CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO I
Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

ÍNDICE
PLANO DE CURSO............................................................................................................... 6 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho......................................................................6 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I............................................................................. 6 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas............................................................................................ 6 1. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO........................................................................................................................... 8 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO............................. 8 1.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL............................ 11 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS...................................................................................................................... 18 2.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO.............................. 18 2.1.1 Conceito de Higiene do Trabalho........................................................................ 18 2.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais.................................... 18 2.1.3. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais................................................20 2.2 Objetivos da higiene do Trabalho............................................................................... 21 3. SEGURANÇA DO TRABALHO..................................................................................... 22 a) CONCEITO.................................................................................................................. 22 b) OBJETIVOS................................................................................................................. 22 c) PROCEDIMENTOS..................................................................................................... 22 d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.................... 23 (1) Aspectos sociais...........................................................................................................23 (2) Aspectos econômicos.................................................................................................. 24 (3) Aspectos humanos....................................................................................................... 25 e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA............................................................................ 25 f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO....................................................................... 26 g) SEGURANÇA NO PROJETO..................................................................................... 26 h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO................................................................................ 27 i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS ........................................................................................................................................... 28 (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina........................................... 29 (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia......................................... 29 (3) Interligação com outras áreas...................................................................................... 30 4. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................. 30 4.1. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................ 30 4.2. PAPEL E RESPONSABILIDADE............................................................................ 30 4.2.1. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO.......................... 30 4.2.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....................................................................................................................................... 32 4.2.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 33 4.3. RESPONSABILIDADE............................................................................................ 33 4.4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................. 33 5. ACIDENTES DO TRABALHO....................................................................................... 34 5.1 CONCEITO.................................................................................................................34 2

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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5.2 CLASSIFICAÇÃO..................................................................................................... 35 5.3 CAUSAS DOS ACIDENTES..................................................................................... 36 5.4 TIPOS DE ACIDENTES............................................................................................ 37 5.5 CONSEQÜÊNCIAS................................................................................................... 38 5.6 CONCLUSÃO............................................................................................................ 38 6. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT................................................................................. 38 I – Apresentação.................................................................................................................... 38 I – Apresentação................................................................................................................ 39 II – Recomendações gerais................................................................................................39 III – Informações gerais.................................................................................................... 40 Ocorrências:...................................................................................................................... 40 IV – Preenchimento do formulário CAT.......................................................................... 43 Quadro II – ATESTADO MÉDICO ............................................................................... 49 V – Conceito, definições e caracterização do acidente do trabalho, prestações e procedimentos................................................................................................................... 50 VI – Legislação................................................................................................................. 56 VII - Anexo I – Formulário CAT...................................................................................... 58 Anexo II – FLUXOGRAMA............................................................................................ 61 7. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA................................................................... 62 7.1 Objetivo da Sinalização de Segurança........................................................................ 62 7.2. Classificação das Cores.............................................................................................. 62 7.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES)............................................................................................................... 69 7.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA)....................................................... 69 7.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA)............................................................69 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3............................................................................................76 Limites de Tolerância para exposição ao calor..................................................................... 76 QUADRO Nº 1..............................................................................................................77 Tipo de atividade................................................................................................................... 77 QUADRO Nº 2..................................................................................................................78 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE......................................... 79 Tipo de atividade................................................................................................................... 79 Kcal/h.................................................................................................................................... 79 Trabalho leve..................................................................................................................... 79 Trabalho moderado........................................................................................................... 79 Trabalho pesado................................................................................................................ 79 9. Frio NR-15 Anexo 9......................................................................................................80 1.As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho............................................................................................ 80 Objetivo................................................................................................................................. 80 Desenvolvimento...................................................................................................................80 Análise...................................................................................................................................80 FRIO - (ANEXO 9, NR - 15 DA PORTARIA 3.214/78)..................................................... 81 10. RISCOS QUÍMICOS...................................................................................................... 87
Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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............................................................................................................................ 91 Responsável por 90% dos casos................... 89 10.....................98 Imunodepressores.................2.................... 89 10......................................................................................................................................................................................................................................................1......... Via Respiratória...................Injeção.................................. 96 Asfixiantes..................................................... CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS...................................................................... 98 Mutagênicos......................................................................................................................................................................97 Anestésicos e narcóticos...............................................3... principalmente por que:....................................................................................... DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS.............. 97 Alergizantes................................................................................................................... 98 Carcinogênicos........................................................................................................................................................................ 90 a............................ 95 Irritantes..........com...................................................... Tem importância fundamental... 87 10...................94 Toxicodinâmica.................................................................................................................... 91 b..................................................................................................... 105 ANEXO – A.......................................................................................................................................................................................... 97 Sistêmicos................................... 94 Eliminação............................................................................................................................. INTRODUÇÃO.................... Via Digestiva.............................................................................................................................. 100 Rotulagem............ Via Cutânea...........................CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.....CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10................................................................................................................................................................... sala 201 ..................................................................................................99 Controle e Identificação................................................................................................Lajeado / RS .................................................................................................. 115 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros........ 267.................................. 93 Locais de acumulação (armazenamento).................................................................................................. 93 Biotransformação........................................................................................ 98 Pneumoconióticos....................... 98 Princípios básicos de prevenção.................................................. 92 Distribuição e acumulação dos agentes químicos....................................................................................... 100 Fichas Químicas de Segurança..... 92 d.......................... 98 Teratogênicos..................................4................... INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO........... 91 c.......................................br 4 .................................100 Recomendações........

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1. CARGA HORÁRIA: 80 horas 4. AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) Relatório Visita (Peso 1.0) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Segurança do Trabalho I (História e evolução) 2ª AULA: Segurança do Trabalho II 3ª AULA: 4ª AULA: Segurança do Trabalho III Acidentes do Trabalho I (Conceitos) 5ª AULA: Acidentes do Trabalho II (Classificação e Causas) 6ª AULA: Acidentes do Trabalho III (CAT) 7ª AULA: Riscos Laborais 8ª AULA: Cor e Sinalização de Segurança 9ª AULA: Visita à empresa 10ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 11ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 12ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 13ª AULA: Frio NR-15 Anexo 9 14ª AULA: Riscos Químicos I 15ª AULA: Riscos Químicos II 16ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 18ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6.br 5 . CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I 3. NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5. sala 201 .com.Lajeado / RS . 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

Waldemar Pacheco Jr.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH. José Manoel Osvaldo Gana Soto. Atlas. Engª Berenice Goelzer. 267. Ubiratan de Paula Santos. Eduardo Giampaoli. Segurança e Medicina do Trabalho. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad. Martin Wells Astete. Marco Paiva Matos. Teoria e Prática.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho. sala 201 .  Ruído – Riscos e Prevenção.  Riscos Químicos. Editora Hucitec. A. Editora Atlas S.com.  Riscos físicos. Gerges. Fundacentro. Leila Nadim Zidon. Mário Luiz Fantazzini. Y. Atlas.  Ergonomia – Projeto e Produção. Fundacentro.  Manuais de Legislação Atlas. Benedito Cardella. 7. UFSC. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle.Lajeado / RS . Edgard Blücher Ltda.br 6 . Hyppólito do Valle Pereira Filho. Bernardino Ramazzini.  Curso Supervisores de Segurança do Trabalho.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho. ABPA. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira. Thais Cataloni Morata. Editora Saraiva. Fundacentro. visitas. influenciando diretamente na nota geral final. Jayme Aparecido Tortorello. Vilma Akemi Okamoto. preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente.  Acidentes do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.  As Doenças dos trabalhadores.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) Trabalho em grupo (Peso 3) Observação: A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno em aula. Itiro Lida. Samir N. Fundacentro.

Doença mais comum: asma de minerais (silicose).  460 a 375 a.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. 267.C. Hipócrates. no Egito ocorreu uma insurreição geral dos trabalhadores. evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPI – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. onde há referencia sob “intoxicações sanitárias”.com.  1556. Problemas relacionados à extração de minerais e fundição de prata e ouro.  460 a 375 a. mestre em medicina. no transcrito. Plinius. água e lugares”. que fazia referencia e observações esparsas a respeito da possibilidade do trabalho ser causador de doenças.  2350 a. em latim a obra De Ré Metálica.  No Império Romano se aprofundou o estudo da proteção médico legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO 1.  Os pioneiros do estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes foram Plínio e Rotário. “ares.Lajeado / RS .C. porém com total emissão sob ambiente de trabalho. sala 201 . principalmente de chumbo e mercúrio. deflagrada nas minas de cobre.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio através do papiro Anastacius “V” fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro.C.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que pela primeira vez recomendaram o uso de máscaras para evitar que os trabalhadores respirassem poeiras metálicas. no Império Romano.  As primeiras ordenações aos fabricantes para a adoção de medidas de higiene do trabalho datam da Idade Média.br 7 . publicado por Georgius Agrícola.

a primeira sociedade filantrópica.  Em Milão. o que você faz? .com.  Em 1779.  A França destacou-se como líder em Medicina e Higiene durante a 1ª metade do século XIX devido a vários estudos sobre a matéria. tiveram grande influência sobre a segurança do trabalho no Renascimento.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Os levantamentos das doenças profissionais. o também italiano Morganti fez uma coletânea de tudo que havia sobre medicina do trabalho.  1700. onde descreveu o 1º câncer ocupacional. proibia o trabalho noturno para crianças. durante a revolução industrial ocorrida na Europa. 267. visando ao bem estar do trabalhador. na obra De Sabidus Et Causis Morborum. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Medicina do Trabalho. o médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. a Academia de Medicina da França já fazia constar em seus anais um trabalho sobre as causas e prevenção de acidentes. 8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.  1761.br . qual é a sua ocupação. pois foi quando o homem começou a ser substituído pela máquina e por mulheres e crianças nas operações destas. foi outro marco na evolução das doenças ocupacionais da legislação. promovidos pelas associações de trabalhadores medievais.Lajeado / RS . sala 201 . Pietro Verri fundou.  1802.  1760 a 1850. fazendo sempre a pergunta. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. na França. 1779. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. destacaram-se Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador de todos os conhecimentos acumulados sobre segurança.  Nesse período. relacionou a patologia encontrada com a sua ocupação e o transmitiu aos responsáveis pelo bem estar social dos trabalhadores da época. no mesmo ano.

 1906. quando um industrial inglês.  1815. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. Michael Sadler.  1833. Quatro anos mais tarde o governo inglês nomeou-o inspetor médico de fábricas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção.  1837. que considerada como a 1ª Lei de Proteção ao Trabalhador. nos EUA.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e principalmente as das crianças.com. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do Trabalho.  1869. assim como o autorizou a visitar as fábricas. criou as primeiras iniciativas na universidade da legislação de proteção ao trabalho. dado seu interesse e estudo pelo assunto. para realizar exames em crianças.  A sistematização dos procedimentos preventivos ocorreu primeiro nos Estados Unidos.Lajeado / RS .  1831.br 9 . Lamuel Schatuc fez o 1º Programa de Saúde Ocupacional nos EUA. na Escócia. sensibilizado com o problema procurou o médico Robert Baker para aconselhar-se sobre a melhor forma de proteger a saúde dos seus trabalhadores. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. sala 201 . fazendo que fosse baixado o Factory Act.  1846.  1830. uma CPI.  1842. foi instituído como obrigatório na industria e comércio o serviço médico. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. em Milão. que sensibilizou a opinião pública. no início do século XX. o inglês Alwin. ocorreu o 1º Congresso Internacional de Doença do Trabalho. na França. as condições de trabalho eram péssimas. Itália. apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito CPI. o relatório elaborado sobre doença ocupacional.

br .724. quando saltavam à vista gritantes abusos e elevados riscos ocupacionais nas relações e condições de trabalho. também em Milão.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL ⇒ 1919. foi criada a Clínica del Lavoro. com a presença de mais de 200 participantes de 200 países. ocorreram trienalmente Congressos Internacionais. 28 de junho após a 1ª grande guerra mundial.  A 1ª das frentes – a regulamentação – surgiu da própria contingência da época da sua fundação.com. 10 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .  A 2ª das frentes – pesquisa e informação – tem recebido e continua a receber notáveis contribuições para o desenvolvimento da Saúde Ocupacional. 267.  A OIT tem dedicado expressiva atenção e prioridade ao campo da Saúde Ocupacional. Heinrich. ⇒ 1929. através do Decreto Legislativo nº 3.  Na África.  1919. como parte do Tratado de Versalhes.  1969/70 – O departamento de trabalho dos Estados Unidos unifica as normas e convenções diferentes sobre Segurança e Saúde do Trabalho vigentes nos EUA. foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho. em Bruxelas. pesquisando conseqüências de acidentes. quer através da elaboração de regulamentos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. os quais só reiniciaram em 1948. agora promovido pela Comissão Permanente. 15 de janeiro. concluiu que de 330 acidentes estudados apenas 30 tinham dado origem a lesões pessoais. foi aprovada a 1ª Lei de assistência médica e indenização para acidentes do trabalho. e o 2º Congresso Internacional. Ásia.Lajeado / RS . Grande parte dos convênios e recomendações referem-se especificamente a temas de saúde ocupacional.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  1910.  Até o advento da 2ª grande guerra mundial. Austrália e América Latina os comitês de segurança e higiene nasceram logo após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). como de atividades de pesquisa e informação ou assistência técnica internacional. 1.

⇒ A Segurança do Trabalho no Brasil desdobra-se nas atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA). ⇒ A organização de estatísticas de acidentes de trabalho foi possível no Brasil a partir do estabelecimento de definições. 267. fundação da ABPA. ⇒ 1941.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho dos quais só uma de maior gravidade não seria razoável continuar abandonando mais de 90% de informações provenientes de acidentes sem lesão. a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes. ⇒ O sistema usual de prevenção de acidentes consistia em investigar os acidentes ocorridos para descobrir sua causa. ⇒ Esses coeficientes tem como referência à tabela internacional organizada pela International Associantion Of Industrial Accident (Associação Internacional de Acidentes Industriais). sala 201 . 1º de maio. visando a eliminá-las e prevenir novas ocorrências.452.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ 1940. aprovando a Consolidação das Leis Trabalhistas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ⇒ 1943. assinou o Decreto Lei nº 5.br 11 . atendimento ao acidentado e indenização e reabilitação profissional. e na fiscalização realizada por funcionários de setores da administração pública.com. convenções e regras pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB 18.Lajeado / RS . dia do Trabalhador. ⇒ O levantamento dos coeficientes de freqüência e de gravidade dos acidentes permitia avaliar a eficiência do sistema de prevenção adotado. ⇒ Por meio da coleta e análise dos dados estatísticos era possível delinear objetivamente o programa de prevenção de cada empresa. o Presidente Getúlio Vargas. disseminadas no cenário empresarial. foi promulgada a 1ª Lei Ordinária a respeito de Segurança do Trabalho.

é importante que se analise. ⇒ Tal circunstância não só explica a liderança assumida pela medicina nos primeiros passos dados em direção à prevenção de acidentes como também esclarece porque esses passos foram dados com vistas especialmente a aspectos conseqüenciais. ⇒ Foi assim que se desenvolveu a prática de realizar e divulgar estatísticas de acidentados. rotulando-as de estatísticas de acidentes. no Brasil. de início. em comparação com países de instituições mais avançadas. recebeu. que envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e a higiene industrial.as lesões pessoais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. E mais do que isso. E com isso deixavase de considerar os acidentes de que não decorressem lesões.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a codificação de normas de segurança. sociais e jurídicos ainda não foram suficientes para reduzir de forma significativa os níveis de acidentes de trabalho e de doenças profissionais no Brasil que. na fabricação de móveis. legais. ⇒ A Prevenção de Acidentes. até hoje. ⇒ Para falar-se das origens da Segurança do Trabalho. como evoluía a Prevenção de Acidentes.Lajeado / RS . caracteriza certas práticas prevencionistas em detrimento de outros caminhos que favorecem a pesquisa das causas. primeiramente. sociais e financeiros. realizada sob a égide do Ministério do Trabalho. 267. explica a visão conseqüencial que.com. na indústria metalúrgica. ⇒ Os acidentes mais freqüentes ocorrem na construção civil. a cujas mãos chegavam as mais importantes conseqüências dos acidentes do trabalho . são muitos altos e resultam em graves prejuízos humanos. no início do século XX.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Esses mecanismos técnicos. importante contribuição da área médica. sala 201 . no garimpo e nas atividades agrícolas.br 12 . ⇒ O fato do atendimento a acidentados ter custos mais altos do que sua prevenção foi um dos fatores que determinaram.

⇒ O conhecimento dos níveis de ocorrência de acidentes de trabalho é fator indispensável para a adoção de uma política trabalhista e empresarial que preserve o bem estar do trabalhador e evite custos e prejuízos aos empresários e às instituições previdenciárias. embora não fosse razoável. governo. na medida de suas possibilidades. mostram o aumento ou queda dos índices de acidentes de trabalho num período e setor de trabalho dados. por meio de métodos comparativos. Se não havia acidentado não havia acidente. empregadores e empregados adquiriam consciência da necessidade de encarar o problema de prevenção do acidente. Juntam-se a isso as características da profissão médica para a qual o estudo das lesões pessoais é de sua indiscutível competência e merece todo o seu interesse. o primeiro ditando as bases de uma legislação que visava a proteger o trabalhador da agressividade do ambiente de trabalho e os últimos obedecendo o estipulado nessa legislação. E era Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pois. ⇒ Um dos mecanismos mais utilizados é a elaboração de estatísticas que. ⇒ É então que o empresariado começa a despertar para o aspecto econômico dessa prevenção e espalha-se a idéia de que a prevenção pode ser um bom negócio. continuar a abandonar a análise dos acidentes sem lesão.br 13 . Não seria lógico.com. ⇒ Impunha-se novo enfoque para enfrentar as novas técnicas. explicava-se pelo interesse primordial pelo acidentado. 267. E. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Essa maneira de considerar o assunto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ A respeito de um acidente de que não resultasse lesão ouvia-se dizer: "não foi nada". ⇒ E contra a idéia de buscar a prevenção dos acidentes no estudo de suas conseqüências havia a inexistência de proporcionalidade entre a gravidade das lesões pessoais decorrentes de acidentes e a gravidade potencial desses acidentes. que caracterizava os que assim agiam.Lajeado / RS . assim.

255 de 16/02 cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho necessário passar a estudar a problemática do acidente a partir de suas causas. ⇒ 1971 – Decreto 68. passasse a Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. outubro.com.Lajeado / RS . preocupada com o que se referia diretamente à produção. ⇒ Nessa altura tornou-se possível sensibilizar a área da engenharia. Portaria 3. Foi um primeiro passo para o aperfeiçoamento do preparo dos profissionais a serem utilizados. em Curitiba. fixando-a em um mínimo de 360 horas. durante a realização do 11º CONPAT. até então preocupada principalmente com os assuntos ligados diretamente à produção. em 27/07 é e ditada a Portaria 3236 que cria o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador – PNVT. para a análise das causas do acidente.br 14 . 267. Mas até que a engenharia. ⇒ 1972. sala 201 . referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho. ⇒ 1972. com o que concordaram os representantes do DNSHT e da Fundacentro.233 de 09/07 determina o cumprimento da CANPAT através de três mecanismos: ⇒ Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT) ⇒ Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SPAT) ⇒ Medalha ao Mérito de Segurança do Trabalho (MMST) ⇒ 1972. representantes das entidades e empresas abaixo relacionadas discutiram a necessidade de elevar a carga horária prevista para os cursos de especialização em engenharia de segurança e em medicina do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 100 funcionários.

