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Apostila Segurança do Trabalho I

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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO I
Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

ÍNDICE
PLANO DE CURSO............................................................................................................... 6 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho......................................................................6 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I............................................................................. 6 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas............................................................................................ 6 1. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO........................................................................................................................... 8 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO............................. 8 1.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL............................ 11 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS...................................................................................................................... 18 2.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO.............................. 18 2.1.1 Conceito de Higiene do Trabalho........................................................................ 18 2.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais.................................... 18 2.1.3. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais................................................20 2.2 Objetivos da higiene do Trabalho............................................................................... 21 3. SEGURANÇA DO TRABALHO..................................................................................... 22 a) CONCEITO.................................................................................................................. 22 b) OBJETIVOS................................................................................................................. 22 c) PROCEDIMENTOS..................................................................................................... 22 d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.................... 23 (1) Aspectos sociais...........................................................................................................23 (2) Aspectos econômicos.................................................................................................. 24 (3) Aspectos humanos....................................................................................................... 25 e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA............................................................................ 25 f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO....................................................................... 26 g) SEGURANÇA NO PROJETO..................................................................................... 26 h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO................................................................................ 27 i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS ........................................................................................................................................... 28 (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina........................................... 29 (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia......................................... 29 (3) Interligação com outras áreas...................................................................................... 30 4. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................. 30 4.1. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................ 30 4.2. PAPEL E RESPONSABILIDADE............................................................................ 30 4.2.1. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO.......................... 30 4.2.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....................................................................................................................................... 32 4.2.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 33 4.3. RESPONSABILIDADE............................................................................................ 33 4.4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................. 33 5. ACIDENTES DO TRABALHO....................................................................................... 34 5.1 CONCEITO.................................................................................................................34 2

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

5.2 CLASSIFICAÇÃO..................................................................................................... 35 5.3 CAUSAS DOS ACIDENTES..................................................................................... 36 5.4 TIPOS DE ACIDENTES............................................................................................ 37 5.5 CONSEQÜÊNCIAS................................................................................................... 38 5.6 CONCLUSÃO............................................................................................................ 38 6. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT................................................................................. 38 I – Apresentação.................................................................................................................... 38 I – Apresentação................................................................................................................ 39 II – Recomendações gerais................................................................................................39 III – Informações gerais.................................................................................................... 40 Ocorrências:...................................................................................................................... 40 IV – Preenchimento do formulário CAT.......................................................................... 43 Quadro II – ATESTADO MÉDICO ............................................................................... 49 V – Conceito, definições e caracterização do acidente do trabalho, prestações e procedimentos................................................................................................................... 50 VI – Legislação................................................................................................................. 56 VII - Anexo I – Formulário CAT...................................................................................... 58 Anexo II – FLUXOGRAMA............................................................................................ 61 7. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA................................................................... 62 7.1 Objetivo da Sinalização de Segurança........................................................................ 62 7.2. Classificação das Cores.............................................................................................. 62 7.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES)............................................................................................................... 69 7.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA)....................................................... 69 7.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA)............................................................69 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3............................................................................................76 Limites de Tolerância para exposição ao calor..................................................................... 76 QUADRO Nº 1..............................................................................................................77 Tipo de atividade................................................................................................................... 77 QUADRO Nº 2..................................................................................................................78 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE......................................... 79 Tipo de atividade................................................................................................................... 79 Kcal/h.................................................................................................................................... 79 Trabalho leve..................................................................................................................... 79 Trabalho moderado........................................................................................................... 79 Trabalho pesado................................................................................................................ 79 9. Frio NR-15 Anexo 9......................................................................................................80 1.As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho............................................................................................ 80 Objetivo................................................................................................................................. 80 Desenvolvimento...................................................................................................................80 Análise...................................................................................................................................80 FRIO - (ANEXO 9, NR - 15 DA PORTARIA 3.214/78)..................................................... 81 10. RISCOS QUÍMICOS...................................................................................................... 87
Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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................................................................................................................................................................................................ 90 a................................. 91 Responsável por 90% dos casos........................................................................................ 95 Irritantes.................................. INTRODUÇÃO...................................................................... 92 Distribuição e acumulação dos agentes químicos.....CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10............................................................................................................................................... 98 Pneumoconióticos.........Lajeado / RS .......................................................................................CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet......... CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS............................................................................... INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO.......................................................................................................... 98 Mutagênicos............ 94 Eliminação........... DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS.......2.......................................................................................................... 92 d.................................................................................................................................... 93 Locais de acumulação (armazenamento).............................. 91 c................................................. Tem importância fundamental.........................................................................................99 Controle e Identificação............... Via Cutânea...................... 87 10.......................4..............................................................................3................................................................................... 267............................................... 96 Asfixiantes................... 97 Alergizantes....................br 4 ........................ 97 Sistêmicos................... Via Digestiva........ 98 Princípios básicos de prevenção........... 115 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros................................................ principalmente por que:............................................................... 89 10................................................1....................................... 98 Teratogênicos.............................com..................................................................................................................................................................... 100 Rotulagem.........................................100 Recomendações..................................... 105 ANEXO – A....................................................................................................................................................................................Injeção..........................................................................................................................................................................................................97 Anestésicos e narcóticos..................................................................................................94 Toxicodinâmica............................................................................................................. 89 10............................................................ sala 201 ............................ 100 Fichas Químicas de Segurança...........................................................................................................98 Imunodepressores................................................ Via Respiratória....................................... 91 b....................... 98 Carcinogênicos................................................................................... 93 Biotransformação..........

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Segurança do Trabalho I (História e evolução) 2ª AULA: Segurança do Trabalho II 3ª AULA: 4ª AULA: Segurança do Trabalho III Acidentes do Trabalho I (Conceitos) 5ª AULA: Acidentes do Trabalho II (Classificação e Causas) 6ª AULA: Acidentes do Trabalho III (CAT) 7ª AULA: Riscos Laborais 8ª AULA: Cor e Sinalização de Segurança 9ª AULA: Visita à empresa 10ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 11ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 12ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 13ª AULA: Frio NR-15 Anexo 9 14ª AULA: Riscos Químicos I 15ª AULA: Riscos Químicos II 16ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 18ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6.Lajeado / RS . AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) Relatório Visita (Peso 1.com.br 5 . CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I 3. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .0) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. CARGA HORÁRIA: 80 horas 4. NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5.

 Curso Supervisores de Segurança do Trabalho. preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Segurança e Medicina do Trabalho. Fundacentro. A.  Riscos Químicos.  Acidentes do Trabalho. Fundacentro. Engª Berenice Goelzer. Waldemar Pacheco Jr.  Manuais de Legislação Atlas. Editora Atlas S. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira. Y.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho.br 6 . Martin Wells Astete. UFSC. sala 201 . Jayme Aparecido Tortorello. Mário Luiz Fantazzini.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH. 267. Bernardino Ramazzini. Teoria e Prática.  Riscos físicos.  Ruído – Riscos e Prevenção. ABPA. Fundacentro. Fundacentro. Eduardo Giampaoli. Atlas. Marco Paiva Matos.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. Itiro Lida. Editora Saraiva. Vilma Akemi Okamoto. Editora Hucitec. Edgard Blücher Ltda. Leila Nadim Zidon. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho. visitas. José Manoel Osvaldo Gana Soto. Hyppólito do Valle Pereira Filho.  Ergonomia – Projeto e Produção.  As Doenças dos trabalhadores. Thais Cataloni Morata. Gerges. influenciando diretamente na nota geral final.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) Trabalho em grupo (Peso 3) Observação: A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno em aula. 7. Benedito Cardella. Ubiratan de Paula Santos. Samir N.Lajeado / RS . Atlas.

 2350 a. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. água e lugares”. principalmente de chumbo e mercúrio. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO 1.  460 a 375 a. no transcrito. Plinius. em latim a obra De Ré Metálica.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio através do papiro Anastacius “V” fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro. no Império Romano. evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos. onde há referencia sob “intoxicações sanitárias”. porém com total emissão sob ambiente de trabalho.com.C.  460 a 375 a.  Os pioneiros do estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes foram Plínio e Rotário. que pela primeira vez recomendaram o uso de máscaras para evitar que os trabalhadores respirassem poeiras metálicas.br 7 . deflagrada nas minas de cobre. Problemas relacionados à extração de minerais e fundição de prata e ouro. que fazia referencia e observações esparsas a respeito da possibilidade do trabalho ser causador de doenças.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1.  1556. no Egito ocorreu uma insurreição geral dos trabalhadores. mestre em medicina.C. sala 201 . 267. Doença mais comum: asma de minerais (silicose).  As primeiras ordenações aos fabricantes para a adoção de medidas de higiene do trabalho datam da Idade Média.  No Império Romano se aprofundou o estudo da proteção médico legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia. publicado por Georgius Agrícola. “ares.Lajeado / RS .C. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPI – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. Hipócrates.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

 1761. fazendo sempre a pergunta. Pietro Verri fundou. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Medicina do Trabalho. no mesmo ano.  1700.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Os levantamentos das doenças profissionais. tiveram grande influência sobre a segurança do trabalho no Renascimento. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. durante a revolução industrial ocorrida na Europa.  Nesse período. na França.br . 1779. a Academia de Medicina da França já fazia constar em seus anais um trabalho sobre as causas e prevenção de acidentes.  1802. o também italiano Morganti fez uma coletânea de tudo que havia sobre medicina do trabalho. o médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. 8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a primeira sociedade filantrópica. pois foi quando o homem começou a ser substituído pela máquina e por mulheres e crianças nas operações destas.  Em 1779.Lajeado / RS . onde descreveu o 1º câncer ocupacional.  1760 a 1850.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. foi outro marco na evolução das doenças ocupacionais da legislação. visando ao bem estar do trabalhador. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. sala 201 . na obra De Sabidus Et Causis Morborum. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. qual é a sua ocupação. o que você faz? .  Em Milão. relacionou a patologia encontrada com a sua ocupação e o transmitiu aos responsáveis pelo bem estar social dos trabalhadores da época. proibia o trabalho noturno para crianças. destacaram-se Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador de todos os conhecimentos acumulados sobre segurança.  A França destacou-se como líder em Medicina e Higiene durante a 1ª metade do século XIX devido a vários estudos sobre a matéria. promovidos pelas associações de trabalhadores medievais. 267.

foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. na França.  1815.  1830. em Milão.Lajeado / RS . dado seu interesse e estudo pelo assunto. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do Trabalho. foi instituído como obrigatório na industria e comércio o serviço médico. Itália. para realizar exames em crianças. assim como o autorizou a visitar as fábricas. quando um industrial inglês.  1842. Quatro anos mais tarde o governo inglês nomeou-o inspetor médico de fábricas. Lamuel Schatuc fez o 1º Programa de Saúde Ocupacional nos EUA. que considerada como a 1ª Lei de Proteção ao Trabalhador. na Escócia. as condições de trabalho eram péssimas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o relatório elaborado sobre doença ocupacional. o inglês Alwin. e principalmente as das crianças.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção. que sensibilizou a opinião pública.  1846. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes.  1906. uma CPI.  1837. sala 201 .  1831. Michael Sadler. fazendo que fosse baixado o Factory Act.  1869. 267. no início do século XX. criou as primeiras iniciativas na universidade da legislação de proteção ao trabalho. apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito CPI. ocorreu o 1º Congresso Internacional de Doença do Trabalho.  1833.  A sistematização dos procedimentos preventivos ocorreu primeiro nos Estados Unidos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 9 .com. sensibilizado com o problema procurou o médico Robert Baker para aconselhar-se sobre a melhor forma de proteger a saúde dos seus trabalhadores. nos EUA.

agora promovido pela Comissão Permanente.br . 15 de janeiro.  1969/70 – O departamento de trabalho dos Estados Unidos unifica as normas e convenções diferentes sobre Segurança e Saúde do Trabalho vigentes nos EUA. foi criada a Clínica del Lavoro. 267. como parte do Tratado de Versalhes.  Até o advento da 2ª grande guerra mundial. Ásia. Heinrich.  A OIT tem dedicado expressiva atenção e prioridade ao campo da Saúde Ocupacional. como de atividades de pesquisa e informação ou assistência técnica internacional. pesquisando conseqüências de acidentes.  A 2ª das frentes – pesquisa e informação – tem recebido e continua a receber notáveis contribuições para o desenvolvimento da Saúde Ocupacional. com a presença de mais de 200 participantes de 200 países. 28 de junho após a 1ª grande guerra mundial. foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho.  1919.724. quer através da elaboração de regulamentos. Grande parte dos convênios e recomendações referem-se especificamente a temas de saúde ocupacional. concluiu que de 330 acidentes estudados apenas 30 tinham dado origem a lesões pessoais. quando saltavam à vista gritantes abusos e elevados riscos ocupacionais nas relações e condições de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ 1929. Austrália e América Latina os comitês de segurança e higiene nasceram logo após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 1.Lajeado / RS . os quais só reiniciaram em 1948. em Bruxelas.com. e o 2º Congresso Internacional. através do Decreto Legislativo nº 3.  A 1ª das frentes – a regulamentação – surgiu da própria contingência da época da sua fundação. também em Milão.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL ⇒ 1919.  Na África.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  1910. foi aprovada a 1ª Lei de assistência médica e indenização para acidentes do trabalho. 10 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . ocorreram trienalmente Congressos Internacionais.

dia do Trabalhador.br 11 . ⇒ O levantamento dos coeficientes de freqüência e de gravidade dos acidentes permitia avaliar a eficiência do sistema de prevenção adotado. foi promulgada a 1ª Lei Ordinária a respeito de Segurança do Trabalho. ⇒ 1943.Lajeado / RS . ⇒ Esses coeficientes tem como referência à tabela internacional organizada pela International Associantion Of Industrial Accident (Associação Internacional de Acidentes Industriais). aprovando a Consolidação das Leis Trabalhistas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. assinou o Decreto Lei nº 5. ⇒ O sistema usual de prevenção de acidentes consistia em investigar os acidentes ocorridos para descobrir sua causa. a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes. e na fiscalização realizada por funcionários de setores da administração pública. ⇒ 1940.452. 267. ⇒ A Segurança do Trabalho no Brasil desdobra-se nas atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho dos quais só uma de maior gravidade não seria razoável continuar abandonando mais de 90% de informações provenientes de acidentes sem lesão. ⇒ 1941. ⇒ A organização de estatísticas de acidentes de trabalho foi possível no Brasil a partir do estabelecimento de definições. sala 201 . convenções e regras pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB 18. o Presidente Getúlio Vargas. disseminadas no cenário empresarial. fundação da ABPA. 1º de maio. ⇒ Por meio da coleta e análise dos dados estatísticos era possível delinear objetivamente o programa de prevenção de cada empresa. visando a eliminá-las e prevenir novas ocorrências. atendimento ao acidentado e indenização e reabilitação profissional.

em comparação com países de instituições mais avançadas. sociais e jurídicos ainda não foram suficientes para reduzir de forma significativa os níveis de acidentes de trabalho e de doenças profissionais no Brasil que. primeiramente. sociais e financeiros. na indústria metalúrgica. ⇒ Para falar-se das origens da Segurança do Trabalho. ⇒ Foi assim que se desenvolveu a prática de realizar e divulgar estatísticas de acidentados. no Brasil.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Os acidentes mais freqüentes ocorrem na construção civil. a cujas mãos chegavam as mais importantes conseqüências dos acidentes do trabalho . legais. E com isso deixavase de considerar os acidentes de que não decorressem lesões. é importante que se analise. no início do século XX. no garimpo e nas atividades agrícolas.as lesões pessoais. na fabricação de móveis. recebeu. rotulando-as de estatísticas de acidentes.com. até hoje. de início.Lajeado / RS . explica a visão conseqüencial que. 267. ⇒ A Prevenção de Acidentes. importante contribuição da área médica. realizada sob a égide do Ministério do Trabalho. são muitos altos e resultam em graves prejuízos humanos. sala 201 . a codificação de normas de segurança. ⇒ O fato do atendimento a acidentados ter custos mais altos do que sua prevenção foi um dos fatores que determinaram. como evoluía a Prevenção de Acidentes. que envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e a higiene industrial.br 12 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. E mais do que isso.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Esses mecanismos técnicos. ⇒ Tal circunstância não só explica a liderança assumida pela medicina nos primeiros passos dados em direção à prevenção de acidentes como também esclarece porque esses passos foram dados com vistas especialmente a aspectos conseqüenciais. caracteriza certas práticas prevencionistas em detrimento de outros caminhos que favorecem a pesquisa das causas.

⇒ O conhecimento dos níveis de ocorrência de acidentes de trabalho é fator indispensável para a adoção de uma política trabalhista e empresarial que preserve o bem estar do trabalhador e evite custos e prejuízos aos empresários e às instituições previdenciárias. por meio de métodos comparativos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. E era Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . governo. assim.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ A respeito de um acidente de que não resultasse lesão ouvia-se dizer: "não foi nada". 267. na medida de suas possibilidades. sala 201 . pois. Não seria lógico. continuar a abandonar a análise dos acidentes sem lesão. Juntam-se a isso as características da profissão médica para a qual o estudo das lesões pessoais é de sua indiscutível competência e merece todo o seu interesse. ⇒ Essa maneira de considerar o assunto. ⇒ Um dos mecanismos mais utilizados é a elaboração de estatísticas que. E.com. que caracterizava os que assim agiam. ⇒ É então que o empresariado começa a despertar para o aspecto econômico dessa prevenção e espalha-se a idéia de que a prevenção pode ser um bom negócio. ⇒ Impunha-se novo enfoque para enfrentar as novas técnicas. o primeiro ditando as bases de uma legislação que visava a proteger o trabalhador da agressividade do ambiente de trabalho e os últimos obedecendo o estipulado nessa legislação. ⇒ E contra a idéia de buscar a prevenção dos acidentes no estudo de suas conseqüências havia a inexistência de proporcionalidade entre a gravidade das lesões pessoais decorrentes de acidentes e a gravidade potencial desses acidentes. Se não havia acidentado não havia acidente. empregadores e empregados adquiriam consciência da necessidade de encarar o problema de prevenção do acidente. mostram o aumento ou queda dos índices de acidentes de trabalho num período e setor de trabalho dados.br 13 . explicava-se pelo interesse primordial pelo acidentado. embora não fosse razoável.

em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .255 de 16/02 cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. ⇒ 1972. até então preocupada principalmente com os assuntos ligados diretamente à produção.Lajeado / RS . ⇒ 1971 – Decreto 68.233 de 09/07 determina o cumprimento da CANPAT através de três mecanismos: ⇒ Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT) ⇒ Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SPAT) ⇒ Medalha ao Mérito de Segurança do Trabalho (MMST) ⇒ 1972. 267. Foi um primeiro passo para o aperfeiçoamento do preparo dos profissionais a serem utilizados.com. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 100 funcionários.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho necessário passar a estudar a problemática do acidente a partir de suas causas. com o que concordaram os representantes do DNSHT e da Fundacentro. em Curitiba. passasse a Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. outubro. ⇒ 1972. Mas até que a engenharia. representantes das entidades e empresas abaixo relacionadas discutiram a necessidade de elevar a carga horária prevista para os cursos de especialização em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. preocupada com o que se referia diretamente à produção. ⇒ Nessa altura tornou-se possível sensibilizar a área da engenharia. Portaria 3. para a análise das causas do acidente. fixando-a em um mínimo de 360 horas. durante a realização do 11º CONPAT. referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho.br 14 . em 27/07 é e ditada a Portaria 3236 que cria o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador – PNVT.

