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OS 3 PRIMEIROS ANOS DE VIDA

OS 3 PRIMEIROS ANOS DE VIDA

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Em 1960 cientistas começaram a identificar que o cérebro dos recém-nascidos era

desenvolvido além de um nível primitivo. Peter Wolff, psiquiatra infantil em Boston,

trabalhou em lares com bebês recém-nascidos. Ele sentava-se demoradamente,

discretamente, registrando cada ação dos bebês, acordados e adormecidos.

Independentemente, Heinz Prechtl fez estudos semelhantes em Groningen, na Holanda,

mas acrescentou registros da freqüência cardio-respiratória e ondas cerebrais. (KLAUS

e KLAUS, 1989)

Reunindo os achados, os dois cientistas organizaram suas informações e

descobriram a atividade cerebral do recém-nato. Eles perceberam que existiam seis

estados de consciência diferentes, de acordo com o grau de vigília ou sono do bebê.

Dois estados de sono: sono tranqüilo e sono ativo; três estados de alerta: inatividade

alerta, alerta ativo, e choro; e um sexto estado que é o de torpor, uma transição entre

sono e vigília. Cada um destes estados é acompanhado por comportamentos específicos

e individuais. (KLAUS e KLAUS, 1989)

No estado de inatividade alerta, os olhos estão totalmente abertos, luminosos e

brilhantes, neste estado os recém-nascidos conseguem brincar. Podem seguir uma bola

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vermelha, selecionar figuras e até imitar a face da mãe. Logo após o nascimento, os

bebês têm um período prolongado de inatividade alerta, durante os quais eles olham

diretamente para a face e para os olhos da mãe e do pai e podem responder a vozes.

Neste estado, a atividade motora está suprimida e toda a energia do bebê parece estar

canalizada para ver e ouvir. Durante a primeira semana de vida, o bebê normal passa

aproximadamente dez por cento de qualquer das 24 horas do dia neste estado, o que lhe

permite captar muita coisa e ter condições de se adaptar ao ambiente. (KLAUS e

KLAUS, 1989)

Durante o estado de alerta ativo, ocorrem movimentos mais freqüentes dos olhos;

os olhos olham em torno e os bebês emitem alguns sons. Este estado aparece antes de se

alimentar ou quando ele está inquieto além de surgirem movimentos a cada um ou dois

minutos: braços, pernas, corpo, face. (KLAUS e KLAUS, 1989)

O estado de choro, que é uma forma de comunicação, indica fome ou desconforto:

os olhos podem estar abertos, ou firmemente fechados, a face contorcida e vermelha,

braços e pernas movem-se vigorosamente. Muitas mães conseguem alterar este estado,

segurando os bebês, acariciando-os, colocando-os no colo, na vertical. (KLAUS e

KLAUS, 1989)

No estado de torpor, quando o bebê está adormecendo, ele pode continuar a

mover-se, sorrindo, franzindo as sobrancelhas ou mexendo os lábios. O olhar está

apático, sem focalizar nada. As pálpebras pendem e antes de fechá-las os olhos podem

girar para cima. (KLAUS e KLAUS, 1989)

Logo após o nascimento, o bebê dorme aproximadamente 90% do dia ou da noite;

frequentemente adormece durante a amamentação. Metade deste período de sono é

passado em sono ativo e a outra metade em sono tranqüilo; estes estados se alternam a

cada 30 minutos. (KLAUS e KLAUS, 1989)

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No sono tranqüilo, a face do bebê está relaxada e as pálpebras estão fechadas e

imóveis. Não há movimentos do corpo, exceto raros sobressaltos e movimentos leves da

boca. Ele está em total repouso e a respiração é muito regular. (KLAUS e KLAUS,

1989)

No sono ativo, os olhos do bebê flutuam entre abertos e fechados, vê-se o

movimento dos olhos sob as pálpebras. Este estado de sono REM já havia sido

observado dentro do útero por Jason Birnholz. No sono ativo aparece movimentação do

corpo: ocasionalmente, pernas, braços ou o corpo inteiro. A respiração não é regular e é

ligeiramente mais rápida do que no sono tranqüilo. Mesmo estando dormindo, fazem

caretas, sorrisos e carrancas e pode aparecer movimento de mastigação ou sucção.

(KLAUS e KLAUS, 1989)

Quanto aos movimentos no alerta, sem chorar, por um minuto e um quarto, ele não

se move e aí ocorre uma explosão de movimentos. Este ciclo de atividade e serenidade

ocorre continuamente a cada um ou dois minutos quando ele está em estado de alerta

ativo de consciência; Steven Robertson verificou que o mesmo já ocorria desde a

vigésima semana de gestação. Ainda assim há uma diferença nas respostas de acordo

com a cultura, grupo racial e uma certa individualidade. (KLAUS e KLAUS, 1989)

O recém-nato espirra cerca de 11 a 12 vezes ao dia, a fim de limpar o nariz. O

bebê já é capaz de bocejar, logo após o nascimento. (LINDEN, 1977)

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