CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO I
Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

ÍNDICE
PLANO DE CURSO............................................................................................................... 6 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho......................................................................6 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I............................................................................. 6 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas............................................................................................ 6 1. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO........................................................................................................................... 8 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO............................. 8 1.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL............................ 11 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS...................................................................................................................... 18 2.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO.............................. 18 2.1.1 Conceito de Higiene do Trabalho........................................................................ 18 2.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais.................................... 18 2.1.3. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais................................................20 2.2 Objetivos da higiene do Trabalho............................................................................... 21 3. SEGURANÇA DO TRABALHO..................................................................................... 22 a) CONCEITO.................................................................................................................. 22 b) OBJETIVOS................................................................................................................. 22 c) PROCEDIMENTOS..................................................................................................... 22 d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.................... 23 (1) Aspectos sociais...........................................................................................................23 (2) Aspectos econômicos.................................................................................................. 24 (3) Aspectos humanos....................................................................................................... 25 e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA............................................................................ 25 f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO....................................................................... 26 g) SEGURANÇA NO PROJETO..................................................................................... 26 h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO................................................................................ 27 i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS ........................................................................................................................................... 28 (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina........................................... 29 (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia......................................... 29 (3) Interligação com outras áreas...................................................................................... 30 4. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................. 30 4.1. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................ 30 4.2. PAPEL E RESPONSABILIDADE............................................................................ 30 4.2.1. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO.......................... 30 4.2.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....................................................................................................................................... 32 4.2.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 33 4.3. RESPONSABILIDADE............................................................................................ 33 4.4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................. 33 5. ACIDENTES DO TRABALHO....................................................................................... 34 5.1 CONCEITO.................................................................................................................34 2

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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5.2 CLASSIFICAÇÃO..................................................................................................... 35 5.3 CAUSAS DOS ACIDENTES..................................................................................... 36 5.4 TIPOS DE ACIDENTES............................................................................................ 37 5.5 CONSEQÜÊNCIAS................................................................................................... 38 5.6 CONCLUSÃO............................................................................................................ 38 6. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT................................................................................. 38 I – Apresentação.................................................................................................................... 38 I – Apresentação................................................................................................................ 39 II – Recomendações gerais................................................................................................39 III – Informações gerais.................................................................................................... 40 Ocorrências:...................................................................................................................... 40 IV – Preenchimento do formulário CAT.......................................................................... 43 Quadro II – ATESTADO MÉDICO ............................................................................... 49 V – Conceito, definições e caracterização do acidente do trabalho, prestações e procedimentos................................................................................................................... 50 VI – Legislação................................................................................................................. 56 VII - Anexo I – Formulário CAT...................................................................................... 58 Anexo II – FLUXOGRAMA............................................................................................ 61 7. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA................................................................... 62 7.1 Objetivo da Sinalização de Segurança........................................................................ 62 7.2. Classificação das Cores.............................................................................................. 62 7.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES)............................................................................................................... 69 7.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA)....................................................... 69 7.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA)............................................................69 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3............................................................................................76 Limites de Tolerância para exposição ao calor..................................................................... 76 QUADRO Nº 1..............................................................................................................77 Tipo de atividade................................................................................................................... 77 QUADRO Nº 2..................................................................................................................78 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE......................................... 79 Tipo de atividade................................................................................................................... 79 Kcal/h.................................................................................................................................... 79 Trabalho leve..................................................................................................................... 79 Trabalho moderado........................................................................................................... 79 Trabalho pesado................................................................................................................ 79 9. Frio NR-15 Anexo 9......................................................................................................80 1.As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho............................................................................................ 80 Objetivo................................................................................................................................. 80 Desenvolvimento...................................................................................................................80 Análise...................................................................................................................................80 FRIO - (ANEXO 9, NR - 15 DA PORTARIA 3.214/78)..................................................... 81 10. RISCOS QUÍMICOS...................................................................................................... 87
Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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............................................. sala 201 ..................................................................................................................................................................... Via Digestiva................................................... 89 10........................................ INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO.... 100 Rotulagem....................................................................................... 98 Pneumoconióticos............................................................................................................................ CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS........................................................................100 Recomendações................. 91 c....................................... 97 Alergizantes...............................................................................................................................................................................................................................................................................................1........... 89 10..............................................................................................97 Anestésicos e narcóticos.............................................................. 98 Teratogênicos............................... 115 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros..... 87 10...................................................................... 95 Irritantes............. Via Respiratória............................................................br 4 ................................................................ 93 Biotransformação............... 97 Sistêmicos..................................... 93 Locais de acumulação (armazenamento)....................................................99 Controle e Identificação......................................................................................................................................................................... Via Cutânea................. 90 a......................................................94 Toxicodinâmica.................. 98 Carcinogênicos........................ 105 ANEXO – A................................................. 92 Distribuição e acumulação dos agentes químicos.............com................. 91 b.............................................................................................. INTRODUÇÃO.....................................2. 100 Fichas Químicas de Segurança.......................................................................................................................Lajeado / RS ........................Injeção............................................................................................................. 98 Princípios básicos de prevenção.............98 Imunodepressores............. 98 Mutagênicos....................................................................................CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet...................................................................................... 267......................................................................................................... 92 d....................... 94 Eliminação................................................................... principalmente por que:........................................................................................................... DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS... Tem importância fundamental................................ 91 Responsável por 90% dos casos......................................................................4.........................................................................................................3.................... 96 Asfixiantes....................................................................................................................................................CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10...................................................

AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) Relatório Visita (Peso 1. NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Segurança do Trabalho I (História e evolução) 2ª AULA: Segurança do Trabalho II 3ª AULA: 4ª AULA: Segurança do Trabalho III Acidentes do Trabalho I (Conceitos) 5ª AULA: Acidentes do Trabalho II (Classificação e Causas) 6ª AULA: Acidentes do Trabalho III (CAT) 7ª AULA: Riscos Laborais 8ª AULA: Cor e Sinalização de Segurança 9ª AULA: Visita à empresa 10ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 11ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 12ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 13ª AULA: Frio NR-15 Anexo 9 14ª AULA: Riscos Químicos I 15ª AULA: Riscos Químicos II 16ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 18ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6.0) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 5 . sala 201 .com. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I 3.Lajeado / RS . CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2. 267. CARGA HORÁRIA: 80 horas 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

 Ergonomia – Projeto e Produção.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH.  Riscos Químicos. Edgard Blücher Ltda. UFSC. Marco Paiva Matos. Itiro Lida. visitas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Eduardo Giampaoli. preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente. Vilma Akemi Okamoto. 267. 7. sala 201 . Benedito Cardella.  Ruído – Riscos e Prevenção. Bernardino Ramazzini. Ubiratan de Paula Santos.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira.Lajeado / RS . Jayme Aparecido Tortorello. Hyppólito do Valle Pereira Filho.com. Atlas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Thais Cataloni Morata. Samir N.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) Trabalho em grupo (Peso 3) Observação: A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno em aula.  Manuais de Legislação Atlas.  As Doenças dos trabalhadores. Editora Atlas S. Fundacentro.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle. Gerges. Mário Luiz Fantazzini. Fundacentro. Y. Segurança e Medicina do Trabalho. A.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho. Fundacentro. Martin Wells Astete. Editora Saraiva.  Acidentes do Trabalho. Leila Nadim Zidon. Waldemar Pacheco Jr. Teoria e Prática.br 6 .  Curso Supervisores de Segurança do Trabalho. Atlas. José Manoel Osvaldo Gana Soto. Editora Hucitec. ABPA. influenciando diretamente na nota geral final.  Riscos físicos. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad. Fundacentro. Engª Berenice Goelzer.

Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Problemas relacionados à extração de minerais e fundição de prata e ouro. que fazia referencia e observações esparsas a respeito da possibilidade do trabalho ser causador de doenças. sala 201 . principalmente de chumbo e mercúrio. publicado por Georgius Agrícola. “ares.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. que pela primeira vez recomendaram o uso de máscaras para evitar que os trabalhadores respirassem poeiras metálicas. água e lugares”.  1556. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPI – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. em latim a obra De Ré Metálica. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Hipócrates. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO 1. mestre em medicina.  Os pioneiros do estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes foram Plínio e Rotário.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio através do papiro Anastacius “V” fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro. no Egito ocorreu uma insurreição geral dos trabalhadores. no Império Romano. Doença mais comum: asma de minerais (silicose).C. no transcrito. Plinius.  2350 a. evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos.C.br 7 . deflagrada nas minas de cobre.  As primeiras ordenações aos fabricantes para a adoção de medidas de higiene do trabalho datam da Idade Média.com. onde há referencia sob “intoxicações sanitárias”.  460 a 375 a. 267. porém com total emissão sob ambiente de trabalho.C.  460 a 375 a.  No Império Romano se aprofundou o estudo da proteção médico legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.  A França destacou-se como líder em Medicina e Higiene durante a 1ª metade do século XIX devido a vários estudos sobre a matéria. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Medicina do Trabalho.  1760 a 1850. no mesmo ano. a Academia de Medicina da França já fazia constar em seus anais um trabalho sobre as causas e prevenção de acidentes. a primeira sociedade filantrópica. onde descreveu o 1º câncer ocupacional. destacaram-se Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador de todos os conhecimentos acumulados sobre segurança. pois foi quando o homem começou a ser substituído pela máquina e por mulheres e crianças nas operações destas.  1802. o também italiano Morganti fez uma coletânea de tudo que havia sobre medicina do trabalho. foi outro marco na evolução das doenças ocupacionais da legislação.  Nesse período. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. relacionou a patologia encontrada com a sua ocupação e o transmitiu aos responsáveis pelo bem estar social dos trabalhadores da época. o que você faz? . na França.com. fazendo sempre a pergunta.  Em Milão. tiveram grande influência sobre a segurança do trabalho no Renascimento. durante a revolução industrial ocorrida na Europa. o médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes.  Em 1779. qual é a sua ocupação. 8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. promovidos pelas associações de trabalhadores medievais.  1761. visando ao bem estar do trabalhador. na obra De Sabidus Et Causis Morborum. sala 201 .Lajeado / RS .br . 1779. 267. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. Pietro Verri fundou. proibia o trabalho noturno para crianças.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Os levantamentos das doenças profissionais.  1700.

dado seu interesse e estudo pelo assunto. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes. fazendo que fosse baixado o Factory Act. 267. e principalmente as das crianças. em Milão.  1833.  1869.  A sistematização dos procedimentos preventivos ocorreu primeiro nos Estados Unidos. foi instituído como obrigatório na industria e comércio o serviço médico. Itália.  1846. Michael Sadler. assim como o autorizou a visitar as fábricas. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito CPI. nos EUA. o inglês Alwin.  1906. para realizar exames em crianças. uma CPI. que considerada como a 1ª Lei de Proteção ao Trabalhador.Lajeado / RS . que sensibilizou a opinião pública. o relatório elaborado sobre doença ocupacional.  1842. ocorreu o 1º Congresso Internacional de Doença do Trabalho. na França. sala 201 .  1831. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. criou as primeiras iniciativas na universidade da legislação de proteção ao trabalho. no início do século XX.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção. Lamuel Schatuc fez o 1º Programa de Saúde Ocupacional nos EUA. quando um industrial inglês.  1837. as condições de trabalho eram péssimas.  1830. Quatro anos mais tarde o governo inglês nomeou-o inspetor médico de fábricas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sensibilizado com o problema procurou o médico Robert Baker para aconselhar-se sobre a melhor forma de proteger a saúde dos seus trabalhadores. na Escócia.  1815.br 9 .

 A 1ª das frentes – a regulamentação – surgiu da própria contingência da época da sua fundação. em Bruxelas. 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. concluiu que de 330 acidentes estudados apenas 30 tinham dado origem a lesões pessoais. os quais só reiniciaram em 1948. ocorreram trienalmente Congressos Internacionais.Lajeado / RS .  1969/70 – O departamento de trabalho dos Estados Unidos unifica as normas e convenções diferentes sobre Segurança e Saúde do Trabalho vigentes nos EUA. foi aprovada a 1ª Lei de assistência médica e indenização para acidentes do trabalho.  1919.724. pesquisando conseqüências de acidentes. como parte do Tratado de Versalhes.br . com a presença de mais de 200 participantes de 200 países. como de atividades de pesquisa e informação ou assistência técnica internacional. Heinrich. Grande parte dos convênios e recomendações referem-se especificamente a temas de saúde ocupacional.  A 2ª das frentes – pesquisa e informação – tem recebido e continua a receber notáveis contribuições para o desenvolvimento da Saúde Ocupacional. 28 de junho após a 1ª grande guerra mundial. quer através da elaboração de regulamentos. através do Decreto Legislativo nº 3. quando saltavam à vista gritantes abusos e elevados riscos ocupacionais nas relações e condições de trabalho. agora promovido pela Comissão Permanente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  1910. 15 de janeiro. ⇒ 1929. foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho. também em Milão.com. 267. sala 201 .  Até o advento da 2ª grande guerra mundial.  Na África. 10 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL ⇒ 1919. foi criada a Clínica del Lavoro. e o 2º Congresso Internacional. Ásia. Austrália e América Latina os comitês de segurança e higiene nasceram logo após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  A OIT tem dedicado expressiva atenção e prioridade ao campo da Saúde Ocupacional.

dia do Trabalhador. sala 201 . o Presidente Getúlio Vargas. atendimento ao acidentado e indenização e reabilitação profissional. 267. e na fiscalização realizada por funcionários de setores da administração pública. a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho dos quais só uma de maior gravidade não seria razoável continuar abandonando mais de 90% de informações provenientes de acidentes sem lesão. ⇒ 1941. ⇒ O levantamento dos coeficientes de freqüência e de gravidade dos acidentes permitia avaliar a eficiência do sistema de prevenção adotado. ⇒ O sistema usual de prevenção de acidentes consistia em investigar os acidentes ocorridos para descobrir sua causa. ⇒ 1940.452. ⇒ 1943. visando a eliminá-las e prevenir novas ocorrências.br 11 . ⇒ A organização de estatísticas de acidentes de trabalho foi possível no Brasil a partir do estabelecimento de definições.Lajeado / RS .com. fundação da ABPA. foi promulgada a 1ª Lei Ordinária a respeito de Segurança do Trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. disseminadas no cenário empresarial. ⇒ A Segurança do Trabalho no Brasil desdobra-se nas atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA). 1º de maio. ⇒ Esses coeficientes tem como referência à tabela internacional organizada pela International Associantion Of Industrial Accident (Associação Internacional de Acidentes Industriais). assinou o Decreto Lei nº 5. aprovando a Consolidação das Leis Trabalhistas. convenções e regras pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB 18. ⇒ Por meio da coleta e análise dos dados estatísticos era possível delinear objetivamente o programa de prevenção de cada empresa.

que envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e a higiene industrial. sociais e jurídicos ainda não foram suficientes para reduzir de forma significativa os níveis de acidentes de trabalho e de doenças profissionais no Brasil que. até hoje. ⇒ O fato do atendimento a acidentados ter custos mais altos do que sua prevenção foi um dos fatores que determinaram. no garimpo e nas atividades agrícolas. na indústria metalúrgica.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a cujas mãos chegavam as mais importantes conseqüências dos acidentes do trabalho . realizada sob a égide do Ministério do Trabalho. como evoluía a Prevenção de Acidentes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Esses mecanismos técnicos.br 12 . E mais do que isso. 267. a codificação de normas de segurança. rotulando-as de estatísticas de acidentes. na fabricação de móveis. ⇒ Os acidentes mais freqüentes ocorrem na construção civil.as lesões pessoais. sociais e financeiros.com. importante contribuição da área médica. ⇒ Para falar-se das origens da Segurança do Trabalho. no Brasil. ⇒ Tal circunstância não só explica a liderança assumida pela medicina nos primeiros passos dados em direção à prevenção de acidentes como também esclarece porque esses passos foram dados com vistas especialmente a aspectos conseqüenciais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. primeiramente. de início. em comparação com países de instituições mais avançadas.Lajeado / RS . recebeu. sala 201 . caracteriza certas práticas prevencionistas em detrimento de outros caminhos que favorecem a pesquisa das causas. são muitos altos e resultam em graves prejuízos humanos. legais. é importante que se analise. no início do século XX. explica a visão conseqüencial que. E com isso deixavase de considerar os acidentes de que não decorressem lesões. ⇒ Foi assim que se desenvolveu a prática de realizar e divulgar estatísticas de acidentados. ⇒ A Prevenção de Acidentes.

⇒ Um dos mecanismos mais utilizados é a elaboração de estatísticas que.Lajeado / RS . ⇒ E contra a idéia de buscar a prevenção dos acidentes no estudo de suas conseqüências havia a inexistência de proporcionalidade entre a gravidade das lesões pessoais decorrentes de acidentes e a gravidade potencial desses acidentes. governo. assim. ⇒ É então que o empresariado começa a despertar para o aspecto econômico dessa prevenção e espalha-se a idéia de que a prevenção pode ser um bom negócio. continuar a abandonar a análise dos acidentes sem lesão. pois. sala 201 . Se não havia acidentado não havia acidente. Juntam-se a isso as características da profissão médica para a qual o estudo das lesões pessoais é de sua indiscutível competência e merece todo o seu interesse.br 13 . ⇒ Essa maneira de considerar o assunto. o primeiro ditando as bases de uma legislação que visava a proteger o trabalhador da agressividade do ambiente de trabalho e os últimos obedecendo o estipulado nessa legislação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ A respeito de um acidente de que não resultasse lesão ouvia-se dizer: "não foi nada". ⇒ O conhecimento dos níveis de ocorrência de acidentes de trabalho é fator indispensável para a adoção de uma política trabalhista e empresarial que preserve o bem estar do trabalhador e evite custos e prejuízos aos empresários e às instituições previdenciárias. E era Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. empregadores e empregados adquiriam consciência da necessidade de encarar o problema de prevenção do acidente. embora não fosse razoável.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. E. que caracterizava os que assim agiam. na medida de suas possibilidades. ⇒ Impunha-se novo enfoque para enfrentar as novas técnicas.com. explicava-se pelo interesse primordial pelo acidentado. Não seria lógico. 267. por meio de métodos comparativos. mostram o aumento ou queda dos índices de acidentes de trabalho num período e setor de trabalho dados.

até então preocupada principalmente com os assuntos ligados diretamente à produção. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho necessário passar a estudar a problemática do acidente a partir de suas causas. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. 267.br 14 . referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho. ⇒ 1971 – Decreto 68.com. Foi um primeiro passo para o aperfeiçoamento do preparo dos profissionais a serem utilizados.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. outubro. Mas até que a engenharia. Portaria 3. representantes das entidades e empresas abaixo relacionadas discutiram a necessidade de elevar a carga horária prevista para os cursos de especialização em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. durante a realização do 11º CONPAT. com o que concordaram os representantes do DNSHT e da Fundacentro. ⇒ 1972. preocupada com o que se referia diretamente à produção. ⇒ 1972. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 100 funcionários. ⇒ Nessa altura tornou-se possível sensibilizar a área da engenharia. em 27/07 é e ditada a Portaria 3236 que cria o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador – PNVT.Lajeado / RS .233 de 09/07 determina o cumprimento da CANPAT através de três mecanismos: ⇒ Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT) ⇒ Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SPAT) ⇒ Medalha ao Mérito de Segurança do Trabalho (MMST) ⇒ 1972. em Curitiba. passasse a Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. fixando-a em um mínimo de 360 horas.255 de 16/02 cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. para a análise das causas do acidente.

editada a Portaria 3. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.514 que altera o Capitulo V da CLT.º Saturnino Braga dispunha a respeito da especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. apresentado no Senado pelo Eng.br 15 . 22 de dezembro. em 27 de novembro sancionada a Lei nº 7. ⇒ 1996. ⇒ 1978. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. 9 de abril.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho interessar-se profissionalmente pela pesquisa das causas do acidente havia um longo caminho a percorrer.Lajeado / RS . sala 201 . a Portaria 2 de 10/04 institui a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para estudar e elaborar modificações nas NR´s. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ⇒ Além de cuidar do preparo dos profissionais previstos na portaria que analisamos. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.214 que aprova as Normas Regulamentadoras . ⇒ 1977.410 que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho.NR do Capítulo V do Título II. ⇒ Esses estudos foram realizados e serviram de base ao projeto de lei que. 267. 08 junho. Fórum permanente para discussão e revisão das normas. ⇒ 1996.530. trabalhadores e empregadores) GTT buscando um consenso nas regulamentações. ⇒ 1986. sancionada a Lei nº 6.410. da CLT. regulamenta a Lei nº 7. ⇒ 1985. arquitetura e agronomia. caberia realizar estudos para homogeneizar os seus ditames com a legislação Regulamentadora do exercício da engenharia. Decreto nº 92. a Portaria 393 de 09/04 adota o sistema de Grupos de Trabalho Tripartite (governo.