267.Lajeado / RS . ⇒ 1996.br 15 . em 27 de novembro sancionada a Lei nº 7. Decreto nº 92. ⇒ 1986. ⇒ 1985. editada a Portaria 3. sala 201 . ⇒ Além de cuidar do preparo dos profissionais previstos na portaria que analisamos. 22 de dezembro. apresentado no Senado pelo Eng. a Portaria 2 de 10/04 institui a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para estudar e elaborar modificações nas NR´s. trabalhadores e empregadores) GTT buscando um consenso nas regulamentações. 9 de abril.NR do Capítulo V do Título II. a Portaria 393 de 09/04 adota o sistema de Grupos de Trabalho Tripartite (governo. regulamenta a Lei nº 7. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. ⇒ 1977. caberia realizar estudos para homogeneizar os seus ditames com a legislação Regulamentadora do exercício da engenharia.214 que aprova as Normas Regulamentadoras .410.410 que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. Fórum permanente para discussão e revisão das normas. sancionada a Lei nº 6. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. arquitetura e agronomia.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ 1978.º Saturnino Braga dispunha a respeito da especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.530.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho interessar-se profissionalmente pela pesquisa das causas do acidente havia um longo caminho a percorrer. 08 junho. ⇒ 1996. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho.514 que altera o Capitulo V da CLT. ⇒ Esses estudos foram realizados e serviram de base ao projeto de lei que. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. da CLT. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho.

Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . ⇒ A especialização a nível de pós graduação dos engenheiros foi fixada com carga horária mínima de 600 horas. A primeira turma de técnicos de segurança do trabalho do Colégio Martin Luther finalizou o curso em 1999.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Entre 1996/97 o MEC altera carga horária dos cursos técnicos passando para mínimo de 1600 hs.br 16 . 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.

reconhecimento. 267.1 Conceito de Higiene do Trabalho É a ciência e a arte dedicadas à antecipação.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO 2. prejuízos para a saúde ou bem-estar dos trabalhadores.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais A higiene do trabalho se relaciona direta ou indiretamente com diversos ramos profissionais: SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA ERGONOMIA ENGENHARIA HIGIENE DO TRABALHO MEDICINA DO TRABALHO DIREITO TOXICOLOGIA SEGURANÇA DO TRABALHO Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .1.br 17 . avaliação e controle de fatores e riscos ambientais originados nos postos de trabalho e que podem causar enfermidade. O diagrama de blocos abaixo possibilita uma melhor compreensão do conceito: É A CIÊNCIA QUE ATUA NO CAMPO DA SAÚDE OCUPACIONAL APLICANDO OS RECURSOS DA ENGENHARIA E MEDICINA Prevenir DOENÇAS DO TRABALHO Decorrentes DOS RISCOS AMBIENTAIS 2.com. também tendo em vista o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente em geral. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 2.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2.

é um dos parâmetros utilizados para verificar a eficiência e subsidiar um programa de controle de riscos ambientais. avaliação e controle dos riscos ambientais. esta ciência é essencial no reconhecimento. No campo do direito previdenciário e civil. Deste modo.Lajeado / RS . como será abordado em todo este trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) Engenharia – A engenharia está presente em todas as etapas de um programa de higiene do trabalho. o ambiente de trabalho e o homem. e) Psicologia e sociologia – A psicologia e sociologia tratam de harmonizar as relações entre processo produtivo. f) Medicina do Trabalho – O controle biológico. mediante análise dos agentes agressivos nos pontos de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho a) Direito – A higiene do trabalho fornece subsídios técnicos para solução de conflitos trabalhistas envolvendo insalubridade.com. c) Ergonomia . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. através da prevenção adequada dos riscos ocupacionais.br 18 .A higiene do trabalho não visa apenas à detecção de atividades e/ou operações insalubres. sala 201 . antecede as etapas clássicas de um programa de higiene do trabalho. d) Saneamento e meio ambiente – A importância da higiene do trabalho. na maioria das vezes. 267. ou seja. mas também à melhoria do conforto e qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho. através de suas etapas. os dados de avaliação de exposição a riscos ambientais auxiliam na concessão de aposentadoria especial e indenizações por incapacidade e/ou doenças do trabalho. da avaliação e controle de riscos ocupacionais ultrapassa os limites do ambiente de trabalho. por meio de exames médicos. A higiene do trabalho. g) Toxicologia – A toxicologia fornece dados técnicos sobre os contaminantes ambientais. facilitando o reconhecimento dos riscos ambientais nos locais de trabalho. Pode-se então afirmar que a toxicologia. o impacto negativo da industrialização no meio ambiente pode ser apreciavelmente reduzido. fornece dados essenciais para a melhor interpretação do universo do trabalho. não só este é parte do meio ambiente em geral mas. h) Segurança do Trabalho – A higiene do trabalho. muitas vezes previne também riscos operacionais capazes de gerar acidente de trabalho.

sala 201 . 2. 2. Ex.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. devido à suscetibilidade individual. obtendo-se melhor organização do trabalho. 3. concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. EPI inadequado. Riscos biológicos: são aqueles que compreendem dentre outros as bactérias. animais peçonhentos e probabilidade de incêndio. por se tratar de uma ciência que tem como objetivo principal a relação entre o homem e o meio ambiente de trabalho. Riscos de Acidentes: ocorrem em função das condições físicas – do ambiente físico e do processo de trabalho capazes de provocar lesões a integridade física do trabalhador. Riscos físicos: são aqueles que compreendem dentre outros o ruído.Lajeado / RS .br 19 . temperaturas extremas. gases e vapores. fumos. vibração.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim. esforço físico excessivo. Ex. máquinas sem proteção. Em síntese: ocorrem quando há disfunção entre o indivíduo. 4. não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença. neblinas. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. helmintos. que propõe que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem. para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais. arranjo físico inadequado. fungos. protozoários e vírus.com. pressões anormais. seu posto de trabalho ou seus equipamentos. poeiras. Riscos químicos: são aqueles que compreendem dentre outros as névoas.1. a higiene do trabalho. Riscos Ergonômicos: estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. Estes limites são fixados em razão da natureza. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais Riscos Ambientais: são os agentes físicos. excesso de levantamento e transporte manual de pesos. Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos – do ambiente – e a fatores internos – do plano emocional. propiciando bem estar físico e psicológico. 5. ou seja. Os riscos ambientais se classificam em: 1. necessita para o bom desenvolvimento e a prática de ações multidisciplinares de educação dos trabalhadores. radiações ionizante e não ionizante. exigência de postura. quando superados os respectivos limites de tolerância.3. químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho capazes de produzir danos à saúde. no sentido de prevenir riscos ambientais. Todavia. ferramentas inadequadas ou defeituosas.

layout das instalações. etc. tipo de análise química a ser feita. isolamento das partes poluentes. a) Reconhecimento – Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores. Esta etapa abrange dois ramos de higiene do trabalho. métodos de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. detecção de contaminantes e tempo de estudar e recomendar medidas de controle para reduzir a intensidade dos agentes a níveis aceitáveis).Lajeado / RS . cálculo e interpretações de dados levantados no campo. avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. fluxo de processo. número de trabalhadores expostos. etc. limpeza dos locais de trabalho. seleção dos métodos de coleta. uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de raios x para determinação de sílica livre cristalizada. bem como dos equipamentos de avaliação. Assim. que consistem basicamente na calibração dos equipamentos. O controle funda-se na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem: Medidas relativas ao ambiente: são medidas aplicadas na fonte ou trajetória.2 Objetivos da higiene do Trabalho Os objetivos de um programa de higiene do trabalho consistem em reconhecer. Exige-se conhecimento de avaliação. ventilação geral diluidora. esta se atém a propor e adotar medidas que visam a eliminação ou minimização do risco presente no ambiente. sala 201 . ventilação local exaustora.br 20 . tais como substituição do produto tóxico. o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo. 267. b) Avaliação – Trata-se da fase em que se realiza a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos.com. Higiene analítica: realiza as análises químicas das amostras coletadas. c) Controle – De acordo com os dados obtidos nas fases anteriores. esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado. quais sejam: Higiene de campo: é a encarregada de realizar o estudo da situação higiênica no ambiente de trabalho (análise de postos de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. tempo de coleta. químicos e biológicos existentes nos postos de trabalho a serem avaliados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. por exemplo.

periódico e demissional). • colocar em prática as Normas especiais de segurança e fiscalização que foram criadas em conseqüência da ação conjugada dos governos. SEGURANÇA DO TRABALHO a) CONCEITO SEGURANÇA DO TRABALHO pode ser definida como: um conjunto de normas destinadas à melhora dos ambientes de trabalho. 267. as quais asseguram a eficiência das leis protetoras.com. b) OBJETIVOS a) evitar acidentes. d) estabelecer melhores condições físicas e psíquicas no trabalho e por via de conseqüência. exames médicos (pré-admissional. educação e treinamento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Medidas relativas ao homem: compreendem. 3. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. c) preparar o trabalhador para a prevenção dos desastres ocupacionais. melhores condições de eficiência e de produção. c) PROCEDIMENTOS Para preservar a saúde e a vida do ser humano em seu ambiente de trabalho e do meio ambiente é indispensável: • realizar pesquisas e estudos técnicos a respeito das instalações de trabalho (Levantamento Ambiental de Riscos e PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a limitação do tempo de exposição.Lajeado / RS .br 21 . sindicatos e empregados. dentre outras. equipamentos de proteção individual. b) minimizar as condições inseguras de trabalho. • realizar estudos médicos sobre os efeitos dos agentes nocivos à saúde humana presentes nos locais de trabalho (PCMSO) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.

267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • implementar ações no ramo da segurança e higiene do trabalho constitui-se. Caso o trabalhador se aposentar. a produtividade líquida. poderíamos pensar que. Para cada ano. está o homem. (1) Aspectos sociais Usemos o raciocínio do insigne Prof. enfoca também aspectos humanísticos. pois a poluição do meio ambiente gerada pelas atividades industriais é um problema que está gerando crescente preocupação aos serviços de higiene e segurança do trabalho. na verdade. valores negativos. podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença. consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte”. assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. enquanto uma indústria tem capacidade de produzir grande quantidade de produtos por dia. Ruy Aguiar da Silva Leme: “Para considerarmos o efeito de acidentes. Daí a importância crescente da segurança do trabalho e o caráter social e humano de que se reveste tal sistematização de normas. pois a criança só consome. Entretanto o menor para a força de trabalho. d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Esta disciplina. Se não bastasse isso. equipamento ou material. Essa será de início negativo. resultando em acúmulo de conhecimentos e aprimoramento das condições de trabalho.Lajeado / RS . uma fonte de experiências e conhecimentos para a preservação do meio ambiente em geral. via produtividade no caso nacional. sala 201 . para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho.br 22 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a maior riqueza da nação. a produtividade cresce. não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina. teremos até sua morte. Portanto.com. além dos aspectos técnicos. • Intensificar ações que visem a preservação do meio ambiente externo ao local de trabalho em geral.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o custo direto do acidente foi Cr$ 6.” Apenas acrescentando: todo o ônus causado pelo acidente. O saldo total seria. qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Totalizando a produtividade líquida do trabalhador ao longo de sua vida. para sustentar o déficit correspondente aos aposentados. via contribuição previdenciária e a poupança. neste caso. em geral. Para tornar mais claro o raciocínio. vivendo aposentado dos 50 aos 60 anos.br 23 . considerado em termos globais para a nação pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário no que concerne à produção e ao consumo de bens.292. um valor positivo. reflete-se em toda a nação.00 (Cr$ 8 x 103). Em 1977. sala 201 . que o trabalhador sofra um acidente aos 30 anos que reduza a sua produção para a metade. isto é.00 o que nos autoriza fazer uma projeção para 1978 de Cr$ 8. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. uma vez que é ela que paga ao incapacitado. O novo saldo será: S = (10 x 15) + (5 x 20) . 267. temos.Lajeado / RS . Contudo. Acreditamos que alguma pesquisa em torno deste raciocínio poderá ser muito útil para mensurar os efeitos dos acidentes fatais ou que conduzam à incapacitação parcial permanente aos trabalhadores.000. ou à família da vítima de um acidente fatal. dos 15 aos 50 anos.(5 x 60) = 50 Suponhamos.6x 106 acidentes do trabalho. suponhamos que o trabalhador consome 5 unidades por ano. um excedente que será utilizado para cobrir os déficit inicial dos filhos dos trabalhadores. mostra como um acidente. (2) Aspectos econômicos As estatísticas de 1978 no dão em números redondos 1. igual.(5 x 60) = -50 O exemplo obtido não tem pretensões ao realismo.com. S = (10 x 35) . contudo.

267. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador.8 x 109 Se admitirmos o valor médio do barril de petróleo importado em 1978. porém com a metade do custo”.00/dólar chegaríamos a conclusão que o acidente do trabalho nos custou o equivalente a 43 milhões de barris de petróleo. sala 201 .00 x 103 x 1. Não nos devemos. em outras palavras. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . que segurança do trabalho é e deve ser considerada como um investimento. ou seja quase que o equivalente a 2 meses de consumo. pelo dano que o agente agressivo poderá causar a seu organismo.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Cr$15. o engenheiro é o homem que planeja.6 x 106 = Cr$ 12.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim o custo total seria: Cr$ 8. e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA Por sua formação. porém. (3) Aspectos humanos Embora não se possa exprimir em números.br 24 . ater exclusivamente a este raciocínio e devemos ir mais longe. o aspecto humano é o mais importante. projeta e executa. edificação ou equipamento. veremos no correr do curso. Se lançarmos esta pergunta ao acadêmico de Engenharia: • • Quanto vale em reais a vida de seu pai ou seu irmão? Acreditamos que teremos respostas afirmativas à colocação anterior. Se utilizarmos a definição utilitária do engenheiro dado pelos americanos “Engenheiro é aquele que faz o que um leigo faz. da mesma forma que uma máquina. estamos comprando alguns anos de sua vida.00 ao câmbio de Cr$ 20.

causador danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. poderiam ser encontrados. surge o tetra etila de chumbo que possibilitou a redução de custos. na busca de combustíveis alternativos e menos poluidores. a ciclo Otto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 10 barras de ferro ∅ ½ polegada bastam. quando estamos planejando. nunca prejudicá-lo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO Planejar seria extrapolar para o futuro. Outros exemplos. em todas as áreas de engenharia. jamais diria:  Acho que para esta viga. escolhido. o homem de planejamento. e para melhorar a octanagem seu preço de fabricação tornava-se proibitivo. foi esquecido ou ignorado o fator homem.Lajeado / RS . foi posteriormente substituído por outros elementos químicos menos nocivos e as pesquisas e experiências continuam sendo efetuadas. Receios de dependência de países tropicais. altamente tóxico e cancerígeno. deve deter-se em todas minúcias de um problema. 267.br 25 . Historicamente. por exemplo. levou os técnicos da época a procurar alternativas. que deve existir para beneficiar o homem. Este exemplo. verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento. Eis. Devemos ter sempre em mente esta idéia. A gasolina pela sua baixa octanagem não permitia a taxa de compressão necessária. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. quais as implicações para a nossa e para futuras gerações da implantação desta nova tecnologia. tornando-a competitiva e até mais barata que o álcool. bem pode mostrar como o engenheiro. Quando à planejamento e tecnologia nada a opor. não se prendendo exclusivamente à tecnologia. senão quando. foram planejados para utilização do álcool. sabe-se que os motores de combustão interna. Sendo este produto. sala 201 . Um engenheiro civil.com. g) SEGURANÇA NO PROJETO Não há projeto de engenharia que não introduza um fator de segurança. Entretanto.

podem dar insegurança ao trabalhador. também a parte de segurança do trabalhador deve ser levada em conta. além de encarecer o produto. e uma máquina com proteção de suas partes móveis evita o acidente. Em qualquer caso. evitam acidentes. que improvisar soluções futuras e se evitarmos ou minimizarmos as condições inseguras. Todo o engenheiro sabe que é mais fácil alterar um desenho no papel. que obedeçam a fatores ergonômicos. reduzem a fadiga e também aumentam a produtividade.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. Um projeto bem executado de proteção contra incêndio. um sistema de exaustão de gases de uma cabine de pintura sempre dará melhor proteção que máscaras respiratórias fornecidas ao trabalhador. Assim. Por exemplo. estaremos eliminando automaticamente um grande número de acidentes. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO Na fase de execução. um projeto bem concebido poderá evitar tentativas de soluções futuras que. visando o cumprimento do projeto ou a qualidade do produto.Lajeado / RS . enquanto que um aviso terá resultados muito duvidosos. Devemos também pensar em segurança do operador. além de aumentar a segurança patrimonial. será seguro e ao mesmo tempo pode aumentar a produtividade. o engenheiro mecânico se recusaria a dizer: Para este motor é suficiente um eixo de 25 mm. sala 201 . nunca esquecendo que qualquer medida de proteção coletiva sempre surtirá maiores resultados do que medidas de proteção individual. desde que o usuário foi contemplado no projeto. Um arranjo físico bem feito. Uma máquina projetada com painéis de comando.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Da mesma forma. seria feito um cálculo e aplicados coeficientes que assegurassem um perfeito desempenho da viga ou do eixo. além da responsabilidade do engenheiro na fiscalização e orientação do processo.br 26 . 267. um andaime seguro sempre será mais eficiente que um cinturão de segurança. aumentam a segurança do trabalhador. Note-se que até este ponto estamos falando em segurança estrutural.

por um bom planejamento e projeto. evitar os atos inseguros e uma boa parcela dos fatores pessoais de insegurança. Não adianta todo um trabalho de conscientização. poeiras. o empregado não adestrado que opera uma máquina.br 27 . mas também os riscos ambientais. Por fator pessoal de insegurança.Lajeado / RS . Por ato inseguro entendemos aquele ato praticado conscientemente pelo trabalhador. Um exemplo do primeiro seria o empregado que trabalha sob alguma tensão emocional e. Porém.com. do segundo. acender um cigarro. etc. O engenheiro é o líder. e sua cultura. se o técnico é o primeiro a infringir normas de segurança. vapor.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Já falamos que uma das causas dos acidentes são as condições inseguras. se este contar com o apoio de outras áreas do conhecimento.. só poderá ser levada com sucesso pelo engenheiro. o fazem o guia inconteste da massa trabalhadora. seja imposto. por exemplo: apesar de conhecer o risco de incêndio num almoxarifado de explosivos. aliada aos conhecimentos tecnológicos. como gases. não impede que acidentes ocorram por atos inseguros praticados pelo trabalhador ou fatores pessoais de insegurança. como por exemplo uma fratura ou mutilação. entendemos aqueles psicológicos ou pessoais que podem levar a um acidente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. acima de tudo. sabendo que dele pode advir um acidente. ou ainda problemas fisiológicos e psicológicos. O bom exemplo. sala 201 . poderá. influi sobremaneira nos atos inseguros. a simples eliminação destas. seja natural. por um trabalho de conscientização aliado a um treinamento. e por segurança entendemos não somente os acidentes típicos. Aproveitando esta circunstância. 267. i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS A Segurança.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

como controle de qualidade.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina O médico do trabalho é um parceiro importante do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho. se possível. forneiro). sob o ponto de vista psicológico para uma determinada função. em último caso. Então vejamos: Quando trabalham em comum acordo. selecionar o homem. Determinadas tarefas. só o médico poderá selecionar o homem adequado. para programar e executar o treinamento é o psicólogo. do ruído. o médico é indispensável no exame pré admissional do candidato. a audição do trabalhador. por excelência indicada. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. por exemplo. 267. atividades de laboratório.Lajeado / RS . Uma associação deveras interessante está no campo da ergonomia:  Adequação homem máquina  Cujo estudo em conjunto dos dois profissionais poderá levar a soluções ótimas.com. e a pessoa. acusar início de surdes profissional. através de exames médicos periódicos o médico poderá informar ao engenheiro certos fatores de risco. que providenciará a eliminação. pois só a psicologia terá condições de usando suas técnicas. sala 201 . Da mesma forma. exigem um perfil psicológico diverso de um homem de manutenção. escolhendo o biótipo certo para a função determinada.br 28 . pelo Treinamento. possibilitando a este encontrar soluções tecnológicas. salvando. assim. Exemplificando: para uma função em que seja exigido vigor físico (calceteiro. o médico comunicará ao engenheiro. Também. Se um trabalhador. (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia Esta relação é bastante íntima.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. pode-se evitar uma série de acidentes. Uma pessoa alérgica não será escolhida para exercer função em setor em que há poeiras ou gases. ou a neutralização. como já falamos anteriormente. contribuindo para o bem estar do trabalhador. mesmo quando estes agentes agressivos estão abaixo dos limites de tolerância.

