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Missionários da Luz

André Luiz
Psicografia Francisco Cândido Xavier

A obra Missionários da Luz integra uma série de 13 títulos iniciada com o livro
Nosso Lar.

Sinopse do livro Missionários da Luz

Conteúdo doutrinário: Essa obra descreve vários processos mediúnicos e como se


desenvolvem as providências do plano espiritual, antes,
durante e após as reuniões mediúnicas.
Nelas, são pormenorizados atendimentos a encarnados e desencarnados,
sobressaindo preciosos ensinamentos. Há descrição da sublimidade da
reencarnação de um espírito, a partir da obra-prima que é a fecundação.
Raramente se encontrará na literatura espírita fonte igual de ensinamentos sobre
a programação da existência terrena, que afinal de contas, não passa de uma
etapa da bênção maior que é a vida! (extraído do site da Fundação André Luiz –
Evangelização)

Capítulo 18 - Obsessão

"Chama-se obsessão a ação persistente que um Espírito mau exerce


sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão
desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até
a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais."
Allan Kardec - A Gênese - Capítulo XIV, item 45

“Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de


experiência em que situa a própria felicidade."
Roteiro – Emmanuel - Capítulos 26 e 28

1ª Parte – Resumo Comentado do Capítulo

Esta síntese tem por objetivo apresentar em linhas gerais os aspectos mais
relevantes tratados no referido capítulo da obra em estudo.

Imaginemos subdividir o capítulo em grandes temas, de acordo com sua


principal informação, conforme:
1. Obsidiado e Obsessor
2. Importância do esforço próprio
3. Reuniões de socorro - Doutrinação eficiente
4. Necessidade do perdão - Os crimes em nome da justiça
5. Que é e em que consiste a possessão espiritual – Caminho da cura – Benefícios
- Conseqüências

Se para cada tema selecionássemos uma questão, de fácil compreensão,


com sua resposta clara o bastante para nos ajudar no seu entendimento
imediato, quais seriam tais questões? Vejamos ...

1. Como conceituar corretamente obsidiados e obsessores? (pp. 297 e


298.)
a) O obsidiado é quase sempre um enfermo, representando uma legião de
doentes invisíveis ao olhar humano e constitui, em todas as circunstâncias,
um caso especial, exigindo muita atenção, prudência e carinho.
b) Obsidiado e obsessor são duas almas que vêm de muito longe,
extremamente ligadas nas perturbações que lhes são peculiares. Por isso,
os que lidam nessas tarefas deveriam ser comedidos nas promessas de
melhoras imediatas, no campo físico, e de modo nenhum deveriam
formular julgamento prematuro em cada caso, porquanto é muito difícil
identificar a verdadeira vítima, com a visão circunscrita do corpo terrestre.

2. Por que o esforço próprio é essencial à desobsessão? (pp. 299 e 300)


a) A razão disso é que o obsidiado, além de enfermo, quase sempre é
também uma criatura repleta de torturantes problemas espirituais. Se lhe
falta vontade firme para a auto-educação, para a disciplina de si mesmo, é
quase certo que prolongará sua condição dolorosa além da morte.
b) Se o obsidiado está satisfeito na posição de desequilíbrio, há que esperar o
término de sua cegueira, a redução da rebeldia que lhe é própria ou o
afastamento da ignorância que lhe oculta a compreensão da verdade.
Perante obstáculos dessa ordem, os Espíritos nada podem fazer, senão
semear o bem para a colheita do futuro, sem nenhuma expectativa de
proveito imediato.
c) O enfermo que mobiliza todos os recursos de que dispõe no campo da
prece, do autodomínio, da meditação, entra, embora devagarzinho, em
contato com a corrente auxiliadora formada pelos benfeitores espirituais,
ao passo que os demais permanecem na impassibilidade dos que
abandonam a luta edificante.

