CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO I
Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

ÍNDICE
PLANO DE CURSO............................................................................................................... 6 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho......................................................................6 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I............................................................................. 6 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas............................................................................................ 6 1. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO........................................................................................................................... 8 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO............................. 8 1.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL............................ 11 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS...................................................................................................................... 18 2.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO.............................. 18 2.1.1 Conceito de Higiene do Trabalho........................................................................ 18 2.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais.................................... 18 2.1.3. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais................................................20 2.2 Objetivos da higiene do Trabalho............................................................................... 21 3. SEGURANÇA DO TRABALHO..................................................................................... 22 a) CONCEITO.................................................................................................................. 22 b) OBJETIVOS................................................................................................................. 22 c) PROCEDIMENTOS..................................................................................................... 22 d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.................... 23 (1) Aspectos sociais...........................................................................................................23 (2) Aspectos econômicos.................................................................................................. 24 (3) Aspectos humanos....................................................................................................... 25 e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA............................................................................ 25 f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO....................................................................... 26 g) SEGURANÇA NO PROJETO..................................................................................... 26 h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO................................................................................ 27 i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS ........................................................................................................................................... 28 (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina........................................... 29 (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia......................................... 29 (3) Interligação com outras áreas...................................................................................... 30 4. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................. 30 4.1. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................ 30 4.2. PAPEL E RESPONSABILIDADE............................................................................ 30 4.2.1. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO.......................... 30 4.2.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....................................................................................................................................... 32 4.2.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 33 4.3. RESPONSABILIDADE............................................................................................ 33 4.4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................. 33 5. ACIDENTES DO TRABALHO....................................................................................... 34 5.1 CONCEITO.................................................................................................................34 2

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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5.2 CLASSIFICAÇÃO..................................................................................................... 35 5.3 CAUSAS DOS ACIDENTES..................................................................................... 36 5.4 TIPOS DE ACIDENTES............................................................................................ 37 5.5 CONSEQÜÊNCIAS................................................................................................... 38 5.6 CONCLUSÃO............................................................................................................ 38 6. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT................................................................................. 38 I – Apresentação.................................................................................................................... 38 I – Apresentação................................................................................................................ 39 II – Recomendações gerais................................................................................................39 III – Informações gerais.................................................................................................... 40 Ocorrências:...................................................................................................................... 40 IV – Preenchimento do formulário CAT.......................................................................... 43 Quadro II – ATESTADO MÉDICO ............................................................................... 49 V – Conceito, definições e caracterização do acidente do trabalho, prestações e procedimentos................................................................................................................... 50 VI – Legislação................................................................................................................. 56 VII - Anexo I – Formulário CAT...................................................................................... 58 Anexo II – FLUXOGRAMA............................................................................................ 61 7. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA................................................................... 62 7.1 Objetivo da Sinalização de Segurança........................................................................ 62 7.2. Classificação das Cores.............................................................................................. 62 7.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES)............................................................................................................... 69 7.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA)....................................................... 69 7.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA)............................................................69 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3............................................................................................76 Limites de Tolerância para exposição ao calor..................................................................... 76 QUADRO Nº 1..............................................................................................................77 Tipo de atividade................................................................................................................... 77 QUADRO Nº 2..................................................................................................................78 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE......................................... 79 Tipo de atividade................................................................................................................... 79 Kcal/h.................................................................................................................................... 79 Trabalho leve..................................................................................................................... 79 Trabalho moderado........................................................................................................... 79 Trabalho pesado................................................................................................................ 79 9. Frio NR-15 Anexo 9......................................................................................................80 1.As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho............................................................................................ 80 Objetivo................................................................................................................................. 80 Desenvolvimento...................................................................................................................80 Análise...................................................................................................................................80 FRIO - (ANEXO 9, NR - 15 DA PORTARIA 3.214/78)..................................................... 81 10. RISCOS QUÍMICOS...................................................................................................... 87
Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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................................................................................................ 91 c................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... principalmente por que:........................................................................................ 97 Sistêmicos................................... 91 b....................................................................4..................................... Via Digestiva................................................................................... 97 Alergizantes...................................................... INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO............................................................................................................ INTRODUÇÃO................................................................................................................................................................ 98 Carcinogênicos.................... Tem importância fundamental............................1..........................................................97 Anestésicos e narcóticos................................................................................................. 105 ANEXO – A......................................................................................94 Toxicodinâmica................. 91 Responsável por 90% dos casos..................................... 98 Teratogênicos.....................................................3............... 89 10.................................................................................................................98 Imunodepressores........................................................ 93 Locais de acumulação (armazenamento).................................... 90 a..............................................................CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10..................................................................................................................... 89 10.......... 98 Princípios básicos de prevenção.............................................................................................................. 93 Biotransformação........................... 92 Distribuição e acumulação dos agentes químicos...................................................................................... sala 201 ..................................................................... DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS...................................... 100 Fichas Químicas de Segurança.. 94 Eliminação................................................................ 95 Irritantes............................................................2..................................CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet........................99 Controle e Identificação............................................................com........................................Lajeado / RS .................................................................................. 96 Asfixiantes................................................................. 115 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros............................................................. 267.......................................... 98 Pneumoconióticos.................br 4 ...................................................................................................Injeção.... 87 10............................... Via Respiratória........................ CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS.. 100 Rotulagem............................................... Via Cutânea.............................................. 98 Mutagênicos................................................... 92 d..........100 Recomendações.................................................................

AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) Relatório Visita (Peso 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2.br 5 . NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I 3.Lajeado / RS . CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Segurança do Trabalho I (História e evolução) 2ª AULA: Segurança do Trabalho II 3ª AULA: 4ª AULA: Segurança do Trabalho III Acidentes do Trabalho I (Conceitos) 5ª AULA: Acidentes do Trabalho II (Classificação e Causas) 6ª AULA: Acidentes do Trabalho III (CAT) 7ª AULA: Riscos Laborais 8ª AULA: Cor e Sinalização de Segurança 9ª AULA: Visita à empresa 10ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 11ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 12ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 13ª AULA: Frio NR-15 Anexo 9 14ª AULA: Riscos Químicos I 15ª AULA: Riscos Químicos II 16ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 18ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1.0) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. sala 201 . CARGA HORÁRIA: 80 horas 4.

Editora Saraiva.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho. Thais Cataloni Morata. Vilma Akemi Okamoto.  Ergonomia – Projeto e Produção. Marco Paiva Matos.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho. Hyppólito do Valle Pereira Filho. Bernardino Ramazzini. Atlas. influenciando diretamente na nota geral final. Editora Atlas S.  Manuais de Legislação Atlas. Atlas. 7.com. Gerges. Edgard Blücher Ltda. preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente. visitas.  Ruído – Riscos e Prevenção.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. Waldemar Pacheco Jr. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ABPA. Ubiratan de Paula Santos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Leila Nadim Zidon. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad. José Manoel Osvaldo Gana Soto. Fundacentro. Segurança e Medicina do Trabalho. Eduardo Giampaoli. UFSC. Benedito Cardella. Teoria e Prática.  Curso Supervisores de Segurança do Trabalho. Martin Wells Astete.  Riscos físicos. sala 201 . Itiro Lida. Samir N. A. Editora Hucitec.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) Trabalho em grupo (Peso 3) Observação: A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno em aula.  Acidentes do Trabalho.  Riscos Químicos. Fundacentro.  As Doenças dos trabalhadores.br 6 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle. Engª Berenice Goelzer. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira. 267. Fundacentro. Y. Fundacentro.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH. Jayme Aparecido Tortorello. Mário Luiz Fantazzini.Lajeado / RS .

C.  1556. evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.  As primeiras ordenações aos fabricantes para a adoção de medidas de higiene do trabalho datam da Idade Média. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. Problemas relacionados à extração de minerais e fundição de prata e ouro.  Os pioneiros do estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes foram Plínio e Rotário.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em latim a obra De Ré Metálica. no Egito ocorreu uma insurreição geral dos trabalhadores. “ares. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPI – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. água e lugares”.Lajeado / RS . onde há referencia sob “intoxicações sanitárias”. no Império Romano.  460 a 375 a.C. sala 201 . 267. no transcrito.  No Império Romano se aprofundou o estudo da proteção médico legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia.com. porém com total emissão sob ambiente de trabalho.  2350 a. publicado por Georgius Agrícola.br 7 .  460 a 375 a.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio através do papiro Anastacius “V” fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro. que fazia referencia e observações esparsas a respeito da possibilidade do trabalho ser causador de doenças. Hipócrates. Doença mais comum: asma de minerais (silicose).C. que pela primeira vez recomendaram o uso de máscaras para evitar que os trabalhadores respirassem poeiras metálicas. principalmente de chumbo e mercúrio. mestre em medicina. deflagrada nas minas de cobre. Plinius.

267. 8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br . o também italiano Morganti fez uma coletânea de tudo que havia sobre medicina do trabalho. pois foi quando o homem começou a ser substituído pela máquina e por mulheres e crianças nas operações destas. foi outro marco na evolução das doenças ocupacionais da legislação.com. visando ao bem estar do trabalhador.  Em Milão. tiveram grande influência sobre a segurança do trabalho no Renascimento. na obra De Sabidus Et Causis Morborum.  Nesse período.  A França destacou-se como líder em Medicina e Higiene durante a 1ª metade do século XIX devido a vários estudos sobre a matéria. o que você faz? .  1700.  1760 a 1850. Pietro Verri fundou.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Os levantamentos das doenças profissionais. destacaram-se Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador de todos os conhecimentos acumulados sobre segurança. a Academia de Medicina da França já fazia constar em seus anais um trabalho sobre as causas e prevenção de acidentes. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Medicina do Trabalho. qual é a sua ocupação.  1761. proibia o trabalho noturno para crianças. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. o médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. onde descreveu o 1º câncer ocupacional. no mesmo ano. relacionou a patologia encontrada com a sua ocupação e o transmitiu aos responsáveis pelo bem estar social dos trabalhadores da época.  Em 1779.  1802. sala 201 . e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. durante a revolução industrial ocorrida na Europa. 1779.Lajeado / RS . a primeira sociedade filantrópica. fazendo sempre a pergunta.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. na França. promovidos pelas associações de trabalhadores medievais. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças.

para realizar exames em crianças.  1846. apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito CPI. que sensibilizou a opinião pública. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. Michael Sadler. na França. 267.  1831. na Escócia. quando um industrial inglês. no início do século XX.  1869. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. sensibilizado com o problema procurou o médico Robert Baker para aconselhar-se sobre a melhor forma de proteger a saúde dos seus trabalhadores. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do Trabalho. em Milão.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ocorreu o 1º Congresso Internacional de Doença do Trabalho. foi instituído como obrigatório na industria e comércio o serviço médico. que considerada como a 1ª Lei de Proteção ao Trabalhador. nos EUA.br 9 .  A sistematização dos procedimentos preventivos ocorreu primeiro nos Estados Unidos. dado seu interesse e estudo pelo assunto.  1815. Itália. criou as primeiras iniciativas na universidade da legislação de proteção ao trabalho.com.  1833. e principalmente as das crianças. Quatro anos mais tarde o governo inglês nomeou-o inspetor médico de fábricas. as condições de trabalho eram péssimas. o inglês Alwin.  1906.  1830. fazendo que fosse baixado o Factory Act. Lamuel Schatuc fez o 1º Programa de Saúde Ocupacional nos EUA.  1837. uma CPI. o relatório elaborado sobre doença ocupacional. assim como o autorizou a visitar as fábricas. sala 201 .  1842.

 1919. e o 2º Congresso Internacional. foi aprovada a 1ª Lei de assistência médica e indenização para acidentes do trabalho.  Até o advento da 2ª grande guerra mundial. concluiu que de 330 acidentes estudados apenas 30 tinham dado origem a lesões pessoais.724. com a presença de mais de 200 participantes de 200 países. pesquisando conseqüências de acidentes.  1969/70 – O departamento de trabalho dos Estados Unidos unifica as normas e convenções diferentes sobre Segurança e Saúde do Trabalho vigentes nos EUA.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  1910. ⇒ 1929.com.br . quando saltavam à vista gritantes abusos e elevados riscos ocupacionais nas relações e condições de trabalho.  A 2ª das frentes – pesquisa e informação – tem recebido e continua a receber notáveis contribuições para o desenvolvimento da Saúde Ocupacional. em Bruxelas. Grande parte dos convênios e recomendações referem-se especificamente a temas de saúde ocupacional. foi criada a Clínica del Lavoro. 267. Austrália e América Latina os comitês de segurança e higiene nasceram logo após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  A 1ª das frentes – a regulamentação – surgiu da própria contingência da época da sua fundação. ocorreram trienalmente Congressos Internacionais. como de atividades de pesquisa e informação ou assistência técnica internacional.  A OIT tem dedicado expressiva atenção e prioridade ao campo da Saúde Ocupacional.Lajeado / RS . agora promovido pela Comissão Permanente. 28 de junho após a 1ª grande guerra mundial. quer através da elaboração de regulamentos. 10 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Heinrich. também em Milão. foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL ⇒ 1919. Ásia.  Na África. 15 de janeiro. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. os quais só reiniciaram em 1948. como parte do Tratado de Versalhes. através do Decreto Legislativo nº 3. 1.

⇒ O sistema usual de prevenção de acidentes consistia em investigar os acidentes ocorridos para descobrir sua causa.br 11 . ⇒ A organização de estatísticas de acidentes de trabalho foi possível no Brasil a partir do estabelecimento de definições. fundação da ABPA.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ O levantamento dos coeficientes de freqüência e de gravidade dos acidentes permitia avaliar a eficiência do sistema de prevenção adotado. sala 201 . ⇒ Esses coeficientes tem como referência à tabela internacional organizada pela International Associantion Of Industrial Accident (Associação Internacional de Acidentes Industriais). a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes. e na fiscalização realizada por funcionários de setores da administração pública. disseminadas no cenário empresarial. visando a eliminá-las e prevenir novas ocorrências. o Presidente Getúlio Vargas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho dos quais só uma de maior gravidade não seria razoável continuar abandonando mais de 90% de informações provenientes de acidentes sem lesão. atendimento ao acidentado e indenização e reabilitação profissional. ⇒ A Segurança do Trabalho no Brasil desdobra-se nas atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA). convenções e regras pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB 18. assinou o Decreto Lei nº 5. ⇒ 1940.452. dia do Trabalhador. ⇒ 1941. ⇒ 1943. foi promulgada a 1ª Lei Ordinária a respeito de Segurança do Trabalho. aprovando a Consolidação das Leis Trabalhistas. 1º de maio.com. 267. ⇒ Por meio da coleta e análise dos dados estatísticos era possível delinear objetivamente o programa de prevenção de cada empresa.

E mais do que isso. realizada sob a égide do Ministério do Trabalho. que envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e a higiene industrial.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Esses mecanismos técnicos. primeiramente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. rotulando-as de estatísticas de acidentes. E com isso deixavase de considerar os acidentes de que não decorressem lesões. ⇒ A Prevenção de Acidentes. sociais e jurídicos ainda não foram suficientes para reduzir de forma significativa os níveis de acidentes de trabalho e de doenças profissionais no Brasil que. na indústria metalúrgica. ⇒ O fato do atendimento a acidentados ter custos mais altos do que sua prevenção foi um dos fatores que determinaram. até hoje. ⇒ Para falar-se das origens da Segurança do Trabalho. são muitos altos e resultam em graves prejuízos humanos. 267. no garimpo e nas atividades agrícolas. a cujas mãos chegavam as mais importantes conseqüências dos acidentes do trabalho . explica a visão conseqüencial que. ⇒ Os acidentes mais freqüentes ocorrem na construção civil. de início. importante contribuição da área médica.com. caracteriza certas práticas prevencionistas em detrimento de outros caminhos que favorecem a pesquisa das causas. no início do século XX. no Brasil. legais. é importante que se analise. em comparação com países de instituições mais avançadas. sala 201 . ⇒ Tal circunstância não só explica a liderança assumida pela medicina nos primeiros passos dados em direção à prevenção de acidentes como também esclarece porque esses passos foram dados com vistas especialmente a aspectos conseqüenciais. recebeu.as lesões pessoais.Lajeado / RS . sociais e financeiros. na fabricação de móveis. a codificação de normas de segurança. como evoluía a Prevenção de Acidentes.br 12 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Foi assim que se desenvolveu a prática de realizar e divulgar estatísticas de acidentados.

na medida de suas possibilidades. o primeiro ditando as bases de uma legislação que visava a proteger o trabalhador da agressividade do ambiente de trabalho e os últimos obedecendo o estipulado nessa legislação. Se não havia acidentado não havia acidente.com. explicava-se pelo interesse primordial pelo acidentado. ⇒ Impunha-se novo enfoque para enfrentar as novas técnicas. mostram o aumento ou queda dos índices de acidentes de trabalho num período e setor de trabalho dados. 267.br 13 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ O conhecimento dos níveis de ocorrência de acidentes de trabalho é fator indispensável para a adoção de uma política trabalhista e empresarial que preserve o bem estar do trabalhador e evite custos e prejuízos aos empresários e às instituições previdenciárias. Não seria lógico. empregadores e empregados adquiriam consciência da necessidade de encarar o problema de prevenção do acidente. que caracterizava os que assim agiam. ⇒ Essa maneira de considerar o assunto. por meio de métodos comparativos.Lajeado / RS . assim. ⇒ Um dos mecanismos mais utilizados é a elaboração de estatísticas que. pois. ⇒ E contra a idéia de buscar a prevenção dos acidentes no estudo de suas conseqüências havia a inexistência de proporcionalidade entre a gravidade das lesões pessoais decorrentes de acidentes e a gravidade potencial desses acidentes. embora não fosse razoável. E era Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. governo. Juntam-se a isso as características da profissão médica para a qual o estudo das lesões pessoais é de sua indiscutível competência e merece todo o seu interesse. E. ⇒ É então que o empresariado começa a despertar para o aspecto econômico dessa prevenção e espalha-se a idéia de que a prevenção pode ser um bom negócio. continuar a abandonar a análise dos acidentes sem lesão.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ A respeito de um acidente de que não resultasse lesão ouvia-se dizer: "não foi nada". sala 201 .

com o que concordaram os representantes do DNSHT e da Fundacentro. ⇒ Nessa altura tornou-se possível sensibilizar a área da engenharia.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho necessário passar a estudar a problemática do acidente a partir de suas causas. ⇒ 1971 – Decreto 68.br 14 . em Curitiba. preocupada com o que se referia diretamente à produção. sala 201 . outubro. Mas até que a engenharia. durante a realização do 11º CONPAT. Portaria 3.com. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 100 funcionários.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Foi um primeiro passo para o aperfeiçoamento do preparo dos profissionais a serem utilizados. 267. fixando-a em um mínimo de 360 horas. ⇒ 1972. referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT.Lajeado / RS . em 27/07 é e ditada a Portaria 3236 que cria o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador – PNVT.255 de 16/02 cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. para a análise das causas do acidente.233 de 09/07 determina o cumprimento da CANPAT através de três mecanismos: ⇒ Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT) ⇒ Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SPAT) ⇒ Medalha ao Mérito de Segurança do Trabalho (MMST) ⇒ 1972. passasse a Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ⇒ 1972. representantes das entidades e empresas abaixo relacionadas discutiram a necessidade de elevar a carga horária prevista para os cursos de especialização em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. até então preocupada principalmente com os assuntos ligados diretamente à produção.

da CLT. a Portaria 393 de 09/04 adota o sistema de Grupos de Trabalho Tripartite (governo. apresentado no Senado pelo Eng. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho.410 que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho.530.º Saturnino Braga dispunha a respeito da especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. Fórum permanente para discussão e revisão das normas. sancionada a Lei nº 6. ⇒ 1977.NR do Capítulo V do Título II. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . ⇒ 1986. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. regulamenta a Lei nº 7. ⇒ Além de cuidar do preparo dos profissionais previstos na portaria que analisamos. ⇒ 1985. trabalhadores e empregadores) GTT buscando um consenso nas regulamentações. 267. Decreto nº 92. em 27 de novembro sancionada a Lei nº 7.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Esses estudos foram realizados e serviram de base ao projeto de lei que.com.Lajeado / RS . relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.514 que altera o Capitulo V da CLT. arquitetura e agronomia. a Portaria 2 de 10/04 institui a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para estudar e elaborar modificações nas NR´s. editada a Portaria 3. 9 de abril. ⇒ 1978. 08 junho. 22 de dezembro.214 que aprova as Normas Regulamentadoras . ⇒ 1996. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. ⇒ 1996.410.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho interessar-se profissionalmente pela pesquisa das causas do acidente havia um longo caminho a percorrer.br 15 . caberia realizar estudos para homogeneizar os seus ditames com a legislação Regulamentadora do exercício da engenharia.

