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HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Trabalho realizado por: Alda Alves Batista Antunes Joana Alves Paulo Casalta Samuel Serra

ÍNDICE
Pág.

INTRODUÇÃO Conceitos fundamentais sobre segurança HIGIENE E SEGURANÇA NO ESTALEIRO PREVENÇÃO DE ACIDENTES NO TRABALHO DE MOVIMENTOS DE TERRAS TRABALHOS DE BETÃO ARMADO Colocação de betão em obra Acesso aos pontos de trabalho Pontos de trabalho ARAMADURA Classificação Derrube da armadura Riscos e condições de trabalho na colocação em obra Acessos e circulação Estrutura vertical ESTRUTURA PORTICADA PRÉ-FABRICADA Riscos derivadas de quedas ou derrube Estabilidade numa fase intermédia TRABALHOS DE DEMOLIÇÃO Processos e meios Natureza dos riscos Protecção contra as quedas de altura do pessoal Queda da construção e queda de materiais Projecção de materiais e objectos Queimaduras e incêndios Acidentes ligados à elevação de cargas Acidentes ligados à utilização de máquinas e veículos TAIPAIS Definição Constituição

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11 11 11 12 14 14 16 16 16 17 18 18 19 19 19 20 20 20 21 21 21 21 22 22 22

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Fases de utilização Estabilização dos taipais Condições de trabalho Modos de evitar Queda dos trabalhadores do taipal Posicionamento da plataforma e distribuição dos pontos de atirantamento dos taipais Riscos diversos COFRAGEM Definição

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26 28 28 29 29 29

Cofragem Deslizante
Constituição Condições de trabalho e riscos

Cofragem Tripantes
Constituição Condições de trabalho ANDAIMES DE COBERTURA Andaimes sobre consolas suspensas Fixação na armação Fixação por “abraçamento” no topo da parede da fachada Fixação nos dispositivos de ancoragem Fixação no vigamento Fixação no coroamento das paredes da fachada Fixação na caleira Principais causas de acidentes classificadas por risco CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA

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INTRODUÇÃO
A política de segurança no trabalho tem vindo a assumir uma importância crescente nas preocupações das Empresas, em virtude de na industria de construção se registarem cerca de 15% de acidentes de trabalho e 30% dos acidentes mortais do sector industrial Europeu. O custo dos acidentes na construção representa cerca de 3% do volume de negócios do sector, segundo os últimos dados conhecidos . Em Portugal, segundo o Instituto para o Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho (IDICT), ocorrem nos estaleiros da construção, por ano, : 56 mil acidentes, que correspondem a 20% do total dos acidentes de trabalho na indústria; com 160 vítimas mortais, ou seja 40% do total dos acidentes mortais na indústria. A estes factos não é alheia a situação de a industria de construção ter a particularidade de o seu estaleiro ser na maioria das vezes móvel, isto é, cada construção tem o seu local próprio pelo que o seu fabrico “ varia “ de local para local, fazendo com que as empresas de construção andem com a “ casa ás costas “. Tal situação é um factor de agravamento de risco, já que o tipo de prevenção e actuação num estaleiro de obra pode não ser aplicável noutro, mesmo que a obra tenha as mesmas características. Dado o tema ser muito vasto , procuramos abordar os assuntos que do nosso ponto de vista requerem maior atenção, no que diz respeito á higiene e segurança na construção. Ø Conceitos fundamentais sobre segurança O primeiro conceito que se precisa saber sobre a segurança, é que esta consiste na aplicação do sentido comum. Trata-se simplesmente de dispôr das medidas adequadas para salvaguardar vidas. Afecta tanto o projectista, como a direcção facultativa e os próprios operários. A segurança no trabalho emprega no projecto e acaba com a recepção da obra. O segundo conceito fundamental centra-se em entender que o objectivo principal da segurança é prevenir acidentes e cumprir a normativa vigente. Portanto, é necessário distinguir entre o que é sinalização, protecção pessoal e protecção colectiva. - A sinalização adequada adverte os trabalhadores sobre um possível perigo. Aplicar-se-á quando o risco tenha pouca duração ou como complementos de outros sistemas de protecção tem a sua aplicação em casos concretos. - A protecção pessoal é utilizada para evitar ou diminuir as consequências que um acidente poderá ocasionar e também tem a sua aplicação em acidentes/riscos concretos. - A protecção colectiva evita que se produza um acidente. Deve-se manter sempre este nível de protecção. O principal objectivo da segurança é a prevenção de acidentes mediante medidas de protecção colectiva.

HIGIENE E SEGURANÇA NO ESTALEIRO
Os riscos profissionais são inerentes ao ambiente ou ao processo operacional das diferentes actividades. Significam, pois , as condições inseguras do trabalho, capazes de afectar a saúde, a segurança e o bem estar do trabalhador . Tradicionalmente, a Segurança do Trabalho dedica-se á prevenção e controlo dos riscos de operação e Higiene Industrial (ou Higiene no trabalho) aos riscos de ambiente, os quais poderão, em determinadas condições ocasionar as doenças profissionais.

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O exercício de actividade em estaleiros temporários ou moveis expõe os trabalhadores a específicos e frequentes riscos de acidentes. Esses riscos resultam muitas vezes, da circunstância de o projecto da obra não incluir uma planificação adequada dos trabalhos e, bem assim, da inexistência de uma eficiente coordenação dos trabalhos efectuados pelas diversas empresas que operam no estaleiro durante a sua execução. A fim de garantir a integração da segurança e a protecção da saúde de todos os intervenientes no estaleiro, na elaboração do projecto, deve o dono da obra nomear um coordenador em matéria de segurança e saúde. A abertura do estaleiro só pode ter lugar desde que o dono da obra disponha de um Plano de Segurança e de Saúde (P.S.S.) que estabelece as regras a observar no mesmo. Ao Construtor compete garantir a prevenção na execução da obra aplicando e aprofundando o PSS. A prevenção de riscos visa dar protecção aos trabalhadores e, também, às populações e ao ambiente. Para tal é necessário adoptar prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho tais como : ü Estabilidade e Solidez Os materiais os equipamentos, bem como todos os elementos que existam nos locais e nos postos de trabalho devem ter solidez e ser estabilizados de forma adequada e segura. ü Dimensões e volume de ar nas instalações Os locais de trabalho devem ter superfície e altura que permitam executar todas as tarefas previstas sem risco para a segurança e saúde dos trabalhadores. ü Instalações de distribuição de energia As instalações não devem comportar risco de incêndio ou explosão e devem assegurar que a respectiva utilização não constitua factor de risco para os trabalhadores, por contacto directo ou indirecto. Todas as instalações devem estar claramente identificadas, verificadas e assinaladas, e protegidas no caso de haver necessidade de fazer passar veículos por baixo de cabos eléctricos. ü Vias e saídas de emergência A instalação de cada posto de trabalho deve permitir a evacuação rápida e em máxima segurança dos trabalhadores. As vias normais de emergência, bem como as portas que lhe dão acesso, devem estar permanentemente desobstruídas e em condições de utilização. Também

