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Eletricidade-Básica

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Margarida de Carvalho Silveira

Engª Elétrica ± Hab. Eletrotécnica Engª de Segurança do Trabalho

Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO

1 IFBAHIA

INTRODUÇÃO 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO O homem, através da história, vem desenvolvendo métodos para descrever, medir e correlacionar os fenômenos da natureza. Ao movimento da física associam -se três quantidades básicas que são: o comprimento, a massa e o tempo. Durante décadas, a medição dessas unidades tem sido realizada por três sistemas, que são: o centímetrograma-segundo (CGS), o metro-kilograma-segundo (MKS) e o sistema inglês de unidades, tabela 1. Toda unidade de medida baseia-se em algum padrão aceito internacionalmente, por exemplo: o segundo foi originalmente definido em termos do dia solar, mas recentemente foi redefinido em termos da radiação atômica do césio. As unidades CGS e MKS, têm seus nomes derivados das unidades por eles usadas, conhecidas por sistema métrico. As unidades inglesas são chamadas de unidades britânicas de engenharia. Muitas unidades, como aquelas usadas em quantidades elétricas, baseiam -se nas unidades relacionadas na tabela 1. Sistema de Unidades CGS MKS (MKSA) Inglês Tabela 1 ± Unidades Físicas Comprimento Massa centímetro (cm) grama (g) metro (m) kilograma (kg) pé (pé) libra-força (32 lbf) Tempo segundo (s) segundo (s) segundo (s)

Em alguns casos é vantajoso ou necessário converter um conjunto de unidades para outras pelo uso do fator de conversão, que é uma igualdade que relaciona duas unidades diferentes. A tabela 2 relaciona, alguns desses valores dos fatores de conversão. E um método para a utilização desses fatores de conversão é a divisão de ambos os lados da igualdade por um dos lados, de forma a obter uma relação igual a 1. Por exemplo: 1 pol. = 2,54 cm, então: 1 pol 2,54cm !1 ou !1 2,54c 1 pol Tabela 2 ± Fatores de conversão mais comuns 1 polegada (pol.) = 2,54 centímetros (cm) 1 metro (m) = 39,37 polegadas (pol.) 1 libra (lb) = 453,6 gramas (g) 1 kilograma (kg) = 2,2046 libras (lb) 1 newtom (N) = 0,224 libra-foraça (lbf) 1 pé-libra-força = 1,3549 joules (J) 1 horse-power (hp*) = 746 watts (W) OBS: * A unidade horse-power (1 hp = 746 W) não é equivalente a unidade cavalovapor (1 cv = 735 W). Para fazermos a conversão do hp em watt ou vice-versa, a equação pode se multiplicada por ambas as relações sem alterar os valores, uma vez que o efeito é de uma multiplicação por 1. Uma vez escolhida a relação correta, o resultado é o cancelamento da unidade desejada.
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MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA

 

Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO

2 IFBAHIA

Exemplo 1: Converta 0,577 horse-power (hp) em seu valor equivalente em watt. 746W 0,577 hp v ! 430W hp Por volta de outubro de 1965, o Institute of Electrical and Electronics Engenieers (IEEE) adotou o Sistema Internacional de Unidades (S) proposto pela 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, acontecida na França, em 1960. O Sistema Internacional inclui como subsistema o sistema MKS para mecânica e o MKSA, englobando a mecânica, a eletricidade e o magnetismo. As unidades básicas do sistema MKSA são: o metro, o kilograma, o segundo e o ampère. O ampère será discutido posteriormente. 2 ± PREFIXOS DAS UNIDADES DO SISTEMA INTERNACIONAL (SI) Na maioria dos casos, as quantidades consideradas são muito maiores ou menores que a unidade básica definida pelo sistema MKSA. Ao invés de alterar a unidade básica, um prefixo é adicionado definindo um múltiplo ou submúltiplo da unidade básica. Estes prefixos usados no SI são mostrados na tabela 3. Prefixo tera giga mega kilo mili micro nano pico femto atto Tabela 3 ± Prefixos do Sistema Internacional (SI) Símbolo Fator pelo qual a unidade é multiplicada T 1012 G 109 M 106 K 103 m 10-3 10-6 Q n 10-9 p 10-12 f 10-15 a 10-18

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MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA

a) 0.5 x 0.600.013k V em volts d) 20. Escreva a resposta em notação científica.000 V em quilovolts g) 4.000 W em megawatts (MW) h) 200n s em segundos 2) Escreva cada um dos seguintes números na forma de números decimais.0008 x 103 4) Faça as operações indicadas. em megaohms b) 2. . isto é.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap.2M . a) 120.000Q A em ampères e) 0. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 3 IFBAHIA EXERCÍCIOS PROPOSTOS: 1) Escreva cada um dos seguintes valores nas unidades indicadas (utilize potência de 10 quando necessário).006 x 102 b) 400 / 103 c) (0. um número decimal de 1 a 10 seguido da potência de 10 adequada.03) / 10-2 d) (3.000 .25m A em microampères f) 10. em ohms c) 0.000.000 b) 0.1 x 10-1 )(2 x 10-2 ) 3) Escreva os seguintes números em notação científica. a) 5.

2 v 10 2 ™ .3.

.4 v 10 1 1 a) 3 .

2 v 10 ™ .

4 v 10 2 b) 300.

v 10 5 ™ .

004152 d) 2. 2 4 10 2 12 v 10 5) Arredonde os seguintes números até três algarismos significativos. . Arredonde as respostas com precisão de três algarismos.825 c) 0. a) 3.001205 x 10 -3 6) Faça as operações indicadas.096 e) 0.825 b) 3.

8.31 v 10 0 ™ .

7 v 10 3 a) .5.

2.1 v 10 1 ™ .

0 v 10 6 790.3.

0.0014 ™ .

0.000006 .01 b) 0.

000 ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .500 .

cobre. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 4 IFBAHIA 2 ± ELETRICIDADE ± TEORIA ELETRÔNICA DA MATÉRIA 2. São conhecidos mais de cem elementos químicos diferentes. cheiro. grau de dureza. Portanto. aquecer e refrigerar equipamentos usados tanto nas instalações prediais. o choque ocorre quando há o contato direto com o condutor. porosidade. por ser fácil de transportar. ou das forças magnéticas. A energia é uma das formas de energia mais valiosa. um composto é formado por vários elementos. Se pegarmos porções cada vez menores de água. imaginemos que pudéssemos ir além e que dividíssemos a molécula de água. cor. dão origem a uma infinidade de substâncias que se apresentam com diferentes aspectos com relação a densidade. e ainda teremos água. até conseguirmos a menor porção dessa substância. Partículas estas que. óleos naturais e recursos hidráulicos. pois suas dimensões fogem a nossa percepção devido às suas minúsculas dimensões. Toda matéria existente no universo é composta por imensos aglomerados de partículas fundamentais. Classificamos a matéria de acordo com os átomos em: composto e elemento. através dos efeitos térmicos. Porém. Por exemplo. etc. na indústria. que por sua vez são as partículas que caracterizam os elementos da natureza. de realizar trabalho. de iluminar e etc. carbono. dependendo de como são aglomeradas. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA Átomos de hidrogênio .3 ± Partículas fundamentais da matéria Matéria é tudo que possui massa e ocupa lugar no espaço. isto é. elevados índices de qualidade e produtividade. mas sim dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio.2 ± O que é a eletricidade? A eletricidade não pode ser pesada nem medida materialmente. por exemplo: alumínio. Como é impossível efetuarmos a tarefa de dividirmos uma molécula. temos todos os átomos iguais.1 ± Introdução A eletricidade é o fenômeno que está intimamente ligada a nossa vida. e teremos chegado à molécula de água. Nos elementos. maleabilidade. só pode ser percebida através do choque no corpo humano. 2. molécula a menor porção de uma substância que ainda conserva as suas propriedades. Seu uso possibilita. H2O Separação Átomo de oxigênio Molécula de água Assim. Po é is através dela que possível iluminar. a substância água (H2 O). madeira. concluímos que as moléculas são formadas por átomos. etc. de transformar-se em outro tipo de energia. etc.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. A eletricidade só pode ser medida de forma indireta. Neste momento não teremos mais uma molécula de água. 2. consistência. exemplo: água. Temos algumas fontes de energia elétrica como: carvão de pedra. quanto na indústria. E. gás coque.

