CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO I
Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

ÍNDICE
PLANO DE CURSO............................................................................................................... 6 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho......................................................................6 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I............................................................................. 6 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas............................................................................................ 6 1. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO........................................................................................................................... 8 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO............................. 8 1.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL............................ 11 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS...................................................................................................................... 18 2.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO.............................. 18 2.1.1 Conceito de Higiene do Trabalho........................................................................ 18 2.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais.................................... 18 2.1.3. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais................................................20 2.2 Objetivos da higiene do Trabalho............................................................................... 21 3. SEGURANÇA DO TRABALHO..................................................................................... 22 a) CONCEITO.................................................................................................................. 22 b) OBJETIVOS................................................................................................................. 22 c) PROCEDIMENTOS..................................................................................................... 22 d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.................... 23 (1) Aspectos sociais...........................................................................................................23 (2) Aspectos econômicos.................................................................................................. 24 (3) Aspectos humanos....................................................................................................... 25 e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA............................................................................ 25 f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO....................................................................... 26 g) SEGURANÇA NO PROJETO..................................................................................... 26 h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO................................................................................ 27 i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS ........................................................................................................................................... 28 (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina........................................... 29 (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia......................................... 29 (3) Interligação com outras áreas...................................................................................... 30 4. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................. 30 4.1. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................ 30 4.2. PAPEL E RESPONSABILIDADE............................................................................ 30 4.2.1. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO.......................... 30 4.2.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....................................................................................................................................... 32 4.2.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 33 4.3. RESPONSABILIDADE............................................................................................ 33 4.4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................. 33 5. ACIDENTES DO TRABALHO....................................................................................... 34 5.1 CONCEITO.................................................................................................................34 2

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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5.2 CLASSIFICAÇÃO..................................................................................................... 35 5.3 CAUSAS DOS ACIDENTES..................................................................................... 36 5.4 TIPOS DE ACIDENTES............................................................................................ 37 5.5 CONSEQÜÊNCIAS................................................................................................... 38 5.6 CONCLUSÃO............................................................................................................ 38 6. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT................................................................................. 38 I – Apresentação.................................................................................................................... 38 I – Apresentação................................................................................................................ 39 II – Recomendações gerais................................................................................................39 III – Informações gerais.................................................................................................... 40 Ocorrências:...................................................................................................................... 40 IV – Preenchimento do formulário CAT.......................................................................... 43 Quadro II – ATESTADO MÉDICO ............................................................................... 49 V – Conceito, definições e caracterização do acidente do trabalho, prestações e procedimentos................................................................................................................... 50 VI – Legislação................................................................................................................. 56 VII - Anexo I – Formulário CAT...................................................................................... 58 Anexo II – FLUXOGRAMA............................................................................................ 61 7. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA................................................................... 62 7.1 Objetivo da Sinalização de Segurança........................................................................ 62 7.2. Classificação das Cores.............................................................................................. 62 7.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES)............................................................................................................... 69 7.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA)....................................................... 69 7.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA)............................................................69 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3............................................................................................76 Limites de Tolerância para exposição ao calor..................................................................... 76 QUADRO Nº 1..............................................................................................................77 Tipo de atividade................................................................................................................... 77 QUADRO Nº 2..................................................................................................................78 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE......................................... 79 Tipo de atividade................................................................................................................... 79 Kcal/h.................................................................................................................................... 79 Trabalho leve..................................................................................................................... 79 Trabalho moderado........................................................................................................... 79 Trabalho pesado................................................................................................................ 79 9. Frio NR-15 Anexo 9......................................................................................................80 1.As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho............................................................................................ 80 Objetivo................................................................................................................................. 80 Desenvolvimento...................................................................................................................80 Análise...................................................................................................................................80 FRIO - (ANEXO 9, NR - 15 DA PORTARIA 3.214/78)..................................................... 81 10. RISCOS QUÍMICOS...................................................................................................... 87
Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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................................................................................................................................................................................................................. Tem importância fundamental.................97 Anestésicos e narcóticos.......................................................94 Toxicodinâmica.........................................Lajeado / RS .......................................................... sala 201 .................................................................................................................. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS................................. 105 ANEXO – A..................................................................................................... 89 10..................... 97 Sistêmicos..............2.......................... Via Cutânea....................................................................................................................... 115 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros............................. 267...........99 Controle e Identificação.................................. 91 b......................... DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS....................................3.......................................................................................................................................................... 93 Biotransformação................................................................ 98 Teratogênicos.....................................................................................................................100 Recomendações......................................................................................................... 98 Pneumoconióticos......................................................................................1.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 100 Fichas Químicas de Segurança........................................................................................................................................... 96 Asfixiantes...................................................... 91 c................................................98 Imunodepressores........................................................... 92 d......................... 95 Irritantes................................................................... Via Respiratória........................................................ 98 Mutagênicos................................ 97 Alergizantes..................... 100 Rotulagem................ Via Digestiva..............................................................br 4 ........... 93 Locais de acumulação (armazenamento).. 87 10........................................ INTRODUÇÃO....................CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.4.................................................................................. 98 Princípios básicos de prevenção............................... 98 Carcinogênicos..................................... 90 a........................................... principalmente por que:...........CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10.......... 92 Distribuição e acumulação dos agentes químicos....... 91 Responsável por 90% dos casos................................................................................................................................................ 89 10............................................................................... INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO........................................com......................................................................................................Injeção........... 94 Eliminação....................................

CARGA HORÁRIA: 80 horas 4.0) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I 3.br 5 . NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2. sala 201 . CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Segurança do Trabalho I (História e evolução) 2ª AULA: Segurança do Trabalho II 3ª AULA: 4ª AULA: Segurança do Trabalho III Acidentes do Trabalho I (Conceitos) 5ª AULA: Acidentes do Trabalho II (Classificação e Causas) 6ª AULA: Acidentes do Trabalho III (CAT) 7ª AULA: Riscos Laborais 8ª AULA: Cor e Sinalização de Segurança 9ª AULA: Visita à empresa 10ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 11ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 12ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 13ª AULA: Frio NR-15 Anexo 9 14ª AULA: Riscos Químicos I 15ª AULA: Riscos Químicos II 16ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 18ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. 267. AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) Relatório Visita (Peso 1.Lajeado / RS .

Ubiratan de Paula Santos. Itiro Lida. Martin Wells Astete.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes.  Acidentes do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 6 . Samir N. Mário Luiz Fantazzini. Hyppólito do Valle Pereira Filho. Fundacentro. A. José Manoel Osvaldo Gana Soto. Fundacentro. Segurança e Medicina do Trabalho. ABPA. Leila Nadim Zidon. Marco Paiva Matos.  Ergonomia – Projeto e Produção. Vilma Akemi Okamoto. Gerges. 267. Edgard Blücher Ltda. Engª Berenice Goelzer.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH.  As Doenças dos trabalhadores. Teoria e Prática. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Atlas. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira. Eduardo Giampaoli. influenciando diretamente na nota geral final.  Manuais de Legislação Atlas. UFSC.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho. Editora Atlas S. Bernardino Ramazzini.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) Trabalho em grupo (Peso 3) Observação: A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno em aula.Lajeado / RS . Jayme Aparecido Tortorello. visitas. preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle. sala 201 .  Curso Supervisores de Segurança do Trabalho. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad.com. 7. Benedito Cardella. Fundacentro. Thais Cataloni Morata.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho. Editora Hucitec.  Ruído – Riscos e Prevenção. Y. Waldemar Pacheco Jr. Fundacentro. Editora Saraiva.  Riscos Químicos.  Riscos físicos. Atlas.

 As primeiras ordenações aos fabricantes para a adoção de medidas de higiene do trabalho datam da Idade Média.C. mestre em medicina. Plinius. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPI – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. 267.Lajeado / RS .  2350 a. no transcrito. evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. onde há referencia sob “intoxicações sanitárias”.br 7 .  460 a 375 a.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio através do papiro Anastacius “V” fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro. principalmente de chumbo e mercúrio.com.  1556.  Os pioneiros do estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes foram Plínio e Rotário. água e lugares”. que fazia referencia e observações esparsas a respeito da possibilidade do trabalho ser causador de doenças. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que pela primeira vez recomendaram o uso de máscaras para evitar que os trabalhadores respirassem poeiras metálicas. sala 201 .  No Império Romano se aprofundou o estudo da proteção médico legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia. deflagrada nas minas de cobre. Doença mais comum: asma de minerais (silicose). Problemas relacionados à extração de minerais e fundição de prata e ouro. publicado por Georgius Agrícola. no Egito ocorreu uma insurreição geral dos trabalhadores. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO 1.  460 a 375 a. no Império Romano. porém com total emissão sob ambiente de trabalho.C.C. em latim a obra De Ré Metálica. “ares. Hipócrates.

tiveram grande influência sobre a segurança do trabalho no Renascimento. 267. durante a revolução industrial ocorrida na Europa. a primeira sociedade filantrópica. na obra De Sabidus Et Causis Morborum.br . 1779.  Nesse período. qual é a sua ocupação. 8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o que você faz? . sala 201 .  1760 a 1850. no mesmo ano.  Em 1779. na França.  1761. Pietro Verri fundou. proibia o trabalho noturno para crianças. destacaram-se Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador de todos os conhecimentos acumulados sobre segurança. fazendo sempre a pergunta. o médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes.  A França destacou-se como líder em Medicina e Higiene durante a 1ª metade do século XIX devido a vários estudos sobre a matéria. pois foi quando o homem começou a ser substituído pela máquina e por mulheres e crianças nas operações destas. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Medicina do Trabalho.  1802. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Os levantamentos das doenças profissionais.com. a Academia de Medicina da França já fazia constar em seus anais um trabalho sobre as causas e prevenção de acidentes. o também italiano Morganti fez uma coletânea de tudo que havia sobre medicina do trabalho. foi outro marco na evolução das doenças ocupacionais da legislação. onde descreveu o 1º câncer ocupacional. visando ao bem estar do trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes.  1700. promovidos pelas associações de trabalhadores medievais.Lajeado / RS . relacionou a patologia encontrada com a sua ocupação e o transmitiu aos responsáveis pelo bem estar social dos trabalhadores da época.  Em Milão.

 1815. na Escócia. sala 201 . no início do século XX. na França.  1906. Lamuel Schatuc fez o 1º Programa de Saúde Ocupacional nos EUA. Quatro anos mais tarde o governo inglês nomeou-o inspetor médico de fábricas. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do Trabalho. assim como o autorizou a visitar as fábricas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.  A sistematização dos procedimentos preventivos ocorreu primeiro nos Estados Unidos. 267.  1869. Michael Sadler. criou as primeiras iniciativas na universidade da legislação de proteção ao trabalho. sensibilizado com o problema procurou o médico Robert Baker para aconselhar-se sobre a melhor forma de proteger a saúde dos seus trabalhadores. apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito CPI. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. Itália. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção. que sensibilizou a opinião pública.Lajeado / RS .com. quando um industrial inglês. nos EUA. as condições de trabalho eram péssimas. que considerada como a 1ª Lei de Proteção ao Trabalhador. uma CPI. fazendo que fosse baixado o Factory Act.  1833.  1831. ocorreu o 1º Congresso Internacional de Doença do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.  1837.  1830. dado seu interesse e estudo pelo assunto.br 9 .  1846. e principalmente as das crianças. foi instituído como obrigatório na industria e comércio o serviço médico.  1842. o relatório elaborado sobre doença ocupacional. para realizar exames em crianças. em Milão. o inglês Alwin.

Ásia. ⇒ 1929.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  1910. 10 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.  A OIT tem dedicado expressiva atenção e prioridade ao campo da Saúde Ocupacional. 267.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL ⇒ 1919. quando saltavam à vista gritantes abusos e elevados riscos ocupacionais nas relações e condições de trabalho.724. sala 201 . através do Decreto Legislativo nº 3. como de atividades de pesquisa e informação ou assistência técnica internacional. Heinrich. ocorreram trienalmente Congressos Internacionais.  A 1ª das frentes – a regulamentação – surgiu da própria contingência da época da sua fundação. 1. e o 2º Congresso Internacional. concluiu que de 330 acidentes estudados apenas 30 tinham dado origem a lesões pessoais.  1969/70 – O departamento de trabalho dos Estados Unidos unifica as normas e convenções diferentes sobre Segurança e Saúde do Trabalho vigentes nos EUA. agora promovido pela Comissão Permanente. 28 de junho após a 1ª grande guerra mundial. quer através da elaboração de regulamentos. foi criada a Clínica del Lavoro.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . Grande parte dos convênios e recomendações referem-se especificamente a temas de saúde ocupacional.  1919. Austrália e América Latina os comitês de segurança e higiene nasceram logo após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). também em Milão.br . foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho. os quais só reiniciaram em 1948.  Até o advento da 2ª grande guerra mundial. 15 de janeiro. em Bruxelas. com a presença de mais de 200 participantes de 200 países.  Na África. foi aprovada a 1ª Lei de assistência médica e indenização para acidentes do trabalho. pesquisando conseqüências de acidentes.  A 2ª das frentes – pesquisa e informação – tem recebido e continua a receber notáveis contribuições para o desenvolvimento da Saúde Ocupacional. como parte do Tratado de Versalhes.

⇒ 1941. assinou o Decreto Lei nº 5. ⇒ O sistema usual de prevenção de acidentes consistia em investigar os acidentes ocorridos para descobrir sua causa. convenções e regras pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB 18. visando a eliminá-las e prevenir novas ocorrências. atendimento ao acidentado e indenização e reabilitação profissional. ⇒ Esses coeficientes tem como referência à tabela internacional organizada pela International Associantion Of Industrial Accident (Associação Internacional de Acidentes Industriais).com. fundação da ABPA. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o Presidente Getúlio Vargas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ A organização de estatísticas de acidentes de trabalho foi possível no Brasil a partir do estabelecimento de definições. 1º de maio.Lajeado / RS . ⇒ 1940. ⇒ A Segurança do Trabalho no Brasil desdobra-se nas atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA). ⇒ O levantamento dos coeficientes de freqüência e de gravidade dos acidentes permitia avaliar a eficiência do sistema de prevenção adotado. sala 201 . foi promulgada a 1ª Lei Ordinária a respeito de Segurança do Trabalho. e na fiscalização realizada por funcionários de setores da administração pública.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho dos quais só uma de maior gravidade não seria razoável continuar abandonando mais de 90% de informações provenientes de acidentes sem lesão. disseminadas no cenário empresarial. a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes. ⇒ Por meio da coleta e análise dos dados estatísticos era possível delinear objetivamente o programa de prevenção de cada empresa. aprovando a Consolidação das Leis Trabalhistas. ⇒ 1943. dia do Trabalhador.br 11 .452.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sociais e financeiros. na indústria metalúrgica. sociais e jurídicos ainda não foram suficientes para reduzir de forma significativa os níveis de acidentes de trabalho e de doenças profissionais no Brasil que. E com isso deixavase de considerar os acidentes de que não decorressem lesões. importante contribuição da área médica. rotulando-as de estatísticas de acidentes. ⇒ O fato do atendimento a acidentados ter custos mais altos do que sua prevenção foi um dos fatores que determinaram. ⇒ A Prevenção de Acidentes. a cujas mãos chegavam as mais importantes conseqüências dos acidentes do trabalho . caracteriza certas práticas prevencionistas em detrimento de outros caminhos que favorecem a pesquisa das causas. 267. são muitos altos e resultam em graves prejuízos humanos. de início. explica a visão conseqüencial que. em comparação com países de instituições mais avançadas.as lesões pessoais. realizada sob a égide do Ministério do Trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. no início do século XX. a codificação de normas de segurança. como evoluía a Prevenção de Acidentes. primeiramente. até hoje. no Brasil.com. é importante que se analise. na fabricação de móveis.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Esses mecanismos técnicos.br 12 . recebeu.Lajeado / RS . no garimpo e nas atividades agrícolas. que envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e a higiene industrial. legais. ⇒ Para falar-se das origens da Segurança do Trabalho. ⇒ Tal circunstância não só explica a liderança assumida pela medicina nos primeiros passos dados em direção à prevenção de acidentes como também esclarece porque esses passos foram dados com vistas especialmente a aspectos conseqüenciais. ⇒ Os acidentes mais freqüentes ocorrem na construção civil. E mais do que isso. ⇒ Foi assim que se desenvolveu a prática de realizar e divulgar estatísticas de acidentados. sala 201 .

⇒ É então que o empresariado começa a despertar para o aspecto econômico dessa prevenção e espalha-se a idéia de que a prevenção pode ser um bom negócio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ E contra a idéia de buscar a prevenção dos acidentes no estudo de suas conseqüências havia a inexistência de proporcionalidade entre a gravidade das lesões pessoais decorrentes de acidentes e a gravidade potencial desses acidentes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ A respeito de um acidente de que não resultasse lesão ouvia-se dizer: "não foi nada". ⇒ Um dos mecanismos mais utilizados é a elaboração de estatísticas que. ⇒ O conhecimento dos níveis de ocorrência de acidentes de trabalho é fator indispensável para a adoção de uma política trabalhista e empresarial que preserve o bem estar do trabalhador e evite custos e prejuízos aos empresários e às instituições previdenciárias. na medida de suas possibilidades. Juntam-se a isso as características da profissão médica para a qual o estudo das lesões pessoais é de sua indiscutível competência e merece todo o seu interesse. assim. governo. mostram o aumento ou queda dos índices de acidentes de trabalho num período e setor de trabalho dados. ⇒ Impunha-se novo enfoque para enfrentar as novas técnicas. E era Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 13 . continuar a abandonar a análise dos acidentes sem lesão. Se não havia acidentado não havia acidente. pois. explicava-se pelo interesse primordial pelo acidentado.Lajeado / RS . 267. empregadores e empregados adquiriam consciência da necessidade de encarar o problema de prevenção do acidente. por meio de métodos comparativos. E. ⇒ Essa maneira de considerar o assunto. Não seria lógico. embora não fosse razoável. o primeiro ditando as bases de uma legislação que visava a proteger o trabalhador da agressividade do ambiente de trabalho e os últimos obedecendo o estipulado nessa legislação. sala 201 .com. que caracterizava os que assim agiam.

⇒ 1972. passasse a Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT.com. representantes das entidades e empresas abaixo relacionadas discutiram a necessidade de elevar a carga horária prevista para os cursos de especialização em engenharia de segurança e em medicina do trabalho.Lajeado / RS . em 27/07 é e ditada a Portaria 3236 que cria o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador – PNVT.255 de 16/02 cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. ⇒ 1972.br 14 . fixando-a em um mínimo de 360 horas. preocupada com o que se referia diretamente à produção. até então preocupada principalmente com os assuntos ligados diretamente à produção.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho. em Curitiba.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho necessário passar a estudar a problemática do acidente a partir de suas causas. durante a realização do 11º CONPAT. Foi um primeiro passo para o aperfeiçoamento do preparo dos profissionais a serem utilizados.233 de 09/07 determina o cumprimento da CANPAT através de três mecanismos: ⇒ Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT) ⇒ Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SPAT) ⇒ Medalha ao Mérito de Segurança do Trabalho (MMST) ⇒ 1972. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 100 funcionários. Mas até que a engenharia. ⇒ Nessa altura tornou-se possível sensibilizar a área da engenharia. Portaria 3. com o que concordaram os representantes do DNSHT e da Fundacentro. outubro. ⇒ 1971 – Decreto 68. para a análise das causas do acidente. sala 201 .

regulamenta a Lei nº 7. ⇒ 1978. ⇒ 1985. ⇒ 1996.410 que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. Fórum permanente para discussão e revisão das normas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a Portaria 2 de 10/04 institui a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para estudar e elaborar modificações nas NR´s. em 27 de novembro sancionada a Lei nº 7.530. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . 08 junho. apresentado no Senado pelo Eng. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Decreto nº 92. a Portaria 393 de 09/04 adota o sistema de Grupos de Trabalho Tripartite (governo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho interessar-se profissionalmente pela pesquisa das causas do acidente havia um longo caminho a percorrer. da CLT.br 15 . relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. editada a Portaria 3. ⇒ Esses estudos foram realizados e serviram de base ao projeto de lei que. sancionada a Lei nº 6. caberia realizar estudos para homogeneizar os seus ditames com a legislação Regulamentadora do exercício da engenharia.com. trabalhadores e empregadores) GTT buscando um consenso nas regulamentações.410.NR do Capítulo V do Título II.º Saturnino Braga dispunha a respeito da especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. ⇒ 1977.214 que aprova as Normas Regulamentadoras .514 que altera o Capitulo V da CLT. arquitetura e agronomia. 22 de dezembro. ⇒ Além de cuidar do preparo dos profissionais previstos na portaria que analisamos. ⇒ 1986. 9 de abril. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. ⇒ 1996. sala 201 .

