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Acho que cabe perguntar porquê achamos que as coisas que a Bíblia contém ou relata sej

am importantes.
Digo isso pois parece ser meio anacrônico considerarmos coisas antigas com 'ar de
novo'. Tiramos a poeira e reconsideramos. Será essa uma abordagem correta? A dita
'sabedoria', que é de tão obscura definição como é a 'inteligência', existiria realmente já
ra aquela época e para aquelas pessoas? Será sábia uma pessoa, por exemplo, que saiba
lidar com contradições?
Os questionamentos passam a valer, penso eu, quando uma comunidade que tem como
código de conduta 'Não matarás', por exemplo, em um de seus livros 'escritos na pedra'
, na realidade mata aqueles que considera seus inimigos ou quem os está 'atrapalha
ndo', pela sua ótica. Privilegiam o 'olho por olho, dente por dente' no lugar dos
seus mandamentos. Essa contradição me faz refletir, coisa que para muitas pessoas é ch
amado 'pecado' (palavra pesada, não?).
Se os Romanos, por exemplo, que tiveram uma grande civilização no passado, tinham um
vocabulário limitado, comparado com as civilizações atuais, não tinham concepções modernas
que foram possíveis somente com o avanço da pesquisa e da ciência (o próprio conceito de
ética, inteligência, e por aí afora) tiveram suas limitações imagine a sociedade que gero
u a famigerada Bíblia que todos cultuam.
Não é um ponto de negação mas para refletir se devemos realmente levar em conta história d
e um povo que não tem a ver com outros povos (nem eles querem) mas os outros povos
insistem nisso.
A ponto de a igreja, por exemplo, dizer que Jesus é Deus ('o verbo encarnado') par
a, justamente, negar a origem judaica de Jesus.
A psicologia nega a analisar ou questionar a psique desses personagens (personag
ens do passado antes do aparecimento da psicologia como ciência) quando eu já defend
o e questiono: será o Apocalipse, por exemplo, obra de um esquizofrênico? Nunca pass
ou isso pela cabeça de ninguém. Será que as trombetas de Jericó, por exemplo, não foi frut
o de alucinação? História para motivar o belicismo de um povo pacato? É de se questionar
para que se aprimore uma fé racional e não uma fé ilusória.