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APOSTILA DE TEORIAS E NORMAS DE

SEGURANÇA PARA CONCURSOS

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O REI DAS APOSTILAS
www.oreidasapostilas.com.br
Conteúdo:

1. Técnicas Operacionais;
2. Segurança física e patrimonial;
3. Prevenção e combate a incêndio;
4. Direção defensiva e ofensiva;
5. Segurança de dignitários;
6. Primeiros socorros;
7. Crimes contra o patrimônio;
8. Legislação específica:
8.1. Lei 10.826 de 22/12/2003 e seus complementos;
8.2. Lei 11.036 de 22/12/2004 e seus complementos;
8.3. Lei 7.102 de 10/06/1983;
9. Sistema de Inteligência Brasileiro;
9.1. Noções de inteligência e contra-inteligência.
TEORIAS E NORMAS DE SEGURANÇA

Normas de segurança, são instruções elaboradas com a finalidade de reduzir o


"potencial de risco" de determinado trabalho ou tarefa.
A execução de qualquer trabalho exige:

•conhecimentos específicos e

•conhecimentos de segurança.
Não basta estar tecnicamente bem qualificado para assegurar que não estaremos
correndo riscos ou colocando outras pessoas em risco.
O procedimento de segurança funciona como um instrumento de planejamento das
etapas do trabalho e da prevenção dos riscos envolvidos em cada uma destas etapas.

Um bom procedimento de segurança, deve ser simples e utilizar linguagem que seja
claramente entendida e sem dar oportunidade a mais de uma interpretação.

No procedimento de segurança são incluídas todas as tarefas necessárias para a


execução de determinado trabalho.

O procedimento deverá abordar os eventuais riscos que os executantes estarão sujeitos e


também eventuais riscos que os usuários possam vir a sofrer em virtude do trabalho
executado.

Um procedimento de segurança adequado e eficaz, deve promover uma análise sistêmica


do processo onde o trabalho irá ser executado.

Por exemplo um simples procedimento de segurança para condução de "empilhadeiras"


industriais deverá ter no mínimo as seguintes etapas:

•pré qualificação de operadores;

•treinamento;

•norma de operação;

•locais de uso permitido;

•reabastecimento - uma norma para cada tipo de combustível;

•condições de carga e descarga;

•norma de manutenção;

•"Check - list" do usuário.

Devemos sempre ter em mente que o trabalho improvisado coloca em risco seus
executantes e pessoas alheias ao trabalho, e que os procedimentos de segurança,
corretamente elaborados, podem evitar tais situações e eventuais acidentes.
TÉCNICAS OPERACIONAIS

Técnica Operacional é o conjunto de normas e procedimentos que tem por finalidade


dotar os agentes responsáveis pela segurança, de conhecimentos técnicos, visando o
bom desempenho nas atividades propostas. São fatores fundamentais na aplicação das
técnicas operacionais a boa postura, a boa educação e a excelente apresentação pessoal.

Deve-se:
Buscar melhoria contínua da Gestão de Segurança, tanto no aspecto ocupacional quanto
na qualidade de vida, com educação, capacitação e comprometimento dos empregados,
envolvendo familiares, empresas parceiras, fornecedores e demais partes interessadas.

Atender aos requisitos da legislação vigente de segurança aplicável à Instituição e outros


requisitos desta natureza por ela subscritos.

Nos padrões operacionais devem estar contidos os fundamentos de segurança das


pessoas, regulamentando, assim, as condições de produção, a identificação dos riscos à
segurança de cada atividade e seus respectivos controles, além dos equipamentos de
proteção individual aplicáveis.

É responsabilidade do executante o cumprimento dos padrões que regulamentam as


atividades. Entretanto, tal condição não elimina a necessidade de uma avaliação dos
riscos à segurança do homem, antes da execução de qualquer atividade, visando
identificar e reportar ao superior imediato a ocorrência de qualquer anomalia. A omissão
na comunicação de anomalias poderá enquadrar o executante nas normas da Instituição.

Garantir a participação dos executantes no entendimento e consenso dos padrões das


atividades e no processo de relato de anomalias, estimulando-os a apresentarem
propostas de solução para as anomalias reportadas.

É responsabilidade gerencial, em seus diversos níveis, o tratamento da anomalia e a


divulgação aos interessados do plano de ação e/ou do tratamento dado, bem como a
administração de todo o Sistema de Segurança da Instituição, o que significa planejar,
organizar, dirigir, coordenar e controlar todas as ações relacionadas ao sistema, nunca as
dissociando de suas responsabilidades técnicas, operacionais e administrativas.

Direito coletivo é prevalente sobre o direito individual. Todo executante é responsável


pelos seus atos, sua própria segurança, a de seus colegas e dos bens patrimoniais da
Instituição, devendo, assim, apresentar-se para a execução das atividades com todos os
equipamentos especificados e em condições físicas e mentais adequadas.

É assegurado a qualquer executante o direito de não realizar ou de interromper qualquer


atividade quando, aplicada a metodologia de avaliação de risco, for identificada situação
de risco grave e iminente. O procedimento é reportar a anomalia, podendo, se for o caso,
propor soluções e somente reiniciar o trabalho após adotadas medidas de controle
(isolamento ou eliminação da condição abaixo do padrão).

É dever de todo gestor proporcionar ambiente adequado para comprometimento do


executante no cumprimento dos princípios aqui enumerados.
NORMAS REGULAMENTADORAS DE SEGURANÇA E SAÚDE
NO TRABALHO

As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de


observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da
administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e
Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho -
CLT.

As disposições contidas nas Normas Regulamentadoras - NR aplicam-se, no que couber,


aos trabalhadores avulsos, às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e aos
sindicatos representativos das respectivas categorias profissionais.

A observância das Normas Regulamentadoras - NR não desobriga as empresas do


cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em
códigos de obras ou regulamentos sanitários dos estados ou municípios, e outras,
oriundas de convenções e acordos coletivos de trabalho.

A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho - SSST é o órgão de âmbito nacional


competente para coordenar, orientar, controlar e supervisionar as atividades relacionadas
com a segurança e medicina do trabalho, inclusive a Campanha Nacional de Prevenção de
Acidentes do Trabalho - CANPAT, o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT e
ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre
segurança e medicina do trabalho em todo o território nacional.

Compete, ainda, à Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho - SSST conhecer, em


última instância, dos recursos voluntários ou de ofício, das decisões proferidas pelos
Delegados Regionais do Trabalho, em matéria de segurança e saúde no trabalho.

A Delegacia Regional do Trabalho - DRT, nos limites de sua jurisdição, é o órgão regional
competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do
trabalho, inclusive a Campanha Nacional de Prevenção dos Acidentes do Trabalho -
CANPAT, o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT e ainda a fiscalização do
cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do
trabalho.

Compete, ainda, à Delegacia Regional do Trabalho - DRT ou às Delegacias do Trabalho,


nos limites de sua jurisdição:

a) adotar medidas necessárias à fiel observância dos preceitos legais e regulamentares


sobre segurança e medicina do trabalho;

b) impor as penalidades cabíveis por descumprimento dos preceitos legais e


regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho;

c) embargar obra, interditar estabelecimento, setor de serviço, canteiro de obra, frente de


trabalho, locais de trabalho, máquinas e equipamentos;
d) notificar as empresas, estipulando prazos, para eliminação e/ou neutralização de
insalubridade;

e) atender requisições judiciais para realização de perícias sobre segurança e medicina do


trabalho nas localidades onde não houver médico do trabalho ou engenheiro de
segurança do trabalho registrado no MTb.

Podem ser delegadas a outros órgãos federais, estaduais e municipais, mediante


convênio autorizado pelo Ministro do Trabalho, atribuições de fiscalização e/ou orientação
às empresas, quanto ao cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre
segurança e medicina do trabalho.
SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL

Segurança Física tem como missão promover e manter a segurança dos


usuários, instalações e equipamentos, considerando um conjunto de medidas e
atividades empregadas, através de um planejamento prévio e constante fiscalização, com
a finalidade de dotar a instituição / organização / empresa do nível de segurança
necessário para o desenvolvimento de suas atividades de administração, produção,
ensino, pesquisa etc.

É certamente uma obrigação do Estado oferecer plena segurança pública aos cidadãos.
Porém, as muitas complexidades do mundo contemporâneo tornaram o cumprimento
dessa tarefa muito difícil até mesmo para o Estado, com seu sistema judiciário, policial e
militar. O resultado é que uma parte importante da nossa segurança acaba dependendo
da nossa própria consciência, particular e privada, dos riscos que corremos.

É claro que não basta a solução da segurança privada, abandonando-se o exercício de


cidadania de esperar, e mesmo exigir, a melhor segurança possível do Estado. No
entanto, é importante insistir, especialmente para os que são responsáveis por
segurança, que "são muitos os perigos dessa vida" e que o "olho vivo e a mente aberta"
devem andar juntos o tempo todo.

A segurança não deve referir-se apenas à segurança física, no sentido de evitar lugares
perigosos, onde podem ocorrer assaltos e mesmo mortes, no sentido de não exibir
valores em lugares públicos, no sentido de não despertar a inveja e a cobiça dos outros.

A segurança também deve considerar a segurança psicológica, a segurança moral, a


segurança de saúde, uma vez que todas elas estão muito ligadas à segurança física.

Segurança é um ponto importante de auto-estima, de cidadania e de responsabilidade


social. Por exemplo, quem usa drogas pode dizer "a vida é minha, faço o que quero", mas
se esquece que, ao comprar drogas, está ajudando a financiar a violência social e o uso
de outros jovens em atividades marginais.

O que deve ser sempre lembrado é que:

"A segurança depende de cada um".

É importante que o pessoal se habitue a trabalhar com segurança fazendo


com que ela faça parte integrante de seu trabalho. Toda tarefa a ser executada deve ser
cuidadosamente programada pois, nenhum trabalho é tão importante e urgente que não
mereça ser planejado e efetuado com segurança.

É responsabilidade de cada um zelar pela própria segurança e das pessoas


com quem trabalha.
PRINCÍPIOS BÁSICOS E FUNDAMENTAIS DE SEGURANÇA
PATRIMONIAL

Conceito de Segurança Patrimonial:


"É um conjunto de medidas, capazes de gerar um estado, no qual os interesses vitais de
uma empresa estejam livres de interferências e perturbações".

Conjunto de medidas: A segurança patrimonial não depende apenas do departamento


de segurança da empresa, mas envolve todos os seus setores e todo o seu pessoal.

Estado: significa uma coisa permanente. É diferente de uma situação, que é temporária.

Interesses vitais: Os interesses vitais de uma empresa não estão apenas em não ser
roubada ou incendiada. O mercado, os segredos, a estratégia de marketing, pesquisas de
novos produtos devem igualmente ser protegidos.

Interferências e perturbações: Nada deve impedir o curso normal da empresa. Deve-se


prevenir não apenas contra incêndios e assaltos, mas também contra espionagem,
seqüestros de empresários, greves, sabotagem, chantagem, etc.

Grau de segurança:
Não existe segurança perfeita, total ou absoluta. O que existe é a segurança satisfatória.

A segurança é satisfatória quando:

- É capaz de retardar ao máximo uma possibilidade de agressão;


- É capaz de desencadear forças - no menor espaço de tempo possível - capazes de
neutralizar a agressão verificada.

Importância da segurança patrimonial:


As empresas não beneficiam apenas os seus proprietários, acionistas ou empregados
que nelas trabalham diretamente. Empresas sadias e prósperas beneficiam toda uma
região e um universo infindável de pessoas, entre outros, com os seguintes benefícios:
ƒgeração de impostos;
ƒcomercialização de matérias primas;
ƒincremento dos transportes;
ƒexpansão das redes de telecomunicações e do sistema financeiro;
ƒdisputa de mão de obra qualificada;
ƒcrescimento da construção civil;
ƒconstrução de escolas e hospitais etc.

Princípios básicos da Segurança Patrimonial:


1) Segurança é prevenção. Prevenção é treinamento;

2) O investimento em segurança é proporcional ao risco que se corre;


3) As medidas de Segurança não devem impedir ou dificultar a atividade normal da
empresa.
Itens a serem observados num planejamento de segurança patrimonial:

- Administração da Segurança
- Proteção Perimetral
- Serviços de Vigilância
- Controle Interno
- Prevenção e Combate a Incêndios
- Espionagem
- Proteção contra furtos
- Prevenção de Assaltos
- Segurança dos computadores
- Possível Ação Terrorista
- Sistema de identificação
- Greves e Paralisações
- Iluminação
- Abastecimento de energia elétrica
- Combustíveis e materiais perigosos
- Segurança Pessoal
- Segurança familiar e Residencial
- Eventos Especiais
- Pontos e questões críticas.

Espionagem Empresarial:

Objetivos da Espionagem: "O objetivo de uma operação de espionagem empresarial bem


sucedida é a mesma da espionagem político - militar estrangeira: extrair, de forma
continuada, os segredos, sem despertar a suspeita da companhia que serve de vítima".

Métodos utilizados pelos espiões:

1. Ação individual "lobo solitário"


2. Ação organizada (grupos especializados)

Fases do processo de espionagem:

1. escuta
2. acompanhamento
3. roubo
4. fotografia
5. infiltração
6. corrupção

Alguns Sintomas da Espionagem Empresarial/Patrimonial:

1. Queda inexplicável do volume de vendas ou de negócios em certos setores ou no total


do mercado;
2. Um concorrente lhe "passa uma rasteira";
3. Um produto novo, comparável ou idêntico ao seu, é lançado no mercado, pouco antes
ou ao mesmo tempo que o seu;
4. Uma campanha de publicidade precede e prejudica a sua que estava prestes a ser
lançada;
5. O próximo lançamento de seu novo modelo é amplamente difundido com detalhes, e faz
cair as vendas do modelo anterior, ainda em estoque na fábrica ou nos revendedores;
6. Pedem-lhe com mais freqüência que a costumeira, notícias e informações;
7. Um de seus diretores, técnicos, chefes, etc., pede demissão para trabalhar numa firma
concorrente;
8. Firmas estrangeiras solicitam estudos, tendo em vista fabricar eventualmente seu
produto, sob licença;
9. Houve na instituição, com ou sem arrombamento, um roubo que lhe pareça curioso,
fora do comum ou dificilmente explicável.

Para se defender da espionagem:

A defesa é feita através de medidas de "Segurança Interna".

Tipos de Defesa:

Defesas Estáticas.....................Físicas
Defesas Móveis........................Ativas
Defesas à Distância..................De Inteligência

01) Um sistema de segurança compreende um conjunto de medidas;

02) A importância de um sistema de segurança é em função das ameaças que pesam


sobre o que ele protege;

Ao encarregado de uma Divisão de Segurança compete:


a) Dirigir com competência e com os meios disponíveis, a Divisão de Vigilância e
Segurança Patrimonial;

b) Coordenar e supervisionar a execução do serviço de segurança em toda a área do


complexo;

c) Reunir-se, quando necessário, com os executores, a fim de tomar conhecimento


dos problemas e dificuldades vivenciadas na execução do serviço;

d) Visitar e/ou reunir-se, quando necessário, com os Diretores, Gerentes e/ou Chefes
de unidades onde estão sendo prestados os serviços de vigilância e segurança, a
fim de estar ciente dos problemas existentes na área de execução do serviço;

e) Manter e exigir um clima de bom relacionamento e cooperação entre os servidores


do setor;

f) Zelar pelo fiel cumprimento de todas as normas existentes no Serviço de Vigilância


e Segurança Patrimonial;

g) Só permitir o uso de armamento, se o vigilante houver participado de treinamento


de tiro e aprovado no exame psicológico, realizado durante o curso de
treinamento de vigilantes;

h) Manter contato constante com a Administração da Organização / Instituição,


conscientizando-a do andamento do serviço, como também apresentando
sugestões para uma maior eficiência do Serviço de Vigilância e Segurança
Patrimonial;
Executores

Quanto às atribuições do (s) executor (es):

I - Executar a segurança do estabelecimento em que prestar serviços, nos locais e


horários designados pelo encarregado e, ou gerente da vigilância;

II - Agir com respeito e cordialidade no trato com colegas de trabalho, funcionários e


comunidade em geral, mantendo atitude, postura e comportamentos condizentes com o
decoro da profissão;

III - Atender à autoridade policial que necessitar de sua colaboração;

IV - Permanecer no seu posto de serviço, não se afastando do local, a não ser nos
seguintes casos:

a) Para conduzir presos ou detidos;

b) Em perseguição a suspeitos;

c) Para socorrer alguém ou pedir ajuda;

d) Com autorização do encarregado.

V- Esforçar-se para aperfeiçoar seus conhecimentos profissionais, de modo a poder


prestar um bom serviço;

VI- Procurar esclarecer-se sobre dúvidas quanto ao serviço com o seu chefe direto, ou
com o vigilante responsável pelo local onde estará recebendo o serviço;

VII - Em serviço, estar sempre sóbrio e chegar com pontualidade para receber armamento
e observações concernentes ao local de trabalho, comunicando, com antecedência
necessária, a eventual impossibilidade de comparecer ao mesmo;

VIII - Cumprir as determinações recebidas e executá-las de acordo com as exigências de


serviço;

IX - Ser reservado no trato de assuntos relacionados ao serviço;

X - Tomar conhecimento, com antecedência, da escala de serviço e das instruções


existentes;

XI - Zelar pelo material, instalações, mobiliário e outros bens do estabelecimento.

XII - Procurar conhecer as pessoas do estabelecimento onde trabalha;

XIII - Fazer sentir que sua presença no local de trabalho é útil, tendo por finalidade básica
a atuação preventiva;

XIV - Comparecer à instrução de atualização e aperfeiçoamento, objetivando melhoria dos


conhecimentos profissionais;

XV - Identificar as pessoas suspeitas dentro do recinto em que servir;

XVI - Agir prontamente, na ocorrência de fato anormal, como incêndio, desordens


internas, homicídio, espionagem, sabotagem, desabamento, assalto ou qualquer outra
ação criminosa;

XVII - Controlar o tráfego de veículos na área do complexo (em casos excepcionais);

XVIII - Fazer o controle de chaves de prédios e/ou unidades da Organização / Instituição.

O sucesso ou insucesso do plano de segurança no sentido amplo da palavra de qualquer


empresa valha-se da consideração e inclusão dos procedimentos a serem cumpridos, dos
passos a serem seguidos nas mais diversas situações do cotidiano destes trabalhadores
de linha de frente.

PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA

- Solicitar informações pessoais (certidões dos Distribuidores Cíveis - Fórum e da Polícia)


de quem irá trabalhar no prédio;

- Obrigar o uso de crachás pelos empregados dos departamentos com nome, número de
documentos, foto e determinações especiais emanadas da gerência;

- Manter na portaria fichas dos empregados, com nome, número de documentos, foto e
determinações especiais emanadasa da gerência;

- Os visitantes devem ser atendidos na portaria, nunca adentrar às dependências do


complexo;

- Os vigias devem usar: bloco com número de telefones úteis, caneta e fichas telefônicas,
na falta de uma linha direta;

- Zeladores e porteiros bem preparados são a melhor segurança.

ALGUNS DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA

Um complexo organizacional requer soluções integradas de segurança apropriadas


para as suas dimensões e complexidades, o que requer um gerenciamento bem
planejado. Assim destacamos abaixo algumas sugestões para melhor condução desta
gestão, que está baseada no trinômio RISCO - DETECÇÃO - REAÇÃO:

1. Infra-estrutura: criar uma gestão de segurança e construir uma central de segurança e


monitoramento, que será responsável pelas tomadas de decisões relativas à segurança
do local. Nesta central estará o gerenciador de acesso, os monitores e operadores de
CFTV, rádio e todas as ferramentas para controle. Executar uma análise de risco,
elencando e priorizando a aplicação de instrumentos de controle e detecção nas áreas de
risco.
2. Iluminação: otimizar a iluminação em toda área, principalmente no perímetro.
3. Entradas de funcionários: implantar sistema de controle de acesso nas portarias,
adotando catracas e terminais de cadastramento de visitantes. A área de entrada de
funcionários e visitantes também deve ter uma boa visualização. É importante que a
imagem dos visitantes seja registrada.
4. Entrada e saída de veículos: automatizar os portões e colocar leitores de cartão para
controle de acesso. Assim possibilita-se uma análise do fluxo de veículos, o controle de
entradas de mercadoria, etc . Neste local é necessária a cobertura de câmeras, que
registrarão as chapas dos veículos e seus motoristas.
5. Unidade operacional: a implantação de câmeras voltadas para a produção na unidade
fabril, além de evitar possíveis sabotagens, melhora a produtividade. Há câmeras móveis
que, instaladas em trilhos, percorrem toda a linha de produção. Locais como o estoque e
a área de projetos também devem ser controlados por câmeras e sistemas de cartões,
para evitar acessos indevidos e garantir a segurança das pessoas.
6. Refeitório: como a implantação de um sistema de acesso é modular, a colocação de
leitores de acesso combinados com catracas, controlam as refeições (através de média de
acesso) e pessoas que as consomem. Isso evita risco de almoços em duplicidade. Caso
isso aconteça, o sistema já repassa tais dados para a folha de pagamento, se for o caso, a
fim de realizar os descontos devidos. No local destas catracas deve haver câmeras para
visualização do fluxo do refeitório.
7. Perímetro: todo o perímetro deverá estar coberto por câmeras móveis em postes e
prédios, o que fornece à central de segurança imagens em tempo real de toda o complexo
e sua efetiva movimentação. Com a implantação de sensores perímetrais - infravermelhos
ativos e cerca de choque pulsativo, tem-se imediatamente o sinal de qualquer tentativa de
invasão, que pode ser checada com as câmeras acima sugeridas para a confirmação ou
não da ocorrência.
8. Além destes dispositivos eletrônicos, não se pode esquecer da vigilância, que deverá
estar motorizada e equipada com rádios para executar rondas orientadas pela central de
segurança e poder agir com mais agilidade em caso de ocorrência. A vigilância deve estar
presente de forma ostensiva na portaria e em pontos críticos, como posto bancário,
estacionamento, etc. Utilizando todas essas dicas, pode-se evitar possíveis sinistros.
SINALIZAÇÃO (pictogramas)
A Sinalização é uma forma eficiente de tornar seguro o ambiente de trabalho, evitando
acidentes e orientando corretamente os funcionários sobre normas da empresa,
tornando-os mais produtivos.

PERIGO

Indicadas para situações onde há risco de vida ou acidentes graves, alertando e


informando seus funcionários, reduzindo o número de acidentes.

A Sinalização de Perigo é regulamentada e produzida dentro das normas nacionais e


internacionais, e atendem as recomendações da Medicina do Trabalho.

CUIDADO

Indicadas para locais e situações onde há risco de acidentes, mantendo seus funcionários
informados sobre as normas de segurança, prevenindo e evitando acidentes em áreas de
risco.

SEGURANÇA

Indicadas para orientar os funcionários quanto aos procedimentos de segurança, e


informando a localização de equipamentos em caso de emergência, mantendo a
segurança do ambiente de trabalho.

AVISO

Indicadas para sinalização de riscos diretos ou indiretos relacionados com a segurança


pessoal e patrimonial, orientando os funcionários sobre os procedimentos da empresa.

ATENÇÃO

Indicadas para transmitir informações através de textos de fácil compreensão, alertando


os funcionários sobre procedimentos de segurança no ambiente de trabalho.

INCÊNDIO

Informa sobre a presença de equipamentos de combate a incêndios, sendo


regulamentadas de acordo com as normas da ABNT e exigência nos certificados do
Corpo de Bombeiros.

SAÍDA
Sinalização de orientação que atende as normas NBR 13434, 49077 e 13437 da ABNT. São
confeccionadas também em vinil fosforescente, conforme NBR 13435 (ABNT).

(O vinil fosforescente assegura que sua sinalização seja eficaz mesmo quando houver
falta de energia elétrica.)

FUMO

Indicada para delimitar locais onde se é permitido ou proibido fumar de acordo com a Lei
Federal e as Leis Municipais. Informa os funcionários sobre a política de sua empresa.

DEFICIENTES FÍSICOS

Indicadas para sinalização eventual e delimitação de áreas restritas.

PICTOGRAMAS
O sistema Internacional padronizado de pictogramas, reúne gráficos, aceitos no mundo
inteiro, fáceis de reconhecer, para comunicar perigos e ações sem uso de palavras,
facilitando a compreensão e memorização.

Devem atender as normas ISO e ABNT.

SÍMBOLOS DE ALERTA

Pictogramas triangulares de fácil reconhecimento na cor amarela que alertam locais de


perigo, como radiação, eletricidade, explosão, entre outros.

SÍMBOLOS DE COMANDO

Pictogramas circulares de fácil compreensão na cor azul que indicam a obrigatoriedade


de direção, de áreas de deficientes, e do uso de equipamentos de segurança.

TRÂNSITO

Sinalização de acordo com o Denatran, aprovado pelo conselho nacional de trânsito


anexo da resolução número 599/82.

Ideais para áreas onde prevaleça a circulação de veículos. Para uso em pátios externos
recomenda-se o emprego do sistema Refletivo (película refletiva auto-adesiva).

A Sinalização é uma forma eficiente de tornar seguro o ambiente de trabalho, evitando


acidentes e orientando corretamente os funcionários sobre normas da empresa,
tornando-os mais produtivos.
PERIGO

Indicadas para situações onde há risco de vida ou acidentes graves, alertando e


informando seus funcionários, reduzindo o número de acidentes.

A Sinalização de Perigo é regulamentada e produzida dentro das normas nacionais e


internacionais, e atendem as recomendações da Medicina do Trabalho.

CUIDADO

Indicadas para locais e situações onde há risco de acidentes, mantendo seus funcionários
informados sobre as normas de segurança, prevenindo e evitando acidentes em áreas de
risco.

SEGURANÇA

Indicadas para orientar os funcionários quanto aos procedimentos de segurança, e


informando a localização de equipamentos em caso de emergência, mantendo a
segurança do ambiente de trabalho.

AVISO
Indicadas para sinalização de riscos diretos ou indiretos relacionados com a segurança
pessoal e patrimonial, orientando os funcionários sobre os procedimentos da empresa.

ATENÇÃO

Indicadas para transmitir informações através de textos de fácil compreensão, alertando


os funcionários sobre procedimentos de segurança no ambiente de trabalho.

INCÊNDIO

Informa sobre a presença de equipamentos de combate a incêndios, sendo


regulamentadas de acordo com as normas da ABNT e exigência nos certificados do
Corpo de Bombeiros.

SAÍDA

Sinalização de orientação que atende as normas NBR 13434, 49077 e 13437 da ABNT.

São confeccionadas também em vinil fosforescente, conforme NBR 13435 (ABNT).


(O vinil fosforescente assegura que sua sinalização seja eficaz mesmo quando houver
falta de energia elétrica.)

FUMO

Indicada para delimitar locais onde se é permitido ou proibido fumar de acordo com a Lei
Federal e as Leis Municipais. Informa os funcionários sobre a política de sua empresa.

DEFICIENTES FÍSICOS

Indicadas para sinalização eventual e delimitação de áreas restritas.

PICTOGRAMAS

O sistema Internacional padronizado de pictogramas, reúne gráficos, aceitos no mundo


inteiro, fáceis de reconhecer, para comunicar perigos e ações sem uso de palavras,
facilitando a compreensão e memorização.

Devem atender as normas ISO e ABNT.


SÍMBOLOS DE ALERTA

Pictogramas triangulares de fácil reconhecimento na cor amarela que alertam locais de


perigo, como radiação, eletricidade, explosão, entre outros.

SÍMBOLOS DE COMANDO

Pictogramas circulares de fácil compreensão na cor azul que indicam a obrigatoriedade


de direção, de áreas de deficientes, e do uso de equipamentos de segurança.

TRÂNSITO

Sinalização de acordo com o Denatran, aprovado pelo conselho nacional de trânsito


anexo da resolução número 599/82.

Ideais para áreas onde prevaleça a circulação de veículos. Para uso em pátios externos
recomenda-se o emprego do sistema Refletivo (película refletiva auto-adesiva).
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

Considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto,


de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de
ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto


por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que
possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a
saúde no trabalho.

O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá


ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA,
expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho
do Ministério do Trabalho e Emprego.

A empresa, órgão ou instituição é obrigada a fornecer aos funcionários, gratuitamente,


EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas
seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os
riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,

c) para atender a situações de emergência.

Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, o responsável gestor deve


fornecer aos trabalhadores os EPI adequados.

Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do


Trabalho - SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, nas
organizações desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao gestor responsável o EPI
adequado ao risco existente em determinada atividade.

Nas organizações desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao designado, mediante


orientação de profissional tecnicamente habilitado, recomendar o EPI adequado à
proteção do trabalhador.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


a) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho;
b) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
c) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
d) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
e) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

Cabe ao fundionário/empregado
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Cabe ao fabricante e ao importador


O fabricante nacional ou o importador deverá:
a) cadastrar-se, junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho;
b) solicitar a emissão do CA ( Certificado de Aprovação)
c) solicitar a renovação do CA, quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão
nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho;
d) requerer novo CA, quando houver alteração das especificações do equipamento
aprovado;
e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado
de Aprovação - CA;
f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA;
g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho
quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos;
h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua
utilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso;
i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e,
j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando for o
caso.

Certificado de Aprovação - CA

Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI ter á validade:


a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham
sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;

b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o


caso;

c) de 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data da publicação desta Norma,
quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente
reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses
casos os EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de
Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação, podendo ser
renovado até 2006, quando se expirarão os prazos concedidos; e,

Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da
empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado,
o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA.

Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego / MTE

Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho:


a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI;
b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI;
c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI;
d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador;
e) fiscalizar a qualidade do EPI;
f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e,
g) cancelar o CA.
Sempre que julgar necessário o órgão nacional competente em matéria de segurança e
saúde no trabalho, poderá requisitar amostras de EPI, identificadas com o nome do
fabricante e o número de referência, além de outros requisitos.

Cabe ao órgão regional do MTE:


a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI;
b) recolher amostras de EPI; e,
c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento
das normas estabelecidas.

LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA

Capacete
a) capacete de segurança para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;
b) capacete de segurança para proteção contra choques elétricos;
c) capacete de segurança para proteção do crânio e face contra riscos provenientes de
fontes geradoras de calor nos trabalhos de combate a incêndio.

Capuz
a) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem
térmica;
b) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra respingos de produtos
químicos;
c) capuz de segurança para proteção do crânio em trabalhos onde haja risco de contato
com partes giratórias ou móveis de máquinas.

EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE

Óculos
a) óculos de segurança para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;
b) óculos de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;
c) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação ultra-violeta;
d) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação infra-vermelha;
e) óculos de segurança para proteção dos olhos contra respingos de produtos químicos.

Protetor facial
a) protetor facial de segurança para proteção da face contra impactos de partículas
volantes;
b) protetor facial de segurança para proteção da face contra respingos de produtos
químicos;
c) protetor facial de segurança para proteção da face contra radiação infra-vermelha;
d) protetor facial de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa.

Máscara de Solda
a) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra impactos de part
ículas volantes;
b) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra radiação
ultra-violeta;
c) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra radiação
infra-vermelha;
d) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra luminosidade
intensa.
EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA

Protetor auditivo (contra níveis de pressão sonora superiores a 115 decibéis).

a) protetor auditivo circum-auricular


b) protetor auditivo de inserção
c) protetor auditivo semi -auricular

EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

Respirador purificador de ar

a) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras e


névoas;
b) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas
e fumos;
c) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras,
névoas, fumos e radionuclídeos;
d) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra vapores
orgânicos ou gases ácidos em ambientes com concentração inferior a 50 ppm (parte por
milhão);
e) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra gases
emanados de produtos químicos;
f) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra partículas e
gases emanados de produtos químicos;
g) respirador purificador de ar motorizado para proteção das vias respiratórias contra
poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos.

Respirador de adução de ar

a) respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido para proteção das vias


respiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde
e em ambientes confinados;
b) máscara autônoma de circuito aberto ou fechado para proteção das vias respiratórias
em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde e em
ambientes confinados;

Respirador de fuga

Respirador de fuga para proteção das vias respiratórias contra agentes químicos em
condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde ou com
concentração de oxigênio menor que 18 % em volume.

EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO

Vestimentas de segurança que ofereçam proteção ao tronco contra riscos de origem


térmica, mecânica, química, radioativa e meteorológica e umidade proveniente de
operações com uso de água.

EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES

Luva

a) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes;
c) luva de segurança para proteção das mãos contra choques elétricos;
d) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes térmicos;
e) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes biológicos;
f) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes químicos;
g) luva de segurança para proteção das mãos contra vibrações;
h) luva de segurança para proteção das mãos contra radiações ionizantes.

Creme protetor

a) creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes
químicos, de acordo com a Portaria SSST nº 26, de 29/12/1994.

Manga

a) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos;


b) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e
escoriantes;
c) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e
perfurantes;
d) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra umidade
proveniente de operações com uso de água;
e) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos.

Braçadeira

Braçadeira de segurança para proteção do antebraço contra agentes cortantes.

Dedeira

Dedeira de segurança para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes.

EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES

Calçado

a) calçado de segurança para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os


artelhos;
b) calçado de segurança para proteção dos pés contra choques elétricos;
c) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes térmicos;
d) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes cortantes e escoriantes;
e) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de
operações com uso de água;
f) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra respingos de produtos
químicos.

Meia

Meia de segurança para proteção dos pés contra baixas temperaturas.

Perneira

a) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes;


b) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes t érmicos;
c) perneira de segurança para proteção da perna contra respingos de produtos químicos;
d) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes;
e) perneira de segurança para proteção da perna contra umidade proveniente de
operações com uso de água.

Calça

a) calça de segurança para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) calça de segurança para proteção das pernas contra respingos de produtos químicos;
c) calça de segurança para proteção das pernas contra agentes térmicos;
d) calça de segurança para proteção das pernas contra umidade proveniente de
operações com uso de água.

EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO

Macacão

a) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores


contra chamas;
b) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores
contra agentes térmicos;
c) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores
contra respingos de produtos químicos;
d) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores
contra umidade proveniente de operações com uso de água.

Conjunto

a) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção
do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos;
b) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção
do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos;
c) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção
do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de operações
com uso de água;
d) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção
do tronco e membros superiores e inferiores contra chamas.

Vestimenta de corpo inteiro

a) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra respingos de produtos


químicos;
b) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de
operações com água.

EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL

Dispositivo trava-queda

Dispositivo trava-queda de segurança para proteção do usuário contra quedas em


operações com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de
segurança para proteção contra quedas.

Cinturão

a) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos


em altura;
b) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda no
posicionamento em trabalhos em altura.
As causas de um incêndio são as mais diversas:

•descargas elétricas,

•atmosféricas,

•sobrecarga nas instalações elétricas dos edifícios,

•falhas humanas (por descuido, desconhecimento ou irresponsabilidade) etc.

Os cuidados básicos para evitar e combater um incêndio, indicados a seguir, podem


salvar vidas e bens patrimoniais.

CUIDADOS BÁSICOS:
Não brinque com fogo! Um cigarro mal apagado jogado descuidadamente numa lixeira
pode causar uma catástrofe. Apague o cigarro antes de deixá-lo em um cinzeiro ou de
jogá-lo em uma caixa de areia. Cuidado com fósforos. Habitue-se a apagar os palitos de
fósforos antes de jogá-los fora. Obedeça às placas de sinalização e não fume em locais
proibidos, mal ventilados ou ambientes sujeitos à alta concentração de vapores
inflamáveis tais como vapores de colas e de materiais de limpeza.

- Evite usar espiriteira. Sua utilização é insegura.

- Nunca apóie velas sobre caixas de fósforos nem sobre materiais combustíveis.

- Não utilize a casa de força, casa de máquinas dos elevadores e a casa de bombas do
prédio, como depósito de materiais e objetos. São locais importantes e perigosos, que
devem estar sempre desimpedidos.

As baterias devem ser instaladas em local de fácil acesso e ventilado. Não é recomendado
o uso de baterias automotivas.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

A sobrecarga na instalação é uma das principais causas de incêndios. Se a corrente


elétrica está acima do que a fiação suporta, ocorre superaquecimento dos fios, podendo
dar início a um incêndio. Por isso:

ƒNão ligue mais de um aparelho por tomada. Esta é uma das causas de sobrecarga na
instalação elétrica;

ƒNão faça ligações provisórias. Tome sempre cuidado com as instalações elétricas.
Fios descascados quando encostam um no outro, provocam curto-circuito e
faíscas. Chame um técnico qualificado para executar ou reparar as instalações
elétricas ou quando encontrar um dos seguintes problemas:

I - Constante abertura dos dispositivos de proteção (disjuntores)

II - Queimas freqüentes de fusíveis;

III - Aquecimento da fiação e/ou disjuntores;

IV - Quadros de distribuição com dispositivos de proteção do tipo chave-faca com fusíveis


cartucho ou rolha. Substitua-os por disjuntores ou fusíveis do tipo Diazed ou NH;

V - Fiações expostas (a fiação deve estar sempre embutida em eletrodutos)

VI - Lâmpadas incandescentes instaladas diretamente em torno de material combustível,


pois, elas liberam grande quantidade de calor;

VII - Inexistência de aterramento adequado para as instalações e equipamentos elétricos,


tais como: torneiras e chuveiros elétricos, ar condicionado, etc.;

VIII - Evite aterrá-los em canos d'água.

ATENÇÃO: toda a instalação elétrica tem que estar de acordo com a Norma Brasileira
NBR 5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

Antes de instalar um novo aparelho, verifique se não vai sobrecarregar o circuito. Utilize
os aparelhos elétricos somente de modo especificado pelo fabricante.

INSTALAÇÕES DE GÁS

Somente pessoas habilitadas devem realizar consertos ou modificações nas instalações


de gás. Sempre verifique possíveis vazamentos no botijão, trocando-o imediatamente
caso constate a mínima irregularidade.

- O botijão que estiver visualmente em péssimo estado deve ser imediatamente recusado.

- Para verificar vazamento, nunca use fósforos ou chama, apenas água e sabão.

- Nunca tente improvisar maneiras de eliminar vazamentos, como cera, por exemplo.
Coloque os botijões sempre em locais ventilados.

- Sempre rosqueie o registro do botijão apenas com mas mãos, para evitar rompimento da
válvula interna.

- Aparelhos que usam gás devem ser revisados pelo menos a cada dois anos.

Vazamento de Gás sem Chama:

Ao sentir cheiro de gás, não ligue ou desligue a luz nem aparelhos elétricos.

Afaste as pessoas do local e procure ventilá-lo.