elétrons e os nêutrons. 32. Cada átomo pode ter uma ou mais camadas. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . Se aplicarmos energia suficiente. O movimento destes elétrons livres é que produz a corrente elétrica num condutor metálico. apenas os elétrons se movimentam. denominadas de K. No entanto.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. Os átomos permanecem imóveis em seu lugar. Os elétrons estão dispostos em camadas ao redor do núcleo do átomo. concluímos que um átomo não é uma partícula única. O. A mesma quantidade de elétrons introduzida no começo de um fio deve sair na extremidade oposta. isto se tornou possível. 18. Quando a eletricidade flui através do condutor. Com isso. e que por sua vez possuem respectivamente: 2. 18. mas a velocidade dos elétrons.. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 5 IFBAHIA O átomo (em grego quer dizer indivisível) até há pouco tempo julgava-se indivisível. alguns dos elétrons de valência ou das camadas mais externas abandonarão o átomo. apesar dos elétrons deslocarem-se devagar. ou centro do átomo. N. na verdade. figura 02. é pequena. figura 01. P e Q. L. com o advento da física nuclear. 8 e 2 elétrons e suas camadas.01 ± Elétrons ao redor do núcleo do átomo Os elétrons giram ao redor do núcleo. 32. ele é composto por outras partículas elementares que são os prótons. Elétron entrando Elétron saindo Figura 02 ± Elétron introduzido na ponta esquerda sai na ponta direita A velocidade com que o ³empurrão´ entre os elétrons se propaga é muito grande. M. Estes elétrons são chamados de elétrons de valência ou elétrons livres. 8. O exemplo da figura 02 mostra como um impulso elétrico pode propagar-se rapidamente. Elétrons Prótrons K Núcleo Nêutrons L M N O P Q Órbitas Fig.

Os nêutrons por não apresentares propriedades de atração ou repulsão. pois: y Os elétrons e prótons apresentam mesmo valor de carga elétrica. elétrons com elétrons também se repelem. Sendo assim. figura 04. Prótons com prótons se repelem.  Elétron  Próton Nêutron Figura 04 ± Carga elétrica Concluímos que: y Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais opostos de atraem. Então: y Quando um átomo apresenta número de prótons maior que o número de elétrons.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. figura 03. figura 05. diz-se que eles não apresentam carga elétrica. Exemplo: Átomo ionizado (cátion) 3 prótons e 2 elétrons Figura 05 ± Átomo ionizado (cátion) ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . nem sempre um átomo está neutro. o átomo apresenta uma carga resultante nula. sua carga resultante fica positiva. As propriedades de atração e repulsão entre prótons e elétrons são chamadas de propriedade elétricas. e prótons com elétrons se atraem. convencionou-se que os prótons apresentam carga elétrica positiva e os elétrons carga elétrica negativa. normalmente temos número de prótons igual ao número de elétrons. pois o número de prótons supera o número de elétrons. No entanto. dizemos que: y Quando um átomo possui igual número de prótons e elétrons ele está eletricamente neutro. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 6 IFBAHIA 2. dizemos que ele é um íon positivo ou cátion. porém de sinais contrários. Em um átomo. Neste caso. Quando um átomo perde um ou mais elétrons. F Próton Próton F F Elétron Elétron F F Próton F Elétron Figura 03 ± Propriedades de atração e repulsão Para que essas propriedades sejam diferenciadas.4 ± Carga elétrica das partículas Os prótons e os elétrons possuem propriedades de atração e repulsão.

Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. Átomo ionizado (ânion) 3 prótons e 4 elétrons Figura 06 ± Átomo ionizado (ânion) ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . dizemos que ele é um íon negativo ou ânion. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 7 IFBAHIA Por outro lado um átomo pode também ganhar elétrons e se ionizar negativamente. y Quando um átomo apresenta número de prótons menor que número de elétrons. figura 06.

Concluindo: y No eletrodo de zinco ficam cargas negativas. Isso torna o eletrodo de zinco cada vez mais negativo. como carbono e zinco colocados em uma solução condutora (eletrólito). y No eletrodo de carbono ficam cargas positivas.2 ± Gerador O gerador é uma máquina que usa a indução eletromagnética para produzir uma tensão por meio da rotação de bobinas de fio estacionárias. Podemos fazer uma pilha com dois bastões (elétrons) de matérias diferentes. figura 08. A maior parte da energia consumida no mundo é produzida por geradores. 3. Conseqüentemente o íon de zinco no eletrólito atrai elétrons da placa de carbono tornando este eletrodo cada vez mais positivo. A   Eletrodos Legenda: y Zinco Zn y Carbono  Eletrólito Figura 07 ± Pilha química Na figura 07. o eletrólito tende a se carregar positivamente pela presença de íons positivos do zinco. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . na tentativa de tornar-se neutro o eletrólito atrai elétrons do carbono para a solução. y Os eletrodos ficam com potências diferentes.1 ± Bateria Química Uma pilha química voltaica consiste numa combinação de matéria que são utilizadas para converter energia química em energia elétrica. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 8 IFBAHIA 3 ± FONTES DE ENERGIA ELÉTRICA 3. com falta de dois elétrons.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. y É possível notar a presença de uma corrente elétrica através do amperímetro. deixa dois elétrons e fica no eletrólito com um íon de zinco positivo. o zinco vai se dissolvendo. assim como cada átomo de zinco que vai do eletrodo para o eletrólito. Uma bateria é constituída pela ligação de duas ou mais pilhas. figura 07.

Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Couro Couro Couro Figura 10 ± Por atrito ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . forma-se a diferença de potencial. as hastes ficam eletrizadas.3 ± Por Aquecimento Pelo aquecimento do ponto de solda de dois metais diferentes. figura 10. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 9 IFBAHIA A N Figura 08 . ou seja.5 ± Por Atrito Atritando uma haste de vidro com um pedaço de couro. resulta uma tensão elétrica (pirômetro).Aquecimento 3. os elétrons se acumulam ou são atraídos sobre as mesmas. Figura 09 . figura 09. (eletricidade estática).Gerador 3.4 ± Pela Luz Perante a incidência de um facho luminoso sobre uma camada de selênio ou de telúrio depositada sobre um corpo de ferro. 3.

figura 11. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 10 IFBAHIA 3. Figura 11 ± Cristais Piezelétricos ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . tem a propriedade de desenvolver cargas elétricas. quando suas superfícies ficam sob a ação de solicitações mecânicas de torção ou de compressão. alguns cristais.6 ± Por Cristais Piezelétricos Destacando-se o quartzo.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap.

alguma transformação de energia também acontece. só pode ser transformada. lenha.PR Figura 12 ± Tipos de Fontes de Energia Fontes de energia. cursos d¶água.PR Energia Hidráulica Usina Hidrelétrica de Itaipu projeto binacional Brasil /Paraguai . átomos de alguns elementos químicos. A energia pode assumir diferentes formas como: elétrica química. Com o desenvolvimento da tecnologia. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 11 IFBAHIA 4 ± CONSERVAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA A característica principal da energia é a sua conservação. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .PR Energia Solar Comunidade de Pescadores Ilha do Mel . ou o funcionamento de um motor de carro. A energia não pode ser criada nem destruída. são os materiais ou fenômenos a partir dos quais podemos obter alguma forma de energia. Sempre que necessitarmos uma quantidade de energia para a realização de uma atividade. essa energia deve ser obtida por meio de transformações. luminosa. a emissão de luz por uma estrela.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. a queda de uma pedra na gravidade terrestre. nuclear.PR Energia Eólica Usina Eólica de Palmas . F o n t e s de E n e r g i a Energia Térmica Usina Térmica de Figueira . térmica. Quando da ocorrência de fenômenos no universo. e cinética. álcool. carvão vegetal. foram descobertas várias fontes de energia. carvão mineral. figura 12. tais como: petróleo e seus derivados. a partir de uma outra forma de energia já existente. seja a fissão de um núcleo atômico.

