CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO I
Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho

ÍNDICE
PLANO DE CURSO............................................................................................................... 6 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho......................................................................6 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I............................................................................. 6 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas............................................................................................ 6 1. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO........................................................................................................................... 8 1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO............................. 8 1.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL............................ 11 2. HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS...................................................................................................................... 18 2.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO.............................. 18 2.1.1 Conceito de Higiene do Trabalho........................................................................ 18 2.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais.................................... 18 2.1.3. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais................................................20 2.2 Objetivos da higiene do Trabalho............................................................................... 21 3. SEGURANÇA DO TRABALHO..................................................................................... 22 a) CONCEITO.................................................................................................................. 22 b) OBJETIVOS................................................................................................................. 22 c) PROCEDIMENTOS..................................................................................................... 22 d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.................... 23 (1) Aspectos sociais...........................................................................................................23 (2) Aspectos econômicos.................................................................................................. 24 (3) Aspectos humanos....................................................................................................... 25 e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA............................................................................ 25 f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO....................................................................... 26 g) SEGURANÇA NO PROJETO..................................................................................... 26 h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO................................................................................ 27 i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS ........................................................................................................................................... 28 (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina........................................... 29 (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia......................................... 29 (3) Interligação com outras áreas...................................................................................... 30 4. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................. 30 4.1. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO................................ 30 4.2. PAPEL E RESPONSABILIDADE............................................................................ 30 4.2.1. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO.......................... 30 4.2.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....................................................................................................................................... 32 4.2.3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 33 4.3. RESPONSABILIDADE............................................................................................ 33 4.4 RECOMENDAÇÕES................................................................................................. 33 5. ACIDENTES DO TRABALHO....................................................................................... 34 5.1 CONCEITO.................................................................................................................34 2

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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5.2 CLASSIFICAÇÃO..................................................................................................... 35 5.3 CAUSAS DOS ACIDENTES..................................................................................... 36 5.4 TIPOS DE ACIDENTES............................................................................................ 37 5.5 CONSEQÜÊNCIAS................................................................................................... 38 5.6 CONCLUSÃO............................................................................................................ 38 6. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT................................................................................. 38 I – Apresentação.................................................................................................................... 38 I – Apresentação................................................................................................................ 39 II – Recomendações gerais................................................................................................39 III – Informações gerais.................................................................................................... 40 Ocorrências:...................................................................................................................... 40 IV – Preenchimento do formulário CAT.......................................................................... 43 Quadro II – ATESTADO MÉDICO ............................................................................... 49 V – Conceito, definições e caracterização do acidente do trabalho, prestações e procedimentos................................................................................................................... 50 VI – Legislação................................................................................................................. 56 VII - Anexo I – Formulário CAT...................................................................................... 58 Anexo II – FLUXOGRAMA............................................................................................ 61 7. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA................................................................... 62 7.1 Objetivo da Sinalização de Segurança........................................................................ 62 7.2. Classificação das Cores.............................................................................................. 62 7.3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES)............................................................................................................... 69 7.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA)....................................................... 69 7.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA)............................................................69 8. CALOR: NR – 15 ANEXO 3............................................................................................76 Limites de Tolerância para exposição ao calor..................................................................... 76 QUADRO Nº 1..............................................................................................................77 Tipo de atividade................................................................................................................... 77 QUADRO Nº 2..................................................................................................................78 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE......................................... 79 Tipo de atividade................................................................................................................... 79 Kcal/h.................................................................................................................................... 79 Trabalho leve..................................................................................................................... 79 Trabalho moderado........................................................................................................... 79 Trabalho pesado................................................................................................................ 79 9. Frio NR-15 Anexo 9......................................................................................................80 1.As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho............................................................................................ 80 Objetivo................................................................................................................................. 80 Desenvolvimento...................................................................................................................80 Análise...................................................................................................................................80 FRIO - (ANEXO 9, NR - 15 DA PORTARIA 3.214/78)..................................................... 81 10. RISCOS QUÍMICOS...................................................................................................... 87
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........................................................................................................................................ principalmente por que:................................... Via Digestiva.................. Via Respiratória..................................................................................................................................... 94 Eliminação......................................................................................... 97 Sistêmicos.......................................................................... 87 10........................ 91 c......................................................................... 89 10.............94 Toxicodinâmica...........................................................................1.....................................................................................................................CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet...................................... 98 Teratogênicos.......................................................... 97 Alergizantes........................................................................................... 267.2.. sala 201 .......... 98 Princípios básicos de prevenção.................................................................................................................4...................... 96 Asfixiantes............................................................................................................................................................................... 100 Rotulagem......................................................................................................................................................................................................... 92 d.................................... 91 b..................................................................................................................................................................... 95 Irritantes.............................................3....................................................... 98 Mutagênicos...................................................................................................................................... 91 Responsável por 90% dos casos........................................................... 93 Biotransformação...................... 98 Pneumoconióticos............................... DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS...............................com......... 89 10......................................... CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS..................................................................................................................................................................................98 Imunodepressores................................................................... 93 Locais de acumulação (armazenamento)........................ INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO..................................Lajeado / RS ..........................99 Controle e Identificação..........100 Recomendações...................................CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10............................. 92 Distribuição e acumulação dos agentes químicos.................................................................................... Tem importância fundamental......................... 100 Fichas Químicas de Segurança....................................................... 98 Carcinogênicos.................................................................................................................................................br 4 ....................................................................97 Anestésicos e narcóticos.......................................................... 115 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros...................... Via Cutânea.........................Injeção........................ INTRODUÇÃO.................... 90 a........ 105 ANEXO – A......................................................

br 5 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1. CARGA HORÁRIA: 80 horas 4.Lajeado / RS .com. NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Segurança do Trabalho I (História e evolução) 2ª AULA: Segurança do Trabalho II 3ª AULA: 4ª AULA: Segurança do Trabalho III Acidentes do Trabalho I (Conceitos) 5ª AULA: Acidentes do Trabalho II (Classificação e Causas) 6ª AULA: Acidentes do Trabalho III (CAT) 7ª AULA: Riscos Laborais 8ª AULA: Cor e Sinalização de Segurança 9ª AULA: Visita à empresa 10ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 11ª AULA: Calor / NR-15 Anexo 3 12ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 13ª AULA: Frio NR-15 Anexo 9 14ª AULA: Riscos Químicos I 15ª AULA: Riscos Químicos II 16ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 18ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Teóricos / Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6. sala 201 . 267.0) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2. AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) Relatório Visita (Peso 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho I 3.

A. Marco Paiva Matos. Editora Hucitec.  Acidentes do Trabalho. Fundacentro. Leila Nadim Zidon. Itiro Lida. Fundacentro.  Curso Supervisores de Segurança do Trabalho.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. Fundacentro. influenciando diretamente na nota geral final. preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente.  As Doenças dos trabalhadores. Editora Saraiva.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho. Atlas.  Ergonomia – Projeto e Produção. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Samir N.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Jayme Aparecido Tortorello. Edgard Blücher Ltda. Segurança e Medicina do Trabalho. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad. Engª Berenice Goelzer. Eduardo Giampaoli.  Riscos Químicos. Martin Wells Astete.br 6 . 267.  Ruído – Riscos e Prevenção. 7. Bernardino Ramazzini. Vilma Akemi Okamoto. Benedito Cardella.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH. sala 201 . visitas. Y.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) Trabalho em grupo (Peso 3) Observação: A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno em aula.  Manuais de Legislação Atlas. Gerges. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho.Lajeado / RS . Ubiratan de Paula Santos. Thais Cataloni Morata. ABPA. Fundacentro. Editora Atlas S.  Riscos físicos. Mário Luiz Fantazzini. UFSC. Hyppólito do Valle Pereira Filho. José Manoel Osvaldo Gana Soto. Waldemar Pacheco Jr.com. Atlas. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira. Teoria e Prática.

mestre em medicina. 267. Plinius. no Império Romano. Doença mais comum: asma de minerais (silicose). em latim a obra De Ré Metálica.C.  1556. água e lugares”.  Os pioneiros do estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes foram Plínio e Rotário.  2350 a. A HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO E A EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO 1.  As primeiras ordenações aos fabricantes para a adoção de medidas de higiene do trabalho datam da Idade Média.  460 a 375 a.br 7 .1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO MUNDO A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio através do papiro Anastacius “V” fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro. que fazia referencia e observações esparsas a respeito da possibilidade do trabalho ser causador de doenças. onde há referencia sob “intoxicações sanitárias”.  460 a 375 a. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. “ares. sala 201 . no Egito ocorreu uma insurreição geral dos trabalhadores. evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos. Hipócrates.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPI – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. porém com total emissão sob ambiente de trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1.Lajeado / RS .com. deflagrada nas minas de cobre. publicado por Georgius Agrícola.C. no transcrito. Problemas relacionados à extração de minerais e fundição de prata e ouro.C. que pela primeira vez recomendaram o uso de máscaras para evitar que os trabalhadores respirassem poeiras metálicas. principalmente de chumbo e mercúrio.  No Império Romano se aprofundou o estudo da proteção médico legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia.

destacaram-se Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador de todos os conhecimentos acumulados sobre segurança. o também italiano Morganti fez uma coletânea de tudo que havia sobre medicina do trabalho. na França.  Em 1779. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Medicina do Trabalho. onde descreveu o 1º câncer ocupacional. na obra De Sabidus Et Causis Morborum.  1700. proibia o trabalho noturno para crianças.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Os levantamentos das doenças profissionais. promovidos pelas associações de trabalhadores medievais. 267. a Academia de Medicina da França já fazia constar em seus anais um trabalho sobre as causas e prevenção de acidentes. foi outro marco na evolução das doenças ocupacionais da legislação.  1802. sala 201 . o que você faz? .  A França destacou-se como líder em Medicina e Higiene durante a 1ª metade do século XIX devido a vários estudos sobre a matéria. visando ao bem estar do trabalhador. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. a primeira sociedade filantrópica. 1779. fazendo sempre a pergunta.  Nesse período. no mesmo ano. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano.br . pois foi quando o homem começou a ser substituído pela máquina e por mulheres e crianças nas operações destas.Lajeado / RS . 8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. Pietro Verri fundou.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. relacionou a patologia encontrada com a sua ocupação e o transmitiu aos responsáveis pelo bem estar social dos trabalhadores da época. qual é a sua ocupação. durante a revolução industrial ocorrida na Europa.  1760 a 1850.  Em Milão.com.  1761. tiveram grande influência sobre a segurança do trabalho no Renascimento. o médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes.

Itália. em Milão.  1842. quando um industrial inglês. e principalmente as das crianças.  1846.br 9 .  1815. que sensibilizou a opinião pública. sensibilizado com o problema procurou o médico Robert Baker para aconselhar-se sobre a melhor forma de proteger a saúde dos seus trabalhadores. Quatro anos mais tarde o governo inglês nomeou-o inspetor médico de fábricas.Lajeado / RS . ocorreu o 1º Congresso Internacional de Doença do Trabalho. que considerada como a 1ª Lei de Proteção ao Trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do Trabalho. na França.  1837. no início do século XX. Michael Sadler.  1830.com. uma CPI. dado seu interesse e estudo pelo assunto.  1906. apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito CPI. sala 201 .  1869. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. nos EUA. o relatório elaborado sobre doença ocupacional. na Escócia. o inglês Alwin. fazendo que fosse baixado o Factory Act. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. criou as primeiras iniciativas na universidade da legislação de proteção ao trabalho. foi instituído como obrigatório na industria e comércio o serviço médico. Lamuel Schatuc fez o 1º Programa de Saúde Ocupacional nos EUA. as condições de trabalho eram péssimas. assim como o autorizou a visitar as fábricas.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção.  1833.  1831. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes.  A sistematização dos procedimentos preventivos ocorreu primeiro nos Estados Unidos. 267. para realizar exames em crianças.

agora promovido pela Comissão Permanente. Austrália e América Latina os comitês de segurança e higiene nasceram logo após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). ocorreram trienalmente Congressos Internacionais. foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho. foi aprovada a 1ª Lei de assistência médica e indenização para acidentes do trabalho. 1. 10 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ⇒ 1929.  A 2ª das frentes – pesquisa e informação – tem recebido e continua a receber notáveis contribuições para o desenvolvimento da Saúde Ocupacional. com a presença de mais de 200 participantes de 200 países.br .  Até o advento da 2ª grande guerra mundial. 28 de junho após a 1ª grande guerra mundial. Heinrich.  Na África. também em Milão. quer através da elaboração de regulamentos.724. concluiu que de 330 acidentes estudados apenas 30 tinham dado origem a lesões pessoais. em Bruxelas. como parte do Tratado de Versalhes. Ásia.  1919. e o 2º Congresso Internacional. os quais só reiniciaram em 1948.com. 15 de janeiro.2 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL ⇒ 1919.Lajeado / RS .  1969/70 – O departamento de trabalho dos Estados Unidos unifica as normas e convenções diferentes sobre Segurança e Saúde do Trabalho vigentes nos EUA.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. através do Decreto Legislativo nº 3. Grande parte dos convênios e recomendações referem-se especificamente a temas de saúde ocupacional.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  1910. como de atividades de pesquisa e informação ou assistência técnica internacional. quando saltavam à vista gritantes abusos e elevados riscos ocupacionais nas relações e condições de trabalho. 267. foi criada a Clínica del Lavoro. pesquisando conseqüências de acidentes.  A 1ª das frentes – a regulamentação – surgiu da própria contingência da época da sua fundação.  A OIT tem dedicado expressiva atenção e prioridade ao campo da Saúde Ocupacional. sala 201 .

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.Lajeado / RS . convenções e regras pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB 18. visando a eliminá-las e prevenir novas ocorrências. ⇒ O sistema usual de prevenção de acidentes consistia em investigar os acidentes ocorridos para descobrir sua causa. aprovando a Consolidação das Leis Trabalhistas. 1º de maio. a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes. sala 201 . ⇒ Por meio da coleta e análise dos dados estatísticos era possível delinear objetivamente o programa de prevenção de cada empresa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.452. ⇒ Esses coeficientes tem como referência à tabela internacional organizada pela International Associantion Of Industrial Accident (Associação Internacional de Acidentes Industriais). atendimento ao acidentado e indenização e reabilitação profissional. fundação da ABPA. ⇒ O levantamento dos coeficientes de freqüência e de gravidade dos acidentes permitia avaliar a eficiência do sistema de prevenção adotado. e na fiscalização realizada por funcionários de setores da administração pública.br 11 . ⇒ A Segurança do Trabalho no Brasil desdobra-se nas atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA).com. foi promulgada a 1ª Lei Ordinária a respeito de Segurança do Trabalho. ⇒ 1940. dia do Trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho dos quais só uma de maior gravidade não seria razoável continuar abandonando mais de 90% de informações provenientes de acidentes sem lesão. disseminadas no cenário empresarial. ⇒ 1943. o Presidente Getúlio Vargas. ⇒ A organização de estatísticas de acidentes de trabalho foi possível no Brasil a partir do estabelecimento de definições. ⇒ 1941. assinou o Decreto Lei nº 5.

⇒ Foi assim que se desenvolveu a prática de realizar e divulgar estatísticas de acidentados. primeiramente. recebeu.br 12 . sociais e jurídicos ainda não foram suficientes para reduzir de forma significativa os níveis de acidentes de trabalho e de doenças profissionais no Brasil que. E com isso deixavase de considerar os acidentes de que não decorressem lesões. no Brasil. em comparação com países de instituições mais avançadas. de início.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Esses mecanismos técnicos. ⇒ A Prevenção de Acidentes. é importante que se analise. rotulando-as de estatísticas de acidentes.as lesões pessoais. 267. sala 201 . no garimpo e nas atividades agrícolas. caracteriza certas práticas prevencionistas em detrimento de outros caminhos que favorecem a pesquisa das causas. são muitos altos e resultam em graves prejuízos humanos. na indústria metalúrgica. a codificação de normas de segurança. a cujas mãos chegavam as mais importantes conseqüências dos acidentes do trabalho . ⇒ Os acidentes mais freqüentes ocorrem na construção civil. como evoluía a Prevenção de Acidentes. ⇒ Tal circunstância não só explica a liderança assumida pela medicina nos primeiros passos dados em direção à prevenção de acidentes como também esclarece porque esses passos foram dados com vistas especialmente a aspectos conseqüenciais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ O fato do atendimento a acidentados ter custos mais altos do que sua prevenção foi um dos fatores que determinaram. no início do século XX.Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. realizada sob a égide do Ministério do Trabalho. sociais e financeiros. até hoje. ⇒ Para falar-se das origens da Segurança do Trabalho. importante contribuição da área médica.com. explica a visão conseqüencial que. E mais do que isso. que envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e a higiene industrial. na fabricação de móveis. legais.

⇒ Essa maneira de considerar o assunto. Juntam-se a isso as características da profissão médica para a qual o estudo das lesões pessoais é de sua indiscutível competência e merece todo o seu interesse.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. embora não fosse razoável. mostram o aumento ou queda dos índices de acidentes de trabalho num período e setor de trabalho dados. sala 201 . Não seria lógico. 267. ⇒ O conhecimento dos níveis de ocorrência de acidentes de trabalho é fator indispensável para a adoção de uma política trabalhista e empresarial que preserve o bem estar do trabalhador e evite custos e prejuízos aos empresários e às instituições previdenciárias. ⇒ Impunha-se novo enfoque para enfrentar as novas técnicas. E era Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. explicava-se pelo interesse primordial pelo acidentado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ A respeito de um acidente de que não resultasse lesão ouvia-se dizer: "não foi nada". na medida de suas possibilidades. que caracterizava os que assim agiam. assim.Lajeado / RS .br 13 . ⇒ É então que o empresariado começa a despertar para o aspecto econômico dessa prevenção e espalha-se a idéia de que a prevenção pode ser um bom negócio. continuar a abandonar a análise dos acidentes sem lesão. Se não havia acidentado não havia acidente. pois. governo. o primeiro ditando as bases de uma legislação que visava a proteger o trabalhador da agressividade do ambiente de trabalho e os últimos obedecendo o estipulado nessa legislação. ⇒ Um dos mecanismos mais utilizados é a elaboração de estatísticas que. ⇒ E contra a idéia de buscar a prevenção dos acidentes no estudo de suas conseqüências havia a inexistência de proporcionalidade entre a gravidade das lesões pessoais decorrentes de acidentes e a gravidade potencial desses acidentes. por meio de métodos comparativos. E. empregadores e empregados adquiriam consciência da necessidade de encarar o problema de prevenção do acidente.

em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT.255 de 16/02 cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. sala 201 . em 27/07 é e ditada a Portaria 3236 que cria o Programa Nacional de Valorização do Trabalhador – PNVT. até então preocupada principalmente com os assuntos ligados diretamente à produção.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho necessário passar a estudar a problemática do acidente a partir de suas causas. Mas até que a engenharia. ⇒ Nessa altura tornou-se possível sensibilizar a área da engenharia.Lajeado / RS . durante a realização do 11º CONPAT.233 de 09/07 determina o cumprimento da CANPAT através de três mecanismos: ⇒ Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT) ⇒ Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SPAT) ⇒ Medalha ao Mérito de Segurança do Trabalho (MMST) ⇒ 1972. para a análise das causas do acidente. Portaria 3. ⇒ 1972. preocupada com o que se referia diretamente à produção. fixando-a em um mínimo de 360 horas.com. com o que concordaram os representantes do DNSHT e da Fundacentro. Foi um primeiro passo para o aperfeiçoamento do preparo dos profissionais a serem utilizados.br 14 . ⇒ 1972.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. ⇒ 1971 – Decreto 68. referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho. passasse a Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em Curitiba. outubro. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 100 funcionários. representantes das entidades e empresas abaixo relacionadas discutiram a necessidade de elevar a carga horária prevista para os cursos de especialização em engenharia de segurança e em medicina do trabalho.

