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JornadaDeTrabalho

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  • 1.1 O que determina a Jornada de Trabalho
  • 1.2 Marcação de Ponto – Obrigatoriedade
  • 1.3.1 Exemplos de Jornada de Trabalho
  • 1.4.1 Composição da Jornada do Empregado Horista
  • 1.4 Fórmulas de Cálculo da Jornada de Trabalho
  • 1.4.2 Empregado com Jornada de 40 Horas Semanais
  • 1.4.3 Intervalo de Repouso e/ou Alimentação
  • 1.5 Compensação e Prorrogação de Horas
  • 1.5.1 Acordo de Compensação de Horas
  • 1.5.2 Acordo de Prorrogação de Horas (Horas Extras)
  • 1.5.3 Acordos de Compensação e de Prorrogação Simultâneos
  • 1.5.4 Feriado no Sábado X Compensação de Horas
  • 1.5.5 Feriado em Dia Útil X Compensação de Horas
  • 2.1 Aplicação do Repouso Semanal Remunerado
  • 2.2 Desconto do Repouso Semanal Remunerado
  • 2.2.1 Mensalistas e Quinzenalistas
  • 2.2.2 Horista, Diarista e Semanalista
  • 2.3 Feriado em Domingo X DSR
  • 3.1 Turnos de Revezamento
  • 3.3 Período de Descanso
  • 3.4 Escala de Revezamento
  • 4.1 Proteção ao Trabalho da Mulher
  • 4.2 Atestados Médicos com Eficácia Plena
  • 5.1 Auxílio-Doença
  • 5.1.1 Acidente de Trabalho
  • 5.1.2 CAT – Comunicação do Acidente de Trabalho
  • 5.2 Auxílio-Acidente
  • 5.4 Salário-Maternidade
  • 5.5 A Qualidade de Segurado
  • 6.1 Cálculo das Horas Extras
  • 6.2 Empregado Comissionado X Horas Extras
  • 6.3 Adicional Noturno
  • 6.3.1 Hora Extra Noturna

Analista de Folha de Pagamento

Jornada de Trabalho
1

ÍNDICE

Capítulo 1 – JORNADA DE TRABALHO 1.1 O que determina a Jornada de Trabalho 1.2 Marcação de Ponto – Obrigatoriedade 1.3 Jornada Normal de Trabalho 1.3.1 Exemplos de Jornada de Trabalho 1.4 Fórmulas de Cálculo da Jornada de Trabalho 1.4.1 Composição da Jornada do Empregado Horista 1.4.2 Empregado com Jornada de 40 Horas Semanais 1.4.3 Intervalo de Repouso e/ou Alimentação 1.5 Compensação e Prorrogação de Horas 1.5.1 Acordo de Compensação de Horas 1.5.2 Acordo de Prorrogação de Horas (Horas Extras) 1.5.3 Acordos de Compensação e de Prorrogação Simultâneos 1.5.4 Feriado no Sábado X Compensação de Horas 1.5.5 Feriado em Dia Útil X Compensação de Horas 1.6 Jornadas Especiais Capítulo 2 – DESCANSO SEMANAL REMUNERADO 2.1 Aplicação do Repouso Semanal Remunerado 2.2 Desconto do Repouso Semanal Remunerado 2.2.1 Mensalistas e Quinzenalistas 2.2.2 Horista, Diarista e Semanalista 2.3 Feriado em Domingo X DSR

6 7 7 10 10 11 11 12 12 13 13 13 14 14 15 15 22 23 24 24 25 25

Capítulo 3 – TURNOS E ESCALA DE TRABALHO 3.1 Turnos de Revezamento 3.2 Turnos Fixos 3.3 Período de Descanso 3.4 Escala de Revezamento 3.5 Banco de Horas

26 27 27 28 29 29

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Capítulo 4 – FALTAS E ATRASOS 4.1 Proteção ao Trabalho da Mulher 4.2 Atestados Médicos com Eficácia Plena

30 32 33

Capítulo 5 – AFASTAMENTOS PREVIDENCIÁRIOS 5.1 Auxílio-Doença 5.1.1 Acidente de Trabalho 5.1.2 CAT- Comunicação do Acidente de Trabalho 5.2 Auxílio-Acidente 5.3 Salário-Família 5.4 Salário-Maternidade 5.5 A Qualidade de Segurado

34 37 38 39 42 42 44 49

Capítulo 6 – REMUNERAÇÃO DE HORAS EXTRAS E ADICIONAL NOTURNO 6.1 Cálculo das Horas Extras 6.2 Empregado Comissionado X Horas Extras 6.3 Adicional Noturno 6.3.1 Hora Extra Noturna

54 55 56 57 60

3

garantindo a agilidade de que o seu negócio precisa. garantindo soluções simples e eficazes para todos seus clientes. Analista de Folha de Pagamento Idealização e coordenação de Vlademir Gonzáles. a Employer conquistou o reconhecimento do mercado de RH por priorizar o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores. Graduado em Administração de Empresas. Employer – Mais de 20 anos de comprometimento na prestação de serviços. a Employer desenvolveu um sistema de cursos e treinamentos focados na melhoria contínua dos processos e da administração do moderno RH. atua como Consultor e auditor em sistemas ERP e na Gestão de Folha para as áreas da educação.O conhecimento que faz a diferença! Em mais de 20 anos de atuação. Atualmente. possibilitando a formação e o aperfeiçoamento de profissionais para a atuação efetiva como gestores e multiplicadores dos novos conhecimentos. os Cursos Employer inauguram uma nova plataforma de atuação do grupo. atual e atraente sobre temas presentes no dia-a-dia de empresas de todos os portes e setores. Agora. os Cursos Employer levam a informação prática. ON/OFF SHORE e serviços. completando um circuito de serviços de excelência: da seleção e contratação de mão-deobra à qualificação de colaboradores. consolidando resultados concretos e sustentáveis. Tudo isso com um só objetivo: contribuir para a modernização das empresas através da valorização do capital humano. saúde. Integrando as melhores práticas de uma extensa vivência corporativa e conhecimento acadêmico. 4 . é responsável pela divisão de Cursos Employer e instrutor do Senac. Desenvolvidos e ministrados por especialistas.

ou seja. • Compensação e Prorrogação de Horas. mas deverá ser acompanhada e registrada durante toda a permanência do funcionário nos quadros da empresa. • Jornadas Especiais. A definição da Jornada de Trabalho acontece no processo admissional. 5 .Jornada de Trabalho Toda contratação de um funcionário presume a determinação de uma Jornada de Trabalho. o tempo e as condições em que ele se dedicará à empresa na execução das funções para as quais foi contratado. • Afastamentos Previdenciários. segundo parâmetros legais e administrativos como: • Determinação da Jornada de Trabalho. • Adicionais e Descontos. • Fórmulas e Cálculos da Jornada de Trabalho. Aqui vamos conhecer os principais enfoques e as melhores práticas para isso.

CAPÍTULO 1 JORNADA DE TRABALHO 6 .

como o ônus da prova em uma ação trabalhista é do empregador. c) econômicos. na prática empresarial. fixar limites inferiores. poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado. em seu art. A CLT.2 Marcação de Ponto – Obrigatoriedade A CLT estabelece que a marcação de ponto só é obrigatória para estabelecimentos acima de 10 funcionários (art. seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto”. assim considerados os exercentes de cargos de gestão.1. 62 – Redação dada pela Lei nº 8. embora seja obrigatório. O registro do ponto. não tem modelo oficial. seja para fazer face a motivo de força maior. b) os gerentes. é recomendável que este registro seja adotado sempre. desde que o salário do referido cargo (compreendendo a gratificação de função. sendo muitas vezes utilizada uma folha individual de ponto. 74 § 2º). podendo as partes. Esta regra também é aplicável aos empregados em exercício de cargo de confiança. a determinação da Jornada de Trabalho deve levar em consideração. 7 . dispondo de horas de lazer e. 1. estabelece que “ocorrendo necessidade imperiosa. podendo ser mecânico (relógio). o limite legal estabelecido pela Constituição Federal. que o excesso de jornada de trabalho pode levar à fadiga física e psíquica e conseqüentemente à insegurança do trabalhador gerada pelo cansaço. Daí a necessidade de um controle de jornada para evitar a queda do rendimento. se houver) seja inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). independente do número de funcionários. empregador e empregado. b) sociais onde o empregado deve poder conviver e relacionar-se com outras pessoas e dedicar-se à família. através do Livro de Ponto. A CLT também determina quais empregados não estão obrigados ao registro de ponto (art. devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados. Mas.1 O que determina a Jornada de Trabalho A Jornada de Trabalho deve ser estabelecida de forma a atender as necessidades da empresa. no máximo quarenta e quatro (44) horas semanais. São eles: a) os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. ou seja. eletrônico (computadorizado) ou manuscrito. aos quais se equiparam. assim como. Por isso. Os fundamentos da limitação da jornada de trabalho são pelo menos três: a) biológicos que dizem respeito aos efeitos psicofisiológicos causados ao empregado decorrente da fadiga. os diretores e chefes de departamento ou filial. Observa-se que. o registro manuscrito é reservado aos funcionários de mais elevada condição. A legislação apenas estabelece o limite máximo. além dos limites legais. 61.966 de 27/12/1994).

A LEI NA PRÁTICA

Portaria nº 1.120, de 08/11/95, do Ministro de Estado do Trabalho - DOU 09/11/95 Sistema Alternativo de Controle de Jornada de Trabalho A portaria nº 1.120 de 08 de novembro de 1995 do Ministério do Trabalho (DOU de 09/11/95), abre a possibilidade para a adoção de um controle mais simplificado de jornada de trabalho em comum acordo entre empregados e empregadores, desde que autorizados por convenção ou acordo coletivo de trabalho. Além disso, esta portaria deixa claro duas condições: a) que o empregado fica presumidamente obrigado ao cumprimento integral da jornada de trabalho, contratual ou convencionada, vigente na empresa. b) que o empregado será comunicado, antes de efetuado o pagamento da remuneração referente ao período em que está sendo aferida a freqüência, de qualquer ocorrência que ocasione alteração de sua remuneração, em virtude de adoção do sistema alternativo.

É BOM SABER
Sobre o Quadro de Horários • O artigo nº 13 da portaria 3.626 isentou as empresas do uso do quadro de horário. Esta isenção é ampla abrangendo tanto o quadro de adultos como o de menores. Para tanto a empresa é obrigada a adotar registros manuais, mecânicos ou eletrônicos individualizados de controle de horário com a entrada, a saída e o descanso do funcionário. Sobre o Conteúdo do Ponto • O ponto constitui documento fundamental para levantamento das horas trabalhadas e repousos e das irregularidades de horário. O horário constante no ponto deve corresponder à anotação feita no registro de empregados que deve ser mantida sempre atualizada. • A portaria nº 3.626 eliminou todas as exigências formais do ponto, basta fazer constar no cabeçalho o nome do empregado, a hora de entrada, saída e os descansos. • Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados constará, explicitamente, de ficha ou papeleta em seu poder, sem prejuízo do seu horário (art. 74 da CLT § 3º). • A ficha ou papeleta do serviço externo pode ser manuscrita ou marcada no relógio de ponto. No início da jornada o empregado faz a marcação de dois cartões (ficha ou papeleta), ou seja,
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do que ele vai levar e do que ele devolve a “chapeira”. Se ele não volta no fim da jornada, este fica marcado só no cartão externo. Sobre a Autenticação do Ponto • É interessante que no cartão ponto se insira a seguinte declaração “confirmo a freqüência constante neste cartão”, que o empregado deve assinar antes que se calcule a folha de pagamento. No ponto eletrônico esta declaração é feita na cópia do extrato mensal emitido pelo computador que tem os mesmos elementos de um cartão preenchido. • Quando o ponto é manuscrito pelo apontador (como nas obras de construção civil e no serviço rural) recomenda-se que o empregado rubrique todos os dias no fim da jornada. • Sempre que o ponto é manuscrito, seja pelo apontador, seja pelo próprio empregado, devese exigir que anotem a hora efetiva de entrada e de saída, evitando a repetição diária dos mesmos números. • Para preservar o poder do ponto como prova judicial, toda rasura ou erro deve ser acompanhado de memorando explicativo do empregado. Sobre a Assinatura do Cartão Ponto • A legislação trabalhista vigente não exige expressamente a assinatura do empregado no corpo do cartão ponto. Mas, apesar disso, verifica-se que no âmbito judicial a validade do cartão ponto sem a assinatura do empregado é matéria controvertida. • Várias decisões judiciais, no sentido de não aceitar a veracidade do cartão ponto quando não constar a assinatura de seu titular, foram embasadas no entendimento de que somente com a concordância expressa do empregado seriam dadas como válidas as anotações nele contidas. Outras dão como válido o cartão ponto sem a assinatura do empregado uma vez que a lei não a exige. • Diante da divergência verificada, recomenda-se à empresa exigir a assinatura do empregado no cartão ou “espelho” de ponto, visando, dessa forma, resguardar-se em eventuais questionamentos futuros. Sobre a Tolerância no Registro de Ponto • As variações de horário nos registros de ponto poderão ser considerados, em eventuais reclamatórias trabalhistas, como tempo à disposição da empresa e, por conseguinte, exigido o pagamento das horas suplementares. • A Lei 10.243/2001 estabelece que não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Veja o exemplo:

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Horário do empregado: Das 08:00-12:00 – 13:00-18:00 Entrada 07:58 + 2 minutos Saída 12:04 + 4 minutos Entrada 12:55 +5 minutos Saida 18:03 + 3 minutos

Apesar de nenhum dos períodos individualmente ter ultrapassado os 5 minutos estabelecidos como tolerância, a soma deles no final do período é de 14 minutos (acima do limite de 10 minutos diários estabelecido na Lei 10.243/01), podendo ser cobrado, em futura ação trabalhista, como excesso de jornada.

1.3 Jornada Normal de Trabalho
A Constituição Federal, (art. 7º, XIII) diz que a jornada normal de trabalho não excederá às 8 horas diárias, com um limite máximo de 44 horas semanais. Na prática, a média de horas trabalhadas por dia é de 7 horas e 20 minutos, aplicável ao repouso semanal e feriados. Observe: Exemplo 1 - Jornada de Segunda a Sábado 44 h / 6 dias da semana = 7,33333 h 7:00 horas + 0:33 horas 1 hora = 60 min 0,3333 horas = X X = 60 x 0,33 = 19,99 = 20 minutos A jornada normal diária a ser cumprida é de 7 horas e 20 minutos de segunda a sábado. Exemplo 2 - Jornada de Segunda a Sexta, com Sábado compensado 44 h / 5 dias da semana = 8,80 h 8,00 horas + 0,80 horas 1 hora = 60 min 0,80 horas = X X = 60 x 0,80 = 48 minutos A jornada normal diária a ser cumprida é de 8 horas e 48 minutos de segunda a sexta-feira, sendo que o sábado será compensado com as horas excedentes a 7,33h.