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Entre 1996/97 o MEC altera carga horária dos cursos técnicos passando para mínimo de 1600 hs.br 16 .com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ⇒ A especialização a nível de pós graduação dos engenheiros foi fixada com carga horária mínima de 600 horas. A primeira turma de técnicos de segurança do trabalho do Colégio Martin Luther finalizou o curso em 1999. 267.Lajeado / RS . sala 201 .

267.br 17 .1.Lajeado / RS .com. também tendo em vista o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente em geral.1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO 2. reconhecimento. avaliação e controle de fatores e riscos ambientais originados nos postos de trabalho e que podem causar enfermidade. prejuízos para a saúde ou bem-estar dos trabalhadores.1 Conceito de Higiene do Trabalho É a ciência e a arte dedicadas à antecipação. O diagrama de blocos abaixo possibilita uma melhor compreensão do conceito: É A CIÊNCIA QUE ATUA NO CAMPO DA SAÚDE OCUPACIONAL APLICANDO OS RECURSOS DA ENGENHARIA E MEDICINA Prevenir DOENÇAS DO TRABALHO Decorrentes DOS RISCOS AMBIENTAIS 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 2.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais A higiene do trabalho se relaciona direta ou indiretamente com diversos ramos profissionais: SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA ERGONOMIA ENGENHARIA HIGIENE DO TRABALHO MEDICINA DO TRABALHO DIREITO TOXICOLOGIA SEGURANÇA DO TRABALHO Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2.

267. fornece dados essenciais para a melhor interpretação do universo do trabalho. mediante análise dos agentes agressivos nos pontos de trabalho. esta ciência é essencial no reconhecimento. b) Engenharia – A engenharia está presente em todas as etapas de um programa de higiene do trabalho.com. na maioria das vezes. A higiene do trabalho. é um dos parâmetros utilizados para verificar a eficiência e subsidiar um programa de controle de riscos ambientais. Deste modo. f) Medicina do Trabalho – O controle biológico. por meio de exames médicos. como será abordado em todo este trabalho. g) Toxicologia – A toxicologia fornece dados técnicos sobre os contaminantes ambientais. os dados de avaliação de exposição a riscos ambientais auxiliam na concessão de aposentadoria especial e indenizações por incapacidade e/ou doenças do trabalho. Pode-se então afirmar que a toxicologia. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. não só este é parte do meio ambiente em geral mas. facilitando o reconhecimento dos riscos ambientais nos locais de trabalho. h) Segurança do Trabalho – A higiene do trabalho. o impacto negativo da industrialização no meio ambiente pode ser apreciavelmente reduzido. d) Saneamento e meio ambiente – A importância da higiene do trabalho.Lajeado / RS . antecede as etapas clássicas de um programa de higiene do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho a) Direito – A higiene do trabalho fornece subsídios técnicos para solução de conflitos trabalhistas envolvendo insalubridade. o ambiente de trabalho e o homem. da avaliação e controle de riscos ocupacionais ultrapassa os limites do ambiente de trabalho. No campo do direito previdenciário e civil.A higiene do trabalho não visa apenas à detecção de atividades e/ou operações insalubres.br 18 . ou seja. e) Psicologia e sociologia – A psicologia e sociologia tratam de harmonizar as relações entre processo produtivo. mas também à melhoria do conforto e qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho. através de suas etapas. muitas vezes previne também riscos operacionais capazes de gerar acidente de trabalho. avaliação e controle dos riscos ambientais. através da prevenção adequada dos riscos ocupacionais. c) Ergonomia .

Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos – do ambiente – e a fatores internos – do plano emocional. Em síntese: ocorrem quando há disfunção entre o indivíduo. esforço físico excessivo. ferramentas inadequadas ou defeituosas. fungos. devido à suscetibilidade individual. temperaturas extremas. 3. químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho capazes de produzir danos à saúde. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que propõe que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem. concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais Riscos Ambientais: são os agentes físicos. excesso de levantamento e transporte manual de pesos. fumos. máquinas sem proteção. no sentido de prevenir riscos ambientais. 2. obtendo-se melhor organização do trabalho. Riscos químicos: são aqueles que compreendem dentre outros as névoas. Todavia. não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença. Riscos Ergonômicos: estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. Os riscos ambientais se classificam em: 1. por se tratar de uma ciência que tem como objetivo principal a relação entre o homem e o meio ambiente de trabalho. propiciando bem estar físico e psicológico. 5. radiações ionizante e não ionizante. 267. arranjo físico inadequado. Ex.Lajeado / RS . pressões anormais. animais peçonhentos e probabilidade de incêndio. seu posto de trabalho ou seus equipamentos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Riscos de Acidentes: ocorrem em função das condições físicas – do ambiente físico e do processo de trabalho capazes de provocar lesões a integridade física do trabalhador. Riscos biológicos: são aqueles que compreendem dentre outros as bactérias. exigência de postura. helmintos. a higiene do trabalho. Ex.com. neblinas. vibração.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim.1. para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais. poeiras. 2. ou seja.br 19 . Riscos físicos: são aqueles que compreendem dentre outros o ruído. gases e vapores.3. protozoários e vírus. quando superados os respectivos limites de tolerância. EPI inadequado. necessita para o bom desenvolvimento e a prática de ações multidisciplinares de educação dos trabalhadores. 4. Estes limites são fixados em razão da natureza.

2 Objetivos da higiene do Trabalho Os objetivos de um programa de higiene do trabalho consistem em reconhecer. Higiene analítica: realiza as análises químicas das amostras coletadas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exige-se conhecimento de avaliação. tais como substituição do produto tóxico. c) Controle – De acordo com os dados obtidos nas fases anteriores. Assim.br 20 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. detecção de contaminantes e tempo de estudar e recomendar medidas de controle para reduzir a intensidade dos agentes a níveis aceitáveis). 267. esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado. ventilação local exaustora. tipo de análise química a ser feita.com. esta se atém a propor e adotar medidas que visam a eliminação ou minimização do risco presente no ambiente. a) Reconhecimento – Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores. etc. quais sejam: Higiene de campo: é a encarregada de realizar o estudo da situação higiênica no ambiente de trabalho (análise de postos de trabalho. fluxo de processo. sala 201 .Lajeado / RS . seleção dos métodos de coleta. uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de raios x para determinação de sílica livre cristalizada. que consistem basicamente na calibração dos equipamentos. cálculo e interpretações de dados levantados no campo. bem como dos equipamentos de avaliação. número de trabalhadores expostos. Esta etapa abrange dois ramos de higiene do trabalho. avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. tempo de coleta. layout das instalações. etc. O controle funda-se na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem: Medidas relativas ao ambiente: são medidas aplicadas na fonte ou trajetória. métodos de trabalho. por exemplo. b) Avaliação – Trata-se da fase em que se realiza a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos. ventilação geral diluidora. limpeza dos locais de trabalho. isolamento das partes poluentes. o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo. químicos e biológicos existentes nos postos de trabalho a serem avaliados.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2.

Lajeado / RS . equipamentos de proteção individual. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Medidas relativas ao homem: compreendem.com. periódico e demissional). 3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . educação e treinamento.br 21 . d) estabelecer melhores condições físicas e psíquicas no trabalho e por via de conseqüência. as quais asseguram a eficiência das leis protetoras. 267. b) OBJETIVOS a) evitar acidentes. sindicatos e empregados. • realizar estudos médicos sobre os efeitos dos agentes nocivos à saúde humana presentes nos locais de trabalho (PCMSO) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. c) PROCEDIMENTOS Para preservar a saúde e a vida do ser humano em seu ambiente de trabalho e do meio ambiente é indispensável: • realizar pesquisas e estudos técnicos a respeito das instalações de trabalho (Levantamento Ambiental de Riscos e PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). c) preparar o trabalhador para a prevenção dos desastres ocupacionais. dentre outras. SEGURANÇA DO TRABALHO a) CONCEITO SEGURANÇA DO TRABALHO pode ser definida como: um conjunto de normas destinadas à melhora dos ambientes de trabalho. • colocar em prática as Normas especiais de segurança e fiscalização que foram criadas em conseqüência da ação conjugada dos governos. a limitação do tempo de exposição. exames médicos (pré-admissional. b) minimizar as condições inseguras de trabalho. melhores condições de eficiência e de produção.

a maior riqueza da nação. Se não bastasse isso. a produtividade cresce. d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Esta disciplina.br 22 . uma fonte de experiências e conhecimentos para a preservação do meio ambiente em geral.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Ruy Aguiar da Silva Leme: “Para considerarmos o efeito de acidentes. Para cada ano. podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença. pois a poluição do meio ambiente gerada pelas atividades industriais é um problema que está gerando crescente preocupação aos serviços de higiene e segurança do trabalho. a produtividade líquida. poderíamos pensar que. para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho. assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. Essa será de início negativo. na verdade. Caso o trabalhador se aposentar. está o homem. 267. sala 201 . equipamento ou material. valores negativos.Lajeado / RS . enfoca também aspectos humanísticos. consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte”. Entretanto o menor para a força de trabalho. além dos aspectos técnicos. via produtividade no caso nacional. resultando em acúmulo de conhecimentos e aprimoramento das condições de trabalho. enquanto uma indústria tem capacidade de produzir grande quantidade de produtos por dia. pois a criança só consome. Daí a importância crescente da segurança do trabalho e o caráter social e humano de que se reveste tal sistematização de normas.com. (1) Aspectos sociais Usemos o raciocínio do insigne Prof. teremos até sua morte. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • implementar ações no ramo da segurança e higiene do trabalho constitui-se. • Intensificar ações que visem a preservação do meio ambiente externo ao local de trabalho em geral. Portanto. não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina. necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem.

contudo.6x 106 acidentes do trabalho. uma vez que é ela que paga ao incapacitado.000. O saldo total seria.00 (Cr$ 8 x 103).br 23 .(5 x 60) = 50 Suponhamos. via contribuição previdenciária e a poupança. 267. ou à família da vítima de um acidente fatal. Contudo.com. considerado em termos globais para a nação pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário no que concerne à produção e ao consumo de bens.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Totalizando a produtividade líquida do trabalhador ao longo de sua vida. igual. para sustentar o déficit correspondente aos aposentados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. suponhamos que o trabalhador consome 5 unidades por ano. isto é.00 o que nos autoriza fazer uma projeção para 1978 de Cr$ 8. O novo saldo será: S = (10 x 15) + (5 x 20) . reflete-se em toda a nação. um valor positivo. Para tornar mais claro o raciocínio.(5 x 60) = -50 O exemplo obtido não tem pretensões ao realismo. Acreditamos que alguma pesquisa em torno deste raciocínio poderá ser muito útil para mensurar os efeitos dos acidentes fatais ou que conduzam à incapacitação parcial permanente aos trabalhadores. S = (10 x 35) . temos. mostra como um acidente. vivendo aposentado dos 50 aos 60 anos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.292. um excedente que será utilizado para cobrir os déficit inicial dos filhos dos trabalhadores. (2) Aspectos econômicos As estatísticas de 1978 no dão em números redondos 1.Lajeado / RS . neste caso. Em 1977. qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano. sala 201 . dos 15 aos 50 anos. o custo direto do acidente foi Cr$ 6. que o trabalhador sofra um acidente aos 30 anos que reduza a sua produção para a metade.” Apenas acrescentando: todo o ônus causado pelo acidente. em geral.

edificação ou equipamento. porém. ou seja quase que o equivalente a 2 meses de consumo. 267.8 x 109 Se admitirmos o valor médio do barril de petróleo importado em 1978. Se utilizarmos a definição utilitária do engenheiro dado pelos americanos “Engenheiro é aquele que faz o que um leigo faz. Cr$15. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.00/dólar chegaríamos a conclusão que o acidente do trabalho nos custou o equivalente a 43 milhões de barris de petróleo. o aspecto humano é o mais importante. ater exclusivamente a este raciocínio e devemos ir mais longe.com. porém com a metade do custo”. estamos comprando alguns anos de sua vida. sala 201 .00 ao câmbio de Cr$ 20. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador.Lajeado / RS . (3) Aspectos humanos Embora não se possa exprimir em números. que segurança do trabalho é e deve ser considerada como um investimento. Não nos devemos.br 24 . o engenheiro é o homem que planeja.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Se lançarmos esta pergunta ao acadêmico de Engenharia: • • Quanto vale em reais a vida de seu pai ou seu irmão? Acreditamos que teremos respostas afirmativas à colocação anterior. projeta e executa.6 x 106 = Cr$ 12.00 x 103 x 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim o custo total seria: Cr$ 8. veremos no correr do curso. e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA Por sua formação. da mesma forma que uma máquina. pelo dano que o agente agressivo poderá causar a seu organismo. em outras palavras.

10 barras de ferro ∅ ½ polegada bastam.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. foram planejados para utilização do álcool. poderiam ser encontrados. sabe-se que os motores de combustão interna. Quando à planejamento e tecnologia nada a opor. por exemplo. não se prendendo exclusivamente à tecnologia. Entretanto. quando estamos planejando. Um engenheiro civil. Historicamente. quais as implicações para a nossa e para futuras gerações da implantação desta nova tecnologia. a ciclo Otto. bem pode mostrar como o engenheiro. causador danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. e para melhorar a octanagem seu preço de fabricação tornava-se proibitivo. foi esquecido ou ignorado o fator homem. em todas as áreas de engenharia. jamais diria:  Acho que para esta viga. altamente tóxico e cancerígeno. senão quando. sala 201 .com. o homem de planejamento. nunca prejudicá-lo. escolhido. levou os técnicos da época a procurar alternativas. A gasolina pela sua baixa octanagem não permitia a taxa de compressão necessária. Receios de dependência de países tropicais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . Devemos ter sempre em mente esta idéia. Outros exemplos. tornando-a competitiva e até mais barata que o álcool. 267. Sendo este produto.br 25 . surge o tetra etila de chumbo que possibilitou a redução de custos. verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento. Eis. na busca de combustíveis alternativos e menos poluidores. deve deter-se em todas minúcias de um problema. g) SEGURANÇA NO PROJETO Não há projeto de engenharia que não introduza um fator de segurança. foi posteriormente substituído por outros elementos químicos menos nocivos e as pesquisas e experiências continuam sendo efetuadas. Este exemplo. que deve existir para beneficiar o homem.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO Planejar seria extrapolar para o futuro.

enquanto que um aviso terá resultados muito duvidosos. Todo o engenheiro sabe que é mais fácil alterar um desenho no papel. Note-se que até este ponto estamos falando em segurança estrutural. um andaime seguro sempre será mais eficiente que um cinturão de segurança. seria feito um cálculo e aplicados coeficientes que assegurassem um perfeito desempenho da viga ou do eixo. Uma máquina projetada com painéis de comando. um sistema de exaustão de gases de uma cabine de pintura sempre dará melhor proteção que máscaras respiratórias fornecidas ao trabalhador. e uma máquina com proteção de suas partes móveis evita o acidente. Por exemplo.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Da mesma forma. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Assim. um projeto bem concebido poderá evitar tentativas de soluções futuras que. Um projeto bem executado de proteção contra incêndio. h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO Na fase de execução.Lajeado / RS . além de aumentar a segurança patrimonial. também a parte de segurança do trabalhador deve ser levada em conta. 267. evitam acidentes. além da responsabilidade do engenheiro na fiscalização e orientação do processo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. visando o cumprimento do projeto ou a qualidade do produto. Em qualquer caso. Um arranjo físico bem feito. que improvisar soluções futuras e se evitarmos ou minimizarmos as condições inseguras. sala 201 . desde que o usuário foi contemplado no projeto. aumentam a segurança do trabalhador. podem dar insegurança ao trabalhador. que obedeçam a fatores ergonômicos. nunca esquecendo que qualquer medida de proteção coletiva sempre surtirá maiores resultados do que medidas de proteção individual. reduzem a fadiga e também aumentam a produtividade. estaremos eliminando automaticamente um grande número de acidentes. além de encarecer o produto. será seguro e ao mesmo tempo pode aumentar a produtividade.br 26 . Devemos também pensar em segurança do operador. o engenheiro mecânico se recusaria a dizer: Para este motor é suficiente um eixo de 25 mm.

Aproveitando esta circunstância. Por ato inseguro entendemos aquele ato praticado conscientemente pelo trabalhador. não impede que acidentes ocorram por atos inseguros praticados pelo trabalhador ou fatores pessoais de insegurança. poeiras. por um bom planejamento e projeto. etc. 267. Porém. sala 201 . Não adianta todo um trabalho de conscientização. Um exemplo do primeiro seria o empregado que trabalha sob alguma tensão emocional e. do segundo.br 27 . mas também os riscos ambientais. e por segurança entendemos não somente os acidentes típicos. O engenheiro é o líder. o empregado não adestrado que opera uma máquina. por exemplo: apesar de conhecer o risco de incêndio num almoxarifado de explosivos. evitar os atos inseguros e uma boa parcela dos fatores pessoais de insegurança. O bom exemplo. como gases.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Já falamos que uma das causas dos acidentes são as condições inseguras. como por exemplo uma fratura ou mutilação. só poderá ser levada com sucesso pelo engenheiro.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. acima de tudo. o fazem o guia inconteste da massa trabalhadora. sabendo que dele pode advir um acidente. influi sobremaneira nos atos inseguros. Por fator pessoal de insegurança. e sua cultura. poderá..com. vapor. ou ainda problemas fisiológicos e psicológicos. se o técnico é o primeiro a infringir normas de segurança. a simples eliminação destas. por um trabalho de conscientização aliado a um treinamento. se este contar com o apoio de outras áreas do conhecimento. seja imposto. aliada aos conhecimentos tecnológicos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. seja natural. acender um cigarro. i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS A Segurança.Lajeado / RS . entendemos aqueles psicológicos ou pessoais que podem levar a um acidente.

o médico é indispensável no exame pré admissional do candidato. (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia Esta relação é bastante íntima. contribuindo para o bem estar do trabalhador.Lajeado / RS . mesmo quando estes agentes agressivos estão abaixo dos limites de tolerância. atividades de laboratório. Então vejamos: Quando trabalham em comum acordo. só o médico poderá selecionar o homem adequado. se possível. que providenciará a eliminação. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. exigem um perfil psicológico diverso de um homem de manutenção. por excelência indicada. através de exames médicos periódicos o médico poderá informar ao engenheiro certos fatores de risco.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina O médico do trabalho é um parceiro importante do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho. sob o ponto de vista psicológico para uma determinada função. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. para programar e executar o treinamento é o psicólogo. por exemplo. Também. pelo Treinamento. acusar início de surdes profissional. pois só a psicologia terá condições de usando suas técnicas. a audição do trabalhador. Da mesma forma. salvando. como controle de qualidade.com. possibilitando a este encontrar soluções tecnológicas. selecionar o homem. Exemplificando: para uma função em que seja exigido vigor físico (calceteiro. ou a neutralização. escolhendo o biótipo certo para a função determinada. pode-se evitar uma série de acidentes. Determinadas tarefas. 267. em último caso.br 28 . Se um trabalhador. do ruído. e a pessoa. Uma pessoa alérgica não será escolhida para exercer função em setor em que há poeiras ou gases. Uma associação deveras interessante está no campo da ergonomia:  Adequação homem máquina  Cujo estudo em conjunto dos dois profissionais poderá levar a soluções ótimas. o médico comunicará ao engenheiro. como já falamos anteriormente. forneiro). assim.

um contato estreito do SESMT com o setor de suprimentos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . que é preservar o bem estar do nosso semelhante. produção. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. é peça importante nesta máquina humana de evitar acidentes. é essencial para um bom desempenho desta nobre tarefa. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (3) Interligação com outras áreas Além destas relações.Lajeado / RS .com.br 29 . Devemos ter em mente que a assistente social. manutenção. pois muitos deles podem ocorrer por desajustes pessoais.

