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Educação Física e Planejamento Escolar

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

REFERENCIAIS CURRICULARES E PLANEJAMENTO ESCOLAR: UMA ANÁLISE DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO DE NOVA FLORESTA/PB

JOSÉ EVERALDO DOS SANTOS NETO

CAMPINA GRANDE-PB 2010

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JOSÉ EVERALDO DOS SANTOS NETO

REFERENCIAIS CURRICULARES E PLANEJAMENTO ESCOLAR: UMA ANÁLISE DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO DE NOVA FLORESTA/PB

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, de natureza “Artigo”, apresentado ao Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da UEPB, para fins de avaliação.

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Ribeiro Dantas

CAMPINA GRANDE-PB 2010

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JOSÉ EVERALDO DOS SANTOS NETO

REFERENCIAIS CURRICULARES E PLANEJAMENTO ESCOLAR: UMA ANÁLISE DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO DE NOVA FLORESTA/PB

ARTIGO APROVADO EM _____/_____/______.

BANCA EXAMINADORA

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Prof. Dr. Eduardo Ribeiro Dantas – UEPB Orientador

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Profª. Ms. Dóris Nóbrega de Andrade Laurentino – UEPB Examinadora

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Prof. Esp. José Eugênio Eloi Moura – UEPB Examinador

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REFERENCIAIS CURRICULARES E PLANEJAMENTO ESCOLAR: UMA ANÁLISE DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO DE NOVA FLORESTA/PB José Everaldo dos Santos Neto Eduardo Ribeiro Dantas (Orientador) RESUMO Tratada como disciplina apenas prática e sem grande participação no projeto político pedagógico de uma boa parte das escolas Brasileiras, a verdadeira proposta da Educação Física escolar que deve ser trabalhada pelas escolas brasileiras muitas vezes são deixadas de lado por métodos arcaicos e condenáveis como o de “dar a bola” de alguns profissionais. Experiências vividas em escolas públicas da cidade, conhecendo a situação dos alunos em relação aos conteúdos de educação física, despertaram uma preocupação relacionada ao planejamento da Educação Física a este nível de Ensino, com relação às bases legais que regulamentam o ensino nacional e do estado. O estudo tem como saber se em Nova Floresta as escolas que oferecem Educação Física no Ensino Médio vêm planejando suas práticas pedagógicas de acordo com as referências legais para este nível de ensino, em especial aos Referenciais do Estado da Paraíba, de onde a cidade faz parte. A pesquisa tem como fundamentação as Bases Legais que Regulamentam o Ensino Médio no Brasil, bem como DCNEM, LDB e PCNEM, ao que diz respeito a aspectos legais, eixos temáticos, conteúdos e procedimentos metodológicos. Trata-se de uma pesquisa documental, foi realizada nas escolas que oferecem Ensino Médio na cidade de Nova Floresta – PB. Os documentos selecionados para o estudo foram os últimos elaborados pela instituição. Foram analisados todos os documentos, onde os renomeamos para facilitar a análise. O estudo conclui que os documentos analisados que apontam as práticas pedagógicas da Educação Física no Ensino Médio na escola não fazem referências diretas aos Referenciais Curriculares Para o Ensino Médio na Paraíba, mas as aproximam quando trata dos componentes do planejamento. Palavras Chave: Educação Física. Ensino Médio. Referenciais Curriculares. Planejamento. 1 INTRODUÇÃO

Historicamente tratada como disciplina apenas prática, sem grande utilidade e inserção no projeto político pedagógico de uma boa parte das escolas Brasileiras, a Educação Física possui hoje em dia bases legais e orientações curriculares que podem ajudá-la a superar este quadro, principalmente no Ensino Médio, quando os alunos estão se preparando para entrar nas universidades do país, a partir de um novo modelo de seleção. A proposta do novo Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, apresentada pelo Ministério da Educação para o ano de 2009, inclui em sua matriz de referência o estudo das práticas corporais: a linguagem corporal como integradora social e formadora de identidade, onde estão incluídos conteúdos