1.3.1 Exemplos de Jornada de Trabalho Segunda 7,33 8,80 8,00 9,00 6,00 4,00 8,00
10

Terça 7,33 8,80 8,00 9,00 6,00 4,00 8,00

Quarta 7,33 8,80 8,00 9,00 6,00 4,00 8,00

Quinta 7,33 8,80 8,00 9,00 6,00 4,00 8,00

Sexta 7,33 8,80 8,00 8,00 6,00 4,00 8,00

Sábado 7,33 Comp. 4,00 Comp. 6,00 4,00 XXXXX

Domingo 7,33 7,33 7,33 7,33 6,00 4,00 6,66

Semanal 44,00 44,00 44,00 44,00 36,00 24,00 40

as horas semanais e as horas mensais.33 (7. Horas semanais = Horas diárias x 6 dias da semana Exemplo: 7.4.33 horas 6 dias da semana Importante: observe que o resultado 7. Horas diárias = Jornada semanal / 6 dias da semana Exemplo: 44 horas semanais = 7. 0. (1 hora = 60 min. ou seja. Também são importantes os valores referentes ao DSR – Descanso Semanal Remunerado – e aos dias úteis do período considerado.33 x 6 dias da semana = 44 horas semanais Horas mensais (mensalista) = Horas diárias x 30 dias do mês Exemplo: 7.33 x 5 DSR no mês de janeiro = 36.4 Fórmulas de Cálculo da Jornada de Trabalho Para calcular a Jornada de Trabalho tomamos três valores diferentes: as horas diárias.33 hora = X minutos X = 20 min).1 Composição da Jornada do Empregado Horista Horas mensais (horista) = Jornada diária x dias úteis do mês Exemplo: 7.67 Horas mensais mais DSR = 227.33 x 31 dias de janeiro) 11 .33 está em horas. devendo ser transformado para hora/minuto.66 horas DSR (horista) = Jornada diária x DSR do mês Exemplo: 7.33 x 26 dias úteis de janeiro = 190.1.33 x 30 dias do mês = 220 horas mensais DSR (Descanso Semanal Remunerado) = Jornada diária DSR do mês = Número de domingos + feriados do mês Dias úteis = Dias do mês – dias de DSR do mês Exemplo: Mês de Janeiro de 2008 Dias do mês: 31 dias Dias de DSR do mês: 5 (4 domingos e um feriado) Dias úteis= 31 – 5 = 26 dias úteis 1.

foram regulados pela portaria nº 42 de 28 de março de 2007. • é vedada a indenização ou supressão total do período. Além de reafirmar a permissão da redução através de convenção ao acordo coletivo.66 horas diária x 30 dias do mês = 200 horas 1. • o descumprimento das condições estabelecidas. a qualquer tempo. salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário. etc. este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinqüenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. de repouso ou alimentação. é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. quando.2 Empregado com Jornada de 40 Horas Semanais Jornada diária: 40 h = 6. 71 da CLT. Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador. (condicionado ao não regime de trabalho prorrogado e a atenção as normas de segurança e saúde no trabalho referentes aos refeitórios.3 Intervalo de Repouso e/ou Alimentação Conforme o art. em qualquer trabalho contínuo. o mesmo artigo estabelece a obrigatoriedade de intervalos de quinze minutos quando a duração ultrapassar de quatro horas. A LEI NA PRÁTICA Portaria nº 42 de 28 de março de 2007 Os requisitos para a redução do intervalo intrajornada.66 x 6 dias da semana = 40 horas Jornada mensal = 6. O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministério do Trabalho.4.1. Para trabalhos contínuos de duração menor de 6 horas. sendo que estes períodos de descanso não serão computados na duração de trabalho (art.66 horas 6 Jornada semanal = 6. • a Fiscalização do Trabalho poderá verificar in loco. as condições em que o trabalho é desenvolvido e tomar providências quanto às irregularidades encontradas. cuja duração exceda seis horas. 12 . ensejará a suspensão da redução do intervalo até a devida regularização. tanto pela lei como pela convenção ou acordo coletivo. § 3º). ouvida a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador (SSST). § 1º e 2º).4.) ela acrescenta que: • convenção ou acordo coletivo deverá conter cláusula que especifique as condições de repouso e alimentação que serão garantidas aos empregados. 71 da CLT. Este intervalo terá a duração mínima de 1 hora e. 71 da CLT. § 4º). 71 da CLT. não poderá exceder de duas horas. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas extras suplementares (art. ou seja.

33 +1.20 10 Qui 7.1.80 8. trabalhem em regime de prorrogação de horário (horas extras).33 +1.80 Comp.80 +1.47 8. por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho.80 +1. verificaremos a seguir.33 7.Mensal 7. Mas a CLT permite que esta jornada seja ampliada em duas formas: a) compensação de horas – quando o trabalhador cumpre jornada maior em um dia em troca de dispensa por igual período em outra data.47 +1.80 8.47 8.80 +1.47 8. 59 da CLT. de maneira que não exceda.80 +1.47 8. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.33 Comp.80 8.Diária J. individual ou coletivo. Horas em regime de prorrogação. b) prorrogação de horas – são as chamadas horas extras. Prorrog. devendo ser pagas com adicional de 50% sobre a hora normal.47 Comp. em seu parágrafo 2º estabelece que o acréscimo de salário poderá ser dispensado se. das quais a 2ª entrega-se ao empregado.47 8.33 7. firmam acordo escrito.33 7.80 8.20 10 Qua 7.2 Acordo de Prorrogação de Horas (Horas Extras) Também é o art.Seman J. Dom 7. onde o trabalhador estende sua jornada com remuneração extra do período trabalhado. 8. anotando-o no Livro ou Ficha de Registro e Quadro de Horário.47 +1. 13 .33 44 220 Horas trabalhadas para compensação do sábado. 59 da CLT que autoriza acrescer horas suplementares ao horário normal. As condições e normas para a adoção destes dois sistemas.33 44 220 7.33 7.Seman J.33 +1.47 +1. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia.5.33 Horas trabalhadas para compensação do sábado. As empresas cujos empregados maiores (homens e mulheres).80 +1.33 J.5 Compensação e Prorrogação de Horas Como já verificamos a duração do trabalho não deve ser superior a 8 horas diárias e 44 horas semanais.33 7.Mensal 7.33 44 220 7.20 10 Sab 7.5.20 10 Sex 7.33 7. J. em duas vias. Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom 7.33 +1.1 Acordo de Compensação de Horas O art. obrigatoriamente. Observe o seguinte exemplo: Seg 7.33 7. desde que a jornada diária não ultrapasse o limite de 10 horas.Diária J. O acordo é celebrado. no mínimo. 7.47 +1. até o máximo de 02 (duas). no período máximo de um ano. à soma das jornadas semanais de trabalho previstas.33 +1.20 10 Ter 7.33 +1. 1.33 44 220 1.

ao adicional de hora extra. sob pena de configurar-se o chamado salário complessivo (englobado). pode trabalhar em horário extraordinário mais 1. a sua continuidade não for conveniente ao empregado.4 Feriado no Sábado X Compensação de Horas Sendo o sábado feriado. 227 § 1º da CLT). 1. vedado pela Justiça do Trabalho (Súmula TST nº 91). ou se terminar ou diminuir o serviço que o ocasionou. mantendo-se o limite de 10 horas para a jornada diária. neste caso. as horas trabalhadas para compensá-lo (7. ainda que não trabalhadas. fazendo jus. funções de serviços externos não subordinados a horário. • Vendedores pracistas. Observe: 14 .3 Acordos de Compensação e de Prorrogação Simultâneos O acordo de prorrogação pode ser firmado simultaneamente ao de compensação de horas. Ao examinarem cartões ponto e folhas de pagamento e constatarem a existência de horas extras. em caso de indeclinável necessidade (art. com o respectivo adicional.5. pode entender que durante o prazo de vigência do contrato o empregado permanece à disposição do empregador fazendo jus às horas extras nele estipuladas. Quando o acordo de prorrogação de horas é proibido? Os acordos de prorrogação de horas não poderão ser celebrados com: • Trabalhador menor de idade.48 horas por dia para compensar os sábados. • Trabalhadores nos serviços de estiva. Todavia. pois é considerado como DSR (Descanso Semanal Remunerado).33 horas) deverão ser pagas como horas extras. ou então.12 horas. antes de findo o prazo do contrato. • Cabineiros de elevador. 1. de 2ª a 6ª-feira.Importante: o acordo de prorrogação de horas pode ser firmado por prazo determinado ou indeterminado. • Telefonistas. Neste caso. os agentes da inspeção solicitam os acordos firmados para a prorrogação.5. 8. se. a cópia da comunicação ao órgão regional do MTE. além do período normal (máximo de 6 horas diárias). as quais somente poderão prestar serviço. Observa-se que não foi ultrapassado o limite de 10 horas diárias. Na elaboração do contrato são discriminadas as parcelas correspondentes ao valor da hora normal e hora extra. portos. O acordo de prorrogação será apresentado à fiscalização sempre que solicitado. sujeitos a regime especial. viajantes em geral. aconselha-se incluir cláusula facultando às partes cancelar a prorrogação ajustada. como a Justiça do Trabalho. se solicitada. o mesmo não precisa ser compensado. Exemplo: Se o empregado trabalha.

Mensal 7.47 Comp. pois sendo considerado como DSR o seu pagamento é na ordem de 7.80 8. b) em contrapartida.856/94. Veja um modelo de cláusula que poderá ser trabalhada nestes casos: X) Quanto à compensação dos sábados: a) considerar como 08 (oito) horas e 48 (quarenta e oito) minutos o feriado que recair de 2ª a 6ª-feira. • Ascensoristas – A Lei 3270/30/09/57 prevê 06 horas diárias de trabalho. • Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais – jornada semanal fixada em 30 horas.80 8. 15 .33 7.33 1.33 h.80 Ter Qua Qui Sex Sab 7.47 Feriado 8.47 +1. Conheça algumas delas: • Técnicos de Radiologia – A Lei n. 8. J.80 8.º 7394/85 fixou a duração do trabalho em 24 horas semanais. de 2ª a 6ª-feira. Dom 7.33 44 220 7.80 Feriado 7.5.47 8.33 7.33 44 220 Neste caso. nem sempre são bem aceitas na relação empregado/empregador.80 8. alterando as condições referentes à duração.6 Jornadas Especiais Muitas categorias têm suas jornadas de trabalho detalhadas por leis específicas.Diária J.Seman J. os empregados cumprirão a jornada diária de 08 (oito) horas e 48 (quarenta e oito) minutos.80 Comp. como as que foram exemplificadas. a empresa poderá descontar do empregado 1:47 h que faltam ser trabalhadas para que o sábado seja totalmente compensado.33 7. 1.80 7. Veja: Seg 7.33 7.47 +1.Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom 7.33 44 220 É BOM SABER As situações de inversão de horas compensadas em horas extras e vice-versa. não podendo ser prorrogadas.33 7.33 +1.47 +1.Diária J.33 44 220 7. pela Lei nº 8.Mensal 7.Seman J. podendo gerar tensões diversas.33 7.47 Feriado +1. quando o feriado recair em sábado.33 7.33 8.80 8.33 +1.33 J.33 7. regras de descanso ou outras particularidades.33 +1.33 7. Uma boa opção é buscar a determinação dos procedimentos aplicáveis nestes casos através das Convenções e/ou Acordo Coletivo de Trabalho.5 Feriado em Dia Útil X Compensação de Horas Situação inversa acontece quando o feriado é no dia de semana.33 7.33 7.47 +1.47 +1.

para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie.6. c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 horas.4. desde que não exijam movimentos repetitivos. d) nas atividades de entrada de dados deve haver. A organização do trabalho 4. b) Filas únicas por grupos de checkouts. cuja escolha fica a critério da empresa: a) Pessoas para apoio ou substituição. nem esforço visual. ressalvado o intervalo para refeição previsto na Consolidação das Leis do Trabalho. para efeitos de remuneração ou premiação de qualquer espécie. descritas e asseguras pelo Anexo I da Norma Regulamentadora 17. É vedado promover.1. no mínimo. determinadas pela portaria nº 3. como vemos na íntegra a seguir: “Nas atividades de processamento eletrônico de dados deve-se. 16 .3. por meio da adoção de pelo menos um dos seguintes itens. de modo a adequar o ritmo de trabalho às características psicofisiológicas de cada operador. e) Rodízio entre os operadores de checkouts com características diferentes. inclusive o automatizado. 4. uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados. sendo no período de tempo restante da jornada. c) Caixas especiais (idosos. São garantidas saídas do posto de trabalho. para efeito desta NR. A disposição física e o número de checkouts em atividade (abertos) e de operadores devem ser compatíveis com o fluxo de clientes. sendo considerado toque real. cada movimento de pressão sobre o teclado. deficientes.751de 23/11/90 e a NR nº 17. o trabalhador poderá exercer outras atividades.• Digitadores – os empregados em atividades de processamento de dados têm o limite máximo de 5 horas de trabalho. ANEXO I DA NR 17 4. baseado no número individual de toques sobre o teclado. observando o disposto no art. 4. observar o seguinte: a) o empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação. sistema de avaliação do desempenho com base no número de mercadorias ou compras por operador. b) O número de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8. com pausa de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados e outras particularidades. gestantes. para que os operadores atendam às suas necessidades fisiológicas. 468 da CLT. Confira.2. f) Outras medidas que ajudem a manter o movimento adequado de atendimento sem a sobrecarga do operador de checkout. salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho. a qualquer momento da jornada.” Outros dois exemplos de atividades com forte regulamentação específica são os operadores de checkouts e os atendentes de telemarketing ou teleatendimento.000 por hora trabalhada. clientes com pequenas quantidades de mercadorias). item 17. mediante comunicação. não deduzidos. d) Pausas durante a jornada de trabalho. quando necessário.

5. cujo objetivo é aumentar o conhecimento da relação entre o seu trabalho e a promoção à saúde. escolhido(s) pelo próprio trabalhador. com reciclagem anual e com duração mínima de duas horas. Os trabalhadores devem ser informados com antecedência sobre mudanças que venham a ocorrer no processo de trabalho. levando em consideração os aspectos relacionados a: a) posto de trabalho. obrigatoriamente. com nome e/ou sobrenome. 6. a disponibilização de material didático com os tópicos mencionados no item 6. O treinamento deve incluir. 17 . Informação e formação dos trabalhadores 6. 6.3. de vestimentas ou propagandas ou maquilagem temática. A elaboração do conteúdo técnico e avaliação dos resultados do treinamento devem contar com a participação de integrantes do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. 6.4.1. por palestras. decorrentes da modalidade de trabalho de operador de checkout. Os aspectos psicossociais do trabalho 5. b) manipulação de mercadorias. 6. permanente ou temporário. cursos ou audiovisual) fica a critério de cada empresa. É vedado obrigar o trabalhador ao uso. que causem constrangimento ou firam sua dignidade pessoal. A forma do treinamento (contínuo ou intermitente. É atribuição do operador de checkout a verificação das mercadorias apresentadas. 5. d) aspectos psicossociais do trabalho. Cada trabalhador deve receber treinamento com duração mínima de duas horas.5. 6. Todos os trabalhadores envolvidos com o trabalho de operador de checkout devem receber treinamento.2 e alíneas.2. ministrados durante sua jornada de trabalho. 6. e do coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e dos responsáveis pela elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.2. 6. até o trigésimo dia da data da sua admissão. O treinamento deve conter noções sobre prevenção e os fatores de risco para a saúde.1. sendolhe vedada qualquer tarefa de segurança patrimonial.4. quando houver. c) organização do trabalho. e) agravos à saúde mais encontrados entre operadores de checkout.2. Todo trabalhador envolvido com o trabalho em checkout deve portar um dispositivo de identificação visível. presencial ou à distância.6.4.1.