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devem estar instalados em locais apropriados e de acordo com a legislação sobre sinalização de segurança. ü Ventilação Os locais de trabalho devem dispor de ar puro em quantidade suficiente para as tarefas a executar atendendo aos métodos de trabalho e ao esforço físico exigido. Os sistemas de ventilação mecânica devem ser mantidos em bom estado de funcionamento e garantia que os trabalhadores não fiquem expostos a correntes de ar prejudiciais á saúde. ü Influências atmosféricas Os trabalhadores devem ser protegidos contra as influências atmosféricas que possam por em perigo a sua segurança e saúde. ü Quedas Os trabalhadores devem dispor de protecção colectiva contra a queda de objectos, e sempre que haja riscos de queda em altura. ü Temperatura A temperatura e a humidade dos locais de trabalho e de outros locais de permanência devem ser adequadas ao organismo humano, aos métodos de trabalho e aos condicionalismos físicos impostos aos trabalhadores. ü Pavimentos, paredes e tectos das instalações Os pavimentos interiores dos locais de trabalho devem ser fixos, estáveis, antiderrapantes, sem inclinações perigosas, saliências e cavidades. ü Instalações de primeiros socorros O empregador deve garantir que o sistema de primeiros socorros esteja constantemente operacional e em condições de evacuar os trabalhadores acidentados ou acometidos de doença súbita, para lhes ser prestada assistência médica. O número de instalações de primeiros socorros em cada local de trabalho é determinado em função do número de trabalhadores, do tipo de actividade e da frequência de acidentes. As instalações de primeiros socorros devem dispor de material e equipamentos indispensáveis ao cumprimento das suas funções, permitir o acesso a macas e estar devidamente sinalizadas. O endereço e o número de telefone do serviço de urgência local devem estar afixados de forma clara e visível. ü Instalações de vestiários Se for necessário utilizar vestuário especial de trabalho, deve haver vestiários apropriados para o efeito. Estes devem ser de fácil acesso, possuir dimensões suficientes tendo em vista o numero previsível de utilizadores em simultâneo, ser dotados de assentos e, caso seja necessário, permitir secagem de roupas. ü Instalações sanitárias Quando o tipo de actividade ou as condições de salubridade o exigirem, os trabalhadores devem dispor, nos vestiários ou comunicando facilmente com estes, de cabinas equipadas com chuveiros de água quente e fria em número suficiente, com dimensões adequadas e possibilidade de utilização separada por sexos.

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Quando não for necessário chuveiros, deve haver lavatórios suficientes, tendo em vista o número previsível de utilizadores em simultâneo, localizados na proximidade dos postos de trabalho e comunicando facilmente com os vestiários, e dotados de água corrente, quente e fria se necessário. Deve haver retretes, urinóis, se necessário, e lavatórios na proximidade dos postos de trabalho, dos locais de descanso, dos vestiários e das cabinas de banho. ü Locais de descanso Quando a segurança e a saúde dos trabalhadores o exigirem, nomeadamente devido ao tipo de actividade e ao isolamento do estaleiro, deve existir um local de descanso com acesso fácil, dimensões suficientes e dispondo de mesas e assentos com espaldar compatíveis com o número potencial de utilizadores, ou outras instalações que possam desempenhar as mesmas funções. Os locais de descanso e alojamento devem ter uma zona isolada destinada a fumadores. ü Disposições diversas O perímetro do estaleiro deve estar delimitado e assinalado de forma a ser perfeitamente identificável. Os trabalhadores devem dispor de água potável e, eventualmente, de bebidas não alcoólicas, em quantidade suficiente, nas instalações ocupadas e em local do estaleiro próximo dos seus postos de trabalho. Os trabalhadores devem dispor de instalações adequadas para comer e, se necessário, preparar refeições.

PREVENÇÃO DE ACIDENTES MOVIMENTAÇÃO DE TERRAS

NO

TRABALHO

DE

Em pleno fim de século é cada vez maior a consciência da importância do factor segurança no trabalho . Esta preocupação é acrescida no sector da construção. Existem um conjunto de critérios que, com ligeiras matizações , podem ajudar a resolver ou mesmo evitar, os problemas de segurança, nomeadamente os que se colocam na fase de movimentação de terras. Ainda que todos os terrenos sejam heterogéneos, habitualmente estes são tratados como pertencendo todos á mesma natureza, ou seja, como sendo homogéneos. Existem uma série de factores que aceleram o processo pelo qual o terreno perde a sua estabilidade e procura a sua inclinação natural, como por exemplo, a água a variação da humidade e temperatura, o passar do tempo e as cargas estáticas ou dinâmicas. Outro dos factores que pode acelerar a degradação das inclinações é a presença de condutas que, com o seu correspondente material de recheio podem provocar derrubamentos e rupturas nas canalizações. Assim é aconselhável, antes de começar qualquer trabalho de movimentação de terras, obter o maior numero de informações possíveis, acerca da existência ou não de serviços que possam ser afectados, ou seja obter uma informação “ orientadora “ sobre a sua localização. Outro dos factores que devemos ter em conta, é a atracção das pessoas pelas obras. Como tal é crucial avaliar os riscos contra terceiros, tomando medidas desde o