E seu valo no SI é: e = 1.e = .3 ± Lei de Coulomb Em 1785. Charles Augustin de Coulomb (1736-1806). figura 14. em qualquer caso. então a carga total do átomo é nula. representada por e. 4. dependendo do sinal das cargas. 4. sendo assim.Q F ! k. 1 2 2 d onde: y `F ` é a intensidade de força.6x10 -19 Coulomb (C). A carga elétrica de um elétron é negativa. b) Corpo com carga elétrica negativa (excesso de elétrons). 4. pois os átomos destes tendem a manter-se com o mesmo número de prótons e elétrons. e sua unidade é o Coulomb (C). (b) e (c). Todos os corpos tendem a ficar em equilíbrio elétrico. Quando isto acontece. ou polaridade negativa (caso ganhe elétrons). figura 13(a). realizou o estudo das forças que se manifestam entre as cargas elétricas. deixa de existir o equilíbrio entre as cargas elétricas. Coulomb considerou duas cargas puntiformes Q1 e Q2. Porém. c) Corpo com carga elétrica positiva (falta de elétrons). mas em módulo.1 ± Eletricidade Estática Chamamos de eletricidade estática as cargas elétricas em repouso. A carga elétrica de um próton é chamada de carga elétrica elementar. os ventos e o gás natural (metano. é igual a carga do próton: . o corpo pode adquirir polaridade elétrica positiva (caso tenha doado elétrons). tais como: o sol (pelo uso direto de energia que é emite por ele). portanto é possível fazer uma transferência de elétrons de um átomo para outro. y `Q1 ` e `Q2` são as cargas elétricas. e a sua unidade é o N. Mas como num átomo o número de prótons é igual ao número de elétrons. o francês. CH4 ). separadas por uma distância d. em módulo. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 12 IFBAHIA Há poucas décadas foram descobertas novas fontes de energia.2 ± Carga Elétrica Certos átomos têm a capacidade de doar ou receber elétrons. Os nêutrons têm carga elétrica nula.6x10-19 Coulomb (C). em módulo.1. que poderá ser de atração ou repulsão.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . entre elas haverá um par de forças. a intensidade das forças será dada por: Q .                                         Figura 13 ± Corpos carregados a) Corpo eletricamente neutro. Diz ainda que.

e pela Lei da ação e reação essas forças têm a mesma intensidade. é dada em metros (m).Q e k = 9. e sua unidade é © N . Q . 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 13 IFBAHIA y k ¨ m2 ¸ é a constante elétrica do meio. y m2 c2 Q2 d é a distância entre as cargas elétricas. 1 2 2 d T . determine as características das forças entre elas.0x10-6 C. são de atração. 2 ¹ . © c ¹ ª º k ! 9 x10 9 N .0x109 (N. as forças entre elas. o gráfico da intensidade de força em função da distância torna uma parábola. -se figura 15. Sabendo que seus valores são Q1 = ±6. Solução: Como as cargas têm sinais opostos.0 cm. que é dada pela Lei de Coulomb. F 4F F Hipérbole Cúbica F 4 0 d d 2 d 2d Figura 15 ± Gráfico: Intensidade de Força em Função da Distância Exemplo: Duas cargas puntiformes estão no vácuo e são separadas por uma distância de 4.m2)/C2 Como: F ! k . Q1 d Figura 14 ± Cargas Puntiformes Se mantivermos fixos os valores de cargas e variarmos apenas a distância entre elas.0x10-6 C e Q2 = 8.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap.

6x106 .

8x106 ! 9 x109 F .

4x102 2 !!" T F ! 27 x102 N ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .

então ela não perturba o campo de Q1. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 14 IFBAHIA 4. e sempre que uma carga sofre a ação de uma força sobre a outra. que embora estas duas cargas não se toquem.Q (Lei de Coulomb) F ! k. se Q2 é relativamente pequena comparada a Q1. ela é dita como campo elétrico de força (ou campo elétrico).4 ± Campo Elétrico Pela Lei de Coulomb. a intensidade de campo defina como sendo a força elétrica por unidade de carga em um ponto particular do espaço. Então temos. uma força é exercida em Q2 de acordo com a equação da Lei de Coulomb. elas exercem uma força uma sobra a outra. Porém. Q . e a intensidade de campo elétrico no ponto ocupado por Q2 pode ser medida em termos de força exercida na carga Q2. temos duas cargas puntiformes.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. E! F Q . 1 2 2 d Se uma carga Q2 é levada para o campo de outra carga Q1.

Newtons .

Cargas elétricas: (a) e (b) Iguais se repelem. E. em contato.6 ± Eletrização Por Contato Ao colocarmos corpos carregados eletricamente com cargas contrárias entre si. Ao colocarmos em contato dois condutores. um eletrizado e outro neutro. porém o contato maior fica com mais quantidade de carga. pois os elétrons ficam muitos ³diluídos´.5 ± Lei das Cargas Elétricas Cargas elétricas iguais se repelem e cargas opostas se atraem. a isto chamamos de Transferência de Carga por Contato. ocorre uma transferência de cargas negativas.  (a)  (c) igura 16. a carga elétrica se espalha pelos dois.Coulomb 4. Chamamos de aterramento a ligação feita a terra. continua praticamente neutro. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . (c) Diferentes se atraem  (b) 4. quando o condutor neutro é maior. ou um corpo neutro em contato com um corpo eletricamente carregado. mesmo assim.

Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. os elétrons poderão pular do corpo negativo para o corpo positivo.7 ± Descarga Por Arco Voltaico Quando aproximamos dois corpos eletricamente carregados. com cargas elétricas opostas. temos aí a descarga por arco elétrico ou voltaico. mesmo sem que eles se toquem. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 15 IFBAHIA 4.

