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FMS - Estação Flexível de Manufatura

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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA FACULDADE DE TECNOLOGIA DE BOTUCATU CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PRODUÇÃO

ESTAÇÃO FLEXÍVEL DE MANUFATURA (FMS)

RAFAEL DE LARA AGUIAR

Prof. Msc. Gilson Eduardo Tarrento

Botucatu ± SP Junho ± 2010

SUMÁRIO

p. 1. SISTEMA FLEXÍVEL DE MANUFATURA......................................................1 2. COMPONENTES DE UM FMS...........................................................................3 2.1 Componente de hardware................................................................................3 2.2 Software e funções do FMS.............................................................................4 3. OPERÁRIOS NO AMBIENTE DO FMS.................................. ...........................5 4. APLICAÇÕES DO FMS.......................................................................................5 REFERÊNCIAS.................................................................................................... 7

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1. SISTEMA FLEXÍVEL DE MANUFATURA Segundo Maggio (2005), um sistema flexível de manufatura (FMS) é um sistema de manufatura integrado por computador constituído por um grupo de estações de processamento geralmente máquinas ferramentas CNC, em que existe um subsistema de transporte e armazenagem de material em um local temporário. O sistema de controle é distribuído em computadores dedicados às estações, e tudo, incluindo o tratamento de material é coordenado por uma estação central de controle. Maggio (2005) ainda diz que o uso de sistemas flexíveis traz vantagens como a obtenção do grau da variação do produto desejado, dependendo de seu arranjo físico, e um nível de volume relativamente grande. Tempelmeier e Kuhn (1993, apud MAGGIO, 2005, p. 12) apresentam tipos de flexibilidade obtidos em um FMS.
y Flexibilidade de Máquina: descreve a facilidade com que

uma máquina pode variar de uma operação a outra. Como exemplo, tem-se a troca de uma ferramenta na máquina por outra. No exemplo, caberia a análise de quão rápido é o processo de configuração da máquina para que se possa iniciar uma nova tarefa (tempo de setup).
y Flexibilidade ao lidar com materiais: é a habilidade de

uma estação flexível na manipulação, movimentação e localização de peças. O projeto técnico e layout dos caminhos de transportem têm influência na flexibilidade.
y Flexibilidade de operação: é a possibilidade de haver tipos

de peças capazes de serem processadas por tecnologias diferentes e distintas sequências de operações. Quanto maior for a flexibilidade de operações, a distribuição de recursos entre as máquinas será melhor, acarretando no aumento do potencial de produção em um FMS em termos de volume de produção. Groover (1987, apud MAGGIO, 2005, p. 12) diz que toda essa flexibilidade traz uma série de benefícios, e implica diretamente a flexibilidade da programação da produção. Entretanto, nestas condições, torna-se uma tarefa muito difícil encontra uma programação que permita atingir os objetivos.

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De acordo com Morales (2009), a flexibilidade pode ser considerada como um importante elemento na regulagem e na mudança do ambiente operacional, permitindo respostas adaptativas a situações imprevisíveis. Porém, a flexibilidade vai além do aspecto adaptativo, possuindo também uma função pró-ativa que pode ser útil para lidar com as incertezas do mercado, com as preferências dos consumidores, com as incertezas no ambiente entre as quais outras empresas concorrentes não seriam capazes de enfrentar. Um FMS é capaz de fornecer respostas rápidas às mudanças de mercado, aumentar a utilização de máquinas, reduzir inventários de produtos em processo, aumentar a produtividade, diminuir o número de máquinas ferramentas, além de reduzir lead times, espaço físico e custos de setup (Kazerooniet al. 1997; Balic e Pahole, 2002, apud DOMINGOS, 2004, p. 5). Groove (1996, citado por DOMINGOS, 2004, p. 5) explana que o FMS utiliza os princípios da tecnologia de grupo, onde peças com formas ou processos de fabricação semelhantes são identificadas e agrupadas em famílias de peças, tirando proveito de suas semelhanças no projeto e na produção dessas peças. Os FMSs variam em termos de números de máquinas ferramentas e nível de flexibilidade. Quando o sistema tem algumas máquinas, as vezes é utilizado o termo célula flexível de manufatura (FMC ± Flexible Manufacturing Cell). Mas ambos são altamente automatizados e controlados por computadores. A diferença entre eles nem sempre é clara, mas é algumas vezes baseada no número de estações que utilizam. O FMS consiste de quatro ou mais máquinas, enquanto o FMC em três ou menos máquinas (Groover, 1987, apud DOMINGOS, 2004, p. 6). De acordo com DOMINGOS (2004), alguns sistemas e células altamente automatizados não são flexíveis, gerando confusão quanto a termologia. Para qualificar um sistema ou uma célula como sendo flexível, eles devem satisfazer os seguintes critérios: a) Processar diferentes tipos de peças; b) Aceitar mudanças na programação da produção; c) Responder naturalmente ao mau funcionamento e quebras dos equipamentos no sistema;

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d) Acomodar a introdução de novos projetos de produtos. Os fatores que contribuem para a flexibilidade das FMCs e principalmente dos FMSs são (Fernandes, 1991, apud DOMINGOS, 2004, p. 7):
y Tempos de preparação muito reduzidos, com o que se

torna viável fabricar pequenos lotes;
y Versatilidade dos centros de usinagem em realizar uma

variedade de operações em uma peça;
y Possibilidade de mudar o roteiro de fabricação para

contornar o problema de máquinas paradas para reparo;
y Disponibilidade de operações alternativas de forma a

balancear a carga das máquinas. 2. COMPONENTES DE UM FMS Segundo Domingos (2004), um FMS é composto por hardware e software que devem ser integrados numa unidade eficaz. 2.1. Componente de hardware