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que são trabalhados tradicionalmente na prática pedagógica em Educação Física, como por exemplo, o esporte, os jogos, as lutas, a dança e as brincadeiras. Além destes conteúdos “clássicos”, o novo ENEM aborda também, numa perspectiva crítica de apropriação do conhecimento, a performance corporal e as identidades juvenis; as possibilidades de vivência crítica e emancipada do lazer; os mitos e verdades sobre os corpos masculino e feminino na sociedade atual; o corpo no mundo dos símbolos e como produção da cultura; as práticas corporais e a autonomia, dentre outros aspectos que revelam a riqueza de saberes que fazem parte do universo teórico da Educação Física. Em sintonia com a estrutura definida na reforma curricular do Ensino Médio, que estabeleceu a divisão do conhecimento escolar em áreas, incluindo a Educação Física na área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, o novo ENEM está sendo adotado como forma de ingresso oficial de várias instituições públicas de ensino superior do Brasil, como é o caso da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG. Com a implementação desse novo modelo de seleção, a perspectiva é de que a Educação Física tome novos rumos no Ensino Médio brasileiro, dando uma maior importância aos seus eixos teóricos, já que passa a ter “utilidade” no contexto escolar, passando de uma disciplina sem legitimidade para um componente curricular que tem o que ensinar a seus alunos. Mas experiências vividas em escolas públicas do interior da Paraíba, onde podemos conhecer de perto a situação problemática dos alunos em relação aos conteúdos da Educação Física, nos despertou uma preocupação com o planejamento da Educação Física neste nível de ensino, considerando a realidade do município paraibano de Nova Floresta, no que se refere às bases legais que regulamentam o ensino nacional e do estado. Procuramos com esta pesquisa, então, saber se em Nova Floresta as escolas que oferecem Educação Física no Ensino Médio, vem planejando sua prática pedagógica tendo em vista as referências legais para este nível de ensino, de modo a se adequar às novas exigências do mundo do trabalho e, principalmente, qualificar suas ações junto a este componente curricular. Além de guardar relações pessoais com este município, sua escolha se deu em virtude da cidade vizinha, Cuité, situada a pouco mais de 6km de Nova Floresta, existir um campi da UFCG, o que dá mais chance aos estudantes Florestenses ingressarem no ensino superior, a partir do ENEM, já que esta instituição foi uma das aderiram a este exame como forma de seleção. Mas nada adianta esta situação geograficamente favorável, se a cidade não estiver se preparando para o ENEM de forma adequada. É por isso, que nossa pesquisa tem como

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objetivo, identificar e analisar como as escolas de Nova Floresta incorporam ao seu planejamento, as orientações legais para a prática pedagógica em Educação Física no Ensino Médio. A pesquisa é de caráter documental, realizada com materiais que, segundo Gil (2002), não receberam ainda um tratamento analítico ou que podem ser reelaborados de acordo com o objetivo da pesquisa, tais como, fotografias, boletins, projetos, etc. Foi realizada com as escolas que oferecem Ensino Médio na cidade de Nova Floresta, mediante carta de apresentação para a aquisição dos documentos e autorização da pesquisa. Duas escolas da cidade oferecem Ensino Médio, sendo uma pública – Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José Rolderick de Oliveira – e outra privada – Escola Educandário Caminho do Saber. Analisamos os documentos da escola privada, em razão da instituição pública não ter encontrado e disponibilizado o projeto político pedagógico da escola, ou qualquer outro documento que pudesse contribuir com a pesquisa. Foram analisados o Projeto Político Pedagógico da escola e o Plano de Curso para a disciplina Educação Física, no ano de 2009, além dos Referenciais Curriculares Para o Ensino Médio da Paraíba, de modo que pudemos perceber como as bases legais da Educação Física são apropriadas no planejamento escolar da instituição investigada. 1. ASPECTOS LEGAIS DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO O Ensino Médio no Brasil é regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, de 1996, que considera este nível de ensino como parte integrante da Educação Básica, juntamente com a educação infantil e o ensino fundamental. Desde a promulgação da LDB, a Educação Física, não só no Ensino Médio, passou a ter status de componente curricular obrigatório, atrelada à proposta pedagógica da escola, deixando de ser considerada apenas uma atividade. Com a reformulação das áreas de conhecimento no contexto escolar, proporcionada pela reforma curricular do Ensino Médio, foi criada uma nova proposta em relação a sua participação nesta etapa de ensino. As áreas de conhecimento foram divididas em: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias, além de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, na qual a Educação Física se insere.

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Essa reformulação se tornou necessária, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – PCNEM, “para impulsionar uma democratização social e cultural mais efetiva pela ampliação da parcela da juventude que completa a educação básica” (PCNEM, 1999, p.). Fato esse mencionado por Darido (1999), quando ela aponta um dado do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP, de um crescimento de 100% no número de matriculados no ensino médio no Brasil entre os anos de 1987 a 1997, chegando a 6.405.057, onde o mesmo INEP aponta que no ano de 2009 um total de 8.280.875 estudantes foram matriculados no Ensino Médio regular, podemos então observar um aumento considerável no número de alunos matriculados nesta etapa da educação básica nesse intervalo de tempo. A educação física no ensino médio nesse intervalo de tempo necessitou ser reformulada a sua prática, pois antes desta explosão de crescimento no número de matriculados no Ensino médio, ele só era disponível no período noturno, horário em que segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases: Lei n°9.394/96 em seu Art. 26. Parágrafo 3º) “A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica”, e no mesmo parágrafo nos incisos I, II e III, ela fala que a Educação Física é facultativa em alguns casos como, por exemplo, carga horária de trabalho igual ou superior a seis horas, maior de trinta anos e alunos que estiverem prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física; (incluído pela Lei n° 10.793, de 1°. 12.2003) Atualmente a Educação Física, segundo PCNEM e as Orientações Curriculares 2002, se insere no bloco Linguagens, códigos e suas tecnologias. Essa divisão é baseada nas idéias e nos conceitos de autores como Elenor Kunz, Valter Bracht, Jocimar Daólio Go Tani, Darido entre outros estudiosos, afim de “montar um programa de conteúdos que atendam as expectativas da faixa etária com que será trabalhada”(PCNEM 1999). Com relação à faixa etária (GALLARDO 2005 p.56) diz que os alunos do ensino médio encontram-se numa fase turbulenta da vida, onde passam por mudanças físicas e psicológicas, influenciando em sua auto-estima, humor e etc, fazendo com que o foco seja desviado para o corpo sendo a carta de apresentação para ser aceito por seus pares. O autor menciona a importância do corpo para esse grupo, corpo esse que é movimentado e trabalhado nas aulas de educação física. Para informar os professores e despertar neles a discussão sobre a prática pedagógica da educação física no ensino médio, as escolas receberam as Referências Curriculares Para o Ensino Médio, que discorre sobre várias temáticas da última etapa da educação básica, dentre elas são destacados a análise desenvolvimentista de Go Tani, quando ele fala que “o