Feche o registro de gás para restringir o combustível e o risco de propagação mais rápida
do incêndio.

Não há perigo de explosão do botijão ao fechar o registro. Se possível, leve o botijão para
local aberto e ventilado.

Vazamento de Gás com Chama:

Feche o registro e gás. Retire todo o material combustível que esteja próximo do fogo.

Incêndio com Botijão no Local:

Se possível, retire o botijão do local antes que o fogo possa atingí-lo.

Em todas essas situações, chame os BOMBEIROS - telefone 193.

CIRCULAÇÃO:

Mantenha sempre desobstruídos corredores, escadas e saídas de emergência, sem vasos,


tambores ou sacos de lixo.

Jamais utilize corredores, escadas e saídas de emergência como depósito, mesmo que
seja provisoriamente.

Nunca guarde produtos inflamáveis nesses locais.

As coletas de lixo devem ser bem planejadas para não comprometer o abandono do
edifício em caso de emergência.

As portas corta-fogo não devem Ter trincos ou cadeados. Conheça bem o edifício em que
você circula, mora ou trabalha, principalmente os meios de escape e as rotas de fuga.

LAVAGEM DE ÁREAS COMUNS

Evite sempre que águas de lavagem atinjam os circuitos elétricos e/ou enferrujem as
bases das portas corta-fogo.

Não permita jamais que a água se infiltre pelas portas dos elevadores, pois isso pode
provocar sérios acidentes.

MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA

EXTINTORES DE INCÊNDIO:

Os extintores de incêndio devem ser apropriados para o local a ser protegido.

Verifique constantemente se:


ƒacesso aos extintores não está obstruído;

ƒmanômetros indica pressurização (faixa verde ou amarela);

ƒaparelho não apresenta vazamento;

ƒOs bicos e válvulas da tampa estão desentupidos;

Leve qualquer irregularidade ao conhecimento do responsável para que a situação seja


rapidamente sanada

A recarga do extintor deve ser feita:

ƒImediatamente após ter sido utilizado;

ƒCaso esteja despressurizado (manômetro na faixa vermelha)

ƒApós ser submetido a este hidrostático;

ƒCaso o material esteja empedrado.

Tais procedimentos devem ser verificados pelo zelador e fiscalizado por todos.

Mesmo não tendo sido usado o extintor, a recarga deve ser feita:

ƒApós 1 (um) ano: tipo espuma;

ƒApós 3 (rês) anos: tipo Pós Químico Seco e Água Pressurizada;

ƒSemestralmente: se houver diferença de peso que exceda 5% (tipo Pó Químico Seco


e Água Pressurizada), ou 10% (tipo CO2);

ƒEsvazie os extintores antes de enviá-los para recarga;

ƒPrograme a recarga de forma a não deixar os locais desprotegidos;

ƒA época de recarga deve ser aproveitada para treinar as equipes de emergência.

O Corpo de Bombeiros exige uma inspeção anual de todos os extintores, além dos testes
hidrostáticos a cada cinco anos, por firma habilitada. Devem ser recarregados os
extintores em que forem constatados vazamentos, diminuição de carga ou pressão e
vencimento de carga.

HIDRANTES E MANGOTINHOS
IMPORTANTE: Para recarga ou teste hidrostático escolha uma firma IDÔNEA.

Os hidrantes e mangotinhos devem ser mantidos sempre bem sinalizados e


desobstruídos.

A caixa de incêndio contém:

Registro globo com adaptador, mangueira aduchada (enrolada pelo meio) ou ziguezague,
esguicho regulável (desde que haja condição técnica para seu uso), ou agulheta, duas
chaves para engate e cesto móvel para acondicionar a mangueira.

mangotinho deve ser enrolado em "oito" ou em camadas nos carretéis e pode ser usado
por uma pessoa apenas. Seu abrigo deve ser de chapa metálica e dispor de ventilação.

Verifique se:

a) A mangueira está com os acoplamentos enrolados para fora, facilitando o engate no


registro e no esguicho;

b) A mangueira está desconectada do registro;

c) estado geral da mangueira é bom, desenrole-a e cheque se não tem nós, furos, trechos
desfiados, ressecados ou desgastados;

d) registro apresenta vazamento ou está com o volante emperrado;

e) Há juntas amassadas;

f) Há água no interior das mangueiras ou no interior da caixa hidrante, o que provocará o


apodrecimento da mangueira e a oxidação da caixa.

ATENÇÃO: Nunca jogue água sobre instalações elétricas energizadas.

Nunca deixe fechado o registro geral do barrilete do reservatório d'água. (O registro geral
do sistema de hidrantes localiza-se junto à saída do reservatório d'água).

Se for preciso fazer reparo na rede, certifique-se de que, após o término do serviço, o
registro permaneça aberto.

Se a bomba de pressurização não der partida automática, é necessário dar partida


manual no painel central, que fica próximo à bomba de incêndio.

Nunca utilize a mangueira dos hidrantes para lavar pisos ou regar jardins.

Mantenha sempre em ordem a instalação hidráulica de emergência, com auxílio de


profissionais especializados.

INSTALAÇÕES FIXAS DE COMBATE A INCÊNDIO


As instalações fixas de combate a incêndios destinam-se a detectar o início do fogo e
resfriá-lo.

Os tipos são:

a) Detector de fumaça;

b) Detector de temperatura;

c) Detector de chama;

d) Chuveiro automático: redes de pequenos chuveiros no teto dos ambientes;

e) Dilúvio : gera um nevoeiro d'água;


f) Cortina d'água: rede de pequenos chuveiro afixados no teto, alinhados para, quando
acionados, formar uma cortina d'água;

g) Resfriamento: rede de pequenos chuveiros instalados ao redor e no topo de tanques de


gás, petróleo, gasolina e álcool. Geralmente são usados em áreas industriais;

h) Halon: a partir de posições tomadas pelo Ministério da Saúde, o Corpo de Bombeiros


tem recomendado a não utilização desse sistema, uma vez que seu agente é composto de
CFC, destruidor da camada de ozônio.

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA
A iluminação de emergência, que entra em funcionamento quando falta energia elétrica,
pode ser alimentada por gerador ou bateria e acumuladores (não automotiva).

A iluminação de emergência é obrigatória nos elevadores.

Faça constantemente a revisão dos pontos de iluminação.

Baterias:
As baterias devem ser instaladas acima do piso e afastadas da parede, em local seco,
ventilado e sinalizado.

Providencie a manutenção periódica das baterias, de acordo com as indicações do


fabricante; devem ser verificados seus terminais (pólos) e a densidade do eletrólito.

ALARME DE INCÊNDIO
Os alarmes de incêndio podem ser manuais ou automáticos. Os detectores de fumaça, de
calor ou de temperatura acionam automaticamente os alarmes.

O alarme deve ser audível em todos os setores da área abrangida pelo sistema de
segurança.

As verificações nos alarmes precisam ser feitas periodicamente, seguindo as instruções


do fabricante.

A edificação deve contar com um plano de ação para otimizar os procedimentos de


abandono do local, quando do acionamento do alarme.

Sistema de Som e Interfonia


Os sistemas de som e interfonia devem ser incluídos no plano de abandono do local e
devem ser verificados e mantidos em funcionamento de acordo com as recomendações
do fabricante.

PORTAS CORTA-FOGO
As portas corta-fogo são próprias para isolamento e proteção das rotas de fuga,
retardando a propagação do fogo e da fumaça.

Elas devem resistir ao calor por 60 minutos, no mínimo (verifique se está afixado o selo de
conformidade com a ABNT). Toda porta corta-fogo deve abrir sempre no sentido de saída
das pessoas.

Seu fechamento deve ser completo. Além disso, elas nunca devem ser trancadas com
cadeados ou fechaduras e não devem ser usados calços, cunhas ou qualquer outro
artifício para mantê-las abertas. Não se esqueça de verificar constantemente o estado das
molas, maçanetas, trincos e folhas da porta.

ROTAS DE FUGA
Corredores, escadas, rampas, passagens entre prédios geminados e saídas, são rotas de
fuga e estas devem sempre ser mantidas desobstruídas e bem sinalizadas.

IMPORTANTE: Conheça a localização das saídas de emergência das edificações que


adentrar.

Só utilize áreas de emergência no topo dos edifícios e as passarelas entre prédios


vizinhos na total impossibilidade de se utilizar a escada de incêndio.

As passarelas entre prédios tem que estar em paredes cegas ou isoladas das chamas.

LEMBRE-SE: é sempre aconselhável DESCER.

LIXEIRAS
As portas dos dutos das lixeiras devem estar fechadas com alvenaria, sem possibilidade
de abertura, para não permitir a passagem da fumaça ou gases para as áreas da escada
ou entre andares do edifício.

PÁRA-RAIOS
Os pára-raios deve ser o ponto mais alto do edifício. Massas metálicas como torres,
antenas, guarda-corpos, painéis de propaganda e sinalização devem ser interligadas aos
cabos de descida do pára-raios, integrando o sistema de proteção contra descargas
elétricas atmosféricas. O pára-raios deve estar funcionando adequadamente. Caso
contrário, haverá inversão da descarga para as massas metálicas que estiverem em
contato com o cabo do pára-raios.

Os pára-raios podem ser do tipo FRANKLIN ou GAIOLA DE FARADAY. O tipo


Radioativo/Iônico tem sua instalação condenada devido à sua carga radioativa e por não
Ter eficiência adequada. A manutenção dos pára-raios deve ser feita anualmente, por
empresas especializadas, conforme instrução do fabricante. É preciso observar a
resistência ôhmica do aterramento entre elétrodos e a terra (máximo de 10 ohm), ou logo
após a queda do raio.
EQUIPE DE EMERGÊNCIA
A equipe de emergência é a Brigada de Combate a Incêndio. Ë uma equipe formada por
pessoas treinadas com conhecimento sobre prevenção contra incêndio, abandono de
edificação, pronto-socorro e devidamente dimensionada de acordo com a população
existente na edificação.

Cabe à esta equipe a vistoria semestral nos equipamentos de prevenção e combate a


incêndios, assim como o treinamento de abandono de prédio pelos moradores e usuários.

A relação das pessoas com dificuldade de locomoção, permanente ou temporária, deve


ser atualizada constantemente e os procedimentos necessários para a retirada dessas
pessoas em situações de emergência devem ser previamente definidos. A equipe de
emergência deve garantir a saída dos ocupantes do prédio de acordo com o "Plano de
Abandono", não se esquecendo de verificar a existência de retardatários em sanitários,
salas e corredores. O sistema de alto-falantes ajuda a orientar a saída de pessoas; o
locutor recebe treinamento e precisa se empenhar para impedir o pânico. A relação e
localização dos membros da equipe de emergência deve ser conhecida por todos os
usuários.

COMBATE A INCÊNDIOS

PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS
O perceber um princípio de incêndio, acione imediatamente o alarme e aja de acordo com
o plano de evacuação. Logo a seguir, chame o Corpo de Bombeiros pelo TELEFONE 193.

A uma ordem da Equipe de Emergência, encaminhe-se sem correria, para a saída indicada
e desça (NÃO SUBA) pela escada de segurança. NUNCA USE OS ELEVADORES.

Se tiver que atravessar uma região em chamas, procure envolver o corpo com algum
tecido molhado não-sintético. Isso dará proteção ao seu corpo e evitará que se desidrate.
Proteja os olhos e a respiração; são as partes mais sensíveis, que a fumaça provocada
pelo fogo pode atingir primeiro. Use máscara de proteção ou, no mínimo, uma toalha
molhada no rosto.

MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

Há três meios de extinguir o fogo:

Abafamento:

Consiste em eliminar o comburente (oxigênio) da queima, fazendo com que ela


enfraqueça até apagar-se. Para exemplificar, basta lembrar que quando se está fritando
um bife e o óleo liberado entra em combustão, a chama é eliminada pelo abafamento ao
se colocar a tampa na frigideira. Reduziu-se a quantidade de oxigênio existente na
superfície da fritura. Incêndios em cestos e lixo podem ser abafados com toalhas
molhadas de pano não-sintético. Extintores de CO2 são eficazes para provocar o
abafamento.

Retirada do Material:

Há duas opções de ação na retirada de material:

a) Retirar o material que está queimando, a fim de evitar que o fogo se propague;

b) Retirar o material que está próximo ao fogo, efetuando um isolamento para que as
chamas não tomem grandes proporções.

Resfriamento:

O resfriamento consiste em tirar o calor do material. Para isso, usa-se um agente extintor
que reduza a temperatura do material em chamas. O agente mais usado para combater
incêndios por resfriamento 'a água.

CLASSES DE INCÊNDIO E AGENTES EXTINTORES


Quase todos os materiais são combustíveis; no entanto, devido a diferença na sua
composição, queimam de formas diferentes e exigem maneiras diversas de extinção do
fogo. Convencionou-se dividir os incêndios em quatro classes.

Veja TABELA DE CLASSES A SEGUIR:

TABELA DE CLASSES DE INCÊNDIO E DOS AGENTES EXTINTORES MAIS USADOS


CLASSE TIPOS DE ÁGUA GÁS ESPUMA PÓ QUÍMICO
DE EXTINTORES PRESSURIZADA CARBÔNICO SÊCO
INCÊNCIO
“A” SIM NÃO NÃO NÃO
De superfície e Excelente Não tem Insuficiente Não tem eficiência
profundidade planos: eficiência eficiência
lixo, fibras, papéis,
madeiras etc
“B” NÃO SIM SIM SIM
De superfície Querosene: Não tem Boa eficiência Ótima Ótima eficiência
Gasolina, óleos, tintas, eficiência eficiência,
graxas gases, etc jogar
indiretamente
NÃO SIM NÃO SIM
“C” Não tem Ótima Perigoso, Boa eficiência,
Equipamentos elétricos eficiência eficiência conduz contudo, pode
energizados eletricidade causar danos em
equipamentos
danificados
NÃO NÃO NÃO SIM
“D” Poderá ser usado
Materiais Pirofóricos. água em último
Motores de carros casão ( se não
houver PQS)
a) Puxe a trava a) Retire o a) Vire o a) Puxe a trava,
rompendo o lacre grampo aparelho rompendo o lacre
b) Aperte o b) Aperte o com a ou acione a
gatilho gatilho tampa para válvula do cilindro
Como Operá-los c) Dirija o jato à c) Dirija o jato baixo de gás
base do fogo à base do b) Dirija o (pressurizável)
fogo jato à base b) Aperte o gatilho e
do fogo empunhe a
pistola difusora
c) Ataque o fogo
EFEITO Resfriamento Abafamento Abafamento e Abafamento
Resfriamento

O USO DOS HIDRANTES


São necessárias, no mínimo, duas pessoas para manusear a mangueira de um hidrante. A
mangueira deve ser acondicionada na caixa de hidrante em função do espaço disponível
para manuseá-la, a fim de facilitar sua montagem para o combate ao fogo.

O USO DOS EXTINTORES


Instruções para o uso de extintor de água pressurizada. Repare se no extintor tem tudo o
que está descrito:

1. Etiqueta ABNT

2. Etiqueta de advertência

3. Etiqueta indicativa de operação

4. Recipiente

5. Bico ejetor
6. Orifício para alívio de pressão

7. Tampa com junta de vedação interna

8. Cilindro e gás

9. Etiqueta indicativa de classe

1. Etiqueta ABNT

2. Etiqueta de advertência

3. Etiqueta indicativa de operação

4. Recipiente

5. Tubo sifão

6. Manômetro

7. Gatilho

8. Difusor

9. Mangueira

10. Alça de transporte

11. Trava de segurança

12. Etiqueta indicativa da classe

IMPORTANTE:

1. O extintor de água pressurizada é indicado para aplicações em incêndio "CLASSE A";

2. Por serem condutoras de eletricidade, a água e a espuma não podem ser utilizadas em
incêndios de equipamentos elétricos energizados (ligados na tomada). A água e a espuma
podem provocar curto-circuitos;

3. O extintor de água pressurizada não é indicado para combate a incêndio em álcool ou


similar. Nesse caso, o agente extintor indicado é o Pó Químico.

Extintores de Espuma

A espuma é um agente indicado para aplicação em incêndios "CLASSE A e CLASSE B".


Os extintores têm prazo máximo de utilização de cinco anos, dentro da validade da carga
e/ou do recipiente.

Instruções para uso do Extintor de Espuma

1. Leve o aparelho até o local do fogo;

2. Inverta a posição do extintor (FUNDO PARA CIMA)


3. Dirija o jato contra a base do fogo

Obs.: Se o jato de espuma não sair, revire-o uma ou duas vezes, para reativar a mistura.
Gás Carbônico

O gás carbônico, também conhecido como dióxido de carbono ou CO2, é mau condutor
de eletricidade e, por isso, indicado em incêndios "CLASSE C". Cria ao redor do corpo em
chamas uma atmosfera pobre em oxigênio, impedindo a continuação da combustão.

É indicado também para combater incêndios da "CLASSE B", de pequenas proporções.

Instruções para o uso do Extintor de CO2

1. Retire o pino de segurança que trava o gatilho

2. Aperte o gatilho e dirija o jato à base do fogo.

Pó Químico Seco (PQS)

O extintor de Pó Químico Seco é recomendado para incêndio em líquidos inflamáveis


("CLASSE B"), inclusive aqueles que se queimam quando aquecidos acima de 120º C, e
para incêndios em equipamentos elétricos ("CLASSE C").

O extintor de Pó Químico Seco pode ser pressurizável

Instruções para uso do Extintor de Pó Químico Seco Pressurizável

1. Puxe a trava de segurança para trás ou gire o registro do cilindro (ou garrafa) para a
esquerda, quando o extintor for de Pó Químico com pressão injetável

2. Aperte o gatilho

3. Dirija o jato contra a base do fogo procurando cobrir toda a área atingida com
movimentação rápida.

ROTEIRO DE TESTES E VERIFICAÇÕES


Estes são os cuidados básicos que você deve tomar para evitar o fogo e estas são as
providências necessárias em caso de incêndio.
DIREÇÃO DEFENSIVA

Direção Defensiva é a técnica indispensável para o aperfeiçoamento do motorista


que trata de forma correta o uso do veículo na maneira de dirigir, reduzindo a
possibilidade de envolvimento nos acidentes de trânsito; ou seja: é uma atitude de
segurança e prevenção do acidentes.

A Direção Defensiva pode ser dividida em:

PREVENTIVA: deve ser a atitude permanente do motorista para evitar acidentes.

CORRETIVA: é a atitude que o motorista deverá adotar ao se defrontar com a


possibilidade de acidente, corrigindo situações não previstas.

Direção Defensiva é dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das ações


incorretas dos outros e das condições adversas que encontramos nas vias de trânsito.

CONDUTOR DEFENSIVO
É aquele que preserva a sua vida e a de todos que estão à sua volta através do
emprego racional e sensato dos conhecimentos teóricos e de uma postura na condução
do veículo procurando evitar acidentes.

É importante lembrar que pesquisas realizadas apontam que a maioria dos


acidentes tem como causa problemas com o condutor (64%)*, problemas mecânicos
(30%)* e problemas com a via (6%)*. Dentre esses problemas com o condutor, temos:

NEGLIGÊNCIA - Ocorre quando o condutor deixa de realizar a manutenção do veículo. Ex:


Conduzir veículo que apresente equipamento obrigatório inoperante.

IMPRUDÊNCIA - Ocorre quando o condutor tem conhecimento das leis e regras de


trânsito e deixa de respeitá-las. Ex.: trafegar com velocidade inadequada para a via,
avançar sinal vermelho, entre outras.

IMPERÍCIA - Ocorre quando o condutor é imperito na prática da direção, ou seja: não


possui conhecimentos técnicos ou habilidade para realizar as manobras necessárias ao
ato de dirigir. Ex: Não conseguir manter o veículo parado em um aclive.

A IMPORTÂNCIA DA DIREÇÃO DEFENSIVA


Dirigir defensivamente significa completar o percurso sem desrespeito às normas
e regras de trânsito.Em sua maioria, os acidentes de trânsito são evitáveis por um ou
ambos os motoristas envolvidos, ainda que para isso seja necessário ceder ao motorista
que esteja errado.
A noção que a maioria das pessoas têm de que os acidentes podem ser evitados
torna importante a distinção entre as precauções possíveis e razoáveis a serem tomadas
por um motorista a fim de evitar o acidente. Os acidentes podem ser:

EVITÁVEL - É aquele em que o condutor deixou de fazer tudo o que razoavelmente


poderia ter feito para evitar o acidente.

INEVITÁVEL - É aquele em que, apesar do condutor fazer tudo para evitar o acidente, ele
ocorre.

ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA DIREÇÃO DEFENSIVA


O desenvolvimento de alguns requisitos na condução do veículo possibilitarão ao
motorista a prevenção de acidentes.

CONHECIMENTO - É preciso conhecer as leis e normas que regem o trânsito. Este


conhecimento é repassado através do Código de Trânsito Brasileiro e do aprendizado na
prática. É necessário conhecer seus direitos e deveres em qualquer situação de trânsito,
como condutor ou pedestre, para evitar tomar atitudes que possam causar acidentes ou
danos aos usuários da via.

ATENÇÃO - Deve ser direcionada a todos os elementos da via e também às condições


físicas e mentais do condutor, aos cuidados e à manutenção do veículo, tempo de
deslocamento e conhecimento prévio do percurso, entre outros.

PREVISÃO - É a antecipação de uma situação de risco e podem ser desenvolvidas e


treinadas no uso do seu veículo. São exercidas numa ação próxima (curto prazo, ex: o
condutor prevê a possibilidade de riscos nos cruzamentos; ver um pedestre à sua frente e
prever complicações.) ou distante (longo prazo, ex: revisão do veículo; abastecimento;
verificação de equipamentos obrigatórios.), dependendo sempre do seu bom senso e
conhecimento.

DECISÃO - Dependerá da situação que se apresenta e do seu conhecimento das


possibilidades do veículo, das leis e normas relacionadas ao trânsito, do tempo e do
espaço que você dispõe para tomar uma atitude correta. É ser ágil nas suas ações, mas
não esquecendo o bom senso e sua experiência.

HABILIDADE - Ser um condutor hábil significa que você é capaz de manusear os


controles de um veículo e executar com perícia e sucesso qualquer manobra necessária
no trânsito.

Além desses elementos é preciso conhecer e aplicar as três medidas básicas para
a prevenção de acidentes:

CONSIDERAR O RISCO
CONHECER E APLICAR A DEFESA

AGIR NO MOMENTO CERTO

CONDIÇÕES ADVERSAS

São todos aqueles fatores que podem prejudicar o seu real desempenho no ato de
conduzir, tornando maior a possibilidade de um acidente de trânsito. Existem várias
"condições adversas" e é importante lembrar que nem sempre elas aparecem
isoladamente, o que se torna um perigo ainda maior.

CONDIÇÕES ADVERSAS DA LUZ

As condições de iluminação são muito importantes na Direção Defensiva. A


intensidade da luz natural ou artificial, em dado momento, pode afetar a capacidade do
motorista de ver e de ser visto.

O excesso de claridade pode provocar ofuscamentos e a falta de luz ocasiona


penumbra, podendo provocar condições favoráveis a um acidente. Para não sofrer um
acidente, o motorista precisa se adaptar a essas circunstâncias.
A visão é mais prejudicada em dois momentos:

Ao amanhecer ou no pôr do sol, quando os raios solares estão muito inclinados e a luz do
sol incide diretamente nos olhos, causando ofuscamento.

O ofuscamento também pode acontecer devido:

Ao farol alto de um veículo vindo em sentido contrário;

Ao reflexo da luz solar em espelhos ou pára-brisas;

À passagem de um trecho muito iluminado para um trecho escuro, ou vice-versa,


como acontece nas entradas ou saídas de túneis.

Em dias de chuva, o ofuscamento causado por faróis altos é ainda maior, já que os
pingos de água no pára-brisa ampliam a luminosidade.
Muita atenção também com as queimadas à beira das estradas, porque podem
gerar muita fumaça e, em conseqüência, impedir a visão dos condutores.

Assim sendo, siga as seguintes orientações:

Em vias iluminadas, use farol baixo;


À noite, ao perceber veículo em sentido contrário, seja o primeiro a baixar o farol.
Nas rodovias, use sempre faróis acesos em luz baixa, independente da hora do dia.
Assim, você pode ser visto mais facilmente.

Quando há ofuscamento de sua visão pelos faróis do veículo que vem em sentido
contrário, suas pupilas levam de 4 a 7 segundos para restabelecerem a visão normal. Isto
significa que um veículo a 80Km/h andará 155 metros nesses 7 segundos enquanto o
condutor está sem visão alguma. É importante observar que, em 1 segundo, o veículo em
velocidade de 80 Km/h percorrerá 22 metros.

Portanto, em um tempo razoável, procure diminuir a velocidade e alertar o


motorista que vem em sua direção, piscando os faróis. Caso s situação persista, ao se
aproximar do outro veículo procure se guiar pela faixa branca da margem direita da via e
não olhe na direção dos faróis do veículo que transita em sentido contrário. Em tais
situações utilize a visão periférica, que é a capacidade de enxergar as coisas que estão
fora do campo de visão sem que você precise olhar diretamente para elas.

Quando a luz solar incidir diretamente nos seus olhos, proteja-os utilizando a pala
interna de proteção ou óculos protetores a fim de evitar o ofuscamento.

O ofuscamento pode também ocorrer pela reflexão da luz solar em objetos polidos
como por exemplo lagos, rios, pistas e pára-brisas.
Em dias nublados, com cerração, ao crepúsculo, logo ao amanhecer ou dentro de
túneis, faça o uso do farol baixo para que os outros percebam o seu veículo.

Entrando ou saindo de um túnel você necessitará de um determinado tempo para


que suas pupilas voltem a se adaptar. Nesse caso, procure se distanciar do veículo que
segue à frente.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO TEMPO


Estas condições adversas estão ligadas às condições atmosféricas: frio, calor,
vento, chuva, granizo e neblina. Todos esses fenômenos reduzem a capacidade visual do
motorista, tornando mais difícil a visualização de outros veículos. Tais condições podem
tornar-se tão extremas que o impossibilitam de ver a margem de estradas ou as faixas
divisórias.

Além de dificultar a capacidade de ver e de ser visto, as condições adversas de


tempo causam problemas nas estradas como barro, areia e desmoronamento,
deixando-as escorregadias e perigosas, proporcionando derrapagens e acidentes.

A grande maioria dos acidentes ocorridos em condições climáticas adversas


deve-se à falta de adaptação de alguns motoristas que continuam a dirigir o veículo em
velocidade incompatível. Assim, devem-se tomar medidas de segurança tais como reduzir
a marcha, acender as luzes baixas e, se o tempo estiver ruim, parar em um lugar seguro e
esperar que as condições melhorem.

AQUAPLANAGEM OU HIDROPLANAGEM
Conceito: É a falta de aderência dos pneus à via. Ocorre em função da formação
de uma "camada" de água entre a pista e o pneu do veículo, levando o condutor à perda
do controle do automóvel.

Fatores que propiciam a aquaplanagem:

• Alta velocidade;
• Grande quantidade de água na pista;
• Pneus lisos, com ausência de sulcos.
O que deve ser feito quando o veículo aquaplanar:
ƒDesacelerar suavemente;
ƒSegurar firme o volante;
ƒManter o veículo em linha reta, o mais possível.

O que deve ser evitado :


ƒFrear bruscamente;
ƒMovimentar a direção de forma brusca.

A possibilidade do veículo mais leve aquaplanar é maior que dos veículos mais
pesados. Portanto, procure controlar sua estabilidade através da velocidade, que deverá
ser menor nos pisos molhados.

CONDIÇÕES ADVERSAS DA VIA


Antes de iniciar um percurso curto ou longo, o motorista defensivo deve procurar
informações sobre as condições das vias que vai percorrer para planejar melhor seu
itinerário, assim como o tempo que vai precisar para chegar ao destino desejado.

O condutor deve ajustar-se às condições da via, reconhecendo o seu estado de


conservação, largura, acostamento, quantidade de veículos, para poder se preparar
melhor para aquilo que vai enfrentar e tomar os cuidados indispensáveis à segurança e
ao uso de equipamentos que auxiliem no percurso.

São muitas as condições adversas das vias de trânsito e listamos algumas para
que você tenha idéia dos problemas que irá enfrentar:

ƒCurvas;

ƒDesvio;

ƒSubidas e descidas;

ƒTipo de pavimento;

ƒLargura da pista;

ƒDesníveis;

ƒAcostamento;

ƒTrechos escorregadios (areia, óleo na pista, poças de água);

ƒBuracos;

ƒObras na pista;

ƒSaliência ou lombada;

ƒDepressão;

ƒPista irregular;

ƒDesmoronamento;

ƒExcesso de vegetação.
De acordo com cada situação, o condutor deve, como medida preventiva,
controlar a velocidade e redobrar a atenção, evitando ser surpreendido e sofrer qualquer
acidente.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO TRÂNSITO


As condições de trânsito envolvem a presença de outros usuários da via, interferindo no
comportamento do motorista. Com o trânsito fluindo facilmente ou estando
congestionado, a velocidade desenvolvida poderá ser alta ou baixa.
Existem períodos do dia que afetam sobremaneira o tráfego na via tais como os horários
de pico, durante os quais a movimentação de pessoas e veículos é mais intensa.

Podem-se diferenciar duas situações adversas de trânsito:

NAS CIDADES (VIAS URBANAS)

O trânsito é mais intenso e mais lento, havendo maior número de veículos, mas
existe uma sinalização específica para controle do tráfego com segurança.

Em determinados locais (área central, área escolar, órgãos públicos, paradas de


ônibus) e também em determinados horários (entrada ou saída de trabalhadores e
escolares) o número de veículos é maior. O motorista defensivo deve procurar obedecer à
sinalização existente com redobrada atenção e com todo o cuidado ao dirigir. Sempre que
possível o motorista deve evitar esses horários e locais e optar, preferencialmente, pelo
uso do transporte coletivo.

NAS ESTRADAS (VIAS RURAIS)


Nas rodovias estaduais e federais os níveis de velocidades são maiores, porém o
número de veículos geralmente é menor, o que predispõe o motorista a exceder a
velocidade permitida e cometer infrações de trânsito, aumentando também o risco de
acidentes.

Em determinadas épocas do ano (férias, feriadões, festas), o número de veículos


aumenta muito, causando congestionamentos e outros tipos de problemas com o
trânsito.

Além disso, o motorista defensivo deve observar à frente e atrás, avaliando as


condições do trânsito e evitando assim, situações estressantes para todos os usuários.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO VEÍCULO


A condição em que se encontra o veículo é outro fator muito importante a ser
considerado para evitar acidentes. Antes de assumir a direção, todo motorista defensivo
deve cuidar da manutenção do seu carro e verificar se o mesmo encontra-se em
condições de circulação.
Os defeitos mais comuns que podem causar acidentes são:

1. pneus gastos;

2. freios desregulados;

3. lâmpadas queimadas;

4. limpadores de pára-brisa com defeito;


5. falta de buzina;

6. espelho retrovisor deficiente;

7. cintos de segurança defeituosos;

8. amortecedores vencidos;

9. folga na direção;

10. suspensão empenada.

MANUTENÇÃO DO VEÍCULO
Preventiva - É a manutenção que, além de valorizar o veículo, também é um investimento
na segurança - não devemos considerá-la como despesa - e deve ser efetuada segundo as
recomendações do fabricante do veículo. É necessária uma revisão periódica no veículo
para que sejam feitas as regulagens do motor e da suspensão, o alinhamento da direção e
o balanceamento das rodas.

Inspeção - É responsabilidade do condutor e visa a sua segurança e dos usuários do


veículo. Deve ser efetuada diariamente, nos equipamentos obrigatórios de informações e
comunicação e semanalmente, nos demais acessórios.

EQUIPAMENTOS INDISPENSÁVEIS
PNEUS

Os pneus devem estar em perfeitas condições, pois representam um fator


importante de segurança. O desgaste dos pneus deve se dar por igual tanto no sentido
radial quanto no transversal. No entanto, há várias causas que provocam um desgaste
irregular, mesmo que o pneu esteja calibrado corretamente.
As mais comuns são as seguintes:

ƒDefeito na suspensão (desgaste apenas de um dos lados do pneu);


ƒDesalinhamento dos pneus dianteiros;
ƒFolga nos embuchamentos;
ƒFolga nos rolamentos das rodas dianteiras;
ƒTerminais de direção gastos;
ƒFolga na caixa de direção;
ƒImpacto causados por buracos, guias de calçadas, aceleração e freadas bruscas.

MEDIDAS DEFENSIVAS PARA TER A MÁXIMA SEGURANÇA E


ESTABILIDADE
ƒUse os pneus em perfeito estado com as pressões corretas. A calibragem deve ser
feita uma vez por semana sempre com os pneus frios. O estepe também deve ser
calibrado, seguindo as especificações do fabricante.

ƒEvite o uso de pneus recauchutados, carecas ou lisos. Recomenda-se que seus


desenhos ou sulcos não sejam de profundidade inferior a 1,6mm.

ƒPneus novos também pode ser perigosos em piso molhado. Só depois de alguns
quilômetros de uso eles adquirem a aspereza necessária.

ƒ Faça o rodízio dos pneus de acordo com as recomendações do fabricante para que o
desgaste seja feito por igual.

ƒOs pneus largos são melhores em pistas secas, mas piores nas superfícies
molhadas. Evite, pois, fazer uso de pneus que não sejam aqueles recomendados
pelo fabricante do veículo.

ƒEm pista molhada, observe pelos espelhos retrovisores se as rodas estão deixando
um rastro no asfalto. Em caso positivo, é sinal que está tudo bem e os pneus
estão em contato direto com o piso. Caso não haja rastros é porque está
ocorrendo aquaplanagem. Nesta situação, nunca use os freios. Retire o pé do
acelerador e reduza a marcha, movimentando a direção de um lado para o outro
até que o veículo seja controlado.

ƒVerifique se as ferramentas para a sinalização de segurança e para a troca de pneus


estão no veículo e se funcionam adequadamente, como: chave de roda, macaco e
triângulo.

FREIOS

É o dispositivo mais importante para a segurança e tem por finalidade fazer o


veículo parar. Os veículos leves são equipados com freio de serviço e de estacionamento.
Já os veículos médios e pesados, além do freio de serviço e de estacionamento, são
equipados com o freio motor.

ƒVerifique o funcionamento do freio de serviço imediatamente após iniciar o


seu trajeto.
ƒAcione moderadamente o freio de serviço até obter uma parada total, sempre
que entrar em contato com a água para secar as guarnições e restabelecer
a eficiência dos freios.
ƒUtilize a mesma marcha na subida e na descida das serras sempre que
possível, pois isto possibilita que a força de frenagem do motor atinja seu
máximo, proporcionando um menor esforço ao freio de serviço.
ƒRegule periodicamente o sistema de freios para a sua segurança.
ƒVerifique sempre o nível do fluído do freio, inspecionando visualmente as
guarnições das sapatas através das janelas de verificação.

Sempre os freios são usados eles se aquecem. Mas caso forem usados
repetidamente por um longo período - como nas descidas de serras - eles podem perder a
sua eficiência. Se acontecer uma situação de emergência é preciso parar imediatamente!

NESSAS CIRCUNSTÂNCIAS, COMO MEDIDA DEFENSIVA, O MOTORISTA DEVERÁ:

ƒDesviar dos outros veículos rapidamente, buscando espaços vazios.


ƒSinalizar com o pisca-alerta.
ƒUtilizar o freio motor e o freio de estacionamento como freios de emergência,
acionando-os gradualmente para não provocar o travamento brusco das
rodas.
ƒReduzir as marchas tomando o cuidado para não colocar o veículo em ponto
neutro, o que não seria adequado em uma situação de emergência.

Os freios molhados também podem causar acidentes. Os freios não funcionam


bem em paradas súbitas e podem fazer o veículo "puxar" para o lado, levando você a
perder o controle sobre ele.
Após dirigir em meio a uma grande poça d'água, ou após o veículo ter sido lavado
em um posto de serviço, pressione levemente o pedal de freio, até sentir que os freios
estão funcionando normalmente.

SISTEMA DE SUSPENSÃO

Diminui as trepidações e os choques resultantes do contato dos pneus do veículo


com o solo. Esteja atento aos amortecedores, molas e estabilizadores, pois eles são muito
importantes na manutenção da dirigibilidade, da estabilidade e da segurança do seu
veículo.

SISTEMA ELÉTRICO

Toda parte elétrica do veículo deve estar funcionando perfeitamente. Qualquer


sinal de mau funcionamento no painel de instrumento merece ser investigado.

Também é importante:

ƒLevar lâmpadas e fusíveis sobressalentes para estar preparado em caso de mau


funcionamento em alguma parte desse sistema. Lembre-se de testar os faróis, as
luzes e as setas.

ƒVerificar freqüentemente o nível de água da bateria se ela não for selada. Completar o
nível com água destilada, especialmente no calor.

ESPELHOS RETROVISORES

Os espelhos retrovisores, internos e externos devem ser mantidos limpos, firmes e


regulados para a posição que permita boa visibilidade pelo motorista.

LIMPADOR DE PÁRA-BRISAS

ƒO pára-brisa deve estar sempre limpo e isento de poeiras.


ƒVerifique o funcionamento do limpador de pára-brisas, o nível do reservatório de
água e o estado das borrachas das paletas.

Lembre-se que revisões periódicas mantêm o veículo em boas condições e podem


evitar sérios acidentes.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO MOTORISTA


Finalmente, é preciso considerar o estado em que o motorista se encontra, isto é,
se ele está física e mentalmente em condições de dirigir um veículo.

1. Condições Físicas

ƒFadiga
ƒSono
ƒEstresse
ƒVisão deficiente
ƒAudição deficiente
ƒPerturbação física
ƒEstado alcoólico

FADIGA

A fadiga é provocada pelo excesso de atividade física e estresse.

ƒDiminui o tempo de reação;


ƒAparecem lapsos de atenção;
ƒComece a viagem descansado;
ƒDirija em posição confortável;
ƒUse o cinto de segurança;
ƒPare e descanse a cada duas horas, ou 160 quilômetros;

Ao notar sintomas de cansaço:

→ O ideal é uma ligeira interrupção da viagem, feita em lugar seguro, onde o motorista
possa relaxar a musculatura, esticar as pernas, movimentar os braços e andar um pouco.
Se os sintomas persistirem e o corpo emitir sinais de cansaço e dificuldade de
concentração:
ƒDescanse o tempo que for necessário;
ƒNão prossiga a viagem sem que tenha descansado suficientemente.
ƒQuando não estiver bem, peça a outra pessoa que dirija por você;

SONO

Um motorista com sono representa uma ameaça igual ou maior à segurança das
pessoas do que um condutor que dirige embriagado. Pesquisas comprovam que a
sonolência prejudica os reflexos e a atividade psicomotora bem mais que o álcool, fato
que explica o alto índice de acidentes envolvendo motoristas sonolentos. Estima-se que
mais de 15% dos desastres nas rodovias brasileiras têm como causa "o velho cochilo".