267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ A especialização a nível de pós graduação dos engenheiros foi fixada com carga horária mínima de 600 horas.br 16 .com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . sala 201 . A primeira turma de técnicos de segurança do trabalho do Colégio Martin Luther finalizou o curso em 1999.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Entre 1996/97 o MEC altera carga horária dos cursos técnicos passando para mínimo de 1600 hs.

br 17 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. avaliação e controle de fatores e riscos ambientais originados nos postos de trabalho e que podem causar enfermidade.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais A higiene do trabalho se relaciona direta ou indiretamente com diversos ramos profissionais: SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA ERGONOMIA ENGENHARIA HIGIENE DO TRABALHO MEDICINA DO TRABALHO DIREITO TOXICOLOGIA SEGURANÇA DO TRABALHO Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . também tendo em vista o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente em geral.com. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 2. reconhecimento.Lajeado / RS .1 Conceito de Higiene do Trabalho É a ciência e a arte dedicadas à antecipação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2.1. prejuízos para a saúde ou bem-estar dos trabalhadores.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO 2. O diagrama de blocos abaixo possibilita uma melhor compreensão do conceito: É A CIÊNCIA QUE ATUA NO CAMPO DA SAÚDE OCUPACIONAL APLICANDO OS RECURSOS DA ENGENHARIA E MEDICINA Prevenir DOENÇAS DO TRABALHO Decorrentes DOS RISCOS AMBIENTAIS 2.1. 267.

da avaliação e controle de riscos ocupacionais ultrapassa os limites do ambiente de trabalho. o ambiente de trabalho e o homem. f) Medicina do Trabalho – O controle biológico. não só este é parte do meio ambiente em geral mas. No campo do direito previdenciário e civil. Deste modo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. por meio de exames médicos. muitas vezes previne também riscos operacionais capazes de gerar acidente de trabalho. na maioria das vezes. o impacto negativo da industrialização no meio ambiente pode ser apreciavelmente reduzido.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho a) Direito – A higiene do trabalho fornece subsídios técnicos para solução de conflitos trabalhistas envolvendo insalubridade. c) Ergonomia .A higiene do trabalho não visa apenas à detecção de atividades e/ou operações insalubres. 267.com.Lajeado / RS . A higiene do trabalho. mediante análise dos agentes agressivos nos pontos de trabalho. mas também à melhoria do conforto e qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho. antecede as etapas clássicas de um programa de higiene do trabalho. através de suas etapas. sala 201 . como será abordado em todo este trabalho. é um dos parâmetros utilizados para verificar a eficiência e subsidiar um programa de controle de riscos ambientais. g) Toxicologia – A toxicologia fornece dados técnicos sobre os contaminantes ambientais. e) Psicologia e sociologia – A psicologia e sociologia tratam de harmonizar as relações entre processo produtivo.br 18 . Pode-se então afirmar que a toxicologia. h) Segurança do Trabalho – A higiene do trabalho. avaliação e controle dos riscos ambientais. ou seja. através da prevenção adequada dos riscos ocupacionais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. os dados de avaliação de exposição a riscos ambientais auxiliam na concessão de aposentadoria especial e indenizações por incapacidade e/ou doenças do trabalho. esta ciência é essencial no reconhecimento. d) Saneamento e meio ambiente – A importância da higiene do trabalho. facilitando o reconhecimento dos riscos ambientais nos locais de trabalho. fornece dados essenciais para a melhor interpretação do universo do trabalho. b) Engenharia – A engenharia está presente em todas as etapas de um programa de higiene do trabalho.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim. no sentido de prevenir riscos ambientais. 2. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. animais peçonhentos e probabilidade de incêndio.br 19 . seu posto de trabalho ou seus equipamentos. sala 201 . arranjo físico inadequado. químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho capazes de produzir danos à saúde. gases e vapores. 3. excesso de levantamento e transporte manual de pesos. esforço físico excessivo. que propõe que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem. para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. por se tratar de uma ciência que tem como objetivo principal a relação entre o homem e o meio ambiente de trabalho. Ex. poeiras.3. pressões anormais. Riscos químicos: são aqueles que compreendem dentre outros as névoas.com. 4. máquinas sem proteção. concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. vibração. necessita para o bom desenvolvimento e a prática de ações multidisciplinares de educação dos trabalhadores. quando superados os respectivos limites de tolerância. Os riscos ambientais se classificam em: 1.1.Lajeado / RS . devido à suscetibilidade individual. 267. 2. temperaturas extremas. propiciando bem estar físico e psicológico. ou seja. radiações ionizante e não ionizante. fumos. EPI inadequado. 5. Riscos físicos: são aqueles que compreendem dentre outros o ruído. Em síntese: ocorrem quando há disfunção entre o indivíduo. helmintos. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais Riscos Ambientais: são os agentes físicos. Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos – do ambiente – e a fatores internos – do plano emocional. protozoários e vírus. Ex. não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença. obtendo-se melhor organização do trabalho. fungos. Todavia. a higiene do trabalho. ferramentas inadequadas ou defeituosas. exigência de postura. Riscos de Acidentes: ocorrem em função das condições físicas – do ambiente físico e do processo de trabalho capazes de provocar lesões a integridade física do trabalhador. neblinas. Riscos Ergonômicos: estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. Estes limites são fixados em razão da natureza. Riscos biológicos: são aqueles que compreendem dentre outros as bactérias.

ventilação local exaustora. 267. detecção de contaminantes e tempo de estudar e recomendar medidas de controle para reduzir a intensidade dos agentes a níveis aceitáveis). a) Reconhecimento – Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores. limpeza dos locais de trabalho. Esta etapa abrange dois ramos de higiene do trabalho. uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de raios x para determinação de sílica livre cristalizada. métodos de trabalho. o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo. Higiene analítica: realiza as análises químicas das amostras coletadas. ventilação geral diluidora. Assim.2 Objetivos da higiene do Trabalho Os objetivos de um programa de higiene do trabalho consistem em reconhecer. isolamento das partes poluentes.Lajeado / RS . Exige-se conhecimento de avaliação. O controle funda-se na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem: Medidas relativas ao ambiente: são medidas aplicadas na fonte ou trajetória. bem como dos equipamentos de avaliação. etc. esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado. etc. que consistem basicamente na calibração dos equipamentos. cálculo e interpretações de dados levantados no campo. seleção dos métodos de coleta.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. quais sejam: Higiene de campo: é a encarregada de realizar o estudo da situação higiênica no ambiente de trabalho (análise de postos de trabalho. químicos e biológicos existentes nos postos de trabalho a serem avaliados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. layout das instalações.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. por exemplo. tais como substituição do produto tóxico.com.br 20 . c) Controle – De acordo com os dados obtidos nas fases anteriores. tempo de coleta. tipo de análise química a ser feita. número de trabalhadores expostos. esta se atém a propor e adotar medidas que visam a eliminação ou minimização do risco presente no ambiente. fluxo de processo. b) Avaliação – Trata-se da fase em que se realiza a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos. avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. sala 201 .

melhores condições de eficiência e de produção. c) PROCEDIMENTOS Para preservar a saúde e a vida do ser humano em seu ambiente de trabalho e do meio ambiente é indispensável: • realizar pesquisas e estudos técnicos a respeito das instalações de trabalho (Levantamento Ambiental de Riscos e PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). exames médicos (pré-admissional. periódico e demissional). equipamentos de proteção individual. b) minimizar as condições inseguras de trabalho. d) estabelecer melhores condições físicas e psíquicas no trabalho e por via de conseqüência. SEGURANÇA DO TRABALHO a) CONCEITO SEGURANÇA DO TRABALHO pode ser definida como: um conjunto de normas destinadas à melhora dos ambientes de trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) preparar o trabalhador para a prevenção dos desastres ocupacionais.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Medidas relativas ao homem: compreendem. dentre outras. educação e treinamento. sala 201 . as quais asseguram a eficiência das leis protetoras. 267. b) OBJETIVOS a) evitar acidentes. a limitação do tempo de exposição. 3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 21 .com. • colocar em prática as Normas especiais de segurança e fiscalização que foram criadas em conseqüência da ação conjugada dos governos. sindicatos e empregados. • realizar estudos médicos sobre os efeitos dos agentes nocivos à saúde humana presentes nos locais de trabalho (PCMSO) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.

com. para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho. enquanto uma indústria tem capacidade de produzir grande quantidade de produtos por dia.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Ruy Aguiar da Silva Leme: “Para considerarmos o efeito de acidentes. poderíamos pensar que. • Intensificar ações que visem a preservação do meio ambiente externo ao local de trabalho em geral. Se não bastasse isso. Daí a importância crescente da segurança do trabalho e o caráter social e humano de que se reveste tal sistematização de normas. via produtividade no caso nacional. a maior riqueza da nação. podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença. Essa será de início negativo. Caso o trabalhador se aposentar. consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte”. necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. Entretanto o menor para a força de trabalho. uma fonte de experiências e conhecimentos para a preservação do meio ambiente em geral. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. equipamento ou material.Lajeado / RS . valores negativos. não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina. pois a criança só consome. assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer.br 22 . a produtividade cresce. resultando em acúmulo de conhecimentos e aprimoramento das condições de trabalho. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • implementar ações no ramo da segurança e higiene do trabalho constitui-se. enfoca também aspectos humanísticos. teremos até sua morte. pois a poluição do meio ambiente gerada pelas atividades industriais é um problema que está gerando crescente preocupação aos serviços de higiene e segurança do trabalho. Para cada ano. sala 201 . a produtividade líquida. Portanto. além dos aspectos técnicos. d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Esta disciplina. (1) Aspectos sociais Usemos o raciocínio do insigne Prof. está o homem. na verdade.

contudo. ou à família da vítima de um acidente fatal.(5 x 60) = -50 O exemplo obtido não tem pretensões ao realismo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Totalizando a produtividade líquida do trabalhador ao longo de sua vida. sala 201 . Contudo.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. para sustentar o déficit correspondente aos aposentados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.292. igual. considerado em termos globais para a nação pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário no que concerne à produção e ao consumo de bens.br 23 . Acreditamos que alguma pesquisa em torno deste raciocínio poderá ser muito útil para mensurar os efeitos dos acidentes fatais ou que conduzam à incapacitação parcial permanente aos trabalhadores. temos. S = (10 x 35) . via contribuição previdenciária e a poupança. dos 15 aos 50 anos. O saldo total seria.000. qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano. Em 1977. suponhamos que o trabalhador consome 5 unidades por ano. 267. o custo direto do acidente foi Cr$ 6.” Apenas acrescentando: todo o ônus causado pelo acidente. vivendo aposentado dos 50 aos 60 anos. O novo saldo será: S = (10 x 15) + (5 x 20) . (2) Aspectos econômicos As estatísticas de 1978 no dão em números redondos 1. mostra como um acidente.00 o que nos autoriza fazer uma projeção para 1978 de Cr$ 8. neste caso.00 (Cr$ 8 x 103).(5 x 60) = 50 Suponhamos.6x 106 acidentes do trabalho. isto é. um valor positivo. um excedente que será utilizado para cobrir os déficit inicial dos filhos dos trabalhadores. uma vez que é ela que paga ao incapacitado. em geral. que o trabalhador sofra um acidente aos 30 anos que reduza a sua produção para a metade. reflete-se em toda a nação. Para tornar mais claro o raciocínio.

(3) Aspectos humanos Embora não se possa exprimir em números. pelo dano que o agente agressivo poderá causar a seu organismo. porém. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador. o engenheiro é o homem que planeja. em outras palavras. Se lançarmos esta pergunta ao acadêmico de Engenharia: • • Quanto vale em reais a vida de seu pai ou seu irmão? Acreditamos que teremos respostas afirmativas à colocação anterior.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim o custo total seria: Cr$ 8.com. e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA Por sua formação. edificação ou equipamento.br 24 . 267. Cr$15. porém com a metade do custo”. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. estamos comprando alguns anos de sua vida.Lajeado / RS . que segurança do trabalho é e deve ser considerada como um investimento. projeta e executa. ou seja quase que o equivalente a 2 meses de consumo. veremos no correr do curso. Se utilizarmos a definição utilitária do engenheiro dado pelos americanos “Engenheiro é aquele que faz o que um leigo faz. sala 201 .00 x 103 x 1. ater exclusivamente a este raciocínio e devemos ir mais longe.00/dólar chegaríamos a conclusão que o acidente do trabalho nos custou o equivalente a 43 milhões de barris de petróleo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o aspecto humano é o mais importante. da mesma forma que uma máquina.00 ao câmbio de Cr$ 20. Não nos devemos.8 x 109 Se admitirmos o valor médio do barril de petróleo importado em 1978.6 x 106 = Cr$ 12.

10 barras de ferro ∅ ½ polegada bastam. 267. bem pode mostrar como o engenheiro. quando estamos planejando. jamais diria:  Acho que para esta viga. em todas as áreas de engenharia. Sendo este produto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO Planejar seria extrapolar para o futuro. Entretanto. altamente tóxico e cancerígeno. sabe-se que os motores de combustão interna. que deve existir para beneficiar o homem. Este exemplo. senão quando. Receios de dependência de países tropicais. g) SEGURANÇA NO PROJETO Não há projeto de engenharia que não introduza um fator de segurança. Eis. tornando-a competitiva e até mais barata que o álcool. não se prendendo exclusivamente à tecnologia. Um engenheiro civil. e para melhorar a octanagem seu preço de fabricação tornava-se proibitivo. sala 201 . foi posteriormente substituído por outros elementos químicos menos nocivos e as pesquisas e experiências continuam sendo efetuadas. escolhido. verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento. foram planejados para utilização do álcool. Devemos ter sempre em mente esta idéia. levou os técnicos da época a procurar alternativas. o homem de planejamento. A gasolina pela sua baixa octanagem não permitia a taxa de compressão necessária.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Historicamente. Outros exemplos. na busca de combustíveis alternativos e menos poluidores. poderiam ser encontrados.com. por exemplo. deve deter-se em todas minúcias de um problema. nunca prejudicá-lo. causador danos a toda a vida animal e vegetal do planeta.Lajeado / RS . quais as implicações para a nossa e para futuras gerações da implantação desta nova tecnologia. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 25 . surge o tetra etila de chumbo que possibilitou a redução de custos. Quando à planejamento e tecnologia nada a opor. a ciclo Otto. foi esquecido ou ignorado o fator homem.

além de aumentar a segurança patrimonial. Devemos também pensar em segurança do operador. será seguro e ao mesmo tempo pode aumentar a produtividade. 267. além da responsabilidade do engenheiro na fiscalização e orientação do processo. Todo o engenheiro sabe que é mais fácil alterar um desenho no papel. também a parte de segurança do trabalhador deve ser levada em conta.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. podem dar insegurança ao trabalhador. enquanto que um aviso terá resultados muito duvidosos. Uma máquina projetada com painéis de comando. visando o cumprimento do projeto ou a qualidade do produto. estaremos eliminando automaticamente um grande número de acidentes. um projeto bem concebido poderá evitar tentativas de soluções futuras que. desde que o usuário foi contemplado no projeto. Note-se que até este ponto estamos falando em segurança estrutural. nunca esquecendo que qualquer medida de proteção coletiva sempre surtirá maiores resultados do que medidas de proteção individual.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Da mesma forma. Em qualquer caso.Lajeado / RS . seria feito um cálculo e aplicados coeficientes que assegurassem um perfeito desempenho da viga ou do eixo. além de encarecer o produto. um andaime seguro sempre será mais eficiente que um cinturão de segurança. Um arranjo físico bem feito. e uma máquina com proteção de suas partes móveis evita o acidente. Assim. h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO Na fase de execução. Um projeto bem executado de proteção contra incêndio. Por exemplo. evitam acidentes. um sistema de exaustão de gases de uma cabine de pintura sempre dará melhor proteção que máscaras respiratórias fornecidas ao trabalhador. o engenheiro mecânico se recusaria a dizer: Para este motor é suficiente um eixo de 25 mm. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que obedeçam a fatores ergonômicos.com.br 26 . sala 201 . reduzem a fadiga e também aumentam a produtividade. aumentam a segurança do trabalhador. que improvisar soluções futuras e se evitarmos ou minimizarmos as condições inseguras.

mas também os riscos ambientais. como gases. por um trabalho de conscientização aliado a um treinamento. acima de tudo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Já falamos que uma das causas dos acidentes são as condições inseguras. Um exemplo do primeiro seria o empregado que trabalha sob alguma tensão emocional e. seja natural. o empregado não adestrado que opera uma máquina. entendemos aqueles psicológicos ou pessoais que podem levar a um acidente.br 27 . o fazem o guia inconteste da massa trabalhadora. Não adianta todo um trabalho de conscientização. influi sobremaneira nos atos inseguros. como por exemplo uma fratura ou mutilação. ou ainda problemas fisiológicos e psicológicos. se este contar com o apoio de outras áreas do conhecimento. O bom exemplo. O engenheiro é o líder. sala 201 .. aliada aos conhecimentos tecnológicos. por um bom planejamento e projeto. por exemplo: apesar de conhecer o risco de incêndio num almoxarifado de explosivos. poeiras. Aproveitando esta circunstância.Lajeado / RS . Porém. não impede que acidentes ocorram por atos inseguros praticados pelo trabalhador ou fatores pessoais de insegurança. etc. se o técnico é o primeiro a infringir normas de segurança. e sua cultura.com. 267. evitar os atos inseguros e uma boa parcela dos fatores pessoais de insegurança. poderá. a simples eliminação destas. seja imposto. e por segurança entendemos não somente os acidentes típicos. vapor. Por fator pessoal de insegurança. i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS A Segurança. acender um cigarro.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sabendo que dele pode advir um acidente. do segundo. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. só poderá ser levada com sucesso pelo engenheiro. Por ato inseguro entendemos aquele ato praticado conscientemente pelo trabalhador.