4.1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. PAPEL E RESPONSABILIDADE 4. iniciativa. Por isso deve apresentar qualidades específicas: capacidade de liderança.2. C) Assessoramento aos sindicatos e entidades de classe.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. 267. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO O profissional técnico de Segurança do Trabalho é responsável pela coordenação do emprego adequado e seguro de procedimentos na realização das atividades e tarefas exigidas numa empresa. É o elo de ligação entre o empregador e o empregado. ponderar e sintetizar. tendo em vista a erradicação e/ou minimização de condições e atos inseguros. públicos e privados. equilíbrio emocional. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO A) Empregado: estabelecimentos comerciais e industriais. avalia. investiga. Para isso. sala 201 . conforme as necessidades de utilização do material e equipamentos. no que se refere às questões de segurança. Sua atenção maior é o trabalhador. B) Assessorar profissionais da área de projetos e construção de máquinas. emitindo requisições de compras. na análise do ambiente do trabalho. perseverança. pesquisa. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO  Responde pela elaboração e correta aplicação das normas de segurança do trabalho.2. relata.br 30 .Lajeado / RS . estabelecendo os estoques mínimos no almoxarifado. bem como pelo planejamento e programação dos serviços de higiene e segurança. e o seu desempenho impõe-lhe a atenção permanente para o bom funcionamento de métodos corretos de trabalho. pelas análises das condições da empresa face à gradação de riscos. analisa. Mantém contato direto com o ser humano. Tem a função de zelar pela correta aplicação das normas de segurança.  Responde pelas atividades de ordem administrativa da área de segurança e proteção do trabalho. sociabilidade. comunicação e postura adequadas.com. conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1. aponta e sugere. capacidade de observar. 4. dinamismo. equipamentos e edificações.

com. 4.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ⇒ Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho. acompanhar vistoria nos equipamentos de proteção a incêndio realizada por entidades ligadas ao sistema de seguro da empresa. ⇒ Indicar. doenças ocupacionais. bem como orientar os subordinados.  Elaborar / orientar empresas contratadas para o uso e cumprimento das normas de segurança.  Preparar e ministrar treinamento introdutório sobre prevenção de acidentes para funcionários admitidos.2.br 31 . ⇒ Investigar os acidentes ocorridos na empresa encaminhando propostas de melhorias. através de palestras e recursos didáticos disponíveis. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. (CAT.  Participar ativamente dos trabalhos da CIPA. junto com firmas credenciadas. com o objetivo de recomendar os procedimentos de execução adequados e compatíveis com as regras básicas de segurança.  Acompanhar as inspeções de segurança dos equipamentos de combate a incêndio.  Garantir o uso de equipamentos de proteção individual através de distribuição racional e acompanhamento eficaz. encaminhamento ao SUS). prestando assessoria necessária.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a fim de transmitir de forma adequada as noções e regras básicas de segurança.  Elaborar normas e procedimentos sobre segurança e proteção do trabalho da unidade e das empresas prestadoras de serviços. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho controlando o consumo e autorizando reposição dos mesmos. observando in loco estas operações. tendo em vista o cumprimento das normas regulamentadoras. estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço. visando assegurar racional suprimento destes materiais e equipamentos.  Acompanhar teste do sistema de combate a incêndio. tendo em vista o fiel cumprimento da política de segurança estabelecida. solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utilizados na área industrial. propondo melhorias ou a sua eliminação. revisando. sala 201 . fiscalizando o cumprimento das mesmas.  Acompanhar a análise de risco de acidentes em cada operação.Lajeado / RS .

⇒ Levantamento de riscos ambientais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ⇒ Acompanhamento de perícias. limpeza. documentação e cursos). ⇒ Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco.Lajeado / RS . ⇒ Atualizar dados estatísticos de acidentes do trabalho. as mesmas estão diretamente ligadas ao ser humano. primeiros socorros e combate a incêndio. 4. ⇒ Acompanhar e apoiar as CIPA’s (eleições. ⇒ Acompanhamento de testes de EPI’s (vários fornecedores) e fazer contato com depto de compras. ⇒ Controlar extintores: validades. ⇒ Analisar funções de funcionários no local de trabalho.br 32 . ⇒ Atuar como instrutores em cursos de CIPA.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Analisar as condições de higiene do trabalho. prevenção básica. ⇒ Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao INSS e digitar laudos (DSS8030). ao trabalhador. ⇒ Fazer relatórios diários das inspeções de segurança.2. ⇒ Acompanhar descarga de amônia. recarga e conservação. ⇒ Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção (uso de EPI’s e/ou solicitando troca de equipamentos).com. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Marcar perícia (acidentes) junto ao SUS e acompanhamento do afastamento do funcionário. sala 201 . óleo diesel e produtos químicos. ou seja.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Como podemos verificar a responsabilidade do técnico de segurança do trabalho é muito grande. reuniões. ⇒ Controlar equipamentos de emergência de segurança. ⇒ Organizar e acompanhar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). pois embora exerça suas atividades principalmente na melhoria das condições do ambiente de trabalho.

com. 4. 121). porém fica excluída quando: • O empregado desobedece às ordens • O empregado provocou o acidente • Do Empregado • Cumprir as normas de segurança e saúde • Obedecer às ordens do empregador 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.4 RECOMENDAÇÕES • Cumprir as normas de SST (NR) • Cumprir a legislação previdenciária • Treinamento • Documentar • SESMT atuante e eficiente • Audiometria seqüencial • Assistente e técnico Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O Técnico de Segurança do Trabalho além das responsabilidades do dia a dia da profissão pode ser responsabilizado por danos que sua ineficiente atuação possa gerar ao trabalhador ou ao ambiente de trabalho. 267.3. RESPONSABILIDADE • Do Empregador • Cumprir as normas de segurança e saúde • Pagamento da previdência. das prestações de acidente de trabalho NÃO EXCLUI a responsabilidade civil do empregador (art.Lajeado / RS . sala 201 .br 33 .

com.Lajeado / RS . 5. no seu Art. no seu “Regulamento de Benefícios da Previdência Social”.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Doença profissional ou do trabalho. 221 que tem a seguinte redação: Acidente do trabalho é aquele que pode ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. o acidente que. ou a redução da capacidade de trabalho. Há casos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. as instalações e ao meio ambiente). no exercício de sua atividade. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. podem ser encarados como tal: 1. de acidentes que. inclusive companheiro de trabalho.br 34 . ou a perda. embora não tenha sido a causa única. 2. ACIDENTES DO TRABALHO 5. aos produtos. permanente ou temporária. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade. 267. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim à realização de um trabalho. podendo advir outras conseqüências como danos materiais (aos equipamentos. sala 201 . a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área médica. ou redução.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Advogado especializado e competente.01. que cause a morte ou perda.080 de 24. o que ocasiona sempre perda de tempo.1979. 3. porém. 4. provocando lesão corporal ou perturbação funcional. da capacidade para o trabalho.1 CONCEITO A definição legal é dada pelo Decreto 83. o acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. Para a Segurança do Trabalho. haja contribuído diretamente para a morte . ligado ao trabalho.

b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. COM AFASTAMENTO: é o acidente que provoca incapacidade temporária. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 5. de negligência ou de imperícia de terceiro. Incapacidade permanente parcial: é a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado. inundação ou incêndio. 5. inclusive de terceiro. no mesmo dia do acidente. e) desabamento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ofensa física intencional. d) ato de pessoa privada do uso da razão. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. c) ato de imprudência. sala 201 . Incapacidade temporária: é a perda de capacidade do trabalho por um período limitado de tempo.Lajeado / RS . depois de algum tempo afastado do serviço. como fazia antes do acidente. seja qual for o meio de locomoção utilizado. a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele.2 CLASSIFICAÇÃO SEM AFASTAMENTO: é o tipo de acidente em que o acidentado pode continuar sua função normal. o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho. d) no trajeto da residência para o trabalho e vice versa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em intervalo de trabalho. (perda de um dos olhos.br 35 . inclusive de propriedade do empregado. ou no próximo. É aquela em que o acidentado. no horário normal de trabalho. c) em viagem a serviço da empresa. inclusive companheiro de trabalho. 267. de um dedo.com. em caráter permanente. etc. num superior a um ano. devido ao acidente. incapacidade permanente ou morte do acidentado. volta ao mesmo executando suas funções normalmente.

perturbação mental. c) falta de proteção nas máquinas. brincadeiras. 5. conflitos. sabendo que dele pode advir um acidente. capacidade de concentração.Lajeado / RS . utilização de ferramental inadequado. * FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA: a) fatores fisiológicos: surdez.br 36 . vestimenta inadequada. pé direto baixo.com. e) condições gerais: retirada ou neutralização de dispositivos de segurança. d) não utilização de EPI. armazenamento contrário as normas de segurança. insuficiência visual. piso irregular e ou escorregadio. b) falta de sinalização. inteligência. desatenção. escadas mal projetadas. INSTALAÇÕES: inadequadas: a) localização inadequada. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. displicência. que põe em risco a integridade física do trabalhador. curiosidade. dos dois pés. rapidez de raciocínio). 1. * CONDIÇÕES INSEGURAS: são aquelas atribuídas ao ambiente de trabalho. espaço físico deficiente. desconhecimento do processo ou da máquina.3 CAUSAS DOS ACIDENTES * ATOS INSEGUROS: são aqueles atos praticados conscientemente pelo trabalhador. alcoolismo. d) ferramental inadequado e ou defeituoso. mesmo que a prótese seja possível). c) condições emocionais: tensão. sala 201 . b) fatores psicológicos: falta de aptidão. epilepsia. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. (perda de uma das mãos. negligência. manipulação de carga incorreta. desobediência. traços de personalidade (percepção. São aquelas que expõem o trabalhador a um risco derivado da própria natureza da empresa ou do tipo de atividade a que ele está exposto. problemas psicomotores.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Incapacidade permanente total: é a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.quando o trabalhador sofre batida de objetos. 5. 3. Prensagem entre . sem manutenção.decorem da má posição do corpo.quando ocorre a prensagem do corpo ou parte dele entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois móveis. sem proteção. Queda de objetos .quando o trabalhador bate o corpo ou parte dele contra objetos. 4. 7. 267. sala 201 . k) armazenagem contrária às normas de segurança. quando cai de local mais alto. Queda da pessoa: a. h) produtos químicos i) aerodispersóides (poeira. Batida por . 2. 5. b. MÁQUINAS. 8. g) calor.br 37 . adaptadas. Batida contra . E FERRAMENTAS: inadequadas. 3. de nível elevado. de movimentos brusco em más condições ou super esforço empregado. MATÉRIA PRIMA: inadequada. frio ou ruído excessivo.). j) instalações elétricas. quando escorrega ou tropeça.Lajeado / RS . 2. umidade. EQUIP.quando o trabalhador é atingido por um objeto que cai devido à ação da gravidade. vapor. de mesmo nível. etc. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. atingindo principalmente a coluna vertebral e a região lombar. 9. 6. TEMPO: exigência de alta produtividade. f) iluminação deficiente. Contato com temperaturas extremas e ou umidade. Contato com produtos químicos. Contato com eletricidade. 4.4 TIPOS DE ACIDENTES 1.com. defeituosas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho e) falta de ordem e ou limpeza. Esforço excessivo ou mau jeito .

PAGAMENTO DE SEGUROS para Indenização de acidentes e doenças ocupacionais. IV – Preenchimento do formulário CAT. emocionais. ausência de contribuição social. definições. PARA O TRABALHADOR: problemas físicos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. V – Conceito. II – Recomendações gerais. PARA A EMPRESA: substituição do acidentado. PARA A NAÇÃO: diminuição de trabalhadores ativos e aumento de inativos. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 5. aposentadorias precoces por invalidez ou doenças ocupacionais. anexo II . redução de produção e por conseqüência de lucro. 2. VII – Anexos: anexo I .com. 6. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 3. aumento de custo na folha de pagamento. VI – Legislação. PARA O GOVERNO: pagamento do trabalhador encostado no INSS. financeiros.6 CONCLUSÃO Os acidentes do trabalho causam muitos problemas a todos e custam muito mais que investir em prevenção.Formulário da CAT. ausência do profissional treinado.5 CONSEQÜÊNCIAS 1.br 38 . prestações e procedimentos. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT I – Apresentação. 5.Fluxo da CAT. caracterização do acidente do trabalho. 4. III – Informações gerais.Lajeado / RS .

2. tendo em vista as informações nele contidas. impressa em papel. II – Recomendações gerais Em face dos aspectos legais envolvidos. em duas vias ao INSS.032/95.INSS e Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. principalmente o completo e exato preenchimento do formulário. dentre elas: 1 – não assinar a CAT em branco.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS. verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos. prevista no subitem 1. com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9. mas também trabalhista e social. de preferência com caneta esferográfica.br 39 . Instituto Nacional do Seguro Social . 267. elaborado por equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS. 5 – não conter emendas ou rasuras. 8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser substituído por impresso da própria empresa. 4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho I – Apresentação O objetivo deste manual. desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico. Cabe ressaltar a importância da comunicação. recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT. que reterá a primeira via. observada a destinação das demais vias. é assegurar o correto preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT.172/97. regulamentada pelo Decreto nº 2. A comunicação.com. estatístico e epidemiológico. não apenas do ponto de vista previdenciário. sob pena de multa em caso de omissão.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .Lajeado / RS . objeto deste manual foi prevista inicialmente na Lei nº 5. 7 – apresentar a CAT. A Lei nº 8. 6 – evitar deixar campos em branco. 2 – ao assinar a CAT. 3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico.316/67. cabendo observar que o formulário Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

III – Informações gerais 1 – Comunicação do acidente 1.com.1 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho. sucessivamente aumentada nas reincidências. havendo ou não afastamento do trabalho.2 – A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT. comunicado anteriormente ao INSS. já CAT comunicação de óbito.br Tipos de CAT: CAT inicial. ocorrido com seu empregado. 1. b) reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho.Lajeado / RS . c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. cabendo a este comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT. 1. CAT reabertura. típico ou de trajeto. 267. 1. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição. aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2. ou doença profissional ou do trabalho. 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador. as seguintes ocorrências: Ocorrências: a) acidente do trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”. em caso de morte.0 2ª via – à empresa. de imediato à autoridade competente.173/97. 3ª via – ao segurado ou dependente. preenchido em quatro vias. com a seguinte destinação: 1ª via – ao INSS.3 – A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma. 40 .1 – Deverão ser comunicadas ao INSS.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS. ocorrido após a emissão da CAT inicial. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e.1.

ferroviário. que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria. 1. salvo a reabilitação profissional. no campo “CNAE”. aeroviário.8 – Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços. Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). ao seu sindicato preencher e assinar a CAT. 1. 1.br 41 .5 – No caso do trabalhador avulso.1 – Neste caso. a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado. a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS. 1. os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados. a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora. na falta deste. trabalhador avulso. motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa caberá ao representante desta comunicar o acidente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Marinha. 1.1 – São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral. 1.1 – Para este trabalhador. 1. pelo médico responsável pelo atendimento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e.4 – Tratando-se de trabalhador temporário. aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. os comandantes de unidades militares do Exército. registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e. no campo próprio. embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente.Lajeado / RS .9 – É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade. 1. sala 201 . pelo sindicato da categoria ou autoridade pública. informando.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. compete ao OGMO e.5. a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente. o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente.6 – No caso de segurado especial. 1. médico-residente ou segurado especial.10 – Tratando-se de presidiário. do sindicato da categoria.9. 267.7 – Quando se tratar de marítimo. na sua falta.6.

do atendimento médico ou da residência do acidentado. o que jurisdiciona a sede da empresa.15 . 1. podem formalizá-la o próprio acidentado. e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento. que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1.6. 1. quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS. sala 201 . acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa. deverá ser emitida CAT por aquela empresa.1. com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1.Lajeado / RS .A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado. bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física. beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.11 – Na falta de comunicação por parte da empresa.12 – Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador. 1. 267. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública prevista no subitem 1.15. 2 – Comunicação de reabertura 2. médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7). o sindicato da categoria.com.1 – As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário.1 – A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT.13 – No caso de doença profissional ou do trabalho. 1.1 – Deve ser considerada como sede da empresa a dependência.6. 1.11.14 – Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida.br 42 . seus dependentes.1. tanto a matriz quanto a filial. do local do acidente.

3 – Comunicação de óbito 3. sendo: Campo 2. segurado ou seus dependentes.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo 1. ocorrido após a emissão da CAT certidão de óbito e quando empregador. último dia trabalhado.br 43 . constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. Deverá ser anexada a cópia da houver. do óbito. exceto quanto ao afastamento. será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito. médico assistente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1 da Parte III). que serão relativos à data da reabertura.com.Lajeado / RS . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o (1) (2) (3) (4) (5) CAT. sala 201 . (2) reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS). (3) comunicação de óbito – refere-se à comunicação inicial.2 – Na CAT de reabertura deverão constar às mesmas informações da época do acidente. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura.1 – O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional. Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia. sindicato. autoridade pública (subitem 1. sendo: (1) inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho. atestado médico e data da emissão. em decorrência de acidente do trabalho.6. responsável pela emissão da CAT. do laudo de necropsia. IV – Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I.