267. sala 201 .com. ⇒ A especialização a nível de pós graduação dos engenheiros foi fixada com carga horária mínima de 600 horas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .br 16 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Entre 1996/97 o MEC altera carga horária dos cursos técnicos passando para mínimo de 1600 hs.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A primeira turma de técnicos de segurança do trabalho do Colégio Martin Luther finalizou o curso em 1999.

1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. sala 201 .br 17 .1.1 Conceito de Higiene do Trabalho É a ciência e a arte dedicadas à antecipação. reconhecimento.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais A higiene do trabalho se relaciona direta ou indiretamente com diversos ramos profissionais: SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA ERGONOMIA ENGENHARIA HIGIENE DO TRABALHO MEDICINA DO TRABALHO DIREITO TOXICOLOGIA SEGURANÇA DO TRABALHO Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. prejuízos para a saúde ou bem-estar dos trabalhadores. 267. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 2. também tendo em vista o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente em geral. avaliação e controle de fatores e riscos ambientais originados nos postos de trabalho e que podem causar enfermidade.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO 2. O diagrama de blocos abaixo possibilita uma melhor compreensão do conceito: É A CIÊNCIA QUE ATUA NO CAMPO DA SAÚDE OCUPACIONAL APLICANDO OS RECURSOS DA ENGENHARIA E MEDICINA Prevenir DOENÇAS DO TRABALHO Decorrentes DOS RISCOS AMBIENTAIS 2.Lajeado / RS .

por meio de exames médicos. esta ciência é essencial no reconhecimento. c) Ergonomia . Deste modo. o impacto negativo da industrialização no meio ambiente pode ser apreciavelmente reduzido. facilitando o reconhecimento dos riscos ambientais nos locais de trabalho. No campo do direito previdenciário e civil.A higiene do trabalho não visa apenas à detecção de atividades e/ou operações insalubres.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho a) Direito – A higiene do trabalho fornece subsídios técnicos para solução de conflitos trabalhistas envolvendo insalubridade.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. na maioria das vezes. b) Engenharia – A engenharia está presente em todas as etapas de um programa de higiene do trabalho. d) Saneamento e meio ambiente – A importância da higiene do trabalho. 267. ou seja. através de suas etapas. Pode-se então afirmar que a toxicologia.Lajeado / RS .com. não só este é parte do meio ambiente em geral mas. g) Toxicologia – A toxicologia fornece dados técnicos sobre os contaminantes ambientais. mas também à melhoria do conforto e qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho. é um dos parâmetros utilizados para verificar a eficiência e subsidiar um programa de controle de riscos ambientais.br 18 . mediante análise dos agentes agressivos nos pontos de trabalho. f) Medicina do Trabalho – O controle biológico. avaliação e controle dos riscos ambientais. antecede as etapas clássicas de um programa de higiene do trabalho. como será abordado em todo este trabalho. os dados de avaliação de exposição a riscos ambientais auxiliam na concessão de aposentadoria especial e indenizações por incapacidade e/ou doenças do trabalho. sala 201 . através da prevenção adequada dos riscos ocupacionais. h) Segurança do Trabalho – A higiene do trabalho. o ambiente de trabalho e o homem. e) Psicologia e sociologia – A psicologia e sociologia tratam de harmonizar as relações entre processo produtivo. fornece dados essenciais para a melhor interpretação do universo do trabalho. muitas vezes previne também riscos operacionais capazes de gerar acidente de trabalho. A higiene do trabalho. da avaliação e controle de riscos ocupacionais ultrapassa os limites do ambiente de trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho capazes de produzir danos à saúde. 3. 5. excesso de levantamento e transporte manual de pesos. 2.1. ou seja. quando superados os respectivos limites de tolerância. ferramentas inadequadas ou defeituosas.Lajeado / RS . Riscos físicos: são aqueles que compreendem dentre outros o ruído. Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos – do ambiente – e a fatores internos – do plano emocional. devido à suscetibilidade individual. radiações ionizante e não ionizante.br 19 . necessita para o bom desenvolvimento e a prática de ações multidisciplinares de educação dos trabalhadores. não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença. exigência de postura. pressões anormais. Estes limites são fixados em razão da natureza. sala 201 . 4.3. para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais. vibração. Riscos de Acidentes: ocorrem em função das condições físicas – do ambiente físico e do processo de trabalho capazes de provocar lesões a integridade física do trabalhador. helmintos. no sentido de prevenir riscos ambientais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. por se tratar de uma ciência que tem como objetivo principal a relação entre o homem e o meio ambiente de trabalho. 2. 267. Riscos químicos: são aqueles que compreendem dentre outros as névoas. Todavia. Riscos biológicos: são aqueles que compreendem dentre outros as bactérias. fungos. animais peçonhentos e probabilidade de incêndio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim. Riscos Ergonômicos: estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. seu posto de trabalho ou seus equipamentos. protozoários e vírus. Ex. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais Riscos Ambientais: são os agentes físicos. Em síntese: ocorrem quando há disfunção entre o indivíduo. obtendo-se melhor organização do trabalho.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. fumos. máquinas sem proteção. Ex. concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. a higiene do trabalho. propiciando bem estar físico e psicológico. EPI inadequado. esforço físico excessivo. que propõe que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem. gases e vapores. neblinas. temperaturas extremas. Os riscos ambientais se classificam em: 1. arranjo físico inadequado. poeiras.

que consistem basicamente na calibração dos equipamentos. detecção de contaminantes e tempo de estudar e recomendar medidas de controle para reduzir a intensidade dos agentes a níveis aceitáveis). ventilação geral diluidora. etc. limpeza dos locais de trabalho. O controle funda-se na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem: Medidas relativas ao ambiente: são medidas aplicadas na fonte ou trajetória. químicos e biológicos existentes nos postos de trabalho a serem avaliados. esta se atém a propor e adotar medidas que visam a eliminação ou minimização do risco presente no ambiente.br 20 .2 Objetivos da higiene do Trabalho Os objetivos de um programa de higiene do trabalho consistem em reconhecer. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exige-se conhecimento de avaliação. quais sejam: Higiene de campo: é a encarregada de realizar o estudo da situação higiênica no ambiente de trabalho (análise de postos de trabalho. cálculo e interpretações de dados levantados no campo. uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de raios x para determinação de sílica livre cristalizada. número de trabalhadores expostos. Higiene analítica: realiza as análises químicas das amostras coletadas. a) Reconhecimento – Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores. seleção dos métodos de coleta. isolamento das partes poluentes. avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. 267. c) Controle – De acordo com os dados obtidos nas fases anteriores. Esta etapa abrange dois ramos de higiene do trabalho. métodos de trabalho. tais como substituição do produto tóxico. Assim. o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. tempo de coleta. por exemplo. layout das instalações.Lajeado / RS . etc.com. tipo de análise química a ser feita. b) Avaliação – Trata-se da fase em que se realiza a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos. sala 201 . ventilação local exaustora.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado. fluxo de processo. bem como dos equipamentos de avaliação.

SEGURANÇA DO TRABALHO a) CONCEITO SEGURANÇA DO TRABALHO pode ser definida como: um conjunto de normas destinadas à melhora dos ambientes de trabalho. periódico e demissional). 3. b) minimizar as condições inseguras de trabalho. • colocar em prática as Normas especiais de segurança e fiscalização que foram criadas em conseqüência da ação conjugada dos governos. 267. sala 201 . dentre outras. sindicatos e empregados. exames médicos (pré-admissional. equipamentos de proteção individual. a limitação do tempo de exposição.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. melhores condições de eficiência e de produção.Lajeado / RS . c) PROCEDIMENTOS Para preservar a saúde e a vida do ser humano em seu ambiente de trabalho e do meio ambiente é indispensável: • realizar pesquisas e estudos técnicos a respeito das instalações de trabalho (Levantamento Ambiental de Riscos e PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Medidas relativas ao homem: compreendem. as quais asseguram a eficiência das leis protetoras. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) preparar o trabalhador para a prevenção dos desastres ocupacionais. • realizar estudos médicos sobre os efeitos dos agentes nocivos à saúde humana presentes nos locais de trabalho (PCMSO) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.com. b) OBJETIVOS a) evitar acidentes. educação e treinamento. d) estabelecer melhores condições físicas e psíquicas no trabalho e por via de conseqüência.br 21 .

resultando em acúmulo de conhecimentos e aprimoramento das condições de trabalho. na verdade. assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. sala 201 . pois a poluição do meio ambiente gerada pelas atividades industriais é um problema que está gerando crescente preocupação aos serviços de higiene e segurança do trabalho. Portanto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho. está o homem. equipamento ou material. uma fonte de experiências e conhecimentos para a preservação do meio ambiente em geral. 267. a produtividade líquida.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • implementar ações no ramo da segurança e higiene do trabalho constitui-se. enfoca também aspectos humanísticos.br 22 . Essa será de início negativo. • Intensificar ações que visem a preservação do meio ambiente externo ao local de trabalho em geral. Entretanto o menor para a força de trabalho. Para cada ano. Daí a importância crescente da segurança do trabalho e o caráter social e humano de que se reveste tal sistematização de normas. além dos aspectos técnicos.com. a maior riqueza da nação. d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Esta disciplina. Caso o trabalhador se aposentar. valores negativos. a produtividade cresce. necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença. via produtividade no caso nacional. teremos até sua morte. (1) Aspectos sociais Usemos o raciocínio do insigne Prof. poderíamos pensar que. Se não bastasse isso. Ruy Aguiar da Silva Leme: “Para considerarmos o efeito de acidentes. pois a criança só consome. enquanto uma indústria tem capacidade de produzir grande quantidade de produtos por dia. consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte”. não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina.

um valor positivo. mostra como um acidente. reflete-se em toda a nação. contudo. (2) Aspectos econômicos As estatísticas de 1978 no dão em números redondos 1. qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano.(5 x 60) = -50 O exemplo obtido não tem pretensões ao realismo.(5 x 60) = 50 Suponhamos.com. 267. neste caso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Contudo. Em 1977. dos 15 aos 50 anos. O novo saldo será: S = (10 x 15) + (5 x 20) . vivendo aposentado dos 50 aos 60 anos.Lajeado / RS . considerado em termos globais para a nação pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário no que concerne à produção e ao consumo de bens. via contribuição previdenciária e a poupança. o custo direto do acidente foi Cr$ 6. Acreditamos que alguma pesquisa em torno deste raciocínio poderá ser muito útil para mensurar os efeitos dos acidentes fatais ou que conduzam à incapacitação parcial permanente aos trabalhadores.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.292. Para tornar mais claro o raciocínio.000. suponhamos que o trabalhador consome 5 unidades por ano.6x 106 acidentes do trabalho.00 (Cr$ 8 x 103). que o trabalhador sofra um acidente aos 30 anos que reduza a sua produção para a metade. temos.” Apenas acrescentando: todo o ônus causado pelo acidente. isto é.br 23 . igual. em geral.00 o que nos autoriza fazer uma projeção para 1978 de Cr$ 8. S = (10 x 35) .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Totalizando a produtividade líquida do trabalhador ao longo de sua vida. um excedente que será utilizado para cobrir os déficit inicial dos filhos dos trabalhadores. ou à família da vítima de um acidente fatal. uma vez que é ela que paga ao incapacitado. para sustentar o déficit correspondente aos aposentados. O saldo total seria. sala 201 .

o aspecto humano é o mais importante.8 x 109 Se admitirmos o valor médio do barril de petróleo importado em 1978. Se lançarmos esta pergunta ao acadêmico de Engenharia: • • Quanto vale em reais a vida de seu pai ou seu irmão? Acreditamos que teremos respostas afirmativas à colocação anterior. 267. veremos no correr do curso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 24 . ou seja quase que o equivalente a 2 meses de consumo. Cr$15. da mesma forma que uma máquina.00/dólar chegaríamos a conclusão que o acidente do trabalho nos custou o equivalente a 43 milhões de barris de petróleo. ater exclusivamente a este raciocínio e devemos ir mais longe. e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA Por sua formação. (3) Aspectos humanos Embora não se possa exprimir em números. sala 201 . pelo dano que o agente agressivo poderá causar a seu organismo.6 x 106 = Cr$ 12. porém com a metade do custo”.00 x 103 x 1.com.Lajeado / RS . o engenheiro é o homem que planeja. edificação ou equipamento. que segurança do trabalho é e deve ser considerada como um investimento. projeta e executa. estamos comprando alguns anos de sua vida. Não nos devemos. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador.00 ao câmbio de Cr$ 20.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim o custo total seria: Cr$ 8. em outras palavras. Se utilizarmos a definição utilitária do engenheiro dado pelos americanos “Engenheiro é aquele que faz o que um leigo faz.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. porém.

quando estamos planejando. bem pode mostrar como o engenheiro. nunca prejudicá-lo. e para melhorar a octanagem seu preço de fabricação tornava-se proibitivo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. foram planejados para utilização do álcool.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO Planejar seria extrapolar para o futuro. g) SEGURANÇA NO PROJETO Não há projeto de engenharia que não introduza um fator de segurança. o homem de planejamento. a ciclo Otto. Sendo este produto. A gasolina pela sua baixa octanagem não permitia a taxa de compressão necessária. Eis. deve deter-se em todas minúcias de um problema. foi posteriormente substituído por outros elementos químicos menos nocivos e as pesquisas e experiências continuam sendo efetuadas. escolhido. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . senão quando. 267. Historicamente. Um engenheiro civil. por exemplo. não se prendendo exclusivamente à tecnologia. Este exemplo. Quando à planejamento e tecnologia nada a opor. Entretanto. Outros exemplos. foi esquecido ou ignorado o fator homem. na busca de combustíveis alternativos e menos poluidores. jamais diria:  Acho que para esta viga.com. levou os técnicos da época a procurar alternativas. 10 barras de ferro ∅ ½ polegada bastam. que deve existir para beneficiar o homem. altamente tóxico e cancerígeno. surge o tetra etila de chumbo que possibilitou a redução de custos. em todas as áreas de engenharia. causador danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. poderiam ser encontrados.br 25 . sala 201 . Receios de dependência de países tropicais. sabe-se que os motores de combustão interna. quais as implicações para a nossa e para futuras gerações da implantação desta nova tecnologia. tornando-a competitiva e até mais barata que o álcool. verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento. Devemos ter sempre em mente esta idéia.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Da mesma forma. podem dar insegurança ao trabalhador. Assim. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. desde que o usuário foi contemplado no projeto. Note-se que até este ponto estamos falando em segurança estrutural. que obedeçam a fatores ergonômicos. sala 201 . Por exemplo. além de aumentar a segurança patrimonial. o engenheiro mecânico se recusaria a dizer: Para este motor é suficiente um eixo de 25 mm. 267. nunca esquecendo que qualquer medida de proteção coletiva sempre surtirá maiores resultados do que medidas de proteção individual. Uma máquina projetada com painéis de comando. seria feito um cálculo e aplicados coeficientes que assegurassem um perfeito desempenho da viga ou do eixo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. visando o cumprimento do projeto ou a qualidade do produto. que improvisar soluções futuras e se evitarmos ou minimizarmos as condições inseguras. evitam acidentes. Em qualquer caso. Um arranjo físico bem feito. além da responsabilidade do engenheiro na fiscalização e orientação do processo. além de encarecer o produto. Um projeto bem executado de proteção contra incêndio.br 26 . Todo o engenheiro sabe que é mais fácil alterar um desenho no papel. um sistema de exaustão de gases de uma cabine de pintura sempre dará melhor proteção que máscaras respiratórias fornecidas ao trabalhador. h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO Na fase de execução. será seguro e ao mesmo tempo pode aumentar a produtividade.Lajeado / RS . estaremos eliminando automaticamente um grande número de acidentes. um andaime seguro sempre será mais eficiente que um cinturão de segurança. Devemos também pensar em segurança do operador. reduzem a fadiga e também aumentam a produtividade. e uma máquina com proteção de suas partes móveis evita o acidente.com. aumentam a segurança do trabalhador. também a parte de segurança do trabalhador deve ser levada em conta. enquanto que um aviso terá resultados muito duvidosos. um projeto bem concebido poderá evitar tentativas de soluções futuras que.

por um trabalho de conscientização aliado a um treinamento.com. a simples eliminação destas. sabendo que dele pode advir um acidente. Aproveitando esta circunstância. não impede que acidentes ocorram por atos inseguros praticados pelo trabalhador ou fatores pessoais de insegurança. acender um cigarro. influi sobremaneira nos atos inseguros. aliada aos conhecimentos tecnológicos. O engenheiro é o líder. Porém. e sua cultura. sala 201 . o empregado não adestrado que opera uma máquina. acima de tudo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. vapor. Por fator pessoal de insegurança. e por segurança entendemos não somente os acidentes típicos. 267. do segundo. etc. entendemos aqueles psicológicos ou pessoais que podem levar a um acidente. só poderá ser levada com sucesso pelo engenheiro.. por um bom planejamento e projeto. seja natural. seja imposto. i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS A Segurança. como gases. poderá. O bom exemplo. Não adianta todo um trabalho de conscientização. se o técnico é o primeiro a infringir normas de segurança. como por exemplo uma fratura ou mutilação.Lajeado / RS . se este contar com o apoio de outras áreas do conhecimento. por exemplo: apesar de conhecer o risco de incêndio num almoxarifado de explosivos. ou ainda problemas fisiológicos e psicológicos. o fazem o guia inconteste da massa trabalhadora. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. poeiras. evitar os atos inseguros e uma boa parcela dos fatores pessoais de insegurança.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Já falamos que uma das causas dos acidentes são as condições inseguras. Por ato inseguro entendemos aquele ato praticado conscientemente pelo trabalhador. Um exemplo do primeiro seria o empregado que trabalha sob alguma tensão emocional e. mas também os riscos ambientais.br 27 .

assim. salvando. ou a neutralização. se possível. como já falamos anteriormente. Determinadas tarefas. forneiro).br 28 . por excelência indicada. para programar e executar o treinamento é o psicólogo. e a pessoa. em último caso.com. o médico é indispensável no exame pré admissional do candidato. só o médico poderá selecionar o homem adequado. pois só a psicologia terá condições de usando suas técnicas.Lajeado / RS . exigem um perfil psicológico diverso de um homem de manutenção. selecionar o homem. que providenciará a eliminação. do ruído. pelo Treinamento. 267. como controle de qualidade. atividades de laboratório. mesmo quando estes agentes agressivos estão abaixo dos limites de tolerância. Também. Então vejamos: Quando trabalham em comum acordo. sala 201 . possibilitando a este encontrar soluções tecnológicas. Uma associação deveras interessante está no campo da ergonomia:  Adequação homem máquina  Cujo estudo em conjunto dos dois profissionais poderá levar a soluções ótimas. Exemplificando: para uma função em que seja exigido vigor físico (calceteiro. por exemplo. o médico comunicará ao engenheiro. a audição do trabalhador. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina O médico do trabalho é um parceiro importante do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho. contribuindo para o bem estar do trabalhador. Se um trabalhador. acusar início de surdes profissional. sob o ponto de vista psicológico para uma determinada função. através de exames médicos periódicos o médico poderá informar ao engenheiro certos fatores de risco. Uma pessoa alérgica não será escolhida para exercer função em setor em que há poeiras ou gases. pode-se evitar uma série de acidentes.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia Esta relação é bastante íntima. Da mesma forma. escolhendo o biótipo certo para a função determinada.