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encerramento de obra se necessário, elaboração de valas de protecção e de ter o cuidado de não abrir poços que fiquem descobertos fora de horário de trabalho. As operações devem ser dirigidas pelo chefe da obra juntamente com o encarregado evitando, assim, que seja o próprio maquinista quem organize a escavação. Para além disso, é muito conveniente que o encarregado da obra verifique todas as frentes de escavação no inicio e no fim de cada jornada, afim de comprovar a estabilidade das inclinações. Desde esta fase da obra é crucial a existência de uma unidade de segurança para a manutenção e reposição das protecções colectivas. Dado a heterogeneidade dos terrenos, num mesmo solo pode haver um comportamento completamente distinto a escassa distância. Deste modo, e como medida preventiva é crucial efectuar em cada escavação a inclinação adequada. Ainda que tecnicamente se possa realizar o corte de um terreno completamente vertical, esta não constitui uma forma segura de prevenção. Assim as escavações devem ser sempre realizadas deixando a inclinação adequada á classificação do terreno, ainda que seja necessário utilizar martelos pneumáticos. Em relação á MAQUINARIA, os principais factores que originam os acidentes com máquinas, durante a fase de movimentação de terras são : ♦ Falta de formação dos trabalhadores Alguns operadores não recebem a formação suficiente para trabalhar com uma máquina. ♦ Utilização da maquinaria acima das suas possibilidades Existe a crença que estas grandes máquinas têm estabilidade total, ou seja, que não estão sujeitas ao embate devido à baixa velocidade a que se deslocam. Contudo, ainda que ofereçam uma grande estabilidade, também elas têm os seus limites, sendo necessário manejá-las com a devida precaução. ♦ Falta de manutenção Sem as reparações periódicas, as máquinas são fonte de inumeráveis avarias e, em muitos casos, propícias à ocorrência de acidentes. ♦ Condições climatéricas ou ambientais A chuva, o pó, etc., podem diminuir a visibilidade e provocar colisões e atropelamentos. Para além disso, é possível que, devido ao alto nível de ruído, não se observe a presença de alguns perigos. Em relação ao TRABALHADOR, sabemos que a prevenção dos acidentes depende em grande parte da mentalização dos operários que intervêm no processo. Assim se evitará, por exemplo, que não se transportem operários em veículos que não disponham de assentos para os acompanhantes, etc. Para além disso, os trabalhadores devem ter consciência de que as máquinas podem chocar ou tombar e que as distracções motivadas pelos trabalho repetitivo são frequentes. Para evitar tal tipo de acidentes, os maquinistas, antes de iniciarem uma manobra ou um movimento imprevisto, devem
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alertar através de um sinal acústico. Os trabalhadores devem evitar permanecer no raio de acção das máquinas. Como meio de prevenção de desabamentos, não se deve escavar debaixo da base de apoio, nem nas zonas de ondulação do terreno. Em relação á PROTECÇÃO PESSOAL, sabemos que esta desempenha um papel importante na diminuição da sinistralidade, não só no movimento de terras mas em todas as áreas da construção civil. Neste sentido, são vários os elementos que, pela importância da sua função, convém destacar: ♦ Capacete Para protecção da cabeça perante o risco de queda de objectos pesados, pancadas violentas ou projecção de partículas. Para além disso, neste caso, permite aos utentes da estrada detectar a presença dos operários. ♦ Fato de trabalho Protege os trabalhadores do pó, de líquidos(corrosivos ou não) ou contra radiações. É necessário prever roupa de trabalho de Verão adequada para trabalhar com altas temperaturas. ♦ Botas Devem ser adequadas com protecção para prevenir pequenos acidentes que, são no seu conjunto fonte de grande percas económicas para as empresas construtoras, como consequência dos dias em que os trabalhadores permanecem de baixa. ♦ Cinto anti-vibratório Diminui a fadiga e, portanto, contribui para reduzir as possibilidades de acidente. ♦ Cinto de segurança Deve utilizar-se em todos os trabalhos que apresentam risco de queda livre. Este deve ser ligado a um cabo de boa resistência, que pela outra extremidade se fixará num ponto conveniente, regulado segundo as circunstâncias, não devendo exceder 1,4 metros de comprimento. ♦ Máscaras anti-pó Dispositivos de protecção respiratória que evitam doenças respiratórias produzidas por prolongadas exposições em ambiente de muita poeira, sendo uma boa medida, para o caso de um terreno que produz muito pó, regá-lo frequentemente. ♦ Luvas Necessárias para a protecção das mãos. Os ferimentos nas mãos constituem o tipo de lesão mais frequente. ♦ Óculos de protecção Os olhos constituem uma das partes mais sensíveis do corpo onde os acidentes podem atingir a maior gravidade(cegueira). Os olhos e também o rosto protegem-se com óculos e viseiras apropriados, cujos vidros deverão resistir ao choque, à corrosão e às radiações, conforme os casos. Sem olhos não se pode trabalhar! A vida deixa de ter cor! ♦ Auriculares e/ou auscultadores Para protecção dos ouvidos. Os auriculares são introduzidos no canal auditivo e visam diminuir a intensidade das variações de pressão que alcançam o tímpano (os
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materiais empregados são: o algodão, a borracha, os plásticos e a lã mineral). Os auscultadores são feitos em material rígido, revestido internamente por material flexível. Adaptam-se ao pavilhão auditivo, cobrindo-o totalmente. Os equipamentos individuais de protecção exigem do trabalhador um sobreesforço no desempenho das sua funções, quer pelo peso, quer pela dificuldade respiratória, quer ainda pelo desconforto geral que podem provocar. Devem, portanto ser usados apenas na impossibilidade de adopção de medidas de ordem geral. A selecção destes equipamentos deverá ter em conta: os riscos a que está exposto o trabalhador, as condições em que trabalha, a parte do corpo a proteger, assim como as características do próprio trabalhador. Os equipamentos de protecção individual devem obedecer aos seguintes requisitos: serem cómodos, robustos, leves, e adaptáveis. Nesta problemática, proteger significa: tão pouco quanto possível, mas tanto quanto necessário. Apresenta-se de seguida uma figura que representa de uma forma geral os equipamentos de protecção individual mais usuais:

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TRABALHOS DE BETÃO ARMADO
Ø Colocação do betão em obra
Riscos: Os riscos a que as equipas de betonagem estão sujeitas são essencialmente devidos à especificidade dos postos de trabalho e aos acessos aos mesmos ligado à natureza do elemento a betonar e á negligência na utilização dos materiais usados no manuseamento do betão . Postos de trabalho e seus acessos: Nas obras tradicionais a equipa de betonagem intervém no elemento já cofrado e devidamente armado a fim de aí assegurara a recuperação e vibração do betão do elemento. As configurações dos elementos a betonar são múltiplos, mas de modo a generalizar vou tratar apenas de estruturas horizontais e verticais que naturalmente são em maior número.

Ø Acessos aos postos de trabalho
Estruturas horizontais armadas No caso das estruturas horizontais armadas, a circulação para o acesso aos locais de betonagem necessita no mínimo, de uma passadeira que será colocada sobre as armaduras e deslizada sempre que necessário. Isto para qualquer que seja o caso, laje de fundação ou tabuleiro de pontes, por exemplo.

Acesso a lajes de fundação Passadiços convenientemente protegidos por guarda-corpos assim como escadas.

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Acesso a tabuleiros de pontes Devem ser previstos andaimes bem como passadiços em redor do elemento a betonar.

Ø Postos de trabalho São um aspecto importante que se resume na descarga do betão e na vibração do betão.

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Descarga do betão Durante a betonagem deve-se ter o cuidado com os choques do balde de betão e do balanço que lhe provocam (ou da manga de betonagem). As plataformas de trabalho, quando se utilizam as betoneiras que normalmente são de grande capacidade, de dimensão apreciável, têm que ser obrigatoriamente dimensionadas. Para prevenir o risco de queda , seja qual for o tipo de elemento tem que ser colocado um guarda-corpos. Deve-se igualmente prevenir o risco de ruptura das cofragens devido às sobrecargas pontuais provocadas por uma descarga exagerada de betão.

Vibração do betão Relativamente aos elementos verticais: a) As plataformas de trabalho de grande altura das cofragens devem permitir pela sua concepção, fácil circulação em torno do elemento a betonar.