⇒ 1985. sala 201 . 08 junho.º Saturnino Braga dispunha a respeito da especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.NR do Capítulo V do Título II. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. regulamenta a Lei nº 7. trabalhadores e empregadores) GTT buscando um consenso nas regulamentações. ⇒ 1977. ⇒ 1986. apresentado no Senado pelo Eng. Decreto nº 92. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.410 que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. ⇒ 1996. Fórum permanente para discussão e revisão das normas. ⇒ Além de cuidar do preparo dos profissionais previstos na portaria que analisamos.530.214 que aprova as Normas Regulamentadoras .br 15 . ⇒ 1996. 267. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. ⇒ 1978.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho interessar-se profissionalmente pela pesquisa das causas do acidente havia um longo caminho a percorrer. arquitetura e agronomia. editada a Portaria 3. caberia realizar estudos para homogeneizar os seus ditames com a legislação Regulamentadora do exercício da engenharia. a Portaria 2 de 10/04 institui a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para estudar e elaborar modificações nas NR´s.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.514 que altera o Capitulo V da CLT. 22 de dezembro.410. da CLT.com. ⇒ Esses estudos foram realizados e serviram de base ao projeto de lei que. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. sancionada a Lei nº 6. em 27 de novembro sancionada a Lei nº 7. a Portaria 393 de 09/04 adota o sistema de Grupos de Trabalho Tripartite (governo. 9 de abril.

267.Lajeado / RS .com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ⇒ A especialização a nível de pós graduação dos engenheiros foi fixada com carga horária mínima de 600 horas.br 16 . A primeira turma de técnicos de segurança do trabalho do Colégio Martin Luther finalizou o curso em 1999.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Entre 1996/97 o MEC altera carga horária dos cursos técnicos passando para mínimo de 1600 hs.

HIGIENE DO TRABALHO E PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 2. sala 201 . avaliação e controle de fatores e riscos ambientais originados nos postos de trabalho e que podem causar enfermidade. O diagrama de blocos abaixo possibilita uma melhor compreensão do conceito: É A CIÊNCIA QUE ATUA NO CAMPO DA SAÚDE OCUPACIONAL APLICANDO OS RECURSOS DA ENGENHARIA E MEDICINA Prevenir DOENÇAS DO TRABALHO Decorrentes DOS RISCOS AMBIENTAIS 2. reconhecimento.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. também tendo em vista o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente em geral.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE HIGIENE DO TRABALHO 2.Lajeado / RS . 267.com.1.2 A Higiene do Trabalho e os Outros Ramos Profissionais A higiene do trabalho se relaciona direta ou indiretamente com diversos ramos profissionais: SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA ERGONOMIA ENGENHARIA HIGIENE DO TRABALHO MEDICINA DO TRABALHO DIREITO TOXICOLOGIA SEGURANÇA DO TRABALHO Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1 Conceito de Higiene do Trabalho É a ciência e a arte dedicadas à antecipação. prejuízos para a saúde ou bem-estar dos trabalhadores.1.br 17 .

f) Medicina do Trabalho – O controle biológico. c) Ergonomia . g) Toxicologia – A toxicologia fornece dados técnicos sobre os contaminantes ambientais. o impacto negativo da industrialização no meio ambiente pode ser apreciavelmente reduzido. d) Saneamento e meio ambiente – A importância da higiene do trabalho.Lajeado / RS .com. como será abordado em todo este trabalho. esta ciência é essencial no reconhecimento. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. h) Segurança do Trabalho – A higiene do trabalho. 267. e) Psicologia e sociologia – A psicologia e sociologia tratam de harmonizar as relações entre processo produtivo. muitas vezes previne também riscos operacionais capazes de gerar acidente de trabalho. A higiene do trabalho. avaliação e controle dos riscos ambientais. facilitando o reconhecimento dos riscos ambientais nos locais de trabalho. é um dos parâmetros utilizados para verificar a eficiência e subsidiar um programa de controle de riscos ambientais. Pode-se então afirmar que a toxicologia.br 18 . ou seja. através da prevenção adequada dos riscos ocupacionais. Deste modo. os dados de avaliação de exposição a riscos ambientais auxiliam na concessão de aposentadoria especial e indenizações por incapacidade e/ou doenças do trabalho. na maioria das vezes. por meio de exames médicos. da avaliação e controle de riscos ocupacionais ultrapassa os limites do ambiente de trabalho. através de suas etapas. mediante análise dos agentes agressivos nos pontos de trabalho. antecede as etapas clássicas de um programa de higiene do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho a) Direito – A higiene do trabalho fornece subsídios técnicos para solução de conflitos trabalhistas envolvendo insalubridade.A higiene do trabalho não visa apenas à detecção de atividades e/ou operações insalubres. mas também à melhoria do conforto e qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho. sala 201 . fornece dados essenciais para a melhor interpretação do universo do trabalho. b) Engenharia – A engenharia está presente em todas as etapas de um programa de higiene do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. não só este é parte do meio ambiente em geral mas. o ambiente de trabalho e o homem. No campo do direito previdenciário e civil.

químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho capazes de produzir danos à saúde. a higiene do trabalho. pressões anormais. vibração. ou seja. 267. helmintos. Conceito e Classificação dos Riscos Ambientais Riscos Ambientais: são os agentes físicos. sala 201 . protozoários e vírus. por se tratar de uma ciência que tem como objetivo principal a relação entre o homem e o meio ambiente de trabalho. temperaturas extremas. 5. ferramentas inadequadas ou defeituosas. no sentido de prevenir riscos ambientais. Riscos Ergonômicos: estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. necessita para o bom desenvolvimento e a prática de ações multidisciplinares de educação dos trabalhadores. poeiras. seu posto de trabalho ou seus equipamentos.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim. concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. 2. devido à suscetibilidade individual. fungos. EPI inadequado. para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais. obtendo-se melhor organização do trabalho. Riscos de Acidentes: ocorrem em função das condições físicas – do ambiente físico e do processo de trabalho capazes de provocar lesões a integridade física do trabalhador.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. neblinas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 4. Ex. fumos. Riscos químicos: são aqueles que compreendem dentre outros as névoas. máquinas sem proteção. Riscos biológicos: são aqueles que compreendem dentre outros as bactérias. Em síntese: ocorrem quando há disfunção entre o indivíduo. que propõe que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem. Todavia.br 19 . animais peçonhentos e probabilidade de incêndio. propiciando bem estar físico e psicológico. radiações ionizante e não ionizante. excesso de levantamento e transporte manual de pesos. esforço físico excessivo. 3. Estes limites são fixados em razão da natureza. Ex. gases e vapores.1. Os riscos ambientais se classificam em: 1. Riscos físicos: são aqueles que compreendem dentre outros o ruído. quando superados os respectivos limites de tolerância. 2. não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença. Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos – do ambiente – e a fatores internos – do plano emocional. exigência de postura.3.com. arranjo físico inadequado.

Esta etapa abrange dois ramos de higiene do trabalho. ventilação geral diluidora. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ventilação local exaustora. seleção dos métodos de coleta. Exige-se conhecimento de avaliação. c) Controle – De acordo com os dados obtidos nas fases anteriores. O controle funda-se na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem: Medidas relativas ao ambiente: são medidas aplicadas na fonte ou trajetória. uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de raios x para determinação de sílica livre cristalizada.com.2 Objetivos da higiene do Trabalho Os objetivos de um programa de higiene do trabalho consistem em reconhecer. isolamento das partes poluentes. esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado. limpeza dos locais de trabalho. quais sejam: Higiene de campo: é a encarregada de realizar o estudo da situação higiênica no ambiente de trabalho (análise de postos de trabalho. esta se atém a propor e adotar medidas que visam a eliminação ou minimização do risco presente no ambiente. cálculo e interpretações de dados levantados no campo. etc. layout das instalações. fluxo de processo. b) Avaliação – Trata-se da fase em que se realiza a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos. o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo. que consistem basicamente na calibração dos equipamentos. tipo de análise química a ser feita. 267. bem como dos equipamentos de avaliação.br 20 . sala 201 . químicos e biológicos existentes nos postos de trabalho a serem avaliados. por exemplo. métodos de trabalho. avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. a) Reconhecimento – Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores. tais como substituição do produto tóxico. tempo de coleta. número de trabalhadores expostos. Higiene analítica: realiza as análises químicas das amostras coletadas. Assim.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. detecção de contaminantes e tempo de estudar e recomendar medidas de controle para reduzir a intensidade dos agentes a níveis aceitáveis).Lajeado / RS . etc.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2.

d) estabelecer melhores condições físicas e psíquicas no trabalho e por via de conseqüência.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com. equipamentos de proteção individual. • realizar estudos médicos sobre os efeitos dos agentes nocivos à saúde humana presentes nos locais de trabalho (PCMSO) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Medidas relativas ao homem: compreendem. b) OBJETIVOS a) evitar acidentes. exames médicos (pré-admissional. sala 201 . periódico e demissional). 267. a limitação do tempo de exposição.br 21 . b) minimizar as condições inseguras de trabalho. SEGURANÇA DO TRABALHO a) CONCEITO SEGURANÇA DO TRABALHO pode ser definida como: um conjunto de normas destinadas à melhora dos ambientes de trabalho. c) preparar o trabalhador para a prevenção dos desastres ocupacionais. 3. melhores condições de eficiência e de produção. dentre outras. as quais asseguram a eficiência das leis protetoras. educação e treinamento. • colocar em prática as Normas especiais de segurança e fiscalização que foram criadas em conseqüência da ação conjugada dos governos. sindicatos e empregados.Lajeado / RS . c) PROCEDIMENTOS Para preservar a saúde e a vida do ser humano em seu ambiente de trabalho e do meio ambiente é indispensável: • realizar pesquisas e estudos técnicos a respeito das instalações de trabalho (Levantamento Ambiental de Riscos e PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

equipamento ou material. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. além dos aspectos técnicos. 267. d) IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Esta disciplina. teremos até sua morte. poderíamos pensar que. Ruy Aguiar da Silva Leme: “Para considerarmos o efeito de acidentes. não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina. necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. via produtividade no caso nacional. Entretanto o menor para a força de trabalho. enfoca também aspectos humanísticos. Portanto. enquanto uma indústria tem capacidade de produzir grande quantidade de produtos por dia. uma fonte de experiências e conhecimentos para a preservação do meio ambiente em geral. a maior riqueza da nação. assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer.br 22 . Se não bastasse isso. Caso o trabalhador se aposentar. consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte”. está o homem. Daí a importância crescente da segurança do trabalho e o caráter social e humano de que se reveste tal sistematização de normas. pois a criança só consome. a produtividade cresce.com. (1) Aspectos sociais Usemos o raciocínio do insigne Prof.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. • Intensificar ações que visem a preservação do meio ambiente externo ao local de trabalho em geral. podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença. pois a poluição do meio ambiente gerada pelas atividades industriais é um problema que está gerando crescente preocupação aos serviços de higiene e segurança do trabalho. na verdade. para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho. resultando em acúmulo de conhecimentos e aprimoramento das condições de trabalho. valores negativos. sala 201 . Essa será de início negativo. Para cada ano.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • implementar ações no ramo da segurança e higiene do trabalho constitui-se. a produtividade líquida.Lajeado / RS .

com. Contudo.6x 106 acidentes do trabalho.(5 x 60) = 50 Suponhamos. Para tornar mais claro o raciocínio. o custo direto do acidente foi Cr$ 6.br 23 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. considerado em termos globais para a nação pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário no que concerne à produção e ao consumo de bens. igual. contudo. Em 1977. (2) Aspectos econômicos As estatísticas de 1978 no dão em números redondos 1. Acreditamos que alguma pesquisa em torno deste raciocínio poderá ser muito útil para mensurar os efeitos dos acidentes fatais ou que conduzam à incapacitação parcial permanente aos trabalhadores. suponhamos que o trabalhador consome 5 unidades por ano. mostra como um acidente. O saldo total seria.00 o que nos autoriza fazer uma projeção para 1978 de Cr$ 8. um excedente que será utilizado para cobrir os déficit inicial dos filhos dos trabalhadores. um valor positivo. vivendo aposentado dos 50 aos 60 anos. neste caso.(5 x 60) = -50 O exemplo obtido não tem pretensões ao realismo. dos 15 aos 50 anos. isto é.000.” Apenas acrescentando: todo o ônus causado pelo acidente.292. uma vez que é ela que paga ao incapacitado. via contribuição previdenciária e a poupança.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . 267. qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano. para sustentar o déficit correspondente aos aposentados. sala 201 .00 (Cr$ 8 x 103).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Totalizando a produtividade líquida do trabalhador ao longo de sua vida. que o trabalhador sofra um acidente aos 30 anos que reduza a sua produção para a metade. ou à família da vítima de um acidente fatal. temos. S = (10 x 35) . O novo saldo será: S = (10 x 15) + (5 x 20) . reflete-se em toda a nação. em geral.

00 x 103 x 1.Lajeado / RS . edificação ou equipamento. Se lançarmos esta pergunta ao acadêmico de Engenharia: • • Quanto vale em reais a vida de seu pai ou seu irmão? Acreditamos que teremos respostas afirmativas à colocação anterior. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assim o custo total seria: Cr$ 8. (3) Aspectos humanos Embora não se possa exprimir em números.6 x 106 = Cr$ 12.00/dólar chegaríamos a conclusão que o acidente do trabalho nos custou o equivalente a 43 milhões de barris de petróleo. sala 201 . porém com a metade do custo”. da mesma forma que uma máquina.00 ao câmbio de Cr$ 20.8 x 109 Se admitirmos o valor médio do barril de petróleo importado em 1978. Não nos devemos. que segurança do trabalho é e deve ser considerada como um investimento. Cr$15.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. pelo dano que o agente agressivo poderá causar a seu organismo. estamos comprando alguns anos de sua vida. Se utilizarmos a definição utilitária do engenheiro dado pelos americanos “Engenheiro é aquele que faz o que um leigo faz.com. porém. e) SEGURANÇA NA ENGENHARIA Por sua formação. 267. o engenheiro é o homem que planeja. em outras palavras. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. veremos no correr do curso.br 24 . o aspecto humano é o mais importante. ou seja quase que o equivalente a 2 meses de consumo. ater exclusivamente a este raciocínio e devemos ir mais longe. projeta e executa.

causador danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. bem pode mostrar como o engenheiro. quais as implicações para a nossa e para futuras gerações da implantação desta nova tecnologia. Entretanto. foi posteriormente substituído por outros elementos químicos menos nocivos e as pesquisas e experiências continuam sendo efetuadas. surge o tetra etila de chumbo que possibilitou a redução de custos. Sendo este produto. deve deter-se em todas minúcias de um problema.com. 267. escolhido. levou os técnicos da época a procurar alternativas. Devemos ter sempre em mente esta idéia. Este exemplo. Quando à planejamento e tecnologia nada a opor. g) SEGURANÇA NO PROJETO Não há projeto de engenharia que não introduza um fator de segurança. verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento. nunca prejudicá-lo. quando estamos planejando. na busca de combustíveis alternativos e menos poluidores. altamente tóxico e cancerígeno. que deve existir para beneficiar o homem. em todas as áreas de engenharia. Receios de dependência de países tropicais. sala 201 .Lajeado / RS . e para melhorar a octanagem seu preço de fabricação tornava-se proibitivo. jamais diria:  Acho que para esta viga. a ciclo Otto. 10 barras de ferro ∅ ½ polegada bastam. por exemplo. Historicamente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. o homem de planejamento. foi esquecido ou ignorado o fator homem.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho f) SEGURANÇA DO PLANEJAMENTO Planejar seria extrapolar para o futuro. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Outros exemplos. Eis. sabe-se que os motores de combustão interna. poderiam ser encontrados.br 25 . tornando-a competitiva e até mais barata que o álcool. A gasolina pela sua baixa octanagem não permitia a taxa de compressão necessária. senão quando. foram planejados para utilização do álcool. não se prendendo exclusivamente à tecnologia. Um engenheiro civil.

com. enquanto que um aviso terá resultados muito duvidosos. estaremos eliminando automaticamente um grande número de acidentes. 267. visando o cumprimento do projeto ou a qualidade do produto. também a parte de segurança do trabalhador deve ser levada em conta. aumentam a segurança do trabalhador. Devemos também pensar em segurança do operador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Da mesma forma. que obedeçam a fatores ergonômicos.Lajeado / RS . desde que o usuário foi contemplado no projeto. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. o engenheiro mecânico se recusaria a dizer: Para este motor é suficiente um eixo de 25 mm. podem dar insegurança ao trabalhador. sala 201 . h) SEGURANÇA NA EXECUÇÃO Na fase de execução. será seguro e ao mesmo tempo pode aumentar a produtividade. Por exemplo. e uma máquina com proteção de suas partes móveis evita o acidente. além de encarecer o produto. Um projeto bem executado de proteção contra incêndio. evitam acidentes. nunca esquecendo que qualquer medida de proteção coletiva sempre surtirá maiores resultados do que medidas de proteção individual.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. além da responsabilidade do engenheiro na fiscalização e orientação do processo. um andaime seguro sempre será mais eficiente que um cinturão de segurança. reduzem a fadiga e também aumentam a produtividade. um projeto bem concebido poderá evitar tentativas de soluções futuras que. além de aumentar a segurança patrimonial. Uma máquina projetada com painéis de comando. um sistema de exaustão de gases de uma cabine de pintura sempre dará melhor proteção que máscaras respiratórias fornecidas ao trabalhador. seria feito um cálculo e aplicados coeficientes que assegurassem um perfeito desempenho da viga ou do eixo. Em qualquer caso. Todo o engenheiro sabe que é mais fácil alterar um desenho no papel. Um arranjo físico bem feito.br 26 . Assim. Note-se que até este ponto estamos falando em segurança estrutural. que improvisar soluções futuras e se evitarmos ou minimizarmos as condições inseguras.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Já falamos que uma das causas dos acidentes são as condições inseguras. poderá. como por exemplo uma fratura ou mutilação. o empregado não adestrado que opera uma máquina. acima de tudo. aliada aos conhecimentos tecnológicos. Aproveitando esta circunstância.br 27 . seja imposto. Não adianta todo um trabalho de conscientização.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. etc. se o técnico é o primeiro a infringir normas de segurança. por um trabalho de conscientização aliado a um treinamento. Por fator pessoal de insegurança. só poderá ser levada com sucesso pelo engenheiro. ou ainda problemas fisiológicos e psicológicos. e por segurança entendemos não somente os acidentes típicos. sabendo que dele pode advir um acidente. i) INTERLIGAÇÃO DA SEGURANÇA NA ENGENHARIA COM OUTRAS ÁREAS A Segurança. o fazem o guia inconteste da massa trabalhadora. poeiras. se este contar com o apoio de outras áreas do conhecimento. influi sobremaneira nos atos inseguros. Porém. O engenheiro é o líder. seja natural. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. mas também os riscos ambientais. e sua cultura. evitar os atos inseguros e uma boa parcela dos fatores pessoais de insegurança. Um exemplo do primeiro seria o empregado que trabalha sob alguma tensão emocional e.com. como gases. acender um cigarro. entendemos aqueles psicológicos ou pessoais que podem levar a um acidente. sala 201 .. a simples eliminação destas. O bom exemplo. não impede que acidentes ocorram por atos inseguros praticados pelo trabalhador ou fatores pessoais de insegurança. 267. Por ato inseguro entendemos aquele ato praticado conscientemente pelo trabalhador. por um bom planejamento e projeto. vapor.Lajeado / RS . do segundo. por exemplo: apesar de conhecer o risco de incêndio num almoxarifado de explosivos.

