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Trabalho de Fluxo de Caixa

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Published by: Jose Newton Filho on Oct 06, 2010
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1 - INTRODUÇÃO

O Fluxo de Caixa é um dos mais importantes demonstrativos de análise financeira. O objetivo da Administração Financeira é maximizar o patrimônio dos acionistas. A função do administrador financeiro é orientar as decisões de investimentos e financiamentos a serem tomadas pelos dirigentes da empresa. O papel do contador é fornecer as demonstrações financeiras para os acionistas, administradores financeiros e dirigentes. O fluxo de caixa indica simplesmente a diferença entre os valores recebidos e os valores que saíram da empresa. A análise do fluxo de caixa é um instrumento poderoso à disposição das pessoas físicas e jurídicas relacionadas à empresa, como acionistas, dirigentes, bancos, fornecedores, clientes e outros. OBJETIVO: O objetivo bá sico da função financeira é prover a empresa de recursos de caixa suficientes de modo a respeitar os vários compromissos assumidos e promover a maximização de seus lucros. É neste contexto que se destaca o fluxo de caixa como um instrumento que possibilita o planejamento e o controle dos recursos financeiros de uma empresa. Gerencialmente, é indispensável ainda em todo o processo de tomada de decisões financeiras. Conceitualmente, o fluxo de caixa é um instrumento que relaciona os ingressos e saídas (desemb olsos) de recursos monetários no âmbito de uma empresa em determinado intervalo de tempo. O fluxo de caixa é de fundamental importância para as empresas, constituindo -se numa indispensável sinalização dos rumos financeiros dos negócios. A insuficiência de caixa pode determinar cortes nos créditos, suspensão de entregas de materiais e mercadorias, e ser causa de uma séria descontinuidade em suas operações. A manutenção de saldos de caixa propicia folga financeira imediata à empresa, revelando melhor capacida de de pagamento de suas obrigações.

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Vale ressaltar que alguns países adotaram o fluxo de caixa em substituição à DOAR. enquanto que a Demonstração do Fluxo de Caixa . dando respaldo a um planejamento financeiro correto e conciso e que possa manter ou alcançar a saúde financeira da mesma. e a Demonstração do Fluxo Líquido de C aixa permite extrair importantes informações sobre o comportamento financeiro da empresa no exercício com tudo isso muitas empresas vão à falência por não saberem administrar seu fluxo de caixa. 2 .IMPORTANTE: A Demonstração do Fluxo de Caixa. não é divulgada pelas empresas. A Demonstração do Fluxo de Caixa é peça imprescindível na mais elementar atividade empresarial e mesmo para as pessoas físicas que se dedicam a algum negócio. A priori. FINALIDADE: A principal finalidade da DFC é servir de e mbasamento ao processo de tomada de decisões da empresa. leiase DFC. e o faz na medida em que evidencia o aumento e diminuição de disponibilidades no caixa da empresa. mesmo cientes de que esta última é muito mais rica em informações e possui um poder preditivo bem maior que a primeira que apresenta a conveniente de ser bem mais fácil de entender. devemos nos lembrar que a DOAR é um demonstrativo financeiro e econômico que pode refletir a posição econômica da empresa a curta e em longo prazo. servindo. como é uma demonstração exclusivamente de uso interno. apesar de ser uma das demonstrações financeiras mais úteis. também para ajustes de diferenças que por ventura venham a surgir durante a atividade operacional de uma empresa. sua abordagem é quase sempre esquecida nas obras de Análise de Balanços. permite um planejamento financeiro da empresa em curto prazo.

aí incluídos segurança. devem detalhar os fluxos das operações. publicidade e similares. O método indireto faz a conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações. As empresas. O método direto explicita as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais componentes das ativi dades operacionais. Para tanto. é necessário: 3 . como os recebimentos pelas vendas de produtos e serviços e os pagamentos a fornecedores e empregados. Juros pagos. y y y y y y DFC ± Método Indireto: Detalha o FC identificando os impactos das operações do fluxo de investimentos e financiamentos.MÉTODOS DE FLUXO DE CAIXA Para a elaboração da DFC ± demonstrativo de fluxo de caixa. o usuário pode se utilizar de dois métodos. com uma visão estritamente operacional em curto prazo. Analisa a política e a estratégia da empresa. concessionários e similares. É para saber se a empresa tem ou não dinheiro. Recebimento de juros e dividendos. Outros pagamentos das operações. Pagamento a empregados e a fornecedores de produtos e serviços. o direto e o indireto DFC . ao utilizarem o método direto. Impostos. propaganda. partindo do lucro líquido para chegar -se ao valor das disponibilidades produzidas no período de acordo com as operações registradas no DRE(Demonstração de Resultados de Exercícios). Outros recebimentos das operações.2 . no mínimo. O saldo final das operações expressa o volume líquido de caixa provido ou consumido pelas operações durante um período.Método Direto: Demonstra apenas a saída e a entrada de recursos. incluindo os recebimentos de arrendatários. nas classes seguintes: y Recebimento de clientes. se houver. se houver.