ƒEvite as bebidas alcoólicas e durma bem.


ƒUm bom planejamento pode ajudar a distribuir os períodos para dormir e trabalhar.
ƒNão dirija e procure orientação médica se você sofre de algum distúrbio do sono,
como a apnéia (parada da respiração).
ESTRESSE

O estresse é uma reação do organismo diante de qualquer coisa que possa


representar perigo. O estresse se revela, por exemplo, pela aceleração do coração,
aumento da tensão muscular, aumento do alerta do cérebro e alterações do organismo.
Submetido a uma situação de perigo ao dirigir ou pressionado por outros fatores -
pessoais e profissionais - o motorista pode se manter quase permanentemente em estado
de estresse, levando ao surgimento de sintomas como: fadiga, sono irregular,
nervosismo, impaciência, agressividade e até mesmo o aparecimento de doenças
orgânicas.

• Um exame médico regular pode ajudar a detectar doenças orgânicas e males


causados pelo estresse.
• É preciso saber dividir o tempo de maneira que as horas de lazer, bem como a prática
de exercícios físicos e/ou de relaxamento, possam compensar as tensões do trânsito.

DEFICIÊNCIA DE VISÃO E/OU AUDIÇÃO

Com o passar do tempo, a visão pode estar diminuída, mas como é um processo
lento em geral, a pessoa só se apercebe quando submetida a exame especializado.

BEBIDA ALCOÓLICA

O álcool etílico é considerado uma substância psicoativa (droga) e, como tal, é a


de maior consumo no Brasil.
A bebida alcoólica é responsável por 75% dos acidentes automobilísticos com vítimas
fatais.
Quando chega ao estômago, o álcool é rapidamente absorvido e transportado para
a corrente sangüínea. A dosagem alcoólica distribui-se por todos os órgãos e líquidos
orgânicos, mas concentra-se elevadamente no cérebro.
O processo de absorção do álcool no organismo é rápido (90% em 1 hora), porém
a eliminação total é lenta, processo que demanda de 6 a 8 horas e não pode ser acelerado
por exercícios físicos, café forte, banho frio ou remédios. Esses recursos populares
conseguem apenas transformar um ébrio sonolento num bêbado bem acordado.
A atuação do álcool afeta completamente nossa capacidade de condução de
veículos, pois deprime os centros de controle do cérebro, levando às seguintes
conseqüências:

ƒDiminuição da Capacidade de Reação: causa depressão e pode levar o motorista a


um estado de relaxamento com retardamento dos seus reflexos.
ƒRedução de Inibição: os efeitos do álcool tendem, em princípio, eliminar nossa
inibição. Assim, a habilidade de controlar as más condições de trânsito torna-se
quase inexistente.

ƒDebilitação do Controle Neuromuscular: o motorista não pode dividir sua atenção


satisfatoriamente depois de uma pequena dose de bebida. A habilidade de mudar
a atenção de um acontecimento para outro, ou de fazer duas coisas de uma só vez
(que é exigida para uma direção segura) torna-se, em grande parte, reduzida.

ƒDificuldade de Visão: o motorista não pode julgar corretamente a velocidade de seu


veículo ou dos outros, nem a que distância se encontra em relação a outros
veículos.

No Brasil, o Art. 276 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 23 de setembro


de 1997) prevê que "a concentração de seis decigramas de álcool por litro de sangue
comprova que o condutor se acha impedido de dirigir veículo automotor."

OUTRAS SUBSTÂNCIAS TÓXICAS OU REMÉDIOS

O consumo de algumas substâncias afeta negativamente o nosso estado físico e


mental e nosso modo de dirigir. Alguns remédios usados, mesmo por recomendação
médica, alteram nosso estado geral prejudicando nosso desempenho ao volante. Evite
tomá-los, ou evite dirigir após o seu uso.
Ex.: Remédios para emagrecer, calmantes ou antialérgicos, remédios para se
manter acordado (rebite).
Todos os tipos de drogas são proibidos ao volante, inclusive o álcool, pois afetam
o nosso raciocínio lógico e o desempenho normal de nossas funções físicas e mentais.
Muitas drogas podem ser fatais, principalmente quando associadas a bebidas alcoólicas.

MANEIRA DE DIRIGIR

A maneira de conduzir o veículo é também uma das causas de acidentes no


trânsito. Os motivos para o volante escapar das mãos do motorista são os mais variados.
os mais comuns são:

ƒDirigir apenas com uma das mãos;


ƒApanhar objetos no veículo em movimento;
ƒAcender cigarros;
ƒEspantar abelhas ou qualquer outro inseto com o veículo em movimento;
ƒEfetuar manobras bruscas com o veículo;
ƒVolante escorregadio devido ao suor do motorista;
ƒUsar o celular;
ƒAjustar o rádio ou manipular CD.
ƒDirigir sempre com as duas mãos segurando o volante firmemente.
ƒParar no acostamento.
ƒNão se curve para apanhar objetos dentro do veículo em movimento.
ƒNão fale ao telefone enquanto dirige.
ƒEvitar manobras bruscas.
ƒAvaliar seus próprios erros.
ƒEvitar colocar objetos no painel do veículo.

2. Condições Mentais:

a) Estado de Tensão Emocional

ƒPreocupações;
ƒAborrecimentos;
ƒAgressividade.

b) Pressa/Impaciência

c) Distração
ESTADO DE TENSÃO EMOCIONAL

Preocupações, aborrecimentos e temperamento agressivo são causas freqüentes


dos acidentes de trânsito. Sob estado de tensão emocional do condutor, o veículo passa a
ser manobrado e usado como arma pessoal, ampliando o perigo da velocidade e do peso
para si e para os outros usuários da via.

O condutor deve ficar atento a possíveis mudanças em seu comportamento, pois


está transitando em um espaço público e a sua conduta poderá prejudicar ou facilitar a
locomoção de outras pessoas neste espaço.

PRESSA/IMPACIÊNCIA

Motorista com pressa é risco alto de acidentes. Isto significa que todos correm
perigo diante da pressa de alguns.

ƒPlaneje com antecedência o roteiro da viagem, de modo a não precisar dirigir com
pressa.
ƒPressa e impaciência somadas diminuem a margem de raciocínio claro que o
motorista precisa manter o tempo todo no trânsito.
ƒAlém disso, diante da pressa e da impaciência dos outros, o motorista precisa
manter mais calma ainda, ajudando a evitar acidentes. A regra é: não aceite
desafios e deixe passar o afobado sem se contaminar pela sua atitude.

DISTRAÇÃO

Por problemas pessoais ou profissionais, cansaço, trechos longos, acontecimentos fora


da estrada, sinalização deficiente ou inexistente, o desvio da atenção do ambiente de
trânsito são freqüentes causas de acidentes.

Manter a atenção ativamente concentrada à frente e distribuída nas laterais e


traseira do veículo, pois o trânsito é um espaço dinâmico que está em constante
mudança. Desta forma, é possível o condutor observar todo o ambiente e descobrir as
circunstâncias de risco no momento em que elas estão surgindo.

OUTRO MOTORISTA

No trânsito, a qualquer momento, um outro motorista pode se colocar à frente do


seu veículo devido, principalmente, às curvas mal feitas, ultrapassagens perigosas e
trânsito na contramão.

Diante de tais circunstâncias, como motorista defensivo:

ƒDesacelere;
ƒDê sinal de luz;
ƒBuzine;
ƒVá totalmente para a direita (se preciso, procure o acostamento).

COLISÕES
Colisão é o impacto entre veículos em movimento. Existem vários tipos de
colisões.

PRINCIPAIS COLISÕES

Colisão com o veículo da frente


Acontece quando o condutor colide com o veículo que está imediatamente à sua
frente no mesmo sentido de direção. O motorista defensivo precisa ter tempo e espaço
suficientes para realizar as manobras.
Como evitar a colisão com o veículo da frente:

Esteja atento

Nunca desvie a atenção do que está acontecendo em volta e observe os sinais do


condutor da frente, tais como luz de freio, seta, pisca-pisca, sinalização com os braços,
pois indicam o que ele pretende fazer.

Controle a situação

Procure ver além do veículo da frente para identificar situações que podem
obrigá-lo a manobras bruscas sem sinalizar, verifique a distância e deslocamento também
do veículo de trás e ao seu lado para poder tomar a decisão mais adequada, se
necessário, numa emergência.
Mantenha distância
Deve-se manter uma distância segura do veículo da frente, adotando - sempre que
possível - a regra dos dois segundos ou do referencial fixo (que será visto a seguir).
Lembre-se de que com a chuva ou pista escorregadia essa distância deve ser maior que
em condições normais.

Comece a parar antes


Se necessário, pise no freio imediatamente ao avistar algum tipo de perigo, mas
pise aos poucos para evitar derrapagens ou parada brusca, pondo em risco os outros
condutores na via.

Colisão com veículo de trás


uma das principais causas dessa colisão é motivada por motoristas que dirigem
"colados" ao veículo da frente e que nem sempre se pode escapar dessa situação,
principalmente numa emergência. Outras causas são:

ƒFreadas bruscas;

ƒFalta de sinalização;
ƒManobras inesperadas dos condutores do veículo da frente.

A primeira atitude do condutor defensivo é livrar-se do condutor que o segue à


curta distância, reduzindo a velocidade ou deslocando-se para outra faixa de
trânsito mais à direita ou acostamento, levando-o a ultrapassá-lo com segurança.

Como evitar esse tipo de colisão:


Planeje o que fazer

Não fique indeciso quanto ao percurso, entradas ou saídas que irá usar. Planeje
antes o seu trajeto para não confundir o condutor que vem atrás com manobras bruscas.

Sinalize suas atitudes

Informe através de sinalização correta e dentro do tempo necessário o que você


pretende fazer, para que os outros condutores também possam planejar suas atitudes.
Certifique-se de que todos entenderam e viram sua sinalização. O condutor deve ficar
atento aos retrovisores, para ter noção do comportamento do motorista de trás, que
poderá estar muitas vezes escondidos no ponto cego do veículo.

Pare aos poucos

Alguns condutores só lembram de frear após o cruzamento onde deveriam entrar.


Isto é muito perigoso, pois obriga os outros condutores a frear bruscamente e nem
sempre é possível evitar a colisão.

Livre-se dos colados à sua traseira

Use o princípio da cortesia e favoreça a ultrapassagem dos "apressadinhos",


mantendo sempre as distâncias recomendadas para sua segurança.

Colisão frente a frente


Esse tipo de colisão é considerado um dos mais graves, pois o impacto sofrido é
proporcional a soma das velocidades dos veículos envolvidos. Dentre suas causas,
estão:

ƒIngestão de bebida alcoólica;

ƒExcesso de velocidade;

ƒDormir ao volante;

ƒProblemas com o veículo;

ƒDistração do condutor;

ƒUltrapassagens feitas em desacordo com as medidas de segurança.

Veja algumas sugestões para evitá-las:

Cuidado com as curvas

Velocidade, tipo de pavimento, ângulo da curva, condições do veículo e condutor


são fatores que podem determinar a saída do seu veículo da sua faixa de direção, indo
chocar-se com quem vem no sentido contrário, causando um acidente grave. Nas curvas,
reduza sempre a velocidade e mantenha-se atento.

Atenção nos cruzamentos

Estes acidentes ocorrem nas manobras de virar à direita ou esquerda, não


observar o semáforo ou a preferência de passagem no local, assim como a travessia de
pedestres. Só realize a manobra nos locais permitidos e com segurança.

Colisão nas ultrapassagens


São ocasionadas por ultrapassagens mal feitas aliadas ao excesso de velocidade.

Para evitar este tipo de colisão:

Ultrapasse apenas em locais permitidos, ficando atento as condições de segurança e


visibilidade;

A Ultrapassagem deve ser realizada apenas pela esquerda.

Mantenha a distância do veículo da frente, para não perder o ângulo da visão.

Checar os espelhos retrovisores, verificar os pontos cegos do veículo.

Sempre sinalizar, mostrando sua intenção.

Jamais ultrapassar em curvas, túneis, viadutos, aclives, declives, lombadas,


cruzamentos e outros pontos que não ofereçam segurança na manobra.

Colisão em cruzamentos
Geralmente é nos cruzamentos, entradas e saídas de veículos que acontece a
maioria dos acidentes.

Para evitar este tipo de colisão, é necessário:

Obedecer à sinalização.

Respeitar a preferência de quem transita por via preferencial, ou que já esteja


transitando em rotatórias.

Cuidar com os procedimentos de convergência, tanto à esquerda quanto à direita.

Dar preferência para pedestres e veículos não motorizados.

OUTROS TIPOS DE COLISÃO


Colisão com pedestres/Atropelamento
O pedestre é o usuário mais importante da via pública e, no entanto, é o mais
indefeso, principalmente crianças, idosos, portadores de deficiência física e necessidades
especiais.
A regra para o condutor é ser cuidadoso com o pedestre e dar-lhe sempre o direito
de passagem, principalmente nos locais adequados(faixas, área de cruzamento, área
escolar).

AÇÕES PREVENTIVAS PARA O CONDUTOR EVITAR ATROPELAMENTOS


1. Respeite os limites de velocidade.
2. Obedeça aos sinais luminosos, principalmente não avance os sinais vermelhos.
3. Pare ou reduza a velocidade antes das faixas de pedestres. Lembre-se que a
preferência é sempre do pedestre.
4. Reduza a velocidade em locais com muito movimento de pedestre, mesmo que a
pista esteja livre. Mais atenção ainda ao passar por locais próximos a escolas,
hospitais, praças, shopping centers, estacionamentos e áreas residenciais.
5. Tenha atenção especial nas paradas de ônibus, pois o pedestre pode tentar
atravessar a via pela frente do mesmo repentinamente.
6. Fique alerta ao pedestre, porque ele pode aparecer subitamente. Tenha atenção
especial para com idosos, deficientes físicos. Lembre-se que as crianças podem
correr atrás de bolas, pipas ou animais de estimação.
7. Redobre o cuidado e manobre devagar caso precise dar marcha à ré em garagens
ou em locais com crianças, tais como praças, escolas, áreas residenciais. Por
terem baixa estatura, as crianças ficam fora do seu campo visual e dos espelhos
retrovisores. Considere o ponto cego.
8. Não estacione em calçadas nem obstrua a passagem dos pedestres.

RECOMENDAÇÕES PARA O PEDESTRE EVITAR ATROPELAMENTO

1) Antes de atravessar a rua, olhe para os dois lados, mesmo quando a rua for mão
única.
2) Só atravesse quando tiver certeza que há tempo para chegar do outro lado da via.
3) Ande apenas na calçada. Onde não houver, caminhe no sentido contrário ao dos
carros.
4) Para sua segurança, respeite as placas de sinalização.
5) A travessia deve ser feita em fila única.
6) Nos locais onde houver faixa de pedestre, procure fazer a travessia neste local.
7) Evite atravessar a via no sinal amarelo ou enquanto os carros não pararem totalmente.

VEJAMOS AGORA ALGUMAS DAS DETERMINAÇÕES CONSTANTES NO


CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO REFERENTE AOS DIREITOS DO
PEDESTRE

CTB - Artigo 68 - É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens


apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais, para circulação,
podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros
fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestre.

§ 1º O ciclista desmontado, empurrado a bicicleta, equipara-se ao pedestre em direitos e


deveres.

§ 2º Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível a
utilização destes, a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com
prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila única, exceto em locais
proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida.

§ 3º Nas vias rurais, quando não houver acostamento ou quando não for possível a
utilização dele, a circulação de pedestre, na pista de rolamento, será feita com prioridade
sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila única, em sentido contrário ao
deslocamento de veículos, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações
em que a segurança ficar comprometida.

§ 5º Nos trechos urbanos, de vias rurais e nas obras de arte a serem construídas, deverá
ser previsto passeio destinado à circulação dos pedestres, que não deverão, nestas
condições, usar o acostamento.

Colisão com animais


Ocorre com mais freqüência nas zonas rurais, pois os animais muitas vezes
invadem a estrada.Portanto, assim que perceber qualquer animal na pista reduza a
marcha até que o tenha ultrapassado e nunca use a buzina, pois poderá assustá-lo e fazer
com que se volte contra o seu veículo.
Choque com objetos fixos ou Colisão misteriosa
É o tipo de acidente que envolve apenas um condutor com veículo em movimento.
Chama-se "misterioso" o acidente cuja causa o condutor, quando consegue sobreviver,
não sabe explicar a ocorrência. É ocasionado geralmente por culpa do próprio condutor,
por mau golpe de vista, quando cansado ou com sono, sob influência de álcool ou
medicamentos, excesso de velocidade, desrespeito às leis e à sinalização de trânsito.

Para evitar esses acidentes, o condutor defensivo deve toma as seguintes


precauções:

ƒFazer revisão periódica no veículo;

ƒNão insistir em dirigir quando estiver cansado ou indisposto;

ƒRedobrar a atenção e reduzir a velocidade sob condições adversas.

Colisão com bicicletas


O ciclista com o seu veículo não motorizado é frágil e vulnerável. Além de que,
tem a preferência sobre os veículos automotores. Porém, para evitar que você se envolva
nesse tipo de acidente, o melhor é ficar atento, checar constantemente os retrovisores,
tendo cuidado com os pontos cegos dos veículos, anunciando sua presença com leves
toques na buzina. Ter especial atenção, principalmente à noite, pois muitos não usam os
refletivos previstos em lei.Certifique-se de que o ciclista viu e entendeu sua sinalização,
mantenha distância e cuidado ao efetuar manobras ou abrir a porta do veículo.

Colisão com motocicletas


O motociclista conduz um veículo motorizado, estando sujeito a direitos e
deveres como qualquer outro. Muitos condutores desse tipo de veículo costumam ter
comportamentos que põem em risco a segurança do trânsito e dos usuários da via. É
importante lembrar que as acidentes envolvendo motociclistas sempre têm
conseqüências trágicas, devido à sua fragilidade.

Para evitar este tipo de colisão é necessário:


ƒLer com atenção o manual do veículo;
ƒUsar sempre capacete com viseira ou óculos protetores aprovados pelo INMETRO. O
garupa também é obrigado a usá-los;
ƒManter uma distância segura dos demais veículos;
ƒChecar constantemente os retrovisores, ficando atento aos pontos cegos do veículo;
ƒManter os faróis acesos dia e noite;
ƒRespeitar a sinalização;
ƒAntecipar as situações de risco, pois sua segurança só depende de você;
ƒRedobrar a atenção ao se aproximar de cruzamentos;
ƒDiminua a velocidade na chuva, na areia ou com neblina;
ƒTer cuidado ao abrir as portas do veículo.
Colisão em marcha à ré
Deve-se tomar algumas precauções ao realizar manobras à marcha à ré, a fim de
evitar colisões:

ƒA marcha à ré deve ser utilizada em pequenas manobras.

ƒVerificar o espaço da manobra e a ausência de qualquer tipo de obstáculo;

ƒNão dar ré em esquinas e outros lugares de pouca visibilidade;

ƒEvitar sair de ré de garagens e


estacionamentos;

ƒTer cuidado com objetos, animais e crianças.

COMPORTAMENTOS SEGUROS NO TRÂNSITO


COMO PARAR

O condutor defensivo deve conhecer os tipos de paradas do veículo, tempo e


distância necessários para cada uma delas a fim de evitar acidentes.

Distância de Seguimento: é a distância entre seu veículo e o que segue à frente, de forma
que você possa parar, mesmo numa emergência, sem colidir com a traseira do outro.
Distância de reação: é aquela que seu veículo percorre desde a percepção do perigo até o
momento em que pisa no freio.

Distância de frenagem: é aquela que o veículo percorre a partir do momento em que o


sistema de freio é acionado até a parada total do veículo.

Distância de parada total: é aquela que o seu veículo percorre desde a percepção do
perigo até parar, ficando a uma distância segura do outro veículo, pedestre ou qualquer
objeto na via.

RESUMO: Distância de Reação + Distância de Frenagem = Distância de Parada


Total.
Distância Segura
Para você saber se está a uma distância segura dos outros veículos, vai depender
do tempo (sol ou chuva), da velocidade, das condições da via, dos pneus e do freio do
carro, da visibilidade e da sua capacidade de reagir rapidamente.

Porém, para manter uma distância segura entre os veículos, você pode utilizar a
"Regra dos dois segundos ou a regra do referencial fixo".
Procedimentos:
ƒObserve a estrada à sua frente e escolha um ponto fixo de referência (à
margem) como uma árvore, placa, poste, casa, etc.
ƒQuando o veículo que está à sua frente passar por este ponto, comece a
contar pausadamente: mil e um, mil e dois. (mais ou menos dois
segundos).

ƒSe o seu veículo passar pelo ponto de referência antes de terminar a


contagem de dois segundos (mil e um e mil e dois), você deve diminuir a
velocidade para aumentar a distância e ficar em segurança.

ƒSe o seu veículo passar pelo ponto de referência após você terminar a
contagem dos dois segundos, significa que a sua distância é segura.

ƒEste procedimento ajuda você a manter-se longe o suficiente dos outros


veículos em trânsito, possibilitando fazer manobras de emergência ou
paradas bruscas necessárias, sem o perigo de uma colisão com o veículo
da frente.

CINTO DE SEGURANÇA
É um dispositivo que garante a sua segurança em caso de acidentes, além de fazer
parte dos equipamentos obrigatórios. Seu uso nas vias urbanas e rurais é exigido a todos
os ocupantes do veículo. Conforme o CTB, art. 65 - É obrigatório o uso do cinto de
segurança para condutor e passageiros em todos as vias do território nacional, salvo em
situações regulamentadas pela CONTRAN.

Atualmente são usados três tipos de cinto:

Cinto pélvico ou subabdominal - Equipamento que se ajusta na região pélvica.

Cinto torácico ou diagonal - Equipamento que se ajusta na região do tórax em posição


diagonal.

Cinto de três pontos - Equipamento que se ajusta na região do tórax e na região pélvica.

O cinto de três pontos é o que dá mais proteção ao condutor e passageiros,


impedindo que eles sejam jogados para fora do veículo, ou mesmo contra o painel ou
partes contundentes do veículo e sofram muitas vezes danos físicos graves ou a morte.

Crianças menores de 10 anos só podem ser transportadas no banco de trás,


usando o cinto e quando for bebê de colo (até quatro anos), deve usar a cadeira e o
suporte próprio para prender o cinto (no banco de trás).

ENCOSTO DE CABEÇA
Proteção obrigatória para os assentos do motoristas e passageiros (à exceção do
passageiro do assento central traseiro). Sua altura deve estar acima de seus olhos e a
distância não deve ser maior do que 7 cm. Os braços do condutor devem ficar levemente
flexionados, com as duas mãos no volante, para a segurança e facilidade no modo de
dirigir. É necessário para proteger o pescoço, em caso de colisões com veículos de trás.

PONTOS CEGOS
As seis colunas de sustentação do teto do veículo encobrem a visão do motorista,
quando ele vai realizar algumas manobras, diminuindo seus campo de visão, como por
exemplo.: a mudança de faixa na via.

DIREÇÃO OFENSIVA
Entende-se como direção ofensiva, o desrespeito total ou mesmo parcial às normas de
trânsito estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro, tais como:

ƒUltrapassagem proibida;
ƒO não uso dos instrumentos de sinalização do veículo;
ƒUso de veículo sem habilitação legal;
ƒExcesso de velocidade;
ƒCondução de veículos em péssimas condições de conservação;
ƒConduzir veículos destituídos de dispositivos de segurança;
ƒDesrespeito às regras de sinalização;
ƒCondução de veículos em estado de embriagues;
ƒDirigir sem portar documentação legal tanto do veículo quanto do condutor
SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS

Definições básicas

Dignitário: É aquele que exerce cargo elevado, de alta graduação honorífica e que foi
elevado a alguma dignidade. É o VIP.

Segurança: É uma série de medidas proporcionadas a uma autoridade que garantam, no


sentido mais amplo possível, a sua integridade física.

Princípios Básicos:

Princípio da objetividade
•Princípio da preservação
•Princípio da iniciativa
•Princípio da surpresa
•Princípio da simplicidade
•Princípio da coordenação
•Princípio do comportamento de massa
•Princípio do emprego da força
•Princípio da maneabilidade

Vulnerabilidades freqüentes:
•Rotina
•Improvisação
•Desmotivação
•Despreparo profissional
•Falta de informações
•Falta de interação da autoridade com o sistema de Segurança

Atribuições do Serviço de Segurança


•Controle e emprego dos agentes
•Planejamento e execução de instrução
•Inspeções em locais e itinerários diversos
•Coordenação com as Polícias Civil e Militar e outros Órgãos
•Serviço de Guarda
•Controle de bagagem
•Controle de correspondência
•Controle e verificação de alimentos
•Controle de equipamentos
•Códigos de comunicação
•Levantamento de dados e acompanhamentos de empregados
•Controle de investigações especiais
•Arquivo de levantamentos

Atributos do Agente de Segurança


•Resistência à fadiga
•Lealdade
•Honestidade
•Discrição
•Manejo de armas
•Coragem
•Dedicação
•Inteligência
•Decisão
•Noções de defesa pessoal
•Nível intelectual e cultural
•Experiência policial
•Idade entre 26 e 45 anos

EXPOSIÇÃO EM PÚBLICO
A exposição em público é todo o comparecimento, de uma autoridade, a um lugar no qual
se encontram presentes pessoas estranhas ao seu convívio diário, a fim de cumprir um
compromisso oficial ou particular.

Fatores Considerados nos Planejamentos

Quanto ao público:
Controlado: é aquele que foi selecionado previamente para a participação no evento;
Não controlado: é aquele que não é selecionado ou previamente controlado

Quanto ao tipo do evento:


•Comícios e carreatas
•Inaugurações, aberturas e encerramentos de eventos
•Palestras e reuniões
•Apresentações sociais
•Grandes cerimônias

Quanto à formalidade:
•Formal ou oficiais
•Informais ou particulares

Quanto ao tempo de preparação:


Eventos previstos: São aqueles programados na agenda da autoridade com antecedência;

Eventos inopinados: São aqueles cumpridos sem o conhecimento prévio da segurança e,


por conseguinte, sem a devida preparação;

Quanto ao local:
•Recinto fechado
•Recinto aberto

Quanto ao sigilo:
•Ostensiva
•Reservada

Locais de aparição em público: Os locais de aparição em público devem atender as


seguintes características:
•Amplitude
•Acessos
•População
•Terreno favorável
•Meios de comunicação

Características dos itinerários


Quanto ao meio físico:
•Terrestre
•Aéreo
•Aquático

Quanto à proteção:
•Cobertos e abrigados
•Descobertos e desabrigados

Quanto à luminosidade:
•Diurno
•Noturno

Quanto à extensão:
•Curtos
•Longos

Quanto ao sigilo:
•Ostensivos
•Reservados

Quanto à missão:
•De rotina
•Eventuais
•Inopinados

Quanto à flexibilidade:
•Flexíveis
•Inflexíveis

Seleção do Itinerário:
•Planejamento inicial
•Reconhecimento
•Escolha

Medidas de segurança nos itinerários:


•Rotineiras
•Especiais
•Inopinadas

SEGURANÇA NAS INSTALAÇÕES


Tipos de Imóveis:

HOTEL
Vantagens:
A administração facilita os serviços de limpeza, arrumação, lavagem de roupas,
alimentação, etc.
Pode-se ocupar o último andar para facilitar o controle de acesso de pessoas.
Desvantagens:
O acesso no Hotel é livre a todos, não se tendo o controle efetivo dos que entram e saem.
A existência de escadas de incêndios facilita ao acesso de pessoas.

APARTAMENTOS

Vantagens:
O acesso ao imóvel geralmente é isolado;
Os elementos que circulam no prédio geralmente são conhecidos (vizinhos);
As entradas e saídas são em menor número, facilitam ao controle do acesso de pessoas.
Também poderá ser considerado como desvantagem (Vigilância do elemento adverso).

Desvantagens:
O acesso é coletivo, no caso de ser a mesma entrada para salas comerciais;
A existência de escadas de incêndio facilita ao acesso de pessoas.

CASAS GEMINADAS

Desvantagens:
As entradas sendo juntas dificultam a adoção de medidas de segurança, principalmente o
controle do acesso de pessoas;
Os telhados normalmente dão acesso de uma para outra casa;
Podem-se ouvir conversas através das paredes;
A casa vizinha pode ser utilizada como apoio para uma hostilização.

CASAS ISOLADAS

Vantagens:
É a situação ideal, facilita a Segurança;
Permite em melhores condições, as diversas medidas de proteção (sistema da alarmes,
comunicações, gerador reserva, etc.),
Facilita o controle do acesso de pessoas e veículos;

Desvantagens:
A existência de pontos dominante nas proximidades dificulta a Segurança.

SEGURANÇA NO LOCAL DE TRABALHO

O local de trabalho poderá estar localizado em imóveis conforme as situações acima


apresentadas e em conseqüência apresentará as mesmas vantagens e desvantagens
correspondentes.

SELEÇÃO DE RESIDÊNCIAS

Caso seja possível selecionar uma residência, antes da ocupação, devemos nos
preocupar com os seguintes itens:
•Privacidade;
•Cercas e muros (com altura suficiente para proteção);
•Sem obstáculos entre a casa e o muro;
•Vários acessos ao local da residência;
•Distante de pontos dominantes.

SEGURANÇA DA RESIDÊNCIA
Os itens abaixo correspondem a uma série de medidas de segurança que deveremos
utilizar na residência.
•Proteção para todas as aberturas;
•Inspeções freqüentes nas dependências;
•Dependências vazias (trancadas e verificadas regulamente);
•Escolha de empregados;
•Visitas identificadas;
•Utilização de alarmes;
•Emprego de cães.

CUIDADOS COM A CORRESPONDÊNCIA

No caso de recebimento de cartas ou pacotes suspeitos, verificar os itens abaixo:


•Remetente procedência;
•Selos, lacres e carimbos;
•Peso e espessura;
•Cheiro em manchas;
•Rigidez da embalagem;
•Envelope duplo.

CUIDADO COM O AUTOMÓVEL

A situação ideal é a de que carro permaneça (quando não utilizado) trancado numa
garagem também fechada. Quando isto não ocorrer, antes de abrir o automóvel devemos
examinar:

•O chão em torno do carro;


•Os lados do carro;
•Embaixo do carro (reflexo);
•O seu interior.

PLANEJAMENTO DE ITINERÁRIOS

Dentre as diversas situações vulneráveis em que se pode encontrar uma Autoridade, uma
das mais críticas é durante um deslocamento a pé ou transportado, quaisquer que sejam
as precauções tomadas.

Por esta razão, o planejamento e a escolha de itinerários a serem percorridos por uma
Autoridade, merecem especial atenção por parte da Segurança com o objetivo de evitar,
dificultar ou minimizar os efeitos de uma agressão.

ESCOLHA DE ITINERÁRIOS: é a decisão decorrente de um reconhecimento e


planejamento sobre o deslocamento a pé ou transportado, a ser percorrido por uma
Autoridade.

Aspecto a serem observados na escolha de itinerários

•Classificação dos tipos de deslocamentos;


•Exame na carta;
•Reconhecimento;
•Planejamento;
•Decisão;
•Execução.

Classificação dos tipos de deslocamentos:


a) Quanto a Missão

ROTINEIROS: deslocamentos efetuados da residência para o trabalho e vice-versa;

ESPECIAIS: são aqueles realizados para atender às solenidades oficiais e as de cunho


social (inaugurações, concertos, datas cívicas, jantares);

INOPINADOS: são os deslocamentos não programados.

b) Quanto ao Meio de Transporte

AÉREOS: quando é utilizado avião ou helicóptero;

AQUÁTICOS: no caso de utilização de navios, lanches, barcos pequenos, etc. Pode ser
marítimo, fluvial ou lacustre;

TERRESTRES: realizado utilizando-se automóveis, ônibus e trens.

c) Quanto ao sigilo

OSTENSIVOS: quando realizado com o conhecimento do público em geral, seja através da


divulgação do deslocamento, seja pela fácil identificação pelos transeuntes da passagem
da Autoridade;

SIGILOSOS: quando se procura furtar do conhecimento público este deslocamento,


agindo com discrição e se possível, utilizando transportes que não denunciem o citado
deslocamento.

d) Quanto ao horário

DIURNOS: realizado à luz do dia, com todas as implicações que um deslocamento nessas
condições enfrenta (trânsito, pedestres, etc.). Para se diminuir o tempo de deslocamento,
haverá necessidade de emprego de força policial (trânsito);

NOTURNOS: as condições são opostas às acima descrita. Não há necessidade de


envolvimento de grandes efetivos policiais na Segurança.

e) Quanto à Extensão

CURTOS: deslocamentos realizados dentro do perímetro urbano;

LONGOS: grandes deslocamentos fora do perímetro urbano ou mesmo fora da cidade


(zona rural ou outras cidades).

f) Quanto à Flexibilidade

FLEXÍVEIS: quando há possibilidade de mudança no deslocamento (itinerários


alternativos) para outras opções de acesso e de retiradas dos locais a serem percorridos;

NÃO FLEXÍVEIS: quando não há esta possibilidade (ex.: todavia sem retorno).
Quanto aos Meios Empregados

SIMPLES: deslocamentos que não exigem grande emprego de meios (ex. deslocamentos
inopinados e sigilosos);

COMPLEXOS: há necessidade de grande emprego de meios. A utilização de pessoal e


meios em apoio fica condicionado aos seguintes fatores:

•Importância da Autoridade;
•A disponibilidade de pessoal e material;
•A conjuntura atual.

Quanto às Comunicações

Qualquer que seja o deslocamento há necessidade de uma rede de comunicações. O


comando da operação será feito pelo Chefe da Segurança, se necessário, o comando
poderá ser feito através da Central.

Exame na Carta

O exame na carta é importante para as fases posteriores de reconhecimento no local e


planejamento, por parte da Segurança.

Deverá seguir os seguintes itens:

•Seleção das estradas que poderão ser utilizados nos diversos itinerários;
•Escolha das estradas que permitam os deslocamentos sem problemas;
•Identificar os pontos críticos. É preferível evitá-los, porém se não for possível, reforçar a
segurança nestes locais.

Reconhecimento

•O reconhecimento é feito por etapas de acordo com a programação da Autoridade,


levando-se em consideração o tipo de deslocamento e os dados fornecidos pelo exame
na carta;
•Não devemos desprezar nunca a possibilidade de um atentado, por menor que seja;
•Os itinerários deverão ser reconhecidos no mesmo sentido em que a Autoridade se
deslocar;
•Caso haja necessidade de mudar o itinerário, por vontade da Autoridade ou decisão do
Chefe da Segurança, é necessário que o esquema de Segurança (Segurança Velada,
Policiamento Ostensivo e de Trânsito) tenha condições de se deslocar para o outro
itinerário;
•Verificar nos lugares de embarque e desembarque da Autoridade, o tipo de entrada e
saída do veículo (ortodoxo e não-ortodoxo; mão e contramão).

Planejamento

•Após o reconhecimento, é feita uma reunião para planejar o esquema de Segurança a ser
empregado;
•O planejamento deve ser o mais detalhado possível, distribuindo missões a todos os
componentes do esquema de Segurança, de uma forma simples e com clareza;
•Deverá haver bastante entrosamento em todos os setores envolvidos no esquema de
Segurança, de modo a haver continuidade no desenvolvimento dos trabalhos.
Decisão

Baseado nos quatro itens anteriores (tipo de deslocamento, exame na carta,


reconhecimento e planejamento), a decisão será então limitada à escolha do itinerário
Principal e dos itinerários Alternativos.

Execução

Montagem do Dispositivo

•De acordo com o planejamento feito, cada chefe de setor deverá assumir a sua missão e
distribuir o seu pessoal, que deverá ter pleno conhecimento de sua atuação;
•Especial atenção para o pessoal empenhado nos pontos críticos e pontos dominantes.
Infiltração na multidão, da Segurança Velada para sentir a reação do público em face de
presença da Autoridade;
•Manter sempre uma reserva em condições de reforçar os pontos necessários;
•Verificar durante a montagem do dispositivo, o pleno conhecimento da missão do
pessoal em apoio: hospital, bombeiros, tropas de choque, helicóptero, etc.

Reconhecimento final

No dia do evento, após a montagem do dispositivo, com tempo suficiente antes da


passagem da Autoridade, as equipes Precursora e Vistoria realizam uma última inspeção
no dispositivo. Etapas equipes deverão manter contato permanente com o Chefe da
Segurança para a eventualidade de uma mudança de itinerário (se necessário)

TIPIFICAÇÃO DAS AÇÕES AGRESSORAS


ATENTADOS

Tudo pode ser motivo para um atentado: a necessidade de modificar a situação


político-social através do uso do terrorismo e violência; o fato de que a eliminação física
de uma autoridade pode propiciar mudanças no regime político e instauração de uma
nova ordem; a motivação de que a vítima é responsável por eventual crise econômica ou
pelas dificuldades financeiras enfrentadas pelos agressores; a busca vantagem
financeira; o desequilíbrio mental dos seus autores ou ainda motivações de antagonismo,
o ódio, a vingança, o ciúme etc.

Um "Planejamento de Segurança de Dignitários" é especialmente pensado e existe para


fazer frente a um conjunto de ameaças previsíveis pela segurança. É dimensionado em
função direta das pessoas e grupos antagônicos, bem como dos recursos (talentos
técnicos, militantes e simpatizantes, meios bélicos, disponibilidade financeira etc) dos
quais tais eventuais agressores podem lançar mão no intento de desmoralizar,
sequestrar, ferir ou matar aquela autoridade que é objeto da proteção. No geral, uma
segurança pessoal será condicionada pela necessidade de sobrepujar seus opositores
potencialmente mais poderosos; e se qualificando obstinadamente para fazer frente ao
mais perigoso, a tendência (embora não a regra) é que consiga prevenir, dissuadir e atuar
com sucesso, em face de ocorrências adversas de menor gravidade, risco e sofisticação.

Fatores a serem considerados para o planejamento e execução de um trabalho de


segurança de dignitários:
•Grau de risco;
•Importância da autoridade;
•Conjuntura atual;
•Comportamento da autoridade;
•Disponibilidade de recursos materiais e humanos.