sob o ponto de vista psicológico para uma determinada função.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (1) Interligação da segurança na engenharia com a medicina O médico do trabalho é um parceiro importante do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho.Lajeado / RS . como já falamos anteriormente. por exemplo. salvando.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. se possível. e a pessoa. Uma associação deveras interessante está no campo da ergonomia:  Adequação homem máquina  Cujo estudo em conjunto dos dois profissionais poderá levar a soluções ótimas. através de exames médicos periódicos o médico poderá informar ao engenheiro certos fatores de risco. possibilitando a este encontrar soluções tecnológicas. como controle de qualidade. forneiro). Exemplificando: para uma função em que seja exigido vigor físico (calceteiro. (2) Interligação da segurança na engenharia com a psicologia Esta relação é bastante íntima. o médico comunicará ao engenheiro. atividades de laboratório. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. contribuindo para o bem estar do trabalhador. pelo Treinamento. pode-se evitar uma série de acidentes. Uma pessoa alérgica não será escolhida para exercer função em setor em que há poeiras ou gases. 267. sala 201 . Também. Se um trabalhador. assim. pois só a psicologia terá condições de usando suas técnicas. por excelência indicada. ou a neutralização. escolhendo o biótipo certo para a função determinada. a audição do trabalhador. exigem um perfil psicológico diverso de um homem de manutenção. Da mesma forma.br 28 . o médico é indispensável no exame pré admissional do candidato. para programar e executar o treinamento é o psicólogo. do ruído. Então vejamos: Quando trabalham em comum acordo.com. acusar início de surdes profissional. selecionar o homem. mesmo quando estes agentes agressivos estão abaixo dos limites de tolerância. Determinadas tarefas. só o médico poderá selecionar o homem adequado. que providenciará a eliminação. em último caso.

com. é essencial para um bom desempenho desta nobre tarefa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 29 .Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (3) Interligação com outras áreas Além destas relações. Devemos ter em mente que a assistente social. um contato estreito do SESMT com o setor de suprimentos. que é preservar o bem estar do nosso semelhante. pois muitos deles podem ocorrer por desajustes pessoais. manutenção. produção. é peça importante nesta máquina humana de evitar acidentes. 267. sala 201 .

públicos e privados. Sua atenção maior é o trabalhador. estabelecendo os estoques mínimos no almoxarifado. emitindo requisições de compras. B) Assessorar profissionais da área de projetos e construção de máquinas. equilíbrio emocional.1.2. perseverança. PERFIL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO O profissional técnico de Segurança do Trabalho é responsável pela coordenação do emprego adequado e seguro de procedimentos na realização das atividades e tarefas exigidas numa empresa. ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO A) Empregado: estabelecimentos comerciais e industriais. PAPEL E RESPONSABILIDADE 4. analisa.  Responde pelas atividades de ordem administrativa da área de segurança e proteção do trabalho. Mantém contato direto com o ser humano.Lajeado / RS . sociabilidade. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO  Responde pela elaboração e correta aplicação das normas de segurança do trabalho.br 30 . na análise do ambiente do trabalho. dinamismo. relata. aponta e sugere. e o seu desempenho impõe-lhe a atenção permanente para o bom funcionamento de métodos corretos de trabalho.com. ponderar e sintetizar. pesquisa. Para isso. avalia. conforme as necessidades de utilização do material e equipamentos. no que se refere às questões de segurança. comunicação e postura adequadas. É o elo de ligação entre o empregador e o empregado. conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras. sala 201 . investiga.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. bem como pelo planejamento e programação dos serviços de higiene e segurança. capacidade de observar.1. 4. tendo em vista a erradicação e/ou minimização de condições e atos inseguros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. iniciativa. 267. C) Assessoramento aos sindicatos e entidades de classe. Tem a função de zelar pela correta aplicação das normas de segurança. 4. equipamentos e edificações. pelas análises das condições da empresa face à gradação de riscos.2. Por isso deve apresentar qualidades específicas: capacidade de liderança.

CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho controlando o consumo e autorizando reposição dos mesmos. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. 4. observando in loco estas operações.  Participar ativamente dos trabalhos da CIPA. (CAT. junto com firmas credenciadas. encaminhamento ao SUS).  Acompanhar teste do sistema de combate a incêndio. ⇒ Indicar.Lajeado / RS . prestando assessoria necessária. sala 201 . visando assegurar racional suprimento destes materiais e equipamentos. tendo em vista o cumprimento das normas regulamentadoras. fiscalizando o cumprimento das mesmas. estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço.  Acompanhar as inspeções de segurança dos equipamentos de combate a incêndio.  Elaborar normas e procedimentos sobre segurança e proteção do trabalho da unidade e das empresas prestadoras de serviços. a fim de transmitir de forma adequada as noções e regras básicas de segurança. através de palestras e recursos didáticos disponíveis. com o objetivo de recomendar os procedimentos de execução adequados e compatíveis com as regras básicas de segurança. doenças ocupacionais.  Garantir o uso de equipamentos de proteção individual através de distribuição racional e acompanhamento eficaz.br 31 . acompanhar vistoria nos equipamentos de proteção a incêndio realizada por entidades ligadas ao sistema de seguro da empresa. revisando.  Acompanhar a análise de risco de acidentes em cada operação.  Elaborar / orientar empresas contratadas para o uso e cumprimento das normas de segurança. tendo em vista o fiel cumprimento da política de segurança estabelecida.2 ATUAÇÃO ESPECÍFICA DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ⇒ Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho.2. ⇒ Investigar os acidentes ocorridos na empresa encaminhando propostas de melhorias.  Preparar e ministrar treinamento introdutório sobre prevenção de acidentes para funcionários admitidos. solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utilizados na área industrial. propondo melhorias ou a sua eliminação. bem como orientar os subordinados.

3 RESPONSABILIDADE DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Como podemos verificar a responsabilidade do técnico de segurança do trabalho é muito grande. ou seja. ⇒ Levantamento de riscos ambientais. ⇒ Fazer relatórios diários das inspeções de segurança. ⇒ Acompanhar descarga de amônia. ⇒ Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao INSS e digitar laudos (DSS8030). pois embora exerça suas atividades principalmente na melhoria das condições do ambiente de trabalho. prevenção básica. ⇒ Organizar e acompanhar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). ⇒ Atualizar dados estatísticos de acidentes do trabalho. recarga e conservação. ⇒ Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção (uso de EPI’s e/ou solicitando troca de equipamentos). limpeza. ⇒ Controlar equipamentos de emergência de segurança. ao trabalhador. ⇒ Atuar como instrutores em cursos de CIPA.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. as mesmas estão diretamente ligadas ao ser humano. sala 201 . ⇒ Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ⇒ Marcar perícia (acidentes) junto ao SUS e acompanhamento do afastamento do funcionário.2. ⇒ Controlar extintores: validades.br 32 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. documentação e cursos). ⇒ Analisar funções de funcionários no local de trabalho. ⇒ Acompanhamento de perícias. ⇒ Acompanhamento de testes de EPI’s (vários fornecedores) e fazer contato com depto de compras.Lajeado / RS . 4.com. reuniões. ⇒ Analisar as condições de higiene do trabalho. 267. óleo diesel e produtos químicos. ⇒ Acompanhar e apoiar as CIPA’s (eleições. primeiros socorros e combate a incêndio.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O Técnico de Segurança do Trabalho além das responsabilidades do dia a dia da profissão pode ser responsabilizado por danos que sua ineficiente atuação possa gerar ao trabalhador ou ao ambiente de trabalho.4 RECOMENDAÇÕES • Cumprir as normas de SST (NR) • Cumprir a legislação previdenciária • Treinamento • Documentar • SESMT atuante e eficiente • Audiometria seqüencial • Assistente e técnico Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.3.br 33 . 267. 121). 4. das prestações de acidente de trabalho NÃO EXCLUI a responsabilidade civil do empregador (art. sala 201 .Lajeado / RS . RESPONSABILIDADE • Do Empregador • Cumprir as normas de segurança e saúde • Pagamento da previdência. porém fica excluída quando: • O empregado desobedece às ordens • O empregado provocou o acidente • Do Empregado • Cumprir as normas de segurança e saúde • Obedecer às ordens do empregador 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ligado ao trabalho. da capacidade para o trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Para a Segurança do Trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Advogado especializado e competente. no seu Art. o acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. porém. 267.080 de 24. Há casos. 221 que tem a seguinte redação: Acidente do trabalho é aquele que pode ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.01. a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área médica. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim à realização de um trabalho. que cause a morte ou perda. podendo advir outras conseqüências como danos materiais (aos equipamentos.Lajeado / RS . 4. ACIDENTES DO TRABALHO 5. de acidentes que.1979. ou a perda. 5. haja contribuído diretamente para a morte .com. 2. sala 201 . podem ser encarados como tal: 1. ou redução. 3. o acidente que. embora não tenha sido a causa única. inclusive companheiro de trabalho.br 34 . o que ocasiona sempre perda de tempo. as instalações e ao meio ambiente). assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade. ou a redução da capacidade de trabalho. Doença profissional ou do trabalho. no exercício de sua atividade. permanente ou temporária. aos produtos. no seu “Regulamento de Benefícios da Previdência Social”.1 CONCEITO A definição legal é dada pelo Decreto 83.

c) em viagem a serviço da empresa. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. devido ao acidente. COM AFASTAMENTO: é o acidente que provoca incapacidade temporária. inclusive de terceiro. num superior a um ano. 5. sala 201 . no horário normal de trabalho. em intervalo de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. c) ato de imprudência. inclusive de propriedade do empregado. É aquela em que o acidentado. o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho. em caráter permanente. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. 5. no mesmo dia do acidente. inclusive companheiro de trabalho. d) ato de pessoa privada do uso da razão. de um dedo. e) desabamento.br 35 . b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. incapacidade permanente ou morte do acidentado. inundação ou incêndio. 267. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. (perda de um dos olhos. ou no próximo.2 CLASSIFICAÇÃO SEM AFASTAMENTO: é o tipo de acidente em que o acidentado pode continuar sua função normal. Incapacidade temporária: é a perda de capacidade do trabalho por um período limitado de tempo. d) no trajeto da residência para o trabalho e vice versa. seja qual for o meio de locomoção utilizado.com. como fazia antes do acidente.Lajeado / RS . Incapacidade permanente parcial: é a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado.) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. volta ao mesmo executando suas funções normalmente. depois de algum tempo afastado do serviço.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ofensa física intencional. a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. de negligência ou de imperícia de terceiro. etc.

Lajeado / RS . escadas mal projetadas. 5. epilepsia. * FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA: a) fatores fisiológicos: surdez. armazenamento contrário as normas de segurança. perturbação mental. capacidade de concentração. c) falta de proteção nas máquinas. brincadeiras. e) condições gerais: retirada ou neutralização de dispositivos de segurança. d) ferramental inadequado e ou defeituoso. rapidez de raciocínio). 1. (perda de uma das mãos. b) falta de sinalização. INSTALAÇÕES: inadequadas: a) localização inadequada. piso irregular e ou escorregadio. desobediência. desconhecimento do processo ou da máquina. * CONDIÇÕES INSEGURAS: são aquelas atribuídas ao ambiente de trabalho. negligência. traços de personalidade (percepção. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) condições emocionais: tensão.br 36 . que põe em risco a integridade física do trabalhador. conflitos. sabendo que dele pode advir um acidente. pé direto baixo. insuficiência visual. manipulação de carga incorreta. dos dois pés. problemas psicomotores. utilização de ferramental inadequado. espaço físico deficiente. vestimenta inadequada. inteligência. 267. desatenção. sala 201 . displicência. curiosidade.3 CAUSAS DOS ACIDENTES * ATOS INSEGUROS: são aqueles atos praticados conscientemente pelo trabalhador.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Incapacidade permanente total: é a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. alcoolismo. d) não utilização de EPI. b) fatores psicológicos: falta de aptidão.com. mesmo que a prótese seja possível). São aquelas que expõem o trabalhador a um risco derivado da própria natureza da empresa ou do tipo de atividade a que ele está exposto.

j) instalações elétricas. Contato com produtos químicos. 5. 2. Contato com eletricidade. 2. 5.decorem da má posição do corpo. Queda de objetos . umidade. Batida contra . EQUIP. atingindo principalmente a coluna vertebral e a região lombar.quando ocorre a prensagem do corpo ou parte dele entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois móveis. quando escorrega ou tropeça.). 6.4 TIPOS DE ACIDENTES 1. etc. 4. 7. Contato com temperaturas extremas e ou umidade.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 9. 4. de movimentos brusco em más condições ou super esforço empregado. sala 201 .com. Queda da pessoa: a. defeituosas. h) produtos químicos i) aerodispersóides (poeira. 3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho e) falta de ordem e ou limpeza.Lajeado / RS . TEMPO: exigência de alta produtividade. sem proteção. 3. MATÉRIA PRIMA: inadequada.br 37 . b. E FERRAMENTAS: inadequadas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. g) calor.quando o trabalhador bate o corpo ou parte dele contra objetos. MÁQUINAS. adaptadas. Batida por .quando o trabalhador sofre batida de objetos. Esforço excessivo ou mau jeito . 267. sem manutenção. f) iluminação deficiente. de mesmo nível. vapor. Prensagem entre . de nível elevado. k) armazenagem contrária às normas de segurança. 8. frio ou ruído excessivo. quando cai de local mais alto.quando o trabalhador é atingido por um objeto que cai devido à ação da gravidade.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 2.Formulário da CAT. caracterização do acidente do trabalho.com. PARA A EMPRESA: substituição do acidentado. PARA O TRABALHADOR: problemas físicos. emocionais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. definições.Lajeado / RS . 4. sala 201 . 5.5 CONSEQÜÊNCIAS 1. ausência de contribuição social. 267. financeiros. IV – Preenchimento do formulário CAT. prestações e procedimentos. PAGAMENTO DE SEGUROS para Indenização de acidentes e doenças ocupacionais. anexo II . 6. II – Recomendações gerais.6 CONCLUSÃO Os acidentes do trabalho causam muitos problemas a todos e custam muito mais que investir em prevenção. III – Informações gerais.br 38 . PARA O GOVERNO: pagamento do trabalhador encostado no INSS. 3. V – Conceito. aumento de custo na folha de pagamento. MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT I – Apresentação. VI – Legislação. VII – Anexos: anexo I . redução de produção e por conseqüência de lucro. ausência do profissional treinado. PARA A NAÇÃO: diminuição de trabalhadores ativos e aumento de inativos. aposentadorias precoces por invalidez ou doenças ocupacionais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 5.Fluxo da CAT.

observada a destinação das demais vias. verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos. 7 – apresentar a CAT. 8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser substituído por impresso da própria empresa. prevista no subitem 1. 267. objeto deste manual foi prevista inicialmente na Lei nº 5. em duas vias ao INSS. tendo em vista as informações nele contidas. 2 – ao assinar a CAT.Lajeado / RS . Instituto Nacional do Seguro Social . elaborado por equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS. 4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma. estatístico e epidemiológico. dentre elas: 1 – não assinar a CAT em branco. sala 201 . impressa em papel.032/95. cabendo observar que o formulário Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 6 – evitar deixar campos em branco. 3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico. 5 – não conter emendas ou rasuras. Cabe ressaltar a importância da comunicação. não apenas do ponto de vista previdenciário. A Lei nº 8. regulamentada pelo Decreto nº 2. II – Recomendações gerais Em face dos aspectos legais envolvidos. sob pena de multa em caso de omissão.316/67. é assegurar o correto preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho I – Apresentação O objetivo deste manual.INSS e Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.172/97.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente do trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS. desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico. recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT.br 39 . que reterá a primeira via.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A comunicação. de preferência com caneta esferográfica.2. mas também trabalhista e social. com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei nº 9. principalmente o completo e exato preenchimento do formulário.com.

3 – A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma. 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador. 1.173/97. as seguintes ocorrências: Ocorrências: a) acidente do trabalho.2 – A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT. 1. típico ou de trajeto. 40 .1 – Deverão ser comunicadas ao INSS.1. ocorrido com seu empregado. cabendo a este comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT. c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. comunicado anteriormente ao INSS. b) reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho. em caso de morte. preenchido em quatro vias.br Tipos de CAT: CAT inicial. de imediato à autoridade competente. ocorrido após a emissão da CAT inicial. 267. aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 3ª via – ao segurado ou dependente. já CAT comunicação de óbito. com a seguinte destinação: 1ª via – ao INSS. mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição. CAT reabertura. havendo ou não afastamento do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS.1 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho. 1. ou doença profissional ou do trabalho.Lajeado / RS . III – Informações gerais 1 – Comunicação do acidente 1. sala 201 . sucessivamente aumentada nas reincidências.0 2ª via – à empresa.

na falta deste. o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente.4 – Tratando-se de trabalhador temporário. a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente. 267.br 41 .5 – No caso do trabalhador avulso. na sua falta. 1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. informando.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.5.1 – Neste caso.com. Marinha.Lajeado / RS . 1. que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria. 1. a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS. registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e. no campo “CNAE”.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1. ao seu sindicato preencher e assinar a CAT.6 – No caso de segurado especial.7 – Quando se tratar de marítimo. aeroviário. 1. do sindicato da categoria. médico-residente ou segurado especial.8 – Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços.1 – Para este trabalhador. 1. ferroviário. Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). 1.9. os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados.10 – Tratando-se de presidiário. 1. pelo médico responsável pelo atendimento. compete ao OGMO e. pelo sindicato da categoria ou autoridade pública. a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente. trabalhador avulso. a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora. só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado. no campo próprio. sala 201 . a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e. motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa caberá ao representante desta comunicar o acidente.1 – São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral. 1. os comandantes de unidades militares do Exército. salvo a reabilitação profissional. 1.6.9 – É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade.

sala 201 .15 . médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7).6.13 – No caso de doença profissional ou do trabalho.1 – As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário. deverá ser emitida CAT por aquela empresa. do atendimento médico ou da residência do acidentado.11 – Na falta de comunicação por parte da empresa. 1.1 – Deve ser considerada como sede da empresa a dependência. bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física.com.1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 1.14 – Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida. acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa. do local do acidente. podem formalizá-la o próprio acidentado. que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ.br 42 .6. 1.15.11. quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS. 2 – Comunicação de reabertura 2. 1. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública prevista no subitem 1. tanto a matriz quanto a filial.A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado.1. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico. 1.12 – Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador. seus dependentes. 1. beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1. o sindicato da categoria. o que jurisdiciona a sede da empresa. 1.Lajeado / RS .1 – A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT. e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento. com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267.

1 – O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional. sindicato. do óbito. será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito. médico assistente.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo 1. exceto quanto ao afastamento. 3 – Comunicação de óbito 3. IV – Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I.1 da Parte III).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 2. 267. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o (1) (2) (3) (4) (5) CAT. ocorrido após a emissão da CAT certidão de óbito e quando empregador. sala 201 .6. constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. atestado médico e data da emissão. (3) comunicação de óbito – refere-se à comunicação inicial.br 43 . Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. (2) reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS). sendo: (1) inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho. autoridade pública (subitem 1. sendo: Campo 2.com.2 – Na CAT de reabertura deverão constar às mesmas informações da época do acidente. ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. último dia trabalhado. responsável pela emissão da CAT.Lajeado / RS . do laudo de necropsia. que serão relativos à data da reabertura. Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia. em decorrência de acidente do trabalho. segurado ou seus dependentes. Deverá ser anexada a cópia da houver.