267. produção.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. é peça importante nesta máquina humana de evitar acidentes.br 29 . Devemos ter em mente que a assistente social. manutenção. um contato estreito do SESMT com o setor de suprimentos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (3) Interligação com outras áreas Além destas relações. é essencial para um bom desempenho desta nobre tarefa. que é preservar o bem estar do nosso semelhante. sala 201 .Lajeado / RS . pois muitos deles podem ocorrer por desajustes pessoais.

Lajeado / RS . equipamentos e edificações. iniciativa. sociabilidade. investiga.  Responde pelas atividades de ordem administrativa da área de segurança e proteção do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Mantém contato direto com o ser humano.1. Para isso. B) Assessorar profissionais da área de projetos e construção de máquinas.1. C) Assessoramento aos sindicatos e entidades de classe. 4. PAPEL E RESPONSABILIDADE 4. 267. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO  Responde pela elaboração e correta aplicação das normas de segurança do trabalho. Sua atenção maior é o trabalhador. ponderar e sintetizar. e o seu desempenho impõe-lhe a atenção permanente para o bom funcionamento de métodos corretos de trabalho. pesquisa. públicos e privados. pelas análises das condições da empresa face à gradação de riscos. analisa. bem como pelo planejamento e programação dos serviços de higiene e segurança. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. estabelecendo os estoques mínimos no almoxarifado. relata. 4. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO O profissional técnico de Segurança do Trabalho é responsável pela coordenação do emprego adequado e seguro de procedimentos na realização das atividades e tarefas exigidas numa empresa. capacidade de observar. Tem a função de zelar pela correta aplicação das normas de segurança. sala 201 . dinamismo.br 30 . ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO A) Empregado: estabelecimentos comerciais e industriais. perseverança. É o elo de ligação entre o empregador e o empregado.2. Por isso deve apresentar qualidades específicas: capacidade de liderança. conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras. equilíbrio emocional. aponta e sugere.com. conforme as necessidades de utilização do material e equipamentos. na análise do ambiente do trabalho. tendo em vista a erradicação e/ou minimização de condições e atos inseguros.2. no que se refere às questões de segurança. comunicação e postura adequadas. emitindo requisições de compras. avalia.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho controlando o consumo e autorizando reposição dos mesmos. tendo em vista o fiel cumprimento da política de segurança estabelecida. junto com firmas credenciadas. bem como orientar os subordinados. ⇒ Investigar os acidentes ocorridos na empresa encaminhando propostas de melhorias. acompanhar vistoria nos equipamentos de proteção a incêndio realizada por entidades ligadas ao sistema de seguro da empresa. através de palestras e recursos didáticos disponíveis. (CAT.  Preparar e ministrar treinamento introdutório sobre prevenção de acidentes para funcionários admitidos. solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utilizados na área industrial. encaminhamento ao SUS). 4. estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço.  Participar ativamente dos trabalhos da CIPA. doenças ocupacionais. com o objetivo de recomendar os procedimentos de execução adequados e compatíveis com as regras básicas de segurança.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ⇒ Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. fiscalizando o cumprimento das mesmas.  Acompanhar a análise de risco de acidentes em cada operação. prestando assessoria necessária.br 31 .  Elaborar / orientar empresas contratadas para o uso e cumprimento das normas de segurança.2. a fim de transmitir de forma adequada as noções e regras básicas de segurança. revisando.  Acompanhar teste do sistema de combate a incêndio. observando in loco estas operações. ⇒ Indicar.  Acompanhar as inspeções de segurança dos equipamentos de combate a incêndio. sala 201 .  Garantir o uso de equipamentos de proteção individual através de distribuição racional e acompanhamento eficaz.  Elaborar normas e procedimentos sobre segurança e proteção do trabalho da unidade e das empresas prestadoras de serviços. propondo melhorias ou a sua eliminação. tendo em vista o cumprimento das normas regulamentadoras.com. 267. visando assegurar racional suprimento destes materiais e equipamentos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .

br 32 . ao trabalhador. 4. documentação e cursos). ⇒ Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco. ⇒ Acompanhar e apoiar as CIPA’s (eleições. ⇒ Atualizar dados estatísticos de acidentes do trabalho. ⇒ Acompanhamento de perícias. ⇒ Levantamento de riscos ambientais. primeiros socorros e combate a incêndio. recarga e conservação. ⇒ Acompanhamento de testes de EPI’s (vários fornecedores) e fazer contato com depto de compras. ⇒ Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção (uso de EPI’s e/ou solicitando troca de equipamentos). ⇒ Analisar as condições de higiene do trabalho. ⇒ Organizar e acompanhar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). ⇒ Fazer relatórios diários das inspeções de segurança. ⇒ Controlar equipamentos de emergência de segurança. ⇒ Acompanhar descarga de amônia. ⇒ Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao INSS e digitar laudos (DSS8030).2. prevenção básica.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pois embora exerça suas atividades principalmente na melhoria das condições do ambiente de trabalho. as mesmas estão diretamente ligadas ao ser humano. ⇒ Atuar como instrutores em cursos de CIPA. ⇒ Analisar funções de funcionários no local de trabalho. reuniões.com. limpeza. sala 201 .3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Como podemos verificar a responsabilidade do técnico de segurança do trabalho é muito grande.Lajeado / RS . ou seja. óleo diesel e produtos químicos. ⇒ Controlar extintores: validades.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Marcar perícia (acidentes) junto ao SUS e acompanhamento do afastamento do funcionário.

das prestações de acidente de trabalho NÃO EXCLUI a responsabilidade civil do empregador (art. 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . 121). RESPONSABILIDADE • Do Empregador • Cumprir as normas de segurança e saúde • Pagamento da previdência.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O Técnico de Segurança do Trabalho além das responsabilidades do dia a dia da profissão pode ser responsabilizado por danos que sua ineficiente atuação possa gerar ao trabalhador ou ao ambiente de trabalho.br 33 . sala 201 .com. 267.3.4 RECOMENDAÇÕES • Cumprir as normas de SST (NR) • Cumprir a legislação previdenciária • Treinamento • Documentar • SESMT atuante e eficiente • Audiometria seqüencial • Assistente e técnico Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. porém fica excluída quando: • O empregado desobedece às ordens • O empregado provocou o acidente • Do Empregado • Cumprir as normas de segurança e saúde • Obedecer às ordens do empregador 4.

ou redução. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o acidente que. haja contribuído diretamente para a morte . 221 que tem a seguinte redação: Acidente do trabalho é aquele que pode ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. sala 201 . que cause a morte ou perda. ACIDENTES DO TRABALHO 5. aos produtos. da capacidade para o trabalho. as instalações e ao meio ambiente). ligado ao trabalho. de acidentes que. no seu “Regulamento de Benefícios da Previdência Social”. embora não tenha sido a causa única. Doença profissional ou do trabalho. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. no seu Art. 267. a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área médica.1979. 5.1 CONCEITO A definição legal é dada pelo Decreto 83. 4. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade.com. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim à realização de um trabalho. Há casos.080 de 24. o acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Advogado especializado e competente. provocando lesão corporal ou perturbação funcional.Lajeado / RS .01. 3.br 34 . permanente ou temporária. ou a perda. 2. no exercício de sua atividade. ou a redução da capacidade de trabalho. Para a Segurança do Trabalho. podem ser encarados como tal: 1. o que ocasiona sempre perda de tempo. porém. podendo advir outras conseqüências como danos materiais (aos equipamentos. inclusive companheiro de trabalho.

d) ato de pessoa privada do uso da razão. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. sala 201 . de negligência ou de imperícia de terceiro. inclusive de terceiro. depois de algum tempo afastado do serviço. inclusive de propriedade do empregado. em intervalo de trabalho. a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. de um dedo.com. em caráter permanente. (perda de um dos olhos. c) ato de imprudência. no horário normal de trabalho. o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho. ou no próximo. e) desabamento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ofensa física intencional. 5. no mesmo dia do acidente. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. incapacidade permanente ou morte do acidentado. 267.) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. COM AFASTAMENTO: é o acidente que provoca incapacidade temporária. seja qual for o meio de locomoção utilizado. inundação ou incêndio. volta ao mesmo executando suas funções normalmente.br 35 . etc. 5. c) em viagem a serviço da empresa. d) no trajeto da residência para o trabalho e vice versa. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. Incapacidade permanente parcial: é a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. É aquela em que o acidentado.Lajeado / RS . inclusive companheiro de trabalho. num superior a um ano.2 CLASSIFICAÇÃO SEM AFASTAMENTO: é o tipo de acidente em que o acidentado pode continuar sua função normal. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. como fazia antes do acidente. devido ao acidente. Incapacidade temporária: é a perda de capacidade do trabalho por um período limitado de tempo.

d) ferramental inadequado e ou defeituoso. INSTALAÇÕES: inadequadas: a) localização inadequada. 5. armazenamento contrário as normas de segurança. insuficiência visual. d) não utilização de EPI. manipulação de carga incorreta. desobediência. (perda de uma das mãos. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Incapacidade permanente total: é a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente. sabendo que dele pode advir um acidente. desconhecimento do processo ou da máquina. problemas psicomotores. c) falta de proteção nas máquinas. espaço físico deficiente. epilepsia. capacidade de concentração.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. alcoolismo. que põe em risco a integridade física do trabalhador. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. inteligência. piso irregular e ou escorregadio. mesmo que a prótese seja possível).3 CAUSAS DOS ACIDENTES * ATOS INSEGUROS: são aqueles atos praticados conscientemente pelo trabalhador. escadas mal projetadas. vestimenta inadequada. brincadeiras. conflitos. perturbação mental. desatenção. curiosidade. c) condições emocionais: tensão. e) condições gerais: retirada ou neutralização de dispositivos de segurança. 267. b) falta de sinalização. negligência.br 36 . b) fatores psicológicos: falta de aptidão. * CONDIÇÕES INSEGURAS: são aquelas atribuídas ao ambiente de trabalho. traços de personalidade (percepção.com. * FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA: a) fatores fisiológicos: surdez. displicência. rapidez de raciocínio). São aquelas que expõem o trabalhador a um risco derivado da própria natureza da empresa ou do tipo de atividade a que ele está exposto. dos dois pés.Lajeado / RS . utilização de ferramental inadequado. pé direto baixo.

4. 2. Contato com eletricidade. 3. g) calor.4 TIPOS DE ACIDENTES 1. 3.decorem da má posição do corpo. de movimentos brusco em más condições ou super esforço empregado.br 37 . Contato com temperaturas extremas e ou umidade. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. h) produtos químicos i) aerodispersóides (poeira. defeituosas. de mesmo nível. sem proteção. 6.com. frio ou ruído excessivo. j) instalações elétricas. Queda da pessoa: a. Esforço excessivo ou mau jeito . Batida por . 267. k) armazenagem contrária às normas de segurança. f) iluminação deficiente. 2. b. 4.). 9. etc. atingindo principalmente a coluna vertebral e a região lombar. EQUIP. quando escorrega ou tropeça. umidade. adaptadas. 8. 5. de nível elevado. quando cai de local mais alto.quando ocorre a prensagem do corpo ou parte dele entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois móveis. Prensagem entre . 5.quando o trabalhador é atingido por um objeto que cai devido à ação da gravidade.quando o trabalhador sofre batida de objetos. vapor. sem manutenção.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . Contato com produtos químicos. 7. Batida contra . MATÉRIA PRIMA: inadequada. E FERRAMENTAS: inadequadas. Queda de objetos .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho e) falta de ordem e ou limpeza. TEMPO: exigência de alta produtividade. MÁQUINAS.Lajeado / RS .quando o trabalhador bate o corpo ou parte dele contra objetos.

PARA O GOVERNO: pagamento do trabalhador encostado no INSS. sala 201 . 5. caracterização do acidente do trabalho. financeiros.com. PARA A NAÇÃO: diminuição de trabalhadores ativos e aumento de inativos. anexo II . MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT I – Apresentação. VII – Anexos: anexo I . 2. ausência do profissional treinado.Lajeado / RS . 4. PARA O TRABALHADOR: problemas físicos.Fluxo da CAT.Formulário da CAT. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 38 . IV – Preenchimento do formulário CAT. 6. PAGAMENTO DE SEGUROS para Indenização de acidentes e doenças ocupacionais. emocionais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. definições. 267. prestações e procedimentos.5 CONSEQÜÊNCIAS 1. 3. V – Conceito. aposentadorias precoces por invalidez ou doenças ocupacionais. PARA A EMPRESA: substituição do acidentado. II – Recomendações gerais.6 CONCLUSÃO Os acidentes do trabalho causam muitos problemas a todos e custam muito mais que investir em prevenção. III – Informações gerais. aumento de custo na folha de pagamento. ausência de contribuição social.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 5. VI – Legislação. redução de produção e por conseqüência de lucro.

principalmente o completo e exato preenchimento do formulário. II – Recomendações gerais Em face dos aspectos legais envolvidos. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. cabendo observar que o formulário Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT. A comunicação. prevista no subitem 1.br 39 .316/67.032/95. 2 – ao assinar a CAT. sob pena de multa em caso de omissão. elaborado por equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS. sala 201 . tendo em vista as informações nele contidas. Cabe ressaltar a importância da comunicação.Lajeado / RS . não apenas do ponto de vista previdenciário.172/97. é assegurar o correto preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT.2. objeto deste manual foi prevista inicialmente na Lei nº 5. verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos. estatístico e epidemiológico. 5 – não conter emendas ou rasuras.com. regulamentada pelo Decreto nº 2. A Lei nº 8. 8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser substituído por impresso da própria empresa. 4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma.INSS e Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. dentre elas: 1 – não assinar a CAT em branco. com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9. mas também trabalhista e social. impressa em papel. 7 – apresentar a CAT. Instituto Nacional do Seguro Social . 6 – evitar deixar campos em branco.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS. de preferência com caneta esferográfica. observada a destinação das demais vias.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho I – Apresentação O objetivo deste manual. em duas vias ao INSS. desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico. 3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico. que reterá a primeira via.

cabendo a este comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT.br Tipos de CAT: CAT inicial. com a seguinte destinação: 1ª via – ao INSS. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”.1 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho. CAT reabertura. ocorrido após a emissão da CAT inicial.Lajeado / RS .173/97. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e.1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS. as seguintes ocorrências: Ocorrências: a) acidente do trabalho. sucessivamente aumentada nas reincidências. ocorrido com seu empregado. 1. ou doença profissional ou do trabalho. 267. comunicado anteriormente ao INSS. c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. b) reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho. já CAT comunicação de óbito. preenchido em quatro vias.0 2ª via – à empresa. em caso de morte. 1.1 – Deverão ser comunicadas ao INSS.com. de imediato à autoridade competente. aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição. havendo ou não afastamento do trabalho. 3ª via – ao segurado ou dependente. III – Informações gerais 1 – Comunicação do acidente 1. sala 201 . 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador. 40 .2 – A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT. típico ou de trajeto.3 – A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma.

1 – Neste caso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.9 – É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade. na sua falta. aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS. 1. ao seu sindicato preencher e assinar a CAT. trabalhador avulso. no campo “CNAE”. compete ao OGMO e. motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa caberá ao representante desta comunicar o acidente. pelo sindicato da categoria ou autoridade pública. no campo próprio. 1.6 – No caso de segurado especial. pelo médico responsável pelo atendimento. sala 201 . os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados. aeroviário. embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente.com.5 – No caso do trabalhador avulso.1 – Para este trabalhador. só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado. o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente.1 – São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral. na falta deste. ferroviário. registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e.6.10 – Tratando-se de presidiário. 1. a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente.4 – Tratando-se de trabalhador temporário. a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. salvo a reabilitação profissional. 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. médico-residente ou segurado especial. 1.br 41 . que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria. os comandantes de unidades militares do Exército.8 – Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços.Lajeado / RS . informando. Marinha. 1. a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e.5.9. Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). 1.7 – Quando se tratar de marítimo. 1. 1. do sindicato da categoria. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora.

o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública prevista no subitem 1.14 – Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida.A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado. 267. a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico.1 – Deve ser considerada como sede da empresa a dependência. sala 201 . beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1. com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico. 1.12 – Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador. 1. deverá ser emitida CAT por aquela empresa. tanto a matriz quanto a filial. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 42 . o sindicato da categoria. 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS. acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa.1. 1.15 .1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. do local do acidente. o que jurisdiciona a sede da empresa.1 – As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário. e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento. seus dependentes. que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ.Lajeado / RS .13 – No caso de doença profissional ou do trabalho.1 – A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT.6. 2 – Comunicação de reabertura 2.15.com. médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7).11. 1. bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física. do atendimento médico ou da residência do acidentado.6. 1.11 – Na falta de comunicação por parte da empresa. podem formalizá-la o próprio acidentado.

do laudo de necropsia. 3 – Comunicação de óbito 3. do óbito.1 da Parte III). sendo: Campo 2. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o (1) (2) (3) (4) (5) CAT. responsável pela emissão da CAT. exceto quanto ao afastamento. 267. que serão relativos à data da reabertura. último dia trabalhado.2 – Na CAT de reabertura deverão constar às mesmas informações da época do acidente. ocorrido após a emissão da CAT certidão de óbito e quando empregador. (2) reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. atestado médico e data da emissão. autoridade pública (subitem 1. em decorrência de acidente do trabalho. sala 201 . será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura.1 – O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional.com. Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia. IV – Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I.br 43 .6. sendo: (1) inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho. médico assistente. Deverá ser anexada a cópia da houver. sindicato. (3) comunicação de óbito – refere-se à comunicação inicial. constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo 1. Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. segurado ou seus dependentes.

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Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial. Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97: a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional; b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço; c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993. Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo: (1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora; (2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ; (3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física; (4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial. Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco. Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97). Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960. Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (2) feminino. Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado. Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS. Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor. Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade. Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco. Campo 20. Remuneração mensal – informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença. Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação. Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo: (1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90). Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando se tratar de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural. I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998. Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 33. Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do trabalho. Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

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sílica. 267. Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 34. etc. do trabalho. Campo 35.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33. (3) em via pública. ruído ou salmonela. Campo 37.informar o nome do município onde ocorreu o acidente. Campo 40. atropelamento. – para doenças profissionais. Campo 39.informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente. Campo 36. Campo 38. Campo 41. Munícipio do local do acidente . Obs. (5) outros. (2) em empresa onde a empregadora presta serviço. CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença. Descrição da situação geradora do acidente ou doença Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. posto de trabalho. Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente. como uma prensa ou uma injetora de plásticos.br 47 . Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ou produtos químicos. quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. rampa de acesso. equipamento ou ferramenta. choque elétrico. UF . sendo: (1) em estabelecimento da empregadora. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador.: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo). Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio. no caso de constar no campo 35 a opção 2.). Ex: 23/11/1998. seja externa ou internamente. Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado. nome da rua.com. (4) em área rural. agentes físicos ou biológicos como benzeno.Lajeado / RS . Campo 42. Obs. podendo ser máquina. ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado. sala 201 . ainda que a jornada não tenha sido completa.