Vantagens para o executante do atentado:


•Conhecimento do local da ação;
•Disponibilidade de tempo para o planejamento;
•Possibilidade de ocultação entre o público, convidados ou imprensa;
•Despreparo do elemento de segurança;
•Rotina conhecida e vazamento de informações das atividades da autoridade;
•Meios de comunicações deficientes;
•Falta de cooperação da autoridade.

Fontes de hostilização
•Organizações de informações adversas;
•Organizações terroristas;
•Outros: Missões Diplomáticas hostis, Imprensa, Pessoas, etc.

Propósito dos atentados


DESMORALIZAÇÃO, causado através do escândalo, normalmente com ampla divulgação
pela imprensa;

SEQUESTRO, com a finalidade de auferir vantagem política ou lucro financeiro;

EXTERMÍNIO da vítima, como propósito extremo, quando atingido o objetivo ou com a


finalidade de encobrir a identidade e fuga do elemento adverso.

CAUSAR TERROR ou pânico entre a população.

DESAFETOS

Um ex-correligionário ou ex-amigo pode tentar aproximar-se do segurado a fim de


agredí-lo verbal ou fisicamente, valendo das mãos nuas, de armas brancas, armas de
fogo ou qualquer recurso que a sua qualificação pessoal ou profissional permita
empenhar contra nosso protegido. Em tal situação, que uma equipe de segurança bem
estruturada poderá enfrentar com sucesso, a segurança deverá ter conhecimento prévio
da existência do referido desafeto, identificar-lhe as feições, e salvo em casos
especialíssimos (como se por exemplo o antagonista for um exímio atirador ou um
especialista em explosivos), apenas lhe caberá impedir que o referido cidadão possa te
acesso ao dignitário.

CRIMINOSOS COMUNS

Embora se possa estranhar a inclusão desse grupo adverso, vale lembrar que diversas
autoridades, notadamente em horários de folga ou em seus deslocamentos, já foram alvo
de roubos ou furtos e que tais ocorrências - que bem poderiam ser dissuadidas pela
efetiva presença ostensiva dos agentes de segurança - acabam por desmoralizar, tanto a
autoridade, quanto aqueles que se dedicavam a protegê-la.

MATADORES PROFISSIONAIS, "PISTOLEIROS" OU "ASSASSINOS DE ALUGUEL"

Profissionais do extermínio, normalmente agem de forma seletiva, focando apenas seus


alvos especificamente. Estudam pormenorizadamente seus alvos, anotam seus hábitos e
rotinas, a segurança que os cerca, planejam suas ações de forma poderem efetuar o
atentado com êxito sem se exporem à possibilidade de captura. Variando em direta
relação com a importância de seus alvos (e também da segurança que os protege) podem
empregar meios tecnologicamente caros e sofisticados como armas longas com lunetas,
miras infra-vermelhas, lançadores de foguetes, venenos, substâncias radioativas,
artefatos explosivos disfarçados etc.

CRIME ORGANIZADO

Tratam-se de organizações criminosas e como tal dispõe de recursos financeiros de


grande monta, permitindo custear atentados que podem ser elaborados e dispendiosos.
Os "modus-operandi" variam desde as ações perpetradas por numerosos grupos
armados (no estilo "Bonde", como são chamados os comboios do tráfico carioca), às
ações com atiradores de longo alcance da Máfia e as bombas dos cartéis colombianos.
Vale lembrar a ação contra o Juiz Giovanne Falcone na Sicília, Itália em 1992, quando a
Máfia identificou diversas rotas empregadas nos deslocamentos do magistrado, minou
(com cerca de uma tonelada de explosivos) uma extensão de 50m de estrada, e detonou a
carga com extrema precisão cronométrica, no momento que o comboio da autoridade
passava pelo local a 100Km/h.

LOUCOS OU PSICOPATAS

Embora as ações desses grupos variem desde a simples agressão física de mãos nuas às
facadas e tiros à queima roupa, o principal risco repousa na absoluta imprevisibilidade de
suas ações. Não se pode estimar quem poderá atentar, onde agirá, quando e por quais
meios, gerando uma indefinição extremamente perigosa para a segurança. Embora alguns
desequilibrados mentais possam ser facilmente identificáveis (e por conseguinte
previsíveis, como o inofensivo "Beijoqueiro", que se notabilizou por beijar
personalidades como o cantor Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e inúmeras outras
celebridades) outros, dos quais ninguém desconfiaria, "a priori", já provaram ser capazes
de disparar contra presidentes ou celebridades.

PARTIDOS,AGREMIAÇÕES OU GRUPOS POLÍTICOS DE OPOSIÇÃO

Na América Latina vem sendo extremamente comum o recurso do assassinato político de


juízes, prefeitos, vereadores, deputados e até senadores. Para prevenir tais ações é
extremamente importante avaliar as implicações da vida política do segurado, buscando a
identificação e conhecimento da personalidade de seus adversários, bem como de seu
histórico de conduta e amizades. Por mais que tal prática venha a encontrar opositores no
âmbito da nossa romântica sociedade civil, se deve investigar a ação de pessoas ou
grupos de tendência política contrária, que possam intentar contra a autoridade protegida.
As informações oriundas dos levantamentos de inteligência são o alicerce do
planejamento de uma segurança de dignitários. É extremamente difícil proteger contra
complôs, os quais normalmente contam com a colaboração de pessoas próximas ao
protegido.

ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

No âmbito dos grupos realizadores de atentados, as organizações terroristas são


adversários prioritários das equipes encarregadas da proteção de altas autoridades.
Normalmente tais organizações são objeto da vigilância constante dos órgãos de
inteligência nacionais, os quais procuram munir os setores de segurança dos respectivos
dignitários, de todos os indícios e informações disponíveis sobre possíveis ações
adversas. Dispondo de recursos técnicos e de integrantes treinados e extremamente
motivados as organizações terroristas são uma ameaça que vem requerer da segurança
planejamentos elaborados e esquemas dispendiosíssimos para proporcionar mínimas
garantias aos segurados.

Quadro comparativo de motivações, atentados e contra-medidas


Observando-se o quadro abaixo, observa-se a eficiência da segurança aproximada como
contra-medida da maioria dos tipos de atentado.

Motivação Meio empregado Graduação Contra-medida


Arma branca Possível Segurança aproximada
Arma de fogo a curta Segurança velada e
Possível
distância Segurança aproximada
Política Controle de entradas e
Explosivos e sabotagens Pouco provável
vistorias
Segurança velada e
Desmoralização* Muito possível
Segurança aproximada
Seqüestro de pessoa Departamento de
Econômica Possível
próxima Inteligência
Arma branca Possível Segurança aproximada
Arma de fogo a curta Segurança velada e
Possível
distância Segurança aproximada
Pessoal Arma de fogo a longa
Pouco provável Segurança aproximada
distância
Controle de entradas e
Explosivos e sabotagens Muito possível
vistoria
Desmoralização* Pouco provável Segurança aproximada
Departamento de
Outros ... Pouco provável
Inteligência

* Desmoralização é o uso de meios exóticos, como tintas, pedras, frutas podres, situações
constrangedoras que prejudiquem a imagem da autoridade.

EXEMPLIFICAÇÃO DE PROTEÇÃO A DIGNATÁRIOS

Formação em "S"

A formação em "S" é baseada na metodologia israelense e sua maior vantagem é a


descrição das funções dos membros de uma equipe de segurança aproximada. Essa
formação sofreu alterações com base na experiência dos profissionais brasileiros, além
de treinamentos com policiais de países como Alemanha, Áustria, Estados Unidos,
Portugal, Suécia, China, Austrália, Filipinas e Argentina com os quais pudemos trabalhar
na criação e treinamento da unidade de segurança presidencial do Timor Leste.
Esse posicionamento dos agentes se assemelha muito à formação em losango, mas
difere por utilizar apenas de quatro homens e pela marcante presença do "mosca",
personagem de grande importância no trabalho de segurança aproximada.

A conclusão a que se chega é que a chave não é a formação, ou a posição dos


agentes. O que determina o grau de eficiência de uma equipe de segurança aproximada é
a padronização das funções e distribuição das missões entre seus integrantes. Por mais
que se feche a formação, sempre haverá flancos e outros ângulos a descoberto. É
impossível obter-se a perfeição, mas deve-se procurar diminuir o risco a níveis toleráveis.
PRIMEIROS SOCORROS

A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles
ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar
complicações futuras e até mesmo salvar vidas.

O ARTIGO 135 DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO É BEM


CLARO: DEIXAR DE PRESTAR SOCORRO À VÍTIMA DE
ACIDENTES OU PESSOAS EM PERIGO IMINENTE, PODENDO
FAZÊ-LO, É CRIME.

O art. 304 do Código de Trânsito Brasileiro: "deixar o condutor do veículo, na


ocasião do acidente, de prestar socorro à vítima ou, não podendo fazê-lo diretamente, por
justa causa, deixar de solicitar auxílio à autoridade pública, é considerado crime de
trânsito. Penalidade: detenção de 6 meses a 1 ano ou multa se o fato não constituir
elemento de um crime mais grave".

Deixar de prestar socorro significa não dar nenhuma assistência à vítima. A


pessoa que chama por socorro especializado, por exemplo, já está prestando e
providenciando socorro. Qualquer pessoa que deixe de prestar ou providenciar socorro à
vítima, podendo fazê-lo, estará cometendo o crime de omissão de socorro, mesmo que
não seja a causadora do evento.

A omissão de socorro e a falta de atendimento de primeiros socorros eficiente são


os principais motivos de mortes e danos irreversíveis nas vítimas de acidentes de
trânsito.

Os momentos após um acidente, principalmente as duas primeiras horas são os


mais importantes para se garantir a recuperação ou a sobrevivência das pessoas feridas.

Todos os seres humanos são possuidores de um forte espírito de solidariedade e


é este sentimento que nos impulsiona para tentar ajudar as pessoas em dificuldades.
Nestes trágicos momentos, após os acidentes, muitas vezes entre a vida e a morte, as
vítimas são totalmente dependentes do auxílio de terceiros.

1) CONCEITO DE PRIMEIROS SOCORROS


São os primeiros cuidados que devem ser tomados em caso de acidente,
procurando manter a vítima em condições de esperar o socorro especializado. Tem o
objetivo de proteger a vida do acidentado, reduzir seu sofrimento, mas para isso a pessoa
deve saber que o melhor trabalho só quem poderá fazer é o médico.

2) OBJETIVO DO CIDADÃO SOCORRISTA:


Nesse trabalho de primeiros socorros vamos conhecer dois grupos de fundamental
importância para o atendimento de emergência:

ACIDENTEDE UNIDADE
TRÂNSITO HO SPITALAR

Cidadão Socorrista + Atendimento Médico


Especializado

3) CIDADÃO SOCORRISTA:
É um cidadão que possui conhecimento em noções básicas de Primeiros Socorros dando
apoio às vítimas até a chegada do atendimento médico especializado.

4) ATENDIMENTO MÉDICO ESPECIALIZADO


Atendimento Especializado: Na maioria das cidades e rodovias importantes é possível
acionar o atendimento especializado, que chega ao local do acidente de trânsito em
poucos minutos.

ATITUDES DO CIDADÃO SOCORRISTA

Parar o veículo em local seguro (ligar o pisca alerta para ser visto com mais facilidade
pelos outros usuários da via-condutores e pedestres).

Sinalizar o local do acidente. Utilizar o triângulo, pois é um equipamento de uso


obrigatório no veículo.

Evitar pânico e aglomeração no local do acidente (presença de curiosos).

Ligar para o Serviço Médico Especializado (Bombeiros 193)


PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

Informações que devem ser fornecidas ao telefone para o Corpo de


Bombeiros – 193 ou SAMU- 192:

O LOCAL: Dizer exatamente onde a vítima se encontra: a cidade, vila, bairro, rua e
número da residência. Forneça pontos de referência, tais como avenidas,
cruzamentos ou outros pontos que facilitem encontrar o lugar.

O NÚMERO DO TELEFONE: Para evitar chamadas falsas e para que o socorro


possa obter informações adicionais caso necessário.

O QUE OCORREU: Diga qual a natureza do problema: acidente de tráfego, ataque


cardíaco, mordida de cão, choque elétrico.

NÚMERO DE VÍTIMAS: Diga quantas vítimas estão envolvidas no acidente. Diga


também detalhes sobre as condições do local, por exemplo, se há ou não
elevadores, se existe cão de guarda, etc.

CONDIÇÔES DA VÍTIMA: Descreva como está a vítima, se há sangramentos,


estado de consciência, comportamento, etc.

O QUE FOI FEITO: Descreva quais providências de Primeiros Socorros foram


tomadas.

Avaliar o estado da vítima:

* Biossegurança: o socorrista deve evitar o contato direto com a vítima,


principalmente se houver sangue e secreções, pois devem estar contaminadas ou
não pela AIDS ou Hepatite B

De maneira geral recomenda-se que:

*Os cortes abertos sejam cobertos com bandagem, tecidos plásticos, evitando o
contato com o sangue da vítima;

*Se não houver disponibilidade de conseguir luvas de látex, pode-se utilizar sacos
plásticos;

*Aplique a respiração boca a boca, utilizando alguma proteção para evitar o


contato direto com a boca da vítima. Mas vale salientar que não existe qualquer
evidência de que a AIDS seja transmissível pela saliva.

Enfim, o uso de barreiras de proteção demonstra respeito também pela vítima,


visto que o contágio inverso poderá também ocorrer. Se houver a possibilidade de
infecção pela Hepatite B e o socorrista não for vacinado, ele deverá solicitar o
medicamento HBV Globulina por precaução.

AVALIAÇÃO DA VÍTIMA
Ao estar diante de uma situação de emergência, é importante que sejam
considerados alguns itens que podem colaborar com o socorrista.
ƒManter a calma - controlando o pânico fica mais fácil realizar ações de primeiros
socorros.

ƒObservar o cenário - buscar no ambiente informações indicativas dos riscos que


porventura existam para o socorrista ou para a vítima e também do que aconteceu,
ou outros dados importantes.

ƒConsiderar as informações da vítima ou testemunha.

ƒProcurar as causas das lesões para descobrir a extensão dos danos físicos possíveis
- as lesões obvias podem não ser as únicas e as mais importantes, sempre existe
a possibilidade de existirem outras lesões encobertas.

ƒMovimentar a vítima somente após avaliação completa e uma visão real das
condições em que ela se encontra - a exceção se dá quando a vítima estiver
exposta a perigos que ameaçam ainda mais sua condição, como iminência de
explosão ou incêndio. Quando a lesão for séria, mas a vítima puder ser mantida
com segurança na área do acidente e o serviço de socorro profissional for
possível, será melhor não movimentar a vítima e sim mantê-la sob cuidados no
local até o socorro chegar. Qualquer movimento poderá agravar lesões de coluna
ou fraturas não identificadas.

ƒBuscar consentimento da vítima para atendimento - confiança da vítima.

ƒPriorizar os problemas que requerem socorro imediato.

PASSOS DA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA

FINALIDADE:

I. Identificar lesões que comprometam a vida da vítima, nos minutos imediatamente


após o acidente.
II. Adotar condutas que visem manter a vida, garantindo respiração e batimentos
cardíacos eficazes.
III. Conhecer as técnicas de desobstrução das vias aéreas, ventilação artificial e
controle de grandes sangramentos externos.
IV. Adotar condutas no contato com vítimas com muitos traumas, que preservem a
integridade e não agravem possíveis lesões da medula cérebro espinhal.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
É a segunda etapa do exame e consiste na abordagem das lesões que não
impliquem risco imediato à vida. A avaliação secundária consiste na aferição do nível de
consciência (escala de coma de glasgow), sinais vitais e exame céfalo-caudal, através da
inspeção e palpação da cabeça aos pés do acidentado. Na avaliação secundária, o
cidadão socorrista procura identificar ferimentos e deformidades, correlacioná-los com o
mecanismo do trauma (cinemática), obter informações acerca do acidente e acidentado,
bem como checar a história da vítima. Esta fase da avaliação deverá ser completada no
máximo em 3 minutos.

QUANTIFICAÇÃO DOS SINAIS VITAIS: são sinais diagnósticos vitais básicos que podem
ser observados rapidamente fazendo o uso dos sentidos - visão, tato, audição e olfato -
e/ou de um mínimo de equipamento. Os sinais vitais acrescidos das observações das
lesões e condições da vítima formam a base do diagnóstico.

ƒFreqüência respiratória;
ƒFreqüência cardíaca;
ƒPressão arterial.

VERIFICAR ESTADO DE CONSCIÊNCIA

Estando o ambiente seguro e o cidadão socorrista de posse das barreiras, deve


aproximar-se da vítima posicionando-se com os dois joelhos ao solo e então verificar o
estado de consciência, fazendo uso da técnica AVDI:
ƒAlerta: Vítima alerta, acordada;
ƒVerbal: Responsivo a estímulos verbais;
ƒDor: Responsivo a estímulos dolorosos;
ƒInconsciente: Não responsivo.

DESCRIÇÃO DA TÉCNICA:

a) Chamar a vítima, sem tocá-la: "Cidadão, cidadão sou treinado em primeiros


socorros, você está me ouvindo?"
b) Se a vítima não responde ao estímulo sonoro, segure-a pelos ombros, tocando-a
levemente e chame-a de novo;
c) Se mesmo assim não responde, inicie estímulo doloroso executando pressão entre
o ombro e o pescoço, ou friccionando acima do osso esterno;
d) Se após esses estímulos não houver nenhuma resposta, a vítima está inconsciente.

FERIMENTOS E TIPOS DE FERIMENTOS


PRIMEIROS SOCORROS
TIPO CAUSA SINAIS E SINTOMAS (Serviço Médico
especializado)
Atrito com Somente a pele é Remover detritos e lavar o
ARRANHÃO superfície afetada, pouco ferimento.
áspera. sangramento.
Objetos Bordas de ferimento Controlar o sangramento,
CORTE afiados. simétrica, lavar o ferimento.
sangramento severo.
Objetos com Sangramento Controlar o sangramento,
LACERAÇÃO várias faces severo, perigo de lavar o ferimento.
cortantes. infecção.
Objetos Ferimento profundo, Não remover objetos
PERFURAÇÃO pontiagudos objeto empalado, empalados.
e afiados. perigo de infecção.
Maquinário, Tecido cortado ou Controlar o sangramento,
AVULSÃO explosivos. pendurado, levar a parte amputada
sangramento severo, para o hospital.
perigo de infecção.

Corpo estranho à ferida - Corpos estranhos como fragmentos de vidros, madeira ou


outros que estejam presos aos tecidos lesados e que ofereçam resistência não devem ser
retirados. O serviço Médico Especializado vai proceder a limpeza ao redor com soro
fisiológico, proteger a área afetada e encaminhar a vítima para tratamento definitivo.

Objetos impactados ou empalados - Na presença de corpos estranhos, presos ao corpo


da vítima como facas, estiletes, pedaços de ferro ou outro tipo de material; jamais
retirá-los, pois sua remoção pode causar hemorragia grave ou lesar nervos ou músculos
próximos a ele. Estes objetos devem ser estabilizados com curativo volumoso, faixas,
ataduras ou outros, se possível limpar ao redor, e transportar a vítima para atendimento
adequado.

HEMORRAGIAS E FERIMENTOS
Hemorragia é a perda de sangue devido ao rompimento das artérias, veias ou
capilares. O sangue que sai das artérias é vermelho e esguicha, sendo esse tipo de
hemorragia a mais perigosa e difícil de controlar. O sangue que sai das veias flui
uniformemente e possui coloração escura, já quando sai dos capilares o sangue flui bem
devagar.

As hemorragias do ponto de vista clínico são classificadas da seguinte forma:

1. Externas: são as hemorragias em que o sangue extravasa para fora do corpo. Neste
caso o sangue pode ser visto e pode ser interrompido com aplicação dos procedimentos
corretos que serão vistos a seguir.
2. Internas: As hemorragias internas são mais difíceis de serem reconhecidas, pois o
sangue é acumulado no interior do corpo, em lugares como o abdome, tórax e crânio. A
vítima apresenta: pulso fraco, pele fria, palidez intensa, sede, suores abundantes,
tonturas.

E do ponto de vista anatômico, classificam-se em:

1- Arterial: Caracteriza-se pela presença de sangue brilhante ou cintilante, sai em forma de


jato, é rico em oxigênio e cheio de bolhas de ar. O sangue esguicha no mesmo ritmo da
pulsação.
2- Venoso: Se caracteriza pela presença de sangue de cor escura, rico em gás carbônico e
flui lentamente.

Tipos de Hemorragias e seus sintomas:

Hemorragias em geral:

Sinais - Pulso fraco rápido, pele fria, suores abundantes, palidez intensa e mucosas
descoradas, sede, tonturas, às vezes inconsciente, pupilas dilatadas, sangue pela boca,
vagina ou ânus, abdome retraído e dolorido, costelas fraturadas ou afundamento do peito.

Hemorragia nasal (Epistaxe)

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:

ƒPosicionar a cabeça para trás e comprimir a narina que está sangrando durante 5
minutos e soltar levemente.

Hemorragia dos pulmões (Hemoptise)

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:

Deitar a vítima em posição lateral, aplicando compressas frias, se possível.


Buscar socorro médico imediatamente.

Hemorragia do estômago (Hematênese)

Sintomas - Enjôo (náusea), dor, vômitos com sangue escuro (borra de café)

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:

Colocar a vítima sentada ou deitada com a cabeça elevada.


Compressas frias (gelo) sobre o epigástrico e buscar socorro médico.

Técnicas de controle de hemorragias externas:


Pressão direta

Geralmente, a hemorragia externa é interrompida quando é feita uma pressão


direta sobre o local afetado, que pode ser realizada pelo socorrista devidamente
paramentado, ou pela vítima consciente enquanto se providencia a paramentação e
materiais para a estabilização definitiva. A contenção imediata, realizada com gazes ou
bandagens triangular, antecede a estabilização com curativo adequado (compressivo ou
oclusivo), entretanto em qualquer das situações jamais deixar de usar luvas ou outra
barreira de proteção.

Curativo compressivo

O curativo é feito sobre o local onde está sendo efetuada a pressão direta.
Incorporam-se mais gazes às dispostas anteriormente no ferimento, principalmente
quando estas estiverem umedecidas por sangue (a primeira camada nunca deve ser
retirada).

O curativo é iniciado no momento em que o socorrista, utilizando ataduras ou


bandagens, efetua fixação das compressas de gazes exercendo pressão moderada. A
técnica prevê a inspeção da extremidade distal da área afetada, com a checagem da
perfusão e pulso logo após afixação do curativo compressivo.
A atadura de crepom deve ser desenrolada de maneira progressiva, da parte distal
para proximal, preferencialmente, com o rolo voltado para fora.

Elevação do membro

Uma outra técnica utilizada para auxiliar no controle do sangramento é a elevação


do membro lesado, desde que neste não se observem fraturas, acima da linha do
coração, entretanto para que essa técnica possa ser utilizada, o curativo já deve ter sido
realizado.
A elevação do membro por si só pode não conter a hemorragia, mas seu uso,
auxilia na sua contenção.

Hemorragias Internas

A conduta objetiva manter as funções vitais estabilizadas até que seja iniciado o
tratamento adequado. Deve-se observar sinais de hemorragia - como grandes
hematomas, saída de sangue pelos orifícios naturais (ouvido, nariz, boca) - queixa
principal da vítima e cinemática do trauma.
Objetivando prevenir o estado de choque, a vítima deve ser mantida em repouso,
em decúbito dorsal, se possível com os membros inferiores elevados em torno de 20 a 30
cm em relação ao solo ou ao coração. A roupa deve ser afrouxada e oxigênio deverá ser
administrado sob alta concentração (12 a 15 litros/minutos).
Nas ocorrências onde existir exteriorização de sangue pelos orifícios naturais, não
se deve utilizar qualquer método que vise impedir sua saída.

ESTADO DE CHOQUE
Muitos ferimentos envolvem algum grau de choque. O choque ocorre quando o
sistema circulatório falha em mandar sangue para as diversas partes do corpo.

TIPOS DE CHOQUE: o choque pode ser hipovolêmico, cardiogênico, neurogênico,


anafilático e séptico. Os mais comuns de serem encontrados são:

HIPOVOLÊMICO - resulta da perda de líquidos e fluídos corporais. Quando relacionado


com a perda de sangue, é conhecido como choque hemorrágico.

SINAIS E SINTOMAS
ƒRespiração e pulso rápido;
ƒPalidez ou pele azulada;
ƒLentidão no re-preenchimento capilar;
ƒPele úmida e fria;
ƒTranspiração forte;
ƒPupilas dilatadas;
ƒOlhos escuros e fundos;
ƒÂnsia de vômito e náusea;
ƒPerda da consciência em choque profundo.
DESMAIOS - embora não seja considerado um choque, o desmaio caracteriza-se por uma
perda repentina de consciência. Ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é
interrompido. Muitas são as causas que geram esta interrupção, como por exemplo, fome,
nervosismo.

SINAIS E SINTOMAS
ƒTontura;
ƒVer pontos escuros;
ƒNáuseas;
ƒPalidez;
ƒSudorese.

Procedimentos: A vítima deve ser deitada de costas, em local ventilado, e com as roupas
afrouxadas; as pernas devem ficar num nível um pouco acima da cabeça. Agasalhe a
vítima e providencie assistência adequada. Se a causa não estiver clara, se houver
reincidência ou inconsciência por mais de dois minutos, atenção aos sinais vitais
(batimento cardíaco e respiração), pois desmaios longos podem causar estado de
choque; tranqüilize a vítima quando ela voltar a si.

LESÕES NA CABEÇA
Ferimento no couro cabeludo: sangram muito por se tratar de uma área bastante
vascularizada.Verificar se no ferimento há ou não fragmentos de ossos, exposição do
cérebro e ou afundamento do crânio.

Fratura do crânio: consiste na fissura da caixa craniana. Podem ser fechadas ou abertas,
assim como outras fraturas ósseas.

SINAIS E SINTOMAS:

ƒDor no local da lesão;


ƒDeformidade do crânio;
ƒSangramento pelos ouvidos e/ou nariz;
ƒVazamento de liquor transparente ou rosado pelos ouvidos ou nariz;
ƒSangramento abundante se a pele estiver seccionada.

CONCUSSÃO OU TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO - TCE


É decorrente de um golpe na cabeça que resulte em choque ou impacto violento
no cérebro, causando com isso, uma mudança imediata nas funções do cérebro,
incluindo a possibilidade de perda da consciência.

SINAIS E SINTOMAS

ƒPerda de consciência ou amnésia;


ƒDor de cabeça severa;
ƒTontura e fraqueza;
ƒVisão dupla.
TIPO DESCRIÇÃO PROCEDIMENTO
(Serviço Médico
Especializado)

Perda momentânea Manter a vítima fora de


LEVE da consciência atividade até que seja
feito exame médico.
Perda de Manter a vítima em
MODERADA consciência por repouso, somente
menos de 5 retornando às atividades
minutos após autorização do
médico.
Perda da A vítima deve ser avaliada
SEVERA consciência por imediatamente por um
mais de 5 minutos médico neurologista.

QUEIMADURAS
É a lesão dos tecidos produzida por substância corrosiva ou irritante, pela ação do
calor ou emanação radioativa. A gravidade de uma queimadura não se mede somente pelo
grau da lesão (superficial ou profunda), mas também pela extensão da área atingida.

CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS

1º Grau:
ƒLesão das camadas superficiais da pele, com:

ƒEritema (vermelhidão).

ƒDor local suportável. Inchação.

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:

1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um
recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo.

2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local,
sem esfregar.

3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.

4. É permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a


dor.

2º Grau:
ƒLesão das camadas mais profundas da pele, com:
ƒEritema (vermelhidão).
ƒFormação de Flictenas (bolhas).
ƒInchação.
Há liberação de líquidos e a dor é intensa. Se for um ferimento pequeno, é
considerada queimadura leve. Nos outros casos, já é de gravidade moderada. É grave
quando a queimadura de segundo grau atinge rosto, pescoço, tórax, mãos, pés, virilha e
articulações, ou uma área muito extensa do corpo.

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:

1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um
recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo.

2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local,
sem esfregar.

3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.

3º Grau:
Lesão de todas as camadas da pele, comprometendo os tecidos mais profundos,
podendo ainda alcançar músculos e ossos.
¾Estas queimaduras se apresentam secas, esbranquiçadas ou de aspecto
carbonizadas.

¾Pouca ou nenhuma dor local.

¾Pele branca escura ou carbonizada.

¾Não ocorrem bolhas.

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:

1. Retire acessórios e roupas, porque a área afetada vai inchar. Atenção: se a roupa
estiver colada à área queimada, não mexa!

2. É preciso resfriar o local. Faça isso com compressas úmidas. Não use gelo.

3. Nas queimaduras de terceiro grau pequenas (menos de cinco centímetro de diâmetro) -


só nas pequenas! - você pode usar água corrente ou um recipiente com água fria.
Cuidado com o jato de água - ele não deve causar dor nem arrebentar as bolhas.

4. Atenção: a pessoa com queimadura de terceiro grau pode não reclamar de dor e, por
isso, se machucar ainda mais - como dizer que o jato de água não está doendo, por
exemplo.

5. Se a queimadura tiver atingido grande parte do corpo, tenha o cuidado de manter a


vítima aquecida.

6. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa. Em
feridas em mãos e pés, evite fazer o curativo você mesmo, porque os dedos podem grudar
uns nos outros. Espere a chegada ao hospital.

7. Não ofereça medicamentos, alimentos ou água, pois a vítima pode precisar tomar
anestesia e, para isso, estar em jejum.

8. Não perca tempo em remover a vítima ao hospital. Ela pode estar tendo dificuldades
para respirar.
QUEIMADURAS DE 1º, 2º E 3º GRAUS PODEM APRESENTAR-SE
NO MESMO ACIDENTADO. O RISCO DE VIDA (GRAVIDADE DO
CASO) NÃO ESTÁ NO GRAU DA QUEIMADURA, E SIM, NA
EXTENSÃO DA SUPERFÍCIE ATINGIDA. QUANTO MAIOR A
ÁREA QUEIMADA, MAIOR A GRAVIDADE DO CASO.

QUEIMADURAS O QUE NÃO SE DEVE FAZER:

PRIMEIRO GRAU Passar pasta de dente, pomadas, ovo,


manteiga, óleo de cozinha, gelo.

SEGUNDO GRAU Furar as bolhas, remover pedaços de tecidos


sobre as bolhas, usar spray ou antissépticos
de ungüento.
Retirar a pele morta e remover pedaços de
TERCEIRO GRAU roupa grudados na área queimada, aplicar
gelo, usar medicamentos domésticos: creme
dental, manteiga, borra de café, clara de ovo,
etc.

FRATURAS
È o rompimento total ou parcial de qualquer osso. Em algumas fraturas o osso
pode estar apenas fissurado. Em outras, os fragmentos ósseos podem estar separados.

As fraturas classificam-se em:

Fratura Fechada ou não-exposta (simples):

A pele não foi perfurada pelas extremidades ósseas. A região da fratura apresenta:
inchaço, deformação local, hematoma (acúmulo de sangue por baixo da pele deixando-a
arroxeada).

Fratura Aberta ou exposta (composta):

O osso quebra atravessando a pele. Esse tipo de fratura é mais grave, devido a
uma maior perda sanguínea e pela sensibilidade de infecção devido à contaminação.

Obs.:
1.Nos dois casos a vítima sente muita dor e impossibilidade de movimentar a
região afetada.
2. O Serviço Médico Especializado só vai realizar a remoção da vítima, após
imobilizar o membro fraturado ou com suspeita de fratura.

LESÕES NA COLUNA
A coluna vertebral se constitui em uma pilha de ossos denominados vértebras,
ligadas por articulações e separadas por discos de cartilagem. Essa pilha de vértebras foi
organizada pela evolução da espécie para servir de apoio a outros ossos do esqueleto e
proteger a medula espinhal, que passa por um canal no interior da coluna e de onde
saem os nervos responsáveis por todos os nossos movimentos e sensações.

A coluna é composta por 33 vértebras: sete cervicais, doze torácicas, cinco


lombares, cinco sacrais e quatro coccígenas. Nos intervalos entre uma e outra saem os
nervos, que de cima para baixo vão enervar os vários segmentos do corpo. Um acidente
ou um trauma continuado podem romper uma vértebra e pressionar (imagem 1),
seccionar ou destruir (imagem 2) a circulação interna da medula espinhal em alguma
altura da coluna vertebral. Como conseqüência, a parte do corpo que fica abaixo da lesão
irá sofrer comprometimento da motricidade e a pessoa perderá muito dos movimentos e
sensações. Esse é um problema gravíssimo de saúde e, o que é lastimável, bastante
prevalente em nosso meio.

SINAIS E SINTOMAS
ƒPerda da sensibilidade nos braços e pernas;
ƒMovimentos dolorosos dos braços e/ou pernas
ƒDormência ou formigamento;
ƒFraqueza;
ƒSensação de queimadura nos braços ou pernas;
ƒPerda de controle do intestino e da bexiga;
ƒParalisia de braços e pernas;
ƒDeformidade (ângulo inusitado da cabeça e do pescoço)

IMPORTANTE: A movimentação inadequada poderá causar ao acidentado DANOS


IRREPARÁVEIS (lesão Medular).

A legislação de trânsito - que obrigou o uso do cinto de segurança - foi


muito importante, pois, sem dúvidas, o cinto de três pontas reduz a
incidência de lesão na coluna. Além disso, os bancos do automóvel com
apoio para cabeça também ajudaram a diminuir os casos das lesões em
chicote. Como se sabe, a desaceleração rápida do veículo faz com que a
cabeça do indivíduo seja jogada para frente e para trás num movimento
brusco, que lesiona a parte ligamentar da coluna provocando luxação ou
deslocamento de uma vértebra sobre a outra, o que pode lesar as
estruturas nervosas localizadas no estojo ósseo da coluna.

CONVULSÃO
Perda da consciência, acompanhada de contrações musculares violentas.

Causas da crise Convulsiva:

a) Febre alta
b) Intoxicações
c) Lesões cerebrais
d) Epilepsia

O QUE FAZER QUANDO OCORRER UMA CRISE

ƒFique calmo e anote a duração da crise


ƒAbra um espaço livre em torno da pessoa
ƒAfrouxe as roupas em torno da pessoa
ƒProteja-lhe a cabeça com algum tipo de almofada
ƒVire a pessoa ou rosto para o lado
ƒCessadas as convulsões, coloque-a numa posição para recuperar-se
ƒDemonstre compreensão e ofereça seu apoio durante a recuperação

O QUE NÃO FAZER QUANDO OCORRER UMA CRISE

ƒNão remova a pessoa - a menos que esteja em perigo ou a crise se prolongar por
mais de cinco minutos
ƒNão restrinja seus movimentos
ƒNão tente levantar a pessoa
ƒNão coloque nada entre os dentes nem sal na sua boca
ƒNão lhe dê nada para beber
ƒNão interfira desnecessariamente durante o período de recuperação após a crise

A epilepsia não é:
ƒContagiosa
ƒDoença mental ou sinal de pouca inteligência
ƒMotivo de vergonha
ƒMotivo para descriminação

PARADA CARDÍACA
Ocorre quando cessam os batimentos do coração, apresentando a vítima os seguintes
sintomas:

•Lábios roxos
•Palidez e pele fria
•Ausência do pulso
•Pupilas dilatadas
•Falta de batimento cardíaco

CONDUTAS PARA IDENTIFICAR A EXISTÊNCIA DE CIRCULAÇÃO EFICAZ:


Deve-se verificar a existência de pulso palpável numa artéria central de grande
calibre. A artéria carótida é a primeira opção, seguida pela artéria femoral. A ausência de
pulso central é sinal indicativo de parada cardíaca e da necessidade das manobras de
reanimação cardiorrespiratória.

CONSTATAÇÃO DO PULSO CAROTÍDEO:

a) Empregar os dedos indicador e médio ou indicador, médio e anelar, para


verificação do pulso;
b) Posicionar as polpas digitais na elevação da laringe no pescoço (Pomo de Adão);
c) Deslizar lateralmente os dedos até a depressão entre a cartilagem cricotireoideana
e a musculatura do pescoço (esternocleidomastoideo);
d) Efetuar leve pressão com os dedos até sentir o pulsar da artéria.

Na impossibilidade de palpar a artéria carótida, utilizar como segunda opção à


artéria femoral.

CONSTATAÇÃO DO PULSO FEMORAL (região da virilha):

a) Empregar os dedos indicador e médio ou indicador, médio e anelar, para


verificação do pulso;
b) Posicionar as digitais no terço superior da prega inguinal (virilha);
c) Efetuar leve pressão com os dedos até sentir o pulsar da artéria.

PARADA RESPIRATÓRIA
Ocorre quando os pulmões cessam os movimentos respiratórios involuntários. Os
sintomas apresentados pela perda de respiração são arroxeamento dos lábios, língua e
extremidades, dilatação de pupila e inconsciência.

VERIFICAR PERMEABILIDADE DAS VIAS AÉREAS - VER, OUVIR E SENTIR

DESCRIÇÃO DA TÉCNICA:

O cidadão socorrista aproxima o seu ouvido das narinas da vítima, com a face
voltada para o tórax, para possibilitar:

ƒVER os movimentos respiratórios (tórax e abdome);


ƒOUVIR os ruídos da respiração;
ƒSENTIR o ar sendo expirado;

O Serviço Médico Especializado realizará a reanimação artificial; reanimação do


batimentos cardíacos e reanimação dos movimentos respiratórios, pois eles dispõem de
material adequado para realizar esse procedimento com segurança.

Observações Gerais:

1) Trate todo e qualquer acidentado como se este tivesse sofrido alguma lesão
da coluna e pescoço. Isso pode evitar seqüelas irreversíveis.
2) Só o Serviço Médico Especializado (Corpo de Bombeiros) pode realizar o
transporte das vítimas. Estes profissionais, além de conhecimento
técnico, dispõem de material adequado para realizar o transporte das
vítimas com segurança.

Obs: A vítima só poderá ser removida pelo cidadão socorrista em caso de


risco de incêndio, tráfego intenso de veículos ou desabamento de barreiras.

Modos de transportar um acidentado

Um dos meios mais apropriados para o transporte de acidentados é a maca, que tem uma
superfície lisa e rígida de modo a sustentar a coluna vertebral. Mas há outras opções:

1) Transporte nas costas


2) Transporte em braço
3) Transporte em lençol
4) Transporte de apoio
5) Transporte de cadeirinha
6) Transporte pelas extremidades
7) Transporte em cadeira
CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

Furto - É a subtração da coisa alheia móvel para si ou para outrem (artigo 155º).
É, pois, o assenhoramento da coisa com a finalidade de apoderar-se dela de modo
definitivo. Apena prevista para o crime de furto é de reclusão de um a quatro anos,
acrescida de multa.