O primeiro é muito importante.principalmente na parte inicial. que é deixar o usuário melhor esclarecido em relação à suas disponibilidades ( entenda -se o caixa ou banco) da empresa. e Remover do lucro líquido as alocações ao perí odo do consumo de ativos de longo prazo e aqueles itens cujos efeitos na caixa sejam classificados de investimento ou financiamento: depreciação. Já o fluxo projetado representa a organização das entradas e saídas que poderão ocorrer com base no fluxo histórico. e todas as alocações no resultado de eventos que podem ser caixa no futuro. amortização do goodwill e ganhos e perdas na venda de imobilizado e/ou em operações em descontinuidade (atividades de investimento). pois fornece informações que servirão como subsídios para o planejamento dos fluxos futu ros.y Remover do lucro líquido os deferimentos de transações que foram caixa no passado. como gastos antecipados.demonstrativo de origens e aplicações de recursos . onde os recursos provindos das atividades operacionais são apresentados a partir do lucro líquido ajustado. ou seja. y O método indireto é semelhante a DOAR . como as alterações nos saldos das contas a receber e a pagar do período. e ganhos e perdas na baixa de empréstimos (atividade de financiamento). 3 . 4 . e é neste ponto que s e observa a falha deste método.TIPOS DE FLUXO DE CAIXA A Demonstração de Fluxo de caixa pode ser apresentada em vários tipos de uma mesma organização que diferem apenas em suas finalidades. créditos tributários etc. Os principais são: o Fluxo histórico e o fluxo projetado. O método direto se atém aos movimentos e variações ocorridos no caixa. já que foi explicado acima a finalidade do Fluxo de Caixa. Saliente -se aqui que este método é o mais utilizado por estar intimamente ligado à finalidade deste demonstrativo. não se observa muita relevância na utilização deste método. Vale ressaltar que pelo fato do lucro se encontrar nas contas de resultado e logo não afetar o caixa. às entradas e saídas.

Além das demonstrações. 4 .Além disso. 5 . Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.PROCEDIMENTOS PARA A ELABORAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA . entre outras. analisamos contas envolvidas e demonstramos os impactos desses fatos no saldo de caixa. patrimônio liquido e conta de resultado. Bem como apresentamos como esses fatos seriam evidenciados na DFC. tais como finalidade. pelo fato de que vários fatos podem influ ir no saldo de caixa aumentando-o ou o diminuindo. como será demonstrado em seguida. e. apresenta-se agora o real objeto de nosso estudo: A elaboração da DFC. pois muitas vezes elas concentram de forma simples dados dinâmicos como variações entre exercícios e informações econômicas do período. passivo. as informações complementares são de grande utilidade na elaboração da DFC. segue-se a análise das contas o que será evidenciado a seguir. havendo uma comparação entre o fluxo projetado e o real poderemos identificar se houveram falhas na planificação ou na pro jeção ou ainda se foi erro administrativo. onde utilizando fatos contábeis.DFC Diante das noções básicas apresentadas. não sendo obrigatória segundo a lei. Demonstração do Resultado do Exercício. semelhanças e diferenças entre a DFC e a DOAR. o que torna necessária a posse das seguintes demonstrações: y y y Balanço Patrimonial. a DFC requer a utilização de informações presentes em várias demonstrações contábeis. Após deter a posse das demonstrações e das informações complementares. e esses fatos podem ser registráveis em contas do ativo. Até mesmo por servir de instrumento gerencial.