214 que aprova as Normas Regulamentadoras . ⇒ 1996.530. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. caberia realizar estudos para homogeneizar os seus ditames com a legislação Regulamentadora do exercício da engenharia. Decreto nº 92. da CLT. Fórum permanente para discussão e revisão das normas. 08 junho. editada a Portaria 3.NR do Capítulo V do Título II. em 27 de novembro sancionada a Lei nº 7. regulamenta a Lei nº 7. ⇒ 1985.410. ⇒ 1986. 9 de abril. ⇒ Além de cuidar do preparo dos profissionais previstos na portaria que analisamos.com. a Portaria 393 de 09/04 adota o sistema de Grupos de Trabalho Tripartite (governo. ⇒ Esses estudos foram realizados e serviram de base ao projeto de lei que. 22 de dezembro. trabalhadores e empregadores) GTT buscando um consenso nas regulamentações. ⇒ 1977.410 que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a Portaria 2 de 10/04 institui a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para estudar e elaborar modificações nas NR´s. sala 201 . a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.º Saturnino Braga dispunha a respeito da especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.br 15 . 267. sancionada a Lei nº 6. arquitetura e agronomia. apresentado no Senado pelo Eng.514 que altera o Capitulo V da CLT. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ⇒ 1996.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho interessar-se profissionalmente pela pesquisa das causas do acidente havia um longo caminho a percorrer. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. ⇒ 1978.Lajeado / RS .

br 16 . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Entre 1996/97 o MEC altera carga horária dos cursos técnicos passando para mínimo de 1600 hs. ⇒ A especialização a nível de pós graduação dos engenheiros foi fixada com carga horária mínima de 600 horas.com.Lajeado / RS . sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A primeira turma de técnicos de segurança do trabalho do Colégio Martin Luther finalizou o curso em 1999.

O diagrama de blocos abaixo possibilita uma melhor compreensão do conceito: É A CIÊNCIA QUE ATUA NO CAMPO DA SAÚDE OCUPACIONAL APLICANDO OS RECURSOS DA ENGENHARIA E MEDICINA Prevenir DOENÇAS DO TRABALHO Decorrentes DOS RISCOS AMBIENTAIS 2. avaliação e controle de fatores e riscos ambientais originados nos postos de trabalho e que podem causar enfermidade.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . prejuízos para a saúde ou bem-estar dos trabalhadores.1.br 17 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. reconhecimento.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 2. sala 201 .2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais A higiene do trabalho se relaciona direta ou indiretamente com diversos ramos profissionais: SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA ERGONOMIA ENGENHARIA HIGIENE DO TRABALHO MEDICINA DO TRABALHO DIREITO TOXICOLOGIA SEGURANÇA DO TRABALHO Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1. também tendo em vista o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente em geral.1 Conceito de Higiene do Trabalho É a ciência e a arte dedicadas à antecipação.com. 267.

Pode-se então afirmar que a toxicologia. esta ciência é essencial no reconhecimento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho a) Direito – A higiene do trabalho fornece subsídios técnicos para solução de conflitos trabalhistas envolvendo insalubridade.Lajeado / RS . d) Saneamento e meio ambiente – A importância da higiene do trabalho. g) Toxicologia – A toxicologia fornece dados técnicos sobre os contaminantes ambientais. ou seja. da avaliação e controle de riscos ocupacionais ultrapassa os limites do ambiente de trabalho. mas também à melhoria do conforto e qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho. como será abordado em todo este trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Deste modo. 267. h) Segurança do Trabalho – A higiene do trabalho. b) Engenharia – A engenharia está presente em todas as etapas de um programa de higiene do trabalho. e) Psicologia e sociologia – A psicologia e sociologia tratam de harmonizar as relações entre processo produtivo. através de suas etapas.com. antecede as etapas clássicas de um programa de higiene do trabalho. A higiene do trabalho. avaliação e controle dos riscos ambientais. o ambiente de trabalho e o homem. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. na maioria das vezes. f) Medicina do Trabalho – O controle biológico. através da prevenção adequada dos riscos ocupacionais. fornece dados essenciais para a melhor interpretação do universo do trabalho. muitas vezes previne também riscos operacionais capazes de gerar acidente de trabalho. o impacto negativo da industrialização no meio ambiente pode ser apreciavelmente reduzido. facilitando o reconhecimento dos riscos ambientais nos locais de trabalho. é um dos parâmetros utilizados para verificar a eficiência e subsidiar um programa de controle de riscos ambientais. mediante análise dos agentes agressivos nos pontos de trabalho. c) Ergonomia . não só este é parte do meio ambiente em geral mas.br 18 .A higiene do trabalho não visa apenas à detecção de atividades e/ou operações insalubres. No campo do direito previdenciário e civil. por meio de exames médicos. os dados de avaliação de exposição a riscos ambientais auxiliam na concessão de aposentadoria especial e indenizações por incapacidade e/ou doenças do trabalho. sala 201 .

Riscos Ergonômicos: estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. excesso de levantamento e transporte manual de pesos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. propiciando bem estar físico e psicológico. que propõe que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem. seu posto de trabalho ou seus equipamentos.br 19 . obtendo-se melhor organização do trabalho. químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho capazes de produzir danos à saúde. temperaturas extremas. fungos. radiações ionizante e não ionizante. neblinas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim. Riscos físicos: são aqueles que compreendem dentre outros o ruído.Lajeado / RS . Os riscos ambientais se classificam em: 1. máquinas sem proteção. pressões anormais. concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. sala 201 . Ex. 3. animais peçonhentos e probabilidade de incêndio. arranjo físico inadequado. Riscos biológicos: são aqueles que compreendem dentre outros as bactérias. 5. Ex.com. 4. vibração. para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais. ou seja. helmintos. quando superados os respectivos limites de tolerância. necessita para o bom desenvolvimento e a prática de ações multidisciplinares de educação dos trabalhadores. Riscos químicos: são aqueles que compreendem dentre outros as névoas. EPI inadequado. por se tratar de uma ciência que tem como objetivo principal a relação entre o homem e o meio ambiente de trabalho. não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença. 2. Todavia. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a higiene do trabalho. Em síntese: ocorrem quando há disfunção entre o indivíduo. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais Riscos Ambientais: são os agentes físicos. 267. ferramentas inadequadas ou defeituosas. Estes limites são fixados em razão da natureza. no sentido de prevenir riscos ambientais. Riscos de Acidentes: ocorrem em função das condições físicas – do ambiente físico e do processo de trabalho capazes de provocar lesões a integridade física do trabalhador. Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos – do ambiente – e a fatores internos – do plano emocional.1. exigência de postura.3. fumos. 2. protozoários e vírus. poeiras. devido à suscetibilidade individual. gases e vapores. esforço físico excessivo.

o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo. 267. c) Controle – De acordo com os dados obtidos nas fases anteriores. detecção de contaminantes e tempo de estudar e recomendar medidas de controle para reduzir a intensidade dos agentes a níveis aceitáveis). layout das instalações. Exige-se conhecimento de avaliação. ventilação geral diluidora. tais como substituição do produto tóxico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. por exemplo. que consistem basicamente na calibração dos equipamentos. químicos e biológicos existentes nos postos de trabalho a serem avaliados.com. avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. Higiene analítica: realiza as análises químicas das amostras coletadas. a) Reconhecimento – Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores. quais sejam: Higiene de campo: é a encarregada de realizar o estudo da situação higiênica no ambiente de trabalho (análise de postos de trabalho. tempo de coleta. ventilação local exaustora. sala 201 .br 20 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . bem como dos equipamentos de avaliação. número de trabalhadores expostos. fluxo de processo. esta se atém a propor e adotar medidas que visam a eliminação ou minimização do risco presente no ambiente. uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de raios x para determinação de sílica livre cristalizada. Assim. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. etc. esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado. métodos de trabalho. b) Avaliação – Trata-se da fase em que se realiza a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos. tipo de análise química a ser feita.2 Objetivos da higiene do Trabalho Os objetivos de um programa de higiene do trabalho consistem em reconhecer. Esta etapa abrange dois ramos de higiene do trabalho. seleção dos métodos de coleta. etc. limpeza dos locais de trabalho. isolamento das partes poluentes. cálculo e interpretações de dados levantados no campo. O controle funda-se na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem: Medidas relativas ao ambiente: são medidas aplicadas na fonte ou trajetória.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Medidas relativas ao homem: compreendem. c) PROCEDIMENTOS Para preservar a saúde e a vida do ser humano em seu ambiente de trabalho e do meio ambiente é indispensável: • realizar pesquisas e estudos técnicos a respeito das instalações de trabalho (Levantamento Ambiental de Riscos e PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).com. SEGURANÇA DO TRABALHO a) CONCEITO SEGURANÇA DO TRABALHO pode ser definida como: um conjunto de normas destinadas à melhora dos ambientes de trabalho. a limitação do tempo de exposição. 267. sindicatos e empregados. as quais asseguram a eficiência das leis protetoras.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) minimizar as condições inseguras de trabalho. d) estabelecer melhores condições físicas e psíquicas no trabalho e por via de conseqüência. • realizar estudos médicos sobre os efeitos dos agentes nocivos à saúde humana presentes nos locais de trabalho (PCMSO) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 3. equipamentos de proteção individual.Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) preparar o trabalhador para a prevenção dos desastres ocupacionais. periódico e demissional). sala 201 . exames médicos (pré-admissional.br 21 . educação e treinamento. dentre outras. melhores condições de eficiência e de produção. b) OBJETIVOS a) evitar acidentes. • colocar em prática as Normas especiais de segurança e fiscalização que foram criadas em conseqüência da ação conjugada dos governos.

uma fonte de experiências e conhecimentos para a preservação do meio ambiente em geral. está o homem. Para cada ano. a maior riqueza da nação.com. enfoca também aspectos humanísticos. podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença.Lajeado / RS . 267. além dos aspectos técnicos. via produtividade no caso nacional. enquanto uma indústria tem capacidade de produzir grande quantidade de produtos por dia. Daí a importância crescente da segurança do trabalho e o caráter social e humano de que se reveste tal sistematização de normas. • Intensificar ações que visem a preservação do meio ambiente externo ao local de trabalho em geral. consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte”. necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. pois a poluição do meio ambiente gerada pelas atividades industriais é um problema que está gerando crescente preocupação aos serviços de higiene e segurança do trabalho. poderíamos pensar que. Entretanto o menor para a força de trabalho. assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • implementar ações no ramo da segurança e higiene do trabalho constitui-se. a produtividade líquida. pois a criança só consome. Se não bastasse isso. equipamento ou material. Caso o trabalhador se aposentar. valores negativos. a produtividade cresce. para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho. sala 201 . (1) Aspectos sociais Usemos o raciocínio do insigne Prof. Portanto. Ruy Aguiar da Silva Leme: “Para considerarmos o efeito de acidentes.br 22 . na verdade. teremos até sua morte. d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Esta disciplina.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. resultando em acúmulo de conhecimentos e aprimoramento das condições de trabalho. não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina. Essa será de início negativo.

temos.(5 x 60) = 50 Suponhamos. dos 15 aos 50 anos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que o trabalhador sofra um acidente aos 30 anos que reduza a sua produção para a metade. reflete-se em toda a nação.292. considerado em termos globais para a nação pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário no que concerne à produção e ao consumo de bens.br 23 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. mostra como um acidente. um excedente que será utilizado para cobrir os déficit inicial dos filhos dos trabalhadores. o custo direto do acidente foi Cr$ 6. Acreditamos que alguma pesquisa em torno deste raciocínio poderá ser muito útil para mensurar os efeitos dos acidentes fatais ou que conduzam à incapacitação parcial permanente aos trabalhadores. qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano. sala 201 .00 o que nos autoriza fazer uma projeção para 1978 de Cr$ 8. Contudo. uma vez que é ela que paga ao incapacitado. vivendo aposentado dos 50 aos 60 anos. suponhamos que o trabalhador consome 5 unidades por ano. Em 1977. (2) Aspectos econômicos As estatísticas de 1978 no dão em números redondos 1. S = (10 x 35) . um valor positivo. igual.000.com. via contribuição previdenciária e a poupança. Para tornar mais claro o raciocínio. para sustentar o déficit correspondente aos aposentados.6x 106 acidentes do trabalho.(5 x 60) = -50 O exemplo obtido não tem pretensões ao realismo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Totalizando a produtividade líquida do trabalhador ao longo de sua vida. contudo. 267.00 (Cr$ 8 x 103). em geral. isto é. neste caso. O novo saldo será: S = (10 x 15) + (5 x 20) .” Apenas acrescentando: todo o ônus causado pelo acidente. ou à família da vítima de um acidente fatal.Lajeado / RS . O saldo total seria.

da mesma forma que uma máquina.00 ao câmbio de Cr$ 20.00/dólar chegaríamos a conclusão que o acidente do trabalho nos custou o equivalente a 43 milhões de barris de petróleo.Lajeado / RS . Cr$15.br 24 . o aspecto humano é o mais importante. veremos no correr do curso. Não nos devemos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim o custo total seria: Cr$ 8. ou seja quase que o equivalente a 2 meses de consumo. estamos comprando alguns anos de sua vida. Se utilizarmos a definição utilitária do engenheiro dado pelos americanos “Engenheiro é aquele que faz o que um leigo faz. e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA Por sua formação. pelo dano que o agente agressivo poderá causar a seu organismo. ater exclusivamente a este raciocínio e devemos ir mais longe. (3) Aspectos humanos Embora não se possa exprimir em números. projeta e executa. sala 201 .6 x 106 = Cr$ 12. que segurança do trabalho é e deve ser considerada como um investimento. o engenheiro é o homem que planeja.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. edificação ou equipamento.8 x 109 Se admitirmos o valor médio do barril de petróleo importado em 1978. em outras palavras. porém com a metade do custo”. 267. porém.00 x 103 x 1. Se lançarmos esta pergunta ao acadêmico de Engenharia: • • Quanto vale em reais a vida de seu pai ou seu irmão? Acreditamos que teremos respostas afirmativas à colocação anterior. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

g) SEGURANÇA NO PROJETO Não há projeto de engenharia que não introduza um fator de segurança. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. altamente tóxico e cancerígeno. escolhido. Eis. Outros exemplos. Um engenheiro civil. a ciclo Otto. Este exemplo. quais as implicações para a nossa e para futuras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e para melhorar a octanagem seu preço de fabricação tornava-se proibitivo. Quando à planejamento e tecnologia nada a opor.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO Planejar seria extrapolar para o futuro. o homem de planejamento. surge o tetra etila de chumbo que possibilitou a redução de custos. que deve existir para beneficiar o homem.br 25 . causador danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Entretanto. Receios de dependência de países tropicais. Sendo este produto. sabe-se que os motores de combustão interna. Devemos ter sempre em mente esta idéia. por exemplo. verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento. levou os técnicos da época a procurar alternativas. nunca prejudicá-lo. não se prendendo exclusivamente à tecnologia. A gasolina pela sua baixa octanagem não permitia a taxa de compressão necessária. tornando-a competitiva e até mais barata que o álcool. jamais diria:  Acho que para esta viga. deve deter-se em todas minúcias de um problema.com. bem pode mostrar como o engenheiro.Lajeado / RS . senão quando. foram planejados para utilização do álcool. na busca de combustíveis alternativos e menos poluidores. 10 barras de ferro ∅ ½ polegada bastam. sala 201 . foi posteriormente substituído por outros elementos químicos menos nocivos e as pesquisas e experiências continuam sendo efetuadas. 267. quando estamos planejando. foi esquecido ou ignorado o fator homem. poderiam ser encontrados. em todas as áreas de engenharia.

reduzem a fadiga e também aumentam a produtividade. enquanto que um aviso terá resultados muito duvidosos. Note-se que até este ponto estamos falando em segurança estrutural. o engenheiro mecânico se recusaria a dizer: Para este motor é suficiente um eixo de 25 mm. Em qualquer caso.com. um andaime seguro sempre será mais eficiente que um cinturão de segurança. desde que o usuário foi contemplado no projeto. evitam acidentes. além de aumentar a segurança patrimonial. Por exemplo. Um arranjo físico bem feito. além da responsabilidade do engenheiro na fiscalização e orientação do processo. visando o cumprimento do projeto ou a qualidade do produto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Da mesma forma. Todo o engenheiro sabe que é mais fácil alterar um desenho no papel. que obedeçam a fatores ergonômicos. nunca esquecendo que qualquer medida de proteção coletiva sempre surtirá maiores resultados do que medidas de proteção individual. também a parte de segurança do trabalhador deve ser levada em conta. Devemos também pensar em segurança do operador. um projeto bem concebido poderá evitar tentativas de soluções futuras que. aumentam a segurança do trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. será seguro e ao mesmo tempo pode aumentar a produtividade.Lajeado / RS . podem dar insegurança ao trabalhador. que improvisar soluções futuras e se evitarmos ou minimizarmos as condições inseguras. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. Um projeto bem executado de proteção contra incêndio. um sistema de exaustão de gases de uma cabine de pintura sempre dará melhor proteção que máscaras respiratórias fornecidas ao trabalhador. além de encarecer o produto.br 26 . estaremos eliminando automaticamente um grande número de acidentes. seria feito um cálculo e aplicados coeficientes que assegurassem um perfeito desempenho da viga ou do eixo. e uma máquina com proteção de suas partes móveis evita o acidente. Uma máquina projetada com painéis de comando. Assim. h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO Na fase de execução.

a simples eliminação destas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. O bom exemplo. O engenheiro é o líder. sala 201 .br 27 . o empregado não adestrado que opera uma máquina. Por fator pessoal de insegurança. como por exemplo uma fratura ou mutilação. Aproveitando esta circunstância. o fazem o guia inconteste da massa trabalhadora. Por ato inseguro entendemos aquele ato praticado conscientemente pelo trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Já falamos que uma das causas dos acidentes são as condições inseguras. ou ainda problemas fisiológicos e psicológicos. poderá.. influi sobremaneira nos atos inseguros. se o técnico é o primeiro a infringir normas de segurança. entendemos aqueles psicológicos ou pessoais que podem levar a um acidente. seja natural. não impede que acidentes ocorram por atos inseguros praticados pelo trabalhador ou fatores pessoais de insegurança. i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS A Segurança. e por segurança entendemos não somente os acidentes típicos. como gases.Lajeado / RS . aliada aos conhecimentos tecnológicos. acima de tudo. Porém. se este contar com o apoio de outras áreas do conhecimento. por exemplo: apesar de conhecer o risco de incêndio num almoxarifado de explosivos. por um bom planejamento e projeto. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. acender um cigarro. do segundo. mas também os riscos ambientais. Não adianta todo um trabalho de conscientização. seja imposto.com. 267. por um trabalho de conscientização aliado a um treinamento. sabendo que dele pode advir um acidente. etc. vapor. evitar os atos inseguros e uma boa parcela dos fatores pessoais de insegurança. Um exemplo do primeiro seria o empregado que trabalha sob alguma tensão emocional e. só poderá ser levada com sucesso pelo engenheiro. e sua cultura. poeiras.