Se um trabalhador. que providenciará a eliminação. Então vejamos: Quando trabalham em comum acordo. sala 201 . Uma pessoa alérgica não será escolhida para exercer função em setor em que há poeiras ou gases.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina O médico do trabalho é um parceiro importante do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho. e a pessoa. Exemplificando: para uma função em que seja exigido vigor físico (calceteiro. só o médico poderá selecionar o homem adequado. escolhendo o biótipo certo para a função determinada. pelo Treinamento. (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia Esta relação é bastante íntima.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. assim. 267.br 28 . Uma associação deveras interessante está no campo da ergonomia:  Adequação homem máquina  Cujo estudo em conjunto dos dois profissionais poderá levar a soluções ótimas.com. Também. Determinadas tarefas. acusar início de surdes profissional. pode-se evitar uma série de acidentes. pois só a psicologia terá condições de usando suas técnicas. em último caso. atividades de laboratório. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ou a neutralização. forneiro). sob o ponto de vista psicológico para uma determinada função. se possível. o médico comunicará ao engenheiro. por excelência indicada. exigem um perfil psicológico diverso de um homem de manutenção. a audição do trabalhador. o médico é indispensável no exame pré admissional do candidato. por exemplo. para programar e executar o treinamento é o psicólogo. como já falamos anteriormente. contribuindo para o bem estar do trabalhador. selecionar o homem. do ruído. salvando. através de exames médicos periódicos o médico poderá informar ao engenheiro certos fatores de risco. Da mesma forma. possibilitando a este encontrar soluções tecnológicas. mesmo quando estes agentes agressivos estão abaixo dos limites de tolerância. como controle de qualidade.

267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (3) Interligação com outras áreas Além destas relações. que é preservar o bem estar do nosso semelhante. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. produção. Devemos ter em mente que a assistente social. é essencial para um bom desempenho desta nobre tarefa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. pois muitos deles podem ocorrer por desajustes pessoais.Lajeado / RS .com. sala 201 . manutenção.br 29 . é peça importante nesta máquina humana de evitar acidentes. um contato estreito do SESMT com o setor de suprimentos.

perseverança.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. 4. sala 201 . comunicação e postura adequadas. 267.2. avalia. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. emitindo requisições de compras. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO O profissional técnico de Segurança do Trabalho é responsável pela coordenação do emprego adequado e seguro de procedimentos na realização das atividades e tarefas exigidas numa empresa. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO  Responde pela elaboração e correta aplicação das normas de segurança do trabalho. investiga.br 30 . pesquisa. Tem a função de zelar pela correta aplicação das normas de segurança. Por isso deve apresentar qualidades específicas: capacidade de liderança. dinamismo. no que se refere às questões de segurança.2.com. É o elo de ligação entre o empregador e o empregado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1. sociabilidade. pelas análises das condições da empresa face à gradação de riscos. públicos e privados. bem como pelo planejamento e programação dos serviços de higiene e segurança. Para isso. PAPEL E RESPONSABILIDADE 4. 4. na análise do ambiente do trabalho. Mantém contato direto com o ser humano. e o seu desempenho impõe-lhe a atenção permanente para o bom funcionamento de métodos corretos de trabalho. B) Assessorar profissionais da área de projetos e construção de máquinas. aponta e sugere. equilíbrio emocional. conforme as necessidades de utilização do material e equipamentos. equipamentos e edificações.Lajeado / RS . Sua atenção maior é o trabalhador. relata. analisa. iniciativa. estabelecendo os estoques mínimos no almoxarifado.1. C) Assessoramento aos sindicatos e entidades de classe. ponderar e sintetizar. capacidade de observar.  Responde pelas atividades de ordem administrativa da área de segurança e proteção do trabalho. tendo em vista a erradicação e/ou minimização de condições e atos inseguros. conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO A) Empregado: estabelecimentos comerciais e industriais.

4. observando in loco estas operações. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.  Acompanhar teste do sistema de combate a incêndio. propondo melhorias ou a sua eliminação.  Participar ativamente dos trabalhos da CIPA. solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utilizados na área industrial. tendo em vista o cumprimento das normas regulamentadoras. prestando assessoria necessária.  Garantir o uso de equipamentos de proteção individual através de distribuição racional e acompanhamento eficaz. 267. estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço. encaminhamento ao SUS).2. através de palestras e recursos didáticos disponíveis. bem como orientar os subordinados. sala 201 . acompanhar vistoria nos equipamentos de proteção a incêndio realizada por entidades ligadas ao sistema de seguro da empresa. com o objetivo de recomendar os procedimentos de execução adequados e compatíveis com as regras básicas de segurança. tendo em vista o fiel cumprimento da política de segurança estabelecida.Lajeado / RS .  Preparar e ministrar treinamento introdutório sobre prevenção de acidentes para funcionários admitidos.  Acompanhar a análise de risco de acidentes em cada operação.  Elaborar / orientar empresas contratadas para o uso e cumprimento das normas de segurança.com. (CAT.  Elaborar normas e procedimentos sobre segurança e proteção do trabalho da unidade e das empresas prestadoras de serviços.  Acompanhar as inspeções de segurança dos equipamentos de combate a incêndio.br 31 . fiscalizando o cumprimento das mesmas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho controlando o consumo e autorizando reposição dos mesmos. revisando.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. doenças ocupacionais.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ⇒ Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho. junto com firmas credenciadas. ⇒ Indicar. visando assegurar racional suprimento destes materiais e equipamentos. a fim de transmitir de forma adequada as noções e regras básicas de segurança. ⇒ Investigar os acidentes ocorridos na empresa encaminhando propostas de melhorias.

documentação e cursos).Lajeado / RS . ⇒ Acompanhar descarga de amônia.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Como podemos verificar a responsabilidade do técnico de segurança do trabalho é muito grande.2. prevenção básica. reuniões. ⇒ Acompanhar e apoiar as CIPA’s (eleições. ou seja. primeiros socorros e combate a incêndio. ⇒ Controlar equipamentos de emergência de segurança. óleo diesel e produtos químicos. ⇒ Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao INSS e digitar laudos (DSS8030). ⇒ Organizar e acompanhar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). sala 201 . ⇒ Analisar as condições de higiene do trabalho. ao trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Acompanhamento de testes de EPI’s (vários fornecedores) e fazer contato com depto de compras. recarga e conservação. ⇒ Acompanhamento de perícias. 267. ⇒ Atualizar dados estatísticos de acidentes do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Marcar perícia (acidentes) junto ao SUS e acompanhamento do afastamento do funcionário. ⇒ Fazer relatórios diários das inspeções de segurança. pois embora exerça suas atividades principalmente na melhoria das condições do ambiente de trabalho. 4. limpeza. ⇒ Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção (uso de EPI’s e/ou solicitando troca de equipamentos). ⇒ Controlar extintores: validades. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. ⇒ Levantamento de riscos ambientais.br 32 . ⇒ Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco. ⇒ Analisar funções de funcionários no local de trabalho. ⇒ Atuar como instrutores em cursos de CIPA. as mesmas estão diretamente ligadas ao ser humano.

com. 4.3. 267. RESPONSABILIDADE • Do Empregador • Cumprir as normas de segurança e saúde • Pagamento da previdência.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 121).4 RECOMENDAÇÕES • Cumprir as normas de SST (NR) • Cumprir a legislação previdenciária • Treinamento • Documentar • SESMT atuante e eficiente • Audiometria seqüencial • Assistente e técnico Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O Técnico de Segurança do Trabalho além das responsabilidades do dia a dia da profissão pode ser responsabilizado por danos que sua ineficiente atuação possa gerar ao trabalhador ou ao ambiente de trabalho. das prestações de acidente de trabalho NÃO EXCLUI a responsabilidade civil do empregador (art.br 33 .Lajeado / RS . porém fica excluída quando: • O empregado desobedece às ordens • O empregado provocou o acidente • Do Empregado • Cumprir as normas de segurança e saúde • Obedecer às ordens do empregador 4. sala 201 .

ou a perda. provocando lesão corporal ou perturbação funcional. no seu Art. podem ser encarados como tal: 1. que cause a morte ou perda. 4.080 de 24. Há casos. Doença profissional ou do trabalho. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. da capacidade para o trabalho. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim à realização de um trabalho. ou a redução da capacidade de trabalho. 267. embora não tenha sido a causa única.01. 3. permanente ou temporária. a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área médica. podendo advir outras conseqüências como danos materiais (aos equipamentos. sala 201 . ligado ao trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Advogado especializado e competente. no exercício de sua atividade. no seu “Regulamento de Benefícios da Previdência Social”. inclusive companheiro de trabalho. haja contribuído diretamente para a morte . ACIDENTES DO TRABALHO 5. aos produtos.br 34 . 221 que tem a seguinte redação: Acidente do trabalho é aquele que pode ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. 5.1 CONCEITO A definição legal é dada pelo Decreto 83.com. o que ocasiona sempre perda de tempo. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . porém. o acidente que. o acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. ou redução.1979. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade. de acidentes que. 2. as instalações e ao meio ambiente). Para a Segurança do Trabalho.

o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. e) desabamento. devido ao acidente. de um dedo. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. ou no próximo. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. (perda de um dos olhos. 5.2 CLASSIFICAÇÃO SEM AFASTAMENTO: é o tipo de acidente em que o acidentado pode continuar sua função normal. no mesmo dia do acidente. no horário normal de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ofensa física intencional. Incapacidade permanente parcial: é a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado. depois de algum tempo afastado do serviço. 5. inclusive de terceiro. a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. como fazia antes do acidente. inclusive de propriedade do empregado.com. incapacidade permanente ou morte do acidentado. c) em viagem a serviço da empresa. inclusive companheiro de trabalho. 267. volta ao mesmo executando suas funções normalmente. de negligência ou de imperícia de terceiro. em intervalo de trabalho. inundação ou incêndio. em caráter permanente. etc. COM AFASTAMENTO: é o acidente que provoca incapacidade temporária. num superior a um ano.br 35 . d) no trajeto da residência para o trabalho e vice versa. sala 201 .Lajeado / RS . b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. É aquela em que o acidentado. d) ato de pessoa privada do uso da razão. seja qual for o meio de locomoção utilizado. Incapacidade temporária: é a perda de capacidade do trabalho por um período limitado de tempo. c) ato de imprudência.) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

b) fatores psicológicos: falta de aptidão. d) ferramental inadequado e ou defeituoso. b) falta de sinalização. desobediência. utilização de ferramental inadequado. inteligência. desconhecimento do processo ou da máquina. espaço físico deficiente. epilepsia. 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Incapacidade permanente total: é a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente. problemas psicomotores. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.3 CAUSAS DOS ACIDENTES * ATOS INSEGUROS: são aqueles atos praticados conscientemente pelo trabalhador. c) condições emocionais: tensão. e) condições gerais: retirada ou neutralização de dispositivos de segurança. sala 201 . dos dois pés. que põe em risco a integridade física do trabalhador. * CONDIÇÕES INSEGURAS: são aquelas atribuídas ao ambiente de trabalho. capacidade de concentração. desatenção. brincadeiras. c) falta de proteção nas máquinas. rapidez de raciocínio). d) não utilização de EPI. (perda de uma das mãos. curiosidade. traços de personalidade (percepção. vestimenta inadequada. displicência. INSTALAÇÕES: inadequadas: a) localização inadequada. * FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA: a) fatores fisiológicos: surdez. insuficiência visual.com. conflitos.Lajeado / RS . São aquelas que expõem o trabalhador a um risco derivado da própria natureza da empresa ou do tipo de atividade a que ele está exposto. alcoolismo. 5. sabendo que dele pode advir um acidente. escadas mal projetadas.br 36 . perturbação mental. 267. piso irregular e ou escorregadio. negligência.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. mesmo que a prótese seja possível). armazenamento contrário as normas de segurança. pé direto baixo. manipulação de carga incorreta.

j) instalações elétricas. quando escorrega ou tropeça. 2.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho e) falta de ordem e ou limpeza. defeituosas. k) armazenagem contrária às normas de segurança.). sem proteção. umidade. Prensagem entre . 5. TEMPO: exigência de alta produtividade. de movimentos brusco em más condições ou super esforço empregado. 4. 3.decorem da má posição do corpo. EQUIP. Batida contra . atingindo principalmente a coluna vertebral e a região lombar. Batida por . 3.quando o trabalhador é atingido por um objeto que cai devido à ação da gravidade. 5. E FERRAMENTAS: inadequadas.quando ocorre a prensagem do corpo ou parte dele entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois móveis. MATÉRIA PRIMA: inadequada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . de nível elevado. quando cai de local mais alto. 4. 7. 8. adaptadas. sem manutenção. MÁQUINAS.br 37 . de mesmo nível. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Contato com eletricidade. g) calor.com. 267. Queda de objetos . f) iluminação deficiente. etc. Contato com produtos químicos. 2.4 TIPOS DE ACIDENTES 1. Esforço excessivo ou mau jeito .quando o trabalhador bate o corpo ou parte dele contra objetos.quando o trabalhador sofre batida de objetos. vapor. 9. frio ou ruído excessivo. sala 201 . h) produtos químicos i) aerodispersóides (poeira. b. Contato com temperaturas extremas e ou umidade. Queda da pessoa: a. 6.

II – Recomendações gerais. VI – Legislação. 3. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . financeiros. PARA A EMPRESA: substituição do acidentado.com. III – Informações gerais. aposentadorias precoces por invalidez ou doenças ocupacionais. 267.5 CONSEQÜÊNCIAS 1. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT I – Apresentação. IV – Preenchimento do formulário CAT. PARA O GOVERNO: pagamento do trabalhador encostado no INSS.Formulário da CAT. 4.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 5. PARA O TRABALHADOR: problemas físicos. emocionais. ausência de contribuição social. caracterização do acidente do trabalho. VII – Anexos: anexo I . PARA A NAÇÃO: diminuição de trabalhadores ativos e aumento de inativos. ausência do profissional treinado. anexo II . aumento de custo na folha de pagamento. definições.br 38 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 6.6 CONCLUSÃO Os acidentes do trabalho causam muitos problemas a todos e custam muito mais que investir em prevenção. V – Conceito. sala 201 .Fluxo da CAT. 5. redução de produção e por conseqüência de lucro. 2. prestações e procedimentos. PAGAMENTO DE SEGUROS para Indenização de acidentes e doenças ocupacionais.

observada a destinação das demais vias.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho I – Apresentação O objetivo deste manual. com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9. sob pena de multa em caso de omissão. estatístico e epidemiológico. 8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser substituído por impresso da própria empresa.INSS e Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. prevista no subitem 1. 2 – ao assinar a CAT. verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos. 6 – evitar deixar campos em branco. em duas vias ao INSS.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. não apenas do ponto de vista previdenciário.com. dentre elas: 1 – não assinar a CAT em branco. principalmente o completo e exato preenchimento do formulário.br 39 . Instituto Nacional do Seguro Social . 267.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS.Lajeado / RS . 3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico. Cabe ressaltar a importância da comunicação. A Lei nº 8. A comunicação. sala 201 .2.032/95.316/67. tendo em vista as informações nele contidas.172/97. recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT. impressa em papel. regulamentada pelo Decreto nº 2. de preferência com caneta esferográfica. desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico. elaborado por equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS. 7 – apresentar a CAT. é assegurar o correto preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT. 5 – não conter emendas ou rasuras. objeto deste manual foi prevista inicialmente na Lei nº 5. mas também trabalhista e social. que reterá a primeira via. 4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma. cabendo observar que o formulário Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. II – Recomendações gerais Em face dos aspectos legais envolvidos.

cabendo a este comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e.2 – A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT. preenchido em quatro vias. havendo ou não afastamento do trabalho. típico ou de trajeto. sucessivamente aumentada nas reincidências.3 – A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma. 1.0 2ª via – à empresa. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição. em caso de morte. ocorrido com seu empregado.1 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ocorrido após a emissão da CAT inicial. 40 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS. 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador.173/97. as seguintes ocorrências: Ocorrências: a) acidente do trabalho. já CAT comunicação de óbito. sala 201 . b) reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1. mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”.com.Lajeado / RS . de imediato à autoridade competente. 3ª via – ao segurado ou dependente. aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2. III – Informações gerais 1 – Comunicação do acidente 1. comunicado anteriormente ao INSS. 267.br Tipos de CAT: CAT inicial.1 – Deverão ser comunicadas ao INSS. com a seguinte destinação: 1ª via – ao INSS. ou doença profissional ou do trabalho. 1. c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. CAT reabertura. 1.

motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa caberá ao representante desta comunicar o acidente. trabalhador avulso.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.4 – Tratando-se de trabalhador temporário. Marinha. ao seu sindicato preencher e assinar a CAT. embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente.1 – Para este trabalhador.6. 1. os comandantes de unidades militares do Exército. que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria. 1. no campo próprio.10 – Tratando-se de presidiário.br 41 . a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. 1. salvo a reabilitação profissional.1 – Neste caso. registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e.6 – No caso de segurado especial.1 – São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral.com. aeroviário.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. 1.9. sala 201 .9 – É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade.8 – Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços. compete ao OGMO e. 1.Lajeado / RS . 1. na sua falta. a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora. pelo médico responsável pelo atendimento. o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente. a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e. ferroviário.5. só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado. no campo “CNAE”. Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS. 1. 267. do sindicato da categoria. os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados. na falta deste.7 – Quando se tratar de marítimo. pelo sindicato da categoria ou autoridade pública. 1.5 – No caso do trabalhador avulso. informando. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 1. aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. médico-residente ou segurado especial. a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente.

2 – Comunicação de reabertura 2. podem formalizá-la o próprio acidentado. e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento.15.13 – No caso de doença profissional ou do trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7). acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa. do local do acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.11. sala 201 .6.1. 267.1 – As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário. beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1. bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física.A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado. o que jurisdiciona a sede da empresa. tanto a matriz quanto a filial. 1. o sindicato da categoria. 1.com.1 – Deve ser considerada como sede da empresa a dependência.11 – Na falta de comunicação por parte da empresa. 1. com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico.Lajeado / RS . quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS.br 42 . que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. do atendimento médico ou da residência do acidentado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico. 1. deverá ser emitida CAT por aquela empresa.12 – Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador.14 – Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública prevista no subitem 1.1. 1. 1.6. seus dependentes.15 .1 – A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT.

atestado médico e data da emissão.br 43 . sendo: Campo 2. sendo: (1) inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho. Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. IV – Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I. que serão relativos à data da reabertura. do laudo de necropsia. do óbito. Deverá ser anexada a cópia da houver. exceto quanto ao afastamento. sala 201 .2 – Na CAT de reabertura deverão constar às mesmas informações da época do acidente.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. segurado ou seus dependentes. responsável pela emissão da CAT. (3) comunicação de óbito – refere-se à comunicação inicial. será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o (1) (2) (3) (4) (5) CAT.6. 267. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura. último dia trabalhado. ocorrido após a emissão da CAT certidão de óbito e quando empregador. sindicato.com.1 da Parte III).Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. (2) reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS). Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia. em decorrência de acidente do trabalho. 3 – Comunicação de óbito 3.1 – O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional. médico assistente. autoridade pública (subitem 1. constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial.