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Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial. Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97: a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional; b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço; c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993. Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo: (1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora; (2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ; (3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física; (4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial. Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

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Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco. Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97). Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960. Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (2) feminino. Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado. Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS. Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor. Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade. Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco. Campo 20. Remuneração mensal – informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

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Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município. Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença. Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação. Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo: (1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90). Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando se tratar de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural. I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998. Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco. Campo 33. Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do trabalho. Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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etc. Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente. Obs. podendo ser máquina. 267. Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda. Munícipio do local do acidente . equipamento ou ferramenta. Campo 36. ruído ou salmonela. posto de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado. (5) outros. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador. Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio. Obs. (3) em via pública.informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente. Campo 37. seja externa ou internamente. (2) em empresa onde a empregadora presta serviço.br 47 . sílica. sala 201 . Campo 35. UF . ou produtos químicos. Descrição da situação geradora do acidente ou doença Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. como uma prensa ou uma injetora de plásticos. rampa de acesso. ainda que a jornada não tenha sido completa. Campo 39. quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. Campo 42. Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente. nome da rua.: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo). choque elétrico. Campo 38. Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado. no caso de constar no campo 35 a opção 2.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33.com. Campo 41.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 34.informar o nome do município onde ocorreu o acidente. agentes físicos ou biológicos como benzeno. (4) em área rural. – para doenças profissionais. Ex: 23/11/1998. sendo: (1) em estabelecimento da empregadora. CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença.Lajeado / RS . Campo 40. do trabalho.). atropelamento.

o preenchimento é dispensável. independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente.com.4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS Campo 45 a 52. o laudo de necropsia. o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado. Campo 44. No caso de acidente com morte. após a emissão da CAT inicial. Quadro II – ATESTADO MÉDICO Deverá ser preenchido por profissional médico. 267.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença. Campo 43. quando houver. devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente. a empresa deverá emitir CAT para a comunicação de óbito. e não benzenismo). I. devendo ser apresentada a certidão de óbito e.no caso de doença. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente.: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos.Lajeado / RS . Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial. Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito. fica dispensado o carimbo. Obs.tratando-se de acidente de trajeto. especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato. . No caso de constar 1 (SIM). Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT. Obs.br 48 . Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT. . Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes. sala 201 . descrever a atividade de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

9 – sinovite ou tendinite não especificada. Exemplo: a) entorse tornozelo direito. b) sinais flogísticos. Exemplo: a) edema. Houve internação? . Campo 59. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10. Campo 57. se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada. mesmo que superior a quinze dias. equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita. Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. Campo 56. utilizandose quatro dígitos para o ano. 267. citando a parte do corpo atingida. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional.br 49 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Campo 53. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? informar (1) sim ou (2) não. Campo 58. Exemplo: 15:10.Lajeado / RS . o diagnóstico. concausas. Local e data – informar o local e a data do atendimento médico. edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. Campo 61. Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico. Diagnóstico provável – informar. 4 – entorse e distensão do tornozelo. Campo 62. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento. Campo 55. informando a natureza.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. A data deverá ser completa. Obs. sala 201 .informar (1) sim ou (2) não. Data – informar a data do atendimento. Campo 60. como condições patológicas pré-existentes. b) M65. Exemplo: 23/11/1998. tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto. objetivamente. Exemplo: a) S93. Campo 54.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho. b) tendinite dos flexores do carpo. se há recomendação especial para permanência no trabalho.com. justificar. sistemas ou aparelhos. etc.

1. b) a doença do trabalho. 1. constatando-se que a doença não incluída na relação constante do Anexo II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a acidente do trabalho. médico residente. definições e caracterização do acidente do trabalho. 1.1 – Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.2 – Em caso excepcional. trabalhador avulso. a perda ou redução. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. 1. sala 201 . c) a que não produz incapacidade laborativa.br 50 . V – Conceito. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. 267. b) a inerente a grupo etário.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura. 1. carimbo e CRM do médico responsável. temporária ou permanente. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. da capacidade para o trabalho.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.2 – Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa.1. com o segurado empregado. nos termos deste item: a) a doença profissional.172/97. constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2. bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades. Quadro III – INSS Campos de uso exclusivo do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.1 – É considerado como acidente do trabalho. prestações e procedimentos 1 – Conceito do acidente do trabalho e doença ocupacional.172/97.Lajeado / RS .

sala 201 . ou de companheiro de trabalho. e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. 1. ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. inclusive veículo de propriedade do segurado. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. IV – o acidente sofrido.br 51 . para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho. em conseqüência de: a) ato de agressão. incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade.3 – Equiparam-se também a acidente do trabalho: I – o acidente ligado ao trabalho que.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva. quando financiada por esta. por motivo de disputa relacionada com o trabalho. 267. d) independentemente do meio de locomoção utilizado. e) desabamento. b) ofensa física intencional.Lajeado / RS . de negligência ou de imperícia de terceiro. ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. inclusive para estudo. inundação.com. inclusive de terceiro. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. c) em viagem a serviço da empresa. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. c) ato de imprudência. qualquer que seja o meio de locomoção. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. inclusive veículo de propriedade do segurado. embora não tenha sido a causa única. d) ato de pessoa privada do uso da razão. II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho.

f) no percurso da residência para o OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela.2 – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles.br 52 . no caso de doença profissional ou do trabalho.7 – Será considerado como dia do acidente. no local do trabalho ou durante este.6 – Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho. o empregado será considerado a serviço da empresa. o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho.com. cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 1. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência.3. refeição ou do trabalho. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. resultante de outra origem.1 – No período destinado à refeição ou descanso. se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas.3. 2 – Campo de Aplicação 2. 1.1 – As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho.Lajeado / RS . 267.4 – Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional.5 – Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. independentemente do meio de locomoção. 1. 1. 1. 1. tratando-se de trabalhador avulso. deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado. sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. sala 201 . Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais.

concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria.br 53 .no dia em que o auxílio-doença Aposentadoria por invalidez (esp. -cessação da incapacidade. -morte do 91% do salário de benefício 100% do Salário de benefício Auxílio Acidente (esp.94) Pensão Acidentado do trabalho Dependentes do teria início. 3. . .3 – A partir de 11/11/97. membro de conselho de administração de sociedade anônima.volta ao trabalho. exceto ao salário-família e à reabilitação profissional.afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho. Prestações por acidente do trabalho ou doença ocupacional 3. 3.volta ao trabalho.morte.138. .no dia seguinte à cessação do auxíliodoença. sócios que não tenham. doença. especial ou idade pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer ou retornar à atividade sujeita a este regime. -concessão de aposentadoria.óbito.data do óbito.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. b) ao empresário: titular de firma individual urbana ou rural.afastamento do trabalho por invalidez acidentaria. o aposentado por tempo de serviço.morte. a condição de empregado. .2 – Não são devidas as prestações relativas ao acidente do trabalho: a) ao empregado doméstico. 2. ou 50% do salário de benefício 100% do Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho b) ao trabalhador avulso. c) ao médico-residente (Lei nº 8. sala 201 . . não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade. na empresa.com. diretor não empregado. d) ao facultativo. 2.Lajeado / RS . . c) ao autônomo e outros equiparados.16º dia de afastamento consecutivo para empregado. . . -redução da . de 28/12/90).2 – Benefícios pecuniários: CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DA CESSAÇÃO BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS DATA DE INÍCIO VALOR Auxílio-doença (esp. ou . . 91) Acidentado do trabalho .dia seguinte a capacidade laborativa cessação do auxíliopor lesão acidentaria. 267. .1 – Serviço: reabilitação profissional. d) ao segurado especial. -cessação da invalidez.data do afastamento demais segurados.alta médica. -morte por acidente do .92) Acidentado do trabalho .

3 – acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou refeição para o local de trabalho e vice-versa). quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante.1 – Esta informação constará no campo de responsabilidade do INSS. Cód.: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor.Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho: a) o reinício será na data do novo afastamento. 4 – Caracterização 4.3 .1 – Os acidentes são classificados em três tipos: Cód.Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário.1.1 – acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa). -cessação da qualidade de dependente. 3. 4.2 – doença profissional ou do trabalho. após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS. salário de benefício Obs. 267. Cód. 3. 3. b) o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento.com.A prestação de assistência médica não é atribuição do INSS.213/91). quando o INSS responderá o quesito “É reconhecido o direito do segurado à habilitação ao benefício acidentário?”.93) Acidentado do trabalho trabalho. dependente. após análise administrativa dos dados sobre o acidentado e das circunstâncias da ocorrência e o devido enquadramento nas situações previstas na legislação pertinente (Lei nº 8. até o máximo de 36 (trinta e seis).4 . apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses. .br 54 . b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado. reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho (esp.1 . sala 201 .data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.3. constante na CAT.Lajeado / RS .

Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS).Comunicado o acidente ou doença do trabalho o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS. Habilitação dos benefícios acidentários 5.Não é responsabilidade do INSS a caracterização do nexo técnico para fins de exame pré-admissional ou demissional da empresa.1 . 4. munido da seguinte documentação: . .2.Relação dos 36 últimos salários de contribuição apurados até 48 meses Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente do trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2.1. 4. a doença e o trabalho e definição do grau de incapacidade pela perícia médica do INSS na forma prevista no subitem 4. .1 .2.Lajeado / RS .PIS/PASEP. o nº do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação. .Contrato de trabalho quando não constar na CTPS. c) a “causa mortis” e o acidente.Declaração do OGMO ou Sindicato para o trabalhador avulso. carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão. CPF. 4. 267. sala 201 . b) a doença e o trabalho.172/97.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.2.com. . Nos casos de morte a avaliação quanto ao nexo "causa mortis" e o acidente ou doença do trabalho ocorrerá após a comunicação do óbito ao INSS. 5.2 .2 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. . o código da unidade. quando tratar-se de médico residente. a data do recebimento. sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS.br 55 .Comprovante de inscrição no INSS. para habilitação ao benefício. Cédula de identidade.Após a habilitação o direito ao benefício dar-se-á posteriormente ao reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão. segurado especial e médico residente e no caso de empregado a partir do 16º (décimo sexto) dia de afastamento do trabalho por acidente ou doença. que ocorrerá a partir do primeiro dia de afastamento para o trabalhador avulso.2 – O INSS informará na CAT.

.528/97.2 O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos.Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial. 267.173/97.032/95 e da Lei nº 9. . .213/91 com alterações da Lei nº 9.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. para concessão ou indeferimento do benefício acidentário.Lajeado / RS .Endereço completo com CEP atualizado.Ocorrência policial (quando houver). VI – Legislação • • • Lei nº 8.Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão.com. bem como emitir pesquisas e diligências. .Certidão de Nascimento dos dependentes e quando for o caso. .Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte. Decreto nº 2. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Termo de Tutela/Curatela. . visando a elucidação e comprovação dos fatos. .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho anteriores ao mês do afastamento. para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho.172/97. Decreto nº 2. sala 201 . 5.br 56 .Outros que se fizerem necessários a cada caso.

267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Anexo I – Formulário CAT Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho VII .br 57 . sala 201 .Lajeado / RS .

267. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Anexo II – FLUXOGRAMA Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 58 .com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .

7.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 7. objetivando a prevenção contínua de acidentes na empresa. 2). as primárias são: vermelho. o amarelo e o azul (ilust. A mistura dessas três luzes coloridas produz o branco. denominando-se o fenômeno síntese aditiva (ilust.2. Para os que trabalham com cor-luz. 3). misturadas em proporções variáveis. COR E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 7. verde e azul-violetado. o artista e todos os que trabalham com substâncias corantes opacas (cores-pigmento.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. produzem todas as cores do espectro. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Lajeado / RS . às vezes denominadas cores de refletância ou cores-tinta) as cores indecomponíveis são o vermelho.1 Objetivo da Sinalização de Segurança A sinalização de segurança visa organizar e identificar situações de risco nos setores de trabalho. sala 201 . Para o químico. Classificação das Cores Cor geratriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis que.br 59 .

é a cor formada em equilíbrio óptico por duas cores primárias. cores complementares significam par de cores.Desde a época de Newton. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. A mistura dessas três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Desde as experiências de Lê Blond em 1730.com. azul e laranja. adota-se em Física a formulação de que cores complementares são aquelas cuja mistura produz o branco. excluindo-se o verde puro. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267.esverdeado. as primárias são o magenta. ou por transparência em retículas. interceptando a luz branca.br 60 . formando os seguintes pares: vermelho e azul. amarelo e ciano. amarelo. complementando uma a outra. Cor terciária . essas cores vêm sendo consideradas primárias. Cor secundária . verde e azul).Lajeado / RS . Segundo Helmholtz. A superposição de filtros coloridos magenta. pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente. o amarelo e o dano. Em Física. produz igualmente o cinza-neutro. reduzindo-se assim para três as quatro cores primárias de Leonardo da Vinci (vermelho. amarelo e anil. Nas artes gráficas. todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples.é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. Cor complementar .

e as demais cores em que eles predominem. uma cor tanto poderá parecer fria como quente. Nessa indução reside a essência da beleza cromática.são o azul.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Cores quentes . além das cores primárias. bem como as outras cores predominadas por eles.A aparência da cor se caracteriza por três valores: a tonalidade. podemos classificar como indução as manifestações dos contrastes simultâneos de cores.Lajeado / RS . numa escala de amarelos e vermelhos. são necessários o branco e o preto. dependendo da percentagem de azuis.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. parecerá frio. Cor natural é a coloração existente na natureza.são o vermelho e o amarelo. Cores e tons . Além disso. Um verde médio.br . violáceos. das mutações cromáticas e do fenômeno da cor inexistente. sala 201 . a luminosidade e a saturação. Cor induzida é a coloração acidental de que se tinge uma cor sob a influência de uma cor indutora. Os verdes. 61 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. parecerá quente. Cor aparente ou acidental é a cor variável apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influência de outras cores próximas. frente a vários azuis.com. O mesmo verde. dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromática. Cores frias . Em certa medida. vermelhos e amarelos de suas composições. carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes. Para a reprodução aproximada de sua infinita variedade. e o verde. na impressão gráfica. 267.

diz-se que tem saturação máxima. verde. etc. ou quanto mais pura for. Se neste entram apenas os elementos físicos (luz) e fisiológico (o olho). sala 201 . É o efeito produzido pelo suavizamento ou escurecimento de uma tinta pela adição do branco ou preto. Saturação . quando iluminado por ela. mas também da superfície que ocupa e das cores vizinhas (sobretudo do fundo). como tão violáceo quanto a luz do mercúrio que o ilumina. Luminosidade . O poder de excitação. não depende unicamente de sua tonalidade. amarelo. a cor apresentada por eles quando iluminados pela 62 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Quando uma cor se encontra em sua máxima força e não contém nenhuma fração de branco e preto. partindo-se do mais claro até o mais escuro. além dos elementos citados. Na maioria das vezes não atentamos para a diferença de coloração e continuamos a considerar branco o lençol.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Uma forma (um objeto. que se especifica com os termos azul. a cor que menos branco ou preto contiver. claridade ou saturação próprias.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Tonalidade .É a capacidade de reflexão da luz.br . que é a gradação de uma cor. o rosa é menos saturado que o vermelho porque contém branco. PERCEPÇÃO DA COR O fenômeno da percepção da cor é bastante mais complexo que o da sensação. vermelho.com. que incorpora aos objetos. vice-versa. ou vice-versa. Pode-se dizer também. como uma de suas características físicas. por uma codificação do cérebro. Exemplificando.que depende da quantidade de preto ou gris que contém e faz com que uma cor se aproxime mais ou menos do branco (luminoso) ou do preto escuro). podemos citar o fato de um lençol branco nos parecer sempre branco. 267.É a característica quantitativa de uma cor. o valor como estimulante da atenção que uma cor provoca. um texto. Por exemplo.Lajeado / RS . Considera-se mais saturada. tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violácea de mercúrio.É a característica qualitativa de uma a cor. por meio emprego adequado das cores. ou matizes diferentes por que pode passar uma cor. naquele entram. os dados psicológicos que alteram substancialmente a qualidade do que se vê. etc) pode reforçar-se sem aumentar e. quando em realidade ele é tão amarelo quanto a luz incandescente.

Lajeado / RS . atenuando as restantes com branco ou preto. 267. sala 201 . A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. valor (luminosidade ou brilho) e croma (saturação ou pureza da cor). atenuado ou modificado pela influência das cores justapostas. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros das cores. Contraste: o contraste simultâneo se baseia no princípio de que nenhuma cor tem valor por si mesmo. devido à ação simultânea das complementares. e sim que se matiz é acentuado. não resulta ofensivo caso se procure ressaltar uma só. o preto e o cinza. As principais formas de contrastes geralmente consideradas como meios ótimos de expressões cromáticas são: Contraste de tom: o mais contrastante é o de duas complementares empregadas sem modulações intermediárias. transformando em valor subjetivo as cores permanentes dos corpos naturais. Contraste de branco ou preto: dá-se no claro escuro entre o branco. Apesar de ser forte. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. e é muito escassa também a do azul-verde.com. Visibilidade das cores As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância.O contraste branco-preto tem um valor médio.O contraste branco-preto tem um valor médio. devido à ação simultânea das complementares.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho luz solar. que irrita os olhos. À distância se vê primeiro o contraste amarelo-preto. As cores amarelas e cian são as que melhor se lêem distância.br 63 . puro. Na percepção distinguem-se três características principais que correspondem aos parâmetros básicos da cor: matiz (comprimento de onda). Contraste de saturação: produz-se pela modulação de um tom saturado. A visibilidade do contraste vermelho-verde é pobre. que irrita os olhos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e é muito escassa também a do azul-verde. com Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. As experiências realizadas demonstram que os elementos gráficos escuros sobre fundo claro são percebidos melhor que os claros sobre fundos escuros.

o violeta e verde justaposto:ao violeta acrescenta-se a cor complementar do verde. Letras azuis sobre fundo branco. Contraste de superfície: baseia-se no equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas cores e seu grau de calor: menor espaço para as cores quentes e mais espaço para as frias. são mais visíveis: Letras pretas sobre fundo branco. chamam mais a atenção. complementar do violeta. em que tantas vezes útil selecionar cores que se intensificam reciprocamente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.seja por exemplo. e o violeta adquire um tom púrpura. que se torna ainda mais nítido para os quadrados primeiro (verde) e último (violeta).com.Lajeado / RS . e resultam da irritação e cansaço de um ponto da retina. várias experiências psicotécnicas têm mostrado que certos contrastes garantem a maior legibilidade de longe. isto é o vermelho. cuja cor não muda. Estes fenômenos são de ordem fisiológica.br . e. Letras vermelhas sobre fundo preto. Letras amarelas sobre fundo preto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho preto. por isso. se fixarmos atentamente estas cores as veremos tomar cada uma a tonalidade complementar da vizinha: é o contraste de tonalidade. recebe o amarelo. o verde por sua vez. Assim. 267. branco ou cinza. Letras vermelhas sobre fundo branco. É grande a importância deste fenômeno de contrastes simultâneos na elaboração de cartazes. sala 201 . Letras brancas sobre fundo vermelho. e sua tonalidade torna-se amarelada. As letras cinzas são sempre relativamente legíveis sobre qualquer fundo de cor: tem maior destaque sobre o branco. Depois. 64 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Por exemplo. Letras brancas sobre fundo azul. principalmente da letra sobre fundo.

porque a cor escura do fundo absorve a cor clara da letra. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.br 65 . a primeira parece maior. sala 201 . uma muito luminosa e a outra escura. com a finalidade de facilitar a identificação e evitar acidentes.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O grau de legibilidade de letras coloridas sobre fundos de cor será mais ou menos acentuado segundo mais ou menos abertas as letras. em conseqüência de um fenômeno de irradiação entre duas superfícies da mesma dimensão. uma letra escura sobre fundo claro é o mais legível de mais longe que o inverso e se utilizaria uma cor clara em fundo escuro. Do mesmo modo.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .3 ABNT 6493 (EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES) Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis para o emprego de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores elétricos. Em geral. a letra tem de ser mais forte.com. 7.

cinza.alumínio. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.4.com. sempre que necessária. 7. delimitando áreas. Cor na segurança do trabalho.púrpura. . As cores aqui adotadas serão as seguintes: . .1.3. 26.5.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Esta Norma aplica-se a identificação de tubulações de maneira geral.azul. sala 201 .verde.1. Esta Norma Regulamentadora .1.vermelho.1.amarelo. . A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho.preto. 26.lilás.branco.1.4 ABNT 7195 (CORES PARA A SEGURANÇA) Objetivo: Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes.1. .br 66 . 26. a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. 267. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível.NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. A indicação em cor.1. 7. 26.laranja.marrom.2. a fim de não ocasionar distração. identificando os equipamentos de segurança.5. . 26. indicadas pela necessidade de determinadas atividades. . 26. especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.5 NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA) 26. podendo ser complementada por normas específicas.1. . . .1. confusão e fadiga ao trabalhador. . será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. .Lajeado / RS . empregadas para identificar e advertir contra riscos.

