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Apostila Seguran a Trabalho

Apostila Seguran a Trabalho

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  • 1.0 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO 1.1 - INTRODUÇÃO
  • 1.2 – HISTÓRIA DA HIGIENE, SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO
  • 1.3 – TERMOS E DEFINIÇÕES
  • 1.4 - A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DOS ACIDENTES
  • 2.0 - ACIDENTE DE TRABALHO SOB OS ASPECTOS TÉCNICO E LEGAL
  • 2.1 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO QUANTO À NATUREZA
  • 2.2 - CONSEQÜÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO
  • 2.3 - CAUSAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO
  • 2.4 - CUSTOS DOS ACIDENTES DO TRABALHO
  • 2.5 – ESTATÍSTICA DE ACIDENTES NO BRASIL
  • 2.6 - FAP e NTEP
  • 3.0 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO
  • 4.0 - ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS (SESMT E CIPA)
  • 5.0 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
  • 6.0 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)
  • 7.0 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
  • 7.1 - INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE A) PARA SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL
  • 7.2 - APOSENTADORIA ESPECIAL
  • 8.0 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS
  • 9.0 - NORMAS REGULAMENTADORAS
  • 9.2 - Objetivos das Normas Regulamentadoras NR 1 – Disposições Gerais
  • 10.0 – PCMAT
  • 11.0 - SEGURANÇA EM CANTEIRO DE OBRAS
  • 12.0 - PROGRAMAS DE PREVENÇÃO
  • 13.0 - FUNDAMENTOS DE ERGONOMIA
  • 14.0 - GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Higiene e Segurança do Trabalho 1. Fundamentos da Segurança no Trabalho 1.1 - Introdução 1.2 - História da Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho 1.3 - Termos e Definições 1.4 - A Participação do Governo na Prevenção dos Acidentes 2. Acidente de Trabalho sob os Aspectos Técnico e Legal 2.1 - Classificação dos Acidentes do Trabalho 2.2 - Conseqüências dos Acidentes do Trabalho 2.3 - Causas dos Acidentes do Trabalho 2.4 - Custos dos Acidentes do Trabalho 2.5 - Estatística de Acidentes no Brasil 2.6 - FAP e NTEP 3. Condições Ambientais de Trabalho 4. Órgãos de Segurança e Medicina do Trabalho nas Empresas(SESMT e CIPA) 5. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 6. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 7. Atividades e Operações Insalubres 7.1 – Insalubridade e Periculosidade 7.2 - Aposentadoria Especial 8. Atividades e Operações Perigosas 9. Normas Regulamentadoras 10. PCMAT 11. Segurança em Canteiro de Obras 12. Programas de Prevenção 13. Fundamentos de Ergonomia 14. Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

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LISTA DE SIGLAS ASO ABNT BSI Atestado de Saúde Ocupacional Associação Brasileira de Normas Técnicas British Standards Institution (Instituto Britâncio de Normalização - órgão inglês, responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) CA CAT CBO CIPA CPN CPR CIPATR CLT CNAE CPATP CTPP DORT DRT EPC EPI FAP FISPQ FUNDACENTRO GLP IBGE INSS INMETRO ISO Certificado de Aprovação Comunicação de Acidente do Trabalho Classificação Brasileira de Ocupações Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Comitê Permanente Nacional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Comitê Permanente Regional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural

Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas
Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário

Comissão Tripartite Paritária Permanente Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho Equipamento de Proteção Coletiva Equipamento de Proteção Individual Fator Acidentário Previdenciário
Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

Gases Liquefeitos de Petróleo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional do Seguro Social
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

International Organization for Standartization

responsável pela segurança e saúde no Brasil).4 (Organização Internacional de Normalização) LER MTE NBR NR NRR NTEP OIT OSHA Lesão por Esforços Repetitivos Ministério do Trabalho e Emprego Normas Brasileiras (da ABNT) Norma Regulamentadora Norma Regulamentadora Rural Nexo Técnico Epidemiológico Organização Internacional do Trabalho Occupational Safety and Health Administration (órgão americano responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) OHSAS Occupational Health and Safety Assessment Series (Série de Avaliações de Segurança e Saúde Ocupacional) PAIR PAT PCMAT PCMSO PGR PPP PPRA SENAR SAT SESI SESMT SINMETRO SIPAT SSO SSST Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Alimentação do Trabalhador Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Programa de Gerenciamento de Riscos Perfil Profissiográfico Previdenciário Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviço Nacional de Formação Profissional Rural Seguro de Acidentes do Trabalho Serviço Social da Indústria Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Sistema Nacional de Metrologia. Normalização e Qualidade Industrial Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Segurança e Saúde Ocupacional Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhado (órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. SST Segurança e Saúde do Trabalho .

Assim. um objetivo específico desse trabalho humano é a obtenção de uma maior quantidade de produtos com uma menor quantidade de insumos num menor tempo possível. em decorrência desse trabalho.5 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1.INTRODUÇÃO O Acidente do Trabalho.1 . utilizando menos matéria-prima e em menos tempo. precisa utilizar diversos bens materiais que. o homem. era tratado como um aspecto secundário. deseja-se obter uma maior quantidade de bens materiais. No passado. O correto é que se deveria estar discutindo a necessidade da existência desses agentes de riscos . precisa da realização de uma série de processos de trabalho. o trabalhador começa a ser o centro de atenção do processo produtivo. ferramentas. equipamentos e da sua própria força de trabalho.0 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO 1. porque em pleno início de um novo milênio. através do uso de máquinas. O ser humano. em grande parte. Ao realizar o processo produtivo. são eventos indesejáveis que surgem no decorrer do processo produtivo. não são encontrados na natureza. se se gera ou não aposentadoria especial para determinados trabalhadores sujeitos a determinados agentes ambientais de riscos de acidentes. ainda se se discute se devem ou não pagar os adicionais de insalubridade ou de periculosidade. podem surgir eventos indesejáveis. Exemplo desses eventos indesejáveis é o Acidente do Trabalho e a Doença Ocupacional. e mesmo antes do seu início. Com o passar do tempo e após muitas lutas. principalmente com o advento da Revolução Industrial. bem como a Doença do Trabalho (que é equiparada ao Acidente do Trabalho). para transformar essas matérias-primas existentes na natureza em bens que satisfaçam as suas necessidades. para conseguir esses bens. em favor da produção e da máquina. para satisfazer as suas necessidades. ou seja. No entanto. Diz-se “começa”.

por razões óbvias. de temer perder o poder de barganha existente entre patrão. econômicos e políticos. bem como melhorar as condições de trabalho. ou seja. vêm consolidando sua posição como fonte geradora das ações preventivas no cotidiano da produção e representa um importante avanço para a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores. No entanto. • • praticamente. sindicatos e trabalhadores. Além disso.6 que podem causar acidentes. à custa de muito esforço. chegando ao extremo. os acidentes registrados (ignorando aqueles que não são notificados ao INSS). O que se vê no Brasil é a existência de más condições de trabalho. os acidentes com vítimas (não levando em conta os acidentes com apenas perda de tempo e/ou de materiais). que requer a mobilização de toda a sociedade brasileira em busca de sua erradicação. dado que as estatísticas apontam para uma triste e terrível realidade. muito há o que se fazer em nosso país. . Sabe-se. o que deveria ser a luta pela eliminação ou atenuação dos agentes de riscos que causam ou que podem causar acidentes e por melhores condições de trabalho. A Engenharia de Segurança e a Medicina do Trabalho. que não é tarefa fácil eliminar a exposição do trabalhador a esses agentes de riscos. verdadeira chaga social. Isto envolve uma série de interesses sociais. apenas os acidentes urbanos (não mostrando os acidentes ocorridos em áreas rurais). por parte de alguns. as estatísticas oficiais no Brasil que servem de ponto de partida para as políticas governamentais para a prevenção de Acidentes do Trabalho são reconhecidamente subdimensionadas. uma vez que elas contemplam apenas: • os casos legalmente reconhecidos. o que serve de pano de fundo para a luta de grande parte da classe trabalhadora por melhores compensações econômico–financeiras. dever-se-ia estar discutindo a necessidade de eliminá–los ou atenuar os seus efeitos. ou seja.

(ANUÁRIO brasileiro de proteção. 2006). apenas 24.7 milhões de pessoas que estão trabalhando. foi de apenas 31. 2006).º país em maior número de Acidentes do Trabalho no mundo. 2001). foi de 2. R$ 7. Dos 71.407. foi de 478.956 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. • o número de óbitos motivados por acidentes do trabalho. A maior parcela dos custos referentes aos acidentes é paga pelas empresas que pagam uma verdadeira fortuna ao Governo Federal através do Seguro de Acidente do Trabalho . • • o número de acidentes do trabalho no Brasil. notificados ao INSS. • o Brasil gasta em torno de R$ 20 bilhões por ano com acidentes do trabalho (PASTORE. 2006). 16. um acidente custou. o número de trabalhadores na formalidade. tais como: • • o Brasil é o 9. 2001). Saem os números de acidentes de trabalho do país. 2001). os trabalhadores que estão na chamada economia informal.801 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. no Brasil. em média. • no Ceará.SAT. no Brasil.757 trabalhadores tornaram-se incapazes permanentemente para o trabalho. 1998) • em Sobral ocorrem algo em torno de 200 Acidentes do Trabalho em média por ano. no ano de 2004.919.7 A necessidade urgente de a sociedade e o Estado levarem a fundo a discussão desse tema pode basear-se em números alarmantes.29 (matéria do jornal Diário do Nordeste de 17 de setembro de . no ano de 2000. no ano de 2004.9 milhões são trabalhadores com empregos formais (PROTEÇÃO. que é obrigatório.576 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. parcial ou totalmente (BRASIL. ficando de fora dessas estatísticas em torno de 65% da população economicamente ativa – PEA. ou seja. 2006). no ano de 2004. em 1999. no ano de 1997.

000 de empregados (CIPA. último publicado pelo INSS. Na década de 1970. Nos anos 1980. No Brasil. Aproximadamente 2.000 de empregados) no Brasil. Saúde e Segurança do Trabalho cada vez mais em pauta Os custos gerados por problemas relacionados à Saúde dos funcionários estão fazendo com que os gestores de Recursos Humanos tratem como prioridade a prevenção de problemas bucais e doenças crônicas. com os Estados Unidos. Mas quando comparado.925 óbitos para 23. que. na década de 80. são 1.Brasil é o quarto em número de mortes 07/09/08 De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). houve diminuição: 3.855 trabalhadores. Dados dos Ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social de 2005 mostram que as áreas com maior número de mortes são Transporte. Estados Unidos (5.804 e as mortes chegaram a 4. o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes.000.782 trabalhadores. Acidentes de trabalho .648. que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. segundo o relatório. o Brasil registrava uma média de 3..8 Não se pode deixar de dizer que os índices de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no Brasil estão melhorando. mas ainda estão longe do ideal. desde 2003. o coeficiente é de 10 óbitos por 1. mostra que número de mortes relacionadas ao trabalho diminuiu 2. Entretanto. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006. e o Comércio e Veículos. o número de trabalhadores aumentou para 21. ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo.826 trabalhadores.764) e Rússia (3. esse coeficiente é de 5.341 trabalhadores. Já na década de 1990.908 trabalhadores.604 óbitos para 12.672. Ranking mundial Segundo o estudo da OIT. Armazenagem e Comunicações.090). com cinco óbitos entre 24. o coeficiente de acidentes fatais (óbitos em 1.000. Cipa notícias – fique sabendo.5%.924). os acidentes de trabalho aumentaram e ultrapassaram os 500 mil casos. era 220. Para se ter uma idéia.. Já na Grã-Bretanha. em relação ao ano anterior.503 óbitos. por exemplo. 2001). O país perde apenas para China (14. com sete óbitos entre 3. como .2 milhões deles resultam em mortes.3 milhão de casos.077. com 2. enquanto hoje está em torno de 150.428. com seis óbitos entre 6. adotou 28 de abril como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. a Indústria da Construção.

se por um lado o progresso científico e tecnológico facilitam o processo de trabalho e produção. Como se trata de um problema que afeta toda a sociedade. 1. as máquinas a vapor. descreveriam algumas doenças a que estavam sujeitas as pessoas que trabalhavam com o enxofre. sujeitando o homem a acidentes e doenças decorrentes desse processo (CAMPOS. como Plínio (o Velho) e Galeno. Posteriormente. quando Hipócrates (considerado o Pai da Medicina) fez algumas referências aos efeitos do chumbo na saúde humana. o que prova que a simples formulação jurídica não tem conseqüência nenhuma). De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto de Pesquisas em Saúde da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). outros estudiosos. Como ele não tem controle sobre esses riscos. a preocupação com os Acidentes e Doenças decorrentes do trabalho humano surgiu na Grécia Antiga. como principal agente de mudanças.9 hipertensão e males respiratórios. Várias empresas já entenderam que contribuir com a manutenção da Saúde do Trabalhador é um bom negócio do ponto de vista financeiro. É um longo aprendizado tecnológico. o zinco e o chumbo. ocorre sobre ele todo tipo de acidente. o Estado. seja na geração ou alteração da legislação (que no Brasil já é riquíssima. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Desde seu aparecimento na Terra. O estudo analisou 30 multinacionais da Europa. 2001). O homem inventou a roda d’água. No Antigo Egito . a eletricidade e até os computadores. No entanto. tem uma função por demais importante na prevenção dos acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.2 – HISTÓRIA DA HIGIENE. Pelo que se sabe. os teares mecânicos. por outro trazem novos riscos. Ásia e Américas e constatou que mais da metade delas tem alguma ação voltada para a Saúde dos colaboradores. pois evita despesas extras com indenizações e ajuda a manter uma boa imagem. como também na fiscalização e na educação preventiva. o homem está exposto a riscos. um elevado número de empresas passou a adotar programas para prevenir doenças.

enfocando. o interesse pela proteção do operário no seu ambiente de trabalho só ganharia força e ênfase no século XIX com o impacto da Revolução Industrial (MIRANDA. 1998). sendo que para algumas delas eram apresentadas formas de tratamento e até mesmo de prevenção. relacionando saúde e ocupações. Porém.10 e no mundo greco-romano já existiam estudos realizados por leigos e médicos. o italiano Bernardino Ramazzini publica seu livro “De Morbis Artificum Diatriba” (As Doenças dos Artesãos). com a descrição de 53 tipos de enfermidades profissionais. Paracelso (que estuda as moléstias dos mineiros). Por esta obra. e versava sobre vários métodos de trabalho e inúmeras substâncias manuseadas. 1º Livro: O primeiro livro a abordar a questão surgiu em 1556. dedicando especial atenção às intoxicações ocupacionais por mercúrio. inclusive. Paracelso e Ramazinni. do mercúrio e do ácido nítrico). Este campo de conhecimento volta a progredir após a Revolução Mercantil (século XIV). que publicou seu trabalho De Re Metálica. . onde eram estudados diversos problemas relacionados à extração e à fundição do ouro e da prata. a primeira monografia a abordar especificamente a relação trabalho e doença foi publicada em 1567. No ano de 1700. apesar dos trabalhos consagrados de Agrícola. Contudo. da autoria de Georgius Agrícola. George Bauer e Ysbrand Diemerbrock. Ramazzini passou a ser considerado como o Pai da Medicina do Trabalho a estabelecer definitivamente a relação entre saúde e trabalho. como Ulrich Ellenbog (que detecta a ação tóxica do monóxido de carbono. os acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros. por Paracelso. graças aos estudos de médicos.

que estabelecia o limite de 12 horas de trabalho por dia. numa tentativa de preservar o novo modo de produção. pois tornava possível e vantajosa a conversão de toda a mão-de-obra. uma nova formação capitalista mercantil surgia e dava origem a uma nova classe dirigente. na Inglaterra. 1993). constituída principalmente de mulheres e crianças. utilizando a nova tecnologia que surgia. em força de trabalho assalariado.11 Com o surgimento crescente de inventos mecânicos que multiplicaria consideravelmente a produtividade do trabalho. normalmente se refere também às doenças decorrentes do trabalho humano) cresceu assustadoramente. devido às péssimas condições de trabalho existentes. As fábricas eram instaladas em galpões improvisados. nesse ínterim. inclusive a escrava. Com o advento da Revolução Industrial e a expansão do capitalismo industrial. que se temeu pela falta de mão–de–obra. onde a mão-de-obra era abundante. A questão da força de trabalho tomava um novo enfoque. o número de acidentes do trabalho (quando se fala em acidentes do trabalho. estábulos e velhos armazéns. notadamente nas grandes cidades. como: • a “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” (1802). 1º Lei: Segundo RODRIGUES (1993). provocando indignação na opinião pública. proibia o trabalho noturno e tornava obrigatória a ventilação do ambiente e a lavagem das paredes das fábricas duas vezes por ano. . A situação ficou tão grave. interessada na aplicação de capitais em sistemas fabris de produção em massa. o que acabou gerando várias comissões de inquérito no Parlamento Inglês. o conhecimento acumulado até então começou a ser utilizado para formação de leis de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores. tal era a quantidade de trabalhadores mortos ou mutilados (RODRIGUES. A situação era dramática.

em 1834. No Brasil. com a regulamentação da segurança e higiene do trabalho. 1ª Fábrica: Em 1840 surgiram os primeiros estabelecimentos fabris no Brasil. Em 1865. A primeira máquina a vapor surgiu em 1785 na Inglaterra. a preocupação com os acidentes do trabalho passou a ser incorporada pelos gestores dos estabelecimentos industriais. proibia o trabalho noturno para menores de 18 anos e exigia exames médicos de todas as crianças trabalhadoras. inicialmente. 84 anos depois. na Alemanha.12 • a Lei das Fábricas (1833). No ano seguinte. em parte decorrente do desenvolvimento da administração científica. durante os primeiros três séculos de nossa história. Já no século XX. na Escócia. então. Portanto. a direção de uma fábrica têxtil contratou um médico que deveria submeter os menores trabalhadores a exames médicos admissionais e periódicos. Na França foi em 1862. e em 1842. e em 1921 nos Estados Unidos (CAMPOS. tais como equipamentos de proteção individual. . Surgiam. numa fábrica de tecidos de Itu. a Fábrica São Luiz. etc. 2001). o governo britânico nomeia o primeiro Inspetor – Médico de Fábricas. que lançaram mão de técnicas de engenharia para a criação de sistemas de prevenção ou controle de infortúnios. as leis de proteção ao trabalhador surgiram. também na Inglaterra. considerada a primeira norma realmente eficiente no campo da proteção ao trabalhador. enquanto no Brasil surgiu em 1869 na Província de São Paulo. e que fixava em 9 anos a idade mínima para o trabalho. as atividades industriais ficaram restritas aos engenhos de açúcar e à mineração. Portanto. em 1802 na Inglaterra. sistema de ventilação industrial. o Dr. as funções específicas do médico de fábrica. Robert Baker.

que inclui as questões de higiene profissional e industrial no âmbito da Saúde Pública. Exige reparação apenas em caso de “moléstia contraída exclusivamente pelo exercício do trabalho. reforçando a obrigatoriedade do SAT. como ponto de partida da intervenção do Estado nas condições de consumo da força de trabalho industrial em nosso país. quando passou a ser prerrogativa da Previdência Social. com 145 anos de atraso em relação ao surgimento da primeira máquina a vapor no mundo. a possibilidade de as empresas contratarem o SAT. A partir de 1930. contrata um médico para dar atenção à saúde dos seus trabalhadores (MIRANDA. junto às seguradoras da iniciativa privada. criando a . 1º Médico do Trabalho: Em 1920 surge o primeiro médico de empresa brasileira. desde o fim do Império até o ano de 1930. 1998). de 15 de janeiro. promulga-se o Regulamento Sanitário Federal. Essa lei não considera acidente de trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). então. que começava timidamente a legislar sobre as condições de trabalho no Brasil. com uma política governamental de substituição das importações. em 1923. quando este for de natureza a só por si causá-la”. 3. Institui o pagamento de indenização proporcional à gravidade das seqüelas. Abre. No entanto. 1ª Lei Brasileira: Em 1919 surge a primeira lei de acidentes do trabalho. que já começavam a preocupar. O SAT ficaria exclusivo da iniciativa privada até 1967. que até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas.724. com o Decreto Legislativo nº.13 Em 1890 é criado pelo governo o Conselho de Saúde Pública. especialmente de café. então. Como parte das reformas conduzidas por Carlos Chagas. portanto. na Cidade de São Paulo. a organização capitalista brasileira era praticamente agroexportadora. o que se consolidou nos anos 50. situada no bairro do Tatuapé. iniciou-se a passagem do modelo agroexportador para a industrialização. quando a Fiação Maria Zélia.

aprovou a CLT. ficando sob sua subordinação. que. com o Decreto – Lei 7. O Decreto . mas que passam a sê-lo. criou o Ministério do Trabalho. novamente em Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. que se transformaria ao longo dos anos em Serviço. É criada a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho. de 10 de julho. Indústria e Comércio. que no Brasil as atividades destinadas a prevenir acidentes do trabalho e doenças ocupacionais foram realmente institucionalizadas. mais recentemente. em 1943. 19. criada antes mesmo da implantação da Consolidação das Leis do Trabalho. em Divisão. até hoje. Em 1944 surge a terceira lei de acidentes do trabalho no Brasil.Lei n. Foi a primeira lei a tratar especificamente do assunto. reformou a legislação sobre o seguro de acidentes do trabalho. em Secretaria e. as ações de higiene e segurança do trabalho. passando as questões de saúde ocupacional para o domínio deste ministério. Indústria e Comércio e que elaborou também o primeiro projeto de Consolidação das Leis da Previdência Social. elaborada pelo Ministério do Trabalho. em Departamento. Foi com o advento da CLT. de 10 de novembro. Amplia-se o conceito de doença profissional. que é uma instituição não governamental.433.452.637. que modificou a legislação anterior.14 Inspetoria de Higiene Industrial. de 1º de abril de 1943. de 26 de novembro de 1930. órgão regulamentador e fiscalizador das condições de trabalho.036. no seu artigo 82. É reconhecida como acidente do trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). Em 1934 surge a segunda lei de acidentes do trabalho. Vale registrar que em 1941 já foi criada a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA. O Decreto n. abrangendo um maior número de doenças até então não consideradas relacionadas ao trabalho. 5. 24. com o decreto nº. quando obrigou as empresas a organizarem .

mas de toda a empresa. as empresas que instalavam uma CIPA deixavam-na sob os cuidados do Departamento de Pessoal ou da Assistência Social da empresa. deixando gerentes e supervisores comodamente fora da responsabilidade pela solução dos problemas de segurança que existissem. Determinou que as empresas com mais de 100 funcionários constituíssem uma comissão interna para representá-los. caixa de sugestões e outros recursos propostos pela sua regulamentação. pois não havia envolvimento da alta direção das empresas. pois hoje se sabe que uma política de segurança séria deve ter o envolvimento não só da CIPA ou do SESMT. Essa Comissão foi então regulamentada. Ainda sem grandes conhecimentos prevencionistas e quase sempre não bem orientadas. Normalmente. por ocasião das palestras de integração de novos empregados. como o de assumir toda a responsabilidade pela prevenção de acidentes nas empresas. pela Portaria 229. pela primeira vez. o que era inconcebível. as CIPAs dedicavam-se mais a alguns tipos de treinamento que existiam na época e a divulgar o assunto entre os trabalhadores. inclusive do seu alto escalão. Como era mais difícil atuar na solução de problemas de segurança nas áreas de trabalho. O Serviço Social da Indústria . de onde recebeu sua denominação utilizada até hoje: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). a fim de estimular o interesse pelas questões de prevenção de acidentes.15 comissões internas com o objetivo de prevenir acidentes. baixada pelo então Departamento Nacional do Trabalho.ABPA destacaram-se em colaborar com as empresas na instalação da CIPA e nos seus primeiros passos. por exemplo. . as CIPAs cometiam sérios erros administrativos. realizando concursos.SESI e a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes .

Álvaro Zochio foi o grande líder em segurança no Brasil. Mesmo assim. dando grande impulso às atividades prevencionistas. quando se viu que se gastava mais com acidentes do que arrecadava. Em 1944. a CIPA tem o mérito de ter sido pioneira na integração de novos empregados no trabalho e de levar os empregados a fazerem sugestões para melhoria das condições de trabalho. Em 1965. embora cometendo alguns erros. o empregador fica obrigado a proporcionar máxima higiene e segurança no ambiente de trabalho. muitos desses profissionais começaram a trabalhar na esteira da CIPA. cometendo o mesmo erro de assumir toda a responsabilidade pela segurança do trabalho. que foi o primeiro profissional com tempo integral nas empresas que se dedicava à segurança do trabalho. Porém. a Portaria nº. A prevenção então passou a ser a ordem do dia. Em 1953. que muitas empresas perceberam a importância da prevenção de acidentes. ou seja. notadamente quando visualizavam a possibilidade de ganhos de produtividade e eliminação de perdas. com a instalação de fábricas de automóveis e o uso intenso da eletricidade. Foi com a atuação da CIPA. surgiu a primeira estatística de acidentes. mesmo várias dessas sugestões fugindo de sua alçada pela dificuldade de acesso às decisões ocorridas na cúpula das empresas. embora incipiente. Nos anos 50. criando a função do inspetor de segurança. . Sentiram a necessidade de ampliar as ações preventivas de acidentes. 155 regulamenta a atuação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) no Brasil.16 Por isso. as CIPAs que tiveram melhor sucesso foram aquelas cujas empresas contrataram um inspetor de segurança ou instalaram uma seção de segurança.

