Gestão e Direcção de Obra

Uma versão simples e unificada

série Gestão e Coordenação

hugo carvalho dias joão guerra martins

1ª edição / 2008

Apresentação

Este texto resulta, genericamente, o repositório da Monografia do Eng.º Hugo Carvalho Dias. Pretende, contudo, o seu teor evoluir permanentemente, no sentido de responder quer à especificidade dos cursos da UFP, como contrair-se ainda mais ao que se julga pertinente e alargarse ao que se pensa omitido. Embora o texto tenha sido revisto, esta versão não é considerada definitiva, sendo de supor a existência de erros e imprecisões. Conta-se não só com uma crítica atenta, como com todos os contributos técnicos que possam ser endereçados. Ambos se aceitam e agradecem. João Guerra Martins

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples e unificada

Sumário
A gestão de obra é um dos primeiros e principais pontos que devem ser devidamente estudados e providenciados por parte dos técnicos responsáveis pela sua execução, tendo e vista o seu melhor tratamento económico e financeiro, bem como o planeamento de todas as tarefas a realizar. Neste contexto, o presente trabalho efectua a apresentação sucinta da agenda do gestor de obra, citando ainda os conceitos que se entendem importantes para garantir uma boa administração da construção.

Por outro lado, é na sequência da estratégia e do aprovisionamento que surge a própria direcção de obra, em que nesta é importante a escolha e montagem dos órgãos de apoio logístico e a selecção de pessoal, bem como a aquisição atempada e negociada de materiais. Assim, as funções directivas, suas responsabilidades e competências, são claramente identificadas, enquanto veículo indispensável do cumprimento do contrato de empreitada.

Como as duas funções, gestão e direcção, não podem ser completamente estanques, porquanto a primeira prepara a segunda que, por sua vez, corrige a anterior, o Gestor e o Director-deObra são colocados num ciclo operacional de optimização de recursos e eficiências. Deste modo, faz-se uma resenha da envolvente interactiva do controlo da obra, em termos da produção, da gestão económica e financeira, do enquadramento tempo, do assegurar da qualidade e do cumprimentos das normas de saúde e segurança no trabalho.

Como remate, dão-se algumas recomendações do que poderá ser feito para se conseguir um aumento da produtividade e redução dos custos.

I

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Agradecimentos
A elaboração deste trabalho monográfico é a última etapa para a conclusão da Licenciatura de Engenharia Civil. Para chegar a esta fase foram passados bons e maus momentos no decorrer da licenciatura, bem como na elaboração deste trabalho, sendo estes momentos recordados como uma forma de aprendizagem, agradecendo a todos os que me ajudaram e apoiaram a passar por toda esta experiência.

Em primeiro lugar gostaria de agradecer a instituição Universidade Fernando Pessoa, pela dedicação e apoio prestado, para a conclusão da Licenciatura.

Em segundo lugar gostaria de agradecer a todos os docentes que me apoiaram durante todo este percurso, pois foram estes que tiveram paciência, dedicação e disponibilidade para que cumprisse os meus objectivos. Agradeço em especial ao professor João Guerra por ter sido o responsável pela orientação deste trabalho, e que esteve sempre disposto a ajudar e solucionar as dúvidas surgidas durante a elaboração do trabalho.

Gostaria também de agradecer a todos os meus colegas e amigos que me acompanharam durante as aulas bem como em momentos de diversão. Em especial agradeço aos meus amigos: Pedro Carvalho, João Paulo Baltazar, Nuno Vale, José Lamas, Rui Bandeira, Pedro Maurício, Bruno Azevedo, Elsa Lopes, Vera Pontes, Carlos de Freitas, Carlos Soares e Ricardo Barros, que foram os que me ajudaram e estiveram sempre presentes em grande parte do tempo.

Por fim, um agradecimento muito especial aos meus pais e prima, José Soares Dias, Maria Alda Morim Carvalho Dias e Maria das Dores Morim Milhazes, por todo o apoio e incentivo dado, nos bons e maus momentos ao longo da minha vida.

Aproveito para dedicar postumamente este trabalho, ao meu avô, António Cerqueira Dias.

II

.................................................................41 3.........................................................................................5 1.......................................................Noção de estrutura de custos........2 – Competência técnica indirecta............... I Agradecimentos ..........................................................15 1....................1 – Conceito de Direcção...............5 – Reorçamento..................1 – Controlo da execução da obra ...............................................22 2........................................................28 2..........................................4.. V Introdução ................4..............................Objectivo da gestão ..............................................................................................................................II Índice Geral...........3 – Órgãos de direcção e suas responsabilidades ............1 – Controlo de produção .......Liderança e preparação de obra por parte do Director-de-Obra......9 1....................................................................................................................26 2..................10 1.....................................................4...1 – Projecto de estaleiro.....................................................................41 .........................................................3 – Medições rectificadas ............................3 1...2 – Rectificação das medições...........................19 Capitulo 2 – Direcção de Obra ......32 2....................5 – Estaleiro de obra ....................3.8 1.......................................................................................................Composição de custos directos ............................................................Índice Geral Sumário ...............4..............1........................................................................................................22 2...................1...............................6 – Planeamento da produção....................................................................................................3 1......3 1.........35 Capitulo 3 – Gestão e Direcção de Obra .............................................4 ....................30 2.................7 1.................................................13 1..................1 – Competência técnica directa...........................................................................5..........................................................................................4............................1 – Orçamento ..17 1..............................................................16 1...................................................................................................................5 ...3.................4 – Competência técnica e execução directiva ............4.................................................. III Índice de Quadros.......................................................................................................................................41 3...............................................................................................................4...3 .22 2.....................................................................................................................5 1.................................................................................................................................2 – As funções de um orçamento ....4 – Orçamento e reorçamento...............................................................................1 – Objectivo das medições ...........................8 1........2 – Órgãos de direcção e suas atribuições ..........................1 Capitulo 1 – Gestão de Obra ..2 – Estudo do projecto ......................................................................................................

...........................................................................................3.........................................................2...............................................................1.....................................1.................................2 – Aumento da produtividade e redução de custos ..............................51 Bibliografia..........................................42 3..............................1 ...................................9 Anexo 5 – Controlo da Qualidade ...................4 Anexo 4 – Matriz de definição de competências........................................................................................................................................................2 .....13 Anexo 7 – Equipamentos de protecção individual .......................Métodos para aumentar a produtividade ........................................................50 Conclusão ......................48 3....................................................................................................20 ..............43 3......2 Anexo 2 – Folha de orçamento detalhada ............11 Anexo 6 – Regulamentação de Segurança e Saúde no Trabalho ..........53 Anexos.............................................5 – Plano de Segurança e Saúde ....................................................................................................................................................................................................................3 – Controlo de tempo e planeamento .........................................................................................................................................................44 3..............3 Anexo 3 – Formulário de custos............................................................Produtividade ......2.....................4 – Controlo da qualidade...................................1.........................1 Anexo 1 – Folha de medições...........18 Anexo 8 – Identificação de riscos no estaleiro ..................45 3.48 3.............1.........................2 – Controlo económico e financeiro .....................................................................

............23 .................................................................20 Quadro 4 – Intervenientes na realização de uma obra [5] ............................................18 Quadro 3 – Objectivos do Planeamento [3].............................................5 Quadro 2 – Dimensionamento e organização de um estaleiro [3]......................................................................Índice de Quadros Quadro 1 – Elementos de um estudo do projecto [3] ........

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Introdução
A gestão e direcção de obra é um tema muito vasto e com alguma complexidade, dado ser uma actividade que envolve muitos recursos e diversos, sendo estes um somatório de pessoas, serviços e bens indispensáveis para a realização de uma dada empreitada.

De facto, um dos principais meios a considerar são os humanos, dado que estão envolvidos em todas as fases do processo e para além do término ou conclusão da obra1, pois estão presentes desde o estudo preliminar até à vistoria definitiva (no final do legal prazo de garantia). Mas não será por isso que os recursos económicos e os materiais dispensam um especial cuidado, pelo contrário, pois são também estes que muito vão influenciar na adjudicação da obra.

O presente trabalho pretende tratar, de um modo genérico e sucinto, as directrizes de como é feita a gestão e direcção em fase de execução, em termos da máxima rentabilização, tanto em termos económicos como também de fabrico.

De uma forma breve é explicado como é realizado um concurso de obras públicas, que está regulado através do regime jurídico de empreitadas de obras públicas, Decreto de Lei nº. 59/99, de 2 de Março. Isto tanto pela vertente da empreitada pública como pelo facto de ser este diploma usado em muitas das obras particulares como referência a observar.

De acordo com o Artigo 59.º do Decreto de Lei nº. 59/99, o processo de um concurso público compreende as seguintes fases: abertura do concurso e apresentação da documentação, acto público do concurso, qualificação dos concorrentes, análise das propostas e elaboração de relatórios e, por fim, a adjudicação [1].

A abertura do concurso e apresentação da documentação é a primeira fase, sendo a obra posta a concurso mediante a publicação de anúncio ou convite, tendo os concorrentes interessados (ou convidados) de apresentar as suas propostas [1].
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Não cai no âmbito deste trabalho temas de importância reconhecida, como a exploração e manutenção de edifícios, mas que exorbitam para além do momento simbólico da “entrega da chave” e responsabilidades supervenientes.

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O acto público (ou privado) do concurso destina-se á abertura das propostas, sendo analisados todos os documentos que foram entregues por parte de todos os concorrentes. É nesta fase que é avaliada a qualificação dos concorrentes em termos financeiros, económicos e técnicos. Sendo cumpridos os passos desta avaliação dos concorrentes, é realizada a análise das propostas qualificados, em função do critério de adjudicação estabelecido. A comissão de análise das propostas deve elaborar um relatório fundamentado sobre o mérito das mesmas, ordenando-as, para efeito de adjudicação, de acordo com os critérios preestabelecidos e com os factores e eventuais subfactores de apreciação claramente ponderados e fixados no programa de concurso [1].

A obra é, por norma, adjudicada à proposta economicamente mais vantajosa, dentro dos critérios de qualidade satisfatórios, implicando, contudo e percentualmente, a ponderação de factores variáveis para além do preço, como a valia técnica da solução e do quadro de pessoal, o prazo de execução, o custo de utilização, a rendibilidade e a garantia [1].

Após a obra ser adjudicada é celebrado o contrato de empreitada com a empresa seleccionada, sendo o tema desta monografia o trabalho que se desenvolve após esta fase, em termos de gestão e direcção dessa empreitada.

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Capitulo 1 – Gestão de Obra
1.1- Objectivo da gestão
A gestão é fundamental para conhecer quais os objectivos a atingir tanto a nível técnico, administrativo, económico e financeiro, como no cumprimento do prazo disponível para a execução da obra [2].

O responsável deverá estudar todos os detalhes de uma boa gestão, tendo a atenção os seguintes pontos [2]:

O projecto; O local de execução; A área disponível para o estaleiro; Os meios necessários; O controlo de custos; O controlo de prazos; O controlo da qualidade e segurança.

Para que todos estes itens sejam respeitados, o responsável pela organização da obra deverá ter ao seu dispor todos os meios necessários para poder cumprir os objectivos pré definidos, pois só assim se garante uma boa gestão e consegue executar os trabalhos com a exigível qualidade, bem como cumprir os prazos previstos, satisfazer o Dono-de-Obra e almejar o lucro [2].

1.2 – Estudo do projecto
O estudo do projecto é essencial antes do começo da obra, para evitar que durante a execução não haja atrasos por falta de pormenorização ou falta de informação [2].

Em primeiro lugar é realizado uma análise preliminar, a todas as peças escritas e desenhadas, com o objectivo de ter um conhecimento superficial de todo o projecto, sendo anotadas as

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dúvidas que surjam durante esta análise para que possam ser esclarecidas na fase seguinte, onde é realizada uma visita ao local de implantação [3].

A visita ao local da obra tem a finalidade de esclarecer as dúvidas que foram encontradas na análise preliminar e apurar as dificuldades que se vão encontrar, sendo realizado um levantamento topográfico do terreno onde se vai implementar a obra, bem como todas as infra-estruturas que possam interferir na construção, contando com situações imprevistas durante a realização, tais como [3]:

Condições geológicas e geotécnicas; Meteorológicas e climatérica do local ou da região; Sondagens e ensaios dos solos; Condições da bacia hidrográfica e níveis freáticos; Condições ambientais; Condições de pluviosidade; Regime de temperaturas. Na fase seguinte é realizado um estudo mais aprofundado de todas as peças do projecto (escritas e desenhadas). Os elementos de projecto são relacionados entre si e com as condições que foram encontradas no local da obra. Esta correlação de dados visa a determinação de todas as condicionantes, incongruências, informações não completas e, por vezes omissões, que não foram detectadas na análise preliminar. No Quadro 1 podem-se ver os elementos que se devem analisar num estudo mais aprofundado do projecto [3; 4].

Com o estudo do projecto mais aprofundado concluído, inicia-se o processo de planeamento, existindo tarefas envolvidas na análise de projecto que devem ser tratadas de uma forma especial, devido a serem um importante factor na gestão, nomeadamente as medições, a orçamentação e a escolha de equipamentos [3].

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Determinação equipamentos). materiais e 5 . Elaboração de autos de medição. Dúvidas Verificar se o projecto se encontra completo e as informações nele contidas são suficientes. 1. Tomar consciência dos materiais previstos para cada tipo de Materiais tarefas e verificar se estes são os mais adequados às funções para os quais foram projectados Tomar consciência dos métodos construtivos previstos para cada Métodos Construtivos tipo de tarefa e verificar se estes são os tecnologicamente mais adequados à execução das tarefas. Controlo económico de obras. complementares ou Trabalhos preparatórios subsidiárias dos trabalhos das diversas especialidades. Controlo da facturação.1 – Objectivo das medições A medição é a determinação quantitativa dos trabalhos a executar numa dada obra e destinase a diversos fins relacionados com a gestão de obras. nomeadamente [5]: Orçamentação (determinação do valor total da obra). Planeamento (determinação da duração das actividades). se encontram previstos. Controlo de quantidades dos recursos. Verificar se os trabalhos preparatórios. das quantidades de recurso (mão-de-obra.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Quadro 1 – Elementos de um estudo do projecto [3] Verificar se a análise quantitativa e qualitativa do mapa de Mapa de medições Erros e omissões medições do projecto contempla todas as tarefas necessárias. com vista a serem listadas nos erros e omissões.3.3 – Medições rectificadas 1. se tal não se verificar devem ser acrescentadas as que faltam ou se encontram incorrectas.