é essencial para um bom desempenho desta nobre tarefa.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (3) Interligação com outras áreas Além destas relações.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. pois muitos deles podem ocorrer por desajustes pessoais.com. manutenção.Lajeado / RS . produção.br 29 . sala 201 . Devemos ter em mente que a assistente social. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. um contato estreito do SESMT com o setor de suprimentos. é peça importante nesta máquina humana de evitar acidentes. que é preservar o bem estar do nosso semelhante. 267.

PAPEL E RESPONSABILIDADE 4. públicos e privados. Mantém contato direto com o ser humano. no que se refere às questões de segurança. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 4. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO  Responde pela elaboração e correta aplicação das normas de segurança do trabalho. 4. equipamentos e edificações. sala 201 . equilíbrio emocional. bem como pelo planejamento e programação dos serviços de higiene e segurança. comunicação e postura adequadas. emitindo requisições de compras. aponta e sugere. capacidade de observar. Para isso. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO A) Empregado: estabelecimentos comerciais e industriais. Por isso deve apresentar qualidades específicas: capacidade de liderança. avalia.br 30 .  Responde pelas atividades de ordem administrativa da área de segurança e proteção do trabalho. dinamismo. C) Assessoramento aos sindicatos e entidades de classe.1. pesquisa. sociabilidade.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. estabelecendo os estoques mínimos no almoxarifado. conforme as necessidades de utilização do material e equipamentos. analisa. B) Assessorar profissionais da área de projetos e construção de máquinas.2.2. ponderar e sintetizar.com. 267. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO O profissional técnico de Segurança do Trabalho é responsável pela coordenação do emprego adequado e seguro de procedimentos na realização das atividades e tarefas exigidas numa empresa.1. Sua atenção maior é o trabalhador.Lajeado / RS . pelas análises das condições da empresa face à gradação de riscos. Tem a função de zelar pela correta aplicação das normas de segurança. tendo em vista a erradicação e/ou minimização de condições e atos inseguros. iniciativa. investiga. relata. É o elo de ligação entre o empregador e o empregado. conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras. e o seu desempenho impõe-lhe a atenção permanente para o bom funcionamento de métodos corretos de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. na análise do ambiente do trabalho. perseverança.

bem como orientar os subordinados.  Garantir o uso de equipamentos de proteção individual através de distribuição racional e acompanhamento eficaz. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. acompanhar vistoria nos equipamentos de proteção a incêndio realizada por entidades ligadas ao sistema de seguro da empresa.  Participar ativamente dos trabalhos da CIPA. através de palestras e recursos didáticos disponíveis. a fim de transmitir de forma adequada as noções e regras básicas de segurança.com.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ⇒ Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho. fiscalizando o cumprimento das mesmas. encaminhamento ao SUS). propondo melhorias ou a sua eliminação. solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utilizados na área industrial.  Acompanhar a análise de risco de acidentes em cada operação. ⇒ Indicar.  Acompanhar teste do sistema de combate a incêndio.  Preparar e ministrar treinamento introdutório sobre prevenção de acidentes para funcionários admitidos.  Elaborar / orientar empresas contratadas para o uso e cumprimento das normas de segurança. tendo em vista o cumprimento das normas regulamentadoras. com o objetivo de recomendar os procedimentos de execução adequados e compatíveis com as regras básicas de segurança. sala 201 . tendo em vista o fiel cumprimento da política de segurança estabelecida.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho controlando o consumo e autorizando reposição dos mesmos. visando assegurar racional suprimento destes materiais e equipamentos.br 31 .  Elaborar normas e procedimentos sobre segurança e proteção do trabalho da unidade e das empresas prestadoras de serviços. junto com firmas credenciadas. revisando.  Acompanhar as inspeções de segurança dos equipamentos de combate a incêndio. observando in loco estas operações.Lajeado / RS . 4. estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço. prestando assessoria necessária. doenças ocupacionais. ⇒ Investigar os acidentes ocorridos na empresa encaminhando propostas de melhorias. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.2. (CAT.

pois embora exerça suas atividades principalmente na melhoria das condições do ambiente de trabalho. ⇒ Atualizar dados estatísticos de acidentes do trabalho. reuniões.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Marcar perícia (acidentes) junto ao SUS e acompanhamento do afastamento do funcionário. sala 201 . ⇒ Analisar funções de funcionários no local de trabalho. ⇒ Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção (uso de EPI’s e/ou solicitando troca de equipamentos). ⇒ Acompanhamento de perícias. ao trabalhador. limpeza. ⇒ Fazer relatórios diários das inspeções de segurança. 267. documentação e cursos). prevenção básica.br 32 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. recarga e conservação.2. ⇒ Levantamento de riscos ambientais. ou seja. ⇒ Atuar como instrutores em cursos de CIPA. ⇒ Acompanhar e apoiar as CIPA’s (eleições.Lajeado / RS . ⇒ Controlar equipamentos de emergência de segurança. ⇒ Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco. 4.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Como podemos verificar a responsabilidade do técnico de segurança do trabalho é muito grande. ⇒ Acompanhar descarga de amônia. ⇒ Organizar e acompanhar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). ⇒ Controlar extintores: validades. ⇒ Analisar as condições de higiene do trabalho.com. ⇒ Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao INSS e digitar laudos (DSS8030). óleo diesel e produtos químicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ Acompanhamento de testes de EPI’s (vários fornecedores) e fazer contato com depto de compras. as mesmas estão diretamente ligadas ao ser humano. primeiros socorros e combate a incêndio.

267. 4. RESPONSABILIDADE • Do Empregador • Cumprir as normas de segurança e saúde • Pagamento da previdência.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.3.br 33 . das prestações de acidente de trabalho NÃO EXCLUI a responsabilidade civil do empregador (art.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O Técnico de Segurança do Trabalho além das responsabilidades do dia a dia da profissão pode ser responsabilizado por danos que sua ineficiente atuação possa gerar ao trabalhador ou ao ambiente de trabalho. sala 201 .4 RECOMENDAÇÕES • Cumprir as normas de SST (NR) • Cumprir a legislação previdenciária • Treinamento • Documentar • SESMT atuante e eficiente • Audiometria seqüencial • Assistente e técnico Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 121).Lajeado / RS . porém fica excluída quando: • O empregado desobedece às ordens • O empregado provocou o acidente • Do Empregado • Cumprir as normas de segurança e saúde • Obedecer às ordens do empregador 4.com.

ou a perda. 2.080 de 24. sala 201 . o acidente que. o acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim à realização de um trabalho.br 34 . ou a redução da capacidade de trabalho.01. no seu “Regulamento de Benefícios da Previdência Social”. que cause a morte ou perda. no seu Art.1 CONCEITO A definição legal é dada pelo Decreto 83. a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área médica. ligado ao trabalho. Doença profissional ou do trabalho. Há casos. inclusive companheiro de trabalho. podendo advir outras conseqüências como danos materiais (aos equipamentos. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho.1979. Para a Segurança do Trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Advogado especializado e competente. 3. o que ocasiona sempre perda de tempo.com.Lajeado / RS . no exercício de sua atividade. as instalações e ao meio ambiente). Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. aos produtos. podem ser encarados como tal: 1. permanente ou temporária. da capacidade para o trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. haja contribuído diretamente para a morte . de acidentes que. 5. 221 que tem a seguinte redação: Acidente do trabalho é aquele que pode ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. ou redução. 4. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade. provocando lesão corporal ou perturbação funcional. ACIDENTES DO TRABALHO 5. porém. embora não tenha sido a causa única. 267.

c) em viagem a serviço da empresa. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.com.) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . ou no próximo. d) ato de pessoa privada do uso da razão.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ofensa física intencional. volta ao mesmo executando suas funções normalmente. por motivo de disputa relacionada ao trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em intervalo de trabalho. 267. inclusive de terceiro. depois de algum tempo afastado do serviço. 5. devido ao acidente. de negligência ou de imperícia de terceiro. (perda de um dos olhos. sala 201 . o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho. a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. inclusive companheiro de trabalho. em caráter permanente. seja qual for o meio de locomoção utilizado. no mesmo dia do acidente. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.br 35 . inundação ou incêndio. etc. num superior a um ano. incapacidade permanente ou morte do acidentado. c) ato de imprudência. COM AFASTAMENTO: é o acidente que provoca incapacidade temporária. Incapacidade temporária: é a perda de capacidade do trabalho por um período limitado de tempo. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. de um dedo. como fazia antes do acidente.2 CLASSIFICAÇÃO SEM AFASTAMENTO: é o tipo de acidente em que o acidentado pode continuar sua função normal. 5. no horário normal de trabalho. É aquela em que o acidentado. inclusive de propriedade do empregado. e) desabamento. Incapacidade permanente parcial: é a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado. d) no trajeto da residência para o trabalho e vice versa.

displicência.br 36 . manipulação de carga incorreta. * CONDIÇÕES INSEGURAS: são aquelas atribuídas ao ambiente de trabalho. e) condições gerais: retirada ou neutralização de dispositivos de segurança. brincadeiras. conflitos. d) não utilização de EPI. problemas psicomotores. São aquelas que expõem o trabalhador a um risco derivado da própria natureza da empresa ou do tipo de atividade a que ele está exposto. inteligência. vestimenta inadequada. mesmo que a prótese seja possível).Lajeado / RS . 267. alcoolismo. b) falta de sinalização. INSTALAÇÕES: inadequadas: a) localização inadequada. dos dois pés. sala 201 . rapidez de raciocínio). capacidade de concentração. perturbação mental.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. epilepsia. piso irregular e ou escorregadio. utilização de ferramental inadequado. 5. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. insuficiência visual. pé direto baixo. sabendo que dele pode advir um acidente. desobediência. d) ferramental inadequado e ou defeituoso. * FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA: a) fatores fisiológicos: surdez. c) condições emocionais: tensão.3 CAUSAS DOS ACIDENTES * ATOS INSEGUROS: são aqueles atos praticados conscientemente pelo trabalhador. desconhecimento do processo ou da máquina.com. espaço físico deficiente. c) falta de proteção nas máquinas. escadas mal projetadas. traços de personalidade (percepção. desatenção. b) fatores psicológicos: falta de aptidão. negligência. (perda de uma das mãos. curiosidade. que põe em risco a integridade física do trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Incapacidade permanente total: é a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente. armazenamento contrário as normas de segurança.

k) armazenagem contrária às normas de segurança.quando o trabalhador bate o corpo ou parte dele contra objetos. Contato com temperaturas extremas e ou umidade. h) produtos químicos i) aerodispersóides (poeira. umidade. Contato com eletricidade.decorem da má posição do corpo. 5. sem proteção. MATÉRIA PRIMA: inadequada. atingindo principalmente a coluna vertebral e a região lombar. adaptadas. vapor. sala 201 . TEMPO: exigência de alta produtividade. 4. 2. quando escorrega ou tropeça. Batida contra . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 3. Contato com produtos químicos.quando o trabalhador é atingido por um objeto que cai devido à ação da gravidade. b. sem manutenção. Batida por . EQUIP. 6.4 TIPOS DE ACIDENTES 1. Prensagem entre . 9. Esforço excessivo ou mau jeito . 267. de movimentos brusco em más condições ou super esforço empregado. 8.com. 3. 2. j) instalações elétricas. MÁQUINAS. frio ou ruído excessivo. quando cai de local mais alto.).Lajeado / RS . de nível elevado. Queda de objetos .quando o trabalhador sofre batida de objetos. 4. f) iluminação deficiente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Queda da pessoa: a.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho e) falta de ordem e ou limpeza. de mesmo nível. 5. 7.quando ocorre a prensagem do corpo ou parte dele entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois móveis. etc.br 37 . defeituosas. E FERRAMENTAS: inadequadas. g) calor.

aumento de custo na folha de pagamento. PARA O TRABALHADOR: problemas físicos. anexo II . 5.6 CONCLUSÃO Os acidentes do trabalho causam muitos problemas a todos e custam muito mais que investir em prevenção. IV – Preenchimento do formulário CAT. V – Conceito. PARA A NAÇÃO: diminuição de trabalhadores ativos e aumento de inativos. redução de produção e por conseqüência de lucro. ausência do profissional treinado. definições.Fluxo da CAT. 3. 267.Lajeado / RS . PARA A EMPRESA: substituição do acidentado.com. 2. 6. aposentadorias precoces por invalidez ou doenças ocupacionais. ausência de contribuição social.br 38 .Formulário da CAT. sala 201 . MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT I – Apresentação. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. PAGAMENTO DE SEGUROS para Indenização de acidentes e doenças ocupacionais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 5. PARA O GOVERNO: pagamento do trabalhador encostado no INSS. VI – Legislação.5 CONSEQÜÊNCIAS 1. emocionais. VII – Anexos: anexo I . financeiros. 4. III – Informações gerais. caracterização do acidente do trabalho. II – Recomendações gerais. prestações e procedimentos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

Instituto Nacional do Seguro Social . recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT. objeto deste manual foi prevista inicialmente na Lei nº 5. A Lei nº 8. elaborado por equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS. principalmente o completo e exato preenchimento do formulário. em duas vias ao INSS.com.2. verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos. 5 – não conter emendas ou rasuras.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS.INSS e Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.172/97. impressa em papel. 6 – evitar deixar campos em branco. Cabe ressaltar a importância da comunicação. estatístico e epidemiológico.316/67. cabendo observar que o formulário Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 39 . desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico. é assegurar o correto preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT. A comunicação.Lajeado / RS . prevista no subitem 1. mas também trabalhista e social.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho I – Apresentação O objetivo deste manual. 2 – ao assinar a CAT. que reterá a primeira via. 8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser substituído por impresso da própria empresa. não apenas do ponto de vista previdenciário. II – Recomendações gerais Em face dos aspectos legais envolvidos. observada a destinação das demais vias. 3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico. com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9. 7 – apresentar a CAT. de preferência com caneta esferográfica. 4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma. sala 201 . 267. regulamentada pelo Decreto nº 2. tendo em vista as informações nele contidas. sob pena de multa em caso de omissão.032/95. dentre elas: 1 – não assinar a CAT em branco.

de imediato à autoridade competente. com a seguinte destinação: 1ª via – ao INSS. 3ª via – ao segurado ou dependente. 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador.com. 267. III – Informações gerais 1 – Comunicação do acidente 1. preenchido em quatro vias. 1. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. ocorrido após a emissão da CAT inicial. mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”. comunicado anteriormente ao INSS.3 – A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma.1 – Deverão ser comunicadas ao INSS. já CAT comunicação de óbito. c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ocorrido com seu empregado. havendo ou não afastamento do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS. ou doença profissional ou do trabalho. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição. aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2. b) reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho.br Tipos de CAT: CAT inicial.173/97. as seguintes ocorrências: Ocorrências: a) acidente do trabalho. CAT reabertura. 1. cabendo a este comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT.1 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho. em caso de morte. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . sucessivamente aumentada nas reincidências.0 2ª via – à empresa.2 – A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT. 40 . sala 201 . 1. típico ou de trajeto.1.

1. aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa caberá ao representante desta comunicar o acidente. 1.5.4 – Tratando-se de trabalhador temporário. o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente. pelo médico responsável pelo atendimento.6. no campo “CNAE”. Marinha. pelo sindicato da categoria ou autoridade pública.9. a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente. os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados.1 – São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral. informando.com.br 41 .Lajeado / RS .1 – Neste caso.9 – É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS. compete ao OGMO e. registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e. os comandantes de unidades militares do Exército. a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora.10 – Tratando-se de presidiário. a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e. no campo próprio. a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado. 1. na sua falta. sala 201 . 1.7 – Quando se tratar de marítimo. na falta deste.1 – Para este trabalhador. trabalhador avulso. Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). 267.5 – No caso do trabalhador avulso. 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1.8 – Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços. 1. ferroviário. que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria.6 – No caso de segurado especial. embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. aeroviário. ao seu sindicato preencher e assinar a CAT. do sindicato da categoria. 1. 1. médico-residente ou segurado especial. 1. salvo a reabilitação profissional.

médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7). 1.1 – As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário. e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento. acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa. 267.12 – Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador.1 – Deve ser considerada como sede da empresa a dependência.14 – Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida. com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico.Lajeado / RS . deverá ser emitida CAT por aquela empresa.15 .6. podem formalizá-la o próprio acidentado. 2 – Comunicação de reabertura 2.13 – No caso de doença profissional ou do trabalho. o sindicato da categoria.6. quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública prevista no subitem 1.1. 1. o que jurisdiciona a sede da empresa. a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico.11.com. 1. seus dependentes. do local do acidente. bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física. do atendimento médico ou da residência do acidentado. que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. 1.1 – A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT. beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1.1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.15.A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado. tanto a matriz quanto a filial. 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 42 . 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. sala 201 .11 – Na falta de comunicação por parte da empresa.

Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia.1 da Parte III). será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito.6. constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. sindicato. 267. (3) comunicação de óbito – refere-se à comunicação inicial. em decorrência de acidente do trabalho. sala 201 . IV – Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I.1 – O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o (1) (2) (3) (4) (5) CAT.Lajeado / RS . atestado médico e data da emissão. sendo: (1) inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho. responsável pela emissão da CAT.2 – Na CAT de reabertura deverão constar às mesmas informações da época do acidente. último dia trabalhado.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. do óbito. (2) reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS). do laudo de necropsia. segurado ou seus dependentes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Deverá ser anexada a cópia da houver. 3 – Comunicação de óbito 3. autoridade pública (subitem 1. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura. sendo: Campo 2. ocorrido após a emissão da CAT certidão de óbito e quando empregador.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo 1. exceto quanto ao afastamento.br 43 . médico assistente. que serão relativos à data da reabertura.com.