Objetividade Jurídica - É a tutela da posse. Secundariamente, a propriedade.

Propriedade - É o conjunto dos direitos inerentes ao uso, gozo e disposição dos bens.

Posse - É exteriorização desses direitos.

A lei penal tutela a situação de fato estabelecida entre o sujeito e o direito de usar, gozar e
dispor de seus bens. De forma secundária, a incriminação do fato protege a propriedade.

Sujeito Ativo - Qualquer pessoa que não seja proprietário dela em sua totalidade, poderá
ser o autor do furto. A lei não exige do sujeito ativo qualquer circunstância pessoal
específica.

A coisa subtraída deve ser alheia, não praticando furto aquele que é seu legítimo
possuidor , constituindo neste caso o assenhoramento da coisa, apropriação indébita.
Exemplo : o empregado de uma fábrica é mero detentor das ferramentas com que
trabalha, cometendo o furto, caso venha apoderar-se delas.

Sujeito Passivo - É a pessoa física ou jurídica que tenha posse ou propriedade. Caso a
coisa seja subtraída de quem tem apenas a detenção desinteressada como os
balconistas, caixas , etc , a vítima será apenas o proprietário.

Objeto Material - O objeto material no furto é a coisa alheia móvel. Em Direito Penal, coisa
tem significado diferente daquele empregado em Direito Civil. Coisa em Direito Penal é
toda substância material, corpórea, mesmo que não tangível, que pode ser transportada
ou apreendida, incluindo os corpos gasosos, bem como as partes do solo (jazidas
minerais) , e também partes da casa como os tijolos. Também são bens móveis, árvores,
navios, aeronaves, etc. Os bens imóveis estão fora da tutela penal.

A lei não exige que a coisa furtada tenha valor comercial ou de troca , bastando que seja
um bem que represente alguma utilidade para quem detenha a coisa.

As coisas comuns ou de uso comum ar, luz, água de rios e mares, somente poderão ser
consideradas objetos do furto, caso sejam destacadas, como nos casos de ar comprimido
ou liqüefeito, água em recipiente, etc.

Não há crime no apossamento de coisas que nuca tiveram dono ou que foram
abandonadas. Entretanto comete o crime de apropriação indébita, quem se apossa de
coisa perdida. Não haverá furto, quando da subtração de algo que tem valor econômico
irrisório, como nos casos de subtração de um alfinete

A subtração de ser humano vivo não caracteriza crime de furto e sim de seqüestro ou
rapto. Entretanto, é possivel ocorrer furto de partes do corpo humano, como cabelos e
dentes, bem como de objetos postiços tais como dentaduras, perucas e pernas
ortopédicas.

Tipo Objetivo - O núcleo do tipo é o verbo subtrair, que significa tirar, retirar. A subtração
pode ser realizada por meios manuais ou mecânicos (apossamento direto), ou servindo
seu agente de terceiros ou até mesmo de animais amestrados (apossamento indireto).

Tipo Subjetivo - É o dolo, vontade livre e consciente de subtrair acrescido do elemento do


injusto (dolo específico), que é a finalidade do agente expressa no tipo " para si ou para
outrem" que indica o fim de assenhoramento definitivo.

Consumação e Tentativa - Várias são as teorias criadas para explicar a caracterização da


consumação do furto :

I - Concretatio - Segundo a qual basta tocar a coisa .

II - Apprehensio Rei - Nesta é suficiente segurar a coisa.

III - Amotio - Exige-se a remoção do lugar.

IV - Ablatio - A coisa é colocada no local a que se destinava, em segurança.

Entretanto, nenhuma dessas teorias satisfaz.

A jurisprudência estabeleceu uma situação intermediária entre as últimas teorias, que foi
denominada de inversão da posse, entendendo como consumado o furto quando o agente
tem a posse tranqüila da coisa, ainda que por pouco tempo. Assim, o furto atinge a
consumação no momento em que o objeto sai da esfera da posse e disponibilidade do
sujeito passivo, ingressando na livre disponibilidade do autor.

Tratando-se de crime material, a tentativa é admissível e ocorre sempre que o sujeito ativo
não consegue, por circunstâncias alheias à sua vontade, retirar o objeto material da
esfera de proteção e vigilância da vítima.
Exemplo : suponha-se que o batedor de carteiras desejando subtrair bens da vítima,
coloque a mão no bolso direito desta, mas a carteira se encontra no bolso esquerdo.
Neste caso houve tentativa de furto, e foi somente o acaso que levou o sujeito a colocar a
mão no bolso em que a carteira não se encontrava.

Classificação dos Furtos

Os furtos são classificados em :

a)Furto de Uso - É a subtração da coisa alheia móvel para fim de uso momentâneo e
pronta restituição. Não constitui crime previsto no CP vigente.
Para o reconhecimento do furto de uso, exige-se a devolução da coisa furtada nas
mesmas condições.

b)Furto Noturno - É o furto agravado por ter sido praticado durante o repouso noturno,
auamentandose a pena de um terço.
A circunstância agravante "durante o período noturno" fundamenta-se, na maior
facilidade que pode obter o sujeito quando pratica o furto em altas horas da noite, quando
a falta de luz favorece a execução do crime, e o repouso suspende a vigilância patrimonial
debilitando os meios de defesa e tornando mais difícil a proteção do bem.
c)Furto de Energia - Segundo o parágrafo 3º do artigo 155º, do CP, a energia elétrica ou
qualquer outra como a mecânica, a térmica e a radioatividade, são equiparadas à coisa
móvel.
Assim, por exemplo, se o agente desviar a energia elétrica indevidamente, estará
cometendo furto.

d)Furto Privilegiado - Conforme o estabelecido no artigo 155º parágrafo 2º , do CP, "se o


criminoso é primário, e, é de pequeno valor a coisa furtada, o Juiz pode substituir a pena
de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena
de multa". A redução, entretanto, não se aplica a multa.

O furto privilegiado é denominado furto mínimo e para sua configuração são exigidos dois
requisitos:

I - Que o Criminoso Seja Primário ou Não Seja Reincidente.

Primário - É aquele que mesmo tendo sofrido condenação não é reincidente.

Reincidente - Segundo o artigo 46º, caput do CP, é o agente que praticou novo crime
depois de condenado por delito cometido anteriormente.

II - Que a Coisa Seja de Pequeno Valor - O pequeno valor não deve ser considerado em
sentido econômico absoluto, mas em sentido relativo. A jurisprudência tem considerado
como pequeno valor aquele que não supere o salário mínimo vigente à época do fato.

e)Furto Qualificado - O artigo 155º, parágrafo 4º , define o furto qualificado.

A primeira qualificadora diz respeito ao crime cometido "com destruição ou rompimento


do obstáculo à subtração da coisa".

Destruir: Significa subverter, desfazer obstáculo, desaparecer.

Romper : Significa destruição parcial , abrir brecha.

Obstáculo: É todo elemento material que defende ou impede a coisa de ser subtraída. A
destruição ou o rompimento do obstáculo são meios indispensáveis à apreensão da
coisa.

Quando o agente detona uma bomba na porta de um cofre, está destruindo o obstáculo,
mas quando arromba uma porta, está rompendo o obstáculo.

O obstáculo pode ser:

I - De natureza ativa (alarme, armadilha, etc).


II - De natureza passiva (parede, muro, cofre, etc).

A circunstância qualificadora só existe, nos casos em que o sujeito pratica violência


contra alguma coisa que foi predisposta ou aproveitada pelo homem para finalidade
especial de evitar a subtração, como por exemplo, a quebra da corrente que prende uma
caneta do Correio.

A violência contra o obstáculo, por sua vêz, só deve ser empregada pelo agente antes ou
durante a subtração, mas, nunca depois de consumado o furto.
A violência empregada contra obstáculo que existe para uso normal da casa, ou quando é
um acessório para uso do objeto material, não qualifica o furto. Dessa forma, a subtração
de arame farpado de uma cerca, mediante desprendimento dos pregos ou, a subtração de
zinco do telhado mediante desprendimento dos grampos, não são furtos qualificados.

f)Abuso de Confiança - Ocorre o abuso de confiança , quando o agente aproveitando-se


da menor proteção dispensada pelo sujeito passivo à coisa, em virtude da confiança que
lhe foi depositada, pratica a subtração.

Dois são os requisitos necessários para que ocorra abuso de confiança :

I - Que o agente abuse da confiança nele depositada pelo sujeito passivo.


II - Que a coisa esteja na esfera de disponibilidade do agente em decorrência dessa
confiança.

A qualificadora no abuso de confiança, exige um vínculo especial de lealdade ou de


fidelidade entre o patrão e o empregado, sendo irrelevante a relação empregatícia.

Há que se distinguir também, o furto qualificado pelo abuso de confiança da apropriação


indébita, pois no furto qualificado o agente subtrai a coisa, e na apropriação indébita
torna sua a coisa que está em sua posse.
Exemplo : suponhamos que numa biblioteca pública o agente apanha um livro que lhe foi
confiado pela bibliotecária e esconda sob o paletó, subtraindo-o Neste caso, o sujeito
responde pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança. Contudo, se o sujeito na
mesma biblioteca, tomar o livro emprestado, e levando para sua casa, vende-o para um
terceiro, então, responderá pelo crime de apropriação indébita.

Fraude - É a artimanha empregada pelo agente para subtrair a coisa alheia. É também uma
qualificadora do crime. Consiste em um engano, capaz de iludir a vigilância do sujeito
passivo possibilitando maior facilidade na subtração do objeto material.
Exemplos: sujeito que se fantasia de funcionário de empresa telefônica, para entrar na
residência da vítima e subtrair-lhe os bens, ou, sujeito distrai a balconista mandando-a
em busca de mercadoria para subtrair outra.

Também há distinção entre a fraude e o estelionato.

No furto, a fraude ilude a vigilância do ofendido, que por esta razão não tem consciência
que o objeto material está saindo da esfera de seu patrimônio e ingressando na
disponibilidade do sujeito ativo. Ao contrario da fraude, o estelionato visa levar a vítima a
recair em erro. Por esta razão, voluntariamente a vítima se desfaz de seus bens, tendo
consciência de que eles estão saindo da esfera de seu patrimônio e entrando na esfera de
disponibilidade do outro.

Escalada - É outra qualificadora do furto.


Escalada deriva de escalar, que significa assaltar com uma escada, subir a algum lugar.

Sob o ponto de vista técnico, escalada é o acesso a um lugar por meio anormal de uso,
como por exemplo: entrar pelo telhado ou pular o muro para realizar a subtração.

O reconhecimento dessa qualificadora exige que o agente utilize de instrumentos como


escadas e cordas ou haja com agilidade para superar o obstáculo.

Destreza - É a habilidade capaz de fazer com que a vítima não perceba a subtração.
Caracteriza-se pela facilidade dos movimentos, habilidade manual e intelectual, em
virtude das quais o agente subtrai o objeto levado pela vítima, sem que esta disso se
aperceba.
Exemplo : é o chamado crime cometido pelos batedores de carteira.

Chave Falsa - Também qualifica o crime de furto. É todo e qualquer instrumento, com ou
sem forma de chave, destinado a abrir fechaduras ou mecanismos semelhantes.
Exemplos : gazuas, grampos, pregos, tesouras, arames, etc.

Se a chave é encontrada na fechadura não há crime qualificado, mas crime simples.

Concurso de Duas ou Mais Pessoas - É qualificadora, porque esta circunstância denota


maior periculosidade dos agentes, que unem esforços para o crime.

Furto de Coisa Comum - Segundo o artigo 156º do CP, constitui furto de coisa comum o
fato de "subtrair o condômino, co-herdeiro, ou sócio, para si ou para outrem, quem
legitimamente detém, a coisa comum".
A razão dessa incriminação é que o agente subtrai coisa que pertence a outrem.

Condomínio - Existe quando duas ou mais pessoas tem propriedade sobre uma mesma
coisa, exercendo seu direito sem exclusão dos direitos dos demais condôminos.

Herança - É o patrimônio do falecido, uma universalidade de bens que se transmite aos


herdeiros.

Sociedade - É a reunião de duas ou mais pessoas que conjugam esforços para


alcançarem o fim comum.

Objetividade Jurídica - Tutelar a propriedade ou posse.

Sujeito Ativo - Crime próprio, só pode ser cometido pelo condômino, co-herdeiro ou
sócio.

Sujeito Passivo - Todos os herdeiros, condôminos ou sócios, mas não o agente .

Tipo Objetivo - Não é diferente da conduta característica do furto comum. É a subtração


da coisa móvel.

Tipo Subjetivo - É o dolo. Exige porém outro elemento subjetivo do tipo contido na
expressão "para si ou para outrem".

ROUBO

O artigo 157º, caput, define o roubo "subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem,
mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer outro
meio, reduzido à impossibilidade de resistência".
Pena - Reclusão de 4 a 10 anos e multa.

O roubo é um crime contra o patrimônio em que a integridade física e psíquica da vítima


também é atingida. É um crime complexo, em que o CP protege a posse da propriedade,
integridade física, vida, saúde e liberade individual.

Objetividade Jurídica - Crime complexo, objetivo jurídico imediato é o patrimônio.


Tutela-se também, a integridade física a liberade e, no latrocínio, a vida do sujeito
passivo.

Sujeito Ativo - Crime comum, pode ser cometido por qualquer pessoa.
Sujeito Passivo - É o titular da posse ou da propriedade, embora, excepcionalmente,
possa ocorrer a hipótese de dois sujeitos passivos:

Um que sofre a violência ou grave ameaça e outro titular do direito de propriedade.


Assim., no caso de um assalto a um estabelecimento comercial, o sujeito passivo não é
somente seu proprietário, mas também, qualquer pessoa atingida pela violência ou grave
ameaça como o caixa e os demais funcionários.

Tipo Objetivo - No roubo, a conduta é subtrair (tirar) a coisa alheia com o emprego da
violência ou grave ameaça, de tal maneira, que reduz a possibilidade de resistência do
sujeito passivo A violência ou grave ameaça poderá ser anterior ou posterior à subtração.
Não é obrigatório que da violêrncia decorra lesões corporais a vitima, pois uma simples
imobilização desta, caracteriza a violência.

Há também crime de roubo, quando o agente finge estar armado, uma vêz tal atitude
constitui grave ameaça, sem o que, possivelmente, a vítima não entregaria seus
pertences.

Tipo Subjetivo - É o dolo, vontade livre e consciênte de subtrair, com emprego de


violência ou grave ameaça.
Exige-se também, o elemento subjetivo do tipo traduzido pela expressão "subtrair para si
ou para outrem".

Classificação - Os roubos podem ser :

I - Próprio - É aquele definido pelo artigo 157º, caput.


II - Impróprio - Crime que ocorre quando o agente, depois de subtrair a coisa alheia,
emprega violência contra a vítima ou grave ameaça, com o abjetivo de assegurar a
impunidade do crime ou assenhorar-se da coisa para ele ou para terceiros

A distinção entre roubro próprio e impróprio radica no momento em que o sujeito pratica
a violência ou grave ameaça contra a pessoa.
No roubo próprio, a violência ou grave ameaça antecede a subtração ou ocorre
concomitantemente a ela. Já no roubo impróprio, a violência ou grave ameaça são
posteriores à subtração, visando assegurar a posse definitiva ou mesmo a impunidade.

Roubo Qualificado - São três as circunstâncias qualificadoras previstas no parágrafo 2º


do artigo 157º do CP:
•emprego de arma (incidso I),
•concurso de duas ou mais pessoas (incido II) e
•crime praticado contra aquele que está em serviço de transporte de valores (inciso III).

I - Emprego de Armas - Arma, juridicamente, é todo instrumento utilizado para o ataque ou


defesa, suficiente para tornar vulnerável a integridade física de alguém. (revolver, punhal,
foice, tesoura, etc).

O emprego de arma supõe não só uma maior periculosidade do agente, como também ,
uma real ameaça física mais consistente à vitima.
O fundamento da circunstância qualificadora é a maior periculosidade da conduta. Para
sua caracterização, não é suficiente o agente estar armado no instante da agressão,
sendo necessário o emprego efetivo da arma.
A arma fictícia (revolver de plástico), não basta para qualificar o roubo.

II - Concurso de Duas ou Mais Pessoas - Também qualifica o roubo, em decorrência da


maior periculosidade dos agentes, que se unem para a prática do crime, dificultando
dessa forma a defesa da vítima.

III - Se a vítima estiver em serviço de transporte de valores - Por valores, além do dinheiro,
devemos considerar as pedras preciosas, o ouro, sêlos, jóias, etc.

É necessário que o agente saiba antecipadamente que a vítima se encontra em serviço de


transporte de valores, e que tais valores não pertencem ao ofendido.

Roubo e Lesão Corporal Grave

O roubo, quando da violência resultar lesão corporal é circunstância qualificadora de


natureza grave, fixando a pena de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa (artigo 157º
parágrafo 3º). É indispensável a existência de uma relação causal entre a violência e a
lesão grave ou gravíssima.
Observação : Se o ofendido sofrer um enfarte durante o assalto, por ser portador de uma
doença cardíaca, não se pode atribuir o evento ao agente que desconhece a condição
preexistente, em face do artigo 19º do CP.

O agente responde então por roubo, em concurso com lesão corporal culposa.

Latrocínio, Roubo e Morte - De acordo com o artigo 157º parágrafo 3º , do CP, consoante a
redação que lhe foi dada pelo artigo 6º , da Lei 8072, de 27 de julho de 1990, se da
violência resulta a morte, a pena cominada é de 20 a 30 anos de reclusão, além de multa.

Latrocínio - É definido como homicídio praticado com o fim de lucro. Morte é o meio.
Lucro, o fim.

No latrocínio, é indispensável que o exame necroscópico comprove a relação entre a ação


do agente e a morte da vítima.

O latrocínio é um crime complexo e portanto não pode ser decomposto,

Assim, configura-se o ilícito mesmo quando o agente mata para fugir, evitando sua
captura.

O latrocínio por ser um crime complexo, tem como crimes membros, a morte e o roubo.
Quando um dos componentes do delito não se consuma, surgem dificuldades para sua
interpretação, face as diversas hipóteses:

I - Não se consuma nem a subtração e nem a morte. Neste caso, haverá tentativa de
latrocínio.
II - Ocorre a subtração e não a morte. Temos então a tentativa de latrocínio.
III - Ocorre a morte não a subtração. Neste caso, várias soluções tem sido apresentadas
pelos Tribunais.

Alguns condenam pelo homicídio qualificado, outros pelo latrocínio tentado. Há, ainda
aqueles que vislumbram um latrocínio consumado.

A lei 8072, de 27 de julho de 1990, considerou o latrocínio tentado ou consumado, crime


hediondo, aumentando a pena de 15 para 20 anos de reclusão.
TÍTULO II: DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

CAPÍTULO I: DO FURTO
Furto

Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:


Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno.

§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode


substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar
somente a pena de multa.

§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor
econômico.

Furto qualificado

§ 4º - A pena é de reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa, se o crime é cometido:


I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
III - com emprego de chave falsa;
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas.

Furto de coisa comum

Art. 156 - Subtrair o condômino, co-herdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a quem
legitimamente a detém, a coisa comum:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

§ 1º - Somente se procede mediante representação.

§ 2º - Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a quota a
que tem direito o agente.

CAPÍTULO II: DO ROUBO E DA EXTORSÃO


Roubo

Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade
de resistência:
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa.

§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência
contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção
da coisa para si ou para terceiro.

§ 2º - A pena aumenta-se de um terço até metade:


I - se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma;
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal
circunstância.
§ 3º - Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de 5 (cinco) a 15
(quinze) anos, além da multa; se resulta morte, a reclusão é de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos,
sem prejuízo da multa.

Extorsão

Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de
obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou
deixar fazer alguma coisa:
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa.

§ 1º - Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma,


aumenta-se a pena de um terço até metade.

§ 2º - Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3º do artigo


anterior.

Extorsão mediante seqüestro

Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer
vantagem, como condição ou preço do resgate:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

§ 1º - Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o seqüestrado é menor de


18 (dezoito) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 20 (vinte) anos.

§ 2º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:


Pena - reclusão, de 16 (dezesseis) a 24 (vinte e quatro) anos.

§ 3º - Se resulta a morte:
Pena - reclusão, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos.

§ 4º - Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade,


facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços.

Extorsão indireta

Art. 160 - Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém,
documento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra
terceiro:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

CAPÍTULO III: DA USURPAÇÃO

Alteração de limites

Art. 161 - Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha
divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia:
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa.

§ 1º - Na mesma pena incorre quem:


Usurpação de águas

I - desvia ou represa, em proveito próprio ou de outrem, águas alheias;


Esbulho possessório

II - invade, com violência a pessoa ou grave ameaça, ou mediante concurso de mais de


duas pessoas, terreno ou edifício alheio, para o fim de esbulho possessório.

§ 2º - Se o agente usa de violência, incorre também na pena a esta cominada.

§ 3º - Se a propriedade é particular, e não há emprego de violência, somente se procede


mediante queixa.

Supressão ou alteração de marca em animais

Art. 162 - Suprimir ou alterar, indevidamente, em gado ou rebanho alheio, marca ou sinal
indicativo de propriedade:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa.

CAPÍTULO IV: DO DANO

Dano

Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:


Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.

Dano qualificado

Parágrafo único - Se o crime é cometido:


I - com violência à pessoa ou grave ameaça;
II - com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato não constitui crime mais
grave;
III - contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços
públicos ou sociedade de economia mista;
IV - por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente
à violência.

Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia

Art. 164 - Introduzir ou deixar animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem
de direito, desde que o fato resulte prejuízo:
Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa.

Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico

Art. 165 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa tombada pela autoridade competente em
virtude de valor artístico, arqueológico ou histórico:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

Alteração de local especialmente protegido

Art. 166 - Alterar, sem licença da autoridade competente, o aspecto de local especialmente
protegido por lei:
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Ação penal

Art. 167 - Nos casos do art. 163, do inciso IV do seu parágrafo e do art. 164, somente se
procede mediante queixa.

CAPÍTULO V: DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA

Apropriação indébita

Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Aumento de pena

§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:


I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou
depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão.

Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza

Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito
ou força da natureza:
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Parágrafo único - Na mesma pena incorre:

Apropriação de tesouro

I - quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a que
tem direito o proprietário do prédio;

Apropriação de coisa achada

II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de
restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente,
dentro no prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 170 - Nos crimes previstos neste Capítulo, aplica-se o disposto no art. 155, § 2º.

CAPÍTULO VI: DO ESTELIONATO E OUTRAS FRAUDES

Estelionato

Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou
mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

§ 1º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor o prejuízo, o juiz pode aplicar a pena


conforme o disposto no art. 155, § 2º.
§ 2º - Nas mesmas penas incorre quem:

Disposição de coisa alheia como própria

I - vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como


própria;

Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria

II - vende, permuta, dá em pagamento ou em garantia coisa própria inalienável, gravada de


ônus ou litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a terceiro, mediante pagamento em
prestações, silenciando sobre qualquer dessas circunstâncias;

Defraudação de penhor

III - defrauda, mediante alienação não consentida pelo credor ou por outro modo, a
garantia pignoratícia, quando tem a posse do objeto empenhado;

Fraude na entrega de coisa

IV - defrauda substância, qualidade ou quantidade de coisa que deve entregar a alguém;


Fraude para recebimento de indenização ou valor de seguro
V - destrói, total ou parcialmente, ou oculta coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou a
saúde, ou agrava as conseqüências da lesão ou doença, com o intuito de haver
indenização ou valor de seguro;

Fraude no pagamento por meio de cheque

VI - emite cheque, sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o
pagamento.

§ 3º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em detrimento de entidade


de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência.

Duplicata simulada

Art. 172 - Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponda à mercadoria
vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado.
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Parágrafo único - Nas mesmas penas incorrerá aquele que falsificar ou adulterar a
escrituração do Livro de Registro de Duplicatas.

Abuso de incapazes

Art. 173 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência


de menor, ou da alienação ou debilidade mental de outrem, induzindo qualquer deles à
prática de ato suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo próprio ou de terceiro:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Induzimento à especulação

Art. 174 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou


inferioridade mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação
com títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

Fraude no comércio

Art. 175 - Enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor:


I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada;
II - entregando uma mercadoria por outra:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

§ 1º - Alterar em obra que lhe é encomendada a qualidade ou o peso de metal ou


substituir, no mesmo caso, pedra verdadeira por falsa ou por outra de menor valor;
vender pedra falsa por verdadeira; vender, como precioso, metal de ou outra qualidade:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

§ 2º - É aplicável o disposto no art. 155, § 2º.

Outras fraudes

Art. 176 - Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de


transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento:
Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa.

Parágrafo único - Somente se procede mediante representação, e o juiz pode, conforme


as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.

Fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações

Art. 177 - Promover a fundação de sociedade por ações, fazendo, em prospecto ou em


comunicação ao público ou à assembléia, afirmação falsa sobre a constituição da
sociedade, ou ocultando fraudulentamente fato a ela relativo:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime contra a
economia popular.

§ 1º - Incorrem na mesma pena, se o fato não constitui crime contra a economia popular:

I - o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade por ações, que, em prospecto, relatório,


parecer, balanço ou comunicação ao público ou à assembléia, faz afirmação falsa sobre
as condições econômicas da sociedade, ou oculta fraudulentamente, no todo ou em parte,
fato a elas relativo;
II - o diretor, o gerente ou o fiscal que promove, por qualquer artifício, falsa cotação das
ações ou de outros títulos da sociedade;
III - o diretor ou o gerente que toma empréstimo à sociedade ou usa, em proveito próprio
ou de terceiro, dos bens ou haveres sociais, sem prévia autorização da assembléia geral;
IV - o diretor ou o gerente que compra ou vende, por conta da sociedade, ações por ela
emitidas, salvo quando a lei o permite;
V - o diretor ou o gerente que, como garantia de crédito social, aceita em penhor ou em
caução ações da própria sociedade;
VI - o diretor ou o gerente que, na falta de balanço, em desacordo com este, ou mediante
balanço falso, distribui lucros ou dividendos fictícios;
VII - o diretor, o gerente ou o fiscal que, por interposta pessoa, ou conluiado com
acionista, consegue a aprovação de conta ou parecer;
VIII - o liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV, V e VII;
IX - o representante da sociedade anônima estrangeira, autorizada a funcionar no País,
que pratica os atos mencionados nos ns. I e II, ou dá falsa informação ao Governo.
§ 2º - Incorre na pena de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, o acionista
que, a fim de obter vantagem para si ou para outrem, negocia o voto nas deliberações de
assembléia geral.

Emissão irregular de conhecimento de depósito ou "warrant"

Art. 178 - Emitir conhecimento de depósito ou warrant, em desacordo com disposição


legal:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Fraude à execução

Art. 179 - Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou


simulando dívidas:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

Parágrafo único - Somente se procede mediante queixa.

CAPÍTULO VII: DA RECEPTAÇÃO

Receptação

Art. 180 - Adquirir, receber ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser
produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Receptação culposa

§ 1º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor
e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio
criminoso:
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa, ou ambas as penas.

§ 2º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime


de que proveio a coisa.

§ 3º - No caso do § 1º, se o criminoso é primário pode o juiz, tendo em consideração as


circunstâncias, deixar de aplicar a pena. No caso de receptação dolosa, cabe o disposto
no

§ 2º do art. 155.

§ 4º - No caso dos bens e instalações do patrimônio da União, Estado, Município, empresa


concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista adquiridos
dolosamente:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

CAPÍTULO VIII: DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 181 - É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em
prejuízo:
I - do cônjuge, na constância da sociedade conjugal;
II - de ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou
natural.
Art. 182 - Somente se procede mediante representação, se o crime previsto neste título é
cometido em prejuízo:
I - do cônjuge desquitado ou judicialmente separado;
II - de irmão, legítimo ou ilegítimo;
III - de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita.

Art. 183 - Não se aplica o disposto nos dois artigos anteriores:


I - se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave
ameaça ou violência à pessoa;
II - ao estranho que participa do crime.
LEI Nº 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.
Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o
Sistema Nacional de Armas - Sinarm, define crimes e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu


sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS

Art. 1º O Sistema Nacional de Armas - Sinarm, instituído no Ministério da Justiça, no


âmbito da Polícia Federal, tem circunscrição em todo o território nacional.

Art. 2º Ao Sinarm compete:

I - identificar as características e a propriedade de armas de fogo, mediante cadastro;

II - cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País;

III - cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas


pela Polícia Federal;

IV - cadastrar as transferências de propriedade, extravio, furto, roubo e outras


ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais, inclusive as decorrentes de
fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores;

V - identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de


arma de fogo;

VI - integrar no cadastro os acervos policiais já existentes;

VII - cadastrar as apreensões de armas de fogo, inclusive as vinculadas a


procedimentos policiais e judiciais;

VIII - cadastrar os armeiros em atividade no País, bem como conceder licença para
exercer a atividade;

IX - cadastrar mediante registro os produtores, atacadistas, varejistas, exportadores e


importadores autorizados de armas de fogo, acessórios e munições;

X - cadastrar a identificação do cano da arma, as características das impressões de


raiamento e de microestriamento de projétil disparado, conforme marcação e testes
obrigatoriamente realizados pelo fabricante;

XI - informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal


os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios, bem
como manter o cadastro atualizado para consulta.

Parágrafo único. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das
Forças Armadas e Auxiliares, bem como as demais que constem dos seus registros
próprios.
CAPÍTULO II

DO REGISTRO

Art. 3º É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente.

Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do


Exército, na forma do regulamento desta Lei.

Art. 4º Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá, além de
declarar a efetiva necessidade, atender aos seguintes requisitos:

I - comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões de antecedentes


criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral e de não estar
respondendo a inquérito policial ou a processo criminal;

II - apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência


certa;

III - comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de


arma de fogo, atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei.

§ 1º O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os


requisitos anteriormente estabelecidos, em nome do requerente e para a arma indicada,
sendo intransferível esta autorização.

§ 2º A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à


arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei.

§ 3º A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a


comunicar a venda à autoridade competente, como também a manter banco de dados
com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo.

§ 4º A empresa que comercializa armas de fogo, acessórios e munições responde


legalmente por essas mercadorias, ficando registradas como de sua propriedade
enquanto não forem vendidas.

§ 5º A comercialização de armas de fogo, acessórios e munições entre pessoas


físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm.

§ 6º A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida, ou recusada


com a devida fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, a contar da data do
requerimento do interessado.

§ 7º O registro precário a que se refere o § 4º prescinde do cumprimento dos


requisitos dos incisos I, II e III deste artigo.

Art. 5º O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em todo o território


nacional, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior
de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de
trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou
empresa. (Redação dada pela Lei nº 10.884, de 2004)

§ 1º O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e


será precedido de autorização do Sinarm.

§ 2º Os requisitos de que tratam os incisos I, II e III do art. 4º deverão ser


comprovados periodicamente, em período não inferior a 3 (três) anos, na conformidade do
estabelecido no regulamento desta Lei, para a renovação do Certificado de Registro de
Arma de Fogo.

§ 3º Os registros de propriedade, expedidos pelos órgãos estaduais, realizados até a


data da publicação desta Lei, deverão ser renovados mediante o pertinente registro
federal no prazo máximo de 3 (três) anos.

CAPÍTULO III

DO PORTE

Art. 6º É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os
casos previstos em legislação própria e para:

I - os integrantes das Forças Armadas;

II - os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144º da


Constituição Federal;

III - os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios
com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições estabelecidas no
regulamento desta Lei;

IV - os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250.000


(duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em
serviço;

IV - os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50.000


(cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço;
(Redação dada pela Lei nº 10.867, de 2004)

V - os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do


Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da
República;

VI - os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51º, IV, e no art. 52º, XIII, da
Constituição Federal;

VII - os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os


integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias;

VIII - as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos


termos desta Lei;

IX - para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas


atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta
Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental.

§ 1º As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI deste artigo terão direito de
portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de
serviço, na forma do regulamento, aplicando-se nos casos de armas de fogo de
propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei.

§ 2º A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições


descritas nos incisos V, VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se
refere o inciso III do art. 4º, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.

§ 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está


condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino
de atividade policial, à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno,
nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei, observada a supervisão do
Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei nº 10.884, de 2004)

§ 4º Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do


Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o
direito descrito no art. 4º, ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II
e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei.

§ 5º Aos residentes em áreas rurais, que comprovem depender do emprego de arma


de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar, será autorizado, na forma prevista
no regulamento desta Lei, o porte de arma de fogo na categoria "caçador".

§ 6º Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões
metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo, quando em serviço. (Incluído pela
Lei nº 10.867, de 2004)

Art. 7º As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança


privada e de transporte de valores, constituídas na forma da lei, serão de propriedade,
responsabilidade e guarda das respectivas empresas, somente podendo ser utilizadas
quando em serviço, devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem
estabelecidas pelo órgão competente, sendo o certificado de registro e a autorização de
porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa.

§ 1º O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de


transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. 13º desta
Lei, sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis, se deixar de registrar
ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas
de extravio de armas de fogo, acessórios e munições que estejam sob sua guarda, nas
primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato.

§ 2º A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar


documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. 4º
desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo.

§ 3º A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser
atualizada semestralmente junto ao Sinarm.

Art. 8º As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas


devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão
competente, respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na
forma do regulamento desta Lei.

Art. 9º Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os


responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e,
ao Comando do Exército, nos termos do regulamento desta Lei, o registro e a concessão
de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores, atiradores e caçadores e de
representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no
território nacional.

Art. 10º. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido, em todo o
território nacional, é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após
autorização do Sinarm.

§ 1º A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia


temporária e territorial limitada, nos termos de atos regulamentares, e dependerá de o
requerente:

I - demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de


risco ou de ameaça à sua integridade física;

II - atender às exigências previstas no art. 4º desta Lei;

III - apresentar documentação de propriedade de arma de fogo, bem como o seu


devido registro no órgão competente.

§ 2º A autorização de porte de arma de fogo, prevista neste artigo, perderá


automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de
embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas.

Art. 11º. Fica instituída a cobrança de taxas, nos valores constantes do Anexo desta
Lei, pela prestação de serviços relativos:

I - ao registro de arma de fogo;

II - à renovação de registro de arma de fogo;

III - à expedição de segunda via de registro de arma de fogo;

IV - à expedição de porte federal de arma de fogo;

V - à renovação de porte de arma de fogo;

VI - à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo.

§ 1º Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades


do Sinarm, da Polícia Federal e do Comando do Exército, no âmbito de suas respectivas
responsabilidades.

§ 2º As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o
§ 5º do art. 6º e para os integrantes dos incisos I, II, III, IV, V, VI e VII do art. 6º, nos limites
do regulamento desta Lei.

CAPÍTULO IV

DOS CRIMES E DAS PENAS

Posse irregular de arma de fogo de uso permitido

Art. 12º. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de
uso permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua
residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o
titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa:

Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

Omissão de cautela

Art. 13º. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18
(dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que
esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade:

Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável


de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência
policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio
de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24
(vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato.

Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido

Art. 14º. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder,
ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar
arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo
com determinação legal ou regulamentar:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo quando a arma de
fogo estiver registrada em nome do agente.

Disparo de arma de fogo

Art. 15º. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas
adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como
finalidade a prática de outro crime:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável.

Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito

Art. 16º. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito,
transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob
sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito,
sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem:

I - suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de identificação de arma


de fogo ou artefato;

II - modificar as características de arma de fogo, de forma a torná-la equivalente a


arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo
induzir a erro autoridade policial, perito ou juiz;

III - possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem


autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar;

IV - portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo com numeração,


marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado;

V - vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de fogo, acessório,


munição ou explosivo a criança ou adolescente; e

VI - produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou adulterar, de qualquer


forma, munição ou explosivo.

Comércio ilegal de arma de fogo

Art. 17º. Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito,
desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma
utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial,
arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com
determinação legal ou regulamentar:

Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.

Parágrafo único. Equipara-se à atividade comercial ou industrial, para efeito deste


artigo, qualquer forma de prestação de serviços, fabricação ou comércio irregular ou
clandestino, inclusive o exercido em residência.

Tráfico internacional de arma de fogo

Art. 18º. Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a


qualquer título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade
competente:

Pena - reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.

Art. 19º. Nos crimes previstos nos arts. 17º e 18º, a pena é aumentada da metade se a
arma de fogo, acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito.

Art. 20º. Nos crimes previstos nos arts. 14º, 15º, 16º, 17º e 18º, a pena é aumentada da
metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. 6º,
7º e 8º desta Lei.

Art. 21º. Os crimes previstos nos arts. 16º, 17º e 18º são insuscetíveis de liberdade
provisória.

CAPÍTULO V

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 22º. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o


Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei.

Art. 23º. A classificação legal, técnica e geral, bem como a definição das armas de
fogo e demais produtos controlados, de usos proibidos, restritos ou permitidos será
disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal, mediante proposta do
Comando do Exército.

§ 1o Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em


embalagens com sistema de código de barras, gravado na caixa, visando possibilitar a
identificação do fabricante e do adquirente, entre outras informações definidas pelo
regulamento desta Lei.

§ 2o Para os órgãos referidos no art. 6º, somente serão expedidas autorizações de


compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis, na
forma do regulamento desta Lei.

§ 3o As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta


Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação, gravado no corpo da
arma, definido pelo regulamento desta Lei, exclusive para os órgãos previstos no art. 6º.

Art. 24º. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. 2º desta Lei, compete ao
Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção, exportação, importação,
desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados,
inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores, atiradores e
caçadores.

Art. 25º. Armas de fogo, acessórios ou munições apreendidos serão, após elaboração
do laudo pericial e sua juntada aos autos, encaminhados pelo juiz competente, quando
não mais interessarem à persecução penal, ao Comando do Exército, para destruição, no
prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas.

Parágrafo único. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não


constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas, no mesmo
prazo, sob pena de responsabilidade, pela autoridade competente para destruição, vedada
a cessão para qualquer pessoa ou instituição.

Art. 26º. São vedadas a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de


brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir.

Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à


instrução, ao adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, nas condições fixadas
pelo Comando do Exército.

Art. 27º. Caberá ao Comando do Exército autorizar, excepcionalmente, a aquisição de


armas de fogo de uso restrito.

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos
Militares.

Art. 28º. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo,
ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I, II e III do art. 6º desta
Lei.