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b) O pessoal encarregue da betonagem não deve deslocar-se sobre os topos das cofragens para realizar o seu trabalho. Deve ser feita a partir das plataformas elevadas da cofragem. Se a dimensão do elemento a betonar for considerável, a betonagem pode ser realizada no topo da cofragem onde os varões em espera constituem uma protecção natural contra eventuais quedas para o lado cofrado.

ARMADURA Classificação
Nos estaleiros a armadura é pré-fabricada parcialmente ou completamente ou realizada “In situ”. Riscos Queda ou derrube da armadura durante a colocação em obra.

Modos de evitar
Na sua manipulação Quer se trate de atados de varão ou de elementos pré-fabricados existem recomendações elementares que são para respeitar aquando da sua manipulação: • Informar o manobrador dos riscos que representa esta operação;
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Respeitar rigorosamente as regras do trabalho por vento forte. È recomendável que nas operações de manipulação de armaduras o limite de utilização das gruas-torre, previstas para uma velocidade de 72km/h,seja prevista para uma velocidade bastante inferior a fim de evitar riscos de balanço de carga, de descarrilamento ou choque violento do chariot de lança, sobretudo com certos tipos de gruas. Quando o vento atinge uma velocidade de ponta de 60km/h a utilização da grua nas operações de manipulação da armadura deve ser interrompida. Para respeitar as disposições anteriores, há necessidade de colocar um anemómetro no topo da grua. • Guiar, na vizinhança de obstáculos (com ajuda de cordas) as armaduras em deslocação; • Utilizar um sinaleiro quando a visibilidade do operador de grua está impedida(total ou parcialmente); • Manipulação na vizinhança de cabos aéreos –atender às disposições regulamentares aplicáveis. Manipulação de atados de varões de aço Para a manipulação de atados de varões de aço devem ser utilizadas cintas adaptadas a este efeito. Manipulação de armaduras pré-montadas a) Pontos de amarração A resistência dos pontos de amarração deve ser verificada para as acções induzidas pela sua operação. Devem ser em número suficiente ,estar bem posicionados tendo em conta a flexibilidade do elemento a transportar e solicitar o número de armaduras necessárias a fim de evitar qualquer deslocamento bem como qualquer ruptura(carga de utilização menor ou igual a 1/6 carga de ruptura). O tirante deve solicitar as armaduras das duas faces do elemento pré-montado e no caso de elevação de uma armadura de pilar agarrar a partir da terceira cinta a contar do topo. Para as armaduras pré –montadas particularmente pesadas ou de grande flexibilidade deve ser previsto um reforço entre os pontos de amarração. b) Suspensão A manipulação de estruturas pré-fabricadas de grande flexibilidade(viga de elevado comprimento, painéis ,viga-caixão , etc.) deve ser efectuada com a ajuda de uma barra de equilíbrio. Os tirantes de suspensão de carga devem ser suficientemente longos para permitir um ângulo de amarração inferior a 60o , disposição que evita esforços horizontais excessivos nos pontos de amarração. Se necessário, estes esforços horizontais serão absorvidos por um reforço a prever entre os pontos de amarração interessados. c) Desprendimento dos cabos de suspensão Só deve ser efectuada depois do responsável pela manipulação verificar que o elemento pré-montado está correctamente estabilizado ao nível do piso a realizar.

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Ø Derrube da armadura
Para evitar o risco de derrube: a) Pilares A estabilidade das armaduras que geralmente são colocadas antes da cofragem deve ser assegurada por apoio exterior, escoramento que depende do tipo de cofragem. b) Paredes Para evitar a necessidade de escoramentos a armadura deve ser colocada depois do taipal do primeiro paramento ter sido colocado e estabilizado. c) Vigas-caixão Em vigas-caixão de grandes dimensões, as armaduras de lage superior precisam de ser escoradas numa fase intermédia.

Ø Riscos e condições de trabalho na colocação em obra
Os principais riscos decorrem do desmoronamento ou colapso das armaduras e durante o trabalho desenvolvido ao nível do elemento. Armadura in situ de estruturas verticais Deve ser realizada a partir de um andaime adaptado ou “andaime de ferrageiro” e previamente montado e estabilizado respeitando as regras de fixação dos painéis de armaduras à cofragem.

Ø Acessos e circulação
Estruturas horizontais Principais cuidados a ter: a) Colocar acessos com número suficiente às lages de fundação.

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b) Colocar à medida que os trabalhos avançam caminhos de circulação seguros que devem evitar passar perto de varões de aço “em espera”.

c) Proteger os negativos da armadura.

Ø Estruturas verticais
Não é permitido escalar a estrutura de aço. Deve ser colocada uma placa de aviso e o responsável da obra deve fazer cumprir essa proibição. Em paredes de grande comprimento devem ser realizadas janelas nas armaduras para permitir a passagem através dos correspondentes painéis de armadura. Para elementos de grande altura e suficientemente longos, a armadura deve ser concebida por forma a que seja criado um caminho de acesso pelo interior do elemento, através da armadura do pilar.

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Caso particular de pontes-pórtico ou “box culverts” A realização destas estruturas necessita a colocação em obra de armaduras em esquadro nos nós que constituem as ligações muro-tabuleiro. Protecção individual Os ferrageiros devem usar luvas para evitar cortes e perfurações e usar calçado anti-derrapante. A colocação em obra de caixas pré-montadas de armadura sobre varões em espera deve ser sempre realizada com a ajuda de um equipamento do tipo pé-de-cabra.

ESTRUTURAS PORTICADAS PRÉ-FABRICADAS
Riscos Na realização de sistemas pré-fabricados os trabalhadores estão sujeitos a queda ou derrube de elementos pré-fabricados colocados provisoriamente e queda quando colocados em obra

Ø Riscos derivados de queda ou derrube
Armazenagem e transporte Tanto na fábrica de pré-fabricação como no local da obra, as vigas e os pilares devem ser armazenados correctamente. Apoios apropriados devem ser colocados a fim de evitar: • Derrubes indevidos principalmente no caso de peças submetidas a grandes vibrações; • Deformações no plano horizontal e no plano vertical Manipulação Os cuidados a ter são iguais aos da manipulação de armadura de atados de varões ou de elementos pré-fabricados acrescentando-se no entanto a seguinte recomendação:

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Em operações na proximidade de linhas eléctricas deve-se atender às prescrições regulamentares aplicáveis. Deve ser dada aos pontos de amarração a maior atenção, que de preferência deverão ser embutidos. Se a elevação é feita utilizando cabos (4 fios entrançados) estes terão comprimento suficiente para permitir um ângulo de amarração inferior a 60º.