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Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial. Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97: a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional; b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço; c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993. Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo: (1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora; (2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ; (3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física; (4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial. Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

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Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco. Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97). Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960. Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (2) feminino. Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado. Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS. Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor. Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade. Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco. Campo 20. Remuneração mensal – informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

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Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença. Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação. Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo: (1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90). Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando se tratar de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural. I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998. Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 33. Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do trabalho. Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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Campo 35. 267. Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda. do trabalho. Descrição da situação geradora do acidente ou doença Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio. etc. ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado. rampa de acesso. ainda que a jornada não tenha sido completa. sílica.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33. no caso de constar no campo 35 a opção 2. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador. – para doenças profissionais. choque elétrico.Lajeado / RS . sala 201 .informar o nome do município onde ocorreu o acidente. ruído ou salmonela.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 34. Campo 36. (3) em via pública. ou produtos químicos. seja externa ou internamente. como uma prensa ou uma injetora de plásticos. Campo 39. agentes físicos ou biológicos como benzeno. quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. Campo 37. Campo 41. atropelamento. Obs. (5) outros. Munícipio do local do acidente .). posto de trabalho. sendo: (1) em estabelecimento da empregadora. Obs. podendo ser máquina.br 47 . (2) em empresa onde a empregadora presta serviço. UF . Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente. Campo 40.: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo). Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado. equipamento ou ferramenta. Campo 42. Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente. nome da rua.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Ex: 23/11/1998. CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença.informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente. (4) em área rural. Campo 38.

devendo ser apresentada a certidão de óbito e. quando houver. No caso de constar 1 (SIM). devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura. Campo 44. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.no caso de doença. deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente. o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado. fica dispensado o carimbo. a empresa deverá emitir CAT para a comunicação de óbito. após a emissão da CAT inicial. . 267. Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito.tratando-se de acidente de trajeto. I. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. . Obs. Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença. Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT. Quadro II – ATESTADO MÉDICO Deverá ser preenchido por profissional médico.br 48 .4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS Campo 45 a 52. No caso de acidente com morte. e não benzenismo).: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos.com. independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente. Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT. o preenchimento é dispensável. o laudo de necropsia. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato. especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho. descrever a atividade de trabalho.Lajeado / RS . Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente. Campo 43. Obs.

informar (1) sim ou (2) não. Exemplo: a) S93. sala 201 . informando a natureza. edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. o diagnóstico. Campo 54. equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita. se há recomendação especial para permanência no trabalho. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10. como condições patológicas pré-existentes. 267. Local e data – informar o local e a data do atendimento médico. sistemas ou aparelhos. Campo 59. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional. Campo 55. Houve internação? . mesmo que superior a quinze dias.Lajeado / RS .br 49 . Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico. se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada. Campo 60. Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. Diagnóstico provável – informar. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? informar (1) sim ou (2) não. Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento. concausas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 53. objetivamente. b) sinais flogísticos. 4 – entorse e distensão do tornozelo. Campo 56. A data deverá ser completa. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto. Exemplo: 23/11/1998.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. etc. Campo 62.com. Exemplo: a) edema. Campo 57. citando a parte do corpo atingida. Campo 58. justificar. Campo 61. Data – informar a data do atendimento. utilizandose quatro dígitos para o ano. b) tendinite dos flexores do carpo. Obs. Exemplo: a) entorse tornozelo direito. 9 – sinovite ou tendinite não especificada. Exemplo: 15:10.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho. b) M65. tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença.

Quadro III – INSS Campos de uso exclusivo do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. V – Conceito. a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a acidente do trabalho. trabalhador avulso.2 – Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa. com o segurado empregado. constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. carimbo e CRM do médico responsável.com. 1.1 – Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. a perda ou redução.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2.172/97. b) a doença do trabalho. médico residente. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.1. da capacidade para o trabalho. prestações e procedimentos 1 – Conceito do acidente do trabalho e doença ocupacional.br 50 . 1.172/97. temporária ou permanente. nos termos deste item: a) a doença profissional. constatando-se que a doença não incluída na relação constante do Anexo II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.2 – Em caso excepcional. 1. c) a que não produz incapacidade laborativa.1 – É considerado como acidente do trabalho.1. sala 201 . b) a inerente a grupo etário. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. definições e caracterização do acidente do trabalho.Lajeado / RS .

por motivo de disputa relacionada com o trabalho. quando financiada por esta. ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. inclusive veículo de propriedade do segurado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva. c) em viagem a serviço da empresa. inundação. em conseqüência de: a) ato de agressão.3 – Equiparam-se também a acidente do trabalho: I – o acidente ligado ao trabalho que. III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. 1. ou de companheiro de trabalho. e) desabamento. ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. d) ato de pessoa privada do uso da razão. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) ofensa física intencional. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho. 267. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra.Lajeado / RS . c) ato de imprudência. sala 201 .br 51 . IV – o acidente sofrido. inclusive de terceiro. salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. de negligência ou de imperícia de terceiro.com. embora não tenha sido a causa única. e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. qualquer que seja o meio de locomoção. inclusive para estudo. para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho. inclusive veículo de propriedade do segurado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. d) independentemente do meio de locomoção utilizado.

1. resultante de outra origem.3. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. 267. Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais. se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho.2 – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5 – Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. no local do trabalho ou durante este.br 52 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.6 – Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho. sala 201 . a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico. 1. 1. f) no percurso da residência para o OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela.4 – Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional. refeição ou do trabalho. 2 – Campo de Aplicação 2.com. sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. independentemente do meio de locomoção.3. tratando-se de trabalhador avulso.1 – No período destinado à refeição ou descanso.7 – Será considerado como dia do acidente. cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro. o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho. 1. o empregado será considerado a serviço da empresa. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência. no caso de doença profissional ou do trabalho. 1. deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado.1 – As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado.Lajeado / RS . 1.

. sala 201 . . ou . .94) Pensão Acidentado do trabalho Dependentes do teria início. .92) Acidentado do trabalho . 267.óbito. d) ao facultativo. -morte do 91% do salário de benefício 100% do Salário de benefício Auxílio Acidente (esp. .dia seguinte a capacidade laborativa cessação do auxíliopor lesão acidentaria. .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ao trabalhador avulso. a condição de empregado.volta ao trabalho.br 53 . doença.afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho. . -concessão de aposentadoria. -morte por acidente do .afastamento do trabalho por invalidez acidentaria. -cessação da incapacidade. Prestações por acidente do trabalho ou doença ocupacional 3. . d) ao segurado especial. c) ao autônomo e outros equiparados.3 – A partir de 11/11/97. na empresa. 91) Acidentado do trabalho .com. o aposentado por tempo de serviço.concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria.138. .no dia seguinte à cessação do auxíliodoença. especial ou idade pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer ou retornar à atividade sujeita a este regime.morte. membro de conselho de administração de sociedade anônima. sócios que não tenham. 3. 2.1 – Serviço: reabilitação profissional.data do afastamento demais segurados.16º dia de afastamento consecutivo para empregado.no dia em que o auxílio-doença Aposentadoria por invalidez (esp. -redução da . exceto ao salário-família e à reabilitação profissional.data do óbito.Lajeado / RS .alta médica. -cessação da invalidez. ou 50% do salário de benefício 100% do Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.2 – Benefícios pecuniários: CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DA CESSAÇÃO BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS DATA DE INÍCIO VALOR Auxílio-doença (esp. diretor não empregado. .morte.volta ao trabalho. de 28/12/90). b) ao empresário: titular de firma individual urbana ou rural. não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade. 2.2 – Não são devidas as prestações relativas ao acidente do trabalho: a) ao empregado doméstico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. c) ao médico-residente (Lei nº 8. 3.

-cessação da qualidade de dependente. apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses.213/91). 3.3. após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS. sala 201 .1 .4 .1 – Esta informação constará no campo de responsabilidade do INSS.Lajeado / RS .: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor. b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado. 4. dependente. salário de benefício Obs. constante na CAT.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (esp. Cód.2 – doença profissional ou do trabalho. 3.1 – Os acidentes são classificados em três tipos: Cód.1. .93) Acidentado do trabalho trabalho. reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura.A prestação de assistência médica não é atribuição do INSS.Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário.Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho: a) o reinício será na data do novo afastamento. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. 267.3 – acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou refeição para o local de trabalho e vice-versa).3 . até o máximo de 36 (trinta e seis). quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante. 3. 4 – Caracterização 4. Cód.1 – acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa). quando o INSS responderá o quesito “É reconhecido o direito do segurado à habilitação ao benefício acidentário?”.br 54 . após análise administrativa dos dados sobre o acidentado e das circunstâncias da ocorrência e o devido enquadramento nas situações previstas na legislação pertinente (Lei nº 8. b) o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento.data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito.

para habilitação ao benefício. a data do recebimento. que ocorrerá a partir do primeiro dia de afastamento para o trabalhador avulso. carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica. . a doença e o trabalho e definição do grau de incapacidade pela perícia médica do INSS na forma prevista no subitem 4. segurado especial e médico residente e no caso de empregado a partir do 16º (décimo sexto) dia de afastamento do trabalho por acidente ou doença.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.2 – O INSS informará na CAT.com.1. CPF.Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS).br 55 .Após a habilitação o direito ao benefício dar-se-á posteriormente ao reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão.Contrato de trabalho quando não constar na CTPS. c) a “causa mortis” e o acidente.Declaração do OGMO ou Sindicato para o trabalhador avulso.2. 4. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. 4. o código da unidade.2. Nos casos de morte a avaliação quanto ao nexo "causa mortis" e o acidente ou doença do trabalho ocorrerá após a comunicação do óbito ao INSS.Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente do trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão.1 .Comunicado o acidente ou doença do trabalho o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS.Não é responsabilidade do INSS a caracterização do nexo técnico para fins de exame pré-admissional ou demissional da empresa. . . 5.2. sala 201 . b) a doença e o trabalho.1 . Habilitação dos benefícios acidentários 5. .Lajeado / RS .2 .PIS/PASEP. 4. sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS. munido da seguinte documentação: .172/97. . o nº do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação. Cédula de identidade.Comprovante de inscrição no INSS.Relação dos 36 últimos salários de contribuição apurados até 48 meses Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.2 . quando tratar-se de médico residente.

VI – Legislação • • • Lei nº 8. 267. .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Decreto nº 2. . para concessão ou indeferimento do benefício acidentário.Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte. .Outros que se fizerem necessários a cada caso.com. visando a elucidação e comprovação dos fatos.Certidão de Nascimento dos dependentes e quando for o caso.172/97. .Endereço completo com CEP atualizado. .Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.032/95 e da Lei nº 9.2 O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos.173/97. bem como emitir pesquisas e diligências.br 56 . sala 201 . Termo de Tutela/Curatela.Ocorrência policial (quando houver). 5. para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho.Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão.Lajeado / RS . .528/97.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho anteriores ao mês do afastamento. Decreto nº 2.213/91 com alterações da Lei nº 9. .

sala 201 .Lajeado / RS .com.br 57 . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho VII .Anexo I – Formulário CAT Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

com. sala 201 . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Anexo II – FLUXOGRAMA Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 58 .Lajeado / RS .

as primárias são: vermelho. sala 201 .com. Para o químico. o artista e todos os que trabalham com substâncias corantes opacas (cores-pigmento. o amarelo e o azul (ilust. A mistura dessas três luzes coloridas produz o branco. às vezes denominadas cores de refletância ou cores-tinta) as cores indecomponíveis são o vermelho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 7. 267. 7. denominando-se o fenômeno síntese aditiva (ilust. Classificação das Cores Cor geratriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis que.1 Objetivo da Sinalização de Segurança A sinalização de segurança visa organizar e identificar situações de risco nos setores de trabalho. 3). 2).Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 7. misturadas em proporções variáveis. verde e azul-violetado.2. produzem todas as cores do espectro.br 59 . Para os que trabalham com cor-luz. objetivando a prevenção contínua de acidentes na empresa.

sala 201 . excluindo-se o verde puro. o amarelo e o dano. A superposição de filtros coloridos magenta. amarelo e ciano. Em Física. essas cores vêm sendo consideradas primárias. ou por transparência em retículas.Lajeado / RS .esverdeado. Nas artes gráficas. interceptando a luz branca. produz igualmente o cinza-neutro. A mistura dessas três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa.é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. reduzindo-se assim para três as quatro cores primárias de Leonardo da Vinci (vermelho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Desde as experiências de Lê Blond em 1730. amarelo. verde e azul). azul e laranja. Segundo Helmholtz. pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Cor complementar .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 60 . formando os seguintes pares: vermelho e azul. Cor secundária . as primárias são o magenta. 267. complementando uma a outra. amarelo e anil. adota-se em Física a formulação de que cores complementares são aquelas cuja mistura produz o branco.Desde a época de Newton. todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples. cores complementares significam par de cores. Cor terciária .é a cor formada em equilíbrio óptico por duas cores primárias.com.

podemos classificar como indução as manifestações dos contrastes simultâneos de cores. parecerá quente. Para a reprodução aproximada de sua infinita variedade. Cor natural é a coloração existente na natureza. O mesmo verde. são necessários o branco e o preto. dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromática. Além disso. Cores frias . violáceos. Um verde médio. numa escala de amarelos e vermelhos. Cor induzida é a coloração acidental de que se tinge uma cor sob a influência de uma cor indutora. Cor aparente ou acidental é a cor variável apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influência de outras cores próximas. e o verde. e as demais cores em que eles predominem.com. vermelhos e amarelos de suas composições. 61 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. frente a vários azuis. dependendo da percentagem de azuis. 267. parecerá frio. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Cores quentes . Os verdes. Nessa indução reside a essência da beleza cromática.são o vermelho e o amarelo. Em certa medida. além das cores primárias. uma cor tanto poderá parecer fria como quente.A aparência da cor se caracteriza por três valores: a tonalidade. carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes.são o azul.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br . bem como as outras cores predominadas por eles. na impressão gráfica.Lajeado / RS . das mutações cromáticas e do fenômeno da cor inexistente. a luminosidade e a saturação. Cores e tons .

como uma de suas características físicas. não depende unicamente de sua tonalidade. Uma forma (um objeto.É a característica qualitativa de uma a cor.É a capacidade de reflexão da luz. quando em realidade ele é tão amarelo quanto a luz incandescente. que se especifica com os termos azul. por uma codificação do cérebro.É a característica quantitativa de uma cor. quando iluminado por ela. que incorpora aos objetos. É o efeito produzido pelo suavizamento ou escurecimento de uma tinta pela adição do branco ou preto. verde. a cor que menos branco ou preto contiver. Por exemplo. PERCEPÇÃO DA COR O fenômeno da percepção da cor é bastante mais complexo que o da sensação. como tão violáceo quanto a luz do mercúrio que o ilumina. os dados psicológicos que alteram substancialmente a qualidade do que se vê. amarelo. o valor como estimulante da atenção que uma cor provoca. claridade ou saturação próprias.Lajeado / RS . partindo-se do mais claro até o mais escuro.que depende da quantidade de preto ou gris que contém e faz com que uma cor se aproxime mais ou menos do branco (luminoso) ou do preto escuro). vice-versa. tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violácea de mercúrio. além dos elementos citados. Considera-se mais saturada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. diz-se que tem saturação máxima. podemos citar o fato de um lençol branco nos parecer sempre branco.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Tonalidade . Pode-se dizer também. ou matizes diferentes por que pode passar uma cor. um texto. a cor apresentada por eles quando iluminados pela 62 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Quando uma cor se encontra em sua máxima força e não contém nenhuma fração de branco e preto. Se neste entram apenas os elementos físicos (luz) e fisiológico (o olho). O poder de excitação. Luminosidade .br . etc. sala 201 . Saturação . vermelho. ou quanto mais pura for. naquele entram. ou vice-versa. 267. Na maioria das vezes não atentamos para a diferença de coloração e continuamos a considerar branco o lençol. Exemplificando. o rosa é menos saturado que o vermelho porque contém branco. que é a gradação de uma cor. etc) pode reforçar-se sem aumentar e. por meio emprego adequado das cores. mas também da superfície que ocupa e das cores vizinhas (sobretudo do fundo).com.

Apesar de ser forte.O contraste branco-preto tem um valor médio. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. e é muito escassa também a do azul-verde. atenuado ou modificado pela influência das cores justapostas. e é muito escassa também a do azul-verde. valor (luminosidade ou brilho) e croma (saturação ou pureza da cor).O contraste branco-preto tem um valor médio.br 63 . Contraste de saturação: produz-se pela modulação de um tom saturado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. atenuando as restantes com branco ou preto. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros das cores. As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. Contraste de branco ou preto: dá-se no claro escuro entre o branco.Lajeado / RS . puro. devido à ação simultânea das complementares.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho luz solar. Visibilidade das cores As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. Na percepção distinguem-se três características principais que correspondem aos parâmetros básicos da cor: matiz (comprimento de onda). As principais formas de contrastes geralmente consideradas como meios ótimos de expressões cromáticas são: Contraste de tom: o mais contrastante é o de duas complementares empregadas sem modulações intermediárias. o preto e o cinza. Contraste: o contraste simultâneo se baseia no princípio de que nenhuma cor tem valor por si mesmo. sala 201 . devido à ação simultânea das complementares. com Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto.com. e sim que se matiz é acentuado. não resulta ofensivo caso se procure ressaltar uma só. que irrita os olhos. que irrita os olhos. transformando em valor subjetivo as cores permanentes dos corpos naturais.

principalmente da letra sobre fundo. branco ou cinza. Contraste de superfície: baseia-se no equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas cores e seu grau de calor: menor espaço para as cores quentes e mais espaço para as frias. 267. que se torna ainda mais nítido para os quadrados primeiro (verde) e último (violeta).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho preto. cuja cor não muda. Letras amarelas sobre fundo preto. Letras vermelhas sobre fundo branco. Estes fenômenos são de ordem fisiológica. e o violeta adquire um tom púrpura. 64 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. chamam mais a atenção. se fixarmos atentamente estas cores as veremos tomar cada uma a tonalidade complementar da vizinha: é o contraste de tonalidade. Depois. As letras cinzas são sempre relativamente legíveis sobre qualquer fundo de cor: tem maior destaque sobre o branco. são mais visíveis: Letras pretas sobre fundo branco.com. várias experiências psicotécnicas têm mostrado que certos contrastes garantem a maior legibilidade de longe. o verde por sua vez. Letras azuis sobre fundo branco. Assim. recebe o amarelo. sala 201 . em que tantas vezes útil selecionar cores que se intensificam reciprocamente. É grande a importância deste fenômeno de contrastes simultâneos na elaboração de cartazes. e resultam da irritação e cansaço de um ponto da retina. o violeta e verde justaposto:ao violeta acrescenta-se a cor complementar do verde. por isso. isto é o vermelho. Letras brancas sobre fundo vermelho. complementar do violeta. Letras brancas sobre fundo azul. e.br . Por exemplo.Lajeado / RS . e sua tonalidade torna-se amarelada. Letras vermelhas sobre fundo preto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.seja por exemplo.