Art. 29º. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90


(noventa) dias após a publicação desta Lei. (Vide Lei nº 10.884, de 2004)

Parágrafo único. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90


(noventa) dias poderá renová-la, perante a Polícia Federal, nas condições dos arts. 4º, 6º e
10º desta Lei, no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação, sem ônus para o
requerente.

Art. 30º. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão,


sob pena de responsabilidade penal, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a
publicação desta Lei, solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a
comprovação da origem lícita da posse, pelos meios de prova em direito admitidos. (Vide
Lei nº 10.884, de 2004) (Vide Medida Provisória nº 229, de 2004)

Art. 31º. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente


poderão, a qualquer tempo, entregá-las à Polícia Federal, mediante recibo e indenização,
nos termos do regulamento desta Lei.

Art. 32º. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão,


no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei, entregá-las à Polícia
Federal, mediante recibo e, presumindo-se a boa-fé, poderão ser indenizados, nos termos
do regulamento desta Lei. (Vide Lei nº 10.884, de 2004) (Vide Medida Provisória nº 229, de 2004)

Parágrafo único. Na hipótese prevista neste artigo e no art. 31º, as armas recebidas
constarão de cadastro específico e, após a elaboração de laudo pericial, serão
encaminhadas, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Comando do Exército para
destruição, sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim.

Art. 33º. Será aplicada multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) a R$ 300.000,00
(trezentos mil reais), conforme especificar o regulamento desta Lei:

I - à empresa de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial ou lacustre


que deliberadamente, por qualquer meio, faça, promova, facilite ou permita o transporte
de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de
segurança;

II - à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para


venda, estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo, exceto nas publicações
especializadas.

Art. 34º. Os promotores de eventos em locais fechados, com aglomeração superior a


1000 (um mil) pessoas, adotarão, sob pena de responsabilidade, as providências
necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas, ressalvados os eventos
garantidos pelo inciso VI do art. 5º da Constituição Federal.

Parágrafo único. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de


transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências
necessárias para evitar o embarque de passageiros armados.

CAPÍTULO VI

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 35º. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território


nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei.

§ 1º Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante


referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.

§ 2º Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em


vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Art. 36º. É revogada a Lei nº 9.437, de 20 de fevereiro de 1997.

Art. 37º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de dezembro de 2003; 182º da Independência e 115º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Márcio Thomaz Bastos
José Viegas Filho
Marina Silva

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 23.12.2003

ANEXO
TABELA DE TAXAS

SITUAÇÃO

..................... R$

I - Registro de arma de fogo ...................................................................300,00

II - Renovação de registro de arma de fogo.............................................300,00

III - Expedição de porte de arma de fogo................................................1.000,00

IV - Renovação de porte de arma de fogo...............................................1.000,00

V - Expedição de segunda via de registro de arma de fogo......................300,00

VI - Expedição de segunda via de porte de arma de fogo.......................1.000,00


LEI No 11.036, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2004.

Altera disposições das Leis nos 10.683, de 28 de maio de 2003, e 9.650, de 27 de maio de
1998, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Os arts. 8o e 25 da Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, passam a vigorar com a


seguinte redação:

"Art. 8º..........................................................
§ 1o..............................................................
.....................................................................
III - pelos Ministros de Estado da Fazenda; do Planejamento, Orçamento e Gestão; do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome; do Trabalho e Emprego; do Meio Ambiente; das Relações Exteriores; e Presidente
do Banco Central do Brasil;
.................................................................." (NR)

"Art. 25. ........................................................


.....................................................................

Parágrafo único. São Ministros de Estado os titulares dos Ministérios, o Chefe da Casa
Civil, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria de
Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, o Chefe da Secretaria-Geral da
Presidência da República, o Chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos
Institucionais da Presidência da República, o Advogado-Geral da União, o Ministro de
Estado do Controle e da Transparência e o Presidente do Banco Central do Brasil." (NR)

Art. 2o O cargo de Natureza Especial de Presidente do Banco Central do Brasil fica


transformado em cargo de Ministro de Estado.

Parágrafo único. A competência especial por prerrogativa de função estende-se também


aos atos administrativos praticados pelos ex-ocupantes do cargo de Presidente do Banco
Central do Brasil no exercício da função pública.

Art. 3o O art. 5º da Lei nº 9.650, de 27 de maio de 1998, passa a vigorar com as seguintes
alterações:

"Art. 5o ..........................................................
......................................................................
VIII - execução e supervisão das atividades de segurança institucional do Banco Central
do Brasil, relacionadas com a guarda e a movimentação de valores, especialmente no que
se refere aos serviços do meio circulante, e a proteção de autoridades.

Parágrafo único. No exercício das atribuições de que trata o inciso VIII deste artigo, os
servidores ficam autorizados a conduzir veículos e a portar armas de fogo, em todo o
território nacional, observadas a necessária habilitação técnica e, no que couber, a
disciplina estabelecida na Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003." (NR)
Art. 4o O exercício das atividades referidas no art. 5º, inciso VIII, da Lei nº 9.650, de 27 de
maio de 1998 , com a redação dada por esta Lei, não obsta a execução indireta das
tarefas, mediante contrato, na forma da legislação específica de regência.

Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de dezembro de 2004; 183o da Independência e 116o da República.


LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Antonio Palocci Filho
LEI Nº 7.102, DE 20 DE JUNHO DE 1983.
Dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para
constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de
vigilância e de transporte de valores, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu


sanciono a seguinte lei:

Art. 1º É vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde haja


guarda de valores ou movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança
com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, na forma
desta lei. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei 9.017, de 1995)

Parágrafo único - Os estabelecimentos financeiros referidos neste artigo


compreendem bancos oficiais ou privados, caixas econômicas, sociedades de crédito,
associações de poupanças, suas agências, subagências e seções.

Art. 2º - O sistema de segurança referido no artigo anterior inclui pessoas


adequadamente preparadas, assim chamadas vigilantes; alarme capaz de permitir, com
segurança, comunicação entre o estabelecimento financeiro e outro da mesma instituição,
empresa de vigilância ou órgão policial mais próximo; e, pelo menos, mais um dos
seguintes dispositivos:
I - equipamentos elétricos, eletrônicos e de filmagens que possibilitem a identificação
dos assaltantes;
II - artefatos que retardem a ação dos criminosos, permitindo sua perseguição,
identificação ou captura; e
III - cabina blindada com permanência ininterrupta de vigilante durante o expediente
para o público e enquanto houver movimentação de numerário no interior do
estabelecimento.

Art. 3º A vigilância ostensiva e o transporte de valores serão executados: (Redação


dada pela Lei 9.017, de 1995)
I - por empresa especializada contratada; ou (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)
II - pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que organizado e preparado para
tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso de formação de vigilante autorizado pelo
Ministério da Justiça e cujo sistema de segurança tenha parecer favorável à sua
aprovação emitido pelo Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Parágrafo único. Nos estabelecimentos financeiros estaduais, o serviço de vigilância


ostensiva poderá ser desempenhado pelas Polícias Militares, a critério do Governo da
respectiva Unidade da Federação. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 4º O transporte de numerário em montante superior a vinte mil Ufir, para


suprimento ou recolhimento do movimento diário dos estabelecimentos financeiros, será
obrigatoriamente efetuado em veículo especial da própria instituição ou de empresa
especializada. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)
Art. 5º O transporte de numerário entre sete mil e vinte mil Ufirs poderá ser efetuado
em veículo comum, com a presença de dois vigilantes. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 6º Além das atribuições previstas no art. 20, compete ao Ministério da Justiça:
(Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei 9.017, de 1995)
I - fiscalizar os estabelecimentos financeiros quanto ao cumprimento desta lei;
(Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)
II - encaminhar parecer conclusivo quanto ao prévio cumprimento desta lei, pelo
estabelecimento financeiro, à autoridade que autoriza o seu funcionamento; (Redação dada
pela Lei 9.017, de 1995)
III - aplicar aos estabelecimentos financeiros as penalidades previstas nesta lei.

Parágrafo único. Para a execução da competência prevista no inciso I, o Ministério da


Justiça poderá celebrar convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos
respectivos Estados e Distrito Federal. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 7º O estabelecimento financeiro que infringir disposição desta lei ficará sujeito
às seguintes penalidades, conforme a gravidade da infração e levando-se em conta a
reincidência e a condição econômica do infrator: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art.
16 da Lei 9.017, de 1995)
I - advertência; (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)
II - multa, de mil a vinte mil Ufirs; (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)
III - interdição do estabelecimento. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art 8º - Nenhuma sociedade seguradora poderá emitir, em favor de estabelecimentos


financeiros, apólice de seguros que inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto
qualificado de numerário e outros valores, sem comprovação de cumprimento, pelo
segurado, das exigências previstas nesta Lei.

Parágrafo único - As apólices com infringência do disposto neste artigo não terão
cobertura de resseguros pelo Instituto de Resseguros do Brasil.

Art. 9º - Nos seguros contra roubo e furto qualificado de estabelecimentos


financeiros, serão concedidos descontos sobre os prêmios aos segurados que
possuírem, além dos requisitos mínimos de segurança, outros meios de proteção
previstos nesta Lei, na forma de seu regulamento.

Art. 10. São considerados como segurança privada as atividades desenvolvidas em


prestação de serviços com a finalidade de: (Redação dada pela Lei nº 8.863, de 1994)
I - proceder à vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros
estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas;
II - realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro tipo de
carga.
§ 1º Os serviços de vigilância e de transporte de valores poderão ser executados por
uma mesma empresa. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 8.863, de 1994)
§ 2º As empresas especializadas em prestação de serviços de segurança, vigilância e
transporte de valores, constituídas sob a forma de empresas privadas, além das hipóteses
previstas nos incisos do caput deste artigo, poderão se prestar ao exercício das
atividades de segurança privada a pessoas; a estabelecimentos comerciais, industriais,
de prestação de serviços e residências; a entidades sem fins lucrativos; e órgãos e
empresas públicas. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994)
§ 3º Serão regidas por esta lei, pelos regulamentos dela decorrentes e pelas
disposições da legislação civil, comercial, trabalhista, previdenciária e penal, as empresas
definidas no parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994)
§ 4º As empresas que tenham objeto econômico diverso da vigilância ostensiva e do
transporte de valores, que utilizem pessoal de quadro funcional próprio, para execução
dessas atividades, ficam obrigadas ao cumprimento do disposto nesta lei e demais
legislações pertinentes. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994)

Art. 11 - A propriedade e a administração das empresas especializadas que vierem


a se constituir são vedadas a estrangeiros.
Art. 12 - Os diretores e demais empregados das empresas especializadas não
poderão ter antecedentes criminais registrados.

Art. 13. O capital integralizado das empresas especializadas não pode ser inferior a
cem mil Ufirs. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 14 - São condições essenciais para que as empresas especializadas operem


nos Estados, Territórios e Distrito Federal:
I - autorização de funcionamento concedida conforme o art. 20 desta Lei; e
II - comunicação à Secretaria de Segurança Pública do respectivo Estado, Território
ou Distrito Federal.

Art. 15. Vigilante, para os efeitos desta lei, é o empregado contratado para a
execução das atividades definidas nos incisos I e II do caput e §§ 2º, 3º e 4º do art. 10.
(Redação dada pela Lei nº 8.863, de 1994)

Art. 16 - Para o exercício da profissão, o vigilante preencherá os seguintes


requisitos:
I - ser brasileiro;
II - ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos;
III - ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau;
IV - ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em
estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos desta lei. (Redação dada pela Lei
nº 8.863, de 1994)
V - ter sido aprovado em exame de saúde física, mental e psicotécnico;
VI - não ter antecedentes criminais registrados; e
VII - estar quite com as obrigações eleitorais e militares.

Parágrafo único - O requisito previsto no inciso III deste artigo não se aplica aos
vigilantes admitidos até a publicação da presente Lei

Art. 17 - O exercício da profissão de vigilante requer prévio registro na Delegacia


Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, que se fará após a apresentação dos
documentos comprobatórios das situações enumeradas no artigo anterior. (Vide Medida
Provisória nº 2.184, de 2001)

Parágrafo único - Ao vigilante será fornecida Carteira de Trabalho e Previdência


Social, em que será especificada a atividade do seu portador.

Art. 18 - O vigilante usará uniforme somente quando em efetivo serviço.

Art. 19 - É assegurado ao vigilante:


I - uniforme especial às expensas da empresa a que se vincular;
II - porte de arma, quando em serviço;
III - prisão especial por ato decorrente do serviço;
IV - seguro de vida em grupo, feito pela empresa empregadora.

Art. 20. Cabe ao Ministério da Justiça, por intermédio do seu órgão competente ou
mediante convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados e Distrito
Federal: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)
I - conceder autorização para o funcionamento:
a) das empresas especializadas em serviços de vigilância;
b) das empresas especializadas em transporte de valores; e
c) dos cursos de formação de vigilantes;
II - fiscalizar as empresas e os cursos mencionados dos no inciso anterior;
Ill - aplicar às empresas e aos cursos a que se refere o inciso I deste artigo as
penalidades previstas no art. 23 desta Lei;
IV - aprovar uniforme;
V - fixar o currículo dos cursos de formação de vigilantes;
VI - fixar o número de vigilantes das empresas especializadas em cada unidade da
Federação;
VII - fixar a natureza e a quantidade de armas de propriedade das empresas
especializadas e dos estabelecimentos financeiros;
VIII - autorizar a aquisição e a posse de armas e munições; e
IX - fiscalizar e controlar o armamento e a munição utilizados.
X - rever anualmente a autorização de funcionamento das empresas elencadas no
inciso I deste artigo. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994)

Parágrafo único. As competências previstas nos incisos I e V deste artigo não serão
objeto de convênio. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 21 - As armas destinadas ao uso dos vigilantes serão de propriedade e


responsabilidade:
I - das empresas especializadas;
II - dos estabelecimentos financeiros quando dispuserem de serviço organizado de
vigilância, ou mesmo quando contratarem empresas especializadas.

Art. 22 - Será permitido ao vigilante, quando em serviço, portar revólver calibre 32


ou 38 e utilizar cassetete de madeira ou de borracha.

Parágrafo único - Os vigilantes, quando empenhados em transporte de valores,


poderão também utilizar espingarda de uso permitido, de calibre 12, 16 ou 20, de
fabricação nacional.

Art. 23 - As empresas especializadas e os cursos de formação de vigilantes que


infringirem disposições desta Lei ficarão sujeitos às seguintes penalidades, aplicáveis
pelo Ministério da Justiça, ou, mediante convênio, pelas Secretarias de Segurança
Pública, conforme a gravidade da infração, levando-se em conta a reincidência e a
condição econômica do infrator:
I - advertência;
II - multa de quinhentas até cinco mil Ufirs: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)
III - proibição temporária de funcionamento; e
IV - cancelamento do registro para funcionar.

Parágrafo único - Incorrerão nas penas previstas neste artigo as empresas e os


estabelecimentos financeiros responsáveis pelo extravio de armas e munições.

Art. 24 - As empresas já em funcionamento deverão proceder à adaptação de suas


atividades aos preceitos desta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data
em que entrar em vigor o regulamento da presente Lei, sob pena de terem suspenso seu
funcionamento até que comprovem essa adaptação.

Art. 25 - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias a


contar da data de sua publicação.

Art. 26 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Art. 27 - Revogam-se os Decretos-leis nº 1.034, de 21 de outubro de 1969, e nº 1.103,
de 6 de abril de 1970, e as demais disposições em contrário.

Brasília, em 20 de junho de 1983; 162º da Independência e 95º da República.

JOÃO FIGUEIREDO
Ibrahim Abi-Ackel
A ABIN - AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA
Decreto nº 4.376, de 13.09.2002

Dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência,


instituído pela Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos
IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.883, de 7 de
dezembro de 1999,

DECRETA:

Art. 1º A organização e o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência, instituído


pela Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999, obedecem ao disposto neste Decreto.

§ 1º O Sistema Brasileiro de Inteligência tem por objetivo integrar as ações de


planejamento e execução da atividade de inteligência do País, com a finalidade de
fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional.

§ 2º O Sistema Brasileiro de Inteligência é responsável pelo processo de obtenção e


análise de dados e informações e pela produção e difusão de conhecimentos necessários
ao processo decisório do Poder Executivo, em especial no tocante à segurança da
sociedade e do Estado, bem como pela salvaguarda de assuntos sigilosos de interesse
nacional.

Art. 2º Para os efeitos deste Decreto, entende-se como inteligência a atividade de


obtenção e análise de dados e informações e de produção e difusão de conhecimentos,
dentro e fora do território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial
influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a
segurança da sociedade e do Estado.

Art. 3º Entende-se como contra-inteligência a atividade que objetiva prevenir, detectar,


obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer natureza que constituam
ameaça à salvaguarda de dados, informações e conhecimentos de interesse da segurança
da sociedade e do Estado, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que
transitem.
(*) Art. 4º O Sistema Brasileiro de Inteligência é composto pelos seguintes órgãos:

I - Casa Civil da Presidência da República, por meio do Centro Gestor e Operacional do


Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM;

II - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, órgão de


coordenação das atividades de inteligência federal;

III - Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, do Gabinete de Segurança Institucional da


Presidência da República, como órgão central do Sistema;

IV - Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da


Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Federal, do Departamento de
Polícia Rodoviária Federal, do Departamento Penitenciário Nacional e do Departamento de
Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, da Secretaria Nacional de
Justiça;
(*) Inciso IV com redação dada pelo Decreto nº 5.525, de 25.08.2005.
V - Ministério da Defesa, por meio do Departamento de Inteligência Estratégica da
Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, da Subchefia de Inteligência
do Estado-Maior de Defesa, do Centro de Inteligência da Marinha, do Centro de
Inteligência do Exército e do Centro de Inteligência da Aeronáutica;
(*) Inciso V com redação dada pelo Decreto nº 5.388, de 07.03.2005.

VI - Ministério das Relações Exteriores, por meio da Coordenação-Geral de Combate aos


Ilícitos Transnacionais da Subsecretaria-Geral de Assuntos Políticos;

VII - Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria-Executiva do Conselho de Controle de


Atividades Financeiras, da Secretaria da Receita Federal e do Banco Central do Brasil;

VIII - Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria-Executiva;

IX - Ministério da Saúde, por meio do Gabinete do Ministro de Estado e da Agência


Nacional
de Vigilância Sanitária - ANVISA;

X - Ministério da Previdência Social, por meio da Secretaria-Executiva;

XI - Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Gabinete do Ministro de Estado;

XII - Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria-Executiva;

XIII - Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil; e

XIV - Controladoria-Geral da União, por meio da Sub-Controladoria.


(*) Inciso XIV com redação dada pelo Decreto nº 5.525, de 25.08.2005.

Parágrafo único. Mediante ajustes específicos e convênios, ouvido o competente órgão de


controle externo da atividade de inteligência, as unidades da Federação poderão compor
o Sistema Brasileiro de Inteligência.
(*) Art. 4º e Incisos, com redação dada pelo Decreto nº 4.878, de 06.11.2003 - D.O.U. de 07.11.2003.

Art. 5º O funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência efetivar-se-á mediante


articulação coordenada dos órgãos que o constituem, respeitada a autonomia funcional
de cada um e observadas as normas legais pertinentes a segurança, sigilo profissional e
salvaguarda de assuntos sigilosos.

Art. 6º Cabe aos órgãos que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência, no âmbito de
suas competências:

I - produzir conhecimentos, em atendimento às prescrições dos planos e programas de


inteligência, decorrentes da Política Nacional de Inteligência;

II - planejar e executar ações relativas à obtenção e integração de dados e informações;

III - intercambiar informações necessárias à produção de conhecimentos relacionados


com as atividades de inteligência e contra-inteligência;

IV - fornecer ao órgão central do Sistema, para fins de integração, informações e


conhecimentos específicos relacionados com a defesa das instituições e dos interesses
nacionais; e
V - estabelecer os respectivos mecanismos e procedimentos particulares necessários às
comunicações e ao intercâmbio de informações e conhecimentos no âmbito do Sistema,
observando medidas e procedimentos de segurança e sigilo, sob coordenação da ABIN,
com base na legislação pertinente em vigor.

Art. 7º Fica instituído, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, o Conselho


Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência, ao qual compete:

I - emitir pareceres sobre a execução da Política Nacional de Inteligência;

II - propor normas e procedimentos gerais para o intercâmbio de conhecimentos e as


comunicações entre os órgãos que constituem o Sistema Brasileiro de Inteligência,
inclusive no que respeita à segurança da informação;

III - contribuir para o aperfeiçoamento da doutrina de inteligência;

IV - opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades ao Sistema


Brasileiro de Inteligência;

V - propor a criação e a extinção de grupos de trabalho para estudar problemas


específicos, com atribuições, composição e funcionamento regulados no ato que os
instituir; e

VI - propor ao seu Presidente o regimento interno.


(*) Art. 8º São membros do Conselho os titulares dos seguintes órgãos:

I - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

II - Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, do Gabinete de Segurança Institucional da


Presidência da República;

III - Secretaria Nacional de Segurança Pública, Diretoria de Inteligência Policial do


Departamento de Polícia Federal e Departamento de Polícia Rodoviária Federal, todos do
Ministério da Justiça;

IV - Departamento de Inteligência Estratégica da Secretaria de Política, Estratégia e


Assuntos Internacionais, Centro de Inteligência da Marinha, Centro de Inteligência do
Exército, Secretaria de Inteligência da Aeronáutica, todos do Ministério da Defesa;

V - Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais da Subsecretaria-Geral de


Assuntos Políticos, do Ministério das Relações Exteriores;

VI - Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda; e

VII - Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM, da


Casa Civil da Presidência da República.

§ 1º O Conselho é presidido pelo Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que


indicará seu substituto eventual.

§ 2º Os membros do Conselho indicarão os respectivos suplentes.

§ 3º Aos membros do Conselho serão concedidas credenciais de segurança no grau


"secreto".
(*) Art. 8º e Incisos, com redação dada pelo Decreto nº 4.878, de 06.11.2003 - D.O.U. de
07.11.2003.

(*) Art. 9º O Conselho reunir-se-á, em caráter ordinário, até três vezes por ano, na sede
da ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente
ou a requerimento de um de seus membros.
(*) Art. 9º com redação dada pelo Decreto nº 4.878, de 06.11.2003 - D.O.U. de 07.11.2003.

§ 1º A critério do presidente do Conselho, as reuniões extraordinárias poderão ser


realizadas fora da sede da ABIN.

§ 2º O Conselho reunir-se-á com a presença de, no mínimo, a maioria de seus membros.

§ 3º Mediante convite de qualquer membro do Conselho, representantes de outros órgãos


ou entidades poderão participar das suas reuniões, como assessores ou observadores.

§ 4º O presidente do Conselho poderá convidar para participar das reuniões cidadãos de


notório saber ou especialização sobre assuntos constantes da pauta.

§ 5º As despesas com deslocamento e estada dos membros do Conselho correrão à custa


de recursos dos órgãos que representam, salvo na hipótese do § 4o- ou em casos
excepcionais, quando correrão à custa dos recursos da ABIN.

§ 6º A participação no Conselho não enseja nenhum tipo de remuneração e será


considerada serviço de natureza relevante.

Art. 10. Na condição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, a ABIN tem a
seu cargo:

I - estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos, a serem produzidos pelos


órgãos que constituem o Sistema Brasileiro de Inteligência, e consolidá-las no Plano
Nacional de Inteligência;

II - coordenar a obtenção de dados e informações e a produção de conhecimentos sobre


temas de competência de mais de um membro do Sistema Brasileiro de Inteligência,
promovendo a necessária interação entre os envolvidos;

III - acompanhar a produção de conhecimentos, por meio de solicitação aos membros do


Sistema Brasileiro de Inteligência, para assegurar o atendimento da finalidade legal do
Sistema;

IV - analisar os dados, informações e conhecimentos recebidos, com vistas a verificar o


atendimento das necessidades de conhecimentos estabelecidas no Plano Nacional de
Inteligência;

V - integrar as informações e os conhecimentos fornecidos pelos membros do Sistema


Brasileiro de Inteligência;

VI - solicitar dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal os dados,


conhecimentos, informações ou documentos necessários ao atendimento da finalidade
legal do Sistema;

VII - promover o desenvolvimento de recursos humanos e tecnológicos e da doutrina de


inteligência, realizar estudos e pesquisas para o exercício e aprimoramento da atividade
de inteligência, em coordenação com os demais órgãos do Sistema Brasileiro de
Inteligência;

VIII - prover suporte técnico e administrativo às reuniões do Conselho e ao funcionamento


dos grupos de trabalho, solicitando, se preciso, aos órgãos que constituem o Sistema
colaboração de servidores por tempo determinado, observadas as normas pertinentes; e

IX - representar o Sistema Brasileiro de Inteligência perante o órgão de controle externo


da atividade de inteligência.

Parágrafo único. Excetua-se das atribuições previstas neste artigo a atividade de


inteligência operacional necessária ao planejamento e à condução de campanhas e
operações militares das Forças Armadas, no interesse da defesa nacional.

Art. 11. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de setembro de 2002; 181º da Independência e 114º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO


Paulo Tarso Ramos Ribeiro
Geraldo Magela da Cruz Quintão
Osmar Chohfi
Alberto Mendes Cardoso

O que é ABIN e quais as suas funções ?

É órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência - SISBIN, criada pela Lei 9.883, de
07/12/99, que tem a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar a
atividade de Inteligência do País, cumprindo a política e as diretrizes traçadas nos
termos da Lei que cria a Agência.

Além de assessorar diretamente o Presidente da República nas questões de interesse


do Estado e da sociedade, a ABIN trabalha em um universo específico, com a
competência de:

I - planejar e executar ações, inclusive sigilosas, relativas à obtenção e análise de


dados para a produção de conhecimentos destinados a assessorar o Presidente da
República;

II - planejar e executar a proteção de conhecimentos sensíveis, relativos aos interesses


e à segurança do Estado e da sociedade;

III - avaliar ameaças, internas e externas, à ordem constitucional;

IV - promover o desenvolvimento de recursos humanos e da doutrina de Inteligência, e


realizar estudos e pesquisas para o exercício e o aprimoramento da atividade de
Inteligência.

Existe preocupação do Estado com a proteção do conhecimento sensível?

Sim. No sentido de neutralizar as vulnerabilidades relativas à salvaguarda dos


conhecimentos sensíveis, a Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, desenvolveu o
Programa Nacional de Proteção ao Conhecimento - PNPC, que visa a estabelecer, junto
a instituições públicas e provadas, uma mentalidade de proteção aos conhecimentos
sensíveis nacionais.

O PNPC procura sensibilizar segmentos da sociedade brasileira sobre as ameaças ao


desenvolvimento e à segurança nacionais, representadas pelas ações de espionagem
em alvos econômicos, industriais e científico-tecnológicos.

A implementação do Programa ocorre por meio de entrevistas de avaliação e visitas


técnicas para elaboração de diagnósticos, palestras, treinamentos específicos e
formação de multiplicadores.
INTELIGÊNCIA E CONTRA-INTELIGÊNCIA

Inteligência

Inteligência pode ser definida como "a atividade que objetiva a obtenção, análise e
disseminação de conhecimentos, dentro e fora do território nacional, sobre fatos e
situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado".

Inteligência é arte, atividade especializada e organização. É processo inerente a quem


planeja e decide.

O mundo contemporâneo, marcado por constantes desafios, travados nos diversos


campos das atividades humanas, principalmente no econômico, exige decisões rápidas e
acertadas.

A informação, sobretudo aquela que antecipa situações, representa poder e dinheiro.

Assim, a Inteligência impõe-se como um importante instrumento para a análise e


avaliação de fatos,situações e conjunturas; para a definição de cenários; para a
identificação das oportunidades e das ameaças (dissimuladas ou veladas), além de
fornecer dados que contribuam para a segurança das organizações, de seu patrimônio e
da vida de seus integrantes.

Tanto empresas, como o governo, estão cada vez mais preocupados com processos de
pensamento. Então, é necessário focar nos ativos de vulnerabilidade, de forma sistêmica.
É a chave para se defender, até porque muitas vezes não se sabe contra o que queremos
nos defender. Pode ser apenas um grupo de valentões, pode ser contra uma célula
terrorista. A inteligência é fundamental na determinação da ameaça e para traçar o
caminho para chegar à proteção.

Desde a mais remota antiguidade, e modernamente com maior intensidade, a Inteligência


sempre se constituiu em uma ferramenta de extrema utilidade para Decisores
Estratégicos, facultando a escolha da melhor opção diante das evoluções críticas da
realidade que o mundo apresenta.

Os Estados contemporâneos, diminuídos em seu papel, deixaram de proteger as


entidades nacionais, lançando - as no universo das ameaças transnacionais e na
obrigação de buscar o conhecimento diferenciado, que lhes garanta a sobrevivência e a
competitividade.

Neste ambiente, empresas e organizações, que pretendam se posicionar como global


players, são obrigadas a contar com profissionais da Atividade de Inteligência, - que
busquem, analisem, integrem e agreguem valor às informações, de maneira sistemática -
na forma de consultores ou em departamentos estruturados com essa finalidade.

A Lei nº 9.883/99, que instituiu o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), criou a Abin
como seu órgão central, e atribuiu a essa Agência a missão de planejar, executar,
coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência e contra-inteligência do
País, de modo a assessorar o Presidente da República com informações de caráter
estratégico. A Lei determina que as atividades de inteligência deverão ser desenvolvidas
com irrestrita observância dos direitos e garantias individuais, fidelidade às instituições e
aos princípios éticos que regem os interesses e a segurança do Estado. E, mais
importante, estabelece um mecanismo de controle externo das atividades da Abin, por
meio de uma Comissão Parlamentar composta por membros da Câmara e do Senado.
Assim, como acontece nas principais democracias do mundo, o legislador identificou a
necessidade de um órgão de inteligência que atue em defesa do Estado e da sociedade.
Por que então setores dessa sociedade parecem sempre olhar com desconfiança e
antagonismo a Abin e as atividades desenvolvidas por esse órgão?

Em primeiro lugar, parece-nos que por desconhecimento do trabalho conduzido pelo


serviço de inteligência em uma democracia. No caso do Brasil, é importante registrar o
trabalho da Abin na identificação de ameaças, como as relacionadas ao crime organizado
e à segurança pública, na neutralização da espionagem estrangeira e ainda na constante
vigilância contra a presença no Brasil de pessoas ou grupos que tenham qualquer vínculo
com o terrorismo internacional. Cite-se ainda, o Programa Nacional de Proteção ao
Conhecimento, que tem sensibilizado empresas públicas e privadas, universidades e
centros de pesquisa, sobre as ameaças representadas pelas ações de espionagem em
alvos econômicos, industriais e científico-tecnológicos.

Uma outra causa da desconfiança para com a atividade de inteligência no Brasil deve-se
àqueles que insistem em associar a Abin ao SNI. Ora, o último general deixou o poder em
1985, o SNI foi extinto há cerca de quinze anos, e aqueles que ali ocupavam qualquer
posição de mando, há muito já se aposentaram. Comparar a Abin ao SNI é, no mínimo, um
profundo desconhecimento a respeito da estrutura, funcionamento, quadros e
significativas diferenças entre os dois órgãos. O ingresso na instituição hoje se dá por
meio de concurso público, com novos quadros de analistas se formando a cada ano -
diga-se de passagem, uma geração que era criança quando o SNI foi extinto. A coisa se
agrava quando toda e qualquer atividade de espionagem realizada no Brasil é atribuída a
pretensos "agentes" da Abin.

Finalmente, haverá sempre a ação de pessoas ou organizações interessadas em um


serviço de inteligência brasileiro fraco, inexpressivo e sem credibilidade. E aí podemos
relacionar organizações criminosas transnacionais, e também grupos interessados em ter
acesso a conhecimentos sensíveis nas áreas em que o Brasil se destaca, em apoderar-se
das riquezas de nossa biodiversidade, e mesmo impedir que nos tornemos competitivos
internacionalmente.

Se quisermos ocupar um papel de destaque no cenário internacional e garantir a


preservação das instituições democráticas teremos que rever nossos conceitos sobre a
Inteligência e tomar consciência da importância dessa atividade numa democracia. Nesse
sentido, para que tenhamos um serviço de inteligência eficiente e útil aos interesses
nacionais sé fundamental que seu órgão central, a Abin, receba a atenção e o devido
respaldo das autoridades e também da população.

As maiores democracias do mundo, sem exceção, possuem serviços de inteligência. E


quanto mais desenvolvido o país, mais valor se dá aos órgãos encarregados dessa
atividade. Em nações como o Canadá, a Grã-Bretanha e a Alemanha, a população e as
autoridades governamentais valorizam e têm consciência da importância do trabalho
realizado por seus serviços de inteligência, pois sabem que as democracias necessitam
da atividade de inteligência para preservar informações sigilosas, identificar
oportunidades e ameaças, reduzir a incerteza na tomada de decisões e apoiar setores
vinculados à segurança interna e externa, à Defesa Nacional e à diplomacia. Por que com
o Brasil seria diferente?
Claro que ainda há muito a ser aperfeiçoado em termos de atividade de inteligência no
Brasil. A própria Abin passa por mudanças e, nesse sentido, a recente nomeação de um
Diretor-Geral de carreira deve ser vista como algo positivo. Também muito salutar é a
atuação da Comissão Mista de Controle da Atividade de Inteligência do Congresso
Nacional, cujas atividades intensificaram-se no último ano, demonstrando a importância
do controle externo do Poder Legislativo sobre as ações dos órgãos de inteligência e de
seus agentes. Democracia é controle, por parte da sociedade e de seus legítimos
representantes, dos órgãos de segurança.

Em um cenário em que são reavaliados nossos valores e nossas instituições, é


importante que se esteja atento também à atividade de inteligência. Alguém deve lucrar
com um serviço de inteligência enfraquecido, ou mesmo inexistente. Certamente não é o
Brasil nem a sociedade brasileira.

Serviços de Inteligência (entre outros)

- Varreduras Eletrônicas
- Levantamento de Empresas
- Antecedentes criminais
- Cadastro de Pessoas Física e Jurídica
- Perícia grafotécnica e datiloscópica
- Acompanhamentos (com filme e foto)
- Contra espionagem
- Investigação de pessoas desaparecidas

Serviços de Inteligência é o mesmo que espionagem?

Não. Espionagem é a busca ou acesso não autorizado a dados, informações e outros


conhecimentos sensíveis, ou seja, é o uso de práticas ilegais para a obtenção de dados e
informações. São várias as técnicas utilizadas para a obtenção desses dados, que vão
desde as mais sofisticadas até às triviais, e que pegam executivos desatentos por total
falta de cultura/conhecimento da existência do problema, conforme é o caso do
monitoramento do lixo das empresas, por exemplo.
No entanto, quase toda a informação necessária a um profissional de inteligência pode
ser coletada por meio do exame de informações públicas, por entrevistas e usando
métodos éticos e legais. Além disso, a introdução de Sistemas de Inteligência Competitiva
nas empresas tem mostrado que boa parte dessas informações já se encontra no âmbio
da própria empresa, que podem ser obtidas a partir da montagem de um sistema capaz de
capta-las e gerenciá-las.

Contra - Inteligência

Contra-Inteligência, por sua vez, é a atividade voltada à "neutralização da Inteligência


adversa" - a qual pode ser tanto de governos como de organizações privadas.
As atividades de contra-Inteligência foram desenvolvidas e adaptadas a partir das
técnicas aplicadas no meio militar e de Estado e, no seu sentido mais amplo, podem ser
entendidas como sendo as que objetivam neutralizar as ações de espionagem. As ações
de contra-inteligência buscam detectar o invasor, neutralizar sua atuação, recuperar, ou
mesmo contra-atacar por meio da produção de desinformação.

No que concerne específicamente ao âmbito empresarial, não basta focar somente ações
e técnicas relacionadas ao estabelecimento das vantagens competitivas obtidas. Torna-se
fundamental, também, a aplicação de técnicas e ferramentas para a manutenção dessas
vantagens, incluindo a proteção do chamado conhecimento sensível.

Com o fim de abranger todas as eventuais vulnerabilidades, as medidas de proteção


devem contemplar ações nos mais variados segmentos das instituições,incluindo áreas e
instalações, documentos e materiais, sistemas de informação e, principalmetne, as
pessoas, o elo mais fraco e vulnerável da corrente. Tal nível de abrangência é fundamental
para permitir redução das vulnerabilidades.

CONTRA ESPIONAGEM

A Espionagem hoje é fator de preocupação das grandes organizações.


Para combater a ação de pessoas ou grupo de pessoas agindo dentro ou fora da
orgnização ou empresa, com a intenção de subtrair Documentos, dados Comerciais, de
Produção, Carteira de Clientes, Contratos, situação Financeira, etc., é necessário à
implantação de uma mentalidade de segurança, em todos os funcionários, o que pode ser
conseguido através da realização de um ciclo de palestras, motivando os gestores e
demais funcionários a adoção de medidas preventivas que podem dificultar uma ação de
espionagem.
Uma inspeção de segurança será sempre necessária visando avaliar os riscos e
vulnerabilidades existentes e ao mesmo tempo determinar medidas de segurança
objetivando neutralizar ações de espionagem.
Deve-se ter em mente que haverá sempre alguém com interesse em alguma Informação
da organização/ empresa.
Para combate-lo é necessário o conhecimento de suas técnicas, para então poder
aplicar as contra medidas adequadas a cada caso.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Os gabaritos encontram-se no final


dos exercícios

01. "Barreiras Fixas ou Móvel Dobrável " advertem o condutor que ele deve:

a) reduzir a velocidade para passagem de pedestre;

b) aumentar a velocidade para dar passagem aos veículos de transporte coletivo;

c) reduzir a velocidade para efetuar desvios seguros;

d) aumentar a velocidade para descongestionar o trânsito;

e) parar.