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5.bombas de incêndio. .Alerta).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.sirenes de alarme de incêndio. .partes baixas de escadas portáteis. .localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel.em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: .com.mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias.hidrantes.tubulações.baldes de areia ou água.2. . .extintores e sua localização. parapeitos.5.nas luzes a serem colocadas em barricadas. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não-liquefeitos.3. suporte. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco. Em canalizações. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. .transporte com equipamentos de combate a incêndio.br 67 .1.espelhos de degraus de escadas. 26. assinalando: . Amarelo. sala 201 . . moldura da caixa ou nicho). 267. É empregado para identificar: .rede de água para incêndio (sprinklers). . . . Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo. . dentro da área de uso do extintor). . por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.caixa de alarme de incêndio.indicações de extintores (visível a distância.caixas com cobertores para abafar chamas. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!".Lajeado / RS . para extinção de incêndio. . . .1.portas de saídas de emergência.corrimões. .

tais como empilhadeiras.passarelas e corredores de circulação. . . 267. . . sala 201 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.cabines. . guindastes.Lajeado / RS . caçambas e gatos-de-pontes-rolantes. .bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poços..CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho . vagonetes.paredes de fundo de corredores sem saída. . . postes.pilastras. O branco será empregado em: . pontes-rolantes.bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). etc. etc.5. ..CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. .localização de bebedouros. . Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização. colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar. .vigas colocadas a baixa altura. .) e de plataformas que não possam ter corrimões.com. onde haja necessidade de chamar atenção.áreas destinadas à armazenagem.fundos de letreiros e avisos de advertência. .faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento.pára-choques para veículos de transportes pesados. . entradas subterrâneas.direção e circulação.1.zonas de segurança. etc. porteiras e lanças de cancelas. tratores industriais. por meio de sinais.bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente.equipamentos de transporte e manipulação de material.áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência. com listras pretas.comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco. .localização e coletores de resíduos. Branco.meios-fios.br 68 . . por meio de faixas (localização e largura). de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência.4. vigas. escavadeiras. . . reboques. 26.cavalete.

6. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". .caixas de equipamento de socorro de urgência.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. alcatrão. etc.1.caixas contendo máscaras contra gases. . boletins.5.1.7. . . sala 201 .quadros para exposição de cartazes.). .canalizações de água.mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. . caixas contendo EPI.fontes lavadoras de olhos. . ou fontes de energia dos equipamentos..macas. Deverá ser empregado para identificar: .5.5. piche.5. etc.1.com. O azul será utilizado para indicar "Cuidado!". asfalto. O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante. quando condições especiais o exigirem. O preto poderá ser usado em substituição ao branco.chuveiros de segurança. . 267.porta de entrada de salas de curativos de urgência. . Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. 26. avisos de segurança.dispositivos de segurança.localização de EPI. Será também empregado em: . Preto.canalizações de ar comprimido. ou combinado a este. Azul.emblemas de segurança. ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. . . .br 69 . que deverão permanecer fora de serviço.avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. óleo combustível. 26.Lajeado / RS . . de partida.

prensas.locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados.com. .deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. .1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: .canalizações contendo ácidos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 70 . .5. . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5.recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados. 26. b) Cinza escuro . .9.5.5.faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. .1.1.sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. Cinza a) Cinza claro .partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. . Púrpura. Deverá ser empregada a púrpura em: .Lajeado / RS .deverá ser usado para identificar eletrodutos. sala 201 .11. 26.botões de arranque de segurança.dispositivos de corte. 267.portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade.partes móveis de máquinas e equipamentos. 26.10. borda de serras. .8. .1.faces externas de polias e engrenagens.

temperatura.6. O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 26.3. 26. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais. quando necessário. 26. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. armazenamento. equipamentos. corrosivo. óleo diesel.3. preto ou verde. oxidante. considera-se substância perigosa todo material que seja. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1. Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas. a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração. 26. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. a critério da empresa.2.3. O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação. 26. 26. 26. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos. Marrom O marrom pode ser adotado. pressões. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado. etc.). 26. e que. As canalizações industriais.3.com. 26. tóxico. aplicadas sobre a cor básica. durante o seu manejo.3. Obrigatoriamente.3. os depósitos ou tanques fixos que armazenem fluidos deverão ser indicados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações.1.12.2. gasolina. ambiente de trabalho. Para fins de segurança. 26.br 71 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26.1.4.4. óleo lubrificante.Lajeado / RS . para condução de líquidos e gases.5. embalagem. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores.5. querosene. radioativo. a) Para fins do disposto no item anterior. isoladamente ou não.5.1.3. etc.4.13. 26. a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes. 267.3. deverão receber a aplicação de cores. sala 201 . pureza.). processamento. em toda sua extensão. para identificar qualquer fluído nãoidentificável pelas demais cores. O sentido de transporte do fluído. transporte.

6.Lajeado / RS . Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves. Rotulagem preventiva. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País.2."Cuidado".6. A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. .4. no caso de acidente. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso.primeiros socorros.6. derrame ou vazamento. 26. 26. abrangendo aquelas a serem tomadas. aéreo e intermodal. . o rótulo especificando a natureza do produto químico. em casos de acidentes. 26. .6.medidas preventivas.instruções especiais em caso de fogo. manipulação e armazenagem do produto.palavra de advertência designando o grau de risco. A linguagem deverá ser prática. 267.com.6. quando for o caso.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 26. "Composto de Chumbo". Palavra de Advertência . redigidas em termos simples e de fácil compreensão. 26. não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto. etc. para permitir a escolha do tratamento médico correto."Perigo". .nome técnico do produto. com propriedades que variem em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente. a identificação deverá ser adequada.5.5. para substâncias que apresentem risco médio.6.1.As palavras de advertência que devem ser usadas são: . Exemplo: "Ácido Corrosivo". Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais. . Em qualquer situação.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. .br 72 . o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. dever-se-á adotar o seguinte procedimento: . precisas. .nome técnico completo. marítimo.1. No cumprimento do disposto no item anterior. 26. Onde possa ocorrer misturas de 2 (duas) ou mais substâncias químicas. sala 201 . 26. para indicar substâncias que apresentem alto risco.indicações de risco.6. 26. Na movimentação de materiais no transporte terrestre.informações para médicos.6. 26.3.5. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: .

3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0."Atenção". em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. 8. Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". Exemplos: "Extremamente Inflamáveis".  Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0.Lajeado / RS . sala 201 . Exemplos: "Mantendo Afastado do Calor. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. etc. Primeiros Socorros . Medidas Preventivas .com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco  2.As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto.7 tbn + 0. à altura da região do corpo mais atingida. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas equações que seguem. Em função do índice obtido. 1.Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. 3. CALOR: NR – 15 ANEXO 3 Limites de Tolerância para exposição ao calor 1. 267. Limites de Tolerância para exposição ao calor. Indicações de Risco .Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico. "Nocivo se Absorvido Através da Pele".CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho .7 tbn + 0.br . para substâncias que apresentem risco leve. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro Nº 1 73 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.1 tbs + 0.

0 acima de 31. 267.1 à 31.0 25. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro Nº 2.0 à 27.2 acima de 32.com. Para os fins deste item. ambiente termicamente mais ameno. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 1.4 31.Lajeado / RS . Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. Leve até 30.7 26.br 74 .8 à 28.5 à 30.9 26. sem adoção de medidas adequadas de controle. considera-se como local de descanso.9 28. sala 201 .5 à 32. A determinação do tipo de atividade (leve.4 29. moderada ou pesada) é feita consultando-se o Quadro Nº 3.1 à 25.2 Moderada até 26.7 à 31.1 acima de 30.0 Pesada até 25. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso). 2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.0 30.4 30.0 Limites de Tolerância para exposição ao calor. 2.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 1 Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho Tipo de atividade (por hora) Freqüência Trabalho contínuo 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho.1 à 29.0 28.0 à 30. 3.

com.5 30. Mt = Taxa metabolismo no local de trabalho. em que se permanece no local descanso.5 26. Tt = Somas dos tempos.0 25. Md = Taxa de metabolismo no local de descanso. sendo Tt e Td = 60 minutos corridos.5 26.5 25.0 28. Tt e Td = como anteriormente definido. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. determinada pela seguinte fórmula: M = Mt x Tt + Md x Td 60 Sendo: M = Taxa metabolismo ponderada para 1 hora. 3. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro nº 3. 267. em que se permanece. sala 201 .5 27.br 75 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho QUADRO Nº 2 M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. em minutos. no local de trabalho.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em minutos.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.Lajeado / RS . Td = Soma dos tempos.

movimentos moderados com braços e tronco (ex. QUADRO Nº 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de atividade Sentado em repouso Trabalho leve Sentado. 267.br 76 . com alguma movimentação. trabalho leve em máquina ou bancada. 550 Kcal/h 100 125 150 150 180 175 220 300 440 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. movimentos vigorosos com braços e pernas.: remoção com pá). Em movimento. De pé. movimentos moderados com braços e pernas (ex. trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação. em máquina ou bancada.: dirigir). Trabalho moderado Sentado. trabalho moderado de levantar ou empurrar. Trabalho fatigante. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos efeitos legais. De pé. sala 201 .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Sentado. trabalho leve. De pé. principalmente com os braços. Trabalho pesado Trabalho intermitente de levantar.Lajeado / RS .: datilografia).com. empurrar ou arrastar pesos (ex.

é aquele que considera insalubre uma atividade ou operação. 267. realizamos inspeção da Câmaras Frias e de Congelamento. OBJETIVO Verificar se o trabalho do empregador no interior da Câmara Fria fazem jus ao adicional de Insalubridade de Grau Médio 20%. DESENVOLVIMENTO No dia xxxxx ás 14 horas.Limites de tempo para exposição a baixas temperaturas para pessoas adequadamente vestidas para exposição ao Frio Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. NR-15. aquelas executadas no interior de Câmara Frigorífica. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho. que exponham os trabalhadores ao frio.Lajeado / RS . localizada no xxxxxxxxxxxxxxxxxx. TABELA I . O critério técnico é simples e de fácil aplicabilidade recomendado pela FUNDACENTRO. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. ou em locais que apresentem condições similares. através da Portaria Ministerial 3. A nossa legislação.br 77 . As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas.com. Frio NR-15 Anexo 9 1. ANÁLISE Confrontando os Níveis de Temperatura de funcionamento da referida Câmara Fria de Congelamento com temperatura de 0ºC à -40ºC e os túneis de congelamento com temperatura de -70ºC. ou em locais com condições similares. considera como atividades ou operações insalubres por Frio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sem a proteção adequada.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 9. desde que alternado com recuperação térmica em local fora do ambiente considerado Frio. tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com tempos máximos de exposição. temperatura de armazenamento controlado através de termostato. A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de temperatura. sala 201 . Anexo 9. quando esta for executada em desacordo com a tabela I que segue abaixo.214/78. conforme NR – 15 anexo 9 – FRIO.

Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternado-se uma hora de trabalho. Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.0 à -56.0ºC CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS FRIO . fora do ambiente frio.br 78 . -18.0ºC abaixo de 73.com. sala 201 .Lajeado / RS .9ºC Máxima exposição diária permissível Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos. evidenciaram que a incidência de lesões por acidentes era menor a uma temperatura de 18ºC que em outras inferiores ou superiores a esta. que implicam em exposições a temperaturas bastante reduzidas. por uma hora recuperação térmica. 267. sendo o restante da jornada cumprida obrigatoriamente fora do ambiente frio.15 DA PORTARIA 3.9ºC -57. Fora das atividades realizadas ao ar livre. fora do ambiente frio. sendo quatro períodos de uma hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica.214/78) A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério implicando em uma série de inconvenientes que afetarão a saúde. o frio intenso é ainda encontrado em ambientes artificiais.0 à -73. Tempo total de trabalho no ambiente frio de uma hora. sendo dois períodos de trinta minutos com recuperação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio. bem como em algumas zonas temperadas. Estudos realizados nas indústrias norte-americanas.(ANEXO 9.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho RIO GRANDE DO SUL – ZONA CLIMÁTICA MESOTÉRMICA Faixas de temperaturas +10. Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for à vestimenta. o conforto e a eficiência do trabalhador. como as câmaras frigoríficas de conservação. no período de inverno.0 à -17. O aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas foi atribuído à perda da destreza manual. no início do século xx. NR . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.0 à -33. Trabalhos ao ar livre em climas frios são encontrados em regiões e grandes altitudes.9ºC -34.

Se todas as reações de controle forem inadequadas. o corpo gera calor através de atividade espontânea. Se a temperatura interna do corpo cair mais de 2°C abaixo dos 37°C (35°C). Todos estes fatores influem no equilíbrio homeotérmico do corpo. ou a pessoa providencia mais vestimentas. A pele fica também mais seca e menos condutora térmica.com. A produção de calor diminui e a perda de calor aumenta. O fluxo sangüíneo é reduzido em proporção direta com a queda da temperatura. o corpo entra na zona de resfriamento do corpo. Esta zona é chamada zona neutra. A vasoconstrição periférica é a primeira ação reguladora que ocorre no organismo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho EFEITOS DO FRIO Os efeitos causados no organismo dependem principalmente da temperatura do ar. por exemplo). Se a temperatura operativa diminuir mais ainda. Para isto não ocorrer.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. aumentam as chances de cair a temperatura superficial e interna do corpo. com atividade sedentária. tensão muscular ou tremor. Se o calor gerado ou o aumento de vestimentas balanceia a maior perda de calor. e não ocorrem ações do sistema de controle fisiológico para manter a temperatura normal do corpo. Esta faixa é chamada zona de regulação por procedimento contra o frio. Temperaturas internas 6°C abaixo dos 37°C (31°C) podem ser letais. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. aumenta a taxa de calor perdido da pele para o ambiente. e o corpo decresce o fluxo de sangue para a pele. Se ocorre uma diminuição na temperatura operativa. quando se inicia uma excessiva perda de calor. com conseqüentes distúrbios. Isto resfria a pele e tecidos adjacentes e mantém a temperatura interna do corpo. sala 201 . Na faixa de temperatura operativa entre 29°C e 31°C para pessoas desnudas e 23°C a 27°C para pessoas vestidas. a temperatura interna do corpo é mantida. As condições externas onde isto ocorre definem a zona de regulação vasomotora contra o frio.Lajeado / RS . 267.a pessoa perde eficiência (movimento das mãos. velocidade do ar e da variação do calor radiante. provocando uma seqüência de reações no organismo.br 79 . A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo entre a produção e a perda de calor. não ocorre aquecimento ou resfriamento do corpo ou aumento nas perdas evaporativas. Nesta zona cada indivíduo tem uma temperatura neutra onde o ambiente não é nem quente nem frio.

Se a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio. 267. o hipotálamo perde a capacidade termoreguladora e as células cerebrais são deprimidas. O uso de esferas. pois este modelo esta longe de igualar-se ao complexo mecanismo fisiológico que constitui o organismo humano. Podemos. sala 201 . podemos reproduzir diversas condições de exposição ao frio. com a qualidade de calor perdido pelo mesmo. da pressão arterial e da taxa metabólica. por exemplo. Este cálculo é apenas aproximado. inibindo a atividade dos mecanismos termocontroladores do Sistema Nervoso Central. não é considerado nesta experiência e sabe-se que a 20ºC o organismo perde 8 kilocalorias por hora. Realizam-se experiências no interior de câmaras frias. onde o manequim de cobre é mantido com temperatura igual à do corpo humano através de um aquecimento elétrico controlado por um termostato.br 80 . o número de contrações musculares por unidade de tempo é elevado. ocorre diminuição gradual de todas as atividades fisiológicas: cai a freqüência do pulso. tem-se construído modelos engenhosos que procuram simular o processo que envolve a perda de calor. a temperatura do corpo vai decrescendo. evoluindo para sonolência e coma. O estudo mais profundo desta perda de calor pela Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Variando-se a temperatura e velocidade do ar no interior da câmara. índices especiais tão completos e detalhados que permitam uma validação correta e precisa das condições de exposição ao frio intenso. até o momento. desta forma.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando a temperatura corpórea fica abaixo de 35ºC. AVALIAÇÃO Embora os mesmos fatores ambientais analisados e considerados no estudo do calor influam na intensidade da exposição ao frio. No entanto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. cilindros e mesmo um manequim de cobre tem sido uma constante no estudo do ambiente. Não existem. pouco se conhece sobre a sua quantificação e controle.com. Quando a temperatura do núcleo do corpo vai abaixo de 29ºC.Lajeado / RS . relacionar a corrente elétrica necessária para manter a temperatura do manequim constante. com o intuito de realizar medições do intercâmbio de calor com o meio. a -10ºC esta perda é duplicada. A perda de calor através de respiração. No tremor. resultando um aumento da produção de calor e uma maior atividade muscular. desencadeando um tremor inconsolável (tiritar) para produzir calor.

para temperaturas superiores a -30ºC. pessoas adequadamente vestidas tem pouco a temer.com. Para temperaturas que se encontram entre -30ºC e -50ºC há considerável perigo.br 81 . Sabe-se que os efeitos de exposição ao frio intenso não aumentam numa relação linear com a velocidade do ar. pois se acredita que a mesma. Quando na Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. A pesada vestimenta não permitirá o suficiente esfriamento por evaporação. E sim. seja a principal causadora dos ataques cardíacos sofridos por indivíduos mais expostos ao frio. quando nos deslocamos rapidamente em um ambiente frio que não apresenta correntes de ar significativas. A tendência do inexperiente é vestir-se demais.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho respiração é de real importância. anulando. molhados ou apertados. 267. tentando manter o equilíbrio calórico do corpo. aliada a outros fatores. Em ambientes frios. A discrepância entre os isolamentos necessários para períodos de descanso é um dos maiores problemas para trabalhadores que executam tarefas externas e ficam por longos períodos em clima frio. o isolamento adequado. sala 201 . Uma considerável quantidade de suor é acumulada na vestimenta e contínua a evaporar durante o período de descanso subseqüente. por algum tempo. deve-se conservar o calor do corpo para manter a temperatura do cérebro ao redor de 37ºC. pode-se afirmar que a uma temperatura de 0ºC e velocidade do ar de 6 m/s é equivalente a uma temperatura de -10ºC e velocidade do ar 0 m/s. mesmo para pessoas adequadamente vestidas. A experiência das Forças Armadas Norte-Americanas mostrou que. As experiências mostraram que o fluxo de ar que circula no organismo humano é fator de grande influência no esfriamento do mesmo. EDUCAÇÃO E TREINAMENTO Informar ao trabalhador quanto à necessidade do uso de vestimentas adequadas e a troca de roupas e calçados quando estiveram úmidos. enquanto o indivíduo trabalha. quando o mesmo é mais necessário. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO A profundidade humana depende da integridade funcional do cérebro do homem. com a raiz quadrada desta. assegurando a adequada irrigação do sangue às extremidades. O resultado é uma intensa sudorese. Como exemplo.Lajeado / RS . A perda de calor por convenção pode ser claramente notada. com fraca movimentação de ar.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Em temperaturas menores que -70ºC há um sério risco à sobrevivência.

as pernas e os dedos das mãos e pés. realizando exercícios freqüentes com os braços. ocorrem alterações fundamentais nas respostas termoreguladoras. temperatura no interior do local considerado.br 82 . No entanto.com. Ao mesmo tempo. 267. como excesso de calor ou de frio. ocorre insalubridade. origina-se uma maior quantidade de calor devido ao hipertono muscular. bem como fora dele. evitar exercícios violentos. Nos intervalos de almoço. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. seco e em movimento. ser mais abrangente. Conforme NR . 20%. Indivíduos que trabalham ao ar livre. para manter ativa a circulação periférica. ou tempo de permanência acima dos quais. O anexo 9 da NR –15 da Portaria Ministerial 3. em climas frios. sala 201 . Assim. considerando os equipamentos de proteção individual utilizados. originalmente. tem demonstrado sua aclimatação local evidenciada pela maior irrigação de sangue nas mãos. atividade desenvolvida.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. verificando a presença do “choque térmico”. condições de ventilação e outras. seriam intoleráveis. ACLIMATAÇÃO Após uma longa exposição a um ambiente que apresenta condições extremas. que permite aos indivíduos trabalharem com eficácia. apesar das prolongadas pesquisas realizadas em laboratório e nas expedições polares. em condições que.Lajeado / RS . Trabalhos realizados sob baixas temperaturas caracterizam-se como insalubres em grau médio.214/78 não estabelece limites em termos de graus de temperatura abaixo dos quais. A permanência em ambiente frio determina a atividade de distintos mecanismos de termoregulação do organismo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho sala de repouso. não existe uma evidência fisiológica de aclimatização genérica ao frio. umidade relativa do ar. Este fenômeno é denominado ACLIMATAÇÂO. e para evitar choques térmicos quando retornar ao trabalho.15 anexo 9. tempo de permanência. para não haver dispersão de calor excessivo. para evitar as perdas calóricas se produz uma vasoconstrição periférica. A avaliação deve. que permanecem quentes e mais funcionais do que as de pessoas não totalmente aclimatizadas. portanto. manter-se quente. número de penetrações no local do frio. como jogos coletivos. ao aumento do trabalho muscular voluntário e à reposição calórica.

