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Curso de Higiene_Prof Fernando Barros

Curso de Higiene_Prof Fernando Barros

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Apostila do curso de higiene
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Higiene do Trabalho

Fernando Duque Barros

Histórico

Fernando Duque Barros

Histórico
• Platão e Lucrécio
– Descrição de doenças associadas à extração mineira.

• Hipócrates e Galeno
– Patologia do chumbo ligada à extração mineira.

• Plínio (Século I)
– Descreve doenças ligadas ao trabalho com zinco e enxofre.

• Avicena (médico árabe – Século X)
– Estudo de pinturas com chumbo.

• Georgius Agricola (1556) – De re metallica
– Descreve doenças dos mineiros (silicose) e medidas preventivas; – Sugere ventilação e proteção individual.
Fernando Duque Barros

Histórico
• Ramazzini (1690) – De Morbis Artificum Diatriba
– Criador da medicina do trabalho
• as doenças devem ser estudadas no local de trabalho e não no hospital

– Usa o termo higiene – Descreve os riscos associados a 54 profissões

• Ellenberg (1743)
– Escreveu sobre as doenças nas minas de ouro e sobre a toxicidade de vários produtos
• • • • Monóxido de carbono Mercúrio Chumbo ácido nítrico

Fernando Duque Barros

Histórico
• 1802 (Inglaterra)
– Proibido o trabalho em minas a menores de 9 anos

• English factory acts (1833)
– Primeira lei efetiva sobre segurança – Estabelece a compensação em vez do controlo das causas

• 1873 (Espanha)
– Proibido a trabalho em minas e fábricas a menores de 10 anos

• 1896
– Associação para a prevenção de fogos – aparecem os primeiros códigos e normas.
Fernando Duque Barros

Histórico
• O início do século XX
– caracterizou-se pela generalização do conceito da compensação

• 1913 (NY)
– primeiro programa de higiene industrial

• 1918 – American Standard Association • 1919 – OIT (Organização Internacional do Trabalho) • 1970 – OSH (Occupational, Safety and Health Act)
Fernando Duque Barros

Introdução

Fernando Duque Barros

Introdução
• Até meados do século 20, as condições de trabalho nunca foram levadas em conta, sendo importante a produtividade, mesmo que tal implicasse riscos de doença ou mesmo à morte dos trabalhadores.
– Para tal contribuíam dois fatores:
• uma mentalidade em que o valor da vida humana era pouco mais que desprezível e • uma total ausência por parte dos Estados de leis que protegessem o trabalhador.

• Apenas a partir da década de 50 / 60, surgem as primeiras tentativas sérias de integrar os trabalhadores em atividades devidamente adequadas às suas capacidades.
Fernando Duque Barros

Introdução
• O trabalho é essencial para desenvolvimento e a satisfação. a vida, o

• Infelizmente, atividades indispensáveis como a produção de alimentos, a extração de matérias primas, o fabrico de bens, a produção de energia e a prestação de serviços implicam processos, operações e materiais que em maior ou menor medida, criam riscos para a saúde dos trabalhadores, as comunidades locais e o meio ambiente em geral.
Fernando Duque Barros

Introdução
• Na atualidade, em que certificações de Sistemas de Garantia da Qualidade e Ambientais ganham tanta importância, as medidas relativas à Higiene e Segurança no Trabalho tardam em ser implementados, sendo que o despertar de consciências é fundamental. • É precisamente este o objetivo principal deste curso, o de alertar para as questões da Higiene e Segurança no Trabalho.
Fernando Duque Barros

Conceitos Fundamentais

Fernando Duque Barros

• A higiene e a segurança são duas atividades que estão intimamente relacionadas com o objetivo de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma Empresa. • Segundo a O.M.S., a verificação de condições de Higiene e Segurança consiste "num estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidade ".
Fernando Duque Barros

Segurança do trabalho
• A segurança do trabalho combate, de um ponto de vista não médico, os acidentes de trabalho, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas.

Fernando Duque Barros

Higiene do trabalho
• A higiene do trabalho combate, de um ponto de vista não médico, as doenças profissionais, identificando os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem afetar a saúde, segurança e bem estar do trabalhador).
Fernando Duque Barros

Segurança X Higiene
• De modo simplificado:
– A SEGURANÇA do trabalho lida com a prevenção e o controle dos riscos de operação laboral.
• Palavra chave: acidente

– A HIGIENE do trabalho lida com os riscos de ambiente, que podem originar doenças profissionais.
• Palavra chave: doenças

Fernando Duque Barros

Higiene Ocupacional
• Ciência e arte dedicada ao reconhecimento, avaliação e controle daqueles fatores ou tensões ambientais, que surjam no ou do trabalho, e que podem causar doenças, prejuízos à saúde ou ao bem-estar, ou desconforto significativos entre os cidadãos da comunidade.

Fernando Duque Barros

Fundamentos para prevenção de riscos profissionais
• As condições de segurança, higiene e saúde no trabalho constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos profissionais e contribuem para o aumento da competitividade com diminuição da sinistralidade.
Fernando Duque Barros

• Os acidentes, em geral, são o resultado de uma combinação de fatores, entre os quais se destacam:
– falhas humanas – falhas materiais

• Vale a pena lembrar que os acidentes não escolhem hora nem lugar.
– Podem acontecer em casa, no ambiente de trabalho e nas inúmeras locomoções diárias.

• Quanto aos acidentes do trabalho:
– o que se pode dizer é que grande parte deles ocorre porque os trabalhadores se encontram mal preparados para enfrentar certos riscos.
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Objetivos da Higiene do Trabalho
• A higiene do trabalho tem caráter eminentemente preventivo, pois objetiva a saúde e o conforto do trabalhador, evitando que adoeça e se ausente provisória ou definitivamente do trabalho. • Os principais objetivos são:
– Eliminação das causas das doenças profissionais; – Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos; – Prevenção de agravamento de doenças e de lesões; – Manutenção da saúde dos trabalhadores; e – Aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho.
Fernando Duque Barros

O que envolve a higiene no trabalho?
• O programa de higiene no trabalho envolve:
– Ambiente físico de trabalho:
• a iluminação, ventilação, temperatura e ruídos

– Ambiente psicológico:
• os relacionamentos humanos agradáveis, tipos de atividade agradável e motivadora, estilo de gerência democrático e participativo e eliminação de possíveis fontes de estresse

– Aplicação de princípios de ergonomia:
• máquinas e equipamentos adequados às características humanas, mesas e instalações ajustadas ao tamanho das pessoas e ferramentas que reduzam a necessidade de esforço físico humano

– Saúde ocupacional:
• ausência de doenças por meio da assistência médica preventiva.
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As empresas são obrigadas a investir em higiene e segurança no trabalho?
• Nas Normas Regulamentadoras (NRs), a segurança, a higiene e a medicina do trabalho são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas.

Fernando Duque Barros

Por que se deve investir em higiene do trabalho?
• Algumas pessoas menos esclarecidas sobre o assunto, procuram em determinadas circunstâncias, justificar de várias maneiras a ausência da segurança em algumas indústrias, ou o pouco interesse de outras para a prevenção de acidentes. • No entanto, nada justifica tal omissão. Entre pessoas, algumas costumam afirmar: “Sem acidentes ou com acidentes o trabalho é realizado”. • Não importa quem diz isso ou pensa dessa maneira. Trata-se de uma afirmação ou de um pensamento infeliz, embora não possa ser integralmente contestado.
Fernando Duque Barros

Por que se deve investir em higiene do trabalho?
• Realmente, o trabalho poderá ser executado mesmo que ocorram acidentes. Porém, nesses casos, jamais a sua realização poderá ser considerada satisfatória. • A dor e a infelicidade de quem sofre ferimentos somam-se a muitos outros fatores danosos ao trabalho, tanto sob o aspecto técnico como econômico. Isso nem sempre é percebido por quem não entende e não interpreta os acidentes do trabalho em toda a sua extensão e profundidade.
Fernando Duque Barros

Funções da Higiene Industrial
• Antecipar, identificar e avaliar as condições e as práticas de trabalho de risco. • Desenvolver metodologias, procedimentos e programas de controle. • Implementar, administrar e informar sobre riscos e programas de controle. • Medir, auditar e avaliar a eficácia das medidas tomadas nos programas de controle.
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Análise de campo
1. Quais os riscos potenciais?
– Químicos / Físicos / Biológicos / Ergonómicos

2. Qual a prioridade das medidas?
– – – – – – – – Medidas de engenharia Substituição ou modificação de processos Confinamento de operações ou operadores Ventilação Medidas de gestão Controle da rotina de trabalho Rotação de funções e/ou tempo por tarefa Medidas de proteção pessoal - última linha de ação
• Luvas, óculos, capacete, botas, batas, respiradores • Adaptadas à pessoa, devidamente usados, verificados e substituídos com regularidade
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Visão do sistema

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Riscos ambientais

Fernando Duque Barros

Riscos ambientais
• São considerados riscos ou agentes agressivos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, os que possam trazer ou ocasionar danos à saúde do trabalhador, nos AMBIENTES DE TRABALHO, em função da sua natureza, concentração, intensidade e tempo de exposição ao agente.
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Riscos Físicos
• • • • • • • Ruídos; Vibrações; Radiações; Frio; Calor; Pressões anormais; Umidade.
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Riscos Químicos
• • • • • • • Poeiras; Fumos; Névoas; Neblinas; Gases; Vapores; Produtos químicos em geral.
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Riscos Biológicos
• • • • • • Vírus; Bactérias; Protozoários; Fungos; Parasitas; Bacilos.

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Riscos Ergonômicos
• • • • • • • • • Esforço físico intenso Levantamento e transporte manual de peso Exigência de postura inadequada Controle rígido de produtividade Imposição de ritmos excessivos Trabalho em turno e noturno Jornadas de trabalho prolongadas Monotonia e repetitividade Outras situações causadoras de “stress” físico ou psíquico
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Riscos de acidente
• • • • • • • • • Arranjo físico inadequado Máquinas e equipamentos sem proteção Ferramentas inadequadas e defeituosas Iluminação inadequada Eletricidade Probabilidade de incêndio ou explosão Armazenamento inadequado Animais peçonhentos Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes
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Etapas do PPRA
• O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas:
– antecipação e reconhecimentos dos riscos; – estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; – avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; – implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; – monitoramento da exposição aos riscos; – registro e divulgação dos dados.
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Reconhecimento dos riscos
• O reconhecimento dos riscos ambientais deverá conter os seguintes itens, quando aplicáveis:
– a sua identificação; – a determinação e localização das possíveis fontes geradoras; – a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho; – a identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos; – a caracterização das atividades e do tipo da exposição; – a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente do trabalho; – os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica; – a descrição das medidas de controle já existentes.