Ø Estabilidade numa fase intermédia
Respeito pelas tolerâncias É a regra base para evitar o risco de queda de uma estrutura pré-fabricada. Esta exigência leva em linha de conta a precisão dimensional e geométrica das peças pré-fabricadas, a precisão na implantação dos pilares, a precisão na verticalidade dos pilares e o respeito pelas condições de apoio. Escoramento das peças Até que sejam fixos ao maciço de fundação os pilares devem ser escorados com elementos funcionando como tirante ou escora. Estes escoramentos apoiar-se-ão no solo por intermédio de blocos de betão. Ligações aparafusadas As ligações aparafusadas dos nós vigas-pilares devem ser feitas o mais rapidamente possível após a colocação das vigas. Deve ser elaborado um plano de montagem preciso que deve ser respeitado. Nas zonas de obra onde os nós dos elementos pré- fabricados não estejam ainda ligados, devem ser assinalados com balizas de aviso e com balizas de interdição de passagem são os elementos em questão. Para permitir as ligações de forma expedita, as vigas devem ser colocadas sucessivamente pórtico a pórtico em vez de o serem vão a vão. As vigas colocadas provisoriamente devem ser igualmente escoradas em conformidade com os planos de execução (ou planos de montagem).

TRABALHOS DE DEMOLIÇÃO Ø Processos e meios
A demolição total ou parcial de um edificio e feita de acordo com um ou mais dos seguintes processos: • Arrasamento; • Desmoronamento ou desabamento; • Desmembramento ou fragmentação; • Derrube dos elementos horizontais ou verticais; • Por utilização total ou parcial de explosivos; • Desmontagem ou corte. Estes processos de demolição supõem uma combinação de meios a colocar em obra.

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Ø Natureza dos riscos
Cada processo apresenta riscos específicos mas de uma maneira geral as pessoas que executam trabalhos de demolição estão expostas principalmente aos riscos seguintes: • Queda desamparada em altura • Queda em altura em pé e ferimentos nos pés • Abatimento não previsto de todo ou uma parte do edifício • Queda e projecção de materiais • Prejuízos nas construções vizinhas e a terceiros • Ferimentos resultantes da utilização dos equipamentos, ferramentas e veículos • Ferimentos devido à elevação de cargas • Explosão e incêndio • Prejuízos paras a saúde em consequência da exposição ao ruído excessivo, a poeiras, etc.

Ø Protecções contra as quedas de altura do pessoal
Exemplos de medidas destinadas a evitar estas quedas • Colocação de dispositivos guarda-corpos em redor de aberturas e pavimentos(baias e sacadas); • Tapar as aberturas que existam nos pavimentos. Medidas destinadas a limitar as consequências de uma queda • Montagem de dispositivos formando superfícies de recolha (redes); • Realização de tremonhas de evacuação começando pela laje superior; • Uso do arnês de segurança sempre que as protecções colectivas não possam ser colocadas. Ø Queda da construção e queda de materiais Existem medidas próprias para evitar este tipo de queda quer seja provocada voluntariamente ou súbita ü Queda de materiais De modo a evitar que os trabalhadores sejam atingidos por queda de materiais: • O acesso às zonas previsíveis de queda deve ser proibido através de cercas, portões, guardas, etc.; • Algumas operações devem ser eliminadas, sobretudo a execução de trabalhos sobrepostos e retirar materiais do chão durante a evacuação de pedregulhos por tremonhas a partir de um nível superior; • Sempre que necessário sobretudo junto a locais acessíveis ao público instalar dispositivos que formem superfícies de recolha; • É obrigatório o uso de capacete em todo o estaleiro da demolição e uma placa colocada à entrada da obra a lembrar esta obrigação.

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Ø Projecção de materiais e objectos ü Demolição por tracção com ajuda de cabos e demolição com a bola Uma vez que a ruptura de um cabo é possível há que proibir o acesso á zona de um eventual acidente. ü Uso de lanças térmicas É indispensável a utilização de equipamento individual de protecção adequado para reduzir o risco de queimaduras. Devem também ser utilizados meios para proibir o acesso á zona de projecções a toda a gente que não o operador e ajudante. ü Demolição de obras em betão pré –esforçado Este tipo de operações só deve ser r4ealizado sob a alçada de técnicos competentes e após estudos preliminares completos. ü Corte de elementos metálicos Uma vez que os elementos metálicos podem estar submetidos a esforços, a sua eliminação pode provocar desabamentos ou projecções perigosas. ü Uso de explosivos ou cartuchos para a detonação a gás As projecções serão evitadas com a colocação de protecções. A zona perigosa será evacuada e o seu acesso interdito aquando das explosões para prevenir qualquer projecção inesperada

Ø Queimaduras e incêndios
Aquando da utilização de maçarico de mão, lanças térmicas ,explosivos e aquando da utilização de fogo para destruir alguns elementos, devem ser tomadas todas as precauções para evitar a propagação de um incêndios e queimaduras nos trabalhadores.

Ø Acidentes ligados à elevação de cargas
Uma vez que os trabalhos de demolição requerem várias manipulações manuais, os trabalhadores devem utilizar calçado de segurança e luvas de protecção.

Ø Acidentes ligados à utilização de máquinas e veículos
Devem ser tomadas algumas medidas de precaução, nomeadamente: • Assegurar-se da estabilidade das lajes ou solos onde irão circular as viaturas; • Verificar aquando da demolição por massas que o peso da massa é compatível com a capacidade do aparelho; • Se rampas e plataformas forem criadas com produtos da demolição deve-se assegurar que as rampas e taludes tenham dimensões adequadas assim como verificar a homogeneidade dos materiais utilizados;

Os exames e verificações deverão ser renovados frequentemente e as máquinas e veículos devem estar sempre em bom estado de manutenção.

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TAIPAIS Definição
Tratam-se de painéis de cofragem pré-fabricados, susceptíveis de numerosas reutilizações, permitindo a cofragem de uma só vez de paredes ou diveresos elementos em betão armado ou não, em geral verticais e de grande superfície. São constituídos por uma superfície cofrante estanque ao betão e rigidizada por meio de uma estrutura. Os diferentes elementos que constituem um taipal são geralmente em madeira metal ou mistos.

Constituição
Os taipais são normalmente constituídos pelos seguintes elementos:

1-superfície cofrante - uma estrutura que confere a rigidez; 2-rigidizadores verticais; 3-perfis horizontais; 4-um dispositivo de estabilização; 5-plataformas e o seu acesso; 6-tirantes.

Ø Fases de utilização
Aquando da utilização numa obra, um taipal ocupa sucessivamente diversas posições ao longo das principais fases de utilização cujo desenvolvimento mais usual é descrito pelos seguintes esquemas :

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1. Armazenamento no chão e espera no chão ou sobre o plano de trabalho para limpeza, lubrificação, etc.; 2. Aproximação dos taipais da primeira fase de cofragem, seguida de ajustes; 3. Espera na posição vertical , depois de ajuste, durante a colocação das armaduras ou dos negativos; 4. Aproximação dos taipais da segunda face de cofragem seguida do seu ajuste; 5. Taipais solidarizados face a face para betonagem; 6. Descofragem; 7. Elevação, amarração, etc.(durante as diversas fases).