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Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial. Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97: a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional; b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço; c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993. Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo: (1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora; (2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ; (3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física; (4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial. Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

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Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco. Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97). Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960. Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (2) feminino. Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado. Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS. Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor. Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade. Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco. Campo 20. Remuneração mensal – informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

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Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença. Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação. Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo: (1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90). Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando se tratar de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural. I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998. Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 33. Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do trabalho. Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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Campo 38. UF . sendo: (1) em estabelecimento da empregadora.: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo).com.informar o nome do município onde ocorreu o acidente. 267. sala 201 . (4) em área rural. Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio. etc. Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda. podendo ser máquina. Campo 37. Descrição da situação geradora do acidente ou doença Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado. atropelamento. Campo 40. (2) em empresa onde a empregadora presta serviço. Campo 35. – para doenças profissionais. Obs.Lajeado / RS . (5) outros. Campo 41. sílica. Campo 39. Campo 36.informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente. seja externa ou internamente. choque elétrico. Munícipio do local do acidente . nome da rua. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador. agentes físicos ou biológicos como benzeno. do trabalho. quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. ainda que a jornada não tenha sido completa. no caso de constar no campo 35 a opção 2.br 47 . (3) em via pública.). equipamento ou ferramenta. Obs. Campo 42. Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente. Ex: 23/11/1998. posto de trabalho. como uma prensa ou uma injetora de plásticos. ou produtos químicos. Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 34. ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado. rampa de acesso.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença. ruído ou salmonela.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33.

Obs. Campo 43. especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho.br 48 .Lajeado / RS . Obs. I. .com. sala 201 . 267.4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS Campo 45 a 52. o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado. Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato. Campo 44.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. No caso de constar 1 (SIM). o laudo de necropsia. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos. Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT. Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito. Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT. fica dispensado o carimbo. Quadro II – ATESTADO MÉDICO Deverá ser preenchido por profissional médico. independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente. e não benzenismo). quando houver. No caso de acidente com morte. descrever a atividade de trabalho. a empresa deverá emitir CAT para a comunicação de óbito. devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura. o preenchimento é dispensável.no caso de doença. após a emissão da CAT inicial. deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente. Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial. devendo ser apresentada a certidão de óbito e. .tratando-se de acidente de trajeto.

informar (1) sim ou (2) não. Obs.br 49 . equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita. Exemplo: a) entorse tornozelo direito. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? informar (1) sim ou (2) não. tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença. citando a parte do corpo atingida. etc. Exemplo: 15:10. Campo 57. b) sinais flogísticos. Exemplo: 23/11/1998.com. A data deverá ser completa. Houve internação? . Exemplo: a) edema. se há recomendação especial para permanência no trabalho. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10. Campo 59. 4 – entorse e distensão do tornozelo. Campo 60. Diagnóstico provável – informar. Campo 61. Campo 56. Data – informar a data do atendimento. Campo 55. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplo: a) S93. edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. Campo 62. Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. concausas. sala 201 . Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento. Local e data – informar o local e a data do atendimento médico. sistemas ou aparelhos. Campo 58. 267. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto. b) tendinite dos flexores do carpo. como condições patológicas pré-existentes. se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho. mesmo que superior a quinze dias. utilizandose quatro dígitos para o ano.Lajeado / RS . objetivamente. o diagnóstico. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional. 9 – sinovite ou tendinite não especificada. justificar. b) M65.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Campo 54. informando a natureza.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 53. Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. constatando-se que a doença não incluída na relação constante do Anexo II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. V – Conceito. desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. prestações e procedimentos 1 – Conceito do acidente do trabalho e doença ocupacional.1. da capacidade para o trabalho.Lajeado / RS . definições e caracterização do acidente do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura. b) a inerente a grupo etário. com o segurado empregado.172/97.2 – Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa.1 – É considerado como acidente do trabalho.172/97. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. sala 201 . médico residente. temporária ou permanente. b) a doença do trabalho. a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a acidente do trabalho. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. a perda ou redução. trabalhador avulso. constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. 1. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. 1.1 – Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.br 50 . Quadro III – INSS Campos de uso exclusivo do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. c) a que não produz incapacidade laborativa. 1. nos termos deste item: a) a doença profissional.1.2 – Em caso excepcional. carimbo e CRM do médico responsável. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho. 1. embora não tenha sido a causa única. 267. inclusive para estudo. inclusive de terceiro. qualquer que seja o meio de locomoção. d) independentemente do meio de locomoção utilizado.br 51 . ou de companheiro de trabalho. de negligência ou de imperícia de terceiro. ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. b) ofensa física intencional. inclusive veículo de propriedade do segurado. ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. c) ato de imprudência. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. sala 201 . sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. por motivo de disputa relacionada com o trabalho. inundação. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em conseqüência de: a) ato de agressão. II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho. IV – o acidente sofrido. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. quando financiada por esta. incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. e) desabamento. e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. c) em viagem a serviço da empresa.com.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva. inclusive veículo de propriedade do segurado.3 – Equiparam-se também a acidente do trabalho: I – o acidente ligado ao trabalho que. d) ato de pessoa privada do uso da razão.

267. sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho. tratando-se de trabalhador avulso. o empregado será considerado a serviço da empresa. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. refeição ou do trabalho. no caso de doença profissional ou do trabalho. 1. 1.7 – Será considerado como dia do acidente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1 – No período destinado à refeição ou descanso.5 – Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado.6 – Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho. 1. se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência.br 52 . no local do trabalho ou durante este. independentemente do meio de locomoção. 1.com. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. resultante de outra origem.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho.4 – Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional.Lajeado / RS .3. 2 – Campo de Aplicação 2.2 – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico. cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro. Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais. sala 201 . f) no percurso da residência para o OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela. 1.3.1 – As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado.

data do óbito. exceto ao salário-família e à reabilitação profissional. . 2. c) ao autônomo e outros equiparados. -cessação da incapacidade. 267.no dia em que o auxílio-doença Aposentadoria por invalidez (esp.br 53 . sala 201 . diretor não empregado.94) Pensão Acidentado do trabalho Dependentes do teria início.morte. ou . .afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho.volta ao trabalho.alta médica. não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade. d) ao segurado especial.concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria.no dia seguinte à cessação do auxíliodoença. . b) ao empresário: titular de firma individual urbana ou rural.92) Acidentado do trabalho . 3.16º dia de afastamento consecutivo para empregado. a condição de empregado. .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. . 3. especial ou idade pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer ou retornar à atividade sujeita a este regime. -morte do 91% do salário de benefício 100% do Salário de benefício Auxílio Acidente (esp.1 – Serviço: reabilitação profissional. . 2. membro de conselho de administração de sociedade anônima. . -redução da . c) ao médico-residente (Lei nº 8. . 91) Acidentado do trabalho .138.data do afastamento demais segurados. de 28/12/90).2 – Não são devidas as prestações relativas ao acidente do trabalho: a) ao empregado doméstico. .volta ao trabalho. na empresa.dia seguinte a capacidade laborativa cessação do auxíliopor lesão acidentaria. doença. o aposentado por tempo de serviço. . sócios que não tenham.3 – A partir de 11/11/97.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ao trabalhador avulso.óbito. -cessação da invalidez. Prestações por acidente do trabalho ou doença ocupacional 3. d) ao facultativo.Lajeado / RS .afastamento do trabalho por invalidez acidentaria. -concessão de aposentadoria. ou 50% do salário de benefício 100% do Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.2 – Benefícios pecuniários: CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DA CESSAÇÃO BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS DATA DE INÍCIO VALOR Auxílio-doença (esp.com. -morte por acidente do .morte.

b) o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento. 3. 3. 4. salário de benefício Obs.3 – acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou refeição para o local de trabalho e vice-versa).: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor. até o máximo de 36 (trinta e seis).93) Acidentado do trabalho trabalho.4 . após análise administrativa dos dados sobre o acidentado e das circunstâncias da ocorrência e o devido enquadramento nas situações previstas na legislação pertinente (Lei nº 8.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (esp. constante na CAT.1 – Os acidentes são classificados em três tipos: Cód. quando o INSS responderá o quesito “É reconhecido o direito do segurado à habilitação ao benefício acidentário?”.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Cód. 267.Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho: a) o reinício será na data do novo afastamento. reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura. quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante. apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. dependente.Lajeado / RS .1 – Esta informação constará no campo de responsabilidade do INSS.1 . .213/91).1. Cód.3 .3.Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário.data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito. após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS. b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado. 3.1 – acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa).br 54 . -cessação da qualidade de dependente. 4 – Caracterização 4.2 – doença profissional ou do trabalho.A prestação de assistência médica não é atribuição do INSS.

5.Contrato de trabalho quando não constar na CTPS.Lajeado / RS . quando tratar-se de médico residente.Não é responsabilidade do INSS a caracterização do nexo técnico para fins de exame pré-admissional ou demissional da empresa. CPF. . segurado especial e médico residente e no caso de empregado a partir do 16º (décimo sexto) dia de afastamento do trabalho por acidente ou doença.Relação dos 36 últimos salários de contribuição apurados até 48 meses Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) a “causa mortis” e o acidente. carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica.2 .172/97.1 .1 . . .2.Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS).CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.Comprovante de inscrição no INSS. a data do recebimento. sala 201 . 4. b) a doença e o trabalho. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão.br 55 . munido da seguinte documentação: . Cédula de identidade.com. que ocorrerá a partir do primeiro dia de afastamento para o trabalhador avulso. 267.2. sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS. a doença e o trabalho e definição do grau de incapacidade pela perícia médica do INSS na forma prevista no subitem 4. . 4.Após a habilitação o direito ao benefício dar-se-á posteriormente ao reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão.1.Declaração do OGMO ou Sindicato para o trabalhador avulso. Nos casos de morte a avaliação quanto ao nexo "causa mortis" e o acidente ou doença do trabalho ocorrerá após a comunicação do óbito ao INSS.2 . para habilitação ao benefício. . o nº do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação. o código da unidade. 4.2 – O INSS informará na CAT.2. Habilitação dos benefícios acidentários 5.PIS/PASEP.Comunicado o acidente ou doença do trabalho o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS.Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente do trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2.

528/97.213/91 com alterações da Lei nº 9. 5. . VI – Legislação • • • Lei nº 8. sala 201 . .172/97. .Outros que se fizerem necessários a cada caso. Decreto nº 2.Endereço completo com CEP atualizado. para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho.Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte.Ocorrência policial (quando houver).032/95 e da Lei nº 9.173/97. Decreto nº 2.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho anteriores ao mês do afastamento. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial. bem como emitir pesquisas e diligências. Termo de Tutela/Curatela.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 56 .Certidão de Nascimento dos dependentes e quando for o caso. .2 O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos. visando a elucidação e comprovação dos fatos. .com. . . 267. para concessão ou indeferimento do benefício acidentário.Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão.

Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Anexo I – Formulário CAT Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho VII .com. sala 201 . 267.br 57 .

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Anexo II – FLUXOGRAMA Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .com.br 58 . sala 201 .

as primárias são: vermelho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . misturadas em proporções variáveis. verde e azul-violetado. o artista e todos os que trabalham com substâncias corantes opacas (cores-pigmento.1 Objetivo da Sinalização de Segurança A sinalização de segurança visa organizar e identificar situações de risco nos setores de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A mistura dessas três luzes coloridas produz o branco.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 7.br 59 . Classificação das Cores Cor geratriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis que.Lajeado / RS .com. objetivando a prevenção contínua de acidentes na empresa. 2). produzem todas as cores do espectro. Para o químico. denominando-se o fenômeno síntese aditiva (ilust. às vezes denominadas cores de refletância ou cores-tinta) as cores indecomponíveis são o vermelho. 7.2. Para os que trabalham com cor-luz. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 7. 267. o amarelo e o azul (ilust. 3).

cores complementares significam par de cores. 267. Cor secundária . adota-se em Física a formulação de que cores complementares são aquelas cuja mistura produz o branco. excluindo-se o verde puro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Desde as experiências de Lê Blond em 1730.Lajeado / RS . Cor complementar .é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. formando os seguintes pares: vermelho e azul. sala 201 . interceptando a luz branca. as primárias são o magenta. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ou por transparência em retículas.com.é a cor formada em equilíbrio óptico por duas cores primárias. essas cores vêm sendo consideradas primárias. Cor terciária . A superposição de filtros coloridos magenta. pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente. o amarelo e o dano. A mistura dessas três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa.Desde a época de Newton. Segundo Helmholtz. Em Física. azul e laranja.br 60 . amarelo e ciano. amarelo. produz igualmente o cinza-neutro. amarelo e anil. reduzindo-se assim para três as quatro cores primárias de Leonardo da Vinci (vermelho. Nas artes gráficas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples.esverdeado. verde e azul). complementando uma a outra.

carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes. bem como as outras cores predominadas por eles. Um verde médio. podemos classificar como indução as manifestações dos contrastes simultâneos de cores. dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromática.são o azul. das mutações cromáticas e do fenômeno da cor inexistente. uma cor tanto poderá parecer fria como quente. dependendo da percentagem de azuis. Cores frias .A aparência da cor se caracteriza por três valores: a tonalidade. Cor aparente ou acidental é a cor variável apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influência de outras cores próximas. O mesmo verde. Cores e tons . Nessa indução reside a essência da beleza cromática. a luminosidade e a saturação. 267. Em certa medida. Os verdes. e as demais cores em que eles predominem.br . numa escala de amarelos e vermelhos.Lajeado / RS . e o verde. vermelhos e amarelos de suas composições. Além disso. Cor natural é a coloração existente na natureza. Para a reprodução aproximada de sua infinita variedade. 61 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. frente a vários azuis. são necessários o branco e o preto. parecerá quente. além das cores primárias. sala 201 . na impressão gráfica.com. violáceos. Cor induzida é a coloração acidental de que se tinge uma cor sob a influência de uma cor indutora.são o vermelho e o amarelo. parecerá frio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Cores quentes .

a cor apresentada por eles quando iluminados pela 62 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. não depende unicamente de sua tonalidade. o rosa é menos saturado que o vermelho porque contém branco. podemos citar o fato de um lençol branco nos parecer sempre branco. quando iluminado por ela. o valor como estimulante da atenção que uma cor provoca. Na maioria das vezes não atentamos para a diferença de coloração e continuamos a considerar branco o lençol. É o efeito produzido pelo suavizamento ou escurecimento de uma tinta pela adição do branco ou preto. amarelo. ou matizes diferentes por que pode passar uma cor. que é a gradação de uma cor. mas também da superfície que ocupa e das cores vizinhas (sobretudo do fundo).É a capacidade de reflexão da luz. por meio emprego adequado das cores. Quando uma cor se encontra em sua máxima força e não contém nenhuma fração de branco e preto.Lajeado / RS . etc) pode reforçar-se sem aumentar e. O poder de excitação. por uma codificação do cérebro.É a característica qualitativa de uma a cor. ou quanto mais pura for. que se especifica com os termos azul. os dados psicológicos que alteram substancialmente a qualidade do que se vê.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. PERCEPÇÃO DA COR O fenômeno da percepção da cor é bastante mais complexo que o da sensação. um texto. partindo-se do mais claro até o mais escuro. naquele entram. Por exemplo. Considera-se mais saturada. 267. como uma de suas características físicas. vermelho. diz-se que tem saturação máxima. Pode-se dizer também. claridade ou saturação próprias. além dos elementos citados. Se neste entram apenas os elementos físicos (luz) e fisiológico (o olho). Saturação . etc. Uma forma (um objeto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Tonalidade . que incorpora aos objetos. quando em realidade ele é tão amarelo quanto a luz incandescente. tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violácea de mercúrio. a cor que menos branco ou preto contiver.É a característica quantitativa de uma cor. como tão violáceo quanto a luz do mercúrio que o ilumina. Luminosidade . verde.com. Exemplificando. ou vice-versa. vice-versa.que depende da quantidade de preto ou gris que contém e faz com que uma cor se aproxime mais ou menos do branco (luminoso) ou do preto escuro).br . sala 201 .

Na percepção distinguem-se três características principais que correspondem aos parâmetros básicos da cor: matiz (comprimento de onda). As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros das cores. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. sala 201 . A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. que irrita os olhos. devido à ação simultânea das complementares. Apesar de ser forte. atenuando as restantes com branco ou preto. e é muito escassa também a do azul-verde. o preto e o cinza. e é muito escassa também a do azul-verde.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho luz solar.com. Contraste de saturação: produz-se pela modulação de um tom saturado. 267. As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. puro.O contraste branco-preto tem um valor médio. Contraste de branco ou preto: dá-se no claro escuro entre o branco. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. Contraste: o contraste simultâneo se baseia no princípio de que nenhuma cor tem valor por si mesmo. que irrita os olhos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 63 . Visibilidade das cores As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros.Lajeado / RS . As principais formas de contrastes geralmente consideradas como meios ótimos de expressões cromáticas são: Contraste de tom: o mais contrastante é o de duas complementares empregadas sem modulações intermediárias. atenuado ou modificado pela influência das cores justapostas. transformando em valor subjetivo as cores permanentes dos corpos naturais. não resulta ofensivo caso se procure ressaltar uma só.O contraste branco-preto tem um valor médio. e sim que se matiz é acentuado. valor (luminosidade ou brilho) e croma (saturação ou pureza da cor). devido à ação simultânea das complementares. com Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

Assim. o violeta e verde justaposto:ao violeta acrescenta-se a cor complementar do verde. e o violeta adquire um tom púrpura. o verde por sua vez. recebe o amarelo.com. por isso. Letras azuis sobre fundo branco. Letras brancas sobre fundo azul. são mais visíveis: Letras pretas sobre fundo branco. Letras vermelhas sobre fundo preto. sala 201 . É grande a importância deste fenômeno de contrastes simultâneos na elaboração de cartazes. branco ou cinza. em que tantas vezes útil selecionar cores que se intensificam reciprocamente. e resultam da irritação e cansaço de um ponto da retina. Depois.Lajeado / RS . várias experiências psicotécnicas têm mostrado que certos contrastes garantem a maior legibilidade de longe. Por exemplo. Estes fenômenos são de ordem fisiológica. se fixarmos atentamente estas cores as veremos tomar cada uma a tonalidade complementar da vizinha: é o contraste de tonalidade. chamam mais a atenção. que se torna ainda mais nítido para os quadrados primeiro (verde) e último (violeta). 64 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Contraste de superfície: baseia-se no equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas cores e seu grau de calor: menor espaço para as cores quentes e mais espaço para as frias.br . As letras cinzas são sempre relativamente legíveis sobre qualquer fundo de cor: tem maior destaque sobre o branco. Letras vermelhas sobre fundo branco. e sua tonalidade torna-se amarelada. isto é o vermelho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. cuja cor não muda.seja por exemplo. e. complementar do violeta. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho preto. Letras brancas sobre fundo vermelho. principalmente da letra sobre fundo. Letras amarelas sobre fundo preto.

Em geral. 7. 267. sala 201 . em conseqüência de um fenômeno de irradiação entre duas superfícies da mesma dimensão.br 65 .com.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O grau de legibilidade de letras coloridas sobre fundos de cor será mais ou menos acentuado segundo mais ou menos abertas as letras. uma letra escura sobre fundo claro é o mais legível de mais longe que o inverso e se utilizaria uma cor clara em fundo escuro. a primeira parece maior. com a finalidade de facilitar a identificação e evitar acidentes. porque a cor escura do fundo absorve a cor clara da letra.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES) Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis para o emprego de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores elétricos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a letra tem de ser mais forte.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Do mesmo modo. uma muito luminosa e a outra escura.