As escalas de fins de semana e de feriados devem ser especificadas e informadas aos trabalhadores com a antecedência necessária. Os empregadores devem levar em consideração as necessidades dos operadores na elaboração das escalas laborais que acomodem necessidades especiais da vida familiar dos trabalhadores com dependentes sob seus cuidados.1. 18 .ANEXO I DA NR 17 TRABALHO EM TELEATENDIMENTO/TELEMARKETING 5.3.1.1.2. A organização do trabalho deve ser feita de forma a não haver atividades aos domingos e feriados. A prorrogação do tempo previsto no presente item só será admissível nos termos da legislação. 5. por motivo de força maior. conforme o previsto no Artigo 68. necessidade imperiosa ou para a realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. realizando a comunicação à autoridade competente. 06 (seis) horas diárias. prevista no §1º do mesmo artigo. nos casos previamente autorizados. pelo menos um dia de repouso semanal remunerado coincidente com o domingo a cada mês. seja total ou parcial. 5. parágrafo único.3. 5.3. Organização do Trabalho 5. 5.1. 5. no prazo de 10 (dez) dias. independentemente de metas. Para o cálculo do tempo efetivo em atividade de teleatendimento/telemarketing devem ser computados os períodos em que o operador encontra-se no posto de trabalho. 5.1.1. conforme dispõe o Artigo 61 da CLT. O contingente de operadores em cada estabelecimento deve ser suficiente para garantir que todos possam usufruir as pausas e intervalos previstos neste Anexo. de acordo com o Artigo 384 da CLT. “caput”.3. ou por intermédio de acordos ou convenções coletivas. O tempo de trabalho em efetiva atividade de teleatendimento/telemarketing é de. com exceção das empresas autorizadas previamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego.2. Em caso de prorrogação do horário normal. sem prejuízo da remuneração.2. A duração das jornadas de trabalho somente poderá prolongar-se além do limite previsto nos termos da lei em casos excepcionais. Aos trabalhadores é assegurado.1.1. 5.1. 5. faltas e/ou produtividade.1.1. os intervalos entre os ciclos laborais e os deslocamentos para solução de questões relacionadas ao trabalho. respeitado o limite de 36 (trinta e seis) horas semanais de tempo efetivo em atividade de teleatendimento/telemarketing. no máximo. será obrigatório um descanso mínimo de 15 (quinze) minutos antes do início do período extraordinário do trabalho. sem prejuízo das pausas previstas neste Anexo. e 386 da CLT.2. especialmente nutrizes. O contingente de operadores deve ser dimensionado às demandas da produção no sentido de não gerar sobrecarga habitual ao trabalhador.3. incluindo flexibilidade especial para trocas de horários e utilização das pausas. 5. de conformidade com os Artigos 67.2. da CLT e das atividades previstas em lei. nele incluídas as pausas. 5.

quando adotadas pela empresa.4. 5. 5. Para prevenir sobrecarga psíquica.8. A participação em quaisquer modalidades de atividade física.4. Devem ser garantidas pausas no trabalho imediatamente após operação onde haja ocorrido ameaças. 19 . agressões ou que tenha sido especialmente desgastante. Nos locais de trabalho deve ser permitida a alternância de postura pelo trabalhador.2. Os trabalhadores devem ter acesso aos seus registros de pausas. abuso verbal. 5. 5. que permitam ao operador recuperar-se e socializar conflitos e dificuldades com colegas. 5.5.4. b) em 02 (dois) períodos de 10 (dez) minutos contínuos.5.4. sempre que exigido.4.4. muscular estática de pescoço.1. A instituição de pausas não prejudica o direito ao intervalo obrigatório para repouso e alimentação previsto no §1° do Artigo 71 da CLT. supervisores ou profissionais de saúde ocupacional especialmente capacitados para tal acolhimento. O registro eletrônico de pausas deve ser disponibilizado impresso para a fiscalização do trabalho no curso da inspeção.1.2. e a recusa do trabalhador em praticá-la não poderá ser utilizada para efeito de qualquer punição. dorso e membros superiores. 5. as empresas devem permitir que os operadores saiam de seus postos de trabalho a qualquer momento da jornada. 5.4.4. de acordo com suas conveniência e necessidade.7. c) após os primeiros e antes dos últimos 60 (sessenta) minutos de trabalho em atividade de teleatendimento/telemarketing. 5. 5.3.1. Com o fim de permitir a satisfação das necessidades fisiológicas.4. as empresas devem permitir a fruição de pausas de descanso e intervalos para repouso e alimentação aos trabalhadores. deve ser observada a concessão de 01 pausa de descanso contínua de 10 (dez) minutos. Para tempos de trabalho efetivo de teleatendimento/telemarketing de até 04 (quatro) horas diárias. não é obrigatória.4. ombros.5. 5.4.4. sem repercussões sobre suas avaliações e remunerações. As pausas para descanso devem ser consignadas em registro impresso ou eletrônico.6. As pausas deverão ser concedidas: a) fora do posto de trabalho. O intervalo para repouso e alimentação para a atividade de teleatendimento/telemarketing deve ser de 20 (vinte) minutos. 5.1. O tempo necessário para a atualização do conhecimento do operador e para o ajuste do posto de trabalho é considerado como parte da jornada normal. 5.

5. autorização para transferência de chamadas e consultas necessárias a colegas e supervisores. Para fins de elaboração de programas preventivos devem ser considerados os seguintes aspectos da organização do trabalho: a) compatibilização de metas com as condições de trabalho e tempo oferecidas.10. 5.9. Capacitação dos Trabalhadores 6. sinais luminosos. 5.13. 6.16. utilização de anotações precárias. Todos os trabalhadores de operação e de gestão devem receber capacitação que proporcione conhecer as formas de adoecimento relacionadas à sua atividade. É vedado ao empregador: a) exigir a observância estrita do script ou roteiro de atendimento. 5. duplicidade e concomitância de anotações em papel e sistema informatizado. A utilização de procedimentos de monitoramento por escuta e gravação de ligações deve ocorrer somente mediante o conhecimento do operador.1. d) pressões aumentadas de tempo em horários de maior demanda. deverão estar disponíveis para consulta pelo operador. obrigatoriamente os trabalhadores temporários. b) exigência de que os trabalhadores usem. 5. acessórios. tais como: a) estímulo abusivo à competição entre trabalhadores ou grupos/equipes de trabalho. e) períodos para adaptação ao trabalho. medo ou constrangimento.12. 5. A capacitação deve envolver. não podem ser utilizados para aceleração do trabalho e. adereços. 5. de forma permanente ou temporária.15. Os mecanismos de monitoramento da produtividade. também. suas causas. c) repercussões sobre a saúde dos trabalhadores decorrentes de todo e qualquer sistema de avaliação para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie. tais como mensagens nos monitores de vídeo. estabelecendo-se claramente as diretrizes quanto a ordens e instruções de diversos níveis hierárquicos. As prescrições de diálogos de trabalho não devem exigir que o trabalhador forneça o sobrenome aos clientes.1. c) exposição pública das avaliações de desempenho dos operadores. 6. sonoros. b) imputar ao operador os períodos de tempo ou interrupções no trabalho não dependentes de sua conduta. promoção e propaganda. autonomia para resolução de problemas. quando existentes. implantados e atualizados contínua e suficientemente. devem ser minimizados os conflitos e ambigüidades de papéis nas tarefas a executar.1. visando resguardar sua privacidade e segurança pessoal. É vedada a utilização de métodos que causem assédio moral. efeitos sobre a saúde e medidas de prevenção. b) monitoramento de desempenho. Com a finalidade de reduzir o estresse dos operadores. a seu critério. de maneira a mitigar sobretarefas como a utilização constante de memória de curto prazo. fantasias e vestimentas com o objetivo de punição. cromáticos. ou indicações do tempo utilizado nas ligações ou de filas de clientes em espera.14. Os sistemas informatizados devem ser elaborados. 20 . 5.11.

g) realização durante a jornada de trabalho. tipos específicos de atendimento. auditivas e acuidade visual dos trabalhadores.2. d) médico coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.3. quando previsto em acordos ou convenções coletivas de trabalho. f) representantes dos trabalhadores e outras entidades. equipamentos. c) representantes dos trabalhadores na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. no mínimo.1. mudanças gerenciais ou de procedimentos. 6.2. f) distribuição obrigatória de material didático impresso com o conteúdo apresentado. Os trabalhadores devem receber qualificação adicional à capacitação obrigatória referida no item anterior quando forem introduzidos novos fatores de risco decorrentes de métodos. d) informações sobre a utilização correta dos mecanismos de ajuste do mobiliário e dos equipamentos dos postos de trabalho. incluindo orientação para alternância de orelhas no uso dos fones mono ou bi-auriculares e limpeza e substituição de tubos de voz. as funções vocais. quando houver. b) medidas de prevenção indicadas para a redução dos riscos relacionados ao trabalho. quando houver. e) responsáveis pelo Programa de Prevenção de Riscos de Ambientais. 21 . e) duração de 04 (quatro) horas na admissão e reciclagem a cada 06 (seis) meses. A capacitação deve incluir. c) informações sobre os sintomas de adoecimento que possam estar relacionados a atividade de teleatendimento/telemarketing. A elaboração do conteúdo técnico.6. quando houver. independentemente de campanhas educativas que sejam promovidas pelos empregadores. 6. aos seguintes itens: a) noções sobre os fatores de risco para a saúde em teleatendimento/telemarketing. principalmente os que envolvem o sistema osteomuscular. a execução e a avaliação dos resultados dos procedimentos de capacitação devem contar com a participação de: a) pessoal de organização e métodos responsável pela organização do trabalho na empresa. b) integrantes do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. a saúde mental.

CAPÍTULO 2 DESCANSO SEMANAL REMUNERADO 22 .

9º da Lei 605/49). 60 (sessenta) dias cada. ou seja. Alemanha e Espanha. o DSR deve coincidir com o domingo. de 05 de janeiro de 1949. definindo o pagamento dos salários nos dias de feriados civis e religiosos. • Para o trabalho nos feriados é permitido duas opções: a remuneração em dobro ou a compensação da folga em outro dia (art. não pode ser suprimido em nenhuma condição. com o costume do “sabbath” – a guarda do sétimo dia da semana. reproduzido pela CLT em 1943. acabaram incorporados pela legislação civil. b) em caráter provisório – pelos Delegados Regionais do Trabalho. Seus mais antigos registros vêm da Bíblia. é vedado o trabalho nos dias de repouso a que se refere o artigo 1º (domingos e feriados). nos feriados civis e religiosos.048/49 (que regulamentou a Lei 605/49) estabelece em seu artigo 6º. a princípio. já enumera 58 atividades onde se permite o trabalho nos dias de descanso compulsórios. que excetuados os casos em que a execução dos serviços for imposta pelas exigências técnicas das empresas.048/49. Já o Decreto 27. determina que “todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas.A instituição do repouso semanal tem origem em costumes religiosos que. Assim. nos limites das exigências técnicas das empresas. Isto vale para as atividades autorizadas para o trabalho no domingo. No século dezenove surgiram legislações sobre o assunto em diversos paises como França. de acordo com a tradição local”. a Lei 605 dispôs sobre o repouso semanal remunerado de forma generalizada. É BOM SABER • O descanso semanal é direito irrefutável do trabalhador. quando será outorgada por períodos de. 2. entre outros. onde o empregado deve gozar o descanso semanal em outro dia da semana. No Brasil as primeiras leis sobre a matéria eram referentes a categorias profissionais específicas e foram unificadas em 1940 pelo Decreto-Lei 2. Esta autorização pode ser concedida em duas formas: a) em caráter permanente – por decreto do Poder Executivo sendo que o próprio regulamento aprovado pelo Decreto 27. mesmo que o empregador se proponha ao pagamento dobrado. na ocorrência de motivo de força maior ou para a realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. exceto para aqueles que atuam em atividades autorizadas a funcionar neste dia.1 Aplicação do Repouso Semanal Remunerado O artigo 1º da Lei 605. preferentemente aos domingos e. 23 . no máximo. Somente em 1949. ao longo do tempo.308. caput.

75 da Consolidação das Leis do Trabalho.603 alterou a Lei nº 10. da Constituição (art. de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho.1 Mensalistas e Quinzenalistas Há polêmica quanto ao desconto ou não do Descanso Semanal Remunerado do empregado mensalista e quinzenalista. observada a legislação municipal. 6º e 6º-A desta Lei serão punidas com a multa prevista no art. 6º-B). de 1º de maio de 1943 (art. cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. 2. de 19 de dezembro de 2000. 6º). inciso I. tornando definitivas as determinações da MP 388. quando a Lei nº 11. quando faltam ao serviço sem justificativa legal. o empregado não tiver 24 trabalhado durante toda a semana anterior. Mas. ou cujos descontos por falta sejam efetuados na base do número de dias . respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva. pelo menos uma vez no período máximo de três semanas. 2. 6º) “Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista cujo cálculo de salário mensal ou quinzenal. • O repouso semanal remunerado deverá coincidir. • As infrações ao disposto nos arts. aprovada pelo Decreto-Lei nº 5. em virtude do disposto nos artigos 6º e 7º da Lei nº 605/49 que declaram: “Não será devida a remuneração quando. 6º-A). com o domingo.2 Desconto do Repouso Semanal Remunerado É permitido ao empregador descontar do empregado os valores referentes ao DSR em caso de faltas não justificadas. Esta nova redação determina que: • Fica autorizado o trabalho aos domingos nas atividades do comércio em geral. na prática.603 de 5 de dezembro de 2007 O trabalho aos domingos no comércio em geral foi autorizado em caráter permanente a partir de dezembro de 2007. 30.” (art.2. gerados pelo próprio texto da lei. inciso I.452. • O processo de fiscalização. nos termos do art.A LEI NA PRÁTICA O repouso semanal no comércio em geral Lei nº 11. este desconto vem tendo diferentes interpretações. nos termos do art. desde que autorizado em convenção coletiva de trabalho e observada a legislação municipal. 30.101. • É permitido o trabalho em feriados nas atividades do comércio em geral. da Constituição (art. sem motivo justificado.

3 Feriado em Domingo X DSR Quando o feriado incidir em domingo (ou dia de repouso durante a semana para os que trabalham em regime de escala de revezamento).” (art. 27. cumprindo integralmente o horário de trabalho. art.2 Horista. Diarista e Semanalista Ao horista. ou seja.048/49). Dec. visto os dias de repouso serem considerados já remunerados. não sendo cumulativas as remunerações (art. 7º § 2º) Há corrente jurisprudencial entendendo que o mensalista e o quinzenalista não estão sujeitos a assiduidade para fazer juz ao repouso remunerado. Semana anterior corresponde ao período de segunda-feira a domingo.do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) diárias. 2. anterior a semana em que recair o dia de repouso (Decreto nº 27. ainda que faltar ao trabalho sem justificativa legal. contudo. § 4º). Parte da doutrina e o costume entendem por “semana anterior” aquela que inclui o repouso da semana em que ocorreu a falta.2. respectivamente. o pagamento do repouso corresponderá a um só dia.048/49. 2. não é pacífico. 11. desconta-se somente o valor correspondente ao dia da falta. o direito ao repouso semanal remunerado depende de o empregado trabalhar durante toda a semana anterior. 25 . diarista e semanalista. Esse entendimento. 11.