Em planos horizontais. e a determinação correcta do custo. de modo a permitir uma fácil verificação ou ratificação. Salvo referência em contrário. . Nas medições existem algumas condições gerais que devem ser cumpridas [6]: Descrever de forma completa e precisa os trabalhos previstos no projecto ou executados em obra. As dimensões a adoptar serão em regra as de cada elemento de construção arredondado ao centímetro.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Para se proceder à medição dos trabalhos de uma obra é necessário estabelecer regras visando a uniformização dos métodos e critérios a adoptar para a realização dessas medições [5]. 6 . O uso do designado “valor global” deverá ser evitado. o cálculo das quantidades dos trabalhos será efectuado com a indicação das dimensões segundo a ordem seguinte: . Recomenda-se que as medições sejam organizadas por forma a facilitar a determinação dos dados necessários à preparação da execução da obra e ao controle de produção. Os trabalhos que impliquem diferentes condições ou dificuldades de execução serão medidos separadamente em rubricas próprias. tendo em vista a repartição dos trabalhos por diferentes locais de construção e o cálculo das situações mensais de pagamento e controlo de custos. considerando-se como comprimento e largura as dimensões em planta dos elementos a medir As dimensões que não poderem ser determinadas com rigor deverão ser indicadas com a designação de “quantidades aproximadas”. comprimento × largura × altura ou espessura. pois dificulta enormemente o rigor do orçamento. As medições devem ser apresentadas com as indicações necessárias à sua perfeita compreensão.Em planos verticais. comprimento × largura ou espessura × altura.

3. Se existirem erros ou omissões devem ser reclamados no prazo concedido para o efeito no caderno de encargos. 7 . Volume – Metro cúbico (m3). Rectificado qualquer erro ou omissão do projecto. mas não deverá ser inferior a 15 dias. relativos à natureza ou volume dos trabalhos.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada As unidades de medida adoptadas devem ser: • • • • Unidade de medida linear – Metro (m).2 – Rectificação das medições Após a obra ser adjudicada é necessário fazer uma nova análise ao projecto. o respectivo valor será acrescido ou deduzido ao valor da adjudicação [1]. para ver se existem erros ou omissões ao orçamento base. o Empreiteiro poderá reclamar [1]: a) Contra erros e omissões do projecto. Peso – Quilograma (kg). contados da data de consignação. As medições são uma das peças dos projectos que mais frequentemente se apresentam defeituosas elaboradas e com erros e omissões. b) Contra erros de cálculo. por se verificarem diferenças entre as condições locais existentes e as previstas ou entre os dados em que o projecto se baseia e a realidade. com mais calma. erros de materiais e outros erros ou omissões das folhas de medições discriminadas e referenciadas e respectivos mapas resumo de quantidades de trabalhos. No Anexo 1 é possível ver um exemplo de uma folha de medições simples. Superfície – Metro quadrado (m2). 1. de acordo com a dimensão e complexidade da obra. por se verificarem divergências entre estas e o que resulta das restantes peças do projecto.

consumo esperado de recursos e alterações futuras no custo destes recursos [8].1 – Orçamento De modo simplista. orçamento analítico detalhado. O processo de cálculo do orçamento é de certo modo usado assim que a ideia para o projecto é concebida [8].4. definidos em bases diferentes. excepto se os erros ou omissões resultarem de deficiências dos dados fornecidos pelo Dono-de-Obra [1]. anteprojecto e projecto executivo. por exemplo: orçamento preliminar. Consoante as fases de elaboração do projecto. este suportará os danos resultantes de erros ou omissões desse projecto. Consoante o fim a que se destina o orçamento toma as terminologias de orçamento comercial e orçamento de produção [3]: 8 . mais ele se aproxima do custo real [7]. multiplicadas pelo preço unitário de cada uma delas. podemos dizer que orçamento é o cálculo dos custos para executar uma obra ou um empreendimento.4 – Orçamento e reorçamento 1.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada No caso de o projecto base ou variante ter sido de autoria do Empreiteiro. desde o estudo preliminar. o orçamento toma as terminologias de estimativa de custo. O orçamento é o somatório das várias quantidades de trabalho. Fazer o orçamento é um processo complexo que envolve recolha de informação disponível e pertinente relacionada com a finalidade do projecto. para saber qual o valor mais real da obra. Com todas as medições rectificadas passa-se ao reorçamento. como. A qualidade da preparação do orçamento é essencial para o sucesso das partes envolvidas na administração dos gastos de capital para os projectos de construção. 1. Existem vários tipos de orçamentos. ou das correspondentes folhas de medições discriminadas e referenciadas e respectivos mapas resumo de quantidades de trabalhos. ou variante. Quanto mais detalhado o orçamento.

A partir dele é possível fazer [7]: Análise da viabilidade económico-financeira da obra. O cronograma físico ou de execução da obra. etc. O levantamento do número de operários para cada etapa de serviços. a correcção de eventuais erros cometidos nessa fase.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada • Orçamento comercial: é o orçamento que serviu de base á adjudicação e servirá de base às facturas a emitir. ou seja a base da resposta a um concurso público ou convite. dos meios de produção e produtividade. O acompanhamento sistemático da aplicação de mão-de-obra e materiais para cada etapa de serviço. 1. 9 . Normalmente é elaborado um novo orçamento (reorçamento) que tem em conta. para alem de toda a informação não disponível na altura da execução do orçamento. bem como o cronograma físicofinanceiro.2 – As funções de um orçamento As funções de um orçamento são as seguintes [9]: Constituir a parte principal de qualquer proposta. • Orçamento de produção: orçamento revisto com a determinação mais correcta possível das tarefas a realizar e das respectivas quantidades (independente de haver ou não acordo com o Dono-de-Obra.4. O orçamento que é uma peça básica no planeamento e programação de um obra. Servir de documento base para a previsão e controlo. relativamente aos erros detectados). Servir de documento contratual juntamente com o projecto de execução e outras condições e documentos acordados entre o Empreiteiro e o Dono-de-Obra. Servir de base à facturação a emitir para a obra a que se refere. por parte do Empreiteiro. O levantamento dos materiais e dos serviços.

Custos de materiais e elementos de construção Custo de equipamentos e ferramentas (manuais e mecânicas) directamente utilizadas na realização dos trabalhos.V. a estrutura de custos tem a seguinte forma [9]: Custos Directos Custos Indirectos Custos Totais da Obra Custos de Estaleiro Margem de Lucro e Risco Imposto Sobre o Valor Acrescentado (I.3 .Noção de estrutura de custos Uma estrutura de custos é um processo de dividir os diversos encargos que a empresa de construção civil tem de modo a facilitar a elaboração do respectivo orçamento [9].Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada No Anexo 2 é possível ver uma folha de orçamentos detalhada. 10 . No Anexo 3 é possível ver a expressão de cálculo dos custos directos. incluindo os encargos sociais previstos na lei o de iniciativa da empresa. Em construção civil.) Custos Directos Os custos directos são os que estão directamente aplicados na produção da obra.4.A. ou seja [9]: Custos com a mão-de-obra directamente produtiva. normalmente. 1. total ou parcialmente amortizados na mesma (sendo sempre o custo totalmente amortizado no caso de aluguer).

Despesas gerais do estaleiro central. Vencimento da direcção de pessoal. impostos e taxas (normalmente nunca imputados às obras). Encargos financeiros. iii) Outros custos imputáveis às obras adjudicadas como. por exemplo [9]: Despesas com pessoal da empresa encarregado do estudo e apresentação das propostas. como.são os custos de todas as secções não directamente produtivas.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Custos Indirectos Os custos indirectos são uma percentagem do valor dos encargos totais gerais da empresa. aquisição de projectos. etc. 11 . Encargos financeiros resultantes do contrato. ii) Custos industriais . Estes custos incluem [9]: i) Custos de estrutura da empresa. necessárias à manutenção da estrutura administrativa e técnica da empresa. estes custos destinam-se a todas as despesas não específicas de cada obra. Etc. por exemplo: Vencimento do pessoal administrativo não técnico. Patentes e licenças. Contribuições. Gastos de adjudicação. que asseguram a função técnica da empresa como. Despesas comerciais. Gastos de exploração e manutenção da sede social. Despesas de consumo corrente. Vencimento da direcção da empresa. Encargos de amortização e exploração de viaturas do pessoal técnico. Seguros de pessoas e bens. garantias bancárias. por exemplo [9]: Vencimento do pessoal técnico não directamente ligado às obras.

vedações. Equipamentos não englobados nos custos directos (como gruas. Essas despesas incluem [9]: Custos com a mão-de-obra não directamente produtiva. Despesas de montagem e desmontagem do estaleiro.V. etc. controlador. etc. (conforme taxas em vigor. Despesas ligadas à exploração do estaleiro (segurança. etc.). condutor das obras. telefone. seus consumos e despesas de manutenção e reparação.A. dificilmente podem ser incluídos nos custos directos. pessoal dos serviços auxiliares. mas não facilmente imputáveis a uma ou a várias tarefas especificas e que. central de betão. 12 . placas informativas. de modo a incluir o lucro da empresa e o risco decorrente do investimento a efectuar ao longo da sua realização [9]. Imposto Sobre o Valor Acrescentado Todos os orçamentos deverão ser afectados de uma percentagem relativa ao I. mão-de-obra e equipamentos necessários à realização da obra. pavimentos. que podem variar em função do Dono-de-Obra). agua.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Custos de estaleiro Os custos de estaleiro são os custos com instalações fixas. aluguer de instalações fixas.) Margem de Lucro e Risco A margem de lucro e risco são o valor monetário fixo que devem ser adicionados ao montante global dos custos da obra. incluindo os encargos sociais previstos na lei o de iniciativa da empresa (pessoal dirigente. por esse motivo. Viaturas (carga e pessoal). luz. tapumes.).

No Anexo 3 é possível ver a expressão de cálculo do custo de materiais.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada 1.4 . O LNEC publicou listas de rendimento de mão-de-obra em trabalhos de Construção Civil bem como informação sobre custos [9]. Os rendimentos dos operários podem-se determinar a partir de informação estatística resultante do trabalho do sector de controlo de execução da empresa.Composição de custos directos Mão-de-obra Os custos de mão-de-obra deverão ser calculados com base nos registos específicos existentes nas empresas. Estes valores são património das empresas de Construção Civil e constituem um dos seus principais elementos de trabalho. No Anexo 3 é possível ver a expressão de cálculo de mão-de-obra. representantes. O custo dos materiais por unidade de medição de uma operação de construção é calculado pelo somatório dos custos de todos os materiais necessários para a sua realização. atendendo-se também ao Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) para a Indústria de Construção Civil que estabelece vencimentos mensais mínimos a praticar.4. 13 . Materiais Os custos relativos aos materiais são recolhidos nos fornecedores. distribuidores ou fabricantes. os quais. em geral [5]. que apresentam valores referidos a unidades de medição específicas de cada material [5]. atendendose sempre as unidades a que os custos dos materiais simples recolhidos no mercado se referem [5]. são actualizados anualmente. Os salários dos operários podem-se determinar recorrendo à lista de vencimentos da empresa por categorias e à percentagem de encargos sociais a afectar o salário simples [9].

Com os vários tipos de equipamentos que foram seleccionados para a realização da obra. “Leasing” de equipamentos. do uso que se prevê para o equipamento a longo prazo e também do valor desse equipamento [5]. nomeadamente. aliás. Os equipamentos de obra são de vários tipos. compreendendo: Equipamentos de terraplanagem. factor que hoje em dia é determinante para a execução de uma obra nas melhores condições de prazo e custo [5]. 14 . sendo necessário escolher o equipamento mais apropriado para a realização de determinada tarefa. Equipamentos de ar comprimido. A aquisição do equipamento (utilização de equipamento próprio) é a modalidade a que as empresas de construção mais recorrem sempre que prevêem taxas de utilização elevadas para o equipamento [5]. Equipamentos de corte e dobragem de aço em varão. a capacidade de recursos à utilização de equipamentos que determina o grau de mecanização da obra. Equipamentos de preparação de cofragens. a empresa construtora por falta de equipamentos para a realização das tarefas. Equipamentos de elevação e manuseamento de materiais. da realização de estudo económico comparativo entre as diversas soluções possíveis. Equipamentos de fabrico e colocação de betões e argamassas. sendo seleccionados de acordo com os trabalhos a realizar.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Equipamentos Na realização de uma obra são numerosos os equipamentos que poderão ser utilizados na execução dos trabalhos. Aluguer de equipamentos. pode ter a necessidade de recorrer a um dos três métodos seguintes: Aquisição de equipamentos. A decisão quanto ao método a utilizar em cada caso depende. É.