02. A colocação do espelho retrovisor do lado esquerdo da bicicleta justifica-se por:

a) trânsito da bicicleta ser obrigatoriamente à esquerda;

b) trânsito da bicicleta ser obrigatoriamente pela direita;

c) ser dispensável o uso de dois espelhos retrovisores;

d) permitir melhor visão do condutor;

03. A educação para o trânsito, como disciplina, será promovida:

a) as alternativas se completem.

b) nas escolas de terceiro grau;

c) na escola de segundo grau;

d) na pré-escola;

e) na escola de primeiro grau;

04. A faixa destinada para a se fazer ultrapassagem e circular em maior velocidade é:

a) a sinalizada com linhas amarelas.

b) da esquerda;

c) da direita;

d) qualquer uma;

e) a do centro;

05. A forma de sinalização existente que prevalece sobre as regras de circulação e


normas definidas por outros sinais de trânsito, são os gestos:

a) dos passageiros de transporte coletivo.

b) dos pedestres para executar a travessia da via;

c) e sinais luminosos;

d) dos condutores de veículos;

e) do agente de trânsito;

f) nda

06. A gestão do Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito - FUNSET cabe ao:

a) Ministério dos Transportes.

b) Ministério da Justiça;

c) JARI;

d) CONTRAN;

e) DENATRAN;

07. A importância e o objetivo da sinalização está em informar aos usuários da via sobre:

a) a existência de fiscalização constante.

b) a situação do trânsito;

c) a condição do veículo;

d) condições da via, restrições impostas ao trânsito e obrigações e proibições no uso da


via;

e) a proibição de cometer atos de imprudência;

08. A inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta, implica em:

a) aplicação das sanções previstas no Código;

b) liberdade de trânsito;

c) a e c estão corretas;

d) não aplicação das sanções previstas no Códigos;

e) julgamento pelo agente de trânsito.

09. A obrigação de sinalizar execução ou manutenção de obra ou de evento, é do:

a) órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado;

b) órgão ou entidade consultivo de trânsito do Estado;

c) órgão ou entidade consultivo de trânsito do Município.


d) órgão ou entidade executivo de trânsito do Município;

e) responsável pela obra ou evento;

10. A pena de detenção por homicídio culposo na direção de veículo automotor é


agravada caso o agente:

a) deixe de prestar socorro, quando possível, à vítima;

b) quando, habilitado, estiver conduzindo veículo de passageiros;

c) o pratique em faixa de pedestres ou na calçada;

d) as alternativas se completam.

e) não possua permissão para dirigir ou carteira de habilitação;

11. A penalidade da suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habitação


para dirigir veículo automotor, tem a duração de :

a) um ano a três anos;

b) um ano a cinco anos;

c) seis meses a dois anos;

d) dois meses a cinco anos;

e) três meses a um ano.

12. A preferância, nos cruzamentos sem sinalização, é para os veículos que:

a) vierem pela rua mais larga.

b) estiverem desenvolvendo mais velocidade;

c) vierem pela esquerda;

d) vierem pela direita;

e) piscarem os faróis e buzinarem;

13. A prestação de socorro, em caso de acidente com vítima, é atenuante da punição:

a) c e d estão corretas.

b) é atenuante da medida administrativa;

c) com vítima não há atenuante;

d) é atenuante da multa;

e) sim, é atenuante da ação criminal;

14. A ultrapassagem de outro veículos em movimento deverá ser feita pela ________,
obedecida a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas no Código,
exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à
_________________ .

a) direita; esquerda;

b) direita, direita;

c) esquerda, esquerda;

d) esquerda, direita;

e) preferencial, esquerda.

15. A ultrapassagem pela contramão de direção em locais proibidos pela sinalização, será
sempre infração:

a) gravíssima;

b) leve;

c) gravíssima ou grave.

d) média;

e) greve;

16. A velocidade que permite ao condutor ter uma reação para evitar atingir um obstáculo,
um pedestre ou outro veículo é a:

a) máxima de 80 km/h, de acordo com a Legislação de Trânsito;

b) metade da velocidade máxima;

c) a velocidade é indiferente.

d) compatível com a via onde está circulando;

e) máxima permitida para a via onde está circulando;

17. Ao encontrarmos uma placa indicando travessia de pedestre, devemos:

a) diminuir a velocidade;

b) continuar acelerando o veículo;

c) a travessia é responsabilidade do pedestre.

d) parar o veículo;

e) aumentar a velocidade;

18. Ao se aproximar de um cruzamento, o condutor deve:

a) manter a mesma velocidade;

b) reduzir a velocidade;

c) acionar as luzes de emergência.


d) parar o veículo;

e) aumentar a velocidade;

19. As áreas marcadas na pista onde a circulação de veículos deve ser evitada são
chamadas de:

a) marcação de áreas neutras;

b) linhas de bordo;

c) linhas proibidas.

d) linha de retenção;

e) faixa de travessia de pedestre;

20. As formas de sinalização viária previstas na legislação de trânsito são:

a) luzes de pisca e emergência;

b) faixas e cones;

c) gestos, sons e barreiras, placas, luzes, marcas e marcos;

d) triângulo de segurança e latas de fogo.

e) triângulo de segurança e cones;

21. As lentes semafóricas utilizadas para ordenar movimento de pedestres, devem


apresentar forma:

a) oval;

b) quadrada;

c) circular;

d) não tem forma definida.

e) retangular;

22. As linhas seccionadas ou contínuas, as faixas para pedestres, os sinais e as palavras


inscritas no solo são marcas que caracterizam a sinalização:

a) vertical;

b) por gestos;

c) horizontal;

d) viária.

e) por barreiras;

23. As marcas inscritas sempre na cor branca antes de faixas de pedestres e cruzamentos
com ciclovias, ferrovias e outras vias de uso rodoviário e que indicam aos condutores o
local limite onde deverão parar os veículos para cederem o direito de passagem os outros
usuários da via, são chamadas de:

a) linhas de segurança.

b) linhas de retenção;

c) linhas de estímulo à redução de velocidade;

d) linhas de bordo;

e) faixa de travessia de pedestres;

24. As marcas na cor branca que advertem os condutores da existência de movimentação


de pedestres na área são chamadas de :

a) linhas de retenção;

b) linhas de bordo;

c) faixa de segurança máxima.

d) faixa de travessia de pedestres;

e) linhas de estímulo à redução de velocidade;

25. As marcas que advertem aos condutores sobre a existência de local onde deverão
redobrar a atenção ou de áreas reservadas a outros usuários da via chamam-se:

a) faixas;

b) símbolos;

c) legendas;

d) linhas;

e) linhas de bordo.

26. As marcas utilizadas para reduzir pontos de conflitos entre fluxos de tráfegos em
cruzamentos são chamadas de:

a) marcação de áreas neutras;

b) linhas de bordo;

c) linhas de segurança.

d) linhas de retenção;

e) interseção em rótula;

27. As placas com as cores verde e amarela da Bandeira Nacional serão usadas por
veículos de representação pessoal do (s):

a) Presidente e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal;


b) Ministro de Estado, do Advogado-Geral da União, do Procurador Geral da República;

c) Presidente e do Vice-presidente da República;

d) as alternativa se completam.

e) Presidente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados;

28. As placas de "Sentido de Circulação", de forma retangular, são classificadas como de:

a) serviço.

b) advertência;

c) regulamentação;

d) indicação;

e) orientação;

29. As placas de sinalização têm por função:

a) advertir e regulamentar;

b) regulamentar e educar;

c) indicar e educar;

d) advertir e proibir.

e) advertir, regulamentar e indicar;

30. As placas de sinalização, quanto à sua função, podem ser de :

a) regulamentação e educativas;

b) advertência e indicação;

c) regulamentação e orientação;

d) indicação e regulamentação;

e) regulamentação, advertência e indicação.

31. As placas informativas da existência de sinalização terão como características:

a) as alternativas se completam.

b) orla intenta branca;

c) fundo azul;

d) legenda branca;

e) orla externa azul;

f) nda
32. Dar passagem a veículos de emergência sinalizado é:

a) proibido a todo condutor;

b) dever de todo condutor;

c) apenas uma questão de cortesia;

d) apenas uma forma de evitar acidentes;

e) uma opção do condutor.

33. Dar passagem, pela esquerda, quando solicitado:

a) é uma opção do condutor;

b) só deve ser permitido quando se tratar de veículo de carga;

c) é dever de todo condutor de veículo automotor.

d) é apenas uma questão de educação do condutor;

e) só deve ser permitido quando se tratar de motocicletas;

34. Dirigindo um veículo, ao se aproximar de um cruzamento com sinal luminoso, você


observa que a luz vermelha está acesa. Neste caso, você deve:

a) diminuir a velocidade e parar o veículo;

b) observar o tráfego dos veículos e passar;

c) frear bruscamente o veículo.

d) aumentar a velocidade do veículo e passar;

e) diminuir a velocidade do veículos e passar;

35. Dirigir com apenas uma das mãos e:

a) proibido apenas para condutores recém-habilitados;

b) permitido quando o condutor já tem experiência;

c) permitido em qualquer situação;

d) permitido quando o condutor faz sinais de braço ou mudança de marchas.

e) proibido em qualquer situação;

36. É proibido a todo condutor de veículo:

a) dar passagem, pela esquerda, quando solicitado;

b) estacionar o veículo em qualquer avenida.

c) parar par dar passagem a veículo precedido de batedor;


d) dirigir sem estar devidamente habilitado ou autorizado na forma da lei;

e) parar antes de entrar em via preferencial;

37. É regra de segurança no trânsito:

a) colocar o veículo mais à esquerda da via quando for entrar à direita;

b) irritar-se com a conduta dos demais motoristas.

c) manter acesas as luzes externas do veículo e utilizar farol alto nas vias com iluminação
pública;

d) guardar distância de seguimento entre o veículo que dirige e o que segue a sua frente;

e) transitar com velocidade acima da permitida para a via , diante de escolas e onde haja
movimentação de pedestres;

38. Em pista de aclive a preferência é do veículo:

a) que sobe;

b) de maior porte;

c) é indiferente;

d) que desce;

e) de menor porte.

39. Estabelecer anualmente os temas e cronogramas das campanhas educativas é


competência:

a) do DETRAN;

b) do CONTRAN;

c) do Ministério da Educação e do Desporto.

d) do DENATRAN;

e) do CETRAN;

40. Estando em uma via urbana com iluminação pública, devemos:

a) manter as luzes do veículo apagadas para facilitar a visão dos outros condutores;

b) usar o farol alto desde o pôr-do-sol até o amanhecer;

c) usar o farol baixo desde o pôr-do-sol até o amanhecer;

d) manter acessas apenas as luzes dos faroletes para facilitar a visão dos outros veículos;

e) usar o farol alto no período noturno e , opcionalmente, no diurno.

41. Linhas transversais inscritas na cor branca que através de efeito visual estimulam os
condutores a reduzirem a velocidade, chamam-se linhas de estímulo:
a) aos condutores de veículos coletivos;

b) à redução de velocidade;

c) da travessia de pedestres;

d) segurança viária.

e) ao aumento de velocidade;

42. Marcas que delineiam a parte da pista destinada à circulação de veículos, separando-a
do acostamento, chamam-se linhas:

a) planas;

b) limite;

c) linhas férreas;

d) de ônibus;

e) de bordo.

f) nda

43. Marcas que indicam locais pra circulação, parada ou estacionamento exclusivo de
veículo específicos inscritas em áreas de estabelecimentos especiais, de embarque,
desembarque de passageiros, cargas e estacionamento reservado a veículos específicos
são chamadas de:

a) marcação de áreas neutras;

b) marcação de áreas reservadas;

c) interseção em rótula;

d) linhas de bordo.

e) linhas de retenção;

44. Não são regras de segurança no trânsito:

a) parar o veículo para embarque e desembarque de passageiros em locais onde o fluxo


de trânsito for intenso;

b) dirigir apenas com uma das mãos para evitar o cansaço;

c) estacionar o veículo nas calçadas quando inexistir estacionamento;

d) as alternativas se completam.

e) aproveitar o congestionamento para falar no telefone celular;

45. Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível a
utilização destes, a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com
prioridades sobre os veículos, pelo __________ da pista, em fila __________, exceto em
locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida.
a) bordos, única;

b) bordos, dupla;

c) canteiros, única;

d) canteiros, dupla;

e) acostamento, dupla.

46. Nas vias internas pertencentes a condomínios constituídos por unidades autônomas,
a sinalização de regulamentação da via será implantada e mantida, após aprovação dos
projetos pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, pelo:

a) órgão consultivo de trânsito do Estado.

b) órgão executivo de trânsito do Município;

c) órgão executivo de trânsito do Município;

d) condomínio;

e) órgão consultivo de trânsito do Município;

47. Nas vias rurais, quando não houver acostamento ou quando não for possível a
utilização dele, a circulação de pedestres, na pista de rolamento, será feita da pista, em
fila ________________, em sentido ______________ ao deslocamento de veículos, exceto
em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar
comprometida:

a) bordos, única, igual;

b) é indiferente.

c) bordos, dupla, igual;

d) bordos, única, contrário;

e) bordos, dupla, contrário;

48. Num local sinalizado apenas com faixa de travessia de pedestre:

a) mesmo sem pedestre sobre a faixa, o condutor é obrigado a parar o veículo;

b) os veículos terão preferência de passagem desde que buzinem com antecedência;

c) os veículos devem parar antes da faixa de travessia de pedestre se alguém estiver


utilizando;

d) o condutor deve dar um toque breve de buzina para apressar o pedestre;

e) apenas os pedestres idosos e crianças têm preferência sobre os veículos.

49. O cinto de segurança é projetado para:

a) diminuir a velocidade de seu veículo;


b) proteger os ocupante dos veículos em paradas súbitas e colisões;

c) ser usado apenas em longos percursos;

d) ser usado apenas nos bancos dianteiros.

e) ser usado por duas pessoas ao mesmo tempo;

50. O cinto de segurança visa a garantir, em casos de acidente, que:

a) todos os ocupantes do veículo não sejam lançados para a frente ou para fora d veículo;

b) os ocupantes do veículo não sofrerão qualquer ferimento.

c) apenas os ocupantes dos bancos da frente não seja lançados para a frente ou para fora
do veículo;

d) apenas o condutor não seja lançado para a frente ou para fora do veículo;

e) apenas os ocupantes do banco de trás não sejam lançados para frente ou para fora do
veículos;

51. O condutor de veículo comete uma infração de trânsito quando:

a) obedece as ordens do agente de trânsito;

b) deixa de cumprir qualquer determinação da Legislação de Trânsito;

c) respeita a via preferencial.

d) respeita a preferência do pedestre;

e) obedece as placas de regulamentação;

52. O condutor poderá ultrapassar outro veículo pela direita quando:

a) a via for de mão-única com retorno ou entrada à esquerda e o condutor do veículo que
estiver à esquerda indicar, por sinal, que vai entrar para esse lado;

b) a via for de mão-única com retorno ou entrada à direita e o condutor de veículo que
estiver à direita indicar, por sinal, que vai entrar para esse lado;

c) o veículo à frente estiver desenvolvendo baixa velocidade.

d) a via for de mão-dupla com retorno à direita;

e) a via for de mão-única com retorno ou entrada á direita;

53. O condutor que assume um comportamento não seguro é aquele que:

a) as alternativas se completam.

b) utiliza rádio com fones de ouvido (walk-mam), para evitar o stress do


congestionamento;

c) usa luz alta dos faróis nas vias com iluminação pública;
d) usa a buzina, à noite, para apressar o pedestre;

e) transita em marcha-a-ré para fazer qualquer tipo de manobra;

54. O DENATRAN é órgão:

a) normativo do Conselho Nacional de Trânsito;

b) b, c estão corretas;

c) executivo do Sistema Nacional de Trânsito;

d) normativo do Sistema Nacional de trânsito;

e) com jurisdição em todo o Território Nacional;

55. O registrador de velocidade e tempo é equipamento obrigatório pra os veículos:

a) de transporte escolares;

b) em geral;

c) de transporte de passageiros com mais de dez lugares;

d) de transporte de cargas de produtos perigosos;

e) b, c e d estão corretas.

56. O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações:

a) o condutor manterá acesos os faróis do veículos, utilizando luz baixa, durante a noite e
durante o dia nos túneis providos e iluminação pública;

b) a troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto período de tempo, com o
objetivo de advertir outros motoristas, só poderá ser utilizada para indicar a intenção de
ultrapassar o veículo que segue à frente o para indicar a existência de risco à segurança
para os veículos que circulam no sentido contrário;

c) o condutor manterá acesas pelo menos as luzes de posição do veículo quando sob
chuva , neblina ou cerração;

d) nas vias não iluminadas o condutor deve usar lua alta, exceto ao cruzar com outro
veículo o ao segui-lo;

e) as alternativas se completam.

57. O uso do cinto de segurança é obrigatório, salvo em situações e veículos


regulamentados pelo CONTRAN:

a) em todas vias rurais;

b) em todas vias urbanas;

c) em todas as vias;

d) em todas rodovias;
e) em todas estradas.

f) nda

58. O veículo que tem prioridade de passagem quando devidamente sinalizado é:

a) o de transporte coletivo de passageiros;

b) a ambulância;

c) o automóvel.

d) o de transporte de carga;

e) a motocicleta;

59. Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima permitida o


trânsito, nas vias rurais, será de:

a) noventa quilômetros por hora, pra ônibus e microônibus - nas rodovias;

b) todas estão corretas.

c) oitenta quilômetros por hora, para os demais veículos - nas rodovias;

d) cento e dez quilômetros por hora para automóveis e camionetas - nas rodovias;

e) sessenta quilômetros por hora - nas estradas;

60. Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima permitida para o
trânsito, nas vias urbanas, será de:

a) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras;

b) todas estão corretas;

c) oitenta, quilômetro por hora, nas vias de trânsito rápido;

d) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;

e) trinta quilômetros por hora, nas vias locais;

61. Os "Marcos de Obstrução" têm por finalidade delimitar os espaços, na via:

a) que indicam a realização de obras;

b) que indicam que o trânsito dos veículos deve ser realizado pela faixa da direita;

c) para circulação de veículos de carga;

d) para obstrução do fluxo de pedestres.

e) que indicam obstáculos ou situações de risco;

62. Os indicadores de mudança de direção do veículo são de uso obrigatório e devem ser
usados:
a) somente à noite onde inexistir iluminação;

b) todas as vezes que o condutor for mudar a direção do veículo, durante a noite e nos
dias de visibilidade reduzida.

c) somente quando houver neblina ou cerração;

d) somente nas estradas onde inexistir sinalização de placas;

e) somente à noite onde existir iluminação.

63. Os pára-choque, dianteiro e traseiro, não serão exigidos aos:

a) tratores de esteiras;

b) todas estão corretas.

c) tratores de rodas e mistos;

d) ciclomotores, motonetas, motocicletas, triciclos;

e) quadricíclos;

64. Os pedestres têm preferência de passagem em relação aos veículos:

a) somente quando se tratar de idosos e crianças.

b) somente quando se tratar de deficiente físico;

c) somente nas faixas de segurança;

d) em qualquer situação;

e) somente quando a luz vermelha do sinal estiver acesa;

65. Os sinais de trânsito classificam-se em:

a) dispositivos de sinalização auxiliar e gestos do agente ou condutor;

b) horizontais;

c) luminosos e sonoros;

d) verticais;

e) as alternativas se completam.

66. Os veículos de carga devem dar preferência de passagem para:

a) bicicletas;

b) as alternativas se completam.

c) os veículos de duas rodas (motocicletas)

d) os veículos de tração animal;


e) os veículos de transporte de passageiros;

67. Para cruzar a pista de rolamento, o pedestre tomará precações de segurança, como:

a) onde não houver faixa ou passagem, o cruzamento da via deverá ser feito em sentido
perpendicular ao de seu eixo;

b) nas faixas de pedestres sem foco de pedestres, aguardar que o semáforo ou o agente
de trânsito interrompa o fluxo de veículos;

c) nas faixas de pedestres com foco de pedestres, obedecer a indicação das luzes;

d) nas interseções e em suas proximidades, onde não existam faixas de travessia, os


pedestres devem atravessar a via na continuação da calçada;

e) as alternativas se completam.

68. Para entrar em outra via, o condutor deve:

a) sempre da preferência aos demais veículos.

b) fazer o sinal indicativo e realizar a manobra com segurança;

c) observar o sinal luminoso e realizar a manobra;

d) dar um toque de buzina e realizar a manobra;

e) parar o veículo para verificar as condições da via;

69. Para entrar em outra via, o condutor deve:

a) fazer prevalecer sua prioridade sobre os pedestres.

b) entrar na via rapidamente;

c) ligar o indicador de direção e fazer a manobra com segurança;

d) observar apenas o sinal luminoso (semáforo);

e) parar o veículo, verificar o movimento dos outros veículos e acender os faróis altos;

70. Para sua segurança, o pedestre, nas estradas, deve transitar:

a) preferencialmente ao acostamento;

b) no mesmo sentido dos veículos, em fila única;

c) de roupa clara, no mesmo sentido dos veículos.

d) em qualquer sentido no acostamento;

e) em sentido contrário ao dos veículos e em fila única, utilizando, obrigatoriamente, o


acostamento onde existir;

71. Pena imposta ao motorista que causar lesões corporais não intencionais durante um
acidente:
a) detenção de 6 meses a 2 anos;

b) detenção de 6 meses a 1 ano;

c) detenção de 1 a 2 anos;

d) detenção de 2 meses a 1 ano.

e) detenção de 2 a 4 anos;

72. Quando um condutor está dirigindo à frente de outro veículo e o mesmo pede
passagem, o comportamento correto será:

a) facilitar-lhe a passagem, pelo lado esquerdo da via;

b) aumentar a velocidade;

c) somente diminuir a velocidade;

d) facilitar-lhe a passagem, pelo lado direito da via;

e) facilitar-lhe a passagem, pelo lado direito ou esquerdo da via.

73. Quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo
sentido, são as da ________________________ destinadas ao deslocamento dos veículos
mais ___________ e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e
as da _____________, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de
maior velocidade.

a) esquerda, lentos, direita;

b) esquerda, lentos, meio.

c) esquerda, rápidos,direita;

d) direita, lentos, direita;

e) direita, rápidos, esquerda;

74. Quando uma via comportar duas ou mais faixas de trânsito e a da direita for destinada
ao uso exclusivo de outro tipo de veículo, os ciclomotores deverão circular:

a) em qualquer faixa;

b) a e d estão corretas.

c) pela faixa da esquerda;

d) pela faixa adjacente a da direita;

e) pelo acostamento;

75. Quando uma via de mão dupla for divida ao centro por duas linhas amarelas contínuas
significa:

a) proibido ultrapassar pela esquerda;


b) ultrapasse com cuidado.

c) proibido ultrapassar nos dois sentidos;

d) permitido ultrapassar nos dois sentidos;

e) proibido ultrapassar pela direita;

76. Todo condutor não deve:

a) ultrapassar outro veículo em movimento somente pela esquerda;

b) fazer sinal regulamentar de braços quando for entrar para a direita ou esquerda;

c) mostrar, sempre que solicitar pela autoridade de trânsito ou seus agentes, os


documentos que forem exigidos por lei ou regulamentação;

d) circular com o veículo devidamente identificado;

e) parar o veículo em todos os cruzamentos.

77. Todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:

a) retomar, pós a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando a luz


indicadora de direção do veículos ou fazendo gesto convencional de braço;s

b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre
uma distância lateral de segurança;

c) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção


do veículo ou por meio de gesto convencional de braço;

d) a e b estão correta;

e) a, b e c estão corretas.

78. Todo condutor de veículo deve:

a) usar a buzina para chamar alguém;

b) parar sempre nas faixas de pedestres.

c) fazer uso da luz baixa dos faróis no período noturno nas vias com iluminação pública;

d) dar passagem, pela direita, quando solicitado;

e) ultrapassar outro veículo em movimento somente pela direita;

79. Um cinto de segurança pode ser utilizado por:

a) mãe e criança ao mesmo tempo;

b) duas crianças ao mesmo tempo;

c) mãe e criança até cinco anos, ao mesmo tempo.

d) duas pessoas no banco traseiro, ao mesmo tempo;


e) somente uma pessoa;

80. Uma placa educativa é identificada pelas cores:

a) branca e azul e formato redondo;

b) amarela e preta e formato retangular.

c) branca e amarela e formato retangular;

d) branca e verde e formato quadrado;

e) branca e preta e formato retangular;

GABARITO:

01-c 02-b 03-a 04-b 05-f 06-e 07-d 08-d 09-e 10-d
11-d 12-d 13-e 14-c 15-a 16-d 17-a 18-b 19-a 20-c
21-b 22-c 23-b 24-d 25-b 26-e 27-d 28-e 29-e 30-e
31-f 32-b 33-c 34-a 35-d 36-d 37-d 38-a 39-b 40-c
41-B 42-f 43-b 44-d 45-a 46-d 47-d 48-c 49-b 50-a
51-b 52-a 53-a 54-b 55-e 56-e 57-f 58-b 59-b 60-b
61-e 62-b 63-b 64-d 65-e 66-b 67-e 68-b 69-c 70-e
71-a 72-a 73-d 74-d 75-c 76-e 77-e 78-c 79-e 80-e

Olha aqui! Mais uma bateria de exercícios pra você.

01. Em todo o território nacional, os números de telefone de emergência do Corpo de


Bombeiros e da Polícia, são, respectivamente:
a) 190 e 198
b) 191 e 196
c) 192 e 194
d) 193 e 190
e) 199 e 196

02. Em caso de acidente no trânsito, a primeira atitude do socorrista deve ser:


a) examinar as vítimas
b) estancar a hemorragia
c) chamar outros voluntários
d) verificar sinais respiratórios
e) sinalizar o local do acidente

03. Para facilitar providências de atendimento a acidentados, é importante que o


socorrista forneça as informações seguintes:
a) comércio lindeiro, veículos envolvidos e largura da via
b) largura da via, local do acidente e tipo de pavimentação
c) tipo de pavimentação, veículos envolvidos e largura da via
d) local do acidente, veículos envolvidos e número de vítimas
e) número de vítimas, tipo de pavimentação e comércio lindeiro

04. A maneira correta de se estancar uma hemorragia externa em um membro superior é:


a) fazer compressão local
b) aplicar compressa quente
c) aplicar compressa de gelo
d) fazer lavagem com jato de água
e) colocar pó de café sobre o ferimento

05- O conjunto de embreagem que está situado no sistema de transmissão está


localizado:
a) Entre o volante do motor e a caixa de mudanças de marchas.
b) Entre o bloco do motor e a transmissão.
c) Entre o motor e o diferencial.
d) Entre a coluna de direção e os semi-eixos.

06- O que indica quando uma luz de advertência está acesa no painel de instrumentos:
a) Excesso de velocidade.
b) Sinal de problema em algum sistema do veículo.
c) Problemas na pastilha de freio do veículo.
d) Pneu furado.

07- Se ao acionar a embreagem, ela apresentar um chiado, o condutor deve:


a) Procurar uma oficina especializada para verificar.
b) Parar o carro imediatamente.
c) Desconsiderar o problema.
d) Verificar o motor e soltar o cabo de embreagem.

08- As vias são classificadas como:


a) Arteriais e locais.
b) Locais e rurais.
c) Rurais e Urbanas.
d) Centrais e provinciais.

09- A velocidade máxima nas vias urbanas são:


a) Via arterial 60 Km/h e via de trânsito rápido 80 Km/h.
b) Via arterial 80 Km/h e via de trânsito rápido 110 Km/h.
c) Via arterial 40 Km/h e via de trânsito rápido 80 Km/h.
d) Via arterial 40 Km/h e via de trânsito rápido 60 Km/h.

10- Em vias rurais o deslocamento do pedestre deve ser:


a) No mesmo sentido dos veículos.
b) No sentido que o pedestre escolher.
c) No sentido contrário dos veículos.
d) Pelos acostamentos fazendo uso de qualquer sentido.

11- O ponto de coletivo é indicado pela placa:


a) Parada obrigatória.
b) Área de parada.
c) Ponto de parada.
d) Embarque e desembarque.

12- Quanto aos sinais sonoros, ao ouvir um silvo breve do policial de trânsito, o
condutor deve:
a) Prestar atenção e seguir.
b) Parar.
c) Diminuir a marcha.
d) Acender a lanterna.

13- Ao se aproximar de um cruzamento, o condutor deve:


a) Parar o veículo.
b) Manter a mesma velocidade e continuar seguindo.
c) Aumentar a velocidade e continuar seguindo.
d) Reduzir a velocidade do veículo.

14- A preferência dos cruzamentos que não possuem sinalização é:


a) Dos que vierem pela direita.
b) Dos que vierem pela esquerda.
c) Dos veículos que estiverem em maior velocidade.
d) Dos veículos que estiverem em menor velocidade.

15- Transitar na contramão, em vias de sentido duplo, trata-se de infração:


a) Grave.
b) Gravíssima.
c) Média.
d) Leve.

16- Efetuar conversão em locais proibidos é infração:


a) Grave.
b) Gravíssima.
c) Média.
d) Leve.

17- Conduzir de forma desatenta ou descuidada é infração:


a) Grave.
b) Gravíssima.
c) Média.
d) Leve.

18- CTB significa:


a) Código de Trânsito Brasileiro.
b) Código Nacional Brasileiro.
c) Código Brasileiro de Trânsito seguro.
d) Código Nacional Brasileiro de Trânsito.

19- A identificação dos veículos é feita pelo:


a) Número de chassi e número de motor.
b) Monobloco e identificação interna.
c) Número de chassi ou monobloco e identificação externa.
d) Número de motor ou identificação interna e externa.

20- Qual é o prazo máximo de transferência de propriedade de um veículo:


a) 30 dias.
b) 20 dias.
c) 15 dias.
d) 60 dias.

21- Os gestos dos motoristas podem ser:


a) Maneira de se realizar conversões.
b) Maneira auxiliar de indicar uma manobra rápida.
c) Maneira de indicar uma manobra perigosa.
d) Maneira de indicar uma manobra malfeita.

22- Os veículos são classificados por:


a) Automotores e categorias.
b) Tração, espécie e categorias.
c) Automotores e espécie.
d) Tração, passageiros e automotores.

23- Para certificado de Registro de Veículo haverá consulta ao:


a) Detran.
b) Denatran.
c) Contran.
d) Renavam.

24- Quanto à tração, os veículos são classificados em:


a) Elétrico, propulsão humana, automotor, tração animal e reboque.
b) Elétrico, propulsão humana, automotor e carga.
c) Automotor, carga e passageiros.
d) Passageiros, carga, automotor e misto.

25- Não pode ser considerada condição adversa de via:


a) Via sem sinalização.
b) Congestionamento.
c) Via mal conservada.
d) Via com declive acentuado.

26- Qual o melhor tipo de cinto de segurança?


a) Cinto de um ponto.
b) Cinto de três pontos.
c) Cinto pélvico.
d) Cinto torácico.

27- Ao ocorrer uma colisão com o veículo da frente, a responsabilidade é:


a) Sempre de quem colide.
b) Do condutor de veículo da frente.
c) Dos dois condutores.
d) De quem estiver de acordo com as regras de circulação.

28- Expedir a Carteira Nacional de Habilitação é atribuição:


a) Do Departamento Brasileiro de Trânsito.
b) Do Departamento Nacional de Trânsito.
c) Do Departamento Estadual de Trânsito.
d) Do Departamento Municipal de Trânsito.

29- Os Departamentos de Estradas e Rodagens são órgãos:


a) Executivos do Sistema Nacional de Trânsito.
b) Legislativos do Sistema Nacional de Trânsito.
c) Dos municípios apenas.
d) Dos estados apenas.

30- Segundo a CTB, via rural não pavimentada é a definição de:


a) Rodovia.
b) Estrada.
c) Vias.
d) Avenidas.

31- O extintor de incêndio é equipamento obrigatório:


a) Para veículos automotores.
b) Para motocicletas.
c) Para veículos automotores e motocicletas.
d) Para veículos automotores, motocicletas e bicicletas.

32- Fazem parte dos equipamentos obrigatórios dos veículos, exceto:


a) Pára-choques.
b) Pneus.
c) Buzina.
d) Rádio.

33- Uma via destinada apenas ao acesso às áreas restritas é chamada de:
a) Via urbana.
b) Via rural.
c) Via local.
d) Via principal.

34- As vias urbanas classificam-se em:


a) Vias locais e principais.
b) Vias locais, coletoras, arteriais e de trânsito rápido.
c) Vias locais, vias principais e vias secundárias.
d) Vias locais, coletoras, arteriais e secundárias.

35- A suspensão do direito de dirigir também poderá ocorrer quando o condutor atingir:
a) 10 pontos.
b) 20 pontos no prazo de 12 meses.
c) 21 pontos no prazo de 6 meses.
d) 15 pontos no prazo de 6 meses.

36- As infrações previstas no Código Brasileiro de Trânsito são de natureza:


a) Gravíssima, grave, média e leve.
b) Principal e secundária.
c) Forte e fraca.
d) Preocupantes e indevidas.

37- Deixar de usar o cinto de segurança é infração:


a) Grave, passível de multa.
b) Gravíssima, passível de multa.
c) Leve.
d) Média.

38- Qual o espaço mínimo que o condutor deve manter entre seu veículo e um ciclista ao
ultrapassá-lo?
a) 3,0 metros.
b) 2,0 metros.
c) 1,5 metros.
d) 1,0 metro.

39- Para completar o nível de água da bateria, você coloca:


a) Água destilada.
b) Álcool.
c) Gasolina.
d) Diesel.

40- Qual é a função do catalisador?


a) Filtragem dos gazes do motor que saem pelo cano de descarga.
b) Retirar as impurezas do óleo.
c) Formar a mistura explosiva ar-gasolina.
d) Permitir a diminuição do calor do motor.

41- O defeito mais comum no carburador caracteriza-se por:


a) Entupimento.
b) Filtragem.
c) Desgaste.
d) Balanceamento.

42- A verificação do nível de óleo do motor deve ser feita:


a) Com o veículo ligado.
b) Com o motor do veículo quente.
c) Com o veículo nivelado e com o motor frio.
d) Somente pelo proprietário.

43- Na Inspeção de Segurança Veicular, qual dos equipamentos não precisa ser
inspecionado:
a) O sistema de freios ABS.
b) O silenciador de ruído de explosão do motor.
c) O triângulo.
d) O som automotivo.

44- Transitar com veículo desligado ou desengrenado, em declive, é infração:


a) Gravíssima.
b) Grave.
c) Média.
d) Leve.

Leia o texto abaixo para responder às questões de 45 a 52

Texto
A alegria de viver e a calma eram características de Zé do Carro. Sempre disposto,
planejou mais uma viagem para o feriadão de 07 de setembro. Desta vez pretendia ir até o
município de Conde, distante 189 km de Salvador. No veículo Kia GranBesta de sua
propriedade, com capacidade para 16 passageiros, consultou o guia rodoviário e
escolheu- o melhor caminho, calculando sua saída para as 05h, a fim de chegar antes das
08h de forma que desse tempo para fazer compras na feira. Apesar de tantos predicados,
Zé do Carro era um motorista categoria B, bastante nervoso, que só dirigia descalço e
sem camisa. Para complicar a situação, acordou tarde, saindo somente às 06h30min.
Imaginou, então, aumentar a velocidade para chegar, pelo menos, antes das
08h30minutos. Não contava com a chuva forte, o grande movimento de veículos e os
engarrafamentos, que tanto o irritavam, fazendo com que ziguezagueasse pela via com
manobras perigosas, deslizando os pneus e transitando sempre acima de 100 km/h, nas
vias arteriais, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h.
No percurso, quando passava pela Av. Trava Tudo, notou que o motor do seu veículo
começava a falhar, lembrou-se de que esquecera de efetuar a revisão de viagem e, o que é
pior, esquecera de colocar combustível.
O veículo parou na faixa da esquerda, e o buzinaço começou. Irritado, Zé saiu do veículo,
após ligar o pisca alerta, e começou a ofender todos que passavam. Ao perceber a
aproximação de uma viatura da SET ficou mais calmo. Imediatamente, os agentes de
trânsito o ajudaram a empurrar o veículo para um local seguro e passaram a fiscalizar o
motivo da pane, e, por conseqüência, o veículo. Durante a abordagem, Zé apresentou ao
agente de trânsito somente a CNH. Depois de ter colocado combustível e de ser liberado
pelo agente de trânsito, seguiu viagem estressado. No caminho, aproveitou para efetuar o
lanche que trouxera de casa, jogando o lixo pela janela do veículo, chegando ao destino
às 09h55min.

45 - Analisando o texto, quanto à conduta de ter esquecido de efetuar a revisão do


veículo, bem como de não abastecê-lo, é correto afirmar que Zé do Carro:
A) cometeu duas infrações de trânsito.
B) cometeu infração de trânsito ao não efetuar revisão de viagem.
C) cometeu uma infração de trânsito ao permitir que faltasse combustível no veículo na
via.
D) cometeu uma infração de trânsito prevista no Código de Trânsito Brasileiro que
acarreta apreensão do veículo.
E) não cometeu infração de trânsito, pois a revisão de viagem e a falta de combustível são
problemas particulares de cada um.

46 - Considerando o disposto no texto, o agente de trânsito verificou que a CNH de Zé do


Carro era categoria B, portanto, ele:
A) cometeu infração de trânsito pois sua categoria deveria ser E.
B) cometeu infração de trânsito, pois sua categoria deveria ser A.
C) cometeu infração de trânsito, pois sua categoria deveria ser C.
D) cometeu infração de trânsito, pois sua categoria deveria ser D.
E) não cometeu nenhuma infração de trânsito prevista no Código de Trânsito Brasileiro.

47 - "Apesar de tantos predicados, Zé do Carro era um motorista categoria B, bastante


nervoso..." Considerando o trecho acima, a conduta do agente de trânsito foi:
A) correta em todos os sentidos.
B) correta mais deveria ter apreendido o veículo.
C) incorreta, pois deveria reter e autuar o veículo.
D) incorreta, pois deveria remover e reter o veículo, orientando o condutor.
E) incorreta, pois deveria apreender o veículo, autuar e recolher a CNH de Zé.

48 - Considerando o disposto no texto, Zé do Carro cometeu, no total:


A) três infrações de trânsito.
B) seis infrações de trânsito.
C) duas infrações de trânsito.
D) cinco infrações de trânsito.
E) quatro infrações de trânsito.

49 - Conforme o texto, diante da pane, Zé do Carro acionou o pisca alerta. Sua conduta
foi:
A) correta, porque estava chovendo.
B) correta, porque estava em situação de emergência.
C) incorreta, porque o pisca alerta serve apenas para neblina.
D) incorreta, pois deve ser usado com o veículo em movimento.
E) incorreta, pois o pisca alerta não deve ser utilizado na chuva.

50 - Conforme o texto, durante a viagem, Zé do Carro lanchou e atirou o lixo pela janela
do veículo. Essa conduta é infração de trânsito:
A) leve com perda de três pontos na CNH.
B) grave com perda de cinco pontos na CNH.
C) média com perda de quatro pontos na CNH.
D) gravíssima com perda de sete pontos na CNH.
E) gravíssima com perda de cinco pontos na CNH.

