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_Aicbetzagdc: a (Gesjaprencizogem dos fungoes da escrta BT escola ensina-the que, ao contro, a situago de protugo de texto escrito é ou ‘uma situagao de demonstracdo de suas habilidades de grafar as palavras que the foram ensinadas ou, em etapa mais avangada do processo de alfabetizagio, de demonstragao da eapacidade de usar a escita com aquelas fungSes consagradas pela escola, uma eserita que devolva a essa escola o discurso gue ela impSe. ( resultado € que processo de aquisicZo da lingua escrita, na escola, 6, desde o primeiro momento, um processo de desaprendizagem da escrita com as fungdes de interagio autor/leitor, de intersubjetividade, ¢ de aprendizagem de ‘uma escrita que, em vez de interagio, é reprodugio de um modelo escolar de texto, é“presiagao de contas” do autor a um letor que nada mais espera sendo reeonhecer, no texto prodizido, esse modelo; que, em vez de possbilidade de intersubjetividade 6, ao contro, nga da subjtividade de autor lito, porque um ¢ outro se negam como siyeitas, na escrita/leitura do texto. Varias pesquisa tém mostrado como. apés a escolarizagio de ensino basico e até 5 ‘meSmBBEREMpeior,o aluno demonstra. | #2 imowete os. pots Ce TERME a a cocoleimpte | Sette rnc forheauce (exemplos sdo Lemos, 1977, Osakabe, 1977, | interessados em estuclas sobre 0 uso Rocco, 1981, Pécora, 1983, Almeida, 1986). da Tingua escrita passaram a dispor ssa “effeela” da escola em Jevar oaluno a_ | 4° %™ smplo corms par ane, (deslaRMMMRMgss da escrit,“eficitn= | teen Ne Bee avon ¢ cia” que se evidencia desde a afabetizagao, | tiveos aqui etados so aguas mostra que 05 estudos sobre a aquisigto da | exeuplos dws pros. Hingua eserta no podem limitar-se aos as- pectos estruturais, como tem ocorido; lo urgentes estudos sob una perspectiva Funcional, ue testem as hipGteses aqui propostas: a hipétese de que, em clases ‘sociais diferentes, so também diferentes as funcGes atribuidas ao uso da lingua, © essas diferengas repercutem na percepso que tém da linguagem escolar, tanto bal quanto eserita, eiangas pertencentesu clases sociais diferentes: ea hipétese de que essas diferengas de classe quanto as fungdes da escrita se refletem no uso da eserita por criangas em processo de alfabetizago. ‘Se estudos sociolingiifsticos sob uma perspectiva es¢rutural tém mostrado como a escola difieulta 0 processo de aguisicso da lingua escrta pela erianga pertencente 3s eamadas populares, estudos sociolingsticos sob uma perspeciva funcional denneiarSo 0 processo de desaprendizagem dus veradeiras fungBes ‘da eserita que a escola impée, partcularmente a essa crianga que, a0 contrrio da eranga das clases favorecids, s6.comeca a “sofrer” o trabalho pedugézico escolar quando ingressa na escola para alfabetizar-se; € denunciarao, multaneamente, 0 processo de aprendizagem de uma escrita que nega a funcionalidade desta forma de interlocuo, nega a subjetividade de autor Keitr, | e, sobretudo, nega o direito de usar a escrita para dizer a propria palavra. a ‘Nos anos 70 8i'doséculo pasado,