A elaboração do reorçamento justifica-se principalmente pelos seguintes aspectos [10]: Pelo período mais ou menos longo que decorre entre a proposta (orçamento inicial). 1. pois naturalmente a contabilização dos custos irá variar do primeiro para o segundo orçamento [10]. etc. No Anexo 3 é possível ver a expressão de cálculo de aquisição de equipamentos.5 – Reorçamento Uma das tarefas que há a executar na fase de preparação de obra será a elaboração de um novo orçamento dos trabalhos a realizar. um conhecimento dos métodos e trabalho e do tipo de recursos a utilizar. 15 .4. Estes valores são estipulados no contrato de “leasing” [5]. Pelo estudo mais pormenorizado do projecto. O “leasing” é a modalidade de aluguer com a opção de compra pelo valor que se prevê para o equipamento no fim do período de utilização. tanto quanto possível. Este orçamento detalhado e baseado em condições reais de execução da obra [10]. custos industriais mais de acordo com os reais. que origina muitas vezes alterações das condições de mercado com reflexo significativo nos preços. Pela possibilidade de elaborar um planeamento técnico mais detalhado e que se poderá traduzir num prazo mais curto. um plano de estaleiro. permitindo a implementação de métodos construtivos mais eficazes. e a data de início da obra (consignação). Este orçamento é realizado quando já houver uma programação definitiva. com influência nos custos indirectos. Este segundo orçamento só por coincidência terá a mesma perspectiva sobre a margem de lucro do orçamento inicial. tendo em conta. detectando erros e/ou omissões que traduzem trabalhos a mais ou a menos.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada O aluguer do equipamento é uma modalidade que deve ser considerada em casos que a taxa de utilização previstas são baixas ou que haja de necessidade do equipamento durante um curto prazo [5].

16 . implantados os equipamentos auxiliares de apoio e instaladas as infra-estruturas provisórias: água.5 – Estaleiro de obra O estaleiro é o espaço físico onde são implementadas as instalações fixas de apoio à execução de obras. ou estaleiro de obra. podendo também ai instalar-se centrais de fabrico de betão.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Pelas novas consultas entretanto efectuadas em fase de preparação podendo obterse através da negociação novos preços de fornecedores e subempreiteiros. em regra. esgotos. de corte e dobragem de armaduras entre outras. O estaleiro tem a finalidade de tornar possível a execução de uma obra no prazo previsto e nas melhores condições técnicas e económicas. Na construção distinguem-se dois tipos de estaleiro: central e local [10]: • O estaleiro central é implementando normalmente num terreno que é propriedade da empresa de construção. Nele se localizam as instalações e equipamentos de utilização geral. É um estaleiro que ocupa. assegurando um determinado nível de qualidade e de segurança e minimizando o custo [10]. Nele se instalam todos os elementos que as características da obra a executar exigem. serralharia). Pelo redimensionamento ou optimização dos meios a afectar à execução da obra. e permite verificar os desvios relativamente ao orçamento inicial. prever com maior fiabilidade possível os proveitos. O reorçamento. servindo de informação para o sector comercial (elaboração de propostas) para orçamentos futuros. sejam privados ou públicos (como por exemplo a ocupação da via pública). como sejam as oficinas especializadas (carpintaria. electricidade. O reorçamento deverá assim. • O estaleiro local. custos e resultados da obra. Pelo cálculo estimativo de revisão de preços com índices entretanto conhecidos. é aquele que serve de apoio à execução de uma determinada obra. terrenos pertencentes ao Donoda-Obra ou outros nas proximidades. passará assim a constituir o novo objectivo económico para a empreitada [10] 1.

equipamentos e demais instalações necessárias para a execução da obra nas melhores condições. propondo-se identificar os elementos a instalar no estaleiro da obra. Ferramentaria. etc.1 – Projecto de estaleiro Em obras de relativa importância. São elementos do estaleiro nomeadamente os seguintes: Vedação. Recolha de lixos. esgotos e electricidade. qualidade e segurança. elabora-se um projecto de estaleiro. Estaleiro de preparação de armaduras. custo. Estaleiro de preparação de cofragens. Redes provisórias de água. Parque de viaturas. Refeitório. Parques de materiais. quer dos operários quer dos materiais e equipamentos de apoio [10]. Circulações internas. Dormitórios. Qualquer que seja a importância do estaleiro é sempre necessário prever uma instalação e organização que depende do 17 . Armazém de materiais. Parques de equipamentos móveis (dumper. Organiza-se de forma a optimizar a operacionalidade dos mesmos. reduzindo ao mínimo os percursos internos.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Os elementos de um estaleiro de obra são construções auxiliares. Instalação de equipamentos de apoio fixo (grua). Escritórios incluindo o da fiscalização. Portaria.5. 1. retroescavadoras. Estaleiro de fabrico de betões e argamassas. Instalações sanitárias. Oficina de reparações. A organização do estaleiro é uma forma de permitir a execução da obra nas melhores condições de prazos.).

o estaleiro é tanto mais dinâmico quanto maior for a complexidade da obra e quanto menor for o espaço disponível. zonas de menor ruído. Área disponível Tipos de obra Verificar qual a área de implementação comparada com o espaço de obra. Quadro 2 – Dimensionamento e organização de um estaleiro [3] Verificar no local o tipo de solo envolvente à obra – no sentido de prever métodos de minorarem os impactes ambientais. Indexa. Condiciona os equipamentos fixos e móveis. energia. Regra geral.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada equipamento a utilizar. No caso de construção de edifícios as diversas fases da obra Fase de obra implicam diversos meios envolvidos e diferentes disponibilidades de espaço. peso da pré-fabricação e moldagem fora da área de estaleiro. No Quadro 2 é possível ver os aspectos que devem ser tomados em consideração para o dimensionamento e organização de um estaleiro. Por vezes é necessário mudar a disposição do estaleiro conforme as fases da obra [10]. das características da construção e do terreno disponível. quando aliada ao prazo. Os prazos de execução condicionam o número e tipo de equipamentos e equipas de trabalho a empregar. 18 . telefone). Verificar existência de redes de serviços (água. Organização da produção Dimensão Prazos Dimensão e tipo de equipas de trabalho. Determinar a facilidade de acessos de viaturas pesadas. zonas Condições do local de vazadouros. a dimensão do parque de máquinas e número de equipas de pessoal. etc. e como tal o espaço necessário e a articulação desejável.

Por outro lado. proporciona um melhor controlo financeiro da obra. quer internos quer externos. é necessário planificar toda a obra. A partir destes dados é igualmente possível a gestão financeira e o controlo de custos por fase de trabalho [4]. 8]. pois é a chave que permite obter um total planeamento de todas as tarefas que vão ser elaboradas em obra. O planeamento é elaborado considerando um aproveitamento racional dos meios existentes e uma gestão equilibrada da mão-de-obra. um documento previamente realizado onde podem ter todo o controle de todas as actividades que vão sendo realizadas pelas equipas de trabalho e saber se estas actividades estão de acordo com o prazo previsto pelo plano de trabalhos. como a instabilidade atmosférica ou o dimensionamento da equipa de trabalho [4]. possibilitam uma rápida e fácil apreensão de toda a obra. Os objectivos do planeamento podem ser esquematizados de uma forma simples conforme o Quadro 3. O planeamento de produção tem obrigatoriamente de ser flexível.6 – Planeamento da produção O planeamento é uma das mais importantes responsabilidades da construção.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada 1. pois a acção produtiva está sujeita a condicionantes de várias ordens. assim. Justifica-se por isso a elaboração de diversos mapas e tabelas que de uma forma esquemática. Os responsáveis pela direcção de realização da obra têm. Na realidade. fornecimento de matérias-primas e produtos. controlando os desvios que possam surgir. sem pressas e atropelos. simplificando bastante o trabalho do técnico em campo. isto é definir com maior rigor a ordem e a forma como se vai executar e em que tempo [2. de acordo com a marcha dos trabalhos. no final o planeamento. O planeamento de produção serve de apoio ao controle de toda obra. conseguindo-se saber se os custos previamente previstos estão de acordo com os custos reais da obra. 19 . para que todas as tarefas decorram dentro da normalidade. poderá ser rapidamente observado no plano de trabalhos [4].

assegurar a continuidade dos planos. Com o Diagrama Gant completo é possível observar todo o planeamento da obra. aplicados os preços aos volumes de trabalhos previstos. consiste fundamentalmente num quadro onde se representa à escala o tempo e as tarefas que constituem o projecto. Listam-se todas as tarefas de forma ordenada cronologicamente e afecta-se cada uma delas da duração prevista [2. coordenar todas as actividades de modo a que o pessoal e os meios materiais e tecnológicos estejam disponíveis no momento oportuno. determina-se o montante a facturar. 3]. Prever os problemas a tomar medidas. Neste diagrama contem toda a informação necessária a execução da obra. criar condições para a sua Coordenação das actividades resolução. Cronograma financeiro a cada trabalho é associado um preço (orçamento). Gráficos de Controlo controlo facturação/tempo e gráficos recurso/tempo. 20 . Determinar o que cada sector de organismo deverá fazer quando e como e também a partir de quê. um dos modelos mais usados é o Diagrama de Gant. os critérios de avaliação das actividades dos planos e dos programas. Este é um modelo muito directo para a abordagem do problema. Organizar reuniões de coordenação no quadro das funções de gestão em todos os escalões. rever planos e remediar situações de facto. Efectuar exames periódicos no sentido de analisar as actividades Exames Reuniões de coordenação em curso relativamente ao previsto. Estabelecer os dispositivos de controlo que permitam assegurar que os resultados pretendidos sejam alcançados.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Quadro 3 – Objectivos do Planeamento [3] Precisar os resultados a atingir. Definição de objectivos Distribuição de competências O planeamento de produção pode ser elaborado utilizando vários métodos e modelos gráficos. contendo as seguintes informações: Lista de todas as tarefas.

Caminho crítico da obra.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Prazo total da obra sendo este decomposto em prazos para a realização de cada tarefa. No anexo 4 é possível ver um exemplo de um Diagrama de Gant. isto quer dizer que uma dada tarefa só pode começar quando terminar a outra (só se pode betonar depois de estar cofrado). 21 . Dependência entre tarefas. realizado pelo software informático “Microsoft Office Project”. este tem de se ter um redobrado cuidado para que o prazo final não seja alterado.

a perseverança na resolução de problemas em tempo útil. tais como a racionalidade na abordagem dos problemas. a actualização constante das informações técnicas. Em termos psicológicos apontam-se algumas particulares importantes. Empreiteiro(s). 22 .Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Capitulo 2 – Direcção de Obra 2.1 – Conceito de Direcção “Dirigir é traçar caminhos que conduzem aos objectivos previamente traçados. No final terá de aplicar a si mesmo a disciplina que espera dos outros [3]. é saber produzir os impulsos dinâmicos no momento exacto. o não deixar conduzir por situações de desânimo ou pânico. a intuição. a memória de outras situações análogas. consegue conduzir a sua equipa por um caminho único e simples por si traçado. pelo contrário é instituir e organizar. Assim devendo ser. para além dos fortes e apropriados conhecimentos técnicos. Autores do projecto. sem necessidade de autoritarismo. 2.2 – Órgãos de direcção e suas atribuições Com vista à realização de determinado empreendimento. conjugam-se vários intervenientes [5]: Dono-da-Obra. a lealdade e o espírito de justiça. devem existir características base no seu perfil psicológico e moral padronizadas de acordo com estas referências de comportamento [3]. depois de ter criado as condições para que estes impulsos produzem o efeito desejado” [11]. o saber ver e saber observar. O bom dirigente é aquele que. Deve ter sempre presente que dirigir não consiste simplesmente em dar ordens. a abordagem directa e concisa. o poder de síntese. mas pela fomentação da convivência na empresa. da comunicação do entusiasmo da equipa.

O Dono-da-Obra é o principal interessado na realização da obra e como tal tem autoridade para fazer cumprir as cláusulas dos contratos estabelecidos com os restantes intervenientes 23 . No quadro 4 apresenta-se um esquema que mostra as relações entre os referidos principais intervenientes na realização da obra [5].Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Poderão ainda intervir nesta fase outras entidades com função de fiscalização conferidas pela legislação vigente como. nas relações entre todos os intervenientes. Para isso. e em particular dos seus representantes. deve prevalecer o princípio de boa fé e de colaboração mútua que permita o cumprimento das obrigações de cada uma das partes do contrato [5]. Quadro 4 – Intervenientes na realização de uma obra [5] O objectivo comum destas entidades consiste na realização da obra de acordo com o projecto aprovado e segundo as normas de segurança e as boas regras da arte de construir. por exemplo. as Câmaras Municipais e a Inspecção-geral do Trabalho [5].