3. O que são reuniões de socorro? (pp. 300 a 302) – Doutrinação eficiente


(pp. 310 a 312)
Exatamente o intercâmbio com os desencarnados onde estes se manifestam
através dos médiuns, exteriorizando dores, sentimentos, incompreensões,
necessidades enfim.
Essas reuniões são privativas, isto é, sem público por que:
a) Exigem dos participantes preparo específico.
b) A presença de público dividido entre neófitos, curiosos, descrentes, outros
buscando recados ou interesses pessoais etc., dificultam, impedem ou
conturbam a formação/manutenção do bom ambiente necessário,
prejudicando um trabalho que pede, pela sua delicadeza e natural
dificuldade, calma, tranqüilidade, união de sentimentos e pensamentos no
ideal de melhor servir com Jesus;
c) É desconsideração, falta de caridade, expor dramas pessoais dos
comunicantes que estão ali necessitados do auxílio fraternal, discrição,
respeito e consideração.
Conforme a finalidade a que se destinam, podemos estudar as reuniões
mediúnicas em dois momentos:
a) Reuniões de educação da mediunidade: para adentrar na atividade
mediúnica e educar a faculdade temos que conhecer o que é o Espiritismo,
para que se desenvolvam ou decorram a orientação, o conhecimento,
aceitação e entendimento do fato mediúnico. Será nesse processo,
verdadeira série, seqüência de acontecimentos, aonde um fato vai abrindo
campo para outro que vai se aprofundando, apresentando nuances várias,
onde o médium, o participante vai aprendendo a lidar com seus esgares,
trejeitos, na busca de um comportamento educado que substitui as
comunicações ruidosas, espalhafatosas, pelo intercâmbio equilibrado.
b) Reuniões de reequilíbrio emocional ou desobsessão: são reuniões
especializadas, em que os médiuns se colocam em disponibilidade para
essa tarefa socorrista e os doutrinadores, agindo como terapeutas
espirituais, esclarecem, consolam, aliviam e aconselham os Espíritos em
sofrimento. Além dessas duas funções básicas, sendo o mais preparado
deles o dirigente da equipe encarnada, os outros médiuns que integram o
grupo, ajudam a manter a vibração, meditando, orando e acompanhando
atentamente as comunicações.
Para atender compromissos na desobsessão, a equipe deve ter experiência
e caracterizar-se por uma perfeita harmonia de pensamentos e de sentimentos.
Cada um dos seus membros compreende a sua função e a dos demais e conhece
os aspectos técnicos dos atendimentos que na reunião se processam, os quais
devem ser levados a efeito em experimentos regulares, privativos e realizados
em ambientes harmonizados e favorecedores do recolhimento.
Para ensinar com êxito, não basta conhecer as matérias e ministrá-las. É
preciso, antes de tudo, senti-las e viver-lhes a substancialidade no coração. O
homem que apregoa o bem deve praticá-lo, se não deseja que as suas palavras
sejam carregadas pelo vento, como simples eco dum tambor vazio. O
companheiro que ensina a virtude, vivendo-lhe as grandezas em si mesmo, tem o
verbo carregado de magnetismo positivo, estabelecendo edificações espirituais
nas almas que o ouvem. Sem essa característica, a doutrinação, quase sempre,
é vã.

4. Por que o perdão é necessário à harmonia dos litigantes? (pp. 302 e


303)– Os crimes em nome da justiça (pp. 303 e 304)
“A justiça! Quantos crimes se praticam no mundo em seu nome? quantos
homens e mulheres que, em procurando fazer justiça sobre si mesmos,
nada mais fazem que incentivar a tirania do "eu"?”
Dois são os motivos da necessidade do perdão:
a) Primeiro motivo: a vingança agrava os crimes cometidos e é preciso
esquecer todo o mal para restabelecer a felicidade perdida.
b) Segundo motivo: quem abriga pensamentos de ódio não pode atingir as
melhoras que deseja, visto a cólera perseverante constituir estado
permanente de destruição.

5. Que é e em que consiste a possessão espiritual (pp. 304 a 309) –


Caminho da cura (pp. 304 a 307)– Benefícios (pp. 304 a 307) -
Conseqüências (pp. 304 a 307)
a) Perseguida desde a infância por tenazes adversários do passado, uma
pobre mulher tinha o corpo transformado em habitação do seu perseguidor
mais cruel, que lhe ocupava o organismo desde o crânio até os pés,
impondo-lhe tremendas reações em todos os centros de energia celular.
b) Fios tenuíssimos, mas vigorosos, uniam-nos ambos. No entanto, enquanto
o obsessor parecia bem lúcido, ela revelava angústia e inconsciência,
gritando sem cessar: Salvem-me do demônio! salvem-me do demônio! oh!
meu Deus, quando terminará meu suplício?
c) As intoxicações da alma determinam as moléstias do corpo; o desequilíbrio
da mente pode determinar a perturbação geral das células orgânicas.
Somente o doente convertido voluntariamente em médico de si
mesmo atinge a cura positiva. Se a vítima capitula sem condições,
ante o adversário, entrega-se-lhe totalmente e torna-se possessa, após
transformar-se em autômato à mercê do perseguidor. Se possui vontade
frágil e indecisa, habitua-se à persistente atuação dos verdugos e vicia-se
no círculo de irregularidades de difícil corrigenda. Quando o enfermo
está interessado na própria cura, então pode-se prever triunfos
rápidos.
Mas, como rebentar, de um instante para outro, algemas seculares,
forjadas nos compromissos recíprocos da vida em comum? Como separar
seres que se agarram um ao outro, ansiosamente? Quando o doente se
dispõe a cooperar com os benfeitores espirituais, em benefício próprio,
colaborando decididamente na restauração de suas atividades mentais,
regenerando-se à luz da vida renovada no Cristo, pode esperar o
restabelecimento da saúde relativa do corpo terrestre. Quando o
indivíduo, porém, roga a assistência de Jesus com os lábios, sem abrir o
coração à influência divina, não deve aguardar milagres da colaboração
espiritual. Os benfeitores espirituais podem ajudar, socorrer, contribuir,
esclarecer, mas não é possível improvisar recursos, cuja organização é
trabalho exclusivo dos interessados. O problema da responsabilidade não
se circunscreve a palavras; é questão vital no caminho da vida. Raros
homens, entretanto, se dispõem a respeitar os desígnios da Religião,
olvidando voluntariamente que as menores quedas e mínimas viciações
ficam impressas na alma, exigindo retificação. No trabalho em favor deles,
não podemos exonerá-los das obrigações contraídas.
d) Embora o obsessor se haja transformado, é possível que a vítima não
esteja convertida. Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais. O
eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da
dívida. E, em qualquer parte do Universo, receberemos sempre de acordo
com as nossas próprias obras.