Recomendam-se períodos de trabalho intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho. que constituam uma barreira isolante entre a superfície quente do corpo e o meio ambiente frio. sala 201 .Lajeado / RS . MEIA DE LÃ. os trabalhadores devem estar providos de roupas de proteção. 267. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. alcoólatras. Quanto maior é a diferença entre a temperatura da pele e a do ar circulante. reduzem-se os índices de doenças devidas ao frio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho REGIME DE TRABALHO O trabalhador não deve permanecer por longos períodos em ambientes com frio intenso. para evitar o choque térmico). epiléticos. Com este controle. os que possuem “alergia” ao frio. BOTA ESPECIAL TÉRMICA. fumantes.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. aqueles que já tenham sofridos lesões devidas ao frio. TOUCA E CAPUZ para todos os empregados que entram nos Câmaras Frias e Túneis de Congelamento. devem-se excluir os portadores de diabetes. maior é o isolamento necessário para manter o microclima que cerca a pele. há um aumento de produção de calor. recomenda-se a mudança do setor de trabalho a um adequado tratamento médico. RECOMENDAÇÕES Recomendamos O USO DE ROUPA COMPLETA TÉRMICA (JAPONA TÉRMICA. CUECÃO. a níveis confortáveis. Aos que apresentarem essas alterações. CALÇA. Exames médicos pré-admissionais Quando é realizada a seleção de profissionais para a execução de trabalhos em câmaras frias. Vestimenta adequada Quando a exposição às intempéries é inevitável. os portadores de problemas articulares e os que tenham doenças vasculares periféricas. Quando o corpo se encontra em atividade.br 83 . sendo necessário um menor isolamento para manter o equilíbrio entre o calor produzido e o perdido.

000 atingidos. sala 201 . existindo cerca de 7 milhões destes agentes. Casos graves de incêndios e explosões são bem conhecidos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. RISCOS QUÍMICOS 10. atingindo 30 pessoas e provocando a evacuação de 22. quando consideramos os locais de trabalho e o meio ambiente. verificamos que a exposição aos riscos químicos tem aumentado assustadoramente. Citamos alguns exemplos: • Desastre ocorrido em Bhopal na Índia em 1984 pela liberação de Metil-Isocianato e que resultou em um número de mortos superior a 2.com. mas.br 84 . a mais de seis metros de altura. Estima-se que existam entre 5.000 e cerca de 20. e mais seis empregados sentiram enjôos e tonturas ao tentarem socorrê-lo. 267. e durante o trabalho foi constatado que nenhum deles usava máscaras contra gases.Lajeado / RS . dois operários faziam a impermeabilização de uma caixa da água e sofreram intoxicações pelos gases dos produtos utilizados no serviço. INTRODUÇÃO Atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de Produtos Químicos são produzidos por ano. • Explosão de Ciclohexano em Flixborough na Grã-bretanha vitimando 28 pessoas e atingindo 89 habitantes. É certo que estes produtos químicos tem provocado melhorias na qualidade de vida da população. • Liberação acidental de Dioxina em Seveso na Itália em 1976.000 produtos causadores de danos ao organismo humano e que aproximadamente 200 destes seja.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 10.000 habitantes.000 e 10. em Sorocaba-SP.1. cancerígenos. Os dois foram levados para o hospital regional de Sorocaba. Todos foram levados para o pronto socorro.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. • No mesmo mês. • Em janeiro de 1995 uma equipe de pedreiros tentava retirar as madeiras que envolviam a caixa da água. O uso e armazenamento inadequados destes produtos podem ocasionar danos à saúde dos trabalhadores e das populações residentes nas proximidades. num prédio em construção na zona sul de São Paulo. O pedreiro João Pereira de Souza morreu após inalar o gás expelido pela caixa. Um deles caiu de uma altura de quase oito metros e o outro ficou dependurado no andaime. Acima de 1000 novos produtos são produzidos pela indústria química em cada ano.

através da decomposição de substâncias orgânicas. um outro entrou no tanque. que estavam ali para transportar os resíduos. vômitos. Os sintomas são tosse. A morte dos trabalhadores ocorreu numa seqüência onde primeiro um desmaio ao respirar o gás e caiu. houve uma infiltração de gás metano nas geleiras da Companhia de Telefones. sala 201 . dois funcionários o lodo de um tanque de tratamento de efluentes de um curtume em Estância Velha/RS. contrações do tórax. O acidente ocorreu devido à formação de gases tóxicos. num edifício em construção. com capacidade para 200 mil litros. em Brasília. sentiu-se mal e caiu. mas também morreram. cinco empregados de uma empreiteira de telefonia estavam instalando fibra ótica dentro de uma geleira subterrânea. os outros dois se atiraram no tanque.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. até que todos 85 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. Enquanto dois lidavam com o aerador do reservatório. Conseguiram escapar com vida.br . e ataca as moléculas de aceticolina. Na tentativa de salvar o colega. Um deles entrou no tanque para ajustar a mangueira que retirava o material. • Em fevereiro de 1994. Outros dois funcionários tentaram ajudar e também se intoxicaram. fungos e bactérias. tremores musculares. • Em agosto de 1993.Lajeado / RS . se assustaram e tentaram ajudar. mais de cinco mil forma intoxicados e 12 morreram pelo efeito gás sarin. após cheirar a roupa primeiro.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho • Em novembro de 1994. Um bombeiro que tentou socorrê-los também foi vítima e outro soldado ficou em estado de coma. • Em 20 de março de 1995. álcool. O colega e o motorista de um caminhão de outra empresa. dois operários morreram após entrarem numa caixa da água de dois metros de profundidade e capacidade para 60 mil litros. • Em fevereiro de 1992. e assim sucessivamente. Quando um deles viu que não adiantava mais tentou nadar até a beirada e foi socorrido. Nenhum deles usava equipamentos de proteção. em Novo Hamburgo/RS. descoordenação progressiva. fluoreto de sódio e outros componentes. na cidade de Concepción. paralisia muscular e morte. sem qualquer equipamento de proteção respiratória e acabou intoxicado pelos gases desprendidos e desmaiou. 267. três trabalhadores consertavam o motor do sistema de tratamento de afluentes de um curtume. no Chile. mas morreu minutos após entrar no hospital. O sarin é uma mistura de fósforo orgânico. responsáveis pelas transmissões de estímulos no sistema nervoso. problemas visuais. vedada há 11 meses. deixado em 16 estações do metrô de Tóquio. Segundo os bombeiros.

treinamento e programas de prevenção a estes riscos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho caíram expostos a uma atmosfera mortal.: Oxigênio. Na maioria das vezes os envolvidos sequer tinham conhecimento dos riscos a que estavam expostos por pura falta de informação. Em razão disto o presente trabalho procura apresentar a conceituação técnica dos riscos químicos. danos ao meio ambiente e efeitos econômicos incalculáveis. além da própria imperícia dos trabalhadores. chamados de reações venenosas ou tóxicas. Nitrogênio. As causas destas catástrofes sempre se relacionam com eventos incontroláveis.br 86 . na Revista Proteção. 267. sua ação no organismo humano. Ex. envolvendo fogo.3. explosão ou liberação de produtos tóxicos que resultaram em doenças. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. introduzido no organismo. Benzeno. Um transeunte tentou salvá-los e morreu também. Mais seis pessoas foram afetadas com lesões leves. provoca efeitos nocivos ao mesmo.Lajeado / RS . Vapores: é uma forma gasosa de substâncias sólidas ou líquidas e que voltam aos seus estados originais após alteração nas condições de pressão e/ou temperatura. no Caderno Técnico de prevenção de Acidentes do Trabalho para Componentes da CIPA elaborado pelo SENAI e nas Normas Regulamentadoras (NR's) da Portaria 3214 de 08/06/1978.: vapores de água. 10. estão no estado gasoso.2. etc.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . vapores resultantes de volatilização de solventes como Tolueno. seu monitoramento ambiental e controle biológico. em condições normais de pressão e temperatura (25ºC e 760mmHg). Ex. DEFINIÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS Podem ser definidos como qualquer agente químico existente no ambiente de trabalho que. caracterizando-se a negligência e imprudência dos responsáveis por estas pessoas. 10. As informações contidas neste trabalho foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica no Manual de Riscos Químicas da Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. mortes. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS QUANTO AS SUAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Gases: são substâncias que.

267.: explosões. • Uso com finalidade específica (ex: agrotóxicos).: Algodão. Ex.: nos processos de galvanoplastia.br 87 . cerâmicas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) Neblinas – são formadas pela condensação de vapores de substâncias líquidas que se volatilizaram (vaporizaram).: combustão de madeira. b) Fumos – quando o pó é gerado na combustão de materiais. Líquidos a) Névoas – são formadas pela ruptura mecânica de líquidos. • Como produtos intermediários. • Como impurezas de produtos utilizados. • Quando originados por interação entre produtos químicos. Ex. fusão de materiais. vidros. sala 201 . • Quando originados como subprodutos. • Quando originados por decomposição de produtos químicos.4. Sólidos a) Poeiras – quando o pó é constituído por partículas geradas mecanicamente a partir de sólidos maiores.Lajeado / RS . Ex. comumente sólidos. Ex. amianto. cereais. INGRESSO NO ORGANISMO HUMANO Os produtos químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho de diferentes formas: • Como matéria prima. que se diferenciam das poeiras porque tem a forma alongada com um comprimento de 3 a 5 vezes superior ao seu diâmetro. • acidentais. 10. c) Fibras – são partículas sólidas produzidas por ruptura mecânica de sólidos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Ex.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Aerodispersóides (particulados) – são constituídos por partículas de tamanho microscópio que estão tanto no estado líquido quanto no estado sólido.com. • Como produtos finais.: pinturas com spray. linho. lã.

em repouso. levado pela circulação. pêlos e unhas. d) os agentes químicos podem atingir centros vitais (sistema nervoso central) rapidamente. dissolução em algum meio líquido. principalmente por que: a) o estado físico dos agentes químicos encontrados é gás. Os orifícios de saída das glândulas sebáceas e sudoríparas também podem ser utilizados. Via Cutânea Inclui todo o tecido cutâneo que recobre o corpo humano juntamente com mucosas (lábios.com. 267. Via Respiratória Responsável por 90% dos casos. edema agudo de pulmão).br 88 . pode atuar das seguintes formas: a) Reação direta – a natureza altamente hidrófila (capacidade de absorção de água) dos produtos cáusticos faz com que os mesmos se localizem na pele. conjuntiva ocular). Dos metais praticamente só o Tálio e o Chumbo penetram pela pele. c) tecido pulmonar é ricamente vascularizado. Quando um tóxico entra em contato com a pele. lesionando-a em forma de queimaduras.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando um risco químico entra em contato com o organismo pode Ter ação local ou ser distribuído aos diferentes órgãos. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. b) Penetração – por meio de lesão mecânica. produzindo ação localizada (irritantes. A lesão mecânica propicia uma via extremamente eficaz que coloca o tóxico em contato direto com a corrente sangüínea. até 30 litros/min. propiciando a entrada de outros tóxicos. e) alguns sólidos e líquidos podem ficar retidos nas vias aéreas. etc. c) Penetração e Reação Local – sensibilização e alergia.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Tem importância fundamental. b) um volume considerado de ar alcança as vias respiratórias:   5 a 6 litros/min. A via de ingresso pode ser única para uma substância. A permeabilidade cutânea aos agentes químicas pode ser alterada por:  Sudorese (suor). vapor e/ou particulado. dependendo da atividade. sala 201 . b. filtração pelos poros. além dos folículos pilosos (pêlos).Lajeado / RS . ou pode ser múltipla: a. permitindo uma absorção rápida.

br 89 . muitas vezes ocorrem bio-transformações que inativam os agentes tóxicos. ao atingirem o fígado. Temperatura ambiente. que interrompem a circulação. Capacidade dos agentes químicos de se ligarem aos constituintes da pele. pela secreção do pâncreas e pelas enzimas digestivas. são transportados para a boca.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Ex. Muitos produtos químicos são inativados pela acidez do estômago. Idade.com. causando dor intensa ou lesão grave.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho      Espessura da pele. Além disso. c. levando à morte. salvo em casos de intoxicação acidental e quando o trabalhador se alimenta ou fuma em ambiente de trabalho. Alguns produtos como ácidos e álcalis provocam efeitos locais sobre os tecidos.     d. Injeção Injeção acidental por sistemas hidráulicos de alta pressão. Muitas vezes as substâncias químicas depositam-se nas vias aéreas superiores e. Integridade da pele. ricos em vasos sangüíneos e passam para o fígado.: uso do ar comprimido que poderá causar:  Penetramento num corte ou escoriação através da pele pode insuflar os músculos. antes de serem distribuídos por todo o organismo através da circulação. através de movimentos dos cílios aí existentes ou pela tosse. Via Digestiva Sem grande importância da saúde ocupacional. sala 201 .  Os produtos químicos são absorvidos no estômago e no intestino delgado.  Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. podendo ser deglutidas. Penetramento num vaso sangüíneo pode produzir bolhas de ar. 267.

O uso do ar comprimido para limpar roupas contribui para o aumento da concentração de partículas sólidas em suspensão. Ex. partículas de sílica e outras pequenas partículas. Mesmo em pressões baixas. Afinidade do agente químico com as moléculas orgânicas. através de ligações irreversíveis.Lajeado / RS . Maior ou menor vascularização de determinadas áreas. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ou são transportados a órgãos com capacidade de transformá-los e/ou eliminá-los. Após a absorção os agentes químicos são distribuídos no organismo. colocando em perigo os olhos e o rosto. Ex.: o Hexacloro-ciclohexano condiciona a uma intoxicação a longo prazo (crônica) pela sua fixação prolongada nos tecidos graxos.: o cobre liga-se à ceruloplasmina.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. ou em sítios específicos (chumbo nos ossos).CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  O ar comprimido contém impurezas como óleo.br 90 . os agentes químicos acumulam-se no sítio de ação (carboxihemoglobina). Locais de acumulação (armazenamento) a) Proteínas plasmáticas – a maioria dos agentes químicos que estão no sangue são transportados ligados às proteínas plasmáticas. 267. alcançando a corrente sangüínea: é a absorção. especialmente a albumina. o jato de ar pode arremessar partículas sólidas em velocidades altas. Após a distribuição pelo organismo. de onde é liberado gradativamente.com. Grau de ionização do agente químico no meio. Esta distribuição depende de vários fatores como:      Solubilidade do agente químico. Condições orgânicas (existência ou não de lesões). b) Lipídios – diversos agentes químicos são lipossolúveis o que permite que os mesmos se acumulem aí. prejudicando a qualidade do ar comprimido. os agentes químicos ultrapassam membranas biológicas. sala 201 .   Distribuição e acumulação dos agentes químicos Após o ingresso no organismo humano. O jato de ar sobre a pele introduz esses corpos estranhos para o interior do organismo através dos poros.

com. dependendo de suas propriedades físico-químicas. Tabela – Eliminação de gases e vapores por via pulmonar Eliminação de gases e vapores Por via pulmonar Anilina Ciclohexano Sulfeto de carbono Acetona Tolueno Tricloroetileno Benzeno % da eliminação na forma inalterada 1 5 10 7 18 19 40 91 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br . d) Fígado e Rins – além de acumularem agentes químicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Os compostos gasosos e alguns voláteis usam a via pulmonar.Lajeado / RS . Os gases e vapores podem ser eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação.: a conjugação do ácido benzóico forma o ácido hipúrico) e hidrólise (Ex. redução (Ex. As principais reações envolvidas são oxidação (Ex. Os suficientemente polares (hidrossolúveis) usam mais a via renal. a) Via Renal – exemplos de agentes eliminados pela urina: Fenol (originado do Benzeno). O fígado realiza processos de biotranformação.: Tolueno transforma-se em Ácido Benzóico). b) Via Pulmonar – gases. Eliminação Os agentes químicos são eliminados inalterados ou sob a forma de produtos de biotransformação por diversas vias. Ácido Hipúrico (originado do Tolueno).: Nitrobenzeno transforma-se em anilina). como Chumbo (90%). vapores e particulados podem ser eliminados pelos pulmões.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho c) Ossos – vários agentes tóxicos acumulam-se nos ossos. sendo cáustico. enquanto os rins são responsáveis pela eliminação dos agentes. conjugação (Ex. 267.: o Fosgênio por hidrólise forma o ácido clorídrico que. Estrôncio e Urânio. são encarregados da eliminação dos mesmos. sala 201 . (provoca edema agudo de pulmão)). Biotransformação É a transformação que os agentes químicos sofrem no organismo (metabolização).

Cobalto. via digestiva ou via respiratória ou sistêmicas (no organismo). Exemplo:    Inseticidas Organoclorados Metil-Mercúrio Chumbo e Dioxinas d) Pele. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. Chumbo. Atropina e álcool Etílico Quando eliminados pela saliva podem ser novamente absorvidos. olhos. Tálio. poderão não ser os mesmos para outro trabalhador. As ações podem ser locais.com. Bromo. os efeitos de um agente químico para determinado trabalhador. c) Leite – agentes químicos absorvidos pelo organismo materno podem passar para os filhos em amamentação. os agentes químicos podem ser excretados pela bile sem ser distribuídos. 92 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. como os solventes orgânicos. Chumbo. Exemplos:    Suor: Iodo. como na pele. sala 201 . Como o fígado é o principal órgão da biotransformação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Éter etílico Clorofórmio 90 90 a) Biliar – os agentes químicos absorvidos pela via gastrointestinal alcançam rapidamente o fígado. b) Suor e Saliva – este tipo de eliminação depende da difusão da forma não ionizada lipossolúvel. Exemplos:   Mercúrio. Manganês e Cromo Os lipossolúveis. Arsênio. antes de serem distribuídos pelo organismo através da corrente sangüínea. Cabelo e Unhas – não é significativa.Lajeado / RS . Mercúrio e Álcool Saliva: Estricnina.br .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Toxicodinâmica É definida como o estudo das interações (bioquímicas e/ou fisiológicas) do agente químico no órgão-alvo (= órgão crítico) e do mecanismo da ação tóxica. Tem pouca importância. Arsênio. Ácido Benzóico. são pouco eliminados por esta via. Em virtude das diferenças individuais. A concentração do agente químico associada ao efeito crítico é denominada de “Concentração Crítica”. 267. inclusive podem variar os órgãos críticos.

sem passar pelo fígado: agem seletivamente em determinados órgãos. Ácido fluorídrico. A sílica é insolúvel e causa grande dano ao pulmão. Irritantes tanto das vias aéreas superiores como das vias profundas: (possuem solubilidade intermediária na água) Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. bloqueando atividades vitais. Ácido crômico. Quando a exposição é a longo prazo. além de levar longo tempo para saturar os líquidos orgânicos.Lajeado / RS . Ácido clorídrico. enquanto os lipossolúveis saturam rapidamente o sangue. 267. vários fatores influenciam: a) Via de Exposição – pode ser o próprio local da ação. o órgão crítico é o sistema nervoso central. como exceção. A intensidade da ação depende da concentração das substâncias e o local de ação depende da maior ou menor solubilidade na água da substância considerada. podem ser distribuídos pelo organismo. Anidrido sulforoso. b) Distribuição – agentes. Na ingestão de compostos inorgânicos de Mercúrio. que provocam maiores danos a estes órgãos. são facilmente eliminados pela urina.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Em exposições a curto prazo. sendo pouco eliminados pela urina. o órgão é o pulmão. d) Eliminação – o fígado e os rins podem ser importantes vias de eliminação e apresentam seletividade para alguns agentes. sala 201 . Para que determinado órgão seja crítico. em altas concentrações ambientais de Mercúrio. Irritantes das vias aéreas superiores: (são os mais solúveis em água)      Amônia.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Agentes tóxicos absorvidos pela pele e sistema respiratório. a) Primários – a ação irritante local é imediata. Classificação quanto à ação tóxica dos agentes químicos Irritantes Exercem ação na mucosa das vias aéreas pelo contato direto: ocorre corrosão.br 93 . depositando-se em tecidos ricos em gorduras. o órgão crítico é o rim.com. c) Metabolismo – agentes interferem no metabolismo orgânico.