o valor recebido corresponde na DFC a uma entrada de recursos.FATOS CONTÁBEIS Os fatos contábeis apresentam enorme diversidade. Isto é observado através da sua contabilização. este fato explica-se por débito em caixa e crédito no estoque. pois ocorrerá um acréscimo no ativo circulante (conta caixa) e consequentemente aumentará o capital circulante líquido da empresa. Pagamento a fornecedores . Outros créditos: Na medida em que a empresa for pagando suas despesas. nem todas os fatos alteram o saldo de caixa.Por se tratar. e. de uma saída de valor do caixa para determinado pagamento. A integralização de capital em dinheiro elevará o saldo do caixa (Aumento de Capital). reduz a disponibilidade da empresa. aumentando -o. a fim de evitar futuros equívocos na elaboração da DFC. classificados mediante sua relação com o saldo de caixa: Fatos que aumentam o saldo de caixa (CCL): No caso de recebimento de vendas à vista. esta conta irá sendo deduzida. 6 . As duplicatas quando recebida afetam diretamente o caixa. A seguir enumeramos os fatos e a análise dos mesmos. mas por fins didáticos torna-se necessário destacar alguns fatos que não alteram o saldo de caixa. também. poderíamos considerar apenas as contas que alteram o saldo. Neste caso. em caixa ou em bancos. Fatos que diminuem o saldo de caixa (CCL) Pagamento de compras à vista. portanto. Para utilizar esta informação na DFC baseia-se pelo balanço. afeta a menor o fluxo de caixa.5 . Os empréstimos e financiamentos quando obtidos também produzem aumento no caixa. debitando o caixa ou banco. à semelhança até mesmo com a própria atividade empresarial. por exemplo. Partindo do nosso objetivo maior de evidenciar as alterações deste saldo na DFC. Ao receber o pagamento pela venda de um bem à empresa está reduzindo seu ativo permanente e aumentando o ativo circulante e notadamente implicará no acréscimo no saldo de caixa.

no entanto. Outras contas também são envolvidas. correspondente à remuneração necessária ao pagamento dos investimentos ou do imobilizado . Fatos que não alteram o saldo de caixa Compras a prazo . Como não afeta em aumento ou diminuição das disponibilidades da empresa. por exemplo. Quando houver compra de itens do ativo permanente. se retirou dinheiro obviamente diminuirá o saldo de caixa. Correção monetária .A provisão para devedores duvidosos é uma conta redutora do ativo e a princípio não afeta o caixa. há uma saída de caixa evidente na DFC. o que vem a reduzir o saldo de caixa. onde há a saída de caixa mediante a retirada de dinheiro ou emissão de cheques para pagamento. O Resultado com Equivalência Patrimonial não afeta o caixa. Ao pagar juros a empresa está retirando do caixa uma quantia a mais. 7 . já que se refere a variações patrimoniais das coligadas e controladas. Ambos os casos não envolvem as contas caixa nem bancos. basicamente. tendo sua contabilização apenas nas contas do ativo permanente e na reserva de reavaliação. resultado e caixa.Incidem. mesmo que não tenham sido distribuídos os dividendos. nenhuma envolve o disponível da empresa.Caracteriza-se por crédito em mercadorias. Ocorrerá uma retirada de certa quantia para pagamento de dividendos. A tinge as contas de resultado (vendas) e o ativo realizável a longo ou em curto prazo.Semelhante ao anterior na interpretação. e débito em fornecedores. É importante lembrar que para a DFC importa a despesa paga e não a incorrida. porém a constatação de uma perda afetará o caixa. Vendas à prazo . que compreende os investimentos e o imobilizado. sobre o Patrimônio Liquido e ativo Permanente. também não entra na DFC. portanto não entra a DFC. uma vez que esta tem a função de dar novo valor aos bens. Outro fato que diminui o saldo de caixa é o pagamento de despesas. principalmente a perda com provisão para devedores duvidosos. sendo sua contabilização feita no momento. a qual terá como contrapartidas. aproximar seus valores à realidade. E a reavaliação dos bens do ativo também não altera o caixa.

000.000.000.000.000.00 59.00 EMPRÉSTIMOS E FINANC.00 SAIDAS(APLICAÇÕES) COMPRAS A VISTA FORNECEDORES COMPRAS DO ATIVO PERMANENTE PAGAMENTO DE DESPESAS PAGAMENTO DE JUROS DIVIDENDOS PERDA C/ PROVISÃO INVESTIMENTOS 30.000.000.00 20.000.500.00 RECEBIMENTO DE DUPLICATAS 6.00 1.000.00 10.000.00 12.00 5.000.00 8 .MODELOS DE DFC UTILIZADOS NA EXPOSIÇÃO DO TEMA MODELO 1 ± ENTRADAS E SAÍDAS GERAIS SALDO INICIAL 100.000.00 5.000.500.000.00 20.00 ENTRADAS (ORIGENS) VENDAS À VISTA 15.00 20.00 104.000.00 5.00 10.000.00 63. OBTIDOS INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL VENDAS DO ATIVO PERMANENTE OUTROS CREDITOS 7.

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