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Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial. Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97: a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional; b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço; c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993. Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo: (1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora; (2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ; (3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física; (4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial. Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

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Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco. Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97). Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960. Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (2) feminino. Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado. Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS. Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor. Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade. Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco. Campo 20. Remuneração mensal – informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

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Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença. Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação. Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo: (1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90). Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando se tratar de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural. I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998. Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 33. Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do trabalho. Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 34. Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda. Campo 39. equipamento ou ferramenta. rampa de acesso. Ex: 23/11/1998. choque elétrico.Lajeado / RS . Campo 42. Munícipio do local do acidente . seja externa ou internamente. ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado.com. sendo: (1) em estabelecimento da empregadora. (2) em empresa onde a empregadora presta serviço. UF . Obs.informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente. ou produtos químicos. posto de trabalho. Descrição da situação geradora do acidente ou doença Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33. CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença. Campo 36. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador. Obs. Campo 35. Campo 38. no caso de constar no campo 35 a opção 2. 267. – para doenças profissionais. Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio. Campo 40. nome da rua. atropelamento. Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado. Campo 37. etc.br 47 . (5) outros. sala 201 . (3) em via pública.). Campo 41. agentes físicos ou biológicos como benzeno. (4) em área rural. ainda que a jornada não tenha sido completa. ruído ou salmonela. como uma prensa ou uma injetora de plásticos. sílica. Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente. quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente. podendo ser máquina. do trabalho.informar o nome do município onde ocorreu o acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos. o laudo de necropsia. No caso de acidente com morte. o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado.tratando-se de acidente de trajeto. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. . fica dispensado o carimbo. Campo 44. independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente. 267. devendo ser apresentada a certidão de óbito e. quando houver. e não benzenismo). após a emissão da CAT inicial.br 48 . . I. a empresa deverá emitir CAT para a comunicação de óbito.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Obs.com. Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito. No caso de constar 1 (SIM).no caso de doença. Quadro II – ATESTADO MÉDICO Deverá ser preenchido por profissional médico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente. Campo 43. o preenchimento é dispensável.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença. Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial. descrever a atividade de trabalho. Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT.Lajeado / RS . Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes. Obs. devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura.4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS Campo 45 a 52. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato. Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT. deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente. especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho. sala 201 .

Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. etc. b) M65. Obs.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho. 4 – entorse e distensão do tornozelo.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 53. Campo 61. mesmo que superior a quinze dias. Exemplo: a) edema. Campo 59. concausas. 267. como condições patológicas pré-existentes. edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. o diagnóstico. sala 201 . Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? informar (1) sim ou (2) não. Exemplo: 15:10. b) tendinite dos flexores do carpo. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional. equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita. Data – informar a data do atendimento. informando a natureza. Campo 57. se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença. utilizandose quatro dígitos para o ano.br 49 . Exemplo: a) entorse tornozelo direito.informar (1) sim ou (2) não. sistemas ou aparelhos. se há recomendação especial para permanência no trabalho. objetivamente.com. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto. Diagnóstico provável – informar. A data deverá ser completa. Campo 54. Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento. b) sinais flogísticos. Campo 55.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 9 – sinovite ou tendinite não especificada. Campo 60. Campo 58. Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico. justificar. Campo 62. Local e data – informar o local e a data do atendimento médico. Houve internação? . Exemplo: 23/11/1998. Exemplo: a) S93. Campo 56. citando a parte do corpo atingida. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10.

2 – Em caso excepcional. 1.172/97. 1. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a acidente do trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. 267. desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. médico residente.1 – Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. c) a que não produz incapacidade laborativa. V – Conceito.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. trabalhador avulso.172/97. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura. com o segurado empregado. 1. b) a doença do trabalho.2 – Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa. 1. constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2.br 50 . carimbo e CRM do médico responsável. prestações e procedimentos 1 – Conceito do acidente do trabalho e doença ocupacional. nos termos deste item: a) a doença profissional.1. constatando-se que a doença não incluída na relação constante do Anexo II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. b) a inerente a grupo etário. Quadro III – INSS Campos de uso exclusivo do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. a perda ou redução. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. da capacidade para o trabalho.1 – É considerado como acidente do trabalho. definições e caracterização do acidente do trabalho.1. temporária ou permanente.com. sala 201 .

sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. embora não tenha sido a causa única.br 51 . em conseqüência de: a) ato de agressão. d) ato de pessoa privada do uso da razão. inundação. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. 267. ou de companheiro de trabalho.3 – Equiparam-se também a acidente do trabalho: I – o acidente ligado ao trabalho que. e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva. qualquer que seja o meio de locomoção. IV – o acidente sofrido.com. salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. 1. c) em viagem a serviço da empresa. inclusive veículo de propriedade do segurado. inclusive veículo de propriedade do segurado. para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho. sala 201 . d) independentemente do meio de locomoção utilizado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. de negligência ou de imperícia de terceiro. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. por motivo de disputa relacionada com o trabalho. II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho. b) ofensa física intencional. c) ato de imprudência. quando financiada por esta. inclusive de terceiro. e) desabamento. inclusive para estudo.Lajeado / RS .

refeição ou do trabalho. 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho. cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro.5 – Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. independentemente do meio de locomoção.3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o empregado será considerado a serviço da empresa.3.6 – Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho.2 – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles.1 – No período destinado à refeição ou descanso. 1. 2 – Campo de Aplicação 2. 1. resultante de outra origem. no caso de doença profissional ou do trabalho. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas.4 – Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional. 1. f) no percurso da residência para o OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela. Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais. no local do trabalho ou durante este. 267. sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico.7 – Será considerado como dia do acidente. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior. sala 201 . tratando-se de trabalhador avulso.com.br 52 . deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado.Lajeado / RS . 1. o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho.1 – As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado.

br 53 .16º dia de afastamento consecutivo para empregado.concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria.138.afastamento do trabalho por invalidez acidentaria. -redução da . especial ou idade pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer ou retornar à atividade sujeita a este regime.data do afastamento demais segurados. ou . o aposentado por tempo de serviço. d) ao facultativo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.volta ao trabalho. .Lajeado / RS .alta médica. .afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho.morte.morte. na empresa.óbito.1 – Serviço: reabilitação profissional.com. .92) Acidentado do trabalho .no dia seguinte à cessação do auxíliodoença. c) ao autônomo e outros equiparados. 267. exceto ao salário-família e à reabilitação profissional. de 28/12/90). 91) Acidentado do trabalho .data do óbito.3 – A partir de 11/11/97.no dia em que o auxílio-doença Aposentadoria por invalidez (esp. . não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade. sócios que não tenham. -morte por acidente do . -concessão de aposentadoria. . . -cessação da invalidez.dia seguinte a capacidade laborativa cessação do auxíliopor lesão acidentaria. -cessação da incapacidade. . d) ao segurado especial.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ao trabalhador avulso.94) Pensão Acidentado do trabalho Dependentes do teria início. membro de conselho de administração de sociedade anônima. 2. 3.2 – Benefícios pecuniários: CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DA CESSAÇÃO BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS DATA DE INÍCIO VALOR Auxílio-doença (esp.volta ao trabalho. . sala 201 . 2. doença. diretor não empregado. . . Prestações por acidente do trabalho ou doença ocupacional 3.2 – Não são devidas as prestações relativas ao acidente do trabalho: a) ao empregado doméstico. 3. -morte do 91% do salário de benefício 100% do Salário de benefício Auxílio Acidente (esp. b) ao empresário: titular de firma individual urbana ou rural. ou 50% do salário de benefício 100% do Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a condição de empregado. c) ao médico-residente (Lei nº 8.

Cód. dependente.1 – acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa). após análise administrativa dos dados sobre o acidentado e das circunstâncias da ocorrência e o devido enquadramento nas situações previstas na legislação pertinente (Lei nº 8.3 .Lajeado / RS . 267.1 – Esta informação constará no campo de responsabilidade do INSS.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (esp.213/91).Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário. sala 201 . 3.br 54 . constante na CAT.1 – Os acidentes são classificados em três tipos: Cód. após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS. até o máximo de 36 (trinta e seis).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. salário de benefício Obs. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. quando o INSS responderá o quesito “É reconhecido o direito do segurado à habilitação ao benefício acidentário?”. b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado.A prestação de assistência médica não é atribuição do INSS. 3. 4. .Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho: a) o reinício será na data do novo afastamento.: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor. b) o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento. reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura.data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito.3. 3. Cód.1. 4 – Caracterização 4.com.4 .2 – doença profissional ou do trabalho. apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses.1 .93) Acidentado do trabalho trabalho.3 – acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou refeição para o local de trabalho e vice-versa). quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante. -cessação da qualidade de dependente.

2 – O INSS informará na CAT.172/97. carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica. quando tratar-se de médico residente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.com. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão. . que ocorrerá a partir do primeiro dia de afastamento para o trabalhador avulso. munido da seguinte documentação: .PIS/PASEP.Não é responsabilidade do INSS a caracterização do nexo técnico para fins de exame pré-admissional ou demissional da empresa. CPF.2. .Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente do trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2. o nº do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação.Comunicado o acidente ou doença do trabalho o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS.2 .1. . . b) a doença e o trabalho. a data do recebimento. sala 201 .Comprovante de inscrição no INSS.2 . para habilitação ao benefício.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. Habilitação dos benefícios acidentários 5.Lajeado / RS .Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS). Nos casos de morte a avaliação quanto ao nexo "causa mortis" e o acidente ou doença do trabalho ocorrerá após a comunicação do óbito ao INSS.1 .Relação dos 36 últimos salários de contribuição apurados até 48 meses Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. segurado especial e médico residente e no caso de empregado a partir do 16º (décimo sexto) dia de afastamento do trabalho por acidente ou doença.br 55 .2. c) a “causa mortis” e o acidente.Declaração do OGMO ou Sindicato para o trabalhador avulso. a doença e o trabalho e definição do grau de incapacidade pela perícia médica do INSS na forma prevista no subitem 4.Após a habilitação o direito ao benefício dar-se-á posteriormente ao reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão. 5. Cédula de identidade.1 .Contrato de trabalho quando não constar na CTPS. sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS. o código da unidade. . 4. 4. 4.2.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho anteriores ao mês do afastamento.Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte.2 O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos. VI – Legislação • • • Lei nº 8. .528/97. para concessão ou indeferimento do benefício acidentário. . Termo de Tutela/Curatela.br 56 . 267. .com.Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão. . Decreto nº 2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial.Ocorrência policial (quando houver). .Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Certidão de Nascimento dos dependentes e quando for o caso.172/97.Endereço completo com CEP atualizado.032/95 e da Lei nº 9.173/97.213/91 com alterações da Lei nº 9. visando a elucidação e comprovação dos fatos.Outros que se fizerem necessários a cada caso. para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho. . Decreto nº 2. sala 201 . bem como emitir pesquisas e diligências. . 5.

267.Anexo I – Formulário CAT Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho VII .br 57 .Lajeado / RS .com.

267. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Anexo II – FLUXOGRAMA Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .br 58 .com.

Lajeado / RS . denominando-se o fenômeno síntese aditiva (ilust.1 Objetivo da Sinalização de Segurança A sinalização de segurança visa organizar e identificar situações de risco nos setores de trabalho. as primárias são: vermelho. produzem todas as cores do espectro. o artista e todos os que trabalham com substâncias corantes opacas (cores-pigmento.com.br 59 . COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 7. A mistura dessas três luzes coloridas produz o branco. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 7. 7. às vezes denominadas cores de refletância ou cores-tinta) as cores indecomponíveis são o vermelho. verde e azul-violetado. sala 201 . Classificação das Cores Cor geratriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis que. misturadas em proporções variáveis. 3). objetivando a prevenção contínua de acidentes na empresa. Para os que trabalham com cor-luz. Para o químico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.2. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 2). o amarelo e o azul (ilust.

verde e azul). 267. Cor secundária . A mistura dessas três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Desde as experiências de Lê Blond em 1730. adota-se em Física a formulação de que cores complementares são aquelas cuja mistura produz o branco. Segundo Helmholtz. todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples. azul e laranja. excluindo-se o verde puro. as primárias são o magenta. A superposição de filtros coloridos magenta. pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente.Desde a época de Newton. Cor terciária . formando os seguintes pares: vermelho e azul.é a cor formada em equilíbrio óptico por duas cores primárias. Em Física. interceptando a luz branca. amarelo e ciano.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. essas cores vêm sendo consideradas primárias. reduzindo-se assim para três as quatro cores primárias de Leonardo da Vinci (vermelho. ou por transparência em retículas. amarelo.é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. Cor complementar . o amarelo e o dano. amarelo e anil.esverdeado. Nas artes gráficas. cores complementares significam par de cores.br 60 .Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. produz igualmente o cinza-neutro. complementando uma a outra. sala 201 .

267. dependendo da percentagem de azuis. Nessa indução reside a essência da beleza cromática. das mutações cromáticas e do fenômeno da cor inexistente. e o verde. Cor natural é a coloração existente na natureza. a luminosidade e a saturação. são necessários o branco e o preto. Os verdes. na impressão gráfica. Além disso. sala 201 .br . Cores frias . parecerá frio. e as demais cores em que eles predominem. além das cores primárias. podemos classificar como indução as manifestações dos contrastes simultâneos de cores.Lajeado / RS . parecerá quente. vermelhos e amarelos de suas composições. O mesmo verde. bem como as outras cores predominadas por eles. frente a vários azuis. uma cor tanto poderá parecer fria como quente. Para a reprodução aproximada de sua infinita variedade. carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Cores quentes .são o vermelho e o amarelo.A aparência da cor se caracteriza por três valores: a tonalidade. dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromática. Em certa medida. numa escala de amarelos e vermelhos.são o azul. violáceos.com. Cores e tons . Cor induzida é a coloração acidental de que se tinge uma cor sob a influência de uma cor indutora. Cor aparente ou acidental é a cor variável apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influência de outras cores próximas. Um verde médio. 61 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

que incorpora aos objetos. ou vice-versa. vice-versa. Considera-se mais saturada. o rosa é menos saturado que o vermelho porque contém branco. além dos elementos citados. ou matizes diferentes por que pode passar uma cor. sala 201 . claridade ou saturação próprias. o valor como estimulante da atenção que uma cor provoca.com. como tão violáceo quanto a luz do mercúrio que o ilumina. É o efeito produzido pelo suavizamento ou escurecimento de uma tinta pela adição do branco ou preto. não depende unicamente de sua tonalidade.que depende da quantidade de preto ou gris que contém e faz com que uma cor se aproxime mais ou menos do branco (luminoso) ou do preto escuro). quando iluminado por ela. diz-se que tem saturação máxima. vermelho. etc. Exemplificando. que se especifica com os termos azul.Lajeado / RS . Saturação . Na maioria das vezes não atentamos para a diferença de coloração e continuamos a considerar branco o lençol. Quando uma cor se encontra em sua máxima força e não contém nenhuma fração de branco e preto. por meio emprego adequado das cores. por uma codificação do cérebro. Se neste entram apenas os elementos físicos (luz) e fisiológico (o olho). quando em realidade ele é tão amarelo quanto a luz incandescente. tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violácea de mercúrio. partindo-se do mais claro até o mais escuro. O poder de excitação. Pode-se dizer também.É a característica quantitativa de uma cor. PERCEPÇÃO DA COR O fenômeno da percepção da cor é bastante mais complexo que o da sensação. Uma forma (um objeto. podemos citar o fato de um lençol branco nos parecer sempre branco. que é a gradação de uma cor.br . 267. Luminosidade . amarelo. etc) pode reforçar-se sem aumentar e. Por exemplo. um texto. verde.É a capacidade de reflexão da luz. naquele entram. a cor que menos branco ou preto contiver.É a característica qualitativa de uma a cor.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Tonalidade . mas também da superfície que ocupa e das cores vizinhas (sobretudo do fundo). os dados psicológicos que alteram substancialmente a qualidade do que se vê. como uma de suas características físicas. a cor apresentada por eles quando iluminados pela 62 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ou quanto mais pura for.

A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. Contraste: o contraste simultâneo se baseia no princípio de que nenhuma cor tem valor por si mesmo. com Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . Visibilidade das cores As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. Na percepção distinguem-se três características principais que correspondem aos parâmetros básicos da cor: matiz (comprimento de onda). e é muito escassa também a do azul-verde. 267. atenuando as restantes com branco ou preto.com. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto.O contraste branco-preto tem um valor médio. Apesar de ser forte.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho luz solar. e sim que se matiz é acentuado.O contraste branco-preto tem um valor médio. e é muito escassa também a do azul-verde. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros. puro. valor (luminosidade ou brilho) e croma (saturação ou pureza da cor). que irrita os olhos. devido à ação simultânea das complementares. devido à ação simultânea das complementares. Contraste de branco ou preto: dá-se no claro escuro entre o branco.br 63 . transformando em valor subjetivo as cores permanentes dos corpos naturais. Contraste de saturação: produz-se pela modulação de um tom saturado. não resulta ofensivo caso se procure ressaltar uma só. que irrita os olhos. o preto e o cinza.Lajeado / RS . atenuado ou modificado pela influência das cores justapostas. As principais formas de contrastes geralmente consideradas como meios ótimos de expressões cromáticas são: Contraste de tom: o mais contrastante é o de duas complementares empregadas sem modulações intermediárias.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros das cores.

Letras brancas sobre fundo azul.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho preto. Estes fenômenos são de ordem fisiológica.br . em que tantas vezes útil selecionar cores que se intensificam reciprocamente. Assim. Letras vermelhas sobre fundo preto. branco ou cinza. Contraste de superfície: baseia-se no equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas cores e seu grau de calor: menor espaço para as cores quentes e mais espaço para as frias. principalmente da letra sobre fundo. e resultam da irritação e cansaço de um ponto da retina. sala 201 . são mais visíveis: Letras pretas sobre fundo branco. Letras brancas sobre fundo vermelho. As letras cinzas são sempre relativamente legíveis sobre qualquer fundo de cor: tem maior destaque sobre o branco. 267.seja por exemplo. complementar do violeta. Depois. e sua tonalidade torna-se amarelada. cuja cor não muda. isto é o vermelho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Letras azuis sobre fundo branco. várias experiências psicotécnicas têm mostrado que certos contrastes garantem a maior legibilidade de longe.Lajeado / RS . Letras vermelhas sobre fundo branco. e o violeta adquire um tom púrpura. Por exemplo.com. se fixarmos atentamente estas cores as veremos tomar cada uma a tonalidade complementar da vizinha: é o contraste de tonalidade. recebe o amarelo. que se torna ainda mais nítido para os quadrados primeiro (verde) e último (violeta). por isso. chamam mais a atenção. o violeta e verde justaposto:ao violeta acrescenta-se a cor complementar do verde. e. É grande a importância deste fenômeno de contrastes simultâneos na elaboração de cartazes. o verde por sua vez. 64 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Letras amarelas sobre fundo preto.