267. uma letra escura sobre fundo claro é o mais legível de mais longe que o inverso e se utilizaria uma cor clara em fundo escuro. 7. a primeira parece maior.com.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES) Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis para o emprego de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores elétricos. com a finalidade de facilitar a identificação e evitar acidentes. a letra tem de ser mais forte.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O grau de legibilidade de letras coloridas sobre fundos de cor será mais ou menos acentuado segundo mais ou menos abertas as letras. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Do mesmo modo. sala 201 .Lajeado / RS . porque a cor escura do fundo absorve a cor clara da letra.br 65 . Em geral. uma muito luminosa e a outra escura.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em conseqüência de um fenômeno de irradiação entre duas superfícies da mesma dimensão.

confusão e fadiga ao trabalhador. delimitando áreas. 267.cinza. a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.4. 7. Cor na segurança do trabalho. especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho.amarelo. podendo ser complementada por normas específicas.verde. As cores aqui adotadas serão as seguintes: .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Esta Norma aplica-se a identificação de tubulações de maneira geral.púrpura.azul. 26.1. 26.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. . . 26. 26.1. empregadas para identificar e advertir contra riscos.preto. A indicação em cor. a fim de não ocasionar distração.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA) Objetivo: Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes.alumínio.1. identificando os equipamentos de segurança.marrom.1. sempre que necessária. 26.com.1.laranja. .2.branco.5. 26. .1. . será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. .5. indicadas pela necessidade de determinadas atividades. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos. .vermelho.3. . Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho.br 66 . . . sala 201 .5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA) 26.1. Esta Norma Regulamentadora . O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível.lilás. 7.1.1.Lajeado / RS . . A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

.sirenes de alarme de incêndio.tubulações.1.em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.partes baixas de escadas portáteis.3.com. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa . A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: . .Lajeado / RS . . . . suporte.bombas de incêndio. . .portas de saídas de emergência. . parapeitos. Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.br 67 .5. . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias.mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). .caixas com cobertores para abafar chamas. .transporte com equipamentos de combate a incêndio. .extintores e sua localização.espelhos de degraus de escadas. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco.5. É empregado para identificar: . . Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo.nas luzes a serem colocadas em barricadas. 26. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não-liquefeitos. . Em canalizações. sala 201 . dentro da área de uso do extintor). assinalando: . Amarelo. . moldura da caixa ou nicho).2.Alerta).baldes de areia ou água.hidrantes.corrimões.rede de água para incêndio (sprinklers). O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!".1. 267.caixa de alarme de incêndio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. . válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. para extinção de incêndio.indicações de extintores (visível a distância.

.bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poços.direção e circulação. . guindastes. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. escavadeiras. porteiras e lanças de cancelas.bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto).bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente.fundos de letreiros e avisos de advertência. pontes-rolantes. colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar. por meio de sinais. . . .com.cavalete. postes.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.pára-choques para veículos de transportes pesados.áreas destinadas à armazenagem.equipamentos de transporte e manipulação de material. . .br 68 . por meio de faixas (localização e largura).zonas de segurança.passarelas e corredores de circulação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho .pilastras. . etc. entradas subterrâneas.1. O branco será empregado em: . sala 201 . . etc.cabines.Lajeado / RS .paredes de fundo de corredores sem saída. . reboques.) e de plataformas que não possam ter corrimões.4. . 267.comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência... tais como empilhadeiras. Branco. . . 26. . caçambas e gatos-de-pontes-rolantes.faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. . . Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização.áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência. . vigas. com listras pretas. onde haja necessidade de chamar atenção. etc. vagonetes.localização de bebedouros.5. tratores industriais.localização e coletores de resíduos. . .vigas colocadas a baixa altura.meios-fios.

.). . . alcatrão.avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência. que deverão permanecer fora de serviço. ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos.5. 26. etc.Lajeado / RS .porta de entrada de salas de curativos de urgência.caixas de equipamento de socorro de urgência. asfalto.prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. 26.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. boletins. ou fontes de energia dos equipamentos.5. sala 201 . avisos de segurança. .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. O azul será utilizado para indicar "Cuidado!". . Será também empregado em: .7.caixas contendo máscaras contra gases. .macas.fontes lavadoras de olhos.canalizações de água. etc. . .localização de EPI.emblemas de segurança. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. de partida.br 69 . Azul. O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante. ..1.dispositivos de segurança. . .1. quando condições especiais o exigirem.1.5.quadros para exposição de cartazes.canalizações de ar comprimido. óleo combustível.chuveiros de segurança. O preto poderá ser usado em substituição ao branco. ou combinado a este. Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". .6.5.mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica). Deverá ser empregado para identificar: . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. . piche. Preto. caixas contendo EPI.

10.1. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas.5. . b) Cinza escuro .br 70 . Púrpura.faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. prensas.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. 26.8.locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: . . . 267.1. 26.5.5. 26. .recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados. Deverá ser empregada a púrpura em: . .1. A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.dispositivos de corte. .1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.canalizações contendo ácidos.portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade.deverá ser usado para identificar eletrodutos.Lajeado / RS .5. .partes móveis de máquinas e equipamentos.com.11. . .botões de arranque de segurança. Cinza a) Cinza claro .sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.9. borda de serras.faces externas de polias e engrenagens.

processamento. radioativo.13.com. aplicadas sobre a cor básica. a) Para fins do disposto no item anterior. óleo diesel. Obrigatoriamente. pressões. tóxico.6. 26.4. O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. a critério da empresa. equipamentos.). etc. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1.5.5. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais. para condução de líquidos e gases. e que.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1. 26. 26. deverão receber a aplicação de cores.3. preto ou verde.4.5.3.2.).3. 26. a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes.3. sala 201 . 26. ambiente de trabalho.3. O sentido de transporte do fluído. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração. Marrom O marrom pode ser adotado. considera-se substância perigosa todo material que seja. armazenamento. Para fins de segurança. 26.3.3. 26. a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes. 26. 26. embalagem. corrosivo. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. durante o seu manejo. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. querosene. em toda sua extensão. 267.1.Lajeado / RS . óleo lubrificante. etc. oxidante. temperatura. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado.3.4. Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais. os depósitos ou tanques fixos que armazenem fluidos deverão ser indicados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações. pureza.2. isoladamente ou não. 26.br 71 . gasolina. quando necessário. transporte. As canalizações industriais.1. 26. para identificar qualquer fluído nãoidentificável pelas demais cores.12.

26. o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final."Cuidado". "Composto de Chumbo".CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Em qualquer situação. 26.informações para médicos.6. 26. .6.medidas preventivas. A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. no caso de acidente.br 72 .6.1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. redigidas em termos simples e de fácil compreensão. o rótulo especificando a natureza do produto químico. dever-se-á adotar o seguinte procedimento: . quando for o caso. 26.As palavras de advertência que devem ser usadas são: . a identificação deverá ser adequada. 26. Palavra de Advertência . Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves. com propriedades que variem em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente.6.nome técnico do produto. .5. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: . em casos de acidentes.palavra de advertência designando o grau de risco.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. precisas. etc.indicações de risco. Onde possa ocorrer misturas de 2 (duas) ou mais substâncias químicas. . abrangendo aquelas a serem tomadas. No cumprimento do disposto no item anterior.4. para permitir a escolha do tratamento médico correto. Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais.6. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso.nome técnico completo. aéreo e intermodal. 26. 26.3.6. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País.5. A linguagem deverá ser prática. 267. Exemplo: "Ácido Corrosivo". marítimo. . Na movimentação de materiais no transporte terrestre.1."Perigo". não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto. Rotulagem preventiva.instruções especiais em caso de fogo. para indicar substâncias que apresentem alto risco. .primeiros socorros.5. sala 201 . 26. manipulação e armazenagem do produto.6.com.6. . para substâncias que apresentem risco médio.2. . derrame ou vazamento.Lajeado / RS .

Lajeado / RS . A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas equações que seguem. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.1 tbs + 0.  Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0.7 tbn + 0.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.7 tbn + 0. Limites de Tolerância para exposição ao calor. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro Nº 1 73 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Medidas Preventivas .As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. 267.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0. "Nocivo se Absorvido Através da Pele".Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". etc.com. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis". à altura da região do corpo mais atingida. CALOR: NR – 15 ANEXO 3 Limites de Tolerância para exposição ao calor 1. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural. Primeiros Socorros . Indicações de Risco . Exemplos: "Mantendo Afastado do Calor. Em função do índice obtido. sala 201 .br .Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho . As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. 1.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco  2. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. 3. 8."Atenção". para substâncias que apresentem risco leve.

Lajeado / RS .0 à 30.5 à 32.2 Moderada até 26. A determinação do tipo de atividade (leve.0 à 27. moderada ou pesada) é feita consultando-se o Quadro Nº 3.4 30.0 Pesada até 25.1 acima de 30.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. Leve até 30.0 30. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sem adoção de medidas adequadas de controle. 2.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 1 Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho Tipo de atividade (por hora) Freqüência Trabalho contínuo 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho.0 Limites de Tolerância para exposição ao calor.8 à 28.5 à 30.1 à 25.br 74 .9 28.9 26. considera-se como local de descanso.1 à 31.com.4 31.7 à 31. 267.7 26.2 acima de 32.1 à 29.0 25. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro Nº 2. sala 201 . Para os fins deste item. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.0 28. 3.4 29. 2. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso). Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.0 acima de 31. ambiente termicamente mais ameno.

5 27.Lajeado / RS .5 26. As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro nº 3.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sendo Tt e Td = 60 minutos corridos. Md = Taxa de metabolismo no local de descanso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 3. no local de trabalho.br 75 . sala 201 . em que se permanece no local descanso.5 26.0 28. Tt e Td = como anteriormente definido. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. em que se permanece. Td = Soma dos tempos.5 25. Tt = Somas dos tempos. determinada pela seguinte fórmula: M = Mt x Tt + Md x Td 60 Sendo: M = Taxa metabolismo ponderada para 1 hora. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho.com. em minutos.0 25. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. Mt = Taxa metabolismo no local de trabalho. em minutos. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 2 M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30.5 30.

br 76 . De pé. Trabalho fatigante. sala 201 . De pé. trabalho leve em máquina ou bancada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. movimentos moderados com braços e tronco (ex. principalmente com os braços. Trabalho pesado Trabalho intermitente de levantar. 550 Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos efeitos legais. QUADRO Nº 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de atividade Sentado em repouso Trabalho leve Sentado.: datilografia).: remoção com pá). trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação. trabalho leve.Lajeado / RS . movimentos vigorosos com braços e pernas.: dirigir). em máquina ou bancada.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. 267. com alguma movimentação. trabalho moderado de levantar ou empurrar. Em movimento. movimentos moderados com braços e pernas (ex. empurrar ou arrastar pesos (ex. De pé. Sentado. Trabalho moderado Sentado.

temperatura de armazenamento controlado através de termostato. localizada no xxxxxxxxxxxxxxxxxx. sem a proteção adequada. DESENVOLVIMENTO No dia xxxxx ás 14 horas. O critério técnico é simples e de fácil aplicabilidade recomendado pela FUNDACENTRO. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. quando esta for executada em desacordo com a tabela I que segue abaixo. OBJETIVO Verificar se o trabalho do empregador no interior da Câmara Fria fazem jus ao adicional de Insalubridade de Grau Médio 20%. aquelas executadas no interior de Câmara Frigorífica.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 9.Lajeado / RS . realizamos inspeção da Câmaras Frias e de Congelamento. Frio NR-15 Anexo 9 1. ou em locais que apresentem condições similares. ANÁLISE Confrontando os Níveis de Temperatura de funcionamento da referida Câmara Fria de Congelamento com temperatura de 0ºC à -40ºC e os túneis de congelamento com temperatura de -70ºC.com. 267. NR-15. tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com tempos máximos de exposição. TABELA I .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho. desde que alternado com recuperação térmica em local fora do ambiente considerado Frio.br 77 .214/78. através da Portaria Ministerial 3. sala 201 . A nossa legislação. conforme NR – 15 anexo 9 – FRIO. Anexo 9. considera como atividades ou operações insalubres por Frio. A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de temperatura. é aquele que considera insalubre uma atividade ou operação.Limites de tempo para exposição a baixas temperaturas para pessoas adequadamente vestidas para exposição ao Frio Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ou em locais com condições similares. que exponham os trabalhadores ao frio.

bem como em algumas zonas temperadas. -18.0ºC CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS FRIO .9ºC -34. 267. como as câmaras frigoríficas de conservação. no início do século xx.com.Lajeado / RS . que implicam em exposições a temperaturas bastante reduzidas. Tempo total de trabalho no ambiente frio de uma hora. sala 201 .0ºC abaixo de 73.214/78) A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério implicando em uma série de inconvenientes que afetarão a saúde. evidenciaram que a incidência de lesões por acidentes era menor a uma temperatura de 18ºC que em outras inferiores ou superiores a esta. por uma hora recuperação térmica. sendo o restante da jornada cumprida obrigatoriamente fora do ambiente frio.(ANEXO 9. NR .br 78 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.0 à -73. O aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas foi atribuído à perda da destreza manual. o conforto e a eficiência do trabalhador. o frio intenso é ainda encontrado em ambientes artificiais.9ºC -57.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. fora do ambiente frio. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho RIO GRANDE DO SUL – ZONA CLIMÁTICA MESOTÉRMICA Faixas de temperaturas +10. Fora das atividades realizadas ao ar livre. Trabalhos ao ar livre em climas frios são encontrados em regiões e grandes altitudes. sendo dois períodos de trinta minutos com recuperação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio.0 à -33.15 DA PORTARIA 3. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternado-se uma hora de trabalho.0 à -56. no período de inverno.9ºC Máxima exposição diária permissível Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos. fora do ambiente frio.0 à -17. Estudos realizados nas indústrias norte-americanas. Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for à vestimenta. sendo quatro períodos de uma hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica.

Se a temperatura operativa diminuir mais ainda. As condições externas onde isto ocorre definem a zona de regulação vasomotora contra o frio. Na faixa de temperatura operativa entre 29°C e 31°C para pessoas desnudas e 23°C a 27°C para pessoas vestidas. Esta faixa é chamada zona de regulação por procedimento contra o frio. aumentam as chances de cair a temperatura superficial e interna do corpo. Se a temperatura interna do corpo cair mais de 2°C abaixo dos 37°C (35°C). quando se inicia uma excessiva perda de calor. o corpo gera calor através de atividade espontânea.com. Se ocorre uma diminuição na temperatura operativa. Isto resfria a pele e tecidos adjacentes e mantém a temperatura interna do corpo. O fluxo sangüíneo é reduzido em proporção direta com a queda da temperatura. e o corpo decresce o fluxo de sangue para a pele. sala 201 . por exemplo). A pele fica também mais seca e menos condutora térmica. Se o calor gerado ou o aumento de vestimentas balanceia a maior perda de calor. Se todas as reações de controle forem inadequadas. e não ocorrem ações do sistema de controle fisiológico para manter a temperatura normal do corpo. provocando uma seqüência de reações no organismo. Para isto não ocorrer.br 79 . A produção de calor diminui e a perda de calor aumenta. com atividade sedentária. Temperaturas internas 6°C abaixo dos 37°C (31°C) podem ser letais. não ocorre aquecimento ou resfriamento do corpo ou aumento nas perdas evaporativas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. A vasoconstrição periférica é a primeira ação reguladora que ocorre no organismo.Lajeado / RS . aumenta a taxa de calor perdido da pele para o ambiente. tensão muscular ou tremor. 267. velocidade do ar e da variação do calor radiante.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho EFEITOS DO FRIO Os efeitos causados no organismo dependem principalmente da temperatura do ar.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.a pessoa perde eficiência (movimento das mãos. Esta zona é chamada zona neutra. com conseqüentes distúrbios. Nesta zona cada indivíduo tem uma temperatura neutra onde o ambiente não é nem quente nem frio. A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo entre a produção e a perda de calor. a temperatura interna do corpo é mantida. Todos estes fatores influem no equilíbrio homeotérmico do corpo. ou a pessoa providencia mais vestimentas. o corpo entra na zona de resfriamento do corpo.

O estudo mais profundo desta perda de calor pela Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o número de contrações musculares por unidade de tempo é elevado. cilindros e mesmo um manequim de cobre tem sido uma constante no estudo do ambiente.Lajeado / RS . podemos reproduzir diversas condições de exposição ao frio. a temperatura do corpo vai decrescendo. No entanto. O uso de esferas. No tremor. Podemos. relacionar a corrente elétrica necessária para manter a temperatura do manequim constante. desencadeando um tremor inconsolável (tiritar) para produzir calor. Quando a temperatura do núcleo do corpo vai abaixo de 29ºC. sala 201 . da pressão arterial e da taxa metabólica. o hipotálamo perde a capacidade termoreguladora e as células cerebrais são deprimidas. resultando um aumento da produção de calor e uma maior atividade muscular.br 80 .com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando a temperatura corpórea fica abaixo de 35ºC. com o intuito de realizar medições do intercâmbio de calor com o meio. com a qualidade de calor perdido pelo mesmo. a -10ºC esta perda é duplicada. evoluindo para sonolência e coma. desta forma. Realizam-se experiências no interior de câmaras frias. Este cálculo é apenas aproximado. ocorre diminuição gradual de todas as atividades fisiológicas: cai a freqüência do pulso. AVALIAÇÃO Embora os mesmos fatores ambientais analisados e considerados no estudo do calor influam na intensidade da exposição ao frio. onde o manequim de cobre é mantido com temperatura igual à do corpo humano através de um aquecimento elétrico controlado por um termostato. inibindo a atividade dos mecanismos termocontroladores do Sistema Nervoso Central. por exemplo. Não existem. não é considerado nesta experiência e sabe-se que a 20ºC o organismo perde 8 kilocalorias por hora. 267. pouco se conhece sobre a sua quantificação e controle. pois este modelo esta longe de igualar-se ao complexo mecanismo fisiológico que constitui o organismo humano. índices especiais tão completos e detalhados que permitam uma validação correta e precisa das condições de exposição ao frio intenso.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Variando-se a temperatura e velocidade do ar no interior da câmara. até o momento. Se a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio. A perda de calor através de respiração. tem-se construído modelos engenhosos que procuram simular o processo que envolve a perda de calor.

com fraca movimentação de ar. quando nos deslocamos rapidamente em um ambiente frio que não apresenta correntes de ar significativas. enquanto o indivíduo trabalha.Lajeado / RS . para temperaturas superiores a -30ºC. A discrepância entre os isolamentos necessários para períodos de descanso é um dos maiores problemas para trabalhadores que executam tarefas externas e ficam por longos períodos em clima frio. Uma considerável quantidade de suor é acumulada na vestimenta e contínua a evaporar durante o período de descanso subseqüente. Sabe-se que os efeitos de exposição ao frio intenso não aumentam numa relação linear com a velocidade do ar. tentando manter o equilíbrio calórico do corpo. com a raiz quadrada desta. As experiências mostraram que o fluxo de ar que circula no organismo humano é fator de grande influência no esfriamento do mesmo. mesmo para pessoas adequadamente vestidas. Em ambientes frios. EDUCAÇÃO E TREINAMENTO Informar ao trabalhador quanto à necessidade do uso de vestimentas adequadas e a troca de roupas e calçados quando estiveram úmidos. anulando. A perda de calor por convenção pode ser claramente notada. 267. o isolamento adequado. seja a principal causadora dos ataques cardíacos sofridos por indivíduos mais expostos ao frio. A tendência do inexperiente é vestir-se demais. sala 201 . Quando na Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. deve-se conservar o calor do corpo para manter a temperatura do cérebro ao redor de 37ºC. molhados ou apertados.com. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO A profundidade humana depende da integridade funcional do cérebro do homem. pois se acredita que a mesma. aliada a outros fatores. Como exemplo.br 81 . A pesada vestimenta não permitirá o suficiente esfriamento por evaporação. por algum tempo. Em temperaturas menores que -70ºC há um sério risco à sobrevivência. E sim. pode-se afirmar que a uma temperatura de 0ºC e velocidade do ar de 6 m/s é equivalente a uma temperatura de -10ºC e velocidade do ar 0 m/s. O resultado é uma intensa sudorese. quando o mesmo é mais necessário. assegurando a adequada irrigação do sangue às extremidades.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho respiração é de real importância. A experiência das Forças Armadas Norte-Americanas mostrou que. pessoas adequadamente vestidas tem pouco a temer. Para temperaturas que se encontram entre -30ºC e -50ºC há considerável perigo.

em climas frios. Assim. A permanência em ambiente frio determina a atividade de distintos mecanismos de termoregulação do organismo. No entanto. apesar das prolongadas pesquisas realizadas em laboratório e nas expedições polares. Este fenômeno é denominado ACLIMATAÇÂO. como excesso de calor ou de frio. para não haver dispersão de calor excessivo. e para evitar choques térmicos quando retornar ao trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho sala de repouso. as pernas e os dedos das mãos e pés. Nos intervalos de almoço. A avaliação deve. evitar exercícios violentos. origina-se uma maior quantidade de calor devido ao hipertono muscular. temperatura no interior do local considerado. ocorre insalubridade. para evitar as perdas calóricas se produz uma vasoconstrição periférica. O anexo 9 da NR –15 da Portaria Ministerial 3.com. não existe uma evidência fisiológica de aclimatização genérica ao frio. número de penetrações no local do frio. que permite aos indivíduos trabalharem com eficácia. Ao mesmo tempo. tempo de permanência. umidade relativa do ar. ocorrem alterações fundamentais nas respostas termoreguladoras. verificando a presença do “choque térmico”. 20%. portanto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.214/78 não estabelece limites em termos de graus de temperatura abaixo dos quais.br 82 . seco e em movimento. para manter ativa a circulação periférica. ACLIMATAÇÃO Após uma longa exposição a um ambiente que apresenta condições extremas. 267. Trabalhos realizados sob baixas temperaturas caracterizam-se como insalubres em grau médio.15 anexo 9. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. considerando os equipamentos de proteção individual utilizados. ao aumento do trabalho muscular voluntário e à reposição calórica. bem como fora dele. seriam intoleráveis. originalmente.Lajeado / RS . Indivíduos que trabalham ao ar livre. em condições que. manter-se quente. tem demonstrado sua aclimatação local evidenciada pela maior irrigação de sangue nas mãos. que permanecem quentes e mais funcionais do que as de pessoas não totalmente aclimatizadas. realizando exercícios freqüentes com os braços. atividade desenvolvida. ser mais abrangente. condições de ventilação e outras. como jogos coletivos. ou tempo de permanência acima dos quais. sala 201 . Conforme NR .