CAPÍTULO 3 TURNOS E ESCALA DE TRABALHO 26 .

não havendo. salvo negociação coletiva. ou turmas de empregados.2 Turnos Fixos Para as empresas em que há sistema de turnos fixos. Exemplos de turnos fixos: 1º) Das 05:20 às 13:40. em face da ininterrupção do trabalho. com 1 hora de intervalo 2º) Das 13:40 às 22:00. Nestes casos é importante que as empresas sigam as orientações da Inspeção do Trabalho para a correta organização dos turnos de revezamento. § 1º da CLT (que preceitua que a hora noturna no período das 22 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte é apenas 52 minutos e 30 segundos). o descanso de outro empregado ou turma. b) o empregado.Empresas que necessitam de produção constante costumam adotar o sistema de turnos ininterruptos de trabalho. turno de revezamento. portanto. 3. trabalha alternadamente para que se possibilite. independentemente de haver. desde que não ultrapasse o limite de duas horas extras diárias.1 Turnos de Revezamento Os turnos de revezamento são aqueles em que o empregado (ou grupos deles) sucede a outro em revezamento. 3. Dependendo das necessidades e a natureza da atividade da organização estes turnos podem ser fixos ou de revezamento. 73. é necessário observar a jornada diária de 7h20. A prorrogação da jornada de seis horas é permitida mediante negociação coletiva. ou não. Exemplos de turnos de revezamento: 1º) 2º) 3º) 4º) Das 07:15 às 10:15 e das 10:30 às 13:30 Das 13:30 às 16:30 e das 16:45 às 19:45 Das 19:45 às 22:45 e das 23:00 à 01:30 Da 01:30 às 04:30 e das 04:45 às 07:15 c) o revezamento não sofra solução de continuidade no período de 24 horas. com horários variados a cada período (semana ou quinzena).71. que a determina como aquela onde: a) a empresa mantém uma ordem ou alternação dos horários de trabalho prestado em revezamento. A caracterização da jornada ininterrupta de trabalho fica clara na Instrução Normativa nº 1 de 12/10/88 (DOU 21/10/88). com 1 hora de intervalo 27 . determina a duração máxima de 6 horas diárias. será obrigatório um intervalo de 15 minutos) e do art. trabalho aos domingos. Para este tipo de jornada o artigo 7º. inciso XIV. da Constituição Federal. § 1º da CLT (de que qualquer trabalho contínuo. atendendo as determinações dos art. cuja duração ultrapasse quatro horas e não exceda a seis. com 1 hora de intervalo 3º) Das 22:00 às 05:20.

num dia de cada semana. com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas. de cada vez. • Pode ser concedida pela autoridade em matéria do trabalho uma autorização em caráter permanente para o trabalho em feriados civis e religiosos (desde que se estabeleça folga em outro dia da semana) nas atividades constantes na relação do decreto nº 27. cabendo ao Ministério do Trabalho expedir instruções em que sejam especificadas tais atividades. É BOM SABER • O trabalho em domingo.3 Período de Descanso Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. por sua natureza ou pela conveniência pública. seja total ou parcial. todo empregado tem direito a repouso remunerado. preferentemente aos domingos. tornem indispensável a continuidade do trabalho. nos feriados civis e nos religiosos. em razão do interesse público. 28 . A permissão será concedida a título permanente nas atividades que. nos termos da legislação própria.048 de 12/08/49.048. é proibido o trabalho em feriados nacionais e feriados religiosos. • Salvo por motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa de serviço (com autorização da autoridade competente em matéria de trabalho). ela será sob forma transitória.3. será sempre subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria do trabalho. deve-se solicitar autorização à autoridade competente em matéria do trabalho e aguardar o pronunciamento favorável ou não para o trabalho aos domingos e feriados civis e religiosos. deverá coincidir com o domingo. Conforme Regulamento do Decreto nº 27. com discriminação do período autorizado. • Para qualquer outra atividade não relacionada no decreto. devem ser remuneradas como extraordinárias. 66 da CLT. • Constituem exigências técnicas aquelas que. 68 da CLT). com exceção dos casos em que a execução dos serviços for imposta pelas exigências técnicas das empresas. no todo ou em parte. não excederá de sessenta dias (art. Esse descanso. Todo empregado tem direito a um descanso semanal de 24 horas consecutivas. o qual. inclusive com o respectivo adicional (Súmula nº 110 do TST). • No regime de revezamento. conforme estabelece o art. devem ser exercidas aos domingos. Nos demais casos. ou pelas condições peculiares às atividades da empresa ou ao local onde as mesmas exercem suas atividades. as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas. de acordo com a tradição local.

com a obrigação de que. por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho. que passaram a ter a seguinte redação: § 2º . pelo menos em um período máximo de sete semanas de trabalho.601/1998 com a alteração do § 2º e instituição do § 3º do art.3. 2º. letra b. nesses dias.5 Banco de Horas “Banco de Horas” é o mecanismo que possibilita a compensação do excesso de horas trabalhadas em um dia com a correspondente diminuição em outro.Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. cada empregado usufrua pelo menos de um domingo de folga. 3º da portaria nº 417. de 10/06/66). § 3º . foi introduzida pela Lei nº 9.Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária. A inovação denominada “Banco de Horas”. com exceção dos elencos teatrais e congêneres para os quais não há necessidade de organizar a escala de revezamento. de maneira que não exceda. calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. na forma do parágrafo anterior. e art. no período máximo de um ano. As empresas legalmente autorizadas a funcionar.4 Escala de Revezamento Nos serviços em que é permitido o trabalho em feriados civis e religiosos. deverão organizar a escala de revezamento ou folga. A escala de revezamento será efetuada através de modelo de livre escolha da empresa (art. 3. o excesso de horas de um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. 29 . a empresa deve determinar outro dia de folga na semana (com pena de pagar em dobro). 59 da CLT. previamente organizada e constante de quadro sujeito a fiscalização. sendo estabelecido para isso uma ESCALA DE REVEZAMENTO. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. à soma das jornadas semanais previstas. sem o pagamento de horas extras. fará o trabalhador jus ao pagamento das horas extras não compensadas.

CAPÍTULO 4 FALTAS E ATRASOS 30 .

na qualidade de representante de entidade sindical. estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro. em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana.375. em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada. f) no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra “c” do art. As situações em que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário estão determinadas no art. 65 da Lei nº 4. h) pelo tempo que se fizer necessário. b) até 3 (três) dias consecutivos. em virtude de casamento. i) pelo tempo que se fizer necessário. são consideradas faltas legais: a) se a ausência for devidamente justificada e abonada. São elas: a) até 2 (dois) dias consecutivos. o empregador poderá descontar-lhe do salário quantia correspondente à falta. ascendente. g) nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. em cada 12 (doze) meses de trabalho. quando tiver que comparecer a juízo. 473 da CLT. c) se a falta ao serviço estiver fundamentada na lei sobre acidente de trabalho. viva sob sua dependência econômica. nos termos da lei respectiva. não tenha havido trabalho. c) por 5 (cinco) dias. para o fim de se alistar eleitor. d) em caso de doença do empregado. 31 . Além dos itens do artigo 473 da CLT. sem motivo justificado. d) por um dia. descendente. irmão ou pessoa que. quando o empregado não cumprir integralmente seu horário de trabalho na semana anterior. por conveniência do empregador. de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar). em caso de falecimento do cônjuge.Quando o empregado. declarada em sua carteira de trabalho e previdência social. b) quando houver paralisação nos dias em que. quando. e) até 2 (dois) dias consecutivos ou não. devidamente comprovada. faltar ou chegar atrasado ao trabalho. segundo critério da administração do estabelecimento. poderá descontar-lhe inclusive o repouso semanal.

para as microempresas e empresas de pequeno porte. b) dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de. incumbida de assuntos de higiene ou de saúde pública. por meio de acordo ou convenção coletiva. É BOM SABER • Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. a importância da remuneração da hora suplementar. por médico a serviço da repartição federal. bem como a forma e a natureza da remuneração (art. São elas: a) transferência de função. em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. • Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. 392. • Poderão ser fixados. de maneira que não exceda. o tempo médio despendido pelo empregado.1 Proteção ao Trabalho da Mulher A mulher trabalhadora tem proteções especiais durante o período de gravidez. seis consultas médicas e demais exames complementares. logo após o retorno ao trabalho. por médico da empresa ou por ele designado. expressas pelo art. à soma das 32 . • Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. • O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. 59 § 1º da CLT). obrigatoriamente. por qualquer meio de transporte. 4. 58 § 1º da CLT). em caso de transporte fornecido pelo empregador. no período máximo de um ano. salvo quando. sem prejuízo do salário e demais direitos. quando as condições de saúde o exigirem. 58 § 3º da CLT). não será computado na jornada de trabalho. 58 § 2º da CLT). que será. o empregador fornecer a condução (art. § 4º da CLT. estadual ou municipal. por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho.Importante: a doença será comprovada mediante atestado fornecido por médico da instituição de previdência social a que estiver filiado o empregado. assegurada a retomada da função anteriormente exercida. no mínimo. o atestado poderá ser de médico de sua escolha. 50% (cinquenta por cento) superior à da hora normal (art. pelo menos. observado o limite máximo de dez minutos diários (art. Se não houver nenhuma dessas possibilidades na localidade em que trabalhar. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia.

243/2008 DOE:15/05/2008. do MPAS. serão as eleições marcadas para um domingo ou dia já considerado feriado por lei anterior. preceitua que a inclusão do diagnóstico codificado do CID no atestado médico depende da expressa concordância do paciente. O afastamento por incapacidade além do 15º dia é de competência da Previdência. Nos demais casos. por extenso numericamente. conforme o Código Internacional de Doença (CID). mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral. O início da dispensa deverá coincidir obrigatoriamente com os registros que determinaram a incapacidade. através da Lei Estadual nº 5. de 30 de setembro de 2007. 59 § 2º da CLT). sem prejuízo do salário. para terem sua eficácia plena deverão conter: a) tempo de dispensa concedida ao segurado.370 de 09/10/84. Obs. Quem trabalha nas eleições tem direito à folga? A Lei n٥ 9.jornadas semanais de trabalho previstas. na forma do parágrafo anterior.737. estabelece em seu art. Poderá ser estabelecido em Convenção Coletiva. Em algumas cidades pode ser decretado feriado através de Lei Municipal.2 Atestados Médicos com Eficácia Plena Conforme portaria nº 3. embora a folga prolongada já faça parte da cultura brasileira.: A portaria nº 3. Dia de eleição é feriado? A Lei n٥ 4. Prazo de entrega A legislação vigente não estabelece um prazo de entrega do atestado médico à empresa. do MPAS. 59 § 3º da CLT). fará o trabalhador jus ao pagamento das horas extras não compensadas. OBS. calculadas sobre o valor da remuneração na ? data da rescisão (art. a terça-feira de carnaval foi instituída feriado estadual em 14 de maio de 2008. vencimento ou qualquer outra vantagem. 98 que os eleitores nomeados para compor as Mesas Receptoras ou Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar seus trabalhos serão dispensados do serviço. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias (art. este período não é considerado feriado. TIRA-DÚVIDAS Carnaval é feriado? Não. c) assinatura do médico ou odontólogo sobre o carimbo do qual conste nome completo e registro do respectivo Conselho Profissional. 33 .: No Rio de Janeiro. • Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária. sancionada pelo Governador Sérgio Cabral. de 15 de julho de 1965 em seu art. todos os atestados médicos. A confusão acontece pelo fato de os calendários marcarem este dia como feriado. pelo dobro dos dias de convocação.291 de 20/02/84.504. Acordo Coletivo de Trabalho ou através de Regulamento Interno de Empresa. 4. 380 estabelece que será feriado nacional o dia em que se realizarem eleições de data fixada pela Constituição Federal. b) diagnóstico codificado.

CAPÍTULO 5 AFASTAMENTOS PREVIDENCIÁRIOS 34 .

encaminhar o empregado para perícia do INSS. 199 §§ 3º e 4º). (art. pelo endereço www. a Data do Início do Pagamento (DIP). conforme o caso. observado o disposto no art. trabalhador avulso. • Os benefícios de auxílio-doença. salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão (art.previdencia. conforme o caso. inclusive o decorrente de acidente do trabalho. • O direito ao benefício de auxílio-doença. a empresa deve pagar os primeiros quinze dias de afastamento e. Estas condições são aplicáveis aos benefícios requeridos a partir de 23 de novembro de 2000. inclusive os decorrentes de acidente do trabalho. terá acesso às decisões administrativas decorrentes do benefício requerido ou do documento dele originado (art. 103 desta Instrução Normativa (art. referente aos seus empregados ou contribuintes individuais que lhe prestam serviços. acidente de trabalho ou doença ocupacional. em manutenção.668 (art. a qualquer momento. concedidos por decisão judicial. quando sofrerem acidente de qualquer natureza (art.br. A seguir destacamos alguns artigos da Instrução Normativa nº 20 de 10/10/2007. 199 da IN 20 do INSS). deverão ser revistos semestralmente. 35 . observando: a) será considerada como DAT aquela em que for fixado o início da incapacidade para os segurados. 202 da IN 20 do INSS). facultativo. observando que a análise do direito será feita com base nas informações constantes do CNIS sobre as remunerações e vínculos. solicitar alteração. a partir de 1º de julho de 1994. após cumprida. será fixada na DER.199 § 6º). empregado doméstico. quando for o caso. • Será devido auxílio-doença. para todas as categorias de segurados. data da publicação do Decreto nº 3. • Não será devido auxílio-doença ao segurado que se filiar ao RGPS já portador de doença ou lesão invocada como causa para a concessão do benefício.§ 7º). 199 §2º). 199 § 5º). segurado especial e o desempregado. contribuinte individual. • Quando a empresa protocolar o requerimento pela internet. gov.Em caso de doença. b) nas situações em que o benefício for requerido após trinta dias contados da DAT ou da DII. ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de quinze dias consecutivos (art. inclusão ou exclusão das informações constante do CNIS. o prazo de espera para requerimento do benefício será contado a partir do dia seguinte ao término das férias ou da licença. Importante: quando o segurado empregado entrar em gozo de férias ou licença-prêmio ou qualquer outro tipo de licença remunerada. contado o prazo a partir da data de seu início ou da data de seu restabelecimento. ao segurado obrigatório e facultativo. podendo o segurado. independentemente de carência. que versam sobre os afastamentos previdenciários: • O auxílio-doença será devido ao segurado que. a carência exigida. • O requerimento de auxílio-doença poderá ser feito pela internet. 199. após este prazo. deverá ser analisado com base na Data do Afastamento do Trabalho (DAT) ou na Data do Início da Incapacidade (DII). com apresentação de documentos comprobatórios dos períodos ou das remunerações divergentes (art. 199 §1º).

poderá ser interposto um único PR. e o beneficiário não concordar com o indeferimento ou se ele tiver perdido o prazo do Pedido de Prorrogação. deverá ter o seu benefício revisto para inclusão dos salários-de-contribuição. aprovado pelo Decreto nº 3. o segurado que exercer mais de uma atividade estiver incapaz para o exercício de todas. observada a prescrição qüinqüenal (art. inclusive decorrente de acidente do trabalho. realizado por profissional diferente daquele que efetuou o último exame (art. 210 da IN 20 do INSS). 36 . • O segurado em gozo de auxílio-doença.• O benefício de auxílio-doença será suspenso quando o segurado deixar de submeter-se a exames médico-periciais. 207 § 2º). 207 da IN 20 do INSS).048/1999. 72 do RPS. conforme disposto no § 1º dos incisos I e II do art. o segurado não se sentir em condições de voltar ao trabalho. 208 da IN 20 do INSS). bem como a data do retorno ao Programa de Reabilitação Profissional. serão fixadas em função do último afastamento. estando incapacitado para uma ou mais atividades. inclusive em decorrência de acidente do trabalho. 90 desta Instrução Normativa (art. se o trabalhador estiver empregado ou serão fixadas em função do afastamento como empregado. Requerimento de Pedido de Prorrogação e Reconsideração (PP/PR) O Pedido de Prorrogação é um direito do beneficiário quando o resultado da última Avaliação Médica realizada pelo INSS tiver sido favorável e. • Ao segurado que exercer mais de uma atividade abrangida pela Previdência Social. • O benefício poderá ser reativado a qualquer data. Seus prazos de requerimento são: . • Para os fins previstos no “caput”.até 30 dias após a data da cessação do benefício anteriormente concedido. para fins de suspensão ou restabelecimento do benefício. se exercer a atividade de empregado concomitantemente com outra de contribuinte individual ou de empregado doméstico. exceto a tratamento cirúrgico e a transfusão de sangue. que ficar incapacitado para qualquer outra atividade que exerça. a DIB e a DIP. 209 da IN 20 do INSS). ao final do período estabelecido pela perícia. 207 § 1º). devendo ser restabelecido a partir do momento em que deixar de existir o motivo que ocasionou a suspensão. que será apreciado por meio de novo exame médico-pericial. o Técnico da Reabilitação Profissional comunicará ao Setor de Benefícios as datas da ocorrência da recusa ou do abandono do tratamento. O PP pode ser requerido a partir de 15 dias antes até a data da cessação do benefício. 90 desta Instrução Normativa (art. por ocasião do requerimento. • Na conclusão médico-pericial contrária à existência de incapacidade laborativa de segurados e beneficiários da Previdência Social e de incapacidade para a vida independente e para o trabalho dos beneficiários da Assistência Social. Se. . a tratamentos e a processo de Reabilitação Profissional proporcionados pela Previdência Social. observadas as disposições constantes no art. conforme o caso (art. desde que persista a incapacidade (art. será concedido um único benefício. desde que reste comprovada a incapacidade desde a data da suspensão. O Pedido de Reconsideração é um direito do beneficiário quando o resultado da última Avaliação médica realizada pelo INSS tiver sido contrário. observado o disposto no art. cumulativamente ou não.de imediato para o benefício negado ou até 30 dias contados da data da ciência da avaliação médica contrária à existência de incapacidade.