O Director-de-Obra na fase de construção tem a responsabilidade pela orientação do modo de execução da obra. do preço e do prazo. caderno de encargos e todas as peças do projecto de acordo com as normas e disposições legais em vigor. sendo este o responsável pelo cumprimento de todas as cláusulas do contrato. visando o controlo de qualidade e de segurança. diferentes das previstas. O Empreiteiro comunica ao Dono-da-Obra a identidade do técnico que irá exercer as funções de Director-de-Obra. obrigação de indemnizar o Empreiteiro em determinadas situações previstas na legislação) [5]. Ao autor do projecto ou seu representante (assistente técnico) cabe-lhe prestar a assistência técnica à obra visando o esclarecimento das dúvidas surgidas na interpretação do projecto. sem consulta prévia ao Dono-da-Obra [5]. Antes de iniciada a obra o Dono-da-Obra comunica aos Empreiteiros a identidade do seu representante junto da obra e outros técnicos que constituirão a sua fiscalização. Ao Director-de-Obra compete dirigir a obra em todos os aspectos administrativos. bem com dirigir a sua equipa de trabalho. durante a fase de execução da obra e adequá-lo às situações surgidas. técnicos e económicos. nomeadamente no que se refere às disposições do caderno de encargos e projecto. o qual deverá possuir a qualificação mínima exigida no caderno de encargos [5]. Essas competências devem ser objecto de documentos que deverá também referir o valor limite até ao qual o representante do Dono-da-Obra poderá autorizar a realização de trabalhos a mais. execução dos trabalhos. Define também as competências do seu representante. em consonância com o seu autor. baseada fundamentalmente numa acção de prevenção e de participação no processo construtivo.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada (autores do projecto e empreiteiros). Compete-lhe também a apreciação de documentos de ordem técnica apresentados pelos fornecedores ou Empreiteiros e a elaboração de pareceres solicitados pelo Dono-da-Obra sobre a qualidade dos materiais a empregar. nomeadamente quanto à sua autonomia técnica e económica. O Dono-da-Obra poderá introduzir as alterações que se mostrarem necessárias durante a execução da obra. equipamentos e instalações [5]. sujeitando-se contudo às consequências que desse acto poderão advir (por exemplo. de modo 24 .

do Regime Jurídico de Empreitadas de Obras Públicas [10]: Controlar o projecto mesmo que este seja da autoria do Empreiteiro. Efectuar o controlo de qualidade de acordo com regras definidas pelo Dono-daObra. salientando-se as seguintes vertentes de acção. Realizar ensaios previstos no caderno de encargos. avisando a fiscalização da obra das deficiências que encontre. Executar os trabalhos dentro dos prazos parciais e globais aprovados.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada a motivar a equipa para uma boa realização dos trabalhos a realizar. Reclamar quanto a erros e omissões do projecto nas empreitadas por preço global. Elaborar ou colaborar na elaboração do plano de segurança e de saúde ao tipo de obra a executar visando a segurança de pessoas e bens. Elaborar o projecto de estaleiro. Submeter à aprovação da fiscalização da obra os materiais os materiais e elementos de construção a aplicar. no caso do projecto ser apresentado pelo Dono-da-Obra. Organizar o livro de obra para registo dos acontecimentos mais importantes relacionados com a obra. 25 . Proceder à implantação e piquetagem da obra a partir das referências (cotas e alinhamentos) fornecidas pela fiscalização da obra. quando tal seja exigido no caderno de encargos. Elaborar o plano definitivo de trabalhos e respectivo plano de pagamentos. caso este assim estipule. Para alem disso. o Director-de-Obra é o responsável máximo pela sua gestão e controlo. Informar mensalmente a fiscalização da obra dos desvios que verifiquem no plano de trabalhos aprovado. Elaborar o programa de garantias de qualidade com base nos requisitos estabelecidos no caderno de encargos. zelando pela segurança dos seus trabalhadores [10]. Elaborar os pormenores de execução que se mostrarem necessários ou que sejam exigidos no caderno de encargos. Estudar os processos de construção mais adequados para a realização dos trabalhos.

o Director-de-Obra poderá subdelegar parte delas em colaboradores: director-adjunto.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Apresentar a fiscalização da obra todos os documentos exigidos no caderno de encargos e outras disposições de natureza regulamentar ou legislativa como. individuais. No caso das obras particulares aplicam-se principalmente as disposições do Código Civil que confere ampla liberdade de contratação entre as partes. muitas vezes. 2. em geral. Estas responsabilidades resultam de factos ilícitos que violem normas disciplinares ou profissionais. Responsabilidade criminal. No desempenho das funções que lhe estão cometidas. no Código Civil Português e. por exemplo. periodicidade do pagamento ao pessoal. encarregado geral ou encarregados a um nível hierárquico inferior. de cláusulas que remetem a resolução de casos omissos nos contratos estabelecidos para a legislação de obras públicas [5]. Responsabilidade civil. nomeadamente. podendo assim assumir as seguintes formas [5]: Responsabilidade disciplinar ou profissional. no caso de se tratar de uma obra pública. dependendo da dimensão da obra. tabelas de salários mínimos. de direito criminal ou de direito civil. a responsabilidade pela execução recairá sempre sobre ele [10]. Porém. também no Regime Jurídico das Empreitadas de Obras Públicas [5].3 – Órgãos de direcção e suas responsabilidades As responsabilidades dos intervenientes na realização de uma obra encontram-se regulamentadas em diversos diplomas legais. infracções ao Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil motivadas por falta imputável ao 26 . resultando por isso a introdução. As responsabilidades disciplinar ou profissional e a criminal traduzem-se no sofrimento de penas a que estão sujeitas as pessoas. Por exemplo.

Erros de concepção da obra quando o projecto é de autoria do Empreiteiro e não se baseie em dados inexactos fornecidos pelo Dono-da-Obra. A responsabilidade civil extracontratual resulta da violação de um direito de outrem. Falta de cumprimento de ordem escrita da fiscalização. Danos causados em pessoas ou bens alheios provocados pela queda de materiais ou meios auxiliares utilizados na execução da obra. Erros de execução da obra quando não resultem de ordens escritas da fiscalização. Incumprimento de cláusulas do contrato estabelecido. por exemplo.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada técnico responsável. citam-se [5]: Execução de trabalhos que danifiquem os prédios vizinhos. A responsabilidade civil contratual resulta de infracções às obrigações consignadas num contrato. Como exemplos de situações que envolvem responsabilidade civil extracontratual do Empreiteiro. poderão ser punidas com multa ou suspensão do exercício da profissão por um período de vinte e quatro meses [5]. Envolvem responsabilidade civil contratual do Empreiteiro. A responsabilidade civil sub divide-se em responsabilidade civil contratual e extracontratual [5]. O Dono-da-Obra também está sujeito a responsabilidade civil contratual. A responsabilidade civil traduz-se na obrigação de indemnizar o lesado pelos danos resultantes da violação (artigo 483º do Código Civil). Utilização de materiais de qualidade inferior ao previsto no projecto aprovado. as seguintes situações [5]: Execução de obra com desrespeito pelas normas e regulamentos aplicáveis. por exemplo nos seguintes casos [5]: 27 .

dos gestores da qualidade e dos coordenadores de segurança [5]. Estas considerações sobre responsabilização de projectistas e fiscalização colocam-se também relativamente a outros prestadores de serviços ligados ao sector da construção. Empreiteiros e outros) [10]. 28 . Suspensão temporária dos trabalhos. a redução do valor dos honorários devidos (até uma certa quantia) se o valor dos erros e omissões do projecto ou o valor final da obra for superior a determinada percentagem acordada no contrato [5]. julgando-se por isso ser também necessária legislação especifica sobre a responsabilização efectiva dos agentes da fiscalização que permita a aplicação do mesmo principio anteriormente enunciado [5]. como é o caso. As situações referidas relativamente aos autores do projecto.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Erros de concepção da obra quando o projecto é apresentado pelo Dono-da-Obra ou este forneça elementos de base inexactos que originem deficiências técnicas na elaboração do projecto. Essas penalizações têm assumido diversas formas como. por exemplo. O responsável por estas ou outras ocorrências que envolvam responsabilidade civil. colocam-se também para a actividade de fiscalização de obra. por facto não imputável ao Empreiteiro. consoante as situações. no início da obra. 2. de uma síntese das principais tarefas a ter em conta durante a realização da obra definindo-se as competências de cada um dos intervenientes (Dono-da-Obra. constituem-se no seu dever de custear a execução das obras de reparação que se mostrarem necessárias e. Pelos erros de concepção imputáveis aos autores do projecto traduz-se na aplicação das penalizações que se encontrarem previstas no contrato entre Dono-da-Obra e autores do projecto. autores do projecto. indemnizar os lesados dos danos emergentes [5]. no todo em parte. fiscalização.4 – Competência técnica e execução directiva Considera-se útil a preparação. por exemplo.

a apresentação de apólices dos seguros exigidos no caderno de encargos. Havendo participação de outros intervenientes. a faculdade de um interveniente pedir esclarecimentos sobre 29 . • O “executante” (E) é o interveniente a quem compete a responsabilidade da execução da tarefa. compete ao executante a coordenação dos trabalhos visando a concretização dessa tarefa. S – Supervisão e/ou aceitação. que se obrigue a comunicar a ocorrência ao primeiro. P – Participação. a não conformidade do Empreiteiro com a minuta do contrato apresentada pelo Donoda-Obra) ou ainda. como por exemplo. • A “participação” (P) de um dado interveniente na execução de uma tarefa da responsabilidade a um acto (por exemplo. V – Verificação. Assim [10]: • O “conhecimento” (C) pretende significar que um dado interveniente deverá tomar conhecimento da tarefa executada por outro.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Para a definição de competências pode utilizar-se a seguinte simbologia para representar a acção de cada interveniente relativamente a cada tarefa [10]: C – Conhecimento. R – Reclamação. • A “reclamação” (R) é a possibilidade de um interveniente reclamar o resultado de uma dada tarefa executada por outro interveniente (por exemplo. assinatura do Auto de consignação). a assistência do Empreiteiro ao acto público de abertura das propostas) ou a intervenção na execução da tarefa (por exemplo. Considera-se incluída nesta acção a apresentação de um documento para aprovação ou para conhecimento de outro interveniente. E – Executante.

Detectar. • Esta matriz tem a importância a nível da coordenação do empreendimento aos vários níveis. em que cada elemento interno da matriz representa a acção de um dado interveniente relativamente a cada tarefa da fase de execução [10]. 2. em especial no capítulo da pormenorização de modo a não haver interrupções dos trabalhos por indefinições. Detectar a existência de trabalhos a mais a reclamar ao Dono-da-Obra.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada determinados aspectos relacionados com a obra (por exemplo. a fiscalização e o Dono-da-Obra.1 – Competência técnica directa Uma vez iniciados os trabalhos e mesmo em pleno decorrer da obra. em especial a utilização de equipamentos de protecção colectiva. 30 . A actuação do Director-de-Obra é fundamental para a sua consecução. em antecipação. muitas das tarefas a cargo do seu director são do mesmo tipo das tarefas realizadas em fase de preparação.4. para contabilização dos seus valores e posterior facturação. ferramentas) são os adequados ao ritmo da obra e trabalhos em curso. semanalmente e mensalmente [10]. nomeadamente entre os principais intervenientes. Em Anexo 5 é apresentada a definição das competências com um exemplo desta situação. a inexistência de elementos de projecto. o pedido de esclarecimento de dúvidas surgidas na interpretação do projecto). As tarefas do Director-de-Obra são divididas em três tipos: diariamente. Ter em atenção questões de segurança. Analisar se existe o pessoal necessário e com formação profissional adequada à realização das tarefas. Destaquemos as acções que devem ser tidas em conta diariamente [10]: Verificar se os meios de produção (mão-de-obra. equipamentos. Eliminar excesso de pessoal na realização das actividades em que tal ocorra. como sendo o Empreiteiro.

Na maior parte das empreitadas. Tomar nota de atrasos por causas próprias. Controlar a entrada de subempreiteiros em obra. Em obra há algumas tarefas importantes com periodicidade mensal. Verificar os meios. por falta de licenças. devoluções. Geralmente tem lugar os seguintes procedimentos [10]: 31 . Salienta-se aqui as relacionadas com a facturação de obra. as reuniões de coordenação ocorrem com uma periodicidade semanal. Controlo de recepção de materiais. nomeadamente por falta de materiais ou deficiente planeamento. conferencia de guias de transporte. efectuando contactos em antecipação. As actividades que o Director-de-Obra pode realizar com uma periodicidade semanal são: Analise das diferenças entre valores obtidos para os custos de produção e o orçamento resultante da reorçamentação. A fiscalização estará atenta a questões relacionadas com o desenvolvimento dos trabalhos a alterações ao planeamento em vigor [10]. Nestas há sobretudo que obter resoluções (escritas) relativamente a alterações dos projectos e a aprovação e a aprovação de preços de trabalhos a mais. Controlo das folhas diárias de trabalho e cumprimento de horários. Ajustar as encomendas de materiais às alterações do projecto e desvios surgidos em obra. pessoal e desempenho dos subempreiteiros na realização dos trabalhos e no cumprimento das regras de segurança. Verificar datas de entrega de materiais e equipamentos a aplicar em obra. Estar a par de incidentes a reclamar ao Dono-da-Obra ou a terceiros.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Controlar a existência de sinalização dos trabalhos e da obra. por trabalhos a mais. nomeadamente por indefinições do Donoda-Obra. Analisar as prestações de pessoal com responsabilidades na manutenção de stocks e encomendas. Tomar nota de atrasos por causa alheia.