Para Groover (1996, citado por DOMINGOS, 2004, p.7), o hardware típico de um FMS é constituído por estações de trabalho, sistema automatizado de manipulação de material e um computador central de controle. As estações de trabalho incluem máquinas CNC que têm capacidade de troca de ferramentas, estações de inspeção, limpeza de peças e outras, quando necessário. A essas máquinas CNC, pode estar associado um elemento para manipulação de material (robô) para carregar peças brutas e descarregar peças acabadas. Na máquina ferramenta, as operações de processamento são executadas de acordo com um programa NC (Comando numérico), mudando o estado tecnológico da peça. O sistema de manipulação de material tem como função mover peças entre as estações de trabalho, entre os locais de trabalho, armazenagem e pontos de expedição dentro de um FMS, conectando estes pontos isolados de um sistema de produção e promovendo as operações de carga e descarga de máquinas. Um sistema de manipulação de materiais é composto por robôs industriais, transportadores (esteiras),

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veículos auto-guiados (AGV) e armazéns automatizados (Lindsay et al., 2000, apud DOMINGOS 2004, p.8). O computador central de um FMS é conectado aos outros componentes de hardware.Além do computador central, as máquinas individuais e outros componentes geralmente têm microcomputadores como suas unidades de controle individuais. A função do computador central é coordenar as atividades dos componentes para que se alcance uma integração entre todas as operações do sistema (Domingos, 2004). 2.2. Software e funções de controle do FMS

Segundo Groover (1996, citado por DOMINGOS, 2004, p. 10) os softwares de um FMS consistem de módulos que fazem a integração entre as metas e objetivos da produção e os dispositivos e equipamentos de realização física do processo de manufatura, associados coma as várias funções realizadas por um FMS. Algumas das funções incluídas na operação de um FMS são:
y Controle e manutenção de registros de peças, pallets e

fixadores;
y Controle do sistema de transporte de material; y Controle e manutenção dos registros das estações de

trabalho;
y Controle, manutenção, armazenamento e transmissão de

programas CN;
y Controle de ferramentas e controle e manutenção da vida

útil das ferramentas;
y Disponibilidade de gerenciamento por meio de relatórios

de desempenho;
y Controle da produção; y Controle local.

Integrado com cada uma dessas funções existe um ou mais módulos de software, sendo que em grande parte dessas funções e módulos são aplicações específicas.

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3. OPERÁRIOS NO AMBIENTE DO FMS Domingos (2004) diz que um componente adicional na operação de um FMS é o operário humano. Seus deveres que devem ser executados incluem:
y Carregar e descarregar peças do sistema; y Trocar e fixar ferramentas cortantes; y Realizar manutenção e consertos de equipamentos; y Construir programas NC para as peças; y Programar e operar o sistema de computador; y Administração global do sistema.

4. APLICAÇÕES DO FMS Segundo Domingos (2004), os FMSs são tipicamente usados para produção de médio volume e média variedade de peças. Ainda segundo Domingos (2004), os sistemas flexíveis de usinagem são as aplicações mais comuns da tecnologia FMS. Em conseqüência às suas flexibilidades e capacidades inerentes do controle numérico por computador (CNC), é possível a conexão de várias máquinas ferramentas CNC a um pequeno computador central e conceber métodos automatizados para transferência de peças entre as máquinas. Existem outros tipos de sistemas flexíveis, tal como montagem, inspeção, processamento de chapas de metal (furação, corte, dobra, etc.), e fundição. As experiências em FMS foram, em maior parte, adquiridas na área de usinagem (Groover, 1996, apud DOMINGOS, 2004, p.15) e os benefícios normalmente alcançados por esses sistemas de usinagem com a aplicação do FMS são:
y Aumento da produtividade o o

Alta utilização das unidades de produção; Redução do tempo de montagem/preparação Aumento da taxa de utilização de máquinas. Variedade de produtos; Mudança no mix original de produção.

(setup);
o y Aumento da flexibilidade o o

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y Redução de estoque o o

Estoque de peças em processo; Estoque de ferramentas. Redução dos tempos de montagem/preparação; Utilização se sistemas automatizados de

y Redução do tempo nas estações de trabalho o o

manipulação de materiais.

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REFERÊNCIAS

DOMINGOS, J. C. Proposta de um procedimento de programação online da produção de sistemas flexíveis de manufatura baseado em lógica fuzzy.2004. 137 f. Dissertação (Mestrado) ± Universidade Federal de São Carlos, São Carlos/SP. 7>. Acesso em: 16 jun. 2010. MAGGIO, E. G. R.Uma heurística para a programação da produção de sistemas flexíveis de manufatura usando modelagem em redes de Petri. 2007. 107 f. Dissertação (Mestrado) ± Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São Carlos/SP. 10>. Acesso em: 16 jun. 2010. MORALES, R. A. G. Modelagem e análise de sistemas flexíveis de manufatura tolerantes á falhas baseado em rede Bayesiana e rede de Petri. 2009. 135 f. Dissertação (Mestrado) ± Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo/SP. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3152/tde18122009-131135/>. Acesso em: 16 jun. 2010. Disponível em: <http://200.136.241.56/htdocs/tedeSimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=14 Disponível em: <http://200.136.241.56/htdocs/tedeSimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=70

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