267. uma letra escura sobre fundo claro é o mais legível de mais longe que o inverso e se utilizaria uma cor clara em fundo escuro. em conseqüência de um fenômeno de irradiação entre duas superfícies da mesma dimensão. Em geral. porque a cor escura do fundo absorve a cor clara da letra.Lajeado / RS . uma muito luminosa e a outra escura. Do mesmo modo. sala 201 . com a finalidade de facilitar a identificação e evitar acidentes. a letra tem de ser mais forte.com. a primeira parece maior. 7. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 65 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O grau de legibilidade de letras coloridas sobre fundos de cor será mais ou menos acentuado segundo mais ou menos abertas as letras.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES) Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis para o emprego de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores elétricos.

amarelo.1. . 7.5. . Cor na segurança do trabalho. . podendo ser complementada por normas específicas. a fim de não ocasionar distração. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho. a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.1.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA) 26. confusão e fadiga ao trabalhador. 7. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. delimitando áreas.1.5. 26. .1.laranja. indicadas pela necessidade de determinadas atividades.púrpura. .NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.marrom. especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho.1. sala 201 . será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. empregadas para identificar e advertir contra riscos. 26.cinza. As cores aqui adotadas serão as seguintes: .1.1.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA) Objetivo: Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes. .br 66 .1.branco.verde.com. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível.lilás. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.3. . identificando os equipamentos de segurança. sempre que necessária.azul. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Esta Norma aplica-se a identificação de tubulações de maneira geral. 26.4. 267.1.vermelho.preto. Esta Norma Regulamentadora . A indicação em cor. 26.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. .2. . 26.Lajeado / RS .alumínio. . 26.

deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não-liquefeitos. É empregado para identificar: .2. assinalando: .partes baixas de escadas portáteis.Alerta). .mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). 26.Lajeado / RS . Em canalizações. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa .3.localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. suporte. .tubulações. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco.em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. sala 201 .5. . O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!".extintores e sua localização. .bombas de incêndio. . . . parapeitos. .1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.sirenes de alarme de incêndio. .com.espelhos de degraus de escadas.rede de água para incêndio (sprinklers). Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.nas luzes a serem colocadas em barricadas.caixas com cobertores para abafar chamas. .caixa de alarme de incêndio.corrimões.1. A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo. 267. .5.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. Amarelo. moldura da caixa ou nicho).portas de saídas de emergência.baldes de areia ou água.hidrantes. . dentro da área de uso do extintor). . . para extinção de incêndio. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. . .br 67 . válvulas e hastes do sistema de aspersão de água.transporte com equipamentos de combate a incêndio.indicações de extintores (visível a distância.

5. . .4. caçambas e gatos-de-pontes-rolantes.meios-fios. etc.vigas colocadas a baixa altura. por meio de faixas (localização e largura). postes.localização e coletores de resíduos. colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar.passarelas e corredores de circulação. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1.comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco. .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho . 267. guindastes.paredes de fundo de corredores sem saída. .pára-choques para veículos de transportes pesados.) e de plataformas que não possam ter corrimões.cavalete. . . vigas.cabines. .bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poços.com. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. etc.pilastras. tais como empilhadeiras. tratores industriais. porteiras e lanças de cancelas. . com listras pretas.bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização. .bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente.direção e circulação.Lajeado / RS . O branco será empregado em: . .áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência. .br 68 . .áreas destinadas à armazenagem.zonas de segurança.equipamentos de transporte e manipulação de material. Branco. onde haja necessidade de chamar atenção. pontes-rolantes. . 26.fundos de letreiros e avisos de advertência.. entradas subterrâneas.. escavadeiras. vagonetes. por meio de sinais. . sala 201 . .faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. . . reboques. . etc.localização de bebedouros. .

5.Lajeado / RS . 267. de partida. . etc.macas.prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. .emblemas de segurança. quando condições especiais o exigirem.7.5.localização de EPI.porta de entrada de salas de curativos de urgência. avisos de segurança. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. . ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. 26..1. óleo combustível.).chuveiros de segurança.dispositivos de segurança. O azul será utilizado para indicar "Cuidado!".fontes lavadoras de olhos.6.avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência. O preto poderá ser usado em substituição ao branco. 26.canalizações de ar comprimido. .5.1. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. . Azul.caixas de equipamento de socorro de urgência. Preto. piche. caixas contendo EPI. .br 69 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. etc. . . asfalto. que deverão permanecer fora de serviço.mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica). sala 201 . . ou combinado a este.1.caixas contendo máscaras contra gases. Deverá ser empregado para identificar: . Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". boletins. . .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.canalizações de água. Será também empregado em: .quadros para exposição de cartazes. alcatrão.5. ou fontes de energia dos equipamentos.com. . . O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante.

1.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo.9. prensas. .partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. . .10.1.br 70 .partes móveis de máquinas e equipamentos. .5.8. . .1.5.canalizações contendo ácidos.1.faces externas de polias e engrenagens.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.5. 26. sala 201 . 26.locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.dispositivos de corte.11. A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. Púrpura. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados.Lajeado / RS .com. Deverá ser empregada a púrpura em: . .5. Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: . . b) Cinza escuro . Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis.sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. borda de serras.botões de arranque de segurança. 267. 26. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade. .deverá ser usado para identificar eletrodutos. Cinza a) Cinza claro .

embalagem. armazenamento.2. 26. a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes.3.Lajeado / RS . Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado. em toda sua extensão. gasolina. preto ou verde. equipamentos. 26. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais.4. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos.3. para identificar qualquer fluído nãoidentificável pelas demais cores. a critério da empresa. quando necessário. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. 26. corrosivo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. Marrom O marrom pode ser adotado. O sentido de transporte do fluído. 26. óleo diesel. 26. 267. As canalizações industriais. aplicadas sobre a cor básica. 26.2.3. processamento.4. etc.5.12.br 71 . durante o seu manejo. e que.com.3. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas.3.3. para condução de líquidos e gases. radioativo.1. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores.1. deverão receber a aplicação de cores. Para fins de segurança.6. isoladamente ou não.5.1. querosene. 26. ambiente de trabalho.3. sala 201 . óleo lubrificante. oxidante.5. 26. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. os depósitos ou tanques fixos que armazenem fluidos deverão ser indicados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações. tóxico. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração. transporte.). Obrigatoriamente. 26. O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. temperatura.13. O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais. 26. pressões. a) Para fins do disposto no item anterior.). 26. pureza. a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes. etc.1.3.4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. considera-se substância perigosa todo material que seja. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação.

26. Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais. em casos de acidentes. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: .1.3. 26.2. Em qualquer situação.Lajeado / RS .br 72 . a identificação deverá ser adequada. A linguagem deverá ser prática. o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final.6.nome técnico do produto. precisas. . 26.As palavras de advertência que devem ser usadas são: . para permitir a escolha do tratamento médico correto. .informações para médicos.6.1. não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. .palavra de advertência designando o grau de risco.com. Na movimentação de materiais no transporte terrestre. 267. manipulação e armazenagem do produto.5. 26.6.5. dever-se-á adotar o seguinte procedimento: . Onde possa ocorrer misturas de 2 (duas) ou mais substâncias químicas. 26. .indicações de risco.6.6. sala 201 . redigidas em termos simples e de fácil compreensão.6.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País. para substâncias que apresentem risco médio. No cumprimento do disposto no item anterior.6. . Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso. . abrangendo aquelas a serem tomadas.primeiros socorros. para indicar substâncias que apresentem alto risco. .4. derrame ou vazamento. o rótulo especificando a natureza do produto químico. Rotulagem preventiva.instruções especiais em caso de fogo. 26. aéreo e intermodal. 26. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.6.medidas preventivas. A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. Palavra de Advertência . Exemplo: "Ácido Corrosivo".nome técnico completo. no caso de acidente. "Composto de Chumbo". 26."Cuidado". quando for o caso. com propriedades que variem em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente."Perigo". marítimo. etc.5.

267. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro Nº 1 73 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.  Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0. Exemplos: "Mantendo Afastado do Calor. para substâncias que apresentem risco leve. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador."Atenção".CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. Indicações de Risco . 3.Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados.br .Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico. Limites de Tolerância para exposição ao calor. CALOR: NR – 15 ANEXO 3 Limites de Tolerância para exposição ao calor 1.Lajeado / RS . Em função do índice obtido. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis". Primeiros Socorros . à altura da região do corpo mais atingida. 8. "Nocivo se Absorvido Através da Pele".7 tbn + 0. Medidas Preventivas . termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho .2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco  2.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0.7 tbn + 0.1 tbs + 0. etc. A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas equações que seguem.

0 acima de 31.0 Limites de Tolerância para exposição ao calor. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso).1 à 31. 2.4 29.0 28. Leve até 30.1 à 29.9 28. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.0 30.5 à 30.Lajeado / RS .4 31.2 acima de 32.0 25.0 à 30. 1. 3.7 26.1 à 25. 2.0 à 27. considera-se como local de descanso. moderada ou pesada) é feita consultando-se o Quadro Nº 3.4 30.2 Moderada até 26.8 à 28.7 à 31. A determinação do tipo de atividade (leve. 267. sem adoção de medidas adequadas de controle.1 acima de 30.0 Pesada até 25. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.9 26.com.5 à 32. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro Nº 2. Para os fins deste item. sala 201 . ambiente termicamente mais ameno.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 1 Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho Tipo de atividade (por hora) Freqüência Trabalho contínuo 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho.br 74 .

5 26. 3.5 30. determinada pela seguinte fórmula: M = Mt x Tt + Md x Td 60 Sendo: M = Taxa metabolismo ponderada para 1 hora. Tt e Td = como anteriormente definido. em minutos. sendo Tt e Td = 60 minutos corridos.com. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 2 M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. Td = Soma dos tempos. sala 201 . As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro nº 3.0 28. em que se permanece.5 25. no local de trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em minutos. Tt = Somas dos tempos.Lajeado / RS .5 26.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. Md = Taxa de metabolismo no local de descanso.br 75 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. Mt = Taxa metabolismo no local de trabalho. em que se permanece no local descanso.5 27.0 25. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.

267. em máquina ou bancada.br 76 . Em movimento. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos efeitos legais. Trabalho fatigante. 550 Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. De pé. De pé. Sentado. Trabalho moderado Sentado. sala 201 .: remoção com pá). com alguma movimentação. movimentos vigorosos com braços e pernas. Trabalho pesado Trabalho intermitente de levantar. QUADRO Nº 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de atividade Sentado em repouso Trabalho leve Sentado. movimentos moderados com braços e tronco (ex.Lajeado / RS . trabalho leve em máquina ou bancada. movimentos moderados com braços e pernas (ex. De pé. empurrar ou arrastar pesos (ex. trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação.: dirigir).: datilografia). trabalho leve.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. trabalho moderado de levantar ou empurrar.com. principalmente com os braços.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de temperatura. NR-15.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 9. Frio NR-15 Anexo 9 1. ANÁLISE Confrontando os Níveis de Temperatura de funcionamento da referida Câmara Fria de Congelamento com temperatura de 0ºC à -40ºC e os túneis de congelamento com temperatura de -70ºC. conforme NR – 15 anexo 9 – FRIO.com.Lajeado / RS . sala 201 .214/78. A nossa legislação.br 77 . através da Portaria Ministerial 3. Anexo 9. considera como atividades ou operações insalubres por Frio. OBJETIVO Verificar se o trabalho do empregador no interior da Câmara Fria fazem jus ao adicional de Insalubridade de Grau Médio 20%. realizamos inspeção da Câmaras Frias e de Congelamento.Limites de tempo para exposição a baixas temperaturas para pessoas adequadamente vestidas para exposição ao Frio Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com tempos máximos de exposição. que exponham os trabalhadores ao frio. desde que alternado com recuperação térmica em local fora do ambiente considerado Frio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. aquelas executadas no interior de Câmara Frigorífica. localizada no xxxxxxxxxxxxxxxxxx. O critério técnico é simples e de fácil aplicabilidade recomendado pela FUNDACENTRO. DESENVOLVIMENTO No dia xxxxx ás 14 horas. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho. ou em locais com condições similares. TABELA I . sem a proteção adequada. 267. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. é aquele que considera insalubre uma atividade ou operação. temperatura de armazenamento controlado através de termostato. ou em locais que apresentem condições similares. quando esta for executada em desacordo com a tabela I que segue abaixo.

0ºC abaixo de 73.15 DA PORTARIA 3. O aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas foi atribuído à perda da destreza manual. sendo o restante da jornada cumprida obrigatoriamente fora do ambiente frio.br 78 . que implicam em exposições a temperaturas bastante reduzidas. Trabalhos ao ar livre em climas frios são encontrados em regiões e grandes altitudes.9ºC Máxima exposição diária permissível Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos.0 à -56. Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for à vestimenta. no período de inverno.0 à -17.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos. Estudos realizados nas indústrias norte-americanas. fora do ambiente frio. NR . fora do ambiente frio.9ºC -57. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternado-se uma hora de trabalho. -18. no início do século xx. bem como em algumas zonas temperadas.9ºC -34.com.Lajeado / RS . evidenciaram que a incidência de lesões por acidentes era menor a uma temperatura de 18ºC que em outras inferiores ou superiores a esta. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.0 à -73.0ºC CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS FRIO . o conforto e a eficiência do trabalhador. como as câmaras frigoríficas de conservação. Fora das atividades realizadas ao ar livre.(ANEXO 9. o frio intenso é ainda encontrado em ambientes artificiais. sendo quatro períodos de uma hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica. por uma hora recuperação térmica.0 à -33.214/78) A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério implicando em uma série de inconvenientes que afetarão a saúde. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho RIO GRANDE DO SUL – ZONA CLIMÁTICA MESOTÉRMICA Faixas de temperaturas +10. sala 201 . sendo dois períodos de trinta minutos com recuperação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio. Tempo total de trabalho no ambiente frio de uma hora.

Na faixa de temperatura operativa entre 29°C e 31°C para pessoas desnudas e 23°C a 27°C para pessoas vestidas. quando se inicia uma excessiva perda de calor. As condições externas onde isto ocorre definem a zona de regulação vasomotora contra o frio. ou a pessoa providencia mais vestimentas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. e o corpo decresce o fluxo de sangue para a pele. por exemplo). Esta zona é chamada zona neutra. Se o calor gerado ou o aumento de vestimentas balanceia a maior perda de calor. o corpo entra na zona de resfriamento do corpo. A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo entre a produção e a perda de calor. e não ocorrem ações do sistema de controle fisiológico para manter a temperatura normal do corpo. Se ocorre uma diminuição na temperatura operativa. Nesta zona cada indivíduo tem uma temperatura neutra onde o ambiente não é nem quente nem frio. Para isto não ocorrer. A vasoconstrição periférica é a primeira ação reguladora que ocorre no organismo. velocidade do ar e da variação do calor radiante. aumentam as chances de cair a temperatura superficial e interna do corpo. tensão muscular ou tremor.com. não ocorre aquecimento ou resfriamento do corpo ou aumento nas perdas evaporativas. A pele fica também mais seca e menos condutora térmica. Isto resfria a pele e tecidos adjacentes e mantém a temperatura interna do corpo. Todos estes fatores influem no equilíbrio homeotérmico do corpo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho EFEITOS DO FRIO Os efeitos causados no organismo dependem principalmente da temperatura do ar. com atividade sedentária. o corpo gera calor através de atividade espontânea. a temperatura interna do corpo é mantida. O fluxo sangüíneo é reduzido em proporção direta com a queda da temperatura. Se a temperatura operativa diminuir mais ainda. aumenta a taxa de calor perdido da pele para o ambiente. Se todas as reações de controle forem inadequadas.a pessoa perde eficiência (movimento das mãos. 267.br 79 . A produção de calor diminui e a perda de calor aumenta. provocando uma seqüência de reações no organismo. sala 201 .Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Esta faixa é chamada zona de regulação por procedimento contra o frio. com conseqüentes distúrbios. Temperaturas internas 6°C abaixo dos 37°C (31°C) podem ser letais. Se a temperatura interna do corpo cair mais de 2°C abaixo dos 37°C (35°C).

O uso de esferas. Este cálculo é apenas aproximado. pouco se conhece sobre a sua quantificação e controle.br 80 . Podemos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando a temperatura corpórea fica abaixo de 35ºC. índices especiais tão completos e detalhados que permitam uma validação correta e precisa das condições de exposição ao frio intenso. Realizam-se experiências no interior de câmaras frias. cilindros e mesmo um manequim de cobre tem sido uma constante no estudo do ambiente.Lajeado / RS . relacionar a corrente elétrica necessária para manter a temperatura do manequim constante. No entanto. evoluindo para sonolência e coma. Quando a temperatura do núcleo do corpo vai abaixo de 29ºC. da pressão arterial e da taxa metabólica. AVALIAÇÃO Embora os mesmos fatores ambientais analisados e considerados no estudo do calor influam na intensidade da exposição ao frio. a temperatura do corpo vai decrescendo.com. Não existem. até o momento. não é considerado nesta experiência e sabe-se que a 20ºC o organismo perde 8 kilocalorias por hora.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . com a qualidade de calor perdido pelo mesmo. Variando-se a temperatura e velocidade do ar no interior da câmara. desencadeando um tremor inconsolável (tiritar) para produzir calor. ocorre diminuição gradual de todas as atividades fisiológicas: cai a freqüência do pulso. o hipotálamo perde a capacidade termoreguladora e as células cerebrais são deprimidas. No tremor. tem-se construído modelos engenhosos que procuram simular o processo que envolve a perda de calor. com o intuito de realizar medições do intercâmbio de calor com o meio. por exemplo. o número de contrações musculares por unidade de tempo é elevado. desta forma. O estudo mais profundo desta perda de calor pela Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. onde o manequim de cobre é mantido com temperatura igual à do corpo humano através de um aquecimento elétrico controlado por um termostato. a -10ºC esta perda é duplicada. 267. resultando um aumento da produção de calor e uma maior atividade muscular. pois este modelo esta longe de igualar-se ao complexo mecanismo fisiológico que constitui o organismo humano. Se a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio. A perda de calor através de respiração. podemos reproduzir diversas condições de exposição ao frio. inibindo a atividade dos mecanismos termocontroladores do Sistema Nervoso Central.