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movimento é o objeto de estudos e aplicação da Educação Física, onde a partir daí uma atuação mais objetiva e significativa de aplicação da Educação Física sobre o movimento pode levar a estabelecer, como objetivo básico, uma aprendizagem do movimento” (GO TANI 1988). Daí a idéia de educar o movimento para que o aluno utilize tal movimento aprendido no período escolar em sua vida para vários fins, tais como: lazer, competitivo, saúde entre outros. A educação física no ensino médio acabou por ser construída como uma disciplina sem importância nessa fase, devido muitos fatores, dentre eles, o rendimento dos alunos para vestibulares, concursos entre outras competições. BARNI e SCHNEIDER em seu estudo, dizem que “a Educação Física, e em especial a do Ensino Médio, é um componente curricular que em grande parte das vezes, é marginalizado, discriminado, desconsiderado, chegando até por vezes a ser excluído dos projetos políticos pedagógicos de algumas escolas”, a partir de uma citação de SANTIM (1987) onde ele afirma que: “A Educação Física nem sempre foi considerada de capital importância, nem mesmo por alguns de seus profissionais, porque não é posta como uma real educação humana, mas apenas como suporte para atividades esportivas, acabou sendo uma disciplina dispensável”, pode se pensar se o problema deve estar em alguns profissionais que denigrem a imagem da educação física escolar, trabalhando aquele velho ato de “dar a bola” e deixar a aula correr onde DARIDO (2009) discorre sobre, e diz que “A prática de dar a bola é bastante condenável, pois desconsidera a importância dos procedimentos metodológicos dos professores”. O sistema de organização que regulamentam as práticas pedagógicas da Educação Física é bem vasto e claro, com Orinetações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – OCEM que tratam da disciplina no ensino médio como “disciplina escolar e que deve ser tratar da Cultura Corporal, em sentido amplo”, PCNEM que afirma que “a Educação Física precisa buscar sua identidade de estudo”, e por aí vai, inclusive nas OCEM (p.146) diz que “as aulas de Educação física têm a difícil missão de superar a perspectiva de simples hora de lazer e prática esportiva”. VAGO (2009) diz que “a escola não é rua, não é bairro não é tempo nem equipamento de lazer, é um lugar singular que não pode ser confundido nenhum desses”. O profissional, com esse leque de suporte deve buscar a melhor maneira de tematizar a cultura corporal dentro da disciplina. O planejamento tem grande importância no desenvolvimento das ações do profissional. Segundo LIBÂNEO (1994), “o planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação do docente”. Mas o que realmente falta para que se avance no conceito educação física no ensino médio? Serão os profissionais? Será o governo? Serão as escolas? Ou os gestores? Em relação ao trabalho em sala e nas aulas práticas