salvando. assim. 267. em último caso. exigem um perfil psicológico diverso de um homem de manutenção. acusar início de surdes profissional. a audição do trabalhador. que providenciará a eliminação. Da mesma forma. ou a neutralização. pois só a psicologia terá condições de usando suas técnicas. por exemplo. e a pessoa. o médico é indispensável no exame pré admissional do candidato. pode-se evitar uma série de acidentes. através de exames médicos periódicos o médico poderá informar ao engenheiro certos fatores de risco. mesmo quando estes agentes agressivos estão abaixo dos limites de tolerância. pelo Treinamento. como controle de qualidade. para programar e executar o treinamento é o psicólogo. o médico comunicará ao engenheiro. Também.br 28 . selecionar o homem. Uma pessoa alérgica não será escolhida para exercer função em setor em que há poeiras ou gases. atividades de laboratório. Uma associação deveras interessante está no campo da ergonomia:  Adequação homem máquina  Cujo estudo em conjunto dos dois profissionais poderá levar a soluções ótimas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina O médico do trabalho é um parceiro importante do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplificando: para uma função em que seja exigido vigor físico (calceteiro. por excelência indicada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia Esta relação é bastante íntima.com. Então vejamos: Quando trabalham em comum acordo. forneiro). sala 201 . sob o ponto de vista psicológico para uma determinada função. se possível. como já falamos anteriormente. Determinadas tarefas. escolhendo o biótipo certo para a função determinada. contribuindo para o bem estar do trabalhador. do ruído. só o médico poderá selecionar o homem adequado. Se um trabalhador.Lajeado / RS . possibilitando a este encontrar soluções tecnológicas.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (3) Interligação com outras áreas Além destas relações.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. é peça importante nesta máquina humana de evitar acidentes. um contato estreito do SESMT com o setor de suprimentos. 267. é essencial para um bom desempenho desta nobre tarefa.br 29 .com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Devemos ter em mente que a assistente social. pois muitos deles podem ocorrer por desajustes pessoais. produção. sala 201 . que é preservar o bem estar do nosso semelhante. manutenção.Lajeado / RS .

equilíbrio emocional. comunicação e postura adequadas. estabelecendo os estoques mínimos no almoxarifado. Por isso deve apresentar qualidades específicas: capacidade de liderança. analisa.2. dinamismo. bem como pelo planejamento e programação dos serviços de higiene e segurança. capacidade de observar. PAPEL E RESPONSABILIDADE 4.2. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO O profissional técnico de Segurança do Trabalho é responsável pela coordenação do emprego adequado e seguro de procedimentos na realização das atividades e tarefas exigidas numa empresa. perseverança. sala 201 . no que se refere às questões de segurança. conforme as necessidades de utilização do material e equipamentos.  Responde pelas atividades de ordem administrativa da área de segurança e proteção do trabalho. pelas análises das condições da empresa face à gradação de riscos.Lajeado / RS . avalia.1. ponderar e sintetizar.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras. iniciativa. Sua atenção maior é o trabalhador. É o elo de ligação entre o empregador e o empregado. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO  Responde pela elaboração e correta aplicação das normas de segurança do trabalho. sociabilidade. 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. emitindo requisições de compras. Tem a função de zelar pela correta aplicação das normas de segurança. tendo em vista a erradicação e/ou minimização de condições e atos inseguros. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO A) Empregado: estabelecimentos comerciais e industriais. e o seu desempenho impõe-lhe a atenção permanente para o bom funcionamento de métodos corretos de trabalho. públicos e privados. Para isso. C) Assessoramento aos sindicatos e entidades de classe. pesquisa.com.br 30 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1. aponta e sugere. B) Assessorar profissionais da área de projetos e construção de máquinas. relata. equipamentos e edificações. investiga. 4. Mantém contato direto com o ser humano. na análise do ambiente do trabalho.

 Preparar e ministrar treinamento introdutório sobre prevenção de acidentes para funcionários admitidos.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ⇒ Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho. tendo em vista o cumprimento das normas regulamentadoras. com o objetivo de recomendar os procedimentos de execução adequados e compatíveis com as regras básicas de segurança.  Acompanhar as inspeções de segurança dos equipamentos de combate a incêndio. a fim de transmitir de forma adequada as noções e regras básicas de segurança. observando in loco estas operações. estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço.  Acompanhar teste do sistema de combate a incêndio.2. solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utilizados na área industrial.  Participar ativamente dos trabalhos da CIPA.com. sala 201 . acompanhar vistoria nos equipamentos de proteção a incêndio realizada por entidades ligadas ao sistema de seguro da empresa.  Garantir o uso de equipamentos de proteção individual através de distribuição racional e acompanhamento eficaz.Lajeado / RS . visando assegurar racional suprimento destes materiais e equipamentos. 4. tendo em vista o fiel cumprimento da política de segurança estabelecida. através de palestras e recursos didáticos disponíveis. fiscalizando o cumprimento das mesmas.br 31 . encaminhamento ao SUS).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho controlando o consumo e autorizando reposição dos mesmos. ⇒ Indicar. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. propondo melhorias ou a sua eliminação. bem como orientar os subordinados.  Elaborar / orientar empresas contratadas para o uso e cumprimento das normas de segurança.  Acompanhar a análise de risco de acidentes em cada operação. ⇒ Investigar os acidentes ocorridos na empresa encaminhando propostas de melhorias.  Elaborar normas e procedimentos sobre segurança e proteção do trabalho da unidade e das empresas prestadoras de serviços. (CAT.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. junto com firmas credenciadas. doenças ocupacionais. prestando assessoria necessária. revisando. 267.

⇒ Fazer relatórios diários das inspeções de segurança. primeiros socorros e combate a incêndio. documentação e cursos). ⇒ Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção (uso de EPI’s e/ou solicitando troca de equipamentos). ⇒ Analisar funções de funcionários no local de trabalho.Lajeado / RS . ou seja. ⇒ Controlar equipamentos de emergência de segurança.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.2. recarga e conservação. prevenção básica. ⇒ Controlar extintores: validades.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Como podemos verificar a responsabilidade do técnico de segurança do trabalho é muito grande. óleo diesel e produtos químicos. ⇒ Levantamento de riscos ambientais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. as mesmas estão diretamente ligadas ao ser humano. ⇒ Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao INSS e digitar laudos (DSS8030). 4. ⇒ Atualizar dados estatísticos de acidentes do trabalho. ⇒ Atuar como instrutores em cursos de CIPA.br 32 .com. ⇒ Analisar as condições de higiene do trabalho. ⇒ Acompanhar e apoiar as CIPA’s (eleições.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Marcar perícia (acidentes) junto ao SUS e acompanhamento do afastamento do funcionário. ⇒ Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco. ⇒ Acompanhar descarga de amônia. ⇒ Acompanhamento de perícias. ⇒ Organizar e acompanhar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). 267. ao trabalhador. sala 201 . reuniões. limpeza. ⇒ Acompanhamento de testes de EPI’s (vários fornecedores) e fazer contato com depto de compras. pois embora exerça suas atividades principalmente na melhoria das condições do ambiente de trabalho.

br 33 .3. 4. 121). RESPONSABILIDADE • Do Empregador • Cumprir as normas de segurança e saúde • Pagamento da previdência. porém fica excluída quando: • O empregado desobedece às ordens • O empregado provocou o acidente • Do Empregado • Cumprir as normas de segurança e saúde • Obedecer às ordens do empregador 4.Lajeado / RS .4 RECOMENDAÇÕES • Cumprir as normas de SST (NR) • Cumprir a legislação previdenciária • Treinamento • Documentar • SESMT atuante e eficiente • Audiometria seqüencial • Assistente e técnico Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. das prestações de acidente de trabalho NÃO EXCLUI a responsabilidade civil do empregador (art. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O Técnico de Segurança do Trabalho além das responsabilidades do dia a dia da profissão pode ser responsabilizado por danos que sua ineficiente atuação possa gerar ao trabalhador ou ao ambiente de trabalho.com.

porém.1979. as instalações e ao meio ambiente).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ou a perda. 267. ligado ao trabalho. permanente ou temporária.1 CONCEITO A definição legal é dada pelo Decreto 83. Há casos. embora não tenha sido a causa única. 2.Lajeado / RS . provocando lesão corporal ou perturbação funcional. podem ser encarados como tal: 1. sala 201 . aos produtos.080 de 24. haja contribuído diretamente para a morte . o acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro.br 34 . no exercício de sua atividade. a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área médica. o que ocasiona sempre perda de tempo. ou a redução da capacidade de trabalho. ACIDENTES DO TRABALHO 5. no seu Art. ou redução. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim à realização de um trabalho. de acidentes que. 4. Doença profissional ou do trabalho. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade. que cause a morte ou perda. Para a Segurança do Trabalho.01.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Advogado especializado e competente. 3.com. no seu “Regulamento de Benefícios da Previdência Social”. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. inclusive companheiro de trabalho. 221 que tem a seguinte redação: Acidente do trabalho é aquele que pode ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. da capacidade para o trabalho. 5. podendo advir outras conseqüências como danos materiais (aos equipamentos. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. o acidente que.

Incapacidade temporária: é a perda de capacidade do trabalho por um período limitado de tempo. etc. e) desabamento. no mesmo dia do acidente. no horário normal de trabalho. devido ao acidente. d) no trajeto da residência para o trabalho e vice versa. o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho. depois de algum tempo afastado do serviço.) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. incapacidade permanente ou morte do acidentado. em caráter permanente. sala 201 . a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa.com. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. c) ato de imprudência. c) em viagem a serviço da empresa. inundação ou incêndio. COM AFASTAMENTO: é o acidente que provoca incapacidade temporária. d) ato de pessoa privada do uso da razão.Lajeado / RS . inclusive companheiro de trabalho. inclusive de terceiro. como fazia antes do acidente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ofensa física intencional.2 CLASSIFICAÇÃO SEM AFASTAMENTO: é o tipo de acidente em que o acidentado pode continuar sua função normal. ou no próximo. 5.br 35 . e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. num superior a um ano. É aquela em que o acidentado. de negligência ou de imperícia de terceiro. em intervalo de trabalho. 5. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. de um dedo. (perda de um dos olhos. 267. Incapacidade permanente parcial: é a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. inclusive de propriedade do empregado. volta ao mesmo executando suas funções normalmente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. seja qual for o meio de locomoção utilizado.

traços de personalidade (percepção. 5. perturbação mental. sala 201 . capacidade de concentração. alcoolismo. b) falta de sinalização. São aquelas que expõem o trabalhador a um risco derivado da própria natureza da empresa ou do tipo de atividade a que ele está exposto. utilização de ferramental inadequado. INSTALAÇÕES: inadequadas: a) localização inadequada. sabendo que dele pode advir um acidente. inteligência. c) condições emocionais: tensão.3 CAUSAS DOS ACIDENTES * ATOS INSEGUROS: são aqueles atos praticados conscientemente pelo trabalhador. epilepsia.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. mesmo que a prótese seja possível).br 36 . negligência. dos dois pés. e) condições gerais: retirada ou neutralização de dispositivos de segurança. d) ferramental inadequado e ou defeituoso. displicência. manipulação de carga incorreta. b) fatores psicológicos: falta de aptidão. desobediência. escadas mal projetadas. rapidez de raciocínio). (perda de uma das mãos.Lajeado / RS . armazenamento contrário as normas de segurança. c) falta de proteção nas máquinas. 267. espaço físico deficiente. desatenção. * FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA: a) fatores fisiológicos: surdez. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. problemas psicomotores. * CONDIÇÕES INSEGURAS: são aquelas atribuídas ao ambiente de trabalho. que põe em risco a integridade física do trabalhador. d) não utilização de EPI.com. desconhecimento do processo ou da máquina. pé direto baixo. vestimenta inadequada. conflitos. insuficiência visual.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Incapacidade permanente total: é a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente. brincadeiras. piso irregular e ou escorregadio. curiosidade.

267. Esforço excessivo ou mau jeito . Batida por . k) armazenagem contrária às normas de segurança. vapor.quando o trabalhador bate o corpo ou parte dele contra objetos. 6. frio ou ruído excessivo. Queda da pessoa: a. 5. atingindo principalmente a coluna vertebral e a região lombar. de nível elevado. 9. Contato com eletricidade. Contato com temperaturas extremas e ou umidade. quando escorrega ou tropeça.Lajeado / RS . j) instalações elétricas. h) produtos químicos i) aerodispersóides (poeira. Prensagem entre . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. E FERRAMENTAS: inadequadas. 8. 2. etc. de movimentos brusco em más condições ou super esforço empregado. 3. EQUIP. sala 201 .quando o trabalhador é atingido por um objeto que cai devido à ação da gravidade. MÁQUINAS. MATÉRIA PRIMA: inadequada. 7. f) iluminação deficiente. g) calor. 5. adaptadas.4 TIPOS DE ACIDENTES 1. defeituosas.br 37 . TEMPO: exigência de alta produtividade.quando ocorre a prensagem do corpo ou parte dele entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois móveis. Batida contra . sem manutenção.quando o trabalhador sofre batida de objetos. sem proteção. Queda de objetos . Contato com produtos químicos. 4. umidade. de mesmo nível.). 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 2.com. quando cai de local mais alto. b. 3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho e) falta de ordem e ou limpeza.decorem da má posição do corpo.

Lajeado / RS .Fluxo da CAT. VII – Anexos: anexo I . caracterização do acidente do trabalho. emocionais. anexo II . MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT I – Apresentação. redução de produção e por conseqüência de lucro. V – Conceito. PARA O GOVERNO: pagamento do trabalhador encostado no INSS. 6. 5. III – Informações gerais. prestações e procedimentos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. definições.Formulário da CAT.br 38 . aposentadorias precoces por invalidez ou doenças ocupacionais.com. 3. 267. 2. ausência de contribuição social.5 CONSEQÜÊNCIAS 1. aumento de custo na folha de pagamento. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . financeiros. PARA A NAÇÃO: diminuição de trabalhadores ativos e aumento de inativos. PAGAMENTO DE SEGUROS para Indenização de acidentes e doenças ocupacionais. ausência do profissional treinado. II – Recomendações gerais.6 CONCLUSÃO Os acidentes do trabalho causam muitos problemas a todos e custam muito mais que investir em prevenção.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 5. 4. VI – Legislação. IV – Preenchimento do formulário CAT. PARA O TRABALHADOR: problemas físicos. PARA A EMPRESA: substituição do acidentado.

com. estatístico e epidemiológico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho I – Apresentação O objetivo deste manual. é assegurar o correto preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT. Cabe ressaltar a importância da comunicação. prevista no subitem 1. não apenas do ponto de vista previdenciário. 7 – apresentar a CAT. impressa em papel. sob pena de multa em caso de omissão. sala 201 . mas também trabalhista e social. observada a destinação das demais vias. que reterá a primeira via. verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos. tendo em vista as informações nele contidas. II – Recomendações gerais Em face dos aspectos legais envolvidos. dentre elas: 1 – não assinar a CAT em branco. 2 – ao assinar a CAT. 267.2. elaborado por equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS.Lajeado / RS . com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9.INSS e Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. de preferência com caneta esferográfica. 6 – evitar deixar campos em branco. desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico. em duas vias ao INSS. Instituto Nacional do Seguro Social . objeto deste manual foi prevista inicialmente na Lei nº 5. A comunicação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS. 5 – não conter emendas ou rasuras. A Lei nº 8. cabendo observar que o formulário Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 39 . regulamentada pelo Decreto nº 2. recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT. 3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico. 4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma.032/95. 8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser substituído por impresso da própria empresa.172/97. principalmente o completo e exato preenchimento do formulário.316/67.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS.3 – A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma. 1.br Tipos de CAT: CAT inicial. preenchido em quatro vias.Lajeado / RS . em caso de morte. 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. 267. sala 201 . típico ou de trajeto.2 – A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT. havendo ou não afastamento do trabalho. as seguintes ocorrências: Ocorrências: a) acidente do trabalho. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ocorrido após a emissão da CAT inicial.1 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho. comunicado anteriormente ao INSS. 3ª via – ao segurado ou dependente. ou doença profissional ou do trabalho. b) reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho. III – Informações gerais 1 – Comunicação do acidente 1. c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. CAT reabertura. 1.1. ocorrido com seu empregado. com a seguinte destinação: 1ª via – ao INSS. mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”.1 – Deverão ser comunicadas ao INSS.com.0 2ª via – à empresa. 40 . aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2. já CAT comunicação de óbito.173/97. cabendo a este comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT. de imediato à autoridade competente. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição. sucessivamente aumentada nas reincidências.

a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. pelo sindicato da categoria ou autoridade pública.com. motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa caberá ao representante desta comunicar o acidente.Lajeado / RS . a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente. na sua falta. 1.9. na falta deste.4 – Tratando-se de trabalhador temporário. a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS.6. só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado. compete ao OGMO e. o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente. no campo próprio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. 1. informando.5. 1. aeroviário.5 – No caso do trabalhador avulso. que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria. 1. registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e. salvo a reabilitação profissional. os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados.6 – No caso de segurado especial. embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente. pelo médico responsável pelo atendimento.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Marinha.8 – Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços. 1. ao seu sindicato preencher e assinar a CAT.br 41 .1 – Para este trabalhador.10 – Tratando-se de presidiário. sala 201 . no campo “CNAE”. médico-residente ou segurado especial.9 – É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade.1 – São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral.1 – Neste caso. do sindicato da categoria. 267. Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar).7 – Quando se tratar de marítimo. a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e. 1. 1. 1. ferroviário. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. os comandantes de unidades militares do Exército. 1. a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora. trabalhador avulso.

br 42 . 1. acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa.6.15. tanto a matriz quanto a filial. seus dependentes.12 – Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública prevista no subitem 1. 1.1. a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico.15 .com.11 – Na falta de comunicação por parte da empresa. 1.6.1 – A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT.13 – No caso de doença profissional ou do trabalho.Lajeado / RS . que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 1. com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7).14 – Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida. deverá ser emitida CAT por aquela empresa.1 – Deve ser considerada como sede da empresa a dependência. podem formalizá-la o próprio acidentado.1 – As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário.A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado. 267. o sindicato da categoria. 1. e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento. beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1.1. bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física. 2 – Comunicação de reabertura 2. 1. o que jurisdiciona a sede da empresa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. do atendimento médico ou da residência do acidentado.11. do local do acidente. quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS.

br 43 . atestado médico e data da emissão. que serão relativos à data da reabertura. 267. do óbito.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo 1. responsável pela emissão da CAT. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. IV – Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I.6. segurado ou seus dependentes. 3 – Comunicação de óbito 3. médico assistente. exceto quanto ao afastamento. sendo: (1) inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho.1 – O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional. sendo: Campo 2. último dia trabalhado. ocorrido após a emissão da CAT certidão de óbito e quando empregador. do laudo de necropsia. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o (1) (2) (3) (4) (5) CAT. Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia. sindicato. será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito.Lajeado / RS .2 – Na CAT de reabertura deverão constar às mesmas informações da época do acidente. constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. em decorrência de acidente do trabalho. autoridade pública (subitem 1. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura.1 da Parte III). Deverá ser anexada a cópia da houver. (3) comunicação de óbito – refere-se à comunicação inicial. (2) reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS).com. Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

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Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial. Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97: a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional; b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço; c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993. Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo: (1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora; (2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ; (3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física; (4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial. Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

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Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco. Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97). Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960. Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (2) feminino. Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado. Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS. Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor. Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade. Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco. Campo 20. Remuneração mensal – informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

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Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença. Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação. Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo: (1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90). Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando se tratar de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural. I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998. Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 33. Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do trabalho. Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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Campo 35. Campo 41. Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente. Campo 36.Lajeado / RS . quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. posto de trabalho. podendo ser máquina. sendo: (1) em estabelecimento da empregadora. equipamento ou ferramenta. atropelamento. Campo 38. nome da rua.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 34. Ex: 23/11/1998. ou produtos químicos. Campo 37. Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio. Campo 39. ainda que a jornada não tenha sido completa. 267. Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33. seja externa ou internamente. etc. Campo 42. (3) em via pública. Obs. do trabalho.br 47 . Obs. (2) em empresa onde a empregadora presta serviço.com. agentes físicos ou biológicos como benzeno. Descrição da situação geradora do acidente ou doença Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. – para doenças profissionais. UF .informar o nome do município onde ocorreu o acidente. ruído ou salmonela. sílica. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador. (4) em área rural.: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo). como uma prensa ou uma injetora de plásticos. rampa de acesso. ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado. sala 201 .). CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença. choque elétrico. (5) outros. Campo 40.informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente. Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente. no caso de constar no campo 35 a opção 2. Munícipio do local do acidente . Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda.

o preenchimento é dispensável. Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes. No caso de constar 1 (SIM).br 48 . Obs. Campo 44. fica dispensado o carimbo. I.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. após a emissão da CAT inicial.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença. quando houver. independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente. Obs. sala 201 . devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura. especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho. Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT.Lajeado / RS . . Quadro II – ATESTADO MÉDICO Deverá ser preenchido por profissional médico. Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT.4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS Campo 45 a 52. . Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial. Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito. e não benzenismo). No caso de acidente com morte. devendo ser apresentada a certidão de óbito e. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos. descrever a atividade de trabalho. deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente. a empresa deverá emitir CAT para a comunicação de óbito.no caso de doença. Campo 43.tratando-se de acidente de trajeto. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato. o laudo de necropsia. o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado.

sistemas ou aparelhos. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional. Obs. Exemplo: a) S93. concausas. objetivamente. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto. Exemplo: a) edema.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho. Campo 55. Campo 59. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10. Exemplo: a) entorse tornozelo direito. citando a parte do corpo atingida. informando a natureza. Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento. Campo 56. Campo 60. 4 – entorse e distensão do tornozelo. Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. b) M65. Houve internação? . 9 – sinovite ou tendinite não especificada. equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita. o diagnóstico. Exemplo: 15:10. Campo 61. Campo 54. 267. justificar. b) tendinite dos flexores do carpo.Lajeado / RS . utilizandose quatro dígitos para o ano.informar (1) sim ou (2) não. sala 201 . Local e data – informar o local e a data do atendimento médico. Exemplo: 23/11/1998.br 49 . Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico. Data – informar a data do atendimento. Campo 62. Campo 58. A data deverá ser completa. b) sinais flogísticos. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? informar (1) sim ou (2) não.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 53. mesmo que superior a quinze dias. como condições patológicas pré-existentes. se há recomendação especial para permanência no trabalho.com. edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. etc. Diagnóstico provável – informar. tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Campo 57. se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada.