7.1.5.1. . Esta Norma Regulamentadora .1.3.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA) 26. confusão e fadiga ao trabalhador.Lajeado / RS . . especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho. identificando os equipamentos de segurança.2.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA) Objetivo: Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes. . 26.1. 26. 267. . 26.1. 26.1.1.lilás.NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível.4. a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.laranja. 26.marrom. sempre que necessária.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.verde. .1. indicadas pela necessidade de determinadas atividades. .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Esta Norma aplica-se a identificação de tubulações de maneira geral. . .cinza.alumínio. Cor na segurança do trabalho. a fim de não ocasionar distração.vermelho.1. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.com. sala 201 . . delimitando áreas.amarelo.púrpura. podendo ser complementada por normas específicas.5. 26. 7. . empregadas para identificar e advertir contra riscos. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho.branco. As cores aqui adotadas serão as seguintes: .preto. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. .br 66 . será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. A indicação em cor.azul.

3.hidrantes.1. . . . 26. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não-liquefeitos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.2. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa .caixas com cobertores para abafar chamas.bombas de incêndio. .transporte com equipamentos de combate a incêndio. . . É empregado para identificar: .mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).portas de saídas de emergência. . para extinção de incêndio. Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.nas luzes a serem colocadas em barricadas. parapeitos. 267.br 67 . .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. moldura da caixa ou nicho). . . . dentro da área de uso do extintor).rede de água para incêndio (sprinklers).indicações de extintores (visível a distância. . . O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!". .5. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. .localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel.em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. assinalando: . A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: . válvulas e hastes do sistema de aspersão de água.caixa de alarme de incêndio.extintores e sua localização.espelhos de degraus de escadas.com.Alerta).Lajeado / RS . tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias.baldes de areia ou água.1. suporte.corrimões. sala 201 .5. Amarelo.tubulações.partes baixas de escadas portáteis. Em canalizações. Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco.sirenes de alarme de incêndio. .

1. . de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência.direção e circulação.bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente.localização de bebedouros. O branco será empregado em: . .vigas colocadas a baixa altura. pontes-rolantes. . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. . .cavalete. tratores industriais. guindastes. . . . escavadeiras. entradas subterrâneas.cabines.Lajeado / RS . com listras pretas. .) e de plataformas que não possam ter corrimões.comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco.com. .bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). . postes.passarelas e corredores de circulação. por meio de faixas (localização e largura).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho . onde haja necessidade de chamar atenção.paredes de fundo de corredores sem saída.5. colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar.4. .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ..br 68 . . 26. sala 201 . vigas.equipamentos de transporte e manipulação de material. etc.áreas destinadas à armazenagem. . . tais como empilhadeiras.áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência. . Branco. por meio de sinais.pára-choques para veículos de transportes pesados.fundos de letreiros e avisos de advertência. caçambas e gatos-de-pontes-rolantes. reboques.faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização. porteiras e lanças de cancelas.zonas de segurança.bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poços. vagonetes. .localização e coletores de resíduos. .pilastras.meios-fios. 267.. etc. etc.

com. . que deverão permanecer fora de serviço. etc.quadros para exposição de cartazes. Deverá ser empregado para identificar: .caixas de equipamento de socorro de urgência.prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção.canalizações de água.5. quando condições especiais o exigirem. caixas contendo EPI. boletins. .5.).6. . . . asfalto. Será também empregado em: .1. Azul.fontes lavadoras de olhos. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". etc. .chuveiros de segurança. . piche.macas. de partida. ..avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência. . . avisos de segurança. ou fontes de energia dos equipamentos.br 69 .localização de EPI.emblemas de segurança.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 26. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. alcatrão.1. O preto poderá ser usado em substituição ao branco.canalizações de ar comprimido.5.mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. .Lajeado / RS . O azul será utilizado para indicar "Cuidado!".5. Preto.caixas contendo máscaras contra gases.porta de entrada de salas de curativos de urgência. O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante. 267.dispositivos de segurança. 26.1. ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. .7. óleo combustível. ou combinado a este. . sala 201 .

8.partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. .locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados.1.sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.com.botões de arranque de segurança. . A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.partes móveis de máquinas e equipamentos.5. 26. Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis.5. Púrpura. 267.1. prensas.9.faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: . .recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados. .portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade.1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. . Cinza a) Cinza claro .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.10. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Deverá ser empregada a púrpura em: . As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. .Lajeado / RS . b) Cinza escuro .deverá ser usado para identificar eletrodutos.11.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. .canalizações contendo ácidos. .5.1.br 70 . sala 201 . 26.5. . 26. borda de serras.dispositivos de corte.faces externas de polias e engrenagens.

26.5. aplicadas sobre a cor básica. isoladamente ou não. 26. As canalizações industriais. 26. 26. O sentido de transporte do fluído.5. a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes. 267.).3. os depósitos ou tanques fixos que armazenem fluidos deverão ser indicados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. 26.6. processamento.3. O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.3. O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração.).4. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação.3. pressões. 26.3.br 71 . em toda sua extensão. pureza. durante o seu manejo.2.13. 26. radioativo. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais.5. embalagem.1. equipamentos. sala 201 .4. gasolina.3. transporte.Lajeado / RS . preto ou verde.1. a critério da empresa. para identificar qualquer fluído nãoidentificável pelas demais cores. querosene. corrosivo. a) Para fins do disposto no item anterior.12.3. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. quando necessário. e que. etc. 26. 26. Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas. oxidante. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos. armazenamento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.2. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado. ambiente de trabalho.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.1. óleo diesel. Para fins de segurança.1. etc. Obrigatoriamente.3. 26. tóxico. deverão receber a aplicação de cores. 26. para condução de líquidos e gases. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes. óleo lubrificante.4. considera-se substância perigosa todo material que seja. temperatura. Marrom O marrom pode ser adotado.

Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais.br 72 ."Perigo".nome técnico completo.6. abrangendo aquelas a serem tomadas.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.3. . derrame ou vazamento. A linguagem deverá ser prática. a identificação deverá ser adequada.Lajeado / RS .5. . precisas. para indicar substâncias que apresentem alto risco. sala 201 . dever-se-á adotar o seguinte procedimento: . para permitir a escolha do tratamento médico correto. Em qualquer situação."Cuidado". . 26. . 26.6.As palavras de advertência que devem ser usadas são: . quando for o caso. 26. 267. .4. "Composto de Chumbo". não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto.6.medidas preventivas.2.6. Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves. No cumprimento do disposto no item anterior.instruções especiais em caso de fogo.primeiros socorros. no caso de acidente. 26. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País. para substâncias que apresentem risco médio.com. 26.nome técnico do produto.6. A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. 26. Exemplo: "Ácido Corrosivo". 26.palavra de advertência designando o grau de risco.6. o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. Rotulagem preventiva. etc. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5. o rótulo especificando a natureza do produto químico. Onde possa ocorrer misturas de 2 (duas) ou mais substâncias químicas. com propriedades que variem em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.informações para médicos.6.indicações de risco. redigidas em termos simples e de fácil compreensão. aéreo e intermodal. em casos de acidentes. marítimo.1.1. 26. .6. Na movimentação de materiais no transporte terrestre.5. Palavra de Advertência . manipulação e armazenagem do produto. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: . .

 Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0. Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". etc. 267. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. sala 201 .7 tbn + 0. "Nocivo se Absorvido Através da Pele". em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis". 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3 Limites de Tolerância para exposição ao calor 1.com.1 tbs + 0. Indicações de Risco .Lajeado / RS . 3. Medidas Preventivas . à altura da região do corpo mais atingida. Primeiros Socorros . 1.As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto.Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. para substâncias que apresentem risco leve. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum."Atenção".br . Exemplos: "Mantendo Afastado do Calor.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0. Limites de Tolerância para exposição ao calor. Em função do índice obtido.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco  2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro Nº 1 73 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho .7 tbn + 0. A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas equações que seguem.

1 à 25.0 acima de 31.5 à 32.9 28.7 à 31.0 Limites de Tolerância para exposição ao calor. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.4 30. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. 2. Para os fins deste item. ambiente termicamente mais ameno. considera-se como local de descanso. 2.1 acima de 30.1 à 31. Leve até 30.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.1 à 29.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.0 28.9 26.7 26.4 31.0 Pesada até 25.2 acima de 32. A determinação do tipo de atividade (leve. sem adoção de medidas adequadas de controle.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 1 Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho Tipo de atividade (por hora) Freqüência Trabalho contínuo 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho.2 Moderada até 26.8 à 28. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso). 1. 3.4 29.5 à 30.0 à 30.br 74 . moderada ou pesada) é feita consultando-se o Quadro Nº 3.0 25. sala 201 . Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro Nº 2.0 à 27.0 30.

5 27. em que se permanece. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. Tt = Somas dos tempos. em minutos. As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro nº 3. no local de trabalho. sendo Tt e Td = 60 minutos corridos. 3. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. Md = Taxa de metabolismo no local de descanso.5 30. Tt e Td = como anteriormente definido. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em minutos.5 26.0 25. determinada pela seguinte fórmula: M = Mt x Tt + Md x Td 60 Sendo: M = Taxa metabolismo ponderada para 1 hora.5 25.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho.0 28.Lajeado / RS .br 75 .5 26. em que se permanece no local descanso. Td = Soma dos tempos.com. Mt = Taxa metabolismo no local de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 2 M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30. 267.

Trabalho fatigante. 550 Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. De pé. trabalho moderado de levantar ou empurrar. principalmente com os braços. movimentos moderados com braços e pernas (ex. Trabalho pesado Trabalho intermitente de levantar. trabalho leve. Trabalho moderado Sentado. Sentado. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. com alguma movimentação. em máquina ou bancada. De pé. trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação.: dirigir). QUADRO Nº 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de atividade Sentado em repouso Trabalho leve Sentado. movimentos moderados com braços e tronco (ex. trabalho leve em máquina ou bancada.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.br 76 . empurrar ou arrastar pesos (ex. Em movimento. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos efeitos legais.: remoção com pá). movimentos vigorosos com braços e pernas.: datilografia).com.Lajeado / RS . De pé. 267.

realizamos inspeção da Câmaras Frias e de Congelamento. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. através da Portaria Ministerial 3. DESENVOLVIMENTO No dia xxxxx ás 14 horas. temperatura de armazenamento controlado através de termostato. Anexo 9.com. OBJETIVO Verificar se o trabalho do empregador no interior da Câmara Fria fazem jus ao adicional de Insalubridade de Grau Médio 20%. A nossa legislação.br 77 . conforme NR – 15 anexo 9 – FRIO. O critério técnico é simples e de fácil aplicabilidade recomendado pela FUNDACENTRO. que exponham os trabalhadores ao frio. sala 201 . tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com tempos máximos de exposição. aquelas executadas no interior de Câmara Frigorífica. é aquele que considera insalubre uma atividade ou operação. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho. localizada no xxxxxxxxxxxxxxxxxx. 267. Frio NR-15 Anexo 9 1. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. ou em locais que apresentem condições similares. TABELA I . sem a proteção adequada.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 9.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. considera como atividades ou operações insalubres por Frio.Limites de tempo para exposição a baixas temperaturas para pessoas adequadamente vestidas para exposição ao Frio Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. NR-15. desde que alternado com recuperação térmica em local fora do ambiente considerado Frio. quando esta for executada em desacordo com a tabela I que segue abaixo. A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de temperatura. ANÁLISE Confrontando os Níveis de Temperatura de funcionamento da referida Câmara Fria de Congelamento com temperatura de 0ºC à -40ºC e os túneis de congelamento com temperatura de -70ºC.Lajeado / RS . ou em locais com condições similares.214/78.

o frio intenso é ainda encontrado em ambientes artificiais.214/78) A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério implicando em uma série de inconvenientes que afetarão a saúde. sendo dois períodos de trinta minutos com recuperação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio.9ºC -57.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho RIO GRANDE DO SUL – ZONA CLIMÁTICA MESOTÉRMICA Faixas de temperaturas +10. bem como em algumas zonas temperadas.0 à -33. evidenciaram que a incidência de lesões por acidentes era menor a uma temperatura de 18ºC que em outras inferiores ou superiores a esta.0 à -73. fora do ambiente frio. Estudos realizados nas indústrias norte-americanas. Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for à vestimenta. no período de inverno.Lajeado / RS .com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. como as câmaras frigoríficas de conservação.0ºC abaixo de 73. no início do século xx. por uma hora recuperação térmica.0ºC CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS FRIO . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.0 à -56. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternado-se uma hora de trabalho. 267. Trabalhos ao ar livre em climas frios são encontrados em regiões e grandes altitudes. que implicam em exposições a temperaturas bastante reduzidas. NR . Fora das atividades realizadas ao ar livre.15 DA PORTARIA 3.9ºC Máxima exposição diária permissível Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos.(ANEXO 9. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos.br 78 . O aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas foi atribuído à perda da destreza manual.0 à -17. sendo quatro períodos de uma hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica. sendo o restante da jornada cumprida obrigatoriamente fora do ambiente frio. Tempo total de trabalho no ambiente frio de uma hora. sala 201 . o conforto e a eficiência do trabalhador.9ºC -34. -18. fora do ambiente frio.

O fluxo sangüíneo é reduzido em proporção direta com a queda da temperatura. Se a temperatura interna do corpo cair mais de 2°C abaixo dos 37°C (35°C). Todos estes fatores influem no equilíbrio homeotérmico do corpo. aumentam as chances de cair a temperatura superficial e interna do corpo. com conseqüentes distúrbios.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho EFEITOS DO FRIO Os efeitos causados no organismo dependem principalmente da temperatura do ar. velocidade do ar e da variação do calor radiante. a temperatura interna do corpo é mantida. A produção de calor diminui e a perda de calor aumenta. A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo entre a produção e a perda de calor. A vasoconstrição periférica é a primeira ação reguladora que ocorre no organismo. e o corpo decresce o fluxo de sangue para a pele. Temperaturas internas 6°C abaixo dos 37°C (31°C) podem ser letais. o corpo gera calor através de atividade espontânea. Esta zona é chamada zona neutra. aumenta a taxa de calor perdido da pele para o ambiente. por exemplo). o corpo entra na zona de resfriamento do corpo. não ocorre aquecimento ou resfriamento do corpo ou aumento nas perdas evaporativas. tensão muscular ou tremor. sala 201 . A pele fica também mais seca e menos condutora térmica. Para isto não ocorrer. Se a temperatura operativa diminuir mais ainda. Se todas as reações de controle forem inadequadas. ou a pessoa providencia mais vestimentas. provocando uma seqüência de reações no organismo. Se ocorre uma diminuição na temperatura operativa. As condições externas onde isto ocorre definem a zona de regulação vasomotora contra o frio. Nesta zona cada indivíduo tem uma temperatura neutra onde o ambiente não é nem quente nem frio. quando se inicia uma excessiva perda de calor. Se o calor gerado ou o aumento de vestimentas balanceia a maior perda de calor. e não ocorrem ações do sistema de controle fisiológico para manter a temperatura normal do corpo.br 79 . 267. Isto resfria a pele e tecidos adjacentes e mantém a temperatura interna do corpo. com atividade sedentária.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Esta faixa é chamada zona de regulação por procedimento contra o frio.a pessoa perde eficiência (movimento das mãos. Na faixa de temperatura operativa entre 29°C e 31°C para pessoas desnudas e 23°C a 27°C para pessoas vestidas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando a temperatura corpórea fica abaixo de 35ºC. onde o manequim de cobre é mantido com temperatura igual à do corpo humano através de um aquecimento elétrico controlado por um termostato. com a qualidade de calor perdido pelo mesmo. por exemplo. AVALIAÇÃO Embora os mesmos fatores ambientais analisados e considerados no estudo do calor influam na intensidade da exposição ao frio. O estudo mais profundo desta perda de calor pela Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a temperatura do corpo vai decrescendo. 267. Quando a temperatura do núcleo do corpo vai abaixo de 29ºC. evoluindo para sonolência e coma. Se a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio. desta forma. Não existem. índices especiais tão completos e detalhados que permitam uma validação correta e precisa das condições de exposição ao frio intenso. podemos reproduzir diversas condições de exposição ao frio. o hipotálamo perde a capacidade termoreguladora e as células cerebrais são deprimidas. Podemos. A perda de calor através de respiração. não é considerado nesta experiência e sabe-se que a 20ºC o organismo perde 8 kilocalorias por hora. No tremor. desencadeando um tremor inconsolável (tiritar) para produzir calor. relacionar a corrente elétrica necessária para manter a temperatura do manequim constante. O uso de esferas. o número de contrações musculares por unidade de tempo é elevado.Lajeado / RS .com. pouco se conhece sobre a sua quantificação e controle. No entanto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a -10ºC esta perda é duplicada. inibindo a atividade dos mecanismos termocontroladores do Sistema Nervoso Central. tem-se construído modelos engenhosos que procuram simular o processo que envolve a perda de calor. sala 201 . pois este modelo esta longe de igualar-se ao complexo mecanismo fisiológico que constitui o organismo humano. da pressão arterial e da taxa metabólica. Variando-se a temperatura e velocidade do ar no interior da câmara. até o momento. cilindros e mesmo um manequim de cobre tem sido uma constante no estudo do ambiente. com o intuito de realizar medições do intercâmbio de calor com o meio.br 80 . Este cálculo é apenas aproximado. Realizam-se experiências no interior de câmaras frias. resultando um aumento da produção de calor e uma maior atividade muscular. ocorre diminuição gradual de todas as atividades fisiológicas: cai a freqüência do pulso.