empregado(a) doméstico(a). nome completo da mãe e data do nascimento. 202 da IN 20 do INSS). Esse prazo não será exigido em caso de acidente de qualquer natureza (por acidente de trabalho ou fora do trabalho). os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador. É BOM SABER • Quando o segurado empregado entrar em gozo de férias ou licença-prêmio ou qualquer outro tipo de licença remunerada.1 Auxílio-Doença Benefício concedido ao segurado impedido de trabalhar por doença ou acidente por mais de 15 dias consecutivos. e a Previdência Social paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho. ao se filiar à Previdência Social.5. nome completo do(a) requerente. Importante: não tem direito ao auxílio-doença quem. empregado(a) e desempregado(a). desobrigando a empresa do pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento do empregado. O auxílio-doença pode ser solicitado pela internet ou nas agências da Previdência Social. se contribuinte individual. • Caso o empregado retornar ao trabalho e necessitar solicitar novo benefício pela mesma doença dentro de 60 dias da concessão do benefício anterior. Para isso é preciso informar: a) NIT – Número de Identificação do Trabalhador (PIS/PASEP/CICI). 37 . d) CPF e nome do empregador no caso de empregado(a) doméstico(a). o trabalhador tem de contribuir para a Previdência Social por. 12 meses. a não ser quando a incapacidade resulta do agravamento da enfermidade. no mínimo. segurado especial (trabalhador rural). b) indicar a categoria do trabalhador. Para ter direito ao benefício. Para concessão de auxílio-doença é necessária a comprovação da incapacidade em exame realizado pela perícia médica da Previdência Social. trabalhador avulso. a Previdência considera “Prorrogação do Benefício”. c) data do último dia de trabalho no caso do (a) empregado(a). já tiver doença ou lesão que geraria o benefício. facultativo. o prazo de espera para requerimento do benefício será contado a partir do dia seguinte ao término das férias ou da licença (art. O auxílio-doença deixa de ser pago quando o segurado recupera a capacidade e retorna ao trabalho ou quando o benefício se transforma em aposentadoria por invalidez. No caso dos trabalhadores com carteira assinada. CID constante do atestado médico que gerou o afastamento e CNPJ da empresa.

provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou a redução. 213 da IN 20 do INSS). na forma do art. o novo pedido será indeferido prorrogando o benefício anterior. a DIB e a DIP. 213 § 1º da IN 20 do INSS). 213 § 2º da IN 20 do INSS). Nesta mesma IN. será exigida a apresentação do respectivo boletim (art. em razão de agravamento de seqüela decorrente de acidente de trabalho ou doença profissional ou do trabalho. é indispensável para caracterização do acidente o registro de comparecimento ao órgão gestor de mão-de-obra ou ao sindicato (art. permanente ou temporária. desta Instrução Normativa (art.212 da IN 20 do INSS). trabalhador avulso ou segurado especial. em seu art. Se concedida reabertura de auxílio-doença acidentário. os acidentes de trabalho são classificados em três tipos: I – acidente típico (tipo 1).213/91. Na situação prevista no “caput”. III – acidente de trajeto (tipo 3). no caso de doença profissional ou de doença do trabalho. que é aquele que ocorre no percurso do local de residência para o de trabalho ou desse para aquele.1 Acidente de Trabalho A Instrução Normativa nº 20. com fixação da DIB dentro de sessenta dias da cessação do benefício anterior. quando for o caso (art. sendo obrigatório o cadastramento da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). serão fixadas observando o disposto no § 1º do art. 211. 216 § 2º da IN 20 do INSS). bem como a auxílio-acidente. trabalhador avulso e segurado especial. 216 § 3º da IN 20 do INSS). desde que na referida data comprove a qualidade de segurado.5. tiver interrompido ou alterado o percurso habitual (art. Os pedidos de reabertura de auxílio-doença decorrentes de acidente de trabalho deverão ser formulados mediante apresentação da CAT de reabertura. Será devido o benefício de auxílio-doença decorrente de acidente de trabalho ao segurado empregado (exceto o doméstico). quando exercer atividade remunerada na condição de empregado. da capacidade para o trabalho. Considera-se como o dia do acidente. define como Acidente do Trabalho aquele que ocorre pelo exercício da atividade a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho. a DII de laboração para o exercício da atividade habitual ou o dia da segregação compulsória ou o dia em que for realizado o diagnóstico. considerando a distância e o tempo de deslocamento compatíveis com o percurso do referido trajeto (art. que é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. 38 . 60 da Lei nº 8. Importante: se o acidente do trabalhador avulso ocorrer no trajeto do órgão gestor de mão-de-obra ou sindicato para a residência. II – doença profissional ou do trabalho (tipo 2). poderá ser concedido novo benefício. Quando houver registro policial da ocorrência do acidente. Se ultrapassado o prazo estabelecido para o restabelecimento. descontandose os dias trabalhados. por interesse pessoal. 216 da IN 20 do INSS). Não se caracteriza como acidente de trabalho o acidente de trajeto sofrido pelo segurado que.1. de reabertura e vinculação desta ao novo benefício (art. 216 § 1º da IN 20 do INSS). O presidiário somente fará jus ao benefício de auxílio-doença decorrente de acidente do trabalho. valendo para esse efeito o que ocorrer primeiro (art. quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão do acidente ou doença ocupacional que gere incapacidade laborativa (art. 214 da IN 20 do INSS). 203.

No caso do segurado empregado e trabalhador avulso exercerem atividades concomitantes e vierem a sofrer acidente de trajeto entre uma e outra empresa na qual trabalhe. deverá ser exigido: I – o boletim de registro policial da ocorrência ou. se necessário. Importante: é considerado como agravamento do acidente aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade da Reabilitação Profissional. 224 da IN 20 do INSS).224 § 2º).230 da IN 20 do INSS). 286 do RPS. aprovado pelo Decreto nº. solicitar o PPP diretamente ao empregador.048/1999 (art.Em caso do acidente resultar na morte do empregado. exceto o doméstico.1. se necessário. em caso de morte. 219).048/1999 e anteriormente ao início de qualquer procedimento administrativo ou de medida de fiscalização. seus dependentes. se houver. o nexo técnico só será estabelecido se a previsão de afastamento for superior a quinze dias consecutivos (art. III – no caso do trabalhador avulso. II – o laudo de exame cadavérico ou documento equivalente. a entidade sindical da categoria. IV – no caso de segurado desempregado.048/1999 (art. A CAT entregue fora do prazo estabelecido no art. aprovado pelo Decreto nº 3. cópia do inquérito policial. 3. 336 do RPS. Serão responsáveis pelo preenchimento e encaminhamento da CAT: I – no caso de segurado empregado. 39 .2 CAT – Comunicação do Acidente de Trabalho O CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) é um documento de notificação compulsória das situações que envolvam acidentes em local de trabalho ou de trânsito de trabalho (casa/trabalho ou trabalho/casa). 222). III – a certidão de óbito (art. a empresa empregadora. efetuar pesquisa ou realizar vistoria do local de trabalho. 224 § 1º). Para o empregado. a empresa tomadora de serviço e. a perícia médica do INSS poderá ouvir testemunhas. caracteriza-se como denúncia espontânea. 217). A emissão da CAT é obrigatória. o médico assistente ou qualquer autoridade pública. a fim de que o trabalhador possa receber o benefício de AT (Acidente de Trabalho) ou DO (Doença Ocupacional). será obrigatória a emissão da CAT pelas duas empresas (art. as pessoas ou as entidades constantes do § 3º do art. para o esclarecimento dos fatos e o estabelecimento do nexo causal (art. o sindicato da categoria ou o órgão gestor de mão-de-obra. sob pena de multa aplicada e cobrada na forma do art. A empresa deverá comunicar o acidente ocorrido com o segurado empregado. Para caracterização técnica do nexo causal do acidente de trabalho. a IN 20 dispõe que: Quando do acidente resultar a morte imediata do segurado. nas situações em que a doença profissional ou do trabalho manifestou-se ou foi diagnosticada após a demissão. na falta dela. o próprio acidentado. caberá ao profissional técnico da Reabilitação Profissional emitir a CAT e encaminhá-la para a perícia médica. II – para o segurado especial. de imediato à autoridade competente. aprovado pelo Decreto nº 3. e o trabalhador avulso até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. Neste caso. 336 do RPS. que preencherá o campo atestado médico (art. 5.

Compete ao emitente da CAT a responsabilidade pelo envio de vias dessa Comunicação às pessoas e às entidades indicadas. 228 § 3º da IN 20 do INSS). formalizada nos termos do § 3º do art. a qual será apresentada pelo segurado ao médico-perito do INSS. A CAT registrada pela internet é válida para todos os fins no INSS e deverá ser impressa. o número do Conselho Regional de Medicina (CRM). aprovado pelo Decreto nº 3. 226 da IN 20 do INSS). inclusive o diagnóstico com o Código Internacional de Doença (CID). data e carimbo do profissional médico. 227 da IN 20 do INSS). O formulário da CAT poderá ser substituído por impresso da própria empresa. 336 do RPS. desde que contenha todos os campos do modelo do INSS (art.048/1999. doença ocupacional ou óbito imediato. A CAT deverá ser preenchida com todos os dados informados nos seus respectivos Importante: os casos de acidente com afastamento igual ou inferior a quinze dias não serão encaminhados à perícia médica. contendo assinatura. 40 . 230 da IN 20 do INSS). por ocasião da avaliação médico-pericial (art. 228 § 1º e 2º da IN 20 do INSS).Não se caracteriza como denúncia campos. não sendo necessária aposição de carimbo na CTPS do acidentado (art. É BOM SABER • Para fins de cadastramento da CAT. seja particular. III – 3º via: ao sindicato dos trabalhadores. IV – 4º via: à empresa. espontânea a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). caso o campo atestado médico do formulário da CAT não esteja preenchido e assinado pelo médico assistente. As comunicações de acidente de trabalho feitas perante o INSS devem se referir às seguintes ocorrências: I – CAT inicial: acidente de trabalho típico. II – CAT reabertura: afastamento por agravamento de lesão de acidente de trabalho ou de doença profissional ou do trabalho. deve ser apresentado atestado médico original. II – 2º via: ao segurado ou dependente. III – CAT comunicação de óbito: falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. após o registro da CAT inicial (art. constar assinatura e carimbo de identificação do emitente e médico assistente. em 4 (quatro) vias. A CAT poderá ser registrada na agência da Previdência Social mais conveniente ao segurado ou pela internet. com a seguinte destinação: I – 1º via: ao INSS.229 §§1º e 2º da IN 20 do INSS). trajeto. circunscricionante da sede da empresa para as providências cabíveis (art. cabendo à APS comunicar a ocorrência à unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil. de convênio ou do Sistema Único de Saúde (SUS) – (art. desde que nele conste a devida descrição do atendimento realizado ao acidentado do trabalho. e o período provável para o tratamento.

173 do Decreto 3. 41 . o segurado aposentado deverá ser cientificado do encerramento da CAT e orientado quanto ao direito à Reabilitação Profissional. de 1991. 69”. “o segurado em gozo de aposentadoria por tempo de contribuição. quando empregado ou trabalhador avulso. 228 § 7º da IN 20 do INSS). • Não serão consideradas CAT de reabertura para as situações de simples assistência médica ou de afastamento com menos de quinze dias consecutivos (art. em face do disposto no § 2º do art. • O óbito decorrente de acidente ou de doença profissional ou do trabalho. 228 § 4º da IN 20 do INSS). 228 § 8º da IN 20 do INSS).048. o art. que serão relativos à data da reabertura (art. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT de reabertura. A LEI NA PRÁTICA Aposentado X Acidente de Trabalho Segundo o art. • O atestado original também deverá ser apresentado ao médico-perito por ocasião da avaliação médico-pericial. especial ou por idade.• Na CAT de reabertura de acidente de trabalho. por CAT de comunicação de óbito. sendo obrigatória apresentação do atestado médico original por ocasião do requerimento de benefício (art. (art.213. observado o disposto no art. deverão constar as mesmas informações da época do acidente. 228 § 6º da IN 20 do INSS). Nestes casos. desde que atendidos os requisitos legais. nos casos de aposentadoria especial. último dia trabalhado. • No ato do cadastramento da CAT via internet o emissor deverá transcrever as informações constantes no atestado médico para o respectivo campo da CAT. exceto quanto ao afastamento. que voltar a exercer atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social. a proibição de que trata o parágrafo único do art. atestado médico e data da emissão. deverá ser registrada e encerrada.228 § 5º da IN 20 do INSS). 231 da IN 20 determina que a CAT relativa ao acidente do trabalho ou à doença do trabalho ou à doença profissional ocorridos com o aposentado que permaneceu na atividade como empregado ou a ela retornou. constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial (art. será comunicado ao INSS. Por isso. somente terá direito ao salário-família e à reabilitação profissional. 18 da Lei nº 8. 168 e.

§ 1º da IN 20 do INSS).2 Auxílio-Acidente Benefício pago ao trabalhador que sofre um acidente e fica com seqüelas que reduzem sua capacidade de trabalho. 75 do RPS (art. a documentação abaixo: I – CP ou CTPS. Quando do reconhecimento do direito ao salário-família. porque eles já foram exigidos na concessão do auxíliodoença. ao segurado empregado (exceto ao doméstico) e ao trabalhador avulso. Têm direito ao auxílio-acidente o trabalhador empregado. É BOM SABER • O auxílio-acidente também será devido ao segurado que. o limite máximo do salário-decontribuição será atualizado pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do RGPS. Para concessão do auxílio-acidente não é exigido tempo mínimo de contribuição. . pode ser acumulado com outros benefícios pagos pela Previdência Social exceto aposentadoria. em razão do mesmo acidente ou de doença que lhe tenha dado origem. Para pedir auxílio-acidente. 81 e 83 do RPS. em seu art.3 Salário-Família A Instrução Normativa nº 20. foi demitido pela empresa no período em que estava recebendo auxílio-doença decorrente de acidente do trabalho ou acidente de qualquer natureza ou causa. indevidamente. por ter caráter de indenização. observado o disposto no § 3º do art. O empregado doméstico. O benefício deixa de ser pago quando o trabalhador se aposenta. II – certidão de nascimento do filho (original e cópia). fixados em portaria ministerial (art. Para fins de reconhecimento do direito ao salário-família. o trabalhador avulso e o segurado especial. É concedido para segurados que recebiam auxílio-doença. tomar-se-á como parâmetro o salário-de-contribuição da competência a ser pago o benefício (art. 255. nos termos dos arts. por meio de exame da perícia médica da Previdência Social. desde que tenham salário-de-contribuição inferior ou igual ao limite máximo permitido. • O auxílio-acidente será suspenso quando da concessão ou da reabertura do auxílio-doença.048/1999. III – caderneta de vacinação ou equivalente. 232 § 2º da IN 20 do INSS). 261 da IN 20 do INSS). e que as seqüelas definitivas resultantes estejam conforme discriminadas na lei (art. O salário-família será devido a partir do mês em que for apresentada à empresa ou ao órgão gestor de mão-de-obra ou ao sindicato dos trabalhadores avulsos ou ao INSS. na proporção do respectivo número de filhos ou equiparados. determina que o salário-família será devido. mas o trabalhador deve ter qualidade de segurado e comprovar a impossibilidade de continuar desempenhando suas atividades. mensalmente.5. O auxílio-acidente. 5. aprovado pelo Decreto nº 3. o contribuinte individual e o facultativo não recebem o benefício. 16.232 § 1º da IN 42 20 do INSS). 232. o trabalhador não precisa apresentar documentos.