V – Conceito. 1. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte.br 50 . assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade.2 – Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.172/97.1 – É considerado como acidente do trabalho. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. carimbo e CRM do médico responsável. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 1. prestações e procedimentos 1 – Conceito do acidente do trabalho e doença ocupacional. constatando-se que a doença não incluída na relação constante do Anexo II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a acidente do trabalho. b) a doença do trabalho. definições e caracterização do acidente do trabalho.2 – Em caso excepcional. desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. b) a inerente a grupo etário. com o segurado empregado. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. médico residente. a perda ou redução. Quadro III – INSS Campos de uso exclusivo do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.com. 1. nos termos deste item: a) a doença profissional. da capacidade para o trabalho. sala 201 .1 – Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura.172/97. c) a que não produz incapacidade laborativa. temporária ou permanente.1. trabalhador avulso. 267.Lajeado / RS .1.

sala 201 . c) ato de imprudência. inclusive de terceiro.com. ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. inclusive veículo de propriedade do segurado. IV – o acidente sofrido. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. e) desabamento. III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. d) independentemente do meio de locomoção utilizado. inundação. de negligência ou de imperícia de terceiro.br 51 . haja contribuído diretamente para a morte do segurado. incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. b) ofensa física intencional. c) em viagem a serviço da empresa. inclusive veículo de propriedade do segurado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva. para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho. 267. em conseqüência de: a) ato de agressão.3 – Equiparam-se também a acidente do trabalho: I – o acidente ligado ao trabalho que. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho. quando financiada por esta. d) ato de pessoa privada do uso da razão. 1.Lajeado / RS . ou de companheiro de trabalho. inclusive para estudo. qualquer que seja o meio de locomoção. e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. por motivo de disputa relacionada com o trabalho. embora não tenha sido a causa única.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.3. o empregado será considerado a serviço da empresa. o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência. 1. 1. 1. Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais. 1. f) no percurso da residência para o OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela. sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado.4 – Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional.2 – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles.5 – Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico. independentemente do meio de locomoção.3.1 – No período destinado à refeição ou descanso. 2 – Campo de Aplicação 2. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho.Lajeado / RS .7 – Será considerado como dia do acidente. cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro. deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado. resultante de outra origem. 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.6 – Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho. no local do trabalho ou durante este.com. tratando-se de trabalhador avulso. se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior. sala 201 . no caso de doença profissional ou do trabalho. 267.br 52 . refeição ou do trabalho.1 – As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado. 1.

volta ao trabalho.2 – Benefícios pecuniários: CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DA CESSAÇÃO BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS DATA DE INÍCIO VALOR Auxílio-doença (esp.16º dia de afastamento consecutivo para empregado. 267. -cessação da invalidez. . não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade.138. sala 201 .alta médica.2 – Não são devidas as prestações relativas ao acidente do trabalho: a) ao empregado doméstico. . 3. ou 50% do salário de benefício 100% do Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. -concessão de aposentadoria. doença.no dia em que o auxílio-doença Aposentadoria por invalidez (esp. 91) Acidentado do trabalho . 3.óbito.3 – A partir de 11/11/97. 2. exceto ao salário-família e à reabilitação profissional. -redução da .92) Acidentado do trabalho . .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 53 . . Prestações por acidente do trabalho ou doença ocupacional 3. . . especial ou idade pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer ou retornar à atividade sujeita a este regime. .morte. a condição de empregado. d) ao segurado especial. d) ao facultativo.Lajeado / RS .morte. de 28/12/90). -cessação da incapacidade.data do óbito. na empresa.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ao trabalhador avulso.com.dia seguinte a capacidade laborativa cessação do auxíliopor lesão acidentaria. c) ao autônomo e outros equiparados. ou .afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho.no dia seguinte à cessação do auxíliodoença. -morte por acidente do . b) ao empresário: titular de firma individual urbana ou rural.concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria.afastamento do trabalho por invalidez acidentaria. o aposentado por tempo de serviço. membro de conselho de administração de sociedade anônima. .volta ao trabalho. .94) Pensão Acidentado do trabalho Dependentes do teria início. . sócios que não tenham.1 – Serviço: reabilitação profissional. 2. c) ao médico-residente (Lei nº 8. -morte do 91% do salário de benefício 100% do Salário de benefício Auxílio Acidente (esp.data do afastamento demais segurados. diretor não empregado.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (esp. . Cód.93) Acidentado do trabalho trabalho.1 – Esta informação constará no campo de responsabilidade do INSS. 3.1 – Os acidentes são classificados em três tipos: Cód.Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho: a) o reinício será na data do novo afastamento.3 .1 .3 – acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou refeição para o local de trabalho e vice-versa). Cód. 4 – Caracterização 4. 4. quando o INSS responderá o quesito “É reconhecido o direito do segurado à habilitação ao benefício acidentário?”.Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário.4 . após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS. 3.br 54 . dependente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito. 3. salário de benefício Obs.2 – doença profissional ou do trabalho. sala 201 . até o máximo de 36 (trinta e seis).1 – acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa). quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante.: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor. b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado.213/91).com.A prestação de assistência médica não é atribuição do INSS. após análise administrativa dos dados sobre o acidentado e das circunstâncias da ocorrência e o devido enquadramento nas situações previstas na legislação pertinente (Lei nº 8. constante na CAT. reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura. 267. b) o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento.3.1.Lajeado / RS . -cessação da qualidade de dependente. apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão. que ocorrerá a partir do primeiro dia de afastamento para o trabalhador avulso.2. c) a “causa mortis” e o acidente.Após a habilitação o direito ao benefício dar-se-á posteriormente ao reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão.Comprovante de inscrição no INSS. . 4.1 .Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente do trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2. a data do recebimento. quando tratar-se de médico residente. munido da seguinte documentação: .Relação dos 36 últimos salários de contribuição apurados até 48 meses Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.2.Não é responsabilidade do INSS a caracterização do nexo técnico para fins de exame pré-admissional ou demissional da empresa.1 .Contrato de trabalho quando não constar na CTPS.2 – O INSS informará na CAT.Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS). 4.PIS/PASEP. o código da unidade. 4. 267.1. Habilitação dos benefícios acidentários 5.Lajeado / RS . segurado especial e médico residente e no caso de empregado a partir do 16º (décimo sexto) dia de afastamento do trabalho por acidente ou doença.Declaração do OGMO ou Sindicato para o trabalhador avulso. Cédula de identidade.2 . . sala 201 . carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica. Nos casos de morte a avaliação quanto ao nexo "causa mortis" e o acidente ou doença do trabalho ocorrerá após a comunicação do óbito ao INSS. sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS.Comunicado o acidente ou doença do trabalho o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS. para habilitação ao benefício.172/97. a doença e o trabalho e definição do grau de incapacidade pela perícia médica do INSS na forma prevista no subitem 4. . CPF.2 .br 55 . b) a doença e o trabalho.2. . o nº do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação. . 5.com.

213/91 com alterações da Lei nº 9.br 56 . 267. Termo de Tutela/Curatela.Lajeado / RS .032/95 e da Lei nº 9. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.2 O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos. visando a elucidação e comprovação dos fatos. . Decreto nº 2. para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho. . 5. bem como emitir pesquisas e diligências.Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. .Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão.Endereço completo com CEP atualizado.528/97.Outros que se fizerem necessários a cada caso. .Certidão de Nascimento dos dependentes e quando for o caso.173/97. Decreto nº 2. .172/97. sala 201 . . para concessão ou indeferimento do benefício acidentário.com. .Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial. VI – Legislação • • • Lei nº 8.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho anteriores ao mês do afastamento.Ocorrência policial (quando houver).

Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho VII .com. 267.Anexo I – Formulário CAT Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 57 . sala 201 .

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Anexo II – FLUXOGRAMA Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .Lajeado / RS .com. 267.br 58 .

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 7. o amarelo e o azul (ilust. 3). Para o químico. denominando-se o fenômeno síntese aditiva (ilust. produzem todas as cores do espectro. Classificação das Cores Cor geratriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis que. Para os que trabalham com cor-luz. às vezes denominadas cores de refletância ou cores-tinta) as cores indecomponíveis são o vermelho. as primárias são: vermelho. 2).2. 267. verde e azul-violetado. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. objetivando a prevenção contínua de acidentes na empresa. misturadas em proporções variáveis.br 59 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 7. sala 201 . A mistura dessas três luzes coloridas produz o branco.1 Objetivo da Sinalização de Segurança A sinalização de segurança visa organizar e identificar situações de risco nos setores de trabalho.Lajeado / RS .com. o artista e todos os que trabalham com substâncias corantes opacas (cores-pigmento. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 7.

267. Segundo Helmholtz.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Desde a época de Newton.com. A mistura dessas três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa. A superposição de filtros coloridos magenta.br 60 . excluindo-se o verde puro.esverdeado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Desde as experiências de Lê Blond em 1730. amarelo e anil. Nas artes gráficas. formando os seguintes pares: vermelho e azul. ou por transparência em retículas. Cor secundária . amarelo e ciano. o amarelo e o dano.é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. azul e laranja. sala 201 . pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente. as primárias são o magenta. Em Física. adota-se em Física a formulação de que cores complementares são aquelas cuja mistura produz o branco. produz igualmente o cinza-neutro. amarelo. complementando uma a outra. essas cores vêm sendo consideradas primárias.Lajeado / RS .é a cor formada em equilíbrio óptico por duas cores primárias. interceptando a luz branca. reduzindo-se assim para três as quatro cores primárias de Leonardo da Vinci (vermelho. Cor complementar . verde e azul). todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples. cores complementares significam par de cores. Cor terciária .

são necessários o branco e o preto. violáceos. podemos classificar como indução as manifestações dos contrastes simultâneos de cores. parecerá quente. e o verde.br .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Cores quentes . frente a vários azuis. 61 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. parecerá frio.são o vermelho e o amarelo. a luminosidade e a saturação. vermelhos e amarelos de suas composições. Cor aparente ou acidental é a cor variável apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influência de outras cores próximas. dependendo da percentagem de azuis. Cor natural é a coloração existente na natureza. 267. Nessa indução reside a essência da beleza cromática. dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromática. Cor induzida é a coloração acidental de que se tinge uma cor sob a influência de uma cor indutora. Um verde médio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. numa escala de amarelos e vermelhos. e as demais cores em que eles predominem. Cores e tons . uma cor tanto poderá parecer fria como quente. Para a reprodução aproximada de sua infinita variedade. na impressão gráfica. Cores frias . O mesmo verde. Além disso. Em certa medida.com. carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes. das mutações cromáticas e do fenômeno da cor inexistente. além das cores primárias.Lajeado / RS .são o azul. Os verdes. sala 201 .A aparência da cor se caracteriza por três valores: a tonalidade. bem como as outras cores predominadas por eles.

partindo-se do mais claro até o mais escuro. O poder de excitação.É a característica qualitativa de uma a cor. naquele entram.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Se neste entram apenas os elementos físicos (luz) e fisiológico (o olho). podemos citar o fato de um lençol branco nos parecer sempre branco. quando em realidade ele é tão amarelo quanto a luz incandescente. vermelho. ou vice-versa. a cor apresentada por eles quando iluminados pela 62 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. um texto. verde. 267.com. vice-versa. Por exemplo. mas também da superfície que ocupa e das cores vizinhas (sobretudo do fundo). que incorpora aos objetos. Uma forma (um objeto. Considera-se mais saturada. amarelo. por uma codificação do cérebro. Luminosidade . PERCEPÇÃO DA COR O fenômeno da percepção da cor é bastante mais complexo que o da sensação. como uma de suas características físicas. Quando uma cor se encontra em sua máxima força e não contém nenhuma fração de branco e preto. Pode-se dizer também. ou matizes diferentes por que pode passar uma cor. a cor que menos branco ou preto contiver. Exemplificando. os dados psicológicos que alteram substancialmente a qualidade do que se vê. que se especifica com os termos azul.br . que é a gradação de uma cor. Na maioria das vezes não atentamos para a diferença de coloração e continuamos a considerar branco o lençol. não depende unicamente de sua tonalidade. por meio emprego adequado das cores. Saturação .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Tonalidade . além dos elementos citados.É a característica quantitativa de uma cor.É a capacidade de reflexão da luz. tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violácea de mercúrio. etc) pode reforçar-se sem aumentar e. como tão violáceo quanto a luz do mercúrio que o ilumina. claridade ou saturação próprias. quando iluminado por ela. o rosa é menos saturado que o vermelho porque contém branco.que depende da quantidade de preto ou gris que contém e faz com que uma cor se aproxime mais ou menos do branco (luminoso) ou do preto escuro). ou quanto mais pura for. É o efeito produzido pelo suavizamento ou escurecimento de uma tinta pela adição do branco ou preto. sala 201 .Lajeado / RS . etc. diz-se que tem saturação máxima. o valor como estimulante da atenção que uma cor provoca.

Apesar de ser forte. atenuando as restantes com branco ou preto. devido à ação simultânea das complementares. com Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Na percepção distinguem-se três características principais que correspondem aos parâmetros básicos da cor: matiz (comprimento de onda).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. atenuado ou modificado pela influência das cores justapostas. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. Contraste de branco ou preto: dá-se no claro escuro entre o branco. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros das cores.O contraste branco-preto tem um valor médio. e é muito escassa também a do azul-verde.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho luz solar. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. que irrita os olhos. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. Contraste de saturação: produz-se pela modulação de um tom saturado. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. que irrita os olhos. As principais formas de contrastes geralmente consideradas como meios ótimos de expressões cromáticas são: Contraste de tom: o mais contrastante é o de duas complementares empregadas sem modulações intermediárias. Contraste: o contraste simultâneo se baseia no princípio de que nenhuma cor tem valor por si mesmo. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros. transformando em valor subjetivo as cores permanentes dos corpos naturais. o preto e o cinza. Visibilidade das cores As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. e sim que se matiz é acentuado. 267. puro.O contraste branco-preto tem um valor médio. não resulta ofensivo caso se procure ressaltar uma só. sala 201 .br 63 . e é muito escassa também a do azul-verde. devido à ação simultânea das complementares.Lajeado / RS . As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. valor (luminosidade ou brilho) e croma (saturação ou pureza da cor).

Contraste de superfície: baseia-se no equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas cores e seu grau de calor: menor espaço para as cores quentes e mais espaço para as frias.seja por exemplo. isto é o vermelho. As letras cinzas são sempre relativamente legíveis sobre qualquer fundo de cor: tem maior destaque sobre o branco. 64 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . cuja cor não muda. sala 201 . o verde por sua vez. Letras vermelhas sobre fundo preto. em que tantas vezes útil selecionar cores que se intensificam reciprocamente. se fixarmos atentamente estas cores as veremos tomar cada uma a tonalidade complementar da vizinha: é o contraste de tonalidade.com. o violeta e verde justaposto:ao violeta acrescenta-se a cor complementar do verde. É grande a importância deste fenômeno de contrastes simultâneos na elaboração de cartazes. são mais visíveis: Letras pretas sobre fundo branco.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que se torna ainda mais nítido para os quadrados primeiro (verde) e último (violeta). Letras brancas sobre fundo azul. e sua tonalidade torna-se amarelada. Letras vermelhas sobre fundo branco. e o violeta adquire um tom púrpura. chamam mais a atenção. e resultam da irritação e cansaço de um ponto da retina. 267. Depois.br . complementar do violeta. principalmente da letra sobre fundo. várias experiências psicotécnicas têm mostrado que certos contrastes garantem a maior legibilidade de longe.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho preto. por isso. e. branco ou cinza. Por exemplo. Letras azuis sobre fundo branco. Letras amarelas sobre fundo preto. Letras brancas sobre fundo vermelho. recebe o amarelo. Assim. Estes fenômenos são de ordem fisiológica.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 65 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a primeira parece maior. 267. uma muito luminosa e a outra escura.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES) Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis para o emprego de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores elétricos. em conseqüência de um fenômeno de irradiação entre duas superfícies da mesma dimensão. Em geral. sala 201 . Do mesmo modo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O grau de legibilidade de letras coloridas sobre fundos de cor será mais ou menos acentuado segundo mais ou menos abertas as letras. 7. porque a cor escura do fundo absorve a cor clara da letra.Lajeado / RS .com. a letra tem de ser mais forte. com a finalidade de facilitar a identificação e evitar acidentes. uma letra escura sobre fundo claro é o mais legível de mais longe que o inverso e se utilizaria uma cor clara em fundo escuro.

NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. empregadas para identificar e advertir contra riscos. especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho.4. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível. a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.com.alumínio. . A indicação em cor.Lajeado / RS . 26.púrpura.preto. .1. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho. 26. 267. Cor na segurança do trabalho. . podendo ser complementada por normas específicas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Esta Norma aplica-se a identificação de tubulações de maneira geral. .5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA) 26. 7. .amarelo.marrom.br 66 . 26. . 7. delimitando áreas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos. As cores aqui adotadas serão as seguintes: .lilás. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.cinza. .1. 26. será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras.verde.5. sempre que necessária. . sala 201 . .1.5. indicadas pela necessidade de determinadas atividades. confusão e fadiga ao trabalhador.1.1.laranja.azul. identificando os equipamentos de segurança.1. 26. 26. a fim de não ocasionar distração.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA) Objetivo: Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes.2. . .1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.vermelho.3.1. Esta Norma Regulamentadora .branco.

Lajeado / RS .Alerta).tubulações.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.espelhos de degraus de escadas. .1. A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: .partes baixas de escadas portáteis. Amarelo. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco.em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.corrimões. .indicações de extintores (visível a distância.sirenes de alarme de incêndio.com. . .rede de água para incêndio (sprinklers).caixas com cobertores para abafar chamas.transporte com equipamentos de combate a incêndio. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo.5. Em canalizações.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. . 267. .3. . deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não-liquefeitos. . É empregado para identificar: . . sala 201 . por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa . para extinção de incêndio.2.br 67 . .1. parapeitos. . . moldura da caixa ou nicho). . assinalando: .nas luzes a serem colocadas em barricadas.5.hidrantes.portas de saídas de emergência. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!".mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).caixa de alarme de incêndio. 26.bombas de incêndio. . dentro da área de uso do extintor). suporte.baldes de areia ou água. .localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel.extintores e sua localização. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. .

com. .localização e coletores de resíduos.Lajeado / RS . . com listras pretas. . . colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar. . .bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. Branco. . .localização de bebedouros. por meio de sinais. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização. etc.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho . .5. sala 201 .cavalete. etc. .bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). .pára-choques para veículos de transportes pesados.bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poços. . vigas. tratores industriais..paredes de fundo de corredores sem saída.1.fundos de letreiros e avisos de advertência. caçambas e gatos-de-pontes-rolantes.áreas destinadas à armazenagem. por meio de faixas (localização e largura).passarelas e corredores de circulação. O branco será empregado em: . vagonetes.faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. . . etc.áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência. 26..4. postes.comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco.meios-fios. porteiras e lanças de cancelas. .zonas de segurança.pilastras. . 267. . onde haja necessidade de chamar atenção.direção e circulação. entradas subterrâneas.) e de plataformas que não possam ter corrimões. .vigas colocadas a baixa altura.equipamentos de transporte e manipulação de material. . pontes-rolantes.cabines. guindastes. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. tais como empilhadeiras.br 68 . escavadeiras.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. reboques.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança".emblemas de segurança.dispositivos de segurança. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. . . . .avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.caixas de equipamento de socorro de urgência. etc. quando condições especiais o exigirem.fontes lavadoras de olhos. . Azul. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. O preto poderá ser usado em substituição ao branco.Lajeado / RS .br 69 . 26. Deverá ser empregado para identificar: . . O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante.chuveiros de segurança. sala 201 .localização de EPI. ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. asfalto. alcatrão. boletins. Será também empregado em: . ou combinado a este.5.quadros para exposição de cartazes. . ou fontes de energia dos equipamentos. Preto. caixas contendo EPI. de partida.5. avisos de segurança.caixas contendo máscaras contra gases.6. .mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).porta de entrada de salas de curativos de urgência.1.).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. etc. . . .prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção.. que deverão permanecer fora de serviço.1. . piche.7.canalizações de água.5. 267.1. O azul será utilizado para indicar "Cuidado!". 26.macas. óleo combustível.com.5.canalizações de ar comprimido. .

.11. Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: .recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados. A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.partes móveis de máquinas e equipamentos. borda de serras. . . b) Cinza escuro . 26.5.faces externas de polias e engrenagens. prensas. Cinza a) Cinza claro . 26.deverá ser usado para identificar eletrodutos.sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. . As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis.locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados.1.9.dispositivos de corte.8.5.1. . Púrpura. .5.faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos.br 70 . Deverá ser empregada a púrpura em: . .1.partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. 26.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.botões de arranque de segurança.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. . 267.5. sala 201 .10.1.portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade.com. .canalizações contendo ácidos.

26.6.1. processamento.4. pressões. durante o seu manejo.3. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado.com. os depósitos ou tanques fixos que armazenem fluidos deverão ser indicados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e que. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores. radioativo.Lajeado / RS .3.3.4. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação.br 71 . transporte.5. 26. a) Para fins do disposto no item anterior. 26. 26. Para fins de segurança. temperatura.).2. Marrom O marrom pode ser adotado. Obrigatoriamente. a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes. As canalizações industriais.1. 267. 26. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos.12.13.3.1. para condução de líquidos e gases.5. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. isoladamente ou não. querosene. quando necessário.5. gasolina. óleo lubrificante. deverão receber a aplicação de cores. equipamentos. ambiente de trabalho. 26. sala 201 . 26.4.3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. óleo diesel. 26. pureza. a critério da empresa. considera-se substância perigosa todo material que seja. oxidante. embalagem. para identificar qualquer fluído nãoidentificável pelas demais cores. Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas. corrosivo.). O sentido de transporte do fluído. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração. armazenamento. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.3. O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. em toda sua extensão. preto ou verde. etc.3.1. 26. tóxico. aplicadas sobre a cor básica. etc. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. 26. a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes. 26. O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.2.3.

5. aéreo e intermodal. Rotulagem preventiva.6.3.indicações de risco. . etc. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País. dever-se-á adotar o seguinte procedimento: . .6.2.6. derrame ou vazamento. 26. o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. 26. abrangendo aquelas a serem tomadas. . 26.informações para médicos.5.medidas preventivas. 267. A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item.5.palavra de advertência designando o grau de risco. No cumprimento do disposto no item anterior."Perigo". .nome técnico do produto. não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto.1. 26. redigidas em termos simples e de fácil compreensão.6. com propriedades que variem em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente.As palavras de advertência que devem ser usadas são: . precisas.6.4.Lajeado / RS . para substâncias que apresentem risco médio. o rótulo especificando a natureza do produto químico.primeiros socorros. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: . 26. Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves.1. para permitir a escolha do tratamento médico correto. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso. manipulação e armazenagem do produto. Exemplo: "Ácido Corrosivo". "Composto de Chumbo". Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais.6.instruções especiais em caso de fogo. A linguagem deverá ser prática. Onde possa ocorrer misturas de 2 (duas) ou mais substâncias químicas. 26.nome técnico completo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. 26. a identificação deverá ser adequada.br 72 . para indicar substâncias que apresentem alto risco. no caso de acidente.6.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Palavra de Advertência .6. . . 26."Cuidado". sala 201 . marítimo. quando for o caso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em casos de acidentes.com. Em qualquer situação. . Na movimentação de materiais no transporte terrestre.

Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural. CALOR: NR – 15 ANEXO 3 Limites de Tolerância para exposição ao calor 1."Atenção". Medidas Preventivas . Limites de Tolerância para exposição ao calor. para substâncias que apresentem risco leve. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. Primeiros Socorros .  Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0. 1.Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro Nº 1 73 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. à altura da região do corpo mais atingida.7 tbn + 0.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho . Exemplos: "Mantendo Afastado do Calor. sala 201 . "Nocivo se Absorvido Através da Pele". As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco  2. 267.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0.1 tbs + 0. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis".Lajeado / RS . 3.br . Indicações de Risco .com. 8. etc.Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados.As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas equações que seguem.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.7 tbn + 0. Em função do índice obtido.

1 à 31. A determinação do tipo de atividade (leve.9 28.2 acima de 32.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 1 Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho Tipo de atividade (por hora) Freqüência Trabalho contínuo 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho.0 28.4 30.1 à 29.5 à 30. 2. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.9 26.0 acima de 31.com.7 à 31. 2. moderada ou pesada) é feita consultando-se o Quadro Nº 3.4 31.0 Limites de Tolerância para exposição ao calor. 267.0 à 30.0 30.br 74 .0 à 27.1 acima de 30. Para os fins deste item. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro Nº 2. 1.4 29. considera-se como local de descanso. ambiente termicamente mais ameno.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.8 à 28. sala 201 .0 Pesada até 25.7 26. sem adoção de medidas adequadas de controle. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve. 3.2 Moderada até 26. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso). Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .0 25.1 à 25.5 à 32. Leve até 30.

Lajeado / RS . Tt e Td = como anteriormente definido. Mt = Taxa metabolismo no local de trabalho. 267. Tt = Somas dos tempos.com. no local de trabalho. em que se permanece no local descanso. em que se permanece.5 26. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.0 25.0 28.5 27.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. 3. em minutos. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho.5 25. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.5 30. em minutos. sendo Tt e Td = 60 minutos corridos. Md = Taxa de metabolismo no local de descanso. Td = Soma dos tempos. As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro nº 3. determinada pela seguinte fórmula: M = Mt x Tt + Md x Td 60 Sendo: M = Taxa metabolismo ponderada para 1 hora.5 26.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.br 75 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 2 M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30.

sala 201 . trabalho moderado de levantar ou empurrar. De pé. movimentos vigorosos com braços e pernas. 550 Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 76 . Trabalho moderado Sentado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em máquina ou bancada. Em movimento. empurrar ou arrastar pesos (ex.com. QUADRO Nº 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de atividade Sentado em repouso Trabalho leve Sentado.: dirigir). trabalho leve.: datilografia). movimentos moderados com braços e tronco (ex.: remoção com pá). com alguma movimentação. Sentado. principalmente com os braços. De pé. movimentos moderados com braços e pernas (ex. trabalho leve em máquina ou bancada. Trabalho fatigante. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos efeitos legais. Trabalho pesado Trabalho intermitente de levantar.Lajeado / RS . De pé. trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação. 267.

ANÁLISE Confrontando os Níveis de Temperatura de funcionamento da referida Câmara Fria de Congelamento com temperatura de 0ºC à -40ºC e os túneis de congelamento com temperatura de -70ºC. Frio NR-15 Anexo 9 1.Lajeado / RS . temperatura de armazenamento controlado através de termostato. 267. considera como atividades ou operações insalubres por Frio. sem a proteção adequada. quando esta for executada em desacordo com a tabela I que segue abaixo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. conforme NR – 15 anexo 9 – FRIO. OBJETIVO Verificar se o trabalho do empregador no interior da Câmara Fria fazem jus ao adicional de Insalubridade de Grau Médio 20%. é aquele que considera insalubre uma atividade ou operação. localizada no xxxxxxxxxxxxxxxxxx. Anexo 9. NR-15. A nossa legislação. tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com tempos máximos de exposição. que exponham os trabalhadores ao frio. através da Portaria Ministerial 3. sala 201 . As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. ou em locais com condições similares. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 9.com. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. realizamos inspeção da Câmaras Frias e de Congelamento. desde que alternado com recuperação térmica em local fora do ambiente considerado Frio.Limites de tempo para exposição a baixas temperaturas para pessoas adequadamente vestidas para exposição ao Frio Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 77 . DESENVOLVIMENTO No dia xxxxx ás 14 horas. ou em locais que apresentem condições similares. A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de temperatura. TABELA I . aquelas executadas no interior de Câmara Frigorífica. O critério técnico é simples e de fácil aplicabilidade recomendado pela FUNDACENTRO.214/78.

0 à -56.214/78) A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério implicando em uma série de inconvenientes que afetarão a saúde. bem como em algumas zonas temperadas.Lajeado / RS . como as câmaras frigoríficas de conservação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho RIO GRANDE DO SUL – ZONA CLIMÁTICA MESOTÉRMICA Faixas de temperaturas +10.com. sendo o restante da jornada cumprida obrigatoriamente fora do ambiente frio.0 à -17.9ºC -57.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. no período de inverno. Estudos realizados nas indústrias norte-americanas. Tempo total de trabalho no ambiente frio de uma hora.br 78 .15 DA PORTARIA 3. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos. sala 201 . sendo quatro períodos de uma hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica. Trabalhos ao ar livre em climas frios são encontrados em regiões e grandes altitudes.0ºC abaixo de 73. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternado-se uma hora de trabalho.(ANEXO 9. O aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas foi atribuído à perda da destreza manual. NR .0 à -73. -18. que implicam em exposições a temperaturas bastante reduzidas. fora do ambiente frio. o conforto e a eficiência do trabalhador.9ºC Máxima exposição diária permissível Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos. por uma hora recuperação térmica. o frio intenso é ainda encontrado em ambientes artificiais. Fora das atividades realizadas ao ar livre.0ºC CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS FRIO . no início do século xx. fora do ambiente frio.0 à -33.9ºC -34. Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for à vestimenta. sendo dois períodos de trinta minutos com recuperação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio. evidenciaram que a incidência de lesões por acidentes era menor a uma temperatura de 18ºC que em outras inferiores ou superiores a esta.

267. e o corpo decresce o fluxo de sangue para a pele. aumenta a taxa de calor perdido da pele para o ambiente. A produção de calor diminui e a perda de calor aumenta. e não ocorrem ações do sistema de controle fisiológico para manter a temperatura normal do corpo.br 79 . Na faixa de temperatura operativa entre 29°C e 31°C para pessoas desnudas e 23°C a 27°C para pessoas vestidas. sala 201 . Se o calor gerado ou o aumento de vestimentas balanceia a maior perda de calor. A vasoconstrição periférica é a primeira ação reguladora que ocorre no organismo. Se todas as reações de controle forem inadequadas. Se ocorre uma diminuição na temperatura operativa. a temperatura interna do corpo é mantida. provocando uma seqüência de reações no organismo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho EFEITOS DO FRIO Os efeitos causados no organismo dependem principalmente da temperatura do ar. com conseqüentes distúrbios. o corpo gera calor através de atividade espontânea. tensão muscular ou tremor.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. por exemplo). A pele fica também mais seca e menos condutora térmica. Se a temperatura operativa diminuir mais ainda. Se a temperatura interna do corpo cair mais de 2°C abaixo dos 37°C (35°C).Lajeado / RS . As condições externas onde isto ocorre definem a zona de regulação vasomotora contra o frio. O fluxo sangüíneo é reduzido em proporção direta com a queda da temperatura. o corpo entra na zona de resfriamento do corpo. com atividade sedentária. A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo entre a produção e a perda de calor. velocidade do ar e da variação do calor radiante. Isto resfria a pele e tecidos adjacentes e mantém a temperatura interna do corpo. Esta faixa é chamada zona de regulação por procedimento contra o frio.com. Temperaturas internas 6°C abaixo dos 37°C (31°C) podem ser letais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Esta zona é chamada zona neutra. Todos estes fatores influem no equilíbrio homeotérmico do corpo. aumentam as chances de cair a temperatura superficial e interna do corpo.a pessoa perde eficiência (movimento das mãos. Para isto não ocorrer. Nesta zona cada indivíduo tem uma temperatura neutra onde o ambiente não é nem quente nem frio. ou a pessoa providencia mais vestimentas. não ocorre aquecimento ou resfriamento do corpo ou aumento nas perdas evaporativas. quando se inicia uma excessiva perda de calor.

sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando a temperatura corpórea fica abaixo de 35ºC. até o momento. com o intuito de realizar medições do intercâmbio de calor com o meio. resultando um aumento da produção de calor e uma maior atividade muscular. a temperatura do corpo vai decrescendo. o número de contrações musculares por unidade de tempo é elevado. podemos reproduzir diversas condições de exposição ao frio. inibindo a atividade dos mecanismos termocontroladores do Sistema Nervoso Central. com a qualidade de calor perdido pelo mesmo. pois este modelo esta longe de igualar-se ao complexo mecanismo fisiológico que constitui o organismo humano. da pressão arterial e da taxa metabólica. O uso de esferas. Variando-se a temperatura e velocidade do ar no interior da câmara. o hipotálamo perde a capacidade termoreguladora e as células cerebrais são deprimidas. por exemplo. Não existem. onde o manequim de cobre é mantido com temperatura igual à do corpo humano através de um aquecimento elétrico controlado por um termostato. desencadeando um tremor inconsolável (tiritar) para produzir calor. cilindros e mesmo um manequim de cobre tem sido uma constante no estudo do ambiente. evoluindo para sonolência e coma. AVALIAÇÃO Embora os mesmos fatores ambientais analisados e considerados no estudo do calor influam na intensidade da exposição ao frio. tem-se construído modelos engenhosos que procuram simular o processo que envolve a perda de calor. Se a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio. No entanto.Lajeado / RS . pouco se conhece sobre a sua quantificação e controle. 267.com. relacionar a corrente elétrica necessária para manter a temperatura do manequim constante. A perda de calor através de respiração. Quando a temperatura do núcleo do corpo vai abaixo de 29ºC. a -10ºC esta perda é duplicada. Podemos. não é considerado nesta experiência e sabe-se que a 20ºC o organismo perde 8 kilocalorias por hora. ocorre diminuição gradual de todas as atividades fisiológicas: cai a freqüência do pulso.br 80 . índices especiais tão completos e detalhados que permitam uma validação correta e precisa das condições de exposição ao frio intenso. Este cálculo é apenas aproximado. Realizam-se experiências no interior de câmaras frias.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. No tremor. O estudo mais profundo desta perda de calor pela Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. desta forma.

Quando na Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. molhados ou apertados. anulando. pessoas adequadamente vestidas tem pouco a temer. mesmo para pessoas adequadamente vestidas. aliada a outros fatores. EDUCAÇÃO E TREINAMENTO Informar ao trabalhador quanto à necessidade do uso de vestimentas adequadas e a troca de roupas e calçados quando estiveram úmidos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Em ambientes frios. Sabe-se que os efeitos de exposição ao frio intenso não aumentam numa relação linear com a velocidade do ar. com a raiz quadrada desta. Para temperaturas que se encontram entre -30ºC e -50ºC há considerável perigo. sala 201 . As experiências mostraram que o fluxo de ar que circula no organismo humano é fator de grande influência no esfriamento do mesmo. por algum tempo. Em temperaturas menores que -70ºC há um sério risco à sobrevivência. O resultado é uma intensa sudorese. pode-se afirmar que a uma temperatura de 0ºC e velocidade do ar de 6 m/s é equivalente a uma temperatura de -10ºC e velocidade do ar 0 m/s. assegurando a adequada irrigação do sangue às extremidades. A pesada vestimenta não permitirá o suficiente esfriamento por evaporação.com. para temperaturas superiores a -30ºC. quando o mesmo é mais necessário. Como exemplo. deve-se conservar o calor do corpo para manter a temperatura do cérebro ao redor de 37ºC. pois se acredita que a mesma. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO A profundidade humana depende da integridade funcional do cérebro do homem.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho respiração é de real importância. E sim. A experiência das Forças Armadas Norte-Americanas mostrou que. quando nos deslocamos rapidamente em um ambiente frio que não apresenta correntes de ar significativas. A tendência do inexperiente é vestir-se demais. 267. A discrepância entre os isolamentos necessários para períodos de descanso é um dos maiores problemas para trabalhadores que executam tarefas externas e ficam por longos períodos em clima frio. Uma considerável quantidade de suor é acumulada na vestimenta e contínua a evaporar durante o período de descanso subseqüente. enquanto o indivíduo trabalha. A perda de calor por convenção pode ser claramente notada. seja a principal causadora dos ataques cardíacos sofridos por indivíduos mais expostos ao frio. tentando manter o equilíbrio calórico do corpo. com fraca movimentação de ar.Lajeado / RS .br 81 . o isolamento adequado.

br 82 . 20%. temperatura no interior do local considerado.Lajeado / RS . número de penetrações no local do frio. em condições que. evitar exercícios violentos. sala 201 . apesar das prolongadas pesquisas realizadas em laboratório e nas expedições polares. ser mais abrangente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. tem demonstrado sua aclimatação local evidenciada pela maior irrigação de sangue nas mãos. em climas frios. condições de ventilação e outras. portanto. para evitar as perdas calóricas se produz uma vasoconstrição periférica. que permite aos indivíduos trabalharem com eficácia. para manter ativa a circulação periférica.15 anexo 9. Assim. ocorre insalubridade. Trabalhos realizados sob baixas temperaturas caracterizam-se como insalubres em grau médio. A avaliação deve. ou tempo de permanência acima dos quais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. seriam intoleráveis. O anexo 9 da NR –15 da Portaria Ministerial 3. seco e em movimento. 267. bem como fora dele.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho sala de repouso. e para evitar choques térmicos quando retornar ao trabalho. A permanência em ambiente frio determina a atividade de distintos mecanismos de termoregulação do organismo. manter-se quente. atividade desenvolvida. originalmente.com. origina-se uma maior quantidade de calor devido ao hipertono muscular. Nos intervalos de almoço. verificando a presença do “choque térmico”. Ao mesmo tempo. que permanecem quentes e mais funcionais do que as de pessoas não totalmente aclimatizadas. para não haver dispersão de calor excessivo.214/78 não estabelece limites em termos de graus de temperatura abaixo dos quais. como jogos coletivos. Conforme NR . tempo de permanência. ocorrem alterações fundamentais nas respostas termoreguladoras. realizando exercícios freqüentes com os braços. Este fenômeno é denominado ACLIMATAÇÂO. umidade relativa do ar. ao aumento do trabalho muscular voluntário e à reposição calórica. ACLIMATAÇÃO Após uma longa exposição a um ambiente que apresenta condições extremas. como excesso de calor ou de frio. não existe uma evidência fisiológica de aclimatização genérica ao frio. as pernas e os dedos das mãos e pés. Indivíduos que trabalham ao ar livre. No entanto. considerando os equipamentos de proteção individual utilizados.