CUECÃO. fumantes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho REGIME DE TRABALHO O trabalhador não deve permanecer por longos períodos em ambientes com frio intenso.br 83 . Com este controle. os que possuem “alergia” ao frio. a níveis confortáveis. Vestimenta adequada Quando a exposição às intempéries é inevitável. MEIA DE LÃ. Quando o corpo se encontra em atividade. Quanto maior é a diferença entre a temperatura da pele e a do ar circulante. alcoólatras. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . devem-se excluir os portadores de diabetes. há um aumento de produção de calor. reduzem-se os índices de doenças devidas ao frio. que constituam uma barreira isolante entre a superfície quente do corpo e o meio ambiente frio. Exames médicos pré-admissionais Quando é realizada a seleção de profissionais para a execução de trabalhos em câmaras frias. os portadores de problemas articulares e os que tenham doenças vasculares periféricas. epiléticos. recomenda-se a mudança do setor de trabalho a um adequado tratamento médico. BOTA ESPECIAL TÉRMICA. RECOMENDAÇÕES Recomendamos O USO DE ROUPA COMPLETA TÉRMICA (JAPONA TÉRMICA. os trabalhadores devem estar providos de roupas de proteção. aqueles que já tenham sofridos lesões devidas ao frio. Recomendam-se períodos de trabalho intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho. Aos que apresentarem essas alterações.Lajeado / RS . CALÇA. sendo necessário um menor isolamento para manter o equilíbrio entre o calor produzido e o perdido. para evitar o choque térmico).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. TOUCA E CAPUZ para todos os empregados que entram nos Câmaras Frias e Túneis de Congelamento. 267. maior é o isolamento necessário para manter o microclima que cerca a pele.

• Liberação acidental de Dioxina em Seveso na Itália em 1976. Citamos alguns exemplos: • Desastre ocorrido em Bhopal na Índia em 1984 pela liberação de Metil-Isocianato e que resultou em um número de mortos superior a 2. mas. RISCOS QUÍMICOS 10. e mais seis empregados sentiram enjôos e tonturas ao tentarem socorrê-lo. • Em janeiro de 1995 uma equipe de pedreiros tentava retirar as madeiras que envolviam a caixa da água. O uso e armazenamento inadequados destes produtos podem ocasionar danos à saúde dos trabalhadores e das populações residentes nas proximidades. atingindo 30 pessoas e provocando a evacuação de 22. Os dois foram levados para o hospital regional de Sorocaba. verificamos que a exposição aos riscos químicos tem aumentado assustadoramente. Estima-se que existam entre 5. existindo cerca de 7 milhões destes agentes. quando consideramos os locais de trabalho e o meio ambiente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.000 e cerca de 20. em Sorocaba-SP. cancerígenos. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.Lajeado / RS . É certo que estes produtos químicos tem provocado melhorias na qualidade de vida da população. Acima de 1000 novos produtos são produzidos pela indústria química em cada ano. 267.000 atingidos.1.000 produtos causadores de danos ao organismo humano e que aproximadamente 200 destes seja.000 habitantes.br 84 . Um deles caiu de uma altura de quase oito metros e o outro ficou dependurado no andaime. dois operários faziam a impermeabilização de uma caixa da água e sofreram intoxicações pelos gases dos produtos utilizados no serviço. • Explosão de Ciclohexano em Flixborough na Grã-bretanha vitimando 28 pessoas e atingindo 89 habitantes. a mais de seis metros de altura. e durante o trabalho foi constatado que nenhum deles usava máscaras contra gases. O pedreiro João Pereira de Souza morreu após inalar o gás expelido pela caixa. • No mesmo mês. Todos foram levados para o pronto socorro. Casos graves de incêndios e explosões são bem conhecidos. num prédio em construção na zona sul de São Paulo.000 e 10. INTRODUÇÃO Atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de Produtos Químicos são produzidos por ano.

mais de cinco mil forma intoxicados e 12 morreram pelo efeito gás sarin. paralisia muscular e morte. descoordenação progressiva. sala 201 . em Novo Hamburgo/RS. responsáveis pelas transmissões de estímulos no sistema nervoso. se assustaram e tentaram ajudar.br . Conseguiram escapar com vida. os outros dois se atiraram no tanque. O colega e o motorista de um caminhão de outra empresa. e assim sucessivamente. problemas visuais. dois operários morreram após entrarem numa caixa da água de dois metros de profundidade e capacidade para 60 mil litros. vômitos. num edifício em construção.com. mas também morreram. dois funcionários o lodo de um tanque de tratamento de efluentes de um curtume em Estância Velha/RS. cinco empregados de uma empreiteira de telefonia estavam instalando fibra ótica dentro de uma geleira subterrânea. • Em fevereiro de 1992. Na tentativa de salvar o colega. com capacidade para 200 mil litros. houve uma infiltração de gás metano nas geleiras da Companhia de Telefones. na cidade de Concepción. Enquanto dois lidavam com o aerador do reservatório. álcool. A morte dos trabalhadores ocorreu numa seqüência onde primeiro um desmaio ao respirar o gás e caiu. Quando um deles viu que não adiantava mais tentou nadar até a beirada e foi socorrido. contrações do tórax. Os sintomas são tosse. Nenhum deles usava equipamentos de proteção. Um deles entrou no tanque para ajustar a mangueira que retirava o material.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Em novembro de 1994. O acidente ocorreu devido à formação de gases tóxicos. em Brasília. Um bombeiro que tentou socorrê-los também foi vítima e outro soldado ficou em estado de coma. sem qualquer equipamento de proteção respiratória e acabou intoxicado pelos gases desprendidos e desmaiou.Lajeado / RS . mas morreu minutos após entrar no hospital. • Em agosto de 1993. e ataca as moléculas de aceticolina. fungos e bactérias. fluoreto de sódio e outros componentes. O sarin é uma mistura de fósforo orgânico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sentiu-se mal e caiu. um outro entrou no tanque. • Em fevereiro de 1994. tremores musculares. após cheirar a roupa primeiro. vedada há 11 meses. que estavam ali para transportar os resíduos. Segundo os bombeiros. 267. três trabalhadores consertavam o motor do sistema de tratamento de afluentes de um curtume. até que todos 85 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. através da decomposição de substâncias orgânicas. no Chile. Outros dois funcionários tentaram ajudar e também se intoxicaram. • Em 20 de março de 1995. deixado em 16 estações do metrô de Tóquio.

DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS Podem ser definidos como qualquer agente químico existente no ambiente de trabalho que. provoca efeitos nocivos ao mesmo. As causas destas catástrofes sempre se relacionam com eventos incontroláveis. As informações contidas neste trabalho foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica no Manual de Riscos Químicas da Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. 267.br 86 . mortes. Vapores: é uma forma gasosa de substâncias sólidas ou líquidas e que voltam aos seus estados originais após alteração nas condições de pressão e/ou temperatura.: vapores de água. sua ação no organismo humano. etc. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Gases: são substâncias que. Benzeno. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. chamados de reações venenosas ou tóxicas.com. Em razão disto o presente trabalho procura apresentar a conceituação técnica dos riscos químicos.: Oxigênio.3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Um transeunte tentou salvá-los e morreu também. vapores resultantes de volatilização de solventes como Tolueno. Ex. caracterizando-se a negligência e imprudência dos responsáveis por estas pessoas. sala 201 .2.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho caíram expostos a uma atmosfera mortal. além da própria imperícia dos trabalhadores. estão no estado gasoso. 10. na Revista Proteção. 10. no Caderno Técnico de prevenção de Acidentes do Trabalho para Componentes da CIPA elaborado pelo SENAI e nas Normas Regulamentadoras (NR's) da Portaria 3214 de 08/06/1978.Lajeado / RS . introduzido no organismo. explosão ou liberação de produtos tóxicos que resultaram em doenças. em condições normais de pressão e temperatura (25ºC e 760mmHg). seu monitoramento ambiental e controle biológico. treinamento e programas de prevenção a estes riscos. Nitrogênio. danos ao meio ambiente e efeitos econômicos incalculáveis. Ex. Mais seis pessoas foram afetadas com lesões leves. Na maioria das vezes os envolvidos sequer tinham conhecimento dos riscos a que estavam expostos por pura falta de informação. envolvendo fogo.

: pinturas com spray. INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO Os produtos químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho de diferentes formas: • Como matéria prima. • Quando originados por decomposição de produtos químicos. • Quando originados como subprodutos. cerâmicas. • Como produtos finais. 267. lã. cereais. b) Neblinas – são formadas pela condensação de vapores de substâncias líquidas que se volatilizaram (vaporizaram). Ex.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Aerodispersóides (particulados) – são constituídos por partículas de tamanho microscópio que estão tanto no estado líquido quanto no estado sólido. comumente sólidos. fusão de materiais. que se diferenciam das poeiras porque tem a forma alongada com um comprimento de 3 a 5 vezes superior ao seu diâmetro. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. • acidentais. b) Fumos – quando o pó é gerado na combustão de materiais.com. 10.: combustão de madeira. • Como impurezas de produtos utilizados. Ex. Líquidos a) Névoas – são formadas pela ruptura mecânica de líquidos.br 87 . amianto.: explosões. • Como produtos intermediários. Ex.: Algodão. c) Fibras – são partículas sólidas produzidas por ruptura mecânica de sólidos. Ex. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. • Uso com finalidade específica (ex: agrotóxicos).4. Sólidos a) Poeiras – quando o pó é constituído por partículas geradas mecanicamente a partir de sólidos maiores.Lajeado / RS .: nos processos de galvanoplastia. • Quando originados por interação entre produtos químicos. linho. vidros. Ex.

etc.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. além dos folículos pilosos (pêlos). vapor e/ou particulado. pode atuar das seguintes formas: a) Reação direta – a natureza altamente hidrófila (capacidade de absorção de água) dos produtos cáusticos faz com que os mesmos se localizem na pele. Dos metais praticamente só o Tálio e o Chumbo penetram pela pele. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. em repouso.com. dependendo da atividade. b) Penetração – por meio de lesão mecânica. e) alguns sólidos e líquidos podem ficar retidos nas vias aéreas. Via Respiratória Responsável por 90% dos casos.Lajeado / RS . b) um volume considerado de ar alcança as vias respiratórias:   5 a 6 litros/min. Tem importância fundamental. permitindo uma absorção rápida. c) tecido pulmonar é ricamente vascularizado. dissolução em algum meio líquido. Via Cutânea Inclui todo o tecido cutâneo que recobre o corpo humano juntamente com mucosas (lábios. Quando um tóxico entra em contato com a pele. edema agudo de pulmão). conjuntiva ocular).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando um risco químico entra em contato com o organismo pode Ter ação local ou ser distribuído aos diferentes órgãos. propiciando a entrada de outros tóxicos. lesionando-a em forma de queimaduras. até 30 litros/min. A lesão mecânica propicia uma via extremamente eficaz que coloca o tóxico em contato direto com a corrente sangüínea. d) os agentes químicos podem atingir centros vitais (sistema nervoso central) rapidamente. produzindo ação localizada (irritantes. principalmente por que: a) o estado físico dos agentes químicos encontrados é gás. c) Penetração e Reação Local – sensibilização e alergia. A permeabilidade cutânea aos agentes químicas pode ser alterada por:  Sudorese (suor). b. sala 201 . A via de ingresso pode ser única para uma substância. filtração pelos poros. Os orifícios de saída das glândulas sebáceas e sudoríparas também podem ser utilizados. pêlos e unhas. ou pode ser múltipla: a.br 88 . levado pela circulação.

Injeção Injeção acidental por sistemas hidráulicos de alta pressão. Muitas vezes as substâncias químicas depositam-se nas vias aéreas superiores e. 267. c.com. ao atingirem o fígado. são transportados para a boca. Além disso. Ex.  Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que interrompem a circulação. Idade. podendo ser deglutidas. salvo em casos de intoxicação acidental e quando o trabalhador se alimenta ou fuma em ambiente de trabalho. sala 201 .br 89 . antes de serem distribuídos por todo o organismo através da circulação. Penetramento num vaso sangüíneo pode produzir bolhas de ar. causando dor intensa ou lesão grave. Alguns produtos como ácidos e álcalis provocam efeitos locais sobre os tecidos. ricos em vasos sangüíneos e passam para o fígado. muitas vezes ocorrem bio-transformações que inativam os agentes tóxicos.Lajeado / RS .  Os produtos químicos são absorvidos no estômago e no intestino delgado. Temperatura ambiente. Muitos produtos químicos são inativados pela acidez do estômago.     d. Capacidade dos agentes químicos de se ligarem aos constituintes da pele. através de movimentos dos cílios aí existentes ou pela tosse.: uso do ar comprimido que poderá causar:  Penetramento num corte ou escoriação através da pele pode insuflar os músculos. Via Digestiva Sem grande importância da saúde ocupacional.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho      Espessura da pele. levando à morte. pela secreção do pâncreas e pelas enzimas digestivas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Integridade da pele.

Condições orgânicas (existência ou não de lesões).   Distribuição e acumulação dos agentes químicos Após o ingresso no organismo humano. O jato de ar sobre a pele introduz esses corpos estranhos para o interior do organismo através dos poros. os agentes químicos ultrapassam membranas biológicas.: o cobre liga-se à ceruloplasmina.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Mesmo em pressões baixas. Ex. de onde é liberado gradativamente. ou em sítios específicos (chumbo nos ossos). ou são transportados a órgãos com capacidade de transformá-los e/ou eliminá-los. Após a distribuição pelo organismo. Ex.Lajeado / RS . prejudicando a qualidade do ar comprimido. partículas de sílica e outras pequenas partículas. alcançando a corrente sangüínea: é a absorção. Locais de acumulação (armazenamento) a) Proteínas plasmáticas – a maioria dos agentes químicos que estão no sangue são transportados ligados às proteínas plasmáticas. Esta distribuição depende de vários fatores como:      Solubilidade do agente químico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  O ar comprimido contém impurezas como óleo. O uso do ar comprimido para limpar roupas contribui para o aumento da concentração de partículas sólidas em suspensão. 267. os agentes químicos acumulam-se no sítio de ação (carboxihemoglobina). especialmente a albumina. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) Lipídios – diversos agentes químicos são lipossolúveis o que permite que os mesmos se acumulem aí. Grau de ionização do agente químico no meio.: o Hexacloro-ciclohexano condiciona a uma intoxicação a longo prazo (crônica) pela sua fixação prolongada nos tecidos graxos. Após a absorção os agentes químicos são distribuídos no organismo. Afinidade do agente químico com as moléculas orgânicas. colocando em perigo os olhos e o rosto. o jato de ar pode arremessar partículas sólidas em velocidades altas.com. através de ligações irreversíveis. sala 201 . Maior ou menor vascularização de determinadas áreas.br 90 .

como Chumbo (90%). a) Via Renal – exemplos de agentes eliminados pela urina: Fenol (originado do Benzeno). são encarregados da eliminação dos mesmos. (provoca edema agudo de pulmão)). vapores e particulados podem ser eliminados pelos pulmões. Os compostos gasosos e alguns voláteis usam a via pulmonar. O fígado realiza processos de biotranformação. dependendo de suas propriedades físico-químicas. 267. sala 201 . Ácido Hipúrico (originado do Tolueno).: Tolueno transforma-se em Ácido Benzóico).Lajeado / RS . Os gases e vapores podem ser eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação. sendo cáustico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho c) Ossos – vários agentes tóxicos acumulam-se nos ossos.: a conjugação do ácido benzóico forma o ácido hipúrico) e hidrólise (Ex.: o Fosgênio por hidrólise forma o ácido clorídrico que. Eliminação Os agentes químicos são eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação por diversas vias. Biotransformação É a transformação que os agentes químicos sofrem no organismo (metabolização). Estrôncio e Urânio. b) Via Pulmonar – gases. redução (Ex. As principais reações envolvidas são oxidação (Ex.br . d) Fígado e Rins – além de acumularem agentes químicos. Os suficientemente polares (hidrossolúveis) usam mais a via renal. Tabela – Eliminação de gases e vapores por via pulmonar Eliminação de gases e vapores Por via pulmonar Anilina Ciclohexano Sulfeto de carbono Acetona Tolueno Tricloroetileno Benzeno % da eliminação na forma inalterada 1 5 10 7 18 19 40 91 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. conjugação (Ex.: Nitrobenzeno transforma-se em anilina). enquanto os rins são responsáveis pela eliminação dos agentes.