Este mecanismo é chamado de força eletromotriz (fem). Por exemplo. temos um corpo ³A´ carregado positivamente e um corpo ³B´ carregado negativamente.1 ± Grandezas Elétricas 5. ddp           + + + + + A ddp + + B A B (a) O corpo ³A´ tem a tendência de ceder elétrons para ³B´ até que ambos fiquem com a mesma quantidade de cargas (b) O corpo ³B´ tem a tendência de ceder elétrons ao corpo ³A´ até seu equilíbrio satisfatório. não é necessário que as cargas dos corpos sejam de sinais contrários. + + + + + A ddp      B Figura 18 ± Corpos A e B carregados positivamente e negativamente Porém. pela lei natural do equilíbrio o corpo ³B´ tende a ceder elétrons para o corpo ³A´ até que seja estabelecido o equilíbrio. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 16 IFBAHIA 5 ± ELETRICIDADE DINÂMICA A eletricidade dinâmica é referente ao movimento de cargas elétricas de um átomo para outro num determinado condutor. que entre os corpos ³A´ e ³B´ existe uma diferença do potencial ou ddp. E para que a ddp seja mantida utilizamos um mecanismo para repor as cargas que se deslocam mantendo uma corrente fluindo indefinidamente pelo fio condutor. Neste caso o corpo ³A´ está com falta de elétrons e o corpo ³B´ co excesso de elétrons. Os exemplos abaixo mostram que entre os corpos há diferença de potencial.1. P r ó ton s E létr o n s F ig u r a 1 7 ± M o v im en to d o s E létr on s n u m c o n d u tor 5. m Assim. figura 18.1 ± Tensão Elétrica ou ddp (diferença de potencial) A diferença de potencial (ddp): É um estado físico em que dois corpos possuem a tendência de permutar cargas elétricas entre si.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. E Força eletromotriz é uma energia que faz com que a diferença de potencial se mantenha entre dois corpos ou entre dois pólos. (OBS: Só os elétrons podem se deslocar) ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . para haver diferença de potencial. Dizemos então.

1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 17 IFBAHIA     ddp + + + B A ddp A B (c) O corpo ³B´ encontra-se neutro.25 V e 1. 380 V. § E ! §VR Para medirmos a tensão elétrica utilizamos um aparelho denominado voltímetro. o corpo ³A´ tem a tendência de ceder elétrons para ³B´ (d) O corpo ³B´ é que tem a tendência de ceder elétrons para o corpo ³A´ A unidade usada para a diferença de potencial (ddp) e para a força eletromotriz (fem). E. no sistema internacional (SI) é o VOLT. representado pela letra ³V´.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. 9 V e 12 V ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . a ddp ou a fem é medida com um instrumento chamado Voltímetro. Símbolo do voltímetro: V Figura 19 ± Símbolo de Voltímetro A tensão deve ser medida colocando-se o voltímetro ligado em paralelo com a carga. etc Pilha ------------1.e. que é colocado em paralelo com o dispositivo que se quer fazer a medição. V  Figura 20 ± Ligação do Voltímetro Unidades de Medidas ± Padrões de Tensão: 1 Megavolt = 1 Quilovolt = 1 Volt = 1 Milivolt = 1 Microvolt = Voltagens mais comuns utilizadas: 1x106 V = 1 MV 1x103 V = 1 KV 1x10 0 V = 1V 1x10 -3 V = 1 mV 1x10 -6 V = 1 Q V Residencial -----110 V e 220 V Industrial -------110 V.5V Bateria ----------3 V. 220 V. Assim.m. A soma das diferenças de potencial de todas as cargas é conhecida como força eletromotriz (f.).

portanto nesses casos o sentido convencional está correto. Daí surge a corrente elétrica. em Ampère (A) (Q = Quantidade de cargas elétricas. (b) Antigamente. o sentido convencional era errado. por radiação ou pela temperatura ambiente. O sentido da corrente nos metais é chamado de sentido eletrônico (do pólo negativo para o pólo positivo). em segundos (s) Símbolo do Amperímetro: A Figura 22 ± Simbologia de Amperímetro ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . Foi então que. em Coulomb(C) (t = Intervalo de tempo. Intensidade de Corrente Elétrica é a razão entre a quantidade de cargas que passa numa seção transversal e o respectivo tempo gasto para fazê-lo. os elétrons livres executam uma série de movimentos desordenados estimulados por minúsculas quantidades de energia fornecidas pela luz. A unidade de corrente é o ampère (A). é também devido ao deslocamento de cargas positivas. Isto ocorrerá porque o corpo carregado negativamente irá ceder elétrons ao corpo carregado positivamente. quando o conhecimento acerca da estrutura atômica da matéria era pouco. admitia-se que o fluxo de cargas elétricas processava-se do pólo positivo para o pólo negativo.1. I! (Q (t onde: I = intensidade de corrente. (a) Figura 21 ± Surgimento da Corrente Elétrica no condutor a) Movimento desordenado dos elétrons no condutor. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 18 IFBAHIA 5. Porém. nos metais como a corrente elétrica é devido ao deslocamento ordenado dos elétrons. através do fio condutor. sujeito a uma ddp´. A corrente elétrica é avaliada por uma grandeza chamada intensidade de corrente.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. cuja sua unidade é o C / s.2 ± Corrente Elétrica Em um condutor qualquer. E nessa convenção. então o movimento dos elétrons passará a ser ordenado. nas soluções iônicas e nos semicondutores utilizados nos componentes eletrônicos. No entanto. convencionou-se um sentido para ela. também conhecida como ampère (A). surgindo daí o sentido convencional de corrente. a corrente não é constituída apenas por deslocamento de elétrons. Se este condutor for utilizado para fazer uma conexão entre dois corpos com diferença de potencial. b) b) Movimento ordenado dos elétrons no condutor. portanto: ³Corrente elétrica é o movimento ordenado de cargas elétricas num condutor. não era conhecido o sentido da corrente elétrica.

I A Unidades de Medidas ± Padrões de Corrente Elétrica: 1 Quiloampèr = 1x103 A = 1 KA 1 Ampèr = 1x10 0 A = 1 A 1Miliampèr = 1x10 -3 A = 1 mA 1 Microampèr = 1x10-6 A = 1Qª 5. e seções. Porém. dizemos que a ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA ¡  ¢ Figura 23 ± Ligação do Amperímetro Seção transversal I! 150 30 I ! 5A . em segundos (s). o condutor de menor seção ficará com cargas mais concentradas. I I ! (Q (t onde: I = Intensidade de corrente (A) ( Q = Quantidade de cargas elétricas.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 19 IFBAHIA A medição da corrente é feita utilizando-se o aparelho denominado amperímetro. Qual é a sua intensidade de corrente elétrica? Solução: I ! (Q (t 5. em Coulomb (C) (t = Intervalo de tempo.4 ± Densidade de Corrente: É a relação entre a intensidade de corrente e a área da seção transversal do condutor.1. Ao pegarmos dois condutores de diferentes diâmetros. temos a certeza que o número de cargas elétricas que circularão nesses condutores é o mesmo. a quantidade de cargas que passam por uma seção transversal em 30 segundos é igual a 150 C. Então.1. e fizermos que por estes condutores seja percorrida uma intensidade de corrente. Exemplo: Em um condutor.3 ± Intensidade de Corrente Elétrica: É a razão entre a quantidade de cargas que passa numa seção transversal e o respectivo tempo gasto para fazê-lo. Este deve ser instalado em série com a carga a qual se quer medir o valor da corrente.