BOTA ESPECIAL TÉRMICA. CALÇA. epiléticos. Quanto maior é a diferença entre a temperatura da pele e a do ar circulante. Exames médicos pré-admissionais Quando é realizada a seleção de profissionais para a execução de trabalhos em câmaras frias.Lajeado / RS . Recomendam-se períodos de trabalho intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho REGIME DE TRABALHO O trabalhador não deve permanecer por longos períodos em ambientes com frio intenso. MEIA DE LÃ. reduzem-se os índices de doenças devidas ao frio. 267. maior é o isolamento necessário para manter o microclima que cerca a pele. sendo necessário um menor isolamento para manter o equilíbrio entre o calor produzido e o perdido. alcoólatras. Vestimenta adequada Quando a exposição às intempéries é inevitável. RECOMENDAÇÕES Recomendamos O USO DE ROUPA COMPLETA TÉRMICA (JAPONA TÉRMICA.br 83 . há um aumento de produção de calor. os portadores de problemas articulares e os que tenham doenças vasculares periféricas. Quando o corpo se encontra em atividade.com. fumantes. aqueles que já tenham sofridos lesões devidas ao frio. os que possuem “alergia” ao frio. recomenda-se a mudança do setor de trabalho a um adequado tratamento médico. Aos que apresentarem essas alterações. TOUCA E CAPUZ para todos os empregados que entram nos Câmaras Frias e Túneis de Congelamento.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a níveis confortáveis. que constituam uma barreira isolante entre a superfície quente do corpo e o meio ambiente frio. os trabalhadores devem estar providos de roupas de proteção. CUECÃO. para evitar o choque térmico). Com este controle. devem-se excluir os portadores de diabetes.

000 e 10. Acima de 1000 novos produtos são produzidos pela indústria química em cada ano. Estima-se que existam entre 5.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10. • Explosão de Ciclohexano em Flixborough na Grã-bretanha vitimando 28 pessoas e atingindo 89 habitantes. num prédio em construção na zona sul de São Paulo. É certo que estes produtos químicos tem provocado melhorias na qualidade de vida da população. verificamos que a exposição aos riscos químicos tem aumentado assustadoramente.000 produtos causadores de danos ao organismo humano e que aproximadamente 200 destes seja. cancerígenos. atingindo 30 pessoas e provocando a evacuação de 22. Citamos alguns exemplos: • Desastre ocorrido em Bhopal na Índia em 1984 pela liberação de Metil-Isocianato e que resultou em um número de mortos superior a 2. • No mesmo mês. • Em janeiro de 1995 uma equipe de pedreiros tentava retirar as madeiras que envolviam a caixa da água.000 habitantes. INTRODUÇÃO Atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de Produtos Químicos são produzidos por ano.000 e cerca de 20. dois operários faziam a impermeabilização de uma caixa da água e sofreram intoxicações pelos gases dos produtos utilizados no serviço. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. RISCOS QUÍMICOS 10. em Sorocaba-SP. a mais de seis metros de altura. O uso e armazenamento inadequados destes produtos podem ocasionar danos à saúde dos trabalhadores e das populações residentes nas proximidades. mas.1. 267. Um deles caiu de uma altura de quase oito metros e o outro ficou dependurado no andaime. quando consideramos os locais de trabalho e o meio ambiente. • Liberação acidental de Dioxina em Seveso na Itália em 1976. existindo cerca de 7 milhões destes agentes.com. O pedreiro João Pereira de Souza morreu após inalar o gás expelido pela caixa. sala 201 . Casos graves de incêndios e explosões são bem conhecidos. e durante o trabalho foi constatado que nenhum deles usava máscaras contra gases.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . Todos foram levados para o pronto socorro.br 84 .000 atingidos. e mais seis empregados sentiram enjôos e tonturas ao tentarem socorrê-lo. Os dois foram levados para o hospital regional de Sorocaba.

dois operários morreram após entrarem numa caixa da água de dois metros de profundidade e capacidade para 60 mil litros. os outros dois se atiraram no tanque. através da decomposição de substâncias orgânicas. 267. após cheirar a roupa primeiro. descoordenação progressiva. deixado em 16 estações do metrô de Tóquio. Outros dois funcionários tentaram ajudar e também se intoxicaram. e assim sucessivamente. • Em fevereiro de 1994. e ataca as moléculas de aceticolina. Os sintomas são tosse. paralisia muscular e morte. sentiu-se mal e caiu. dois funcionários o lodo de um tanque de tratamento de efluentes de um curtume em Estância Velha/RS. no Chile. três trabalhadores consertavam o motor do sistema de tratamento de afluentes de um curtume. sem qualquer equipamento de proteção respiratória e acabou intoxicado pelos gases desprendidos e desmaiou. O sarin é uma mistura de fósforo orgânico. responsáveis pelas transmissões de estímulos no sistema nervoso.br . mais de cinco mil forma intoxicados e 12 morreram pelo efeito gás sarin. Quando um deles viu que não adiantava mais tentou nadar até a beirada e foi socorrido. problemas visuais. Nenhum deles usava equipamentos de proteção. houve uma infiltração de gás metano nas geleiras da Companhia de Telefones. Enquanto dois lidavam com o aerador do reservatório. vômitos. sala 201 . Na tentativa de salvar o colega. que estavam ali para transportar os resíduos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Em novembro de 1994. Segundo os bombeiros. vedada há 11 meses. • Em agosto de 1993. O acidente ocorreu devido à formação de gases tóxicos. Conseguiram escapar com vida. cinco empregados de uma empreiteira de telefonia estavam instalando fibra ótica dentro de uma geleira subterrânea. mas também morreram. álcool. mas morreu minutos após entrar no hospital. • Em fevereiro de 1992. na cidade de Concepción. em Brasília. em Novo Hamburgo/RS. fungos e bactérias. Um deles entrou no tanque para ajustar a mangueira que retirava o material. até que todos 85 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . • Em 20 de março de 1995. com capacidade para 200 mil litros. num edifício em construção. O colega e o motorista de um caminhão de outra empresa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A morte dos trabalhadores ocorreu numa seqüência onde primeiro um desmaio ao respirar o gás e caiu. Um bombeiro que tentou socorrê-los também foi vítima e outro soldado ficou em estado de coma. um outro entrou no tanque. tremores musculares. contrações do tórax.com. fluoreto de sódio e outros componentes. se assustaram e tentaram ajudar.

no Caderno Técnico de prevenção de Acidentes do Trabalho para Componentes da CIPA elaborado pelo SENAI e nas Normas Regulamentadoras (NR's) da Portaria 3214 de 08/06/1978. chamados de reações venenosas ou tóxicas. em condições normais de pressão e temperatura (25ºC e 760mmHg). Ex.br 86 .Lajeado / RS . Benzeno.3. treinamento e programas de prevenção a estes riscos. mortes. DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS Podem ser definidos como qualquer agente químico existente no ambiente de trabalho que. 10. As causas destas catástrofes sempre se relacionam com eventos incontroláveis. vapores resultantes de volatilização de solventes como Tolueno.2. etc. envolvendo fogo. Nitrogênio. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. seu monitoramento ambiental e controle biológico. além da própria imperícia dos trabalhadores. estão no estado gasoso. 267. provoca efeitos nocivos ao mesmo.: vapores de água. explosão ou liberação de produtos tóxicos que resultaram em doenças. na Revista Proteção. Em razão disto o presente trabalho procura apresentar a conceituação técnica dos riscos químicos. introduzido no organismo. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Gases: são substâncias que. As informações contidas neste trabalho foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica no Manual de Riscos Químicas da Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. Na maioria das vezes os envolvidos sequer tinham conhecimento dos riscos a que estavam expostos por pura falta de informação. Um transeunte tentou salvá-los e morreu também. 10. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho caíram expostos a uma atmosfera mortal. Ex. sua ação no organismo humano.com. Vapores: é uma forma gasosa de substâncias sólidas ou líquidas e que voltam aos seus estados originais após alteração nas condições de pressão e/ou temperatura. caracterizando-se a negligência e imprudência dos responsáveis por estas pessoas.: Oxigênio. danos ao meio ambiente e efeitos econômicos incalculáveis. Mais seis pessoas foram afetadas com lesões leves.

Ex. INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO Os produtos químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho de diferentes formas: • Como matéria prima. Ex. comumente sólidos. b) Fumos – quando o pó é gerado na combustão de materiais. Líquidos a) Névoas – são formadas pela ruptura mecânica de líquidos. cerâmicas.4. 267. Ex.com.: pinturas com spray. lã.: Algodão. • Quando originados por interação entre produtos químicos. linho.: nos processos de galvanoplastia. • acidentais. • Como produtos intermediários. • Uso com finalidade específica (ex: agrotóxicos). b) Neblinas – são formadas pela condensação de vapores de substâncias líquidas que se volatilizaram (vaporizaram). Ex. • Quando originados por decomposição de produtos químicos. • Como produtos finais.: explosões. sala 201 .: combustão de madeira. • Quando originados como subprodutos. c) Fibras – são partículas sólidas produzidas por ruptura mecânica de sólidos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Ex. vidros. Sólidos a) Poeiras – quando o pó é constituído por partículas geradas mecanicamente a partir de sólidos maiores. • Como impurezas de produtos utilizados.Lajeado / RS . cereais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Aerodispersóides (particulados) – são constituídos por partículas de tamanho microscópio que estão tanto no estado líquido quanto no estado sólido. 10.br 87 . que se diferenciam das poeiras porque tem a forma alongada com um comprimento de 3 a 5 vezes superior ao seu diâmetro.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. fusão de materiais. amianto.

pode atuar das seguintes formas: a) Reação direta – a natureza altamente hidrófila (capacidade de absorção de água) dos produtos cáusticos faz com que os mesmos se localizem na pele. 267. em repouso. pêlos e unhas. e) alguns sólidos e líquidos podem ficar retidos nas vias aéreas. propiciando a entrada de outros tóxicos.Lajeado / RS . lesionando-a em forma de queimaduras. principalmente por que: a) o estado físico dos agentes químicos encontrados é gás. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Via Cutânea Inclui todo o tecido cutâneo que recobre o corpo humano juntamente com mucosas (lábios. A via de ingresso pode ser única para uma substância.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando um risco químico entra em contato com o organismo pode Ter ação local ou ser distribuído aos diferentes órgãos. edema agudo de pulmão).com. ou pode ser múltipla: a. permitindo uma absorção rápida. produzindo ação localizada (irritantes. Dos metais praticamente só o Tálio e o Chumbo penetram pela pele. dissolução em algum meio líquido. conjuntiva ocular). levado pela circulação. b. além dos folículos pilosos (pêlos). b) um volume considerado de ar alcança as vias respiratórias:   5 a 6 litros/min. c) Penetração e Reação Local – sensibilização e alergia. etc. b) Penetração – por meio de lesão mecânica. vapor e/ou particulado. Quando um tóxico entra em contato com a pele. A lesão mecânica propicia uma via extremamente eficaz que coloca o tóxico em contato direto com a corrente sangüínea. Tem importância fundamental. dependendo da atividade.br 88 . c) tecido pulmonar é ricamente vascularizado. até 30 litros/min. Os orifícios de saída das glândulas sebáceas e sudoríparas também podem ser utilizados. A permeabilidade cutânea aos agentes químicas pode ser alterada por:  Sudorese (suor). d) os agentes químicos podem atingir centros vitais (sistema nervoso central) rapidamente. filtração pelos poros. Via Respiratória Responsável por 90% dos casos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .

antes de serem distribuídos por todo o organismo através da circulação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Além disso.  Os produtos químicos são absorvidos no estômago e no intestino delgado. Integridade da pele. muitas vezes ocorrem bio-transformações que inativam os agentes tóxicos. levando à morte. sala 201 . que interrompem a circulação.  Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Capacidade dos agentes químicos de se ligarem aos constituintes da pele. podendo ser deglutidas. Muitas vezes as substâncias químicas depositam-se nas vias aéreas superiores e.     d. Ex. Penetramento num vaso sangüíneo pode produzir bolhas de ar. pela secreção do pâncreas e pelas enzimas digestivas.com. ricos em vasos sangüíneos e passam para o fígado.: uso do ar comprimido que poderá causar:  Penetramento num corte ou escoriação através da pele pode insuflar os músculos.br 89 . causando dor intensa ou lesão grave.Lajeado / RS . Temperatura ambiente. através de movimentos dos cílios aí existentes ou pela tosse. 267. Idade. ao atingirem o fígado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho      Espessura da pele. Muitos produtos químicos são inativados pela acidez do estômago. salvo em casos de intoxicação acidental e quando o trabalhador se alimenta ou fuma em ambiente de trabalho. Alguns produtos como ácidos e álcalis provocam efeitos locais sobre os tecidos. Injeção Injeção acidental por sistemas hidráulicos de alta pressão. Via Digestiva Sem grande importância da saúde ocupacional. são transportados para a boca. c.

prejudicando a qualidade do ar comprimido.: o Hexacloro-ciclohexano condiciona a uma intoxicação a longo prazo (crônica) pela sua fixação prolongada nos tecidos graxos. O uso do ar comprimido para limpar roupas contribui para o aumento da concentração de partículas sólidas em suspensão. Após a distribuição pelo organismo.br 90 . o jato de ar pode arremessar partículas sólidas em velocidades altas. Locais de acumulação (armazenamento) a) Proteínas plasmáticas – a maioria dos agentes químicos que estão no sangue são transportados ligados às proteínas plasmáticas.: o cobre liga-se à ceruloplasmina. O jato de ar sobre a pele introduz esses corpos estranhos para o interior do organismo através dos poros. sala 201 . ou são transportados a órgãos com capacidade de transformá-los e/ou eliminá-los.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  O ar comprimido contém impurezas como óleo. Esta distribuição depende de vários fatores como:      Solubilidade do agente químico. através de ligações irreversíveis. Maior ou menor vascularização de determinadas áreas. b) Lipídios – diversos agentes químicos são lipossolúveis o que permite que os mesmos se acumulem aí. de onde é liberado gradativamente. partículas de sílica e outras pequenas partículas. 267. Grau de ionização do agente químico no meio. Condições orgânicas (existência ou não de lesões). Mesmo em pressões baixas.   Distribuição e acumulação dos agentes químicos Após o ingresso no organismo humano. colocando em perigo os olhos e o rosto. Ex. os agentes químicos acumulam-se no sítio de ação (carboxihemoglobina). especialmente a albumina.Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. alcançando a corrente sangüínea: é a absorção. ou em sítios específicos (chumbo nos ossos). Afinidade do agente químico com as moléculas orgânicas. Após a absorção os agentes químicos são distribuídos no organismo. Ex. os agentes químicos ultrapassam membranas biológicas.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

: o Fosgênio por hidrólise forma o ácido clorídrico que. sala 201 .: a conjugação do ácido benzóico forma o ácido hipúrico) e hidrólise (Ex. Ácido Hipúrico (originado do Tolueno). conjugação (Ex. 267. As principais reações envolvidas são oxidação (Ex. a) Via Renal – exemplos de agentes eliminados pela urina: Fenol (originado do Benzeno). enquanto os rins são responsáveis pela eliminação dos agentes. Estrôncio e Urânio.Lajeado / RS . Tabela – Eliminação de gases e vapores por via pulmonar Eliminação de gases e vapores Por via pulmonar Anilina Ciclohexano Sulfeto de carbono Acetona Tolueno Tricloroetileno Benzeno % da eliminação na forma inalterada 1 5 10 7 18 19 40 91 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. d) Fígado e Rins – além de acumularem agentes químicos. Biotransformação É a transformação que os agentes químicos sofrem no organismo (metabolização).br . Os gases e vapores podem ser eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação. são encarregados da eliminação dos mesmos.com.: Tolueno transforma-se em Ácido Benzóico). redução (Ex.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho c) Ossos – vários agentes tóxicos acumulam-se nos ossos.: Nitrobenzeno transforma-se em anilina). (provoca edema agudo de pulmão)).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. O fígado realiza processos de biotranformação. Eliminação Os agentes químicos são eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação por diversas vias. Os compostos gasosos e alguns voláteis usam a via pulmonar. b) Via Pulmonar – gases. dependendo de suas propriedades físico-químicas. como Chumbo (90%). sendo cáustico. Os suficientemente polares (hidrossolúveis) usam mais a via renal. vapores e particulados podem ser eliminados pelos pulmões.

As ações podem ser locais. Cobalto. Chumbo. Cabelo e Unhas – não é significativa. inclusive podem variar os órgãos críticos. c) Leite – agentes químicos absorvidos pelo organismo materno podem passar para os filhos em amamentação. 267.com. Exemplo:    Inseticidas Organoclorados Metil-Mercúrio Chumbo e Dioxinas d) Pele.br . como na pele. Ácido Benzóico. Em virtude das diferenças individuais. Toxicodinâmica É definida como o estudo das interações (bioquímicas e/ou fisiológicas) do agente químico no órgão-alvo (= órgão crítico) e do mecanismo da ação tóxica. antes de serem distribuídos pelo organismo através da corrente sangüínea. os agentes químicos podem ser excretados pela bile sem ser distribuídos.Lajeado / RS . sala 201 . olhos. Chumbo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) Suor e Saliva – este tipo de eliminação depende da difusão da forma não ionizada lipossolúvel. Atropina e álcool Etílico Quando eliminados pela saliva podem ser novamente absorvidos. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. A concentração do agente químico associada ao efeito crítico é denominada de “Concentração Crítica”. Tálio. Exemplos:    Suor: Iodo. Arsênio. Tem pouca importância. como os solventes orgânicos. via digestiva ou via respiratória ou sistêmicas (no organismo). os efeitos de um agente químico para determinado trabalhador. Bromo. Exemplos:   Mercúrio. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. Mercúrio e Álcool Saliva: Estricnina.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Éter etílico Clorofórmio 90 90 a) Biliar – os agentes químicos absorvidos pela via gastrointestinal alcançam rapidamente o fígado. Arsênio. Manganês e Cromo Os lipossolúveis. são pouco eliminados por esta via. 92 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Como o fígado é o principal órgão da biotransformação.