2ª Parte – Considerações

ORAI e VIGIAI

Reforma Íntima
A obsessão vai da simples influência moral a perturbações extremas que
chegam a comprometer funções orgânicas, como as faculdades mentais.
Primeiramente, é importante ressaltar que sem o esforço do próprio obsediado
em fazer a sua reforma moral mudando seus pensamentos para zonas boas,
esforçando-se para vencer as tendências ruins (inveja, preguiça, raiva, ... )
praticando a caridade, não haverá melhora em casos de obsessão, considerando
que o perseguidor ainda estará suscetível ao processo obsessivo.
A ciência espírita, através de diversas obras doutrinárias, tem ensinado a tratar a
obsessão de diversas maneiras, mas sempre partindo da intenção do doente
em se melhorar.
Como ajuda eficiente podemos citar:
 A prece e esforço em não cometer atos ruins que personifica a frase de
Jesus “Orai e Vigiai”:
"Vigiai e Orai, para não cairdes em tentação" - Jesus (Mateus, 26,41)
Devemos orar porque a prece é um lenitivo para as nossas preocupações.
É pelo pensamento que nos colocamos em sintonia com outros seres, tanto
encarnados como desencarnados. Por intermédio de nossas ondas mentais,
podemos auxiliar e sermos auxiliados pelas outras mentes que entram em
contato conosco. Atuando sobre esse fluxo energético curamos e somos
curados de algumas doenças, até aquelas catalogadas pela medicina como
incuráveis. A cura do incurável dá origem ao milagre. Mas, para o
Espiritismo, o milagre não existe, pois não podemos derrogar as leis da
natureza. O que há é uma extrema aceleração dos processos de cura.
(Kardec, 1984, cap. XXVII)
“Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé a
humildade ... Não te proponhas, desse modo, atravessar a mundo, sem
tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti,
quando não as combates, dedicadamente, qual o lavrador sempre disposto a
cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes ... Entretanto,
lembremo-nos do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não
sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da
resistência que sorrir sob os narcóticos da queda”. (Emmanuel, Fonte Viva -
110)
 Fluidoterapia (água fluidificada e o passe): consiste em repor os bons fluidos
dos obsediados que são absorvidos pelos obsessores que os substituem por
fluidos malfazejos.
 O culto do evangelho no lar: facilita a freqüência de bons Espíritos no lar
do obsediado; permite a penetração do Evangelho de Jesus na vida de todos,
e é um auxílio importante para as outras terapias.
 Laborterapia: consiste em ocupar a mente do enfermo com trabalho,
dificultando a instalação e permanência de fluídos deletérios neste, pois
quando não estamos ocupados podemos dar margem a pensamentos ruins.
Lembrem-se do velho ditado: cabeça vazia é oficina do mal.
 Freqüência a um centro espírita: muitas pessoas procuram um Centro
Espírita a fim de livrarem-se de seus problemas espirituais jogando toda a
responsabilidade para os espíritos, mas esquecem de que não ocorrendo a
auto-evangelização não obterão melhora no seu estado.
 Apoio de uma equipe mediúnica: a ação da equipe espiritual de ajuda se
tornará mais evidente quando houver a participação de um grupo mediúnico
sério - ambos os Espíritos envolvidos serão beneficiados. O envolvimento
carinhoso e o esclarecimento evangélico e doutrinário, realizado por um grupo
mediúnico, serão extremamente benéficos ao obsessor e ao obsediado.
Importante enfatizar que a presença do obsediado à reunião mediúnica é
dispensável e até mesmo prejudicial, só devendo este participar da reunião
quando estiver efetivamente equilibrado.

Embora as preces que fazemos não irão desviar-nos de nossos


problemas e desilusões, elas são um bálsamo reconfortante para a
nossa alma enfermiça, pois faz-nos penetrar em estados de suave
sossego e gozos que somente aquele que ora é capaz de decifrar.

Sendo assim, torna-se indispensável a reforma intima para todo aquele


que deseja seguir na estrada terrena de forma equilibrada, pois através
de nossos pensamentos, palavras, ações e sentimentos fundamentados
no amor é possível elevar o padrão vibratório e com isso minimizar ou
até mesmo extinguir tais perseguições espirituais.