Sabe-se que os efeitos de exposição ao frio intenso não aumentam numa relação linear com a velocidade do ar. mesmo para pessoas adequadamente vestidas. assegurando a adequada irrigação do sangue às extremidades. enquanto o indivíduo trabalha. com a raiz quadrada desta. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO A profundidade humana depende da integridade funcional do cérebro do homem. A perda de calor por convenção pode ser claramente notada. Em ambientes frios. Uma considerável quantidade de suor é acumulada na vestimenta e contínua a evaporar durante o período de descanso subseqüente. aliada a outros fatores. molhados ou apertados.Lajeado / RS . 267. pois se acredita que a mesma. pessoas adequadamente vestidas tem pouco a temer. A discrepância entre os isolamentos necessários para períodos de descanso é um dos maiores problemas para trabalhadores que executam tarefas externas e ficam por longos períodos em clima frio. quando nos deslocamos rapidamente em um ambiente frio que não apresenta correntes de ar significativas. Como exemplo. EDUCAÇÃO E TREINAMENTO Informar ao trabalhador quanto à necessidade do uso de vestimentas adequadas e a troca de roupas e calçados quando estiveram úmidos. A pesada vestimenta não permitirá o suficiente esfriamento por evaporação. E sim. A experiência das Forças Armadas Norte-Americanas mostrou que. A tendência do inexperiente é vestir-se demais.com. seja a principal causadora dos ataques cardíacos sofridos por indivíduos mais expostos ao frio. Quando na Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. para temperaturas superiores a -30ºC.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. anulando. O resultado é uma intensa sudorese. pode-se afirmar que a uma temperatura de 0ºC e velocidade do ar de 6 m/s é equivalente a uma temperatura de -10ºC e velocidade do ar 0 m/s. com fraca movimentação de ar. quando o mesmo é mais necessário. o isolamento adequado. deve-se conservar o calor do corpo para manter a temperatura do cérebro ao redor de 37ºC. As experiências mostraram que o fluxo de ar que circula no organismo humano é fator de grande influência no esfriamento do mesmo. sala 201 . Para temperaturas que se encontram entre -30ºC e -50ºC há considerável perigo. Em temperaturas menores que -70ºC há um sério risco à sobrevivência.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho respiração é de real importância. tentando manter o equilíbrio calórico do corpo. por algum tempo.br 81 .

e para evitar choques térmicos quando retornar ao trabalho. ocorrem alterações fundamentais nas respostas termoreguladoras. Trabalhos realizados sob baixas temperaturas caracterizam-se como insalubres em grau médio. seco e em movimento. 267. tem demonstrado sua aclimatação local evidenciada pela maior irrigação de sangue nas mãos. atividade desenvolvida. ser mais abrangente. para não haver dispersão de calor excessivo. umidade relativa do ar. bem como fora dele. Indivíduos que trabalham ao ar livre. número de penetrações no local do frio. para evitar as perdas calóricas se produz uma vasoconstrição periférica. A permanência em ambiente frio determina a atividade de distintos mecanismos de termoregulação do organismo. ocorre insalubridade. as pernas e os dedos das mãos e pés. em condições que.15 anexo 9. portanto.br 82 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho sala de repouso.com. considerando os equipamentos de proteção individual utilizados. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. seriam intoleráveis. No entanto. temperatura no interior do local considerado. originalmente. realizando exercícios freqüentes com os braços. tempo de permanência. Conforme NR . condições de ventilação e outras. como excesso de calor ou de frio. sala 201 . que permanecem quentes e mais funcionais do que as de pessoas não totalmente aclimatizadas. para manter ativa a circulação periférica. 20%. Nos intervalos de almoço. não existe uma evidência fisiológica de aclimatização genérica ao frio. Assim. A avaliação deve. como jogos coletivos. manter-se quente. em climas frios. ou tempo de permanência acima dos quais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . evitar exercícios violentos. apesar das prolongadas pesquisas realizadas em laboratório e nas expedições polares. verificando a presença do “choque térmico”. Este fenômeno é denominado ACLIMATAÇÂO. ao aumento do trabalho muscular voluntário e à reposição calórica. ACLIMATAÇÃO Após uma longa exposição a um ambiente que apresenta condições extremas. O anexo 9 da NR –15 da Portaria Ministerial 3.214/78 não estabelece limites em termos de graus de temperatura abaixo dos quais. origina-se uma maior quantidade de calor devido ao hipertono muscular. que permite aos indivíduos trabalharem com eficácia. Ao mesmo tempo.

devem-se excluir os portadores de diabetes. sendo necessário um menor isolamento para manter o equilíbrio entre o calor produzido e o perdido. para evitar o choque térmico). há um aumento de produção de calor.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. fumantes. CALÇA. 267. recomenda-se a mudança do setor de trabalho a um adequado tratamento médico. os trabalhadores devem estar providos de roupas de proteção. Recomendam-se períodos de trabalho intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho. sala 201 . aqueles que já tenham sofridos lesões devidas ao frio. os que possuem “alergia” ao frio.br 83 . MEIA DE LÃ. a níveis confortáveis. alcoólatras. Exames médicos pré-admissionais Quando é realizada a seleção de profissionais para a execução de trabalhos em câmaras frias. Aos que apresentarem essas alterações.com. que constituam uma barreira isolante entre a superfície quente do corpo e o meio ambiente frio. Quanto maior é a diferença entre a temperatura da pele e a do ar circulante.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho REGIME DE TRABALHO O trabalhador não deve permanecer por longos períodos em ambientes com frio intenso. Vestimenta adequada Quando a exposição às intempéries é inevitável. CUECÃO. Quando o corpo se encontra em atividade. os portadores de problemas articulares e os que tenham doenças vasculares periféricas. maior é o isolamento necessário para manter o microclima que cerca a pele. reduzem-se os índices de doenças devidas ao frio. RECOMENDAÇÕES Recomendamos O USO DE ROUPA COMPLETA TÉRMICA (JAPONA TÉRMICA. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. BOTA ESPECIAL TÉRMICA. Com este controle. epiléticos. TOUCA E CAPUZ para todos os empregados que entram nos Câmaras Frias e Túneis de Congelamento.

br 84 . • Em janeiro de 1995 uma equipe de pedreiros tentava retirar as madeiras que envolviam a caixa da água. O uso e armazenamento inadequados destes produtos podem ocasionar danos à saúde dos trabalhadores e das populações residentes nas proximidades. cancerígenos. • Explosão de Ciclohexano em Flixborough na Grã-bretanha vitimando 28 pessoas e atingindo 89 habitantes. INTRODUÇÃO Atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de Produtos Químicos são produzidos por ano.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em Sorocaba-SP. Casos graves de incêndios e explosões são bem conhecidos.000 e cerca de 20. verificamos que a exposição aos riscos químicos tem aumentado assustadoramente.000 atingidos. quando consideramos os locais de trabalho e o meio ambiente. e mais seis empregados sentiram enjôos e tonturas ao tentarem socorrê-lo.Lajeado / RS . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10. • Liberação acidental de Dioxina em Seveso na Itália em 1976. É certo que estes produtos químicos tem provocado melhorias na qualidade de vida da população.com. Estima-se que existam entre 5. RISCOS QUÍMICOS 10. sala 201 . num prédio em construção na zona sul de São Paulo. atingindo 30 pessoas e provocando a evacuação de 22. dois operários faziam a impermeabilização de uma caixa da água e sofreram intoxicações pelos gases dos produtos utilizados no serviço. Acima de 1000 novos produtos são produzidos pela indústria química em cada ano. Citamos alguns exemplos: • Desastre ocorrido em Bhopal na Índia em 1984 pela liberação de Metil-Isocianato e que resultou em um número de mortos superior a 2.000 habitantes. Todos foram levados para o pronto socorro. Os dois foram levados para o hospital regional de Sorocaba.000 produtos causadores de danos ao organismo humano e que aproximadamente 200 destes seja. e durante o trabalho foi constatado que nenhum deles usava máscaras contra gases. • No mesmo mês.1. mas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. existindo cerca de 7 milhões destes agentes. Um deles caiu de uma altura de quase oito metros e o outro ficou dependurado no andaime. O pedreiro João Pereira de Souza morreu após inalar o gás expelido pela caixa. a mais de seis metros de altura.000 e 10.

com. mais de cinco mil forma intoxicados e 12 morreram pelo efeito gás sarin. vômitos. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Em novembro de 1994. após cheirar a roupa primeiro. deixado em 16 estações do metrô de Tóquio. Segundo os bombeiros. tremores musculares. em Brasília. • Em 20 de março de 1995. O colega e o motorista de um caminhão de outra empresa. dois funcionários o lodo de um tanque de tratamento de efluentes de um curtume em Estância Velha/RS. sala 201 . Quando um deles viu que não adiantava mais tentou nadar até a beirada e foi socorrido. e assim sucessivamente. Um deles entrou no tanque para ajustar a mangueira que retirava o material. três trabalhadores consertavam o motor do sistema de tratamento de afluentes de um curtume. e ataca as moléculas de aceticolina.br . através da decomposição de substâncias orgânicas. até que todos 85 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. houve uma infiltração de gás metano nas geleiras da Companhia de Telefones. mas também morreram. descoordenação progressiva. cinco empregados de uma empreiteira de telefonia estavam instalando fibra ótica dentro de uma geleira subterrânea. Enquanto dois lidavam com o aerador do reservatório. fungos e bactérias. fluoreto de sódio e outros componentes. contrações do tórax. sentiu-se mal e caiu.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Um bombeiro que tentou socorrê-los também foi vítima e outro soldado ficou em estado de coma. Outros dois funcionários tentaram ajudar e também se intoxicaram. num edifício em construção. Nenhum deles usava equipamentos de proteção.Lajeado / RS . Os sintomas são tosse. na cidade de Concepción. com capacidade para 200 mil litros. Na tentativa de salvar o colega. O acidente ocorreu devido à formação de gases tóxicos. • Em fevereiro de 1994. Conseguiram escapar com vida. vedada há 11 meses. no Chile. em Novo Hamburgo/RS. O sarin é uma mistura de fósforo orgânico. álcool. se assustaram e tentaram ajudar. dois operários morreram após entrarem numa caixa da água de dois metros de profundidade e capacidade para 60 mil litros. paralisia muscular e morte. mas morreu minutos após entrar no hospital. • Em fevereiro de 1992. um outro entrou no tanque. • Em agosto de 1993. os outros dois se atiraram no tanque. que estavam ali para transportar os resíduos. problemas visuais. responsáveis pelas transmissões de estímulos no sistema nervoso. A morte dos trabalhadores ocorreu numa seqüência onde primeiro um desmaio ao respirar o gás e caiu. sem qualquer equipamento de proteção respiratória e acabou intoxicado pelos gases desprendidos e desmaiou.

Lajeado / RS . Ex. DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS Podem ser definidos como qualquer agente químico existente no ambiente de trabalho que. seu monitoramento ambiental e controle biológico. mortes. Ex.2.: Oxigênio. treinamento e programas de prevenção a estes riscos. na Revista Proteção.com. 267. além da própria imperícia dos trabalhadores.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho caíram expostos a uma atmosfera mortal. As causas destas catástrofes sempre se relacionam com eventos incontroláveis.3. no Caderno Técnico de prevenção de Acidentes do Trabalho para Componentes da CIPA elaborado pelo SENAI e nas Normas Regulamentadoras (NR's) da Portaria 3214 de 08/06/1978. 10. Nitrogênio. chamados de reações venenosas ou tóxicas. danos ao meio ambiente e efeitos econômicos incalculáveis. Benzeno. provoca efeitos nocivos ao mesmo. em condições normais de pressão e temperatura (25ºC e 760mmHg). caracterizando-se a negligência e imprudência dos responsáveis por estas pessoas. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Gases: são substâncias que. As informações contidas neste trabalho foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica no Manual de Riscos Químicas da Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. sua ação no organismo humano. envolvendo fogo. explosão ou liberação de produtos tóxicos que resultaram em doenças. introduzido no organismo.br 86 . Vapores: é uma forma gasosa de substâncias sólidas ou líquidas e que voltam aos seus estados originais após alteração nas condições de pressão e/ou temperatura. Na maioria das vezes os envolvidos sequer tinham conhecimento dos riscos a que estavam expostos por pura falta de informação. estão no estado gasoso. Mais seis pessoas foram afetadas com lesões leves. vapores resultantes de volatilização de solventes como Tolueno. Um transeunte tentou salvá-los e morreu também. 10. etc.: vapores de água.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . Em razão disto o presente trabalho procura apresentar a conceituação técnica dos riscos químicos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

cerâmicas. Ex.br 87 . Ex. que se diferenciam das poeiras porque tem a forma alongada com um comprimento de 3 a 5 vezes superior ao seu diâmetro. cereais. b) Fumos – quando o pó é gerado na combustão de materiais. Ex.: Algodão. Líquidos a) Névoas – são formadas pela ruptura mecânica de líquidos. vidros.: pinturas com spray. linho.com.Lajeado / RS .: explosões. Ex. Ex.: nos processos de galvanoplastia. fusão de materiais. 10. lã. INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO Os produtos químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho de diferentes formas: • Como matéria prima. amianto. • Quando originados por interação entre produtos químicos. • Quando originados como subprodutos. Sólidos a) Poeiras – quando o pó é constituído por partículas geradas mecanicamente a partir de sólidos maiores. • acidentais. c) Fibras – são partículas sólidas produzidas por ruptura mecânica de sólidos.4. b) Neblinas – são formadas pela condensação de vapores de substâncias líquidas que se volatilizaram (vaporizaram). • Como produtos intermediários.: combustão de madeira. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . • Como produtos finais. comumente sólidos. • Quando originados por decomposição de produtos químicos. • Uso com finalidade específica (ex: agrotóxicos). • Como impurezas de produtos utilizados.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Aerodispersóides (particulados) – são constituídos por partículas de tamanho microscópio que estão tanto no estado líquido quanto no estado sólido. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

conjuntiva ocular). A lesão mecânica propicia uma via extremamente eficaz que coloca o tóxico em contato direto com a corrente sangüínea. 267. além dos folículos pilosos (pêlos). Via Respiratória Responsável por 90% dos casos. levado pela circulação. A via de ingresso pode ser única para uma substância. Quando um tóxico entra em contato com a pele. em repouso. b. b) Penetração – por meio de lesão mecânica.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando um risco químico entra em contato com o organismo pode Ter ação local ou ser distribuído aos diferentes órgãos. lesionando-a em forma de queimaduras. edema agudo de pulmão). filtração pelos poros.br 88 . ou pode ser múltipla: a. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) um volume considerado de ar alcança as vias respiratórias:   5 a 6 litros/min. dependendo da atividade. dissolução em algum meio líquido. sala 201 . até 30 litros/min.Lajeado / RS . e) alguns sólidos e líquidos podem ficar retidos nas vias aéreas.com. c) Penetração e Reação Local – sensibilização e alergia. Os orifícios de saída das glândulas sebáceas e sudoríparas também podem ser utilizados. principalmente por que: a) o estado físico dos agentes químicos encontrados é gás. pode atuar das seguintes formas: a) Reação direta – a natureza altamente hidrófila (capacidade de absorção de água) dos produtos cáusticos faz com que os mesmos se localizem na pele. propiciando a entrada de outros tóxicos. produzindo ação localizada (irritantes. Tem importância fundamental. vapor e/ou particulado. Dos metais praticamente só o Tálio e o Chumbo penetram pela pele. Via Cutânea Inclui todo o tecido cutâneo que recobre o corpo humano juntamente com mucosas (lábios. pêlos e unhas. d) os agentes químicos podem atingir centros vitais (sistema nervoso central) rapidamente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A permeabilidade cutânea aos agentes químicas pode ser alterada por:  Sudorese (suor). c) tecido pulmonar é ricamente vascularizado. permitindo uma absorção rápida. etc.

sala 201 .Lajeado / RS . Ex. Via Digestiva Sem grande importância da saúde ocupacional.  Os produtos químicos são absorvidos no estômago e no intestino delgado. Muitas vezes as substâncias químicas depositam-se nas vias aéreas superiores e. ricos em vasos sangüíneos e passam para o fígado. c. através de movimentos dos cílios aí existentes ou pela tosse.: uso do ar comprimido que poderá causar:  Penetramento num corte ou escoriação através da pele pode insuflar os músculos. antes de serem distribuídos por todo o organismo através da circulação. levando à morte. Além disso. Penetramento num vaso sangüíneo pode produzir bolhas de ar. muitas vezes ocorrem bio-transformações que inativam os agentes tóxicos. Integridade da pele. Temperatura ambiente. podendo ser deglutidas. Idade. pela secreção do pâncreas e pelas enzimas digestivas. Muitos produtos químicos são inativados pela acidez do estômago. Injeção Injeção acidental por sistemas hidráulicos de alta pressão. são transportados para a boca. Alguns produtos como ácidos e álcalis provocam efeitos locais sobre os tecidos.br 89 . causando dor intensa ou lesão grave. 267.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.     d.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho      Espessura da pele. ao atingirem o fígado.  Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Capacidade dos agentes químicos de se ligarem aos constituintes da pele. salvo em casos de intoxicação acidental e quando o trabalhador se alimenta ou fuma em ambiente de trabalho. que interrompem a circulação.

O jato de ar sobre a pele introduz esses corpos estranhos para o interior do organismo através dos poros. o jato de ar pode arremessar partículas sólidas em velocidades altas. ou são transportados a órgãos com capacidade de transformá-los e/ou eliminá-los.: o Hexacloro-ciclohexano condiciona a uma intoxicação a longo prazo (crônica) pela sua fixação prolongada nos tecidos graxos. partículas de sílica e outras pequenas partículas. b) Lipídios – diversos agentes químicos são lipossolúveis o que permite que os mesmos se acumulem aí. através de ligações irreversíveis. os agentes químicos acumulam-se no sítio de ação (carboxihemoglobina). 267. Condições orgânicas (existência ou não de lesões). O uso do ar comprimido para limpar roupas contribui para o aumento da concentração de partículas sólidas em suspensão. Grau de ionização do agente químico no meio.com.   Distribuição e acumulação dos agentes químicos Após o ingresso no organismo humano. Ex.: o cobre liga-se à ceruloplasmina. Após a absorção os agentes químicos são distribuídos no organismo. Após a distribuição pelo organismo.Lajeado / RS . Mesmo em pressões baixas. Ex.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. prejudicando a qualidade do ar comprimido. ou em sítios específicos (chumbo nos ossos).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  O ar comprimido contém impurezas como óleo. alcançando a corrente sangüínea: é a absorção. especialmente a albumina. Afinidade do agente químico com as moléculas orgânicas. colocando em perigo os olhos e o rosto. Maior ou menor vascularização de determinadas áreas.br 90 . os agentes químicos ultrapassam membranas biológicas. Locais de acumulação (armazenamento) a) Proteínas plasmáticas – a maioria dos agentes químicos que estão no sangue são transportados ligados às proteínas plasmáticas. Esta distribuição depende de vários fatores como:      Solubilidade do agente químico. sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. de onde é liberado gradativamente.

Lajeado / RS . Estrôncio e Urânio. Biotransformação É a transformação que os agentes químicos sofrem no organismo (metabolização). como Chumbo (90%).br .: Nitrobenzeno transforma-se em anilina). a) Via Renal – exemplos de agentes eliminados pela urina: Fenol (originado do Benzeno). redução (Ex. Os gases e vapores podem ser eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Os compostos gasosos e alguns voláteis usam a via pulmonar. conjugação (Ex.: Tolueno transforma-se em Ácido Benzóico). enquanto os rins são responsáveis pela eliminação dos agentes. Ácido Hipúrico (originado do Tolueno). (provoca edema agudo de pulmão)).com. dependendo de suas propriedades físico-químicas. vapores e particulados podem ser eliminados pelos pulmões. Os suficientemente polares (hidrossolúveis) usam mais a via renal. sala 201 .: a conjugação do ácido benzóico forma o ácido hipúrico) e hidrólise (Ex. sendo cáustico. são encarregados da eliminação dos mesmos. O fígado realiza processos de biotranformação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho c) Ossos – vários agentes tóxicos acumulam-se nos ossos. b) Via Pulmonar – gases.: o Fosgênio por hidrólise forma o ácido clorídrico que. 267. Tabela – Eliminação de gases e vapores por via pulmonar Eliminação de gases e vapores Por via pulmonar Anilina Ciclohexano Sulfeto de carbono Acetona Tolueno Tricloroetileno Benzeno % da eliminação na forma inalterada 1 5 10 7 18 19 40 91 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. As principais reações envolvidas são oxidação (Ex. Eliminação Os agentes químicos são eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação por diversas vias. d) Fígado e Rins – além de acumularem agentes químicos.

Exemplo:    Inseticidas Organoclorados Metil-Mercúrio Chumbo e Dioxinas d) Pele. Toxicodinâmica É definida como o estudo das interações (bioquímicas e/ou fisiológicas) do agente químico no órgão-alvo (= órgão crítico) e do mecanismo da ação tóxica. Arsênio. como na pele. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. Manganês e Cromo Os lipossolúveis. A concentração do agente químico associada ao efeito crítico é denominada de “Concentração Crítica”. olhos. via digestiva ou via respiratória ou sistêmicas (no organismo). sala 201 . 92 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Tem pouca importância.Lajeado / RS . Exemplos:    Suor: Iodo. Mercúrio e Álcool Saliva: Estricnina. inclusive podem variar os órgãos críticos. os efeitos de um agente químico para determinado trabalhador. Bromo. Cobalto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Éter etílico Clorofórmio 90 90 a) Biliar – os agentes químicos absorvidos pela via gastrointestinal alcançam rapidamente o fígado. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. Chumbo. 267. c) Leite – agentes químicos absorvidos pelo organismo materno podem passar para os filhos em amamentação. Tálio. Ácido Benzóico. Como o fígado é o principal órgão da biotransformação. b) Suor e Saliva – este tipo de eliminação depende da difusão da forma não ionizada lipossolúvel. Exemplos:   Mercúrio. antes de serem distribuídos pelo organismo através da corrente sangüínea. Arsênio. Em virtude das diferenças individuais. como os solventes orgânicos. As ações podem ser locais.br . Atropina e álcool Etílico Quando eliminados pela saliva podem ser novamente absorvidos.com. os agentes químicos podem ser excretados pela bile sem ser distribuídos. são pouco eliminados por esta via. Cabelo e Unhas – não é significativa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Chumbo.