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também, DARIDO (1999) sai em defesa dos profissionais, ela aponta um dado de que 30 professores pesquisados 25 revelaram que é a falta de interesse dos alunos aliadas a falta de habilidade dos mesmos são suas maiores dificuldades. Ela também expõe uma falta de um professor pesquisador, onde ela aponta que uma de suas dificuldades é a vinda de alunos de outras escolas, que trazem consigo conteúdos diversos, ou trazem a simples prática esportiva, os que já sabem não querem voltar a fazer e os que não sabem sentem-se vergonha de fazer e errar. É certo que os conteúdos de educação física não têm um planejamento unificado entre escolas, regiões de ensino, apesar de os PCNEM darem a base de informação de como organizar e planejar o que deve ser feito no ano letivo ao expor em seu documento as competências e habilidades a serem desenvolvidas pela disciplina. As OCEM (p.146) fazem uma crítica aos profissionais, quando fala que “em geral, os professores de Educação Física sentem-se inseguros para desenvolver temas que fogem dos aspectos ligados aos esportes tradicionais e ao ensino de suas técnicas”. Em relação a essa crítica observemos os PCNEM (1999, pág159), ao dizer que “esse fato pode ter se dado, entre muitas causas, pela confusão do ambiente esportivo-competitivo com o escolar-educacional fruto de um contexto histórico que quis elevar o País à categoria de nação desenvolvida às custas de seus sucessos no campo dos esportes. A partir daí é proposto ao Professor “ser flexível no tocante às suas mudanças do planejamento e do programa de curso; mostrando aos alunos que aquele é um espaço de aprendizagem e procurando entender e aceitar as relações corporais existentes”. Na citação acima dos PCNEM o planejamento é colocado como ferramenta de organização do trabalho de conteúdos, das ações a serem executadas pelo docente, assim como LIBÂNEO (1994) que põe “o planejamento como um processo de racionalização, organização e coordenação da ação do docente”, ele também diz que a “ação de planejar, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle administrativos; é, antes, a atividade consciente de previsão das ações docentes”. Com relação à elaboração de planejamentos os PCNEM afirmam que “é a atividade que deve adequar-se ao aluno e não o aluno à atividade, pois, o professor ao se manter rígido em atividades desinteressantes aos alunos, termina por afastá-lo da disciplina”. Segundo LIBÂNEO (1994):
Cabe ao professor, mais que comprimento das exigências dos planos e programas oficiais, a tarefa de reavaliá-los tendo em conta objetivos de ensino para a realidade escolar onde trabalha. Conta-se, aqui, com a criatividade, o preparo profissional, os conhecimentos de Didática, de Psicologia, e Sociologia e, especialmente, da disciplina que esse professor leciona e seu significado social nas circunstâncias concretas do ensino (p.229).

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Talvez por isso é apresentado alguma dificuldade dos profissionais comporem seu plano de ação, com conteúdos desconhecidos e fora da imagem construída pelos alunos sobre a Educação Física na escola. A dificuldade na elaboração de um programa de conteúdos a ser adotado pelas escolas com os eixos temáticos sugeridos pelos PCN+ que são: Representação e Comunicação, Investigação e Compreensão, Contextualização Sociocultural; pode ser atribuída, por exemplo, à falta de livros didáticos para orientar os profissionais à suas práticas, apesar de existir algumas publicações como a obra de TEIXEIRA1 e uma mais recente de DARIDO e JÚNIOR2, alguns stados apresentam uma linha de livros didáticos porém ainda é insipiente em se tratando da educação física no Brasil De acordo com os PCNEM, as competências e habilidades a serem desenvolvidas na disciplina de Educação Física no Ensino Médio consistem em Representação e comunicação, Investigação e compreensão, e contextualização sócio-cultural. Dentro da representação e comunicação podemos observar a proposta de que o aluno venha demonstrar autonomia em atividades corporais, postura ativa nas atividades físicas, interesse por práticas de pesquisa na área, diálogo e convivência através das atividades focando posturas democráticas através de debates propostos. Uma metodologia critico-superadora, para que acentue nas dinâmicas de sala de aula a intenção prática do aluno para aprender a realidade, é como pode ser explicado através do COLETIVO DE AUTORES (1992). O outro bloco em que são divididas as competências e habilidades vê Investigação e Compreensão, que consiste dentre outras temáticas compreenderem o funcionamento do organismo humano, desenvolver noções conceituadas de esforço e refletir sobre as informações específicas da cultura corporal, e por fim, a Contextualização Sócio-Cultural onde se deseja que o aluno compreenda as diferentes manifestações cultura corporal. Nestes dois últimos blocos podemos perceber um termo em comum entre ambos que é a cultura corporal, que o COLETIVO DE AUTORES (1992) coloca como “uma área de conhecimento onde se inserem formas de atividades expressivas corporais como: jogo, esporte, dança e ginástica”. HERMIDA (2009) coloca cultura corporal como “objeto de estudo da educação física, sem perder de vista objetivos como a formação corporal e física dos alunos, porém recolocando-os no âmbito da vida real de uma sociedade de classes”. Como já mencionado neste estudo, o ENEM insere em sua matriz de referência para o exame uma nova proposta, de acordo como a reformulação do ensino médio, para o bloco de
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TEIXEIRA, Hudson Ventura. Educação Física e Desportos. Editora Saraiva, 4a edição 1999. DARIDO, S.C. JÚNIOR, Osmar Moreira de Souza. Para Ensinar Educação Física. Papirus Editora 2009.