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Avaliação dos Riscos
• Elaborar relatórios técnicos, para cada agente, contendo, no mínimo, os seguintes itens:
– – – – – – – – Introdução Objetivo Antecedentes Legais Antecedentes Técnicos Metodologia de Avaliação Resultados Obtidos Conclusões Recomendações Gerais e Específicas
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Controle dos riscos
• Deverão ser adotadas as medidas necessárias suficientes para a eliminação, a minimização ou o controle dos riscos ambientais sempre que forem verificadas uma ou mais das seguintes situações:
– identificação, na fase de antecipação, de risco potencial à saúde; – constatação, na fase de reconhecimento, de risco evidente à saúde; – quando os resultados das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores excederem os valores dos limites previstos na NR-15
• ou, na ausência destes, os valores limites de exposição ocupacional adotados pela ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Higyenists), ou aqueles que venham a ser estabelecidos em negociação coletiva de trabalho, desde que mais rigorosos do que os critérios técnicolegais estabelecidos;

– quando, através do controle médico da saúde, ficar caracterizado o nexo causal entre danos observados na saúde dos trabalhadores e a situação de trabalho a que eles ficam expostos.

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Hierarquia das medidas de controle
• O estudo, desenvolvimento e implantação de medidas de proteção coletiva deverá obedecer à seguinte hierarquia:
1. eliminar a utilização ou a formação de agentes prejudiciais à saúde; 2. prevenir a disseminação desses agentes no ambiente de trabalho; 3. reduzir os níveis ou a concentração desses agentes no ambiente de trabalho.

A implantação de medidas de caráter coletivo deverá ser acompanhada de treinamento dos trabalhadores quanto a:
– procedimentos que assegurem a sua eficiência, e – limitações de proteção que ofereçam.
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Inviabilidade técnica de medidas de proteção coletiva
• Quando comprovado pelo empregador ou instituição deverão ser adotadas outras medidas, obedecendo-se à seguinte hierarquia:
– medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho; – utilização de equipamento de proteção individual - EPI.

A utilização de EPI no âmbito do programa deverá considerar as Normas Legais e Administrativas em vigor e envolver no mínimo:
– seleção do EPI adequado tecnicamente ao risco a que o trabalhador está exposto e à atividade exercida, considerando-se a eficiência necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto oferecido segundo avaliação do trabalhador usuário; – programa de treinamento dos trabalhadores quanto à sua correta utilização e orientação sobre as limitações de proteção que o EPI oferece; – estabelecimento de normas ou procedimento para promover o fornecimento, o uso, a guarda, a higienização, a conservação, a manutenção e a reposição do EPI, visando garantir as condições de proteção originalmente estabelecidas; – caracterização das funções ou atividades dos trabalhadores, com a respectiva identificação dos EPI’s utilizados para os riscos ambientais.

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Níveis de ação
• Considera-se nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. • As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico. • Deverão ser objeto de controle sistemático as situações que apresentem exposição ocupacional acima dos níveis de ação, conforme indicado:
– para agentes químicos, a metade dos limites de exposição ocupacional – para o ruído, a dose de 0,5 (dose superior a 50%), conforme critério estabelecido na NR-15, Anexo I, item 6.
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Registro de dados
• Deverá ser mantido pelo empregador ou instituição um registro de dados, estruturado de forma a constituir um histórico técnico e administrativo do desenvolvimento do PPRA. • Os dados deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 anos. • O registro de dados deverá estar sempre disponível aos trabalhadores interessados ou seus representantes e para as autoridades competentes.
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GRUPOS HOMOGÊNEOS DE EXPOSIÇÃO
• Um grupo é homogêneo em relação a um dado ambiental, quando o avaliador, sem o recurso de equipamentos de medição, não é capaz de identificar os trabalhadores com maior ou menor exposição ao agente. • Um grupo homogêneo de exposição é um grupo de trabalhadores com idênticas probabilidades de exposição ao um determinado agente. • O grupo é homogêneo no sentido em que a distribuição de probabilidades de exposição é a mesma para todos os seus membros. • Dada a homogeneidade estatística, um pequeno número de amostras aleatórias pode ser usado para definir as exposições e tendências dentro do grupo. • Os grupos homogêneos de exposição são a base da Higiene quantitativa.
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Insalubridade (NR(NR-15)

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• 15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem:
– 15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e 12; – 15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14; – 15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos n.º 7, 8, 9 e 10. – 15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.
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• 15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:
– 15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo; – 15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio; – 15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;
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• 15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa.

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• 15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo.
– 15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:
a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; b) com a utilização de equipamento de proteção individual.

– 15.4.1.1 Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização. – 15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador.
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• 15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.
– 15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada a insalubridade, o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido.

• 15.6 O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas. • 15.7 O disposto no item 15.5. não prejudica a ação fiscalizadora do MTE nem a realização ex-officio da perícia, quando solicitado pela Justiça, nas localidades onde não houver perito.

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Ruído

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Conceitos sobre Ruído
• De maneira subjetiva é toda sensação auditiva desagradável, ou • Fisicamente, é todo fenômeno acústico não periódico, sem componentes harmônicos definidos.
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De um modo geral, os ruídos podem ser classificados em 3 tipos:
• Ruídos contínuos : são aqueles cuja variação de nível de intensidade sonora é muito pequena em função do tempo. São ruídos característicos de bombas de líquidos, motores elétricos, engrenagens, etc.
– Exemplos : ventiladores. chuva, geladeiras, compressores,

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• Ruídos flutuantes : são aqueles que apresentam grandes variações de nível em função do tempo.
– São geradores desse tipo de ruído os trabalhos manuais, afiação de ferramentas, soldagem, o trânsito de veículos, etc. – São os ruídos mais comuns nos sons diários.

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• Ruídos impulsivos, ou de impacto : apresentam altos níveis de intensidade sonora, num intervalo de tempo muito pequeno. São os ruídos provenientes de explosões e impactos.
– São ruídos característicos de rebitadeiras, impressoras automáticas, britadeiras, prensas, etc..

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Métodos de medição de ruídos
• Os métodos de medição do ruído e a avaliação dos seus danos auditivos fixados pela C.L.T. são os únicos no Brasil com força de lei. • Portanto, se uma empresa for multada por atividades insalubres causadas por excesso de ruído, a fiscalização estará fundamentada nos métodos da C.L.T. • Esses métodos estão na Norma Regulamentadora Nº 15 (NR15) da Portaria 3.214.
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Anexo 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente
• 1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto. • 2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. • 3. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados no Quadro anexo.
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Anexo 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente
• 4. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado. • 5. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.
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Anexo 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente
• 6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações: C1 + C2 + C3 _ + Cn T1 T2 T3 Tn
exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância. Na equação acima, Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico, e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível, segundo o Quadro Anexo.
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Anexo 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente
Exemplo de cálculo de efeito combinado: Exposição MEDP dB efetiva (Tn) (Cn) 100 1h 35 min 10 min 7 min
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110 15 min 114 8 min

35 + 10 + 7 = 60 15 8 = 0,58 + 0,67 + 0,88 = 2,13 Portanto, acima do LT.

Anexo 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente
• 7. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído, contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção adequada, oferecerão risco grave e iminente.
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Anexo 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente

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Anexo 2 – Ruídos de Impacto
1. Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. 2. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB (linear). Nos intervalos entre os picos, o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo. 3. Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto, será válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuito de compensação "C". Neste caso, o limite de tolerância será de 120 dB(C). 4. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB(LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 130 dB(C), medidos no circuito de resposta rápida (FAST), oferecerão risco grave e iminente.
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Exercício
1. Segundo a NR-9, considera-se atingido o nível de ação, valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas, que incluem monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores, e o controle médico, para ruído contínuo ou intermitente, quando a intensidade sonora:
a) ultrapassar 85 dB(A) para 8 horas de exposição. b) ultrapassar 50 % da dose unitária, o que equivale a 80 dB(A) para 8 horas de exposição. c) ultrapassar a dose unitária. d) ultrapassar 75 % da dose unitária, o que equivale a 63,75 dB(A) para 8 horas de exposição. e) ultrapassar 50 % da dose unitária, o que equivale a 42,50 dB(A) para 8 horas de exposição.

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Nível equivalente de ruído LEQ ou NE
• Quando ocorrem variações de níveis de ruído durante a jornada de trabalho, deve-se utilizar o audiodosímetro, no sentido de se determinar com maior exatidão a exposição ao ruído. • Esse instrumento fornece, no período avaliado, a dose ou efeitos combinados ( Σ Cn / Tn ) e o nível equivalente de ruído ( LEQ ou NE).

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Avaliação do Ruído Ambiente de trabalho
• Para fator de multiplicação: q • Nível crítico: Lcrit Leq = 10xq x LOG Dx8 + Lcrit 3 Te Onde: D = dose em fração decimal Te = tempo de exposição
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Avaliação do Ruído Ambiente de trabalho – NR15
• Para fator de multiplicação: q = 5 • Nível crítico: Lcrit = 85 dB Leq = 16,7 x LOG Dx8 Te + 85

Onde: D = dose em fração decimal Te = tempo de exposição
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Avaliação do Ruído Ambiente de trabalho – NHO-01
• Para fator de multiplicação: q = 3 • Nível crítico: Lcrit = 85 dB NE = 10 x LOG Dx8 Te + 85

Onde: D = dose em fração decimal Te = tempo de exposição
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Avaliação do Ruído Nível de exposição normalizado
NEN = (Leq ou NE) + 10 x LOG Te To Onde: To = período de normalização = 8h Te = tempo de exposição

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Avaliação do Ruído Exposição semanal - NENm
NENm = 10 x LOG 1 x ∑ 10 NEN/10 k

Onde: k = 5 dias da semana.