: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos. sala 201 . descrever a atividade de trabalho. deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente. devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença.br 48 . Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito. . Quadro II – ATESTADO MÉDICO Deverá ser preenchido por profissional médico. após a emissão da CAT inicial. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato.tratando-se de acidente de trajeto.no caso de doença. Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT. Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial. I. No caso de acidente com morte. o preenchimento é dispensável.Lajeado / RS .4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS Campo 45 a 52. Obs.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado. a empresa deverá emitir CAT para a comunicação de óbito. No caso de constar 1 (SIM). fica dispensado o carimbo. o laudo de necropsia. Campo 43.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente. 267. Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho. Obs. . e não benzenismo).com. Campo 44. Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes. devendo ser apresentada a certidão de óbito e. independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente. quando houver.

Lajeado / RS . A data deverá ser completa. Campo 57. citando a parte do corpo atingida. Data – informar a data do atendimento. Campo 56. etc. Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. Exemplo: 23/11/1998. concausas. utilizandose quatro dígitos para o ano. Campo 62. Exemplo: a) edema. Houve internação? . Campo 55. 267. informando a natureza.br 49 . b) sinais flogísticos. Campo 54. b) M65. Campo 59. como condições patológicas pré-existentes. Obs. justificar. 9 – sinovite ou tendinite não especificada. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10. Campo 61. Exemplo: a) S93. Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico. sala 201 . 4 – entorse e distensão do tornozelo. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? informar (1) sim ou (2) não. b) tendinite dos flexores do carpo. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Local e data – informar o local e a data do atendimento médico. tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença. Campo 60.com. equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita. Exemplo: a) entorse tornozelo direito. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto. Campo 58. mesmo que superior a quinze dias.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o diagnóstico. objetivamente. Exemplo: 15:10. Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional. edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. se há recomendação especial para permanência no trabalho.informar (1) sim ou (2) não. Diagnóstico provável – informar.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 53. sistemas ou aparelhos. se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura. prestações e procedimentos 1 – Conceito do acidente do trabalho e doença ocupacional.1.2 – Em caso excepcional.Lajeado / RS . constatando-se que a doença não incluída na relação constante do Anexo II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. sala 201 . nos termos deste item: a) a doença profissional. b) a doença do trabalho.1 – É considerado como acidente do trabalho. 1.172/97. 267. b) a inerente a grupo etário. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. V – Conceito.br 50 . Quadro III – INSS Campos de uso exclusivo do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. carimbo e CRM do médico responsável. da capacidade para o trabalho. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. 1. trabalhador avulso. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a acidente do trabalho. médico residente.2 – Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa. com o segurado empregado.1 – Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.com. a perda ou redução. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. 1. temporária ou permanente. definições e caracterização do acidente do trabalho.1. c) a que não produz incapacidade laborativa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.172/97. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 1.

c) em viagem a serviço da empresa. incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. em conseqüência de: a) ato de agressão. c) ato de imprudência. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho. ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. inclusive de terceiro. por motivo de disputa relacionada com o trabalho. ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. inclusive veículo de propriedade do segurado. e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. d) ato de pessoa privada do uso da razão. sala 201 . II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho. 267.Lajeado / RS . haja contribuído diretamente para a morte do segurado. inundação. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. quando financiada por esta.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.3 – Equiparam-se também a acidente do trabalho: I – o acidente ligado ao trabalho que. ou de companheiro de trabalho. embora não tenha sido a causa única. 1. inclusive veículo de propriedade do segurado. IV – o acidente sofrido. e) desabamento. qualquer que seja o meio de locomoção. III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade.br 51 . inclusive para estudo. de negligência ou de imperícia de terceiro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva. salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. d) independentemente do meio de locomoção utilizado.com. b) ofensa física intencional.

3. o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho. deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado. 1. f) no percurso da residência para o OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela. 1.1 – As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado. cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro.1 – No período destinado à refeição ou descanso. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência. no local do trabalho ou durante este. sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. 267. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.3. independentemente do meio de locomoção.com. o empregado será considerado a serviço da empresa. 2 – Campo de Aplicação 2.7 – Será considerado como dia do acidente. resultante de outra origem. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. 1. tratando-se de trabalhador avulso. Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais.4 – Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior.5 – Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. 1.br 52 .2 – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles. 1. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico. refeição ou do trabalho.Lajeado / RS .6 – Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho. no caso de doença profissional ou do trabalho. 1.

-concessão de aposentadoria.br 53 . 3. -morte do 91% do salário de benefício 100% do Salário de benefício Auxílio Acidente (esp. 2. Prestações por acidente do trabalho ou doença ocupacional 3. 2. sócios que não tenham. de 28/12/90). . c) ao autônomo e outros equiparados.92) Acidentado do trabalho .morte. . exceto ao salário-família e à reabilitação profissional.138. d) ao facultativo.volta ao trabalho. sala 201 . . d) ao segurado especial. . 91) Acidentado do trabalho .3 – A partir de 11/11/97. membro de conselho de administração de sociedade anônima. -redução da .data do afastamento demais segurados. . 3.2 – Benefícios pecuniários: CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DA CESSAÇÃO BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS DATA DE INÍCIO VALOR Auxílio-doença (esp.volta ao trabalho. .2 – Não são devidas as prestações relativas ao acidente do trabalho: a) ao empregado doméstico.16º dia de afastamento consecutivo para empregado.1 – Serviço: reabilitação profissional.alta médica.morte.dia seguinte a capacidade laborativa cessação do auxíliopor lesão acidentaria. c) ao médico-residente (Lei nº 8.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. doença. . não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade. na empresa. o aposentado por tempo de serviço. -cessação da incapacidade.óbito.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ao trabalhador avulso.com.afastamento do trabalho por invalidez acidentaria. b) ao empresário: titular de firma individual urbana ou rural. . . 267. especial ou idade pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer ou retornar à atividade sujeita a este regime. -morte por acidente do .no dia em que o auxílio-doença Aposentadoria por invalidez (esp. ou 50% do salário de benefício 100% do Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.94) Pensão Acidentado do trabalho Dependentes do teria início. .Lajeado / RS .data do óbito.afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho. a condição de empregado. -cessação da invalidez. ou .concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria.no dia seguinte à cessação do auxíliodoença. diretor não empregado.

Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho: a) o reinício será na data do novo afastamento. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura.213/91). quando o INSS responderá o quesito “É reconhecido o direito do segurado à habilitação ao benefício acidentário?”. 3. 4 – Caracterização 4.93) Acidentado do trabalho trabalho.Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário. Cód. 3.3 .: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor.1 – Os acidentes são classificados em três tipos: Cód. b) o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento.com.br 54 .4 .1 – Esta informação constará no campo de responsabilidade do INSS. 4. quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante.Lajeado / RS . até o máximo de 36 (trinta e seis). Cód.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (esp.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito.1. . constante na CAT. apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses. b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado. 3. salário de benefício Obs.3.A prestação de assistência médica não é atribuição do INSS. dependente. -cessação da qualidade de dependente. após análise administrativa dos dados sobre o acidentado e das circunstâncias da ocorrência e o devido enquadramento nas situações previstas na legislação pertinente (Lei nº 8.1 – acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa).2 – doença profissional ou do trabalho. sala 201 .3 – acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou refeição para o local de trabalho e vice-versa). 267. após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS.1 .

sala 201 . sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS. CPF.com.Lajeado / RS . Cédula de identidade.PIS/PASEP. c) a “causa mortis” e o acidente. para habilitação ao benefício.br 55 . Habilitação dos benefícios acidentários 5. Nos casos de morte a avaliação quanto ao nexo "causa mortis" e o acidente ou doença do trabalho ocorrerá após a comunicação do óbito ao INSS.1. .2 – O INSS informará na CAT. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão. 4. 4.Declaração do OGMO ou Sindicato para o trabalhador avulso.172/97. 5.Contrato de trabalho quando não constar na CTPS.2. .2.1 . a data do recebimento. a doença e o trabalho e definição do grau de incapacidade pela perícia médica do INSS na forma prevista no subitem 4.Não é responsabilidade do INSS a caracterização do nexo técnico para fins de exame pré-admissional ou demissional da empresa. .Relação dos 36 últimos salários de contribuição apurados até 48 meses Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 4. b) a doença e o trabalho.Comprovante de inscrição no INSS. quando tratar-se de médico residente.Comunicado o acidente ou doença do trabalho o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS).2 . o nº do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação. segurado especial e médico residente e no caso de empregado a partir do 16º (décimo sexto) dia de afastamento do trabalho por acidente ou doença. o código da unidade. 267. que ocorrerá a partir do primeiro dia de afastamento para o trabalhador avulso.Após a habilitação o direito ao benefício dar-se-á posteriormente ao reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão. .1 .Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente do trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2.2 . .2. munido da seguinte documentação: .

Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão.Ocorrência policial (quando houver).br 56 .Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte. para concessão ou indeferimento do benefício acidentário. 5. sala 201 . Termo de Tutela/Curatela. VI – Legislação • • • Lei nº 8. . Decreto nº 2. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho anteriores ao mês do afastamento. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.032/95 e da Lei nº 9.com. .172/97.Lajeado / RS . . Decreto nº 2. visando a elucidação e comprovação dos fatos. .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.2 O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos. .Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial.213/91 com alterações da Lei nº 9.Outros que se fizerem necessários a cada caso. .173/97.Certidão de Nascimento dos dependentes e quando for o caso. para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho. bem como emitir pesquisas e diligências.Endereço completo com CEP atualizado.528/97. .

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho VII .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .Anexo I – Formulário CAT Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 57 . 267.Lajeado / RS .com.

sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Anexo II – FLUXOGRAMA Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.br 58 .Lajeado / RS . 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

às vezes denominadas cores de refletância ou cores-tinta) as cores indecomponíveis são o vermelho. sala 201 .br 59 . A mistura dessas três luzes coloridas produz o branco. Classificação das Cores Cor geratriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis que. produzem todas as cores do espectro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 7. o amarelo e o azul (ilust.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. misturadas em proporções variáveis. o artista e todos os que trabalham com substâncias corantes opacas (cores-pigmento. 2). Para os que trabalham com cor-luz.2. 7. 3). Para o químico. 267. denominando-se o fenômeno síntese aditiva (ilust.com. as primárias são: vermelho. verde e azul-violetado. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 7.Lajeado / RS . objetivando a prevenção contínua de acidentes na empresa.1 Objetivo da Sinalização de Segurança A sinalização de segurança visa organizar e identificar situações de risco nos setores de trabalho.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Nas artes gráficas. pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente. Em Física.esverdeado. Cor secundária . Segundo Helmholtz.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . cores complementares significam par de cores. complementando uma a outra. 267. produz igualmente o cinza-neutro.br 60 . sala 201 . amarelo e ciano.Desde a época de Newton. Cor complementar .com.é a cor formada em equilíbrio óptico por duas cores primárias. formando os seguintes pares: vermelho e azul. todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples. A mistura dessas três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa. interceptando a luz branca. excluindo-se o verde puro. as primárias são o magenta. amarelo e anil. o amarelo e o dano. amarelo. A superposição de filtros coloridos magenta. azul e laranja.é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. Cor terciária . essas cores vêm sendo consideradas primárias.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Desde as experiências de Lê Blond em 1730. verde e azul). ou por transparência em retículas. reduzindo-se assim para três as quatro cores primárias de Leonardo da Vinci (vermelho. adota-se em Física a formulação de que cores complementares são aquelas cuja mistura produz o branco.

e as demais cores em que eles predominem. Cores frias . Cor natural é a coloração existente na natureza.br . Além disso. Em certa medida.são o azul.A aparência da cor se caracteriza por três valores: a tonalidade. Cor aparente ou acidental é a cor variável apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influência de outras cores próximas. bem como as outras cores predominadas por eles. frente a vários azuis. Cores e tons .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. das mutações cromáticas e do fenômeno da cor inexistente. carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes. dependendo da percentagem de azuis. Os verdes. numa escala de amarelos e vermelhos. a luminosidade e a saturação. O mesmo verde. uma cor tanto poderá parecer fria como quente.Lajeado / RS . 267. dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromática. Um verde médio. são necessários o branco e o preto. Cor induzida é a coloração acidental de que se tinge uma cor sob a influência de uma cor indutora. Nessa indução reside a essência da beleza cromática. na impressão gráfica. parecerá frio. e o verde. podemos classificar como indução as manifestações dos contrastes simultâneos de cores. sala 201 . 61 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. além das cores primárias. violáceos.são o vermelho e o amarelo. parecerá quente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Cores quentes . vermelhos e amarelos de suas composições. Para a reprodução aproximada de sua infinita variedade.

que se especifica com os termos azul. sala 201 . amarelo. verde. O poder de excitação. por meio emprego adequado das cores. naquele entram. 267. Luminosidade . etc. podemos citar o fato de um lençol branco nos parecer sempre branco. Uma forma (um objeto. os dados psicológicos que alteram substancialmente a qualidade do que se vê. Na maioria das vezes não atentamos para a diferença de coloração e continuamos a considerar branco o lençol. PERCEPÇÃO DA COR O fenômeno da percepção da cor é bastante mais complexo que o da sensação. quando iluminado por ela. vermelho. Considera-se mais saturada. vice-versa. Saturação . Se neste entram apenas os elementos físicos (luz) e fisiológico (o olho). Exemplificando. Por exemplo.Lajeado / RS . como uma de suas características físicas. partindo-se do mais claro até o mais escuro. ou vice-versa.com.É a capacidade de reflexão da luz. a cor que menos branco ou preto contiver. tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violácea de mercúrio. ou quanto mais pura for. o valor como estimulante da atenção que uma cor provoca. diz-se que tem saturação máxima. quando em realidade ele é tão amarelo quanto a luz incandescente. que é a gradação de uma cor.É a característica qualitativa de uma a cor. Pode-se dizer também. a cor apresentada por eles quando iluminados pela 62 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Quando uma cor se encontra em sua máxima força e não contém nenhuma fração de branco e preto. por uma codificação do cérebro. como tão violáceo quanto a luz do mercúrio que o ilumina. um texto. o rosa é menos saturado que o vermelho porque contém branco. mas também da superfície que ocupa e das cores vizinhas (sobretudo do fundo). claridade ou saturação próprias.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. não depende unicamente de sua tonalidade.que depende da quantidade de preto ou gris que contém e faz com que uma cor se aproxime mais ou menos do branco (luminoso) ou do preto escuro).br . É o efeito produzido pelo suavizamento ou escurecimento de uma tinta pela adição do branco ou preto. que incorpora aos objetos.É a característica quantitativa de uma cor. ou matizes diferentes por que pode passar uma cor. além dos elementos citados. etc) pode reforçar-se sem aumentar e.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Tonalidade .

valor (luminosidade ou brilho) e croma (saturação ou pureza da cor). que irrita os olhos. Contraste de branco ou preto: dá-se no claro escuro entre o branco. e é muito escassa também a do azul-verde. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. sala 201 . transformando em valor subjetivo as cores permanentes dos corpos naturais. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros das cores. puro.O contraste branco-preto tem um valor médio.O contraste branco-preto tem um valor médio. devido à ação simultânea das complementares. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. o preto e o cinza. As principais formas de contrastes geralmente consideradas como meios ótimos de expressões cromáticas são: Contraste de tom: o mais contrastante é o de duas complementares empregadas sem modulações intermediárias.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. com Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. atenuado ou modificado pela influência das cores justapostas. e sim que se matiz é acentuado. que irrita os olhos. Contraste: o contraste simultâneo se baseia no princípio de que nenhuma cor tem valor por si mesmo. atenuando as restantes com branco ou preto. As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho luz solar.Lajeado / RS .br 63 . e é muito escassa também a do azul-verde. não resulta ofensivo caso se procure ressaltar uma só. devido à ação simultânea das complementares. Apesar de ser forte. Na percepção distinguem-se três características principais que correspondem aos parâmetros básicos da cor: matiz (comprimento de onda). A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. Visibilidade das cores As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. Contraste de saturação: produz-se pela modulação de um tom saturado. 267.

É grande a importância deste fenômeno de contrastes simultâneos na elaboração de cartazes. em que tantas vezes útil selecionar cores que se intensificam reciprocamente. cuja cor não muda. e. Letras brancas sobre fundo vermelho. Letras amarelas sobre fundo preto. são mais visíveis: Letras pretas sobre fundo branco.seja por exemplo. Depois.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho preto. Assim. o verde por sua vez. As letras cinzas são sempre relativamente legíveis sobre qualquer fundo de cor: tem maior destaque sobre o branco. o violeta e verde justaposto:ao violeta acrescenta-se a cor complementar do verde. Letras azuis sobre fundo branco. principalmente da letra sobre fundo. Letras vermelhas sobre fundo branco.Lajeado / RS . por isso. se fixarmos atentamente estas cores as veremos tomar cada uma a tonalidade complementar da vizinha: é o contraste de tonalidade.com. Letras brancas sobre fundo azul. recebe o amarelo. Contraste de superfície: baseia-se no equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas cores e seu grau de calor: menor espaço para as cores quentes e mais espaço para as frias.br . isto é o vermelho. sala 201 . 64 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e resultam da irritação e cansaço de um ponto da retina. Estes fenômenos são de ordem fisiológica. complementar do violeta. 267. branco ou cinza. que se torna ainda mais nítido para os quadrados primeiro (verde) e último (violeta). e o violeta adquire um tom púrpura. e sua tonalidade torna-se amarelada. Por exemplo. chamam mais a atenção. várias experiências psicotécnicas têm mostrado que certos contrastes garantem a maior legibilidade de longe. Letras vermelhas sobre fundo preto.

porque a cor escura do fundo absorve a cor clara da letra. a primeira parece maior. sala 201 . 267.com. uma muito luminosa e a outra escura. em conseqüência de um fenômeno de irradiação entre duas superfícies da mesma dimensão. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 65 .3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES) Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis para o emprego de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores elétricos. Do mesmo modo.Lajeado / RS . uma letra escura sobre fundo claro é o mais legível de mais longe que o inverso e se utilizaria uma cor clara em fundo escuro. Em geral. a letra tem de ser mais forte. com a finalidade de facilitar a identificação e evitar acidentes. 7.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O grau de legibilidade de letras coloridas sobre fundos de cor será mais ou menos acentuado segundo mais ou menos abertas as letras.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

br 66 . podendo ser complementada por normas específicas. delimitando áreas.alumínio. A indicação em cor.1. 26.cinza. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.Lajeado / RS . . Esta Norma Regulamentadora . .1.verde.5. confusão e fadiga ao trabalhador. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.marrom.1.1.4.púrpura.1. sempre que necessária.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. indicadas pela necessidade de determinadas atividades.laranja. 26. sala 201 . especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho.vermelho. será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. .5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA) 26. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho.1. . . identificando os equipamentos de segurança. 26. 26. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.amarelo. a fim de não ocasionar distração. As cores aqui adotadas serão as seguintes: . a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA) Objetivo: Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes. 26. 7.lilás.1. 7.preto.com.5. .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Esta Norma aplica-se a identificação de tubulações de maneira geral. . 26. empregadas para identificar e advertir contra riscos.1. . .2.branco.azul. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível. 267.NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.3.1. Cor na segurança do trabalho. . .

bombas de incêndio.partes baixas de escadas portáteis. . pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco.indicações de extintores (visível a distância.hidrantes. . válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. . .mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).1. . 267. Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo. moldura da caixa ou nicho). parapeitos. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não-liquefeitos.com. Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.baldes de areia ou água.portas de saídas de emergência.transporte com equipamentos de combate a incêndio. . dentro da área de uso do extintor).Lajeado / RS .br 67 .espelhos de degraus de escadas.caixa de alarme de incêndio.1. suporte. . .rede de água para incêndio (sprinklers).localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias.3.5. Em canalizações. . .extintores e sua localização.sirenes de alarme de incêndio. Amarelo. É empregado para identificar: . 26. . assinalando: . . A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. .caixas com cobertores para abafar chamas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Alerta). O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!".5.corrimões. .tubulações. para extinção de incêndio. . sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. .nas luzes a serem colocadas em barricadas. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa .2.em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.