267. Ácido Benzóico. Cobalto. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Tem pouca importância. como os solventes orgânicos. Chumbo. os efeitos de um agente químico para determinado trabalhador. como na pele. c) Leite – agentes químicos absorvidos pelo organismo materno podem passar para os filhos em amamentação.br . os agentes químicos podem ser excretados pela bile sem ser distribuídos. Arsênio. A concentração do agente químico associada ao efeito crítico é denominada de “Concentração Crítica”.Lajeado / RS . b) Suor e Saliva – este tipo de eliminação depende da difusão da forma não ionizada lipossolúvel. são pouco eliminados por esta via. Exemplos:   Mercúrio. As ações podem ser locais. Cabelo e Unhas – não é significativa. Exemplo:    Inseticidas Organoclorados Metil-Mercúrio Chumbo e Dioxinas d) Pele. Bromo. Manganês e Cromo Os lipossolúveis. Arsênio.com. Como o fígado é o principal órgão da biotransformação. Tálio. Exemplos:    Suor: Iodo. Chumbo. 92 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Toxicodinâmica É definida como o estudo das interações (bioquímicas e/ou fisiológicas) do agente químico no órgão-alvo (= órgão crítico) e do mecanismo da ação tóxica. via digestiva ou via respiratória ou sistêmicas (no organismo). poderão não ser os mesmos para outro trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Éter etílico Clorofórmio 90 90 a) Biliar – os agentes químicos absorvidos pela via gastrointestinal alcançam rapidamente o fígado. antes de serem distribuídos pelo organismo através da corrente sangüínea. Mercúrio e Álcool Saliva: Estricnina. olhos. sala 201 . Em virtude das diferenças individuais. Atropina e álcool Etílico Quando eliminados pela saliva podem ser novamente absorvidos. inclusive podem variar os órgãos críticos.

sala 201 . A sílica é insolúvel e causa grande dano ao pulmão. são facilmente eliminados pela urina.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a) Primários – a ação irritante local é imediata.br 93 . b) Distribuição – agentes.Lajeado / RS . o órgão é o pulmão. Ácido crômico. Agentes tóxicos absorvidos pela pele e sistema respiratório. sendo pouco eliminados pela urina.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Em exposições a curto prazo. em altas concentrações ambientais de Mercúrio. c) Metabolismo – agentes interferem no metabolismo orgânico. Irritantes das vias aéreas superiores: (são os mais solúveis em água)      Amônia. bloqueando atividades vitais. que provocam maiores danos a estes órgãos. Quando a exposição é a longo prazo. A intensidade da ação depende da concentração das substâncias e o local de ação depende da maior ou menor solubilidade na água da substância considerada. Ácido fluorídrico. podem ser distribuídos pelo organismo. enquanto os lipossolúveis saturam rapidamente o sangue. sem passar pelo fígado: agem seletivamente em determinados órgãos. o órgão crítico é o rim. além de levar longo tempo para saturar os líquidos orgânicos. como exceção. Anidrido sulforoso. depositando-se em tecidos ricos em gorduras. Classificação quanto à ação tóxica dos agentes químicos Irritantes Exercem ação na mucosa das vias aéreas pelo contato direto: ocorre corrosão.com. 267. d) Eliminação – o fígado e os rins podem ser importantes vias de eliminação e apresentam seletividade para alguns agentes. vários fatores influenciam: a) Via de Exposição – pode ser o próprio local da ação. Na ingestão de compostos inorgânicos de Mercúrio. Ácido clorídrico. Para que determinado órgão seja crítico. Irritantes tanto das vias aéreas superiores como das vias profundas: (possuem solubilidade intermediária na água) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o órgão crítico é o sistema nervoso central.

com. que não pode ser inferior a 18%. fosfina (neurotóxico). Decano.Lajeado / RS . evitando o transporte eficiente de oxigênio no sangue. Anestésicos e narcóticos Provocam depressão no Sistema Nervoso Central. de hidrogênio (depressor do centro respiratório). propílico. Ozônio. Nefrotóxicos – Exemplos: Mercúrio. cianetos (inibem a utilização do oxigênio nos tecidos por inibirem o sistema Citocromo-Oxidase). sem interferir com a ventilação pulmonar. n-Hexano.    Hepatotóxicos – Exemplos: Clorofórmio. a) Simples ou mecânicos – atuam no ambiente de trabalho diminuindo a pressão parcial de oxigênio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho    Dimetilsulfato. metano. Exemplos: etileno. Cádmio. Fósforo. Irritantes das vias aéreas profundas e alvéolos: (são pouco solúveis em água)   b) Secundários – além de serem irritantes locais exercerem ação sistêmica: sulfeto Asfixiantes Provocam deficiência de oxigenação. Exemplos: Éter propílico. acetileno. ou impedindo a utilização do mesmo pelos órgãos. Tricloreto de arsênio. Exemplo: monóxido de carbono (interage no transporte de oxigênio pela hemoglobina através da formação de carboxihemoglobina). bioquimicamente. Octanona. Dióxido de nitrogênio. propano e propileno. Propano. Cromo.br 94 . Neurotóxicos – Exemplos: Sulfeto de carbono. Benzeno-halogenados. etano. Acetona. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. Álcoois Alifáticos (etílico. nitrogênio. Álcool etílico. sala 201 . butílico e amílico). neônio. Cloreto de enxofre. Sistêmicos Atuam nos sistemas orgânicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. hélio. Ésteres. b) Bioquímicos – provocam asfixia por agirem.

Mutagênicos Agentes químicos podem causar alterações genéticas em gerações futuras: 85% dos químicos carcinogênicos podem causar mutagênese. Carcinogênicos Causam câncer. Bagaço de cana. Gases anestésicos.br 95 . os membros superiores e inferiores são formados. Malignos: Sílica. Ferro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Hematotóxicos – Exemplos: Benzeno. Resinas. Ciclosporina. 4-Nitrodifinil. (Não provocam fibrose). causam deformidade no feto. Pneumoconióticos Atuam nos pulmões. Alumínio. Benzeno e Níquel. Corticóides. Arsênico. Carvão. por exemplo. Pólen. Asbesto. Imunodepressores Deprimem o sistema de defesa do organismo. Cromo. Diisocianeto de Tolueno (TDI). órgãos como o cérebro. Asbesto. Óleos. Durante os três primeiros meses de gestação.  Teratogênicos Agentes químicos podem interferir com o desenvolvimento normal do feto. Titânio.com.Lajeado / RS . Exemplos: Benzidina. Fibra de algodão. Exemplos:  Benignos: Tungstênio. Interação de Agentes Químicos Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Madeira (pó). sala 201 . Exemplos: Antimetabólicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Alergizantes Exemplos: Formaldeído. Couro (pó). Berílio. Cloreto de vinila. Nitritos e Anilina. mercúrio e solventes orgânicos. coração. 267.

br 96 . Princípios básicos de prevenção a) Eliminar o risco da substância perigosa. c) Ventilação – providenciar uma ventilação adequada para remover ou reduzir a concentração da substância no ambiente de trabalho. evitar o contato da substância perigosa com o trabalhador. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando dois ou mais agentes químicos co-existem nos ambientes de trabalho. e) Informação – o trabalhador deve ser informado sobre o risco existente. e) Antagonismo – quando o efeito de dois agentes tóxicos é menor que o efeito aditivo: um reduz o efeito do outro. c) Sinergismo – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é maior que a ação aditiva. Exemplo: igual ao Selênio mais Cádmio. Exemplo: EPN (Inseticida Fosforado) + malation.com. que também são hidrocarbonetos aromáticos mais menos tóxicos.Lajeado / RS . d) Pontecialização – quando um agente tóxico tem seu efeito aumentado por agir simultaneamente com um agente atóxico. Exemplo: Propanol aumenta a hipertoxidade do Tetracloreto de carbono. Exemplo: Substituição do benzeno pelo tolueno e xileno. 267. Exemplo: Chumbo + Arsênio na biossíntese do heme. b) Ação aditiva – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é quantitativamente igual à soma dos efeitos individuais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . Ações que podem ocorrer: a) Ação independente – ações distintas dos tóxicos com efeitos diferentes. (ou processo) ou substituí-la (o) por outra (o) menos perigosa (o). d) Proteção – providenciar proteção pessoal. b) Distâncias – observar uma distância segura entre o trabalhador e a substância perigosa. Sobre esse agente químico há um anexo específico (13-A) na NR-15.

e) Medidas de primeiros socorros. produtos finais e resíduos devem ter Fichas de Segurança na Empresa. b) Identificação do agente químico.com. c) Nome. b) Informações sobrem ingrediente. para fornecimento de informações básicas sobre os mesmos. Fichas Químicas de Segurança Todos os materiais utilizados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. g) Manuseio e armazenamento. Devem indicar o Equipamento de proteção Individual necessário para manuseio dos mesmos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Controle e Identificação Identificar todos os materiais utilizados.Lajeado / RS . f) Medidas a serem adotadas em liberações acidentais. d) Identificação do(s) risco(s) existente(s). todos os produtos finais.br 97 . todos os produtos intermediários. e) Riscos associados ao uso. h) Classificação tóxica do agente. f) Precauções a serem observadas. Rotulagem O rótulo dos agentes químicos deve conter: a) Nome comercial. d) Símbolos do dano potencial. resíduos formados. c) Nome. Mapa de Risco. g) Identificação do lote. i) Propriedades físicas e químicas. endereço e telefone do fabricante. j) Estabilidade e reatividade. Exemplo: PPRA.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. intermediários. h) Controle de exposição. 267. k) Outras informações toxicológicas. bem como procedimentos de emergência: a) Nome do produto químico (incluindo o nome comum ou comercial). sala 201 . endereço e telefone do fabricante.

br 98 . Armazenamento seguro   Substâncias não compatíveis não devem ser armazenadas juntas. por exemplo. Estes limites são expressos em partes por milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m3) para gases e vapores. Deve existir ventilação adequada para permitir que os vapores liberados sejam suficientemente diluídos e liberados. 267.000 substâncias químicas existem limites das concentrações destas substâncias químicas nos locais de trabalho em que se supõe que um número razoável de trabalhadores possa estar exposto sem sofrer efeitos adversos à saúde: são os “Limites de Tolerância” A expressão “Limites de Tolerância” surgiu na Convenção nº 148 da OIT e foi adotada em 1977.Lajeado / RS .com. medidas adicionais devem ser instituídas.   Monitoramento Por monitoramento entende-se a atividade sistemática. m) Informações sobre transporte n) Data de preparação. Este valor máximo pode ser calculado pela tabela a seguir: Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. São os TLV. como. Para alguns agentes químicos existem valores máximos (valor-teto) que não podem ser ultrapassados em momento algum na jornada de trabalho. pelo número de partículas por unidade de volume. repetitiva ou contínua.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Se houver risco de fogo. Para particulados os limites são expressos em miligramas por metro cúbico (mg/m3) e. sala 201 . às vezes. Armazenamentos de químicos próximos a processos incompatíveis devem ser evitados. Sobre a exposição Vários países têm procurado estabelecer “Limites de Tolerância” e para cerca de 40.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho l) Informações sobre a deposição. mpp/m3 (milhões de partículas por metro cúbico).

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TABELA 2 – Limites de Tolerância/Fator de Desvio LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m3) 0a1 1 a 10 10 a 100 100 a 1.000 1.000 ou mais FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 1.25 1.1

O valor máximo é, então, calculado para o agente químico, multiplicando-se o Limite de Tolerância pelo Fator de desvio. Exemplo: Agente químico: amônia Limite de Tolerância: 20 ppm/ 48 horas semanal  Foram realizadas 10 medições com intervalo de 20 minutos apresentando as seguintes concentrações: 18, 19, 20, 21, 23, 22, 24, 19, 18 e 17. Média aritmética = 20,1 ppm.  Caracterizado grau de insalubridade médio (20%).  Conforme tabela 2 o limite de tolerância obtido é de 30 ppm. Caso uma das concentrações obtidas na amostragem ultrapasse o valor máximo (30 ppm) estaria caracterizada a situação de risco grave e iminente. A legislação brasileira prevê 11 substâncias com Valor-teto enquanto as normas internacionais prevêem 36. Existem, também, substâncias absorvidas pela pele, mostrando que a proteção da via respiratória apenas pode não ser suficiente para protegermos o trabalhador exposto: a legislação brasileira indica 43 substâncias, enquanto normas internacionais indicam 105. Nas listagens de agentes químicos são indicados as substâncias asfixiantes, o que determina um severo controle nos ambientes de trabalho, pois a concentração de oxigênio, nestes casos, não pode ser inferior a 18% em volume. Os limites de Exposição referem-se aos agentes químicos dispersos na atmosfera e, portanto, não consideram as formas sólidas ou líquidas dos agentes químicos. Os limites citados supõem uma proteção aos trabalhadores. Não indicam garantia.

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Monitorização Biológica da Exposição Humana a Agentes Químicos Para uma dada substância existe uma concentração tal que não irá provocar efeitos danosos, ainda que a exposição seja prolongada. Entretanto, esta afirmação não é válida para as substâncias carcinogênicas, em que as condições de exposição devem ser o mais próximas possível do zero. Também para as radioativas. A monitorização Biológica é a medida e avaliação de agentes químicos e/ou de seus produtos de biotransformação em tecidos, secreções, excreções, ar exalados ou alguma combinação destes, para estimar a exposição ou o risco à saúde, quando comparados a uma referência apropriada. As “referências apropriadas” são os Limites de Tolerância Biológicos – LTB. A substância, elemento químico ou atividade enzimática cuja concentração (ou atividade) possui relação com a exposição ambiental recebe o nome de “INDICADOR BIOLÓGICO”. O objetivo principal da monitorização biológica é o mesmo da ambiental, ou seja, previne a exposição excessiva aos agentes químicos que podem ser nocivos aos trabalhadores expostos. Visa estimar a quantidade biodisponível do agente químico (dose interna) para assegurar que a exposição não atinja níveis críticos. Exemplos:
  

Determinação de chumbo no sangue; Determinação de Pentaclorofenol na urina; Determinação do Benzeno no ar exalado.

A determinação de algumas alterações orgânicas provocadas pela exposição aos agentes químicos também pode ser usada na prevenção de doenças ocupacionais, desde que revelem o efeito precoce. Efeito Precoce Um efeito é precoce ou alteração é não nociva quando:  Ao serem produzidos e numa exposição prolongada não resultem em transtorno(s) da capacidade funcional, nem da capacidade do organismo para compensar a sobrecarga;  São efeitos ou alteração reversíveis e não diminuem a capacidade do organismo em manter a homeostasia;  Não aumentam a suscetibilidade do organismo aos efeitos indesejáveis de outros fatores de riscos ambientais;

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 Sabendo-se que a relação que existe entre a exposição e a dose interna, podem ser propostos valores máximos permissíveis para o indicador biológico;  Estes limites não devem ser considerados números que separam concentrações seguras de perigosas, mas níveis de advertência, propostas com base nos conhecimentos atuais da relação exposição/resposta. Tipos de Indicadores Biológicos  Tipo I – tem importância individualmente e, quando um trabalhador ultrapassa o limite da tolerância biológica, indica que providências devem ser tomadas e o trabalhador afastado. A ultrapassagem dos limites de tolerância biológica tem valor no diagnóstico de intoxicação. Exemplos: Indicador: Carboxihemoglobina – Agente químico: Monóxido de Carbono  Tipo II – são os que tem pouco ou nenhum valor isoladamente. Indicam apenas que está ocorrendo uma exposição descontrolada. Exemplos: Mercúrio urinário = Mercúrio Metálico e Inorgânico Ácido Hipúrico Urinário = Tolueno Utilização dos indicadores a) Grupo homogêneo quanto ao risco – realizar avaliação do conjunto de trabalhadores expostos, que, necessariamente, deve ser homogêneo quanto à exposição ao agente químico: deve haver um grau semelhante de exposição. b) Amostras – as amostras devem ser realizadas em condições idênticas. c) Análise dos resultados:

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos. Se estiver abaixo do LTB para o agente e todos os resultados estiverem abaixo deste limite, o ambiente é considerado sob controle (ou adequado): BAIXO RISCO. Se a média estiver abaixo do LTB e até 5% dos resultados estiverem acima do LTB deve ser instituída vigilância ambiental rígida e com alta periodicidade na determinação do indicador biológico: MÉDIO RISCO. Se a média estiver acima do LTB, medidas ambientais urgentes são necessárias, pois o ambiente está fora de controle: ALTO RISCO.

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de trabalhadores expostos com o objetivo de prevenir o aparecimento de doenças.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Vigilância da saúde O comitê misto CCE/NIOSH/OSHA em 1984 definiu a Vigilância da Saúde como sendo “a realização de exames médico-fisiológicos periódicos. g) No armazenamento de produtos químicos. controle.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e) Em condições de grave e iminente risco.Lajeado / RS . da vigilância da saúde e as monitorizações biológicas.  Determinação da velocidade de condução nervosa (nervos periféricos) na exposição ao Chumbo. definida em normas internacionais. armazenamento.com.  Recomendações a) Os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos a que estão expostos. tanto das avaliações ambientais. f) As trabalhadoras devem Ter trabalho alternativo que não envolva o uso ou exposição aos agentes químicos se estiverem gestantes ou durante amamentação e devem ter direito a retornar ao trabalho prévio no tempo apropriado. Verificação das mucosas das vias aéreas na exposição a gases ou vapores irritantes. b) Os trabalhadores devem receber treinamento de prevenção. Utiliza exames biológicos.br 102 . transporte. emergências. resíduos e primeiros socorros no uso dos agentes químicos presentes no local de trabalho. 267. c) Os trabalhadores devem receber os resultados dos exames realizados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Determinação de proteínas de baixo peso molecular na urina. deve ser observada a quantidade segura. A detecção da doença instalada está fora do escopo desta definição”. sala 201 . o trabalho deve ser detido. fisiológicos e também indicadores biológicos relacionados com a exposição a determinado agente tóxico e alterações ligadas ao órgãoalvo. para detectar o dano renal na exposição ao Cádmio. d) Os trabalhadores devem participar na investigação e na solução dos problemas existentes no manuseio dos agentes químicos presentes nos locais de trabalho.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. i) Os empregadores devem identificar as instalações expostas a acidentes industriais maiores. fornecimento de instruções e formação adequada de pessoal além da inspeção da instalação.  A. chumbo. a designação do pessoal competente.com. desde que sejam compensados por valores abaixo deste mesmo limite. o funcionamento e a conservação apropriada da instalação. monóxido de carbono. os limites de tolerância podem ser exercidos. Portarias nº 3.214 1. situa-se a maioria das substâncias. Ex: amônia. 267. As disposições técnicas e de organização necessárias para o funcionamento da instalação em condições de segurança. Grupos – limtes de tolerância cinstantes no quadro 1. isto é. Anexo 11. Limite de Tolerância – Média ponderada – Representam a concentração média existente na jornada de trabalho. que devem incluir: o desenho. Neste grupo. meio ambiente e pela população que possa ser atingida pelo acidente. NR – 15. Os efeitos da substância no organismo dependem da quantidade absorvida. de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a construção.br 103 .maiores devem ser identificadas pelas autoridades em saúde pública. sala 201 . Grupo I – Substância de ação generalizada sobre o organismo.Lajeado / RS . j) Para cada instalação exposta a acidentes industriais maiores o empregador deve estabelecer e conservar um sistema de prevenção de riscos de acidentes com especial atenção para:   Identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos. Planos e procedimentos de urgência com inclusão de: preparação de planos e procedimentos e urgência eficazes em casos de acidentes industrias maiores. podem – se ter valores acima do limite fixado. etc. Neste caso.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho h) As áreas expostas a acidentes industriais. desde que não seja ultrapassado o valor máximo e a concentração média seja inferior ao limite de tolerância fixado. para a população que possa ser atingida e para entidades ambientalistas. fornecimento de informações sobre os acidentes possíveis e os planos de intervenção de urgência para as autoridades competentes.

br 104 . 267. conforme fórmula a seguir: Valor máximo (VM) = LT x FD LT= Limite de tolerância FD= Fator de desvio O fator de desvio depende da grandeza do limite de tolerância segundo o quadro: LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m³) 0A1 1 A 10 10 A 100 100 a 1000 Acima 1000 EXEMPLO: a) Amônia: LT = 20 ppm FD = 1. No entanto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho modo que a média ponderada seja igual ou inferior ao limite de tolerância.com.Lajeado / RS .5 = 30 ppm VM = 30 LT = 20 FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 (conforme quadro acima) VM = 20 x 1.25 1. estas oscilações devem respeitar um valor máximo obtido através da aplicação de um fator de desvio.5 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .1 1 2 3 5 6 7 8 9 Tempo Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado. sala 201 . 267.br 105 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O limite de tolerância não foi ultrapassado. Concentração VM = 30 LT = 20 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. já que a média ponderada é inferior ao limite de tolerância e o valor máximo não foi alcançado. É visível que o excedido entre a segunda e terceira hora e sétima e oitava hora é compensado por valores abaixo do LT (limite de tolerância) existentes no restante do tempo.com. pois o valor máximo foi superado.Lajeado / RS .

Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de amônia: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 10 20 25 20 15 10 20 10 20 25 Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não.Lajeado / RS . sala 201 . pois a média ponderada superou o LT fixado o VM também não foi respeitado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. pois a média ponderada superou o LT fixado. deve – se calcular: a) Concentração média Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.br 106 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O LT ultrapassado. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O LT foi ultrapassado.

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CM = 10 + 20 + 25 + 20 + 15 + 10 20 + 10 + 20 + 25 = 17,5 ppm _____________________________________ 10 b) VM = LT x FD Segundo o anexo 11, NR – 15, o limite de tolerância para a amônia é de 20 ppm e o FD = 1,5. Deste modo: VM = 20 x 1,5 = 30 ppm. Pode – se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido no anexo 11, NR – 15 , não caracterizando, portanto, insalubridade para esta atividade. No caso de uma amostragem ultrapassar o valor máximo permitido e/ou a concentração média superar o limite fixado, a atividade será considerada como insalubre de grau médio, se o trabalhador não estiver adequadamente protegido. 2. Grupo II – Substância de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidos, também por via cutânea. Os limites de tolerância foram fixados pela absorção apenas por via respiratória. As substâncias pertinentes a esse grupo podem ser absorvidas também pela pele intacta, menbranas, mucosas ou olhos. Deverão, portanto, ser tomas medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, afim que o LT não seja ultrapassado. Tais substâncias possuem sinalização na coluna “ Absorção também pela pele” na tabela de LT e limite de tolerância – média ponderada. Exemplo: anilina, tolueno, fenol. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de tolueno: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 CONCENTRAÇÃO (ppm) 50,0 50,0 60,0 80,0 90,0 107

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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6 7 8 9 10

100,0 100,0 100,0 50,0 90,0

Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve –se calcular: a) Concentração média: CM = 50+50+60+80+90+100+100+100+50+90 = 77,0 ppm ________________________________ 10 b) Valor máximo permitido: LT = 78,0 ppm FD = 1,5 VM = 78 x 1,5 = 117,0 ppm Observa –se que nenhuma amostragem superou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite estabelecido no anexo II, NR – 15. No entanto, o tolueno é uma substância que também penetra pela via cutânea e, para efeito de caracterização de insalubridade, deverá ser observada a utilização de proteção adicional além da respiratória. Embora o limite de tolerância não tenha sido ultrapassado, a insalubridade será caracterizada se o trabalhador não estiver adequadamente protegido (luvas, óculos de visão panorâmica, etc.), uma vez que, como comentado anteriormente, os limites forma estabelecidos levando – se em consideração apenas a via respiratória, devendo, portanto, ser protegida a via cutânea. 3. Grupo III – Substâncias de efeito extremamente rápido. Devido a sua ação imediata, estas substâncias não podem ter seu LT excedido em momento algum da jornada de trabalho, devendo este ser considerado como valor máximo. Exemplo: ácido clorídrico, cloreto de vinila, etc. Limite de tolerância – Valor Teto – Quando na tabela de limite de tolerância estiver a coluna de “valor – tetor” significa que o valor estabelecido como limite de

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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tolerância é concentração máxima, que não poderá ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho. Exemplo: Concentração

Tempo O LT foi ultrapassado já que em momento algum a concentração excede o LT fixado. Concentração

LT

Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado já que o limite de tolerância fixado foi ultrapassado. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de ácido clorídrico: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2,0 3,0 4,0 6,0 3,0 5,0

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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Exemplo: Um trabalhador desenvolve atividades em um ambiente contaminado com acetileno obtendo – se concentrações de 15 % de oxigênio no seu local de trabalho. coletado durante 6 horas. no anexo 11. Observa-se que os exemplos citados se referem a amostragens instantâneas. utilizou – se. para coleta de vapores orgânicos provenientes do solvente. 4. a possibilidade de trabalho no local é determinada pela presença de oxigênio. a amostragem contínua. Exemplo: acetileno.0 ppm para o ácido clorídrico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O anexo 11.com. a atividade caracteriza-se como insalubre de grau máximo.214. Os resultados abaixo foram fornecidos pelo laboratório: Benzeno = < 1. dosímetro passivo de carvão ativado.br 110 . não cabe a percepção do adicional de insalubridade. é largamente utilizada.Lajeado / RS . estabeleça apenas este tipo de amostragem. cujos exemplos mostraremos abaixo: Exemplo 1: Em atividade de pintura a pistola.0 µg/m³ Tolueno = 326 µg/m³ Xileno = 15 µg/m³ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. etano. Como esse local apresentou percentual de oxigênio abaixo de 18%. argônio. NR – 15. sala 201 . isto é . estando assinalada a coluna “valor – teto”. fixa limite de tolerância de 4. em higiene industrial. isto é. Sabendo – se que o acetileno é considerado um asfixiante simples. no caso de o trabalhador não estar adequadamente protegido. 267. Como essa situação gera risco grave e iminente. NR – 15. portaria nº 3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. podendo o Ministério do trabalho interditar o local ou setor. etc. conclui – se que não é permitido trabalho neste setor. Grupo IV – Substâncias de efeito extremamente rápido que podem ser absorvidas por via cutânea. que não deve ser nunca inferior a 18%. Como as amostragens 4 e 6 superaram 4.Embora a legislação brasileira. devido a deficiÊncia de oxigênio.0 ppm. Verificar se as atividades neste local são permitidas. aquelas com períodos de duração entre 5 a 30 minutos.

sendo VM = LT. as oscilações acima e abaixo do limite fixado não pode ser detectadas por este método. portaria nº 3214.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. fixa limite de tolerância de 4.0 1. Nenhuma amostragem ultrapassou o valor máximo e caso o trabalhador esteja adequadamente protegido com relação à via cutânea a atividade não será considerada insalubre.0 3.015 mg/m³ Comparando – se as concentrações obtidas com os respectivos limites de tolerância estabelecidos no anexo 11.0 3. NR – 15. estando assinalada as colunas “valor – teto” e “absorção também pela pele”.0 1.5 0. Deste modo. É importante salientar que o resultado fornecido pelo laboratório é de concentração média durante a jornada de trabalho. a fim de desvio.com.001 mg/m³ Tolueno = 0.0 1. também requerem que medidas de proteção sejam tomadas.br 111 . cujos valores são de 24 mg/m³. devido ao seu efeito imediato sobre o organismo. NR – 15. As substâncias deste grupo. álcool u – butílico. verifica-se que a concentração média das substâncias analisadas não superou o limite de tolerância.0 2. Benzeno = < 0. sala 201 . Deve – se Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.butalamina: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2. Exemplo: sulfato de metila.0 O anexo 11.5 3.0 ppm para n – butalamina. além de não poderem ter seu LT excedido em momento algum.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado. 267.326 mg/m³ Xileno = 0. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe às seguintes concentrações de n.0 2.

Deve ser avaliada a quantidade de oxigênio no ar. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. neste caso. 267. 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho frisar a proteção da via cutânea. pois o fator limitante é o oxigênio disponível. Grupo V .br 112 .com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. isto é . Não possuem LT. é especial para que a insalubridade não seja caracterizada. sala 201 . sendo 18% o valor mínimo permissível. em altas concentrações no ar. atuam como asfixiantes simples.Lajeado / RS . sem provocar outros efeitos fisiológicos significativos.Alguns gases e vapores. deslocam o oxigênio do ar.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – A Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 113 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .com. sala 201 . 267.

267. através de parecer técnico. adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em sua planificação. V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho. reuniões.04. III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho. campanhas. acompanhando e avaliando seus resultados. doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores.Lajeado / RS . 6º do Decreto 92.86. II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade. DE 21 DE SETEMBRO DE 1989 A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO.º 3.275.br 114 . encontros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – B DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PORTARIA N. palestras. treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. bem como as medidas de eliminação e neutralização. que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. de 09. seminários.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização. no uso de suas atribuições.com. VI – Promover debates. sala 201 . doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador.As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes: I – Informar o empregador. considerando o disposto no art. 1º . IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados. sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. beneficiando o trabalhador.530. bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos. RESOLVE: Art. propondo sua eliminação ou seu controle.

1º As atividades do Técnico de Segurança. quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço. observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação. 267. materiais de apoio técnico.. para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores. orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais. VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção.. solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio. arranjos físicos e de fluxo. resultados de análises e avaliações.br 115 . com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho. assuntos técnicos. IX – indicar. ampliação. recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis.com. VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas. doenças profissionais e do trabalho.Lajeado / RS . reforma. visando evitar acidentes do trabalho. de acordo com a legislação vigente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Art. XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas. inclusive por terceiros. avaliando seu desempenho. dados estatísticos. administrativos e prevencionistas. X – cooperar com as atividades do meio ambiente. regulamentos. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho normas de segurança e higiene do trabalho. documentação. dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas. XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas. incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida. educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador.

XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador.com. fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal. doenças profissionais e do trabalho. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho. bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos. que permitam a proteção coletiva e individual. Art. doenças profissionais e do trabalho. XVIII – participar de seminários. sala 201 . 267. calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas.Lajeado / RS . XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho. perigosas e penosas existentes na empresa. Art. treinamentos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho. XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos.br 116 . seus riscos específicos. XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. normas. congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional. DOROTHEA WERNECK Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica. revogadas as disposições em contrário.

267. vocÊ pode estar trabalhando em um ambiente saudável.br . arejados. Sim O ambiente é amplo? Cada um tem seu próprio espaço pessoal? Há um lugar onde se possam guardar os objetos pessoais? As cadeiras e bancos são confortáveis? O equipamento e o maquinário são de fácil manuseio? Todos podem se locomover à vontade? A temperatura é amena em todos os lugares? É fornecida alguma roupa de trabalho adequada. sala 201 . quando necessário? Os sanitários estão limpos. maquinários e processos ruidosos são identificados como sinais de aviso? Há local agradável e bem equipado para beber? Existem locais com cabines e armários para se guardarem roupas e sacolas? Há um local para se secarem as roupas.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. você deveria estar procurando melhorar as condições dele o mais depressa possível. se necessário? Todas as áreas são bem arejadas? Há alguma diretriz de “Proibido fumar”? O ar condicionado e o aquecimento às vezes Não funcionam adequadamente? São vistoriados e consertados com regularidade? As instalações são bem iluminadas? Há iluminação de emergência no local? Há um gerador de emergência disponível caso seja preciso? As áreas extremas ficam acesas durante a noite? As luzes e janelas são limpas? O equipamento e o maquinário são silenciosos? Os equipamentos.Lajeado / RS . acessíveis e em funcionamento? 117 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – C SEGURANÇA DO TRABALHO Você está trabalhando em um ambiente de trabalho saudável? Se puder responder “sim” às perguntas a seguir. Caso contrário.

sala 201 . toalhas e outros itens de limpeza? Material Auxiliar I Fonte:: Como motivar pessoas Iain Maitland.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 2000. sabão.br 118 . 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Existem pias com água quente e fria.Lajeado / RS .

.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. na França. publicado por Georgius Agrícola. ( ) O médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPC – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. ( ) Em 460 a 375 a. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Engenharia do Trabalho. para realizar exames em mulheres. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. que fez referências sobre o trabalho ser o causador de doenças como na extração de minerais e fundição de prata e ouro. Plinius. no Império Romano. ( ) Em 1556. ( ) 1802. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . proibia o trabalho noturno para crianças. Marcar verdadeiro (V) ou falso (F) ( ) Em 1842.br 119 . 267. em latim a obra De Ré Metálica. Exemplo: Silicose.D COLÉGIO MARTIN LUTHER Centro de Educação Profissional Martin Luther Estrela/RS Avaliação da disciplina de SEGURANÇA DO TRABALHO I Professor Eduardo Becker Delwing Turma: TST Data: / / 200 Nome: ________________________________________________ 1. sala 201 .C.Lajeado / RS . na Escócia. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. principalmente de chumbo e mercúrio.

que considerada como a 10ª Lei de Proteção ao Trabalhador.255. fazendo que fosse baixado o Factory Act. editada a Portaria 3. ( ) Em 1971. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ( ) Em 1937. que sensibilizou a opinião pública. uma CPI. 08 junho. Decreto nº 68. ( ) Em 1972. da CLT. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 200 funcionários. relativas à Segurança do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. de 16 de fevereiro. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do empregador. 267. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. ( ) Em 1833. nos EUA.com.214 que aprova as Normas Regulamentadoras –NR do Capítulo V do Título II.Lajeado / RS . ( ) Em 1978. cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT.br 120 .

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 121 .Lajeado / RS . asfalto = _______________________________________ Mangueiras para acetileno = ______________________________________ Canalizações de água= __________________________________________ Faixas no piso de entrada de elevadores = ___________________________ Localização de bebedouros = _____________________________________ Canalizações de ar comprimido = __________________________________ Canalizações à vácuo = __________________________________________ Canalizações com álcalis cáusticos = ________________________________ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. complete o nome da respectiva cor relacionada a segurança do trabalho: Corpo de máquinas = ___________________________________________ Corredores de circulação = _______________________________________ Óleo diesel.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – G Conforme NR – 26. 267. sala 201 . gasolina = __________________________________________ Canalização contendo ácidos = ____________________________________ Óleo lubrificante.

na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 84 92 55 43 65 71 82 64 53 93 2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – H EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1.br 122 .Lajeado / RS .com. Grupo 1 (ação generalizada depende da concentração) Exemplo: Um trabalhador exposto a nitretano. sala 201 .

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . 267. podendo também ser absorvidas por via cutânea).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 3.5 3 5 1.5 3. sala 201 .br 123 . na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 4 2 1.8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. Grupo 2 (ação generalizada. Exemplo: Um trabalhador exposto a éter decloroetílico.5 3.5 2 4.

na seguinte situação de amostragem: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO ppm 0. Grupo 3 ( efeito extremamente rápido.04 0.05 0.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.08 0.02 0. Valor Teto = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a sulfato de dimetila usando máscara para gases tóxicos P2 como EPI (equipamento de proteção individual). valor teto não pode ser ultrapassado e pode também ser absorvida por via cutânea.03 0. valor teto não pode ser ultrapassado) Valor máximo = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a cloreto de vinila. 267. Grupo 4 ( efeito extremamente rápido.Lajeado / RS .07 0.com. sala 201 .05 0.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.04 124 CONCENTRAÇÃO ppm 120 100 40 130 160 135 155 170 124 140 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.07 0.01 0.br . na na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? 5.

A atividade é insalubre? Qual o grau? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 125 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho A atividade é insalubre? Em que grau? 6. Não possuem Limite Tolerância. sala 201 . Grupo 5( asfixiantes simples.com. obtem – se 16 % de oxigênio no local de trabalho. Exemplo: Num ambiente confinado (caixa d’ água) com presença de Argônio. valor permissível de 18%). deslocam o oxigênio do ar. 267. pois o fator limitante é o oxigênio disponível.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .

Aguarda quatro minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e em seguida gasta outros três minutos para descarregar o forno. em bancada. Era forneiro em uma padaria e laborava das 4:00 às 10:00. Numa empresa. Considerando que o local de trabalho é o local onde permanece o trabalhador enquanto carrega e descarrega o forno e que o local de descanso é o local onde o operador permanece sentado. Reclamante argüi insalubridade devido à exposição ao calor.com. Existe insalubridade? 3. o operador de forno fica fazendo anotações sentado em uma mesa que está afastada do forno. Considerando – se que um trabalhador exerce atividade pesada ao executar remoção com pá. A perícia mo local de trabalho evidenciou os seguintes dados: executava trabalho contínuo.br 126 . Existe insalubridade? 2.Lajeado / RS . um operador de forno gasta três minutos carregando o forno. fazendo anotações. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho. Tbn acusou 24º C e Tg 52º C. Tg = 54 ºC e Tbn = 24 º C e no local de descanso M = 125 Kcal/hm Tg = 30 ºC e Tbn = 20 º C. moderado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – I EXERCÍCIOS SOBRE AVALIAÇÃO AMBIENTAL – CALOR 1. 267. de pé. com alguma movimentação. e sabendo – se que as medições acusaram: Tg = 44 º C e tbn = 22 º C. sala 201 . Durante o tempo em que aguarda a elevação da temperatura. diante de um forno. e sabendo – se que no local de trabalho M= 300 Kcal/h. pergunta – se se existe insalubridade por calor? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Verificou que o trabalho era executado em pé. de natureza leve. com alguma movimentação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

br 127 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . 267. sala 201 .com.Lajeado / RS .J Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

Data Órgão Exp.. Outro Fem... 267. N°. do Emissor Responsável Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.. N°.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO I EMITENTE Empregador Secretaria/Autarquia Endereço (Rua. Fem... Compl. Comunicação de Óbito em .. Judic. . Viúvo 4. Compl. Masc.Lajeado / RS . Av. N°. Av. Reabertura 3. Compl....) CEP Função Acidente ou Doença Data do Acidente Local do Acidente Parte(s) do corpo atingida(s) Descrição da situação geradora do acidente ou doença Houve Registro Policial? ( ) 1. Sim trabalho? 2. Av. Sep. Sim 2. 2.. Não Município Código Funcional Hora do Acidente Município do Local do Acidente Município Nome da Mãe Sexo ( ) 1. sala 201 . Não UF Especif. Solteiro 2.) CEP Acidentado Nome do Funcionário Data de Nascimento Carteira de Identidade Endereço (Rua. Estado Civil ( ) 1. Casado 3../. do Local do Acidente Agente Causador Local de Trabalho Tipo da CAT ( ) 1. Av.Sim 2./. N°.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 5.) Nome Endereço (Rua.Func..) Bairro Telefone Bairro Telefone Houve morte? ( ) 1. 2. Início 2. UF Remuneração Mensal Bairro Telefone Aposentado? ( ) 1.br 128 . Masc... Após quantas horas de Houve Afastamento? ( ) 1... Não Testemunhas Nome Endereço (Rua. Compl. Bairro Telefone ______________________________ Local e Data _______________________________________________ Nome/Cargo/Cód.

10 _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico com CRM Tipo ( ) 1.. Caso haja afastamento médico o atestado deverá ser entregue juntamente com a CAT... A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida preferencialmente pela chefia imediata ou pela CIPA. 5. 3. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Não Duração Provável do Tratamento dias: __________________________ Local e Data _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico da D. S...Lajeado / RS . Típico 2. Sim 2./. Não Descrição e natureza da lesão(ões) Data Hora Deverá o acidentado afastar-se do trabalho Por qual Período? durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Diagnóstico Provável ______________________________ Local e Data III .br 129 . sala 201 .com.. Caso haja acidente de trânsito anexar à CAT o Boletim de Ocorrência..CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho II ATESTADO MÉDICO Unidade de Atendimento Médico Houve Duração Provável do Internação? ( ) Tratamento dias: 1..DMST CID . A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser feita no prazo máximo de 24 hs. M...... Doença 3. Houve Internação? ( ) 1... e entregue na Divisão de Medicina e Segurança.. 4../.. 267. T. MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO TRABALHO NOTA IMPORTANTE 1. DO A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA. O acidentado deve exigir o preenchimento da guia de acidente do trabalho para sua própria segurança. 2.. Sim 2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Trajeto Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Por qual Período? Número do Acidente Recebida em.