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Avaliação do Ruído de Impacto
Np = 160 - 10 x LOG n
Onde: Np = nível de pico máximo admissível em dB (lin) n = número de impactos ou impulsos ocorridos durante a jornada diária de trabalho. Obs.: comparar valores obtidos com a tabela 2 da NHO-01
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Ruído para efeito de conforto
17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto: a) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO; – 17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem 17.5.2, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB.

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PLANO DE CONSERVAÇÃO AUDITIVA - PCA
Baseado nas recomendações da OSHA e NIOSH

Avaliação e monitoramento da exposição a ruído Medidas de controle ambiental e organizativos Avaliação e monitoramento audiológico Uso de protetores auriculares Aspectos educativos Avaliação da eficácia do programa
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O simples fornecimento de EPI exime o empregador do pagamento do adicional de insalubridade?
As posições divergentes foram dirimidas no incidente de uniformização de jurisprudência em recurso de Revista nº TST-IUJ-RR 4016/86.5 - Revista LTr, v.53, nº 5, página 582, motivador do enunciado nº 289 do Egrégio Tribunal Superior do Trabalho:

– Insalubridade - adicional - fornecimento do aparelho de proteção - Efeito.
• O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento de adicional de insalubridade, cabendo-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição da nocividade, dentre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado.
– Referências: artigos 8º. 9º, 157, 158, 191 e 192 da CLT, 476 do Código de Processo Civil e 179 do Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho ( DJU de 28/03/88).
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Ruído de fundo Medidas de Controle
• Controle na fonte
– Diferença entre ruído total e fundo < 2
• Ruído de fundo é a fonte nesse caso.
– Isolar barulho externo

• Controle no trajeto
– Diferença entre ruído total e fundo entre 2 e 10
• Máquina e equipamento colaboram para a insalubridade
– Isolar barulho externo e atuar na máquina.

• Controle no Homem
– Uso de EPIs quando Diferença maior que 10 e Dose maior que 1 (LEQ>85 dB)
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Fator de atenuação de EPIs
1. Noise Redution Rating – NRR
– É obtido por meio de tabelas dos fabricantes de protetores auriculares ou por meio de CA, expedido pela SST.
• OSHA
– Utiliza apenas 50% do NRR fornecido pelo laboratório

• NIOSH
– Protetor concha: subtrair 25% do NRR – Protetor inserção moldável: subtrair 50% do NRR – Outros de inserção: subtrair 70% do NRR
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Cálculo da atenuação (NIOSH)
• NPSc = NPSdb(A) – (NRR*f - 7)
NPSc : nível de pressão sonora com proteção. f pode ser: 0,75 para protetor concha 0,5 para protetor de inserção moldável 0,3 para outros protetores de inserção

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2. Nível de Redução de Ruído subject fit NRRsf
– Calcula a atenuação por meio de valor único. – Obtido por meio de ensaios em laboratório. – O MTE adota esse critério para certificar os protetores auditivos (Portaria 48 de 23/03/03) – Cálculo:
• NPSc = NPSdB(A) – NRRsf
– Exemplo: » NPSc = 96 – 15 = 81 dB(A)

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Medidas de Controle
1. Controle na fonte
1. Substituir equipamento 2. Balancear e equilibrar partes móveis 3. Lubrificar rolamentos e mancais 4. Reduzir impactos na medida do possível 5. Alterar processos 6. Planejar processos para minimizar máquinas 7. Aplicar materiais de atenuação 8. Regular motores 9. Reapertar as estruturas 10. Substituir peças metálicas por plásticos
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Medidas de Controle
2. Controle no meio
1. 2. 3. 4. Evitar propagação por meio de isolamento Obter perdas por absorção Isolar a fonte Isolar o receptor

3. Controle no homem
1. Limitar tempo de exposição 2. Protetores auriculares 3. Exames médicos
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Exercícios
1. Um operário fica exposto a 5 máquinas em um mesmo ambiente. Cada máquina emite respectivamente os seguintes NPS: 90 dB, 95 dB, 92 dB, 85 dB e 80 dB. Calcule o NPS total a que o operário fica exposto. 2. Calcule o ruído do equipamento na seguinte situação: # NPS do equipamento funcionando: 100 dB # NPS do equipamento desligado: 95 dB 3. Numa funilaria pretende-se avaliar o barulho produzido pelos impactos das marteladas. Encontram-se, com um equipamento que tem circuito de resposta rápida, valores de 115 dB medidos na curva C. São realizadas 900 batidas por dia. O limite de tolerância foi excedido?
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4. Quais são as medidas de controle que devem ser adotadas para o agente físico ruído? A partir de que nível de NPS se devem tomar ações para proteger os trabalhadores quanto ao ruído contínuo ou intermitente? 5. Um trabalhador foi monitorado durante 4 horas quanto ao agente físico ruído contínuo. Utilizou-se um audiodosímetro que obteve o valor de 0,80 para a dose. Este trabalhador se encontra em insalubridade? Caso a resposta seja sim, qual o nível de insalubridade e qual seria o EPI mais adequado (faça uma recomendação técnica)?

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6. Estimar o nível médio de exposição diária semanal (NENm) para as condições abaixo: # semana de 5 dias # utilizar parâmetros da NR15 # dados obtidos: segunda-feira: D=129%, Te=7,5h terça-feira: D=156%, Te=7,5h quarta-feira: D=143%, Te=7,5h quinta-feira: D=138%, Te=7,5h sexta-feira: D=111%, Te=7,0h

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Calor e Frio
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Conceitos
• Transferência de Calor
– Condução – Convecção – Irradiação

• Dilatação
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Anexo 3 – Exposição ao Calor
1. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que se seguem:
– Ambientes internos ou externos sem carga solar:
• IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

– Ambientes externos com carga solar:
• IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg
– – – – onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco.
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Exposição ao Calor
2. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural, termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. 3. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, à altura da região do corpo mais atingida.
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Exposição ao Calor
• Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.
1. Em função do índice obtido, o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro N.º 1. 2. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. 3. A determinação do tipo de atividade (Leve, Moderada ou Pesada) é feita consultando-se o Quadro n.º 3.
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Exposição ao Calor
• Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso).
1. Para os fins deste item, considera-se como local de descanso ambiente termicamente mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve. 2. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro n.º 2.
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Exposição ao Calor

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ANEXO N.º 9 FRIO
1. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.
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Ação do frio no corpo humano
• Conforme o frio aumenta ou o período de exposição se prolonga, a sensação de frio e dor tende a diminuir por causa da perda de sensibilidade que o frio causa. • Em seguida, o trabalhador sente fraqueza muscular e adormecimento. • Isto é chamado de hipotermia e normalmente ocorre quando a temperatura central do corpo cai abaixo de 33° C. • Outros sintomas de hipotermia incluem a percepção reduzida e pupilas dilatadas. Quando a temperatura do corpo atinge 27° o C, trabalhador entra em coma. • A atividade do coração pára ao redor de 20° e, a cerebral, a 17° C C. • A vítima de hipotermia deve ser aquecida imediatamente, sendo removida para ambientes quentes ou por meio de cobertores. • O reaquecimento em água a 40-42° é recomendado em casos C onde a hipotermia ocorre após o corpo ter sido imerso em água fria.
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Ação do frio no corpo humano
• A temperatura do ar é medida com um termômetro de bulbo seco comum em graus celsius com graduação negativa suficiente para a temperatura utilizada (preferencialmente -50° C). A velocidade do vento deve ser medida por meio de anemômetros, que devem medir na escala de quilômetro por hora (km/h). Os exemplos a seguir demonstram uma forma prática de verificar a velocidade do vento, sem muita precisão, quando não contamos com um anemômetro:
– – – – 8 km/h: movimenta uma bandeirola; 16 km/h: a bandeirola fica totalmente estendida; 24 km/h: levanta uma folha de jornal; 32 km/h: uma ventania.

A atividade física não é fácil de ser medida. É medida pelo calor produzido pelo corpo (taxa metabólica). Existem tabelas que mostram as taxas de metabolismo para uma infinidade de atividades. A produção do calor é medida em quilocalorias (kcal) por hora.

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Ação do frio no corpo humano
• O local de trabalho deve ser monitorado da seguinte forma:
– a) todo local de trabalho com temperatura ambiente inferior a 16° C deverá dispor de termômetro adequado para permitir total cumprimento dos limites estabelecidos; – b) sempre que a temperatura do ar no local de trabalho cair abaixo de -1° a temperatura deve ser medida e registrada a cada quatro horas; C – c) sempre que a velocidade do vento exceder a 2 m/s em ambientes fechados, deve ser medida e registrada a cada quatro horas; – d) em situações de trabalho a céu aberto, a velocidade do vento deve ser medida e registrada juntamente à temperatura do ar quando esta for inferior a -1° C; – e) em todas as situações que forem necessárias, a medição de movimentação do ar e a temperatura equivalente de resfriamento (TER) devem ser obtidas por meio da Tabela 1, e registrada com outros dados sempre que a resultante for inferior a -7° C.
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Fonte: CLT, art. 253; ACGIH; Fundacentro.

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SEÇÃO VII da CLT Dos Serviços Frigoríficos Art. 253. Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e viceversa, depois de uma hora e quarenta minutos de trabalho contínuo será assegurado um período de vinte minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. Parágrafo único. Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, na primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, a 15 º (quinze graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e na quinta, sexta e sétima zonas 10º (dez graus). NOTA 1) Empregado que trabalha em câmara frigorífica tem direito ao adicional de insalubridade de grau médio (20% do salário mínimo regional), “ex vi” do disposto na Portaria n. 3.214, do MTE, de 8.6.78. 2) V. Portaria n. 21, de 26.12.94, in DOU 27.12.94, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, do MTE, estabelecendo que o mapa oficial do MTE, a que se refere o artigo supra a ser considerado, é o mapa “Brasil Climas” da Fundação IBGE, publicado no ano de 1978 e que define as zonas climáticas brasileiras de acordo com a temperatura média anual, a média anual de meses secos e o tipo da vegetação natural.
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Índice de Termômetro de globo úmido – TGU
• É obtido através do Termômetro de Globo Úmido ou Botsball (B). • Utilizado como parâmetro em câmaras hiperbáricas (NR15, anexo 6). • Correlação:
IBUTG = 0,0212.B2 + 0,192.B + 9,5
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Temperatura efetiva – Te
• É aquela que produz a sensação térmica equivalente a uma temperatura medida com o ar saturado (100% UR) e praticamente parado (sem vento). • Combina:
– Temperatura do ar (bulbo úmido e seco) – Umidade relativa (UR) – Velocidade do ar
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Escala de temperatura efetiva normal (para pessoas normalmente vestidas).

