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ítulo Aula 3:

Ligação ou permuta gênica.


Objetivos:
Investigar quais são os mecanismos envolvidos na transmissão do processo de ligação
ou permuta gênica.
Pesquisar sobre este conhecimento e sua relação com o projeto genoma Humano.

Nível ou Modalidade:
Ensino Médio.

PSIC

Inicie a aula relembrando os alunos sobre conhecimentos de meiose. Para tanto, o


professor poderá levar os alunos ao laboratório de informática e acessar o recurso
Meiose.

MEIOSE

Pergunte aos alunos quais as características mais importantes da meiose para a


genética.

Após este breve debate, mostre aos alunos o vídeo Linkage, disponível no You Tube
em: http://www.youtube.com/watch?v=0DzBq2T2mC0 (acessado dia 05/09/2010).

De que maneira o conteúdo do vídeo se relaciona com a meiose?

Qual a importância da ligação gênica?

Estas questões podem ser debatidas oralmente, ou o professor pode solicitar que os
alunos pesquisem e redijam as respostas em seus cadernos, individualmente.

PROBLEMATIZAÇÃO

ATIVIDADE 1 – DRAMATIZAÇÃO DO LINKAGE

Atividade inspirada em Genética na Escola, Entendendo a ligação gênica – uma


simulação. Disponível em: http://www.geneticanaescola.com.br/ano1vol1/06.pdf
(acessado dia 06/09/2010).

Tempo envolvido em sala de aula:

D e 15 a 30 minutos, dependendo do aprofundamento desejado.

Material necessário:

Barbante (~5m)

papel azul e rosa

Procedimento:
1. A turma deve ser dividida em quatro

grupos de até 10 alunos cada. É interessante que esteja no

quadro negro a representação da disposição dos

cromossomos.

FAZER IMAGEM PARA DOWNLOAD DOS CROMOSSOMOS/buscar imagem nos recursos


do Portal

2. Pedir aos alunos de dois grupos que dêem

as mãos ao colega próximo e formem inicialmente duas

fileiras representando os cromossomos homólogos.

3. Três alunos de cada fileira, serão

escolhidos para ter no pescoço um colar feito de barbante

em cuja extremidade estará um objeto. O objeto pode ser o

recorte de forma geométrica como círculos e triângulos, de

preferência em papel azul e rosa, para representar os alelos

paternos e maternos de três locos.

4. Dar início à duplicação do cromossomo

pedindo aos outros dois grupos que formem duas novas

fileiras, representando as cromátides. Nesse ponto, os alunos

em frente àqueles que têm no pescoço os colares, deverão

receber também um colar com um objeto de mesmo formato

e cor.

5. Os cromossomos podem ser telocêntricos

e os últimos alunos das fileiras podem representar os

centrômeros, ficando mais próximos uns dos outros.

6. O crossing-over é iniciado após a ação do

professor, que funcionará como uma tesoura e pede que dois

alunos adjacentes larguem a mão um do outro. Em seguida,

estes dois alunos ficarão com uma das mãos dada a dois

colegas da outra fileira (cromátides não-irmãs), formando


um “quiasma”.

7. A partir do “quiasma”, os alunos de uma

fileira migram para outra levando os outros colegas ainda de

mãos dadas. Aqui, apesar de uma certa confusão física na

passagem, o aluno percebe por que, a partir do crossing-

over, toda seqüência do cromossomo, que está longe do

centrômero, também muda.

8. As variações que são feitas a seguir

deverão sempre ter como referência os locos determinados

previamente. Entre dois locos, que estão mais ou menos

distantes, deve-se demonstrar quantos diferentes crossing-

overs poderiam separar os locos uns dos outros. Os objetos

podem, inclusive, ser mudados de lugar, como por exemplo:

um mesmo indivíduo carrega dois diferentes colares para

demonstrar genes 100% ligados (seria preciso cortar o aluno

ao meio para que esses locos se segregassem). Podem ser

feitos “quiasmas” com outras combinações de cromátides

não-irmãs, para demonstrar quem pode participar das

permutas.