O Decreto n. de 28 de novembro de 1967. E como exigência para concessão de novos empréstimos. estendeu a Previdência Social ao trabalhador rural.316. a respeito de Segurança e Saúde no Trabalho. de 14 de setembro do mesmo ano.316. 564. de 28 de fevereiro.890. pois o Brasil possuía mais de 1 milhão de acidentes por ano. Teve curta duração. foi a quinta lei de acidentes do trabalho no Brasil. o governo Médici começou a criar leis de segurança e saúde do trabalho.17 Em 1967 surgiu a quarta lei de acidentes do trabalho no Brasil. 61. 293. porque foi totalmente revogada pela Lei nº. de 11 de dezembro de 1972. . de 14 de setembro de 1967. as principais alterações na legislação acidentária brasileira foram: o SAT passou a ser prerrogativa da Previdência Social. 5. Em 1967. com o Decreto-Lei nº. passou a ser estatal. promoveu a prevenção de acidentes e reabilitação profissional. estruturou o Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS. introduziu o conceito de acidente de trajeto. sob pressão do Banco Mundial. A Lei nº. O Decreto nº. o início das ações de Governo. aprovou o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. A rigor. retirando-o da iniciativa privada. excluindo as doenças degenerativas e as inerentes a grupos etários. Integrou o seguro de acidentes do trabalho na Previdência Social. incluiu os empregados domésticos na Previdência Social. O Decreto–Lei n. Restringiu o conceito de doença do trabalho. 5. de 4 de agosto de 1971.014. reforçando a obrigatoriedade do SAT por parte das empresas. 5. 69. de 1o de maio de 1969. ou seja. surgiu no Brasil a partir de 1970. o qual até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas.784. A Lei n.

etc.439. 6. in . duas medidas muito importantes acontecem no campo da saúde: a implementação do Plano de Pronta Ação – PPA. farmacêutica e social. bem como pela supervisão dos órgãos que lhe são subordinados” e das entidades a ele vinculadas. orientado. que amplia a cobertura previdenciária de acidente de trabalho. Ficam sem proteção especial contra acidentes do trabalho o empregador doméstico e os presidiários que exercem trabalho não remunerado.). e o Decreto n. de 1o de setembro de 1977. ANDRADE. Em 1976. questionando a política social e as demais políticas governamentais. destinado a financiar subsidiariamente o investimento fixo de setores sociais (BRAGA & PAULA. de 24 de dezembro de 1976. com diversas medidas e instrumentos que ampliariam ainda mais a contratação de serviços médicos privados. de 19 de outubro de 1976. instituiu o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social – SINPAS. A Lei. equiparando-as a acidente do trabalho somente quando constantes da relação organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social.037. profissionais e intelectuais da saúde. 6. responsável “pela proposição da política de previdência e assistência médica. 2001). com o fim do período de expansão econômica e iniciada a abertura política lenta e gradual. novos atores surgem na cena política (movimento sindical.195. 6. que aprova o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. e a criação do Fundo de Apoio ao desenvolvimento Social – FAS. Surge a sexta lei de acidentes do trabalho. Neste ano. antes de responsabilidade da Previdência Social.18 Por volta de 1974. coordenado e controlado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. a lei identifica a doença profissional e a doença do trabalho como expressões sinônimas.367. 1. com a Lei n. a Lei n. Além disso. de 19 de dezembro. 79. Em 1974. estendeu a cobertura especial dos acidentes do trabalho ao trabalhador rural. n.25% do FAS fica destinado à prevenção de acidentes.

e reconhecidos os seus profissionais. Nessa década foram criados. Entre as NRs consta a NR-4. . Embora não sendo obrigatório por lei até o início da década de 70. de 8 de junho. Na opinião de alguns profissionais de segurança e medicina do trabalho. dizendo que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. que trata de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. de 22 de dezembro.214. relativas à segurança e medicina do trabalho. Em 1978.514. para dar cumprimento às disposições relativas à segurança e saúde no trabalho. Essa lei altera o capítulo V do título II da CLT. a Lei n. que trata de CIPA. Para tanto. as seções de segurança do trabalho e seus profissionais foram adotados espontaneamente por algumas empresas. o Ministro de Estado do Trabalho expediu portaria com as normas regulamentadoras. de suas atribuições e do seu funcionamento. relativo à segurança e medicina do trabalho. por força de lei. O artigo 163 torna obrigatória a constituição de CIPA. do seu dimensionamento. a lei que criou o SESMT foi o divisor de águas entre o ontem e o hoje das atividades destinadas à segurança e saúde no trabalho em nossa terra. 6. deu redação ao artigo 200 da CLT. e a NR-5. aprova as Normas Regulamentadoras – NR (28 ao todo) do capítulo V do título II da CLT.19 Em 1977. e com o qual concordamos. a Portaria 3. de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho. Isto veio consagrar a iniciativa de muitas empresas e valorizar os profissionais que já vinham se dedicando à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. os atuais Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT.

Em 1991. entra na era da qualidade. de 24 de junho expede o Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. aderissem à segurança e saúde do trabalho. com a apresentação da “Teoria Z” . Esse momento histórico causou incertezas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. impulsionadas pela necessidade de diminuir seus custos. Em 1992. Pouco antes disso. abre suas portas a esse movimento imperioso de competição internacional. da formação dos CCQ – Círculos de Controle de Qualidade e das séries de normas para certificação ISO. mas por não poder se omitir junto aos seus parceiros comerciais externos. de acordo com a Lei nº.20 Com a globalização. o Brasil.067. Em 1988. Em 1983. 8. a Portaria nº. Conhecendo e eliminando riscos no trabalho. foi definitiva para que as empresas de médio e grande porte. aprova as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR (5 ao todo). 611. inicialmente através das empresas multinacionais e depois das empresas nacionais. de 21 de julho. relativas à segurança e higiene do trabalho rural. conscientizando-se de que isso fazia parte do processo produtivo e não era um apêndice indesejável no interior das empresas (PIZA. A estabilização da economia brasileira. 3.213.213. não por opção própria. onde a ênfase dada à segurança e saúde do trabalho é muito grande. 1997). dá nova redação ao Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. através do controle da inflação. o Brasil. pois não se sabia se se aproveitava a oportunidade ou se se tratava apenas de mais um modismo. da Presidência da República. a Lei nº. introduzindo a observância dos riscos ambientais. o Decreto-Lei nº. a Portaria nº. 8. 33 altera a NR-5. de 12 de abril. A empresa é responsável por medidas .

. independentemente do percebimento de auxílioacidente (artigo 169). onde uma comissão formada por representantes do governo. passou a revisar as Normas Regulamentadoras que foram editadas a partir de 1978. empregadores e governo. O INSS tem o direito de promover ações regressivas contra empresas ou pessoas que. é feita nova alteração na NR-5. 5.21 individuais e coletivas de proteção. com a implantação das metodologias do mapeamento de riscos e da árvore de causas. propondo-se a revolucionar a área de segurança e saúde do trabalho com discussões de forma tripartite com representantes dos empregados. punível com multa. indicadas para a proteção individual e coletiva dos trabalhadores. O início dessa revolução se deu com o advento da NR-7. essa alteração não chegou a se concretizar. a empresa deixar de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho (artigo 173). que trata do Programa de prevenção de Riscos Ambientais. visando atender às convenções da OIT. bem como negligenciar as normas-padrão de segurança e higiene do trabalho. pela não observância das normas de segurança. Essa alteração da NR-5 resultou da primeira experiência brasileira de um trabalho tripartite. normas estas que foram editadas em dezembro de 1994. e da NR-9. pela Portaria nº. No entanto. de 8 de abril. Em 1994. sendo contravenção penal. empregadores e trabalhadores se sentaram à mesa para propor alterações nas normas regulamentadoras. a área de segurança e saúde do trabalho passou por uma revisão das normas regulamentadoras. O governo. 2001). sejam responsáveis por acidentes e doenças do trabalho que venham a gerar dispêndios para o INSS (artigo 176). da era da globalização e da estabilização econômica. que trata do Programa de Controle Médio de Saúde Ocupacional. pois o Ministério do Trabalho optou por novas rodadas de negociações (CAMPOS. Com o surgimento da Qualidade do Produto. através do Ministério do Trabalho. É assegurada a estabilidade no emprego ao acidentado por um período mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário.

a partir de então. de 21 de julho de 1992. estabelece metodologia para elaboração de novas Normas Regulamentadoras e revisão das existentes. corriqueiramente chamada de NR-Zero.172. 2. Em 1997. aprova o Regulamento de Benefícios da Previdência Social. do artigo 66). 53. Em 1998. Essa portaria. que se desencadeou um processo moderno de prevenção de acidentes e doenças e implantação de programas de eliminação de riscos nos ambientes de trabalho.22 Mas foi principalmente com a publicação da Portaria 393/96. de 17 de dezembro. em 1995. Este fato contribuiu para a publicação da NRZero. de 5 de março. Em 1997. O princípio deste trabalho é a utilização de um sistema tripartite de discussão. da Presidência da República. No entanto. quando da revisão da NR-18. com 6 representantes dos trabalhadores. uma comissão tripartite e paritária para conclusão da revisão da NR-18. . com redação dada pela Emenda Constitucional n0 20. o parágrafo 100 do art. estabelece que a lei disciplinará “a cobertura do acidente do trabalho. Estabelece que a empresa deve elaborar e manter atualizado um perfil profissiográfico das atividades desenvolvidas pelo trabalhador e. o Decreto nº. 201. foi criada. 8. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado”. A empresa está sujeita a penalidades. Todas as normas. através da Portaria nº. de acordo com a Lei nº. Mantém basicamente o texto do Decreto-Lei nº. 611. mesmo antes da publicação desta norma. caso assim não o proceda. de 09 de abril de 1996. 6 dos empregadores e 6 do governo. ocorrida a partir de 10 de junho de 1994. que trata de segurança e saúde do trabalho portuário. são discutidas a partir desta CTPP. quando da rescisão de contrato. é aprovada a NR-29. a empresa deverá fornecer ao trabalhador cópia autenticada deste documento (parágrafo 5º.213. compreendendo a formação de uma CTPP -Comissão Tripartite Paritária Permanente.

Assim. Em 1999. altera a NR-5. O primeiro período. Em fevereiro de 1999.213/91. Independentemente se ficará com o setor privado.212/91 e 8. ou se haverá incentivos ou mesmo isenção para as empresas que conseguirem a redução dos acidentes do trabalho. a ABNT edita a norma NBR-14. altera os dispositivos das Leis nº. de 26 de fevereiro. 5. quando a cobertura do acidente do trabalho seria atendida unicamente pelo Estado. em substituição à NB-18 – .280 – cadastro de acidentes de trabalho: procedimento e classificação. Em 1998 estabeleceu-se um regime misto concorrencial. de 23 de fevereiro. que organização notadamente custeio. as empresas que oferecem maior risco de exposição ao trabalhador a agentes nocivos terão de pagar um prêmio mais alto. a Portaria nº. e sobre benefícios da Previdência Social. mudando bastante a antiga redação. respectivamente. o período de responsabilidade da iniciativa privada. 8. Outra discussão a ser feita é se continuará um SAT indenizatório tão somente. 9. da SSST.23 Portanto. sobre de dezembro. o certo é que as empresas continuarão com a obrigatoriedade do SAT. Em 1998. estatal ou será um misto dos dois regimes. iniciou-se em 1919 com a criação do SAT e foi até 1967. República. quando o SAT passou a ser de responsabilidade estatal. da Presidência da da seguridade social. 8.732.051. assim. de 1 dispõem. Em 1998. como uma compensação financeira. Permanece. o que até hoje não foi feito. pelo menos teoricamente. uma única seguradora de acidentes do trabalho: o INSS. De 1967 até 1998 ocorreu o segundo período. através da Portaria nº. uma seja. em 1998 iniciou-se. é aprovado o novo formulário de CAT. a Lei nº. o terceiro período da Legislação Brasileira relativo ao SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. necessitando de regulamentação pelo Congresso Nacional.

de 22 de janeiro. edita a Portaria No. Estabelece uma nítida diferença entre acidente e lesão e entre acidente e acidentado. o Ministério da Saúde. o grupo tripartite continua a discutir essa alteração. 737/GM. Em 16 de maio de 2001. através do Decreto nº. da Secretaria de Inspeção do trabalho. da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. de 12 de setembro. Em 2000. na Suiça. Em 2000. em 17 de junho de 1999. é publicada a “Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso Público e Coletivo”. através da Portaria nº. sobre proibição das piores formas de trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação. são disciplinados procedimentos a serem adotados quanto ao enquadramento. do Ministério da Saúde. 176. conversão e comprovação do exercício de atividade especial. que trata da Política Nacional De Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. do INSS. é estabelecida a proibição do trabalho do menor de 18 anos nas atividades constantes do anexo dessa Portaria.597. do Ministério do Trabalho e Emprego. Em 7 de abril de 2000 é publicada no Diário Oficial da União a proposta de alteração da NR-4. 42. de 1975. de 24 de outubro. Até julho de 2001. que foram concluídas em Genebra. 6. da Presidência da República. através da Resolução nº. através do Gabinete do Ministro.24 cadastro de acidentes. 3. através da Instrução Normativa nº. são promulgadas a convenção 182 e a Recomendação 190 da OIT. de 5 de fevereiro. a ser seguida pelo setor de saúde. sobre aposentadoria especial. Em 2001. . ou seja. Em 2001.

no horário regulamentar. pois da mesma resultam desvios e vícios de comunicação e compreensão.25 A história da proteção legal ao trabalhador contra acidentes e doenças ocupacionais no Brasil é mais recente. que são uma verdadeira tragédia nacional. . ela vem se desenvolvendo ao longo dos últimos cinqüenta anos e num ritmo acelerado. é particularmente frustrante tal condição. Do ponto de vista técnico. ACIDENTE COM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado sofre uma incapacidade temporária ou permanente que o impossibilita de retornar ao trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte ao acontecido. seu sentido preciso e inter-relacionamento” (HAMMER in PIZA. Qualquer discussão sobre riscos ou análise de riscos deve ser precedida de uma explicação da terminologia. em comparação aos países mais desenvolvidos. 1. Pode até mesmo ocorrer a morte do trabalhador. Lamentavelmente. isto é. Na verdade. que não deixe dúvidas quanto aos termos empregados. 1998). tendo em vista a sua prevenção por períodos comparavelmente extensos. na resolução de problemas. a terminologia relacionada ainda carece de clareza e precisão. no Brasil. e as pessoas têm se envolvido. que possuem uma trajetória de industrialização que se iniciou muito antes que no Brasil. que podem se adicionar às dificuldades. Essa colocação nos faz refletir e torna necessária a definição de uma terminologia consistente. apesar de o assunto ter sido discutido continuamente. no mesmo dia do acidente ou no dia seguinte.3 – TERMOS E DEFINIÇÕES “Acidentes ocorrem desde tempos imemoriais. em resposta à necessidade urgente de diminuição das estatísticas. Os termos (e sua explicação) que foram considerados importantes para este trabalho são: ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado pode exercer sua função normal.

ESPECIAL: aposentadoria devida a alguns empregados. fazer brincadeiras ou exibição. usar caixotes como escada. em investigações de acidentes. etc. conforme art.P. CAUSA: é a origem de caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente) pela materialização de um risco. porém com o mesmo significado. 1998). É equiparado ao acidente do trabalho. Entendem-se como atos inseguros todos os procedimentos do homem que contrariem as normas de prevenção de acidentes. inclusive veículo de propriedade do segurado. Exemplos de atos inseguros: não seguir normas de segurança. Os profissionais preferem descrever o ato inseguro cometido. (PIZA. aos invés de generalizá-lo. não é mais utilizado. conforme a escola. não inspecionar máquinas e equipamentos com que vai trabalhar. possui definições diferentes. qualquer que seja o meio de locomoção.213/91. o que facilita em muito a análise dos acidentes. (Equipamentos de Proteção Individual). o termo “ato inseguro”. Atualmente. As atitudes contrárias aos procedimentos e/ou às normas de segurança que o homem assume podem ou não ser deliberadas. 21 da Lei 8. ingerir bebidas alcoólicas antes ou durante o trabalho. APOSENTADORIA tolerância. resultando danos. quando essas atitudes não são propositais.I. Normalmente. o homem deve estar sendo impelido por problemas psicossociais.26 ACIDENTE DE TRAJETO: é aquele que ocorre no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. dependendo da exposição a agentes de riscos fora do limite de . ATO INSEGURO: é um termo técnico utilizado em prevenção de acidentes que. não usar E.

A CAT é composta por 6 vias (de acordo com pesquisa na INTERNET. não prevalecendo nestes casos o prazo acima previsto. site: http://www.27 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . podem formalizá-lo o próprio acidentado. devendo ser encaminhado à Previdência Social e se destina ao registro do tratamento médico do acidentado.br . A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e.CAT: conforme a Lei 8.mpas. sediada em Fortaleza – Ceará. Na falta de comunicação por parte da empresa. o Ministério do Trabalho é representado pela Subdelegacia do Trabalho de Sobral. é um documento obrigatório.R. sob pena de multa. Considera-se como dia do acidente. bem como para fins estatísticos oficiais. . sendo: 1 via para o Empregado 1 via para a Empresa 1 via para o Sindicato da categoria 3 vias para o INSS. arquivo capturado em 06 de maio de 2001). mesmo no caso em que não haja afastamento do trabalho. que deve ser preenchido quando da ocorrência de um acidente do trabalho ou de uma doença ocupacional. 2) Com base nos dados fornecidos pela CAT. a entidade sindical competente. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. 1 retida para o INSS 1 enviada pelo INSS para o Ministério do Trabalho 1 enviada pelo INSS para o Ministério da Saúde OBS. ou o dia em que for realizado o diagnóstico. que é subordinada à Delegacia Regional do Trabalho – D.: 1) Em Sobral. o INSS faz a caracterização do acidente do trabalho ou doença ocupacional ou acidente de trajeto.gov. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual.. à autoridade competente. ou o dia da segregação compulsória.213/91. 3) Os procedimentos para emissão da CAT variam conforme as instruções de cada posto da Previdência Social.T. seus dependentes. em caso de morte. de imediato. valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. no caso de doença profissional ou do trabalho.

28 CONDIÇÕES DE TRABALHO: são as circunstâncias postas à disposição dos trabalhadores para a realização de suas atividades laborais. falta de ordem e limpeza. Conclui-se. geradas por problemas comportamentais do homem. funcional ou econômica. • condições de insegurança ou condições inseguras: quando as circunstâncias externas de que dependem as pessoas para realizar seu trabalho são incompatíveis com ou contrárias às Normas de Segurança e Prevenção de Acidentes. portanto. independente do seu nível hierárquico dentro da empresa” (PIZA. podemos deduzir que foram instaladas por decisão e/ou mau comportamento de pessoas que permitiram o desenvolvimento de situações de risco àqueles que lá executavam suas atividades. que as Condições Inseguras existentes são. Pode ser uma doença profissional ou uma doença do trabalho. representadas pelo meio ambiente existente. 1997). via de regra. “Como essas condições estão nos locais de trabalho. DANO: é a severidade da lesão. desencadeada pelo exercício do trabalho. DOENÇA OCUPACIONAL: doença adquirida. Normalmente são classificados em: • condições de segurança: quando as situações em que os trabalhos são realizados estão livres da probabilidade da ocorrência de acidentes. Possui como característica uma ação lenta e . bem como treinamentos específicos recebidos. instalações elétricas precárias. etc. iluminação inadequada. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. 1998). máquinas e equipamentos. Exemplos: piso escorregadio. que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido. ou perda física. produzida ou processos produtivos desenvolvidos. (PIZA.

diferentemente do acidente do trabalho. LER (Lesão por Esforços Repetitivos). EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA ACIDENTES: representam todos os dispositivos empregados com a finalidade de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho ou minimizar os seus efeitos. podendo ser representados por proteções das máquinas e equipamentos. ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à preservação da integridade física e da saúde do trabalhador realizando a prevenção de acidentes através da análise de riscos dos locais de trabalho e das operações neles realizadas. constante da relação mencionada no inciso I”. da Lei 8. A sua atuação é na prevenção de acidentes do trabalho. Por força da legislação. DOENÇA PROFISSIONAL: equiparada ao acidente do trabalho que. são equiparados. por exemplo. da Lei 8. Silicose. Asbestose. conforme explicita o Inciso I do Artigo 20. DOENÇA DO TRABALHO: o Inciso II do artigo 20. quantificar os agentes existentes no ambiente de trabalho que servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores. barreiras e .29 paulatina. Exemplos: PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído).213/91. é “produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”. etc. Bissinose. Dividem-se normalmente em: A – Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC: são dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados à proteção de grupos de trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou doenças profissionais. DORT (Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho).213/91. define como sendo aquela “adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. E de sua competência. que é um infortúnio com conseqüências imediatas.

B – Equipamentos de Proteção Individual – EPI: são dispositivos utilizados pelos trabalhadores para proteção da sua saúde e de sua integridade física no ambiente laboral. perda de um dos dedos. podendo ser destinados à parte específica do corpo ou do corpo inteiro. Neste caso. HIGIENE OCUPACIONAL: é a ciência dedicada à atuação na prevenção técnica das doenças profissionais. o trabalhador sofre redução parcial e permanente da sua capacidade laborativa. É aquele em que o acidentado. os calçados de proteção contra riscos de origem mecânica. através do estudo dos agentes ambientais existentes no ambiente de trabalho. etc. constante da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. exaustores. etc. INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE: é a diminuição. dependendo da atividade da empresa.30 sinalizadores. etc. o avental. depois de algum tempo afastado do serviço devido ao acidente. maior o seu grau de risco. por toda a vida. Exemplos: perda de um dos olhos. o capacete de segurança. GRAU DE RISCO: o grau de risco de uma empresa é um número que varia de 1 a 4. guarda-corpos. . volta à empresa. quanto mais a atividade econômica oferece riscos que podem proporcionar doença ou acidente do trabalho. executando as suas funções normalmente. O Quadro I da Norma Regulamentadora NR-4 do Ministério do Trabalho e Emprego traz o Grau de Risco por tipo de atividade econômica. nunca superior a um ano. como fazia antes do ocorrido. detectores de gases e fumaças. da capacidade de trabalho em razão de um acidente. corrimões. os óculos contra as radiações ultravioletas. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA: é a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de tempo. Como exemplos de EPIs podem ser citados: as luvas de raspa de couro. cones de advertência. Significa que.

reparos e manutenção de empreendimentos como: usinas. barragens. etc.31 INCAPACIDADE TOTAL E PERMANENTE: é a invalidez incurável para o trabalho. Portanto. entre o número de mortos e o de habitantes. edifícios. . indústrias. o estudo dos produtos existentes no ambiente de trabalho. 1998). MORTALIDADE: conjunto de mortes ocorridas num espaço de tempo. estradas. é a relação entre números de mortos e de pessoas sãs. Relação. vidas ou unidades operacionais (PIZA. MEDICINA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à atuação no indivíduo através de ações predominantemente preventivas. Portanto. MORBIDADE: relação entre o número de casos de moléstias e o número de habitantes de um dado lugar e momento. demolição. em determinado agrupamento humano. É quando o acidentado perde a capacidade total para o trabalho. Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em reais. NÍVEL DE RISCO: expressa a probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais. não podendo exercê-la em nenhuma função. por exemplo. casas. com o objetivo de avaliar o poder que estes possuem de contaminar ou provocar doenças nos trabalhadores. é a relação entre os números de doentes e sãos. para todas as moléstias em conjunto ou para cada uma delas em particular. OBS.É o conjunto das atividades de construção. INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . pontes.: A diferença entre morbidade e mortalidade é que morbidade se refere ao número de doentes e mortalidade ao número de mortos. como.

RISCO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis que causem danos aos trabalhadores. através de ações predominantemente preventivas contra a ocorrência de acidentes ou doenças no trabalhador. persistem as possibilidades de efeitos adversos. ao patrimônio ou ao meio ambiente. perdas de material em processo ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada. Entretanto. a Higiene Ocupacional e a Medicina do Trabalho. ao patrimônio ou ao meio ambiente. Portanto. SAÚDE OCUPACIONAL: é a ciência do ramo da saúde pública que dedica atenção à saúde e à segurança do trabalhador no seu ambiente laboral. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas. risco é uma ou mais condições de uma variável. enquanto perigo é uma subestação toda protegida. com o potencial necessário para causar danos. SEGURANÇA: é freqüentemente definida como “isenção de riscos”. mas pode haver baixo nível de perigo pelas precauções tomadas. danos a equipamentos ou estruturas.32 PERIGO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis de conseqüências graves aos trabalhadores. é a situação potencial que pode causar conseqüências graves. PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO: representa todos os procedimentos e comportamentos adotados no sentido de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho. Expressa a exposição relativa a um risco que favorece a sua materialização em danos. Portanto. Por exemplo: risco é um transformador de energia em operação. Havendo um risco. Segundo PIZA (1998). São citadas como ciências correlatas. Um risco pode estar presente. é praticamente impossível a eliminação completa de todos os . é uma situação potencial que pode causar danos. dentre outras: a Engenharia de Segurança do Trabalho.

1. SÚMULAS: São manifestações interpretativas que revelam a opinião dominante nos tribunais superiores. portanto. de onde devem partir as diretrizes para orientar a sociedade como um todo na prevenção dos acidentes do trabalho. com a publicação da Portaria do Ministério do Trabalho. está . mesmo contrariando alguma parte.33 riscos. impor legislações e normas regulamentadoras. tanto no aspecto sócio-econômico. as normas são revisadas com divulgação prévia através de portarias e com prazo para remessa de sugestões ao Ministério do Trabalho. um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a riscos. Recentemente foi lançada a Portaria no. ou seja. 10. de 6 de abril de 2000. É o antônimo de perigo (PIZA. o Estado definiria a questão. sem consulta prévia à sociedade. A partir de 1996. a NR-5 (que trata sobre CIPA).A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DOS ACIDENTES São incontestáveis os avanços conseguidos na área de Segurança e Saúde do Trabalhador. que ficou conhecida como Norma Regulamentadora número zero (NR-0). então criada com essa Portaria. apresentando sugestões. 1998). só trazia desgastes e pouca eficácia no combate aos acidentes. Por exemplo. de 09 de abril de 19996. A nível federal. Hoje.4 . quando o Ministério do Trabalho deixou de legislar somente nos gabinetes e passou a ouvir a sociedade. Mas esses avanços foram acelerados. Se não houvesse consenso. SSST/MTb No 393/96. Segurança é. o que é seu papel. publica no Diário Oficial da União e dá um prazo de 90 dias para a sociedade se manifestar. o Estado adotaria a seguinte atitude ao legislar sobre Segurança e Saúde no Trabalho: propõe uma norma ou texto técnico. propondo revisão da NR-4 (SESMT). revisada recentemente. indicaria um GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) para analisar as sugestões. como cultural. passou dois anos e meio para ser aprovada. A CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente).

Sistema Integrado de Segurança e Saúde no Trabalho”. por exemplo. Mas de qualquer forma é um avanço. a criação de GTT – Grupos de Trabalhos Tripartite. Seu funcionamento requer melhorias. A CUT – Central Única dos Trabalhadores. pois. As centrais sindicais valorizam esse fórum de discussão e decisão. O movimento sindical tinha como reivindicação antiga participar do processo de elaboração e revisão da regulamentação na área de segurança e saúde no trabalho. Confederação Nacional do Comércio – CNC. Confederação Nacional dos Transportes – CNT e Confederação Nacional das Instituições Financeiras – CNIF). tendo-se tornado um pólo democrático de troca de experiências e disseminação de informação. Saúde e Previdência e Assistência Social).34 havendo sinais. composta por 6 representantes dos empregadores (Confederação Nacional das Indústrias – CNI. A CTTP é uma comissão tripartite com organização nacional. ou seja. O Projeto nº 1. 6 representantes trabalhadores (Força Sindical. visando atingir as metas de redução dos acidentes. Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT e SDS) e 6 representantes do governo (Ministério do Trabalho e Emprego. por exemplo. de que podemos ter fóruns para discussão dos problemas de segurança e saúde do trabalhador. a nosso ver. é “Reconstrução do Modelo de Organização do . CUT. pelo que se sabe. está como gerente em 2 projetos do PBQP – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade. no jogo de interesses há uma tendência de governo e empregador votarem juntos. onde ocorre a negociação entre trabalhadores. Confederação Nacional da Agricultura – CNA. governo e empregadores. as propostas levadas pelos representantes da classe trabalhadora muitas vezes são combatidas por governo e empregador. do Ministério do Trabalho. doenças e da melhoria da qualidade de vida no trabalho. para estudo e consolidação das sugestões apresentadas pela sociedade quanto à revisão das Normas Regulamentadoras e às CTPP – Comissão Tripartite Paritária Permanente. Por exemplo.