Ø Estabilização dos taipais - estabilidade ao vento
A resistência ao derrubamento é uma das qualidades essenciais dum taipal . Deve ser assegurada por meio de dispositivos previstos aquando da sua construcção e durante todas as fases de utilização definidas anteriormente . Sendo o vento, a principal causa de derrubamento, é lógico que se tome como referência a força exercida por este para uma certa velocidade. Um taipal mal concebido abana sob a acção de uma força pouco intensa uma vez que o centro de gravidade “cai” muito perto do bordo da superfície de apoio, do lado da superfície cofrante. Para que os taipais sejam estáveis é importante que : - Se utilize um molde completo, composto por duas faces da cofragem (taipais frente a frente); - Aumentemos a superfície de apoio tendo em conta a posição do centro de gravidade; - Desloquemos o centro de gravidade por meio de um contrapeso cuidadosamente colocado.

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Ø Condições de trabalho
Riscos Queda do taipal aquando da sua colocação em fase de montagem e por derrube( na armazenagem ou aquando da sua colocação em obra ou na proximidade do elemento a cofrar). Queda dos trabalhadores do taipal desde os postos de trabalho ao aceder aos postos de trabalho Riscos diversos na realização de operações de limpeza, lubrificação e colocação de travessas ou durante a descofragem ou durante a betonagem.

Ø Modos de evitar
Queda do taipal Ø Aquando da sua colocação Dispositivos de amarração, são uma das componentes presentes para a realização da cofragem, sendo assim a sua contribuição é importante para efeitos de prédimensionamento. A estimativa do peso do taipal deve ser feita com cuidado. Suspensão, para a elevação dos taipais deverá ser utilizado preferencialmente uma barra de equilíbrio, vejamos:

Elevação propriamente dita, os taipais caracterizam-se por uma grande superfície e pelo seu peso elevado logo devemos respeitar as regras de paragem do trabalho por vento forte, guiar na vizinhança de obstáculos e utilizar um sinaleiro e um especial cuidado com a proximidade de linhas eléctricas. Ø Por derrube Na armazenagem, colocando-os em baias, dispondo-os contra superfícies verticais, dispondo-os contra superfícies verticais , deitando-os sobre uma área plana e horizontal . Na montagem da cofragem, a realização de uma cofragem tradicional de um pilar implica as seguintes operações: Estabilização do taipal; regulação; limpeza, lubrificação; armação e colocação de travões; colocação do taipal; colocação e regulação das cofragens de topo; betonagem;

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preparação da superfície de ligação; descofragem e colocação de apoios de continuidade.

Ø Queda dos trabalhadores do taipal
Os taipais, devido à sua elevada altura necessitam duma intervação a vários níveis para colocação dos tirantes, o que obriga necessariamente à colocação de plataformas de trabalho. Estas plataformas devem permitir uma fácil circulação (horizontal e vertical) e permitir que o pessoal possa trabalhar comodamente. Assim: - Cada plataforma deve ser protegida mediante a colocação de guarda-corpos em toda a bordadura do vazio, incluindo topos. - Desde que o comprimento do elemento a cofrar necessite da colocação de uma fiada de taipais, a continuidade da circulação horizontal bem como da protecção contra o risco de quedas devem ser asseguradas.

Para as circulações verticais deve haver um acesso seguro a cada plataforma . O nº de acessos deve ser determinado em função do comprimento total da plataforma . O acesso à plataforma deve ser protegido por um alçapão.

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Ø Posicionamento das plataformas e distribuição dos pontos de atiramento dos taipais
Estes dois factores estão intimamente ligados por uma concepção do taipal que permita boas condições de trabalho. Do ponto de vista ergonómico a relação entre eles é evidente.

A distribuição dos atirantamentos deve ser então a preocupação primordial do projectista . Uma distribuição adaptada dos perfis (geralmente com inércia forte ) bem como a utilização de tolerâncias de planimetria aceitáveis.

Ø Riscos diversos
Na lubrificação das cofragens e na colocação de travamentos. Dada a grande altura dos taipais este procedimento deve ser feito após a execução da cofragem.

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Ø Na descofragem, há o risco de queda do taipal , para evitar convém assegurar permanentemente a estabilidade da cofragem.

Ø Na betonagem do elemento, para evitar o risco comum da queda do pessoal encarregue de colocar betão, é conveniente equipar os taipais com plataformas de trabalho adaptadas.

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Casos de pisos sucessivos, desde que o piso seja o primeiro de uma série deles, a cofragem deve ser adaptada em função do nível dos seus passadiços elevados. O mesmo se aplica ao processo de descofragem.

COFRAGENS Definição
Para a realização de edifícios em betão armado de grande altura são normalmente utilizados dois tipos de cofragens: • Cofragens deslizantes; • Cofragens trepantes. Enquanto que nas trepantes as elevações são feitas sucessivamente mas de forma descontínua, nas deslizantes são feitas de forma contínua(ou semi-contínua), o que leva entre outras coisas , ao desaparecimento das repetidas operações de cofragem e descofragem e ao aumento da rapidez de execução. Isso, implica, a colocação simultânea da armadura e do betão à medida de elevação de cofragem.

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COFRAGENS DESLIZANTES Constituição

Utilização
A elevação das cofragens deslizantes é feita de forma autónoma, em vez de se utilizarem os procedimentos tradicionais de elevação por meio de gruas. A progressão é assegurada por um sistema hidráulico a partir de macacos que apoiam sobre as hastes de suporte que vão sendo colocadas com o avanço da elevação de paredes de betão.

Ø Condições de trabalho e riscos
É importante referir que as cofragens deslizantes são específicas da construcção em contínuo e a grandes alturas. Estes dois aspectos condicionam as medidas de prevenção específicas e disposições particulares do estaleiro no quadro duma preparação e organização dos trabalhos necessariamente rigorosos. É de notar que pela sua natureza e utilização deste tipo de cofragem vai já no sentido de segurança quanto ao risco de queda. Ø Nos postos de trabalho: ü A utilização destas cofragens exige pessoal qualificado e com experiência ü As plataformas de trabalho devem ser obrigatóriamente equipadas com guarda-corpos conforme o regulamento em vigor no que respeita à segurança. As seguintes disposições particulares devem ser previstas: contra a queda de objectos a partir das plataformas. nos postos de trabalho a grande altura, os trabalhadores devem ser protegidos contra o vento e contra o risco de vertigem, assim, deve ser colocado um guarda corpos contínuo de pelo menos 2 metros de altura e onde a acção do vento deve ser levada em conta aquando do seu dimensionamento. - nunca deixar ou enviar um trabalhador sozinho para trabalhos nas plataformas de acabamento - os postos de trabalho devem ser convenientemente ilumunados (prevendo uma iluminação de energia independente)
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- deve ser assegurada protecção contra incêndios - colocar à disposição do pessoal aparelhos de aquecimento eléctrico, um abrigo contra as intempéries e para proteger os documentos de trabalho, e ainda material de primeiros socorros no caso de um acidente - prever meios de comunicação com o solo convém ainda: - realizar diversas operações de manutenção -não sobrecarregar as plataformas de trabalho e distribuir convenientemente as cargas sobre estas para evitar qualquer desvio da cofragem. Para todo o trabalho bem como para toda a circulação junto do deslizamento que seja proibida, tendo em conta a queda de eventuais objectos a partir da cofragem, deve ser prevista uma balizagem da zona interdita.