O salário-família correspondente ao mês de afastamento do trabalho será pago integralmente pela empresa. A empresa. independentemente do número de dias trabalhados ou em benefício. condicionado à apresentação pela segurada empregada da documentação solicitada. 82. Importante: o pagamento do salário-família. no caso de empregado. contados a partir de 2000 (art. na mesma data. caberá o pagamento das cotas relativas ao período suspenso (art. Será necessária a apresentação do atestado de vacinação e freqüência escolar. pelo sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra. o direito ao salário-família rege-se também pelos seguintes dispositivos: I . 233 § 3º da IN 20 do INSS). o segurado deve firmar termo de responsabilidade. ainda que a empregada esteja em gozo de salário-maternidade. V – comprovante de freqüência à escola.quando dependente menor de sete anos. uma vez que esta informação é de responsabilidade da empresa. enteado).tendo havido divórcio. contados a partir de 2000. de 1997.048/1999 (art. A invalidez do filho ou equiparado maior de quatorze anos de idade deve ser verificada em exame médico-pericial a cargo da Previdência social (art. 233 §§ 4º e 5º da IN 20 do INSS). no ato do requerimento do benefício. quando o salário-família for pago pela Previdência Social. II – se após a suspensão do pagamento do salário-família.523. quando dependente a partir de sete anos. ainda que fora de prazo. conforme o caso. 235 da IN 20. II – a cota de salário-família referente ao menor sob guarda somente será devida ao segurado com contrato de trabalho em vigor desde 13 de outubro de 1996. o salário-família passará a ser pago diretamente àquele a cujo cargo ficar o sustento do menor. se houver determinação judicial nesse sentido. o órgão gestor de mão-de-obra ou o sindicato de trabalhadores avulsos ou o INSS suspenderá o pagamento do salário-família se o segurado não apresentar o atestado de vacinação obrigatória e a comprovação de freqüência escolar do filho ou equiparado. 234 da IN 20 do INSS). a cargo da perícia médica do INSS. do RPS. não é obrigatória a apresentação da certidão de nascimento do filho ou documentação relativa ao equiparado (tutelado. 233 da IN 20 do INSS). Mas. quando dependente maior de quatorze anos. separação judicial ou de fato dos pais. o segurado comprovar a vacinação do filho. aprovado pelo Decreto nº 3. órgão gestor de mão-de-obra ou sindicato de trabalhadores avulsos. e do mês da cessação de benefício pelo INSS. detinha essa condição. Segundo o art. convertida na Lei nº 9. data da vigência da MP nº 1. nos meses de maio e novembro. bem como ao trabalhador avulso que. observado o disposto no inciso II do art. sendo observado que: I – não é devido o salário-família no período entre a suspensão da quota motivada pela falta de comprovação da freqüência escolar e sua reativação. é de responsabilidade da empresa. ou em caso de abandono legalmente caracterizado ou perda do pátrio poder.528. nas datas definidas neste artigo até que a documentação seja apresentada. conforme os prazos determinados durante a manutenção do benefício (art. sendo obrigatória nos meses de novembro. III – para efeito de concessão e manutenção do salário-família. no atestado de afastamento. A cota do salário-família deve ser paga por filho ou equiparado de qualquer condição até quatorze anos de idade ou inválido de qualquer idade. no qual se comprometa a comunicar à empresa ou ao Instituto Nacional do Seguro Social qualquer fato ou circunstância 43 . IV – comprovação de invalidez. ou a outra pessoa. 233 §§ 1º e 2º da IN 20 do INSS). salvo se provada a freqüência escolar no período.

dentro do período previsto no art. b) o evento seja igual ou posterior a 14 de junho de 2007. O 44 requerimento do salário-maternidade da segurada que mantenha a qualidade de segurada é a certidão de nascimento do filho. em caso do não cumprimento. 236 § 2º da IN 20 do INSS). a descontar dos pagamentos de cotas devidas com relação a outros filhos ou. a contar do mês seguinte ao da data do aniversário. o INSS. O salário-maternidade é devido à segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial a partir de 16 de abril de 2002.4 Salário-Maternidade As trabalhadoras que contribuem para a Previdência Social. 93-A do RPS. observado o disposto no § 2º do art. considerando. 154 do RPS aprovado pelo Decreto nº 3. sindicato ou órgão gestor de mão-de- obra de cada recebimento mensal do saláriofamília. inclusive em caso de natimorto ou a guarda judicial para fins de adoção ou a adoção ou aborto espontâneo. ficando sujeito. V – o empregado deve dar quitação à empresa. seja empregada. salvo se inválido. IV – a falta de comunicação oportuna de fato que implique cessação do salário-família. a contar do mês seguinte ao do óbito. na falta delas. trabalhadora avulsa. Para fins de concessão do salário-maternidade. o valor das cotas indevidamente recebidas. de 15 de abril de 2002. d) pelo desemprego do segurado. VI – as cotas do salário-família não serão incorporadas. conforme o caso.421. exceto nos casos de aborto espontâneo. com início até 28 (vinte e oito) dias anteriores ao parto e término 91 (noventa e um) dias depois dele. em qualquer hipótese. b) quando o filho ou equiparado completar quatorze anos de idade. para qualquer efeito. empregada doméstica. inclusive. VII – o direito ao salário-família cessa automaticamente: a) por morte do filho ou equiparado. de fraude de qualquer natureza para o seu recebimento. O parto é considerado como fato gerador do salário maternidade. O benefício foi estendido também para as mães adotivas. inclusive em caso de natimorto (art. sem prejuízo das sanções penais cabíveis. e no de adoção ou guarda a fins de adoção. a contar do mês seguinte ao da cessação da incapacidade. trabalhadora avulsa e doméstica).que determine a perda do direito ao benefício. 236 §§ 3º e 4º da IN 20 do INSS). pelo empregado.122 (art. data da publicação da Lei nº 10. do próprio salário do empregado ou da renda mensal do seu benefício. desde que mantida a qualidade de segurada. deverá ocorrer dentro do período de graça. o sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra. às sanções penais e trabalhistas. devendo o evento ocorrer. considera-se parto o evento ocorrido a partir da 23ª semana (6º mês) de gestação. na própria folha de pagamento ou por outra forma admitida. 236 § 1º da IN 20 do INSS). o dia do parto (art. têm direito ao salário-maternidade durante 120 dias.048/1999. observando que: a) o nascimento da criança. facultativa ou segurada especial. para fins de adoção de criança com idade: documento comprobatório para . bem como a prática. 13 do mesmo diploma legal (art. casos em que serão observadas as regras do art. O salário-maternidade é devido à segurada desempregada (empregada. 236 da IN 20 do INSS). data da publicação do Decreto nº 6. quando deverá ser apresentado atestado médico. para a que cessou as contribuições (contribuinte individual ou facultativa) e segurada especial. ao salário ou ao benefício. contribuinte individual. de modo que a quitação fique plena e claramente caracterizada. c) pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido. 5. autoriza a empresa.

II – parcialmente variável. III – a partir de quatro anos até completar oito anos. será devido o salário-maternidade somente enquanto existir a relação de emprego (art. • O salário-maternidade não é devido quando o termo de guarda não contiver a observação de que é para fins de adoção ou só contiver o nome do cônjuge ou companheiro (art.048/1999. é devido um único salário-maternidade relativo à criança de menor idade. 236 § 8º da IN 20 do INSS). 236 § 9º da IN 20 do INSS). tratar-se de guarda para fins de adoção (art. No caso de empregos concomitantes ou de atividade simultânea na condição de segurada empregada com contribuinte individual ou doméstica. é aquela constituída de parcelas fixas e variáveis. • Para a concessão do salário-maternidade é indispensável que conste da nova Certidão de Nascimento da criança ou do termo de guarda. • Quando houver adoção ou guarda judicial para adoção de mais de uma criança. III – totalmente variável. por sessenta dias. Entende-se por remuneração da segurada empregada: I – fixa. excetuando-se o décimo terceiro-salário.I – até um ano completo. 236 § 7º da IN 20 do INSS). II – a partir de um ano até quatro anos completo. ou se for o caso de salário total ou parcialmente variável. por trinta dias (art. observada a contribuição prevista nos arts. a partir de 1º de julho de 1994. É BOM SABER • Para a segurada com contrato temporário. 45 . 214 do RPS aprovado pelo Decreto nº 3. a segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego (art. Valor do benefício A renda mensal do salário-maternidade para a segurada empregada. tomando-se por base as informações constantes no CNIS. 236 § 6º da IN 20 do INSS). 198 e 199 do RPS e nas disposições do art. 81 da IN 20. é aquela constituída somente de parcelas variáveis. observando que no caso de empregos concomitantes. 236 § 10º da IN 20 do INSS). ela fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego ou atividade. 236 § 5º da IN 20 do INSS). por cento e vinte dias. apurada de acordo com a lei salarial ou o dissídio coletivo da categoria. • O salário-maternidade é devido à segurada independentemente de a mãe biológica ter recebido o mesmo benefício quando do nascimento da criança (art. na igualdade da média aritmética simples dos seus seis últimos salários. o nome da segurada adotante ou guardiã. consiste numa renda mensal igual a sua remuneração devida no mês do seu afastamento. bem como deste último. é aquela constituída de valor fixo que varia em função dos reajustes salariais normais. adiantamento de férias e as rubricas constantes do § 9º do art.

• O atestado médico original de que trata o § 3º do art. 250 § 1º da IN 20 do INSS). Quando o desconto na empresa ou no INSS atingir o limite máximo do saláriode-contribuição. II – pelo INSS. sobre a remuneração relativa aos dias trabalhados. deve ser específico para o fim de prorrogação dos períodos de repouso anteriores ou posteriores ao parto (art. respeitado o limite máximo do salário-de-contribuição. 250 § 2º da IN 20 do INSS). sem necessidade de avaliação médico-pericial pelo INSS (art. tanto no início quanto no término do benefício. 239 da IN 20 do INSS). aplicando-se a alíquota devida sobre a remuneração mensal integral. o desconto referente à contribuição da empregada. com os acréscimos legais (art. • Tratando-se de parto antecipado ou não. observado o disposto no § 2º do art. sobre o salário-maternidade relativo aos dias correspondentes. comprovado mediante atestado médico original. cujo afastamento do trabalho da segurada tenha ocorrido após 28 de novembro de 1999. aprovado pelo Decreto nº 3. a segurada terá direito aos cento e vinte dias previstos em lei. A empresa que efetuou dedução relativa ao salário maternidade. a DIB será fixada no afastamento do trabalho constante do atestado médico original. 202 do RPS e das contribuições devidas a outras entidades durante o período de gozo do benefício de que trata esta Subseção (art. 250 da IN 20 do INSS). 238 da IN 20 do INSS).Importante: a empresa deverá continuar recolhendo a contribuição de vinte por cento sobre o valor do salário-maternidade pago diretamente pelo INSS à segurada empregada. deverá recolher o valor correspondente a essa dedução indevida. além da contribuição prevista no art. ainda que ocorra parto de natimorto. 237 da IN 20 do INSS). o período de repouso poderá ser prorrogado por duas semanas antes do parto e ao final dos 120 dias de licença. 46 . • Em casos comprovados por atestado médico. se a do afastamento for anterior à data de nascimento da criança (art. É BOM SABER • Havendo requerimento após o parto. 93 do RPS. não caberá mais nenhum desconto pela outra parte (art. apresentado pela segurada. será feito da seguinte forma: I – pela empresa. 236 desta Instrução Normativa. aplicandose a alíquota que corresponde à remuneração mensal integral. 250 § 3º da IN 20 do INSS). observado o limite máximo do salário-de-contribuição (art. Quando o recebimento do salário-maternidade corresponder à fração de mês.048/1999.

compreendendo as situações em que exista algum risco para a vida do feto ou criança ou da mãe. terá o benefício suspenso. inclusive o decorrente de acidente de trabalho. a pedido da segurada. exceto nos casos de segurada empregada. requerido a partir de 9 de janeiro de 2002. bem como os comprovantes dos recolhimentos dos salários-de-contribuição efetuados a partir dos valores declarados na CTPS (art. O beneficio por incapacidade deve ser restabelecido a contar do primeiro dia seguinte ao término do período de 120 (cento e vinte) dias (art. deverá apresentar a CTPS. 241 da IN 20 do INSS). 248 § 1º da IN 20 do INSS). a contar da data do parto. fixando-se novo limite. • A segurada em gozo de auxílio-doença. 96 e arts. • O salário-maternidade pode ser requerido no prazo de cinco anos. • Durante o período de percepção de salário-maternidade. 239 §§ 1º e 2º da IN 20 do INSS). 247 §§ 1º e 2º da IN 20 do INSS). • Durante o período de graça a segurada desempregada fará jus ao recebimento do salário maternidade nos casos de demissão antes da gravidez. Mas. durante a gestação. após a concessão. devendo observar o disposto no § 6º do art. Para a segurada em prazo de manutenção da qualidade de segurado. • Se fixada a concessão do benefício por incapacidade durante a vigência do saláriomaternidade e ficar constatado. devendo o atestado médico ser apreciado pela perícia médica do INSS. 248 da IN 20 do INSS). situações em que o benefício será pago diretamente pela Previdência Social (art. quando do pedido de revisão do valor da renda do salário-maternidade. • A empregada doméstica. deverá ser concedido novo benefício (art. O salário-maternidade da empregada será devido pela previdência social enquanto existir a relação de emprego (art. • O pagamento do salário-maternidade não pode ser cancelado. cabendo revisão do ato de concessão no prazo de dez anos. • A segurada empregada ou a trabalhadora avulsa. ao requerer revisão de benefício. 241 § 2º da IN 20 do INSS). 247 da IN 20 do INSS). ou. nas hipóteses de dispensa por justa causa ou a pedido. se vier a fazer jus ao salário-maternidade. deverão apresentar documentos que comprovem a alteração salarial. este será restabelecido.Estas prorrogações consistem em excepcionalidades. 249 da IN 20 do INSS). forem detectados fraude ou erro administrativo. que esta permanece incapacitada para o trabalho pela mesma doença que originou o auxílio-doença cessado. 47 . a contar do recebimento da primeira prestação (art. 248 § 2º da IN 20 do INSS). 393 a 395 da IN 20 (art. será devida a contribuição previdenciária (art. que é pago diretamente pela empresa. mediante avaliação da perícia médica do INSS. se na avaliação da perícia médica do INSS ficar constatada a incapacidade da segurada para o trabalho em razão de moléstia diversa do benefício de auxílio-doença cessado. fica assegurado o direito à prorrogação somente para repouso posterior ao parto (art. salvo se.

