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Apostila Tecnicas e Normas de Seguranca 001

Apostila Tecnicas e Normas de Seguranca 001

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APOSTILA DE TEORIAS E NORMAS DE SEGURANÇA PARA CONCURSOS

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O REI DAS APOSTILAS www.oreidasapostilas.com.br
Conteúdo: 1. Técnicas Operacionais; 2. Segurança física e patrimonial; 3. Prevenção e combate a incêndio; 4. Direção defensiva e ofensiva; 5. Segurança de dignitários; 6. Primeiros socorros; 7. Crimes contra o patrimônio; 8. Legislação específica: 8.1. Lei 10.826 de 22/12/2003 e seus complementos; 8.2. Lei 11.036 de 22/12/2004 e seus complementos; 8.3. Lei 7.102 de 10/06/1983; 9. Sistema de Inteligência Brasileiro; 9.1. Noções de inteligência e contra-inteligência.

TEORIAS E NORMAS DE SEGURANÇA

Normas de segurança, são instruções elaboradas com a finalidade de reduzir o "potencial de risco" de determinado trabalho ou tarefa. A execução de qualquer trabalho exige: •conhecimentos específicos e •conhecimentos de segurança. Não basta estar tecnicamente bem qualificado para assegurar que não estaremos correndo riscos ou colocando outras pessoas em risco. O procedimento de segurança funciona como um instrumento de planejamento das etapas do trabalho e da prevenção dos riscos envolvidos em cada uma destas etapas. Um bom procedimento de segurança, deve ser simples e utilizar linguagem que seja claramente entendida e sem dar oportunidade a mais de uma interpretação. No procedimento de segurança são incluídas todas as tarefas necessárias para a execução de determinado trabalho. O procedimento deverá abordar os eventuais riscos que os executantes estarão sujeitos e também eventuais riscos que os usuários possam vir a sofrer em virtude do trabalho executado. Um procedimento de segurança adequado e eficaz, deve promover uma análise sistêmica do processo onde o trabalho irá ser executado.

Por exemplo um simples procedimento de segurança para condução de "empilhadeiras" industriais deverá ter no mínimo as seguintes etapas:
•pré qualificação de operadores; •treinamento; •norma de operação; •locais de uso permitido; •reabastecimento - uma norma para cada tipo de combustível; •condições de carga e descarga; •norma de manutenção; •"Check - list" do usuário. Devemos sempre ter em mente que o trabalho improvisado coloca em risco seus executantes e pessoas alheias ao trabalho, e que os procedimentos de segurança, corretamente elaborados, podem evitar tais situações e eventuais acidentes.

TÉCNICAS OPERACIONAIS

Técnica Operacional é o conjunto de normas e procedimentos que tem por finalidade dotar os agentes responsáveis pela segurança, de conhecimentos técnicos, visando o bom desempenho nas atividades propostas. São fatores fundamentais na aplicação das técnicas operacionais a boa postura, a boa educação e a excelente apresentação pessoal.

Deve-se:
Buscar melhoria contínua da Gestão de Segurança, tanto no aspecto ocupacional quanto na qualidade de vida, com educação, capacitação e comprometimento dos empregados, envolvendo familiares, empresas parceiras, fornecedores e demais partes interessadas. Atender aos requisitos da legislação vigente de segurança aplicável à Instituição e outros requisitos desta natureza por ela subscritos. Nos padrões operacionais devem estar contidos os fundamentos de segurança das pessoas, regulamentando, assim, as condições de produção, a identificação dos riscos à segurança de cada atividade e seus respectivos controles, além dos equipamentos de proteção individual aplicáveis. É responsabilidade do executante o cumprimento dos padrões que regulamentam as atividades. Entretanto, tal condição não elimina a necessidade de uma avaliação dos riscos à segurança do homem, antes da execução de qualquer atividade, visando identificar e reportar ao superior imediato a ocorrência de qualquer anomalia. A omissão na comunicação de anomalias poderá enquadrar o executante nas normas da Instituição. Garantir a participação dos executantes no entendimento e consenso dos padrões das atividades e no processo de relato de anomalias, estimulando-os a apresentarem propostas de solução para as anomalias reportadas. É responsabilidade gerencial, em seus diversos níveis, o tratamento da anomalia e a divulgação aos interessados do plano de ação e/ou do tratamento dado, bem como a administração de todo o Sistema de Segurança da Instituição, o que significa planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar todas as ações relacionadas ao sistema, nunca as dissociando de suas responsabilidades técnicas, operacionais e administrativas. Direito coletivo é prevalente sobre o direito individual. Todo executante é responsável pelos seus atos, sua própria segurança, a de seus colegas e dos bens patrimoniais da Instituição, devendo, assim, apresentar-se para a execução das atividades com todos os equipamentos especificados e em condições físicas e mentais adequadas. É assegurado a qualquer executante o direito de não realizar ou de interromper qualquer atividade quando, aplicada a metodologia de avaliação de risco, for identificada situação de risco grave e iminente. O procedimento é reportar a anomalia, podendo, se for o caso, propor soluções e somente reiniciar o trabalho após adotadas medidas de controle (isolamento ou eliminação da condição abaixo do padrão). É dever de todo gestor proporcionar ambiente adequado para comprometimento do executante no cumprimento dos princípios aqui enumerados.

NORMAS REGULAMENTADORAS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. As disposições contidas nas Normas Regulamentadoras - NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos, às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e aos sindicatos representativos das respectivas categorias profissionais. A observância das Normas Regulamentadoras - NR não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos estados ou municípios, e outras, oriundas de convenções e acordos coletivos de trabalho. A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho - SSST é o órgão de âmbito nacional competente para coordenar, orientar, controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho, inclusive a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho - CANPAT, o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho em todo o território nacional. Compete, ainda, à Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho - SSST conhecer, em última instância, dos recursos voluntários ou de ofício, das decisões proferidas pelos Delegados Regionais do Trabalho, em matéria de segurança e saúde no trabalho. A Delegacia Regional do Trabalho - DRT, nos limites de sua jurisdição, é o órgão regional competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho, inclusive a Campanha Nacional de Prevenção dos Acidentes do Trabalho CANPAT, o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Compete, ainda, à Delegacia Regional do Trabalho - DRT ou às Delegacias do Trabalho, nos limites de sua jurisdição: a) adotar medidas necessárias à fiel observância dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho; b) impor as penalidades cabíveis por descumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho; c) embargar obra, interditar estabelecimento, setor de serviço, canteiro de obra, frente de trabalho, locais de trabalho, máquinas e equipamentos;

d) notificar as empresas, estipulando prazos, para eliminação e/ou neutralização de insalubridade; e) atender requisições judiciais para realização de perícias sobre segurança e medicina do trabalho nas localidades onde não houver médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho registrado no MTb. Podem ser delegadas a outros órgãos federais, estaduais e municipais, mediante convênio autorizado pelo Ministro do Trabalho, atribuições de fiscalização e/ou orientação às empresas, quanto ao cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho.

SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL
Segurança Física tem como missão promover e manter a segurança dos usuários, instalações e equipamentos, considerando um conjunto de medidas e atividades empregadas, através de um planejamento prévio e constante fiscalização, com a finalidade de dotar a instituição / organização / empresa do nível de segurança necessário para o desenvolvimento de suas atividades de administração, produção, ensino, pesquisa etc. É certamente uma obrigação do Estado oferecer plena segurança pública aos cidadãos. Porém, as muitas complexidades do mundo contemporâneo tornaram o cumprimento dessa tarefa muito difícil até mesmo para o Estado, com seu sistema judiciário, policial e militar. O resultado é que uma parte importante da nossa segurança acaba dependendo da nossa própria consciência, particular e privada, dos riscos que corremos. É claro que não basta a solução da segurança privada, abandonando-se o exercício de cidadania de esperar, e mesmo exigir, a melhor segurança possível do Estado. No entanto, é importante insistir, especialmente para os que são responsáveis por segurança, que "são muitos os perigos dessa vida" e que o "olho vivo e a mente aberta" devem andar juntos o tempo todo. A segurança não deve referir-se apenas à segurança física, no sentido de evitar lugares perigosos, onde podem ocorrer assaltos e mesmo mortes, no sentido de não exibir valores em lugares públicos, no sentido de não despertar a inveja e a cobiça dos outros. A segurança também deve considerar a segurança psicológica, a segurança moral, a segurança de saúde, uma vez que todas elas estão muito ligadas à segurança física. Segurança é um ponto importante de auto-estima, de cidadania e de responsabilidade social. Por exemplo, quem usa drogas pode dizer "a vida é minha, faço o que quero", mas se esquece que, ao comprar drogas, está ajudando a financiar a violência social e o uso de outros jovens em atividades marginais. O que deve ser sempre lembrado é que: "A segurança depende de cada um". É importante que o pessoal se habitue a trabalhar com segurança fazendo com que ela faça parte integrante de seu trabalho. Toda tarefa a ser executada deve ser cuidadosamente programada pois, nenhum trabalho é tão importante e urgente que não mereça ser planejado e efetuado com segurança. É responsabilidade de cada um zelar pela própria segurança e das pessoas com quem trabalha.

PRINCÍPIOS BÁSICOS E FUNDAMENTAIS DE SEGURANÇA PATRIMONIAL
Conceito de Segurança Patrimonial:
"É um conjunto de medidas, capazes de gerar um estado, no qual os interesses vitais de uma empresa estejam livres de interferências e perturbações".

Conjunto de medidas: A segurança patrimonial não depende apenas do departamento
de segurança da empresa, mas envolve todos os seus setores e todo o seu pessoal.

Estado: significa uma coisa permanente. É diferente de uma situação, que é temporária. Interesses vitais: Os interesses vitais de uma empresa não estão apenas em não ser
roubada ou incendiada. O mercado, os segredos, a estratégia de marketing, pesquisas de novos produtos devem igualmente ser protegidos.

Interferências e perturbações: Nada deve impedir o curso normal da empresa. Deve-se
prevenir não apenas contra incêndios e assaltos, mas também contra espionagem, seqüestros de empresários, greves, sabotagem, chantagem, etc.

Grau de segurança:
Não existe segurança perfeita, total ou absoluta. O que existe é a segurança satisfatória. A segurança é satisfatória quando: - É capaz de retardar ao máximo uma possibilidade de agressão; - É capaz de desencadear forças - no menor espaço de tempo possível - capazes de neutralizar a agressão verificada.

Importância da segurança patrimonial:
As empresas não beneficiam apenas os seus proprietários, acionistas ou empregados que nelas trabalham diretamente. Empresas sadias e prósperas beneficiam toda uma região e um universo infindável de pessoas, entre outros, com os seguintes benefícios: geração de impostos; comercialização de matérias primas; incremento dos transportes; expansão das redes de telecomunicações e do sistema financeiro; disputa de mão de obra qualificada; crescimento da construção civil; construção de escolas e hospitais etc.

Princípios básicos da Segurança Patrimonial:
1) Segurança é prevenção. Prevenção é treinamento; 2) O investimento em segurança é proporcional ao risco que se corre;

3) As medidas de Segurança não devem impedir ou dificultar a atividade normal da empresa. Itens a serem observados num planejamento de segurança patrimonial: - Administração da Segurança - Proteção Perimetral - Serviços de Vigilância - Controle Interno - Prevenção e Combate a Incêndios - Espionagem - Proteção contra furtos - Prevenção de Assaltos - Segurança dos computadores - Possível Ação Terrorista - Sistema de identificação - Greves e Paralisações - Iluminação - Abastecimento de energia elétrica - Combustíveis e materiais perigosos - Segurança Pessoal - Segurança familiar e Residencial - Eventos Especiais - Pontos e questões críticas.

Espionagem Empresarial:
Objetivos da Espionagem: "O objetivo de uma operação de espionagem empresarial bem sucedida é a mesma da espionagem político - militar estrangeira: extrair, de forma continuada, os segredos, sem despertar a suspeita da companhia que serve de vítima". Métodos utilizados pelos espiões: 1. Ação individual "lobo solitário" 2. Ação organizada (grupos especializados) Fases do processo de espionagem: 1. escuta 2. acompanhamento 3. roubo 4. fotografia 5. infiltração 6. corrupção Alguns Sintomas da Espionagem Empresarial/Patrimonial: 1. Queda inexplicável do volume de vendas ou de negócios em certos setores ou no total do mercado; 2. Um concorrente lhe "passa uma rasteira"; 3. Um produto novo, comparável ou idêntico ao seu, é lançado no mercado, pouco antes ou ao mesmo tempo que o seu; 4. Uma campanha de publicidade precede e prejudica a sua que estava prestes a ser lançada; 5. O próximo lançamento de seu novo modelo é amplamente difundido com detalhes, e faz cair as vendas do modelo anterior, ainda em estoque na fábrica ou nos revendedores;

6. Pedem-lhe com mais freqüência que a costumeira, notícias e informações; 7. Um de seus diretores, técnicos, chefes, etc., pede demissão para trabalhar numa firma concorrente; 8. Firmas estrangeiras solicitam estudos, tendo em vista fabricar eventualmente seu produto, sob licença; 9. Houve na instituição, com ou sem arrombamento, um roubo que lhe pareça curioso, fora do comum ou dificilmente explicável. Para se defender da espionagem: A defesa é feita através de medidas de "Segurança Interna". Tipos de Defesa: Defesas Estáticas.....................Físicas Defesas Móveis........................Ativas Defesas à Distância..................De Inteligência 01) Um sistema de segurança compreende um conjunto de medidas; 02) A importância de um sistema de segurança é em função das ameaças que pesam sobre o que ele protege;

Ao encarregado de uma Divisão de Segurança compete:
a) Dirigir com competência e com os meios disponíveis, a Divisão de Vigilância e Segurança Patrimonial; b) Coordenar e supervisionar a execução do serviço de segurança em toda a área do complexo; c) Reunir-se, quando necessário, com os executores, a fim de tomar conhecimento dos problemas e dificuldades vivenciadas na execução do serviço; d) Visitar e/ou reunir-se, quando necessário, com os Diretores, Gerentes e/ou Chefes de unidades onde estão sendo prestados os serviços de vigilância e segurança, a fim de estar ciente dos problemas existentes na área de execução do serviço; e) Manter e exigir um clima de bom relacionamento e cooperação entre os servidores do setor; f) Zelar pelo fiel cumprimento de todas as normas existentes no Serviço de Vigilância e Segurança Patrimonial; g) Só permitir o uso de armamento, se o vigilante houver participado de treinamento de tiro e aprovado no exame psicológico, realizado durante o curso de treinamento de vigilantes; h) Manter contato constante com a Administração da Organização / Instituição, conscientizando-a do andamento do serviço, como também apresentando sugestões para uma maior eficiência do Serviço de Vigilância e Segurança Patrimonial;

Executores

Quanto às atribuições do (s) executor (es): I - Executar a segurança do estabelecimento em que prestar serviços, nos locais e horários designados pelo encarregado e, ou gerente da vigilância; II - Agir com respeito e cordialidade no trato com colegas de trabalho, funcionários e comunidade em geral, mantendo atitude, postura e comportamentos condizentes com o decoro da profissão; III - Atender à autoridade policial que necessitar de sua colaboração; IV - Permanecer no seu posto de serviço, não se afastando do local, a não ser nos seguintes casos: a) b) c) d) Para conduzir presos ou detidos; Em perseguição a suspeitos; Para socorrer alguém ou pedir ajuda; Com autorização do encarregado.

V- Esforçar-se para aperfeiçoar seus conhecimentos profissionais, de modo a poder prestar um bom serviço; VI- Procurar esclarecer-se sobre dúvidas quanto ao serviço com o seu chefe direto, ou com o vigilante responsável pelo local onde estará recebendo o serviço; VII - Em serviço, estar sempre sóbrio e chegar com pontualidade para receber armamento e observações concernentes ao local de trabalho, comunicando, com antecedência necessária, a eventual impossibilidade de comparecer ao mesmo; VIII - Cumprir as determinações recebidas e executá-las de acordo com as exigências de serviço; IX - Ser reservado no trato de assuntos relacionados ao serviço; X - Tomar conhecimento, com antecedência, da escala de serviço e das instruções existentes; XI - Zelar pelo material, instalações, mobiliário e outros bens do estabelecimento. XII - Procurar conhecer as pessoas do estabelecimento onde trabalha; XIII - Fazer sentir que sua presença no local de trabalho é útil, tendo por finalidade básica a atuação preventiva; XIV - Comparecer à instrução de atualização e aperfeiçoamento, objetivando melhoria dos conhecimentos profissionais; XV - Identificar as pessoas suspeitas dentro do recinto em que servir; XVI - Agir prontamente, na ocorrência de fato anormal, como incêndio, desordens

internas, homicídio, espionagem, sabotagem, desabamento, assalto ou qualquer outra ação criminosa; XVII - Controlar o tráfego de veículos na área do complexo (em casos excepcionais); XVIII - Fazer o controle de chaves de prédios e/ou unidades da Organização / Instituição. O sucesso ou insucesso do plano de segurança no sentido amplo da palavra de qualquer empresa valha-se da consideração e inclusão dos procedimentos a serem cumpridos, dos passos a serem seguidos nas mais diversas situações do cotidiano destes trabalhadores de linha de frente.

PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA
- Solicitar informações pessoais (certidões dos Distribuidores Cíveis - Fórum e da Polícia) de quem irá trabalhar no prédio; - Obrigar o uso de crachás pelos empregados dos departamentos com nome, número de documentos, foto e determinações especiais emanadas da gerência; - Manter na portaria fichas dos empregados, com nome, número de documentos, foto e determinações especiais emanadasa da gerência; - Os visitantes devem ser atendidos na portaria, nunca adentrar às dependências do complexo; - Os vigias devem usar: bloco com número de telefones úteis, caneta e fichas telefônicas, na falta de uma linha direta; - Zeladores e porteiros bem preparados são a melhor segurança.

ALGUNS DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA
Um complexo organizacional requer soluções integradas de segurança apropriadas para as suas dimensões e complexidades, o que requer um gerenciamento bem planejado. Assim destacamos abaixo algumas sugestões para melhor condução desta gestão, que está baseada no trinômio RISCO - DETECÇÃO - REAÇÃO: 1. Infra-estrutura: criar uma gestão de segurança e construir uma central de segurança e monitoramento, que será responsável pelas tomadas de decisões relativas à segurança do local. Nesta central estará o gerenciador de acesso, os monitores e operadores de CFTV, rádio e todas as ferramentas para controle. Executar uma análise de risco, elencando e priorizando a aplicação de instrumentos de controle e detecção nas áreas de risco. 2. Iluminação: otimizar a iluminação em toda área, principalmente no perímetro. 3. Entradas de funcionários: implantar sistema de controle de acesso nas portarias, adotando catracas e terminais de cadastramento de visitantes. A área de entrada de funcionários e visitantes também deve ter uma boa visualização. É importante que a imagem dos visitantes seja registrada.

4. Entrada e saída de veículos: automatizar os portões e colocar leitores de cartão para controle de acesso. Assim possibilita-se uma análise do fluxo de veículos, o controle de entradas de mercadoria, etc . Neste local é necessária a cobertura de câmeras, que registrarão as chapas dos veículos e seus motoristas. 5. Unidade operacional: a implantação de câmeras voltadas para a produção na unidade fabril, além de evitar possíveis sabotagens, melhora a produtividade. Há câmeras móveis que, instaladas em trilhos, percorrem toda a linha de produção. Locais como o estoque e a área de projetos também devem ser controlados por câmeras e sistemas de cartões, para evitar acessos indevidos e garantir a segurança das pessoas. 6. Refeitório: como a implantação de um sistema de acesso é modular, a colocação de leitores de acesso combinados com catracas, controlam as refeições (através de média de acesso) e pessoas que as consomem. Isso evita risco de almoços em duplicidade. Caso isso aconteça, o sistema já repassa tais dados para a folha de pagamento, se for o caso, a fim de realizar os descontos devidos. No local destas catracas deve haver câmeras para visualização do fluxo do refeitório. 7. Perímetro: todo o perímetro deverá estar coberto por câmeras móveis em postes e prédios, o que fornece à central de segurança imagens em tempo real de toda o complexo e sua efetiva movimentação. Com a implantação de sensores perímetrais - infravermelhos ativos e cerca de choque pulsativo, tem-se imediatamente o sinal de qualquer tentativa de invasão, que pode ser checada com as câmeras acima sugeridas para a confirmação ou não da ocorrência. 8. Além destes dispositivos eletrônicos, não se pode esquecer da vigilância, que deverá estar motorizada e equipada com rádios para executar rondas orientadas pela central de segurança e poder agir com mais agilidade em caso de ocorrência. A vigilância deve estar presente de forma ostensiva na portaria e em pontos críticos, como posto bancário, estacionamento, etc. Utilizando todas essas dicas, pode-se evitar possíveis sinistros.

SINALIZAÇÃO (pictogramas)
A Sinalização é uma forma eficiente de tornar seguro o ambiente de trabalho, evitando acidentes e orientando corretamente os funcionários sobre normas da empresa, tornando-os mais produtivos.

PERIGO

Indicadas para situações onde há risco de vida ou acidentes graves, alertando e informando seus funcionários, reduzindo o número de acidentes. A Sinalização de Perigo é regulamentada e produzida dentro das normas nacionais e internacionais, e atendem as recomendações da Medicina do Trabalho.

CUIDADO

Indicadas para locais e situações onde há risco de acidentes, mantendo seus funcionários informados sobre as normas de segurança, prevenindo e evitando acidentes em áreas de risco.

SEGURANÇA

Indicadas para orientar os funcionários quanto aos procedimentos de segurança, e

informando a localização de equipamentos em caso de emergência, mantendo a segurança do ambiente de trabalho.

AVISO

Indicadas para sinalização de riscos diretos ou indiretos relacionados com a segurança pessoal e patrimonial, orientando os funcionários sobre os procedimentos da empresa.

ATENÇÃO

Indicadas para transmitir informações através de textos de fácil compreensão, alertando os funcionários sobre procedimentos de segurança no ambiente de trabalho.

INCÊNDIO

Informa sobre a presença de equipamentos de combate a incêndios, sendo regulamentadas de acordo com as normas da ABNT e exigência nos certificados do Corpo de Bombeiros.

SAÍDA

Sinalização de orientação que atende as normas NBR 13434, 49077 e 13437 da ABNT. São confeccionadas também em vinil fosforescente, conforme NBR 13435 (ABNT). (O vinil fosforescente assegura que sua sinalização seja eficaz mesmo quando houver falta de energia elétrica.)

FUMO

Indicada para delimitar locais onde se é permitido ou proibido fumar de acordo com a Lei Federal e as Leis Municipais. Informa os funcionários sobre a política de sua empresa.

DEFICIENTES FÍSICOS

Indicadas para sinalização eventual e delimitação de áreas restritas.

PICTOGRAMAS

O sistema Internacional padronizado de pictogramas, reúne gráficos, aceitos no mundo inteiro, fáceis de reconhecer, para comunicar perigos e ações sem uso de palavras, facilitando a compreensão e memorização. Devem atender as normas ISO e ABNT.

SÍMBOLOS DE ALERTA

Pictogramas triangulares de fácil reconhecimento na cor amarela que alertam locais de perigo, como radiação, eletricidade, explosão, entre outros.

SÍMBOLOS DE COMANDO

Pictogramas circulares de fácil compreensão na cor azul que indicam a obrigatoriedade de direção, de áreas de deficientes, e do uso de equipamentos de segurança.

TRÂNSITO

Sinalização de acordo com o Denatran, aprovado pelo conselho nacional de trânsito anexo da resolução número 599/82. Ideais para áreas onde prevaleça a circulação de veículos. Para uso em pátios externos recomenda-se o emprego do sistema Refletivo (película refletiva auto-adesiva).

A Sinalização é uma forma eficiente de tornar seguro o ambiente de trabalho, evitando acidentes e orientando corretamente os funcionários sobre normas da empresa, tornando-os mais produtivos.

PERIGO

Indicadas para situações onde há risco de vida ou acidentes graves, alertando e informando seus funcionários, reduzindo o número de acidentes. A Sinalização de Perigo é regulamentada e produzida dentro das normas nacionais e internacionais, e atendem as recomendações da Medicina do Trabalho.

CUIDADO

Indicadas para locais e situações onde há risco de acidentes, mantendo seus funcionários informados sobre as normas de segurança, prevenindo e evitando acidentes em áreas de risco.

SEGURANÇA

Indicadas para orientar os funcionários quanto aos procedimentos de segurança, e informando a localização de equipamentos em caso de emergência, mantendo a segurança do ambiente de trabalho.

AVISO

Indicadas para sinalização de riscos diretos ou indiretos relacionados com a segurança pessoal e patrimonial, orientando os funcionários sobre os procedimentos da empresa.

ATENÇÃO

Indicadas para transmitir informações através de textos de fácil compreensão, alertando os funcionários sobre procedimentos de segurança no ambiente de trabalho.

INCÊNDIO

Informa sobre a presença de equipamentos de combate a incêndios, sendo regulamentadas de acordo com as normas da ABNT e exigência nos certificados do Corpo de Bombeiros.

SAÍDA

Sinalização de orientação que atende as normas NBR 13434, 49077 e 13437 da ABNT. São confeccionadas também em vinil fosforescente, conforme NBR 13435 (ABNT).

(O vinil fosforescente assegura que sua sinalização seja eficaz mesmo quando houver falta de energia elétrica.)

FUMO

Indicada para delimitar locais onde se é permitido ou proibido fumar de acordo com a Lei Federal e as Leis Municipais. Informa os funcionários sobre a política de sua empresa.

DEFICIENTES FÍSICOS

Indicadas para sinalização eventual e delimitação de áreas restritas.

PICTOGRAMAS

O sistema Internacional padronizado de pictogramas, reúne gráficos, aceitos no mundo inteiro, fáceis de reconhecer, para comunicar perigos e ações sem uso de palavras, facilitando a compreensão e memorização. Devem atender as normas ISO e ABNT.

SÍMBOLOS DE ALERTA

Pictogramas triangulares de fácil reconhecimento na cor amarela que alertam locais de perigo, como radiação, eletricidade, explosão, entre outros.

SÍMBOLOS DE COMANDO

Pictogramas circulares de fácil compreensão na cor azul que indicam a obrigatoriedade de direção, de áreas de deficientes, e do uso de equipamentos de segurança.

TRÂNSITO

Sinalização de acordo com o Denatran, aprovado pelo conselho nacional de trânsito anexo da resolução número 599/82. Ideais para áreas onde prevaleça a circulação de veículos. Para uso em pátios externos recomenda-se o emprego do sistema Refletivo (película refletiva auto-adesiva).

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

Considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. A empresa, órgão ou instituição é obrigada a fornecer aos funcionários, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, c) para atender a situações de emergência. Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, o responsável gestor deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, nas organizações desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao gestor responsável o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. Nas organizações desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao designado, mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
a) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; b) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; c) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; d) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, e) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. Cabe ao fundionário/empregado a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;

c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Cabe ao fabricante e ao importador O fabricante nacional ou o importador deverá: a) cadastrar-se, junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; b) solicitar a emissão do CA ( Certificado de Aprovação) c) solicitar a renovação do CA, quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; d) requerer novo CA, quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado; e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de Aprovação - CA; f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA; g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos; h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso; i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e, j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando for o caso. Certificado de Aprovação - CA Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI ter á validade: a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO; b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o caso; c) de 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data da publicação desta Norma, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses casos os EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação, podendo ser renovado até 2006, quando se expirarão os prazos concedidos; e, Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego / MTE Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho: a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI; b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI; c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI; d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador; e) fiscalizar a qualidade do EPI; f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e, g) cancelar o CA.

Sempre que julgar necessário o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, poderá requisitar amostras de EPI, identificadas com o nome do fabricante e o número de referência, além de outros requisitos. Cabe ao órgão regional do MTE: a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI; b) recolher amostras de EPI; e, c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento das normas estabelecidas.

LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA Capacete a) capacete de segurança para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio; b) capacete de segurança para proteção contra choques elétricos; c) capacete de segurança para proteção do crânio e face contra riscos provenientes de fontes geradoras de calor nos trabalhos de combate a incêndio. Capuz a) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica; b) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra respingos de produtos químicos; c) capuz de segurança para proteção do crânio em trabalhos onde haja risco de contato com partes giratórias ou móveis de máquinas. EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE Óculos a) óculos de segurança para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes; b) óculos de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa; c) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação ultra-violeta; d) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação infra-vermelha; e) óculos de segurança para proteção dos olhos contra respingos de produtos químicos. Protetor facial a) protetor facial de segurança para proteção da face contra impactos de partículas volantes; b) protetor facial de segurança para proteção da face contra respingos de produtos químicos; c) protetor facial de segurança para proteção da face contra radiação infra-vermelha; d) protetor facial de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa. Máscara de Solda a) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra impactos de part ículas volantes; b) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra radiação ultra-violeta; c) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra radiação infra-vermelha; d) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra luminosidade intensa.

EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA Protetor auditivo (contra níveis de pressão sonora superiores a 115 decibéis). a) protetor auditivo circum-auricular b) protetor auditivo de inserção c) protetor auditivo semi -auricular EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA Respirador purificador de ar a) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas; b) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos; c) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos; d) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra vapores orgânicos ou gases ácidos em ambientes com concentração inferior a 50 ppm (parte por milhão); e) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra gases emanados de produtos químicos; f) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra partículas e gases emanados de produtos químicos; g) respirador purificador de ar motorizado para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos. Respirador de adução de ar a) respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde e em ambientes confinados; b) máscara autônoma de circuito aberto ou fechado para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde e em ambientes confinados; Respirador de fuga Respirador de fuga para proteção das vias respiratórias contra agentes químicos em condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde ou com concentração de oxigênio menor que 18 % em volume. EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO Vestimentas de segurança que ofereçam proteção ao tronco contra riscos de origem térmica, mecânica, química, radioativa e meteorológica e umidade proveniente de operações com uso de água. EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES Luva a) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;

b) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes; c) luva de segurança para proteção das mãos contra choques elétricos; d) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes térmicos; e) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes biológicos; f) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes químicos; g) luva de segurança para proteção das mãos contra vibrações; h) luva de segurança para proteção das mãos contra radiações ionizantes. Creme protetor a) creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos, de acordo com a Portaria SSST nº 26, de 29/12/1994. Manga a) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos; b) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e escoriantes; c) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e perfurantes; d) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra umidade proveniente de operações com uso de água; e) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos. Braçadeira Braçadeira de segurança para proteção do antebraço contra agentes cortantes. Dedeira Dedeira de segurança para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes. EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES Calçado a) calçado de segurança para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos; b) calçado de segurança para proteção dos pés contra choques elétricos; c) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes térmicos; d) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes cortantes e escoriantes; e) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água; f) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra respingos de produtos químicos. Meia Meia de segurança para proteção dos pés contra baixas temperaturas. Perneira a) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes; b) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes t érmicos; c) perneira de segurança para proteção da perna contra respingos de produtos químicos;

d) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes; e) perneira de segurança para proteção da perna contra umidade proveniente de operações com uso de água. Calça a) calça de segurança para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes; b) calça de segurança para proteção das pernas contra respingos de produtos químicos; c) calça de segurança para proteção das pernas contra agentes térmicos; d) calça de segurança para proteção das pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água. EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO Macacão a) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra chamas; b) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos; c) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos; d) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de operações com uso de água. Conjunto a) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos; b) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos; c) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de operações com uso de água; d) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra chamas. Vestimenta de corpo inteiro a) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra respingos de produtos químicos; b) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de operações com água. EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL Dispositivo trava-queda Dispositivo trava-queda de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança para proteção contra quedas. Cinturão a) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos

em altura; b) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda no posicionamento em trabalhos em altura.

As causas de um incêndio são as mais diversas: •descargas elétricas, •atmosféricas, •sobrecarga nas instalações elétricas dos edifícios, •falhas humanas (por descuido, desconhecimento ou irresponsabilidade) etc. Os cuidados básicos para evitar e combater um incêndio, indicados a seguir, podem salvar vidas e bens patrimoniais.

CUIDADOS BÁSICOS:
Não brinque com fogo! Um cigarro mal apagado jogado descuidadamente numa lixeira pode causar uma catástrofe. Apague o cigarro antes de deixá-lo em um cinzeiro ou de jogá-lo em uma caixa de areia. Cuidado com fósforos. Habitue-se a apagar os palitos de fósforos antes de jogá-los fora. Obedeça às placas de sinalização e não fume em locais proibidos, mal ventilados ou ambientes sujeitos à alta concentração de vapores inflamáveis tais como vapores de colas e de materiais de limpeza. - Evite usar espiriteira. Sua utilização é insegura. - Nunca apóie velas sobre caixas de fósforos nem sobre materiais combustíveis. - Não utilize a casa de força, casa de máquinas dos elevadores e a casa de bombas do prédio, como depósito de materiais e objetos. São locais importantes e perigosos, que devem estar sempre desimpedidos. As baterias devem ser instaladas em local de fácil acesso e ventilado. Não é recomendado o uso de baterias automotivas. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS A sobrecarga na instalação é uma das principais causas de incêndios. Se a corrente elétrica está acima do que a fiação suporta, ocorre superaquecimento dos fios, podendo dar início a um incêndio. Por isso: Não ligue mais de um aparelho por tomada. Esta é uma das causas de sobrecarga na instalação elétrica; Não faça ligações provisórias. Tome sempre cuidado com as instalações elétricas. Fios descascados quando encostam um no outro, provocam curto-circuito e

faíscas. Chame um técnico qualificado para executar ou reparar as instalações elétricas ou quando encontrar um dos seguintes problemas: I - Constante abertura dos dispositivos de proteção (disjuntores) II - Queimas freqüentes de fusíveis; III - Aquecimento da fiação e/ou disjuntores; IV - Quadros de distribuição com dispositivos de proteção do tipo chave-faca com fusíveis cartucho ou rolha. Substitua-os por disjuntores ou fusíveis do tipo Diazed ou NH; V - Fiações expostas (a fiação deve estar sempre embutida em eletrodutos) VI - Lâmpadas incandescentes instaladas diretamente em torno de material combustível, pois, elas liberam grande quantidade de calor; VII - Inexistência de aterramento adequado para as instalações e equipamentos elétricos, tais como: torneiras e chuveiros elétricos, ar condicionado, etc.; VIII - Evite aterrá-los em canos d'água.

ATENÇÃO: toda a instalação elétrica tem que estar de acordo com a Norma Brasileira
NBR 5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS Antes de instalar um novo aparelho, verifique se não vai sobrecarregar o circuito. Utilize os aparelhos elétricos somente de modo especificado pelo fabricante.

INSTALAÇÕES DE GÁS Somente pessoas habilitadas devem realizar consertos ou modificações nas instalações de gás. Sempre verifique possíveis vazamentos no botijão, trocando-o imediatamente caso constate a mínima irregularidade. - O botijão que estiver visualmente em péssimo estado deve ser imediatamente recusado. - Para verificar vazamento, nunca use fósforos ou chama, apenas água e sabão. - Nunca tente improvisar maneiras de eliminar vazamentos, como cera, por exemplo. Coloque os botijões sempre em locais ventilados. - Sempre rosqueie o registro do botijão apenas com mas mãos, para evitar rompimento da válvula interna. - Aparelhos que usam gás devem ser revisados pelo menos a cada dois anos. Vazamento de Gás sem Chama: Ao sentir cheiro de gás, não ligue ou desligue a luz nem aparelhos elétricos. Afaste as pessoas do local e procure ventilá-lo.

Feche o registro de gás para restringir o combustível e o risco de propagação mais rápida do incêndio. Não há perigo de explosão do botijão ao fechar o registro. Se possível, leve o botijão para local aberto e ventilado. Vazamento de Gás com Chama: Feche o registro e gás. Retire todo o material combustível que esteja próximo do fogo. Incêndio com Botijão no Local: Se possível, retire o botijão do local antes que o fogo possa atingí-lo. Em todas essas situações, chame os BOMBEIROS - telefone 193.