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Linguagens e Códigos onde encontramos a Educação Física com a principal competência de “Compreender e usar a Linguagem Corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da identidade”. E um dado importante que deve ser levado em consideração é o de que ENEM esteve em 2004 presente em 21% dos vestibulares das instituições de ensino superior do Brasil, algo em torno de 436 instituições sendo dessas 54 públicas (FONTE: Revista do Ensino Médio 2004). No ano de 2009 o INEP aponta que das 55 Universidades Federais 26 já aderiram ao ENEM. Para dar suporte aos professores do seu estado, a Paraíba tem um documento que orienta o planejamento da prática pedagógica das disciplinas a serem trabalhados no Ensino Médio, os chamados Referenciais Curriculares para o Ensino Médio da Paraíba. Formulada de acordo com as bases legais que regulamentam o ensino nacional, traz como objetivo “apoiar o trabalho dos professores, facilitando a internalização, e adoção de novas orientações, objetivando a instituição de novas práticas pedagógicas nas escolas”. Para a área de Linguagens e códigos, onde se insere a Educação Física, Os Referenciais têm como proposta “ampliar as orientações para um ensino mais compatível com as novas pretensões educativas, contidas nos PCNEM, PCN+, e recentemente nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio - OCEM”. Com relação Educação Física no Ensino Médio, dentre as propostas citadas podemos observar uma perspectiva de “esclarecer o papel que a disciplina pode ter na educação de jovens e adultos - clientela do Ensino Médio, no entendimento da Educação Física enquanto disciplina pedagógica” (p.260). Além do mais se trata da Educação Física no Ensino Médio como “disciplina pedagógica que trata pedagogicamente do conhecimento” (p.287), e não apenas uma atividade prática de lazer ou algo do tipo.

2. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
A coleta de dados foi iniciada com a visita às escolas para obter a permissão de acesso aos documentos necessários para o andamento da pesquisa, que seriam: Projeto Político Pedagógico, sendo considerado o último elaborado na escola, e o plano de curso dos professores que trabalham com ensino médio, desse mesmo modo levamos em consideração ao escolher o documento que regulamenta as ações pedagógicas do estado da Paraíba (Referenciais Curriculares Para o Ensino Médio na Paraíba), ou seja, escolhendo o último elaborado. A obtenção desses documentos para que se iniciasse a coleta de dados se

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complicou a partir do momento em que uma das escolas, a E.E.E.F.M. José Rolderick, não conseguiu “encontrar”, esse foi o termo utilizado, os documentos solicitados, onde foi concedida ao pesquisador a liberdade de ajudar nas buscas pelos papéis. Diferentemente, a outra escola não mostrou dificuldade ao conceder os documentos, e rapidamente o tivemos em mão para iniciar a coleta. Infelizmente não conseguimos os documentos da escola estadual, mas apenas de uma das escolas da Cidade que foi a privada. A partir dos documentos obtidos, a análise foi desenvolvida através da discussão que os temas e os dados suscitam e inclui geralmente o corpus da pesquisa (R.B.H.C.S p.11), foi construído um instrumento de coleta de dados como fichas, algo que apontasse o que seria de grande valor para pesquisa. Pontos importantes foram analisados apontados por (CELLARD 2008) como: o contexto, autor ou autores, a autenticidade e confiabilidade e natureza do texto e os conceitos chaves. Foram analisados todos os documentos, onde foram renomeados para facilitar a análise. O Projeto Político Pedagógico é o Documento 1 (DOC 1), o Plano de Curso é o Documento 2 (DOC 2), e os Referenciais Curriculares Para o Ensino Médio da Paraíba é o Documento 3 (DOC 3). Os Documentos 1 e 2, Projeto Político Pedagógico e Plano de Curso respectivamente foram analisados comparando os dados obtidos com os do Documento 3. Como podemos observar nos quadros abaixo. Quadro 1. Descrição dos dados encontrados no Projeto Político Pedagógico, aqui Denominado de Documento 1 (DOC 1). DOC 1: Projeto Político Pedagógico da Escola INSERÇÃO REFERÊNCIAS LEGAIS O QUE É? Fala da Ed. Física dentro das Linguagens códigos e suas tecnologias Diretrizes Curriculares Nacionais, PCNEM.

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FUNÇÃO SOCIAL

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CONTEÚDOS EIXOS TEMÁTICOS PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

“Formalmente o currículo seguirá as Diretrizes Curriculares indicados nos documentos oficiais por meio da definição da base nacional comum conforme determina a Lei n° 9394/96 e as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ens. Médio. -------“A competência ler, compreender, interpretar e produzir textos, no sentido amplo do termo, não se desenvolve unicamente na aprendizagem da língua portuguesa, mas em todas as áreas do conhecimento e disciplinas que estruturam as atividades pedagógicas da escola que fazem parte da base nacional comum utilizando a interdisciplinaridade e a contextualização“.

Quadro 2. Tem a descrição sobre o que foi obtido com o Plano de Curso do Professor, aqui denominado de Documento 2 (DOC 2). DOC 2: Plano de Curso do Professor INSERÇÃO REFERÊNCIAS LEGAIS O QUE É? FUNÇÃO SOCIAL --------“A educação Física é um importante papel no auxilio para o entendimento dessas mudanças, tanto no físico como psicológicos”. “Chamar a atenção do aluno para a importância de se praticar a Atividade Física no âmbito sociocultural, visando o desenvolvimento corporal e social”. - Noções básicas de fisiologia na prática de atividades físicas; - iniciação ao desporto; - Basquetebol, handebol, voleibol, futsal, futebol de campo, natação, ginástica, hidroginástica. - Manifestações culturais - Dança e expressão corporal. Saúde: Conhecimento Fisiológico e prático dos benefícios da prática de atividade física para a manutenção da saúde. EIXOS TEMÁTICOS Sociabilização: desenvolvimento de atividades em grupos que levam o aluno a conviver em situações onde aprender a lidar com as diferenças e utilizá-las para o sucesso do grupo. Cultural: Atividades Rítmicas e expressivas, onde o aluno possa conhecer compreender e valorizar manifestações culturais.