9. Para que os alunos que representam os

centrômeros não se sintam deixados de lado na brincadeira,

pode-se representar um loco muito próximo ao centrômero e

demonstrar por que tais genes quase não sofrem crossing-

over.

Este exercício é muito elucidativo e bem aceito

entre os alunos, especialmente os de licenciatura em

Ciências Biológicas, ainda que inicialmente alguns

demonstrem timidez para executá-lo.

APÓS A ATIVIDADE:

Discuta com os alunos o que eles entenderam da simulação. O que pode resultar do
crossing-over? Será que pode haver mutações? Em que medida o crossing-over afeta
uma espécie?

As reflexões dos alunos deverão ser organizadas e sintetizadas em um texto, redigido


individualmente no caderno.

INSTRUMENTALIZAÇÃO

Leve os alunos ao laboratório de informática e acesse o recurso do Portal do Professor,


Linkage, também disponível em: http://www.planetabio.com/linkage.html (acessado
dia 06/09/2010).

Solicite aos alunos que resolvam os exercícios presentes neste recurso (individual ou
em grupos) e registre as respostas no caderno.

ATIVIDADE 2 – PESQUISA DIRECIONADA + BLOG

Lance a pergunta a eles: O conhecimento da ligação gênica ou linkage atua em que


outras áreas de interesse humano?

A resposta desta pergunta poderá ser sistematizada em um texto e poderá ser


publicada em um blog aberto pelos alunos (é interessante que para esta atividade eles
se organizem em grupos de 3 a 4 integrantes). Neste blog além dos textos, os alunos
poderão publicar imagens e vídeos que expliquem e ilustrem o tema da aula.

BLOG

Com as informações adquiridas os alunos ainda em equipes devem criar um blog sobre o tema.
Avise-os sobre os critérios que serão avaliados e incentive-os a visitar os blogs dos colegas e
deixarem comentários pertinentes à disciplina.

Exemplos do uso de blogs na educação, disponível em:


http://portaldoprofessor.mec.gov.br/links_interacao.html?categoria=198 (acessado dia 18/06/10).
Tutoriais como criar um blog, disponível em:
http://www.nuted.edu.ufrgs.br/oficinas/blogs/textos/blogger_tutorial.pdf (acessado dia 18/06/10).
O Blog é uma oportunidade do aluno de personalizar o seu aprendizado, colocando
sua opinião e palavras dentro do contexto que está sendo ensinado. Para o professor é
uma ferramenta interessante, pois oportuniza a avaliação em diversos momentos e
pode analisar uma série de critérios como o entendimento do tema, a ortografia e
gramática, capacidade de pesquisa, criatividade, etc.

CATARSE

ATIVIDADE 3 – ENTREVISTA

De que maneira o conhecimento de linkage possibilitou avanços na engenharia


genética? Como o mapeamento genético e o linkage estão relacionados? Existe
relação entre o programa genoma e a ligação gênica? Se sim, qual?

Os alunos devem pesquisar e/ou entrevistar especialistas (uma ideia simples é que
eles pesquisem especialistas e entrem em contato via e-mail, pedindo que estas
pessoas respondam algumas perguntas como em uma entrevista.

O resultado desta atividade deverá ser sintetizado em um texto e publicado no blog.


Este texto deve conter uma introdução do tema, o nome do especialista entrevistado e
o conteúdo das respostas dadas por esta pessoa, mas preferencialmente em um texto
corrido, no estilo de um artigo jornalístico. Um exemplo pode ser visto no endereço a
seguir:
http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/09/01/noticia_nacional,i=177349/DOENCA+RA
RA+EM+COMUNIDADE+DE+GOIAS+CHAMA+ATENCAO+DOS+CIENTISTAS.shtml
(acessado dia 06/09/2010).