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Temperaturas em ° F

Escala de temperatura efetiva normal (para pessoas normalmente vestidas).

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Escala de temperatura efetiva básica ( para homens despidos da cintura para cima).

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Carta Psicrométrica

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Exemplo : Características: homens despidos da cintura para cima. Temperatura de Bulbo Seco (TBS) = 28° C Temperatura de Bulbo Úmido (TBN) = 21° C Velocidade do Ar = 0,5 m/s Temperatura Efetiva (TE) = 22 ° C
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Escala de temperatura efetiva básica ( para homens despidos da cintura para cima).

22ºC

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Conforto térmico – NR17
17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto: b) índice de temperatura efetiva entre 20° e 23° C C; c) velocidade do ar não superior a 0,75 m/s; d) umidade relativa do ar não inferior a 40 %.
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NR15 X NR17
• A NR-15 determina que as medições dos parâmetros envolvidos no cálculo do IBUTG sejam feitas no local onde permanece o trabalhador, à altura da região do corpo mais atingida. • A NR-17 ressalta que os parâmetros que tratam das condições de conforto devam ser medidos nos postos de trabalho, na altura do tórax do trabalhador.
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Medidas de Controle
• Calor
– Medidas relativas ao ambiente
• Aclimatização • Ventilação • Barreiras

– Medidas relativas ao Homem
• • • • Regime de trabalho Vestimentas de trabalho e EPI Exames médicos Educação e treinamento
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Medidas de Controle
• Frio
– Aclimatização – Regime de trabalho – Vestimentas de trabalho e EPI – Exames médicos – Educação e treinamento

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Exercícios
Um padeiro possui a seguinte rotina de trabalho: carrega os pães no forno durante 6 minutos, em seguida descansa sentado numa sala com temperatura mais amena por 20 minutos enquanto os pães assam e, então, retorna ao forno para retirar os pães, levando mais 4 minutos. Considere a taxa de metabolismo para a atividade de carregar e retirar os pães do forno como moderada (300 Kcal/h) e a taxa de metabolismo para o repouso sentado de 100 Kcal/h. As medições de temperatura apresentaram os seguintes valores: (i) na sala de descanso:
temperatura de globo = 28 ºC e temperatura de bulbo úmido natural = 20 ºC;

(ii) no local de trabalho:
temperatura de globo = 54 ºC e temperatura de bulbo úmido natural = 22 ºC.
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1.Calcule, em Kcal/h, o valor da taxa de metabolismo média ponderada para uma hora (M) e assinale a opção que corresponde ao valor correto, desprezando-se a parte fracionária. 2. Com referência às normas regulamentadoras, calcule o valor do índice de bulbo úmido – termômetro de globo (IBUTG) médio ponderado para uma hora e assinale a opção que corresponde ao valor correto.

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3. Suponha que o descanso do padeiro seja no próprio local de trabalho (ambiente do forno). Nesse caso, considerando o quadro 1, que faz parte do anexo n.º 3 da NR-15, assinale a opção correspondente ao regime de trabalho intermitente. (A) Trabalho contínuo. (B) 45 minutos de trabalho por 15 minutos de descanso. (C) 30 minutos de trabalho por 30 minutos de descanso. (D) 15 minutos de trabalho por 15 minutos de descanso. (E) Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas adequadas de controle.

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4. Considerando, além do texto, o anexo 3 da NR- 15, quanto à exposição ao calor, é correto afirmar que (A) a exposição ao calor deve ser avaliada por meio do índice de bulbo úmido – termômetro de globo (IBUTG). (B) as medidas devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, à altura do teto. (C) os aparelhos usados na medição são anemômetro, barômetro, termômetro de mercúrio comum e termômetro de globo. (D) os períodos de descanso não serão considerados tempo de serviço, para efeitos legais. (E) trabalhar em pé carregando sacos de farinha de 50 kg é considerado atividade leve.

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5. Em um ambiente externo de trabalho com carga solar foram realizadas medições de temperatura e foram obtidos os seguintes resultados:
– temperatura de bulbo úmido natural: 33,1º C – temperatura de bulbo seco: 42,0º C – temperatura de globo: 33,4º C Diante dos valores anteriores, o valor do IBUTG é de:

(A) 34,05º C; (B) 33,19º C; (C) 34,91º C; (D) 35,77º C; (E) 36,01º C.

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6. Um trabalhador realiza suas atividades laborais frente a um forno e descansa realizando relatórios em outra sala. Os dados abaixo representam o ciclo de trabalho deste colaborador. O trabalhador se encontra em insalubridade?
Atividade Trabalho frente ao forno Trabalho realizando relatórios Tg (°C) 30 25 Tb (°C) Tempo (min) 25 30 20 30 M (kcal/h) 440 125

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7. Um trabalhador realiza suas atividades laborais frente a um forno e descansa realizando relatórios em outra sala. Os dados abaixo representam o ciclo de trabalho deste colaborador. O trabalhador se encontra em insalubridade? Considerando os dados acima, caso o trabalhador descansasse na mesma sala estaria em insalubridade? Neste caso qual seria a recomendação técnica?
Atividade Trabalho frente ao forno Trabalho realizando relatórios Tg (°C) 35 27 Tb (°C) Tempo (min) 25 20 22 40 M (kcal/h) 500 125

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Radiação Ionizante e NãoNão-ionizante
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Radioatividade
É a propriedade que os núcleos atômicos instáveis possuem de emitir partículas e radiações eletromagnéticas, para se transformarem em outros núcleos mais estáveis.

Natureza das radiações
As emissões radioativas, quando submetidas a um campo elétrico ou magnético, apresentam 3 comportamentos distintos: - emissões α - emissões β - emissões γ

Emissões α
• Partículas formadas por 2 prótons e 2 nêutrons, que são atirados do núcleo com velocidade de 20.000 km/s •

α4 2
– Maior inércia – Menor poder penetrante nos corpos – Maior poder ionizante sobre o ar

• Apresentam:

Emissões β
• São elétrons atirados em altíssima velocidade, entre 70.000 e 290.000 km/s. • -1β0 • As emissões β são mais penetrantes que as emissões α, chegando a atravessar lâminas de Alumínio de 1 cm de espessura

β
nêutron

neutrino

P

e-

Emissões γ
• Não são partículas, mas sim ondas eletromagnéticas semelhantes à luz, com velocidade próximo a 300.000 km/s. • Atravessa 20 cm no aço ou 5 cm no chumbo. • Não possui nem carga e nem massa • Do ponto de vista fisiológico, estas emissões representam o perigo máximo.

ANEXO N.º 5 RADIAÇÕES IONIZANTES
• Nas atividades ou operações onde trabalhadores possam ser expostos a radiações ionizantes, os limites de tolerância, os princípios, as obrigações e controles básicos para a proteção do homem e do seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante, são os constantes da Norma CNEN-NE-3.01(1): "Diretrizes Básicas de Radioproteção", de julho de 1988, aprovada, em caráter experimental, pela Resolução CNEN n.º 12/88, ou daquela que venha a substituí-la.
(1) http://www.cnen.gov.br/seguranca/normas/mostra-norma.asp?op=301#
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ANEXO N.º 5 RADIAÇÕES IONIZANTES
• Portaria/MS/SVS nº 453, de 01 de junho de 1998
– Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico, dispõe sobre o uso dos raios-x diagnósticos em todo território nacional e dá outras providências.

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ANEXO N.º 5 RADIAÇÕES IONIZANTES
• Portaria/MS/SVS nº 453, de 01 de junho de 1998
– 2.12 Os limites de dose:
• a) Incidem sobre o indivíduo, considerando a totalidade das exposições decorrentes de todas as práticas a que ele possa estar exposto. • b) Não se aplicam às exposições médicas. • c) Não devem ser considerados como uma fronteira entre "seguro" e "perigoso". • d) Não devem ser utilizados como objetivo nos projetos de blindagem ou para avaliação de conformidade em levantamentos radiométricos. • e) Não são relevantes para as exposições potenciais.
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ANEXO N.º 5 RADIAÇÕES IONIZANTES
• Portaria/MS/SVS nº 453, de 01 de junho de 1998
– 2.13 Exposições ocupacionais
a) As exposições ocupacionais normais de cada indivíduo, decorrentes de todas as práticas, devem ser controladas de modo que os valores dos limites estabelecidos na ResoluçãoCNEN n.º 12/88 não sejam excedidos. Nas práticas abrangidas por este Regulamento, o controle deve ser realizado da seguinte forma:
– (i) a dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano. – (ii) a dose equivalente anual não deve exceder 500 mSv para extremidades e 150 mSv para o cristalino.

b) Para mulheres grávidas devem ser observados os seguintes requisitos adicionais, de modo a proteger o embrião ou feto:
– (i) a gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo seja constatada; – (ii) as condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na superfície do abdômen não exceda 2 mSv durante todo o período restante da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto exceda cerca de 1 mSv neste período.
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ANEXO N.º 5 RADIAÇÕES IONIZANTES
• Portaria/MS/SVS nº 453, de 01 de junho de 1998
– 2.13 Exposições ocupacionais
c) Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios-x diagnósticos, exceto em treinamentos. d) Para estudantes com idade entre 16 e 18 anos, em estágio de treinamento profissional, as exposições devem ser controladas de modo que os seguintes valores não sejam excedidos:
– (i) dose efetiva anual de 6 mSv ; – (ii) dose equivalente anual de 150 mSv para extremidades e 50 mSv para o cristalino.

e) É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos.