d) Semicondutores: São aqueles materiais como: o Silício. que é chamada de resistência específica. Em 1911.4.1 ± Resistência Elétrica: É a oposição que um condutor oferece à passagem da corrente elétrica. I d ! S onde: d = Densidade de corrente elétrica (A/mm2 ) I = Intensidade de corrente elétrica (A) S = Área da seção transversal do condutor (mm2) 5. portanto possuem baixa resistência elétrica. apresentam poucos elétrons livres à temperatura ambiente. alguns graus acima do zero absoluto (-273. isto é. entre outros. Estes materiais têm a grande vantagem de não apresentarem perdas térmicas na condução de corrente elétrica. as propriedades desses cristais são utilizadas para a fabricação de componentes eletrônicos como: diodos. b) Isolantes: São os materiais que apresentam muitos elétrons de valência. o físico holandês Kammerlingh Onnes. o Arseneto de Gálio. E. e já temos notícia de obter o fenômeno em cerâmicas a temperatura de 123 K (-150 °C). Também podemos dizer que. supercondutores e semicondutores. 35 K (Kelvin). transistores. Atualmente. Sua unidade é o ohm (. resistência elétrica é o quociente entre a diferença de potencial e a corrente elétrica em um condutor. maior é a dificuldade de obtermos portadores de cargas (elétrons livres). aproximadamente -238 °C. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .). apresentou pela primeira vez o fenômeno da supercondutividade. quanto maior o número de elétrons de valência. O físico suíço Karl Alexander Muller obteve a supercondutividade utilizando uma cerâmica com óxido de cobre a uma temperatura mais alta.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. a supercondutividade tem sido muito pesquisada. Os materiais classificam-se quanto a resistência em: condutores. sob determinadas condições como baixas temperaturas apresentam resistência elétrica nula. 5. Assim. oposição exercida pelos elementos do condutor. Esta resistência está associada ao número de elétrons na camada de valência. circuitos integrados e os microprocessadores. portanto maior é a resistência (menor condução de corrente). 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 20 IFBAHIA densidade de corrente elétrica no condutor de menor seção é maior que a do condutor de maior seção. É IMPORTANTE LEMBRAR: NÃO EXISTE NEM ISOLANTE IDEAL E NEM CONDUTOR IDEAL EM TEMPERATURA AMBIENTE. c) Supercondutores: São aqueles materiais que. com esta camada praticamente completa e estável. podemos dizer que.4 ± Conceitos de Resistência Elétrica Cada material possui uma resistência própria. Ele utilizou o mercúrio resfriado até a temperatura do gás Hélio líquido. E. o Germânio. portanto possuem alta resistência elétrica. ou seja. isolantes.15 °C). que possuem a característica de apresentarem alta resistência sob determinadas condições e baixa resistência em outras condições.1. a) Condutores: São os materiais que apresentam até 3 (três) elétrons de valência e apresentam muitos elétrons livres à temperatura ambiente.1.

= 1G. = 1 M.) E = Tensão elétrica. l R!V S onde: R = resistência elétrica do material (. diferença de potencial (V) I = Corrente elétrica (A) A resistência elétrica de um material depende basicamente de quatro fatores.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap.6 x 10-8 98 x 10-8 11 x 10 -8 ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .) 1. Observação: As resistências na ordem de Megaohm (M) e Gigaohm (G). 1 Megaohm = 1x10 6 . este instrumento deve ser ligado ao circuito em série com a carga. 1 Ohm = 1x100 . da área da seção transversal do fio. que são: comprimento do fio. do tipo de material (resistência específica do material) e da temperatura.) V = resistividade ou resistência específica (constante do material) (. 5. Unidades de Medida ± Padrões de Resistência Elétrica 1 Gigaohm = 1x10 9 . = 1 . = 1 K. 1 Quilohm = 1x10 3 . ou seja.9 x 10-8 1.1. são consideradas resistências de isolação. Fonte de fem Regulável R! I E E I onde: R = Resistência elétrica (.4. observando-se que o circuito deve estar desenergizado.2 ± Resistência Elétrica (Pela Lei de Ohm): É a razão entre a diferença de potencial e a corrente elétrica que passa por um condutor.) l = comprimento do material (m) S = área da seção transversal (m2 ) Tabela de Resistividade dos Materiais Material Cobre Alumínio Prata Mercúrio Platina Resistividade (.7 x 10-8 2. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 21 IFBAHIA R R Simbologia de Resistência Elétrica: ou Figura 24 ± Simbologia de Resistência Elétrica Medição da Resistência Elétrica: A medição da resistência elétrica é feita através do instrumento chamado ohmímetro.

1 W = 1 J/s. a energia é medida em J (joule) e o intervalo de tempo em s (segundos).: Os valores desta tabela são valores aproximados. i q A + V L q i B  Figura 25 ± Circuito de uma lâmpada ligada a um gerador Agora busquemos uma equação que relacione potência.5 ± Potência Elétrica Para melhor entender este conceito. figura 25. considere o circuito de uma lâmpada ligada a um gerador. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 22 IFBAHIA Ferro Tungstênio Constantan Níquel-cromo Niquelina Carbono Zinco Aço Níquel 10 x 10-8 5. Em mecânica. e sendo percorrida por uma corrente elétrica de intensidade i.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. Sendo assim. Temos que a energia recebida pela lâmpada no intervalo de tempo (t é a diferença entre a energia potencial elétrica que a carga q tem em A E p A e a que ela tem em B E p B : . observemos a figura 25. diferença de potencial e intensidade de corrente. A potência recebida pela lâmpada é dada pela seguinte equação: V P! (t No SI. essa lâmpada recebe uma quantidade de energia elétrica E. submetida a uma diferença de potencial V.6 x 10-8 50 x 10-8 110 x 10-8 30 x 10-8 6000 x 10-8 6 x 10-8 13 x 10-8 10 x 10-8 OBS. suposta constante. denominada watt (W). Para isso. Durante um intervalo de tempo (t. a potência é medida na unidade J/s. pois a sua precisão depende da composição exata do material. equivalente à energia potencial elétrica perdida por uma carga q que passou por ela. Classificação dos materiais quanto à resistência 5.1.

.

temos que: E ! q ™ v A  q ™ v B ! q ™ . E ! E p A  E pB Como E p ! q ™ v .

e sendo q e .v A  v B .

Então podemos escrever a seguinte equação: E ! q ™ v A  v B ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .v A  v B quantidades negativas. o produto delas é positivo.

obtivemos a expressão desejada. a freqüência elétrica muda 60 ciclos por segundo. O intervalo de tempo para que um ciclo se complete é denominado de ³período´. que deve ser ligado em série e em paralelo com a carga a que se quer mediar a potência.5 ± Freqüência Elétrica Quase toda energia elétrica que consumimos é sob a forma de corrente alternada. Agora lembrando que: P ! P! q ™V E !V ™i ! (t (t q E e i ! . A unidade de potência elétrica é o Watt (W). No Brasil. que relaciona potência elétrica (P). ou seja. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 23 IFBAHIA Sendo representado por V o módulo da diferença de potencial entre os pontos A e B. Medição da Freqüência Elétrica: O instrumento utilizado para medir a freqüência é o freqüencímetro. ora em outra. temos a seguinte equação: (t (t então: P !V ™i Portanto. Simbologia do Wattímetro: W W + U Figura 26 ± Simbologia do Wattímetro  Figura 27 ± Ligação do Wattímetro Unidades de Medida ± Padrões de Potência Elétrica 1 Megawatt = 1x106 W = 1MW 1 Quilowatt = 1x10 3 W = 1KW 1 Watt = 1W 1 Miliwatt = 1x10 -3 W = 1mW 5. Medição da Potência Elétrica: O instrumento a ser utilizado para medir a potência elétrica é o Wattímetro.1. O número de inversões. número de ciclos por segundo é chamado de freqüência elétrica. chamamos de corrente alternada porque o seu sentido muda periodicamente. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . E. a energia E pode ser escrita como: E ! q ™ V .Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. tensão (V) e a corrente elétrica (I). ora flui numa direção. que é igual a 60 Hz. o qual se quer fazer a medição. que deve ser ligado em paralelo com o circuito. A freqüência elétrica é representada pela letra ³f´ e a sua unidade é o Hertz (Hz).

1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 24 IFBAHIA Simbologia do Freqüencímetro: F Figura 27 ± Simbologia do Freqüencímetro Unidades de Medida ± Padrões de Freqüência 1 Megahertz = 1x106 Hz = 1 MHz 1 Quilohertz = 1x10 3 Hz = 1 KHz 1 Hertz = 1 Hz ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap.