Numero do contrato. após aprovação pela fiscalização. Facturação. O aluguer de equipamentos. A mão-de-obra utilizada. O controlo económico da obra é igualmente levado a efeito com uma periodicidade mensal.2 – Competência técnica indirecta As competências técnicas indirectas começam com a consignação.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Apresentação do auto de medição das quantidades realizadas no mês. que é o acto pelo qual o Dono-da-Obra faculta ao Empreiteiro os locais de execução dos trabalhos. 2. Geralmente abrange os seguintes pontos [10]: Gastos com a manutenção do estaleiro. Apresentação das revisões de preços provisórias e definitivas. A consignação marca o início do prazo de execução da obra. Identificação da obra incluindo os seguintes aspectos: Obra em questão Local dos trabalhos. A facturação das subempreitadas. pelo sector de contabilidade da empresa. Representante do Empreiteiro (Director-da-Obra). 32 . Empreiteiro.4. Em primeiro lugar é identificada a obra bem como todos os participantes na reunião. Morada. Os pontos a abordar na reunião a realizar por essa ocasião deverão ser os que se referem de seguida [10]. O mesmo para o auto de trabalhos a mais realizados no mês. Os materiais adquiridos e consumidos.

o Dono-da-Obra apresenta peças escritas ou desenhadas. resultantes quer de uma eventual pormenorização quer de pequenas alterações surgidas pelo Dono-da-Obra [10]. Autos de medição e facturação Nesta reunião podem combinar-se procedimentos tendo em vista a eficácia de tarefas como [10]: A medição dos trabalhos executados. Pois é natural que entretanto existam novos elementos. Coordenador de segurança em obra. o que deverá ser sempre feito em qualquer reunião de obra. Representante do Empreiteiro (Director-de-Obra). esta situação acontece frequentemente devido a data que o projecto foi terminado até à consignação. Neste acto estão geralmente presentes não só os intervenientes mais directos [10]: Fiscalização.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Identificação dos presentes Neste ponto identificam-se os presentes. A aprovação dos Autos de medição. a combinar em função da dimensão e complexidade do empreendimento [10]. Reuniões de coordenação É igualmente aconselhável a existência de reuniões de coordenação. Elementos a apresentar pelo Dono-da-Obra Nesta ocasião. Estas devem ter uma certa periodicidade. já decorreram meses ou anos. 33 . A elaboração das revisões de preços. A aprovação de facturas. complementares do projecto.

esta apresentação permite o controlo de trabalhadores ilegais. respeitando os prazos previstos para a obra. 34 . Salários Em obras públicas é obrigatória a afixação dos salários do pessoal. A direcção da obra deve providenciar no sentido de apresentar os que já estão seleccionados [10]. É com num planeamento (credível) que se efectua o controlo do prazo de execução por parte da equipa de fiscalização [10]. O Director-de-Obra deve apresentar o que previu para a sua efectivação.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Elementos a apresentar pelo Empreiteiro Planeamento Como já foi referido o planeamento é um elemento importante para o controlo dos trabalhos por parte do Director-de-Obra. Plano de inspecção e ensaio O caderno de encargos contem a menção dos ensaios a efectuar aos materiais e soluções construtivas da obra. de acordo com essa documentação [10]. o que deve ser feito a partir do momento em que existam os escritórios de obra [10]. Seguros O Empreiteiro apresenta os seguros de construção e dos trabalhadores. os subempreiteiros estão sujeitos a aprovação do Dono-da-Obra. Para alem da comprovação da sua existência. Subempreitadas Em muitas obras. aspecto importante no quadro da nova legislação de segurança em estaleiros [10]. O Director-de-Obra deve apresentar um plano detalhado dos trabalhos.

dirigente. Todos os elementos do concurso nomeadamente o caderno de encargos. fiscalização e coordenação de segurança. 35 . quanto da disciplina interna e segurança no trabalho. A sua indigitação começa. quer em termos de andamento e rendimento. cabendo-lhe garantir o seu bom funcionamento. 2. obviamente. A organização de todos os participantes na obra. senão único. a empresa de construção adjudicatária selecciona uma pessoa para Director-de-Obra que tem de desempenhar a tarefa da preparação de obra [10]. jurídicas e proposta de preço. especificações técnicas. outras mais diárias se lhe apresentam. O organograma do Dono-da-Obra. Sendo o principal.Liderança e preparação de obra por parte do Director-de-Obra O Director-de-Obra é o líder da mesma. O contrato assinado entre a empresa construtora e o Dono-da-Obra. em qualquer empreendimento há bastantes tarefas que é necessário desempenhar antes que este se inicie. Na verdade.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Trabalhos a mais Em obras publicas. Avaliação das tarefas na fase de inicio da obra Quando o Director-de-Obra assume essa responsabilidade deverá avaliar: Os objectivos da obra e os respectivos projectos. para além das atribuições anteriores. nos casos que a empresa construtora seja simultaneamente dona de obra). seja em ternos da organização a que pertence como perante as entidades oficiais. o Empreiteiro tem um dado prazo a partir da consignação para a reclamação de trabalhos a mais. Após concurso (ou simplesmente após decisão de inicio dos trabalhos.5 . antes do início efectivo dos trabalhos. responsável e prestador de esclarecimentos a quem deles possa questionar. findo o qual pode reclamar aqueles que não possam ter detectado antes [10]. Claro está que.

sendo algumas destas fases realizadas ao mesmo tempo do orçamento. Executar soluções técnicas inovadoras com vantagens acrescidas para o Dono-daObra. Propor processos construtivos em que a empresa construtora tenha vantagens financeiras. As licenças e autorizações necessárias à montagem e actividade no estaleiro de: 36 . Numa fase de preparação para se dar inicio a um determinado empreendimento é necessário passar pelas fases que vão ser enunciadas. ou mesmo viabilizar. Melhorar.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada O plano de qualidade. Reclamação de trabalhos a mais. 1) Preparação de documentação Para a obra ter início é necessário garantir a obtenção de uma série de documentos da qual se salienta [10]: A preparação da consignação: Condicionantes. inspecção e ensaios. Rectificação ao projecto Na fase de estudo do projecto e do modo de execução da obra poderá desde logo existir a perspectiva de propor ao Dono-da-Obra as alterações ou variantes ao projecto com os objectivos de [10]: Minimizar o custo de construção. certos aspectos do projecto. O Plano de Segurança e Saúde.

2) Aprovação e aquisição de materiais Na fase de preparação de obra.electricidade. A documentação para garantir as infra-estruturas básicas: Fornecimento de água. através da apresentação de amostras. nomeadamente através das medições existentes. Um primeiro aspecto tem a ver com a comprovação das especificações patentes nas peças contratuais. esses materiais têm que merecer a aprovação explícita da fiscalização. 37 . garantindo posteriormente em obra o armazenamento sem rotura de stocks [10]. .Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Construção. Ocupação da via pública. Para além destas questões há que calcular consumos de materiais. Comunicações. Publicidade. Os seguros de construção e do pessoal empregue nas obras. Uma vez concluído o levantamento do exigido iniciar-se-á a selecção de fornecedores e a negociação de preços. Muitas vezes. em especial no Caderno de Encargos. pelo que devem desde logo iniciar-se os protocolos de recepção e aprovação [10]. Esgotos. a compra de materiais também deve merecer a atenção do Director-de-Obra. faseamento e prazos de entrega [10].

Por vezes. Engenheiros Adjuntos. Uma vez demonstrada a capacidade técnica e económica desses subempreiteiros e existindo acordo financeiro. em especial se a obra se situar numa zona em que a empresa não tenha muita experiência de actuação e portanto desconheça o mercado local. Controladores. administrativo e constituir equipas de operários [10]. Topógrafos. Engenheiro Residente. Desenhadores. Como pessoal técnico poderá existir: Engenheiro Director. Planificadores. deverão ser enquadrados na programação global da obra. Engenheiros Técnicos. Como pessoal administrativo: Medidores. O contrato 38 . 4) Contratação de subempreitadas Um outro aspecto é a contratação de subempreitadas. Assistentes Técnicos.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada 3) Necessidades de pessoal e constituição de equipas O tipo de trabalhos a realizar e a dimensão da obra permitem desde logo calcular as necessidades de pessoal para as várias fases da obra. Apontadores. Uma tarefa da preparação de obra é pois seleccionar pessoal técnico. É uma questão importante e por vezes morosa. para a contratação de subempreiteiros será necessário o acordo do Dono-da-Obra [10].

ferramentas e veículos também deverão ser objecto das preocupações de um Director-de-Obra. No dossiê da empreitada pretende-se organizar e sistematizar toda a informação importante relativa à obra.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada celebrado deverá incluir cláusulas respeitantes ao cumprimento desse planeamento. Contrato. face aos necessários. Organização do dossier da empreitada Na fase de começo dos trabalhos é importante que uma obra esteja devidamente documentada. Matriz de definição de tarefas e respectivas competências. Listar as ferramentas necessárias. os equipamentos. Sondar o mercado relativamente a preços de aluguer de equipamento. Essa informação é constituída pelo seguinte conjunto de elementos principais [10]: Ficha de empreitada. confrontando-os com valores de aluguer interno. Proposta do Empreiteiro. Auto de consignação. económico e administrativo [10]. A data prevista para a entrada em obra deve ser posteriormente confirmada [10]. dever-se-á [10]: Analisar e comprovar equipamentos disponíveis na empresa. tendo em vista a sua utilização para o apoio ao controlo técnico. 39 . 5) Equipamentos e ferramentas para a obra Nesta fase. Lista de preços unitários contratuais. Assim. Plano de pagamentos e cronograma financeiro. nomeadamente no estaleiro central.

Notificações recebidas da fiscalização. entre os quais salienta-se. 40 . pela sua importância [10]: Actas de reunião de coordenação. Contratação de subempreitadas.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada O dossiê ainda deve incluir todos os elementos que irão sendo adicionados ao longo de toda a obra. Autos de medição dos trabalhos contratuais. Comunicação ao Dono-da-Obra e a outros intervenientes. Facturação. Autos de medição dos trabalhos a mais. Revisão de preços.

normalmente designado por reorçamento.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Capitulo 3 – Gestão e Direcção de Obra 3. e enganos na avaliação dos custos [3. Balancetes. 4]. materiais. e não com o orçamento que serviu de base a proposta. O controlo de produção é realizado através de vários documentos que circulam na obra tais como [3. 4]: Guias de remessa. Mapas de produção. Controlo de sub-empreitadas.1. Isto porque a proposta poderá reflectir condicionantes de várias ordens como a estratégia comercial. Balizamentos. desfasamentos entre a proposta e o início da execução da obra. nos seus aspectos real e de orçamento possibilita a comparação dos custos unitários parciais sob o aspecto real e o orçamento.1 – Controlo de produção O controlo de produção é a comparação dos custos unitários globais da operação. Quando os materiais são entregues em obra devem ser 41 . máquinas e subempreitadas [3.1 – Controlo da execução da obra 3. 4]. A comparação deve ser efectuada com o orçamento realizado na obra. constituem provas de que os materiais chegam à obra e servem de base á emissão de facturas. As guias de remessa são documentos que acompanham os materiais enviados pelos fornecedores ou armazém central. ou seja a relação de mão-de-obra. No caso de existirem desvios é possível fazer-se uma análise cuidada desses desvios e corrigir possíveis anomalias [3. 4]. Controlo das quantidades executadas.

por exemplo [8]: Preço do material. Os balancetes são o resumo das despesas mensais organizadas por tipos de recurso (mão-deobra. equipamentos e sub-empreitadas. As variações são calculadas basicamente por comparação com o valor final do produto acabado e o custo da sua produção. 4]. para efeito de facturação dos trabalhos realizados [3. Uma variação é o valor da diferença entre o custo final do produto e o custo calculado (reorçamento). 42 . O balizamento é a fixação e registo das datas de início e fim de cada tarefa e das percentagens de trabalhos executados [3]. 3.1. O controlo de subempreitadas consiste na verificação geral dos trabalhos e na gestão administrativa dos trabalhos entregues a subempreiteiros [3]. Os mapas de produção são documentos que resultam da decomposição das tarefas do orçamento de produção em materiais. 4]. com registos apropriados é possível analisar todas as variações e sub-variações. tendo em vista a determinação periódica da referida margem de lucro [3]. materiais e equipamentos e subempreiteiros) [3.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada conferidos pelo apontador para verificarem se estão de acordo com as quantidades e qualidades especificadas no projecto [3. Utilização do material. 4]. O controlo das quantidades executadas são as medições dos trabalhos executados mês a mês.2 – Controlo económico e financeiro Dado que o valor de venda de uma obra pressupõem a consideração de determinada margem de lucro. este controlo é a comparação de preços de custo da realização da tarefa com os custos reais de execução da tarefa. mão-de-obra. podendo ou não cada recurso ser afecto em diferentes períodos [3].

43 . Estes desvios podem ser influenciados pela escassez de mão-de-obra. Apesar de ser necessário manter os operários. Volume de produção. 3. pode-se por vezes corrigir com um aumento da produtividade. O Director-de-Obra. onde perde ou onde está a gastar conforme previsto e assim actuar convenientemente e atempadamente [2]. deverá agora comparar o custo previsto com o custo real de cada actividade e saberá com clareza em termos de custo directo onde ganha. no caso de estes desvios serem causados pela insuficiência de máquinas deve-se incrementar a quantidade das mesmas a não ser que seja um custo muito elevado ou de uma especificidade tal que seja mais económico trabalhar mais tempo. que deverão ser recalculados de modo a ser possível atingir o prazo proposto [2].Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Taxa laboral.3 – Controlo de tempo e planeamento O controlo de tempo e planeamento procura verificar o cumprimento das previsões dos tempos despendidos [3]. o custo de mão-de-obra suplementar pode ficar mais económico que a colocação de mais unidades [2]. Vendas. todos os meses deve avaliar as percentagens de obra realizada em função da dificuldade de execução e comparar com o plano de trabalhos previamente realizado. Produtividade. Despesas fixas e variáveis.1. O responsável pela obra na posse destes registos. Desta análise deve-se verificar quais as actividades que estão a ser realizadas no prazo previsto e quais as que estão a ter desvios [2]. No caso de existirem desvios que conduzem a um maior prazo. devem ser analisados quais os recursos que estão a afectar os desvios.

Não é só a qualidade do produto final – o que foi construído – mas de todo o processo que a ele conduziu [8]. Esta situação mostra-se mais económica e célere. a qual reflecte todas as alterações de prazos e ou trabalhos a mais ou a menos. Para se poder garantir o efectivo controlo de qualidade é muito importante acompanhar o processo construtivo. desde a decisão de construir. embora possa existir a dúvida residual sobre a origem e veracidade do documento homologatório. mas a tendência actual é a sua substituição por certificado de origem [8]. etc.).1. A qualidade dos materiais pode continuar a ser controlada através de ensaios directos. comunicações.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada 3. Verificação se os equipamentos submetidos a controlo estão devidamente calibrados por entidades certificadas e se as validades dos seus certificados ainda estão dentro do prazo. 44 . O seguimento mensal do plano de qualidade deve contemplar [2]: Verificar se o organigrama se mantém igual assim como identificação das pessoas que ocupam cada uma das funções nele referido. até à utilização em boas condições alguns anos depois da obra se ter concluído. Actualização da listagem da revisão do contrato. Análises de actividades predefinidas se estão a ser submetidas a controlo dentro dos parâmetros previstos (se as instruções de trabalho foram executadas atempadamente e distribuídas aos responsáveis por esses trabalhos. Verificações se a lista de compras completa a identificação dos fornecedores seus contactos ou notas de encomendas e se datas de fornecimento estão a ser cumpridas. Esta listagem deve ser suportada por documentos (carta. Se a lista de restreabilidades está a ser devidamente preenchida de modo a ser possível identificar com precisão onde determinados elementos foram colocados.4 – Controlo da qualidade O controle de qualidade pretende assegurar que a obra possua as características definidas no programa estabelecido. se os planos de carga ensaios e de provas estão a ser realizados assim como se os pontos de inspecção estão a ser analisados). actas de reunião.