Ministério da Saúde e Ministério da Previdência e Assistência Social. no decorrer do tempo. hoje. que legislam na área de Segurança e Saúde. orientar. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. Acreditamos que assim deva ser. inclusive a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares. Os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Em nível estadual. uma integração entre os diversos segmentos se faz necessária. No entanto. pouco colaborando no que interessa. estão estabelecidos no artigo 7º da Constituição de 1988. mas não utilizam prevenir. Capítulo V) foi os mesmos mecanismos. a DRT fica localizada em Fortaleza. pois a Segurança e Saúde do Trabalho são assuntos em pauta. sendo obrigação do Estado realizar este papel. Em Sobral. cada vez maior. A influência do Estado na prevenção dos acidentes do trabalho. E assim. No caso do Ceará. é o órgão de âmbito nacional para coordenar. em todo território nacional. através do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST). gerando conflitos negativos entre empregados e empregadores. tem se tornado. responsável por essa fiscalização. mas relativamente novos no Brasil. notamos que praticamente não existe integração entre as ações dos Ministérios do Trabalho e Emprego. enquanto a legislação ordinária está contida na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – e em legislação complementar. quanto ao risco no trabalho. principalmente a nível federal.35 O GTT da CIPA (NR 5) foi constituído a partir da CTPP. O DSST – Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador. além de uma base estatística sobre acidentes e doenças do trabalho ainda muita frágil. que é . essa fiscalização é executada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). A redação atual do capítulo da CLT que abrange a segurança e a saúde dos trabalhadores (Título II. Os projetos do PBQP são coordenados também pela CTPP. existe a Subdelegacia do Trabalho.

onde a sociedade é diretamente afetada e onde está em questão a preservação de vidas humanas. 3. Normas como a obrigatoriedade do cinto de segurança tipo pára–quedista para atividades a mais de dois metros do piso. está estampada a manchete: “Acidentes de trabalho ainda são freqüentes no Ceará”. edição de 12 de julho de 2001. página 13. 6. através da Portaria No. Recentemente. o Ministério do Trabalho. O Estado tem uma responsabilidade muita grande na prevenção dos acidentes do trabalho. mesmo que esporadicamente. A mídia. . Em 12 de abril de 1988. Diz a matéria: “Mesmo com exaustivas campanhas. ficou estabelecido que compete ao SUS – Sistema Único de Saúde – executar as ações de saúde do trabalhador.214. cobrando das instituições responsáveis uma atuação mais eficaz na redução dos acidentes do trabalho. a segurança no trabalho vem sendo negligenciada a todo momento. de 22 de dezembro de 1977.36 estabelecida pela Lei No. quando isso representar risco de queda para o trabalhador. caderno A. e se estende do artigo 154 ao 201. foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRR). seis na construção civil e sete no setor elétrico somente este ano no Ceará. aprovou as Normas Regulamentadoras (NR) relativas à segurança e medicina do trabalho. vem dando sua contribuição. Em 8 de junho de 1978.067. Na Constituição Brasileira de 1988. 3. no jornal Diário do Nordeste. são burladas por patrões e empregados”.514. A prova disso é o número de acidentes fatais. no seu artigo 200. porque se trata de questão de interesse nacional. através da Portaria No.

determina. treinar e exigir o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda. permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”. em caso de recusa do empregado. 2. a matéria menciona que os construtores reclamam que os operários se recusam a utilizar os EPIs. que interfere no desenvolvimento normal de uma tarefa e que pode causar: perda de tempo e/ou danos materiais ou ambientais e/ou lesões físicas até a morte ou doenças nos trabalhadores. informa que é responsabilidade do empregador contratar. inesperada ou não programada.213. Lei Básica da Previdência Social. ou ainda a redução. suspensão e demissão por justa causa. podendo. de 24 de julho de 1991. Seção I.ACIDENTE DE TRABALHO SOB OS ASPECTOS TÉCNICO E LEGAL ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Legal: O conceito definido pela lei 8. artigo 19. ou as três coisas simultaneamente. que “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei. enquanto no segundo conceito são . A diferença entre os conceitos acima reside no fato de que no primeiro é necessário haver lesão física. mas a própria reportagem. em seu capítulo II. ao inquerir a DRT.0 .37 Em seguida. recorrer a uma advertência escrita. ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Prevencionista: É toda ocorrência indesejável.

a perda de tempo e os danos materiais ou as três coisas simultaneamente.000.500 3.200 1. de 27.000 2. quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.800 4.400 4. de Acidentes X 1.000 I A G = -------------------------------------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas (Portaria No.quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) 100 100 100 30 75 60 50 10 5 12 ½ 20 30 20 6.000. quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.000 1.500 3.1983 do M T E) QUADRO 1-A TABELA DE DIAS DEBITADOS Natureza Avaliação Percentual Dias Debitados Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda 1º.500 2.000 600 300 750 1. quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda 1º.000 T F = ---------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE: (No. quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.200 Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) 25 33 ½ 40 75 50 40 6 1.000 2. 33. de Dias Perdidos + Dias Debitados ) X 1.000 6. TAXA DE FREQUÊNCA: No.10.38 levados em consideração.800 1. além da lesão física.400 300 .500 3.000 6.

.Acidente com incapacidade permanente: TOTAL . . .Acidente pessoal com lesão.39 Perda 1º.CONSEQÜÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO = mais de 75% da capacidade laborativa. o imprevisível por exemplo.000 2.Acidente material e pessoal. 2.Acidente típico.Acidente material sem danos. . . . PARCIAL = até 74% da capacidade laborativa. podendo ser o acidente pessoal ou o acidente impessoal. QUANTO À INCAPACIDADE PARA O TRABALHO . .2 .CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO QUANTO À NATUREZA . .Acidente pessoal sem lesão.Acidente de trajeto.Acidente com incapacidade temporária (nunca superior a 1 ano). por inundação.1 .Morte. terremoto. maremoto etc. ou seja.Acidente com afastamento. . QUANTO AO AFASTAMENTO .Acidente material com danos. pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos 10 0 10 50 600 0 600 3.Acidente sem afastamento (retorno ao trabalho até o horário normal do início da jornada no dia seguinte).Doença Ocupacional QUANTO AOS DANOS E LESÕES .

). salários pagos a outros trabalhadores. Tempo: paralisação do processo produtivo. contusões. As conseqüências dos acidentes podem ser: • para o Trabalhador: sofrimento físico (dor. diminuição da produtividade dos . doenças. doença do INSS corresponde a 91% do seu impossibilidade de realizar horas extras. atraso na prestação de serviços ou na produção. instalações. despesas com treinamento do substituto. etc. na hora do acidente e após o mesmo. para a análise do acidente por parte da CIPA e do SESMT. conseqüências dos acidentes do trabalho. máquinas. que é o legítimo representante da nação. salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras em razão do acidente. governo. Materiais: matéria-prima. ferimentos. pagamento do salário do acidentado nos primeiros 15 dais sem o funcionário produzir. quando afastado por mais de 15 dias. silicose. traumas psicológicos. etc. cortes. profissionais de segurança e saúde do trabalho. reflexos negativos no ambiente de trabalho. lesão mediata (ex.: surdez. distúrbios familiares. enfim. que poderá causar possível descontentamento dos clientes ou multas contratuais. morte.). etc. incapacidade para o trabalho. empregadores. • para a Empresa: gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado. seqüelas ou invalidez. redução do seu salário. lombalgias. O que falta é conscientização. As perdas. visto que o auxílio – salário.). tempo perdido no trabalho. ferramentas.). etc. equipamentos. os atores sociais sabem dessa realidade. mesmo após meses ou anos de ocorrido o acidente. Os empregados. matéria – prima. diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho. perda de lucros por serviços paralisados / interrompidos. etc. podem ser: Humanas: lesão imediata (ex. prejuízos morais. tendinites. tempo perdido para substituição do acidentado e para comentar o fato.40 Os Acidentes do Trabalho só trazem prejuízos.: queimaduras. nenhum benefício. desamparo para a família. danificação ou perda de máquinas.

se necessários. atraem a atenção das autoridades que têm a responsabilidade de zelar pelo cumprimento dos padrões de segurança. uma oficina ou um canteiro de obras). • para a Nação: perda temporária ou permanente de elementos produtivos.CAUSAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Um indivíduo é lesionado ou lesiona outro durante a execução de uma tarefa com certo material em determinado ambiente (meio). ou componentes: indivíduo-tarefa-materialmeio. define uma unidade de análise denominada atividade. Assim. 2. como: auxílio . problemas com o meio ambiente. pagamentos de benefícios ao trabalhador acidentado ou a seus dependentes. d) o meio (meio ambiente de trabalho). peças. máquinas. O conjunto. 1996). problemas com a família. para que ocorra um acidente. hospitalares e farmacêuticas. possíveis aumentos das taxas de seguros e impostos para cobrir os gastos do governo. auxílio–acidente. problemas com o sindicato. composto dos quatro elementos. prejuízos para a imagem da empresa perante a sociedade. aposentadoria por invalidez e pensão por morte.41 trabalhadores devido ao imposto emocional (risco psicológico). Isso se dá particularmente no caso de trabalho em equipe (BINDER et al. e a cada indivíduo corresponde uma atividade. despesas com reabilitação profissional através de fisioterapia e equipamentos. acúmulo de encargos assumidos pela Previdência Social. equipamentos.3 . Então. despesas médicas. desde que elas estejam estreitamente ligadas. dependência do INSS. A atividade corresponde à parte do trabalho desenvolvida por um indivíduo no sistema de produção considerado (uma fábrica. produtos.doença. quatro coisas são necessárias: a) o indivíduo. aumento do custo de vida. . b) a tarefa (atitudes do indivíduo). “espantam” os consumidores. um acidente pode envolver várias atividades. ferramentas ou outro objeto. c) o material (matéria-prima.

dependências químicas. que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro). congênitos ou de formação cultural que alteram o comportamento do trabalhador. etc). na maior parte das vezes. educação. de acordo com a Norma Brasileira NB-18 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). tensão. em que ambos são oriundos de aspectos psicossociais denominados Fatores Pessoais de Insegurança. ou fator pessoal – causa relativa ao comportamento humano. pode causar ou favorecer a ocorrência do acidente) e condição ambiente de insegurança (condição ambiente do meio que causou o acidente ou contribuiu para sua ocorrência) (CAMPOS. de problemas de ordem psicológica (depressão. ou seja. que leva à prática do ato inseguro. é que o uso do termo . social (problemas de relacionamento. quando a Portaria nº 5 do Ministério do Trabalho. Em fevereiro de 1999. às condições ambientais (CAMPOS. que é o nome dado às falhas humanas decorrentes. durante muito tempo as causas de acidentes eram tão somente atos inseguros ou condições inseguras. já substituída. excitação.000 acidentes industriais e concluído que 88% estavam ligados a fatores humanos e 10% a fatores materiais. permitindo que ele cometa atos inseguros. contrariando preceito de segurança. principalmente depois de estudiosos americanos terem analisado 75. existem vários aspectos que decorrem dessas causas. 2001). neuroses. relativo à CIPA.42 No Brasil. etc). a ABNT cancelou e substituiu a NB-18 pela NBR 14.280. Mas poderíamos dizer que o acidente ocorre como resultado da soma das condições inseguras e dos atos inseguros. introduziu a metodologia da árvore de causas. De acordo com a NB-18. Tecnicamente. condições inseguras e o fator pessoal de insegurança. existiam três causas de acidentes: atos inseguros. mas manteve as três causas de acidentes: fator pessoal de insegurança (causa relativa ao comportamento humano. 2001). preocupações com necessidade sociais. ato inseguro (ação ou omissão que. A partir de 1994.

falhas de engenharia (projeto e construção). quando corrigidas. posto de trabalho inadequado. Todo acidente tem causas imediatas. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. durante uma investigação e análise de acidentes. As imediatas são o ato inseguro e as condições inseguras. de se achar um culpado pelo acidente (CAMPOS. Deve-se. os profissionais envolvidos não devem utilizar os termos atos inseguros ou condições inseguras. mas descrever o risco sem que haja essa necessidade de classificação (PIZA. previnem por um longo período um acidente similar. Hoje. pois ela não acaba nunca. Afinal. O ato inseguro não deixou de existir. se ações . como conjunto ordenado de meios de ação visando um resultado. falta de reforço em práticas seguras.43 “ato inseguro” ficou obsoleto. tais como acidentes ou doenças ocupacionais. 1997). Ele é a ponta do processo. portanto. ou seja. Ou seja. alguns autores falam em “atos inadequados”. As básicas têm. Em outras palavras. no Brasil. causas básicas (ou raiz) e. origem administrativa e. principalmente. procurar falhas no processo de trabalho e não identificar se o acidente foi causado por um ato inseguro ou por condições inseguras. 2001). causas gerenciais. mas ela faz parte do negócio da empresa. não procurem classificá-los em atos inseguros ou condições inseguras. Segundo CAMPOS (2001). métodos ou procedimentos inadequados (CAMPOS. Exemplos de causas básicas: falta de conhecimento ou de treinamento. verificações e programas de manutenção inadequados. e neste existem muitas variáveis. Constatar “ato inseguro” sempre foi um meio. em geral. segurança não é prioridade. dentre outras terminologias. as causas gerenciais existem porque segurança deve ser encarada de forma sistêmica contingencial. sempre pronto para prever ou atender eventos indesejáveis. uso de equipamento de proteção individual inadequado. compra de equipamentos de qualidade duvidosa. 2001). na busca das causas dos acidentes. sistema de recompensa inadequado. Por essa razão é que.

2001). não só através de atitudes individuais. como também o controle de perdas. deixando-o exposto aos riscos que. 2. Vale ressaltar que a maioria dos acidentes do trabalho ocorrem não por falta de legislação.4 . na maioria das vezes. A globalização. Somem-se ao descumprimento das normas a falta de fiscalização e a pouca conscientização do empresariado (VENDRAME. o aumento da competição. a conseqüente redução do tempo do processo produtivo. pagamento do . pelo falta de conhecimento ou de treinamento necessário para realização das tarefas. hospitalares e farmacêuticas com a recuperação do acidentado. a aceleração da produção. são causas inequívocas dos acidentes do trabalho e doenças do trabalho. a introdução de novas tecnologias traz. a diminuição do tempo entre a concepção do produto e a sua colocação no mercado como necessidade capitalista de competitividade. enquanto não for possível eliminá-lo do processo. em detrimento do próprio homem e do meio ambiente. mas devido ao não cumprimento das normas de segurança. Está nas mãos do homem a redução dos infortúnios. A corrida capitalista por maiores lucros direciona os esforços para o componente que a curto prazo traz maior retorno: a criação de novas tecnologias. esquecendo o homem ou procurando diminuir a sua interferência no processo produtivo. então fatalmente há causas de acidentes ou doenças ocupacionais. as quais visam a proteção da integridade física do trabalhador no desempenho de suas atividades. ou seja. mas também por uma solução coletiva de mudanças das regras do sistema capitalista que impera no mundo de hoje. transformando-o num mero coadjuvante e. como despesas médicas. despesas ligadas diretamente ao acidente.44 gerenciais que possam prever ou atender eventos indesejáveis não existem na empresa.CUSTOS DOS ACIDENTES DO TRABALHO São compostos por: Custo Direto (ou Custo Segurado): são: o SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho.

Esta relação. mas sim como conseqüência indireta deste. como: salário pago ao acidentado não coberto pelo INSS. respectivamente. O SAT representa uma alíquota incidente na folha de salários da empresa em valores de 1% . ou seja. horas extras pagas a outros funcionários. assistência à família. a relação 4 : 1 entre os custos não segurados (indiretos) e segurados (diretos) de um acidente. aceita pelos especialistas. salários pagos a outros funcionários no atendimento ao acidentado. Ainda nessa época. evidenciou. que contra . em virtude da existência ou não de trabalhadores com direito à aposentadoria especial. caracterizado pelo importe pago ao INSS. danos materiais. em sua pesquisa publicada no livro intitulado “Prevenção de acidentes industriais”. despesas com treinamento do substituto. in PIZA (1998). médio ou grave.45 salário relativo aos primeiros 15 dias após o acidente. Custo Indireto (ou Custo Não Segurado): despesas não atribuídas aos acidentes. representado por contribuições e seguro de acidentes do trabalho – SAT. despesas com a investigação do acidente. perda de lucros. outras despesas. como transporte do acidentado. Em outras palavras. listado em tabela própria e que foi majorado recentemente para alguns tipos de empresas. O Custo Direto é. ou seja. custo que não se manifesta pelo acidente. o INSS) contratada por imposição legal. Heinrich enunciou. dependendo do risco de acidente que a empresa oferece. correspondem 4 dólares de custo não segurado. não havendo cobertura em tal circunstância. demonstrando assim que apenas pequena parcela dos prejuízos com acidentes são reembolsáveis pelas empresas. é baseada no fato de que a cada dólar gasto com indenização e assistência às vítimas do acidente (custo segurado). W. o custo direto é a parcela do custo cuja responsabilidade é de uma empresa seguradora (no caso do Brasil. enquanto o trabalhador se encontra no ambulatório da empresa. em 1931. relativo aos pequenos acidentes. etc. H. 2% ou 3%. em grande parte. para grau leve. etc. dependendo do tipo de empresa. HEINRICH. É de responsabilidade exclusiva do empregador. em 1930.

o custo do acidente é função da característica de cada empresa. mas o custo social nem sempre o é. calcula . Então. in PIZA (1998). e deve seguir a convenção da uniformidade ou da consistência dos lançamentos contábeis da empresa. o que mostra o alto custo indireto do acidente do trabalho e que não é indenizável. 1998). já estava provado ao mundo que os acidentes que geram lesões e afastam o trabalhador do ambiente de trabalho para tratamento médico são apenas a ponta do “iceberg” (PIZA.se desta forma: Custo Indireto = 4 x Custo Direto Custo Total do Acidente = Custo Direto + Custo Indireto Custo Total do Acidente = Custo Direto + 4 x Custo Direto Estudos mais recentes apontam para uma relação entre custos indiretos e diretos variando de 8 : 1 até 10 : 1 (PIZA. Segundo CICCO (1983). FRANK BIRD JR. Vários fatores dificultam a exata mensuração dos custos dos acidentes do trabalho. Será mais preciso se tiver um inventário permanente e não periódico. como a dificuldade na obtenção de todos os custos associados ao acidente pela fragmentação das informações. mas com danos à propriedade. Na prática. Essa estimativa devese ao fato de que o custo privado é sempre mensurável. 1998). apoiado numa análise de 90. No entanto. formou sua teoria de Controle de Danos. chegando à conclusão que contra cada lesão incapacitante ocorriam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade.. uma sugestão para o cálculo dos custos dos acidentes do trabalho pode ser apresentada conforme segue: Ce = C – i .000 acidentes realizada em 1966.46 cada lesão incapacitante (com afastamento) havia 29 lesões não incapacitantes (sem afastamento) e 300 acidentes sem lesão. como também das responsabilidades referentes às conseqüências dos acidentes.

5 bilhões pelas famílias e 5 bilhões pelo governo.47 Ce = custo efetivo do acidente C = custo do acidente i = indenizações e ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros (valor líquido). como paralisação. Para determinarmos exatamente as parcelas C2 e C3. equipamentos ou materiais danificados (danos à propriedade). em recente estudo constatou que o Brasil gasta R$ 20 bilhões por ano com acidentes e doenças ocupacionais. mas a transferência de riscos de acidentes a terceiros é um caso a se pensar. A parcela “I”. pela “melhorias do processo” no âmbito da empresa. 2. Não nos colocaremos aqui numa posição contrária ou a favor da adoção desse critério de Cicco. manutenção e lucros cessantes). pois a redução do número de acidentes passa. dependemos fundamentalmente da organização interna da empresa. as indenizações e os ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros são um coeficiente de segurança econômico que pouco tem a ver com o custo efetivo dos acidentes. onde: C = C1 + C2 + C3 C1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os primeiros quinze dias) por acidente com lesão. professor da Universidade de São Paulo-USP. antes de tudo.5 bilhões são gastos pelas empresas. PASTORE (2001). enquanto os . para Cicco (1983). Destes R$20 bilhões. mas se constitui numa parcela necessária de financiamento de risco para que a empresa não venha a arcar com o ônus de seu caixa efetivo. que deve ser subtraída das demais. Portanto. C3 = custos complementares (assistência médica e primeiros socorros) e aos danos à propriedade (outros custos. 12. Vê-se que. C2 = custo referente ao reparo e reposição de máquinas. foi incluída apenas para que se identifique o total líquido do custo efetivo dos acidentes. é uma fortuna o que se gasta com acidentes.

211 1. (VENDRAME.743.251 393.330. 2000).916.Revista Proteção.090 acidentes de trabalho .071 399. se esvaem em indenizações.572 632. Os custos econômicos com acidentes do trabalho estão crescendo aceleradamente. Tais acidentes resultam em 1. No entanto.444.627 1. ou 9 por segundo.861 1. ou seja.465 ANO 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 TOTAL 1.464. o mundo gasta 4% do PIB com acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 2006.825 1.723 1.304 ANO 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 TOTAL 395.341 387. 2.293 388.750 1. dentre outros prejuízos. perda de competitividade.614.207. 475 por minuto.1 milhão de mortes por ano.632.455 421.48 investimentos na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais refletem diretamente na redução do custo com acidentes. No mundo ocorrem cerca de 250 milhões de acidentes ao ano. Segundo a OIT .270.322 532.796.137 Fonte: Anuário Brasileiro de Proteção .680 503. desestruturação de famílias.501 1.504.343 414.868 340. no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade dos produtos e processos.115 961.187 1.137. estamos mais preocupados em somente arrecadar recursos públicos para cobrir essas despesas.5 – ESTATÍSTICA DE ACIDENTES NO BRASIL Tabela – Número de acidentes ocorridos no Brasil ANO 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 TOTAL 1.077 465.761 1.581 888.443 693.575 1.077.523 1.472 1995 424. 685 mil por dia.220. INSS registra 653.700 499. os quais na realidade.090 1982 1.696 1.820 363.003.124 991.111 1.551.859 1.890 653. perda de capital humano.514 412.178.

Gráfico – Número de acidentes ocorridos no Brasil NÚMERO ACIDENTES POR ANO 2.28% a menos. porém. Considerando-se o número total de acidentes em 2007 (653 mil). 78. comunicaram ao INSS 514.000.000 0 ANO . Os homens representam 73.000 500. 21. Antes.500.500.000 1.564 ocorridos no trajeto entre a casa e o local de trabalho e 20.34% dos segurados que tiveram um acidente de trabalho em 2007. 653. elas eram feitas apenas com base nas informações passadas pelas empresas.000 No. Os demais foram identificados pelo instituto por meio de um dos nexos (exames que relacionam as causas de doenças e acidentes do trabalho).A Previdência registrou.135 desses acidentes – ou seja.090 acidentes de trabalho. a estatística da Previdência aponta uma alta de 27. As empresas. Os nexos foram criados no ano passado justamente para um controle mais rigoroso sobre os acidentes de trabalho e para tornar as estatísticas mais confiáveis. sendo 414. no ano passado.000.49 Fonte: Agora Brasília/DF . ACIDENTES 2.000 1.786 por doença profissional característica do trabalho executado.5% em relação a 2006.785 decorrentes da atividade do acidentado.

50 2. . O resultado é a taxa do SAT a ser paga por cada empresa. Esse é mais um passo para consolidação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) no país. Esse valor será multiplicado pelo percentual do SAT gerado a partir do segmento econômico. que produzirá efeitos a partir de janeiro de 2009. que foi recalculado após as contestações. Isso porque elas já puderam entre 31 de novembro e 3 de janeiro de 2008 contestar o FAP. As empresas que discordarem do valor só poderão contestá-lo mediante ação judicial. que a Previdência chama de alíquota específica.6 .FAP e NTEP FAP entra em vigor Fonte: Revista Proteção Foto: Marcus Almeida . a chamada alíquota nominal.Somafoto A Receita Federal do Brasil e o Ministério da Previdência divulgam a partir de 1° de setembro o FAP (Fator Acidentário Previdenciário) de cada empresa.

que vem se mobilizando. Com a entrada em vigor do FAP. Há falhas técnicas e jurídicas. com a supervisão do Ministério da Previdência Social. O FAP será aplicado sobre a alíquota do imposto do seguro de acidente no trabalho pago pelas empresas. empresários e trabalhadores conclua as discussões sobre o marco legal na área de saúde e de segurança no trabalho. Ainda em 2007. Consultor Trabalhista e Previdenciário.O ministro da Previdência Social. “A visão da Previdência é uma visão de saúde pública. a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se posicionou a favor das alterações. que será publicado nos próximos dias. o adiamento por um ano da entrada em vigor do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). de 12/02/07. As empresas podem ter um acréscimo de 100% nas alíquotas enquanto a redução é de 50%.por ser um imposto. essas alíquotas podem ser reduzidas à metade ou serem ampliadas em até 100%. Senar.2/9/2008 Previdência adia vigência do FAP para janeiro de 2010 Fonte: Agência Estado Brasília/DF . rebate o Coordenador-Geral de Políticas de Saúde do Trabalhador do Ministério da Previdência Social e doutor em ciências da saúde pela UNB (Universidade de Brasília). Iseu Milman. É um critério desigual e de caráter arrecadatório e não de proteção ao trabalhador”. Sesc. anunciou quarta-feira. Além disso. a CNI (Confederação Nacional da Indústria) ajuizou uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o NTEP. Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira. Senac. explicou o ministro. e o NTEP está em vigor. as empresas não estão cumprindo a cota de deficientes e de trabalhadores reabilitados porque a qualificação oferecida hoje não é suficiente para garantir a inserção desses trabalhadores. A idéia do governo é que a alíquota do imposto seja reduzida para as empresas com pouca incidência de acidentes no trabalho e seja ampliada para aquelas com altos registros de acidentes. adiará a implantação do FAP para 1º de janeiro de 2010. “O NTEP é mal elaborado. Pimentel explicou que o adiamento é necessário para que uma comissão formada por governo.24/9/2008 Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. ingressando como parte interessada e pedindo a improcedência da ação. Fonte: Agência Estado . Segundo o Ministério da Previdência. a sua vigência só pode ocorrer no ano seguinte à sua aprovação e definição do marco legal. o governo negocia com o chamado Sistema S (Senai. A pergunta deixou de ser se o trabalhador está doente. O Nexo tem sido criticado por alguns profissionais de SST e pelo meio empresarial. Esse mecanismo entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. a alíquota do seguro de acidentes varia de 1% a 3% sobre a folha de pagamento da empresa. Passamos a enxergar o coletivo e que há empresas que são epidêmicas e estão produzindo doentes”.51 Mas isso não significa que todos os setores estão aceitando essa nova realidade que foi regulamentada pelo Decreto 6042. Sest. avalia o médico do Trabalho e membro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). mas um decreto do presidente da República. José Pimentel. Fonte: Revista Proteção . Senat. Luiz Eduardo Moreira Coelho. Pimentel disse ainda que o adiamento por um ano da entrada em vigor do FAP ocorre também em razão do critério da anualidade . O foco passa a ser a empresa e não mais o trabalhador. Segundo o ministro. Por sua vez. Sócio da Coelho e Morello Advogados . 24. A pergunta agora é se o ambiente é doentio. Sebrae e Sescoop) a assinatura de um protocolo até o fim deste ano para que a reabilitação e requalificação dos trabalhadores vítimas de acidente no trabalho ou de doenças ocorram dentro do espaço dessas entidades que integram o Sistema S. As empresas precisam mostrar que têm um ambiente salubre e equilibrado. A questão não foi julgada.