– 2.14 As exposições normais de indivíduos do público decorrentes de todas as práticas devem ser restringidas de modo que a dose efetiva anual não exceda 1 mSv.
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Dose equivalente (H)
• É a grandeza que apresenta a relação entre a dose absorvida (D) e o tipo de radiação ionizante envolvida, que está associado a características das radiações e sua capacidade de ionização da matéria ( fator Q). • H=DxQ • Expressa o efeito biológico oriundo da exposição à radiação.
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Dose equivalente (H)
• Equação:

H=DxQ

• Unidade:

J/kg = Sv (Sivert)
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Medidas de controle
• Controle da distância entre fonte e trabalhador; • Blindagem da fonte; • Limitação do tempo de exposição; • Uso de barreiras; • Limpeza adequada do local de trabalho; • Sinalização; • Controle médico.
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ANEXO N.º 7 RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES
1. Para os efeitos desta norma, são radiações não-ionizantes as microondas, ultravioletas e laser. 2. As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não-ionizantes, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres, em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. 3. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores às radiações da luz negra (ultravioleta na faixa - 400-320 nanômetros) não serão consideradas insalubres.
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Medidas de controle
• Microondas
– Enclausuramento das fontes – Uso de barreiras – Sinalização – Exames médicos

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Medidas de controle
• Radiação ultravioleta
– Uso de barreiras – EPI – Sinalização – Exames médicos

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Medidas de controle
• Laser
– Uso de barreiras – EPI – Sinalização – Treinamento

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Alguns aspectos legais
• Lei 7.923/89: gratificação de raios X • Portaria 518/2003: NR16, anexo Periculosidade –

• Orientações jurisprudenciais da Seção de Dissídios Individuais 1 (SDI-1) do tribunal Superior do Trabalho – nr. 173
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NR-17 – Iluminamento antigo anexo 4 / NR15
17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da Atividade. 17.5.3.1. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa. 17.5.3.2.A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. 17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.

LEGISLAÇÃO

17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subítem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência. 17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4 este será um plano horizontal a 0,75 m do piso.

TÉCNICA DE MEDIÇÃO
• • • • • • • • • Equipamento calibrado Evitar temperaturas e umidades elevadas Expor fotocélula à luz de 5 a 15 min, para estabilizar. Medição deve ser feita no campo de trabalho (0,75 m do solo se não definido o plano) Fotocélula deve ficar paralela à superfície de trabalho Evitar fazer sombras Não usar roupas claras Procurar realizar leituras nos piores casos Lâmpada de vapor de sódio ou mercúrio - corrigir leitura de acordo com catálogo do fabricante

NBR 5413
Tabela 1 - Iluminâncias por classe de tarefas visuais Classe A Iluminação geral para áreas usadas ininterruptamente ou com tarefas visuais simples Iluminância (lux) 20 - 30 - 50 50 - 75 - 100 100 - 150 - 200 Tipo de Atividade

Áreas públicas com arredores escuros Orientação simples para permanência curta. Recintos não usados para trabalho contínuo; depósitos. 200 - 300 - 500 Tarefas com requisitos visuais limitados, trabalho bruto de maquinaria, auditórios. 500 - 750 - 1000 Tarefas com requisitos visuais normais, B trabalho médio de maquinaria, escritórios. Iluminação geral 1000 - 1500 - 2000 Tarefas com requisitos especiais, gravação para área de trabalho manual, inspeção, indústria de roupas. 2000 - 3000 - 5000 Tarefas visuais exatas e prolongadas, C eletrônica de tamanho pequeno. Iluminação adicional 5000 - 7500 - 10000 Tarefas visuais muito exatas, montagem de para tarefas visuais microeletrônica. difíceis 10000 - 15000 - 20000 Tarefas visuais muito especiais, cirurgia

NBR 5413

Tabela 2 - Fatores determinantes da iluminância adequada Características da -1 tarefa e do observador Idade inferior a 40 anos Velocidade e Sem importância precisão Refletância do fundo Superior a 70% da tarefa Peso 0 40 a 55 anos Importante 30 a 70% +1 Superior a 55 anos Crítica Inferior a 30%

NBR 5413
5.3. Iluminâncias em lux, por tipo de atividade (valores médios em serviço) 5.3.1. Acondicionamento engradamento, encaixotamento e empacotamento ………………. 100 - 150 - 200 5.3.2. Auditórios e anfiteatros tribuna ……………………………………………………………. 300 - 500 - 750 platéia ……………………………………………………………. 100 - 150 - 200 sala de espera .……………………………………………………. 100 - 150 - 200 bilheterias…………………………………………………………. 300 - 150 - 750 5.3.3. Bancos atendimento ao público……………………………………………. 300 - 500 - 750 máquinas de contabilidade..………………………………………. 300 - 500 - 750 estatística e contabilidade …..……………………………………. 100 - 150 - 200 bilheterias…………………………………………………………. 300 - 150 - 750

NBR 5413
Seleção do valor iluminância por classe de tarefa visual - Tabela 1 e 2

• analisar cada característica para determinar o seu peso (-1, 0 ou +1); • somar os três valores encontrados algebricamente, considerando o sinal; • usar a iluminância inferior do grupo, quando o valor total for igual a -2 ou -3; a iluminância superior quando a soma for +2 ou +3; e a iluminância média nos outros casos.

NBR 5413
Seleção do Valor Recomendado - Ítem 5.3
• Considerar o valor do meio na maioria dos casos. • Usar o valor mais alto quando: a) a tarefa se apresenta com refletâncias e contrastes bastante baixos; b) erros são de difícil correção; c) o trabalho visual é crítico; d) alta produtividade ou precisão são de grande importância; e) a capacidade visual do observador está abaixo da médica. • Usar o valor mais baixo quando: a) refletâncias ou contrastes são relativamente altos; b) a velocidade e/ou precisão não são importantes; c) a tarefa é executada ocasionalmente.

Trabalhos em ambientes pressurizados
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TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS
• TRABALHOS SOB AR COMPRIMIDO
– Trabalhos sob ar comprimido são os efetuados em ambientes onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica e onde se exige cuidadosa descompressão.

• A atividade é considerada insalubre.

• Limite superior de pressão: 3,4 kgf/cm2
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TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS
Períodos máximos de trabalhos sob pressão:
Pressão de trabalho kgf/cm2 Período máximo em horas

0 – 1,0 1,1 – 2,5 2,6 – 3,4

8 6 4

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TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS
Compressão:
1°minuto: 0,3 atm Depois: seguir uma taxa de 0,7 atm/min

Descompressão:
Seguir as paradas conforme as tabelas do anexo 6/NR15 Taxa de descompressão: 0,4 atm/min

Qualidade do ar de adução: anexo 6/NR15
Fernando Duque Barros

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CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS Medidas de controle
Relativas ao ambiente: Ventilação contínua min. 30 ft3/min/homem TGU = 27 ºC Sistema de comunicação Pressão máxima = 3,4 atm Relativas ao pessoal Uma compressão a cada 24h Idade entre 18 e 45 anos Exame médico Plaqueta de identificação
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Vibração
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ANEXO N.º 8 VIBRAÇÕES
• 1. As atividades e operações que exponham os trabalhadores, sem a proteção adequada, às vibrações localizadas ou de corpo inteiro, serão caracterizadas como insalubres, através de perícia realizada no local de trabalho. • 2. A perícia, visando à comprovação ou não da exposição, deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização - ISO, em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas.
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ANEXO N.º 8 VIBRAÇÕES

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Exposição do Corpo Humano à vibração
• O corpo humano é um sistema (física e biologicamente) extremamente complexo. Quando estudado como um sistema mecânico, contém um grande número de ‘elementos’ lineares e não lineares com propriedades mecânicas diferentes de pessoa para pessoa. • Biologicamente a situação é mais complexa, especialmente quando efeitos psicológicos são incluídos. Em consideração à resposta do homem para vibrações e choques é necessário levar em conta, porém, efeitos mecânicos e psicológicos.

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Exposição do Corpo Humano à vibração
• Os conhecimentos sobre conforto, fadiga e diminuição da eficiência, são baseados em dados estatísticos coletados na prática e em condições experimentais. • Em função da dificuldade em realizar ensaios experimentais com seres humanos, do tempo consumido e por problemas éticos, muitos conhecimentos sobre efeitos danosos são obtidos em experimentos com animais. • Assim, não é sempre possível obter uma escala de resultados em experimentos com animais correlacionada com o homem, mas apenas informações aproximadas. • Considerando o corpo humano como um sistema mecânico, pode-se (a baixas freqüências e baixos níveis de vibração) obter aproximadamente um sistema de parâmetros.
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Exposição do Corpo Humano à vibração
• Uma das mais importantes partes desse sistema diz respeito ao efeito da vibração e choque do sistema tórax-abdomen. Isso é devido a um efeito distinto de ressonância que ocorre na faixa entre 3 e 6 Hertz que produz uma maior amplitude no movimento para pessoas sentadas ou em pé. • Outro efeito de ressonância é encontrado entre 20 e 30 Hz, que é causada pela ressonância do sistema cabeça-pescoço-ombro cabeça-pescoço-ombro. • Também na região de 60 a 90 Hz são sentidos distúrbios pela ressonância do globo ocular. • O mesmo efeito é sentido no sistema crânio-maxila, que acontece entre 100 e 200 Hz. • Acima de 100 Hz as partes do corpo absorvem a vibração, não ocorrendo ressonâncias.
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Exposição do Corpo Humano à vibração
SINTOMAS Sensação geral de desconforto Sintomas na cabeça Maxilar Influência na linguagem Garganta Dor no peito Dor abdominal Desejo de urinar Aumento do tonus muscular Influência nos movimentos respiratórios Contrações musculares
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FREQÜÊNCIA 4-9 13-20 6-8 13-20 12-19 5-7 4-10 10-18 13-20 4-8 4-9

Há, basicamente, três tipos de exposição humana à vibração:
– Vibrações transmitidas simultaneamente à superfície total do corpo e/ou a partes substanciais dele.
• • Isto acontece quando o corpo está imerso em um meio vibratório. Há circunstâncias em que isto é de interesse prático, por exemplo, quando ruídos de alta intensidade no ar ou na água excitam vibrações no corpo.
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– Vibrações transmitidas ao corpo como um todo através de superfícies de sustentação, como os pés de um homem em pé, ou as nádegas de um homem sentado, ou a área de sustentação de um homem recostado.
• Este tipo de vibração é comum em veículos, em construções em movimento vibratório e nas proximidades de maquinário de trabalho.
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– Vibrações aplicadas a partes específicas do corpo, como cabeça e membros.
• Exemplos destas vibrações ocorrem por meio de cabos, pedais ou suportes de cabeça, ou por grande variedade de ferramentas e instrumentos manuais

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• O equipamento de medida de vibração, geralmente consiste nas seguintes partes:
– um transdutor ou “pick-up”, – um dispositivo amplificador (elétrico, mecânico ou óptico) e – um indicador de nível ou registrador.