.com. sala 201 . .cavalete.1. porteiras e lanças de cancelas. etc.fundos de letreiros e avisos de advertência. .bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poços. . .vigas colocadas a baixa altura.) e de plataformas que não possam ter corrimões. . onde haja necessidade de chamar atenção. etc.. O branco será empregado em: . . . colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar.5. . guindastes.cabines. . .Lajeado / RS .localização e coletores de resíduos.4.áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência. tais como empilhadeiras.passarelas e corredores de circulação. com listras pretas. por meio de faixas (localização e largura). entradas subterrâneas. vigas. postes. reboques. pontes-rolantes.áreas destinadas à armazenagem. . por meio de sinais. .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.meios-fios. tratores industriais. .paredes de fundo de corredores sem saída. vagonetes. .comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco.. .bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente.pilastras. Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização.br 68 . . caçambas e gatos-de-pontes-rolantes. escavadeiras.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho .pára-choques para veículos de transportes pesados.localização de bebedouros. Branco.zonas de segurança.bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. . .direção e circulação. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. etc.faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. 26. 267.equipamentos de transporte e manipulação de material.

5. Será também empregado em: . caixas contendo EPI. ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. etc. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando.br 69 . . . ou fontes de energia dos equipamentos. avisos de segurança. O preto poderá ser usado em substituição ao branco.dispositivos de segurança. O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante.5. Preto. de partida.avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.1. 26.1.prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. . .fontes lavadoras de olhos.quadros para exposição de cartazes. 26.5.canalizações de ar comprimido. Azul.5.7. . .1.chuveiros de segurança.emblemas de segurança.macas. piche.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.localização de EPI. . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. boletins. óleo combustível. que deverão permanecer fora de serviço.). .caixas de equipamento de socorro de urgência.. .Lajeado / RS .porta de entrada de salas de curativos de urgência. .canalizações de água. ou combinado a este. Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Deverá ser empregado para identificar: . alcatrão.mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica). . . asfalto. etc.6.caixas contendo máscaras contra gases. sala 201 .com. O azul será utilizado para indicar "Cuidado!". quando condições especiais o exigirem. .

faces externas de polias e engrenagens.sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. Deverá ser empregada a púrpura em: .10. b) Cinza escuro .partes móveis de máquinas e equipamentos.botões de arranque de segurança.recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados.5.5. .1.Lajeado / RS . . 267.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. . . prensas.9. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.deverá ser usado para identificar eletrodutos.1. . Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. .1.locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados.11. Púrpura.5. 26. . sala 201 . Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: .8. . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. Cinza a) Cinza claro .com.portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade. borda de serras.partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. 26.dispositivos de corte. 26. .5.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1.br 70 .canalizações contendo ácidos.

Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas.4. para identificar qualquer fluído nãoidentificável pelas demais cores. 26. óleo diesel.12.Lajeado / RS .3. tóxico. transporte. O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.5. 26. equipamentos. As canalizações industriais.5. os depósitos ou tanques fixos que armazenem fluidos deverão ser indicados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações.). A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. para condução de líquidos e gases.3. oxidante. 26.13. Marrom O marrom pode ser adotado.6.1. 26.3. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração. armazenamento. 26. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais. ambiente de trabalho. 26. radioativo.3. óleo lubrificante. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado. a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes. durante o seu manejo. pressões.3. 26.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. a critério da empresa. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. querosene. e que. pureza. 26.2. 26. temperatura. quando necessário. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores.3.2. O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. 26. O sentido de transporte do fluído. a) Para fins do disposto no item anterior.4.4. Para fins de segurança. etc.).1. a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes. corrosivo.1. gasolina. deverão receber a aplicação de cores.5. preto ou verde.com. em toda sua extensão. Obrigatoriamente. considera-se substância perigosa todo material que seja.3. processamento. embalagem. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos.br 71 . etc. 267. isoladamente ou não. aplicadas sobre a cor básica.1.3. 26. sala 201 .

com propriedades que variem em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente. manipulação e armazenagem do produto."Cuidado". Em qualquer situação.6. etc. "Composto de Chumbo". No cumprimento do disposto no item anterior. não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto. A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item.6. 267. aéreo e intermodal.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. dever-se-á adotar o seguinte procedimento: . Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: . Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso. 26.As palavras de advertência que devem ser usadas são: .indicações de risco. Exemplo: "Ácido Corrosivo". derrame ou vazamento. Rotulagem preventiva. Onde possa ocorrer misturas de 2 (duas) ou mais substâncias químicas.nome técnico completo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.6. marítimo.6.5. A linguagem deverá ser prática.5. . . sala 201 . 26.6. Na movimentação de materiais no transporte terrestre.nome técnico do produto. 26.informações para médicos. 26. 26. .br 72 .3. a identificação deverá ser adequada. precisas. . para permitir a escolha do tratamento médico correto. redigidas em termos simples e de fácil compreensão. o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 26. abrangendo aquelas a serem tomadas.instruções especiais em caso de fogo.1. Palavra de Advertência . o rótulo especificando a natureza do produto químico."Perigo".1.6. para indicar substâncias que apresentem alto risco.Lajeado / RS . quando for o caso.2. 26.palavra de advertência designando o grau de risco.6.medidas preventivas. no caso de acidente. 26.5.4. para substâncias que apresentem risco médio. em casos de acidentes. .primeiros socorros. Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais. . deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País. .6.

etc.br .As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. Limites de Tolerância para exposição ao calor.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Medidas Preventivas . Exemplos: "Mantendo Afastado do Calor. à altura da região do corpo mais atingida. CALOR: NR – 15 ANEXO 3 Limites de Tolerância para exposição ao calor 1. 8. A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas equações que seguem.1 tbs + 0. Indicações de Risco .com. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro Nº 1 73 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0.  Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0.7 tbn + 0. Primeiros Socorros .Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. 267. "Nocivo se Absorvido Através da Pele". Em função do índice obtido. 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho .7 tbn + 0."Atenção". sala 201 . 3.Lajeado / RS . Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural. para substâncias que apresentem risco leve.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco  2. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis". em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.

0 30.0 25. Leve até 30.com. considera-se como local de descanso.1 à 25.7 26. ambiente termicamente mais ameno.8 à 28. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso).9 26.9 28.5 à 32.0 28. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro Nº 2. sala 201 .1 à 31.2 Moderada até 26. A determinação do tipo de atividade (leve.br 74 .4 30.0 Limites de Tolerância para exposição ao calor. moderada ou pesada) é feita consultando-se o Quadro Nº 3.7 à 31. 2.1 acima de 30.4 31.0 Pesada até 25.0 à 27.Lajeado / RS . Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.1 à 29. Para os fins deste item.4 29.0 acima de 31. 2. 3.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.5 à 30.2 acima de 32. sem adoção de medidas adequadas de controle. 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 1 Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho Tipo de atividade (por hora) Freqüência Trabalho contínuo 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho. 267.0 à 30.

em que se permanece.5 30. Td = Soma dos tempos. determinada pela seguinte fórmula: M = Mt x Tt + Md x Td 60 Sendo: M = Taxa metabolismo ponderada para 1 hora. 267. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 2 M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30. em minutos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5 26. sala 201 . em minutos.0 25. 3.Lajeado / RS . Mt = Taxa metabolismo no local de trabalho. sendo Tt e Td = 60 minutos corridos.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.5 27.5 25. Tt = Somas dos tempos.0 28. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. Md = Taxa de metabolismo no local de descanso. no local de trabalho. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. em que se permanece no local descanso. Tt e Td = como anteriormente definido. As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro nº 3.br 75 .5 26.

Trabalho moderado Sentado. movimentos moderados com braços e pernas (ex.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.: dirigir). trabalho leve. em máquina ou bancada.: remoção com pá). Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos efeitos legais. empurrar ou arrastar pesos (ex. com alguma movimentação. principalmente com os braços. 267. movimentos moderados com braços e tronco (ex. trabalho moderado de levantar ou empurrar. trabalho leve em máquina ou bancada. De pé. 550 Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . sala 201 . trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação. Trabalho fatigante. De pé.com. De pé. QUADRO Nº 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de atividade Sentado em repouso Trabalho leve Sentado. Trabalho pesado Trabalho intermitente de levantar.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Em movimento.br 76 . Sentado.: datilografia). movimentos vigorosos com braços e pernas.

A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de temperatura. tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com tempos máximos de exposição. ou em locais que apresentem condições similares.com. localizada no xxxxxxxxxxxxxxxxxx. aquelas executadas no interior de Câmara Frigorífica.Lajeado / RS . quando esta for executada em desacordo com a tabela I que segue abaixo. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 9. Frio NR-15 Anexo 9 1. é aquele que considera insalubre uma atividade ou operação. O critério técnico é simples e de fácil aplicabilidade recomendado pela FUNDACENTRO. ANÁLISE Confrontando os Níveis de Temperatura de funcionamento da referida Câmara Fria de Congelamento com temperatura de 0ºC à -40ºC e os túneis de congelamento com temperatura de -70ºC. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. OBJETIVO Verificar se o trabalho do empregador no interior da Câmara Fria fazem jus ao adicional de Insalubridade de Grau Médio 20%. através da Portaria Ministerial 3. A nossa legislação. considera como atividades ou operações insalubres por Frio. conforme NR – 15 anexo 9 – FRIO.br 77 . Anexo 9. ou em locais com condições similares. DESENVOLVIMENTO No dia xxxxx ás 14 horas. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho.214/78. realizamos inspeção da Câmaras Frias e de Congelamento. TABELA I . desde que alternado com recuperação térmica em local fora do ambiente considerado Frio. sala 201 . NR-15. sem a proteção adequada. que exponham os trabalhadores ao frio. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. temperatura de armazenamento controlado através de termostato.Limites de tempo para exposição a baixas temperaturas para pessoas adequadamente vestidas para exposição ao Frio Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

como as câmaras frigoríficas de conservação. 267.214/78) A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério implicando em uma série de inconvenientes que afetarão a saúde.9ºC Máxima exposição diária permissível Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos. sendo o restante da jornada cumprida obrigatoriamente fora do ambiente frio. sendo quatro períodos de uma hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica. sendo dois períodos de trinta minutos com recuperação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio. que implicam em exposições a temperaturas bastante reduzidas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. por uma hora recuperação térmica.0ºC CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS FRIO . -18.0ºC abaixo de 73.br 78 .com.0 à -56. no início do século xx.0 à -73. fora do ambiente frio.0 à -33.9ºC -57.(ANEXO 9. fora do ambiente frio.Lajeado / RS . o conforto e a eficiência do trabalhador.9ºC -34.15 DA PORTARIA 3. o frio intenso é ainda encontrado em ambientes artificiais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. bem como em algumas zonas temperadas. Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for à vestimenta. no período de inverno. Trabalhos ao ar livre em climas frios são encontrados em regiões e grandes altitudes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho RIO GRANDE DO SUL – ZONA CLIMÁTICA MESOTÉRMICA Faixas de temperaturas +10. Tempo total de trabalho no ambiente frio de uma hora.0 à -17. NR . Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternado-se uma hora de trabalho. sala 201 . Estudos realizados nas indústrias norte-americanas. O aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas foi atribuído à perda da destreza manual. Fora das atividades realizadas ao ar livre. evidenciaram que a incidência de lesões por acidentes era menor a uma temperatura de 18ºC que em outras inferiores ou superiores a esta. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos.

velocidade do ar e da variação do calor radiante. com atividade sedentária. Se a temperatura interna do corpo cair mais de 2°C abaixo dos 37°C (35°C). Temperaturas internas 6°C abaixo dos 37°C (31°C) podem ser letais. O fluxo sangüíneo é reduzido em proporção direta com a queda da temperatura. Se o calor gerado ou o aumento de vestimentas balanceia a maior perda de calor. com conseqüentes distúrbios. tensão muscular ou tremor. a temperatura interna do corpo é mantida.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho EFEITOS DO FRIO Os efeitos causados no organismo dependem principalmente da temperatura do ar. Nesta zona cada indivíduo tem uma temperatura neutra onde o ambiente não é nem quente nem frio.a pessoa perde eficiência (movimento das mãos. As condições externas onde isto ocorre definem a zona de regulação vasomotora contra o frio. 267. A pele fica também mais seca e menos condutora térmica.Lajeado / RS . Isto resfria a pele e tecidos adjacentes e mantém a temperatura interna do corpo. sala 201 . provocando uma seqüência de reações no organismo.br 79 . Na faixa de temperatura operativa entre 29°C e 31°C para pessoas desnudas e 23°C a 27°C para pessoas vestidas. aumentam as chances de cair a temperatura superficial e interna do corpo. e o corpo decresce o fluxo de sangue para a pele. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. aumenta a taxa de calor perdido da pele para o ambiente. Para isto não ocorrer. Se todas as reações de controle forem inadequadas. A produção de calor diminui e a perda de calor aumenta.com. ou a pessoa providencia mais vestimentas. Esta zona é chamada zona neutra. Todos estes fatores influem no equilíbrio homeotérmico do corpo. e não ocorrem ações do sistema de controle fisiológico para manter a temperatura normal do corpo. Se a temperatura operativa diminuir mais ainda. o corpo entra na zona de resfriamento do corpo. Esta faixa é chamada zona de regulação por procedimento contra o frio. A vasoconstrição periférica é a primeira ação reguladora que ocorre no organismo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Se ocorre uma diminuição na temperatura operativa. A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo entre a produção e a perda de calor. o corpo gera calor através de atividade espontânea. por exemplo). quando se inicia uma excessiva perda de calor. não ocorre aquecimento ou resfriamento do corpo ou aumento nas perdas evaporativas.

o número de contrações musculares por unidade de tempo é elevado. resultando um aumento da produção de calor e uma maior atividade muscular. sala 201 . ocorre diminuição gradual de todas as atividades fisiológicas: cai a freqüência do pulso. A perda de calor através de respiração. Se a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio. AVALIAÇÃO Embora os mesmos fatores ambientais analisados e considerados no estudo do calor influam na intensidade da exposição ao frio. Quando a temperatura do núcleo do corpo vai abaixo de 29ºC. O estudo mais profundo desta perda de calor pela Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a temperatura do corpo vai decrescendo.com. pouco se conhece sobre a sua quantificação e controle. No tremor. a -10ºC esta perda é duplicada. Podemos. desta forma. cilindros e mesmo um manequim de cobre tem sido uma constante no estudo do ambiente. tem-se construído modelos engenhosos que procuram simular o processo que envolve a perda de calor. inibindo a atividade dos mecanismos termocontroladores do Sistema Nervoso Central. onde o manequim de cobre é mantido com temperatura igual à do corpo humano através de um aquecimento elétrico controlado por um termostato. Este cálculo é apenas aproximado. com o intuito de realizar medições do intercâmbio de calor com o meio. o hipotálamo perde a capacidade termoreguladora e as células cerebrais são deprimidas. evoluindo para sonolência e coma. Não existem. da pressão arterial e da taxa metabólica.br 80 . não é considerado nesta experiência e sabe-se que a 20ºC o organismo perde 8 kilocalorias por hora. podemos reproduzir diversas condições de exposição ao frio. relacionar a corrente elétrica necessária para manter a temperatura do manequim constante.Lajeado / RS . Realizam-se experiências no interior de câmaras frias.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando a temperatura corpórea fica abaixo de 35ºC. pois este modelo esta longe de igualar-se ao complexo mecanismo fisiológico que constitui o organismo humano.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. índices especiais tão completos e detalhados que permitam uma validação correta e precisa das condições de exposição ao frio intenso. No entanto. O uso de esferas. até o momento. 267. por exemplo. com a qualidade de calor perdido pelo mesmo. Variando-se a temperatura e velocidade do ar no interior da câmara. desencadeando um tremor inconsolável (tiritar) para produzir calor.

A discrepância entre os isolamentos necessários para períodos de descanso é um dos maiores problemas para trabalhadores que executam tarefas externas e ficam por longos períodos em clima frio.br 81 . com fraca movimentação de ar. O resultado é uma intensa sudorese. 267. o isolamento adequado. EDUCAÇÃO E TREINAMENTO Informar ao trabalhador quanto à necessidade do uso de vestimentas adequadas e a troca de roupas e calçados quando estiveram úmidos. seja a principal causadora dos ataques cardíacos sofridos por indivíduos mais expostos ao frio. deve-se conservar o calor do corpo para manter a temperatura do cérebro ao redor de 37ºC. por algum tempo. Quando na Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. molhados ou apertados. Como exemplo. A tendência do inexperiente é vestir-se demais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . para temperaturas superiores a -30ºC. quando nos deslocamos rapidamente em um ambiente frio que não apresenta correntes de ar significativas.com. enquanto o indivíduo trabalha. pois se acredita que a mesma. tentando manter o equilíbrio calórico do corpo. assegurando a adequada irrigação do sangue às extremidades. pode-se afirmar que a uma temperatura de 0ºC e velocidade do ar de 6 m/s é equivalente a uma temperatura de -10ºC e velocidade do ar 0 m/s. Em ambientes frios. aliada a outros fatores. A perda de calor por convenção pode ser claramente notada. Uma considerável quantidade de suor é acumulada na vestimenta e contínua a evaporar durante o período de descanso subseqüente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho respiração é de real importância. quando o mesmo é mais necessário. com a raiz quadrada desta. A pesada vestimenta não permitirá o suficiente esfriamento por evaporação. mesmo para pessoas adequadamente vestidas. pessoas adequadamente vestidas tem pouco a temer. A experiência das Forças Armadas Norte-Americanas mostrou que. Em temperaturas menores que -70ºC há um sério risco à sobrevivência. Para temperaturas que se encontram entre -30ºC e -50ºC há considerável perigo. As experiências mostraram que o fluxo de ar que circula no organismo humano é fator de grande influência no esfriamento do mesmo. anulando. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO A profundidade humana depende da integridade funcional do cérebro do homem. E sim. sala 201 . Sabe-se que os efeitos de exposição ao frio intenso não aumentam numa relação linear com a velocidade do ar.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. originalmente.15 anexo 9. Assim. ocorre insalubridade. e para evitar choques térmicos quando retornar ao trabalho. evitar exercícios violentos. atividade desenvolvida. No entanto. realizando exercícios freqüentes com os braços. como jogos coletivos. 20%. Ao mesmo tempo. para evitar as perdas calóricas se produz uma vasoconstrição periférica. número de penetrações no local do frio. considerando os equipamentos de proteção individual utilizados. A avaliação deve. ao aumento do trabalho muscular voluntário e à reposição calórica. as pernas e os dedos das mãos e pés. Conforme NR . temperatura no interior do local considerado. Este fenômeno é denominado ACLIMATAÇÂO. para manter ativa a circulação periférica. condições de ventilação e outras. O anexo 9 da NR –15 da Portaria Ministerial 3. em climas frios.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho sala de repouso. sala 201 .com. tempo de permanência. ocorrem alterações fundamentais nas respostas termoreguladoras. ser mais abrangente. que permite aos indivíduos trabalharem com eficácia. seriam intoleráveis. apesar das prolongadas pesquisas realizadas em laboratório e nas expedições polares. portanto. ACLIMATAÇÃO Após uma longa exposição a um ambiente que apresenta condições extremas. Nos intervalos de almoço. não existe uma evidência fisiológica de aclimatização genérica ao frio. como excesso de calor ou de frio. Indivíduos que trabalham ao ar livre. manter-se quente. bem como fora dele. verificando a presença do “choque térmico”. para não haver dispersão de calor excessivo. ou tempo de permanência acima dos quais. A permanência em ambiente frio determina a atividade de distintos mecanismos de termoregulação do organismo. que permanecem quentes e mais funcionais do que as de pessoas não totalmente aclimatizadas. umidade relativa do ar. seco e em movimento. Trabalhos realizados sob baixas temperaturas caracterizam-se como insalubres em grau médio. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em condições que.214/78 não estabelece limites em termos de graus de temperatura abaixo dos quais.Lajeado / RS .br 82 . origina-se uma maior quantidade de calor devido ao hipertono muscular. tem demonstrado sua aclimatação local evidenciada pela maior irrigação de sangue nas mãos.