CIRCULAÇÃO: Mantenha sempre desobstruídos corredores, escadas e saídas de emergência, sem vasos, tambores ou sacos de lixo. Jamais utilize corredores, escadas e saídas de emergência como depósito, mesmo que seja provisoriamente. Nunca guarde produtos inflamáveis nesses locais. As coletas de lixo devem ser bem planejadas para não comprometer o abandono do edifício em caso de emergência. As portas corta-fogo não devem Ter trincos ou cadeados. Conheça bem o edifício em que você circula, mora ou trabalha, principalmente os meios de escape e as rotas de fuga.

LAVAGEM DE ÁREAS COMUNS Evite sempre que águas de lavagem atinjam os circuitos elétricos e/ou enferrujem as bases das portas corta-fogo. Não permita jamais que a água se infiltre pelas portas dos elevadores, pois isso pode provocar sérios acidentes.

MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA
EXTINTORES DE INCÊNDIO: Os extintores de incêndio devem ser apropriados para o local a ser protegido. Verifique constantemente se:

acesso aos extintores não está obstruído; manômetros indica pressurização (faixa verde ou amarela); aparelho não apresenta vazamento; Os bicos e válvulas da tampa estão desentupidos; Leve qualquer irregularidade ao conhecimento do responsável para que a situação seja rapidamente sanada A recarga do extintor deve ser feita: Imediatamente após ter sido utilizado; Caso esteja despressurizado (manômetro na faixa vermelha) Após ser submetido a este hidrostático; Caso o material esteja empedrado. Tais procedimentos devem ser verificados pelo zelador e fiscalizado por todos. Mesmo não tendo sido usado o extintor, a recarga deve ser feita: Após 1 (um) ano: tipo espuma; Após 3 (rês) anos: tipo Pós Químico Seco e Água Pressurizada; Semestralmente: se houver diferença de peso que exceda 5% (tipo Pó Químico Seco e Água Pressurizada), ou 10% (tipo CO2); Esvazie os extintores antes de enviá-los para recarga; Programe a recarga de forma a não deixar os locais desprotegidos; A época de recarga deve ser aproveitada para treinar as equipes de emergência. O Corpo de Bombeiros exige uma inspeção anual de todos os extintores, além dos testes hidrostáticos a cada cinco anos, por firma habilitada. Devem ser recarregados os extintores em que forem constatados vazamentos, diminuição de carga ou pressão e vencimento de carga.

HIDRANTES E MANGOTINHOS
IMPORTANTE: Para recarga ou teste hidrostático escolha uma firma IDÔNEA.
Os hidrantes e mangotinhos devem ser mantidos sempre bem sinalizados e desobstruídos.

A caixa de incêndio contém: Registro globo com adaptador, mangueira aduchada (enrolada pelo meio) ou ziguezague,

esguicho regulável (desde que haja condição técnica para seu uso), ou agulheta, duas chaves para engate e cesto móvel para acondicionar a mangueira. mangotinho deve ser enrolado em "oito" ou em camadas nos carretéis e pode ser usado por uma pessoa apenas. Seu abrigo deve ser de chapa metálica e dispor de ventilação.

Verifique se: a) A mangueira está com os acoplamentos enrolados para fora, facilitando o engate no registro e no esguicho; b) A mangueira está desconectada do registro; c) estado geral da mangueira é bom, desenrole-a e cheque se não tem nós, furos, trechos desfiados, ressecados ou desgastados; d) registro apresenta vazamento ou está com o volante emperrado; e) Há juntas amassadas; f) Há água no interior das mangueiras ou no interior da caixa hidrante, o que provocará o apodrecimento da mangueira e a oxidação da caixa.

ATENÇÃO: Nunca jogue água sobre instalações elétricas energizadas.
Nunca deixe fechado o registro geral do barrilete do reservatório d'água. (O registro geral do sistema de hidrantes localiza-se junto à saída do reservatório d'água). Se for preciso fazer reparo na rede, certifique-se de que, após o término do serviço, o registro permaneça aberto. Se a bomba de pressurização não der partida automática, é necessário dar partida manual no painel central, que fica próximo à bomba de incêndio. Nunca utilize a mangueira dos hidrantes para lavar pisos ou regar jardins. Mantenha sempre em ordem a instalação hidráulica de emergência, com auxílio de profissionais especializados.

INSTALAÇÕES FIXAS DE COMBATE A INCÊNDIO
As instalações fixas de combate a incêndios destinam-se a detectar o início do fogo e resfriá-lo. Os tipos são: a) Detector de fumaça; b) Detector de temperatura; c) Detector de chama; d) Chuveiro automático: redes de pequenos chuveiros no teto dos ambientes; e) Dilúvio : gera um nevoeiro d'água;

f) Cortina d'água: rede de pequenos chuveiro afixados no teto, alinhados para, quando acionados, formar uma cortina d'água; g) Resfriamento: rede de pequenos chuveiros instalados ao redor e no topo de tanques de gás, petróleo, gasolina e álcool. Geralmente são usados em áreas industriais; h) Halon: a partir de posições tomadas pelo Ministério da Saúde, o Corpo de Bombeiros tem recomendado a não utilização desse sistema, uma vez que seu agente é composto de CFC, destruidor da camada de ozônio.

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA
A iluminação de emergência, que entra em funcionamento quando falta energia elétrica, pode ser alimentada por gerador ou bateria e acumuladores (não automotiva). A iluminação de emergência é obrigatória nos elevadores. Faça constantemente a revisão dos pontos de iluminação.

Baterias:
As baterias devem ser instaladas acima do piso e afastadas da parede, em local seco, ventilado e sinalizado. Providencie a manutenção periódica das baterias, de acordo com as indicações do fabricante; devem ser verificados seus terminais (pólos) e a densidade do eletrólito.

ALARME DE INCÊNDIO
Os alarmes de incêndio podem ser manuais ou automáticos. Os detectores de fumaça, de calor ou de temperatura acionam automaticamente os alarmes. O alarme deve ser audível em todos os setores da área abrangida pelo sistema de segurança. As verificações nos alarmes precisam ser feitas periodicamente, seguindo as instruções do fabricante. A edificação deve contar com um plano de ação para otimizar os procedimentos de abandono do local, quando do acionamento do alarme.

Sistema de Som e Interfonia
Os sistemas de som e interfonia devem ser incluídos no plano de abandono do local e devem ser verificados e mantidos em funcionamento de acordo com as recomendações do fabricante.

PORTAS CORTA-FOGO
As portas corta-fogo são próprias para isolamento e proteção das rotas de fuga,

retardando a propagação do fogo e da fumaça. Elas devem resistir ao calor por 60 minutos, no mínimo (verifique se está afixado o selo de conformidade com a ABNT). Toda porta corta-fogo deve abrir sempre no sentido de saída das pessoas. Seu fechamento deve ser completo. Além disso, elas nunca devem ser trancadas com cadeados ou fechaduras e não devem ser usados calços, cunhas ou qualquer outro artifício para mantê-las abertas. Não se esqueça de verificar constantemente o estado das molas, maçanetas, trincos e folhas da porta.

ROTAS DE FUGA
Corredores, escadas, rampas, passagens entre prédios geminados e saídas, são rotas de fuga e estas devem sempre ser mantidas desobstruídas e bem sinalizadas. IMPORTANTE: Conheça a localização das saídas de emergência das edificações que adentrar. Só utilize áreas de emergência no topo dos edifícios e as passarelas entre prédios vizinhos na total impossibilidade de se utilizar a escada de incêndio. As passarelas entre prédios tem que estar em paredes cegas ou isoladas das chamas. LEMBRE-SE: é sempre aconselhável DESCER.

LIXEIRAS
As portas dos dutos das lixeiras devem estar fechadas com alvenaria, sem possibilidade de abertura, para não permitir a passagem da fumaça ou gases para as áreas da escada ou entre andares do edifício.

PÁRA-RAIOS
Os pára-raios deve ser o ponto mais alto do edifício. Massas metálicas como torres, antenas, guarda-corpos, painéis de propaganda e sinalização devem ser interligadas aos cabos de descida do pára-raios, integrando o sistema de proteção contra descargas elétricas atmosféricas. O pára-raios deve estar funcionando adequadamente. Caso contrário, haverá inversão da descarga para as massas metálicas que estiverem em contato com o cabo do pára-raios. Os pára-raios podem ser do tipo FRANKLIN ou GAIOLA DE FARADAY. O tipo Radioativo/Iônico tem sua instalação condenada devido à sua carga radioativa e por não Ter eficiência adequada. A manutenção dos pára-raios deve ser feita anualmente, por empresas especializadas, conforme instrução do fabricante. É preciso observar a resistência ôhmica do aterramento entre elétrodos e a terra (máximo de 10 ohm), ou logo após a queda do raio.

EQUIPE DE EMERGÊNCIA
A equipe de emergência é a Brigada de Combate a Incêndio. Ë uma equipe formada por pessoas treinadas com conhecimento sobre prevenção contra incêndio, abandono de edificação, pronto-socorro e devidamente dimensionada de acordo com a população existente na edificação. Cabe à esta equipe a vistoria semestral nos equipamentos de prevenção e combate a incêndios, assim como o treinamento de abandono de prédio pelos moradores e usuários. A relação das pessoas com dificuldade de locomoção, permanente ou temporária, deve ser atualizada constantemente e os procedimentos necessários para a retirada dessas pessoas em situações de emergência devem ser previamente definidos. A equipe de emergência deve garantir a saída dos ocupantes do prédio de acordo com o "Plano de Abandono", não se esquecendo de verificar a existência de retardatários em sanitários, salas e corredores. O sistema de alto-falantes ajuda a orientar a saída de pessoas; o locutor recebe treinamento e precisa se empenhar para impedir o pânico. A relação e localização dos membros da equipe de emergência deve ser conhecida por todos os usuários.

COMBATE A INCÊNDIOS
PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS
O perceber um princípio de incêndio, acione imediatamente o alarme e aja de acordo com o plano de evacuação. Logo a seguir, chame o Corpo de Bombeiros pelo TELEFONE 193. A uma ordem da Equipe de Emergência, encaminhe-se sem correria, para a saída indicada e desça (NÃO SUBA) pela escada de segurança. NUNCA USE OS ELEVADORES. Se tiver que atravessar uma região em chamas, procure envolver o corpo com algum tecido molhado não-sintético. Isso dará proteção ao seu corpo e evitará que se desidrate. Proteja os olhos e a respiração; são as partes mais sensíveis, que a fumaça provocada pelo fogo pode atingir primeiro. Use máscara de proteção ou, no mínimo, uma toalha molhada no rosto.

MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO
Há três meios de extinguir o fogo: Abafamento: Consiste em eliminar o comburente (oxigênio) da queima, fazendo com que ela enfraqueça até apagar-se. Para exemplificar, basta lembrar que quando se está fritando um bife e o óleo liberado entra em combustão, a chama é eliminada pelo abafamento ao

se colocar a tampa na frigideira. Reduziu-se a quantidade de oxigênio existente na superfície da fritura. Incêndios em cestos e lixo podem ser abafados com toalhas molhadas de pano não-sintético. Extintores de CO2 são eficazes para provocar o abafamento.

Retirada do Material: Há duas opções de ação na retirada de material: a) Retirar o material que está queimando, a fim de evitar que o fogo se propague; b) Retirar o material que está próximo ao fogo, efetuando um isolamento para que as chamas não tomem grandes proporções.

Resfriamento: O resfriamento consiste em tirar o calor do material. Para isso, usa-se um agente extintor que reduza a temperatura do material em chamas. O agente mais usado para combater incêndios por resfriamento 'a água.

CLASSES DE INCÊNDIO E AGENTES EXTINTORES
Quase todos os materiais são combustíveis; no entanto, devido a diferença na sua composição, queimam de formas diferentes e exigem maneiras diversas de extinção do fogo. Convencionou-se dividir os incêndios em quatro classes. Veja TABELA DE CLASSES A SEGUIR:

TABELA DE CLASSES DE INCÊNDIO E DOS AGENTES EXTINTORES MAIS USADOS

CLASSE DE INCÊNCIO

TIPOS DE EXTINTORES “A”

ÁGUA PRESSURIZADA SIM Excelente eficiência

GÁS CARBÔNICO NÃO Não tem eficiência

ESPUMA NÃO Insuficiente

PÓ QUÍMICO SÊCO NÃO Não tem eficiência

De superfície e profundidade planos: lixo, fibras, papéis, madeiras etc
“B”

De superfície Querosene: Gasolina, óleos, tintas, graxas gases, etc
“C”

NÃO Não tem eficiência NÃO Não tem eficiência

SIM Boa eficiência

Equipamentos elétricos energizados

SIM Ótima eficiência

SIM Ótima eficiência, jogar indiretamente NÃO Perigoso, conduz eletricidade NÃO

SIM Ótima eficiência

“D”

Materiais Pirofóricos. Motores de carros

Como Operá-los

NÃO Poderá ser usado água em último casão ( se não houver PQS) a) Puxe a trava rompendo o lacre b) Aperte o gatilho c) Dirija o jato à base do fogo

NÃO

SIM Boa eficiência, contudo, pode causar danos em equipamentos danificados SIM

a) Retire o grampo b) Aperte o gatilho c) Dirija o jato à base do fogo

a) Vire o aparelho com a tampa para baixo b) Dirija o jato à base do fogo Abafamento e Resfriamento

EFEITO

Resfriamento

Abafamento

a) Puxe a trava, rompendo o lacre ou acione a válvula do cilindro de gás (pressurizável) b) Aperte o gatilho e empunhe a pistola difusora c) Ataque o fogo Abafamento

O USO DOS HIDRANTES
São necessárias, no mínimo, duas pessoas para manusear a mangueira de um hidrante. A mangueira deve ser acondicionada na caixa de hidrante em função do espaço disponível para manuseá-la, a fim de facilitar sua montagem para o combate ao fogo.

O USO DOS EXTINTORES
Instruções para o uso de extintor de água pressurizada. Repare se no extintor tem tudo o que está descrito: 1. Etiqueta ABNT 2. Etiqueta de advertência 3. Etiqueta indicativa de operação 4. Recipiente 5. Bico ejetor

6. Orifício para alívio de pressão 7. Tampa com junta de vedação interna 8. Cilindro e gás 9. Etiqueta indicativa de classe

1. Etiqueta ABNT 2. Etiqueta de advertência 3. Etiqueta indicativa de operação 4. Recipiente 5. Tubo sifão 6. Manômetro 7. Gatilho 8. Difusor 9. Mangueira 10. Alça de transporte 11. Trava de segurança 12. Etiqueta indicativa da classe

IMPORTANTE:
1. O extintor de água pressurizada é indicado para aplicações em incêndio "CLASSE A"; 2. Por serem condutoras de eletricidade, a água e a espuma não podem ser utilizadas em incêndios de equipamentos elétricos energizados (ligados na tomada). A água e a espuma podem provocar curto-circuitos; 3. O extintor de água pressurizada não é indicado para combate a incêndio em álcool ou similar. Nesse caso, o agente extintor indicado é o Pó Químico.

Extintores de Espuma A espuma é um agente indicado para aplicação em incêndios "CLASSE A e CLASSE B". Os extintores têm prazo máximo de utilização de cinco anos, dentro da validade da carga e/ou do recipiente. Instruções para uso do Extintor de Espuma 1. Leve o aparelho até o local do fogo; 2. Inverta a posição do extintor (FUNDO PARA CIMA)

3. Dirija o jato contra a base do fogo

Obs.: Se o jato de espuma não sair, revire-o uma ou duas vezes, para reativar a mistura.
Gás Carbônico O gás carbônico, também conhecido como dióxido de carbono ou CO2, é mau condutor de eletricidade e, por isso, indicado em incêndios "CLASSE C". Cria ao redor do corpo em chamas uma atmosfera pobre em oxigênio, impedindo a continuação da combustão. É indicado também para combater incêndios da "CLASSE B", de pequenas proporções. Instruções para o uso do Extintor de CO2 1. Retire o pino de segurança que trava o gatilho 2. Aperte o gatilho e dirija o jato à base do fogo.

Pó Químico Seco (PQS) O extintor de Pó Químico Seco é recomendado para incêndio em líquidos inflamáveis ("CLASSE B"), inclusive aqueles que se queimam quando aquecidos acima de 120º C, e para incêndios em equipamentos elétricos ("CLASSE C"). O extintor de Pó Químico Seco pode ser pressurizável Instruções para uso do Extintor de Pó Químico Seco Pressurizável 1. Puxe a trava de segurança para trás ou gire o registro do cilindro (ou garrafa) para a esquerda, quando o extintor for de Pó Químico com pressão injetável 2. Aperte o gatilho 3. Dirija o jato contra a base do fogo procurando cobrir toda a área atingida com movimentação rápida.

ROTEIRO DE TESTES E VERIFICAÇÕES
Estes são os cuidados básicos que você deve tomar para evitar o fogo e estas são as providências necessárias em caso de incêndio.

DIREÇÃO DEFENSIVA

Direção Defensiva é a técnica indispensável para o aperfeiçoamento do motorista que trata de forma correta o uso do veículo na maneira de dirigir, reduzindo a possibilidade de envolvimento nos acidentes de trânsito; ou seja: é uma atitude de segurança e prevenção do acidentes. A Direção Defensiva pode ser dividida em: PREVENTIVA: deve ser a atitude permanente do motorista para evitar acidentes. CORRETIVA: é a atitude que o motorista deverá adotar ao se defrontar com a possibilidade de acidente, corrigindo situações não previstas. Direção Defensiva é dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas dos outros e das condições adversas que encontramos nas vias de trânsito.

CONDUTOR DEFENSIVO
É aquele que preserva a sua vida e a de todos que estão à sua volta através do emprego racional e sensato dos conhecimentos teóricos e de uma postura na condução do veículo procurando evitar acidentes. É importante lembrar que pesquisas realizadas apontam que a maioria dos acidentes tem como causa problemas com o condutor (64%)*, problemas mecânicos (30%)* e problemas com a via (6%)*. Dentre esses problemas com o condutor, temos: NEGLIGÊNCIA - Ocorre quando o condutor deixa de realizar a manutenção do veículo. Ex: Conduzir veículo que apresente equipamento obrigatório inoperante. IMPRUDÊNCIA - Ocorre quando o condutor tem conhecimento das leis e regras de trânsito e deixa de respeitá-las. Ex.: trafegar com velocidade inadequada para a via, avançar sinal vermelho, entre outras. IMPERÍCIA - Ocorre quando o condutor é imperito na prática da direção, ou seja: não possui conhecimentos técnicos ou habilidade para realizar as manobras necessárias ao

ato de dirigir. Ex: Não conseguir manter o veículo parado em um aclive.

A IMPORTÂNCIA DA DIREÇÃO DEFENSIVA
Dirigir defensivamente significa completar o percurso sem desrespeito às normas e regras de trânsito.Em sua maioria, os acidentes de trânsito são evitáveis por um ou ambos os motoristas envolvidos, ainda que para isso seja necessário ceder ao motorista que esteja errado. A noção que a maioria das pessoas têm de que os acidentes podem ser evitados torna importante a distinção entre as precauções possíveis e razoáveis a serem tomadas por um motorista a fim de evitar o acidente. Os acidentes podem ser: EVITÁVEL - É aquele em que o condutor deixou de fazer tudo o que razoavelmente poderia ter feito para evitar o acidente. INEVITÁVEL - É aquele em que, apesar do condutor fazer tudo para evitar o acidente, ele ocorre.

ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA DIREÇÃO DEFENSIVA
O desenvolvimento de alguns requisitos na condução do veículo possibilitarão ao motorista a prevenção de acidentes. CONHECIMENTO - É preciso conhecer as leis e normas que regem o trânsito. Este conhecimento é repassado através do Código de Trânsito Brasileiro e do aprendizado na prática. É necessário conhecer seus direitos e deveres em qualquer situação de trânsito, como condutor ou pedestre, para evitar tomar atitudes que possam causar acidentes ou danos aos usuários da via. ATENÇÃO - Deve ser direcionada a todos os elementos da via e também às condições físicas e mentais do condutor, aos cuidados e à manutenção do veículo, tempo de deslocamento e conhecimento prévio do percurso, entre outros. PREVISÃO - É a antecipação de uma situação de risco e podem ser desenvolvidas e treinadas no uso do seu veículo. São exercidas numa ação próxima (curto prazo, ex: o condutor prevê a possibilidade de riscos nos cruzamentos; ver um pedestre à sua frente e prever complicações.) ou distante (longo prazo, ex: revisão do veículo; abastecimento; verificação de equipamentos obrigatórios.), dependendo sempre do seu bom senso e conhecimento. DECISÃO - Dependerá da situação que se apresenta e do seu conhecimento das possibilidades do veículo, das leis e normas relacionadas ao trânsito, do tempo e do espaço que você dispõe para tomar uma atitude correta. É ser ágil nas suas ações, mas não esquecendo o bom senso e sua experiência. HABILIDADE - Ser um condutor hábil significa que você é capaz de manusear os controles de um veículo e executar com perícia e sucesso qualquer manobra necessária no trânsito. Além desses elementos é preciso conhecer e aplicar as três medidas básicas para a prevenção de acidentes: CONSIDERAR O RISCO

CONHECER E APLICAR A DEFESA AGIR NO MOMENTO CERTO

CONDIÇÕES ADVERSAS
São todos aqueles fatores que podem prejudicar o seu real desempenho no ato de conduzir, tornando maior a possibilidade de um acidente de trânsito. Existem várias "condições adversas" e é importante lembrar que nem sempre elas aparecem isoladamente, o que se torna um perigo ainda maior.

CONDIÇÕES ADVERSAS DA LUZ
As condições de iluminação são muito importantes na Direção Defensiva. A intensidade da luz natural ou artificial, em dado momento, pode afetar a capacidade do motorista de ver e de ser visto. O excesso de claridade pode provocar ofuscamentos e a falta de luz ocasiona penumbra, podendo provocar condições favoráveis a um acidente. Para não sofrer um acidente, o motorista precisa se adaptar a essas circunstâncias. A visão é mais prejudicada em dois momentos: Ao amanhecer ou no pôr do sol, quando os raios solares estão muito inclinados e a luz do sol incide diretamente nos olhos, causando ofuscamento. O ofuscamento também pode acontecer devido: Ao farol alto de um veículo vindo em sentido contrário; Ao reflexo da luz solar em espelhos ou pára-brisas; À passagem de um trecho muito iluminado para um trecho escuro, ou vice-versa, como acontece nas entradas ou saídas de túneis. Em dias de chuva, o ofuscamento causado por faróis altos é ainda maior, já que os pingos de água no pára-brisa ampliam a luminosidade. Muita atenção também com as queimadas à beira das estradas, porque podem gerar muita fumaça e, em conseqüência, impedir a visão dos condutores. Assim sendo, siga as seguintes orientações: Em vias iluminadas, use farol baixo; À noite, ao perceber veículo em sentido contrário, seja o primeiro a baixar o farol. Nas rodovias, use sempre faróis acesos em luz baixa, independente da hora do dia. Assim, você pode ser visto mais facilmente. Quando há ofuscamento de sua visão pelos faróis do veículo que vem em sentido contrário, suas pupilas levam de 4 a 7 segundos para restabelecerem a visão normal. Isto significa que um veículo a 80Km/h andará 155 metros nesses 7 segundos enquanto o

condutor está sem visão alguma. É importante observar que, em 1 segundo, o veículo em velocidade de 80 Km/h percorrerá 22 metros. Portanto, em um tempo razoável, procure diminuir a velocidade e alertar o motorista que vem em sua direção, piscando os faróis. Caso s situação persista, ao se aproximar do outro veículo procure se guiar pela faixa branca da margem direita da via e não olhe na direção dos faróis do veículo que transita em sentido contrário. Em tais situações utilize a visão periférica, que é a capacidade de enxergar as coisas que estão fora do campo de visão sem que você precise olhar diretamente para elas. Quando a luz solar incidir diretamente nos seus olhos, proteja-os utilizando a pala interna de proteção ou óculos protetores a fim de evitar o ofuscamento. O ofuscamento pode também ocorrer pela reflexão da luz solar em objetos polidos como por exemplo lagos, rios, pistas e pára-brisas. Em dias nublados, com cerração, ao crepúsculo, logo ao amanhecer ou dentro de túneis, faça o uso do farol baixo para que os outros percebam o seu veículo. Entrando ou saindo de um túnel você necessitará de um determinado tempo para que suas pupilas voltem a se adaptar. Nesse caso, procure se distanciar do veículo que segue à frente.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO TEMPO
Estas condições adversas estão ligadas às condições atmosféricas: frio, calor, vento, chuva, granizo e neblina. Todos esses fenômenos reduzem a capacidade visual do motorista, tornando mais difícil a visualização de outros veículos. Tais condições podem tornar-se tão extremas que o impossibilitam de ver a margem de estradas ou as faixas divisórias. Além de dificultar a capacidade de ver e de ser visto, as condições adversas de tempo causam problemas nas estradas como barro, areia e desmoronamento, deixando-as escorregadias e perigosas, proporcionando derrapagens e acidentes. A grande maioria dos acidentes ocorridos em condições climáticas adversas deve-se à falta de adaptação de alguns motoristas que continuam a dirigir o veículo em velocidade incompatível. Assim, devem-se tomar medidas de segurança tais como reduzir a marcha, acender as luzes baixas e, se o tempo estiver ruim, parar em um lugar seguro e esperar que as condições melhorem.

AQUAPLANAGEM OU HIDROPLANAGEM
Conceito: É a falta de aderência dos pneus à via. Ocorre em função da formação de uma "camada" de água entre a pista e o pneu do veículo, levando o condutor à perda do controle do automóvel. Fatores que propiciam a aquaplanagem: • • • Alta velocidade; Grande quantidade de água na pista; Pneus lisos, com ausência de sulcos.

O que deve ser feito quando o veículo aquaplanar: Desacelerar suavemente; Segurar firme o volante; Manter o veículo em linha reta, o mais possível. O que deve ser evitado : Frear bruscamente; Movimentar a direção de forma brusca. A possibilidade do veículo mais leve aquaplanar é maior que dos veículos mais pesados. Portanto, procure controlar sua estabilidade através da velocidade, que deverá ser menor nos pisos molhados.

CONDIÇÕES ADVERSAS DA VIA
Antes de iniciar um percurso curto ou longo, o motorista defensivo deve procurar informações sobre as condições das vias que vai percorrer para planejar melhor seu itinerário, assim como o tempo que vai precisar para chegar ao destino desejado. O condutor deve ajustar-se às condições da via, reconhecendo o seu estado de conservação, largura, acostamento, quantidade de veículos, para poder se preparar melhor para aquilo que vai enfrentar e tomar os cuidados indispensáveis à segurança e ao uso de equipamentos que auxiliem no percurso. São muitas as condições adversas das vias de trânsito e listamos algumas para que você tenha idéia dos problemas que irá enfrentar: Curvas; Desvio; Subidas e descidas; Tipo de pavimento; Largura da pista; Desníveis; Acostamento; Trechos escorregadios (areia, óleo na pista, poças de água); Buracos; Obras na pista; Saliência ou lombada; Depressão; Pista irregular; Desmoronamento; Excesso de vegetação.

De acordo com cada situação, o condutor deve, como medida preventiva, controlar a velocidade e redobrar a atenção, evitando ser surpreendido e sofrer qualquer acidente.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO TRÂNSITO
As condições de trânsito envolvem a presença de outros usuários da via, interferindo no comportamento do motorista. Com o trânsito fluindo facilmente ou estando congestionado, a velocidade desenvolvida poderá ser alta ou baixa. Existem períodos do dia que afetam sobremaneira o tráfego na via tais como os horários de pico, durante os quais a movimentação de pessoas e veículos é mais intensa. Podem-se diferenciar duas situações adversas de trânsito: NAS CIDADES (VIAS URBANAS) O trânsito é mais intenso e mais lento, havendo maior número de veículos, mas existe uma sinalização específica para controle do tráfego com segurança. Em determinados locais (área central, área escolar, órgãos públicos, paradas de ônibus) e também em determinados horários (entrada ou saída de trabalhadores e escolares) o número de veículos é maior. O motorista defensivo deve procurar obedecer à sinalização existente com redobrada atenção e com todo o cuidado ao dirigir. Sempre que possível o motorista deve evitar esses horários e locais e optar, preferencialmente, pelo uso do transporte coletivo. NAS ESTRADAS (VIAS RURAIS) Nas rodovias estaduais e federais os níveis de velocidades são maiores, porém o número de veículos geralmente é menor, o que predispõe o motorista a exceder a velocidade permitida e cometer infrações de trânsito, aumentando também o risco de acidentes. Em determinadas épocas do ano (férias, feriadões, festas), o número de veículos aumenta muito, causando congestionamentos e outros tipos de problemas com o trânsito. Além disso, o motorista defensivo deve observar à frente e atrás, avaliando as condições do trânsito e evitando assim, situações estressantes para todos os usuários.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO VEÍCULO
A condição em que se encontra o veículo é outro fator muito importante a ser considerado para evitar acidentes. Antes de assumir a direção, todo motorista defensivo deve cuidar da manutenção do seu carro e verificar se o mesmo encontra-se em condições de circulação. Os defeitos mais comuns que podem causar acidentes são: 1. pneus gastos; 2. freios desregulados; 3. lâmpadas queimadas; 4. limpadores de pára-brisa com defeito;

5. falta de buzina; 6. espelho retrovisor deficiente; 7. cintos de segurança defeituosos; 8. amortecedores vencidos; 9. folga na direção; 10. suspensão empenada.

MANUTENÇÃO DO VEÍCULO
Preventiva - É a manutenção que, além de valorizar o veículo, também é um investimento na segurança - não devemos considerá-la como despesa - e deve ser efetuada segundo as recomendações do fabricante do veículo. É necessária uma revisão periódica no veículo para que sejam feitas as regulagens do motor e da suspensão, o alinhamento da direção e o balanceamento das rodas. Inspeção - É responsabilidade do condutor e visa a sua segurança e dos usuários do veículo. Deve ser efetuada diariamente, nos equipamentos obrigatórios de informações e comunicação e semanalmente, nos demais acessórios.

EQUIPAMENTOS INDISPENSÁVEIS
PNEUS Os pneus devem estar em perfeitas condições, pois representam um fator importante de segurança. O desgaste dos pneus deve se dar por igual tanto no sentido radial quanto no transversal. No entanto, há várias causas que provocam um desgaste irregular, mesmo que o pneu esteja calibrado corretamente. As mais comuns são as seguintes: Defeito na suspensão (desgaste apenas de um dos lados do pneu); Desalinhamento dos pneus dianteiros; Folga nos embuchamentos; Folga nos rolamentos das rodas dianteiras; Terminais de direção gastos; Folga na caixa de direção; Impacto causados por buracos, guias de calçadas, aceleração e freadas bruscas.

MEDIDAS DEFENSIVAS PARA TER A MÁXIMA SEGURANÇA E ESTABILIDADE
Use os pneus em perfeito estado com as pressões corretas. A calibragem deve ser feita uma vez por semana sempre com os pneus frios. O estepe também deve ser

calibrado, seguindo as especificações do fabricante. Evite o uso de pneus recauchutados, carecas ou lisos. Recomenda-se que seus desenhos ou sulcos não sejam de profundidade inferior a 1,6mm. Pneus novos também pode ser perigosos em piso molhado. Só depois de alguns quilômetros de uso eles adquirem a aspereza necessária. Faça o rodízio dos pneus de acordo com as recomendações do fabricante para que o desgaste seja feito por igual. Os pneus largos são melhores em pistas secas, mas piores nas superfícies molhadas. Evite, pois, fazer uso de pneus que não sejam aqueles recomendados pelo fabricante do veículo. Em pista molhada, observe pelos espelhos retrovisores se as rodas estão deixando um rastro no asfalto. Em caso positivo, é sinal que está tudo bem e os pneus estão em contato direto com o piso. Caso não haja rastros é porque está ocorrendo aquaplanagem. Nesta situação, nunca use os freios. Retire o pé do acelerador e reduza a marcha, movimentando a direção de um lado para o outro até que o veículo seja controlado. Verifique se as ferramentas para a sinalização de segurança e para a troca de pneus estão no veículo e se funcionam adequadamente, como: chave de roda, macaco e triângulo. FREIOS É o dispositivo mais importante para a segurança e tem por finalidade fazer o veículo parar. Os veículos leves são equipados com freio de serviço e de estacionamento. Já os veículos médios e pesados, além do freio de serviço e de estacionamento, são equipados com o freio motor. Verifique o funcionamento do freio de serviço imediatamente após iniciar o seu trajeto. Acione moderadamente o freio de serviço até obter uma parada total, sempre que entrar em contato com a água para secar as guarnições e restabelecer a eficiência dos freios. Utilize a mesma marcha na subida e na descida das serras sempre que possível, pois isto possibilita que a força de frenagem do motor atinja seu máximo, proporcionando um menor esforço ao freio de serviço. Regule periodicamente o sistema de freios para a sua segurança. Verifique sempre o nível do fluído do freio, inspecionando visualmente as guarnições das sapatas através das janelas de verificação. Sempre os freios são usados eles se aquecem. Mas caso forem usados repetidamente por um longo período - como nas descidas de serras - eles podem perder a sua eficiência. Se acontecer uma situação de emergência é preciso parar imediatamente! NESSAS CIRCUNSTÂNCIAS, COMO MEDIDA DEFENSIVA, O MOTORISTA DEVERÁ: Desviar dos outros veículos rapidamente, buscando espaços vazios. Sinalizar com o pisca-alerta.

Utilizar o freio motor e o freio de estacionamento como freios de emergência, acionando-os gradualmente para não provocar o travamento brusco das rodas. Reduzir as marchas tomando o cuidado para não colocar o veículo em ponto neutro, o que não seria adequado em uma situação de emergência. Os freios molhados também podem causar acidentes. Os freios não funcionam bem em paradas súbitas e podem fazer o veículo "puxar" para o lado, levando você a perder o controle sobre ele. Após dirigir em meio a uma grande poça d'água, ou após o veículo ter sido lavado em um posto de serviço, pressione levemente o pedal de freio, até sentir que os freios estão funcionando normalmente.

SISTEMA DE SUSPENSÃO
Diminui as trepidações e os choques resultantes do contato dos pneus do veículo com o solo. Esteja atento aos amortecedores, molas e estabilizadores, pois eles são muito importantes na manutenção da dirigibilidade, da estabilidade e da segurança do seu veículo.

SISTEMA ELÉTRICO
Toda parte elétrica do veículo deve estar funcionando perfeitamente. Qualquer sinal de mau funcionamento no painel de instrumento merece ser investigado. Também é importante: Levar lâmpadas e fusíveis sobressalentes para estar preparado em caso de mau funcionamento em alguma parte desse sistema. Lembre-se de testar os faróis, as luzes e as setas. Verificar freqüentemente o nível de água da bateria se ela não for selada. Completar o nível com água destilada, especialmente no calor.

ESPELHOS RETROVISORES
Os espelhos retrovisores, internos e externos devem ser mantidos limpos, firmes e regulados para a posição que permita boa visibilidade pelo motorista.

LIMPADOR DE PÁRA-BRISAS
O pára-brisa deve estar sempre limpo e isento de poeiras. Verifique o funcionamento do limpador de pára-brisas, o nível do reservatório de água e o estado das borrachas das paletas. Lembre-se que revisões periódicas mantêm o veículo em boas condições e podem

evitar sérios acidentes.