5 – Plano de Segurança e Saúde Define-se Plano de Segurança e Saúde (PSS) como um documento destinado à definição das medidas necessárias à prevenção e minimização de todos os riscos para a segurança. 45 . materiais e produtos a utilizar. ou na proximidade. providenciando a sua resolução que deve sempre ter o consentimento do Dono-da-Obra quando estas impliquem alterar algumas premissas não previstas.1. que decorram no estaleiro. Equipamentos. No Anexo 6 é possível ver um modelo de um mapa de vistoria e um exemplo de um boletim de controlo de betão. higiene e saúde dos trabalhadores e de terceiros durante a execução da obra [8] Para o desenvolvimento do Plano de Segurança e Saúde. verificando se as mesmas estão devidamente identificadas e qual a sua situação. Métodos e processos construtivos. Projecto do estaleiro. incluindo os seguintes elementos: Acessos.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Analise da lista das não conformidades abertas. A lista das não conformidades deve contemplar também sempre o custo associado à sua correcção. respeitantes a riscos especiais. intervenção de subempreiteiros e trabalhadores independentes. deverão ser tidos em conta os seguintes aspectos [8]: Definições do projecto. incluindo os respectivos prazos de execução. e outros elementos resultantes do contrato com a Entidade Executante. Medidas específicas. Movimentação de cargas. para a execução da obra. incluindo os que exijam uma planificação detalhada das medidas de segurança. Programação dos trabalhos. Actividades simultâneas ou que sejam incompatíveis entre si. 3. que sejam relevantes para a segurança e saúde dos trabalhadores durante a execução da obra. Circulação.

Instalações Sociais. de socorro e evacuação dos trabalhadores. Equipamento de Sinalização. Instalações fixas e demais apoios à produção. produtos e equipamentos. os EPI's deverão cumprir. Para preservarem a saúde. Sistema de emergência. No Anexo 8 é possível ver um quadro dos Equipamento de Protecção Individual e outro com a distribuição dos equipamentos por categorias. incluindo as medidas de prevenção. controlo e combate a incêndios. Evacuação de Resíduos. No anexo 7 é possível ver a Regulamentação de Higiene Saúde e Segurança. e garantirem a segurança de pessoas e bens. Medidas de Protecção Individual Define-se Equipamento de Protecção Individual (EPI) como um conjunto de dispositivos destinados à protecção do seu utilizador contra os riscos susceptíveis de contribuir uma ameaça à sua segurança e/ou à sua saúde [8]. Medidas de Protecção Colectiva Define-se Equipamento de Protecção Colectiva como um conjunto de dispositivos destinados à protecção de um ou mais grupos de trabalhadores contra os riscos susceptíveis de contribuir uma ameaça à segurança e/ou saúde [8]. de forma eficaz.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Armazenamento de materiais. 46 . na sua concepção e fabrico exigências de segurança e respeitar os procedimentos adequados à certificação e controlo da sua conformidade com as exigências essenciais aplicáveis [8]. Redes técnicas provisórias. Informação e formação dos trabalhadores.

Baileus. de modo a que o Director-de-Obra faça fazer incidir as suas ordens nos aspectos mais relevantes [2]. Guarda-corpos. metálica ou em madeira. temos [8]: Andaimes. suspensa por dois ou mais cabos. Deve contemplar também as partes mais significativas do plano de segurança e higiene. realizar um relatório designado “Avaliação das Medidas de Prevenção no Estaleiro” no qual reflecte qual o estado da obra termos de segurança e que deve completar um “check-list” já predefinido das acções. dos riscos a que os trabalhadores possam estar expostos e dos métodos e processos construtivos que venham ser utilizados na obra [8]. Linhas de Vida. consistindo numa estrutura. O coordenador da segurança deve. No Anexo 9 é possível ver um quadro com a identificação de riscos no estaleiro. consistindo num cabo destinado à fixação dos equipamentos antiqueda. consistindo em elementos de protecção. destinados a impedir a queda de corpos. e. de modo a que possam avaliar a situação e a necessidade de implementar medidas correctivas. O relatório deve ser precedido de uma visita a obra. utilizada em obras de fachadas de edifícios. meios e regras que devem ser cumpridas [2]. destinada a proporcionar o acesso às edificações. pelo menos mensalmente.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada A escolha do equipamento de protecção colectiva irá depender. consistindo numa plataformas de trabalho. Como exemplo destes equipamentos. geralmente. consistindo num tecido de malha sintética. com características elásticas. Rede de segurança. 47 .

48 .Produtividade Um dos factores principais para que uma empresa de construção sobreviva no mercado é necessário que realize a empreitada a seu cargo cada vez melhor. Contratação pontual de mais trabalhadores. como por exemplo. aquela precisa de aumentar a produtividade. Quando existe ganho de produtividade pode dar origem a ganhos para a empresa e para os trabalhadores da mesma [10]. aumenta os custos da empresa e a médio prazo os trabalhadores começam a desmotivar. mais rápido e mais barato. ou seja. necessita de produzir mais e melhor com a força de trabalho que tem. aumenta a insatisfação dos trabalhadores. aumentando o tempo de trabalho para as mesmas pessoas ou contratando outras [10]. Para o conseguir. Uma definição de produtividade é a quantidade de produto obtida por cada unidade de recurso usado no processo produtivo.2 – Aumento da produtividade e redução de custos 3. Sem pagamento de horas extraordinárias.1 . Como não encarar a produtividade A produtividade envolve o aumento da produção e esta pode ser executada de forma menos conveniente. Consequências da má organização Se a empresa não tiver convenientemente organizada pode suceder as seguintes situações [10]: Aumento do horário de trabalho dos trabalhadores. Com pagamento de horas extraordinárias.2. Dependendo do valor do contratado pode criar situações «injustas» no grupo existente.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada 3.

fazer a tarefa bem na primeira vez. Reduz o desperdício relativamente a materiais e mão-de-obra. Como encarar a produtividade O aumento de produtividade deve ser encarada como aumentar a produção. mantendo o horário do trabalhador. Para aumentar a produtividade é necessário trabalhar melhor e de forma coordenada. Para o conseguir toma-se necessário possuir mais formação e informação dos processos produtivos da empresa [10]. por considerarem que já não tem nada a dar à empresa. este deve ser conduzido com precaução pois implica uma mudança de hábitos e concepções. Aumenta os salários e prémios dos trabalhadores. Ao iniciar o processo para aumentar a produtividade da empresa. Aumenta o lucro da empresa. Deve ser conseguida com o apoio e compreensão dos trabalhadores e não contra estes. As dificuldades usuais são a desconfiança e o medo de despedimento dos trabalhadores existentes. ou seja. ou por já terem visto outros processos que não tiveram sucesso [10]. Reduz os acidentes. Vantagens do aumento de produtividade As vantagens de aumentar a produtividade são as seguintes [10]: Aumenta a produção. mantendo o mesmo nível de incorporação de mão-de-obra.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada A falta de experiência pode levar a um aumento de defeitos nas tarefas com posterior aumento de custo na reparação. 49 . Reduz o prazo da obra. Torna a empresa mais competitiva.

Rever a situação cada seis meses. caso lhe seja dada a importância e o poder necessário. e se posteriormente melhorarmos os factores pode-se conseguir acréscimos significativos ao primeiro óptimo [10] 50 . Atribuir prémios para quando os objectivos são atingidos. Colocar os objectivos claros e exequíveis para todas as tarefas. Inicialmente o primeiro estudo pode demorar cerca de 6 meses. possibilitar a contratualização de um consultor que vá apoiando o quadro quando necessário. Medir o tempo de execução de todas as actividades. bem como outros processos de execução para a mesma tarefa. Seleccionar a melhor forma de executar a tarefa e formar as pessoas que a realizam. Investigar as razões das diferenças entre o tempo óptimo e os outros. o óptimo encontrado é o «melhor» para aquela condição.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada 3. depende dos factores: motivação. ter o seu respeito. o consultor deverá fazer relatórios de acompanhamento para a gerência/administração. Calcular o tempo óptimo daquelas actividades e com qual a forma de as executar. Informar a empresa do início do processo e que ele será realizado com todas as pessoas. posteriormente a revisão pode ser conseguida em menos de um mês. Os passos a dar são os seguintes [10]: Escolher um quadro da empresa para liderar o processo.Métodos para aumentar a produtividade Para iniciar o processo para aumentar a produtividade. condições locais e da informação necessária. Este deverá ser aceite pelos trabalhadores. Investigar os tempos óptimos da concorrência. ou seja. Formar o quadro e a sua equipa. Assim.2 . gerência/administração deve estar consciente que é um processo que vai «mexer» com toda a empresa e deste modo deve apoiálo totalmente.2. ter motivação e perseverança. Deverá ser revisto porque o óptimo conseguido depende da forma de realizar a tarefa. Medir sempre os tempos das tarefas.

normalmente será mais necessário. que se começa a fazer toda a sua efectiva preparação. Numa segunda fase é realizado o seu planeamento de maior detalhe. realista e praticável uma boa articulação com a direcção de obra. como ficou claro em todo o texto anterior. para a elaboração do orçamento estimado com a identificação de todos os custos do pessoal. como tal.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Conclusão O tema de gestão e direcção neste caso concreto é aplicado a obra de construção civil. A obra é um processo dinâmico. “como”. sem o que esta última não será suficientemente bem desempenhada. Mais. sendo. que devem estão relacionados entre si. A optimização da gestão e direcção. é um ponto-chave para que todo o trabalho previamente planeado cumpra os objectivos traçados. a probabilidade de significativos problemas no decorrer dos trabalhos de campo aumenta potencialmente. realizado uma análise ao projecto. “para quem”. 51 . materiais e equipamentos a afectar à obra. a sua gestão começa bem antes da construção. “quando” e “porquê”). levando-nos a pensar que a preparação. que é o mais alto responsável pela orientação e cumprimento das tarefas que tem de ser realizadas em estaleiro. como se viu. que cada vez mais exige a adopção de novos métodos e novos conceitos a introduzir no desenvolvimento dos trabalhos. É nesta fase. Esta preparação é realizada com base no que foi projectado e que se conhece. Durante todo o processo são vários os intervenientes implicados nestes trabalhos. em fase de construção. As funções de gestão e direcção de obra implicam o uso de conceitos de várias áreas do conhecimento. Se bem que é indispensável uma boa articulação com todos estes intervenientes. quanto maior for este interrelacionamento melhor será a prestação por parte do Director-de-Obra. mas. com todo o enquadramento e concepção da obra concluídos. numa primeira fase. sem os necessário estudos que satisfação as questões básicas (como a adaptação do clássico “onde”. a planificação e a execução podem conduzir a uma relação mais próxima com equipa de projectistas e com a equipa produtiva. Assim. Na realidade. as actividades de gestão e direcção de obra pertencem ao ciclo de fabrico e. compreendendo esta fase a relação de todas as tarefas que tem de ser realizadas. não permitem uma diferenciação estanque.

mesmo as mais imprevisíveis. inclusive. ser capaz de fazer cumprir com todas as regras de higiene saúde e segurança e. a melhor percepção dos detalhes de uma dada obra que pode conduzir a ganhar o seu concurso. administrar os recursos económicos e financeiros. A área da gestão e direcção de obra é uma das mais abrangentes da Engenharia Civil. e se uma destas falha todo o trabalho poderá não ser o esperado. com um especial atenção no Director-de-Obra. sem dúvida! 52 .Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Identificaram-se as múltiplas e mais importantes fases que devem adequadamente ponderadas para uma boa gestão e direcção de obra. Missão hercúlea. passando pelo cliente e o seu próprio director. pode-se dizer que uma boa gestão está sempre associada uma boa direcção. tem que ter a capacidade de controlar a produção. não tanto por uma profunda complexidade de conceitos físicos ou matemáticos. e a cumprir os prazos e ter lucro com a mesma. Este. Por outro lado. ao assumir a responsabilidade da sua direcção. numa segunda. Por último uma palavra para o Director-de-Obra. ainda. Para que seja realizada uma boa gestão e uma boa direcção de execução é necessário que todo o trabalho que foi realizado em fase de planeamento esteja devidamente detalhado e bem concebido. tendo-se explicitado e explicado os conceitos associados a essas fases. para isso é desejável. ao fornecedores. mas porque obrigando a uma disciplina de automatização e cumprimento de rotinas bem estabelecidas (até em termos documentais) está sempre associada às particularidades de cada empreitada e de cada realidade. dominar o tempo disponível. Poderemos afirmar que é. bem como para enumerados as competências e responsabilidades dos principais intervenientes em fase de obra. Ora. numa primeira fase. garantir a qualidade. muitas vezes. prever situações de excepção que possam surgir durante a fase de execução. relacionar-se com todos os agentes que o interpelam: dos seus subordinados.

53 . Moutinho. Organização e Gestão de Obras. [10]. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. António. Lisboa. Lisboa. Flôr. [2]. Instituto Superior Técnico. Porto. Maria Clara. Universidade Fernando Pessoa. Porto. ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE OBRAS. UM OLHAR SOBRE A ACTIVIDADE DE DIRECÇÃO DE OBRA – BASES DE PREPARAÇÃO EXECUÇÃO E CONTROLO. Porto. Santos (2004). Varlag Dashöfer. [8]. ORÇAMENTOS E CUSTO DA CONSTRUÇÃO. [4]. [6]. Correia (2005). CUSTOS E ORÇAMENTOS – CÁLCULO DE PREÇOS DE VENDA. Freitas. L. Faria. Dias. 59/99 de 2 de Março. Reis. Lisboa. [9].Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Bibliografia [1]. Universidade Fernando Pessoa. Fernando (2006). Hemus. Mendes. Manual da Gestão da Construção – Um guia prático para construir com segurança e qualidade. Decreto de Lei nº. Sampaio. A. A DIRECÇÃO DE OBRAS EM VÁRIAS VERTENTES E SUA CONCRETIZAÇÃO NUMA OBRA PORTUÁRIA. Lisboa. Irene Vila (2003). [7]. José Manuel (2003). M. Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Regime Jurídico de Empreitadas de Obras Públicas. Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura. José Manuel (1987). Lisboa. CURSO SOBRE REGRAS DE MEDIÇÃO NA CONSTRUÇÃO. [3]. Porto. Universidade Fernando Pessoa. M. Alves. Cabral. GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DE OBRA. [5]. Fonseca. (2002). (2001). Fernando Morethson (1986). Edições Técnicas.