INTERDISCIPLINARIDADE

O conhecimento de linkage ou ligação gênica, pode ser extrapolado para a disciplina


de matemática, pois trabalha com probabilidades. Caso os alunos estejam com
dificuldades nesta área, o professor pode pedir auxílio ao colega de matemática para
reforçar a aprendizagem em probabilidade e estatística.

PSFC

ATIVIDADE 4 – APRESENTAÇÃO DE ARTIGO CIENTÍFICO EM MESA REDONDA

Os alunos devem pesquisar e sintetizar a leitura de um artigo científico referente ao


tema ligação gênica.

Para a pesquisa sugerimos alguns sítios nos recursos adicionais. Após escolher um
artigo, o aluno deverá lê-lo, analisar quais as dúvidas e tirá-las com o professor.
Sintetizar a leitura com um texto próprio, como um resumo. Este texto deverá ser
publicado no blog. Lembre os alunos de citarem o artigo e a fonte onde o
encontraram.

O professor poderá também realizar uma mesa redonda onde os alunos devem relatar
o que entenderam do artigo científico que leram, propiciando que os alunos conheçam
mais de um trabalho científico.

MESA RESDONDA

A preparação é uma etapa importante no processo da mesa redonda. Deve-se


atribuir particular atenção às questões que vão ser tratadas, ao tema central e suas
subdivisões e o tempo de fala de cada participante.

Os preparativos

- Definir o tema, no nosso caso, o linkage ou ligação gênica;

- Determinar o que se pretende atingir com a metodologia, ou seja, a divulgação das


pesquisas dos alunos, de artigos científicos na área de genética que remeta ao tema
ligação gênica.

- Precisar o objetivo pretendido, que no nosso caso é averiguar o que os alunos


pesquisaram e compreenderam dos artigos pesquisados.

O professor poderá ser o interventor ou escolher um aluno para fazer este papel. O
interventor determina o tempo de fala, réplica e tréplica, e é quem dá o direito de fala
a cada participante.

É ele também quem inicia a mesa redonda, apresentando o tema e fazendo a


pergunta inicial. Poe exemplo, “ O que já foi pesquisado sobre ligação gênica?”

Estimula que o primeiro aluno explique o que pesquisou para a platéia, segue de
perguntas sobre a pesquisa e respostas. Outros alunos pode contribuir com suas
pesquisas, cada um respeitando o direito da palavra do outro.

Ao final, o professor poderá solicitar que os alunos redijam um texto com suas
conclusões, respondendo a pergunta inicial.

RECURSOS ADICIONAIS

Só biologia, disponível em:


http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/2leidemendel4.php

Exercícios de linkage, disponível em: http://www.coladaweb.com/questoes/biologia/linecr-


ov.htm
Planeta Biologia, Linkage, disponível em: http://www.planetabio.com/linkage.html

Mundo educação, disponível em: http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/linkage.htm

Bio na web, disponível em:http://bionaweb.blogspot.com/2009/08/genetica-aula-sobre-ligacao-


genica.html
Biomania, disponível em: http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1219

Infoescola, disponível em: http://www.infoescola.com/genetica/ligacao-genica/

Universidade Evora, Mapeamento genético, disponível em:


http://home.dbio.uevora.pt/~oliveira/Bio/Manual/31.htm
PESQUISA DE ARTIGO CIENTÍFICO

Scielo, disponível em: http://www.scielo.br/

Capes, disponível em: http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp

AVALIAÇÃO

A avaliação para ser autêntica deve ter explícito os critérios avaliados e pertinentes a
cada atividade. Sugerimos que o professor determine quais critérios irá observar em
cada atividade e deixe claro estes critérios aos alunos, com antecedência.

Para tanto, sugerimos alguns critérios que o professor pode avaliar para cada
atividade:

Pesquisa e blog – Criatividade, profundidade da pesquisa, ortografia e gramática.

Entrevista – Organização, pesquisa, pertinência das perguntas, síntese textual.

Mesa redonda – Organização, profundidade da pesquisa, participações, pertinência ao


tema.