CONDIÇÕES ADVERSAS DO MOTORISTA
Finalmente, é preciso considerar o estado em que o motorista se encontra, isto é, se ele está física e mentalmente em condições de dirigir um veículo. 1. Condições Físicas Fadiga Sono Estresse Visão deficiente Audição deficiente Perturbação física Estado alcoólico FADIGA

A fadiga é provocada pelo excesso de atividade física e estresse. Diminui o tempo de reação; Aparecem lapsos de atenção; Comece a viagem descansado; Dirija em posição confortável; Use o cinto de segurança; Pare e descanse a cada duas horas, ou 160 quilômetros; Ao notar sintomas de cansaço: → O ideal é uma ligeira interrupção da viagem, feita em lugar seguro, onde o motorista possa relaxar a musculatura, esticar as pernas, movimentar os braços e andar um pouco. Se os sintomas persistirem e o corpo emitir sinais de cansaço e dificuldade de concentração: Descanse o tempo que for necessário; Não prossiga a viagem sem que tenha descansado suficientemente. Quando não estiver bem, peça a outra pessoa que dirija por você; SONO

Um motorista com sono representa uma ameaça igual ou maior à segurança das pessoas do que um condutor que dirige embriagado. Pesquisas comprovam que a sonolência prejudica os reflexos e a atividade psicomotora bem mais que o álcool, fato que explica o alto índice de acidentes envolvendo motoristas sonolentos. Estima-se que mais de 15% dos desastres nas rodovias brasileiras têm como causa "o velho cochilo". Evite as bebidas alcoólicas e durma bem. Um bom planejamento pode ajudar a distribuir os períodos para dormir e trabalhar. Não dirija e procure orientação médica se você sofre de algum distúrbio do sono, como a apnéia (parada da respiração).

ESTRESSE O estresse é uma reação do organismo diante de qualquer coisa que possa representar perigo. O estresse se revela, por exemplo, pela aceleração do coração, aumento da tensão muscular, aumento do alerta do cérebro e alterações do organismo. Submetido a uma situação de perigo ao dirigir ou pressionado por outros fatores pessoais e profissionais - o motorista pode se manter quase permanentemente em estado de estresse, levando ao surgimento de sintomas como: fadiga, sono irregular, nervosismo, impaciência, agressividade e até mesmo o aparecimento de doenças orgânicas. • • Um exame médico regular pode ajudar a detectar doenças orgânicas e males causados pelo estresse. É preciso saber dividir o tempo de maneira que as horas de lazer, bem como a prática de exercícios físicos e/ou de relaxamento, possam compensar as tensões do trânsito.

DEFICIÊNCIA DE VISÃO E/OU AUDIÇÃO

Com o passar do tempo, a visão pode estar diminuída, mas como é um processo lento em geral, a pessoa só se apercebe quando submetida a exame especializado. BEBIDA ALCOÓLICA O álcool etílico é considerado uma substância psicoativa (droga) e, como tal, é a de maior consumo no Brasil. A bebida alcoólica é responsável por 75% dos acidentes automobilísticos com vítimas fatais. Quando chega ao estômago, o álcool é rapidamente absorvido e transportado para a corrente sangüínea. A dosagem alcoólica distribui-se por todos os órgãos e líquidos orgânicos, mas concentra-se elevadamente no cérebro. O processo de absorção do álcool no organismo é rápido (90% em 1 hora), porém a eliminação total é lenta, processo que demanda de 6 a 8 horas e não pode ser acelerado por exercícios físicos, café forte, banho frio ou remédios. Esses recursos populares conseguem apenas transformar um ébrio sonolento num bêbado bem acordado. A atuação do álcool afeta completamente nossa capacidade de condução de veículos, pois deprime os centros de controle do cérebro, levando às seguintes conseqüências: Diminuição da Capacidade de Reação: causa depressão e pode levar o motorista a um estado de relaxamento com retardamento dos seus reflexos. Redução de Inibição: os efeitos do álcool tendem, em princípio, eliminar nossa inibição. Assim, a habilidade de controlar as más condições de trânsito torna-se quase inexistente. Debilitação do Controle Neuromuscular: o motorista não pode dividir sua atenção satisfatoriamente depois de uma pequena dose de bebida. A habilidade de mudar a atenção de um acontecimento para outro, ou de fazer duas coisas de uma só vez (que é exigida para uma direção segura) torna-se, em grande parte, reduzida. Dificuldade de Visão: o motorista não pode julgar corretamente a velocidade de seu

veículo ou dos outros, nem a que distância se encontra em relação a outros veículos. No Brasil, o Art. 276 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997) prevê que "a concentração de seis decigramas de álcool por litro de sangue comprova que o condutor se acha impedido de dirigir veículo automotor." OUTRAS SUBSTÂNCIAS TÓXICAS OU REMÉDIOS O consumo de algumas substâncias afeta negativamente o nosso estado físico e mental e nosso modo de dirigir. Alguns remédios usados, mesmo por recomendação médica, alteram nosso estado geral prejudicando nosso desempenho ao volante. Evite tomá-los, ou evite dirigir após o seu uso. Ex.: Remédios para emagrecer, calmantes ou antialérgicos, remédios para se manter acordado (rebite). Todos os tipos de drogas são proibidos ao volante, inclusive o álcool, pois afetam o nosso raciocínio lógico e o desempenho normal de nossas funções físicas e mentais. Muitas drogas podem ser fatais, principalmente quando associadas a bebidas alcoólicas. MANEIRA DE DIRIGIR A maneira de conduzir o veículo é também uma das causas de acidentes no trânsito. Os motivos para o volante escapar das mãos do motorista são os mais variados. os mais comuns são: Dirigir apenas com uma das mãos; Apanhar objetos no veículo em movimento; Acender cigarros; Espantar abelhas ou qualquer outro inseto com o veículo em movimento; Efetuar manobras bruscas com o veículo; Volante escorregadio devido ao suor do motorista; Usar o celular; Ajustar o rádio ou manipular CD. Dirigir sempre com as duas mãos segurando o volante firmemente. Parar no acostamento. Não se curve para apanhar objetos dentro do veículo em movimento. Não fale ao telefone enquanto dirige. Evitar manobras bruscas. Avaliar seus próprios erros. Evitar colocar objetos no painel do veículo. 2. Condições Mentais: a) Estado de Tensão Emocional Preocupações; Aborrecimentos; Agressividade. b) Pressa/Impaciência c) Distração

ESTADO DE TENSÃO EMOCIONAL Preocupações, aborrecimentos e temperamento agressivo são causas freqüentes dos acidentes de trânsito. Sob estado de tensão emocional do condutor, o veículo passa a ser manobrado e usado como arma pessoal, ampliando o perigo da velocidade e do peso para si e para os outros usuários da via. O condutor deve ficar atento a possíveis mudanças em seu comportamento, pois está transitando em um espaço público e a sua conduta poderá prejudicar ou facilitar a locomoção de outras pessoas neste espaço. PRESSA/IMPACIÊNCIA

Motorista com pressa é risco alto de acidentes. Isto significa que todos correm perigo diante da pressa de alguns. Planeje com antecedência o roteiro da viagem, de modo a não precisar dirigir com pressa. Pressa e impaciência somadas diminuem a margem de raciocínio claro que o motorista precisa manter o tempo todo no trânsito. Além disso, diante da pressa e da impaciência dos outros, o motorista precisa manter mais calma ainda, ajudando a evitar acidentes. A regra é: não aceite desafios e deixe passar o afobado sem se contaminar pela sua atitude. DISTRAÇÃO Por problemas pessoais ou profissionais, cansaço, trechos longos, acontecimentos fora da estrada, sinalização deficiente ou inexistente, o desvio da atenção do ambiente de trânsito são freqüentes causas de acidentes. Manter a atenção ativamente concentrada à frente e distribuída nas laterais e traseira do veículo, pois o trânsito é um espaço dinâmico que está em constante mudança. Desta forma, é possível o condutor observar todo o ambiente e descobrir as circunstâncias de risco no momento em que elas estão surgindo.

OUTRO MOTORISTA No trânsito, a qualquer momento, um outro motorista pode se colocar à frente do seu veículo devido, principalmente, às curvas mal feitas, ultrapassagens perigosas e trânsito na contramão. Diante de tais circunstâncias, como motorista defensivo: Desacelere; Dê sinal de luz;

Buzine; Vá totalmente para a direita (se preciso, procure o acostamento).

COLISÕES
Colisão é o impacto entre veículos em movimento. Existem vários tipos de colisões. PRINCIPAIS COLISÕES

Colisão com o veículo da frente
Acontece quando o condutor colide com o veículo que está imediatamente à sua frente no mesmo sentido de direção. O motorista defensivo precisa ter tempo e espaço suficientes para realizar as manobras. Como evitar a colisão com o veículo da frente: Esteja atento Nunca desvie a atenção do que está acontecendo em volta e observe os sinais do condutor da frente, tais como luz de freio, seta, pisca-pisca, sinalização com os braços, pois indicam o que ele pretende fazer. Controle a situação Procure ver além do veículo da frente para identificar situações que podem obrigá-lo a manobras bruscas sem sinalizar, verifique a distância e deslocamento também do veículo de trás e ao seu lado para poder tomar a decisão mais adequada, se necessário, numa emergência. Mantenha distância Deve-se manter uma distância segura do veículo da frente, adotando - sempre que possível - a regra dos dois segundos ou do referencial fixo (que será visto a seguir). Lembre-se de que com a chuva ou pista escorregadia essa distância deve ser maior que em condições normais. Comece a parar antes Se necessário, pise no freio imediatamente ao avistar algum tipo de perigo, mas pise aos poucos para evitar derrapagens ou parada brusca, pondo em risco os outros condutores na via.

Colisão com veículo de trás
uma das principais causas dessa colisão é motivada por motoristas que dirigem "colados" ao veículo da frente e que nem sempre se pode escapar dessa situação, principalmente numa emergência. Outras causas são: Freadas bruscas; Falta de sinalização;

Manobras inesperadas dos condutores do veículo da frente. A primeira atitude do condutor defensivo é livrar-se do condutor que o segue à curta distância, reduzindo a velocidade ou deslocando-se para outra faixa de trânsito mais à direita ou acostamento, levando-o a ultrapassá-lo com segurança.

Como evitar esse tipo de colisão:
Planeje o que fazer Não fique indeciso quanto ao percurso, entradas ou saídas que irá usar. Planeje antes o seu trajeto para não confundir o condutor que vem atrás com manobras bruscas. Sinalize suas atitudes Informe através de sinalização correta e dentro do tempo necessário o que você pretende fazer, para que os outros condutores também possam planejar suas atitudes. Certifique-se de que todos entenderam e viram sua sinalização. O condutor deve ficar atento aos retrovisores, para ter noção do comportamento do motorista de trás, que poderá estar muitas vezes escondidos no ponto cego do veículo. Pare aos poucos Alguns condutores só lembram de frear após o cruzamento onde deveriam entrar. Isto é muito perigoso, pois obriga os outros condutores a frear bruscamente e nem sempre é possível evitar a colisão. Livre-se dos colados à sua traseira Use o princípio da cortesia e favoreça a ultrapassagem dos "apressadinhos", mantendo sempre as distâncias recomendadas para sua segurança.

Colisão frente a frente
Esse tipo de colisão é considerado um dos mais graves, pois o impacto sofrido é proporcional a soma das velocidades dos veículos envolvidos. Dentre suas causas, estão: Ingestão de bebida alcoólica; Excesso de velocidade; Dormir ao volante; Problemas com o veículo; Distração do condutor; Ultrapassagens feitas em desacordo com as medidas de segurança. Veja algumas sugestões para evitá-las: Cuidado com as curvas Velocidade, tipo de pavimento, ângulo da curva, condições do veículo e condutor são fatores que podem determinar a saída do seu veículo da sua faixa de direção, indo chocar-se com quem vem no sentido contrário, causando um acidente grave. Nas curvas,

reduza sempre a velocidade e mantenha-se atento. Atenção nos cruzamentos Estes acidentes ocorrem nas manobras de virar à direita ou esquerda, não observar o semáforo ou a preferência de passagem no local, assim como a travessia de pedestres. Só realize a manobra nos locais permitidos e com segurança.

Colisão nas ultrapassagens
São ocasionadas por ultrapassagens mal feitas aliadas ao excesso de velocidade. Para evitar este tipo de colisão: Ultrapasse apenas em locais permitidos, ficando atento as condições de segurança e visibilidade; A Ultrapassagem deve ser realizada apenas pela esquerda. Mantenha a distância do veículo da frente, para não perder o ângulo da visão. Checar os espelhos retrovisores, verificar os pontos cegos do veículo. Sempre sinalizar, mostrando sua intenção. Jamais ultrapassar em curvas, túneis, viadutos, aclives, declives, lombadas, cruzamentos e outros pontos que não ofereçam segurança na manobra.

Colisão em cruzamentos
Geralmente é nos cruzamentos, entradas e saídas de veículos que acontece a maioria dos acidentes. Para evitar este tipo de colisão, é necessário: Obedecer à sinalização. Respeitar a preferência de quem transita por via preferencial, ou que já esteja transitando em rotatórias. Cuidar com os procedimentos de convergência, tanto à esquerda quanto à direita. Dar preferência para pedestres e veículos não motorizados.

OUTROS TIPOS DE COLISÃO
Colisão com pedestres/Atropelamento O pedestre é o usuário mais importante da via pública e, no entanto, é o mais indefeso, principalmente crianças, idosos, portadores de deficiência física e necessidades especiais. A regra para o condutor é ser cuidadoso com o pedestre e dar-lhe sempre o direito de passagem, principalmente nos locais adequados(faixas, área de cruzamento, área escolar).

AÇÕES PREVENTIVAS PARA O CONDUTOR EVITAR ATROPELAMENTOS

1. Respeite os limites de velocidade. 2. Obedeça aos sinais luminosos, principalmente não avance os sinais vermelhos. 3. Pare ou reduza a velocidade antes das faixas de pedestres. Lembre-se que a preferência é sempre do pedestre. 4. Reduza a velocidade em locais com muito movimento de pedestre, mesmo que a pista esteja livre. Mais atenção ainda ao passar por locais próximos a escolas, hospitais, praças, shopping centers, estacionamentos e áreas residenciais. 5. Tenha atenção especial nas paradas de ônibus, pois o pedestre pode tentar atravessar a via pela frente do mesmo repentinamente. 6. Fique alerta ao pedestre, porque ele pode aparecer subitamente. Tenha atenção especial para com idosos, deficientes físicos. Lembre-se que as crianças podem correr atrás de bolas, pipas ou animais de estimação. 7. Redobre o cuidado e manobre devagar caso precise dar marcha à ré em garagens ou em locais com crianças, tais como praças, escolas, áreas residenciais. Por terem baixa estatura, as crianças ficam fora do seu campo visual e dos espelhos retrovisores. Considere o ponto cego. 8. Não estacione em calçadas nem obstrua a passagem dos pedestres.

RECOMENDAÇÕES PARA O PEDESTRE EVITAR ATROPELAMENTO
1) Antes de atravessar a rua, olhe para os dois lados, mesmo quando a rua for mão única. 2) Só atravesse quando tiver certeza que há tempo para chegar do outro lado da via. 3) Ande apenas na calçada. Onde não houver, caminhe no sentido contrário ao dos carros. 4) Para sua segurança, respeite as placas de sinalização. 5) A travessia deve ser feita em fila única. 6) Nos locais onde houver faixa de pedestre, procure fazer a travessia neste local. 7) Evite atravessar a via no sinal amarelo ou enquanto os carros não pararem totalmente.

VEJAMOS AGORA ALGUMAS DAS DETERMINAÇÕES CONSTANTES NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO REFERENTE AOS DIREITOS DO PEDESTRE
CTB - Artigo 68 - É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais, para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestre. § 1º O ciclista desmontado, empurrado a bicicleta, equipara-se ao pedestre em direitos e deveres. § 2º Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível a utilização destes, a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila única, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida. § 3º Nas vias rurais, quando não houver acostamento ou quando não for possível a utilização dele, a circulação de pedestre, na pista de rolamento, será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila única, em sentido contrário ao

deslocamento de veículos, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida. § 5º Nos trechos urbanos, de vias rurais e nas obras de arte a serem construídas, deverá ser previsto passeio destinado à circulação dos pedestres, que não deverão, nestas condições, usar o acostamento.

Colisão com animais
Ocorre com mais freqüência nas zonas rurais, pois os animais muitas vezes invadem a estrada.Portanto, assim que perceber qualquer animal na pista reduza a marcha até que o tenha ultrapassado e nunca use a buzina, pois poderá assustá-lo e fazer com que se volte contra o seu veículo.

Choque com objetos fixos ou Colisão misteriosa
É o tipo de acidente que envolve apenas um condutor com veículo em movimento. Chama-se "misterioso" o acidente cuja causa o condutor, quando consegue sobreviver, não sabe explicar a ocorrência. É ocasionado geralmente por culpa do próprio condutor, por mau golpe de vista, quando cansado ou com sono, sob influência de álcool ou medicamentos, excesso de velocidade, desrespeito às leis e à sinalização de trânsito. Para evitar esses acidentes, o condutor defensivo deve toma as seguintes precauções: Fazer revisão periódica no veículo; Não insistir em dirigir quando estiver cansado ou indisposto; Redobrar a atenção e reduzir a velocidade sob condições adversas.

Colisão com bicicletas
O ciclista com o seu veículo não motorizado é frágil e vulnerável. Além de que, tem a preferência sobre os veículos automotores. Porém, para evitar que você se envolva nesse tipo de acidente, o melhor é ficar atento, checar constantemente os retrovisores, tendo cuidado com os pontos cegos dos veículos, anunciando sua presença com leves toques na buzina. Ter especial atenção, principalmente à noite, pois muitos não usam os refletivos previstos em lei.Certifique-se de que o ciclista viu e entendeu sua sinalização, mantenha distância e cuidado ao efetuar manobras ou abrir a porta do veículo.

Colisão com motocicletas
O motociclista conduz um veículo motorizado, estando sujeito a direitos e deveres como qualquer outro. Muitos condutores desse tipo de veículo costumam ter comportamentos que põem em risco a segurança do trânsito e dos usuários da via. É importante lembrar que as acidentes envolvendo motociclistas sempre têm conseqüências trágicas, devido à sua fragilidade. Para evitar este tipo de colisão é necessário: Ler com atenção o manual do veículo; Usar sempre capacete com viseira ou óculos protetores aprovados pelo INMETRO. O garupa também é obrigado a usá-los; Manter uma distância segura dos demais veículos; Checar constantemente os retrovisores, ficando atento aos pontos cegos do veículo;

Manter os faróis acesos dia e noite; Respeitar a sinalização; Antecipar as situações de risco, pois sua segurança só depende de você; Redobrar a atenção ao se aproximar de cruzamentos; Diminua a velocidade na chuva, na areia ou com neblina; Ter cuidado ao abrir as portas do veículo.

Colisão em marcha à ré
Deve-se tomar algumas precauções ao realizar manobras à marcha à ré, a fim de evitar colisões: A marcha à ré deve ser utilizada em pequenas manobras. Verificar o espaço da manobra e a ausência de qualquer tipo de obstáculo; Não dar ré em esquinas e outros lugares de pouca visibilidade; Evitar sair de estacionamentos; ré de garagens e

Ter cuidado com objetos, animais e crianças.

COMPORTAMENTOS SEGUROS NO TRÂNSITO
COMO PARAR O condutor defensivo deve conhecer os tipos de paradas do veículo, tempo e distância necessários para cada uma delas a fim de evitar acidentes. Distância de Seguimento: é a distância entre seu veículo e o que segue à frente, de forma que você possa parar, mesmo numa emergência, sem colidir com a traseira do outro. Distância de reação: é aquela que seu veículo percorre desde a percepção do perigo até o momento em que pisa no freio. Distância de frenagem: é aquela que o veículo percorre a partir do momento em que o sistema de freio é acionado até a parada total do veículo. Distância de parada total: é aquela que o seu veículo percorre desde a percepção do perigo até parar, ficando a uma distância segura do outro veículo, pedestre ou qualquer objeto na via. RESUMO: Distância de Reação + Distância de Frenagem = Distância de Parada Total.

Distância Segura
Para você saber se está a uma distância segura dos outros veículos, vai depender do tempo (sol ou chuva), da velocidade, das condições da via, dos pneus e do freio do carro, da visibilidade e da sua capacidade de reagir rapidamente. Porém, para manter uma distância segura entre os veículos, você pode utilizar a "Regra dos dois segundos ou a regra do referencial fixo". Procedimentos: Observe a estrada à sua frente e escolha um ponto fixo de referência (à margem) como uma árvore, placa, poste, casa, etc.

Quando o veículo que está à sua frente passar por este ponto, comece a contar pausadamente: mil e um, mil e dois. (mais ou menos dois segundos). Se o seu veículo passar pelo ponto de referência antes de terminar a contagem de dois segundos (mil e um e mil e dois), você deve diminuir a velocidade para aumentar a distância e ficar em segurança. Se o seu veículo passar pelo ponto de referência após você terminar a contagem dos dois segundos, significa que a sua distância é segura. Este procedimento ajuda você a manter-se longe o suficiente dos outros veículos em trânsito, possibilitando fazer manobras de emergência ou paradas bruscas necessárias, sem o perigo de uma colisão com o veículo da frente.

CINTO DE SEGURANÇA
É um dispositivo que garante a sua segurança em caso de acidentes, além de fazer parte dos equipamentos obrigatórios. Seu uso nas vias urbanas e rurais é exigido a todos os ocupantes do veículo. Conforme o CTB, art. 65 - É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todos as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pela CONTRAN. Atualmente são usados três tipos de cinto: Cinto pélvico ou subabdominal - Equipamento que se ajusta na região pélvica. Cinto torácico ou diagonal - Equipamento que se ajusta na região do tórax em posição diagonal. Cinto de três pontos - Equipamento que se ajusta na região do tórax e na região pélvica. O cinto de três pontos é o que dá mais proteção ao condutor e passageiros, impedindo que eles sejam jogados para fora do veículo, ou mesmo contra o painel ou partes contundentes do veículo e sofram muitas vezes danos físicos graves ou a morte. Crianças menores de 10 anos só podem ser transportadas no banco de trás, usando o cinto e quando for bebê de colo (até quatro anos), deve usar a cadeira e o suporte próprio para prender o cinto (no banco de trás).

ENCOSTO DE CABEÇA
Proteção obrigatória para os assentos do motoristas e passageiros (à exceção do passageiro do assento central traseiro). Sua altura deve estar acima de seus olhos e a distância não deve ser maior do que 7 cm. Os braços do condutor devem ficar levemente flexionados, com as duas mãos no volante, para a segurança e facilidade no modo de dirigir. É necessário para proteger o pescoço, em caso de colisões com veículos de trás.

PONTOS CEGOS
As seis colunas de sustentação do teto do veículo encobrem a visão do motorista, quando ele vai realizar algumas manobras, diminuindo seus campo de visão, como por

exemplo.: a mudança de faixa na via.

DIREÇÃO OFENSIVA
Entende-se como direção ofensiva, o desrespeito total ou mesmo parcial às normas de trânsito estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro, tais como: Ultrapassagem proibida; O não uso dos instrumentos de sinalização do veículo; Uso de veículo sem habilitação legal; Excesso de velocidade; Condução de veículos em péssimas condições de conservação; Conduzir veículos destituídos de dispositivos de segurança; Desrespeito às regras de sinalização; Condução de veículos em estado de embriagues; Dirigir sem portar documentação legal tanto do veículo quanto do condutor

SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS

Definições básicas Dignitário: É aquele que exerce cargo elevado, de alta graduação honorífica e que foi elevado a alguma dignidade. É o VIP. Segurança: É uma série de medidas proporcionadas a uma autoridade que garantam, no sentido mais amplo possível, a sua integridade física. Princípios Básicos: Princípio da objetividade •Princípio da preservação •Princípio da iniciativa •Princípio da surpresa •Princípio da simplicidade •Princípio da coordenação •Princípio do comportamento de massa •Princípio do emprego da força •Princípio da maneabilidade Vulnerabilidades freqüentes: •Rotina •Improvisação •Desmotivação •Despreparo profissional •Falta de informações •Falta de interação da autoridade com o sistema de Segurança

Atribuições do Serviço de Segurança
•Controle e emprego dos agentes •Planejamento e execução de instrução •Inspeções em locais e itinerários diversos •Coordenação com as Polícias Civil e Militar e outros Órgãos •Serviço de Guarda •Controle de bagagem •Controle de correspondência •Controle e verificação de alimentos •Controle de equipamentos •Códigos de comunicação •Levantamento de dados e acompanhamentos de empregados •Controle de investigações especiais •Arquivo de levantamentos

Atributos do Agente de Segurança

•Resistência à fadiga •Lealdade •Honestidade •Discrição •Manejo de armas •Coragem •Dedicação •Inteligência •Decisão •Noções de defesa pessoal •Nível intelectual e cultural •Experiência policial •Idade entre 26 e 45 anos

EXPOSIÇÃO EM PÚBLICO
A exposição em público é todo o comparecimento, de uma autoridade, a um lugar no qual se encontram presentes pessoas estranhas ao seu convívio diário, a fim de cumprir um compromisso oficial ou particular. Fatores Considerados nos Planejamentos Quanto ao público: Controlado: é aquele que foi selecionado previamente para a participação no evento; Não controlado: é aquele que não é selecionado ou previamente controlado Quanto ao tipo do evento: •Comícios e carreatas •Inaugurações, aberturas e encerramentos de eventos •Palestras e reuniões •Apresentações sociais •Grandes cerimônias Quanto à formalidade: •Formal ou oficiais •Informais ou particulares Quanto ao tempo de preparação: Eventos previstos: São aqueles programados na agenda da autoridade com antecedência; Eventos inopinados: São aqueles cumpridos sem o conhecimento prévio da segurança e, por conseguinte, sem a devida preparação; Quanto ao local: •Recinto fechado •Recinto aberto Quanto ao sigilo: •Ostensiva •Reservada Locais de aparição em público: Os locais de aparição em público devem atender as seguintes características:

•Amplitude •Acessos •População •Terreno favorável •Meios de comunicação

Características dos itinerários
Quanto ao meio físico: •Terrestre •Aéreo •Aquático Quanto à proteção: •Cobertos e abrigados •Descobertos e desabrigados Quanto à luminosidade: •Diurno •Noturno Quanto à extensão: •Curtos •Longos Quanto ao sigilo: •Ostensivos •Reservados Quanto à missão: •De rotina •Eventuais •Inopinados Quanto à flexibilidade: •Flexíveis •Inflexíveis Seleção do Itinerário: •Planejamento inicial •Reconhecimento •Escolha Medidas de segurança nos itinerários: •Rotineiras •Especiais •Inopinadas

SEGURANÇA NAS INSTALAÇÕES
Tipos de Imóveis: HOTEL

Vantagens: A administração facilita os serviços de limpeza, arrumação, lavagem de roupas, alimentação, etc. Pode-se ocupar o último andar para facilitar o controle de acesso de pessoas. Desvantagens: O acesso no Hotel é livre a todos, não se tendo o controle efetivo dos que entram e saem. A existência de escadas de incêndios facilita ao acesso de pessoas. APARTAMENTOS Vantagens: O acesso ao imóvel geralmente é isolado; Os elementos que circulam no prédio geralmente são conhecidos (vizinhos); As entradas e saídas são em menor número, facilitam ao controle do acesso de pessoas. Também poderá ser considerado como desvantagem (Vigilância do elemento adverso). Desvantagens: O acesso é coletivo, no caso de ser a mesma entrada para salas comerciais; A existência de escadas de incêndio facilita ao acesso de pessoas. CASAS GEMINADAS Desvantagens: As entradas sendo juntas dificultam a adoção de medidas de segurança, principalmente o controle do acesso de pessoas; Os telhados normalmente dão acesso de uma para outra casa; Podem-se ouvir conversas através das paredes; A casa vizinha pode ser utilizada como apoio para uma hostilização. CASAS ISOLADAS Vantagens: É a situação ideal, facilita a Segurança; Permite em melhores condições, as diversas medidas de proteção (sistema da alarmes, comunicações, gerador reserva, etc.), Facilita o controle do acesso de pessoas e veículos; Desvantagens: A existência de pontos dominante nas proximidades dificulta a Segurança. SEGURANÇA NO LOCAL DE TRABALHO O local de trabalho poderá estar localizado em imóveis conforme as situações acima apresentadas e em conseqüência apresentará as mesmas vantagens e desvantagens correspondentes. SELEÇÃO DE RESIDÊNCIAS Caso seja possível selecionar uma residência, antes da ocupação, devemos nos preocupar com os seguintes itens: •Privacidade; •Cercas e muros (com altura suficiente para proteção); •Sem obstáculos entre a casa e o muro; •Vários acessos ao local da residência;

•Distante de pontos dominantes. SEGURANÇA DA RESIDÊNCIA Os itens abaixo correspondem a uma série de medidas de segurança que deveremos utilizar na residência. •Proteção para todas as aberturas; •Inspeções freqüentes nas dependências; •Dependências vazias (trancadas e verificadas regulamente); •Escolha de empregados; •Visitas identificadas; •Utilização de alarmes; •Emprego de cães. CUIDADOS COM A CORRESPONDÊNCIA No caso de recebimento de cartas ou pacotes suspeitos, verificar os itens abaixo: •Remetente procedência; •Selos, lacres e carimbos; •Peso e espessura; •Cheiro em manchas; •Rigidez da embalagem; •Envelope duplo. CUIDADO COM O AUTOMÓVEL A situação ideal é a de que carro permaneça (quando não utilizado) trancado numa garagem também fechada. Quando isto não ocorrer, antes de abrir o automóvel devemos examinar: •O chão em torno do carro; •Os lados do carro; •Embaixo do carro (reflexo); •O seu interior. PLANEJAMENTO DE ITINERÁRIOS Dentre as diversas situações vulneráveis em que se pode encontrar uma Autoridade, uma das mais críticas é durante um deslocamento a pé ou transportado, quaisquer que sejam as precauções tomadas. Por esta razão, o planejamento e a escolha de itinerários a serem percorridos por uma Autoridade, merecem especial atenção por parte da Segurança com o objetivo de evitar, dificultar ou minimizar os efeitos de uma agressão. ESCOLHA DE ITINERÁRIOS: é a decisão decorrente de um reconhecimento e planejamento sobre o deslocamento a pé ou transportado, a ser percorrido por uma Autoridade. Aspecto a serem observados na escolha de itinerários •Classificação dos tipos de deslocamentos; •Exame na carta; •Reconhecimento; •Planejamento; •Decisão;

•Execução.

Classificação dos tipos de deslocamentos:
a) Quanto a Missão ROTINEIROS: deslocamentos efetuados da residência para o trabalho e vice-versa; ESPECIAIS: são aqueles realizados para atender às solenidades oficiais e as de cunho social (inaugurações, concertos, datas cívicas, jantares); INOPINADOS: são os deslocamentos não programados. b) Quanto ao Meio de Transporte AÉREOS: quando é utilizado avião ou helicóptero; AQUÁTICOS: no caso de utilização de navios, lanches, barcos pequenos, etc. Pode ser marítimo, fluvial ou lacustre; TERRESTRES: realizado utilizando-se automóveis, ônibus e trens. c) Quanto ao sigilo OSTENSIVOS: quando realizado com o conhecimento do público em geral, seja através da divulgação do deslocamento, seja pela fácil identificação pelos transeuntes da passagem da Autoridade; SIGILOSOS: quando se procura furtar do conhecimento público este deslocamento, agindo com discrição e se possível, utilizando transportes que não denunciem o citado deslocamento. d) Quanto ao horário DIURNOS: realizado à luz do dia, com todas as implicações que um deslocamento nessas condições enfrenta (trânsito, pedestres, etc.). Para se diminuir o tempo de deslocamento, haverá necessidade de emprego de força policial (trânsito); NOTURNOS: as condições são opostas às acima descrita. Não há necessidade de envolvimento de grandes efetivos policiais na Segurança. e) Quanto à Extensão CURTOS: deslocamentos realizados dentro do perímetro urbano; LONGOS: grandes deslocamentos fora do perímetro urbano ou mesmo fora da cidade (zona rural ou outras cidades). f) Quanto à Flexibilidade FLEXÍVEIS: quando há possibilidade de mudança no deslocamento (itinerários alternativos) para outras opções de acesso e de retiradas dos locais a serem percorridos; NÃO FLEXÍVEIS: quando não há esta possibilidade (ex.: todavia sem retorno).

Quanto aos Meios Empregados SIMPLES: deslocamentos que não exigem grande emprego de meios (ex. deslocamentos inopinados e sigilosos); COMPLEXOS: há necessidade de grande emprego de meios. A utilização de pessoal e meios em apoio fica condicionado aos seguintes fatores: •Importância da Autoridade; •A disponibilidade de pessoal e material; •A conjuntura atual. Quanto às Comunicações Qualquer que seja o deslocamento há necessidade de uma rede de comunicações. O comando da operação será feito pelo Chefe da Segurança, se necessário, o comando poderá ser feito através da Central. Exame na Carta O exame na carta é importante para as fases posteriores de reconhecimento no local e planejamento, por parte da Segurança. Deverá seguir os seguintes itens: •Seleção das estradas que poderão ser utilizados nos diversos itinerários; •Escolha das estradas que permitam os deslocamentos sem problemas; •Identificar os pontos críticos. É preferível evitá-los, porém se não for possível, reforçar a segurança nestes locais. Reconhecimento •O reconhecimento é feito por etapas de acordo com a programação da Autoridade, levando-se em consideração o tipo de deslocamento e os dados fornecidos pelo exame na carta; •Não devemos desprezar nunca a possibilidade de um atentado, por menor que seja; •Os itinerários deverão ser reconhecidos no mesmo sentido em que a Autoridade se deslocar; •Caso haja necessidade de mudar o itinerário, por vontade da Autoridade ou decisão do Chefe da Segurança, é necessário que o esquema de Segurança (Segurança Velada, Policiamento Ostensivo e de Trânsito) tenha condições de se deslocar para o outro itinerário; •Verificar nos lugares de embarque e desembarque da Autoridade, o tipo de entrada e saída do veículo (ortodoxo e não-ortodoxo; mão e contramão). Planejamento •Após o reconhecimento, é feita uma reunião para planejar o esquema de Segurança a ser empregado; •O planejamento deve ser o mais detalhado possível, distribuindo missões a todos os componentes do esquema de Segurança, de uma forma simples e com clareza; •Deverá haver bastante entrosamento em todos os setores envolvidos no esquema de Segurança, de modo a haver continuidade no desenvolvimento dos trabalhos.

Decisão Baseado nos quatro itens anteriores (tipo de deslocamento, exame na carta, reconhecimento e planejamento), a decisão será então limitada à escolha do itinerário Principal e dos itinerários Alternativos. Execução Montagem do Dispositivo •De acordo com o planejamento feito, cada chefe de setor deverá assumir a sua missão e distribuir o seu pessoal, que deverá ter pleno conhecimento de sua atuação; •Especial atenção para o pessoal empenhado nos pontos críticos e pontos dominantes. Infiltração na multidão, da Segurança Velada para sentir a reação do público em face de presença da Autoridade; •Manter sempre uma reserva em condições de reforçar os pontos necessários; •Verificar durante a montagem do dispositivo, o pleno conhecimento da missão do pessoal em apoio: hospital, bombeiros, tropas de choque, helicóptero, etc. Reconhecimento final No dia do evento, após a montagem do dispositivo, com tempo suficiente antes da passagem da Autoridade, as equipes Precursora e Vistoria realizam uma última inspeção no dispositivo. Etapas equipes deverão manter contato permanente com o Chefe da Segurança para a eventualidade de uma mudança de itinerário (se necessário)

TIPIFICAÇÃO DAS AÇÕES AGRESSORAS
ATENTADOS Tudo pode ser motivo para um atentado: a necessidade de modificar a situação político-social através do uso do terrorismo e violência; o fato de que a eliminação física de uma autoridade pode propiciar mudanças no regime político e instauração de uma nova ordem; a motivação de que a vítima é responsável por eventual crise econômica ou pelas dificuldades financeiras enfrentadas pelos agressores; a busca vantagem financeira; o desequilíbrio mental dos seus autores ou ainda motivações de antagonismo, o ódio, a vingança, o ciúme etc. Um "Planejamento de Segurança de Dignitários" é especialmente pensado e existe para fazer frente a um conjunto de ameaças previsíveis pela segurança. É dimensionado em função direta das pessoas e grupos antagônicos, bem como dos recursos (talentos técnicos, militantes e simpatizantes, meios bélicos, disponibilidade financeira etc) dos quais tais eventuais agressores podem lançar mão no intento de desmoralizar, sequestrar, ferir ou matar aquela autoridade que é objeto da proteção. No geral, uma segurança pessoal será condicionada pela necessidade de sobrepujar seus opositores potencialmente mais poderosos; e se qualificando obstinadamente para fazer frente ao mais perigoso, a tendência (embora não a regra) é que consiga prevenir, dissuadir e atuar com sucesso, em face de ocorrências adversas de menor gravidade, risco e sofisticação.