Ácido clorídrico. sendo pouco eliminados pela urina. a) Primários – a ação irritante local é imediata. são facilmente eliminados pela urina. A sílica é insolúvel e causa grande dano ao pulmão. enquanto os lipossolúveis saturam rapidamente o sangue. c) Metabolismo – agentes interferem no metabolismo orgânico. bloqueando atividades vitais. Na ingestão de compostos inorgânicos de Mercúrio. além de levar longo tempo para saturar os líquidos orgânicos. b) Distribuição – agentes. sem passar pelo fígado: agem seletivamente em determinados órgãos. Quando a exposição é a longo prazo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o órgão crítico é o rim. Classificação quanto à ação tóxica dos agentes químicos Irritantes Exercem ação na mucosa das vias aéreas pelo contato direto: ocorre corrosão. Ácido crômico. Irritantes das vias aéreas superiores: (são os mais solúveis em água)      Amônia. vários fatores influenciam: a) Via de Exposição – pode ser o próprio local da ação. Irritantes tanto das vias aéreas superiores como das vias profundas: (possuem solubilidade intermediária na água) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Em exposições a curto prazo.Lajeado / RS . podem ser distribuídos pelo organismo. em altas concentrações ambientais de Mercúrio. o órgão é o pulmão. d) Eliminação – o fígado e os rins podem ser importantes vias de eliminação e apresentam seletividade para alguns agentes. A intensidade da ação depende da concentração das substâncias e o local de ação depende da maior ou menor solubilidade na água da substância considerada. como exceção. depositando-se em tecidos ricos em gorduras. Para que determinado órgão seja crítico. sala 201 . Anidrido sulforoso. Ácido fluorídrico. Agentes tóxicos absorvidos pela pele e sistema respiratório.com. o órgão crítico é o sistema nervoso central.br 93 . que provocam maiores danos a estes órgãos.

Exemplo: monóxido de carbono (interage no transporte de oxigênio pela hemoglobina através da formação de carboxihemoglobina). metano. Anestésicos e narcóticos Provocam depressão no Sistema Nervoso Central. Álcoois Alifáticos (etílico.com. 267. Benzeno-halogenados. Tricloreto de arsênio. b) Bioquímicos – provocam asfixia por agirem. Acetona. neônio. nitrogênio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. cianetos (inibem a utilização do oxigênio nos tecidos por inibirem o sistema Citocromo-Oxidase). Octanona. Neurotóxicos – Exemplos: Sulfeto de carbono. sem interferir com a ventilação pulmonar. Dióxido de nitrogênio. que não pode ser inferior a 18%. butílico e amílico). de hidrogênio (depressor do centro respiratório). evitando o transporte eficiente de oxigênio no sangue. hélio.br 94 . Exemplos: etileno. Álcool etílico. Cloreto de enxofre. Irritantes das vias aéreas profundas e alvéolos: (são pouco solúveis em água)   b) Secundários – além de serem irritantes locais exercerem ação sistêmica: sulfeto Asfixiantes Provocam deficiência de oxigenação. Exemplos: Éter propílico. Ozônio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho    Dimetilsulfato. Sistêmicos Atuam nos sistemas orgânicos. etano. bioquimicamente. n-Hexano. Decano. Propano. propano e propileno. Fósforo. sala 201 . Cromo.    Hepatotóxicos – Exemplos: Clorofórmio. a) Simples ou mecânicos – atuam no ambiente de trabalho diminuindo a pressão parcial de oxigênio. ou impedindo a utilização do mesmo pelos órgãos. Cádmio. Ésteres.Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. propílico. fosfina (neurotóxico). Nefrotóxicos – Exemplos: Mercúrio. acetileno.

Asbesto. causam deformidade no feto. Benzeno e Níquel. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Carcinogênicos Causam câncer. órgãos como o cérebro.com.  Teratogênicos Agentes químicos podem interferir com o desenvolvimento normal do feto. Pólen. Madeira (pó). Exemplos: Antimetabólicos. 4-Nitrodifinil.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Hematotóxicos – Exemplos: Benzeno. Asbesto. Arsênico. Malignos: Sílica. Diisocianeto de Tolueno (TDI). Gases anestésicos. Cromo. Interação de Agentes Químicos Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Carvão. os membros superiores e inferiores são formados. Alergizantes Exemplos: Formaldeído. Couro (pó). Durante os três primeiros meses de gestação. Ciclosporina.Lajeado / RS . Cloreto de vinila. Resinas. Titânio. Fibra de algodão.br 95 . Imunodepressores Deprimem o sistema de defesa do organismo. Óleos. Exemplos:  Benignos: Tungstênio. coração. Berílio. Bagaço de cana. por exemplo. Ferro. mercúrio e solventes orgânicos. Pneumoconióticos Atuam nos pulmões. sala 201 . Corticóides. Nitritos e Anilina. Mutagênicos Agentes químicos podem causar alterações genéticas em gerações futuras: 85% dos químicos carcinogênicos podem causar mutagênese. Exemplos: Benzidina. Alumínio. (Não provocam fibrose).

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Ações que podem ocorrer: a) Ação independente – ações distintas dos tóxicos com efeitos diferentes. Exemplo: EPN (Inseticida Fosforado) + malation. d) Proteção – providenciar proteção pessoal. sala 201 . b) Distâncias – observar uma distância segura entre o trabalhador e a substância perigosa. Exemplo: Chumbo + Arsênio na biossíntese do heme. 267. b) Ação aditiva – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é quantitativamente igual à soma dos efeitos individuais. e) Informação – o trabalhador deve ser informado sobre o risco existente. e) Antagonismo – quando o efeito de dois agentes tóxicos é menor que o efeito aditivo: um reduz o efeito do outro. Exemplo: Propanol aumenta a hipertoxidade do Tetracloreto de carbono. Exemplo: igual ao Selênio mais Cádmio. Sobre esse agente químico há um anexo específico (13-A) na NR-15. Princípios básicos de prevenção a) Eliminar o risco da substância perigosa. Exemplo: Substituição do benzeno pelo tolueno e xileno.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que também são hidrocarbonetos aromáticos mais menos tóxicos. (ou processo) ou substituí-la (o) por outra (o) menos perigosa (o). d) Pontecialização – quando um agente tóxico tem seu efeito aumentado por agir simultaneamente com um agente atóxico. evitar o contato da substância perigosa com o trabalhador.com. c) Ventilação – providenciar uma ventilação adequada para remover ou reduzir a concentração da substância no ambiente de trabalho.br 96 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando dois ou mais agentes químicos co-existem nos ambientes de trabalho. c) Sinergismo – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é maior que a ação aditiva.Lajeado / RS .

h) Controle de exposição.com. b) Identificação do agente químico. d) Identificação do(s) risco(s) existente(s). g) Manuseio e armazenamento. todos os produtos intermediários. Fichas Químicas de Segurança Todos os materiais utilizados. produtos finais e resíduos devem ter Fichas de Segurança na Empresa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) Informações sobrem ingrediente. todos os produtos finais. intermediários.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Controle e Identificação Identificar todos os materiais utilizados. endereço e telefone do fabricante. Exemplo: PPRA. resíduos formados. Mapa de Risco. 267. h) Classificação tóxica do agente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. endereço e telefone do fabricante. d) Símbolos do dano potencial. e) Riscos associados ao uso. c) Nome.br 97 . k) Outras informações toxicológicas.Lajeado / RS . g) Identificação do lote. sala 201 . Rotulagem O rótulo dos agentes químicos deve conter: a) Nome comercial. para fornecimento de informações básicas sobre os mesmos. i) Propriedades físicas e químicas. e) Medidas de primeiros socorros. f) Precauções a serem observadas. bem como procedimentos de emergência: a) Nome do produto químico (incluindo o nome comum ou comercial). c) Nome. j) Estabilidade e reatividade. Devem indicar o Equipamento de proteção Individual necessário para manuseio dos mesmos. f) Medidas a serem adotadas em liberações acidentais.

000 substâncias químicas existem limites das concentrações destas substâncias químicas nos locais de trabalho em que se supõe que um número razoável de trabalhadores possa estar exposto sem sofrer efeitos adversos à saúde: são os “Limites de Tolerância” A expressão “Limites de Tolerância” surgiu na Convenção nº 148 da OIT e foi adotada em 1977. Armazenamentos de químicos próximos a processos incompatíveis devem ser evitados. Para particulados os limites são expressos em miligramas por metro cúbico (mg/m3) e. São os TLV. mpp/m3 (milhões de partículas por metro cúbico).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho l) Informações sobre a deposição. Para alguns agentes químicos existem valores máximos (valor-teto) que não podem ser ultrapassados em momento algum na jornada de trabalho.br 98 . m) Informações sobre transporte n) Data de preparação. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. como. medidas adicionais devem ser instituídas. Armazenamento seguro   Substâncias não compatíveis não devem ser armazenadas juntas. Estes limites são expressos em partes por milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m3) para gases e vapores.com. às vezes. sala 201 .Lajeado / RS . Deve existir ventilação adequada para permitir que os vapores liberados sejam suficientemente diluídos e liberados. repetitiva ou contínua. Se houver risco de fogo. Sobre a exposição Vários países têm procurado estabelecer “Limites de Tolerância” e para cerca de 40. por exemplo. Este valor máximo pode ser calculado pela tabela a seguir: Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.   Monitoramento Por monitoramento entende-se a atividade sistemática. pelo número de partículas por unidade de volume.

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TABELA 2 – Limites de Tolerância/Fator de Desvio LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m3) 0a1 1 a 10 10 a 100 100 a 1.000 1.000 ou mais FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 1.25 1.1

O valor máximo é, então, calculado para o agente químico, multiplicando-se o Limite de Tolerância pelo Fator de desvio. Exemplo: Agente químico: amônia Limite de Tolerância: 20 ppm/ 48 horas semanal  Foram realizadas 10 medições com intervalo de 20 minutos apresentando as seguintes concentrações: 18, 19, 20, 21, 23, 22, 24, 19, 18 e 17. Média aritmética = 20,1 ppm.  Caracterizado grau de insalubridade médio (20%).  Conforme tabela 2 o limite de tolerância obtido é de 30 ppm. Caso uma das concentrações obtidas na amostragem ultrapasse o valor máximo (30 ppm) estaria caracterizada a situação de risco grave e iminente. A legislação brasileira prevê 11 substâncias com Valor-teto enquanto as normas internacionais prevêem 36. Existem, também, substâncias absorvidas pela pele, mostrando que a proteção da via respiratória apenas pode não ser suficiente para protegermos o trabalhador exposto: a legislação brasileira indica 43 substâncias, enquanto normas internacionais indicam 105. Nas listagens de agentes químicos são indicados as substâncias asfixiantes, o que determina um severo controle nos ambientes de trabalho, pois a concentração de oxigênio, nestes casos, não pode ser inferior a 18% em volume. Os limites de Exposição referem-se aos agentes químicos dispersos na atmosfera e, portanto, não consideram as formas sólidas ou líquidas dos agentes químicos. Os limites citados supõem uma proteção aos trabalhadores. Não indicam garantia.

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Monitorização Biológica da Exposição Humana a Agentes Químicos Para uma dada substância existe uma concentração tal que não irá provocar efeitos danosos, ainda que a exposição seja prolongada. Entretanto, esta afirmação não é válida para as substâncias carcinogênicas, em que as condições de exposição devem ser o mais próximas possível do zero. Também para as radioativas. A monitorização Biológica é a medida e avaliação de agentes químicos e/ou de seus produtos de biotransformação em tecidos, secreções, excreções, ar exalados ou alguma combinação destes, para estimar a exposição ou o risco à saúde, quando comparados a uma referência apropriada. As “referências apropriadas” são os Limites de Tolerância Biológicos – LTB. A substância, elemento químico ou atividade enzimática cuja concentração (ou atividade) possui relação com a exposição ambiental recebe o nome de “INDICADOR BIOLÓGICO”. O objetivo principal da monitorização biológica é o mesmo da ambiental, ou seja, previne a exposição excessiva aos agentes químicos que podem ser nocivos aos trabalhadores expostos. Visa estimar a quantidade biodisponível do agente químico (dose interna) para assegurar que a exposição não atinja níveis críticos. Exemplos:
  

Determinação de chumbo no sangue; Determinação de Pentaclorofenol na urina; Determinação do Benzeno no ar exalado.

A determinação de algumas alterações orgânicas provocadas pela exposição aos agentes químicos também pode ser usada na prevenção de doenças ocupacionais, desde que revelem o efeito precoce. Efeito Precoce Um efeito é precoce ou alteração é não nociva quando:  Ao serem produzidos e numa exposição prolongada não resultem em transtorno(s) da capacidade funcional, nem da capacidade do organismo para compensar a sobrecarga;  São efeitos ou alteração reversíveis e não diminuem a capacidade do organismo em manter a homeostasia;  Não aumentam a suscetibilidade do organismo aos efeitos indesejáveis de outros fatores de riscos ambientais;

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 Sabendo-se que a relação que existe entre a exposição e a dose interna, podem ser propostos valores máximos permissíveis para o indicador biológico;  Estes limites não devem ser considerados números que separam concentrações seguras de perigosas, mas níveis de advertência, propostas com base nos conhecimentos atuais da relação exposição/resposta. Tipos de Indicadores Biológicos  Tipo I – tem importância individualmente e, quando um trabalhador ultrapassa o limite da tolerância biológica, indica que providências devem ser tomadas e o trabalhador afastado. A ultrapassagem dos limites de tolerância biológica tem valor no diagnóstico de intoxicação. Exemplos: Indicador: Carboxihemoglobina – Agente químico: Monóxido de Carbono  Tipo II – são os que tem pouco ou nenhum valor isoladamente. Indicam apenas que está ocorrendo uma exposição descontrolada. Exemplos: Mercúrio urinário = Mercúrio Metálico e Inorgânico Ácido Hipúrico Urinário = Tolueno Utilização dos indicadores a) Grupo homogêneo quanto ao risco – realizar avaliação do conjunto de trabalhadores expostos, que, necessariamente, deve ser homogêneo quanto à exposição ao agente químico: deve haver um grau semelhante de exposição. b) Amostras – as amostras devem ser realizadas em condições idênticas. c) Análise dos resultados:

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos. Se estiver abaixo do LTB para o agente e todos os resultados estiverem abaixo deste limite, o ambiente é considerado sob controle (ou adequado): BAIXO RISCO. Se a média estiver abaixo do LTB e até 5% dos resultados estiverem acima do LTB deve ser instituída vigilância ambiental rígida e com alta periodicidade na determinação do indicador biológico: MÉDIO RISCO. Se a média estiver acima do LTB, medidas ambientais urgentes são necessárias, pois o ambiente está fora de controle: ALTO RISCO.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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definida em normas internacionais.Lajeado / RS . armazenamento. Utiliza exames biológicos. sala 201 . f) As trabalhadoras devem Ter trabalho alternativo que não envolva o uso ou exposição aos agentes químicos se estiverem gestantes ou durante amamentação e devem ter direito a retornar ao trabalho prévio no tempo apropriado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Vigilância da saúde O comitê misto CCE/NIOSH/OSHA em 1984 definiu a Vigilância da Saúde como sendo “a realização de exames médico-fisiológicos periódicos. c) Os trabalhadores devem receber os resultados dos exames realizados. e) Em condições de grave e iminente risco. fisiológicos e também indicadores biológicos relacionados com a exposição a determinado agente tóxico e alterações ligadas ao órgãoalvo. Determinação de proteínas de baixo peso molecular na urina.com.br 102 . Verificação das mucosas das vias aéreas na exposição a gases ou vapores irritantes. o trabalho deve ser detido.  Determinação da velocidade de condução nervosa (nervos periféricos) na exposição ao Chumbo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. controle. da vigilância da saúde e as monitorizações biológicas. A detecção da doença instalada está fora do escopo desta definição”. emergências. resíduos e primeiros socorros no uso dos agentes químicos presentes no local de trabalho. tanto das avaliações ambientais.  Recomendações a) Os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos a que estão expostos. deve ser observada a quantidade segura. para detectar o dano renal na exposição ao Cádmio. de trabalhadores expostos com o objetivo de prevenir o aparecimento de doenças. transporte. d) Os trabalhadores devem participar na investigação e na solução dos problemas existentes no manuseio dos agentes químicos presentes nos locais de trabalho. b) Os trabalhadores devem receber treinamento de prevenção. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. g) No armazenamento de produtos químicos.

Limite de Tolerância – Média ponderada – Representam a concentração média existente na jornada de trabalho. Neste grupo. 267.com. para a população que possa ser atingida e para entidades ambientalistas. monóxido de carbono. chumbo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. a designação do pessoal competente. de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. j) Para cada instalação exposta a acidentes industriais maiores o empregador deve estabelecer e conservar um sistema de prevenção de riscos de acidentes com especial atenção para:   Identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos. os limites de tolerância podem ser exercidos.maiores devem ser identificadas pelas autoridades em saúde pública. sala 201 . i) Os empregadores devem identificar as instalações expostas a acidentes industriais maiores.br 103 . que devem incluir: o desenho. Anexo 11. Portarias nº 3. Planos e procedimentos de urgência com inclusão de: preparação de planos e procedimentos e urgência eficazes em casos de acidentes industrias maiores. fornecimento de instruções e formação adequada de pessoal além da inspeção da instalação. o funcionamento e a conservação apropriada da instalação. Grupos – limtes de tolerância cinstantes no quadro 1. isto é. Ex: amônia. fornecimento de informações sobre os acidentes possíveis e os planos de intervenção de urgência para as autoridades competentes. Grupo I – Substância de ação generalizada sobre o organismo. As disposições técnicas e de organização necessárias para o funcionamento da instalação em condições de segurança.Lajeado / RS . desde que não seja ultrapassado o valor máximo e a concentração média seja inferior ao limite de tolerância fixado. podem – se ter valores acima do limite fixado. Os efeitos da substância no organismo dependem da quantidade absorvida.  A. meio ambiente e pela população que possa ser atingida pelo acidente.214 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho h) As áreas expostas a acidentes industriais. situa-se a maioria das substâncias. a construção. Neste caso. NR – 15. etc. desde que sejam compensados por valores abaixo deste mesmo limite.

5 1.Lajeado / RS . estas oscilações devem respeitar um valor máximo obtido através da aplicação de um fator de desvio. sala 201 .com. No entanto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho modo que a média ponderada seja igual ou inferior ao limite de tolerância. conforme fórmula a seguir: Valor máximo (VM) = LT x FD LT= Limite de tolerância FD= Fator de desvio O fator de desvio depende da grandeza do limite de tolerância segundo o quadro: LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m³) 0A1 1 A 10 10 A 100 100 a 1000 Acima 1000 EXEMPLO: a) Amônia: LT = 20 ppm FD = 1.5 = 30 ppm VM = 30 LT = 20 FATOR DE DESVIO 3 2 1. 267.25 1.5 (conforme quadro acima) VM = 20 x 1.1 1 2 3 5 6 7 8 9 Tempo Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 104 .