Em sua opinião. incremento da fiscalização. por fim. com maior freqüência. reduzirá o número de acidentes e doenças ocupacionais. Ela ficará sujeita a um SAT mais elevado. Ficará exposta a ações regressivas do INSS. Ademais. todas deverão aprimorar a gestão de medicina e segurança. Qual a dica que o senhor dá para quem está com problemas com a previdência? .042. a partir de uma lista de patologias atreladas a atividade econômica do empregador. como já salientado acima). pois se assim não agirem. muitas vezes não decorrem do trabalho. Como o senhor avalia o seminário prova e contraprova do NETP. algo que favorece a todos nós. Para as empresas com maior número de empregados. algo cada vez mais comum. Ao transferir para o médico perito do INSS a missão de enquadrar ou não um caso como doença profissional de empresa empregadora e das patologias que normalmente delas resultam. menos doenças e menos acidentes resultam em diminuição do "déficit" da Previdência. de até 100%. já está se verificando nos últimos anos. pois o SAT incide sobre a folha de pagamentos a cada mês. ou mesmo ao ajuizamento de ação por parte do Ministério Público do Trabalho. Esse sistema aumenta a possibilidade de responsabilização futura das empresas pelo INSS e o incremento do seguro de acidente de trabalho que hoje recolhem. E. de até 50%. que. Ademais. por sinal. até porque dele não se pode esperar amplo domínio de todas as patologias. Para evitar esses ônus. Quem o senhor avalia será mais atingido? O empregador ou o colaborador? Aquela empresa que não der atenção à segurança no trabalho. que acontecerá em setembro de 2008? Qual a importância desse evento para as empresas? É uma excelente iniciativa. Como conseqüência. qual a importância do NTEP? Total. Isto porque o NTEP cria situação para se discutir administrativa e judicialmente o real estado de saúde de empregados que se afastam do trabalho em virtude de doenças que. ainda ficará exposta ao risco de autuações por parte da Previdência e do Ministério do Trabalho. se der causa a muitos acidentes ou doenças ocupacionais (com afastamento superior a 15 dias). A empresa relapsa ainda deparará com maior volume de ações trabalhistas individuais. contendo pedidos de reparação por danos morais e materiais. que regulamentou o NTEP e FAP. essa nova sistemática tende a induzir as empresas a redobrar suas atenções com medicina e segurança do trabalho. do que é exemplo o Decreto nº 6. presente que o médico perito do INSS está sujeito a equívocos no momento de estabelecer nexo. o SAT. No que as mudanças na lei auxiliarão nisso? Com a instituição do NTEP cabe ao médico perito estabelecer nexo entre doenças e trabalho. Isto.52 Como a previdência social tem atuado a fim de diminuir os elevados gastos com benefícios? Em diversas frentes: aperfeiçoando a legislação em vigor. grande será a probabilidade de surgirem contingências de vulto. tem movido ações para cobrar os valores desembolsados a título de benefício a empregados afastados por tais motivos. Por via reflexa. menor será o gasto da Previdência com benefícios. a redução poderá ser significativa. etc. Como o senhor avalia as mudanças na lei de seguro de acidente de trabalho? Positiva ou negativa? Por que? É positiva a medida. em face da conexão existente entre todos os órgãos acima citados. torna-se importante o debate acerca da importância e da qualidade das provas para efeito de os empregadores se resguardarem diante de potenciais contingências (que não são poucas e podem ser de vulto. a revisão de benefícios e aumento do número de altas médicas. Quem cuidar bem da saúde e da segurança de seus empregados (o que é um dever de todas as empresas) poderá se beneficiar de uma redução do valor do seguro de acidente de trabalho. além de permitir maior disponibilidade para que a estrutura do Instituto possa melhor atender aos trabalhadores em geral.

b) Se a empresa não provar que não tem culpa. . quem declara a sua presença é a Perícia Médica do INSS. INSS e para o MTE. ajudá-las a encontrar o melhor caminho. 6. fazer a contraprova. Não há outro. sofrerá as ações. igualmente convidado para esse módulo do evento. entende-se que ela foi adquirida nessa empresa e daí sobrevém um mundão de desdobramentos. Gustavo Gomez. autuado e multado. Considero provável a hipótese de. Coisa muito séria. de uma forma ou de outra. Logo. O segurado não tem de provar que houve o NTEP. consubstanciam menor receita para o custeio do sistema previdenciário. Causa: ambiente laboral insalubre. a empresa.430/06 e regulamentado pelo Decreto n. Efeito: doença ocupacional do trabalhador. quem mantiver um nível de exposição acentuado tende a ser descoberto. 11. Wladimir Novaes Martinez. Quer dizer uma relação (ilação. Minha participação no seminário girará em torno do "case" que será apresentado. antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. ENTENDA SOBRE NTEP Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. por exemplo. conclusão. Quais as principais mudanças que essa norma traz? As mudanças são: a) inversão do ônus da prova. responsabilidades e conseqüências para o trabalhador. se for o caso. Creio que poderá surgir a oportunidade também para falar de "implicações judiciais associadas a NTEP".53 Para responder a indagação basta considerar dois fatores incontroversos: o INSS tem um "déficit" que precisa ser reduzido ou eliminado. sob diversos aspectos. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. de forma a atingir o interesse geral. produzindo acima de 85 db(A). c) As empresas têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente. resolver os problemas.042/07. Não é fácil. Entrou em vigor em 1º. arca com conseqüências seriíssimas de variada ordem. Nesse campo. estão associadas as questões previdenciárias. abordar "situações de vulnerabilidade que desencadeiam nexo entre atividades laborativas e doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho".04. Exemplo: se uma empresa tem uma máquina ruidosa (barulhenta). um tema que poderá ser melhor focalizado por Dr. fazer um bom exame admissional e saber um pouco de sua vida pessoal. Qual a importância de organizar e participar um evento para falar sobre o tema? Quem organiza um evento dessa natureza está tentando explicar as empresas as suas responsabilidades. Foi criado pela Lei n. Cabe à empresa. mas por adotar procedimentos não conformes que. como ele bem sabe. A dica então não pode ser outra: revejam e corrijam suas posturas porque o Governo não ignora que nesse âmbito previdenciário a arrecadação poderá crescer sensivelmente. Essas mudanças beneficiarão quem? O empregador ou o empregado? As mudanças beneficiam o trabalhador e se as empresas seguirem a lei vão beneficiar o INSS. Dele procurarei extrair elementos para uma abordagem mais ampla. e o trabalhador que foi admitido hígido (saudável) na empresa apresenta disacusia (surdez). Autor de mais de 50 Obras Previdenciárias e Comendador do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – IAPE O que é NTEP? NTEP é uma sigla que designa o Nexo Técnico Epidemiológico. Advogado Especializado em Direito Previdenciário. os empregadores encontram-se vulneráveis. O empregador. quando o trabalhador pede auxíliodoença. entendimento) lógica entre uma causa e um efeito. Faça um breve histórico de como será sua palestra no seminário NTEP.07. se não tomar cuidados. As fontes de aumento da arrecadação do Governo. Não apenas por realizar uma má gestão em medicina e segurança. a partir do que for abordado pelo palestrante do "case".

expõe o que é o NTEP. orientações. Mas. uma mudança significativa. Anteriormente. COMPLICADÍSSIMAS E DISCUTIDÍSSIMAS. Mas. o SAT. desdobramentos.5% até 6%. as empresas assumem um enorme encargo. seu conceito. é o critério de concessão de benefício de acidentes de trabalho para os segurados que estão de alguma forma incapacitados de exercerem suas funções. é importante ouvir vários expositores para encadear as idéias. E aí. visto que algumas empresas poderão ter seu SAT reduzido em até 50% enquanto outras terão aumento de até 100%. Nexo Técnico Epidemiológico. Se o INSS entender que está presente a negligência. que iniciará os neófitos na matéria. mas tricoteia em casa. Trabalhista: Podem ter de garantir o emprego do trabalhador por 12 meses e recolher o FGTS enquanto perdurar o auxílio-doença. se caracterizada a culpa pela doença ocupacional. que variava conforme o risco de cada empresa. e se a pessoa é quem faz o cafezinho e nunca digitou. Quem não tem INFORMAÇÃO pode sofrer seriíssimas conseqüências e ter muitas dores de cabeça. 2% ou 3% da folha de pagamento de salários para custeio do Seguro Acidente de Trabalho.54 Qual a importância de uma empresa participar desse evento? Como estas questões são VARIADÍSSIMAS. ou seja. um tratamento epidemiológico das doenças ocupacionais. de 2% para 1% e de 3% para 1. de 2% para 4% e de 3% para 6% (se dobrarem os acidentes). Podem ser multadas pelo MTE. Esse valor que as empresas pagam é referente a que? Esse valor é revertido em beneficio para o empregado? Tais contribuições do seguro de acidentes do trabalho (SAT) destinam-se a custear a previdência social e um modo geral e as prestações acidentárias em particular. SEM EXAGERO. Dr.5% (asse diminbuirem os acidentes). a contribuição mensal era fixada em 1%. esta nova metodologia leva em conta o número de afastamentos encaminhados ao INSS gerados . responsabilidades. Quanto as empresas pagavam e quanto pagarão agora? Em termos de SAT. a Perícia Médica entenderá que foi adquirida digitando e a responsabilidade é do banco. as empresas podem sofrer uma ação regressiva para a autarquia recuperar o que gastou com o segurado. o primeiro a ser publicado sobre o assunto no País. como é que fica? O banco não tem culpa. Vou dar um exemplo claríssimo: nos bancos existe muita digitação e muita LER (Lesão por Esforço Repetitivo). poderá passar de 1% para 2%.NTEP? Minha palestra tratará da novidade: a substituição do nexo causal (que todo mundo conhecia relação de causa e efeito normal . Fale um pouco sobre o livro do senhor.5%. Alíquotas aplicadas à folha de pagamento dos salários. Seguro de Acidente de Trabalho pode ter valor dobrado pela nova lei O NTEP. Um livrinho bom e barato. Wladimir Novaes Martinez. PARTICIPE DO EVENTO E VOCÊ TERÁ A RESPOSTA!!! Quais as mudanças em valores que serão modificadas com essa mudança na lei? Quando a Perícia Médica do INSS declarar a existência do NTEP. o NTEP é importante e as empresas precisam conhecê-lo com profundidade. se ele for flexibilizado. Como será a sua palestra no Seminário Prova e Contraprova do Nexo Técnico Epidemiológico. olhe. o SAT passa a ter nova fórmula para o cálculo e a alíquota paga pelas empresas irá variar de 0. QUER DIZER. Se um bancário requerer um auxílio-doença no INSS e alegar a LER. De acordo com o especialista em Direito Previdenciário. A partir de setembro. enfim quase tudo sobre o assunto. também pode passar de 1% para 0.pelo nexo epidemiológico. Do que fala? Meu livro "PROVA E CONTRAPROVA DO NEXO EPIDEMIOLÓGICO". Civil: podem ter de pagar uma indenização.

da Saúde e do Trabalho e Emprego. A partir de 1º de setembro o INSS divulgará o Fator Acidentário Previdenciário. as empresas poderão contestar esse valor do FAP. e dos trabalhadores e empresários. Esses benefícios eram registrados como auxílio-doença previdenciário. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. permite ao governo ter dados mais próximos da realidade. este momento é uma grande oportunidade de reduzir custos e melhorar. A aplicação do Nexo Técnico. . possibilita que o perito médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) verifique se há correlação entre a doença apresentada pelo trabalhador e a atividade que ele exerce na empresa. muitas delas não informavam a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais ao Ministério da Previdência Social. arca com sérias conseqüências de variada ordem. de cada empresa.55 por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Com a criação do NTEP. Antes. Em caso positivo. “O Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) é o nosso instrumento de combate à subnotificação”. integrada por representantes dos Ministérios da Previdência. o próprio perito enquadra o caso como doença do trabalho ou decorrente de acidente do trabalho. As empresas também têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente”. o que é fundamental para a definição de políticas preventivas. De 1º de setembro a 31 de dezembro de 2008. implantado em abril de 2007. fazendo a contraprova. no 18º Congresso Mundial de Seguridade e Saúde no Trabalho. Embora a comunicação seja obrigatória por lei. afirma o advogado 09:32 . Uma comissão tripartite. Segundo Martinez. proposto pelo INSS. Se a empresa não provar que não tem culpa. Tanto é que. vai trabalhar para aperfeiçoar a política de prevenção de doenças e acidentes do trabalho no Brasil. e termina no dia 2 de julho. explica Todeschini. “Vai haver inversão do ônus da prova. enquanto para outras pode significar ameaça”. fará. Portanto. em Seul (Coréia).27/06/2008 SÁUDE E SEGURANÇA: Brasil apresenta na OIT iniciativas para combater acidentes Previdência destaca importância do NTEP contra a subnotificação Da Redação (Brasília) – O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social. o que comprova a ocorrência de subnotificação. O NTEP. houve um crescimento de 134% no número de auxíliosdoença acidentários concedidos. diz Todeschini. já que antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. O evento começa neste domingo (29). em 11 meses de aplicação do Nexo Técnico. o registro de acidentes e doenças ocupacionais dependia de comunicação da empresa. para algumas empresas. FAP. as mudanças precisam estar bem explicadas. a Previdência Social constatou um grande número de subnotificação. Esse Fator deverá ser multiplicado pela atual alíquota do SAT para se saber qual a nova alíquota que a empresa deverá se submeter a partir de janeiro de 2009. Remígio Todeschini. “As empresas que afastam pouco e têm bons índices acabarão sendo beneficiadas. uma ampla exposição sobre a ocorrência de acidentes de trabalho no Brasil e as medidas adotadas pelo governo para fortalecer a cultura da prevenção e de ambientes mais seguros para os trabalhadores.

Essa listagem permite aos médicos peritos do INSS estabelecer a correlação entre a doença do trabalhador e a atividade econômica da empresa. a empresa que investir mais em prevenção terá uma alíquota menor. sem consertar o que está errado. manteve-se estável. O aumento dos auxílios-doença acidentários aconteceu porque. os acidentes de trabalho e as aposentadorias especiais decorrentes de trabalhos penosos e insalubres custaram. Já aquelas com maior incidência de doenças e acidentes de trabalho vão pagar mais. Todeschini ressalta que. no entanto. entrou em vigor o chamado NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico). em relação a março.8% no mês de abril. Com o novo mecanismo.5 milhão de acidentes do trabalho por ano. que o Brasil colocará em prática. Com a entrada em vigor do NTEP. R$ 10. dependendo do grau de risco de cada uma delas. O total de benefícios concedidos no período. explicará. em abril. A média caiu para 500 mil." Alguns advogados dizem que o NTEP será mais um atravancador não só do INSS como também da Justiça trabalhista. também. o perito não tem condições técnicas para avaliar se há correlação entre a doença e a atividade profissional. houve novo aumento. Até então.O número de afastamentos por acidentes de trabalho cresceu 147. em 2007. socializam o prejuízo e continuam estragando a saúde de outros trabalhadores. na década de 70. o Brasil registrava uma média de 1. as alíquotas de contribuição ao seguro – de 1%. de 15%. contra 11. e pode ser reduzida significativamente com a adoção de medidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.são estabelecidas por setor. 2% e 3% . =================================================== Nova regra do INSS faz explodir afastamento por acidente São Paulo/SP . Em maio. afirma Helmut Schwarzer. o perito pode determinar que a doença foi causada pela atividade do trabalhador. Foram concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em abril 28. Remígio Todeschini. "Muitos empresários evitam assumir os afastamentos por acidente de trabalho para evitar custos com FGTS e a estabilidade do empregado".594 benefícios de auxílios-doença acidentários. a partir de janeiro. somando-se os acidentários e os previdenciários.539 em março. Esse tipo de afastamento dá ao empregado estabilidade de 12 meses e obriga a empresa a depositar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do funcionário afastado. "Eles se livram do trabalhador acidentado. Além do drama para o trabalhador acidentado e sua família. . secretário de Políticas de Previdência Social. último mês em que foi feito o levantamento.7 bilhões aos cofres da Previdência Social. cabia às empresas dizer que o afastamento tinha sido causado pelo trabalho.56 Em sua exposição. Segundo eles. com alíquotas diferenciadas por empresa. um novo sistema de cobrança do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). Atualmente. O nexo é um estímulo para que as empresas melhorem os processos.

especializado em assuntos trabalhistas e previdenciários. materiais.57 porque ele não conta com a infra-estrutura para realização de exames que determinam a causa do afastamento. podem causar danos à saúde das pessoas. Sob o ponto de vista da Segurança e Saúde do Trabalho. CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS. 25. sem fazer uma investigação mais profunda da causa da doença". de 29 de dezembro de 1994. máquinas e equipamentos. que envolve desde a estrutura física. que quando encontrados acima dos limites de tolerância. "O médico perito olha o trabalhador e faz o diagnóstico a partir da listagem. Fonte: Folha de S. afirma Luiz Coelho. (Tabela I do Anexo à Portaria No. Morello e Bradfield. do escritório Coelho. ênfase maior deve ser dada aos agentes ambientais ou riscos ambientais.0 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO As condições ambientais de trabalho são as situações de trabalho existentes no ambiente. lay-out. do Ministério do Trabalho e Emprego) GRUPO 1: VERDE Riscos Físicos Ruídos Vibrações GRUPO 2: VERMELHO Riscos Químicos Poeiras Fumos GRUPO 3: MARROM Riscos Biológicos Vírus Bactérias GRUPO 4: AMARELO Riscos GRUPO 5: AZUL Riscos de Ergonômicos Acidentes Esforço Físico Arranjo Físico Intenso Levantamento Inadequado e Máquinas Proteção de Ferramentas Inadequadas e e Transporte Manual Equipamentos sem Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Frio Gases Parasitas Neblinas Fungos Névoas de Peso Protozoários Exigência Postura Inadequada Defeituosas Controle Rígido de Iluminação Produtividade Imposição Inadequada de Eletricidade Ritmos Excessivos . que são os elementos ou substâncias presentes nos diversos ambientes humanos. utensílios. DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES. até os recursos humanos disponíveis.Paulo – 26/07/07 3.

Ferramentas Inadequadas e Defeituosas. praticamente junto com as Normas Regulamentadoras – NR. Imposição de Ritmos Excessivos. Controle Rígido de Produtividade. Trabalho em Turno e Noturno. Exigência de Postura Inadequada. Levantamento e Transporte Manual de Peso. Armazenamento Inadequado.58 Calor Vapores Bacilos Trabalho em Probabilidade Incêndio Explosão de Armazenamento Inadequado de ou Turno e Noturno Pressões Anormais Substâncias. vibrações. o SESMT é um setor existente em algumas . substâncias tais como cimento e cal. c) Riscos Ergonômicos: Esforço Físico Intenso. Eletricidade. Compostos ou Produtos Químicos em geral Umidade Monotonia Jornadas Trabalho Prolongadas e Animais Repetitividade Peçonhentos Outras situações Outras situações causadoras psíquico de de riscos que stress físico e/ou poderão contribuir para a ocorrência de acidentes Os riscos de acidentes são conhecidos também como riscos mecânicos. Na indústria da construção. os principais agentes de riscos existentes no ambiente de trabalho são: a) Riscos Físicos: ruídos. calor.ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS (SESMT E CIPA) Criado na década de 70. d) Riscos de Acidentes: Arranjo Físico Inadequado. Máquinas e Equipamentos sem Proteção.0 . b) Riscos Químicos: poeiras. 4.

matéria prima. não concordam que o SESMT reduziu o número de acidentes. 10 de 06 de abril de 2000. Assim é que a Norma Regulamentadora NR-4 está em fase de revisão. Acredita ele. O grau de risco. Existiriam agora três tipos de SESMT: . como conseqüência. Os SESMT são normalizados através da Norma Regulamentadora NR-4.59 empresas. passaram a tê-lo. pois muitas empresas que não tinham seu SESMT. conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. dependendo do seu grau de risco e o número de empregados. as alterações para consulta prévia. Técnico de Segurança do Trabalho. diminuiu consideravelmente o número de acidentes do trabalho. como o Eng. ou seja. E. Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho desempenham um papel relevante na Prevenção dos Acidentes e Doenças do Trabalho. os profissionais pertencentes aos SESMT: Médico do Trabalho. por exigência legal. Os profissionais que já trabalhavam em algumas empresas na área de segurança do trabalho passaram a ser reconhecidos oficialmente.SESMT para “Sistema Integrado de Prevenção de Riscos do Trabalho – SPRT”. Engenheiro de Segurança do Trabalho. Sérgio Latance Júnior. o Ministério do Trabalho e Emprego publicou. que vai de 1 a 4. Alguns profissionais de segurança. continuaria regulamentando sobre SESMT. A primeira mudança seria no nome da NR-4 que passaria de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . No entanto. através da Portaria No. que o SESMT tratou as normas de forma legalista. esquecendo a melhoria das condições de trabalho do ponto de vista produtivo. conforme Quadro II constante na NR-4. consta do Quadro I da NR-4 e é função da atividade da empresa. A sua obrigatoriedade nas empresas é função do número de empregados da empresa e do seu grau de risco. E. organização do trabalho e programas de melhoria contínua. hoje. É considerado um “divisor de águas” nas atividades destinadas à segurança e saúde do trabalho.

Em 1987 foram constituídas mais 10 CIPA’s. A Norma Regulamentadora NR-5 é quem normatiza a constituição. dependendo do número de funcionários e do grupamento de atividade econômica a qual pertence.60 • SESMT Próprio – continua sendo contratação obrigatória de de determinadas empresas. credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego . de acordo com a sua Classificação Nacional de Atividade Econômica.MTE. poderiam formar um SESMT multiempresa. entre CIPA e SESMT é que a CIPA é composta por funcionários da empresa que realizam atividades diversas das atividades de segurança e saúde no trabalho e enquanto que os componentes do SESMT são também funcionários da empresa. dependendo das situações • previstas na NR-4. A NR-5 já foi revista por seis vezes. embora outras empresas fossem obrigadas a tê-las. A primeira CIPA de Sobral foi constituída em 27 de março de 1978 na COSMAC. voltando a serem constituídas somente em 1993. SESMT Externo – empresas que não sejam obrigadas um manter um SESMT próprio deveriam contratar uma entidade jurídica prestadora de serviços na área de segurança e saúde no trabalho. uma empresa de cerâmica que fabrica tijolos e telhas. está descrito na NR – 5 (Norma Regulamentadora Nr. dependendo da situação prevista na NR-4. a formação e o funcionamento da CIPA. Sobral continuou com apenas uma empresa a possuir CIPA. Algumas empresas são obrigadas a formar esta comissão. • SESMT Coletivo – determinado grupo de empresas. sendo que a última foi em 1999. dependendo do grau de risco e número de funcionários. Quanto à CIPA. dentre outras. esta foi criada em 1944 e realiza papel importante até hoje. . A relação de classes a qual pertence cada empresa. A diferença. por falta de fiscalização e uma consciência prevencionista não as constituíam. 5). Até 1986. No entanto. mas cujas atividades são exclusivamente voltadas para a segurança e saúde no trabalho.

a partir de 1978. Sobral conta com 52 CIPA’s. quando se intensificou a fiscalização. o Engenheiro Agrônomo Francisco José Ponte Albuquerque. CIPA 0 0 0 0 0 0 16 Gráfico 1 – No. Vejamos a evolução: Tabela 1 – Número de CIPA constituídas em Sobral. pois 17 foram desativadas por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. houve um grande aumento nos CIPA’s. CIPA CONSTITUÍDAS POR ANO EM SOBRAL. O crescente número de CIPA’s em Sobral a partir de 1997 deve-se ao maior rigor na fiscalização e exigência do cumprimento da legislação.61 Em 1997. . Número de CIPA por ano 25 Nº de CIPA 20 15 10 5 0 1978 1 0 1979 0 1980 0 1981 0 1982 0 1983 0 1984 0 1985 0 1987 1986 10 2 1993 3 0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 3 22 16 9 3 0 1988 0 1989 0 1990 0 1991 0 1992 Ano Em junho de 2000. ANO No. CIPA ANO No. a chefia do Setor de Inspeção do Trabalho da Sub – Delegacia do trabalho de Sobral. CIPA 1978 1 1979 0 1981 0 1982 0 1984 0 1985 0 1987 10 1988 0 1990 0 1991 0 1993 2 1994 3 1996 3 1997 22 1999 9 2000 3 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral ANO 1980 1983 1986 1989 1992 1995 1998 No. em 1997. fato este ocorrido quando assume.

a partir de 1991. Isto deve-se ao fato de que os acidentes/doenças passaram a ser registrados devido a uma maior rigor na fiscalização do cumprimento das normas de segurança e prevenção de acidentes.62 Os SESMT’s das empresas de Sobral só vieram a ser cosntituídos a partir de 1997 quando foram criados 6 (seis) SESMT. Mas a partir de 1998 está com tendência de queda. cresceu a partir de 1997. o número de acidentes ocorridos ano a ano. mostrando que há um trabalho dos profissionais no sentido de reduzir esses números. em Sobral. pois 5 (cinco) foram desativados por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. foram: Tabela 3 – Número de Acidentes Ocorridos em Sobral ANO 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 NºAC IDEN 139 144 101 130 162 105 207 286 183 56 TES FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral Obs. O número de acidentes do trabalho registrados em Sobral. Vejamos a evolução: Tabela 2 – Número de SESMT constituídos a partir de 1997 ANO 1997 1998 Nº de SESMT 6 2 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral 1999 7 2000 2 Em junho de 2000. exatamente quando do aumento da fiscalização que propiciou a criação das CIPA’s e SESMT’s em Sobral.: Os dados referente ao ano de 2000 se referem até junho/2000. Sobral possui 12 SESMT. Até então não havia nenhum SESMT. . Conforme levantamento feito junto à Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) O Equipamento de Proteção Individual . o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. EPI adequado ao risco. gincanas. Palestras.EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. Portanto. já que colabora no processo aumentando a produtividade e minimizando os efeitos e perdas em função da melhoria no ambiente de trabalho. recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.0 . 5. gratuitamente.SESMT. cabe ao encarregado.CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis.63 A partir de 1993. etc são realizados com a intenção de divulgar e alertar as pessoas para trabalaho. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado. nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. em perfeito estado de conservação e funcionamento. a necessidade de prevenção dos acidentes e doenças no . ruas. recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador. propagandas em rádio. destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.EPI é todo dispositivo ou produto. de uso individual utilizado pelo trabalhador. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA.NR-6. e c) para atender a situações de emergência. em Sobral é criada a ACISPAT – Aliança das CIPA’s na Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho. a preferência pela utilização deste é maior em relação à utilização do EPI. ou seja. Trata-se de um evento anual realizado durante uma semana em que se reúnem todas as CIPA’s das empresas localizadas nos municípios sob a jurisdição da Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. Os equipamentos de proteção coletiva . eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 . Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades. panfletagem. a empresa é obrigada a fornecer aos empregados.

cabe ao empregador as seguintes obrigações: • adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. capas e jaquetas. • Proteção da cabeça: capacetes. Neste caso. • Proteção de pernas e pés: sapatos. PROTEÇÃO DO TRABALHADOR E REDUÇÃO DE CUSTOS AO EMPREGADOR Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador. • Proteção para o cabelo: boné. guarda e conservação. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR Dentre as atribuições exigidas pela NR-6. além . expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. O equipamento de proteção individual. • responsabilizar-se pela guarda e conservação. • Proteção para o tronco: aventais. já que com a utilização adequada do equipamento. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído. A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional. está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. • Proteção visual e facial: óculos e viseiras. • exigir seu uso. tais como: • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares. • substituir imediatamente o EPI. podem também proporcionam a redução de custos ao empregador. É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído. será eliminado. gorro e rede. • responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. e • cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal. visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.64 Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger. de fabricação nacional ou importado. 20% ou 40%. podendo ser de 10%. • comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso. • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões. botas e botinas. • Proteção respiratória: máscaras e filtro. por exemplo.CA. a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau enquadrado. capuz. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: • utilizar o EPI apensas para a finalidade a que se destina. nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado. • orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. quando danificado ou extraviado. • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes. • fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão. e • comunicar o MTE qualquer irregularidade observada. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação .

2 – Paredes revestidas de argamassa baritada para proteção radiológica. protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. Também faz parte da NR-18 as medidas de proteção coletivas contra quedas de materiais e ferramentas sobre o trabalhador. Sem CA. marca Barimassa. Em locais onde isso não for possível. tipo avental de chumbo. guarda-corpo e outras) são obrigatórias e prioritárias. fabricante KONEX. Exemplos de EPC: 1 . O exaustor é um exemplo de EPC.0 . O ambiente de trabalho deve garantir a saúde e a segurança do trabalhador através de proteções coletivas. evitando acidentes. 3 – Ar condicionado. O equipamento de proteção coletiva serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) Os equipamentos de proteção coletivas (EPC) são aparelhos usados no saneamento do meio-ambiente. o trabalhador deve usar cinto de segurança do tipo pára-quedista. 5 – Corrimãos 6 – Guarda-corpos 7 – Exaustores 8 – Ventiladores 9 – Detectores de gás óxido de etileno 10 – Lava-olhos e chuveiro de emergência (Central de Óxido de Etileno) 11 – Portas revestidas de chumbo. 12 – Lavatório com torneira com acionamento com os braços (Centro Cirúrgico) 13 – Biombos revestidos com chumbo para proteção contra radiação . 6. 4 – Extintores de incêndio.Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa.65 de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI. As medidas de proteção coletivas contra quedas de altura (como bandejas. fabricante Osmed Produtos Radiológicos Ltda. ABNT NBR IEC 61313/2004 (Tomografia).

fabricante N. no art.. sem CA.5 mm/Pb. marca MAVIG. 16 . de Proteção Ind. (Radiologia). Martins Proteções Radiológicas. 0. sabão. marca MAVIG.0 litros.5 mm/Pb. fabricante Personal do Brasil Equip. capacidade útil 10. 18 – Protetor da tireóide contra riscos de origem radioativa. composto de: luvas de procedimento. CRF 025.0 . tipo avental de chumbo. 21 – Capela de exaustão para manipulação de Quimioterápicos com cortina de ar. capacidade total 13. Ltda. ref. proteção respiratória. 0. fabricante N. (Radiologia).66 14 – Coletor de Material Perfurocortante Safe Pack. em papelão. compressas absorventes. 22 – Dispositivos de Pipetagem tipo pêra de borracha 23 – Filtro para impedir passagem de óxido de etileno 24 – “Kit” para limpeza em caso de derramamento de quimioterápicos.0 litros. 25 – Sinalização de Segurança 26 – Coifa 27 – Fita de Demarcação 28 – Telas de Proteção 29 – Pisos Antiderrapantes 30 – Para – Raios 31 – Carrinho de transporte para material contaminado 32 – Pia para lavagem de mãos 33 – Cones de sinalização de obstáculos 7. a Periculosidade e a Penosidade estão previstas na Constituição Federal.5 mm/Pb. (Radiologia). Martins Proteções Radiológicas. 19 – Protetor da genitália contra riscos de origem radioativa.Cadeiras ergonômicas. própria para descarte de material perfuro cortante. tamanho 100x60. CA 4895 (Central de Óxido de Etileno). 0.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES INSALUBRIDADE e PERICULOSIDADE A Insalubridade. marca MAVIG. 17 – Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa.: . fabricante N. 20 – Capela de exaustão para Histologia – Laboratório de Anatomopatologia. avental impermeável. 7º.Macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos. recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição do procedimento. caixa tipo descartex. sem CA. proteção ocular. 15 . sem CA. Martins Proteções Radiológicas.

exponham os empregados a agentes noviços à saúde. INSALUBRIDADE Art. Não há lei regulamentando as atividades penosas. através de Norma Regulamentadora .67 “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Porém a observância somente é obrigatória para empresas privadas ou públicas que possuam empregados regidos pela CLT (carteira assinada).” O Art. na forma da lei. regulamentando. conforme NR-1 – Disposições Gerais. XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE regulamentou as atividades insalubres e perigosas. o MTE emitiu a Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” São consideradas atividades e operações insalubres as que se desenvolvem: Acima dos Limites de Tolerância: . condições e métodos de trabalho. somente atividades insalubres e perigosas foram regulamentadas.. 190 da CLT delega ao Ministério do Trabalho a aprovação das atividades e operações insalubres e a adoção de normas regulamentadoras. na forma da lei. insalubres ou perigosas. Em razão disso. 189 – CLT: “São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. por sua natureza.” No entanto.NR.. como fica? Somente terão direito se houver lei específica. até agora. E os funcionários das empresas públicas que são regidos pelo Estatuto do Servidor Público. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.

14 – Agentes Biológicos Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho... 7 – Radiações não ionizantes.............. 10 – Umidade...... 5 – Radiações Ionizantes Anexo No...... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas......................... constantes no Anexo No...............10% Anexo No.............................................. 8 – Vibrações.................. 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente....... 8... 3 – Calor... 9 – Frio....... 3 – Calor...... 13 – Agentes Químicos.................10% Anexo No............... 2 – Ruído de Impacto................................. 5 – Radiações Ionizantes..................20% Anexo No........................................10%.. ultravioletas e laser) Anexo No.. 9 – Frio (só câmaras frigoríficas ou similares) Anexo No...... 2 – Ruído de Impacto...... 8 – Vibrações.270 / 91) – incide sobre o vencimento do cargo efetivo..........10%.................... ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Empregados – CLT (Ver NR-15) .......... 10 – Umidade Obs..............................20% Anexo No............................................................. 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas....... 12 – Poeiras Minerais Nas atividades mencionadas no Anexo No...............................................20% Anexo No...................10% Anexo No... 8 – Vibrações Anexo No...........................................20% Anexo No................ 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente.................... 20% e 40% Anexo No.............20% Anexo No.......incide sobre um salário mínimo Anexo No.......... 12 – Poeiras Minerais.........10% Anexo No...... 4 – Iluminação foi revogado....................20% Anexo No.........................40% Anexo No. 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas Anexo No.................. 14 – Agentes Biológicos.................. 12 da Lei No.................................20% e 40% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Federal (Ver art. 13 – Agentes Químicos Anexo No.......... 3 – Calor Anexo No............................ 7 – Radiações não ionizantes (microondas...................... 5 – Radiações Ionizantes.... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente Anexo No.................... Anexo No........20% Anexo No..20% Anexo No........40% Anexo No...............20% Anexo No..10% .... 11 – Agentes Químicos Anexo No............... 11 – Agentes Químicos...... 20% e 40% Anexo No....... 7 – Radiações não ionizantes.....68 Anexo No...40% Anexo No. 2 – Ruído de Impacto Anexo No.....: Anexo No..

. 13 – Agentes Químicos............ 038/92 ( Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral): .......5%.............. 11 – Agentes Químicos........ 74 – Na concessão dos adicionais de penosidade..... e incidirão sobre o vencimento básico do servidor........... Diz que os adicionais de insalubridade e periculosidade são devidos nos termos... ................ ..... 9 – Frio................ 72 .......... 14 – Agentes Biológicos.......5%............................................... porém incidentes sobre o vencimento básico do servidor........... regulamentando.. condições e limites fixados nas normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral... A legislação municipal que regulamenta as situações específicas é a Lei No............. 697 / 2006 diz que os servidores terão direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade nas mesmas condições dos trabalhadores em geral................ 10 – Umidade. 697 de 30 de junho de 2006.... No caso do Município de Sobral....... Em resumo: a Lei Municipal No. PERICULOSIDADE .... existe a Lei No..69 Anexo No........ Art...............................10% e 20% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Estadual e Municipal – depende da existência de lei específica de cada Estado e de cada Município....... 10% e 20% Anexo No.. SUBSEÇÃO IV Dos Adicionais de \insalubridade Periculosidade ou Penosidade Art... 10% e 20% Anexo No.. 12 – Poeiras Minerais.10% Anexo No....10% Anexo No...20% Anexo No....Os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo..... insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal...........

. VOLTANDO À INSALUBRIDADE NR -15 – Anexo No. diz que o salário mínimo dos profissionais será de 2 (dois) salários mínimos.. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho.. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Para atividades que envolvem Explosivos e Inflamáveis e Radiações Ionizantes = 30% incidente sobre o salário.. 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente .) Art. o "Quadro de Atividades e Operações Perigosas". 193 – CLT: “São consideradas atividades ou operações perigosas. Adicional de Periculosidade = 30% incidente sobre o salário.1985.. Art. sem os acréscimos resultantes de gratificações. Publicada no DOU de 07/04/2003 Art. 2º O trabalho. Observação Importante: Exclusivamente para Operadores de Raios X. PORTARIA Nº 518. Para atividades envolvendo eletricidade = 30% sobre o salário que perceber.) Energia Elétrica – Lei No... prêmios ou participação nos lucros da empresa.. incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade. 3ª.369/85.) Radiação Ionizante – No. de 4 de abril de 2003.. 5 da NR – 15 ficou sem uso para o caso de atividades e operações com Raios X. de 29.. 93.. aquelas que.10. 7.. radiações ionizantes ou substâncias radioativas.70 A legislação brasileira confere o direito ao adicional de periculosidade nas seguintes situações: 1ª.se refere o artigo 1º. prêmios ou participações nos lucros da empresa.CNEN. sem os acréscimos resultantes de gratificações.. regulamentada pelo Decreto No. 2ª..412/86.O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. a Lei 7. aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear ..” NR – 16 : “Atividades e Operações Perigosas” regulamenta as atividades envolvendo inflamáveis e explosivos. por sua natureza ou métodos de trabalho. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. 1º Adotar .394. o Anexo No. prêmios ou participação nos lucros da empresa. assegura ao empregado o adicional de periculosidade de que trata o § 1º do art.. § 1º . 193 da Consolidação das Leis do Trabalho Art. 193 -. Então..

deve ser considerado o efeito combinado. se não houver proteção.+ ----------. a exposição estará acima do Limite de Tolerância C1 C2 C3 Cn DOSE = ----------. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade.+ ----------T1 T2 T3 Tn C = tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de pressão específico T = máxima exposição diária permissível (Limite de Tolerância) a este nível específico Exemplo 1: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 5 horas e a 90 dB(A) durante 3 horas. Nível de Ruído dB(A) (Nível de Pressão Sonora) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Máxima Exposição Diária Permissível (Limite de Tolerância) 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Se na jornada ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a níveis diferentes. Calcule a dose.+ -----------.71 Ruído contínuo ou intermitente – é que não é de impacto. de tal forma que se a DOSE > 1 (um). .

5 + 0. então. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – (IBUTG) definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar IBUTG = 0. 2 – Limites de Tolerância para Ruído de Impacto Ruído de Impacto é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo. sem não houver proteção.375 8 4 Portanto. Limite de Tolerância = 130 dB (LINEAR) ou 120 dB (C) NR -15 – Anexo No. em cada nível de pressão sonora esteja dentro da máxima exposição diária permissível.+ ----------. que o instrumento correto para medir ruído é o dosímetro e não o decibelímetro.15 + 0 = 0. Exemplo 2: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 4 horas.= 0. a intervalos superiores a 1 (um) segundo.+ ----------.3 tg Ambientes externos com carga solar IBUTG = 0.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo . Não tem direito ao Adicional de Insalubridade.7 tbn + 0.72 Solução: 5 3 DOSE = ----------.75 = 1. a 86 dB(A) durante 1 hora e a 80 dB(A) durante 3 horas. individualmente. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade. Solução: 4 1 3 DOSE = ----------. Concluímos.625 + 0.1 tbs + 0.7 tbn + 0. embora que. Tem direito ao Adicional de Insalubridade.= 0. NR -15 – Anexo No. Calcule a dose. acima do Limite de Tolerância. 3 – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor 1.+ ----------. abaixo do Limite de Tolerância. 65 8 7 infinito Portanto.

5 30.7 a 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 31. 3.7 26. 1 Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo TIPO DE ATIVIDADE Leve Moderada até 26. A determinação do tipo de atividade (Leve.1 a 29. 2.5 a 31.0 30. anexo No.0 25.4 31.5 a 15 minutos trabalho 45 minutos descanso 32.1 Acima de 31. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. à altura da região do corpo mais atingida. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso) 1. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.0 Acima de 30 até 30.0 28. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro No. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.0 a 30. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.0 a 27. ambiente termicamente mais ameno. Moderada ou Pesada) é feita consultandose o Quadro 3 da Norma Regulamentadora NR-15. 2 Quadro No. considera-se como local de descanso.8 a 28.1 a 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30. 3.9 26.2 2. Em função do índice obtido. Limites de Tolerância para exposição ao calor.2 Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas Acima de adequadas de controle 32. Limites de Tolerância para exposição ao calor.6 30.1 a 25.1 Pesada até 25. Para os fins deste item. 1. 2 M (kcal/h) 175 200 Máximo IBUTG (oC) 30.73 tbs = temperatura de bulbo seco 2.9 28. 3.4 29.0 . o regime de trabalho intermitente será definido no QUADRO 1 Quadro No.

Tt e Td = como anteriormente definidos. 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE TIPO DE ATIVIDADE SENTADO EM REPOUSO TRABALHO LEVE Kcal/h 100 . determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd —————————— 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho.taxa de metabolismo no local de descanso. em que se permanece no local de trabalho.5 26.soma dos tempos. Quadro No. Tt .soma dos tempos. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. em que se permanece no local de descanso.74 250 300 350 400 450 500 28.5 26.taxa de metabolismo no local de trabalho.5 25. Md .0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. Td .5 27.0 25. 4. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. determinada pela seguinte fórmula: Mt x Tt + Md x Td M = ————————— 60 Sendo: Mt . _____ IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora. 3. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro n º 3. em minutos. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. em minutos.

ultravioletas e laser. NR -15 – Anexo No. TRABALHO MODERADO Sentado.1 oC e tg = 29. trabalho leve. trabalho leve.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. com alguma movimentação. 4 – Limites de Tolerância para Iluminação (Revogado) NR -15 – Anexo No.75 Sentado. Em movimento. retirando elétron. Os danos ao DNA são os mais importantes e podem levar ao mal funcionamento ou morte da célula. trabalho moderado.3 x 29. trabalho moderado de levantar ou empurrar. O órgão que se deve ter mais cuidado.2 oC.43 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo. Os Limites de Tolerância são os especificados na Norma CNEN-NE-3. 5 – Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes Transforma átomo em íon. neste caso.01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção” da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN NR -15 – Anexo No. Solução: IBUTG = 0. De pé.2 + 0. Trabalho fatigante. tem direito ao Adicional de Insalubridade. onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica. De pé.2 x 29.: dirigir). Sentado. atividade moderada) = até 26. ambiente externo com carga solar. atividade moderada) = até 26. 7 – Radiações Não Ionizantes Para efeito desta norma são radiações não ionizantes: microondas. Exemplo2: para o mesmo caso acima.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. Somente vai aquecer. em máquina ou bancada. NR -15 – Anexo No. em máquina ou bancada. TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar.1 + 0.9 oC. trabalho moderado de levantar. com alguma movimentação. porém ambiente externo sem carga solar.7 x 26. De pé. Trabalhos submersos. tem direito ao Adicional de Insalubridade. movimentos com braços e pernas (ex. movimentos vigorosos com braços e pernas. Para uma atividade com regime de trabalho contínuo. principalmente com os braços.2 + 0.7 x 26.: datilografia).1 x 31. Solução: IBUTG = 0.9 = 27.: remoção com pá). tbs = 31.9 = 27. 6 – Trabalhos sob Condições Hiperbáricas Trabalhos sob ar comprimido. 125 150 150 180 175 220 300 440 550 Exemplo1: se as medições realizadas foram tbn = 26. movimentos com braços e tronco (ex.proveniente do calor radiante de usinas siderúrgicas . em máquina ou bancada. Exemplos de atividades: .31 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo. empurrar ou arrastar pesos (ex. é o cristalino do olho humano. atividade em movimento.

Chumbo. Limites de Tolerância da Organização Internacional para a Normalização – ISSO em suas normas ISO2631 e ISSO/DIS 5349. 12 – Limites de Tolerância para Poeiras Minerais ASBESTO. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. Silicatos. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.bico do avião. Operações Diversas. mas não é considerado insalubre. Fósforo. Cromo. NR -15 – Anexo No. UHF = Ultra High Frequency (microondas). NR -15 – Anexo No. NR -15 – Anexo No. 14 – Agentes Biológicas Relação das atividades que envolvem agentes biológicos.76 . NR -15 – Anexo No. Mercúrio. MANGANÊS e SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA. cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa.: Campo eletromagnético é não ionizante. . 13 – Agentes Químicos Arsênico. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.antenas. 9 – Frio As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. que exponham os trabalhadores ao frio. 8 – Vibrações È a energia mecânica que não se dissipa em forma de ruído. Hidrocarbonetos e outros Compostos de Carbono. NR -15 – Anexo No. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro no 1 deste Anexo. 11 – Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho. NR -15 – Anexo No. VHF = Very High Frequency. Carvão Mineral. . Deve-se ficar atrás da antena. Substâncias Cancerígenas. Obs. ou em locais que apresentem condições similares. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos. Insalubridade de grau máximo . pois possui radar. Benzeno. com umidade excessiva. 10 – Umidade As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados.operação com solda com arco aberto (ultravioleta). NR -15 – Anexo No. sem a proteção adequada.

bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. em contato permanente com: . .contato em laboratórios. Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes.pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. enfermarias. . 20 ou 25 anos de contribuição. Insalubridade e Periculosidade estão inseridos dentro do ramo do Direito Trabalhista. . postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes.gabinetes de autópsias. . vísceras.lixo urbano (coleta e industrialização). Atualmente somente as atividades relacionadas no Anexo IV do Decreto 3.cemitérios (exumação de corpos). . . ambulatórios.hospitais. vacinas e outros produtos. em: .hospitais.resíduos de animais deteriorados. animais ou com material infectocontagiante.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). Acreditam que o fato de estarem recebendo adicional de insalubridade ou mesmo de periculosidade lhes garante o direito à aposentadoria especial. benefício da Previdência Social que têm direito alguns trabalhadores a se aposentarem com 15. ossos.estábulos e cavalariças. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). tuberculose). .carnes.048 / 99 têm direito à aposentadoria especial.77 Trabalho ou operações. Muitas pessoas confundem insalubridade com aposentadoria especial. APOSENTADORIA ESPECIAL Aposentadoria Especial é um tipo de aposentadoria.esgotos (galerias e tanques). glândulas. . de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). não previamente esterilizados). serviços de emergência. . não previamente esterilizados. couros. bem como objetos de seu uso. sangue. brucelose. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. ambulatórios. com animais destinados ao preparo de soro. . .

Atividades e operações que têm direito ao Adicional de Insalubridade.º 8. Na concessão dos adicionais de atividades penosas.atividades e operações com radiações não ionizantes. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. corrige e reestrutura tabelas de vencimentos. 7. nos termos das normas legais e .270. A servidora gestante ou lactante será afastada. insalubres ou perigosos.112. 70. diz no seguinte artigo: Art. 68. Lei Federal N. 12. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso.º 8. nos seguintes artigos: Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade. Art. Art. das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade.INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE A) PARA SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL Lei Federal N. de 17 de dezembro de 1991 que dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. de 11 de dezembro de 1990 – Estatuto dos Servidores Públicos Federais. 69. enquanto durar a gestação e a lactação.1 .atividades e operações com umidade. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. Os servidores civis da União. Parágrafo único. mas não têm direito à aposentadoria especial: . serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. . de insalubridade e de periculosidade. das operações e locais previstos neste artigo.atividades e operações em câmaras frigoríficas ou similares (frio) .78 Enquanto Aposentadoria Especial está inserido dentro do ramo do Direito Previdenciário. e dá outras providências. radioativas ou com risco de vida.

72. que veio com a Lei nº 697 . superiores aos aqui estabelecidos.” No art. dez e vinte por cento. § 2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento. Lei Municipal nº 038/92. § 3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo. Em seu art. serão mantidos a título de vantagem pessoal.dez por cento.cinco. com percentuais diferentes. C) PARA SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SOBRAL Cada município deverá possuir sua legislação própria. médio e máximo. aplicando-se a esses valores os mesmos percentuais de revisão ou antecipação de vencimentos. por exemplo. B) PARA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL Para cada categoria existe um decreto diferente. § 1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco. Os funcionários do SAAE. de 30 de junho de 2006. nominalmente identificada. No caso de Sobral: ● Lei Municipal Nº 038/92. de 15 de dezembro de 1992. conforme Art. 74 diz que “na concessão dos adicionais de penosidade. respectivamente. porém faltava a regulamentação do Art. 74. ● Lei Municipal Nº 697. e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos. para os servidores que permaneçam expostos à situação de trabalho que tenha dado origem à referida vantagem. os funcionários tinham direito ao adicional. dez e vinte por cento. são regidos pelo Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. § 4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal. conforme se dispuser em regulamento. até então. no caso de insalubridade nos graus mínimo. § 5° Os valores referentes a adicionais ou gratificações percebidos sob os mesmos fundamentos deste artigo.” Portanto. no de periculosidade. por tratar-se de servidores públicos municipais. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal.79 regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais: I . 72 diz que “os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. nominalmente identificada. II . de 15 de dezembro de 1992 – Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral.

80 de 30 de junho de 2006 que em seu Art. 1º diz que “os adicionais de insalubridade e de periculosidade, de que trata o art. 72 do Regime Jurídico Único do Município de Sobral (Lei nº 38 de 15 de dezembro de 1992), são devidos aos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE, que vieram a trabalhar, com habitualidade, em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, nos termos, condições e limites fixados nas normas gerias e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral, e incidirão sobre o vencimento básico do servidor.” O adicional de insalubridade será devido ao servidor que trabalhar, com habitualidade, em local insalubre ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, da mesma forma pertinente aos trabalhadores em geral. O percentual correspondente ao adicional de insalubridade incidirá, de acordo com a Lei Municipal nº 697, de 30 de junho de 2006, sobre o vencimento básico do servidor e não sobre o salário mínimo da região. D) PARA EMPREGADOS REGIDOS PELA CLT Conforme a classificação do Ministério do Trabalho e Emprego, constante no Anexo à Portaria No. 25, de 29 de dezembro de 1994, os riscos ocupacionais, estão classificados em riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Porém, vale lembrar, que nem todo risco ocupacional gera adicional de insalubridade e/ou periculosidade. Os trabalhadores em geral são aqueles regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Por isso, as atividades e operações insalubres serão aquelas elencadas na Norma Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), do Ministério do Trabalho e Emprego, de conformidade com o art. 7º, inciso XXII da Constituição Federal de 1998, com os artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT, com a Lei N.º 6.514 de 22/12/1997 do Ministério do Trabalho e com a Portaria N.º 3.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho.

81

A CLT define atividades e operações insalubres nos seguintes artigos: Art. 189: “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.” Art. 190: “O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressores, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.” O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Norma

Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), constante da Portaria No. 3.214, de 08 de junho de 1978, que regulamenta a Lei N o. 6.514, de 22 de dezembro de 1977, em que classifica os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão do adicional de insalubridade, a saber: a) riscos físicos:
- ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 da NR-15 e no item 6 do mesmo Anexo; - ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2 da NR-15; - exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2 do Anexo 3 da NR-15; - radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados no Anexo 5 da NR-15. - condições hiperbáricas, conforme Anexo 6 da NR-15; - radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 7 da NR-15; - vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 8 da NR-15; - frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 9 da NR-15;

82
- umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 10 da NR-15;

b) riscos químicos:
- agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1 do Anexo 11 da NR-15; - poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Anexo 12 da NR-15; - atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada constante no local de trabalho, constantes no Anexo 13 da NR-15;

c) riscos biológicos:
- agentes biológicos, conforme Anexo 14 da NR-15.

Riscos ergonômicos e de acidentes não são considerados insalubres, segundo a legislação, para efeito de concessão do adicional de insalubridade.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

No item 15.2 e subitens 15.2.1; 15.2.2 e 15.2.3 da NR-15, diz que percepção do adicional de insalubridade será de: 40% (quarenta por cento) para insalubridade grau máximo; 20% (vinte por cento) para insalubridade de grau médio; 10% (dez por cento) para insalubridade grau mínimo, incidentes sobre o valor de um salário mínimo.

Anexo 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Atividades ou operações que exponham o trabalhador Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo. Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2. Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2. Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1. (Revogado) Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo. Ar comprimido. Radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no

Percentual 20% 20% 20% 20% 40% 40% 20% 20% 20%

que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. a alteração foi motivada pela edição. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. Na mesma sessão. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do STF veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. 20% e 40% 20% e 40% TST fixa novo critério para o adicional de insalubridade Brasília/DF . em 9 de maio. envolvendo agentes químicos. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. será publicada no Diário da Justiça amanhã (04). consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. a não ser para categorias que. Por maioria de votos. a partir de agora. por analogia.O Tribunal Superior do Trabalho decidiu na quinta-feira. Agentes biológicos. prevista na Súmula nº 191. 26. em sessão do Tribunal Pleno. Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1. por força de lei. assim. realizada na semana passada. A redação anterior da Súmula nº 228 do TST adotava o salário mínimo como base de cálculo. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. assim. Com a modificação. 10 11 12 13 14 20% 10%. tivesse salário profissional ou piso normativo. 20% e 40% 40% 10%. A partir de 9 de maio de 2008. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do tribunal para o adicional de periculosidade. BASE DE CALCULO. Atividades ou operações.83 local de trabalho. o TST adotou. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. ============================================================ Súmula 228: nova redação será publicada amanhã (04) A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. o . da Súmula Vinculante nº 4. pelo Supremo Tribunal Federal. convenção coletiva ou sentença normativa.