Fatores a serem considerados para o planejamento e execução de um trabalho de segurança de dignitários:
•Grau de risco;

•Importância da autoridade; •Conjuntura atual; •Comportamento da autoridade; •Disponibilidade de recursos materiais e humanos.

Vantagens para o executante do atentado:

•Conhecimento do local da ação; •Disponibilidade de tempo para o planejamento; •Possibilidade de ocultação entre o público, convidados ou imprensa; •Despreparo do elemento de segurança; •Rotina conhecida e vazamento de informações das atividades da autoridade; •Meios de comunicações deficientes; •Falta de cooperação da autoridade.

Fontes de hostilização

•Organizações de informações adversas; •Organizações terroristas; •Outros: Missões Diplomáticas hostis, Imprensa, Pessoas, etc.

Propósito dos atentados
DESMORALIZAÇÃO, causado através do escândalo, normalmente com ampla divulgação pela imprensa; SEQUESTRO, com a finalidade de auferir vantagem política ou lucro financeiro; EXTERMÍNIO da vítima, como propósito extremo, quando atingido o objetivo ou com a finalidade de encobrir a identidade e fuga do elemento adverso. CAUSAR TERROR ou pânico entre a população. DESAFETOS Um ex-correligionário ou ex-amigo pode tentar aproximar-se do segurado a fim de agredí-lo verbal ou fisicamente, valendo das mãos nuas, de armas brancas, armas de fogo ou qualquer recurso que a sua qualificação pessoal ou profissional permita empenhar contra nosso protegido. Em tal situação, que uma equipe de segurança bem estruturada poderá enfrentar com sucesso, a segurança deverá ter conhecimento prévio da existência do referido desafeto, identificar-lhe as feições, e salvo em casos especialíssimos (como se por exemplo o antagonista for um exímio atirador ou um especialista em explosivos), apenas lhe caberá impedir que o referido cidadão possa te acesso ao dignitário. CRIMINOSOS COMUNS Embora se possa estranhar a inclusão desse grupo adverso, vale lembrar que diversas autoridades, notadamente em horários de folga ou em seus deslocamentos, já foram alvo de roubos ou furtos e que tais ocorrências - que bem poderiam ser dissuadidas pela efetiva presença ostensiva dos agentes de segurança - acabam por desmoralizar, tanto a autoridade, quanto aqueles que se dedicavam a protegê-la. MATADORES PROFISSIONAIS, "PISTOLEIROS" OU "ASSASSINOS DE ALUGUEL" Profissionais do extermínio, normalmente agem de forma seletiva, focando apenas seus alvos especificamente. Estudam pormenorizadamente seus alvos, anotam seus hábitos e

rotinas, a segurança que os cerca, planejam suas ações de forma poderem efetuar o atentado com êxito sem se exporem à possibilidade de captura. Variando em direta relação com a importância de seus alvos (e também da segurança que os protege) podem empregar meios tecnologicamente caros e sofisticados como armas longas com lunetas, miras infra-vermelhas, lançadores de foguetes, venenos, substâncias radioativas, artefatos explosivos disfarçados etc. CRIME ORGANIZADO Tratam-se de organizações criminosas e como tal dispõe de recursos financeiros de grande monta, permitindo custear atentados que podem ser elaborados e dispendiosos. Os "modus-operandi" variam desde as ações perpetradas por numerosos grupos armados (no estilo "Bonde", como são chamados os comboios do tráfico carioca), às ações com atiradores de longo alcance da Máfia e as bombas dos cartéis colombianos. Vale lembrar a ação contra o Juiz Giovanne Falcone na Sicília, Itália em 1992, quando a Máfia identificou diversas rotas empregadas nos deslocamentos do magistrado, minou (com cerca de uma tonelada de explosivos) uma extensão de 50m de estrada, e detonou a carga com extrema precisão cronométrica, no momento que o comboio da autoridade passava pelo local a 100Km/h. LOUCOS OU PSICOPATAS Embora as ações desses grupos variem desde a simples agressão física de mãos nuas às facadas e tiros à queima roupa, o principal risco repousa na absoluta imprevisibilidade de suas ações. Não se pode estimar quem poderá atentar, onde agirá, quando e por quais meios, gerando uma indefinição extremamente perigosa para a segurança. Embora alguns desequilibrados mentais possam ser facilmente identificáveis (e por conseguinte previsíveis, como o inofensivo "Beijoqueiro", que se notabilizou por beijar personalidades como o cantor Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e inúmeras outras celebridades) outros, dos quais ninguém desconfiaria, "a priori", já provaram ser capazes de disparar contra presidentes ou celebridades. PARTIDOS,AGREMIAÇÕES OU GRUPOS POLÍTICOS DE OPOSIÇÃO Na América Latina vem sendo extremamente comum o recurso do assassinato político de juízes, prefeitos, vereadores, deputados e até senadores. Para prevenir tais ações é extremamente importante avaliar as implicações da vida política do segurado, buscando a identificação e conhecimento da personalidade de seus adversários, bem como de seu histórico de conduta e amizades. Por mais que tal prática venha a encontrar opositores no âmbito da nossa romântica sociedade civil, se deve investigar a ação de pessoas ou grupos de tendência política contrária, que possam intentar contra a autoridade protegida. As informações oriundas dos levantamentos de inteligência são o alicerce do planejamento de uma segurança de dignitários. É extremamente difícil proteger contra complôs, os quais normalmente contam com a colaboração de pessoas próximas ao protegido. ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS No âmbito dos grupos realizadores de atentados, as organizações terroristas são adversários prioritários das equipes encarregadas da proteção de altas autoridades. Normalmente tais organizações são objeto da vigilância constante dos órgãos de inteligência nacionais, os quais procuram munir os setores de segurança dos respectivos dignitários, de todos os indícios e informações disponíveis sobre possíveis ações adversas. Dispondo de recursos técnicos e de integrantes treinados e extremamente motivados as organizações terroristas são uma ameaça que vem requerer da segurança

planejamentos elaborados e esquemas dispendiosíssimos para proporcionar mínimas garantias aos segurados.

Quadro comparativo de motivações, atentados e contra-medidas
Observando-se o quadro abaixo, observa-se a eficiência da segurança aproximada como contra-medida da maioria dos tipos de atentado.
Motivação Meio empregado Arma branca Arma de fogo a curta distância Política Explosivos e sabotagens Desmoralização* Econômica Seqüestro de pessoa próxima Arma branca Arma de fogo a curta distância Pessoal Arma de fogo a longa distância Explosivos e sabotagens Desmoralização* Outros ... Graduação Possível Possível Pouco provável Muito possível Possível Possível Possível Pouco provável Muito possível Pouco provável Pouco provável Contra-medida Segurança aproximada Segurança velada e Segurança aproximada Controle de entradas e vistorias Segurança velada e Segurança aproximada Departamento de Inteligência Segurança aproximada Segurança velada e Segurança aproximada Segurança aproximada Controle de entradas e vistoria Segurança aproximada Departamento de Inteligência

* Desmoralização é o uso de meios exóticos, como tintas, pedras, frutas podres, situações constrangedoras que prejudiquem a imagem da autoridade.

EXEMPLIFICAÇÃO DE PROTEÇÃO A DIGNATÁRIOS
Formação em "S"
A formação em "S" é baseada na metodologia israelense e sua maior vantagem é a descrição das funções dos membros de uma equipe de segurança aproximada. Essa formação sofreu alterações com base na experiência dos profissionais brasileiros, além de treinamentos com policiais de países como Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Portugal, Suécia, China, Austrália, Filipinas e Argentina com os quais pudemos trabalhar na criação e treinamento da unidade de segurança presidencial do Timor Leste.

Esse posicionamento dos agentes se assemelha muito à formação em losango, mas difere por utilizar apenas de quatro homens e pela marcante presença do "mosca", personagem de grande importância no trabalho de segurança aproximada. A conclusão a que se chega é que a chave não é a formação, ou a posição dos agentes. O que determina o grau de eficiência de uma equipe de segurança aproximada é a padronização das funções e distribuição das missões entre seus integrantes. Por mais que se feche a formação, sempre haverá flancos e outros ângulos a descoberto. É impossível obter-se a perfeição, mas deve-se procurar diminuir o risco a níveis toleráveis.

PRIMEIROS SOCORROS

A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas.
O ARTIGO 135 DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO É BEM CLARO: DEIXAR DE PRESTAR SOCORRO À VÍTIMA DE ACIDENTES OU PESSOAS EM PERIGO IMINENTE, PODENDO FAZÊ-LO, É CRIME.

O art. 304 do Código de Trânsito Brasileiro: "deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar socorro à vítima ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio à autoridade pública, é considerado crime de trânsito. Penalidade: detenção de 6 meses a 1 ano ou multa se o fato não constituir elemento de um crime mais grave". Deixar de prestar socorro significa não dar nenhuma assistência à vítima. A pessoa que chama por socorro especializado, por exemplo, já está prestando e providenciando socorro. Qualquer pessoa que deixe de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo, estará cometendo o crime de omissão de socorro, mesmo que não seja a causadora do evento. A omissão de socorro e a falta de atendimento de primeiros socorros eficiente são os principais motivos de mortes e danos irreversíveis nas vítimas de acidentes de trânsito. Os momentos após um acidente, principalmente as duas primeiras horas são os mais importantes para se garantir a recuperação ou a sobrevivência das pessoas feridas. Todos os seres humanos são possuidores de um forte espírito de solidariedade e é este sentimento que nos impulsiona para tentar ajudar as pessoas em dificuldades. Nestes trágicos momentos, após os acidentes, muitas vezes entre a vida e a morte, as vítimas são totalmente dependentes do auxílio de terceiros.

1) CONCEITO DE PRIMEIROS SOCORROS
São os primeiros cuidados que devem ser tomados em caso de acidente, procurando manter a vítima em condições de esperar o socorro especializado. Tem o objetivo de proteger a vida do acidentado, reduzir seu sofrimento, mas para isso a pessoa

deve saber que o melhor trabalho só quem poderá fazer é o médico.

2) OBJETIVO DO CIDADÃO SOCORRISTA:
Nesse trabalho de primeiros socorros vamos conhecer dois grupos de fundamental importância para o atendimento de emergência:

ACIDENTEDE TRÂNSITO Cidadão Socorrista +

UNIDADE HO SPITALAR Atendimento Médico Especializado

3) CIDADÃO SOCORRISTA:
É um cidadão que possui conhecimento em noções básicas de Primeiros Socorros dando apoio às vítimas até a chegada do atendimento médico especializado.

4) ATENDIMENTO MÉDICO ESPECIALIZADO
Atendimento Especializado: Na maioria das cidades e rodovias importantes é possível acionar o atendimento especializado, que chega ao local do acidente de trânsito em poucos minutos.

ATITUDES DO CIDADÃO SOCORRISTA
Parar o veículo em local seguro (ligar o pisca alerta para ser visto com mais facilidade pelos outros usuários da via-condutores e pedestres). Sinalizar o local do acidente. Utilizar o triângulo, pois é um equipamento de uso obrigatório no veículo. Evitar pânico e aglomeração no local do acidente (presença de curiosos). Ligar para o Serviço Médico Especializado (Bombeiros 193)

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA
Informações que devem ser fornecidas ao telefone para o Corpo de Bombeiros – 193 ou SAMU- 192: O LOCAL: Dizer exatamente onde a vítima se encontra: a cidade, vila, bairro, rua e número da residência. Forneça pontos de referência, tais como avenidas, cruzamentos ou outros pontos que facilitem encontrar o lugar. O NÚMERO DO TELEFONE: Para evitar chamadas falsas e para que o socorro possa obter informações adicionais caso necessário. O QUE OCORREU: Diga qual a natureza do problema: acidente de tráfego, ataque cardíaco, mordida de cão, choque elétrico. NÚMERO DE VÍTIMAS: Diga quantas vítimas estão envolvidas no acidente. Diga também detalhes sobre as condições do local, por exemplo, se há ou não elevadores, se existe cão de guarda, etc. CONDIÇÔES DA VÍTIMA: Descreva como está a vítima, se há sangramentos, estado de consciência, comportamento, etc. O QUE FOI FEITO: Descreva quais providências de Primeiros Socorros foram tomadas.

Avaliar o estado da vítima: * Biossegurança: o socorrista deve evitar o contato direto com a vítima, principalmente se houver sangue e secreções, pois devem estar contaminadas ou não pela AIDS ou Hepatite B De maneira geral recomenda-se que: *Os cortes abertos sejam cobertos com bandagem, tecidos plásticos, evitando o contato com o sangue da vítima; *Se não houver disponibilidade de conseguir luvas de látex, pode-se utilizar sacos plásticos; *Aplique a respiração boca a boca, utilizando alguma proteção para evitar o contato direto com a boca da vítima. Mas vale salientar que não existe qualquer evidência de que a AIDS seja transmissível pela saliva. Enfim, o uso de barreiras de proteção demonstra respeito também pela vítima, visto que o contágio inverso poderá também ocorrer. Se houver a possibilidade de infecção pela Hepatite B e o socorrista não for vacinado, ele deverá solicitar o medicamento HBV Globulina por precaução.

AVALIAÇÃO DA VÍTIMA
Ao estar diante de uma situação de emergência, é importante que sejam considerados alguns itens que podem colaborar com o socorrista.

Manter a calma - controlando o pânico fica mais fácil realizar ações de primeiros socorros. Observar o cenário - buscar no ambiente informações indicativas dos riscos que porventura existam para o socorrista ou para a vítima e também do que aconteceu, ou outros dados importantes. Considerar as informações da vítima ou testemunha. Procurar as causas das lesões para descobrir a extensão dos danos físicos possíveis - as lesões obvias podem não ser as únicas e as mais importantes, sempre existe a possibilidade de existirem outras lesões encobertas. Movimentar a vítima somente após avaliação completa e uma visão real das condições em que ela se encontra - a exceção se dá quando a vítima estiver exposta a perigos que ameaçam ainda mais sua condição, como iminência de explosão ou incêndio. Quando a lesão for séria, mas a vítima puder ser mantida com segurança na área do acidente e o serviço de socorro profissional for possível, será melhor não movimentar a vítima e sim mantê-la sob cuidados no local até o socorro chegar. Qualquer movimento poderá agravar lesões de coluna ou fraturas não identificadas. Buscar consentimento da vítima para atendimento - confiança da vítima. Priorizar os problemas que requerem socorro imediato.

PASSOS DA AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA FINALIDADE: I. Identificar lesões que comprometam a vida da vítima, nos minutos imediatamente após o acidente. II. Adotar condutas que visem manter a vida, garantindo respiração e batimentos cardíacos eficazes. III. Conhecer as técnicas de desobstrução das vias aéreas, ventilação artificial e controle de grandes sangramentos externos. IV. Adotar condutas no contato com vítimas com muitos traumas, que preservem a integridade e não agravem possíveis lesões da medula cérebro espinhal. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA É a segunda etapa do exame e consiste na abordagem das lesões que não impliquem risco imediato à vida. A avaliação secundária consiste na aferição do nível de consciência (escala de coma de glasgow), sinais vitais e exame céfalo-caudal, através da inspeção e palpação da cabeça aos pés do acidentado. Na avaliação secundária, o cidadão socorrista procura identificar ferimentos e deformidades, correlacioná-los com o mecanismo do trauma (cinemática), obter informações acerca do acidente e acidentado,

bem como checar a história da vítima. Esta fase da avaliação deverá ser completada no máximo em 3 minutos. QUANTIFICAÇÃO DOS SINAIS VITAIS: são sinais diagnósticos vitais básicos que podem ser observados rapidamente fazendo o uso dos sentidos - visão, tato, audição e olfato e/ou de um mínimo de equipamento. Os sinais vitais acrescidos das observações das lesões e condições da vítima formam a base do diagnóstico. Freqüência respiratória; Freqüência cardíaca; Pressão arterial.

VERIFICAR ESTADO DE CONSCIÊNCIA
Estando o ambiente seguro e o cidadão socorrista de posse das barreiras, deve aproximar-se da vítima posicionando-se com os dois joelhos ao solo e então verificar o estado de consciência, fazendo uso da técnica AVDI: Alerta: Vítima alerta, acordada; Verbal: Responsivo a estímulos verbais; Dor: Responsivo a estímulos dolorosos; Inconsciente: Não responsivo. DESCRIÇÃO DA TÉCNICA: a) Chamar a vítima, sem tocá-la: "Cidadão, cidadão sou treinado em primeiros socorros, você está me ouvindo?" b) Se a vítima não responde ao estímulo sonoro, segure-a pelos ombros, tocando-a levemente e chame-a de novo; c) Se mesmo assim não responde, inicie estímulo doloroso executando pressão entre o ombro e o pescoço, ou friccionando acima do osso esterno; d) Se após esses estímulos não houver nenhuma resposta, a vítima está inconsciente.

FERIMENTOS E TIPOS DE FERIMENTOS

TIPO ARRANHÃO CORTE LACERAÇÃO PERFURAÇÃO AVULSÃO

CAUSA Atrito com superfície áspera. Objetos afiados. Objetos com várias faces cortantes. Objetos pontiagudos e afiados. Maquinário, explosivos.

PRIMEIROS SOCORROS (Serviço Médico SINAIS E SINTOMAS especializado) Somente a pele é Remover detritos e lavar o afetada, pouco ferimento. sangramento. Bordas de ferimento Controlar o sangramento, simétrica, lavar o ferimento. sangramento severo. Sangramento Controlar o sangramento, lavar o ferimento. severo, perigo de infecção. Ferimento profundo, Não remover objetos empalados. objeto empalado, perigo de infecção. Tecido cortado ou Controlar o sangramento, pendurado, levar a parte amputada sangramento severo, para o hospital. perigo de infecção.

Corpo estranho à ferida - Corpos estranhos como fragmentos de vidros, madeira ou outros que estejam presos aos tecidos lesados e que ofereçam resistência não devem ser retirados. O serviço Médico Especializado vai proceder a limpeza ao redor com soro fisiológico, proteger a área afetada e encaminhar a vítima para tratamento definitivo. Objetos impactados ou empalados - Na presença de corpos estranhos, presos ao corpo da vítima como facas, estiletes, pedaços de ferro ou outro tipo de material; jamais retirá-los, pois sua remoção pode causar hemorragia grave ou lesar nervos ou músculos próximos a ele. Estes objetos devem ser estabilizados com curativo volumoso, faixas, ataduras ou outros, se possível limpar ao redor, e transportar a vítima para atendimento adequado.

HEMORRAGIAS E FERIMENTOS
Hemorragia é a perda de sangue devido ao rompimento das artérias, veias ou capilares. O sangue que sai das artérias é vermelho e esguicha, sendo esse tipo de hemorragia a mais perigosa e difícil de controlar. O sangue que sai das veias flui uniformemente e possui coloração escura, já quando sai dos capilares o sangue flui bem devagar.

As hemorragias do ponto de vista clínico são classificadas da seguinte forma:
1. Externas: são as hemorragias em que o sangue extravasa para fora do corpo. Neste caso o sangue pode ser visto e pode ser interrompido com aplicação dos procedimentos corretos que serão vistos a seguir. 2. Internas: As hemorragias internas são mais difíceis de serem reconhecidas, pois o sangue é acumulado no interior do corpo, em lugares como o abdome, tórax e crânio. A vítima apresenta: pulso fraco, pele fria, palidez intensa, sede, suores abundantes, tonturas.

E do ponto de vista anatômico, classificam-se em:
1- Arterial: Caracteriza-se pela presença de sangue brilhante ou cintilante, sai em forma de jato, é rico em oxigênio e cheio de bolhas de ar. O sangue esguicha no mesmo ritmo da pulsação.

2- Venoso: Se caracteriza pela presença de sangue de cor escura, rico em gás carbônico e flui lentamente.

Tipos de Hemorragias e seus sintomas:
Hemorragias em geral: Sinais - Pulso fraco rápido, pele fria, suores abundantes, palidez intensa e mucosas descoradas, sede, tonturas, às vezes inconsciente, pupilas dilatadas, sangue pela boca, vagina ou ânus, abdome retraído e dolorido, costelas fraturadas ou afundamento do peito. Hemorragia nasal (Epistaxe)

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:
Posicionar a cabeça para trás e comprimir a narina que está sangrando durante 5 minutos e soltar levemente. Hemorragia dos pulmões (Hemoptise)

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:
Deitar a vítima em posição lateral, aplicando compressas frias, se possível. Buscar socorro médico imediatamente. Hemorragia do estômago (Hematênese) Sintomas - Enjôo (náusea), dor, vômitos com sangue escuro (borra de café)

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:
Colocar a vítima sentada ou deitada com a cabeça elevada. Compressas frias (gelo) sobre o epigástrico e buscar socorro médico.

Técnicas de controle de hemorragias externas:
Pressão direta Geralmente, a hemorragia externa é interrompida quando é feita uma pressão direta sobre o local afetado, que pode ser realizada pelo socorrista devidamente paramentado, ou pela vítima consciente enquanto se providencia a paramentação e materiais para a estabilização definitiva. A contenção imediata, realizada com gazes ou bandagens triangular, antecede a estabilização com curativo adequado (compressivo ou oclusivo), entretanto em qualquer das situações jamais deixar de usar luvas ou outra barreira de proteção. Curativo compressivo O curativo é feito sobre o local onde está sendo efetuada a pressão direta. Incorporam-se mais gazes às dispostas anteriormente no ferimento, principalmente quando estas estiverem umedecidas por sangue (a primeira camada nunca deve ser retirada). O curativo é iniciado no momento em que o socorrista, utilizando ataduras ou

bandagens, efetua fixação das compressas de gazes exercendo pressão moderada. A técnica prevê a inspeção da extremidade distal da área afetada, com a checagem da perfusão e pulso logo após afixação do curativo compressivo. A atadura de crepom deve ser desenrolada de maneira progressiva, da parte distal para proximal, preferencialmente, com o rolo voltado para fora. Elevação do membro Uma outra técnica utilizada para auxiliar no controle do sangramento é a elevação do membro lesado, desde que neste não se observem fraturas, acima da linha do coração, entretanto para que essa técnica possa ser utilizada, o curativo já deve ter sido realizado. A elevação do membro por si só pode não conter a hemorragia, mas seu uso, auxilia na sua contenção.

Hemorragias Internas
A conduta objetiva manter as funções vitais estabilizadas até que seja iniciado o tratamento adequado. Deve-se observar sinais de hemorragia - como grandes hematomas, saída de sangue pelos orifícios naturais (ouvido, nariz, boca) - queixa principal da vítima e cinemática do trauma. Objetivando prevenir o estado de choque, a vítima deve ser mantida em repouso, em decúbito dorsal, se possível com os membros inferiores elevados em torno de 20 a 30 cm em relação ao solo ou ao coração. A roupa deve ser afrouxada e oxigênio deverá ser administrado sob alta concentração (12 a 15 litros/minutos). Nas ocorrências onde existir exteriorização de sangue pelos orifícios naturais, não se deve utilizar qualquer método que vise impedir sua saída.

ESTADO DE CHOQUE
Muitos ferimentos envolvem algum grau de choque. O choque ocorre quando o sistema circulatório falha em mandar sangue para as diversas partes do corpo. TIPOS DE CHOQUE: o choque pode ser hipovolêmico, cardiogênico, neurogênico, anafilático e séptico. Os mais comuns de serem encontrados são: HIPOVOLÊMICO - resulta da perda de líquidos e fluídos corporais. Quando relacionado com a perda de sangue, é conhecido como choque hemorrágico.

SINAIS E SINTOMAS
Respiração e pulso rápido; Palidez ou pele azulada; Lentidão no re-preenchimento capilar; Pele úmida e fria; Transpiração forte; Pupilas dilatadas; Olhos escuros e fundos; Ânsia de vômito e náusea; Perda da consciência em choque profundo.

DESMAIOS - embora não seja considerado um choque, o desmaio caracteriza-se por uma perda repentina de consciência. Ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido. Muitas são as causas que geram esta interrupção, como por exemplo, fome, nervosismo.

SINAIS E SINTOMAS
Tontura; Ver pontos escuros; Náuseas; Palidez; Sudorese. Procedimentos: A vítima deve ser deitada de costas, em local ventilado, e com as roupas afrouxadas; as pernas devem ficar num nível um pouco acima da cabeça. Agasalhe a vítima e providencie assistência adequada. Se a causa não estiver clara, se houver reincidência ou inconsciência por mais de dois minutos, atenção aos sinais vitais (batimento cardíaco e respiração), pois desmaios longos podem causar estado de choque; tranqüilize a vítima quando ela voltar a si.

LESÕES NA CABEÇA
Ferimento no couro cabeludo: sangram muito por se tratar de uma área bastante vascularizada.Verificar se no ferimento há ou não fragmentos de ossos, exposição do cérebro e ou afundamento do crânio. Fratura do crânio: consiste na fissura da caixa craniana. Podem ser fechadas ou abertas, assim como outras fraturas ósseas. SINAIS E SINTOMAS: Dor no local da lesão; Deformidade do crânio; Sangramento pelos ouvidos e/ou nariz; Vazamento de liquor transparente ou rosado pelos ouvidos ou nariz; Sangramento abundante se a pele estiver seccionada.

CONCUSSÃO OU TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO - TCE
É decorrente de um golpe na cabeça que resulte em choque ou impacto violento no cérebro, causando com isso, uma mudança imediata nas funções do cérebro, incluindo a possibilidade de perda da consciência. SINAIS E SINTOMAS Perda de consciência ou amnésia; Dor de cabeça severa; Tontura e fraqueza; Visão dupla.

TIPO

DESCRIÇÃO

PROCEDIMENTO (Serviço Médico Especializado) Manter a vítima fora de atividade até que seja feito exame médico. Manter a vítima em repouso, somente retornando às atividades após autorização do médico. A vítima deve ser avaliada imediatamente por um médico neurologista.

LEVE MODERADA

Perda momentânea da consciência Perda de consciência por menos de 5 minutos Perda da consciência por mais de 5 minutos

SEVERA

QUEIMADURAS
É a lesão dos tecidos produzida por substância corrosiva ou irritante, pela ação do calor ou emanação radioativa. A gravidade de uma queimadura não se mede somente pelo grau da lesão (superficial ou profunda), mas também pela extensão da área atingida.

CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS

1º Grau:
Lesão das camadas superficiais da pele, com: Eritema (vermelhidão). Dor local suportável. Inchação.

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:
1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo. 2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar. 3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa. 4. É permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a dor.

2º Grau:
Lesão das camadas mais profundas da pele, com: Eritema (vermelhidão). Formação de Flictenas (bolhas). Inchação. Há liberação de líquidos e a dor é intensa. Se for um ferimento pequeno, é

considerada queimadura leve. Nos outros casos, já é de gravidade moderada. É grave quando a queimadura de segundo grau atinge rosto, pescoço, tórax, mãos, pés, virilha e articulações, ou uma área muito extensa do corpo.

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:
1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo. 2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar. 3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.

3º Grau:
Lesão de todas as camadas da pele, comprometendo os tecidos mais profundos, podendo ainda alcançar músculos e ossos. Estas queimaduras se apresentam secas, esbranquiçadas ou de aspecto carbonizadas. Pouca ou nenhuma dor local. Pele branca escura ou carbonizada. Não ocorrem bolhas.

Procedimentos realizados pelo Serviço Médico Especializado:
1. Retire acessórios e roupas, porque a área afetada vai inchar. Atenção: se a roupa estiver colada à área queimada, não mexa! 2. É preciso resfriar o local. Faça isso com compressas úmidas. Não use gelo. 3. Nas queimaduras de terceiro grau pequenas (menos de cinco centímetro de diâmetro) só nas pequenas! - você pode usar água corrente ou um recipiente com água fria. Cuidado com o jato de água - ele não deve causar dor nem arrebentar as bolhas. 4. Atenção: a pessoa com queimadura de terceiro grau pode não reclamar de dor e, por isso, se machucar ainda mais - como dizer que o jato de água não está doendo, por exemplo. 5. Se a queimadura tiver atingido grande parte do corpo, tenha o cuidado de manter a vítima aquecida. 6. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa. Em feridas em mãos e pés, evite fazer o curativo você mesmo, porque os dedos podem grudar uns nos outros. Espere a chegada ao hospital. 7. Não ofereça medicamentos, alimentos ou água, pois a vítima pode precisar tomar anestesia e, para isso, estar em jejum. 8. Não perca tempo em remover a vítima ao hospital. Ela pode estar tendo dificuldades para respirar.

QUEIMADURAS DE 1º, 2º E 3º GRAUS PODEM APRESENTAR-SE NO MESMO ACIDENTADO. O RISCO DE VIDA (GRAVIDADE DO CASO) NÃO ESTÁ NO GRAU DA QUEIMADURA, E SIM, NA EXTENSÃO DA SUPERFÍCIE ATINGIDA. QUANTO MAIOR A ÁREA QUEIMADA, MAIOR A GRAVIDADE DO CASO.

QUEIMADURAS PRIMEIRO GRAU SEGUNDO GRAU

O QUE NÃO SE DEVE FAZER: Passar pasta de dente, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha, gelo. Furar as bolhas, remover pedaços de tecidos sobre as bolhas, usar spray ou antissépticos de ungüento. Retirar a pele morta e remover pedaços de roupa grudados na área queimada, aplicar gelo, usar medicamentos domésticos: creme dental, manteiga, borra de café, clara de ovo, etc.

TERCEIRO GRAU

FRATURAS
È o rompimento total ou parcial de qualquer osso. Em algumas fraturas o osso pode estar apenas fissurado. Em outras, os fragmentos ósseos podem estar separados. As fraturas classificam-se em: Fratura Fechada ou não-exposta (simples): A pele não foi perfurada pelas extremidades ósseas. A região da fratura apresenta: inchaço, deformação local, hematoma (acúmulo de sangue por baixo da pele deixando-a arroxeada). Fratura Aberta ou exposta (composta): O osso quebra atravessando a pele. Esse tipo de fratura é mais grave, devido a uma maior perda sanguínea e pela sensibilidade de infecção devido à contaminação.

Obs.:
1.Nos dois casos a vítima sente muita dor e impossibilidade de movimentar a região afetada. 2. O Serviço Médico Especializado só vai realizar a remoção da vítima, após imobilizar o membro fraturado ou com suspeita de fratura.

LESÕES NA COLUNA
A coluna vertebral se constitui em uma pilha de ossos denominados vértebras, ligadas por articulações e separadas por discos de cartilagem. Essa pilha de vértebras foi organizada pela evolução da espécie para servir de apoio a outros ossos do esqueleto e proteger a medula espinhal, que passa por um canal no interior da coluna e de onde

saem os nervos responsáveis por todos os nossos movimentos e sensações. A coluna é composta por 33 vértebras: sete cervicais, doze torácicas, cinco lombares, cinco sacrais e quatro coccígenas. Nos intervalos entre uma e outra saem os nervos, que de cima para baixo vão enervar os vários segmentos do corpo. Um acidente ou um trauma continuado podem romper uma vértebra e pressionar (imagem 1), seccionar ou destruir (imagem 2) a circulação interna da medula espinhal em alguma altura da coluna vertebral. Como conseqüência, a parte do corpo que fica abaixo da lesão irá sofrer comprometimento da motricidade e a pessoa perderá muito dos movimentos e sensações. Esse é um problema gravíssimo de saúde e, o que é lastimável, bastante prevalente em nosso meio. SINAIS E SINTOMAS Perda da sensibilidade nos braços e pernas; Movimentos dolorosos dos braços e/ou pernas Dormência ou formigamento; Fraqueza; Sensação de queimadura nos braços ou pernas; Perda de controle do intestino e da bexiga; Paralisia de braços e pernas; Deformidade (ângulo inusitado da cabeça e do pescoço) IMPORTANTE: A movimentação inadequada poderá causar ao acidentado DANOS IRREPARÁVEIS (lesão Medular).

A legislação de trânsito - que obrigou o uso do cinto de segurança - foi muito importante, pois, sem dúvidas, o cinto de três pontas reduz a incidência de lesão na coluna. Além disso, os bancos do automóvel com apoio para cabeça também ajudaram a diminuir os casos das lesões em chicote. Como se sabe, a desaceleração rápida do veículo faz com que a cabeça do indivíduo seja jogada para frente e para trás num movimento brusco, que lesiona a parte ligamentar da coluna provocando luxação ou deslocamento de uma vértebra sobre a outra, o que pode lesar as estruturas nervosas localizadas no estojo ósseo da coluna.

CONVULSÃO
Perda da consciência, acompanhada de contrações musculares violentas. Causas da crise Convulsiva: a) Febre alta b) Intoxicações c) Lesões cerebrais d) Epilepsia O QUE FAZER QUANDO OCORRER UMA CRISE Fique calmo e anote a duração da crise Abra um espaço livre em torno da pessoa Afrouxe as roupas em torno da pessoa Proteja-lhe a cabeça com algum tipo de almofada

Vire a pessoa ou rosto para o lado Cessadas as convulsões, coloque-a numa posição para recuperar-se Demonstre compreensão e ofereça seu apoio durante a recuperação O QUE NÃO FAZER QUANDO OCORRER UMA CRISE Não remova a pessoa - a menos que esteja em perigo ou a crise se prolongar por mais de cinco minutos Não restrinja seus movimentos Não tente levantar a pessoa Não coloque nada entre os dentes nem sal na sua boca Não lhe dê nada para beber Não interfira desnecessariamente durante o período de recuperação após a crise A epilepsia não é: Contagiosa Doença mental ou sinal de pouca inteligência Motivo de vergonha Motivo para descriminação

PARADA CARDÍACA
Ocorre quando cessam os batimentos do coração, apresentando a vítima os seguintes sintomas: •Lábios roxos •Palidez e pele fria •Ausência do pulso •Pupilas dilatadas •Falta de batimento cardíaco CONDUTAS PARA IDENTIFICAR A EXISTÊNCIA DE CIRCULAÇÃO EFICAZ: Deve-se verificar a existência de pulso palpável numa artéria central de grande calibre. A artéria carótida é a primeira opção, seguida pela artéria femoral. A ausência de pulso central é sinal indicativo de parada cardíaca e da necessidade das manobras de reanimação cardiorrespiratória. CONSTATAÇÃO DO PULSO CAROTÍDEO: a) Empregar os dedos indicador e médio ou indicador, médio e anelar, para verificação do pulso; b) Posicionar as polpas digitais na elevação da laringe no pescoço (Pomo de Adão); c) Deslizar lateralmente os dedos até a depressão entre a cartilagem cricotireoideana e a musculatura do pescoço (esternocleidomastoideo); d) Efetuar leve pressão com os dedos até sentir o pulsar da artéria. Na impossibilidade de palpar a artéria carótida, utilizar como segunda opção à artéria femoral. CONSTATAÇÃO DO PULSO FEMORAL (região da virilha): a) Empregar os dedos indicador e médio ou indicador, médio e anelar, para

verificação do pulso; b) Posicionar as digitais no terço superior da prega inguinal (virilha); c) Efetuar leve pressão com os dedos até sentir o pulsar da artéria.