CONTEÚDOS

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

- Aulas teóricas; - Aulas Práticas; - Trabalhos de Pesquisa; - Palestras; - Passeios Culturais; - Aulas com Vídeo.

Quadro 3. Descreve os dados obtidos frente às Referencias Curriculares Para o Ensino Médio na Paraíba, aqui denominado de Documento 3 (DOC 3). DOC 3: Referenciais Curriculares Para o Ensino Médio da Paraíba Fala da Ed. Física dentro das Linguagens códigos e suas tecnologias “Os estudos foram iniciados a partir da análise das finalidades do Ens. Médio previsto na LDB e nas Diretrizes Curriculares (DCNEM)”. “A Educação Física é considerada uma disciplina que trata pedagogicamente do conhecimento de uma área denominada por eles de Cultura Corporal que tem como temas o jogo, a dança, o esporte, a ginástica, dentre outras, que constituirão seus conteúdos, colocando como objetivo desse conhecimento a apreensão da expressão corporal como linguagem. “Contribuir para que o educando seja capaz de consolidar e aprofundar os conhecimentos para o prosseguimento de seus estudos; preparar-se para o trabalho da cidadania; aprimorar-se como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico”. “É através da expressão corporal como linguagem que será efetivada a mediação do processo de socialização do educando na busca da apreensão e atuação autônoma e crítica da realidade”. - Linguagem Corporal; - Temas da Cultura Corporal; - Esportes; - Lutas; - Ginásticas; - Jogos; - Danças; Manifestações da Cultura Corporal: - Aprofundamento dos conhecimentos específicos das diferentes manifestações de cultura corporal. – Diferentes contextos históricos, sociais e culturais das diversas manifestações da cultura corporal. – Estudo das temáticas relacionadas ao esporte e às lutas. - Inclusão nas aulas de Ed. Física em contraposição às atitudes discrimitórias que perpassam a prática das manifestações da Cultura Corporal. – Linguagem Corporal. – Estudo das temáticas relacionadas as danças e as ginásticas.

INSERÇÃO REFERÊNCIAS LEGAIS

O QUE É?

FUNÇÃO SOCIAL

CONTEÚDOS

EIXOS TEMÁTICOS

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Conhecimento do corpo: Dimensões biológicas, histórica, cultural e social do corpo; Higiene e saúde corporal; Hábitos alimentares e atividade física; Limites e possibilidades dos movimentos corporais; Reconhecimento das posturas adequadas na realização das práticas corporais e no cotidiano. Atividade Física e Qualidade de Vida: Atividade Física e seu contexto histórico, político e social; A prática de atividade física regular como exercício de cidadania; Atividade física e o combate ao stress; O lazer e o exercício da cidadania. “Orientado pelo professor, o aluno se torne agente de seu estudo”. “Um dos procedimentos metodológicos que mais favorecem esta autonomia é a metodologia de projetos de estudo, pesquisa e ação que deverá ser amplamente utilizada pelos professores por favorecer a interdisciplinaridade e o protagonismo juvenil”. PROCEDIMENTOS “Estruturação de aulas proposta por Libâneo(1991)”, “Nesta proposta METODOLÓGICOS adotou-se as seguintes etapas: Sondagem de experiência anteriores; Apresentação da temática e objetivos a serem alcançados; Diagnóstico a respeito do conhecimento prévio sobre o tema; Apresentação da temática através de aulas expositivas, apresentação de vídeo, debate, etc; Síntese do conhecimento produzido pelo educando, utilizando relatórios, produção de texto, etc. A análise dos dados dar-se-á a partir da divisão dos aspectos analisados em três blocos, que são eles: Aspectos Legais, Compreensão da Educação Física e Aspectos Metodológicos. No primeiro bloco, Aspectos Legais, incluiu-se os pontos pesquisados que tratam da Inserção da Educação Física quanto disciplina e as Referências Legais utilizadas como base na elaboração dos documentos. No segundo, Compreensão, discute-se o que se encontrou sobre O que é, ou seja, o que os documentos dizem sobre o que venha a ser Educação Física, e também a Função Social da Educação Física Escolar no Ensino Médio. E por fim, no terceiro, Aspectos Metodológicos, entra a discussão sobre Os Eixos Temáticos e os Procedimentos Metodológicos.