51 - "...e transitando sempre acima de 100 km/h, nas vias arteriais, onde a velocidade
máxima permitida é de 80 km/h".
Tomando por base o trecho acima e supondo que o veículo de Zé do Carro tenha sido
fotografado pelo radar a 100 km/h, a infração praticada foi:
A) leve com perda de três pontos na CNH, multa de R$53,20 e retenção do veículo.
B) média com perda de quatro pontos na CNH, multa de R$85,13 e apreensão do veículo.
C) gravíssima com perda de sete pontos na CNH, multa de R$574,62 e retenção do
veículo.
D) grave com perda de cinco pontos na CNH, multa de R$127,64 e suspensão do direito de
dirigir.
E) gravíssima com perda de sete pontos na CNH, multa de R$574,62 e suspensão do
direito de dirigir.

52 - Baseando-se na questão anterior, e supondo que o veículo de Zé do Carro tenha sido


fotografado pelo radar a 90 km/h, a infração praticada foi:
A) grave com perda de cinco pontos na CNH e multa de R$127,64.
B) leve com perda de três pontos na CNH, multa de R$53,20 e retenção do veículo.
C) média com perda de quatro pontos na CNH, multa de R$85,13 e apreensão do veículo.
D) gravíssima com perda de sete pontos na CNH, multa de R$574,62 e retenção do
veículo.
E) grave com perda de cinco pontos na CNH, multa de R$127,64 e suspensão do direito de
dirigir.

GABARITO
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
D E D A A B A C A C C A D A A A D A C A B B D A B
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
B A C A B A D C B B A A C A A A C D C C D E B B C
51 52 ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** **
E A ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** ** **
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Os gabaritos encontram-se no final


dos exercícios

01 - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e
o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio
criminoso:
Nesta condição estará sujeito a pena de:
a) detenção, de 1 (um) mês a 6 (seis) meses, ou multa.
b) detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa, ou ambas as penas.
c) detenção, de 2 (dois) mês a 1 (um) ano, ou multa, ou ambas as penas.
d) detenção, de 1 (um) ano.

02 - Adquirir, receber ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser
produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte,
estará sujeito a pena de:
a) reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
b) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
c) reclusão, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa.
d) reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

03 - Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou


simulando dívidas, estará sujeito a pena de:
a) detenção, de 1 (um) mês a 6 (meses), ou multa
b) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, ou multa
c) detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa
d) detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, ou multa

04 - Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte


sem dispor de recursos para efetuar o pagamento, estará sujeito a pena de:
a) detenção, de 10 (dez) dias a 1 (um) mês, ou multa.
b) detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa.
c) detenção, de 20 (vinte) dias a 3 (três) meses, ou multa.
d) detenção, de 30 (trinta) dias a 2 (dois) meses, ou multa.

05 - Enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor:


I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada;
II - entregando uma mercadoria por outra, estará sujeito a:
a) detenção, de 1 (um) mês a 6 (seis) meses, ou multa.
b) detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano, ou multa.
c) detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, ou multa.
d) detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

06 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou


inferioridade mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação
com títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa,
incorrerá em pena de:
a) reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
b) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa.
c) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
d) reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

07 - Quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de
restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente,
dentro no prazo de ___________.
a) 10 (dez) dias.
b) 15 (quinze) dias.
c) 20 (vinte) dias.
d) 30 (trinta) dias.
08. "A" empregado de empresa pública, desvia, em proveito próprio, um computador da
entidade, que lhe fora confiado em razão do emprego. "A" pratica:

a) Receptação

b) Apropriação indébita

c) Furto

d) Roubo

e) Peculato

09. "A" fere e mata "B", por qualquer motivo, sem a finalidade de roubar; porém, após o
homicídio consumado, subtrai coisas de "B". "A" pratica:

a) Homicídio em concurso formal com furto.

b) Latrocínio.

c) Homicídio em concurso material com furto.

d) Somente homicídio, pois este absorve o furto.

10. "A", funcionário público, em razão da função, recebe indevida vantagem, oferecida por
"B", empresário, para praticar determinado ato de ofício. "A e B" cometem:

a) O mesmo crime

b) "B" é autor e "A" co-autor

c) Crimes diferentes

d) "B" autor intelectual e "A" autor material

11. "A", funcionário público, emprega na cobrança de imposto, meio gravoso, não
autorizado em lei. "A" pratica:

a) Contravenção de importunação ofensiva ao pudor

b) Contravenção de perturbação de tranqüilidade

c) Crime de usurpação de função pública


d) Crime de excesso de exação

e) Crime de concussão

12. "H", síndico de instituição financeira em regime de falência, em documento proclama,


porque do falido "J" recebeu dinheiro, que não houve qualquer ilícito perpetrado pelo
mesmo "J":

a) A conduta de "H" é criminalmente atípica.

b) Crime a se reconhecer é o de falsidade ideológica na modalidade de inserir declaração


falsa.

c) "H" perpetra o crime do art. 14 da Lei 7492/86 (apresentação de declaração de crédito


falsa).

d) Há concurso formal dos crimes retromencionados na conduta de "H".

13. A punição do crime de peculato depende da qualidade:

a) Do desempenho de cargo público à época do fato.

b) De funcionário público em sentido estrito.

c) De funcionário público, elementar do tipo, e não se comunica em nenhuma hipótese.

d) De funcionário público e se estende a terceiro ciente dela, tratando-se de condição


elementar.

e) De funcionário público e não se estende a terceiro, embora ciente dela.

14. Agindo sozinho e sem emprego de arma, Paulo abordou Carlos e, mediante violência
física, subtraiu-lhe o carro, mantendo-o amordaçado dentro do porta-malas. Levou-o
consigo, medida necessária para garantir a subtração, restringindo-lhe assim, durante
cerca de duas horas, a liberdade. Em tese, a conduta de Paulo configura:

a) Um crime de roubo simples e um de seqüestro em concurso formal.

b) Um crime de roubo simples, absorvido por este o seqüestro.

c) Um crime de roubo simples e um seqüestro em concurso material.

d) Um crime de roubo simples qualificado.

15. Aldísio, Capitão da PM, ao comandar uma blitz em uma das ruas do Rio, tem sua
atenção despertada por dois ocupantes de um auto particular. Por informações de seus
subordinados passa a suspeitar serem os mesmos co-autores de diversos assaltos a
comerciantes da redondeza. Detidos para a averigüação, são os mesmos conduzidos à
unidade militar a que pertence Aldísio e colocados em um xadrez, onde permanecem por
48 horas. Constantando-se depois não serem eles os autores dos assaltos, são os
mesmos postos em liberdade. A conduta do Capitão Aldísio tipifica que espécie de delito?

a) Cárcere privado

b) Abuso de autoridade
c) Violência arbitrária e abuso de autoridade

d) Sequestro

e) Constrangimento ilegal

16. Alfredo destrói intencionalmente seu próprio automóvel com o intuito de receber o
valor do seguro da companhia de seguros ABC. Descoberta a fraude, a legitimidade para
a propositura de ação penal em face de Alfredo será da(o):

a) Seguradora, pois foi a vítima do crime, que é de ação privada.

b) Seguradora, somente se tiver havido pagamento do valor do seguro pela companhia,


pois só assim terá esta sofrido efetivo prejuízo.

c) Ministério Público ou da Seguradora, indistintamente, por tratar-se de hipótese de


legitimação concorrente para a propositura de ação penal.

d) Seguradora, se o Ministério Público, após o prazo legal para a propositura da ação,


permanecer inerte.

e) Ministério Público, se a seguradora não intentar a ação no prazo legal.

17. Antônio, servidor público, voltando para casa de ônibus, parado numa blitz, observa
pela janela do coletivo que um motoqueiro, José, parado com sua moto, está escondendo
algo num arbusto junto à pista de rolamento, com claro intuito de se precaver de eventual
busca pessoal. José avança e consegue passar pela blitz sem ser revistado. Antônio
aproveita a parada do ônibus e salta, dirigindo-se ao arbusto onde o objeto foi escondido.
Ali, encontra um osciloscópio embalado em papel de jornal, com plaqueta identificando-o
como patrimônio do Ministério da Comunicações. Antônio se apropria do osciloscópio e,
um bar perto de sua casa, o passa ao amigo Manoel, para que o venda. Manoel vende o
objeto e reparte o produto com o Antônio. A conduta de Antônio classifica-se como:

a) Apropriação de coisa achada, porque o bem estava perdido.

b) Peculato, porque, sendo servidor, apropriou-se de bem público.

c) Apropriação indébita, porque, se legítima a iniciativa de buscar o bem, inverteu-se o


título de sua posse, ao passar; Antônio, o bem a Manoel, para obter vantagem.

d) Furto, porque, ainda que sendo servidor público, subtraiu bem público, em cuja posse
se investiu por razão estranha ao seu cargo.

e) Conduta penalmente irrelevante, porque, perdida, a coisa configurava "res nullius".

18. Arnóbio e Bernardo ingressam normalmente em uma loja de departamento. Bernardo


subtrai uma pasta de um cliente desatento levando-a para sua residência, e ali, com o
emprego de violência consegue abri-la e apropriar-se dos bens ali guardados
(calculadora, canetas, talonário de cheques e dinheiro). Arnóbio, entretanto, permaneceu
no interior da loja até o seu fechamento, escondido. Após subtrair diversos objetos de
valor, arrebentando uma porta lateral, consegue evadir-se. É correto afirmar-se que:

a) Arnóbio responderá por furto simples e Bernardo por furto qualificado.

b) Ambos responderão por furto qualificado.


c) Arnóbio responderá por furto qualificado e Bernardo por furto simples.

d) Ambos responderão por furto simples.

e) Ambos responderão por roubo simples.

19. Arnóbio e Bernardo, alta hora da noite, em via pública, abordam Creso, travesti que
acabara de deixar a boate em que trabalha, constrangendo-o mediante ameaça a
acompanhá-los a um beco ermo nas proximidades. Ali, após subtrair-lhes alguns
pertences de valor, obrigam-no a manter relações sexuais com o primeiro. Indique
corretamente o(s) delito(s) realizado(s) por Bernardo:

a) Furto qualificado em concurso com estupro

b) Furto qualificado em concurso com constrangimento ilegal

c) Roubo qualificado em concurso com estupro

d) Somente roubo qualificado

e) Roubo qualificado em concurso com atentado violento ao pudor

20. Arnóbio, tesoureiro de órgão público municipal, adrede ajustado com Bernardo, um
mecânico de motores, seu vizinho, deixa aberto o cofre de sua repartição ao final do
expediente. Bernardo, altas horas da noite, através de uma janela do segundo andar, ali
ingressa e subtrai do interior do cofre vultosa quantia em dinheiro. É correto afirmar-se
que:

a) Ambos cometeram crime de furto qualificado.

b) Arnóbio cometeu peculato e Bernardo furto qualificado.

c) Ambos cometeram crime de peculato impróprio.

d) Ambos cometeram crime de peculato próprio.

e) Arnóbio cometeu apropriação indébita e Bernardo furto qualificado.

21. Artur (funcionário público) solicita dinheiro a Francisco para praticar ato de ofício. A
proposta é repelida. Artur cometeu crime de:

a) Tentativa de corrupção ativa

b) Corrupção ativa

c) Tentativa de corrupção passiva

d) Corrupção passiva

22. Assinale a opção correta:

a) O peculato somente admite o concurso de pessoas nas hipóteses previstas


expressamente no artigo 312, § 1°, "in fine", e artigo 312, § 2° do Código Penal.

b) O peculato somente admite o concurso de pessoas, quando o partícipe atuar como


co-autor.
c) O peculato, por ser crime próprio, não admite o concurso de pessoas.

d) O peculato admite toda e qualquer forma de concurso de pessoas.

e) O peculato somente admite o concurso de pessoas quando o partícipe for funcionário


público.

23. Astronauta, Cachorro Doido, Estremeleque e Melancia, cada qual empunhando um


revólver, anunciaram um assalto no interior de uma residência, rendendo, sob ameaça de
morte, o proprietário e um casal de visitantes. O casal foi levado para um quarto, onde
permaneceu sob a mira da arma de Estremeleque, enquanto o proprietário se viu obrigado
a acompanhar os demais bandidos pelos outros cômodos da casa, dos quais passaram a
subtrair as coisas móveis que lhes interessavam. Entretando, Estremeleque resolveu
estuprar a mulher, cujo marido, ante a iminência da violação sexual, reagiu e por isso foi
assassinado pelo facínora que, em seguida, teve conjunção carnal com a viúva, ameaçada
de morte caso não atendesse aos seus instintos bestiais. Quando os quatro marginais
estavam prestes a saírem da casa, o proprietário, em defesa do seu patrimônio, reagiu,
travando luta corporal com Melancia (com quem se encontravam vários dos objetos
subtraídos), mas foi mortalmente atingido por um tiro desferido por Astronauta. Durante o
processo, constatou-se que Cachorro Doido era doido mesmo, e, por isso, inteiramente
incapaz de entender o caráter ilícito dos fatos. Verificou-se ainda, que Estremeleque fora
definitivamente condenado, 3 anos antes, pela prática de crime militar próprio. Com
relação ao texto e de acordo com a teoria finalista da ação, julgue os itens seguintes:

a) Astronauta, Cachorro Doido e Melancia não são co-autores do homicídio e do estupro


ocorridos no quarto.

b) Houve latrocínio praticado em co-autoria pelos quatro marginais.

c) Em face da reincidência, deve ser agravada a pena que for aplicada a Estremeleque.

d) Ao disparar contra o proprietário da casa, Astronauta agiu em legítima defesa.

e) Apesar da tipicidade e da ilicitude da conduta, Cachorro Doido deverá ser absolvido por
força de causa excludente da culpabilidade.

24. Barnabé, funcionário público aposentado, solicitou de Desesperado a importância de


R$ 1.000,00, a pretexto de influir para a aprovação de um projeto arquitetônico, alegando
ser amigo pessoal de Tolerante, funcionário responsável pelo ato administrativo.
Tolerante, cedendo o pedido de Barnabé, resolve aprovar o projeto, mesmo sabendo que
tal ato representa infração a dever funcional. Com base nessa situação, julgue os
seguintes itens:

a) Desesperado cometeu o crime de prevaricação.

b) Barnabé cometeu o crime de corrupção passiva, ao receber dinheiro de Desesperado


para obter a aprovação do projeto.

c) Tolerante responderá pelo crime de condescendência criminosa.

d) A pena de Barnabé será aumentada, se restar provado que insinuou a Desesperado que
a importância paga seria também destinada ao funcionário responsável pela aprovação do
projeto.

e) Barnabé cometeu, no momento em que recebeu a importância cobrada de


Desesperado, o crime de peculato doloso.

25. Condenado anteriormente à reforma da lei 7.204/84, o funcionário público perdeu o


cargo público como efeito extrapenal da sentença, que transitou em julgado em 11/01/85.
Ocorre aqui:

a) Ultratividade independentemente.

b) Abolitio criminis.

c) Reintegração imediata ao antigo cargo, permanecendo as outras condições da decisão.

d) Conjugação e ultratividade.

e) Conflito aparente de normas.

26. É condição genérica da ação penal:

a) A capacidade postulatória.

b) Interesse processual.

c) A legitimidade ad processum.

d) A imparcialidade do juiz.

e) A possibilidade jurídica do pedido.

27. Em processo por crime de furto ocorrido em maio de 1994, a denúncia foi recebida em
20 de junho de 1994 e a sentença condenatória, impondo a pena de um ano de reclusão,
foi publicada em 23 de maio de 1995. Dela recorreu apenas o réu, que completou 70 anos
de idade em 30 de novembro de 1996, sendo esta apelação julgada em 23 de maio de
1997. É de se reconhecer em que:

a) Não ocorreu prescrição.

b) Ocorreu a prescrição subseqüente ou intercorrente da pretensão punitiva.

c) Ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva.

d) Ocorreu a prescrição subseqüente ou intercorrente da pretensão executória.

28. Funcionário público que concorre para que terceiro subtraia dinheiro, valor ou bem
que se achava sob a custódia da administração pública, em proveito próprio ou alheio,
valendo-se da facilidade que lhe proporciona essa qualidade, pratica:

a) Peculato culposo

b) Peculato-furto

c) Peculato-apropriação

d) Peculato-desvio

29. José, sabedor que Manoel era portador de séria lesão cardíaca vendeu-lhe certa
quantidade de cocaína, que foi usada por este o qual veio a falecer. O laudo médico
determinou a causa mortis, como sendo parada cardíaca, em virtude de ingestão de
overdose de cloridrato de cocaína. Assinale o crime cometido por José:

a) Tráfico de entorpecentes em concurso com homicídio simples

b) Homicídio doloso

c) Tráfico de entorpecentes em concurso com homicídio culposo

d) Tráfico de entorpecentes

e) Homicídio culposo

30. José, servidor alfandegário, sentindo-se pressionado pelo chefe imediato T, deixa
passar grande quantidade de mercadorias estrangeiras que G desembarcara. G,
posteriormente entrega a J um dos produtos assim liberados, e também a T:

a) J e T, além da corrupção passiva, cometem facilitação ao descaminho. Irrelevante é o


fato ulterior de G tê-los gratificado.

b) J e T cometem o ilícito criminal definido na Lei 8.429/92 como ato de improbidade.

c) J e T cometem corrupção passiva e G ativa.

d) Só T comete corrupção passiva e facilitação ao descaminho e G, corrupção passiva.

31. Juntamente com o meliante "Gato", menor de 18 anos, os marginais Arnóbio, Brutus e
Creso combinam praticar roubos em postos de gasolina e lojas de conveniência abertos
de madrugada. Ao visitarem o primeiro estabelecimento, um frentista suspeita dos
mesmos e comunica-se com a polícia. Dois deles, ao iniciarem o assalto a mão armada à
loja de conveniência, são impedidos pela ação policial e presos em flagrante, enquanto
dois outros logram evadir-se do local, sendo identificados posteriormente. Indique os
delitos praticados pelos mesmos:

a) Quadrilha ou bando armado combinado com tentativa de roubo qualificado

b) Roubo qualificado em concurso com corrupção de menor

c) Quadrilha ou bando armado

d) Roubo qualificado

e) Quadrilha ou bando armado combinado com roubo qualificado

32. Lívio, nas proximidades dos festejos juninos foi surpreendido por blitz policial de
trânsito, nas imediações do Alto da Boa Vista, trazendo consigo no interior do
porta-malas de seu veículo um balão de grande porte. Conduzido à DP local, Lívio alegou
que pretendia vender a Caio, que o levaria para o exterior. Tipifique a conduta de Lívio.

a) Art. 250 combinado com art. 14, ambos do CP.

b) Conduta atípica.

c) Art. 28 Parágrafo Único da LCP combinado com o art. 14 do CP.

d) Art. 28, Parágrafo Único da LCP.

e) Art. 26 da Lei 4.771/65.


33. Mário negociou a aquisição de um carro com Joaquim, dando como pagamento um
cheque, tendo sido estabelecido entre ambos que o veículo e seus documentos só seriam
entregues a Mário após a liquidação do título pelo banco sacado. Apresentado o cheque
por Joaquim, foi ele devolvido por falta de fundos e por estar encerrada a respectiva conta
corrente. Em tese, a conduta de Mário:

a) Tipifica-se no art. 171, § 2º, VI do CP (fraude no pagamento por meio de cheque).

b) É atípica.

c) Tipifica-se no art. 171 "caput" do CP (estelionato consumado).

d) Tipifica-se no art. 171 "caput" c.c14 doCP (tentativa de estelionato).

34. Marque a alternativa correta:

a) Furto noturno é aquele cometido no período em que os moradores da localidade em


que ele ocorreu, de acordo com os seus hábitos e costumes, encontram-se, normalmente,
repousando.

b) Furto noturno é a subtração de coisa alheia móvel cometida durante o período em que
não ocorre a claridade solar, independentemente de qualquer horário previamente
estabelecido.

c) Furto noturno é aquele praticado no período compreendido entre às 22 horas e às 06


horas da manhã do dia seguinte e em local ermo.

d) Furto noturno é aquele cometido durante o repouso noturno e em condições que não
permitam ao sujeito passivo exercer vigilância sobre a coisa.

e) Furto noturno é aquele praticado durante a noite.

35. Na tentativa de um crime, o Código Penal prevê a diminuição de um a dois terços da


pena correspondente ao crime consumado. O critério fundamental para o Juiz efetuar tal
redução é:

a) Considerar gravidade do delito cometido.

b) Levar em conta o "iter", ou o caminho percorrido pelo agente, na execução da tentativa.

c) Ponderar a intensidade do dolo.

36. No crime de Furto(CP, art. 155), a cláusula - para si ou para outrem - é elemento:

a) Subjetivo do tipo

b) Circunstancial

c) Subjetivo

d) De aumento da pena

37. Nos crimes contra o patrimônio:

a) Se um dos agentes quis participar de um furto, não assumindo o risco de que o


comparsa viesse a cometer roubo, responderá apenas por furto, com a pena aumentada
de até a metade se o resultado mais grave fosse previsível.

b) Se o marido subtrai as jóias de sua esposa na constância da sociedade conjugal, com o


auxílio de um terceiro, este responderá por furto qualificado pelo concurso de agentes, ao
passo que o marido da vítima estará isento de pena.

c) Desde que não ocorra violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou
restituída a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do
agente, a pena será reduzida de um a dois terços.

d) Segundo o entendimento predominante do STJ, o emprego de arma de brinquedo


qualifica o crime.

e) A expressão coisa alheia, incluída, por exemplo, na definição dos crimes de furto e
roubo, indica o elemento normativo do tipo.

38. O peculato:

a) Pode ser imputado a partícipe que, para a lei penal, não seja funcionário público.

b) Pode não estar caracterizado, conforme entendimento dominante, quando o


funcionário se apropria de dinheiro público apenas com a finalidade de usá-lo.

c) Pressupõe a apropriação de um bem, não ficando caracterizada quando a conduta é de


subtração.

d) Tem como causa de aumento de pena o fato de o agente ser ocupante de cargo em
comissão em sociedade de economia mista, cujo patrimônio seja lesado.

e) Não está caracterizada, se o funcionário público demonstrar, simplesmente, que o bem


apropriado não era público, mas sim, particular.

39. Paulo, funcionário público federal, furta diversos bens de uma autarquia federal. A
competência para o processo e julgamento de Paulo será da Justiça:

a) Federal, em decorrência tanto da qualidade do sujeito ativo quanto da do sujeito


passivo da infração penal.

b) Estadual, pois o crime não atingiu o patrimônio da União, e sim da autarquia, que tem
personalidade jurídica distinta.

c) Estadual, por se tratar, de furto, delito que não se inclui entre aqueles de competência
da Justiça Federal.

d) Federal, em virtude exclusivamente, da qualidade do sujeito passivo da infração penal.

e) Federal, em virtude, exclusivamente, da qualidade do sujeito ativo da infração penal.

40. Ygor, servidor público, inadvertidamente não tranca o cofre, que era seu dever vigiar,
e, disto, acontece subtração de numerário por terceiro não servidor público:

a) Há peculato culposo na modalidade da culpa consciente.

b) Há dolo eventual.

c) Não há crime.
d) Há extinção da punibilidade se, a qualquer tempo, Y repõe à Administração o numérico
furtado.

e) Há peculato culposo na modalidade da culpa inconsciente.

GABARITO:
01-b 02 - a 03 - c 04 -b 05 -d 06 -a 07 - b 08-e 09-a 10-c
11-d 12-c 13-d 14-d 15-b 16-c 17-d 18-c 19-e 20-c
21-d 22-d 23-c 24-d 25-c 26-c 27-b 28-b 29-d 30-a
31-a 32-e 33-b 34-a 35-b 36-a 37-f 38-c 39-e 40-e

Olha aqui! Mais uma bateria de exercícios pra você.

01 - A expedição da autorização do registro de Arma de Fogo, será concedida, ou


recusada com a devida fundamentação, no prazo de_______________, a contar da data do
requerimento do interessado.
a) 5 (cinco) dias úteis
b) 15 (quinze) dias úteis
c) 30 (trinta) dias úteis
d) 60 (sessenta) dias úteis

02 - O certificado de Registro de Arma de Fogo, tem validade:


a) Em todo o território nacional
b) Somente no município onde reside o portador
c) Somente no Estado em que reside o portador
d) n.d.a

03 - O certificado de Registro de Arma de Fogo, autoriza o seu proprietário a manter a


arma de fogo:
a) Podendo circular com ela livremente
b) exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio
c) exclusivamente no interior da empresa
d) exclusivamente no interior de sua residência mas, desmuniciada de projéteis

04 - O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela ___________e será


precedido de autorização do Sinarm.
a) Polícia Civil Estadual
b) Prefeitura Municipal
c) Secretaria da Segurança Estadual
d) Polícia Federal

05 - Os requisitos para se ter o registro de armas de fogo, deverão ser comprovados


periodicamente, em período não inferior a: 3 (três) anos
a) 6 (seis) meses
b) 1 (um) ano
c) 2 (dois) anos
d) 3 (três) anos
06 - Os registros de propriedade, expedidos pelos órgãos estaduais, deverão ser
renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de:
a) 3 (três) anos
b) 4 (quatro) anos
c) 5 (cinco) anos
d) 6 (anos) anos

07 - É permitido o porte e uso de armas de fogo aos integrantes das guardas municipais
das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de
______________________habitantes, nas condições estabelecidas em Lei.
a) 200.000 (duzentos mil)
b) 300.000 (trezentos mil)
c) 500.000 (quinhentos mil)
d) 700.000 (setecentos mil)

08 - Aos residentes em áreas rurais, que comprovem depender do emprego de arma de


fogo para prover sua subsistência alimentar familiar, será autorizado, na forma prevista na
Lei, o porte de arma de fogo na categoria _______.
a) "esportista".
b) "empresário rural".
c) "segurança pessoal".
d) "caçador".

09 - O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de


transporte de valores responderá por crime, se deixar de registrar ocorrência policial e de
comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de armas de
fogo, acessórios e munições que estejam sob sua guarda, nas primeiras
________________depois de ocorrido o fato.
a) 12 (doze) horas
b) 18 (dezoito) horas
c) 20 (vinte) horas
d) 24 (vinte e quatro) horas

10 - Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso
permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua
residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o
titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa, estará sujeito a pena de:
a) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano
b) detenção, de 1 (um) e multa
c) detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa
d) detenção, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa

11 - Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito)


anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja
sob sua posse ou que seja de sua propriedade, estará sujeito a pena de:
a) detenção, de 6 (seis) meses e multa.
b) detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa.
c) detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
d) detenção, de 2 (dois) anos.

12 - Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda
que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de
fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com
determinação legal ou regulamentar, estará sujeito a pena de:
a) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa
b) reclusão, de 3 (três) a 4 (quatro) anos, e multa
c) reclusão, de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos, e multa
d) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa

13 - Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas


adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como
finalidade a prática de outro crime, estará sujeito a pena de:
a) reclusão, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano.
b) reclusão, de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses, e multa.
c) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) meses.
d) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

14- Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar,
montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em
proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo,
acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar, estará sujeito a pena de:
a) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa
b) reclusão, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa
c) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa
d) reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa

15 - Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a qualquer


título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade
competente, estará sujeito a pena de:
a) reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa
b) reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa
c) reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa
d) reclusão de 5 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa

16 - É vedado ao menor de ____________anos (cidadão civil) adquirir arma de fogo:


a) 18 (dezoito)
b) 21 (vinte e um)
c) 22 (vinte e dois)
d) 25 (vinte e cinco)

17 - Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão, sob pena


de responsabilidade penal, no prazo de __________________, solicitar o seu registro
apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse, pelos
meios de prova em direito admitidos.
a) 180 (cento e oitenta) dias
b) 200 (duzentos) dias
c) 240 (duzentos e quarenta) dias
d) 1 (um) ano.

18 - O transporte de numerário será obrigatoriamente efetuado em veículo especial da


própria instituição ou de empresa especializada, para suprimento ou recolhimento do
movimento diário dos estabelecimentos financeiros:
a) em montante superior a dez mil Ufirs
b) em montante superior a vinte mil Ufirs
c) em montante superior a vinte e cinco mil Ufirs
d) em montante superior a cinquenta mil Ufirs

19 - Em veículo comum, o transporte de numerário poderá ser efetuado, com a presença


de dois vigilantes.
a) entre dois mil e cinco mil Ufirs
b) entre cinco mil e dez mil Ufirs
c) entre sete mil e dez Ufirs
d) entre sete mil e vinte mil Ufirs

20 - Um dos requisitos básicos, para o exercício da profissão, de vigilante é:


a) ter idade mínima de 18 (dezoito) anos;
b) ter idade mínima de 20 (vinte) anos;
c) ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos;
d) ter idade mínima de 25 (vinte e cinco) anos;

21 - Um outro requisito básico, para o exercício da profissão, de vigilante é:


a) ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau;
b) ter instrução correspondente à sétima série do primeiro grau;
c) ter instrução correspondente à oitava série do primeiro grau;
d) ter instrução correspondente ao segundo grau completo;

22 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade
de resistência ficará sujeito a pena de:
a) reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa
b) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa
c) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa
d) reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa

23 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter


para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou
deixar fazer alguma coisa, ficará sujeito a pena de:
a) reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa
b) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa
c) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa
d) reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa

24 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem,
como condição ou preço do resgate, ficará sujeito a pena de:
a) reclusão, de 5 (cinco) a 10 (dez) anos
b) reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos
c) reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos
d) reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos

25 - Com relação ao seqüestro, se o mesmo dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o


seqüestrado é menor de 18 (dezoito) anos, ou se o crime é cometido por bando ou
quadrilha, a pena será de:
a) reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos.
b) reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.
c) reclusão, de 12 (doze) a 20 (vinte) anos.
d) reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.

26 - Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém,


documento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra
terceiro, estará sujeito a:
a) reclusão, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa
b) reclusão, de 1 (um) e multa
c) reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa
d) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa

27 - Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha


divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia, estará sujeito a
pena de :
a) detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa
b) detenção, de 1 (um) ano e 10 (dez) meses, e multa
c) detenção, de 2 (dois) anos e multa
d) detenção, de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses, e multa

28 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, poderá ser penalizado com:


a) detenção, de 6 (seis) meses, ou multa.
b) detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa
c) detenção, de 1 (um) a 10 (dez) meses, ou multa
d) detenção, de 1 (um) ano, ou multa

29 - Alterar, sem licença da autoridade competente, o aspecto de local especialmente


protegido por lei, poderá ser penalizado com:
a) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, ou multa.
b) detenção, de 8 (oito) meses a 1 (um) ano, ou multa.
c) detenção, de 10 (dez) meses a 1 (um) ano, ou multa.
d) detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

30 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou


inferioridade mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação
com títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa, estará
sujeito a:
a) reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
b) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa.
c) reclusão, de 3 (três) a 4 (quatro) anos, e multa.
d) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa.

31 - Diante de um acidente com vítima, você toma a seguinte atitude:

a) passa sem parar para não se envolver


b) aguarda alguém chamar o socorro
c) continua a viagem, pois não sabe aplicar primeiros socorros
d) aciona o Corpo de Bombeiros

32 - Ocorreu um acidente e você vai telefonar para solicitar socorro especializado. No


momento da ligação, deve-se informar, principalmente:
a) local exato e nome dos parentes da vítima
b) tipo de acidente e residência da vítima
c) residência da vítima e nome dos seus parentes
d) local exato e tipo de acidente

33 - De acordo com o artigo 176 do Código de Trânsito Brasileiro, o condutor, envolvido


em acidente com vítima, deverá:
a) socorrer a vítima e manter o veículo no local do acidente
b) socorrer a vítima e apresentar-se à autoridade policial
c) evadir-se do local do acidente e apresentar-se à autoridade de trânsito
d) apresentar-se à autoridade policial e manter o veículo no local do acidente

34 - Em um acidente de trânsito com vítima, você não deve tomar a seguinte atitude:
a) recusar a colaboração de outras pessoas
b) usar os conhecimentos básicos de primeiros socorros
c) transmitir confiança e segurança aos acidentados
d) improvisar se necessário

35 - Em caso de parada cardíaca, devemos:


a) verificar a pulsação e a temperatura
b) fazer a massagem cardíaca
c) medir a temperatura
d) verificar a pulsação

36 - A vítima apresenta osso quebrado e rompimento da pele, o que leva a suspeitar que
haja uma fratura do seguinte tipo:
a) sem deslocamento
b) com deslocamento
c) aberta
d) fechada

37 - Se um acidentado apresentar um pedaço de metal cravado no peito, para socorrê-lo,


você deve:
a) extrair o pedaço de metal e colocar algodão para estancar
b) retirar o pedaço de metal e chamar o médico
c) aguardar a remoção do acidentado sem retirar o pedaço do metal
d) retirar o pedaço de metal e estancar o sangue

38 - O acessório de uso não obrigatório e que tem como função diminuir o impacto do
corpo do condutor com o veículo, em caso de acidente, é:
a) banco reclinável
b) encosto de cabeça
c) cinto de segurança
d) air bag

39 - Como medida de prevenção para evitar o contágio pelo vírus da AIDS, ao prestar
socorro a um acidentado com feridas, o socorrista deverá:
a) lavar as mãos após manipular os ferimentos
b) utilizar gaze para limpar os ferimentos
c) colocar ataduras nas feridas
d) usar luvas descartáveis

40 - Em acidente envolvendo motociclista, o procedimento adequado é:


a) aguardar socorro especializado, não removendo o capacete
b) mudar a posição do motociclista para acomodá-lo melhor
c) remover o capacete para que respire melhor
d) remover o capacete somente se estiver sentindo muita dor

GABARITO
01 - C 02 - A 03 - B 04 - D 05 - D
06 - A 07 - C 08 - D 09 - D 10 - C
11 - B 12 - A 13 - D 14 - D 15 - C
16 - D 17 - A 18 - B 19 - D 20 - C
21 - A 22 - D 23 - D 24 - B 25 - C
26 - C 27 - A 28 - B 29 - D 30 - A
31 - D 32 - D 33 - B 34 - A 35 - B
36 - C 37 - C 38 - D 39 - D 40 - A

Para não esquecer !

Por que devemos sinalizar o local de um acidente?


Para alertar outros motoristas sobre a existência de um perigo, antes mesmo que tenham visto o
acidente.

Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos manter o tráfego fluindo por
vários motivos. Para a vítima, o motivo mais importante é:
Possibilitar a chegada mais rápida de uma equipe de socorro

Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma avenida com velocidade
máxima permitida de 60 quilômetros por hora, em caso de acidente?
60 passos largos ou 60 metros.

Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma rua com velocidade máxima
permitida de 40 quilômetros por hora, em caso de acidente?
40 passos largos ou 40 metros

Você está medindo a distância para sinalizar o local de um acidente, mas existe uma
curva antes de completar a medida necessária. O que você deverá fazer?
Iniciar novamente a contagem a partir da curva

Em relação às condições adotadas durante o dia, a distância para sinalizar o local de um


acidente à noite ou sob chuva deverá ser:
Dobrada com a utilização de dispositivos luminosos.

Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato de seu conteúdo deverá ser:


Dirigido para a base das chamas, com movimentos horizontais na forma de um leque.

O extintor de incêndio de um veículo deve ser recarregado sempre que:


O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo de validade.

O extintor de incêndio de um veículo sempre deverá estar posicionado:


Em um local de fácil acesso para o motorista, sem que ele precise sair do veículo.

Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros Socorros relacionados aos
acidentes de trânsito?
Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um acidente de trânsito.

Para que você possa auxiliar uma vítima em um acidente de trânsito é necessário:
Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos sobre o que fazer e o que não fazer
nestas situações.

Se após um acidente de trânsito, você adotar corretamente algumas ações iniciais


mínimas de socorro, espera-se que:
Os riscos de ampliação do acidente ficam reduzidos.
Uma boa seqüência no atendimento ou auxílio inicial em caso de acidente é:
1. recobrar a calma;
2. garantir a segurança inicial, mesmo parcial;
3. pedir socorro.

Considerando a seqüência das ações que devem ser realizadas em um acidente antes da
chegada dos profissionais de socorro, podemos afirmar:
Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar para ações anteriores para
completá-las, melhorá-las ou revisá-las.

Respirar profundamente algumas vezes, observar o seu próprio corpo em busca de


ferimentos e confortar os ocupantes do seu veículo, são providências que devem ser
tomadas para:
Recobrar a calma.

Você pode assumir a liderança das ações após um acidente automobilístico:


Sentindo-se em condições, e até a chegada do profissional que deverá prestar o socorro.

Você sabe quais as providências iniciais que devem ser tomadas em um acidente. Quais
maneiras abaixo são mais adequadas na tentativa de assumir a liderança?
Sempre motivar a todos, elogiando e agradecendo cada ação bem sucedida

Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos Bombeiros, SAMU-Serviço de


Atendimento Móvel de Urgência e Polícia, são: Bombeiro: 193, SAMU: 192 e Polícia: 190

Como proceder diante de um motociclista acidentado?


Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça pode agravar uma lesão da coluna.

Por que é importante termos algum treinamento em Primeiros Socorros?


Porque são diversas as situações em que uma ação imediata e por vezes simples, pode
melhorar a chance de sobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com graves seqüelas.

Por que é importante freqüentarmos um curso prático se quisermos aprender Primeiros


Socorros?
Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na presença de um instrutor para que
possamos realizar as ações de socorro de forma correta.

Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser ministrado por um instrutor


qualificado". Com esta afirmação podemos considerar que:
Um instrutor qualificado está preparado para nos ensinar técnicas atuais e corretas em Primeiros
Socorros.

Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando é aconselhável que:


Utilize uma luva de borracha ou similar

Quais são os aspectos que você deve ter em mente ao fazer contato com a vítima?
Informar, ouvir, aceitar e ser solidário

Em que situação e como você deve soltar o cinto de segurança de uma vítima que sofreu
um acidente?
Quando o cinto de segurança dificultar a respiração, solte-o sem movimentar o corpo da vítima.

Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das orelhas é procedimento para:


Impedir que a vítima movimente a cabeça.
O que você pode fazer para controlar uma hemorragia externa de um ferimento?
Fazer uma compressão no local do ferimento com gaze ou pano limpo.

Qual é o procedimento inicial mais adequado, se você não estiver treinado e encontrar
uma vítima inconsciente (desmaiada), após acidente de trânsito?
Ligar novamente para o serviço de emergência, se a ligação já tiver sido feita, completar as
informações e depois indagar entre as pessoas que estão no local, se existe alguém treinado e
preparado para atuar nesta situação.

Que atitude você deve tomar quando uma vítima sai andando após um acidente?
Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o socorro em local seguro.

As lesões da coluna vertebral são algumas das principais conseqüências dos acidentes
de trânsito. O que fazer para não agravá-las?
Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profissional.

Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo, antes da chegada do socorro
profissional?
Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros riscos evidentes.

Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que:


É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em caráter de exceção.