Exemplo: monóxido de carbono (interage no transporte de oxigênio pela hemoglobina através da formação de carboxihemoglobina). Álcool etílico. Dióxido de nitrogênio. bioquimicamente. Fósforo. propílico. Anestésicos e narcóticos Provocam depressão no Sistema Nervoso Central. hélio.    Hepatotóxicos – Exemplos: Clorofórmio.Lajeado / RS . Ozônio. n-Hexano. a) Simples ou mecânicos – atuam no ambiente de trabalho diminuindo a pressão parcial de oxigênio. nitrogênio. acetileno. 267. Exemplos: etileno. Álcoois Alifáticos (etílico. Neurotóxicos – Exemplos: Sulfeto de carbono. b) Bioquímicos – provocam asfixia por agirem. cianetos (inibem a utilização do oxigênio nos tecidos por inibirem o sistema Citocromo-Oxidase). sem interferir com a ventilação pulmonar.br 94 . Acetona. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Cádmio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Benzeno-halogenados. metano. Exemplos: Éter propílico. Decano. Nefrotóxicos – Exemplos: Mercúrio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho    Dimetilsulfato. fosfina (neurotóxico). Sistêmicos Atuam nos sistemas orgânicos. Cloreto de enxofre. propano e propileno. que não pode ser inferior a 18%.com. Propano. Octanona. ou impedindo a utilização do mesmo pelos órgãos. de hidrogênio (depressor do centro respiratório). Tricloreto de arsênio. sala 201 . Cromo. etano. evitando o transporte eficiente de oxigênio no sangue. Ésteres. neônio. Irritantes das vias aéreas profundas e alvéolos: (são pouco solúveis em água)   b) Secundários – além de serem irritantes locais exercerem ação sistêmica: sulfeto Asfixiantes Provocam deficiência de oxigenação. butílico e amílico).

Madeira (pó). Exemplos:  Benignos: Tungstênio. (Não provocam fibrose). os membros superiores e inferiores são formados. Corticóides. Exemplos: Benzidina. Arsênico.Lajeado / RS . Interação de Agentes Químicos Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 4-Nitrodifinil. Alumínio. Mutagênicos Agentes químicos podem causar alterações genéticas em gerações futuras: 85% dos químicos carcinogênicos podem causar mutagênese. Couro (pó). sala 201 . Óleos. Resinas. 267. Ciclosporina. Durante os três primeiros meses de gestação. Gases anestésicos. Alergizantes Exemplos: Formaldeído. Exemplos: Antimetabólicos. coração. Fibra de algodão. órgãos como o cérebro. por exemplo. Imunodepressores Deprimem o sistema de defesa do organismo. Bagaço de cana.com.br 95 . Ferro. Malignos: Sílica. Cloreto de vinila. Asbesto.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Berílio. Benzeno e Níquel. Carcinogênicos Causam câncer. Asbesto. Nitritos e Anilina. Pneumoconióticos Atuam nos pulmões. mercúrio e solventes orgânicos. Titânio. Pólen.  Teratogênicos Agentes químicos podem interferir com o desenvolvimento normal do feto.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho  Hematotóxicos – Exemplos: Benzeno. causam deformidade no feto. Cromo. Diisocianeto de Tolueno (TDI). Carvão.

b) Ação aditiva – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é quantitativamente igual à soma dos efeitos individuais. Exemplo: Propanol aumenta a hipertoxidade do Tetracloreto de carbono. Exemplo: igual ao Selênio mais Cádmio. Exemplo: Chumbo + Arsênio na biossíntese do heme. (ou processo) ou substituí-la (o) por outra (o) menos perigosa (o). d) Pontecialização – quando um agente tóxico tem seu efeito aumentado por agir simultaneamente com um agente atóxico. 267. Exemplo: EPN (Inseticida Fosforado) + malation.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Quando dois ou mais agentes químicos co-existem nos ambientes de trabalho. Sobre esse agente químico há um anexo específico (13-A) na NR-15. e) Antagonismo – quando o efeito de dois agentes tóxicos é menor que o efeito aditivo: um reduz o efeito do outro. sala 201 . e) Informação – o trabalhador deve ser informado sobre o risco existente.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . Ações que podem ocorrer: a) Ação independente – ações distintas dos tóxicos com efeitos diferentes. c) Sinergismo – quando o efeito produzido por dois ou mais agentes é maior que a ação aditiva. que também são hidrocarbonetos aromáticos mais menos tóxicos. b) Distâncias – observar uma distância segura entre o trabalhador e a substância perigosa. Exemplo: Substituição do benzeno pelo tolueno e xileno.com. evitar o contato da substância perigosa com o trabalhador. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 96 . c) Ventilação – providenciar uma ventilação adequada para remover ou reduzir a concentração da substância no ambiente de trabalho. Princípios básicos de prevenção a) Eliminar o risco da substância perigosa. d) Proteção – providenciar proteção pessoal.

bem como procedimentos de emergência: a) Nome do produto químico (incluindo o nome comum ou comercial). Exemplo: PPRA. endereço e telefone do fabricante. f) Precauções a serem observadas. i) Propriedades físicas e químicas. h) Controle de exposição.com. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. e) Medidas de primeiros socorros. produtos finais e resíduos devem ter Fichas de Segurança na Empresa. todos os produtos finais. Mapa de Risco. b) Identificação do agente químico. k) Outras informações toxicológicas. Rotulagem O rótulo dos agentes químicos deve conter: a) Nome comercial. 267. resíduos formados. sala 201 . todos os produtos intermediários. g) Identificação do lote. Devem indicar o Equipamento de proteção Individual necessário para manuseio dos mesmos. Fichas Químicas de Segurança Todos os materiais utilizados.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. endereço e telefone do fabricante. j) Estabilidade e reatividade. e) Riscos associados ao uso. d) Identificação do(s) risco(s) existente(s). c) Nome.Lajeado / RS . g) Manuseio e armazenamento.br 97 . c) Nome. para fornecimento de informações básicas sobre os mesmos. d) Símbolos do dano potencial.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Controle e Identificação Identificar todos os materiais utilizados. intermediários. b) Informações sobrem ingrediente. h) Classificação tóxica do agente. f) Medidas a serem adotadas em liberações acidentais.

267. repetitiva ou contínua. Armazenamentos de químicos próximos a processos incompatíveis devem ser evitados.Lajeado / RS .   Monitoramento Por monitoramento entende-se a atividade sistemática. m) Informações sobre transporte n) Data de preparação.com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. como. Se houver risco de fogo.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho l) Informações sobre a deposição. Este valor máximo pode ser calculado pela tabela a seguir: Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Sobre a exposição Vários países têm procurado estabelecer “Limites de Tolerância” e para cerca de 40. Estes limites são expressos em partes por milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m3) para gases e vapores. por exemplo. medidas adicionais devem ser instituídas. Armazenamento seguro   Substâncias não compatíveis não devem ser armazenadas juntas. às vezes. Para particulados os limites são expressos em miligramas por metro cúbico (mg/m3) e.br 98 . sala 201 . pelo número de partículas por unidade de volume. mpp/m3 (milhões de partículas por metro cúbico).000 substâncias químicas existem limites das concentrações destas substâncias químicas nos locais de trabalho em que se supõe que um número razoável de trabalhadores possa estar exposto sem sofrer efeitos adversos à saúde: são os “Limites de Tolerância” A expressão “Limites de Tolerância” surgiu na Convenção nº 148 da OIT e foi adotada em 1977. São os TLV. Para alguns agentes químicos existem valores máximos (valor-teto) que não podem ser ultrapassados em momento algum na jornada de trabalho. Deve existir ventilação adequada para permitir que os vapores liberados sejam suficientemente diluídos e liberados.

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TABELA 2 – Limites de Tolerância/Fator de Desvio LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m3) 0a1 1 a 10 10 a 100 100 a 1.000 1.000 ou mais FATOR DE DESVIO 3 2 1.5 1.25 1.1

O valor máximo é, então, calculado para o agente químico, multiplicando-se o Limite de Tolerância pelo Fator de desvio. Exemplo: Agente químico: amônia Limite de Tolerância: 20 ppm/ 48 horas semanal  Foram realizadas 10 medições com intervalo de 20 minutos apresentando as seguintes concentrações: 18, 19, 20, 21, 23, 22, 24, 19, 18 e 17. Média aritmética = 20,1 ppm.  Caracterizado grau de insalubridade médio (20%).  Conforme tabela 2 o limite de tolerância obtido é de 30 ppm. Caso uma das concentrações obtidas na amostragem ultrapasse o valor máximo (30 ppm) estaria caracterizada a situação de risco grave e iminente. A legislação brasileira prevê 11 substâncias com Valor-teto enquanto as normas internacionais prevêem 36. Existem, também, substâncias absorvidas pela pele, mostrando que a proteção da via respiratória apenas pode não ser suficiente para protegermos o trabalhador exposto: a legislação brasileira indica 43 substâncias, enquanto normas internacionais indicam 105. Nas listagens de agentes químicos são indicados as substâncias asfixiantes, o que determina um severo controle nos ambientes de trabalho, pois a concentração de oxigênio, nestes casos, não pode ser inferior a 18% em volume. Os limites de Exposição referem-se aos agentes químicos dispersos na atmosfera e, portanto, não consideram as formas sólidas ou líquidas dos agentes químicos. Os limites citados supõem uma proteção aos trabalhadores. Não indicam garantia.

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Monitorização Biológica da Exposição Humana a Agentes Químicos Para uma dada substância existe uma concentração tal que não irá provocar efeitos danosos, ainda que a exposição seja prolongada. Entretanto, esta afirmação não é válida para as substâncias carcinogênicas, em que as condições de exposição devem ser o mais próximas possível do zero. Também para as radioativas. A monitorização Biológica é a medida e avaliação de agentes químicos e/ou de seus produtos de biotransformação em tecidos, secreções, excreções, ar exalados ou alguma combinação destes, para estimar a exposição ou o risco à saúde, quando comparados a uma referência apropriada. As “referências apropriadas” são os Limites de Tolerância Biológicos – LTB. A substância, elemento químico ou atividade enzimática cuja concentração (ou atividade) possui relação com a exposição ambiental recebe o nome de “INDICADOR BIOLÓGICO”. O objetivo principal da monitorização biológica é o mesmo da ambiental, ou seja, previne a exposição excessiva aos agentes químicos que podem ser nocivos aos trabalhadores expostos. Visa estimar a quantidade biodisponível do agente químico (dose interna) para assegurar que a exposição não atinja níveis críticos. Exemplos:
  

Determinação de chumbo no sangue; Determinação de Pentaclorofenol na urina; Determinação do Benzeno no ar exalado.

A determinação de algumas alterações orgânicas provocadas pela exposição aos agentes químicos também pode ser usada na prevenção de doenças ocupacionais, desde que revelem o efeito precoce. Efeito Precoce Um efeito é precoce ou alteração é não nociva quando:  Ao serem produzidos e numa exposição prolongada não resultem em transtorno(s) da capacidade funcional, nem da capacidade do organismo para compensar a sobrecarga;  São efeitos ou alteração reversíveis e não diminuem a capacidade do organismo em manter a homeostasia;  Não aumentam a suscetibilidade do organismo aos efeitos indesejáveis de outros fatores de riscos ambientais;

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 Sabendo-se que a relação que existe entre a exposição e a dose interna, podem ser propostos valores máximos permissíveis para o indicador biológico;  Estes limites não devem ser considerados números que separam concentrações seguras de perigosas, mas níveis de advertência, propostas com base nos conhecimentos atuais da relação exposição/resposta. Tipos de Indicadores Biológicos  Tipo I – tem importância individualmente e, quando um trabalhador ultrapassa o limite da tolerância biológica, indica que providências devem ser tomadas e o trabalhador afastado. A ultrapassagem dos limites de tolerância biológica tem valor no diagnóstico de intoxicação. Exemplos: Indicador: Carboxihemoglobina – Agente químico: Monóxido de Carbono  Tipo II – são os que tem pouco ou nenhum valor isoladamente. Indicam apenas que está ocorrendo uma exposição descontrolada. Exemplos: Mercúrio urinário = Mercúrio Metálico e Inorgânico Ácido Hipúrico Urinário = Tolueno Utilização dos indicadores a) Grupo homogêneo quanto ao risco – realizar avaliação do conjunto de trabalhadores expostos, que, necessariamente, deve ser homogêneo quanto à exposição ao agente químico: deve haver um grau semelhante de exposição. b) Amostras – as amostras devem ser realizadas em condições idênticas. c) Análise dos resultados:

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos. Se estiver abaixo do LTB para o agente e todos os resultados estiverem abaixo deste limite, o ambiente é considerado sob controle (ou adequado): BAIXO RISCO. Se a média estiver abaixo do LTB e até 5% dos resultados estiverem acima do LTB deve ser instituída vigilância ambiental rígida e com alta periodicidade na determinação do indicador biológico: MÉDIO RISCO. Se a média estiver acima do LTB, medidas ambientais urgentes são necessárias, pois o ambiente está fora de controle: ALTO RISCO.

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transporte. 267.Lajeado / RS . b) Os trabalhadores devem receber treinamento de prevenção. da vigilância da saúde e as monitorizações biológicas. definida em normas internacionais. deve ser observada a quantidade segura.br 102 . tanto das avaliações ambientais. f) As trabalhadoras devem Ter trabalho alternativo que não envolva o uso ou exposição aos agentes químicos se estiverem gestantes ou durante amamentação e devem ter direito a retornar ao trabalho prévio no tempo apropriado. fisiológicos e também indicadores biológicos relacionados com a exposição a determinado agente tóxico e alterações ligadas ao órgãoalvo. resíduos e primeiros socorros no uso dos agentes químicos presentes no local de trabalho. o trabalho deve ser detido. d) Os trabalhadores devem participar na investigação e na solução dos problemas existentes no manuseio dos agentes químicos presentes nos locais de trabalho. armazenamento. g) No armazenamento de produtos químicos.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. e) Em condições de grave e iminente risco.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Vigilância da saúde O comitê misto CCE/NIOSH/OSHA em 1984 definiu a Vigilância da Saúde como sendo “a realização de exames médico-fisiológicos periódicos. sala 201 . c) Os trabalhadores devem receber os resultados dos exames realizados. Verificação das mucosas das vias aéreas na exposição a gases ou vapores irritantes. Determinação de proteínas de baixo peso molecular na urina. Utiliza exames biológicos. para detectar o dano renal na exposição ao Cádmio. controle.  Determinação da velocidade de condução nervosa (nervos periféricos) na exposição ao Chumbo. emergências. de trabalhadores expostos com o objetivo de prevenir o aparecimento de doenças. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com.  Recomendações a) Os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos a que estão expostos. A detecção da doença instalada está fora do escopo desta definição”.

Grupo I – Substância de ação generalizada sobre o organismo. Portarias nº 3. monóxido de carbono. etc. i) Os empregadores devem identificar as instalações expostas a acidentes industriais maiores. Limite de Tolerância – Média ponderada – Representam a concentração média existente na jornada de trabalho. meio ambiente e pela população que possa ser atingida pelo acidente. o funcionamento e a conservação apropriada da instalação. As disposições técnicas e de organização necessárias para o funcionamento da instalação em condições de segurança. Ex: amônia. fornecimento de instruções e formação adequada de pessoal além da inspeção da instalação.com. isto é. a construção. para a população que possa ser atingida e para entidades ambientalistas. 267. Neste grupo. a designação do pessoal competente. os limites de tolerância podem ser exercidos. Os efeitos da substância no organismo dependem da quantidade absorvida.maiores devem ser identificadas pelas autoridades em saúde pública.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.214 1.  A. podem – se ter valores acima do limite fixado. situa-se a maioria das substâncias. j) Para cada instalação exposta a acidentes industriais maiores o empregador deve estabelecer e conservar um sistema de prevenção de riscos de acidentes com especial atenção para:   Identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos. chumbo.br 103 . desde que sejam compensados por valores abaixo deste mesmo limite. Grupos – limtes de tolerância cinstantes no quadro 1. fornecimento de informações sobre os acidentes possíveis e os planos de intervenção de urgência para as autoridades competentes. Planos e procedimentos de urgência com inclusão de: preparação de planos e procedimentos e urgência eficazes em casos de acidentes industrias maiores. Neste caso.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho h) As áreas expostas a acidentes industriais. sala 201 . desde que não seja ultrapassado o valor máximo e a concentração média seja inferior ao limite de tolerância fixado. NR – 15. Anexo 11.Lajeado / RS . de Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. que devem incluir: o desenho.

estas oscilações devem respeitar um valor máximo obtido através da aplicação de um fator de desvio.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.25 1.1 1 2 3 5 6 7 8 9 Tempo Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5 (conforme quadro acima) VM = 20 x 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho modo que a média ponderada seja igual ou inferior ao limite de tolerância. 267. sala 201 .Lajeado / RS .5 = 30 ppm VM = 30 LT = 20 FATOR DE DESVIO 3 2 1. conforme fórmula a seguir: Valor máximo (VM) = LT x FD LT= Limite de tolerância FD= Fator de desvio O fator de desvio depende da grandeza do limite de tolerância segundo o quadro: LIMITE DE TOLERÂNCIA (ppm ou mg/m³) 0A1 1 A 10 10 A 100 100 a 1000 Acima 1000 EXEMPLO: a) Amônia: LT = 20 ppm FD = 1.5 1.com. No entanto.br 104 .

267.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O limite de tolerância não foi ultrapassado. já que a média ponderada é inferior ao limite de tolerância e o valor máximo não foi alcançado.br 105 .com. pois o valor máximo foi superado. É visível que o excedido entre a segunda e terceira hora e sétima e oitava hora é compensado por valores abaixo do LT (limite de tolerância) existentes no restante do tempo.Lajeado / RS . sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Concentração VM = 30 LT = 20 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O LT ultrapassado. pois a média ponderada superou o LT fixado o VM também não foi respeitado.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. deve – se calcular: a) Concentração média Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.com. sala 201 . Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de amônia: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 10 20 25 20 15 10 20 10 20 25 Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não. Concentração VM = 30 LT = 20 Tempo O LT foi ultrapassado.br 106 . pois a média ponderada superou o LT fixado. 267.