A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. HORA EXTRA. prevista na Súmula nº 191. ================================================== ======== Insalubridade . BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. assim. A resolução entra em vigor na data de sua publicação Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho. o TST adotou. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico.Justiça define cálculos . Fonte: TST ============================================== ======= Insalubridade . ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 08/07/08 TST fixa novo critério para adicional de insalubridade O Tribunal Superior do Trabalho decidiu ontem (26). a base de cálculo assentada pela jurisprudência do Tribunal para o adicional de periculosidade. em 9 de maio. nos seguintes termos: 47. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. tivesse salário profissional ou piso normativo. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228.Novos cálculos para o adicional. Na mesma sessão. convenção coletiva ou sentença normativa. A redação anterior da Súmula nº 228 adotava o salário mínimo como base de cálculo. Por maioria de votos.84 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. por analogia. a não ser para categorias que. em sessão do Tribunal Pleno. por força de lei.

A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. salvo se houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. A Súmula do TST permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje (4). isso ainda não é uma realidade". Além disso. considerou o secretário da CNTM. do Tribunal Superior do Trabalho (TST). No entanto. os trabalhadores vinham recebendo. sobre pagamento de adicional de insalubridade. Carlos Cavalcante Lacerda. De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). decidiu o STF. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil. o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).85 09/07/08 Justiça determina que insalubridade seja calculada sobre salário contratual Brasília . . A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos.O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. Pelos seus cálculos. Na última sessão do Tribunal Pleno. em média. o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico. "A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade". "O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade.STF suspende súmula do TST sobre pagamento 20/07/08 Liminar suspende Súmula do TST sobre pagamento de insalubridade Na última terça-feira (15). Mendes suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. o adicional agora será de R$ 400. pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade. Fonte: Agência Brasil Insalubridade . concedeu liminar pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e suspendeu a aplicação de parte da Súmula 228. salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos. ministro Gilmar Mendes. o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra. Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque. entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). R$ 80 pelo adicional de insalubridade.

o ministro Rider de Brito tece considerações sobre o posicionamento adotado na sessão do Tribunal Pleno do dia 26 de junho. fica suspensa a aplicação da Súmula 228 até que o STF julgue o mérito da questão. nos seguintes termos: 47. ministro Rider Nogueira de Brito. segundo informa o TST. inconstitucional o artigo 192 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). exceto quando houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. Fonte: STF TST suspende a aplicação da Súmula 228 Fonte: Última Instância Brasília/DF . A confederação contesta o dispositivo em uma Reclamação (RCL 6266). "a nova redação estabelecida para a Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 4. salvo nos casos previstos na Constituição. Gilmar Mendes aceitou as alegações da CNI e considerou que “a nova redação estabelecida para a Súmula 228 do TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4. o presidente do STF. após conceder liminar que suspendeu a aplicação da Súmula 228. com o objetivo de oferecer subsídios para o julgamento da matéria pelo Supremo. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. Adicional de Insalubridade. o adicional de insalubridade poderia ser calculado sobre o salário básico. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. no dia 15 de julho. o STF editou a Súmula Vinculante nº 4 para impedir a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado. Nas informações fornecidas ao STF. Em seguida. instrumento jurídico próprio para preservar decisões da Suprema Corte e impedir desrespeito às súmulas vinculantes. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”. Em abril. Em termos práticos. salvo se houvesse critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva.86 A CNI alegou que a súmula do TST afronta a Súmula nº 4. que não permite a utilização de salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. . assim. As informações foram solicitadas pelo presidente do STF. determinando que. o TST modificou a Súmula 228. encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) esclarecimentos sobre a Súmula 228 do TST. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. A alteração foi motivada pela edição da Súmula Vinculante 4 do Supremo. Para Gilmar Mendes. na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. Histórico O dispositivo foi publicado no dia 4 de julho e permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. editada pelo STF no início do ano. concedeu a liminar pedida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. O enunciado também impede a substituição da base de cálculo (do salário mínimo) por meio de decisão judicial. a partir da vigência da Súmula Vinculante nº 4. ministro Gilmar Mendes. ministro Gilmar Mendes. em maio deste ano. Veja abaixo a nova redação da Súmula 228: A partir de 9 de maio de 2008. Hora extra. a argumentação "afigura-se plausível". que aprovou a nova redação. Para Mendes. O entendimento foi firmado no julgamento de processo que tratava sobre o pagamento de adicional de insalubridade para policiais militares paulistas. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa". Porém. Base de Cálculo.O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

A partir de 9 de maio de 2008.17/8/2008 Notícias do Tribunal Superior do Trabalho 04/07/2008 Súmula 228: nova redação foi publicada hoje A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. Ao falar sobre o assunto. o trabalhador terá que reivindicá-la por meio de ação na Justiça. salvo critério mais . A Suprema Corte vai atender a questionamentos de federações e grupos de empresas de diversos estados. para ser aplicado. completou. "Elas podem deixar de pagar esse adicional e um monte de outros tributos que vêm em forma de cascata.A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu. Vendrame deu entrevista ao programa Revista Brasil. da Rádio Nacional. a alteração foi motivada pela edição. da Súmula Vinculante nº 4. que envolve entendimento jurídico em torno da Constituição. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. o professor e engenheiro de Segurança do Trabalho. desde que invistam na segurança do trabalhador". Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. que. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. Ele acha mais justa a forma arbitrada pelo TST.87 Fonte: Última Instância . Trata-se de matéria de direito. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. argumentou que dar o adicional com base no salário mínimo "torna o benefício irrisório". ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A polêmica se concentra em dispositivo da Constituição que veda indexação sobre o menor salário do país. pelo Supremo Tribunal Federal (STF). está dependendo de julgamento do mérito da questão. assim. conforme lembrou. o cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário básico do trabalhador. Antônio Carlos Vendrame. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. no dia 26 de junho. Com a modificação. Vendrame entende. Fonte: Agência Brasil . BASE DE CALCULO. período em que foram promovidas alterações em diversas súmulas. para adequar a matéria à Constituição Federal. que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade.30/7/2008 ===================================================================================== Mudança no adicional de insalubridade depende do STF Fonte: Agência Brasil Brasília/DF . A adoção do cálculo sobre o salário básico das categorias e não sobre o salário mínimo vem sendo discutida há vários anos na Justiça. foi publicada hoje (04) no Diário da Justiça. mesmo depois que o STF der uma solução definitiva para a questão e se ficar aprovada a alternativa mais favorável. que julgam a alteração promovida pelo TST inconstitucional. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. realizada na semana passada. pelo Supremo Tribunal Federal. opinando que as empresas têm que pagar esse adicional "como penalidade por não proporcionarem ambiente adequado ao trabalhador". O adicional vinha sendo pago sobre 30% do valor do salário mínimo.

213/91 e com o § 2 o do Art. pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. 57 da Lei 8.br 7. diz que a aposentadoria especial será devida. 57 da Lei 8.213/91. nos seguintes termos: 47. perante o Instituto Nacional do Seguro Social . durante o período mínimo fixado.” .2 . conforme dispuser a lei. A resolução entra em vigor na data de sua publicação.APOSENTADORIA ESPECIAL O art. sem cunho oficial. (61) 3314-4404 imprensa@tst. 57 da Lei 8. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. (Carmem Feijó) Esta matéria tem caráter informativo. BASE DE CÁLCULO. além do tempo de trabalho. durante 15 (quinze). 64 do Decreto 3. físicos.” Também. em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 20 (vinte) ou 25(vinte e cinco) anos. efetiva exposição aos agentes nocivos químicos. De conformidade com o § 3o do Art. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei.gov. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. HORA EXTRA. 64 do Decreto 3. não ocasional nem intermitente.INSS. Permitida a reprodução mediante citação da fonte Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho Tel.048/99: “A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado. do tempo de trabalho permanente. de conformidade com o § 4o do Art.88 vantajoso fixado em instrumento coletivo.213/91 e com o § 1 o do Art. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.048/99: “O segurado deverá comprovar.

constituindo-se de um autêntico histórico laboral do trabalhador junto à empresa. independentemente de comprovação dos riscos em Laudos de Segurança do Trabalho. chumbo. quando do contato direto com pacientes. Policiais. Equipamento de Proteção Individual e se este o protegia de fato. apelando para o direito adquirido e para a inconstitucionalidade da ação regressiva da figura do EPI. o Eletricista. As exercidas em Hospitais. com as trabalhistas. passaram a dar o direito a Aposentadoria Especial. A FIGURA DO EPI A PARTIR DE 14/12/98: E para amarrar de vez as normas previdenciárias. 20 ou 25 anos de trabalho. somente seriam enquadradas como especial. Como exemplo. Ambulatórios. estava ou não efetivamente protegido pelo EPI. períodos anteriores a Dez/98. poeiras minerais. uma vez que muitas empresas sempre informaram a existência do EPI muito antes desta exigência. DIREITO ATÉ 1995 Até 28/04/1995 muitas atividades foram reconhecidas pelo INSS como especiais. Clínicas. Riscos Biológicos e até mesmo atividades tidas como perigosas. Nestes casos. outros produtos químicos. cada ano de exposição era convertido com o devido acréscimo. etc) – Chumbo – Fumos Metálicos de Solda. Respondendo afirmativamente. Os riscos provenientes de Atividades de Risco. o Enfermeiro. quem tem Direito a Aposentadoria Especial? O benefício da Aposentadoria Especial foi instituído na década de 60. gerando aposentadorias aos 15. não ocasional. como Eletricista. passará a se denominar PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. os segurados estão ingressando com ações contra o INSS. somente a exposição a Ruído é que dependia de um Laudo Ambiental de comprovação. nem intermitente e sem a devida proteção. como as exercidas por Eletricistas. tal como ruído. Após abril/95 o INSS alterou o enquadramento: Somente teriam direito. Anterior a 1995. Para a devida comprovação junto ao INSS. com o objetivo de retirar o segurado precocemente da atividade nociva à saúde ou prejudicial a sua integridade física. atenuando ou neutralizando o risco de certos agentes. A grande polêmica é que muitos segurados tiveram cortados ou não considerados. podendo variar de 20% a 40%. Assim. Policial. se o trabalho fosse em Hospitais ou Estabelecimentos de Doenças Infecto Contagiosas e a exposição permanente e não ocasional. a empresa fornecia e ainda fornece OBRIGATORIAMENTE. .89 Afinal de contas. os segurados que estivessem realmente expostos a agentes agressivos. etc. etc. Bombeiros. o direito a especial deixaria de existir. o Torneiro Mecânico. inclusive com informações relativas à saúde ocupacional. o INSS introduziu a obrigatoriedade da empresa em informar se o segurado que por ventura estivesse exposto a um determinado risco. temos o Soldador. não mais seriam contempladas simplesmente pelo risco. pelo simples exercício da função. Resumindo: Precisaria então que a empresa tivesse um Laudo Ambiental com estas informações. a Telefonista. Desta forma. bem como as atividades com a presença de Umidade e Frio. Atualmente ele é chamado de DIRBEN 8030 (Antigo SB 40) e a partir de 01 de Janeiro de 2004. Bombeiro. Postinhos de Saúde. certos agentes agressivos à saúde e reconhecidos pelo INSS. tais como Ruído – Produtos Químicos – Poeiras Agressivas (Sílica. etc. dependendo da atividade. e acima do Limite de Tolerância determinados pela Legislação Trabalhista (NR 15). de forma habitual e permanente. o documento que atesta a exposição. OUTROS CORTES: A partir de 05/03/97 novos cortes foram introduzidos.

e ainda. toda empresa que manteve seus funcionários expostos a riscos nocivos à saúde e vem emitindo o documento que atesta tal condição. esteve e está (dependendo do caso) obrigada a recolher taxas que variam de 6 a 12% sobre a Folha de Pagamento dos funcionários expostos. estaria se expondo a fiscalização e enquadramento do Ministério do Trabalho e do Ministério Público. Encerrando. ou seja. de forma a custear a Aposentadoria Especial. Uma empresa que assim concordasse. Seria inconcebível imaginarmos um funcionário preferindo não usar um determinado EPI e exposto a um agente agressivo à sua saúde. durante toda a Jornada de Trabalho do segurado. além de se obrigar a contribuir com acréscimo em sua Folha de Pagamento. Qualquer que seja a data do requerimento dos benefícios. quem teve direito a aposentadoria especial no passado. Concluímos portanto. somente terão direito a aposentadoria especial. os funcionários estarão mais bem assistidos e protegidos. afim de custear a Aposentadoria Especial dos mesmos. será praticamente impossível obterse um enquadramento. que a partir de agora. CUSTEIO DA APOSENTADORIA ESPECIAL (GFIP): A partir de 1999. exigindo muito mais em termos do cumprimento das normas de segurança. Em assim agindo. teve um acréscimo ao tempo trabalhado. muito bem. que os agentes estejam acima dos Limites de Tolerância. as atividades exercidas deverão ser analisadas da seguinte forma: PERÍODO TRABALHADO ENQUADRAMENTO . a exposição será considerada como intermitente e portanto não dará o enquadramento. para efeito de aposentadoria especial. IMPORTANTE: Se o segurado anterior a 1997 ou 1995 laborou em atividades que por si só já lhe davam o direito a aposentadoria especial. ou seja. pelo menos para empresas idôneas e que valorizam a Segurança e a Saúde de seus trabalhadores. acima e abaixo do Limite de Tolerância. tal como já explicado. para fins de Aposentadoria Especial (DSS 8030 . funcionários que estiverem de fato totalmente desprotegidos. tem garantido o direito e a devida contagem do referido tempo como especial. Se os índices da concentração variarem. junto ao INSS. evitando-se assim exposição aos riscos e consequentemente a preservação da saúde e uma menor incidência de aposentadorias especiais e por invalidez ocupacional. o que convenhamos seria difícil admitir para uma empresa que valorize a segurança. mas para períodos atuais. somente para receber o direito a aposentadoria especial. o PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário.90 CONCLUSÃO: Atualmente e com o novo documento de comprovação. sem proteção individual e coletiva.DIRBEN 8030 ou PPP). as Empresas deverão dar maior atenção a Gestão da Saúde e da Segurança de seus funcionários.

68 do RBPS. de 2002. obrigatoriamente para o agente físico ruído.079. Diante das freqüentes irregularidades cometidas pelo INSS nos processos de concessão de aposentadoria especial. para todos os agentes nocivos. com redação dada pelo Decreto n. ganha a matéria relativa a este benefício interesse cada vez maior entre os próprios segurados que trabalharam sob condições insalubres. Entre os beneficiários da aposentadoria especial encontram-se os engenheiros de . Anexo I do Decreto nº 83.IEPREV . 19 e § 2º do art. de 1999. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. aprovado pelo Decreto nº 2.172.0.831.079.asp?id=68 Vinícius Vieira de Souza .080. que deverão ser confrontados com as De 06/05/99 a 31/12/03 informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art.0 do Anexo ao Decreto nº 53. com redação dada pelo Decreto n. obrigatoriamente para o agente físico ruído. de 1997. para todos os agentes nocivos. Formulário que deverá ser confrontado com as informações A partir de 01/01/2004 relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. aprovado pelo Decreto nº 83. buscando informações que lhes permitam recorrer aos órgãos competentes na consolidação de seus direitos. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.º 4. de 1979. Anexo I do Decreto nº 83.º 4.172. aprovado pelo Decreto nº 2. aprovado pelo Decreto nº 3.048. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. 19 e § 2º do art. de 1979. aprovado pelo Decreto nº 3. de 1964. Código 1. Anexo IV do RBPS.91 Quadro anexo ao Decreto nº 53.0 do Anexo ao Decreto nº 53.Instituto de Estudos Previdenciários.br/palavra_profissional. LTCAT. de 1999.831. 68 do RBPS. para todos os agentes nocivos. de 2002.º 4. Código 1. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. Aposentadoria especial dos engenheiros Site: http://www.0.079. Anexos I e II do RBPS.831.org. de 1964. de 1997. com redação dada pelo Decreto n. De 05/09/60 a 28/04/95 De 29/04/95 a 13/10/96 De 14/10/96 a 05/03/97 De 06/03/97 a 31/12/98 De 01/01/99 a 05/05/99 Anexo IV do RBPS. Anexo IV do RBPS.crea-mt. de 1964. que deverão ser confrontados com as informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. para todos os agentes nocivos. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.080.080. de 1979.048. Formulário: CP/CTPS. Anexo IV do RBPS. 19 e § 2º do art. de 2002. 68 do RBPS.

92 várias especialidades. editou-se o Decreto 63.230/68 que revogou parte da lista das atividades especiais constante daquela norma. As divergências dizem respeito à determinação das atividades e agentes considerados insalubres para fins da contagem do tempo especial.807/60 que instituiu o benefício em questão. devendo. não se podendo falar em retroatividade da Lei.230/68. gerando enorme confusão ao operador do direito previdenciário. uma vez que não necessitavam apresentar os formulários técnicos preenchidos pelos empregadores. uma vez que o Decreto criava presunção absoluta de insalubridade das atividades. A comprovação da atividade especial poderia ser feita através de todo contrato de execução de obras ou prestação de serviços de engenharia formalizado mediante Anotação de Responsabilidade Técinica (ART) junto ao CREA. minas. Nestes casos. metalurgia e eletricistas.831/64. contendo a norma que rege a matéria diversas sutilezas em relação a cada uma das modalidades desta profissão. ou em direito adquirido em matéria previdenciária. Com apenas dois meses de vigência do Decreto 63. mesmo os engenheiros que trabalhavam em escritórios poderiam beneficiar-se com a redução no tempo de contribuição. A presunção mostrava-se. ser aplicada a norma vigente em cada período trabalhado. Regulamentando a Lei 3. extremamente conveniente para os engenheiros que trabalhavam como profissionais autônomos. inexigível qualquer comprovação de efetiva exposição. prevê a legislação previdenciária redução no tempo de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço ou contribuição. ainda. Em 10 de setembro de 1968. Visando compensar os efeitos danosos à saúde do trabalhador que laborou exposto a condições insalubres. em 08/11/1968 foi . contudo. elencando em seu rol as especialidades de engenharia de construção civil. A dificuldade na aplicação das normas que cuidam da aposentadoria especial é acentuada pelas inúmeras alterações sofridas. quatro anos apenas da entrada em vigor do Decreto 53. Neste sentido. excluindo de seu rol a atividade dos engenheiros de construção civil e eletricista. tanto em nível legal como infralegal.831/64 classificou inicialmente as atividades e agentes considerados insalubres. o Decreto 53. para tais profissões.

reiterando o direito dos engenheiros eletricistas e de civis.213/91.032/95 constitui. 57 da Lei 8. exigindo.831/64. ainda. em brecha da lei que permitiu aos engenheiros das duas modalidades contarem seu tempo de serviço como especial mediante a simples comprovação de exercício de sua atividade. colocando novamente em vigor a totalidade do rol do Decreto 53. não ocasional nem intermitente” às condições especiais (§ 3º. sutileza que “driblou” a intenção do legislador de excluir a presunção de insalubridade em favor dos trabalhadores de qualquer grupo profissional. manteve a aplicação do Decreto já em vigor.831/64. permanecia em vigor a Lei 5.527/68 de 08/11/1968 que ressalvou o direito dos engenheiros eletricistas e de construção civil à aludida presunção. Ao substituir a expressão “conforme categoria profissional” por “conforme dispuser a lei”. dispondo sobre a matéria. 57 da Lei 8. 57 da Lei 8.213/91. .080/79. Apenas em 28/04/1995. não se exigiu que uma lei posterior específica criasse novo rol de profissões insalubres. não tendo sido editada nenhuma nova lei regulamentando o art. O detalhe da Lei 9.93 editada a Lei 5. levando a entender que.). A nova redação do art.527/68. não mais parecendo aceitar qualquer tipo de presunção neste sentido. contudo. 53. Lei 8.032/95 visava a concessão da aposentadoria especial apenas para os segurados que comprovassem sua exposição efetiva aos agentes insalubres. regulamentando o novo diploma previdenciário. através da Lei 9.213/91 a expressão “conforme atividade profissional”. trouxe. assim. Em 1992. mesmo após a entrada em vigor deste diploma. restando por beneficiar os engenheiros eletricistas e da construção civil. substituindo-a por “conforme dispuser a lei”.213/91. foi suprimida da redação do art. não necessitando comprovar a exposição às condições especiais. revestindo novamente de presunção absoluta a insalubridade das atividades profissionais compreendidas no antigo Decreto.032/95. determinando sua aplicação concomitantemente com o Decreto 83. restando intocado o direito dos engenheiros à presunção absoluta de insalubridade de sua atividade. A substancial alteração introduzida pela Lei 9. foi editado o Decreto 611/92 que. comprovação pelo segurado de sua exposição em caráter “permanente.

não ocasionalidade nem intermitência” da exposição. constatando as condições especiais da atividade. de 03/05/2001. diante de liminar concedida em Ação Civil Pública julgada pela 4ª Vara Previdenciária de Porto Alegre – RS.527/68. de 11/10/1996. não mais valem quaisquer tipos de presunções. devendo os segurados atenderem às exigências das normas previdenciárias para sua comprovação. reeditada até a de número 1. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. Importante ressaltar.94 Tal discrepância somente foi corrigida pela Medida Provisória 1. já tendo inclusive sólida jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.213/91. os engenheiros de minas.523-14 e convertida na Lei 8. Tendo o direito pátrio excluído o direito à contagem especial do tempo de contribuição sem a comprovação da efetiva exposição às condições insalubres. sob pena de desconsideração do formulário. exigência que . O entendimento acima suplantado já possui assento em nossos Tribunais. diante da ausência de informações sobre o mesmo.523/96 passou a exigir. a comprovação através de laudo pericial expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. no que tange ao preenchimento dos documentos. introduziu-se o § 4º no art.523-13. Enquanto os engenheiros eletricistas e civis possuem a presunção de insalubridade de sua atividade até 11/10/1996.032/95 de constarem dos formulários a informação de “permanência. conforme se vê do julgamento do Recurso Especial de nº 296562/RN. criando enorme alvoroço entre o empresariado. de 23/10/1997.523/96. que revogou expressamente a Lei 5. inclusive. bem como conferiu novamente ao Poder Executivo a competência para definir o rol dos agentes nocivos. data da entrada em vigor da Lei 9. A alteração introduzida pela referida Medida Provisória 1. metalurgia e químicos gozam da presunção apenas até 28/04/1995. convertida na Lei 8. direito já reconhecido. Até a entrada em vigor da Medida Provisória 1. Pela Medida Provisória 1. 58 da Lei 8.528/97. a comprovação poderia se dar mediante a simples apresentação dos formulários técnicos do INSS devidamente preenchidos pelos empregadores. a exigência introduzida pela Lei 9.523.032/95. além do formulário técnico. aqui.528/97. pela Instrução Normativa nº 49 do INSS. de 11/10/1996.

importante salientar que não possuem as Instruções Normativas o condão de inovar no Ordenamento Jurídico. A escusa da norma do INSS de que o direito não é devido aos contribuintes individuais por impossibilidade de prova é. por exemplo. conforme mencionado acima. podendo a comprovação ser processada mediante Justificação . através de justificação administrativa e judicial. instituído por esta como o formulário padrão para a comprovação da atividade especial desempenhada pelos segurados. Neste aspecto. como. introduziu-se. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. conforme inicialmente aludido. na impossibilidade de emissão do PPP ou formulário DIRBEN 8030. Já no que tange aos períodos posteriores a estas datas. e até 28/04/1995 para os engenheiros de minas. basta a apresentação dos contratos de serviços de engenharia formalizados pelas ARTs. Através da Lei 8. bem como mediante de fiscalização do Órgão competente. Deve-se observar.528/97. têm considerado as Instruções Normativas 78/02 e 84/02 que o trabalhador sem vínculo empregatício não pode ter sua atividade enquadrada como especial. sem qualquer objeção pelo Órgão administrativo. criando enorme alvoroço entre o empresariado. Sobre este aspecto. Relativamente à comprovação pelo trabalhador autônomo. que o enquadramento da atividade especial obedecerá à sistemática legal vigente no período laborado.213/91. fica este dispensado. de metalurgia e químicos. ilegal. assim. não podendo o INSS aplicar as exigências atuais para os períodos pretéritos.95 anteriormente somente existia em relação os agentes nocivos ruído e calor. não havendo qualquer restrição ao direito destes segurados na legislação previdenciária. o PPP somente foi aprovado pela Instrução Normativa nº 78. para os engenheiros civil e eletricistas. por exemplo. Carente de regulamentação. de 16/07/2002. ainda. podendo valer-se de meios outros que não os formulários técnicos para comprovarem sua exposição aos agentes insalubres. até 11/10/1996. o § 4º no art. diante da ausência de informações sobre o mesmo.172/97. em que pese mencionado pelo Decreto 2. introduzindo regras não previstas em Lei. importante sublinhar que para os casos de empresa extinta. 58 da Lei 8. em função de não deter meios de comprovar sua exposição.

de conformidade com a Lei Nº 7. como por exemplo. 8. inclusive.514 de 22/12/1977. de conformidade com a Portaria nº 518. inciso XXII da Constituição Federal. 193: “São consideradas atividades ou operações perigosas. onde são consideradas atividades perigosas as que envolvem inflamáveis e explosivos.369. competência para a resolução de qualquer dúvida sobre o enquadramento dos agentes aos Ministérios do Trabalho e da Previdência e Assistência Social.0 . Decreto 3. aprovada pela Portaria N. dando. Raios X. somente para atividades realizadas dentro do Sistema Elétrico de Potência. de 04.ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS Quanto a periculosidade.º 6.96 Administrativa. regulamentada pelo Decreto 93. Porém. novo Decreto foi editado em 1999. o tema referente à aposentadoria especial possui diversas nuances que o torna complexo para o operador da previdência. que implementou a Reforma da Previdência.412/1986. relativa à Lei N. A CLT define atividades e operações perigosas no artigo abaixo: Art. pois a partir do medidor é considerado Unidade de Consumo e não mais integrante do Sistema Elétrico de Potência. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. Conforme acima apresentado. ou seja. 7º.º 3.” O terceiro agente legalmente considerado perigoso é a energia elétrica ou eletricidade.09. Um quarto agente considerado perigoso. aquelas que.04. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. desde a geração da energia elétrica até o medidor. Após a promulgação da Emenda Constitucional 20/1998. de 20.2003 e da NR-16.048/99. ainda. tornando-o terreno fértil para discussões que devem persistir na defesa dos direitos dos segurados. sob o ponto de vista legal. são as radiações ionizantes. criando novo rol de agentes nocivos à saúde. por sua natureza ou métodos de trabalho. os trabalhadores em geral são também submetidos ao art.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho. . aos artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho e à Norma Regulamentadora NR – 16 (Atividades e Operações Perigosas).1985.

atividades e operações perigosas com inflamáveis. inclusive. unidades de consumo. em seu glossário. de 20 de setembro de 1985.atividades e operações perigosas com explosivos.97 De conformidade com a Norma Regulamentadora NR-16 (Atividades e Operações Perigosas).514. segundo a norma brasileira NBR 5460/81 da ABNT. transmissão e distribuição de energia elétrica e. 3. de 22 de dezembro de 1977. 487) A Norma Regulamentadora NR-10. ou seja. Até o medidor são unidades de potência. localização geográfica. regulamentada pelo Decreto No.412/86. após o medidor. também instituiu o adicional de periculosidade para trabalhadores expostos aos riscos de contato com a energia elétrica.369. que são as áreas localizadas dentro de um chamado Sistema Elétrico de Potência. “Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração. constante na Portaria No. vem definir Sistema Elétrico de Potência como sendo. de 14 de outubro de 1986. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE . transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição. transmissão e distribuição da energia elétrica até o medidor. é o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração. tensão etc. porém nas atividades e áreas de risco constante do Anexo do Decreto No. que vai desde a geração. do Ministério do Trabalho e Emprego. A Lei No. após o medidor. 6. 93. . de 08 de junho de 1978. concessionária. não dão direito ao trabalhador à percepção do adicional de periculosidade.” Atividades com energia elétrica. tais como. corresponde a um conjunto definido de linhas e subestações que assegura a transmissão e/ou a distribuição de energia elétrica. que regulamenta a Lei N o.” (GONÇALVES.412. . 2003. cujos limites são definidos por meio de critérios apropriados. pois estão fora do Sistema Elétrico de Potência. os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão de adicional de periculosidade são: . pág. “Sistema Elétrico de Potência. em sentido amplo. do Ministério do Trabalho e Emprego. 7.214. 93.atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. em sentido restrito.