PARADA RESPIRATÓRIA
Ocorre quando os pulmões cessam os movimentos respiratórios involuntários. Os sintomas apresentados pela perda de respiração são arroxeamento dos lábios, língua e extremidades, dilatação de pupila e inconsciência. VERIFICAR PERMEABILIDADE DAS VIAS AÉREAS - VER, OUVIR E SENTIR DESCRIÇÃO DA TÉCNICA: O cidadão socorrista aproxima o seu ouvido das narinas da vítima, com a face voltada para o tórax, para possibilitar: VER os movimentos respiratórios (tórax e abdome); OUVIR os ruídos da respiração; SENTIR o ar sendo expirado; O Serviço Médico Especializado realizará a reanimação artificial; reanimação do batimentos cardíacos e reanimação dos movimentos respiratórios, pois eles dispõem de material adequado para realizar esse procedimento com segurança.

Observações Gerais:
1) Trate todo e qualquer acidentado como se este tivesse sofrido alguma lesão da coluna e pescoço. Isso pode evitar seqüelas irreversíveis. 2) Só o Serviço Médico Especializado (Corpo de Bombeiros) pode realizar o transporte das vítimas. Estes profissionais, além de conhecimento técnico, dispõem de material adequado para realizar o transporte das vítimas com segurança.

Obs: A vítima só poderá ser removida pelo cidadão socorrista em caso de
risco de incêndio, tráfego intenso de veículos ou desabamento de barreiras. Modos de transportar um acidentado Um dos meios mais apropriados para o transporte de acidentados é a maca, que tem uma superfície lisa e rígida de modo a sustentar a coluna vertebral. Mas há outras opções: 1) Transporte nas costas 2) Transporte em braço 3) Transporte em lençol 4) Transporte de apoio 5) Transporte de cadeirinha 6) Transporte pelas extremidades 7) Transporte em cadeira

CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

Furto - É a subtração da coisa alheia móvel para si ou para outrem (artigo 155º). É, pois, o assenhoramento da coisa com a finalidade de apoderar-se dela de modo definitivo. Apena prevista para o crime de furto é de reclusão de um a quatro anos, acrescida de multa. Objetividade Jurídica - É a tutela da posse. Secundariamente, a propriedade. Propriedade - É o conjunto dos direitos inerentes ao uso, gozo e disposição dos bens. Posse - É exteriorização desses direitos. A lei penal tutela a situação de fato estabelecida entre o sujeito e o direito de usar, gozar e dispor de seus bens. De forma secundária, a incriminação do fato protege a propriedade. Sujeito Ativo - Qualquer pessoa que não seja proprietário dela em sua totalidade, poderá ser o autor do furto. A lei não exige do sujeito ativo qualquer circunstância pessoal específica. A coisa subtraída deve ser alheia, não praticando furto aquele que é seu legítimo possuidor , constituindo neste caso o assenhoramento da coisa, apropriação indébita. Exemplo : o empregado de uma fábrica é mero detentor das ferramentas com que trabalha, cometendo o furto, caso venha apoderar-se delas. Sujeito Passivo - É a pessoa física ou jurídica que tenha posse ou propriedade. Caso a coisa seja subtraída de quem tem apenas a detenção desinteressada como os balconistas, caixas , etc , a vítima será apenas o proprietário. Objeto Material - O objeto material no furto é a coisa alheia móvel. Em Direito Penal, coisa tem significado diferente daquele empregado em Direito Civil. Coisa em Direito Penal é toda substância material, corpórea, mesmo que não tangível, que pode ser transportada ou apreendida, incluindo os corpos gasosos, bem como as partes do solo (jazidas minerais) , e também partes da casa como os tijolos. Também são bens móveis, árvores, navios, aeronaves, etc. Os bens imóveis estão fora da tutela penal. A lei não exige que a coisa furtada tenha valor comercial ou de troca , bastando que seja um bem que represente alguma utilidade para quem detenha a coisa. As coisas comuns ou de uso comum ar, luz, água de rios e mares, somente poderão ser consideradas objetos do furto, caso sejam destacadas, como nos casos de ar comprimido ou liqüefeito, água em recipiente, etc. Não há crime no apossamento de coisas que nuca tiveram dono ou que foram abandonadas. Entretanto comete o crime de apropriação indébita, quem se apossa de coisa perdida. Não haverá furto, quando da subtração de algo que tem valor econômico irrisório, como nos casos de subtração de um alfinete A subtração de ser humano vivo não caracteriza crime de furto e sim de seqüestro ou rapto. Entretanto, é possivel ocorrer furto de partes do corpo humano, como cabelos e dentes, bem como de objetos postiços tais como dentaduras, perucas e pernas

ortopédicas. Tipo Objetivo - O núcleo do tipo é o verbo subtrair, que significa tirar, retirar. A subtração pode ser realizada por meios manuais ou mecânicos (apossamento direto), ou servindo seu agente de terceiros ou até mesmo de animais amestrados (apossamento indireto). Tipo Subjetivo - É o dolo, vontade livre e consciente de subtrair acrescido do elemento do injusto (dolo específico), que é a finalidade do agente expressa no tipo " para si ou para outrem" que indica o fim de assenhoramento definitivo. Consumação e Tentativa - Várias são as teorias criadas para explicar a caracterização da consumação do furto : I - Concretatio - Segundo a qual basta tocar a coisa . II - Apprehensio Rei - Nesta é suficiente segurar a coisa. III - Amotio - Exige-se a remoção do lugar. IV - Ablatio - A coisa é colocada no local a que se destinava, em segurança. Entretanto, nenhuma dessas teorias satisfaz. A jurisprudência estabeleceu uma situação intermediária entre as últimas teorias, que foi denominada de inversão da posse, entendendo como consumado o furto quando o agente tem a posse tranqüila da coisa, ainda que por pouco tempo. Assim, o furto atinge a consumação no momento em que o objeto sai da esfera da posse e disponibilidade do sujeito passivo, ingressando na livre disponibilidade do autor. Tratando-se de crime material, a tentativa é admissível e ocorre sempre que o sujeito ativo não consegue, por circunstâncias alheias à sua vontade, retirar o objeto material da esfera de proteção e vigilância da vítima. Exemplo : suponha-se que o batedor de carteiras desejando subtrair bens da vítima, coloque a mão no bolso direito desta, mas a carteira se encontra no bolso esquerdo. Neste caso houve tentativa de furto, e foi somente o acaso que levou o sujeito a colocar a mão no bolso em que a carteira não se encontrava. Classificação dos Furtos

Os furtos são classificados em : a)Furto de Uso - É a subtração da coisa alheia móvel para fim de uso momentâneo e pronta restituição. Não constitui crime previsto no CP vigente. Para o reconhecimento do furto de uso, exige-se a devolução da coisa furtada nas mesmas condições. b)Furto Noturno - É o furto agravado por ter sido praticado durante o repouso noturno, auamentandose a pena de um terço. A circunstância agravante "durante o período noturno" fundamenta-se, na maior facilidade que pode obter o sujeito quando pratica o furto em altas horas da noite, quando a falta de luz favorece a execução do crime, e o repouso suspende a vigilância patrimonial debilitando os meios de defesa e tornando mais difícil a proteção do bem.

c)Furto de Energia - Segundo o parágrafo 3º do artigo 155º, do CP, a energia elétrica ou qualquer outra como a mecânica, a térmica e a radioatividade, são equiparadas à coisa móvel. Assim, por exemplo, se o agente desviar a energia elétrica indevidamente, estará cometendo furto. d)Furto Privilegiado - Conforme o estabelecido no artigo 155º parágrafo 2º , do CP, "se o criminoso é primário, e, é de pequeno valor a coisa furtada, o Juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa". A redução, entretanto, não se aplica a multa. O furto privilegiado é denominado furto mínimo e para sua configuração são exigidos dois requisitos: I - Que o Criminoso Seja Primário ou Não Seja Reincidente. Primário - É aquele que mesmo tendo sofrido condenação não é reincidente. Reincidente - Segundo o artigo 46º, caput do CP, é o agente que praticou novo crime depois de condenado por delito cometido anteriormente. II - Que a Coisa Seja de Pequeno Valor - O pequeno valor não deve ser considerado em sentido econômico absoluto, mas em sentido relativo. A jurisprudência tem considerado como pequeno valor aquele que não supere o salário mínimo vigente à época do fato. e)Furto Qualificado - O artigo 155º, parágrafo 4º , define o furto qualificado. A primeira qualificadora diz respeito ao crime cometido "com destruição ou rompimento do obstáculo à subtração da coisa". Destruir: Significa subverter, desfazer obstáculo, desaparecer. Romper : Significa destruição parcial , abrir brecha. Obstáculo: É todo elemento material que defende ou impede a coisa de ser subtraída. A destruição ou o rompimento do obstáculo são meios indispensáveis à apreensão da coisa. Quando o agente detona uma bomba na porta de um cofre, está destruindo o obstáculo, mas quando arromba uma porta, está rompendo o obstáculo. O obstáculo pode ser: I - De natureza ativa (alarme, armadilha, etc). II - De natureza passiva (parede, muro, cofre, etc). A circunstância qualificadora só existe, nos casos em que o sujeito pratica violência contra alguma coisa que foi predisposta ou aproveitada pelo homem para finalidade especial de evitar a subtração, como por exemplo, a quebra da corrente que prende uma caneta do Correio. A violência contra o obstáculo, por sua vêz, só deve ser empregada pelo agente antes ou durante a subtração, mas, nunca depois de consumado o furto.

A violência empregada contra obstáculo que existe para uso normal da casa, ou quando é um acessório para uso do objeto material, não qualifica o furto. Dessa forma, a subtração de arame farpado de uma cerca, mediante desprendimento dos pregos ou, a subtração de zinco do telhado mediante desprendimento dos grampos, não são furtos qualificados. f)Abuso de Confiança - Ocorre o abuso de confiança , quando o agente aproveitando-se da menor proteção dispensada pelo sujeito passivo à coisa, em virtude da confiança que lhe foi depositada, pratica a subtração. Dois são os requisitos necessários para que ocorra abuso de confiança : I - Que o agente abuse da confiança nele depositada pelo sujeito passivo. II - Que a coisa esteja na esfera de disponibilidade do agente em decorrência dessa confiança. A qualificadora no abuso de confiança, exige um vínculo especial de lealdade ou de fidelidade entre o patrão e o empregado, sendo irrelevante a relação empregatícia. Há que se distinguir também, o furto qualificado pelo abuso de confiança da apropriação indébita, pois no furto qualificado o agente subtrai a coisa, e na apropriação indébita torna sua a coisa que está em sua posse. Exemplo : suponhamos que numa biblioteca pública o agente apanha um livro que lhe foi confiado pela bibliotecária e esconda sob o paletó, subtraindo-o Neste caso, o sujeito responde pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança. Contudo, se o sujeito na mesma biblioteca, tomar o livro emprestado, e levando para sua casa, vende-o para um terceiro, então, responderá pelo crime de apropriação indébita. Fraude - É a artimanha empregada pelo agente para subtrair a coisa alheia. É também uma qualificadora do crime. Consiste em um engano, capaz de iludir a vigilância do sujeito passivo possibilitando maior facilidade na subtração do objeto material. Exemplos: sujeito que se fantasia de funcionário de empresa telefônica, para entrar na residência da vítima e subtrair-lhe os bens, ou, sujeito distrai a balconista mandando-a em busca de mercadoria para subtrair outra. Também há distinção entre a fraude e o estelionato. No furto, a fraude ilude a vigilância do ofendido, que por esta razão não tem consciência que o objeto material está saindo da esfera de seu patrimônio e ingressando na disponibilidade do sujeito ativo. Ao contrario da fraude, o estelionato visa levar a vítima a recair em erro. Por esta razão, voluntariamente a vítima se desfaz de seus bens, tendo consciência de que eles estão saindo da esfera de seu patrimônio e entrando na esfera de disponibilidade do outro. Escalada - É outra qualificadora do furto. Escalada deriva de escalar, que significa assaltar com uma escada, subir a algum lugar. Sob o ponto de vista técnico, escalada é o acesso a um lugar por meio anormal de uso, como por exemplo: entrar pelo telhado ou pular o muro para realizar a subtração. O reconhecimento dessa qualificadora exige que o agente utilize de instrumentos como escadas e cordas ou haja com agilidade para superar o obstáculo. Destreza - É a habilidade capaz de fazer com que a vítima não perceba a subtração. Caracteriza-se pela facilidade dos movimentos, habilidade manual e intelectual, em virtude das quais o agente subtrai o objeto levado pela vítima, sem que esta disso se

aperceba. Exemplo : é o chamado crime cometido pelos batedores de carteira. Chave Falsa - Também qualifica o crime de furto. É todo e qualquer instrumento, com ou sem forma de chave, destinado a abrir fechaduras ou mecanismos semelhantes. Exemplos : gazuas, grampos, pregos, tesouras, arames, etc. Se a chave é encontrada na fechadura não há crime qualificado, mas crime simples. Concurso de Duas ou Mais Pessoas - É qualificadora, porque esta circunstância denota maior periculosidade dos agentes, que unem esforços para o crime. Furto de Coisa Comum - Segundo o artigo 156º do CP, constitui furto de coisa comum o fato de "subtrair o condômino, co-herdeiro, ou sócio, para si ou para outrem, quem legitimamente detém, a coisa comum". A razão dessa incriminação é que o agente subtrai coisa que pertence a outrem. Condomínio - Existe quando duas ou mais pessoas tem propriedade sobre uma mesma coisa, exercendo seu direito sem exclusão dos direitos dos demais condôminos. Herança - É o patrimônio do falecido, uma universalidade de bens que se transmite aos herdeiros. Sociedade - É a reunião de duas ou mais pessoas que conjugam esforços para alcançarem o fim comum. Objetividade Jurídica - Tutelar a propriedade ou posse. Sujeito Ativo - Crime próprio, só pode ser cometido pelo condômino, co-herdeiro ou sócio. Sujeito Passivo - Todos os herdeiros, condôminos ou sócios, mas não o agente . Tipo Objetivo - Não é diferente da conduta característica do furto comum. É a subtração da coisa móvel. Tipo Subjetivo - É o dolo. Exige porém outro elemento subjetivo do tipo contido na expressão "para si ou para outrem". ROUBO O artigo 157º, caput, define o roubo "subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer outro meio, reduzido à impossibilidade de resistência". Pena - Reclusão de 4 a 10 anos e multa. O roubo é um crime contra o patrimônio em que a integridade física e psíquica da vítima também é atingida. É um crime complexo, em que o CP protege a posse da propriedade, integridade física, vida, saúde e liberade individual. Objetividade Jurídica - Crime complexo, objetivo jurídico imediato é o patrimônio. Tutela-se também, a integridade física a liberade e, no latrocínio, a vida do sujeito passivo. Sujeito Ativo - Crime comum, pode ser cometido por qualquer pessoa.

Sujeito Passivo - É o titular da posse ou da propriedade, embora, excepcionalmente, possa ocorrer a hipótese de dois sujeitos passivos: Um que sofre a violência ou grave ameaça e outro titular do direito de propriedade. Assim., no caso de um assalto a um estabelecimento comercial, o sujeito passivo não é somente seu proprietário, mas também, qualquer pessoa atingida pela violência ou grave ameaça como o caixa e os demais funcionários. Tipo Objetivo - No roubo, a conduta é subtrair (tirar) a coisa alheia com o emprego da violência ou grave ameaça, de tal maneira, que reduz a possibilidade de resistência do sujeito passivo A violência ou grave ameaça poderá ser anterior ou posterior à subtração. Não é obrigatório que da violêrncia decorra lesões corporais a vitima, pois uma simples imobilização desta, caracteriza a violência. Há também crime de roubo, quando o agente finge estar armado, uma vêz tal atitude constitui grave ameaça, sem o que, possivelmente, a vítima não entregaria seus pertences. Tipo Subjetivo - É o dolo, vontade livre e consciênte de subtrair, com emprego de violência ou grave ameaça. Exige-se também, o elemento subjetivo do tipo traduzido pela expressão "subtrair para si ou para outrem". Classificação - Os roubos podem ser : I - Próprio - É aquele definido pelo artigo 157º, caput. II - Impróprio - Crime que ocorre quando o agente, depois de subtrair a coisa alheia, emprega violência contra a vítima ou grave ameaça, com o abjetivo de assegurar a impunidade do crime ou assenhorar-se da coisa para ele ou para terceiros A distinção entre roubro próprio e impróprio radica no momento em que o sujeito pratica a violência ou grave ameaça contra a pessoa. No roubo próprio, a violência ou grave ameaça antecede a subtração ou ocorre concomitantemente a ela. Já no roubo impróprio, a violência ou grave ameaça são posteriores à subtração, visando assegurar a posse definitiva ou mesmo a impunidade. Roubo Qualificado - São três as circunstâncias qualificadoras previstas no parágrafo 2º do artigo 157º do CP: •emprego de arma (incidso I), •concurso de duas ou mais pessoas (incido II) e •crime praticado contra aquele que está em serviço de transporte de valores (inciso III). I - Emprego de Armas - Arma, juridicamente, é todo instrumento utilizado para o ataque ou defesa, suficiente para tornar vulnerável a integridade física de alguém. (revolver, punhal, foice, tesoura, etc). O emprego de arma supõe não só uma maior periculosidade do agente, como também , uma real ameaça física mais consistente à vitima. O fundamento da circunstância qualificadora é a maior periculosidade da conduta. Para sua caracterização, não é suficiente o agente estar armado no instante da agressão, sendo necessário o emprego efetivo da arma. A arma fictícia (revolver de plástico), não basta para qualificar o roubo. II - Concurso de Duas ou Mais Pessoas - Também qualifica o roubo, em decorrência da

maior periculosidade dos agentes, que se unem para a prática do crime, dificultando dessa forma a defesa da vítima. III - Se a vítima estiver em serviço de transporte de valores - Por valores, além do dinheiro, devemos considerar as pedras preciosas, o ouro, sêlos, jóias, etc. É necessário que o agente saiba antecipadamente que a vítima se encontra em serviço de transporte de valores, e que tais valores não pertencem ao ofendido. Roubo e Lesão Corporal Grave O roubo, quando da violência resultar lesão corporal é circunstância qualificadora de natureza grave, fixando a pena de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa (artigo 157º parágrafo 3º). É indispensável a existência de uma relação causal entre a violência e a lesão grave ou gravíssima. Observação : Se o ofendido sofrer um enfarte durante o assalto, por ser portador de uma doença cardíaca, não se pode atribuir o evento ao agente que desconhece a condição preexistente, em face do artigo 19º do CP. O agente responde então por roubo, em concurso com lesão corporal culposa. Latrocínio, Roubo e Morte - De acordo com o artigo 157º parágrafo 3º , do CP, consoante a redação que lhe foi dada pelo artigo 6º , da Lei 8072, de 27 de julho de 1990, se da violência resulta a morte, a pena cominada é de 20 a 30 anos de reclusão, além de multa. Latrocínio - É definido como homicídio praticado com o fim de lucro. Morte é o meio. Lucro, o fim. No latrocínio, é indispensável que o exame necroscópico comprove a relação entre a ação do agente e a morte da vítima. O latrocínio é um crime complexo e portanto não pode ser decomposto, Assim, configura-se o ilícito mesmo quando o agente mata para fugir, evitando sua captura. O latrocínio por ser um crime complexo, tem como crimes membros, a morte e o roubo. Quando um dos componentes do delito não se consuma, surgem dificuldades para sua interpretação, face as diversas hipóteses: I - Não se consuma nem a subtração e nem a morte. Neste caso, haverá tentativa de latrocínio. II - Ocorre a subtração e não a morte. Temos então a tentativa de latrocínio. III - Ocorre a morte não a subtração. Neste caso, várias soluções tem sido apresentadas pelos Tribunais. Alguns condenam pelo homicídio qualificado, outros pelo latrocínio tentado. Há, ainda aqueles que vislumbram um latrocínio consumado. A lei 8072, de 27 de julho de 1990, considerou o latrocínio tentado ou consumado, crime hediondo, aumentando a pena de 15 para 20 anos de reclusão.

TÍTULO II: DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO CAPÍTULO I: DO FURTO
Furto
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. § 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. § 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. Furto qualificado § 4º - A pena é de reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa, se o crime é cometido: I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; III - com emprego de chave falsa; IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas. Furto de coisa comum Art. 156 - Subtrair o condômino, co-herdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a quem legitimamente a detém, a coisa comum: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. § 1º - Somente se procede mediante representação. § 2º - Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a quota a que tem direito o agente.

CAPÍTULO II: DO ROUBO E DA EXTORSÃO
Roubo Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa. § 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. § 2º - A pena aumenta-se de um terço até metade: I - se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma;

II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. § 3º - Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, além da multa; se resulta morte, a reclusão é de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, sem prejuízo da multa. Extorsão Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa. § 1º - Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma, aumenta-se a pena de um terço até metade. § 2º - Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3º do artigo anterior. Extorsão mediante seqüestro Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. § 1º - Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha: Pena - reclusão, de 12 (doze) a 20 (vinte) anos. § 2º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena - reclusão, de 16 (dezesseis) a 24 (vinte e quatro) anos. § 3º - Se resulta a morte: Pena - reclusão, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos. § 4º - Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços. Extorsão indireta Art. 160 - Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

CAPÍTULO III: DA USURPAÇÃO
Alteração de limites Art. 161 - Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa. § 1º - Na mesma pena incorre quem:

Usurpação de águas I - desvia ou represa, em proveito próprio ou de outrem, águas alheias; Esbulho possessório II - invade, com violência a pessoa ou grave ameaça, ou mediante concurso de mais de duas pessoas, terreno ou edifício alheio, para o fim de esbulho possessório. § 2º - Se o agente usa de violência, incorre também na pena a esta cominada. § 3º - Se a propriedade é particular, e não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa. Supressão ou alteração de marca em animais Art. 162 - Suprimir ou alterar, indevidamente, em gado ou rebanho alheio, marca ou sinal indicativo de propriedade: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa.

CAPÍTULO IV: DO DANO
Dano Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Dano qualificado

Parágrafo único - Se o crime é cometido:
I - com violência à pessoa ou grave ameaça; II - com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato não constitui crime mais grave; III - contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista; IV - por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência. Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia Art. 164 - Introduzir ou deixar animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem de direito, desde que o fato resulte prejuízo: Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa. Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico Art. 165 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa tombada pela autoridade competente em virtude de valor artístico, arqueológico ou histórico: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. Alteração de local especialmente protegido Art. 166 - Alterar, sem licença da autoridade competente, o aspecto de local especialmente protegido por lei:

Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa. Ação penal Art. 167 - Nos casos do art. 163, do inciso IV do seu parágrafo e do art. 164, somente se procede mediante queixa.

CAPÍTULO V: DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA
Apropriação indébita Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Aumento de pena § 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa: I - em depósito necessário; II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; III - em razão de ofício, emprego ou profissão. Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza: Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Parágrafo único - Na mesma pena incorre:
Apropriação de tesouro I - quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem direito o proprietário do prédio; Apropriação de coisa achada II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15 (quinze) dias. Art. 170 - Nos crimes previstos neste Capítulo, aplica-se o disposto no art. 155, § 2º.

CAPÍTULO VI: DO ESTELIONATO E OUTRAS FRAUDES
Estelionato Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. § 1º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor o prejuízo, o juiz pode aplicar a pena conforme o disposto no art. 155, § 2º.

§ 2º - Nas mesmas penas incorre quem: Disposição de coisa alheia como própria I - vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como própria; Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria II - vende, permuta, dá em pagamento ou em garantia coisa própria inalienável, gravada de ônus ou litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a terceiro, mediante pagamento em prestações, silenciando sobre qualquer dessas circunstâncias; Defraudação de penhor III - defrauda, mediante alienação não consentida pelo credor ou por outro modo, a garantia pignoratícia, quando tem a posse do objeto empenhado; Fraude na entrega de coisa IV - defrauda substância, qualidade ou quantidade de coisa que deve entregar a alguém; Fraude para recebimento de indenização ou valor de seguro V - destrói, total ou parcialmente, ou oculta coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou a saúde, ou agrava as conseqüências da lesão ou doença, com o intuito de haver indenização ou valor de seguro; Fraude no pagamento por meio de cheque VI - emite cheque, sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o pagamento. § 3º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência. Duplicata simulada Art. 172 - Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado. Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Parágrafo único - Nas mesmas penas incorrerá aquele que falsificar ou adulterar a escrituração do Livro de Registro de Duplicatas.
Abuso de incapazes Art. 173 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência de menor, ou da alienação ou debilidade mental de outrem, induzindo qualquer deles à prática de ato suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo próprio ou de terceiro: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. Induzimento à especulação Art. 174 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou inferioridade mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa:

Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. Fraude no comércio Art. 175 - Enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor: I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada; II - entregando uma mercadoria por outra: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. § 1º - Alterar em obra que lhe é encomendada a qualidade ou o peso de metal ou substituir, no mesmo caso, pedra verdadeira por falsa ou por outra de menor valor; vender pedra falsa por verdadeira; vender, como precioso, metal de ou outra qualidade: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. § 2º - É aplicável o disposto no art. 155, § 2º. Outras fraudes Art. 176 - Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento: Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa.

Parágrafo único - Somente se procede mediante representação, e o juiz pode, conforme as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.
Fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações Art. 177 - Promover a fundação de sociedade por ações, fazendo, em prospecto ou em comunicação ao público ou à assembléia, afirmação falsa sobre a constituição da sociedade, ou ocultando fraudulentamente fato a ela relativo: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime contra a economia popular. § 1º - Incorrem na mesma pena, se o fato não constitui crime contra a economia popular: I - o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade por ações, que, em prospecto, relatório, parecer, balanço ou comunicação ao público ou à assembléia, faz afirmação falsa sobre as condições econômicas da sociedade, ou oculta fraudulentamente, no todo ou em parte, fato a elas relativo; II - o diretor, o gerente ou o fiscal que promove, por qualquer artifício, falsa cotação das ações ou de outros títulos da sociedade; III - o diretor ou o gerente que toma empréstimo à sociedade ou usa, em proveito próprio ou de terceiro, dos bens ou haveres sociais, sem prévia autorização da assembléia geral; IV - o diretor ou o gerente que compra ou vende, por conta da sociedade, ações por ela emitidas, salvo quando a lei o permite; V - o diretor ou o gerente que, como garantia de crédito social, aceita em penhor ou em caução ações da própria sociedade; VI - o diretor ou o gerente que, na falta de balanço, em desacordo com este, ou mediante balanço falso, distribui lucros ou dividendos fictícios; VII - o diretor, o gerente ou o fiscal que, por interposta pessoa, ou conluiado com acionista, consegue a aprovação de conta ou parecer; VIII - o liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV, V e VII; IX - o representante da sociedade anônima estrangeira, autorizada a funcionar no País, que pratica os atos mencionados nos ns. I e II, ou dá falsa informação ao Governo.

§ 2º - Incorre na pena de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, o acionista que, a fim de obter vantagem para si ou para outrem, negocia o voto nas deliberações de assembléia geral. Emissão irregular de conhecimento de depósito ou "warrant" Art. 178 - Emitir conhecimento de depósito ou warrant, em desacordo com disposição legal: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Fraude à execução Art. 179 - Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou simulando dívidas: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

Parágrafo único - Somente se procede mediante queixa.

CAPÍTULO VII: DA RECEPTAÇÃO
Receptação Art. 180 - Adquirir, receber ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Receptação culposa § 1º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso: Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa, ou ambas as penas. § 2º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime de que proveio a coisa. § 3º - No caso do § 1º, se o criminoso é primário pode o juiz, tendo em consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. No caso de receptação dolosa, cabe o disposto no § 2º do art. 155. § 4º - No caso dos bens e instalações do patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista adquiridos dolosamente: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

CAPÍTULO VIII: DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 181 - É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em prejuízo: I - do cônjuge, na constância da sociedade conjugal; II - de ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou natural.

Art. 182 - Somente se procede mediante representação, se o crime previsto neste título é cometido em prejuízo: I - do cônjuge desquitado ou judicialmente separado; II - de irmão, legítimo ou ilegítimo; III - de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita. Art. 183 - Não se aplica o disposto nos dois artigos anteriores: I - se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave ameaça ou violência à pessoa; II - ao estranho que participa do crime.

LEI Nº 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003. Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas - Sinarm, define crimes e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. 1º O Sistema Nacional de Armas - Sinarm, instituído no Ministério da Justiça, no âmbito da Polícia Federal, tem circunscrição em todo o território nacional. Art. 2º Ao Sinarm compete: I - identificar as características e a propriedade de armas de fogo, mediante cadastro; II - cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País; III - cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal; IV - cadastrar as transferências de propriedade, extravio, furto, roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais, inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores; V - identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo; VI - integrar no cadastro os acervos policiais já existentes; VII - cadastrar as apreensões de armas de fogo, inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais; VIII - cadastrar os armeiros em atividade no País, bem como conceder licença para exercer a atividade; IX - cadastrar mediante registro os produtores, atacadistas, varejistas, exportadores e importadores autorizados de armas de fogo, acessórios e munições; X - cadastrar a identificação do cano da arma, as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado, conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante; XI - informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios, bem como manter o cadastro atualizado para consulta. Parágrafo único. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares, bem como as demais que constem dos seus registros próprios.

CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. 3º É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército, na forma do regulamento desta Lei. Art. 4º Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá, além de declarar a efetiva necessidade, atender aos seguintes requisitos: I - comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal; II - apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa; III - comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. § 1º O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos, em nome do requerente e para a arma indicada, sendo intransferível esta autorização. § 2º A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. § 3º A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente, como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. § 4º A empresa que comercializa armas de fogo, acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias, ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. § 5º A comercialização de armas de fogo, acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. § 6º A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida, ou recusada com a devida fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, a contar da data do requerimento do interessado. § 7º O registro precário a que se refere o § 4º prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I, II e III deste artigo. Art. 5º O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. (Redação dada pela Lei nº 10.884, de 2004) § 1º O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e

será precedido de autorização do Sinarm. § 2º Os requisitos de que tratam os incisos I, II e III do art. 4º deverão ser comprovados periodicamente, em período não inferior a 3 (três) anos, na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei, para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. § 3º Os registros de propriedade, expedidos pelos órgãos estaduais, realizados até a data da publicação desta Lei, deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. CAPÍTULO III DO PORTE Art. 6º É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I - os integrantes das Forças Armadas; II - os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144º da Constituição Federal; III - os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei; IV - os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250.000 (duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço; IV - os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço; (Redação dada pela Lei nº 10.867, de 2004) V - os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; VI - os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51º, IV, e no art. 52º, XIII, da Constituição Federal; VII - os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias; VIII - as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei; IX - para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental. § 1º As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, na forma do regulamento, aplicando-se nos casos de armas de fogo de

propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. § 2º A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art. 4º, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial, à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei, observada a supervisão do Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei nº 10.884, de 2004) § 4º Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4º, ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei. § 5º Aos residentes em áreas rurais, que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar, será autorizado, na forma prevista no regulamento desta Lei, o porte de arma de fogo na categoria "caçador". § 6º Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo, quando em serviço. (Incluído pela
Lei nº 10.867, de 2004)

Art. 7º As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores, constituídas na forma da lei, serão de propriedade, responsabilidade e guarda das respectivas empresas, somente podendo ser utilizadas quando em serviço, devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente, sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. § 1º O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. 13º desta Lei, sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis, se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo, acessórios e munições que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. § 2º A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. 4º desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. § 3º A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. Art. 8º As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente, respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. Art. 9º Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e, ao Comando do Exército, nos termos do regulamento desta Lei, o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores, atiradores e caçadores e de

representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. Art. 10º. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido, em todo o território nacional, é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. § 1º A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada, nos termos de atos regulamentares, e dependerá de o requerente: I - demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física; II - atender às exigências previstas no art. 4º desta Lei; III - apresentar documentação de propriedade de arma de fogo, bem como o seu devido registro no órgão competente. § 2º A autorização de porte de arma de fogo, prevista neste artigo, perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. Art. 11º. Fica instituída a cobrança de taxas, nos valores constantes do Anexo desta Lei, pela prestação de serviços relativos: I - ao registro de arma de fogo; II - à renovação de registro de arma de fogo; III - à expedição de segunda via de registro de arma de fogo; IV - à expedição de porte federal de arma de fogo; V - à renovação de porte de arma de fogo; VI - à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. § 1º Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm, da Polícia Federal e do Comando do Exército, no âmbito de suas respectivas responsabilidades. § 2º As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. 6º e para os integrantes dos incisos I, II, III, IV, V, VI e VII do art. 6º, nos limites do regulamento desta Lei. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. 12º. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o

titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. Omissão de cautela Art. 13º. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 14º. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente. Disparo de arma de fogo Art. 15º. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. 16º. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem: I - suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato; II - modificar as características de arma de fogo, de forma a torná-la equivalente a

arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial, perito ou juiz; III - possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar; IV - portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado; V - vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente; e VI - produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou adulterar, de qualquer forma, munição ou explosivo. Comércio ilegal de arma de fogo Art. 17º. Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. Parágrafo único. Equipara-se à atividade comercial ou industrial, para efeito deste artigo, qualquer forma de prestação de serviços, fabricação ou comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência. Tráfico internacional de arma de fogo Art. 18º. Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a qualquer título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade competente: Pena - reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. Art. 19º. Nos crimes previstos nos arts. 17º e 18º, a pena é aumentada da metade se a arma de fogo, acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. Art. 20º. Nos crimes previstos nos arts. 14º, 15º, 16º, 17º e 18º, a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. 6º, 7º e 8º desta Lei. Art. 21º. Os crimes previstos nos arts. 16º, 17º e 18º são insuscetíveis de liberdade provisória. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 22º. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. Art. 23º. A classificação legal, técnica e geral, bem como a definição das armas de

fogo e demais produtos controlados, de usos proibidos, restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal, mediante proposta do Comando do Exército. § 1o Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras, gravado na caixa, visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente, entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. § 2o Para os órgãos referidos no art. 6º, somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis, na forma do regulamento desta Lei. § 3o As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação, gravado no corpo da arma, definido pelo regulamento desta Lei, exclusive para os órgãos previstos no art. 6º. Art. 24º. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. 2º desta Lei, compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção, exportação, importação, desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados, inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores, atiradores e caçadores. Art. 25º. Armas de fogo, acessórios ou munições apreendidos serão, após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos, encaminhados pelo juiz competente, quando não mais interessarem à persecução penal, ao Comando do Exército, para destruição, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. Parágrafo único. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas, no mesmo prazo, sob pena de responsabilidade, pela autoridade competente para destruição, vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. Art. 26º. São vedadas a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir. Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução, ao adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, nas condições fixadas pelo Comando do Exército. Art. 27º. Caberá ao Comando do Exército autorizar, excepcionalmente, a aquisição de armas de fogo de uso restrito. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. Art. 28º. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo, ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I, II e III do art. 6º desta Lei. Art. 29º. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. (Vide Lei nº 10.884, de 2004) Parágrafo único. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la, perante a Polícia Federal, nas condições dos arts. 4º, 6º e

10º desta Lei, no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação, sem ônus para o requerente. Art. 30º. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão, sob pena de responsabilidade penal, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei, solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse, pelos meios de prova em direito admitidos. (Vide
Lei nº 10.884, de 2004) (Vide Medida Provisória nº 229, de 2004)

Art. 31º. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão, a qualquer tempo, entregá-las à Polícia Federal, mediante recibo e indenização, nos termos do regulamento desta Lei. Art. 32º. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei, entregá-las à Polícia Federal, mediante recibo e, presumindo-se a boa-fé, poderão ser indenizados, nos termos do regulamento desta Lei. (Vide Lei nº 10.884, de 2004) (Vide Medida Provisória nº 229, de 2004) Parágrafo único. Na hipótese prevista neste artigo e no art. 31º, as armas recebidas constarão de cadastro específico e, após a elaboração de laudo pericial, serão encaminhadas, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Comando do Exército para destruição, sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim. Art. 33º. Será aplicada multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), conforme especificar o regulamento desta Lei: I - à empresa de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial ou lacustre que deliberadamente, por qualquer meio, faça, promova, facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança; II - à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda, estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo, exceto nas publicações especializadas. Art. 34º. Os promotores de eventos em locais fechados, com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas, adotarão, sob pena de responsabilidade, as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas, ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. 5º da Constituição Federal. Parágrafo único. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 35º. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei. § 1º Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005. § 2º Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em

vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Art. 36º. É revogada a Lei nº 9.437, de 20 de fevereiro de 1997. Art. 37º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 22 de dezembro de 2003; 182º da Independência e 115º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 23.12.2003 ANEXO TABELA DE TAXAS SITUAÇÃO ..................... R$ I - Registro de arma de fogo ...................................................................300,00 II - Renovação de registro de arma de fogo.............................................300,00 III - Expedição de porte de arma de fogo................................................1.000,00 IV - Renovação de porte de arma de fogo...............................................1.000,00 V - Expedição de segunda via de registro de arma de fogo......................300,00 VI - Expedição de segunda via de porte de arma de fogo.......................1.000,00

LEI No 11.036, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2004.
Altera disposições das Leis nos 10.683, de 28 de maio de 2003, e 9.650, de 27 de maio de 1998, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Os arts. 8o e 25 da Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, passam a vigorar com a
seguinte redação:

"Art. 8º..........................................................
§ 1o.............................................................. ..................................................................... III - pelos Ministros de Estado da Fazenda; do Planejamento, Orçamento e Gestão; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; do Trabalho e Emprego; do Meio Ambiente; das Relações Exteriores; e Presidente do Banco Central do Brasil; .................................................................." (NR)

"Art. 25. ........................................................ .....................................................................
Parágrafo único. São Ministros de Estado os titulares dos Ministérios, o Chefe da Casa Civil, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o Chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, o Advogado-Geral da União, o Ministro de Estado do Controle e da Transparência e o Presidente do Banco Central do Brasil." (NR)

Art. 2o O cargo de Natureza Especial de Presidente do Banco Central do Brasil fica
transformado em cargo de Ministro de Estado. Parágrafo único. A competência especial por prerrogativa de função estende-se também aos atos administrativos praticados pelos ex-ocupantes do cargo de Presidente do Banco Central do Brasil no exercício da função pública.