Ao aplicarmos a diferença de potencial. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .1 ± Introdução Neste capítulo. esse movimento é caótico e não há corrente elétrica. suas causas e os fenômenos que produzem no trajeto por onde passam os portadores de cargas elétricas livres. Não podemos dizer que todo movimento de cargas elétricas seja uma corrente elétrica. podemos dizer que: 1) Corrente elétrica: é um movimento ordenado de cargas elementares. não pudéssemos mais gerar correntes elétricas. como por exemplo. na maioria dos casos a corrente elétrica não ocorre no vácuo e sim no interior de um condutor. Porém. nos aparelhos de comunicações. a corrente elétrica tem uma importância fundamental. que danificam os eletrodomésticos. Na atualidade. 3) Corrente elétrica. 2) Corrente elétrica: é o movimento ordenado de cargas elétricas. Todos os elétrons livres estão em movimento devido à agitação térmica. surge nele uma corrente elétrica formada pelo movimento ordenado de elétrons. esse movimento caótico continua a existir. é só imaginar o caos que ocorreria se todas as fontes de energia elétrica parassem de funcionar e. mas a ele se sobrepõe um movimento ordenado. isto é. Portanto. o movimento com direção e sentido preferenciais. Sua importância é tal que. como por exemplo: 1) Corrente elétrica: é o movimento ordenado. o choque elétrico. é o movimento ordenado dos elétrons dentro de um fio condutor. nos eletrodomésticos em geral. É assim que se forma corrente elétrica. pois está presente nos sistemas de iluminação residenciais e urbanos. A Eletrodinâmica refere-se ao estudo das correntes elétricas. Dizemos então. Encontramos alguns conceitos de corrente elétrica. No entanto. nas indústrias. que nada mais é do que efeitos produzidos por correntes elétricas em alguma região do nosso corpo. no fio condutor mesmo antes de aplicarmos a diferença de potencial. Portanto. 2) Corrente elétrica: pode ser um simples jato de partículas no vácuo. nos veículos de transportes etc. Porém. como acontece num cinescópio de TV. segundo André-Marie Ampère. desde que seja aplicada uma diferença de potencial nos terminais deste fio condutor. que os condutores dão percorridos por correntes elétricas. estudaremos situações em que os portadores de cargas elétricas se movem num sentido preferencial. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 25 IFBAHIA 3 ± CORRENTE ELÉTRICA 3. o conceito correto de corrente elétrica é o apresentado no item ³3´. os elétrons livres do fio passam a se deslocar ao longo do fio. Pois. se aplicarmos uma diferença de potencial no fio condutor. de portadores de cargas elétricas. de tal forma que. já existe um movimento de cargas elétricas.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. Segundo André-Marie Ampère (1775-1836). 3) Corrente elétrica: é o fluxo ordenado de partículas portadoras de cargas elétricas. as correntes elétricas podem causar desagradáveis surpresas. ou no caso da ocorrência de correntes excessivas eventuais. em que um feixe de elétrons é lançado contra a tela.

entre 1. como mostra a figura 01. Normalmente a corrente contínua é utilizada para alimentar aparelhos eletrônicos. que retificam a corrente alternada para produzir corrente contínua. é conhecida como corrente elétrica ou corrente galvânica.Formas de Onda da Corrente Contínua y y Bateria: Dispositivo que armazena energia química tornando-a disponível na forma de energia elétrica. Nas pilhas. e cuja intensidade de corrente é mantida. diminui até zero e extingue-se. pilha galvânica ou pilha voltaica: É um dispositivo que utiliza reações de óxido-redução para converter energia química em energia elétrica. pequenas baterias (geralmente 9V). O circuito de corrente contínua possui um pólo negativo e outro positivo. 12 ou 24V).2 ± Corrente Contínua Corrente Contínua (CC ou DC. que fornecem a na qual ocorrem as reações de oxidação e redução. Bateria [ Metade da Onda Retificada [ Onda Completa Retificada [ Figura 01 . a intensidade de corrente cresce no início até um ponto máximo. temos dois eletrodos que são constituídos geralmente de metais diferentes. quer dizer. não se altera. e os circuitos digitais de equipamentos de informática como: computadores.2V e 2. em inglês. Pilha. célula galvânica.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. é polarizado. Estes eletrodos são colocados em dois compartimentos separados. A reação química utilizada será sempre espontânea. quando desligada. Dizemos que. ou seja.2 e 1. Este tipo de corrente é gerado por baterias grandes (6. imersos por sua vez em um meio ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . hubs e etc. pilhas (1.5V). mantendo-se contínua. células solares e fontes de alimentação de várias tecnologias. que é o fluxo constante e ordenado de elétrons sempre numa mesma direção.4V. modens. quer dizer direct current). dínamos. células combustíveis ou células de fluxos. Também constituem de dispositivos eletroquímicos tais como uma ou mais células galvânica. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 26 IFBAHIA 3. E.

A célua fotoelétrica pode funcionar como geradora de energia elétrica a partir da luz. ao contrário dos alternadores que transformam energia de movimento em energa elétrica alternada. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 27 IFBAHIA contendo íons em concentrações conhecidas e separadas por uma plca ou membrana porosa. da ordem de 16%. os dois eletrodos são conectados por um circuito elétrico localizados fora da célula. y Dínamo: É um aparelho que gera corrente contínua convertendo energia mecânica em elétrica. Finalmente. mas são tão rápidas que nada se percebe. O dínamo é constituido por um ímã e uma bobina. Uma aplicação típica deste sensores de luz é em fotômetros. fazendo alternar os pólos norte e sul na bobina. a bobina no eixo. porcelana ou outros materiais. também é possível. Atualmente. Não devemos confundir pilhas com baterias. os elétrons seriam transferidos diretamente do agente redutor para o agente oxidante. fototransistores. à base de sulfeto de cádmio). Em residências rurais. A energia mecânica. algumas empresas concessionárias de distribuição usam placas de 75W de pico e 12V para guardar energia em baterias de 100Ah. ou seja. faz girar um eixo ao qual se encontra o ímã. A duas metades desta célula eletro-química são chamadas de compartimentos e têm por finalidade separar os dois reagentes participantes da reação de óxidoredução. LDRs (resistores dependentes de luz. também é um termo usado para componentes eletrônicos capazes de medir intensidade luminosa. através da indução eletromagnética. ou como um sensor capaz de medir a intensidade luminosa. As pilhas são dispositivos que apenas convertem energia química em elétrica. recebendo a denominação de circuito externo. fotocélulas de selênio. Nesta categoria. as células solares comerciais ainda apresentam baixa eficiência de conversão. Célula fotoelétrica. Existem placas de várias potências e tesões diferentes para os mais diversos usos. O contrário. enquanto que as baterias fazem a interconversão entre energia química e elétrica. e por indução geram uma energia elétrica. que possuem pausas. podendo ser composta por argila nãovitrificada. y Células fotoelétricas ou fotovoltáicas: São dispositivos capazes de transformar a energia luminosa. por exemplo de um rio. As polaridades são invertidas a cada 180° de rotação para que o dínamo gere uma corrente contínua. transformando-a em corrente elétrica proporcional.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. Células Solares: São as células geradoras de energia que aporveitam principalmente a luz solar para gerar energia elétrica. Este sistema fotovoltaico gera energia suficiente para iluminar uma residência com 3 lâmpadas de 9W e uma tomada para rádio ou TV de 6´. usados para medir a iluminação de uma cena a ser fotografada. do contrário. inclui-se os fotodiodos. etc. garantindo o fluxo de elétrons entre os eletrodos. proveniente do sol ou de outra fonte de luz em energia elétrica. Existem células fotovoltaicas com ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . Ao conjunto de células fotoelétricas chamamos de Placa Fotovoltaica. cujo uso hoje á bastante comum em lugares afastados da rede elétrica convencional.