MEIA DE LÃ. Vestimenta adequada Quando a exposição às intempéries é inevitável. CUECÃO. epiléticos. recomenda-se a mudança do setor de trabalho a um adequado tratamento médico. TOUCA E CAPUZ para todos os empregados que entram nos Câmaras Frias e Túneis de Congelamento. Quanto maior é a diferença entre a temperatura da pele e a do ar circulante. os portadores de problemas articulares e os que tenham doenças vasculares periféricas. que constituam uma barreira isolante entre a superfície quente do corpo e o meio ambiente frio. Aos que apresentarem essas alterações. devem-se excluir os portadores de diabetes. fumantes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho REGIME DE TRABALHO O trabalhador não deve permanecer por longos períodos em ambientes com frio intenso. os que possuem “alergia” ao frio. CALÇA. alcoólatras. há um aumento de produção de calor. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Recomendam-se períodos de trabalho intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho. Quando o corpo se encontra em atividade. RECOMENDAÇÕES Recomendamos O USO DE ROUPA COMPLETA TÉRMICA (JAPONA TÉRMICA.com. para evitar o choque térmico). Com este controle. Exames médicos pré-admissionais Quando é realizada a seleção de profissionais para a execução de trabalhos em câmaras frias.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. aqueles que já tenham sofridos lesões devidas ao frio. 267. a níveis confortáveis. maior é o isolamento necessário para manter o microclima que cerca a pele. reduzem-se os índices de doenças devidas ao frio. os trabalhadores devem estar providos de roupas de proteção. sala 201 . BOTA ESPECIAL TÉRMICA. sendo necessário um menor isolamento para manter o equilíbrio entre o calor produzido e o perdido.br 83 .Lajeado / RS .

000 atingidos.1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Um deles caiu de uma altura de quase oito metros e o outro ficou dependurado no andaime. Citamos alguns exemplos: • Desastre ocorrido em Bhopal na Índia em 1984 pela liberação de Metil-Isocianato e que resultou em um número de mortos superior a 2.000 habitantes. RISCOS QUÍMICOS 10. verificamos que a exposição aos riscos químicos tem aumentado assustadoramente. dois operários faziam a impermeabilização de uma caixa da água e sofreram intoxicações pelos gases dos produtos utilizados no serviço. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. O uso e armazenamento inadequados destes produtos podem ocasionar danos à saúde dos trabalhadores e das populações residentes nas proximidades. num prédio em construção na zona sul de São Paulo.000 e cerca de 20. Os dois foram levados para o hospital regional de Sorocaba. INTRODUÇÃO Atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de Produtos Químicos são produzidos por ano. Estima-se que existam entre 5. • Em janeiro de 1995 uma equipe de pedreiros tentava retirar as madeiras que envolviam a caixa da água.Lajeado / RS . sala 201 .000 e 10. a mais de seis metros de altura. • Explosão de Ciclohexano em Flixborough na Grã-bretanha vitimando 28 pessoas e atingindo 89 habitantes. Casos graves de incêndios e explosões são bem conhecidos.br 84 . cancerígenos. Todos foram levados para o pronto socorro. É certo que estes produtos químicos tem provocado melhorias na qualidade de vida da população.000 produtos causadores de danos ao organismo humano e que aproximadamente 200 destes seja. • No mesmo mês. O pedreiro João Pereira de Souza morreu após inalar o gás expelido pela caixa. mas. atingindo 30 pessoas e provocando a evacuação de 22.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10. e mais seis empregados sentiram enjôos e tonturas ao tentarem socorrê-lo. existindo cerca de 7 milhões destes agentes. quando consideramos os locais de trabalho e o meio ambiente. • Liberação acidental de Dioxina em Seveso na Itália em 1976. Acima de 1000 novos produtos são produzidos pela indústria química em cada ano. em Sorocaba-SP. e durante o trabalho foi constatado que nenhum deles usava máscaras contra gases. 267.com.

na cidade de Concepción. problemas visuais. A morte dos trabalhadores ocorreu numa seqüência onde primeiro um desmaio ao respirar o gás e caiu. • Em fevereiro de 1992. Outros dois funcionários tentaram ajudar e também se intoxicaram. sala 201 . sem qualquer equipamento de proteção respiratória e acabou intoxicado pelos gases desprendidos e desmaiou. e assim sucessivamente. e ataca as moléculas de aceticolina. vômitos. dois funcionários o lodo de um tanque de tratamento de efluentes de um curtume em Estância Velha/RS. 267. fluoreto de sódio e outros componentes. paralisia muscular e morte. O colega e o motorista de um caminhão de outra empresa. • Em 20 de março de 1995. sentiu-se mal e caiu. vedada há 11 meses. álcool. mas também morreram. tremores musculares. num edifício em construção. fungos e bactérias. • Em fevereiro de 1994. no Chile. deixado em 16 estações do metrô de Tóquio. se assustaram e tentaram ajudar. houve uma infiltração de gás metano nas geleiras da Companhia de Telefones. • Em agosto de 1993. dois operários morreram após entrarem numa caixa da água de dois metros de profundidade e capacidade para 60 mil litros. através da decomposição de substâncias orgânicas. Um deles entrou no tanque para ajustar a mangueira que retirava o material. Os sintomas são tosse. que estavam ali para transportar os resíduos. até que todos 85 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Quando um deles viu que não adiantava mais tentou nadar até a beirada e foi socorrido. um outro entrou no tanque. Conseguiram escapar com vida. cinco empregados de uma empreiteira de telefonia estavam instalando fibra ótica dentro de uma geleira subterrânea. com capacidade para 200 mil litros. três trabalhadores consertavam o motor do sistema de tratamento de afluentes de um curtume. O acidente ocorreu devido à formação de gases tóxicos.com.Lajeado / RS . Enquanto dois lidavam com o aerador do reservatório. após cheirar a roupa primeiro. O sarin é uma mistura de fósforo orgânico. descoordenação progressiva. Segundo os bombeiros. em Brasília. Na tentativa de salvar o colega. mas morreu minutos após entrar no hospital. contrações do tórax.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Em novembro de 1994. mais de cinco mil forma intoxicados e 12 morreram pelo efeito gás sarin. Nenhum deles usava equipamentos de proteção. responsáveis pelas transmissões de estímulos no sistema nervoso. Um bombeiro que tentou socorrê-los também foi vítima e outro soldado ficou em estado de coma.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em Novo Hamburgo/RS.br . os outros dois se atiraram no tanque.

chamados de reações venenosas ou tóxicas. 10. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Gases: são substâncias que. Ex. sala 201 . em condições normais de pressão e temperatura (25ºC e 760mmHg). seu monitoramento ambiental e controle biológico. vapores resultantes de volatilização de solventes como Tolueno. danos ao meio ambiente e efeitos econômicos incalculáveis. 267. DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS Podem ser definidos como qualquer agente químico existente no ambiente de trabalho que. envolvendo fogo. etc. As causas destas catástrofes sempre se relacionam com eventos incontroláveis. Na maioria das vezes os envolvidos sequer tinham conhecimento dos riscos a que estavam expostos por pura falta de informação. provoca efeitos nocivos ao mesmo. introduzido no organismo. mortes. Mais seis pessoas foram afetadas com lesões leves. além da própria imperícia dos trabalhadores. treinamento e programas de prevenção a estes riscos.2. estão no estado gasoso.: vapores de água. Nitrogênio.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sua ação no organismo humano. Ex. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Vapores: é uma forma gasosa de substâncias sólidas ou líquidas e que voltam aos seus estados originais após alteração nas condições de pressão e/ou temperatura. Um transeunte tentou salvá-los e morreu também. Benzeno.: Oxigênio. explosão ou liberação de produtos tóxicos que resultaram em doenças. As informações contidas neste trabalho foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica no Manual de Riscos Químicas da Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. caracterizando-se a negligência e imprudência dos responsáveis por estas pessoas.br 86 . no Caderno Técnico de prevenção de Acidentes do Trabalho para Componentes da CIPA elaborado pelo SENAI e nas Normas Regulamentadoras (NR's) da Portaria 3214 de 08/06/1978.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho caíram expostos a uma atmosfera mortal.3.com. na Revista Proteção. Em razão disto o presente trabalho procura apresentar a conceituação técnica dos riscos químicos. 10.

Ex. vidros. c) Fibras – são partículas sólidas produzidas por ruptura mecânica de sólidos. cereais. Ex.: nos processos de galvanoplastia. • Como impurezas de produtos utilizados.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.: pinturas com spray.br 87 . Ex.: Algodão. sala 201 .4. lã. INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO Os produtos químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho de diferentes formas: • Como matéria prima. • Uso com finalidade específica (ex: agrotóxicos). cerâmicas. que se diferenciam das poeiras porque tem a forma alongada com um comprimento de 3 a 5 vezes superior ao seu diâmetro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Aerodispersóides (particulados) – são constituídos por partículas de tamanho microscópio que estão tanto no estado líquido quanto no estado sólido. 10. • Como produtos intermediários. b) Fumos – quando o pó é gerado na combustão de materiais. • Quando originados por decomposição de produtos químicos. Ex.Lajeado / RS . • Quando originados por interação entre produtos químicos. b) Neblinas – são formadas pela condensação de vapores de substâncias líquidas que se volatilizaram (vaporizaram). • Como produtos finais. • acidentais.: combustão de madeira. fusão de materiais. 267. comumente sólidos. linho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.: explosões. Sólidos a) Poeiras – quando o pó é constituído por partículas geradas mecanicamente a partir de sólidos maiores. • Quando originados como subprodutos. Líquidos a) Névoas – são formadas pela ruptura mecânica de líquidos. Ex. amianto.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando um risco químico entra em contato com o organismo pode Ter ação local ou ser distribuído aos diferentes órgãos. Via Cutânea Inclui todo o tecido cutâneo que recobre o corpo humano juntamente com mucosas (lábios. b. A via de ingresso pode ser única para uma substância. dissolução em algum meio líquido. em repouso.br 88 . dependendo da atividade. produzindo ação localizada (irritantes. levado pela circulação. Via Respiratória Responsável por 90% dos casos. Dos metais praticamente só o Tálio e o Chumbo penetram pela pele. filtração pelos poros. etc.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. além dos folículos pilosos (pêlos). Os orifícios de saída das glândulas sebáceas e sudoríparas também podem ser utilizados. c) Penetração e Reação Local – sensibilização e alergia. sala 201 . b) um volume considerado de ar alcança as vias respiratórias:   5 a 6 litros/min. até 30 litros/min. A lesão mecânica propicia uma via extremamente eficaz que coloca o tóxico em contato direto com a corrente sangüínea. lesionando-a em forma de queimaduras. pêlos e unhas. edema agudo de pulmão). 267. propiciando a entrada de outros tóxicos. Quando um tóxico entra em contato com a pele.com. b) Penetração – por meio de lesão mecânica. pode atuar das seguintes formas: a) Reação direta – a natureza altamente hidrófila (capacidade de absorção de água) dos produtos cáusticos faz com que os mesmos se localizem na pele. A permeabilidade cutânea aos agentes químicas pode ser alterada por:  Sudorese (suor). e) alguns sólidos e líquidos podem ficar retidos nas vias aéreas. conjuntiva ocular). d) os agentes químicos podem atingir centros vitais (sistema nervoso central) rapidamente. permitindo uma absorção rápida. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. principalmente por que: a) o estado físico dos agentes químicos encontrados é gás. Tem importância fundamental. vapor e/ou particulado. c) tecido pulmonar é ricamente vascularizado. ou pode ser múltipla: a.Lajeado / RS .

sala 201 . Idade.  Os produtos químicos são absorvidos no estômago e no intestino delgado. Além disso.  Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Penetramento num vaso sangüíneo pode produzir bolhas de ar. salvo em casos de intoxicação acidental e quando o trabalhador se alimenta ou fuma em ambiente de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho      Espessura da pele. muitas vezes ocorrem bio-transformações que inativam os agentes tóxicos. através de movimentos dos cílios aí existentes ou pela tosse. Muitos produtos químicos são inativados pela acidez do estômago.: uso do ar comprimido que poderá causar:  Penetramento num corte ou escoriação através da pele pode insuflar os músculos. Integridade da pele. que interrompem a circulação.Lajeado / RS . Ex. Injeção Injeção acidental por sistemas hidráulicos de alta pressão. c. Temperatura ambiente.br 89 . pela secreção do pâncreas e pelas enzimas digestivas. ricos em vasos sangüíneos e passam para o fígado. Alguns produtos como ácidos e álcalis provocam efeitos locais sobre os tecidos.     d. Capacidade dos agentes químicos de se ligarem aos constituintes da pele. Muitas vezes as substâncias químicas depositam-se nas vias aéreas superiores e. são transportados para a boca. Via Digestiva Sem grande importância da saúde ocupacional. ao atingirem o fígado. podendo ser deglutidas. antes de serem distribuídos por todo o organismo através da circulação. causando dor intensa ou lesão grave.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. levando à morte. 267.

b) Lipídios – diversos agentes químicos são lipossolúveis o que permite que os mesmos se acumulem aí. Após a distribuição pelo organismo. os agentes químicos acumulam-se no sítio de ação (carboxihemoglobina). Grau de ionização do agente químico no meio. Ex. sala 201 . o jato de ar pode arremessar partículas sólidas em velocidades altas. alcançando a corrente sangüínea: é a absorção.: o Hexacloro-ciclohexano condiciona a uma intoxicação a longo prazo (crônica) pela sua fixação prolongada nos tecidos graxos. especialmente a albumina. Maior ou menor vascularização de determinadas áreas. prejudicando a qualidade do ar comprimido. colocando em perigo os olhos e o rosto. Ex. 267. os agentes químicos ultrapassam membranas biológicas.br 90 . ou em sítios específicos (chumbo nos ossos). Afinidade do agente químico com as moléculas orgânicas. O uso do ar comprimido para limpar roupas contribui para o aumento da concentração de partículas sólidas em suspensão. Após a absorção os agentes químicos são distribuídos no organismo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. O jato de ar sobre a pele introduz esses corpos estranhos para o interior do organismo através dos poros.   Distribuição e acumulação dos agentes químicos Após o ingresso no organismo humano. Locais de acumulação (armazenamento) a) Proteínas plasmáticas – a maioria dos agentes químicos que estão no sangue são transportados ligados às proteínas plasmáticas.Lajeado / RS .: o cobre liga-se à ceruloplasmina. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. de onde é liberado gradativamente. através de ligações irreversíveis. Esta distribuição depende de vários fatores como:      Solubilidade do agente químico. ou são transportados a órgãos com capacidade de transformá-los e/ou eliminá-los. partículas de sílica e outras pequenas partículas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  O ar comprimido contém impurezas como óleo.com. Condições orgânicas (existência ou não de lesões). Mesmo em pressões baixas.

O fígado realiza processos de biotranformação.: o Fosgênio por hidrólise forma o ácido clorídrico que. dependendo de suas propriedades físico-químicas. sala 201 . a) Via Renal – exemplos de agentes eliminados pela urina: Fenol (originado do Benzeno).: Tolueno transforma-se em Ácido Benzóico). Tabela – Eliminação de gases e vapores por via pulmonar Eliminação de gases e vapores Por via pulmonar Anilina Ciclohexano Sulfeto de carbono Acetona Tolueno Tricloroetileno Benzeno % da eliminação na forma inalterada 1 5 10 7 18 19 40 91 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) Via Pulmonar – gases. Eliminação Os agentes químicos são eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação por diversas vias.com. enquanto os rins são responsáveis pela eliminação dos agentes.br . sendo cáustico. redução (Ex. Os gases e vapores podem ser eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação. vapores e particulados podem ser eliminados pelos pulmões.Lajeado / RS . Estrôncio e Urânio. Os suficientemente polares (hidrossolúveis) usam mais a via renal. As principais reações envolvidas são oxidação (Ex.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho c) Ossos – vários agentes tóxicos acumulam-se nos ossos.: a conjugação do ácido benzóico forma o ácido hipúrico) e hidrólise (Ex.: Nitrobenzeno transforma-se em anilina).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. (provoca edema agudo de pulmão)). Os compostos gasosos e alguns voláteis usam a via pulmonar. 267. são encarregados da eliminação dos mesmos. conjugação (Ex. Ácido Hipúrico (originado do Tolueno). Biotransformação É a transformação que os agentes químicos sofrem no organismo (metabolização). como Chumbo (90%). d) Fígado e Rins – além de acumularem agentes químicos.

Atropina e álcool Etílico Quando eliminados pela saliva podem ser novamente absorvidos. Exemplos:   Mercúrio. Toxicodinâmica É definida como o estudo das interações (bioquímicas e/ou fisiológicas) do agente químico no órgão-alvo (= órgão crítico) e do mecanismo da ação tóxica.com. Chumbo. são pouco eliminados por esta via. Tem pouca importância. Chumbo. Exemplos:    Suor: Iodo. Tálio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Éter etílico Clorofórmio 90 90 a) Biliar – os agentes químicos absorvidos pela via gastrointestinal alcançam rapidamente o fígado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. antes de serem distribuídos pelo organismo através da corrente sangüínea. b) Suor e Saliva – este tipo de eliminação depende da difusão da forma não ionizada lipossolúvel. Como o fígado é o principal órgão da biotransformação. Arsênio.br . sala 201 . Arsênio. os agentes químicos podem ser excretados pela bile sem ser distribuídos. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. Exemplo:    Inseticidas Organoclorados Metil-Mercúrio Chumbo e Dioxinas d) Pele. inclusive podem variar os órgãos críticos. Bromo.Lajeado / RS . os efeitos de um agente químico para determinado trabalhador. As ações podem ser locais. como na pele. 92 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. Em virtude das diferenças individuais. como os solventes orgânicos. c) Leite – agentes químicos absorvidos pelo organismo materno podem passar para os filhos em amamentação. via digestiva ou via respiratória ou sistêmicas (no organismo). 267. Cabelo e Unhas – não é significativa. A concentração do agente químico associada ao efeito crítico é denominada de “Concentração Crítica”. Cobalto. olhos. Manganês e Cromo Os lipossolúveis. Mercúrio e Álcool Saliva: Estricnina. Ácido Benzóico.