Art. 3o O art. 5º da Lei nº 9.650, de 27 de maio de 1998, passa a vigorar com as seguintes
alterações:

"Art. 5o .......................................................... ...................................................................... VIII - execução e supervisão das atividades de segurança institucional do Banco Central do Brasil, relacionadas com a guarda e a movimentação de valores, especialmente no que se refere aos serviços do meio circulante, e a proteção de autoridades.
Parágrafo único. No exercício das atribuições de que trata o inciso VIII deste artigo, os servidores ficam autorizados a conduzir veículos e a portar armas de fogo, em todo o território nacional, observadas a necessária habilitação técnica e, no que couber, a disciplina estabelecida na Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003." (NR)

Art. 4o O exercício das atividades referidas no art. 5º, inciso VIII, da Lei nº 9.650, de 27 de
maio de 1998 , com a redação dada por esta Lei, não obsta a execução indireta das tarefas, mediante contrato, na forma da legislação específica de regência.

Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de dezembro de 2004; 183o da Independência e 116o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Antonio Palocci Filho

LEI Nº 7.102, DE 20 DE JUNHO DE 1983.
Dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º É vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, na forma desta lei. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei 9.017, de 1995)
Parágrafo único - Os estabelecimentos financeiros referidos neste artigo compreendem bancos oficiais ou privados, caixas econômicas, sociedades de crédito, associações de poupanças, suas agências, subagências e seções.

Art. 2º - O sistema de segurança referido no artigo anterior inclui pessoas adequadamente preparadas, assim chamadas vigilantes; alarme capaz de permitir, com segurança, comunicação entre o estabelecimento financeiro e outro da mesma instituição, empresa de vigilância ou órgão policial mais próximo; e, pelo menos, mais um dos seguintes dispositivos: I - equipamentos elétricos, eletrônicos e de filmagens que possibilitem a identificação dos assaltantes; II - artefatos que retardem a ação dos criminosos, permitindo sua perseguição, identificação ou captura; e III - cabina blindada com permanência ininterrupta de vigilante durante o expediente para o público e enquanto houver movimentação de numerário no interior do estabelecimento. Art. 3º A vigilância ostensiva e o transporte de valores serão executados: (Redação
dada pela Lei 9.017, de 1995)

I - por empresa especializada contratada; ou (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) II - pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que organizado e preparado para tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso de formação de vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça e cujo sistema de segurança tenha parecer favorável à sua aprovação emitido pelo Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Parágrafo único. Nos estabelecimentos financeiros estaduais, o serviço de vigilância ostensiva poderá ser desempenhado pelas Polícias Militares, a critério do Governo da respectiva Unidade da Federação. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 4º O transporte de numerário em montante superior a vinte mil Ufir, para suprimento ou recolhimento do movimento diário dos estabelecimentos financeiros, será obrigatoriamente efetuado em veículo especial da própria instituição ou de empresa especializada. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Art. 5º O transporte de numerário entre sete mil e vinte mil Ufirs poderá ser efetuado em veículo comum, com a presença de dois vigilantes. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Art. 6º Além das atribuições previstas no art. 20, compete ao Ministério da Justiça:
(Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei 9.017, de 1995)

I - fiscalizar os estabelecimentos financeiros quanto ao cumprimento desta lei;
(Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

II - encaminhar parecer conclusivo quanto ao prévio cumprimento desta lei, pelo estabelecimento financeiro, à autoridade que autoriza o seu funcionamento; (Redação dada
pela Lei 9.017, de 1995)

III - aplicar aos estabelecimentos financeiros as penalidades previstas nesta lei.

Parágrafo único. Para a execução da competência prevista no inciso I, o Ministério da Justiça poderá celebrar convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos respectivos Estados e Distrito Federal. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 7º O estabelecimento financeiro que infringir disposição desta lei ficará sujeito às seguintes penalidades, conforme a gravidade da infração e levando-se em conta a reincidência e a condição econômica do infrator: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art.
16 da Lei 9.017, de 1995)

I - advertência; (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) II - multa, de mil a vinte mil Ufirs; (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) III - interdição do estabelecimento. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art 8º - Nenhuma sociedade seguradora poderá emitir, em favor de estabelecimentos financeiros, apólice de seguros que inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto qualificado de numerário e outros valores, sem comprovação de cumprimento, pelo segurado, das exigências previstas nesta Lei.
Parágrafo único - As apólices com infringência do disposto neste artigo não terão cobertura de resseguros pelo Instituto de Resseguros do Brasil.

Art. 9º - Nos seguros contra roubo e furto qualificado de estabelecimentos financeiros, serão concedidos descontos sobre os prêmios aos segurados que possuírem, além dos requisitos mínimos de segurança, outros meios de proteção previstos nesta Lei, na forma de seu regulamento. Art. 10. São considerados como segurança privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços com a finalidade de: (Redação dada pela Lei nº 8.863, de 1994) I - proceder à vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas; II - realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro tipo de carga. § 1º Os serviços de vigilância e de transporte de valores poderão ser executados por uma mesma empresa. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 8.863, de 1994) § 2º As empresas especializadas em prestação de serviços de segurança, vigilância e transporte de valores, constituídas sob a forma de empresas privadas, além das hipóteses previstas nos incisos do caput deste artigo, poderão se prestar ao exercício das atividades de segurança privada a pessoas; a estabelecimentos comerciais, industriais, de prestação de serviços e residências; a entidades sem fins lucrativos; e órgãos e empresas públicas. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994) § 3º Serão regidas por esta lei, pelos regulamentos dela decorrentes e pelas disposições da legislação civil, comercial, trabalhista, previdenciária e penal, as empresas definidas no parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994) § 4º As empresas que tenham objeto econômico diverso da vigilância ostensiva e do transporte de valores, que utilizem pessoal de quadro funcional próprio, para execução dessas atividades, ficam obrigadas ao cumprimento do disposto nesta lei e demais legislações pertinentes. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994) Art. 11 - A propriedade e a administração das empresas especializadas que vierem a se constituir são vedadas a estrangeiros.

Art. 12 - Os diretores e demais empregados das empresas especializadas não poderão ter antecedentes criminais registrados. Art. 13. O capital integralizado das empresas especializadas não pode ser inferior a cem mil Ufirs. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Art. 14 - São condições essenciais para que as empresas especializadas operem nos Estados, Territórios e Distrito Federal: I - autorização de funcionamento concedida conforme o art. 20 desta Lei; e II - comunicação à Secretaria de Segurança Pública do respectivo Estado, Território ou Distrito Federal. Art. 15. Vigilante, para os efeitos desta lei, é o empregado contratado para a execução das atividades definidas nos incisos I e II do caput e §§ 2º, 3º e 4º do art. 10.
(Redação dada pela Lei nº 8.863, de 1994)

Art. 16 - Para o exercício da profissão, o vigilante preencherá os seguintes requisitos: I - ser brasileiro; II - ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos; III - ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau; IV - ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos desta lei. (Redação dada pela Lei
nº 8.863, de 1994)

V - ter sido aprovado em exame de saúde física, mental e psicotécnico; VI - não ter antecedentes criminais registrados; e VII - estar quite com as obrigações eleitorais e militares.

Parágrafo único - O requisito previsto no inciso III deste artigo não se aplica aos vigilantes admitidos até a publicação da presente Lei

Art. 17 - O exercício da profissão de vigilante requer prévio registro na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, que se fará após a apresentação dos documentos comprobatórios das situações enumeradas no artigo anterior. (Vide Medida
Provisória nº 2.184, de 2001)

Parágrafo único - Ao vigilante será fornecida Carteira de Trabalho e Previdência Social, em que será especificada a atividade do seu portador.

Art. 18 - O vigilante usará uniforme somente quando em efetivo serviço. Art. 19 - É assegurado ao vigilante:
I - uniforme especial às expensas da empresa a que se vincular; II - porte de arma, quando em serviço; III - prisão especial por ato decorrente do serviço; IV - seguro de vida em grupo, feito pela empresa empregadora.

Art. 20. Cabe ao Ministério da Justiça, por intermédio do seu órgão competente ou mediante convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados e Distrito Federal: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) I - conceder autorização para o funcionamento: a) das empresas especializadas em serviços de vigilância; b) das empresas especializadas em transporte de valores; e

c) dos cursos de formação de vigilantes; II - fiscalizar as empresas e os cursos mencionados dos no inciso anterior; Ill - aplicar às empresas e aos cursos a que se refere o inciso I deste artigo as penalidades previstas no art. 23 desta Lei; IV - aprovar uniforme; V - fixar o currículo dos cursos de formação de vigilantes; VI - fixar o número de vigilantes das empresas especializadas em cada unidade da Federação; VII - fixar a natureza e a quantidade de armas de propriedade das empresas especializadas e dos estabelecimentos financeiros; VIII - autorizar a aquisição e a posse de armas e munições; e IX - fiscalizar e controlar o armamento e a munição utilizados. X - rever anualmente a autorização de funcionamento das empresas elencadas no inciso I deste artigo. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994)

Parágrafo único. As competências previstas nos incisos I e V deste artigo não serão objeto de convênio. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

Art. 21 - As armas destinadas ao uso dos vigilantes serão de propriedade e responsabilidade: I - das empresas especializadas; II - dos estabelecimentos financeiros quando dispuserem de serviço organizado de vigilância, ou mesmo quando contratarem empresas especializadas. Art. 22 - Será permitido ao vigilante, quando em serviço, portar revólver calibre 32 ou 38 e utilizar cassetete de madeira ou de borracha.
Parágrafo único - Os vigilantes, quando empenhados em transporte de valores, poderão também utilizar espingarda de uso permitido, de calibre 12, 16 ou 20, de fabricação nacional.

Art. 23 - As empresas especializadas e os cursos de formação de vigilantes que infringirem disposições desta Lei ficarão sujeitos às seguintes penalidades, aplicáveis pelo Ministério da Justiça, ou, mediante convênio, pelas Secretarias de Segurança Pública, conforme a gravidade da infração, levando-se em conta a reincidência e a condição econômica do infrator: I - advertência; II - multa de quinhentas até cinco mil Ufirs: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) III - proibição temporária de funcionamento; e IV - cancelamento do registro para funcionar.
Parágrafo único - Incorrerão nas penas previstas neste artigo as empresas e os estabelecimentos financeiros responsáveis pelo extravio de armas e munições.

Art. 24 - As empresas já em funcionamento deverão proceder à adaptação de suas atividades aos preceitos desta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data em que entrar em vigor o regulamento da presente Lei, sob pena de terem suspenso seu funcionamento até que comprovem essa adaptação. Art. 25 - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data de sua publicação. Art. 26 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 27 - Revogam-se os Decretos-leis nº 1.034, de 21 de outubro de 1969, e nº 1.103, de 6 de abril de 1970, e as demais disposições em contrário.
Brasília, em 20 de junho de 1983; 162º da Independência e 95º da República.

JOÃO FIGUEIREDO Ibrahim Abi-Ackel

A ABIN - AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA
Decreto nº 4.376, de 13.09.2002

Dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência, instituído pela Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999,
DECRETA:

Art. 1º A organização e o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência, instituído pela Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999, obedecem ao disposto neste Decreto.
§ 1º O Sistema Brasileiro de Inteligência tem por objetivo integrar as ações de planejamento e execução da atividade de inteligência do País, com a finalidade de fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional. § 2º O Sistema Brasileiro de Inteligência é responsável pelo processo de obtenção e análise de dados e informações e pela produção e difusão de conhecimentos necessários ao processo decisório do Poder Executivo, em especial no tocante à segurança da sociedade e do Estado, bem como pela salvaguarda de assuntos sigilosos de interesse nacional.

Art. 2º Para os efeitos deste Decreto, entende-se como inteligência a atividade de obtenção e análise de dados e informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado. Art. 3º Entende-se como contra-inteligência a atividade que objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer natureza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que transitem.
(*) Art. 4º O Sistema Brasileiro de Inteligência é composto pelos seguintes órgãos:

I - Casa Civil da Presidência da República, por meio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM; II - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, órgão de coordenação das atividades de inteligência federal; III - Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, como órgão central do Sistema; IV - Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Federal, do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, do Departamento Penitenciário Nacional e do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, da Secretaria Nacional de Justiça;
(*) Inciso IV com redação dada pelo Decreto nº 5.525, de 25.08.2005.

V - Ministério da Defesa, por meio do Departamento de Inteligência Estratégica da Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, da Subchefia de Inteligência do Estado-Maior de Defesa, do Centro de Inteligência da Marinha, do Centro de Inteligência do Exército e do Centro de Inteligência da Aeronáutica;
(*) Inciso V com redação dada pelo Decreto nº 5.388, de 07.03.2005.

VI - Ministério das Relações Exteriores, por meio da Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais da Subsecretaria-Geral de Assuntos Políticos; VII - Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria-Executiva do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, da Secretaria da Receita Federal e do Banco Central do Brasil; VIII - Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria-Executiva; IX - Ministério da Saúde, por meio do Gabinete do Ministro de Estado e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA; X - Ministério da Previdência Social, por meio da Secretaria-Executiva; XI - Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Gabinete do Ministro de Estado; XII - Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria-Executiva; XIII - Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil; e XIV - Controladoria-Geral da União, por meio da Sub-Controladoria.
(*) Inciso XIV com redação dada pelo Decreto nº 5.525, de 25.08.2005.

Parágrafo único. Mediante ajustes específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da atividade de inteligência, as unidades da Federação poderão compor o Sistema Brasileiro de Inteligência.
(*) Art. 4º e Incisos, com redação dada pelo Decreto nº 4.878, de 06.11.2003 - D.O.U. de 07.11.2003.

Art. 5º O funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência efetivar-se-á mediante
articulação coordenada dos órgãos que o constituem, respeitada a autonomia funcional de cada um e observadas as normas legais pertinentes a segurança, sigilo profissional e salvaguarda de assuntos sigilosos.

Art. 6º Cabe aos órgãos que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência, no âmbito de suas competências:
I - produzir conhecimentos, em atendimento às prescrições dos planos e programas de inteligência, decorrentes da Política Nacional de Inteligência; II - planejar e executar ações relativas à obtenção e integração de dados e informações; III - intercambiar informações necessárias à produção de conhecimentos relacionados com as atividades de inteligência e contra-inteligência; IV - fornecer ao órgão central do Sistema, para fins de integração, informações e conhecimentos específicos relacionados com a defesa das instituições e dos interesses nacionais; e

V - estabelecer os respectivos mecanismos e procedimentos particulares necessários às comunicações e ao intercâmbio de informações e conhecimentos no âmbito do Sistema, observando medidas e procedimentos de segurança e sigilo, sob coordenação da ABIN, com base na legislação pertinente em vigor.

Art. 7º Fica instituído, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, o Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência, ao qual compete:
I - emitir pareceres sobre a execução da Política Nacional de Inteligência; II - propor normas e procedimentos gerais para o intercâmbio de conhecimentos e as comunicações entre os órgãos que constituem o Sistema Brasileiro de Inteligência, inclusive no que respeita à segurança da informação; III - contribuir para o aperfeiçoamento da doutrina de inteligência; IV - opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades ao Sistema Brasileiro de Inteligência; V - propor a criação e a extinção de grupos de trabalho para estudar problemas específicos, com atribuições, composição e funcionamento regulados no ato que os instituir; e VI - propor ao seu Presidente o regimento interno.
(*) Art. 8º São membros do Conselho os titulares dos seguintes órgãos:

I - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; II - Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; III - Secretaria Nacional de Segurança Pública, Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Federal e Departamento de Polícia Rodoviária Federal, todos do Ministério da Justiça; IV - Departamento de Inteligência Estratégica da Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, Centro de Inteligência da Marinha, Centro de Inteligência do Exército, Secretaria de Inteligência da Aeronáutica, todos do Ministério da Defesa; V - Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais da Subsecretaria-Geral de Assuntos Políticos, do Ministério das Relações Exteriores; VI - Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda; e VII - Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM, da Casa Civil da Presidência da República. § 1º O Conselho é presidido pelo Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que indicará seu substituto eventual. § 2º Os membros do Conselho indicarão os respectivos suplentes. § 3º Aos membros do Conselho serão concedidas credenciais de segurança no grau "secreto".

(*) Art. 8º e Incisos, com redação dada pelo Decreto nº 4.878, de 06.11.2003 - D.O.U. de 07.11.2003. (*) Art. 9º O Conselho reunir-se-á, em caráter ordinário, até três vezes por ano, na sede da ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente ou a requerimento de um de seus membros.

(*) Art. 9º com redação dada pelo Decreto nº 4.878, de 06.11.2003 - D.O.U. de 07.11.2003.

§ 1º A critério do presidente do Conselho, as reuniões extraordinárias poderão ser realizadas fora da sede da ABIN. § 2º O Conselho reunir-se-á com a presença de, no mínimo, a maioria de seus membros. § 3º Mediante convite de qualquer membro do Conselho, representantes de outros órgãos ou entidades poderão participar das suas reuniões, como assessores ou observadores. § 4º O presidente do Conselho poderá convidar para participar das reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos constantes da pauta. § 5º As despesas com deslocamento e estada dos membros do Conselho correrão à custa de recursos dos órgãos que representam, salvo na hipótese do § 4o- ou em casos excepcionais, quando correrão à custa dos recursos da ABIN. § 6º A participação no Conselho não enseja nenhum tipo de remuneração e será considerada serviço de natureza relevante.

Art. 10. Na condição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, a ABIN tem a seu cargo:
I - estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos, a serem produzidos pelos órgãos que constituem o Sistema Brasileiro de Inteligência, e consolidá-las no Plano Nacional de Inteligência; II - coordenar a obtenção de dados e informações e a produção de conhecimentos sobre temas de competência de mais de um membro do Sistema Brasileiro de Inteligência, promovendo a necessária interação entre os envolvidos; III - acompanhar a produção de conhecimentos, por meio de solicitação aos membros do Sistema Brasileiro de Inteligência, para assegurar o atendimento da finalidade legal do Sistema; IV - analisar os dados, informações e conhecimentos recebidos, com vistas a verificar o atendimento das necessidades de conhecimentos estabelecidas no Plano Nacional de Inteligência; V - integrar as informações e os conhecimentos fornecidos pelos membros do Sistema Brasileiro de Inteligência; VI - solicitar dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal os dados, conhecimentos, informações ou documentos necessários ao atendimento da finalidade legal do Sistema; VII - promover o desenvolvimento de recursos humanos e tecnológicos e da doutrina de inteligência, realizar estudos e pesquisas para o exercício e aprimoramento da atividade

de inteligência, em coordenação com os demais órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência; VIII - prover suporte técnico e administrativo às reuniões do Conselho e ao funcionamento dos grupos de trabalho, solicitando, se preciso, aos órgãos que constituem o Sistema colaboração de servidores por tempo determinado, observadas as normas pertinentes; e IX - representar o Sistema Brasileiro de Inteligência perante o órgão de controle externo da atividade de inteligência.

Parágrafo único. Excetua-se das atribuições previstas neste artigo a atividade de inteligência operacional necessária ao planejamento e à condução de campanhas e operações militares das Forças Armadas, no interesse da defesa nacional.

Art. 11. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de setembro de 2002; 181º da Independência e 114º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Tarso Ramos Ribeiro Geraldo Magela da Cruz Quintão Osmar Chohfi Alberto Mendes Cardoso

O que é ABIN e quais as suas funções ? É órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência - SISBIN, criada pela Lei 9.883, de 07/12/99, que tem a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar a atividade de Inteligência do País, cumprindo a política e as diretrizes traçadas nos termos da Lei que cria a Agência. Além de assessorar diretamente o Presidente da República nas questões de interesse do Estado e da sociedade, a ABIN trabalha em um universo específico, com a competência de: I - planejar e executar ações, inclusive sigilosas, relativas à obtenção e análise de dados para a produção de conhecimentos destinados a assessorar o Presidente da República; II - planejar e executar a proteção de conhecimentos sensíveis, relativos aos interesses e à segurança do Estado e da sociedade; III - avaliar ameaças, internas e externas, à ordem constitucional; IV - promover o desenvolvimento de recursos humanos e da doutrina de Inteligência, e realizar estudos e pesquisas para o exercício e o aprimoramento da atividade de Inteligência.

Existe preocupação do Estado com a proteção do conhecimento sensível?
Sim. No sentido de neutralizar as vulnerabilidades relativas à salvaguarda dos

conhecimentos sensíveis, a Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, desenvolveu o Programa Nacional de Proteção ao Conhecimento - PNPC, que visa a estabelecer, junto a instituições públicas e provadas, uma mentalidade de proteção aos conhecimentos sensíveis nacionais. O PNPC procura sensibilizar segmentos da sociedade brasileira sobre as ameaças ao desenvolvimento e à segurança nacionais, representadas pelas ações de espionagem em alvos econômicos, industriais e científico-tecnológicos. A implementação do Programa ocorre por meio de entrevistas de avaliação e visitas técnicas para elaboração de diagnósticos, palestras, treinamentos específicos e formação de multiplicadores.

INTELIGÊNCIA E CONTRA-INTELIGÊNCIA
Inteligência

Inteligência pode ser definida como "a atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de conhecimentos, dentro e fora do território nacional, sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado". Inteligência é arte, atividade especializada e organização. É processo inerente a quem planeja e decide. O mundo contemporâneo, marcado por constantes desafios, travados nos diversos campos das atividades humanas, principalmente no econômico, exige decisões rápidas e acertadas. A informação, sobretudo aquela que antecipa situações, representa poder e dinheiro. Assim, a Inteligência impõe-se como um importante instrumento para a análise e avaliação de fatos,situações e conjunturas; para a definição de cenários; para a identificação das oportunidades e das ameaças (dissimuladas ou veladas), além de fornecer dados que contribuam para a segurança das organizações, de seu patrimônio e da vida de seus integrantes. Tanto empresas, como o governo, estão cada vez mais preocupados com processos de pensamento. Então, é necessário focar nos ativos de vulnerabilidade, de forma sistêmica. É a chave para se defender, até porque muitas vezes não se sabe contra o que queremos nos defender. Pode ser apenas um grupo de valentões, pode ser contra uma célula terrorista. A inteligência é fundamental na determinação da ameaça e para traçar o caminho para chegar à proteção. Desde a mais remota antiguidade, e modernamente com maior intensidade, a Inteligência sempre se constituiu em uma ferramenta de extrema utilidade para Decisores Estratégicos, facultando a escolha da melhor opção diante das evoluções críticas da realidade que o mundo apresenta. Os Estados contemporâneos, diminuídos em seu papel, deixaram de proteger as entidades nacionais, lançando - as no universo das ameaças transnacionais e na obrigação de buscar o conhecimento diferenciado, que lhes garanta a sobrevivência e a competitividade. Neste ambiente, empresas e organizações, que pretendam se posicionar como global players, são obrigadas a contar com profissionais da Atividade de Inteligência, - que busquem, analisem, integrem e agreguem valor às informações, de maneira sistemática na forma de consultores ou em departamentos estruturados com essa finalidade. A Lei nº 9.883/99, que instituiu o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), criou a Abin como seu órgão central, e atribuiu a essa Agência a missão de planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência e contra-inteligência do

País, de modo a assessorar o Presidente da República com informações de caráter estratégico. A Lei determina que as atividades de inteligência deverão ser desenvolvidas com irrestrita observância dos direitos e garantias individuais, fidelidade às instituições e aos princípios éticos que regem os interesses e a segurança do Estado. E, mais importante, estabelece um mecanismo de controle externo das atividades da Abin, por meio de uma Comissão Parlamentar composta por membros da Câmara e do Senado. Assim, como acontece nas principais democracias do mundo, o legislador identificou a necessidade de um órgão de inteligência que atue em defesa do Estado e da sociedade. Por que então setores dessa sociedade parecem sempre olhar com desconfiança e antagonismo a Abin e as atividades desenvolvidas por esse órgão? Em primeiro lugar, parece-nos que por desconhecimento do trabalho conduzido pelo serviço de inteligência em uma democracia. No caso do Brasil, é importante registrar o trabalho da Abin na identificação de ameaças, como as relacionadas ao crime organizado e à segurança pública, na neutralização da espionagem estrangeira e ainda na constante vigilância contra a presença no Brasil de pessoas ou grupos que tenham qualquer vínculo com o terrorismo internacional. Cite-se ainda, o Programa Nacional de Proteção ao Conhecimento, que tem sensibilizado empresas públicas e privadas, universidades e centros de pesquisa, sobre as ameaças representadas pelas ações de espionagem em alvos econômicos, industriais e científico-tecnológicos. Uma outra causa da desconfiança para com a atividade de inteligência no Brasil deve-se àqueles que insistem em associar a Abin ao SNI. Ora, o último general deixou o poder em 1985, o SNI foi extinto há cerca de quinze anos, e aqueles que ali ocupavam qualquer posição de mando, há muito já se aposentaram. Comparar a Abin ao SNI é, no mínimo, um profundo desconhecimento a respeito da estrutura, funcionamento, quadros e significativas diferenças entre os dois órgãos. O ingresso na instituição hoje se dá por meio de concurso público, com novos quadros de analistas se formando a cada ano diga-se de passagem, uma geração que era criança quando o SNI foi extinto. A coisa se agrava quando toda e qualquer atividade de espionagem realizada no Brasil é atribuída a pretensos "agentes" da Abin. Finalmente, haverá sempre a ação de pessoas ou organizações interessadas em um serviço de inteligência brasileiro fraco, inexpressivo e sem credibilidade. E aí podemos relacionar organizações criminosas transnacionais, e também grupos interessados em ter acesso a conhecimentos sensíveis nas áreas em que o Brasil se destaca, em apoderar-se das riquezas de nossa biodiversidade, e mesmo impedir que nos tornemos competitivos internacionalmente. Se quisermos ocupar um papel de destaque no cenário internacional e garantir a preservação das instituições democráticas teremos que rever nossos conceitos sobre a Inteligência e tomar consciência da importância dessa atividade numa democracia. Nesse sentido, para que tenhamos um serviço de inteligência eficiente e útil aos interesses nacionais sé fundamental que seu órgão central, a Abin, receba a atenção e o devido respaldo das autoridades e também da população. As maiores democracias do mundo, sem exceção, possuem serviços de inteligência. E quanto mais desenvolvido o país, mais valor se dá aos órgãos encarregados dessa atividade. Em nações como o Canadá, a Grã-Bretanha e a Alemanha, a população e as autoridades governamentais valorizam e têm consciência da importância do trabalho realizado por seus serviços de inteligência, pois sabem que as democracias necessitam da atividade de inteligência para preservar informações sigilosas, identificar oportunidades e ameaças, reduzir a incerteza na tomada de decisões e apoiar setores vinculados à segurança interna e externa, à Defesa Nacional e à diplomacia. Por que com o Brasil seria diferente?

Claro que ainda há muito a ser aperfeiçoado em termos de atividade de inteligência no Brasil. A própria Abin passa por mudanças e, nesse sentido, a recente nomeação de um Diretor-Geral de carreira deve ser vista como algo positivo. Também muito salutar é a atuação da Comissão Mista de Controle da Atividade de Inteligência do Congresso Nacional, cujas atividades intensificaram-se no último ano, demonstrando a importância do controle externo do Poder Legislativo sobre as ações dos órgãos de inteligência e de seus agentes. Democracia é controle, por parte da sociedade e de seus legítimos representantes, dos órgãos de segurança. Em um cenário em que são reavaliados nossos valores e nossas instituições, é importante que se esteja atento também à atividade de inteligência. Alguém deve lucrar com um serviço de inteligência enfraquecido, ou mesmo inexistente. Certamente não é o Brasil nem a sociedade brasileira.

Serviços de Inteligência (entre outros)
- Varreduras Eletrônicas - Levantamento de Empresas - Antecedentes criminais - Cadastro de Pessoas Física e Jurídica - Perícia grafotécnica e datiloscópica - Acompanhamentos (com filme e foto) - Contra espionagem - Investigação de pessoas desaparecidas

Serviços de Inteligência é o mesmo que espionagem?

Não. Espionagem é a busca ou acesso não autorizado a dados, informações e outros conhecimentos sensíveis, ou seja, é o uso de práticas ilegais para a obtenção de dados e informações. São várias as técnicas utilizadas para a obtenção desses dados, que vão desde as mais sofisticadas até às triviais, e que pegam executivos desatentos por total falta de cultura/conhecimento da existência do problema, conforme é o caso do monitoramento do lixo das empresas, por exemplo. No entanto, quase toda a informação necessária a um profissional de inteligência pode ser coletada por meio do exame de informações públicas, por entrevistas e usando métodos éticos e legais. Além disso, a introdução de Sistemas de Inteligência Competitiva nas empresas tem mostrado que boa parte dessas informações já se encontra no âmbio da própria empresa, que podem ser obtidas a partir da montagem de um sistema capaz de capta-las e gerenciá-las.

Contra - Inteligência

Contra-Inteligência, por sua vez, é a atividade voltada à "neutralização da Inteligência adversa" - a qual pode ser tanto de governos como de organizações privadas.

As atividades de contra-Inteligência foram desenvolvidas e adaptadas a partir das técnicas aplicadas no meio militar e de Estado e, no seu sentido mais amplo, podem ser entendidas como sendo as que objetivam neutralizar as ações de espionagem. As ações de contra-inteligência buscam detectar o invasor, neutralizar sua atuação, recuperar, ou mesmo contra-atacar por meio da produção de desinformação. No que concerne específicamente ao âmbito empresarial, não basta focar somente ações e técnicas relacionadas ao estabelecimento das vantagens competitivas obtidas. Torna-se fundamental, também, a aplicação de técnicas e ferramentas para a manutenção dessas vantagens, incluindo a proteção do chamado conhecimento sensível. Com o fim de abranger todas as eventuais vulnerabilidades, as medidas de proteção devem contemplar ações nos mais variados segmentos das instituições,incluindo áreas e instalações, documentos e materiais, sistemas de informação e, principalmetne, as pessoas, o elo mais fraco e vulnerável da corrente. Tal nível de abrangência é fundamental para permitir redução das vulnerabilidades.