Quando na Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . quando nos deslocamos rapidamente em um ambiente frio que não apresenta correntes de ar significativas. A tendência do inexperiente é vestir-se demais. Como exemplo. Sabe-se que os efeitos de exposição ao frio intenso não aumentam numa relação linear com a velocidade do ar. molhados ou apertados. Para temperaturas que se encontram entre -30ºC e -50ºC há considerável perigo. tentando manter o equilíbrio calórico do corpo. para temperaturas superiores a -30ºC. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO A profundidade humana depende da integridade funcional do cérebro do homem. As experiências mostraram que o fluxo de ar que circula no organismo humano é fator de grande influência no esfriamento do mesmo. deve-se conservar o calor do corpo para manter a temperatura do cérebro ao redor de 37ºC. quando o mesmo é mais necessário. pode-se afirmar que a uma temperatura de 0ºC e velocidade do ar de 6 m/s é equivalente a uma temperatura de -10ºC e velocidade do ar 0 m/s. EDUCAÇÃO E TREINAMENTO Informar ao trabalhador quanto à necessidade do uso de vestimentas adequadas e a troca de roupas e calçados quando estiveram úmidos. E sim. com a raiz quadrada desta. pessoas adequadamente vestidas tem pouco a temer. A experiência das Forças Armadas Norte-Americanas mostrou que. 267. A perda de calor por convenção pode ser claramente notada. Em ambientes frios. por algum tempo. pois se acredita que a mesma. seja a principal causadora dos ataques cardíacos sofridos por indivíduos mais expostos ao frio.br 81 . o isolamento adequado. A discrepância entre os isolamentos necessários para períodos de descanso é um dos maiores problemas para trabalhadores que executam tarefas externas e ficam por longos períodos em clima frio. Em temperaturas menores que -70ºC há um sério risco à sobrevivência.Lajeado / RS . aliada a outros fatores. com fraca movimentação de ar. assegurando a adequada irrigação do sangue às extremidades. Uma considerável quantidade de suor é acumulada na vestimenta e contínua a evaporar durante o período de descanso subseqüente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho respiração é de real importância. anulando.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A pesada vestimenta não permitirá o suficiente esfriamento por evaporação. mesmo para pessoas adequadamente vestidas.com. enquanto o indivíduo trabalha. O resultado é uma intensa sudorese.

ocorrem alterações fundamentais nas respostas termoreguladoras.15 anexo 9. ser mais abrangente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . Assim. A avaliação deve.com. seriam intoleráveis. Nos intervalos de almoço. apesar das prolongadas pesquisas realizadas em laboratório e nas expedições polares.214/78 não estabelece limites em termos de graus de temperatura abaixo dos quais. sala 201 . umidade relativa do ar. realizando exercícios freqüentes com os braços. temperatura no interior do local considerado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho sala de repouso. seco e em movimento. para não haver dispersão de calor excessivo. que permite aos indivíduos trabalharem com eficácia. como excesso de calor ou de frio. ACLIMATAÇÃO Após uma longa exposição a um ambiente que apresenta condições extremas. originalmente. como jogos coletivos. número de penetrações no local do frio. origina-se uma maior quantidade de calor devido ao hipertono muscular. em condições que. ao aumento do trabalho muscular voluntário e à reposição calórica. as pernas e os dedos das mãos e pés. Conforme NR . em climas frios. portanto. atividade desenvolvida. ou tempo de permanência acima dos quais. tempo de permanência. bem como fora dele. e para evitar choques térmicos quando retornar ao trabalho. A permanência em ambiente frio determina a atividade de distintos mecanismos de termoregulação do organismo. considerando os equipamentos de proteção individual utilizados. não existe uma evidência fisiológica de aclimatização genérica ao frio. Ao mesmo tempo. 20%. Trabalhos realizados sob baixas temperaturas caracterizam-se como insalubres em grau médio. para evitar as perdas calóricas se produz uma vasoconstrição periférica. manter-se quente. verificando a presença do “choque térmico”. evitar exercícios violentos. tem demonstrado sua aclimatação local evidenciada pela maior irrigação de sangue nas mãos. Indivíduos que trabalham ao ar livre. O anexo 9 da NR –15 da Portaria Ministerial 3. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que permanecem quentes e mais funcionais do que as de pessoas não totalmente aclimatizadas.br 82 . Este fenômeno é denominado ACLIMATAÇÂO. No entanto. para manter ativa a circulação periférica. ocorre insalubridade. condições de ventilação e outras. 267.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho REGIME DE TRABALHO O trabalhador não deve permanecer por longos períodos em ambientes com frio intenso. Quando o corpo se encontra em atividade. fumantes. alcoólatras. TOUCA E CAPUZ para todos os empregados que entram nos Câmaras Frias e Túneis de Congelamento. os que possuem “alergia” ao frio. aqueles que já tenham sofridos lesões devidas ao frio. devem-se excluir os portadores de diabetes. Vestimenta adequada Quando a exposição às intempéries é inevitável. os trabalhadores devem estar providos de roupas de proteção. há um aumento de produção de calor.Lajeado / RS . Recomendam-se períodos de trabalho intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho. Com este controle. recomenda-se a mudança do setor de trabalho a um adequado tratamento médico. BOTA ESPECIAL TÉRMICA. Exames médicos pré-admissionais Quando é realizada a seleção de profissionais para a execução de trabalhos em câmaras frias. sendo necessário um menor isolamento para manter o equilíbrio entre o calor produzido e o perdido. que constituam uma barreira isolante entre a superfície quente do corpo e o meio ambiente frio. a níveis confortáveis. MEIA DE LÃ. maior é o isolamento necessário para manter o microclima que cerca a pele. sala 201 . CUECÃO. Aos que apresentarem essas alterações. Quanto maior é a diferença entre a temperatura da pele e a do ar circulante. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. reduzem-se os índices de doenças devidas ao frio. epiléticos. para evitar o choque térmico). RECOMENDAÇÕES Recomendamos O USO DE ROUPA COMPLETA TÉRMICA (JAPONA TÉRMICA. os portadores de problemas articulares e os que tenham doenças vasculares periféricas.br 83 .com. CALÇA.

num prédio em construção na zona sul de São Paulo. • Explosão de Ciclohexano em Flixborough na Grã-bretanha vitimando 28 pessoas e atingindo 89 habitantes. verificamos que a exposição aos riscos químicos tem aumentado assustadoramente. cancerígenos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. e mais seis empregados sentiram enjôos e tonturas ao tentarem socorrê-lo. Os dois foram levados para o hospital regional de Sorocaba.000 habitantes. atingindo 30 pessoas e provocando a evacuação de 22.000 e cerca de 20.Lajeado / RS . 267. a mais de seis metros de altura.1.000 atingidos. Todos foram levados para o pronto socorro. Citamos alguns exemplos: • Desastre ocorrido em Bhopal na Índia em 1984 pela liberação de Metil-Isocianato e que resultou em um número de mortos superior a 2. dois operários faziam a impermeabilização de uma caixa da água e sofreram intoxicações pelos gases dos produtos utilizados no serviço. RISCOS QUÍMICOS 10.br 84 . • Liberação acidental de Dioxina em Seveso na Itália em 1976. Um deles caiu de uma altura de quase oito metros e o outro ficou dependurado no andaime. quando consideramos os locais de trabalho e o meio ambiente. e durante o trabalho foi constatado que nenhum deles usava máscaras contra gases. É certo que estes produtos químicos tem provocado melhorias na qualidade de vida da população. • No mesmo mês.com. INTRODUÇÃO Atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de Produtos Químicos são produzidos por ano. Estima-se que existam entre 5.000 produtos causadores de danos ao organismo humano e que aproximadamente 200 destes seja. O uso e armazenamento inadequados destes produtos podem ocasionar danos à saúde dos trabalhadores e das populações residentes nas proximidades.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . O pedreiro João Pereira de Souza morreu após inalar o gás expelido pela caixa. em Sorocaba-SP. existindo cerca de 7 milhões destes agentes. Acima de 1000 novos produtos são produzidos pela indústria química em cada ano.000 e 10.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10. Casos graves de incêndios e explosões são bem conhecidos. • Em janeiro de 1995 uma equipe de pedreiros tentava retirar as madeiras que envolviam a caixa da água. mas.

na cidade de Concepción. Os sintomas são tosse. que estavam ali para transportar os resíduos. 267. A morte dos trabalhadores ocorreu numa seqüência onde primeiro um desmaio ao respirar o gás e caiu. sentiu-se mal e caiu. contrações do tórax. • Em fevereiro de 1994. em Brasília.br . Na tentativa de salvar o colega. problemas visuais. sala 201 . paralisia muscular e morte. mais de cinco mil forma intoxicados e 12 morreram pelo efeito gás sarin. através da decomposição de substâncias orgânicas. Quando um deles viu que não adiantava mais tentou nadar até a beirada e foi socorrido. os outros dois se atiraram no tanque. houve uma infiltração de gás metano nas geleiras da Companhia de Telefones. • Em fevereiro de 1992. até que todos 85 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. e ataca as moléculas de aceticolina.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Em novembro de 1994. Nenhum deles usava equipamentos de proteção. após cheirar a roupa primeiro. • Em agosto de 1993. mas também morreram.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. deixado em 16 estações do metrô de Tóquio. responsáveis pelas transmissões de estímulos no sistema nervoso. vedada há 11 meses. fungos e bactérias. num edifício em construção. com capacidade para 200 mil litros. O sarin é uma mistura de fósforo orgânico. sem qualquer equipamento de proteção respiratória e acabou intoxicado pelos gases desprendidos e desmaiou. descoordenação progressiva. dois funcionários o lodo de um tanque de tratamento de efluentes de um curtume em Estância Velha/RS. álcool. Outros dois funcionários tentaram ajudar e também se intoxicaram. • Em 20 de março de 1995.Lajeado / RS . Segundo os bombeiros. um outro entrou no tanque. em Novo Hamburgo/RS. Enquanto dois lidavam com o aerador do reservatório. no Chile. fluoreto de sódio e outros componentes. três trabalhadores consertavam o motor do sistema de tratamento de afluentes de um curtume. mas morreu minutos após entrar no hospital. Um deles entrou no tanque para ajustar a mangueira que retirava o material. Conseguiram escapar com vida. se assustaram e tentaram ajudar. O acidente ocorreu devido à formação de gases tóxicos. Um bombeiro que tentou socorrê-los também foi vítima e outro soldado ficou em estado de coma.com. e assim sucessivamente. dois operários morreram após entrarem numa caixa da água de dois metros de profundidade e capacidade para 60 mil litros. O colega e o motorista de um caminhão de outra empresa. tremores musculares. vômitos. cinco empregados de uma empreiteira de telefonia estavam instalando fibra ótica dentro de uma geleira subterrânea.

: Oxigênio. As informações contidas neste trabalho foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica no Manual de Riscos Químicas da Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. vapores resultantes de volatilização de solventes como Tolueno. introduzido no organismo. danos ao meio ambiente e efeitos econômicos incalculáveis. As causas destas catástrofes sempre se relacionam com eventos incontroláveis. explosão ou liberação de produtos tóxicos que resultaram em doenças. 10. DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS Podem ser definidos como qualquer agente químico existente no ambiente de trabalho que.Lajeado / RS . na Revista Proteção. Vapores: é uma forma gasosa de substâncias sólidas ou líquidas e que voltam aos seus estados originais após alteração nas condições de pressão e/ou temperatura. etc. em condições normais de pressão e temperatura (25ºC e 760mmHg). Nitrogênio.3. sua ação no organismo humano. Na maioria das vezes os envolvidos sequer tinham conhecimento dos riscos a que estavam expostos por pura falta de informação. no Caderno Técnico de prevenção de Acidentes do Trabalho para Componentes da CIPA elaborado pelo SENAI e nas Normas Regulamentadoras (NR's) da Portaria 3214 de 08/06/1978. 267. chamados de reações venenosas ou tóxicas. envolvendo fogo. treinamento e programas de prevenção a estes riscos.com. seu monitoramento ambiental e controle biológico. caracterizando-se a negligência e imprudência dos responsáveis por estas pessoas. Ex.br 86 . estão no estado gasoso. além da própria imperícia dos trabalhadores.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. provoca efeitos nocivos ao mesmo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho caíram expostos a uma atmosfera mortal.: vapores de água. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 10.2. mortes. Mais seis pessoas foram afetadas com lesões leves. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Gases: são substâncias que. Ex. Benzeno. Em razão disto o presente trabalho procura apresentar a conceituação técnica dos riscos químicos. Um transeunte tentou salvá-los e morreu também. sala 201 .

Sólidos a) Poeiras – quando o pó é constituído por partículas geradas mecanicamente a partir de sólidos maiores.com. • Quando originados como subprodutos.: Algodão. lã. c) Fibras – são partículas sólidas produzidas por ruptura mecânica de sólidos.: combustão de madeira.: pinturas com spray. Ex. fusão de materiais. • acidentais. cereais. Ex.br 87 .Lajeado / RS . INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO Os produtos químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho de diferentes formas: • Como matéria prima. 10.: nos processos de galvanoplastia. Ex. • Como impurezas de produtos utilizados.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Aerodispersóides (particulados) – são constituídos por partículas de tamanho microscópio que estão tanto no estado líquido quanto no estado sólido. • Uso com finalidade específica (ex: agrotóxicos). comumente sólidos. 267. b) Neblinas – são formadas pela condensação de vapores de substâncias líquidas que se volatilizaram (vaporizaram). • Como produtos finais. linho. vidros. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Líquidos a) Névoas – são formadas pela ruptura mecânica de líquidos. • Quando originados por decomposição de produtos químicos. • Como produtos intermediários. cerâmicas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que se diferenciam das poeiras porque tem a forma alongada com um comprimento de 3 a 5 vezes superior ao seu diâmetro. • Quando originados por interação entre produtos químicos. amianto. b) Fumos – quando o pó é gerado na combustão de materiais. Ex. Ex.: explosões. sala 201 .4.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. filtração pelos poros. c) tecido pulmonar é ricamente vascularizado. A via de ingresso pode ser única para uma substância. Dos metais praticamente só o Tálio e o Chumbo penetram pela pele. pode atuar das seguintes formas: a) Reação direta – a natureza altamente hidrófila (capacidade de absorção de água) dos produtos cáusticos faz com que os mesmos se localizem na pele.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando um risco químico entra em contato com o organismo pode Ter ação local ou ser distribuído aos diferentes órgãos. além dos folículos pilosos (pêlos). produzindo ação localizada (irritantes. até 30 litros/min. dissolução em algum meio líquido.com. lesionando-a em forma de queimaduras. ou pode ser múltipla: a. principalmente por que: a) o estado físico dos agentes químicos encontrados é gás. Quando um tóxico entra em contato com a pele. pêlos e unhas. vapor e/ou particulado. edema agudo de pulmão). 267. b) Penetração – por meio de lesão mecânica. Os orifícios de saída das glândulas sebáceas e sudoríparas também podem ser utilizados. Tem importância fundamental. d) os agentes químicos podem atingir centros vitais (sistema nervoso central) rapidamente. b. sala 201 . etc. propiciando a entrada de outros tóxicos.Lajeado / RS .br 88 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) um volume considerado de ar alcança as vias respiratórias:   5 a 6 litros/min. e) alguns sólidos e líquidos podem ficar retidos nas vias aéreas. c) Penetração e Reação Local – sensibilização e alergia. levado pela circulação. A permeabilidade cutânea aos agentes químicas pode ser alterada por:  Sudorese (suor). Via Respiratória Responsável por 90% dos casos. em repouso. permitindo uma absorção rápida. Via Cutânea Inclui todo o tecido cutâneo que recobre o corpo humano juntamente com mucosas (lábios. conjuntiva ocular). dependendo da atividade. A lesão mecânica propicia uma via extremamente eficaz que coloca o tóxico em contato direto com a corrente sangüínea.

Penetramento num vaso sangüíneo pode produzir bolhas de ar. 267.  Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Muitas vezes as substâncias químicas depositam-se nas vias aéreas superiores e. levando à morte.     d.: uso do ar comprimido que poderá causar:  Penetramento num corte ou escoriação através da pele pode insuflar os músculos. através de movimentos dos cílios aí existentes ou pela tosse. causando dor intensa ou lesão grave. Capacidade dos agentes químicos de se ligarem aos constituintes da pele.  Os produtos químicos são absorvidos no estômago e no intestino delgado. Alguns produtos como ácidos e álcalis provocam efeitos locais sobre os tecidos. antes de serem distribuídos por todo o organismo através da circulação. ricos em vasos sangüíneos e passam para o fígado.Lajeado / RS . Muitos produtos químicos são inativados pela acidez do estômago. podendo ser deglutidas. pela secreção do pâncreas e pelas enzimas digestivas. salvo em casos de intoxicação acidental e quando o trabalhador se alimenta ou fuma em ambiente de trabalho. Integridade da pele. que interrompem a circulação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho      Espessura da pele. Idade.br 89 . Temperatura ambiente. c. são transportados para a boca. Injeção Injeção acidental por sistemas hidráulicos de alta pressão. muitas vezes ocorrem bio-transformações que inativam os agentes tóxicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Via Digestiva Sem grande importância da saúde ocupacional. ao atingirem o fígado. Além disso.com. sala 201 . Ex.

Afinidade do agente químico com as moléculas orgânicas. b) Lipídios – diversos agentes químicos são lipossolúveis o que permite que os mesmos se acumulem aí. Após a absorção os agentes químicos são distribuídos no organismo.com. O jato de ar sobre a pele introduz esses corpos estranhos para o interior do organismo através dos poros. Condições orgânicas (existência ou não de lesões). ou são transportados a órgãos com capacidade de transformá-los e/ou eliminá-los.br 90 . Após a distribuição pelo organismo. 267. o jato de ar pode arremessar partículas sólidas em velocidades altas. partículas de sílica e outras pequenas partículas. colocando em perigo os olhos e o rosto. Grau de ionização do agente químico no meio.Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. O uso do ar comprimido para limpar roupas contribui para o aumento da concentração de partículas sólidas em suspensão. Esta distribuição depende de vários fatores como:      Solubilidade do agente químico. Locais de acumulação (armazenamento) a) Proteínas plasmáticas – a maioria dos agentes químicos que estão no sangue são transportados ligados às proteínas plasmáticas.   Distribuição e acumulação dos agentes químicos Após o ingresso no organismo humano. através de ligações irreversíveis.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.: o Hexacloro-ciclohexano condiciona a uma intoxicação a longo prazo (crônica) pela sua fixação prolongada nos tecidos graxos.: o cobre liga-se à ceruloplasmina. Ex. de onde é liberado gradativamente. Ex. prejudicando a qualidade do ar comprimido. os agentes químicos ultrapassam membranas biológicas. os agentes químicos acumulam-se no sítio de ação (carboxihemoglobina).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  O ar comprimido contém impurezas como óleo. alcançando a corrente sangüínea: é a absorção. Mesmo em pressões baixas. sala 201 . Maior ou menor vascularização de determinadas áreas. ou em sítios específicos (chumbo nos ossos). especialmente a albumina.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho c) Ossos – vários agentes tóxicos acumulam-se nos ossos. enquanto os rins são responsáveis pela eliminação dos agentes.: Tolueno transforma-se em Ácido Benzóico). redução (Ex.: Nitrobenzeno transforma-se em anilina). Os compostos gasosos e alguns voláteis usam a via pulmonar. dependendo de suas propriedades físico-químicas. As principais reações envolvidas são oxidação (Ex. Ácido Hipúrico (originado do Tolueno). Biotransformação É a transformação que os agentes químicos sofrem no organismo (metabolização). Tabela – Eliminação de gases e vapores por via pulmonar Eliminação de gases e vapores Por via pulmonar Anilina Ciclohexano Sulfeto de carbono Acetona Tolueno Tricloroetileno Benzeno % da eliminação na forma inalterada 1 5 10 7 18 19 40 91 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.: a conjugação do ácido benzóico forma o ácido hipúrico) e hidrólise (Ex. conjugação (Ex.Lajeado / RS . (provoca edema agudo de pulmão)). Eliminação Os agentes químicos são eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação por diversas vias.br . sala 201 . a) Via Renal – exemplos de agentes eliminados pela urina: Fenol (originado do Benzeno). Os gases e vapores podem ser eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. d) Fígado e Rins – além de acumularem agentes químicos. vapores e particulados podem ser eliminados pelos pulmões.: o Fosgênio por hidrólise forma o ácido clorídrico que. como Chumbo (90%). sendo cáustico. Estrôncio e Urânio. Os suficientemente polares (hidrossolúveis) usam mais a via renal. O fígado realiza processos de biotranformação.com. b) Via Pulmonar – gases. são encarregados da eliminação dos mesmos. 267.