COFRAGENS TRIPANTES Constituição
Podemos referir que as cofragens trepantes são constituídas por:

Parte em andaime: 1- consola
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2- passadiço de acabamento Parte de cofragem : 3- painel cofrante 4- escora 5- passadiço elevado para eventual betonagem

Ø Condições de trabalho
Identificação dos riscos de queda da cofragem: colapso da cofragem § durante as operações de manipulação § durante a sua mentagem ao nível do elemento a betonar riscos aos quais o pessoal está exposto: § nos postos de trabalho § quando acede ou circula Para minimizar estes riscos, é necessário que empreiteiros e trabalhadores respeitem certas regras elementares relativas à concepção e utilização em obra das cofragens trepantes Disposições para evitar o colapso da cofragem: Dispositivos de amarração: § o seu dimensionamento bem como a sua fixação deve ser tal que a carga de utilização seja menor ou igual a 1/6 da carga de rotura. § Os dispositivos de engate devem ser inamovíveis § Duma forma geral, no caso de uma elevada reutilização deve ser efectuada uma verificação regular ao nível das ligações. Amarração: Para a elevação das cofragens será utilizada preferencialmente uma barra de equilíbrio.

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Absorção dos esforços por intermédio de um rigidizador entre dois anéis de engate dos cabos Elevação própriamente dita: -guiar, na vizinhança de obstáculos ( com a ajuda de cordas) as cofragens em deslocação; -utilizar um sinaleiro quando a visibilidade do operador da grua está impedido (total ou parcialmente); -operações na proximidade de linhas eléctricas conforme prescrições regulamentares aplicadas. Recomendações contra os riscos a que o pessoal está exposto: A colocação das cofragens trepantes caracteriza-se pela necessidade de proceder a ancoragens sucessivas e pela natureza dos trabalhos a que se destina, o que dá origem a uma progressão vertical dos postos de trabalho. Tomando por base um ciclo de rotação do equipamento, as seguintes regras elementares devem ser respeitadas para evitar os riscos que os trabalhadores estão expostos e para melhorar as condições de trabalho. Descofragem do painel cofrante: As plataformas de trabalho necessárias para aceder aos tirantes(eventual plataforma intermédia acima do painel cofrante) serão protegidas em todo o seu perímetro, incluindo os topos, para evitar quedas em altura, sendo que essa protecção deverá ser constituída por guarda-corpos regulamentares. A escora extensível deverá resistir não só a esforços de tracção como também de compressão, articulada nos pontos fixos(painel cofrante e no plano de trabalho), deverá permitir fácil aparafusamento e desaparafusamento ao nível do dispositivo de regulação, devendo este, por outro lado, estar correctamente posicionado, isto é, à altura do trabalhador.

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ANDAIMES DE COBERTURA
Os andaimes de cobertura podem ser constituídos por consolas suspensas (tema desenvolvido) ou por elementos instalados nos beirais (pré fabricados ou não) e que se destinem à construcção e reparação de coberturas.

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Ø Andaimes sobre consolas suspensas
Este tipo de andaime é constituído por consolas realizadas por perfis metálicos com ligações soldadas. É recomendável escolher andaimes que possuam pavimentos pré fabricados. Estes pavimentos devem ser fixos às consolas para resistir à acção do vento e assegurar o seu contraventamento. Os pavimentos pré fabricados podem ser de madeira, metal ou mistas. Estes pavimentos são em forma de pranchas, cujo comprimento mínimo é de 2 metros e devem poder sustentar, no mínimo, uma carga de 2600kN (2 homens + ferramentas e materiais) distribuída por uma largura de 0,6m. Se a protecção periférica do pavimento for destinada somente ao pessoal que trabalha em cima dela, um guarda-corpos se 1 metro de altura que disponha de 2 protecções dorsais e um rodapé de 0,15 metros será suficiente. Se a protecção também for destinada ao pessoal que trabalha no telhado, esta deve ter ainda uma superfície de recolha. O acesso ao andaime pode ser feito pelo pavimento, com a ajuda de uma escada de mão, ou pela cobertura. Se se utilizar uma escada de mão esta deve ultrapassar de 1 metro o pavimento e ser solidamente fixa ao andaime . Para alcançar sem risco o guarda corpos este deve ser constituído por uma cancela que abra para o interior do andaime.

O acesso ainda pode ser feito pela cobertura quando o pavimento do andaime estiver a um nível inferior do beiral, devem ser assim tomadas algumas precauções para lhe aceder, de modo a evitar sobrecargas dinâmicas. As consolas suspensas são concebidas para serem instaladas acima ou abaixo da cobertura ou em ambos os locais, mediante o uso de acessórios de adaptação. As consolas instaladas por baixo da cobertura permitem a construcção de um andaime que não exige a intervenção na cobertura depois da sua desmontagem. As consolas podem neste caso ser fixas ao vigamento, no topo da parede ou em dispositivos de ancoragem instalados nas fachadas ou no pavimento dos tectos.

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Ø Fixação na armação
A fixação é realizada sobretudo numa madre da asna se a sua resistência o permitir. Pode também ser usado um tubo colocado trás dos banzos das asnas ou das varas da estrutura da cobertura. A ancoragem é assegurada em geral com a ajuda de uma corda ou de um cabo.

Ø Fixação por “abraçamento” no topo da parede da fachada
A fixação só pode ser assegurada por abraçamento do topo da parede de fachada quando existir uma viga cinta em betão armado ou se o estado do coroamento da alvenaria o permitir.

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Ø Fixação nos dispositivos de ancoragem
Os pontos de ancoragem realizados na fachada com estes dispositivos devem ser de acesso fácil e o encaixe das consolas deve ser de fácil execução. A implantação dos pontos de ancoragem deve ser realizado depois de um estudo aquando da concepção do edifício. Torna-se importante referir que estes dispositivos podem ser instalados atravessando a parede exterior ou podem também ser utilizados dispositivos de ancoragem permanentes, fixos nas fachadas ou nos pavimentos dos tectos. A título de exemplo quando o dispositivo de ancoragem é instalado no pavimento a sua ligação com a consola ou com o tubo que suporta as consolas pode ser assegurado com um cabo cujo comprimento pode ser ajustado com a ajuda de um esticador.