CONTRA ESPIONAGEM A Espionagem hoje é fator de preocupação das grandes organizações. Para combater a ação de pessoas ou grupo de pessoas agindo dentro ou fora da orgnização ou empresa, com a intenção de subtrair Documentos, dados Comerciais, de Produção, Carteira de Clientes, Contratos, situação Financeira, etc., é necessário à implantação de uma mentalidade de segurança, em todos os funcionários, o que pode ser conseguido através da realização de um ciclo de palestras, motivando os gestores e demais funcionários a adoção de medidas preventivas que podem dificultar uma ação de espionagem. Uma inspeção de segurança será sempre necessária visando avaliar os riscos e vulnerabilidades existentes e ao mesmo tempo determinar medidas de segurança objetivando neutralizar ações de espionagem. Deve-se ter em mente que haverá sempre alguém com interesse em alguma Informação da organização/ empresa. Para combate-lo é necessário o conhecimento de suas técnicas, para então poder aplicar as contra medidas adequadas a cada caso.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Os gabaritos encontram-se no final dos exercícios

01. "Barreiras Fixas ou Móvel Dobrável " advertem o condutor que ele deve: a) reduzir a velocidade para passagem de pedestre; b) aumentar a velocidade para dar passagem aos veículos de transporte coletivo; c) reduzir a velocidade para efetuar desvios seguros; d) aumentar a velocidade para descongestionar o trânsito; e) parar. 02. A colocação do espelho retrovisor do lado esquerdo da bicicleta justifica-se por: a) trânsito da bicicleta ser obrigatoriamente à esquerda; b) trânsito da bicicleta ser obrigatoriamente pela direita; c) ser dispensável o uso de dois espelhos retrovisores; d) permitir melhor visão do condutor; 03. A educação para o trânsito, como disciplina, será promovida: a) as alternativas se completem. b) nas escolas de terceiro grau; c) na escola de segundo grau; d) na pré-escola; e) na escola de primeiro grau; 04. A faixa destinada para a se fazer ultrapassagem e circular em maior velocidade é: a) a sinalizada com linhas amarelas. b) da esquerda; c) da direita; d) qualquer uma; e) a do centro; 05. A forma de sinalização existente que prevalece sobre as regras de circulação e

normas definidas por outros sinais de trânsito, são os gestos: a) dos passageiros de transporte coletivo. b) dos pedestres para executar a travessia da via; c) e sinais luminosos; d) dos condutores de veículos; e) do agente de trânsito; f) nda 06. A gestão do Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito - FUNSET cabe ao: a) Ministério dos Transportes. b) Ministério da Justiça; c) JARI; d) CONTRAN; e) DENATRAN; 07. A importância e o objetivo da sinalização está em informar aos usuários da via sobre: a) a existência de fiscalização constante. b) a situação do trânsito; c) a condição do veículo; d) condições da via, restrições impostas ao trânsito e obrigações e proibições no uso da via; e) a proibição de cometer atos de imprudência; 08. A inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta, implica em: a) aplicação das sanções previstas no Código; b) liberdade de trânsito; c) a e c estão corretas; d) não aplicação das sanções previstas no Códigos; e) julgamento pelo agente de trânsito. 09. A obrigação de sinalizar execução ou manutenção de obra ou de evento, é do: a) órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado; b) órgão ou entidade consultivo de trânsito do Estado; c) órgão ou entidade consultivo de trânsito do Município.

d) órgão ou entidade executivo de trânsito do Município; e) responsável pela obra ou evento; 10. A pena de detenção por homicídio culposo na direção de veículo automotor é agravada caso o agente: a) deixe de prestar socorro, quando possível, à vítima; b) quando, habilitado, estiver conduzindo veículo de passageiros; c) o pratique em faixa de pedestres ou na calçada; d) as alternativas se completam. e) não possua permissão para dirigir ou carteira de habilitação; 11. A penalidade da suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habitação para dirigir veículo automotor, tem a duração de : a) um ano a três anos; b) um ano a cinco anos; c) seis meses a dois anos; d) dois meses a cinco anos; e) três meses a um ano. 12. A preferância, nos cruzamentos sem sinalização, é para os veículos que: a) vierem pela rua mais larga. b) estiverem desenvolvendo mais velocidade; c) vierem pela esquerda; d) vierem pela direita; e) piscarem os faróis e buzinarem; 13. A prestação de socorro, em caso de acidente com vítima, é atenuante da punição: a) c e d estão corretas. b) é atenuante da medida administrativa; c) com vítima não há atenuante; d) é atenuante da multa; e) sim, é atenuante da ação criminal; 14. A ultrapassagem de outro veículos em movimento deverá ser feita pela ________, obedecida a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas no Código, exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à

_________________ . a) direita; esquerda; b) direita, direita; c) esquerda, esquerda; d) esquerda, direita; e) preferencial, esquerda. 15. A ultrapassagem pela contramão de direção em locais proibidos pela sinalização, será sempre infração: a) gravíssima; b) leve; c) gravíssima ou grave. d) média; e) greve; 16. A velocidade que permite ao condutor ter uma reação para evitar atingir um obstáculo, um pedestre ou outro veículo é a: a) máxima de 80 km/h, de acordo com a Legislação de Trânsito; b) metade da velocidade máxima; c) a velocidade é indiferente. d) compatível com a via onde está circulando; e) máxima permitida para a via onde está circulando; 17. Ao encontrarmos uma placa indicando travessia de pedestre, devemos: a) diminuir a velocidade; b) continuar acelerando o veículo; c) a travessia é responsabilidade do pedestre. d) parar o veículo; e) aumentar a velocidade; 18. Ao se aproximar de um cruzamento, o condutor deve: a) manter a mesma velocidade; b) reduzir a velocidade; c) acionar as luzes de emergência.

d) parar o veículo; e) aumentar a velocidade; 19. As áreas marcadas na pista onde a circulação de veículos deve ser evitada são chamadas de: a) marcação de áreas neutras; b) linhas de bordo; c) linhas proibidas. d) linha de retenção; e) faixa de travessia de pedestre; 20. As formas de sinalização viária previstas na legislação de trânsito são: a) luzes de pisca e emergência; b) faixas e cones; c) gestos, sons e barreiras, placas, luzes, marcas e marcos; d) triângulo de segurança e latas de fogo. e) triângulo de segurança e cones; 21. As lentes semafóricas utilizadas para ordenar movimento de pedestres, devem apresentar forma: a) oval; b) quadrada; c) circular; d) não tem forma definida. e) retangular; 22. As linhas seccionadas ou contínuas, as faixas para pedestres, os sinais e as palavras inscritas no solo são marcas que caracterizam a sinalização: a) vertical; b) por gestos; c) horizontal; d) viária. e) por barreiras; 23. As marcas inscritas sempre na cor branca antes de faixas de pedestres e cruzamentos com ciclovias, ferrovias e outras vias de uso rodoviário e que indicam aos condutores o

local limite onde deverão parar os veículos para cederem o direito de passagem os outros usuários da via, são chamadas de: a) linhas de segurança. b) linhas de retenção; c) linhas de estímulo à redução de velocidade; d) linhas de bordo; e) faixa de travessia de pedestres; 24. As marcas na cor branca que advertem os condutores da existência de movimentação de pedestres na área são chamadas de : a) linhas de retenção; b) linhas de bordo; c) faixa de segurança máxima. d) faixa de travessia de pedestres; e) linhas de estímulo à redução de velocidade; 25. As marcas que advertem aos condutores sobre a existência de local onde deverão redobrar a atenção ou de áreas reservadas a outros usuários da via chamam-se: a) faixas; b) símbolos; c) legendas; d) linhas; e) linhas de bordo. 26. As marcas utilizadas para reduzir pontos de conflitos entre fluxos de tráfegos em cruzamentos são chamadas de: a) marcação de áreas neutras; b) linhas de bordo; c) linhas de segurança. d) linhas de retenção; e) interseção em rótula; 27. As placas com as cores verde e amarela da Bandeira Nacional serão usadas por veículos de representação pessoal do (s): a) Presidente e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal;

b) Ministro de Estado, do Advogado-Geral da União, do Procurador Geral da República; c) Presidente e do Vice-presidente da República; d) as alternativa se completam. e) Presidente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados; 28. As placas de "Sentido de Circulação", de forma retangular, são classificadas como de: a) serviço. b) advertência; c) regulamentação; d) indicação; e) orientação; 29. As placas de sinalização têm por função: a) advertir e regulamentar; b) regulamentar e educar; c) indicar e educar; d) advertir e proibir. e) advertir, regulamentar e indicar; 30. As placas de sinalização, quanto à sua função, podem ser de : a) regulamentação e educativas; b) advertência e indicação; c) regulamentação e orientação; d) indicação e regulamentação; e) regulamentação, advertência e indicação. 31. As placas informativas da existência de sinalização terão como características: a) as alternativas se completam. b) orla intenta branca; c) fundo azul; d) legenda branca; e) orla externa azul; f) nda

32. Dar passagem a veículos de emergência sinalizado é: a) proibido a todo condutor; b) dever de todo condutor; c) apenas uma questão de cortesia; d) apenas uma forma de evitar acidentes; e) uma opção do condutor. 33. Dar passagem, pela esquerda, quando solicitado: a) é uma opção do condutor; b) só deve ser permitido quando se tratar de veículo de carga; c) é dever de todo condutor de veículo automotor. d) é apenas uma questão de educação do condutor; e) só deve ser permitido quando se tratar de motocicletas; 34. Dirigindo um veículo, ao se aproximar de um cruzamento com sinal luminoso, você observa que a luz vermelha está acesa. Neste caso, você deve: a) diminuir a velocidade e parar o veículo; b) observar o tráfego dos veículos e passar; c) frear bruscamente o veículo. d) aumentar a velocidade do veículo e passar; e) diminuir a velocidade do veículos e passar; 35. Dirigir com apenas uma das mãos e: a) proibido apenas para condutores recém-habilitados; b) permitido quando o condutor já tem experiência; c) permitido em qualquer situação; d) permitido quando o condutor faz sinais de braço ou mudança de marchas. e) proibido em qualquer situação; 36. É proibido a todo condutor de veículo: a) dar passagem, pela esquerda, quando solicitado; b) estacionar o veículo em qualquer avenida. c) parar par dar passagem a veículo precedido de batedor;

d) dirigir sem estar devidamente habilitado ou autorizado na forma da lei; e) parar antes de entrar em via preferencial; 37. É regra de segurança no trânsito: a) colocar o veículo mais à esquerda da via quando for entrar à direita; b) irritar-se com a conduta dos demais motoristas. c) manter acesas as luzes externas do veículo e utilizar farol alto nas vias com iluminação pública; d) guardar distância de seguimento entre o veículo que dirige e o que segue a sua frente; e) transitar com velocidade acima da permitida para a via , diante de escolas e onde haja movimentação de pedestres; 38. Em pista de aclive a preferência é do veículo: a) que sobe; b) de maior porte; c) é indiferente; d) que desce; e) de menor porte. 39. Estabelecer anualmente os temas e cronogramas das campanhas educativas é competência: a) do DETRAN; b) do CONTRAN; c) do Ministério da Educação e do Desporto. d) do DENATRAN; e) do CETRAN; 40. Estando em uma via urbana com iluminação pública, devemos: a) manter as luzes do veículo apagadas para facilitar a visão dos outros condutores; b) usar o farol alto desde o pôr-do-sol até o amanhecer; c) usar o farol baixo desde o pôr-do-sol até o amanhecer; d) manter acessas apenas as luzes dos faroletes para facilitar a visão dos outros veículos; e) usar o farol alto no período noturno e , opcionalmente, no diurno. 41. Linhas transversais inscritas na cor branca que através de efeito visual estimulam os condutores a reduzirem a velocidade, chamam-se linhas de estímulo:

a) aos condutores de veículos coletivos; b) à redução de velocidade; c) da travessia de pedestres; d) segurança viária. e) ao aumento de velocidade; 42. Marcas que delineiam a parte da pista destinada à circulação de veículos, separando-a do acostamento, chamam-se linhas: a) planas; b) limite; c) linhas férreas; d) de ônibus; e) de bordo. f) nda 43. Marcas que indicam locais pra circulação, parada ou estacionamento exclusivo de veículo específicos inscritas em áreas de estabelecimentos especiais, de embarque, desembarque de passageiros, cargas e estacionamento reservado a veículos específicos são chamadas de: a) marcação de áreas neutras; b) marcação de áreas reservadas; c) interseção em rótula; d) linhas de bordo. e) linhas de retenção; 44. Não são regras de segurança no trânsito: a) parar o veículo para embarque e desembarque de passageiros em locais onde o fluxo de trânsito for intenso; b) dirigir apenas com uma das mãos para evitar o cansaço; c) estacionar o veículo nas calçadas quando inexistir estacionamento; d) as alternativas se completam. e) aproveitar o congestionamento para falar no telefone celular; 45. Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível a utilização destes, a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com prioridades sobre os veículos, pelo __________ da pista, em fila __________, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida.

a) bordos, única; b) bordos, dupla; c) canteiros, única; d) canteiros, dupla; e) acostamento, dupla. 46. Nas vias internas pertencentes a condomínios constituídos por unidades autônomas, a sinalização de regulamentação da via será implantada e mantida, após aprovação dos projetos pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, pelo: a) órgão consultivo de trânsito do Estado. b) órgão executivo de trânsito do Município; c) órgão executivo de trânsito do Município; d) condomínio; e) órgão consultivo de trânsito do Município; 47. Nas vias rurais, quando não houver acostamento ou quando não for possível a utilização dele, a circulação de pedestres, na pista de rolamento, será feita da pista, em fila ________________, em sentido ______________ ao deslocamento de veículos, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida: a) bordos, única, igual; b) é indiferente. c) bordos, dupla, igual; d) bordos, única, contrário; e) bordos, dupla, contrário; 48. Num local sinalizado apenas com faixa de travessia de pedestre: a) mesmo sem pedestre sobre a faixa, o condutor é obrigado a parar o veículo; b) os veículos terão preferência de passagem desde que buzinem com antecedência; c) os veículos devem parar antes da faixa de travessia de pedestre se alguém estiver utilizando; d) o condutor deve dar um toque breve de buzina para apressar o pedestre; e) apenas os pedestres idosos e crianças têm preferência sobre os veículos. 49. O cinto de segurança é projetado para: a) diminuir a velocidade de seu veículo;

b) proteger os ocupante dos veículos em paradas súbitas e colisões; c) ser usado apenas em longos percursos; d) ser usado apenas nos bancos dianteiros. e) ser usado por duas pessoas ao mesmo tempo; 50. O cinto de segurança visa a garantir, em casos de acidente, que: a) todos os ocupantes do veículo não sejam lançados para a frente ou para fora d veículo; b) os ocupantes do veículo não sofrerão qualquer ferimento. c) apenas os ocupantes dos bancos da frente não seja lançados para a frente ou para fora do veículo; d) apenas o condutor não seja lançado para a frente ou para fora do veículo; e) apenas os ocupantes do banco de trás não sejam lançados para frente ou para fora do veículos; 51. O condutor de veículo comete uma infração de trânsito quando: a) obedece as ordens do agente de trânsito; b) deixa de cumprir qualquer determinação da Legislação de Trânsito; c) respeita a via preferencial. d) respeita a preferência do pedestre; e) obedece as placas de regulamentação; 52. O condutor poderá ultrapassar outro veículo pela direita quando: a) a via for de mão-única com retorno ou entrada à esquerda e o condutor do veículo que estiver à esquerda indicar, por sinal, que vai entrar para esse lado; b) a via for de mão-única com retorno ou entrada à direita e o condutor de veículo que estiver à direita indicar, por sinal, que vai entrar para esse lado; c) o veículo à frente estiver desenvolvendo baixa velocidade. d) a via for de mão-dupla com retorno à direita; e) a via for de mão-única com retorno ou entrada á direita; 53. O condutor que assume um comportamento não seguro é aquele que: a) as alternativas se completam. b) utiliza rádio com fones de ouvido (walk-mam), para evitar o stress do congestionamento; c) usa luz alta dos faróis nas vias com iluminação pública;

d) usa a buzina, à noite, para apressar o pedestre; e) transita em marcha-a-ré para fazer qualquer tipo de manobra; 54. O DENATRAN é órgão: a) normativo do Conselho Nacional de Trânsito; b) b, c estão corretas; c) executivo do Sistema Nacional de Trânsito; d) normativo do Sistema Nacional de trânsito; e) com jurisdição em todo o Território Nacional; 55. O registrador de velocidade e tempo é equipamento obrigatório pra os veículos: a) de transporte escolares; b) em geral; c) de transporte de passageiros com mais de dez lugares; d) de transporte de cargas de produtos perigosos; e) b, c e d estão corretas. 56. O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações: a) o condutor manterá acesos os faróis do veículos, utilizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos e iluminação pública; b) a troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto período de tempo, com o objetivo de advertir outros motoristas, só poderá ser utilizada para indicar a intenção de ultrapassar o veículo que segue à frente o para indicar a existência de risco à segurança para os veículos que circulam no sentido contrário; c) o condutor manterá acesas pelo menos as luzes de posição do veículo quando sob chuva , neblina ou cerração; d) nas vias não iluminadas o condutor deve usar lua alta, exceto ao cruzar com outro veículo o ao segui-lo; e) as alternativas se completam. 57. O uso do cinto de segurança é obrigatório, salvo em situações e veículos regulamentados pelo CONTRAN: a) em todas vias rurais; b) em todas vias urbanas; c) em todas as vias; d) em todas rodovias;

e) em todas estradas. f) nda 58. O veículo que tem prioridade de passagem quando devidamente sinalizado é: a) o de transporte coletivo de passageiros; b) a ambulância; c) o automóvel. d) o de transporte de carga; e) a motocicleta; 59. Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima permitida o trânsito, nas vias rurais, será de: a) noventa quilômetros por hora, pra ônibus e microônibus - nas rodovias; b) todas estão corretas. c) oitenta quilômetros por hora, para os demais veículos - nas rodovias; d) cento e dez quilômetros por hora para automóveis e camionetas - nas rodovias; e) sessenta quilômetros por hora - nas estradas; 60. Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima permitida para o trânsito, nas vias urbanas, será de: a) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras; b) todas estão corretas; c) oitenta, quilômetro por hora, nas vias de trânsito rápido; d) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais; e) trinta quilômetros por hora, nas vias locais; 61. Os "Marcos de Obstrução" têm por finalidade delimitar os espaços, na via: a) que indicam a realização de obras; b) que indicam que o trânsito dos veículos deve ser realizado pela faixa da direita; c) para circulação de veículos de carga; d) para obstrução do fluxo de pedestres. e) que indicam obstáculos ou situações de risco; 62. Os indicadores de mudança de direção do veículo são de uso obrigatório e devem ser usados:

a) somente à noite onde inexistir iluminação; b) todas as vezes que o condutor for mudar a direção do veículo, durante a noite e nos dias de visibilidade reduzida. c) somente quando houver neblina ou cerração; d) somente nas estradas onde inexistir sinalização de placas; e) somente à noite onde existir iluminação. 63. Os pára-choque, dianteiro e traseiro, não serão exigidos aos: a) tratores de esteiras; b) todas estão corretas. c) tratores de rodas e mistos; d) ciclomotores, motonetas, motocicletas, triciclos; e) quadricíclos; 64. Os pedestres têm preferência de passagem em relação aos veículos: a) somente quando se tratar de idosos e crianças. b) somente quando se tratar de deficiente físico; c) somente nas faixas de segurança; d) em qualquer situação; e) somente quando a luz vermelha do sinal estiver acesa; 65. Os sinais de trânsito classificam-se em: a) dispositivos de sinalização auxiliar e gestos do agente ou condutor; b) horizontais; c) luminosos e sonoros; d) verticais; e) as alternativas se completam. 66. Os veículos de carga devem dar preferência de passagem para: a) bicicletas; b) as alternativas se completam. c) os veículos de duas rodas (motocicletas) d) os veículos de tração animal;

e) os veículos de transporte de passageiros; 67. Para cruzar a pista de rolamento, o pedestre tomará precações de segurança, como: a) onde não houver faixa ou passagem, o cruzamento da via deverá ser feito em sentido perpendicular ao de seu eixo; b) nas faixas de pedestres sem foco de pedestres, aguardar que o semáforo ou o agente de trânsito interrompa o fluxo de veículos; c) nas faixas de pedestres com foco de pedestres, obedecer a indicação das luzes; d) nas interseções e em suas proximidades, onde não existam faixas de travessia, os pedestres devem atravessar a via na continuação da calçada; e) as alternativas se completam. 68. Para entrar em outra via, o condutor deve: a) sempre da preferência aos demais veículos. b) fazer o sinal indicativo e realizar a manobra com segurança; c) observar o sinal luminoso e realizar a manobra; d) dar um toque de buzina e realizar a manobra; e) parar o veículo para verificar as condições da via; 69. Para entrar em outra via, o condutor deve: a) fazer prevalecer sua prioridade sobre os pedestres. b) entrar na via rapidamente; c) ligar o indicador de direção e fazer a manobra com segurança; d) observar apenas o sinal luminoso (semáforo); e) parar o veículo, verificar o movimento dos outros veículos e acender os faróis altos; 70. Para sua segurança, o pedestre, nas estradas, deve transitar: a) preferencialmente ao acostamento; b) no mesmo sentido dos veículos, em fila única; c) de roupa clara, no mesmo sentido dos veículos. d) em qualquer sentido no acostamento; e) em sentido contrário ao dos veículos e em fila única, utilizando, obrigatoriamente, o acostamento onde existir; 71. Pena imposta ao motorista que causar lesões corporais não intencionais durante um acidente:

a) detenção de 6 meses a 2 anos; b) detenção de 6 meses a 1 ano; c) detenção de 1 a 2 anos; d) detenção de 2 meses a 1 ano. e) detenção de 2 a 4 anos; 72. Quando um condutor está dirigindo à frente de outro veículo e o mesmo pede passagem, o comportamento correto será: a) facilitar-lhe a passagem, pelo lado esquerdo da via; b) aumentar a velocidade; c) somente diminuir a velocidade; d) facilitar-lhe a passagem, pelo lado direito da via; e) facilitar-lhe a passagem, pelo lado direito ou esquerdo da via. 73. Quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da ________________________ destinadas ao deslocamento dos veículos mais ___________ e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da _____________, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade. a) esquerda, lentos, direita; b) esquerda, lentos, meio. c) esquerda, rápidos,direita; d) direita, lentos, direita; e) direita, rápidos, esquerda; 74. Quando uma via comportar duas ou mais faixas de trânsito e a da direita for destinada ao uso exclusivo de outro tipo de veículo, os ciclomotores deverão circular: a) em qualquer faixa; b) a e d estão corretas. c) pela faixa da esquerda; d) pela faixa adjacente a da direita; e) pelo acostamento; 75. Quando uma via de mão dupla for divida ao centro por duas linhas amarelas contínuas significa: a) proibido ultrapassar pela esquerda;

b) ultrapasse com cuidado. c) proibido ultrapassar nos dois sentidos; d) permitido ultrapassar nos dois sentidos; e) proibido ultrapassar pela direita; 76. Todo condutor não deve: a) ultrapassar outro veículo em movimento somente pela esquerda; b) fazer sinal regulamentar de braços quando for entrar para a direita ou esquerda; c) mostrar, sempre que solicitar pela autoridade de trânsito ou seus agentes, os documentos que forem exigidos por lei ou regulamentação; d) circular com o veículo devidamente identificado; e) parar o veículo em todos os cruzamentos. 77. Todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá: a) retomar, pós a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando a luz indicadora de direção do veículos ou fazendo gesto convencional de braço;s b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre uma distância lateral de segurança; c) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto convencional de braço; d) a e b estão correta; e) a, b e c estão corretas. 78. Todo condutor de veículo deve: a) usar a buzina para chamar alguém; b) parar sempre nas faixas de pedestres. c) fazer uso da luz baixa dos faróis no período noturno nas vias com iluminação pública; d) dar passagem, pela direita, quando solicitado; e) ultrapassar outro veículo em movimento somente pela direita; 79. Um cinto de segurança pode ser utilizado por: a) mãe e criança ao mesmo tempo; b) duas crianças ao mesmo tempo; c) mãe e criança até cinco anos, ao mesmo tempo. d) duas pessoas no banco traseiro, ao mesmo tempo;

e) somente uma pessoa; 80. Uma placa educativa é identificada pelas cores: a) branca e azul e formato redondo; b) amarela e preta e formato retangular. c) branca e amarela e formato retangular; d) branca e verde e formato quadrado; e) branca e preta e formato retangular;

GABARITO:
01-c 11-d 21-b 31-f 41-B 51-b 61-e 71-a 02-b 12-d 22-c 32-b 42-f 52-a 62-b 72-a 03-a 13-e 23-b 33-c 43-b 53-a 63-b 73-d 04-b 14-c 24-d 34-a 44-d 54-b 64-d 74-d 05-f 15-a 25-b 35-d 45-a 55-e 65-e 75-c 06-e 16-d 26-e 36-d 46-d 56-e 66-b 76-e 07-d 17-a 27-d 37-d 47-d 57-f 67-e 77-e 08-d 18-b 28-e 38-a 48-c 58-b 68-b 78-c 09-e 19-a 29-e 39-b 49-b 59-b 69-c 79-e 10-d 20-c 30-e 40-c 50-a 60-b 70-e 80-e

Olha aqui! Mais uma bateria de exercícios pra você.

01. Em todo o território nacional, os números de telefone de emergência do Corpo de Bombeiros e da Polícia, são, respectivamente: a) 190 e 198 b) 191 e 196 c) 192 e 194 d) 193 e 190 e) 199 e 196 02. Em caso de acidente no trânsito, a primeira atitude do socorrista deve ser: a) examinar as vítimas b) estancar a hemorragia c) chamar outros voluntários d) verificar sinais respiratórios e) sinalizar o local do acidente 03. Para facilitar providências de atendimento a acidentados, é importante que o socorrista forneça as informações seguintes: a) comércio lindeiro, veículos envolvidos e largura da via b) largura da via, local do acidente e tipo de pavimentação c) tipo de pavimentação, veículos envolvidos e largura da via d) local do acidente, veículos envolvidos e número de vítimas

e) número de vítimas, tipo de pavimentação e comércio lindeiro 04. A maneira correta de se estancar uma hemorragia externa em um membro superior é: a) fazer compressão local b) aplicar compressa quente c) aplicar compressa de gelo d) fazer lavagem com jato de água e) colocar pó de café sobre o ferimento 05- O conjunto de embreagem que está situado no sistema de transmissão está localizado: a) Entre o volante do motor e a caixa de mudanças de marchas. b) Entre o bloco do motor e a transmissão. c) Entre o motor e o diferencial. d) Entre a coluna de direção e os semi-eixos. 06- O que indica quando uma luz de advertência está acesa no painel de instrumentos: a) Excesso de velocidade. b) Sinal de problema em algum sistema do veículo. c) Problemas na pastilha de freio do veículo. d) Pneu furado. 07- Se ao acionar a embreagem, ela apresentar um chiado, o condutor deve: a) Procurar uma oficina especializada para verificar. b) Parar o carro imediatamente. c) Desconsiderar o problema. d) Verificar o motor e soltar o cabo de embreagem. 08- As vias são classificadas como: a) Arteriais e locais. b) Locais e rurais. c) Rurais e Urbanas. d) Centrais e provinciais. 09- A velocidade máxima nas vias urbanas são: a) Via arterial 60 Km/h e via de trânsito rápido 80 Km/h. b) Via arterial 80 Km/h e via de trânsito rápido 110 Km/h. c) Via arterial 40 Km/h e via de trânsito rápido 80 Km/h. d) Via arterial 40 Km/h e via de trânsito rápido 60 Km/h. 10- Em vias rurais o deslocamento do pedestre deve ser: a) No mesmo sentido dos veículos. b) No sentido que o pedestre escolher. c) No sentido contrário dos veículos. d) Pelos acostamentos fazendo uso de qualquer sentido. 11- O ponto de coletivo é indicado pela placa: a) Parada obrigatória. b) Área de parada. c) Ponto de parada. d) Embarque e desembarque. 12- Quanto aos sinais sonoros, ao ouvir um silvo breve do policial de trânsito, o condutor deve: a) Prestar atenção e seguir.

b) c) d)

Parar. Diminuir a marcha. Acender a lanterna.

13- Ao se aproximar de um cruzamento, o condutor deve: a) Parar o veículo. b) Manter a mesma velocidade e continuar seguindo. c) Aumentar a velocidade e continuar seguindo. d) Reduzir a velocidade do veículo. 14- A preferência dos cruzamentos que não possuem sinalização é: a) Dos que vierem pela direita. b) Dos que vierem pela esquerda. c) Dos veículos que estiverem em maior velocidade. d) Dos veículos que estiverem em menor velocidade. 15- Transitar na contramão, em vias de sentido duplo, trata-se de infração: a) Grave. b) Gravíssima. c) Média. d) Leve. 16- Efetuar conversão em locais proibidos é infração: a) Grave. b) Gravíssima. c) Média. d) Leve. 17- Conduzir de forma desatenta ou descuidada é infração: a) Grave. b) Gravíssima. c) Média. d) Leve. 18- CTB significa: a) Código de Trânsito Brasileiro. b) Código Nacional Brasileiro. c) Código Brasileiro de Trânsito seguro. d) Código Nacional Brasileiro de Trânsito. 19- A identificação dos veículos é feita pelo: a) Número de chassi e número de motor. b) Monobloco e identificação interna. c) Número de chassi ou monobloco e identificação externa. d) Número de motor ou identificação interna e externa. 20- Qual é o prazo máximo de transferência de propriedade de um veículo: a) 30 dias. b) 20 dias. c) 15 dias. d) 60 dias. 21- Os gestos dos motoristas podem ser: a) Maneira de se realizar conversões. b) Maneira auxiliar de indicar uma manobra rápida.

c) d)

Maneira de indicar uma manobra perigosa. Maneira de indicar uma manobra malfeita.

22- Os veículos são classificados por: a) Automotores e categorias. b) Tração, espécie e categorias. c) Automotores e espécie. d) Tração, passageiros e automotores. 23- Para certificado de Registro de Veículo haverá consulta ao: a) Detran. b) Denatran. c) Contran. d) Renavam. 24- Quanto à tração, os veículos são classificados em: a) Elétrico, propulsão humana, automotor, tração animal e reboque. b) Elétrico, propulsão humana, automotor e carga. c) Automotor, carga e passageiros. d) Passageiros, carga, automotor e misto. 25- Não pode ser considerada condição adversa de via: a) Via sem sinalização. b) Congestionamento. c) Via mal conservada. d) Via com declive acentuado. 26- Qual o melhor tipo de cinto de segurança? a) Cinto de um ponto. b) Cinto de três pontos. c) Cinto pélvico. d) Cinto torácico. 27- Ao ocorrer uma colisão com o veículo da frente, a responsabilidade é: a) Sempre de quem colide. b) Do condutor de veículo da frente. c) Dos dois condutores. d) De quem estiver de acordo com as regras de circulação. 28- Expedir a Carteira Nacional de Habilitação é atribuição: a) Do Departamento Brasileiro de Trânsito. b) Do Departamento Nacional de Trânsito. c) Do Departamento Estadual de Trânsito. d) Do Departamento Municipal de Trânsito. 29- Os Departamentos de Estradas e Rodagens são órgãos: a) Executivos do Sistema Nacional de Trânsito. b) Legislativos do Sistema Nacional de Trânsito. c) Dos municípios apenas. d) Dos estados apenas. 30- Segundo a CTB, via rural não pavimentada é a definição de: a) Rodovia. b) Estrada. c) Vias.

d)

Avenidas.

31- O extintor de incêndio é equipamento obrigatório: a) Para veículos automotores. b) Para motocicletas. c) Para veículos automotores e motocicletas. d) Para veículos automotores, motocicletas e bicicletas. 32- Fazem parte dos equipamentos obrigatórios dos veículos, exceto: a) Pára-choques. b) Pneus. c) Buzina. d) Rádio. 33- Uma via destinada apenas ao acesso às áreas restritas é chamada de: a) Via urbana. b) Via rural. c) Via local. d) Via principal. 34- As vias urbanas classificam-se em: a) Vias locais e principais. b) Vias locais, coletoras, arteriais e de trânsito rápido. c) Vias locais, vias principais e vias secundárias. d) Vias locais, coletoras, arteriais e secundárias. 35- A suspensão do direito de dirigir também poderá ocorrer quando o condutor atingir: a) 10 pontos. b) 20 pontos no prazo de 12 meses. c) 21 pontos no prazo de 6 meses. d) 15 pontos no prazo de 6 meses. 36- As infrações previstas no Código Brasileiro de Trânsito são de natureza: a) Gravíssima, grave, média e leve. b) Principal e secundária. c) Forte e fraca. d) Preocupantes e indevidas. 37- Deixar de usar o cinto de segurança é infração: a) Grave, passível de multa. b) Gravíssima, passível de multa. c) Leve. d) Média. 38- Qual o espaço mínimo que o condutor deve manter entre seu veículo e um ciclista ao ultrapassá-lo? a) 3,0 metros. b) 2,0 metros. c) 1,5 metros. d) 1,0 metro. 39- Para completar o nível de água da bateria, você coloca: a) Água destilada. b) Álcool. c) Gasolina.

d)

Diesel.

40- Qual é a função do catalisador? a) Filtragem dos gazes do motor que saem pelo cano de descarga. b) Retirar as impurezas do óleo. c) Formar a mistura explosiva ar-gasolina. d) Permitir a diminuição do calor do motor. 41- O defeito mais comum no carburador caracteriza-se por: a) Entupimento. b) Filtragem. c) Desgaste. d) Balanceamento. 42- A verificação do nível de óleo do motor deve ser feita: a) Com o veículo ligado. b) Com o motor do veículo quente. c) Com o veículo nivelado e com o motor frio. d) Somente pelo proprietário. 43- Na Inspeção de Segurança Veicular, qual dos equipamentos não precisa ser inspecionado: a) O sistema de freios ABS. b) O silenciador de ruído de explosão do motor. c) O triângulo. d) O som automotivo. 44- Transitar com veículo desligado ou desengrenado, em declive, é infração: a) Gravíssima. b) Grave. c) Média. d) Leve. Leia o texto abaixo para responder às questões de 45 a 52 Texto

A alegria de viver e a calma eram características de Zé do Carro. Sempre disposto, planejou mais uma viagem para o feriadão de 07 de setembro. Desta vez pretendia ir até o município de Conde, distante 189 km de Salvador. No veículo Kia GranBesta de sua propriedade, com capacidade para 16 passageiros, consultou o guia rodoviário e escolheu- o melhor caminho, calculando sua saída para as 05h, a fim de chegar antes das 08h de forma que desse tempo para fazer compras na feira. Apesar de tantos predicados, Zé do Carro era um motorista categoria B, bastante nervoso, que só dirigia descalço e sem camisa. Para complicar a situação, acordou tarde, saindo somente às 06h30min. Imaginou, então, aumentar a velocidade para chegar, pelo menos, antes das 08h30minutos. Não contava com a chuva forte, o grande movimento de veículos e os engarrafamentos, que tanto o irritavam, fazendo com que ziguezagueasse pela via com manobras perigosas, deslizando os pneus e transitando sempre acima de 100 km/h, nas vias arteriais, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h. No percurso, quando passava pela Av. Trava Tudo, notou que o motor do seu veículo começava a falhar, lembrou-se de que esquecera de efetuar a revisão de viagem e, o que é pior, esquecera de colocar combustível. O veículo parou na faixa da esquerda, e o buzinaço começou. Irritado, Zé saiu do veículo, após ligar o pisca alerta, e começou a ofender todos que passavam. Ao perceber a

aproximação de uma viatura da SET ficou mais calmo. Imediatamente, os agentes de trânsito o ajudaram a empurrar o veículo para um local seguro e passaram a fiscalizar o motivo da pane, e, por conseqüência, o veículo. Durante a abordagem, Zé apresentou ao agente de trânsito somente a CNH. Depois de ter colocado combustível e de ser liberado pelo agente de trânsito, seguiu viagem estressado. No caminho, aproveitou para efetuar o lanche que trouxera de casa, jogando o lixo pela janela do veículo, chegando ao destino às 09h55min.
45 - Analisando o texto, quanto à conduta de ter esquecido de efetuar a revisão do veículo, bem como de não abastecê-lo, é correto afirmar que Zé do Carro: A) cometeu duas infrações de trânsito. B) cometeu infração de trânsito ao não efetuar revisão de viagem. C) cometeu uma infração de trânsito ao permitir que faltasse combustível no veículo na via. D) cometeu uma infração de trânsito prevista no Código de Trânsito Brasileiro que acarreta apreensão do veículo. E) não cometeu infração de trânsito, pois a revisão de viagem e a falta de combustível são problemas particulares de cada um. 46 - Considerando o disposto no texto, o agente de trânsito verificou que a CNH de Zé do Carro era categoria B, portanto, ele: A) cometeu infração de trânsito pois sua categoria deveria ser E. B) cometeu infração de trânsito, pois sua categoria deveria ser A. C) cometeu infração de trânsito, pois sua categoria deveria ser C. D) cometeu infração de trânsito, pois sua categoria deveria ser D. E) não cometeu nenhuma infração de trânsito prevista no Código de Trânsito Brasileiro. 47 - "Apesar de tantos predicados, Zé do Carro era um motorista categoria B, bastante nervoso..." Considerando o trecho acima, a conduta do agente de trânsito foi: A) correta em todos os sentidos. B) correta mais deveria ter apreendido o veículo. C) incorreta, pois deveria reter e autuar o veículo. D) incorreta, pois deveria remover e reter o veículo, orientando o condutor. E) incorreta, pois deveria apreender o veículo, autuar e recolher a CNH de Zé. 48 - Considerando o disposto no texto, Zé do Carro cometeu, no total: A) três infrações de trânsito. B) seis infrações de trânsito. C) duas infrações de trânsito. D) cinco infrações de trânsito. E) quatro infrações de trânsito. 49 - Conforme o texto, diante da pane, Zé do Carro acionou o pisca alerta. Sua conduta foi: A) correta, porque estava chovendo. B) correta, porque estava em situação de emergência. C) incorreta, porque o pisca alerta serve apenas para neblina. D) incorreta, pois deve ser usado com o veículo em movimento. E) incorreta, pois o pisca alerta não deve ser utilizado na chuva. 50 - Conforme o texto, durante a viagem, Zé do Carro lanchou e atirou o lixo pela janela do veículo. Essa conduta é infração de trânsito: A) leve com perda de três pontos na CNH. B) grave com perda de cinco pontos na CNH.

C) média com perda de quatro pontos na CNH. D) gravíssima com perda de sete pontos na CNH. E) gravíssima com perda de cinco pontos na CNH. 51 - "...e transitando sempre acima de 100 km/h, nas vias arteriais, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h". Tomando por base o trecho acima e supondo que o veículo de Zé do Carro tenha sido fotografado pelo radar a 100 km/h, a infração praticada foi: A) leve com perda de três pontos na CNH, multa de R$53,20 e retenção do veículo. B) média com perda de quatro pontos na CNH, multa de R$85,13 e apreensão do veículo. C) gravíssima com perda de sete pontos na CNH, multa de R$574,62 e retenção do veículo. D) grave com perda de cinco pontos na CNH, multa de R$127,64 e suspensão do direito de dirigir. E) gravíssima com perda de sete pontos na CNH, multa de R$574,62 e suspensão do direito de dirigir. 52 - Baseando-se na questão anterior, e supondo que o veículo de Zé do Carro tenha sido fotografado pelo radar a 90 km/h, a infração praticada foi: A) grave com perda de cinco pontos na CNH e multa de R$127,64. B) leve com perda de três pontos na CNH, multa de R$53,20 e retenção do veículo. C) média com perda de quatro pontos na CNH, multa de R$85,13 e apreensão do veículo. D) gravíssima com perda de sete pontos na CNH, multa de R$574,62 e retenção do veículo. E) grave com perda de cinco pontos na CNH, multa de R$127,64 e suspensão do direito de dirigir.