Irritantes das vias aéreas superiores: (são os mais solúveis em água)      Amônia.com.Lajeado / RS . como exceção.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sem passar pelo fígado: agem seletivamente em determinados órgãos. A sílica é insolúvel e causa grande dano ao pulmão. o órgão é o pulmão. Anidrido sulforoso. são facilmente eliminados pela urina. Quando a exposição é a longo prazo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Em exposições a curto prazo. b) Distribuição – agentes. A intensidade da ação depende da concentração das substâncias e o local de ação depende da maior ou menor solubilidade na água da substância considerada. Ácido fluorídrico. Agentes tóxicos absorvidos pela pele e sistema respiratório. além de levar longo tempo para saturar os líquidos orgânicos. sala 201 .br 93 . podem ser distribuídos pelo organismo. depositando-se em tecidos ricos em gorduras. em altas concentrações ambientais de Mercúrio. sendo pouco eliminados pela urina. Na ingestão de compostos inorgânicos de Mercúrio. Ácido clorídrico. o órgão crítico é o sistema nervoso central. a) Primários – a ação irritante local é imediata. que provocam maiores danos a estes órgãos. Irritantes tanto das vias aéreas superiores como das vias profundas: (possuem solubilidade intermediária na água) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o órgão crítico é o rim. 267. Classificação quanto à ação tóxica dos agentes químicos Irritantes Exercem ação na mucosa das vias aéreas pelo contato direto: ocorre corrosão. Ácido crômico. c) Metabolismo – agentes interferem no metabolismo orgânico. Para que determinado órgão seja crítico. bloqueando atividades vitais. enquanto os lipossolúveis saturam rapidamente o sangue. d) Eliminação – o fígado e os rins podem ser importantes vias de eliminação e apresentam seletividade para alguns agentes. vários fatores influenciam: a) Via de Exposição – pode ser o próprio local da ação.

Cloreto de enxofre. Octanona.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho    Dimetilsulfato. n-Hexano. Cromo. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. propílico. evitando o transporte eficiente de oxigênio no sangue. Acetona. metano. sala 201 . etano.Lajeado / RS . Anestésicos e narcóticos Provocam depressão no Sistema Nervoso Central. Sistêmicos Atuam nos sistemas orgânicos.    Hepatotóxicos – Exemplos: Clorofórmio. bioquimicamente. Exemplo: monóxido de carbono (interage no transporte de oxigênio pela hemoglobina através da formação de carboxihemoglobina). Tricloreto de arsênio. Exemplos: etileno. Ozônio. b) Bioquímicos – provocam asfixia por agirem. Ésteres. propano e propileno. Propano. a) Simples ou mecânicos – atuam no ambiente de trabalho diminuindo a pressão parcial de oxigênio. cianetos (inibem a utilização do oxigênio nos tecidos por inibirem o sistema Citocromo-Oxidase).br 94 . Fósforo. acetileno. butílico e amílico). neônio. Álcool etílico. ou impedindo a utilização do mesmo pelos órgãos. Álcoois Alifáticos (etílico. Dióxido de nitrogênio. 267. Cádmio.com. hélio. de hidrogênio (depressor do centro respiratório). Irritantes das vias aéreas profundas e alvéolos: (são pouco solúveis em água)   b) Secundários – além de serem irritantes locais exercerem ação sistêmica: sulfeto Asfixiantes Provocam deficiência de oxigenação. Exemplos: Éter propílico. Decano. nitrogênio. que não pode ser inferior a 18%. Benzeno-halogenados. Nefrotóxicos – Exemplos: Mercúrio. sem interferir com a ventilação pulmonar. fosfina (neurotóxico). Neurotóxicos – Exemplos: Sulfeto de carbono.

4-Nitrodifinil. órgãos como o cérebro. Malignos: Sílica. Cromo. Nitritos e Anilina. os membros superiores e inferiores são formados. Madeira (pó).br 95 . Ferro. Exemplos: Benzidina. Asbesto. Carcinogênicos Causam câncer.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Hematotóxicos – Exemplos: Benzeno.Lajeado / RS . Interação de Agentes Químicos Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Diisocianeto de Tolueno (TDI). Benzeno e Níquel. Arsênico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Gases anestésicos. por exemplo. (Não provocam fibrose). Corticóides. causam deformidade no feto.com. Exemplos:  Benignos: Tungstênio. Ciclosporina. Titânio. Pólen. Couro (pó). Alumínio. Fibra de algodão. Alergizantes Exemplos: Formaldeído. coração. Bagaço de cana.  Teratogênicos Agentes químicos podem interferir com o desenvolvimento normal do feto. mercúrio e solventes orgânicos. Exemplos: Antimetabólicos. Mutagênicos Agentes químicos podem causar alterações genéticas em gerações futuras: 85% dos químicos carcinogênicos podem causar mutagênese. Cloreto de vinila. sala 201 . 267. Carvão. Berílio. Pneumoconióticos Atuam nos pulmões. Óleos. Resinas. Durante os três primeiros meses de gestação. Imunodepressores Deprimem o sistema de defesa do organismo. Asbesto.

Exemplo: igual ao Selênio mais Cádmio.br 96 . Sobre esse agente químico há um anexo específico (13-A) na NR-15.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando dois ou mais agentes químicos co-existem nos ambientes de trabalho. Princípios básicos de prevenção a) Eliminar o risco da substância perigosa. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplo: Propanol aumenta a hipertoxidade do Tetracloreto de carbono. Exemplo: EPN (Inseticida Fosforado) + malation. b) Distâncias – observar uma distância segura entre o trabalhador e a substância perigosa. b) Ação aditiva – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é quantitativamente igual à soma dos efeitos individuais. e) Informação – o trabalhador deve ser informado sobre o risco existente. c) Sinergismo – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é maior que a ação aditiva. d) Pontecialização – quando um agente tóxico tem seu efeito aumentado por agir simultaneamente com um agente atóxico.com. Ações que podem ocorrer: a) Ação independente – ações distintas dos tóxicos com efeitos diferentes. Exemplo: Substituição do benzeno pelo tolueno e xileno. e) Antagonismo – quando o efeito de dois agentes tóxicos é menor que o efeito aditivo: um reduz o efeito do outro.Lajeado / RS . 267. (ou processo) ou substituí-la (o) por outra (o) menos perigosa (o). d) Proteção – providenciar proteção pessoal.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que também são hidrocarbonetos aromáticos mais menos tóxicos. c) Ventilação – providenciar uma ventilação adequada para remover ou reduzir a concentração da substância no ambiente de trabalho. evitar o contato da substância perigosa com o trabalhador. Exemplo: Chumbo + Arsênio na biossíntese do heme.

br 97 . f) Precauções a serem observadas. i) Propriedades físicas e químicas. c) Nome. endereço e telefone do fabricante. k) Outras informações toxicológicas.Lajeado / RS . d) Símbolos do dano potencial. h) Controle de exposição. c) Nome. resíduos formados. d) Identificação do(s) risco(s) existente(s). g) Manuseio e armazenamento. intermediários. todos os produtos finais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. produtos finais e resíduos devem ter Fichas de Segurança na Empresa. todos os produtos intermediários. e) Medidas de primeiros socorros. bem como procedimentos de emergência: a) Nome do produto químico (incluindo o nome comum ou comercial). Devem indicar o Equipamento de proteção Individual necessário para manuseio dos mesmos. endereço e telefone do fabricante.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Controle e Identificação Identificar todos os materiais utilizados. Fichas Químicas de Segurança Todos os materiais utilizados. b) Informações sobrem ingrediente. Rotulagem O rótulo dos agentes químicos deve conter: a) Nome comercial. g) Identificação do lote. j) Estabilidade e reatividade. h) Classificação tóxica do agente. 267. Mapa de Risco. e) Riscos associados ao uso. sala 201 . b) Identificação do agente químico.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Exemplo: PPRA. f) Medidas a serem adotadas em liberações acidentais. para fornecimento de informações básicas sobre os mesmos.

pelo número de partículas por unidade de volume. sala 201 . Estes limites são expressos em partes por milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m3) para gases e vapores. às vezes. por exemplo.com.br 98 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho l) Informações sobre a deposição. Armazenamento seguro   Substâncias não compatíveis não devem ser armazenadas juntas. São os TLV. Para particulados os limites são expressos em miligramas por metro cúbico (mg/m3) e. Armazenamentos de químicos próximos a processos incompatíveis devem ser evitados.000 substâncias químicas existem limites das concentrações destas substâncias químicas nos locais de trabalho em que se supõe que um número razoável de trabalhadores possa estar exposto sem sofrer efeitos adversos à saúde: são os “Limites de Tolerância” A expressão “Limites de Tolerância” surgiu na Convenção nº 148 da OIT e foi adotada em 1977. repetitiva ou contínua.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.   Monitoramento Por monitoramento entende-se a atividade sistemática. como. Para alguns agentes químicos existem valores máximos (valor-teto) que não podem ser ultrapassados em momento algum na jornada de trabalho. Este valor máximo pode ser calculado pela tabela a seguir: Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Sobre a exposição Vários países têm procurado estabelecer “Limites de Tolerância” e para cerca de 40. mpp/m3 (milhões de partículas por metro cúbico). medidas adicionais devem ser instituídas. m) Informações sobre transporte n) Data de preparação. Deve existir ventilação adequada para permitir que os vapores liberados sejam suficientemente diluídos e liberados. 267.Lajeado / RS . Se houver risco de fogo.

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TABELA 2 – Limites de Tolerância/Fator de Desvio LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m3) 0a1 1 a 10 10 a 100 100 a 1.000 1.000 ou mais FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 1.25 1.1

O valor máximo é, então, calculado para o agente químico, multiplicando-se o Limite de Tolerância pelo Fator de desvio. Exemplo: Agente químico: amônia Limite de Tolerância: 20 ppm/ 48 horas semanal  Foram realizadas 10 medições com intervalo de 20 minutos apresentando as seguintes concentrações: 18, 19, 20, 21, 23, 22, 24, 19, 18 e 17. Média aritmética = 20,1 ppm.  Caracterizado grau de insalubridade médio (20%).  Conforme tabela 2 o limite de tolerância obtido é de 30 ppm. Caso uma das concentrações obtidas na amostragem ultrapasse o valor máximo (30 ppm) estaria caracterizada a situação de risco grave e iminente. A legislação brasileira prevê 11 substâncias com Valor-teto enquanto as normas internacionais prevêem 36. Existem, também, substâncias absorvidas pela pele, mostrando que a proteção da via respiratória apenas pode não ser suficiente para protegermos o trabalhador exposto: a legislação brasileira indica 43 substâncias, enquanto normas internacionais indicam 105. Nas listagens de agentes químicos são indicados as substâncias asfixiantes, o que determina um severo controle nos ambientes de trabalho, pois a concentração de oxigênio, nestes casos, não pode ser inferior a 18% em volume. Os limites de Exposição referem-se aos agentes químicos dispersos na atmosfera e, portanto, não consideram as formas sólidas ou líquidas dos agentes químicos. Os limites citados supõem uma proteção aos trabalhadores. Não indicam garantia.

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Monitorização Biológica da Exposição Humana a Agentes Químicos Para uma dada substância existe uma concentração tal que não irá provocar efeitos danosos, ainda que a exposição seja prolongada. Entretanto, esta afirmação não é válida para as substâncias carcinogênicas, em que as condições de exposição devem ser o mais próximas possível do zero. Também para as radioativas. A monitorização Biológica é a medida e avaliação de agentes químicos e/ou de seus produtos de biotransformação em tecidos, secreções, excreções, ar exalados ou alguma combinação destes, para estimar a exposição ou o risco à saúde, quando comparados a uma referência apropriada. As “referências apropriadas” são os Limites de Tolerância Biológicos – LTB. A substância, elemento químico ou atividade enzimática cuja concentração (ou atividade) possui relação com a exposição ambiental recebe o nome de “INDICADOR BIOLÓGICO”. O objetivo principal da monitorização biológica é o mesmo da ambiental, ou seja, previne a exposição excessiva aos agentes químicos que podem ser nocivos aos trabalhadores expostos. Visa estimar a quantidade biodisponível do agente químico (dose interna) para assegurar que a exposição não atinja níveis críticos. Exemplos:
  

Determinação de chumbo no sangue; Determinação de Pentaclorofenol na urina; Determinação do Benzeno no ar exalado.

A determinação de algumas alterações orgânicas provocadas pela exposição aos agentes químicos também pode ser usada na prevenção de doenças ocupacionais, desde que revelem o efeito precoce. Efeito Precoce Um efeito é precoce ou alteração é não nociva quando:  Ao serem produzidos e numa exposição prolongada não resultem em transtorno(s) da capacidade funcional, nem da capacidade do organismo para compensar a sobrecarga;  São efeitos ou alteração reversíveis e não diminuem a capacidade do organismo em manter a homeostasia;  Não aumentam a suscetibilidade do organismo aos efeitos indesejáveis de outros fatores de riscos ambientais;

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 Sabendo-se que a relação que existe entre a exposição e a dose interna, podem ser propostos valores máximos permissíveis para o indicador biológico;  Estes limites não devem ser considerados números que separam concentrações seguras de perigosas, mas níveis de advertência, propostas com base nos conhecimentos atuais da relação exposição/resposta. Tipos de Indicadores Biológicos  Tipo I – tem importância individualmente e, quando um trabalhador ultrapassa o limite da tolerância biológica, indica que providências devem ser tomadas e o trabalhador afastado. A ultrapassagem dos limites de tolerância biológica tem valor no diagnóstico de intoxicação. Exemplos: Indicador: Carboxihemoglobina – Agente químico: Monóxido de Carbono  Tipo II – são os que tem pouco ou nenhum valor isoladamente. Indicam apenas que está ocorrendo uma exposição descontrolada. Exemplos: Mercúrio urinário = Mercúrio Metálico e Inorgânico Ácido Hipúrico Urinário = Tolueno Utilização dos indicadores a) Grupo homogêneo quanto ao risco – realizar avaliação do conjunto de trabalhadores expostos, que, necessariamente, deve ser homogêneo quanto à exposição ao agente químico: deve haver um grau semelhante de exposição. b) Amostras – as amostras devem ser realizadas em condições idênticas. c) Análise dos resultados:

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos. Se estiver abaixo do LTB para o agente e todos os resultados estiverem abaixo deste limite, o ambiente é considerado sob controle (ou adequado): BAIXO RISCO. Se a média estiver abaixo do LTB e até 5% dos resultados estiverem acima do LTB deve ser instituída vigilância ambiental rígida e com alta periodicidade na determinação do indicador biológico: MÉDIO RISCO. Se a média estiver acima do LTB, medidas ambientais urgentes são necessárias, pois o ambiente está fora de controle: ALTO RISCO.

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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Vigilância da saúde O comitê misto CCE/NIOSH/OSHA em 1984 definiu a Vigilância da Saúde como sendo “a realização de exames médico-fisiológicos periódicos. de trabalhadores expostos com o objetivo de prevenir o aparecimento de doenças. definida em normas internacionais. g) No armazenamento de produtos químicos. c) Os trabalhadores devem receber os resultados dos exames realizados. transporte. resíduos e primeiros socorros no uso dos agentes químicos presentes no local de trabalho. A detecção da doença instalada está fora do escopo desta definição”. Verificação das mucosas das vias aéreas na exposição a gases ou vapores irritantes.  Recomendações a) Os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos a que estão expostos. da vigilância da saúde e as monitorizações biológicas. sala 201 . controle. para detectar o dano renal na exposição ao Cádmio. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Determinação de proteínas de baixo peso molecular na urina. f) As trabalhadoras devem Ter trabalho alternativo que não envolva o uso ou exposição aos agentes químicos se estiverem gestantes ou durante amamentação e devem ter direito a retornar ao trabalho prévio no tempo apropriado. Utiliza exames biológicos. e) Em condições de grave e iminente risco. emergências.com. deve ser observada a quantidade segura. d) Os trabalhadores devem participar na investigação e na solução dos problemas existentes no manuseio dos agentes químicos presentes nos locais de trabalho. 267. armazenamento.  Determinação da velocidade de condução nervosa (nervos periféricos) na exposição ao Chumbo. o trabalho deve ser detido. tanto das avaliações ambientais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 102 .Lajeado / RS . fisiológicos e também indicadores biológicos relacionados com a exposição a determinado agente tóxico e alterações ligadas ao órgãoalvo. b) Os trabalhadores devem receber treinamento de prevenção.

i) Os empregadores devem identificar as instalações expostas a acidentes industriais maiores.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho h) As áreas expostas a acidentes industriais. Anexo 11.  A. Limite de Tolerância – Média ponderada – Representam a concentração média existente na jornada de trabalho. de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. chumbo. situa-se a maioria das substâncias. j) Para cada instalação exposta a acidentes industriais maiores o empregador deve estabelecer e conservar um sistema de prevenção de riscos de acidentes com especial atenção para:   Identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos. a designação do pessoal competente. Planos e procedimentos de urgência com inclusão de: preparação de planos e procedimentos e urgência eficazes em casos de acidentes industrias maiores. fornecimento de instruções e formação adequada de pessoal além da inspeção da instalação. os limites de tolerância podem ser exercidos.214 1. fornecimento de informações sobre os acidentes possíveis e os planos de intervenção de urgência para as autoridades competentes. NR – 15.br 103 . Portarias nº 3. Grupo I – Substância de ação generalizada sobre o organismo. desde que sejam compensados por valores abaixo deste mesmo limite. 267. desde que não seja ultrapassado o valor máximo e a concentração média seja inferior ao limite de tolerância fixado. etc. Grupos – limtes de tolerância cinstantes no quadro 1. podem – se ter valores acima do limite fixado. As disposições técnicas e de organização necessárias para o funcionamento da instalação em condições de segurança.maiores devem ser identificadas pelas autoridades em saúde pública. a construção. Neste caso. Ex: amônia.com. isto é. o funcionamento e a conservação apropriada da instalação. meio ambiente e pela população que possa ser atingida pelo acidente. que devem incluir: o desenho. para a população que possa ser atingida e para entidades ambientalistas. Neste grupo. monóxido de carbono. Os efeitos da substância no organismo dependem da quantidade absorvida.Lajeado / RS .

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 104 . sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho modo que a média ponderada seja igual ou inferior ao limite de tolerância. 267.5 1. No entanto.5 (conforme quadro acima) VM = 20 x 1.5 = 30 ppm VM = 30 LT = 20 FATOR DE DESVIO 3 2 1.1 1 2 3 5 6 7 8 9 Tempo Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.25 1. estas oscilações devem respeitar um valor máximo obtido através da aplicação de um fator de desvio.Lajeado / RS . conforme fórmula a seguir: Valor máximo (VM) = LT x FD LT= Limite de tolerância FD= Fator de desvio O fator de desvio depende da grandeza do limite de tolerância segundo o quadro: LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m³) 0A1 1 A 10 10 A 100 100 a 1000 Acima 1000 EXEMPLO: a) Amônia: LT = 20 ppm FD = 1.com.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O limite de tolerância não foi ultrapassado. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado. sala 201 .com.Lajeado / RS . já que a média ponderada é inferior ao limite de tolerância e o valor máximo não foi alcançado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Concentração VM = 30 LT = 20 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pois o valor máximo foi superado. É visível que o excedido entre a segunda e terceira hora e sétima e oitava hora é compensado por valores abaixo do LT (limite de tolerância) existentes no restante do tempo.br 105 . 267.