3.1 Aspectos Legais
Observando o Quadro 1, ao que diz respeito a Inserção da Ed. Física quanto a disciplina, vê que o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, fala da educação física no campo das Linguagens e Códigos e sua Tecnologias, no Quadro 2 não se detecta no o Plano

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de curso do professor nenhuma referência a disciplina quanto a organização e inserção no campo das Linguagens, no Quadro 3 observa a alusão do Documento do Estado à Educação Física integrante do bloco de Linguagens Códigos e Suas Tecnologias. Concluindo que nesse aspecto o PPP da escola segue o Documento do Estado quanto a sua elaboração, porém não o expõe em seu referencial. Partindo para as Referencias Legais, o Quadro 1 aponta que o PPP da escola usou as DCNEM (Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Médio) e os PCNEM (Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio) como referências legais para sua elaboração, assim como no Quadro 3 observamos as mesmas referências no Documento do Estado. Entretanto não se vê referência do PPP da escola ao Referencial do Estado. O documento do professor, mostrado no Quadro 2, não faz nenhuma referencia quanto a sua elaboração.

3.2 Compreensão da Educação Física
Com relação à compreensão começamos analisando O que é Educação Física, que conceito é dado pelos documentos. No Quadro 1 não se observa nenhum dado que venha a considerar uma caracterização da Educação Física no Ensino Médio pelo Projeto Político Pedagógico da escola (PPP). No Quadro 2, mostra que a Educação Física é dada pelo Plano de Curso como “auxilio no entendimento de mudanças”, mudanças essas que acontecem nos alunos que estão no ensino médio devido sua faixa etária, onde no Quadro 3, o documento do Estado trata da Educação Física em um conceito mais amplo, ao falar de Cultura Corporal, considerando-a uma disciplina que trata pedagogicamente desse conhecimento, não só auxiliando no entendimento de mudanças, onde observa-se também quando fala-se na apreensão da expressão corporal como linguagem. Ao que diz respeito à Função Social da Educação Física no Ensino Médio, o Quadro 1 mostra que o PPP da escola não faz referência ao assunto. No Quadro 2 o Plano de Curso do professor coloca a atividade física como meio de interação social, já no Documento do Estado representado no Quadro 3, a função exposta é a de mediação da expressão corporal como linguagem no processo de socialização, além de contribuir, consolidar, aprofundar, conhecimentos sobre o social e preparar para o trabalho da cidadania e em outras palavras, o empenho na formação da pessoa humana. Podemos perceber uma proximidade na proposta do

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Plano de Curso com a Proposta do estado quando se fala em interação social, porém o segundo tem uma visão bem mais ampla da Função Social da Educação Física.

3.3 Aspectos Metodológicos
A análise dos aspectos metodológicos inicia-se pelos conteúdos, onde observamos no Quadro 1 que descreve os dados obtidos do PPP da escola, deixa bem claro que a proposta da escola na formulação dos conteúdos seguirá as diretrizes nacionais, tais como DCNEM e LDB, não fazendo nenhuma referência ao Documento do Estado, exposto no Quadro 3, onde a proposta de conteúdos a serem trabalhados pela Educação Física no Ensino Médio apresenta Linguagem Corporal, Temas da Cultura Corporal, Jogos, Esportes, Ginásticas, Lutas e Dança. O Plano de Curso do Professor por sua vez, traz em sua proposta Noções Básicas de Fisiologia na prática de atividade física, iniciação ao desporto, desportos diversos como: Futsal, natação e basquete; além de ginástica, dança e manifestações culturais, o que nos faz perceber que o Plano de Curso tem elementos que se assemelham coma proposta do Referencial do Estado, apesar de não fazer referência direta ao documento. Partindo para a análise dos Eixos Temáticos, percebe-se que o PPP da escola descrito no Quadro 1 não menciona os eixos temáticos a serem trabalhados na disciplina de Educação física no ensino médio. Partindo para o Quadro 2, os Eixos Temáticos tratados no Plano de Curso são três: Saúde, Sociabilização e o Cultural, que respectivamente centram nos benefícios da atividade física para a manutenção da saúde, desenvolvimento de atividades em grupo e a valorização das manifestações culturais. Comprando com os Referenciais do Estado, vemos como em alguns dos pontos analisados acima, que o documento do estado dá uma visão mais ampla dos dados, também observou-se isso ao analisarmos os eixos temáticos a serem trabalhados na Educação Física propostos pelo documento. No quadro 3 podemos perceber que o documento em questão também divide os eixos temáticos em três: Manifestações da Cultura Corporal, Conhecimentos Sobre o Corpo e Atividade Física e Qualidade de Vida. A nomenclatura escolhida para tratar dos eixos pelo Plano de Curso é um pouco diferente da usada no Documento do Estado, porém percebe-se semelhança nos elementos que compõem cada eixo, como por exemplo, nos eixos Saúde (plano de curso) e Atividade Física e qualidade de Vida (referencial do estado). Sobre os Procedimentos Metodológicos, vemos no Quadro 1 que o PPP compete a todas as disciplinas que compõem essa etapa de ensino, inclusive a Educação Física, ou seja,