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CM = 10 + 20 + 25 + 20 + 15 + 10 20 + 10 + 20 + 25 = 17,5 ppm _____________________________________ 10 b) VM = LT x FD Segundo o anexo 11, NR – 15, o limite de tolerância para a amônia é de 20 ppm e o FD = 1,5. Deste modo: VM = 20 x 1,5 = 30 ppm. Pode – se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido no anexo 11, NR – 15 , não caracterizando, portanto, insalubridade para esta atividade. No caso de uma amostragem ultrapassar o valor máximo permitido e/ou a concentração média superar o limite fixado, a atividade será considerada como insalubre de grau médio, se o trabalhador não estiver adequadamente protegido. 2. Grupo II – Substância de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidos, também por via cutânea. Os limites de tolerância foram fixados pela absorção apenas por via respiratória. As substâncias pertinentes a esse grupo podem ser absorvidas também pela pele intacta, menbranas, mucosas ou olhos. Deverão, portanto, ser tomas medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, afim que o LT não seja ultrapassado. Tais substâncias possuem sinalização na coluna “ Absorção também pela pele” na tabela de LT e limite de tolerância – média ponderada. Exemplo: anilina, tolueno, fenol. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de tolueno: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 CONCENTRAÇÃO (ppm) 50,0 50,0 60,0 80,0 90,0 107

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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6 7 8 9 10

100,0 100,0 100,0 50,0 90,0

Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve –se calcular: a) Concentração média: CM = 50+50+60+80+90+100+100+100+50+90 = 77,0 ppm ________________________________ 10 b) Valor máximo permitido: LT = 78,0 ppm FD = 1,5 VM = 78 x 1,5 = 117,0 ppm Observa –se que nenhuma amostragem superou o valor máximo permitido e a concentração média foi inferior ao limite estabelecido no anexo II, NR – 15. No entanto, o tolueno é uma substância que também penetra pela via cutânea e, para efeito de caracterização de insalubridade, deverá ser observada a utilização de proteção adicional além da respiratória. Embora o limite de tolerância não tenha sido ultrapassado, a insalubridade será caracterizada se o trabalhador não estiver adequadamente protegido (luvas, óculos de visão panorâmica, etc.), uma vez que, como comentado anteriormente, os limites forma estabelecidos levando – se em consideração apenas a via respiratória, devendo, portanto, ser protegida a via cutânea. 3. Grupo III – Substâncias de efeito extremamente rápido. Devido a sua ação imediata, estas substâncias não podem ter seu LT excedido em momento algum da jornada de trabalho, devendo este ser considerado como valor máximo. Exemplo: ácido clorídrico, cloreto de vinila, etc. Limite de tolerância – Valor Teto – Quando na tabela de limite de tolerância estiver a coluna de “valor – tetor” significa que o valor estabelecido como limite de

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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tolerância é concentração máxima, que não poderá ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho. Exemplo: Concentração

Tempo O LT foi ultrapassado já que em momento algum a concentração excede o LT fixado. Concentração

LT

Tempo O limite de tolerância foi ultrapassado já que o limite de tolerância fixado foi ultrapassado. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe as seguintes concentrações de ácido clorídrico: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2,0 3,0 4,0 6,0 3,0 5,0

Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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no caso de o trabalhador não estar adequadamente protegido. Verificar se as atividades neste local são permitidas. portaria nº 3. etc. estando assinalada a coluna “valor – teto”.0 µg/m³ Tolueno = 326 µg/m³ Xileno = 15 µg/m³ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.Embora a legislação brasileira. estabeleça apenas este tipo de amostragem. sala 201 . Grupo IV – Substâncias de efeito extremamente rápido que podem ser absorvidas por via cutânea. no anexo 11. em higiene industrial. Observa-se que os exemplos citados se referem a amostragens instantâneas. não cabe a percepção do adicional de insalubridade. para coleta de vapores orgânicos provenientes do solvente. conclui – se que não é permitido trabalho neste setor. é largamente utilizada. a atividade caracteriza-se como insalubre de grau máximo. NR – 15. Exemplo: Um trabalhador desenvolve atividades em um ambiente contaminado com acetileno obtendo – se concentrações de 15 % de oxigênio no seu local de trabalho. dosímetro passivo de carvão ativado.com. Exemplo: acetileno. etano. argônio.0 ppm para o ácido clorídrico. isto é . utilizou – se. a amostragem contínua. Os resultados abaixo foram fornecidos pelo laboratório: Benzeno = < 1.0 ppm. Sabendo – se que o acetileno é considerado um asfixiante simples.214. 4. que não deve ser nunca inferior a 18%. cujos exemplos mostraremos abaixo: Exemplo 1: Em atividade de pintura a pistola. coletado durante 6 horas. devido a deficiÊncia de oxigênio. NR – 15.br 110 . 267. podendo o Ministério do trabalho interditar o local ou setor. aquelas com períodos de duração entre 5 a 30 minutos. Como as amostragens 4 e 6 superaram 4. fixa limite de tolerância de 4. isto é. a possibilidade de trabalho no local é determinada pela presença de oxigênio.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho O anexo 11. Como essa situação gera risco grave e iminente.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. Como esse local apresentou percentual de oxigênio abaixo de 18%.

0 ppm para n – butalamina.com.0 3.0 1. Deste modo.5 0. Benzeno = < 0.br 111 . NR – 15.015 mg/m³ Comparando – se as concentrações obtidas com os respectivos limites de tolerância estabelecidos no anexo 11.0 1. Deve – se Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . devido ao seu efeito imediato sobre o organismo. Exemplo: sulfato de metila.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS . a fim de desvio. Nenhuma amostragem ultrapassou o valor máximo e caso o trabalhador esteja adequadamente protegido com relação à via cutânea a atividade não será considerada insalubre. cujos valores são de 24 mg/m³. verifica-se que a concentração média das substâncias analisadas não superou o limite de tolerância. NR – 15. além de não poderem ter seu LT excedido em momento algum. As substâncias deste grupo. portaria nº 3214. É importante salientar que o resultado fornecido pelo laboratório é de concentração média durante a jornada de trabalho.butalamina: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO (ppm) 2. fixa limite de tolerância de 4.0 2. também requerem que medidas de proteção sejam tomadas.0 2.0 O anexo 11.326 mg/m³ Xileno = 0. 267. Exemplo numérico: Um trabalhador se expõe às seguintes concentrações de n.0 3.0 1. álcool u – butílico.001 mg/m³ Tolueno = 0.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado. as oscilações acima e abaixo do limite fixado não pode ser detectadas por este método.5 3. sendo VM = LT. estando assinalada as colunas “valor – teto” e “absorção também pela pele”.

sem provocar outros efeitos fisiológicos significativos. é especial para que a insalubridade não seja caracterizada. 1. deslocam o oxigênio do ar. Grupo V . 267. neste caso. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho frisar a proteção da via cutânea. sendo 18% o valor mínimo permissível.Alguns gases e vapores. Não possuem LT. em altas concentrações no ar. Deve ser avaliada a quantidade de oxigênio no ar.Lajeado / RS . atuam como asfixiantes simples.br 112 .com. isto é .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 . pois o fator limitante é o oxigênio disponível.

br 113 .com. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – A Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .

VI – Promover debates. RESOLVE: Art. considerando o disposto no art. 267. sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados. através de parecer técnico. II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade.As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes: I – Informar o empregador. de 09. encontros. V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho. treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. seminários. DE 21 DE SETEMBRO DE 1989 A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO. doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador. bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. sala 201 .530. acompanhando e avaliando seus resultados. propondo sua eliminação ou seu controle.04. bem como as medidas de eliminação e neutralização. III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho. no uso de suas atribuições.br 114 . adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em sua planificação.86. campanhas. reuniões. 1º . 6º do Decreto 92. palestras. doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores.275.º 3.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – B DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PORTARIA N.com. beneficiando o trabalhador. bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização.

VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas. com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho. reforma. observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação. 267. doenças profissionais e do trabalho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho normas de segurança e higiene do trabalho. dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas. sala 201 . materiais de apoio técnico. resultados de análises e avaliações.br 115 . dados estatísticos. avaliando seu desempenho. orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais. assuntos técnicos. administrativos e prevencionistas. Art. VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção. quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço. X – cooperar com as atividades do meio ambiente. regulamentos. educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador. inclusive por terceiros. ampliação. de acordo com a legislação vigente.com. para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores. 1º As atividades do Técnico de Segurança. controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente. documentação. incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida.Lajeado / RS . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. IX – indicar. visando evitar acidentes do trabalho.. XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas. XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas. solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio. arranjos físicos e de fluxo. recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis..CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.

doenças profissionais e do trabalho. XVIII – participar de seminários. bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos. XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador. doenças profissionais e do trabalho. XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho.br 116 . 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho. revogadas as disposições em contrário. seus riscos específicos.com. normas. Art.Lajeado / RS . que permitam a proteção coletiva e individual.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. 267. DOROTHEA WERNECK Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres. perigosas e penosas existentes na empresa. treinamentos.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho. congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional. Art. XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos. sala 201 . regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica. fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal. calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas.

você deveria estar procurando melhorar as condições dele o mais depressa possível. 267.com. arejados. Sim O ambiente é amplo? Cada um tem seu próprio espaço pessoal? Há um lugar onde se possam guardar os objetos pessoais? As cadeiras e bancos são confortáveis? O equipamento e o maquinário são de fácil manuseio? Todos podem se locomover à vontade? A temperatura é amena em todos os lugares? É fornecida alguma roupa de trabalho adequada.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. acessíveis e em funcionamento? 117 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. se necessário? Todas as áreas são bem arejadas? Há alguma diretriz de “Proibido fumar”? O ar condicionado e o aquecimento às vezes Não funcionam adequadamente? São vistoriados e consertados com regularidade? As instalações são bem iluminadas? Há iluminação de emergência no local? Há um gerador de emergência disponível caso seja preciso? As áreas extremas ficam acesas durante a noite? As luzes e janelas são limpas? O equipamento e o maquinário são silenciosos? Os equipamentos. sala 201 . maquinários e processos ruidosos são identificados como sinais de aviso? Há local agradável e bem equipado para beber? Existem locais com cabines e armários para se guardarem roupas e sacolas? Há um local para se secarem as roupas. Caso contrário.br .Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – C SEGURANÇA DO TRABALHO Você está trabalhando em um ambiente de trabalho saudável? Se puder responder “sim” às perguntas a seguir. quando necessário? Os sanitários estão limpos. vocÊ pode estar trabalhando em um ambiente saudável.

Lajeado / RS .br 118 . Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 . 2000.com. sabão. 267.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho Existem pias com água quente e fria. toalhas e outros itens de limpeza? Material Auxiliar I Fonte:: Como motivar pessoas Iain Maitland.

em visita a locais de trabalho – galerias de minas – escreve que trabalhadores utilizavam máscara de panos ou membranas de bexiga de carneiro – registro do 1º EPC – empregados para proteger-se contra poeiras minerais. ( ) Em 460 a 375 a. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.br 119 .D COLÉGIO MARTIN LUTHER Centro de Educação Profissional Martin Luther Estrela/RS Avaliação da disciplina de SEGURANÇA DO TRABALHO I Professor Eduardo Becker Delwing Turma: TST Data: / / 200 Nome: ________________________________________________ 1. que fez referências sobre o trabalho ser o causador de doenças como na extração de minerais e fundição de prata e ouro. Por esta obra Ramazzini recebeu o título de Pai da Engenharia do Trabalho. proibia o trabalho noturno para crianças. ( ) 1802.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO . Marcar verdadeiro (V) ou falso (F) ( ) Em 1842.Lajeado / RS . ( ) Em 1556. sala 201 . 267.C. no Império Romano. na Escócia. publicado por Georgius Agrícola.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. para realizar exames em mulheres.. foi promulgada a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes. Plinius. e obrigava as empresas a fazer a lavagem das paredes duas vezes por ano. em latim a obra De Ré Metálica. Exemplo: Silicose. na França. principalmente de chumbo e mercúrio.com. que previa jornada máxima de 12 horas para crianças. foi instituído a obrigatoriedade do médico de fábrica. ( ) O médico italiano Bernardino Ramazzini publicou a obra intitulada De Morbis Artificum Diabrita sobre as doenças com trabalhadores em mais de 50 ocupações diferentes.

relativas à Segurança do Trabalho. Benjamim Macredi publicou Leis sobre a Proteção do empregador. que considerada como a 10ª Lei de Proteção ao Trabalhador. ( ) Em 1978. da CLT. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. ( ) Em 1971.Lajeado / RS . de 16 de fevereiro. nos EUA. ( ) Em 1833. 267. cria a Campanha Nacional de Acidentes de Trabalho – CANPAT. ( ) Em 1972.214 que aprova as Normas Regulamentadoras –NR do Capítulo V do Título II. que sensibilizou a opinião pública.br 120 . sala 201 .255. elaborou um cuidadoso relatório sobre trabalhadores doentes.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. editada a Portaria 3. 08 junho.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ( ) Em 1937. fazendo que fosse baixado o Factory Act. em 27/07 é editada à Portaria 3237 que regulamenta artigo 164 da CLT. Decreto nº 68. uma CPI. obrigando a existência de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (SESMT) em empresas com mais de 200 funcionários.com.

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – G Conforme NR – 26.Lajeado / RS . complete o nome da respectiva cor relacionada a segurança do trabalho: Corpo de máquinas = ___________________________________________ Corredores de circulação = _______________________________________ Óleo diesel.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.br 121 . 267.com. gasolina = __________________________________________ Canalização contendo ácidos = ____________________________________ Óleo lubrificante. asfalto = _______________________________________ Mangueiras para acetileno = ______________________________________ Canalizações de água= __________________________________________ Faixas no piso de entrada de elevadores = ___________________________ Localização de bebedouros = _____________________________________ Canalizações de ar comprimido = __________________________________ Canalizações à vácuo = __________________________________________ Canalizações com álcalis cáusticos = ________________________________ Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. sala 201 .

na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 84 92 55 43 65 71 82 64 53 93 2.br 122 . Grupo 1 (ação generalizada depende da concentração) Exemplo: Um trabalhador exposto a nitretano. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267.Lajeado / RS .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – H EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1.com. sala 201 .

sala 201 .com. podendo também ser absorvidas por via cutânea). Grupo 2 (ação generalizada. na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? CONCENTRAÇÃO ppm 4 2 1.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.8 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.5 3. 267.Lajeado / RS .5 3 5 1.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 3.5 2 4. Exemplo: Um trabalhador exposto a éter decloroetílico.br 123 .5 3.

04 0.08 0.br .com. Valor Teto = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a sulfato de dimetila usando máscara para gases tóxicos P2 como EPI (equipamento de proteção individual). na na seguinte situação de amostragem direta: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A atividade é insalubre? Em que grau? 5.01 0.05 0.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho 4. Grupo 4 ( efeito extremamente rápido.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.07 0. na seguinte situação de amostragem: AMOSTRAGEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CONCENTRAÇÃO ppm 0.05 0. valor teto não pode ser ultrapassado e pode também ser absorvida por via cutânea.02 0. Grupo 3 ( efeito extremamente rápido.07 0. valor teto não pode ser ultrapassado) Valor máximo = Limite de Tolerância Exemplo: Um trabalhador exposto a cloreto de vinila. 267.Lajeado / RS .03 0. sala 201 .04 124 CONCENTRAÇÃO ppm 120 100 40 130 160 135 155 170 124 140 Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

obtem – se 16 % de oxigênio no local de trabalho. Exemplo: Num ambiente confinado (caixa d’ água) com presença de Argônio.com. deslocam o oxigênio do ar. pois o fator limitante é o oxigênio disponível. sala 201 .CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho A atividade é insalubre? Em que grau? 6. A atividade é insalubre? Qual o grau? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. 267. valor permissível de 18%).br 125 .Lajeado / RS . Grupo 5( asfixiantes simples. Não possuem Limite Tolerância.

Aguarda quatro minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e em seguida gasta outros três minutos para descarregar o forno. Existe insalubridade? 2. de natureza leve. 267. com alguma movimentação.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO – I EXERCÍCIOS SOBRE AVALIAÇÃO AMBIENTAL – CALOR 1.br 126 . Considerando que o local de trabalho é o local onde permanece o trabalhador enquanto carrega e descarrega o forno e que o local de descanso é o local onde o operador permanece sentado. Reclamante argüi insalubridade devido à exposição ao calor. Tbn acusou 24º C e Tg 52º C. diante de um forno. fazendo anotações. e sabendo – se que no local de trabalho M= 300 Kcal/h. A perícia mo local de trabalho evidenciou os seguintes dados: executava trabalho contínuo. Verificou que o trabalho era executado em pé.com. moderado. e sabendo – se que as medições acusaram: Tg = 44 º C e tbn = 22 º C. Existe insalubridade? 3. pergunta – se se existe insalubridade por calor? Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Tg = 54 ºC e Tbn = 24 º C e no local de descanso M = 125 Kcal/hm Tg = 30 ºC e Tbn = 20 º C. Era forneiro em uma padaria e laborava das 4:00 às 10:00. sala 201 . Durante o tempo em que aguarda a elevação da temperatura. Numa empresa.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet. em bancada. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho. o operador de forno fica fazendo anotações sentado em uma mesa que está afastada do forno. Considerando – se que um trabalhador exerce atividade pesada ao executar remoção com pá. com alguma movimentação. de pé.Lajeado / RS . um operador de forno gasta três minutos carregando o forno.

sala 201 . 267.Lajeado / RS .CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO .br 127 .com.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.J Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros.

) CEP Função Acidente ou Doença Data do Acidente Local do Acidente Parte(s) do corpo atingida(s) Descrição da situação geradora do acidente ou doença Houve Registro Policial? ( ) 1. N°.) Nome Endereço (Rua.com.. Av. 2.. Judic. 267. Sep..CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO I EMITENTE Empregador Secretaria/Autarquia Endereço (Rua.Func. Solteiro 2. Após quantas horas de Houve Afastamento? ( ) 1. do Emissor Responsável Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros... Não Município Código Funcional Hora do Acidente Município do Local do Acidente Município Nome da Mãe Sexo ( ) 1. N°. Comunicação de Óbito em . Sim trabalho? 2..) Bairro Telefone Bairro Telefone Houve morte? ( ) 1. N°. Casado 3. Estado Civil ( ) 1.Sim 2. Não UF Especif.) CEP Acidentado Nome do Funcionário Data de Nascimento Carteira de Identidade Endereço (Rua. do Local do Acidente Agente Causador Local de Trabalho Tipo da CAT ( ) 1. Viúvo 4. Masc. Av. Data Órgão Exp. Reabertura 3.. Início 2.. Não Testemunhas Nome Endereço (Rua. sala 201 . Compl... Fem.. Av. Compl. Av. .br 128 . Sim 2.CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet./. Outro Fem. 2./. Compl. Masc. UF Remuneração Mensal Bairro Telefone Aposentado? ( ) 1. N°. 5... Compl... Bairro Telefone ______________________________ Local e Data _______________________________________________ Nome/Cargo/Cód..Lajeado / RS ..

.Lajeado / RS . M. S.10 _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico com CRM Tipo ( ) 1. sala 201 ...DMST CID ./.. Sim 2.. 3. T. 5.CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho II ATESTADO MÉDICO Unidade de Atendimento Médico Houve Duração Provável do Internação? ( ) Tratamento dias: 1... Caso haja acidente de trânsito anexar à CAT o Boletim de Ocorrência. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida preferencialmente pela chefia imediata ou pela CIPA.. DO A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA. Típico 2. 2. 4.. Doença 3. Não Descrição e natureza da lesão(ões) Data Hora Deverá o acidentado afastar-se do trabalho Por qual Período? durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Diagnóstico Provável ______________________________ Local e Data III . Houve Internação? ( ) 1.. Caso haja afastamento médico o atestado deverá ser entregue juntamente com a CAT. Não Duração Provável do Tratamento dias: __________________________ Local e Data _______________________________________________ Assinatura e Carimbo do Médico da D.. O acidentado deve exigir o preenchimento da guia de acidente do trabalho para sua própria segurança..br 129 .. Engº Eduardo Becker Delwing Rua: Borges de Medeiros. Sim 2. MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO TRABALHO NOTA IMPORTANTE 1... Trajeto Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? ( ) Sim ( ) Não Por qual Período? Número do Acidente Recebida em... e entregue na Divisão de Medicina e Segurança..CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 e-mail – eduardobedel@certelnet.com.. A comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser feita no prazo máximo de 24 hs./. 267.

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