por meio de GPS. A mãe trabalhadora tem direito à liberação para amamentação? O período de amamentação também é determinado pela CLT. a ser quitada até o dia 20 de dezembro do ano a que se referir o respectivo recolhimento. 395 da CLT que diz “em caso de aborto não criminoso. Por isso o art. a mulher terá um repouso remunerado de 2 (duas) semanas. o período de 6 (seis) meses poderá ser dilatado. Segundo o art. E ainda complementa que “quando a saúde do filho o exigir. ? TIRA-DÚVIDAS Salário-maternidade é devido em caso de aborto não criminoso? Sim! Segundo o Decreto 3. comprovado por atestado médico oficial. 241§ 3º da IN 20 determina: I – a responsabilidade pelo pagamento do salário-maternidade será da empresa. art. inciso II. 254 da IN 20 do INSS). até que este complete 6 (seis) meses de idade.048/99. veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante. “em caso de aborto não criminoso. correspondente ao período em que a segurada esteve em gozo de salário-maternidade. durante a jornada de trabalho. que deverá responder pelos salários do período. a segurada terá direito ao salário-maternidade correspondente a duas semanas”. A LEI NA PRÁTICA Salário Maternidade X Estabilidade A Constituição Federal no art. 48 . 93 § 5º. é a base de cálculo para a contribuição à Previdência Social e para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS (art. 396 “para amamentar o próprio filho. comprovado mediante atestado médico fornecido pelo Sistema Único de Saúde ou pelo serviço médico próprio da empresa ou por ela credenciado. II – no campo 4. a mulher terá direito. 10. • O valor do recolhimento previdenciário relativo ao décimo-terceiro salário (abono anual) do salário-maternidade da empregada deverá ser efetuado pelo empregador. A mesma colocação encontramos no art. ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento”. 253 da IN 20 do INSS). alínea “b” do ato das Disposições Constitucionais Transitórias. da seguinte forma: I – no campo 3. a 2 (dois) descansos especiais. ainda que parte dele tenha sido paga pelo INSS. fazer constar o mês de competência do 13º salário a que se refere o respectivo recolhimento (art. pôr o código de recolhimento normal da empresa. de meia hora cada um”. a critério da autoridade competente”.• O décimo-terceiro salário (abono anual) pago pelo INSS. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

considerando tratar-se de obrigação da empresa/empregador. 49 . o benefício será concedido pela Previdência Social.172. ** Ou 24 meses. podendo o segurado comprovar até o dia anterior imediatamente o reingresso ou pagamento relativo ao mês imediato ao fim dos prazos da manutenção da qualidade de segurado. o servidor poderá encaminhar consulta à Vara do Trabalho local ou ao Tribunal Regional do Trabalho. a partir dos prazos previstos na tabela a seguir: Situação Até 120 contribuições Período de Graça A partir de 6/3/1997 Decreto nº 2. solicitando informação sobre a existência de reclamatória trabalhista ajuizada pela requerente contra o empregador. 97 do RPS. 5. o segurado perde os direitos inerentes a essa qualidade. 2º e 3º deste artigo. o benefício não poderá ser concedido. art. contando o segurado com mais de 120 meses de atividade rural. IV – havendo dúvida fundada. III – a requerente deverá assinar declaração específica com a finalidade de identificar a causa da extinção do contrato de trabalho. b) tratando-se de dispensa arbitrária ou sem justa causa ocorrida no período entre a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.II – ocorrido o fato gerador dentro do período de manutenção da qualidade de segurada. observado o contido nos §§ 1º. *** O dia 16 corresponde apenas à data da caracterização ou não da perda da qualidade de segurado.213/91) das contribuições 12 meses após o Segurado Especial encerramento da atividade ** Dia 16 do 14º mês 3 meses após o Serviço Militar licenciamento * Contando o segurado com mais de 120 contribuições. para a requerente cujo último vínculo seja de empregada deverá ser observado: a) tratando-se de dispensa por justa causa ou a pedido. de 6/3/1997(***) Dia 16 do 14º mês Dia 16 do 26º mês Dia 16 do 14º ou 26º mês Dia 16 do 14º mês ___ Dia 16 do 8º mês Dia 16 do 14º mês Dia 16 do 5º mês Dia 16 do 5º mês 12 meses após encerramento da atividade 24 meses após Mais de 120 contribuições encerramento da atividade 12 ou 24 meses* após a Em gozo de benefício cessação do benefício Recluso 12 meses após o livramento 12 meses após a interrupção Contribuinte em dobro das contribuições Facultativo (a partir da Lei 6 meses após a interrupção nº 8. tendo em vista o parágrafo único.5 A Qualidade de Segurado Segundo a Instrução Normativa nº 20.

• A partir de 29 de novembro de 1999. Já as horas extras prestadas a menos de um ano podem ser suprimidas sem indenização. ocorrer alteração nas datas de vencimento de recolhimentos. domingo ou feriado. os prazos vigentes no dia do desligamento da atividade (§ 4º). não havendo expediente bancário no dia dois. recaindo o dia 15 no sábado. para manutenção ou perda da qualidade de segurado. por força de lei. as horas a ele dedicadas devem ser consideradas como extras. mesmo habituais. • Permanece o entendimento de que. ? TIRA-DÚVIDAS OUTRAS QUESTÕES IMPORTANTES SOBRE JORNADA DE TRABALHO E HORAS EXTRAS Curso em dia de repouso ou fora do expediente gera hora extra? Excetuado o curso de CIPEIRO que deve ser feito dentro do horário normal de expediente. A supressão de horas extras gera indenização? A Súmula 291 (14/04/89) permitiu a supressão de horas extras. domingo ou feriado federal.converte-se em dinheiro. nos últimos 12 meses. . não gera hora extra. no período de setembro de 1994 a 5 de março de 1997. todo curso que for ministrado fora do horário normal tem duas interpretações: a) quando o funcionário é convocado para o curso. recaindo o dia 15 no sábado. • Se. a perda da qualidade de segurado ocorria no segundo dia útil posterior (§ 1º). . pelo valor da hora extra do dia da supressão.876.876. arredondando-se para cima a fração igual ou superior a 6 meses. o pagamento das contribuições deveria ser efetuado no dia útil anterior (§ 2º). Se estas horas vinham sendo prestadas há pelo menos um ano. véspera da publicação da Lei nº 9. estadual e o municipal. 50 .É BOM SABER • Permanece o entendimento de que. no período de 6 de março de 1997 a 28 de novembro de 1999. não tendo direito à recusa. b) se o empregado for convidado a participar de um curso. data da publicação da Lei nº 9. deverão ser obedecidos.calcula-se o número médio de horas extras prestadas por mês. o pagamento das contribuições deverá ser efetuado no dia útil imediatamente posterior (§ 3º).multiplica-se pelo número de anos em que as horas suprimidas vinham sendo prestadas. não sendo obrigatória a sua presença. inclusive o municipal. devem ser indenizadas da seguinte forma: .

havia outras pessoas da mesma equipe que portavam celular da empresa e estavam aptas a resolver o problema por telefone. já que poderia se locomover para qualquer lugar. A reclamada. Na inicial o reclamante informa que possuía telefone celular cedido pela empresa reclamada. Pleiteia o pagamento de adicional de sobreaviso a incidir sobre todas as horas excedentes à sua jornada de trabalho dentro da empresa. produz igual efeito remuneratório se tiver uso obrigatório fora do expediente. Ainda sobre o Celular O uso do celular da empresa como fator gerador de horas de sobreaviso pode ter diferentes interpretações. de pequeno tamanho. Importante: A empresa deve delimitar as horas de uso destes equipamentos por escrito. pois integra a jornada de trabalho. confirma que o autor ficava com o aparelho celular da empresa. sem nenhum tipo de cerceamento de sua liberdade. Refere que caso o autor estivesse com o celular desligado.No entanto. o uso deve ser remunerado com 1/3 do valor da hora normal diurna ou noturna (esta com o adicional). mas refere que tal fato não significa que estivesse à sua disposição. tendo em vista que poderia ser chamado a qualquer momento pela reclamada. etc. férias. sendo que os problemas que lhe eram passados (dúvidas) eram resolvidos por telefone. paga-se hora extra. Vejam os exemplos destas duas decisões judiciais: Acórdão do processo 01194-2006-023-04-00-6 (Não caracterização) HORAS DE SOBREAVISO Não se conforma o reclamante com a sentença de origem que entendeu indevidas as horas de sobreaviso pleiteadas. 51 .). O caráter salarial desta verba a inclui em todos os cálculos (repouso remunerado. devem ser somados os períodos sucessivos. Fora do expediente (nos intervalos e entre duas jornadas). porque tem a mesma finalidade. 13º salário. Uso de BIP e do telefone celular conta na jornada de trabalho? Consiste o BIP em um instrumento de telecomunicação: a empresa pode chamar a pessoa em qualquer lugar e hora. O telefone celular. aviso prévio indenizado. enquanto o empregado não é chamado. Sendo convocado. Ressalta não ter o autor sido convocado a comparecer na empresa. em defesa. bem como sobre as horas relativas aos repousos semanais remunerados e feriados. O uso no serviço já está remunerado. Sem razão. passando a ser devida a indenização quando a soma alcança um ano. pois o aparelho. FGTS. evitando que decisões judiciais mandem pagar em todas as horas de folga. é levado preso à roupa e à noite é deixado ao lado da cama. o qual deveria ficar ligado durante 24 horas do dia.

e a demonstração de que houve determinação da empresa ré para que tal não ocorresse. No caso concreto está devidamente comprovada a utilização. embora no gozo de seu descanso.” Constitui período de sobreaviso o lapso temporal em que o empregado. não pode ser entendida como sobreaviso. mas em algumas oportunidades deslocou-se até a empresa. não há como se entender caracterizado. 52 . mormente no caso de ausência de prova de que a empresa determinasse ou impedisse o autor de deslocar-se para outros lugares.. que as ligações ocorriam em horários variados. portanto. Por unanimidade de votos. No entanto. de telefone celular. por imposição do empregador. o autor refere que “ficava vinculado à empresa por telefone celular. 30 de janeiro de 2008 (quarta-feira). pelo reclamante.a empresa fazia o uso de telefone celular inclusive fora do horário de trabalho do depoente. Desta disposição legal se conclui que a característica do regime de sobreaviso é a impossibilidade de locomoção ao bel-prazer do empregado. Porto Alegre. sem que isto comprometa sua liberdade de deslocamento. que normalmente resolvia os problemas por meio do próprio telefone. que o mesmo ocorria com relação ao motorista e o ajudante da rota”. Ora. não é a hipótese dos autos. para atender a eventualidades fora do horário normal de expediente. que informa jamais ter estado impossibilitado de locomover-se. o trabalho em horário de sobreaviso. que não poderia ser desligado. cerceamento na sua liberdade de deslocamento. permanecendo em sobreaviso. É o próprio reclamante. ACORDAM os Juízes da 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região: por unanimidade de votos. sem qualquer possibilidade de recusar-se a atender à convocação. negar provimento ao recurso adesivo do reclamante. o próprio autor admite que não estava impossibilitado de locomover-se. Intimem-se.. permanece em sua residência. não havendo. cerceando assim.O autor em seu depoimento pessoal diz que “. na presente hipótese. Com razão em parte. Esta. em depoimento. que nunca esteve impossibilitado de locomover-se em razão disso. a fim de aguardar eventual chamado da empresa. a situação do empregado que permanece com telefone celular e que permite seja ele encontrado a qualquer momento. a liberdade do trabalhador de locomover-se após sua jornada de trabalho.. Em depoimento pessoal. Ante o exposto.JUÍZA-RELATORA Acórdão do processo 00853-2006-662-04-00-9 (Caracterização) HORAS DE SOBREAVISO O reclamante insurge-se contra o indeferimento do pedido de pagamento das horas de sobreaviso. ROSANE SERAFINI CASA NOVA .. que no caso de chamadas no período de sobreaviso não poderia haver substituição. no aguardo de eventual chamamento ao serviço. à sua efetiva disposição. negar provimento ao recurso ordinário da reclamada. no entanto. razão por que se impõe negar provimento ao apelo no tópico. Sendo assim.

Nesse contexto. sendo devido o pagamento das horas de sobreaviso. 53 . impõe-se a condenação ao pagamento de horas de sobreaviso. de acordo com a limitação da prova testemunhal. que ficavam 24 horas à disposição e eram contatados por telefone celular. Restando caracterizado o regime de que cogita o art. a liberdade de locomoção do empregado. Portanto. o chamamento através de celular restringe. dou provimento parcial ao recurso para condenar a reclamada ao pagamento de vinte e quatro horas de sobreaviso por mês. a Orientação Jurisprudencial nº 49 da SDI-1 do TST. na espécie. A testemunha Daniel confirma que “havia na época em torno de 06 ou 07 vendedores. estando à disposição da demandada para suprir eventuais ausências de seus colegas. restou demonstrado que o autor integrava escalas de sobreaviso. sendo que em média um vendedor ficava uma vez por mês em plantão.A testemunha Rogério afirma que “o plantão dos vendedores ocorria na forma de escala alternada. ainda que em parte. 244 § 2º da CLT. nos dias em que constava da escala de sobreaviso. Conforme entendimento desta Turma Julgadora. não incidindo. fornecido pela empresa”. que é norma da empresa que os vendedores deixam o celular ligado para eventuais chamadas. de vez que o autor poderia ser localizado em qualquer lugar e horário. que por primeiro o cliente contata o vendedor”.

REMUNERAÇÃO DE HORAS EXTRAS E ADICIONAL NOTURNO CAPÍTULO 6 54 .

obtendo-se o valor da hora extra. em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano. ou através de Convenção/Acordo Coletivo de Trabalho. Nos demais casos. 50% (cinquenta por cento) superior à da hora normal. A remuneração devida será o resultado da multiplicação deste valor pelas horas efetivas de trabalho excedente.Consideram-se extraordinárias as horas excedentes a jornada contratada. a remuneração será. por exemplo. ou seja. 61 § 1º da CLT). desde que a lei não fixe expressamente outro limite (art. aplica-se forma determinada pelo art. onde o salário/ hora normal é multiplicado pelo percentual acordado para a remuneração extra. a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal. 61 da CLT “ocorrendo necessidade imperiosa. desde que não exceda 10 (dez) horas diárias. As horas assim trabalhadas são remuneradas com adicional mínimo de 50% sobre o valor da hora normal. a dos bancários (6 Horas). Segundo o art. determina-se o salário/hora normal dividindo o salário mensal pela carga horária de 30 dias. seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto”. durante o número de dias indispensáveis à recuperação do tempo perdido. Já no caso do empregado diarista aplica-se o determinado pelo art. à autoridade competente em matéria de trabalho. A CLT estabelece as condições em que poderão ser exigidos trabalhos após a jornada normal de trabalho. pelo menos. Sempre que ocorrer interrupção do trabalho (por causas acidentais ou de força maior). inclusive as que excedam ao horário legalmente reduzido. independentemente de acordo ou contrato coletivo. Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior. 61 § 3º da CLT). Os respectivos valores são discriminados no contrato. Esta recuperação fica sujeita à prévia autorização da autoridade competente (art. 61 § 2º da CLT). Observe os exemplos: 55 . justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação (art. ou. Estas horas deverão ser pagas com percentual previsto em lei. 65 da CLT. 64 da CLT. A remuneração do período excedente será feita sobre este valor. poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado. com o devido pagamento de horas extras. que determinem a impossibilidade de sua realização.1 Cálculo das Horas Extras O cálculo das horas extras deverá levar em conta o regime de contratação do funcionário – se mensalista ou diarista. a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas. antes desse prazo. No caso do empregado mensalista. seja para fazer face a motivo de força maior. Mas o fato deverá ser comunicado. dentro de 10 (dez) dias. A este valor/hora deverá ser aplicado percentual acordado para a remuneração extra (mínimo de 50%). Nestes casos a empresa poderá exigir do funcionário o cumprimento do período excessivo. 6. e o trabalho não poderá exceder 12 (doze) horas. chegandose ao valor da hora extra.

92 Adicional de hora extra sobre comissão: R$ 4.Empregado mensalista: Salário mensal = R$ 440. sobre esta parcela.46 Valor/hora extra/comissão: R$ 2. as horas extras serão calculadas sobre o valor/ hora das comissões recebidas no mês.00 por hora Valor de uma hora extra: R$ 2.27 + 50% = R$ 3. Então as horas trabalhadas além da jornada serão pagas com um adicional de 50% (cinquenta por cento).92 x 50% (no mínimo) = R$ 2.46 x 20 (número de horas extras) = R$ 49.00 + 50% = R$ 4.20 Quando o empregado possui parcela fixa. 6.: Esta lógica de cálculo também será utilizada para calcular as horas de faltas ou atrasos do empregado comissionado. Vejamos um exemplo prático: Total das comissões: R$ 1.27 Valor da hora extra: R$ 2. também deverá ser calculada hora extra. 56 .32 horas Valor/hora das comissões: R$ 1.00 + 50% = R$ 3.41 Valor/horas extras/parcela fixa: R$ 3. Exemplo: Valor fixo: R$ 500.2 Empregado Comissionado X Horas Extras A Súmula nº 340 do TST veio ratificar que o empregado que ganha por comissão também possui o direito a receber horas extras.41 x 20 horas = R$ 68. multiplica-se a quantidade de horas extras realizadas pelo valor unitário da hora extra.00 Carga horária mensal: 220 horas Salário/hora normal = R$ 440. Toma-se o número de horas efetivamente trabalhadas durante o mês e divide-se para obter o valor médio da hora trabalhada conforme a comissão recebida.00 Definido o valor de uma hora extra.20 Valor total a ser pago de horas extras: R$ 117. Empregado horista: Salário/hora = R$ 3.000.32 h + 20 h (horas extras) = 203.32 = R$ 4.46 Valor a ser pago = R$ 2.00 Valor de uma hora extra: R$ 3.00 Jornada mensal: 220 horas Valor/hora: R$ 500.00/220 = 2. A revisão dessa súmula veio apenas explicitar melhor o cálculo das horas extras do salário comissionado.32 horas Horas extras realizadas no mês: 20 horas Horas efetivamente trabalhadas: 183. multiplica-se a quantidade de horas extras realizadas pelo valor unitário da hora extra.40 (extra da parcela fixa + extra das comissões) Obs.00 Jornada efetivamente trabalhada no mês = 183.000. Segundo o enunciado.00 / 220 h = R$ 2.00 / 203.50 Definido o valor de uma hora extra.