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o Ensino Médio, a competência de ler, compreender, interpretar e produzir textos, além de utilizar elementos importantes no processo ensino aprendizagem como “interdisciplinaridade e contextualização”. No Plano de Curso que podemos observar no Quadro 2, temos procedimentos metodológicos aulas práticas, teóricas, audiovisuais, trabalhos de pesquisa, palestras passeios. Tomando como base os Referenciais do Estado para a discussão, percebemos o termo interdisciplinaridade colocado pelo PPP como um dos pontos a serem trabalhados no Documento do Estado, onde afirma que os projetos de pesquisa devem ser amplamente utilizados por favorecê-la, e que constatamos quando no Plano de Curso do Professor aparece o trabalho de pesquisa como procedimento do metodológico no plano de curso do professor. De acordo com o Referencial do Estado esses procedimentos tem como objetivo fazer o aluno agente de seu estudo. No entanto podemos novamente detectar a proposta da escola, de acordo com o PPP da escola e o Plano de Curso que têm elementos que compõem a proposta estadual para o Ensino Médio no que diz respeito aos Procedimentos Metodológicos, mesmo sem fazer referência ao documento.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que os documentos analisados que apontam as práticas pedagógicas da Educação Física no Ensino Médio na escola não fazem referências diretas aos Referenciais Curriculares Para o Ensino Médio na Paraíba, porém, podemos analisar no Documento 1 (Projeto Político Pedagógico-PPP), referencias as bases legais que regulamentam o ensino da Educação Física nesta etapa da Educação Básica como DCNEM, PCNEM e LDB, bases essas que também são suporte na elaboração dos Referenciais Estaduais, nos fazendo perceber que indiretamente existe uma ligação entre as propostas, mesmo que o documento da escola não faça referencia nenhuma ao documento estadual. Com relação ao Plano de Curso, documento esse elaborado pelo professor de Educação Física da escola, não faz referencia ao documento estadual, e também não traz nenhum elemento que indique a base com que foi elaborado, porém, em alguns pontos da pesquisa, percebemos ligação entre a proposta do professor e a proposta estadual de ensino, como no que diz respeito à Compreensão da Educação Física e aos Aspectos Metodológicos, sendo que em um contexto bem resumido em relação ao Referencial Estadual, talvez falte ao professor indicar as referências para a elaboração de seu plano, pois além de facilitar análises da parte pedagógica da escola, ajudaria a professores que o viessem sucedê-lo no processo de

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elaboração do seu documento. Ao falar de aspectos metodológicos, observamos no PPP da escola o intuito de trabalhar com métodos indicados nos referenciais, Interdisciplinaridade e contextualização, produção de texto e de conhecimento, que de acordo com as DCNEM contribuem para que o aluno se torne agente do seu estudo. O documento referente à proposta estadual para Educação Física no Ensino Médio nos mostra ser bem ampla, tratando de conceitos a serem tratados na disciplina como “Cultura Corporal”, Expressão Corporal como Linguagem, Qualidade de Vida, que não observamos no PPP da escola, mas que aprecem no plano de curso do professor, mesmo que seja de uma forma resumida. É importante que as escolas brasileiras, tanto públicas quanto privadas, planejem suas práticas pedagógicas para o Ensino da Educação Física tomando como referencia as bases legais que regulamentam a nível nacional, estadual e municipal, fazendo com que crie uma identidade da Disciplina de Educação Física escolar, afim de que se faça na prática o que é posto a educação física nas orientações nacionais de ensino, uma disciplina que trata do conhecimento, da Cultura Corporal, que visa utilizar a Expressão Corporal como Linguagem, desenvolver o censo crítico, e formar um cidadão que seja capaz de produzir cultura.

REFERENCE ESCOALR CURRICULUM AND PLANNING: AN ANALYSIS OF PHYSICAL EDUCATION IN THE NEW FOREST HIGH SCHOOL / PB ABSTRACT
Treated only as a discipline and practice without much participation in the political pedagogical project for a good part of Brazilian schools, the real physical education proposal to be worked out by the Brazilian schools are often left out by archaic methods and reprehensible as that of "give the ball" of some professionals. Experiences in public schools, knowing the situation of students in relation to the content of physical education, aroused a concern related to the planning of physical education at this level of education, regarding the legal basis regulating the national and state education. The study is whether New Forest schools offering physical education in high school has been planning their educational practices according to legal references for this level of education, especially the Benchmarks the State of Paraiba, where the city is part. Research has rationale as the law governing the Basic School in Brazil, as well as DCNEM, BDL and PCNEM, to respect the legal aspects, themes, content and methodological procedures. This is a documentary, was held in schools offering high school in downtown New Forest - PB. The documents selected for the study were the last produced by institution. We analyzed all documents where renamed to facilitate analysis. The study

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concludes that the documents reviewed indicate that the pedagogical practices of physical education in high school in school do not make direct reference to the Benchmarks for High School Curriculum in Paraiba, but the approach when dealing with some component elements of planning. Keywords: Physical Education. High School. Curricualres references.

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