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• Na avaliação prática de qualquer vibração, cuja descrição física pode ser dada em termos destes fatores, três critérios humanos principais podem ser distinguidos. São eles:
– a) A preservação da eficiência de trabalho (“Nível de eficiência reduzido (fadiga)”); – b) A preservação da saúde ou segurança (“Limite de exposição”) ; – c) A preservação do conforto (“nível de conforto reduzido”).

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Avaliação de vibração para fins de insalubridade
• A perícia deve ser feita com base nas normas
– ISO 2631: vibração de corpo inteiro – ISO 5349: vibração localizada ou mão e braço

• A NR9 estabelece que os resultados da avaliação quantitativa devem ser comparados com os limites da ACGIH quando não houver definição por parte da NR15.
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Avaliação de vibração para fins de insalubridade
• limites da ACGIH: vibração localizada mãos
Exposição diária 4h – 8h 2h – 4h 1h – 2h Menos de 1h AEQ em m/s2 4 6 8 12

Se um dos eixos de vibração exceder à exposição total diária, então o TLV estará excedido.
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Avaliação de vibração para fins de insalubridade
• A CE estabelece os limites:
– Vibração de corpo inteiro
• 1,15 m/s2 para 8h
– (ISO 2631 / Diretiva 2002-44-EC)

– Vibração localizada (mão e braço)
• 5,00 m/s2 para 8h
– (ISO 5349 / Diretiva 2002-44-EC)

• Nenhuma norma legal autoriza a utilização desses limites para fins de caracterização de insalubridade, PPRA ou aposentadoria especial.
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Fator W para avaliação de vibração
Posição Aplicação Saúde Local Medição Assento X Y Z X, Y, Z X Y Z X Y Z X, Y, Z X, Y, Z Eixo 1,4 1,4 1 1 0,8 0,5 0,4 0,25 0,25 0,4 1 1 Fator K

Assento Sentado Conforto

Assento-encosto

Piso Percepção Em pé ou deitado Conforto e Percepção Assento Abaixo da bacia ou Piso
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Procedimento de avaliação
• Aceleração Soma vetorial (At)
At = ((kx x ax)2 + (ky x ay)2 + (kz x az)2)1/2 a = aceleração em cada eixo em m/s2 k = fator para cada eixo

Fator k:
Corpo inteiro: kx = ky = 1,4; kz = 1 Localizado: kx = ky = kz = 1
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Procedimento de avaliação
• Aceleração equivalente ponderada (AEQ)
AEQ = ((a12 x t1 + an2 x tn)/T)1/2
a = aceleração em m/s2 T = tempo total t = tempo parcial de cada aceleração

• Aceleração normalizada para a Jornada de 8h (A8)
A8 = AEQ x (T/8)1/2
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Duração total da exposição do grupo em anos, necessária para a ocorrência dos episódios de branqueamento nos dedos em 10% dos expostos (DY)
DY = 31,8 x (A8)-1,06
– A8 = exposição diária normalizada para um período de 8 horas. – Dy em anos.

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Medidas de controle
• Preferencialmente são tomadas na fonte e em seguida na trajetória. 1. Evitar contato entre o trabalhador e a ferramenta.
Ex.: braços articulados

2. Tratamento das máquinas: ação direta com redução das vibrações.
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Medidas de controle
3. Ação sobre a transmissão e propagação: • Suprimir o meio transmissor; • Montagens antivibratórias; • Aumentar inércia de um equipamento.
Ex.: Aumentar a massa de um eixo do mancal de um britador
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Exercício
1. Foram medidas as acelerações ponderadas em freqüência na exposição de um operador de moto serra cortando diferentes tipos de madeira, com os tempos e respectivas acelerações: 1h: 15 m/s2 3h: 12 m/s2 5h: 10 m/s2 Pede-se, calcular a aceleração equivalente.
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Exercício
2. Calcular no exercício anterior a Aceleração
normalizada para a Jornada de 8h (A8)

3. Calcular o tempo da exposição do grupo em anos, necessária para a ocorrência dos episódios de branqueamento nos dedos em 10% dos expostos, para o exercício 1.

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Exercício
4. Calcular a aceleração vetorial para uma vibração localizada (mãos), para os dados abaixo: ax: 2,4 m/s2 ay: 2,2 m/s2 az: 1,2 m/s2

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Umidade

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ANEXO N.º 10 UMIDADE
1. As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.
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Agentes Químicos
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ANEXO N.º 11
AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É CARACTERIZADA POR LIMITE DE TOLERÂNCIA E INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO

• 1. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos, a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro n.o 1 deste Anexo.
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• 2. Todos os valores fixados no Quadro nº 1 - Tabela de Limites de Tolerância são válidos para absorção apenas por via respiratória. • 3. Todos os valores fixados no Quadro nº 1 como "Asfixiantes Simples" determinam que nos ambientes de trabalho, em presença destas substâncias, a concentração mínima de oxigênio deverá ser 18 (dezoito) por cento em volume. As situações nas quais a concentração de oxigênio estiver abaixo deste valor serão consideradas de risco grave e iminente. • 4. Na coluna "VALOR TETO" estão assinalados os agentes químicos cujos limites de tolerância não podem ser ultrapassados em momento algum da jornada de trabalho. • 5. Na coluna "ABSORÇÃO TAMBÉM PELA PELE" estão assinalados os agentes químicos que podem ser absorvidos, por via cutânea, e portanto exigindo na sua manipulação o uso da luvas adequadas, além do EPI necessário à proteção de outras partes do corpo.
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• 6. A avaliação das concentrações dos agentes químicos através de métodos de amostragem instantânea, de leitura direta ou não, deverá ser feita pelo menos em 10 (dez) amostragens, para cada ponto - ao nível respiratório do trabalhador. Entre cada uma das amostragens deverá haver um intervalo de, no mínimo, 20 (vinte) minutos. • 7. Cada uma das concentrações obtidas nas referidas amostragens não deverá ultrapassar os valores obtidos na equação que segue, sob pena de ser considerada situação de risco grave e iminente.
– Valor máximo = L.T. x F. D.
• Onde: L.T. = limite de tolerância para o agente químico, segundo o Quadro n.°1. F.D. = fator de desvio, segundo definido no Quadro n.°2.

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• 8. O limite de tolerância será considerado excedido quando a média aritmética das concentrações ultrapassar os valores fixados no Quadro n.°1.

• 9. Para os agentes químicos que tenham "VALOR TETO" assinalado no Quadro n.° 1 (Tabela de Limites de Tolerância) considerar-se-á excedido o limite de tolerância, quando qualquer uma das concentrações obtidas nas amostragens ultrapassar os valores fixados no mesmo quadro.

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• 10. Os limites de tolerância fixados no Quadro n.° 1 são válidos para jornadas de trabalho de até 48 (quarenta e oito) horas por semana, inclusive.
– 10.1 Para jornadas de trabalho que excedam as 48 (quarenta e oito) horas semanais dever-se-á cumprir o disposto no art. 60 da CLT.

• Para adequar dados da ACGIH utilizar a fórmula de Brief & Scala:
FR = 40 h x (168 – h) 128

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Bombas e Tubos Colorimétricos

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ANEXO N.º 12
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS • ASBESTO
– 12. O limite de tolerância para fibras respiráveis de asbesto crisotila é de 2,0 f/cm3. – 12.1. Entende-se por "fibras respiráveis de asbesto" aquelas com diâmetro inferior a 3 micrômetros, comprimento maior que 5 micrômetros e relação entre comprimento e diâmetro superior a 3:1. – 13. A avaliação ambiental será realizada pelo método do filtro de membrana, utilizando-se aumentos de 400 a 500x, com iluminação de contraste de fase. – 13.1. Serão contadas as fibras respiráveis conforme subitem 12.1 independentemente de estarem ou não ligadas ou agregadas a outras partículas.

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ANEXO N.º 12
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS
• MANGANÊS E SEUS COMPOSTOS
– 1. O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à extração, tratamento, moagem, transporte do minério, ou ainda a outras operações com exposição a poeiras do manganês ou de seus compostos é de até 5mg/m3 no ar, para jornada de até 8 (oito) horas por dia. – 2. O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à metalurgia de minerais de manganês, fabricação de compostos de manganês, fabricação de baterias e pilhas secas, fabricação de vidros especiais e cerâmicas, fabricação e uso de eletrodos de solda, fabricação de produtos químicos, tintas e fertilizantes, ou ainda outras operações com exposição a fumos de manganês ou de seus compostos é de até 1mg/m3 no ar, para jornada de até 8 (oito) horas por dia. – 3. Sempre que os limites de tolerância forem ultrapassados, as atividades e operações com o manganês e seus compostos serão consideradas como insalubres no grau máximo.

ANEXO N.º 12
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS

• SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA

• SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA

ANEXO N.º 13 AGENTES QUÍMICOS
Relação das atividades e operações envolvendo agentes químicos, consideradas, insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Excluam-se desta relação as atividades ou operações com os agentes químicos constantes dos Anexos 11 e 12.
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ANEXO N.º 13 AGENTES QUÍMICOS
• Agentes controlados:
– – – – – – – – – – – Arsênico Carvão Chumbo Cromo Fósforo Hidrocarbonetos Mercúrio Silicatos Substâncias cancerígenas Benzeno Outros.
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Classificação, estudo e exposição dos contaminantes
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1. Contaminantes
• É sabido que os produtos químicos integram praticamente a totalidade dos materiais fabricados atualmente. • Existem mais de 3 milhões de compostos químicos. • Existem normas referentes à exposição a mais de 500 compostos químicos.
– National Institute of Occupational Safety and Helth (NIOSH)
• Mais de 5.000 produtos químicos podem ser prejudiciais à saúde.

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Contaminantes
• Na consideração dos riscos provenientes dos produtos químicos, deve-se analisar os seguintes aspectos:
– Os compostos que são considerados perigosos podem não sê-lo quando se encontram em baixas concentrações. – Os compostos considerados usualmente como não perigosos, podem sê-lo para determinados usos. – Alguns tipos de compostos podem tornar-se perigosos.
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Ambientes internos e externos
• Ambientes internos:
– Existem normas para o manuseio e exposição a contaminantes em ambientes internos. Levam em consideração:
• Ventilação, exaustão, temperatura e etc.