É visível que o excedido entre a segunda e terceira hora e sétima e oitava hora é compensado por valores abaixo do LT (limite de tolerância) existentes no restante do tempo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O limite de tolerância não foi ultrapassado.br 105 . 267. já que a média ponderada é inferior ao limite de tolerância e o valor máximo não foi alcançado. Concentração VM = 30 LT = 20 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado.com. pois o valor máximo foi superado.Lajeado / RS . sala 201 .

sala 201 .com. pois a média ponderada superou o LT fixado. deve – se calcular: a) Concentração média Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de amônia: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 10 20 25 20 15 10 20 10 20 25 Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O LT foi ultrapassado.br 106 . 267. pois a média ponderada superou o LT fixado o VM também não foi respeitado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O LT ultrapassado.

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CM = 10 + 20 + 25 + 20 + 15 + 10 20 + 10 + 20 + 25 = 17,5 ppm _____________________________________ 10 b) VM = LT x FD Segundo o anexo 11, NR – 15, o limite de tolerância para a amônia é de 20 ppm e o FD = 1,5. Deste modo: VM = 20 x 1,5 = 30 ppm. Pode – se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido no anexo 11, NR – 15 , não caracterizando, portanto, insalubridade para esta atividade. No caso de uma amostragem ultrapassar o valor máximo permitido e/ou a concentração média superar o limite fixado, a atividade será considerada como insalubre de grau médio, se o trabalhador não estiver adequadamente protegido. 2. Grupo II – Substância de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidos, também por via cutânea. Os limites de tolerância foram fixados pela absorção apenas por via respiratória. As substâncias pertinentes a esse grupo podem ser absorvidas também pela pele intacta, menbranas, mucosas ou olhos. Deverão, portanto, ser tomas medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, afim que o LT não seja ultrapassado. Tais substâncias possuem sinalização na coluna “ Absorção também pela pele” na tabela de LT e limite de tolerância – média ponderada. Exemplo: anilina, tolueno, fenol. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de tolueno: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 CONCENTRAÇÃO (ppm) 50,0 50,0 60,0 80,0 90,0 107

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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6 7 8 9 10

100,0 100,0 100,0 50,0 90,0

Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve –se calcular: a) Concentração média: CM = 50+50+60+80+90+100+100+100+50+90 = 77,0 ppm ________________________________ 10 b) Valor máximo permitido: LT = 78,0 ppm FD = 1,5 VM = 78 x 1,5 = 117,0 ppm Observa –se que nenhuma amostragem superou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite estabelecido no anexo II, NR – 15. No entanto, o tolueno é uma substância que também penetra pela via cutânea e, para efeito de caracterização de insalubridade, deverá ser observada a utilização de proteção adicional além da respiratória. Embora o limite de tolerância não tenha sido ultrapassado, a insalubridade será caracterizada se o trabalhador não estiver adequadamente protegido (luvas, óculos de visão panorâmica, etc.), uma vez que, como comentado anteriormente, os limites forma estabelecidos levando – se em consideração apenas a via respiratória, devendo, portanto, ser protegida a via cutânea. 3. Grupo III – Substâncias de efeito extremamente rápido. Devido a sua ação imediata, estas substâncias não podem ter seu LT excedido em momento algum da jornada de trabalho, devendo este ser considerado como valor máximo. Exemplo: ácido clorídrico, cloreto de vinila, etc. Limite de tolerância – Valor Teto – Quando na tabela de limite de tolerância estiver a coluna de “valor – tetor” significa que o valor estabelecido como limite de

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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tolerância é concentração máxima, que não poderá ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho. Exemplo: Concentração

Tempo O LT foi ultrapassado já que em momento algum a concentração excede o LT fixado. Concentração

LT

Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado já que o limite de tolerância fixado foi ultrapassado. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de ácido clorídrico: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2,0 3,0 4,0 6,0 3,0 5,0

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Como esse local apresentou percentual de oxigênio abaixo de 18%. não cabe a percepção do adicional de insalubridade. Verificar se as atividades neste local são permitidas.br 110 . 267. Os resultados abaixo foram fornecidos pelo laboratório: Benzeno = < 1. dosímetro passivo de carvão ativado. aquelas com períodos de duração entre 5 a 30 minutos. é largamente utilizada. Sabendo – se que o acetileno é considerado um asfixiante simples.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O anexo 11.214.0 ppm para o ácido clorídrico. etc. para coleta de vapores orgânicos provenientes do solvente. a possibilidade de trabalho no local é determinada pela presença de oxigênio. Grupo IV – Substâncias de efeito extremamente rápido que podem ser absorvidas por via cutânea. que não deve ser nunca inferior a 18%. Como as amostragens 4 e 6 superaram 4. podendo o Ministério do trabalho interditar o local ou setor. a atividade caracteriza-se como insalubre de grau máximo. estando assinalada a coluna “valor – teto”. isto é. Exemplo: acetileno. estabeleça apenas este tipo de amostragem. fixa limite de tolerância de 4. conclui – se que não é permitido trabalho neste setor. a amostragem contínua.Embora a legislação brasileira. Como essa situação gera risco grave e iminente.0 ppm. etano. 4. Observa-se que os exemplos citados se referem a amostragens instantâneas. sala 201 . NR – 15.Lajeado / RS . devido a deficiÊncia de oxigênio. coletado durante 6 horas. no anexo 11. isto é . NR – 15. utilizou – se. cujos exemplos mostraremos abaixo: Exemplo 1: Em atividade de pintura a pistola. em higiene industrial. portaria nº 3.0 µg/m³ Tolueno = 326 µg/m³ Xileno = 15 µg/m³ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Exemplo: Um trabalhador desenvolve atividades em um ambiente contaminado com acetileno obtendo – se concentrações de 15 % de oxigênio no seu local de trabalho. no caso de o trabalhador não estar adequadamente protegido. argônio.com.

devido ao seu efeito imediato sobre o organismo.0 3. além de não poderem ter seu LT excedido em momento algum. É importante salientar que o resultado fornecido pelo laboratório é de concentração média durante a jornada de trabalho. verifica-se que a concentração média das substâncias analisadas não superou o limite de tolerância.001 mg/m³ Tolueno = 0. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe às seguintes concentrações de n.0 O anexo 11. sendo VM = LT. NR – 15. NR – 15. as oscilações acima e abaixo do limite fixado não pode ser detectadas por este método.0 1. 267. também requerem que medidas de proteção sejam tomadas. a fim de desvio.326 mg/m³ Xileno = 0.015 mg/m³ Comparando – se as concentrações obtidas com os respectivos limites de tolerância estabelecidos no anexo 11.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.0 3. As substâncias deste grupo.br 111 .5 0. fixa limite de tolerância de 4.0 2.0 1. portaria nº 3214.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado. Deve – se Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . Nenhuma amostragem ultrapassou o valor máximo e caso o trabalhador esteja adequadamente protegido com relação à via cutânea a atividade não será considerada insalubre. Exemplo: sulfato de metila.0 2.butalamina: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2. álcool u – butílico. Benzeno = < 0. Deste modo.0 1. cujos valores são de 24 mg/m³.Lajeado / RS .0 ppm para n – butalamina. estando assinalada as colunas “valor – teto” e “absorção também pela pele”.5 3.

sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. isto é . neste caso. sem provocar outros efeitos fisiológicos significativos. pois o fator limitante é o oxigênio disponível. Grupo V .Alguns gases e vapores. Deve ser avaliada a quantidade de oxigênio no ar. é especial para que a insalubridade não seja caracterizada. deslocam o oxigênio do ar. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . 267. atuam como asfixiantes simples. Não possuem LT.br 112 . sendo 18% o valor mínimo permissível.com. em altas concentrações no ar.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho frisar a proteção da via cutânea.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .com. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – A Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 113 . sala 201 .

04. bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos. reuniões.530. encontros. V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho. RESOLVE: Art. através de parecer técnico. II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade. sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. no uso de suas atribuições. 1º . beneficiando o trabalhador. palestras. bem como as medidas de eliminação e neutralização.Lajeado / RS . doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador. adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em sua planificação. de 09. 6º do Decreto 92. III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho.275. considerando o disposto no art. IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados. campanhas. doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.86. que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. seminários.º 3. treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. DE 21 DE SETEMBRO DE 1989 A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO.com. 267.br 114 . acompanhando e avaliando seus resultados. bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização. VI – Promover debates.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – B DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PORTARIA N.As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes: I – Informar o empregador. propondo sua eliminação ou seu controle. sala 201 .

recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis.Lajeado / RS . ampliação. com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho. dados estatísticos. arranjos físicos e de fluxo. orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais. solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio. controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente.br 115 . documentação. reforma. dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas. VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção. XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas. 267. doenças profissionais e do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.. para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores. inclusive por terceiros. materiais de apoio técnico.. quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho normas de segurança e higiene do trabalho. de acordo com a legislação vigente. resultados de análises e avaliações. X – cooperar com as atividades do meio ambiente. incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida. IX – indicar. visando evitar acidentes do trabalho. avaliando seu desempenho. XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas.com. administrativos e prevencionistas. VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas. 1º As atividades do Técnico de Segurança. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . assuntos técnicos. Art. regulamentos. observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação. educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador.

XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho. regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas. XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres. congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional.Lajeado / RS . Art.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho. perigosas e penosas existentes na empresa. normas. doenças profissionais e do trabalho. DOROTHEA WERNECK Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. treinamentos.br 116 . doenças profissionais e do trabalho. Art. seus riscos específicos. sala 201 . XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador. fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal. 267. XVIII – participar de seminários. XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. que permitam a proteção coletiva e individual. bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos. revogadas as disposições em contrário.

vocÊ pode estar trabalhando em um ambiente saudável.br . você deveria estar procurando melhorar as condições dele o mais depressa possível. sala 201 . maquinários e processos ruidosos são identificados como sinais de aviso? Há local agradável e bem equipado para beber? Existem locais com cabines e armários para se guardarem roupas e sacolas? Há um local para se secarem as roupas. Sim O ambiente é amplo? Cada um tem seu próprio espaço pessoal? Há um lugar onde se possam guardar os objetos pessoais? As cadeiras e bancos são confortáveis? O equipamento e o maquinário são de fácil manuseio? Todos podem se locomover à vontade? A temperatura é amena em todos os lugares? É fornecida alguma roupa de trabalho adequada.com. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. se necessário? Todas as áreas são bem arejadas? Há alguma diretriz de “Proibido fumar”? O ar condicionado e o aquecimento às vezes Não funcionam adequadamente? São vistoriados e consertados com regularidade? As instalações são bem iluminadas? Há iluminação de emergência no local? Há um gerador de emergência disponível caso seja preciso? As áreas extremas ficam acesas durante a noite? As luzes e janelas são limpas? O equipamento e o maquinário são silenciosos? Os equipamentos. acessíveis e em funcionamento? 117 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. quando necessário? Os sanitários estão limpos. Caso contrário.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – C SEGURANÇA DO TRABALHO Você está trabalhando em um ambiente de trabalho saudável? Se puder responder “sim” às perguntas a seguir. arejados.

sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Existem pias com água quente e fria.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sabão.br 118 .Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. toalhas e outros itens de limpeza? Material Auxiliar I Fonte:: Como motivar pessoas Iain Maitland. 2000.com.

( ) O médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPC – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. ( ) Em 460 a 375 a. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .Lajeado / RS . publicado por Georgius Agrícola.D COLÉGIO MARTIN LUTHER Centro de Educação Profissional Martin Luther Estrela/RS Avaliação da disciplina de SEGURANÇA DO TRABALHO I Professor Eduardo Becker Delwing Turma: TST Data: / / 200 Nome: ________________________________________________ 1. ( ) 1802. no Império Romano. que fez referências sobre o trabalho ser o causador de doenças como na extração de minerais e fundição de prata e ouro. na Escócia. Exemplo: Silicose. na França.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. 267. ( ) Em 1556. em latim a obra De Ré Metálica. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Engenharia do Trabalho. principalmente de chumbo e mercúrio. para realizar exames em mulheres. proibia o trabalho noturno para crianças.br 119 ..C. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. Plinius. Marcar verdadeiro (V) ou falso (F) ( ) Em 1842.

( ) Em 1978.255.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ( ) Em 1937. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes.214 que aprova as Normas Regulamentadoras –NR do Capítulo V do Título II. Decreto nº 68. ( ) Em 1972.Lajeado / RS . cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do empregador. da CLT.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ( ) Em 1971. uma CPI. que sensibilizou a opinião pública. 08 junho. de 16 de fevereiro. editada a Portaria 3. fazendo que fosse baixado o Factory Act.br 120 . obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 200 funcionários. sala 201 . que considerada como a 10ª Lei de Proteção ao Trabalhador. relativas à Segurança do Trabalho.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. nos EUA. 267. ( ) Em 1833.

267.br 121 . complete o nome da respectiva cor relacionada a segurança do trabalho: Corpo de máquinas = ___________________________________________ Corredores de circulação = _______________________________________ Óleo diesel.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – G Conforme NR – 26. sala 201 . asfalto = _______________________________________ Mangueiras para acetileno = ______________________________________ Canalizações de água= __________________________________________ Faixas no piso de entrada de elevadores = ___________________________ Localização de bebedouros = _____________________________________ Canalizações de ar comprimido = __________________________________ Canalizações à vácuo = __________________________________________ Canalizações com álcalis cáusticos = ________________________________ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. gasolina = __________________________________________ Canalização contendo ácidos = ____________________________________ Óleo lubrificante.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

Grupo 1 (ação generalizada depende da concentração) Exemplo: Um trabalhador exposto a nitretano. na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 84 92 55 43 65 71 82 64 53 93 2.br 122 .com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – H EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1.Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

5 3. sala 201 . na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 4 2 1.com. podendo também ser absorvidas por via cutânea).Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 3.8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.5 3. Grupo 2 (ação generalizada.5 3 5 1. Exemplo: Um trabalhador exposto a éter decloroetílico.br 123 . 267.5 2 4.

valor teto não pode ser ultrapassado e pode também ser absorvida por via cutânea.07 0. Valor Teto = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a sulfato de dimetila usando máscara para gases tóxicos P2 como EPI (equipamento de proteção individual).05 0. 267.07 0.com. na na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? 5.Lajeado / RS .04 124 CONCENTRAÇÃO ppm 120 100 40 130 160 135 155 170 124 140 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. valor teto não pode ser ultrapassado) Valor máximo = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a cloreto de vinila.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.08 0.02 0. Grupo 4 ( efeito extremamente rápido.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.br . sala 201 .03 0. na seguinte situação de amostragem: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO ppm 0. Grupo 3 ( efeito extremamente rápido.04 0.05 0.01 0.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho A atividade é insalubre? Em que grau? 6. Não possuem Limite Tolerância. Grupo 5( asfixiantes simples.Lajeado / RS . obtem – se 16 % de oxigênio no local de trabalho.br 125 . A atividade é insalubre? Qual o grau? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. pois o fator limitante é o oxigênio disponível. Exemplo: Num ambiente confinado (caixa d’ água) com presença de Argônio. valor permissível de 18%). sala 201 . 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. deslocam o oxigênio do ar.com.

pergunta – se se existe insalubridade por calor? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. e sabendo – se que no local de trabalho M= 300 Kcal/h. fazendo anotações. Considerando que o local de trabalho é o local onde permanece o trabalhador enquanto carrega e descarrega o forno e que o local de descanso é o local onde o operador permanece sentado. moderado.br 126 . com alguma movimentação. um operador de forno gasta três minutos carregando o forno. com alguma movimentação. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho. Tbn acusou 24º C e Tg 52º C. Numa empresa. Reclamante argüi insalubridade devido à exposição ao calor. Durante o tempo em que aguarda a elevação da temperatura. Existe insalubridade? 3.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – I EXERCÍCIOS SOBRE AVALIAÇÃO AMBIENTAL – CALOR 1. Tg = 54 ºC e Tbn = 24 º C e no local de descanso M = 125 Kcal/hm Tg = 30 ºC e Tbn = 20 º C. Existe insalubridade? 2. Era forneiro em uma padaria e laborava das 4:00 às 10:00. A perícia mo local de trabalho evidenciou os seguintes dados: executava trabalho contínuo. diante de um forno. sala 201 . o operador de forno fica fazendo anotações sentado em uma mesa que está afastada do forno. de natureza leve. de pé.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Considerando – se que um trabalhador exerce atividade pesada ao executar remoção com pá. em bancada. Verificou que o trabalho era executado em pé. Aguarda quatro minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e em seguida gasta outros três minutos para descarregar o forno. e sabendo – se que as medições acusaram: Tg = 44 º C e tbn = 22 º C. 267.

com.Lajeado / RS .J Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .br 127 . 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

Fem. Estado Civil ( ) 1. Masc. 267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO I EMITENTE Empregador Secretaria/Autarquia Endereço (Rua.. Compl.. 5. Compl..) Bairro Telefone Bairro Telefone Houve morte? ( ) 1. Judic. Após quantas horas de Houve Afastamento? ( ) 1. Masc.... N°. 2.) Nome Endereço (Rua.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Não Testemunhas Nome Endereço (Rua. N°. N°.com.. Não Município Código Funcional Hora do Acidente Município do Local do Acidente Município Nome da Mãe Sexo ( ) 1. Av. Av.Func. Comunicação de Óbito em .Lajeado / RS . Sim trabalho? 2. Reabertura 3.. UF Remuneração Mensal Bairro Telefone Aposentado? ( ) 1.br 128 .. Solteiro 2. Av.Sim 2. do Emissor Responsável Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Av. Outro Fem. Viúvo 4. Sep... Sim 2.. sala 201 . Não UF Especif. Data Órgão Exp. Compl. Casado 3... .. 2..) CEP Acidentado Nome do Funcionário Data de Nascimento Carteira de Identidade Endereço (Rua..) CEP Função Acidente ou Doença Data do Acidente Local do Acidente Parte(s) do corpo atingida(s) Descrição da situação geradora do acidente ou doença Houve Registro Policial? ( ) 1. Compl. do Local do Acidente Agente Causador Local de Trabalho Tipo da CAT ( ) 1././. N°. Bairro Telefone ______________________________ Local e Data _______________________________________________ Nome/Cargo/Cód. Início 2.

10 _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico com CRM Tipo ( ) 1. sala 201 . 2. 267... Houve Internação? ( ) 1. Sim 2. MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO TRABALHO NOTA IMPORTANTE 1.. T.. 4.. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser feita no prazo máximo de 24 hs./.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho II ATESTADO MÉDICO Unidade de Atendimento Médico Houve Duração Provável do Internação? ( ) Tratamento dias: 1.... S. 3./.. O acidentado deve exigir o preenchimento da guia de acidente do trabalho para sua própria segurança.. 5.DMST CID . Típico 2.. Caso haja afastamento médico o atestado deverá ser entregue juntamente com a CAT. Doença 3.br 129 . DO A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA. Trajeto Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Por qual Período? Número do Acidente Recebida em.. Sim 2..CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.. e entregue na Divisão de Medicina e Segurança... Não Descrição e natureza da lesão(ões) Data Hora Deverá o acidentado afastar-se do trabalho Por qual Período? durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Diagnóstico Provável ______________________________ Local e Data III . Caso haja acidente de trânsito anexar à CAT o Boletim de Ocorrência. Não Duração Provável do Tratamento dias: __________________________ Local e Data _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico da D. M. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida preferencialmente pela chefia imediata ou pela CIPA..Lajeado / RS ..com.

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