Exemplos:    Suor: Iodo. sala 201 . os efeitos de um agente químico para determinado trabalhador.Lajeado / RS . Arsênio. 267. Chumbo.br . b) Suor e Saliva – este tipo de eliminação depende da difusão da forma não ionizada lipossolúvel. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. As ações podem ser locais. Tem pouca importância. como os solventes orgânicos. via digestiva ou via respiratória ou sistêmicas (no organismo). olhos. 92 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. são pouco eliminados por esta via. Tálio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A concentração do agente químico associada ao efeito crítico é denominada de “Concentração Crítica”. Cobalto. Toxicodinâmica É definida como o estudo das interações (bioquímicas e/ou fisiológicas) do agente químico no órgão-alvo (= órgão crítico) e do mecanismo da ação tóxica. antes de serem distribuídos pelo organismo através da corrente sangüínea. Manganês e Cromo Os lipossolúveis. c) Leite – agentes químicos absorvidos pelo organismo materno podem passar para os filhos em amamentação. os agentes químicos podem ser excretados pela bile sem ser distribuídos. como na pele. Arsênio. Exemplo:    Inseticidas Organoclorados Metil-Mercúrio Chumbo e Dioxinas d) Pele. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Éter etílico Clorofórmio 90 90 a) Biliar – os agentes químicos absorvidos pela via gastrointestinal alcançam rapidamente o fígado. Chumbo. Em virtude das diferenças individuais. Bromo. inclusive podem variar os órgãos críticos. Ácido Benzóico. Como o fígado é o principal órgão da biotransformação.com. Mercúrio e Álcool Saliva: Estricnina. Cabelo e Unhas – não é significativa. Atropina e álcool Etílico Quando eliminados pela saliva podem ser novamente absorvidos. Exemplos:   Mercúrio.

depositando-se em tecidos ricos em gorduras. Quando a exposição é a longo prazo.com. enquanto os lipossolúveis saturam rapidamente o sangue. sendo pouco eliminados pela urina.Lajeado / RS . vários fatores influenciam: a) Via de Exposição – pode ser o próprio local da ação. a) Primários – a ação irritante local é imediata. Anidrido sulforoso. Ácido crômico. Irritantes tanto das vias aéreas superiores como das vias profundas: (possuem solubilidade intermediária na água) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sem passar pelo fígado: agem seletivamente em determinados órgãos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Em exposições a curto prazo. Irritantes das vias aéreas superiores: (são os mais solúveis em água)      Amônia. Ácido clorídrico. Ácido fluorídrico. são facilmente eliminados pela urina.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . c) Metabolismo – agentes interferem no metabolismo orgânico. o órgão é o pulmão. Classificação quanto à ação tóxica dos agentes químicos Irritantes Exercem ação na mucosa das vias aéreas pelo contato direto: ocorre corrosão. o órgão crítico é o sistema nervoso central. além de levar longo tempo para saturar os líquidos orgânicos. A intensidade da ação depende da concentração das substâncias e o local de ação depende da maior ou menor solubilidade na água da substância considerada.br 93 . o órgão crítico é o rim. A sílica é insolúvel e causa grande dano ao pulmão. bloqueando atividades vitais. Agentes tóxicos absorvidos pela pele e sistema respiratório. podem ser distribuídos pelo organismo. 267. como exceção. d) Eliminação – o fígado e os rins podem ser importantes vias de eliminação e apresentam seletividade para alguns agentes. que provocam maiores danos a estes órgãos. Para que determinado órgão seja crítico. b) Distribuição – agentes. em altas concentrações ambientais de Mercúrio. Na ingestão de compostos inorgânicos de Mercúrio.

Benzeno-halogenados. sala 201 . acetileno. cianetos (inibem a utilização do oxigênio nos tecidos por inibirem o sistema Citocromo-Oxidase). metano. etano. bioquimicamente. Exemplos: etileno. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . 267. Anestésicos e narcóticos Provocam depressão no Sistema Nervoso Central. Decano. Fósforo.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho    Dimetilsulfato. ou impedindo a utilização do mesmo pelos órgãos. Acetona. Cloreto de enxofre. nitrogênio. neônio. a) Simples ou mecânicos – atuam no ambiente de trabalho diminuindo a pressão parcial de oxigênio. Álcool etílico. Neurotóxicos – Exemplos: Sulfeto de carbono.    Hepatotóxicos – Exemplos: Clorofórmio. Exemplo: monóxido de carbono (interage no transporte de oxigênio pela hemoglobina através da formação de carboxihemoglobina). propano e propileno. fosfina (neurotóxico). evitando o transporte eficiente de oxigênio no sangue. n-Hexano. butílico e amílico). Exemplos: Éter propílico. Álcoois Alifáticos (etílico. hélio. b) Bioquímicos – provocam asfixia por agirem. Cádmio. Dióxido de nitrogênio. que não pode ser inferior a 18%.br 94 . Ozônio. Tricloreto de arsênio. de hidrogênio (depressor do centro respiratório). Propano. Ésteres. Cromo. propílico. Sistêmicos Atuam nos sistemas orgânicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Octanona. Irritantes das vias aéreas profundas e alvéolos: (são pouco solúveis em água)   b) Secundários – além de serem irritantes locais exercerem ação sistêmica: sulfeto Asfixiantes Provocam deficiência de oxigenação. Nefrotóxicos – Exemplos: Mercúrio. sem interferir com a ventilação pulmonar.

Resinas. Titânio. Cloreto de vinila. Berílio. Fibra de algodão. coração. Pólen. Corticóides. Alergizantes Exemplos: Formaldeído. por exemplo. Nitritos e Anilina. Arsênico.  Teratogênicos Agentes químicos podem interferir com o desenvolvimento normal do feto.com. Gases anestésicos. 267. Alumínio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Hematotóxicos – Exemplos: Benzeno. Óleos. causam deformidade no feto. Durante os três primeiros meses de gestação. Malignos: Sílica. órgãos como o cérebro. Carcinogênicos Causam câncer. Madeira (pó). Diisocianeto de Tolueno (TDI).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Benzeno e Níquel. mercúrio e solventes orgânicos. Exemplos:  Benignos: Tungstênio. Exemplos: Benzidina. Carvão. Asbesto. Couro (pó). Asbesto. Ciclosporina. Exemplos: Antimetabólicos. Pneumoconióticos Atuam nos pulmões. Mutagênicos Agentes químicos podem causar alterações genéticas em gerações futuras: 85% dos químicos carcinogênicos podem causar mutagênese. 4-Nitrodifinil. os membros superiores e inferiores são formados.Lajeado / RS . Imunodepressores Deprimem o sistema de defesa do organismo. Ferro. Interação de Agentes Químicos Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Bagaço de cana.br 95 . (Não provocam fibrose). sala 201 . Cromo.

que também são hidrocarbonetos aromáticos mais menos tóxicos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplo: Substituição do benzeno pelo tolueno e xileno. d) Proteção – providenciar proteção pessoal. Exemplo: EPN (Inseticida Fosforado) + malation. Exemplo: Propanol aumenta a hipertoxidade do Tetracloreto de carbono.Lajeado / RS . Princípios básicos de prevenção a) Eliminar o risco da substância perigosa. d) Pontecialização – quando um agente tóxico tem seu efeito aumentado por agir simultaneamente com um agente atóxico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando dois ou mais agentes químicos co-existem nos ambientes de trabalho. e) Informação – o trabalhador deve ser informado sobre o risco existente. 267. c) Ventilação – providenciar uma ventilação adequada para remover ou reduzir a concentração da substância no ambiente de trabalho. b) Ação aditiva – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é quantitativamente igual à soma dos efeitos individuais. Exemplo: igual ao Selênio mais Cádmio. Ações que podem ocorrer: a) Ação independente – ações distintas dos tóxicos com efeitos diferentes. (ou processo) ou substituí-la (o) por outra (o) menos perigosa (o). Sobre esse agente químico há um anexo específico (13-A) na NR-15. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) Distâncias – observar uma distância segura entre o trabalhador e a substância perigosa.br 96 . evitar o contato da substância perigosa com o trabalhador. e) Antagonismo – quando o efeito de dois agentes tóxicos é menor que o efeito aditivo: um reduz o efeito do outro.com. c) Sinergismo – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é maior que a ação aditiva. Exemplo: Chumbo + Arsênio na biossíntese do heme.

h) Controle de exposição.com. bem como procedimentos de emergência: a) Nome do produto químico (incluindo o nome comum ou comercial). intermediários. todos os produtos intermediários. Rotulagem O rótulo dos agentes químicos deve conter: a) Nome comercial.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. i) Propriedades físicas e químicas. k) Outras informações toxicológicas. g) Manuseio e armazenamento. j) Estabilidade e reatividade. produtos finais e resíduos devem ter Fichas de Segurança na Empresa.Lajeado / RS . e) Riscos associados ao uso. e) Medidas de primeiros socorros. para fornecimento de informações básicas sobre os mesmos. f) Medidas a serem adotadas em liberações acidentais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Controle e Identificação Identificar todos os materiais utilizados. b) Informações sobrem ingrediente.br 97 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. endereço e telefone do fabricante. endereço e telefone do fabricante. g) Identificação do lote. Exemplo: PPRA. Devem indicar o Equipamento de proteção Individual necessário para manuseio dos mesmos. f) Precauções a serem observadas. b) Identificação do agente químico. d) Identificação do(s) risco(s) existente(s). resíduos formados. Fichas Químicas de Segurança Todos os materiais utilizados. c) Nome. Mapa de Risco. h) Classificação tóxica do agente. sala 201 . todos os produtos finais. c) Nome. d) Símbolos do dano potencial.

repetitiva ou contínua. mpp/m3 (milhões de partículas por metro cúbico).Lajeado / RS . São os TLV.com. às vezes. Deve existir ventilação adequada para permitir que os vapores liberados sejam suficientemente diluídos e liberados. m) Informações sobre transporte n) Data de preparação. Estes limites são expressos em partes por milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m3) para gases e vapores. pelo número de partículas por unidade de volume. Para alguns agentes químicos existem valores máximos (valor-teto) que não podem ser ultrapassados em momento algum na jornada de trabalho. Se houver risco de fogo. Sobre a exposição Vários países têm procurado estabelecer “Limites de Tolerância” e para cerca de 40.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho l) Informações sobre a deposição. Este valor máximo pode ser calculado pela tabela a seguir: Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Armazenamento seguro   Substâncias não compatíveis não devem ser armazenadas juntas.br 98 . sala 201 . por exemplo. como. Para particulados os limites são expressos em miligramas por metro cúbico (mg/m3) e. medidas adicionais devem ser instituídas. Armazenamentos de químicos próximos a processos incompatíveis devem ser evitados. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.000 substâncias químicas existem limites das concentrações destas substâncias químicas nos locais de trabalho em que se supõe que um número razoável de trabalhadores possa estar exposto sem sofrer efeitos adversos à saúde: são os “Limites de Tolerância” A expressão “Limites de Tolerância” surgiu na Convenção nº 148 da OIT e foi adotada em 1977.   Monitoramento Por monitoramento entende-se a atividade sistemática.

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TABELA 2 – Limites de Tolerância/Fator de Desvio LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m3) 0a1 1 a 10 10 a 100 100 a 1.000 1.000 ou mais FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 1.25 1.1

O valor máximo é, então, calculado para o agente químico, multiplicando-se o Limite de Tolerância pelo Fator de desvio. Exemplo: Agente químico: amônia Limite de Tolerância: 20 ppm/ 48 horas semanal  Foram realizadas 10 medições com intervalo de 20 minutos apresentando as seguintes concentrações: 18, 19, 20, 21, 23, 22, 24, 19, 18 e 17. Média aritmética = 20,1 ppm.  Caracterizado grau de insalubridade médio (20%).  Conforme tabela 2 o limite de tolerância obtido é de 30 ppm. Caso uma das concentrações obtidas na amostragem ultrapasse o valor máximo (30 ppm) estaria caracterizada a situação de risco grave e iminente. A legislação brasileira prevê 11 substâncias com Valor-teto enquanto as normas internacionais prevêem 36. Existem, também, substâncias absorvidas pela pele, mostrando que a proteção da via respiratória apenas pode não ser suficiente para protegermos o trabalhador exposto: a legislação brasileira indica 43 substâncias, enquanto normas internacionais indicam 105. Nas listagens de agentes químicos são indicados as substâncias asfixiantes, o que determina um severo controle nos ambientes de trabalho, pois a concentração de oxigênio, nestes casos, não pode ser inferior a 18% em volume. Os limites de Exposição referem-se aos agentes químicos dispersos na atmosfera e, portanto, não consideram as formas sólidas ou líquidas dos agentes químicos. Os limites citados supõem uma proteção aos trabalhadores. Não indicam garantia.

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Monitorização Biológica da Exposição Humana a Agentes Químicos Para uma dada substância existe uma concentração tal que não irá provocar efeitos danosos, ainda que a exposição seja prolongada. Entretanto, esta afirmação não é válida para as substâncias carcinogênicas, em que as condições de exposição devem ser o mais próximas possível do zero. Também para as radioativas. A monitorização Biológica é a medida e avaliação de agentes químicos e/ou de seus produtos de biotransformação em tecidos, secreções, excreções, ar exalados ou alguma combinação destes, para estimar a exposição ou o risco à saúde, quando comparados a uma referência apropriada. As “referências apropriadas” são os Limites de Tolerância Biológicos – LTB. A substância, elemento químico ou atividade enzimática cuja concentração (ou atividade) possui relação com a exposição ambiental recebe o nome de “INDICADOR BIOLÓGICO”. O objetivo principal da monitorização biológica é o mesmo da ambiental, ou seja, previne a exposição excessiva aos agentes químicos que podem ser nocivos aos trabalhadores expostos. Visa estimar a quantidade biodisponível do agente químico (dose interna) para assegurar que a exposição não atinja níveis críticos. Exemplos:
  

Determinação de chumbo no sangue; Determinação de Pentaclorofenol na urina; Determinação do Benzeno no ar exalado.

A determinação de algumas alterações orgânicas provocadas pela exposição aos agentes químicos também pode ser usada na prevenção de doenças ocupacionais, desde que revelem o efeito precoce. Efeito Precoce Um efeito é precoce ou alteração é não nociva quando:  Ao serem produzidos e numa exposição prolongada não resultem em transtorno(s) da capacidade funcional, nem da capacidade do organismo para compensar a sobrecarga;  São efeitos ou alteração reversíveis e não diminuem a capacidade do organismo em manter a homeostasia;  Não aumentam a suscetibilidade do organismo aos efeitos indesejáveis de outros fatores de riscos ambientais;

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 Sabendo-se que a relação que existe entre a exposição e a dose interna, podem ser propostos valores máximos permissíveis para o indicador biológico;  Estes limites não devem ser considerados números que separam concentrações seguras de perigosas, mas níveis de advertência, propostas com base nos conhecimentos atuais da relação exposição/resposta. Tipos de Indicadores Biológicos  Tipo I – tem importância individualmente e, quando um trabalhador ultrapassa o limite da tolerância biológica, indica que providências devem ser tomadas e o trabalhador afastado. A ultrapassagem dos limites de tolerância biológica tem valor no diagnóstico de intoxicação. Exemplos: Indicador: Carboxihemoglobina – Agente químico: Monóxido de Carbono  Tipo II – são os que tem pouco ou nenhum valor isoladamente. Indicam apenas que está ocorrendo uma exposição descontrolada. Exemplos: Mercúrio urinário = Mercúrio Metálico e Inorgânico Ácido Hipúrico Urinário = Tolueno Utilização dos indicadores a) Grupo homogêneo quanto ao risco – realizar avaliação do conjunto de trabalhadores expostos, que, necessariamente, deve ser homogêneo quanto à exposição ao agente químico: deve haver um grau semelhante de exposição. b) Amostras – as amostras devem ser realizadas em condições idênticas. c) Análise dos resultados:

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos. Se estiver abaixo do LTB para o agente e todos os resultados estiverem abaixo deste limite, o ambiente é considerado sob controle (ou adequado): BAIXO RISCO. Se a média estiver abaixo do LTB e até 5% dos resultados estiverem acima do LTB deve ser instituída vigilância ambiental rígida e com alta periodicidade na determinação do indicador biológico: MÉDIO RISCO. Se a média estiver acima do LTB, medidas ambientais urgentes são necessárias, pois o ambiente está fora de controle: ALTO RISCO.

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c) Os trabalhadores devem receber os resultados dos exames realizados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. fisiológicos e também indicadores biológicos relacionados com a exposição a determinado agente tóxico e alterações ligadas ao órgãoalvo. de trabalhadores expostos com o objetivo de prevenir o aparecimento de doenças. Verificação das mucosas das vias aéreas na exposição a gases ou vapores irritantes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Vigilância da saúde O comitê misto CCE/NIOSH/OSHA em 1984 definiu a Vigilância da Saúde como sendo “a realização de exames médico-fisiológicos periódicos. transporte. resíduos e primeiros socorros no uso dos agentes químicos presentes no local de trabalho.  Determinação da velocidade de condução nervosa (nervos periféricos) na exposição ao Chumbo.br 102 .  Recomendações a) Os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos a que estão expostos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. f) As trabalhadoras devem Ter trabalho alternativo que não envolva o uso ou exposição aos agentes químicos se estiverem gestantes ou durante amamentação e devem ter direito a retornar ao trabalho prévio no tempo apropriado. deve ser observada a quantidade segura. para detectar o dano renal na exposição ao Cádmio. Utiliza exames biológicos. definida em normas internacionais. da vigilância da saúde e as monitorizações biológicas. d) Os trabalhadores devem participar na investigação e na solução dos problemas existentes no manuseio dos agentes químicos presentes nos locais de trabalho. Determinação de proteínas de baixo peso molecular na urina. g) No armazenamento de produtos químicos. armazenamento. sala 201 . b) Os trabalhadores devem receber treinamento de prevenção. emergências. tanto das avaliações ambientais. A detecção da doença instalada está fora do escopo desta definição”. controle. 267. e) Em condições de grave e iminente risco.Lajeado / RS . o trabalho deve ser detido.com.

monóxido de carbono. Ex: amônia. Anexo 11. Limite de Tolerância – Média ponderada – Representam a concentração média existente na jornada de trabalho. i) Os empregadores devem identificar as instalações expostas a acidentes industriais maiores. situa-se a maioria das substâncias.com. isto é. podem – se ter valores acima do limite fixado. o funcionamento e a conservação apropriada da instalação. os limites de tolerância podem ser exercidos.  A. a construção. sala 201 . para a população que possa ser atingida e para entidades ambientalistas. de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Neste caso. chumbo. As disposições técnicas e de organização necessárias para o funcionamento da instalação em condições de segurança.Lajeado / RS . Neste grupo. que devem incluir: o desenho. Planos e procedimentos de urgência com inclusão de: preparação de planos e procedimentos e urgência eficazes em casos de acidentes industrias maiores. Grupo I – Substância de ação generalizada sobre o organismo. a designação do pessoal competente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho h) As áreas expostas a acidentes industriais. 267. Portarias nº 3. desde que sejam compensados por valores abaixo deste mesmo limite. j) Para cada instalação exposta a acidentes industriais maiores o empregador deve estabelecer e conservar um sistema de prevenção de riscos de acidentes com especial atenção para:   Identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos. fornecimento de instruções e formação adequada de pessoal além da inspeção da instalação.br 103 . Grupos – limtes de tolerância cinstantes no quadro 1.214 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.maiores devem ser identificadas pelas autoridades em saúde pública. etc. Os efeitos da substância no organismo dependem da quantidade absorvida. fornecimento de informações sobre os acidentes possíveis e os planos de intervenção de urgência para as autoridades competentes. desde que não seja ultrapassado o valor máximo e a concentração média seja inferior ao limite de tolerância fixado. NR – 15. meio ambiente e pela população que possa ser atingida pelo acidente.

sala 201 .5 = 30 ppm VM = 30 LT = 20 FATOR DE DESVIO 3 2 1. No entanto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.5 1.br 104 .5 (conforme quadro acima) VM = 20 x 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho modo que a média ponderada seja igual ou inferior ao limite de tolerância.1 1 2 3 5 6 7 8 9 Tempo Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. estas oscilações devem respeitar um valor máximo obtido através da aplicação de um fator de desvio.com. conforme fórmula a seguir: Valor máximo (VM) = LT x FD LT= Limite de tolerância FD= Fator de desvio O fator de desvio depende da grandeza do limite de tolerância segundo o quadro: LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m³) 0A1 1 A 10 10 A 100 100 a 1000 Acima 1000 EXEMPLO: a) Amônia: LT = 20 ppm FD = 1.25 1.Lajeado / RS . 267.

já que a média ponderada é inferior ao limite de tolerância e o valor máximo não foi alcançado. Concentração VM = 30 LT = 20 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.br 105 .Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. É visível que o excedido entre a segunda e terceira hora e sétima e oitava hora é compensado por valores abaixo do LT (limite de tolerância) existentes no restante do tempo.com. pois o valor máximo foi superado. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O limite de tolerância não foi ultrapassado.

pois a média ponderada superou o LT fixado o VM também não foi respeitado. sala 201 .Lajeado / RS . deve – se calcular: a) Concentração média Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de amônia: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 10 20 25 20 15 10 20 10 20 25 Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O LT foi ultrapassado. pois a média ponderada superou o LT fixado.com.br 106 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O LT ultrapassado.