• Ambientes externos:
– Existem determinadas leis e regulamentações que tratam das qualidades que devem ser exigidas da água e do ar, assim como as referentes à movimentação e distribuição de materiais perigosos.
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Materiais Perigosos
• No ato emitido no ano de 1972, o Federal Insecticide, Funguicide and Rodenticide Act, estabeleceu o registro de todas os pesticidas, exigindo dos fabricantes documentação comprobatória dos seus ingredientes, bem como as instruções pertinentes ao uso seguro. • Em 1976, The resource conservation and recovery Act (RCRA) determinou normas quanto à geração, tratamento, estocagem e distribuição de resíduos considerados perigosos à saúde.
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• Divisão dos resíduos industriais
– Classe I
• Resíduos perigosos
– Pode apresentar riscos à saúde pública e ao meio ambiente por causa de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

– Classe II
• Resíduos não-inertes
– Resíduos potencialmente combustíveis. biodegradáveis ou

– Classe III
• Resíduos inertes
– Resíduos inertes e não combustíveis.
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Resíduos
• Os conceitos de resíduos e lixo são bastante próximos e muitas vezes entende-se que ambos sejam sinônimos. • No dicionário diferenciá-los. é quase impossível

• A norma NBR 10.004/97 define resíduo sólido
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DEFINIÇÃO NBR10004
“Resíduos nos estados sólidos e semi-sólidos, que resultam de atividades da comunidade, de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Consideram-se também resíduos sólidos os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpo d´água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia dispónível.”
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RESÍDUO E REJEITO
• Rejeito
– algo inservível, cuja única aplicação é a disposição final

• Resíduo
– tudo que serve para um processo produtivo próprio ou de terceiros

• Sub-produto
– algo que forneça uma remuneração ao negócio menor que a atividade principal

• Co-produto
– algo de valor compatível com o produto da atividade fim do negócio

• Produto
– atividade fim de um negócio
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Aerossóis
• São partículas em suspensão no ar, em forma sólida ou líquida. • O uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo) e a queima da vegetação são algumas das causas de formação dos aerossóis. • Os aerossóis contribuem para o resfriamento da superfície da Terra, por produzirem espalhamento e reflexão da luz solar incidente.
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Poeiras
• São partículas sólidas produzidas por manipulação, esmagamento, trituração, impacto rápido, explosão e desintegração de substâncias orgânicas ou inorgânicas, tais como rochas, minérios, metais, madeira ou cereais. As poeiras não tendem a flocular, a não ser sob a ação de forças eletrostáticas; não se difundem no ar, porém sedimentam sob a ação da gravidade. • Exemplo: poeira de sílica, poeira de asbesto, poeira de algodão. • Observação: 1 micron ( µm ) equivale a 1/1000 de milímetro ou 1 milionésimo do metro. A menor partícula visível ao olho humano mede, aproximadamente, 1/10 de milímetro.
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Fumos
• São partículas sólidas resultantes da condensação ou sublimação de gases, geralmente após volatilização de metais fundidos, que se acompanha amiúde de reação química, como oxidação. Os fumos floculam e as vezes coalescem. Partículas < 0,5 µm diâmetro. • Exemplos: fumos metálicos em geral (chumbo, alumínio, zinco e etc.) e fumos de cloreto de amônio. • Fumaça: fumo resultante da combustão incompleta de materiais orgânicos (combustíveis em geral). Se a combustão for completa e o combustível não tiver cinzas, não teremos fumaça. São constituídas por partículas com diâmetros inferiores a 1 µm.
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Névoas
• São gotículas líquidas em suspensão, produzidas pela condensação de gases e vapores ou pela passagem de um líquido a estado de dispersão, por respingo, formação de espumas e atomização. Partículas < 0,5 µm diâmetro. • Exemplo: névoas de ácido sulfúrico, névoas de tinta e névoas de óleo.

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Vapores
• Forma gasosa de substâncias normalmente sólidas ou líquidas (ou seja, a 25° e 760mmHg), C que podem voltar a estes estados ou por aumento de pressão, ou por diminuição de temperatura.
– Os vapores são difusíveis. – Os vapores são substâncias que existem no estado sólido ou líquido nas condições usuais do ambiente. – O seu tamanho é o molecular.
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Gases
• São normalmente fluídos sem forma que ocupam o espaço que os contém e só podem liquefazer-se ou solidificar-se sob a ação combinada de aumento de pressão e diminuição de temperatura. • Em outras palavras, os gases verdadeiros não estão presentes na forma líquida ou sólida nas condições usuais do ambiente em termos de temperatura e pressão.
– O seu tamanho logicamente é o molecular. – Os gases são difusíveis, não sedimentam nem se aglomeram, chegando a sua divisão ao nível molecular, permanecendo, portanto, intimamente misturados com o ar, sem se separarem por si mesmos.
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2. Generalidades e definições utilizadas em Toxicologia
• Dose • Agente Tóxico
– Veneno – Droga – Antídoto – Ação tóxica – Xenobiótico

• Tempo de exposição
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Dose
Paracelsus: O que diferencia um remédio de um veneno é a dose. É a quantidade exposta a um agente em um período de tempo.
Dose = ∫ (Concentração do poluente) x d(tempo)
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Agente Tóxico: Veneno
Tóxico causador de graves efeitos, por vezes mortais. Todas as substâncias são venenos. Não existe nenhuma que não o seja. É a dose que diferencia o veneno do remédio.
Paracelsus
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Agente Tóxico: Droga
É toda a substância química de origem sintética ou natural que afete o funcionamento do ser vivo com vista a atingir as funções do SNC e, no caso de psicoativos como a cocaína, modificar o estado anímico, inibir a dor ou alterar a percepção sensorial. Os psicoativos podem classificar-se pelo seu grau de pureza, dose, acessibilidade e efeitos. Frequentemente se diferencia um fármaco de uma droga apenas pelas circunstâncias do seu uso.
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Agente Tóxico: Antídoto
Agente capaz de antagonizar os efeitos tóxicos de substâncias.

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Agente Tóxico: Ação tóxica
Concentração
– Quanto maior a concentração, mais rapidamente seus efeitos nocivos manifestar-se-ão no organismo.

Índice respiratório
– Representa a quantidade de ar inalado trabalhador durante a jornada de trabalho. pelo

Sensibilidade individual
– O nível tóxico da substância no organismo.
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Agente Tóxico: Xenobiótico
Substância estranha, capaz de induzir efeitos deletérios sobre os organismos.

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Tempo de exposição
É o período de tempo que o organismo fica exposto ao contaminante.

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3. Toxicologia Ocupacional
• • • Toxidade é a capacidade relativa de uma substância provocar um dano a um sistema biológico. Já a toxicologia é o estudo dos efeitos nocivos de substâncias estranhas sobre os seres vivos. A toxidade de uma substância é determinada por meio de exaustivos estudos envolvendo organismos biológicos e não pode ser determinada diretamente utilizando-se os recursos típicos de laboratórios químicos. Em geral, os efeitos toxicológicos são estudados mediante a administração oral ou injeção das substâncias em animais, observando-se como a saúde deles é afetada.
Estudos epidemiológicos são diferentes. Eles derivam de pesquisas realizadas com grupos de indivíduos específicos expostos a determinados poluentes, em função de seu local de moradia ou seus hábitos de consumo.

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Categorias de compostos tóxicos
Asfixiantes: compostos que diminuem a absorção de oxigênio pelo organismo. (nitrogênio, monóxido de carbono, cianetos); Irritantes: materiais que causam inflamação nas membranas mucosas (ácido sulfúrico, sulfeto de hidrogênio, HCs aromáticos); Carcinogênicos: policíclicos); provocam ao câncer sistema (benzeno, nervoso aromáticos (compostos

Neurotóxicos: danos organometálicos);

Mutagênicos: causam mutações genéticas; Teratogênicos: provocam malformações congênitas; Hepatotóxicos: danos ao fígado (tetracloreto de carbono); Fitotóxicos: danos a flora.
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4. Monitorização Ambiental
• O toxicologia ambiental estuda os danos provocados aos organismos pela exposição a xenobióticos presentes no meio ambiente. • O objetivo principal da toxicologia ambiental é avaliar os impactos na saúde pública decorrentes da exposição de uma população a um local contaminado. • É conveniente enfatizar que os efeitos são estudados sobre os seres humanos, embora eles possam ser provocados também aos microorganismos, plantas, animais, etc. • Um xenobiótico é qualquer substância que não foi produzida pelo biota, tal como os produtos industriais, drogas terapêuticas, conservantes alimentícios, produtos inorgânicos, etc.
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5. Limites de Exposição Ambiental (LEO)
• Exposições crônicas- São as que duram entre 10% a 100% do período de vida do ser. Para os seres humanos entre 7 e 70 anos. • Exposições subcrônicas – São aquelas de curta duração, menores do que 10% do período vital. • Exposições agudas.- São exposições de um dia ou menos e que ocorrem em um único evento.
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5. Limites de Exposição Ambiental (LEO)
• Dose Letal (DL50) para a toxidade oral aguda corresponde à dose da substância que, administrada oralmente, tem a maior probabilidade de provocar a morte, num prazo de 14 dias, de 50% dos ratos albinos submetidos ao teste. • Dose Letal (DL50) para a toxidade dérmica aguda corresponde à dose administrada por contato contínuo com a pele nua de coelhos albinos, por 24 horas, que tem a maior probabilidade de provocar a morte de metade dos animais testados, em até 14 dias. • Concentração Letal (CL50) para a toxidade aguda por inalação corresponde à concentração de vapor, neblina ou pó que, administrada por inalação contínua a ratos albinos por uma hora, tem a maior probabilidade de provocar, num prazo de 14 dias, a morte de 50% dos animais testados.

