Vedações (letra g) pleitear. As comissões de ética não determinam punições. provocar. a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade. investigações policiais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do Código de Ética do órgão ou entidade. C 28. imputável a quem a negar. E 27.029 / 1º. livro ou bem pertencente ao patrimônio público. E 29. Conforme Vedações (letra c) ser. de amigos ou de terceiros. em função de seu espírito de solidariedade. preste serviços de natureza permanente. Conforme Capítulo II – Comissões de Ética / Decreto 1. aos costumes e aos princípios éticos e morais conhecidos em outras profissões. deverá ser criada uma Comissão de Ética. Conforme Deveres (letra h) ter respeito à hierarquia. A visão positiva a respeito da organização por parte da população depende do comportamento ético-profissional do servidor público no exercício do cargo ou função ou fora dele. Podemos entender segurança da sociedade como segurança nacional. ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum.Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta. E jurídico.2007) Art.Salvo os casos de segurança nacional. temporária. E 26.

Conforme Decreto 1. Conforme Regras Deontológicas inciso II . C 35. bem como remetidas à Comissão de Ética Pública. na análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado. Qualquer cidadão. e. para as providências disciplinares cabíveis.171/2004 – Das Comissões de Ética XX . Conforme Deveres (letra p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função. preste serviços de natureza permanente. agente público. o justo e o injusto.As decisões da Comissão de Ética. à entidade em que. competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura. órgão ou setor específico de ente estatal.O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. E 33. direta e indireta. As decisões das Comissões de Ética. divulgadas no próprio órgão. o servidor público esteja inscrito. temporária. Conforme Decreto 6. com a omissão dos nomes dos investigados. O retardamento dos procedimentos aqui prescritos implicará comprometimento ético da própria Comissão. Conforme Vedações (letra e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister.171/1994 – Das Comissões de Ética XXI . C 36. É uma sociedade na qual há colaboração entre o Estado e particular.029/02/2007 Art. mas principalmente entre o honesto e o desonesto.Dada à eventual gravidade da conduta do servidor ou sua reincidência. 18. se houver. caput.30. ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público. Parágrafo único. divulgadas no sítio do próprio órgão. C Conforme Decreto 6. 11. visando à apuração de infração ética imputada a agente público. ainda que sem retribuição financeira. por força de lei. deverá ser criada uma Comissão de Ética. serão resumidas em ementa e. pessoa jurídica de direito privado. o conveniente e o inconveniente. Uma cópia completa de todo o expediente deverá ser remetida à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República. consoante as regras contidas no art. E 37. a órgão ou entidade da administração pública federal. serão resumidas em ementa e. o oportuno e o inoportuno. divulgadas no sítio do próprio órgão. todo aquele que. contrato ou qualquer ato jurídico. ambos reunindo recursos para realização de uma finalidade. para os fins deste Decreto. E 34. bem como remetidas à Comissão de Ética Pública.02.029 / 1º. excepcional ou eventual. na análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado. As decisões das Comissões de Ética. (Revogado pelo DECRETO Nº 6. associação ou entidade de classe poderá provocar a atuação da CEP ou de Comissão de Ética. E 31. encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor. com a omissão dos nomes dos interessados. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público.Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta. Participação do estado majoritária. Conforme Decreto 1. não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal. com a omissão dos nomes dos investigados. poderá a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão e respectivo expediente para a Comissão Permanente de Processo Disciplinar do respectivo órgão.029/2007 Art. mais da metade das ações com direito a voto devem pertencer ao Estado. E 32. 18.2007) Art. cumulativamente. Assim. As Empresas de Economia Mista ou Sociedade de Econômia mista: Pessoa Jurídica de Direito Privado com participação do Estado. Conforme Capítulo II – Comissões de Ética XVI . na análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado. serão resumidas em ementa e. criadas com o fito de formação da consciência ética na prestação de serviços públicos. se for o caso. por exercício profissional. Entende-se por agente público. bem como remetidas às demais Comissões de Ética. e . 37. cabendo à Comissão de Ética do órgão hierarquicamente superior o seu conhecimento e providências. indireta autárquica e fundacional.

da Constituição Federal. De fato o padrão ético do serviço público decorre de sua própria natureza. C § 4°. Os valores fundamentais do serviço público decorrem primariamente do seu caráter público e de sua relação com o público. Os mencanismos de controle interno e externo.38. . de responsabilização disciplinar e de adquada capacitação profissional e funcional são fatores que INFLUENCIAM os padrões éticos dos servidores públicos. E 39.

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