267.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 106 . Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de amônia: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 10 20 25 20 15 10 20 10 20 25 Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O LT ultrapassado. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O LT foi ultrapassado.Lajeado / RS . sala 201 . deve – se calcular: a) Concentração média Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pois a média ponderada superou o LT fixado o VM também não foi respeitado. pois a média ponderada superou o LT fixado.

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CM = 10 + 20 + 25 + 20 + 15 + 10 20 + 10 + 20 + 25 = 17,5 ppm _____________________________________ 10 b) VM = LT x FD Segundo o anexo 11, NR – 15, o limite de tolerância para a amônia é de 20 ppm e o FD = 1,5. Deste modo: VM = 20 x 1,5 = 30 ppm. Pode – se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido no anexo 11, NR – 15 , não caracterizando, portanto, insalubridade para esta atividade. No caso de uma amostragem ultrapassar o valor máximo permitido e/ou a concentração média superar o limite fixado, a atividade será considerada como insalubre de grau médio, se o trabalhador não estiver adequadamente protegido. 2. Grupo II – Substância de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidos, também por via cutânea. Os limites de tolerância foram fixados pela absorção apenas por via respiratória. As substâncias pertinentes a esse grupo podem ser absorvidas também pela pele intacta, menbranas, mucosas ou olhos. Deverão, portanto, ser tomas medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, afim que o LT não seja ultrapassado. Tais substâncias possuem sinalização na coluna “ Absorção também pela pele” na tabela de LT e limite de tolerância – média ponderada. Exemplo: anilina, tolueno, fenol. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de tolueno: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 CONCENTRAÇÃO (ppm) 50,0 50,0 60,0 80,0 90,0 107

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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6 7 8 9 10

100,0 100,0 100,0 50,0 90,0

Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve –se calcular: a) Concentração média: CM = 50+50+60+80+90+100+100+100+50+90 = 77,0 ppm ________________________________ 10 b) Valor máximo permitido: LT = 78,0 ppm FD = 1,5 VM = 78 x 1,5 = 117,0 ppm Observa –se que nenhuma amostragem superou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite estabelecido no anexo II, NR – 15. No entanto, o tolueno é uma substância que também penetra pela via cutânea e, para efeito de caracterização de insalubridade, deverá ser observada a utilização de proteção adicional além da respiratória. Embora o limite de tolerância não tenha sido ultrapassado, a insalubridade será caracterizada se o trabalhador não estiver adequadamente protegido (luvas, óculos de visão panorâmica, etc.), uma vez que, como comentado anteriormente, os limites forma estabelecidos levando – se em consideração apenas a via respiratória, devendo, portanto, ser protegida a via cutânea. 3. Grupo III – Substâncias de efeito extremamente rápido. Devido a sua ação imediata, estas substâncias não podem ter seu LT excedido em momento algum da jornada de trabalho, devendo este ser considerado como valor máximo. Exemplo: ácido clorídrico, cloreto de vinila, etc. Limite de tolerância – Valor Teto – Quando na tabela de limite de tolerância estiver a coluna de “valor – tetor” significa que o valor estabelecido como limite de

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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tolerância é concentração máxima, que não poderá ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho. Exemplo: Concentração

Tempo O LT foi ultrapassado já que em momento algum a concentração excede o LT fixado. Concentração

LT

Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado já que o limite de tolerância fixado foi ultrapassado. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de ácido clorídrico: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2,0 3,0 4,0 6,0 3,0 5,0

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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isto é.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O anexo 11.0 µg/m³ Tolueno = 326 µg/m³ Xileno = 15 µg/m³ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. para coleta de vapores orgânicos provenientes do solvente. etano. aquelas com períodos de duração entre 5 a 30 minutos.0 ppm para o ácido clorídrico. etc. Como essa situação gera risco grave e iminente. Como as amostragens 4 e 6 superaram 4. utilizou – se. no caso de o trabalhador não estar adequadamente protegido.0 ppm. argônio. não cabe a percepção do adicional de insalubridade.br 110 . conclui – se que não é permitido trabalho neste setor. isto é . Exemplo: acetileno. dosímetro passivo de carvão ativado. Verificar se as atividades neste local são permitidas. NR – 15. é largamente utilizada. a amostragem contínua. cujos exemplos mostraremos abaixo: Exemplo 1: Em atividade de pintura a pistola. podendo o Ministério do trabalho interditar o local ou setor. Grupo IV – Substâncias de efeito extremamente rápido que podem ser absorvidas por via cutânea. em higiene industrial. que não deve ser nunca inferior a 18%. Como esse local apresentou percentual de oxigênio abaixo de 18%.Lajeado / RS . Os resultados abaixo foram fornecidos pelo laboratório: Benzeno = < 1. Exemplo: Um trabalhador desenvolve atividades em um ambiente contaminado com acetileno obtendo – se concentrações de 15 % de oxigênio no seu local de trabalho. portaria nº 3. coletado durante 6 horas. fixa limite de tolerância de 4. NR – 15. estando assinalada a coluna “valor – teto”. estabeleça apenas este tipo de amostragem.com.214.Embora a legislação brasileira. devido a deficiÊncia de oxigênio. Sabendo – se que o acetileno é considerado um asfixiante simples. 267. sala 201 . a possibilidade de trabalho no local é determinada pela presença de oxigênio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a atividade caracteriza-se como insalubre de grau máximo. Observa-se que os exemplos citados se referem a amostragens instantâneas. no anexo 11. 4.

álcool u – butílico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.015 mg/m³ Comparando – se as concentrações obtidas com os respectivos limites de tolerância estabelecidos no anexo 11. Deste modo.0 1. NR – 15. As substâncias deste grupo. devido ao seu efeito imediato sobre o organismo. estando assinalada as colunas “valor – teto” e “absorção também pela pele”.0 3.5 3. sendo VM = LT. a fim de desvio. também requerem que medidas de proteção sejam tomadas.0 ppm para n – butalamina. Benzeno = < 0.br 111 . Exemplo: sulfato de metila. portaria nº 3214. Deve – se Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.326 mg/m³ Xileno = 0. sala 201 . cujos valores são de 24 mg/m³. verifica-se que a concentração média das substâncias analisadas não superou o limite de tolerância.0 1.001 mg/m³ Tolueno = 0.com.0 O anexo 11.0 3.butalamina: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2. É importante salientar que o resultado fornecido pelo laboratório é de concentração média durante a jornada de trabalho.0 2.5 0. Nenhuma amostragem ultrapassou o valor máximo e caso o trabalhador esteja adequadamente protegido com relação à via cutânea a atividade não será considerada insalubre. fixa limite de tolerância de 4.0 2. as oscilações acima e abaixo do limite fixado não pode ser detectadas por este método. NR – 15.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado.Lajeado / RS . além de não poderem ter seu LT excedido em momento algum.0 1. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe às seguintes concentrações de n.

Não possuem LT.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho frisar a proteção da via cutânea.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Deve ser avaliada a quantidade de oxigênio no ar. sem provocar outros efeitos fisiológicos significativos.br 112 . neste caso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . sala 201 . pois o fator limitante é o oxigênio disponível. em altas concentrações no ar. 1. é especial para que a insalubridade não seja caracterizada.Alguns gases e vapores. Grupo V .com. atuam como asfixiantes simples. deslocam o oxigênio do ar. 267. isto é . sendo 18% o valor mínimo permissível.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – A Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.Lajeado / RS .br 113 .

RESOLVE: Art. acompanhando e avaliando seus resultados.º 3.br 114 . III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho. propondo sua eliminação ou seu controle. bem como as medidas de eliminação e neutralização.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. através de parecer técnico.275. DE 21 DE SETEMBRO DE 1989 A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO.86.com. reuniões.530.As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes: I – Informar o empregador. beneficiando o trabalhador. 1º . seminários. 6º do Decreto 92. IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados. adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em sua planificação.04. de 09. que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. sala 201 . encontros. palestras. doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores. V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho. considerando o disposto no art. treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador. bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos. 267. II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade. campanhas. no uso de suas atribuições. bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização. sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. VI – Promover debates.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – B DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PORTARIA N.

administrativos e prevencionistas. documentação. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis. materiais de apoio técnico. visando evitar acidentes do trabalho. 267.com. avaliando seu desempenho. VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção. orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais. VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas. arranjos físicos e de fluxo. doenças profissionais e do trabalho. dados estatísticos. X – cooperar com as atividades do meio ambiente. Art. incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida. dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas. para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores..br 115 . XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas. educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho normas de segurança e higiene do trabalho. regulamentos. de acordo com a legislação vigente. quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço.. com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho. observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação. IX – indicar.Lajeado / RS . XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas. reforma. ampliação. resultados de análises e avaliações. inclusive por terceiros. solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. assuntos técnicos. 1º As atividades do Técnico de Segurança. controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente.

Art.br 116 . fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal. regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica. congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional. 267. XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador. normas. doenças profissionais e do trabalho. XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos.com. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho. XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres. calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas.Lajeado / RS . perigosas e penosas existentes na empresa. Art.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho. sala 201 . treinamentos. XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. DOROTHEA WERNECK Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que permitam a proteção coletiva e individual. doenças profissionais e do trabalho. revogadas as disposições em contrário. seus riscos específicos. XVIII – participar de seminários. bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos.

arejados. você deveria estar procurando melhorar as condições dele o mais depressa possível.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. acessíveis e em funcionamento? 117 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Caso contrário. sala 201 .br . vocÊ pode estar trabalhando em um ambiente saudável.Lajeado / RS . 267. quando necessário? Os sanitários estão limpos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – C SEGURANÇA DO TRABALHO Você está trabalhando em um ambiente de trabalho saudável? Se puder responder “sim” às perguntas a seguir. se necessário? Todas as áreas são bem arejadas? Há alguma diretriz de “Proibido fumar”? O ar condicionado e o aquecimento às vezes Não funcionam adequadamente? São vistoriados e consertados com regularidade? As instalações são bem iluminadas? Há iluminação de emergência no local? Há um gerador de emergência disponível caso seja preciso? As áreas extremas ficam acesas durante a noite? As luzes e janelas são limpas? O equipamento e o maquinário são silenciosos? Os equipamentos. Sim O ambiente é amplo? Cada um tem seu próprio espaço pessoal? Há um lugar onde se possam guardar os objetos pessoais? As cadeiras e bancos são confortáveis? O equipamento e o maquinário são de fácil manuseio? Todos podem se locomover à vontade? A temperatura é amena em todos os lugares? É fornecida alguma roupa de trabalho adequada.com. maquinários e processos ruidosos são identificados como sinais de aviso? Há local agradável e bem equipado para beber? Existem locais com cabines e armários para se guardarem roupas e sacolas? Há um local para se secarem as roupas.

toalhas e outros itens de limpeza? Material Auxiliar I Fonte:: Como motivar pessoas Iain Maitland.com. sabão. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .br 118 . 2000.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Existem pias com água quente e fria.

proibia o trabalho noturno para crianças.Lajeado / RS . para realizar exames em mulheres. ( ) O médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPC – empregados para proteger-se contra poeiras minerais.br 119 . sala 201 . que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica.com. na Escócia.. Marcar verdadeiro (V) ou falso (F) ( ) Em 1842. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes.D COLÉGIO MARTIN LUTHER Centro de Educação Profissional Martin Luther Estrela/RS Avaliação da disciplina de SEGURANÇA DO TRABALHO I Professor Eduardo Becker Delwing Turma: TST Data: / / 200 Nome: ________________________________________________ 1. no Império Romano.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . principalmente de chumbo e mercúrio. que fez referências sobre o trabalho ser o causador de doenças como na extração de minerais e fundição de prata e ouro.C. em latim a obra De Ré Metálica. na França. 267. ( ) Em 1556. Exemplo: Silicose.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ( ) Em 460 a 375 a. Plinius. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Engenharia do Trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ( ) 1802. publicado por Georgius Agrícola.

( ) Em 1833. relativas à Segurança do Trabalho. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ( ) Em 1937.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 200 funcionários. 08 junho. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do empregador. que sensibilizou a opinião pública.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. uma CPI. ( ) Em 1971. de 16 de fevereiro. editada a Portaria 3. 267. ( ) Em 1972. da CLT.214 que aprova as Normas Regulamentadoras –NR do Capítulo V do Título II.br 120 . que considerada como a 10ª Lei de Proteção ao Trabalhador. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. nos EUA. fazendo que fosse baixado o Factory Act. cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. sala 201 . ( ) Em 1978.255. Decreto nº 68.

asfalto = _______________________________________ Mangueiras para acetileno = ______________________________________ Canalizações de água= __________________________________________ Faixas no piso de entrada de elevadores = ___________________________ Localização de bebedouros = _____________________________________ Canalizações de ar comprimido = __________________________________ Canalizações à vácuo = __________________________________________ Canalizações com álcalis cáusticos = ________________________________ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .br 121 .com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. gasolina = __________________________________________ Canalização contendo ácidos = ____________________________________ Óleo lubrificante. complete o nome da respectiva cor relacionada a segurança do trabalho: Corpo de máquinas = ___________________________________________ Corredores de circulação = _______________________________________ Óleo diesel. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – G Conforme NR – 26.Lajeado / RS .

Lajeado / RS . Grupo 1 (ação generalizada depende da concentração) Exemplo: Um trabalhador exposto a nitretano. na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 84 92 55 43 65 71 82 64 53 93 2. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – H EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1.com.br 122 . 267. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

podendo também ser absorvidas por via cutânea).5 3.5 3. Exemplo: Um trabalhador exposto a éter decloroetílico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 3.br 123 . Grupo 2 (ação generalizada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.5 2 4. 267.8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .5 3 5 1. sala 201 .com. na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 4 2 1.

01 0.02 0. valor teto não pode ser ultrapassado) Valor máximo = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a cloreto de vinila. Grupo 3 ( efeito extremamente rápido. Grupo 4 ( efeito extremamente rápido.03 0.05 0.04 124 CONCENTRAÇÃO ppm 120 100 40 130 160 135 155 170 124 140 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . na seguinte situação de amostragem: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO ppm 0. Valor Teto = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a sulfato de dimetila usando máscara para gases tóxicos P2 como EPI (equipamento de proteção individual).05 0.br .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.04 0. sala 201 . valor teto não pode ser ultrapassado e pode também ser absorvida por via cutânea. na na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? 5.07 0.08 0.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267.com.07 0.

267. deslocam o oxigênio do ar.Lajeado / RS . Grupo 5( asfixiantes simples. A atividade é insalubre? Qual o grau? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho A atividade é insalubre? Em que grau? 6. Não possuem Limite Tolerância. valor permissível de 18%). Exemplo: Num ambiente confinado (caixa d’ água) com presença de Argônio. sala 201 .br 125 . pois o fator limitante é o oxigênio disponível.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. obtem – se 16 % de oxigênio no local de trabalho.

267. em bancada. Considerando que o local de trabalho é o local onde permanece o trabalhador enquanto carrega e descarrega o forno e que o local de descanso é o local onde o operador permanece sentado. e sabendo – se que as medições acusaram: Tg = 44 º C e tbn = 22 º C. Tbn acusou 24º C e Tg 52º C. pergunta – se se existe insalubridade por calor? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . e sabendo – se que no local de trabalho M= 300 Kcal/h. Era forneiro em uma padaria e laborava das 4:00 às 10:00.br 126 . Reclamante argüi insalubridade devido à exposição ao calor. A perícia mo local de trabalho evidenciou os seguintes dados: executava trabalho contínuo. Numa empresa.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – I EXERCÍCIOS SOBRE AVALIAÇÃO AMBIENTAL – CALOR 1. o operador de forno fica fazendo anotações sentado em uma mesa que está afastada do forno. Considerando – se que um trabalhador exerce atividade pesada ao executar remoção com pá. um operador de forno gasta três minutos carregando o forno. Verificou que o trabalho era executado em pé. fazendo anotações. Tg = 54 ºC e Tbn = 24 º C e no local de descanso M = 125 Kcal/hm Tg = 30 ºC e Tbn = 20 º C. com alguma movimentação. de pé.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .com. Aguarda quatro minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e em seguida gasta outros três minutos para descarregar o forno. moderado. com alguma movimentação. Existe insalubridade? 2. Existe insalubridade? 3. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho. Durante o tempo em que aguarda a elevação da temperatura. de natureza leve. diante de um forno.

J Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . 267.com.Lajeado / RS . sala 201 .br 127 .

2.. Viúvo 4. Após quantas horas de Houve Afastamento? ( ) 1. Data Órgão Exp. Não UF Especif. ..CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet..) CEP Função Acidente ou Doença Data do Acidente Local do Acidente Parte(s) do corpo atingida(s) Descrição da situação geradora do acidente ou doença Houve Registro Policial? ( ) 1. Outro Fem./. Bairro Telefone ______________________________ Local e Data _______________________________________________ Nome/Cargo/Cód. Compl. Judic. do Local do Acidente Agente Causador Local de Trabalho Tipo da CAT ( ) 1. do Emissor Responsável Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 ... N°..Func.. Compl. Masc... Estado Civil ( ) 1. Compl. Compl. Av. Masc.Sim 2. Comunicação de Óbito em . N°.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO I EMITENTE Empregador Secretaria/Autarquia Endereço (Rua. 267.) Nome Endereço (Rua.Lajeado / RS . Não Município Código Funcional Hora do Acidente Município do Local do Acidente Município Nome da Mãe Sexo ( ) 1.) Bairro Telefone Bairro Telefone Houve morte? ( ) 1. Fem.) CEP Acidentado Nome do Funcionário Data de Nascimento Carteira de Identidade Endereço (Rua. Av. Sim trabalho? 2.br 128 . 5. 2.. Casado 3. N°.com. Solteiro 2.... UF Remuneração Mensal Bairro Telefone Aposentado? ( ) 1.... N°. Av. Não Testemunhas Nome Endereço (Rua. Reabertura 3. Av./.. Sep. Sim 2. Início 2.

. Doença 3..... A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida preferencialmente pela chefia imediata ou pela CIPA. 3. Houve Internação? ( ) 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Não Duração Provável do Tratamento dias: __________________________ Local e Data _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico da D. Sim 2..DMST CID ..././.Lajeado / RS . 2.. Não Descrição e natureza da lesão(ões) Data Hora Deverá o acidentado afastar-se do trabalho Por qual Período? durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Diagnóstico Provável ______________________________ Local e Data III . 4. Trajeto Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Por qual Período? Número do Acidente Recebida em... sala 201 .. Sim 2.. Típico 2. DO A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho II ATESTADO MÉDICO Unidade de Atendimento Médico Houve Duração Provável do Internação? ( ) Tratamento dias: 1. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser feita no prazo máximo de 24 hs. Caso haja acidente de trânsito anexar à CAT o Boletim de Ocorrência...br 129 . T. O acidentado deve exigir o preenchimento da guia de acidente do trabalho para sua própria segurança. e entregue na Divisão de Medicina e Segurança..10 _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico com CRM Tipo ( ) 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.. 5.com. MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO TRABALHO NOTA IMPORTANTE 1. M. Caso haja afastamento médico o atestado deverá ser entregue juntamente com a CAT. S.. 267..

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