Chile e o Paraguai. que são: um transformador de força. espaçonaves e em grandes computadores são usados sistemas AC de 400Hz. A energia gerada através de células solares é considerada uma forma de energia limpa.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. a tensão alternada da rede elétrica é aumentada ou reduzida por um transformador. por exemplo nas quedas de Niágara. o que representa um enorme potencial energético. retificada por diodos ou pontes de diodos retificadores para que somente os ciclos positivos ou os negativos possam ser usados. bem como na Europa. Retificação: É o processo de conversão de corrente alternada em corrente contínua. Na América do Sul os países que também utilizam a freqüência de 60 Hz são: Equador. mas o sistema polifásico de Tesla foi adotado. Venezuela e Colômbia. usando diodos ou válvulas eletrônicas e filtragem. Nos outros países como a Argentina. sendo alvo de estudos nos diverso institutos de pesquisa do mundo. na Suíça e Suécia. um filtro capacitivo e/ou indutivo e um regulador de tensão. A corrente alternada. figura 02. 3. Fonte de Alimentação: É um aparelho ou dispositivo eletrônico constituído por 4 blocos de componentes eletrônicas.000 Watts de energia por metro quadrado (1. Na indústria têxtil. A luz solar produz até 1. As baixas freqüências facilitam a construção de motores de baixa rotação. Peru. Também existe sistemas de 16. mas seu alto custo limita a produção dessas células solares para o uso da indústria espacial. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 28 IFBAHIA y y eficiência de até 28%. Na primeira metade do século XX havia sistemas de corrente alternada de 25 Hz no Canadá (em Ontário) e no norte dos EUA. navios.000 W/m2 ).3 ± Corrente Alternada Um pouco da história do surgimento da corrente alternada. foi adotada para transmissão de energia elétrica a longas distâncias devido à relativa facilidade que esta apresenta para ter o valor de sua ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . fabricadas em arsenieto de gálio. mediante uso de condensadores eletrolíticos. pois nela os elétrons invertem o seu sentido várias vezes por segundo. Em alguns casos destes sistemas perduram até hoje por conveniência das fábricas industriais que não tinham interesse em trocar o equipamento para que operasse a 60 Hz. e a seguir são filtrados para reduzir o ripple (ondulação) e finalmente regulados pelo circuito regulador de tensão. Uma fonte de alimentação é usada para transformar a energia elétrica sob a forma de corrente alternada (CA) da rede em uma energia elétrica de corrente contínua (CC). um circuito retificador. Thomas Edison fez o possível para desacreditar Nikola Tesla. Bolívia. Temos no Brasil uma variação na freqüência da rede elétrica de 60 Hz. Westinghouse contratou Nikola Tesla para construir uma linha de transmissão entre Niágara e Búfalo. aviões.67 Hz em ferrovias da Europa. mais adequada para limentar cargas que precisam de energia em corrente contínua. Tesla provou que a corrente alternada é a forma mais eficaz de se transmitir uma corrente elétrica por longas distâncias. a freqüência é de 50 Hz. A corrente alternada surgiu quando J. por não gerar nehum tipo de resíduo. sendo que o sistema de 4 diodos chamamos de ponte retificadora. A retificação pode ser de meia onda (um diodo) ou de onda completa (2 ou 4 diodos). Numa fonte de alimentação do tipos liear.

é uma corrente elétrica cuja magnintude e direção da corrente varia periódicamente. devido ao fato de que o consumo de quase toda a corrente elétrica que consumimos é da forma alternada. O objetivo de estudarmos a corrente alternada é muito importante. A corrente alternada é utilizada pelas inúmeras vantagens que ela oferece em relação à corrente contínua. como: y Facilidade de geração em larga escala. No entanto as primeiras experiências foram feitas em corrente contínua (CC ou DC. alternating current). e. industriais e comerciais é do tipo alternada senoidal. e para melhor entendermos estudaremos à princípio o funcionamento do gerador elementar. manutenção menos freqüente. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . y As máquinas de CA são mais econômicas (mais baratas. ao contrário da corrente contínua cuja direção permanece constante e que possui pólos positivo e negativo definidos. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 29 IFBAHIA tensão alternada por intermédio de transformadores. conforme figura 03. diferentes formas de ondas são utilizadas. y Baixa perda na transmissão para altas potências. quer dizer. em inglês. Figura 02 ± Forma de Onda da Corrente Alternada Corrente Alternada (CA ou AC.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. em certas aplicações. Esta forma de onda mostra as variações de correntes ou tensões no tempo. quer dizer direc current). y Geradores de alta capacidade. Entretanto. y Facilidade de transformação de níveis de tensão e corrente. a representação gráfica da geração alternada. por ser a forma de transmissão de energia mais eficiente. conforme figura 03. A forma de onda usual em um circuito de potência CA é senoidal. As tensões e correntes que são utilizadas nos prédios residenciais. e menor tamanho). em inglês. Dá-se o nome de forma de onda. tais como: triangular ou ondas quadradas.

i c) Forma de Onda Senoidal t Figura 03 ± Formas de ondas de Corrente e Tensão. como se gera uma corrente alternada. i t e. nele será induzida uma fem. que gera corrente alternada. o funcionamento é o mesmo dos grandes geradore encontrados nas grandes usinas. Dizemos gerador elementar por ser um modelo simplificado dos grandes geradores. sabe-se que se houver uma variação do flçuxo em um condutor. ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. Portanto. c) Forma de Onda Senoidal. através desse processo.4 ± Gerador Elementar O funcinamento do gerador elementar é do tipo de fonte fem. Na figura 04. a espira girando dentro do campo magnético terá em seus terminais uma fem induzida. Portanto. conforme figura 05 (a) e (b). a) Forma de Onda Quadrada. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 30 IFBAHIA e. detalhadamente. Observemos o gerador de frente e em corte. certamente ficará sujeita a uma variação de fluxo magnético. Pela Lei de Faraday. Se esta espira efetuar um movimento de rotação no interior do campo magnético onde está imersa. b) Forma de Onda Dente de Serra. vemos uma espira entre os pólos de um ímã. i a) Forma de Onda t b) Forma de Onda Dente de e. Estudemos agora. 3.

1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 31 IFBAHIA Figura 04 ± Gerador Elementar de C.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. figura 05 (b). e ! Blv onde: t Eq. simples Seccionando o gerador.1. O ângulo E. A espira que gira com velocidade tangencial v (m/s). e os dois círculos ao lado representam as seções transversais dos condutores que formam a espira vista de frente. a) Gerador Elementar ± em corte visto de frente a) Grandezas envolvidas na espira Figura 05 ± a) Gerador Elementar em corte visto de frente. b) Grandezas envolvidas na espira.4 06 ± Espira gira velocidade tangencial Figura ± Espira gira com com velocidade tangencial ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . é o ângulo formado entre o vetor velocidade tangencial v e o vetor indução B. vt = velocidade com que o condutor corta o campo transversalmente (m/s). N vt S Figura 3. figura 05 (a). A Lei de Faraday para um condutor que corta um campo magnético é dada pela equação 3. 3.A. l = comprimento do condutor sujeito ao campo (m). consideremos a espira na seguinte posição. imersa num campo magnético onde a indução é B. onde o traço horizontal representa a parte de trás da espira.1 e = tensão induzida no condutor (V). e mostrada na figura 06. B = indução magnética em Tesla (T). Para relacionarmos as grandezas envolvidas. vemos os pólos N ± S e a espira. E a espira possui um comprimento l (m).