73 § 4º da CLT). Para as atividades rurais este conceito apresenta duas divisões: na lavoura – entre 21 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte. exige maior esforço do organismo humano. 73 § 3º da CLT). comprometendo inclusive o bem-estar social.Importante: o reflexo de horas extras sobre o DRS deverá ser calculado e discriminado. sem prejuízo de outras normas gerais de proteção trabalhistas. o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região. e na pecuária – entre 20 horas de um dia e 4 horas do dia seguinte. o trabalho realizado em horário noturno pode gerar sérias dificuldades no relacionamento familiar do trabalhador.(RA 102/1982. O mesmo artigo determina. considera-se noturno o horário executado entre 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte. DJ 11/10/1982 e DJ 15/10/1982. os que abrangem períodos diurnos e noturnos. sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. ou seja. o cálculo do acréscimo será feito com base nos valores pagos por trabalhos diurnos semelhantes. Nova redação Res. 57 . tratando-se de empresas que não mantêm trabalho noturno habitual. A LEI NA PRÁTICA Trabalho em domingos e feriados. Já as empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades.3 Adicional Noturno O trabalho em horário noturno. já acrescido da percentagem (art. aplica-se valores e duração especiais apenas às horas estipuladas como do período noturno (art. por desenvolver-se em período normalmente destinado ao repouso. não sendo devido quando exceder desse limite. 6. 73 da CLT. No caso de empregados urbanos. Estas condições são aplicadas em trabalhos de qualquer natureza. deixando claro que sua remuneração seja superior ao trabalho diurno e estipulando um adicional mínimo de 20% . não compensado Súmula 146 do TST . em seu parágrafo 1º. Por isso a legislação aplica regras especiais a esse trabalho. Mas. tanto no que se refere à remuneração dos serviços prestados quanto da duração da jornada. não compensado. deve ser pago em dobro. que a hora do trabalho noturno seja computada como de 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. Ademais. Nos horários mistos. DJ 19/11/2003) O trabalho prestado em domingos e feriados. 121/2003. As regras do trabalho noturno são definidas pelo art.

encontramos o fator de hora reduzida.625 3.25 6.04. 73 § 5º da CLT (ex-OJ nº 06 – Inserida em 25/11/1996).75 2. 265 . Exemplo prático com jornada de 44 horas semanais: Valor hora R$ 2.5 Fator = 1. Possibilidade de supressão (Res.2005) I – O adicional noturno.5 4.Adicional noturno. Hora diurna: 60 minutos Hora noturna: 52:30 = 52. Cômputo da Hora Noturna 1 hora = 2 horas = 3 horas = 4 horas = 5 horas = 6 horas = 7 horas = 8 horas = Unidade da Hora Noturna 52’30" + 52’30" + 52’30" + 52’30" + 52’30" + 52’30" + 52’30" + 52’30" Acumulado do Somatório 52’30" 1:45’00" 2:37’30" 3:30’00" 4:22’30" 5:15’00" 6:07’30" 7:00’00" Horas Centesimais 0. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno.48 horas normais = 28 minutos . II – cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta.Adicional noturno.142857 Exemplo: Horas trabalhadas: 07 Multiplicar pelo fator de hora reduzida: 07 x 1. DJ 20/01/1987). Exegese do art. integra o salário do empregado TABELA DE HORÁRIO NOTURNO para todos os efeitos (ex-Súmula nº 60 – RA 105/1974. 13/1986. Alteração de turno de trabalho.000 Fator de hora reduzida: Dividindo a hora diurna pela hora noturna. Nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 6 da SDI-1 .142857 = 8 horas Esta hora suplementar é chamada de hora reduzida.375 5. DJ 24/10/1974). DJ 24/10/1974. DJ 20.00 Jornada de trabalho das 22 às 5h28 do dia seguinte: Das Das Das Das 58 22:00 01:00 02:00 05:00 à 01:00 às 02:00 às 05:00 às 05:28 03 horas noturnas 01 hora intervalo 03 horas noturnas 0.Res. pago com habitualidade. Integração no salário e prorrogação em horário diurno. 129/2005. (RA 105/1974. devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas.125 7.Súmulas do TST Conheça algumas determinações do TST sobre o Adicional Noturno 60 .875 1.

5 h 25. Valor/Hora 4.25 h Horas diárias 4 horas diurnas 1.5 Totais Horas normais.00 x 20%)) R$ 522.5 x 2.40 x 2.00) R$ 360.75 = 0.20 (25.00 (25.00 4.80 (14.Horas normais = 0. Adicional noturno.00) R$ 72.00 x 20%) R$ 51.00 6.00 0.75 hora noturna 0.00 768. Reduzidas 7.00 (180 x 2.00 (180 x (2.80 0.5 h Valor Total R$ 28.75 h x 30 dias = 52. 71 CLT) 1 hora diurna 1.1428571) Total de horas trabalhadas = 7.50 Horas Reduzidas 7. Noturno/H.8571 horas noturnas (6 x 1.48 horas normais Horas noturnas = 6.25 hora reduzida Cálculo da Hora Reduzida 1.00 42.00 59 . Recibo de pagamento: Denominação Horas diurnas Horas noturnas Horas adicional noturno Horas reduzidas noturnas Horas adicionais noturnas sem horas reduzidas Total da remuneração Referência 14.00 4.80 Valor Total 480.142857 = 2 – 1.00 Exemplo prático com jornada de 36 horas semanais: Horário Entrada 17:45 20:45 21:00 22:00 22:00 Saída 20:45 21:00 22:00 23:45 23:45 Nº horas 3 horas diurnas Intervalo (art.4 h 180 h 180 h 25.00) R$ 10.75 x 1.00 30.25 x 30 dias = 7.00 210.75 horas noturnas 0.5 horas noturnas 0.5 horas reduzidas Total de horas mensais = 180 horas Cálculo da folha de pagamento: Denominação Referência Horas Diurnas 120 Horas Noturnas 52.5 x (2.33 horas A hora noturna deve ser acrescida do percentual do adicional noturno que é 20%.25 horas reduzidas Horas mensais 4 h x 30 dias = 120 horas diurnas 1.5 Ad.50 Horas Adicional Noturno 52.

00 768. os respectivos adicionais de hora extra e de hora noturna.00 0. Exemplo prático com jornada de 36 horas semanais: Horário: Das 18 horas às 22 horas Entrada 18:00 Saída 24:00 Nº horas 6 horas Cálculo da Hora Reduzida Horas diárias 6 horas diurnas Horas mensais 6 h x 30 dias = 180 horas diurnas Total de horas mensais = 180 horas Cálculo da folha de pagamento: Denominação Horas Normais Horas Noturnas Totais Referencia 180 60 V. 60 . controvertendose sobre o assunto: uns entendem que os adicionais devem ser calculados separadamente. Porém a legislação não define a base de cálculo dos adicionais. sustentam que os adicionais devem ser calculados de forma cumulativa.00 Importante: a Convenção Coletiva deve ser observada. 6.80 V.3. pois poderá ser ajustado a majoração do adicional noturno. Outros.00 48. Total 720. mas muito comum no mercado. prática equivocada. mas considerando hora de 60 minutos e não o horário reduzido estabelecido em lei. Portanto se o empregado executa serviços extraordinários em horário tido como noturno deverá receber. Hora 4.A seguir vamos observar um exemplo de horário sem considerar o horário reduzido. sobre o salário base. no mínimo 50% sobre o valor da hora normal. além da remuneração normal dessas horas.1 Hora Extra Noturna A legislação vigente estabelece que as horas extras devem ser remuneradas com acréscimo de. e que a hora noturna deve ter remuneração superior à diurna.

75 h x 1.40 (valor/hora do Ad.00 Horas extras diurnas 19. 61 .54 DSR / Horas extras Totais Valor/Hora 4.28 h – 3.60 Consideram-se extraordinárias as horas excedentes à jornada contratada.75 Horas ext. 50%/Noturna 3.83 4 0.20 Valor Total 880.83 4 1. a dos bancários (6 horas). reduz. noturnas 0.Nosso entendimento é de que este cálculo deve ser feito tomando-se por base os dois percentuais.172857 = 4. As horas assim trabalhadas são remuneradas com adicional mínimo de 50% sobre o valor da hora normal.17 19. 50% H.86 29. de forma cumulativa.00 7.00 0. Horário de trabalho: das 8:00 às12:00 e das 13:00 às 18:00 Entrada 07:58 07:59 08:00 08:01 07:57 Totais de Horas Saída 12:02 12:01 12:03 12:00 12:02 Entrada 13:01 13:01 13:02 13:00 13:02 Saída 21:40 23:50 22:45 21:50 23:10 H.5 3. Ext.50 Horas extras noturnas 3.75 Cálculo da folha de pagamento: Denominação Referência Horas diurnas 220. multiplicado pelo fator de hora reduzida 3.75 3. Noturno) + 50% = 0.54 horas extras reduzidas noturnas.75 = 0.00 6.00 3.20 7. por exemplo.60 Valor de 1 hora extra noturna = 3. veja o exemplo: Fórmula: (((Salário / jornada) X % Hora Extra) X % Adicional Noturno) X nº Horas Extras 2.43 Total de horas extras noturnas. Ext.00 27.00 117. inclusive as que excedam ao horário legalmente reduzido.67 4 1.057.00 (valor/hora) + 50% = 3.57 1.

48 0.73 0.92 0.17 0.15 0.82 0.18 0.95 0.08 0.88 0.75 0.37 0.43 0.80 0.20 0.30 0.38 0.68 0.32 0.72 0.85 0.00 .50 Minutos 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 Hora 0.90 0.93 0.13 0.22 0.62 0.TABELA PRÁTICA PARA FECHAMENTO DE CARTÃO PONTO Minutos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 62 Hora 0.33 0.58 0.02 0.35 0.67 0.40 0.23 0.60 0.70 0.63 0.53 0.97 0.03 0.25 0.52 0.10 0.05 0.47 0.12 0.83 0.98 1.77 0.55 0.78 0.07 0.57 0.28 0.42 0.87 0.45 0.65 0.27 0.

63 .

br São Paulo – Centro Fone/FAX: (11) 32599380 spcentro@employer.br MINAS GERAIS Belo Horizonte Fone/FAX: (31) 32716063 belohorizonte@employer.com.com.com.com.com.com.br Itajaí Fone/FAX: (47) 33495886 itajai@employer.br São Paulo – Paulista Fone/FAX: (11) 30658800 saopaulo@employer.ADMINISTRAÇÃO CENTRAL Fone/FAX: (41) 33121200 atendimento@employer.com.br PARANÁ Campo Mourão Fone/FAX: (44) 35253399 campomourao@employer.com.com.com.br www.com.br Dourados Fone/FAX: (67) 34217145 dourados@employer.com.com.br Lages Fone/FAX: (49) 32250241 lages@employer.br Curitiba Fone/FAX: (41) 33129100 curitiba@employer.br Rondonópolis Fone/FAX: (66) 34216377 rondonopolis@employer.br Itumbiara Fone/FAX: (64) 34045034 itumbiara@employer.com.com.com.br Pato Branco Fone/FAX: (46) 32250944 patobranco@employer.br Santa Helena de Goiás Fone/FAX: (64) 36415212 santahelena@employer.com.br Jaú Fone/FAX: (14) 36249579 jau@employer.br Jaraguá do Sul Fone/FAX: (47) 33710265 jaragua@employer.com.br Rio de Janeiro Fone/FAX: (21) 22634474 riodejaneiro@employer.br Maringá Fone/FAX: (44) 32261673 maringa@employer.com.br PERNAMBUCO Recife Fone/FAX: (81) 32227515 recife@employer.br SÃO PAULO Campinas Fone/FAX: (19) 32312563 campinas@employer.br Uberlândia Fone/FAX: (34) 32311070 uberlandia@employer.br Florianópolis Fone/FAX: (48) 32228121 florianopolis@employer.br Ribeirão Preto Fone/FAX: (16) 36329903 ribeiraopreto@employer.br Primavera do Leste Fone/FAX: (66) 34986736 primavera@employer.br Londrina Fone/FAX: (43) 33239021 londrina@employer.com.com.com.br Taubaté Fone/FAX: (12) 36312558 taubate@employer.com.com.com.br Goiânia Fone/FAX: (62) 32245802 goiania@employer.br TOCANTINS Porto Nacional Fone/FAX: (63) 33631433 portonacional@employer.com.br Chapecó Fone/FAX: (49) 33243107 chapeco@employer.br Cuiabá Fone/FAX: (65) 33224896 cuiaba@employer.br DISTRITO FEDERAL Brasília Fone/FAX: (61) 32246737 brasilia@employer.com.com.com.br Campo Novo do Parecis Fone/FAX: (65) 33824530 camponovodoparecis@employer.br SANTA CATARINA Blumenau Fone/FAX: (47) 33263040 blumenau@employer.br Paranaguá Fone/FAX: (41) 34231900 paranagua@employer.br BAHIA Salvador Fone/FAX: (71) 32430473 salvador@employer.br Guarapuava Fone/FAX: (42) 36224466 guarapuava@employer.com.com.br .com.employer.com.br MARANHÃO Balsas Fone/FAX: (99) 88142060 balsas@employer.com.br Ponta Grossa Fone/FAX: (42) 32240538 pontagrossa@employer.com.com.com.br ESPÍRITO SANTO Vitória Fone/FAX: (27) 32231750 vitoria@employer.br São José dos Campos Fone/FAX: (12) 39214622 saojosedoscampos@employer.br MATO GROSSO Alto Araguaia Fone/FAX: (66) 34812413 altoaraguaia@employer.com.com.com.com.br MATO GROSSO DO SUL Campo Grande Fone/FAX: (67) 33272036 campogrande@employer.br Sorriso Fone/FAX: (66) 35445356 sorriso@employer.br Toledo Fone/FAX: (45) 32777696 toledo@employer.com.com.br Planaltina Fone/FAX: (61) 33084951 planaltina@employer.br Cascavel Fone/FAX: (45) 32243892 cascavel@employer.br Porto Alegre Fone/FAX: (51) 32279058 portoalegre@employer.br Joinville Fone/FAX: (47) 34339119 joinville@employer.com.com.br RIO GRANDE DO SUL Cruz Alta Fone/FAX: (55) 33263988 cruzalta@employer.com.com.br Lucas do Rio Verde Fone/FAX: (65) 35496188 lucasrioverde@employer.com.br GOIÁS Formosa Fone/FAX: (61) 36317323 formosa@employer.com.com.com.com.br Rio Verde Fone/FAX: (64) 36213284 rioverde@employer.com.com.br RIO DE JANEIRO Macaé Fone/FAX: (22) 27724793 macae@employer.br Videira Fone/FAX: (49) 35311033 videira@employer.

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