Lisboa. Segurança. [12]. Gonelha. Saldanha. 54 . J. Organização de Estaleiros na Construção Civil. Paz (1993). Higiene e Saúde no Trabalho em estaleiros de construção. Branco. Lisboa.P.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada [11]. E. Luís. Gustave Eiffel. Vida Económica. Ricardo (2005).

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples e unificada Anexos A1 .

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 1 – Folha de medições 2 .

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 2 – Folha de orçamento detalhada 3 .

subsídio de férias. etc. rmoi – rendimento do operário i. Custos de mão-de-obra [9] Os custos de mão-de-obra são calculados através da seguinte expressão: C MO = ∑ mo i × S mo i r i =1 n (2) n – nº de operários que realizam a tarefa. Vmoi – vencimento horário do operário.). CEQ – Custo dos equipamentos necessários à realização da tarefa.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 3 – Formulário de custos Custos Directos [9] O custo directo de uma tarefa é calculado pela expressão: Cd = C MO + C MAT + C EQ Cd – Custo directo da tarefa. (1) CMO – Custo de mão-de-obra necessária à realização da tarefa. seguro. feriados. Smo1 = Vmo i × (1 + E) (3) Vmo i = 12 × VM NHTS × 52 (4) E – percentagem dos encargos (férias. CMAT – Custo dos materiais necessários à realização da tarefa. Smoi – salário do operário i incluindo todos os encargos. 4 .

Custos de equipamentos [9] Os custos de equipamentos são calculados através da seguinte expressão: CT = (1 + K ) × C p × T + CCRC × H + C M × t + CTMD (7) 5 . NHTS – número de horas de trabalho semanal. Deverá incluir um ligeiro agravamento para quebras. Custos de materiais [9] Os custos de materiais são calculados através da seguinte expressão: C MAT .Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada VM – vencimento mensal. cortes e sobreposições.j – Custo do material j necessário à realização de uma unidade da tarefa em estudo. j (5) CMAT.j – Custo de uma unidade do material j. incluindo transporte e colocação em obra e excluindo IVA. Rm. ou seja a quantidade do material j necessário à realização de uma unidade da tarefa em estudo. desperdícios. j = R m. j × C m . Cm. j × C m. O conjunto de todos os materiais necessários à realização de uma unidade de tarefa terá o custo representado pela expressão: C MAT = ∑R m . j j =1 m ( ) (6) m – Numero de materiais necessários à realização de uma unidade de tarefa.j – é o rendimento do material j.

CCRC – Custo unitário de conservação. G – Encargos com a gestão do equipamento. CTMD – Custo total de transporte montagem e desmontagem. t – Período de tempo que os manobradores afectos as equipamento se encontram a trabalhar com ele. T – Período de tempo que o equipamento permanece na obra. A – encargos com armazenagem. AM = DT N (10) 6 . CM – Custo unitário de manobra. K – Percentagem de imobilização em estaleiro central resultante dos períodos em que a máquina não está afecta a qualquer obra.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada K= horas totais previstas no ano horas de trabalho previstas no ano horas totais previstas no ano (8) CT – Custo total de um dado equipamento. normalmente. CP – Custo de posse anual. – O cálculo do custo de posse anual (CP) é feito. Naturalmente que se verifica a relação H ≤ t ≤ T Faz-se normalmente t = δH com δ ≤ 1. H – Período de tempo que o equipamento trabalha na obra.0 sendo δ uma constante que depende do equipamento. pela expressão: C P = AM + S + J + G + A (9) AM – Amortização anual do equipamento. S – Valor do seguro anual do equipamento. J – Juro do capital investido. reparação e consumos.

– Investimento médio anual calculado pela expressão: I. = N +1 × D T + VR 2N (14) Normalmente estima-se: G = y% × I. (15) y – Percentagem (estimada) Normalmente estima-se: 7 . VR – Valor residual do equipamento.M. VA – Valor de aquisição do equipamento. (13) j – Taxa de juro a aplicar.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada D T = VA Vr (11) DT – Desvalorização total do equipamento. Normalmente estima-se: S = x × VA (12) x – Percentagem (estimada) Normalmente estima-se: J = j% × I.A.M.A.A.M. N – Vida útil do equipamento. I.M.A.

8 . (16) z – Percentagem (estimada) – O cálculo unitário de conservação. CC – Custo de consumo.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada A = z % × I. O cálculo do custo de conservação e reparação (CCR) é mais difícil de efectuar mas é feito de forma análoga. O custo de consumo (CC) é estimado com base em informação estatística ou de catálogos de fornecedores. reparação e consumo (CCRC) é o custo que resulta dos respectivos encargos horários.M. ou seja o somatório dos salários hora dos homens que trabalham com o equipamento. CCRC = CCR + CC (17) CCR – Custo de conservação e reparação. incluindo os respectivos encargos. O custo unitário de manobra (CM) é o custo horário do pessoal que trabalha com o equipamento.A.

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 4 – Matriz de definição de competências Matriz de definição de competências [5] Folha nº ___/____ Obra: ________________________________________________________________ Data: __-__-____ Intervenientes na realização da obra Tarefas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Anuncio do concurso Programa de concurso Entrega das propostas Abertura das propostas Avaliação das propostas Notificação da adjudicação Minuta do contrato Caução Assinatura do contrato Nomeação do director de obra Representantes fiscalização Projecto de estaleiro Plano de segurança Auto de consignação Livro de registo de obra Inicio dos trabalhos Cotas de referência Implantação e piquetagem Horário de trabalho Seguro do pessoal Tabela de salários e periodicidade de pagamentos Contrato colectivo de trabalho Desenhos de construção e pormenores de execução Erros e omissões Plano definitivo dos trabalhos Plano de pagamentos Cronograma financeiro Diagrama de cargas de MO Cronograma MO em Hxh Curvas de progresso Lista de materiais Dono da Obra E E E E E E S E S E S S E S C S S S C C S S S S S S S S Projectistas C C C P C C C C C C C C P P V V V Fiscalização C P C P C P C V V V P P C E V V V V V V V V V V V V V V Empreiteiro E P C V/R E P E C E E P E E P/R E E E E E E E E E E E E E E Prazo (dias) Observações 9 .

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada equipamentos mais significativos Escolha de materiais 32 e elementos de construção Nomeação de 33 responsável pelo aprovisionamento Liste de relançamento 34 de encomendas Lista de ensaios e 35 datas de realização Lista de equipamentos de 36 apoio e tempos de afectação à obra Painéis identificação 37 da obra Cronograma 38 financeiro real Cronograma de mão39 de-obra real Curva de progresso 40 real 41 Telas finais Recepção provisória 42 da obra 43 Devolução da caução Recepção definitiva 44 da obra C – Conhecimento E – Executante P – Participação R – Reclamação S – Supervisão/aceitação V – Verificação S C C S S S S S S S S E S V V V P P V V V V V V V V V V E P E E E E E E E E E E P P P 10 .

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 5 – Controlo da Qualidade Exemplo de um mapa de vistoria [8] Dono de Obra: Obra: Local Funcionamento Data Limite Reparação 31/ 05 31/ 05 29/ 05 MAPA VISTORIA Construção Limpeza Pintura OBS. Porta Quarto Porta WC Alcatifa Cerâmicos WC Louças + Equipamentos Sanita Bidé Lavatório Banheira Electricidade Iluminação Detecção incêndios Tomadas Ar Condicionado Mobiliário Roupeiro Cama Secretária Mesa cabeceira Paredes Tectos Tecidos Cortinas Reposteiros Colchas e Acolchoados Data:___/___/______ _____________________ Empreiteiro OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK X OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK X X OK - OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK - OK OK OK X OK OK OK OK OK OK   OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK - Falta 1 demão de verniz X X Falta ensaio Instalação X _____________________ Fiscalização _____________ ________ Director 11 Concluído A Reparar Aplicação Juntas .

: Cargo DATA / HORA FISCALIZAÇÃO RECEPÇÃO 12 .0 19:20 19:35 20:25 20:50 8 7 24926 43-52CS 8.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Exemplo de um Boletim de controlo de betão [8] BOLETIM DE CONTROLO DE BETÃO BCB nº.0 19:06 19:20 19:22 19:30 10 5 24923 43-51OS 8.B.0 19:40 19:52 21:00 21:35 9 Desenho nº: Revisão nº: Carga Nº Guia Nº Matricula da A.0 19:34 19:45 20:45 21:10 8 8 24927 39-13SN 5.0 19:13 19:25 19:50 20:20 9 6 24924 75-63PL 8.: DATA: FRENTE: IDENTIFICAÇÃO DA PEÇA: (Preencher pelo Empreiteiro) Localização: FORNECIMENTO DE BETÃO PREVISTO: (Preencher pelo Empreiteiro) Fornecedor: Especificação 1 2 24914 24917 QS-5137-3341 LV 6.0 18:59 19:20 19:40 20:00 8 4 24922 38-87SV 8.0 8.0 17:43 18:09 17:55 18:25 18:05 18:40 18:10 18:45 8 8 1 6 Central nº: 3 24921 37-33LV 8. Volume (m3) Saída Central Chegada à obra Inicio Betonagem Fim Betonagem Slump (mm) Amostra Provetes OBSERVAÇÕES: (Preencher pela Fiscalização) EMPREITEIRO EMISSÃO IDENT.

do Concelho.º 89/391/CEE. de 15/10 – Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais. higiene e saúde no trabalho (transposição da directiva n. de 2/12 – Revê o regime jurídico da duração do trabalho na sua disciplina específica do trabalho extraordinário. de 11/08/1958 – Justifica normas de segurança e estabelece a fiscalização e multas por infracções. relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho.º 441/91 de 14 /11. Dec-Lei 41 821. de 01/02 – Estabelece o regime de organização e funcionamento do serviço de segurança. de 1/10 – Transpõe para o direito interno a directiva n. higiene e saúde no trabalho. de 11/08/1958 – Regulamenta as normas de segurança no trabalho da construção civil. 12] Dec-Lei 41 820. de 10/07/1965 – Aprova o regulamento das instalações provisórias do pessoal empregado nas obras. relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.º 100/97 de 13/9.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 6 – Regulamentação de Segurança e Saúde no Trabalho Regulamentação de segurança e saúde no trabalho [8. de 14/11 – Estabelece o regime jurídico de enquadramento da segurança.º 89/654/CEE. de 13/09 – Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais. Dec-Lei 65/87. 13 . Lei 100/97. no que respeita à reparação de danos emergentes de acidentes de trabalho. Dec-Lei 133/99 de 21/03 – Altera o Decreto–Lei n.º 441/91 de 14/11. relativa a aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho). Dec-Lei 143/99 de 30/04 – Regulamenta a lei n. Dec-Lei 26/94. de 30/11. Dec-Lei 347/93. de 6/02 – Elimina a obrigatoriedade de aprovação prévia pela administração do trabalho nos mapas de horário de trabalho. por forma a assegurar a transposição de algumas regras da directiva quadro relativa à Segurança e Saúde dos trabalhadores nos locais de trabalho. Dec-Lei 421/83. previstas no Dec-Lei n. Dec-Lei 441/91. Dec-Lei 46 427. Dec-Lei 362/93.

e nas empreitadas de cadernos de encargos tipo. de 2/07 – Regulamenta a lei n. à Administração Pública Dec-Lei 109/2000. Dec-Lei 4/2001. de 29/10 – Estabelece regras gerais de planeamento. permanência. de 17/11 – Define as formas de aplicação do Decreto–lei n. do Concelho. saída e afastamento de estrangeiros do território nacional. Higiene e Saúde no Trabalho. 3º da Lei n. previsto no artº. Dec-Lei 141/95 de 14/06 – Transpõe para o direito interno a directiva n. colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.º 100/97. de 27/08 – Aprova o Código do Trabalho. 12] Portaria 1465–A/95. de 10/01 – Aprova as condições de entrada.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Dec-Lei 159/99. ou a determinados riscos profissionais. organização e coordenação. Dec-Lei 99/2003. em estaleiros de construção. relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Sinalização de Segurança [8. higiene e saúde no trabalho. 92/57/CEE. relativamente à protecção da eventualidade de doenças profissionais. relativa a prescrições mínimas para a sinalização de segurança e saúde no trabalho. de 30/06 – Contém o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança. Lei 113/99. os cadernos de encargos tipo. e com projecto do dono da obra. para serem apresentados nas empreitadas de obras públicas por preços globais ou por série de preços. de 14 /11. de 21/02 – Aprova os programas de concurso tipo. Transpõe para o direito interno da Directiva n. higiene e saúde em certos sectores de actividades. de 24/06. de 11/12 – Regulamenta as prescrições mínimas de. de 11/05 – Visa regulamentar o seguro obrigatório de acidentes de trabalho para os trabalhadores independentes. Dec-Lei 248/99. Dec-Lei 273/2003. Dec-Lei 110/2000. para promover a segurança. de 3/8 – Desenvolve e concretiza a regime geral das contra–ordenações correspondentes à violação da legislação específica de segurança. para serem apresentados nas empreitadas de obras por percentagem. de 13/9.º 441/91. 14 .º. Dec-Lei 488/99.º 100/97 de 13 /9. Portaria 104/2001.º 92/58/CEE. de 30/06 – Estabelece as condições de acesso e de exercício das profissões de técnico superior de segurança e higiene do trabalho e de técnico de segurança e higiene do trabalho.