que é a velocidade com que os condutores cortam as linhas de força do campo. v onde vt ! v senE sendo vt = velocidade transversal Portanto. 3. e conseqüentemente nesta posição a fem induzida será máxima.vt devemos considerar essa variação da velocidade transversal em função do movimento de rotação da espira.3 ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . a velocidade transversal ao campo. Então na fórmula e ! B. 3. apesar da espira se deslocar com velocidade v. E. não permanece constante.2 O máximo valor que podemos obter é Blv . a velocidade com que a espira corta as linhas de força é a própria velocidade tangencial v. ela não corta nenhuma linha de força. e logo temos: e ! Blv sen E Eq. figura 08. Em uma posição qualquer da espira. basta considerarmos a espira em duas posições distintas. isto é.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. para o gerador elementar temos: e ! Blv t mas vt ! v senE . Porém.l. concluímos que: T B E vt T v Figura 08 ± Posição qualquer de uma espira v sen E ! t . T v N S N S a) Condutor posição vertical (b) Condutor posição horizontal Figura 07 ± Deslocamento de condutores com velocidade constante Na figura 07 (a). Então podemos escrever a tensão instantânea através de seu valor máximo: e ! Emáx sen E (tensão instantânea) Eq. E = 90°. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 32 IFBAHIA Observando o nosso gerador. a velocidade transversal pode ser determinada em função da velocidade tangencial e do ângulo E. conseqüentemente a tensão induzida também é nula. figura 07 (a) e (b). Analisando a figura 08. Para tanto. portanto sua velocidade transversal é nula. porque o condutor está cortando o máximo de linhas de força. vemos que ele é constituído de dois condutores (que formam a espira). e isto ocorre quando seno E = 1. estes condutores deslocam-se com velocidade tangencial constante v. Na figura 07 (b).

e ! E máx e Emáx T v N T B S 0 E ! 270r 90 r 180 r 270 r 360 r E Figura 09 ± Gráficos das posições de tensão em função do ângulo E (a) E = 0°. e (d) E = 360° ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . Inicialmente a espira encontra-se na posição onde E = 0. E = 90°. portanto a tensão gerada é: e ! E máx sen 180 0 e Emáx N T v T B S E ! 180 r 0 90 r 180 r 270 r 360 r E Quando E = 270°.Emáx . (b) E = 90°. e Emáx E !0 N T B T v S 0 A tensão gerada será: e ! E máx sen 0 90 r e!0V 180 r e ! Emáx 270 r 360 r E Na posição 2. e ! E máx sen 270 0 . conforme figura 09 (a). (c) e (d). (c) E = 270°. E = 180°. (b).Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. e montemos o gráfico da variação da tensão gerada em função do ângulo E. a espira em diversas posições. portanto e ! Emáx sen 900 e Emáx T B N E ! 90r S T v 0 90 r 180 r 270 r 360 r E Na posição 3. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 33 IFBAHIA Analisemos agora.

obtendo a curva de variação da tensão gerada em função do ângulo E. Daí se diz que a freqüência da rede é 60 Hz. Assim.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. figura 10. pois o rotor. fazemos o mesmo cálculo. temos e ! 0.5 ± Freqüência e Período Chamamos de ciclo ao conjunto de valores positivos e negativos de uma senóide. e assim sucessivamente. e Emáx 0.I máx Figura 11 ± Gráfico de um Ciclo ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA .Emáx .866 Emáx . temos E = 360° e a tensão é: e ! E máx sen 360 0 . .5 Emáx 0 30r 60r 90r . temos e ! 0. A equação e ! E máx . I máx Semi-ciclo 0 30r 60r 90r 180r Ciclo 270r 360r E . ocorrem 60 desses ciclos a cada segundo.sen E é válida também quando se trata da corrente ficando: i ! I máx . para E = 30°. Assim. e ! 0 V . A freqüência (f) de uma tensão ou corrente alternada é o número de ciclos que ocorre em uma unidade de tempo. Para outros valores de ângulos. A unidade da freqüência é o Hertz (Hz). e para E = 60°.866 Emáx 0. 3. i Emáx . a espira continua girando. quando a espira completa uma volta.senE . 1 1 1 ciclo T segundos Donde: T! e f ! f T f ciclos 1 segundo e. Sua unidade é o segundo (s). Em nossas redes de energia. montaremos o gráfico. Na prática. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 34 IFBAHIA E finalmente. conforme figura 11. O período (T) é o tempo necessário à ocorrência de um ciclo.5 Emáx .Emáx 180 r 270 r 360r E Figura 10 ± Gráfico da Curva de Variação da Tensão em função de E Desta forma surge a tensão alternada senoidal. esses ciclos se repetem. ou seja.

6 ± Valores de uma Corrente ou Tensão Alternada 3. I máx E máx ! Blv . f ! 120 n = número de rotações por minuto (rpm). figura 12. uma fórmula que relaciona a freqüência com a velocidade e o número de pólos do gerador. que vai do eixo E até o valor máximo da tensão ou corrente. e.Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. 3. i Emáx .6. P = número de pólos do gerador. nP Onde: f = freqüência (Hz).1 ± Valor máximo ou Valor de Pico: É o valor que equivale a máxima amplitude da senóide. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 35 IFBAHIA Temos ainda.

.Emáx .I máx 90r 180r 270r 360 r E Figura 13 ± Gráfico Valor Pico à Pico 3.6.2 ± Valor de Pico a Pico: É o valor compreendido entre o valor máximo positivo e o valor máximo negativo de tensão ou corrente.Emáx .Valor Instantâneo: O valor instantâneo pode ser encontrado através de duas maneiras. figura 13. I máx E pp ! 2.Emáx (V) e I pp ! 2.6. i Emáx .I máx (A) 0 . a) Em função do ângulo ³E´: Pelo gerador elementar temos: e ! Blv .I máx 90r 180r 270r 360r E Figura 12 ± Gráfico Valor Máximo ou Valor de Pico 3. sen E E máx ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA . .3 . e. que são em função do ângulo ³E´ e do tempo ³t´.V 0 .

E E ! t ! 2T f onde f ! freqüência t A expressão do valor instantâneo em função do tempo fica: e ! E i ! I máx . sen .Apostila ± ELETRICIDADE BÁSICA Cap. 1 ± UNIDADES E FATORES DE CONVERSÃO 36 IFBAHIA Então: e ! E máx . A relação entre o ângulo percorrido e o tempo gasto é a velocidade angular ([ ). a espira perfaz um ângulo ³E´. gastando para isso um tempo ³t´.sen E b) Em função do tempo ³t´: Pelo gerador elementar. sen máx . dada em rad/s. sen E i ! I máx .

[ t .

sen .[ t 3.6. o valor eficaz corresponde à altura de um retângulo de base igual a um semi-ciclo e área equivalente a esse semi-ciclo.5 ± Valor Eficaz (rms): É o valor da corrente alternada que produz o mesmo efeito que uma corrente contínua aplicada a uma resistência. sen . Isto é. i Emáx E 0 t Figura 15 ± Gráfico Valor Eficaz ______________________________________________________________________ ______________ _ MARGARIDA DE CARVALHO SILVEIRA £ £ [ ! (Hz) ou ou e ! E i ! I máx máx .4 ± Valor Médio: É a média dos valores instantâneos em um semi-ciclo. figura 14.6. e. figura 15. i Emáx Eméd 0 t1 t 2 Figura 14 ± Gráfico Valor Médio 3. e.

2 T ft .

I máx T ou I méd ! 0.637. I máx ( ) E . Emáx ( ) e I! ou I ! 0.Emáx T ou e Eméd ! 0.637.707.707.I máx ( ) E E! Emáx 2 I máx 2 ou E ! 0.Emáx ( ) I méd ! 2 . 2 T ft Eméd ! 2 .

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