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De acordo com a NR-16, no seu item 16.2, para as seguintes atividades:
- atividades e operações perigosas com explosivos; - atividades e operações perigosas com inflamáveis; - atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas,

16.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. No caso dos eletricitários, o adicional de periculosidade incide sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial, conforme Súmula 191 do Tribunal Superior do Trabalho: 191 – ADICIONAL. PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. (Res. 121/2003 – DJ – 21-11-2003). 9.0 - NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS (NR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria. Para dar cumprimento às disposições relativas à Segurança e Saúde no Trabalho, ficou determinado no art. 200 da CLT (com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.77) que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. Para tanto expediu-se a Portaria MTb nº 3.214, de 08.06.78 (em vigência desde 06.07.78), a qual aprovou 28 (vinte e oito) Normas Regulamentadoras (NRs) que detalham o disposto no Capítulo V do Título II da CLT.

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Posteriormente, por meio da Portaria MTb nº 3.067, de 12.04.88, foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs), relativas à “Segurança e Higiene do Trabalho Rural”, e por meio da Portaria SSST nº 53, de 17.12.97, aprovado o texto da Norma Regulamentadora relativa à “Segurança e Saúde no Trabalho Portuário” (NR 29). Portanto, hoje existem 32 Normas Regulamentadoras (NR) destinadas às atividades urbanas e 5 Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) destinadas à regulamentação das atividades rurais relativas à segurança e saúde do trabalho, cada uma delas tratando de um tema específico, conforme segue: NR 1 – Disposições Gerais NR 2 – Inspeção Prévia NR 3 – Embargo ou Interdição NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO NR 8 – Edificações NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais NR 12 – Máquinas e Equipamentos NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão NR 14 – Fornos NR 15 – Atividades e Operações Insalubres NR 16 – Atividades e Operações Perigosas NR 17 – Ergonomia NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

100 NR 19 – Explosivos NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis NR 21 – Trabalho a Céu Aberto NR 22 – Trabalhos Subterrâneos NR 23 – Proteção Contra Incêndios NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR 25 – Resíduos Industriais NR 26 – Sinalização de Segurança NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério NR 28 – Fiscalização e Penalidades NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde NR 33 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados NORMAS REGULAMENTADORAS RURAIS (NRR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria, conforme preceitua o artigo 13 da Lei No. 5.889, de 08 de junho de 1973, e que regem a segurança e saúde do trabalho no Brasil no tocante ao trabalho rural. As primeiras Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) foram aprovadas pela Portaria No. 3.067, de 12 de abril de 1988. Atualmente são 5 NRRs, a saber: NRR-1 – Disposições Gerais NRR-2 – Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR NRR-3 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR

A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural. O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO.889. de 8 de junho de 1973. a fim de protege-los dos infortúnios laborais.889. Legislação . no uso da competência que lhe . NRR5 .SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais. NRR1 . de 8 de junho de 1973.EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam. gratuitamente.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural .Portaria Revoga As Normas Regulamentadoras Rurais – NRR 03/06/08 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA N. 5.889.101 NRR-4 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI NRR-5 – Produtos Químicos. NRR4 .889.889. DE 15 DE ABRIL DE 2008 (DOU de 16/04/08 – Seção 1 – Pág. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . NRR3 . A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. NRR2 . a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. 5. em função do número de empregados que possuam.CIPATR: Estabelece para o empregador rural. a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação.Disposições Gerais: Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 5. 102) Revoga as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR. organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho. de 8 de junho de 1973. de 8 de junho de 1973.Equipamento de Proteção Individual .Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. de 8 de junho de 1973.º 191. 5.

publicada no DOU do dia 17 de novembro de 1989.336. 2º Revogar a Portaria GM n. ordinária e específica.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .º 86. NR6 .067.Disposições Gerais: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano.º 3. de 14 de novembro de 1989. 1º Revogar a Portaria GM n. que possuam empregados regidos pela CLT. pág.º 28 (Fiscalização e Penalidades). ordinária e específica. NR4 . é o artigo 161 da CLT. eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . que estendeu às NRR a aplicação das penalidades constantes da Norma Regulamentadora n.º 3. de organizarem e manterem em funcionamento.Inspeção Prévia: Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos. de 12 de abril de 1988. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Exploração Florestal e Aqüicultura. 6. dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. máquinas ou equipamentos. A fundamentação legal. que aprovou as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR. através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho. na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho. pela fiscalização trabalhista. sempre que as condições de trabalho o exigirem. Art. publicada no DOU do dia 13 de abril de 1988. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 163 a 165 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR2 . uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais. ordinária e específica.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. 20. de 03 de março de 2005. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.883 a 20. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 166 e 167 da CLT. é o artigo 160 da CLT.333 a 6.EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados. ordinária e específica. Pecuária. resolve: Art.CLT. 87 da Constituição Federal e.Equipamentos de Proteção Individual . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. Silvicultura. Seção 1. ordinária e específica. do parágrafo único do art. bem como os procedimentos a serem observados. bem como os direitos e obrigações do Governo. Art. pág. Seção 1. NR5 .102 confere o inciso II.884. aprovada pela Portaria GM n. A fundamentação legal. A fundamentação legal. bem como a forma de sua realização. A fundamentação legal.Embargo ou Interdição: Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços.303. urbanas e rurais? NR1 . NR3 .CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento. A fundamentação legal.Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. considerando a vigência da Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. NR7 . a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. por estabelecimento. CARLOS LUPI Fonte: SINTESP NORMAS REGULAMENTADORAS De que trata cada Norma Regulamentadora (NR). é o artigo 162 da CLT. ordinária e específica. A fundamentação legal. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam . são os artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho .SESMT.

operação e manutenção de máquinas e equipamentos. A fundamentação legal. tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT. A fundamentação legal. incluindo elaboração de projetos. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. operações e agentes insalubres. através da antecipação.Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação. estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. as normas técnicas oficiais vigentes e.PPRA. Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. NR11 . assim como a segurança de usuários e de terceiros. em quaisquer das fases de geração. as normas técnicas internacionais. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. ordinária e específica. reforma e ampliação.Transporte. definindo. são os artigos 170 a 174 da CLT. operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. visando à prevenção de acidentes do trabalho. ordinária e específica. é o artigo 187 da CLT. Movimentação.Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal. objetivando a prevenção de infortúnios laborais. são os artigos 187 e 188 da CLT. assim.Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas. distribuição e consumo de energia elétrica. no que se refere ao transporte. NR15 . observando-se. ordinária e específica. A fundamentação legal. ordinária e específica. para tanto. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR8 . à movimentação. NR16 . NR9 . ordinária e específica. manutenção. NR10 . operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho.103 trabalhadores como empregados. e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. em suas diversas etapas. são os artigos 184 e 186 da CLT. ordinária e específica. ordinária e específica. são os artigos 168 e 169 da CLT. transmissão. A fundamentação legal. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. à armazenagem e ao manuseio de materiais. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades. ordinária e específica.Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. execução. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos. NR13 . e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis.369 de 22 de setembro de 1985. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7. que institui o adicional de . de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. A fundamentação legal. visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal. são os artigos 189 e 192 da CLT.PCMSO.A fundamentação legal. são os artigos 179 a 181 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR12 . operação. na falta destas. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. reconhecimento. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 175 a 178 da CLT. as situações que. inclusive seus limites de tolerância. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. são os artigos 182 e 183 da CLT. ensejam a caracterização do exercício insalubre. tanto de forma mecânica quanto manual. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores. NR14 .Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção. A fundamentação legal. ordinária e específica.Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação.

A fundamentação legal. é o artigo 200 inciso VII da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. é o artigo 200 inciso I da CLT. visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores.Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: . NR24 .Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho. A fundamentação legal. NR23 .Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas. ordinária e específica.Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. de planejamento de organização. NR21 . numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia.Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito. são os artigos 198 e 199 da CLT. ordinária e específica.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento. são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III. ordinária e específica. segurança e desempenho eficiente. A fundamentação legal. refeitórios. ordinária e específica. ordinária e específica. A fundamentação legal.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa. manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis.104 periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. sendo controvertido legalmente tal enquadramento. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. é o artigo 200 inciso VII da CLT. no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. ordinária e específica. ordinária e específica. tais como. visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. NR22 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. como o 4° agente periculoso. cozinhas. NR20 . que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. NR27 .393 de 17 de dezembro de 1987. A fundamentação legal. é o artigo 200 inciso IV da CLT.Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. especialmente no que se refere a: banheiros. nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. A fundamentação legal. vestiários.Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto. em minas ao ar livre e em pedreiras. A portaria MTb n° 3. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal. é o artigo 200 inciso VIII da CLT. que já eram insalubres de grau máximo. na medida em que não existe lei autorizadora para tal. veio a enquadrar as radiações ionozantes. NR19 . NR18 . manuseio e transporte de explosivos. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. todos da CLT. de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 200 inciso II da CLT. estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. alojamentos e água potável. NR26 . pelas empresas.Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho. NR17 . NR25 . de modo a proporcionar um máximo de conforto. ordinária e específica. é o artigo 200 inciso IV da CLT. objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. é o artigo 200 inciso II da CLT. A fundamentação legal. A fundamentação legal. objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho.

a nível de legislação ordinária. que institui o Bônus do Tesouro Nacional . no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. quando em deslocamento. facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. . o Decreto n° 99. ordinária e específica.575-6. especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR. Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes. em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal. na cabotagem.530 de 9 de abril de 1986. na navegação interior. tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas. tem a sua existência jurídica assegurada. de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência à Saúde. NR30 . com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7. e embarcações de apoio marítimo e portuário. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores. junto ao Ministério do Trabalho. seu reconhecimento. A fundamentação legal. NR28 . A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções.Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho. bem como em plataformas marítimas e fluviais. através da Medida Provisória n° 1. e posteriormente. NR32 .410 de 27 de novembro de 1985. na navegação marítima de longo curso. assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias.855 de 24 de outubro de 1989. NR33 .534. monitoramento e controle dos riscos existentes. NR29 .Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. no serviço de reboque em alto-mar. A fundamentação legal.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário (consulta pública): Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros. ordinária e específica. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas. de 27/11/97.383 de 30 de dezembro de 1991. tem seu embasamento jurídico assegurado través do artigo 3° da lei n° 7. do artigo 200 da CLT. através do artigo 201 da CLT. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. (consulta pública): tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde. NR31 . situadas dentro ou fora da área do porto organizado. bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente. regulamentado pelo artigo 7° do Decreto n° 92.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados (consulta pública): tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados. como também. acordos e contratos coletivos de trabalho.105 Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funções de técnico de segurança do trabalho. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN. pelo artigo 1° da Lei n° 8. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estpaços Confinados: tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que realizam suas atividades em espaços confinados.BTN.

106 9. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. NR 3 – Embargo ou Interdição Dar autonomia ao Delegado Regional do Trabalho. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador.Objetivos das Normas Regulamentadoras NR 1 – Disposições Gerais Determina que são de observância obrigatória pelas empresas privadas. Determina obrigações ao empregador e ao empregado sobre segurança e medicina do trabalho. antes de iniciar suas atividades. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. com a brevidade que a ocorrência exigir.2 . NR 2 – Inspeção Determina que todo o estabelecimento novo. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb. . obrigatoriamente. setor de serviço. e ainda. ou embargar obra. NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Determinar as empresas privadas e públicas. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativos e Judiciário. manterão. indicando na decisão tomada. à vista de laudo técnico do serviço competente. máquina ou equipamento. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. para interditar estabelecimento. quando ocorrer modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). que a empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do órgão regional do MTb. visando assegurar que suas atividades estão livre de riscos de acidentes e/ou doenças do trabalho. e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. É considerado grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador.

as Obrigações do Empregador e do Empregado. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. quanto ao CRF Certificado de Registro de Fabricante e CRI Certificado de Registro de Importação. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. em suas diversas etapas. respectivamente. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. .107 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes A prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Estabelece ainda. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. objetivando a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores. Determina obrigações ao Fabricante Nacional ou Importador. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. reconhecimento. é todo dispositivo de uso individual. inclusive CA – Certificado de Aprovação. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. NR 8 – Edificações Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações.PCMSO Estabelece obrigatoriedade da elaboração e implementação. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. através da antecipação. para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . de fabricação nacional ou estrangeira. NR – 10 Instalações e Serviços em Eletricidade Fixar as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI Estabelecer que Equipamento de Proteção Individual – EPI.

de Máquinas e Equipamentos.108 incluindo projeto. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Normatizar as atividades e operações insalubres. Guindastes. ainda. guinchos. a segurança de usuários e terceiros. NR 14 . os espaços e distância mínima. médio e leve. execução. NR 11 – Transporte. Armazenagem e Manuseio de Materiais Normatizar as operações de Elevadores. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. partida e parada dos mesmos. esteiras-rolantes. elevadores de cargas. inflamáveis. acompanhamento de operação e manutenção. as áreas de circulação. para o grau máximo. NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Normatizar as atividades e operações perigosas. manutenção. devendo ser instalados em locais adequados. reforma e ampliação e. e os equipamentos para movimentação de materiais. operação. determina as atividades perigosas com explosivos. dispositivos de segurança de acionamento. inclusive equipamentos com força motriz própria. e ainda. inclusive os meios de controle e registros. observando-se os pisos dos locais de trabalho. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. empilhadeiras. NR 12 – Máquinas e Equipamentos Normatizar a Instalação e área de Trabalho. observando-se a utilização de revestimento de materiais refratário de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecido na NR 15. pontestalhas. ascensores. inclusive. NR 17 – Ergonomia .Fornos Normatizar a construção de fornos. e fixa o adicional de periculosidade. e Maquinas Transportadoras. Movimentação. Transportadores Industriais rolantes. fixando os limites de tolerância e tempo de exposição ao agente. o adicional de insalubridade. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão Normatizar os projetos de construção.

Explosivos Normatizar os procedimentos para: Depósito. NR 23 – Proteção contra Incêndios Normatizar as exigências mínimas de proteção contra incêndios que todas as empresas devem possuir. bem como os cuidados para armazenagem. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. de modo a proporcionar um máximo de conforto. seu ponto de fulgor e classe. NR 19 . NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Estabelece as diretrizes de ordem administrativa. segurança e desempenho eficiente. a umidade e os ventos inconvenientes. de planejamento de organização. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Definir líquido combustível. inclusive meio de controle e registros e ainda treinamento de brigada. insolação excessiva. NR 22 – Trabalhos Subterrâneos Normatizar as empresas que explorem mina. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto Normatizar os trabalhos a céu aberto. NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho . aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. objetivando proteger os trabalhadores contra intempéries. o frio. transporte e descarga de materiais. ao mobiliário. o calor. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. Manuseio e Armazenagem de Explosivos.109 Estabelece parâmetro que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. que deverá adotar métodos e manter locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de segurança e medicina do trabalho. incluindo os aspectos relacionados ao levantamento.

efetuado pela Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho. identificando os equipamentos de segurança. delimitando áreas. de 26/07/89. armários.º 97.855. chuveiros. do art. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. sendo efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n. lavatórios. líquidos e sólidos) dos locais de trabalho. NR 29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário. . NR 25 – Resíduos Industriais Normatizar os procedimentos a serem adotados para os resíduos industriais (gasosos.º 7. 6º. de acordo com as características e atividades das empresas. de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. bem como sua aplicabilidade.841.110 Normatizar as condições mínimas de instalações sanitárias. da Lei n. que depende de prévio registro no Ministério do Trabalho. sua higienização. NR 28 – Fiscalização e Penalidades Disciplinar a fiscalização das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. bem como os produzidos por processos e operações industriais. e advertindo contra riscos. NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquário. e n. mictórios. pisos e paredes. NR 26 – Sinalização e Segurança Fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.955. . no Título VII da CLT e no § 3º. de 15/03/65. armários etc.º 55. com processo iniciado através das Delegacias Regionais do Trabalho – DRT. NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho Normatizar o exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais.

facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores da Agricultura. Exploração Florestal e Aqüicultura. 10. bem como sua aplicabilidade.NR-18. bem como sua aplicabilidade.111 Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Pecuária. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores dos estabelecimentos de saúde. Um deles foi o PCMAT . obrigatórios para a área de construção. . Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Silvicultura. Silvicultura. Exploração Florestal e Aqüicultura. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores aquaviários.NR 18. Em busca de melhorias na implantação de programas que controlassem os processos de trabalho e padronizassem ações de segurança e saúde visando sempre a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura.0 – PCMAT PCMAT . em julho de 1995. sua Norma Regulamentadora . o Ministério do Trabalho e Emprego revisou. bem como sua aplicabilidade.Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores que exercem suas atividades em espaços considerados confinados pela norma. Pecuária. inserindo novos requisitos.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção . NR 33 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em em Espaços Confinados. NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. bem como sua aplicabilidade.

andaimes. demolição e reparos.br Produzido em: 3 Novemb0r.SEESMT). condições sanitárias e de conforto nas obras de construção. O PCMAT tem como objetivo básico garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores. rampas e aberturas. dentre outras.com. proteção contra incêndio. através da prevenção dos diversos riscos que derivam do processo de execução de obras na indústria da construção. seu item 18. instalações elétricas nos canteiros de obras.NR 18. Esse planejamento abrange o cumprimento das normas ambientais. passagens. também.torrefortesaude. pois para que as ações de melhoria das condições do ambiente de trabalho sejam implantadas é necessário conhecer. escadas. carpintaria. http://www. desde as fundações até sua entrega. os riscos provocados por agentes físicos. . tapumes. o empregador deve fazer um planejamento (PCMAT . manuseio de materiais e transportes de pessoas e de materiais. alvenaria e acabamentos. A Norma Regulamentadora . escavação. máquinas e equipamentos. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção.112 O PCMAT deverá ser elaborado pelas empresas enquadradas no grupo das "Indústrias da Construção" conforme classificação da NR 4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho . galerias e plataformas de proteção. trabalho em concreto armado. andaimes e proteção contra quedas de altura. operações de soldagem e corte a quente.3 contempla os requisitos a serem seguidos para a elaboração e cumprimento do PCMAT. de planejamento de organização.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) que dê conta da prevenção de todos os riscos da obra. Quando o canteiro de obras envolver 20 trabalhadores ou mais. Este deve contemplar as exigências contidas na NR-09 . químicos e biológicos. equipamento de proteção individual. estrutura metálicas. à prevenção de danos nas edificações dentro do canteiro de obras que assegurem a segurança e a saúde dos trabalhadores.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. fundações e desmontes de rochas. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. ferramentas diversas. demolição. e especificamente nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais. 2008 Objetivos da NR-18: estabelece as diretrizes de ordem administrativa. determinando normas de segurança específica para: armazenagem e estocagem de materiais.

A nova NR-18 determina que todos os empregados recebam treinamentop. da mão-de-obra utilizada. Novos treinamentos devem ser feitos sempre que necessário a cada fase da obra Esse desenvolvimento motiva o trabalhador a executar suas tarefas com maior segurança contribuindo para a melhoria da qualidade e produtividade da empresa. sendo que uma das principais é a pouca importância das máquinas e tecnologias para a obtenção da qualidade do produto. No Brasil. a melhoria no gerenciamento da segurança e saúde no trabalho. além das proteções físicas enfatizadas pelas normas. pesquisas em diversos países têm indicado que. Os números de acidentes na construção civil são alarmantes e. assim como seu cumprimento são de importância fundamental.0 . A construção civil se difere dos outros setores industriais por possuir características próprias. . a legislação não contribui muito para reduzi-los. os riscos de sua função específica. e as medidas de proteção coletivas e individuais (EPC e EPI) a serem adotadas. dependendo esta. deve ser buscada. a construção civil continua a se destacar como um dos setores com os índices mais elevados de acidentes do trabalho.SEGURANÇA EM CANTEIRO DE OBRAS Atualmente. Tendo em vista a redução desses índices. o setor é quarto maior gerador de acidentes fatais em termos de freqüência e o terceiro em termos de coeficiente por cem mil trabalhadores (1997). também. de preferência de campo. quase que exclusivamente. porém o que se nota é que este continua sendo um dos setores industrias com maior percentual de acidentes. A grande dependência que a construção civil tem da mão-de-obra utilizada deveria contribuir para que este fosse um setor desenvolvido no aspecto de segurança no trabalho. 11. Antes de iniciar suas tarefas o trabalhador deve ser informado sobre as condições de trabalho no canteiro.113 O planejamento e elaboração do PCMAT. dentro do seu horário de trabalho. tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos.

Foi instituída pelo INSS uma adequação do modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Pelas últimas estatísticas. 12. alguns dos Artigos deste DC. algumas desconhecem que os mesmos são obrigatórios.. ficou em 4o lugar no período. A outra notícia serve de alerta: diante do aquecimento do setor. A saber: 1.PROGRAMAS DE PREVENÇÃO Resumo dos Programas a serem elaborados pelas Empresas A INSTRUÇÃO NORMATIVA DO INSS IN / DC 99 de 05 de Dezembro de 2003 substitui a IN / DC 95 (Instrução Normativa da Diretoria Colegiada Nº 95) O INSS emitiu novas "regras" conforme a instrução IN / DC acima citada. Uma delas é positiva: nos últimos anos vem caindo o número de acidentes de trabalho no Ritmo acelerado dos canteiros. Vamos ressaltar. o número de acidentes voltou a aumentar em 2007 e 2008. conforme Anexo XV. embora números oficiais de 2007 não tenham sido divulgados. que ostentou por vários anos a taça de campeão. . Segurança do trabalho . adiante.0 . entre 2004 e 2006.114 Um dado extremamente importante e preocupante é o de que muitas empresa não sabem quais são os EPI’s necessários para a construção civil e. a construção ocupa o 5o lugar no ranking dos setores com maior número de acidentes. o qual deve estar. com excesso de horas extras e contratação de operários pouco qualificados.Risco de retrocesso Avanços na segurança dos canteiros estão ameaçados por escassez de operários qualificados e ritmo acelerado das obras Há duas constatações importantes sobre a segurança do trabalho na construção civil.. efetivamente implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004. Quanto à taxa de mortalidade. . tem aumentado os acidentes na construção setor.

APÓS ESTA DATA.000.115 2. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. 5. quando da rescisão do contrato de trabalho.Advogado . o fiscal solicitará os seguintes documentos: 1º) PPRA .293.000.O INSS/MPAS informa que. 2º) PPP . 155 da IN-DC-78.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (para empresas de construção) ou PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos (para empresas de mineração) ou LTCAT . 4. 133 da Lei Nº 8. (Todas as empresas que possuem empregados) ou PCMAT .em reportagem à Revista CIPA Ano XXV . 6.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004). na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER VALIDADE/EFICÁCIA. DSS 8030.Os dados constantes no PPP deverão ser corroborados com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). . " A VIGÊNCIA DO PPP É A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2004.(cujas multas poderão variar de R$ 8. POIS nada foi alterado na IN-DC-99 com relação ao LTCAT citado na IN-DC-78. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. e fornecer cópia autêntica desse documento.00 a R$ 80. a ser emitido conforme Art.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (empresas que não são obrigadas a elaborar PPRA / PCMAT /PGR).Até 31/12/2003. DIRBEN 8030.00) 7. Para empresas . Segundo o Dr. (pelo menos a partir de 01/01/2004). TODOS OS FATOS GERADOS ANTERIORMENTE A ESSA DATA DEVEM CONTINUAR A SER REGISTRADOS NOS ANTIGOS FORMULÁRIOS DIRBEM OU DSS-8030. Devem ser elaborados por função.A empresa deverá já ter elaborado e mantido atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido preferencialmente por Engenheiro do Trabalho). Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa.A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40.213 de 1991." 3. João Emílio de Bruim .