Equipamentos e Materiais de Estaleiro [8.º 89/656/CEE. de 25/12. 130/92 de 6/06. do Concelho. 109/96.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Dec-Reg. 15 . 378/93 de 5/11. 2º. de 9/8 – Aparelhos de elevação e movimentação. IV e V da Porto 131/93. Equipamentos e Protecção Individual [8. Port. Dec-Lei 331/93. Port. de 10/4 – Define os procedimentos. do Dec-Iei n. aprovado pelo Dec–Lei 22–A/98. 7º do Dec-Lei n. Máquinas. Port.º 348/93 de 1/10.11. 12] Dec-Lei 128/93. de 22/04 – Estabelece as exigências técnicas de segurança a observar pelos equipamentos de protecção individual de acordo com a directiva n. de 8/3 – Transpõe para o direito interno a directiva n. relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de trabalho. relativa à harmonização das legislações dos estados membros quanto a materiais e máquinas de estaleiros: Dec-Lei 273/91. 12] Dec-Lei 105/91. de 4/11. de 6/10 – Estabelece a descrição técnica do equipamento de protecção individual de acordo com o artº. 988/93. relativos a EPI e marcação CE. 128/93 de 22/4. 383/93 de 18/11. 117/88 de 12/4 e 113/93 de 10/4. do Concelho.º 84/532/CEE. Dec-Lei 330/93. Port. de 19/08 – Altera os anexos I e V da Porto 1131/93. de 20/8 – Altera o regulamento de sinalização de trânsito. Dec-Lei 374/98. de 24/11 – Altera os Dec-Lei nºs. de acordo com o artº. Dec-Lei 286/91. de 25/9 – Transpõe para o direito interno a directiva n. de 30 /11. do Concelho. 1131/93. de 4/11. de 4/11 – Estabelece as exigências essenciais relativas a saúde e segurança aplicáveis ao equipamento de protecção individual. de 10/04 – Altera os anexos I .º 89/655/CEE.º 128/93 de 22/04. 695/97. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à movimentação manual de cargas que comportem riscos para os trabalhadores. de 29/5. de 7/8 – Aparelhos de elevação e movimentação. 41/2002. Dec-Lei 113/93.º 90/269/CEE. a adoptar com vista a que os materiais de construção se revelem adequados ao fim a que se destinam. de 25/9 – Transpõe para o direito interno a directiva n.

de 18/8 – Estabelece as condições de utilização e comercialização de máquinas usadas visando eliminar riscos para a saúde e segurança das pessoas. 88/188/CEE de 12/5. 303/76 de 26 de Abril). relativa à protecção dos trabalhadores contra os riscos devidos à exposição ao ruído durante o trabalho. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 90/270/CEE de 29 /5 relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes ao trabalho com equipamentos dotados de visor. Dec-Reg. Emissão de Ruído [8. nº. Dec-Lei 292/2000. 12] Dec-Lei 72/92. e aprova o regulamento das emissões sonoras do ambiente do equipamento para utilização no exterior. de 28/4 – Regulamenta o Dec-Lei n. que estabelece o quadro– geral de protecção dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao ruído durante o trabalho. 9/92. Dec-Lei 50/2005. o Regulamento 16 . 2000/14/CEE. Dec-Lei 214/95. 12] Dec-Lei 740/74.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Dec-Lei 349/93. e revoga o Decreto–Lei nº. Utilização de Substâncias Perigosas [8. 82/99. Dec-Lei 76/2002. do Concelho. de 14/11 – Aprova o regime legal sobre a poluição sonora designado por "Regulamento Geral do Ruído. Riscos Eléctricos [8.º 72/92 de 28/4. 12] Dec-Lei 376/84. de 30/11 – Aprova o Regulamento sobre o Licenciamento dos Estabelecimentos de Fabrico e de Armazenagem de Produtos Explosivos. de 28/3 – Transpõe para o ordenamento jurídico interno a Directiva nº. relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. de 1/10 – Transpõe para o direito interno a directiva n. 2001/45/CE. de 27 de Junho. de 25/2 – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº. de 26/12 – Aprova o regulamento de segurança de instalações de utilização de energia eléctrica (alterado pela Port. de 28/4 – Transpõe para o direito interno a Directiva nº. de 16 de Março.

efectivo ou potencial. os agentes e os processos industriais que comportem riscos cancerígeno.º 93/15/CEE. Dec-Lei 479/85. Dec-Lei 274/89. para os trabalhadores profissionalmente expostos. de 21/8 – Aprova o regime de protecção da saúde dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao cloreto de vinílo monómero nos locais de trabalho. de 13/11 – Fixa as substâncias. Dec-Lei 164/2001. Dec-Lei 301/2000. do Concelho. relativa à harmonização da legislação sobre explosivos para utilização civil. Dec-Lei 390/93. do Conselho. Armazenagem. de 25/10 – Transpõe para a ordem jurídica interna a directiva n. que estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde relativas à protecção dos trabalhadores expostos a agentes cancerígenos. de 20/11 – Transpõe para a ordem jurídica interna a directiva nº. Dec-Lei 273/89. de 23/5 – Aprova o regime jurídico da prevenção e controlo dos perigos associados a acidentes graves que envolvem substâncias perigosas.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada sobre o Fabrico. de 5 /7. de 24/8 – Tem por objectivo a protecção da saúde dos trabalhadores contra riscos que possam decorrer da exposição ao chumbo metálico e aos seus componentes iónicos no local de trabalho. Dec-Lei 84/97. bem como as competências e atribuições dos organismos e serviços intervenientes na área da protecção contra radiações ionizantes. Dec-Lei 265/94. Comércio e Emprego de Produtos Explosivos e o Regulamento sobre Fiscalização de Produtos Explosivos. Dec-Lei 165/2002 de 17 – Estabelece os princípios gerais de protecção. de 28/6. 17 . de 16/4 – Estabelece prescrições mínimas de protecção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra os riscos da exposição a agentes biológicos durante o trabalho.º 90/394/CEE relativa à protecção dos trabalhadores que estão ou podem estar expostos a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho. de 18/11 – Transpõe para a ordem jurídica interna a directiva n. 90/394/CEE.

casacos e aventais de protecção contra agressões químicas Cintos de segurança no tronco Sapatos de salto raso Botas de segurança Sapatos com biqueira de protecção Sapatos com sola anti-calor Sapatos e botas de protecção contra o calor Sapatos e botas de protecção contra o frio Sapatos e botas de protecção contra as vibrações Sapatos e botas de protecção anti-estáticos Sapatos e botas de protecção isolantes Joalheiras Protectores amovíveis do peito do pé Polainas Solas amovíveis anti-calor Solas amovíveis anti-perfuração Solas amovíveis anti-transpiração Cintos de segurança Vestuário de trabalho (fato-macaco) Vestuário de protecção contra agressões mecãnicas Vestuário de protecção contra agressões químicas Corpo inteiro Vestuário de protecção contra o calor Vestuário de protecção contra o frio Vestuário anti-poeira Vestuário e acessórios fluorescentes de sinalização Coberturas de protecção 18 . casacos e aventais de protecção contra agressões mecânicas Coletes.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 7 – Equipamentos de protecção individual Equipamento de Protecção Individual [8] Parte do corpo a proteger Cabeça Ouvidos Olhos e rosto Vias respiratórias Mãos e braços Pele Tronco e abdómen Pés e pernas Corpo inteiro Equipamentos de protecção individual Capacetes de protecção Cabeça Coberturas de protecção da cabeça Tampões para os ouvidos Capacetes envolventes Protectores auriculares Protectores contra o ruído Óculos com aros Óculos isolantes Escudos faciais Máscaras e capacetes para soldadura Aparelhos filtrantes Aparelhos isolantes com aprovisionamento de ar Luvas contra agressões mecânicas Luvas contra agressões químicas Luvas para electricistas e anti-ténnicas Mangas protectoras Punhos de couro Cremes de protecção Coletes.

Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Esquema de distribuição dos equipamentos de protecção por categorias [8] Equipamentos de Protecção Capacetes Profissão Arvorado Armador de ferro Canalizador Carpinteiro de limpos Carpinteiro de toscos Chefe de equipa Condutor manobrador Electricista Encarregado Estucador Ladrilhador Manobrador de gruas Mecânico Montador de andaimes Montador de cofragens Pedreiro Pintor Serralheiro Servente Soldador Sondador Trolha Torneiro Vibracionista O – Obrigatório E – Eventual O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E O O E E E O E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O E E E E E E O O O E O E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E Protectores Auriculares Máscara Viseiras Luvas de protecção Botas de protecção Óculos de protecção Vestuário de Protecção Cinto de segurança 19 .

Prestar informação aos trabalhadores sobre a organização do estaleiro e exigir o seu cumprimento . que garantam a não contaminação da instalação . portas para a circulação de peões. corredores e escadas.Garantir o estado de salubridade . ou locais de trabalho.Insalubridade .Entalamento . permanecer desobstruídas e conduzir o mais directamente possível a uma zona de segurança .As garrafas dos gases destinadas ao aparelho de oxi-corte existente em obra 20 .Instalar disjuntor diferencial de 300 mA . Quando tal não for possível fazer-se-à a sua rotulagem de acordo com o que se encontra normalizado .Articular entre si as actividades que existem no local ou no meio envolvente .Colisão .Incêndio . ou dispor de meios de protecção adequados .Queda Armazém .Colocar extintores de pó químico seco com capacidade de 6 kg nos locais mais apropriados .Desarrumação .Electrocução .Recolher os resíduos e escombros e evacuá-los com periodicidade . portões.Devem ser demarcadas as zonas de parqueamento adequadas aos veículos em obra.Existirá como meio de combate a incêndios um extintor de pó químico seco "Tipo ABC' de 6 kg .Colisão .Guardar distâncias de segurança entre as vias ou zonas de circulação de veículos e os postos de trabalho ou zonas de deslocações de peões .Na proximidade imediata dos portões destinados essencialmente à circulação de veículos.Armazenar em segurança os diferentes materiais .Os trabalhadores serão informados do funcionamento dos extintores .Utilizar sinalização que evidencie os objectivos e situações susceptíveis de provocar perigos .Contaminação Prevenção .Guardar distâncias de segurança na movimentação dos veículos e de equipamentos e na movimentação dos diferentes materiais .O material de protecção individual encontrar-se-à armazenado em prateleiras perfeitamente independentes na zona superior do armazém e longe de todas as fontes de ultra-violetas .Atropelamento .Queda de objectos .Dificuldade de acesso Organização do estaleiro Escritórios .Queda ao nível .As ferramentas susceptíveis de derramar óleos de lubrificação deverão estar assentes sobre resguardos ou tinas de recepção impermeáveis.Os produtos inflamáveis e/ou explosivos serão armazenados em local separado. a não contaminação dos materiais por produtos ou substâncias nocivas .Electrocução .Não serão admitidos em armazém produtos que pela sua natureza se encontrem classificados como produtos perigosos na assepção do disposto na legislação existente .Incomodidade .As vias de circulação devem ser regularmente verificadas e conservadas . devem existir.Colocar prateleiras suficientemente largas de modo a que os materiais e ferramentas não fiquem em desequilíbrio . passagem para peões. Excepcionalmente admitem-se armazenagens inferiores a 20 L .Incêndios .Ligar as massas dos contentores à terra garantindo uma resistividade igual a 20 OHM .Incêndio .Queda de objectos .A circulação destinada a veículos deve ser implantada com uma distância suficiente em relação às portas.Será feita uma revisão periódica à rede eléctrica pelo electricista do estaleiro .Os produtos serão preferencialmente armazenados na embalagem de origem.As vias e saídas de emergência devem estar sinalizadas. de modo a que estes não prejudiquem a circulação dentro do estaleiro .As vias e saídas de emergência devem ser equipadas com uma iluminação de segurança de intensidade suficiente que entrem em funcionamento em caso de avaria . assinaladas de modo bem visível e cuja passagem deverá estar sempre desobstruída .Atropelamento .Organizar o interior do armazém de modo a que fique perfeitamente definido um corredor de acesso a todas as zonas de stock .Gerir a arrumação de modo a que se garanta.Circulação entre pessoas e veículos Zonas de acessos e circulação .Manter o estaleiro em ordem .Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada Anexo 8 – Identificação de riscos no estaleiro Exemplos de Quadro de Identificação de Riscos – Elementos do Estaleiro [8] Estaleiro Riscos .

em pilha a altura máxima de 2 metros .Queda de objectos .Sinalizar sempre os produtos químicos e biológicos. os equipamentos de protecção colectiva e individual de forma a garantir a sua permanente disponibilidade para a sua utilização . humidade e outras características do ambiente . não excedendo.Armazenar em local próprio.Incêndios . luminosidade.Gestão e Direcção de Obra – uma versão simples unificada serão armazenadas em local próprio fora desta unidade .É necessário manter a qualidade dos produtos e materiais da temperatura.Desorganização .Deve-se evitar a sobreocupação de espaço .Deterioração .Eleclrocução . quer quando em movimentação.Queda ao mesmo nível .Entalamenlo .Explosão 21 .As cargas devem ser condicionadas conforme as necessidades . quer quando imobilizados. por zonas de condicionamento .Instalar um sistema de incêndio nos locais em que sejam armazenados produtos inflamáveis ou combustíveis . e proibir o acesso a pessoas estranhas .Os materiais devem estar dispostos em altura.Os materiais devem estar em locais próprios de forma que estejam sempre ao alcance da grua.Conservar os produtos e materiais de acordo com as normas técnicas de homologação ou as recomendações do fabricante . de instalações e equipamentos de produção fixos ou de equipamentos para sua movimentação .Avarias .Seleccionar os vários tipos de materiais.É proibido armazenar substâncias explosivas no estaleiro Armazenagem .