A instalação das consolas acima da cobertura só deve ser efectuada logo que não seja possível fazê-lo abaixo da cobertura. Realmente, esta solução requer a intervenção do pessoal depois da desmontagem do andaime para tapar as aberturas deixadas na cobertura na qual estavam fixos os elementos da consola. A fixação das consolas pode ser feita na armação, no topo da parede da fachada ou na caleira se a sua resistência o permitir.

Ø Fixação no vigamento
A amarração deve ser feita o mais perto possível de um ponto de fixação de um elemento estrutural da cobertura. Podem ser usados vários dispositivos para permitir pendurar as consolas. Estes podem ser temporários ou definitivos. Dentro dos dispositivos temporários temos por exemplo as cordas os cabos com serra-cabos e estribos (ver figura abaixo).

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Os dispositivos de ancoragem permanentes devem suportar uma carga estática de 10kN exercida paralelamente ao plano da superfície de ancoragem, e sem deformação permanente. Estes dispositivos são fixos ao vigamento, na totalidade ou em parte, e permitem pendurar rapidamente e com segurançaas consolas.

Ø Fixação no coroamento da parede da fachada
Antes de tudo, assegurar-se do bom estado da alvernaria. Estas consolas podem por exemplo: - Abraçar a parede da fachada; pousar em cima da parede e apoiar atrás da viga cinta (ver figura abaixo) ; pousar no pavimento do tecto e apoiar atrás da parede da fachada;

Ø Fixação na caleira
Na medida do possível fixar somente em caleiras de betão armado . As consolas pousam no fundo da caleira e apoiam na parte vertical da mesma. Se for necessário fixar num elemento que não seja de betão armado, este não deve pousar na parte em balanço de uma cornija em alvenaria ou em pedra. É conveniente assegurar-se do bom estado e unir, por segurança, cada consola por um cabo a um elemento sólido da construcção para evitar o seu desabamento no caso de rotura da parte vertical da caleira.

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Ø Principais causas de acidentes classificadas por riscos:
Deslocamento acidental de todo ou parte do andaime • Por falta de resistência nos apoios; • Rotura de um elemento de carpintaria; • Rotura da alvenaria; • Por falta de resistência de um ou mais elementos da estrutura do andaime. Nas consolas suspensas, • Desprendimento acidental; • Falta de contraventamento ou apoio instável sobre a construção; • Rotura do ponto de ancoragem; • Rotura do órgão de fixação da consola ao ponto de ancoragem; • Rotura da consola. Rotura da base do apoio • Pranchas e tábuas com resistência inferior à admissível para o vão que vencem; • Pranchas e tábuas em mau estado; • Sobrecarga elevada. Rotura de guarda-corpos • Materiais em mau estado; • Resistência inferior à admissível. Queda de pessoas após perda de equilíbrio • Falta de utilização de equipamento individual de protecção contra as quedas durante a montagem e desmontagem; • Ausência parcial ou total do guarda-corpos; • Soalho de largura reduzida; • Distância muito grande entre o soalho e a fachada do edifício; • Acesso descuidado. Queda de materiais • Falta de um rodapé; • Soalho incompleto; • Distância exagerada entre o soalho e o edifício; • recepção descuidada de materiais por parte dos trabalhadores. Contacto entre as pessoas e os fios condutores de uma linha eléctrica aérea (directo ou por intermédio de um objecto) • Incumprimento das distâncias de segurança; • Falta de protecções.

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Para construir um andaime que permita trabalhar em segurança, as consolas devem possuir as seguintes características: § Suportarem no mínimo uma carga de 3000 N repartida sobre a travessa ao longo do soalho; § Permitirem a construcção de uma base de 0,6m de largura mínima; § Serem leves para uma fácil montagem; § Estar equipadas com um dispositivo que permita o empanque das tábuas do soalho se não forem feitas de modo a receber pavimentos pré-fabricados; § Serem fornecidos com um montante de guarda-corpos amovível ou solidário mas dobrável (a articulação deve ser resistente tendo em conta as condições de manutenção e utilização); § Possuírem um dispositivo regulável que permita ligar a consola ao edifício a diferentes níveis em função do que já está construído. Os diversos elementos de ligação devem ser fornecidos com a consola a fim de evitar qualquer improvisação; § Possuírem elementos reguláveis que permitam o seu apoio em qualquer posição, qualquer que seja o dispositivo de suspensão; § Possuírem um dispositivo que assegure a estabilidade lateral por apoio na fachada. Esta disposição facilita a montagem do andaime e evita o contraventamento com diagonais cuja colocação em obra é perigosa; § Estarem protegidos contra corrosão. Se forem em aço, a galvanização por imersão é a melhor solução porque protege também o interior dos perfis ocos. Sempre que a protecção colectiva não pode ser assegurada, a utilização de equipamento individual de protecção contra quedas é indispensável. A colocação das consolas pode ser feita: § A partir do solo, com uma escada, ou melhor ainda, com um monta-cargas; § A partir da cobertura; § A partir de aberturas (fenestrações) da fachada. Desde que as aberturas o permitam, é aconselhável utilizar, para a colocação das consolas, andaimes leves instalados em balanço da fachada. Estes andaimes podem, por exemplo, ser pendurados do peitoril das janelas ou bloqueados entre o tecto e o pavimento interior. A fim de evitar os riscos de quedas presentes nos trabalhos em altura, desde que a obra o permita, escolher um andaime que possa ser construído no solo e içá-lo até ao nível desejado por meios mecânicos. De acordo com a importância da obra, podem ser utilizadas manivelas manuais instaladas nos telhados ou gruas.

CONCLUSÃO
Se todas estas normas de segurança fossem cumpridas, haveria, certamente, muito menos acidentes e perda de vidas na construção civil. Os trabalhadores devem ter consciência de que, ao utilizar equipamentos de protecção, estão a zelar pela sua própria saúde e vida. Aos responsáveis pelas obras e aos fiscais cabe um papel educativo e orientador dos menos esclarecidos.

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BIBLIOGRAFIA
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Miguel, Alberto Sérgio de Sá Rodrigues, “Higiene e Segurança do Trabalho”, Porto Editora, 1995. Miguel, Alberto Sérgio de Sá Rodrigues, “Higiene e Segurança do Trabalho”, Ministério da Educação, Universidade do Minho, Outubro de 1983. Direcção-Geral de higiene e Segurança do Trabalho, “Homem Prevenido”, Ministério do Trabalho. Guide Pratique, “Travaux de Terrassement”, Édition O.P.P.B.T.P., 1996 Decreto lei n.º 441/91 de 14 de Novembro Decreto lei n.º 155/95 de 01 de Julho Decreto lei n.º 101/96 de 03 de Abril Ingenium, 2.º série, Maio 1999

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