Anidrido sulforoso.Lajeado / RS . vários fatores influenciam: a) Via de Exposição – pode ser o próprio local da ação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Em exposições a curto prazo. c) Metabolismo – agentes interferem no metabolismo orgânico. podem ser distribuídos pelo organismo. a) Primários – a ação irritante local é imediata. b) Distribuição – agentes. como exceção. A sílica é insolúvel e causa grande dano ao pulmão.br 93 . sendo pouco eliminados pela urina.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o órgão é o pulmão. d) Eliminação – o fígado e os rins podem ser importantes vias de eliminação e apresentam seletividade para alguns agentes. Classificação quanto à ação tóxica dos agentes químicos Irritantes Exercem ação na mucosa das vias aéreas pelo contato direto: ocorre corrosão. Quando a exposição é a longo prazo. Para que determinado órgão seja crítico. Ácido clorídrico. Ácido crômico. bloqueando atividades vitais. Ácido fluorídrico. 267. Agentes tóxicos absorvidos pela pele e sistema respiratório. sem passar pelo fígado: agem seletivamente em determinados órgãos. Na ingestão de compostos inorgânicos de Mercúrio. são facilmente eliminados pela urina. sala 201 . A intensidade da ação depende da concentração das substâncias e o local de ação depende da maior ou menor solubilidade na água da substância considerada. que provocam maiores danos a estes órgãos. depositando-se em tecidos ricos em gorduras. Irritantes tanto das vias aéreas superiores como das vias profundas: (possuem solubilidade intermediária na água) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em altas concentrações ambientais de Mercúrio.com. enquanto os lipossolúveis saturam rapidamente o sangue. o órgão crítico é o sistema nervoso central. o órgão crítico é o rim. além de levar longo tempo para saturar os líquidos orgânicos. Irritantes das vias aéreas superiores: (são os mais solúveis em água)      Amônia.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Álcoois Alifáticos (etílico. Tricloreto de arsênio. nitrogênio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho    Dimetilsulfato. acetileno.    Hepatotóxicos – Exemplos: Clorofórmio. ou impedindo a utilização do mesmo pelos órgãos. cianetos (inibem a utilização do oxigênio nos tecidos por inibirem o sistema Citocromo-Oxidase). sem interferir com a ventilação pulmonar. Acetona. Octanona.com. Ozônio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Sistêmicos Atuam nos sistemas orgânicos. metano. propano e propileno. Exemplo: monóxido de carbono (interage no transporte de oxigênio pela hemoglobina através da formação de carboxihemoglobina). Decano. a) Simples ou mecânicos – atuam no ambiente de trabalho diminuindo a pressão parcial de oxigênio.br 94 . Exemplos: Éter propílico. etano. b) Bioquímicos – provocam asfixia por agirem. butílico e amílico). Ésteres. Propano. neônio. fosfina (neurotóxico). Fósforo. Cádmio. Neurotóxicos – Exemplos: Sulfeto de carbono. 267. bioquimicamente.Lajeado / RS . Nefrotóxicos – Exemplos: Mercúrio. Benzeno-halogenados. de hidrogênio (depressor do centro respiratório). evitando o transporte eficiente de oxigênio no sangue. Exemplos: etileno. que não pode ser inferior a 18%. propílico. Álcool etílico. Cromo. hélio. sala 201 . Anestésicos e narcóticos Provocam depressão no Sistema Nervoso Central. n-Hexano. Irritantes das vias aéreas profundas e alvéolos: (são pouco solúveis em água)   b) Secundários – além de serem irritantes locais exercerem ação sistêmica: sulfeto Asfixiantes Provocam deficiência de oxigenação. Dióxido de nitrogênio. Cloreto de enxofre.

os membros superiores e inferiores são formados. Resinas. Madeira (pó). Gases anestésicos. Carcinogênicos Causam câncer.com. 4-Nitrodifinil. Durante os três primeiros meses de gestação. Ferro. sala 201 . por exemplo. Alumínio.  Teratogênicos Agentes químicos podem interferir com o desenvolvimento normal do feto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Hematotóxicos – Exemplos: Benzeno. Titânio. (Não provocam fibrose). Berílio. Cromo.Lajeado / RS . Benzeno e Níquel. 267. coração. Cloreto de vinila. Corticóides. órgãos como o cérebro. Mutagênicos Agentes químicos podem causar alterações genéticas em gerações futuras: 85% dos químicos carcinogênicos podem causar mutagênese. Malignos: Sílica. Nitritos e Anilina.br 95 . Pólen. causam deformidade no feto. Imunodepressores Deprimem o sistema de defesa do organismo. Pneumoconióticos Atuam nos pulmões. mercúrio e solventes orgânicos. Exemplos: Benzidina. Ciclosporina. Exemplos:  Benignos: Tungstênio. Alergizantes Exemplos: Formaldeído. Interação de Agentes Químicos Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Bagaço de cana.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Arsênico. Fibra de algodão. Carvão. Asbesto. Exemplos: Antimetabólicos. Diisocianeto de Tolueno (TDI). Óleos. Asbesto. Couro (pó).

Ações que podem ocorrer: a) Ação independente – ações distintas dos tóxicos com efeitos diferentes. e) Informação – o trabalhador deve ser informado sobre o risco existente. c) Sinergismo – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é maior que a ação aditiva. sala 201 . b) Distâncias – observar uma distância segura entre o trabalhador e a substância perigosa. que também são hidrocarbonetos aromáticos mais menos tóxicos. e) Antagonismo – quando o efeito de dois agentes tóxicos é menor que o efeito aditivo: um reduz o efeito do outro. Exemplo: EPN (Inseticida Fosforado) + malation. Princípios básicos de prevenção a) Eliminar o risco da substância perigosa. Exemplo: Substituição do benzeno pelo tolueno e xileno. 267. b) Ação aditiva – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é quantitativamente igual à soma dos efeitos individuais.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Sobre esse agente químico há um anexo específico (13-A) na NR-15. evitar o contato da substância perigosa com o trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando dois ou mais agentes químicos co-existem nos ambientes de trabalho. Exemplo: Propanol aumenta a hipertoxidade do Tetracloreto de carbono. c) Ventilação – providenciar uma ventilação adequada para remover ou reduzir a concentração da substância no ambiente de trabalho. d) Pontecialização – quando um agente tóxico tem seu efeito aumentado por agir simultaneamente com um agente atóxico. d) Proteção – providenciar proteção pessoal.Lajeado / RS .br 96 . Exemplo: Chumbo + Arsênio na biossíntese do heme. Exemplo: igual ao Selênio mais Cádmio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. (ou processo) ou substituí-la (o) por outra (o) menos perigosa (o).

d) Identificação do(s) risco(s) existente(s). todos os produtos intermediários. g) Identificação do lote. Fichas Químicas de Segurança Todos os materiais utilizados. bem como procedimentos de emergência: a) Nome do produto químico (incluindo o nome comum ou comercial). d) Símbolos do dano potencial. f) Precauções a serem observadas. c) Nome. resíduos formados. i) Propriedades físicas e químicas. f) Medidas a serem adotadas em liberações acidentais. g) Manuseio e armazenamento. Devem indicar o Equipamento de proteção Individual necessário para manuseio dos mesmos. b) Informações sobrem ingrediente. Exemplo: PPRA. para fornecimento de informações básicas sobre os mesmos. Mapa de Risco. e) Medidas de primeiros socorros. h) Classificação tóxica do agente.br 97 . produtos finais e resíduos devem ter Fichas de Segurança na Empresa.com. k) Outras informações toxicológicas. j) Estabilidade e reatividade. e) Riscos associados ao uso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. h) Controle de exposição.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Rotulagem O rótulo dos agentes químicos deve conter: a) Nome comercial.Lajeado / RS . todos os produtos finais. c) Nome. endereço e telefone do fabricante. intermediários. 267. b) Identificação do agente químico. endereço e telefone do fabricante.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Controle e Identificação Identificar todos os materiais utilizados. sala 201 .

Se houver risco de fogo. Estes limites são expressos em partes por milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m3) para gases e vapores. pelo número de partículas por unidade de volume. Deve existir ventilação adequada para permitir que os vapores liberados sejam suficientemente diluídos e liberados. como. às vezes. Armazenamentos de químicos próximos a processos incompatíveis devem ser evitados.   Monitoramento Por monitoramento entende-se a atividade sistemática. Para alguns agentes químicos existem valores máximos (valor-teto) que não podem ser ultrapassados em momento algum na jornada de trabalho. 267. Armazenamento seguro   Substâncias não compatíveis não devem ser armazenadas juntas. mpp/m3 (milhões de partículas por metro cúbico).Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. repetitiva ou contínua.000 substâncias químicas existem limites das concentrações destas substâncias químicas nos locais de trabalho em que se supõe que um número razoável de trabalhadores possa estar exposto sem sofrer efeitos adversos à saúde: são os “Limites de Tolerância” A expressão “Limites de Tolerância” surgiu na Convenção nº 148 da OIT e foi adotada em 1977. Sobre a exposição Vários países têm procurado estabelecer “Limites de Tolerância” e para cerca de 40. por exemplo. medidas adicionais devem ser instituídas. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho l) Informações sobre a deposição. Para particulados os limites são expressos em miligramas por metro cúbico (mg/m3) e. m) Informações sobre transporte n) Data de preparação. São os TLV.br 98 . Este valor máximo pode ser calculado pela tabela a seguir: Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.

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TABELA 2 – Limites de Tolerância/Fator de Desvio LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m3) 0a1 1 a 10 10 a 100 100 a 1.000 1.000 ou mais FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 1.25 1.1

O valor máximo é, então, calculado para o agente químico, multiplicando-se o Limite de Tolerância pelo Fator de desvio. Exemplo: Agente químico: amônia Limite de Tolerância: 20 ppm/ 48 horas semanal  Foram realizadas 10 medições com intervalo de 20 minutos apresentando as seguintes concentrações: 18, 19, 20, 21, 23, 22, 24, 19, 18 e 17. Média aritmética = 20,1 ppm.  Caracterizado grau de insalubridade médio (20%).  Conforme tabela 2 o limite de tolerância obtido é de 30 ppm. Caso uma das concentrações obtidas na amostragem ultrapasse o valor máximo (30 ppm) estaria caracterizada a situação de risco grave e iminente. A legislação brasileira prevê 11 substâncias com Valor-teto enquanto as normas internacionais prevêem 36. Existem, também, substâncias absorvidas pela pele, mostrando que a proteção da via respiratória apenas pode não ser suficiente para protegermos o trabalhador exposto: a legislação brasileira indica 43 substâncias, enquanto normas internacionais indicam 105. Nas listagens de agentes químicos são indicados as substâncias asfixiantes, o que determina um severo controle nos ambientes de trabalho, pois a concentração de oxigênio, nestes casos, não pode ser inferior a 18% em volume. Os limites de Exposição referem-se aos agentes químicos dispersos na atmosfera e, portanto, não consideram as formas sólidas ou líquidas dos agentes químicos. Os limites citados supõem uma proteção aos trabalhadores. Não indicam garantia.

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Monitorização Biológica da Exposição Humana a Agentes Químicos Para uma dada substância existe uma concentração tal que não irá provocar efeitos danosos, ainda que a exposição seja prolongada. Entretanto, esta afirmação não é válida para as substâncias carcinogênicas, em que as condições de exposição devem ser o mais próximas possível do zero. Também para as radioativas. A monitorização Biológica é a medida e avaliação de agentes químicos e/ou de seus produtos de biotransformação em tecidos, secreções, excreções, ar exalados ou alguma combinação destes, para estimar a exposição ou o risco à saúde, quando comparados a uma referência apropriada. As “referências apropriadas” são os Limites de Tolerância Biológicos – LTB. A substância, elemento químico ou atividade enzimática cuja concentração (ou atividade) possui relação com a exposição ambiental recebe o nome de “INDICADOR BIOLÓGICO”. O objetivo principal da monitorização biológica é o mesmo da ambiental, ou seja, previne a exposição excessiva aos agentes químicos que podem ser nocivos aos trabalhadores expostos. Visa estimar a quantidade biodisponível do agente químico (dose interna) para assegurar que a exposição não atinja níveis críticos. Exemplos:
  

Determinação de chumbo no sangue; Determinação de Pentaclorofenol na urina; Determinação do Benzeno no ar exalado.

A determinação de algumas alterações orgânicas provocadas pela exposição aos agentes químicos também pode ser usada na prevenção de doenças ocupacionais, desde que revelem o efeito precoce. Efeito Precoce Um efeito é precoce ou alteração é não nociva quando:  Ao serem produzidos e numa exposição prolongada não resultem em transtorno(s) da capacidade funcional, nem da capacidade do organismo para compensar a sobrecarga;  São efeitos ou alteração reversíveis e não diminuem a capacidade do organismo em manter a homeostasia;  Não aumentam a suscetibilidade do organismo aos efeitos indesejáveis de outros fatores de riscos ambientais;

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 Sabendo-se que a relação que existe entre a exposição e a dose interna, podem ser propostos valores máximos permissíveis para o indicador biológico;  Estes limites não devem ser considerados números que separam concentrações seguras de perigosas, mas níveis de advertência, propostas com base nos conhecimentos atuais da relação exposição/resposta. Tipos de Indicadores Biológicos  Tipo I – tem importância individualmente e, quando um trabalhador ultrapassa o limite da tolerância biológica, indica que providências devem ser tomadas e o trabalhador afastado. A ultrapassagem dos limites de tolerância biológica tem valor no diagnóstico de intoxicação. Exemplos: Indicador: Carboxihemoglobina – Agente químico: Monóxido de Carbono  Tipo II – são os que tem pouco ou nenhum valor isoladamente. Indicam apenas que está ocorrendo uma exposição descontrolada. Exemplos: Mercúrio urinário = Mercúrio Metálico e Inorgânico Ácido Hipúrico Urinário = Tolueno Utilização dos indicadores a) Grupo homogêneo quanto ao risco – realizar avaliação do conjunto de trabalhadores expostos, que, necessariamente, deve ser homogêneo quanto à exposição ao agente químico: deve haver um grau semelhante de exposição. b) Amostras – as amostras devem ser realizadas em condições idênticas. c) Análise dos resultados:

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos. Se estiver abaixo do LTB para o agente e todos os resultados estiverem abaixo deste limite, o ambiente é considerado sob controle (ou adequado): BAIXO RISCO. Se a média estiver abaixo do LTB e até 5% dos resultados estiverem acima do LTB deve ser instituída vigilância ambiental rígida e com alta periodicidade na determinação do indicador biológico: MÉDIO RISCO. Se a média estiver acima do LTB, medidas ambientais urgentes são necessárias, pois o ambiente está fora de controle: ALTO RISCO.

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Verificação das mucosas das vias aéreas na exposição a gases ou vapores irritantes. A detecção da doença instalada está fora do escopo desta definição”.Lajeado / RS . controle. deve ser observada a quantidade segura. emergências. de trabalhadores expostos com o objetivo de prevenir o aparecimento de doenças. d) Os trabalhadores devem participar na investigação e na solução dos problemas existentes no manuseio dos agentes químicos presentes nos locais de trabalho.  Determinação da velocidade de condução nervosa (nervos periféricos) na exposição ao Chumbo. g) No armazenamento de produtos químicos. c) Os trabalhadores devem receber os resultados dos exames realizados. f) As trabalhadoras devem Ter trabalho alternativo que não envolva o uso ou exposição aos agentes químicos se estiverem gestantes ou durante amamentação e devem ter direito a retornar ao trabalho prévio no tempo apropriado. armazenamento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Vigilância da saúde O comitê misto CCE/NIOSH/OSHA em 1984 definiu a Vigilância da Saúde como sendo “a realização de exames médico-fisiológicos periódicos. sala 201 . o trabalho deve ser detido. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. resíduos e primeiros socorros no uso dos agentes químicos presentes no local de trabalho.  Recomendações a) Os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos a que estão expostos. tanto das avaliações ambientais. b) Os trabalhadores devem receber treinamento de prevenção. para detectar o dano renal na exposição ao Cádmio.br 102 . 267. transporte. e) Em condições de grave e iminente risco. definida em normas internacionais. da vigilância da saúde e as monitorizações biológicas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Utiliza exames biológicos. Determinação de proteínas de baixo peso molecular na urina. fisiológicos e também indicadores biológicos relacionados com a exposição a determinado agente tóxico e alterações ligadas ao órgãoalvo.com.

Lajeado / RS . de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. fornecimento de informações sobre os acidentes possíveis e os planos de intervenção de urgência para as autoridades competentes. Grupo I – Substância de ação generalizada sobre o organismo.br 103 . a designação do pessoal competente. 267. o funcionamento e a conservação apropriada da instalação. chumbo. meio ambiente e pela população que possa ser atingida pelo acidente. isto é. desde que não seja ultrapassado o valor máximo e a concentração média seja inferior ao limite de tolerância fixado.214 1. Neste grupo. sala 201 . situa-se a maioria das substâncias. Limite de Tolerância – Média ponderada – Representam a concentração média existente na jornada de trabalho. desde que sejam compensados por valores abaixo deste mesmo limite. a construção.maiores devem ser identificadas pelas autoridades em saúde pública.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho h) As áreas expostas a acidentes industriais. Grupos – limtes de tolerância cinstantes no quadro 1. os limites de tolerância podem ser exercidos. Ex: amônia. que devem incluir: o desenho. Neste caso.  A. fornecimento de instruções e formação adequada de pessoal além da inspeção da instalação. NR – 15. Planos e procedimentos de urgência com inclusão de: preparação de planos e procedimentos e urgência eficazes em casos de acidentes industrias maiores.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. etc. As disposições técnicas e de organização necessárias para o funcionamento da instalação em condições de segurança.com. podem – se ter valores acima do limite fixado. j) Para cada instalação exposta a acidentes industriais maiores o empregador deve estabelecer e conservar um sistema de prevenção de riscos de acidentes com especial atenção para:   Identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos. Portarias nº 3. para a população que possa ser atingida e para entidades ambientalistas. i) Os empregadores devem identificar as instalações expostas a acidentes industriais maiores. monóxido de carbono. Os efeitos da substância no organismo dependem da quantidade absorvida. Anexo 11.

sala 201 .25 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. No entanto.5 (conforme quadro acima) VM = 20 x 1.br 104 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho modo que a média ponderada seja igual ou inferior ao limite de tolerância. estas oscilações devem respeitar um valor máximo obtido através da aplicação de um fator de desvio.5 1.com.1 1 2 3 5 6 7 8 9 Tempo Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . 267. conforme fórmula a seguir: Valor máximo (VM) = LT x FD LT= Limite de tolerância FD= Fator de desvio O fator de desvio depende da grandeza do limite de tolerância segundo o quadro: LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m³) 0A1 1 A 10 10 A 100 100 a 1000 Acima 1000 EXEMPLO: a) Amônia: LT = 20 ppm FD = 1.5 = 30 ppm VM = 30 LT = 20 FATOR DE DESVIO 3 2 1.

sala 201 . 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O limite de tolerância não foi ultrapassado.br 105 .com. É visível que o excedido entre a segunda e terceira hora e sétima e oitava hora é compensado por valores abaixo do LT (limite de tolerância) existentes no restante do tempo. pois o valor máximo foi superado. já que a média ponderada é inferior ao limite de tolerância e o valor máximo não foi alcançado. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado. Concentração VM = 30 LT = 20 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .

pois a média ponderada superou o LT fixado o VM também não foi respeitado. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O LT ultrapassado.br 106 .com. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de amônia: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 10 20 25 20 15 10 20 10 20 25 Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não. deve – se calcular: a) Concentração média Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pois a média ponderada superou o LT fixado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . 267. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O LT foi ultrapassado.