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CM = 10 + 20 + 25 + 20 + 15 + 10 20 + 10 + 20 + 25 = 17,5 ppm _____________________________________ 10 b) VM = LT x FD Segundo o anexo 11, NR – 15, o limite de tolerância para a amônia é de 20 ppm e o FD = 1,5. Deste modo: VM = 20 x 1,5 = 30 ppm. Pode – se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido no anexo 11, NR – 15 , não caracterizando, portanto, insalubridade para esta atividade. No caso de uma amostragem ultrapassar o valor máximo permitido e/ou a concentração média superar o limite fixado, a atividade será considerada como insalubre de grau médio, se o trabalhador não estiver adequadamente protegido. 2. Grupo II – Substância de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidos, também por via cutânea. Os limites de tolerância foram fixados pela absorção apenas por via respiratória. As substâncias pertinentes a esse grupo podem ser absorvidas também pela pele intacta, menbranas, mucosas ou olhos. Deverão, portanto, ser tomas medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, afim que o LT não seja ultrapassado. Tais substâncias possuem sinalização na coluna “ Absorção também pela pele” na tabela de LT e limite de tolerância – média ponderada. Exemplo: anilina, tolueno, fenol. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de tolueno: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 CONCENTRAÇÃO (ppm) 50,0 50,0 60,0 80,0 90,0 107

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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6 7 8 9 10

100,0 100,0 100,0 50,0 90,0

Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve –se calcular: a) Concentração média: CM = 50+50+60+80+90+100+100+100+50+90 = 77,0 ppm ________________________________ 10 b) Valor máximo permitido: LT = 78,0 ppm FD = 1,5 VM = 78 x 1,5 = 117,0 ppm Observa –se que nenhuma amostragem superou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite estabelecido no anexo II, NR – 15. No entanto, o tolueno é uma substância que também penetra pela via cutânea e, para efeito de caracterização de insalubridade, deverá ser observada a utilização de proteção adicional além da respiratória. Embora o limite de tolerância não tenha sido ultrapassado, a insalubridade será caracterizada se o trabalhador não estiver adequadamente protegido (luvas, óculos de visão panorâmica, etc.), uma vez que, como comentado anteriormente, os limites forma estabelecidos levando – se em consideração apenas a via respiratória, devendo, portanto, ser protegida a via cutânea. 3. Grupo III – Substâncias de efeito extremamente rápido. Devido a sua ação imediata, estas substâncias não podem ter seu LT excedido em momento algum da jornada de trabalho, devendo este ser considerado como valor máximo. Exemplo: ácido clorídrico, cloreto de vinila, etc. Limite de tolerância – Valor Teto – Quando na tabela de limite de tolerância estiver a coluna de “valor – tetor” significa que o valor estabelecido como limite de

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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tolerância é concentração máxima, que não poderá ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho. Exemplo: Concentração

Tempo O LT foi ultrapassado já que em momento algum a concentração excede o LT fixado. Concentração

LT

Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado já que o limite de tolerância fixado foi ultrapassado. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de ácido clorídrico: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2,0 3,0 4,0 6,0 3,0 5,0

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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Como esse local apresentou percentual de oxigênio abaixo de 18%. conclui – se que não é permitido trabalho neste setor. a amostragem contínua. etano. argônio.214. para coleta de vapores orgânicos provenientes do solvente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. etc. podendo o Ministério do trabalho interditar o local ou setor. Exemplo: Um trabalhador desenvolve atividades em um ambiente contaminado com acetileno obtendo – se concentrações de 15 % de oxigênio no seu local de trabalho. a atividade caracteriza-se como insalubre de grau máximo. devido a deficiÊncia de oxigênio. isto é . no caso de o trabalhador não estar adequadamente protegido. estabeleça apenas este tipo de amostragem. 267. cujos exemplos mostraremos abaixo: Exemplo 1: Em atividade de pintura a pistola. 4.0 ppm para o ácido clorídrico. portaria nº 3. coletado durante 6 horas.Embora a legislação brasileira.com.0 ppm. utilizou – se. Os resultados abaixo foram fornecidos pelo laboratório: Benzeno = < 1. Exemplo: acetileno. Grupo IV – Substâncias de efeito extremamente rápido que podem ser absorvidas por via cutânea. isto é. dosímetro passivo de carvão ativado. que não deve ser nunca inferior a 18%. estando assinalada a coluna “valor – teto”. não cabe a percepção do adicional de insalubridade.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O anexo 11. NR – 15. em higiene industrial. Verificar se as atividades neste local são permitidas. sala 201 . fixa limite de tolerância de 4. a possibilidade de trabalho no local é determinada pela presença de oxigênio. Observa-se que os exemplos citados se referem a amostragens instantâneas. é largamente utilizada. Como essa situação gera risco grave e iminente. aquelas com períodos de duração entre 5 a 30 minutos. Como as amostragens 4 e 6 superaram 4. NR – 15.0 µg/m³ Tolueno = 326 µg/m³ Xileno = 15 µg/m³ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Sabendo – se que o acetileno é considerado um asfixiante simples.Lajeado / RS . no anexo 11.br 110 .

a fim de desvio.326 mg/m³ Xileno = 0. cujos valores são de 24 mg/m³. sendo VM = LT. Benzeno = < 0.001 mg/m³ Tolueno = 0. além de não poderem ter seu LT excedido em momento algum. NR – 15. 267.0 ppm para n – butalamina.0 1. as oscilações acima e abaixo do limite fixado não pode ser detectadas por este método. devido ao seu efeito imediato sobre o organismo. As substâncias deste grupo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado.com. Exemplo: sulfato de metila.butalamina: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2. estando assinalada as colunas “valor – teto” e “absorção também pela pele”.5 0. Deste modo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .0 1. Nenhuma amostragem ultrapassou o valor máximo e caso o trabalhador esteja adequadamente protegido com relação à via cutânea a atividade não será considerada insalubre.0 O anexo 11.5 3.0 1. também requerem que medidas de proteção sejam tomadas.0 3. fixa limite de tolerância de 4. portaria nº 3214. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe às seguintes concentrações de n.015 mg/m³ Comparando – se as concentrações obtidas com os respectivos limites de tolerância estabelecidos no anexo 11. Deve – se Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. NR – 15.Lajeado / RS . álcool u – butílico.br 111 . É importante salientar que o resultado fornecido pelo laboratório é de concentração média durante a jornada de trabalho.0 2.0 3. verifica-se que a concentração média das substâncias analisadas não superou o limite de tolerância.0 2.

é especial para que a insalubridade não seja caracterizada. atuam como asfixiantes simples.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho frisar a proteção da via cutânea. Grupo V . pois o fator limitante é o oxigênio disponível.Lajeado / RS . sendo 18% o valor mínimo permissível. deslocam o oxigênio do ar.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Alguns gases e vapores. Deve ser avaliada a quantidade de oxigênio no ar.br 112 . Não possuem LT. neste caso. sala 201 . sem provocar outros efeitos fisiológicos significativos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. isto é . 1. em altas concentrações no ar.

sala 201 . 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – A Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.br 113 .

275.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores.04.com. no uso de suas atribuições. palestras. bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos. encontros. II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade.º 3. 1º . 267. IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados. III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho. reuniões. VI – Promover debates.530.br 114 . adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em sua planificação. beneficiando o trabalhador. campanhas.As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes: I – Informar o empregador. bem como as medidas de eliminação e neutralização. DE 21 DE SETEMBRO DE 1989 A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO. de 09. seminários.86. que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. 6º do Decreto 92. através de parecer técnico. acompanhando e avaliando seus resultados. treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho. considerando o disposto no art. doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador. propondo sua eliminação ou seu controle.Lajeado / RS . bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização. RESOLVE: Art.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – B DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PORTARIA N.

resultados de análises e avaliações. inclusive por terceiros. Art. doenças profissionais e do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho normas de segurança e higiene do trabalho. incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida. controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente. IX – indicar. VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas. documentação. reforma. X – cooperar com as atividades do meio ambiente. arranjos físicos e de fluxo. VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção.. administrativos e prevencionistas. ampliação. observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação. materiais de apoio técnico. XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas. avaliando seu desempenho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho. 1º As atividades do Técnico de Segurança.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio. quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço. XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas. regulamentos. educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador. orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais. de acordo com a legislação vigente. recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis.. assuntos técnicos. dados estatísticos.Lajeado / RS .br 115 . sala 201 . visando evitar acidentes do trabalho. dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas. para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores. 267.

perigosas e penosas existentes na empresa. treinamentos. doenças profissionais e do trabalho. Art.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho. DOROTHEA WERNECK Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos. doenças profissionais e do trabalho. XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador. sala 201 . 267. revogadas as disposições em contrário. XVIII – participar de seminários. calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.com.Lajeado / RS . normas. Art.br 116 . que permitam a proteção coletiva e individual. seus riscos específicos. fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal. regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica. XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho. bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos. congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional.

se necessário? Todas as áreas são bem arejadas? Há alguma diretriz de “Proibido fumar”? O ar condicionado e o aquecimento às vezes Não funcionam adequadamente? São vistoriados e consertados com regularidade? As instalações são bem iluminadas? Há iluminação de emergência no local? Há um gerador de emergência disponível caso seja preciso? As áreas extremas ficam acesas durante a noite? As luzes e janelas são limpas? O equipamento e o maquinário são silenciosos? Os equipamentos. 267. sala 201 . acessíveis e em funcionamento? 117 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Caso contrário.Lajeado / RS .br . arejados. você deveria estar procurando melhorar as condições dele o mais depressa possível.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – C SEGURANÇA DO TRABALHO Você está trabalhando em um ambiente de trabalho saudável? Se puder responder “sim” às perguntas a seguir.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Sim O ambiente é amplo? Cada um tem seu próprio espaço pessoal? Há um lugar onde se possam guardar os objetos pessoais? As cadeiras e bancos são confortáveis? O equipamento e o maquinário são de fácil manuseio? Todos podem se locomover à vontade? A temperatura é amena em todos os lugares? É fornecida alguma roupa de trabalho adequada.com. vocÊ pode estar trabalhando em um ambiente saudável. quando necessário? Os sanitários estão limpos. maquinários e processos ruidosos são identificados como sinais de aviso? Há local agradável e bem equipado para beber? Existem locais com cabines e armários para se guardarem roupas e sacolas? Há um local para se secarem as roupas.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Existem pias com água quente e fria.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . 2000.com. 267. sabão. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . toalhas e outros itens de limpeza? Material Auxiliar I Fonte:: Como motivar pessoas Iain Maitland.br 118 .

em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPC – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. publicado por Georgius Agrícola. para realizar exames em mulheres. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças.br 119 . ( ) 1802. no Império Romano. na Escócia. na França. principalmente de chumbo e mercúrio.com. 267.C. ( ) O médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes.D COLÉGIO MARTIN LUTHER Centro de Educação Profissional Martin Luther Estrela/RS Avaliação da disciplina de SEGURANÇA DO TRABALHO I Professor Eduardo Becker Delwing Turma: TST Data: / / 200 Nome: ________________________________________________ 1. em latim a obra De Ré Metálica. Exemplo: Silicose.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. proibia o trabalho noturno para crianças.. que fez referências sobre o trabalho ser o causador de doenças como na extração de minerais e fundição de prata e ouro. ( ) Em 460 a 375 a. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Engenharia do Trabalho. Plinius. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes.Lajeado / RS . Marcar verdadeiro (V) ou falso (F) ( ) Em 1842. ( ) Em 1556.

br 120 . que sensibilizou a opinião pública. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. de 16 de fevereiro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ( ) Em 1937. 267. editada a Portaria 3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. ( ) Em 1971. relativas à Segurança do Trabalho. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 200 funcionários. ( ) Em 1833. nos EUA. ( ) Em 1978.214 que aprova as Normas Regulamentadoras –NR do Capítulo V do Título II.com. cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT.255. da CLT. 08 junho. ( ) Em 1972.Lajeado / RS . que considerada como a 10ª Lei de Proteção ao Trabalhador. fazendo que fosse baixado o Factory Act. uma CPI. sala 201 . Decreto nº 68. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do empregador.

com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – G Conforme NR – 26. sala 201 .br 121 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. asfalto = _______________________________________ Mangueiras para acetileno = ______________________________________ Canalizações de água= __________________________________________ Faixas no piso de entrada de elevadores = ___________________________ Localização de bebedouros = _____________________________________ Canalizações de ar comprimido = __________________________________ Canalizações à vácuo = __________________________________________ Canalizações com álcalis cáusticos = ________________________________ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. complete o nome da respectiva cor relacionada a segurança do trabalho: Corpo de máquinas = ___________________________________________ Corredores de circulação = _______________________________________ Óleo diesel.Lajeado / RS . gasolina = __________________________________________ Canalização contendo ácidos = ____________________________________ Óleo lubrificante. 267.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – H EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1. Grupo 1 (ação generalizada depende da concentração) Exemplo: Um trabalhador exposto a nitretano. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .br 122 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 84 92 55 43 65 71 82 64 53 93 2.com.

na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 4 2 1. podendo também ser absorvidas por via cutânea).br 123 .8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5 3.com. Grupo 2 (ação generalizada. sala 201 .Lajeado / RS .5 2 4.5 3 5 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Exemplo: Um trabalhador exposto a éter decloroetílico.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 3. 267.5 3.

05 0. valor teto não pode ser ultrapassado) Valor máximo = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a cloreto de vinila.07 0. 267. na na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? 5. Grupo 4 ( efeito extremamente rápido.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.07 0.01 0.04 0. na seguinte situação de amostragem: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO ppm 0.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. sala 201 .Lajeado / RS .05 0. Grupo 3 ( efeito extremamente rápido.03 0.02 0.04 124 CONCENTRAÇÃO ppm 120 100 40 130 160 135 155 170 124 140 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.08 0.br . Valor Teto = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a sulfato de dimetila usando máscara para gases tóxicos P2 como EPI (equipamento de proteção individual). valor teto não pode ser ultrapassado e pode também ser absorvida por via cutânea.

Lajeado / RS . A atividade é insalubre? Qual o grau? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. deslocam o oxigênio do ar. Não possuem Limite Tolerância.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho A atividade é insalubre? Em que grau? 6. 267. Grupo 5( asfixiantes simples. Exemplo: Num ambiente confinado (caixa d’ água) com presença de Argônio.br 125 . valor permissível de 18%). obtem – se 16 % de oxigênio no local de trabalho. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. pois o fator limitante é o oxigênio disponível.

Durante o tempo em que aguarda a elevação da temperatura. Numa empresa. com alguma movimentação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Considerando – se que um trabalhador exerce atividade pesada ao executar remoção com pá. 267.Lajeado / RS . Tg = 54 ºC e Tbn = 24 º C e no local de descanso M = 125 Kcal/hm Tg = 30 ºC e Tbn = 20 º C. Era forneiro em uma padaria e laborava das 4:00 às 10:00. Considerando que o local de trabalho é o local onde permanece o trabalhador enquanto carrega e descarrega o forno e que o local de descanso é o local onde o operador permanece sentado. e sabendo – se que as medições acusaram: Tg = 44 º C e tbn = 22 º C. fazendo anotações. o operador de forno fica fazendo anotações sentado em uma mesa que está afastada do forno. em bancada. com alguma movimentação.br 126 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – I EXERCÍCIOS SOBRE AVALIAÇÃO AMBIENTAL – CALOR 1. Tbn acusou 24º C e Tg 52º C.com. pergunta – se se existe insalubridade por calor? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. moderado. Reclamante argüi insalubridade devido à exposição ao calor. de pé. Aguarda quatro minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e em seguida gasta outros três minutos para descarregar o forno. Existe insalubridade? 2. e sabendo – se que no local de trabalho M= 300 Kcal/h. diante de um forno. um operador de forno gasta três minutos carregando o forno. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho. de natureza leve. Verificou que o trabalho era executado em pé. Existe insalubridade? 3. sala 201 . A perícia mo local de trabalho evidenciou os seguintes dados: executava trabalho contínuo.

J Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .br 127 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . sala 201 .com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267.

Compl.. do Local do Acidente Agente Causador Local de Trabalho Tipo da CAT ( ) 1. UF Remuneração Mensal Bairro Telefone Aposentado? ( ) 1. 5.. 2. Sim trabalho? 2. Bairro Telefone ______________________________ Local e Data _______________________________________________ Nome/Cargo/Cód. Início 2. Av.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO I EMITENTE Empregador Secretaria/Autarquia Endereço (Rua.. Av. N°.Func. Reabertura 3. Outro Fem.) Nome Endereço (Rua. N°.. Data Órgão Exp.. sala 201 . Casado 3. Masc. Av.br 128 .. Após quantas horas de Houve Afastamento? ( ) 1..) Bairro Telefone Bairro Telefone Houve morte? ( ) 1. Av.... N°.) CEP Acidentado Nome do Funcionário Data de Nascimento Carteira de Identidade Endereço (Rua. Não Testemunhas Nome Endereço (Rua.Lajeado / RS . Fem.. Não Município Código Funcional Hora do Acidente Município do Local do Acidente Município Nome da Mãe Sexo ( ) 1. Compl. Compl... 2.. do Emissor Responsável Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Judic././.com. Comunicação de Óbito em . Estado Civil ( ) 1. Não UF Especif. Sep. Masc.Sim 2.. Compl. Solteiro 2. Viúvo 4.. 267.) CEP Função Acidente ou Doença Data do Acidente Local do Acidente Parte(s) do corpo atingida(s) Descrição da situação geradora do acidente ou doença Houve Registro Policial? ( ) 1. N°.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.. . Sim 2.

... Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 4.Lajeado / RS ./... Doença 3.. 2..br 129 ... sala 201 . Trajeto Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Por qual Período? Número do Acidente Recebida em.. DO A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA. S. Houve Internação? ( ) 1. Típico 2.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho II ATESTADO MÉDICO Unidade de Atendimento Médico Houve Duração Provável do Internação? ( ) Tratamento dias: 1...10 _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico com CRM Tipo ( ) 1. 5. e entregue na Divisão de Medicina e Segurança.. Sim 2. MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO TRABALHO NOTA IMPORTANTE 1. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser feita no prazo máximo de 24 hs.com. Sim 2.. 267. Caso haja afastamento médico o atestado deverá ser entregue juntamente com a CAT.DMST CID .. T.. Não Duração Provável do Tratamento dias: __________________________ Local e Data _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico da D../. 3. Caso haja acidente de trânsito anexar à CAT o Boletim de Ocorrência. O acidentado deve exigir o preenchimento da guia de acidente do trabalho para sua própria segurança. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida preferencialmente pela chefia imediata ou pela CIPA..CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. M. Não Descrição e natureza da lesão(ões) Data Hora Deverá o acidentado afastar-se do trabalho Por qual Período? durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Diagnóstico Provável ______________________________ Local e Data III ..

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