2.Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. mesmo que não exista efetiva exposição à agentes nocivos. Por força de Lei do Ministério do Trabalho .É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. ou Médico do Trabalho. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos A empresa de mineração DEVE ter o PGR por.213 de 1991. basicamente. como um meio de assegurar atendimento à Legislação. 3. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. basicamente. PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais A empresa DEVE ter o PPRA por.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 2ª. 3º) PCMSO . dois motivos: 1ª. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. OBS: Entende-se que é mais prudente emitir LTCAT para todas as funções existentes na empresa. e afirmar que . Por força de Lei do Ministério do Trabalho NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 2ª. basicamente. PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção A empresa DEVE ter o PCMAT por. dois motivos: 1ª.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (todas as empresas que possuem empregados). Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP.116 que possuem empregados que exerçam atividades que gerem aposentadoria especial (Ver Decreto 3.NR-18 NR-18 . Deve ser elabora para cada empregado. LTCAT . Por força de Lei do Ministério do Trabalho . Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. três motivos: 1ª. solicitadas pelo Art. 178 constante na IN-DC-99 do INSS/MPAS: RELEMBRAMOS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos.NR-9 NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 2ª. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO.Deve ser emitido QUANDO existe efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.O LTCAT tem que conter as informações detalhadas.048/99.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho 1. 4. 133 da Lei Nº 8.

mas continuam valendo para os fatos gerados anteriormente à 01/01/2004. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . 4ºFAZER TODOS OS PPP (PERFÍS PROFISSIOGRÁFICOS PREVIDENCIÁRIOS) por função e local. basicamente.EMITIR O PPP e o LTCAT quando da rescisão de contrato de trabalho.O. três motivos: 1ª. Após 01/01/2004 não terá mais validade para novas emissões.Deverá obrigatoriamente ter sido emitido em meio magnético a partir de 01/01/2004 para todos os funcionários (Conforme $2º de IV da IN-99). 3ª. 5º. e vamos ressaltar. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais no Trabalho) Instruções Normativas INSS / DC Nº 84/2002 e 90/2003. mesmo para aquelas que não têm efetiva exposição a agentes nocivos a saúde. 3º. com base nas informações colhidas do LTCAT . DIRBEN 8030 1.117 o trabalhador NÃO esteve exposto aos eventuais agentes nocivos existentes na empresa. apenas alguns dos Artigos deste DC. para todas as funções. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO 1.NR-7 NR-7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional 2ª. (Avaliação de Saúde Ocupacional) dos funcionários. PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional A empresa DEVE ter o PCMSO por. mantê-los atualizados e em arquivo digital (de preferência) para emiti-los quando da rescisão de contrato de trabalho.Deve ser emitido. quando da rescisão do contrato de trabalho. e mantê-los arquivados.Poderá ser emitido até 31/12/2003. fornecendo uma cópia ao funcionário. 2O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. o qual deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. adiante. (Veja observação no item acima). PPP . necessariamente nesta ordem seqüencial : 1º. 2º. CONCLUSÃO SUGERIMOS O SEGUINTE "ROTEIRO".FAZER O PCMSO.FAZER O PPRA. a saber: Foi instituído pelo INSS .S. necessariamente. 2.FAZER OS LTCAT. Para realizar A. O INSS emitiu novas "regras" conforme o DC acima citado.

determinadas pela INDC-79 do INSS/MPAS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. DSS 8030. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. conforme Art. O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. LTCAT .213 de 1991. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. Após 01/01/2004 não terá mais validade. 133 da Lei Nº 8. 148. Os dados constantes no PPP deverão estar de acordo com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho).Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho. O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. podendo chegar aa multas de. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. 133 da Lei Nº 8. DIRBEN 8030.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. APÓS ESTA DATA. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. DIRBEN 8030 Poderá ser emitido somente até 31/12/2003. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS.910. Deve ser emitido. A empresa deverá elaborar e manter atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004) e PCMSO . conforme Anexo XV. PPP . implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004. o qual deverá estar. LTCAT Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER EFICÁCIA. necessariamente. . É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. O INSS/MPAS informa que. A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. quando da rescisão do contrato de trabalho. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. efetivamente. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. quando da rescisão do contrato de trabalho. DISES BE 5235.213 de 1991.00. o fiscal solicitará todos os seguintes documentos: PPRA . com base nas informações colhidas do LTCAT .00 a 99. 155 da IN-DC-78. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa. passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido por Engenheiro ou Médico do Trabalho). ou Médico do Trabalho. R$ 9. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. Até 31/12/2003. a ser emitido conforme Art.118 um modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).102.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. PPP . estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. e fornecer cópia autêntica desse documento. A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO Deverá obrigatoriamente ser emitido a partir de 01/01/2004 e deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário.

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PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO “A empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento” . Parágrafo 4º do Art.. 58 da Lei nº 9.528 de 10/12/97. • Elaboração do Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT, no âmbito de cada estabelecimento, por setor de trabalho, envolvendo de forma pormenorizada, a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes; • Averiguação da existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, mediante análise quantitativa para o dimensionamento da exposição dos trabalhadores, subsidiando o equacionamento das medidas de proteção e comprovação do controle da exposição ou inexistência dos riscos identificados; • Utilização de aparelhos para: Intensidade Luminosa - Luxímetro, modelo LD200, da Instrutherm; Ruído – Decibelímetro, modelo 33-2055, da Rádio Shack; Ruído – Dosímetro, modelo DOS 450, da Instrutherm; Calor – Termômetro de Globo Digital, modelo TGD-200, da Instrutherm; • Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário, por funcionário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, com base em Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT; • Retratação das atividades laborativas do funcionário, na empresa, desde a sua admissão, envolvendo exposição à agentes de risco e medidas de proteção fornecidas; • Manutenção do PPP por mídia magnética ou ótica, disponível através de disquete ou CD, ou meio digital, disponível através de formulário eletrônico, com acesso por meio de “nome de usuário” e “senha”, a serem fornecidos no endereço eletrônico www.centraldocumentos.com.br, na Internet. LTCAT – LAUDO TÉCNICO DE CONTROLE DE AMBIENTE DO TRABALHO Documento técnico que regista as condições ambientais do trabalho. Discriminando por setor ou grupo de trabalhadores, com as mesmas funções, identificando e registrando – qualitativamente e quantitativamente – os agentes nocivos à saúde do trabalhador por ventura oriundo de agentes físicos, químicos e biológicos – NR 15 e NR 16 e anexos. A emissão deste documento é de responsabilidade do Médico do Trabalho ou

120 Engenheiro de Segurança do Trabalho por prerrogativa decorrente do Art. 5º, parágrafo XIII ca Constituição Federal que resultou na Lei 7.410/85 e Decreto 92.530/86 e também pela redação do Artigo 195 da CLT.

13.0 - FUNDAMENTOS DE ERGONOMIA Ergonomia é a ciência que trata da interação entre homem e tecnologia, visando adaptar tarefas, sistemas, produtos e ambientes às habilidades e limitações físicas e mentais das pessoas. Projeto ergonômico é a aplicação da informação ergonômica ao design de ferramentas, máquinas, objetos, tarefas, sistemas e ambientes ao uso humano seguro, confortável e efetivo. Nada mais do que o princípio do design centrado no usuário: A Ergonomia procura adaptar o trabalho ao trabalhador, o produto ao usuário. Estende-se do mobiliário de trabalho ao de casa, hoje em dia orgãos de defesa do consumidor solicitam testes de produtos de consumo e apenas são aprovados os mais eficientes e que satisfaçam as condições de consumo. A ergonomia também estuda, cores, iluminação, umidade, temperatura e ruídos, leva em consideração o local de trabalho por inteiro, as funções de cada pessoa e tempo de permanência que cada função exige, pois o conforto é diretamente proporcional à produtividade. O objetivo prático da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências do homem. A realização de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade do trabalho e um rendimento do esforço humano.
A Ergonomia é considerada por alguns autores como ciência, enquanto geradora de conhecimentos.Outros autores a enquadram como tecnologia, por seu caráteer aplicativo, de transformação.Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são comuns as várias definições existentes:
• • • •

a aplicação dos estudos ergonômicos; a natureza multidisciplinar, o uso de conhecimentos de várias disciplinas; o fundamento nas ciências; o objeto: a concepção do trabalho.

OBJETO E OBJETIVO DA ERGONOMIA

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Se, para um certo número de disciplinas, o trabalho é o campo de aplicação ou uma extensão do objeto próprio da disciplina, para a ergonomia o trabalho é o único possível de intervenção. A ergonomia tem como objetivo produzir conhecimentos específicos sobre a atividade do trabalho humano. O objetivo desejado no processo de produção de conhecimentos é o de informar sobre a carga do trabalhador, sendo a atividade do trabalho específica a cada trabalhador. O procedimento ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo possa ser diferente de acordo com a especialização de cada pesquisador, o objeto do estudo não pode ser definido a priori, pois sua construção depende do objetivo da transformação. Em ergonomia o objeto sobre o qual pretende-se produzir conhecimentos, deve ser construido por um processo de decomposição/ recomposição da atividade complexa do trabalho, que é analisada e que deve ser transformada. O objetivo é ocultar o mínimo possível a complexidade do trabalho real. Quanto mais ergonomia aprofunda o seu questionamento sobre a realidade, mais ela é interpelada por ela mesma.

14.0 - GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

GESTÃO DO RISCO OCUPACIONAL
Antonio Carlos Vendrame A exemplo do denominado imposto verde, que se constitui nas exageradas exigências na esfera ambiental e, que acabam por emperrar o crescimento do país; o excessivo protecionismo estatal às relações de trabalho tem contribuído para a redução do emprego formal. A CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada na década de 40, tutelava o trabalhador como alguém que fosse indefeso, irracional e despreparado para decidir por si só. Passados mais de 60 anos, o trabalhador evoluiu, não podendo mais ser comparado ao silvícola, mas a legislação continua com as mesmas características: tutelar, legalista e protecionista. O excessivo protecionismo estatal consegue contaminar a Justiça Trabalhista, que deveria ser imparcial com as partes; mas, fatalmente acaba sendo um fórum de privilégio ao trabalhador e condenação às empresas. Uma conseqüência direta desta situação é que a empresa não mais busca a justiça, mas evita-a, para não correr riscos desnecessários.

bem como pela doença. Milhares de empregos poderiam estar sendo gerados se houvesse liberdade de negociação entre empregador e empregado. A fiscalização do trabalho também tem sido uma pedra no sapato do empresário. não impactam a folha de pagamento. carecem de conhecimentos da área jurídica. por seu valor. acabando por cometer ilegalidades que comprometem o trabalho pericial. transformando o trabalho que deveria ser técnico em discurso pela defesa da saúde irrestrita e tendenciosa do trabalhador. uma antiga aspiração deste setor. no âmbito trabalhista. ambos estarão fiscalizando indistintamente as duas áreas. necessitam ser avaliados por um Perito. As empresas nunca se preocuparam em documentar suas ações em segurança e saúde no trabalho. As empresas. Porém. Para se isentar das questões de segurança e saúde no trabalho. Alguns se julgam verdadeiros juízes. Estas ações são vultosas e certamente podem inviabilizar a continuidade de uma pequena ou média empresa. tornaram-se muito vulneráveis. não têm sido suficientes para estimular os investimentos pelas empresas. transformandose em presa fácil de um trabalhador oportunista assessorado por um bom advogado. Ocorre que tais pedidos para serem apreciados pelo Juiz. com algumas exceções. relatará ao Juiz se o trabalhador laborou. ou não em atividade insalubre. O que também têm trazido preocupação às empresas são as ações por danos materiais e morais pelo acidente do trabalho e. tampouco em registrar. a terceirizada encerra suas atividades. Os pedidos de adicionais de insalubridade e periculosidade. administração. seja pelo amadorismo. agora não. transferindo-a para o Ministério da Saúde. as empresas tem terceirizado suas atividades de risco ou perigo. Liberdade de negociação . mas que aos olhos do leigo. Assim. tais empresas sempre acabam sendo envolvidas nos processos solidariamente à empresa terceirizada. economia ou contabilidade poderá estar fiscalizando segurança e saúde ao invés de um profissional com formação específica em engenharia de segurança do trabalho ou medicina do trabalho. que está legalmente equiparada ao acidente. um fiscal com formação em direito. inclusive sentenciando em seus laudos. ao longo dos anos. por envolver matéria técnica. engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. Acabam também levados pela ideologia política. Pior ainda é o possível desmantelamento da área de segurança e saúde do trabalhador do Ministério do Trabalho. ficando sem qualquer comprovação para rebater as alegações do trabalhador numa ação indenizatória.122 Os mecanismos governamentais criados para a defesa da saúde do trabalhador. quando não. restando para a empresa toda a responsabilidade. seja pela falta de formação. Estes Peritos. Anteriormente havia fiscais com formações distintas para fiscalizar tributos e segurança e saúde. via de regra. por sua própria opção. seu panorama ambiental e a saúde de seus trabalhadores. que através de vistoria. não passam de pequenos deslizes. inobstante trazerem outros vários reflexos.

Os documentos produzidos não passam por um crivo jurídico. ou ainda. É retrógrado reivindicar os adicionais de risco (insalubridade e periculosidade) quando a tendência atual é lutar para melhores condições de trabalho.Auditor Fiscal da Previdência Social .instituído pela Previdência Social. criando provas contrárias ao interesse da organização. não existe coerência entre os diversos documentos produzidos. Tanto o governo anterior como o atual não demonstra estar preocupado em campanhas preventivas. mas tão somente apenar.Seguro de Acidentes do Trabalho . redundando em evidente incoerência. a criação de inúmeras modificações na legislação de aposentadoria especial com vistas a reduzir o número de aposentáveis de forma especial.afirma que inexistem níveis de pressão sonora acima do limite tolerável e o PCMSO . Nos novos tempos.ter autonomia para confrontar os dados do PPP (um documento previdenciário) com os documentos da alçada trabalhista. atuar contrariamente aos interesses da empresa. olvidando sua função de advogado técnico e. O PPP possui várias armadilhas em seu bojo tornando-se uma verdadeira arma contra a empresa se as informações lançadas naquele documento forem mal administradas. alguns sindicados ainda não evoluíram o suficiente para entender que saúde não se vende. o discurso da sustentabilidade deixou de ser exclusivo enfoque ambiental para abranger também questões sociais.denuncia o desencadeamento ou agravamento de perda auditiva ocupacional nos trabalhadores. aquelas empresas que não cumprirem a legislação. tornando o empregado com carteira assinada menos oneroso do que é atualmente. mas flexibilizar as relações de trabalho. por carência de enfoque jurídico em sua formação. É o caso típico do PPP . inobstante a criação da alíquota suplementar do SAT . cujo propalado mérito seria se tornar no mais importante instrumento na preservação da segurança e saúde do trabalhador. assim.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . é somente uma nova forma para fiscalizar à distância as empresas. o fiscal previdenciário terá acesso aos documentos trabalhistas. com finalidade de retirada de informações desnecessárias e cujo teor podem comprometer os interesses da empresa. médicos e técnicos em segurança do trabalho. por mais incrível que pareça.Perfil Profissiográfico Previdenciário .123 não é abrir mão dos direitos do trabalhador. Outra complicação adicional é o fato do AFPS .Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional . Como se não bastasse o governo causar empecilho às relações de trabalho. de forma oportunista. no entanto. com finalidade única de “criar renda”.e. por exemplo. Neste compasso as normas ISO vêm ampliando seu horizonte abrangendo segurança e saúde no . ainda há uma forte tendência dos profissionais engenheiros. Por outro lado. o PPRA . que não passa de 5% do contingente de trabalhadores. bem como o excessivo poder normatizante em segurança e saúde do trabalhador.

normas e funções que têm por fim ordenar os fatores de produção e controlar a sua produtividade e eficiência. ou Normas ISO. Segundo FATURETO (1998). 6) os gerentes são os responsáveis pela alocação dos recursos nas áreas. 7) os empregados têm o direito de recusar trabalhos em condições de risco acentuado. . meio ambiente e segurança. da implementação dos documentos legais (sem produzir provas contra si mesmo) e a gestão do passivo em segurança e saúde no trabalho. então. 2) as ações de segurança e saúde no trabalho como parte integrante do sistema produtivo. 5) o diretor é o patrocinador das ações de segurança e saúde do trabalho. 4) indicadores importantes. 3) gerenciamento integrado de qualidade. gerência.124 trabalho e responsabilidade social. visam estabelecer critérios para as questões técnicas que incidam na produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo. Estes e tantos outros assuntos estão sendo tratados em nossa recém lançada obra pela Editora Thomson/IOB intitulado Gestão do Risco Ocupacional que trata dos dez pontos nevrálgicos em segurança e saúde no trabalho e suas implicações legais. gestão é a prática desse princípios. a nova forma de gestão da segurança e saúde do trabalho deve possuir os seguintes princípios: 1) definição de uma política de segurança clara e compatível. administração” (MELHORAMENTOS. produtividade. sendo que a série ISO 9000 é voltada para qualidade e a série ISO 14000 para meio ambiente. A gestão de segurança e saúde do Trabalho adotada por uma empresa estabelece as diretrizes do sistema de processos para conhecimento e eliminação dos riscos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho. Como administração é um conjunto de princípios. ISO 14000 e OHSAS 18001. normas e funções. O termo gestão quer dizer “ato de gerir. além das tradicionais qualidade e meio ambiente. As normas da International Organization for Standartization (Organização Internacional de Normalização). 2000). para se obter determinado resultado. como ISO 9000.

com a edição da OHSAS 18. BVQI. inclusive no Brasil.900 são normas voltadas para segurança e saúde no trabalho.001 por si só não lhe dá imunidade em relação às obrigações legais. o que acabou ocorrendo com o advento da OHSAS 18. que é uma série de normas para avaliação de segurança e saúde no trabalho. posteriormente. ou seja.002: diretrizes para implementação da OHSAS 18. com o surgimento da BS 8800 – Guide to Health and Safety Management Systems (Guia para o Gerenciamento de Segurança e Saúde Ocupacional). O processo de desenvolvimento utilizado para a OHSAS 18. vez que foi criada por instituições certificadoras privadas.001. tipos similares de documentos. Diante disso. Lloyds Register Quality Assurance. em associação com o BSI – British Standards Institution.001 em conjunto com essas instituições é aberto a outros patrocinadores que desejam produzir. etc. iniciou-se a procura por um sistema de gestão para a segurança e saúde. . que trata do Sistema de Gestão e Prevenção de Riscos Laborais. que queriam utilizá-las em caráter voluntário (CAMPOS. posteriormente. onde sistemas foram adotados por organizações privadas e independentes.001e. em 1996 e 1997. da UNE 81. AENOR.900 (séries de normas espanholas). contanto que esses patrocinadores estejam dispostos a atender às condições do BSI para tais documentos.900. existiam as normas BS 8800 e UNE 81. e.001. A partir de 1996. mas estas não conferiam certificação para as empresas num âmbito internacional. tais como a DNV. tanto quanto as normas BS 8800 e UNE 81. SGS. mesmo porque não se trata de uma certificação reconhecida pelos governos. O fato de uma organização estar em conformidade com a OHSAS 18.125 As normas OHSAS 18001. foi criada em 1999 por organismos certificadores. A OHSAS 18. que é uma norma inglesa do BSI. o mercado globalizado solicitava uma norma para certificação. 2001).

ISO 9000 – normas para gerenciamento e garantia da qualidade – diretrizes para seleção e uso. ISO 9001 – sistemas da qualidade – modelos para garantia da qualidade no projeto. A ISO 14001 estabelece requisitos a serem seguidos pelas empresas no gerenciamento de seus produtos e processos de maneira que não agridam o meio ambiente. instalação. A ISO 9000 é um conjunto de cinco normas: 1. sejam . várias delas foram ratificadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . ou seja. que a comunidade na qual esteja inserida não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada. produção e assistência técnica. 4. que é a única da família ISO 14000 e que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA). 5. principalmente as da série ISO 9000 (normas para o Sistema de Gestão de Qualidade) e ISO 14000 (normas para o Sistema de Gestão Ambiental). pois este cada vez mais exige a certificação de uma das normas da série ISO 9000 como comprovação da qualidade técnica de seus produtos e serviços. Os procedimentos devem permitir a identificação. A ISO 14000 segue a mesma sistemática. ISO 9004 – gerenciamento de qualidade e elementos do sistema de qualidade – diretrizes. 2. As normas da série ISO 9000 fixam diretrizes mínimas para os processos de gestão e devem ser prioritárias por parte das empresas. 3. mas uma certificação baseada na ISO 14001. na história recente do Brasil. desenvolvimento. a administração e o controle dos resíduos que ela possa gerar durante a produção e uso dos produtos. ISO 9002 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade na produção e instalação. não haverá uma certificação ISO 14000. o conhecimento.126 Quanto às Normas ISO. ISO 9003 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade para inspeção e ensaios finais. A empresa deve desenvolver uma sistemática que propicie o acesso contínuo às exigências legais pertinentes ao exercício de sua atividade e que seja de forma clara à direção da empresa.ABNT. notadamente aquelas que se voltam para o mercado internacional.

evitar perdas. mas é um referencial de muitos profissionais de segurança e saúde no trabalho. cujo objetivo é uniformizar os interlocutores sociais da comunidade européia no tocante às obrigações relativas às avaliações de riscos no local de trabalho. sejam elas quais forem. tendo em vista. obtendo-se. efluentes líquidos ou resíduos sólidos. O Brasil não aceitou sua transformação numa norma internacional.127 emissões atmosféricas. A adoção da Norma ISO da série 14000 promoverá a melhoria das condições e do meio ambiente do trabalho. o comércio exterior. E assim. assim. A British Standard 8800 (BS 8800) é um programa de qualidade integrada. que estabelece as diretrizes de avaliação de riscos da comunidade européia. de acordo com a Directiva Marco 89/391/CEE. A certificação das empresas pela ISO 14001 é também um fator diferenciador de mercado. Os principais pontos da diretriz da BS 8800 são: 1 – Elaboração de programa de avaliação de riscos no local de trabalho 2 – Estruturação da avaliação 3 – Coleta de informações 4 – Determinação dos perigos 5 – Identificação das pessoas em condições de risco 6 – Determinação das normas sobre exposição a riscos 7 – Avaliação dos riscos 8 – Investigação das possibilidades de eliminação ou controle dos riscos 9 – Determinações das prioridades e seleção das medidas de controle 10 . principalmente. O objetivo da saúde e segurança no trabalho é a integridade da saúde do trabalhador.Aplicação das medidas de controle 11 – Registro da avaliação 12 – Eficácia das medidas 13 – Revisão 14 – Continuidade do programa de avaliação de riscos caso haja alterações nos ambientes de trabalho. melhor qualidade de vida para o trabalhador em seu ambiente laboral. contínua. afina-se de forma .

Uso de EPI: utilização. em segundo. qualidade. além de um PPP . 2000). validade. o Programa de Saúde e Segurança do Trabalho. 7 – Observação planejada de trabalho: ver se o padrão está sendo seguido pelo trabalhador. para a estrutura da prevenção. surgiram os primeiros programas de prevenção de perdas ou programas de qualidade. hierarquicamente tem-se em primeiro lugar a Política de Segurança. nos anos 80 e 90.Programa de Prevenção de Perdas. que define responsabilidades e atribuições de todos os níveis hierárquicos. adequação. definindo condições seguras antes da execução do serviço. os . No Brasil. 2 – Treinamento de segurança. 6 – Análise de segurança do trabalho: elaborar padrões de atividades. operar equipamento sem autorização. no local de trabalho. onde são discutidos os acidentes e quase acidentes ocorridos durante o último período. Por exemplo. da divisão e da gerência. produtividade e controle dos custos. em terceiro. limpeza. 4 . 9 – Comunicação pessoal – instrução de trabalho: instruir o empregado para trabalhar com segurança. 8 – Inspeção planejada de segurança: para detectar acidente potencial e condições sub–padrão. integridade. o Regulamento Interno de Segurança. em sua plenitude (PIZA. que engloba. Informações básicas sobre segurança e saúde no trabalho. sobre métodos e processos de trabalho. Numa gestão de segurança e saúde no trabalho. Devem ser feitas reuniões do setor.128 ideal e perfeita com os critérios da qualidade. estabelecido através de Ordens de Serviço emitidas pela empresa a serem seguidas pelos trabalhadores. etc. 3 – Registros de atos contra a segurança. Um Programa de Prevenção de Perdas – PPP .deve ter como principais pontos: 1 – Reunião de segurança: mensal. 5 – Permissão de trabalho: é uma autorização escrita emitida pela chefia. 10 – Auditoria: (tipo uma ISO 9000) através de pontuação de cada setor de trabalho (LATANCE Júnior. 1997).

se enfatizem os riscos inerentes às atividades da indústria da construção. neutralização dos riscos ambientais geradores de infortúnios laborais. conhecendo-se as causas. Todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT são obrigadas a ter PPRA e PCMSO. sendo que as obras com até vinte empregados são obrigadas a possuir PPRA. dar ênfase às causas dos acidentes e não ao acidentado. o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (previsto na NR-7) e o PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (previsto na NR-18). incluindo-se terceiros e meio ambiente. A distinção entre estes programas obrigatórios é que o PPRA é direcionado para prevenção dos riscos de acidentes do trabalho. de qualquer atividade. caso venha a ocorrer o acidente. vez que o que se fazia antes era. Em qualquer programa de ação. além das necessidades de enfoque dos riscos ambientais. onde. caso não seja possível. se faz necessária a comprovação do seu cumprimento após um certo período. O PCMAT nada mais é do que um PPRA para as obras de construção civil. Obras com mais de vinte empregados são obrigadas a possuir um PCMAT e não o PPRA. que podem ser muito diferentes em seus vários aspectos. que pode ser tanto interna como externa. que são o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (previsto na NR9). se tomem providências para que não mais ocorram acidentes semelhantes. Uma gestão de segurança e saúde do trabalho tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças. inspeção. para que.Normas Regulamentadoras. A prevenção passa pela eliminação ou. Nos estudos para a sua eliminação deve-se dar prioridade à análise da relação custo x benefício dentre as alternativas de solução possíveis e.129 programas obrigatórios constantes nas NR . Essa comprovação se baseia em técnicas de controle. . na verdade. o PCMSO para prevenção das doenças ocupacionais e o PCMAT para prevenção de acidentes do trabalho em um canteiro de obras. Em segurança e saúde ocupacional. Uma das técnicas é a auditoria. ela é relativamente recente.

UNE 81. nos sistemas de gestão ambiental e nos sistemas de SSO. A essência de uma gestão eficaz em segurança e saúde no trabalho não deve distinguir-se das sólidas práticas de gestão defendidas pelos promotores da excelência da qualidade. a propriedade. A auditoria é um eficaz instrumento empresarial para a melhoria das operações. Consequentemente. As auditorias devem ser planejadas não apenas para verificarem a conformidade do documental. as empresas que têm . através de análises críticas. com um papel positivo. já superada. as normas de referências e a efetiva implementação deste documental. b) econômicas ou estruturais: motivadas pelo objetivo de melhoria dos sistemas operativos e sua rentabilidade econômica. eficácia e a eficiência do sistema para atingir metas e objetivos. As auditorias estão previstas nos sistemas de qualidade.001. A finalidade essencial é a melhoria das condições a partir da correção das anomalias detectadas. que são BS 8800. A justificativa direta das auditorias é comprovar o grau de cumprimento das exigências de uma norma (ou Plano de Ação). frente à interpretação.900 e OHSAS 18. A decisão de realizar uma auditoria pode estar motivada por uma ou várias das seguintes razões: a) legais: para verificar o cumprimento obrigatório de uma legislação. os consumidores ou à sociedade. E os fundamentos das auditorias de SSO são comuns aos aplicados por essas áreas. c) sociais: orientada a facilitar uma informação independente aos empregados. mas também para prover informações que permitam à gestão com responsabilidade executiva determinar. de um sentido fiscalizador e sancionador.130 Está havendo o incentivo das auditorias dos sistemas de qualidade e ambiental.

001. tendo vários sistemas de gestão. onde todos querem comprar de e vender a todos. não procure a médio prazo integrá-los. com base na ISO 9001/2000.001. meio ambiente e segurança e saúde). sendo difícil vislumbrar vida longa para uma organização que não tenha pelo menos um sistema de gestão. produto ou serviço. facilitando. Assim é que atualmente. Segurança e saúde têm uma influência muito grande sobre a produção de um bem. além de agora começar e terminar com o foco no cliente e ser obrigatória a satisfação deste. em geral. ela se adequou à melhoria contínua que já era prevista na ISO 14001 e OHSAS 18. a uniformização dos procedimentos para aquelas organizações que possuem os três sistemas de gestão. . Num Sistema Integrado de Gestão – SIG (qualidade. com base na ISO 14001. inclusive. um sistema de gestão para o meio ambiente (SGA). as empresas têm procurado implantar três sistemas de gestão: um sistema para a qualidade (SGQ). ou que. o sistema de qualidade (ISO 9001) é a base para todos os outros sistemas. com base na OHSAS 18. gerando grandes benefícios. porque na revisão ocorrida em 2000 da ISO 9001. Isso foi possível.131 sucesso comercial conseguem também sucesso na gestão da segurança e saúde. Essa é a tendência que se apresenta num mundo globalizado e altamente competitivo. onde cada um tem sua documentação própria. e um sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho.

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