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CM = 10 + 20 + 25 + 20 + 15 + 10 20 + 10 + 20 + 25 = 17,5 ppm _____________________________________ 10 b) VM = LT x FD Segundo o anexo 11, NR – 15, o limite de tolerância para a amônia é de 20 ppm e o FD = 1,5. Deste modo: VM = 20 x 1,5 = 30 ppm. Pode – se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido no anexo 11, NR – 15 , não caracterizando, portanto, insalubridade para esta atividade. No caso de uma amostragem ultrapassar o valor máximo permitido e/ou a concentração média superar o limite fixado, a atividade será considerada como insalubre de grau médio, se o trabalhador não estiver adequadamente protegido. 2. Grupo II – Substância de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidos, também por via cutânea. Os limites de tolerância foram fixados pela absorção apenas por via respiratória. As substâncias pertinentes a esse grupo podem ser absorvidas também pela pele intacta, menbranas, mucosas ou olhos. Deverão, portanto, ser tomas medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, afim que o LT não seja ultrapassado. Tais substâncias possuem sinalização na coluna “ Absorção também pela pele” na tabela de LT e limite de tolerância – média ponderada. Exemplo: anilina, tolueno, fenol. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de tolueno: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 CONCENTRAÇÃO (ppm) 50,0 50,0 60,0 80,0 90,0 107

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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6 7 8 9 10

100,0 100,0 100,0 50,0 90,0

Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve –se calcular: a) Concentração média: CM = 50+50+60+80+90+100+100+100+50+90 = 77,0 ppm ________________________________ 10 b) Valor máximo permitido: LT = 78,0 ppm FD = 1,5 VM = 78 x 1,5 = 117,0 ppm Observa –se que nenhuma amostragem superou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite estabelecido no anexo II, NR – 15. No entanto, o tolueno é uma substância que também penetra pela via cutânea e, para efeito de caracterização de insalubridade, deverá ser observada a utilização de proteção adicional além da respiratória. Embora o limite de tolerância não tenha sido ultrapassado, a insalubridade será caracterizada se o trabalhador não estiver adequadamente protegido (luvas, óculos de visão panorâmica, etc.), uma vez que, como comentado anteriormente, os limites forma estabelecidos levando – se em consideração apenas a via respiratória, devendo, portanto, ser protegida a via cutânea. 3. Grupo III – Substâncias de efeito extremamente rápido. Devido a sua ação imediata, estas substâncias não podem ter seu LT excedido em momento algum da jornada de trabalho, devendo este ser considerado como valor máximo. Exemplo: ácido clorídrico, cloreto de vinila, etc. Limite de tolerância – Valor Teto – Quando na tabela de limite de tolerância estiver a coluna de “valor – tetor” significa que o valor estabelecido como limite de

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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tolerância é concentração máxima, que não poderá ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho. Exemplo: Concentração

Tempo O LT foi ultrapassado já que em momento algum a concentração excede o LT fixado. Concentração

LT

Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado já que o limite de tolerância fixado foi ultrapassado. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de ácido clorídrico: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2,0 3,0 4,0 6,0 3,0 5,0

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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br 110 . estando assinalada a coluna “valor – teto”. NR – 15. fixa limite de tolerância de 4. Os resultados abaixo foram fornecidos pelo laboratório: Benzeno = < 1. utilizou – se. isto é . coletado durante 6 horas. Exemplo: Um trabalhador desenvolve atividades em um ambiente contaminado com acetileno obtendo – se concentrações de 15 % de oxigênio no seu local de trabalho. Verificar se as atividades neste local são permitidas. dosímetro passivo de carvão ativado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que não deve ser nunca inferior a 18%.com. conclui – se que não é permitido trabalho neste setor. Exemplo: acetileno. para coleta de vapores orgânicos provenientes do solvente. a atividade caracteriza-se como insalubre de grau máximo.Embora a legislação brasileira.0 ppm para o ácido clorídrico. argônio. sala 201 . Como esse local apresentou percentual de oxigênio abaixo de 18%. em higiene industrial. portaria nº 3.0 ppm. no caso de o trabalhador não estar adequadamente protegido. cujos exemplos mostraremos abaixo: Exemplo 1: Em atividade de pintura a pistola. Sabendo – se que o acetileno é considerado um asfixiante simples. podendo o Ministério do trabalho interditar o local ou setor.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O anexo 11. Como essa situação gera risco grave e iminente. no anexo 11. 4. NR – 15. Como as amostragens 4 e 6 superaram 4. é largamente utilizada. estabeleça apenas este tipo de amostragem. a possibilidade de trabalho no local é determinada pela presença de oxigênio. etano.Lajeado / RS . a amostragem contínua. isto é.0 µg/m³ Tolueno = 326 µg/m³ Xileno = 15 µg/m³ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.214. devido a deficiÊncia de oxigênio. Observa-se que os exemplos citados se referem a amostragens instantâneas. Grupo IV – Substâncias de efeito extremamente rápido que podem ser absorvidas por via cutânea. etc. não cabe a percepção do adicional de insalubridade. aquelas com períodos de duração entre 5 a 30 minutos.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.0 ppm para n – butalamina.0 3. as oscilações acima e abaixo do limite fixado não pode ser detectadas por este método.0 1. Benzeno = < 0. Deve – se Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.001 mg/m³ Tolueno = 0. portaria nº 3214. NR – 15.com. também requerem que medidas de proteção sejam tomadas.015 mg/m³ Comparando – se as concentrações obtidas com os respectivos limites de tolerância estabelecidos no anexo 11. Nenhuma amostragem ultrapassou o valor máximo e caso o trabalhador esteja adequadamente protegido com relação à via cutânea a atividade não será considerada insalubre. estando assinalada as colunas “valor – teto” e “absorção também pela pele”.5 3. além de não poderem ter seu LT excedido em momento algum.0 1.0 2. verifica-se que a concentração média das substâncias analisadas não superou o limite de tolerância. sendo VM = LT.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado. As substâncias deste grupo. fixa limite de tolerância de 4. Exemplo: sulfato de metila.5 0. a fim de desvio.0 2. cujos valores são de 24 mg/m³.butalamina: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2.326 mg/m³ Xileno = 0.Lajeado / RS . 267. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe às seguintes concentrações de n. Deste modo. É importante salientar que o resultado fornecido pelo laboratório é de concentração média durante a jornada de trabalho. NR – 15.0 O anexo 11. sala 201 .0 1.0 3. devido ao seu efeito imediato sobre o organismo. álcool u – butílico.br 111 .

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. é especial para que a insalubridade não seja caracterizada.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho frisar a proteção da via cutânea.com. pois o fator limitante é o oxigênio disponível. sendo 18% o valor mínimo permissível.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. atuam como asfixiantes simples. 267. Não possuem LT. deslocam o oxigênio do ar. em altas concentrações no ar. 1. Grupo V . neste caso.br 112 . sala 201 . Deve ser avaliada a quantidade de oxigênio no ar.Alguns gases e vapores. isto é . sem provocar outros efeitos fisiológicos significativos.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – A Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.Lajeado / RS .br 113 . sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267.

6º do Decreto 92. RESOLVE: Art.275. considerando o disposto no art. de 09. sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho.86. IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados. doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores. II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade. no uso de suas atribuições.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – B DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PORTARIA N. DE 21 DE SETEMBRO DE 1989 A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO.04.As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes: I – Informar o empregador. bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos. encontros. adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em sua planificação. III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho. sala 201 .530. bem como as medidas de eliminação e neutralização. palestras.º 3. beneficiando o trabalhador. campanhas.br 114 . que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. seminários. acompanhando e avaliando seus resultados. VI – Promover debates.Lajeado / RS . reuniões. propondo sua eliminação ou seu controle. 267. através de parecer técnico. treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 1º . bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização. V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho.com.

. IX – indicar. solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ampliação. doenças profissionais e do trabalho. inclusive por terceiros. administrativos e prevencionistas. com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho. 1º As atividades do Técnico de Segurança. quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço. regulamentos. X – cooperar com as atividades do meio ambiente. resultados de análises e avaliações. dados estatísticos. observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação. recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis. orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais. assuntos técnicos. sala 201 . incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida.. XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas. materiais de apoio técnico. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho normas de segurança e higiene do trabalho. educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador. para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores.Lajeado / RS . controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente. avaliando seu desempenho. Art. VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção. reforma. visando evitar acidentes do trabalho. de acordo com a legislação vigente. documentação. VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas. arranjos físicos e de fluxo.br 115 . dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas. XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas.

doenças profissionais e do trabalho. 267.com. calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas. revogadas as disposições em contrário. bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos. XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho. XVIII – participar de seminários. regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica.Lajeado / RS .br 116 . treinamentos. que permitam a proteção coletiva e individual. doenças profissionais e do trabalho. DOROTHEA WERNECK Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. seus riscos específicos. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho. XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional. normas. Art.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho. perigosas e penosas existentes na empresa. Art. sala 201 . XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres. fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal. XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos.

você deveria estar procurando melhorar as condições dele o mais depressa possível.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. acessíveis e em funcionamento? 117 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . sala 201 . 267. Caso contrário. Sim O ambiente é amplo? Cada um tem seu próprio espaço pessoal? Há um lugar onde se possam guardar os objetos pessoais? As cadeiras e bancos são confortáveis? O equipamento e o maquinário são de fácil manuseio? Todos podem se locomover à vontade? A temperatura é amena em todos os lugares? É fornecida alguma roupa de trabalho adequada.br . maquinários e processos ruidosos são identificados como sinais de aviso? Há local agradável e bem equipado para beber? Existem locais com cabines e armários para se guardarem roupas e sacolas? Há um local para se secarem as roupas. arejados. vocÊ pode estar trabalhando em um ambiente saudável.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – C SEGURANÇA DO TRABALHO Você está trabalhando em um ambiente de trabalho saudável? Se puder responder “sim” às perguntas a seguir. quando necessário? Os sanitários estão limpos. se necessário? Todas as áreas são bem arejadas? Há alguma diretriz de “Proibido fumar”? O ar condicionado e o aquecimento às vezes Não funcionam adequadamente? São vistoriados e consertados com regularidade? As instalações são bem iluminadas? Há iluminação de emergência no local? Há um gerador de emergência disponível caso seja preciso? As áreas extremas ficam acesas durante a noite? As luzes e janelas são limpas? O equipamento e o maquinário são silenciosos? Os equipamentos.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . 2000. 267.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. toalhas e outros itens de limpeza? Material Auxiliar I Fonte:: Como motivar pessoas Iain Maitland.Lajeado / RS . sabão.br 118 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Existem pias com água quente e fria.

na França. ( ) O médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. Marcar verdadeiro (V) ou falso (F) ( ) Em 1842. ( ) Em 460 a 375 a. ( ) 1802. Plinius. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes.C.Lajeado / RS . foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica.br 119 . que previa jornada máxima de 12 horas para crianças.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Engenharia do Trabalho. em latim a obra De Ré Metálica. principalmente de chumbo e mercúrio.com. 267. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. para realizar exames em mulheres.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . que fez referências sobre o trabalho ser o causador de doenças como na extração de minerais e fundição de prata e ouro. publicado por Georgius Agrícola. ( ) Em 1556. Exemplo: Silicose. proibia o trabalho noturno para crianças.. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPC – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. no Império Romano. na Escócia. sala 201 .D COLÉGIO MARTIN LUTHER Centro de Educação Profissional Martin Luther Estrela/RS Avaliação da disciplina de SEGURANÇA DO TRABALHO I Professor Eduardo Becker Delwing Turma: TST Data: / / 200 Nome: ________________________________________________ 1.

elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ( ) Em 1937. ( ) Em 1971. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do empregador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ( ) Em 1972.Lajeado / RS . em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. ( ) Em 1978. que sensibilizou a opinião pública. 08 junho.com. cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. relativas à Segurança do Trabalho. de 16 de fevereiro. uma CPI.br 120 . nos EUA. fazendo que fosse baixado o Factory Act. da CLT. 267.255. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 200 funcionários. sala 201 . ( ) Em 1833. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que considerada como a 10ª Lei de Proteção ao Trabalhador. Decreto nº 68. editada a Portaria 3.214 que aprova as Normas Regulamentadoras –NR do Capítulo V do Título II.

Lajeado / RS . gasolina = __________________________________________ Canalização contendo ácidos = ____________________________________ Óleo lubrificante. sala 201 . complete o nome da respectiva cor relacionada a segurança do trabalho: Corpo de máquinas = ___________________________________________ Corredores de circulação = _______________________________________ Óleo diesel.br 121 . 267. asfalto = _______________________________________ Mangueiras para acetileno = ______________________________________ Canalizações de água= __________________________________________ Faixas no piso de entrada de elevadores = ___________________________ Localização de bebedouros = _____________________________________ Canalizações de ar comprimido = __________________________________ Canalizações à vácuo = __________________________________________ Canalizações com álcalis cáusticos = ________________________________ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – G Conforme NR – 26.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – H EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1. na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 84 92 55 43 65 71 82 64 53 93 2.Lajeado / RS . Grupo 1 (ação generalizada depende da concentração) Exemplo: Um trabalhador exposto a nitretano.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 122 . sala 201 . 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.

5 2 4.8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . podendo também ser absorvidas por via cutânea). Grupo 2 (ação generalizada. 267.5 3. Exemplo: Um trabalhador exposto a éter decloroetílico.5 3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 3. sala 201 .5 3 5 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 123 . na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 4 2 1.com.

valor teto não pode ser ultrapassado) Valor máximo = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a cloreto de vinila. Grupo 4 ( efeito extremamente rápido. Valor Teto = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a sulfato de dimetila usando máscara para gases tóxicos P2 como EPI (equipamento de proteção individual).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. sala 201 .Lajeado / RS . valor teto não pode ser ultrapassado e pode também ser absorvida por via cutânea.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.07 0. na seguinte situação de amostragem: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO ppm 0.07 0. 267. Grupo 3 ( efeito extremamente rápido.01 0.04 0.04 124 CONCENTRAÇÃO ppm 120 100 40 130 160 135 155 170 124 140 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.02 0.br .com. na na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? 5.08 0.03 0.05 0.05 0.

br 125 . 267. A atividade é insalubre? Qual o grau? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Não possuem Limite Tolerância.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho A atividade é insalubre? Em que grau? 6. pois o fator limitante é o oxigênio disponível. valor permissível de 18%). obtem – se 16 % de oxigênio no local de trabalho. sala 201 . Exemplo: Num ambiente confinado (caixa d’ água) com presença de Argônio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. Grupo 5( asfixiantes simples.Lajeado / RS . deslocam o oxigênio do ar.

br 126 . 267. Tbn acusou 24º C e Tg 52º C.com. com alguma movimentação. em bancada. de natureza leve. Verificou que o trabalho era executado em pé. de pé. diante de um forno. sala 201 . moderado. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho. Considerando – se que um trabalhador exerce atividade pesada ao executar remoção com pá. Reclamante argüi insalubridade devido à exposição ao calor. com alguma movimentação. Numa empresa. Aguarda quatro minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e em seguida gasta outros três minutos para descarregar o forno. e sabendo – se que as medições acusaram: Tg = 44 º C e tbn = 22 º C. Tg = 54 ºC e Tbn = 24 º C e no local de descanso M = 125 Kcal/hm Tg = 30 ºC e Tbn = 20 º C. o operador de forno fica fazendo anotações sentado em uma mesa que está afastada do forno. Existe insalubridade? 3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – I EXERCÍCIOS SOBRE AVALIAÇÃO AMBIENTAL – CALOR 1. e sabendo – se que no local de trabalho M= 300 Kcal/h. um operador de forno gasta três minutos carregando o forno. Existe insalubridade? 2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A perícia mo local de trabalho evidenciou os seguintes dados: executava trabalho contínuo. Durante o tempo em que aguarda a elevação da temperatura.Lajeado / RS . Considerando que o local de trabalho é o local onde permanece o trabalhador enquanto carrega e descarrega o forno e que o local de descanso é o local onde o operador permanece sentado. fazendo anotações. Era forneiro em uma padaria e laborava das 4:00 às 10:00. pergunta – se se existe insalubridade por calor? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

J Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 127 . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . sala 201 .com.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

/. Não UF Especif. Compl.) CEP Acidentado Nome do Funcionário Data de Nascimento Carteira de Identidade Endereço (Rua.) Bairro Telefone Bairro Telefone Houve morte? ( ) 1./. Masc..Func. sala 201 . N°. Av. Outro Fem. Av. Bairro Telefone ______________________________ Local e Data _______________________________________________ Nome/Cargo/Cód.) CEP Função Acidente ou Doença Data do Acidente Local do Acidente Parte(s) do corpo atingida(s) Descrição da situação geradora do acidente ou doença Houve Registro Policial? ( ) 1. do Local do Acidente Agente Causador Local de Trabalho Tipo da CAT ( ) 1.Lajeado / RS . Após quantas horas de Houve Afastamento? ( ) 1. Viúvo 4. Data Órgão Exp.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Sim 2.. Solteiro 2. Fem... do Emissor Responsável Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros... Estado Civil ( ) 1. Não Município Código Funcional Hora do Acidente Município do Local do Acidente Município Nome da Mãe Sexo ( ) 1..Sim 2. Reabertura 3... N°. Casado 3..CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO I EMITENTE Empregador Secretaria/Autarquia Endereço (Rua. UF Remuneração Mensal Bairro Telefone Aposentado? ( ) 1... Comunicação de Óbito em . Sim trabalho? 2.br 128 . Av. Av.. .. N°. 2. 2. N°.) Nome Endereço (Rua.. Início 2. Compl. Não Testemunhas Nome Endereço (Rua.. 5.. Masc. Judic.com. Sep. Compl. 267. Compl.

Caso haja acidente de trânsito anexar à CAT o Boletim de Ocorrência.com... S.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho II ATESTADO MÉDICO Unidade de Atendimento Médico Houve Duração Provável do Internação? ( ) Tratamento dias: 1.... Sim 2./. O acidentado deve exigir o preenchimento da guia de acidente do trabalho para sua própria segurança.br 129 . 267.10 _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico com CRM Tipo ( ) 1. 3. Típico 2. Doença 3. DO A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA. Houve Internação? ( ) 1.. Trajeto Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Por qual Período? Número do Acidente Recebida em.. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida preferencialmente pela chefia imediata ou pela CIPA.. Não Descrição e natureza da lesão(ões) Data Hora Deverá o acidentado afastar-se do trabalho Por qual Período? durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Diagnóstico Provável ______________________________ Local e Data III . MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO TRABALHO NOTA IMPORTANTE 1.. 4.../. T.. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.... 2. 5.Lajeado / RS . A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser feita no prazo máximo de 24 hs... Caso haja afastamento médico o atestado deverá ser entregue juntamente com a CAT. Não Duração Provável do Tratamento dias: __________________________ Local e Data _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico da D. e entregue na Divisão de Medicina e Segurança. M.DMST CID ... Sim 2.

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