GABARITO
01 D 26 B 51 E 02 E 27 A 52 A 03 D 28 C ** ** 04 A 29 A ** ** 05 A 30 B ** ** 06 B 31 A ** ** 07 A 32 D ** ** 08 C 33 C ** ** 09 A 34 B ** ** 10 C 35 B ** ** 11 C 36 A ** ** 12 A 37 A ** ** 13 D 38 C ** ** 14 A 39 A ** ** 15 A 40 A ** ** 16 A 41 A ** ** 17 D 42 C ** ** 18 A 43 D ** ** 19 C 44 C ** ** 20 A 45 C ** ** 21 B 46 D ** ** 22 B 47 E ** ** 23 D 48 B ** ** 24 A 49 B ** ** 25 B 50 C ** **

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Os gabaritos encontram-se no final dos exercícios

01 - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso: Nesta condição estará sujeito a pena de: a) detenção, de 1 (um) mês a 6 (seis) meses, ou multa. b) detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa, ou ambas as penas. c) detenção, de 2 (dois) mês a 1 (um) ano, ou multa, ou ambas as penas. d) detenção, de 1 (um) ano. 02 - Adquirir, receber ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte, estará sujeito a pena de: a) reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. b) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. c) reclusão, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa. d) reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. 03 - Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou simulando dívidas, estará sujeito a pena de: a) detenção, de 1 (um) mês a 6 (meses), ou multa b) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, ou multa c) detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa d) detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, ou multa 04 - Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento, estará sujeito a pena de: a) detenção, de 10 (dez) dias a 1 (um) mês, ou multa. b) detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa. c) detenção, de 20 (vinte) dias a 3 (três) meses, ou multa. d) detenção, de 30 (trinta) dias a 2 (dois) meses, ou multa. 05 - Enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor: I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada; II - entregando uma mercadoria por outra, estará sujeito a: a) detenção, de 1 (um) mês a 6 (seis) meses, ou multa. b) detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano, ou multa. c) detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, ou multa. d) detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. 06 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou inferioridade mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa, incorrerá em pena de:

a) reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. b) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa. c) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. d) reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 07 - Quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de ___________. a) 10 (dez) dias. b) 15 (quinze) dias. c) 20 (vinte) dias. d) 30 (trinta) dias. 08. "A" empregado de empresa pública, desvia, em proveito próprio, um computador da entidade, que lhe fora confiado em razão do emprego. "A" pratica: a) Receptação b) Apropriação indébita c) Furto d) Roubo e) Peculato 09. "A" fere e mata "B", por qualquer motivo, sem a finalidade de roubar; porém, após o homicídio consumado, subtrai coisas de "B". "A" pratica: a) Homicídio em concurso formal com furto. b) Latrocínio. c) Homicídio em concurso material com furto. d) Somente homicídio, pois este absorve o furto. 10. "A", funcionário público, em razão da função, recebe indevida vantagem, oferecida por "B", empresário, para praticar determinado ato de ofício. "A e B" cometem: a) O mesmo crime b) "B" é autor e "A" co-autor c) Crimes diferentes d) "B" autor intelectual e "A" autor material 11. "A", funcionário público, emprega na cobrança de imposto, meio gravoso, não autorizado em lei. "A" pratica: a) Contravenção de importunação ofensiva ao pudor b) Contravenção de perturbação de tranqüilidade c) Crime de usurpação de função pública

d) Crime de excesso de exação e) Crime de concussão 12. "H", síndico de instituição financeira em regime de falência, em documento proclama, porque do falido "J" recebeu dinheiro, que não houve qualquer ilícito perpetrado pelo mesmo "J": a) A conduta de "H" é criminalmente atípica. b) Crime a se reconhecer é o de falsidade ideológica na modalidade de inserir declaração falsa. c) "H" perpetra o crime do art. 14 da Lei 7492/86 (apresentação de declaração de crédito falsa). d) Há concurso formal dos crimes retromencionados na conduta de "H". 13. A punição do crime de peculato depende da qualidade: a) Do desempenho de cargo público à época do fato. b) De funcionário público em sentido estrito. c) De funcionário público, elementar do tipo, e não se comunica em nenhuma hipótese. d) De funcionário público e se estende a terceiro ciente dela, tratando-se de condição elementar. e) De funcionário público e não se estende a terceiro, embora ciente dela. 14. Agindo sozinho e sem emprego de arma, Paulo abordou Carlos e, mediante violência física, subtraiu-lhe o carro, mantendo-o amordaçado dentro do porta-malas. Levou-o consigo, medida necessária para garantir a subtração, restringindo-lhe assim, durante cerca de duas horas, a liberdade. Em tese, a conduta de Paulo configura: a) Um crime de roubo simples e um de seqüestro em concurso formal. b) Um crime de roubo simples, absorvido por este o seqüestro. c) Um crime de roubo simples e um seqüestro em concurso material. d) Um crime de roubo simples qualificado. 15. Aldísio, Capitão da PM, ao comandar uma blitz em uma das ruas do Rio, tem sua atenção despertada por dois ocupantes de um auto particular. Por informações de seus subordinados passa a suspeitar serem os mesmos co-autores de diversos assaltos a comerciantes da redondeza. Detidos para a averigüação, são os mesmos conduzidos à unidade militar a que pertence Aldísio e colocados em um xadrez, onde permanecem por 48 horas. Constantando-se depois não serem eles os autores dos assaltos, são os mesmos postos em liberdade. A conduta do Capitão Aldísio tipifica que espécie de delito? a) Cárcere privado b) Abuso de autoridade

c) Violência arbitrária e abuso de autoridade d) Sequestro e) Constrangimento ilegal 16. Alfredo destrói intencionalmente seu próprio automóvel com o intuito de receber o valor do seguro da companhia de seguros ABC. Descoberta a fraude, a legitimidade para a propositura de ação penal em face de Alfredo será da(o): a) Seguradora, pois foi a vítima do crime, que é de ação privada. b) Seguradora, somente se tiver havido pagamento do valor do seguro pela companhia, pois só assim terá esta sofrido efetivo prejuízo. c) Ministério Público ou da Seguradora, indistintamente, por tratar-se de hipótese de legitimação concorrente para a propositura de ação penal. d) Seguradora, se o Ministério Público, após o prazo legal para a propositura da ação, permanecer inerte. e) Ministério Público, se a seguradora não intentar a ação no prazo legal. 17. Antônio, servidor público, voltando para casa de ônibus, parado numa blitz, observa pela janela do coletivo que um motoqueiro, José, parado com sua moto, está escondendo algo num arbusto junto à pista de rolamento, com claro intuito de se precaver de eventual busca pessoal. José avança e consegue passar pela blitz sem ser revistado. Antônio aproveita a parada do ônibus e salta, dirigindo-se ao arbusto onde o objeto foi escondido. Ali, encontra um osciloscópio embalado em papel de jornal, com plaqueta identificando-o como patrimônio do Ministério da Comunicações. Antônio se apropria do osciloscópio e, um bar perto de sua casa, o passa ao amigo Manoel, para que o venda. Manoel vende o objeto e reparte o produto com o Antônio. A conduta de Antônio classifica-se como: a) Apropriação de coisa achada, porque o bem estava perdido. b) Peculato, porque, sendo servidor, apropriou-se de bem público. c) Apropriação indébita, porque, se legítima a iniciativa de buscar o bem, inverteu-se o título de sua posse, ao passar; Antônio, o bem a Manoel, para obter vantagem. d) Furto, porque, ainda que sendo servidor público, subtraiu bem público, em cuja posse se investiu por razão estranha ao seu cargo. e) Conduta penalmente irrelevante, porque, perdida, a coisa configurava "res nullius". 18. Arnóbio e Bernardo ingressam normalmente em uma loja de departamento. Bernardo subtrai uma pasta de um cliente desatento levando-a para sua residência, e ali, com o emprego de violência consegue abri-la e apropriar-se dos bens ali guardados (calculadora, canetas, talonário de cheques e dinheiro). Arnóbio, entretanto, permaneceu no interior da loja até o seu fechamento, escondido. Após subtrair diversos objetos de valor, arrebentando uma porta lateral, consegue evadir-se. É correto afirmar-se que: a) Arnóbio responderá por furto simples e Bernardo por furto qualificado. b) Ambos responderão por furto qualificado.

c) Arnóbio responderá por furto qualificado e Bernardo por furto simples. d) Ambos responderão por furto simples. e) Ambos responderão por roubo simples. 19. Arnóbio e Bernardo, alta hora da noite, em via pública, abordam Creso, travesti que acabara de deixar a boate em que trabalha, constrangendo-o mediante ameaça a acompanhá-los a um beco ermo nas proximidades. Ali, após subtrair-lhes alguns pertences de valor, obrigam-no a manter relações sexuais com o primeiro. Indique corretamente o(s) delito(s) realizado(s) por Bernardo: a) Furto qualificado em concurso com estupro b) Furto qualificado em concurso com constrangimento ilegal c) Roubo qualificado em concurso com estupro d) Somente roubo qualificado e) Roubo qualificado em concurso com atentado violento ao pudor 20. Arnóbio, tesoureiro de órgão público municipal, adrede ajustado com Bernardo, um mecânico de motores, seu vizinho, deixa aberto o cofre de sua repartição ao final do expediente. Bernardo, altas horas da noite, através de uma janela do segundo andar, ali ingressa e subtrai do interior do cofre vultosa quantia em dinheiro. É correto afirmar-se que: a) Ambos cometeram crime de furto qualificado. b) Arnóbio cometeu peculato e Bernardo furto qualificado. c) Ambos cometeram crime de peculato impróprio. d) Ambos cometeram crime de peculato próprio. e) Arnóbio cometeu apropriação indébita e Bernardo furto qualificado. 21. Artur (funcionário público) solicita dinheiro a Francisco para praticar ato de ofício. A proposta é repelida. Artur cometeu crime de: a) Tentativa de corrupção ativa b) Corrupção ativa c) Tentativa de corrupção passiva d) Corrupção passiva 22. Assinale a opção correta: a) O peculato somente admite o concurso de pessoas nas hipóteses previstas expressamente no artigo 312, § 1°, "in fine", e artigo 312, § 2° do Código Penal. b) O peculato somente admite o concurso de pessoas, quando o partícipe atuar como co-autor.

c) O peculato, por ser crime próprio, não admite o concurso de pessoas. d) O peculato admite toda e qualquer forma de concurso de pessoas. e) O peculato somente admite o concurso de pessoas quando o partícipe for funcionário público. 23. Astronauta, Cachorro Doido, Estremeleque e Melancia, cada qual empunhando um revólver, anunciaram um assalto no interior de uma residência, rendendo, sob ameaça de morte, o proprietário e um casal de visitantes. O casal foi levado para um quarto, onde permaneceu sob a mira da arma de Estremeleque, enquanto o proprietário se viu obrigado a acompanhar os demais bandidos pelos outros cômodos da casa, dos quais passaram a subtrair as coisas móveis que lhes interessavam. Entretando, Estremeleque resolveu estuprar a mulher, cujo marido, ante a iminência da violação sexual, reagiu e por isso foi assassinado pelo facínora que, em seguida, teve conjunção carnal com a viúva, ameaçada de morte caso não atendesse aos seus instintos bestiais. Quando os quatro marginais estavam prestes a saírem da casa, o proprietário, em defesa do seu patrimônio, reagiu, travando luta corporal com Melancia (com quem se encontravam vários dos objetos subtraídos), mas foi mortalmente atingido por um tiro desferido por Astronauta. Durante o processo, constatou-se que Cachorro Doido era doido mesmo, e, por isso, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito dos fatos. Verificou-se ainda, que Estremeleque fora definitivamente condenado, 3 anos antes, pela prática de crime militar próprio. Com relação ao texto e de acordo com a teoria finalista da ação, julgue os itens seguintes: a) Astronauta, Cachorro Doido e Melancia não são co-autores do homicídio e do estupro ocorridos no quarto. b) Houve latrocínio praticado em co-autoria pelos quatro marginais. c) Em face da reincidência, deve ser agravada a pena que for aplicada a Estremeleque. d) Ao disparar contra o proprietário da casa, Astronauta agiu em legítima defesa. e) Apesar da tipicidade e da ilicitude da conduta, Cachorro Doido deverá ser absolvido por força de causa excludente da culpabilidade. 24. Barnabé, funcionário público aposentado, solicitou de Desesperado a importância de R$ 1.000,00, a pretexto de influir para a aprovação de um projeto arquitetônico, alegando ser amigo pessoal de Tolerante, funcionário responsável pelo ato administrativo. Tolerante, cedendo o pedido de Barnabé, resolve aprovar o projeto, mesmo sabendo que tal ato representa infração a dever funcional. Com base nessa situação, julgue os seguintes itens: a) Desesperado cometeu o crime de prevaricação. b) Barnabé cometeu o crime de corrupção passiva, ao receber dinheiro de Desesperado para obter a aprovação do projeto. c) Tolerante responderá pelo crime de condescendência criminosa. d) A pena de Barnabé será aumentada, se restar provado que insinuou a Desesperado que a importância paga seria também destinada ao funcionário responsável pela aprovação do projeto. e) Barnabé cometeu, no momento em que recebeu a importância cobrada de

Desesperado, o crime de peculato doloso. 25. Condenado anteriormente à reforma da lei 7.204/84, o funcionário público perdeu o cargo público como efeito extrapenal da sentença, que transitou em julgado em 11/01/85. Ocorre aqui: a) Ultratividade independentemente. b) Abolitio criminis. c) Reintegração imediata ao antigo cargo, permanecendo as outras condições da decisão. d) Conjugação e ultratividade. e) Conflito aparente de normas. 26. É condição genérica da ação penal: a) A capacidade postulatória. b) Interesse processual. c) A legitimidade ad processum. d) A imparcialidade do juiz. e) A possibilidade jurídica do pedido. 27. Em processo por crime de furto ocorrido em maio de 1994, a denúncia foi recebida em 20 de junho de 1994 e a sentença condenatória, impondo a pena de um ano de reclusão, foi publicada em 23 de maio de 1995. Dela recorreu apenas o réu, que completou 70 anos de idade em 30 de novembro de 1996, sendo esta apelação julgada em 23 de maio de 1997. É de se reconhecer em que: a) Não ocorreu prescrição. b) Ocorreu a prescrição subseqüente ou intercorrente da pretensão punitiva. c) Ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva. d) Ocorreu a prescrição subseqüente ou intercorrente da pretensão executória. 28. Funcionário público que concorre para que terceiro subtraia dinheiro, valor ou bem que se achava sob a custódia da administração pública, em proveito próprio ou alheio, valendo-se da facilidade que lhe proporciona essa qualidade, pratica: a) Peculato culposo b) Peculato-furto c) Peculato-apropriação d) Peculato-desvio 29. José, sabedor que Manoel era portador de séria lesão cardíaca vendeu-lhe certa quantidade de cocaína, que foi usada por este o qual veio a falecer. O laudo médico determinou a causa mortis, como sendo parada cardíaca, em virtude de ingestão de

overdose de cloridrato de cocaína. Assinale o crime cometido por José: a) Tráfico de entorpecentes em concurso com homicídio simples b) Homicídio doloso c) Tráfico de entorpecentes em concurso com homicídio culposo d) Tráfico de entorpecentes e) Homicídio culposo 30. José, servidor alfandegário, sentindo-se pressionado pelo chefe imediato T, deixa passar grande quantidade de mercadorias estrangeiras que G desembarcara. G, posteriormente entrega a J um dos produtos assim liberados, e também a T: a) J e T, além da corrupção passiva, cometem facilitação ao descaminho. Irrelevante é o fato ulterior de G tê-los gratificado. b) J e T cometem o ilícito criminal definido na Lei 8.429/92 como ato de improbidade. c) J e T cometem corrupção passiva e G ativa. d) Só T comete corrupção passiva e facilitação ao descaminho e G, corrupção passiva. 31. Juntamente com o meliante "Gato", menor de 18 anos, os marginais Arnóbio, Brutus e Creso combinam praticar roubos em postos de gasolina e lojas de conveniência abertos de madrugada. Ao visitarem o primeiro estabelecimento, um frentista suspeita dos mesmos e comunica-se com a polícia. Dois deles, ao iniciarem o assalto a mão armada à loja de conveniência, são impedidos pela ação policial e presos em flagrante, enquanto dois outros logram evadir-se do local, sendo identificados posteriormente. Indique os delitos praticados pelos mesmos: a) Quadrilha ou bando armado combinado com tentativa de roubo qualificado b) Roubo qualificado em concurso com corrupção de menor c) Quadrilha ou bando armado d) Roubo qualificado e) Quadrilha ou bando armado combinado com roubo qualificado 32. Lívio, nas proximidades dos festejos juninos foi surpreendido por blitz policial de trânsito, nas imediações do Alto da Boa Vista, trazendo consigo no interior do porta-malas de seu veículo um balão de grande porte. Conduzido à DP local, Lívio alegou que pretendia vender a Caio, que o levaria para o exterior. Tipifique a conduta de Lívio. a) Art. 250 combinado com art. 14, ambos do CP. b) Conduta atípica. c) Art. 28 Parágrafo Único da LCP combinado com o art. 14 do CP. d) Art. 28, Parágrafo Único da LCP. e) Art. 26 da Lei 4.771/65.

33. Mário negociou a aquisição de um carro com Joaquim, dando como pagamento um cheque, tendo sido estabelecido entre ambos que o veículo e seus documentos só seriam entregues a Mário após a liquidação do título pelo banco sacado. Apresentado o cheque por Joaquim, foi ele devolvido por falta de fundos e por estar encerrada a respectiva conta corrente. Em tese, a conduta de Mário: a) Tipifica-se no art. 171, § 2º, VI do CP (fraude no pagamento por meio de cheque). b) É atípica. c) Tipifica-se no art. 171 "caput" do CP (estelionato consumado). d) Tipifica-se no art. 171 "caput" c.c14 doCP (tentativa de estelionato). 34. Marque a alternativa correta: a) Furto noturno é aquele cometido no período em que os moradores da localidade em que ele ocorreu, de acordo com os seus hábitos e costumes, encontram-se, normalmente, repousando. b) Furto noturno é a subtração de coisa alheia móvel cometida durante o período em que não ocorre a claridade solar, independentemente de qualquer horário previamente estabelecido. c) Furto noturno é aquele praticado no período compreendido entre às 22 horas e às 06 horas da manhã do dia seguinte e em local ermo. d) Furto noturno é aquele cometido durante o repouso noturno e em condições que não permitam ao sujeito passivo exercer vigilância sobre a coisa. e) Furto noturno é aquele praticado durante a noite. 35. Na tentativa de um crime, o Código Penal prevê a diminuição de um a dois terços da pena correspondente ao crime consumado. O critério fundamental para o Juiz efetuar tal redução é: a) Considerar gravidade do delito cometido. b) Levar em conta o "iter", ou o caminho percorrido pelo agente, na execução da tentativa. c) Ponderar a intensidade do dolo. 36. No crime de Furto(CP, art. 155), a cláusula - para si ou para outrem - é elemento: a) Subjetivo do tipo b) Circunstancial c) Subjetivo d) De aumento da pena 37. Nos crimes contra o patrimônio: a) Se um dos agentes quis participar de um furto, não assumindo o risco de que o comparsa viesse a cometer roubo, responderá apenas por furto, com a pena aumentada

de até a metade se o resultado mais grave fosse previsível. b) Se o marido subtrai as jóias de sua esposa na constância da sociedade conjugal, com o auxílio de um terceiro, este responderá por furto qualificado pelo concurso de agentes, ao passo que o marido da vítima estará isento de pena. c) Desde que não ocorra violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços. d) Segundo o entendimento predominante do STJ, o emprego de arma de brinquedo qualifica o crime. e) A expressão coisa alheia, incluída, por exemplo, na definição dos crimes de furto e roubo, indica o elemento normativo do tipo. 38. O peculato: a) Pode ser imputado a partícipe que, para a lei penal, não seja funcionário público. b) Pode não estar caracterizado, conforme entendimento dominante, quando o funcionário se apropria de dinheiro público apenas com a finalidade de usá-lo. c) Pressupõe a apropriação de um bem, não ficando caracterizada quando a conduta é de subtração. d) Tem como causa de aumento de pena o fato de o agente ser ocupante de cargo em comissão em sociedade de economia mista, cujo patrimônio seja lesado. e) Não está caracterizada, se o funcionário público demonstrar, simplesmente, que o bem apropriado não era público, mas sim, particular. 39. Paulo, funcionário público federal, furta diversos bens de uma autarquia federal. A competência para o processo e julgamento de Paulo será da Justiça: a) Federal, em decorrência tanto da qualidade do sujeito ativo quanto da do sujeito passivo da infração penal. b) Estadual, pois o crime não atingiu o patrimônio da União, e sim da autarquia, que tem personalidade jurídica distinta. c) Estadual, por se tratar, de furto, delito que não se inclui entre aqueles de competência da Justiça Federal. d) Federal, em virtude exclusivamente, da qualidade do sujeito passivo da infração penal. e) Federal, em virtude, exclusivamente, da qualidade do sujeito ativo da infração penal. 40. Ygor, servidor público, inadvertidamente não tranca o cofre, que era seu dever vigiar, e, disto, acontece subtração de numerário por terceiro não servidor público: a) Há peculato culposo na modalidade da culpa consciente. b) Há dolo eventual. c) Não há crime.

d) Há extinção da punibilidade se, a qualquer tempo, Y repõe à Administração o numérico furtado. e) Há peculato culposo na modalidade da culpa inconsciente.

GABARITO:
01-b 11-d 21-d 31-a 02 - a 12-c 22-d 32-e 03 - c 13-d 23-c 33-b 04 -b 14-d 24-d 34-a 05 -d 15-b 25-c 35-b 06 -a 16-c 26-c 36-a 07 - b 17-d 27-b 37-f 08-e 18-c 28-b 38-c 09-a 19-e 29-d 39-e 10-c 20-c 30-a 40-e

Olha aqui! Mais uma bateria de exercícios pra você.

01 - A expedição da autorização do registro de Arma de Fogo, será concedida, ou recusada com a devida fundamentação, no prazo de_______________, a contar da data do requerimento do interessado. a) 5 (cinco) dias úteis b) 15 (quinze) dias úteis c) 30 (trinta) dias úteis d) 60 (sessenta) dias úteis 02 - O certificado de Registro de Arma de Fogo, tem validade: a) Em todo o território nacional b) Somente no município onde reside o portador c) Somente no Estado em que reside o portador d) n.d.a 03 - O certificado de Registro de Arma de Fogo, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo: a) Podendo circular com ela livremente b) exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio c) exclusivamente no interior da empresa d) exclusivamente no interior de sua residência mas, desmuniciada de projéteis 04 - O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela ___________e será precedido de autorização do Sinarm. a) Polícia Civil Estadual b) Prefeitura Municipal c) Secretaria da Segurança Estadual d) Polícia Federal 05 - Os requisitos para se ter o registro de armas de fogo, deverão ser comprovados periodicamente, em período não inferior a: 3 (três) anos a) 6 (seis) meses b) 1 (um) ano c) 2 (dois) anos d) 3 (três) anos

06 - Os registros de propriedade, expedidos pelos órgãos estaduais, deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de: a) 3 (três) anos b) 4 (quatro) anos c) 5 (cinco) anos d) 6 (anos) anos 07 - É permitido o porte e uso de armas de fogo aos integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de ______________________habitantes, nas condições estabelecidas em Lei. a) 200.000 (duzentos mil) b) 300.000 (trezentos mil) c) 500.000 (quinhentos mil) d) 700.000 (setecentos mil) 08 - Aos residentes em áreas rurais, que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar, será autorizado, na forma prevista na Lei, o porte de arma de fogo na categoria _______. a) "esportista". b) "empresário rural". c) "segurança pessoal". d) "caçador". 09 - O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá por crime, se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo, acessórios e munições que estejam sob sua guarda, nas primeiras ________________depois de ocorrido o fato. a) 12 (doze) horas b) 18 (dezoito) horas c) 20 (vinte) horas d) 24 (vinte e quatro) horas 10 - Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa, estará sujeito a pena de: a) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano b) detenção, de 1 (um) e multa c) detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa d) detenção, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa 11 - Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade, estará sujeito a pena de: a) detenção, de 6 (seis) meses e multa. b) detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. c) detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. d) detenção, de 2 (dois) anos. 12 - Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar, estará sujeito a pena de: a) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa

b) reclusão, de 3 (três) a 4 (quatro) anos, e multa c) reclusão, de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos, e multa d) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa 13 - Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime, estará sujeito a pena de: a) reclusão, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano. b) reclusão, de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses, e multa. c) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) meses. d) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 14- Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, estará sujeito a pena de: a) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa b) reclusão, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa c) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa d) reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa 15 - Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a qualquer título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade competente, estará sujeito a pena de: a) reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa b) reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa c) reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa d) reclusão de 5 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa 16 - É vedado ao menor de ____________anos (cidadão civil) adquirir arma de fogo: a) 18 (dezoito) b) 21 (vinte e um) c) 22 (vinte e dois) d) 25 (vinte e cinco) 17 - Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão, sob pena de responsabilidade penal, no prazo de __________________, solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse, pelos meios de prova em direito admitidos. a) 180 (cento e oitenta) dias b) 200 (duzentos) dias c) 240 (duzentos e quarenta) dias d) 1 (um) ano. 18 - O transporte de numerário será obrigatoriamente efetuado em veículo especial da própria instituição ou de empresa especializada, para suprimento ou recolhimento do movimento diário dos estabelecimentos financeiros: a) em montante superior a dez mil Ufirs b) em montante superior a vinte mil Ufirs c) em montante superior a vinte e cinco mil Ufirs d) em montante superior a cinquenta mil Ufirs 19 - Em veículo comum, o transporte de numerário poderá ser efetuado, com a presença

de dois vigilantes. a) entre dois mil e cinco mil Ufirs b) entre cinco mil e dez mil Ufirs c) entre sete mil e dez Ufirs d) entre sete mil e vinte mil Ufirs 20 - Um dos requisitos básicos, para o exercício da profissão, de vigilante é: a) ter idade mínima de 18 (dezoito) anos; b) ter idade mínima de 20 (vinte) anos; c) ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos; d) ter idade mínima de 25 (vinte e cinco) anos; 21 - Um outro requisito básico, para o exercício da profissão, de vigilante é: a) ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau; b) ter instrução correspondente à sétima série do primeiro grau; c) ter instrução correspondente à oitava série do primeiro grau; d) ter instrução correspondente ao segundo grau completo; 22 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência ficará sujeito a pena de: a) reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa b) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa c) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa d) reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa 23 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa, ficará sujeito a pena de: a) reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa b) reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa c) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa d) reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa 24 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate, ficará sujeito a pena de: a) reclusão, de 5 (cinco) a 10 (dez) anos b) reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos c) reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos d) reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos 25 - Com relação ao seqüestro, se o mesmo dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha, a pena será de: a) reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos. b) reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. c) reclusão, de 12 (doze) a 20 (vinte) anos. d) reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. 26 - Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro, estará sujeito a: a) reclusão, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa b) reclusão, de 1 (um) e multa c) reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa

d) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa 27 - Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia, estará sujeito a pena de : a) detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa b) detenção, de 1 (um) ano e 10 (dez) meses, e multa c) detenção, de 2 (dois) anos e multa d) detenção, de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses, e multa 28 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, poderá ser penalizado com: a) detenção, de 6 (seis) meses, ou multa. b) detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa c) detenção, de 1 (um) a 10 (dez) meses, ou multa d) detenção, de 1 (um) ano, ou multa 29 - Alterar, sem licença da autoridade competente, o aspecto de local especialmente protegido por lei, poderá ser penalizado com: a) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, ou multa. b) detenção, de 8 (oito) meses a 1 (um) ano, ou multa. c) detenção, de 10 (dez) meses a 1 (um) ano, ou multa. d) detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa. 30 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou inferioridade mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa, estará sujeito a: a) reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. b) reclusão, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa. c) reclusão, de 3 (três) a 4 (quatro) anos, e multa. d) reclusão, de 4 (quatro) a 6 (seis) anos, e multa. 31 - Diante de um acidente com vítima, você toma a seguinte atitude: a) passa sem parar para não se envolver b) aguarda alguém chamar o socorro c) continua a viagem, pois não sabe aplicar primeiros socorros d) aciona o Corpo de Bombeiros 32 - Ocorreu um acidente e você vai telefonar para solicitar socorro especializado. No momento da ligação, deve-se informar, principalmente: a) local exato e nome dos parentes da vítima b) tipo de acidente e residência da vítima c) residência da vítima e nome dos seus parentes d) local exato e tipo de acidente 33 - De acordo com o artigo 176 do Código de Trânsito Brasileiro, o condutor, envolvido em acidente com vítima, deverá: a) socorrer a vítima e manter o veículo no local do acidente b) socorrer a vítima e apresentar-se à autoridade policial c) evadir-se do local do acidente e apresentar-se à autoridade de trânsito d) apresentar-se à autoridade policial e manter o veículo no local do acidente 34 - Em um acidente de trânsito com vítima, você não deve tomar a seguinte atitude:

a) recusar a colaboração de outras pessoas b) usar os conhecimentos básicos de primeiros socorros c) transmitir confiança e segurança aos acidentados d) improvisar se necessário 35 - Em caso de parada cardíaca, devemos: a) verificar a pulsação e a temperatura b) fazer a massagem cardíaca c) medir a temperatura d) verificar a pulsação 36 - A vítima apresenta osso quebrado e rompimento da pele, o que leva a suspeitar que haja uma fratura do seguinte tipo: a) sem deslocamento b) com deslocamento c) aberta d) fechada 37 - Se um acidentado apresentar um pedaço de metal cravado no peito, para socorrê-lo, você deve: a) extrair o pedaço de metal e colocar algodão para estancar b) retirar o pedaço de metal e chamar o médico c) aguardar a remoção do acidentado sem retirar o pedaço do metal d) retirar o pedaço de metal e estancar o sangue 38 - O acessório de uso não obrigatório e que tem como função diminuir o impacto do corpo do condutor com o veículo, em caso de acidente, é: a) banco reclinável b) encosto de cabeça c) cinto de segurança d) air bag 39 - Como medida de prevenção para evitar o contágio pelo vírus da AIDS, ao prestar socorro a um acidentado com feridas, o socorrista deverá: a) lavar as mãos após manipular os ferimentos b) utilizar gaze para limpar os ferimentos c) colocar ataduras nas feridas d) usar luvas descartáveis 40 - Em acidente envolvendo motociclista, o procedimento adequado é: a) aguardar socorro especializado, não removendo o capacete b) mudar a posição do motociclista para acomodá-lo melhor c) remover o capacete para que respire melhor d) remover o capacete somente se estiver sentindo muita dor

GABARITO
01 - C 06 - A 11 - B 16 - D 21 - A 26 - C 31 - D 02 - A 07 - C 12 - A 17 - A 22 - D 27 - A 32 - D 03 - B 08 - D 13 - D 18 - B 23 - D 28 - B 33 - B 04 - D 09 - D 14 - D 19 - D 24 - B 29 - D 34 - A 05 - D 10 - C 15 - C 20 - C 25 - C 30 - A 35 - B

36 - C

37 - C

38 - D

39 - D

40 - A

Para não esquecer !

Por que devemos sinalizar o local de um acidente? Para alertar outros motoristas sobre a existência de um perigo, antes mesmo que tenham visto o acidente. Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos manter o tráfego fluindo por vários motivos. Para a vítima, o motivo mais importante é: Possibilitar a chegada mais rápida de uma equipe de socorro Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma avenida com velocidade máxima permitida de 60 quilômetros por hora, em caso de acidente? 60 passos largos ou 60 metros. Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma rua com velocidade máxima permitida de 40 quilômetros por hora, em caso de acidente? 40 passos largos ou 40 metros Você está medindo a distância para sinalizar o local de um acidente, mas existe uma curva antes de completar a medida necessária. O que você deverá fazer? Iniciar novamente a contagem a partir da curva Em relação às condições adotadas durante o dia, a distância para sinalizar o local de um acidente à noite ou sob chuva deverá ser: Dobrada com a utilização de dispositivos luminosos. Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato de seu conteúdo deverá ser: Dirigido para a base das chamas, com movimentos horizontais na forma de um leque. O extintor de incêndio de um veículo deve ser recarregado sempre que: O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo de validade. O extintor de incêndio de um veículo sempre deverá estar posicionado: Em um local de fácil acesso para o motorista, sem que ele precise sair do veículo. Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros Socorros relacionados aos acidentes de trânsito? Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um acidente de trânsito. Para que você possa auxiliar uma vítima em um acidente de trânsito é necessário: Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos sobre o que fazer e o que não fazer nestas situações. Se após um acidente de trânsito, você adotar corretamente algumas ações iniciais mínimas de socorro, espera-se que: Os riscos de ampliação do acidente ficam reduzidos.

Uma boa seqüência no atendimento ou auxílio inicial em caso de acidente é: 1. recobrar a calma; 2. garantir a segurança inicial, mesmo parcial; 3. pedir socorro. Considerando a seqüência das ações que devem ser realizadas em um acidente antes da chegada dos profissionais de socorro, podemos afirmar: Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar para ações anteriores para completá-las, melhorá-las ou revisá-las. Respirar profundamente algumas vezes, observar o seu próprio corpo em busca de ferimentos e confortar os ocupantes do seu veículo, são providências que devem ser tomadas para: Recobrar a calma. Você pode assumir a liderança das ações após um acidente automobilístico: Sentindo-se em condições, e até a chegada do profissional que deverá prestar o socorro. Você sabe quais as providências iniciais que devem ser tomadas em um acidente. Quais maneiras abaixo são mais adequadas na tentativa de assumir a liderança? Sempre motivar a todos, elogiando e agradecendo cada ação bem sucedida Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos Bombeiros, SAMU-Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Polícia, são: Bombeiro: 193, SAMU: 192 e Polícia: 190 Como proceder diante de um motociclista acidentado? Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça pode agravar uma lesão da coluna. Por que é importante termos algum treinamento em Primeiros Socorros? Porque são diversas as situações em que uma ação imediata e por vezes simples, pode melhorar a chance de sobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com graves seqüelas. Por que é importante freqüentarmos um curso prático se quisermos aprender Primeiros Socorros? Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na presença de um instrutor para que possamos realizar as ações de socorro de forma correta. Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser ministrado por um instrutor qualificado". Com esta afirmação podemos considerar que: Um instrutor qualificado está preparado para nos ensinar técnicas atuais e corretas em Primeiros Socorros. Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando é aconselhável que: Utilize uma luva de borracha ou similar Quais são os aspectos que você deve ter em mente ao fazer contato com a vítima? Informar, ouvir, aceitar e ser solidário Em que situação e como você deve soltar o cinto de segurança de uma vítima que sofreu um acidente? Quando o cinto de segurança dificultar a respiração, solte-o sem movimentar o corpo da vítima. Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das orelhas é procedimento para: Impedir que a vítima movimente a cabeça.

O que você pode fazer para controlar uma hemorragia externa de um ferimento? Fazer uma compressão no local do ferimento com gaze ou pano limpo. Qual é o procedimento inicial mais adequado, se você não estiver treinado e encontrar uma vítima inconsciente (desmaiada), após acidente de trânsito? Ligar novamente para o serviço de emergência, se a ligação já tiver sido feita, completar as informações e depois indagar entre as pessoas que estão no local, se existe alguém treinado e preparado para atuar nesta situação. Que atitude você deve tomar quando uma vítima sai andando após um acidente? Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o socorro em local seguro. As lesões da coluna vertebral são algumas das principais conseqüências dos acidentes de trânsito. O que fazer para não agravá-las? Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profissional. Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo, antes da chegada do socorro profissional? Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros riscos evidentes. Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que: É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em caráter de exceção.

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