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5. Limites de Exposição Ambiental (LEO)
Toxidade Crônica e Sub-Crônica • Para a toxidade sub-crônica, os testes são realizados durante 30 a 90 dias e para a crônica, normalmente os estudos levam de 18 a 24 meses. • Os níveis de dose ou concentração obtidos são normalmente, menores do que para a toxidade crônica. • O propósito destes testes é determinar as doses ou as concentrações em que:
– B1) Não se observam quaisquer efeitos ou o NENO - Nível de Efeito Não Observado, (No Observed Effects Level - NOEL); – B2) Se observam os menores efeitos, como o NEMBO - Nível mais Baixo de Efeito Observado, (Lowest Observed Level - LOEL).
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6. Toxicocinética
• Inclui todos os processos envolvidos na relação entre a disponibilidade química e a concentração do fármaco nos diferente tecidos do organismo. • Intervêm nesta fase a absorção, a distribuição, o armazenamento, a biotransformação e a excreção das substâncias químicas. • As propriedades físico-químicas dos toxicantes determinam o grau de acesso aos órgãos-alvos, assim como a velocidade de sua eliminação do organismo.
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Glossário de Termos
ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienist) – Conferência Norte Americana de Higienistas Industriais Governamentais. OSHA (Occupational Safety and Health Administration) – Departamento de Segurança e Saúde Ocupacional Norte Americana. NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health) – Instituto Nacional para Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos. AIHA (American Industrial Hygiene Association) Associação Americana de Higiene Industrial.
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Glossário de Termos
TLV (Threshold Limit Values) – Limite de Tolerância ACGIH. TWA (Time Weighted Average) – Concentração Média Ponderada Diária. TLVs – Valores Tetos (Ceiling) – valor máximo da concentração instantânea. Fator de Proteção Requerida (FPR) – é a relação da concentração de uma substância presente no ar atmosférico com o TLV (ou LT). obs.: o respirador selecionado deve possuir um fator de proteção maior ou igual ao FPR
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Glossário de Termos
PEL (Permissible Exposure Level) – Nível de Exposição Permitida pela OSHA. WEEL (Workplace Environmental Exposure Level) – Nível de Exposição Ambiental Permitida – NIOSH. STEL (Short – Term Exposure Limit) – Limite de Exposição Para Períodos Curtos. IPVS – Imediatamente Perigoso à Vida e à Saúde (IDHL – Immediately Dangerous to Health and Life).
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Nível IPVS
• Refere-se especificamente à exposição respiratória aguda que supõe uma ameaça direta de morte ou conseqüências adversas irreversíveis à saúde, imediata ou retardada, ou exposições agudas aos olhos, que impeçam a fuga da atmosfera perigosa.

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Limiar de Odor
• Indica a margem do limite de odor dos compostos químicos para os quais essa informação encontra-se disponível, tendo-se como referência principal a publicação da AIHA. • Os limiares de odor foram estabelecidos para cada composto separadamente, sem a presença de contaminantes. • Essa situação raramente ocorre em um ambiente de trabalho e, portanto, cuidados especiais são necessários ao utilizar esses valores.
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TLV
• Os limites de exposição apresentados são os da ACGIH Threshold Limit Values. • As concentrações são expressas em ppm, a menos que especificado como mg/m3 ou alguma outra unidade.

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TWA
• Limites de Exposição referente a Concentração Média Diária por 8 horas de trabalho, 40 horas semanais.

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TLVs
• Valores tetos referem-se a concentrações que não poderão ser excedidas durante qualquer período de exposição do trabalhador.

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STEL
• Limite de Exposição para Períodos Curtos é uma média ponderada para 15 minutos, a qual não deverá ser excedida a qualquer tempo, durante o período de trabalho.

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Meios de Absorção dos Agentes Nocivos

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As vias de exposição
• Os efeitos tóxicos podem ser provocados por meios químicos, por radiação ou até por ruído e dependem das vias de exposição. • Elas indicam como as substâncias penetram nos organismos. • Para o ser humano as principais vias são por:
– Cutânea: contato com a pele; – Respiratória: inalação; – Digestiva: ingestão.

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Absorção
• É a passagem de substâncias do local de contato para a circulação sanguínea. • Nessa passagem, os agentes atravessam várias barreiras, como:
– epitélio estratificado da pele, – pulmões, – trato gastrintestinal e – endotélios capilares.
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Absorção
• Os xenobióticos atravessam as membranas por diferentes mecanismos, dependendo de suas propriedades físico-químicas.

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Absorção pela pele e mucosas
• Gases
– Os gases e vapores liberados pelos produtos podem causar lesões à pele e mucosas da boca, nos olhos e no nariz.

• Sólidos
– Alguns produtos químicos apresentam maior facilidade de penetração no organismo pela pele.

• Líquidos
– Os líquidos, como os ácidos, álcalis e solventes, ao atingirem a pele, podem ser absorvidos ou provocarem graves lesões.
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Absorção pela via respiratória
• Gases
– Os fumos, fumaças, gases, vapores e névoas penetram facilmente no organismo, atingindo os pulmões, passando para a corrente sanguínea.

• Sólidos
– São os mais comuns, sendo que partículas muito finas podem vencer as barreiras naturais das vias respiratórias atingindo os pulmões.

• Líquidos
– Através da evaporação de líquidos, os vapores atingem as vias respiratórias.
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Absorção pelo trato digestivo
• Gases
– Embora em menor proporção, a contaminação por esta via é possível. O hábito de respirar pela boca facilita a penetração.

• Sólidos
– Embora em menor proporção, a contaminação por esta via é possível. Hábitos inadequados como alimentar-se ou ingerir líquidos no local de trabalho, umedecer os lábios com a língua, fumar, usar as mãos para beber água e falta de higiene contribuem para a ingestão de substâncias nocivas.

• Líquidos
– Embora seja mais difícil de ocorrer, há casos de ingestão acidental ou proposital. Conforme o tipo de produto ingerido, podem ocorrer lesões. Se não forem ministrados socorros de urgência, o envenenamento pode ser fatal.
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Excreção
• Podem ocorrer:
– Fezes – Urina – Suor

Fernando Duque Barros

Principais efeitos deletérios
1. Alterações cardiovasculares e respiratórias; 2. Alterações do sistema nervoso; 3. Lesões orgânicas: 4. Lesões carcinogênicas / tumorigênicas; 5. Lesões teratogênicas (malformações do feto); 6. Alterações genéticas:
aneuploidização - ganho ou perda de um cromossomo inteiro. clastogênese - aberrações cromossômicas com adições, falhas, re-arranjos de partes de cromossomos. mutagênese - alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA (ex. radiações ionizantes).
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7. Infertilidade - masculina, feminina ou mista.
teratogênese - provocada por agentes infecciosos ou drogas. aborto - precoce ou tardio

8. Alterações da capacidade reprodutora 9- Alguns exemplos:
Vitamina A - Atraso mental; cérebro e coração. Talidomida - Coração e membros. Fenobarbital - Palato; coração; atraso mental. Álcool - Defeitos faciais; atraso mental. Cloranfenicol - Aplasia medular
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Comparação de risco da exposição aos carcinogênicos
% HERP1 0,0003 0,002 0,03 0,1 0,5 2,1 6,8 14
1

Agente de Risco Carbaril (inseticida) 2,6 µg/dia DDT, 14 µg/dia Suco de laranja, 140g/dia (4,3 mg d-limoneno) Café, 13,3 g/dia (24mg ácido caféico) Vinho, 28g/dia Cerveja, 260g/dia Butadiena, 66mg/dia Fenobarbitol, 60mg/dia (1 pílula para dormir)

Exposição humana que gera tumores em roedores. Risco de câncer com base na exposição diária média de uma pessoa normal às substâncias no decorrer de uma vida.
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Interações entre substâncias
A exposição simultânea a várias substâncias pode alterar uma série de fatores (absorção, ligação protéica, metabolização e excreção) que influem na toxicidade de cada uma delas em separado. Assim, a resposta final a tóxicos combinados pode ser maior ou menor que a soma dos efeitos de cada um deles, podendo-se ter: Efeito Aditivo - efeito final igual à soma dos efeitos de cada um dos agentes envolvidos; Efeito Sinérgico - efeito maior que a soma dos efeitos de cada agente em separado; Potencialização - o efeito de um agente é aumentado quando em combinação com outro agente; Antagonismo - o efeito de um agente é diminuído, inativado ou eliminado quando se combina com outro agente.
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Produtos químicos e seus riscos
Rotulagem
inflamável oxidante

tóxico

nocivo ou irritante

corrosivo

explosivo

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SIMBOLOGIAS E TERMINOLOGIAS DE RISCO A SEREM UTILIZADAS NOS RÓTULOS PREVENTIVOS
• INSTRUÇÃO NORMATIVA N°16 / 2004
– ROTULAGEM PREVENTIVA DE PRODUTOS QUÍMICOS
• 6.1.1. Simbologia internacional (ONU) de risco constando de losangos com figuras e cores padronizadas, de acordo com a seguinte classificação dos produtos.

– – – – – – – – –

Classe 1 – Explosivos Classe 2 – Gases Classe 3 – Líquidos Inflamáveis Classe 4 – Sólidos Inflamáveis Classe 5 – Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos Classe 6 – Substâncias Venenosas, Tóxicas ou Infectantes Classe 7 – Substâncias Radioativas Classe 8 – Corrosivos Classe 9 – Substâncias Perigosas Diversas
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Exercícios
• O NOEL de um produto químico é 0,01 mg/kg/dia. Qual será seu valor de IDA determinado para adultos? Qual a massa máxima de composto que uma mulher de 55 kg pode ingerir diariamente?
– Obs.:
• NOEL = Nível de efeito não-observáveis • IDA = Ingestão diária aceitável

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Exercícios
• Considera-se a cafeína segura sob consumo em condições normais. Supondo-se que os seres humanos e os ratos sejam igualmente sensíveis aos efeitos tóxico da cafeína, quantas xícaras de café tomadas consecutivas seriam letais a 50% de um grupo de indivíduos com 70kg de massa? Suponha que a xícara de café contenha aproximadamente 140mg de cafeína. A DL50 em mg/kg da cafeína é 130.
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Agentes Biológicos
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ANEXO N.º 14 AGENTES BIOLÓGICOS
• Insalubridade de grau máximo
– Trabalho ou operações, em contato permanente com:
• pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas, bem como objetos de seu uso, não previamente esterilizados; • carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose); • esgotos (galerias e tanques); e • lixo urbano (coleta e industrialização).
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• Insalubridade de grau médio
– Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou com material infecto-contagiante, em: • hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados); • hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais); • contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos; • laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão só ao pessoal técnico); • gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico); • cemitérios (exumação de corpos); • estábulos e cavalariças; e • resíduos de animais deteriorados.
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Porcentagem de Insalubridade

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